– O Consumismo como Doença.

Nós, enquanto administradores comerciais, queremos vender. Queremos que os consumidores comprem à vontade!

Nós, enquanto consumidores, tomamos cuidados para não nos endividarmos. Mas, às vezes, o IMPULSO nos prejudica.

Digo isso pela interessante matéria sobre o “Consumo como Vício / Doença“. As vezes, me identifiquei aqui… é necessário cuidado!

Extraído de: RIBEIRO, Carina. Revista IstoÉ, pg 70-72, ed 2088, 18/11

CONSUMO: QUANDO O DESEJO DE COMPRAR VIRA DOENÇA

O endividamento crônico atinge milhões de brasileiros e pode ser uma porta de entrada para o vício do consumo compulsivo

Nunca foi tão fácil conseguir crédito. Às vésperas do Natal, o mercado pouco exige do pagador. A compra é parcelada a perder de vista, sem entrada. O financiamento, pré-aprovado, é quase ilimitado. Para quem sabe gerir dinheiro, isso significa boas oportunidades. Para quem gasta sem pensar e adquire o que não precisa, pode ser a perdição total. Neste grupo, os mais vulneráveis são os compradores compulsivos, parte significativa dos 22% dos brasileiros que possuem dívidas impagáveis e de 85% das famílias que têm despesas superiores ao rendimento, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Neste caso, o consumismo desenfreado é uma doença.

Um dos sinais de desequilíbrio é o alto grau de irritação diante da impossibilidade de comprar e a impulsividade do ato. “São pessoas que compram sozinhas, optam por objetos repetidos, sem utilidade, e escondem as aquisições dos familiares”, afirma Tatiana Filomensky, coordenadora do grupo de atendimento dos compradores compulsivos no Hospital das Clínicas de São Paulo. “Eles saem para comprar um terno e voltam com uma televisão.” Seis anos atrás, apenas três pacientes estavam em tratamento. Neste ano, são 24 e há 50 nomes em lista de espera.

A aquisição de produtos idênticos ou inúteis e o medo de encarar os débitos são características do consumista patológico. É o que ocorre com a administradora M.S., 40 anos, que coleciona bijuterias, sapatos, bolsas e calças do mesmo modelo e da mesma cor. Há quatro anos, quando sua dívida chegou a R$ 25 mil, ela decidiu frequentar os Devedores Anônimos (DA), em São Paulo. “O guardaroupa estava cheio e nada me interessava”, diz a administradora, que ganhava R$ 5 mil e gastava R$ 500 em cada ida ao shopping. Ela lamenta não ter construído um patrimônio nem priorizado a família. “Comprava tudo para mim e nada para o meu filho. Hoje me culpo por isso”, diz.

Diante da vergonha do endividamento crônico, é comum que os compulsivos escondam a fatura bancária dos familiares. “Eu não queria admitir a dívida e escondia as compras da minha esposa”, afirma o físico C.A., 61 anos. Uma de suas manias é preencher o freezer até o limite com os mesmos alimentos, das mesmas marcas, mesmo ciente de que não serão consumidos no prazo de validade. “Se o freezer não estiver lotado, tenho a sensação de escassez”, explica o físico, que há um ano entrou para o DA. Para quitar parte de suas dívidas, certa vez conseguiu um empréstimo de R$ 9 mil – e gastou o valor em três dias. “Nem lembro o que comprei.” A necessidade de manusear valores o levava diariamente ao caixa eletrônico. “O barulho da maquininha liberando o dinheiro me fazia bem”, diz o físico, que fazia saques duas vezes por dia. “Me sentia mal em aniversários e casamentos porque tudo era de graça. Corria das festas para lojas para comprar.” O resultado: três cartões de crédito estourados, eletrôcheque especial no limite e uma dívida de R$ 22 mil.

A compulsão por compras costuma vir acompanhada de outros vícios, segundo pesquisa da Universidade da Carolina do Norte (EUA). “Há um parentesco entre as diversas formas de manifestação”, diz o psiquiatra Miguel Roberto Jorge, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Por exemplo: um jovem que compra de forma impulsiva pode migrar para o alcoolismo ou vício em jogos na terceira idade.

Grande parte dos endividados crônicos sofre de consumo compulsivo, mas há os que entram neste rol por incapacidade de gerir seu negócio ou sua conta bancária. O empresário W.P., 50 anos, deve 15 vezes seu patrimônio. O rombo financeiro comprometeu a renda de toda a família e surpreendeu a esposa e os filhos, que desconheciam a situação. A dívida destruiu um casamento de 25 anos e levou os familiares a cogitar a interdição judicial. “Fui expulso de casa”, conta. O caos foi o resultado de empréstimos e créditos com sete instituições financeiras. Ele foi parar no hospital quando a sua dívida aumentou 85% com a bola de neve dos juros. “Me afundei. Recorri a agiotas e sofri ameaças.” Apesar de não dispor mais de bens pessoais para se desfazer, o empresário acredita que ainda pode quitar a dívida. Enquanto isso, se esforça para pagar a fatura mínima do cartão de crédito. O advogado José Serpa Júnior, especialista em direito do consumidor, alerta que o pagamento mínimo é uma das armadilhas que dão falso conforto ao endividado. “Em um ano o débito triplica”, explica. Entre as recomendações do tratamento médico para compulsivos está não pagar a conta do cartão. “É uma forma de o paciente ter o nome sujo e não poder obter o crédito”, afirma Tatiana Filomensky.

O poder das instituições financeiras diante dos superendividados tem sido questionado pela Justiça. Em duas sentenças inéditas, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou obanco Itaú por fornecer crédito consignado acima das possibilidades dos endividados crônicos. “Não se trata de fazer apologia à figura do mau pagador ou de instituir o calote público, mas de analisar a responsabilidade financeira pela má concessão de crédito em valor muito superior à capacidade de endividamento do cliente”, afirma o relator, o desembargador Marcos Torres. Segundo especialistas, os idosos são as maiores vítimas nesses casos. “Eles são um filão pelo crédito descontado na folha”, afirma o advogado José Serpa Júnior.

É o caso do ex-auxiliar judiciário É o caso do ex-auxiliar judiciário Davi Prado Bortolato, 66 anos, que se aposentou com R$ 4.650, mas só recebe R$ 800 líquidos. Viciado em em préstimos, não resiste a um dinheiro fácil. “Abria a conta em um banco para cobrir o outro. No final, estava enrolado com seis financeiras”, diz Davi, que alega ter sido seduzido pela promessa do crédito sem juros para a terceira idade. O descontrole financeiro se tornou uma dívida de R$ 40 mil. “A raiz do endividamento está na distorção do que é essencial, necessário e supérfluo e nas reais condições de pagamento”, afirma Ari Ferreira de Abreu, especialista em contabilidade e finanças familiar. “O fútil é importante, traz felicidade”, diz o professor. “Desde que não comprometa o que é essencial.”

Imagem extraída do link em: https://istoe.com.br/8877_CONSUMO+QUANDO+O+DESEJO+DE+COMPRAR+VIRA+DOENCA/

– Pitaco da Noite 3: EMS e Hypera

O laboratório EMS quer comprar a Hypera (dona da Coristina, Benegripe e tantos outros produtos) por 3,8 bilhões. Criará uma super farmacêutica de 16 bi de faturamento!

No país da automedicação, o lucro nesse ramo é certo.

– 5 passos para se observar com Compliance.

Falar sobre Compliance está na moda. E isso é muito bom!

A ética, a transparência e outras benesses sobre isso, de forma bem didática, no texto extraído de: https://jrsantiagojr.medium.com/compliance-sua-importância-e-causas-pétreas-fc3697363aec

COMPLIANCE: IMPORTÂNCIA, CAUSAS E SUAS CLÁUSULAS PÉTREAS

por José Renato Sátiro Santiago

Originário do inglês “to comply” a palavra compliance possui como um dos seus significados mais comuns, estar em conformidade. No mundo corporativo sua efetividade está relacionada com proporcionar maior segurança e minimizar riscos de instituições e empresas, ao garantir o pleno cumprimento dos atos, regimentos, normas, leis, internas ou externas, não apenas nas relações existentes entre seus colaboradores, mas, principalmente, junto aos quaisquer stakeholders externos. Cientes da extrema relevância do assunto, as empresas costumam colocar o compliance como um dos pilares de sustentação de seus negócios, sobretudo quando as pautas da ética, integridade e transparência são as suas bandeiras.

Não é por mero acaso que o compliance tem sido muito discutido e se tornado uma pauta muito presente nas atividades desenvolvidas em uma organização. Embora não haja uma receita pronta, uma vez que padrões de ética, integridade e transparência podem variar muito de uma empresa para outra, é de entendimento comum sobre o quanto alguns atos e/ou ações representam violações redundantes ao que costumamos chamar de “espírito” do compliance. Elas são carimbadas como se fossem agressões às suas causas pétreas. Para elas, não cabe discussão, sequer dúvida, a não ser, obviamente, para aqueles que têm a intenção de fazer análises muito particulares e, algumas vezes, pouco republicanas. Longe de ter a intenção de preparar uma lista definitiva, a seguir, são pontuadas algumas delas:

1. Qualquer atividade que componha o processo de contratação de produtos e/ou serviços deve ser devidamente registrada e realizada dentro do ambiente corporativo na presença de representantes oficiais das organizações envolvidas;

2. Caso haja qualquer relação de parentesco entre profissionais que atuem em empresas envolvidas em qualquer tipo de atividade desenvolvida em conjunto, a sua existência deve se explicitada e registrada de maneira formal para ambas as organizações;

3. É proibitiva a realização de qualquer encontro fora do ambiente corporativo com a participação de funcionários que atuam em empresas presentes em segmentos similares e/ou com as quais é possível existir qualquer tipo de relação comercial, a não ser que o mesmo seja informado previamente para os superiores imediatos e/ou para as áreas devidas das organizações envolvidas, e, ainda assim, devidamente aprovado e registrado explicitamente;

4. É impeditivo receber quaisquer benesses devida por conta da posição e/ou cargo ocupado pelo profissional na empresa, a não ser como exceção, devidamente explicitada previamente, quando o valor do “mimo” seja irrisório, o que é subjetivo de uma empresa para a outra, e que, ainda assim, seja ofertado de maneira pública para todos os profissionais envolvidos, sempre devidamente registrado de forma explícita;

5. A mera ocorrência de qualquer um desacordo com as questões acima pontuadas já torna impeditiva a participação dos envolvidos em ações futuras com as organizações envolvidas, sendo passível, inclusive, de imediato desligamento de acordo com as regras de compliance adotadas pelas empresas em questão.

A linha de conduta que costuma nortear as regras de compliance está relacionada com bom senso no que diz garantir o pleno hasteamento das três bandeiras, já citadas anteriormente, ética, integridade e transparência. No entanto, como bom senso, infelizmente, tende a ter uma maleabilidade assustadora para alguns, a dureza se faz necessária como forma de evidenciar quando a quebra ocorrer.

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida. Quem souber, informar para crédito na postagem.

– 5 Ways to Prepare Your Business for Disruption

Many find it challenging to find ways to prepare a business for any type of change when building it. Once something does happen that can disrupt a …

Continua em: 5 Ways to Prepare Your Business for Disruption

– Projeto Sebrae nas Penitenciárias.

Hoje foi dia de falar sobre “Ideias de Negócios e Empreendedorismo” pelo Projeto Sebrae na Comunidade, na Penitenciária 3 de Franco da Rocha.

É um trabalho difícil, pela situação em si e pelos contratempos. Mas o esforço para que uma semente positiva tenha sido plantada, não tem preço.

Somente com a Educação que o Brasil sairá da crise.

📝 #Educação

– SAF de 1,5 bilhão para a Portuguesa? Pare com isso…

Eu sou incrédulo em muitas notícias. Por exemplo: Jorge Nicola divulgou que Vicente Cândido está trabalhando para uma SAF que bancará 1,5 bi de reais para a Lusa (mais do que Cruzeiro, Botafogo e Atlético Mineiro).

Veja só, em: https://www.gaveanews.com/index.php/2024/10/11/mais-uma-saf-clube-paulista-recebe-proposta-de-15-bilhao/amp/

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– Quais as empresas mais valiosas do mundo?

A Revista Isto é trouxe uma matéria bacana sobre as maiores empresas do planeta. E, como tem sido constante, Apple, Microsoft e Amazon seguem na dianteira.

A reportagem, em: https://istoedinheiro.com.br/apple-perde-valor-de-marca-mas-segue-ranking-de-marcas-mais-valiosas-do-mundo/

Abaixo, a relação:

– Bem-vindo, Klopp.

Klopp na Red Bull!

Que belíssimo emprego ao ex-treinador, que vai ser um “chefe geral dos clubes” da marca e que sacada genial da empresa. Todos sairão ganhando. Certamente, novos ares também ao Bragantino.

– Quais as empresas mais valiosas do mundo?

A Revista Isto é trouxe uma matéria bacana sobre as maiores empresas do planeta. E, como tem sido constante, Apple, Microsoft e Amazon seguem na dianteira.

A reportagem, em: https://istoedinheiro.com.br/apple-perde-valor-de-marca-mas-segue-ranking-de-marcas-mais-valiosas-do-mundo/

Abaixo, a relação:

– A ilusão das SAFs. Do Vasco da Gama ao Paulista FC, fica o alerta:

Em vídeo, falando sobre os modelos de SAF (ou não), a respeito de Competência Administrativa e Competência Financeira, no link em: https://youtu.be/3apk-18PuII?si=PHmov6DqqCFRAMjx

Sempre devemos nos questionar: qual o propósito de um investidor? Lucro, projeção da marca, lavagem de dinheiro, etc?

– Dificuldade impulsionando a Criatividade!

A dificuldade pode ser um fator tanto desanimador quanto incentivador. Porém, vemos que muitas pessoas, ao sentirem desafiadas pelos percalços, acabam se superando. Um artigo fala sobre isso, extraído do Caderno Inteligência, da Revista Época Negócios, ed Jan/13, pg 100.

Abaixo, compartilho, sobre “dificuldades desejáveis”:

NÃO FACILITE

A dificuldade estimula a criatividade

Nosso cérebro responde melhor às dificuldades do que imaginávamos. Na verdade, elas estimulam nossa criatividade. O pesquisador Robert Bjork, da Universidade da Califórnia, até cunhou a expressão “dificuldades desejáveis” para defender um intervalo maior entre uma aula e outra, obrigando um esforço adicional dos alunos para lembrar a lição anterior. E cientistas da Universidade de Princeton descobriram que alunos assimilavam melhor os conteúdos impressos em fontes tipográficas mais feias e difíceis de ler. Estudos neurológicos mostram que, confrontadas com obstáculos inesperados, as pessoas conseguem aumentar seu “escopo perceptivo”, recuando seus pensamentos para enxergar o quadro mais amplo.

O poeta britânico Ted Hughes defendia que poesia deveria ser escrita à mão: o esforço para usar uma caneta em uma folha de papel obriga a criar expressões mais densas e sintéticas. Os Beatles são um exemplo de que as “dificuldades desejáveis” ajudam a criatividade: em 1966, depois de lançar Rubber Soul, planejavam gravar seu próximo disco nos Estados Unidos, onde os equipamentos eram muito mais sofisticados. Obrigações contratuais os obrigaram a gravar nos estúdios da gravadora, em Londres. Resultado: com a ajuda de um grande produtor e excelentes engenheiros de som, exploraram todas as possibilidades dos quatro canais de gravação disponíveis e produziram os revolucionários álbuns Sgt. Pepper e Revolver.

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Dia do Empreendedor!

Hoje é Dia do Empreendedor!

A nós, Administradores de Empresas, uma data especial, pois ela se torna a lembrança de que empreender é arriscar, mudar, alterar, investir, produzir valor! Nem sempre resultando em sucesso, pois a experiência do fracasso é da essência do Empreendedorismo.

Àqueles que desejarem, compartilho ótimo case sobre “Empreendedores que Inspiram”!

Em: http://is.gd/EMPREENDEDORES

Resultado de imagem para empreendedorismo

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida. Quem souber, favor informar para crédito na postagem.

– Misturar Política e Negócios, não dá certo…

E isso aqui: a Netflix, após doar altas quantias financeiras ao partido democrata e apoiar Kamala Harris contra os Conservadores e Donald Trump, viu o número de cancelamento de assinaturas disparar!

De fato, misturar Política e Negócios não é uma boa…

Abaixo, do UOL: https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2024/09/29/eleicoes-eua-kamala-harris-taxa-cancelamentos-assinaturas-netflix.htm

AUMENTA O CANCELAMENTO DE ASSINATURAS DA NETFLIX APÓS DOAÇÃO DE CAMPANHA PARA KAMALA

O número de assinaturas da Netflix canceladas disparou em julho deste ano nos Estados Unidos após Reed Hastings, presidente e cofundador do streaming, anunciar apoio financeiro à campanha de Kamala Harris para as eleições americanas, que ocorrem em novembro, segundo a agência de notícias Bloomberg.

O que aconteceu:

Hastings doou US$ 7 milhões (ou R$ 38 milhões) para democrata. O magnata anunciou o valor da doação em entrevista ao site de notícias The Information, no dia 24 de julho, um dia após declarar apoio publicamente a Kamala Harris em post nas redes sociais. “Parabéns a Kamala. Agora é hora de vencer.”

Taxa de cancelamentos quase triplicou nos EUA após seu apoio. Segundo a Bloomberg, baseando-se em pesquisa feita pela empresa de consultoria Antenna, os clientes nos EUA cancelaram a Netflix em uma taxa maior em julho: 2,8% — maior do que a média em qualquer mês desde fevereiro.

Netflix Logo - Home

– Compliance não é algo que traz burocracia!

A prática de compliance, que numa definição bem simplória pode ser a de “busca de parceiros éticos e responsáveis nos negócios”, para muitos pode ser um processo extremamente burocrático.

Ledo engano! Compartilho um esclarecimento bem interessante, em: http://estudio.folha.uol.com.br/petrobras/2017/12/1943617-governanca-e-compliance-nao-significam-engessamento.shtml

GOVERNANÇA E COMPLIANCE NÃO SIGNIFICAM ENGESSAMENTO

Nunca se falou tanto da importância da ética nos negócios, da reputação das companhias e também sobre a necessidade de as empresas terem controles internos e gerenciamento de riscos.

Um temor é que esses processos se transformem apenas em mais burocracia e em engessamento da empresa. Mas, segundo especialistas, cuidados simples mantêm a agilidade na tomada de decisões. Governança e compliance, bem aplicados, significam segurança, não burocracia, afirmam.

“É fundamental ter controles internos e gerenciar os riscos. Ao mesmo tempo, é preciso manter velocidade na tomada de decisão. Para que isso aconteça, o programa de governança e compliance precisa ser desenvolvido por pessoas que conheçam muito bem a empresa, o setor em que ela atua e também as normas”, afirma André Camargo, coordenador dos cursos de direito do Insper.

Para evitar excesso de regras e normas, a principal dica é ter um bom diagnóstico sobre o funcionamento diário da empresa, no detalhe, para poder identificar as áreas mais suscetíveis a riscos e desenvolver planos mais rigorosos para esses setores. Para não tornar a tomada de decisão muito morosa, a recomendação é que sejam identificadas, de forma clara, as pessoas que terão mais autonomia.

Outra orientação é que as regras sejam compatíveis com o tamanho e a complexidade de cada negócio. “É fundamental criar modelos próprios, não de prateleira, e evitar cópias e improvisações”, diz Walfrido Jorge Warde Júnior, especialista em direito societário e mercado de capitais.

Os controles, segundo especialistas, precisam fazer parte da cultura das companhias. “Há 20 anos, quando o cinto de segurança passou a ser obrigatório no país, alguns resistiram. Hoje, ninguém discute. É bom para todos e já entrou na cultura do brasileiro. O mesmo vai ocorrer com os programas de governança e de compliance nas companhias, mas isso leva tempo, pois é comportamental”, afirma o professor de Faculdade de Economia e Administração da USP Cláudio Afonso Pinheiro Machado.

A maturidade da empresa com o tema é outro item muito importante. A orientação é que a mudança seja gradual e não crie muitas regras de uma só vez. “Não dá para uma empresa passar de zero para cem medidas de controle de uma única vez”, afirma a presidente do Reputation Institute Brasil, Ana Luisa Almeida.

Empresa coloca novo modelo de governança entre as prioridades

Os temas governança e compliance são estratégicos para a Petrobras. Tanto que a implantação do novo modelo de governança e gestão consta nas prioridades do Plano Estratégico e de Negócios e Gestão 2017-2021. O novo modelo começou a ser implementado em 2016, e o processo deve durar dois anos. Estão sendo mapeadas as competências e os processos das principais atividades da companhia de acordo com as boas práticas internacionais de governança.

Foi adotado também o modelo de autorizações compartilhadas. Decisões significativas, como contratações, compras e desembolsos, devem ser compartilhadas por no mínimo dois gestores que não tenham relação de subordinação direta entre si. Essas medidas garantem controle e integridade dos processos, aumentando a transparência e a segurança dos atos praticados pelos gestores da companhia.

Para não perder agilidade, a empresa investe na melhoria e na simplificação dos processos internos, sempre respeitando preceitos de controle e conformidade.

– O Supermercado com Caixa para Idosos conversarem bastante.

Eu já sabia dessa experiência na Holanda: idosos, desejosos de bate-papo, se deliciavam ao ir fazer compras em um supermercado local em que os caixas eram treinados para conversarem com os velhinhos sem a preocupação de pressa.

Baseada nessa experiência, em Campinas, a Rede Enxuto adaptou a ideia e acabou se tornando sinônimo de simpatia.

Abaixo, extraído de: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2023/06/23/cafe-bolo-e-compras-mercado-de-campinas-cria-caixa-para-cliente-sem-pressa-e-que-quer-conversar.ghtml

CAFÉ, BOLO E COMPRAS

Inspirada em experiência holandesa, rede no interior de São Paulo concebeu espaço onde ato de fazer compras é desacelerado; g1foi conferir a novidade e quem testou, aprovou.

Caixas rápidos, autoatendimentos, vendas online, aplicativos. Nos últimos anos, o setor de varejo buscou inovações tecnológicas para melhorar a experiência dos consumidores sempre com o foco em facilitar ou agilizar processos. Mas eis que uma rede de Campinas (SP) resolveu ir na contramão e concebeu um espaço onde o ato de fazer compras é desacelerado.

Cercado por poltronas confortáveis, servidos de café, pedaços de bolo e outros quitutes, dois caixas esperam pelos clientes que não têm pressa em passar suas compras e queiram interagir com calma. Esse é o conceito do caixa bate-papo, inaugurado nesta quinta-feira (22), e que agradou quem testou.

“Estou aqui desfrutando. Você vem, faz sua compra sossegado, bate-papo, toma um café. Coisa mais gostosa. Hoje em dia as pessoas quase não conversam por causa do celular. Criaram um espaço que você para, senta, conversa, toma um café como se fosse uma casa de família”, elogiou Ana Maria Cavagioni.

Enquanto o marido desfrutava de um café quentinho, a aposentada Arlete das Chagas Chaves, de 78 anos, tratou de exercer – e testar – a função bate-papo. Para a funcionária escalada no caixa, compartilhou os mais variados assuntos e já disse que vai voltar.

“Agora que eu não tenho mais pressa, vai ser bom demais“, disse, aos risos.

A inauguração do espaço chamou atenção de quem passava pelos corredores. Um casal se aproximou ao ver a placa de caixa bate-papo. “Conversar é com a gente. Aposentados, gostamos de conversar e temos tempo”, brinca Estela Mitica, de 63 anos. O marido aprovou a novidade, mas já sugeriu melhorias.

Inspiração holandesa e acolhimento

Samuel Vanio Costa Júnior, presidente do Grupo Enxuto, conta que a inspiração veio da experiência de uma rede de supermercados holandesa, junto a observação dos dados de uma pesquisa de um instituto internacional que apontou que 50% dos brasileiros entrevistados se sentem sozinhos.

“É verdade que o mundo exige velocidade, rapidez, mas isso não é com todo mundo. Existe um número de pessoas a fim de conversar, que comprar e quer andar mais lento, fazer algo mais devagar. Criamos o espaço onde esse cliente vai tomar café, comer bolo, conhecer novas pessoas”, disse Júnior.

A novidade está na unidade do Jd. Aurélia, e muito dos consumidores que estrearam a estrutura destacaram o fato de verem o mercado nascer e crescer no bairro. “Tenho clientes que se casaram com pessoas que conheceram na fila do caixa. Conhecemos por nome. Muitos querem contar como foi o seu dia sem pressa”, diz o presidente.

“Não é feito para pessoas com mais idade, mas para qualquer pessoas que queira bater-papo lentamente, passando suas compras e conversando”, avisa Júnior.

A rede conta com 36 unidades, sendo seis hipermercados – serão essas unidades, maiores, que receberão os caixas bate-papo. A expectativa é que em dois meses as estuturas estejam em funcionamento.

Mercado em Campinas (SP) criou caixa para cliente que quer bater-papo, sem pressa de passar as compras — Foto: Fernando Evans/g1

Mercado em Campinas (SP) criou caixa para cliente que quer bater-papo, sem pressa de passar as compras — Foto: Fernando Evans/g1 (extraído do link acima).

– De Onde Vêm os Unicórnios? A Jornada de Fundadores nos EUA e Países Emergentes.

Nos últimos anos, os unicórnios — startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão — deixaram de ser figuras mitológicas e passaram a fazer parte do …

Continua em: De Onde Vêm os Unicórnios? A Jornada de Fundadores nos EUA e Países Emergentes

– Misturar Política e Negócios, não dá certo…

E isso aqui: a Netflix, após doar altas quantias financeiras ao partido democrata e apoiar Kamala Harris contra os Conservadores e Donald Trump, viu o número de cancelamento de assinaturas disparar!

De fato, misturar Política e Negócios não é uma boa…

Abaixo, do UOL: https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2024/09/29/eleicoes-eua-kamala-harris-taxa-cancelamentos-assinaturas-netflix.htm

AUMENTA O CANCELAMENTO DE ASSINATURAS DA NETFLIX APÓS DOAÇÃO DE CAMPANHA PARA KAMALA

O número de assinaturas da Netflix canceladas disparou em julho deste ano nos Estados Unidos após Reed Hastings, presidente e cofundador do streaming, anunciar apoio financeiro à campanha de Kamala Harris para as eleições americanas, que ocorrem em novembro, segundo a agência de notícias Bloomberg.

O que aconteceu:

Hastings doou US$ 7 milhões (ou R$ 38 milhões) para democrata. O magnata anunciou o valor da doação em entrevista ao site de notícias The Information, no dia 24 de julho, um dia após declarar apoio publicamente a Kamala Harris em post nas redes sociais. “Parabéns a Kamala. Agora é hora de vencer.”

Taxa de cancelamentos quase triplicou nos EUA após seu apoio. Segundo a Bloomberg, baseando-se em pesquisa feita pela empresa de consultoria Antenna, os clientes nos EUA cancelaram a Netflix em uma taxa maior em julho: 2,8% — maior do que a média em qualquer mês desde fevereiro.

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– André Cury falando a Benjamin Back.

Há situações no Mundo do Futebol que nos trazem dúvidas sobre “como os negócios funcionam”.

Por exemplo: a relação empresários-clube. E digo isso pois assisti a entrevista do empresário André Cury no Podcast de Benjamin Back, e me assustei.

O Corinthians deve a ele 70 milhões de reais! Mais do que isso: há situações em que ele emprestou dinheiro ao Timão para que o clube comprasse… o seu próprio jogador.

Aliás, o Corinthians nunca pagou nada ao empresário nas negociações de Yuri Alberto. Ainda não saldou nenhuma comissão ou nenhuma taxa… André Cury demonstrou ter mágoa com o ex-presidente Duílio, o homem que disse que “não ganharia títulos mas pagaria dívidas”, mas deu calote nele. 

Assista em: https://youtu.be/6G6Gt12ayW0?si=puNuraIwjDPmVZHm

– Tallis Gomes e o momento extremo-machista.

Homens e mulheres são iguais em dignidade e cidadania. São diferentes fisiologicamente, mas isso não os incapacita de serem excelentes profissionais e, ao mesmo tempo, ambos cuidarem de família, casa e trabalho.

Tallis Gomes, o fundador da Easy Táxi, falou essas barbaridades (pensamento preconceituoso do século retrasado) e depois se desculpou (ufa, ainda bem). Uma pessoa influente como ele, tem que tomar cuidado com tal pronunciamento…

Veja só sobre o que ele publicou sobre mulheres CEO:

– André Cury falando a Benjamin Back.

Há situações no Mundo do Futebol que nos trazem dúvidas sobre “como os negócios funcionam”.

Por exemplo: a relação empresários-clube. E digo isso pois assisti a entrevista do empresário André Cury no Podcast de Benjamin Back, e me assustei.

O Corinthians deve a ele 70 milhões de reais! Mais do que isso: há situações em que ele emprestou dinheiro ao Timão para que o clube comprasse… o seu próprio jogador.

Aliás, o Corinthians nunca pagou nada ao empresário nas negociações de Yuri Alberto. Ainda não saldou nenhuma comissão ou nenhuma taxa… André Cury demonstrou ter mágoa com o ex-presidente Duílio, o homem que disse que “não ganharia títulos mas pagaria dívidas”, mas deu calote nele. 

Assista em: https://youtu.be/6G6Gt12ayW0?si=puNuraIwjDPmVZHm

– O enigmático caso Memphis Depay e as nuances que não podem ser ocultadas.

Ao ler muita gente aplaudindo a contratação do atacante Memphis Depay pelo Corinthians, penso: seria uma “burra empolgação”? Ou, longe de julgamentos, uma empolgação pueril e inocente?

O Corinthians tem uma dívida aproximada de 1 bilhão de reais, é sabido. Ainda não pagou Raniele ao Cuiabá e o Flamengo teve que reclamar oficialmente o não pagamento de Matheuzinho. Agora, se comprometerá a um contrato de 28 meses ao valor de quase 3 milhões por mês?

Ninguém questiona: “de onde vem o dinheiro”? Ou: “não é importante pagar os calotes?” Ou ainda: “qual será o custo-benefício?”

O torcedor mais apaixonado, obviamente, fica iludido. Mas a imprensa não pode cair no ôba-ôba e deve fazer os questionamentos devidos.

Por outro lado, qual a motivação de Depay, ao ser convidado para jogar num clube na zona de rebaixamento com tamanhas pendengas, aqui na América do Sul? Se eu sou ele, peço garantias bancárias, para não ter dor de cabeça para ficar cobrando lá na frente. Ou ele já tem essas garantias?

Fala-se à boca pequena que a empresa “Esportes da Sorte”, patrocinadora do Timão, bancaria a contratação. Mas seu proprietário, Darwim Henrique da Silva Filho, foi preso dias atrás, na mesma operação que deteve influencers, sob a acusação de lavagem de dinheiro. Além disso, pesa sobre a instituição a acusação de estar associada ao “Jogo do Bicho”, conforme reportagem da Infomoney (em: https://www.infomoney.com.br/consumo/jogo-do-bicho-era-usado-para-lavagem-de-dinheiro-pela-esportes-da-sorte-diz-policia/).

Seria mais um episódio como a Taunsa, a empresa que contratou Paulinho por uma fortuna e que nunca pagou um centavo de salário, sobrando a conta para o Coringão?

Tudo isso é muito estranho (ou amador demais). O certo é: algo não fecha nessa conta.

Dos males, o menor: Depay é acusado de pagar a fiança de Daniel Alves devido a prisão por estupro na Espanha, e a assessoria dele sempre negou veementemente. Que não tenha feito essa imoralidade mesmo…

Eu penso que Depay não ficará até Dezembro de 2026 no Corinthians, por motivos financeiros. E você?

Imagem extraída de: https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/futebol/corinthians/corinthians-aguarda-resposta-de-depay-para-esta-quinta-feira-5-entenda-o-negocio/

– Não tem muito gringo?

O Vasco da Gama trouxe um jogador da Suíça. O Grêmio contratou um da Dinamarca. O São Paulo trouxe um lateral irlandês, e por aí vai.

Será que não temos alguns garotos da base por aí, melhor do que muitos estrangeiros (e não é um discurso xenófobo, mas com visão de mercado – investimento barato e retorno).

Veja o Palmeiras com Endrick e Estevão, o que renderam em desempenho e em dinheiro…

– Não tem muito gringo?

O Vasco da Gama trouxe um jogador da Suíça. O Grêmio contratou um da Dinamarca. O São Paulo trouxe um lateral irlandês, e por aí vai.

Será que não temos alguns garotos da base por aí, melhor do que muitos estrangeiros (e não é um discurso xenófobo, mas com visão de mercado – investimento barato e retorno).

Veja o Palmeiras com Endrick e Estevão, o que renderam em desempenho e em dinheiro…

– As 6 regras de reuniões, segundo Jeff Bezos:

Boas dicas para que as reuniões não sejam improdutivas e enfadonhas.

Olhe aí como funciona na Amazon de Jeff Bezos:

– Encante os seus clientes!

Não é só vender! É sobre encantar clientes…

Veja só: 

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– A Mars compra a Pringles! E que negócio…

Vejam só os números:

– A importância de uma boa categoria de base: Vini Jr e Flamengo!

Ter uma categoria de base valorosa e investir nos jovens garotos, rende não só dinheiro imediato da venda de “pé-de-obra” ao clube, mas também é uma receita de rendimentos futuros.

Pelo mecanismo de compensação financeira da FIFA aos clubes formadores, caso o Real Madrid venda Vinícius Jr ao Al-Alhi (vide aqui a proposta: https://wp.me/p4RTuC-ZzT), o Flamengo receberá 150 milhões de reais (mais de 28 milhões de dólares)!

É muito dinheiro… e quanto tempo Vini esteve defendendo o time profissional da Gávea?

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– A importância de uma boa categoria de base: Vini Jr e Flamengo!

Ter uma categoria de base valorosa e investir nos jovens garotos, rende não só dinheiro imediato da venda de “pé-de-obra” ao clube, mas também é uma receita de rendimentos futuros.

Pelo mecanismo de compensação financeira da FIFA aos clubes formadores, caso o Real Madrid venda Vinícius Jr ao Al-Alhi (vide aqui a proposta: https://wp.me/p4RTuC-ZzT), o Flamengo receberá 150 milhões de reais (mais de 28 milhões de dólares)!

É muito dinheiro… e quanto tempo Vini esteve defendendo o time profissional da Gávea?

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– A indecente proposta da Arábia para Vini Jr:

O Al-Ahli, da Arábia Saudita, quer tirar Vinicius Jr do Real Madrid, e ofereceu R$ 6 bilhões por um contrato de 5 anos ao jogador.

O time espanhol aceita negociar, desde que se pague e multa contratual (1 bilhão de dólares).

E se você fosse Vini Jr?

(Arte: Ge.com)

– Motivos para pedir demissão de uma empresa.

E ao procurar elencar os fatores que levam funcionários a se demitirem de uma empresa, me deparo com essa interessante e didática imagem. Abaixo:

– O Conhecimento Raso é algo bom? A discussão entre ser Generalista nos dias atuais.

As pessoas que “sabem das coisas”, sabem mesmo? Ou o conhecimento delas é baixo, raso, insuficiente?

Leia esse artigo espetacular sobre o “conhecimento raso no mundo corporativo. Muito interessante!

Extraído de: https://medium.com/@jrsantiagojr/o-maior-mal-do-mundo-corporativo-o-conhecimento-raso-1f556224f4be

O MAIOR MAL DO MUNDO CORPORATIVO: O CONHECIMENTO RASO

Por José Renato Sátiro Santiago 

Vivemos a chamada “Era do Conhecimento” aquela sobre a qual Peter Drucker, ainda nos idos de 1960, afirmou que o diferencial competitivo iria estar presente nas pessoas que trabalhassem com as informações, as desenvolvessem, e de acordo com o contexto presente, as transformassem em conhecimentos a serem aplicados em suas atividades profissionais. O raciocínio que suporta este entendimento é claro. Apenas o conhecimento aplicado pode gerar aquilo que é essencial para qualquer organização e/ou profissional, a competência.

A grande evolução tecnológica tem impactado de forma consistente este cenário. Hoje em dia as mudanças ocorrem em grande velocidade, bem como seus impactos. Aquilo que ontem era de um jeito, hoje é desse e amanhã será de outro. Isto tem provocado a falta de previsibilidade dos eventos. Diante tudo isso, planejar tem sido algo ainda mais difícil e, ao mesmo tempo, longe de ser descartado. Cada vez é mais complexo afirmar que existe apenas uma resposta correta, mas sim diversas possíveis respostas para as situações, o que tem provocado também o surgimento de múltiplas interpretações para um mesmo fato. Diante disso, o conhecimento passou a ter um prazo de validade cada vez menor, um grande paradoxo para a “Era do Conhecimento”.

A necessidade de possuir conhecimentos específicos cada vez mais complexos vai na contramão de uma frequente constatação de muitos pseudo especialistas presentes no mercado corporativo, que diz respeito a “precisarmos ser generalistas”. Tempos atrás, o genial Ariano Suassuna afirmou que “… a massificação procura baixar a qualidade artística para a altura do gosto médio. Em arte, o gosto médio é mais prejudicial do que o mau gosto… Nunca vi um gênio com gosto médio.” Fazendo uma breve analogia, o ‘primo’ do gosto médio na arte é o conhecimento generalista no mundo corporativo. O conhecimento generalista, muitas vezes, é raso. Ele tem muito pouca valia no processo de geração de novos requisitos de riqueza, a inovação, que acontece, necessariamente, a partir do conhecimento profundo. Ainda que seja cabível considerar que a visão de alguém novo, ou de fora do processo, possa ser um importante gatilho, a inovação só acontece a partir da disposição daqueles que possuem muito conhecimento. Em tempos de redução da validade deste, saber quem sabe é a grande sacada para nos manter competitivos.

Há ainda aqueles que tendem a afirmar outros mantras que chegam a ser ainda mais constrangedores. Talvez por isso, ou certamente, por conta disso, vivemos uma epidemia de tantas práticas de autoajuda, disfarçadas, na maioria das vezes, com o título de coaching. Pessoas pobremente construídas de conhecimentos explicítos, em sua maioria formadas em barulhentos e caros cursos de finais de semana, e com parcos conhecimentos tácitos, frutos de inexpressivas ou quase nulas experiências pessoais e/ou profissionais, se acotovelam em buscar algo a ser conquistado, verdadeiramente, apenas por aqueles que construíram de forma efetiva seus pilares de aprendizado. Muitas das empresas e profissionais que constroem suas carreiras explorando este filão, levantam a bandeira em prol do conhecimento raso, o mal maior de nossa sociedade. Cabe prevenção. Esta injeção tem como princípio ativo o conhecimento. Com as bençãos de Drucker e Suassuna e sem qualquer contraindicação.

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– A saúde financeira dos clubes de futebol brasileiros.

Os clubes de futebol brasileiros, sabidamente, são grandes devedores. Estão com problemas de inadimplência com impostos, salários, fornecedores e outros tantos credores.

Um documento divulgado pelas consultorias Galápagos Capital e Outfield, chamado de “Relatório Convocados”, traz os números compilados do último exercício fiscal dos clubes. E eles são assustadores!

Veja que loucura: a soma das dívidas dos 20 clubes da Série A do Brasileirão se aproxima de 12 bilhões de reais! Repare: não está sendo contabilizado o Santos FC, que tem problemas financeiros e está na Série B.

Se considerarmos em ordem de valores devidos (e aí se inclui o Peixe), os maiores devedores são:

  1. Corinthians: R$ 1,894 bilhão
  2. Botafogo: R$ 1,301 bilhão
  3. Atlético-MG: R$ 998 milhões
  4. São Paulo: R$ 856 milhões
  5. Cruzeiro: R$ 811 milhões
  6. Fluminense: R$ 736 milhões
  7. RB Bragantino: R$ 696 milhões
  8. Vasco: R$ 696 milhões
  9. Internacional: R$ 650 milhões
  10. Santos: R$ 548 milhões
  11. Athletico-PR: R$ 492 milhões
  12. Palmeiras: R$ 466 milhões
  13. Grêmio: R$ 441 milhões
  14. Flamengo: R$ 391 milhões
  15. Bahia: R$ 366 milhões

Temos que tomar cuidado para interpretrar os números: você “ter dívida” não significa que você é um caloteiro. Simplesmente, as contas existem e serão pagas no dia do vencimento (em tese). Por exemplo: o Flamengo deve aproximadamente 400 milhões de reais (a vencer), e as receitas ultrapassam R$ 1 bi (portanto, não tem problemas). O Bahia (pertencente ao City Group) e o Bragantino (Red Bull) têm contas a pagar, mas conseguem quitar as suas pendências em dia pois são superavitários.

Os problemas residem nos clubes que são deficitários: São Paulo e Corinthians têm saldos devedores assustadores, e não conseguem há tempos fechar suas contas no azul. E por que isso acontece?

Por causa de vários fatores, que se resumem a: má gestão e gasto ruim do dinheiro.

Já repararam os valores absurdos pagos a determinados atletas, que não entregam em campo aquilo que recebem? Alguns nem titulares são. Outros, contratados a peso de ouro por empréstimos de agentes. E isso traz um outro problema: os juros cobrados pelos empresários “agiotas”. É só dar uma olhada no balanço dos clubes, e se verificará até empréstimos feitos pelos empresários de atletas.

Será que os gestores dos clubes de futebol administram suas empresas da mesma forma que o fazem na gestão das agremiações esportivas? Penso que não… E isso tem uma resposta fácil: os presidentes de clubes gastam horrores pensando em conquistar títulos, imaginando que as premiações valerão o esforço, e se esquecem: somente um time é campeão! Aí as contas ficam eternizadas, as conquistas não aparecem e o déficit aumenta.

Não é diferente aos pequenos clubes, com contas impagáveis. A dívida do Paulista FC se especula entre 50 a 67 milhões de reais (para um time na 5ª divisão estadual, de onde virá a receita?). Os valores são incertos pois sempre se fala em auditoria e o torcedor nunca sabe o valor real. Mas o certo é: dinheiro para se pagar, evidentemente não se tem.

Fico pensando: como administrar tais contas com responsabilidade? Para um time grande, não há como fazer, se não aceitar o que Palmeiras e Flamengo fizeram no período de vacas magras: cortar despesas, contratar barato, abdicar da disputa de títulos e se esforçar em não cair para a segunda divisão. E com uma gestão financeira responsável, hoje estão entre os clubes mais saneados financeiramente do continente.

O trabalho é árduo para os gestores esportivos, mas é necessário para a saúde do futebol brasileiro.

– O dia em que a invenção de Steve Jobs (o iPhone) foi desdenhada.

Os erros que a Apple iria cometer quando lançasse seu maior equívoco (para alguns concorrentes), o iPhone, foram retratados nesse artigo bem curioso.

Abaixo (extraído do BlogdoIphone.com):

O DESDÉM INICIAL DO IPHONE 

O desdém inicial pelo iPhone

Muitos se arriscaram na época a prever o futuro catastrófico (SIC) do iPhone. “Especialistas” que queimaram a língua por não verem o futuro chegando.

O iPhone era tão diferente de tudo até ali que muitas mudanças foram difíceis de absorver. A falta completa de um teclado físico era uma das críticas mais usadas pelos detratores, além do fato dele ser “grande” para o padrão da época.

O CEO da Palm chegou a dizer na época “Os caras dos computadores não vão agora chegar e mostrar como se faz. Não é só chegar e fazer“.

Já um outro analista do Bloomberg não acreditava que o iPhone duraria muito tempo:

“O iPhone não é nada mais do que um brinquedo de luxo que vai apelar para alguns loucos por gadgets. Em termos de seu impacto sobre a indústria, o iPhone é menos relevante. É pouco provável que a Apple faça algum impacto neste mercado. A Apple vai vender um pouco para alguns de seus fãs, mas o iPhone não vai marcar a indústria a longo prazo.”

Michael Kanellos, da CNET, foi ainda mais categórico, prevendo o fracasso total do aparelho:

“A Apple está se preparando para lançar um novo telefone… E ele vai fracassar. As vendas deste telefone até irão disparar no começo, mas as coisas vão se acalmar e o telefone da Apple vai tomar o seu lugar nas prateleiras com as câmeras de vídeo aleatórias, telefones celulares, roteadores sem fio e outros possíveis acertos. Quando o iPod surgiu no final de 2001, ele resolveu alguns problemas importantes com MP3 players. Infelizmente para a Apple, são problemas que não existem no setor de telefonia. Os telefones celulares não são desajeitados, dispositivos inadequados. Em vez disso, eles são muito bons. Muito bons.”

Nem mesmo a Microsoft estava acreditando no que estava acontecendo. O diretor de marketing da empresa, Richard Sprague, comentou na época:

“Eu não posso acreditar nesta atenção toda que está sendo dada para o iPhone … Eu só tenho que saber quem vai querer uma coisa dessas (além do fanático religioso). Então, por favor,  favorite este post e volte daqui dois anos para ver os resultados da minha previsão : eu prevejo que o iPhone não vai vender nem perto dos 10 milhões [de unidades] que Jobs prevê para 2008.”

E claro, não podemos esquecer do comentário que ficou na história, vindo da boca do então presidente da Microsoft, Steve Ballmer:

Confira um outro artigo com uma coletânea de frases ditas contra o iPhone. Aproveite também para analisar os comentários que nossos leitores fizeram há cinco anos.

iPhone 11 de 256 GB – Amarelo - Apple (BR)

IN ENGLISH – 


The errors that Apple was supposedly going to make when it launched its biggest blunder (for some competitors), the iPhone, were portrayed in this very curious article.

Below (extracted from BlogdoIphone.com):

 

THE IPHONE’S INITIAL DISDAIN

 

The initial disdain for the iPhone

Many at the time dared to predict the catastrophic (SIC) future of the iPhone. “Experts” who ate their words for not seeing the future coming.

The iPhone was so different from everything before it that many changes were difficult to absorb. The complete lack of a physical keyboard was one of the most common criticisms from detractors, besides the fact that it was “big” by the standards of the time.

The CEO of Palm even said at the time: “The computer guys aren’t just going to come in now and show us how it’s done. It’s not just about showing up and doing it.”

Another Bloomberg analyst didn’t believe the iPhone would last long:

“The iPhone is nothing more than a luxury toy that will appeal to a few gadget freaks. In terms of its impact on the industry, the iPhone is less relevant. Apple is unlikely to make any impact in this market. Apple will sell a few to some of its fans, but the iPhone will not make its mark on the industry in the long term.”

Michael Kanellos of CNET was even more categorical, predicting the device’s total failure:

“Apple is getting ready to launch a new phone… And it will fail. Sales of this phone will even surge at first, but things will calm down and Apple’s phone will take its place on shelves with random video cameras, cell phones, wireless routers, and other possible successes. When the iPod emerged in late 2001, it solved some important problems with MP3 players. Unfortunately for Apple, these are problems that don’t exist in the phone industry. Cell phones are not clunky, inadequate devices. Instead, they are very good. Very good.”

Not even Microsoft believed what was happening. The company’s marketing director, Richard Sprague, commented at the time:

“I can’t believe all this attention being given to the iPhone… I just have to know who would want such a thing (besides the religious fanatic). So, please, favorite this post and come back in two years to see the results of my prediction: I predict that the iPhone will not sell anywhere near the 10 million [units] that Jobs predicts for 2008.”

And of course, we can’t forget the comment that made history, coming from the mouth of the then Microsoft president, Steve Ballmer:

Check out another article with a collection of quotes made against the iPhone. Also, take the opportunity to analyze the comments our readers made five years ago.


– A saúde financeira dos clubes de futebol brasileiros.

Os clubes de futebol brasileiros, sabidamente, são grandes devedores. Estão com problemas de inadimplência com impostos, salários, fornecedores e outros tantos credores.

Um documento divulgado pelas consultorias Galápagos Capital e Outfield, chamado de “Relatório Convocados”, traz os números compilados do último exercício fiscal dos clubes. E eles são assustadores!

Veja que loucura: a soma das dívidas dos 20 clubes da Série A do Brasileirão se aproxima de 12 bilhões de reais! Repare: não está sendo contabilizado o Santos FC, que tem problemas financeiros e está na Série B.

Se considerarmos em ordem de valores devidos (e aí se inclui o Peixe), os maiores devedores são:

  1. Corinthians: R$ 1,894 bilhão
  2. Botafogo: R$ 1,301 bilhão
  3. Atlético-MG: R$ 998 milhões
  4. São Paulo: R$ 856 milhões
  5. Cruzeiro: R$ 811 milhões
  6. Fluminense: R$ 736 milhões
  7. RB Bragantino: R$ 696 milhões
  8. Vasco: R$ 696 milhões
  9. Internacional: R$ 650 milhões
  10. Santos: R$ 548 milhões
  11. Athletico-PR: R$ 492 milhões
  12. Palmeiras: R$ 466 milhões
  13. Grêmio: R$ 441 milhões
  14. Flamengo: R$ 391 milhões
  15. Bahia: R$ 366 milhões

Temos que tomar cuidado para interpretrar os números: você “ter dívida” não significa que você é um caloteiro. Simplesmente, as contas existem e serão pagas no dia do vencimento (em tese). Por exemplo: o Flamengo deve aproximadamente 400 milhões de reais (a vencer), e as receitas ultrapassam R$ 1 bi (portanto, não tem problemas). O Bahia (pertencente ao City Group) e o Bragantino (Red Bull) têm contas a pagar, mas conseguem quitar as suas pendências em dia pois são superavitários.

Os problemas residem nos clubes que são deficitários: São Paulo e Corinthians têm saldos devedores assustadores, e não conseguem há tempos fechar suas contas no azul. E por que isso acontece?

Por causa de vários fatores, que se resumem a: má gestão e gasto ruim do dinheiro.

Já repararam os valores absurdos pagos a determinados atletas, que não entregam em campo aquilo que recebem? Alguns nem titulares são. Outros, contratados a peso de ouro por empréstimos de agentes. E isso traz um outro problema: os juros cobrados pelos empresários “agiotas”. É só dar uma olhada no balanço dos clubes, e se verificará até empréstimos feitos pelos empresários de atletas.

Será que os gestores dos clubes de futebol administram suas empresas da mesma forma que o fazem na gestão das agremiações esportivas? Penso que não… E isso tem uma resposta fácil: os presidentes de clubes gastam horrores pensando em conquistar títulos, imaginando que as premiações valerão o esforço, e se esquecem: somente um time é campeão! Aí as contas ficam eternizadas, as conquistas não aparecem e o déficit aumenta.

Não é diferente aos pequenos clubes, com contas impagáveis. A dívida do Paulista FC se especula entre 50 a 67 milhões de reais (para um time na 5ª divisão estadual, de onde virá a receita?). Os valores são incertos pois sempre se fala em auditoria e o torcedor nunca sabe o valor real. Mas o certo é: dinheiro para se pagar, evidentemente não se tem.

Fico pensando: como administrar tais contas com responsabilidade? Para um time grande, não há como fazer, se não aceitar o que Palmeiras e Flamengo fizeram no período de vacas magras: cortar despesas, contratar barato, abdicar da disputa de títulos e se esforçar em não cair para a segunda divisão. E com uma gestão financeira responsável, hoje estão entre os clubes mais saneados financeiramente do continente.

O trabalho é árduo para os gestores esportivos, mas é necessário para a saúde do futebol brasileiro.

– Muita coisa para se falar sobre James Rodriguez:

James Rodriguez negocia rescisão com o SPFC. Não deu certo…
Vale ler esse post de 28 de julho de 2023, quando contratado: 

Sem qualquer tipo de discussão, é sabido: James Rodriguez é um nome forte, midiático e que traz recursos financeiros a quem o contrata, pelo potencial de marketing.

Mas… ele se pagará?

Recorde do caso Daniel Alves: falou-se em parceiros para pagar seu alto valor, mas eles não existiram. Defenderam existir um plano de marketing, e ele não vingou.

James Rodriguez virá como? Quem bancará? Ele, que tem um histórico de tantas contusões, está inteiro? E os atrasos de salários dos jogadores?

Quando um atleta tem o “privilégio” de receber em dia e os demais têm atrasos, isso destrói o ambiente. Ou se alguém chega com salário diferenciado (o próprio SPFC viveu isso com a contratação de Ricardinho), isso “agita” a relação dos atletas.

Em cada grande clube que passou, James não mostrou o que podia. Foi assim no Porto-POR, no Mônaco, no Real Madrid-ESP, no Bayern-ALE, no Everton-ING… e depois quando esteve no Al-Rayyan do Catar e no Olympiakos da Grécia.

  • Há quanto tempo ele não tem ritmo competitivo de jogo?

Uma modesta opinião: o colombiano poderia ter sido uma estrela maior do que é, pelo enorme potencial… Será que o São Paulo detectou qual o problema da sua “não-explosão”, a fim de não se sentir frustrado?

James Rodriguez é o novo reforço do São Paulo!

Imagem extraída de: https://spfc.net/news.asp?nID=240278