– Beautiful People: a futilidade virtual e discriminatória

Em tempos nos quais a Administração de Empresas procura ser politicamente correta, uma excessão! Chegou ao Brasil o “Beautiful People”, rede de relacionamentos que começa a operar em nosso país já causando polêmica: o seu negócio de namoro online EXCLUI FEIOS. O que é um “feio”? Para quem ama, todos são belos…

Extraído de: http://radiobandeirantes.com.br//colunistas.asp?ID=115

BeautifulPeople: a futilidade virtual chega ao Brasil

por Cesar Monteiro

Você já ouviu falar do BeautifulPeople ? O site que é uma agência de namoro online e exclui a participação de integrantes “feios” chegou ao Brasil nesta segunda-feira. Apesar da futilidade que a ideia possa representar, o site conta até agora com cerca de 180 mil membros em todo o mundo.Com uma versão traduzida para o português, os brasileiros podem se aventurar sem restrições e sem custos no site de relacionamentos de origem dinamarquesa. Nem todos, a bem dizer. Para integrar a rede, os internautas passam por um processo de avaliação baseado em apenas um critério subjetivo: os atributos físicos que aparecem em suas fotos. Homens julgam mulheres e as mulheres avaliam os homens. Se o usuário for bem avaliado pelo sexo oposto nas 48 horas seguintes ao seu cadastro, passa a fazer parte da rede e se está liberado para interagir com outros aprovados.

No tempo de espera, ou o purgatório que separa o belo do feio, o usuário pode acompanhar suas estatísticas e ver quantas pessoas votam a favor de sua entrada na rede e quantas a rejeitam. Também é possível alterar informações e colocar mais fotos para reverter o quadro. Mas se você estiver mais para Shrek do que príncipe, saiba que apenas uma em cada cinco tentativas de participação dos internautas na rede é bem sucedida. A invenção está no ar desde 2002 e de acordo com as estatísticas globais do site, 80 mil membros já tiveram pelo menos um encontro romântico marcado. Seu fundador define, que outros sites são reservas de hipopótamos e javalis africanos. O BeautifulPeople é uma maravilhosa reserva de caça de gatos e tigresas.

Quer tentar? beautifulpeople.com, o egotrip no seu micro, a partir de hoje em português.

– Gays X Mulçumanos entre 4 Linhas

Amigos, a matéria é bem escrita pelo jornalista Juliano Machado e a compartilho:

EM CAMPO, O PRECONCEITO

O choque entre religião e homossexualidade entrou em campo na França. O clube de futebol Créteil Bébel, formado por jogadores muçulmanos, recusou-se a enfrentar o Paris FootGay, que reúne homossexuais e simpatizantes da causa gay. O Créteil Bébel alegou “uma questão de princípios” para não jogar. O clube foi excluído da liga local.

(Extraído da Revista Época, ed596 de 19/10/2009)

A FIFA levanta a bandeira contra o preconceito racial através da campanha SAY NO RACISM. Será que os preconceitos religiosos e sexuais poderão aflorar em breve?

– A Bola está com elas!

Pessoal, começou a Libertadores da América, versão feminina. Com ela, mais um upgrade na prática do futebol entre as mulheres. Mas veja que diferença salarial grande:

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2082/a-bola-esta-com-elaso-futebol-feminino-comeca-a-ganhar-153141-1.htm

A BOLA ESTÁ COM ELAS

por Suzane Frutuoso

O futebol feminino começa a ganhar espaço com salários melhores e campeonatos importantes, como a Libertadores

O Santos Futebol Clube, time do litoral paulista, está sendo reverenciado como nos tempos de Pelé. A diferença é que dessa vez são as mulheres que estão honrando a camisa alvinegra. A presença no clube de Marta e Cristiane, dois dos maiores talentos do futebol feminino da atualidade, trouxe brilho e visibilidade. Elas deixaram seus times nos Estados Unidos e ficam até o fim do ano no Brasil para apoiar a profissionalização do esporte no País, que atravessa sua melhor fase em termos financeiros e de estrutura.

Prova disso é que, no domingo 4, começa, no estádio Urbano Caldeira (a Vila Belmiro), em Santos, a primeira Copa Libertadores de Futebol Feminino. A partida de estreia é entre o dono da casa e o peruano White Star. A Copa do Brasil, em sua terceira edição, também está em andamento, com 32 times. Sinais de que o preconceito perde espaço – e as garotas começam a ganhar coragem para pedir aos pais o primeiro par de chuteiras.

Com expectativas positivas de público, a Libertadores reúne dez times da América Latina, campeões nas ligas nacionais de seus respectivos países, e será um divisor de águas para o esporte. Era, também, o que faltava para tornar possível um mundial interclubes. “Todos os continentes já organizavam competições regionais, menos o nosso”, diz Marcelo Teixeira, presidente do Santos e conselheiro da Fifa, a federação internacional de futebol. Foi dele a sugestão, junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), de criar a competição.

A disputa só é possível hoje porque a categoria evoluiu em seis anos o que não evoluiu em três décadas. Títulos da Seleção Brasileira como o bicampeonato nos Jogos Pan-Americanos (a final do Pan no Rio de Janeiro, em 2007, levou ao Maracanã 60 mil pessoas) e a prata na Olimpíada de Pequim no ano passado empolgaram as meninas e os patrocinadores. Em países como Estados Unidos, Suécia e Austrália o futebol sempre teve forte presença feminina. “A discriminação não deixou o esporte engrenar aqui”, diz Kleiton Lima, técnico da equipe Sereias da Vila (nome que batiza a equipe santista) e da seleção feminina.

É de 1921 o primeiro registro de jogo feminino entre as senhoritas tremembenses e as senhoritas catarinenses. Mas uma lei de 1941, vigente até 1975, estabelecia que “às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza”. A desculpa era comprometer a fertilidade devido às jogadas de impacto. Há duas diferenças físicas entre os sexos que influenciam o desempenho: “os homens têm mais glóbulos vermelhos, que aumentam a resistência, e mais testosterona, que melhora a velocidade”, diz o fisiologista Turíbio Leite de Barros Neto, médico do São Paulo Futebol Clube e coordenador do Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte (Cemafe), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). As partidas femininas podem ser mais lentas, com menos explosão, mas nada tem a ver com determinação e técnica.

É preciso, agora, investimentos. Nos anos 80, a modalidade existiu nos grandes clubes. A falta de divulgação, porém, impediu a conquista de patrocínios. E ninguém queria ficar no vermelho para sustentar o que não dava retorno financeiro. Estrutura para treinos e remuneração eram precários. O Santos foi um dos poucos a acreditar nas mulheres. “Durante dez anos tiramos dinheiro de outros departamentos para manter o feminino”, diz Teixeira. A decisão parece ter sido acertada. Os jogos com as Sereias já dão lucro. Nas categorias de base e nas escolinhas, o time prepara 800 meninas a partir dos 9 anos. Entre outros times que investem no esporte para as garotas estão o Juventus, de São Paulo, o Atlético Mineiro, de Minas Gerais, e o Sport, de Pernambuco.

Atualmente, os contratos permitem às jogadoras viverem da modalidade. Não é o salário recebido pelas americanas e nem chega perto dos R$ 24 milhões por temporada que o jogador Kaká recebe no Real Madrid, da Espanha. Mas há benefícios como o bolsa-atleta em universidades e os planos de saúde. Mais do que isso: elas se sentem motivadas a competir graças a um calendário em estruturação com campeonatos de padrão elevado. Ainda é pouco. Marta avisou que no final de 2009 deixa o País para se dedicar à liga americana, mais competitiva.

O mesmo fará a jogadora Cristiane. “No momento, jogo no meu país para ajudar a divulgar o esporte”, diz a atleta. “Mas como profissional ainda cresço lá fora, concorrendo contra equipes de ponta.” O torcedor também precisa de rivalidade. É um incentivo para ele acompanhar os jogos e ir ao estádio. Mas ainda é necessário dar mais condições para as atletas desenvolverem toda sua capacidade de rendimento. Com estrutura, novos talentos despontam – e as estrelas voltarão para ficar.

– Celebrando o não-celebrável

Mais uma vez o presidente iraniano Ahmadinejad perdeu uma grande oportunidade de ficar quieto. Hoje, discursando na Universidade de Teerã, novamente disse que “o Holocausto não existiu, e que as supostas mortes de judeus foram forjadas para a construção do estado de Israel”.

Como é que alguém na posição dele incita universitários dessa forma? Pior: declarou que “é um ato de religião combater e destruir Israel”.

Sabe que dia é hoje em Israel? É o dia do “Ano-Novo judeu”.

E sabe que dia é no Irã? Feriado do “dia de Combate a Israel”.

Acha que leu errado? Não leu não… É inacreditável que o Irã tenha criado um dia de culto ao ódio e intolerância.

Tenho certeza que o povo iraniano não pensa da mesma maneira que seu comandante xenófobo.

– Um Mundo Sem Limites: o Comércio de Crianças Albinas na África

Assustador: a Folha de São Paulo publicou no seu Caderno Folhateen (reproduzido pelo Blog “de cara no mundo”) uma matéria a respeito do comércio de crianças albinas na África. É assustador! As mesmas são mortas, e os cadáveres chegam a custar US$ 4,000. É um “artigo” raro para muitos feitiços tribais.

Num mundo tão globalizado, infelizmente ainda há espaço para essas situações.

Extraído de: http://decaranomuro.blogspot.com/2009/07/bizarro-grotesco.html

Escola na África protege albinos de serem mortos e vendidos por até US$ 4.000

Nyiabe Hamisi, 14, diz que vive duplamente escondido na Tanzânia.
Primeiro, porque ele é albino e tem que afastar sua pele sem pigmentação do sol africano.
Segundo, porque mora no internato Mitindo, que é cercado por arame farpado e vigiado por dois guardas, dia e noite.
A segurança não é para impedir os alunos de gazetear aula, e sim para evitar que morram.
É que, no país, o cadáver de um albino vale até US$ 4.000 (cerca de R$ 7.600) -a renda média anual lá é de US$ 300.
Sangue, pés, mãos, cabelos e genitais de albinos são usados em poções mágicas que trazem sorte, reza uma crença antiga.
Para banir a tradição, o governo cassou a autorização de prática de todos os feiticeiros.
Mas a medida não foi eficaz: nos últimos dois anos, 60 albinos foram mortos, em números oficiais. Metade deles, teens.
Para protegê-los, a escola, construída em 1967 para 40 alunos cegos, virou um refúgio para albinos menores de idade.
Atualmente, são 101 albinos e mais 42 deficientes no casarão. A superlotação obriga que cada cama sirva a três alunos, diz Lacchius Solemon, professor da escola e intérprete na conversa entre Nyiabe e o Folhateen.
“Sinto-me caçado todo o tempo”, diz o garoto, que viu sua irmã, também albina, ser assassinada por bandidos em sua vila, antes de ir para o colégio.
“Para ajudar de longe, temos de assinar uma petição para pressionar o governo local”, diz Peter Ash, da ONG Under the Same Sun (Sob o Mesmo Sol), que luta pelo fim da prática vil. Para assinar, acesse: underthesamesun.com

– Um Suposto Velhote Fornicador e o Suposto Piloto Gay

Qualquer afirmação seria maldade, já que nesses meandros a falsidade impera. Falo sobre a Fórmula 1, esporte que cada vez mais deixou o espírito desportivo de lado e que mais uma vez se vê cercado de escândalos.

Nelsinho Piquet acusou sua ex-equipe de mandá-lo bater seu carro, propositalmente, em Cingapura, para prejudicar alguns pilotos e ajudar seu companheiro. O seu então manager, Flávio Briatore, é conhecido pelas mazelas e golpes que costuma dar na categoria, além da fama de voraz conquistador, beirando a tara. Se é ou não, difícil provar e é problema dele!

Briatore, por sua vez, acusa Nelsinho de falar isso por mágoa, já que ele, agora seu ex-manager, acabara com um suposto relacionamento homossexual do jovem piloto com um homem mais velho. Se é gay ou não, repito o que escrevi acima: difícil provar e é problema dele.

Para quem gosta de esporte de velocidade, tais acusações enojam.

Extraído de: http://esportes.terra.com.br/automobilismo/formula1/2009/interna/0,,OI3970032-EI12988,00-Briatore+insinua+que+Nelsinho+teve+caso+com+homem+mais+velho.html

Briatore insinua que Nelsinho teve caso com homem mais velho

A polêmica envolvendo a Renault e o piloto Nelsinho Piquet está tomando proporções ainda maiores. Depois de a equipe ir à justiça francesa acusando Nelsinho e seu pai de difamação, o mandatário da equipe, Flavio Briatore, fez insinuações sobre a vida pessoal do piloto, demitido da Renault no início de agosto.

Segundo Briatore, Nelsinho teria um caso com um homem mais velho e ficou chateado com a interferência do chefe. “Ele me acusou de ter rompido uma relação com um amigo, mas não quero ser acusado injustamente. O pai de Nelsinho que me pediu para interferir. Ele vivia com esse senhor e não se sabia o tipo de relação que tinham. O pai estava muito preocupado com a proximidade dele com esse senhor e pediu para que eu tomasse uma atitude”, afirmou Briatore ao repórter Felipe Motta da Rádio Jovem Pan.

“Fiz até com que ele mudasse de Oxford, onde morava, para um apartamento no meu prédio. Assim, ele ficava sob controle”, completou o chefe da Renault.

Depois do escândalo do GP de Cingapura de 2008, no qual Nelsinho admitiu ter provocado um acidente para beneficiar o companheiro Fernando Alonso, várias insinuações foram disparadas dos dois lados e a briga deve seguir na justiça. A assessoria do piloto ainda não se pronunciou sobre as declarações de Briatore.

A polêmica

Tudo começou no GP de Cingapura de 2008, quando Nelsinho sofreu um acidente que beneficiou diretamente o espanhol Fernando Alonso, que venceu a corrida. O clima de “marmelada” teria ficado no ar, mas só passou a ser encarado como provável perto da demissão do brasileiro na Renault, no dia 3 de agosto de 2009.

A FIA recebeu informações e começou a investigação sobre o caso no dia 26 de julho. Dois dias depois, Briatore teria enviado a carta a Piquet insinuando que o ex-piloto seria o responsável pela denúncia. No dia 30 de julho, Nelsinho enviou um depoimento à entidade admitindo culpa e fornecendo detalhes comprometedores à equipe.

Na carta divulgada na quinta-feira pelo site F1SA, Nelsinho diz que Briatore e o engenheiro Pat Symonds lhe sugeriram uma estratégia em que bateria no muro para beneficiar Alonso, o que posteriormente ocorreu. O brasileiro afirma que aceitou a proposta por se sentir pressionado na equipe e por temer que seu contrato não fosse renovado para 2009.

Posteriormente confirmado para a atual temporada, Nelsinho continuou com resultados abaixo do esperado e com constantes boatos de que seria substituído. A demissão finalmente ocorreu no dia 3 de agosto, poucos dias depois de a polêmica do GP de Cingapura ser reativada.

Nesta sexta, diante da divulgação da carta de Nelsinho, a Renault foi à justiça francesa e fez uma denúncia à família Piquet por “chantagem com agravante”. Segundo a escuderia, a história foi usada para forçar a manutenção do piloto no cockpit da equipe.

Ainda nesta sexta, o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, garantiu a Nelsinho imunidade em caso de cooperação total do piloto na investigação.

– Os Dalits no Mundo Organizacional

Embalada pelo sucesso da novela “Caminho das Índias” da Rede Globo, a última edição da Revista Exame traz uma interessante matéria sobre como os dalits, retratados como uma parcela marginalizada e desgraçada da população indiana, vivem dentro das empresas locais. A IBM, por exemplo, tem um programa exclusivo de recrutamento a eles.

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0951/mundo/chance-parias-496075.html

UMA CHANCE PARA OS PÁRIAS

Nenhuma outra experiência no mundo com minorias se compara ao desafio das empresas que tentam integrar ao mercado de trabalho os dalits, a casta mais desprezada da sociedade indiana.

por Tatiana Gianini

O sistema de castas na Índia foi abolido por lei nos anos 50. Mas o costume de segregar indivíduos de acordo com o histórico de seus ancestrais continua a ser uma prática aceitável na sociedade. Nascer dalit — nome dado à casta que forma o degrau mais baixo da pirâmide social indiana — é como nascer com uma maldição. O sinônimo para dalit é “intocável”, pois os hindus acreditam que se tornam impuros ao passar a mão em alguém dessa casta. A eles sobra apenas trabalho considerado sujo, como limpar bueiros e cuidar de cadáveres. Por isso, embora representem quase 20% da população, os dalits ocupam apenas 0,02% das vagas no mercado de trabalho formal, segundo a estimativa mais otimista. Romper a maldição é a tarefa a que algumas empresas com atuação na Índia vêm se propondo a executar. Para um mundo corporativo que se preocupa cada vez mais com a inclusão das minorias, a experiência da Índia é, de longe, a mais desafiadora de que se tem notícia. O acesso dos portadores de deficiência às empresas, o fim da discriminação de cor ou gênero, a equiparação salarial de mulheres e homens nos escritórios e nas linhas de produção — nada disso se compara ao tamanho do problema dos dalits e à tarefa de derrubar uma barreira formada por uma tradição de mais de 3 000 anos, desde que se originou o sistema indiano de castas.

No grupo das companhias que estão enfrentando o tabu indiano há multinacionais estrangeiras, como a americana IBM, e grandes empresas locais, casos da Infosys e do grupo Tata. Uma das estratégias mais comuns para tentar vencer a barreira é no processo de seleção de empregados. Nos últimos meses, por exemplo, o grupo Tata anunciou uma política batizada de “discriminação positiva” — uma espécie de ação afirmativa para os intocáveis. No caso de candidatos à mesma vaga e com qualificações semelhantes, os dalits levam vantagem. A regra valerá mesmo quando o desempenho das pessoas da casta ficar um pouco abaixo do de seus concorrentes em alguns quesitos. A IBM já adota tática semelhante em seus processos de recrutamento. “Os indianos de castas inferiores são pessoas muito espertas, muito inteligentes”, afirmou a EXAME o americano Ron Glover, vice-presidente mundial de diversidade da IBM. “Não faz sentido ficarem excluídos das oportunidades.”

Na maior parte das vezes, a discriminação dos dalits no mercado de trabalho começa no momento em que a pessoa diz seu sobrenome — a origem social na Índia é identificada por meio deles. Thoti e Kamble, por exemplo, são sobrenomes dalits, que funcionam como barreira de entrada no início dos processos de seleção. Em janeiro deste ano, o centro de pesquisas Indian Institute of Dalit Studies (IIDS) mandou currículos de candidatos com perfis de formação semelhantes, mas com sobrenomes diferentes. O resultado foi impressionante: a taxa de aprovação dos indianos com sobrenomes de castas altas foi quase o dobro em relação ao universo dos dalits.

Os poucos que conseguem passar pelo funil do recrutamento enfrentam preconceito no local de trabalho. No programa da IBM, por exemplo, os dalits que ingressam na equipe são treinados por mentores dentro da empresa — em geral, executivos de castas superiores. “Alguns de nossos funcionários já se recusaram a fazer isso”, diz Glover.

Além desse tipo de discriminação, os intocáveis geralmente entram em desvantagem nos processos de recrutamento pela falta de oportunidades de desenvolvimento — de origem miserável, a maioria não passou por boas escolas. Para suprir essa lacuna de formação, muitas empresas criaram cursos especiais de preparação. A gigante indiana de tecnologia Infosys, por exemplo, começou em 2006 seu programa de formação e inserção de dalits. Batizado de Special Training Program (STP), o programa consiste num curso técnico destinado a estudantes de faculdades de engenharia “socialmente em desvantagem” (na prática, dalits e outras minorias nacionais, como tribos rurais). Com duração de seis meses, o STP é realizado em parceria com o governo, que indica os alunos, e universidades locais. Em 2008, 552 estudantes participaram — ao final do processo, 83% deles foram contratados por grandes empresas do setor de TI, como Infosys, HP e Wipro.

Nem todas as empresas resolveram enfrentar o problema das castas por razões altruístas. Nos últimos anos, o governo indiano passou a exigir que as empresas contratassem dalits e outros grupos excluídos. O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, afirmou que “medidas extremas” serão tomadas caso as empresas não se empenhem no processo. Isso gerou no setor privado o temor de que o governo imponha um sistema de cotas para as minorias nas companhias privadas. As políticas em favor das minorias sociais se fortalecem à medida que a economia da Índia cresce. Setores como o de tecnologia da informação começaram a se deparar com a falta de profissionais minimamente preparados. Do outro lado do muro, um número grande de jovens dalits recém-formados em cursos como engenharia era desperdiçado em funções pouco qualificadas. A escassez de recursos revelou o absurdo da situação.

Algumas companhias, mesmo que não levantem tão abertamente a bandeira dos excluídos como faz o grupo Tata, contratam dalits e reconhecem seu talento há tempos. Desde sua fundação, em 1968, o fabricante de armas e produtos químicos Sarda Group emprega dalits. Hoje, quase metade da equipe de 120 funcionários é formada por intocáveis. “Aqui a questão das castas nunca foi um problema, o importante é demonstrar habilidades para fazer um bom trabalho”, disse a EXAME o empresário Suresh Sarda, da família de proprietários da empresa. “O progresso da Índia demorou a chegar aos dalits. Felizmente, hoje vejo que eles estão reescrevendo seu papel em nossa sociedade.”

– Radicalismo do Taliban

Algumas coisas assustam e nos fazem crer que a democracia será impossível em alguns lugares; por exemplo, no Afeganistão. Há quanto tempo os americanos estão por lá, e há quanto tempo os problemas persistem?

Veja essa curiosa matéria do Jornal da Tarde, edição 04/08/2009, pg 12A:

“O Taleban advertiu os afegãos de que a posse de celulares com fotos de mulheres não familiares e de homens bonitos constitui crime contra o Islamismo e seus portadores serão duramente castigados”.

Dá para ter diálogo com pessoas desse tipo? Radicalismo puro…

– Lições Contra o Preconceito

Em tempos de intolerância, veja que bacana: uma ONG brasiliense, participante do projeto ‘Generosidade”, ensina a crianças a serem tolerantes através da literatura:

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI79208-15228,00-LICOES+CONTRA+O+PRECONCEITO.html

LIÇÕES CONTRA O PRECONCEITO

Luciana tem 57 pares de sapato. Mariana, apenas um. Mas nenhuma das duas dá importância para isso – elas gostam mesmo é de brincar descalças na praia, onde se encontram e constroem juntas um grande castelo de areia. A partir do dia 6 de julho, as duas estarão nas bibliotecas de 2.600 escolas públicas de todo o Brasil. A história delas faz parte de um dos livros infantis da coleção Bem-Me-Quer, criada para dar lições sobre preconceito e diversidade para crianças da pré-escola ao ensino fundamental.

Luciana e Mariana contam com a companhia de outros personagens: João é paquerado pela menina mais bonita da escola, mas gosta mesmo é de Vitinho. Gilberto e Otávio, brancos, percebem que podem ser amigos de Tobias, que é negro. Já Marina tem síndrome de Down, o que não a impede de jogar bola com o irmão. Ao todo, são nove livros ilustrados sobre temas como orientação sexual, raça, gênero e deficiência, acompanhados de um audiolivro para deficientes visuais com todas as histórias, trilha sonora e um encarte em braile.

A coleção faz parte do projeto Bem-Me-Quer, desenvolvido pela ONG brasiliense Indica, o Instituto dos Direitos da Criança e do Adolescente, com o objetivo de diminuir o preconceito entre os jovens brasileiros. O instituto foi fundado em 2002 pelo libanês Agop Kayayan, ex-representante no Brasil do Unicef, o Fundo das Nações Unidas para a Infância. Segundo Kayayan, a ideia surgiu depois que ele constatou que o preconceito pode ter maior impacto sobre crianças que sobre adultos. “A discriminação é uma das principais causas de violência entre crianças. A criança discriminada sofre mais e perde muito de sua autoestima”, afirma.

Para ajudar a melhorar o ambiente nas escolas, o Indica organiza mostras de vídeo, eventos culturais e reuniões com educadores sobre diversidade. Mas a distribuição de livros infantis é a iniciativa mais ambiciosa da ONG até agora. Para viabilizar o projeto, o coordenador editorial Alex Chacon reuniu 14 autores e ilustradores do Brasil, da Argentina e do Chile. Giovane Aguiar, atual presidente do Indica, foi o responsável por estabelecer parcerias com órgãos como a Fundação Itaú Social, que vai financiar a distribuição dos livros. Agora, ele tenta fazer um acordo com o Ministério da Educação para incluir a coleção na lista de publicações indicadas pelo órgão do governo: “Isso seria revolucionário, porque a discussão da diversidade chegaria a todas as escolas”.

Uma pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, a pedido do Ministério da Educação, em 501 escolas públicas do país, mostra que a discriminação em sala de aula é generalizada: 99,3% das pessoas entrevistadas demonstraram ter algum tipo de atitude preconceituosa. Entre os alunos, 19% já viram algum colega negro ser vítima de perseguição pelos colegas, aquilo que os anglo-saxões chamam de bullying. Classe social e orientação sexual, nessa ordem, completam a lista dos motivos mais frequentes para práticas discriminatórias.

Ao confrontar os dados das escolas com os resultados da Prova Brasil 2007, constatou-se que o desempenho dos alunos piora de acordo com o índice de preconceito nas instituições. “Em escolas com nível mais acentuado de atitude preconceituosa e bullying, a nota média de português e matemática foi menor”, afirma o coordenador da pesquisa, José Afonso Mazzon. Para ele, iniciativas que estimulem o respeito à diversidade podem melhorar o desempenho dos alunos. “É natural, porque se cria um ambiente mais propício ao aprendizado”, diz.

Alex Chacon acredita que os livros infantis podem cumprir essa função. “A ideia é ajudar a criança a reconhecer o preconceito e levar isso em conta em suas decisões”, afirma. “Ela vai perceber que, às vezes, deixa de ser amiga de outra criança por preconceito.” Antes de serem publicados, os textos e as ilustrações da coleção foram avaliados por psicólogos e membros de ONGs de minorias, que sugeriram alterações e o uso de termos politicamente corretos. Outra preocupação foi garantir a qualidade artística do material. “São livros produzidos para crianças carentes, que também são carentes de cultura”, afirma Giovane Aguiar. A pedido de Aguiar, o Indica também elaborou um guia para orientar os educadores sobre o uso dos livros em sala de aula.

A proposta agradou a especialistas. Carlos Laudari, um dos coordenadores do projeto Escola sem Homofobia, que prepara professores para discutir a orientação sexual em sala de aula, acredita que a capacitação pode romper barreiras. “Eles querem ser preparados para lidar com a diversidade, porque sabem que alguns alunos sofrem muito”, diz. O pedagogo Luiz Ramires Neto, responsável por um grupo de discussões semelhante em São Paulo, concorda: “Os educadores costumam afirmar que desconhecem o assunto e que isso nunca foi abordado em sua graduação e licenciatura”.

Para o idealizador do projeto, Agop Kayayan, a coleção é apenas o primeiro passo para combater o preconceito no país. “Como os adultos, e aprendendo deles, as crianças discriminam outras crianças e adolescentes diferentes em religião, cor de pele, classe social e outros fatores.” Kayayan espera que, depois de aprenderem a respeitar a diversidade em sala de aula, as crianças levem a discussão para fora da escola e ajudem a mudar o comportamento de seus pais. Segundo ele, esse efeito “subversivo” ajuda ações sociais contra o preconceito a atingir um grande público, apesar do orçamento reduzido.

– Preconceito Contra Mulheres Inadmissível

No Sudão, uma mulher é condenada por… USAR CALÇAS COMPRIDAS!

Tudo bem que se deve respeitar os costumes locais. Mas tal nota chamou a atenção mundial pelo radicalismo e menosprezo ao respeito à pessoa humana.

Extraído de: http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI3899513-EI294,00-Para+enfrentar+juri+mulher+presa+por+usar+calcas+sai+da+ONU.html

Sudanesa presa por usar calças deixa ONU para enfrentar júri

A sudanesa que pode levar 40 chibatadas por usar calças afirmou que vai largar seu emprego nas Nações Unidas para poder enfrentar a lei islâmica vigente no país. Lubna Hussein costumava escrever para um jornal e atualmente trabalha em uma missão da ONU no país, o que lhe garante imunidade, segundo o jornal britânico The Times.

Lubna estava entre as 13 mulheres detidas em um café em Cartum, capital do Sudão, no último dia 3 de julho, por policiais responsáveis pela ordem pública. Todas elas estavam usando calças, roupa considerada indecente pelas leis islâmicas adotadas pelo regime que governa o país. Todas, exceto Lubna e outras duas mulheres, foram açoitadas dois dias depois.

“Este não é um caso sobre eu estar usando calças. Este é um caso sobre anular o artigo que fala sobre o código de vestimenta da mulher, que se apoia na ‘indecência’. Esta é a minha batalha. Este artigo é contra a constituição e até mesmo contra a lei islâmica”, afirmou. A Justiça adiou o julgamento até o dia 4 de agosto para dar tempo de Lubna largar seu trabalho.

Ela afirmou que vai sair imediatamente e agradeceu a ONU por intervir e impedir uma possível punição. Seu advogado, Nabil Adeeb, explicou que as Nações Unidas querem proteger seus empregados, mas Lubna preferiu enfrentar o julgamento. Em entrevista à rede CNN, ele mostrou indignação. “Isso precisa parar. Trata-se de algo desnecessário, apenas perseguição”.

– Humor Negro, sem Trocadilhos e com Tom Desagradável

Nunca gostei de humor negro. Agora, menos ainda. Digo isso devido a piada de mau gosto feita pelo humorista Danilo Gentil (Programa CQC), que utilizou de humor negro justamente contra a raça negra (se é que existe a raça negra, pois considero apens a existência de uma raça, a raça humana). O mesmo comparou o macaco King Kong com jogadores de futebol negro, por gostarem de loiras.

Piada irresponsável, que poderia ser evitada e de tom lamentável. Pessoas que estão a frente de programas de audiência, devem cada vez mais tomar cuidado em suas ações. Policiar-se é necessário!

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u601611.shtml

PIADA DE DANILO GENTIL NÃO TEVE GRAÇA, DIZ HÉLI DE LA PEÑA

O integrante do “Casseta & Planeta” (Globo) Hélio de La Peña decidiu entrar na polêmica da semana no Twitter. Em um texto intitulado “A coisa ficou afrodescendente para o humor negro”, o humorista carioca afirmou que a piada de Danilo Gentili relacionando jogadores de futebol com King Kong não teve graça. O post foi divulgado em seu perfil (twitter.com/Lapena).

“King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?” A frase foi postada por Danilo Gentili, do “CQC” (Band), entre a madrugada de sábado (25) para domingo no serviço de microblogs.

“Não tenho problemas com piadas de qualquer natureza, desde que elas sejam engraçadas. Não foi o caso”, escreveu La Peña. “Associar o homem preto a um macaco não é novidade no anedotário e causa desconforto aos homens pretos.”

Embora tenha avaliado negativamente a piada do colega, o “casseta” discordou que o melhor caminho nestes casos seja o judicial.

“Acho exagero imolar o humorista em praça pública. Processo é bobagem. Danilo não apontou o dedo na cara de nenhum preto e disse ‘olha aqui, seu macaco.’ Ele fez uma piada, quem não gostou expôs sua opinião. Eu não gostei.”

Segundo a assessoria de imprensa do MPF-SP (Ministério Público Federal de São Paulo), a mensagem de Gentili foi encaminhada a um procurador, que vai apurar se houve ou não racismo. A ONG Afrobras também se posicionou contra o “repórter inexperiente”. “Nos próximos dias devemos fazer uma carta de repúdio. Estamos avaliando ainda [entrar com] uma representação criminal”, disse José Vicente, presidente da ONG.

De acordo com Hélio de La Peña, “se alguma vez você sofreu discriminação racial, sabe o quanto isso é desagradável. Esta é a razão deste tipo de piada bater na trave”.

À Folha Online, na noite de ontem, o humorista do “CQC” disse estar “disposto a pedir perdão a qualquer pessoa que se ofendeu sobre qualquer assunto em qualquer coisa que eu disse”. “Quanto a apagar os tweets, não apago, não. Porque eu realmente disse aquilo. Não consigo ainda entender qual o problema com eles, mas se alguém viu problema, que me perdoe. Eu realmente disse aquilo.” 

– Homofobia X Heterofobia?

Para quem acompanhou o noticiário desses dias, um caso curioso: uma psicóloga carioca está sendo processada por atender homossexuais que queiram tentar se tornar heteros.

Não me habilito a discutir nesse espaço o homossexualismo como doença, distúrbio, escolha ou qualquer outra coisa. Mas compartilho com os leitores tal embate entre a questão: se se pode defender o homossexualismo, por que não o mesmo com a heterossexualidade?

Extraído do Blog “Liberdade de Expressão”: http://liberdadedeexpressao.multiply.com/journal/item/364

DITADURA GAY

Mais uma vítima da perseguição da Gaystapo. Acessem o blog da psicóloga Rozangela Justino para se informarem melhor acerca do assunto (rozangelajustino.blogspot.com). Recomendo que apóiem e divulguem o quanto for possível, para dar a conhecer ao maior número de pessoas os perigos da “Ditadura Gay” que aos poucos está sendo implantada nesta Terra de Santa Cruz – e que corre o seríssimo risco de ser oficializada no país através do PLC 122/2006 (a famigerada “Lei da Mordaça Gay”) que está sendo avaliada no Congresso Nacional.

Pequeno comentário: o “crime” da psicóloga é ajudar pessoas que queiram, por livre e espontânea vontade, abandonar o vício do homossexualismo. Por agir assim, corre o risco de ter seu registro profissional cassado.

Não há nada pior para um “gay” que um… “ex-gay”. “Traidor do movimento!”, bradam aos quatro ventos. A modernidade é isso: perda completa do direito de escolher o próprio caminho. A identidade de um grupo, ainda que seja uma mera construção social, se sobrepõe à liberdade do indivíduo e de sua própria consciência. Agora, o que você faz na cama, algo que pertence à sua vida privada e à sua intimidade, dá a você “direitos”; o vício torna-se virtude, pela simples vontade e capricho de alguns. E ai de quem for contra… É silenciado pela força, sem chance de expor sua discordância através de um debate. Isso é ou não uma ditadura?

– A Intolerância no Futebol: Brasileiros no Exterior

Muito interessante uma série apresentada pela Rádio CBN na semana passada. Nela, se abordou o racismo frente a jogadores de futebol brasileiros.

Os temas foram divididos em:

– A DISCRIMINAÇÃO NO DIA-A-DIA FORA DE CAMPO;

– TORCEDORES NACIONALISTAS;

– RACISMO CONTRA BRASILEIROS;

– PROBLEMAS CAUSADOS POR COSTUMES BRASILEIROS;

– POR DINHEIRO, CALA-SE MESMO SENDO VÍTIMA DE RACISMO.

Em destaque, um atleta que foi atingido por um cacho de bananas na Polônia; outro que foi preso por sambar no seu apartamento. Um depoimento do Zé Elias (ex-Corinthians), alegando que nosso país é visto como terra de “Futebol, Samba e Prostitutas“. Outro atleta aceita a discriminação, pois no exterior ganha dinheiro. Ainda, jogadores brancos discriminados por negros. Por fim, sociólogos debatem: o que o jogador de futebol brasileiro tem feito para ser aceito no exterior?

O acesso para a série está disponível em áudio, no link: http://cbn.globoradio.globo.com/series/PRECONCEITO-A-INTOLERANCIA-NO-FUTEBOL.htm

– Administradoras de Sucesso

A última edição da Revista Isto É Dinheiro (08/07/2009) traz uma interessante matéria sobre as Executivas Brasileiras. Como é o dia-a-dia das mulheres que ocupam altos cargos de direção, a relação com a família, formação, conflitos e preconceitos, frente a Administração de Empresas.

Assim, compartilho tal material, que pode ser acessado clicando abaixo em:

http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/613/artigo143346-1.htm

– A FIFA e a Manifestação Religiosa no Futebol Brasileiro

No livro das “Regras do Jogo de Futebol”, há uma observação de que estão vetadas manifestações políticas e religiosas em campo, e que o organizador deverá tomar as providências, caso isso aconteça.

 

Basicamente, elas ocorriam nas comemorações de gol, cujo momento de atenção ao marcador era maior, e sua imagem atrelada. Na própria Regra 12 (Infrações…), em “Diretrizes aos Árbitros”,  há um alerta para excessos em comemorações de gol e descaracterização do uniforme. Ora, o fato de tirar a camisa e mostrar “I Love Jesus” é fato para cartão amarelo.

É claro que o espírito da regra não é “caçar” pregadores, mas nortear a ordem. Imagine o patrocinador que paga milhões para aparecer em campo, e na hora do gol, o centroavante artilheiro arranca a camisa e ninguém vê sua publicidade?

 

Considerações a parte, reproduzo 2 textos que ajudam nesse debate: O primeiro, uma matéria da BBC falando sobre o fanatismo religioso dos jogadores de futebol brasileiro, onde ele mostra uma grande indignação aos créditos da vitória a Deus. O segundo, uma matéria informando que a FIFA solicita ao Brasil cautela nessas comemorações, pois a Federação Dinamarquesa não gostou do proselitismo proporcionado pelos brazucas em campo.

Claro, dentro de uma democracia, temos que respeitar a convicção religiosa de todos. Mas o amigo leitor há de concordar com algo indiscutível: se os dois times rezam pela vitória, como Deus atenderá as preces de ambos?

Já lembraria a sabedoria popular de um velho pensamento já batido: “se macumba ganhasse jogo (Macumbaria também é prática religiosa), o Ba-Vi na Bahia sempre terminaria empatado.”

Abaixo, os dois links:

1-(texto em vermelho) -BBC (campo como templo religioso): TÍTULO: DIVINO FUTEBOL: http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/2009/06/religiao.shtml

2- (texto em azul) -IG/FIFA (Dinamarca reclama e FIFA pede atenção): TÍTULO : FIFA REPREENDE COMEMORAÇÃO RELIGIOSA DO BRASIL: http://esporte.ig.com.br/futebol/2009/07/01/fifa+repreende+comemoracao+religiosa+do+brasil+na+africa+7068924.html

1- DIVINO FUTEBOL

A conquista da terceira Copa das Confederações pela seleção brasileira foi intensamente comemorada pelos jogadores e comissão técnica. Afinal, o título veio com uma vitória de virada, conquistada com muita determinação por um time que se por um lado não tem o brilhantismo de outras seleções brasileiras, por outro mostra espírito coletivo e grande união.

A vitória do Brasil sobre o esforçado time dos Estados Unidos era esperada e portanto não chegou a surpreender.  

Os comentaristas da BBC que acompanharam a final também não estavam preparados para a reza coletiva, com todos ajoelhados, de mãos dadas, num círculo feito em pleno gramado que incluiu até a comissão técnica. 

Num lugar como a Grã-Bretanha, onde o povo está acostumado a conviver respeitosamente com diferentes religiões, surpreende o fato de atletas usarem a combinação entre um veículo de grande penetração como a televisão e a enorme capacidade de marketing da seleção brasileira, para divulgar mensagens ligadas a crenças, seitas ou religiões.

Se arriscam a serem confundidos com emissários de pregadores dispostos a aumentar o número de ovelhas de seus rebanhos às custas do escrete canarinho, como emissários evangélicos em missão.

Para os críticos deste tipo de atitude, isso soa oportunismo inadequado e surpreende ver que a Fifa não se opõe a que jogadores se descubram do “manto sagrado” que os consagrou para exibir suas preferências religiosas.

Será que a tolerância da entidade teria sido a mesma se ao final do jogo algum jogador mostrasse uma camiseta dizendo “Eu não acredito em Deus” ? Ou se outro fosse um pouco além e gravasse no peito algo como “Essa vitória foi obtida graças ao esforço dos jogadores sem nenhuma interferência divina ou sobrenatural”?

É comum ver atletas fazendo sinal da cruz ao entrar em campo, beijando anéis, medalhas de santos, cruzes e patuás que trazem pendurados em cordões e apontando aos céus como a agradecer pelo gol marcado. Ninguém tem nada a ver com manifestações individuais. Mas uma manifestação coletiva, explícita e organizada como um ritual religioso pode dar margem a críticas ao ser associada a um bem público, a uma instituição tão democrática como a seleção brasileira.

A religiosidade de cada um seja ela qual for merece respeito, da mesma forma como merece ser respeitada a falta de religiosidade daqueles que assim optaram a seguir a vida.
Se a moda pega, a Fifa corre o risco de ter a Copa do Mundo do ano que vem cheia de manifestações religiosas, com missas, cultos e pregações diversas após cada partida.

O povo merece continuar torcendo pelo futebol de sua seleção, independente da reza, sessão espírita, ponto, ritual de sacrifício, sermão ou pregação.

Afinal, futebol é bola na rede, o resto é conversa.

2- FIFA REPREENDE COMEMORAÇÃO RELIGIOSA DO BRASIL NA ÁFRICA

Queixa é de que a seleção brasileira estaria usando o futebol como palco para a religião; entidade pede moderação aos jogadores

RIO DE JANEIRO – A comemoração do Brasil pelo título da Copa das Confederações, na África do Sul, e o comportamento dos jogadores após a vitória sobre os Estados Unidos causaram polêmica na Europa. A queixa é de que a seleção estaria usando o futebol como palco para a religião.

A Fifa confirmou à Agência Estado que mandou um alerta à CBF pedindo moderação na atitude dos jogadores mais religiosos, mas indicou que por enquanto não puniria os atletas, já que a manifestação ocorreu após o apito final.

Ao final do jogo contra os EUA, os jogadores da seleção brasileira fizeram uma roda no centro do campo e rezaram. A Associação Dinamarquesa de Futebol é uma das que não estão satisfeitas com a Fifa e quer posição mais firme. Pede punições para evitar que isso volte a ocorrer.

Com centenas de jogadores africanos, vários países europeus temem que a falta de uma punição por parte da Fifa abra caminho para extremismos religiosos e que o comportamento dos brasileiros seja repetido por muçulmanos que estão em vários clubes da Europa. Tanto a Fifa quanto os europeus concordam que não querem que o futebol se transforme em um palco para disputas religiosas, um tema sensível em várias partes do mundo. Mas, por enquanto, a Fifa não ousa punir o Brasil.

A religião não tem lugar no futebol“, afirmou Jim Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa. Para ele, a oração promovida pelos brasileiros em campo foi “exagerada”. “Misturar religião e esporte daquela maneira foi quase criar um evento religioso em si. Da mesma forma que não podemos deixar a política entrar no futebol, a religião também precisa ficar fora“, disse o dirigente ao jornal Politiken, da Dinamarca. À Agência Estado, a entidade confirmou que espera que a Fifa tome “providências” e que busca apoio de outras associações.

As regras da Fifa de fato impedem mensagens políticas ou religiosas em campo. A entidade prevê punições em casos de descumprimento. Por enquanto, a Fifa não tomou nenhuma decisão e insiste que a manifestação religiosa apenas ocorreu após a partida. Essa não é a primeira vez que o tema causa polêmica. Ao fim da Copa do Mundo de 2002, a comemoração do pentacampeonato brasileiro foi repleta de mensagens religiosas.

A Fifa mostrou seu desagrado na época. Mas disse que não teria como impedir a equipe que acabara de se sagrar campeã do mundo de comemorar à sua maneira. A entidade diz que está “monitorando” a situação. E confirma que “alertou a CBF sobre os procedimentos relevantes sobre o assunto”. A Fifa alega que, no caso da final da Copa das Confederações, o ato dos brasileiros de se reunir para rezar ocorreu só após o apito final. E as leis apenas falam da situação em jogo. 

 

 

Após tantas considerações, gostaria da sua argumentação sobre o difícil tema: O que você pensa da mistura “Religião X Futebol”?

 

– Racismo: Tema que Volta à Tona

Que a lei contra o racismo é moralmente incontestável, não há dúvidas. Já escrevi enésimas vezes aqui que detesto a divisão por raças, pois existe apenas uma: a raça humana. Entretanto, confesso que às vezes me impressiono com radicalismos. Por exemplo, chamar sem malícia algum negro de “negão” pode ser considerado ofensivo ou não para o indivíduo. Mas não se chama alguém muito branco de “alemão”?

Excessos a parte, ontem à tarde vi uma bela imagem dos capitães da seleção americana e espanhola juntos, na campanha “Diga não ao racismo”, promovida pela FIFA, durante a Copa dos Campeões. À noite, outros boleiros esqueceram disso e brigaram em Minas Gerais (Cruzeiro X Grêmio – Libertadores da América).

Supostamente, Maxi Lopes, argentino que atua pelo Grêmio, houvera chamado o cruzeirense Edi Carlos de “macaco”. Ora, aí não há dúbia interpretação! Se verdade, foi um ato nojento que deve ser punido severamente. Sou contra os problemas do futebol serem levados para fora de campo – é lá dentro que se deve resolver tudo! Mas chamar um negro de macaco é ofensivo e humilhante.

Extraído de: IG Esporte

Máxi López será interrogado no próprio Mineirão por suposta ofensa racista

BELO HORIZONTE – A equipe do Grêmio foi impedida de deixar o estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, depois da partida semifinal entre o Tricolor gaúcho e o Cruzeiro, na madrugada desta quinta-feira. O fato ocorreu depois de uma discussão entre o argentino Maxi López, do Grêmio,  e Elicarlos, do Cruzeiro, na qual o atacante supostamente teria chamado o zagueiro de “macaco”, numa clara atitude de racismo.

Ainda no gramado, o fato despertou a ira do meia Wagner, que imediatamente partiu para cima do argentino, visando defender seu companheiro. Os dois trocaram empurrões e o assunto foi encerrado quando outros jogadores chegaram para apartar a briga.

Porém, o insulto recebido por Elicarlos, ganhou maiores proporções depois do apito final. Isso porque o zagueiro registrou queixa contra o adversário, acusando-o de racismo.

Após a queixa, o centro-avante, também conhecido como “La Barbie” por suas madeixas loiras, foi intimado à comparecer a delegacia, presente no próprio estádio do Mineirão, para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido. Além do atacante argentino, devem ser ouvidos o zagueiro Elicarlos e o meia Wagner, ambos do Cruzeiro, que presenciaram o ocorrido.

O fato traz à tona novamente as ofensas racistas sofridas pelo atacante Grafite, na época no São Paulo, atualmente no Wolfsburg, da Alemanha, durante uma partida da Libertadores, na qual foi ofendido pelo zagueiro argentino Leandro Desábato, que o ofendeu de maneira semelhante, e acabou sendo preso provisoriamente.

– Parada Gay: Resultados Atingidos ou Apenas Carnaval?

Apenas repito novamente este texto, que já foi repetido no ano passado e portanto tem 2 anos. Mas o pensamento e propósito é atual! Abaixo

Post de 22.05.2008

Neste final de semana, haverá a Parada Gay em SP, e são esperadas 3 milhões de pessoas, sendo que a prefeitura municipal distribuirá 1 milhão de preservativos (o que sugere que 1/3 poderão fazer sexo seguro). Mas esta não é a questão levantada. A questão é o respeito a dignidade, que parece ser esquecido. Há quase 1 ano, neste espaço, fiz uma observação que permanece atual. Abaixo:

Post de 13.06.2007, em

http://rafaelporcari.blog.terra.com.br/parada_homo_x_parada_hetero#comments

Parada Homo X Parada Hetero
Fico pensando sobre toda essa manifestação dos grupos GLTB durante a Parada Gay. E chego a conclusão de que tal evento nada mais é do que um carnaval homossexual, sem atender aos propósitos da causa defendida.

O lema pregou o fim da Homofobia e respeito aos direitos dos homossexuais. Mas como levar a sério, se os manifestantes estão sambando a um volume inaudível, com fantasias diversas e outros praticamente nús?

Ligo a TV e vejo um moreno, em cima de um trio elétrico, apenas de mini-saia. Onde está a defesa da manifestação? Onde estão as faixas reinvindicando os direitos gays?

No sábado anterior, houve uma caminhada lésbica na Av Paulista, com aproximadamente 200 pessoas, em defesa do direito das homossexuais. Sinceramente, este protesto tem muito mais respeito e dignidade do que os 3 milhões da Avenida Paulista. Elas protestaram, os outros festejaram.

Respeito o homossexual, mas não faço defesa da prática. A opção sexual de cada um deve ser discreta, respeitosa, para que não se torne vulgaridade ou promiscuidade. A Parada Gay se tornou uma festa de apologia, libertinagem e pornografia, aceita pela mídia e pelos grupos empresariais que querem negociar com este público consumidor.

Já imaginaram a repercussão de uma parada de 3 milhões de heteros, fazendo apologia a heterossexualidade? Seria condenada por muitos.

A causa que poderia ser cidadã parece se tornar libertina. Infelizmente.

– O Homossexualismo no Futebol: Jogadores e Árbitros Gays

Há pouco, leio que na Inglaterra, desde o começo do ano, os dirigentes da Premier League lançaram uma campanha contra a homofobia nos estádios. Para a temporada 2009/2010, ações publicitárias e depoimento de atletas pedirão a tolerância ao público gay tanto dentro como fora de campo.

É claro que o assunto é polêmico. Tanto o homossexualismo masculino quanto o feminino traz à tona o velho discurso de ser politicamente correto. De fato, é uma árdua missão fazer com que torcedores respeitem a opção sexual manifestada publicamente quando a mesma é diferente da sua. No Rio de Janeiro, já é conhecida a Fla-gay, braço organizado flamenguista de torcedores homossexuais. Tudo isso é um tabú social, não exclusivamente esportivo.

Mas o destaque da matéria, retirada do GloboEsporte.com, é um link para outra manchete, de um mês atrás: Árbitro gay é impedido de apitar.

Como o assunto se diz respeito a uma atividade que exercemos (arbitragem), e o futebol é uma paixão nacional, compartilho com os amigos.

(Apenas por curiosidade: e se um árbitro ou um jogador de time grande assumisse a sua homossexualidade no Brasil, o que aconteceria com o mesmo?)

(Extraído de: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL1125725-9842,00-APOS+ASSUMIR+SER+GAY+JUIZ+E+PROIBIDO+DE+APITAR+NO+FUTEBOL+DA+TURQUIA.html)

Após assumir ser gay, juiz é proibido de apitar no futebol da Turquia

Um árbitro turco, cujo nome não foi divulgado, foi proibido de apitar jogos no futebol da Turquia após assumir ser gay. A informação é do diário turco “Hurriyet”.De acordo com as leis do país, homossexuais não podem prestar serviço militar. Usando dessa prerrogativa, a Federação Turca de Futebol excluiu o juiz das competições oficiais organizadas pela entidade.

 

 

– O artigo 25 da lei arbitral da Federação indica que as pessoas que estão isentos do serviço militar não podem trabalhar como árbitros – disse Osman Avci, secretário geral da Junta Central de Árbitros.

Indignado, o juiz homossexual pensou em entrar na justiça, no entanto, como a Federação está baseada em uma lei, ele pensar tomar outra atitude.

 – Tive a ideia de levar a questão ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. Mas agora estou confuso. Inclusive, penso me mudar do país e viver noutro lugar – observou.

No Brasil, dois ex-árbitros de futebol assumiram ser homossexuais no passado: Valter Senra e Clésio Moreira dos Santos, o popular Margarida, que faleceu em 1995.

– A Princesa Negra da Disney e a Polêmica do Mercado

Procurando ser politicamente correta, a Disney prepara sua animação cuja protagonista será uma princesa negra.

Entretanto, nem assim os críticos deixam de emitir comentários negativos…

Extraído de: http://colunas.epoca.globo.com/mulher7por7/2009/06/01/a-polemica-sobre-a-primeira-princesa-negra-da-disney-o-principe-e-brasileiro/

A polêmica sobre a primeira princesa negra da Disney. O príncipe é brasileiro.

O novo desenho animado “A Princesa e o sapo” da Disney está com estreia prevista para dezembro nos cinemas dos Estados Unidos, mas a polêmica em torno da protagonista já começou. Em 75 anos de existência, é a primeira vez que a Disney tem uma princesa negra. Sabe-se lá se é influência da primeira-dama americana Michelle Obama. Linda, inteligente, negra e uma das mulheres mais bem vestidas do planeta, Michelle pode muito bem ter inspirado a criação da princesa Tiana que se veste elegantemente e usa uma tiara de diamantes. 

O fato de Tiana ser negra está gerando todos os tipos de comentários dentro e fora da comunidade de Afro descendentes dos Estados Unidos. Alguns acham que Tiana é o estereótipo dos negros e que se realmente fosse uma heroína não deveria passar a maior parte do filme como uma rã.  Outros acreditam que é importante para as crianças negras ter uma heroína da mesma cor que elas. Afinal, as outras princesas como Branca de Neve, Cinderela e Bela Adormecida são alvas como a neve.

A animação dos cineastas Ron Clements e John Musker (que dirigiram A Pequena Sereia  e Aladim) se passa nos anos 20, em Nova Orleans. Tiana é uma jovem garçonete que sonha em ter seu próprio restaurante até beijar um sapo e se transformar em uma anfíbia. Quem dubla Tiana é a Anika Noni Rose, uma premiada atriz negra que canta como um pássaro. A dublagem em inglês do príncipe Naveen é do ator brasileiro Bruno Campos (ele fez o filme brasileiro Quatrilho).

“A Disney não acredita que valeria a pena ter um homem negro com o título de príncipe”, escreveu a internauta Angela Helm no site Black Voices dedicado à cultura negra americana. Outra internauta escreveu que ele não tem os cabelos nem a pele dos membros de sua comunidade. E o ator não tem mesmo.

A Disney já foi acusada de racismo em outras animações, como no filme “Dumbo” de 1941, em que foi criticada por apresentar os palhaços negros como  mal-educados. Desta vez, ela quer acertar. A companhia cinematográfica chamou uma equipe de consultores, entre eles a apresentadora Oprah Winfrey, para dar sua opinião. Oprah disse ter gostado do filme. O professor de antropologia da Universidade de Harvard, Michael D. Bran, estudioso de casos sobre como as crianças aprendem sobre raças, afirma:”as pessoas pensam que as crianças não são capazes de entender as mensagens subliminares sobre raça e gênero nos filmes. Mas ocorre exatamente o contrário”.

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– Mulheres Proibidas de Jogarem Futebol

Calma, não é nenhuma lei atual. Foi no tempo do presidente Getúlio Vargas, onde o governante decretou que o futebol “não era condizente para senhoras que seriam futuras mães”. As que insistiam, eram rotuladas de “grosseiras e mal-cheirosas”.Abaixo, material da Folha de São Paulo:
Folha de São Paulo – 25/05/2003 – 12h06 

Futebol feminino chegou a ser proibido no Brasil na ditadura Vargas
por JOÃO CARLOS ASSUMPÇÃO 
Futebol no Brasil não é como nos Estados Unidos, na China ou na Noruega. No país pentacampeão do mundo, o espaço reservado à mulher tem sido a beira do gramado, onde pode trabalhar como animadora de espetáculo.
No campo, com a bola nos pés, é difícil cavar um lugar. A modalidade, afinal, não pegou como em outros países. Os obstáculos para a prática do futebol feminino no Brasil continuam muito grandes.
Foi para detectar essas barreiras que o pesquisador Eriberto Lessa Moura, 37, mestrando em estudos do lazer pela Faculdade de Educação Física da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), resolveu debruçar-se sobre as origens do esporte no país.
“Desde o início, as dificuldades para a mulher [jogar futebol] foram grandes, mas elas se tornaram ainda maiores durante o Estado Novo [período do governo Vargas entre 1937 e 1945]”, disse Moura à Folha, por telefone.

Em 1937, Getúlio Vargas se antecipou à eleição que aconteceria no ano seguinte e desencadeou um golpe de Estado, implantando uma nova Constituição e uma ditadura, que duraria até 1945.

No período, aprofundou o vetor centralizador do Estado, criando o Departamento de Administração do Serviço Público, o Dops, espécie de polícia política, e o Departamento de Imprensa e Propaganda, dedicado à censura e à exaltação dos feitos do governo.

Na área esportiva, a história não foi diferente. Criou leis para o setor e passou a controlá-lo com mão-de-ferro. “Foi aí que a pressão para as mulheres se afastarem do futebol aumentou muito. Elas deveriam se limitar a praticar esportes que o governo considerasse condizentes com suas funções de mães ou futuras mães.”

Leonardo Pereira, autor de “Footballmania”, livro sobre as origens do futebol no Rio, concorda com o colega. “A visão que temos, que faz do futebol um jogo essencialmente masculino, foi construída historicamente, fruto de um amplo movimento que, desde o final dos anos 30, tratou de atacar a participação feminina e construiu a idéia de que o jogo não seria adequado às mulheres.”

O Estado Novo criou o decreto 3.199, que proibia às mulheres a prática de esportes considerados incompatíveis com as condições femininas. Segundo Moura, o futebol estava incluso entre eles, ao lado de halterofilismo, beisebol e de lutas de qualquer natureza.

Quando o decreto foi regulamentado pelo regime militar (1964-1985), em 1965, o futebol feminino foi proibido no Brasil. Só 16 anos depois foi revogado pelo Conselho Nacional do Desporto.

Mas, muito antes disso, o futebol no Brasil já era um esporte eminentemente masculino. A mulher que o praticasse era vista com preconceito, já que a trajetória da modalidade no país foi diferente da vivida pelos homens.

De acordo com a pesquisadora Heloísa Bruhns, autora de “Futebol, Carnaval e Capoeira – Entre as gingas do corpo brasileiro”, enquanto os homens da elite começaram a praticá-lo no final do século 19 em São Paulo e no Rio, o grupo feminino que aderiu à prática do futebol era pertencente às classes menos favorecidas.

Do preconceito social ao esportivo teria sido um passo. Segundo Bruhns, mulheres que jogavam eram consideradas “grosseiras, sem classe e malcheirosas”.

Às mulheres da elite cabia o papel de torcedoras. “As partidas de futebol [masculino] eram um evento da alta sociedade e as mulheres se arrumavam para ir assistir aos jogos”, afirmou Moura.

Mas, com o passar dos anos, o preconceito chegou às arquibancadas -e a violência também- e até lá a mulher perdeu espaço.

Como disse a professora Heloísa Reis, estudiosa do comportamento das torcidas em estádios de futebol, “quando as mulheres participam das organizadas, elas tendem a adotar o comportamento agressivo masculino, o que talvez seja uma tática para ser aceita mais facilmente pelo grupo”. E, no final, só serve para aumentar o estereótipo e o preconceito contra a mulher no futebol.

 

 

 

 

 

– Village People, Doritos e Conar

Que confusão a Pepsico se meteu! O Conar, que regula publicidades, tirou do ar a campanha de lançamento do Novo Doritos. Tudo porque a canção tema é YMCA, onde um rapaz começa a se “empolgar” com a canção enquanto seus amigos o observam, comendo o salgado.

Considerada preconceituosa, a propaganda saiu do ar e há pouco a Pepsi consegui na justiça provar que não há qualquer menção discriminatória contra o público gay.

Veja o vídeo e julgue você mesmo:

Clique em:

 http://www.youtube.com/watch?v=iCX7r4-kYfQ&feature=PlayList&p=D07B5DA8CB7AED7C&playnext=1&playnext_from=PL&index=15

– O Neonazista Paulista e sua Nova República

É impensável que um coordenador da Camargo Correa, jovem, estudado, e de boa família, possa ter idéias tão estúpidas quanto as citadas abaixo, como a fragmentação do Brasil e o neonazismo oficializado. Pior: o idiota tem muitos seguidores.

Veja essa importante matéria investigativa da Revista Isto É, ed 2062, 20/05/09, pg 84-89, por Suzane Frutuoso e João Loes:

OS NAZISTAS BRASILEIROS
Um duplo homicídio revela a existência de novos seguidores de Hitler no País, com plano político, armas e conexões no Exterior

Neuland é uma “nova terra”, onde não falta emprego aos cidadãos e o salário mínimo é de 840 euros (R$ 2,4 mil). Nesta República Federativa, o hino nacional é o último movimento da Nona Sinfonia de Beethoven e a capital foi batizada de Magno – para afirmar sua grandiosidade. Há três prédios interligados, com 200 mil metros quadrados e 160 andares cada um. Neuland poderia ser o país fictício de uma narrativa fantasiosa. Mas a mente de quem criou esta nação-babel, com 20 idiomas oficiais, é a mesma que está sendo acusada de planejar a morte de um rival, motivada por uma ideologia que já foi usada para justificar o assassinato de milhões de pessoas no século passado e se mostra viva no Brasil de 2009: o nazismo.

O paulista Ricardo Barollo, 34 anos, coordenador de projetos especiais da empreiteira Camargo Corrêa, foi apontado como mandante do crime que tirou a vida do estudante de arquitetura mineiro Bernardo Dayrell, 24, e sua namorada, a estudante Renata Waechter, 21, na madrugada de 21 de abril em Campina Grande do Sul, no Paraná, devido a uma disputa de poder. O crime descortinou uma rede organizada de nazistas no País, com ramificações em vários Estados e conexões com outros países.

Barollo e Dayrell eram líderes dos dois maiores movimentos nacionais. Defendiam que a raça branca estava em extinção e, por isso, a miscigenação deveria ter fim. A Neuland seria o país de extrema direita pautado na mesma ideologia que o ditador Adolf Hitler implantou na Alemanha a partir de 1934. Primeiro, o grupo tomaria São Paulo e os Estados do sul do País. Depois, conquistaria o território de 22 países da Europa.

Essa história veio à tona em 1º de maio, quando Barollo foi preso no bairro de Moema, em São Paulo, no apartamento de alto luxo em que morava com os pais – outros cinco acusados de participar do crime também foram detidos no Paraná. A partir daí, a polícia começou a ter acesso ao universo neonazista do qual faz parte o grupo. A rede com ramificações no Sudeste, Sul e Centro-Oeste do País é formada, em sua maioria, por jovens de classe média ou alta, com boa formação intelectual. A exigência é tão grande que, para ser admitido na facção, o candidato precisa passar por uma rigorosa prova.

A avaliação é realizada pelo computador, em um documento enviado por e-mail com uma senha de acesso e 30 perguntas dissertativas como “Os fins justificam os meios?”, “Quem era Adolf Hitler?” e “Quais e como eram os principais governos da Europa na década de 40?”. Quem responde de acordo com o que os fatos históricos comprovam é reprovado. Passa aquele cujas respostas são inspiradas no revisionismo, teoria que, entre outras coisas, nega o Holocausto. Os aprovados são “batizados” num lugar confirmado poucas horas antes do evento – apenas a cidade onde acontece a reunião é divulgada com antecedência. Segurando tochas de fogo, prometem honrar a imagem do Führer e o nacional socialismo.

Tamanha devoção é contida em ações discretas, como uma sociedade secreta. O movimento não tem sede, página na internet, nem nada que o identifique perante a sociedade. Os integrantes preferem se comunicar por e-mail ou mensagens instantâneas. Telefonemas, só em casos excepcionais. Encontros, quando inevitáveis, acontecem sempre em lugares diferentes, para não levantar suspeitas. Não há amadorismo. Os grupos são divididos em células.

A da propaganda serve para divulgar a ideologia por meio de revistas e cartazes. Na política, o foco é a formação de futuros partidos e a conquista de novos membros. Já a paramilitar é o setor armado, que dizem ser para defesa (não há indícios de que participem de algum tipo de treinamento). Mulheres não podem participar.

Mas é permitido que elas frequentem as festas, onde a bebida é controlada e as drogas são proibidas. Negros também podem ingressar no movimento, mas precisam ser “puros”, sem mistura de raças. E jamais chegariam a líderes.

O detalhado plano da Neuland foi apresentado por Barollo aos seus seguidores em setembro de 2008. Primeiro, o grupo elegeria vereadores e o prefeito no Balneário Piçarras, em Santa Catarina. Em alguns anos, fortalecido, tomaria os Estados do Sul e São Paulo, num movimento separatista que criaria o novo país.

As fronteiras, porém, seriam fechadas a imigrantes. Barollo confirmou essas informações à polícia no dia da prisão, quando vestia uma camisa da seleção de futebol alemã. O que não contou é que o objetivo do grupo era bem mais ousado. Neuland, uma “terra prometida” fundamentada em “união, justiça e liberdade”, ocuparia países que fazem parte da União Europeia, como Alemanha, Dinamarca, Espanha, Itália, Polônia, Suécia, entre outros.

Está tudo documentado como um plano de governo em pastas às quais ISTOÉ teve acesso. Barollo seria o presidente, com um salário de 10.560 euros (R$ 30 mil). Superior aos R$ 8.348,95 que ele recebia na Camargo Corrêa. Seu aniversário, 18 de julho, constaria como feriado nacional. Bandeiras, ministérios, empresas, cargos e leis também já estavam definidos.

Além de Dayrell, a polícia já sabe que mais dois possíveis líderes estavam marcados para morrer por divergirem de Barollo: um na cidade gaúcha de Caxias do Sul e outro na capital paulista. O grupo detido também teria apoio de lideranças no Chile e na Inglaterra. Da Argentina, onde há uma rede neonazista com três mil membros, vieram as armas do crime. No Brasil, até onde se sabe, a maioria luta pela ideologia e defende a estratégia, não o uso de armas, para que com o tempo o neonazismo ganhe força. A violência seria o último recurso, diferentemente dos skinheads, que têm como principal estímulo a agressão às minorias, como nordestinos e homossexuais.

A reportagem de ISTOÉ entrevistou três jovens dos grupos neonazistas – dois detidos, acusados pelo assassinato de Dayrell, e um dissidente que será testemunha de acusação. Todos na faixa dos 20 anos. Eles se mostraram arrependidos de entrar na facção, mas confirmaram suas crenças. “A extrema direita faz as coisas ficarem mais firmes”, acredita Gustavo Wendler, 21 anos, um dos presos. Também ressaltaram que tinham amigos negros, judeus e estrangeiros. Até conheciam homossexuais. “Só não permito que eles invadam meu espaço”, disse Rodrigo Mota, 19 anos, outro detido.

Além de Wendler e Mota, foram presos Jairo Fischer, 21 anos, Rosana Almeida, 22, e João Guilherme Correa, 18. Segundo o delegado Francisco Caricati, do Centro de Operações Policias Especiais (Cope), em Curitiba, eles apontaram Barollo como o mandante. O advogado dele, Adriano Bretas, disse à ISTOÉ que seu cliente não concederia entrevista, que nega todas as acusações e só falará em juízo.

Na noite do crime, o grupo de Dayrell organizou uma festa numa chácara em Campina Grande para comemorar os 120 anos do nascimento de Hitler. Os acusados atraíram Dayrell e Renata, que saíram de Minas para participar do evento, para uma emboscada na BR-116. Todos eram amigos, apesar de fazerem parte de facções rivais. “Eles vão a júri popular e podem pegar até 72 anos de prisão por duplo homicídio qualificado, motivo torpe e apologia ao nazismo”, afirma Caricati. Na casa dos envolvidos e de pessoas que participaram da festa, foi encontrado material referente à ideologia de Hitler, como bandeiras, cartazes, revistas, livros e broches.

As divergências entre Barollo e Dayrell começaram em 2007, três anos após a formação do grupo. O mineiro teria criado camisetas, bonés e bandeiras com símbolos nazistas para vender. Barollo passou a acusá-lo de capitalista, afirmando que o ideal do grupo era de uma raça pura e de igualdade social. Dayrell chamou o líder de controlador, rígido, excêntrico, e também forjou uma votação autointitulando-se o novo comandante do grupo em Minas Gerais e no Paraná. Tempos depois, Dayrell convidou pessoas que não conseguiram entrar no grupo de Barollo, por causa da dificuldade da prova de admissão, a seguir com ele. A facção de Barollo contabiliza 50 membros. A de Dayrell, 300 pessoas.

Os grupos revelados pelo crime no Paraná não são os únicos do Brasil onde se encontram seguidores de Adolf Hitler. ISTOÉ apurou que há pelo menos mais três facções neonazistas organizadas no País. Uma no Rio Grande do Sul, com 70 pessoas, outra também gaúcha, que existe apenas para importar armas, com 20 membros, e uma terceira em São Paulo, com cerca de 40. Não há dados consolidados de quantos são os neonazistas no Brasil. Mas uma pesquisa da antropóloga Adriana Dias, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), dá pistas. Para sua dissertação de mestrado ela estudou sites que pregavam o neonazismo em português, espanhol e inglês.

Chegou a um total de 13 mil páginas em 2007. “Hoje, são 20 mil, quase o dobro”, diz Adriana. A pesquisa revelou que ocorreram cerca de 150 mil acessos a esses endereços a partir do Brasil. Com a chegada da internet, buscar parceiros que se identificam com a ideologia nazista ficou mais fácil. Entre 2006 e 2008 a Safernet, que combate os crimes cibernéticos, viu aumentar vertiginosamente o número de denúncias de conteúdo de ódio na web.

“A maior parte estava na rede de relacionamentos Orkut, mas também havia fóruns, sites e blogs”, conta Thiago Tavares, presidente da Safernet. Ele conta que diminuíram as denúncias depois de uma grande operação para coibir essas páginas em 2008, mas a atividade online continua. “Os neonazistas são organizados e têm conhecimento técnico para criar mecanismos que escondem a origem das conexões”, conta.

Prova disso é a revista online O Martelo, criada por Bernardo Dayrell para divulgar o neonazismo. Na edição de fevereiro de 2009, dez páginas da publicação são dedicadas a um guia de segurança na internet. O texto fala, basicamente, da importância da rede para o movimento Nacional Socialista e explica, passo a passo, como navegar de forma anônima (e assim acessar conteúdo proibido sem ser identificado).

A internet também facilitou a criação de dissidências dos grupos mais conhecidos, como o Front88 e o Valhalla88, por exemplo. Esses dissidentes se anunciam com nomes pomposos e em sites elaborados, mas têm, em média, cinco ou seis membros. “Na rede, vemos grupos surgir e desaparecer rapidamente”, conta Alexandre de Almeida, historiador e mestre em antropologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), autor do estudo Skinheads: os mitos ordenados do Poder Branco paulista.

Especialistas são unânimes: a repressão é o principal caminho para que movimentos neonazistas não se disseminem ainda mais – e ganhem poder como as facções terroristas alcançaram em outros países, tornando-se um risco para a segurança do Estado. Há, porém, uma alternativa que depende exclusivamente da sociedade, que é a educação para a tolerância e a diversidade. “Não se vê isso nas escolas e poucos pais abordam o assunto”, diz a historiadora Maria Luiza Tucci Carneiro, professora da Universidade de São Paulo, especialista em racismo e antissemitismo.

É desde cedo que se ensina respeito pelo outro, afirma o delegado chefe do Cope, Miguel Stadler, que destaca o desconhecimento dos pais dos envolvidos no caso do Paraná – nenhum deles sabia que os filhos tinham simpatia por Hitler. “A discussão sobre preconceito é urgente”, afirma o delegado Caricati. “Quem imaginaria que, décadas depois, uma ideologia baseada em barbárie seria responsável por um crime desses?” Ainda mais no Brasil, onde a miscigenação é uma marca indelével do País.

– Polemizar a troco de dinheiro, desrespeitando as crenças.

Há certas empresas que não possuem escrúpulos. A fim de lucrar, fabricante de jogos eletrônicos fatura alto vendendo um game onde Buda, Maomé e Jesus Cristo lutam entre si.

Triste e lamentável tal comportamento. Desrespeitar a fé alheia, polemizar e ganhar dinheiro em cima disto, é prova maior da falta de ética.

Extraído de: http://colunistas.ig.com.br/gamegirl/2009/04/28/jesus-buda-e-muhammad-juntos/

Um ano já se passou e grupos religiosos continuam “atirando pedras” no game “Faith Fighter“, do Molleindustria, um estúdio italiano que gosta de gerar burburinhos na web. Segundo a BBC, que destacou o fato – a reclamação da galera – entre as notícias do dia, colocar Jesus, Buda e Muhammad, juntinhos, em um game de luta é desrespeitoso.

O estúdio se defende e diz que nunca pensou em ofender nenhuma religião. O críticos afirmam que o jogo online é profundamente provocativo. Os muçulmanos têm se sentido ainda mais constrangidos porque na tradição islâmica é expressamente proibido sequer desenhar Allah.

A notícia tem repercutido em sites e blogs especializados. O Metro UK também publicou uma nota sobre o polêmico assunto.

Depois de um enunciado formal emitido pela Organização da Conferência Islâmica (Organization of Islamic Conference, o OIC) solicitando a retirada do game da internet, o estúdio decidiu acatar a “sugestão” de excluir de seu portfólio o webgame.

– SP Fashion Week com Cotas Raciais

Novamente o tema “Cotas para Negros” vem à tona. O que dizer agora: o Ministério Público quer que a organização do evento reserve um determinado número de modelos negros para trabalhar no evento.

A oportunidade para qualquer raça está sendo sempre levada em questão. Mas determinar um número parece tão discutível quantos as cotas em universidades, já debatidas neste espaço.

Extraído de: http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a2486235.xml&template=3898.dwt&edition=12180&section=1350

Cotas na moda

Profissionais acreditam que mercado para modelos negros nos eventos de moda do Estado tem sofrido mudanças positivas, mas ainda pode melhorar

A discussão sobre cotas raciais, bastante polêmica em relação às vagas nas universidades, entrou na moda. Há duas semanas, uma reportagem sobre a São Paulo Fashion Week publicada na Folha de S. Paulo ganhou repercussão nacional. O Ministério Público paulista, através da promotora Déborah Kelly Affonso, propôs que fosse estabelecida uma cota para modelos negros nos desfiles daquele evento. A matéria trazia as opiniões do organizador da SPFW, Paulo Borges, e de alguns estilistas participantes da semana de moda. A declaração que mais gerou polêmica foi a de Glória Coelho: Na Fashion Week já tem muito negro costurando, fazendo modelagem, muitos com mãos de ouro, fazendo coisas lindas, tem negros assistentes, vendedoras, por que têm de estar na passarela?

A estilista colocou em seu site um comunicado explicando a frase publicada pela Folha. A SPFW também fez circular um e-mail afirmando que não exerce influência na escolha do casting de seus estilistas. Mas o assunto deve ir muito além da passarela paulistana.

Em Santa Catarina não existe nenhuma obrigação legal de incluir afrodescendentes em desfiles ou campanhas publicitárias. Apesar disso, modelos, produtores e agenciadores percebem indícios de mudança. Segundo Kenia Costa, ex-modelo e atualmente produtora de eventos na área, o mercado catarinense vem sofrendo uma modificação positiva nos últimos tempos.

– Sempre tivemos uma mobilização muito grande para inserir os modelos negros. E já foi muito mais difícil. Tínhamos quatro ou cinco modelos, incluíamos nos castings e nos diziam que um só já estava bom. Hoje isso se reverteu e os clientes pedem as modelos negras. Os homens também – conta ela.

Kenia acrescenta que no Donna Fashion, evento promovido pelo Diário Catarinense, do qual ela é produtora, esta nova mentalidade ficou evidente nas últimas cinco edições.

– Antes nos diziam que não queriam os modelos negros porque não combinavam com o desfile. Hoje já há uma busca não só por negros, mas pela diversidade – afirma ela.

marcia.feijo@diario.com.br

– Violência Doméstica Deixada de Lado pelos Usos e Costumes

Na última segunda-feira, tivemos a oportunidade de trabalhar com os discentes a respeito do tema: “Negócios Internacionais”. Nessa aula, tratamos da preocupação da adaptação das grandes empresas aos costumes locais.

Entretanto, há alguns costumes que se tornam extravagantes a nós. Lendo essa nota, admirei-me do inusitado: em um Congresso contra a Violência Doméstica na Árabia Saudita (um dos pólos de negociação mais “explosivos” do mundo, um juiz local defende a agressão às mulheres, a fim de que elas “gastem menos”!

Cultura machista é uma coisa; agressão, já é exagero…

Extraído de: http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI3758091-EI308,00-Juiz+saudita+defende+agressao+a+mulheres+que+gastam+muito.html

Juiz saudita defende agressão a mulheres que gastam muito

Um juiz saudita provocou comoção ao afirmar que os homens têm o direito de agredir suas mulheres se elas gastarem demais. A afirmação foi feita recentemente durante um congresso sobre violência doméstica, na Arábia Saudita, informa a rede de TV americana CNN.

Para o juiz Hamad al-Razine, se as mulheres gastam a maior parte do dinheiro em roupas, os maridos têm o direito de agredi-las com “uma bofetada”. As mulheres presentes no evento protestaram imediatamente.

Al-Razine disse que pretendia esclarecer que o aumento da violência doméstica não é responsabilidade apenas dos homens. Segundo o juiz, as mulheres contribuem para a violência “com seu insolente comportamento”, mas nada se diz a respeito disso.

A violência doméstica foi tratada como tabu no país durante muito tempo, mas, ultimamente, o tema tem recebido mais atenção.

– Liberalidade na Igreja Católica

Nesta última semana, Dom Luís Soares Vieira, vice-presidente da CNBB, corajosamente falou sobre homossexualismo e ordenação de padres. Dentro da sabedoria de que “devemos destestar o pecado e amar o pecador“, Dom Luís declarou que “Os homossexuais são pessoas humanas. O que se exige do heterossexual para ser padre se exige também do homossexual”.

Tal declaração será patrulhada por muitos. Mas foi corajoso em tomar tal posição, sem ferir o cerne do cristianismo: a Tolerância, o Amor e o Espírito Cristão

– Professor racista é algo intolerável

Lamentáveis e condenáveis as infelizes brincadeiras (se é que podem ser chamadas assim) de um professor gaúcho, que de forma racista se referiu a negros em sala de aula.

Compartilho este péssimo exemplo de como não agir, não só em sala de aula, mas em toda a sociedade. Lembrando que o temro raça deveria ser banido dos nossos questionários sócio-econômicos. Afinal, só existe uma raça: a raça humana.

Extraído de: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/05/01/

Professor de universidade é condenado por racismo

Um professor da faculdade de agronomia da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) foi condenado pelo TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região a pagar multa por ato de racismo em sala de aula em 2000. Cabe recurso. As informações são do jornal “Folha de S. Paulo”.

A multa corresponde ao salário de um mês do professor José Antônio Costa, incluindo vantagens e adicionais que recebia na época. A Justiça Federal não cita o valor na decisão.

A denúncia do Ministério Público afirma que o professor disse, no primeiro dia de aula da disciplina “Leguminosas de Grãos Alimentícios“, em março de 2000, que “os negrinhos da favela só tinham os dentes brancos porque a água que bebiam possuía flúor” e que “soja é que nem negro, uma vez que nasce é difícil de matar“. Na classe, havia um aluno negro.

Na época, foi aberta uma sindicância na faculdade. A apuração concluiu que não havia conotação racista nas falas do professor, que ele tinha “intuito de criar um ambiente mais descontraído no primeiro dia de aula” e que fez uso de expressões informais sobre a raça negra utilizadas no meio rural.

O Ministério Público, então, entrou com ação civil na 6ª Vara Federal de Porto Alegre, que a considerou improcedente. Depois, recorreu ao TRF alegando que “houve ação discriminatória e racista e que teria provocado constrangimento e indignação em todos os presentes e principalmente no único aluno negro presente”.

A defesa de Costa afirmou, entre outras coisas, que ele disse as frases sem intenção pejorativa e que utilizou ditado comum na zona rural, principalmente entre agricultores de origem italiana, inclusive com conteúdo positivo, relativo ao vigor da etnia negra.

O juiz federal Roger Rios, da 3ª turma do TRF da 4ª região, relator do processo, considerou que “não é crível que indivíduo com o grau de formação intelectual [mestrado e doutorado] […] não perceba o explícito e textual conteúdo racista na expressão utilizada -tanto que ao final da aula preocupou-se em manifestar suas desculpas“.

– Ser Politicamentente Correto a todo instante

Trabalhamos na última segunda-feira com os alunos do sétimo semestre sobre “SER POLITICAMENTE CORRETO“, e após um texto-base paradidático, debatemos muito sobre o assunto. Questionados posteriormente sobre o tema, responderam (anonimamente) sobre a prática ou não dessas atitudes.

Muitas respostas curiosas: grande parte dos alunos se diz sabedor da falta de policiamento sobre essas ações, alegando consciência do erro mas certeza de que não provoca sequelas. Outros, tentam se conter, mas acabam usando expressões ditas “politicamente incorretas”. A parcela menor de alunos diz que acredita piamente ser correto em suas ações.

Os termos mais usados foram comentários jocosos sobre raça, credo e preferência sexual. Isso apenas retrata o que talvez a sociedade realmente faz: age preconceituosamente em muitas questões, embora muitos questionaram a releção de respeito X convicção: ou seja, posso não defender a prática homossexual, mas devo respeitá-la.

Um indeterminado aluno respondeu sabiamente: “Creio que todas as pessoas tem pré-conceitos sobre algo”, e, evidentemente, surgem os preconceitos pejorativos que tanto condenamos.

Entretanto, outro aluno lembrou muito bem que “esse mesmo preconceito depende de quem recebe a crítica, de qual forma ela abosrve e de como é sua reação“.  Ou seja, o que pode parecer politicamente correto para uns, pode não ser para outros e vice-versa.

Finalizando, um aluno resumiu que quando se esquecer de ser politicamente correto, “um pedido de desculpas e uma reflexão poderá fazer com que se atente mais“.

– Assédio Moral que, cá entre nós, compensa. Ou não?

Sabemos que qualquer forma de Assédio Moral é condenável. Seja por insultos ou discriminação (assédios mais freqüentes), qualquer ação não causa nenhum tipo de alegria ao que sofre tal inibição. Mas, cá entre nós, será que R$ 1,3 milhão recebido por um ex-gerente gay do Bradesco não valeriam à pena?

É claro que o texto é provocativo, mas vale uma reflexão. Entenda essa história:

 

(Extraído da Folha de São Paulo, ed 23/04/2009, pg E1-E3)

 

Depois de 22 anos de trabalho no Baneb (Banco do Estado da Bahia) e mais cinco anos no Bradesco, que incorporou o banco estatal, o então gerente geral de agência Antonio Ferreira dos Santos, 47, foi demitido por justa causa. No entanto, no período em que passou pelo banco privado, de 1999 e 2004, Santos diz ter sido vítima de homofobia. Na semana passada, o TST (Tribunal Superior do Trabalho) acatou os argumentos da defesa do ex-gerente e condenou o Bradesco a indenizar a vítima por assédio moral, discriminação e dano material. O valor da indenização pode chegar a R$ 1,3 milhão.

 

Homossexual assumido, Santos diz que era chamado de “bicha” e de “veado” por seu gerente regional, que chegava a dizer que ele deveria usar o banheiro feminino. “Ele não pegava na minha mão. Achava que minha homossexualidade ‘passaria’ pelo suor”, disse o ex-gerente.Os advogados de Santos conseguiram com que o TST aplicasse ao caso a lei 9.029, de 1995, que proíbe a dispensa do trabalho discriminatória, ou seja, por motivo de sexo, raça, cor, estado civil, situação familiar ou idade.

“As pessoas interpretavam a palavra sexo da lei como sendo só aspecto de gênero, como, por exemplo, privilegiar homens. Mas fizemos uma interpretação extensiva de que, na verdade, a palavra sexo se reporta como a sexualidade como um todo. A orientação sexual do trabalhador não pode servir de pretexto para que ele venha a ser demitido. Fizemos uma análise constitucional da dignidade da pessoa humana, do preceito da igualdade”, afirmou o advogado Bruno Galiano, que representa Santos na ação.

 

 


De acordo com o advogado, o ex-gerente não poderia ser demitido sem justa causa porque possuía uma estabilidade, adquirida por ter sido incorporado do Baneb.”Ele sofreu esse assédio e arranjaram uma forma de dizer que estava demitido por justa causa, quando na verdade o motivo da demissão era a homofobia”, disse Galiano.

Inicialmente, na decisão em primeira instância, a Vara do Trabalho de Salvador condenou o banco a indenizar Santos em R$ 916 mil por dano moral e material. O TST reformou essa decisão e diminuiu o valor para R$ 200 mil.

 

 


Como a defesa conseguiu aplicar a lei 9.029, a legislação tem duas opções de aplicação de pena. Se constatada a discriminação, o empregador, nesse caso o banco, deve reintegrar o demitido à empresa ou pagar a ele o dobro do seus salários até quando a decisão não couber mais recurso.


Segundo o advogado de Santos, a juíza da primeira instância identificou que não havia mais clima para que o ex-gerente fosse reintegrado ao banco, por isso, ela determinou que ele receba os vencimentos em dobro, desde 2004, quando foi demitido, até quando o Bradesco não puder mais recorrer.


Como Santos recebia R$ 5.000, o valor de cada salário passaria para R$ 10 mil. “Chega a esse valor alto porque, de 2004 até 2009 dá 60 meses aproximadamente, o que daria R$ 600 mil de vencimentos, mais R$ 200 mil de indenização que dá R$ 800 mil. Com a correção aproximadamente, nós ‘colocamos’ R$ 1 milhão e com mais um prazo de dois anos até trânsito e julgado [fim dos recursos] do processo mais R$ 300 mil. Foi o cálculo estimado que fizemos”, disse o advogado.


Galiano disse não acreditar que a Justiça mude a sentença do caso. Ele admitiu a hipótese de que o valor pode sofrer reformas, no entanto, disse acreditar que as provas são concretas.


“Existe o distanciamento geográfico e de tempo, isso aconteceu entre 1999 e 2004 lá na Bahia. Dificilmente um ministro vai reformar algo que foi definido nos fatos apurados no Estado da Bahia. Isso nos dá uma segurança de que dificilmente vai haver uma reforma no julgado, mas há a possibilidade. Todo o recurso tem possibilidade de reformar”, afirmou o advogado.


Por meio da assessoria de imprensa o Bradesco disse que vai recorrer da decisão e que não comenta assuntos que ainda estão sob a esfera judicial.


Artigo 482


Santos disse que recebeu uma carta de demissão lacônica, que dizia somente que ele estava sendo desligado da empresa por infringir o artigo 482 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). O artigo lista 12 motivos para a justa causa na demissão, entre eles atos de improbidade, má conduta, condenação por crime e trabalhar embriagado.


No entanto, o ex-gerente alega que era um funcionário exemplar e que sua agência ultrapassava as metas determinadas pelo banco.


“O que me levava a estar no banco era as metas que eu cumpria. Ele [gerente regional] não tinha como me derrubar porque eu era um cumpridor de metas. Eu me superava. Quando o Bradesco dizia quero cem eu fazia 500. A única maneira de continuar na empresa era me superando”, afirmou Santos.


Diferente do que informou seu advogado, ele afirma que não tinha estabilidade, mas não tinha como ser demitido por justa causa porque a agência que gerenciava ultrapassava todas as outras em metas.


“Eu cumpria com facilidade as metas, mas meus colegas me ligavam e diziam “parem de ficar produzindo porque não to conseguindo cumprir aqui’ Também chegavam a dizer “Aquele veado cumpre as metas, porque não posso cumprir?’. Até nisso eu sofria. Meu colega ficava contra mim, porque ele os jogava contra mim”, disse Santos.


Em 2004, quando o gerente regional assumiu temporariamente o cargo de diretor, demitiu Santos por justa causa.


“Além de ser demitido, me tiraram a possibilidade de conseguir emprego [devido à justa causa]. Eu não consegui emprego em lugar nenhum. Eu me vi com meus direitos tirados e sem a possibilidade de conseguir outro trabalho porque ninguém me dava emprego. Hoje montei corretora e sobrevivo vendendo seguro porque o mercado fechou para mim. O Bradesco ele não queria me demitir, queria me matar, porque só conseguir sobreviver porque tive amigos e parentes que me bancaram”, afirmou o ex-gerente.


Para provar o assédio que sofria no Bradesco, Santos conseguiu encontrar várias testemunhas que comprovaram a situação vexatória a qual era submetido. “Essa causa não é minha. As empresas têm de pensar duas vezes antes de fazer uma desgraça dessa com uma pessoa”.

 

Depois da sua análise, minha opinião pessoal: É claro que a dignidade humana não tem preço. Agora, cada um sabe o seu valor…

– Reunião Contra o Racismo, mas sem Tolerância…

O propósito era discutir o racismo, mas a intolerância se fez presente… O tom da Conferência contra a Discriminação de Raças foi: Israel é racista frente aos islamitas, ou os mesmos são preconceituosos frente aos judeus? Parece que por todo o sempre, infelizmente, eles discutirão isso.

Extraído de: http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI3714655-EI308,00-Vaticano+chama+de+inaceitaveis+declaracoes+de+Ahmadinejad.html

O Vaticano defendeu nesta segunda-feira a Conferência Mundial sobre o Racismo realizada em Genebra, mas criticou o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, por suas declarações “inaceitáveis e extremistas” ao acusar Israel de “racista”.

“Discursos como o do presidente iraniano não vão na direção certa, já que embora não tenha negado o Holocausto ou o direito à existência de Israel, usou expressões extremistas e inaceitáveis”, afirmou o porta-voz sa Santa Sé, Federico Lombardi, à Rádio Vaticano.

O porta-voz ressaltou que a “grande maioria” dos países participou da reunião, boicotada por Israel, EUA, Itália, Canadá, Austrália, Holanda, Polônia, Nova Zelândia e Alemanha. (ops: mas eles não são interessados no assunto?)

Ele acrescentou que a minuta aprovada na sexta-feira passada é “em si aceitável, uma vez que foram resolvidos os elementos principais que haviam originado as objeções”.

– Soropositivos e a Dra Beterraba

Há algumas situações em que realmente não acreditamos que são compatíveis no atual estado de civilidade em que vivemos. Um desses casos é a questão da saúde pública na África do Sul. Veja só: o país tem 5,5 milhões de aidéticos. Compare o número de habitantes da sua cidade com este número. É assustador. E como haverá Copa do Mundo em 2010 neste país, há uma grande preocupação das autoridades em “satisfazer” os turistas que procurarão o turismo sexual durante o evento.

Mas isto não é o mais impressionante. Impressionate mesmo foi a renúncia da Ministra da Saúde, Manto Tshabalala, nesta sexta-feira. Ela ficou conhecida como “Dra Beterraba”, pois se notabilizou pela orientação aos soropositivos de HIV em se tratarem a base de leguminosas e vegetais, para reforçar sua imunidade, ao invés dos coquetéis anti-Aids.

Aqui, temos uma notável distribuição de camisinhas para a prevenção (embora, sinceramente, eu tenho como ‘sexo seguro’ o sexo com fidelidade à sua pessoa querida). Lá, não há esta política. Aqui, com todos os defeitos, temos distribuição gratuíta de coquetéis pela rede pública. Lá, apenas a orientação pelos legumes.

Desse jeito, as prostitutas locais ficaram, literalmente (desculpe o trocadilho, mas é irresistível), com o pepino na mão… Haja legumes!