O ator veterano José Mayer foi afastado dos trabalhos na Rede Globo após denúncia de assédio contra uma figurante. Várias atrizes (das consagradas às novatas) se mobilizaram contra Mayer (que confessou ter passado dos limites), com camisetas de protesto escritas: “mexeu com uma, mexeu com todas”.
Ótima iniciativa da moça. Dizem que ele realmente passou do limite do inconveniente e até tocou a genitália em público.
Entretanto, o seu colega Caio Blat foi um dos únicos a defender ele, dizendo que a própria mulher dele, a atriz Maria Ribeiro, “já foi incomodada várias vezes e que isso é cultural. Não é uma ameaça a ninguém”.
Quando se assedia a sua própria mulher e você nem liga, acha normal… esquece, não merece comentário. Mas que esse movimento se amplie também aos diretores. Ou irão negar o famoso “teste do sofá” como algo inexistente?
Pela 3a vez, a torcida brasileira praticou gritos homofóbicos nas cobranças de tiro de meta do goleiro adversário em jogos da Seleção Brasileira (dessa vez, no Itaquerão em Brasil x Paraguai).
A CBF já foi punida duas vezes. Será pela terceira?
Veja essa postagem de dias atrás sobre esse assunto, que a revivo aqui (extraído do meu próprio blog):
PAREMOS COM GRITOS HOMOFÓBICOS: PELO HÁBITO, PELA FORÇA OU PELA MULTA
Tempos atrás, a FIFA se preocupou com os atos racistas que eram acompanhados de ações políticas em jogos na Europa, em especial nos países que formavam a Iugoslávia (Sérvia, Croácia, Montenegro, especificamente). Posteriormente, a “moda das ofensas” passou para a Itália (objetivamente: ofensas a negros e saudações fascistas). Mais recentemente, essefenômeno racista migrou para a Espanha e alguns atos isolados na Argentina e Brasil.
Em todos eles, ocorreram algum tipo de punição: a Lazio (ITA) jogou com portões fechados, o Estrela Vermelha (SER) perdeu mando, o Villareal (ESP) foi multado e o Grêmio (BRA) eliminado na Copa do Brasil.
No conjunto de medidas contra a intolerância,a FIFA solicitou que os árbitros relatem em súmula (e parem o jogo, se for o caso) qualquer manifestação racial, religiosa, política e homofóbica.
Se a torcida jogar bananas em campo (como certa feita aconteceu com Daniel Alves, enquanto atleta do Barcelona), o jogo deve parar pois é racismo explícito. Se o jogador comemorar um gol tirando a camisa com os dizeres “Jesus é o Rei” ou “Alá é Grande”, o atleta deve receber cartão amarelo por desconfigurar o uniforme e ser citado para julgamento por apologia religiosa. Se o jogador, após um gol, saudar a torcida com o gesto de “Hi Hitler” imortalizado pelos nazistas, ele não recebe o cartão mas é citado por manifestação política. E, por fim, se os torcedores fazerem cânticos ou gritos homofóbicos, o árbitro deve relatar nos documentos da partida (se eles forem contínuos, o jogo pode até ser paralisado).
É nesse último item que chamo a atenção: no México, os torcedores gritavam PUTO(que é uma palavra similar a VIADO no coloquial espanhol) quando o goleiro cobrava o tiro de meta. Tal prática,ao mesmo tempo que começou a ser abolida aos poucos lá fora, passou a ser praticada no Brasil pela torcida do Corinthians, especificamente tendo nascida num jogo contra o São Paulo, a cada tiro de meta cobrado por Rogério Ceni (trocando-se o PUTO por BICHA, com um longo tempo no IIIIII até o chute do arqueiro). Palmeirenses, santistas e até os próprios são-paulinos, primeiras vítimas do ato, começaram a imitar.
Nesta cruzada contra a homofobia, a FIFA resolveu reforçar a orientação para que tal prática fosse extinta. Recentemente, a CBF foi punida por 20 mil francos suiços (65 mil dólares) por tais gritos na partida pelas Eliminatórias entre Brasil x Colômbia em Manaus, ocorrida em setembro. Neste mesmo “pacotão de punições” foram multadas equipes e seleções em Honduras, Albânia, Itália, México, Canadá, Argentina, Paraguai e Peru. O Chile, além da multa, perdeu um mando de jogo nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.
Em parceira com a ONG Fare Network, a FIFA, depois destas punições, reforçou o pedido e o monitoramento (replicado pelas Federações / Confederações Nacionais e suas entidades filiadas), para que árbitros, clubes e federações sejam agentes denunciadores de tais situações, sejam essas personagens testemunhas ou vítimas. Ou seja: um árbitro deve relatar se presenciar os gritos, uma equipe pode denunciar se sentir atacada ou um goleiro pode até pedir a punição ao clube cuja torcida praticou a homofobia.
Porém, esses gritos de BICHA foram praticados novamente em jogo da Seleção Brasileira, dessa vez contra a Bolívia em Natal, também pelas Eliminatórias, com punição de R$ 83 mil. Outros nove países também foram punidos por gritos homofóbicos, além do Irã, por cânticos religiosos do Islã.
Aqui no Brasil, os grandes clubes da Capital têm pedido, através do sistema de som, que os torcedores não pratiquem tal ato. Infelizmente, há aqueles que ainda não sabem das medidas recomendadas e as punições que podem receber.
Então, seja na Copa São Paulo de Futebol Jr ou em Copa do Mundo, os clubes e Seleções podem ser severamente multados ou até perderem o mando caso os torcedores gritem BICHA na arquibancada.
IMPORTANTE – sabemos que na cultura do futebol algumas situações são discutíveis (eu, que fui árbitro de futebol por tanto tempo, sei bem disso). Xingar o juiz de ladrão ou outros impropérios é algo “aceitável e comum” (não levando em conta o politicamente correto e nem que se ofende a pessoa, mas sim uma personagem). Mas se existe um novo momento no futebol, uma mudança de cultura, seja ela forçada por multas e punições ou por clamor social, que cumpra-se!
Torcedor, diante de tudo isso: seja prudente!
EM TEMPO – a FIFA colocou em seu game, o FIFA 17, a opção de “vestir o atleta nas cores do arco-íris”, em alusão à campanha contra homofobia (Stonewall’s Rainbow Laces). E aqui acrescento: não confunda a opção sexual, particular de cada um, com APOLOGIA (sempre condenável).
Deve estar faltando assunto e serviço em Brasília. O Deputado Federal Victório Galli (PSC-MT) se diz preocupado com o Mickey, “pois ele é gay e quer enganar as crianças“!
DEPUTADO DIZ QUE MICKEY É HOMOSSEXUAL E QUE DISNEY FAZ APOLOGIA AO ‘GAYISMO’
A polêmica com o deputado federal Victório Galli (PSC-MT) começou na semana passada, quando ele compartilhou, em sua página do Facebook, uma ilustração em que Jesus aparece “protegendo” uma criança do Mickey. Alguns dias depois, o deputado explicou seu posicionamento sobre a Disney durante uma entrevista.
“Em relação a essa situação do Mickey e da Disney, a gente vê que em todas as suas atuações, eles fazem apologia ao homossexualismo. Inclusive o Mickey, se você fizer um estudo profundo como eu já fiz, ele é homossexual. As pessoas estão enganadas com essa mensagem subliminar que a Disney está passando para a sociedade, principalmente às nossas crianças”, disse ele ao jornalista Paulo Coelho, da rádio Capital, de Cuiabá, capital do Mato Grosso.
O jornalista então perguntou como o Mickey poderia ser homossexual se namora com a Minnie. “Isso é o que eles fazem para enganar as pessoas. O objetivo é destruir famílias”, disse. E continuou: “O próprio nome dele em relação aos exemplos que fazem, as cores, assim por diante, você vê uma mensagem subliminar que ele está fazendo uma apologia e apoiando a questão gay.”
O repórter insiste, pedindo exemplos mais claros de que o Mickey seria gay. “Eu não tenho aqui em mãos, como passar os pontos nesse sentido. Mas a mensagem, a forma como se coloca, de transmitir a linguagem para nossas crianças, tudo leva nesse sentido”, explicou o deputado.
Mas, segundo Galli, o Mickey não é o único personagem “gay” da Disney: “Infelizmente outro filme em que os personagens transmitem mensagem em relação ao homossexualismo é aquele desenho animado do leão, o Rei Leão. Na realidade é outra mensagem que transmite a apologia ao ‘gayismo’. É na questão que o rei leão deveria ser um animal feroz, de transmitir respeito aos outros animais, ele se torna um animalzinho frágil, que carece de proteção dos outros”, citou.
O jornalista então conta que está juntando dinheiro para levar os filhos aos parques Disney e pergunta qual é a opinião do deputado sobre isso. “Indo lá, você não vai trazer uma formação positiva para sua família eles vão ver, entre outras coisas, que eles estão denegrindo a família tradicional, isso é patente, é só você fazer um estudo que você vai descobrir isso”, opinou Galli.
A partir daí, o jornalista questiona o político se teria algum problema se os personagens da Disney fossem realmente homossexuais, ao que Galli respondeu: “Cada um faz o que quiser, mas para quem defende a família tradicional, é fator negativo. O errado é que a pessoa tá fazendo apologia. Eu não sou contra ninguém ser gay, meu filho, eu não sou contra ninguém ser lésbica. Eu não sou contra um barbudo viver como casado com outro barbudo, uma cara lisa viver como casada com outra cara lisa, tirando a natureza do homem e da mulher, desde que a pessoa tenha mais de 18 anos, faça isso entre quatro paredes e não faça apologia.”
Na última sexta-feira, 10, após a polêmica, o deputado postou em sua página do Facebook uma nota de esclarecimento, em que diz que suas críticas foram baseadas num beijo gay exibido recentemente num desenho da produtora, e no casal homossexual do “live-action” de “A Bela e a Fera”, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 16.
“Está claro que aderiram a agenda da militância marxista mundial. Isso faz parte de uma engenharia social que busca acabar com os valores cristãos e, estou tratando deste assunto há muito tempo. Fiz uma ironia quanto ao “vovô” Mickey Mouse (o símbolo máximo da Disney) e sabíamos que eu seria perseguido por conta dessa declaração. Se não fosse assim, não teríamos condições de chamar a atenção de papais, mamães, vovôs e vovós para o tema ‘Engenharia Social’, disse na nota.
Nos comentários de suas publicações recentes, o deputado ressalta que não tem “nada contra gays, apenas contra o ativismo LGBT” e que sempre vai “alertar quando o alvo forem crianças”, defendendo aquilo no que acredita.
O ex-goleiro do Flamengo, Bruno, que ficou preso por assassinato, saiu da cadeia e assinou contrato de trabalho com o Boa Esporte Clube, equipe de Minas Gerais.
Todos têm direito a uma nova chance na vida (embora, sejamos justos, acho que a moça assassinada não teve). Mas… já imaginaramas torcidas o xingando durante o jogo todo?
Será difícil para ele trabalhar no Brasil. Se tivesse proposta de fora,deveria ir ao exterior ao invés de assinar com o Boa, pois fatalmente não terá paz!
Aliás, a Nutrends, do ramo de nutrição e atual patrocinadora do Boa Esporte Clube, reincidiu o contrato de publicidade na camisa por não querer se associar com a imagem do jogador.
Será que o efeito desejado do Boa em lucrar com a criação de uma polêmica trouxe efeitos contrários?
E pensar que dias antes da prisão quase o Milan o contratou…
Para que o Dia Internacional da Mulher seja uma oportunidade de reflexão, eis que o Cruzeiro jogará na Copa do Brasil hoje com mensagens de conscientização ao invés do nome dos atletas.
Excelente iniciativa. Veja como aproveitaram bem a numeração das camisas (em que pese, os dados sejam péssimos):
Proxenetismo é o favorecimento à libidinagem. E olha que loucura: um caso seríssimo desse aconteceu aqui no Brasil envolvendo um ex-diretor da Air France, sua esposa e o “guru espiritual” do casal.
EX-DIRETOR DA AIR FRANCE E ESPOSA SÃO CONDENADOS POR PROXENETISMO
Uma brasileira com problemas psiquiátricos, seu marido, ex-diretor da Air France, e um “guia espiritual” foram condenados nesta segunda-feira a penas de entre um e três anos de prisão em um caso de proxenetismo.
Os acusados aproveitavam os descontos para membros da linha aérea e seus familiares para levar jovens prostitutas do Brasil para a França.
A principal culpada, condenada a três anos de prisão, também deverá pagar uma multa de 40.000 euros.
A justiça condenou seu marido, de 56 anos, a 18 meses de prisão, e lhe impôs uma multa de 20.000 euros.
O indivíduo, que foi despedido da Air France em consequência do caso, afirmou que descobriu tarde as atividades da sua mulher e se viu “ultrapassado pelos acontecimentos”.
Ambos cumpriram um ano e três meses de prisão preventiva, de modo que podem vir a ficar em liberdade.
O ex-funcionário da Air France e sua mulher criaram uma rede de prostituição a partir do Brasil em 2013 e 2014, facilitando passagens a preços reduzidos a jovens que acabaram se prostituindo na França.
O paradeiro do terceiro acusado, conhecido como “Pai Junior”, é desconhecido. Ele se apresentava às jovens como “um guia espiritual” do candomblé e lhes oferecia “rituais de purificação” por 50 euros quando elas não tinham clientes suficientes.
O homossexualismo ainda é um tabu na sociedade. No mundo do futebol, mais ainda. Nas arquibancadas, nem se fale!
Contra o preconceito, o time do Rio Claro resolveu convidar a comunidade LGBT da sua cidade para acompanhar o Azulão em seu estádio, fazendo grande divulgação pelas redes sociais. Em suas postagens, os dizeres:
“O Rio Claro FC luta pelo fim de uma vez da homofobia nos estádios de futebol. Encorajamos a todos que se identificam com a causa a comparecerem aos jogos no Estádio Dr. Augusto Schmidt Filho. Aqui você não vai ouvir “bixa” (sic) quando o goleiro cobrar tiro de meta em tom de ‘ofensa’, aqui, somos todos iguais, todos irmãos“.
E aí, você acha que tal medida ajudará a diminuir a discriminação contra os gays ou será apenas uma jogada de marketing sem grande sucesso?
A propósito, o Rio Claro é pioneiro no Brasil, mas o precursor de tais campanhas no futebol profissional foi o Rayo Vallecano da Espanha. Escrevemos em Julho de 2015 neste blog:
AS CAMISAS POLITCAMENTE CORRETAS DO TIME ESPANHOL
O pequeno Rayo Vallecano, que disputa o Campeonato Espanhol, resolveu inovar e se tornar um clube engajado em motes sociais. Está promovendo novos uniformes “politicamente corretos”.
As duas novas camisas são: a 1a, contra os preconceitos racial e homossexual, trazendo o preto e o arco íris; a 2a, grafite e rosa, trazendo como símbolo o combate ao câncer.
O que você acha dessa ação sócio-política: correta (de responsabilidade social), demagoga(querendo apenas repercussão), oucomercial(simplesmente para vender mais camisas)?
E o presidente do Vasco da Gama polemizou: em entrevista à Antônia Fontenelle em seu canal no YouTube, disse que é contra árbitros gays:
“Eu não sou contra o gay. Me manifestei no futebol sobre isso por ser contra árbitro gay. Isso desde lá atrás. Motivo de eu ser contra? Não tenho nada contra o gay. Agora, contra a bicha, a bicha extrovertida e toda cheia de coisa… (…) Eles tendem a favorecer o parceiro ou querer namorar alguém”.
Xi… e se for mulher como árbitra ou bandeirinha?Não há jogador que quer namorar a juíza ou vice-versa? Ou a ética do profissionalismo de Eurico só vale para “paqueras homoafetivas”?
Donald Trump assumiu a presidência dos EUA com a maior rejeição da história daquele país. Entretanto, na última pesquisa Gallup, tem 49% de aprovação das suas medidas contra 41% de rejeição.
A América está vivendo um processo idêntico ao da Alemanha de Hittler (“A Alemanha para os alemães” no século passado na versão dos Estados Unidos para este tempo)?”
O mundo está escandalizado com o protecionismo econômico, a quebra de acordos e as atitudes xenófobas. Mas os moradores de lá, os “americanos da gema”, parecem que não pensam, na sua maioria, assim.
Ainda bem que as instituições democráticas americanas são sólidas. Mas assusta ver um homem tão nervoso e contundente comandar o império e bradar a volta da “grandeza perdida”. Aliás, veja a comparação pertinente:
Sabem como é difícil praticar a fé em um lugar intolerante religiosamente?
Compartilho os detalhes de como é viver o Cristianismo em locais dominados pelo Estado Islâmico. Há importantes e impressionantes relatos de Padres e Diáconos que lá vivem e/ou sobrevivem.
Abaixo, extraído de Revista Época, ed 09/01/2017
O NOVO MARTÍRIO DOS CRISTÃOS
Por Yan Boachat
As grandes marcas vermelhas na parede sem reboco mostram que aqui o sangue jorrou sob pressão. Há uma trilha de gotas que vão do piso ao teto. Sobre a mesa da antessala, uma mancha escura, quase negra, indica onde as degolas eram realizadas. Espalhadas pelo chão estão latas de feijão, embalagens de biscoitos e caixas de chá que os militantes do Estado Islâmico (EI) consumiam nesta casa em construção até há pouco mais de dois meses. Num canto, um rolo de barbante indica como as vítimas eram imobilizadas. “Aqui perto encontraram várias cabeças, mas os corpos nunca foram achados, devem estar enterrados no deserto”, diz Arkan Adnan Matti, um comerciante de 39 anos, ao observar mais uma vez o centro de execuções que o Estado Islâmico montou na casa que ele construía com um tio, bem ao lado do sobrado em que vivia com a mulher e três filhos, na cidade Qaraqosh, a 20 quilômetros de Mossul. As duas construções estão interligadas por buracos nas paredes feitos pelos extremistas.
A cozinha de Adnan foi transformada em uma espécie de restaurante de campanha para os soldados do EI. Sobre o fogão, os militantes escreveram um menu nos azulejos. “Temos kebab, frango com arroz e falafel.” O preço de cada prato está cotado em balas do rifle AK-47. Quase todos custam dez projéteis. Na sala principal da espaçosa casa construída pelo bisavô de Adnan ainda na década de 1940, uma seta desenhada mostra a direção de Meca e números revelam a frequência de rádio usada pelos combatentes. Sobre a parede branca, ameaças escritas com uma caneta preta: “Vocês ainda não viram do que somos capazes, vocês todos morrerão no inferno”, diz uma frase. Outra, avisa: “Nós vamos persegui-los e vamos matá-los, com a permissão de Deus. Nós vamos matá-los em qualquer lugar do mundo, porque Deus está conosco”. Adnan já leu essas frases várias vezes. Sempre que entra em sua casa, ele faz questão de lê-las. E toda vez chora. É um choro contido, de raiva. “Nunca mais será o mesmo, nunca mais nós vamos viver com eles”, diz.
Adnan faz parte da comunidade cristã que foi duramente perseguida pelo Estado Islâmico no norte do Iraque. Após séculos de convivência nem sempre pacífica, a relação de confiança, frágil, rompeu-se de vez. “Muitos dos que destruíram minha casa, minha cidade, minha vida moravam aqui ou nas vilas próximas”, conta. “Eram nossos amigos e vizinhos por décadas. Quando o Estado Islâmico chegou, tudo isso não importava mais. Eu só quero ir embora do Iraque e, se possível, nunca mais precisar falar com um muçulmano, eles são o câncer que tudo destrói”, diz ele.
Em 2003 estima-se que havia por volta de 1,5 milhão a 2 milhões de cristãos no iraque. Hoje eles não passariam de 200 mil
Foi na noite do dia 6 de agosto de 2014 que tudo mudou. Com os militantes do Estado Islâmico a poucos quilômetros da entrada de Qaraqosh, Adnan, como milhares de outros cristãos, teve apenas tempo para pegar os três filhos, a mulher e alguns pertences pessoais. “Saímos com os morteiros caindo. Largamos tudo para trás e fomos embora. Passamos quase uma semana morando na rua em Erbil”, conta, se referindo à capital da Região Autônoma do Curdistão, distante 50 quilômetros. Sua casa, como quase tudo em Qaraqosh, está parcialmente destruída. “Os americanos a bombardearam porque sabiam que eles estavam aqui”, conta, ao lado de um enorme buraco na laje, resultado de um ataque aéreo de precisão.
Hoje ele vive com a família em um contêiner em um campo de refugiados em Erbil. Voltou a Qaraqosh no final de dezembro para ver como as coisas estavam após dois anos e meio afastado. Diante da destruição, fez questão de reforçar sua decisão. “Acabou, não quero mais viver aqui, não há mais futuro para os cristãos no Iraque. Chegou a hora de partirmos para sempre.”
Enfraquecida após quase década e meia de perseguições e pouco lembrada no Ocidente, a comunidade cristã do Iraque é uma das mais antigas do mundo. Seu início remonta às viagens evangelizadoras de São Tomé, ainda no século I d.C., quando o apóstolo conseguiu converter parte dos assírios. Até hoje ser cristão no Iraque não se trata apenas de uma questão religiosa, mas sim, e principalmente, de uma identificação étnica. Os assírios, em sua maioria, não se converteram ao islã e permanecem um grupo minoritário no norte do Iraque, distintos tanto dos curdos quanto dos árabes, majoritários nessa região de fronteira com a Síria, a Turquia e o Irã. Até hoje é crime no Iraque tentar converter um muçulmano árabe ao cristianismo.
O enclave cristão iraquiano nasceu e se expandiu em torno de Mossul, a antiga capital do Império Assírio e hoje a maior cidade do autoproclamado califado do Estado Islâmico. Conhecida na antiguidade como Níneve, Mossul é uma cidade citada diversas vezes na Bíblia e palco de eventos importantes tanto para o cristianismo como para o judaísmo. Crê-se que o corpo do profeta Jonas, aquele que, segundo a Bíblia, passou três dias dentro da barriga de uma baleia, esteja enterrado nas ruínas da cidade antiga. Há relatos sobre Mossul nos livros de Gênesis, Isaías, Jonas, Reis, entre outros.
Mulheres cristãs eram vendidas como escravas sexuais pelo Estado Islâmico. O valor variava de US$ 35 para uma mulher adulta até US$ 120 para adolescentes
Tanto por questões sectárias quanto pela avassaladora chegada do islamismo à região que hoje é conhecida como Iraque, no século VII d.C., o cristianismo nunca conseguiu se expandir por aqui. Nos últimos anos, no entanto, as comunidades cristãs têm diminuído de forma acelerada e há o risco concreto de que desapareçam a médio prazo. Até a década de 1950 estimava-se que havia cerca de 4,5 milhões de cristãos no Iraque. Sucessivas guerras e golpes de estado foram reduzindo a população. Mas a diáspora cristã iraquiana se acentuou após a queda de Saddam Hussein, que, de certa forma, mantinha um governo secular e protegia as minorias religiosas que não ameaçavam seu poder. Em 2003, estima-se que existia algo entre 1,5 milhão e 2 milhões de cristãos no Iraque. Cerca de dez anos depois, esse número já havia caído para menos de 500 mil pessoas. Após dois anos e meio de perseguição brutal do Estado Islâmico, os números mais otimistas falam em 350 mil cristãos no país. Estimativas mais pessimistas dão conta de que não existem mais que 200 mil cristãos vivendo no Iraque hoje.
Salwen Salim, um motorista de 40 anos que faz as vezes de taxista pirata nas congestionadas ruas de Erbil, também quer partir. Ele, como a vasta maioria dos cristãos que mora nos campos de refugiados na capital do Curdistão, não acredita mais ser possível viver no Iraque. “Não há futuro aqui para nós. Tenho três filhos e não quero que eles passem o que nós estamos passando”, conta ele, na sala enfeitada com pôsteres baratos de Papai Noel e uma pequena árvore de Natal. “Isso já aconteceu antes, sempre fomos perseguidos, e vai acontecer de novo.”
Salim foi um dos últimos cristãos a abandonar Mossul no verão de 2014. As pressões sobre a comunidade estiveram crescendo desde a queda de Saddam Hussein. Elas se acentuaram com a chegada da al-Qaeda e depois haviam melhorado com o enfraquecimento do grupo terrorista, no início da década. “Mas com o surgimento do Estado Islâmico as coisas voltaram a piorar. Passamos a ser ameaçados cada vez mais. As ameaças vinham por telefone, bilhetes, diziam que Mossul não era para nós”, conta ele, ao lado dos três filhos e da mulher. “E então começaram a nos cobrar para ficarmos lá, porque éramos cristãos. Por muito tempo eu paguei, não havia escolha.”
Nos meses que antecederam a tomada da cidade pelo Estado Islâmico, conta Salim, a situação passou a ficar insustentável. O número de assassinatos contra cristãos e outras minorias crescia e as ameaças deixaram de ser veladas. Salim diz que os rumores de que militantes do Estado Islâmico estavam entrando em Mossul pelo oeste criou um frenesi na cidade. As forças iraquianas, compostas basicamente de soldados xiitas, abandonaram a cidade e as pessoas tomaram as ruas comemorando a chegada dos combatentes sunitas. Para muitos moradores de Mossul, o Estado Islâmico era uma força libertadora dos abusos cometidos pelos soldados do Exército iraquiano.
“Decidi ir embora quando um de nossos vizinhos, nosso amigo de infância, matou meu primo e levou sua nora para ser vendida como escrava sexual”, conta Salim. “Naquela noite ele foi até a casa do meu primo e disse a ele que queria sua nora. Meu primo contestou, disse que aquilo era um absurdo, que eram amigos de infância, que seus pais eram amigos, que seus avós eram amigos”, afirma Salim. “Nosso vizinho apenas respondeu: ‘Me desculpe, mas essa é a nossa noite’”, conta o taxista. O primo, diz ele, recusou a exigência. O homem voltou menos de uma hora depois, armado com uma pistola e na companhia de homens com AKs-47. “Ele o matou ali, na porta de casa, e levou embora sua nora. Nunca mais a vimos.” Naquela noite Salim deixou Mossul para, espera ele, nunca mais voltar.
Em março de 2016, a ordem católica Cavaleiro de Colombo enviou à ONU um relatório listando mais de 1.000 cristãos mortos por sua fé entre 2003 e 2014
Relações tensas entre cristãos e muçulmanos são profundas, antigas e complexas nesta parte do mundo. “O cristianismo sempre foi perseguido aqui, o que vemos agora não é uma novidade”, diz Bashar Warda, o arcebispo da Igreja Católica Caldeia de Erbil, umas das diversas denominações cristãs que permaneceram ligadas ao Vaticano após o Grande Cisma de 1054, quando as igrejas do Ocidente e do Oriente se separaram em definitivo. “Essa também é nossa terra e os cristãos não vão desaparecer do Iraque”, diz ele, que afirma entender a raiva, a frustração e o desejo de partir de boa parte de sua comunidade. “É compreensível, mas conheço minha gente, nós somos cristãos, somos capazes de perdoar e esquecer.”
Apesar de serem considerados “povos do livro”, o que teoricamente lhes garantiria alguns benefícios, os cristãos foram duramente perseguidos pelo Estado Islâmico, em especial nas áreas onde muçulmanos sunitas e cristãos assírios conviviam havia muitos anos. Em regiões onde o cristianismo não tinha comunidades bem estabelecidas, o EI permitia que os seguidores de Cristo se convertessem ou pagassem taxas extras para continuar vivendo nas áreas ocupadas, ao contrário do que aconteceu com outra minoria religiosa da região, os yazidis. Mas no enclave cristão iraquiano foi diferente. “Aqui houve a tentativa de genocídio, essa é a palavra”, diz Salim Kako, ex-deputado do Parlamento do Curdistão, que defende ativamente a criação de províncias autônomas para os cristãos. “Eles tentaram nos exterminar, e não estou apenas falando do Daesh (acrônimo árabe derrogativo para Estado Islâmico), estou falando dos muçulmanos como um todo, em especial os sunitas.
A ordem católica Cavaleiros de Colombo tenta provar que houve um genocídio cristão no Iraque. Em um relatório enviado em março de 2016 ao então secretário de Estado americano, John Kerry, e para a ONU, a ordem listava em mais de 1.000 o número de cristãos mortos no Iraque deliberadamente por causa de sua fé, entre 2003 e 2014. De acordo com o mesmo documento, apenas na tomada de Mossul e das vilas em seu entorno, ao menos outros 500 teriam sido assassinados. Todas as igrejas da região foram destruídas ou queimadas. As peças religiosas vandalizadas. Praticamente todas as figuras de santos católicos tiveram suas cabeças destruídas.
Além disso, mulheres cristãs sequestradas estavam sendo vendidas nos mercados de escravas sexuais mantidos pelo Estado Islâmico por todo o califado. As cristãs eram comercializadas pelo mesmo preço das mulheres yazidis. O valor variava de US$ 35 para uma mulher com idade entre 40 e 50 anos até US$ 120 para meninas entre 10 e 20 anos. “É fácil para os políticos ou os líderes religiosos dizerem que a reconciliação é possível, mas para a maior parte dessas pessoas, tanto os cristãos como os yazidis, um laço de confiança foi quebrado de forma muito profunda com os muçulmanos e serão preciso gerações para que as coisas voltem a ser como antes”, diz Soran Qurbani, um pesquisador curdo, de origem sunita, que estuda os impactos da violência sofrida pelos grupos religiosos minoritários nestes últimos anos. “Nesse momento, não há espaço para reconciliação.”
O diácono Basim al Wakil, de 52 anos, dedicou sua vida à igreja e aos ensinamentos cristãos. Sua família era a responsável por administrar uma das mais importantes igrejas de Bartella, uma importante cidade cristã a 14 quilômetros de Mossul, há um século e meio. Ele nasceu e viveu até a noite de 6 de agosto de 2014 na casa contígua à Igreja de São Jorge. “Saí de lá às 3 da manhã, quando os soldados curdos começaram a recuar. As batalhas já estavam ocorrendo na cidade e percebi que, se eu ficasse, morreria.” Al Wakil fez uma mochila com uma calça, duas camisas, dois pares de meia e duas cuecas, além de algo para comer. Desistiu de levar a Bíblia quando se lembrou que um fiel havia instalado o livro sagrado dos cristãos em seu celular recém-adquirido. “Eu trouxe apenas o terço.” Caminhou por horas, até conseguir uma carona. Quando voltou à igreja, em dezembro, teve um acesso de choro. “Eu apenas me pergunto a razão disso, o que os motivou a destruir nossas igrejas, eu não entendo”, diz ele, hoje vivendo em um shopping center abandonado de Erbil que serve como lar para 400 famílias de cristãos que, como ele, fugiram do Estado Islâmico.
Al Wakil é um exemplo concreto da fissura que se estabeleceu entre a comunidade cristã e os muçulmanos sunitas, mesmo aqueles que não tiveram relação alguma com o Estado Islâmico e o combateram, como a maior parte dos curdos, por exemplo. Al Wakil diz não querer a reconciliação, não ser mais capaz de viver em paz com os islâmicos. “O som que sai das mesquitas chamando para as rezas é como o latido de um cão de rua. Eu não consigo perdoá-los, Deus sabe que não tenho forças para isso.”
É o que diz também o padre George Jahula, de 51 anos, que tem se dedicado a mapear a destruição de Qaraqosh. “Eu sei que nós, homens de Deus, deveríamos perdoar e lutar para que haja integração e não separação”, diz ele. “Mas eu não consigo, o perdão a essas pessoas precisará vir de Deus, não de nós”, conta ele. As afirmações do diácono Al Wakil e do padre Jahula são duras, mas não encontram respaldo entre a elite da comunidade cristã no Iraque. Younadem Kana, membro da minoria cristã no Parlamento iraquiano, diz que o momento é de união e não há razão para mais tensão com os muçulmanos. “Nós somos todos iraquianos, devemos exigir proteção a todos, independentemente da religião. O Estado Islâmico não é o islã, e o islã não tem nada a ver com o Estado Islâmico”, diz ele, um forte opositor da ideia de criação de uma província autônoma para os cristãos iraquianos.
Febronia Stalen, uma senhora de 76 anos, que nasceu e viveu toda a sua vida em Qaraqosh, é uma das poucas moradoras do campo de refugiados cristão de Erbil que pretendem retornar à cidade quando ela for reconstruída. Seus motivos, no entanto, estão mais ligados ao passado que ao futuro. Febronia quer morrer e ser enterrada na cidade em que sua família está desde sempre, segundo ela. “Durante todo esse tempo em que estamos aqui no campo, esse era meu maior medo, não poder ser enterrada junto a meus familiares, na Igreja da Imaculada Conceição.” Ela vive com duas filhas e duas netas em um contêiner e as vê se preparar para deixar o Iraque em breve. Um de seus filhos já vive na Austrália e prepara os trâmites para o resto da família seguir o mesmo caminho. Febronia, no entanto, diz que não sairá. “Eles têm um longo futuro pela frente, mas eu não. Minha vida está em Qaraqosh. Comecei lá, terminarei lá.”
O padre George Jahula visita uma igreja atacada em Qaraqosh. Ele documenta a destruição na região (Foto: João Castellano)
Tempos atrás, a FIFA se preocupou com os atos racistas que eram acompanhados de ações políticas em jogos na Europa, em especial nos países que formavam a Iugoslávia (Sérvia, Croácia, Montenegro, especificamente). Posteriormente, a “moda das ofensas” passou para a Itália (objetivamente: ofensas a negros e saudações fascistas). Mais recentemente, essefenômeno racista migrou para a Espanha e alguns atos isolados na Argentina e Brasil.
Em todos eles, ocorreram algum tipo de punição: a Lazio (ITA) jogou com portões fechados, o Estrela Vermelha (SER) perdeu mando, o Villareal (ESP) foi multado e o Grêmio (BRA) eliminado na Copa do Brasil.
No conjunto de medidas contra a intolerância,a FIFA solicitou que os árbitros relatem em súmula (e parem o jogo, se for o caso) qualquer manifestação racial, religiosa, política e homofóbica.
Se a torcida jogar bananas em campo (como certa feita aconteceu com Daniel Alves, enquanto atleta do Barcelona), o jogo deve parar pois é racismo explícito. Se o jogador comemorar um gol tirando a camisa com os dizeres “Jesus é o Rei” ou “Alá é Grande”, o atleta deve receber cartão amarelo por desconfigurar o uniforme e ser citado para julgamento por apologia religiosa. Se o jogador, após um gol, saudar a torcida com o gesto de “Hi Hitler” imortalizado pelos nazistas, ele não recebe o cartão mas é citado por manifestação política. E, por fim, se os torcedores fazerem cânticos ou gritos homofóbicos, o árbitro deve relatar nos documentos da partida (se eles forem contínuos, o jogo pode até ser paralisado).
É nesse último item que chamo a atenção: no México, os torcedores gritavam PUTO(que é uma palavra similar a VIADO no coloquial espanhol) quando o goleiro cobrava o tiro de meta. Tal prática,ao mesmo tempo que começou a ser abolida aos poucos lá fora, passou a ser praticada no Brasil pela torcida do Corinthians, especificamente tendo nascida num jogo contra o São Paulo, a cada tiro de meta cobrado por Rogério Ceni (trocando-se o PUTO por BICHA, com um longo tempo no IIIIII até o chute do arqueiro). Palmeirenses, santistas e até os próprios são-paulinos, primeiras vítimas do ato, começaram a imitar.
Nesta cruzada contra a homofobia, a FIFA resolveu reforçar a orientação para que tal prática fosse extinta. Recentemente, a CBF foi punida por 20 mil francos suiços (65 mil dólares) por tais gritos na partida pelas Eliminatórias entre Brasil x Colômbia em Manaus, ocorrida em setembro. Neste mesmo “pacotão de punições” foram multadas equipes e seleções em Honduras, Albânia, Itália, México, Canadá, Argentina, Paraguai e Peru. O Chile, além da multa, perdeu um mando de jogo nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.
Em parceira com a ONG Fare Network, a FIFA, depois destas punições, reforçou o pedido e o monitoramento (replicado pelas Federações / Confederações Nacionais e suas entidades filiadas), para que árbitros, clubes e federações sejam agentes denunciadores de tais situações, sejam essas personagens testemunhas ou vítimas. Ou seja: um árbitro deve relatar se presenciar os gritos, uma equipe pode denunciar se sentir atacada ou um goleiro pode até pedir a punição ao clube cuja torcida praticou a homofobia.
Porém, esses gritos de BICHA foram praticados novamente em jogo da Seleção Brasileira, dessa vez contra a Bolívia em Natal, também pelas Eliminatórias, com punição de R$ 83 mil. Outros nove países também foram punidos por gritos homofóbicos, além do Irã, por cânticos religiosos do Islã.
Aqui no Brasil, os grandes clubes da Capital têm pedido, através do sistema de som, que os torcedores não pratiquem tal ato. Infelizmente, há aqueles que ainda não sabem das medidas recomendadas e as punições que podem receber.
Então, seja na Copa São Paulo de Futebol Jr ou em Copa do Mundo, os clubes e Seleções podem ser severamente multados ou até perderem o mando caso os torcedores gritem BICHA na arquibancada.
IMPORTANTE – sabemos que na cultura do futebol algumas situações são discutíveis (eu, que fui árbitro de futebol por tanto tempo, sei bem disso). Xingar o juiz de ladrão ou outros impropérios é algo “aceitável e comum” (não levando em conta o politicamente correto e nem que se ofende a pessoa, mas sim uma personagem). Mas se existe um novo momento no futebol, uma mudança de cultura, seja ela forçada por multas e punições ou por clamor social, que cumpra-se!
Torcedor, diante de tudo isso: seja prudente!
EM TEMPO – a FIFA colocou em seu game, o FIFA 17, a opção de “vestir o atleta nas cores do arco-íris”, em alusão à campanha contra homofobia (Stonewall’s Rainbow Laces). E aqui acrescento: não confunda a opção sexual, particular de cada um, com APOLOGIA (sempre condenável).
Discriminação Racial é sempre condenável. Feita contra uma criança, pior ainda!
Eis que recentemente a filha do casal de atores da Globo (Gagliasso e Ewbank), a pequena Titi, de 3 anos, uma linda garotinha de pele morena que foi adotada (em um gesto maravilhoso de solidariedade e amor), sofreu ridículas ofensas raciais que recusou a publicá-las nesse blog.
A polícia identificou os criminosos: dentre eles, uma adolescente de 14 anos (de cor parda), que alegou ter criado um perfil falso, a fim dos ataques, para “apenas fazer uma brincadeira”!
Pior: os pais da garota duvidaram quando a Polícia chegou, dizendo que a mocinha “não saia de casa, ficava no computador e não dava trabalho”.
Quem disse que “ficar no computador” é sempre saudável mental e espiritualmente?
ADOLESCENTES CONFESSAM ATAQUES RACISTAS CONTRA FILHA DE BRUNO GAGLIASSO
Sete pessoas foram conduzidas à delegacia para prestar depoimento, dentre elas, um adolescente de 17 e uma de 14
Durante operação Gagliasso, as polícias Civil do Rio e de São Paulo cumpriram três mandados de busca e apreensão, que resultaram na captação de celulares, além na condução de sete pessoas para prestar esclarecimentos. Dentre essas pessoas, estavam dois adolescentes, um de 17 e uma de 14, que confessaram ter feito ofensas dirigidas à Titi, de 3 anos, filha adotiva de Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank.
A jovem de 14 anos confessou ter criado um perfil falso, acreditando que isso a deixaria impune. “O curioso é que os dois adolescentes eram de cor parda. Eles vão responder por ato infracional. Acreditaram que não ia dar em nada e se disseram arrependidos”, explicou ao Extra a delegada Daniela Terra, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). Os mandados foram cumpridos em Guarulhos e Itaquaquecetuba.
No mês passado, após a repercussão dos casos de ofensas à filha, Bruno Gagliasso se pronunciou a jornalistas, afirmando que aqueles não eram os primeiros ataques que ela sofria, mas que deveriam ser os últimos. “Quem fez isso vai ter que pagar. Isso é muito sério, isso é crime. Quem fez tem que pagar. Os responsáveis têm que ser punidos”, declarou. A operação continua em execução para descobrir outros envolvidos.
Pintura da Garotinha Titi, que nasceu no Malauí (África) e foi adotada aos dois anos.
Respeito muito a crença alheia. Todo muito pode ter sua fé seja ela qual for (ou não ter nenhuma). Mas é inadmissível que se faça trollagem religiosa com o trágico acidente da Chapecoense.
Lamentável a publicação da Associação Brasileira de Ateus ironizando os jogadores.
Tanto quanto non sense se torna um fanático religioso, se torna o fanático ateu!
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ATEUS SE ENVOLVE EM POLÊMICA SOBRE ACIDENTE AÉREO
Página do grupo postou uma imagem fazendo chacota de tragédia com o time Chapecoense
Por: Veja São Paulo02/12/2016 às 15:02 – Atualizado em 02/12/2016 às 17:16
A ATEA, Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos, se envolveu em uma discussão em sua página do Facebook na tarde de quinta (1º), ao publicar uma foto em que satirizava o acidente aéreo envolvendo a equipe do time Chapecoense, ocorrido no último dia 29.
Uma imagem onde jogadores apareciam rezando no gramado, seguida de um registro do avião destroçado no chão com a frase ‘resposta de Deus‘, deixou alguns internautas, inclusive ateus seguidores da Atea, inconformados.
A postagem recebeu milhares de comentários em que seguidores afirmavam, por exemplo, que ‘era de péssimo gosto lidar com a tragédia e ofender os familiares daquela maneira’. Alguns diziam que, mesmo sendo ateus, achavam que a montagem soava como uma violência religiosa para quem acreditava em Deus. Ao mesmo tempo, havia também quem concordasse com a ação.Horas depois, um pedido de desculpas foi publicado pela associação, mas surgiu uma nova enxurrada de reclamações. “Desrespeito é o que a religião faz com as pessoas“, dizia o recado, que também foi criticado pelos seguidores da página.
“Se desculparam de uma forma bem desonesta. Se a religião se aproveita do momento de dor (o que é errado), a página fez a mesma coisa para tentar usar religião de chacota, o que não deu muito certo pois a chacota foi direcionado aos acontecimentos e não à religião“, comentou um seguidor.
Fernando Carvalho e Victório Píffero, dirigentes do Internacional, mostraram o quão mesquinhas as pessoas podem ser. O nível das bobagens ditas fez com que os torcedores do Brasil confundissem “clube” e “pessoas”.
Pois bem: a própria torcida colorada se manifestou com faixas nesse domingo mostrando a grandeza do clube (abaixo) contra a virada de mesa desejada pelos nefastos diretores.
A propósito, o Atlético Nacional, cuja cidade-sede Medellín era sinônimo de narcotráfico, mudou a cara do país, mostrando a verdadeira face da Colômbia e despertando o espírito solidário no mundo. Aliás, aquele prêmio FAIR PLAY que a FIFA dá para as obras de humanidade no futebol (que em 2004 o Brasil ganhou com o “jogo da paz” no Haiti), já tem dono indiscutivelmente se a entidade for sensível.
A contrapartida de 300 mil reaisde uma empresa para a Prefeitura de Jundiaí está virando um mico: o dinheiro está sendo gasto em um pórtico no Viaduto da Vila Rio Branco(Joaquim Candelário de Freitas, na Barreira).
Pra que ele servirá?
Em tempos de carestia, não seria muito mais útil essa verba ir para a Educaçãoou para a Saúde em dinheiro vivo? As merendas das Escolas Municipais poderiam ser melhores ou ajudar no pagamento de contas do Hospital São Vicente, por exemplo.
Não tem ninguém para pensar nisso e direcionar essa verba de maneira melhor?
Enquanto isso, o Canil da Guarda Municipal, que seria uma contrapartida de construtora para dar mais segurança ao Bairro Medeiros… cadê? Como justificativa, a administração pública se isentará e jogará a culpa nos empreendedores. Mas não é ela, Prefeitura, quem poderia liberar a obra somente depois da contrapartida ser realizada?
Tolice 1: Willians foi mandado embora do Corinthians por bater boca com um torcedor e estar com… shorts verde! Que oportunidade para dispensar o jogador que não estava correspondendo. Ou o calção foi a causa maior?
Tolice 2: A torcida do Palmeiras cantando “Palmeiras” repetidamente em cima do Hino Nacional. Pra quê? Se existe o hino, respeite-o.
Tolice 3: Uma pobre garotinha não pode entrar no Allianz Arena por estar com o rosto pintado de verde. Haja paciência!
Santos e Grêmio sofreram com o STJDdurante a semana, não?
Primeiro, puniu-se o time gaúcho com a perda do mando do jogo da final da Copa do Brasil pela “invasão” da filha do treinador da equipe, Cartol Portaluppi. A moça entrou em campo pós-jogo, mas com o árbitro ainda no gramado, para comemorar a classificação abraçada ao seu pai. Ok, uma infração (leve, pois ela nada fez), mas se puniu a garota, tem que punir todos os clubes em todos os jogos. Ou você crê que todos os elementos dentro do campo (sem exceção: antes, no intervalo e depois) estão devidamente documentados? E, depois de toda chiadeira, devolveu-se o mando…
Agora, leio que o presidente santista Modesto Roma foi punido por suspensão de 15 dias e sua equipe multada em R$ 3.000,00 pela mensagem pedindo RESPEITO na camisa do Santos FC, devido à abrupta mudança (contrária ao Estatuto do Torcedor e desrespeitosa aos clubes) da data do jogo contra a Ponte Preta, em cima da hora, promovida pela CBF.
Até quando os clubes aceitarão esses tribunais esportivos e os cartolas da CBF?
Já vivenciou aqueles dias em que pessoas importantes do seu convívio te deixam de lado?Ou quando os amigos somem? Ou simplesmente quando nada dá certo? Ou, por fim, quando você é levado a não acreditar nas pessoas?
Pior: quando o mundo parece te trair e te decepcionar, te ofender e te desrespeitar.
Sabe o que se faz?
Nesses momentos, deve-se viver no propósito de São Francisco, e isso é algo muito difícil. Não esperar obrigado por qualquer coisa que se faça, mesmo sendo desprezado por ter feito o bem. Essa é a essência do Cristianismo: dar a outra face, mesmo que a gratidão não venha e surja uma maledicência.
É dessa forma que o mundo deve caminhar: na misericórdia, tolerância e amor. Teremos, se assim procedermos, uma sociedade melhor!
Pensei que era uma vigarice de outrem, mas foi de uma instituição respeitável.
O meu pai recebeu duas correspondências: a primeira que ele teria que pagar 5 dólares mensais por um cartão American Express Global Travel e outra de 5 euros por um outro cartão.
Tudo seria aceitável se ele tivesse algum cartão destes. Acontece que ele NUNCA solicitou ou recebeu tais cartões.
Após 45 minutos (sim, tudo isso) em uma ligação de espera, fui atendido pelo Amex que me disse o seguinte:
“Gerentes do Banco Itau precisam cumprir metas mensais. E como esses cartões não tinham cobrança de anuidade ou mensalidade, os gerentes o emitiam aos seus clientes que nem recebiam”.
É mole? Que golpe mais bem bolado. E agora os correntistas do Itau que receberam a cobrança estão aos montes ligando (assim como meu pai fez) pedindo o cancelamento destes cartões que nunca receberam e nem ciência tiveram!
A FA(a “CBF inglesa”) chiou. Clubes e jogadores idem. Claro, tudo com o apoiodos torcedores.
Estamos falando da atitude antipática da FIFA em proibir o… Poppy!
Explicando: durante a 1ª Grande Guerra, muitos soldados do País de Gales, Escócia e Inglaterra morreram em combate na França. E entre os seus túmulos improvisados nascia uma única flor: a papoula, ou ‘poppy’. Por tal motivo, simbolicamente, a planta trazia aos cidadãos a mensagem de que a resistência e a luta pela paz não havia morrido (já que era algo que insistia em brotar no meio das vítimas enterradas), se tornando um marco memorável por aqueles que lutaram pelo fim da Primeira Guerra Mundial.
Por décadas, no dia desse memorial de luta pela paz (11 de novembro), se costuma usar bótons de flor de papoula para a reverência ao fato. Nos campeonatos inglês, escocês e galês, na rodada próxima a essa data, usa-se a imagem da flor como lembrança nas camisas (como as costumeiras faixas pretas nas mangas, representando luto no Brasil, por exemplo).
Porém, nesse ano, a FIFA usou o argumento que proíbe propaganda política ou religiosa em uniformes ou gestos, vetando assim o uso do símbolo da papoula. A revolta, portanto, é gigantesca por lá, especialmente porque justamente no dia 11 jogarão Inglaterra x Escócia em Wembley, e uma cerimônia seria realizada pelos mortos. Claro, com muita “flor de poppy” por lá.
E você, concorda com a FIFA?
Penso que, se a entidade adotar esse critério, dentro da cultura ocidental deveria proibir fazer sinal-da-cruz, usar tarja de luto, erguer os braços ao céu… Aliás, poderá afirmar que a cor negra é preconceituosa, etc…
Estou sendo irônico, lógico. Penso que o ‘excessivamente politicamente correto’ da entidade extrapola. Deveria usar o mesmo critério no rigor de suas contas e atos corruptos.
BRF DEVE PAGAR R$ 5.000 A FUNCIONÁRIA QUE TERIA SIDO CHAMADA DE FREE WILLY
A BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, foi condenada a pagar R$ 5.000 por danos morais a uma funcionária de Mineiros (GO) que diz ter sido chamada por um supervisor de “baleia”, “betoneira” e “Free Willy” (nome da personagem orca que estrelou filmes da Warner Bros).
Os insultos foram relatados pela trabalhadora e também por colegas que testemunharam no processo. Condenada, a BRF entrou com recurso no Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (GO), mas a decisão foi mantida. Ainda cabe novo recurso.
A empresa negou que a ex-funcionária tenha sofrido assédio moral. Procurada pelo UOL, disse que “abriu uma sindicância interna para apurar as circunstâncias do ocorrido”.
“Maranhenses” e “mortas de fome”
Segundo a ação, a funcionária e outras cinco colegas também teriam sido constrangidas, em 2014, na hora de receber a cesta da empresa com produtos natalinos.
Na ocasião, disse uma testemunha, a secretária responsável pela entrega se recusou a entregar o kit a elas, chamando-as de “maranhenses” e “mortas de fome” na frente de outros funcionários.
Para o desembargador Daniel Viana, relator do recurso, os depoimentos das testemunhas confirmaram que o supervisor, além da secretária e de outro superior, humilhava a funcionária, inclusive na frente dos demais colegas de trabalho, com apelidos pejorativos e discriminatórios.
Patricia Marx fez sucesso como cantora infantil na banda Trem da Alegria. Na adolescência, seguiu fazendo sucesso, emplacando hits como “Festa do amor”. Quem acompanhava sua carreira podia acreditar que tudo corria às mil maravilhas. Mas não era bem assim. Hoje, aos 42 anos, Patricia resolveu fazer um desabafo, falando, inclusive, das agressões que sofria.
“No meu mundo de criança, tudo era mágico e suportável, mesmo com o cansaço e a exploração. Eu já não podia fazer coisas que uma criança normal faria. O jogo de manipulação era real: uma empresária nos controlava por trás do palco, puxando-nos por meio de um cordão para nos beliscar quando saíamos da coreografia. Depois do Trem da Alegria, já na minha carreira-solo, a coisa piorou. Aos 13 anos, eu sofria abusos ferozes, apesar dos meus pais estarem sempre comigo”, diz a cantora em depoimento à “Veja”.
‘FUI ASSEDIADA SEXUALMENTE MUITAS VEZES’
Patricia Marx faz também um relato do assédio que sofria, principalmente no período da adolescência. “Ao crescer, porém, comecei a querer gravar outros gêneros, pois sempre ouvia jazz, bossa nova, música erudita. Só que, em uma reunião com o diretor artístico, minha ideia foi desancada. ‘Ah, eu também queria ser loiro, alto e com um (…) desse tamanho’, disse ele, com uma menção chula ao órgão sexual masculino. Fiquei paralisada ao ouvir aquilo bem diante do meu pai. Carregaria a ferida para sempre”, relembra Patrícia, que viu as coisas piorarem dali em diante:
“Ouvi coisas tenebrosas e fui assediada sexualmente muitas vezes por produtores, cantores, artistas, diretores de gravadora… Tive nojo de mim. Isso me bloqueou. Anos depois, a ressaca viria na forma de uma depresssão profunda. Logo constatei que a maioria das letras do Trem da Alegria e da minha carreira-solo era de duplo sentido. Uma delas fazia menção à masturbação feminina. Por ingenuidade minha e dos meus pais, eu passara por uma erotização forçada”.
O texto abaixo foi publicado originalmente pelo jornalista Paulo Cezar de Andrade Filho (no “Blog do Paulinho”) e retrata muito bem a hipocrisia de certos ditos religiosos que mudam conforme a necessidade.
Atualmente, o sobrinho de Edir Macedo, o senadorMarcelo Crivella (PRB), que concorre à Prefeitura do Rio de Janeiro tendo como adversário o inspirador do político “caxias” de “Tropa de Elite”, Marcelo Freixo (PSOL), travam uma feroz troca de acusações (como se pode assistir ontem, no debate promovido pelo Facebook / Veja / Rede TV).
Há poucos dias, veio à tona a memória do livro em que Crivella ofende fiéis de outras crenças religiosas que não seja a da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), em um dos seus cultos. Questionado, disse que falava de feitiçaria misturada ao Catolicismo na África, pois tinha sido perseguido por lá, e que hoje amadureceu e pensa diferente. Disse ainda que foi mal interpretado.
A propósito, há mais de 20 anos, um dos bispos de tal Igreja chutou a imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, padroeira do Brasil. Lamentavelmente, chamou os católicos de “idólatras” (provavelmente o fez por não conhecer o Catolicismo) e disse que os fiéis adoram Maria como “deusa” (outro erro, a Virgem Maria é venerada e não adorada, pois é a 1a serva de Jesus, sendo ela humildemente quem o gerou amorosamente em seu ventre). Diante de tanta polêmica, não é que Marcelo Crivella gravou uma música contra Nossa Senhora e a favor do agressor à Santa?
Hoje, o político tenta retirar do YouTube e de outras plataformas da Internet a canção-desagravo…
VOCÊ VOTARIA NESSE CANDIDATO?
Compartilho, extraído do original, abaixo:
Em 1995, o Senador Marcelo Crivella, candidato a Prefeitura do Rio de Janeiro, na condição de “bispo” da IURD e nº 2 de Edir Macedo, gravou canção em solidariedade ao “pastor̶… (CLIQUE NO LINK ABAIXO PARA A MATÉRIA COMPLETA DIRETO DO SITE E OUÇA A CANÇÃO).
Gregório Duvivier, Rafinha Bastos, Fábio Porchat e tantos outros “moderninhos” tem um estilo de “fazer humor” de gosto duvidoso. Usam temas que não deveriam como religião, gravidez, deficiências físicas e outras coisas indevidas.
Agora, na Record, Porchat criou uma “calçada da fama” para seus convidados. Chamou Rita Cadillac e quis gravar no cimento o “bumbum dela” dizendo que ela merecia a “sarjeta da fama“.
Aí é apelação. Por mais complicada que seja a classificação do trabalho artístico de um ator, explicitá-lo com deselegância na cara de um convidado é dose.
Rita abandonou a gravação e foi embora. (com base em Uol.com)
Neste domingo, estivemos rezando na Missa das 08h30 da Catedral Nossa Senhora do Desterro. E o dia era propício: se celebrava a Semana da Família e do Nascituro (os que hão de nascer). Uma festa especial, de defesa da vida e atenção especial às famílias que esperam seus bebês.
Para mim, particularmente, um dia abençoado, já que minha irmã e minha esposa estão grávidas. Já encantado por ter uma filha, duplamente feliz pelo segundo rebento que virá e pelo terceiro (meu sobrinho Miguel) que será igualmente amado.
Escrevo isso pois não me entra na cabeça entender os que se posicionam a favor do aborto. São crianças indefesas! São vidas, há alma e um corpo em formação, que depois se tornam pessoinhas maravilhosas.
Vejo a tristeza de quem perdeu um filho contrastando com as manifestações de quem defende a legalização dessa prática cruel. Respeito, mas não concordo. A vida é “tudo”, esses pequenos não têm culpa de ali estarem.
Que Deus abençoe a todas as mamães grávidas e seus nascituros. Que possam nascer saudáveis, amados e abençoados desde o ventre das suas progenitoras.
No mundo machista árabe (abaixo), uma conquista: elas poderão participar de eventos para recuperar a saúde contra a diabetes!
Extraído de OESP, 18/09/2016, Caderno Internacional, página A17
SAUDITAS CRIAM PLANO ESPORTIVO PARA MULHER
Por Jamil Chade
Na Arábia Saudita, mulheres só viajam, trabalham ou mesmo se casam com a autorização de um homem. Outra batalha é dirigir. Mas um pequeno passo foi dado no mês passado num direção contrária. O governo de Riad anunciou a escolha da princesa Reema bin Bandar al-Saud para comandar o departamento de esporte feminino do país. O objetivo da iniciativa não envolve o desempenho esportivo, mas sim combater uma epidemia da diabetes.
Reema sabe que introdução do esporte para as meninas promete ser um desafio social. “Temos fronteiras culturais e preciso garantir que as atividades que queremos promover estejam dentro dessas fronteiras”, disse a princesa, filha do ex-embaixador saudita nos EUA. “Mas o que é universal é o bem-estar, fitness e saúde. Todos os homens e mulheres devem ser saudáveis.”
As 13 milhões de meninas e mulheres do reino saudita têm a segunda pior taxa de diabete do mundo. “Os dados são chocantes. Comemos de forma errada e precisamos encorajar as pessoas a se move”, admitiu a representante da nobreza saudita. “Temos um plano de infraestrutura. Mas a forma de pensar afeta como você vai agir. Agora, precisamos mudar a forma que essas garotas pensam. Elas precisam pensar que têm o direito de serem saudáveis.”
A princesa admite que nem sempre as meninas sabem que têm o direito de fazer esportes. “Para algumas dessas garotas, um dos obstáculos pode ser sua comunidade. Para outras, pode ser até a família. Mas nosso papel é o de criar a mensagem correta e programas que façam os familiares se sentirem confortáveis de que o que estamos fazendo é uma agenda de saúde. Não há nada além disso”, afirmou a princesa.
A princesa garante também que, quando conta seus planos para as mulheres sauditas, a resposta tem sido positiva. “Eu vou abrir portas. Mas se quisermos mudar as coisas, são as meninas que terão de participar. Podemos criar leis e infraestrutura. Mas se elas não participarem, não há sentido. Precisamos incentivar as meninas e explicar que sua saúde é importante para a nação e para suas crianças”, disse.
Para que essa mudança ocorra, uma nova infraestrutura será criada nos próximos meses. “As mulheres precisam de privacidade”, disse a nova responsável pelo esporte feminino saudita. “As mulheres não querem tirar o véu diante de homens. Não querem compartilhar banheiros, nem os aparelhos de exercício. Existem muitos negócios no mundo erguidos com base na privacidade da mulher, até mesmo nos EUA. No nosso caso, é uma necessidade.”
Um dos próximos passos é o de definir uma lista de modalidades esportivas que, sem muita adaptação, poderão ser praticadas e oferecidas às meninas. No total, serão 14 esportes que estarão nesse programa sem conflito cultural e permitirá incentivar as mulheres a se exercitar. Para conhecer experiências de diversos países, ela tem promovido viagens aos EUA, Europa e o Brasil.
Por cinco anos, a princesa implementou um plano nacional para tornar mais feminino o comércio no país. Entre suas missões, estava a criação de locais exclusivos para mulheres e a geração de postos de trabalho para as profissionais. Ela criou lojas com vestiários apenas para mulheres, atraindo uma clientela considerável. Isso exigiu criar um sistema de transporte para levar as funcionárias desses locais, além de colocar seus filhos em locais seguros. Agora, ela promete fazer o mesmo no esporte. “Estamos em 2016. Não podemos ser obrigadas a escolher entre ter filhos e trabalhar ou fazer exercícios”, disse.
A iniciativa é um passo considerado como positivo por entidades de direitos humanos que duramente criticam o regime, como a Human Rights Watch. “As mulheres estão mudando o jogo” , disse a ONG. “Mulheres e meninas na Arábia Saudita precisa ser capazes de realizar seus sonhos de participar de eventos esportivos, do primário à conquista de uma medalha de ouro”, afirmou Minky Worden, representante da Human Rights Watch.
Coitado do Papa Francisco… até para ele sobrou em decorrência do “Fla-Flu” que se tornou a sociedade brasileira na briga entre petistas x peessedebistas.
Já escrevi em outras oportunidades que me enoja o radicalismo. E o famoso colunista da Revista Época, Guilherme Fiuza, abusou das teorias conspiratórias. Chamou o pontífice de “falso demagogo progressista” e que ele apoia a presidente Dilma Rousseff!
Nada a ver… na gíria popular, “viajou na maionese”. O Papa pediu simplesmente orações ao nosso país devido ao inegável momento de turbulência política, e o colunista criou suas ideias mirabolantes contra Francisco.
Leia abaixo e diga se há ou não um absurdo e cego fanatismo de Guilherme Fiuza.
Extraído de Revista Época, edição 12 de setembro de 2016, pg 26.
O GOLPE DO PAPA
O papa Francisco, de maneira indireta e dissimulada, portanto covarde, está fazendo coro com a militância ideológica que grita contra o golpe de Estado.
O papa Francisco cancelou sua viagem ao Brasil em 2017 afirmando que o país “vive um momento triste”. Vamos traduzir essa tristeza: o líder máximo da Igreja Católica está apoiando Dilma Rousseff, a despachante da quadrilha que depenou o país entristecido. Mas a tristeza sentida pelo sumo pontífice não é com o roubo, é com a punição aos ladrões.
O papa Francisco, de maneira indireta, portanto dissimulada, portanto covarde, está fazendo coro com a militância ideológica que grita contra o golpe de Estado – esse em que a criminosa golpeada dialoga com os golpistas (e ri com eles), sob a regência constitucional da Corte máxima do país. Uma bandeira de mentira, fajuta e imunda, que agora é levantada também pelo papa Francisco.
Isso não teria a menor importância num mundo que soubesse distinguir um líder espiritual de um mercador da bondade. Mas a demagogia supostamente progressista – na verdade reacionária – é hoje a commodity mais valorizada do planeta, e nenhum candidato à popularidade perante as massas admite mais abrir mão dela. Até a alemã Angela Merkel, guardiã quase solitária da responsabilidade europeia, andou fazendo proselitismo com o tema dos refugiados. Se você não der ao menos uma bicadinha na vitamina populista, você morre.
A gangue que inventou o golpe no Brasil para brincar de resistência democrática – e se encher da preciosa vitamina demagógica – está quebrando tudo. Durante 13 anos quebraram por dentro, agora estão quebrando por fora – o que é bem mais prático e leve. O caixa da revolução está cheio, após a proverbial transfusão da Petrobras, dos bancos públicos e dos fundos de pensão. O lanche é mortadela por questão de estilo, poderia ser caviar. E não existe vida mais fácil: você recruta um bando de inocentes úteis e não inocentes alugados e manda todo mundo para cima da polícia. Fustigar a boçalidade das polícias militares é brincadeira de criança para essa turma. Não tem erro.
O caixa da revolução está cheio. O lanche é mortadela por razão de estilo, mas poderia ser caviar
O papa Francisco e sua falsa tristeza apoiam essa depredação teatral – que tem consequências reais e sujas de sangue. O religioso bonzinho, com seu gesto grave – vamos repetir: grave – de desistir da visita ao Brasil por causa do impeachment, jogou uma tocha nessa gasolina. Não adianta fugir dessa responsabilidade. Não adianta rebolar na retórica. Não adianta fazer cara de piedade. O papa abriu mão da missão de paz do estadista para entrar num jogo partidário. Se meteu num conflito político nacional para exacerbá-lo – para dar sua contribuição incendiária.
A política existe para organizar a vida das sociedades. Só isso, mais nada. Não é um campeonato de siglas, cores e credos, nem um palco para apoteoses românticas. No caso do Brasil, o governo canastrão do PT incensou todos esses símbolos emocionais e fulminou a organização social e institucional. Isso não é política, é contrabando.
O governo Temer assumiu no cenário de terra arrasada e está repetindo o governo Itamar (por questão de sobrevivência): dando espaço a quem entende de administração pública, substituindo militância partidária com o dinheiro dos outros por trabalho. É o PMDB, há os caciques velhos, há a podridão – mas os principais cargos de comando foram entregues aos bons. Assim como fez Itamar, no mesmo PMDB.
Há 23 anos isso deu no Plano Real – o momento mais significativo da história recente em que a política serviu para organizar a sociedade. Os veículos da mudança foram o PMDB e o PSDB, mas a virtude não estava neles. Estava nos homens. Sempre está.
Repetindo a ruína do pós-Collor, a ruína do pós-PT abriu uma janela de oportunidade para quem quer usar o poder para organizar, e não para surfar. Os surfistas estão naturalmente desesperados, porque num país organizado as ondas de malandragem somem da política – ou ao menos ficam pequenininhas, sem força para impulsionar os proselitismos coitados e os heroísmos de aluguel. É preciso, portanto, bagunçar.
É claro que alguém que sai de casa para forjar um tumulto e posar de perseguido pela polícia não vale a mortadela que come. Mas o interessante é imaginar o que essa criatura pensa a sós com seu travesseiro. Se o país tivesse de repente um surto de dignidade, a fila do confessionário chegaria a Roma. Puxada pelo papa.
O nadador paralímpico Daniel Dias conquistou hoje sua 19a medalha olímpica. Nesta Rio 2016, está sendo perfeito, subindo ao pódio em quase todas as provas.
Vez ou outra ouvimos pessoas defenderem a esquerda e citarem Cuba. Não sou esquerdista nem direitista, e evito tais radicalismos. Mas esse meme diz tudo: aqui se faz um barulho muito grande pois o Governo de Michel Temer não tem ministras na Esplanada dos Ministérios.Concordo com essa crítica e faço também coro a falta de competência feminina a ser escolhida para muitos cargos.
Entretanto, e quando quem grita é partidário da turma de Fidel? Por quê não dá o mesmo tom feminista em Cuba? Falta coerência…
Coisas hipócritas do nosso país: querem mudar as regras da aposentadoria, mas só de “pessoas normais”.
Pergunto: por que os senhores parlamentares não mudam as regras das suas aposentadorias especiais? Os deputados, senadores, juízes e ministros têm muitas mordomias, recebem vencimentos integrais, acumulam mais de uma aposentadoria e outras benesses. ELES TERIAM QUE TRABALHAR COMO A MAIORIA DAS PESSOAS DESSE PAÍS, TENDO COMO TETO O MESMO SUPOSTO 10 SM DOS NORMAIS. Aceitariam isso?
Essa realidade da grana absurda gasta com eles não se discute. Mas reduzir o dinheiro do cidadão comum e estender o tempo de trabalho dos outros, sim, pois é “mais fácil”. Mexer dos bolsos deles, neca!
Que antes da reforma da Previdência Social, mudem as regras deles. Aí sobrará dinheiro.
Quando os árabes ficaram horrorizados com charges ofensivas ao Islamismopublicadas pela Revista Charlie Hebdo, parte do mundo condenou o humor negro e outra parte defendeu a liberdade de expressão. Claro, ninguém aprovou o atentado terrorista na sede do jornal, mas o debate sobre os limites do humor foram discutidos.
Agora, após o pavoroso terremoto que atingiu a Itália e matou centenas de pessoas, a revista publicou uma charge com italianos sacrificados comparando-os a tipos de massas e molhos: um ensanguentado como “ao molho de tomate”, um machucado como “gratinado”, e mortos por esmagamento como “presuntos da lasanha”.
Viram isso? Nesta semana, uma mulher foi presa na Barra da Tijuca (RJ)por racismo.
A turista Sonia Valéria foi flagrada e filmada ofendendo a guia turística Sulamita Xavier. Por não concordar com algo, a racista disse: “não tenho culpa se você é mulata, nasça branca da próxima vez (…) sua complexada por ter cabelo duro”.
Como pode alguém, em pleno século XXI, discriminar seu semelhante pela cor da pele. Só existe uma raça:a raça humana!
O pior é que sabe de quanto foi a fiança por crime de injúria racial? R$ 500,00, e já está solta.
Vejam que bacana: ao invés de office-boys, em São Paulo surge uma nova categoria: os office-velhos. Remuneração razoável, carteira registrada e alguns benefícios que os agradam são os atrativos. Abaixo:
FILA ESPECIAL E ÔNIBUS GRÁTIS SÃO ATRATIVOS PARA O AVANÇO DOS “OFFICE-VELHOS”
por Mariana Sallowicz
Apesar de estar aposentado há cinco anos, o auxiliar administrativo Nilson Lúcio, 64, não pensa em parar. Ele trabalha como “office-velho” -como vem sendo chamado o profissional da terceira idade que atua como contínuo. Ele vai a bancos no centro do Rio ao menos duas vezes por dia para pagar contas, fazer transferências e depósitos da empresa em que trabalha. Também faz outros serviços administrativos. A categoria vem crescendo na medida em que os idosos têm prolongado a permanência no mercado de trabalho. Segundo o IBGE, 40% dos homens com 60 anos ou mais estavam ocupados em 2011. Já as mulheres somavam 17%. Para as empresas, além da vantagem de ter um profissional mais experiente e responsável, os “office-velhos” representam economia de tempo e dinheiro já que, dependendo da idade, têm acesso à fila especial nos bancos e gratuidade no transporte público -válida a partir dos 65 anos em São Paulo e Rio. Em São Paulo, o benefício no ônibus começa aos 60 anos. “O número de empresas que contratam idosos para fazer serviços bancários tem aumentado. O problema é que muitas não empregam formalmente”, afirma João Batista Inocentini, presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados. Não foi o caso de Lúcio. Ele foi registrado após ter ficado quase um ano desempregado. “Quando aposentei, não consegui me acostumar, fazia bicos. Até que me chamaram para fazer esse serviço.” Segundo ele, um dos pontos que contaram a seu favor foi a experiência. Quando vai ao banco, usa a fila especial. Um dia, conta, um rapaz ficou gritando quando ele entrou na fila de idosos. “Ele achou que eu não tinha 60 anos. Algumas pessoas não respeitam quem está na fila especial, olham feio, mas não me importo.” Inocentini confirma que há reclamações. “Já estamos discutindo a possibilidade de criação de outra fila, para idosos que trabalham.”
SAÚDE
A economista do IBGE Cristiane Soares diz que os profissionais têm prolongado a permanência no mercado devido ao envelhecimento com mais saúde. “A expectativa de vida vem aumentando com avanços na área de saúde.”
Leio que o cantor MC Bielencerrou a carreira. Por pura ignorância, não conheço uma só canção do rapaz, mas sei que ele se envolveu em polêmicas das mais diversas, como, por exemplo, chamar negros de “pretinhos fedidos” ou que estupraria uma jornalista bonita que o entrevistou.
A você fará falta na MPB?
A mim, não. E deve ser uma bela jogada de marketing para se relançar.
Todos maravilhados, (inclusive eu fiquei sob efeito do encantamento) com a espetacular cerimônia de abertura dos jogos Olímpicos Rio 2016. Mas que não nos esqueçamos: as obras foram caríssimas, houve superfaturamento da construção das instalações e sobrarão muitos elefantes brancos. Essas coisas serão marcantes também, apesar do show de luzes, alegria e paz assistidos na sexta-feira à noite.
Sinceramente, sem hipocrisia (e olha que sou esportista nato): eu trocaria os Jogos Olímpicos por mais leitos hospitalares e pagamento de menos impostos no dia-a-dia.
O “belo contraditório” do espetáculo foi: nós, brasileiros, pedimos ao mundo: PAZ, RESPEITO SOCIAL E PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE.
– Estamos fazendo isso?
E não é um azedume, mas uma reflexão:
Há paz nas nossas violentas cidades?
Há respeito entre os diferentes grupos sociais éticos, religiosos e sexuais?
Há preservação ambiental adequada na Floresta Amazônica, no Rio Tietê ou na Baía da Guanabara?