– Guy Acolatse e o pioneirismo na Alemanha!

Menos de 10 anos do fim da 2a Guerra Mundial e um negro é contratado para jogar na Alemanha pós-nazista, lado Ocidental!

Curioso para saber como foi esse fato inédito (um africano jogando profissionalmente em um país onde Hittler disseminou a história da superioridade da raça ariana)?

Leia o depoimento do próprio protagonista do fato, o ex-jogador Guy Acolatse, de Togo,

Extraído de: https://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/futebol-alemao/noticia/todos-queriam-me-ver-conheca-o-primeiro-negro-a-jogar-na-alemanha.ghtml

O PRIMEIRO NEGRO A JOGAR NA ALEMANHA

Nascido no Togo, Guy Acolatse hoje vive em Paris. Africano lembra reação dos alemães ao chegar ao St. Pauli: “Todos olhavam e diziam ‘é um negro, é negro'”

Vocês jornalistas têm muito problema com atraso. Dez da manhã é dez da manhã. Sou estilo alemão”, advertiu ao telefone quando a entrevista foi combinada. Pouco antes das dez e com um grande sorriso, Guy Acolatse abriu as portas de sua casa no norte de Paris para contar sua trajetória, que começou bem longe dali, em sua terra natal: o Togo. Bem-humorado, o senhor de 75 anos mostra fotos e jornais que relembram o motivo de ter entrado para história: ter sido o primeiro atleta negro a jogar profissionalmente no futebol alemão. Aventura que começou em 14 de julho de 1963, quando ele chegou na cidade de Hamburgo para defender o FC St. Pauli.

– Como teve muita propaganda antes de eu chegar, toda a cidade estava com cartazes “Guy Acolatse – o novo jogador de FC St Pauli” e, também por ser negro, todos queriam me ver. No hotel onde eu estava, no momento que eu ia entrar, todos olhavam e diziam “é um negro, é negro…”. As pessoas tentavam me ver. Mas gosto de brincar e sou “showman”. Sou educado, respeito e brinco junto da situação. Nos primeiros anos, havia pessoas que nunca tinham ido a um jogo e íam ao estádio para ver o jogador negro. Muitos não tinham ideia do que era o Togo ou uma pessoa negra – lembrou.

Otto Westphal foi treinador da seleção de Togo em 1962 e conheceu o futebol de Acolatse. No ano seguinte, de volta ao futebol alemão, convidou o jogador para vestir a camisa do St. Pauli. O jovem talentoso – então com 21 anos – já chamava atenção de equipes na Bélgica e na França, mas resolveu aceitar o convite de Westphal, que disse para ele que precisava de um camisa 10 com as suas características. Na visão de Acolatse, a curiosidade movia as pessoas durante os primeiros anos dele na Alemanha.

Em relação ao racismo, Acolatse optou por encarar a questão como uma provocação, e não como uma ofensa, e preferia reagir com humor:

– Me olhavam. Algumas vezes quando jogava as pessoas gritavam: “Macaco, macaco”. Mas eu tenho em mente que sou um cara bem humorado. Eu virava a cabeça, olhava e dava susto neles.

Fã declarado de Pelé, Acolatse jogou uma partida oficial também histórica contra o jovem Franz Beckenbauer, em 1964. O FC Pauli disputou contra o Bayern uma vaga na primeira divisão da recém-criada Bundesliga. A equipe de Hamburgo perdeu por 6 a 1 e 4 a 0, mas o jovem togolês teve a oportunidade de marcar contra o lendário goleiro Sepp Maier e viu, de dentro do campo, o Kaiser fazer seu primeiro gol com a camisa do Bayern de Munique.

– Durante minha carreira, eu joguei com grandes jogadores. Joguei com Uwe Seeler, que foi capitão da seleção alemã e um dos atacantes mais fortes que já vi. Joguei com Beckenbauer e fiz um jogo-treino com Puskàs. Pelé é um jogador de classe. É por isso que gosto muito dele. E até hoje, de todos jogadores que vi, o que acho que pode chegar a jogar como Pelé é o Mbappé.

Acolatse não poupa elogios ao companheiro de Neymar no Paris Saint-Germain, de apenas 19 anos. E também deixa a humildade de lado ao se comparar com Mbappé.

– Ele já tem experiência, ele pensa, ele sabe como se movimentar e driblar. Ele sabe o momento de driblar ou não. Ele não faz como os outros que pegam a bola e saem tentando. Ele tem um grande futuro. E acho que ele joga como eu jogava na minha época, mas acho que eu era mais rápido.

Acolatse jogou no St. Pauli até 1966 e depois seguiu em times de menor expressão da região de Hamburgo até encerrar a carreira na equipe amadora de St. Pauli. No início dos anos 80 mudou-se para Paris para trabalhar como técnico. Atualmente, ajuda crianças do bairro onde mora com aulas de alemão e atividades esportivas. Chamado de “monsieur Guy” nas ruas de Saint-Dennis, Acolatse não admira apenas o futebol brasileiro.

– Se eu for ao Brasil, eu quero dançar e cantar. Eu não sou de festa, mas se escuto música brasileira, eu já pego uma taça de vinho. Eu adoro, desde quando estava no Togo.

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– Racismo contra Taison: ofender a dignidade humana está valendo a pena para o agressor. E custando caro para o ofendido…

Dias atrás rodou o mundo a triste manifestação racista da torcida do Dínamo de Kiev contra Dentinho e Taison. Dentinho saiu chorando e Taison, revoltado, mostrou o dedo do meio após ser chamado de várias ofensas raciais, inclusive de macaco.

E não é que, para a vergonha do esporte, a Associação Ucraniana de Futebol puniu o atleta por 1 jogo de suspensão e a agremiação por 500 mil Grívnia (R$ 87.160,38)!

Ofender a dignidade humana está valendo a pena para o agressor. E custando caro para o ofendido

Taison reage após ser vitima de racismo na Ucrânia — Foto: Reprodução arquivo social

– Tolerância no Esporte, enfim!

Na final envolvendo Corinthians x São Paulo no futebol feminino, um exemplo a ser seguido: Cristiane, do Tricolor, tirando selfies com torcedores do Timão!

Não seria legal que isso fosse comum também no masculino, entre outros clubes e esportes?

Um exemplo de Tolerância, abaixo:

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– Paulista e Rúcula: Discordar não é Desrespeitar. Respeitar não é fazer Apologia!

E tornou-se uso politiqueiro e demagogo a história da cessão do Estádio Jayme Cintra para um evento cultural. Uma pena que o debate saiu da razão e partiu para a emoção, novamente dividindo parcelas da população interessadas. Alguns obrigando a outros aceitarem o que não se quer, e outros atacando os que pensam diferente.

Sem delongas, vale refletir:

  1. O Paulista FC é um clube associativo. Consultado pelos organizadores do evento Rúcula, resolveu ceder generosa e gratuitamente o estádio para a realização da ação cultural na qual se realizariam 30 shows diversos. Creio que, durante a negociação, o pessoal interessado mais os envolvidos do clube tinham (ou deveriam ter) ciência do que ocorreria durante sua realização. Condições são estabelecidas e acordadas; portanto, devem ser cumpridas.
  2. Alguns clubes de futebol tomam para si o protagonismo de ações sociais de algumas causas. Em troca de divulgação, ganham respeito social e usam tais motes como marketing. Um dos exemplos é o Bahia, que movimentou uma campanha contra a transfobia, defendeu a presença maior de mulheres na arquibancada e protestou contra o vazamento de óleo na costa nordestina. Isso não quer dizer que seja obrigação de um clube ter tais atitudes. Ceder um espaço para manifestação cultural pode ser uma das ações simpáticas, sem levantar bandeiras mais difíceis de se tratar, que um clube pode fazer. Mas se quiser defender, tudo ok (desde que seja de interesse da associação, agradando a parcela social que é atingida).
  3. Se houve acordo do que poderia ou não realizar no encontro, e uma das partes não cumpriu (não estou afirmando se o Paulista ou o Rúcula são os culpados), não há o que reclamar! O que está combinado, deve ser cumprido.
  4. Sobre o motivo mais polêmico, a questão de existir um show de temática LGBTQ+ dentro do evento: se os organizadores omitiram a informação, há quebra de acordo. Se o Paulista resolveu cancelar a posterior por preconceito, aí errou o Galo.

É importante deixar claro que ninguém é obrigado a fazer apologia de alguma causa, nem desrespeitá-la. Erram aqueles que pejorativamente dizem que no estádio não entram “bixas” e que evento de “viado” não pode acontecer (isso é homofobia, além dos termos grosseiros e que têm sido redigidos por aí), mas erram também os defensores da causa gay que entendem a todo custo que o clube deve ceder sua praça esportiva, mesmo a contragosto.

Se o Paulista (ou qualquer outra entidade) não deseja estar atrelado a uma bandeira (mesmo que o Rúcula não seja um evento de homossexuais, mas que contém em um 1 dos 30 shows tal tema), é direito dele! Qual a imposição que existe? Evidentemente, que a recusa seja respeitosa não por repulsa ao homossexualismo dos seus membros, mas pela não intenção de uma ação política.

O duro é ver a coisa sendo politizada! Tome para si o seguinte exemplo: um cristão que vá a Missa / Culto (que pratique sua fé) deve conviver harmoniosamente com judeus, muçulmanos, xintoístas, umbandistas ou ateus. É da cidadania isso! Não quer dizer que ele deva fazer apologia à Maomé, Buda, Ogum ou a qualquer outro ente de uma religião. Também não pode desdenhar daqueles que crêem diferente.

De tal forma, os organizadores e defensores do Rúcula devem entender que discordar de algo que não se queira estar associado não é necessariamente desrespeitar; e que o Paulista e os torcedores entendam que respeitar uma causa não é fundamentalmente promovê-la.

Enfim: independente de cor, gênero, idade ou crença, todos somos iguais! Na democracia não se pode obrigar ninguém a fazer apologia do que não se quer, nem desrespeitar o que os outros querem.

A tolerância e o não uso político é tudo nos dias de hoje, pois as pessoas estão pilhadas e fanatizadas demais em grupos “prós e contra” qualquer coisa. Mais razão e menos emoção, respeitando a todos, pois confundem informação com opinião; opção com louvação; manifestação com obrigação. Respeitemo-nos mutuamente, pois hoje ataca-se qualquer pessoa que pensa diferente. Matéria jornalística isenta vira ataque a jornalista (ops: não sou jornalista), pensamento alternativo vira inimigo da causa e, um “A” ou “B” redigido que não contente que lê, torna-se uma grita muito grande.

Uma sociedade dividida, intolerante ou que obrigue a se defender o que não se quer, sempre é mais fraca.

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– Racismo DE NOVO na Itália?

Mário Balotelli foi vítima de racismo durante a partida de futebol entre Verona x Brescia. Mais um dos muitos casos que ocorrem na Europa, especialmente na Itália. O Protocolo FIFA contra a discriminação foi acionado, mas… não cansa ler que o time vai ser punido e blablablá, e os atos racistas continuam?

Que raio de civilização estamos vivendo, onde idiotas julgam que a cor da pele distingue pessoas em dignidade?

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– Um acesso com treinador e gerente negros: Onde o racismo no futebol perdeu!

Muito se tem falado sobre discriminação no futebol, embora pouco se tem feito. Um dos casos que mais chama a atenção é o Bahia, que tem praticado ações contra transfobia e racismo.

A propósito, na última semana, Roger Machado (o treinador do próprio Bahia) se declarou ativista na luta pelos negros e dissertou muito bem sobre o tema envolvendo treinadores.

Pois bem: enquanto vivemos o problema da pouca oportunidade aos negros como técnicos, um caso de exceção aconteceu em Jundiaí: o Paulista FC ascendeu à 3a divisão com treinador e gerente de futebol negros!

Dias atrás, falamos sobre Edson Fio, o técnico “sem marketing” (leia em: https://wp.me/p4RTuC-nhJ). Agora, o Jornal de Jundiaí, através de Thiago Batista, produz uma excelente matéria sobre o assunto, abordando o preconceito sofrido e vencido!

Vale a pena a leitura e saber o testemunho deles na aceitando dos cargos.

Compartilho, extraído de: https://www.jj.com.br/jundiai/paulista-tecnico-e-gerente-negros-sao-capitulo-especial-na-historia/

TÉCNICO E GERENTE NEGROS SÃO CAPÍTULO ESPECIAL NA HISTÓRIA

Por Thiago Batista de Olim

Não é a primeira vez que o Paulista tem como técnico um negro. Beto Cavalcante e Stélio Metzker recentemente estiveram no banco de reservas do Galo. No entanto, essa é a primeira vez que o clube consegue o acesso com um treinador negro no comando.

Além disso, nesta temporada o clube ainda tem um gerente de futebol negro. Edson Fio, técnico, e Zé Carlos, gerente, ajudaram a montar o time que conquistou no final de semana o acesso à Série A3 do Paulistão. Um feito que entra na história do clube e ambos sabem do tamanho do feito.

“É a maior vitória da minha carreira, até pela forma como fui recebida, por ser negro. É uma vitória minha e do Zé. Até conversei com ele sobre como é raro ter um técnico e um gerente de futebol negros no Brasil”, conta Fio. “O Roger (ex-técnico do Grêmio) levantou na semana passada essa bandeira. Somos poucos e a gente espera muito a valorização e o prestígio que merecemos”, completa.

“Quando fomos apresentados, era uma outra diretoria e ficou claro uma grande desconfiança, algo do tipo: quem são eles. Hoje eu e o Edson damos muita risada dessa situação. Aquilo incomodou muito a gente. Mas é no dia a dia que se mostra a verdadeira capacidade”, lembra o gerente.

O treinador do Paulista conta que, mesmo com a equipe em boa base, sofreu com atos racistas por parte de um torcedor do clube. “Começo do campeonato, equipe com oito vitórias consecutivas e teve torcedor com coragem de nos xingar. Se fosse qualquer outra pessoa não estaria xingando”, disse. “Esse que me xingou ficou aqui um dia me esperando na portaria para falar comigo e não tive oportunidade de encontrar, mas aceito as desculpas”, lembra Fio.

Zé Carlos conta que uma das suas referências no mundo do futebol é o ex-zagueiro do São Paulo, Ronaldão, Ele foi gerente da Ponte Preta.

Zé ainda conta que outros treinadores negros campeões no futebol brasileiro tiveram poucas oportunidades. “O futebol foi cruel com Andrade e com Jayme de Almeida. Dois que pegaram o Flamengo quando ninguém queria e foram campeões, mas depois chutaram a bunda deles”, afirma.

Para ambos, o futebol pode ajudar no combate ao racismo. “O futebol é apenas um ladrilho na parede do preconceito. Mas é o esporte mais praticado no mundo. E quem tem o poder na caneta pode mudar isso. Tem que vir de cima para baixo”, diz Zé Carlos.

“Futebol tem muita força no Brasil. Ele pode mudar muita coisa e podemos sim levantar essa bandeira”, aposta Fio.

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Foto: Alexandre Martins e Gustavo Amorim

– E o torcedor não se preocupa com as leis: homofobia em Marília 2×0 Fernandópolis

Falamos recentemente dos atos racistas e neonazistas praticados na Bulgária nas Eliminatórias da Eurocopa, onde o Protocolo FIFA (que está em vigor desde 15 de julho de 2019 e que visa parar o jogo e até encerrar a partida caso uma torcida pratique homofobia, racismo, sexismo, manifestação política, religiosa ou qualquer forma de preconceito) foi acionado por duas vezes ontem: uma por racismo contra os atletas negros ingleses e outra por palavras de ordem em defesa do neonazismo. A 3a paralisação ocasionaria o encerramento da partida e a automática derrota da equipe cuja torcida praticou tais atos.

Para saber sobre esse jogo (Bulgária 0x6 Inglaterra) clique aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/10/15/o-protocolo-fifa-foi-acionado-duas-vezes-em-bulgaria-0x6-inglaterra-mas-a-resposta/

Agora, lendo as súmulas das semifinais da 2a divisão Sub 23, a fim de saber se tudo ocorreu bem nos jogos decisivos, vejo que em Marília houve o relato de que a torcida gritava “Bicha” para o goleiro do Fernandópolis na cobrança de tiro de meta (não sendo claro que se foi em um momento ou se foram em vários). O árbitro Humberto José Junior não informou nada se houve a paralisação da partida na fase 1 dos procedimentos do Protocolo FIFA e o consequente pedido ao capitão da equipe para que encerrassem essas manifestações (isso deveria ter sido feito, mas aparentemente não foi).

Lembro que esse mesmo Protocolo só surgiu por conta da insistência da torcida mexicana em grita “Puto” nestas mesmas situações quando o goleiro da equipe rival cobrava o tiro de meta no campeonato local. Como isso se expandiu pela América Latina, a preocupação foi mais ampla a outras formas de preconceito.

Creio, portanto, que o Estádio Bento de Abreu, em Marília (que poderá ser sede de Marília x Paulista daqui há 10 dias no possível jogo de ida que decidirá o título da 4a divisão) poderá ser alvo de discussões. Não creio em interdição / perda de mando por dois motivos: o tempo hábil da citação e julgamento (não daria para o TJD julgar antes da primeira partida da final) e pelo relato simplista do árbitro, que aparentemente descumpriu o Protocolo FIFA. Acredito, sim, em punição financeira (o que é mais provável) e que ocorrerá depois de um hipotético primeiro jogo decisivo.

Fica o alerta: os tempos mudaram, as regras são outras e a sociedade está mais atenta e diversa (gostemos ou não).

OPS – Fico curioso: se o Protocolo FIFA tivesse sido aplicado, certamente o MAC seria julgado antes de uma decisão. Qual seria a pena? Em Vasco x São Paulo, neste ano, onde ocorreu o primeiro caso em solo brasileiro, ficou apenas na multa, sem perda de mando, como sugere a FIFA.

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– Pra quê, Eduardo Bolsonaro?

O possível novo embaixador do Brasil em Washington, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), pisou na bola.

O filho do presidente Jair Bolsonaro resolveu estampar uma camiseta ironizando a sigla LGBT, trocando as iniciais de Lésbica, Gay, Bissexual e Trans por Liberdade, Armas, Bolsonaro e Trump (em inglês, as mesmas siglas).

Seria normal se fosse de um cidadão comum qualquer, sem respeito às diversas causas sociais. Mas sendo quem é, deveria ter o bom senso de evitar essa ironia gratuita.

A pergunta é: pra quê? Ao invés de tumultuar, silencie-se… Parece que “riscar fósforo em palheiro” é prática corriqueira à essas pessoas…

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– O Protocolo FIFA foi acionado duas vezes em Bulgária 0x6 Inglaterra. Mas a resposta…

Em Sofia, capital da Bulgária, uma noite para envergonhar a humanidade. Durante o jogo válido pelas Eliminatórias da Eurocopa, torcedores búlgaros entoaram cantos racistas e nazistas aos jogadores negros ingleses, fazendo com que o Protocolo FIFA contra a discriminação (que engloba qualquer tipo de situação, incluindo homofobia, sexismo ou religião) fosse adotado por duas vezes.

Ao anúncio que no terceiro passo do Protocolo a partida seria encerrada, houve uma grande vaia na arquibancada ao invés de conscientização. Uma tristeza à espécie humana, dita “racional”…

Dentro de campo, a resposta foi boa: Bulgária 0x6 Inglaterra. Uma vitória não de uma equipe, mas a derrota dos preconceituosos.

Sobre o Protocolo FIFA citado, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/07/26/os-3-passos-para-o-protocolo-fifa-contra-a-discriminacao-no-futebol/

A capa do jornal britânico foi perfeita. Abaixo:

– O Racismo no Futebol ainda impera na Itália!

Às vezes, é melhor ficar calado do que falar uma bobagem. Na Itália, onde os casos de racismo no futebol são frequentes, o presidente da Lazio (que por muitos é uma equipe mal vista por ter sido o time de Mussolini), declarou que imitar um macaco nem sempre é racismo e é normal isso acontecer com quem não tem a pele normal (que seria branca).

Pela lógica, a coloração negra da pele é algo “anormal”?

É complicado ver que esse câncer da humanidade – o racismo – está aculturado em nossa sociedade de maneira a cegar as pessoas. Lembrando ainda que, em casos de racismo na arquibancada, existe o Protocolo FIFA a ser aplicado pela arbitragem.

Para conhecer os procedimentos do protocolo, clique aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/07/26/os-3-passos-para-o-protocolo-fifa-contra-a-discriminacao-no-futebol/

A matéria do racismo abaixo, extraído de: https://www.espn.com.br/futebol/artigo/_/id/6145875/presidente-da-lazio-diz-que-imitacao-de-macaco-nem-sempre-e-racismo-e-cita-pele-normal-como-branca

PRESIDENTE DA LAZIO DIZ QUE “IMITAÇÃO DE MACACO NEM SEMPRE É RACISTA” E CITA “PELE NORMAL” COMO BRANCA.

O presidente da Lazio, Claudio Lotito, deu uma declaração polêmica, de acordo com a agência de notícias ANSA.

Segundo Lotito falou à ANSA, os gritos de “macaco” no estádio não são sempre racistas.

“Os gritos nem sempre correspondem a atos racistas ou discriminatórios. Eu lembro quando era pequeno, as pessoas que não eram de cor, que tinham pele normal, branca, frequentemente usavam esse grito para atrapalhar o atacante adversário na frente do goleiro” (…)

“Nós temos que tratar isso individualmente. Nós temos muitos jogadores negros. Eu não acho que a Lazio faz distinção da cor da pele. A conduta da Lazio nesse aspecto está aí para todos verem”, completou.

Recentemente no Campeonato Italiano, o atacante belga da Inter de Milão Lukaku foi chamado de macaco pela torcida do Cagliari.

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Lukaku, uma das vítimas de racismo na foto acima.

– A era da contraditória esquizofrenia social

Recebi esse texto, cujo autor (Almir Favarin) por ignorância eu não conheço, mas que é sensacional ao explicar com perfeição esses tempos de intolerância a certas coisas e, contraditoriamente, tolerância irrestrita a outras.

Compartilho:

ESQUIZOFRENIA SOCIAL

Por Almir Favarin, Teólogo e Psicanalista

Vivemos numa época onde querem que os padres se casem e que os casados se divorciem.

Querem que os héteros tenham relacionamentos líquidos sem compromisso, mas que os gays se casem na Igreja.

Que as mulheres tenham corpos masculinizados e se vistam como homens e assumam papéis masculinos. Querem  que os homens se tornem “frágeis” e delicados e com trejeitos, como se fossem mulheres. Uma criança com apenas cinco ou  seis anos de vida já tem o direito de decidir se será homem ou mulher pelo resto da vida, mas um menor de dezoito anos, não pode responder pelos seus crimes.

Não há vagas para os doentes nos hospitais, mas há o incentivo e o patrocínio do SUS para quem quer fazer mudança de sexo.

Há acompanhamento psicológico gratuito para quem deseja deixar a heterossexualidade e viver a homossexualidade, mas não existe nenhum apoio deste mesmo SUS para quem deseja sair da homossexualidade e viver a sua heterossexualidade e se o tentarem fazer, é crime.

Ser à favor da família e religião é ditadura, mas urinar em cima dos crucifixos é liberdade de expressão.

Se isso não for o Fim dos Tempos, deve ser o ensaio…

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– O Protocolo FIFA contra a discriminação foi usado pela 1a vez no Brasil. Mas a Conmebol não queria…

Muito se repercute a paralisação da partida entre Vasco da Gama 2×0 São Paulo por conta de gritos homofóbicos.

Três coisas importantes sobre isso: 

1- O árbitro Anderson Daronco não parou o jogo por ordem da CBF, mas sim por determinação do Protocolo FIFA de 3 etapas, visando o combate a qualquer tipo de discriminação (sexista, racista, política, entre outras tantas coisas).

Sobre o Protocolo FIFA, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/07/26/os-3-passos-para-o-protocolo-fifa-contra-a-discriminacao-no-futebol/

2- Independente do Protocolo FIFA (que na etapa 3 das 3 existentes determina automaticamente que o jogo seja encerrado e o time cuja torcida praticar a discriminação tenha oficializada a derrota na partida), o TJD determinou que aqui no Brasil punirá conforme a intensidade da discriminação os clubes (independente do protocolo), podendo até sugerir que se percam os pontos do jogo apenas com os gritos, sem outras manifestações. Há de se aguardar!

3- A Conmebol quis que a FIFA não colocasse esse protocolo em vigor no dia 15/07/2019, justificando que em nosso continente existiam práticas culturais enraizadas e que não deveriam ser punidas. É mole?

É esperar se existirá uma punição para o Vasco por parte da CBF. Pela FIFA, não haverá!

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– Por homofobia, pela 1a vez partida é interrompida na França pelo Protocolo FIFA.

Lembram quando postamos sobre o Protocolo FIFA que deveria ser executado em caso de discriminação (das diversas naturezas) quando ocorresse?

(Para recordar, clique aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/07/26/os-3-passos-para-o-protocolo-fifa-contra-a-discriminacao/)

Pois bem: ocorreu o 1o caso, e foi na França.

Extraído de: https://jamilchade.blogosfera.uol.com.br/2019/08/17/na-franca-arbitro-interrompe-jogo-diante-de-cantos-homofobicos/

NA FRANÇA, ÁRBITRO INTERROMPE JOGO DIANTE DE CANTOS HOMOFÓBICOS

Por Jamil Chade

O jogo da segunda divisão do campeonato francês, entre os modestos Nancy e Le Mans, entrou na sexta-feira para a história do futebol do atual campeão do mundo. Trata-se da primeira vez que, por conta de um comportamento homofóbico por parte da torcida, um árbitro decide suspender o jogo, ainda que por apenas alguns minuto. Os torcedores do Nancy devem ser punidos e o clube pagará uma multa. Mas foi o gesto do árbitro Mehdi Mokhtari que se transformou numa referência e abriu um amplo debate. A ministra dos Esportes, Roxana Maracineanu, foi a primeira a comemorar a decisão, tomada depois de uma pressão de governos para que a Uefa modificasse suas leis para permitir que uma partida pudesse ser alvo de uma interrupção, em caso de incitação ao ódio ou homofobia.

Em abril, o jogo entre Dijon e Amiens já havia sido suspenso por alguns minutos, desta vez por conta de ataques racistas. A decisão, naquele momento, foi dos jogadores. Agora, aos 27 minutos, foi a vez do árbitro assumir a decisão.

Jean-Michel Roussier, o presidente do Nancy, admitiu que a regra deve ser aplicada e afirmou ter ido encontrar, ainda durante a partida, com os representantes das torcida organizadas para alertar sobre a situação. Na França, a lei permite que um clube proíba a entrada de um torcedor que tenha sido identificado como autor de uma provocação homofóbica, racista ou que promova o ódio e violência.

Se na França a nova lei começa a ser aplicada, na Fifa o assunto já foi alvo de um acalorado debate. Com as seleções sul-americanas acumulando multas milionárias aplicadas pela Fifa, em diversos jogos das Eliminatórias, a Conmebol tentou explicar à entidade máxima do futebol que os cantos homofóbicos eram “culturais”. A Fifa se recusou a aceitar a explicação e continuou a multar as federações.

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– Os 3 passos para o protocolo FIFA contra a Discriminação no Futebol!

Desde 15 de julho, a FIFA ampliou como norma mundial um procedimento em 3 etapas que adotou como “Protocolo contra a Discriminação”. Entenda isso com os exemplos de: Imitar Macaco / Jogar Banana (Racismo), Gritar “Bicha” / “Puto” no Tiro de Meta (Homofobia), Fazer gestos sexistas (ironizar uma atleta / oficial de arbitragem por ser mulher), cantar música que possa fazer alusão a jingles políticos ou gestos (cantos neonazistas) e ou manifestação religiosa preconceituosa (atos anti-semitas).

Se isso acontecer, 3 passos a serem providenciados pela arbitragem:

  1. Interromper o jogo, com o sistema de som e imagens do estádio advertindo a conduta. Se possível, identificar quem iniciou. Reiniciar em seguida.
  2. Interromper o jogo novamente por minutos, com a permissão de que se crie um intervalo e os atletas possam deixar o campo, ir aos vestiários e voltarem com tudo controlado / mais calmo. Somente aí o jogo é reiniciado.
  3. Interromper o jogo, anunciar o motivo que será comunicado pelo árbitro às pessoas responsáveis pela informação aos torcedores e encerrar definidamente a partida.

Claro que tudo isso depende de qual ato e como tem sido feito. Mas é uma forma de advertir em 3 momentos uma torcida que não se comporta bem para o clube não perder os pontos do jogo por conta da conduta discriminatória dos seus aficcionados. 

Reforçando: isso já valia para jogos FIFA desde 2017, mas desde o dia 15 passou a valer mundialmente em qualquer tipo de jogo, de Copa do Mundo até a 4a divisão regional.

Na imagem abaixo, o quadro que relata os 61 casos de discriminação oficialmente contabilizados no futebol brasileiro em 2017:

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– A Pequena Sereia, da Disney, será negra. Virão os críticos ou não?

A Disney escolheu Halle Bailey, uma talentosa e jovem atriz para ser a Ariel, a princesinha dos mares das histórias de “A Pequena Sereia“, a fim de fazer seu filme live action.

O detalhe que levará às polêmicas: ao invés de “branquela ruivinha” como a personagem é, a sereia será negra!

Por mim, entendo perfeitamente a questão da diversidade e oportunidade a todos. Mas fatalmente questionarão: por quê não ser fiel às caraterísticas da sereia do desenho?

Abaixo, extraído de: https://www.omelete.com.br/filmes/conheca-halle-bailey-a-nova-pequena-sereia-da-disney

CONHEÇA HALLE BAILEY, A NOVA PEQUENA SEREIA DA DISNEY

Atriz é mais conhecida por seu trabalho musical em Chloe X Halle

Ontem a Disney anunciou a atriz escolhida para viver Ariel no live-action de A Pequena Sereia, Halle Bailey. A cantora e atriz nascida em 2000 em Atlanta, Geórgia, apesar de desconhecida por muitos, não é uma estranha ao mundo das telas, mas é mais associada ao mundo da música por fazer parte da aclamada dupla de R&B, Chloe X Halle.

Halle e sua irmã tem uma carreira mais que consolidada na música, e foram descobertas por vídeos no YouTube por ninguém menos que Beyoncé, que se impressionou com o cover de “Pretty Hurts” feito pelas duas. Em 2013, elas foram contatadas pela Parkwood Entertainment, gravadora fundada pela cantora, e se tornaram as primeiras artistas a assinarem contrato com a empresa. Em uma de suas primeiras grandes aparições, Chloe e Halle podem ser vistas no álbum visual de Beyoncé, Lemonade.

O papel de Halle em A Pequena Sereia será a sua estreia em uma grande produção cinema, mas a atriz tem um papel recorrente em Grown-ish ao lado da irmã. Na produção, as duas interpretam irmãs gêmeas, apesar de na vida real Halle ter dois anos a menos que a irmã. Atualmente com 19 anos, Halle também já apareceu em As Férias da Minha Vida, além das séries Austin & Ally e House of Payne. Confira uma cena de Halle Bailey ao lado da irmã em Grown-ish:

O diretor do novo live-action da Disney, Rob Marshall, deixou bem claro o motivo por trás da escolha do nome para viver Ariel [via Variety]: “Depois de uma longa busca, ficou abundantemente claro que Halle tem aquela rara combinação de espírito, coração, juventude, inocência e substância – além de uma voz gloriosa – todas qualidades intrínsecas necessárias para atuar neste papel icônico”, ele disse em declaração oficial. Julgando por seu papel em Grown-ish e sua já aclamada carreira, é bem provável que ele esteja certo.

Mesmo assim, desde o anúncio, a atriz já sofreu as reações negativas que criticam sua etnia, diferente da princesa original da Disney, mas Chloe X Halle estão acostumadas a se provar para o mundo. Em março de 2018, pouco depois do lançamento de seu primeiro álbum, Halle foi questionada pela Vulture sobre a vontade do grupo de controlar sua narrativa, ao invés de deixar a direção artística nas mãos de agentes e empresários. Sua resposta definitivamente vale para o momento atual: “Sempre existiu uma subestimação, e sempre haverá, porque parecemos estas meninas pequenas, jovens (…) Para nós, é divertido nos colocar a prova. Quando a gente chuta a porta e ela abre, é engraçado ver a reação das pessoas. Elas entendem que nós conseguimos fazer as coisas”.

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– Índia: e o absurdo Machismo

Esse texto, abaixo, tem 9 anos. Mas não tem como não se impressionar…

Sobre as mulheres na Índia, compartilho:

MACHISMO INDIANO

Muito me assustou uma matéria publicada pela Revista Superinteressante deste mês de Junho/2009. Nela, há uma reportagem a respeito das Castas Indianas (tema que ficou na moda devido a novela da Globo). Mas o que impressiona são os números e hábitos das mulheres locais!

Na Índia, é um fardo para as famílias criar uma menina. Muitos abortos são cometidos, pois ter uma filha é um custo alto: a maioria das mulheres não trabalha, e ao crescer, ela é entregue a um novo e o pai dela deve dar presentes à família do noivo, o que inclui desde pedras preciosas até veículos!

Naquele país, apenas 48% das mulheres são alfabetizadas (e entenda alfabetizada na Índia o fato de apenas escrever o próprio nome.

Lá, abortar uma menina não é um pecado, mas uma “providência” (que absurdo!). Tanto que o governo proibiu que os médicos divulguem o sexo do bebê nas ultrassonografias, a fim de evitar o aborto. Muitos aceitam sacrificar sua filha, para que o primeiro filho seja homem e o pai possa “reencarnar” nele.

Devido a isso, hoje há 9 homens para cada mulher. Casar tem sido difícil, o que faz com que exista  o comércio cada vez maior de “compra de esposas”. Nas vilas pobres, troca-se mulher por búfalos. Amor no casamento? Lá não é assim… Amor se constrói aos poucos, depois de casado.

Quando a mulher fica viúva, ou o seu cunhado a toma por esposa, ou ela faz voto perpétuo de castidade. Ou seja, casamento de mulheres viúvas, não existe!

Em caso de divórcio, a mulher só tem direito as jóias que ganhou. Nada do marido deve pertencer a ela. E, como é perceptível até na novela, a esposa é proibida de citar o nome do esposo. Apenas deve chamá-lo de “Marido”. Em alguns vilarejos, ela só pode fazer as refeições depois do marido, pois é sinal de submissão a ele.

Modos e hábitos diferentes dos nossos. O que mais impressiona é que, para eles, nós somos os diferentes…

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– A Polêmica Campanha do Governo sobre a Felicidade das Prostitutas

Foi em 2013, mas… faria sentido hoje?

Compartilho:

PROSTITUTAS FELIZES

Está dando o que falar: o Governo Federal, através do Ministério da Saúde, lançou uma campanha para dignificar a figura das profissionais do sexo e ao mesmo tempo protegê-las, incentivando a prática de maneira saudável e consciente.

A idéia é elevar a auto-estima e valorizar a figura da mulher, numa campanha com garotas de programadas mais jovens às mais velhas – posando com os dizeres “Eu sou feliz por ser prostituta“.

Eu acho uma tremenda inversão de propósito: ao invés de lutar para a verdadeira dignidade das mulheres, longe da venda do corpo, ocorre o contrário!

Que conjunto de valores estamos passando? E você, o que pensa sobre isso?

Veja alguns cartazes:

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– A capa da France Football com Messi e Cristiano Ronaldo é heterofóbica?

Claro que o assunto que compara Cristiano Ronaldo e Lionel Messi é polêmico (quem é o mais decisivo do momento / quem está em melhor fase / quem joga mais em seu clube / outras tantas formas comparativas), mas precisa de tal capa?

A Revista France Football, para discutir esse assunto, usou como inspiração a arte do italiano Tvboy, que retratou o beijo emblemático dado em 1979 por Leonidas Brezhnev e Erich Honecker, os líderes da União Soviética e da Alemanha Oriental, a fim de mostrar união entre suas nações.

Sinceramente: que mau gosto! Se algo que ofende os homossexuais é homofobia, tal capa seria, pela lógica, heterofobia?

É questão de gosto. Eu não gostei. A questão era só a dúvida e discussão de: quem é / está melhor?

Extraído de: https://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/voce-e-messi-ou-cristiano-ronaldo-capa-da-france-football-estampa-beijo-na-boca-entre-craques.ghtml

Capa da France Football com beijo na boca entre Messi e Cristiano Ronaldo — Foto: Reprodução

– Márcio Chagas da Silva: mais um entre tantos, infelizmente!

Corajoso! Palmas para Márcio Chagas, o ex-árbitro gaúcho que contou sobre as ofensas racistas que sofreu e que sofre, em entrevista ao UOL.

Felizmente, há alguém para testemunhar e alertar a sociedade. Infelizmente, Márcio é somente mais uma das inúmeras vítimas de racismo.

Somente existe uma raça: a raça humana. E a cor da pele? Nada importa.

Força Márcio!

Extraído de: https://esporte.uol.com.br/reportagens-especiais/marcio-chagas-denuncia-racismo?fbclid=IwAR3xEU-SMcly7TMi8OFCp_FdnMK4andKN3XakXes6T4fg1Bg-dW4LzloO24#matar-negro-e-adubar-a-terra

MATAR NEGRO É ADUBAR A TERRA

Comentarista de arbitragem da Globo denuncia agressões racistas que ouviu no campo e na cabine

Por Tiago Coelho

Um dia meu filho de cinco anos me perguntou por que os pretos dormem na rua e são pobres. Expliquei que é um resquício da escravatura, que estamos tentando mudar isso, mas que é difícil. Não sei se ele entendeu. Às vezes nem eu entendo. Sendo negro em um estado racista como o Rio Grande do Sul, eu me acostumei a ser o único da minha cor nos lugares que frequento.

Fui o único negro na escola, o único namorado negro a frequentar a casa de meninas brancas e, como árbitro, o único negro apitando jogos no Campeonato Gaúcho. Hoje sou o único negro comentando esses jogos na TV local. Durante muito tempo, me calei ao ouvir alguma frase racista. Engolia, como se não fosse comigo. Mas era comigo. A verdade é que estou puto com os racistas. Todo fim de semana escuto gente me chamando de preto filho da puta, macaco, favelado. “Matar negro não é crime, é adubar a terra”, eles dizem. Estou de saco cheio dessa história.

A galera saiu do armário total, não tem vergonha nenhuma. As manifestações racistas estão vindo cada vez mais ferozes e explícitas. O fato de eu estar na TV agride muito mais as pessoas do que quando eu apitava. O racista não aceita que você ocupe um espaço que você não deveria ocupar.

Dá vontade de sair na mão com esses caras, mas sei que se eu fizer isso vou perder a razão.

Em um Avenida x Internacional, em Santa Cruz do Sul, o juiz marcou um pênalti que não aconteceu e eu comentei no ar que o pênalti não aconteceu. Um torcedor foi no meu Instagram e escreveu: “Não gosta de ser chamado de preto, mas tá fazendo o quê aí?” O que tem a ver a minha cor com o meu comentário? Outro cara me chamou de “crioulo burro” e um terceiro disse que, se pudesse, me enfiaria uma banana no rabo. Os caras escrevem isso em público, com nome e sobrenome. Já acionei o Ministério Público.

Caxias do Sul, para mim, é uma das cidades mais terríveis para trabalhar. Há algumas semanas, fui transmitir um jogo no estádio Alfredo Jaconi e passei uma tarde inteira ouvindo xingamentos. Tive que ouvir que era um preto ladrão, que estaria morrendo de fome se a RBS, a Globo local, não tivesse me contratado, que eles tinham trazido banana pra mim. A cada cagada que o árbitro fazia em campo, eles se voltavam contra mim na cabine e xingavam. Eu virei um para-raios pro ódio deles.

Um dia, em um Juventude x Internacional, a arbitragem estava tendo uma péssima atuação. Houve um pênalti não marcado para o Juventude, e uns torcedores que ficavam perto da cabine se viraram para mim dizendo coisas como: “E aí, preto safado, vai falar o quê agora?” Eu já tinha dito no ar que o juiz tinha errado ao não marcar o pênalti. O clima já estava pesado desde o começo, e eu me segurava para não descer lá e ir pro soco com os caras, mas é tudo que eles querem, não é?

Uma mulher com uma criança de colo se virou para mim e começou a xingar: “Negro de merda, macaco, fala alguma coisa”. Ela veio em minha direção, achei que ia me dar uma bofetada ou cuspir na minha cara, que é uma coisa que eles costumam fazer na serra gaúcha.

“O que eu fiz para você”, perguntei quando ela se aproximou.

“Você não está vendo que ele está roubando, que não marcou o pênalti?”, perguntou de volta, apontando ao árbitro em campo.

“Moça, tudo que você está falando eu disse na transmissão. Por que você está dizendo essas coisas para MIM?”

“É que você colocou ele lá”, ela respondeu. E eu tive que explicar que quem escala os árbitros é a Federação Gaúcha e que eu não tenho nenhuma influência sobre ela.

No intervalo, um rapaz que estava com a namorada virou e disse: “Aprendeu direitinho como roubar o Juventude, né, preto de merda? Se não fosse a RBS, estaria na Restinga roubando ou morrendo de fome.” Os racistas costumam usar o bairro periférico e violento da Restinga, em Porto Alegre, para me atacar. Quando essas coisas acontecem, os colegas brancos dizem para eu deixar pra lá, que eu sou maior que isso, que estamos juntos, que bola pra frente. Juntos no quê? Deixar pra lá como? Quem sente a raiva e o constrangimento sou eu. Como “estamos juntos”?

Depois de muito tempo ouvindo esse tipo de coisa, eu desenvolvi uma forma de defesa, que também é uma forma de ataque. No final do jogo, quando um cara disse que tinha trazido uma banana (“porque eu sei que tu gosta”), eu falei que gostava mesmo. “Já brinquei muito de banana com tua mãe.” Os amigos dele riram, e o cara saiu com o rabo no meio das pernas.

Tem um motivo de eles sempre se referirem a bananas quando querem me agredir.

No dia 5 de março de 2014, o Esportivo jogou contra o Veranópolis, em Bento Gonçalves, uma cidade perto de Caxias, também na serra gaúcha. Essa é a região mais racista do estado. Logo que saí do vestiário já fui chamado de macaco, negro de merda, volta pra África, ladrão. Falei pros meus colegas:

“Se nem começou o jogo os caras já estão assim, imagina no final.”

Acabou a partida. Jogando em casa, o Esportivo venceu por 3 a 2, e não teve nada anormal no jogo: nenhuma expulsão, nenhum pênalti polêmico, lance de impedimento controverso, nada. Mesmo assim os torcedores se postaram na saída do vestiário para me xingar.

A uma distância de uns dez metros, questionei um senhor que estava com o filho:

“É isso que você está ensinando pro seu filho?”

“Vai se foder, macaco de merda.”

“Uma ótima semana pro senhor também”, respondi e desci ao vestiário. A polícia não fez menção de interpelar os torcedores, mas registrei os xingamentos na súmula.

Tomei meu banho, esperei meus colegas e saí do vestiário pra pegar meu carro, que estava em um estacionamento de acesso restrito à arbitragem e funcionários dos clubes. Encontrei as portas do carro amassadas e algumas cascas de banana em cima.

Ao dar partida no carro, ele engasgou duas vezes. Na terceira tentativa, caíram duas bananas do cano de escapamento. Alguém colocou duas bananas no cano do escapamento. Meu colega Marcelo Barison ficou horrorizado.

Caminhei revoltado para o vestiário. O atacante do Esportivo Adriano Chuva, negro, me pegou pela mão e me levou um pouco mais afastado. Ele disse que ali aquilo era normal. “Você tem que ver o que eles fazem com a gente no centro da cidade.” Ele dizia que os negros do time preferiam jogar fora de casa para não ser chamados de macaco em seu próprio estádio.

Ao chegar em Porto Alegre, refleti sobre o que deveria fazer. Encaminhei um texto para uns jornalistas que eu conhecia, e o caso veio a público. Francisco Novelletto, o presidente da Federação Gaúcha, me ligou, dizendo que eu deveria tê-lo procurado antes de falar com a imprensa, porque a denúncia estava prejudicando a imagem do campeonato. Ele disse que poderia pagar para consertar meu carro.

“Não quero seu dinheiro, quero respeito”, eu lembro de ter dito. Novelletto também sugeriu que se eu continuasse com a denúncia, isso poderia prejudicar a minha carreira. Eles fazem essa chantagem emocional. Eu continuei com a denúncia.

No Superior Tribunal de Justiça Desportiva, o Esportivo perdeu três pontos por causa desse jogo e acabou rebaixado naquele campeonato. Até hoje, quando querem me atacar, os racistas dizem que fui eu quem rebaixei o clube. Mas eu não rebaixei ninguém. O que eu fiz foi denunciar o ataque absurdo que sofri. O clube nunca entregou a pessoa que colocou as bananas no meu carro.

Tiago Coelho/UOL

Ao longo do processo, me senti desamparado e desvalorizado pela federação. Eu tinha 37 anos e era aspirante à Fifa, imaginava que ainda podia ter uma carreira internacional. Mas, por causa desse episódio, fiquei tão de saco cheio que resolvi largar o apito. Apitei a final do campeonato e parei. Até hoje não posso pisar na federação. A federação nunca mais teve um árbitro negro.

Na esfera cível, processei o Esportivo por danos morais. Durante o julgamento, o advogado deles debochou do racismo que sofri no estádio. “Chamar negro de macaco não é ofensivo”, ele disse. “Ofensivo é amassar o carro porque, como diz a propaganda do posto Ipiranga, todo brasileiro é apaixonado por carro.” Essa frase me fez decidir abandonar o futebol. Em janeiro deste ano, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul condenou o clube a me pagar R$ 15 mil. Até hoje não pagaram.

Eu refleti muito antes de vir aqui contar tudo isso. No futebol, existe uma tendência ao silenciamento quando o assunto é racismo. Muito jogador negro que passa por isso prefere ignorar os ataques temendo ter problemas na carreira se abrir a boca. Outro dia um jogador saiu de campo na Bolívia. Todos deviam fazer o mesmo, principalmente os medalhões.

Eu posso até me prejudicar no trabalho, mas resolvi comprar a briga porque nos fóruns que reúnem negros, costumamos dizer que os racistas podem nos fazer duas coisas: ou eles nos matam ou eles nos adoecem.

Eu me recuso a morrer ou adoecer. Prefiro lutar. Quando esses ataques acontecem, minha mulher, que é negra, me dá a força que ela consegue. Ela sabe muito bem o que é isso. Meus filhos ainda não sabem. Eu fortaleci a consciência da minha negritude principalmente pelo rap, ouvindo aquela música, analisando aquela letra e me identificando com aquela situação retratada.

Os racistas não sabem, mas eles só fortaleceram minha consciência racial. Eu falo pro meu menino que ele é lindo. Enalteço o nariz e o cabelo “black power” dele, digo para ele sempre valorizar a negritude que ele tem. Minha filha tem dois anos e vou procurar fazê-la ter orgulho de si mesma, assim como eu tenho da nossa raça.

Minha briga é por mim, mas também por eles. Os racistas não vão nos matar.

Procurado pela reportagem para comentar a declaração de Márcio Chagas da Silva, o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Novelletto, afirmou que as críticas do ex-árbitro são injustas e que não deixou de apoiá-lo no episódio de racismo em 2014.

“O Márcio está faltando com a verdade”, afirmou Novelletto. “Quando soube do fato, liguei para ele em um gesto de grandeza para saber o que tinha acontecido. Ele me narrou uma versão ‘super light’ dos fatos e tirou toda a culpa do Esportivo. No dia seguinte, para minha surpresa, apareceu dando entrevista chorando na TV e se dizendo indignado. Achei isso estranho.”

Segundo Novelletto, a federação lançou uma nota de repúdio contra o comportamento do Esportivo e iniciou uma campanha no seu site de combate ao racismo. De acordo com o cartola, as ofensas que Márcio Chagas sofre são consequência da briga que ele comprou contra o Esportivo. “Eu se fosse patrão dele, não mandava ele para trabalhar nessas cidades, você sabe como torcedor é.”

Para o cartola, não é papel da federação defender o árbitro porque “ele é um prestador de serviço”. “E os donos da federação são os clubes”, disse ele.

Esportivo diz que assunto ficou no passado

Presidente do Esportivo desde 2017, Anderson Vanela afirmou que o clube não faria maiores comentários sobre o episódio das bananas em 2014 porque “o assunto ficou no passado.”

“O clube acata a decisão judicial, mas não concorda. A cidade se machucou muito, a comunidade inteira sentiu. Bento Gonçalves é uma cidade turística, que acolhe a todos e não tem em seu histórico qualquer tipo de ato racial”, afirmou Vanela.

O Esportivo já fez o depósito dos R$ 15 mil a título de reparação a Márcio Chagas. “Aqui no clube ninguém mais fala do assunto.”

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– O Racismo do conselheiro do Santos FC: #ExpulsaORacista

Que nojo! Racismo não cabe mais, pois somos somente uma raça: a humana!

Viram a declaração racista e totalmente condenável do conselheiro do Santos FC, Adilson Durante Filho

O áudio está disponível em: https://globoesporte.globo.com/sp/santos-e-regiao/futebol/times/santos/noticia/conselheiro-do-santos-faz-declaracoes-racistas-clube-repudia-e-torcida-pede-expulsao.ghtml

Pois bem: o que eu penso sobre isso foi de encontro com a coluna abaixo de Juliano Costa (no GloboEsporte.com), que compartilho, 

Extraído de: https://globoesporte.globo.com/sp/santos-e-regiao/futebol/times/santos/noticia/opiniao-santos-pode-fazer-historia-na-luta-contra-o-racismo.ghtml

SANTOS PODE FAZER HISTÓRIA NA LUTA CONTRA O RACISMO

Declaração racista de conselheiro expõe o clube, que não pode se omitir diante da gravidade do caso

A hashtag “ExpulsaORacista” foi uma das mais comentadas no Twitter no mundo todo nesta quinta-feira, mas a mobilização dos internautas – santistas ou não – foi insuficiente para fazer com que ao menos 20 membros do Conselho Deliberativo do Santos protocolassem um pedido de expulsão de Adilson Durante Filho.

Até agora, nada foi feito pelo clube além de uma nota de repúdio, que, apesar de bem escrita, é muito pequena diante da gravidade das declarações desse homem de meia-idade, filiado a um partido político e funcionário da Prefeitura de Santos, uma das cidades mais ricas e tradicionais do estado de São Paulo.

É dever de todos nós – jornalistas, torcedores, gente que se importa com gente, autoproclamadas “cidadão de bem” ou não – combater o racismo.

Manter Adilson Durante Filho no seu Conselho Deliberativo é uma vergonha indescritível para a história do Santos. Não há como passar pano. Ele mesmo já admitiu que gravou o áudio.

Ora, então o que os nobres conselheiros estão esperando? Não importa se é feriado.

O Santos precisa dar uma resposta não só aos seus torcedores, mas à sociedade como um todo. E precisa fazer isso rápido.

Trata-se de uma oportunidade de fazer história – assim como o Vasco fez nos anos 20, ao bancar a escalação de jogadores negros, e como o Bahia tem feito hoje, dia após dia, na luta pelas minorias.

O Santos se tornou conhecido no mundo todo (e ainda é o clube brasileiro mais famoso) com um time nos anos 60 que contava com quatro negros em seu ataque titular, incluindo o maior de todos, o Rei. O Santos continuou sendo reconhecido por revelar meninos como Robinho, Neymar, Rodrygo. Mais incrível: o Santos parou uma guerra na África, porque combatentes de duas etnias rivais queriam ver o time de Pelé jogar.

Pegando essa deixa, escrevo agora particularmente para o presidente José Carlos Peres e os membros do Conselho Deliberativo do Santos: sabem aquela foto do menino pobre na África, com uma camisa do Santos, brincando com uma bola improvisada? Aqui na Globo SP imprimimos essa foto há um tempo e a colocamos na nossa sala de reuniões – é a única coisa destoando em uma parede pintada de “branco corporativo”. Ela nos inspira. Gostamos da ideia de pensar que trabalhamos para atender gente como aquele menino sorridente – e não como Adilson Durante Filho.

Aquele menino mora em Moçambique, uma ex-colônia portuguesa, como o Brasil. Ele se chama João. É o mesmo nome do meu filho de três anos. Há um oceano separando os dois. Mas ambos torcem pelo mesmo time, o Santos Futebol Clube.

O João de Moçambique é negro. O meu João é branco. É a união dessas duas cores que faz o Santos ser o “Glorioso Alvinegro Praiano”, um “orgulho que nem todos podem ter”.

Então, senhor presidente, senhores do Conselho, é hora de vocês fazerem história, é hora de vocês mostrarem que “não é só futebol”, é hora de mostrar que o Santos está acima de qualquer questão política. É uma questão de princípios. É a oportunidade perfeita para mostrar que esse tipo de atitude não é mais aceitável, tolerável. Para que o meu João, o João de Moçambique e tantos outros Joões cresçam num mundo sem racismo.

*Juliano Costa, 38, é editor-executivo do GloboEsporte.com

Santos multicampeão dos anos 60: Pelé era um dos quatro negros do ataque titular — Foto: Divulgação / Conmebol

Santos multicampeão dos anos 60: Pelé era um dos quatro negros do ataque titular — Foto: Divulgação / Conmebol

– A Treinadora de Futebol Transexual e Católica da Itália faz sucesso!

Anos atrás publicamos neste blog a história de Marina Rinaldi, a 1a treinadora transexual de futebol da Itália e que era abençoada pelo pároco Michele Alfano, da Diocese de Salerno, pelo seu engajamento em ações de solidariedade envolvendo esporte e catolicismo.

Marina se notabilizou em projetos sociais envolvendo o futebol na Igreja Católica italiana, criando inclusive uma equipe de cálcio: o “São Miguel Rufoli Futebol Clube” (numa tradução bem abrasileirada), que chegou a disputar a 4a divisão profissional.

Pois bem: de ONG Católica ao futebol competitivo, Marina “subiu de divisão”: será a treinadora do Ogliarese, da 3a divisão!

Acima de qualquer questão de gênero, valores religiosos ou preconceitos, está o respeito à figura humana e ao talento.

Relembre o texto em: https://wp.me/p4RTuC-cmz

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– Ao menos, um intolerante mal educado resolveu reconhecer o erro?

Eu não sabia desse feliz desfecho: dias atrás, Gabriela Moreira, da Sportv, foi ofendida covardemente por mais um daqueles desrespeitosos cidadãos que pensam “tudo poder nas Redes Sociais”. Um fanático torcedor de futebol escreveu coisas impublicáveis quanto à sua honra.

Diante da enorme repercussão na mídia, houve uma humilde e correta demonstração de arrependimento do mesmo, pedindo desculpas pela sua estupidez.

Vale a pena ler toda a história, no link em: https://uolesportevetv.blogosfera.uol.com.br/2019/03/23/gremista-chama-reporter-da-globo-de-vadia-e-se-arrepende-apos-reacao/

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– O racismo praticado contra Serginho na Bolívia em Blooming 2×0 Jorge Wilstermann

Ainda é admissível que idiotas cantem gritos ofensivos nas arquibancadas?

Sempre ouvi falar (e nunca concordei) que o estádio de futebol é um lugar onde se pode xingar à vontade, extrapolar e extravasar. Não concordo. Você pode vaiar e aplaudir, mas nunca ser selvagem.

Atitudes como gritos homofóbicos, racismo, violência e outras coisas que contestam a inteligência humana já deixaram de ser aceitáveis, e mostram como nossa cidadania ainda é questionável. E digo isso pelo fato lamentável ocorrido na Bolívia, na partida entre Blooming 2×0 Jorge Wilstermann, do último domingo, onde o brasileiro Serginho abandonou o campo após insultos incessantes dos torcedores por ser negro.

O árbitro corretamente parou a partida para que os torcedores encerrassem os gritos racistas (conforme manda atualmente a Regra do Jogo), mas mesmo assim o atleta preferiu se retirar.

Até quando veremos tristes situações assim? Até quando as punições serão “de mentirinha”? Até quando o ser humano vai ficar esperando ser “gente de verdade”?

Muito triste.

Extraído de: https://www.gazetaesportiva.com/futebol/brasileiro-abandona-o-campo-apos-sofrer-insultos-racistas-na-bolivia/

Vídeo em: https://twitter.com/liberta__depre/status/1107803186461638659

BRASILEIRO ABANDONA O CAMPO APÓS SOFRER INSULTOS RACISTAS NA BOLÍVIA

Mais uma cena lamentável tomou conta do futebol no último domingo. Na partida entre Blooming e Jorge Wilstermann, válida pela 13ª rodada do Apertura do Campeonato Boliviano, o brasileiro Serginho, do time visitante, sofreu insultos racistas e abandonou a partida ainda em seus decorrer, aos 40 minutos do segundo tempo, em lance de cobrança de escanteio.

Diante de mais de 15 mil pessoas que marcaram presença na vitória do Blooming por 2 a 0, no Estádio Tahuichi Aguilera, o meio-campista brasileiro sofreu diversos atos racistas durante a partida, segundo relatos dos companheiros de equipe. Na reta final, mesmo com a vitória, os fanáticos dos donos da casa não cessaram nos insultos.

Aos 40 minutos do segundo tempo, o jogador brasileiro se dirigiu a linha de fundo para efetuar uma cobrança de escanteio. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, é possível ver o atleta abandonando o gramado e explicando a arbitragem que seguiu sofrendo com as declarações da torcida adversária. Por conta da polêmica, a partida ficou parada por cerca de quatro minutos.

Após a partida, personalidades dos dois lados se manifestaram contra as cenas presenciadas. Do lado do Jorge Wilstermann, Cristian ‘Pochi’ Chávez condenou a “vergonha” que marcou a partida, enquanto Jorge Ortiz criticou que o fato tenha acontecido durante toda a partida. “Essas coisas externas ao jogo são tristes. Não me surpreende a saída de campo do Serginho, porque estava sendo insultado desde o primeiro tempo”, disse ao jornal El Deber.

Mesmo com os três pontos conquistados, o tema foi abordado pelo Blooming, na voz do capitão, Cristian Latorre, e do treinador Erwin Sánchez. “Eu repudio o racismo, mas essas são coisas que fogem das nossas mãos, dos jogadores. Fico com pena pelo que aconteceu. É lamentável”, ressaltou o atleta, corroborado pelo comandante. “Sou sempre contra o racismo. Fiquei 20 anos fora e volto para sentir isso. Veremos o que fazer junto ao clube”, finalizou.

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– Os 5 Tricolores e suas diversas realidades.

1. Nos gloriosos anos 90, o Tricolor Paulista era respeitado como modelo de administração e de futebol bem jogado. Mas faz tempo… Hoje, virou uma bagunça. Jardine, o treinador demitido, continua no São Paulo em uma função a ser definida. Mancini, o diretor que prometeu não ser treinador, é quem treinará o clube no Paulistão, a fim de entregar no Brasileirão a equipe para Cuca, o treinador efetivamente contratado mas que ainda não treinará por estar de licença médica. Mas Jardine tem um estilo. Mancini outro. Cuca outro ainda. Dá para entender?

2. Já o Tricolor Gaúcho continua na sua Lua de Mel de time e torcida, com Renato Gaúcho fazendo o curso de treinador para a “licença A” exigida pela CBF. E com Tardelli, o Grêmio ganha ainda mais corpo e se prepara para o Brasileirão!

3. Não nos esqueçamos do Tricolor Carioca. O Fluminense, com elenco muito mais humilde do que o Flamengo e jogando no tik-tak de Fernando Diniz, ganhou do badalado Abel – que “não deu uma cara” para o Mengão ainda.

4. Por fim, destaque para o Tricolor Baiano. O Bahia está resgatando uma campanha em favor dos LGBTQ+, que começou em Maio do ano passado e retorna agora em Fevereiro no combate específico à Transfobia.

5. Ops: não poderia deixar de falar sobre o Tricolor Jundiaiense, nosso Paulista de Jundiaí. Próximo da 4a divisão estadual começar, não tem treinador contratado nem elenco no Jayme Cintra. Será que correria o risco de, apesar de confirmar a sua participação no torneio, desistir? Infelizmente sim. Uma pena.

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– O Homossexualismo no Futebol

Assunto de difícil trato, o homossexualismo no futebol é muito ironizado pela sociedade. Sabidamente, torcedores organizados ofendem com seus cânticos supostos atletas que tem opção sexual diferente.

Sem fazer apologia à prática homossexual, mas respeitando os praticantes até mesmo pelas obrigações cristãs e cidadãs, compartilho um olhar diferente sobre o assunto: navegando pela blogosfera, deparei-me com um artigo sobre o tema (antigo na redação, mas atual na situação), visto por um colunista gay, Lourenço Cavalcanti. Até mesmo por ser a opinião de quem sofre o preconceito, reproduzo abaixo.

Extraído de: http://www.revistabrasileiros.com.br/23b/2009/09/08/gays-em-campo/

GAYS EM CAMPO

Queridos, nada como iniciar uma semana já na terça feira, com nossa vaga na Copa de 2010 garantida, e a lembrança de Maradona roendo as unhas. Futebol é mágico, é capaz de levantar nosso astral. Às vezes derruba, é verdade, mas o efeito coletivo é lindo. Vamos jogar novamente amanhã, e já nem precisamos ganhar para ir para a Copa, mas quem não vai ver o jogo e torcer pelo Brasil?  Futebol é mágico, pois dentro do campo se dissolvem barreiras que fora parecem intransponíveis. Para chegar à seleção, tem que jogar muito bem, e aí não importa se é negro, mulato ou branco. Pelé é negro, assim como a maioria da seleção atual, e Kaká é bem branquinho. Aliás, Kaká vem de uma família bastante abastada, quebrando o mito de que só garoto pobre dá bom jogador. No futebol, rico e pobre são iguais, desde que joguem bem. Isso vale também entre nações, e a República dos Camarões pode muito bem derrotar os Estados Unidos no campo. Futebol é laico. Jogadores de todas as religiões jogam lado a lado, ou se enfrentam, e não é guerra  nem conflito, é esporte. Bárbaro.

Mas tem uma barreira que a magia do futebol  ainda não derrubou, e é exatamente a da diversidade sexual. Gays não têm lugar nesta linda história. Futebol é um universo muito masculino, é homem, suor e testosterona para todo lado, e isso faz com que se pense que gay não pode chegar perto, que não daríamos conta do recado, que não podemos nem nos misturar com outros homens. Mas não é bem assim. Se isso fosse regra, o exército de sua Majestade a Rainha Elisabeth II da Inglaterra não faria campanhas para recrutar mais gays, declarando que nós podemos ser excelentes militares. O exército de Israel, e aqui eu não vou entrar no mérito de suas ações, também não dá a mínima para a orientação sexual de seus soldados e oficiais. Em ambas, nessas poderosas forças armadas, os gays são respeitados como homens corajosos e competentes, a sexualidade vem depois. E por que não seria assim no futebol e no próprio exército brasileiro?

Ninguém pode dizer que não existem homossexuais no futebol. Se nós estamos em todos os cantos, também estamos lá, estejam certos. Só que lá os gays precisam ficar muito bem trancados em seus armários, pois a homofobia é regra. Pelé declarou, numa entrevista, que se iniciou sexualmente com um gay. Ele mesmo disse isso, sem fazer drama, ponto para ele. Já Kaká, excelente jogador e craque da seleção, apoia um movimento religioso homofóbico. Eu tenho saudades de ver o Pelé jogar, e admiro muito o Kaká dentro do campo, torço para que ele faça muitos gols pelo Brasil, só discordo dele fora do campo. Não vou mencionar Richarlyson, que eu nem sei se é gay, mas que é muito macho quando enfrenta a arquibancada do próprio time, inteira, gritando contra ele.

E vocês, discordam? Acham que os gays devem ficar longe do futebol? Opiniões por escrito, ali no link próprio, por favor.

Abraços do Lourenço. Coluna 23B

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– Sobre Caster Semenya, a atleta intersexual mais discutida do Atletismo.

Confesso que é difícil opinar sobre Caster Semenya, a corredora sul-africana que se tornou o centro das atenções no Atletismo Feminino.

Semenya sofre de hiperandrogenismo, tendo hormônios masculinos produzidos naturalmente pelo corpo, mesmo sendo mulher e tendo que passar por um teste de comprovação de gênero (constrangedor).

As adversárias a criticam. Ela é chamada de intersexual, que é bem diferente de hermafrodita (que tem dois sexos, como foi o caso de Edinanci Silva, a judoca brasileira).

Para mim, é mulher, e digo isso sem preconceito; mas é um dilema para o esporte… Ela não tem culpa, mas essa discussão irá longe, pois Semenya vence tudo com seu físico claramente avantajado.

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– Os Banheiros Transexuais chegam às Escolas

Nos novos tempos em que tudo deve visar o politicamente correto, algumas faculdades inovam e adotam sanitários pensando em evitar a transfobia.

Compartilho, extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/07/banheiros-unissex-ganham-espaco-em-universidades-do-pais.shtml

BANHEIROS UNISSEX GANHAM ESPAÇO EM UNIVERSIDADES DO PAÍS

Uso por alunos transexuais avança entre polêmicas e reações contrárias à medida

Por Mariana Estarque

No início deste ano, um adesivo foi colado na porta de um banheiro da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e, no mesmo dia, o lugar se tornou um campo de batalha. No aviso oficial estava escrito: “Banheiro unissex. Afinal, todo mundo usa o banheiro pelo mesmo motivo, né?”.

A mensagem era acompanhada pelos dois tradicionais bonequinhos, um de saia, outro sem. No meio deles, um sujeito novo, com metade da saia.

Por trás do tom bem-humorado do aviso, a medida do Centro de Ciências da Educação (CCE) dizia respeito a um debate sério sobre direitos básicos: o uso do banheiro por pessoas trans. Desde 2015, ao menos oito universidades federais adotaram banheiros unissex ou resoluções que permitem aos alunos usarem esses espaços segundo o gênero com o qual se identificam.

Na UFPI, já no primeiro dia, o adesivo oficial foi rasgado. Alunos que apoiavam a medida colaram cartazes por cima. Os papéis foram destruídos. Estudantes decidiram então pintar “unissex”. E assim ficou.
O diretor do CCE, Luis Carlos Sales, responsável pelo novo banheiro, diz que hoje o conflito está encerrado. “Acalmou. Não tem aviso oficial, mas todos sabem o que é.”

O professor destinou só um banheiro para uso comum, os outros permanecem iguais. “Alguns alunos trans não se sentiam à vontade nos banheiros convencionais, então atendemos a demanda deles”.

Assim como a Federal do Piauí, a Fluminense, a de Juiz de Fora, a do Sul da Bahia, a do ABC, a do Paraná, a do Rio Grande do Norte e do Tocantins adotaram medidas similares. Elas representam mais de 10% das 68 universidades federais do país. Em 2017, PUC-SP e USP fizeram o mesmo.

Segundo o Ministério da Educação, não há um levantamento oficial sobre o tema.

De acordo com a diretora de Promoção dos Direitos LGBT do Ministério dos Direitos Humanos (MDH), Marina Reidel, professora e mulher trans, a expansão dos banheiros está ligada a uma resolução de 2015.
Ela estabelece que as pessoas têm direito de usar o banheiro de acordo com a identidade de gênero, e dispõe sobre o uso do nome social em instituições de ensino. A decisão não tem força de lei, mas norteia políticas do setor.

A implementação dos banheiros e das políticas varia. Algumas partem de demandas de trans, outras surgem após agressões. Alguns casos são ações da universidade, outros, de unidades específicas.

A Federal do Paraná, por exemplo, abriu um banheiro  de uso comum em 2017, após requerimento de alunos trans. A medida não causou reações inflamadas, diz Silvana Carbonera, vice-diretora do setor onde a unidade foi feita.

Na Federal do Rio Grande do Norte, também não houve polêmica, segundo a reitora,  Angela Maria Paiva Cruz. Na Federal do Tocantins, em Araguaína (a 400 km de Palmas), a medida foi tomada após reclamações de heterossexuais.

“Chegavam mulheres evangélicas, chorando, que tinha ‘homem’ no banheiro. Os alunos trans não tinham para onde ir: eram sempre enxotados”, diz o diretor do campus, José Ribeiro, que transformou três banheiros em unissex.

Nem sempre, porém, há reações . A Escola Multicampi de Ciências Médicas, da UFRN, em Caicó, interior do estado, transformou todos os banheiros em unissex em 2016, com a entrada de uma aluna trans na residência médica. “Encontrei uma instituição que respeitou a minha dignidade”, diz Patrícia Targino Dutra, 30.

Patrícia se tornou professora da instituição. “Impressiona a postura da escola, no meio do sertão nordestino, onde o machismo impera.”

Na PUC-SP, que criou um banheiro unissex em 2017, a aluna e membro de um coletivo LGBT Luiza Ferrari, 22, diz que os embates acabaram. “A reação foi maior nas redes sociais”, diz a integrante da associação de professores, Maria Beatriz Abramides.

Entre as universidades que optaram por manter espaços segregados, mas garantir o acesso de trans por meio de portarias ou campanhas nos banheiros estão a Federal de Juiz de Fora (UFJF), Sul da Bahia (UFSB), do ABC (UFABC), Fluminense (UFF) e USP.

As quatro primeiras adotaram medidas que valem para toda a universidade. Já na USP, a iniciativa ficou restrita a uma unidade.

Em 2016, mulheres agrediram e expulsaram uma aluna trans do banheiro da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), da USP. Então, o conselho estabeleceu que os banheiros podem ser usados segundo a identidade de gênero.

Para a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da FFLCH, Elizabeth Harkot de La Taille, a implementação foi tranquila e “teve um efeito educativo”.

A UFF, por outro lado, ainda vive a polêmica, quase um ano após liberar os banheiros. A medida foi uma reação à atitude do vereador de Niterói (RJ) Carlos Jordy, do PSL, partido de Jair Bolsonaro.

Jordy afirma que enviou ofícios para a UFF, Ministério Público Federal e polícia sobre o tema e o uso de drogas. “Pessoas mal intencionadas podem dizer que se identificam com outro gênero para cometer assédio, estupro.”

A aluna de ciências sociais Liège Nonvieri, 22, trans, se sentiu contemplada pela resolução. Ela já usava o banheiro feminino, mas achou que o posicionamento da UFF foi importante.

Para a aluna de pedagogia Amanda Figueiredo, 30, a resolução tirou seu “direito e privacidade”. Ela se define como cristã e conservadora, e diz que se preocupa com sua segurança. “Se [um homem heterossexual] entrar, quem vai falar? Para depois ser acusado de homofóbico?”

Para o movimento UFF Livre, contrário à resolução, identidade de gênero e orientação sexual são questões “de foro íntimo”, e as placas visam “atender interesses de uma militância político-ideológica”.

A professora de estudos de gênero da Federal da Bahia (UFBA) Maíra Kubik diz que a violência contra mulheres é um risco, mas não deve ser usada para retirar direitos das trans. “Mulheres são estupradas em qualquer lugar”. Ela, com apoio de movimentos LGBT, diz que é melhor não identificar os banheiros.

A ideia do “terceiro banheiro”, entretanto, é controversa. Segundo Marina Reidel, do MDH, esse é um arranjo possível.  “Não é o melhor, mas são acordos para minimizar a violência e humilhação”, pondera.

Professora de psicologia do Instituto Federal do Rio de Janeiro, Jaqueline de Jesus, trans, discorda. “Ou todos são unissex ou nenhum. Isso joga as trans no banheiro estranho, e reforça a segregação”.

bomba.jpgNa USP, banheiros ganharam adesivos após agressão a aluna trans – Zanone Fraissat/Folhapress

– Júlio Cocielo e o humor racista!

Não sou chegado nesses novos humoristas “youtubers”; portanto, desconhecia quem era o tal de Júlio Cocielo. Só soube que era seguido por milhões de pessoas após a polêmica com o jogador francês Mbappé, que fez dois gols contra a Argentina (ele é comparado com Ronaldo Fenômeno na juventude e é de origem afrodescendente).

Por ser negro e veloz, num repente de infelicidade, Júlio escreveu no Twitter que:

Mbappé conseguiria fazer ‘uns arrastão’ Top na praia, hein?

Que tonto! Para que bolinar com a cor da pele do rapaz, e ainda por cima fazer troça de um problema tão sério vivido no Rio de Janeiro?

Mas não é a primeira vez que isso acontece. Fuçando na Internet, vejo que ele escreveu várias vezes outras bobagens, como:

Gritei VAI MACACA pela janela e a vizinha negra bateu no portão de casa pra me dar bronca”.

Onde está a graça? Ainda teve:

to começando a virar racista por causa dessas cotas que beneficiam os pretos”.

Um cara desses faz sucesso? Isso é humor? E quantas pessoas seguem esse cara, que em dezembro de 2013, escreveu com duplo sentido (não foi a intenção de defender, hoje se crê):

“o brasil seria mais lindo se não houvesse frescura com piadas racistas. Mas já que é proibido, a única solução é exterminar os negros”.

Chega. Muita idiotice para um cara só. Sendo racismo crime, não deveria levar um puxão de orelha o cidadão?

Não me venha justificar que é humor. Em pleno século XXI, com tantos problemas que a sociedade tem, trolar devido a cor da pele é indevido. Ademais, só existe uma raça: a humana! Se a cor da pele é mais clara ou escura, isso é irrelevante.

Dá para entender quem consome esse tipo de humor?

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– Catequese do Crisma a respeito do Bullying

Nas salas de aula onde lecionei nas turmas de Administração de Empresas, em diversas atividades falamos sobre as questões de ética, igualdade, equidade e respeito nas organizações. Porém, tal tema extrapola o ambiente de trabalho e deve ser discutido na sociedade em geral.

Dentro dos nossos encontros de Catequese do Sacramento do Crisma, aos nossos crismandos preparamos um material sobre o qual podem refletir as diversas formas de bullying.

A propósito, se tentarmos catalogar “o que é motivo de bullying”, teremos como mote (alguns exemplos):

etnia (nordestino, nortista), raça (negro, amarelo), religião (cristão, muçulmano), condição social (rico, pobre), estética (alto, magro, gordo, baixo), gênero (másculo, afeminado), idade (jovem, velho), ideologia (esquerda, direita), comportamento (extrovertido, tímido) e outras tantas questões que podem constranger por preconceito, gerando gozações e apelidos.

Compartilho um compilado adaptado pela equipe de catequistas da Paróquia São João Bosco – Jundiaí/SP, a partir de dois bons textos extraídos de brasilescola.com.br e pesformosos.com.br.

BULLYNG

Você tem vergonha de ser o que você realmente é?

Bullying é um termo da língua inglesa (bully= valentão) que se refere a todas as formas de atitudes agressivas. Verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa, que não tem a possibilidade ou capacidade de se defender. São atitudes realizadas dentro de uma relação desigual de forças e poder. Na prática, traduz-se em atos de covardia, tirania, agressão, opressão, maus tratos, ironias. Essas agressões possuem um caráter intencional e, muitas vezes, a pessoa que sofre o bullying pode ser abordada por uma ou por várias pessoas.

O bullying se divide em duas categorias:

Bullying direto: é a forma mais comum entre os agressores masculinos, incluindo a agressão física e verbal.

Bullying indireto: essa é a forma mais comum entre as mulheres e crianças, tendo como característica o isolamento social, ou a famosa “risadinha”” da vítima.

Em geral, a vítima teme o agressor em razão das ameaças ou mesmo a concretização da violência física, verbal ou sexual, ou a perda dos meios de subsistência.

O bullying pode ocorrer em qualquer ambiente: na rua, na escola, faculdade, igreja, shopping, entre outros.

– Agressor: você participa da agressão até mesmo quando ri de alguém que está sendo vítima, principalmente, quando você é o agressor direto, quando violenta
fisicamente ou verbalmente a vítima.

– Vítima: são as pessoas que sofre a violência física, verbal ou sexual. Sofrem, na maioria das vezes, calados por temerem denunciar o agressor.

– Testemunha: as pessoas que presenciam o bullying, na grande maioria alunos que convivem com a violência e silenciam em razão de temerem se tornar as “próximas vítimas” do agressor.

As crianças e adolescente que sofrem bullying podem se tornar adultos com sentimentos negativos e baixa autoestima. Tendem a adquirir sérios problemas de relacionamento, podendo, inclusive, contrair comportamentos agressivos. Em casos extremos, a vítima poderá tentar ou cometer suicídio.

“Se por estarmos em Cristo, nós temos alguma motivação, alguma exortação de amor, alguma comunhão no Espírito, alguma profunda afeição e compaixão, completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensa, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude. Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas, humildemente considerem os outros superiores a si mesmo. Cada um cuide, não somente de seus interesses, mas também dos interesses dos outros. Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus”. Fl 2,1-5

O termo bullying não está na Bíblia, mas, nem por isso quer dizer que a Bíblia não se dirige significativamente a esta expressão da nossa cultura. A Bíblia dirige-se a cada um desses aspectos. E vai além, porque ela tem palavras de consolo e fortalecimento para o sofredor, caminhos de verdadeira transformação em Cristo para o agressor, palavras de incentivo para o pacificador. Você e eu temos a oportunidade de penetrar na vida destas pessoas por meio de um relacionamento de amor. Podemos identificar os problemas usando a nomenclatura que Deus usa e aplicar as verdades das Escrituras.

Encontramos na Bíblia inúmeras ilustrações e ensinos sobre ira, discriminação e muitos outros problemas que geram o bullying, mas, também teremos a solução para eles. Quando a Bíblia menciona algo com tanta frequência, podemos esperar que seja uma luta universal. O Bullying não é novidade atual, e o procedimento de vida correta aparece nas Escrituras:

“todavia não foi isso que vocês aprenderam de Cristo. De fato, vocês ouviram falar dele, e nele foram ensinados de acordo com a verdade que está em Jesus. Quanto à antiga maneira de viver, vocês foram ensinados a despir-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos, a serem renovados no modo de pensar e revestir-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e, em santidade, provenientes da verdade”. Ef 4,20-24.

Se existe uma cultura de violência, que se dissemina entre as pessoas, é importante que possamos espalhar uma contracultura de paz, especialmente nas crianças, que precisam ser moldadas e nelas semeadas boas sementes de paz, amor, harmonia. Vivemos um tempo de aprendizado de como lidar com isso: escola, pais, agressores e agredidos, que muitas vezes não sabem o que fazer, mas, o grande plano neste momento, é aprender com o incentivo de gestos de compreensão, de cada vez mais cultivar respeito às diferenças individuais e o olhar de fé e atitude de cada um de nós.

A vida em Cristo nos remete a amar ao próximo como Ele mesmo nos amou:

“Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros.” (Jo 13,34).

Devido a isso, não agrida ninguém por características físicas, raça, personalidade…. lembre-se que Deus nos fez à Sua Imagem e Semelhança e nos ama igualmente, independente de nossas diferenças. Ame o próximo.

Para reflexão:
– Exemplo de bullying na Bíblia: Lc 16,19
– Discussões: Cyberbullying, Liberalismo e Conservadorismo, Feminismo x Machismo, Apelidos e Bullying

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– Os Observadores à Paisana contra o Racismo na Copa do Mundo

A Copa do Mundo da Rússia começará na 5ª feira, e para coibir o racismo e qualquer outra forma de discriminação (sexual, religiosa ou política), a FIFA colocará 3 observadores em cada estádio, à paisana, para identificar tais situações.

Lembrando que: se perceptível, o árbitro deverá parar o jogo até as manifestações preconceituosas na arquibancada cessarem.

Extraído de: https://sportv.globo.com/site/programas/copa-2018/noticia/fifa-implementara-acoes-de-combate-ao-racismo-no-mundial-da-russia.ghtml

FIFA IMPLEMENTARÁ AÇÕES DE COMBATE AO RACISMO NO MUNDIAL DA RÚSSIA

Árbitros poderão interromper ou suspender partidas em caso de manifestações discriminatórias. Observadores estarão espalhados pelos estádios para denunciar atos hostis

A Fifa anunciou, nesta quinta-feira, que implementará ações de combate ao racismo e a favor da diversidade durante a Copa do Mundo da Rússia. Os jogos terão um sistema de monitoramento, que inclui a presença de observadores espalhados pelos estádios. Em campo, os árbitros poderão interromper ou suspender partidas em caso de manifestações discriminatórias vindas da arquibancada. As ações já foram implementadas nas Eliminatórias e na Copa das Confederações.

– No ano passado, na Copa das Confederações, a atmosfera foi muito amigável – disse a secretária-geral da Fifa, Fatma Samoura. – A Fifa tem uma abordagem de tolerância zero à discriminação e isso é algo que levamos muito a sério. Além das medidas educacionais que incluem um guia de boas práticas, temos sistemas em vigor para reagir e sancionar atos discriminatórios, bem como medidas para garantir um ambiente livre de discriminação na Copa do Mundo – completou.

As ações foram criadas em uma parceria da Fifa com a Fare Network, organização com um longo histórico de combate à discriminação no futebol. Todas as partidas do Mundial 2018 terão três observadores espalhados pelos estádios. Os profissionais terão a missão de monitorar o comportamento dos torcedores de ambas as equipes, reportando aos oficiais de segurança eventuais atos racistas e discriminatórios.

Os árbitros também terão total liberdade para intervir em casos de atos racistas. De acordo com o chamado “procedimento de três etapas”, eles terão a autoridade para primeiro parar a partida e solicitar um anúncio público pedindo que o comportamento discriminatório cesse. O segundo passo é suspender a partida até que o comportamento inadequado pare. Caso os atos persistam, o árbitro pode encerrar o jogo.

– Temos um forte sistema de monitoramento no local. Além disso, todos que fazem parte da organização do jogo, incluindo funcionários, voluntários, equipes, mordomos e pessoal de segurança foram informados e treinados para garantir que, se ocorrerem incidentes discriminatórios, a ação correta seja tomada rapidamente – disse o chefe de sustentabilidade e diversidade da Fifa, Federico Addiechi.

A nova edição do Guia de Boas Práticas da Fifa sobre Diversidade e Anti-Discriminação foi publicada esta semana no site oficial da entidade e distribuída a todas as associações filiadas. Nos dias 6 e 7 de julho, durante as quartas de final da Copa do Mundo, a Fifa também celebrará os Dia do Combate à Discriminação com um protocolo especial pré-jogo.

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– A Regra que Proibia Mulheres de Jogarem Futebol!

Calma, não é nenhuma lei atual tampouco uma regra idealizada pela FIFA outrora em seus primórdios. Nem a International Board pensou em tal preconceito no esporte.

Foi no tempo do presidente Getúlio Vargas, onde o governante decretou que o futebol “não era condizente para senhoras que seriam futuras mães”. As que insistiam, eram rotuladas de “grosseiras e mal-cheirosas”.

Sim, amigos, nosso país já passou por tal barbaridade em desrespeito às mulheres.

Abaixo, material da Folha de São Paulo, arquivo de 25/05/2003 – 12h06

FUTEBOL FEMININO FOI PROIBIDO NO BRASIL NA DITADURA VARGAS

por João Carlos Assumpção

Futebol no Brasil não é como nos Estados Unidos, na China ou na Noruega. No país pentacampeão do mundo, o espaço reservado à mulher tem sido a beira do gramado, onde pode trabalhar como animadora de espetáculo.

No campo, com a bola nos pés, é difícil cavar um lugar. A modalidade, afinal, não pegou como em outros países. Os obstáculos para a prática do futebol feminino no Brasil continuam muito grandes.

Foi para detectar essas barreiras que o pesquisador Eriberto Lessa Moura, 37, mestrando em estudos do lazer pela Faculdade de Educação Física da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), resolveu debruçar-se sobre as origens do esporte no país.

“Desde o início, as dificuldades para a mulher [jogar futebol] foram grandes, mas elas se tornaram ainda maiores durante o Estado Novo [período do governo Vargas entre 1937 e 1945]”, disse Moura à Folha, por telefone.

Em 1937, Getúlio Vargas se antecipou à eleição que aconteceria no ano seguinte e desencadeou um golpe de Estado, implantando uma nova Constituição e uma ditadura, que duraria até 1945.

No período, aprofundou o vetor centralizador do Estado, criando o Departamento de Administração do Serviço Público, o Dops, espécie de polícia política, e o Departamento de Imprensa e Propaganda, dedicado à censura e à exaltação dos feitos do governo.

Na área esportiva, a história não foi diferente. Criou leis para o setor e passou a controlá-lo com mão-de-ferro. “Foi aí que a pressão para as mulheres se afastarem do futebol aumentou muito. Elas deveriam se limitar a praticar esportes que o governo considerasse condizentes com suas funções de mães ou futuras mães.”

Leonardo Pereira, autor de “Footballmania”, livro sobre as origens do futebol no Rio, concorda com o colega. “A visão que temos, que faz do futebol um jogo essencialmente masculino, foi construída historicamente, fruto de um amplo movimento que, desde o final dos anos 30, tratou de atacar a participação feminina e construiu a idéia de que o jogo não seria adequado às mulheres.”

O Estado Novo criou o decreto 3.199, que proibia às mulheres a prática de esportes considerados incompatíveis com as condições femininas. Segundo Moura, o futebol estava incluso entre eles, ao lado de halterofilismo, beisebol e de lutas de qualquer natureza.

Quando o decreto foi regulamentado pelo regime militar (1964-1985), em 1965, o futebol feminino foi proibido no Brasil. Só 16 anos depois foi revogado pelo Conselho Nacional do Desporto.

Mas, muito antes disso, o futebol no Brasil já era um esporte eminentemente masculino. A mulher que o praticasse era vista com preconceito, já que a trajetória da modalidade no país foi diferente da vivida pelos homens.

De acordo com a pesquisadora Heloísa Bruhns, autora de “Futebol, Carnaval e Capoeira – Entre as gingas do corpo brasileiro”, enquanto os homens da elite começaram a praticá-lo no final do século 19 em São Paulo e no Rio, o grupo feminino que aderiu à prática do futebol era pertencente às classes menos favorecidas.

Do preconceito social ao esportivo teria sido um passo. Segundo Bruhns, mulheres que jogavam eram consideradas “grosseiras, sem classe e malcheirosas”.

Às mulheres da elite cabia o papel de torcedoras. “As partidas de futebol [masculino] eram um evento da alta sociedade e as mulheres se arrumavam para ir assistir aos jogos”, afirmou Moura.

Mas, com o passar dos anos, o preconceito chegou às arquibancadas -e a violência também- e até lá a mulher perdeu espaço.

Como disse a professora Heloísa Reis, estudiosa do comportamento das torcidas em estádios de futebol, “quando as mulheres participam das organizadas, elas tendem a adotar o comportamento agressivo masculino, o que talvez seja uma tática para ser aceita mais facilmente pelo grupo”. E, no final, só serve para aumentar o estereótipo e o preconceito contra a mulher no futebol.

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– Libertação dos Escravos, mas sem Justiça Social!

Hoje se recorda a Abolição da Escravatura do Brasil. Mas muitas teorias absurdas de pseudo-intelectuais ainda ganhavam coro na Europa, como a do iluminista escocês David Hume, que no longíquo 1770 dizia:

Que negros sejam naturalmente inferiores aos brancos”.

Idiotice da época. A cor da pele nada faz para que se mude a dignidade das pessoas. Porém, mundo afora tivemos racismos históricos. A escravidão no Brasil é exemplo clássico.

Porém, em 13 de maio de 1888 a Princesa Isabel aboliu a escravatura. Foi a salvação para os negros?

Nada disso. Foi uma demagógica lei. No dia 12, eles dormiam em Senzalas e se alimentavam muito mal. No dia 13, foram livres e ficaram sem casa e sem comida.

Claro, o acerto foi a proibição da exploração. O grande erro foi a falta de assistencialismo da Lei, que deixou os pobres escravos ao Deus-dará.

Fica a histórica indagação: a Princesa Isabel bobeou e não pensou no futuro dos ex-escravos, ou simplesmente fez politicagem para ganhar os louros da fama?

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– Elton John e suas Bobagens Gratuitas

Admiro a produção artística de Elton John e sua luta contra a homofobia. Mas seus pronunciamentos são polêmicos. Leio uma entrevista dele onde afirma categoricamente que Jesus Cristo era gay (e não é fake news…).

Para quê falar uma bobagem desta, polemizar e criar mal-estar? Repúdio total à sua declaração, mesmo respeitando sua crença. A fim de defesa de seus ideais, não precisa dizer algo que sabidamente não existe ou é.

Abaixo, extraído de: IG (clique aqui para a citação)

ELTON JOHN AFIRMA QUE JESUS ERA GAY

Uma entrevista de Elton John à revista americana Parade promete botou fogo na mídia. A revista chegou às bancas no domingo (21) e a principal declaração do cantor já caiu na rede. Elton afirmou que Jesus Cristo foi “um homem tolerante, super inteligente e gay, que entendia os problemas humanos”.”Na cruz, ele perdoou as pessoas que o crucificaram. Jesus queria que nós fossemos amáveis e capazes de perdoar. Eu não sei o que faz as pessoas serem tão cruéis. Tente ser uma lésbica vivendo no Oriente Médio… Seria melhor estar morto”, disse o cantor inglês.

Além das afirmações sobre Jesus, Elton também falou de seu passado e os envolvimentos com drogas e com homens mais novos. Até encontrar David Furnish, com quem se casou em 2005, Elton tinha o hábito de namorar rapazes desocupados. “Eu sempre escolhia alguém mais novo. Queria levá-los para conhecer o mundo, educá-los. Dava relógios, roupas de Versace, carros. Eles não trabalhavam. Dependiam de mim”.

Elton também falou sobre a fama e as mortes de John Lennon, Michael Jackson, Gianni Versace e a Princesa Diana. “Dois deles foram mortos na porta de casa. Nada disso teria acontecido se não fossem famosos. Fama atrai lunáticos”.

– Um Homem Azul

Essa eu nunca vi. Se você digitar no Google Images a pesquisa sobrePaul Karason, aparecerá um homem de cor azul e barba branca. Ele é azul porque se automedicou por 20 anos com prata coloidal para se livrar de uma dermatite. Sarou, mas agora ficará para sempre azulado.

Como legado, acabou de lançar uma campanha contra o preconceito racial aos… azuis!

A quantos ele defenderá?

– E o juiz Margarida? Na verdade, não confunda o carioca com o catarinense!

Nessa época de jogos festivos de futebol, muita gente vê o árbitro Margarida apitando as peladas de final de ano e me perguntam: mas essa cara não tinha morrido?

Calma, esse é o “Margarida 2”, um catarinense chamado Clésio Moreira dos Santos (eu me lembro dele quando apitava a série C pela CBF, em Araras), e que faz jogos de maneira artística se passando por gay (ele é heterossexual, casado e com filhos; mas se fosse homossexual, o problema seria só dele).

O Margarida Original era o folclórico Jorge José Emiliano dos Santos, um ícone da arbitragem carioca nos anos 80 e gay assumido. Me recordo que após se aposentar, a Globo fez uma matéria com ele e o Renato Gaúcho (que era jovem, estava no auge e era paparicado pelas mulheres). Na oportunidade, Renato quis polemizar deixando no ar que “pegou” até o Margarida. Mas quando ele morreu de AIDS nos anos 90, a brincadeira foi desfeita…

Relembre essa matéria HIPER BACANA de um jogo do Jorge Emiliano na Gávea, Flamengo x Volta Redonda – com Zico, Nunes e o próprio Renato, onde Margarida foi entrevistado pelo jovem Marcos Uchôa. Narração de Januário de Oliveira (apenas 3 minutos, vale a pena)! Assista em: https://globoplay.globo.com/v/4027003/

Que o carioca descanse em paz. E que o catarinense continue seu trabalho, que é honesto e só diverte.

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