– Qual o estilo de vida que você leva?

Cada vez mais admiro o Papa Francisco. Sobre “materialismo e cotidiano”, disse dias atrás via Twitter:

“Um estilo de vida sóbrio é bom para nós e permite-nos uma melhor partilha com os necessitados”.

Curto e grosso! Para quê queremos coisas tão caras e desnecessárias se há irmãos que nada tem? Aliás, o que é “sobriedade de vida” para você: ter o necessário, lucidez nos atos, pés-no chão ou tudo isso junto?

papa-fancisco-1.jpg

Imagem: Vatican / AGIF

– Sigamos sempre em paz.

Não nos preocupemos com desejos negativos do próximo!

“Deixe a raiva com o raivoso, a inveja com o invejoso, a maldade com o maldoso e siga em paz. O que você não aceita, não pode te afetar.” (Lindaura Tonielo).

É por aí mesmo! Façamos a nossa parte sem nos contaminar.

Imagem

Extraído de: https://formacao.cancaonova.com/igreja/catequese/o-que-a-igreja-entende-por-paz/, by by Getty Image / ipopba

– Como ter um mundo mais pacífico? Siga a dica de São Paulo:

Sabe como ter um mundo de paz?

É perdoando, segundo São Paulo em sua Carta aos Eféseos, escrita há quase 2000 anos. E ele tem razão, pois sua mensagem é atual!

Leia, de Ef 4,31-32.

“Toda a amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias, tudo isso deve desaparecer do meio de vós, como toda a espécie de maldade. Sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo”.

Se fizermos tudo isso, não teremos um mundo garantidamente de paz?

Terra Globo Mundo - Imagens grátis no Pixabay

Imagem extraída de: https://www.fujairahobserver.com/2021/09/21/international-day-of-peace-21-september-2/amp/

– Mãos Sujas ou Limpas?

Suas mãos estão limpas ou sujas? E seu coração? Digo isso pois leio um tuíte antigo do Papa Francisco:

“A verdadeira caridade exige um pouco de coragem: vençamos o medo de sujarmos as mãos para ajudar os necessitados.”

Correto! Em casa, acomodados em nossos lares, nada faremos de bom.

url.jpg

Imagem extraída da Web, da caridosa Santa Teresa de Calcutá.

– Esqueceu-se da Guerra?

Com o mundo distraído (houve a virada de ano, além das mortes de Pelé e do Papa Bento XVI), a Rússia voltou a bombardear a Ucrânia, atingindo a capital Kiev em bairros residenciais.

Guerra, infelizmente, é guerra… na primeira oportunidade, as bombas voltam a explodir.

Já não estava na hora do planeta se mobilizar para resolver esse conflito?

Rússia intensifica ataques contra Kherson e leste da Ucrânia

Imagem: Crédito a REUTERS/Clodagh Kilcoyn

– Feliz 2023.

Muita paz e saúde nesse novo ano que se inicia!

Feliz 2023!!!

Resultado de imagem para feliz 2019

– E se a OTAN entrar na Guerra da Rússia?

Tudo o que não precisávamos: a Rússia atingiu a Polônia (que é membro da OTAN), matando duas pessoas.

Matéria em: https://g1.globo.com/mundo/ucrania-russia/noticia/2022/11/15/misseis-russos-atingem-polonia-e-causam-duas-mortes-diz-inteligencia-dos-eua.ghtml

Tudo o que não precisávamos…

Por quê não lutarmos pela paz?

Imagens mostram danos causados por míssil de fabricação russa em fazenda de grãos em Przewodów, na Polônia, nesta terça-feira (15). — Foto: Reuters

Imagens mostram danos causados por míssil de fabricação russa em fazenda de grãos em Przewodów, na Polônia, nesta terça-feira (15). — Foto: Reuters

– Querem inventar uma desculpa armamentista no Evangelho?

Católico de verdade imita Jesus Cristo, pois Ele é o “Príncipe da Paz”, a “Misericórdia Viva”, o Mestre que nos ensinou “Perdoar 70×7”, “Dar a outra face” e nos avisou que “acabou a lei do ‘Olho por Olho, Dente por Dente’.”

Ele se sentava com os marginalizados, comia com os discriminados e se dizia “médico para os doentes”.

No Monte das Oliveiras, mesmo injustamente preso, condenou o uso de armas quando se cortou a orelha de um soldado violento. Perdoou aqueles que o ofenderam e o crucificaram.

“Ser Cristão” significa “comportar-se como o Cristo”. E me assusto quando vejo católico praticante defendendo o aborto (como a Esquerda Radical faz – algo condenável, vide a palavra do Papa Francisco nesta semana, em: https://wp.me/p4RTuC-ybb) ou defendendo armamento (como a Direita Extremista faz – algo igualmente condenável, como disse Dom Orlando Brandes em Aparecida, em: https://wp.me/p4RTuC-y9n).

Católico não tem que se preocupar com ideologia política, mas sim na sua ação missionária em levar o Evangelho como Jesus nos pediu, no seu testemunho e no seu ato piedoso – sempre “amando a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.

Cultura do ódio; armamentismo; comunismo; corrupção; fofoca, boato ou fake news; intolerância; desamor; vitimismo… nada disso deve ser praticado por quem realmente quer ser um bom católico. Afinal, nada disso foi ensinado por Jesus Cristo e tudo se contradiz à sua Boa Nova.

Lamento ver pessoas deturpando frases de Papas na Internet (como tem sido feito constante com São João Paulo II, de trechos tirados do contexto e outros mentirosos – ambos igualmente sem fontes ou veracidade). Tudo isso para justificar paixões políticas.

E sobre o Papa João Paulo II, uma carta enviada em 1982, implorando para um mundo com menos armas e mais paz, na abertura da Assembleia da ONU daquele ano. Abaixo:

MENSAGEM DO PAPA JOÃO PAULO II
À II SESSÃO ESPECIAL DAS NAÇÕES UNIDAS
PARA O DESARMAMENTO

Senhor Presidente,
Senhoras e Senhores representantes dos Estados membros

1. Em Junho de 1978, quando se reuniu a primeira Sessão extraordinária da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre o desarmamento, o meu Predecessor o Papa Paulo VI enviou-lhe uma Mensagem pessoal, em que exprimia as suas esperanças nos resultados que a humanidade estava no direito de esperar de um tal esforço de boa vontade e de sabedoria política, por parte da comunidade internacional.

Quatro anos mais tarde, eis-vos de novo reunidos para vos perguntardes se estas expectativas foram — pelo menos parcialmente — realizadas.

A resposta a esta questão parece não ser nem muito tranquilizadora nem muito encorajante. Comparar a situação de há quatro anos com a de hoje, em matéria de desarmamento, faz aparecer muito poucos melhoramentos. Alguns pensam mesmo que houve deterioração, ao menos no sentido de que as esperanças nascidas nessa época poderiam agora apresentar-se como simples ilusões. Esta verificação poderia facilmente levar ao desânimo e impedir os responsáveis pela sorte do mundo a procurarem noutro lugar a solução dos problemas — particulares ou gerais — que não cessam de perturbar a vida dos povos.

Muitos apreendem assim a realidade actual. Os algarismos que provêm das fontes diversas indicam sério aumento das despesas militares, que se traduz por uma produção mais acentuada dos diferentes tipos de armamento, à qual, segundo institutos especializados, corresponde novo incitamento para o comércio das armas. Os meios de informação concentraram ultimamente grande parte da sua atenção na busca, e no uso a grande escala, das armas químicas. Por outro lado, apareceram novas armas nucleares.

Diante de uma Assembleia tão competente como a vossa, não é necessário dispor os algarismos que a vossa própria organização publicou a este respeito. Baste-me, a titulo de indicação, citar o estudo segundo o qual o conjunto das despesas militares do planeta corresponde a uma média de 110 dólares por pessoa e por ano, o que, para muitos habitantes deste mesmo planeta, representa o rendimento de que eles dispõem, durante o mesmo período.

Diante deste estado de coisas, é muito de boa vontade que exprimo a minha satisfação por as Nações Unidas se terem proposto de novo enfrentar o problema do desarmamento, e estou reconhecido com a possibilidade que me é gentilmente oferecida de vos dirigir a palavra nesta ocasião.

Ainda que não seja membro da vossa Organização, a Santa Sé tem junto dela, de há tempos, a sua própria Missão permanente da observação que lhe permite seguir dia após dia as actividades da mesma. Ninguém ignora quanto os meus Predecessores apreciavam os vossos trabalhos. Eu próprio tive ocasião, em particular quando da minha visita à sede da ONU, de tornar minhas as palavras de estima por eles pronunciadas a respeito da vossa Organização. Como os meus Predecessores compreendo eu as dificuldades dela e, ao mesmo tempo que exprimo o voto de que os seus esforços sejam recompensados com resultados mais importantes e melhores, reconheço o seu papel precioso e insubstituível para assegurar ao mundo um futuro mais sereno e mais pacifico.

É a voz de alguém que não tem interesse nem poderes políticos, e menos ainda força militar, aquela que a vossa cortesia me permite fazer de novo ressoar nesta Sala. Aqui, onde convergem praticamente todas as nações, grandes e pequenas, a minha palavra leva em si o eco da consciência moral da humanidade no estado puro, se me permitis a expressão. Ela não é acompanhada de preocupações ou interesses de outra natureza, que poderiam velar-lhe o testemunho e torná-lo menos crível.

Uma consciência esclarecida e guiada pela fé cristã, sem dúvida, mas que não é, por isso, menos profundamente humana, muito pelo contrário. É portanto uma consciência comum a todos os homens de boa e sincera vontade.

A minha voz torna-se o eco das angústias, das aspirações, das esperanças e dos temores de milhares de homens e de mulheres que, de todas as latitudes, olham para a vossa Assembleia perguntando se dela surgirá, como esperam, alguma luz tranquilizadora, ou então uma nova e preocupante decepção. Sem para isso ter recebido de todos o mandato, creio poder fazer-me o intérprete fiel junto de vós destes sentimentos que são os seus.

Não quero nem posso entrar nos aspectos políticos e técnicos do problema do desarmamento como ele se apresenta hoje, mas permitir-me-eí atrair a vossa atenção para alguns princípios éticos que estão na base de toda a discussão e de toda a decisão desejável neste campo.

2. O meu ponto de partida enraiza-se numa verificação unanimemente admitida não só pelos vossos povos, mas também pelos governos que vós presidis ou representais: o mundo deseja a paz, o mundo precisa da paz.

Nos nossos dias, recusar a paz não significa somente provocar os sofrimentos e as perdas que — hoje mais do que no passado — comporta uma guerra, mesmo limitada; isto poderia trazer igualmente a total destruição de regiões inteiras, com a ameaça possível ou provável de catástrofes de proporções mais vastas ainda, mesmo universais.

Os responsáveis pela vida dos povos parecem sobretudo empenhados numa busca febril dos caminhos políticos e das soluções técnicas que permitem “conter” os efeitos de possíveis conflitos. Devendo embora reconhecer os limites dos seus esforços neste sentido, persistem nestes caminhos, tão espalhada está a convicção de que a longo termo as guerras são inevitáveis, e tanto também, e sobretudo, o espectro de uma possível confrontação militar entre os grandes campos, que dividem o mundo hoje, continua a acompanhar o destino da humanidade.

Certamente, nenhuma potência, nenhum homem de Estado admitirá que deseja projectar uma guerra ou tomar a iniciativa dela. Todavia, a desconfiança mútua faz crer ou temer que outros alimentem desígnios ou uma vontade deste género, de maneira que pareça cada um não encarar outra solução possível, se não mesmo necessária, do que a de preparar uma força de defesa suficiente para responder a um eventual ataque.

3. Muitos julgam mesmo que tal preparação constitui um caminho para salvaguardar a paz, ou ao menos para impedir o mais possível, e da maneira mais eficaz, o desencadeamento dos conflitos, sobretudo dos grandes conflitos que chegariam a comportar o holocausto supremo da humanidade e a destruição da civilização que o homem conquistou laboriosamente no decorrer dos séculos.

Isto é ainda, como se vê, a “filosofia da paz” enunciada no velho princípio romano: “Se queres a paz, prepara a guerra”.

Traduzida em termos modernos, esta “filosofia” tomou o nome de “dissuasão”, e revestiu as formas de um “equilíbrio das forças” que, por vezes, foi chamado, não sem razão, “equilíbrio do terror”. Como fez notar o meu Predecessor Paulo VI: “A lógica imanente à busca dos equilíbrios de forças leva cada um dos adversários a tentar assegurar-se certa margem de superioridade, com medo de se encontrar em situação de desvantagem” (Mensagem à Assembleia Geral da ONU, 24 de Maio de 1978: Insegnamenti di Paolo VI, XVI, 1978, p. 452).

Assim, praticamente, a tentação é fácil — e o perigo sempre presente — de ver a busca de um equilíbrio transformar-se em busca de uma superioridade capaz de lançar de novo, de maneira ainda mais perigosa, a corrida aos armamentos.

Eis, na realidade, a tendência que parece continuar a prevalecer hoje, e talvez mesmo de maneira ainda mais acentuada que antes. E vós propusestes-vos, como fim especifico desta Assembleia, procurar como seria possível derrubar esta tendência.

Este fim pode parecer ainda, por assim dizer, “minimalista”, mas é de importância fundamental, porque só semelhante mudança completa pode fazer esperar que a humanidade se entranhe no caminho que leva ao fim tão desejado por todos, mesmo se muitos o consideram sempre como utopia: um desarmamento total, mútuo e rodeado das garantias de uma fiscalização efectiva, que elas dão a todos a confiança e a segurança necessárias.

Assim, esta Sessão extraordinária reflecte ainda outra verificação. Do mesmo modo que a paz, o mundo deseja também o desarmamento. O mundo precisa do desarmamento.

Por outro lado, todo o trabalho realizado dentro do Comité do desarmamento, em diferentes comissões ou subcomissões e dentro dos Governos, do mesmo modo que a atenção prestada pelo público, testemunha a importância que se dá nos nossos dias à difícil questão do desarmamento.

A convocação mesma desta reunião leva em si própria um julgamento: as nações do mundo estão já superarmadas e demasiado comprometidas nas políticas que reforçam esta tendência. Implicitamente tal juízo inclui a convicção de que esta tendência é errónea e de que as nações do mundo comprometidas neste caminho têm necessidade de retomar o seu lugar.

Mas a situação é complexa e numerosos valores — dos quais alguns do mais alto nível — entram em jogo. Pontos de vista divergentes podem ser expressos. É preciso portanto enfrentar os problemas com realismo e honestidade.

Por isso, primeiro peço a Deus que vos conceda a fortaleza do espírito e a boa vontade, que se requerem para desempenhardes a vossa tarefa e fazerdes avançar quanto é possível a causa da paz, fim último de todos os vossos esforços durante esta Sessão extraordinária. Assim portanto a minha palavra é palavra de encorajamento e de esperança. Encorajamento para não deixar que as vossas energias se enfraqueçam pela complexidade das questões ou pelos reveses do passado e do presente. Palavra de esperança porque sabemos que só os homens de esperança são capazes de avançar paciente e tenazmente para finalidades dignas dos melhores esforços e para o bem de todos.

4. Talvez nos nossos dias, nenhuma questão toque tantos aspectos da condição humana como a dos armamentos e do desarmamento. Comporta aspectos científicos e técnicos, aspectos sociais e económicos. Inclui também graves problemas de natureza política que atingem as relações entre Estados e entre povos. Os nossos sistemas mundiais de armamentos influenciam, além disso, em grande medida, os desenvolvimentos culturais. Coroando tudo, intervêm as questões espirituais que dizem respeito à identidade mesma do homem e das suas opções para o futuro e para as gerações que hão-de vir.

Oferecendo-vos as minhas reflexões, tenho presentes ao espírito todas estas dimensões técnicas, científicas, sociais, económicas e sobretudo éticas, culturais e espirituais.

5. Desde o fim da segunda guerra mundial e o principio da idade atómica, a Santa Sé e a Igreja católica tiveram uma atitude muito clara. A Igreja procurou continuamente contribuir para a paz e para construir um mundo que não tenha de recorrer à guerra para regulamentar as desavenças. Animou a que se mantenha um clima internacional de confiança mútua e de cooperação. Apoiou as estruturas susceptíveis de assegurar a paz. Recordou os efeitos desastrosos da guerra. A medida que aumentavam os meios de destruição mortífera, ela fez notar os perigos assim incorridos e, para além dos perigos imediatos, ela indicou os valores que se haviam de cultivar para desenvolver a cooperação, a confiança mútua, a fraternidade e a paz.

Já em 1946, o meu Predecessor o Papa Pio XII se referiu à “potência dos novos instrumentos de destruição” que reconduziam o problema do desarmamento ao centro das discussões internacionais com aspectos completamente novos” (Mensagem ao Colégio dos Cardeais, 24 de dezembro de1946).

Os Papas sucessivos e o Concílio Vaticano II continuaram a reflexão adaptando-a ao contexto dos novos armamentos e da fiscalização dos armamentos. Se os homens se debruçassem sobre esta tarefa com boa vontade e se tivessem no seu coração e nos seus planos a paz como objectivos, as medidas adequadas poderiam encontrar-se, as estruturas apropriadas elaborar-se para assegurar a legítima segurança de cada povo no respeito mútuo e na paz; então os arsenais do temor e da ameaça de morte tornar-se-iam supérfluos.

O ensinamento da Igreja católica é portanto claro e coerente. Deplora a corrida aos armamentos, pede pelo menos uma progressiva redução mútua e verdadeira assim como as maiores precauções contra os possíveis erros no uso das armas nucleares. Ao mesmo tempo, a Igreja reclama para cada nação o respeito da independência, da liberdade e da legítima segurança.

Desejo assegurar-vos da preocupação constante da Igreja católica e dos esforços que ela não deixará de realizar enquanto os armamentos não forem inteiramente dominados, a segurança de todas as nações garantida, e enquanto os corações de todos os homens não forem ganhos para as opções éticas que hão-de garantir uma paz duradoura.

6. Chego agora ao debate que vos ocupa, a propósito do qual é preciso reconhecer, em primeiro lugar, que nenhuma componente das questões internacionais pode ser considerada isolada e separadamente dos múltiplos interesses das nações. Todavia, uma coisa é reconhecer a interdependência das questões, e outra explorá-las para delas tirar proveito noutro plano. Os armamentos, as armas nucleares e o desarmamento são coisas demasiado importantes em si mesmas e para o mundo, de maneira que se tornem simplesmente parte de uma estratégia que lhes exploraria a importância intrínseca em favor de uma política ou doutros interesses.

7. É pois importante considerar devidamente, com a prudência e a objectividade que merecem, cada uma das proposições sérias que tendem a contribuir para o desarmamento real e para criar um clima melhor. Mesmo países pequenos têm valor que vai além do aspecto material e técnico dos mesmos. Qualquer que seja o domínio encarado, temos necessidade hoje de perspectivas novas e de disponibilidade de escuta respeitosa e de acolhimento atento às sugestões honestas de todos os que se ocupam com responsabilidade de negócios tão controversos.

A este propósito, surge o que eu chamaria o fenómeno da retórica. Um campo tão tenso e cheio de tantos perigos inevitáveis não pode deixar lugar a nenhuma espécie de discursos forçados ou de opiniões provocadoras. A complacência na retórica, no vocabulário inflamado e apaixonado, nas ameaças veladas e nas contra-ameaças e nas manobras desleais, não pode senão acerbar a acuidade de um problema que requer exame sóbrio e atento. Por outro lado, os Governos e os seus responsáveis não podem orientar as questões dos Estados independentemente dos votos dos seus povos. A história das civilizações oferece-nos exemplos temíveis do que se passa quando esta experiência é tentada. Ora, os temores e as preocupações de numerosos grupos em diferentes partes do mundo revelam que as pessoas estão cada vez mais apavoradas com o pensamento do que aconteceria se irresponsáveis desencadeassem uma guerra nuclear.

Assim, mais ou menos em toda a parte, desenvolveram-se movimentos em favor da paz. Em vários países, estes movimentos, tornados extremamente populares, são sustentados por uma parte crescente de cidadãos de camadas sociais diferentes, de todas as idades e de formações diversas, especialmente de jovens. Os fundamentos ideológicos destes movimentos são múltiplos. Os seus projectos, as suas proposições e as suas políticas variam grandemente e podem muitas vezes oferecer o flanco a instrumentalizações partidárias, mas, para além destas divergências de formas, há um desejo de paz profundo e sincero.

Assim não posso deixar de me associar ao vosso projecto de apelo à opinião para que nasça uma verdadeira consciência universal dos riscos terríveis da guerra, consciência que trará por sua vez um espírito de paz generalizado.

8. Nas condições actuais, uma dissuasão baseada no equilíbrio, não certamente como um fim em si mas como uma etapa no caminho de um desarmamento progressivo, pode ainda ser julgada como moralmente aceitável.

Contudo, para assegurar a paz é indispensável não nos contentarmos com o mínimo, sempre agravado por um real perigo de explosão.

Que fazer então? Na falta de uma autoridade supranacional, tal como foi desejada pelo Papa João XXIII na sua Encíclica Pacem in Terris e se espera encontrar na Organização das Nações Unidas, a única solução realista diante da ameaça de guerra continua a ser ainda a negociação. Aqui, gosto de vos recordar uma palavra de Santo Agostinho que citei outras vezes: “Matai a guerra pelas palavras das negociações, mas não mateis os homens pela espada”. Hoje ainda, reafirmo diante de vós a minha confiança na força das negociações leais para chegar a soluções justas e equitativas. Estas negociações exigem paciência e constância e devem em particular visar a uma redução dos armamentos equilibrada, simultânea e internacionalmente fiscalizada.

Mais precisamente ainda, a evolução em curso parece levar a uma interdependência crescente dos tipos de armamentos. Como nestas condições ter em vista uma redução equilibrada, se as negociações não atingem o conjunto das armas? A este propósito, a continuação do estudo do “programa global do desarmamento”, que a vossa Organização já empreendeu, poderia facilitar a necessária coordenação dos diferentes “forums” e trazer aos resultados mais verdade, equidade e eficácia.

9. De facto, as armas nucleares não são os meios únicos de guerra e destruição. A produção e a venda de armas convencionais através do mundo são fenómeno realmente alarmante e, parece, em pleno desenvolvimento. Negociações sobre o desarmamento não poderiam ser completas se ignorassem o facto de 80% das despesas no armamento ser consagrado às armas convencionais. Por outro lado, o tráfico delas parece desenvolver-se a um ritmo crescente e orientar-se de preferência para os países em vias de desenvolvimento. Cada passo dado e qualquer negociação empreendida para limitar esta produção e este tráfico e submetê-los a uma verificação cada vez mais efectiva é significativa contribuição para a causa da paz.

Recentes acontecimentos confirmaram o poder destrutivo das armas convencionais e as lastimosas condições a que se condenam os Estados tentados a recorrer a elas para solucionar as suas desavenças.

10. Mas a consideração dos aspectos quantitativos dos armamentos, tanto nucleares como convencionais, não é suficiente. Atenção especialíssima deve dedicar-se ao aperfeiçoamento deles, continuado graças a tecnologias novas, das mais avançadas, porque está precisamente nisto uma das dimensões essenciais da corrida aos armamentos. Ignorá-lo levaria a um engodamento e a não oferecer aos homens, desejosos de paz, senão uma aparência enganosa.

A busca e a tecnologia devem ser colocadas ao serviço do homem. Nos nossos dias, usa-se e abusa-se delas com demasiada frequência para outros fins. Dirigindo-me a 2 de Junho de 1980, aos homens de ciência e cultura, da Assembleia da UNESCO, eu tinha desenvolvido abundantemente este tema. Hoje, ainda, seja-me permitido sugerir pelo menos que uma percentagem não indiferente dos fundos atribuídos à tecnologia e à ciência dos armamentos seja reservada para o desenvolvimento de mecanismos e de dispositivos que assegurem a vida e o bem-estar dos homens.

11. No seu discurso à Organização das Nações Unidas, a 4 de Outubro de 1965, o Papa Paulo VI enunciou uma profunda verdade, quando declarou: “A Paz não se constrói somente por meio da política e do equilíbrio das forças e dos interesses. Constroem-se com o Espírito, as ideias e as obras da Paz”. Os produtos do Espírito, as ideias, os produtos da cultura e das forças criadoras dos povos, são destinados a ser repartidos. As estratégias de paz, que ficam no nível técnico e cientifico que determinam equilíbrios e verificam fiscalizações, não assegurarão uma verdadeira paz senão quando se forjarem e se reforçarem laços entre os povos. Estabelecei laços que unam os povos entre si. Dai-vos meios que levem os povos à repartição das suas culturas e dos seus valores. Abandonai todos os interesses mesquinhos que entregam uma nação à mercê de outra no plano económico, social ou politico.

Neste mesmo espírito, os trabalhos de peritos qualificados, elevando a relação entre desarmamento e desenvolvimento, merecem ser estudados e seguidos por acções. Não é novo encarar a transferência de recursos financeiros consagrados ao desenvolvimento das armas, para o desenvolvimento dos povos, mas a ideia não perde por isso a sua actualidade e a Santa Sé fê-la sua já de há muito. Toda a resolução da Assembleia geral neste sentido receberia em toda a parte a aprovação e o apoio dos homens e das mulheres de boa vontade.

O estabelecimento de laços entre os povos significa o redescobrimento e a reafirmação de todos os valores que reforçam a paz e unem os povos na harmonia. E significa igualmente a renovação do melhor existente no coração do homem, que anda à procura do bem dos outros na fraternidade e no amor.

12. Desejaria acrescentar um último considerando: a produção e a posse de armamentos são a consequência de uma crise ética que rói a sociedade em todas as suas dimensões — política, social e económica. A paz, repeti-o várias vezes, é o resultado do respeito dos princípios éticos. O verdadeiro desarmamento, o que há-de garantir a paz entre os povos, não se conseguirá senão com a resolução desta crise ética. De maneira que se os esforços de redução dos armamentos, depois de desarmamento total, não forem acompanhados paralelamente por um ajustamento ético, estão votados antecipadamente ao malogro.

Procurar tornar a pôr o nosso mundo no seu lugar, eliminar dele a confusão dos espíritos gerada pela busca pura dos interesses e dos privilégios ou pela defesa das pretensões ideológicas, tal é a tarefa absolutamente prioritária se queremos chegar a progredir na luta pelo desarmamento. Sem isso, ficar-se-á apenas em falsas aparências.

Porque a verdadeira causa da nossa insegurança encontra-se numa crise profunda da humanidade. Vale a pena, graças à sensibilização das consciências diante do absurdo que é a guerra, criar as condições materiais e espirituais que diminuirão as desigualdades clamorosas e restituirão a todos o mínimo de espaço para a liberdade do espírito.

A co-habitação dos bem assegurados na vida e dos desprovidos já não pode ser suportada no mundo em que a comunicação é tão rápida como generalizada, sem que nasça o ressentimento e o mundo regresse à violência. Por outro lado, o espírito tem também os seus direitos primordiais e inalienáveis; é a justo título que ele os reclama nos países em que o espaço lhe falta para viver serenamente segundo as próprias convicções. Convido todos os combatentes pela paz a comprometerem-se nesta luta para a eliminação das verdadeiras causas da insegurança dos homens, de que a terrível corrida aos armamentos é um dos efeitos.

13. Derrubar a tendência actual para a corrida aos armamentos compreende portanto uma luta paralela em duas frentes: por um lado, uma luta imediata e urgente dos governos para reduzir progressiva e equitativamente os armamentos; por outro lado, uma luta mais paciente, mas não menos necessária, no nível da consciência dos povos para atacar a causa ética da insegurança geradora de violência, quer dizer, as desigualdades materiais e espirituais do nosso mundo.

Sem preconceitos de qualquer espécie, unamos todas as nossas forças racionais e espirituais de homens de Estado, de cidadãos, de responsáveis religiosos, para matar a violência e o ódio, e procurar de novo os caminhos da paz.

A paz é o fim supremo da actividade das Nações Unidas. Ela deve ser o de todos os homens de boa vontade. Infelizmente, ainda nos nossos dias, tristes realidades ensombram o horizonte da vida internacional e causam tantos sofrimentos, destruições e preocupações que poderiam fazer perder à humanidade toda a esperança de ser capaz de dominar o seu próprio futuro na concórdia e na colaboração dos povos. Apesar da dor que invade a minha alma, sinto-me autorizado, mesmo obrigado, a reafirmar solenemente, diante de vós como diante do mundo, o que os meus predecessores e eu próprio repetimos diversas vezes em nome da consciência, em nome da moral, em nome da humanidade e em nome de Deus:

A paz não é utopia, nem ideal inacessível, nem sonho irrealizável.

A guerra não é calamidade inevitável.

A paz é possível.

E porque é possível, a paz é dever. Dever muito grave. Responsabilidade suprema.

A paz é difícil, sem dúvida, e exige boa vontade, muita sabedoria e tenacidade. Mas o homem pode e deve fazer prevalecer a força da razão às razões da força.

A minha última palavra é portanto ainda uma palavra de encorajamento e de exortação. E como a paz, confiada à responsabilidade, fica sendo, apesar de tudo, um dom de Deus, ela traduz-se também em oração Aquele que tem nas mãos os destinos dos povos.

Agradeço-vos a actividade que desenvolveis para fazer progredir a causa do desarmamento: desarmamento dos utensílios de morte e desarmamento dos espíritos.

Deus abençoe os vossos esforços.

E oxalá que esta Assembleia fique na história como um sinal de reconforto e de esperança.

Do Vaticano, 7 de Junho de 1982

JOÃO PAULO PP. II

– O dia das Crianças é para os adultos também!

Como um pai não pode comemorar o dia das crianças?

Estando junto delas, a felicidade é contagiante!

Bom e divertido feriado com nossos rebentos.

– Sobre Martelos e Pregos!

Sábio Barack Obama… os EUA (e em especial o mundo) eram melhor articulados com ele do que com Trump!

Olha só a frase:

bomba.jpg

– Não use o nome de Deus para assustar o próximo ou ganhar vantagem.

O Papa Francisco, nessa última semana, alertou para que as pessoas não utilizem o Santo Nome de Deus para terrorismo ou extremismo, a fim de ganhar benesses pessoais ou aproveitar-se de uma situação.

Disse o Pontífice:

“Peço a todos que parem de instrumentalizar as religiões para incitar ao ódio, à violência, ao extremismo e ao fanatismo cego”.

Abaixo, extraído de: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2020/08/22/papa-francisco-pede-que-se-pare-de-aterrorizar-as-pessoas-usando-o-nome-de-deus.ghtml

PAPA FRANCISCO PEDE QUE SE PARE DE ATERRORIZAR AS PESSOAS USANDO O NOME DE DEUS

O papa Francisco fez um apelo em suas redes sociais neste sábado (22) para que se pare de “aterrorizar as pessoas” usando o nome de Deus.

“Deus não precisa ser defendido por ninguém e não quer que o Seu nome seja usado para aterrorizar as pessoas. Peço a todos que parem de instrumentalizar as religiões para incitar ao ódio, à violência, ao extremismo e ao fanatismo cego”, postou.

E prosseguiu:

“Deus não te ama porque te comportas bem; ele simplesmente te ama e basta. Seu amor é incondicional, não depende de ti.”

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu o dia 22 de agosto como Dia Internacional das Vítimas da Violência em relação à sua Religião ou Crença.

A decisão foi adotada em maio de 2019 com o apoio do Brasil, Canadá, Egito, Jordânia, Nigéria, Paquistão, Polônia e Estados Unidos.

No texto, a ONU expressa “séria preocupação pelos contínuos atos de intolerância e violência baseados na religião professada ou nas convicções pessoais”, que atingem membros de comunidades religiosas e minorias.

Papa Francisco, durante audiência virtual no Vaticano, em 19 de agosto — Foto: Vatican Media/Handout via REUTERS

Papa Francisco, durante audiência virtual no Vaticano, em 19 de agosto — Foto: Vatican Media/Handout via REUTERS

– É melhor ter paz do que… razão!

Gostei desta mensagem (abaixo). Já havia lido algumas vezes e hoje ela apareceu na minha timeline!

Caramba, e olha que eu não brigo com ninguém, deixando todos seguirem com suas respeitosas opiniões…

Imagem

– Busque paz.

Evite a dispersão espiritual. Busque lugares calmos. Reze. Medite. Se inspire. Dê-se descanso.

Essa foto, da Basílica Nacional de Aparecida, clicada anos atrás, sempre me inspira. Olhe só que imagem de paz e tranquilidade:

Foto: Arquivo Pessoal (minha Marininha na silhueta)

– Pobre povo afegão…

A cada notícia que leio sobre o povo afegão, me questiono: o que será dessa gente? E das mulheres de lá? A mais recente é: depois de 1 ano da saída dos EUA, um protesto por educação às meninas é reprimido pelo governo local.

Desde o tempo de Alexandre, o Grande (Macedônia) que aquela região é invadida e a população fica ainda mais sofrida. Eles foram explorados por imperialistas britânicos, comunistas soviéticos e capitalistas americanos. Mas, sem dúvida, a pior das torturas é o Talebã, intimamente ligado a Al Qaeda.

  • Quando terão liberdade para ser uma nação independente, e as pessoas serem simplesmente cidadãos ou sonharem em ter voz?

E, o que me dói mais: as meninas! Deixarão de serem exploradas, não usarão mais as burcas e poderão estudar?

Que mundo é esse… o duro é ler gente que descreve o grupo terrorista como “libertário”.

Venda de burca dispara e mulheres protestam no Afeganistão: veja vídeo | Exame

Imagem extraída da Web.

– Os 77 anos da Bomba de Nagasaki e os questionamentos pelo lado dos japoneses

No dia 08 de agosto recorda-se a 2a bomba atômica lançada pelos EUA contra o Japão (Nagasaki). No dia 06, lembremos, a 1a bomba atingiu Hiroshima (1945).

Nos livros de história sabemos do ataque japonês na base americana do Hawaí e de tudo mais que se fala sobre a aliança com a Alemanha e a Itália. Mas… o que pensavam os japoneses que comandavam o país? Por que uma aliança com o nazi-fascismo? Nunca vi ninguém falar sobre isso.

Vejo muita gente falando da necessidade das bombas para acabar com a Segunda Guerra Mundial. Mas o comportamento dos políticos locais também não era fundamental para o estabelecimento da paz?

Hiroshima e Nagasaki 1945 - Esquerda Web Notícias

Imagem extraída de: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/bombas-atomicas-hiroshima-nagasaki.htm

– Perguntar não ofende 4: Instabilidade e Guerra.

Só eu que sinto um frio na espinha ou você também: não dá um medo as hostilidades demonstradas por China 🇨🇳 em relação a Taiwan 🇹🇼 e EUA 🇺🇸 ? Já não basta a guerra da Rússia 🇷🇺 com a Ucrânia 🇺🇦…

Imagem extraída de: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/china-1.htm

– Bandido Pobre e Bandido Rico, Criação e Educação.

O que difere um bandido pobre de um rico, se ambos cometem crimes?

Talvez, apenas a sua condição econômica.

Dias atrás, ouvi uma autoridade policial (na Rádio Bandeirantes, mas não consegui ouvir seu nome e patente) falando sobre os menores delinquentes, provindos de periferia. Sobre eles, ponderou que:

“Há uma geração de adolescentes e jovens criados com valores de bandidos. Eram crianças que se acostumaram a frequentar cadeia, vendo os parentes detidos lá e que viam no ato do banditismo um caminho a ser herói. Ser ladrão se tornou sonho para alguns! Onde estariam os valores morais que deveriam ser ensinados em casa?“

Pois é: muitas vezes, quem deveria ensinar os bons valores talvez não esteja por lá, sendo que se torna preocupante o futuro dos filhos de pais e mães bandidos.

Entretanto, como justificar o aumento de criminosos na classe média? Alguns, erroneamente creditam a criminalidade a um fator econômico ao invés de educacional. Porém, vê-se em destaque as chamadas “gangues de playboys”: adolescentes e jovens que cresceram com boas condições financeiras, e que enveredam para o crime a fim de se sustentarem com prazeres e vaidades: dinheiro para ostentação de carros, participação em baladas e consumo de drogas.

Estes mais abastados financeiramente caíram em desgraça por qual motivo?

Fica nítido que o problema é educacional. Não adianta caros colégios se a primeira educação, a básica, formadora e influenciadora – a do lar – possui falhas gravíssimas ou inexiste. E que tantos batedores de carteira, playboys ou políticos corruptos cometem o mesmo crime: o de desrespeitar a dignidade humana.

Do mesmo jeito que um criminoso atira gratuitamente simplesmente pelo medo de reação da vítima, criminosos do colarinho branco sugam as verbas de hospitais carentes e já capengas. A estes, a vida do cidadão de bem nada vale.

Dificuldades dos professores no Brasil exigem mudanças urgentes na educação

Imagem extraída de https://professorheldernogueira.com.br/dificuldades-dos-professores-no-brasil-exigem-mudancas-urgentes-na-educacao/

– Defenda a paz irrestritamente.

PAZ – Simplesmente um propósito inegociável!

Na imagem:

Imagem

– Ensinando sobre pureza!

Ah, se fôssemos tão puros e amássemos um ao outro despropositadamente…

Estamos na pracinha da Santa Cândida, falando de amabilidade (com minhas pequenas filhotas)!

Tomara que elas entendam o significado de “fazer o bem, sem esperar nada em troca”. É difícil para todos nós tal compreensão…

– Há 5 anos, momento de felicidade ímpar!

Exatamente em 14 de maio de 2017, celebrava-se o dia das mães. E celebrávamos também a saída da nossa caçulinha Maria Estela Porcari da UTI do Hospital Santa Elisa, indo para o quarto (como um verdadeiro presente da data comemorada para a mamãe Andréia).

Lembramos a publicação dessa maravilhosa notícia em: https://professorrafaelporcari.com/2017/05/14/nosso-presente-do-dia-das-maes-foi-a-saida-da-uti-de-nossa-filhinha/

Vejam só como estava tão pequenina na época:

Agora, dois anos depois, tão gordinha! Abaixo:

IMG_3708

A minha foto preferida:

Graças a Deus!

– Bu!

BUUUUUUU!

Minha Estelinha resolveu me dar um susto, na “pegadinha” que ela inventou. Mas com esse cabelinho esvoaçante… mais me derreteu de doçura do que me assustou.

Imagem

#filha #amor #carinho #ternura #daughter #paidemeninas

– Uma sociedade que busca a paz? É possível e depende de nós.

Sabe como ter um mundo de paz?

É perdoando, segundo São Paulo em sua Carta aos Eféseos, escrita há quase 2000 anos. E ele tem razão, pois sua mensagem é atual!

Leia, de Ef 4,31-32.

“Toda a amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias, tudo isso deve desaparecer do meio de vós, como toda a espécie de maldade. Sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo”.

Se fizermos tudo isso, não teremos um mundo garantidamente de paz?

Terra Globo Mundo - Imagens grátis no Pixabay

Imagem extraída de: https://www.fujairahobserver.com/2021/09/21/international-day-of-peace-21-september-2/amp/

– Francisco, o Papa da Paz!

Me orgulho do Papa Francisco, lutando pela paz.

Disse ele ao Corriere della Sera, ontem:

“Falei com o patriarca Kirill (Chefe da Igreja Ortodoxa), da Rússia, por 40 minutos via Zoom. Nos vinte primeiros minutos, com uma carta na mão, ele me leu todas as justificativas para a guerra. Eu escutei e disse a ele: eu não entendo nada disso. Meu irmão, não somos clérigos de estado, não podemos usar a linguagem da política, mas a de Jesus. Somos pastores do mesmo povo santo de Deus. Para isso devemos buscar caminhos de paz, para acabar com o fogo das armas. O Patriarca não pode se transformar no coroinha de Putin”.

Defender a paz na Ucrânia e que a Rússia cesse fogo, é missão que exige coragem! E ele faz isso.

Imagem extraída de: https://parstoday.com/pt/news/world-i454-papa_francisco_e_patriarca_kirill_empreendem_inédita_reunião_em_cuba

– A 3a Guerra alardeada pela estatal russa. Pra quê tal pressão?

E a TV Estatal Russa fala em 3a Guerra Mundial e escalada nuclear. É mole?

Claro, uma nítida pressão do Governo da Rússia contra a Ucrânia, neste movimento irracional de ódio, mas estratégico num combate.

O link da matéria está em: https://www.istoedinheiro.com.br/televisao-estatal-russa-especula-3a-guerra-mundial-e-escalada-nuclear/

Fico pensando: precisamos pregar a paz e o fim da guerra, não assustar o planeta.

Impiedoso.

Invasão da Rússia sobre a Ucrânia começou em 24 de fevereiro (Crédito: AFP/Arquivos)

– #tbt derradeiro!

#tbt – uma expressão da internet para relembrar fotos de fatos saudosistas numa 5a feira.

O meu #tbt de hoje (que tem alguns anos) tem título: “crianças abençoadas“! Ou vai duvidar que esse anjinho (meu sobrinho Miguel) e essa anjinha (minha filha caçula Maria Estela) são presentes de Deus em nossas vidas?

#FOTOGRAFIAéNOSSOhobby

– Precisamos de Paz!

E o novo “super-míssil” nuclear russo, a fim de demonstrar força nesse momento de guerra contra a Ucrânia, assustando o mundo?

Abaixo, em: https://twitter.com/CNNBrasil/status/1516934795409907712

https://platform.twitter.com/widgets.js

– Um líder religioso pode ser a favor da Guerra? Lamentável, Cirilo. Parabéns, Francisco!

Que triste… leio (com pesar) que Cirilo I (o “Papa” dos cristãos ortodoxos russos, por lá chamado de “Patriarca”, cujo nome em russo é Kirill), defende a guerra da Rússia contra a Ucrânia e pediu para a população apoiar o governo de Moscou.

Segundo o jornal “O Globo” (link em: https://oglobo.globo.com/mundo/papa-conversa-com-patriarca-da-igreja-ortodoxa-russa-sobre-guerra-na-ucrania-25435541), o Papa Francisco conversou com o Patriarca Cirilo I e alertou que: “Quem paga o preço da guerra são as pessoas, os soldados russos e as pessoas ucranianas que são bombardeadas e morrem.”

Lembrando que a Igreja Ortodoxa da Rússia foi a “permitida” no tempo da União Soviética, já que o Comunismo perseguiu os católicos.

Francisco conversa com Cirilo I durante uma videoconferência. Em pauta, a guerra na Ucrânia Foto: VATICAN MEDIA / via REUTERS

Abaixo, extraído de: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/lider-de-igreja-ortodoxa-da-russia-pede-uniao-de-populacao-com-autoridades/?

LÍDER DA IGREJA ORTODOXA RUSSA PEDE UNIÃO DA POPULAÇÃO COM AUTORIDADES

Patriarca Kirill, que é próximo de Putin, já fez declarações em defesa das ações de Moscou na Ucrânia e vê a guerra como um baluarte contra a cultura ocidental

O chefe da Igreja Ortodoxa da Rússia pediu, neste domingo (10), para que as pessoas se unam junto às autoridades enquanto Moscou prossegue sua intervenção militar na Ucrânia.

O Patriarca Kirill já fez declarações em defesa das ações de Moscou na Ucrânia e vê a guerra como um baluarte contra uma cultura liberal ocidental, que ele considera decadente.

“Que o Senhor nos ajude a nos unirmos durante este momento difícil para nossa pátria, inclusive em torno das autoridades”, disse Kirill, de 75 anos, durante um sermão em Moscou, segundo a agência de notícias Interfax.

“Que as autoridades se encham de responsabilidade por seu povo, humildade e prontidão para servi-los, mesmo que isso lhes custe a vida”, acrescentou o patriarca, um aliado próximo do presidente Vladimir Putin.

O apoio do patriarca à campanha militar da Rússia, na qual milhares de soldados e civis ucranianos foram mortos, enfureceu alguns dentro da Igreja Ortodoxa da Rússia, bem como em igrejas no exterior ligadas ao Patriarcado de Moscou.

No domingo, ele disse que, quando a população se unir em torno das autoridades, “haverá verdadeira solidariedade e a capacidade de repelir inimigos tanto externos quanto internos”.

A Rússia enviou dezenas de milhares de tropas à Ucrânia em 24 de fevereiro, no que chamou de uma operação especial para destruir as capacidades militares de seu vizinho do sul e expulsar pessoas que chamou de nacionalistas perigosos.

As forças ucranianas montaram uma forte resistência e o Ocidente impôs sanções severas à Rússia, num esforço para forçá-la a retirar suas forças.

Patriarca ortodoxo russo Kirill durante a conferência da Igreja Ortodoxa Russa, no Kremlin em 31 de janeiro de 2019 em Moscou. Kirill, próximo do presidente Vladimir Putin, tornou-se o principal bispo da Igreja Ortodoxa Russa em 1º de fevereiro de 2009

Patriarca ortodoxo russo Kirill durante a conferência da Igreja Ortodoxa Russa, no Kremlin em 31 de janeiro de 2019 em Moscou. Kirill, próximo do presidente Vladimir Putin, tornou-se o principal bispo da Igreja Ortodoxa Russa em 1º de fevereiro de 2009 Mikhail Svetlov/Getty Images

– Peace.

Não sei quem disse, mas gostei:

“A resposta para um mundo melhor: tolerância, misericórdia e honestidade”.

Pronto! Aí sim a maioria (se não, todos) os imbróglios da humanidade se resolveriam.

bomba.jpg

– E a Paz, fica como?

Ainda de madrugada (repente da insônia) e me vem na mente, sei lá porquê, a seguinte questão:

– E se Rússia e Ucrânia reunissem-se no Vaticano e conversassem com o “espírito desarmado” pela paz?

Utopia… mas que assim fosse.

SVG > dove branch symbol pigeon - Free SVG Image & Icon. | SVG Silh

– Biden e Putin elevam o tom. Mas… e a Ucrânia?

Enquanto os EUA aumentam as sanções (suspensão de importação de fertilizantes, vodka, petróleo) e o presidente Biden dá indiretas (disse: “Putin é o culpado e precisa pagar (…) se enviarmos material militar é possível uma 3a Guerra Mundial”, em outras palavras), a Rússia ameaça com menções ao arsenal nuclear e seu Governo lembra que há um astronauta americano na ISS…

Enquanto acontece o jogo de palavras bem ao estilo do auge da Guerra Fria (e tudo isso é assustador), os ucranianos continuam fugindo do seu país, alguns morrendo e outros resistindo.

Há de se chegar urgentemente num acordo, pois a guerra deve ser sempre evitada. Mas é notório: pacificamente ninguém quer ceder (independente de quem esteja certo ou errado).

Eu tenho medo de uma Guerra com proporções ainda maiores. Já sentimos o efeito do conflito Rússia-Ucrânia nos nossos bolsos! Imagine em escala crescente…

Biden suspende importação de petróleo russo para 'aumentar pressão sobre  Putin' - CartaCapital

Joe Biden e Vladimir Putin. Fotos: AFP. Extraído de: https://www.cartacapital.com.br/mundo/biden-suspende-importacao-de-petroleo-russo-para-aumentar-pressao-sobre-putin/

– O Papa pede a paz, mas os que precisam promovê-la são surdos…

Nesta semana, o Papa Francisco implorou para que os líderes mundiais trabalhem pelo fim da guerra promovida pela Rússia. Já fugiram da Ucrânia 2 milhões de pessoas, e muitas mortes de inocentes aconteceram até agora.

Disse o Pontífice:

“Na Ucrânia, correm rios de sangue e lágrimas. Esta não é apenas uma operação militar, mas uma guerra que semeia morte, destruição e miséria. As vítimas são cada vez mais numerosas, assim como as pessoas que fogem, especialmente mães e crianças. Nesse país martirizado, a necessidade de assistência humanitária está crescendo a cada hora. A guerra é uma loucura, por favor, pare.”

Os fiéis praticantes oram pela paz para esses povos. Mas… e os governantes?

Quem deveria ouvir, refletir e se tocar com esse apelo são os líderes mundiais. Putin, em especial. Mas, infelizmente, precisamos orar ainda mais para sensibilizar esses senhores.

Que Deus ajude nosso mundo…

Foto: AFP

– E as imagens do Antonov destruído…

Dias atrás falamos sobre a tentativa de um primeiro cessar-fogo entre Ucrânia e Rússia, e nada frutificou… E nesta última noite, os russos tomaram (e incendiaram) uma usina nuclear no território ucraniano.

Também falamos sobre o ataque a símbolos locais. O maior cargueiro do mundo, o “gigante dos ares” Antonov era um dos alvos (falamos sobre ele ter sido atingido aqui: https://professorrafaelporcari.com/2022/02/27/a-russia-e-a-invasao-na-ucrania-o-pripyat-como-testemunha/).

Pois bem, as imagens chegaram do hangar destruído. Veja neste print de tela o que sobrou:

– Qual a culpa da Ucrânia?

O pecado da Ucrânia? Seu grande erro, qual é ou foi?

Foi ser… vizinho dos russos!

Que azar geográfico. Agora, paga o preço da loucura de Putin (assim como de outros históricos ditadores tiranos). O país não pode fazer o que desejar (como entrar para OTAN e exercer sua soberania)… Triste.

Onde isso irá acabar?

Significado da bandeira da Ucrânia - Estudo Prático

Imagem extraída de: depositphotos, extraída de: https://www.estudopratico.com.br/significado-da-bandeira-da-ucrania/

– #tbt 1: As crianças e o amor puro!

Quando você espera abraços e beijos apaixonados…
…mas as crianças te surpreendem e te deixam lambuzado!

🥰FAMÍLIA #amor #carinho #alegria #criança #family #bebê #baby

 

– Recomandare (não faça guerra, faça amor).

Clique no link abaixo:

Recomandare