– A observação nada Gagá de Lady Gaga

A excêntrica cantora Lady Gaga faz turnê pelo Brasil e se apaixonou pelo nosso país. Entretanto, apesar da minha ignorância musical sobre sua obra, li algo que me chamou a atenção. A artista se impressionou pelo fato de ter visto no Brasil, segundo ela:

homens, mulheres, gays, negros, brancos, asiáticos e outras pessoas tão diferentes vivendo pacificamente lado-a-lado”.

De fato, nossa miscigenação cultural e tolerância são características únicas. Se ela fosse ao Bom Retiro, em São Paulo, veria judeus e árabes jogando dominó, harmoniosamente.

– Musicão do Roberto Carlos na Novela das 8h!

Como sou um romântico à moda antiga, aprecio demais as músicas do rei Roberto Carlos. E fiquei feliz por, depois de muito tempo, ouvir uma canção inédita dele. E que musicão! Nem sei o nome dela, mas faz parte da trilha sonora da Novela ”Salve Jorge”.

Será que estará disponível em breve no iTunes, ou precisamos aguardar a Globo lançar o CD?

– Rolling Stones na Ativa?

Ôpa! Leio que os Rolling Stones querem fazer um último megashow antes de oficializarem a aposentadoria. Os integrantes têm entre 65 e 70 anos. Mick Jagger tem 69.

É inevitável lembrar: se não tivessem abusado do álcool e usado tantas drogas… Quão longevos seriam?

Aí virá o mais espirituoso e dirá “decerto não teriam feito tanto sucesso”.

Sou obrigado a concordar, mesmo não gostando da receita.

– 50 anos de “Love me Do”

Música boa perdura e se eterniza: sabia que há 50 anos “the Beatles” lançavam “Love me Do?

Elvis, Roberto Carlos, Sinatra… suas canções eternizaram. Quer músicas do cancioneiro popular? Ok? “Saudades de Minha Terra”, “Moreninha Linda”… Ou vai negar que ainda hoje elas são executadas?

Agora, há algumas que só são passageiras. Lembram da “Éguinha Pocotó”? rsrsrs Tem gosto pra tudo…

Brincadeiras à parte: qual a sua canção preferida dos Beatles? A minha é: All is need love. E a sua?

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– As Lhamas de Lady Gaga!

A cantora Lady Gaga está mais pra Gagá do que para Pop Star. Pode-se falar que artista gosta de excentricidade, mas pra tudo há limites.

Para o show que ela realizará no Brasil, segundo o jornal “O Globo”, exigiu que 6 lhamas que não sejam mancas lhe acompanhem durante sua estada no Rio de Janeiro.

Tá de sacanagem, né? O Copacabana Palace tem estábulo? E durante o show, ficarão no Camarim? Na praia usarão biquíni ou serão tosadas?

Sem comentários…

– Elvis não morreu e ainda vende!

Ela foi Mulher do Rei do Rock e ex-Sogra do Rei do Pop: Priscilla Presley, viúva de Elvis Presley e mãe da primeira esposa de Michael Jackson.

Priscilla está no Brasil promovendo um evento sobre Elvis no Shopping Eldorado, e se diz assustada pela idolatria ao seu marido.

O certo é que gerações passam e Elvis continua vendendo e capitalizando. Já pensaram se tivesse cuidado da saúde, o sucesso que ainda estaria fazendo?

– O Fim da Emblemática EMI

E a Sony comprou a EMI. O poderosíssimo selo musical, que marcou a indústria no auge dos LPs e depois dos CDs, não resistiu às mídias digitais e foi comprada pela Sony Music.

Olha esse gráfico da história da empresa, publicado na Época Negócios de agosto/2012, pg 25 (Clique na imagem para ampliá-la). Esclarecedor e muito bom:

– Canção Oficial da Olimpíada-16 (RJ)

RIO 2016: lançado o clipe oficial!

Na letra, os deuses gregos vão curtir a Praia, o Carnaval e as Belezas Cariocas. E depois disso, eles “ficaram na roda de samba e ficaram de perna bamba…

Clipe carioca da gema.

Tem gente que vai gostar, outros acharão excesso de clichês.

E você?

Olha só: http://www.youtube.com/watch?v=6T3XtIIvPFs

– Um Fenômeno Financeiro Chamado Restart

Não conheço uma música sequer; não os reconheceria se os encontrasse na rua; nem imaginava que possuíam programa de TV. Mas uma coisa tenho certeza: os adolescentes adoram a banda Restart!

E, após ler a história do grupo e seus investimentos e investidas, devo ser sincero: eles são sucesso absoluto, não sei no campo musical, mas no mundo financeiro!

Veja abaixo, extraído da Revista Isto É Dinheiro, Ed 11/07/2012, pg 48-52

A MÁQUINA DE FAZER DINHEIRO

Fenômeno dos negócios e do marketing, a banda paulistana Restart usa a força das redes sociais para fazer fortuna com shows, CDs, DVDs, licenciamento, comércio eletrônico, livros, publicidade e, em breve, cinema.

por Geovana Pagel e Clayton Melo

Mocinhas chorando, gritinhos histéricos, pulinhos e sorrisinhos. Todas as vezes em que eles entram no palco para apresentar um de seus shows é assim. Para ser mais exato, não apenas no palco, mas também no auditório da RedeTV!, emissora na qual comandam, desde o mês passado, um programa diário chamado Estação Teen. Embora bem jovens, todos na casa dos 20 anos, os quatro garotos da banda paulistana Restart já se acostumaram ao sucesso. Thomas, Pe Lu, Pe Lanza e Koba são convidados com frequência para entrevistas em atrações da tevê. Num giro dominical do controle remoto, é possível vê-los no programa do Faustão, da Rede Globo, no de Anna Hickmann, na Record, ou no de Eliana, no SBT. 

Houve até uma ocasião em que Silvio Santos colou na testa uma figurinha do grupo, que havia sido contratado para fazer propaganda da Tele Sena. “Olha o Restart aqui”, disse o “patrão” às colegas de trabalho, durante seu programa dominical, apontando para a figurinha. “Que Roberto Carlos nada”, afirmou Silvio. “Meu negócio é com esses daqui, ó.” A utilização da imagem do grupo – cujo público-alvo são adolescentes – numa campanha de títulos de capitalização gerou polêmica e foi retirada do ar pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). 

Independentemente do possível exagero, o episódio foi mais uma demonstração do poder midiático do Restart, um conjunto juvenil fundado em 2008 que é um fenômeno do mundo dos negócios. Com mais de 500 itens licenciados, entre camisetas, relógios, celular e até edredon, a marca Restart já movimentou R$ 200 milhões no varejo nos últimos dois anos, segundo a empresa Angelotti Licensing & Entertainment Business. O grupo também reforça a conta bancária com campanhas publicitárias, patrocínios, loja virtual própria, shows, CDs e DVDs, entre outras fontes. 

A capacidade de gerar receita é tamanha que a banda lançou, em 2010, o livro Restart – coração na mão, a história completa da banda (Editora Benvirá, do grupo Saraiva), que vendeu 50 mil exemplares, algo extraordinário para os padrões do mercado editorial brasileiro. O segundo título, De carona com o Restart, já está a caminho. Fotográfica, a obra é editada pela Planeta e será lançada na Bienal do Livro, em agosto, com tiragem de 50 mil cópias. As investidas de marketing terão mais um capítulo em breve. O Restart será protagonista de um longa-metragem dirigido por Heitor Dhalia, de O cheiro do ralo. Como o projeto está na fase de captação de patrocínios, ainda não há uma data de lançamento definida. 

GERAÇÃO DIGITAL Se hoje o grupo é um estouro midiático, há um aspecto que torna a sua história muito peculiar: trata-se de uma banda tipicamente da geração digital. O Restart alcançou o sucesso graças às redes sociais e hoje mescla em suas estratégias o uso das mídias digitais e ferramentas tradicionais do show business, como tevê, rádio e merchandising. A palavra “estratégia” não é usada por acaso. Embora tenha alcançado um relativo sucesso de público de modo independente, foi a partir do momento em que encontrou um cérebro empresarial que a banda explodiu. No caso, o cérebro atende pelo nome de Marcos Maynard, sócio da Maynard Enterprise, agência paulistana de gerenciamento de carreiras de artistas. 

Ex-presidente de grandes gravadoras como PolyGram, CBS e Sony, Maynard conheceu o Restart em 2010, quando recebeu um CD da banda das mãos de uma amiga. Curioso, foi assistir a um show dos meninos. E se surpreendeu com a reação da galera ao hit virtual Levo comigo. “Vi meninas enlouquecidas, chorando e cantando a música de caras que não tinham tocado em nenhuma rádio do planeta”, afirma Maynard. Dos artistas com quem trabalhou, ele diz ter visto um frenesi desse tipo só com o Paulo Ricardo, vocalista do RPM, e Xanddy, do Harmonia do Samba. “Isso sem falar em Menudos, Dominó e, claro, nos Beatles, o maior fenômeno de fãs de todos os tempos”, diz.

Depois de testemunhar o poder de atração do Restart, Maynard contratou a banda e a levou para um estúdio. “Pensei na época: se com uma música mal gravada eles já tinham quase um milhão de acessos no MySpace, imagine quando isso for feito com um tratamento profissional?”, diz Maynard. Hoje o grupo registra mais de 70 milhões de acessos no YouTube. A força do Restart na rede é parte fundamental no plano traçado por Maynard, que cuida de todo o processo de negócios, passando pela divulgação, agenda de shows e negociações publicitárias. Os resultados não demoraram a aparecer. Lançado em 2009, o álbum de estreia do grupo, que leva o nome da banda, recebeu discos de ouro e de platina pelas vendas de 150 mil cópias. 

Os shows começaram a pipocar pelo Brasil inteiro. A gravação de nove músicas em espanhol garantiu novos fãs, aparições na tevê e shows no México, na Argentina e no Uruguai. Além disso, a banda foi a grande vencedora do Video Music Brasil (VMB) no mesmo ano, promovido pela MTV. Em Recomeçar, eles cantam: “E hoje sei, sei sei/ não importa mais/porque não vai, vai, vai/voltar atrás/o que restou em mim.” “Muitos dizem que o Restart faz letras medíocres e que não sabe tocar, mas não é bem assim”, diz Maynard. Na avaliação do empresário, eles escrevem sobre a realidade dos fãs. “Nos anos 1960, os Beatles escreviam letras simples sobre o amor”, afirma. A ideia de fazer um longa-metragem com o Restart foi inspirada nos quatro garotos de Liverpool. 

NASCE UMA MARCA Com o aumento da visibilidade, iniciar a venda de produtos licenciados foi um passo. A empresa contratada para essa empreitada foi a Angelotti. “Quando iniciamos o projeto, em 2010, eles já faziam um sucesso impressionante na internet”, afirma Luiz Angelotti, sócio da licenciadora. Mesmo assim, foi difícil convencer as redes varejistas e as empresas de que valia a pena investir na marca Restart. Motivo? O grupo nunca havia aparecido na televisão. “Na época, as redes sociais não estavam no radar dos presidentes de empresas, como acontece hoje”, afirma Angelotti. 

Com o sucesso, foi criada uma loja virtual, a Restart Shop, para comercializar os produtos, algo incomum no universo musical. O quarteto também engorda a conta bancária participando de campanhas publicitárias. Em 2011, participou de uma ação de marketing da linha de sucos Skinka, do grupo Schincariol. As redes sociais foram fundamentais na campanha. Se é verdade que o Restart tem em Maynard o seu Brian Epstein, o empresário que impulsionou os Beatles, também é preciso lembrar que os garotos não estão alheios à própria carreira. Antenados, opinam sobre o que vão vender. “Temos controle de tudo”, diz Pe Lu. “Assim como a música, os produtos também precisam ter a nossa cara.” 

– Bossa Nova e Reggae se beneficiaram da Maconha?

Ao menos, é o que Gilberto Gil declarou à Folha de São Paulo. Segundo ele, os intelectuais da Bossa e os adeptos jamaicanos do Reggae usaram as propriedades da Canabbis para potencializar suas obras.

Ah, não vale nem comentar. Em suma: fumar maconha deixa o sujeito inteligente?

Tenha santa paciência…

O Gilberto Gil, que hoje aniversaria, é gênio como músico. Mas horrendo na defesa das drogas.

– Wagner Moura e Legião: as Injustas Críticas

O fanatismo sempre leva à idiotice. Quer um exemplo?

O ator Wagner Moura organizou junto com os ex-integrantes do grupo de rock Legião Urbana um tributo a banda: realizou dois shows, e substituiu Renato Russo.

Nada de achar que Wagner Moura queria ressuscitar a turma ou imitar o falecido vocalista. Apenas quis homenagear. E os fãs “desceram a lenha” sobre ele, criticando várias coisas, entre elas, a afinação.

Ora, Wagner Moura não é cantor. Ele apenas quis organizar uma homenagem como fã que também é; nada de cantoria profissional!

Parece que as pessoas não entendem isso… confundem as coisas e cobram do ator uma condição de cantor, coisa que ele não é. E para quem idolatra a Legião, é uma heresia alguém no lugar do Renato Russo.

– A Boa Impressão de Gusttavo Lima

Por ignorância, nem sei bem quem é o cantor sertanejo Gusttavo Lima, mas sei que faz sucesso. Porém, acima do talento musical, ele tem algo especial: a preocupação com a responsabilidade do dinheiro público.

Digo isso pois os vereadores da cidade de Presidente Olegário (MG) resolveram fazer uma estátua para ele. E sobre isso, disse:

É uma homenagem muito gratificante, mas acredito que o dinheiro poderia ser investido em obras públicas”.

Parabéns pela consciência social. Os vereadores de lá deveriam se mancar!

– É no Pelo do Macaco que o Bicho vai Pegar

O título acima é o refrão de uma canção do cantor Alexandre Pires, gravada recentemente e que contou com o jogador Neymar no seu videoclipe.

Porém, a Procuradoria Geral da União de MG está entrando com uma ação de crime de racismo por causa da música. Motivo: no clipe, homens vestido de macacos abraçam as moças (inclusive Neymar e Alexandre Pires).

Não estamos vivendo o exagero e a neurose de sermos excessivamente politicamente corretos? Para mim, é claro que não há nenhuma apologia ao racismo, nem mensagem subliminar induzindo a analogia de que negros seriam macacos. Parece-me mais que alguma autoridade quis polemizar no episódio.

Qualquer forma de racismo é criminosa, pois, afinal, só deve existir uma raça: a raça humana (a cor da pele, preferência sexual ou origem geográfica não tiram a dignidade de ninguém). Mas nesse caso, estão inventando algo que existe.

A única crítica: respeito os gostos musicais, mas “é no pelo do macaco que o bicho vai pegar” não é muito poético no meu conceito…

– Pete Best X Ringo Star: Uma Boa História sobre Oportunidade e Competência

Admiro um bom texto, e claro, os bons escritores. O jornalista Davi Coimbra, em seu blog (citação abaixo), escreveu sobre pessoas que tem estrelas, e usou como pano de fundo Pete Best X Ringo Star.

Pete era esclarecido, ousado, íntimo de John Lennon, Paul McCartney e George Harison. Mas ficou de fora da banda na hora da fama. Ringo era doente, analfabeto funcional e a sorte lhe sorriu! Tanto, que entrou para a história e a formação de sucesso consta seu nome.

Quantos competentes que de fato não são. Ou que não tem oportunidade! Há alguns que nascem para Pete Best, outros, para Ringo Star…

Extraído de: http://wp.clicrbs.com.br/davidcoimbra/2010/02/03/o-beatle-que-nao-foi-beatle/?topo=77,1,1

O BEATLE QUE NÃO FOI BEATLE

Vi uma entrevista com o Pete Best, dias atrás. Sou fascinado por sua história, cada vez que ele aparece na TV fico mesmerizado.

Pete Best é o Beatle demitido. Foi um dos Beatles pioneiros, estava na formação originalíssima da banda, com os gênios George, Paul e John. Os quatro se reuniam na casa da mãe de Pete para ensaiar. Tocaram juntos durante dois anos, juntos viajaram para Hamburgo, numa temporada que marcou o amadurecimento público do grupo. Eram tão amigos, que, numa noite hamburguesa, estando eles sem dinheiro, Pete e John assaltaram um marinheiro e lhe tomaram a carteira estufada de marcos. Ou acharam que a haviam tomado: quando voltaram ao hotel, um perguntou ao outro se estava com a carteira, e nenhum estava.

Apesar de toda essa intimidade, George, Paul e John achavam que Pete não era bom o bastante. Além disso, havia a mãe de Pete. Mona, esse o nome dela. Era uma mulher de uns 30 e tantos anos, muito bonita e de forte personalidade. Arrogou a si própria a função de conselheira e mentora da banda. Os Beatles iam ensaiar na casa dela e ela ficava dando palpite. Metida. Tão metida que se meteu com um rapaz que funcionava como uma espécie de produtor do grupo e teve um filho com ele. O pai de Pete, bonzinho, assumiu a criança e lhe acoplou o sobrenome. Mais um Best no Reino Unido.

George, Paul e John, personalistas e até algo chauvinistas, não apreciavam as intervenções não solicitadas da mãe de Pete. Mas como dizer isso ao filho dela? É provável que, se Pete fosse um baterista um pouco mais carismático, eles o teriam mantido no grupo. Mas, aparentemente, não era. Ou pelo menos não era tão concentrado e tão brilhante quanto seus amigos.

E havia Ringo logo ali.

A história de Ringo é sen-sa-cio-nal. Ringo era de família pobre. Quando tinha três anos, o pai dele embarcou num dos navios que aportavam em Liverpool e foi-se mar afora, para nunca mais retornar. Ringo virava-se como podia na periferia da cidade, até que, aos sete anos, foi acometido de uma doença grave. Passou um ano no hospital, meio morto. Quando voltou ao colégio, sentiu o atraso. Os colegas o humilhavam, ele não conseguia aprender. Começou a matar aula. Aos 12 anos, era quase analfabeto. Uma prima decidiu ensiná-lo em casa, Ringo se entusiasmou, progrediu, mas, aos 13 anos, contraiu tuberculose. Mais um ano no hospital.

Alguém poderia dizer que foi muita falta de sorte. Ao contrário. Como Ringo já estava habituado ao ambiente hospitalar, comportava-se com desenvoltura entre doentes, médicos e enfermeiras. Em pouco tempo, organizou uma bandinha com os pacientes, improvisou umas baquetas e arvorou-se como baterista. Ao sair do hospital, o padrasto, que era um bom homem, presenteou-o com uma bateria usada.

Foi assim que Ringo aprendeu a tocar.

Foi a partir daí que se tornou um Beatle e entrou para a História.

Quer dizer: se não tivesse ficado doente da primeira vez, provavelmente não se sentiria à vontade para fazer a banda na segunda vez que ficou doente. Logo, as duas doenças foram fundamentais na construção do destino estrelado de Ringo Star.

Já Pete Best, comunicado de que o tinham excluído da banda, e excluído- justamente às vésperas da assinatura do primeiro contrato que os elevaria ao firmamento do rock, Pete Best literalmente recolheu-se à insignificância. Trabalhou como funcionário público, tentou o suicídio abrindo o gás do banheiro, foi salvo pela mãe e retornou à sua vida comum. Está casado há 45 anos com a mesma mulher, ainda mora em Liverpool e montou sua própria banda, a Pete Best Band, com a qual excursiona pelo mundo, ganhando algum dinheirinho, afinal. Na entrevista que assisti, falava com voz grave e melodiosa. Trata-se de um senhor grisalho, com o bigode frondoso dominando o rosto risonho e melancólico. Diz não saber por que foi demitido da maior banda pop de todos os tempos, diz que o importante é ter saúde, diz que é feliz.

Não deve ser.

Imagino que nenhum dia da sua vida termina sem que ele pense que poderia ter sido um Beatle. Pior: que ele FOI um Beatle, e agora não é mais. O único Beatle fracassado da banda mais bem-sucedida da História.

Essa é a diferença entre os vencedores e os perdedores. Essa a atual diferença entre as direções do Grêmio e do Inter. Alguns nascem para ser Ringo Star. Outros sempre serão Pete Best.

– Sintomas de Velhice: Kid Abelha e Leoni

Hoje, ouvindo algumas músicas e correndo um trotezinho, escutei a chamada para “Fixação”, do Kid Abelha, de 78.

Levei um susto! A música ainda toca hoje (boa música não cansa), mas pensei: 1978??? Estamos envelhecendo…

E se parar para pensar, parece que foi ontem mesmo que o Leoni deixou a banda e montou os “Heróis da Resistência” (no meio da década de 80).

Acho que a banda nem existe mais… kkk Certamente não, pois o Leoni tem carreira solo.

A idade chega. É por isso que precisamos viver a vida intensamente, já que ela passa rápido e nem percebemos.

– ECAD divulga: Quais são os Artistas mais Ouvidos no Brasil?

Vejam só: o ECAD divulgou os números de recebimentos dos direitos autorais das canções internacionais executadas. E sabe quem lidera a lista aqui no nosso país?

The Beatles!

Pois é. Depois de tanto tempo, eles ainda são o número 1, seguidos por Lady Gaga, Michael Jackson, Justin Bieber e U2.

– Beatles viram Ciência na PUC!

Para os beatlemaníacos, um curso melhor como esse não há: a PUC/RJ acaba de criar uma especialização em Beatles!

Extraído de: http://is.gd/9EsK8G

PUC/RJ INOVA E CRIA ESPECIALIZAÇÃO SOBRE BEATLES

Curso de extensão aborda a história, a evolução artística e a influência cultural do conjunto inglês na sociedade pós-moderna

Por Luisa Girão

Roger Waters e Pink Floyd criticam o sistema em “Another Brick In The Wall”. Alice Cooper celebra – de uma forma bem rebelde – a formatura em “School’s Out”. A sala de aula e o Rock n’Roll têm uma relação complicada e não faltam exemplos. Mas desde a última semana a tradicional faculdade PUC- Rio mostra que está disposta a romper com o tabu e oferece em sua grade um inusitado curso de extensão inteiramente dedicado a uma das principais bandas da história: Os Beatles.

“Beatles: história, arte e legado”, ministrado pelo departamento de Letras da universidade, aborda toda a história, evolução artística e influência cultural e midiática do conjunto na sociedade pós-moderna. “Pretendemos cobrir toda a história dos Beatles, através dos discos e músicas mais relevantes, utilizando de clipes a trechos de filmes e aproximando o grupo da história do seu tempo. Além da história, vamos entender a filosofia do grupo inglês e, por exemplo, como a banda influenciou o movimento tropicalista aqui no Brasil”, explica o doutor em Literatura Brasileira pela PUC, pós-doutor pela Universidad de Salamanca, na Espanha, e coordenador do curso, o professor Júlio Diniz.

A ideia da especialização surgiu depois que  Eduardo Brocchi, professor de Engenharia na PUC e beatlemaníaco confesso, descobriu que a Universidade de Liverpool, na Inglaterra, tem um mestrado sobre o quarteto. “Eu e alguns amigos ficamos com vontade de fazer, mas o curso demora quatro anos. Então, pensamos: temos que fazer isso aqui no Brasil!”, disse ele, que tem mais de 400 livros sobre o Fab Four e uma coleção de apetrechos raros como CDs, vinis etc.

São sete professores com as profissões mais distintas. Tem filósofo, jornalista e até dentista. Todos usando o seu connhecimento adquirido em livros, viagens e pesquisas sobre o quarteto de Liverpool. “Somos aficionados pelo universo dos quatro músicos mais importantes da segunda metade do século passado”, afirma o professor Luis Otávio Pinheiro, que também é titular no curso de Engenharia da PUC.

– Lucio Dalla morreu… com atraso, mas fica o registro!

Lucio Dalla, excepcional cantor italiano, morreu na última 5ª feira. E ele era nascido na Polônia, algo que eu não sabia.

Muitos se lembram dele por “Caruso”, uma obra prima composta para Enrico Caruso, um dos maiores intérpretes de todos os tempos. Claro que também gosto de Caruso, mas de Lucio Dalla, há duas canções que me chamam a atenção: uma feita a Ayrton Senna, e outra ao Espírito Santo. De fato, estava inspiradíssimo quando as fez. Ambas estão em um álbum azul, com Lucio Dalla na capa. Vale a pena para quem gosta!

– Superação!

Não curto Carnaval e já escrevi sobre como é enfadonho assistir os desfiles pela TV. Mas é inegável que o tema “Superação”, que ocorre agora na Sapucaí, pela Grande Rio, é emocionante.

O samba-enredo fala de pessoas que superaram barreiras: deficientes físicos, vítimas de preconceito, sobreviventes de enfermidades graves, pessoas que passaram por tragédias humanas, entre outras.

Bravo! Isso é cultura, musicalidade e responsabilidade social. E, claro que a escola escolheu tal tema também por ter vivido sua superação: no ano passado, foi ela quem teve que se superar, pelo incêndio que destruiu parte do seu desfile.

– Carnaval Enfadonho!

Assisti a um pedaço do desfile das Escolas de Samba de SP durante a madrugada, quando já estava em plena atividade. Cara, que negócio cansativo!

Tudo bem, não sou carnavalesco. E respeito todos os que curtem a festa! Mas não tenho paciência de ver escola de samba cantando quase uma hora a mesma canção… Os jornalistas se viram para não ficar sem assunto!

Fico imaginando um caipira como eu na arquibancada do Sambódromo…

E a livre expressão poética da Hungria + Roberto Justus e o Menino Rei? Com todo respeito, mas a Escola de Samba (nem sei o nome da agremiação por ser ignorante no assunto) homenageou gratuitamente uma personalidade? E virou o “samba do crioulo doido!”

Na época de mercantilização da sociedade, se a homenagem fosse encomendada, não duvidaria…

Boa sorte e boas festas pra quem gosta!

– Tom Jobim recebe Grammy. Mas há repercussão?

Leio que a cantora Adele ganhou a maior parte dos prêmios do Grammy, o “Oscar da Música”. Vejo também que inúmeras homenagens a Whitney Houston ocorreram. Mas pouco (ou quase nada) se falou sobre o vencedor do prêmio “conjunto da obra”: o brasileiro Tom Jobim!

Ao menos notinhas ufanistas da critica especializada, poxa…

Outro momento bacana: depois de décadas, os Beach Boys se reuniram e cantaram “Good Vibrations”. Taí música de boa qualidade!

– A Sedução das Drogas leva Whitney Houston

Uma pena. O elenco e repertório de artistas que estão em outro plano, vitimados por drogas, aumentou. Depois de tantos outros cantores nacionais e internacionais, Whitney Houston se soma a esta lista.

Na década de 90, a trilha sonora de “O Guarda Costa”, com Kevin Costern, foi um sucesso absoluto. Mas a maldita sedução das drogas é traiçoeira, e parece que a classe das celebridades, por motivos peculiares, é cada vez mais vitimada. Whitney é apenas mais uma.

Com tudo isso, ainda há idiotas que fazem alusão ao uso de entorpecentes. Triste e imbecil, não?

– NFL me fez sentir velho!

Domingo teremos a final do futebol americano, evento chamado de Superbolw. Cada vez mais esse esporte vem ganhando destaque no Brasil. Alguns amigos vibram com ele, o acham de emocionante e me recomendam. Mas eu confesso não entender patavina sobre football dos EUA…

Mas uma curiosidade: no intervalo do evento, a cantora Madonna se apresentará. E eles estão preocupados com o repertório dela, pois o público maciço do jogo considera Madonna uma artista das antigas!

Caracoles! Madonna já é velha? Quem curtiu seus sucessos dos anos 80 se espanta. Claro, afinal, nós pudemos ver a artista surgir. E impressiona saber que muitos não sabem sua história.

Sinal que envelhecemos…

– Sobrou para o Médico?

E o médico do Michael Jackson? Foi considerado culpado pela overdose de analgésicos que o “Rei do Pop” tomou e o vitimou.

Cá entre nós: médico é babá? Como controlar um cara incontrolável? Michael estava na casa dele, com acesso às suas coisas particulares.

Sinceramente, acho demagogia querer arranjar um culpado. O médico, se analisarmos por outro lado, deu sobrevida ao cantor, evitando inúmeras bobagens.

E você? O que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Sandy e Bocelli

Gosta de boa música? Aqui vai a dica: em Belo Horizonte, Sandy (ex Sandy & Júnior), fará um show com o ítalo-argentino Andrea Bocelli, em 06 de  novembro.

Imperdível. A canção “Vivo per lei”, gravada há anos por eles, é excepcional. Vale a pena.

– Bieber & Sarney

Frenesi total entre fãs do cantor teen Justin Bieber. O jovem canadense arrebata multidões por onde passa, causa tumulto e pára as cidades. Sucesso total.

Proporcionalmente, as críticas ao menino são tão grandes quanto a esse mesmo sucesso.

Eu, particularmente, não conheço nenhuma canção, letra, rosto e nem sei sua história. Também não me preocupo em saber. Mas gostaria de observar algo: como o sucesso alheio incomoda!

O menino é um fenômeno mundial, tem 17 anos e uma fortuna gigantesca. Mero acaso?

Pode ser que daqui há 10 anos ninguém lembre mais dele. E isso o faz deixar de ser competente? Mérito do garoto, que com seus esforço e talento ganhou dinheiro e se garantiu.

Deveríamos ter indignação daqueles que ganham dinheiro pelos meios escusos, que buscam o poder por caminhos impróprios e se servem da autoridade.

Escrevo isso pois acabo de ler: José Sarney é contra a divulgação dos atos secretos do Governo.

Há quantos anos esse homem está no poder? Por quanto tempo se faz mandatário no Maranhão e por quanto permanecerá? Às custas de quem se enriqueceu? Quantos escândalos já lemos sobre ele? E quantas absolvições também?

Entre a pieguice do Justin Bieber e a democracia política imposta por José Sarney, sem conhecer a pequenina biografia do ídolo teen ele já leva minha simpatia.

– Vaiar ou Ausentar-se?

Como é difícil agradar platéias grandes. No Rock in Rio, Cláudia Leite foi vaiada. Não pela incompetência da moça, mas pelo ritmo musical. E ela reclamou:

Não gostar de Axé é normal. Anormal é achar-se superior porque conhece John Coltrane ou porque adora o Metallica”.

É isso aí. Não gosta, não vai ao show. Sou chato com minhas preferências musicais, mas respeito o talento de quem interpreta canções e ritmos que não gosto. Vaiar não vale.

E você, como se comporta? Deixe seu comentário:

– Shakira: belo repertório no Rock in Rio

Simpatia é isso aí: Shakira vai cantar no Rock in Rio “País Tropical.

Alguém duvida que a moça pode estar na abertura da Copa-14?

– O Fim do R.E.M. com boa divagação

Uma das minhas bandas preferidas acabou: o R.E.M. Mas a declaração do líder da banda, de que deveria acabar bem, serve para todas as searas:

A inteligência de fazer uma festa é saber a hora de partir

Michael Stipe, filosofando sabiamente sobre o fim da banda R.E.M.

Sair por cima realmente é bom..

– Como foi o Show de Roberto Carlos em Jerusalém?

Ontem, feriado no Brasil, Roberto Carlos fez o tão esperado show em Israel. Ovacionado, claro. Espetacular, claro. Emocionante, claro.

Pô, sou fã do Rei Roberto, então é covardia elogiá-lo por cantar em português, espanhol, inglês, italiano e hebraico. Ou ainda cantar “Eu quero ter 1 milhão de amigos”, ao se referir à sacralidade de Jerusalém aos judeus, muçulmanos e cristãos.

Olha como foi o show de Roberto Carlos nessa quarta, na Terra Santa, apresentado por Glória Maria e que a Globo mostrará no próximo sábado:

O SHOW DE ROBERTO CARLOS EM JERUSALÉM

Por Lígia Mesquita, do UOL: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/971930-roberto-carlos-volta-a-cantar-se-o-bem-e-o-mal-existem-em-jerusalem.shtml

No caminho do anfiteatro Sultan’s Pool, no Vale do Hinnon, em Jerusalém, um grupo de fãs brasileiros de Roberto Carlos debatia no ônibus com qual música o Rei iria abrir a apresentação para 5.000 pessoas, que aconteceu hoje. “Nossa Senhora”, “O Portão”, “Ave Maria”? Quem venceu o desafio foi o veterinário Gustavo Costa, 34, de Jaboticabal, acompanhado da mulher, dos pais e do irmão. “Vai ser ‘Emoções’! Já fui a mais de 30 shows dele”, sentenciou.

“Roberto, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver!”, grita a turma do fundão do anfiteatro. Às 20h40, ao som dos primeiros acordes de “Emoções”, o Rei entra no palco que reproduz a Cidade Velha de Jerusalém. Abre os braços e emenda o famoso verso “Quando eu estou aqui, eu vivo esse momento lindo…”. Na sequência, afirma que gostaria de “dizer muitas coisas neste momento, mas vou dizer cantando, que é o que eu sei fazer”. E ataca com “Além do Horizonte” e “Como Vai Você” –esta última, começa em espanhol.

Roberto começa a apresentação falante. Diz que gosta de cantar o amor. “O amor é algo sublime. Amor de irmão, de pai, de amigo, de fé, de alma. Toda forma de amor vale. O amor é fonte inesgotável.” E começa “Como É Grande o Meu Amor por Você”. Canta, ao violão, “Detalhes” em português, inglês, italiano e espanhol. Erra as duas primeiras entradas da música e se desculpa. Segue com “Outros Casos” e pede a participação do público no refrão final.

Na primeira fila da apresentação estão jornalistas, publicitários e empresários. A única celebridade global é Regina Casé, acompanhada do marido, Estêvão Ciavatta. Os filhos do Rei, Dudu, Luciana e Rafael, ficam na segunda fila, na direção do microfone, a pedido do pai. Assim como ficava Maria Rita, sua mulher, que morreu em 1999.

Roberto Carlos faz uma pausa para água. Também dá um gole em uma outra bebida que parece uísque. Uma fã grita: “Isso, Robeeeerto! Bebe muita água pra cantar bastante ainda!”. Ele inicia “Eu Sei que Vou Te Amar” com direito à recitação do “Soneto da Fidelidade”, de Vinicius de Moraes (“De tudo ao meu amor serei atento/Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto”).

“Roberto, eu vou sempre te amar!”, “Te amo!”, “Viva o Rei!”, gritam algumas brasileiras na plateia formada por cadeiras em estilo de arquibancada, de acrílico, na cor azul, colocadas sobre uma cobertura de grama sintética.

Depois de “Pensamentos”, música que, diz, “fiz há muito tempo com o Erasmo”, o Rei discursa: “A força da fé nos ajuda a prosseguir”. E entoa, em italiano, “Ave Maria”. É aplaudidíssimo, mas, duas palavras depois, pede desculpas por um problema técnico e recomeça. É a hora em que mulheres e homens do público sacam seus lenços para enxugar as lágrimas.

SE O BEM E O MAL EXISTEM

A homenagem a sua mãe, Lady Laura, que morreu no ano passado, não fica de fora. Ao final da canção com o nome dela, manda um beijo em direção ao céu. Canta depois “Olha” e “Proposta” e leva a mão ao rosto para enxugar as lágrimas. Anuncia que cantará outra música em inglês. “Poucas vezes me atrevo a cantar em inglês, porque acho que meu inglês é cais do porto. Mas essa música não tem como.” E entoa os versos de “Unforgetable”.

O Rei fala: “Aqui, muçulmanos, judeus e cristãos se unem em busca de uma força maior. Cada cor tem sua importância, mas quando ficam juntas é muito mais alegre”. O cenário então fica todo iluminado e ele pode cantar “Eu Quero Apenas”, com o verso “Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar”. A plateia vibra e o cantor prossegue com “O Portão”. A música o leva às lágrimas e ele as enxuga discretamente ao final.

Canta novamente em italiano, agora, “Caruso”, de Lucio Dalla. “Sempre quis cantar essa canção, mas nunca tive atrevimento, porque é uma canção para quem tem voz aguda, que canta alto, como Pavarotti, Lucio Dalla e o Zezé Di Camargo. Mas me atrevi a cantar do meu jeito.” E emenda “Aquarela do Brasil”, para homenagear o país no Dia da Independência.

É chegada então a hora do número especial da noite com “Jerusalém de Ouro”, cantada metade em hebraico com um coral israelense ao fundo. É aplaudido de pé. “Sei que foi um atrevimento muito grande.” Pra encerrar o quesito ousadia, Roberto Carlos decide deixar de lado a superstição que o acompanhava havia anos e não lhe permitia pronunciar a palavra mal em “É Preciso Saber Viver”. Ele, que dizia “se o bem e o bem existem, você pode escolher”, canta o verso original “se o bem e o mal existem”.

Duas horas depois, encerra o show com a tradicional “Jesus Cristo” e a distribuição de dúzias e dúzias de rosas vermelhas e brancas. “Obrigado por essa noite. Obrigado, Jerusalém! Amém!”

– Drogas & Jota Quest

 

Gosto da banda Jota Quest. Nada de paixão, simplesmente gosto. Mas me desagradou a declaração à IstoÉ de Rogério Flausino, o líder da banda:

 

Sempre administrei bem essa parada, uso drogas de forma recreativa”.

 

Caiu no meu conceito. Uma pena. Drogas? Tô fora. Isso é desserviço social.

 

– A ‘Mulher sem Orifício’ do Chico Buarque

 

Em nome da liberdade poética, algumas canções podem ter versos, histórias ou melodias inusitadas. Boas ou ruins.

 

Das obras-primas como “Um beijo molhado de luz sela o nosso amor” (Chuva de Prata) ou “Se chorei ou se sorri, o certo é que emoções eu vivi” (Emoções), temos também as que se superam pela barra forçada. Quer um exemplo? “Eu bebo coca-cola e ela me pede em casamento” (da excepcional Caminhando pelo Vento).

 

Mas esta se superou:

 

De alguma ovelha, talvez, fazer sacrifício,

Por uma estátua ter adoração e amar uma mulher sem orifício.”

 

A frase “Mulher sem Orifício”, pasmem, é de Chico Buarque! Dá para acreditar? O gênio da MPB quis citar a mitologia grega de um poema de milênios atrás. Mas ficou com o sentido deturpado, feio, inoportuno.

 

Bola fora do Chico. O que seria “amar uma mulher sem orifício”? Tá na cara que o “orifício” surgiu para rimar com a palavra ‘sacrifício’… Agora, agüente as críticas!

– De Suplicy para ex-Suplicy

 

“Senhora presidenta Marta Suplicy, quero cumprimentá-la por algo não usual. Nossos filhos foram convidados a cantar em 46 cidades norte-americanas e a gravar 3 CDs”

 

Do senador Eduardo Suplicy em discurso no Senado à sua ex-mulher, falando sobre Supla e João Suplicy. Mas lá é lugar para isso?

– Skol faz Beto Barbosa renascer e veta o Novo-Velho Astro à Concorrência

 

A força de uma boa marca é algo que impressiona. Se somada a uma idéia genial, torna-se milagrosa.

 

Lembram-se do Beto Barbosa, rei da lambada? Pois é, depois do sucesso de ‘Adocica’ (anos 90), e de ter sumido na praça, o cantor fez um comercial hilário para a Skol que se tornou um sucesso e o refez na carreira. Agora, a Skol o blinda para não participar do reality show “A Fazenda”, da Record. Motivo: o patrocínio da concorrente Itaipava.

 

Mas uma curiosidade: a idéia original do comercial era trazer… Oswaldo Montenegro, que se sentiu constrangido pela proposta.

 

Extraído de: http://is.gd/92Usq4

 

BETO BARBOSA FORA DA FAZENDA

 

Por Marili Ribeiro

 

Quanto a Cervejaria Ambev vai pagar para Beto Barbosa, o rei da lambada da década de 80, desistir de participar do reality show “A Fazenda 4”, na Rede Record, é segredo. Mas, por enquanto, o cantor do hit Adocica, utilizado em um dos mais hilários comerciais da Skol, não tem do que reclamar. “Sempre converso com a turma da Ambev quando recebo convites de outras marcas”, explica Barbosa. “Estão programadas festinhas na Fazenda para a gente aparecer tomando Itaipava. Não ia dar, né?”, reconhece.

A Cervejaria Petrópolis, dona da marca Itaipava, é patrocinadora do programa da Rede Record, no qual os convidados, celebridades do meio artístico, disputam um prêmio de R$ 2 milhões.

Beto Barbosa não tem do que reclamar. Tem contrato com a Skol e acabou de gravar um novo filme publicitário, ainda sem data para veiculação. Fora isso, este ano ele já fez shows nos camarotes da cervejaria no carnaval de Salvador e no Galo da Madrugada, em Recife. “Estou comemorando 25 anos de carreira e penso numa turnê de celebração no Navio Adocica”, menciona ele, sem dizer se negociou algo nessa linha com a cervejaria. Procurada, a Ambev não se pronunciou sobre o assunto.

Os comerciais da Skol são criados há mais de 15 anos pela agência de propaganda F/Nazca Saatchi & Saatchi. E o curioso é que o primeiro cantor chamado para o anúncio foi Oswaldo Montenegro, que recusou o convite por ver “deboche” no roteiro. Barbosa discorda dessa interpretação e diz que foi ótimo para sua carreira, que andava meio esquecida no Sudeste e no Centro-oeste. “Depois do comercial, começaram a chover convites”, diz. “O público brasileiro é irreverente. Meus filhos e os amigos deles adoram a propaganda.”

Pedro Pochete. Barbosa não é o único a festejar o sucesso do anúncio. O ator carioca Pedro Monteiro foi até mais longe e mudou de nome para aproveitar a onda de propostas de trabalho. Agora, se chama “Pedro Pochete”. Ele é o cara ruivo de sunga que surge ao lado do cantor, usando blazer com ombreira, além da ridícula pochete.

Esse anúncio, aliás, foi julgado em março pelo Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar), porque alguns consumidores acharam a peça indecente. A implicância era com Pedro Pochete. Deu arquivamento, por unanimidade.

– Bono é “o Cara”

 

U2 no Brasil.

 

Os caras são bons. Não tenho o prazer de assisti-los ao vivo, mas Bono Vox é o exemplo de artista. Por alguns motivos:

 

– belas canções,

– engajados politicamente,

– simpáticos,

– idealizadores.

 

Tem tanto artista principiante que quer aparecer fazendo idiotices…  Por isso que U2 merece todo o sucesso!