– Ypióca para encher o Tanque!

O alto preço do álcool combustível (etanol) tem atiçado outras empresas a investirem, buscando lucro. Agora, a cachaçaria Ypióca quer entrar no ramo. E quer produzir Etanol para a venda ao consumidor.

Experiência com álcool “bebível” a empresa já tem, agora, com o “combustível”…

Extraído de: http://www.brasilagro.com.br/index.php?/noticias/detalhes/11/39814

INVESTIMENTO DA YPIÓCA VISA O MERCADO DE ETANOL

Bom preço do combustível leva grupo cearense a investir para ampliar área de cana-de-açúcar. Com recursos próprios e do BNDES, produção de cana da empresa dobrará para 50 mi de toneladas em 5 anos.

O aumento de preço do álcool está atraindo a cachaçaria cearense Ypióca para a produção de combustível. A empresa vai investir R$ 45 milhões nos próximos cinco anos para expandir sua área de cana-de-açúcar plantada e gerar excedente de matéria-prima para atender o projeto.

O objetivo é atender até 40% da demanda cearense de álcool anidro. Os recursos virão do próprio caixa da empresa e do BNDES. A produção de cana-de-açúcar da empresa, atualmente em 25 milhões de toneladas, atingirá 50 milhões no período. “Teremos uma opção para aproveitar o que proporcionar maior valor por litro. E o álcool passou a ser vantajoso ao nível atual de preço”, afirma Everardo Telles, presidente da empresa.
As usinas pernambucanas, as mais próximas do Ceará, ficam a 800 km de distância. De acordo com Telles, a Ypióca aproveitará a capacidade de processamento das usinas -de suas quatro unidades, três já possuem capacidade para produzir cachaça e álcool- e, com isso, vai diminuir a dependência de combustível comprado de outros Estados. A Indústria Tatuzinho, dona das marcas Velho Barreiro e Leãozinho, fez essa adaptação há seis anos em uma de suas unidades produtivas, no engenho de São Pedro, na região de Piracicaba.
“Aproveitamos a sobra de cana-de-açúcar do grupo, mas as unidades de negócio de álcool e cachaça são independentes”, afirma César Rosa, presidente da empresa, controlado pelo Grupo Tavares de Almeida. Ainda assim, a produção de aguardente continua lucrativa e atrai novos players. O grupo italiano Davide-Campari-Milano adquiriu, em agosto, a brasileira Sagatiba.

A dona das marcas Campari e da vodka Skyy pagou US$ 30 milhões a Marcos de Moraes, fundador da Sagatiba, além de um percentual de 8% de “earn out” (participação sobre os lucros até níveis pré-estabelecidos).

A Ypióca, que tem 80% de sua receita de R$ 300 milhões procedente da cachaça, estima crescer 8% nas vendas deste ano. “O lançamento de produtos voltados a nichos mais caros também colabora para isso”, diz Telles (Folha de S.Paulo, 4/11/11)

– Deu no Wall Street Journal: a ituana Schincariol agora é 100% Japonesa!

Deu até no Wall Street Journal: Kirin compra o restante das ações da Schincariol e agora é dona 100% da empresa.

Em: http://online.wsj.com/article/SB10001424052970203716204577016774143596152.html

KIRIN BUYS REMAINING SHARES OF BRAZIL’S SCHINCARIOL

By HIROYUKI KACHI

TOKYO—Kirin Holdings Co. said Friday it has bought all the shares it doesn’t already own in Brazilian brewer Schincariol for around $1.3 billion, continuing its march into emerging markets after a three-month wrangle with Schincariol shareholders opposed to the deal.

Coming the same day as it halved its net profit outlook for the current fiscal year, the Tokyo-based beverage company said it has bought all outstanding quotas of Jadangil Participacoes e Representacoes Ltda., which holds 49.54% of Schincariol’s outstanding shares, as well as a 0.01% stake from other minority shareholders. The purchase, valued at 2.35 billion reals, or ¥105 billion, will be funded through cash and loans.

In August, Kirin agreed to buy a 50.45% stake in the closely held Brazilian beer and soft drinks company in a deal valued at about $2.56 billion. But Kirin’s attempts to take over the rest of the company hit a snag after Schincariol minority shareholders gained a provisional injunction in a local court to block its efforts.

A Brazilian court last month lifted the injunction, however, clearing the way for Kirin to take over the rest of Schincariol.

“We believe the latest deal will allow us manage with lots of flexibility,” said Kirin managing director Hirotake Kobayashi at a news conference. He said all Schincariol family members will withdraw eventually from the company.

Buoyed by the strong yen, Japanese food and beverage companies are ramping up their overseas merger-and-acquisition activities as domestic demand stagnates due to a shrinking population, changing consumer tastes and weak economic growth.

Brazil’s beer consumption jumped 11% in 2010, according to the country’s National Brewing Association, compared with a growth rate of about 1%-2% in the U.S. and shrinking Japanese beer consumption. For Kirin, which owns all of Australia’s Lion Nathan Ltd. and 48% of San Miguel Brewery Inc. of the Philippines, the takeover will give it access to a fast-growing emerging market outside of Asia and Oceania.

Schincariol started out in 1939 as a seller of soft drinks, and now also has a range of popular beer brands. Its soft drink Itubaina is still popular in the interior of Sao Paulo state, where Schincariol’s headquarters are located.

Asked about a combined price tag worth ¥300 billion to buy the entire stake, Mr. Kobayashi said “the amount of the purchase is reasonable on a basis of anticipated strong growth potential in the Brazilian market.”

He said Kirin initially sought to manage the Brazilian brewer with the cooperation of minority shareholders.

But Mr. Kobayashi said further large-scale M&As for Kirin, which would mean additional bank loans, would be difficult at this moment. He said Kirin has no intention of using equity financing to conduct more M&As.

Separately on Friday, Kirin, which will include Schincariol in its earnings results starting in the next business year, which ends December 2012, halved its net profit outlook for this fiscal year to ¥27 billion from ¥52 billion due to writedowns on its stock holdings amid recent financial market turmoil. It left its sales estimate unchanged at ¥2.11 trillion.

– PepsiCo compra o 5º Maior Fabricante de Biscoitos do País em Negócio de quase 1 Bi

A Mabel (da família do deputado Sandro Mabel) era disputada pela americana Bunge e pela mexicana Bimbo. Levou a PepsiCo!

Extraído de: http://is.gd/M2cSLa

PEPSICO PAGA ENTRE R$ 800 MILHÕES E R$ 900 MILHÕES PELO MABEL

Multinacional americana vence disputa com a Bunge e a Bimbo pela fabricante de biscoitos da família do deputado Sandro Mabel, dizem fontes

Por Patrícia Cançado

A PepsiCo do Brasil fechou a compra da fabricante de biscoitos Mabel por R$ 700 milhões, segundo fontes próximas à transação. A multinacional venceu a disputa pela empresa familiar com sede em Aparecida de Goiânia (GO), que também recebeu propostas de outras “gigantes”, como a americana Bunge e a mexicana Bimbo.

A Mabel, que tem cinco fábricas (em Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Sergipe e Santa Catarina), pertencia à família do deputado federal Sandro Mabel (PMDB ). O fundo de private equity do banco Icatu tinha uma participação de 40% na empresa desde 1999.

A companhia, fundada por imigrantes italianos em 1953, já esteve à venda antes, há dez anos. Na época, o banco Goldman Sachs foi contratado para achar um interessado na fabricante de rosquinhas e biscoitos. A PepsiCo, de acordo com fontes de mercado, já havia se interessado pela empresa, mas o negócio não foi fechado e os donos da companhia desistiram de vendê-la.

A Mabel, conforme dados da própria empresa, está entre os cinco maiores fabricantes de biscoitos do País, com capacidade para produção de 1,5 milhão pacotes de unidades por dia, que são vendidos em mais de 140 mil pontos de venda em todo o Brasil. Hoje, a Mabel produz mais de 150 itens diferentes entre biscoitos e salgadinhos.

EMPRESAS- Em Aparecida de Goiania, o dia foi movimentado ontem, na fábrica da Mabel. O deputado federal Sandro Mabel passou o dia na sede da fábrica, mas não atendeu o celular. Procurada pela reportagem, a Pepsi limitou-se a que está sempre “buscando oportunidades no mercado”, mas recusou-se a comentar diretamente o assunto. / COLABORARAM LÍLIAN CUNHA E FERNANDO SCHELLER

– Brinquedos: Um Cartel de, Pelo Menos, 5 Anos!

Você acha que os brinquedos brasileiros custam caro? Acha também que existe uma invasão de produtos chineses?

Seu achismo está correto! A Secretaria de Defesa Econômica do Governo aponta a existência de um grande cartel no setor de brinquedos, que controla desde a importação até a política de preços do setor. 

Veja que golpe bem feito, que, perdoando o trocadilho e a ironia, não é brincadeira…

Extraído de: Folha de São Paulo, 12/01/2011, Caderno Economia, pg e3

SECRETARIA QUER CONDENAÇÃO PARA CARTEL DE BRINQUEDOS

por Julianna Sofia

Depois de três anos de investigação, a SDE (Secretaria de Direito Econômico) -ligada ao Ministério da Justiça- recomendará a condenação da Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos) e de seu presidente, Synésio Batista da Costa, sob a suspeita de induzir o mercado nacional de brinquedos a formar um cartel na importação de produtos da China.

O parecer com o pedido de punição, ao qual a Folha teve acesso, será encaminhado hoje ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que julgará o caso.
No caso de condenação, a multa a ser aplicada pode variar de 1% a 30% da receita da entidade, além de outras punições a serem arbitradas pelo tribunal administrativo.
A prática de cartel traz prejuízos diretos ao consumidor, pois elimina a concorrência, provocando aumento de preços no mercado.

A denúncia contra a Abrinq e Costa foi apresentada à SDE, em 2006, pela Mattel do Brasil- subsidiária da multinacional americana que comercializa brinquedos fabricados principalmente na China.

De acordo com as acusações, a associação e seu dirigente incentivaram a adoção de uma conduta uniforme por parte de fabricantes, importadores e lojistas do setor.

Gravações

As principais provas apresentadas no caso são a pauta de uma reunião convocada pela Abrinq e a gravação desse encontro, que foi realizado em setembro de 2006.
Na reunião, a associação teria proposto: fixação e gerenciamento de cotas fixas individuais por importador; estabelecimento de preços mínimos para as importações; e criação de barreiras à entrada no mercado de novos concorrentes.

As informações levantadas no processo mostram que a entidade pretendia diminuir a exposição do mercado nacional à concorrência dos produtos chineses, limitando as compras com cotas individuais por CNPJ do importador e fixando preços mínimos.
A Abrinq, destaca a secretaria, tem como associados empresas que respondem por 30% do mercado nacional, e a produção local equivale a 55% dos brinquedos vendidos no país. O setor reúne 300 fabricantes locais e 50 importadores.

Acordo

O parecer relata que, em agosto de 2006, empresários brasileiros e a Abrinq foram à China negociar um acordo com a indústria de brinquedos daquele país. Na volta da viagem, Costa convocou uma reunião com todos os 42 associados para discutir o tema.

No encontro, afirma a SDE, a Abrinq passou aos empresários a impressão de que o acordo com a China autorizava a associação a fixar e distribuir as cotas individuais e a estabelecer preços mínimos.

Na prática, a associação teria usado o acordo para induzir a formação de cartel. A investigação ainda aponta que Costa dava a entender que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio do Brasil chancelava as medidas.

“A reunião na sede da Abrinq e as afirmações de seu presidente a respeito do acordo travado com entidades chinesas foram voltadas a influenciar a adoção de comportamento uniforme no mercado”, diz o relatório. “Jamais foi ou poderia ter sido competência da Abrinq estabelecer ou distribuir cotas de importação ou atuar na fixação de preços mínimos de importação”, continua o texto.

Em ofício à secretaria, o ministério informou que o acordo entre Brasil e China -homologado pelo governo em dezembro de 2006- envolve cotas globais de importação de produtos e trazia “disposições gerais a serem adotadas pelas empresas para garantir o equilíbrio do comércio”.A SDE, em sua análise, pondera que, em nome da defesa comercial da indústria brasileira, a associação não poderia ter desrespeitado as regras de defesa da concorrência.
“O objetivo de impedir um excesso de entrada de produtos chineses no Brasil não legitima a conduta adotada pela Abrinq”, afirma.

– Petrobrás aumentará em 10% a Gasolina

Há coisas incríveis no país. A Petrobrás aumentará em 10% o preço da Gasolina e 2% o do Diesel, no momento em que o Etanol está se tornando inviável e o uso de outros combustíveis se faz inevitável pela condição financeira.

Segundo o Governo, haverá a redução do imposto chamado CIDE, para contrabalancear o aumento, a fim de que as distribuidoras não repassem o aumento e os consumidores não sintam o preço mais alto nas bombas.

O que dá para falar? Elas já aumentaram dia-a-dia em vários centavos… Até parece que a Petrobrás e o Governo abrem mão de dinheiro.

– Camelôs se manifestam e Infernizam o Centro de SP. Com ou sem razão?

Os camelôs que trabalham na chamada “Feirinha da Madrugada”, vendendo todo tipo de bugigangas (normalmente falsificados, sem impostos e de contrabando) estão fazendo um fuzuê em São Paulo. Querem autorização para continuarem trabalhando, mesmo ilegais.

Neste sábado, fecharam o comércio do Brás. E olha que havia 400 PM’s para 400 manifestantes!

Há 20 anos, camelô era aquele coitado, doente, com deficiência, que por não poder trabalhar, vendia guloseimas ou artesanato na rua.

Hoje, camelô é outra coisa. Deixaram que isso acontecesse. E o pior: não pagam imposto e montam uma barraca na frente do comércio que paga seus tributos!

Sem demagogia: a atividade de camelô deveria ser proibida mesmo. É uma simples opinião pessoal. E a sua? Deixe seu comentário:

– E o Vídeo do Ronaldinho Gaúcho? Bombou com atraso…

Na próxima rodada do Brasileirão, jogarão Grêmio X Flamengo. E pela polêmica criada entre o atleta e a equipe do Sul, que acreditava na contratação mas se surpreendeu pelo aceite dos milhões da equipe da Gávea, muita coisa surgiu. E, agora que se aproxima o dia em que o R10 terá que voltar ao estádio Olímpico, as organizadas gremistas anseiam como uma guerra.

E, apesar de antigo, volta à cena um vídeo do jogador, JURANDO AMOR ao Grêmio. Mas isso seria irrelevante, caso uma frase de efeito não fosse o destaque:

Jogar no Grêmio não tem preço, eu jogo de graça.”

Deve ter se arrependido amargamente de ter dito tal coisa…

Olha o vídeo nesse link:

http://globoesporte.globo.com/platb/meiodecampo/2011/10/25/ronaldinho-de-graca/

– Sabedoria Wal Mart

Sam Walton, grande empreendedor e fundador da rede americana Wal Mart, foi alguém a frente de seu tempo.

No texto abaixo, já visto por alguns e enviado oportunamente pela universitária Jaqueline Pozza, lições de atendimento ao cliente. Abaixo:

SABEDORIA WAL MART

Palavras de Walton, fazendo a abertura de um programa de
treinamento para seus funcionários:
Eu sou o homem que vai a um restaurante, senta-se à mesa e pacientemente espera, enquanto o garçom faz tudo, menos anotar o meu pedido.
Eu sou o homem que vai a uma loja e espera calado, enquanto OS vendedores
Terminam suas conversas particulares.
Eu sou o homem que entra num posto de gasolina e nunca toca a buzina, mas
Espera pacientemente que o empregado termine a leitura do seu jornal.
Eu sou o homem que explica sua desesperada e imediata necessidade de uma peça,
Mas não reclama quando a recebe após três semanas somente.
Eu sou o homem que, quando entra num estabelecimento comercial, parece estar
Pedindo um favor, ansiando por um sorriso ou esperando apenas ser notado.
Eu sou o homem que entra num banco e aguarda tranqüilamente que as recepcionistas e os caixas terminem de conversar com seus amigos, e espera pacientemente. Enquanto os funcionários trocam idéias entre si ou, simplesmente abaixam a cabeça e fingem não me ver.
Você deve estar pensando que sou uma pessoa quieta, paciente, do tipo que nunca cria problemas. Engana-se.
Sabe quem eu sou?
Eu sou o cliente que nunca mais volta!”
Divirto-me vendo milhões sendo gastos todos os anos em anúncios de toda ordem, para levar-me de novo à sua firma.
Quando fui lá, pela primeira vez, tudo o que deviam ter feito era apenas a pequena gentileza, tão barata, que é um pouco mais de “CORTESIA”.
“CLIENTES PODEM DEMITIR TODOS DE UMA EMPRESA, SIMPLESMENTE
GASTANDO SEU DINHEIRO EM ALGUM OUTRO LUGAR”

Sam Walton fundador do WAL MART, a maior cadeia de varejo do mundo, e um dos homens mais ricos do mundo, que ficava à porta de suas lojas, cumprimentando os clientes.

– O “Case” que todo Professor gosta: Bradesco e o Facebook

Há certas histórias que nós, mestres, adoramos contar em sala de aula aos nossos alunos, quando falamos de relacionamento entre empresas e consumidores. E uma delas foi proporcionada ontem pelo Bradesco.

Um cliente, que houvera perdido seu cartão, resolveu solicitar ajuda ao banco Bradesco através do Facebook. Mas fez algo inusitado: pediu um novo cartão em forma de poema. Abaixo:

Banco Bradesco querido
Quisto por mim e os meus
Tens sua morada paulista
Bem na Cidade de Deus

Vejam que bela homenagem
O próprio Deus concebeu
Para a sua cidade
O vosso Banco escolheu

Eu até que me poria
Em alta colina à bradar
Peito banhado em verdade
Bradesco em primeiro lugar

Mas venho por outro motivo
O que findou meu sorrir
Para por fim ao martírio
Um favor vou lhes pedir

Plena falta de cuidado
Digna de um jabuti
Fazendo compras no mercado
O meu cartão eu perdi

Antes que eu passe fome
Faço a solicitação
Ao meu Banco preferido
PRECISO DE OUTRO CARTÃO!

O banco, de maneira inteligente e tão curiosa quanto o pedido do internauta, respondeu o apelo do seu cliente da mesma forma: por poema e pelo próprio Facebook!

Mauro querido cliente
Pra você ter outro cartão
à sua agência deve ir pessoalmente

Mas não será por motivos fúteis
Você irá cadastrar uma nova senha
E seu cartão chegará em até 7 dias úteis

Agradecemos a sua compreensão
E sempre que precisar
Pode contar com a nossa colaboração

Simpático, diferente e moderno. Muitos já clicaram no Curtir do Bradesco por causa de tão simples e curiosa resposta.

– Ronaldo e Andrés, donos de hotel vizinho do Itaquerão?

Para quem acompanha a Blogosfera e gosta de futebol, dificilmente não conhece o “Blog do Paulinho”, do jornalista de mesmo nome, árduo defensor e denunciante das mazelas do esporte.

E leio com indignação que, em meio à especulação imobiliária da região de Itaquera, o presidente do Corinthians Andrés Sanches e o ex-jogador e agora embaixador do clube, Ronaldo Fenômeno, estariam juntos na construção de um hotel de luxo na vizinhança da Arena.

Contra a lei, nada. Mas dá para discutir a questão moral/ética de tudo isso… São funcionários do clube ou se aproveitam dele para faturar?

– Facebook com Mudanças Proveitosas ou Impróprias?

O Caderno Tecnologia do UOL (http://is.gd/aSAGO1) traz uma matéria bacana sobre as reclamações dos usuários do Facebook contra as mudanças promovidas recentemente. Algumas, segundo a reportagem, bem pertinentes; outras, criticadas apenas por quem se acostumou de um jeito e não quer saber de se atualizar com as novidades.

Abaixo a matéria e fica a questão: gostou ou não das mudanças recentes do Facebook?

ENTENDAM AS MUDANÇAS QUE DESAGRADAM NO FACEBOOK

O Facebook redesenhou recentemente seu site, mudando as coisas de lugar e adicionando novos elementos. É claro, o Facebook mexe frequentemente em suas funções e essas mexidas frequentemente enfurecem seus fãs.

Desta vez, entretanto, as mudanças fizeram mais do que desagradar.

Uma pesquisa realizada pelo blog de notícias de redes sociais Mashable apontou que 75% dos fãs do Facebook “odiaram” as mudanças. O novo Facebook se saiu ainda pior na pesquisa do site Sodahead, onde 86% reprovaram as mudanças.

É claro, toda vez que uma empresa com 800 milhões de clientes ativos fizer uma mudança, um percentual previsível deles ficará irritado. Os gritos de protesto se transformam apenas em outra fase apreciada do ciclo. Se você não gosta de mudanças, tecnologia pode ser o campo errado para você

As mudanças do Facebook justificam tanta reclamação? Aqui está uma lista do que surgiu recentemente e do que virá em breve — e o veredicto de um homem para a validade das reclamações em cada uma.

O Timeline

O novo Facebook Timeline ainda está em teste privado; você, o público, ainda pode demorar algumas semanas para vê-lo. Mas pode vir a se transformar em um exemplo de reclamação infundada, porque é (a) ótimo, (b) opcional e, portanto, não digno de reclamação.

Basicamente, é uma linha do tempo de sua vida, descrita em uma página de rolagem vertical. O presente está no topo; seu nascimento está na base. O Facebook o gera automaticamente, usando suas notícias recentes e eventos de sua vida para preenchê-lo. Quanto mais tempo passa, mais o Facebook condensa os eventos. Você pode expandir ou comprimir manualmente várias fases de sua vida, além de adicionar ou remover eventos manualmente (isso é bom. Caso contrário, todo o período antes de você ingressar no Facebook seria uma grande lacuna tediosa.)

Como a linha do tempo exibe fotos ao lado das notícias e eventos de sua vida, ela pode vir a se transformar em um rico registro visual de sua vida – ao menos as partes que você deseja tornar pública.

Agora, se você é o tipo de pessoa que não vê o apelo do Facebook – “Por que vou querer tornar público detalhes íntimos de minha vida pela Internet?”– então a linha do tempo apenas aumentará seu desconforto.

Mas para os usuários regulares do Facebook, a linha do tempo tem um propósito real. Por exemplo: se você ficou noivo há poucos meses, apenas os usuários regulares do Facebook saberiam. Bem, eles poderiam ficar clicando Mais, Mais, Mais para acessar postagens mais antigas – mas como saberiam para fazê-lo?

Agora, há uma forma de eles verem o arco de sua vida de uma forma divertida e visual – uma ferramenta online genuinamente útil que ninguém ofereceu desse modo antes.

Top Stories

A nova função de histórias importantes, por outro lado, não é igualmente bem-sucedida.

Se você não visita sua página do Facebook há algum tempo, você terá perdido muitas atualizações de seus amigos – algumas podendo até ser importantes. A preocupação do Facebook era que, assim que essas atualizações ficavam para trás, você nem mesmo sabia que elas existiam.

Portanto, quando você acessa o site agora, o Facebook coloca as histórias que considera importantes bem no topo – as grandes histórias que você não viu, independente de quão velhas sejam. Abaixo dessas postagens “importantes”, você encontrará a rolagem infinita tradicional da lista cronológica de notícias (antes existiam duas listas semelhantes – as histórias principais e as histórias recentes– mas era preciso alternar entre elas manualmente. Muitas pessoas nem se importavam e acabavam perdendo informações importantes).

Os fãs do Facebook fazem objeção ao esquema das histórias principais de várias formas. Primeiro, o que é “importante”? O Facebook diz que seleciona as histórias principais com base em coisas postadas por seus amigos, quantos Gostaram e Comentários receberam, e assim por diante. Mas alguns fãs do Facebook não gostam da ideia de outro – os algoritmos do Facebook– escolher que histórias estarão presentes na área no topo da página.

Segundo, o conceito das histórias importantes significa que você pode ver histórias postadas há três dias acima de histórias do momento, o que não parece certo.

E terceiro, é simplesmente confuso em um site que já é confuso. Você tem que descobrir que há dois lados diferentes de sua própria página do Facebook: o mural (onde você posta as notícias para seus amigos e fãs e eles deixam recados para você) e o feed de notícias (onde você lê as postagens dos outros). Não há botões com esses nomes, então como você chega a essas páginas? Você clica em seu próprio nome para ver seu mural; você clica no logo do Facebook para ver o feed de notícias.

E agora o feed de notícias está ainda mais subdividido entre histórias principais e histórias recentes: ugh.

Ticker

No lado direito da tela do feed de notícias, há uma nova lista de rolagem de atualizações leves, em tempo real, postadas por seus amigos (ou pelos aplicativos do Facebook que eles instalaram). O ticker permite que você saiba que músicas seus amigos estão ouvindo, quem fez amizade com quem e que amigos clicaram no botão Gostei e do quê. Você pode responder a essas atualizações em uma janela que abre quando você aponta para o ticker, de modo que você não precisa sair de sua página principal.

Em vez de apenas clicar “Gostei” aqui, você também pode dizer que “Assistiu”, “Leu” ou “Ouviu” –fornecendo dados ao Facebook que são bem mais específicos do que o genérico “Gostei”, portanto mais atraente para seus anunciantes.

O ticker pode ser interessante para os chocantemente numerosos usuários do Facebook que passam horas por dia no site. Mas se você não dá importância para isso –por exemplo, se você considera que a constante animação de rolagem é uma distração desagradável quando está tentando ler– você pode ocultá-lo com um clique (a menos que não consiga. Às vezes ele apenas se movia para cima quando eu tentava ocultá-lo; o Facebook confirmou que é um bug, que será consertado em breve).

Assinaturas

Muitas das mudanças são apenas atualizações do Facebook. Antes você não podia ver minhas postagens a menos que você fosse meu amigo. Agora, eu posso permitir que as massas “assinem” meus discursos sem a necessidade de conhecê-las ou de ser amigo delas –uma ideia que o Facebook alegremente copiou do Twitter.

Listas de amigos

O Facebook também esteve ocupado copiando ideias do Google.

Independente de quantas vezes o Facebook alterasse seus controles de privacidade, eles sempre eram complexos e controversos. O Google explorou recentemente essa fraqueza quando lançou o Google+, seu concorrente do Facebook. Lá, toda vez que você posta alguma notícia, surge um menu pop-up que controla quem verá: família, melhores amigos, colegas de trabalho, todo mundo ou outros. Talvez exija mais esforço, mas é bem claro.

Agora o Facebook funciona da mesma forma. Um novo menu pop-up aparece à direita na caixa “o que passa pela sua cabeça?”, listando todas as listas de amigos que você criar (as listas estão presentes no Facebook há algum tempo, mas em uma forma pouca usada).

O Facebook também inicia com algumas poucas listas inteligentes, composta de pessoas que cursaram a mesma universidade, trabalham na mesma empresa ou pessoas que você marcou como sendo seus melhores amigos.

Assim como no Google+, as listas de amigos são uma ideia simples, excelente. Elas não apenas deixam claro quem verá a atualização, como permitem que o Facebook refaça seus ajustes de privacidade –mas, desta vez, resultando em verdadeira simplicidade.

Resumindo: as mudanças recentes do Facebook realmente tornam as coisas tanto melhores (Timeline, listas de amigos, assinaturas) quanto piores (histórias principais, ticker).

Se você andou participando da gritaria online, bem, você tem certa razão. Por outro lado, se você odeia a cara nova, veja o lado positivo: é apenas uma questão de tempo até o Facebook mudar de cara de novo.

– Administração de Empresas & Mal de Alzheimer: o Sofrimento da L’Oreal

A mulher mais rica da Europa é a francesa Liliane Bettencourt, com 89 anos. Ela é dona da L’Oreal, gigante dos cosméticos.

Entretanto, a executiva sofre de Mal de Alzheimer. E uma briga judicial a afastou do comando da empresa. A filha dela a processou! Alegou que o império financeiro estaria sendo prejudicado pela saúde da matriarca.

O que fazer?

Quem sofre dessa doença tem dificuldade de aceitá-la. É um dos males que mais temo! Entendo a posição da filha, mas… precisa ir à Justiça?

– O Hotel Temático 5 estrelas do Boca Jrs

Enquanto nossas ações de marketing engatinham no futebol, em Buenos Aires está quase pronto o primeiro hotel temático de futebol (dedicado aos torcedores do Boca), com categoria 5 estrelas, será inaugurado em 2012.

Abaixo, extraído de:

http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/viagens/noticias/torcedores-do-boca-juniors-terao-hotel-tematico-em-buenos-aires

TORCEDORES DO BOCA JUNIORS TERÃO PRIMEIRO HOTEL TEMÁTICO DO MUNDO

Os torcedores do Boca Juniors terão a partir de março de 2012 um hotel cinco estrelas em Buenos Aires para se hospedarem rodeados de cores e objetos em alusão ao time de futebol mais popular da Argentina.

A construção do Boca Design, apresentado como o primeiro hotel temático de futebol do mundo, avança a passos gigantescos no bairro de Monserrat, muito perto do centro financeiro da cidade, e está a cargo do grupo hoteleiro Design Suítes, que confiou o projeto ao arquiteto uruguaio Carlos Ott.

O hotel terá uma área de 7.500 metros quadrados, 17 andares e 85 suítes, nas quais os torcedores desfrutarão de todos os serviços de uma hospedagem cinco estrelas.

Com um investimento de US$ 15 milhões, o Boca Design promete algumas particularidades, como tapetes que imitarão o gramado do estádio do Boca Juniors, quartos com quadros alusivos à equipe e toalhas azuis e amarelas.

La Bombonera, apelido mundialmente conhecido do Estádio Alberto J. Armando, também será o nome do salão de eventos do hotel, que identificará seus quartos com os nomes de ídolos do clube, como Diego Maradona.

O hotel também foi projetado para que os jogadores se hospedem em suas instalações e convivam com os torcedores. 

– Nestlé Personaliza Chocolates ao Cliente: Diga o Sabor que Gosta!

Cada vez mais, as empresas devem ficar atentas aos anseios dos seus consumidores. E quando já fidelizaram seus clientes, devem buscar os que não consomem de sua empresa.

Pensando assim, a Nestlé lançará um produto ousado: vai fabricar, em 2012, chocolates ao gosto do cliente, com sabores personalizados, mediante cadastro e interação com a empresa via Internet.

Não faltava mais nada… sábia estratégia para a conquista dos chocólatras!

Extraído da Revista Exame (citação em: http://is.gd/8SFrD2)

NESTLÉ LANÇA LINHA DE CHOCOLATES PERSONALIZADOS

A Nestlé anuncia a chegada ao mercado, em 2012, da Maison Cailler, linha que oferecerá chocolates personalizados de acordo com o perfil de cada consumidor. Para descobrir sua “personalidade de chocolate”, a pessoa deverá criar uma conta no site da marca e solicitar uma caixa com cinco chocolates de degustação para enviar a um amigo, parente ou para si próprio.

Após efetuar o cadastro, o consumidor receberá, dentro de 48 horas, uma caixa de chocolates feitos com ingredientes como caramelo, nozes, frutas, flores e baunilha para degustação. Em seguida, ele deverá fazer uma avaliação online por meio de um questionário para, enfim, descobrir que tipo de chocolate mais se assemelha ao seu perfil.

O resultado poderá ser compartilhado com amigos por meio do Facebook. Inicialmente, o serviço estará disponível apenas na Suíça e em Liechtenstein, locais de fabricação do produto. “Maison Cailler é a ‘alta costura’ do chocolate. É a definição de luxo”, afirma Cédric Lacroix, diretor do centro de excelência de chocolates da Nestlé em Broc, na Suíça.

Além da ação, o site exibirá imagens das cozinhas onde são fabricados os chocolates e dos campos onde pastam as vacas que fornecem o leite para as fábricas da Nestlé. Os chocolates também poderão ser degustados em estandes montados em hoteis de luxo na Suíça e na loja conceito da marca, inaugurada na parte externa do Museu do Chocolate Maison Cailler.

– Os Ciclos de Consumo

Amigos, leio com atraso uma edição da Revista Exame (972, de 28/07/2010), com uma sensacional matéria sobre os Ciclos de Consumo (não sei como pulei essa edição…)

Na reportagem, a divisão dos ciclos de consumo ocorre em 3 etapas;

1) Ciclo do QUERO TER MAIS

– anseio de querer conquistar mais e incorporar o que está fora do orçamento, de comprar o que eu antes não poderia.

2) Ciclo do QUERO SABER MAIS

– anseio em investir em educação, internet, consumir livros e outras fontes de informação. Conciliar o poder aquisitivo e o saber.

3) Ciclo do QUERO EXPERIMENTAR MAIS

– anseio a vivenciar novas experiências, como viajar de avião, freqüentar teatro ou consumir produtos e serviços antes críveis como inusitados.

A íntegra está no link: CONSUMO, A FORÇA QUE MOVE A ECONOMIA

– Os iPhones de Jundiaí já estão sendo produzidos!

Parece roteiro de filme. A nova unidade da Foxcoon de Jundiaí, na surdina, quietinha, e com cláusula de sigilo aos funcionários, já produziu os primeiros smartphones da Apple aqui na Terra da Uva. Tanto que a fabricante do iPhone correu até risco de greve!

Abaixo, do Jornal de Jundiaí de hoje:

FOXCONN TEM 1,4 MIL FUNCIONÁRIOS E JÁ PRODUZ IPHONE

Por Patrícia Baptista

Matéria no link: http://www.portaljj.com.br/interna.asp?Int_IDSecao=1&Int_ID=161660

– O Lixo Gringo em terras Tupiniquins

Vez ou outra vemos notícias de que containers chegam do hemisfério norte trazendo lixo ao Brasil. É, isso mesmo: lixo.

O problema é que eles não vencem reciclar tanto lixo e não há espaço. Então, muitas vezes, aproveitadores abandonam aqui cargas gigantescas para serem descartadas, bem como em outros países no 3º mundo.

Muito bem: dias atrás, os jornais trouxeram uma matéria que em Pernambuco havia chegado container com lixo hospitalar! E não é que a Folha de São Paulo, Ed 15/10/2011, na matéria de Fábio Guibi, descobriu que esse mesmo lixo está sendo revendido aqui?

Que loucura! Lençóis manchados de sangue são “reaproveitados” por comerciantes picaretas e revendidos por aqui!

Imagine quanta contaminação… Isso é enganar ao extremo o pobre do consumidor desinformado.

Abaixo, matéria do Terra Notícias (http://is.gd/M4qpf1)

LENÇOL DE LIXO HOSPITALAR É VENDIDO EM PERNAMBUCO

Lençóis classificados como lixo hospitalar, procedente dos Estados Unidos, são vendidos por quilo em loja na cidade de Santa Cruz do Capibaribe, a 205 km de Recife, em Pernambuco, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo. Nesta semana, a Receita Federal apreendeu dois contêineres com 23,3 t cada de lixo hospitalar trazido irregularmente dos Estados Unidos por uma empresa têxtil pernambucana.

Funcionários da loja que venderam o material nessa sexta-feira alegaram problemas no sistema para não fornecer nota fiscal ou recibo pela compra dos lençóis. Segundo a reportagem da Folha, a loja foi fechada após a aquisição, e não voltou a abrir durante o dia. A Receita afirmou que visitará a cidade, mas não especificou a data.

– DuPont: a Empresa Exemplo em Inovação e Empreendedorismo na Química

A DUPONT, empresa que detém o pioneirismo em algumas tecnologias, como o Teflon, a Lycra e o Nylon, lança desde 1802 uma patente a cada 2 dias! Possui 8.500 cientistas, dos químicos a outros profissionais, todos empenhados em INOVAR!

Impressionante.

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI185225-16642-1,00-A+REINVENCAO+DA+POLVORA.html

A REINVENÇÃO DA PÓLVORA

A profissão mais gratificante na pacata Wilmington é a de professor de ciências. Cada experiência científica em sala de aula é acompanhada com grande entusiasmo pelos alunos, ávidos por entender, detalhadamente, como aquilo tudo funciona. Os professores ensinam um novo conteúdo e, ao final da explicação, uma enxurrada de mãos se levanta, querendo saber mais. No geral, os alunos de Wilmington não estão interessados em ter profissões corriqueiras – eles falam em ser engenheiros genéticos, pesquisar a natureza dos polímeros ou dedicar-se à nanometria. É por isso que a menina Natasha Patnaik, de 8 anos, destoou do grupo quando comentou na escola sobre seu sonho em trabalhar com golfinhos. Humm… O que poderia se tornar? Poucos dias depois, ela apareceu dizendo que iria estudar engenharia marítima. Esperta, a Natasha.

Um olhar atento à demografia de Wilmington ajuda a entender o motivo da fixação das crianças por ciências. Com apenas 72 mil habitantes e distante 200 quilômetros de Nova York, a maior cidade do estado de Delaware é cravejada de cientistas. Cerca de 30% das famílias têm pelo menos um pesquisador em casa. Nesta cidade, onde o passatempo de domingo é ir a um shopping, existem laboratórios que formam e atraem cientistas com bons salários e incentivos para seguir uma promissora carreira de pesquisador. Eles mudam-se para Wilmington com o objetivo de trabalhar na sede de uma das maiores empresas de ciência do mundo, a DuPont.

Fundada às margens do rio Brandywine em 1802 pelo imigrante francês Eleuthère Irénée du Pont, pupilo do célebre químico Antoine-Laurent de Lavoisier, que lhe ensinou a manusear a pólvora, a presença da DuPont em Wilmington marcou a região. Quem não trabalha na empresa conhece alguém que dá expediente por lá ou que tem ligação com o fascinante mundo das pesquisas e inovações. E isso tem uma influência positiva sobre as crianças. “Minha filha chegou em casa dizendo que tinha o sonho de trabalhar com golfinhos. Eu então sugeri: por que você não estuda engenharia marítima? Vai poder pesquisar os golfinhos, entender como eles são, brincar com eles – e ainda ganhar dinheiro”, diz o indiano Ranjan Patnaik, pai de Natasha e cientista da DuPont há sete anos.

Às vésperas de completar 210 anos, a DuPont já faz parte da história das grandes corporações como uma das mais antigas do mundo. Por sua longevidade, é possível encontrar famílias cuja trajetória está intimamente ligada a ela. David Miller, 55 anos, faz parte da quinta geração de seu clã a trabalhar na empresa. “O sucesso para se manter durante tanto tempo é que a matéria-prima da DuPont é a oportunidade, o que estimula quem trabalha com conhecimento e inovação”, diz Miller, na empresa há 25 anos e hoje presidente da área de Eletrônicos e Comunicações. Segundo o executivo, a DuPont de hoje é totalmente diferente daquela em que seus antepassados trabalhavam. O bisavô de Miller, por exemplo, morreu em 1865, numa explosão ocorrida quando a empresa ainda estava ligada ao seu negócio inicial: a fabricação de explosivos.

Da pólvora ao espaço

Muita coisa mudou desde que foi pelos ares a oficina onde o bisavô de Miller trabalhava. A DuPont transformou-se numa multinacional com faturamento de US$ 26 bilhões e 58 mil funcionários espalhados por 80 países. Longe de ser uma fabricante de pólvora, ela hoje atua em 13 áreas de negócios diferentes, desenvolvendo produtos que vão de pesticidas a componentes para a montagem de espaçonaves.

Ao longo de seus mais de 200 anos, a DuPont foi responsável por dar à humanidade invenções que mesmo depois de décadas seguem revolucionárias. Uma delas é o Teflon, substância que, além de permitir que os ovos não grudem na frigideira, também é usada em escala industrial, como na produção de canos para plataformas marítimas. Também criou o Nylon – o polímero sintético mais utilizado do mundo – e desenvolveu a Lycra, que revolucionou o setor de vestuário. Os astronautas, por sua vez, só chegaram ao espaço graças aos uniformes feitos com Nomex, tecido que resiste a temperaturas extremas. E os bancos só podem transportar grandes somas em dinheiro por causa da blindagem dos veículos – feita com Kevlar. Estimativas da própria DuPont mostram que, ao longo de sua história, a companhia registrou uma nova patente a cada dois dias, e hoje já somam mais de 34 mil. Esse histórico de invenções coloca a DuPont no rol das empresas mais inovadoras do mundo – e o melhor espelho disso está em seus resultados. Cerca de 40% do faturamento de 2009 foi proveniente de produtos lançados nos últimos cinco anos. Só no ano passado, quatro inovações por dia saíram de seus laboratórios.

 

Berçário de sementes 

A DuPont aplicou, em 2009, US$ 1,4 bilhão em pesquisa e desenvolvimento, sendo que 75% desse valor é destinado aos projetos voltados para o que a empresa chama de megatendências. Trata-se do resultado de um trabalho de mais de dois anos conduzido por Mark Vergnano, vice-presidente executivo, em conjunto com uma equipe de seis executivos. Eles se reuniram com analistas de mercado e consultores de institutos de pesquisa para entender quais seriam as grandes questões que o mundo teria de enfrentar nos próximos anos e como a DuPont poderia desenvolver soluções dentro de suas especialidades. O resultado da imersão da equipe de Vergnano surgiu no começo de 2008, quando a empresa mapeou as quatro grandes prioridades para os anos seguintes: aumentar a produção de alimentos, reduzir a dependência de recursos fósseis, promover maior proteção às pessoas e ao meio ambiente e desenvolver produtos para mercados emergentes.

A mais importante delas atualmente é a produção de alimentos, para a qual a empresa destinou no ano passado a metade dos recursos destinados à pesquisa – US$ 700 milhões. O motivo para tanto investimento está embasado no cruzamento de números divulgados recentemente pela Organização das Nações Unidas. Segundo a ONU, o planeta atingirá 9 bilhões de habitantes até 2050 – número 35% superior ao da população atual. Isso exigirá aumento na produção de alimentos. O problema reside no fato de que não é possível expandir as áreas disponíveis para plantio no mesmo ritmo do aumento populacional simplesmente porque não existe terra fértil em quantidade suficiente. As pesquisas da DuPont nesta área, portanto, concentram-se em aumentar a produção de alimentos aproveitando ao máximo a área plantada. A ideia é fazer com que as plantas cresçam mais rapidamente e resistam a geadas e secas.

“Olhe para esses pequenos bebês”, diz David Warner, referindo-se às mudas de milho que passam por uma esteira no laboratório da Pionner Hi-Bred, o braço de sementes adquirido pela DuPont em 1997, localizado em Des Moines, no interior do estado de Iowa. “Em breve vamos saber quais genes implantados as farão sobreviver e quais não terão impacto positivo.” De camisa polo verde e calça cinza, uma espécie de uniforme dos cientistas em campo, Warner passa despercebido em meio aos outros 20 pesquisadores que trabalham cuidando especificamente da área de grãos geneticamente modificados. Mas é ele o chefe, responsável por levar adiante esta que é considerada uma das maiores inovações na área de grãos dos últimos tempos. Trata-se de modificar os genes do milho de modo que ele fique mais resistente à ação da seca. Estima-se que US$ 13 bilhões seja o valor de plantações perdidas por causa da seca ao redor do mundo. E só nos Estados Unidos, 85% delas sofrem com o problema da escassez de água. Desenvolver sementes mais fortes, portanto, representa um mercado de bilhões de dólares a cada ano.

Não é à toa que a equipe de Warner trata as plantas com o carinho de quem cuida de um berçário. Na estufa por onde passam as mudas sobre uma esteira estão instaladas câmeras em 3D, por meio das quais é possível monitorar a resposta das plantas à inserção de genes em suas sementes. São esses genes que as tornarão mais fortes e resistentes à aridez sem perder suas propriedades naturais. As primeiras mudas já deixaram a estufa e estão em fase de testes em Des Moines. O milho mais resistente deverá chegar às plantações do mundo todo até 2015. “Desenvolver uma planta que consegue crescer com pouca água parece coisa de ficção científica. Mas esqueça a ficção. É só científico”, diz Warner.

Numa outra linha de pesquisas de ponta da DuPont que mescla duas macrotendências – alimentação e proteção do meio ambiente –, há o desenvolvimento do ômega 3, substância encontrada em salmões e sardinhas, cuja ingestão ajuda no combate ao colesterol. A DuPont conduziu um levantamento e descobriu dois dados que ajudaram a levar adiante a ideia de reproduzir a substância em laboratório, reduzindo drasticamente a necessidade de pescar os peixes. O primeiro mostra que apenas 10% das pessoas consomem a quantidade de peixe necessária para que o ômega 3 traga benefícios. Outra curiosa informação é que muitas outras o ingerem por meio de pílulas e alimentos enriquecidos com o óleo extraído dos peixes. “Nosso produto trará grande impacto para as pessoas, que terão novas formas de acesso à substância, e também para o meio ambiente”, resume Ana Goes, brasileira que integra a equipe de coordenadores da pesquisa de ômega 3. Outro impacto importante deve ocorrer nas finanças da DuPont. O mercado de ômega 3 movimenta cerca de US$ 2,5 bilhões ao ano somente nos Estados Unidos.

Lugar de Nobel

Grande parte das novidades que saem das fábricas da DuPont é concebida em um local que pode ser considerado o pai dos laboratórios de pesquisa de inovação do mundo: a Estação Experimental, que serviu de inspiração para quase todos os laboratórios que surgiram depois dele. Quando foi criado, em 1903, apenas a GE havia construído espaço semelhante dedicado exclusivamente à pesquisa e inovação.

A área da Estação Experimental equivale a 60 campos de futebol e abriga, ao todo, 50 prédios. Pesquisadores de diferentes nacionalidades (chineses, americanos, indianos, africanos) circulam por esse condomínio, cujas alamedas e ruas recebem nomes de cenários de livro de ficção científica, como Laboratory Road. A diversidade de estilos lembra uma avenida movimentada de grande metrópole: alguns profissionais vestidos de maneira mais formal (sapato, camisa e calça sociais), outros à vontade (jeans e tênis) e aqueles que não deixam dúvidas sobre suas atribuições, paramentados com o indefectível jaleco de laboratório. Neste campo, situado a 15 minutos de Wilmington, trabalham 2 mil profissionais – um quarto dos pesquisadores do quadro mundial da DuPont.

Ao longo de mais de um século de existência, a Estação Experimental colecionou milhares de patentes e formou até um prêmio Nobel. Foi entre os microscópios e tubos de ensaio do centro de P&D da DuPont que Charles Pedersen, recrutado pouco depois de receber seu título de mestre pelo MIT, construiu toda a sua carreira. Seus 42 anos de trabalho na empresa renderam 65 patentes. Depois de se aposentar e começar a se dedicar à jardinagem e poesia, seus hobbies favoritos, Pedersen teve seu trabalho reconhecido com a premiação máxima que um cientista pode receber. Em 1987, ele ganhou o Prêmio Nobel de Química por seus estudos de moléculas artificiais que imitam reações químicas naturais do corpo.

A história de Pedersen lança luz sobre uma importante característica da DuPont no gerenciamento da inovação: seu modelo para recrutar, reter e formar os melhores cientistas. A exemplo do que ocorreu com Pedersen, cerca de 70% da mão de obra dos laboratórios é recrutada no momento em que termina a faculdade ou cursos de especialização – de preferência nas melhores universidades.

Os pesquisadores mudam-se para a pacata Wilmington atraídos por uma série de benefícios. Um deles, obviamente, é o salário – um Ph.D. em início de carreira ganha cerca de US$ 100 mil ao ano. Mas além dos salários, os pesquisadores são incentivados e reconhecidos com prêmios como o Engineering Excellence Award e o Lavoisier Medal, concedidos uma vez ao ano para os projetos e pesquisadores de destaque. E, a exemplo do que já ocorre nos níveis administrativos, inovações no ambiente de trabalho também são premiadas. Existe, por exemplo, o chamado “Night on the Town”, em que o pesquisador recebe um prêmio de US$ 100 para jantar fora. “Boas ideias precisam de um ambiente que as nutra”, diz o pesquisador francês Stephane Bazzana, especialista em biocombustíveis de 35 anos, e há seis na DuPont.

Mas a remuneração e o reconhecimento são apenas uma fração do que move cientistas como Bazzana a se instalarem na DuPont. Outro componente-chave para arrebanhar jovens talentos diz respeito ao histórico da empresa. Por ter se tornado referência nas áreas em que atua, ela construiu uma reputação no mundo dos pesquisadores – e é almejada por eles. “A DuPont era referência bibliográfica de todos os livros que eu estudei na faculdade. Quando eu recebi a proposta de trabalho, era como se estivesse realizando um sonho”, diz Bazzana, que foi selecionado assim que recebeu o diploma de Ph.D. em nanotecnologia na

Universidade da Califórnia.

Bazzana deixa claro que não hesitou em se mudar para a cidade, de onde até a atual presidente da DuPont, Ellen Kullman, precisou sair aos 18 anos porque “morria de tédio”. O pesquisador justifica, com sotaque francês: “Não estamos longe dos grandes centros, como Filadélfia e Nova York. Mas, por outro lado, não enfrentamos os problemas de cidade grande. Demoro cinco minutos para ir ao trabalho”. E faz um adendo, com precisão científica: “Seis minutos, se pegar sinal fechado”.

Para recrutar e reter os melhores cientistas em seu quadro de funcionários, a DuPont faz uso de mais um trunfo. Ela desenha um plano de carreira nos mesmos moldes e com o mesmo rigor com que o faz na área gerencial. Assim, ao ingressar na empresa, um Ph.D. consegue ter uma ideia sobre como deve conduzir sua trajetória profissional e aonde poderá chegar. Da mesma maneira que ocorre com executivos, os pesquisadores também são submetidos a uma avaliação em 360 graus. Eles são avaliados pelos subordinados, por seus pares e pelo chefe. Aqueles que se destacam entram para um seleto time chamado Top Talents.

O acaso

O grupo de talentos é monitorado diretamente por um conselho formado por diretores e vice-presidentes. Uma vez por mês, essa equipe se reúne para avaliar o andamento profissional do grupo e atribuir a cada um dos talentos novos desafios. “Assim, as pessoas se sentem constantemente estimuladas”, diz Ana Cristina Piovan, diretora de Recursos Humanos da subsidiária brasileira, que também aplica essa metodologia. Se um dos integrantes do Top Talents sai da empresa, seu chefe tem de dar explicações ao restante do conselho. Perder um cientista brilhante pode custar milhões de dólares a uma empresa que vive da produção de inovações e que construiu, ao longo de dois séculos, um dos mais afinados processos de sinergia entre a academia e o mundo dos negócios.

Chega a soar quase antagônico o atual slogan da DuPont, “os milagres da ciência”. Milagre, afinal, pressupõe a presença de algo sobrenatural e inexplicável – quando na verdade não há nenhum milagre por trás das inovações científicas. Há técnicas e processos.

Nessa seara, a experiência acumulada em mais de dois séculos é de alguma ajuda. Um dos conceitos bem assimilados na DuPont é que a ideia inicial de um projeto não depende de um processo estruturado. Ela pode acontecer em qualquer lugar e não há como ser controlada – e nem é bom que seja. O que acontece depois da ideia inicial, sim. Precisa seguir métodos e processos em duas vertentes: a tecnológica, que permita seu desenvolvimento, e a comercial, que permita sua inserção no mercado. A história por trás da invenção de uma de suas marcas registradas mais reconhecidas ajuda a ilustrar como ocorreu esse aprendizado.

O teflon, criado na década de 30, é o material com o menor índice de abrasão do mundo – e foi descoberto por acaso. O pesquisador Roy J. Plunkett realizava experiências com gases para refrigeração. Deixou um dos experimentos “dormindo” da noite para o dia. Na manhã seguinte, quando chegou ao laboratório, percebeu que o gás havia sumido e espontaneamente gerado uma substância branca e pegajosa. Ele levou adiante as experiências para investigar a fundo o processo e, sete anos de estudos depois, a DuPont transformou a substância, batizada de Teflon, em patente, e passou a comercializá-la na fabricação de máquinas e em plantas industriais.

Mas a forma mais conhecida e utilizada do teflon em todo o mundo – seu uso em utensílios domésticos – só ocorreu em 1954. E não foi invenção da DuPont. Foi fruto de uma briga de casal. O engenheiro francês Marc Grégoire passava teflon na linha de pescar para que ela não emaranhasse quando fosse guardada. Irritada com tamanha dedicação do marido à pescaria, a mulher pediu que ele usasse o tal produto para algo mais útil: suas panelas. Como o material não gruda em nada, o desafio era fazê-lo aderir ao ferro da panela – algo que o francês conseguiu mecanicamente, por meio de pequenas reentrâncias feitas no utensílio. O fato de ninguém na DuPont ter descoberto um uso doméstico e uma outra finalidade de comercialização do teflon atenta para um formato de pesquisa que precisou ser refinado ao longo do tempo. Lição aprendida: sim, a experimentação e o incentivo às novas ideias são fundamentais para a inovação. Mas igualmente importante é a aplicação prática dessas pesquisas.

Isso mudou na segunda grande reinvenção da DuPont, ocorrida há pouco mais de dez anos. De uma empresa química, tornou-se uma empresa de ciência. E, para tanto, passou a direcionar como nunca as suas pesquisas para o mercado.

Para chegar a um produto final, o desenvolvimento de uma nova ideia cumpre etapas. Em todas elas o projeto é avaliado por grupos multidisciplinares, formados por pessoas de diferentes áreas, incluindo a comercial e o marketing. Os projetos precisam passar pelo crivo desse time de avaliadores – se são reprovados, desiste-se de tocá-los adiante. No ano passado, para criar 1,4 mil novos produtos, o processo de inovação descartou outras 30 mil ideias e abortou 5 mil projetos já em andamento. “A coisa mais difícil do mundo é ‘matar’ um projeto”, diz John Jansen, vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento para a América Latina. “Mas é preciso fazer isso para selecionar as pesquisas que realmente vão trazer algum retorno para a companhia.” 

Ciência prática

Soa mercadológico demais para atrair cientistas? Pelo contrário. O fato de desenvolver pesquisas que tenham a ver com problemas reais que necessitem de solução é um apelo e tanto para despertar nos pesquisadores a chance de ver seu trabalho sendo aplicado à prática.

Um ambiente que crie esse tipo de oportunidade acaba atraindo até cientistas com carreiras já consolidadas. Se os 70% de pesquisadores são recrutados quando saem do mundo acadêmico, os outros 30% vêm do mercado, como o indiano Patnaik, de 41 anos. O engenheiro entrou na DuPont bem depois de ter conseguido seu Ph.D. e ter nas costas uma estrada de sete anos trabalhados em empresas e universidades no estado do Texas. Mudou para a DuPont porque sentiu-se atraído, entre outras coisas, pela possibilidade de fazer pesquisas casadas com a prática. E não só em sua área, a de biocombustíveis. “Ninguém aqui trabalha em ilhas. Temos portas abertas para construir projetos em conjunto com colegas que tenham outras habilidades. Isso abre um leque de possibilidades para experimentar e aprender”, afirma Patnaik, que recentemente passou dez dias no Brasil estudando sobre cana-de-açúcar e etanol. “A conexão em diferentes áreas é um fator decisivo à inovação. Muitos projetos lá fora andam 90% e falham nos últimos 10% do caminho porque falta essa ligação.”

A facilidade de transitar por áreas e a necessidade de desenvolver projetos em parceria explica o jeito com que a DuPont vai até o mercado recrutar os profissionais mais qualificados. A empresa fez um mapa com 26 competências em que atua, como biotecnologia, nanotecnologia e engenharia de processos, e procura um perfil que se encaixe em alguma delas. Ou seja, não busca pessoas com linhas de pesquisa ou formação específicas. Dentro da empresa, conforme o profissional vai se desenvolvendo na carreira de pesquisador, ele começa também a transitar por outros campos, o que lhe dá conhecimento sobre áreas diferentes e a possibilidade de mudar de setor.

Essa maleabilidade na carreira explica em grande parte um fenômeno que se observa dentro da empresa: o tempo de casa de muitos pesquisadores, que pode ser contado em décadas. A engenheira taiwanesa Shu-Chien Liang, de 42 anos, chegou há 15 na DuPont – a cada cinco anos passou por uma área diferente. Começou com a proteção de plantações, passou para soluções químicas e agora está na área de biociências. “Não tenho tempo para ficar entediada de meu trabalho porque me sinto constantemente desafiada.” A cientista está hoje naquele projeto de desenvolvimento de ômega 3 em laboratório, com a brasileira Ana Goes, Ph.D. em engenharia bioenergética.

Ana, por sua vez, reflete uma outra face do caminho profissional dos pesquisadores na DuPont: eles podem seguir carreiras mais voltadas aos negócios. Há dois anos e meio na empresa, ela se tornou uma espécie de executiva-pesquisadora. É encarregada de fazer o meio de campo entre os laboratórios de pesquisa e a fabricação dos inventos em larga escala. “Quando eu fazia meu Ph.D. eu sempre disse aos meus professores que queria ver meu trabalho concretamente”, diz Ana.

A poderosa Ellen

Nos últimos dois anos, o processo de pesquisa voltado ao mercado ganhou ainda mais fôlego com a chegada de Ellen Kullman, a atual CEO. Loira, olhos azuis, 52 anos de idade e 20 de DuPont, ela assumiu o cargo em tempos turbulentos. Sob suas mãos bem cuidadas, com as unhas sempre pintadas de vermelho, a empresa superou a recente recessão americana, o momento mais difícil desde a Grande Depressão de 1929. O feito de Ellen a colocou em sétimo lugar na lista das 100 mulheres mais poderosas do mundo da revista americana Forbes.

A recente recessão atingiu a empresa de forma brutal. Para se ter uma ideia da dimensão do problema, 40% dos carros produzidos nos Estados Unidos são pintados com tintas feitas pela DuPont, fabricadas dois dias antes sob demanda. De uma hora para a outra essa demanda zerou, por causa da derrocada das gigantes do mundo automobilístico. Foi um baque nas contas da corporação de Wilmington. Além de enfrentar a recessão, Ellen também precisou aparar arestas deixadas por seu predecessor. Charles Holliday, que ficou no comando desde 1998, foi o responsável pelo passo inicial de transformar a DuPont, então uma empresa química, em uma companhia de pesquisa e inovação. Foi bem-sucedido por um lado: a empresa entrou em novos negócios e tornou-se referência em sustentabilidade. Em 2005, em um ranking feito pela revista BusinessWeek, foi citada como a companhia que implementou as melhores práticas de corte de emissão de gás carbônico, reduzindo-a em 65% em dez anos. Em outros aspectos, a gestão de Holliday foi um pouco atabalhoada, de acordo com os analistas que acompanham este mercado. Um deles foi direcionar os negócios para áreas nas quais a DuPont não tinha nenhum conhecimento, como a de sementes, e deixar para trás algumas outras onde havia anos de expertise, como a de fios. “Foi uma aposta arriscada, que precisava de tempo para amadurecer. Só agora é que o mercado vai saber se foi acertada”, disse a Época NEGÓCIOS John Roberts, analista da Buckingham Research.  

Esse momento de transição, somado à econômica, rendeu resultados pouco felizes: o crescimento estancou, as vendas declinaram e a empresa perdeu valor de mercado. Em 2009, o preço das ações da DuPont despencou 30% e a companhia registrou lucro de US$ 200 milhões, ínfimo para seus padrões. Ellen foi obrigada a anunciar drásticas medidas de redução de custos: demitiu 4,5 mil funcionários, deu férias não remuneradas e cortou os custos fixos anuais em mais de US$ 270 milhões. Também diminuiu US$ 200 mil do próprio salário anual, de US$ 1,7 milhão. “O primeiro movimento dela foi corajoso. Ela bancou uma medida radical, que soava muito impopular, mas que foi crucial para recuperar a saúde financeira da empresa”, diz Jeffrey Zekauskas, analista da consultoria JPMorgan. A recuperação veio neste ano, graças, sobretudo, ao aumento de vendas para os mercados emergentes. O segundo trimestre de 2010 foi o melhor dos últimos cinco anos, com um lucro de US$ 1,1 bilhão – quase três vezes mais que o do mesmo período de 2009. O bom desempenho trouxe de volta a confiança do mercado e fez as ações voltarem a subir. A previsão é que o faturamento deste ano aumente 15% em relação a 2009, chegando aos US$ 30,8 bilhões.

Chama a atenção, no entanto, que as severas medidas de Ellen pouco impacto tiveram na vida dos pesquisadores. Nem um centavo foi mexido nos investimentos de US$ 1,4 bilhão destinados a pesquisa e desenvolvimento. Ao contrário. “Durante a crise decidimos que, enquanto todo mundo estava retirando investimento em pesquisa, deveríamos mantê-los”, disse Ellen a Época NEGÓCIOS (veja a entrevista exclusiva na página 168). “A inovação está no cerne de nosso negócio. É a partir dela que conseguimos fazer a diferença na vida das pessoas e dos clientes ao redor do mundo. Não poderíamos deixar de investir.”

No fim das contas, o ano mais difícil foi também o mais inovador. Em 2009, a empresa conseguiu bater um recorde histórico de seus 200 anos, depositando mais de 2 mil pedidos de patente – 8% a mais do que no ano anterior. Hoje, seis de cada dez inovações saídas dos laboratórios são para substituir um produto antigo. A meta de Ellen é reduzir este número e fazer com que pelo menos 50% das inovações feitas nos laboratórios sejam lançamentos. Alguns deles, vindos de novos celeiros de pesquisas, como o Brasil.

Mercados Emergentes

“Desculpe o barulho, viu?”, diz a engenheira química Ariana Azevedo Bottura, fechando a janela. “E desculpe essa tremedeira toda. Você está sentindo?” O barulho e a tremedeira na sala, causados pelas retroescavadeiras que trabalham ali perto, dão a noção de que alguma coisa está em transformação no terreno onde a DuPont montou seu laboratório de pesquisas no Brasil. Instalado na cidade de Paulínia, a 120 quilômetros de São Paulo, o lugar, batizado de Centro de Inovação Tecnológica, é a versão brasileira da Estação Experimental. Foi construído em plena crise e inaugurado no fim do ano passado. Engenheira formada pela Unicamp e ex-trainee da DuPont, Ariana é encarregada da infraestrutura da obra de Paulínia, onde até 2012 terão sido investidos R$ 14 milhões para a ampliação e construção de novos prédios – o que colocará o Brasil no mapa das pesquisas mundiais da companhia. O país, junto com as economias emergentes, ganhou uma importância estratégica inédita para a DuPont. Hoje, os emergentes respondem por 30% do faturamento, e devem alcançar 35% em 2012.

Antes, a criação de novos produtos era feita somente nos países desenvolvidos, onde havia mercado para eles. Depois, as inovações eram adaptadas para os mercados, digamos, menos robustos. Agora a lógica é outra – e o laboratório de Paulínia é um exemplo disso. De lá já estão saindo produtos concebidos especificamente para o mercado latino-americano, como o Armura, uma blindagem popular para automóvel que custa a metade do preço de uma tradicional. “A Armura jamais teria sido inventada por uma pessoa que não estivesse na nossa realidade. Por isso acreditamos que algumas inovações precisam ser criadas nos próprios países”, diz Ricardo Vellutini, presidente da DuPont no Brasil. A preocupação em trazer mão de obra qualificada de diversas áreas deverá aumentar nos próximos anos. Paulínia é o único dos 75 laboratórios da DuPont – excluindo Wilmington – que terá pesquisas em todas as áreas de negócios da empresa. Para tanto, segue o mesmo parâmetro de recrutamento de cientistas.

Natália Barros entrou na DuPont há quatro anos como estagiária, quando ainda era aluna de graduação em engenharia química na Unicamp. Hoje, aos 26 anos, cursa mestrado. Ela trabalha na área de embalagens e selagem. Duas vezes por semana é liberada para frequentar as aulas, já que a pesquisa de seu trabalho acadêmico é exatamente em polímeros de embalagem, assunto de grande interesse para a DuPont. Ela provoca, em tom professoral: “Você sabia que em um pedaço de plástico comum podem haver até sete camadas?”. E vibra enquanto corre ao computador para mostrar, em zoom microscópico, uma por uma as camadas de um plástico.

Questão de valores

Como se não bastasse formar e contratar pessoas com competências técnicas a DuPont também precisa recrutar cientistas com brilho nos olhos, como Natália. “Gastamos a sola do sapato e não poupamos esforços para encontrar as pessoas certas. Se encontramos, realmente vamos atrás para conseguir trazer para nós. E se não encontramos, preferimos deixar a vaga em aberto”, diz o indiano Patnaik, que faz parte do time de recrutamento da empresa nos Estados Unidos. E por encontrar a pessoa certa Patnaik não se refere apenas a conhecimento técnico. Ele se refere primeiro a uma lista de valores cultivados na empresa desde sua fundação e seguidos com um rigor quase religioso, como respeito à diversidade, ética nos negócios e preservação do meio ambiente.

Outra preocupação, quase paranoica, diz respeito à segurança. Não tente subir uma escada com as mãos livres dentro da DuPont. Alguém lhe falará gentilmente para colocar uma delas no corrimão. Nem pensar em começar uma reunião com o assunto principal da lista: todo encontro é iniciado com uma discussão de cinco a dez minutos sobre segurança. A preocupação com o assunto foi tanta ao longo do tempo que virou até uma área de negócios. A consultoria em segurança do trabalho, que já fatura US$ 400 milhões ao ano. A segurança é uma questão que remonta à origem da empresa. É necessário lembrar que o início da DuPont esteve ligado à delicada manipulação da pólvora, um material altamente perigoso. Mas a obsessão pelo assunto se intensificou ainda mais depois que uma tragédia assolou a família du Pont (a grafia do nome da empresa mudou e se transformou em uma palavra só). Como prova de que sua empresa era segura para os trabalhadores, Eleuthère du Pont construiu sua casa dentro do terreno onde se fabricavam os explosivos. A mansão de três andares ficava no topo de um morro, de onde ele podia observar o trabalho e também sentir o forte cheiro de enxofre. Em 1857, Alexis, o filho mais novo do patriarca, de 41 anos, morreu em uma explosão ocorrida em um dos galpões da empresa onde estavam fabricando pólvora. Resquícios, portanto, de uma época em que seu produto principal era de alta periculosidade, a segurança até hoje permanece como um dos valores fundamentais para a empresa. E tão arraigado que acaba se estendendo para a vida pessoal de quem trabalha na empresa. “Não consigo mais subir em uma escada se ela não tiver um ângulo perfeito de 60 graus”, diz a cientista Shu-Chien.

Se é certo dizer que a DuPont de hoje é uma empresa totalmente diferente do que era quando foi fundada graças à inovação, também é correto dizer que algumas de suas crenças permaneceram as mesmas ao longo de todos esses anos. Lição de centenária: não se consegue ultrapassar 200 anos sem inovação – mas também não se consegue ultrapassá-los sem uma forte lista de valores.

– o Inferno da Pepsico: Baconzitos & Toddynho

Parece que a desgraça vem acompanhada: depois da Pepsico sofrer com o episódio da contaminação do Toddynho, agora outro produto da empresa sofre com polêmica: em Joinville, dona-de-casa encontra um rato morto dentro do Baconzitos, da Elma Chips, produto de sucesso da empresa.

Abaixo, extraído da Revista Exame: http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/dona-de-casa-reclama-de-rato-em-baconzitos

DONA DE CASA RECLAMA DE RATO EM BACONZITOS

Uma dona de casa moradora de Joinville, em Santa Catarina, reclamou ter encontrado um filhote de rato morto dentro de um pacote do salgadinho Baconzitos, da Elma Chips, na última segunda-feira. O fato foi publicado no jornal regional A Notícia, e repercutiu desde então, chegando ao topo dos trending topics do Twitter nesta quinta-feira.

Segundo o jornal, de acordo com a moradora, no final da tarde de segunda-feira, o filho de cinco anos havia acabado de abrir a embalagem quando o irmão mais velho sentiu um cheiro ruim vindo do pacote. Assim que olharam, viram o ratinho ao fundo, junto com os farelos.

Sem certeza de que a embalagem estava completamente lacrada quando comprada, a mãe do menino procurou o dono do supermercado onde o salgadinho foi adquirido, que declarou ter feito uma vistoria no estoque após o ocorrido: “Olhamos os outros pacotes e não havia nada de errado”, disse ao jornal.

A PepsiCo, que fabrica os produtos da Elma Chips, informou por meio de nota enviada a EXAME.com, que tomou conhecimento da reclamação na terça-feira (11), depois que a consumidora entrou em contato com o serviço de atendimento ao consumidor (SAC).

A empresa afirmou ter enviado uma equipe à casa da consumidora para colher amostras do produto para análise. Ainda segundo a empresa, a moradora negou-se a entregar a embalagem, mas foi possível rastrear o produto com base em dados como a numeração do lote e a data.

As análises da PepsiCo, que ficaram prontas hoje, concluíram que “não é possível que tenha havido contaminação  no processo de empacotamento na fábrica ou armazenamento na filial de vendas da empresa.”

Há cerca de uma semana, a PepsiCo teve problemas que envolveram o achocolatado Toddynho no Rio Grande do Sul. O produto chegou a ter a venda suspensa pela Secretaria de Saúde de Porto Alegre depois que ao menos 39 pessoas relataram reações como sensação de queimadura, feridas na boca, náusea e cólicas ao ingerir a bebida.

Segundo a Companhia, o problema havia acontecido “durante o processo de higienização dos equipamentos“, quando ocorreu uma falha no envasamento do produto. “Para contornar o problema, além de recolher as unidades de Toddynho do lote interditado, a PepsiCo colocou um médico à disposição dos consumidores que tiveram contato com o produto”.

– O golpe do Presidente da Siemens

E essa agora… até na Siemens?

Adilson Primo, presidente da Siemens, que começou como mero trainee e honrosamente chegou ao cargo mais alto da multinacional alemã no Brasil, foi afastado do cargo. Motivo? Segundo o Estadão de hoje, desvios de verba por volta de 7 milhões de reais.

Extraído de:

http://not.economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201110111702_RTR_1318352527nN1E79A0Y3

SIEMENS: PRESIDENTE CAI POR SUSPEITA DE CONDUTA INADEQUADA

O grupo alemão Siemens anunciou nesta terça-feira a nomeação de Paulo Ricardo Stark como novo presidente-executivo de sua subsidiária brasileira, após a demissão de Adilson Primo – que estava no comando da companhia desde 2001. Segundo a Siemens, uma investigação interna recente – que ainda está em curso – detectou grave violação ao código de conduta dentro da unidade brasileira, ocorrida antes de 2007.

“A Siemens não tolera violações de seus princípios”, afirmou o grupo em nota em inglês disponível em seu site, sem dar mais detalhe sobre o ocorrido.

Stark é engenheiro elétrico e exerceu diversos cargos para a Siemens no México e na Alemanha, onde recentemente ocupou a diretoria de uma unidade de negócios. No ano fiscal de 2010, a Siemens Brasil teve receita de cerca de 1,8 bilhão de euros e pedidos recebidos no total de 2,1 bilhões de euros.

A subsidiária brasileira da companhia alemã tem mais de 10 mil colaboradores, 13 unidades fabris e sete centros de pesquisa, desenvolvimento e engenharia.

– Caso Toddynho: era, oficialmente, detergente!

Semana passada, crianças tiveram queimaduras na mucosa da boca por consumirem o achocolatado Toddynho. O caso repercutiu bastante, e agora surgem os esclarecimentos oficiais.

A Pepsico (fabricante e dona da marca Toddy) admitiu que uma falha durante o envasamento do Toddynho em sua fábrica de Guarulhos contaminou o produto por detergente (com PH ácido próximo à soda cáustica), o que ocasionou as queimaduras nas crianças gaúchas.

Que estrago para a marca, hein?

Nesses momentos, as empresas devem tomar muito cuidado. Muita gente não consumirá o produto por precaução, mesmo com o lote contaminado retirado. A imagem da empresa fica obviamente arranhada. A marca é tradicional, mas escândalos com crianças sempre trazem graves conseqüências.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

Nota da Folha de São Paulo, abaixo:

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/986452-toddynho-saiu-de-fabrica-na-grande-sao-paulo-com-detergente.shtml

– Deu Certo a Polêmica da Hope com Gisele Bündchen

E a propaganda em que a Gisele Bündchen protagoniza uma coitadinha que dá notícias ruins ao seu marido usando da sua beleza? Foi alvo de gritaria, onde mulheres reclamaram da visão de “objeto” masculino.

Polêmica gera divulgação, certo? Segundo a coluna Gente, da Revista Veja dessa semana, o pedido de franquias da HOPE (a empresa que contratou Gisele) mais que duplicou: de 300 para 650 pedidos de abertura por mês!

Funcionou ou não?

– Steve Jobs: mais que um Gênio Criativo, uma história de Vida

Todo mundo já disse o que tinha que ser dito sobre Steve Jobs, o fundador da Apple falecido ontem. Aliás, lançou o último produto e se foi. Enredo de filme.

Mas o mais curioso é a sua história de vida. Filho de árabe / sírio, abandonado, adotado pela família Jobs. E outras tantas coisas interessantes.

Seu legado durará muito tempo, certamente. O iPhone, iPad ou o novo iCloud são provas disso.

– Boas Ofertas de Trainee aos Universitários e Recém Formados

Compartilho material do Folha Classificados, enviado pelo Bacharel em Administração Sérgio F Santos, sobre vagas de Trainees. Se você está no último ano da faculdade ou é recém formado, boa pedida!

PROGRAMAS DE TRAINEE OFERECEM ATÉ 4.800,00

Apesar de boa parte das seleções de trainee terem inscrições abertas até setembro, muitas empresas seguem recrutando. Há vagas para recém-formados em diversas áreas.

Conhecer um idioma estrangeiro e ter disponibilidade para mudar de cidade são, muitas vezes, pré-requisitos. As empresas, por sua vez, oferecem salários que podem chegar a R$ 4.800 e pacotes competitivos de benefícios.

Veja abaixo algumas companhias com inscrições abertas.

 

Empresa: Anglo American
Vagas: não divulgado
Pré-requisitos: conclusão do ensino superior entre dezembro de 2009 e dezembro de 2011, inglês intermediário ou avançado, bons conhecimentos do pacote Office, disponibilidade para viagens e para residir nas cidades de Niquelândia e Barro Alto (GO) e de São Paulo
Remuneração: R$ 4.800
Benefícios: participação nos lucros, previdência privada, assistência médica, odontológica e seguro de vida
Inscrições: até 9/10 no
site da Cia de Talentos

 

Empresa: Grendene
Vagas: não divulgado
Pré-requisitos: conclusão do ensino superior entre julho de 2008 e dezembro de 2011, inglês intermediário e disponibilidade para mudança
Remuneração: R$ 3.500
Benefícios: assistência médica e odontológica, plano de saúde, seguro de vida, cesta básica e subsídio na compra de calçados
Inscrições: até 24/10 no
site da empresa

 

Empresa: Grupo Cambuci
Vagas: não divulgado
Pré-requisitos: conclusão do ensino superior entre julho de 2010 e dezembro de 2011 em administração, ciências contábeis, ciências da computação, economia, engenharia ou marketing, fluência em inglês e/ou espanhol, afinidade com sistemas de informação e disponibilidade para mudança
Remuneração: não divulgado
Benefícios: não divulgado
Inscrições: até 9/10 no
site da empresa

 

Empresa: Grupo Positivo
Vagas: 22
Pré-requisitos: conclusão do ensino superior entre dezembro de 2009 e dezembro de 2011 em cursos como engenharia, economia, marketing, letras, jornalismo e psicologia, inglês avançado e disponibilidade para morar em Curitiba (PR)
Remuneração: R$ 4.500
Benefícios: não divulgado
Inscrições: até 16/10 no
site da empresa

 

Empresa: Jamef Encomendas Urgentes
Vagas: 10
Pré-requisitos: conclusão do ensino superior entre 2007 e 2009 em administração, economia, engenharia, contabilidade ou áreas correlacionadas e disponibilidade para viajar
Remuneração: não divulgado
Benefícios: convênio médico e farmácia, cesta básica e vale-transporte
Inscrições: até 31/10 no
site da empresa

 

Empresa: Magnesita
Vagas: não divulgado
Pré-requisitos: conclusão do ensino superior entre maio de 2010 e junho de 2012 em engenharia, geologia, administração, comércio exterior, química, economia ou contabilidade, inglês fluente, conhecimentos do pacote Office e disponibilidade de mudança
Remuneração: não divulgado
Benefícios: não divulgado
Inscrições: até 23/11 no
site da empresa

 

Empresa: Montcalm Montagens Industriais
Vagas: não divulgado
Pré-requisitos: conclusão do curso superior entre dezembro de 2009 e dezembro de 2011 em engenharia (civil, de controle de automação, de metalurgia, de produção, elétrica, eletrônica, eletrotécnica, mecânica, mecânica de produção e mecatrônica), bons conhecimentos do pacote Office, inglês intermediário e disponibilidade para viagens e para residir em outros Estados
Remuneração: R$ 4.000
Benefícios: assistência médica, vale-refeição, vale-transporte, seguro de vida e participação nos resultados
Inscrições: até 31/10, pelo site do
Ciee

 

Empresa: MRV Engenharia
Vagas: 22
Pré-requisitos: conclusão do ensino superior entre julho de 2009 e dezembro de 2011 em áreas ligadas a administração, arquitetura, comercial, direito, engenharia ou finanças e conhecimentos avançados do pacote Office e
Remuneração: não divulgado
Benefício: orientação de carreira personalizada
Inscrições: até 30/10 no
site da empresa

 

Empresa: SAP Brasil
Vagas: 20
Pré-requisitos: conclusão do ensino superior em administração, ciência da computação, ciências contábeis, economia, engenharia, física, matemática ou tecnologia da informação (e áreas correlatas) entre julho de 2010 e dezembro de 2011
Remuneração: não divulgado
Benefícios: não divulgado
Inscrições: até 30/10, no site da
Cia de Talentos

Empresa: Sascar
Vagas: de 3 a 5
Pré-requisitos: conclusão do ensino superior entre dezembro de 2009 e dezembro de 2011 em engenharia, ciências contábeis, administração ou economia, inglês fluente e disponibilidade para mudar de cidade
Remuneração: não divulgado
Benefícios: assistência médica e odontológica, vales transporte e alimentação, seguro de vida e participação nos resultados
Inscrições: até 10/10 no
site da empresa

– As Melhores Empresas para Trabalhar, Segundo a Época

A revista Época, Ed especial 6, trouxe a lista das 100 melhores empresas para se trabalhar. E em destaque, as 12 primeiras:

Google

Caterpillar

Kimberly-Clark

Laboratório Sabin

Gazin

Magazine Luiza

SAS

Ticket

JW Marrior TJ

Accor

Volvo

Microsoft

CARACTERÍSTICAS DIVERSAS:

A melhor em Serviços: Google

A melhor Indústria: Caterpillar

A que mais cresceu: McDonald’s

A que melhor treina: Unimed Missões

A mais procurada: Bradesco

A que mais contrata: McDonald’s

A melhor em qualidade de vida: Spice Gourmet

A que mais promove: Endesa

A que mais contrata mulheres: Apetit

A que mais contrata jovens: McDonald’s

A que possui mais escolaridade: Google

A que mais ouve sugestões: Magazine Luiza

Para a lista completa, acessar Época Negócios e o link com o tópico: “As Melhores Empresas para Trabalhar

– Corte Prendedor e o Sumiço de Cinderela das Lojas

Não é a Emília. É o corte de “Prendedor da Cinderela”, segundo a Marina! E ela disse que é o “Penteado do Reino Encantado quando ela não está de coroa…”

 

E não é que não existe DVD original da Cinderela na praça?

E sabe o motivo? A Disney solta filmes clássicos em certas épocas, e os retira do mercado para não desgastá-los. Por exemplo: os DVDs à venda agora são os da Thinker Bell, Bambi, Rei Leão, o Cão e a Raposa, Dumbo. Daqui há algum tempo, entram outros títulos antigos e estes deixam de ser distribuídos, e por aí vai.

Covardia, hein? Ô dona Disney, libera para as crianças, vai!

– Afirmação das Mulheres nos cargos de Chefia e Fim do Machismo Corporativo. Será?

A jornalista Ana Paula Padrão escreveu na Revista IstoÉ desta semana (Ed 2186, pg 130) um artigo bacana: o preconceito sobre as mulheres, e a relação entre jovens, homens, subordinados e futuras lideranças femininas no mundo do trabalho.

Aos preconceituosos e conservadores, boa pedida! Abaixo:

O FIM (COMPULSÓRIO) DO MACHISMO CORPORATIVO

A mulher não quer mais copiar o modelo executivo masculino. As velhas piadinhas machistas cansaram nossa beleza

Por Ana Paula Padrão

“Jovem, olhe para a garota a seu lado e trate-a muito bem. Um dia ela vai ser sua chefe!”
A piada não é minha. Foi dita pelo consultor Max Gehringer num congresso do qual participamos.
E, quer saber? Ele tem toda a razão.

Nos últimos nove anos, o número de mulheres na população brasileira cresceu 11,5%. E o número de mulheres com carteira assinada subiu espantosos 53,4%! No mesmo período, a quantidade de mulheres no ensino superior teve um aumento de 59,1%, contra 47,2% dos homens.

Conclusão: você, empresário, vai ter que contratar cada vez mais mulheres. O que é simples. Difícil é mantê-las lá. Creches, horários flexíveis, cotas para mulheres, nada adianta. Num determinado momento, elas se desinteressam. Para cada dez pessoas em cargos de diretoria no Brasil, apenas 2,3 são mulheres. Por quê?

Pesquisa inédita feita pelo Instituto Data Popular para o portal Tempo de Mulher (www.tempodemulher.com.br) mostra que 66% das mulheres em todas as classes sociais rejeitam a ideia de abandonar o trabalho em benefício da casa e da família. Ou seja, ela quer ficar na empresa. Mas a empresa quer mesmo ficar com ela?

De novo, aos números. Na mesma pesquisa Data Popular/Tempo de Mulher, feita com três mil pessoas em todo o país, 46% das mulheres das classes AB e C afirmam que as empresas onde estão oferecem pouca ou nenhuma condição para que elas conciliem trabalho e família. E, quando indagadas especificamente sobre o ambiente de trabalho, 87% das mulheres, de todas as classes sociais, afirmam que há preconceito contra as mulheres no trabalho. Quanto maior a renda, mais clara essa percepção. Entre as mulheres da classe AB, 51% afirmam que já passaram por situações constrangedoras na empresa pelo fato de serem mulheres.

Para Laura Liswood, secretária-geral do Council of Women World Leaders, influente organização que reúne mulheres presidentes ou ex-presidentes de empresas e países, o tal teto de vidro é apenas “uma fina camada de preconceito masculino”. Para ela, empresas repetem arquétipos sociais que impedem a ascensão da mulher.
E, para mim, a lógica masculina, ainda que inconsciente, só será combatida com suas próprias armas.

Poderia publicar aqui uma centena de estudos comprovando que grupos liderados por mulheres são mais produtivos e eficientes do que equipes chefiadas por homens. Vamos apenas ao mais recente. Estudo da consultoria Deloitte, realizado no primeiro trimestre deste ano, mostra que as companhias de capital aberto da Europa que contam com mulheres na direção ou no conselho tiveram retorno superior a 10% sobre o capital, se comparadas com aquelas que não têm mulheres na liderança.

A mão de obra feminina é um fato. A qualificação dessa mão de obra também, como vimos nas pesquisas. Mas também é verdade que a mulher não quer mais copiar o modelo executivo masculino. Convenhamos. As velhas piadinhas machistas cansaram nossa beleza. Quando as empresas perceberem que um ambiente corporativo mais confortável para as mulheres está diretamente relacionado a um lucro maior, o teto de vidro se partirá. Trate bem a moça a seu lado.

Um dia ela ainda vai ser sua chefe.

– A Crise da Kodak: Desafio Inglório?

Em seu blog, Josías de Souza, da FSP, traz um panorama triste sobre a Kodak. A gigante das fotos está a beira da concordata. Motivos: câmeras digitais e celulares com fotos.

Como o atraso na inovação foi preponderante para tal situação (extraído de: http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2011-10-02_2011-10-08.html#2011_10-02_21_24_49-10045644-0)

ACOSSADA PELA MODERNIDADE, KODAK VÊ-SE EM CRISE

Imagine um macaco voltando à cena e perguntando para o homem: “valeu a pena?” Se o interrogado for um executivo da Kodak, dirá: “nem tanto, nem tanto!”

Gigante no mercado da fotografia convencional, a Kodak enfrenta desde a década de 90 o assédio da revolução tecnológica.

A gradativa diminuição da procura por câmeras analógicas e filmes fotográficos roeu-lhe a saúde financeira.

Em movimentos erráticos, a companhia fez incursões pelo mundo digital sem tirar o pé da velha canoa. Remou, remou e aportou na crise.

Aos 131 anos, a Kodak viu-se compelida a recorrer a um empréstimo de US$ 160 milhões.

Mais: contratou uma banca de advogados especializada em concordatas e no aconselhamento de empresas às voltas com a necessidade de reestruturação.

O empréstimo e o contrato com o escritório advocacia Jones Day fizeram o Mercado levar o pé atrás.

Na última sexta (30), a ação da Kodak ruiu 53,4%. Foi a US$ 0,78. Cotado na casa dos centavos, o papel da Kodak chegou a valer, em 1997, US$ 90 em Wall Street.

Gerard Meuchner, porta-voz da Kodak, veio à boca do palco para dizer que, “neste momento, a empresa não tem a intenção de pedir concordata”.

Um macaco olharia ao redor. Notaria a profusão de câmeras digitais e celulares com aparatos de imagem. E perguntaria: “até quando, Kodak?”

– Peixe Urbano: Porque os descontos chegam a quase 99%?

Ouvi na madrugada uma interessante entrevista de um diretor do site de compras coletivas Peixe Urbano (perdoem-me não anotar o nome dele) à Décio Clemente, na Jovem Pan.

Números interessantes: já fizeram 100 ofertas a R$ 0,01 (unicamente para divulgar o nome da empresa), possuem 13 milhões de usuários, o desconto mínimo de seus cupons é de 50% do valor do produto, chegando até 99% para empresas que simplesmente querem promover um produto ou serviço.

Nunca comprei nada por sites de compras coletivas, mas esses dados impressionam e atiçam. Total e-commerce/empreendedor/inteligente.

– Empreendedorismo Auto-Destrutivo

Um autoajuda às avessas: os grandes fracassos empresariais, para falsos empreendedores. Nome: “O Livro Negro do Empreendedor”. Curioso, abaixo:

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2088/artigo156192-1.htm

O LIVRO NEGRO DO EMPREENDEDOR

Quem frequenta livrarias certamente já passou perto de algum título sobre empreendedorismo. Não por acaso, eles estão entre os mais vendidos no Brasil. Mas, de modo geral, batem na mesma tecla: mostram o que um vencedor fez para chegar lá e incentivam a abertura de novas empresas. O consultor espanhol Fernando Trías de Bes acaba de lançar uma obra que vai na contramão: em “O Livro Negro do Empreendedor” (BestSeller), diz que todos esses manuais são uma enrolação, porque não mostram os fracassos – e que se aprende mesmo é com a derrota alheia. “Estamos diante de uma analogia imperfeita: sabendo por que outros tiveram êxito você evitará seu fracasso. Mentira.

Para evitar que um empreendedor fracasse, é necessário saber por que aqueles que fracassaram se deram mal”, escreve o professor associado do Departamento de Marketing da ESADE Business School, em Barcelona, e fundador da Salvetti & Llombart, uma das maiores consultorias de marketing da Espanha. “Um negócio de sucesso é uma oportunidade já aproveitada por outra pessoa.

Meu livro é como uma máquina da verdade para falsos empreendedores”, disse à ISTOÉ, por e-mail. Segundo o autor, boa parte dos novos empreendimentos não consegue ultrapassar os dois primeiros anos de vida e 90% dos empreendedores fracassam antes de completar os quatro iniciais. No Brasil, pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostra que 78% passam dos dois anos, mas só 64% chegam aos quatro.

Por que não dão certo? Por motivos banais, que normalmente passam despercebidos nos manuais e biografias de empresários bemsucedidos. “Os negócios não costumam fracassar por falta de competência técnica de quem os empreende”, frisa Trías de Bes. Normalmente, definham por questões pessoais – brigas entre familiares ou sócios, por exemplo – ou falta de aptidão.

As picuinhas entre os sócios são um dos “fatores-chave de fracasso” (FCF), como diz o autor. Ao todo, são 14, de um perfil não empreendedor à falta de apoio familiar. Quando a empresa está para ser aberta os sócios costumam estar unidos e otimistas. Se o negócio vai bem, um deles pode começar a achar que trabalha mais – e merece mais. Se vai mal, todos se culpam mutuamente. Por isso, o estudioso espanhol aconselha: só se associe em último caso.

Tampouco espere ter uma vida mais equilibrada: “empreender pressupõe um desequilíbrio total entre a vida pessoal e a profissional.” De fato, a vontade de se tornar o próprio chefe (e poder controlar o próprio horário e se dar folgas) é o principal motivo pelo qual os brasileiros abrem uma empresa, segundo o levantamento do Sebrae. Mas, como o negócio é próprio, as preocupações não terminam no fim da jornada diária e nem nos fins de semana.

Como é o próprio dinheiro que está em jogo, a pessoa vai querer é trabalhar mais para que as coisas prosperem. “Incentivar pessoas que não estão preparadas para empreender não é fomentar o espírito empreendedor – é um exercício de irresponsabilidade”, argumenta o autor. Seu livro é um manual ao contrário com uma moral da história simples: veja o que deu errado para que o seu negócio dê certo.

– Reebok é condenada por Propaganda Enganosa de seus Tênis

Esportistas devem se lembrar da recente propaganda da americana Reebok (também aqui no Brasil) de dois modelos de tênis que tonificavam o bumbum e aumentava a musculatura da panturrilha.

Como no Brasil ninguém protesta como deveria, o mercado aceitou passivamente a publicidade. Mas nos EUA, isso não aconteceu: US$ 25 milhões de multa e reembolso aos consumidores que compraram seus tênis e acreditaram na propaganda que foi considerada enganosa. A empresa aceitou a multa.

Extraído de: Folha Mercado (http://is.gd/ePyrUD)

REEBOK TERÁ QUE DEVOLVER O DINHEIRO POR PROPAGANDA ENGANOSA

A Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos tomou medidas contra o fabricante de calçados esportivos Reebok após queixas contra seu tênis, vendido como tonificador de glúteos.

A FTC anunciou esta quarta-feira que a Reebok, unidade da alemã Adidas, concordou em pagar US$ 25 milhões em reembolso para os compradores de seus modelos EasyTone e RunTone.

O dinheiro estará disponível aos consumidores, seja em forma direta ou FTC ou através de uma demanda coletiva aprovada pela justiça.

A Reebok anunciou falsamente que o tênis EasyTone proporcionava 28% a mais de força e tonificação nos glúteos e 11% mais força nos ligamentos e panturrilhas do que os tênis comuns, acrescentou a FTC.

Reclamações similares foram feitas contra as sandálias dos modelos RunTone e EasyTone, após uma série de avisos publicitários impressos, na TV e na internet desde 2009.

“A FTC quer que os anunciantes nacionais entendam que devem exercer certa responsabilidade e se assegurar de que suas afirmações sobre a saúde estejam apoiadas na ciência”, disse David Vladeck, diretor do departamento de Defesa do Consumidor da FTC.

Os modelos EasyTone e RunTone da Reebok são vendidos entre US$ 80 e US$ 100 o par, enquanto as sandálias EasyTone custam US$ 60.

– Quem quer Comprar a Kalunga?

Dinheiro no bolso? Aproveite a boa oportunidade: a gigante e rentável Kalunga está a venda!

Extraído de: http://exame.abril.com.br/blogs/faria-lima/2011/09/28/a-kalunga-esta-a-venda/

A KALUNGA ESTÁ A VENDA

Por Tiago Lethbridge

A Kalunga, maior rede de varejo especializada em material de escritório e informática do país, está à venda. Os irmãos Roberto e Paulo Garcia, controladores da empresa, contrataram o banco francês Crédit Agricole para assessorá-los na busca de um comprador.

Segundo dados divulgados pela própria empresa, as 68 lojas da Kalunga faturaram cerca de um bilhão de reais em 2010. Ano passado, seus donos anunciaram planos para dobrar esse número até 2015.

– Os Novos Parceiros dos Universitários: Igrejas e ONGs

Entrar para a Faculdade é um sonho para muitos brasileiros. E para concretizá-lo, às vezes precisa-se de uma ajuda.

A Folha de São Paulo traz uma matéria interessante: estar ligado a uma ONG ou a alguma Igreja pode ser um bom passo para o ingressante. Abaixo:

Em: http://www1.folha.uol.com.br/saber/980890-faculdades-pagam-ongs-e-igrejas-para-captar-novos-alunos.shtml

FACULDADES USAM ONGS E IGREJAS PARA CAPTAR NOVOS ALUNOS

Surgiu uma nova figura no meio universitário. Associações de moradores, líderes comunitários, ONGs e igrejas agora estão sendo intermediários entre as faculdades privadas e os jovens trabalhadores de menor renda que se tornaram o principal público-alvo de algumas instituições.

De acordo com o texto, as entidades intermediárias são remuneradas de duas formas: pelos alunos –que pagam uma taxa semestral ou anual para ter o nome incluído no cadastro para bolsas de estudo– e pelas faculdades, que chegam a pagar R$ 100 por matriculado.

As faculdades justificam a contratação da rede de intermediários dizendo que isso é mais eficiente e barato do que gastar com publicidade nas mídias convencionais.

Instituições de São Paulo como Uniban –recentemente adquirida pelo grupo Anhanguera–, Universidade de Guarulhos, UniRadial –ligada ao grupo Estácio de Sá–, Faculdade Sumaré e UniSant’Anna são algumas das que aderiram à prática.

– Google é a Marca Mais Valiosa do Mundo

Nos meus tempos de criança, a Coca-Cola era indiscutivelmente a marca mais famosa do mundo, sem precisar de pesquisa ou coisa que o valha.

Hoje, a marca mais valiosa do mundo, segundo a BrandFinance, é a Google.

Extraído de Revista Isto É, Ed 2159 d e30/03/2011, pg 28, Coluna A Semana

GOOGLE AGORA É A MARCA MAIS VALIOSA DO MUNDO

Por Antonio Carlos Prado e Juliana Dal Piva

Quanto vale a marca Google? Vale US$ 44,3 bilhões, de acordo com a empresa de consultoria BrandFinance. Trata-se da marca mais valiosa do mundo. Em segundo lugar está a Microsoft, avaliada em US$ 42,8 bi. A marca brasileira que conseguiu a melhor classificação no levantamento é o Bradesco: vale US$ 18,7 bi e é a 28ª no ranking. Pela 1ª vez a Coca-Cola não está entre os 10 primeiros colocados – caiu para a 16ª posição.

– Por R$ 418,00, monte uma Igreja e se livre dos Impostos!

Compartilho com os amigos uma interessante matéria do colunista da Folha de São Paulo Hélio Schwartsman. Para provar que abrir uma igreja e ficar isento de impostos através dela no Brasil, era muito fácil, abriu a sua própria: Igreja Heliocêntrica do Evangelho.

Para isso, gastou quase R$ 418,00, não precisou de nenhuma prova doutrinária ou base teológica. Simplesmente abriu a “empresa”.

Assim, igrejas charlatanistas se misturam com as Igrejas sérias e ludibriam o povo, o Estado e, claro, a economia. Dessa forma, a Igreja Católica, as Protestantes, e outras confissões religiosas sérias são colocadas em cheque por culpa dos picaretas!

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/helioschwartsman/ult510u660688.shtml

O PRIMEIRO MILAGRE DO HELIOCENTRISMO

Eu, Claudio Angelo, editor de Ciência da Folha, e Rafael Garcia, repórter do jornal, decidimos abrir uma igreja. Com o auxílio técnico do departamento Jurídico da Folha e do escritório Rodrigues Barbosa, Mac Dowell de Figueiredo Gasparian Advogados, fizemo-lo. Precisamos apenas de R$ 418,42 em taxas e emolumentos e de cinco dias úteis (não consecutivos). É tudo muito simples. Não existem requisitos teológicos ou doutrinários para criar um culto religioso. Tampouco se exige número mínimo de fiéis.

Com o registro da Igreja Heliocêntrica do Sagrado EvangÉlio e seu CNPJ, pudemos abrir uma conta bancária na qual realizamos aplicações financeiras isentas de IR e IOF. Mas esses não são os únicos benefícios fiscais da empreitada. Nos termos do artigo 150 da Constituição, templos de qualquer culto são imunes a todos os impostos que incidam sobre o patrimônio, a renda ou os serviços relacionados com suas finalidades essenciais, as quais são definidas pelos próprios criadores. Ou seja, se levássemos a coisa adiante, poderíamos nos livrar de IPVA, IPTU, ISS, ITR e vários outros “Is” de bens colocados em nome da igreja.

Há também vantagens extratributárias. Os templos são livres para se organizarem como bem entenderem, o que inclui escolher seus sacerdotes. Uma vez ungidos, eles adquirem privilégios como a isenção do serviço militar obrigatório (já sagrei meus filhos Ian e David ministros religiosos) e direito a prisão especial.

A discussão pública relevante aqui é se faz ou não sentido conceder tantas regalias a grupos religiosos. Não há dúvida de que a liberdade de culto é um direito a preservar de forma veemente. Trata-se, afinal, de uma extensão da liberdade de pensamento e de expressão. Sem elas, nem ao menos podemos falar em democracia.

Em princípio, a imunidade tributária para igrejas surge como um reforço a essa liberdade religiosa. O pressuposto é o de que seria relativamente fácil para um governante esmagar com taxas o culto de que ele não gostasse.

Esse é um raciocínio que fica melhor no papel do que na realidade. É claro que o poder de tributar ilimitadamente pode destruir não apenas religiões, mas qualquer atividade. Nesse caso, cabe perguntar: por que proteger apenas as religiões e não todas as pessoas e associações? Bem, a Constituição em certa medida já o fez, quando criou mecanismos de proteção que valem para todos, como os princípios da anterioridade e da não cumulatividade ou a proibição de impostos que tenham caráter confiscatório.

Será que templos de fato precisam de proteções adicionais? Até acho que precisavam em eras já passadas, nas quais não era inverossímil que o Estado se aliasse à então religião oficial para asfixiar economicamente cultos rivais. Acredito, porém, que esse raciocínio não se aplique mais, de vez que já não existe no Brasil religião oficial e seria constitucionalmente impossível tributar um templo deixando o outro livre do gravame.

No mais, mesmo que considerássemos a imunidade tributária a igrejas essencial, em sua presente forma ela é bem imperfeita, pois as protege apenas de impostos, mas não de taxas e contribuições. Ora, até para evitar a divisão de receitas com Estados e municípios, as mais recentes investidas da União têm se materializado justamente na forma de contribuições. Minha sensação é a de que a imunidade tributária se tornou uma espécie de relíquia dispensável.

Está aí o primeiro milagre do heliocentrismo: não é todo dia que uma igreja se sacrifica dessa forma, advogando pela extinção de vantagens das quais se beneficia.

Sei que estou pregando no deserto, mas o Brasil precisaria urgentemente livrar-se de certos maus hábitos, cujas origens podem ser traçadas ao feudalismo e ao fascismo, e enfim converter-se numa República de iguais, nas quais as pessoas sejam titulares de direitos porque são cidadãs, não porque pertençam a esta ou aquela categoria profissional ou porque tenham nascido em berço esplêndido. O mesmo deve valer para associações. Até por imperativos aritméticos, sempre que se concede uma prebenda fiscal a um dado grupo, onera-se imediatamente todos os que não fazem parte daquele clube. Não é demais lembrar que o princípio da solidariedade tributária também é um dos fundamentos da República.

Hélio Schwartsman, 44, é articulista da Folha. Bacharel em filosofia, publicou “Aquilae Titicans – O Segredo de Avicena – Uma Aventura no Afeganistão” em 2001. Escreve para a Folha Online às quintas.