– Sem Sexo não se Vive?

Demagogia, Folclore ou Caso de Saúde Pública?

Na pequenina Parnamirim/RN, um vereador local quer distribuir gratuitamente remédios para disfunção erétil. Ele é Rosano Taveira, e se diz alicerçado nas idéias do psicólogo americano Maslow.

Ora, leciono na área de Administração de Empresas, e conheço bem a obra de Maslow. Abraham Maslow criou nos anos 40 uma teoria comportamentalista (ele era um dos pais do movimento behaviorista, adaptado à administração). Sua obra consistia na criação de uma Hierarquia das Necessidades às pessoas, e que através da satisfação ou frustração dessas necessidades o homem poderia ter reações previsíveis, e assim poderia ser administrado conforme sua carência pelos seus superiores (a chamada visão do Homem Probabilístico/Administrativo). Essas hierarquias eram divididas em dois grupos: Primárias, as mais importantes (fisiológicas e de segurança) e Secundárias (social, estima e auto-realização).

Teoricamente, a primeira necessidade humana é a de atender as necessidades do corpo, como comer, beber, dormir e descansar. Sexo é uma necessidade fisiológica; mas ela seria incontrolável, como as demais?

Ou o nobre vereador se equivocou com a necessidade primária da população, ou é um abnegado em atender a saúde pública. Tenho meus receios; afinal, os remédios de disfunção erétil tem suas contraindicações, principalmente para os cardíacos! Tomá-los sem prescrição médica é um perigo (aliás, qualquer automedicação é perigosa). Dar de graça esse tipo de medicamento me parece irresponsabilidade.

Em tempo: tal projeto não é novidade: em Novo Santo Antonio/MT, os idosos acima de 60 anos tem direito a 4 comprimidos de Viagra ou Ciallis garantidos pela prefeitura local, numa ação social chamada de “Projeto Pinto Alegre”. Parece gozação tal nome, não é? Trocadilho infame das autoridades de lá…

– O Salário de Deputado Federal para 2011

 

Em Agosto, falamos sobre os atuais rendimentos de um deputado no Congresso Nacional e suas mordomias. O artigo “Quanto ganha um deputado federal” pode ser acessado clicando aqui.

 

Pois bem: no apagar das luzes, quando todos os deputados já estão quase de férias, não é que eles reapareceram ontem, para uma extraordinária sessão? Motivo: votaram seu próprio reajuste salarial.

 

O Salário base de um deputado, sem as mordomias, é hoje de R$ 16.512,09. Ontem, eles votaram o reajuste para R$ 26.700,00 !

 

Uau… que índice inflacionário eles usaram para atualizar os salários? Nossos nobres representantes alegam que o salário estava defasado… Mas 62% de reajuste? Caro leitor, quanto foi o percentual de reajuste do seu salário?

 

Importante: eles não votam o próprio aumento, mas o aumento daqueles que tomarão posse no ano seguinte (que, por uma coincidência impressionante, são de deputados reeleitos).

 

Depois disso, fico com a frase do Deputado Federal Tiririca, o mais votado do Brasil! Ontem, ele conheceu pela primeira vez o Congresso, e disse alegremente: “Puxa, nem comecei a trabalhar e já ganhei aumento!”.

 

E dizem que ele é analfabeto, bobo, despreparado… Bobo sou eu por pagar meus impostos!

 

Veja a composição dos rendimentos:

 ·          Salário Mensal: R$ 16.512,09 (2010). {Para 2011, R$ 26.700,00}.

·          13º,+ 14º e 15º Salários;

·          Auxílio Moradia: R$ 3.000,00;

·          Cota Telefônica: R$ 4.000,00;

·          Passagens: R$ 9.000,00;

·          Assinaturas Mensais de Revistas: R$ 1.000,00;

·          Assistência Médica: R$ 8.000,00;

·          Verba Indenizatória: R$ 15.000,00;

·          Verba de Gabinete: R$ 60.000,00. 

 

Emprego bom, não? E o trabalho não é de domingo a domingo, muito menos picam cartão de ponto…

 

(Valores de maio / 2010, fonte: ONG Transparência Brasil, extraído da Revista Superinteressante, edição 281 de Agosto/2010, 46-47.)

 

E você, o que acha disso? Deixe seu comentário:

– Adeus, Diogo Mainardi!

 

E o Diogo Mainardi, depois de deixar de ter a coluna semanal em Veja, passando-a para quinzenal, agora será mensal e esporádica. Uma pena! Para aqueles que eram seus leitores assíduos como eu, só a lamentar. Mas na sua despedida, a fina ironia prevaleceu.

 

Extraído de: http://veja.abril.com.br/blog/mainardi/

 

MEU ADEUS COMO COLUNISTA

 

Esta é minha última coluna.

Eu passei oito anos zombando do lulismo. Se agora eu passasse a zombar do dilmismo, que é uma mera pantomima do lulismo, eu me tornaria uma mera pantomima de mim mesmo.

— Diogo é um Arlecchino! Diogo é um Pantalone! Diogo é uma Colombina!

O lulismo queria que eu fosse embora do Brasil. Eu fui. O lulismo queria que eu me desinteressasse do presidente da República. Eu me desinteressei. O lulismo queria que eu renunciasse à minha coluna. Eu renunciei. Eu sou igual a um marido que, para poder se livrar da mulher amarga e rancorosa, cede todos os seus bens e vai morar num flat. Eu fui morar num flat mental. Eu fui morar numa kitchenette existencial. Eu sei que o lulismo está feliz de se separar de mim, mas garanto que eu estou incomparavelmente mais feliz de me separar dele.

Rubens Barrichello compreendeu a natureza do dilmismo. Quando lhe perguntaram o nome da presidente eleita, ele respondeu sabiamente:

— Como é que se chama a mulher?

A partir de hoje, esse é meu lema. Eu posso falar sobre Bartolomeo Bon. Eu posso falar sobre Anco Marcio. Eu posso falar sobre Cosmè Tura. Quem mais? Eu posso falar sobre Sexto Empirico. Eu posso falar sobre Pavel Chichikov. Eu posso falar sobre Pepe Le Pew. Só a presidente eleita está proibida de entrar em meu flat mental. Sobre ela, minha resposta será sempre a mesma:

— Como é que se chama a mulher?

Além de compreender a natureza do dilmismo, Rubens Barrichello compreendeu também a natureza do automobilismo. Ele demonstrou que, se é para guiar devagar, ninguém precisa de uma Ferrari. VEJA é uma Ferrari. Para poder me livrar do dilmismo, estou pronto a ceder minha vaga na escuderia. O que eu quero, neste momento, é pilotar um kart. De agora em diante, escreverei apenas um artigo mensal para VEJA. Renuncio à coluna, portanto, mas continuo aqui, em marcha lenta. Milan Kundera disse que quem anda devagar contempla as “janelas de Deus”. Rubens Barrichello anda devagar e contempla as janelas de Deus. Sou bem mais modesto do que ele. Para mim, basta poder contemplar as janelas da minha kitchenette existencial.

O primeiro ato de um espetáculo grotesco, como aquele encenado pelo lulismo até 2006, pode despertar algum interesse. O segundo ato é inevitavelmente mais sonolento. Mas é o terceiro e último ato, repetindo as mesmas galhofas dos anteriores, que realmente entedia e aporrinha o espectador. Foi para poupar o público desse constrangimento que resolvi sair do palco.

— Onde está o Arlecchino? Onde está o Pantalone? Onde está a Colombina?

(Um espectador aplaude. Outro atira um tomate. Outro ronca. Luzes.)

– Tardia, mas oportunamente, o Reconhecimento de um erro ao Washington Post

 

Dilma Roussef deu sua primeira entrevista, depois de eleita, à imprensa escrita para o jornal americano Washington Post (Lula fez o mesmo). E na interessante publicação, declarou: foi um erro o Brasil se abster em condenar o Irã pelo apedrejamento da mulher supostamente adúltera e pela violação de Direitos Humanos.

 

Gostei, dona Dilma. Enfim uma bola dentro.

– Tchau, Lula, o Mimadinho…

 

Atualmente, Guilherme Fiúza está para a Revista Época assim como Diogo Mainardi está para a Revista Veja. E brilhantemente escreveu sobre a saideira do nosso Guia-Mestre Lula.

 

Pasmem, alguns detalhes curiosos de última hora: um assessor para carregar cinzeiro, chacotas sobre jornalistas, amor incondicional à Sarney e desprezo àqueles que tem opinião contrária. Esse é nosso democrático presidente…

 

Teria subido à cabeça o sucesso?

 

Compartilho o artigo escrito na edição 655 de Época:

 

A DESPEDIDA DE UM PRESIDENTE MIMADO

 

Por Guilherme Fiúza

 

É claro que isso não ia acabar bem. Um presidente da República que vê seu cargo, acima de tudo, como fator de ascensão social está condenado à frustração. O elevador que o levou ao topo um dia desce – e esse dia está chegando. Luiz Inácio da Silva terá de se acostumar a parar de chamar seus interlocutores de “meu filho”, entre outros tratamentos irritadiços. Enquanto manda e desmanda no ministério da sucessora – seu último ato senhorial –, o ex-operário não disfarça a agonia de sua volta à planície.

Perguntado se estava no Maranhão para retribuir o apoio da oligarquia Sarney, Lula respondeu que o repórter tinha de “se tratar”. De acordo com o presidente, a pergunta demonstrava falta de evolução da imprensa, e em particular daquele repórter: “Você não evoluiu nada. É uma doença”.

O repórter repreendido por Lula não deve se abater. De fato, é difícil evoluir tão rápido, a ponto de compreender todos os avanços proporcionados ao país pela família Sarney. A resistência a essa modernização vertiginosa foi resumida por Roseana, a governadora dos novos tempos: “É preconceito contra a mulher”.

Também deve ser preconceito contra a mulher a reação de alguns ao projeto de compra do AeroDilma. O avião de meio bilhão de reais, que deverá substituir o AeroLula, é fundamental, segundo o presidente, para que o Brasil não se humilhe nas viagens oficiais. Tem toda razão. Chega de humilhação. Já basta o que os líderes do governo popular gastam de sola de sapato por aí, em anos e anos de comícios nos fins de mundo brasileiros. Uma vez eleitos, o mínimo a que têm direito é um salão de baile a 10.000 metros de altura – sem escalas enfadonhas.

Da altitude do poder, é possível esculhambar repórteres que fazem perguntas indesejáveis. Também é possível reescrever a história. No discurso de despedida do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social – criado em 2003, e que se tornou muito importante por institucionalizar o bate-papo presidencial em horário de expediente –, Lula se emocionou. Disse que foi vítima de uma tentativa de golpe em 2005 (o ano do mensalão) e agradeceu aos conselheiros que permaneceram a seu lado naquele momento difícil. Deve ser mesmo comovente imaginar que, em menos de um mês, não haverá mais plateias simpáticas como essa para ajudá-lo a acreditar no que ele quiser.

Da altitude do poder, é possível esculhambar repórteres que fazem perguntas indesejáveis

Em 2003, recém-empossado, Lula recebeu no Palácio da Alvorada a visita dos humoristas do Casseta & planeta, para uma sessão do primeiro filme do grupo. Bussunda, que era fã de Lula, se fixou numa cena: o presidente estava numa cadeira de rodas, por causa de uma torção no pé. Enquanto era empurrado pelos corredores palacianos, um ministro caminhava a seu lado segurando um cinzeiro, para que o chefe batesse a cinza do charuto que fumava. O humorista achou que havia algo errado com a conquista do palácio pelo povo. Pareceu-lhe que o povo era quem tinha sido conquistado pelo palácio.

Lula foi conquistado pelo poder. E este lhe foi mesmo cativante. Foram oito anos vendo o Banco Central governar, surfando na conjuntura econômica generosa e distribuindo bolsas, repetindo bordões fáceis como PAC e pré-sal, engordando o mito do filho do Brasil. Nem convencer o povo de que Dilma é Lula deu trabalho – e aí, realmente, não se pode querer outra vida. Este 1º de janeiro vai ser mesmo difícil para o operário que chegou lá, e enfrentará seu maior desafio: sair de lá.

Essa outra vida promete ser estranha. Certas delícias vão desaparecer, como ignorar por oito anos a segurança pública e poder declarar, diante da ofensiva da polícia carioca contra o tráfico, que “ocupamos o Morro do Alemão”. Mas nem tudo está perdido. Talvez a máquina de arrecadação do PT lhe consiga alguém para segurar seu cinzeiro. E não há de faltar convite para um passeio no AeroDilma.

– Palestina/67 como Estado reconhecido pelo Brasil?

 

Lula, de saída da Presidência da República, reconheceu a Palestina como Estado. Até aí tudo bem… Mas com as fronteiras de 1967?

 

Agora, o Brasil se tornou o primeiro país ocidental a tomar tal atitude. O que será que o Estado de Israel achou da audaciosa decisão do presidente brasileiro?

 

Obs: a justificativa oficial é que tal medida ajuda no processo de paz mundial.

 

Ah bom… ajuda mesmo?

– Como é Fácil Pagar Dívidas Impagáveis, estando no Governo

 

Falamos há pouco tempo sobre a falta de Ética na Política, utilizando o fato das doações financeiras de Blairo Maggi à campanha do PT PÓS-ELEIÇÕES E ÀS VÉSPERAS DO ANÚNCIO DO NOME DO MINISTRO DA AGRICULTURA, do qual ele é cotado (o artigo está disponível clicando em: ÉTICA NA POLÍTICA É COISA RARA)

 

Pois bem: sabemos que a dívida criada pela campanha de dona Dilma é altíssima. Como pagá-la, sem recursos suficientes?

 

Uma solução é o uso de doações de “empresas amigas”, que depois teriam esse montante financeiro de volta através de vitórias em “concorrências” públicas e o lucro vultuoso nas obras realizadas.

 

Complexo? Imoral? Corruptível? Para nós, sim. Mas para quem tem know-how, nem tanto…

 

Compartilho um email esclarecedor enviado por um amigo e consultor na área sucroalcooleira sobre como se paga essa dívida através de ações suspeitas e totalmente interessadas (omito o nome do emitente por razões óbvias), cujo original está no blog do jornalista José Roberto de Toledo (OESP, clique aqui para visualizá-lo).

 

Veja abaixo se o esquema não é realmente muito bem feito. E nós, pobres mortais eleitores e contribuintes, novamente pagamos as contas:

 

COTADO PARA O MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, SENADOR BLAIRO MAGGI DOA R$ 1 MILHÃO PARA A CAMPANHA DE DILMA PÓS ELEIÇÃO

 

Cotado para assumir o Ministério da Agricultura, o senador eleito Blairo Maggi (PR) ajudou em mais de uma maneira a campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência. Através de suas empresas, o ex-governador de Mato Grosso doou R$ 1 milhão para o Comitê Financeiro Nacional para Presidente da República, administrado pelo PT.

 

Foram duas doações, registradas na contabilidade oficial da campanha petista. O mais curioso é que elas ocorreram na semana passada, muito depois do término da eleição. Ao que tudo indica, o empresário, um dos maiores produtores de soja do mundo, estava ajudando a fechar a conta da campanha de Dilma.

 

A maior doação foi feita pela Amaggi Exportação e Importação Ltda: R$ 700 mil, na quinta-feira passada. No dia seguinte, a Agropecuária Maggi Ltda doou mais R$ 300 mil ao mesmo Comitê Financeiro Nacional.

 

Na terça-feira, Blairo foi convidado a acompanhar a presidente eleita em viagem a Tucuruí, no Pará, para inauguração de duas eclusas construídas por outro doador da campanha de Dilma, a Camargo Corrêa. Se emplacar mesmo no ministério, ele deverá entrar na cota do PR.

 

O Comitê Financeiro Nacional para Presidente, do PT, recebeu 46 doações de empresas com valores superiores a R$ 10 mil após o término da campanha. Elas somam R$ 12,741 milhões. A maior doação individual foi feita pela Construtora Queiroz Galvão S/A, no valor de R$ 2 milhões.

 

Mas o setor que mais contribuiu após o fechamento das urnas foi o sucroalcooleiro. Foram pelo menos R$ 3,5 milhões nas últimas semanas. Segundo usineiros ouvidos (…), o segmento foi convidado a ajudar a fechar a contabilidade da campanha de Dilma após o término da eleição.

 

A Cosan, maior empresa do setor, fez duas doações em novembro, somando R$ 1,5 milhão. A Copersucar também doou R$ 500 mil no dia 23 passado. E a Usina São Martinho fez dois aportes no dia seguinte que totalizaram também R$ 500 mil.

 

Um caso especialmente interessante é o da Açúcar Guarani S/A. A empresa, controlada pelo grupo francês Tereos, fez duas doações à campanha de Dilma, que totalizaram R$ 1 milhão, nos dias 19 e 22 de novembro. A Petrobras é sócia da empresa.

 

Em abril, a Guarani recebeu um aporte da Petrobras no valor de R$ 682 milhões, o que garantiu 26,3% das ações da companhia à Petrobras Biocombustível. A PBio, como é chamado o braço da estatal voltado ao etanol, deverá investir mais R$ 929 milhões na Açúcar Guarani ao longo dos próximos cinco anos, o que lhe valerá 45,7% do capital da empresa.

– Ética na Política é Artigo Raro: Maggi e Dilma…

 

E a doação depois do final da campanha eleitoral do Blairo Maggi à campanha da Dona Dilma? O PT ficou devendo R$ 27 milhões em virtude das contas não-pagas da campanha eleitoral de 2010. Curiosamente, ontem, o matogrossense doou 1 milhão de reais (ele é um dos maiores agropecuaristas do Brasil; portanto, tal valor talvez seja irrelevante para ele), às vésperas do anúncio do nome do Ministro da Agricultura.

 

Isso é lobby ou compra de cargos? Ético, decerto, não é!

 

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– O Deputado-Palhaço que vale Ouro!

 

Isso sim é investimento que vale ouro. O palhaço Tiririca é uma fonte importante de receitas para o PR, já que o número elevado de votos renderá quase 3 milhões de reais para o partido, de acordo com a fatia do Fundo Partidário.

 

Sabe o que me parece? Que o que menos importa aos partidos e aos políticos é TRABALHAR PARA O PAÍS! A causa principal virou mote secundário…

 

O que você pensa dos políticos e suas ações?

 

Extraído de: OESP, 22/11/2010, pg A6, por Daniel Bramatti

 

TIRIRICA RENDERÁ R$ 2,7 MILHÕES POR ANO PARA SEU PARTIDO

 

Ao fazer do palhaço Tiririca sua principal aposta eleitoral em São Paulo, o PR o transformou não apenas em puxador de votos, mas também em “puxador de dinheiro”. Os mais de 1,3 milhão de eleitores que consagraram o deputado eleito valerão para sua legenda cerca de R$ 2,7 milhões por ano no rateio do Fundo Partidário.

Esse “bônus Tiririca” equivale a mais de cinco vezes o valor aplicado pelo partido na campanha do candidato, na qual se apresentou como “abestado” e celebrizou o slogan “pior que tá, não fica”.

O Fundo Partidário é formado por recursos públicos e dividido de acordo com a votação de cada legenda. Graças ao desempenho eleitoral deste ano, o Partido da República – chamado por alguns de seus próprios líderes de “Partido de Resultados” – vai elevar de 4,5% para cerca de 7,5% a sua fatia no bolo de R$ 201 milhões do fundo. Sua receita anual deve subir de cerca de R$ 8 milhões para pelo menos R$ 14 milhões.

Tiririca, que teve 6,4% dos votos para a Câmara dos Deputados em São Paulo, é o principal responsável por esse avanço, mas não o único. Em outros quatro Estados o deputado federal mais votado é do PR. Três deles tiveram até mais eleitores que o palhaço, em termos proporcionais – um exemplo é o ex-governador Anthony Garotinho, que teve 8,7% dos votos no Rio.

Nos últimos quatro anos, o PR ampliou sua bancada na Câmara de 23 para 41 deputados – o que elevará em 64% seu tempo de TV e seu cacife nas negociações de alianças.

O desempenho é resultado de uma estratégia que tem como figura central o deputado reeleito Valdemar Costa Neto (SP). Mentor da candidatura Tiririca, ele levou o partido a conquistar votos de eleitores desencantados com a política e com escândalos que, paradoxalmente, envolveram o próprio PR. Costa Neto é réu no processo do mensalão e, em 2005, renunciou ao mandato para evitar a cassação.

Na televisão, o puxador de votos do PR fez do deboche do mundo político sua plataforma de campanha. “O que é que faz um deputado federal? Na realidade, eu não sei. Mas vote em mim que depois eu te conto”, afirmou Tiririca, em uma de suas primeiras aparições. Enquanto o humorista celebrava a ignorância em relação ao próprio papel, seus correligionários comemoravam o acerto da aposta: já no início de setembro ele aparecia em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto para a Câmara.

Questionado sobre a futura aplicação dos recursos extras, o PR informou que ela atenderá “aos parâmetros que sempre orientaram a legenda, com ênfase para a inserção social do partido e a difusão dos ideais republicanos”.

– Os maiores doadores de campanhas. Desprovidos de interesses?

 

E os gastos e doações das campanhas eleitorais? O Estadão de hoje, pg A12 e A13, em matérias de Alfredo Junqueira e Daniel Bramatti, trazem alguns números que impressionam.

 

Os maiores doadores de dinheiro para as campanhas eleitorais são as empreiteiras. Juntas, doaram R$ 240.558.487,00 reais! É muita grana… Só a Camargo Correia doou mais de 91 milhões de reais.

 

A pergunta é inevitável: Desinteressadamente? Claro; até que se prove o contrário, sim. A lei permite.

 

O Partido dos Trabalhadores foi o maior receptor: R$ 70.556.000,00. Aloísio Mercadante, o candidato que mais recebeu: R$ 5,5 mi.

 

Os bancos vêm em segundo lugar como maiores doadores: R$ 109 milhões.

 

Cá entre nós: é muito dinheiro que rola no processo eleitoral e é muito difícil fiscalizar tudo isso.

– Vocação Política é algo sensacional!

 

Romário, artilheiro de muitos clubes e da seleção, realmente é um vocacionado à política!

 

Na Revista Veja desta semana (ed 2190, pg 136 a 137), em entrevista à Malu Gaspar, o ex-atleta e agora deputado federal disse sobre seus costumes:

 

“Vou trabalhar de 3ª a 5ª como todo deputado, nada mais do que isso. Sair do RJ, nem pensar. Não vou deixar de fazer o que eu gosto: meu futvôlei, a pelada com os amigos, as noitadas. (…) Meu horário-padrão de sair da cama é tipo 1 da tarde (…) [A razão por entrar no partido?] Eles que me escolheram, acho que é porque sou famoso”.

 

Estamos bem de deputado, não? E nós que pagamos mais essa conta…

 

Responda: o brasileiro sabe votar? Deixe seu comentário:

– Medalha ao Mérito Legislativo a quem? Ao MST ?!?

 

Algumas coisas são inacreditáveis: João Pedro Stedile, o líder do Movimento dos Sem-Terra (MST), irá ser agraciado com a Medalha do Mérito pela Câmara dos Deputados!

 

Ele, que é reconhecidamente o cabeça das invasões, chefe da inteligência do movimento e defensor de atos de selvageria, será homenageado pelos nobres políticos!

 

Fico pensando: a quem interessa tal honraria? Ou os deputados estão realmente em péssima fase, ou simplesmente foram omissos em barrar tal propósito.

 

Parece aquela situação vexatória ocorrida em Jundiaí, quando a Câmara dos Vereadores quis homenagear Netinho de Paula, que nunca veio à cidade, logo após ter agredido sua esposa.

 

E você, o que pensa disso? O MST merece Medalha do Mérito? Ainda: a quem você daria uma Medalha de Honra? Deixe seu comentário:

– Nivelando por Baixo… Obama “era o cara” mesmo?

Passada a euforia, Obama se tornou um presidente comum nos EUA. Ele é muito mais prestigiado no exterior do que dentro do país.

Claro, sua vantagem era o ineditismo de um negro na presidência, a esperança de renovação, a troca de partido e o discurso convincente.

Hoje, Barack Obama se tornou um presidente “sem sal e sem açúcar” para os americanos. No começo, tudo era fantasia. E isso se explica pelo seguinte motivo: a base de comparação (administarção George Walker Bush) era muito baixa.

– O Aparentemente Sincero e o Visivelmente Enrolão

Silvio Berlusconi, que não esconde de ninguém que gosta de mulher (e muito), está sendo criticado pelo excesso de sinceridade. Por mais um escândalo que envolve sexo (uma marroquina de 17 anos – pelas fotos, lindíssima – era uma das garotas de programa que ele saía e até o telefone reservado do governo italiano ela tinha), os políticos pediram sua renúncia. Como resposta, declarou: “Ao menos eu gosto de mulher e não de gays“. Politcamente incorreto, mas autêntico.

José Dirceu, que estava sumido na campanha de Dilma Roussef, deu uma entrevista ao José Luís Datena na Rádio Bandeirantes AM, e falou sobre todo o seu envolvimento no governo Lula e apoio à presidente eleita Dilma Roussef. Disse que não quer cargos, pois “não precisa aparecer para ajudar o Brasil”.

Então tá… Ele não quer aparecer. Claro, na surdina, a ajuda é mais, digamos, eficaz!

– Reclamar somente agora vai adiantar, FHC?

 

E o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso? Ontem, na Folha, disse que o PSDB não pode esquecer das realizações do passado. Claro, se referindo a não utilização da sua imagem na campanha de José Serra.

 

Só agora, presidente?

– O Calote de Mugabe!

 

Ora essa. Lembra daquele amistoso da Seleção Brasileira contra o Zimbábue, às vésperas da Copa do Mundo e com nítido caráter político?

 

Pois é: deram calote nos organizadores!

 

Os direitos sobre os jogos da Seleção são da Kentaro, que foi a Justiça cobrar US$ 620 mil da federação do Zimbábue. Detalhe: a federação local também é subordinada do ditador Mugabe, mais um dos amigos políticos do guia-Mestre Lula.

– Apoteose Mental?

 

Interessantíssima a entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na Revista Veja que chega as bancas nesta semana. Entre outras coisas, ele fala de como é seu dia-a-dia, do repúdio ao fato de um ex-presidente poder tentar o terceiro mandato desde que não seja consecutivo e do que pensa sobre Lula. Aí vem algo curioso: ele disse que Lula lhe falou ao pé-do-ouvido, na troca de faixas há quase 8 anos atrás: “Aqui você terá um amigo”. Por não ter sido esse “amigo” desejado, FHC disserta sobre o que ele chama de apoteose mental do atual presidente Lula.

 

Vale a pena dar uma lida!

– É Hoje!

 

Segundo turno decisivo para o país. Vamos ver no que vai dar.

 

Votemos, afinal é um dever. E um direito também.

– Camisas 10 da Política?

 

O “10” costuma ser o craque no futebol. Hoje nem tanto. Mas costumeiramente, o camisa 10 é aquele que se destaca pela categoria, personalidade ou liderança.

 

Ontem tivemos o debate entre Dilma X Serra. Ambos não puderam se confrontar. A idéia da Globo em forçá-los a falar sobre propostas engessa a discussão. Mas, por outro lado, mostra a fragilidade dos nossos políticos em ter projetos e propostas.

 

Era nítido que tanto Serra e Dilma iniciavam suas respostas tentando ganhar tempo para pensar no que responder (vide: “sua pergunta é muito interessante e tal assunto será fundamental no meu governo e nós blábláblá”). Não existia resposta de bate-pronto, o que leva a crer que tais dúvidas dos eleitores eram assuntos não prioritários para os governantes, pois, se fossem, as respostas seriam enfatizadas e pontuais, sem enrolação.

 

Dentro do conceito acima de camisa 10 (não dizendo que votaria neles ou não ou se eram honestos ou não), lembro-me de Covas, Maluf, Brizola, o próprio Lula… esses caras eram bons em debate!

 

Serra e Dilma me decepcionaram ontem. Aliás, todos os presidenciáveis não me deram confiança nesse ano. Vamos ver no que dará amanhã.

– Samba do Crioulo Doido retrata com perfeição a Política Brasileira

 

Sempre gostei da letra do Samba do crioulo doido. Negão foi aprender história, fez um samba com os personagens, se atrapalhou com tanta informação, misturou tudo e ficou maluco!

 

Certos discursos não retratam bem a história desse sambinha?

 

Olha a história dele, abaixo, da Wikipédia (abaixo eu lanço a pergunta):

 

SAMBA DO CRIOULO DOIDO

 

O Samba do Crioulo Doido é uma paródia composta pelo escritor e jornalista Sérgio Porto, sob pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta, em 1968, para o Teatro de Revista, em que procura ironizar a obrigatoriedade imposta às escolas de samba de retratarem nos seus sambas de enredo somente fatos históricos.[1] A expressão do título é usada, no Brasil, para se referir a coisas sem sentido, a textos mirabolantes e sem nexo.

 

A composição fez parte do musical Pussy Pussy Cats, produzido por Carlos Machado e estrelado pelo Quarteto em Cy (que o gravou para o rádio), juntamente com Sérgio Porto, o autor. A paródia do samba-de-enredo ia de encontro à obrigatoriedade imposta pelo Departamento de Turismo da Guanabara aos compositores desses sambas de tratarem dos temas da História do Brasil, e que produziam os maiores disparates.[1]

 

Do teatro rebolado a canção recebeu gravações pelo Quarteto em Cy[1] e Demônios da Garoa. adasd

 

No seu enredo, a música descreve como Chica da Silva obrigou a Princesa Leopoldina a se casar com Tiradentes, e este depois eleito como Pedro Segundo, quando procurou o padre José de Anchieta e, juntos, Anchieta e D. Pedro, proclamaram a escravidão – dentre outros disparates que reúnem num contexto personalidades de épocas e lugares distintos, em

condições absurdas.

 

LETRA

 

Foi em Diamantina Onde nasceu JK Que a Princesa Leopoldina Arresolveu se casá Mas Chica da Silva Tinha outros pretendentes E obrigou a princesa A se casar com Tiradentes

Lá iá lá iá lá ia O bode que deu vou te contar Lá iá lá iá lá iá O bode que deu vou te contar

Joaquim José Que também é Da Silva Xavier Queria ser dono do mundo E se elegeu Pedro II Das estradas de Minas Seguiu pra São Paulo E falou com Anchieta O vigário dos índios Aliou-se a Dom Pedro E acabou com a falseta

Da união deles dois Ficou resolvida a questão E foi proclamada a escravidão E foi proclamada a escravidão Assim se conta essa história Que é dos dois a maior glória Da. Leopoldina virou trem E D. Pedro é uma estação também

O, ô , ô, ô, ô, ô O trem tá atrasado ou já passou

 

Agora, depois desse histórico, fala sério: alguns políticos em seus discursos mostram que não existe ideologia partidária alguma e que a demagogia impera, e, ao mais intelectualizado, quando percebem tais aberrações, não se escandalizam? A letra do “samba do crioulo doido” é perfeita aos olhos dos críticos da coerência política do Brasil. E com razão.

– Qual a sua Pergunta para Dilma e para Serra?

 

E se Willian Bonner, logo mais a noite, resolvesse lhe convidar para participar do debate entre os presidenciáveis da Rede Globo?

 

Imagine só: você teria a oportunidade de formular 2 perguntas, tanto para Dilma Rousseff quanto para José Serra!

 

Encare esse desafio: se lhe fosse dada essa chance, quais as suas 2 questões aos presidenciáveis e que todo o Brasil acompanharia?

 

Deixe nos comentários as suas preciosidades:

 

Ops. As minhas 2 questões? Tudo bem, lá vão elas:

 

PERGUNTA 1 – Candidato(a), durante toda a campanha não se falou de ações concretas para a redução do analfabetismo. Durante os últimos 16 anos (8 de Fernando Henrique Cardoso e 8 de Luis Inácio Lula da Silva), a taxa de analfabetos do Brasil se manteve próxima de 15% (contra 4% do Chile, 3% da Argentina e 2% do Uruguai). Quais as ações concretas para se reduzir esse índice nos seus próximos 4 anos?

 

PERGUNTA 2 – Candidato(a), os programas assistenciais do Governo (como o Bolsa-Família) eram inicialmente uma fonte de ajuda às famílias carentes. Hoje, o assistencialismo virou renda, salário, dinheiro certeiro àqueles mais pobres. Como eliminar a questão assistencial do trabalhador e transformá-lo em empregado com renda proveniente do mercado de trabalho, possibilitando a sua verdadeira sustentabilidade através do seu emprego e seu suor e não da ajuda governamental?

 

Quais as suas questões?

 

– Pré-Sal em alta às vésperas da Eleição não faz o preço da Gasolina baixar!

 

O presidente Lula, ontem, inaugurou a extração de petróleo da camada pré-sal e ironizou dizendo que “o preço da gasolina é mais barato do que o da água no Brasil”. Entretanto, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse que “o preço da Gasolina não irá baixar por causa da incompatibilidade de preços do combustível no mercado internacional”.

 

Incrivelmante, dois discursos antagônicos em um mesmo evento. Enquanto que Lula fala do pré-Sal como uma benção aos consumidores brasileiros, Gabrielli deixa escapar que essa benção não abençoará o brasileiro.

 

O que o presidente da estatal, trocando em miúdos, quer dizer é que: já que o preço do combustível está em alta no restante do mundo, é importante para a Petrobrás se basear no mercado exterior para ganhar dinheiro.

 

É evidente que o preço poderia ser reduzido sensivelmente.

É evidente que a ganância toma conta dos mesmos políticos.

É evidente, por fim, que a demagogia fala mais alto na hora de fazer campanha eleitoral…

 

E você, o que pensa disso? Beneficiamos a população reduzindo o preço da gasolina ou aproveitamos o momento para a Petrobrás ganhar dinheiro?

– A Culpada foi a Mão do Palhaço?

 

E o Tiririca, que alega ser alfabetizado mas confessa não ter escrito a declaração de próprio punho que confirma sua alfabetização?

 

Ganhando tempo (cada vez mais tempo) no processo que pode cassar sua eleição, o palhaço eleito deputado confessou que não pode escrever a declaração que confirma saber ler e escrever pois estava com a mão machucada.

 

Ahhhhh bommmm. Agora sim, tudo explicado.

 

O pior é que se Tiririca não assumir entra o José Genoíno.

 

Socorro. Chamem o professor de português!

– Minha Primeira vez no Horário Eleitoral

 

Por incrível que possa parecer, somente nesta quarta-feira consegui assistir o Horário Eleitoral dos candidatos à Presidência da República.

 

Acompanho as eleições por diversas mídias, e dispenso a TV, pelo horário e pelo formato. E me impressionou a fábrica de ilusões que se tornou a corrida presidencial. Tudo é uma superprodução, imagens belas, sentimentalismos, apelos emocionados e outras formas de conquista da simpatia popular.

 

Propostas concretas, dizendo o que fazer, como fazer e com que dinheiro, ninguém fez! Ao menos, ontem. Vai que dei azar e justamente ontem os dois programas esqueceram das propostas?…

– Quem tergiversará mais amanhã?

 

Na semana passada, no debate entre os presidenciáveis, os candidatos falaram muito que os adversários estavam tergiversando. Mas será que a palavra tergiversar, que entrou em moda, será usada de novo por eles amanhã?

Concordo que eles tergiversam muito. Quem tergiversará mais amanhã no debate da Rede Globo?

Tergiversar quer dizer: “fazer rodeios e não responder”, “enrolar na resposta de uma pergunta”, “desviar do assunto”.

Concluindo: tergiversar está no dia-a-dia e na prática dos políticos…

E você, o que acha dos políticos falarem ‘palavras bonitas” nos discursos?”

– Debate Tardio Vai Contra o Interesse do Trabalhador Comum

 

Hoje é o penúltimo debate entre os candidatos á Presidência, agora pela TV Record.

 

O horário é indigesto: 23h! Como é que o cara que trabalha cedo e quer ser politizado pode assisti-lo?

 

Cá entre nós: Debate de idéias a esse horário é democracia demagógica.

– Desonestidade Intelectual e Confusões do Labirinto Mental

 

Se alguém perguntar: Vai chover? E a outra pessoa responder: Talvez, hoje é dia 24. O que você pensaria dela?

 

Guilherme Fiúza explica essa situação falando sobre os porquês de José Padilha assinar a contra-gosto seu nome num dito “ manifesto intelectual pró-Dilma e retirá-lo na sequência”. Interessante:

 

Extraído de: Revista Época, 25 de Outubro de 2010, pg 66, ed 649

 

O MANIFESTO DA DESONESTIDADE INTELECTUAL

 

A burguesia culpada ataca novamente. O manifesto de intelectuais a favor da candidatura Dilma – aquele que incluiu a assinatura do diretor de Tropa de elite contra a vontade dele – resume o Brasil do faz de conta. Faz de conta que o país está dividido entre ricos e pobres, conforme a mitologia criada por Lula desde seu primeiro discurso presidencial. Faz de conta que os avanços sociais vão acabar se a oposição vencer. Faz de conta que a vida do povo melhorou porque Lula é pobre.

A elite envergonhada se sente nobre quando bajula o povão. Não contem para ninguém que os avanços sociais começaram no governo de um sociólogo, porque isso vai estragar todo o heroísmo da esquerda festiva. Ela estava feliz em sua jornada nostálgica no Teatro Casa Grande, onde aconteciam as históricas reuniões de resistência à ditadura. Não perturbem Chico Buarque, Leonardo Boff e demais artífices do manifesto dos intelectuais em seu doce sonho de altruísmo. Deixem-nos curtir seu abraço metafórico ao operariado.

O único problema desse abraço é a metáfora em si. Ela se chama Dilma Rousseff e está prestes a virar abóbora. A fada que a transformou em encarnação da esperança popular deve estar exausta. O encanto começa a se dissipar, e a donzela começa a rosnar mensagens constrangedoras, com o rosto novamente crispado, masculinizado, hostil. A mamãe dos brasileiros está se desmanchando ao vivo. Os intelectuais e artistas de esquerda precisam fazer alguma coisa, porque o estoque de licenças poéticas do plano Dilma está no fim. Talvez pudessem importar um lote novo da Venezuela.

Após sua participação no debate presidencial da TV Bandeirantes, Dilma foi entrevistada ao vivo, ainda no estúdio. O repórter perguntou-lhe o que ela quis dizer com a acusação de que seu adversário pretende privatizar o pré-sal. Dilma mostrou então todo o seu preparo como candidata a Vanusa. Seu raciocínio saltou das profundezas oceânicas para os hospitais públicos, emendando num salto espetacular para as salas de aula do Brasil carente. Com os olhos vagando pelo nada, talvez em busca do sentido da vida, Dilma começava a dissertar sobre segurança pública quando foi salva pelo repórter da Band. Ele livrou-a de seu próprio labirinto mental da única forma possível: encerrou a entrevista.

Como nem tudo na vida é propaganda eleitoral gratuita, a musa dos intelectuais de esquerda logo apareceria de novo sem as fadas do marketing. Dessa vez, cercada por microfones, explicou que o maior acesso da população aos telefones nada tinha a ver com a privatização da telefonia. “O pobre passou a ter telefone porque passou a ter renda. Não por causa da privatização”, afirmou, categórica.

O eleitor não deve se zangar só porque a afirmação contraria a história. O fato de que a abertura da telefonia ao capital privado melhorou a vida do povo precisa mesmo ser esquecido. Para piorar, isso aconteceu no governo do sociólogo, ou seja, destoa completamente da apoteose operária que está levando o Brasil ao paraíso. Não vamos estragar o enredo. Até porque, se o aumento da felicidade per capita não puder ser atribuído à bondade estatal de Lula e Dilma, como os intelectuais progressistas vão fazer para se reunir no Teatro Casa Grande, lançar manifestos e se sentir importantes? Sinceridade tem limite.

Vamos deixar isso tudo combinado, antes que o encanto acabe. Os planos do PT para controlar a informação não existem. É pura invenção da imprensa burguesa, que não quer a ascensão popular, como alerta o manifesto dos intelectuais. O povo está com Dilma, e portanto a verdade também. O resto é despeito dessa elite egoísta que não gosta de pobre.

O diretor José Padilha mandou tirar seu nome do manifesto. No mínimo, deve ser um privatista. Mas aqui é a terra do filho do Brasil. Privatização, só na Casa Civil. Rumo ao Oscar.

– Demagogia que Cansa: a bolinha de papel do presidente Lula

 

Lula fez um tremendo discurso demagógico defendendo a bolinha que atingiu a cabeça do candidato José Serra. É mole?

 

Serra foi atingido por uma bola de papel por manifestantes petistas durante um evento, e 20 minutos após, por outro objeto em sua careca. Após isso, foi a um pronto-socorro. Nosso guia-mestre Lula simplesmente atacou a todos, disse que aquilo não era nada, e até criticou o médico que atendeu o psdbista.

 

O problema não é a discussão se uma bolinha de papel e um rolo de fita de lacração (os objetos lançados) machucam ou não; é sim, a questão da manifestação e liberdade democrática. Vivemos num país livre, e se você não concorda coma ideologia do candidato, simplesmente não vote nele. Vai agredir por ter opinião contrária?

 

É de uma tremenda irresponsabilidade lançar qualquer coisa que seja sobre os outros; principalmente num candidato a Presidente da República. Aliás, é falta de educação também!

 

E se a bolinha e o rolo fossem no Lula? Estaria alardeando que a ditadura voltou e que tentaram um golpe de estado.

 

Amigos, tô cansado de tanta papagaiada. Que hipocrisia nefasta. Não dá nem para ler o jornal, dá bronca.

 

Dia 31 isso acaba. Ou continua por 4 anos…

– Acredito em Todos Eles!

 

Serra acusa Dilma de corrupção e uso da máquina do governo. Dilma revida nas mesmas acusações.

 

Sabe de uma coisa?

 

Acredito em todos!

 

Calma lá: acredito nas acusações de um para o outro, não em suas defesas.

 

E você, acredita na santidade imaculada dos políticos? Deixe seu comentário:

– 2 Minutos que…

 

… que poderiam dar problemas!

 

Hoje, no horário político à campanha presidencial, às 07h da manhã, enquanto que a maior parte das rádios transmitia o programa, a nossa Rádio Cidade de Jundiaí ainda transmitia o programa da Prefeitura Municipal de Jundiaí. Miguel Haddad se despedia dos ouvintes enquanto Dilma fazia sua campanha.

 

Cuidado com o relógio… A propaganda obrigatória começou às “07:02:e alguma coisa”. Para os mais Caxias, dirão que foram 8 minutos para o PT e 12 para o PSDB na rádio jundiaiense.

 

E você, o que acha disso? Deixe seu comentário:

– Até nos Planos de Saúde os Políticos tem Privilégios

 

Como cidadão, torço para a recuperação do senador Romeu Tuma. Mas como contribuinte, me assusto ao saber que ele é o segundo brasileiro a ter um coração de 700 mil reais (e bancado pelo Senado!)

 

Simples mortais não teriam tais privilégios. Compare o Plano de Saúde dos senadores ao seu:

 

(Extraído de: Revista Época, ed 648, 18/10/2010, pg 68)

 

PRIVILÉGIO DE POUCOS

 

Por Cristiane Segatto e Leandro Loyola

 

Como funciona o plano de saúde que pagou R$ 700 mil pelo coração artificial de Romeu Tuma

 

Na véspera da eleição de 3 de outubro, a principal preocupação dos políticos era com o resultado das urnas. A da família do senador Romeu Tuma (PTB-SP) era mantê-lo vivo. Enquanto o Brasil discutia se haveria segundo turno para presidente, Tuma recebia no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, um coração artificial – dispositivo de R$ 700 mil inacessível aos 6 milhões de brasileiros que, como ele, sofrem de insuficiência cardíaca. Tuma não foi reeleito, mas driblou a morte.

A história médica do senador é conhecida. Há 12 anos ele recebeu quatro pontes de safena, depois de um infarto. Nos anos seguintes, passou a sofrer de insuficiência cardíaca, condição em que o músculo do coração não tem força para continuar bombeando o sangue. A doença era controlada com medicamentos. Em setembro, porém, eles deixaram de ser suficientes e Tuma foi internado. Três semanas depois, surgiu o boato de que teria morrido. Na semana passada, o neurologista Rogério Tuma, filho do senador, falou a ÉPOCA sobre a saúde do pai. “Durante a campanha, ele teve uma inflamação na faringe, mas não se cuidou”, diz ele. “Não comia nem tomava líquidos como deveria. Começou a ter disfunção renal. A condição do coração piorou. Estava muito fragilizado quando decidimos pela cirurgia.”

Tuma recebeu um coração artificial totalmente implantável. Foi o segundo paciente a recebê-lo no Brasil (o primeiro morreu em 2008, um dia depois da cirurgia). Deverá usá-lo para sempre. O aparelho é colocado ao lado do coração para ajudá-lo a bombear o sangue (leia o quadro abaixo). Chama-se Incor e é fabricado pela empresa alemã Berlin Heart. Quem o distribui no Brasil é a empresa Neurotechs. O preço de R$ 700 mil inclui o coração e a vinda de um médico e um engenheiro alemães que acompanham a cirurgia. Rogério Tuma diz não saber quanto custou o tratamento porque a conta ainda não foi fechada. De qualquer forma, a família não terá de pagar. O senador tem tratamento gratuito porque faz parte de uma elite de cerca de 400 brasileiros cujos gastos elevados em saúde são pagos pelo Senado Federal. São os 81 senadores, seus dependentes – marido ou mulher e filhos até 24 anos que estiverem na universidade – e ex-senadores com direito ao plano de saúde do Senado. O plano tem regras simples e claras. Os senadores não pagam nada. Para ter acesso a ele, é preciso ter exercido o mandato por pelo menos seis meses. Não há limite de gastos para eles e seus dependentes. Há uma rede credenciada, mas os senadores podem buscar atendimento onde quiserem, mediante autorização do Senado. Nesse caso, eles pagam, e o Senado faz o reembolso. Só precisam se preocupar com as despesas “psicoterápicas” e odontológicas, que não podem ultrapassar R$ 25.998,96 anuais. Neste ano, o Senado gastou R$ 32 milhões com despesas médicas.

“Muita gente deve estar achando que o Senado não deveria pagar a conta de meu pai e que deveríamos deixá-lo morrer, mas o Senado o infartou”, diz Rogério Tuma. “O problema não é o meu pai ter recebido esse coração. O problema é esse tipo de recurso não estar disponível no SUS.” O acesso a dispositivos como esse continuará sendo um privilégio. “Se esse aparelho fosse baratinho, certamente poderíamos salvar muita gente que hoje morre quando os remédios deixam de funcionar”, diz Edimar Alcides Bocchi, diretor do Laboratório de Insuficiência Cardíaca do Incor, em São Paulo. Bocchi cuida do coração de Tuma há mais de dez anos. Ele recomendou a cirurgia, mas diz que o risco é elevado. “Cerca de 25% dos pacientes morrem nos primeiros dois meses.” O senador continua na UTI, sob efeito de sedativos.

– Governar para Humanos???

“Meu governo será voltado para a pessoa humana”.

 

E para os não-humanos?

 

Falar para o povão é uma arte mesmo, não? Essa pérola foi repetida algumas vezes no debate de ontem. Não digo por quem, mas é uma candidata que começa com DIL e termina com MA.

– Tiririca ou Genoíno?

 

Palhaço Tiririca ou José Genoíno?

 

Se for provado que é analfabeto, Tiririca perde os votos e pelo coeficiente eleitoral a vaga será de José Genoíno!

 

Reproduzo as sábias palavras de Marcelo tas, via Twitter:

 

“Se Tiririca não passar no teste quem entra no lugar dele é Zé Genoíno. Urgente: alguém tem um professor para indicar pro abestado?”

 

Precisa dizer algo?

– A Não-Comunhão de Dona Dilma em Aparecida

 

Todos querem ir ver Nossa senhora de Aparecida as vésperas de Eleição. Será que vão com algum objetivo diferente do que o da fé?

 

Infelizmente, parece que sim.

 

Ontem, Dilma Roussef foi a Basílica e não comungou (ato maior da celebração católica). Indagada sobre o motivo, ela declarou que “crê em Deus de uma forma bem pessoal”.

 

Ué, se não se comunga por crer de maneira diferente, está claro que compareceu a celebração por outros motivos, que não eram o de venerar á Virgem Maria nem adorar a Deus naquela típica manifestação de fé.

 

Política é sempre política. Tomara que a fé seja verdadeira no coração desses candidatos.

– A Excessão Parlamentar

 

Passou batido. Na semana passada, morreu o pai do Aécio Neves, o ex-parlamentar Aécio Ferreira da Cunha.

 

Sabiam que ele é o único caso na história do Tribunal de Conatas da União que renunciou a polpuda aposentadoria vitalícia que tinha como direito?

 

Uma exceção ao pé-da-letra…