Três pilares para a economia sustentável: desenvolvimento econômico, social e ambiental.
Sem eles, não adianta querer uma sociedade ecologicamente correta…
Três pilares para a economia sustentável: desenvolvimento econômico, social e ambiental.
Sem eles, não adianta querer uma sociedade ecologicamente correta…
Em época de Rio+20, uma dúvida: a Petrobrás e o Governo estão discutindo a exploração de óleo e gás na Amazônia. Alguém debateu sobre isso no encontro internacional?
Digo isso pois vejo um documentário sobre Urucu, região localizada no coração da Amazônia, sem ninguém por perto, de percursos proibitivos e exaustivos. Lá, uma unidade de pesquisa foi montada para estudar a exploração de uma reserva absurdamente gigantesca de petróleo.
Como explorar sem desmatar?
Utopia se pensarmos que isso é simples.
Me recordo perfeitamente: a Eco 92, primeiro grande encontro para falar sobre Ecologia Mundial, parava o Brasil. Na época, a cidade do Rio de Janeiro sofria um modismo inédito até então: crimes de… sequestro (há 20 anos, era novidade!). O Exército saiu as ruas e cercou as favelas. Alguns alegavam que foi feito acordo com o Comando Vermelho, que era a principal facção criminosa naquele período, para que os bandidos dessem trégua.
Mas o motivo deste post é outro: da Eco 92 à Rio+20, que se inicia hoje, muita coisa mudou. As cidades estão maiores, e maior, claro, é o trabalho em mantê-las ecologicamente corretas. Mais gente: mais resíduos, mais poluição, maiores necessidades…
Veja o tamanho das cidades:
Tóquio – 25,8 milhões de habitantes em 92; hoje, 36,7 milhões
Nova Delhi – 10,9 milhões de habitantes em 92; hoje, 22,2 milhões
São Paulo – 15,4 milhões em 92, hoje 20,3 milhões.
Mumbai – 15,3 mi; hoje 20 mi.
Cidade do México – 15,3 mi; hoje 19,5 mi.
Nova York – 16,2 ; 19,4.
Xanguai – 14,1; 16,2.
Como educar tanta gente para um mundo mais sustentável?
por Reinaldo Oliveira
No dia 24 de maio, das 8h30 às 11h, na Cúria Diocesana foi realizado o 3º Encontro Diocesano com os políticos representantes das 11 cidades que compõem a Diocese de Jundiaí: Cabreúva, Cajamar, Campo Limpo Paulista, Itu, Itupeva, Jundiaí, Louveira, Pirapora do Bom Jesus, Salto, Santana de Parnaíba e Várzea Paulista. O encontro teve como tema “O Bullying nas escolas” e contou com a assessoria da psicopedagoga Taísa Gasparini, da cidade de Salto. Também de Salto, foi apresentado pelo prefeito José Geraldo Garcia, um projeto social na área de segurança escolar que está sendo implantado com sucesso na cidade. Dom Vicente falou sobre a atuação da Igreja de Jundiaí no processo eleitoral, entregou aos representantes de cada cidade um exemplar das Orientações Diocesanas sobre Fé e Política, e desejou a todos os que vão concorrer a cargos públicos nas próximas eleições “que sejam encorajados a participar da política, vivenciando sua vocação e missão, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa, fraterna e solidária”. O evento foi coordenado de Claudinho Nascimento, da Pastoral Fé, Política e Cidadania teve a participação de 50 pessoas entre prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e agentes de pastorais paroquiais. Um momento marcante do encontro foi quando o padre André Labrossi informou estar completando 40 anos na Diocese de Jundiaí, e que durante este tempo participou ativamente de ações políticas – ele pediu licença do ministério sacerdotal e durante anos foi Secretário Municipal da Fundação Municipal de Assistência Social (FUMAS), de Jundiaí e que a atuação política, quando praticada com ética e justiça dignifica o homem. A Pastoral Fé e política comunicou que no dia 15 de junho promoverá uma palestra aos candidatos a vereador das 11 cidades da diocese, sobre a Lei da Ficha Limpa e será na igreja Santa Teresinha, na Vila Rio Branco, e no dia 22 de junho outra palestra sobre a Lei 9840 – que fala sobre a compra de votos e corrupção eleitoral e será na sede da OAB-Jundiaí. O próximo encontro entre com os políticos ficou agendado para o dia 22 de novembro. A cidade de Cabreúva apresentará um projeto sobre Qualificação Profissional e a Pastoral Fé, Política e Cidadania apresentará resultados dos trabalhos da 5ª Semana Social Brasileira.
por Reinaldo Oliveira
Na próxima quinta-feira, dia 24 de maio, o Bispo Diocesano, Dom Vicente Costa, tem encontro marcado com deputados, prefeitos, vice-prefeitos e vereadores das 11 cidades que compõe a Diocese de Jundiaí (Cabreúva, Cajamar, Campo Limpo Paulista, Itu, Itupeva, Jundiaí, Louveira, Pirapora do Bom Jesus, Salto, Santana de Parnaíba e Várzea Paulista), às 9h, na Cúria Diocesana.
A exemplo do último encontro dessa natureza promovido pela diocese e realizado em novembro de 2011, nesta edição, a cidade de Salto apresentará um projeto social que deu certo. O tema será “Bullying nas escolas” e terá assessoria da psicopedagoga Taísa Gasparini.
A Cúria Diocesana está localizada na Rua Engenheiro Roberto Mange, 400, Anhangabaú, Jundiaí.
Por ignorância, nem sei bem quem é o cantor sertanejo Gusttavo Lima, mas sei que faz sucesso. Porém, acima do talento musical, ele tem algo especial: a preocupação com a responsabilidade do dinheiro público.
Digo isso pois os vereadores da cidade de Presidente Olegário (MG) resolveram fazer uma estátua para ele. E sobre isso, disse:
“É uma homenagem muito gratificante, mas acredito que o dinheiro poderia ser investido em obras públicas”.
Parabéns pela consciência social. Os vereadores de lá deveriam se mancar!
Muitas teorias absurdas de pseudo-intelectuais ganhavam coro na Europa, como a do iluminista escocês David Hume, que em 1770 dizia:
“Que negros sejam naturalmente inferiores aos brancos”.
Idiotice da época. A cor da pele nada faz para que se mude a dignidade das pessoas. Porém, mundo afora tivemos racismos históricos. A escravidão no Brasil, exemplo clássico.
Porém, em 13 de maio de 1888 a Princesa Isabel aboliu a escravatura. Foi a salvação para os negros?
Nada disso. Foi uma demagógica lei. No dia 12, eles dormiam em Senzalas e se alimentavam muito mal. No dia 13, foram livres e ficaram sem casa e sem comida.
Claro, o acerto foi a proibição da exploração. O grande erro foi a falta de assistencialismo da Lei, que deixou os pobres escravos ao Deus-dará.
Fica a histórica indagação: a Princesa Isabel bobeou e não pensou no futuro dos ex-escravos, ou simplesmente fez politicagem para ganhar os louros da fama?
Parabéns à Prefeitura de Jundiaí pela iniciativa de multar “moralmente” os motoristas que indevidamente estacionam nas vagas reservadas à idosos. Aliás, as vagas exclusivas (deficientes, grávidas) devem ser respeitadas unicamente por questão educacional e cidadania. Fico admirado em ver pessoas saudáveis “roubando” vagas de outras que teriam prioridade.
Ops: a multa moral consiste em colocar um recado no espelho retrovisor do carro, lembrando do erro do motorista.
Ricos, gastadores, considerados por um termo antigo como “Mauricinhos”. Ao mesmo tempo, trabalhadores, esforçados, e engajados num mundo melhor: são os “scuppies”, que estão fazendo a diferença para muita gente necessitada.
Extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2063/artigo139332-1.htm
OS ECOMAURICINHOS
Mistura de hippie com yuppie, os scuppies aliam muito trabalho, alta renda e elevado padrão de consumo com consciência social e ecológicapor Francisco Alves Filho
Imagine um profissional de sucesso. Aquele empresário ou executivo supercompetitivo, com excelente remuneração e alto padrão de consumo, que não abre mão de frequentar bons restaurantes, viajar para o Exterior e usar roupas de grife. Agora pense em alguém preocupado com a preservação do planeta. Uma pessoa empenhada em evitar a utilização de sacos plásticos, que só usa madeira certificada, come alimentos orgânicos e contribui com alguma ONG envolvida em causas ecológicas ou sociais. Nos últimos tempos, é cada vez mais fácil encontrar todas essas características concentradas em uma mesma pessoa. De tão numerosos, esses espécimes foram batizados nos Estados Unidos com um termo próprio: scuppies, palavra derivada da expressão socially conscius, upwardlymobile person (pessoa socialmente consciente em ascensão econômica). O criador da palavra é Chuck Failla, 40 anos, presidente de uma empresa de planejamento financeiro em Nova York.
“Um scuppie é parte hippie e parte yuppie”, resume. Aqui, alguém com este perfil poderia ser chamado de ecomauricinho. Para Failla, que também apoia ações sociais em favor dos semteto, estes personagens são muito comuns no Brasil. “Foi o país de onde recebi o maior número de mensagens”, disse ele à ISTOÉ.
O executivo americano criou um site há dois anos para explicar o que é um scuppie, mas só agora o termo começou a se popularizar. O empresário Marcus Buaiz, 30 anos, é um deles. Para viver bem, ele trabalha incansavelmente à frente de sofisticados restaurantes como o The Art, em Belo Horizonte, e o Shaya, em São Paulo (em sociedade com Fausto Silva), da casa noturna Club Royal e da agência de gerenciamento de talentos RIP.
Ao mesmo tempo, Buaiz apoia projetos sociais como o AfroReggae, do Rio de Janeiro, que atua nas favelas cariocas. “Já estive no Complexo do Alemão e em Vigário Geral”, conta. Ele acredita que essas ações são importantes em sua vida, e na de todos. “Quero que a minha história mostre que sou uma pessoa generosa, que me preocupo com os outros”, diz. As atitudes que toma para corroborar sua história também passam por procedimentos simples, como adotar a coleta de lixo seletivo e usar produtos ecologicamente corretos. “No projeto de nossa nova casa em Alphaville incluímos energia solar, captação de água da chuva e madeira certificada”, afirma. Recentemente, ele esteve numa reunião da ONG SOS Mata Atlântica a convite de sua mulher, a cantora Wanessa Camargo. Mas esse tipo de militância não faz o seu estilo. “Não quero convencer ninguém, quero apenas fazer o que acho correto.”
Buaiz diz que não é workaholic, mas admite que não fica longe de seu BlackBerry. O dinheiro que consegue no trabalho gasta em prazeres sofisticados, no melhor estilo yuppie. “Sou viciado em Nova York e adoro os restaurantes da cidade, como o Nobu (que pertence ao ator Robert De Niro) e o L’Atelier”, conta. Há outro item obrigatório no seu rol de consumo. “Tenho fixação por relógios, tenho 42″, conta ele. Os mais caros da coleção são um Audemars Piguet e um Roger Dubuis, ambos avaliados em US$ 35 mil.
Na opinião de Failla, muitas pessoas já viviam como scuppies. “Mas só agora passaram a ter um grupo demográfico com o qual se identificar.” É onde se enquadra a carioca Isabela Piereck, 40 anos, mais conhecida como Zazá, dona do charmoso restaurante carioca que leva seu nome, o Zazá Bistrô. O estabelecimento é conceituado e consome muitas horas de trabalho diárias. A atividade rende o bastante para realizar vários desejos de consumo. Recentemente, ela cumpriu um longo roteiro de viagem que incluiu Marrocos, Peru, Espanha e Estados Unidos. “Adoro viajar. É um dos itens nos quais me permito gastar um pouco mais”, diz Zazá, que também não abre mão de ter um carro confortável, como sua Pajero Air Track. Mas Zazá diz praticar o consumo consciente. “É preciso ter em mente que, ao consumir muito, estamos arrasando o planeta”, alerta. Por isso, seu guardaroupa não tem peças em quantidade. Ela prioriza a qualidade e garante não ser vítima da moda. “Um dos meus estilistas favoritos é Ronaldo Fraga, mas também gosto de tecidos naturais”, explica. A opção pelos alimentos orgânicos, sem agrotóxicos, tanto em casa quanto no restaurante, é para preservar a saúde – a sua e a do planeta. Para exercitar seu lado social, ela escolheu o projeto Uerê, que tenta socializar meninos de rua. “Fico pensando que futuro deixaremos para nossos filhos, me preocupo com isso.”
Uma das características do scuppie é justamente não ter um enquadramento só, um figurino único. “Alguns têm mais características hippies e menos traços yuppies, e vice-versa. É essa a razão pela qual este termo tem sido tão bem recebido”, acredita Failla. A analista de conteúdo do canal de tevê Futura, Isadora Andrade, 36 anos, guarda mais semelhanças com os personagens da contracultura dos anos 60. Ela é quase uma militante. “Na festa de um ano da minha filha não servi refrigerantes, mas somente sucos naturais e água de coco”, recorda. “E o bolo não tinha corantes.” Para arrematar, deu como brinde aos bebês da festa pequenas ecobags. “Espero que assim as crianças criem consciência ecológica e evitem usar plástico no futuro”, diz.
A conscientização, entretanto, não faz Isadora deixar de usar seu cartão de crédito para curtir seus maiores prazeres: viajar com assiduidade a Nova York e Washington, além de frequentar bons restaurantes. Sem culpa, ela também consome novidades tecnológicas. “Acabei de comprar um Macintosh sem fio”, conta.
O criador do termo, claro, é um scuppie. Enquanto dirige sua empresa de planejamento financeiro, Failla aproveita tudo de bom que Nova York proporciona, em especial a quem tem boa conta bancária, e cultiva o hobby de navegação a vela, que pratica com a mulher, Carmen. A disposição para gastar e curtir a vida é igual à que ele mantém na hora de ajudar vários projetos destinados a pessoas carentes e de preservação ecológica. A ideia de criar uma nova palavra para designar essa dupla militância nasceu numa prosaica conversa com uma colega. “Quando expliquei que estava fazendo um trabalho para uma organização de pessoas sem-teto, ela lançou um olhar cético para meu terno Armani e meu relógio Rolex e respondeu, meio brincando, que não podia acreditar que um yuppie como eu poderia fazer qualquer coisa de graça”, recorda. Ao responder, Failla disse ser totalmente possível desejar ascensão social e se dedicar a um projeto social – ao mesmo tempo. Surgia, assim, a filosofia scuppie.
A afirmação mesquinha e invejosa do empresário Wagner Ribeiro (agente de Neymar, Lucas, e outros tantos) foi indevida ao extremo! Ele declarou após a divulgação do prêmio “Jovens Lideranças”, em que Neymar concorria e ficou atrás do nadador campeão César Cielo:
“Infelizmente, ganhou o dopping”.
Depois, pediu desculpas alegando que tomou uma taça de vinho a mais. Mas será que a primeira declaração não houvera sido sincera? Imagino como Cielo deve ter recebido a mesma. Neymar, em seu Twittter, ao contrário do seu empresário, imediatamente a premiação havia o cumprimentado.
De gente assim, como esse famoso agente, quero distância.
A Eurocopa 2012 será realizada em 2 países nessa edição: Polônia e Ucrânia. Entretanto, um grupo feminista ucraniano, engajado em diversas causas políticas, está agindo por uma causa comum ao Brasil: o Turismo Sexual.
A Ucrânia é um dos países do Leste Europeu com um dos maiores índices de exploração sexual, conhecido por ser ponto para turistas que buscam tal prazer.
Aqui no Brasil não vivemos também tal problema?
Entretanto, não percebemos nenhuma manifestação das autoridades brasileiras por esse mal. Será que a situação já está resolvida definitivamente? Durante a Copa do Mundo-14 e os Jogos Olímpicos-16 teremos a situação resolvida?
Infelizmente, utopia.
Extraído de: http://is.gd/iCfZP7
UCRANIANAS PROTESTAM CONTRA TURISMO SEXUAL
Ativistas do grupo Femen, que luta pelos direitos da mulher, protestam em frente a uma entrada do metrô, em Kiev, na Ucrânia. Com cartazes dizendo “bomba de sexo”, as manifestantes criticaram a imagem que outros países têm da Ucrânia, que é vista como destino de turismo sexual e de baixa segurança.

foto: EFE
“Amar é faculdade; cuidar é dever”
Essa consideração faz parte da decisão da Ministra do STJ, Nancy Andrigh, sobre o processo de uma filha que acusou o pai por abandono afetivo. Para a magistrada, o problema não é a falta de carinho, mas o dever que o pai tinha em cuidar da filha. Assim, pelo descuido, terá que pagar R$ 200 mil reais como indenização a ela, que já é maior de idade.
Fica a questão: pai não é por genética, mas por criação. Assim, a falta de carinho na criação poderia também levar à indenização?
Deixe seu comentário, e abaixo, mais sobre o caso:
Extraído do: Bom Dia Brasil (clique acima para link)
STJ CONDENA PAI POR ABANDONO AFETIVO
Em decisão inédita, o Superior Tribunal de Justiça condenou um pai por abandono afetivo da filha. Ele terá de indenizá-la em R$ 200 mil. A ministra Nancy Andrigh resumiu assim a decisão: “Amar é faculdade, cuidar é dever”.
A filha, após ter obtido reconhecimento judicial da paternidade, entrou com a ação contra o pai por ter sofrido, ela disse, abandono material e afetivo durante a infância e a adolescência. O pai negou o abandono.
Mas, para a ministra, a discussão no processo não era o amor do pai pela filha e, sim, o dever jurídico que ele tem de cuidar dela.
Na Europa, foi criado nesta semana um fundo de investimentos com cunho moral chamado de “Fundo Cristão”, supervisionado até mesmo pelo Vaticano.
Para participar, a empresa não deve produzir / investir em tabaco, pornografia, armas e jogatina, entre outras coisas. Participam a Shell, Vodafone e Nestlé entre outras.
Mas uma ressalva é importante: o fundo parece ser mais um fundo moral do que cristão. Afinal, produzir corretamente não é dever de todos? Se os recursos fossem destinados para a solidariedade, talvez o termo cristão caísse bem. Mas nessas condições, acho impróprio o uso. Ser cristão exacerba tais atos.
Extraído de: http://www.google.com/hostednews/epa/article/ALeqM5gaj50GH_NkFN9pC2iRVTh1vre8aA
PRIMEIRO “FUNDO CRISTÃO” DA BOLSA COMEÇA A OPERAR NA EUROPA
Londres, 27 abr (EFE).- O primeiro índice de bolsa cristão da Europa, que responde à crescente demanda dos investidores por ações “éticas” por causa da crise financeira global, começou nesta segunda-feira sua caminhada.
Do chamado Índice Cristiano Europeu Stoxx fazem parte 533 empresas do Velho Continente que dizem obter suas receitas exclusivamente de fontes compatíveis com os “valores e princípios da religião cristã”, explica o jornal “Financial Times”.
Entre as companhias que integram o índice figuram as petrolíferas BP e Royal Dutch Shell, a farmacêutica GlaxoSmithKline, o multinacional do setor alimentício Nestlé, o banco HSBC e a Vodafone, do setor telefônico.
Apenas grupos que não lucram com pornografia, armas, tabaco, controle de natalidade e jogo podem fazer parte do índice.
Um comitê, no qual, segundo a Stoxx, está representado o Vaticano, coordena as ações, que saem do índice Stoxx Europa 600.
Alguns dos maiores fundos de investimentos do mundo, como Aviva Investors, AXA Investment Managers e Hendrson Global Investor, criaram nos últimos anos fundos éticos em resposta à demanda dos investidores.
Esse tipo de fundos tem objetivos similares aos dos “fundos cristãos” embora não discriminem as empresas que fazem negócios ligados ao controle de natalidade e estão mais centrados em evitar os investimentos em empresas que danificam o meio ambiente.
© EFE 2010. Está expresamente prohibida la redistribución y la redifusión de todo o parte de los contenidos de los servicios de Efe, sin previo y expreso consentimiento de la Agencia EFE S.A.
Caçadores sentem prazer em seu hobby. E, se pararmos para pensar, qual o gosto / satisfação / sensação em abater um animal?
Digo isso pois as revistas e jornais trouxeram as fotos do respeitado Rei Juan Carlos da Espanha. Com um rifle nas mãos, posava todo pimpão ao lado de um elefante que ele matou em Botsuana, num safári organizado por uma suposta amante!
A Realeza Espanhola está em discussão após o episódio. Caçar elefantes num passeio extra-conjugal?
Deu mole aos críticos.
Eis um projeto salutar para a nação, glorioso para a Educação e com retorno garantido ao profissional: ajudar comunidades carentes intelectualmente, a partir da boa vontade de recém-formados, garantido boa impressão às empresas que desejam contratar. Abaixo:
QUER SER UM BOM LÍDER? VÁ DAR AULA
Extraído de Época Negócios, pg 30, Ed Abril2012, por Marcos Todeschini
Com o apoio de grandes empresas, um novo projeto recruta os melhores alunos para lecionar em escolas públicas com problemas
Uma das maiores dificuldades de dar jeito no ensino é atrair profissionais de topo – o status e a recompensa financeira não ajudam. Nos Estados Unidos, que enfrentam o mesmo problema, uma ex-aluna da Universidade Yale criou, em 1992, o programa Teach for America. E conseguiu recrutar, desde então, 25 mil dos melhores cérebros do país para dar aulas nas escolas públicas com as piores notas. A grande sacada foi atraí-los por prazo determinado, bem no início da carreira.
Essa idéia está agora chegando a algumas escolas públicas brasileiras. O programa Ensina recruta os melhores recém-formados, em diversas áreas, oferece treinamento e coloca-os para dar aulas de reforço. A iniciativa começou este ano com 30 professores em 13 escolas do Rio de Janeiro, e deve chegar a cidades de outros estados, como São Paulo e Minas Gerais.
Por 40 horas semanais, os “ensinas” recebem cerca de R$ 2 mil. Eles são seduzidos pelo idealismo, mas há outra recompensa: são bem-vistos por empresas como Tecnisa, Natura e Itaú, apoiadoras do projeto. Elas favorecem membros do Ensina! na fase de seleção, fazendo os pular as etapas iniciais. Por quê?
“Os ensinas desenvolvem habilidades valorizadas, como a capacidade de resolver conflitos, cumprir metas, liderar e dar feedback“, diz Maira Pimentel, diretora do Ensina!. Nos Estados Unidos, as escolas do programa subiram de nível. Espera-se resultado semelhante no Brasil.
Você já ouviu falar do Parque Yasuní? Ele fica no Equador, é declarado como Reserva Mundial da Biosfera, habitado por 2274 espécies de árvores e 655 espécies de animais por hectare, além de possuir tribos indígenas que não tiveram contato com o homem ainda.
Segundo Larissa Veloso, da IstoÉ, Ed 2181, pg 125-126, o Governo Local descobriu reservas enormes de petróleo (846 milhões de barris), valendo mais de US$ 7 bilhões. E para não explorá-la, uma proposta inusitada: Quer que a comunidade internacional banque esse valor para manter intacto o Parque.
Em suma: se pagarem o equivalente ao lucro obtido na venda do petróleo, não precisa desmatar.
O que você acha de tal proposta? Deixe seu comentário:
por Reinaldo Oliveira
A prefeitura de Itupeva cometeu crime ambiental através da deposição de entulho de construção na área de preservação permanente (APP) existente entre os bairros Vila Independência, Portal Santa Fé e Jardim Ana Luiza. A ação ocorreu nesta semana, quando do serviço de remoção de entulho do muro de proteção da APAE, localizada próximo da APP, que caiu por conta de fortes chuvas ocorridas na quinzena passada. O procedimento correto seria a retirada deste material através de caminhões. Não foi isso que aconteceu. Como a área verde está ali inerte e indefesa, foi o local certo para mais uma ação de crime contra o meio ambiente. Porém, tudo que começa errado pode piorar ainda mais; ao longo de mais de mil metros na viela sanitária que margeia a APP, tanto abaixo quanto acima deste local, várias outras irregularidades foram cometidas, no mesmo dia, com o entulho dos mais diversos tipos de material sendo depositado na área da APP. Não é a primeira vez que isto acontece; e nem será a última. Não há um fiscal que oriente o funcionário, não há orientação e nem acompanhamento do setor de meio ambiente da prefeitura, quando da execução destes trabalhos, e nem dos voluntários do CONDEMA. Resta apenas o registro fotográfico a denunciar mais esta ferida aberta na área de preservação permanente (APP), pois também parte da vegetação foi suprimida, inclusive árvores.
Desde ontem os supermercadistas não estão dando mais sacolinhas descartáveis, por questões ambientais!
Se de fato se preocupam com a natureza, por que eles não assumem a conta? O consumidor é quem deve pagar?
Claramente, a atual lei é redução de custos. Mas uma ressalva: aqui em Jundiaí, onde a experiência começou há muito mais tempo, tínhamos a opção da compra de sacolas compostáveis a R$ 0,19. Agora, as sacolas ofertadas mudaram, custam (no mínimo) R$ 0,59 e com uma curiosidade: segundo a Folha de São Paulo nesta quinta-feira, 88% delas trazem microorganismos, sendo que 59% possuem bolor e 3% coliformes fecais!
Quem foi ao mercado ontem, ficou furioso! Levar as compras em caixas de papelão não dá. Aliás, as caixas não são lixo reciclável?
Os supermercadistas não estão impedidos de distribuir a sacolinha antiga. Aqueles que as derem, eu vou!
É revoltante ver que o vendedor não deve se importar com a embalagem, mas sim o comprador. Já imaginou ir a uma lanchonete e ter que levar o guardanapo?
A Globo começou a exibir a novela “Avenida Brasil”, onde utiliza o tema futebol para elevar o ibope. Bacana, ótimos atores, mas não conta com minha simpatia nos capítulos iniciais.
Motivo?
Não gosto de novelas, e me recuso a sofrer desnecessariamente. Por acaso, assisti um capítulo onde Murilo Benício e Adriana Esteves davam show de interpretação. Porém, uma linda menininha roubou a cena com uma atuação magistral. Mas, apesar do folhetim contar com ótimos atores, a história tão sofrida da garotinha me fez mudar de canal.
Madrasta malvada, criança abandonada no lixão, maus-tratos incessantes… Se é ficção, por que perderei meu tempo com tal apelação da audiência?
Já decidi: só vou assistir a filmes de comédia, romance e aventura. Nada que contenha dramalhões ou terror. A vida é tão sofrida… por que invadir nossos lares gratuitamente com coisas tristes (e que são fictícias, não levam a nada)?
Não me venham dizer que isso desperta a consciência social. Não preciso assistir novela para exercer cidadania!
E você, o que pensa sobre isso?
por Reinaldo Oliveira
A Diocese de Jundiaí, através da Pastoral Fé e Política promove a 1ª Caminhada dos Mártires. Ela é uma manifestação mística e política realizada pela Igreja, com o objetivo de lembrar e homenagear os mortos na luta em defesa de seus direitos. É realizada em forma de procissão, com o povo entoando cânticos religiosos, lembrando os mortos e assassinados nas lutas políticas em defesa da terra, da família, do alimento, do trabalho, por casa, educação, saúde, contra a violência, pela qualidade de vida, na defesa do meio ambiente e por justiça. É uma forma de a comunidade manifestar o seu descontentamento diante de tanta injustiça e corrupção. De acordo com informações do coordenador diocesano da Pastoral Fé e Política, Claudio Nascimento, a organização do evento segue as orientações das Diretrizes de Ação Evangelizadora, incentivando o povo a ser protagonista da luta por seus direitos e por justiça social, denunciando injustiças e clamando por dignidade da pessoa humana. Também incentiva a multiplicação de ações que coloque em destaque assuntos deixados ao acaso, como o respeito às leis sobre o meio ambiente e a desenfreada especulação financeira e capitalista. A 1ª Caminhada será realizada no dia 21 de abril, com saída às 9h da Igreja Maria de Nazaré, do Bairro do Vilarejo, situado entre o Distrito do Jacaré e a cidade de Cabreuva. É um bairro cercado pela exuberante beleza da Serra do Japi, porém apresenta uma realidade gritante de desigualdades sociais. A Igreja Nossa Senhora de Nazaré está localizada na Avenida Adélia Barbosa s/nº, tendo como referência o Centro Comunitário Silvia Covas.
A preservação do meio ambiente é uma necessidade, correto?
Criar produtos ecologicamente corretos é uma vantagem competitiva, ok?
Responsabilidade ambiental reforça e valoriza a imagem da empresa, certo?
Tudo isso é válido. Entretanto, compartilho uma interessante matéria da Revista Época sobre empresas que buscam mostrar a preocupação com o Verde e que acabaram não conseguindo o destaque que desejavam. Uma atenção maior para o desafio da rede WalMart para com o seu parceiro Johnson & Johnson, além de outros 9 fornecedores, em se tornarem ecologicamente mais corretos.
Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI132395-15259,00-FALTA+COMBINAR+COM+O+CONSUMIDOR.html
FALTA COMBINAR COM O CONSUMIDOR
por Alice Ribeiro
As empresas estão fazendo produtos que agridem menos o meio ambiente, sem aumentar o preço. Parece ótimo. Então por que tão pouca gente compra?
Fazia todo o sentido. Quando a Unilever lançou a versão concentrada de seu principal amaciante, em maio de 2008, parecia ter escutado a demanda dos consumidores, que diziam querer comprar produtos mais ecológicos. Com meio litro, o novo produto rende tanto quanto 2 litros da versão convencional. Como a embalagem é menor, economiza 58% de plástico e, consequentemente, usa menos petróleo. Seu processo de produção consome 79% a menos de água. As caixas que o transportam acomodam mais unidades num mesmo espaço, reduzindo em 67% as viagens de caminhões para chegar aos pontos de venda. Mais: o amaciante concentrado é 20% mais barato. Com um belo esforço de comunicação – uma campanha de R$ 32 milhões em dois anos –, era de esperar que a essa altura o novo amaciante já tivesse desbancado o velho. Não foi o que aconteceu. A Unilever não divulga dados sobre vendas, mas um levantamento feito na rede de varejo Walmart mostra que o amaciante tradicional ainda vende 50% a mais que o concentrado. O amaciante da Unilever é apenas um dos casos de produtos criados para explorar o consumo ambientalmente correto. Há empresas que investiram em mudar sabão em pó, chá orgânico, papel higiênico. Sem contar as mudanças de embalagem. Em todos os casos, porém, o resultado tem sido dúbio. Por quê?
Há pouca dúvida de que o mundo enfrenta problemas ambientais sérios. Muitas empresas têm investido em ações responsáveis, seja como forma de economia (usando os recursos de modo mais eficiente), seja pelo apelo de marketing (projetando a imagem de empresa amiga da Terra). Mas a resposta a essas ações é fraca. “A sustentabilidade ainda é algo distante do que vivemos”, afirma Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu para o Consumo Consciente. Uma pesquisa do Akatu revela que 80% das pessoas dizem valorizar os produtos verdes. Mas só 30% delas concretizam suas intenções no ato da compra. Há uma longa distância entre propósito e ação.
Por um lado, alguns desses produtos ecologicamente melhores exigem mudanças de hábitos de consumo – e isso é um obstáculo. Em outros casos, como o do sabão em pó ecológico da Procter & Gamble, as pessoas resistem porque acham que suas empregadas domésticas não saberão usar o produto da forma correta. O detergente usa 30% menos água que um comum. Sua fórmula faz menos espuma e, assim, dispensa o último enxágue. Mas ele não fez o sucesso esperado. “As empregadas não leem rótulos”, diz a aposentada Cláudia de Vasconcellos Lameiro da Costa. “Não adianta explicar. Elas vão continuar achando que só com espuma se lava direito.”
Um amaciante mais ecológico custa 20% menos.
Mas ainda perde em vendas para o convencional
Em alguns casos, as empresas deixam de apostar em inovações que fariam sentido ecológico. Há dois anos a Natura estuda a criação de uma linha completa (com xampu, condicionador, creme hidratante…) em pó. A solução economizaria água na produção, plástico da embalagem e emissões de gases poluentes no transporte. Os produtos viriam em pequenos sachês para ser diluídos em casa. “O novo produto teria, em média, 10% do peso do original”, diz Daniel Gonzaga, diretor de pesquisa e tecnologia da Natura. Mas o destino do xampu em pó é incerto. A companhia ainda não está segura de que haja público para a invenção. “Precisamos chegar a um mix completo: fórmula testada, marca correta, embalagem e o aval do consumidor.”
Esse aval, de acordo com um levantamento feito no Walmart (leia o quadro) , é tímido. “Ainda estamos no começo de um processo de mudança de hábitos na decisão de compra”, diz Christiane Urioste, diretora de sustentabilidade do Walmart. Um papel higiênico da Kimberly Clark dá uma dimensão do problema. Feito com fibras de papel reciclado obtidas a partir de aparas selecionadas, tem os rolos compactados para caber em uma embalagem menor. Custa em torno de 25% menos que o papel tradicional. Mesmo assim, tem só um quarto das vendas.
Para vencer o apego ao costume, seria necessário um investimento eficiente em marketing. Um estudo feito pela agência de publicidade Euro RSCG mostra que as empresas abusam dos clichês. O levantamento encontrou ursos-polares em anúncios do HSBC, da Philips e dos sorvetes Ben & Jerry. “As imagens usadas confundem as pessoas”, diz Russ Lidstone, presidente da agência. “São projetadas para chamar nossa atenção, mas acabam nos distanciando do problema e nos tornando céticos.”
Mais devastador do que a falta de informação é a informação que não ajuda o consumidor a se orientar. A gente é bombardeada por informações sobre a degradação ambiental do planeta. Difícil é saber como transformar essa preocupação em critérios para discriminar os produtos no supermercado. O que é melhor, um alimento embalado em plástico (teoricamente reciclável), em lata (que se decompõe na natureza) ou em vidro (que pode ser reutilizado)? Não há resposta para isso hoje. s Se você quer economizar energia, procura o selo Procel (um índice elaborado pela Eletrobrás) nos eletrodomésticos. Mas não existe um selo geral para produtos verdes. O resultado? A criação de analfabetos ecológicos. “Recomendamos às marcas que sigam uma abordagem simples de comunicação”, afirma Nicholas Eisenberger, consultor da GreenOrder, especializada em negócios sustentáveis, cujo portfólio de clientes inclui GE e General Motors. Para divulgar seus esforços pró-planeta, as empresas precisam entregar a informação mastigada. Não é o que acontece.
Muitas empresas deixam de comunicar em detalhes suas ações positivas por temer cobranças em outras áreas. Outras, ao contrário, divulgam iniciativas sem nenhuma importância, como se fossem cruciais para a humanidade. Nessa confusão, os cidadãos comuns se perdem. A funcionária pública Roberta Cristina da Silva é um exemplo. Ela viu o comercial da TV do amaciante verde da Unilever e decidiu testá-lo. Gostou. Mas não por ser verde. “Gosto porque tem um cheiro mais forte”, ela diz. “Coloco o mesmo tanto do outro (da embalagem de 2 litros) . Em uma semana já acaba.” Ao consumi-lo da forma errada, Roberta está gastando mais e piorando o impacto ambiental, em vez de melhorá-lo.
A confusão dos consumidores fica clara numa pesquisa sobre 115 empresas encomendada pela revista britânica New Scientist. O levantamento cruzou cerca de 700 indicadores, como gasto de água ou poluição química, para avaliar o desempenho ambiental das companhias e comparou-o com a percepção de 30 mil pessoas sobre elas. Concluiu que há uma enorme lacuna entre a imagem e os fatos. Um dos casos de maior discrepância foi o da rede de supermercados Whole Foods Market. Das 36 empresas do setor listadas pela pesquisa, ela está entre as piores em relação a impacto ambiental, mas é a primeira em boa reputação. A Coca-Cola, ao contrário, tem o segundo menor custo ambiental entre os fabricantes de alimentos e bebidas da amostra, mas não é reconhecida por isso.
80% dos brasileiros dizem que valorizam os produtos ecológicos.
Mas só 30% cumprem isso nas compras
Todos esses dados apontam para uma falha de comunicação das empresas. Não só quanto às informações divulgadas. É preciso que alguém de fora mostre às pessoas que o produto é bom. Aí, entram as certificadoras independentes. A especialista em relações internacionais Marcela Porto Mello é fã de produtos ecológicos. Diz usar produtos sem agrotóxico, que tenham um selo orgânico de renome no mercado. Mas se nega a pagar mais por produtos com origem desconhecida. “Por que vou comprar um café que custa mais caro se não tenho certeza de quão sustentável é? Falta divulgar melhor os produtos. Os selos precisam ter credibilidade.”
Os consumidores de países desenvolvidos são mais preocupados em premiar empresas amigas do meio ambiente. Segundo uma pesquisa dos institutos Market Analysis e Akatu, 34% dos cidadãos de países ricos afirmam comprar de empresas ambientalmente responsáveis. No Brasil, o número cai para 12%. Compreensível. Em nações mais ricas, com educação melhor e bagagem ecológica mais robusta, os consumidores buscam informações sobre as marcas. Se o produto não tem selos, eles entram nos sites das empresas, vasculham sua reputação nas redes sociais, leem relatórios de sustentabilidade, recorrem à mídia.
No Brasil, algumas empresas já sabem que, no futuro, os atributos socioambientais vão ajudar a vender. Desafiados pelo Walmart, dez fornecedores da rede reinventaram e criaram produtos de modo que ficassem mais ecológicos. A convocação aconteceu em outubro de 2008. Hector Nuñez, presidente do Walmart, reuniu companhias parceiras para uma conversa. Durante sua exposição, chacoalhou uma caixinha de Band-Aid: “Nesta embalagem cabem três vezes mais curativos do que tem aqui”. A fabricante, Johnson & Johnson, acatou a provocação. Mudou processos e passou a colocar a mesma quantidade do produto numa caixa com 18% menos matéria-prima. E sem alterar as informações do rótulo. Detalhe: 90% de todo o Band-Aid consumido no mundo é feito no Brasil. Como contrapartida, o Walmart garantiu às empresas que vai dar mais espaço nas prateleiras para seus produtos ecológicos, mesmo com a redução nas embalagens. Ninguém tem dúvidas de que o consumo tende a ficar mais verde. Mas essa tendência só vai se confirmar se combinarem com os consumidores.
Os 3 maiores sites de vendas on-line do Brasil são: Americanas, Submarino e Shoptime. Ambos são de um mesmo grupo, o B2W. E o excesso de reclamações dos clientes dessas empresas fez com que o Procon tomasse uma atitude drástica: suspendeu por 3 dias a venda de qualquer produto no estado de São Paulo!
PROCON-SP SUSPENDE POR TRÊS DIAS OS SITES AMERICANAS.COM, SUBMARINO E SHOPTIME
O Procon-SP determinou a suspensão por três dias dos sites Americanas.com, Submarino e Shoptime – eles não poderão realizar vendas em todo o Estado de São Paulo por 72 horas, a partir de quinta-feira (15). As três páginas são de responsabilidade da B2W Companhia Global do Varejo, que também deverá pagar multa no valor de R$ 1.744.320 por conta de reclamações de clientes. A decisão foi publicada nesta quarta (14) no “Diário Oficial do Estado”, e não cabe recurso.
Procurada, a empresa afirmou que ainda não tem um posicionamento sobre o caso.
A suspensão tem como base o artigo 56, VI do Código de Defesa do Consumidor, e foi motivada por reclamações em 2011 sobre entregas de produtos e também defeitos nos itens adquiridos. “Isso é um descaso, desrespeito ao consumidor. Fizemos várias tentativas chamando a empresa para o diálogo no Procon, mas o problema não foi resolvido”, explicou em nota Paulo Arthur Góes, diretor-executivo da fundação.
Em 2010, continua a nota, o Procon-SP registrou 2.224 atendimentos sobre problemas com os sites da B2W. Em 2011, esse número aumentou em 180%, com o registro de 6.233 atendimentos.
Segundo a fundação, a empresa já havia recorrido da decisão em 1º grau para a suspensão dos sites, publicada em 10 de novembro de 2011 no “Diário Oficial”. A decisão, no entanto, foi mantida, conforme divulgado nesta quarta-feira.
Há também a determinação de que, na página inicial dos sites bloqueados, seja exibida a seguinte mensagem: “O Grupo B2W, em virtude de decisão proferida pela Fundação PROCON – SP, em processo administrativo de n° 2573/2010, está com as atividades de e-commerce suspensas em todo o Estado de São Paulo, por 72 (setenta e duas) horas, a partir de 15 de março de 2012”.
Não curto Carnaval e já escrevi sobre como é enfadonho assistir os desfiles pela TV. Mas é inegável que o tema “Superação”, que ocorre agora na Sapucaí, pela Grande Rio, é emocionante.
O samba-enredo fala de pessoas que superaram barreiras: deficientes físicos, vítimas de preconceito, sobreviventes de enfermidades graves, pessoas que passaram por tragédias humanas, entre outras.
Bravo! Isso é cultura, musicalidade e responsabilidade social. E, claro que a escola escolheu tal tema também por ter vivido sua superação: no ano passado, foi ela quem teve que se superar, pelo incêndio que destruiu parte do seu desfile.
E depois de amanhã começa a Campanha da Fraternidade 2012 (CF-12), evento realizado pela Igreja Católica, organizado pela CNBB e promovido durante o Tempo Quaresmal.
Nesta 4ª feira de Cinzas, a sociedade é convidada a refletir sobre o tema: “Fraternidade e Saúde Pública”, onde a discussão sobre as formas de melhorar as condições de assistência médica e promoção da saúde oferecidas à população (médicos, hospitais, campanhas preventivas) deverão ser abordadas.
O lema da CF-12, que deve ser o mote dos cristãos, é: “Que a saúde se difunda sobre a terra (Eclo 38,8)”
Fica o convite para o debate: nosso país gasta menos com saúde pública, proporcionalmente falando, do que com despesas com Copa do Mundo, politicagem, despesas burocráticas e com a perda de recursos com corrupção?
Extraído da CNBB: www.cnbb.org.br
CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2012
O secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner, abre, na Quarta-feira de Cinzas, 22, às 14h, na sede da Conferência, em Brasília (DF), a Campanha da Fraternidade-2012. O tema proposto para a Campanha deste ano é “Fraternidade e Saúde Pública” e o lema “Que a saúde se difunda sobre a terra”, tirado do livro do Eclesiástico.
O ministro da saúde, Alexandre Rocha Santos Padilha, confirmou sua presença. Além dele, participarão do ato de abertura da CF o sanitarista Nelson Rodrigues dos Santos; o Gestor de Relações Institucionais da Pastoral da Criança e membro do Conselho Nacional de Saúde, Clovis Boufleur, e o cirurgião e membro da equipe de assessoria da Pastoral da Saúde do Conselho Episcopal Latino-americano, André Luiz de Oliveira. O ato é aberto à imprensa.
A CF-2012 tem como objetivo geral “refletir sobre a realdiade da saúde no Brasil em vista de uma vida saudável, suscitando o espírito fraterno e comunitário das pessoas na atenção aos enfermos e mobiliza por melhoria no sistema público de saúde”.
Realizada desde 1964, a Campanha da Fraternidade mobiliza todas as comunidades catóilcas do país e procura envolver outros segmentos da sociedade no debate do tema escolhido. São produzidos vários materiais para uso das comunidades com destaque para o texto-base, produzido por uma equipe de especialistas.
A Campanha acontece durante todo o período da Quaresma que, segundo o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, “é o caminho que nos leva ao encontro do Crucificado-ressuscitado”.
Na apresentação do texto-base, dom Leonardo, eplica que, com esta Campanha da Fraternidade, a Igreja quer sensibilizar as pessoas sobre a “dura realidade de irmãos e irmãs que não têm acesso à assistência de saúde pública condizente com suas necessidades e dignidade”.

“Todo dia tenho que resgatar vidas”
Sensacional a linda ação solidária do maestro João Carlos Martins, que através da sua Orquestra Jovem ajuda crianças pobres e as livra das drogas, pela música.
Vale a pena dar uma conferida, está em: JOÃO CARLOS MARTINS E AÇÃO CIDADÃ
Se um árbitro for caloteiro, não apita por estar com o nome negativo no SPC ou Serasa (em campeonatos estaduais ou nacional). Mas e se o árbitro levar calote?
As associações de defesa do árbitro devem dar a vida pelos seus associados. Na luta pelos direitos de quem pertence a um sindicato, cooperativa ou associação, sempre a mesma deve se esforçar contra aqueles que prejudicam um árbitro, seja ele qual for.
Me custa a crer que árbitros que deixam o quadro nacional ou a carreira, SEM RECEBER TAXAS, deixam de ter apoio destas! Ué, não trabalharam vinculados a ela?
Um caso que me assombra justamente pelo… descaso: Em 31 de Julho de 2010 (1 ano e meio atrás), Brasília X Araguaína jogaram pela Série D do Campeonato Brasileiro. Um trio paulista apitou o jogo, formado por Robério Pereira Pires (bom árbitro que apitou as duas primeiras rodadas iniciais do Paulistão, mas sacado do quadro nacional), Dante Mesquita Júnior (outro caso curioso: número 13 do ranking paulista, de muitíssimos jogos da série A do Campeonato Brasileiro, e que curiosamente não figurou na lista da Renaf – tendo encerrado prematuramente a carreira aos 39 anos) e Giovani Canzian (que também parou).
Quanta gente boa fora da lista nacional, não?
Imagine os árbitros de pontos diversos do estado de São Paulo se encontrando no aeroporto, bancando deslocamento até o embarque, custeando passagem de avião, hospedagem, alimentação, além dos dias fora de casa e a ausência do lar. E na hora de receber…
Onde está a Associação Nacional dos Árbitros para brigar com o time do Brasília, equipe que não pagou as despesas?
Onde está a Comissão de Árbitros da CBF para agilizar o processo, defendendo seus árbitros?
Onde está o respeito às pessoas que tiram o minguado dinheiro do bolso para trabalhar e não recebem o que é justo?
Perceberam que aqui os árbitros pagaram para apitar?
Absurdo.
Por mais que elas estejam trabalhando, estamos em 2012. Demora tanto para executar um calote de Julho/2010?
Ao menos, o Sindicato Paulista poderia tentar fazer um contato com a Associação Nacional para ajudar. Será que é tão difícil (quase 18 meses) para cobrar o time da Capital Federal? Talvez o próprio Arthur Alves Júnior, secretário da ANAF e presidente do SAFESP, fosse o canal ideal de intercessão para o recebimento dessas taxas atrasadas. Acredito que deve estar trabalhando para isso.
Importante: tentado o contato por email com Robério, e nada obtido. Tentado o contato telefônico com Dante, e o mesmo tudo confirmou. Tentado contato telefônico com Canzian, e nada obtido.
Será que a culpa muitas vezes não é dos próprios árbitros, que não exigem com toda a sua força o direito que têm? Afinal, as entidades estão lá, independentes, para servi-los.
Ou não funciona bem assim, não só no futebol como na sociedade?
Tomara que os árbitros consigam receber logo suas taxas. São gente honesta, trabalhadora, cujo soldo é justo e necessário.
Já escrevemos em outra oportunidade que a Reforma Agrária é uma causa justa a ser defendida. Entretanto, com os cuidados de sempre, respeitando a lei e de maneira democrática.
Dias atrás observamos em São José dos Campos (SP), a confusão numa reintegração de posse na região conhecida como Pinheirinho (em: http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2012/01/23/reintegracao-de-posse-em-pinheirinho-respeitamos-os-dois-lados/) .
Vejam só o que a PM apreendeu por lá:
– 32 pessoas presas por desordem;
– 3 foragidos da justiça capturados;
– 6 criminosos em flagrante delito;
– 1 carro roubado encontrado;
– 2 armas de fogo apreendidas;
– 1100 invólucros de Maconha;
– 388 pinos de Cocaína;
– 3 bombas caseiras.
Novamente considero: no meio de gente pobre, trabalhadora e honesta, há sempre bandidos travestidos de sem-terra…
Muitas vezes o Governo se omite em questões sociais. E, nessa lacuna, as ONGs, Pastorais da Igreja Católica, Forças-tarefas de Evangélicos, Missões de qualquer outra denominação religiosa, além de voluntários independentes de profissão de fé, preenchem esse espaço.
Você sabia, por exemplo, que a drástica redução da mortalidade infantil no NE do Brasil se deu por força de mulheres, sem muita instrução mas com boa vontade, trabalhando gratuitamente pela Pastoral do Menor?
Agora, leio nas Páginas Amarelas da Revista Veja (edição antiga, de 22/06/2011, pg 25) que o combate à AIDS é sucesso em regiões remotas brasileiras por força dessas pessoas voluntárias. Abaixo, a palavra do ex-presidente Bill Clinton, que foi o entrevistado:
“(…) Quando o Brasil decidiu fazer exames e levar remédios contra a Aids aos recantos mais isolados da floresta tropical amazônica, a rede capilar de ONGs, em especial as ligadas à Igreja Católica, foi de extrema importância. (…) havia no mundo 200 mil pessoas que recebiam o tratamento. No Brasil, eram 135 mil.”
Esses altos números se devem a um único fator: Fé e Boa Vontade! Parabéns aos voluntários.
Terry Gou é o presidente da FoxConn, empresa que monta eletrônicos, e, em especial, os da Apple. A empresa é conhecida pelo gigantismo dos seus números, e, claro, torna-se empregador de milhares de pessoas.
Quanto aos seus funcionários, Terry deu uma infeliz declaração no último dia 20:
“A Foxconn tem uma força de trabalho de mais de 1 milhão de pessoas em todo o mundo. Seres humanos também são animais, e gerenciar 1 milhão de animais me dá dores de cabeça”
Posteriormente, a empresa fez um pedido de desculpa a seus funcionários. Mas… Não fica uma pontinha de ressentimento? Será que, no fundo, não é esse o pensamento da empresa?
Extraído de: http://is.gd/slUpSf
FOXCONN SE DESCULPA POR TRATAR TRABALHADORES COMO ANIMAIS
A Foxconn, gigante da indústria de componentes eletrônicos, pediu desculpas pelas recentes declarações de seu presidente, Terry Gou, que comparou os trabalhadores da empresa a animais.
A declaração do presidente teria acontecido na última sexta-feira (20) durante um encontro entre os executivos da empresa, de acordo com o Want China Times, site de notícias de Taiwan.
“A Foxconn tem uma força de trabalho de mais de 1 milhão de pessoas em todo o mundo. Seres humanos também são animais, e gerenciar 1 milhão de animais me dá dores de cabeça”, afirmou Gou durante o evento.
Ainda de acordo com o portal de notícias, o presidente teria dito que queria aprender com o responsável pelo Zoológico de Taipei como “animais deveriam ser tratados”. As declarações de Gou geraram uma enxurrada de críticas por meio de redes sociais, principalmente.
A empresa emitiu um comunicado no qual pediu desculpas a “quem se sente ofendido”. No entanto, a Foxconn alegou que as declarações do presidente foram retiradas de contexto pela imprensa.
Terry Gou foi considerado uma das pessoas mais influentes do mundo pelos leitores da revista norte-americana Time. O executivo planeja deslocar parte de suas operações para o Brasil, mas não especificou uma data para a nova empreitada.
SUICÍDIO
As polêmicas que envolvem a Foxconn não se limitam apenas às declarações. No último dia 3 de novembro, cerca de 300 chineses que trabalham na empresa ameaçaram cometer suicídio coletivo caso não tivessem os salários elevados.
De acordo com o jornal britânico The Sun, a empresa teria sugerido que os profissionais insatisfeitos pedissem demissão para receber o salário do mês. O acordo, entretanto, não foi cumprido e revoltou os funcionários.
… Bem!
Elie Horn, o bilionário empreendedor brasileiro dono da Construtora Cyrela, judeu praticante e notoriamente conhecido como empresário de sucesso, disse à Robson Viturino, da Revista Época Negócios (Ed Janeiro / 2010), pg 108, que quer doar metade da sua fortuna à Caridade. E na entrevista, uma frase me chamou a atenção:
“A única moeda universal é o BEM. Esta não tem Banco Central. O resto fica aqui na terra”
Parabéns. Dispensa qualquer comentário!
“Tão importante quanto fazer o bem é promover o bem”
Lema do Projeto Generosidade, das Organizações Globo em 2011.
Taí algo bacana. Incentivar pode ser o fator multiplicador tão necessário às instituições de caridade nos dias de hoje.
Numa exemplar ação de responsabilidade social e cidadania, na década de 1987, em protesto contra o regime racista da África do Sul (que separava do convívio social negros e brancos, o “Aparthaid”), a Coca-cola abandonou aquele país! Foi para a vizinha Suazilândia. Entretanto… agora, a empresa apóia politicamente o ditador Mswati, o Rei que fere a democracia nessa república africana.
Palmas e vaias para a empresa.
Extraído de: Isto É, Ed 2200, pg 28
A COCA-COLA DO ANTI-APARTHEID E DE AGORA
A Coca-Cola deu em 1987 uma importante contribuição ao movimento anti-apartheid na África do Sul boicotando o regime segregacionista: retirou-se do país para abalá-lo economicamente e moveu toda a sua estrutura produtiva para a vizinha Suazilândia.
A mudança que foi louvável, e seria temporária, acabou se tornando, no entanto, perene e condenável: organizações de direitos humanos estão acusando a multinacional de apoiar política e financeiramente o rei Mswati III, o último imperador absolutista do continente. A Coca-Cola nega as acusações.
A Cereser, famosa pelos seus espumantes, lançou um refrigerante voltado ao público infantil com embalagem semelhante ao dos seus espumantes – com uma diferença: o rótulo possui personagens da Disney.
No ano passado, os produtos já estavam à disposição nos mercados. Entretanto, neste ano a Defensoria Pública do Estado de SP solicitou a retirada do produto alegando incentivo ao consumo do álcool.
Exagero ou não das autoridades?
Abaixo, extraído de:
DEFENSORIA PEDE QUE CERESER TIRE O ESPUMANTE PARA CRIANÇAS DO MERCADO
Por Marília Miragaia
A Defensoria Pública do Estado de São Paulo enviou uma recomendação à Cereser para que retirasse do mercado uma bebida gaseificada sem álcool, destinada a crianças, que reproduz o formato de espumantes tradicionais –inclusive com rolha.
Lançada em 2011 para as festas de fim de ano, a embalagem colorida do Disney Spunch traz personagens da Disney, como a Cinderela, a Branca de Neve e o Mickey.
De acordo com Diego Vale de Medeiros, coordenador do Núcleo do Infância e Juventude da Defensoria, a estratégia da empresa foi “irresponsável, por se relacionar com produto direcionado ao adulto e fazer analogia a espumantes”.
Para ele, a bebida fere tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente, ao induzir o consumo de álcool, quanto o Código de Defesa do Consumidor –seria considerada publicidade abusiva.
A recomendação não é uma decisão judicial, mas a intenção da defensoria é levar o caso à Justiça, caso o pedido de retirada da bebida das lojas não seja seguido.
A Cereser não quis comentar o assunto. Em nota, diz que “o ofício [da defensoria] é analisado pelo departamento jurídico da empresa, que apresentará defesa até a próxima sexta-feira”.
Segundo a defensoria, a Cereser já marcou reunião com o órgão para discutir o assunto.
Um caso semelhante ao da bebida são cigarros de chocolate, retirados do mercado há vários anos pela mesma conclusão –o estímulo indevido ao consumo.
Para Vivien Bonafer Ponzoni, psicóloga e terapeuta, “incentivar o consumo de produtos próximos da realidade adulta cria uma necessidade que a criança não tem”.
No caso do Disney Spunch, os personagens infantis podem ser mais uma maneira de aproximar a criança do universo do adulto.
Desembargador da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo, Antônio Carlos Malheiros diz que “não deixa de ser uma indução”. “A criança está bebendo a mesma coisa que os pais e se vê tão poderosa quanto eles”, afirma.
Não há prazo para que a empresa recolha a bebida.
Li a história de alguém que faz diferença. Ele é Henrique Prata, o benemérito que sustenta com dinheiro, ações e disposição o Hospital do Câncer em Barretos.
Não o conhece?
Veja que exemplo (extraído da Folha de São Paulo, Ed 24/12/11, pg C5)
O CAUBÓI DO CÂNCER
Por Araripe Castilho
Quando parou de estudar aos 15 anos e saiu de baixo das asas dos pais médicos para administrar fazendas do avô em Barretos, no interior de SP, Henrique Duarte Prata nem imaginava que um dia trabalharia com medicina.
Hoje, aos 58, ele “matuta” dia e noite para administrar o Hospital de Câncer de Barretos, instituição reconhecida por dar “atendimento de rico a pacientes pobres do SUS” -como Prata define.
Fazendeiro bem-sucedido e peão de boiadeiro aposentado, ele tem uma maneira simples de falar e um modo caubói de se vestir.
Prata assumiu o hospital de seus pais Paulo e Scylla Prata, no final dos anos 80. Tinha 35 anos e já era um rico fazendeiro. Ironicamente, seu objetivo era fechar a instituição, que atende só pessoas com câncer desde 1967.
Nos anos 80, a hiperinflação ajudou a quebrar o hospital -com dívidas de US$ 1,2 milhão na época.
A 30 dias de fechar as portas, Prata foi procurado por um dos médicos antigos do hospital. Ele o pediu que, antes de fechar o local, liberasse a cirurgia de um de seus pacientes. Caso não fizesse isso, a transferência dele para São Paulo talvez lhe custasse a vida.
No dia seguinte, Prata diz que estava “transformado” e comunicou ao pai que não só manteria o hospital aberto como ampliaria o complexo. “Ele achou que eu tinha enlouquecido.”
Nos anos 90, Prata passou o chapéu buscando doações de artistas para erguer novas instalações. Os espaços têm os nomes de seus “padrinhos”, como Chitãozinho e Xororó e Xuxa.
Esse tipo de ação é necessário porque a conta do hospital não fecha. Atendendo 3.500 pacientes ao dia, a instituição tem gasta R$ 15 milhões por mês, mas recebe só R$ 9,5 milhões do SUS.
PLANOS
Para atender um número maior de pessoas, muitos planos surgem “da cachola” do “Doutor Peão”. A inauguração, em 2011, do maior centro de treinamento em cirurgia minimamente invasiva da América Latina é um deles.
Outro sonho concretizado é a criação de uma faculdade de medicina em Barretos para aumentar a oferta de oncologistas. A primeira turma deve começar em fevereiro.
Em março, quando a família Prata completa 50 anos de gestão do hospital, ele pretende lançar um livro e inaugurar um centro infantil.
Para a conclusão da ala para crianças do Hospital de Câncer, ainda faltam R$ 3 milhões. “Fiz um trato com São Judas Tadeu para ele me arrumar esse resto dentro de seis meses. Do contrário, deixo de ser devoto dele.”
Olha que interessante: segundo a Revista Eletrônica Posto Hoje, boletim 29, a Shell em parceria com o governo ucraniano bancaram uma inusitada campanha contra maus motoristas.
A ação se chama: “Pedestre Fantasma”, e consiste num balão inflável, em forma de gente, que surge do chão da faixa de pedestre e depois sobe por cima do carro, dando um verdadeiro susto no motorista que passa acima dos limites de velocidade.
No vídeo, uma rua com o limite de velocidade a 40 km/h e o motorista está a mais de 90 km/h, e eis que quando o radar escondido registra a marca, poucos metros a frente, surge o pedestre fantasma.
Achei perigoso, mas, para quem quer ver, está no seguinte link do You Tube (encurtado, mas com todo o processo de fabricação até do Pedestre Fantasma): http://is.gd/NMuRTe