– Micos e Dificuldades da Transmissão da São Silvestre

Sábado, a Globo sofreu para manter o “Padrão Globo de Qualidade” durante a Corrida da São Silvestre. A câmera que acompanhava o líder da prova teimava em falhar. A emissora não conseguia, por mais que tentasse, evitar os “jabás” de muitos corredores. Aliás, que sem-número de corredores com placas publicitárias! Várias empresas conseguiram se misturar em meio a curiosas fantasias e painéis engraçados. Em meio a um corredor-dinossauro que a Globo tentava mostrar, apareceu uma placa do Supermercado Bergamini! A câmera tentou evitar, mas não deu.

Aliás, tudo deu errado na prova. A imagem da corredora queniana sofrendo com os joelhos na forte descida do novo trecho da Brigadeiro representou bem isso. Não conheço uma só pessoa que elogio as modificações do trajeto, mas conheço várias que criticaram…

Até o Cleber Machado tentou animar um pouco a corrida, mas não deu. Aliás, algo que seria sensacional: Sílvio Luiz narrando a São Silvestre! Já imaginaram os seus inteligentes e sarcásticos comentários sobre fantasias dos corredores, caras e bocas?

Pena que a chance disso acontecer é zero. Não pela competência do Sílvio, mas pela filosofia da Globo.

– Consumidores se espelham na… Mãe, a Verdadeira Inspiração!

Tomo sempre cuidado com a importância, propósito e validade de pesquisas. Mas essa é curiosa. Um estudo mostrou em quem os consumidores se espelham. E deu… mãe!

Mas sabe qual é a ordem de inspiração completa?

Mãe: 46%

Pai: 33%

Lula: 19%

Amigo: 10%

Sílvio Santos: 10%

Ivete Sangalo: 6%

Ronaldo Fenômeno: 6%

Na mesma pequisa, Natura, Ipê e Petrobrás foram apontadas como empresas que promovem um mundo melhor…

Mais detalhes abaixo, extraído de: http://is.gd/LBujUs

ESTUDO APONTA AS MÃES COMO MAIOR FONTE DE INSPIRAÇÃO

As mães são a maior fonte de inspiração dos consumidores de acordo com o estudo “Quem me inspira”, realizado pela Giacometti Comunicação com coordenação de Denis Giacometti.

A proposta da pesquisa foi avaliar quais pessoas e valores são capazes de inspirar transformações, além de idenficar personalidades mais admiradas.

Em resposta à pergunta “quem te inspira?” a resposta “mãe” foi citada por 46% dos entrevistados. Em segundo lugar, aparece “pai” (33%) seguida por “amigo” e “irmãos” (10% de indicações cada).

A pesquisa traz um conteúdo riquíssimo para o conhecimento das pessoas. “Investimos muito no conhecimento como fonte de inovação e nosso obejtivo com esse estudo foi aferir quais os fatores que têm impacto na vida do indivíduo e de que maneira são capazes de transformá-lo”, diz Dennis Giacometti, presidente da Giacometti

A pesquisa teve duas fases, qualitativa e quantitativa, na qual foram entrevistadas 400 pessoas divididas em classe AB (100 homens e 100 mulheres) e classe C (100 homens e 100 mulheres).

Entre os famosos mais admirados, os mais citados foram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (19%), Silvio Santos (10%); e Ivete Sangalo e Ronaldo Fenômeno (6% cada um).

Os entrevistados também apontaram seus ídolos: Jesus Cristo (10%); o ex-presidente Lula (7%); Chico Xavier (5%); Ronaldo Fenômeno (5%); pais (4%); Ayrton Senna (4%).

Entre os destaques do estudo também foram apontadas a “falta de tempo” como o principal problema nas relações amorosas, a “falsidade” como principal problema das relações de amizade.

Os entrevistados apontaram a Natura (25%), Ypê (15%) e Petrobras (14%) como empresas que “contribuem para um mundo melhor. “

– Como as Empresas podem errar com o Twitter

Compartilho um interessante texto sobre como a montadora Nissan sofreu e perdeu consumidores por uma infelicidade com o Twitter. Após promoção, não contou com os golpes dados por integrantes desta Rede Social.

Abaixo, extraído de Revista Época, pg 78, Ed 20/12/2010, no. 657

DERRAPOU NO TWITTER

A Nissan inovou com promoção na rede social. Mas se enrolou com um internauta acusado de fraude.

Por Bruno Ferrari

O povo brasileiro tem uma antiga paixão por carro. Outra paixão, mais recente, são as redes sociais: dos 40 milhões de usuários ativos de internet no Brasil, mais de 80% frequentam algum desses sites. Com todo esse potencial, uma ação de marketing que unisse essas duas paixões não teria como dar errado. Foi o que a montadora japonesa Nissan imaginou quando lançou a promoção “Quero meu carrão”. O objetivo era que usuários da rede social Twitter divulgassem uma mensagem em seus perfis e que essa mensagem fosse repassada pelo maior número de contatos. Quem atingisse a marca de 44.500 “retuites” (ou RTs) levaria um carro Tiida novinho, no valor de R$ 44.500. Mas a bela sacada de marketing deu errado.

Um grupo de usuários do Twitter se mobilizou para ganhar o carro. Queriam doar o prêmio à Família Santa Clara, uma instituição de caridade. Pessoas influentes do Twitter no Brasil endossaram a campanha. Em poucos dias, porém, um perfil identificado como @tca_oficial ultrapassou os 44.500 RTs, levando o carro.

Desconfiados do perfil, que era anônimo e tinha mais de 100 mil seguidores (marca que só celebridades conseguem), o grupo que perdeu o carro mobilizou-se para encontrar indícios de trapaça do usuário @tca_oficial. Não precisou de muito. O próprio Twitter excluiu a conta vencedora dois dias depois por uso de técnicas para inflar artificialmente o número de seguidores (conhecidas como “scripts”).

Houve protesto em blogs, no Twitter e em diversos sites de notícia. Criou-se até o perfil @nissanfail (“Nissan falhou”) no Twitter. A montadora então prorrogou a promoção, oferecendo um segundo carro e tomando medidas de precaução. “Houve uma comoção no Twitter”, diz Carlos Murilo Moreno, diretor de marketing da Nissan. Moreno diz que o regulamento não previa penalizar o uso de script, e a Nissan poderia ser acionada na Justiça pelo ganhador da promoção. O publicitário Fernando Gouveia, que concorria ao prêmio no Twitter e escreveu um post em seu blog sobre o caso, rebate: “O item 4.8 do regulamento diz que serão excluídos os participantes que burlarem o sistema de segurança do Twitter”.

Para evitar que o segundo carro caísse na mão de outro hacker, a Nissan criou uma comissão para analisar tecnicamente o ranking da promoção, que se encerra no dia 20. Decidiu-se então que as mensagens com RTs dados indevidamente seriam excluídas. A advogada Flavia Penido, usuária do Twitter e com casos envolvendo Direito Digital na carreira, diz que a Nissan age com cautela. “O Direito não é uma ciência exata. É preciso que quem esteja julgando saiba exatamente como funciona o script”, afirma Flavia, que participa da comissão da montadora.

A Nissan tem o mérito de inovar num mercado promissor. “O custo do aprendizado é nosso”, afirma Moreno. “Mas a melhor solução nesse caso é ser transparente.” Um grupo de participantes que se sentiu prejudicado se uniu via internet e está pensando em mover uma ação coletiva contra a empresa. A ação da montadora japonesa mostrou o potencial de marketing das redes sociais. Mas mostrou também que, agora, ao lado da equipe de criação, é bom as empresas incluírem um advogado especializado em internet.

– Barbie: de Homenagem à Filha, passando pela Sexualidade, Culminando no Sucesso de Vendas

A Boneca Barbie é um excepcional exemplo de negócio bem sucedido. Produto modelo para qualquer administrador de empresas realizar um estudo de caso, claro empreendedorismo dos criadores, o “negócio Barbie” é cheio de curiosidades: surgida em homenagem à filha, inspirada em designer de garota de programa, a boneca mais famosa do mundo vende 2 peças a cada segundo!

Abaixo, extraído da Revista Superinteressante, Edição Dezembro/2011, pg 54.

BARBIE: VEM BRINCAR COMIGO

Glamur, polêmicas familiares, dinheiro e até sacanagem envolvem o mundo cor-de-rosa da verdadeira bonequinha de luxo

Por Marcella Chartier

1. Filhinha da Mamãe

Barbie é o apelido de Barbara Millicent Roberts, filha da criadora da boneca. Os irmãos de Barbara também são famosos: Ken virou o namorado (sim, na vida real Ken e Barbie são irmãos) e Skkiper é irmão de Barbie também no mundo dos brinquedos. O verdadeiro Ken era homossexual, apesar de ter constituído família com uma mulher. Ele morreu de AIDS em 1994.

2. Brinquedo de Adulto

O design da Barbie foi inspirado em uma personagem de quadrinhos pornô alemã, chamada Bild Lilli, e isso ninguém esconde. Mas os detalhes não são oficiais: de acordo com o jornalista americano Jerry Oppenheimer, o designer que fez a boneca era viciado em sexo e criou as medidas dela de acordo com gostos pessoais.

3. Que (falta de) saúde!

Se a Barbie fosse uma mulher de 1,68 metro, ela teria 50 centímetros de cintura, 69 de busto e 73 de quadril. Uma mulher tão magra deixaria de menstruar normalmente, segundo uma pesquisa da Universidade de Helsinque. Ainda assim, a britânica Sarah Burge achou boa idéia gastar 500 mil libras em cirugias plásticas para ficar igual à boneca. Por ano, ela paga cerca de 22 mil para manter tudo no lugar.

4. Perua

Mais de 70 estilistas de alta-costura já criaram roupas para ela, incluindo Gucci, Versace e Armani. Para a confecção das roupas já foram usados mais de 95 milhões de metros de tecido. E os altos números estão também nos acessórios: a Barbie já teve mais de 1 bilhão de pares de sapatos e jóias de diamantes avaliadas em US$ 600 mil, do joalheiro australiano Stefano Canturi.

5. Bonequinha de Luxo

Foi depois de criar a Barbie, em 1959, que a Mattel entrou no ranking das 500 maiores empresas dos EUA. Demorou 3 anos para que eles conseguissem atender à demanda dos consumidores, de tanta procura pela boneca. Hoje, são vendidas 172.800 Brabies por dia no mundo, ou seja, 2 por segundo.

Se você quiser saber sobre a crise de imagem que a boneca sofreu durante as festividades dos 50 anos de seu lançamento, clique no link: http://is.gd/mctyHL

BONECA BARBIE: A CRISE DE UM ÍCONE NA INDÚSTRIA DE BRINQUEDOS

 

 

 

– Brahma veio de Bramah?

Certa vez, houve um debate sobre a origem do nome Brahma, da cervejaria que virou Ambev e popularizou a marca brasileira mundo afora. Seria uma homenagem ao deus hindu Brama? Teria alguma outra origem? Na época, a própria empresa deixou no ar, claro, a fim de criar a polêmica e divulgar a marca ainda mais.

Leio agora na Superinteressante de Dezembro/2011, pg 28, por Fábio Morton (Conexões), que a marca é uma homenagem ao inventor da máquina de chope, o inglês Joseph Bramah.

Em 1888, o suíço Villiger vendia cerveja artesanal em barril com torneira, do mesmo tipo da máquina de chope criada por Bramah. Assim, houve a associação do seu nome à marca.

Cá entre nós: você se lembraria disso na hora de degustar um choppinho gelado?

– O Cofre da Coca-Cola com o seu Maior Segredo será Exposto

Todos já ouviram falar da fórmula secreta da Coca-Cola. Pois bem: comemorando os 125 anos da empresa, a fórmula escrita (diz-se que hoje ela é transmitida oralmente, para não vazar) está sendo mostrada ao público. Depois de 86 anos trancafiado num banco, o cofre com a fórmula saiu para ver o sol!

Extraído de Exame (citação em: http://is.gd/BFxkQV)

FÓRMULA SECRETA DA COCA-COLA VOLTA PARA CASA APÓS 86 ANOS

Cofre com a “receita” do refrigerante mais famoso do mundo é transferido para a sede da Coca-Cola

A fórmula secreta da Coca-Cola é algo compartilhado por poucos dentro da companhia, e uma das maiores curiosidades do mundo dos negócios. Agora, os consumidores poderão chegar um pouco mais perto dela. Para ser exato: do cofre que a guarda.

Como parte das comemorações pelos 125 anos da empresa, a Coca-Cola transferiu, nesta quinta-feira, o cofre contendo seu maior segredo do SunTrust Bank, no centro de Atlanta, para a sede da companhia, na mesma cidade. É a primeira vez que o cofre vê a luz do dia em 86 anos.

Agora, a caixa blindada ficará à mostra na sede da Coca-Cola, em uma exposição permanente batizada de “O cofre secreto da fórmula”, também inaugurada hoje. “Com isso, vamos celebrar a rica história do começo da marca”, afirmou Muhtar Kent, presidente do conselho de administração da Coca-Cola e seu executivo-chefe.

A “receita” da Coca-Cola foi inventada em 1886 por John S. Pemberton. Desde então, ela é conhecida apenas por um grupo restrito de pessoas, e nunca transmitida por escrito. A fórmula no cofre que será exposto foi escrita em 1919, quando Ernest Woodruff e um grupo de investidores comprou a companhia.

Para financiar a aquisição, Woodruff ofereceu, como garantia, a fórmula escrita da Coca-Cola. O documento foi guardado em um cofre no Guaranty Bank, em Nova York, até que o empréstimo fosse quitado, em 1925. Depois, Woodruff resgatou a fórmula e a guardou no antigo Trust Company Bank – de onde só saiu hoje.

Muhtar Kent, da Coca-Cola

– Pão-De-Açúcar: Ótimo Exemplo Social; Péssimo Atendimento

O que acha disso: bolsas de estudo desde os cursos técnicos até a pós-graduação. Idem aos filhos de funcionários!

Fantástico, né?

O Pão-de-Açúcar afirma que fará isso reduzindo os custos da empresa. Tomara.

Confesso uma grande admiração pela empresa por suas ações empreendedoras e inovadoras. Mas detesto ir às suas lojas. Extra, Comprebem, Pão-de-Açúcar… sempre sofro (sofria, pois não vou mais) nesses super/hipermercados!

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI270121-16363,00-O+BOLSA+FAMILIA+DO+PAO+DE+ACUCAR.html

O BOLSA FAMÍLIA DO PÃO DE AÇÚCAR

Por Roberto Viturino

Contratar e reter mão de obra para as funções mais básicas têm sido um problema para os varejistas. No Pão de Açúcar, a rotatividade em funções como caixa de supermercado e empacotador chegou a ultrapassar 40% nos últimos anos – fruto, principalmente, do aquecimento econômico, que gerou mais postos de trabalho no país. Para reduzir o alto turnover (sobretudo de mulheres), o presidente da empresa, Enéas Pestana, bolou um plano que prevê a distribuição de um pacote de benefícios. “Nosso objetivo é diminuir a rotatividade para 20% em 2012”, diz. O programa começou com a distribuição de um cartão contendo R$ 100 de crédito mensal para as funcionárias que têm filhos de até 5 anos. Elas podem usá-lo para comprar alimentos, produtos de higiene ou vestuário infantil nas lojas do grupo varejista. “Livramos parte do salário, que as mães podem empregar em outras coisas, como o pagamento de uma creche”, diz o executivo. Em seis meses, quase 15 mil mulheres receberam o benefício.

Em novembro, a empresa passará a dar bolsas de estudo aos funcionários (homens e mulheres). A escolha será livre – serão cobertos desde cursos de idiomas e técnicos até graduação e pós-graduação. “O principal alvo são as pessoas da base da pirâmide”, diz Pestana. O próximo afago, ele diz, serão bolsas aos filhos dos funcionários. Os benefícios irão custar R$ 30 milhões no próximo ano. Como não havia recursos previstos para isso, Pestana teve de usar a criatividade. “Convenci os acionistas a liberarem parte das economias oriundas da redução de desperdícios nas lojas.”

– Sílvio Santos: o Garoto Devassa

Depois da surpreendente Sandy, da socialyte e extravagante Paris Hilton, a Cerveja Devassa quer para o Carnaval Sílvio Santos como garoto propaganda da sua marca!

Nunca vi Sílvio Santos fazendo publicidade de produtos que não fossem da sua empresa. Duvido que aceite, mas que a idéia é genial, não há dúvida.

Assim como a Devassa fez uma auê grande com a comportadíssima Sandy e a depravada Paris, Sílvio seria algo novo e impactante.

E aí, o que você pensa da idéia? Deixe seu comentário.

– Marcas São Extremamente Comerciais e sem Humanidade?

No Brasil, os clientes estão cada vez mais exigentes e reclamam da falta de humanização na lembrança das marcas.

Pesquisa revela que 45% dos entrevistados esperam que as marcas sejam amigas. Já 62% acreditam que falta honestidade por parte delas e 53% dos brasileiros não vêem nas marcas valores humanos que consideram importantes.

Caixa Econômica Federal, Havaianas e Apple em destaque pelos consumidores brasileiros!

Extraído de Portal Exame (citação em: http://is.gd/fsfYpt)

MARCAS PRECISAM SER MAIS HUMANAS, MAS NÃO SABEM COMO

Por Silvia de Sá com Reportagem de Bruno Mello

Pesquisa indica que 53% dos brasileiros não vêem nas marcas valores humanos que consideram importantes. O que está faltando?

 Rio de Janeiro – Sair do racional e entrar na direção emocional para ter envolvimento. É isso o que os consumidores esperam das marcas.

Pode parecer que ideias como essa não são mais tendência e sim um lugar comum na estratégia de marketing das empresas. Conceitos que falam de transparência no relacionamento entre marcas e consumitores já estão tão batidos no discurso do mercado, que podem parecer notícia velha.

Mas a verdade é que poucas companhias brasileiras entenderam a importância de observar o consumidor com novos olhos, diante de todas as mudanças que vêm sendo desenhadas nos últimos anos.

Por isso, se algo ainda não foi bem absorvido e executado por grande parte das empresas, podemos, sim, chamar de tendência. É o que diz Paulo Roberto Al Assal, diretor-geral da Voltage, empresa especializada em human insights.

Em entrevista, Assal cita o que ainda precisa ser bem executado no Brasil em termos de branding e marketing e traz o foco para as transformações no comportamento das pessoas.

Muito mais do que entender o consumidor, a Voltage busca compreender os indivíduos enquanto seres humanos. A partir deste conhecimento, a empresa contribui para projetos de novos produtos e conceitos, embalagens, comunicação e planejamento. Entre os clientes da agência estão macas como Unilever, Nivea, Leroy Merlin, Carrefour e Philips.

As transformações na era da informação

O acesso a muitas informações fez do consumidor mais exigente e deu a ele um poder que não é apenas um discurso, mas algo real.

As empresas precisam entender a importância do investimento em branding para humanizar as marcas e torná-las autênticas.

Casos recentes como o da Brastemp mostram que as companhias reconhecem as mudanças no mercado e no comportamento do consumidor, mas ainda não sabem agir de acordo com elas.

“Falamos de internet, mas não sabemos lidar com ela. Acho que houve um barulho excessivo no caso da Brastemp, que é uma marca de ótima reputação. Antes de se desesperar, a empresa deve ver se isso realmente chegou à massa e aos influenciadores e se manchou a reputação. Hoje as pessoas realmente acham que a Brastemp é uma marca ruim por causa da reclamação de um cliente, sendo que ela tem uma reputação de anos e anos? Obviamente, se fosse outra marca com uma imagem negativa, eu não estaria falando a mesma coisa”, ressalta Assal.

As transformações na dinâmica do mercado acabam forçando as marcas a irem além do que estavam acostumadas a fazer.

De acordo com a pesquisa Brand ID, conduzida pela Voltage, em parceria com a Bridge Research, e inspirada no estudo britânico Brand Personality, do The Future Laboratory, 45% dos entrevistados esperam que as marcas sejam amigas. Já 62% acreditam que falta honestidade por parte delas e 53% dos brasileiros não vêem nas marcas valores humanos que consideram importantes.

Transparência e presença

Essa percepção é resultado do desinteresse da maioria das empresas em manter um relacionamento próximo e sincero com os consumidores.

No mercado internacional, há dois cases que mostram o que pode ser feito neste sentido. Um é o da Domino’s Pizza, que assumiu publicamente, por meio de uma campanha, que reconhecia a falta de qualidade de seu produto. Apesar de arriscada, a iniciativa era uma tentativa da empresa de mostrar-se transparente.

Também nos Estados Unidos, a marca de cereal Trix aproveitou um post de uma internauta para se aproximar e gerar boca a boca virtual.

Depois de ler o tweet da garota que dizia que “morreria porque não tinha Trix em casa”, a empresa mandou um caminhão carregado de caixas do produto para a casa da consumidora.

No Brasil, a Coca-Cola fez uma ação semelhante, quando enviou bebidas para Marcus Lemos, que reclamava do calor no trabalho e deseja a bebida.

“O caso de Trix, por exemplo, é um exagero, mas mostra que a marca está monitorando e percebendo essa relação que é pautada por outros fatores que não apenas a parte comercial. As pessoas querem marcas engajadas, que tenham um propósito, e 90% das marcas brasileiras não têm isso na essência. Mesmo no mundo são poucas as que têm um propósito definido, como a Unilever, que é vitalidade, ou a Apple, que é usabilidade”, acredita o executivo.

Neutralidade sobre as marcas

Para atender as necessidades e os desejos deste novo consumidor, as empresas precisam ir além e fazer algo pela vida das pessoas. Por isso a necessidade de humanizar as marcas, o que só é possível quando o olhar é desviado do consumidor para o indivíduo.

Muito antes de pensar em produtos, todos estão preocupados com assuntos como qualidade de vida, saúde e família.

A pesquisa Brand ID indicou que 52% dos brasileiros disseram “sou neutro em relação às marcas. Elas não ajudam nem prejudicam minhas decisões no dia a dia”.

Pode parecer simples, mas uma afirmação como essa é capaz de destruir uma estratégia de marketing que coloque no centro do planejamento um produto ou serviço, antes de focar nos anseios e desejos destes consumidores.

“O que é mais importante, a saúde do seu filho, a sua casa própria ou uma marca? As pessoas têm outras prioridades. A Caixa Econômica Federal é uma marca tão bem vista pelo brasileiro porque o maior sonho dele é a casa própria. E é ela quem fala ‘vem comigo que eu vou te dar a casa própria’. As pessoas esperam das marcas as mesmas coisas que esperam de um amigo. Não ache que a sua marca está regendo as pessoas”, diz Assal.

Geração Y e o consumo

Este cenário torna-se ainda mais complexo com o aumento do potencial de consumo da geração Y.

Ansioso por natureza, este grupo é insaciável. Por isso, mais do que pensar em um produto, as companhias devem prestar atenção nestes consumidores.

Se eles são capazes de trocar de emprego com frequência, imagina o impacto que isso tem na escolha de produtos e serviços?

“A geração Y espera autenticidade das marcas, o que não é fácil. Ou se é autêntico ou não é. Também desejam cumplicidade, mas são muito móveis. Esperam que a marca esteja com eles ao longo do dia, que os acompanhe. Este é um desafio para as empresas nunca antes visto. Mas também é uma grande oportunidade”, declara o diretor-geral da Voltage.

Ao perguntar sobre a marca mais amada, o levantamento Brand ID teve apenas uma citação: Apple.

“A maioria, no entanto, disse que não ama marca nenhuma. Que ama o pai, a mãe, e que quem ama marca é o consumista desenfreado. Já Havaianas e Osklen foram as únicas marcas destacadas pela autenticidade e pelo life style. Se apenas duas foram mencionadas e somente uma é amada, estamos com um problema”, ressalta, mostrando que as empresas que souberem preencher este vazio conquistarão algo tão – ou mais – importante quanto o market share ou o share of mind: o share of heart. Ou seja, o espaço que você conquistou no coração do consumidor.

– Novo Fast Food McDonald’s terá até Academia!

O que achar disso: McDonald’s terá até academia de ginástica infantil nas suas novas lojas-conceitos. O exemplo virá de Sorocaba/SP.

Extraído de: Revista IstoÉ Dinheiro, pg 97-98, por Crislaine Coscarelli, 24/11/2010

MCDONALD’S REDESENHA O FAST FOOD

A rede inicia um ambicioso plano para reinventar todas as suas lojas ao redor do mundo. A meta: transformar as lanchonetes em confortáveis restaurantes

O sonho de quase todo empreendedor é fazer com que sua empresa cresça a ponto de se tornar um gigante. Quanto maior uma companhia é, mais força ela terá para se impor perante os concorrentes. 

Mas o que, num primeiro momento, parece uma vantagem pode ser o calcanhar de aquiles. É que o gigantismo traz consigo um problema que pode comprometer o futuro de uma empresa: a lentidão para se locomover. 

A rede americana de fast- food McDonald’s, com 31 mil unidades espalhadas em 117 países e um faturamento de US$ 22 bilhões, sabe disso. Nos últimos anos, a rede tem se mexido para não perder terreno para os concorrentes – mesmo que esse movimento seja fruto de pressões da sociedade.

Há mais de uma década, quando organizações de saúde passaram a questionar os hábitos alimentares da população mundial, a cadeia adaptou seu cardápio. Foi uma das primeiras redes de fast-food a oferecer opções mais saudáveis, como saladas, frutas e iogurtes. 

Agora, diante do aumento da concorrência, a companhia se prepara para se mover novamente. A bola da vez é a arquitetura de suas lojas. A rede pôs em prática um ambicioso plano para remodelar seus pontos ao redor do mundo, convertendo suas lanchonetes em restaurantes confortáveis. 

“Ter a melhor comida não é mais o suficiente”, diz Marcelo Rabach, presidente da Arcos Dourados, que opera o McDonald’s na América Latina. “Queremos oferecer ao cliente a oportunidade de viver novas experiências, criando uma atmosfera para que ele passe mais tempo nos restaurantes.”

A renovação das lojas é a segunda parte de uma estratégia global da companhia chamada de Plano para vencer. Ele abrange toda a rede e está baseado em três pilares: a renovação do cardápio (que já ocorreu), dos restaurantes e da forma de o consumidor fazer o seu pedido – este último, um passo ainda a ser dado.

Somente em 2011, a companhia deve investir cerca de US$ 2,4 bilhões para remodelar pelo menos 400 restaurantes nos EUA e outros 1.600 em outros países, além de construir mil novos ao redor do globo. 

Boa parte dos custos dessa reformulação dos ambientes é paga pelos franqueados, mas, como incentivo, a empresa vai pagar 40% dos estimados US$ 400 mil necessários para as renovações das lojas maiores e mais bem localizadas. O visual das lojas está deixando de ser homogêneo. 

“Não haverá mais aquele visual uniforme vermelho e amarelo como antes. Agora o McDonald’s será lembrado pelo seu visual colorido. Isso manterá a marca viva e nova”, conta Sebastian Magnasco, vice-presidente de desenvolvimento da Arcos Dourados para a América Latina. 

Mas, afinal, qual será a nova cara do McDonald’s? As antigas “casinhas” padronizadas darão lugar a prédios modernos que acompanham o estilo arquitetônico da região onde estão instalados. 

Em vez de apenas três ambientes, o salão principal, o espaço para as crianças brincarem e o McCafé, alguns restaurantes contam com até sete espaços distintos, um para cada tipo de público: crianças, pré-adolescentes, grupos de amigos, famílias, casais de namorados, executivos e até aqueles que preferem comer sozinhos. 

As antigas cadeiras de plástico presas ao chão dão espaço para cadeiras soltas e confortáveis com estofados. As mesas-padrão de quatro lugares ganharam a companhia de grandes mesas redondas para famílias e grupos, além de balcões compridos para os solitários.

Até mesmo o playground do Ronald McDonald’s mudou e se transformou no Espaço Ronald Gym. Nele, as crianças encontram brinquedos mais interativos e que exigem mais esforço físico, como parede de escalada, pequenas bicicletas ergométricas, cama elástica e uma miniquadra de basquete.

A empresa percebeu que aquelas crianças que frequentavam o McDonald’s no passado cresceram e a rede de alimentação quer explorar isso, sem perder o foco nos pequeninos. “No fim das contas, o público que vai ao McDonald’s hoje é o mesmo de antigamente, só que em idade e momento de vida diferentes”, afirma Maurício Queiroz, consultor especializado em design de consumo. “Oferecer um ambiente para cada um não é uma tarefa fácil”, diz. 

O renascimento de design do McDonald’s teve início em Paris, mais especificamente na unidade em frente ao Museu do Louvre. Há uma década, em meio a protestos dos franceses contra a globalização, Pierre Woreczek, diretor de estratégia para o McDonald’s Europa, percebeu que a companhia precisava se modernizar se quisesse ter um futuro no continente. Woreczek bateu à porta de um dos principais designers da França, Philippe Avanzi, para entender o que precisava ser corrigido.  

Juntos, eles descobriram que as diferenças culturais pesavam na decisão dos consumidores. Diferentemente dos americanos, os franceses — assim como a maioria dos latinos — não “beliscam” na hora do almoço.  

Eles fazem uma refeição completa, fato que afetava diretamente a rede, já que ela não oferecia locais confortáveis que incentivassem o hábito. Trocar o mobiliário por cadeiras mais confortáveis e modernas foi o primeiro passo e parece ter dado resultado. 

Em 2006, as vendas no país dispararam de US$ 7,1 bilhões para US$ 9,3 bilhões logo após as mudanças, sem nenhuma modificação no cardápio.  O bom exemplo europeu fez a rede de fast-food — famosa pelo fato de oferecer o mesmo sanduíche, independentemente de onde esteja, seja no Japão, no Brasil ou na Rússia — abandonar a padronização nas ambientações.  

Diante disso, a rede contratou a consultoria americana Ideo, especializada em inovação e design, para traçar um plano de reformulação geral. “É uma mudança estratégica porque sai do marketing de massa para focar no segmentado, sem mexer no cardápio”, diz Daniela Khauaja, coordenadora de pós-graduação em marketing da ESPM.  

A professora afirma que a ambientação variada é, na verdade, uma tendência mundial e tem atraído muitos consumidores, já que as pessoas estão mesmo em busca de experiências mais agradáveis.  

Um dos primeiros restaurantes a adotar as várias ambientações no Brasil está localizado em Sorocaba, interior de São Paulo. Lá o consumidor irá encontrar mesas comunitárias para grupos, assim como algumas apenas para casais, em um canto mais reservado do restaurante, à meia-luz.  

No segundo andar, há poltronas confortáveis estrategicamente localizadas próximo à parede de vidro. O espaço é reservado para aqueles que querem apreciar, sozinhos, a refeição e a ampla vista que o lugar oferece. As crianças encontram brinquedos mais interativos e divertidos no espaço Ronald Gym. 

Já o McCafé atrai executivos, pois encontram ali um lugar mais reservado e acesso gratuito à internet. Do lado de fora do restaurante foi instalado um quiosque de sorvetes, com mesas e cadeiras de madeira, ponto de encontro dos adolescentes da cidade no retorno da escola. 

 “Temos recebido comitivas de vários países que nos visitam para ver como é possível abrigar tantos ambientes em um mesmo restaurante”, diz Claudio Costa, franqueado da rede e dono da unidade. 

Prevendo o avanço da concorrência no Brasil, a oitava maior operação da rede no mundo, a companhia deu ordens para acelerar a estratégia por aqui. Cerca de 300 novos restaurantes devem ser abertos no País, nos próximos anos, já com esse design renovado.  

A preocupação tem um motivo. A expansão da rede desacelerou nos últimos anos quando comparada com a dos rivais. Enquanto o McDonald’s cresceu 5% no País, em 2009, ao registrar R$ 3,5 bilhões de faturamento, o novato Burger King – que desembarcou por aqui só em 2004 – cresceu 20% e fechou o ano com receitas de cerca de R$ 400 milhões.  

Desde sua aquisição pelo fundo brasileiro 3G Capital, do bilionário Jorge Paulo Lemann, o Burger King se tornou uma ameaça mais forte ao McDonald’s. Recentemente, a rede anunciou a abertura de 500 lojas na América Latina, sendo a maioria no Brasil.  

O McDonald’s, definitivamente, não vai assistir ao avanço de seu concorrente parado. Por isso, vai apostar em cidades do interior de grandes Estados e, em especial, na região Norte como um todo. 

A companhia já tem restaurantes no Pará, Amazonas, Tocantins e Rondônia e agora mira Roraima, Macapá e Acre. “A região se tornou atrativa porque a renda da população tem crescido muito rapidamente, principalmente entre as classes C e D”, afirma Rabach.

– Benetton apela para Beijos Gays entre Personalidades Mundiais, incluindo o Papa e Obama!

Beijo gay do presidente dos EUA Obama com o líder chinês e com Hugo Chávez; beijo gay entre lider judeu e líder muçulmano; e beijo gay entre o Papa Bento 16 e o imã de Al-Azhar….

Há tempos, a grife italiana Benetton  procura escandalizar com propagandas polêmicas. E, aproveitando-se do Dia Internacional da Tolerância (religiosa, sexual, racial, entre outras formas), lançou uma campanha publicitária com fotomontagens polêmicas. Em especial, a do líder cristão beijando na boca o líder islâmico foi retirada do ar pela empresa, após grande alvoroço.

A empresa declarou estar “desolada, pois as pessoas não entenderam o sentido daquilo…”

E você, o que pensa sobre isso? Abaixo, algumas fotos:

 

Eu, particularmente, acho extremamente apelativo tal expediente…

Outras fotos no “Jornal de Negócios”, em: http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=519875

– Google+ X Facebook: Novo Episódio, agora com Guaraná, Gol, Unilever e Walmart

Desde ontem, a rede social Google+, empreendimento do Google contra o Facebook (em paulatina substituição ao Orkut, em questão de investimentos), abriu suas portas para o mundo corporativo. Guaraná Antártica, Gol Linhas Aéreas, Unilever e Walmar são as pioneiras do Brasil a entrar na rede.

Quanto gastaram para a estréia de seus perfis?

Ninguém sabe… mas a guerra parece que vai começar. Claro que o Facebook está anos-luz à frente, mas não se esqueça: o concorrente tem a grife “Google”

– Você confia nos Medicamentos Genéricos? O que as Grandes Fabricantes Fazem na Disputa pela Liderança do Mercado

Preço, Qualidade e Confiabilidade: os Genéricos conseguem trazer isso a seus usuários?

Crescendo 40% ao ano em vendas, faturando 4,3 bilhões de reais só com os dois líderes, com preços até pela metade do valor do remédio-referência.

Qual o milagre dos medicamentos genéricos?

Compartilho interessante artigo sobre a briga EMS X Medley pela Liderança desse segmento.

Você sabia que o Genérico do Viagra já roubou 75% do seu mercado?

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI270129-16642-2,00-MEU+GENERICO+E+MELHOR+QUE+O+SEU.html

MEU GENÉRICO É MELHOR DO QUE O SEU

Uma multinacional e uma pioneira no ramo dos genéricos disputam drágea a drágea a liderança do nicho que mais cresce no mercado de medicamentos no Brasil

Por Nelson Blecher

É um baque para os gigantes do setor farmacêutico. Nos próximos cinco anos, as patentes de medicamentos que somam vendas de US$ 267 bilhões anuais vão expirar, de acordo com projeções da consultoria PwC. Os dez maiores laboratórios do mundo devem perder 40% do seu faturamento. Tome o exemplo da americana Pfizer. Dois anos atrás, suas vendas atingiram o patamar de US$ 46 bilhões, graças a blockbusters, como o Viagra, lançados nos anos 90. O impacto do fim das patentes produzirá um rombo de US$ 12 bilhões no faturamento da Pfizer, segundo a PwC. Para ter uma ideia do tamanho do problema, basta citar que apenas dez meses após a queda da patente do Viagra no Brasil, em junho do ano passado, os genéricos já haviam roubado 75% de seu mercado.

Quem fez a festa, neste caso, foi a EMS Pharma, que carregou as prateleiras das farmácias com sua versão de citrato de sildenafila (o princípio ativo da droga) 24 horas após a data de expiração, no dia 20 de junho. Um executivo envolvido na operação diz que a EMS usou até aviões para cobrir a Região Norte em cinco dias. Somente no primeiro mês, 150 mil médicos foram comunicados pelos representantes do laboratório sobre sua pílula azul, num tom levemente diferente do produto original. Como os genéricos são vendidos a preços ao menos 35% inferiores, as vendas de sildenafila explodiram, de 2,4 milhões para 16,7 milhões de unidades em apenas um ano. A EMS afirma deter 66% desse mercado – e o faturamento da Pfizer com o Viagra caiu à metade. Não é à toa que a Pfizer decidiu começar a vender, no mês passado, versões genéricas dos seus campeões Viagra e Lipitor (que ajuda a controlar o colesterol), por meio do laboratório Teuto, do qual detém 40%.

Numa recente pesquisa da Proteste, uma associação de consumidores, 46% dos médicos apontaram insegurança em relação aos genéricos, devido a riscos de falsificação e suposta falta de rigor no controle de qualidade. Mas a população em geral ou não compartilha dessa desconfiança ou prioriza o preço. Os genéricos já dominam 60% do mercado não protegido por patentes. “Essa tendência acompanha a ascensão da classe C, responsável hoje por 40% do consumo de medicamentos”, diz Sydney Clark, vice-presidente da consultoria IMS Health. Segundo ele, o Brasil está no meio do caminho. “Nos Estados Unidos, Canadá e Alemanha, eles respondem por 90% das vendas.”

Um levantamento da IMS Health revela que nos últimos cinco anos o Brasil avançou três posições e se tornou o sétimo mercado do mundo. Até 2015, as vendas devem passar de R$ 62 bilhões (aí incluídos hospitais) para R$ 110 bilhões.

CADA UMA COM SEU TERÇO

No ranking nacional de genéricos, a Medley, braço da subsidiária brasileira do grupo francês Sanofi-Aventis, ocupa desde meados do primeiro semestre a liderança de vendas, seguida pela EMS. A consultoria não divulga os percentuais – e especialistas dizem que a vantagem é mínima. Com um portfólio de 200 produtos, a Medley afirma deter 33% de participação, ante 32,4% declarados pelo grupo EMS (que opera três outras marcas, Legrand, Germed e Nova Química, com produtos vendidos em pequenas farmácias, independentes de redes, que a IMS Health praticamente não contabiliza). Se as fatias estiverem corretas, são dois terços do mercado brasileiro.

O que se vê, portanto, é um confronto polarizado entre duas pioneiras dos genéricos no país, com culturas bem diferentes. A Sanofi-Aventis foi a primeira subsidiária multinacional a dar uma tacada decisiva nesta direção, ao incorporar a Medley por e 500 milhões, em abril de 2009. Para um veterano executivo do setor farmacêutico, que prefere não ser identificado, foi uma compra de oportunidade. Na corrida para conquistar fatias de mercado, os antigos controladores teriam concedido mais de 250 dias de prazo para financiar seus clientes – para manter sua participação, a Medley perdia rentabilidade. Graças a isso, o valor embolsado pelos ex-controladores teria caído para e 180 milhões. Ao assumir a companhia, o grupo Sanofi-Aventis teria reduzido o prazo para 60 dias. “Isso é conversa de quem não levou”, disse Heraldo Marchezini, 46 anos, presidente da subsidiária brasileira desde 2004.

Pode-se dizer que a EMS, baseada em Hortolândia, no interior paulista, é mais bem ambientada ao mundo dos genéricos. Ela foi a pioneira do ramo no Brasil, no ano 2000. Fundada em 1964, na região do Grande ABC, a partir de uma farmácia, a EMS é uma empresa tipicamente familiar controlada pelo paulista Carlos Sanchez. “Temos uma vantagem competitiva: a agilidade nas decisões”, disse o então vice-presidente Waldir Eschberger Jr., no final de agosto (poucos dias depois, ele passaria à posição de consultor da empresa). Uma meta constante perseguida pela companhia é ser a primeira a chegar ao mercado com novos genéricos. “Uma multinacional, porém, precisa consultar a matriz para dar qualquer passo, o que pode levar dois ou três meses.”

Como exemplo, ele citou que, embora a Medley tenha obtido um mês antes da EMS o registro do genérico do Diovan, medicamento para hipertensão arterial, não se opôs a uma notificação extrajudicial da Novartis. “Cada empresa assume seu nível de risco”, diz Décio Decaro, diretor da Medley. “Se assumir o risco e perder na Justiça, precisará recolher o produto do mercado.” É provável que a demora da Medley não tenha sido motivada nem por burocracia de multinacional nem por zelo. A Medley recentemente assinou um acordo de distribuição com a Sandoz, braço de genéricos da Novartis, e não fazia sentido brigar com o novo parceiro na Justiça. (Seguidas batalhas judiciais entre produtores de genéricos e de produtos patenteados se arrastam hoje no setor. O exemplo mais recente opõe o AstraZeneca a EMS e Torrent em torno do Crestor, ou rosuvastatina cálcica, num mercado avaliado em até R$ 250 milhões.)

TROCA DE BRAVATAS

“Vamos retomar a liderança do mercado até o final do ano”, afirma Marco Aurélio Miguel, diretor de marketing da EMS. “Eles falam muito, mas convém lembrar que temos 17 dos 20 genéricos mais vendidos no Brasil”, diz Marchezini. Parece mera troca de bravatas, mas a briga verbal está lastreada por investimentos pesados em marketing e na construção de fábricas de ambos os lados. Como essa disputa ao final se resolve no balcão, as duas empresas se envolvem em negociações agressivas com as redes de farmácias. Segundo Eschberger, os descontos para as farmácias podem ultrapassar 60% do preço de tabela. A multiplicidade de atividades de marketing inclui treinamento para balconistas, um exército de promotores em visita a médicos e investimentos altos em publicidade.

A EMS não tem poupado esforços de divulgação. Realiza testes de glicemia em praças públicas, durante os quais divulga informações sobre seus remédios. Seu genérico da “caixa azul” patrocina programas de rádio e está estampado em revistas especializadas. Foram reservados, segundo Miguel, R$ 120 milhões neste ano para que seus 220 representantes, equipados com iPads, visitem os consultórios levando as novidades. Cerca de 80 versões de produtos estão sendo lançadas neste período. Foram 200 no ano passado. Até julho, a EMS informa ter recebido a visita de 3,7 mil médicos em sua sede, convidados para conhecer o centro de pesquisa e desenvolvimento. Para reforçar a aproximação com a comunidade médica, a empresa promove, desde o ano passado, uma série de concertos com o maestro João Carlos Martins e a Orquestra Filarmônica Bachiana, do Sesi.

Essas atividades servem para contrabalançar a imagem do principal concorrente. “Nossas pesquisas comprovam que os médicos, quando receitam um genérico, costumam citar a Medley na receita”, diz Décio Decaro, diretor da Medley. Tal como o rival, a Medley patrocina atividades esportivas, como uma equipe de vôlei em Campinas e corridas de stock car.

Segundo Marchezini, o presidente da Sanofi-Aventis, a subsidiária brasileira está sendo observada como o modelo de diversidade perseguido pela corporação. Isso porque convivem no grupo cinco empresas com diferentes áreas de atuação. Duas delas foram incorporadas este ano – a Merial, de saúde animal, uma antiga associação com a Merck, e a Genzyme, que desenvolve remédios para doenças raras. Além da Medley, há a Sanofi-Pasteur, produtora de vacinas. Há no extenso portfólio da companhia (350 itens em 500 versões) desde produtos que consumiram milhões de euros em pesquisas, como o Jevtana, para tratamento de câncer de próstata, até sabonete para higiene íntima feminina, remédios de venda livre como Dorflex e Cepacol e os genéricos.

DO PARTICULAR PARA O GENÉRICO

A aquisição da Medley, segundo Marchezini, deveu-se à prioridade global de fortalecer a presença do grupo em mercados emergentes – uma das tendências apontadas pelos estrategistas do setor. A China deve se tornar um dos três primeiros mercados do mundo nos próximos cinco ou seis anos. E o Brasil integrará o segundo grupo, com a Rússia. Foi nos emergentes que o grupo Sanofi-Aventis colheu 30% de seu faturamento de e 30,3 bilhões no ano passado. O grupo é líder em vendas nos Bric, ocupa o segundo lugar do Leste Europeu e o terceiro na Ásia.

No ano passado, as vendas de medicamentos da subsidiária brasileira foram superiores a R$ 5,7 bilhões – menos de 3% delas com produtos protegidos por patentes. Isso indica que o caminho rumo aos genéricos estava traçado. Com mais de 90% do portfólio sem a proteção das patentes, ela já enfrentava rivais desse mundo. Mas comprar uma fabricante de genéricos não pode contaminar a cultura do laboratório? Marchezini jura que não. “A Sanofi-Aventis possui uma cultura diferente da maioria das multinacionais. Tem um histórico de 300 aquisições nos últimos 30 anos.” Lá convivem sob o mesmo teto Fernando Sampaio, 48 anos, o executivo responsável pela Pharma, e Decaro, de 52 anos, que retornou ao Brasil para assumir a Medley depois de atuar por três anos e meio como presidente da Sandoz na Espanha. “Fernando e Décio são ambos pilotos de corrida, mas com pistas diferentes”, diz Marchezini. Sampaio lida com pesquisadores nas áreas de diabetes e oncologia, por exemplo. Na área de marketing, cada produto deve ser tratado separadamente. Já a ênfase de Decaro está nos relacionamentos comerciais e no zelo pela imagem da Medley, um guarda-chuva dos genéricos. “São modelos distintos”, diz Sampaio. “Se a operação fosse conjunta, correríamos o risco de eliminar as virtudes de cada empresa.”

Marchezini diz que o ideal é que o balanço espelhe equilíbrio entre os três pilares do grupo: medicamentos de prescrição, produtos de consumo (como Dorflex e Cepacol) e genéricos, cada um com um terço do faturamento. Mas o terço dos genéricos anda mais forte. Quando a fábrica de hormônios que a empresa ergue em Brasília for inaugurada, em 2012, a subsidiária se tornará a maior plataforma de produção de genéricos dos mais de 100 países onde está o grupo. “Até 2014 teremos investido e 1 bilhão no Brasil.”

– Seleção Brasileira em seu jogo 1000! Gabão neles…

Não morro de amores pelo Mano Meneses. Nos clubes, foi bem. Mas na Seleção…

Não temos padrão de jogo. Não temos seleção Olímpica. Não temos seleção profissional.

Quantos caras da Ucrânia já foram convocados? Acho que temos mais jogadores do Shaktar do quer qualquer grande brasileiro.

Jádson, Fernandinho… todos comuns. E o Jucilei? Convocou e foi vendido de imediato?

Sinto que vamos perder a Copa.

E, o curioso, é que contra o Gabão, no próximo jogo, faremos o jogo 1000 da história da Seleção Brasileira. Antimarketing total.

Num jogo dessa importância, deveríamos fazer uma festa, amistoso contra o Resto do Mundo, Wembley… nada disso.

– Casas Bahia é Condenada por “Quer pagar Quanto?” e “Olhou Levou”

Sabem aqueles dois chatíssimos e pegajosos bordões da Casas Bahia (citados no título)? Custaram R$ 5.000,00 à empresa.

Uma funcionária alegou que ele tinha duplo sentido, e por se sentir constrangida em usar um broche com essas palavras, processou a empresa.

Segundo o seu advogado, as expressões remetiam ao oferecimento de ‘sexo fácil e pago…

Para você, andar com o broche das Casas Bahia, dentro da loja, junto com outras pessoas com o mesmo uniforme escrito “Olhou levou (…) quer pagar quanto?” é apelativo para o empregado e remete à prostituição? O juiz que determinou a pena estava com ou sem razão?

Leia abaixo:

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/996450-quer-pagar-quanto-faz-casas-bahia-indenizar-funcionaria.shtml

“QUER PAGAR QUANTO” FAZ CASAS BAHIA INDENIZAR FUNCIONÁRIA

A gigante varejista Casas Bahia foi condenada a pagar R$ 5.000 por danos morais a uma funcionária por tê-la obrigado a usar broches com os famosos bordões da empresa “Quer pagar quanto?” e “Olhou, Levou”. Por se tratar de uma decisão em segunda instância, ainda cabe recurso.

Para o desembargador Marcelo Antero de Carvalho, relator do processo, “a obrigatoriedade do uso de broches com dizeres que dão margens a comentários desrespeitosos por parte de clientes e terceiros configura violação do patrimônio imaterial do empregado”.

O acórdão da Sexta Turma do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da Primeira Região foi unânime em seguir o voto do relator.

Na defesa, a empresa alegou que o uso de broche fazia parte da política de vendas da companhia, que ele somente era usado quando havia promoção e seu uso era restrito às dependências da loja. A defesa também argumentou que os clientes sabiam que as frases e chavões lançados nos broches eram ligados às promoções.

VEXAME E HUMILHAÇÃO

Mas o TRT manteve a decisão da primeira instância, do juiz Eduardo von Adamovich, de que os broches com as expressões “Quer pagar quanto?” ou “Olhou, Levou” poderiam levar a situações de vexame e humilhações.

Segundo o acórdão, é irrelevante a ocorrência ou não de brincadeiras maliciosas, pois o uso do broche por si só configura a exposição da empregada a eventuais reações desrespeitosas de clientes e terceiros.

A decisão do tribunal reduziu o valor da indenização a ser paga pelas Casas Bahia de aproximadamente R$ 12 mil para R$ 5.000, alegando que o montante definido em primeiro grau era “desproporcional”.

Procurada pela Folha, a assessoria de imprensa das Casas Bahia disse que não se manifestaria sobre a condenação.

– O “Case” que todo Professor gosta: Bradesco e o Facebook

Há certas histórias que nós, mestres, adoramos contar em sala de aula aos nossos alunos, quando falamos de relacionamento entre empresas e consumidores. E uma delas foi proporcionada ontem pelo Bradesco.

Um cliente, que houvera perdido seu cartão, resolveu solicitar ajuda ao banco Bradesco através do Facebook. Mas fez algo inusitado: pediu um novo cartão em forma de poema. Abaixo:

Banco Bradesco querido
Quisto por mim e os meus
Tens sua morada paulista
Bem na Cidade de Deus

Vejam que bela homenagem
O próprio Deus concebeu
Para a sua cidade
O vosso Banco escolheu

Eu até que me poria
Em alta colina à bradar
Peito banhado em verdade
Bradesco em primeiro lugar

Mas venho por outro motivo
O que findou meu sorrir
Para por fim ao martírio
Um favor vou lhes pedir

Plena falta de cuidado
Digna de um jabuti
Fazendo compras no mercado
O meu cartão eu perdi

Antes que eu passe fome
Faço a solicitação
Ao meu Banco preferido
PRECISO DE OUTRO CARTÃO!

O banco, de maneira inteligente e tão curiosa quanto o pedido do internauta, respondeu o apelo do seu cliente da mesma forma: por poema e pelo próprio Facebook!

Mauro querido cliente
Pra você ter outro cartão
à sua agência deve ir pessoalmente

Mas não será por motivos fúteis
Você irá cadastrar uma nova senha
E seu cartão chegará em até 7 dias úteis

Agradecemos a sua compreensão
E sempre que precisar
Pode contar com a nossa colaboração

Simpático, diferente e moderno. Muitos já clicaram no Curtir do Bradesco por causa de tão simples e curiosa resposta.

– O Hotel Temático 5 estrelas do Boca Jrs

Enquanto nossas ações de marketing engatinham no futebol, em Buenos Aires está quase pronto o primeiro hotel temático de futebol (dedicado aos torcedores do Boca), com categoria 5 estrelas, será inaugurado em 2012.

Abaixo, extraído de:

http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/viagens/noticias/torcedores-do-boca-juniors-terao-hotel-tematico-em-buenos-aires

TORCEDORES DO BOCA JUNIORS TERÃO PRIMEIRO HOTEL TEMÁTICO DO MUNDO

Os torcedores do Boca Juniors terão a partir de março de 2012 um hotel cinco estrelas em Buenos Aires para se hospedarem rodeados de cores e objetos em alusão ao time de futebol mais popular da Argentina.

A construção do Boca Design, apresentado como o primeiro hotel temático de futebol do mundo, avança a passos gigantescos no bairro de Monserrat, muito perto do centro financeiro da cidade, e está a cargo do grupo hoteleiro Design Suítes, que confiou o projeto ao arquiteto uruguaio Carlos Ott.

O hotel terá uma área de 7.500 metros quadrados, 17 andares e 85 suítes, nas quais os torcedores desfrutarão de todos os serviços de uma hospedagem cinco estrelas.

Com um investimento de US$ 15 milhões, o Boca Design promete algumas particularidades, como tapetes que imitarão o gramado do estádio do Boca Juniors, quartos com quadros alusivos à equipe e toalhas azuis e amarelas.

La Bombonera, apelido mundialmente conhecido do Estádio Alberto J. Armando, também será o nome do salão de eventos do hotel, que identificará seus quartos com os nomes de ídolos do clube, como Diego Maradona.

O hotel também foi projetado para que os jogadores se hospedem em suas instalações e convivam com os torcedores. 

– Nestlé Personaliza Chocolates ao Cliente: Diga o Sabor que Gosta!

Cada vez mais, as empresas devem ficar atentas aos anseios dos seus consumidores. E quando já fidelizaram seus clientes, devem buscar os que não consomem de sua empresa.

Pensando assim, a Nestlé lançará um produto ousado: vai fabricar, em 2012, chocolates ao gosto do cliente, com sabores personalizados, mediante cadastro e interação com a empresa via Internet.

Não faltava mais nada… sábia estratégia para a conquista dos chocólatras!

Extraído da Revista Exame (citação em: http://is.gd/8SFrD2)

NESTLÉ LANÇA LINHA DE CHOCOLATES PERSONALIZADOS

A Nestlé anuncia a chegada ao mercado, em 2012, da Maison Cailler, linha que oferecerá chocolates personalizados de acordo com o perfil de cada consumidor. Para descobrir sua “personalidade de chocolate”, a pessoa deverá criar uma conta no site da marca e solicitar uma caixa com cinco chocolates de degustação para enviar a um amigo, parente ou para si próprio.

Após efetuar o cadastro, o consumidor receberá, dentro de 48 horas, uma caixa de chocolates feitos com ingredientes como caramelo, nozes, frutas, flores e baunilha para degustação. Em seguida, ele deverá fazer uma avaliação online por meio de um questionário para, enfim, descobrir que tipo de chocolate mais se assemelha ao seu perfil.

O resultado poderá ser compartilhado com amigos por meio do Facebook. Inicialmente, o serviço estará disponível apenas na Suíça e em Liechtenstein, locais de fabricação do produto. “Maison Cailler é a ‘alta costura’ do chocolate. É a definição de luxo”, afirma Cédric Lacroix, diretor do centro de excelência de chocolates da Nestlé em Broc, na Suíça.

Além da ação, o site exibirá imagens das cozinhas onde são fabricados os chocolates e dos campos onde pastam as vacas que fornecem o leite para as fábricas da Nestlé. Os chocolates também poderão ser degustados em estandes montados em hoteis de luxo na Suíça e na loja conceito da marca, inaugurada na parte externa do Museu do Chocolate Maison Cailler.

– Os Ciclos de Consumo

Amigos, leio com atraso uma edição da Revista Exame (972, de 28/07/2010), com uma sensacional matéria sobre os Ciclos de Consumo (não sei como pulei essa edição…)

Na reportagem, a divisão dos ciclos de consumo ocorre em 3 etapas;

1) Ciclo do QUERO TER MAIS

– anseio de querer conquistar mais e incorporar o que está fora do orçamento, de comprar o que eu antes não poderia.

2) Ciclo do QUERO SABER MAIS

– anseio em investir em educação, internet, consumir livros e outras fontes de informação. Conciliar o poder aquisitivo e o saber.

3) Ciclo do QUERO EXPERIMENTAR MAIS

– anseio a vivenciar novas experiências, como viajar de avião, freqüentar teatro ou consumir produtos e serviços antes críveis como inusitados.

A íntegra está no link: CONSUMO, A FORÇA QUE MOVE A ECONOMIA

– o Inferno da Pepsico: Baconzitos & Toddynho

Parece que a desgraça vem acompanhada: depois da Pepsico sofrer com o episódio da contaminação do Toddynho, agora outro produto da empresa sofre com polêmica: em Joinville, dona-de-casa encontra um rato morto dentro do Baconzitos, da Elma Chips, produto de sucesso da empresa.

Abaixo, extraído da Revista Exame: http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/dona-de-casa-reclama-de-rato-em-baconzitos

DONA DE CASA RECLAMA DE RATO EM BACONZITOS

Uma dona de casa moradora de Joinville, em Santa Catarina, reclamou ter encontrado um filhote de rato morto dentro de um pacote do salgadinho Baconzitos, da Elma Chips, na última segunda-feira. O fato foi publicado no jornal regional A Notícia, e repercutiu desde então, chegando ao topo dos trending topics do Twitter nesta quinta-feira.

Segundo o jornal, de acordo com a moradora, no final da tarde de segunda-feira, o filho de cinco anos havia acabado de abrir a embalagem quando o irmão mais velho sentiu um cheiro ruim vindo do pacote. Assim que olharam, viram o ratinho ao fundo, junto com os farelos.

Sem certeza de que a embalagem estava completamente lacrada quando comprada, a mãe do menino procurou o dono do supermercado onde o salgadinho foi adquirido, que declarou ter feito uma vistoria no estoque após o ocorrido: “Olhamos os outros pacotes e não havia nada de errado”, disse ao jornal.

A PepsiCo, que fabrica os produtos da Elma Chips, informou por meio de nota enviada a EXAME.com, que tomou conhecimento da reclamação na terça-feira (11), depois que a consumidora entrou em contato com o serviço de atendimento ao consumidor (SAC).

A empresa afirmou ter enviado uma equipe à casa da consumidora para colher amostras do produto para análise. Ainda segundo a empresa, a moradora negou-se a entregar a embalagem, mas foi possível rastrear o produto com base em dados como a numeração do lote e a data.

As análises da PepsiCo, que ficaram prontas hoje, concluíram que “não é possível que tenha havido contaminação  no processo de empacotamento na fábrica ou armazenamento na filial de vendas da empresa.”

Há cerca de uma semana, a PepsiCo teve problemas que envolveram o achocolatado Toddynho no Rio Grande do Sul. O produto chegou a ter a venda suspensa pela Secretaria de Saúde de Porto Alegre depois que ao menos 39 pessoas relataram reações como sensação de queimadura, feridas na boca, náusea e cólicas ao ingerir a bebida.

Segundo a Companhia, o problema havia acontecido “durante o processo de higienização dos equipamentos“, quando ocorreu uma falha no envasamento do produto. “Para contornar o problema, além de recolher as unidades de Toddynho do lote interditado, a PepsiCo colocou um médico à disposição dos consumidores que tiveram contato com o produto”.

– Caso Toddynho: era, oficialmente, detergente!

Semana passada, crianças tiveram queimaduras na mucosa da boca por consumirem o achocolatado Toddynho. O caso repercutiu bastante, e agora surgem os esclarecimentos oficiais.

A Pepsico (fabricante e dona da marca Toddy) admitiu que uma falha durante o envasamento do Toddynho em sua fábrica de Guarulhos contaminou o produto por detergente (com PH ácido próximo à soda cáustica), o que ocasionou as queimaduras nas crianças gaúchas.

Que estrago para a marca, hein?

Nesses momentos, as empresas devem tomar muito cuidado. Muita gente não consumirá o produto por precaução, mesmo com o lote contaminado retirado. A imagem da empresa fica obviamente arranhada. A marca é tradicional, mas escândalos com crianças sempre trazem graves conseqüências.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

Nota da Folha de São Paulo, abaixo:

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/986452-toddynho-saiu-de-fabrica-na-grande-sao-paulo-com-detergente.shtml

– Deu Certo a Polêmica da Hope com Gisele Bündchen

E a propaganda em que a Gisele Bündchen protagoniza uma coitadinha que dá notícias ruins ao seu marido usando da sua beleza? Foi alvo de gritaria, onde mulheres reclamaram da visão de “objeto” masculino.

Polêmica gera divulgação, certo? Segundo a coluna Gente, da Revista Veja dessa semana, o pedido de franquias da HOPE (a empresa que contratou Gisele) mais que duplicou: de 300 para 650 pedidos de abertura por mês!

Funcionou ou não?

– Google é a Marca Mais Valiosa do Mundo

Nos meus tempos de criança, a Coca-Cola era indiscutivelmente a marca mais famosa do mundo, sem precisar de pesquisa ou coisa que o valha.

Hoje, a marca mais valiosa do mundo, segundo a BrandFinance, é a Google.

Extraído de Revista Isto É, Ed 2159 d e30/03/2011, pg 28, Coluna A Semana

GOOGLE AGORA É A MARCA MAIS VALIOSA DO MUNDO

Por Antonio Carlos Prado e Juliana Dal Piva

Quanto vale a marca Google? Vale US$ 44,3 bilhões, de acordo com a empresa de consultoria BrandFinance. Trata-se da marca mais valiosa do mundo. Em segundo lugar está a Microsoft, avaliada em US$ 42,8 bi. A marca brasileira que conseguiu a melhor classificação no levantamento é o Bradesco: vale US$ 18,7 bi e é a 28ª no ranking. Pela 1ª vez a Coca-Cola não está entre os 10 primeiros colocados – caiu para a 16ª posição.

– CEF e Machado de Assis: Tardia, mas Sabiamente!

A Caixa Econômica Federal corrigiu a tempo um erro histórico (beirando o preconceito, àqueles que policiam tais bobeadas).

Recentemente, começou a fazer uma propaganda de que a instituição é tão antiga e confiável, que até Machado de Assis poupava ou pouparia nela. Só que o ator da propaganda é branco, e, historicamente, sabe-se que Machado de Assis era negro.

Consertou rapidinho!

– As Celebridades Pagas do Twitter

Dias atrás, Rafinha Bastos, humorista do CQC, foi eleito o twitteiro mais influente do Brasil pelo jornal americano The New York Times. Muitos o seguem pelo fato de fazer humor, mas, disfarçadamente, ele usa seu twitter e seus seguidores como instrumento de propaganda.

Ele disse recentemente que “não tem o twitter patrocinado por ninguém, mas faz brincadeira em troca de pagamento oferecendo os produtos”.

Ué, isso não é patrocínio? Afinal, seu cachê é de R$ 4.000,00 para divulgar alguma ”brincadeira com o produto citado”. Portanto, quem o segue, saiba que quando faz menção a algum produto ou serviço, esse tuíte é pago por alguém. Nada ilegal ou imoral. Apenas negócios. Só não vale dizer que não é publicidade…

– A Promoção Estranha da Pepsi

A Pepsi fez uma campanha arrojada nos últimos dias 10 e 11: prometeu, a quem comprasse 1 latinha de Pepsi, ganhar outra (grátis mesmo). Entretanto, em pouquíssimas horas as latinhas promocionais haviam se esgotado. Ontem, em conjunto com o Pão de Açúcar, a empresa colocou anúncios nos jornais lamentando tal fato.

Algumas redes sociais foram bombardeadas de que tudo era mera golpe: as latinhas se esgotaram rapidamente pois nunca houve disponibilidade real – era apenas para divulgar a marca.

A empresa, diante de reclamações de propaganda enganosa, prometeu dar 12 latinhas para os clientes que reclamassem em seu site formalmente (num total máximo de 60.000 latas).

E aí, o que você pensa sobre essa ação da Pepsi? Falhou ou quis a falha proposital? Deixe seu comentário:

– Ambev capricha no marketing com a Ferrari.

Acaba de ser filmado o squeeze do piloto Felipe Massa, nos preparativos para a largada do GP de Monza. E não é que a garrafinha é uma réplica perfeita da logo do Guaraná Antártica, que com isso acaba de ser visto no mundo inteiro?

Bela sacada.

– Dia “de Mim”?

As Lojas Cem têm uma propaganda curiosa. Criaram o “Dia de Mim”, onde o consumidor é levado a refletir sobre fazer agrados a si próprio (consumindo na própria rede, é claro).

Mas sabe que essa idéia é interessante?

Sinceramente, penso que muitas vezes é bom fazer umas concessões, se auto-mimar. Creio que seja necessário para espairecer.

Agora, verdade seja dita: carece de dinheiro para essas coisas…

– Bancos e Futebol em Sinergia Publicitária

Responda rápido: quando você ouvir a palavra FUTEBOL, de qual empresa você lembrará?

Pesquisa realizada no Brasil mostra que entre as 10 lembradas, 5 serão BANCOS.

O mercado tem muito que aprender… Veja que interessante:

Extraído de Revista Exame, Ed 977, 06/10/2010, Coluna Primeiro Lugar, página 20

NA BOCA DO POVO

Uma pesquisa realizada pela alemã Sport+Market, maior empresa de consultoria estratégica de marketing esportivo do mundo que acaba de chegar ao Brasil, mostra os patrocinadores que têm suas marcas mais associadas ao futebol. Entre os 10 primeiros aparecem cinco bancos e três marcas de bebidas. Apenas duas empresas que atuam diretamente no mercado esportivo fazem parte da lista.

Os mais lembrados, em %:

ITAÚ – 22

BANCO DO BRASIL – 14

BRADESCO – 13

NIKE – 10

COCA-COLA – 9

SANTANDER – 8

BRHAMA – 8

SKOL – 7

BMG – 7

ADIDAS – 6

– Quando “Pagar Mico” dá Dinheiro

A moda é: utilizar celebridades esquecidas, ‘retrôs’/cults, a fim de utilizá-las em comerciais engraçados e ficar na boca do povo. As empresas descobriram essa veia cômica na publicidade e acabam por divulgar seu produto com graça e inteligência:

Quer bom exemplo disso? Beto Barbosa, Biafra, Túlio Maravilha, Ricardo Macchi…

Veja que matéria legal, por Martha Mendonça (Ver Época, Ed 29/08/11, pg 112-113);

QUANDO O MICO COMPENSA

Celebridades ganham dinheiro e momentos extras de fama ao parecer na televisão fazendo piada de si mesmas. Dá vergonha alheia, mas funciona!

O ator Ricardo Macchi, famoso pela interpretação robótica do cigano Igor na novela Explode coração, de 1995, dividirá sua próxima cena com uma das estrelas do cinema mundial. Na campanha publicitária de um modelo de automóvel, com estreia prevista para este domingo, 28, Macchi aparece ao lado do ator americano Dustin Hoffman, vencedor de dois Oscars pelos filmes Kramer vs Kramer (1979) e Rain man (1988). Mas o encontro não é um sinal da consagração de Macchi na profissão, como esse tipo de reunião costuma indicar. Macchi está lá para passar vergonha. No anúncio, que exalta as qualidades do carro de medidas enxutas, ele serve de prova à teoria de que tamanho não é documento. Diz a campanha: “Hoffman, 1,65 metro, 68 filmes, ganhou duas vezes o Oscar. Ricardo Macchi, 1,90 metro, e apenas uma novela de sucesso”.

Macchi é a mais nova celebridade a se unir ao grupo – cada vez menos seleto – de famosos (ou ex-famosos) que estrelam comerciais gozando deles mesmos. O cantor Byafra está nessa. O centroavante Túlio Maravilha também. Assim como o cantor popular Beto Barbosa. A ideia comum a todas essas propagandas é uma só: faturar com as fraquezas das celebridades. Túlio, sabidamente, persegue o milésimo gol a qualquer custo. Byafra tem um repertório considerado chatinho. Macchi sempre foi alvo de piadas pela falta de eloquência artística. E Barbosa encarna, certamente a contragosto, todos os preconceitos da classe média em relação à cultura popular, considerada brega. “Na maior parte dos comerciais, o artista não tem conexão com o produto”, diz o publicitário Pedro Prado, criador da campanha com Beto Barbosa. “Campanhas que usam a história da celebridade a favor do produto são inteligentes”, diz Prado. Para o publicitário Flávio Cordeiro, dono da agência carioca Binder, o sucesso dessas campanhas se explica por causa de outro fenômeno: o interesse por símbolos do passado. “Figuras como Byafra e Beto Barbosa despertam a memória afetiva das pessoas, mesmo as que não gostavam deles”, afirma.

Do ponto de vista das celebridades, o mico parece valer a pena, embora ninguém revele cifras. Sua principal vantagem é renovar o interesse do público sobre o artista. “Até quem nunca foi fã simpatiza com a pessoa que sabe rir de si mesma”, diz o publicitário Marco Aurélio Giannelli, redator da agência Almap/BBDO e um dos criadores do comercial de maior sucesso do gênero. Foi Giannelli quem chamou o cantor e compositor Byafra, sucesso nos anos 1980, para estrelar uma campanha de seguro de carros. No anúncio, Byafra faz as vezes de espanta ladrão. Escondido no banco de trás do carro, dispara a cantar em falsete quando o carro é roubado (Voar/voar/subir/subir). Nem o bandido aguenta. Em vez de causar constrangimento a seu protagonista, a campanha virou assunto nas redes sociais. E permitiu novos voos ao artista. Os convites para show triplicaram, Byafra prepara um novo CD para outubro e pensa em lançar um livro sobre sua carreira. “Ganhei novos admiradores.”

O paraense Beto Barbosa (Adocica, meu amor, adocicaaaa) foi o primeiro a desbravar a auto-humilhação na publicidade. No ano passado, o “rei da lambada” (pelo menos o era há duas décadas) participou de um comercial de cerveja. No anúncio, ele é o elemento musical na breguice do protagonista da campanha, um sujeito de sunguinha, pochete e blazer de ombreira. Desde então, Barbosa diz que multiplicou o número de shows, apareceu em programas de TV e foi convidado a participar do reality show A fazenda, da Rede Record. Só não foi porque a fabricante da cerveja achou melhor que ele não estivesse num programa que poderia ser patrocinado por outra marca. “O público brasileiro é irreverente. Minha família e meus amigos adoram a propaganda”, diz Barbosa.

Não só artistas têm ressuscitado na propaganda. Durante os intervalos dos jogos da Seleção Brasileira na Copa América, o jogador Túlio Costa foi garoto-propaganda da Volkswagen. O comercial anunciava que a montadora ajudaria Túlio a fazer 1.000 gols – número que ele até hoje tenta atingir, jogando em qualquer time que se ofereça. Túlio aparecia na linha de montagem do Gol – fazendo todo mundo rir.

A tendência de vencer pelo ridículo não está restrita à propaganda. Em Portugal, o cantor Roberto Leal, famoso no Brasil nas décadas de 1970 e 1980 com “Arrebita” e “Bate o pé”, tornou-se cult entre os jovens depois de participar de um falso reality show – O último a sair – no qual interpretava um sujeito completamente tresloucado. No programa, depois de “tomar” chá de cogumelo, ele se debateu no chão, quebrou seu violão e dormiu ao lado de um participante do programa que só andava nu. O vídeo de seus melhores momentos foi sucesso na internet entre portugueses e brasileiros. Leal, que é sabidamente um sujeito certinho, ficou com fama de maluco em Portugal – mas está com a agenda de shows lotada até o fim do ano, e seu disco é segundo lugar nas paradas portuguesas. Pagou um mico e tanto, mas está rindo sozinho.

– Tectoy: da febre dos Mega Drivers ao Sumiço

Lembram-se de Master System e Mega Drive? Do Sonic? Pois é, eles eram do grupo Tectoy e foram sucesso no Brasil. Sabe o que aconteceu com a empresa?

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI254242-16642,00-A+TECTOY+PASSA+DE+FASE.html

A TECTOY PASSA DE FASE

A fabricante de games e brinquedos de maior sucesso no Brasil nos anos 90 vive uma crise que já dura 16 anos. Para sair dela, está virando uma prestadora de serviços

Por Guilherme Felitti

Muito antes de os cabelos ficarem grisalhos, no início dos anos 80, Fernando Fischer gastava horas brincando nos consoles Mega Drive. Seu jogo preferido era Castle of Illusion, onde Mickey Mouse resgatava a namorada Minnie de um castelo assombrado. Era um dos poucos videogames disponíveis no Brasil, pioneirismo da Tectoy, empresa que fazia a alegria de crianças e adultos fascinados pelos eletrônicos. Quem nasceu até o começo da década de 80 também deve se lembrar do ursinho falante Teddy Bear e da pistola Zillion, imbatíveis nas prateleiras. Pois bem. Essa Tectoy não existe mais. Caiu com a decadência da parceira japonesa Sega, que lhe garantia a exclusividade na venda dos melhores videogames da época. Como resultado, viveu os últimos 16 anos em crise, alternando produtos como quem tenta passar de fase em um jogo. Foi aí que Fischer voltou à história. O ex-cliente é o atual presidente da companhia.

Sua missão é tirar a Tectoy de seguidos prejuízos anuais iniciados em 1995. A intenção, agora, é abrir as portas das fábricas às empresas estrangeiras, tornando-se fornecedora de máquinas, mão de obra e logística. Fischer diz que existem negociações adiantadas com americanos, japoneses e chineses. Pode ser uma boa saída para retomar os tempos de grandes contratos e lucros fartos.

A primeira fase da Tectoy foi brilhante: ela vendeu 5 milhões de consoles do Master Systems e do Mega Drive e mais de 25 milhões de cartuchos, liderados pelo porco-espinho Sonic. Fora o Japão, não houve um mercado onde a parceira Sega tenha feito mais sucesso do que no Brasil. O jogo mudou de dificuldade para a Tectoy com o declínio da Sega. A desenvolvedora investiu em videogames que trocaram os cartuchos pelos CDs, mas estes nunca repetiram o sucesso dos antecessores. Os altos gastos no desenvolvimento e o baixo retorno obrigaram a japonesa a abandonar os consoles. Pior para a Tectoy.

Sem direção clara, a empresa passou os anos seguintes relançando produtos antigos na tentativa de reencontrar o sucesso (leia quadro). Lá fora, a briga entre Microsoft, Nintendo e Sony tomou as rédeas do mercado de games. A brasileira estava a anos-luz destes concorrentes. Em 2006, o endividamento correspondia a quase todo o seu patrimônio. Ou seja, a Tectoy estava prestes a falir. A primeira aposta de Fischer, pouco depois de assumir a presidência, foi apelar ao “DNA da empresa”: um novo videogame. Desenvolvido junto à Qualcomm, o Zeebo parecia o projeto perfeito para desafiar os índices galopantes de pirataria no Brasil – os jogos eram baixados por 3G. Doce ilusão. A pesada taxação de games e os altos custos no desenvolvimento tornaram o Zeebo caro demais e poderoso de menos para enfrentar o PlayStation 2, da Sony. O que deveria ser uma boia se tornou uma âncora – foram vendidos pouco mais de 30 mil consoles no Brasil, enquanto se esperava um número 20 vezes maior. Em vez da rentabilidade, o Zeebo aumentou a dívida. “Não fosse ele, a Tectoy já operaria no azul”, afirma Stefano Arnhold, presidente do conselho.

A empresa, então, deixou o projeto de lado, virou acionista minoritária na joint venture criada com a Qualcomm e tirou o Zeebo do seu dia a dia. Não eram os games, portanto, que garantiriam vida extra à Tectoy, mas a produção de DVDs, iniciada em 2003. Em cinco anos, o número de tocadores vendidos quadruplicou. Eles são, hoje, a principal fonte de receita da empresa. O restante vem, principalmente, dos consoles outrora campeões de vendas: com, no mínimo, 21 anos, os games respondem por um terço do faturamento da Tectoy. Enquanto alguns brasileiros se estapeiam para comprar iPads e iPhones, outros parecem blindados à rápida evolução da tecnologia: todo ano, ainda são vendidos quase 160 mil desses videogames por aqui. O Brasil é o único país que continua a produzir o Master System e o Mega Drive. Ainda assim, a Tectoy tem um balanço que cheira a naftalina.

É deste anacronismo que Fischer espera se livrar ao adotar a postura de porta de entrada para fabricantes estrangeiros de eletrônicos que queiram explorar o Brasil. “Fizemos uma sessão de terapia e vimos que tínhamos três coisas que caíam no mesmo cesto: manufatura de qualidade, habilidade excepcional com o varejo e áreas de pós-venda e call center”, diz. A estratégia é aproveitar o movimento de empresas estrangeiras que, para evitar a alta carga tributária, investem na fabricação nacional de eletroeletrônicos. Empresas que queiram produzir no Brasil sem investir em fábrica, estrutura logística ou telemarketing são o alvo da Tectoy. “Se o cliente quiser um dos serviços, tudo bem. Se quiser os três, tudo bem. É o nosso ‘kit McDonalds’.” Foi o caso da Humax, primeira parceria fechada no final de 2010. Pelo contrato de três anos, a Tectoy será um dos fornecedores de set-top boxes usados pelos clientes do serviço de TV por assinatura Sky. O centro da estratégia da Tectoy é sua fábrica em Manaus. Quanto maior a demanda da Sky, mais set-top boxes saem dali. Em um ano, a capacidade da fábrica foi quintuplicada e o número de funcionários mais que dobrou. Ainda assim, ela vem operando perto do limite e um novo contrato nos moldes deste exigiria uma segunda instalação.

Com a Humax, a empresa quebrou uma tradição financeira carregada desde sua fundação: como se especializou em vender brinquedos, os balanços da Tectoy sempre dependeram excessivamente do segundo semestre, com o Dia das Crianças e o Natal. Só nos primeiros seis meses de 2011, a Tectoy já faturou quase 80% da receita do ano passado inteiro. No novo balanço que Fischer espera apresentar em 2012, a prestação de serviços deverá ser a segunda fonte de receita. E, com o natural declínio da venda de DVDs, poderá se tornar o carro-chefe nos próximos anos. Parece um bom caminho para a Tectoy parar de perder dinheiro. Sob as rígidas regras da Comissão de Valores Mobiliários que regulam empresas de capital aberto, Fischer apenas meneia a cabeça quando questionado se, depois de 16 anos, a empresa voltará a dar lucro.

Ao tentar tirar seu visto para os Estados Unidos, o presidente encontrou uma atendente no consulado americano que lhe deu preferência quando viu a marca nos documentos. “Você trabalha na Tectoy?”, ela perguntou. Fischer torce apenas para que o prestígio da marca não se resuma a episódios como o do consulado – uma lembrança na cabeça de garotos e garotas agora crescidos.

– Escute o Chinês que Desafia a Apple…

Jonney Shih é o chinês que inventou o Netbook. Ele quer superar a Apple a todo custo, e sua empresa, a Asus, tem crescido fenomenalmente.

Em entrevista exclusiva à IstoÉ Dinheiro, Ed 722, pg42-43, disse que ter sucesso nos lançamentos de produtos é fácil, pois:

Tudo se resume ao desejo dos consumidores. Podemos criar muitas inovações apenas olhando para o comportamento das pessoas”.

 Falou e disse! É isso aí, marqueteiros e inovadores. Aprendamos com o chinês.

– De 21 a 2,4%, quebra mesmo!

 

Dias atrás conversamos sobre a compra da Motorola por parte do Google, pelo valor de US$ 12,5 bilhões.

Um número importante: a participação da Motorola nas vendas de celulares despencou. Em 2006, 1/5 dos celulares vendidos no mundo era da gigante americana. Hoje, não chega a 2,5%.

Nesses casos, realmente é melhor vender… E é claro que o Google a comprou para desenvolver ainda mais o Android e ter seu celular mundial.

– Duloren muda estratégia e faz Comercial Lésbico

 

Venderá mais ou só trará polêmica?

 

A agência Agnelo Pacheco fez a nova campanha publicitária da Duloren, que entrará no ar daqui a alguns dias. Nela, 2 moças se acariciando (somente de calcinha e sutiã), e quando vão dar um beijo, surge a frase: “Aprovada a união homoafetiva. Jura? Achei que já estava liberada”.

 

Qual será a reação das consumidoras? Aguardemos.

– SBF (Centauro + By Tennis + Nike Store) dispara no Mercado.

 

O grupo SBF, que reúne Centauro, By Tennis e Nike Store, levou 27 anos para abrir 100 lojas. Nos últimos 3, abriu mais 100!

 

Sebastião Bonfim Filho, seu fundador, promete mais: nos próximos 2 anos, abrir mais 120 lojas. Uau!