– Proibição do Cigarro em Espetáculos: Censura ou Responsabilidade Social?

Uma lei que entrará na próxima sexta-feira, complementar à lei anti-fumo que restringe o Tabaco em lugares fechados, proibe o fumo e a utilização de cigarro também em espetáculos.

Todos sabemos que o cigarro faz mal, e desincentivá-lo e combatê-lo é uma necessidade. Entretanto, leio agora que o ator Antonio Fagundes, fumante, cujo personagem em uma recente peça faz uso do cigarro, “detonou a lei”, alegando CENSURA.

Como antitabagista, discordo.

Em: http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?edt=36&id=41058

Para encarnar fumante em peça, Antonio Fagundes diz que vai “peitar” lei

Se todo ator incorpora traços dos tipos que interpreta, parece que Antonio Fagundes, 60, escolheu o que levar de seu personagem em “Restos”, de Neil LaBute, antes da estreia no dia 20, em São Paulo, no teatro Faap: o ataque à patrulha antitabagista.
Em cena, dirigido por Márcio Aurélio (“Agreste”), ele encarna um fumante inveterado que repassa –com suspiros saudosistas e certa birra dos modos contemporâneos– as fases de sua relação com a mulher cujo corpo está sendo velado.
Ela morreu de câncer, ele está na fila. Pouco importa. “Guardem seus panfletos ou qualquer outra merda sobre o assunto, ok? A vida é minha, pelo menos o que resta dela”, diz à plateia.
O texto de LaBute é farto em rubricas que pedem um cigarro à mão. Mas a Lei Antifumo que entra vigor na sexta no Estado de São Paulo impede que atores fumem em cena sem autorização judicial. É aí que Fagundes toma emprestado o tom incisivo do personagem:
“Vou peitar isso e fumar. Temos um problema de censura. É um precedente grave se a gente não fala nada. Fiquei surpreso que os fumantes tenham ficado quietos. O brasileiro está muito quieto para tudo. Espero que os fumantes não votem nas pessoas que aprovaram essa lei. É engraçado, porque parece que o [governador José] Serra é ex-fumante. Não tem coisa pior do que ex”. (nota do blog: Serra não é ex-fumante e sempre foi antitabagista)
Para Fagundes, “começa assim; amanhã, vão dizer que não pode beijar na boca porque passa gripe suína; depois, não pode mostrar assassinato [em cena], porque é contra a lei. As pessoas ainda não perceberam, a liberdade não se perde de uma vez. Os puritanos proibiram o teatro na Inglaterra por décadas pois achavam que era satânico. Caminhamos para isso”.
Sem patrocínio para a montagem de “Restos”, o ator também tece críticas ao debate sobre a reforma da Lei Rouanet, que concede às empresas que investem em produções artísticas isenção de parte do Imposto de Renda devido.
“As pessoas que redigem a lei deveriam entender o mecanismo de produção de teatro, saber quanto custa manter um espetáculo em cartaz, anunciar num jornal. Não tem ninguém nessas comissões que já tenha feito teatro? [Quando se fala em mudar a lei] Dá a impressão de que é um movimento rancoroso, do tipo ‘só estes caras que não precisam [por serem famosos] recebem dinheiro’. É claro que precisam!”
Por conta das restrições previstas na Rouanet aos gastos com divulgação, os espetáculos estreiam, segundo Fagundes, com “morte anunciada”. “Você fica em cartaz por pouco tempo. Ou seja, se antes se falava em espetáculos de elite, agora são peças para a elite da elite, porque não são só para quem pode pagar, mas para quem corre para pagar”, observa.

– Ativismo PornoEcológico!

Segundo José Paulo de Andrade, durante o Jornal Gente da Rádio Bandeirantes de SP, uma das mais polêmicas entidades de preservação às matas chegou ao Brasil, para junto de Greepeace e WWF lutarem pelo meio-ambiente.

Tudo bem, se não fosse o modo pelo qual esses ativistas protestam: a ONG “Fuck for Forest” ganhou notoriedade no mundo pelo fato de seus integrantes se despirem e em pares e se abraçarem juntos as árvores, em atos que costumam ser reservados para momentos íntimos.

Você entedeu, né?

Pois bem: eles estão atrás de Voluntários Brasileiros para trabalharem pelas causas verdes. Não há requisitos básicos, apenas a disposição para despojamento em prol da Responsabilidade Social.

Caso queira conhecer a ONG, clique em: http://www.fuckforforest.com/. Mas um alerta: o conteúdo é impróprio para crianças, e embora seja um engajamento pela ecologia, o método é controverso. Aliás, o nome da ONG já diz tudo. Vale apenas pelo inusitado em busca da preservação!

– Lições Contra o Preconceito

Em tempos de intolerância, veja que bacana: uma ONG brasiliense, participante do projeto ‘Generosidade”, ensina a crianças a serem tolerantes através da literatura:

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI79208-15228,00-LICOES+CONTRA+O+PRECONCEITO.html

LIÇÕES CONTRA O PRECONCEITO

Luciana tem 57 pares de sapato. Mariana, apenas um. Mas nenhuma das duas dá importância para isso – elas gostam mesmo é de brincar descalças na praia, onde se encontram e constroem juntas um grande castelo de areia. A partir do dia 6 de julho, as duas estarão nas bibliotecas de 2.600 escolas públicas de todo o Brasil. A história delas faz parte de um dos livros infantis da coleção Bem-Me-Quer, criada para dar lições sobre preconceito e diversidade para crianças da pré-escola ao ensino fundamental.

Luciana e Mariana contam com a companhia de outros personagens: João é paquerado pela menina mais bonita da escola, mas gosta mesmo é de Vitinho. Gilberto e Otávio, brancos, percebem que podem ser amigos de Tobias, que é negro. Já Marina tem síndrome de Down, o que não a impede de jogar bola com o irmão. Ao todo, são nove livros ilustrados sobre temas como orientação sexual, raça, gênero e deficiência, acompanhados de um audiolivro para deficientes visuais com todas as histórias, trilha sonora e um encarte em braile.

A coleção faz parte do projeto Bem-Me-Quer, desenvolvido pela ONG brasiliense Indica, o Instituto dos Direitos da Criança e do Adolescente, com o objetivo de diminuir o preconceito entre os jovens brasileiros. O instituto foi fundado em 2002 pelo libanês Agop Kayayan, ex-representante no Brasil do Unicef, o Fundo das Nações Unidas para a Infância. Segundo Kayayan, a ideia surgiu depois que ele constatou que o preconceito pode ter maior impacto sobre crianças que sobre adultos. “A discriminação é uma das principais causas de violência entre crianças. A criança discriminada sofre mais e perde muito de sua autoestima”, afirma.

Para ajudar a melhorar o ambiente nas escolas, o Indica organiza mostras de vídeo, eventos culturais e reuniões com educadores sobre diversidade. Mas a distribuição de livros infantis é a iniciativa mais ambiciosa da ONG até agora. Para viabilizar o projeto, o coordenador editorial Alex Chacon reuniu 14 autores e ilustradores do Brasil, da Argentina e do Chile. Giovane Aguiar, atual presidente do Indica, foi o responsável por estabelecer parcerias com órgãos como a Fundação Itaú Social, que vai financiar a distribuição dos livros. Agora, ele tenta fazer um acordo com o Ministério da Educação para incluir a coleção na lista de publicações indicadas pelo órgão do governo: “Isso seria revolucionário, porque a discussão da diversidade chegaria a todas as escolas”.

Uma pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, a pedido do Ministério da Educação, em 501 escolas públicas do país, mostra que a discriminação em sala de aula é generalizada: 99,3% das pessoas entrevistadas demonstraram ter algum tipo de atitude preconceituosa. Entre os alunos, 19% já viram algum colega negro ser vítima de perseguição pelos colegas, aquilo que os anglo-saxões chamam de bullying. Classe social e orientação sexual, nessa ordem, completam a lista dos motivos mais frequentes para práticas discriminatórias.

Ao confrontar os dados das escolas com os resultados da Prova Brasil 2007, constatou-se que o desempenho dos alunos piora de acordo com o índice de preconceito nas instituições. “Em escolas com nível mais acentuado de atitude preconceituosa e bullying, a nota média de português e matemática foi menor”, afirma o coordenador da pesquisa, José Afonso Mazzon. Para ele, iniciativas que estimulem o respeito à diversidade podem melhorar o desempenho dos alunos. “É natural, porque se cria um ambiente mais propício ao aprendizado”, diz.

Alex Chacon acredita que os livros infantis podem cumprir essa função. “A ideia é ajudar a criança a reconhecer o preconceito e levar isso em conta em suas decisões”, afirma. “Ela vai perceber que, às vezes, deixa de ser amiga de outra criança por preconceito.” Antes de serem publicados, os textos e as ilustrações da coleção foram avaliados por psicólogos e membros de ONGs de minorias, que sugeriram alterações e o uso de termos politicamente corretos. Outra preocupação foi garantir a qualidade artística do material. “São livros produzidos para crianças carentes, que também são carentes de cultura”, afirma Giovane Aguiar. A pedido de Aguiar, o Indica também elaborou um guia para orientar os educadores sobre o uso dos livros em sala de aula.

A proposta agradou a especialistas. Carlos Laudari, um dos coordenadores do projeto Escola sem Homofobia, que prepara professores para discutir a orientação sexual em sala de aula, acredita que a capacitação pode romper barreiras. “Eles querem ser preparados para lidar com a diversidade, porque sabem que alguns alunos sofrem muito”, diz. O pedagogo Luiz Ramires Neto, responsável por um grupo de discussões semelhante em São Paulo, concorda: “Os educadores costumam afirmar que desconhecem o assunto e que isso nunca foi abordado em sua graduação e licenciatura”.

Para o idealizador do projeto, Agop Kayayan, a coleção é apenas o primeiro passo para combater o preconceito no país. “Como os adultos, e aprendendo deles, as crianças discriminam outras crianças e adolescentes diferentes em religião, cor de pele, classe social e outros fatores.” Kayayan espera que, depois de aprenderem a respeitar a diversidade em sala de aula, as crianças levem a discussão para fora da escola e ajudem a mudar o comportamento de seus pais. Segundo ele, esse efeito “subversivo” ajuda ações sociais contra o preconceito a atingir um grande público, apesar do orçamento reduzido.

– Os Empreendedores Sustentáveis

Ecologicamente engajados, uma nova safra de empreendedores surgem. Preocupados com o meio ambiente, eles tem feito a diferença.

Extraído de: http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid382362,0.htm

Uma nova safra de empreendedores sustentáveis

Desconfiança de mercado e falta de investimentos não inibem criatividade de empresários com ideias ‘verdes’

Crédito escasso, alta carga tributária, acesso restrito a mercados e burocracia. Não são poucos os desafios que um empreendedor enfrenta para fazer seu negócio caminhar no Brasil. E quem optou por agregar o atributo “sustentabilidade” ao seu produto ou serviço ainda tem outros percalços para transpor, como a desconfiança inicial dos investidores, os custos elevados de uma produção sem escala, o consumidor pouco sensível à causa.

Ainda assim, uma nova safra de empreendedores tenta frutificar. À medida que o conceito de sustentabilidade começa a ser valorizado pelo mercado, algumas dessas barreiras iniciais vão sendo rompidas.

André Carvalho, pesquisador do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Ces), está há seis anos no comando do New Ventures, um programa que coloca, vis-à-vis, donos de negócios “verdes”, geralmente empresas emergentes (ou start-ups, como se diz no jargão dos negócios) e possíveis investidores, como fundos de investimentos, empresas e “anjos” – pessoas físicas que aportam recursos em pequenos negócios com potencial promissor.

 

Não há estatísticas sobre a taxa de natalidade e mortalidade dos negócios verdes. Mas a experiência de Carvalho à frente do New Ventures indica que sobram boas ideias e falta quem invista nelas. De 2003 até hoje, os pesquisador da FGV fez contato com mais de 500 empreendedores “verdes”.

Destes, 180 chegaram a construir planos de negócios; 49 foram apresentados a investidores e seis efetivamente receberam aportes de recursos.

“Os empreendedores verdes têm pela frente um cenário ainda mais difícil, pois enfrentam desconfiança por terem um produto ou serviço menos convencional”, diz Carvalho.”Em muitos casos, o mercado está longe de assimilar uma ideia que seja muito inovadora”, avalia.

 EMPRESÁRIO DO AÇÚCAR QUE ABOLIU A QUEIMA DA CANA

Colher a cana-de-açúcar crua soava como uma insanidade em meados da década de 1980 no Brasil. Saiu de Sertãozinho, no coração da indústria canavieira paulista, a vontade de mudar alguns preceitos do ‘modus operandi’ da cultura da cana. Tudo começou como um projeto de reflorestamento de matas ciliares. Eliminar as queimadas nos canaviais foi a segunda providência.

Depois, veio o controle biológico de pragas. Fornecedores de equipamentos tiveram de desenvolver máquinas para colher e processar a cana sem ela ser queimada. Vinte anos depois, as mudanças transformaram o Grupo Balbo, dono da marca Native, no maior produtor de açúcar orgânico do mundo. No ano passado, o grupo gerou 56 mil toneladas do produto, o que representa 20% do total de açúcar orgânico produzido no mundo.

“O que nos motivou a investir nesse projeto em 1986 foi o desejo de manifestar o potencial ecológico da cana-de-açúcar. A cana está entre as cinco culturas mais ecológicas que existem, dependendo do manejo que se dá à produção”, afirma o diretor da Native, Leontino Balbo Júnior. Terceira geração da família Balbo – pioneira no agronegócio de cana na região -, ele abraçou a ideia de que era possível fazer mais pelo ambiente do que recompor as matas ciliares.

“Muita gente achava que essas ideias eram uma loucura e que quebrariam a empresa”, conta Fernando Alonso, diretor comercial e braço direito de Balbo Jr. Na época, o mercado inexistia no País. Causou estranheza quando a Global Organics, grande distribuidora de orgânicos dos EUA, bateu na porta dos Balbo. “A empresa tinha se convertido em um produtor de orgânicos sem se dar conta disso.”

O passo seguinte foi certificar a produção orgânica, que abriria as portas do mercado internacional. Hoje, 85% da produção é exportada.

Além de fornecer açúcar para indústrias de alimentos, a empresa desbrava o mercado com a marca Native, conhecida dos consumidores da Coreia do Sul, Espanha, Portugal e França. A entrada, neste ano, na rede de produtos naturais Whole Foods, dos EUA, deve consolidar a marca no mercado internacional.

As novas frentes de batalha são a produção de álcool orgânico, já em andamento, e de plástico biodegradável, do açúcar. “Sustentabilidade é consequência do trabalho. A grande missão é mudar a maneira das pessoas pensarem”, diz Balbo Jr.

– Dia do Amigo e de Doar Sangue!

Amigos, hoje é o “Dia do Amigo”.

A data não é popular. No mundo empresarial, a Ambev vem fazendo maciça campanha na mídia para vender suas cervejas, se valendo da oportunidade e tentando divulgar o evento. Mas uma causa mais nobre tem sido bem aproveitada: o Ministério da Saúde, através de uma campanha em blogs (e me incluo aqui), está convidando os blogueiros a fazerem postagens coletivas com o seguinte propósito: se hoje é dia do amigo, que tal doar sangue a um amigo? Ou a um amigo desconhecido? Ou, simplesmente, doar sangue?

E aí, caro leitor: que tal a sugestão?

Vamos doar sangue?

Um depoimento sobre a necessidade de doar sangue, principalmente nessa época de baixa quantidade nos bancos de sangue: http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2009/05/17/gripe-suina-x-doacao-de-sangue/

– Por que Existe tanta Diferença no preço do Álcool Combustível?

O comércio irregular de álcool no Brasil é mais sério do que se pensa. De produtos roubados à sonegação fiscal, passando pela adulteração, cada vez mais tais práticas devem ser fiscalizadas e seus responsáveis presos.

Compartilho tal material que explica como funciona essa nefasta indústria, e uma pequena resposta ao questionamento: Por que tanta diferença no preço do álcool?

(enviado pelo amigo Ernesto Aguiar, via e-mail, extraído da Folha de Londrina)

COMO FUNCIONA A SONEGAÇÃO DO ÁLCOOL

Há pelo menos três formas de sonegar impostos no setor de combustível, especialmente na compra e venda de álcool, relataram à reportagem dois sócios de uma distribuidora em Londrina, cujos nomes não serão revelados a pedido deles. “Só vendemos gasolina e óleo diesel, porque o comércio de álcool é impraticável em Londrina”, disse um dos empresários. 

Uma das formas de sonegação é a adição de água ao álcool anidro – produto não tributado, pois é destinado exclusivamente para ser adicionado à gasolina – e sua posterior venda como álcool hidratado, aquele para ser usado nos carros a álcool. Neste caso, há sonegação e adulteração. Também há distribuidores que conseguem colocar o álcool da usina diretamente nos postos, deixando de recolher pelo menos 6% do ICMS. A terceira forma é quando as usinas entram no conluio e vendem o álcool sem nota fiscal

A sonegação é responsável pelo mercado “extremamente complicado” em Londrina, segundo admite o próprio presidente do Sindicato dos Revendedores do Paraná (Sindicombustíveis), Roberto Fregonese. Há quase uma década, órgãos de defesa do consumidor se debatem para tentar regularizar o setor; empresários respondem ações criminais por crimes contra a ordem econômica, como a prática de cartel; alguns já foram presos. 

Na semana passada, revendedores disseram à reportagem que existe dumping no mercado, uma forma criminosa de nivelar os preços abaixo do custo e aniquilar a concorrência. Os próprios empresários admitiram ter baixado o álcool para R$ 0,99 porque foram subsidiados por distribuidoras. O preço voltou a subir na última quarta-feira, em média, 40%. A gasolina subiu cerca de 10%. 

Os empresários disseram que o problema dos preços do combustível começa nas próprias distribuidoras. Algumas não têm base, ou seja, operam a partir de pequenos escritórios “apenas vendendo nota fiscal”, como é o caso da segunda modalidade de sonegação.

“A ANP (Agência Nacional do Petróleo) exige que toda distribuidora tenha um local onde o combustível que vem da usina, no caso do álcool, seja depositado, contabilizado e vistoriado. Essas distribuidoras sem base não têm nada disso”, afirmou um distribuidor. 

De acordo com o empresário, a “distribuidora” vai à usina, carrega o caminhão e faz a distribuição diretamente nos postos. “Às vezes, uma nota fiscal é usada para várias vendas: pagam o imposto apenas uma vez.”

Problemas operacionais

Recentemente, a Receita Estadual deixou de exigir o lacre nas bombas de combustível, o que permitiria que o dono do posto adultere a quantidade vendida, pagando menos impostos. O mesmo órgão também acabou com os postos fiscais, que deveriam abordar caminhões carregados de álcool para verificar se o imposto foi pago na usina. “Isso permite que as usinas vendam o combustível sonegando os impostos”.

Este, aliás, é outro problema apontado pelos empresários: a forma de cobrança do imposto. No caso da gasolina e do óleo diesel, a Petrobras recolhe todos os tributos incidentes. Na venda de álcool é diferente e o recolhimento passa por duas fases. A usina deve recolher 12% e a distribuidora, 6%, além da substituição tributária. ”Mas as distribuidoras ‘clandestinas’ conseguem sonegar os 6% e vender o combustível mais barato para o posto; óbvio que o dono do posto sabe disso, porque quando consegue preço mais baixo é porque comprou o produto sem nota”, relatou um dos empresários.

Para eles, o ideal seria que a usina fosse responsável por recolher todos os impostos. “Então, quando as distribuidoras fossem comprar, o preço seria o mesmo para todos. E seria muito mais fácil fiscalizar as pouco mais de 20 usinas do Paraná do que todas as distribuidoras e postos”, explicou o empresário. “O que queremos é competir em igualdade de condições e poder vender álcool; não queremos virar bandidos sonegadores de impostos”, acrescentou o outro.

– A Intolerância no Futebol: Brasileiros no Exterior

Muito interessante uma série apresentada pela Rádio CBN na semana passada. Nela, se abordou o racismo frente a jogadores de futebol brasileiros.

Os temas foram divididos em:

– A DISCRIMINAÇÃO NO DIA-A-DIA FORA DE CAMPO;

– TORCEDORES NACIONALISTAS;

– RACISMO CONTRA BRASILEIROS;

– PROBLEMAS CAUSADOS POR COSTUMES BRASILEIROS;

– POR DINHEIRO, CALA-SE MESMO SENDO VÍTIMA DE RACISMO.

Em destaque, um atleta que foi atingido por um cacho de bananas na Polônia; outro que foi preso por sambar no seu apartamento. Um depoimento do Zé Elias (ex-Corinthians), alegando que nosso país é visto como terra de “Futebol, Samba e Prostitutas“. Outro atleta aceita a discriminação, pois no exterior ganha dinheiro. Ainda, jogadores brancos discriminados por negros. Por fim, sociólogos debatem: o que o jogador de futebol brasileiro tem feito para ser aceito no exterior?

O acesso para a série está disponível em áudio, no link: http://cbn.globoradio.globo.com/series/PRECONCEITO-A-INTOLERANCIA-NO-FUTEBOL.htm

– Passagem Aérea Gratuíta Só Para Quem Quebra Estádio

Incrível o desrespeito contra o cidadão de bem que paga seus impostos! O Ministro dos Esportes Orlando Silva organizou um forum com líderes de torcidas organizadas, com representantes dos principais pontos do país, e os trouxe de graça, dando hospedagem e passagem aérea!

Eu trabalho em 3 atividades, pago todos os meus impostos e respeito o meu próximo nos estádios de futebol; nunca ganhei passagem aérea para evento educacional algum. Já eles que causam arruaças em praças esportivas..

Nada contra a Organização de Torcidas. Mas os ali presentes são todo conhecidos, principalmente pela polícia. Ao invés de cadeia… Hotel e Avião???

tsts…

– O Comércio de Dados Pessoais no Brasil

Uma quadrilha especializada em “Vendas de Dados Pessoais” foi presa nessa semana em São Paulo. Há anos, lembro-me de algo parecido, onde os criminosos tinham até mesmo a Declaração de Imposto de Renda do então presidente Fernando Henrique Cardoso.

Dessa vez, a grandeza do crime era maior. Os dados eram financeiros e sociais de políticos, empresários, atletas e atores. Do governador José Serra, por exemplo, existia até mesmo a relação dos vizinhos e seus hábitos.

Num primeiro momento, pode-se pensar na invasão de privacidade, onde empresas comprariam informações para envio de mala direta.  Mas o problema é maior: bandidos poderiam utilizar esses dados para a prática de sequestro.

Infelizmente, nossos dados pessoais são cada vez mais públicos. Tente procurar seu nome no “Google”. De repente, você vai se assustar com o que aparece.

A empresa fechada pela polícia que vendia os dados era a AP Informação, e seu site foi retirado do ar. Mas um detalhe que assusta: a empresa alega que um de seus principais clientes é a própria POLÍCIA !

Extraído de: http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1218553-5605,00-DONO+DE+SITE+QUE+VENDIA+DADOS+SIGILOSOS+CONFIRMA+QUE+ATENDIA+POLICIAIS.html

Dono de site que vendia dados sigilosos confirma que atendia policiais

Se informação for comprovada, investigações podem ser anuladas. Empresa cobrava R$ 25 por acesso irrestrito a informações pessoais.

O dono da empresa que vendia dados sigilosos ilegalmente pela internet confirmou em depoimento realizado na sexta-feira (3) à noite que policiais faziam parte da clientela que comprava as informações. A juíza criminal Ivana David afirma que uma eventual prisão de forma ilícita pode favorecer quem deveria ficar atrás das grades. Na manhã deste sábado, o site ainda estava no ar, mas não aceita novos clientes.

“Se eventualmente isso gerou uma prisão e a prova foi buscada de forma ilícita vai caber à justiça ainda soltar o eventual autor do crime. É uma prova que não pode ser refeita, ela não pode ser “consertada”. Ela contamina e de forma fulminante. Então além do policial ter feito um desserviço para sociedade para o processo penal, logicamente vai responder administrativamente e a forma, a profundidade em que ele se entrou na vida de uma pessoa pode ser até considerado criminal.” 

O esquema de venda sigilosa de dados foi descoberto por promotores que se passaram por clientes e constataram que era possível acessar informações de qualquer um, inclusive de autoridades e de pessoas famosas, como jogadores de futebol.

Para ter acesso ao site, bastava pagar R$ 25 por mês, mais uma taxa por consulta. O próprio site dá um exemplo, com dados fictícios. Digitando apenas o CPF de alguém, é possível descobrir o endereço, os telefones, inclusive os celulares, e os contatos de pessoas próximas. Também é possível saber que carro a pessoa tem, a placa, o Renavam, o chassi e o ano de fabricação.

Na manhã de sexta-feira (3), um funcionário da empresa disse, por telefone, de onde vêm as informações. “A origem dos dados são fontes do Detran, dos emplacamentos. Uma empresa que é conveniada a eles, entendeu?”, disse o entrevistado. 

A empresa oferece ainda dados sobre cheques sem fundos, pendências, protestos. Ao ser perguntado sobre como eles conseguem informações sobre cheques, o funcionário diz que “vêm do Banco Central”, por meio de uma empresa terceirizada que passa as informações.

Segundo a empresa, os principais clientes são empresas de cobrança, instituições financeiras, advogados e comerciantes que fazem 2 milhões de consultas por mês. Por telefone, o funcionário acrescentou policiais civis de São Paulo e do Rio de Janeiro. 

“Nós temos grandes clientes, o Deic [Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado], a Polinter, são empresas de segurança, né?”, diz o funcionário. “Segurança Pública, que utilizam o nosso sistema. Delegados e diversas delegacias são clientes nossos”, complementa.

Autoridades e famosos

Durante a investigação, os promotores se tornaram clientes da empresa. Eles constataram que era mesmo possível acessar dados sigilosos de qualquer um, inclusive de pessoas famosas como jogadores de futebol e de autoridades do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.

Os promotores imprimiram os dados sobre eles mesmos e enviaram ao juiz que, diante da força da prova, autorizou a busca e apreensão de material. Nos arquivos de computador apreendidos, os promotores esperam encontrar o nome de quem forneceu e de quem comprou os dados da empresa.

“São dados protegidos e somente disponibilizados mediante autorização judicial. Atinge não só a intimidade, como também viola as restrições do sistema financeiro, chegando inclusive à segurança de autoridades dos Três Poderes, que gozam de proteção oficial e se encontram absolutamente vulneráveis”, disse o promotor Luiz Henrique Dal Poz. 

Outro lado

Desde a operação da promotoria, o site da empresa não aceita novos clientes. Em depoimento, o dono da empresa disse que não sabia que exercia uma atividade considerada ilegal.

O Banco Central informou que não faz levantamentos sobre cheque sem fundos. No Rio de Janeiro, a Polinter declarou que não precisa do serviço de empresas particulares porque os policiais têm senhas que dão acesso a informações oficiais sobre qualquer cidadão.

O Deic, que combate o crime organizado em São Paulo, também afirmou que trabalha dentro da legalidade, e o Detran de São Paulo declarou que todos os dados são mantidos em ambiente seguro e que espera que a investigação diga de onde partiam as informações.

– Administradores Responsáveis em Período Pandêmico

A gripe suína chegou, isso é fato. Alguns exemplos de grande empresas, como a Natura, Vale e Serasa, entre outras, têm tratado do assunto com seus funcionários contaminados ou não. Caso de Saúde ou Responsabilidade Social da Organização?

Respondo: AMBOS

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/negocios/quando-gripe-suina-esta-480097.html

QUANDO A GRIPE SUÍNA ESTÁ ENTRE NÓS

A influenza A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína, já afeta o dia a dia das empresas brasileiras. Companhias como a Vale, a Unilever, a Natura, a Serasa e a Boehringer já anunciaram que ao menos um de seus funcionários apresentou casos confirmados. Outras empresas – como a Comgás – têm suspeitas da doença e ainda aguardam os resultados dos testes.

Tanto as companhias que ainda não têm casos confirmados como as que já possuem têm adotado medidas para evitar a contaminação de mais trabalhadores. Em geral, as principais ações englobam a suspensão ou restrição de viagens ao exterior, o monitoramento do estado de saúde de quem viaja a trabalho e o afastamento temporário dos que tiveram contato com pessoas infectadas.

Após um caso confirmado, a Unilever Brasil afastou temporariamente outras 24 pessoas que tiveram contato próximo com o empregado infectado. A companhia informa que tomou todas as medidas preventivas recomendadas pela vigilância sanitária e que desde a divulgação dos primeiros casos da gripe suína tem orientado internamente seu time sobre os cuidados necessários para a prevenção da doença.

Além de reforçar a importância da higienização e esclarecimento dos sintomas, a Unilever criou um material específico com procedimentos indicados para viagens internacionais, além de colocar à disposição desses funcionários o serviço de saúde da empresa para monitoramento dos viajantes.

Na Vale, cerca de 90 funcionários que tiveram contato com um prestador de serviços infectado após uma viagem à Argentina também foram afastados de suas atividades. Até o dia 29 de junho, eles permanecerão em casa, sob observação. As outras medidas adotadas foram higienização das instalações e do duto de ar condicionado dos locais de trabalho onde prestador esteve, a maior orientação aos demais funcionários e o acompanhamento dos empregados com destino e retorno de países considerados áreas de risco pela OMS. Também foram vetadas viagens para o México e reduzidos os deslocamentos para os demais países das Américas e a Austrália. Como alternativa, são usados aparelhos de teleconferências para reuniões entre equipes.

Paralelamente, a Vale desenvolveu um plano de contingenciamento pandêmico para os diversos cenários da gripe suína, contemplando até mesmo a possibilidade de que vários empregados sejam infectados. O “centro de controle corporativo”, que coordena esse plano, utiliza diversas ferramentas de rastreabilidade dos empregados que viajam ao exterior.
Para evitar a proliferação da doença, a Natura, que tem dois casos confirmados e três sob suspeita, orientou os funcionários que trabalham no setor daqueles que foram infectados a procurar orientação médica e a permanecer em casa até que se descarte a contaminação. Os demais também receberam informações sobre a doença e seus sintomas.

A Serasa formou um comitê de prevenção, que conta com a participação de médicos. Além de monitorar a gripe suína e estudar a melhor forma de agir, o comitê tem como objetivo conferir maior agilidade na tomada de decisões, proporcionando tranquilidade aos funcionários. Com a confirmação de cinco casos da doença na empresa, as viagens ao exterior foram suspensas. Antes disso, todos os funcionários que saíam do país a trabalho passavam por uma consulta antes e após a viagem. Hoje, 93 funcionários que tiveram contato com os infectados estão afastados para observação. Mas os trabalhos não foram prejudicados pelas medidas. Recursos como videoconferência e e-mail evitam que os projetos sejam paralisados.

A Boehringer Ingelheim do Brasil – que, por ironia, atua no setor de saúde – afastou por sete dias 25 trabalhadores sem sintomas que tiveram contato mais prolongado com um funcionário vítima do primeiro caso de gripe H1N1 alocado na fábrica de Itapecerica da Serra (SP). Sua contaminação ocorreu durante uma viagem à Argentina. As medidas preventivas abrangem não apenas os funcionários da fábrica como também outros prestadores de serviços e fornecedores que estiveram nos mesmos locais que o funcionário infectado. A empresa diz que a produção e distribuição de medicamentos e o abastecimento do mercado seguem normalmente.

Enquanto aguarda os resultados de dois casos suspeitos, a Comgás já põe em prática seu plano pandêmico.

Em geral, os planos pandêmicos das empresas preveem: o monitoramento da evolução das epidemais no mundo, a pré-definição das pessoas que precisam permanecer na empresa e as que podem trabalhar de casa se houver contaminação, a orientação médica dos funcionários e a restrição das viagens a áreas de risco.

Mesmo empresas que ainda não registraram nem casos suspeitos da doença também adotam precauções. O Itaú Unibanco, por exemplo, formou um comitê multidisciplinar para acompanhar a evolução da doença em todos os países nas quais possui negócios e que também é responsável por orientar seus funcionários sobre a doença. São enviados aos empregados boletins periódicos sobre as formas de contágio, os principais sintomas e as ações de prevenção, seguindo as recomendações do Ministério da Saúde. As mesmas informações também estão disponíveis na intranet.

Um problema nacional

No Brasil, a farmacêutica Roche, fabricante do Tamiflu, medicamento antiviral contra gripes como a suína, direcionou toda a produção do remédio para o governo, conforme determinação da Organização Mundial da Saúde. Segundo a empresa, a produção mundial do Tamiflu em 2009 será de 400 milhões de tratamentos.

No Brasil, o Ministério da Saúde adquiriu 12.500 tratamentos do Tamiflu para uso imediato e outros 9 milhões estão em estoque. Segundo o órgão, todo paciente atendido pela rede de saúde com sintomas da doença é orientado a procurar um dos 53 centros de referência do ministério, espalhados pelo país. Nesses locais, é feita a coleta de material para os exames e o início do tratamento com administração do medicamento mesmo antes da confirmação da doença.

Segundo o último comunicado do Ministério da Saúde, existiam 399 casos de gripe suína confirmados no Brasil e outros 310 sob suspeita. Até 24 de junho, 101 países tinham casos confirmados e divulgados da doença, de acordo com informações dos governos ou da OMS. No mundo, são 56.584 casos confirmados e 259 óbitos – nenhum no Brasil.

– O Descaso aos Deficientes Físicos e Idosos

Fiquei estarrecido com uma constatação de algo que não imaginava: a maioria da população não respeita as vagas reservadas para deficientes físicos e idosos nos shoppings centers paulistanos.

Pode parecer uma bobagem a minha admiração a este assunto, mas é que não dá para entrar na cabeça de que pessoas saudáveis ousam estacionar seus carros nas vagas exclusivas a quem tem mobilidade reduzida. É o be-a-bá da educação! Algo inadmissível pensar que até nisso as pessoas querem tirar vantagem.

Pior: a lei não penaliza os mal-educados, pois não há multa para quem estaciona desrespeitosamente nessas vagas, e nem os shoppings e supermercados podem fazer algo para coibir tal ato. A pintura de vagas reservadas fica lá, simplesmente, aguardando o respeito ao próximo.

– Doe Plaquetas! Os Bancos de Sangue e os Necessitados Agradecem.

Alguns aprendem pelo AMOR, outros pela DOR.

Foi pela DOR que me conscientizei e me tornei doador de sangue e de plaquetas. Após uma experiência pessoal, vi que tal ato humanitário é essencial, embora desprezado pela maioria.

Mas não venho usar espaço para isso nesse momento. Venho pedir: os bancos de sangue de todo o Brasil estão precisando com urgência de Doadores de Sangue e Doadores de Plaquetas! Com o frio, o número de doadores voluntários cai muito; também em épocas festivas, a carência aumenta!

Que tal um ato solitário que dignifica o homem? Doe sangue ou doe plaquetas. Não dói nada, é rápido e faz bem para o corpo e para a alma. Até eu que tenho fobia de agulhas sou doador! Qual o problema então?

Os necessitados de sangue e plaquetas agradecem!

– Caetano Veloso Precisa de Dinheiro Público? Nós o estamos patrocinando…

O descaso com o dinheiro público parece não ter fim. Caetano Veloso, consagrado cancioneiro, está realizando sua nova turnê, e se apresentou num luxuoso e badalado show em São Paulo, no Credicard Hall. Mas um detalhe: sua turnê receberá uma “bolada de dinheiro” do Governo Federal, através da Lei Rouanet, que financia seus gastos e dá (isso mesmo, dá, do verbo “dar”) dinheiro para cobrir prejuízos e viabilizar financeiramente o evento.

Tal lei é para incentivo a cultura, não para ajudar artistas famosos a maximizar seu lucro. Caetano fará caridade em seu show, ou é simplesmente um evento comercial onde ele faturará com as entradas? Que incentivo a cultura é esse, se o show é caríssimo e não popular? O que as pessoas que carecem de cultura ganham quando o Ministério dá dinheiro ao Caetano Veloso?

Se você acha que tais críticas são exageradas, veja o que Gilberto Dimenstein sabiamente escreveu, e para quem gosta de radicalidade, o que o PCdoB colocou em seu sítio eletrônico:

Extraído de:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u581134.shtml

http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=57910

CAETANO PRECISA DE AJUDA?

Estive no show de Caetano Veloso em São Paulo e notei que, apesar do alto preço dos ingressos, todos os lugares estavam ocupados –apenas preço do estacionamento era de R$ 25. Daí se vê o absurdo de uma possível concessão de R$ 2 milhões à turnê nacional desse espetáculo, graças à Lei Rouanet.

Não me senti jogando dinheiro fora ao pagar o alto valor dos ingressos. Muito pelo contrário: Caetano é um talento extraordinário. Mas sinto que meu dinheiro está sendo jogado fora quando recurso público acaba patrocinando esse tipo de evento.

Caetano ajuda a sintetizar meu incômodo com a Lei Rouanet, que o governo pretende reformar. A concessão do incentivo fiscal, como muitos outros incentivos públicos, para a cultura muitas vezes reforça a lógica da desigualdade do país. Faria mais sentido se Caetano, assim como as celebridades artísticas, recebesse o dinheiro em troca não apenas de ingressos gratuitos, mas de oficinas culturais ou aulas-espetáculo. Em poucas palavras, a concessão do benefício estaria condicionada a algum projeto pela melhoria da educação pública.

Todos sairiam ganhando com essa troca: os estudantes mais pobres teriam a chance de uma inesquecível aula-espetáculo.

E o artista teria, além do apoio financeiro, o prazer de compartilhar sua experiência com quem dificilmente assistiria ao seu espetáculo.

POR TRÁS DO JOGO POLÍTICO DA CULTURA

A lógica da CNIC deveria ser a do Ministério:

1. Shows comercialmente viáveis não devem ser incentivados. Caetano é, graças a seu talento. 

2. Não deve haver concentração de verbas no centro-sul. Caetano é um artista do centro-sul, seus shows serão majoritariamente no centro-sul. 

A partir daí, como fica? Na entrevista da Folha, foram apresentados a ele quatro projetos que tiveram o patrocínio negado: as peças “Peter Pan” e “Miss Saigon”, e exposições como “Leonardo da Vinci” e “Corpo Humano”.

Ele não discute os critérios. Mas defende a revogação do veto à Maria Bethania, argumentando que Ivete Sangalo – que é um sucesso comercial maior – teve seu projeto aprovado. 

Não sou masoquista para trabalhar só com artistas malsucedidos. O ministério não tem vocação de irmã Dulce nem de Madre Teresa de Calcutá. Um artista conhecido pode ter dificuldade de conseguir patrocínio para uma obra experimental, ou pode ser do interesse público abaixar os preços de um espetáculo popular. 

Espetáculo popular no Credicard Hall é dose. 

De qualquer modo, Juca deixa transparecer uma suspeita política, a de que a decisão do CNIC visou jogar artistas consagrados contra as mudanças na lei Rouanet. É possível. A própria exclusão de Maria Bethânia e a inclusão de Ivete Sangalo mostra um jogo difícil de ser compreendido. 

Mesmo assim, ficadevendo explicações mais claras, inclusive sobre o tal jogo da CNIC. 

Se a intenção do CNIC foi desgastar as mudanças, conseguiu.

OBSERVAÇÃO: são 2 milhões de reais que o Ministério da Cultura que irão (ou poderiam ir) para Caetano Veloso. Após muitas pressões, o Ministério disse que reverá a Lei Rouanet, para cancelar ou não tal “incentivo”.

– A Sustentabilidade Ambiental em Pauta nas Organizações

Trago um belo texto da FEA (Faculdade de Economia e Administração)-USP, a respeito da questão “sustentabilidade estar se tornando cada vez mais um dos tópicos de responsabilidade social discutidos pelas organizações:

Extraído de: http://www.usp.br/feamais2/leitura.php?i=199

Ingresso da sustentabilidade social na pauta das empresas redefine cenário dos negócios

Por Claudia Gasparini

A complexidade dos mecanismos sociais e a dificuldade de se lidar com eles frequentemente entra em conflito com a urgência em articulá-los de forma sustentável. Em outras palavras, apesar de imprescindível para a conquista da sustentabilidade, o vértice social oferece também desafios sem paralelos. No entanto, de acordo com Annelise Vendramini Caridade, doutoranda em Administração pela FEA, professora e consultora de empresas, as decisões corporativas estão submetidas a uma certa lógica do sistema econômico que dá sinais de mudança, ainda que de forma lenta. “Podemos fazer uma analogia entre o sistema econômico global e um transatlântico: é possível mudar a direção de ambos, porém mudanças de rota não acontecem subitamente, são processos demorados”, propõe Annelise, que atua em gestão estratégica para a sustentabilidade e finanças sustentáveis, além de se dedicar à pesquisa do mesmo tema no PROGESA (Programa de Gestão Estratégica Socioambiental), núcleo vinculado à FIA (Fundação Instituto de Administração).

Não obstante a dificuldade de se reprogramar o sistema, especialmente para se incorporarem adequadamente os custos sociais e ambientais das atividades produtivas, os caminhos da sustentabilidade têm sido perseguidos pelas organizações. Annelise destaca o espaço crescente dos Relatórios de Sustentabilidade e a sua padronização pela GRI (Global Reporting Iniciative). Ela vê um sinal muito positivo no fato de que, no Brasil, tem crescido muito o número de empresas que publicam relatórios anuais de acordo com os padrões da GRI. “Embora ainda haja um caminho a percorrer na busca pelo aperfeiçoamento desses relatórios, essa prática é muito interessante porque revela que as empresas estão aplicando o conhecimento adquirido na publicação dos tradicionais relatórios financeiros, os chamados Relatórios Anuais, para a comunicação de suas práticas socioambientais”, afirma.

Annelise acredita que a questão social entra cada vez mais na pauta das empresas, mas muitas vezes como filantropia, algo que não está ligado necessariamente à estratégia da empresa. “No entanto, compreender que toda atuação empresarial tem um impacto relevante nas comunidades e gerir isso de uma forma responsável são posturas importantes para os negócios, ou seja, existe uma relevância estratégica na ação social, mesmo a de caráter assistencialista, que não pode ser ignorada”, comenta.

De acordo com a doutoranda da FEA, as empresas existem porque a sociedade lhes assegura a licença para operar. Porém, de forma mais acentuada desde a década de 1970, as sociedades estão mais críticas em relação à forma de atuação das corporações. “Quando a empresa apresenta uma postura responsável e faz uma boa gestão de stakeholders, ela está zelando para que essa licença concedida pela sociedade permaneça válida no longo prazo”, diz Annelise. Dessa forma, se uma organização não se preocupa, por exemplo, com o bem-estar de uma comunidade que habita o entorno de suas instalações, essa relação conturbada pode em algum momento explodir e gerar vozes contrárias à existência da organização. Por outro lado, relações harmônicas criam um ambiente estável tanto para a organização como para a sociedade. “Reações negativas, que construam uma imagem desfavorável da empresa, tem a longo prazo um impacto forte sobre as operações e sobre o lucro”, explica.

Adaptação

Annelise acredita que várias corporações estão se estruturando para atender a essa nova pressão da sociedade, sobretudo as de grande porte, criando departamentos de Sustentabilidade e investindo em novos projetos na área. “Trata-se de uma forma de tentar transportar esse tipo de preocupação para o âmbito da competitividade”, diz a doutoranda. As empresas menores, com menos recursos de estrutura, têm investido, em filantropia, no intuito de ao menos não ficarem alheias a essa cobrança.

Ela também chama atenção para a existência de muitas empresas cuja preocupação social não transcende o âmbito do discurso. Trata-se de uma demanda recente e difícil de ser atendida, na opinião de Annelise. Assim, as organizações sentem a pressão da sociedade mas nem todas sabem como transformar essas requisições em prática. “Muitas ainda não sabem como fazer isso de forma estratégica e não conseguem alinhar o discurso com a prática”, comenta. O risco de ser pego numa inconsistência ou incoerência ética é muito grande, o que confirma a importância de uma gestão de comunicação transparente.

Os esforços em direção à sustentabilidade ainda estão distantes do ideal. “Ainda há muita divergência sobre o que é o ideal ou como alcançá-lo, e por esse motivo este é um momento de aprendizado para todos”, diz Annelise.

É o mesmo que afirma Monica Bose, coordenadora de projetos e pesquisadora do CEATS (Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor), ligado à FIA. Ela ilustra sua opinião esclarecendo uma frequente confusão conceitual. “Uma visão muito mal lapidada no meio empresarial é a de que o discurso sobre sustentabilidade seria uma evolução natural das discussões anteriores sobre responsabilidade social”, diz. Ela explica que, baseadas nessa suposição, várias organizações mudam o nome sua antiga área de Responsabilidade Social para Sustentabilidade. O equívoco está em achar que ambos os termos correspondem ao mesmo conceito. Segundo Monica, doutoranda e mestre em Administração pela FEA, o conceito de sustentabilidade, do ponto de vista organizacional, diz respeito ao impacto em larga escala do negócio sobre a sociedade e sobre o planeta. Já a responsabilidade social trata do espectro mais próximo da empresa, isto é, o respeito que a organização deve aos públicos que estão em seu entorno.

A adaptação das corporações às demandas de sustentabilidade também enfrenta outro desafio: a balança entre o lucro e a justiça social. “Acho que muitos CEOs estão com essa preocupação na cabeça hoje em dia. É uma questão muito difícil”, diz Monica. A pesquisadora do CEATS defende que a busca cega pelo lucro na forma como existe hoje é insustentável, por implicar a degeneração do meio ambiente e a manutenção de desigualdades. “Tais externalidades são conhecidas e essa busca precisa ser repensada”, afirma. Ela diz que já existem iniciativas de um capitalismo mais “social”, em que algumas empresas abrem mão de parte do seu lucro em prol de uma cadeia de geração de valor mais sustentável. Há muitos casos de organizações assim no Brasil e no exterior. “O problema é que isso teria de ser aplicado em escala planetária e como concretizar essa transformação é um desafio”, assinala Monica.

Definição de papéis

Para Annelise, é válida, para o caso brasileiro, a afirmação de que, algumas vezes, as empresas estão preenchendo uma lacuna deixada pelo Estado quando investem em projetos sociais. “Às vezes o governo não é tão ágil para resolver problemas nos quais as organizações têm a capacidade de interferir”, explica.

Monica, por sua vez, acredita que é o terceiro setor que assume algumas atividades que teoricamente deveriam ser prestadas pelo Estado, cumprindo funções de assistência social e atendendo a demandas da população mais carente que não tem acesso a serviços públicos de qualidade. “Não se comprovou até hoje que o Estado seja um ator suficiente para promover o desenvolvimento social e ambiental sustentável”, diz.

A resposta, para a pesquisadora do CEATS, está nas parcerias intersetoriais. Enquanto o Estado zela por políticas públicas de maior qualidade e eficiência, o terceiro setor traz sensibilidade para o quesito social e ambiental, muitas vezes acirrando discussões sobre esses temas. Já as empresas cumprem seu papel seja pelo apoio ao desenvolvimento de tecnologias de inovação, ou mesmo oferecendo sustentação financeira. “Por meio dessa complementação de competências, é possível produzir frutos interessantes e inovadores no que diz respeito à sustentabilidade”, completa Monica.

– Carrefour, Pão de Açúcar e Wal Mart se Unem Contra Frigoríficos que Desmatam!

Numa inédita ação neste país, as 3 principais redes de supermercados, que acirradamente disputam o mercado, se uniram contra os frigoríficos acusados de desmatamento da Amazônia – e que inclui o Grupo Bertin!

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u580142.shtml

Varejo suspende compra de carne de áreas desmatadas na Amazônia

Pão de Açúcar, Carrefour e Wal-Mart suspenderam a compra de carnes de 11 frigoríficos apontados pelo MPF (Ministério Público Federal) do Pará como comercializadores de gado criado em área de devastação da Amazônia. Segundo reportagem de Cristiane Barbieri na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal), entre os suspeitos estão alguns dos maiores frigoríficos do país, como Bertin e Minerva.

Os supermercados resolveram tomar a atitude em conjunto, após a denúncia do Ministério Público Federal e da ONG Greenpeace. Segundo as redes varejistas, a iniciativa inclui a notificação dos frigoríficos, a suspensão de compras das fazendas denunciadas e exigências de guias de trânsito animal anexadas às notas fiscais dos frigoríficos.

Estão ainda na lista das notificações do MPF processadores de alimentos, como Sadia e Perdigão, e fabricantes de calçados, como a Vulcabras.

No início do mês, a Promotoria ajuizou 21 ações civis públicas pedindo indenização de R$ 2,1 bilhões de pecuaristas e frigoríficos que comercializaram animais criados em fazendas desmatadas ilegalmente. Após isso, foram enviadas notificações a 69 empresas que compram insumos dessas áreas da região amazônica.

– A Função Social da… Motosserra???

Às vezes, pessoas públicas devem ficar caladas, se o argumento não for convincente. Leia a idiotice que o Deputado Federal do DEM-RR, Luciano Pizzatto, a respeito do desmatamento – basicamente, para ele, é importante desmatar para dar oportunidade de plantar (?).

“O que os defensores do meio ambiente devem entender é que o universo é violento e destrutivo. Ao derrubar uma árvore, estamos na verdade dando o direito de outra árvora nascer”.

Acredite, ele é deputado e disse isso mesmo!!!

– O Lixo do Rio Jundiaí

Neste domingo, alunos de uma escola de mergulho realizaram em Jundiaí uma coleta de lixo em um pequeno trecho do Rio Jundiaí, em lembrança do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado na semana passada. E para um infeliz mas esperado desfecho, foram retirados 2 barcos de sujeira! Lixo antigo acumulado no leito do rio, má educação das pessoas ou descaso social?
Um rio morto, um povo mal educado e a não conscientização da sociedade. É assim que cuidamos do meio ambiente…

– Dia Mundial do Meio Ambiente

Cada vez mais as organizações estão se preocupando com a preservação do meio ambiente e práticas responsáveis nas suas empresas. Para muitos, o Ministério do Meio Ambiente deveria, por exemplo, ser mais importante que o Ministério da Fazenda.

Compartilho com os amigos ótimo artigo do “O Estado de São Paulo” a respeito desta data, trazendo opiniões de pessoas de áreas diversas da sociedade brasileira a respeito dessa temática. Afinal, nesse dia 31 se celebra o “Dia do Meio Ambiente”.

Extraído de: http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid382385,0.htm

Múltiplas visões sobre o meio ambiente no Brasil

Personalidades com conhecimento na área dizem o que melhorou e o que piorou no último ano no País

Cinco personalidades com visões diferentes sobre o ambiente no Brasil falam dos avanços e retrocessos na área. Na lista estão o embaixador e ex-ministro do Meio Ambiente e Amazônia e da Fazenda Rubens Ricupero; o físico, professor, ex-ministro da Educação e ex-secretário de Ciência e Tecnologia de São Paulo José Goldemberg; o bispo da CNBB dom Pedro Luiz Stringhini; o empresário do ramo de mineração e energia Eike Batista; e a atriz Christiane Torloni.

Com exceção de Goldemberg e Eike Batista, todos se mostraram preocupados com projetos que tramitam no Congresso e tentam retirar da União, transferindo para Estados e municípios, a prerrogativa de fixar, por exemplo, o tamanho das áreas de proteção permanente às margens dos rios e córregos. “Sei pela minha experiência que Estados e municípios são os que menos zelam pelo ambiente”, diz Ricupero. “Basta ver como madeireiros financiam as eleições no Pará.”

 Para a atriz Christiane Torloni, é preciso uma mobilização da sociedade para conhecer os políticos que querem alterar o código florestal para que eles não sejam eleitos. “Podemos fazer isso democraticamente”.

O QUE AVANÇOU E O QUE RETROCEDEU?

Rubens Ricupero – ex-ministro e embaixador

“A maioria das coisas ficou na mesma. Eu uso como referência o tempo em que fui ministro do Meio Ambiente e Amazônia, entre 1993 e 1994. Nesse tempo, questões como o desmatamento da Amazônia e zoneamento ecológico não registram avanços. Os únicos avanços que tivemos no período foram tecnológicos, mas, infelizmente, não seguidos da mesma eficiência na repressão. Pode haver um retrocesso se esse projeto da bancada ruralista passar, em que Estados e municípios podem definir o porcentual de floresta a ser preservado, o que é muito preocupante”

 José Goldemberg – professor da USP

“A redução do desmatamento na Amazônia e a sinalização do Ministério do Meio Ambiente pelo estabelecimento de metas, além de um projeto do Executivo de São Paulo propondo limites para emissões de gases de efeito estufa, finalizaram um cenário de avanço. No entanto, a matriz energética nacional tomou a direção errada com usinas térmicas a gás e carvão e o licenciamento ambiental da usina nuclear Angra 3, baseado em compensações locais e na promessa de um depósito definitivo para os rejeitos radiativos. A má qualidade do óleo diesel nacional e os planos para autorização da expansão da cana no Pantanal também são pontos negativos”

 Dom Pedro Luiz Stringhini – bispo da CNBB

“A sociedade brasileira tem avançado na reflexão e na tomada de consciência. No Brasil, os governos não têm priorizado a defesa do ambiente. Santa Catarina, em seguida às lamentáveis catástrofes, propõe modificação na legislação para que se avance na derrubada das matas ciliares. As obras do PAC e o entusiasmo com o pré-sal vão na contramão das soluções alternativas para o uso de energia. É necessário apostar na educação ambiental, valorizar um novo padrão de consumo, apoio efetivo à agricultura familiar e ao microcrédito, transporte coletivo de qualidade, desmatamento zero, moralização do Ibama e órgãos de controle”

Eike Batista – empresário

“O Brasil tem avançado muito na legislação ambiental, com uma visão ampla do que se precisa fazer, seguindo os melhores padrões internacionais. Para decolar, um projeto passa por rigorosa análise ambiental, em que tudo é checado. Não avalio que tenha havido retrocesso na área de ambiente, pelo contrário. O nível de exigência vem aumentando. É preciso entender e produzir estudos de impacto ambiental e estar preparado para fazer novos estudos, aperfeiçoados. Pode custar mais caro, levar mais algum tempo, mas o órgão público tem de ter o embasamento necessário para conceder licenças e é preciso fazer as coisas certas”

Christiane Torloni – atriz

“A discussão no Brasil avançou muito. Falar de floresta amazônica era papo de ecochato e, no dia 13, foi possível realizar uma vigília de oito horas no Senado para ouvir cientistas e políticos sobre o tema. Outro dia, um deputado disse que se lixava para opinião pública e nossa vigília mostrou que a opinião pública tem seu lugar. O grande retrocesso é o Código Florestal estar sob ameaça, como em Santa Catarina, que atropelou a Constituição e interferiu em uma questão federal. Nós precisamos anotar o nome dos políticos que querem boi e soja no lugar de mata para que eles não voltem”

– Dia Mundial do Meio Ambiente

Cada vez mais as organizações estão se preocupando com a preservação do meio ambiente e práticas responsáveis nas suas empresas. Para muitos, o Ministério do Meio Ambiente deveria, por exemplo, ser mais importante que o Ministério da Fazenda.

Compartilho com os amigos ótimo artigo do “O Estado de São Paulo” a respeito desta data, trazendo opiniões de pessoas de áreas diversas da sociedade brasileira a respeito dessa temática. Afinal, nesse dia 31 se celebra o “Dia do Meio Ambiente”.

Extraído de: http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid382385,0.htm

Múltiplas visões sobre o meio ambiente no Brasil

Personalidades com conhecimento na área dizem o que melhorou e o que piorou no último ano no País

Cinco personalidades com visões diferentes sobre o ambiente no Brasil falam dos avanços e retrocessos na área. Na lista estão o embaixador e ex-ministro do Meio Ambiente e Amazônia e da Fazenda Rubens Ricupero; o físico, professor, ex-ministro da Educação e ex-secretário de Ciência e Tecnologia de São Paulo José Goldemberg; o bispo da CNBB dom Pedro Luiz Stringhini; o empresário do ramo de mineração e energia Eike Batista; e a atriz Christiane Torloni.

Com exceção de Goldemberg e Eike Batista, todos se mostraram preocupados com projetos que tramitam no Congresso e tentam retirar da União, transferindo para Estados e municípios, a prerrogativa de fixar, por exemplo, o tamanho das áreas de proteção permanente às margens dos rios e córregos. “Sei pela minha experiência que Estados e municípios são os que menos zelam pelo ambiente”, diz Ricupero. “Basta ver como madeireiros financiam as eleições no Pará.”

 Para a atriz Christiane Torloni, é preciso uma mobilização da sociedade para conhecer os políticos que querem alterar o código florestal para que eles não sejam eleitos. “Podemos fazer isso democraticamente”.

O QUE AVANÇOU E O QUE RETROCEDEU?

Rubens Ricupero – ex-ministro e embaixador

“A maioria das coisas ficou na mesma. Eu uso como referência o tempo em que fui ministro do Meio Ambiente e Amazônia, entre 1993 e 1994. Nesse tempo, questões como o desmatamento da Amazônia e zoneamento ecológico não registram avanços. Os únicos avanços que tivemos no período foram tecnológicos, mas, infelizmente, não seguidos da mesma eficiência na repressão. Pode haver um retrocesso se esse projeto da bancada ruralista passar, em que Estados e municípios podem definir o porcentual de floresta a ser preservado, o que é muito preocupante”

 José Goldemberg – professor da USP

“A redução do desmatamento na Amazônia e a sinalização do Ministério do Meio Ambiente pelo estabelecimento de metas, além de um projeto do Executivo de São Paulo propondo limites para emissões de gases de efeito estufa, finalizaram um cenário de avanço. No entanto, a matriz energética nacional tomou a direção errada com usinas térmicas a gás e carvão e o licenciamento ambiental da usina nuclear Angra 3, baseado em compensações locais e na promessa de um depósito definitivo para os rejeitos radiativos. A má qualidade do óleo diesel nacional e os planos para autorização da expansão da cana no Pantanal também são pontos negativos”

 Dom Pedro Luiz Stringhini – bispo da CNBB

“A sociedade brasileira tem avançado na reflexão e na tomada de consciência. No Brasil, os governos não têm priorizado a defesa do ambiente. Santa Catarina, em seguida às lamentáveis catástrofes, propõe modificação na legislação para que se avance na derrubada das matas ciliares. As obras do PAC e o entusiasmo com o pré-sal vão na contramão das soluções alternativas para o uso de energia. É necessário apostar na educação ambiental, valorizar um novo padrão de consumo, apoio efetivo à agricultura familiar e ao microcrédito, transporte coletivo de qualidade, desmatamento zero, moralização do Ibama e órgãos de controle”

Eike Batista – empresário

“O Brasil tem avançado muito na legislação ambiental, com uma visão ampla do que se precisa fazer, seguindo os melhores padrões internacionais. Para decolar, um projeto passa por rigorosa análise ambiental, em que tudo é checado. Não avalio que tenha havido retrocesso na área de ambiente, pelo contrário. O nível de exigência vem aumentando. É preciso entender e produzir estudos de impacto ambiental e estar preparado para fazer novos estudos, aperfeiçoados. Pode custar mais caro, levar mais algum tempo, mas o órgão público tem de ter o embasamento necessário para conceder licenças e é preciso fazer as coisas certas”

Christiane Torloni – atriz

“A discussão no Brasil avançou muito. Falar de floresta amazônica era papo de ecochato e, no dia 13, foi possível realizar uma vigília de oito horas no Senado para ouvir cientistas e políticos sobre o tema. Outro dia, um deputado disse que se lixava para opinião pública e nossa vigília mostrou que a opinião pública tem seu lugar. O grande retrocesso é o Código Florestal estar sob ameaça, como em Santa Catarina, que atropelou a Constituição e interferiu em uma questão federal. Nós precisamos anotar o nome dos políticos que querem boi e soja no lugar de mata para que eles não voltem”

– Dia Mundial do Meio Ambiente

Cada vez mais as organizações estão se preocupando com a preservação do meio ambiente e práticas responsáveis nas suas empresas. Para muitos, o Ministério do Meio Ambiente deveria, por exemplo, ser mais importante que o Ministério da Fazenda.

Compartilho com os amigos ótimo artigo do “O Estado de São Paulo” a respeito desta data, trazendo opiniões de pessoas de áreas diversas da sociedade brasileira a respeito dessa temática. Afinal, nesse dia 31 se celebra o “Dia do Meio Ambiente”.

Extraído de: http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid382385,0.htm

Múltiplas visões sobre o meio ambiente no Brasil

Personalidades com conhecimento na área dizem o que melhorou e o que piorou no último ano no País

Cinco personalidades com visões diferentes sobre o ambiente no Brasil falam dos avanços e retrocessos na área. Na lista estão o embaixador e ex-ministro do Meio Ambiente e Amazônia e da Fazenda Rubens Ricupero; o físico, professor, ex-ministro da Educação e ex-secretário de Ciência e Tecnologia de São Paulo José Goldemberg; o bispo da CNBB dom Pedro Luiz Stringhini; o empresário do ramo de mineração e energia Eike Batista; e a atriz Christiane Torloni.

Com exceção de Goldemberg e Eike Batista, todos se mostraram preocupados com projetos que tramitam no Congresso e tentam retirar da União, transferindo para Estados e municípios, a prerrogativa de fixar, por exemplo, o tamanho das áreas de proteção permanente às margens dos rios e córregos. “Sei pela minha experiência que Estados e municípios são os que menos zelam pelo ambiente”, diz Ricupero. “Basta ver como madeireiros financiam as eleições no Pará.”

 Para a atriz Christiane Torloni, é preciso uma mobilização da sociedade para conhecer os políticos que querem alterar o código florestal para que eles não sejam eleitos. “Podemos fazer isso democraticamente”.

O QUE AVANÇOU E O QUE RETROCEDEU?

Rubens Ricupero – ex-ministro e embaixador

“A maioria das coisas ficou na mesma. Eu uso como referência o tempo em que fui ministro do Meio Ambiente e Amazônia, entre 1993 e 1994. Nesse tempo, questões como o desmatamento da Amazônia e zoneamento ecológico não registram avanços. Os únicos avanços que tivemos no período foram tecnológicos, mas, infelizmente, não seguidos da mesma eficiência na repressão. Pode haver um retrocesso se esse projeto da bancada ruralista passar, em que Estados e municípios podem definir o porcentual de floresta a ser preservado, o que é muito preocupante”

 José Goldemberg – professor da USP

“A redução do desmatamento na Amazônia e a sinalização do Ministério do Meio Ambiente pelo estabelecimento de metas, além de um projeto do Executivo de São Paulo propondo limites para emissões de gases de efeito estufa, finalizaram um cenário de avanço. No entanto, a matriz energética nacional tomou a direção errada com usinas térmicas a gás e carvão e o licenciamento ambiental da usina nuclear Angra 3, baseado em compensações locais e na promessa de um depósito definitivo para os rejeitos radiativos. A má qualidade do óleo diesel nacional e os planos para autorização da expansão da cana no Pantanal também são pontos negativos”

 Dom Pedro Luiz Stringhini – bispo da CNBB

“A sociedade brasileira tem avançado na reflexão e na tomada de consciência. No Brasil, os governos não têm priorizado a defesa do ambiente. Santa Catarina, em seguida às lamentáveis catástrofes, propõe modificação na legislação para que se avance na derrubada das matas ciliares. As obras do PAC e o entusiasmo com o pré-sal vão na contramão das soluções alternativas para o uso de energia. É necessário apostar na educação ambiental, valorizar um novo padrão de consumo, apoio efetivo à agricultura familiar e ao microcrédito, transporte coletivo de qualidade, desmatamento zero, moralização do Ibama e órgãos de controle”

Eike Batista – empresário

“O Brasil tem avançado muito na legislação ambiental, com uma visão ampla do que se precisa fazer, seguindo os melhores padrões internacionais. Para decolar, um projeto passa por rigorosa análise ambiental, em que tudo é checado. Não avalio que tenha havido retrocesso na área de ambiente, pelo contrário. O nível de exigência vem aumentando. É preciso entender e produzir estudos de impacto ambiental e estar preparado para fazer novos estudos, aperfeiçoados. Pode custar mais caro, levar mais algum tempo, mas o órgão público tem de ter o embasamento necessário para conceder licenças e é preciso fazer as coisas certas”

Christiane Torloni – atriz

“A discussão no Brasil avançou muito. Falar de floresta amazônica era papo de ecochato e, no dia 13, foi possível realizar uma vigília de oito horas no Senado para ouvir cientistas e políticos sobre o tema. Outro dia, um deputado disse que se lixava para opinião pública e nossa vigília mostrou que a opinião pública tem seu lugar. O grande retrocesso é o Código Florestal estar sob ameaça, como em Santa Catarina, que atropelou a Constituição e interferiu em uma questão federal. Nós precisamos anotar o nome dos políticos que querem boi e soja no lugar de mata para que eles não voltem”

– Dia Mundial do Meio Ambiente

Cada vez mais as organizações estão se preocupando com a preservação do meio ambiente e práticas responsáveis nas suas empresas. Para muitos, o Ministério do Meio Ambiente deveria, por exemplo, ser mais importante que o Ministério da Fazenda.

Compartilho com os amigos ótimo artigo do “O Estado de São Paulo” a respeito desta data, trazendo opiniões de pessoas de áreas diversas da sociedade brasileira a respeito dessa temática. Afinal, nesse dia 31 se celebra o “Dia do Meio Ambiente”.

Extraído de: http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid382385,0.htm

Múltiplas visões sobre o meio ambiente no Brasil

Personalidades com conhecimento na área dizem o que melhorou e o que piorou no último ano no País

Cinco personalidades com visões diferentes sobre o ambiente no Brasil falam dos avanços e retrocessos na área. Na lista estão o embaixador e ex-ministro do Meio Ambiente e Amazônia e da Fazenda Rubens Ricupero; o físico, professor, ex-ministro da Educação e ex-secretário de Ciência e Tecnologia de São Paulo José Goldemberg; o bispo da CNBB dom Pedro Luiz Stringhini; o empresário do ramo de mineração e energia Eike Batista; e a atriz Christiane Torloni.

Com exceção de Goldemberg e Eike Batista, todos se mostraram preocupados com projetos que tramitam no Congresso e tentam retirar da União, transferindo para Estados e municípios, a prerrogativa de fixar, por exemplo, o tamanho das áreas de proteção permanente às margens dos rios e córregos. “Sei pela minha experiência que Estados e municípios são os que menos zelam pelo ambiente”, diz Ricupero. “Basta ver como madeireiros financiam as eleições no Pará.”

 Para a atriz Christiane Torloni, é preciso uma mobilização da sociedade para conhecer os políticos que querem alterar o código florestal para que eles não sejam eleitos. “Podemos fazer isso democraticamente”.

O QUE AVANÇOU E O QUE RETROCEDEU?

Rubens Ricupero – ex-ministro e embaixador

“A maioria das coisas ficou na mesma. Eu uso como referência o tempo em que fui ministro do Meio Ambiente e Amazônia, entre 1993 e 1994. Nesse tempo, questões como o desmatamento da Amazônia e zoneamento ecológico não registram avanços. Os únicos avanços que tivemos no período foram tecnológicos, mas, infelizmente, não seguidos da mesma eficiência na repressão. Pode haver um retrocesso se esse projeto da bancada ruralista passar, em que Estados e municípios podem definir o porcentual de floresta a ser preservado, o que é muito preocupante”

 José Goldemberg – professor da USP

“A redução do desmatamento na Amazônia e a sinalização do Ministério do Meio Ambiente pelo estabelecimento de metas, além de um projeto do Executivo de São Paulo propondo limites para emissões de gases de efeito estufa, finalizaram um cenário de avanço. No entanto, a matriz energética nacional tomou a direção errada com usinas térmicas a gás e carvão e o licenciamento ambiental da usina nuclear Angra 3, baseado em compensações locais e na promessa de um depósito definitivo para os rejeitos radiativos. A má qualidade do óleo diesel nacional e os planos para autorização da expansão da cana no Pantanal também são pontos negativos”

 Dom Pedro Luiz Stringhini – bispo da CNBB

“A sociedade brasileira tem avançado na reflexão e na tomada de consciência. No Brasil, os governos não têm priorizado a defesa do ambiente. Santa Catarina, em seguida às lamentáveis catástrofes, propõe modificação na legislação para que se avance na derrubada das matas ciliares. As obras do PAC e o entusiasmo com o pré-sal vão na contramão das soluções alternativas para o uso de energia. É necessário apostar na educação ambiental, valorizar um novo padrão de consumo, apoio efetivo à agricultura familiar e ao microcrédito, transporte coletivo de qualidade, desmatamento zero, moralização do Ibama e órgãos de controle”

Eike Batista – empresário

“O Brasil tem avançado muito na legislação ambiental, com uma visão ampla do que se precisa fazer, seguindo os melhores padrões internacionais. Para decolar, um projeto passa por rigorosa análise ambiental, em que tudo é checado. Não avalio que tenha havido retrocesso na área de ambiente, pelo contrário. O nível de exigência vem aumentando. É preciso entender e produzir estudos de impacto ambiental e estar preparado para fazer novos estudos, aperfeiçoados. Pode custar mais caro, levar mais algum tempo, mas o órgão público tem de ter o embasamento necessário para conceder licenças e é preciso fazer as coisas certas”

Christiane Torloni – atriz

“A discussão no Brasil avançou muito. Falar de floresta amazônica era papo de ecochato e, no dia 13, foi possível realizar uma vigília de oito horas no Senado para ouvir cientistas e políticos sobre o tema. Outro dia, um deputado disse que se lixava para opinião pública e nossa vigília mostrou que a opinião pública tem seu lugar. O grande retrocesso é o Código Florestal estar sob ameaça, como em Santa Catarina, que atropelou a Constituição e interferiu em uma questão federal. Nós precisamos anotar o nome dos políticos que querem boi e soja no lugar de mata para que eles não voltem”

– Dia Mundial do Meio Ambiente

Cada vez mais as organizações estão se preocupando com a preservação do meio ambiente e práticas responsáveis nas suas empresas. Para muitos, o Ministério do Meio Ambiente deveria, por exemplo, ser mais importante que o Ministério da Fazenda.

Compartilho com os amigos ótimo artigo do “O Estado de São Paulo” a respeito desta data, trazendo opiniões de pessoas de áreas diversas da sociedade brasileira a respeito dessa temática. Afinal, nesse dia 31 se celebra o “Dia do Meio Ambiente”.

Extraído de: http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid382385,0.htm

Múltiplas visões sobre o meio ambiente no Brasil

Personalidades com conhecimento na área dizem o que melhorou e o que piorou no último ano no País

Cinco personalidades com visões diferentes sobre o ambiente no Brasil falam dos avanços e retrocessos na área. Na lista estão o embaixador e ex-ministro do Meio Ambiente e Amazônia e da Fazenda Rubens Ricupero; o físico, professor, ex-ministro da Educação e ex-secretário de Ciência e Tecnologia de São Paulo José Goldemberg; o bispo da CNBB dom Pedro Luiz Stringhini; o empresário do ramo de mineração e energia Eike Batista; e a atriz Christiane Torloni.

Com exceção de Goldemberg e Eike Batista, todos se mostraram preocupados com projetos que tramitam no Congresso e tentam retirar da União, transferindo para Estados e municípios, a prerrogativa de fixar, por exemplo, o tamanho das áreas de proteção permanente às margens dos rios e córregos. “Sei pela minha experiência que Estados e municípios são os que menos zelam pelo ambiente”, diz Ricupero. “Basta ver como madeireiros financiam as eleições no Pará.”

 Para a atriz Christiane Torloni, é preciso uma mobilização da sociedade para conhecer os políticos que querem alterar o código florestal para que eles não sejam eleitos. “Podemos fazer isso democraticamente”.

O QUE AVANÇOU E O QUE RETROCEDEU?

Rubens Ricupero – ex-ministro e embaixador

“A maioria das coisas ficou na mesma. Eu uso como referência o tempo em que fui ministro do Meio Ambiente e Amazônia, entre 1993 e 1994. Nesse tempo, questões como o desmatamento da Amazônia e zoneamento ecológico não registram avanços. Os únicos avanços que tivemos no período foram tecnológicos, mas, infelizmente, não seguidos da mesma eficiência na repressão. Pode haver um retrocesso se esse projeto da bancada ruralista passar, em que Estados e municípios podem definir o porcentual de floresta a ser preservado, o que é muito preocupante”

 José Goldemberg – professor da USP

“A redução do desmatamento na Amazônia e a sinalização do Ministério do Meio Ambiente pelo estabelecimento de metas, além de um projeto do Executivo de São Paulo propondo limites para emissões de gases de efeito estufa, finalizaram um cenário de avanço. No entanto, a matriz energética nacional tomou a direção errada com usinas térmicas a gás e carvão e o licenciamento ambiental da usina nuclear Angra 3, baseado em compensações locais e na promessa de um depósito definitivo para os rejeitos radiativos. A má qualidade do óleo diesel nacional e os planos para autorização da expansão da cana no Pantanal também são pontos negativos”

 Dom Pedro Luiz Stringhini – bispo da CNBB

“A sociedade brasileira tem avançado na reflexão e na tomada de consciência. No Brasil, os governos não têm priorizado a defesa do ambiente. Santa Catarina, em seguida às lamentáveis catástrofes, propõe modificação na legislação para que se avance na derrubada das matas ciliares. As obras do PAC e o entusiasmo com o pré-sal vão na contramão das soluções alternativas para o uso de energia. É necessário apostar na educação ambiental, valorizar um novo padrão de consumo, apoio efetivo à agricultura familiar e ao microcrédito, transporte coletivo de qualidade, desmatamento zero, moralização do Ibama e órgãos de controle”

Eike Batista – empresário

“O Brasil tem avançado muito na legislação ambiental, com uma visão ampla do que se precisa fazer, seguindo os melhores padrões internacionais. Para decolar, um projeto passa por rigorosa análise ambiental, em que tudo é checado. Não avalio que tenha havido retrocesso na área de ambiente, pelo contrário. O nível de exigência vem aumentando. É preciso entender e produzir estudos de impacto ambiental e estar preparado para fazer novos estudos, aperfeiçoados. Pode custar mais caro, levar mais algum tempo, mas o órgão público tem de ter o embasamento necessário para conceder licenças e é preciso fazer as coisas certas”

Christiane Torloni – atriz

“A discussão no Brasil avançou muito. Falar de floresta amazônica era papo de ecochato e, no dia 13, foi possível realizar uma vigília de oito horas no Senado para ouvir cientistas e políticos sobre o tema. Outro dia, um deputado disse que se lixava para opinião pública e nossa vigília mostrou que a opinião pública tem seu lugar. O grande retrocesso é o Código Florestal estar sob ameaça, como em Santa Catarina, que atropelou a Constituição e interferiu em uma questão federal. Nós precisamos anotar o nome dos políticos que querem boi e soja no lugar de mata para que eles não voltem”

– Dia Mundial do Meio Ambiente

Cada vez mais as organizações estão se preocupando com a preservação do meio ambiente e práticas responsáveis nas suas empresas. Para muitos, o Ministério do Meio Ambiente deveria, por exemplo, ser mais importante que o Ministério da Fazenda.

Compartilho com os amigos ótimo artigo do “O Estado de São Paulo” a respeito desta data, trazendo opiniões de pessoas de áreas diversas da sociedade brasileira a respeito dessa temática. Afinal, nesse dia 31 se celebra o “Dia do Meio Ambiente”.

Extraído de: http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid382385,0.htm

Múltiplas visões sobre o meio ambiente no Brasil

Personalidades com conhecimento na área dizem o que melhorou e o que piorou no último ano no País

Cinco personalidades com visões diferentes sobre o ambiente no Brasil falam dos avanços e retrocessos na área. Na lista estão o embaixador e ex-ministro do Meio Ambiente e Amazônia e da Fazenda Rubens Ricupero; o físico, professor, ex-ministro da Educação e ex-secretário de Ciência e Tecnologia de São Paulo José Goldemberg; o bispo da CNBB dom Pedro Luiz Stringhini; o empresário do ramo de mineração e energia Eike Batista; e a atriz Christiane Torloni.

Com exceção de Goldemberg e Eike Batista, todos se mostraram preocupados com projetos que tramitam no Congresso e tentam retirar da União, transferindo para Estados e municípios, a prerrogativa de fixar, por exemplo, o tamanho das áreas de proteção permanente às margens dos rios e córregos. “Sei pela minha experiência que Estados e municípios são os que menos zelam pelo ambiente”, diz Ricupero. “Basta ver como madeireiros financiam as eleições no Pará.”

 Para a atriz Christiane Torloni, é preciso uma mobilização da sociedade para conhecer os políticos que querem alterar o código florestal para que eles não sejam eleitos. “Podemos fazer isso democraticamente”.

O QUE AVANÇOU E O QUE RETROCEDEU?

Rubens Ricupero – ex-ministro e embaixador

“A maioria das coisas ficou na mesma. Eu uso como referência o tempo em que fui ministro do Meio Ambiente e Amazônia, entre 1993 e 1994. Nesse tempo, questões como o desmatamento da Amazônia e zoneamento ecológico não registram avanços. Os únicos avanços que tivemos no período foram tecnológicos, mas, infelizmente, não seguidos da mesma eficiência na repressão. Pode haver um retrocesso se esse projeto da bancada ruralista passar, em que Estados e municípios podem definir o porcentual de floresta a ser preservado, o que é muito preocupante”

 José Goldemberg – professor da USP

“A redução do desmatamento na Amazônia e a sinalização do Ministério do Meio Ambiente pelo estabelecimento de metas, além de um projeto do Executivo de São Paulo propondo limites para emissões de gases de efeito estufa, finalizaram um cenário de avanço. No entanto, a matriz energética nacional tomou a direção errada com usinas térmicas a gás e carvão e o licenciamento ambiental da usina nuclear Angra 3, baseado em compensações locais e na promessa de um depósito definitivo para os rejeitos radiativos. A má qualidade do óleo diesel nacional e os planos para autorização da expansão da cana no Pantanal também são pontos negativos”

 Dom Pedro Luiz Stringhini – bispo da CNBB

“A sociedade brasileira tem avançado na reflexão e na tomada de consciência. No Brasil, os governos não têm priorizado a defesa do ambiente. Santa Catarina, em seguida às lamentáveis catástrofes, propõe modificação na legislação para que se avance na derrubada das matas ciliares. As obras do PAC e o entusiasmo com o pré-sal vão na contramão das soluções alternativas para o uso de energia. É necessário apostar na educação ambiental, valorizar um novo padrão de consumo, apoio efetivo à agricultura familiar e ao microcrédito, transporte coletivo de qualidade, desmatamento zero, moralização do Ibama e órgãos de controle”

Eike Batista – empresário

“O Brasil tem avançado muito na legislação ambiental, com uma visão ampla do que se precisa fazer, seguindo os melhores padrões internacionais. Para decolar, um projeto passa por rigorosa análise ambiental, em que tudo é checado. Não avalio que tenha havido retrocesso na área de ambiente, pelo contrário. O nível de exigência vem aumentando. É preciso entender e produzir estudos de impacto ambiental e estar preparado para fazer novos estudos, aperfeiçoados. Pode custar mais caro, levar mais algum tempo, mas o órgão público tem de ter o embasamento necessário para conceder licenças e é preciso fazer as coisas certas”

Christiane Torloni – atriz

“A discussão no Brasil avançou muito. Falar de floresta amazônica era papo de ecochato e, no dia 13, foi possível realizar uma vigília de oito horas no Senado para ouvir cientistas e políticos sobre o tema. Outro dia, um deputado disse que se lixava para opinião pública e nossa vigília mostrou que a opinião pública tem seu lugar. O grande retrocesso é o Código Florestal estar sob ameaça, como em Santa Catarina, que atropelou a Constituição e interferiu em uma questão federal. Nós precisamos anotar o nome dos políticos que querem boi e soja no lugar de mata para que eles não voltem”

– Rita Lee e Bono Vox

Alguns artistas e celebridades de ponta têm desempenhado trabalhos respeitáveis em relação à defesa de causas nobres. Por terem consciência da sua importância perante a sociedade e sua influência sobre os admiradores, se policiam nas atitudes e brigam por causas politicamente corretas. Destes, destaco Bono Vox, vocalista da banda U2 e incontestável exemplo de responsabilidade social.

Pois não é que a Rita Lee (grande roqueira brasileira e com um histórico de drogas e confusões tão extenso quanto sua obra) criticou publicamente Bono Vox, alegando que “Esse negócio de misturar música e política é errado. Veja como é chato o Bono”.

Opinião respeitada, mas não admitida. O que fez Rita Lee por um mundo melhor até agora?

– Scuppies: os “ecomauricinhos”

Ricos, gastadores, considerados por um termo antigo como “Mauricinhos”. Ao mesmo tempo, trabalhadores, esforçados, e engajados num mundo melhor: são os “scuppies”, que estão fazendo a diferença para muita gente necessitada.

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2063/artigo139332-1.htm

Os Ecomauricinhos
Mistura de hippie com yuppie, os scuppies aliam muito trabalho, alta renda e elevado padrão de consumo com consciência social e ecológicapor Francisco Alves Filho

 

Imagine um profissional de sucesso. Aquele empresário ou executivo supercompetitivo, com excelente remuneração e alto padrão de consumo, que não abre mão de frequentar bons restaurantes, viajar para o Exterior e usar roupas de grife. Agora pense em alguém preocupado com a preservação do planeta. Uma pessoa empenhada em evitar a utilização de sacos plásticos, que só usa madeira certificada, come alimentos orgânicos e contribui com alguma ONG envolvida em causas ecológicas ou sociais. Nos últimos tempos, é cada vez mais fácil encontrar todas essas características concentradas em uma mesma pessoa. De tão numerosos, esses espécimes foram batizados nos Estados Unidos com um termo próprio: scuppies, palavra derivada da expressão socially conscius, upwardlymobile person (pessoa socialmente consciente em ascensão econômica). O criador da palavra é Chuck Failla, 40 anos, presidente de uma empresa de planejamento financeiro em Nova York.

“Um scuppie é parte hippie e parte yuppie”, resume. Aqui, alguém com este perfil poderia ser chamado de ecomauricinho. Para Failla, que também apoia ações sociais em favor dos semteto, estes personagens são muito comuns no Brasil. “Foi o país de onde recebi o maior número de mensagens”, disse ele à ISTOÉ.

O executivo americano criou um site há dois anos para explicar o que é um scuppie, mas só agora o termo começou a se popularizar. O empresário Marcus Buaiz, 30 anos, é um deles. Para viver bem, ele trabalha incansavelmente à frente de sofisticados restaurantes como o The Art, em Belo Horizonte, e o Shaya, em São Paulo (em sociedade com Fausto Silva), da casa noturna Club Royal e da agência de gerenciamento de talentos RIP.

Ao mesmo tempo, Buaiz apoia projetos sociais como o AfroReggae, do Rio de Janeiro, que atua nas favelas cariocas. “Já estive no Complexo do Alemão e em Vigário Geral”, conta. Ele acredita que essas ações são importantes em sua vida, e na de todos. “Quero que a minha história mostre que sou uma pessoa generosa, que me preocupo com os outros”, diz. As atitudes que toma para corroborar sua história também passam por procedimentos simples, como adotar a coleta de lixo seletivo e usar produtos ecologicamente corretos. “No projeto de nossa nova casa em Alphaville incluímos energia solar, captação de água da chuva e madeira certificada”, afirma. Recentemente, ele esteve numa reunião da ONG SOS Mata Atlântica a convite de sua mulher, a cantora Wanessa Camargo. Mas esse tipo de militância não faz o seu estilo. “Não quero convencer ninguém, quero apenas fazer o que acho correto.”

Buaiz diz que não é workaholic, mas admite que não fica longe de seu BlackBerry. O dinheiro que consegue no trabalho gasta em prazeres sofisticados, no melhor estilo yuppie. “Sou viciado em Nova York e adoro os restaurantes da cidade, como o Nobu (que pertence ao ator Robert De Niro) e o L’Atelier”, conta. Há outro item obrigatório no seu rol de consumo. “Tenho fixação por relógios, tenho 42”, conta ele. Os mais caros da coleção são um Audemars Piguet e um Roger Dubuis, ambos avaliados em US$ 35 mil.

Na opinião de Failla, muitas pessoas já viviam como scuppies. “Mas só agora passaram a ter um grupo demográfico com o qual se identificar.” É onde se enquadra a carioca Isabela Piereck, 40 anos, mais conhecida como Zazá, dona do charmoso restaurante carioca que leva seu nome, o Zazá Bistrô. O estabelecimento é conceituado e consome muitas horas de trabalho diárias. A atividade rende o bastante para realizar vários desejos de consumo. Recentemente, ela cumpriu um longo roteiro de viagem que incluiu Marrocos, Peru, Espanha e Estados Unidos. “Adoro viajar. É um dos itens nos quais me permito gastar um pouco mais”, diz Zazá, que também não abre mão de ter um carro confortável, como sua Pajero Air Track. Mas Zazá diz praticar o consumo consciente. “É preciso ter em mente que, ao consumir muito, estamos arrasando o planeta”, alerta. Por isso, seu guardaroupa não tem peças em quantidade. Ela prioriza a qualidade e garante não ser vítima da moda. “Um dos meus estilistas favoritos é Ronaldo Fraga, mas também gosto de tecidos naturais”, explica. A opção pelos alimentos orgânicos, sem agrotóxicos, tanto em casa quanto no restaurante, é para preservar a saúde – a sua e a do planeta. Para exercitar seu lado social, ela escolheu o projeto Uerê, que tenta socializar meninos de rua. “Fico pensando que futuro deixaremos para nossos filhos, me preocupo com isso.”

Uma das características do scuppie é justamente não ter um enquadramento só, um figurino único. “Alguns têm mais características hippies e menos traços yuppies, e vice-versa. É essa a razão pela qual este termo tem sido tão bem recebido”, acredita Failla. A analista de conteúdo do canal de tevê Futura, Isadora Andrade, 36 anos, guarda mais semelhanças com os personagens da contracultura dos anos 60. Ela é quase uma militante. “Na festa de um ano da minha filha não servi refrigerantes, mas somente sucos naturais e água de coco”, recorda. “E o bolo não tinha corantes.” Para arrematar, deu como brinde aos bebês da festa pequenas ecobags. “Espero que assim as crianças criem consciência ecológica e evitem usar plástico no futuro”, diz.

A conscientização, entretanto, não faz Isadora deixar de usar seu cartão de crédito para curtir seus maiores prazeres: viajar com assiduidade a Nova York e Washington, além de frequentar bons restaurantes. Sem culpa, ela também consome novidades tecnológicas. “Acabei de comprar um Macintosh sem fio”, conta.

O criador do termo, claro, é um scuppie. Enquanto dirige sua empresa de planejamento financeiro, Failla aproveita tudo de bom que Nova York proporciona, em especial a quem tem boa conta bancária, e cultiva o hobby de navegação a vela, que pratica com a mulher, Carmen. A disposição para gastar e curtir a vida é igual à que ele mantém na hora de ajudar vários projetos destinados a pessoas carentes e de preservação ecológica. A ideia de criar uma nova palavra para designar essa dupla militância nasceu numa prosaica conversa com uma colega. “Quando expliquei que estava fazendo um trabalho para uma organização de pessoas sem-teto, ela lançou um olhar cético para meu terno Armani e meu relógio Rolex e respondeu, meio brincando, que não podia acreditar que um yuppie como eu poderia fazer qualquer coisa de graça”, recorda. Ao responder, Failla disse ser totalmente possível desejar ascensão social e se dedicar a um projeto social – ao mesmo tempo. Surgia, assim, a filosofia scuppie.

– Péssimo Livro para Alunos da 3ª Série

Que gafe a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo cometeu! Em um programa de desenvolvimento da leitura dos estudantes da 3ª série do ensino fundamental, distribuíram um livro com palavrões, incitações ao sexo e pornografias diversas! A principal história é do cartunista Caco Galhardo, que em quadrinhos faz piadas com conotação sexual e vocabulário de gosto duvidoso.

Caco Galhardo, em entrevista a Folha de São Paulo nesta última terça-feira 19/05, respondeu ao jornalista Fábio Takahashi:

FOLHA- A sua história era para crianças de nove anos?

CG- Imagina, é uma HQ (história em quadrinhos) justamente para não ir à escola (…). Nessa eu tirei sarro, falando só baixaria.

FOLHA- Sabe como foi parar nas escolas?

CG- O cara que escolheu não leu o livro.

OBS: O Governador José serra admitiu que o Estado errou, e que abrirá sindicância para punir os culpados.

Extraído de: http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1159630-5605,00-SP+DISTRIBUI+LIVRO+COM+PALAVROES+PARA+ESCOLAS+ESTADUAIS.html

A Secretaria Estadual da Educação de São Paulo distribuiu a escolas um livro com histórias em quadrinhos com palavrões e conotação sexual. Indicado para alunos de nove anos da terceira série do ensino fundamental, o livro “Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol”, com 11 histórias em quadrinhos de vários autores sobre futebol, chamou a atenção de coordenadores pedagógicos.

O material seria usado no programa Ler e Escrever, que reforça a alfabetização de crianças, e os alunos poderiam levar o livro para casa ou usar na própria escola.

A secretaria confirmou a compra dos livros, mas informou que esse foi apenas um dos mais de 800 títulos comprados. Segundo a pasta, foram distribuídos 1.216 exemplares, menos de 1% dos livros colocados à disposição das crianças. Os livros começaram a ser entregues às escolas na semana passada.

O governador José Serra (PSDB) disse que houve “falha” na escolha, pois o material é “inadequado para alunos desta idade”, e que já determinou o recolhimento da obra. Disse ainda que foi aberta uma sindicância e os responsáveis serão punidos. Os resultados da sindicândia devem sair em 30 dias.

Esse é o segundo caso de problemas com o material escolar registrado nas escolas estaduais de São Paulo neste ano. Em março, alunos da 6ª série do ensino fundamental receberam livros em que o Paraguai aparecia duas vezes no mapa e a Venezuela foi esquecida.

– Polemizar a troco de dinheiro, desrespeitando as crenças.

Há certas empresas que não possuem escrúpulos. A fim de lucrar, fabricante de jogos eletrônicos fatura alto vendendo um game onde Buda, Maomé e Jesus Cristo lutam entre si.

Triste e lamentável tal comportamento. Desrespeitar a fé alheia, polemizar e ganhar dinheiro em cima disto, é prova maior da falta de ética.

Extraído de: http://colunistas.ig.com.br/gamegirl/2009/04/28/jesus-buda-e-muhammad-juntos/

Um ano já se passou e grupos religiosos continuam “atirando pedras” no game “Faith Fighter“, do Molleindustria, um estúdio italiano que gosta de gerar burburinhos na web. Segundo a BBC, que destacou o fato – a reclamação da galera – entre as notícias do dia, colocar Jesus, Buda e Muhammad, juntinhos, em um game de luta é desrespeitoso.

O estúdio se defende e diz que nunca pensou em ofender nenhuma religião. O críticos afirmam que o jogo online é profundamente provocativo. Os muçulmanos têm se sentido ainda mais constrangidos porque na tradição islâmica é expressamente proibido sequer desenhar Allah.

A notícia tem repercutido em sites e blogs especializados. O Metro UK também publicou uma nota sobre o polêmico assunto.

Depois de um enunciado formal emitido pela Organização da Conferência Islâmica (Organization of Islamic Conference, o OIC) solicitando a retirada do game da internet, o estúdio decidiu acatar a “sugestão” de excluir de seu portfólio o webgame.

– SP Fashion Week com Cotas Raciais

Novamente o tema “Cotas para Negros” vem à tona. O que dizer agora: o Ministério Público quer que a organização do evento reserve um determinado número de modelos negros para trabalhar no evento.

A oportunidade para qualquer raça está sendo sempre levada em questão. Mas determinar um número parece tão discutível quantos as cotas em universidades, já debatidas neste espaço.

Extraído de: http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a2486235.xml&template=3898.dwt&edition=12180&section=1350

Cotas na moda

Profissionais acreditam que mercado para modelos negros nos eventos de moda do Estado tem sofrido mudanças positivas, mas ainda pode melhorar

A discussão sobre cotas raciais, bastante polêmica em relação às vagas nas universidades, entrou na moda. Há duas semanas, uma reportagem sobre a São Paulo Fashion Week publicada na Folha de S. Paulo ganhou repercussão nacional. O Ministério Público paulista, através da promotora Déborah Kelly Affonso, propôs que fosse estabelecida uma cota para modelos negros nos desfiles daquele evento. A matéria trazia as opiniões do organizador da SPFW, Paulo Borges, e de alguns estilistas participantes da semana de moda. A declaração que mais gerou polêmica foi a de Glória Coelho: Na Fashion Week já tem muito negro costurando, fazendo modelagem, muitos com mãos de ouro, fazendo coisas lindas, tem negros assistentes, vendedoras, por que têm de estar na passarela?

A estilista colocou em seu site um comunicado explicando a frase publicada pela Folha. A SPFW também fez circular um e-mail afirmando que não exerce influência na escolha do casting de seus estilistas. Mas o assunto deve ir muito além da passarela paulistana.

Em Santa Catarina não existe nenhuma obrigação legal de incluir afrodescendentes em desfiles ou campanhas publicitárias. Apesar disso, modelos, produtores e agenciadores percebem indícios de mudança. Segundo Kenia Costa, ex-modelo e atualmente produtora de eventos na área, o mercado catarinense vem sofrendo uma modificação positiva nos últimos tempos.

– Sempre tivemos uma mobilização muito grande para inserir os modelos negros. E já foi muito mais difícil. Tínhamos quatro ou cinco modelos, incluíamos nos castings e nos diziam que um só já estava bom. Hoje isso se reverteu e os clientes pedem as modelos negras. Os homens também – conta ela.

Kenia acrescenta que no Donna Fashion, evento promovido pelo Diário Catarinense, do qual ela é produtora, esta nova mentalidade ficou evidente nas últimas cinco edições.

– Antes nos diziam que não queriam os modelos negros porque não combinavam com o desfile. Hoje já há uma busca não só por negros, mas pela diversidade – afirma ela.

marcia.feijo@diario.com.br

– A Irresponsabilidade de quem está na Mídia

Quando há certos descuidos no gerenciamento da carreira de um atleta, e outras “permissões” e “banalizações”, pode-se perder o controle do que seria educação e bom senso. Grandes atletas e demais jogadores na mídia são exemplos para as crianças. Vide os campinhos de várzea: os meninos são todos Kakás, Ronaldinhos, Ronaldo e outros craques globais.

Qualquer jogo às 16:00h pela Globo é Ibope alto na certa. Assim, o zêlo pela imagem é fundamental. Digo isso pois leio alguns comentários de que o gesto mal-educado do bom atleta Christian (que fora dos campos é uma boa pessoa, já tive a oportunidade de apitá-lo algumas vezes), com o dedo em riste e braços cruzados,  é algo “permitido” dentro da cultura futebolística.

Ora, se nesse horário as famílias estão reunidas para se entreterem ou torcerem com o futebol, não haveria crianças também ávidas em assistir seus craques? Não é um mau exemplo? Jogadores de grandes equipes não tem a noção de que são artistas e modelos para milhões de ilustres anônimos que sonham com o seu sucesso?

Longe de qualquer julgamento ao jogador, mas explorando a questão educacional, compartilho o depoimento do ex-jogador do Palmeiras e Paulista de Jundiaí, hoje treinador de futebol (inclusive com passagem pela Europa e outras equipes nacionais), Wilsinho Ferreira, enviado para mim neste domingo:

Rafael, sábado passado dando treino para meninos de 11 anos, um com a camisa do Corintinhas, marcou um gol e saiu com o DEDO do meio comemorando o GOL. Parei o treino e disse pra ele que nao podia e que ele nao iria mais treinar de continuasse fazendo estes gestos. Terminando o treino chamei o Pai dele e disse o ocorrido. o PAI o repreendeu e disse pra ele o Jogador do Corintinhas vai ser punido pelos gestos quando fez o GOL contra o SP e que o seu filho nao mais iria fazer isto.
São os exemplos desses jogadores que estão hoje no mercado com os exemplos que dao para as crianças.
infelizmente é o que esta acontecendo.
Mas estamos ainda tentando mudar isto .
Outro exemplo negativo é o Adriano, fazer o que?
abraços
Wilsinho

Há algo para discordar desse depoimento? A cada atitude positiva nos gramados, enchemos a cabecinha das crianças de sonhos; a cada ação negativa (e pior: por muitos defendida), estamos contaminando a inocência e a falta de malícia delas, que são o futuro do Brasil.

– Schincariol derruba Ronaldo e Bhrama

Em tempos de propaganda politicamente correta, a Schincariol alegou que o jogador Ronaldo (garoto propaganda da Ambev) é um ídolo das crianças, e ao fazer publicidade para sua cervejaria concorrente, a Bhrama, estava prestando um desserviço a sociedade, associando álcool com o sucesso. Conclusão: Ronaldo não poderá mais ostentar um copo de cerveja nas telas da TV.

Extraído de: http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200904231335_RED_78014935

 

 

O Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária (Conar) aceitou na última segunda-feira uma denúncia feita pela cervejaria Schincariol contra propaganda veiculada pela rival Brahma com o atacante Ronaldo, que iria contra o código de ética do mercado publicitário brasileiro.

De acordo com a denúncia, a campanha vincularia o sucesso do jogador ao consumo de cerveja e o forte apelo de Ronaldo com o público infantil impossibilitaria sua aparição em anúncios deste tipo. Além disso, o código do Conar veta associação de atletas com uniforme de esportes olímpicos em propagandas de bebidas alcoólicas.

Segundo informações do órgão regulador, os representantes do conselho de ética devem julgar o caso em 20 ou 30 dias. O criador da campanha, Eduardo Martins, da agência África, é membro do conselho, mas não poderá votar neste caso, por ser uma das partes interessadas.

A assessoria da Ambev, grupo da marca Brahma, afirmou nesta quinta-feira que ainda não foi notificada da denúncia. No entanto, alguns ajustes já foram feitos no comercial, como a substituição da fala de Ronaldo “eu sou brahmeiro” por “eu sou guerreiro”. A nova peça é veiculada desde o último domingo. 

– A Farra das Passagens, agora com “Impublicações”

Estou apenas fazendo alusão as palavras mal-educadas de Ciro Gomes. Reclamando que o uso das passagens aéreas era legalizado, sem se importando com a imoralidade das viagens descabidas, o político desafiou a impressa e soltou vários xingamentos. E ele acha que está certo!

Pisou na bola, e ainda por cima dá impressão de que todos somos bobos…

 

Veja de desrespeito aos eleitores, extraído de:

http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&cod_publicacao=27925

 

Com palavrões, Ciro contesta informações sobre viagem da mãe

Deputado do Ceará afirma que bilhete para Nova York foi pago com recursos próprios. Em conversa com jornalistas, xingou responsáveis pela lista de usuários das cotas parlamentares

O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) contestou hoje (22) a informação de que cedeu passagens da cota parlamentar para a mãe dele, Maria José, viajar ao exterior. Em nota à imprensa, o parlamentar confirmou a viagem, mas disse que ela pagou o bilhete. Numa conversa com jornalistas, Ciro usou expressões como “filho da puta” e “caralho” ao ser perguntado sobre as passagens.

As contestações sobre a viagem da mãe começaram num discurso no plenário. “Uma mentira grosseira, leviana, envolvendo o nome da minha mãe octogenária. No meu gabinete só quem usa cota para passagens sou eu”, afirmou.

No discurso, o deputado citou o Congresso em Foco entre os veículos que noticiaram a emissão de passagens para a mãe dele. Em determinado momento, questionou se a imprensa estava trabalhando contra a democracia.

Depois de terminar o discurso, Ciro entrou na sala do cafezinho. A reportagem do site o seguiu para pedir mais detalhes sobre a cota de passagens parlamentar. Aos berros, o deputado disse querer saber quem era o “filho da puta” que havia envolvido o nome dele no escândalo.

“Só eu viajo com a cota, e agora me vejo jogado numa lista? Quem fez essa lista?” Uma repórter da Folha de S. Paulo disse que o levantamento era do Ministério Público, e o deputado gritou: “Ministério Público é o caralho. Pode escrever aí. Ciro diz: Ministério Público é o caralho”.

Quando o deputado parecia mais calmo, a repórter do Congresso em Foco tentou obter mais explicações sobre as passagens. Ciro olhou o crachá da jornalista e perguntou: “Você é do Congresso em Foco?”. Ao ouvir a resposta afirmativa, o deputado cearense disse que respeitava o site pelo acompanhamento das atividades do Congresso.

A repórter agradeceu, mas Ciro repeliu o gesto. “Eu não disse que respeito você. Eu disse que respeito o site. Você eu não conheço, nunca a vi aqui. Respeito você porque tenho que respeitar, como respeito a qualquer um”.

Contatos

Antes de publicar a lista dos usuários das cotas parlamentares, o site procurou o deputado Ciro Gomes e sua assessoria durante dois dias. No domingo, tentou o contato por telefone, com os assessores, e encaminhou e-mail. Na segunda-feira, novo contato com o gabinete.

A assessora parlamentar Marina Moura disse que, em resposta, encaminharia ao site uma justificativa que o deputado havia dado antes à Folha de S. Paulo. O e-mail, no entanto, não chegou. A reportagem tentou vários contatos no celular da assessora, mas não houve retorno. (…)

 

 

– Assédio Moral que, cá entre nós, compensa. Ou não?

Sabemos que qualquer forma de Assédio Moral é condenável. Seja por insultos ou discriminação (assédios mais freqüentes), qualquer ação não causa nenhum tipo de alegria ao que sofre tal inibição. Mas, cá entre nós, será que R$ 1,3 milhão recebido por um ex-gerente gay do Bradesco não valeriam à pena?

É claro que o texto é provocativo, mas vale uma reflexão. Entenda essa história:

 

(Extraído da Folha de São Paulo, ed 23/04/2009, pg E1-E3)

 

Depois de 22 anos de trabalho no Baneb (Banco do Estado da Bahia) e mais cinco anos no Bradesco, que incorporou o banco estatal, o então gerente geral de agência Antonio Ferreira dos Santos, 47, foi demitido por justa causa. No entanto, no período em que passou pelo banco privado, de 1999 e 2004, Santos diz ter sido vítima de homofobia. Na semana passada, o TST (Tribunal Superior do Trabalho) acatou os argumentos da defesa do ex-gerente e condenou o Bradesco a indenizar a vítima por assédio moral, discriminação e dano material. O valor da indenização pode chegar a R$ 1,3 milhão.

 

Homossexual assumido, Santos diz que era chamado de “bicha” e de “veado” por seu gerente regional, que chegava a dizer que ele deveria usar o banheiro feminino. “Ele não pegava na minha mão. Achava que minha homossexualidade ‘passaria’ pelo suor”, disse o ex-gerente.Os advogados de Santos conseguiram com que o TST aplicasse ao caso a lei 9.029, de 1995, que proíbe a dispensa do trabalho discriminatória, ou seja, por motivo de sexo, raça, cor, estado civil, situação familiar ou idade.

“As pessoas interpretavam a palavra sexo da lei como sendo só aspecto de gênero, como, por exemplo, privilegiar homens. Mas fizemos uma interpretação extensiva de que, na verdade, a palavra sexo se reporta como a sexualidade como um todo. A orientação sexual do trabalhador não pode servir de pretexto para que ele venha a ser demitido. Fizemos uma análise constitucional da dignidade da pessoa humana, do preceito da igualdade”, afirmou o advogado Bruno Galiano, que representa Santos na ação.

 

 


De acordo com o advogado, o ex-gerente não poderia ser demitido sem justa causa porque possuía uma estabilidade, adquirida por ter sido incorporado do Baneb.”Ele sofreu esse assédio e arranjaram uma forma de dizer que estava demitido por justa causa, quando na verdade o motivo da demissão era a homofobia”, disse Galiano.

Inicialmente, na decisão em primeira instância, a Vara do Trabalho de Salvador condenou o banco a indenizar Santos em R$ 916 mil por dano moral e material. O TST reformou essa decisão e diminuiu o valor para R$ 200 mil.

 

 


Como a defesa conseguiu aplicar a lei 9.029, a legislação tem duas opções de aplicação de pena. Se constatada a discriminação, o empregador, nesse caso o banco, deve reintegrar o demitido à empresa ou pagar a ele o dobro do seus salários até quando a decisão não couber mais recurso.


Segundo o advogado de Santos, a juíza da primeira instância identificou que não havia mais clima para que o ex-gerente fosse reintegrado ao banco, por isso, ela determinou que ele receba os vencimentos em dobro, desde 2004, quando foi demitido, até quando o Bradesco não puder mais recorrer.


Como Santos recebia R$ 5.000, o valor de cada salário passaria para R$ 10 mil. “Chega a esse valor alto porque, de 2004 até 2009 dá 60 meses aproximadamente, o que daria R$ 600 mil de vencimentos, mais R$ 200 mil de indenização que dá R$ 800 mil. Com a correção aproximadamente, nós ‘colocamos’ R$ 1 milhão e com mais um prazo de dois anos até trânsito e julgado [fim dos recursos] do processo mais R$ 300 mil. Foi o cálculo estimado que fizemos”, disse o advogado.


Galiano disse não acreditar que a Justiça mude a sentença do caso. Ele admitiu a hipótese de que o valor pode sofrer reformas, no entanto, disse acreditar que as provas são concretas.


“Existe o distanciamento geográfico e de tempo, isso aconteceu entre 1999 e 2004 lá na Bahia. Dificilmente um ministro vai reformar algo que foi definido nos fatos apurados no Estado da Bahia. Isso nos dá uma segurança de que dificilmente vai haver uma reforma no julgado, mas há a possibilidade. Todo o recurso tem possibilidade de reformar”, afirmou o advogado.


Por meio da assessoria de imprensa o Bradesco disse que vai recorrer da decisão e que não comenta assuntos que ainda estão sob a esfera judicial.


Artigo 482


Santos disse que recebeu uma carta de demissão lacônica, que dizia somente que ele estava sendo desligado da empresa por infringir o artigo 482 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). O artigo lista 12 motivos para a justa causa na demissão, entre eles atos de improbidade, má conduta, condenação por crime e trabalhar embriagado.


No entanto, o ex-gerente alega que era um funcionário exemplar e que sua agência ultrapassava as metas determinadas pelo banco.


“O que me levava a estar no banco era as metas que eu cumpria. Ele [gerente regional] não tinha como me derrubar porque eu era um cumpridor de metas. Eu me superava. Quando o Bradesco dizia quero cem eu fazia 500. A única maneira de continuar na empresa era me superando”, afirmou Santos.


Diferente do que informou seu advogado, ele afirma que não tinha estabilidade, mas não tinha como ser demitido por justa causa porque a agência que gerenciava ultrapassava todas as outras em metas.


“Eu cumpria com facilidade as metas, mas meus colegas me ligavam e diziam “parem de ficar produzindo porque não to conseguindo cumprir aqui’ Também chegavam a dizer “Aquele veado cumpre as metas, porque não posso cumprir?’. Até nisso eu sofria. Meu colega ficava contra mim, porque ele os jogava contra mim”, disse Santos.


Em 2004, quando o gerente regional assumiu temporariamente o cargo de diretor, demitiu Santos por justa causa.


“Além de ser demitido, me tiraram a possibilidade de conseguir emprego [devido à justa causa]. Eu não consegui emprego em lugar nenhum. Eu me vi com meus direitos tirados e sem a possibilidade de conseguir outro trabalho porque ninguém me dava emprego. Hoje montei corretora e sobrevivo vendendo seguro porque o mercado fechou para mim. O Bradesco ele não queria me demitir, queria me matar, porque só conseguir sobreviver porque tive amigos e parentes que me bancaram”, afirmou o ex-gerente.


Para provar o assédio que sofria no Bradesco, Santos conseguiu encontrar várias testemunhas que comprovaram a situação vexatória a qual era submetido. “Essa causa não é minha. As empresas têm de pensar duas vezes antes de fazer uma desgraça dessa com uma pessoa”.

 

Depois da sua análise, minha opinião pessoal: É claro que a dignidade humana não tem preço. Agora, cada um sabe o seu valor…

– Viajando as nossas custas é muito fácil !

O que falar dos nossos ilustres deputados? O escândalo das passagens aéreas mostra que a farra com o dinheiro público é muito maior e habitual do que o contribuinte possa desconfiar! Se até o presidente da Câmara Michel Temer aceita pacificamente a distribuição de cotas de bilhetes para políticos, parentes e amigos, quem vai contrariá-los? Aliás, tanto ele como o “ilustre” parlamentar  Fernando Gabeira, segundo a Folha de São Paulo nesta terça-feira, podem ter atingido a soma de R$ 100.000,00 em passagens. Com o nosso dinheiro, é fácil viajar…

– Assembleia Legislativa de MT dá exemplo ao futebol nacional

Uma crítica comum ao mundo do futebol é a alienação de alguns atletas. Claro, a justificativa virá por parte de muitos, pelo fato de que os atletas de ponta ficam milionários sem ter estrutura emocional, familiar nem educacional (embora, segundo a própria CBF, em dissertação de Mestrado desse autor que vos escreve, 92% dos atletas de futebol profissional ganham até 3 Salários Mínimos). Mas o problema é maior: como estudar e treinar?

Algumas iniciativas esporádicas acontecem por aí: em Jundiaí, até o ano passado (permita-me a ignorância em desconhecer a situação atual), o Paulista FC obrigava seus atletas da categoria de base a estudarem. O Vasco da Gama, segundo matéria de Heitor Mário Freddo no Blog “Imprensa Marrom & Cia” (clique no link para ir à matéria), era um exemplo típico de responsabilidade social no esporte. Também o São Paulo FC o faz no seu CCT de Cotia.

Digo isso pois ouvi na Rádio Globo, no programa “Globo Esportivo”, a promessa santista Neymar dizendo ‘Tive que parar de estudar para tentar o sonho de ser jogador de futebol’. Ora, “teve” que parar? Será que o Santos FC não permitira conciliação? Ou, de repente, a desistência dos estudos seja uma acomodação de jovens talentos espalhados pelo Brasil afora?

Assim, através de um projeto de lei do deputado matogrossense Sérgio Ricardo, o estado do MT obrigará, através da Federação Local, a apresentação da matrícula escolar para que esses menores possam jogar por suas equipes.

Atenção: existe êxodo de menores para a Europa, e isso é sabido. Será que o vínculo estudantil não seria um caminho para evitar o fenômeno “bate-e-volta” de muitos jovens jogadores de futebol brasileiros, além de “iluminá-los” contra a ação de aproveitadores?

Texto abaixo extraído de: http://www.circuitomt.com.br/home/materia/18840

Em Mato Grosso Clubes de futebol terão de exigir matrícula escolar de menores

O 1º secretário da Assembleia Legislativa, deputado Sérgio Ricardo (PR), apresentou projeto de lei que obriga os clubes de futebol que tenham jogadores menores de 18 anos vinculados ao time, a assegurar suas matrículas na rede oficial de ensino pública ou privada, zelando pela sua freqüência e aproveitamento escolar. É considerado como clubes oficiais, as associações devidamente registradas e reconhecidas pela Federação Mato-grossense de Futebol (FMF). O descumprimento à obrigação do artigo anterior acarretará a aplicação das penalidades de multa e de impedimento de participação em torneios e competições oficiais.

Os clubes de futebol que, uma vez penalizados com multa, não regularizarem a situação de matrícula escolar dos jogadores de futebol menores de 18 anos, ficarão impedidos de participar de jogos e campeonatos oficiais no Estado de Mato Grosso.

“A importância do projeto é buscar e assegurar a capacitação educacional do jovem atleta em formação para que, além do auxílio financeiro recebido, tenha assegurado seu desenvolvimento intelectual e a conclusão do ensino regular”, complementa o deputado.

Sérgio Ricardo entende que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação e opressão.

É evidente que nem todas as instituições de formação de jogadores são sérias e respeitam os direitos desses menores. Muitos, afastados da família, acabam se tornando verdadeira moeda de troca entre clubes, com a única atenção ao desenvolvimento físico e esportivo, deixando de lado a frequência escolar e o aprimoramento decorrente dos estudos tradicionais”, explicou ele.
 

– Net Virtua e Bradesco sofrem ataques de Crackers

No último domingo, a empresa Net Virtua foi surpreendida por ataques virtuais. Os assinantes da empresa, quando acessavam o link do Bradesco pela página da cia, eram redirecionados para uma página “clonada”, onde forneciam seus dados pessoais e senhas para os bandidos virtuais.

Nem através de páginas oficiais de empresas idôneas têm-se segurança na internet… lamentável. Já não bastasse os inúmeros e-mails com golpes de redirecionamento (do próprio Bradesco, Unibanco, Itaú, MPF, Receita, Casa Bahia, TAM, CEF… ), agora mais essa!

Extraído de: http://www.bemparana.com.br/index.php?n=104218&t=servidor-do-virtua-vira-alvo-de-ataques

Servidor do Vírtua vira alvo de ataques

Um servidor da banda larga da Net (Vírtua) localizado em São Paulo foi vítima de ataque virtual. A informação, que surgiu primeiramente na internet no domingo, acabou confirmada nesta segunda-feira pela assessoria de imprensa da companhia.
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–>Um servidor da banda larga da Net (Vírtua) localizado em São Paulo foi vítima de ataque virtual. A informação, que surgiu primeiramente na internet no domingo, acabou confirmada nesta segunda-feira pela assessoria de imprensa da companhia.
Piratas virtuais direcionaram usuários que acessavam o site do banco Bradesco para uma página falsa. O site apócrifo roubava dados e senhas dos internautas.
“Ocorreu um fato isolado em um servidor de DNS (Domain Name System) que afetou menos de 1% de sua base de clientes de São Paulo e apenas os usuários que acessaram a página de um site bancário. O problema foi imediatamente identificado e corrigido”, informou a Net. “Temos recebido relatos desse mesmo problema de usuários do Vírtua que o sistema desse provedor está sendo abusado (sic) para ataque a nossa instituição. Já acionamos nossos colegas da NET para que solucionem o problema o quanto antes”, diz o e-mail.