– Filantropia enganosa ou ajuda despropositada de interesse econômico-promocional?

 

Vemos um grande modismo nos EUA atualmente: Bilionários prometendo a doação de suas fortunas para entidades filantrópicas.

 

Os comandantes desta operação de beneméritos são Bill Gates, da Microsoft, e Warren Buffet, megainvestidor. Conhecidíssimos e riquíssimos, se juntam a uma lista de 38 bilionários americanos com patrimônio estimado em US$ 230 bilhões. A ideia é convencer essas pessoas a doarem metade de suas fortunas aos pobres. Bill Gates disse que após a morte, dos seus 53 bilhões de dólares, os 3 filhos ficarão com “apenas” 10 milhões e o resto será doado. Buffett doará 99% dos seus 47 bilhões.

 

Bonito, não? Mas… será que desinteressadamente?

 

Calma, não me chamem de azedo. Se você está acessando esse blog, é porque tem hábitos que o diferenciam de demais pessoas. Assim, somos privilegiados intelectualmente por termos acesso a boas discussões e desenvolver espírito crítico. Não seria interessante desenvolver um debate sobre as reais motivações?

 

Vamos lá: cada vez mais as empresas investem em ações de Responsabilidade Social. Ajudam sua comunidade, descontam o custo filantrópico de impostos e divulgam sua marca corporativa. É bom para todos.

 

A questão é: doar para quem, para quê e por quê. Isso é relevante e vale para os bilionários ou para nós, cidadãos comuns, que somos constantemente convidados a doar.

 

Para quais instituições vou doar? São confiáveis?

Para quê servirá o dinheiro? Quem ajudarei?

Por quê faço isso? Por espírito humanitário ou por interesse?

 

É interessante lembrar que muitas empresas doam ou realizam atividades sociais e têm como volta um grande reforço financeiro, com elevação no valor de suas ações em bolsa por reforço de imagem ou alavancamento de vendas.

 

Tudo isso é válido para ajudar. Mas a eficiência é importante. Qual a melhor forma de ajudar?

 

Li recentemente um artigo de uma socióloga nigeriana que critica celebridades como Angelina Jolie e Brad Pitt, por adotarem crianças pobres. Ela argumenta que a ajuda é individualizada a essas crianças e as capas promocionais de revistas dão muito maior valor aos pais adotivos. Eficiente seria gastar todo o dinheiro em programas assistenciais em vilas africanas, pois com o mesmo custo ajudaria muito mais crianças. A “contrapartida” é que a fama de solidário não acompanharia os doadores…

 

Resumindo: ao invés de doar em morte, que tal doar em vida (é sabido que todas essas pessoas citadas já fazem em vida suas ações filantrópicas)?  Quer ser verdadeiramente solidário: faça sem esperar retorno, franciscamente, por amor ao próximo. Já imaginaram quantas pessoas doam muito menos e ajudam muito mais? E nem se sabe quem são esses bondosos anônimos.

 

A filantropia deve ser melhorada na sua gestão. Para isso, ela precisa ser transformada em CARIDADE, o ato de ajudar com amor e lutar para a concretização dos ideais de ajuda.

 

Lembro-me de uma passagem do Evangelho, onde Jesus fala sobre a importância de uma viúva que deu uma moedinha como esmola. A moeda era a fortuna dela, pois era pobre; era tudo o que ela possuía. O valor de gesto fraterno tem mais valor do que ações demagogas, não importando o valor.

 

Nós vemos ótimas instituições em Jundiaí, por exemplo, que podemos ajudar: Pastorais da Igreja, ONGs, enfim, projetos que permitem ver a materialização e o alcance das doações. Quer um ótimo exemplo? O Grendacc, onde você pode ajudar financeiramente ou voluntariamente e vê a coisa se realizar.

 

Por fim, o que você pensa sobre tudo isso? Se fosse bilionário, doaria tudo em vida ou tal gesto é de difícil prática? Como você ajuda o próximo? Deixe seu comentário.

 

Aproveitando, como hoje é domingo e Dia dos Pais, deixo um mensagem ao meu querido pai e extensiva a todos os papais (CLIQUE NO LINK AO LADO): FELIZ DIA DOS PAIS!

– Sacolas Compostáveis ou Retornáveis?

Começará em Agosto a proibição do uso das sacolinhas de plásticos nos mercados de Jundiaí.

Será que a idéia vai pegar?

Que ela é interessante e preserva o meio ambiente, tudo bem. Mas a população estará avisada e preparada para essa mudança de hábito?

Haverá duas alternativas: as sacolas retornáveis do tempo da vovó ou aquelas ecologicamente corretas, que se desmancham no meio ambiente (as ‘compostáveis’). No primeiro caso, o cliente vai ao mercado com suas sacolas próprias; no segundo, ele as compra no caixa por (aproximadamente) R$ 0,19.

Jundiaí, se conseguir fazer com que a moda pegue, será pioneira nessa ação de responsabilidade ambiental. Algumas cidades na Europa já conseguiram com sucesso tal implementação. Mas e aqui, o que poderemos esperar da população jundiaiense?

Quero sua opinião: o que você pensa sobre isso?

– Recall para Cintos de Segurança?

Leio no Estadão (ou na Folha) que a Fiat fará a troca gratuita dos cintos de segurança dos veículos Uno, caso as cadeirinhas para criança não se encaixem.

Não vi muita repercussão disso, mas que é verdade que os cintos do Uno não aceitam cadeirinha, isso é…

Se confirmada tal notícia, ponto para a Fiat!

– Esperança Regional para o Meio Ambiente

Por Reinaldo Oliveira

 

ESPERANÇA REGIONAL PARA O MEIO AMBIENTE

 

O dia 6 de julho de 2010 será sempre lembrado como uma data especial, na região de Jundiaí, quando o assunto for meio ambiente,. Neste dia, teve início a obra de terraplanagem às margens do Rio Jundiaí, na divisa com a cidade de Várzea Paulista/SP, para a implantação do corredor ambiental, composta de uma ciclovia, ligando as cidades de Várzea Paulista, Jundiaí e Itupeva. Claro, será um projeto realizado à longo prazo. Cada acontecimento tem pequenas etapas, que se juntam para formar um todo. Esta obra também tem suas etapas. Contribuo fazendo lembrança de um grupo de jovens e adultos que há 4 anos deu início ao Movimento Voto Consciente. Ele é um Movimento apartidário que tem a sede em São Paulo e está presente em mais de 200 municípios. Em Jundiaí sua primeira atividade foi o acompanhamento do trabalho do Legislativo Jundiaiense. Este trabalho inicialmente foi visto com muita desconfiança. Á época, devido à maioria ser jovem e ter como meta acompanhar todas as sessões da câmara municipal, muitos acreditavam que o trabalho estava fadado ao fracasso. Engano letal. O Movimento pegou firme e em março de 2008, com dados do acompanhamento do trabalho da Câmara durante o ano de 2007, lançou o ranking dos vereadores. O vereador com melhor avaliado no ranking ficou com nota acima de 5 e vírgula qualquer coisa, e o vereador com menor nota foi de 1,97. Deu um blá-blá danado com os vereadores, em várias oportunidades, até ofendendo a dignidade dos participantes do Movimento. Mas o ranking foi um divisor no fortalecimento da credibilidade do Movimento, que passou a promover uma série de atividades como o “Adote um Vereador”, palestras com jornalistas e desembargadores. Neste ano foi um dos apoiadores do Fórum das Cidades, onde através de grande mobilização realizou a plenária municipal que escolheu os representantes para a etapa estadual e nacional. Mobilizou a sociedade jundiaiense, por apenas “um debate sobre o Plano Diretor” e outros eventos de participação popular. Mas com relação ao meio ambiente especificamente, fomentou mobilização para castração e controle de animais de rua, juntamente com o setor de zoonoses, bem como lançou o Cidade Democrática, portal onde o cidadão participa propondo ações a serem realizadas no município. Dentre estas ações, proposta pelos participantes do Bicicletada Jundiaí, grupo de pessoas que defendem o uso da bicicleta como meio de transporte urbano, surgiu a sugestão da construção de ciclovias. Também participante de ações do Movimento, o Conselho Municipal de Meio Ambiente iniciou parceria fortalecendo várias atividades do Movimento, incluíndo no Plano Diretor do município várias intervenções ambientais como a revitalização do Córrego do Mato – no meio da Avenida Nove de Julho, considerado como o único eco-sistema vivo no meio urbano. Também incluiu o referido projeto, iniciado na divisa da cidade de Várzea Paulista/SP, com recuperação das margens do rio, plantação de milhares de árvores nativas numa extensão de 25 km e a ciclovia ligando as cidades de Várzea, Jundiaí e Itupeva. O tema é apaixonante e o descrito acima fica devendo muito do que foi feito, do que está planejado para ser feito, da participação do Movimento Voto Consciente e demais entidades como o Coati, Sindicato dos Engenheiros, Grupo Sol da Cidadania, Grupo Zama, SOS Animais Abandonados e muitas outras. Porém, a certeza e esperança na recuperação ambiental de várias áreas regionais é o que estimula todo um trabalho voluntário, que não tem preço. E o Movimento Voto Consciente, visando um voto com melhor qualidade nas próximas eleições, está promovendo o Projeto Cidadania Ativa, onde fará no dia 14 de julho, sabatina com os candidatos a deputado estadual e no dia 16 com os candidatos a federal, da região de Jundiaí. Do resultado destas sabatinas será editado o jornal Ficha Pública, com tiragem de 20 mil exemplares que serão distribuídos gratuitamente a população.  É isso!!

– Cidadania Ativa no Ateliê Casarão

Por Reinaldo Oliveira

 

CIDADANIA ATIVA NO ATELIÊ CASARÃO

 

Na próxima segunda-feira, dia 5 de julho, voluntários do Movimento Voto Consciente, estarão no Ateliê Casarão, onde a partir da 20h, fazem uma exposição para os artistas do Ateliê, do projeto Cidadania Ativa. Este projeto tem como objetivo levar informações ao eleitor sobre os candidatos a deputado estadual e federal pela região de Jundiaí. Por conta disso no dia 14 de julho será feita uma sabatina com os candidatos a estadual e no dia 16 com os candidatos a federal. E você pode contribuir enviando perguntas aos candidatos para o www.votoconsciente-jundiai.blogspot.com. Após estas sabatinas que serão na Associação dos Aposentados e Pensionistas de Jundiaí, as informações disponibilizadas por estes candidatos serão formatadas em um jornal, o Ficha Pública, com uma triagem de 20 mil exemplares que serão entregues gratuitamente à população. Participe e seja um agente do Cidadania Ativa na mobilização por um voto com mais qualidade e melhoria do atual quadro político.

– Projeto Cidadania Atrai Público Jovem

Por Reinaldo Oliveira

 

PROJETO CIDADANIA ATRAI PÚBLICO JOVEM

 

Sábado passado, dia 19, das 8h às 12h30, na Associação dos Aposentados e Pensionistas de Jundiaí, o Movimento Voto Consciente ministrou o primeiro módulo do projeto Cidadania Ativa. Mais de 50 pessoas participaram, com destaque para a quantidade de jovens que num sábado de muito sol e a cidade com as cores da Copa, mesmo assim e de forma apartidária eles participaram desta formação cujo trabalho futuro visa mudar a lógica nas próximas eleições, através do voto com mais qualidade.

Henrique Parra Parra coordenador do Movimento Voto Consciente Jundiaí falou da importância e participação jovem: “Jundiaí possui um potencial de crescimento econômico, mas perdeu importância política. O trabalho deste grupo de pessoas vai ser mudar este círculo vicioso que se instalou em Jundiaí. E isto vai ser feito com informação, conscientização e vontade de participar. Eles estão demonstrando isso”. Celina Marrone, 72, diretora nacional do Movimento Voto Consciente não se impressionou com a participação dos jovens nesta formação. Ela que há dois anos aplicou este tipo de formação no município do Guarujá/SP, disse: “Os jovens são excelentes multiplicadores destas informações e, por experiência anterior percebo que também aqui os jovens estão engajados e com vontade de levar informação para que o eleitor vote melhor e com qualidade”. Ela disse ainda que o importante é priorizar os espaços de convívio social como clubes, associações, igrejas e escolas do ensino médio, fortalecendo o engajamento deste público com causas sociais. Rosangela Giembinski – vice-diretora do Movimento e que ministrou a formação, informou que a meta é formar mais de 40 agentes e fazer mais de 100 palestras em bairros de Jundiaí e cidades da região. Como forma de ampliação será impresso um jornal, o Ficha Pública, com tiragem de 20 mil exemplares trazendo o perfil dos candidatos. As próximas atividades do Cidadania Ativa serão no dia 14 de julho com a sabatina para os candidatos a deputado estadual, no dia 16 de julho com os candidatos a deputado federal e o encerramento da formação será no dia 31 de julho. Você não participou do primeiro módulo? Não tem problema. Venha no próximo e ajude a protagonizar a Cidadania Ativa em Jundiaí e Região.

– Educação Não-educativa da Discovery Kids

É muito boa a programação do canal infantil Discovery Kids. Desenhos educativos e politicamente corretos, lições de cidadania e outras boas coisas. Mas me incomoda os diversos erros da Língua Portuguesa em alguns comerciais.

O mais recente é revoltante: tem um desenho muito bom chamado “Angelina Balerina”, que é uma Ratinha Bailarina. Na propaganda, após a mamãe mostrar a importância de se respeitar as diferenças de cada pessoa (louve-se tal ensinamento), a chamada mostra: “Angelina Balerina: os siguintes passos”.

SIGUINTES, COM I ??? É SEGUINTES, dona Discovery…

– O Projeto Polêmico da Pintura de Telhas na Cor Branca em Jundiaí

Leio no Bom Dia Jundiaí (http://bit.ly/c4qgHp) que o bom e respeitado vereador Paulo Sérgio Martins (PV) propõe que todos os telhados da cidade sejam pintados na cor branca, a fim de que se possa reduzir o aquecimento global em 1%. Tal sugestão estaria dentro do projeto que cria o Programa Municipal de Redução do Aquecimento Global de Jundiaí.

É claro que toda medida que visa assegurar a qualidade de vida, preservação do meio ambiente e bem estar da nossa cidade, deve ser elogiada. Até pela filosofia do partido a que pertence, Dr Paulo Sérgio deve ter tido esse incentivo em se preocupar com a nobre causa defendida. Mas a pergunta indispensável: Quem pagará a conta?

Claro, conheceremos os detalhes do projeto em breve, já que entra na pauta na sessão da Câmara nesta terça-feira, 08 de junho. A curiosidade se dá em: como se dará tal fato? Quem assume os custos? Quem pintará? Quem estará dispensado? E a Viabilidade?

A ideia é interessante, o projeto é atual e pertinente, além de que o vereador é uma das pessoas mais sérias da sociedade jundiaiense. Aguardemos que a boa iniciativa não seja levada para o lado folclórico e se torne uma possibilidade, não uma medida utópica.

E você: o que pensa sobre tal iniciativa?

Você pode ler esse post no Blog do Portal Bom Dia:

http://blog.redebomdia.com.br/blog/rafaelporcari 

– Os Esmoladores Profissionais

Quero deixar meu registro sobre a oportuna e bem feita matéria do jornalista Rafael Amaral no jornal Bom Dia desta última segunda-feira. Ele trata sobre o problema dos pedintes de semáforos em Jundiaí. Em sua maioria, o dinheiro das esmolas recebidas vai para a compra de drogas. Para quem não leu, clique no link: BOM DIA – RAFAEL AMARAL / DINHEIRO DOS SEMÁFOROS

Gostaria de escrever sobre este tema. Como exploram a boa fé das pessoas descaradamente, não? Cada pessoa com cara de triste, rosto judiado ou com fala de faminto… Comove, mexe de verdade com os outros. E aí você acaba fomentando o tráfico ao dar dinheiro a esses enganadores!

É claro que existem pessoas que passam fome, e que sobrevivem dos semáforos. E estas que realmente precisam podem ser confundidas por viciados. Mas atenção: não estou defendendo esmolar nos semáforos, senão a pessoa acaba sobrevivendo do dinheiro de doações anônimas e faz disso profissão. O ideal é a contribuição às entidades sociais de Jundiaí. Aliás, atenção para isso também: assim como tem gente que se faz de miserável dizendo que quer dinheiro para comer, há também as entidades que se passam por filantrópicas e passam o golpe nas pessoas de boa fé!

Algo covarde é a escolha dos pontos que eles se utilizam: saída de restaurantes, do shopping, cruzamentos movimentados em áreas nobres… Você acaba de sair de uma lanchonete, saciado, sorridente, e aparece alguém com expressão triste pedindo uns trocados para comer. Mexe com você ou não? Pior é quando você sai de um drive-thru de algum dos muitos fast-foods e o pedinte vê sua comida. Como é que fica?

Esse tipo de chantagem emocional é complicada… existe fórmula para você, mesmo sendo solidário, distinguir o que é caridade do que é golpe?

Quero sua opinião- como você se comporta frente aos pedidos de esmolas: com a razão ou com o coração?

– Deficientes Ganharão Projeto “Tênis sobre Rodas”

Enviado pelo Jornalista Reinaldo Oliveira

 

DEFICIENTES GANHARÃO PROJETO “TÊNIS SOBRE RODAS”

 

Os deficientes que utilizam cadeiras de rodas em Jundiaí e Região ganharão a partir do mês de junho o “Projeto Tênis sobre Rodas”. Promovido pelo Instituto Brilho Brasileiro, o projeto é coordenado pelo professor Leandro de Paula Santos Atra Silva. De acordo com informações do professor Leandro, o objetivo do projeto é promover a inclusão dos cadeirantes no meio social, tendo como facilitador o tênis. As aulas, gratuitas, serão ministradas no ginásio de esportes Dr. Nicolino de Lucca (Bolão), uma vez por semana e, inicialmente estão disponibilizadas 40 vagas para alunos acima de 8 anos de idade, que além da prática do tênis, terão também palestras, vídeos e passeios. Os participantes receberão uniformes, bem como terão à disponibilidade todo o material necessário para o desenvolvimento do projeto. Apesar do limite de 40 vagas iniciais, todos os cadeirantes interessados estão convidados a se inscreverem no Projeto Tênis sobre Rodas. Informações e inscrições pelos telefones (11) 4521.6848 ramal 31 ou (11) 9681.8383.

– Jundiaí realizará o 1º Fórum Municipal de Acessibilidade

Por Reinaldo Oliveira

 

No dia 17 de maio, acontece das 14h às 17h, no pavilhão de multimeios do Parque da Uva, o 1º Fórum Municipal de Acessibilidade de Jundiaí. O tema deste 1º Fórum será “Derrubando Barreiras” e terá como palestrante a vereadora da Câmara Municipal de São Paulo, Mara Gabrilli, que é publicitária e psicóloga. Mara tem 42 anos e desde os 28 é tetraplégica devido a um acidente de trânsito. Ela foi a primeira titular da Secretaria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, criada em abril de 2005. Atualmente no segundo mandato de vereadora ela já protocolou 43 Projetos de Lei com medidas para a melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Quatro já foram aprovados e transformados em Lei. Sobre o 1º Fórum o presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, Paulo Eduardo Moretti, informou que todas as entidades que representam a sociedade civil organizada de Jundiaí e Região, foram convidadas a participar, tendo em vista que elas poderão atuar como multiplicadoras das propostas colocadas no Fórum. Após a palestra da vereadora Mara, será aberta ao público para perguntas e respostas.

– Audiência Pública na Câmara dos Vereadores de Jundiaí sobre Proteção aos Animais e Meio Ambiente

por Reinaldo Oliveira

Audiência Pública tratou de proteção aos animais e meio ambiente

Uma audiência pública realizada no período noturno na Câmara Municipal de Jundiaí no dia 13 de abril tratou da instalação de uma delegacia especializada em proteção aos animais e crimes contra o meio ambiente em Jundiaí. Mais de cento e quarenta pessoas participaram do evento que foi uma ação do vereador Leandro Palmarini (PV) e teve a participação do deputado estadual Feliciano Filho (PV), que garantiu a instalação desta nova delegacia para os próximos trinta dias: “O projeto desta delegacia especial já está acertado com a Secretaria de Segurança do Estado para ser instalada em um mês e funcionará com pelo menos um delegado e um investigador”, informou o deputado. Ele também informou que faz gestão junto à Secretaria de segurança para que outras delegacias especializadas sejam instaladas em Bragança Paulista, Mogi da Guaçu e outras cidades jurisdicionadas pela Delegacia Seccional de Campinas/SP. Também participaram da audiência os vereadores Silvio Ermani e Paulo Sergio Martins, ambos do PV, e os delegados Dr. José Roberto Ferraz e Dra. Rosana Montari, titular do Setor Especializado na proteção de animais e meio ambiente, instalado no dia 6 de março na cidade de Campinas/SP. Também presentes na audiência publica pessoas de Itupeva, Itatiba, Cabreuva, Várzea Pta, Campo Limpo Paulista, bem como de outras cidades da região.

– Mundo Desigual

Amigos, compartilho texto de extrema importância sobre a realidade social dos nossos dias.

Tão avançada tecnologicamente, nossa sociedade ainda não consegue resolver os problemas mais antigos, como a fome, miséria e violência (que levam a outros males: doenças, guerras e discórdias).

Abaixo, material escrito por Marcio Demari / Diretor Presidente do Planeta Voluntários – Brasil

MUNDO DESIGUAL

por Planeta Voluntários

“O maior assassino do mundo e a maior causa de doenças e sofrimento ao redor do golfo é a extrema pobreza.”

Desigualdade Social

21 países retrocederam em seu Índice de Desenvolvimento Humano, contra apenas 4 na década anterior. Em 54 países a renda per capita é mais baixa do que em 1990. Em 34 países a expectativa de vida ao nascer diminuiu, em 21 há mais gente passando fome e em 14 há mais crianças morrendo antes dos cinco anos;

No Brasil, 10% brasileiros mais pobres recebem 0,9% da renda do país, enquanto os 10% mais ricos ficam com 47,2%. Segundo a Unicef, 6 milhões de crianças (10% do total) estão em condições de “severa degradação das condições humanas básicas, incluindo alimentação, água limpa, condições sanitárias, saúde, habitação, educação e informação”.

A pesquisa ainda mostra que 15% das crianças brasileiras vivem sem condições sanitárias básicas. As áreas rurais do Brasil concentram a maioria das crianças carentes, com 27,5% delas vivendo em “absoluta pobreza”.

Segundo a OIT, os dados de trabalhadores domésticos infantis é espantoso: no Peru, 110 mil; no Paraguai, 40 mil; na Colômbia, 64 mil; na República Dominicana, 170 mil; apenas na Guatemala, 40 mil; no Haiti, 200 mil; e no Brasil – o campeão de trabalho doméstico na América Latina e talvez no mundo – 500 mil.

. Com 53,9 milhões de pobres, o equivalente a 31,7% da população, o Brasil aparece em penúltimo lugar em termos de distribuição de renda numa lista de 130 países. É o que mostra estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, divulga hoje em Brasília.

Das 55 milhões de crianças de 10 a 15 anos no Brasil, 40% estão desnutridas. 1,5 milhão entre 7 e 14 anos está fora da escola. A cada ano, 2,8 milhões de crianças abandonam o ensino fundamental. Das que concluem a 4ª série, 52% não sabem ler nem escrever.

Mais de 27 milhões de crianças vivem abaixo da linha da pobreza no Brasil, e fazem parte de famílias que têm renda mensal de até meio salário mínimo. Aproximadamente 33,5% de brasileiros vivem nessas condições econômicas no país, e destes, 45% são crianças que têm três vezes mais possibilidade de morrer antes dos cinco anos.

A cada 12 minutos, uma pessoa é assassinada no Brasil. Por ano, são registrados 45 mil homicídios no País. No entanto, a probabilidade de um assassino ser condenado e cumprir pena até o fim no Brasil é de apenas 1%.

O Brasil é, segundo a ONU, o país onde mais se mata com armas de fogo. Todos os anos são mortos 40 mil brasileiros;

1,9% do PIB brasileiro é consumido no tratamento de vítimas da violência;

A Aids já deixou mais de 11 milhões de órfãos na África; o devastador avanço desta doença fará com que, em 2010, pelo menos 40 milhões de menores em todo o continente tenham perdido pelo menos um de seus pais, segundo a UNICEF.

A cada minuto, uma criança morre de AIDS.

Mais de 1,1 bilhão de pessoas não têm acesso à água potável no planeta, segundo dados da ONU. Outros 2.4 bilhões não têm saneamento básico. A combinação do dois índices é apontada com a causa de pelo menos 3 milhões de mortes todo ano. Um europeu consome em média entre 300 e 400 litros diariamente, um americano mais de 600 litros, enquanto um africano tem acesso a 20 ou 30 litros diários.

Um em cada seis habitantes da Terra não tem água potável para beber e dois em cada cinco não dispõem de acesso a saneamento básico.

Até 2050, quando 9,3 bilhões de pessoas devem habitar a Terra, entre 2 bilhões e 7 bilhões de pessoas não terão acesso à água de qualidade.

A fome no mundo, depois de recuar na primeira metade dos anos 90, voltou a crescer e já atinge cerca de 850 milhões de pessoas. A cada ano, entram nesse grupo mais 5 milhões de famintos.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que 160 mil pessoas estão morrendo por causa do aquecimento global, número que poderia dobrar até 2020 – contabilizando-se catástrofes naturais e doenças relacionadas a elas.

Além da morte, a desnutrição crônica também provoca a diminuição da visão, a apatia, a atrofia do crescimento e aumenta consideravelmente a susceptibilidade às doenças. As pessoas que sofrem de desnutrição grave ficam incapacitadas de funções até mesmo a um nível mais básico.

Muitas vezes, são necessários apenas alguns recursos simples para que os povos empobrecidos tenham capacidade de produzir alimentos de modo a se tornarem auto-suficientes. Estes recursos incluem sementes de boa qualidade, ferramentas adequadas e o acesso a água. Pequenas melhorias nas técnicas de cultivo e nos métodos de armazenamento de alimentos também são úteis..

Muitos peritos nas questões da fome acreditam que, fundamentalmente, a melhor maneira de reduzir a fome é através da educação. As pessoas instruídas têm uma maior capacidade para sair deste ciclo de pobreza que provoca a fome.

Fontes: Documentos internacionais, principalmente da ONU, UNICEF, OMS, FAO e UNAIDS.

– Google, Negócios, Censura & China

Anos atrás, todos aguardavam ansiosos a chegada do Google na China. Como país ditador, algumas restrições foram impostas: a busca de termos como “democracia” ou “direitos humanos” era censurada. E, para fazer negócios, o Google aceitou (esqueça responsabilidade social: negócios, para muitas empresas, são simplesmente negócios).

Agora o Google muda sua base de busca da China para Hong Kong, a fim de evitar censura. Mas é por não concordar com o controle da liberdade de expressão e da ditadura chinesa, ou pelo fato dos hackers oficiais do governo estarem censurando novos termos?

Na China, o Google continuará com serviços que não implicam em busca de termos que possam fazer apologia à liberdade, como o Google Maps, por exemplo.

Extraído de: http://pt.euronews.net/2010/03/23/google-muda-motor-de-busca-da-china-para-hong-kong/

GOOGLE MUDA MOTOR DE BUSCA DA CHINA PARA HONG KONG

A partir de agora as buscas feitas no site da Google China, “google.cn”, passam a ser redireccionadas para o motor de busca de Hong Kong, “google.hk”.

O motor de busca mais popular do mundo provocou a ira dos chineses, aproveitando-se do facto de Hong Kong beneficiar do estatuto de Região Administrativa Especial, não estando sujeito às restrições aplicadas no resto da República Popular.

A medida legal vai permitir aos internautas chineses aceder a páginas até agora “seladas”, como o Facebook, Twitter, YouTube, entre outras.

Um blogger explica como poderia ter sido resolvido este conflito:

“Você pode pedir a qualquer companhia, chinesa ou estrangeira para cumprir a leis nacionais.
Mas as companhias não adivinham o conteúdo dessas leis, que devem ser clarificadas e mais específicas. Se o governo chinês especificar o que é censurado na internet, então penso que é mais fácil para as companhias cumprirem a lei. Por exemplo, porque não podemos falar sobre Hu Jintao na internet, devemos saber que o seu nome juntamente com outros conteúdos é proibido”.

O conflito entre a Google e Pequim intensificou-se em Janeiro, quando a empresa anunciou que deixaria de censurar os resultados das buscas na versão em mandarim.

A decisão foi tomada após vários ciberataques da China a contas do Gmail, pertencentes a vários activistas chineses dos direitos humanos.

– Ação Campeoníssima de Kelly Slater

Se você é admirador de Kelly Slater, aqui vai um artigo de grande despojamento: O Surfista Mega-Campeão ajuda crianças pobres de favelas cariocas, esbanjando simpatia, carisma e responsabilidade social. Isso sim é ser esportista e cidadão!

Extraído de: http://www.istoe.com.br/colunas-e-blogs/coluna/55420_E+CAMPEAO+

(obs: na matéria, ele aparece com a camisa do Flamengo. Não há a foto aqui, só no link).

É CAMPEÃO

por Paulo Lima

Ele não se apresenta como “Imperador” nem ostenta o apelido “Love”. Mas poderia. Que o digam Gisele Bündchen e Pamela Anderson. Mas, “noblesse oblige”, o sorridente camarada da foto ao lado não sai por aí dizendo que “pegou” fulana ou beltrana. Mas poderia. Ele não joga no Flamengo, mas é campeão.

E daria trabalho extra para as costureiras, que teriam que bordar nove estrelas em sua camisa, tomando cuidado para deixar espaço para mais uma que ainda pode surgir. Robert Kelly Slater não só ganhou nove títulos mundiais de surfe como conseguiu a marca improvável de ter sido o mais novo e também o mais velho campeão mundial profissional do esporte que escolheu. Talvez seja mais justo dizer que foi escolhido. Seu dom para ler e se fundir com as ondas é daqueles que cruzam o fio que separa o talento e a competência extrema da genialidade. Aquilo que os americanos chamam de “gift”.

As fotos desta coluna foram clicadas há cerca de três ou quatro semanas, no North Shore da ilha havaiana de Oahu. O autor é um fotógrafo amador esforçado, que vem aprimorando sua técnica enquanto viaja pelo mundo atrás de matérias para seu programa de tevê. Nosso fotógrafo convidado, Luciano Huck, descobriu que Slater havia pedido para seu amigo brasileiro, o fotógrafo profissional Vavá Ribeiro, identificar pessoas e entidades brasileiras que pudessem ser ajudadas por ele, Slater.

Huck acabara de ver o interessante documentário “Rio Breaks”, que acompanha a vida de dois garotos da favela do Cantagalo, no Rio de Janeiro. Durante o filme, que mostra a forte presença do surfe na vida dos meninos como alternativa à tentação do status e do dinheiro oferecidos pelo tráfico, o sonho de surfar com Slater no Havaí é confessado pelos dois. Feita a ponte, imediatamente Slater se dispôs a receber Naamã, o mais novo da dupla. O outro garoto não foi encontrado. Pode ter se mudado…

Não se engane, Slater não passou dois dias abraçado, brincando e curtindo com Naamã por conta da exposição na tevê. Com a humildade tranquila que os que o conhecem tanto admiram e respeitam, queria só usar seu dom e sua posição para dar um presente a Naamã e mostrar à molecada que vale correr atrás das coisas em que se acredita de verdade. E isso incluiu vestir a camisa do clube do coração de Naamã e de alguns milhões de brasileiros. Quem viu Slater ensinando Naamã a surfar, na praia de Turtle Bay, imediatamente saiu repetindo o bordão da torcida do Flamengo: “É campeão!”.

– Recall: Vantagens e Desvantagens postas de lado para a Honda

Já falamos em algumas oportunidades sobre a impressão que um recall de veículos pode transmitir: ou é um ponto positivo, pois a empresa se preocupa com seus consumidores no pós-venda; ou é um ponto negativo, pois a empresa não consegue produzir com qualidade num primeiro momento.

Assim, a Honda anunciou há pouco um recall mundial para os seus veículos, dos modelos Fit e City. Motivo: a morte de uma criança, vítima de um curto-circuito no vidro elétrico! 

Extraído de: http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201001291242_RTR_1264768940nN29118702

Honda anuncia recall do Fit e City após morte de criança

A Honda Motor está fazendo recall de 646 mil veículos dos modelos Fit/Jazz e City no mundo por causa de um interruptor acionador de vidro elétrico defeituoso. O recall acontece depois que uma criança morreu quando o carro em que estava pegou fogo no ano passado, devido ao problema de curto no acionador do vidro.

Vanilla Nurse foi morta aos dois anos em Cape Town, na África do Sul, em setembro passado, quando o carro em que dormia pegou fogo. Além deste caso, houve dois relatos de incêndio causado pelo problema nos Estados Unidos, informou um porta-voz.

O recall inclui 140 mil carros nos Estados Unidos e cobre modelos vendidos na América do Norte, América do Sul, Europa, África do Sul e Ásia, com exceção do Japão, informou uma porta-voz da montadora.

Representantes da Honda no Brasil não puderam informar imediatamente se o recall envolve o País, nem o ano dos modelos envolvidos no processo.

A Honda informou que o recall foi convocado para substituição de um componente que pode fazer com que água entre no interruptor acionador do vidro, causando, em alguns casos, fogo.

A montadora divulgou que vai “inspecionar e modificar os interruptores de vidro elétrico da porta do motorista que podem, em alguns casos, entrar em curto como resultado de infiltração de água”.

No início desta semana, a Toyota anunciou a ampliação para Europa e China de um recall de milhões de veículos por causa de pedais aceleradores e tapetes de assoalho defeituosos.

– Escola para Gays no Brasil

A iniciativa cidadã e pioneira mostra que os tempos estão mudados. Poderia ser louvável no aspecto de inclusão… entretanto, “separar” gays e heterossexuais (apesar de não ser proibitiva a matrícula de heteros) parace ser por ela própria segregatória.

Extraído de: http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI4172952-EI8266,00-Campinas+tera+escola+do+Brasil+voltada+para+publico+gay.html

CAMPINAS ABRIRÁ PRIMEIRA ESCOLA GAY DO BRASIL

A primeira escola voltada para o público gay do Brasil será instalada em Campinas, no interior de São Paulo, e deve entrar em operação em janeiro de 2010. A nova Escola Jovem LGTB (Lésbicas, Gays, Transexuais e Bissexuais) oferecerá aulas de Expressão Literária, Expressão Cênica e Expressão Artística, além de um curso para formação de drag queens.

A grade curricular engloba tópicos artísticos como dança, música, TV, cinema, teatro e criação de revistas. O objetivo da instituição é fazer circular pelo Estado de São Paulo o material produzido pelos alunos – entre eles, CDs, DVDs, livros, revistas, peças de teatro e espetáculos de drag queens.

A unidade escolar surgiu a partir de um convênio entre a ONG E-Jovem, o governo do Estado de São Paulo e o Ministério da Cultura. Os cursos técnicos são gratuitos e têm duração de três anos.

As inscrições serão abertas em janeiro, ainda sem data prevista. Serão aceitOs prioritariamente interessados com idade entre 12 a 18 anos. Outras faixas de idade serão aceitas se houverem vagas. As inscrições também estão abertas ao público heterossexual.

As aulas terão início em março e, a princípio, devem ser criadas três turmas com 20 alunos cada.

De acordo com Deco Ribeiro, diretor da Escola Jovem LGTB, o contrato de convênio, com validade de três anos, foi assinado no último dia 16 de dezembro. Ainda não há um local definitivo para a sua instalação. “Estamos em uma corrida para acertar tudo até o início das atividades”, disse.

Segundo ele, a unidade em Campinas é a primeira do gênero no Brasil e a segunda na América Latina. Nos Estados Unidos existem várias unidades. Ribeiro disse que a intenção também é a de combater a homofobia e colocar em discussão a temática da população gay que, em geral, não é veiculada em currículos de estabelecimentos de ensino tradicional. “Sabemos que muitos alunos deixam de estudar por puro preconceito.” Sendo assim, diz ele, a escola dará um suporte no sentido de auto-aceitação do individuo através de cursos voltados às artes. “Os mais conservadores estão de cabelos em pé, já recebemos muitas mensagens nesse sentido como também muitos incentivos de pessoas querendo lecionar ou serem voluntárias. Acho que vai ser muito bom”, completou.

Os interessados podem entrar em contato com a direção da escola pelo endereço eletrônico escola@e-jovem.com.

– Quando a Deficiência traz Boas Experiências

Compartilho o rico material do Jornal de Jundiaí, extraído da edição desta segunda-feira 04/01, por Paula Mestrinel, sobre Defificentes e Mercado de Trabalho. Nela, há ótimos relatos da experiência positiva da contratação de pessoas com deficiência, a preocupação com a inclusão social e o bom retorno obtido para o contratante e o contratado.

O maior problema de alguns executivos em relutar na política de contratação de deficientes, se as vagas são compatíveis com a deficiência, se resume a um mal humano: o preconceito!

Inclusão promove nova vida aos deficientes

Em abril deste ano, o jovem Peterson Willian da Silva, 18 anos, conquistou o seu primeiro emprego. Após passar pelo Centro de Treinamento Profissionalizante (CTP), da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), ele foi contratado pela empresa Araymond Brasil Ltda., uma multinacional francesa e alemã instalada em Vinhedo.Peterson havia acabado de completar 18 anos e a empresa buscava alguém com o perfil dele, com deficiência mental leve, para trabalhar no setor de seleção de peças. Conforme explica a coordenadora de Recursos Humanos, Antônia Zampoli Matias, Peterson é o único com este perfil na empresa. “A experiência tem sido muito boa e estamos pensando em contratar mais pessoas com deficiências no próximo ano”, destacou.

Ela ainda acrescenta que Peterson teve bom desempenho durante o ano. “Ele é bastante ansioso e queria trabalhar de dia e noite. Mas vamos conduzindo a situação, pois ele é um jovem muito bom e percebe a necessidade de trabalho em sua vida”, salienta Antônia. Peterson contou que separa várias peças diferentes e está gostando bastante do trabalho.

“Com o meu salário consigo ajudar meu pai e minha mãe, e às vezes dá pra comprar uma roupa ou tênis para mim”. O jovem relata que o treinamento profissionalizante que recebeu na Apae de Jundiaí ajudou bastante a conquistar o emprego. “Aprendi muita coisa: a ter postura e como trabalhar”, diz. A partir do momento em que o jovem passa pelo CTP da Apae e é contratado, tem uma espécie de ´alta´ dos atendimentos na entidade.

No entanto, a Apae supervisiona à distância essa nova fase do jovem. Dos 135 funcionários da Araymond Brasil, Peterson é o único com deficiência e se integrou muito bem. A coordenadora do RH comenta que ele participa de todos os eventos e tem bastante independência. “Tratamos ele da mesma forma que todos os outros funcionários”.

Em Jundiaí – Na Parmalat Brasil S.A. Indústria de Alimentos, Claudinei Siqueira, 36 anos, portador de um distúrbio mental leve, trabalha desde 2002. Ele começou como auxiliar de produção, no setor de biscoitos, e em 2007 foi promovido a operador de produção. “Ele se sai muito bem na função e mostra bastante conhecimento na máquina que opera.

O coordenador dele sempre diz que Claudinei é um exemplo dentro da fábrica, pois com ele não tem tempo ruim. É muito esforçado, dedicado e, inclusive, incentiva outras pessoas a trabalharem”, afirma o coordenador de RH da empresa, Minoru Kitamura. Claudinei explicou que trabalha moendo açúcar e gosta muito da função.

“Com o dinheiro que ganho compro roupas e alimento. Tenho mais dois irmãos e moro com meus pais, em Várzea Paulista”.  O sonho do operador é ter uma casa própria. “Já tenho um terreno”, adiantou. Esforçado, Claudinei também já trabalhou sete anos em outra empresa, após ter passado pelo CTP da Apae.

 

– Isenção de IPTU para Aposentados de Jundiaí

A Prefeitura de Jundiaí está isentando os aposentados de Jundiaí do IPTU. Requisitos: receber até 3 salários mínimos, morar no imóvel e a construção ter até 120 m2. Áreas agrícolas, feirantes, ex-combatentes e portadores de algumas doenças também podem requerer isenção.

Abaixo, outras informações: http://www.portaljj.com.br/interna.asp?Int_IDSecao=1&int_id=99906

APOSENTADO? ENTÃO PEÇA ISENÇÃO

Continua até dia 30 o prazo para solicitação de isenção do IPTU. A medida vale apenas para  aposentados  e pensionistas com  casa com metragem menor de 120 metros quadrados. De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Jundiaí, 2.399 aposentados e pensionistas são beneficiados pelo Artigo 133, VIII da Lei Complementar n° 460/08, alterada pela Lei Complementar n° 467/08.A solicitação desse benefício é feita na Divisão de Tributos Imobiliários, localizado no mezanino do Paço Municipal, av. da Liberdade, s/n° – Jardim Botânico. Toda a documentação necessária pode ser obtida pelo site

www.jundiai.sp.gov.br. Só pode pedir isenção o aposentado e pensionista que recebe até três salários mínimos, é proprietário e reside no imóvel e a casa tem até 120 m² de construção.

Os portadores de hanseníase, ex-combatentes, feiras livres, entidades culturais, cívicas, recreativas, desportivas ou agrícolas, beneficentes e amigos de bairro também estão incluídos, além  de isenção para as áreas com destinação agrícola. Esses benefícios representam o montante de R$ 2.636.429,46, correspondentes a  3.180 imóveis em Jundiaí, do total de 108.765 imóveis. Para todos os tipos de isenções, a solicitação deverá ser feita até o último dia útil do mês de dezembro, para que o benefício seja concedido para o exercício seguinte.

 

– A Hipocrisia que atravanca o progresso!

Duas coisas abomináveis:

1) O altíssimo e descabido custo das reformas do Maracanã. Quer dizer que o Maracanã fechará e custará 1/2 bi para reformá-lo para a Copa? Mas o estádio não gastou 140 mi para as reformas visando o Panamericano? Destas obras realizadas, nada se aproveitará para as novas…. rasgou-se 140 mi do dinheiro do nosso bolso!

2) A demagogia do discurso do presidente Lula na COP-15: “vamos criar um fundo para combater as emissões de gases, e se os países ricos não quiserem, o Brasil pode fazer um sacrifício e dar dinheiro para a criação dele”. Estamos nadando no dinheiro, não? Os maiores culpados, os países ricos, é que têm obrigação de custeá-lo. E é evidente que o discurso foi feito só para arrancar aplausos. Praticidade… neca!

– Quer ser um Voluntário?

Olha que legal: a Revista Veja traz um guia muito bom sobre as instituições filantrópicas que precisam de voluntários, e como se tornar um! Nelas, a APAE, Rede Feminina de Combate ao Câncer, SOS Mata Atlântica, Projeto Casa da Criança, entre outras!

Vale a pena clicar e visitar: http://veja.abril.com.br/211009/como-se-tornar-voluntario-p-146.shtml

Quem sabe você também não queira ajudar?

– Nova Lei Telefônica para os… Gagos!

Essa veio da Assembleia Legislativa no Mato Grosso do Sul: o deputado estadual Diogo Tita (PPS-MS), conseguiu a aprovação de uma lei onde os gagos pagarão metade do valor da conta telefônica. A lei tem cunho social, e visa desonerar aqueles que demoram mais para pronunciar as palavras, devido a repetição. Após um laudo de fonoaudiólogo, a pessoa portadora de gagueira poderá requerer o benefício junto a empresa de telefonia.

– O Banco da Favela

Buscando lucros e inclusão social, o Bradesco toma uma nova iniciativa: quer ser o banco das favelas!

Extraído de: Ig

BRADESCO INAUGURA AGÊNCIA NA FAVELA DE HELIÓPOLIS

Os bancos acirraram a disputa pela clientela das classes D e E, que estão consumindo mais por causa do aumento da renda e do emprego. Hoje, o Bradesco inaugura a primeira agência dentro de uma favela de São Paulo.

A comunidade escolhida foi a de Heliópolis, na zona sul da capital paulista, a maior favela da cidade, com população estimada de 120 mil pessoas, das quais 40 mil com potencial de abrir conta em banco. A renda familiar é de até três salários mínimos, equivalente a R$ 1.395
A agência de Heliópolis não é a primeira investida do Bradesco na inclusão bancária em comunidades da chamada baixa renda nas grandes metrópoles brasileiras. Há cerca de dois anos, o banco abriu uma agência na Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, uma das maiores do País.
“Estamos muito satisfeitos com os resultados”, contou o presidente executivo do Bradesco, Luiz Trabuco Cappi.

Hoje, a agência na Rocinha tem 2,5 mil correntistas, dos quais 85% são pessoas físicas e os 15% restantes, empresas. A taxa de inadimplência está dentro dos padrões considerados normais, de 5% da carteira de crédito da agência.

“Existe uma lenda, que acabou virando verdade, segundo a qual pobre não dá prejuízo a ninguém”, disse o diretor executivo do Bradesco, Odair Afonso Rebelato. “Isso é verdade, desde que o volume de dinheiro que ele tenha no bolso seja suficiente para pagar a todos.”
Se houver qualquer intempérie, o primeiro segmento que vai deixar de receber é banco, ressaltou o executivo. “Ele vai priorizar o mercado e a farmácia, mas, como o patrimônio dele é o nome, em algum momento ele volta a pagar.”
Além agência na favela, o Bradesco também inaugura hoje o primeiro posto avançado de atendimento de Novo Santo Antônio, em Mato Grosso. Com 2.250 habitantes, a cidade está distante 220 quilômetros da agência bancária mais próxima, em São Félix do Araguaia. Com isso, o Bradesco atinge 5.564 municípios, ou seja, 100% das cidades do País.

“O Bradesco tem como estratégia central o crescimento orgânico, e o Brasil tem uma enorme população que nunca teve conta em banco. Ao mesmo tempo, a economia brasileira vivencia um extraordinário processo de mobilidade social, as pessoas estão mudando de renda, para melhor”, disse Cappi.

“Assim, ter presença em todos os municípios brasileiros é fundamental para nosso objetivo de crescer, conquistar novas contas, inclusive junto a esse público, e ampliar fatias de mercado”, concluiu.

 

– Despojamento para a Responsabilidade Social

Compartilho com os amigos uma interessante e bela história de solidariedade: Marília Aidar, uma das pessoas especiais que o mundo de vez em quando encontra, que abriu mão de muito conforto em prol de uma causa nobre: a dos surdos-cegos! (Tal iniciativa entrou para o elenco das ações do Projeto Generosidade, das Organizações Globo)

Extraído de: http://revistamarieclaire.globo.com/Marieclaire/0,6993,EML1701689-2455,00.html

A FADA-MADRINHA DO SÉCULO XXI

Tudo começou meio por acaso. Há 11 anos, a captadora de leilões Marília Ferri Aidar, 59 anos, pôs à venda um sítio que tinha perto de São Paulo. Filha única, tinha acabado de perder o pai e a mãe estava doente. ‘Achei que a venda era a melhor solução’, diz. Uma das interessadas na compra era mãe de uma criança surda e cega, aluna da Ahimsa, única escola no país especializada no atendimento de portadores da surdo-cegueira. Marília desconhecia a existência da doença e quis saber mais. Descobriu que Ahimsa significa ‘não violência’ em sânscrito e que a escola, uma associação sem fins lucrativos criada em 1991 por 26 profissionais que trabalhavam com a multideficiência, enfrentava problemas sérios, que iam de instalações precárias à falta de verba. Ainda assim, a instituição, localizada na Vila Mariana (Zona Sul de São Paulo), atendia 40 crianças e tinha outras 70 na fila de espera.

Comovida, Marília teve um impulso: doou o sítio, avaliado em R$ 150 mil. ‘Fiquei muito tocada com o que ouvi. Decidi conhecer a Ahimsa e fiz a doação na hora.’ Ela contratou um arquiteto para projetar uma nova sede para a escola, no sítio. Mas o imóvel, localizado em área de mananciais, teve a construção vetada por lei. Ainda assim, não desistiu: o sítio tornou-se um espaço para festas e encontros da Ahimsa. E Marília, já totalmente envolvida com a causa, alugou uma casa ao lado da sede original e patrocinou uma ampla reforma nos dois prédios, ao custo de quase R$ 250 mil. Ainda hoje, banca cerca de R$ 10 mil por mês para cobrir despesas de aluguel, parte dos salários de funcionários e custos administrativos da Ahimsa. O que falta para manter o trabalho vem de convênios com os governos estadual e municipal de São Paulo, além de doações esporádicas e contratações para consultorias pelo Brasil.

A escola, que tem 45 bolsistas, atende 200 surdo-cegos, entre crianças, adolescentes e adultos, e conta com orientação e metodologia da Fundação Hilton Perkins, de Boston (EUA). A surdo-cegueira é a deficiência simultânea (congênita ou adquirida) de audição e visão, havendo, em alguns casos, resquícios de uma delas. O tato é fundamental para a elaboração da linguagem e o desenvolvimento do sentido predominante (audição ou visão). A Ahimsa cuida não apenas dos portadores da deficiência, mas também orienta os pais em relação à aprendizagem de uma comunicação própria com os filhos. Muitas vezes, os educadores começam o trabalho pela casa da família, já que alguns deficientes não têm convívio social. E os familiares não sabem lidar com o problema.

Tempo, determinação, paciência e amor são ingredientes para o domínio da linguagem que será usada para o ensino da matemática, português, ciências e outras disciplinas. Além de possibilitar a comunicação e dar autonomia ao surdo-cego, a Ahimsa ensina artesanato em papel e reciclagem, e ainda conta com uma padaria-escola para profissionalizar jovens e adultos.

– Instituto Luiz Braille participou da campanha Saúde Nas Estradas

Ações como essa mostram como entidades e pessoas podem fazer a diferença num mundo tão carente. Vejam que bela demonstração de solidariedade e ação social:

Enviado pelo jornalista Reinaldo Oliveira:

Instituto Braille participou da campanha Saúde Nas Estradas

 

O Instituto Luiz Braille participou ontem, dia 6 de novembro, da campanha Saúde nas Estradas, realizada no pátio de um posto de combustível no km 65 da Via Anhanguera. A campanha que é promovida por uma distribuidora de combustível, ofereceu aos caminhoneiros, exames gratuitos de glicemia, pressão arterial, tipagem sanguínea, vacinação contra febre amarela, tétano, bem como informações sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis, Dengue e Gripe H1N1. O Instituto Braille participou com atendimento a mais de 80 usuários, realizando Teste de Acuidade Visual e orientação sobre prevenção às doenças oftalmológicas. Por este motivo uma equipe coordenada pela funcionária Vânia, composta das médicas Vanessa e Fernanda, as auxiliares Bruna e Géssica e, a assistente social Márcia, prestaram atendimento aos usuários das 9h às 16h. De acordo com a coordenadora da equipe, Vânia, este tipo de atividade externa é muito importante, para levar ao conhecimento da população, parte dos serviços que a entidade oferece aos municípios da região.

                                                                                            

Reinaldo Oliveira

Voluntário para a Comunicação do Instituto Luiz Braille

– A Irresponsabilidade do MST e as verbas públicas mal gastas

Primeiro dado: o governo dá 100 milhões de reais ao MST, como verba para sustentar essa ONG chamada “Movimento Sem-Terra”, cujo intuito era fomentar o debate e a luta pela nobre causa da Reforma Agrária.

Segundo dado: os membros do alto escalão do MST não são tão nobres quanto a causa. Arruaceiros, baderneiros e usurpadores da boa fé de alguns que estão lutando pela causa. Suas ações não lembram a de terroristas, invadindo propriedades e destruindo colheitas?

Terceiro dado: onde está a prestação de contas desse dinheiro dado pelo governo ao MST? Afinal, eu, você, todos nós pagamos impostos, que por sinal são elevadíssimos, e queremos saber se foi bem utilizado.

Quarto dado: invadir as plantações da Cutrale e esmagar plantas é forma democrática de protesto? Veja só: (extraído de: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091007/not_imp447136,0.php )

MST destrói 7.000 pés de laranja da Cutrale

Integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) são acusados de saquear a Fazenda Santo Henrique, do grupo Cutrale, invadida desde 28 de setembro. A área fica em Borebi, região de Bauru, a 320 quilômetros de São Paulo. Um caminhão-baú transportando 12 caixas de laranja a granel, máquinas, ferramentas e uniformes subtraídos da propriedade foi apreendido na madrugada de ontem no km 248 da Rodovia Castelo Branco.

Os dois acusados, José Alves de Lima Neto, de 52 anos, e Ivanildo Cosmo de Oliveira, de 49, contaram ao delegado José Cardoso de Oliveira que pegaram as frutas porque elas iriam apodrecer. Foram presos em flagrante por furto qualificado.

Os 350 militantes tomaram a casa-sede, escritórios e instalações. Eles usaram tratores da empresa para destruir 7 mil pés de laranja, segundo a Polícia Militar, que filmou a ação de um helicóptero. Os colonos foram expulsos e as casas, invadidas. Os imóveis estão pichados.

A Cutrale conseguiu liminar de reintegração de posse para desocupação em 24 horas. Segundo Márcio Santos, da coordenação estadual do MST, a área pertence à União. “Trocamos a laranja, que vai para o exterior, por alimento para acampados.” A Cutrale informou que tem a posse legal das terras e a fazenda é produtiva.

BALANÇO

O MST mantém outras sete fazendas invadidas no interior de São Paulo, para pressionar pela reforma agrária no Estado. Algumas foram ocupadas por dissidentes, com apoio de sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Despejados da Fazenda Ponte Alta, em Agudos, 60 militantes do MST invadiram outra área próxima dali. Cerca de 170 sem-terra acamparam na Fazenda Boa Vista, em Itapetininga, região de Sorocaba. Também ali, desde 29 de setembro, está invadida a fazenda da Escola Técnica Prof. Edson Galvão.

Em Dracena, na Alta Paulista, há cerca de 70 militantes na Fazenda Santo Antônio. Em Arco Íris, na região de Araçatuba, foi invadida a Fazenda Santa Clara. As duas áreas estão tomadas por dissidentes ligados a José Rainha Júnior.

Outro grupo, apoiado pela CUT, invadiu o Sítio Santa Marina, de apenas 31 hectares, em Pederneiras, a 320 quilômetros da capital.

Veja a ação de banditismo do MST filmada pelo helicóptero da PM clicando em: http://www.youtube.com/watch?v=yxe0fopHJa0

– Brinquedo Perigoso: Bicicleta Infantil!

Veja só: a equipe do ProTest avaliou as bicicletas para crianças e fez uma constatação assustadora: AS RODINHAS SÃO PERIGOSAS PARA A SEGURANÇA INFANTIL!

Brinquedos sempre devem ser seguros. Tal notícia, em vésperas do Dia das Crianças, não é boa coisa…

Extraído de: http://diarionet.terra.com.br/consumidorsub.action.aspx?idPageItem=10270

Pro Teste reprova bicicletas infantis

A ProTeste Associação de Consumidores não recomenda presentear com bicicletas aro 16 as crianças entre 4 e 8 anos que ainda não saibam andar sem as rodinhas. Nenhum dos seis modelos avaliados para esta faixa etária passou nos testes de segurança.

Para diminuir os riscos, a entidade aconselha a ensinar a criança a andar sem as rodinhas o quanto antes. Em todas as bicicletas, as rodinhas deformaram quando foi simulado o uso em situações corriqueiras, prejudicando o equilíbrio. Para as crianças que sabem se equilibrar sem a ajuda das rodinhas, há duas opções aceitáveis: Caloi Liga da Justiça e Houston Nic.

As falhas são muitas e variadas em todos os modelos testados. As bicicletas têm problemas, desde a montagem do freio até cabos de aço expostos e porcas que podem se soltar. Procedimentos básicos de avaliação técnica podem detectar facilmente essas falhas. Mas a situação é pior para as crianças que ainda não sabem se equilibrar sem as rodinhas. Nenhuma é segura para crianças que ainda precisam das rodinhas para se equilibrar, afirma a Pro Teste.

Em algumas bicicletas, entre outras falhas, faltam cobertura nas correntes, proteção no cabo de freio e instruções de montagem e uso que garantam a segurança dos produtos. A Pro Teste informa que encaminhará os resultados das análises ao Ministério Público para que solicite aos fabricantes a realização de um recall para a substituição das rodinhas. Também foram pedidas providências ao Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) para que investigue a razão de as bicicletas estarem no mercado brasileiro dessa forma, se esses produtos são de certificação obrigatória e não deveriam apresentar nenhum dos problemas identificados.

Entre as amostras compradas pela Pro Teste para as análises, quatro marcas não tinham o selo do Inmetro fixado no produto. Isso pode levar o consumidor a ter dúvidas quanto à sua certificação. A associação solicita ao Inmetro que inclua os testes de fadiga (que simulam o desgaste de componentes da bicicleta no tempo de uso) no regulamento brasileiro de certificação.

Internacionalmente, o teste de fadiga já existe e é adotado em muitos países. No Brasil, a norma não é observada e apenas duas das bicicletas testadas foram bem nesse critério – as outras apresentaram rachaduras em alguns componentes, demonstrando a má qualidade do material utilizado na fabricação.

Foram testadas: Caloi Liga da Justiça; Houston Nic; Bandeirante Batman; Hercules High School Music; Sundown TNT Boy e Track & Bike Dino. No laboratório foi analisado se as bicicletas trazem ponta ou borda afiada que machuque a criança e checada a segurança dos seguintes itens: sistema de freios; direção; conjunto quadro e garfo; rodas, pneus e câmaras; pedais; sistema de transmissão; cobre corrente e rodinhas estabilizadoras.

O desgaste (fadiga) das partes mais importantes das bicicletas quando usadas por uma criança de 30 quilos durante 100 mil voltas no pedal (uso aproximado para 230 km ou 500 metros por dia, durante 15 meses). Por fim, foram analisadas as instruções de montagem das bicicletas.

– Trabalhos Acadêmicos da Última Terça-Feira

Nesta semana, realizamos diversos debates com as diversas turmas da Faculdade Sant’Anna de Salto. Mas gostaria de expor, em destaque, os do Segundo Semestre de Administração, disciplina “Gestão das Organizações”.

Os discentes trabalharam a questão: “Você, enquanto consumidor, muda sua opção de compra caso a empresa pratique Responsabilidade Social?”

A maioria dos alunos entende muito bem o que é Responsabilidade Social das Organizações; e com a aula, passaram também a conhecer o sentido das práticas da OBRIGAÇÃO, RESPONSABILIDADE e SENSIBILIDADE SOCIAL. Uma minoria desconhecia o tema, e alguns confessaram não ter a dimensão de tal assunto.

Pouquíssimos alunos levam em conta a prática de ações sociais na avaliação e decisão de compras de produtos; entretanto, grande parte avalia os ítens: qualidade, preço e custo/benefício. Claro, sinais das dificuldades financeiras atuais.

Dessa vez, os argumentos foram muito (muitíssimo) melhores do que as atividades anteriores. Observou-se um maior zelo na entrega das atividades e boa qualidade redacional. Alguns erros gramaticais ainda ocorrem, mas aos poucos eles também (creio eu) sumirão…

– Empresas que Arriscam com Sucesso: A Energia Solar para a Classe C

A classe C está em alta! E um dos novos ramos de negócios que visa esse cliente é o da Energia Solar.

Veja como organizações do setor estão desenvolvendo estratégias na conquista do consumidor, em especial o Instituto Ideaas.

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0950/gestao/missionario-energia-492836.html

O MISSIONÁRIO DA ENERGIA

Até o final de 2008, a vida da família do agente comunitário de saúde Raimundo Alves Assunção não era lá muito iluminada. Moradores da comunidade de Maripá, que fica dentro da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, no Pará, ele, a mulher e os quatro filhos só tinham energia elétrica em casa por cerca de 3 horas, três vezes por semana — graças a dois geradores movidos a diesel que abasteciam parte da comunidade. Em outubro, fez-se a luz para Assunção. Sua casa, às margens do rio Tapajós, passou a contar com um moderno painel solar — e ele agora tem luz o dia todo, a semana inteira. Nos últimos meses, outras 59 moradias do vilarejo aderiram à energia renovável. Com isso, não apenas as famílias mudaram seu estilo de vida — agora podem assistir à televisão à noite — como economizaram dinheiro. Para ter acesso à energia mambembe dos geradores, Assunção gastava cerca de 70 reais por mês. Hoje, desembolsa 38 reais pelo aluguel dos painéis solares. O responsável pela melhoria da qualidade de vida das famílias de Maripá, e de outras centenas de moradores de outras regiões do Brasil, é o gaúcho Fábio Rosa. Aos 49 anos de idade, engenheiro agrônomo de formação, é ele quem criou e dirige o Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas e da Auto Sustentabilidade, (Ideaas), ONG criada em 1997, em Porto Alegre, que se dedica a levar energia limpa — e barata — a famílias da chamada base da pirâmide.

O que Rosa vem fazendo é legitimar a tese de uma das maiores referências mundiais em estratégias para as populações de baixa renda, o americano Stuart L. Hart. Professor da Universidade Cornell, Hart prega que a sustentabilidade do planeta depende da convergência de duas revoluções que a economia mundial viu desabrochar na última década: a das tecnologias limpas e a da base da pirâmide. O raciocínio por trás dessa ideia é que são consumidores como Assunção, que não têm acesso às tecnologias tradicionais e ao conforto que elas oferecem, os que primeiro podem ser convencidos a adotar as tecnologias verdes — e, aos poucos, fazer com que elas ganhem escala. Para tristeza de Hart, porém, ainda são poucos os empreendedores que se arriscam a criar modelos de negócios que se encaixem em sua fórmula. E isso explica por que Rosa, um dos poucos a se aventurar nesse campo, se transformou numa espécie de celebridade. Ele já ganhou uma dezena de prêmios, como o de excelência em empreendedorismo social da Fundação Schwab, uma das mais respeitadas do mundo. Em um livro publicado pela Harvard Business School, o Business Solution for the Global Poor (“Soluções de negócios para combater a pobreza global”, numa tradução livre), Rosa foi apontado como o criador de um dos modelos mais inovadores em energia no mundo. Também deu palestras nas escolas de negócios das universidades Stanford e Yale e, por quatro anos seguidos, para grupos de executivos de empresas de países ricos durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos. “É possível que Rosa seja hoje a pessoa no mundo que mais entende de energia limpa e base da pirâmide”, diz Claudio Sanches, diretor do Itaú Unibanco e conselheiro da Ashoka, ONG que financia empreendedores sociais em diversos países.

– A Nova Obsessão Verde

Compartilho com os amigos um interessante artigo da Revista Exame, onde se discute a preocupação das empresas em serem ecologicamente corretas, reduzindo os custos ambientais e destes, primeiramente as emissões de carbono, e agora, O USO DE ÁGUA.

Nele, se faz um estudo da quantidade de água utilizada entre a produção e o consumidor final. Um exemplo: para uma lata de Coca-Cola de 300 ml, utiliza-se até 60 litros de água (o cálculo considera desde a produção agrícola do adoçante usado na bebida – cana ou beterraba – até o consumo direto da fábrica).

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0947/gestao/nova-obsessao-verde-482549.html

A NOVA OBSESSÃO VERDE

Depois de calcular as emissões de carbono, agora as empresas correm para rastrear o uso de água em seus produtos desde a matéria-prima até o consumidor final – POR SERENA CALEJON
Nos últimos anos, a onda verde transformou uma expressão quase incompreensível em algo corriqueiro dentro de muitas empresas – a contagem de emissões de carbono. É comum hoje encontrar exemplos de cálculos meticulosos de gases de efeito estufa jogados na atmosfera até mesmo em atividades cotidianas, como viagens aéreas de executivos. Na busca para reduzir o próprio impacto ambiental, porém, já não basta diminuir (ou mesmo neutralizar) essas emissões. A nova obsessão das empresas é rastrear o consumo de água envolvido na produção de um bem. Como era de esperar em se tratando desse mercado, a tendência vem acompanhada de um conceito um tanto obscuro: água virtual. A nova bandeira dessa corrida sustentável foi levantada para valer em abril pela Raisio, fabricante de cereais finlandesa, com faturamento de 500 milhões de euros em 2008. A Raisio não apenas mediu o uso de água para a produção da linha Elovena – dos campos de aveia ao supermercado – como também se tornou a primeira companhia no mundo a estampar em sua embalagem o número de sua “pegada” (jargão que no mundinho verde significa o impacto ambiental de uma empresa). Segundo a Raisio, para fabricar 100 gramas de aveia em flocos são consumidos, ao longo de toda a cadeia de produção, 101 litros de água. “Boa parte dos consumidores ainda não entende o conceito”, disse a EXAME Pasi Lähdetie, vice-presidente de comércio de grãos da Raisio. “No futuro, porém, será algo tão compreendido como o carbono.”

O movimento feito pela Raisio começa a ser trilhado também por outras grandes companhias em todo o mundo. A americana Levi Strauss calculou que a fabricação de cada jeans do tradicional modelo 501 consome quase 2 000 litros de água. A Coca-Cola estimou que a fabricação de uma lata de 300 mililitros do refrigerante exija até 60 litros de água (quase 200 vezes o volume de uma latinha). A rede de cafeterias Starbucks anunciou que concluirá neste ano o primeiro rastreamento de consumo de água por toda a empresa – das lojas e escritórios até seus fornecedores de café. Todas seguem o conceito criado em 2002 pelo holandês Arjen Hoekstra, professor de gerenciamento de água da Universidade de Twente, na Holanda. Do ponto de vista ambiental, trata-se de um tema tão premente quanto o aquecimento global – tanto para empresas quanto para governos. Segundo o mais recente relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep, na sigla em inglês), em pouco mais de 15 anos dois terços da população mundial deverão enfrentar escassez de água. “Não estamos usando esse recurso de maneira sustentável”, afirma Hoekstra. “E rastrear a cadeia é o primeiro passo para tornar esse consumo mais racional.”

A primeira dificuldade da empreitada é que, ao contrário das emissões de carbono, não há modelos prontos disponíveis para ser seguidos. Em dezembro, uma rede mundial de ONGs, cientistas e cerca de dez empresas criou a Water Footprint Network para discutir pela primeira vez uma metodologia única para a avaliação da água virtual. As companhias que já começaram a estimar a quantidade do recurso utilizado nas cadeias de produção, portanto, criaram os próprios métodos dentro de casa a partir do ponto zero. No caso da Raisio, o processo levou cerca de três meses e exigiu uma equipe de seis funcionários de áreas distintas (entre fábrica e relacionamento com fornecedores), além de um consultor externo, que já havia ajudado a empresa na determinação da pegada de carbono. Trata-se de uma tarefa complexa, sobretudo porque o levantamento considera informações que estão fora da empresa. Parte do trabalho incluiu visitas a produtores atrás de informações, como o tipo de fertilizante usado na preparação do solo. Por enquanto, a única medida prática tomada pela companhia finlandesa foi colocar a informação na embalagem dos produtos. “O próximo passo é reduzir nosso consumo”, afirma Lähdetie.

Eis aí uma etapa tão ou mais complexa que o cálculo do rastro ambiental. Os estudos da Levi Strauss, por exemplo, mostraram que apenas 6% do consumo de água estava associado aos processos industriais da empresa. A maior parte do recurso é consumida pela agricultura do algodão (49%) e pelo pós-consumo (45%) nas lavagens das roupas. “Percebemos que, para levar adiante o compromisso com a sustentabilidade, era preciso agir no ponto extremo da cadeia, sobretudo com agricultores, e não apenas no processo industrial, onde estávamos focados até então”, afirma Colleen Kohlsaat, gerente de sustentabilidade da Levi Strauss. “O desafio é que temos uma capacidade menor de influenciar esses extremos do que temos de agir em nossas próprias operações.” Na prática, a constatação levou a empresa a investir em parcerias com ONGs como a Better Cotton Initiative, que atua na educação de agricultores do setor algodoeiro, para adotar técnicas com menos impacto ambiental. A Coca-Cola tomou a mesma decisão ao incentivar métodos literalmente mais enxutos de produção de beterraba e cana-de-açúcar, usados como matéria-prima na composição dos refrigerantes.

Diferentemente do que ocorre com as emissões de carbono, que podem ser compensadas com a compra e a venda de créditos, num mercado já estruturado, o sistema de compensação da pegada de água ainda é nebuloso. Por isso, muitas empresas estão criando as próprias regras. Uma delas é a Pepsico. A companhia iniciou um projeto em lavouras de arroz da Índia, no qual substitui a tradicional irrigação por alagamento por uma técnica capaz de reduzir 30% do uso de água (o arroz é usado na fabricação de alguns salgadinhos). Segundo a empresa, se estendesse a área dedicada ao novo sistema de plantio dos atuais 400 hectares para 2 000 hectares, a economia gerada seria capaz de compensar toda a água usada pelas três fábricas da Pepsico na Índia. “Uma mudança pequena pode ter um impacto enorme”, diz Dan Bena, diretor de desenvolvimento sustentável da Pepsico. Os especialistas, no entanto, são mais céticos. “No caso da água, não há como compensar os danos”, afirma o professor Hoekstra. “A não ser que você reponha água na mesma qualidade, quantidade e exatamente no mesmo local, não existe como neutralizar seu impacto.”

Em alguns pontos do planeta, a falta de água já é um problema concreto para muitas empresas. Há dois anos, a fabricante de cerveja sul-africana SABMiller identificou que 30 de suas fábricas estavam em regiões que corriam risco iminente de falta de água. Uma das operações mais arriscadas era a da Tanzânia, onde o uso excessivo das reservas subterrâneas por indústrias locais estava reduzindo a quantidade e piorando a qualidade das fontes de água potável. A saída foi iniciar um programa de reutilização do recurso na unidade. Em novembro, a cervejaria anunciou a meta de cortar 25% de seu consumo de água em todas as suas 139 fábricas até 2015. A medida representará uma economia de 20 bilhões de litros de água por ano – e pode determinar a própria perpetuação de seu negócio.

– Volta às Aulas com muita Disposição

Ontem, reiniciamos as aulas na UniSant’Anna Salto. E é muito bom rever os alunos, professores e funcionários da casa.

Melhor ainda é ver e sentir a alegria dos formandos! Os alunos do Oitavo Ssemestre, nesta primeira aula, foram convidados a refletir sobre diversas situações desde a entrada na faculdade até esse semestre derradeiro.

Fiquei feliz com as respostas. Em suma, os alunos se mostram confiantes, realizados, conscientes de que são especiais e privilegiados; afinal, não é fácil estudar nesse país.

Como meu tempo é curto para repercutir as diversas respostas, destaquei uma que me chamou a atenção: foi, na verdade, um depoimento!

“Professor, tenho consciência de que sou abençoado por Deus por ter conseguido chegar até aqui. Passei quase 4 anos sem dinheiro e com ajuda de familiares e até de amigos. Graças a Deus, por causa da faculdade, consegui um bom estágio no começo do ano e acho que serei efetivado. Minha vida mudou muito, eu sei que me comporto diferente e as pessoas percebem. Meus pais são humildes e não fizeram nem primário, e sou um orgulho para eles (…) Pensei em desistir, mas alguns professores e muitos colegas sempre me animaram. Não vou me esquecer nunca para poder retribuir um dia. Tudo que aprendo eu compartilho com meus amigos, que crescem comigo também (…) Quero ser um profissional ético e cidadão, e estou no caminho certo (…). Sou um vencedor, que não conseguiu nada sozinho, mas sempre lutei e falta pouco para dividir meu diploma com as pessoas que eu amo.”

Precisa falar de algo mais?

– Proibição do Cigarro em Espetáculos: Censura ou Responsabilidade Social?

Uma lei que entrará na próxima sexta-feira, complementar à lei anti-fumo que restringe o Tabaco em lugares fechados, proibe o fumo e a utilização de cigarro também em espetáculos.

Todos sabemos que o cigarro faz mal, e desincentivá-lo e combatê-lo é uma necessidade. Entretanto, leio agora que o ator Antonio Fagundes, fumante, cujo personagem em uma recente peça faz uso do cigarro, “detonou a lei”, alegando CENSURA.

Como antitabagista, discordo.

Em: http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?edt=36&id=41058

Para encarnar fumante em peça, Antonio Fagundes diz que vai “peitar” lei

Se todo ator incorpora traços dos tipos que interpreta, parece que Antonio Fagundes, 60, escolheu o que levar de seu personagem em “Restos”, de Neil LaBute, antes da estreia no dia 20, em São Paulo, no teatro Faap: o ataque à patrulha antitabagista.
Em cena, dirigido por Márcio Aurélio (“Agreste”), ele encarna um fumante inveterado que repassa –com suspiros saudosistas e certa birra dos modos contemporâneos– as fases de sua relação com a mulher cujo corpo está sendo velado.
Ela morreu de câncer, ele está na fila. Pouco importa. “Guardem seus panfletos ou qualquer outra merda sobre o assunto, ok? A vida é minha, pelo menos o que resta dela”, diz à plateia.
O texto de LaBute é farto em rubricas que pedem um cigarro à mão. Mas a Lei Antifumo que entra vigor na sexta no Estado de São Paulo impede que atores fumem em cena sem autorização judicial. É aí que Fagundes toma emprestado o tom incisivo do personagem:
“Vou peitar isso e fumar. Temos um problema de censura. É um precedente grave se a gente não fala nada. Fiquei surpreso que os fumantes tenham ficado quietos. O brasileiro está muito quieto para tudo. Espero que os fumantes não votem nas pessoas que aprovaram essa lei. É engraçado, porque parece que o [governador José] Serra é ex-fumante. Não tem coisa pior do que ex”. (nota do blog: Serra não é ex-fumante e sempre foi antitabagista)
Para Fagundes, “começa assim; amanhã, vão dizer que não pode beijar na boca porque passa gripe suína; depois, não pode mostrar assassinato [em cena], porque é contra a lei. As pessoas ainda não perceberam, a liberdade não se perde de uma vez. Os puritanos proibiram o teatro na Inglaterra por décadas pois achavam que era satânico. Caminhamos para isso”.
Sem patrocínio para a montagem de “Restos”, o ator também tece críticas ao debate sobre a reforma da Lei Rouanet, que concede às empresas que investem em produções artísticas isenção de parte do Imposto de Renda devido.
“As pessoas que redigem a lei deveriam entender o mecanismo de produção de teatro, saber quanto custa manter um espetáculo em cartaz, anunciar num jornal. Não tem ninguém nessas comissões que já tenha feito teatro? [Quando se fala em mudar a lei] Dá a impressão de que é um movimento rancoroso, do tipo ‘só estes caras que não precisam [por serem famosos] recebem dinheiro’. É claro que precisam!”
Por conta das restrições previstas na Rouanet aos gastos com divulgação, os espetáculos estreiam, segundo Fagundes, com “morte anunciada”. “Você fica em cartaz por pouco tempo. Ou seja, se antes se falava em espetáculos de elite, agora são peças para a elite da elite, porque não são só para quem pode pagar, mas para quem corre para pagar”, observa.

– Ativismo PornoEcológico!

Segundo José Paulo de Andrade, durante o Jornal Gente da Rádio Bandeirantes de SP, uma das mais polêmicas entidades de preservação às matas chegou ao Brasil, para junto de Greepeace e WWF lutarem pelo meio-ambiente.

Tudo bem, se não fosse o modo pelo qual esses ativistas protestam: a ONG “Fuck for Forest” ganhou notoriedade no mundo pelo fato de seus integrantes se despirem e em pares e se abraçarem juntos as árvores, em atos que costumam ser reservados para momentos íntimos.

Você entedeu, né?

Pois bem: eles estão atrás de Voluntários Brasileiros para trabalharem pelas causas verdes. Não há requisitos básicos, apenas a disposição para despojamento em prol da Responsabilidade Social.

Caso queira conhecer a ONG, clique em: http://www.fuckforforest.com/. Mas um alerta: o conteúdo é impróprio para crianças, e embora seja um engajamento pela ecologia, o método é controverso. Aliás, o nome da ONG já diz tudo. Vale apenas pelo inusitado em busca da preservação!

– Lições Contra o Preconceito

Em tempos de intolerância, veja que bacana: uma ONG brasiliense, participante do projeto ‘Generosidade”, ensina a crianças a serem tolerantes através da literatura:

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI79208-15228,00-LICOES+CONTRA+O+PRECONCEITO.html

LIÇÕES CONTRA O PRECONCEITO

Luciana tem 57 pares de sapato. Mariana, apenas um. Mas nenhuma das duas dá importância para isso – elas gostam mesmo é de brincar descalças na praia, onde se encontram e constroem juntas um grande castelo de areia. A partir do dia 6 de julho, as duas estarão nas bibliotecas de 2.600 escolas públicas de todo o Brasil. A história delas faz parte de um dos livros infantis da coleção Bem-Me-Quer, criada para dar lições sobre preconceito e diversidade para crianças da pré-escola ao ensino fundamental.

Luciana e Mariana contam com a companhia de outros personagens: João é paquerado pela menina mais bonita da escola, mas gosta mesmo é de Vitinho. Gilberto e Otávio, brancos, percebem que podem ser amigos de Tobias, que é negro. Já Marina tem síndrome de Down, o que não a impede de jogar bola com o irmão. Ao todo, são nove livros ilustrados sobre temas como orientação sexual, raça, gênero e deficiência, acompanhados de um audiolivro para deficientes visuais com todas as histórias, trilha sonora e um encarte em braile.

A coleção faz parte do projeto Bem-Me-Quer, desenvolvido pela ONG brasiliense Indica, o Instituto dos Direitos da Criança e do Adolescente, com o objetivo de diminuir o preconceito entre os jovens brasileiros. O instituto foi fundado em 2002 pelo libanês Agop Kayayan, ex-representante no Brasil do Unicef, o Fundo das Nações Unidas para a Infância. Segundo Kayayan, a ideia surgiu depois que ele constatou que o preconceito pode ter maior impacto sobre crianças que sobre adultos. “A discriminação é uma das principais causas de violência entre crianças. A criança discriminada sofre mais e perde muito de sua autoestima”, afirma.

Para ajudar a melhorar o ambiente nas escolas, o Indica organiza mostras de vídeo, eventos culturais e reuniões com educadores sobre diversidade. Mas a distribuição de livros infantis é a iniciativa mais ambiciosa da ONG até agora. Para viabilizar o projeto, o coordenador editorial Alex Chacon reuniu 14 autores e ilustradores do Brasil, da Argentina e do Chile. Giovane Aguiar, atual presidente do Indica, foi o responsável por estabelecer parcerias com órgãos como a Fundação Itaú Social, que vai financiar a distribuição dos livros. Agora, ele tenta fazer um acordo com o Ministério da Educação para incluir a coleção na lista de publicações indicadas pelo órgão do governo: “Isso seria revolucionário, porque a discussão da diversidade chegaria a todas as escolas”.

Uma pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, a pedido do Ministério da Educação, em 501 escolas públicas do país, mostra que a discriminação em sala de aula é generalizada: 99,3% das pessoas entrevistadas demonstraram ter algum tipo de atitude preconceituosa. Entre os alunos, 19% já viram algum colega negro ser vítima de perseguição pelos colegas, aquilo que os anglo-saxões chamam de bullying. Classe social e orientação sexual, nessa ordem, completam a lista dos motivos mais frequentes para práticas discriminatórias.

Ao confrontar os dados das escolas com os resultados da Prova Brasil 2007, constatou-se que o desempenho dos alunos piora de acordo com o índice de preconceito nas instituições. “Em escolas com nível mais acentuado de atitude preconceituosa e bullying, a nota média de português e matemática foi menor”, afirma o coordenador da pesquisa, José Afonso Mazzon. Para ele, iniciativas que estimulem o respeito à diversidade podem melhorar o desempenho dos alunos. “É natural, porque se cria um ambiente mais propício ao aprendizado”, diz.

Alex Chacon acredita que os livros infantis podem cumprir essa função. “A ideia é ajudar a criança a reconhecer o preconceito e levar isso em conta em suas decisões”, afirma. “Ela vai perceber que, às vezes, deixa de ser amiga de outra criança por preconceito.” Antes de serem publicados, os textos e as ilustrações da coleção foram avaliados por psicólogos e membros de ONGs de minorias, que sugeriram alterações e o uso de termos politicamente corretos. Outra preocupação foi garantir a qualidade artística do material. “São livros produzidos para crianças carentes, que também são carentes de cultura”, afirma Giovane Aguiar. A pedido de Aguiar, o Indica também elaborou um guia para orientar os educadores sobre o uso dos livros em sala de aula.

A proposta agradou a especialistas. Carlos Laudari, um dos coordenadores do projeto Escola sem Homofobia, que prepara professores para discutir a orientação sexual em sala de aula, acredita que a capacitação pode romper barreiras. “Eles querem ser preparados para lidar com a diversidade, porque sabem que alguns alunos sofrem muito”, diz. O pedagogo Luiz Ramires Neto, responsável por um grupo de discussões semelhante em São Paulo, concorda: “Os educadores costumam afirmar que desconhecem o assunto e que isso nunca foi abordado em sua graduação e licenciatura”.

Para o idealizador do projeto, Agop Kayayan, a coleção é apenas o primeiro passo para combater o preconceito no país. “Como os adultos, e aprendendo deles, as crianças discriminam outras crianças e adolescentes diferentes em religião, cor de pele, classe social e outros fatores.” Kayayan espera que, depois de aprenderem a respeitar a diversidade em sala de aula, as crianças levem a discussão para fora da escola e ajudem a mudar o comportamento de seus pais. Segundo ele, esse efeito “subversivo” ajuda ações sociais contra o preconceito a atingir um grande público, apesar do orçamento reduzido.

– Os Empreendedores Sustentáveis

Ecologicamente engajados, uma nova safra de empreendedores surgem. Preocupados com o meio ambiente, eles tem feito a diferença.

Extraído de: http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid382362,0.htm

Uma nova safra de empreendedores sustentáveis

Desconfiança de mercado e falta de investimentos não inibem criatividade de empresários com ideias ‘verdes’

Crédito escasso, alta carga tributária, acesso restrito a mercados e burocracia. Não são poucos os desafios que um empreendedor enfrenta para fazer seu negócio caminhar no Brasil. E quem optou por agregar o atributo “sustentabilidade” ao seu produto ou serviço ainda tem outros percalços para transpor, como a desconfiança inicial dos investidores, os custos elevados de uma produção sem escala, o consumidor pouco sensível à causa.

Ainda assim, uma nova safra de empreendedores tenta frutificar. À medida que o conceito de sustentabilidade começa a ser valorizado pelo mercado, algumas dessas barreiras iniciais vão sendo rompidas.

André Carvalho, pesquisador do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Ces), está há seis anos no comando do New Ventures, um programa que coloca, vis-à-vis, donos de negócios “verdes”, geralmente empresas emergentes (ou start-ups, como se diz no jargão dos negócios) e possíveis investidores, como fundos de investimentos, empresas e “anjos” – pessoas físicas que aportam recursos em pequenos negócios com potencial promissor.

 

Não há estatísticas sobre a taxa de natalidade e mortalidade dos negócios verdes. Mas a experiência de Carvalho à frente do New Ventures indica que sobram boas ideias e falta quem invista nelas. De 2003 até hoje, os pesquisador da FGV fez contato com mais de 500 empreendedores “verdes”.

Destes, 180 chegaram a construir planos de negócios; 49 foram apresentados a investidores e seis efetivamente receberam aportes de recursos.

“Os empreendedores verdes têm pela frente um cenário ainda mais difícil, pois enfrentam desconfiança por terem um produto ou serviço menos convencional”, diz Carvalho.”Em muitos casos, o mercado está longe de assimilar uma ideia que seja muito inovadora”, avalia.

 EMPRESÁRIO DO AÇÚCAR QUE ABOLIU A QUEIMA DA CANA

Colher a cana-de-açúcar crua soava como uma insanidade em meados da década de 1980 no Brasil. Saiu de Sertãozinho, no coração da indústria canavieira paulista, a vontade de mudar alguns preceitos do ‘modus operandi’ da cultura da cana. Tudo começou como um projeto de reflorestamento de matas ciliares. Eliminar as queimadas nos canaviais foi a segunda providência.

Depois, veio o controle biológico de pragas. Fornecedores de equipamentos tiveram de desenvolver máquinas para colher e processar a cana sem ela ser queimada. Vinte anos depois, as mudanças transformaram o Grupo Balbo, dono da marca Native, no maior produtor de açúcar orgânico do mundo. No ano passado, o grupo gerou 56 mil toneladas do produto, o que representa 20% do total de açúcar orgânico produzido no mundo.

“O que nos motivou a investir nesse projeto em 1986 foi o desejo de manifestar o potencial ecológico da cana-de-açúcar. A cana está entre as cinco culturas mais ecológicas que existem, dependendo do manejo que se dá à produção”, afirma o diretor da Native, Leontino Balbo Júnior. Terceira geração da família Balbo – pioneira no agronegócio de cana na região -, ele abraçou a ideia de que era possível fazer mais pelo ambiente do que recompor as matas ciliares.

“Muita gente achava que essas ideias eram uma loucura e que quebrariam a empresa”, conta Fernando Alonso, diretor comercial e braço direito de Balbo Jr. Na época, o mercado inexistia no País. Causou estranheza quando a Global Organics, grande distribuidora de orgânicos dos EUA, bateu na porta dos Balbo. “A empresa tinha se convertido em um produtor de orgânicos sem se dar conta disso.”

O passo seguinte foi certificar a produção orgânica, que abriria as portas do mercado internacional. Hoje, 85% da produção é exportada.

Além de fornecer açúcar para indústrias de alimentos, a empresa desbrava o mercado com a marca Native, conhecida dos consumidores da Coreia do Sul, Espanha, Portugal e França. A entrada, neste ano, na rede de produtos naturais Whole Foods, dos EUA, deve consolidar a marca no mercado internacional.

As novas frentes de batalha são a produção de álcool orgânico, já em andamento, e de plástico biodegradável, do açúcar. “Sustentabilidade é consequência do trabalho. A grande missão é mudar a maneira das pessoas pensarem”, diz Balbo Jr.