– A Volta da Maguary

Muito popular no Brasil, o “Suco Maguary” é destaque não só pelas suas qualidades, mas pela administração eficaz e empreendedora dos seus fundadores, que venderam a empresa para a multinacional Kraft, compraram-a de volta por um bom preço e dobraram o tamanho das vendas, incomodando a Coca-Cola e intimidando Schincariol e Wow, seus mais fortes concorrentes.

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0959/negocios/incomodo-coca-cola-521779.html

UM INCÔMODO PARA A COCA-COLA

Como a pernambucana Ebba, dona das marcas de sucos Maguary e Dafruta, dobrou sua participação de mercado em apenas seis meses — e se tornou uma ameaça num setor que movimenta quase 2 bilhões de reais

por João Werner Grando

Não é de se esperar que alguém próximo dos 70 anos de idade mude completamente seu rumo profissional (a menos, claro, que a mudança seja a aposentadoria). Mas foi o que o empresário pernambucano Romildo Tavares de Melo decidiu fazer em 2009. Aos 67 anos — 30 deles dedicados às usinas de açúcar e álcool da família –, Romildo comanda desde maio uma companhia de apenas seis meses de vida: a Empresa Brasileira de Bebidas e Alimentos, ou simplesmente Ebba, dona das marcas de sucos Maguary e Dafruta, sediada em Recife. Sua guinada pessoal representa também uma mudança drástica no perfil do grupo Tavares de Melo. Tudo começou em 2007, com a venda das usinas de cana, que desde os anos 20 foram o principal negócio da família, para a francesa Louis Dreyfus, por um valor estimado em 1 bilhão de reais. No mesmo ano, os Tavares de Melo venderam a marca de chinelos Dupé para a Alpargatas. Com fôlego para investir, o grupo se concentrou no que um dia fora um negócio menor dentro de seu portfólio — o mercado de sucos. Em maio deste ano, comprou da americana Kraft a marca Maguary, criada nos anos 50 pelos próprios Tavares de Melo e vendida para a Souza Cruz nos anos 70. A Maguary se somou à Dafruta, lançada pela família nos anos 80. Assim surgiu a Ebba, com vendas estimadas em 260 milhões de reais em 2009. “Eu não aguentaria ver o dinheiro no banco e passar o dia tomando cafezinho”, afirma Romildo, diretor-presidente da Ebba e o sétimo irmão dos oito que integram a família.

A  disposição de Romildo Tavares de Melo para criar um novo negócio transformou-se numa preocupação para os concorrentes no mercado de sucos — o que inclui grandes empresas como a Coca-Cola, dona da marca Del Valle. Apenas seis meses depois de assumir a operação das fábricas da Maguary, a Ebba dobrou sua participação no segmento de sucos prontos para beber com suas duas marcas. Com isso, ascendeu do quarto para o segundo lugar em vendas nacionais, com 10,7% de participação num mercado que fatura quase 2 bilhões de reais por ano. “Tem sido uma correria para contratar gente e ao mesmo tempo conseguir essa arrancada inicial”, diz Romildo.

O ponto de partida da nova empresa foi a operação da Dafruta, criada em 1984, por Silvio Tavares de Melo, irmão de Romildo. Para lançar a empresa, Silvio não fez pirotecnias — simplesmente copiou o modelo da Maguary. Suas fábricas são muito semelhantes, localizadas nos mesmos municípios: Aracati, no Ceará, e Araguari, em Minas Gerais. Até o início deste ano, porém, a estrutura de vendas da Dafruta se restringia a um grupo de apenas 60 funcionários. Com a recompra da Maguary, a primeira medida foi contratar gente nova para o primeiro escalão, entre eles o diretor financeiro Vitor Picini, ex-Dreyfus, e o diretor de RH Hélcio Gianetti, egresso do grupo Votorantim. Em seguida, a equipe de vendas foi reforçada. Ao todo, 110 novos gerentes, vendedores e supervisores foram contratados e treinados entre abril e maio para trabalhar em três novos escritórios regionais — Sudeste/ Centro-Oeste, Norte/Nordeste e Sul e a cidade de São Paulo. “Em cada área o time foi dividido pela metade, cada uma delas dedicada a uma das marcas”, diz o diretor comercial José Gil Alvarez, contratado em janeiro de 2009. “Assim, evitamos que eles deem preferência àquela que é mais fácil de vender e prejudiquem o resultado geral.”

Ao espalhar vendedores pelo país naquele momento, a Ebba conseguiu aproveitar um flanco aberto pela principal concorrente, a líder Coca-Cola. Enquanto a Ebba surgia, a Coca-Cola coordenava a unificação de suas três marcas (Del Valle, Minute Maid Mais e Kapo) sob uma só, a Del Valle. O efeito imediato foi a redução do espaço da empresa nas gôndolas dos supermercados. Ao mesmo tempo, a distribuição das bebidas, em parte feita pela antiga equipe de vendas da Del Valle, passou às mãos das 16 engarrafadoras da Coca-Cola. Essa transição é um dos principais fatores que explicam a perda de 4 pontos percentuais de participação da empresa no mercado de sucos desde março deste ano. “Essa perda era prevista”, diz Lizandra Freitas, diretora de operações de novas bebidas da Coca-Cola Brasil. “E devemos recuperá-la em pouco tempo.” Os varejistas, porém, não parecem tão confiantes. “Pela primeira vez, a Coca-Cola começa a exigir em sucos margens mais altas, semelhantes às que consegue com refrigerantes”, diz o diretor de uma grande rede. “Nessa disputa, eles podem perder ainda mais espaço.”

Uma vez integradas as operações, a Ebba pretende aumentar a linha de produtos. Por enquanto seu portfólio está aquém da média do mercado. No caso da Maguary, por exemplo, existem apenas 20 versões de seus produtos, entre os diferentes sabores e embalagens. As principais concorrentes têm pelo menos o triplo disso (para 2010, a empresa programou 30 lançamentos). Outra meta é investir em publicidade e marketing — uma iniciativa que deve consumir 10% de seu faturamento em 2010. As duas marcas da Ebba precisam melhorar a exposição, sobretudo nos estados em que acabaram de entrar. Apenas 8% das vendas da Dafruta estão na Região Sul. E no caso da Maguary, 7,5% do faturamento vem do Norte e do Nordeste. Os investimentos em publicidade vão privilegiar a marca Maguary, apagada durante os anos sob controle da Kraft. Pela primeira vez em sete anos, a Maguary deverá ganhar uma campanha na TV.

Os Tavares de Melo também querem seguir com aquisições. Até agora, a única grande compradora do mercado foi a Coca-Cola. “Ainda há muito espaço para mais consolidação”, diz Adalberto Viviani, da consultoria especializada em bebidas Concept. Cerca de 60% do mercado de sucos prontos para beber pertence a centenas de pequenas empresas espalhadas pelo país. Além da própria Ebba, outros concorrentes com musculatura suficiente para se tornar possíveis consolidadores são a Fruthos, criada em 2007 pela Schincariol, e a Sufresh, da paulista Wow, que iniciou as operações em 2003. “Estamos analisando negócios que possam oferecer sinergia com a Ebba, tanto em bebidas como em alimentos”, afirma Fernando Buarque, presidente da Casaforte Investimentos, gestora dos recursos da família Tavares de Melo. Segundo executivos próximos à companhia, uma dessas possibilidades seria a entrada no mercado de sorvetes — no qual a própria Maguary se aventurou nos anos 70. “Voltamos a esse ramo não por saudosismo, mas porque acreditamos que é bom”, diz Romildo Tavares de Melo. “Agora nosso foco é fazê-lo crescer.”

– O Ex-Fast-Food Eco-Friendly?

Quantas siglas e expressões americanizadas, não?

Pois bem, elas servem para tratarmos de um interessante assunto: a tentativa do McDonald’s em abandonar o sinônimo outrora de fast food e ser reconhecido como restaurante, além de mostrar a sua preocupação como “empresa amiga do meio-ambiente”, incorporando o verde às suas cores vermelho-amarelas.

Você pode acessar a matéria no link de Exame: MCDONALD’S ECO-FRIENDLY

– Ambev compra o Burger King

Um negócio bilionário: os brasileiros da AmBev acabam de fechar negócio com o Burger King. Se cuida, McDonald’s!

 

Extraído de: Ig Notícias

 

BRASILEIROS COMPRAM REDE AMERICANA BURGER KING POR 7 BILHÕES

 

Segunda maior rede americana de fast food é comprada por Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles

A empresa de investimentos 3G Capital, do trio de investidores brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, comprou nesta quinta-feira por US$ 4 bilhões (equivalente a R$ 7 bilhões) o Burger King, a segunda maior rede americana de fast food.

A 3G Capital vai pagar US$ 24 por ação da Burger King Holdings, o que representa um prêmio de 46% sobre o valor da ação antes dos recentes rumores de mercado. Na quarta-feira, as ações da empresa já haviam dispardo 23%, para US$ 23,20, após a notícia ter sido revelada por jornais americanos.

O atual presidente do Burger King, John Chidsey, ficará no cargo durante o perído de transição. Depois disso, ele assume um cargo de co-presidente do conselho da empresa, ao lado do brasileiro Alexandre Behring, diretor administrativo da 3G Capital.

O trio de investidores brasileiros controla a Anheuser-Bush Inbev, a maior cervejaria do mundo, as Lojas Americana e a América Latina Logística (ALL), principal concessionária de ferrovias do Brasil. Juntos, eles têm uma fortuna avaliada em US$ 21 bilhões, segundo levantamento da revista Forbes.

Em queda

O Burger King desacelerou em relação ao principal rival, o McDonald’s, e outras cadeias de fast food, em meio às altas taxas de desemprego que atingem sua base de consumidores. Na semana passada, a companhia afirmou ver fraca demanda no atual ano fiscal em decorrência do lento ritmo de recuperação econômica nos EUA e dos programas de austeridade fiscal em diversos países da Europa.

O Burger King é considerado a segunda maior rede de fast food do mundo, atrás apenas do McDonald’s. São mais de 12 mil lojas espalhadas por todos os estados americanos e em 76 países. Aproximadamente 90% das lojas operam num sistema de franquias.No Brasil, o Burger King chegou em 2004, e as primeiras lojas foram inauguradas em São Paulo e em Brasília.

– Esperteza do Eike ou sobra de Dinheiro?

Eike Batista, o bilionário brasileiro e Midas em vários negócios, realmente é um cara esperto.

 

Declarou para que todos ouçam, no Roda Viva da TV Cultura: doou milhões para as campanhas eleitorais de Serra e Dilma, alegando ter medo de represálias.

 

Alguém acreditou no motivo? Tá na cara que ele quer se garantir com quem quer que se eleja…

– A lei da Cadeirinha: costume ou necessidade?

Hoje começa a vigorar a lei das cadeirinhas dos veículos automotores. A idéia é proteger as crianças nos bancos traseiros. O motivo é ótimo, mas há alguns problemas: o custo ainda é alto (será que tal equipamento deveria custar tanto?), a necessidade de modelos específicos conforme o tamanho (se você tiver 3 filhos: 6, 3 e 1 ano, como fará para transportá-los?) e, principalmente, o costume em usá-las.

Se a lei é para todos, por quê as vans escolares, ônibus e táxis estão dispensados? Porque seria inviável? Quem não tem dinheiro para comprar as cadeirinhas, ou cujas mães andam no banco de trás com seus filhos, podem também alegar tal motivo.

Gostaria de que a lei valesse para todos por coerência, ou que fosse revista com meios alternativos.

E você, o que acha da Lei das Cadeirinhas?

Aqui em Jundiaí, a lei promete ser cumprida. Ao menos, a fiscalização já está nas ruas. E como as autoridades gostam de uma receita de multa…

– O Naming Rights do Corinthians, se os valores forem verdadeiros, será superior aos do resto do mundo!

 

Veja os seguintes números:

– Emirates Stadium: 90 milhões de dólares por 15 anos (Estádio do Arsenal – Inglaterra)

– Allianz Arena: 90 milhões de euro por 15 anos (Estádio do Bayern e do Munich 1860 – Alemanha – valores divididos entre as equipes)

– American Airlines Center: 195 milhões de dólares por 30 anos

– Gillete Stadium: 90 milhões de dólares por 15 anos.

 

Esses são os valores dos naming rights de algumas praças mundiais (em tradução simplória: direito de uma empresa comprar o nome de uma arena de eventos e usá-lo com o nome que bem entender).

 

Aqui no Brasil, causou surpresa o anúncio do Corinthians sobre a decisão de construir seu estádio através de uma parceria com a Construtora Odebrecht. A empreiteira dá um estádio de aproximadamente 300 milhões de reais, e o Corinthians paga esse valor permitindo que a Odebrecht use o naming rights do estádio por 15 anos.

 

Compare com os valores acima. Enquanto que o Allianz Arena arrecada 6 milhões de dólares anuais, o Corinthians arrecadará 20 milhões de reais. Maior do que qualquer outra arena do mundo!

 

Segundo o site da Abril Esportes, em colaboração com a Gazeta Press (citação e link em: http://www.abril.com.br/noticias/esportes/futebol/corinthians/estadio-corinthians-sera-financiado-pelo-bndes-1247057.shtml ), a negociação envolve totalmente o BNDES. Como o Corinthians tem dívidas atrasadas e impostos não recolhidos, não pode contrair empréstimos governamentais. Assim, a Odebrecht solicitaria esse dinheiro do banco, sendo uma espécie de “barriga de aluguel” da grana. Uma espécie de “laranja” do negócio, com participação mais ativa do que os costumeiros intermediários.

 

Sobre naming rights, é válido lembrar que na Liga dos Campeões nunca é citado o nome “Emirates Stadium”, mas sim Arsenal Stadium, devido a acordos do organizador. Entre os torcedores dos Gunners, o estádio ainda é chamado carinhosamente pelo nome antigo, Highbury.

 

É claro que a Odebrecht não usaria o nome de Odebrecht Arena; afinal, empresas utilizam produtos destinados a consumidores físicos ou as próprias marcas nos estádios. Qual o retorno que a Odebrecht teria com o naming right do novo estádio? Nenhum! A não ser que o revenda, por um valor mais alto ainda (o que é improvável de se obter). Sem contar que o brasileiro adora apelidos: Canindé, Vila Belmiro, Morumbi, Pacaembu, Vivaldão, Castelão, Maracanã, Mineirão, Barradão, Teixeirão… (que mania de grandeza, não?)

 

O estádio servirá a Copa do Mundo em SP. E algumas coisas assustam: foram tantos laudos que o São Paulo FC enviou à FIFA, através da CBF, e nenhum satisfez. Problemas técnicos barraram o Morumbi. O Palmeiras não consegue nenhuma licença para o início das suas obras. E o Corinthians já teve o estádio aprovado e as licenças permitidas?

 

Coisas assim foram cantadas e contadas no prenúncio da Copa do Mundo no Brasil. E não deu outra… Tomara que nossos bolsos banquem tanta gastança…

 

E você, depois desse imbrólho: ainda é a favor de uma Copa no Brasil? Eu nunca fui…

Deixe seu comentário!

– Oportunismos na F1

Saber aproveitar oportunidades é muito bom: para quem assistiu o GP da Bélgica, no último domingo, percebeu que Felipe Massa se reidratava numa chamativa botilha do Guaraná Antártica. Além disso, percebeu uma gigantesca propaganda do Burger King na escuderia alemã BMW.

O que as duas marcas têm em comum? Ambas querem se internacionalizar (o guaraná quer começar a alçar mercado estrangeiro, enquanto que a lanchonete quer se europeizar).

Vale tudo no marketing de emboscada! A TV mostrou involuntariamente seus sponsors no mundo inteiro…

– Nasce o maior produtor de Álcool do mundo

Nasce uma gigante na produção de cana-de-açúcar: com a união da Shell e da Cosan (que administra a Esso no Brasil), cria-se a maior empresa produtora de etanol e de açúcar do mundo. Com um detalhe: se o bilionário Rubens Ometto (dono da Cosan) vier a falecer, a Shell tem a preferência na compra da empresa.

 

Extraído da Revista “Posto Hoje”, edição eletrônica de 30 de agosto de 2010.

 

Cosan e Shell assinam acordo definitivo para criação de gigante de etanol

 

As duas empresas já haviam tornado público a assinatura de um memorando de entendimentos em fevereiro deste ano. A brasileira Cosan anunciou quarta-feira que foi assinado o acordo definitivo com a americana Shell, uma das maiores companhias mundiais do setor petrolífero, para a criação de um joint-venture (sociedade conjunta) na área de produção de etanol, açúcar e energia e suprimento, bem como distribuição e comercialização de combustíveis. As duas empresas já haviam tornado público a assinatura de um memorando de entendimentos em fevereiro deste ano. O acordo firmado mantém as linhas gerais já publicas no início de 2010: a Shell deve aportar um montante de US$ 1,6 bilhão na sociedade conjunta num prazo de dois anos; a Cosan deve transferir todas as suas usinas de açúcar e álcool para a joint-venture, inclusive todos os seus projetos de cogeração de energia e as unidades de distribuição e varejo de combustíveis. A Shell também deve transferir à joint-venture todo os seus ativos brasileiros na área de distribuição e varejo de combustíveis, além de sua participação em empresas de pesquisa no segmento de biomassa (incluindo etanol). O documento divulgado hoje pela Cosan revela que a nova sociedade conjunta terá três divisões: uma voltada para a produção de açúcar e álcool (etanol); outra para a distribuição de combustíveis, já contando com uma rede de 4.500 postos; e uma empresa de administração, em que Cosan e Shell devem repartir o controle igualmente. A formação da sociedade conjunta está prevista para o primeiro semestre de 2011. Rubens Ometto, presidente do Conselho de Administração da Cosan, será o presidente do Conselho de Administração da nova joint-venture, sendo que a Shell deve nomear três dos seis membros previstos.

 

Shell poderá comprar a Cosan caso usineiro morra 

 

Empresas detalham acordo de joint venture global de etanol. A anglo-holandesa Shell poderá exercer o direito de compra da participação da Cosan, a maior usina de açúcar e álcool do Brasil, na joint venture fechada entre ambas, caso o controlador da empresa brasileira, o bilionário usineiro Rubens Ometto, morra ou fique inválido. Os termos do acordo da joint venture foram publicados na manhã de quarta-feira pela Cosan. As duas empresas anunciaram em fevereiro um acordo para unir suas operações no Brasil, que inclui os negócios de açúcar e álcool da Cosan, além da área de distribuição de combustíveis – a rede de postos Shell e a da Esso, esta última controlada pelo grupo brasileiro. O objetivo é transformar a joint venture num player global no setor de etanol. Herdeiro de uma família de usineiros, Rubens Ometto, que tem 60 anos, transformou a Cosan na maior empresa do setor nas últimas décadas. Ele é dono de uma fortuna calculada em US$ 2,1 bilhões, segundo a revista Forbes.

– Danone e o Prejuízo com a Parceira

Algumas empresas sofrem pela má escolha dos parceiros. Em nossas aulas de “Gestão de Serviços e Terceirização”, costumamos falar sobre a importância da escolha dos terceiros.

Pois bem: a Danone teve que pagar os funcionários da Construtora que ela contratou para sua nova fábrica cearense. Olha que prejuízo:

(Extraído de Leite, Paulo Moreira. A Danone se Livrou do Desastre. Coluna Vamos Combinar, Revista Época, pg 39, ed 24 de maio de 2010.)

A DANONE SE LIVROU DO DESASTRE

Depois de investir R$ 60 milhões na reforma de uma fábrica de iogurte em Maracanaú, no Ceará, a multinacional Danone, uma das maiores do mundo na produção de derivados de leite, acaba de se recuperar num negócio que ameaçava transformar-se em desastre. A obra atrasou meses e não ficou pronta. Os salários dos funcionários também atrasaram. As obrigações trabalhistas já não eram pagas havia meses. Diante de uma situação de alto risco, a Danone decidiu intervir. Afastou a Construtora Giga, de São Paulo, encarregada do serviço. Acertou as dívidas e os compromissos atrasados e agora toca o projeto com uma nova parceria. Procurada para comentar o caso, a Giga não designou quem pudesse prestar esclarecimentos sobre o assunto.

– O fim do Convênio CPFL e Lotéricas

Recebi uma importante matéria hoje, do amigo e jornalista Reinaldo Oliveira, a respeito da CPFL e o não-aceite de pagamento das faturas nas Casas Lotéricas. Observem a informação, e comentaremos mais abaixo:

 

“PAGAR A CONTA DE LUZ EM ITUPEVA FICOU MAIS DIFÍCIL

 

Os clientes da concessionária do serviço de energia elétrica da cidade de Itupeva, através de modificação no local de pagamento, a partir do dia 18 deste mês estão encontrando mais dificuldades para pagar a conta de luz. Antes desta modificação, apesar das longas filas, as contas eram pagas em casa lotérica no centro da cidade. A partir deste mês os locais credenciados a receber o pagamento, esta informação consta no rodapé da conta, são:

Rua Alfredo Domingos Retondo, 217 – Bº Rio das Pedras.

Rua Geraldo Ferraz, 62 – Bº Rio das Pedras; e

Rua Julio Patelli, 219 – Vila São João.

.Esta modificação no local de pagamento traz dificuldades para o cliente da concessionária, provocando grandes deslocamentos por conta dos novos locais situarem-se fora do centro da cidade. Os dois primeiros endereços distam exatos 8 e 5 km do centro da cidade Importante lembrar que o cliente desta concessionária de serviços públicos, nos últimos anos vem sofrendo desrespeitos seguidos, a saber: num passado não muito distante os bancos se descredenciaram e não mais receberam os referidos pagamentos. A solução foi a migração destes pagamentos para a rede lotérica, que agora também não mais fará o recebimento. Por conta disso, um cliente da concessionária, residente no Bº Portal Santa Fé – Itupeva/SP ligou para o 0800.010.2570, que é o serviço de atendimento ao cliente da concessionária e foi informado de que realmente, para o município de Itupeva apenas estes três locais estão credenciados a receber os pagamentos.”

 

O que podemos falar? Sabidamente, a Energia Elétrica é um serviço essencial, e diferentemente de outros, não há opção prática na concorrência. Se você não comprar os serviços de luz da CPFL, de quem o fará? As grandes empresas poderiam buscar outras alternativas, mas o simples mortal não! Ela é absoluta, faz o que quer e ficamos de mãos atadas.

Não só em Itupeva, como citado, mas em qualquer outro município, a população sofrerá com tal absurdo. Onde estão as autoridades para que se pronunciem sobre o caso?

 

O que você pensa sobre essa medida da CPFL, em restringir o pagamento a pouquíssimas instituições credenciadas? Deixe o seu comentário:

– Maus Pagadores da Universidade Carioca: um dos fatores relevantes na briga de Estácio X Anhanguera pela liderança das Universidades Privadas

A Universidade Estácio de Sá e a Anhanguera travam uma briga muito interessante: quem liderará o mercado de estudantes universitários no Brasil?

 

Compartilho um artigo interessante da Revista Exame (citações abaixo), a respeito das medidas tomadas pela Estácio (agora do grupo GP, aquele mesmo que coordenou a venda da Kolynos para Colgate, Lacta para Kraft e Antártica para Bhrama) para retomar a liderança.

 

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0973/negocios/esse-tem-dar-certo-584920.html?page=1

 

ESSE TEM QUE DAR CERTO

 

Depois de uma série de maus resultados, a GP centra esforços em um de seus maiores investimentos: a Universidade Estácio de Sá. – por Renata Agostini

 

O paulista Eduardo Alcalay desembarcou no Rio de Janeiro em dezembro de 2008 com uma missão inédita em sua carreira. Aos 41 anos de idade, dez deles passados no banco Garantia e na GP Investimentos, a maior gestora de fundos de private equity do país, Alcalay sempre atuou nos bastidores. No mítico banco criado por Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, coordenou operações importantes, como a venda da Kolynos à Colgate, a venda da Lacta à Kraft e a compra das operações da Pepsi na América Latina pela AmBev (então Brahma). Na GP, onde é sócio desde 2005, foi o responsável por aquisições como a da mineira Magnesita, um negócio de 1,2 bilhão de reais fechado em 2007. As articulações de grandes fusões e aquisições, porém, ficaram em segundo plano desde que ele assumiu a presidência da universidade fluminense Estácio de Sá – sua primeira experiência no comando de uma empresa. Desde maio de 2008, quando a GP pagou 259 milhões de reais para arrematar 20% da universidade (um negócio conduzido pelo próprio Alcalay), a Estácio logo se tornou uma das maiores apostas da gestora – sobretudo pelo enorme potencial de crescimento do setor de educação. Essa expectativa de retorno nunca foi tão alta quanto agora. Em junho, a GP amargou um prejuízo de 140 milhões de dólares ao vender a Imbra, empresa de serviços odontológicos adquirida em outubro de 2008. Em outra frente, a gestora luta para reestruturar a San Antonio, especializada em perfuração de poços de petróleo – comprada por 1 bilhão de dólares em agosto de 2007, a companhia perdeu quase 70% de seu valor desde a compra até março, quando foi divulgado o último resultado. Esses maus investimentos fizeram com que as ações da GP caíssem cerca de 30% neste ano – e levaram o mercado a acompanhar o desempenho da Estácio, a terceira maior empresa em valor de mercado entre as dez do portfólio da GP, com atenção redobrada. “Essa tem que dar certo”, diz o próprio Alcalay, resumindo o estado de espírito dos sócios da gestora.

A tarefa do executivo é particularmente espinhosa porque a Estácio vem perdendo fôlego nos últimos anos. Fundada em 1970 pela família Uchoa, que ainda detém 52,6% de participação, a Estácio tornou-se a maior empresa de ensino superior do país no final dos anos 90. Embora tenha mantido o posto por uma década, a empresa viu sua principal concorrente – a paulista Anhanguera – avançar a passos largos. Nos últimos três anos, enquanto a Estácio aumentou em apenas 15% o número de matrículas, a Anhanguera quintuplicou seu total de estudantes, roubando a liderança no ano passado (em número de alunos). Paralelamente, a falta de sistemas eficientes de controle de custos e de cobrança fez a Estácio colecionar maus pagadores e perder rentabilidade. Hoje, a margem de lucro da Estácio é de 12%, a menor entre as companhias abertas do setor. No final de 2009, depois de analisar a situação dos inadimplentes, a universidade teve de reconhecer em balanço um calote de 60 milhões de reais em mensalidades atrasadas. “A Estácio possuía escala, mas não conseguia tirar vantagem disso”, diz Vitor Pini, analista do Bradesco.

Para reverter esse cenário, uma das primeiras medidas do executivo foi cortar custos. Até maio do ano passado, cada um dos 73 campi possuía os próprios departamentos financeiro, jurídico e de compras. Hoje, todos os serviços administrativos estão centralizados na sede da empresa. Também foi extinta mais da metade dos cargos de direção – dos 219 restaram 90. No total, a “limpeza” promovida pelo sócio da GP eliminou quase 1 500 dos antigos 5 700 funcionários administrativos. Ao mesmo tempo, a empresa iniciou uma ofensiva para melhorar sua imagem e aumentar o alcance da marca, num investimento de cerca de 50 milhões de reais. No início de 2009, o apresentador Luciano Huck foi contratado como garoto- propaganda de uma campanha publicitária veiculada nos 16 estados em que a Estácio opera. Em maio, a universidade estreou uma nova campanha de televisão com depoimentos de jovens dizendo que se formaram na Estácio e são profissionais bem-sucedidos. Essas medidas já trouxeram alguns resultados. O mais visível deles foi o aumento do lucro, da ordem de 9% no ano passado, depois de uma queda de 1% em 2008.

A intervenção mais profunda, no entanto, começou a ser executada apenas neste ano. O número de cursos oferecidos caiu quase pela metade, de 140 para 78. Foram cortadas graduações, digamos, exóticas, como administração de Carnaval. Das que restaram, em 41 delas foi adotado um sistema em que disciplinas comuns são compartilhadas por alunos de cursos diferentes. Desde agosto do ano passado, a rede lançou 24 cursos de graduação e pós a distância para ganhar mais alunos e manter os custos baixos. Hoje há 16 000 alunos matriculados na Estácio em cursos a distância, representando 3% do faturamento total da empresa. Mas o potencial de crescimento dessa modalidade de ensino é enorme. A estimativa é que o número de estudantes a distância no ensino superior chegue a 1,4 milhão em todo o país em 2012, quase um terço de todas as matrículas da rede privada. A Anhanguera, que entrou nesse mercado em 2007, possui 130 000 alunos em cursos a distância – 40% de toda a sua base de estudantes. “É disparado o segmento que mais cresce”, diz Ricardo Scavazza, diretor de relações com investidores da Anhanguera.

Uma eventual retomada da liderança deve passar também pela compra de concorrentes. Em janeiro, Alcalay montou um time com três especialistas em fusão e aquisição. A equipe mapeou 130 instituições de ensino que, juntas, somam 600 000 alunos e seriam potenciais alvos de aquisição. A meta é aumentar o número de alunos em 120 000 com as aquisições. “A essa altura, já deveria ter fechado algum negócio”, diz Alcalay. A pressa se explica em grande medida pelo aquecimento do setor de educação no país. O grupo mineiro Kroton, terceiro maior do país, comprou a rede mato-grossense Iuni no início deste ano e dobrou de tamanho. Em julho, houve duas outras operações. A Abril Educação (empresa do Grupo Abril, que edita EXAME) anunciou a compra do grupo Anglo e se tornou a segunda maior rede de sistema de ensino do país. O grupo inglês Pearson comprou parte do SEB, dono das escolas COC. A Anhanguera planeja triplicar o número de estudantes em cinco anos, especialmente por meio de aquisições. Ninguém vai ter vida fácil daqui em diante – disso Alcalay não tem a menor dúvida.

– TAM + LAN = LATAM. Criada a Maior Empresa Aérea da América Latina!

O nome é horrível, mas a rentabilidade deve ser aprazível.

 

A brasileira TAM acertou a fusão com a chilena LAN, criando uma nova aérea de 40.000 funcionários (será que o número é maior do que o da Varig nos áureos tempos?), voando para quase 200 destinos, sendo a 10ª maior do mundo. Um negócio espetacular tanto para a aviação quanto ao mercado.

 

Sempre que se fala de fusão, brinco que é um nome bonito para sinalizar que um gigante comprou outro, já que na prática é assim que funciona. Lembram da criação da AMBEV? No discurso, a “número 1” se juntou com “a melhor do Brasil”. Na prática, a Bhrama comprou a Antártica. E dos bancos? Itaú Unibanco na verdade foi a compra do primeiro sobre o segundo.

Nesse raciocínio, sabendo que para voar no Brasil a empresa tem que ter um proprietário majoritário nato brasileiro, a TAM comprou a LAN e criou uma nova empresa brasileira com a aquisição do concorrente chileno.

Curiosidade: LAN quer dizer Linhas Aéreas Nacionales; já a TAM muda conforme o serviço realizado: Transportes Aéreos Marília, Transportadora Aérea do Mercosul e assim vai.

O que significaria LATAM? Sugestão: Latino Americana de Transportes Aéreos do Meridiano!

Nossa, ficou feio… Mas acho melhor que LATAM, não?

E você, o que acha dessa fusão? Deixe seu comentário!

 

Acréscimo posterior: a empresa valerá 9,2 bilhões!

– Árbitro Maradona em Paris

Passada a Copa do Mundo, ainda vejo a engraçada propaganda da grife francesa Louis Vuitton. Aproveitando a época de entusiasmo futebolístico, a empresa lançou na ocasião um vídeo onde Maradona é juiz de uma partida de pebolim. Os times? Um jogado por Pelé, outro por Zinidine Zidane.

O cachê deve ter sido fraco, não?

Assista ao vídeo: http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u724939.shtml

– PME poderão ter benesses para Jogos Olímpicos e Copa Brasileira

Um projeto bem intencionado e propício aos novos tempos será colocado em pauta: a destinação de licitações em até 30% de obras para a Copa e Olimpíadas exclusivo para as Pequenas e Médias Empresas (pme), de acordo com a proposta do Sebrae.

Apesar de serem deixadas muitas vezes de lado, as PME brasileiras são as maiores geradoras de emprego do país. Veja como funcionará, caso a ideia vingue: (extraído de Último Segundo)

PEQUENAS QUEREM 30% DAS OLIMPÍADAS E DA COPA

Projeto tenta criar cota para que pequenas empresas vendam obras e serviços nos jogos; lei das licitações é maior obstáculo

Por Sandra Lorenzi

Pelo menos 30% dos investimentos na preparação do País para as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro e para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil devem cair no caixa de empresas com faturamento de até R$ 2,4 milhões anuais. Pelo menos, no que depender do Serviço de Apoio às Pequenas e Micro Empresas (Sebrae), que vem trabalhando nos bastidores da organização dos eventos. A entidade revelou informalmente a ministros e representantes empresariais que vai propor uma espécie de cota para pequenas empresas nos contratos das obras e de prestação de serviços para infraestrutura dos jogos.

O Sebrae tem em vista de R$ 7,8 bilhões a R$ 10 bilhões do total de gastos que virão até 2016 a partir dos Jogos Olímpicos. A ideia ainda está sendo transformada em projeto para então seguir para o governo federal. “Estamos construindo internamente este plano”, afirma Dival Schmidt, coordenador de Projetos de Turismo do Sebrae. “Já realizamos seminários sobre o assunto, que contaram com a presença de ministros e outros representantes empresariais.” 

O projeto que prevê uma parcela dos gastos públicos e privados para as pequenas empresas se inspira no modelo aplicado aos contratos que prepararam a África do Sul para a Copa do Mundo deste ano, segundo Schmidt. “O que eles estão fazendo por lá pode ser aplicado ao Brasil”, diz. “É o que estamos priorizando.” O governo da África do Sul estabeleceu metas de nacionalização na compra de bens e serviços para os |Jogos, além de ter também garantias de encomendas para os pequenos empresários, segundo o Sebrae.

Fornecedor mais barato

Especialistas não descartam a possibilidade de o governo vincular parte dos gastos nas obras para pequenos empreendedores, mas ponderam que há limitações impostas pela Lei de Licitações, a famosa 8666. O consultor em contas públicas Raul Velloso lembra que a legislação obriga o governo a optar sempre pelo fornecedor mais barato. Dificilmente, destaca ele, as empresas pequenas têm escala para conseguir vender produtos ou serviços mais baratos que as grandes. “Imagino que se as pequenas e médias empresas entrarem, isso terá que ser em outra etapa”, disse.

O secretário especial da Prefeitura do Rio para a Copa 2014 e para a Rio 2016, Ruy Cezar, vai mais longe na análise: “Para as pequenas empresas participarem das licitações, vão ter de mudar a lei de licitações”.

Por outro lado, o governo federal já deu provas de que é possível fomentar a cadeia produtiva até os pequenos empresários no caso do setor de petróleo. As licitações de plataformas, por exemplo, são realizadas com empresas de grande porte. A exigência de conteúdo local elevado, contudo, garante a presença das pequenas empresas brasileiras no processo, pois os concessionários devem comprar produtos com componentes nacionais, conforme estabelecem regras do setor.

Investimento bilionário

Os investimentos totais nas Olimpíadas de 2016 estão estimados em R$ 28,8 bilhões, de acordo com o Comitê Rio 2016. O custo direto na operação dos Jogos, montagem de instalações temporárias e estruturas de apoio deverá ser de R$ 5,6 bilhões, valor que contará com aportes dos governos federal, estadual e municipal, do Comitê Olímpico Internacional e do setor privado.

Já a construção de novos estádios e arenas, bem como sistemas de transportes e ferrovias, reformas em aeroportos e rede hoteleira precisarão de um orçamento da ordem de R$ 23,2 bilhões. Governos e empresas vão bancar estas obras.

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio de Janeiro (Sinduscon-RJ) prevê R$ 15 bilhões para a cidade em obras de construção civil e infraestrutura, entre estádios, pontes e pavimentação. O sistema de transportes da cidade deve receber pelo menos R$ 7 bilhões e o setor hoteleiro deve receber mais R$ 1 bilhão. A maior parte dos recursos aplicados pela indústria de hotéis será direcionada a pequenas e médias empresas, fornecedoras de bens e serviços de segurança, limpeza, material de construção, redes elétricas, paisagistas, tradutores, alimentação, entre outros.

“O setor de turismo é dos que mais beneficia pequenas empresas, com hotéis, bares e restaurantes. No setor de transportes, a cadeia produtiva de metal-mecânica é formada na sua maior parte por pequenos fornecedores, o que inclui fabricantes de trilhos e peças”, afirma Vanessa Cohen, gestora de projetos do Sebrae-RJ.

Transportes

O Rio deve reformular a malha ferroviária e rodoviária nos próximos anos, com a construção de corredores expressos para ônibus, novas linhas e expansão de ferrovias e metrô. Ruy Cezar enumera oportunidades para pequenos e médios empresários nas obras e serviços necessários aos eventos. “As grandes empresas que vencerem essas licitações vão precisar de fornecedores para tudo: para ladrilhos, material esportivo, seguranças, lavanderias, tradutores, paisagistas, cursos etc”, afirma Cezar. “Serão investimentos que vão se transformar em grande legado para a cidade, em transporte, meio ambiente, segurança, capacitação.”

– Ford vende a Volvo para os chineses da Geely

Confesso que me surpreendi ao ler tal negócio. A Ford resolveu vender a Volvo, e a compradora, a chinesa Geely, manterá a marca e quer dobrar a sua produção, construindo a maior fábrica de carros de luxo do mundo na China

 

Extraído de:

http://not.economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201008021140_RTR_1280749216nN02256818

 

MONTADORA CHINESA CONCLUI AQUISIÇÃO DA VOLVO POR US$ 1,8 BI

 

A chinesa Geely anunciou nesta segunda-feira a compra da Volvo, controlada pela Ford, por US$ 1,8 bilhão, em um negócio que marca a maior aquisição no país asiático de uma montadora de veículos estrangeira.

Stefan Jacoby, ex-executivo da Volkswagen na América do Norte, será o novo diretor presidente da montadora. O presidente do conselho da Geely, Li Shufu, chamado de Henry Ford da China, chegou a ser indicado para ser chairman da Volvo.

O acordo reflete de muitas maneiras o rápido crescimento da China na indústria automotiva, depois que superou os Estados Unidos no ano passado como o maior mercado do mundo.

A Geely, que começou a fabricar carros em 1986, afirmou na semana passada que havia recebido todas as aprovações governamentais necessárias para a compra da Volvo.

Com a conclusão da operação, o desafio da Geely será restaurar o lucro da Volvo no longo prazo. A Volvo teve receita de US$ 12,4 bilhões em 2009 com a venda de 334 mil veículos, mas teve um prejuízo antes de impostos de US$ 653 milhões.

O plano da Geely prevê a utilização do nome da marca sueca para produzir carros de luxo na China, enquanto manterá operações na Europa para abastecer o mercado internacional.

A Geely vai injetar US$ 900 milhões em capital na Volvo, além dos US$ 1,8 bilhão que já está pagando para comprar a empresa da Ford.

Os planos da montadora chinesa preveem que a nova fábrica da Volvo na China quase dobre a capacidade anual global de produção da companhia, que tem como meta vender 150 mil automóveis Volvo por ano no país asiático até 2015.

– Rádio Disney no Ar!

Deu na Revista Veja desta semana: a Disney (que já atua no Brasil através do canal esportivo ESPN e nos de desenhos animados), entrará nas ondas do Rádio.

 

Em São Paulo, a licença para operar em Agosto a Rádio Disney em SP estará nas mãos de Pedro Henrique Cardoso, filho do ex-presidente FHC.

 

Apesar do processo ser sigiloso, vazou. Só espero que o locutor não seja o Pato Donald… kkk. Zé Carioca para “dicas de malandragem”, Tio Patinhas como “comentarista econômico”, e Mickey & pateta no “noticiário policial”. “Loterias” será apresentada pelo sortudo gastão. “Dicas de beleza”, claro, com Margarida e Minie.

 

Quer arranjar mais alguma vaga para outros personagens?

– Pirataria que Atrapalha; ou melhor: Fama de Pirata!

Segundo Otávio Costa, da Revista IstoÉ (edição de 05/05/2010, pg 32) a tradicional TIGRE (tubos e conexões Tigre) está sofrendo por causa do Paraguai. É que ela tem uma unidade fabril lá, e os produtos que vêm com a inscrição Hecho en Paraguay ficam encalhados. Tal informação faz com que as pessoas não comprem o produto, por acreditarem que são falsos (devido a fama do nosso vizinho). Assim, a empresa resolveu mudar a inscrição para: Hecho en Mercosur. Quem sabe funcione…

– A Sacada da Lata Vermelha

Para quem não assistiu, a Lata Vermelha da Cerveja Brahma será lançada hoje com esse vídeo promocional:

Em: http://portalexame.abril.com.br/marketing/noticias/brahma-confirma-lata-vermelha-divulga-imagem-580998.html

 

Ops: aquela maciça propaganda na TV sobre “porque a lata não era vermelha” era lógica demais e estava cansando…

– Merchandising que confunde realidade e ficção

A Rede Globo é uma potência, todos nós sabemos. Possui o chamado “Padrão Globo de Qualidade”, isso também é verdade. Popularizou as novelas no Brasil e inovou nas ações de Marketing nesse segmento, isso é notório. Mas a novidade vem de Passione, atual novela das 21h (que apesar de começar nesse horário é chamada de “Novela das 8”).

 

Na trama, Fernanda Montenegro é Bete Gouveia, dona de uma fábrica de bicicletas. Pois bem, nos últimos episódios as personagens de Saulo e Fred mostram preocupação com o crescimento da concorrente Houston; falam sobre o bom desempenho e dos ótimos modelos, que trarão dificuldades para o grupo Gouveia, o qual administram.

 

Na verdade, Houston é a bicicletaria do grupo nordestino Claudino (o mesmo que um dia abriu as Lojas Paraíba em Jundiaí, na Rua Vigário J.J. Rodrigues, com  um inusitado trio elétrico que circulava nas ruas promovendo a loja, nos anos 90). Sua sede está no Piauí, e atualmente é o grande calcanhar-de-Aquiles da Caloi, líder de mercado.

 

O mais incrível é que os modelos de sucesso da Gouveia (a empresa da novela) são mesmo da Houston. Kayky Brito e Cauã Raymond pedalam nas suas bicicletas; e a tão falada SkinnTop, modelo de sucesso sabotado na trama, será oferecido todo remodelado e consertado pelas personagens Mauro e Bete Gouveia à própria Houston na novela, que a lançará no mercado de verdade!

 

Que interessante: o comércio real misturado com ficção em horário nobre, confundindo a trama e os negócios. Parabéns a quem teve a idéia.

– O índice Big Mac da “The Economist” traz surpresas.

A revista especializada em negócios e economia “The Economist” utiliza o índice Big Mac para fazer análises de valorização de moeda e custo de vida populacional. Trocando em miúdos, o preço do lanche comparado entre países mostra a força da economia.

Por exemplo: nos últimos 12 meses, o Real e o Yen foram as moedas mais valorizadas. O Brasil está no topo desta alta, sendo que um Big Mac no Brasil custa US$ 4.90, contra US$ 3,73 nos EUA. Na China, ele custa US$ 1,90; o mesmo lanche na Argentina sai por US$ 1,78.

 

Duas rápidas análises:

1-      o lanche é muito caro no nosso país, já que os americanos ganham bem mais do que o brasileiro e o preço é menor lá. Assim, nosso custo de vida em relação aos salários é extremamente alto, em números não-absolutos.

2-      Na China, a esse valor, temos o exemplo perfeito de quão barata realmente é a mão-de-obra local, sendo covardia a concorrência com os produtos aqui fabricados.

– Prêmios do Faustão via Avião!

Leio na Exame News: a Procter & Gamble deve patrocinar o quadro “Caminhão do Faustão”, do programa Domingão do Faustão. Mas como sua concorrente já o fez, inovará: lançará o quadro “Avião do Faustão”. Isso mesmo, entregará um avião de prêmios!

 

Concorrência é isso aí…

– Recall para Cintos de Segurança?

Leio no Estadão (ou na Folha) que a Fiat fará a troca gratuita dos cintos de segurança dos veículos Uno, caso as cadeirinhas para criança não se encaixem.

Não vi muita repercussão disso, mas que é verdade que os cintos do Uno não aceitam cadeirinha, isso é…

Se confirmada tal notícia, ponto para a Fiat!

– Brinquedos Estrela e a Diferenciação na Concorrência

A Estrela, marca ícone de brinquedos brasileiros, sempre sofreu com a concorrência chinesa por diversos motivos. Para fazer frente à concorrência, relançará clássicos, como Ferrorama e Banco imobiliário. Mas para garantir o exigente mercado europeu e americano, os fará com bioplásticos!

 

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/765148-para-competir-com-chineses-estrela-vai-relancar-classicos.shtml

 

PARA COMPETIR COM CHINESES, ESTRELA VAI RELANÇAR CLÁSSICOS.

 

Por Carolina Matos

 

Nascida nos anos 1930, a Estrela aproveita uma onda de saudosismo virtual para relançar clássicos. A empresa liderou o mercado interno de brinquedos 100% nacionais até o início do Plano Real e depois viu os seus consumidores serem abocanhados pela concorrência chinesa.

O projeto de relançamentos começou com um mapeamento de redes sociais, como Orkut, que detectou comunidades de fãs do Ferrorama.

São na maioria homens na faixa de 40 anos que, um dia, já se divertiram com o circuito de trilhos onde serpenteava uma locomotiva.

A partir disso, uma campanha publicitária, que levou o brinquedo para percorrer os os 20 quilômetros finais do caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, traz o Ferrorama de volta às lojas em agosto.

Estratégias envolvendo a web foram adotadas para outros produtos considerados “ícones”, como o Autorama (de pista de corrida).

“Com as redes sociais, estamos resgatando o público do passado”, diz Carlos Tlkian, presidente da Estrela. E, para os filhos desses consumidores, há outros clássicos “modernizados”.

No mês que vem, chega às prateleiras a boneca Susi “Ti-ti-ti”, com referência ao mundo da moda. E o Super Banco Imobiliário traz elementos que podem gerar discussão entre pais e educadores.

Com o tabuleiro, vem uma maquininha de cartão de crédito MasterCard para as compras fictícias de produtos de empresas como Vivo, Fiat e Postos Ipiranga. Ostensivo? “São itens que as crianças conhecem”, diz Tilkian.

 

INVESTIMENTOS

 

Só nas novas versões de brinquedos, a Estrela planejou investimento de R$ 5 milhões neste ano. Em 2009, não houve relançamentos.

Em 2010, o orçamento para as áreas de produtos e publicidade foi previsto em R$ 20 milhões. No ano passado, foram R$ 15 milhões.

A Estrela faturou R$ 114 milhões em 2009, 8% mais do que em 2008.

 

CONCORRÊNCIA

 

Segundo Tilkian, a empresa nunca perdeu a liderança relativa entre as companhias nacionais -sendo a única com ações em Bolsa.

Mas, desde a abertura do mercado, nos anos 1990, os grupos brasileiros, que supriam toda a demanda do país, perderam 45% do bolo para os estrangeiros -especialmente os chineses.

A própria Estrela, hoje, para ser mais competitiva internamente, importa itens da China (o que corresponde a 45% do faturamento).

Externamente, a aposta da empresa é levar brinquedos do Brasil, feitos com material sustentável (como bioplástico), para consumidores europeus e americanos. “Diferenciação é a única forma de competir com os chineses”, diz Tilkian.

– Abril Compra o Anglo!

O Grupo Abril (o mesmo da Editora Abril) comprou o Anglo! Forma-se uma nova rede de ensino…

 

Extraído de: http://economia.estadao.com.br/noticias/not_27129.htm

 

ABRIL COMPRA ANGLO E SE TORNA A SEGUNDA MAIOR EM EDUCAÇÃO

 

SÃO PAULO – Depois de uma disputa acirrada, o Grupo Abril anunciou ontem a compra do Anglo – rede de educação especializada em cursos preparatórios para o vestibular -, tornando-se a segunda maior empresa do setor no País, à frente do Objetivo e atrás apenas da Positivo. O grupo criado a partir dessa aquisição deve faturar este ano cerca de R$ 500 milhões. O valor do negócio não foi divulgado. Único sistema de ensino de grande porte que permanecia sendo controlado integralmente pela família fundadora, o Anglo estava à venda havia dois anos. ?Não porque a empresa passasse por dificuldades, mas porque, com a consolidação do setor, o Anglo só conseguiria crescer se unindo a um grande player?, explica Ryon Braga, da Hoper Consultoria, especializada em educação.

Além do Grupo Abril, por meio da empresa Abril Educação, o Anglo foi disputado por pelo menos outros dois grupos. A britânica Pearson, empresa do segmento editorial e de informação digital, que controla o jornal Financial Times, chegou a fazer uma proposta. Há uma semana, uma reportagem do próprio jornal dizia que a rede brasileira estava sendo avaliada em R$ 600 milhões. Além do Anglo, o Pearson também teria tentado comprar o Sistema Educacional Brasileiro (SEB), que controla escolas, oferece sistemas de educação e tem valor de mercado de R$ 715 milhões. A editora espanhola Santillana, com planos de expansão na América Latina, também estava entre os interessados no Anglo.

O negócio anunciado ontem envolve o Anglo Sistema de Ensino, o Anglo Vestibulares e a SIGA, com cursos preparatórios para concursos públicos. O grupo conta com unidades próprias e parcerias com escolas em todo o País. A empresa fornece o material didático (as tradicionais apostilas) e a metodologia de ensino.

Todo o sistema Anglo foi adquirido pela Abril Educação, uma empresa que integra o Grupo Abril e é controlada exclusivamente pela família Civita. Até dois anos atrás, esse braço da companhia tinha a participação de um sócio estrangeiro – a Naspers, maior empresa de mídia da África do Sul, que adquiriu 30% das ações do Grupo em 2006. A família, no entanto, recomprou as participação acionária na Abril Educação em 2007. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

– Posto que Induz Cliente a Erro tem seu Proprietário Preso!

A Plumas Assessoria Contábil envia, através de seu boletim informativo, uma interessante reportagem: posto foi condenado por oferecer combustível da bandeira Esso e vender de outra.

 

Se todos fossem fiscalizados a contento, muita gente estaria atrás das grades… Compartilhamos abaixo:

 

DONO DE POSTO DE COMBUSTÍVEL É CONDENADO POR INDUZIR CONSUMIDOR A ERRO

 

A Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso indeferiu por unanimidade a Apelação (128832/2009) interposta contra sentença que condenou o dono de um posto de combustíveis de Cuiabá pela prática de crime contra as relações de consumo. O réu induziu a erro os consumidores, ao vender gasolina de marca e origem diversas daquela expressa na fachada do estabelecimento. O voto do relator, desembargador Luiz Ferreira da Silva, foi seguido pelo desembargador Juvenal Pereira da Silva (vogal) e pelo juiz convocado Abel Balbino Guimarães (revisor).


Conforme os autos, nos dias 5 e 6 de abril de 2004, o proprietário do posto, que funcionava como revenda da empresa multinacional Esso, formulou indicação e afirmação falsa sobre a origem da gasolina tipo C que revendia. Análises feitas por um fiscal da Agência Nacional do Petróleo (ANP) constatou que o apelante havia adquirido e revendia gasolina de distribuidoras diversas daquela à qual estava vinculado, motivo por que foi lavrado auto de infração contra sua pessoa.


O artigo 7º da Lei número 8.137/1990 (Crimes contra a Ordem Tributária) prevê punição para quem induzir o consumidor ou usuário a erro, por via de indicação ou afirmação falsa ou enganosa sobre a natureza, qualidade do bem ou serviço, utilizando-se de qualquer meio, inclusive a veiculação ou divulgação publicitária. O réu foi condenado inicialmente à pena de dois anos de reclusão, substituída por uma pena restritiva de direitos, consistente no pagamento de uma cesta básica, mensalmente, no valor de R$ 100, por igual período.


Por meio do recurso, o apelante alegou que o posto de sua propriedade revenderia produtos derivados de petróleo, os quais seriam comercializados por distribuidores de combustíveis, não havendo diferença de qualidade, de forma que, no seu entender, a omissão da origem de tais produtos não seria capaz de levar o consumidor a erro. Argumentou, ainda, que embora ostente a marca Esso na fachada de seu posto revendedor, havia indicação expressa na bomba de combustível sobre a origem do produto comercializado, acrescentando que passou a vender combustíveis de outras marcas em virtude das dificuldades encontradas junto à distribuidora.


Na análise do feito, o relator observou que o referido delito se trata de crime formal, cuja consumação resulta da simples indução do consumidor a erro, fazendo-se, portanto, desnecessária a ocorrência de resultado do dano. Mesmo assim, a prova material do crime foi demonstrada pelo auto de infração e por material fotográfico. O desembargador argumentou também que a vinculação do posto a uma bandeira (no caso, a Esso) foi uma opção do apelante, que poderia ter escolhido operar com bandeira branca, situação que lhe possibilitaria comercializar produtos petrolíferos de qualquer marca. “Do conjunto probatório existente nos autos é forçoso concluir que o apelante induziu os consumidores a erro ao ostentar, em seu estabelecimento mercantil, placa informando que o posto era revendedor dos produtos da marca Esso, quando, na verdade, fornecia combustível de outras distribuidoras, não havendo que se falar, portanto, em absolvição por atipicidade de sua conduta”, completou.

 

Fonte: O Documento – Cuiabá

– Mais bem-sucedida da história, Copa da África tem efeito limitado na economia

Uma Copa do Mundo dá lucro mesmo? Para o país que a realiza, a geração de riquezas nem sempre é significativa. Mas para a FIFA, certamente! Segundo Vinicius Konchinski, da Agência Brasil, o lucro da entidade foi de (sente-se na cadeira) US$ 3,2 bilhões, antes mesmo da bola rolar (50% mais do que a Copa da Alemanha-06)!

 

E quem pagará a conta dos estádios construídos?…

 

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/economia/noticias/mais-bem-sucedida-historia-copa-africa-tem-efeito-limitado-economia-577584.html

 

Mais bem-sucedida da história, Copa da África tem efeito limitado na economia

 

Joanesburgo – A Copa do Mundo da África do Sul é a mais bem-sucedida da história: de acordo com a Federação Internacional de Futebol (Fifa), US$ 3,2 bilhões (R$ 5,6 bilhões) haviam sido arrecadados pelo Mundial antes mesmo do primeiro jogo.

O valor recorde superou em 50% o montante arrecadado quatro anos antes, na Copa realizada na Alemanha em 2006. É referente ao pagamento de direitos de transmissão dos jogos e de uso de marca e a contratos de propaganda e publicidade.

Todo esse dinheiro foi direto para a Fifa, entidade organizadora do Mundial. Apesar de a África do Sul ser a sede de um dos eventos mais lucrativos do mundo, o efeito da Copa na economia do país é limitado, de acordo economistas e empresários.

Segundo o professor e membro do Conselho de Pesquisas de Ciências Humanas da África do Sul Udesh Pillay, a realização do Mundial deve contribuir com um aumento de, no máximo, 0,2% no Produto Interno Bruto (PIB) sul-africano. Coautor de um livro sobre os efeitos da Copa, ele chegou a prever um crescimento de 0,5% do PIB em 2010. Disse, entretanto, que essa estimativa não deve ser cumprida por dois motivos principais.

Segundo o professor, o primeiro é que um evento como a Copa do Mundo, via de regra, não traz muitos benefícios ao país que o sedia no que se refere à geração de riquezas. Outra razão, de acordo com Pillay, é que a África do Sul não se planejou como deveria para tirar o melhor proveito do que o Mundial pôde oferecer ao país.

“O governo caiu na ilusão da realização de uma Copa do Mundo”, afirmou. “Assumiu todas as responsabilidade e obrigações para sediar o Mundial. Já o lucro foi todo para a Fifa.”

Para ele, o ponto positivo do Mundial foi a aceleração de investimentos necessários, principalmente, na área de infraestrutura. Ele ressalta, porém, que tudo isso poderia ter sido feito independentemente do torneio e teria os mesmos efeitos.

“A Copa é, na verdade, uma catalizador de investimentos, disse. Faz que com o governo realmente aplique dinheiro em obras. Porém, o torneio em si faz muito pouco para a geração de riquezas.” O presidente da Câmara de Comércio e Indústria da África do Sul, Nereu Rau, concorda com Pillay. Também para ele, o maior beneficiado da Copa é mesmo a Fifa.

Rau afirmou que a África do Sul conseguiu melhorias. Registrou uma elevação repentina nos índices de transações comerciais durante os meses do Mundial. Esse aumento, porém, vai se transformar em retração logo após o torneio, colocando a África do Sul novamente no seu ritmo normal de crescimento. Isso porque, segundo ele, o país não fez da Copa uma oportunidade para os negócios sul-africanos. “Tínhamos que ter garantido que pequenas empresas também se beneficiassem”, disse. “Até os produtos licenciados vieram de fora do país. Foi um erro.”

Mesmo assim, Rau afirma que a Copa ajudou a melhorar a imagem da África do Sul no cenário global, o que pode trazer mais investimentos para o país. Pode também ajudar na recepção de outros grandes eventos esportivos, como as Olimpíadas. “O governo tem que trabalhar para usar a estrutura construída para a Copa em outras oportunidades, sugeriu Rau. “E quem sabe, na próxima vez, evitaremos os erros cometidos nessa Copa.”

– Nokia busca ressurgir na Classe C

Após ser considerada a grande rival da Apple no mercado de smartphones, a Nokia lançou uma série de aparelhos sem o sucesso esperado. De anti-iPhone passou a ser apenas uma coadjuvante.

 

Agora, a empresa se lança num mercado promissor: os smartphones (celulares inteligentes, verdadeiros computadores de mão) destinados à classe C. Alguns modelos serão personalizados para o Brasil.

 

Veja aqui a Vídeo-matéria sobre o assunto, clique em: NOKIA CHEGA A CLASSE C

– Melhores e Maiores de Exame celebra como vencedora: Hering!

Um dos prêmios brasileiros mais cobiçados no mundo da Administração de Empresas é o “Melhores e Maiores da Revista Exame”. Neste ano, a empresa vencedora foi a Hering, tradicional malharia catarinense.

 

Outras premiações interessantes:

 

Maiores Vendas – Petrobrás

A que Mais Cresceu – Egesa

Maior Lucro – Petrobrás

Maior Empregador – Brasil Foods (Sadia+Perdigão)

Melhores Salários – Petrobrás

Mais Rentáveis – Cielo (antiga Visanet)

Maior Pagador de Impostos Estatal – Petrobrás

Maior Pagador de Imposto Privado – AmBev

Maior Pagador de Imposto Privado Nacional – Braskem

Maior Patrimônio – Petrobrás

Maiores por Capital – Eletrobrás

Menos Endividada   Bovespa BM&F

Menos Rentável – Schincariol

Mais endividadas – Unimed Curitiba

A que Mais Encolheu – Gerdau Açominas

 

Se você quiser escolher um setor específico ou empresa específica, acesse: http://mm.portalexame.abril.com.br/

 

Sobre a grande vencedora, reproduzo a matéria abaixo:

 

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/negocios/noticias/hering-empresa-ano-melhores-maiores-exame-576020.html

 

HERING É A EMPRESA DO ANO DE MELHORES E MAIORES DE EXAME

 

 A Hering foi escolhida a Empresa do Ano de MELHORES E MAIORES de EXAME. Criada há 130 anos em Blumenau (SC), a empresa conseguiu equilibrar, em todos esses anos, o desafio de uma estabilidade assombrosa com mudanças radicais. A empresa continua sob o controle da mesma família e atuando no mesmo ramo – o têxtil. Seus produtos vestem os consumidores brasileiros há pelo menos três gerações.

 

Para continuar crescendo, a empresa apostou em uma mistura de moda, marketing agressivo e preços compatíveis com o bolso da classe média. No ano passado, a companhia faturou 513 milhões de dólares – 31% mais que em 2008. A empresa também investiu em uma rede de lojas próprias e franqueadas, que deve encerrar 2010 com 325 unidades. Os planos são de superar 400 pontos de venda antes de 2013.

A cerimônia de premiação ocorreu nesta segunda-feira (5/7), em São Paulo. O prêmio foi recebido pelo presidente da empresa, Fábio Hering, das mãos do presidente do conselho de administração do Grupo Abril, Roberto Civita.

Em seu discurso, o empresário relembrou a trajetória pioneira da companhia, fundada pelos irmãos Bruno e Hermann Hering em 1880. Além de ser a primeira malharia brasileira a exportar seus produtos – na década de 1960 -, a empresa também soube se reposicionar para continuar no gosto dos brasileiros. “Nos últimos anos, reinventamos nossa essência ao nos voltarmos para o varejo”, afirmou.

Hering tomou o prêmio como “um presente” aos 6.000 funcionários da companhia, seus fornecedores e acionistas. “Com 130 anos, temos muita história para contar, mas, acima de tudo, temos muito mais história para realizar”, afirmou.

– McNuggets com Derivados de Petróleo!

Ora, ora… O McDonald’s admitiu que alguns conservantes do McNuggets são a base de derivados de petróleo! Eles não deixam a gordura espumar muito, e mantém a validade do produto por mais tempo. Porém, a empresa só fez o anúncio nos EUA e China após denúncia da rede norte-americana CNN.

 

Mais um problema para a imagem corporativa deles…

 

Extraído de: Invertia Terra

 

REDE DE FAST FOOD ADMITE USO DE ADITIVO À BASE DE PETRÓLEO

 

Depois de um relatório da CNN afirmar que os nuggets de galinha do McDonald’s conteriam vestígios de dois produtos químicos “nocivos”, a divisão chinesa da gigante do fast food admitiu que os seus McNuggets também continham os aditivos. No entanto, segundo informações do China Daily, a administração da empresa na China assegurou que os dois produtos são “seguros e inofensivos” para a saúde dos clientes.

Segundo o relatório da CNN, os nuggets servidos nos EUA conteriam um conservante feito à base de petróleo e um agente antiespumante. Em pouco tempo, os temores do público americano havia se espalhado para o mercado chinês. Para acalmar os nervos dos consumidores na China, a empresa divulgou um comunicado afirmando que, apesar de conter os dois produtos, os alimentos oferecidos pela empresa são seguros para comer e “não fazem mal à saúde”.

Segundo o China Daily, os produtos da empresa servidos no Reino Unido não apresentam vestígios dos dois produtos.

Dong Jinshi, especialista em segurança alimentar com do Centro Nacional Chinês de Supervisão de Qualidade e Teste de Produtos de Proteção Ambiental, disse que o uso de ambos os produtos é considerado seguro e não tóxico na indústria de alimentos. Mas Dong sublinhou que o uso desse aditivo deve ser de 0,1 grama em cada kg de alimento, e a temperatura de cozimento deve ser controlada entre 50º C e 200º C.

Qingchun Liu, vice-diretor de nutrição do Hospital das Forças Armadas da Polícia, disse que as leis chinesas não proíbem o uso desses aditivos, mas sua dosagem é limitada, com um máximo de 0,2 grama por kg de alimento. “O produto químico é tóxico e, em certa medida a sua utilização abusiva pode levar ao câncer”, alertou.

Ambos os especialistas afirmam que os aditivos são uma parte indispensável da transformação de produtos alimentares e os alimentos não podem ser produzidos, armazenados ou exportados sem aditivos.

“Embora os aditivos sejam usados de acordo com as normas de segurança alimentar da China, os clientes devem ter em mente que comer um determinado alimento por um longo tempo não é seguro, com o acúmulo dos aditivos até um nível perigoso”, disse Dong.

– O Custo Brasil

E o custo-Brasil na soja brasileira?

 

Leio que o frete do Mato-Grosso, maior estado produtor de soja do país, até o porto de Paranaguá/PR, é mais caro do que o frete do porto à China (proporcionalmente falando).

Inversamente, temos o custo-China: quanto custa na fonte um CD pirateado chinês vendido na Rua 25 de Março por R$ 1,00?

– A Gafe do Ano: Extra & Folha de São Paulo

Alguns erros no mercado publicitário não podem passar batidos. Veja o gravíssimo entrevero entre o Grupo Pão de Açúcar e a Folha de São Paulo: nesta quarta, a Folha publicou um anúncio do Hipermercado Extra (pertencente ao Grupo Pão de Açúcar), agradecendo a Seleção apesar da eliminação pós-jogo do Chile.

 

Sabemos que o Brasil, ao contrário, se classificou!

 

Normalmente, os departamentos publicitários enviam dois tipos de anúncios pós-eventos esportivos: o da derrota e o da vitória. Acontece que a Folha publicou o anúncio errado… mas assumiu a culpa!

 

Conclusão: Abílio Diniz, o dono do grupo, não aceitou o mea culpa da Folha e diz que processará a todos!

 

Extraído de: http://hexabr.blog.terra.com.br/2010/06/29/abilio-diniz-classifica-anuncio-trocado-como-erro-inadmissivel/

 

ABÍLIO DINIZ CLASSIFICA ERRO DE ANÚNCIO COMO INADMISSÍVEL

 

A história foi longe! A publicação de um anúncio errado do supermercado Extra no jornal Folha de São Paulo de hoje mobilizou o alto escalão das empresas envolvidas. A peça publicitária dizia “A ‘I qembu le sizwe‘ (Seleção) sai do Mundial. Não do coração da gente“, fazendo menção a uma eliminação do Brasil na Copa. A frase aponta justamente o contrário do que aconteceu no jogo de ontem, quando o Brasil se classificou para as quartas de final diante do Chile.

O empresário Abílio Diniz, presidente do Grupo Pão de Açúcar (ao qual pertence o Extra), manifestou desagrado com o ocorrido no seu perfil pessoal (TWITTER):

 

“Como Presidente do Conselho de Adm do GPA, peço desculpas aos brasileiros e jogadores da Seleção.”

 

O pedido de desculpas foi o desfecho de uma sequência de tweets em que Diniz aponta que “a Folha de São Paulo cometeu um grave erro com o anúncio do Extra, o que é inadmissível“. Ao assumir a voz do Grupo, o empresário diz que não apoia a impunidade e que tomarão as providências para responsabilizar os culpados. “Estou ao lado dos que se indignaram com o anúncio publicado erroneamente pelo jornal“, afirma ao mesmo tempo em que classifica o jogo de ontem, do Brasil contra o Chile como “o melhor jogo” da Seleção de Dunga nesta Copa.

Ainda no final da manhã de hoje, a assessoria de imprensa do Grupo Pão de Açúcar emitiu nota oficial à imprensa lamentando o ocorrido da página D11 da Folha. Os assessores voltaram a dizer que o jornal se retratará publicamente com a correção do anúncio.

A Folha de São Paulo, por sua vez, não fugiu da responsabilidade. O jornal não apenas admitiu o erro como também confirmou a publicação de uma errata na edição de amanhã.

“Segundo o departamento de publicidade, o erro foi do jornal“. E a nota complementa: “A Folha de S.Paulo esclarece que no dia 29/6/2010, no Caderno Copa 2010, pág D11, foi publicado equivocadamente um anúncio do Hipermercado Extra, devido a problema ocorrido na área de inserção de anúncios. Lamentamos o erro.“

Abílio Diniz, a assessoria de imprensa do Grupo Pão de Açúcar e o perfil do supermercado Extra no Twitter divulgaram a imagem da peça correta. Nela, a mensagem era “Wafa, wafa” que, no idioma zulu, significa “Vai que dá!”.


por Ana Brambilla

– Coca-Cola e Bradesco Mudam de Vermelho para o Azul em nome do Boi e do Dinheiro

O poder do marketing e a força das marcas são dois fatores indispensáveis na Administração de Empresas.

Em Parintins, tradicional celebração amazônica (muitas vezes desprezada no Sul-Sudeste do Brasil), as grandes empresas se renderam à festa e para garantir mais atração aos seus produtos, aceitaram mudar de cor!

Lembre-se agora das logomarcas de Coca-Cola e Bradesco. Pronto, você visualizou algo vermelho. Para conquistar os adeptos do Boi Garantido e do Boi Caprichoso, elas passaram a ser azul (aliás, único lugar do mundo onde a Coca-Cola usou as cores da rival Pepsi-Cola).

 

Extraído de IG Inovação (Clique acima para a citação completa), enviada pelo consultor em Qualidade Augusto César Tavares Ferreira:

 

EMPRESAS MUDAM DE COR PARA O FESTIVAL DE PARINTINS

 

Você está andando pela rua e se depara com um outdoor com a marca da Coca-Cola. Até aí não há nenhuma novidade, não fosse o fato da marca estar com a cor azul ao fundo ao invés do tradicional vermelho. Mais a frente, outros banners chamam a atenção: um anúncio azulado do Bradesco e outro vermelho da Eletrobras.

Ao contrário do que um desavisado possa pensar, não se trata de uma influência do filme “Avatar” nas marcas. O motivo é genuinamente brasileiro. No município de Parintins, no Amazonas, a tradicional disputa entre os bois Garantido e Caprichoso mexe não só com o cotidiano da cidade, mas também com as marcas lá presentes.

Na festa popular amazônica, cada boi é representado por uma cor. O Garantido, mais associado aos populares, defende o vermelho. Já o boi da elite, o Caprichoso, é representado pelo azul. No Bumbódromo, onde acontecem as apresentações, tudo é milimetricamente dividido em partes iguais. De um lado a arquibancada com cadeiras azuis e, do outro lado, os assentos vermelhos.

Com tanta tradição envolvida, as marcas tiveram que se adaptar à realidade local para não desagradar nenhuma torcida e assim correr o risco de perder clientes. “As pessoas que vêm de fora acham que se trata simplesmente de um folclore. Com o passar do tempo, percebemos que é uma coisa que vai muito além disso”, avalia o vice-presidente de Relações Internacionais da Coca-Cola, Jack Corrêa.

De acordo com o executivo da multinacional de bebidas, que patrocina o Festival de Parintins há 16 anos, a ideia de colocar a logo em azul surgiu após colocar pela primeira vez um banner com as cores tradicionais no Bumbódromo. Como existe uma norma rígida de utilização da marca, o caso teve que ser enviado para a sede da empresa, em Atlanta, nos Estados Unidos, para ser aprovado.

“Estávamos fugindo da marca original e a exposição era muito grande. Quando a sede entendeu que havia uma diversidade devido a um fator cultural, aprovou na hora”, relembra. “Esse é o único lugar do mundo onde a Coca-Cola usa sua logo em azul”, completa.

 

Impacto econômico

 

Segundo a Prefeitura de Parintins, o evento folclórico é responsável por impulsionar a economia do município, respondendo aproximadamente por 50% da arrecadação total anual. O investimento do festival, incluindo patrocínios e incentivos governamentais, gira em torno de R$ 20 a R$ 30 milhões.

Os números não param por aí. Cerca de 2.700 pessoas são envolvidas na produção do espetáculo e o total de pessoas na cidade dobra. Com uma população de 115 mil habitantes, a Ilha de Tupinambara, a 420 km de Manaus, chega a receber mais de 100 mil turistas. O aeroporto local, que recebe em média 20 voos semanais, tem o número ampliado para 200 durante o período de festa.

 

 

 

– O Empreendedorismo do Açougueiro da Mafrig

Marcos Molina é o cara. Como o açougueiro de Mogi-Guaçu ergueu um império e seu grupo Mafrig se tornou o maior vendedor de carnes do mundo (é o dono da marca Seara, patrocinadora da Copa do Mundo)!

Veja a matéria completa da Revista “Isto É Dinheiro” em: http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/26227_A+JOGADA+GLOBAL+DO+MARFRIG

– Lucratividade Absurdamente Absurda…

As empresas de cartão de crédito se preparam para uma briga de foice com suas maquinetas, devido a nova legislação. Mas esse número assusta pela altíssima lucratividade: segundo a FSP, 16/06, pg b6, a Redecard fatura 3 bilhões de reais no ano. E sabe qual o seu lucro líquido? De 1,4 bilhão!

Com juros de quase 13% ao mês para o consumidor e taxas de 5% aos comerciantes, essa altíssima rentabilidade é possível. Mas é exagerada. Não é cabível tanto lucro fácil assim…

– Toyota vai gerar 13.500 vagas de Trabalho

Antes da crise mundial, a Toyota anunciou a construção de uma grande unidade de produção em Sorocaba. O investimento era estimado em US$ 630 milhões, mas foi suspenso devido ao medo da recessão global.

Agora, os japoneses bateram o martelo e confirmaram a nova fábrica: 2.500 empregos diretos e 11.000 indiretos, segundo o jornal Nikkei. Bom para a nossa região! Veja os detalhes abaixo:

Extraído de: http://techon.nikkeibp.co.jp/bn/bnsearch.jsp?BID=1306&PUBLISH_FROM_RANGE=20080627,20080727&OFFSET=90

トヨタ、ブラジルのサンパウロ州で新工場用地を取得

トヨタ自動車は、ブラジルの生産・販売子会社であるToyota do Brasil社の新工場用地として、サンパウロ州Sorocaba市で約370万m2の土地を取得すると発表した。(記事を読む2008 07/16 17:03

Você deve ter percebido o seguinte: o valor de US$ 630 milhões, que é muito alto, foi o mesmo exigido oficialmente pela FIFA para aceitar o Morumbi na Copa do Mundo. Ainda bem que o São Paulo Futebol Clube não se meteu nessa roubada…