– O Desastre da Competitividade Comercial

Brasil X Holanda será o jogo de logo mais às 11h. Mas você sabia que estamos levando de goleada da laranja mecânica fora de campo?

Ângela Pimenta, na Revista Exame desta quinzena (Ed 971 de 30/06/2010, pg 44-45), nos mostra que a participação brasileira no comércio global é ínfima, se comparada a da Holanda. Somos o 24º. do mundo, e nosso adversário do gramado é o 5º.

O maior comerciante mundial é a China, com 9,6% das negociações, seguida pela Alemanha, EUA, Japão e Holanda. O Brasil representa apenas 1,2% dos negócios realizados.

Tal resultado se deve, segundo a matéria, ao negativo desempenho diplomático: nos distanciamos dos países ricos e passamos a comercializar com nações mais pobres ou ditatoriais (vide relacionamento com Irã e Coréia do Norte).

 

E você, o que pensa sobre isso: o problema é a política externa?

 

O texto na íntegra (com as citações acima) segue abaixo:

 

A ARTE DE ESCOLHER O PIOR

 

Apesar do triunfalismo, a diplomacia talvez seja o pior aspecto do governo Lula: nenhum avanço nos acordos comerciais, distância dos países ricos e aproximação com ditaduras. A mudança – se é que virá – fica para o sucessor

 

Por Ângela Pimenta

 

Nunca antes na história deste planeta um presidente brasileiro e o próprio Brasil tiveram tamanha projeção global. Graças à estabilidade e ao peso da economia brasileira, a oitava maior do mundo, o país é uma voz respeitada em fóruns internacionais como o G20. Em parte, a crescente visibilidade se deve ao carisma do presidente Luiz Inácio Lula da Silva – e ao fascínio que sua história de metalúrgico que chegou à Presidência exerce em algumas sociedades ricas. Tal projeção, usada corretamente, poderia se traduzir em ganhos diplomáticos e comerciais para o Brasil. Mas não é isso que vem acontecendo. Desde 2002, o país fechou um único tratado de livre comércio, com Israel. No que diz respeito aos Estados Unidos, que apesar da crise continuam a ser a maior economia do mundo, o governo brasileiro insiste em confrontar a Casa Branca, intervindo em questões como a nuclearização do Irã. “Em 18 horas de negociação conseguimos o que os Estados Unidos não conseguiram em 31 anos”, disse Lula sobre o controverso – e já fracassado – acordo fechado por Brasil, Irã e Turquia para tentar evitar que Teerã recebesse novas sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Mas o pior equívoco da política externa é o apoio a ditaduras brutais, como o próprio Irã, de Mahmoud Ahmadinejad, e Cuba – além de fazer vista grossa para o recrudescimento do regime autoritário da Venezuela de Hugo Chávez. “O Brasil pode até ter ganhado algum respeito no front econômico”, escreveu a analista Mary Anastasia O’Grady, do The Wall Street Journal. “Mas quando se trata de liderança geopolítica, o presidente Lula tem se empenhado em preservar a imagem de um país de Terceiro Mundo ressentido e estridente.”

 

Muito barulho e pouco resultado

 

No governo Lula, a política externa tem sido marcada pela agressividade. Além de confrontar os Estados Unidos, tentando ser mediador de questões globais complexas, como o programa nuclear iraniano, o Itamaraty multiplicou as representações em outros países.

Segundo diversos analistas ouvidos por EXAME, quem vier a suceder Lula na Presidência terá o desafio de recompor a imagem do país na arena internacional, além de dar prioridade à diplomacia comercial. Em clima de campanha, os candidatos delineiam suas plataformas de política externa. A candidata petista, Dilma Rousseff, promete uma linha de continuidade, inclusive quanto ao Irã. “A posição do Brasil a respeito do Irã é pró-paz, que atingimos porque temos soberania nas relações internacionais”, disse Dilma em recente viagem à Europa. De sua parte, se eleito, o candidato tucano, José Serra, deve reaproximar o país dos Estados Unidos. “Com Serra, a diplomacia voltará ao leito normal, com a valorização da política comercial e menos complacência com os governos populistas vizinhos”, diz um assessor da campanha do candidato. Serra já acusou o presidente da Bolívia, Evo Morales, de ser conivente com a exportação de cocaína de seu país para o Brasil. O candidato tucano também declarou que criaria um órgão à semelhança da Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). Já a candidata Marina Silva, do Partido Verde, promete enfatizar a liderança brasileira nas questões climáticas. “Devemos dar o exemplo, incentivando a economia de baixo carbono”, diz Marina em sua plataforma, que também destaca a defesa dos direitos humanos.

Os erros do governo Lula no front internacional, na visão dos analistas, têm duas causas. A primeira é a diminuição do poder do Itamaraty – reconhecido mundialmente pela qualidade dos diplomatas – na formulação da política externa. “A fim de apaziguar os setores mais radicais do PT, Lula fez uma espécie de barganha, promovendo, de um lado, uma política monetária conservadora, mas adotando, por outro, uma diplomacia esquerdista”, diz David Fleischer, cientista político da Universidade de Brasília. O segundo erro seria a escolha equivocada de prioridades. “Em vez de se atritar com os Estados Unidos, o Brasil deveria dar prioridade à liderança na América do Sul, que, além de ser sua esfera primordial de influência, é um importante mercado”, diz José Botafogo Gonçalves, presidente do Centro Brasileiro de Relações Internacionais. Apesar de manter uma retórica integracionista na América do Sul, o governo Lula, com uma série de concessões à Argentina, debilitou a evolução do Mercosul – união aduaneira que, além dos dois países, inclui o Uruguai e o Paraguai e num futuro próximo deve incorporar a Venezuela. “A tolerância brasileira para com a Argentina impediu o avanço do Mercosul, tornando-o um grupo sem regras comuns cujas disputas só podem ser resolvidas por decisões presidenciais, o que é um claro sinal de debilidade diplomática”, diz Peter Hakim, presidente emérito do centro de estudos Diálogo Inter-Americano, de Washington. Outro vácuo da liderança brasileira é a ausência de acordos bilaterais de livre comércio. “O Brasil tem focado demais as negociações da Organização Mundial do Comércio, ainda emperradas, e descuidado de tratados mais específicos que aumentem significativamente as exportações”, diz Ricardo Mendes, especialista em comércio externo.

O resultado de tal política é claramente insatisfatório. Em valores absolutos, de 2002 a 2008, as exportações brasileiras cresceram mais de três vezes, de 60 bilhões de dólares para 198 bilhões de dólares. Contudo, nesse período, o comércio global como um todo se multiplicou e o resultado é que a participação brasileira avançou pouco, de 0,9% para o ainda modesto 1,2% do volume de trocas no mundo. A crescente competição chinesa com as manufaturas brasileiras em mercados estratégicos, como a América Latina e os Estados Unidos, é uma questão que deverá ser discutida nos próximos anos. Um estudo da dupla de economistas Marina Filgueiras e Honório Kume, recém-publicado no livro O Brasil e os Demais Brics – Comércio e Política, mostra que, de 2000 a 2008, a China quase dobrou as vendas para os Estados Unidos, que passaram de 8,3% para 16% das importações americanas, enquanto as vendas brasileiras aos americanos subiram de 1,1% para 1,4%.

Ao contrário do que o governo brasileiro diz, as escaramuças entre Brasília e Washington tornam ainda mais remota a ambição brasileira de obter um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, já que os americanos têm poder de veto na instituição. Um dos focos de atrito entre ambos é Honduras, a pequena nação centro-americana que já conta com um presidente, Porfírio Lobo, eleito democraticamente, ainda não reconhecido pelo Brasil. O governo brasileiro, que em 2009 concedeu asilo na embaixada em Tegucigalpa ao ex-presidente hondurenho Manuel Zelaya, deposto por querer violar a Constituição do país, forçando sua reeleição, veta a presença de Honduras na Organização dos Estados Americanos. “Se quisesse se afirmar como uma potência digna de representar a América Latina no Conselho de Segurança, o Brasil deveria adotar posições mais corajosas na defesa da democracia em Honduras e na Venezuela”, diz o cientista político chileno Patrício Navia, professor da Universidade de Nova York. “Hoje, numa posição antiamericana e dogmática, o Brasil não tem uma agenda positiva.” Seja quem for o sucessor de Lula, seria desejável que, em 2011, o Itamaraty começasse a recuperar espaço na condução da diplomacia brasileira. “Nos anos 70, o Brasil tinha o Pelé como líder global e hoje tem o Lula,” diz Fleischer, da UnB. “De um lado, a celebridade de Lula é boa para o Brasil, por outro, a exposição excessiva do presidente, com declarações polêmicas, tem criado ruídos desnecessários.”

– Fazendo Caridade como o Dinheiro Alheio…

Que nosso presidente Lula é especialista em demagogia, não resta dúvida.

Mas vivendo num país repleto de impostos, de desvios de verbas e com regiões ainda miseráveis, o que você acha disso: o Brasil irá doar dinheiro para a Faixa de Gaza!

 

Extraído de: http://wp.clicrbs.com.br/cacaumenezes/page/2/?topo=42%2C2%2C%2C%2C%2C42

 

E NÓS?

 

O Senado está estudando a aprovação, ainda esta semana, de um projeto que pretende doar R$ 25 milhões à Palestina, para reconstrução da Faixa de Gaza. É fato que a região precisa de ajuda, assim como é fato, o trabalho do governo brasileiro para mediar o conflito entre palestinos e israelenses.

 

Lula tem se mostrado um excelente diplomata, buscando (e ganhando!) destaque internacional… É “O Cara!” do Obama! O amigo de infância de Ahmadinejad! No Haiti, nem se fala, é adorado. É certo que o nome do Brasil vai junto e as ações presidenciais refletem positivamente na economia brasileira, mas os números doados em 2010 extrapolam os limites de qualquer filantropia. Enquanto que, no ano inteiro de 2009, o Brasil doou US$ 67 milhões para causas humanitárias internacionais… em 2010 (e ainda estamos em junho) já foram doados US$ 354 milhões. Destes, 340 milhões só para o Haiti.

 

Em ano eleitoral, a diferença fica mais significativa ainda! Seria tudo lindo… se não vivessemos num país sustentado por “Bolsa Família”. Seria lindo… se nós, brasileiros, estivéssemos tão bem, ao ponto de doar grandes valores aos países e regiões que ainda não tivessem encontrado seu caminho. Mas vendo a situação do Nordeste, as cenas de destruição… pessoas usando máscaras (porque o cheiro já está insuportável), sem ter pra onde ir, desabrigadas, feridas e famintas, penso que essa ajuda internacional podería esperar um pouco. Num momento de calamidade pública, o governo deve voltar todas as suas ações para garantir a saúde e o bem estar de seu povo. Como um pai, que primeiro socorre os filhos e depois ajuda os vizinhos. Lula devia pensar nisso, já que votar mesmo, quem vota é o povo!

 

Que São Pedro, tenha piedade de nós!

– A Comédia da Copa do Mundo

Diogo Mainardi é o cara! Admiro sua coragem em escrever e opinar sem se preocupar com os possíveis processos judiciais. Amado e odiado, seu texto é irrepreensivelmente irônico e inteligente. Os lulistas o detestam, lógico, já que boa parte do seu discurso é antipetista.

Mainardi foi contratado recentemente pela Rádio Jovem Pan para comentar a Copa do Mundo. E no rádio se sai tão brilhante quanto na TV ou no papel. Uma de suas crônicas falava sobre como deveria ser o dia de folga da Seleção Brasileira na África do Sul: Luís Fabiano jogando golfe, Elano filosofando sobre pensadores e Robinho tirando músicas clássicas com um violino, entre outros ‘delírios’.

Entretanto, ele se supera na sua coluna semanal na Veja de ontem (www.veja.com/diogomainardi de 12/06/2010), ao retratar a sua identificação com os jogadores. Para ele:

“o jogador do Brasil com o qual me identifico é Felipe Melo. Ele me representa. Vai Felipe Melo! Mostre ao mundo do que é capaz uma pessoa sem talento, sem juízo e sem discernimento”.

Sensacional a tirada, não? Ele faz ainda analogia com Susana Vieira e Lula no Irã. Abaixo:

 

A COMÉDIA DA COPA

 

Susana Vieira e eu na Copa do Mundo. Susana Vieira comentará as partidas na TV. Eu comentarei as partidas no rádio. Por quê? Porque ninguém se interessou em me contratar para comentar a Divina Comédia, de Dante Alighieri. Susana Vieira é minha Beatriz na Cidade do Cabo e em Johannesburgo.

Eu sou um cronista como Nelson Rodrigues. Eu sou um reacionário como Nelson Rodrigues. Eu sou pago para fazer comentários sobre a Copa do Mundo como Nelson Rodrigues. Agora só tenho de me tornar um Nelson Rodrigues.

Eu fui da literatura para a imprensa, da imprensa para o rádio. É por isso que simpatizo com Robinho. Ele tem uma trajetória semelhante à minha: do Real Madrid para o Manchester City, do Manchester City para o Santos. Eu simpatizo também com Kaká. Melhor dizendo: eu o idolatro. Eu gostaria de ganhar um dos maiores salários de todos os tempos para permanecer sentado no banco de reservas, tirando a franja da testa. Eu sou bom em matéria de tirar a franja da testa. Mas o jogador do Brasil com o qual realmente me identifico é Felipe Melo. Sempre que, durante o programa de rádio, Wanderley Nogueira me passa a bola, eu me embanano todo e, como Felipe Melo, acabo recuando para o zagueiro. Na Copa do Mundo, minha torcida será inteirinha para ele. Ele me representa. Vai, Felipe Melo! Mostre ao mundo do que é capaz uma pessoa sem talento, sem juízo e sem discernimento.

O melhor personagem desse time do Brasil, no entanto, é o técnico Dunga. O que me atrai nele – e Nelson Rodrigues seguramente concordaria comigo – é aquele seu aspecto de coronel da Operação Bandeirante. Se Carlos Alberto Parreira, em 2006, perdeu a Copa do Mundo porque convocou apenas jogadores lesados e fora de forma, Dunga, em 2010, resolveu dobrar a aposta, convocando jogadores ainda mais lesados e fora de forma. Num momento como o atual, em que o Brasil é dominado pelo populismo mais ordinário, Dunga ignorou os apelos da arquibancada e repudiou Ganso e Neymar. Ganso e Neymar consagraram-se em partidas contra o Rio Branco e o Guarani. Escalá-los numa Copa do Mundo contra a Espanha e a Inglaterra seria o mesmo que escalar Lula para negociar com o regime genocida iraniano.

Dante Alighieri usou a Divina Comédia para fazer proselitismo contra o papa Bonifácio VIII, colocando-o no Inferno, enterrado num fosso, só com as pernas de fora. Eu uso o rádio para fazer proselitismo contra o PT. Do amistoso com o Zimbábue, um sinal do apoio de Lula a Robert Mugabe, essa mistura de Mussolini com Grande Otelo, aos aloprados da CBF, que se comportam como os aloprados do PT, eu sempre dou um jeito de condenar essa gente ao castigo eterno. Agora só tenho de me tornar um Dante Alighieri. E Susana Vieira me conduzirá à Luz.

– A Sátira ao Presidente Lula por um Israelista

Um dos termos utilizados para se dizer que um vídeo na Internet faz sucesso é o “bombou na Web”. Pois é: está bombando mundo afora um vídeo hebraico (de apenas 3 minutos), onde a aliança entre Almadinejad e Lula sobre o acordo nuclear é ironizada. Mostra-se o presidente brasileiro rodeado entre mulheres, dançando um sambinha de Martinho da Vila e dando respostas hiper-vaidosas. O diálogo mostra um Lula pouco inteligente e querendo fazer comparações indevidas com o futebol e a política.

Aos lulistas, o vídeo é um crime contra a moral do presidente. Aos antilulistas, mais uma prova da equivocada ação das negociações indevidas com o Irã.

Caso não tenha assistido ainda, é só clicar no link: http://www.youtube.com/watch?v=qp8pMmkHqU8 (está em hebraico, mas com boas legendas em português).

– O Nosso Novo Irmão: o Irã

Lula está no Irã e ontem conseguiu, junto com o presidente da Turquia, um acordo para o problema da corrida nuclear naquele país. Mesmo a contragosto dos EUA e União Europeia, Lula resolveu liderar essa negociação.

Trocando em miúdos: parece que o Brasil, ou melhor, o presidente Lula, é muito ingênuo. Ele realmente acredita que o presidente iraniano tem intenções apenas pacíficas com o uso da energia nuclear? Ele próprio já deu declarações racistas e de guerrilha contra diversos povos e países.

Tomara que Lula não dê um tiro no pé da reputação brasileira. Se for em seu próprio pé, tudo bem, já que a medida nada mais é do que uma medida demagógica de auto-promoção para uma candidatura à ONU.

O site da BBC produziu um perguntas-e-respostas sobre essa questão nuclear, reproduzida pelo site do Terra. Compartilho:

 

Extraído de: http://noticias.terra.com.br/noticias/0,,OI4435383-EI188,00-Entenda+a+polemica+envolvendo+o+programa+nuclear+do+Ira.html

– Demagogia em Discurso e Palanques Desinibidos

A corrida eleitoral começou mesmo. Quer prova disso? Veja as festas do dia primeiro de maio. O presidente Lula participou com a candidata Dilma Roussef em algumas festas no ABC e pediu às pessoas que se desejarem seu continuismo na administração do país que “sabem o que deve fazer“.

Isso não é propaganda, discurso de campanha? Não está proibido neste período? Essas pessoas não estão em seus plenos exercícios dos cargos?

Paulinho da Força Sindical foi além: em seu discurso disse: “o governador Serra não está aqui porque ele não gosta de trabalhador.”

Ué, ele gosta de vagabundo? Pode acusar alguém assim?

Outra coisa importante: segundo a Rádio CBN neste domingo, as festas foram bancadas por empresas públicas, destacando-se Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Petrobras.

Eles brigam, se xingam, cometem crimes eleitorais como os citados acima, e nós pagamos o preço disso. E não estou defendendo x ou y, apenas mostrando a infeliz realidade política do Brasil.

Falando nisso… e o projeto Ficha Limpa dos políticos? Isso eles não se preocupam em defendê-lo?

– Arnaldo Jabor e sua Firme Posição Antilulista

Arnaldo Jabor é polêmico. Bestial para alguns, besta para outros. Entretanto, em sua coluna que circula por diversos jornais no Brasil, ele reproduziu um texto interessante sobre “o narcisismo de Lula, vivente de um reality show estrelado por ele próprio”. Se você é pró-Lula, certamente odiará este artigo. Aos antilulistas, ele é a mais pura expressão da verdade.

Independente da sua posição partidária ou política, algo é inegável: a qualidade de redação e alguns ditos sobre os cuidados que se tem que ter com o sucesso.

Extraído de: http://www.otempo.com.br/otempo/colunas/?IdEdicao=1629&IdColunaEdicao=11373

O PERIGO DA GRANDE MARCHA… A RÉ

por Arnaldo Jabor

Lula é um “reality show” permanente. Lula está em “fremente lua de mel consigo mesmo”, como dizia Nelson Rodrigues.

Mas, em sua viagem narcisista começam a aparecer os sintomas do erro. A sensatez do velho sindicalista virou deslumbramento. Um dia, abraça o Collor , no outro está com o Hamas e o Irã.

Freud (não o Freud Godoy dos “aloprados”…) tem um trabalho clássico, “O Fracasso Após o Triunfo”, no qual mostra que há indivíduos que lutam e vencem, e, depois da vitória, se destroem, porque muitos carregam no inconsciente complexos inibidores do pleno sucesso. Quanto mais medíocre é o dirigente, mais ele despreza a inteligência e a cultura e se transforma numa ilha cercada de medíocres.

Será que foi por isso que Lula escolheu uma senhora sem tempero, uma “gaffeuse” sem prática e com “olhos de vingança”, como me disse um taxista? Parece um sintoma.

A grande ironia é que Lula foi re-eleito por FHC. Sem o Plano Real, o governo Lula seria o pior desastre de nossa história. E, ajudado também pela economia mundial em bonança compradora, ele hoje diz que é responsável pelos bons índices econômicos que o governo anterior organizou. E não cai um raio do céu em cima…

Afinal, o que fez o governo Lula, além de se aproveitar do que chamava de “herança maldita”, além do Bolsa Família expandido e dos shows de TV? Os primeiros dois anos foram gastos no “assembleísmo” vacilante dos “conselhos” que ele nunca ouviu. Depois, a briga com a gangue dos quatro do PT, expulsos. Depois, a aventura da quadrilha de corruptos “revolucionários” que Roberto Jefferson desbaratou – para a sua e nossa sorte -, livrando-o do Dirceu e de seus comunas mais ativos. Aí, Lula pôde voltar a seu populismo personalista.

Lula continua o símbolo do “povo” que chegou ao poder, mascote dos desvalidos e símbolo sexual da Academia. Lula descobriu que a economia anda sozinha, que basta imitar o Jânio Quadros, o inventor da “política do espetáculo”, e propagar aos berros o tal PAC, esse plano virtual dos palanques. Lula tem a aura sagrada, “cristã”, do mito de operário ignorante e, por isso, intocável. Poucos têm coragem de desmentir esse dogma, como a virgindade de Nossa Senhora…

Por isso, vivemos um importante momento histórico, que pode marcar o Brasil por muitos anos. Agora, com as eleições, vai explodir a guerra com o sindicalismo enquistado no Estado: 200 mil contratados com a voracidade militante de uma porcada magra que não quer largar o batatal. Para isso, topam tudo: calúnias, números mentirosos, alianças com a direita mais maléfica. Tudo para manter o terrível “patrimonialismo de Estado”. Não esqueçamos que o PT combateu o Plano Real até no STF, como fez com a Lei de Responsabilidade Fiscal, assim como não assinou a Constituição de 88. Esse é o PT que quer ficar na era pós-Lula. Seu lema parece ser: “em vez de burgueses reacionários mamando na viúva, nós, do povo, nela mamaremos”.

Os “companheiros” trabalham sincronizados como um formigueiro. O sujeito pode até bater na mãe, que continua “companheiro”. Só deixa de sê-lo se criticar o partido, como o Paulo Venceslau, que ousou denunciar roubos nas prefeituras, depois confirmados na tragédia de Celso Daniel.

FHC resumiu bem: se continuar o “lulismo” com sua tarefeira Dilma, “sobrará um subperonismo contagiando os dóceis fragmentos partidários, uma burocracia sindical aninhada no Estado e, como base do bloco de poder, a força dos fundos de pensão”.

Ou seja, o velho Brasil volta a seu pior formato tradicional, renascendo como rabo de lagarto. O país tem um movimento “regressista” natural, uma vocação populista automática. Será o início da Grande Marcha a ré …

Com a eventual vitória do programa do PT, teremos a re-estatização da economia, o inchamento maior ainda da máquina pública, a destruição das agências reguladoras e da Lei de Responsabilidade Fiscal; em busca de um getulismo tardio, uma visão do Estado como centro de tudo, com desprezo pelas reformas, horror pela administração e amor aos mecanismos de “controle” da sociedade – essa “massa atrasada” inferior aos “revolucionários”. A esquerda psicótica continua fixada na ideia de “unidade”, de “centro”, de Estado-pai, de apagamento de diferenças, ignorando a intrincada sociedade com bilhões de desejos e contradições.

A tarefa principal da campanha de Serra será explicar qual é o “pensamento tucano”. Como ensinar a população ignorante que só um choque democrático e empresarial pode enxugar a máquina podre das oligarquias enquistadas no Estado? Como explicar um programa de “mudanças possíveis” na infraestrutura e na educação, contraposto a esse marketing salvacionista de Lula?

Esse é o desafio da campanha do PSDB. Aécio Neves fez bem em se indignar com a demagogia de Dilma no túmulo de Tancredo – ele nos lembrou que o PT não apenas não apoiou Tancredo em 85, como expulsou seus três deputados que votaram nas eleições pela democracia.

A maior “realização” desse governo foi a desmontagem da razão. Podemos decifrar, analisar, comprovar crimes ou roubos, mas nada acontece. Ninguém tem palavras para exprimir indignação, ou melhor, ninguém tem mais indignação para exprimir em palavras.

Aécio Neves devia ir além e ser vice, sim. Seria um gesto histórico que lhe daria riquíssimos frutos, para além do interesse pessoal de uma política imediata. Aécio ganharia uma rara grandeza na história do país. Seu avô aprovaria.

Só uma alternância de poder, fundamental na democracia, pode desfazer a sinistra política que topa-tudo pelo poder e que planeja, com descaso, transformar-se numa espécie do PRI mexicano, que ficou 70 anos no poder. Durante o poder do PRI, as eleições eram uma simulação de aparente democracia, incluindo repressão e violência contra os eleitores. Em 1990, o escritor peruano Mario Vargas Llosa chamou o governo mexicano, sob o PRI, de uma “ditadura perfeita”. Será que isso nos espera?

– Incoerência, Demagogia ou Trapalhada?

E aí? O presidente Lula declarou ontem que “ninguém gosta mais dos aposentados do que eu“, e falou, falou, falou… Entretanto, disse sem muito destaque: quando os deputados e senadores votarem por aumento para os aposentados, quero ver de onde eles vão tirar dinheiro“.

Quer dizer que no discurso “ama muito“, mas na hora do aumento joga a responsabilidade para os outros?

É só cortar a gastança desenfreada e acabar com a corrupção, que sobra muito!

– A Visão sobre a Imprensa, na Análise de Thomas Jefferson e Lenin

Incrível como volta e meia a censura oficial ameaça a liberdade de imprensa. A imprensa é essencial para a democracia! Não me venha com a história de que a irresponsabilidade de alguns jornalistas é ruim; em todas as atividades há os bons e maus, e um enganador não dura muito tempo.

Digo isso pois leio uma matéria de alguns dias atrás, da Revista Veja, 27/01/2010, ed 2149, por Fabio Portela, com o título “A Obsessão Totalitária“. Nela se compara duas frases emblemáticas de dois grandes líderes. Apenas reproduzo, pois ela se auto-explica:

UM TEMA, DUAS VISÕES

No século XVIII, o futuro presidente americano Thomas Jefferson já enxergava a liberdade de imprensa como um dos pilares da democracia. No século XX, o bolchevique Lenin inaugurou a doutrina esquerdista que vê no jornalismo independente uma ameaça a ser combatida.

“Se eu tivesse de decidir entre ter um governo sem jornais e ter jornais sem um governo, eu não hesitaria nem por um momento antes de escolher a segunda opção” – Thomas Jefferson, em 1787

“Dar à burguesia a arma da liberdade de imprensa é facilitar e ajudar a causa do inimigo. Nós não desejamos um fim suicida, então não a daremos” – Vladimir Lenin, em 1912

De fato, deve-se parabenizar o jornalista Fabio Portela por tal matéria, que mostra como uma verdadeira democracia tende a ganhar com a liberdade de imprensa, como defendida por Thomas Jefferson. Àqueles que têm algo a esconder e querem impedir o necessário trabalho da imprensa, e que se alinham perfeitamente ao pensamento lenista que desejam transformar Brasília em uma Nova Caracas, meus pêsames. Essa mesma imprensa e a população estão alertas, em nome do país.

– Incoerência em Discurso sobre o Método de Protesto

Há dias quero escrever sobre o assunto e não tive tempo. Lá vai:

Lula reclama de que o manifestante cubano que fez greve de fome em Cuba, como forma de protesto à ditadura local, está sendo irresponsável. Nosso presidente se omite em apoiar o rebelde contra o regime de ditadura castrista.

Lula tende a dar asilo político ao terrorista italiano Cesare Batista, e na época acatou seu manifesto, que foi fazer greve de fome contra a democracia italiana, que o quer preso por homicídios na Itália.

O proprio Lula fez greve de fome por 6 dias, no tempo da dtadura.

Que raio de critério é esse? Incoerente, no mínimo. Defendemos o assassino e condenamos o inocente?

– E ele disse que não sabia…

Capa da Folha de São Paulo de hoje: Lula disse que Roberto Jefferson o havia informado do Mensalão.

E por que mentiu anteriormente, dizendo que não sabia? Só agora que acabou o processo do Mensalão?

Mentir parece não ser cirme em nosso país… muito menos algo condenável.

– O Profeta do Diálogo e da Discórdia

Lula irá a Israel. Um importante jornal local o chamou de “profeta do diálogo”, e faz menção de que ele pode ser um decisivo interlocutor para a paz no Oriente Médio. Entretanto, ao mesmo tempo, o criticou pela excessiva intimidade com o Irã.

Em tempo: Lula pode se candidatar a presidente da ONU em 2011. Curiosidade: seria o primeiro presidente da entidade a não dominar o inglês. E esse detalhe é deveras importante…

– Presidente Folgado

Lula se incomodou com as críticas feitas às ações de campanha de dona Dilma Roussef. Neste final de semana, a candidata inaugurou um hospital que nem foi construído com verba federal (incrível, os políticos levam os louros da vitória de outros pares, magicamente!). Sobre a chiadeira, disse:

“Se eles pudessem eles cantavam todo dia: um Lulinha incomoda muita gente, uma Dilminha incomoda muito mais”,
presidente Lula,


Tá esnobando… ou melhor, usando uma gíria de periferia: tá “forgando”.

– Palmas ou Vaias?

O Governador de Brasília, o ex-senador Arruda, flagrado em escândalos de corrupção, foi preso ontem. Palmas à ação da polícia.

Motivo da prisão: atrapalhar as investigações da polícia. Ou seja, não está preso por corrupção ativa. Aqui, não mencionarei “Palmas”.

Lula discursa: esse tipo de esquema de corrupção é escandaloso, sou a favor de cadeia e por isso propus que corrupção seja crime hediondo. Vaias ao presidente, pois quando sua turma foi investigada pelos mesmos motivos e mesmos esquemas, ninguém foi preso e o presidente, ainda, negou tudo e ironizou.

Demagogia oficial…

– Santa Ignorância encobre a Sabedoria Popular

Um dito antigo remete as soluções simplórias mas certeiras como manifestação da “Sabedoria Popular”. Mas tudo isso fica encoberto pela alienação deste mesmo povo. Veja só: o Instituto Sensus divulgou nova pesquisa de intenção de votos à presidência, encomendada pela CNT – Confederação Nacional dos Transportes (aliás, por que a CNT sempre encomenda essas pesquisas? No que interfere em seu trabalho? Por que outras entidades mais relevantes não o fazem?), onde os números são os seguintes:

Lula – 18,7%

Dilma – 9,5%

Serra – 9,3%

Não sabem – 53,1%.

A pergunta foi: em quem você votaria para presidente? As respostas eram espontâneas.

Incrível. Em ano eleitoral, não sabem que o presidente Lula é impossibilitado de concorrer a um 3o. mandato pela Constituição. Isso seria desinformação ou alienação?

Bom, acho que tudo isso é redundante…

– O Bolsa Pipoca

A sugestão do José Simão na Folha de São Paulo para alavancar a bilheteria do filme do Presidente Lula foi sensacional: já que ela tem sido decepcionante, crie-se o “Bolsa-Pipoca“. Ou melhor, faça animação em 3D, com o dedo cortado do protagonista voando sobre os espectadores…

Maldade… mas engraçado!

– O Filme do nosso Mestre-Guia Lula

Já falamos aqui ironicamente sobre a Indicação de Lula ao Oscar (clique aqui para o texto). Mas quero compartilhar o pensamento de Rubens E. Filho, comentarista de cinema da Rádio Jovem Pan. Ele disse que “nunca um país teve a ousadia de fazer uma biografia de seu presidente, em vida, lançada em ano eleitoral (…) é muito ‘puxa-saquismo’ para um filme com ótimos atores (…). Lula se tornou no filme um Messias, só falta fazer milagre”.

Bom crítico de cinema que se mostrou perfeito na crítica política. É isso mesmo! O filme do Lula não teria hora mais imprópria para demagogia e para o seu lançamento do que em 2010. Puro oportunismo dos envolvidos…

– A Hipocrisia que atravanca o progresso!

Duas coisas abomináveis:

1) O altíssimo e descabido custo das reformas do Maracanã. Quer dizer que o Maracanã fechará e custará 1/2 bi para reformá-lo para a Copa? Mas o estádio não gastou 140 mi para as reformas visando o Panamericano? Destas obras realizadas, nada se aproveitará para as novas…. rasgou-se 140 mi do dinheiro do nosso bolso!

2) A demagogia do discurso do presidente Lula na COP-15: “vamos criar um fundo para combater as emissões de gases, e se os países ricos não quiserem, o Brasil pode fazer um sacrifício e dar dinheiro para a criação dele”. Estamos nadando no dinheiro, não? Os maiores culpados, os países ricos, é que têm obrigação de custeá-lo. E é evidente que o discurso foi feito só para arrancar aplausos. Praticidade… neca!

– É só dar oportunidade, e ele aproveita!

Nunca, na história desse país, tivemos tanta demagogia em discursos presidenciais. O presidente Lula que me desculpe, mas é incrível a sua cara-de-pau no discurso de ontem.

Durante as celebrações do “Dia Nacional de Combate à Corrupção“, Lula disse que o mensalão do DF, onde o Partido dos Democratas está envolvido, “é um crime horrível, que isso precisa acabar, que não pode ficar impune”, e blablablá…

Concordo com tudo e assino embaixo. Tanto esse mensalão, como o do Partido dos Trabalhadores, há 4 ano, são inadmissíveis.

E qual foi o discurso do Lula naquele mensalão. Lembram-se????

Quanta demagogia.

– Lula X Wagner Moura: o presidente que merece o Oscar!

Interessante a entrevista do cineasta Fernando Meirelles na Folha de São Paulo, 09/10/2009, pg A8, à Veridiana Ribeiro. Segundo ele, Lula é um grande ator, pois leu o discurso da vitória olímpica como se fôsse dele próprio e como se as palavras viessem do coração! (O discurso da conquista do RJ para as Olimpíadas de 2016 foi escrito por Scott Givens, ex-vice presidente de entretenimento da Disney)

Olha o que Meirelles diz:

“Lula é um ator impressionante. Ele vai lá, dá uma lida no texto em 20 minutos, e fala aquilo como se tivesse saído na hora, do coração dele. Não tem Wagner Moura pro Lula! Ele é o melhor ator. Não sei se é o melhor presidente.”

– De quem é a Culpa?

Novo apagão no Brasil. No primeiro, de 1999, Lula culpou FHC e o ministro das Minas e Energias.

No atual, Lula disse que o apagão desta vez era acidente, não se poderia culpar um presidente por isso. 

Lembram que era a ministra das Minas e Energias no começo do mandato?

Dona Dilma!

Durma-se com um barulho desse… Não cuspa para cima, pois pode cair na própria cabeça…

– Arre, Lula! O discurso sobre a PM

Para não dizer que há má vontade do blog para com o presidente Lula, nesta ele foi bem, em relação a PM e salários da corporação. Apesar de que ficou no ar a impressão de que o uso da expressão “propina da bandidagem” não foi legal. Leia:

Extraído de: http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1369672-5601,00-LULA+DIZ+QUE+PM+PRECISA+GANHAR+MAIS+PARA+NAO+LEVAR+PROPINA+DA+BANDIDAGEM.html

Lula diz que PM precisa ganhar mais para não levar ‘propina da bandidagem’

Segundo ele, sociedade corre risco se policial tiver de ‘fazer bico’. No Distrito Federal, salário inicial de soldado da PM é de R$ 4 mil.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (6), após sancionar lei que cria plano de carreira para policiais militares e bombeiros do Distrito Federal, pagar bons salários é o único jeito de evitar que agentes de segurança levem “propina da bandidagem”. No Distrito Federal, cada soldado da PM recebe pelo menos R$ 4 mil de salário inicial.“A única hipótese de a gente não ter um policial levando propina da bandidagem é o policial ganhar o suficiente para ficar tranquilo”, disse Lula para plateia de policiais e bombeiros do DF.
Falando sobre a questão da segurança pública no Rio de Janeiro, Lula disse ainda que os policiais têm de receber salários que garantam o sustento de suas famílias para não ter que recorrer a outros trabalhos –os chamados “bicos”.“É preciso dar bons salários aos policiais do Rio de Janeiro para a gente exigir que ele cumpram sua função. Se precisar fazer bico, já estamos correndo risco. Se ele ganhar pouco e precisar trabalhar fora já estamos correndo risco”, discursou o presidente.
Lula disse que a lei sancionada em benefício da PM do Distrito Federal deve ter repercussão nacional, mas que é preciso levar em conta que nem todos os estados têm a mesma capacidade financeira da capital federal.“Eu sei que corremos um risco, porque aprova aqui e os outros estados também querem. Temos que levar em conta o poder dos cofres do estado. Nem todos os estados podem dar o que deu Brasília, que tem uma condição especial. Portanto, não podemos cobrar isso que o DF fez. Não podemos cobrar isso de Roraima, de Alagoas por exemplo”, disse o presidente.
Ele disse ainda que é preciso resolver com as corporações da PM questão dos turnos de trabalho. Segundo ele, não é possível continuar com as escalas de trabalho por 24 horas e 72 horas de folga.
“Essa história de trabalho de 24 horas por 72 horas, temos que discutir. Primeiro, achar que um ser humano pode trabalhar 24 horas sem dar uma cochiladinha é acreditar em Papai Noel. É melhor que os companheiros ganhem melhor e tenham companheiros para trabalhar oito horas por dia, durante todo o dia”, declarou.
Segundo a PM, o novo plano de carreira permitirá a promoção de 12 mil policiais, o que resulta em reajustes salariais. Contudo, a PM não soube informar o impacto sobre a folha de pagamento.A PM tem um efetivo de 13 mil policiais no Distrito Federal e com a aprovação também poderá contratar até mais 3 mil agentes, 1,5 mil já em janeiro de 2010. O outros serão contratados somente em 2011.

– Lula e Chávez: “Brincando nos Campos do Senhor”

O título acima se refere à foto na qual o presidente Lula e o venezuelano Hugo Chávez tiraram em El Tigre, colhendo soja, na capa da Folha de São Paulo deste sábado. Neste encontro, Chávez disse que: Lula vem como “Cristo anunciando o Evangelho”. Deve ser algum Evangelho Apócrifo, o mesmo do qual Lula disse que “se estivesse no Brasil, Jesus faria aliança com Judas”.

Perceberam como cada vez mais as analogias religiosas procuram endeusar as pessoas? O proselitismo religioso-político está em alta. Uma pena. Virou instrumento de demagogia.

– Na Ponta da Língua Presa

E o livro que o humorista Marcelo Tass lançará sobre as pérolas do Lula? Sensacional. Ele coletou “gafes e redundâncias do presidente”. Algumas frases:

“Minha mãe nasceu analfabeta”

“Dizem que o Ronaldo tá gordo. Mas o gordo tá gordo ou o gordo tá magro?”

“Nunca na história desse país se terá visto uma Olimpiada tão bem organizada como a do Brasil”

Extraído de: http://jt.com.br/editorias/2009/10/26/var-1.94.12.20091026.1.1.xml

Na ponta da língua presa

Marcelo Tas lança livro bem-humorado no qual cataloga as pérolas do presidente

Fernanda Brambilla, fernanda.brambilla@grupoestado.com.br

É de domínio público que o presidente Lula tem o talento nato de palpitar sobre qualquer coisa. De religião a Corinthians, variam os temas das famosas pérolas presidenciais. Jornalista e líder do programa CQC, Marcelo Tas se lançou ao desafio de catalogá-las em livro, a começar pelo título, Nunca Antes na História desse País, frase mais usada por Lula em seus sete anos de governo.Tas diz que se Lula é um animal político por instinto, é também filósofo de crises, economista de primeira viagem, marqueteiro de campanha, advogado de ex-inimigos. Nas horas vagas, tem seus momentos de técnico de futebol, turista e até de comediante de stand up. Cada uma dessas facetas, sob a ótica do humorista, vira um capítulo do livro. “Isso é fascinante no Lula. Se ele encontrar um tema do qual não entende, comenta de qualquer jeito”, fala Tas, que vai lançar a obra no início de novembro. “Aliás, Lula gosta principalmente de falar do que não sabe.”
Cada frase destacada ganhou um breve comentário bem-humorado. Mas o autor se apressa em dizer que o livro não tem pretensões políticas. “Não é algo ressentido ou partidário, não ataco gratuitamente o presidente, o PT ou seus dogmas”, explica Tas. O prefácio é assinado pelo jornalista José Simão, difusor do ‘lulês’. “Simão me perguntou se queria um texto a favor ou contra o Lula”, lembra Tas. “Eu disse a ele que é um livro a favor do contra.”

Imerso nas divagações presidenciais, Marcelo Tas não esconde que o mais difícil foi lidar com as mudanças de opinião do presidente. “Às vezes ele tem uma grande sacada, mas vai repetindo a piada, deformando, e por fim acaba mudando completamente de ideia sobre o assunto”, aponta. “A crise econômica passou de ‘marolinha’ a ‘muito séria’.”

A solução foi dar à ‘bipolaridade’ do político um belo destaque. O autor criou o capítulo Lula Metamorfose Ambulante, brincadeira que resulta em uma das seções mais saborosas do livro. O nome saiu de uma estranha descoberta durante a pesquisa. “Lula tem muito em comum com Raul Seixas. Os dois nasceram em 1945, deram um salto na carreira nos anos 70 e depois estouraram: Raul vendeu milhões de discos e Lula se tornou o Lula.”

Com o material já enviado à gráfica, Tas diz ter levado um susto com o lançamento do livro de Ali Kamel, da Rede Globo, Dicionário Lula (Ed. Fronteira, R$ 59,90) – sobre o mesmo tema. “Fiquei desesperado, mas logo vi que se tratava de outra proposta. O trabalho dele foi de maluco, catalogar cada verbete, com uma equipe e computadores. O meu é de humor, sem essa pretensão.”

No fim, páginas em branco

Para manter seu livro atual, Tas recorreu a uma artimanha: “Ao fim da obra, deixei três páginas em branco para que cada leitor inclua as frases que lembrar e as que aparecerem”. Já para rechear o livro, o autor conta que usou a “variedade de opiniões” que apareceu em jornais, programas de TV e rádio, documentários e as edições do programa de rádio oficial Café com o Presidente, além do livro de Denise Paraná, Lula, o Filho do Brasil, inspiração do cineasta Fábio Barreto para a adaptação ao cinema prevista para janeiro de 2010. Claro que a fonte principal, Lula, não deixou a desejar. “Tem gente que ainda acha que o publicitário Duda Mendonça foi o responsável pela vitória do Lula, uma besteira. Lula é o melhor Duda Mendonça de si mesmo.”

De carona no carisma e no discurso do presidente com a maior aceitação popular desde a redemocratização do País, Tas conseguiu criar um livro curioso. “Não conheço ninguém que esteve com Lula e não se apaixonou, mesmo os tucanos mais ferrenhos. Como todo político, ele é um bom ilusionista”, acrescenta Tas. Trabalho concluído, o jornalista arrisca um palpite para o fenômeno eleitoral: “Talvez a razão do sucesso e da popularidade dele seja justamente esse dom do Lula, de traduzir como ninguém qualquer tema para o arroz com feijão.”
 

 

– Obama Pede, Dona Dilma aceita e Lula sorri

Você conhece Ben Self? Ele é o marqueteiro de Barack Obama, considerado o “papa” do markerting político nos dias atuais.

A pedido de Lula para Obama, Ben foi convencido a trabalhar na campanha eleitoral de Dona Dilma Russef em 2010.

Essas eleições prometem muitos gastos… Quem pagará a conta do gringo? Nas eleições passadas, sabemos que Duda Mendonça teve a conta paga através do Mensalão!

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2080/artigo152152-1.htm

MARQUETEIRO IMPORTADO

O PT contrata para a campanha de Dilma o publicitário que ajudou Obama a arrecadar US$ 500 milhões pela Internet

por Sérgio Pardeças e Octávio Costa

Na terça-feira 15, o responsável pelo marketing digital e telefônico da campanha de Barack Obama nas eleições dos EUA, Ben Self, precisou de apenas cinco minutos para convencer a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que sua estratégia de captação de eleitores por meio da internet poderá ajudar a impulsionar sua vacilante candidatura ao Palácio do Planalto em 2010. “Todo eleitor precisa se sentir dono da campanha. Temos que aumentar o entusiasmo e a paixão dos apoiadores”, pregou o publicitário americano para o imediato entusiasmo da ministra. A reunião que selou a entrada do americano, sócio-fundador da Blue State Digital, na campanha da ministra ocorreu na residência oficial de Dilma. Participaram do encontro, além de Dilma e Ben Self, o marqueteiro João Santana, padrinho da indicação, e a empresária Danielle Fonteles, da Pepper Comunicação, que será a responsável pela operação via internet da campanha. Na quartafeira 16, em outra reunião, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, deu seu aval à participação do especialista americano na campanha petista.

Apesar de as reuniões com Dilma terem ocorrido apenas na última semana, o americano está contratado como consultor do PT desde 1º de agosto. E, nos próximos dias, poderá ganhar a companhia de outra fera da comunicação de Obama. Trata-se de Scott Goodstein, chefe de mídias móveis da campanha vitoriosa nos EUA, especialista em arrecadação online. Quando esteve no Brasil no fim de agosto, para uma palestra a 40 executivos do Bradesco, ele estreitou os laços com a cúpula petista. Os valores envolvidos na contratação dos executivos americanos são mantidos sob sigilo pelo PT.

O desafio dos americanos é fazer na campanha de Dilma o que fizeram na de Obama: utlilizar os recursos da internet e do celular para transformar entusiastas da candidatura em verdadeiros cabos eleitorais e, sempre que possível, em doadores de recursos. Nos EUA, convidados a participar da campanha, os simpatizantes eram cadastrados em um banco de dados, entravam na rede, articulavam eventos, manifestações, convenciam terceiros a votar em Obama e ainda ajudavam a coordenar a captação de recursos. Assim, Self formatou a estratégia que arrecadou US$ 500 milhões via internet. Se a ministra ainda está longe de tomar a dianteira nas pesquisas, pelo menos numa disputa ela superou o seu principal rival. Por muito pouco Self não foi trabalhar com o governador de São Paulo, José Serra, pré-candidato do PSDB. Em maio, o americano chegou a almoçar com a equipe de Luiz González, marqueteiro tucano. Pesou, no entanto, para sua decisão um pedido do próprio Obama em favor da candidata de Lula.

– Lula X PT: Quem é o Maior?

O Presidente da República Lula insiste em minimizar as gravíssimas acusações contra o Presidente do Senado, José Sarney. O próprio PT, pressionado, admite pedir a renúncia de Sarney. Mas Lula não quer.

Nesse momento, Lula parece intocável, acima do bem e do mal. Acima do próprio partido. Antes, Lula era o partido. Agora, Lula é o Lula.

O que será que de tão grave deve saber Sarney para ter tanta proteção? A quem interessa tamanha absolvição de tantos crimes?

Mistérios de Brasília… A única certeza é que há algo muito podre…

– Quem está no Comando ???

Se o Presidente da República (Lula) está na Europa,

se o Vice José Alencar está internado,

quem está a frente do nosso Brasil?

Seria ele, o presidente do Senado, JOSÉ SARNEY?

Desculpem a minha ignorância, mas é o presidente do Senado, Congresso ou Judiciário quem assume? Alguém poderia me ajudar?

– O Cordeiro do Presidente Lula

Causou polêmica a decisão do articulista Diogo Mainardi em encerrar seu blog. Alega que é incompatível ter tal coluna on-line, em Veja.com, devido ao novo propósito do Presidente Lula: criar seu próprio blog, através do jornalista Jorge Cordeiro. As brigas de Mainardi e Lula já renderam inúmeros processos judiciais; mas a cada coluna, ele mostra ainda mais seu talento. Leia abaixo, extraído de Veja, ed 08/07/2009:

“O Cordeiro do presidente” por Diogo Mainardi

Jorge Cordeiro? Isso mesmo: Jorge Cordeiro. Ninguém sabe quem ele é. Ninguém sabe o que ele faz. Mas Franklin Martins acabou de contratá-lo para comandar o blog do Lula. O blog do Planalto.
Lula declarou recentemente que, com a internet, a imprensa perdeu “o poder que tinha alguns anos atrás”. E, de acordo com ele, quanto menos poder a imprensa tiver, melhor. Porque isso impede que os jornais tentem “dar um golpe de estado”, manipulando os fatos. Lula, a Arianna Huffington de Caetés, acredita que só agora, com o Blogger, o Facebook e o Twitter, “este país está tendo o gosto da liberdade de informação”. Segundo ele, “estamos vivendo um momento revolucionário da humanidade”.
Jorge Cordeiro, o blogueiro de Lula, tem o perfil do revolucionário da internet. Depois de trabalhar por seis anos como assessor de imprensa da Odebrecht, no período em que a empreiteira se enroscou com Fernando Collor de Mello, ele se distinguiu por sua passagem em jornais como O Fluminense. Quando Marta Suplicy foi eleita, ele ganhou um cargo na área de internet da prefeitura paulistana. Em 2005, arrumou um emprego no Globo Online, sendo demitido menos de um ano depois. Ultimamente, até ser contratado por Franklin Martins, ele mantinha um blog que era lido e comentado sobretudo por ele mesmo. A internet tem esse aspecto revolucionário: o autor de um blog pode ser também o seu único leitor.
Assim como Lula, Jorge Cordeiro dispara contra a imprensa. Seu blog solitário é sua Sierra Maestra. Ele considera que a “grande mídia” – da qual ele e Franklin Martins foram demitidos – “é apenas uma ferramenta para perpetuar o status quo de uma elite, veículo de pré-conceitos, defesa de interesses escusos e muito, mas muito cinismo mesmo”. VEJA, Folha, Estado, Globo: o blogueiro de Lula condena todo o “(tu)baronato” da imprensa, acusando-o de irresponsabilidade, de tendenciosidade, de forjar a roubalheira dos mensaleiros e de montar uma farsa golpista no episódio dos aloprados, a fim de evitar o triunfo histórico de “Lulaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!”.
O blogueiro de Lula, como o próprio Lula, argumenta que há mais liberdade e mais pluralidade nos blogs do que na imprensa. Os elogios aos blogs cessam no momento em que eles abusam dessa liberdade e dessa pluralidade para – epa! – falar mal de Lula. Ricardo Noblat se torna automaticamente “dissimulado, prepotente, mentiroso”. E Reinaldo Azevedo é ironizado por seus tumores, que o blogueiro de Lula apelida de “bolotinhas”.
Eu? Eu sou um “dândi”. Tenho de levar “uma bela cusparada” e, como Paulo Francis, “sucumbir a inúmeros processos”. Na semana passada, renunciei espontaneamente ao meu trabalho na internet. O blogueiro de Lula comemorou minha despedida com o seguinte comentário: “U-huuuuu!!”. Agora que Lula tem um blog, e que pretende trocar a imprensa por spams, sou eu que comemoro minha saída da internet: “U-huuuuu!!”.

– Sarney e Lula: Qual o Interesse do Apoio?

Fico impressionado com os acordos políticos que são costurados em Brasília. O Presidente do Senado José Sarney está sem moral alguma para exercer seu mandato, devido as inúmeras denúncias. Está provado e comprovado que seu nome está nos mais graves capítulos de acusação de corrupção da história política brasileira. E o presidente Lula se reuniu ontem, sexta-feira, com líderes políticos a fim de determinar apoio ou não para Sarney. Se o PMDB apoiar Dilma Roussef para a presidência para 2010, Lula defenderá Sarney. Se o PMDB se recusar, Lula não fará nada para salvá-lo.

Ora, e a honestidade do político, fica em segundo plano? A palavra do presidente determina se alguém é bom ou ruim? Muda-se a opinião em decorrência de politicagem?

Extraído de: http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1215437-5601,00-DIANTE+DA+AMEACA+DE+RENUNCIA+PT+RECUA+E+VOLTA+A+APOIAR+SARNEY.html

Diante da ameaça de renúncia, PT recua e volta a apoiar Sarney

O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), disse nesta quarta-feira (1º) que o partido voltou a apoiar a permanência de Sarney na presidência do Senado diante da possibilidade de ele renunciar ao cargo.

A bancada do partido se reuniu com Sarney na residência oficial do presidente da Casa, em Brasília, no início da noite. Segundo Mercadante, ele teria dito que poderia renunciar, mas descartava pedir um afastamento provisório. O líder do PT disse que entre uma eventual renúncia e o afastamento, o partido manteria o apoio a Sarney.

“O presidente disse que não quer ser um obstáculo ao Senado”, afirmou Mercadante, após a reunião. Ele voltou a repetir o  que já havia dito pela manhã, ao tentar reduzir a responsabilidade do presidente do Senado pela crise. “A crise no Senado não pode ser debitada na conta de Sarney.” 

O líder do PT negou que a bancada do partido tenha sido pressionada por Sarney para rever sua posição. Nesta quarta, o partido defendeu que Sarney deveria se licenciar por 30 dias do cargo. O pedido foi feito durante o  encontro de Sarney com Mercadante e com a líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti (PT-SC), pela manhã.

“Há duas hipóteses neste momento que eu consideraria: a renúncia do presidente Sarney do cargo, mas esta não é a solução, ou a permanência [definitiva] dele. O afastamento temporário não deve prosperar”, disse o líder do PT. 

A reunião na residência de Sarney reuniu 10 dos 12 senadores petistas. Apenas Flávio Arns (PR) e Tião Viana (AC) não compareceram. Viana disputou a presidência do Senado contra Sarney no começo do ano. 

Na reunião com os petistas, Sarney teria dito que parte das críticas que recebe não são “válidas” e que acatou as propostas do PT de uma criação de um colégio de líderes para “administrar” a crise e a apuração de todas as denúncias de irregularidades na Casa.

Mercadante afirmou que a bancada do PT deve se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (2) para discutir a crise no Senado. O presidente voltou ao Brasil nesta quarta-feira à noite de viagem à Líbia. 

Na terça-feira (30), DEM, PSDB, PDT e PSOL pediram o afastamento do presidente do comando da Casa. Seguindo postura semelhante à adotada pelo líder do PSDB, Arthur Virgílio, que protocolou uma representação por quebra de decoro contra Sarney na segunda-feira (29), o PSOL apresentou duas representações pelo mesmo motivo contra o presidente do Senado e contra o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL).

‘Tapetão’

Na Líbia, Lula disse que a oposição quer ganhar o Senado “no tapetão”, em referência às pressões de senadores para que o presidente José Sarney (PMDB-AP) deixe a Presidência em razão da crise política que atinge a Casa.

“É importante para o DEM e PSDB, que querem que ele [Sarney] se afaste para o Marconi Perillo (senador pelo PSDB-GO e primeiro vice-presidente do Senado) assumir, o que não é nenhuma vantagem para ninguém. A única vantagem é para o Marconi Perillo e para o PSDB, ou seja, que quer ganhar o Senado no tapetão. Assim não é possível. Isso não faz parte do jogo democrático”, declarou o presidente.

Por meio da assessoria do partido, o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE), rebateu as declarações de Lula. “O presidente Lula devia saber que estamos fazendo todo o esforço possível para encontrar uma solução para o Senado. Os senadores do PT sabem disso. Afirmar que o PSDB quer assumir é uma profunda injustiça. Um presidente da República não pode viver eternamente em cima de um palanque. Sua afirmação não tem nenhum cabimento”, afirmou Guerra. 

– A Insistência em Estar do Lado Errado

Quando da reeleição supostamente fraudulenta de Ahmadinejad no Irã, nosso presidente Lula disse que as manifestações não passavam de flamenguistas e vascaínos discutindo. Ora, o mundo está vendo a repressão das autoridades locais, nada democráticas, com mortes em decorrência dos protestos. Entretanto, fazemos coro aos pouquíssimos países que legitimaram o resultado, sem contestar. Até o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo daquele país, demorou para aceitar a eleição. E aqui, apesar da distãncia, de pronto a reconhecemos.

Pior: não conseguimos manter ponto de neutralidade de um problema que não é nosso. E a pergunta incessante: a troco de quê?

– Lula Defende Sarney. Por quê?

Com tantas denúncias contra José Sarney, mesmo assim o nosso mestre-guia Lula insiste em defender o Presidente do Senado. Que país esse homem vive, meu Deus?

Bom, a frase foi dita lá do longíquo Cazaquistão, onde Lula se encontra. Da terra de Borat, talvez não esteja conseguindo enxergar bem a realidade atual da crise do senado…

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u582293.shtml

Lula defende José Sarney e diz que denúncias não têm fim

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quarta-feira (17) a sequência de denúncias no Senado e saiu em defesa do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), que discursou ontem no plenário do Congresso Nacional.

“Não li a reportagem do presidente Sarney, mas penso que ele tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum”, disse. “Elas [denúncias] não têm fim e depois não acontece nada.”

O presidente afirmou que é importante investigar o que houve, inclusive para saber a quem poderia interessar desestabilizar o Senado.

“Essa história tem que ser mais bem explicada. Não sei a quem interessa enfraquecer o Poder Legislativo no Brasil. Mas penso o seguinte: quando tivemos o Congresso Nacional desmoralizado e fechado foi muito pior para o Brasil, portanto é importante pensar na preservação das instituições e separar o joio do trigo. Se tiver coisa errada, que se faça uma investigação correta”, disse Lula.

O petista afirmou ainda que o governo não teme ser prejudicado pelas denúncias sobre o Senado.

“Todos os senadores, a começar do presidente Sarney, têm responsabilidade de dirigir o destino do país, ou seja, do Congresso Nacional, vamos esperar que essas coisas se resolvam logo.”

Para o presidente, as denúncias podem acabar cansando a população. “O que não se pode é todo dia você arrumar uma vírgula a mais, você vai desmoralizando todo mundo, cansando todo mundo, inclusive a imprensa corre o risco. Porque a imprensa também tem que ter a certeza de que ela não pode ser desacreditada porque, na hora em que a pessoa começar a pensar ‘olha, eu não acredito no Senado, não acredito na Câmara, não acredito no Poder Executivo, no STF [Supremo Tribunal Federal], também não acredito na imprensa’, o que vai surgir depois?”, questionou.

– Passagem para mulher e sindicalista pode?

E o nosso guia-mestre? Só foi elogiá-lo em post anterior, e ele dá motivo para crítica…

No Rio de Janeiro, em evento com a candidatíssima Dilma Roussef (aliás, é a Secretaria Civil que mais aparece na história política do Brasil. Por que será?), disse, a respeito da farra das passagens aéreas, que: “não vejo mal algum deputado levar no avião sua mulher para Brasília. Eu mesmo, quando deputado, cansei de levar sindicalistas da CUT com cota de passagens do meu gabinete… Há coisas mais importantes para se discutir!”

Lula foi bem quando disse que há coisas mais importantes para se discutir.

Também foi péssimo quando dá a entender que essa farra é normal e corriqueira. Parece que não quer discutir a fundo tal imoralidade com o dinheiro público.

– Dando o braço a torcer

Erros e Acertos são comuns a todos os seres mortais. Ninguém é perfeitamente certo, nem perfeitamente errado. Então vamos lá: Dentro do governo Lula, e essa é a minha impressão de eleitor que não votou nele, em meio a esse pico de popularidade do nosso mestre-guia, apenas uma simplória análise:

ERROS

– Crise do Mensalão: Lula estava no meio da crise junto com o PT; nada fez de concreto para apuração e sua popularidade se manteve;

– Crise do José Dirceu: idem;

– Crise do Waldomiro Diniz e José Genuíno: idem;

– Queda do Palocci e o caseiro Francileudo: idem;

– Defesa do Fumo, onde acendeu em público uma cigarrilha: idem.

– Insistir no bolsa-família ao invés de programa de sustentabilidade (chega de assistencialismo demagogo, o que vale é emprego e perenidade): idem.

ACERTOS:

– Redução do IPI para carros, material de construção e linha branca: muito bem quista por todos;

– Fim do radicalismo demonstrado nos anos 80.

Se for ser contra o governo, poderia-se dizer que esses acertos também seriam erros, pois demorou-se para reduzir os juros, além de que essa queda do IPI é provisória; outros, ainda, citarão que Lula tornou-se contraditório, pois quem batia no FMI agora empresta dinheiro a ele.

Sinceramente, acredito que o presidente está colhendo os louros de uma preparação anterior ao seu governo, pois enquanto o segundo mandato de FHC sofreu em meio a crises, a economia se preparava para o período posterior, colhido pelo próprio Lula.

Mas tenho que dar braço a torcer: a frase do presidente imortalizada pela banda Paralamas do Sucesso (nos anos 90), nestes tempos de crise de imagem do Congresso Nacional, se fazem cada vez mais verdadeiras e atuais: Luiz Inácio falou, Luiz Inácio avisou: há 300 picaretas com anel de doutor”…

Tenho curiosidade sobre o legado dos presidentes FHC e LULA a ser lembrado pelas gerações futuras: O primeiro responsável pela globalização do termo desenvolvimento sustentável e pai do Plano Real; o segundo pelo assistencialismo aos pobres e reafirmação da política econômica anterior. De repente, poderão ser imortalizados como 2 grandes presidentes da história, mesmo de ideologias diferentes mas de sucesso complementar.

– Ele é o Cara!

Hoje, durante a reunião dos G-20 (países ricos + convidados), que está sendo realizada na Inglaterra, o presidente Lula mostrou que está sobrando e não está prosa. O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que “Lula é o cara“, e que o brasileiro “é o presidente mais popular do mundo“.

Extraído de: http://jovempan.uol.com.br/noticia/obama+lula+e+o+politico+mais+popular+na+terra-157590,,0

(Publicado Por: Mariana Riscala)

Obama: Lula é ‘o político mais popular na Terra’

Norte-americano fez o comentário sobre o brasileiro em uma roda de líderes antes de reunião do G-20

Em uma roda de líderes pouco antes do início da reunião do G-20, que acontece nesta quinta-feira em Londres, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que o presidente Lula é o “político mais popular da Terra”. Um vídeo da rede de notícias BBC registrou a cena em que os dois se cumprimentam.Obama troca um aperto de mãos com o presidente brasileiro, olha para o primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, e diz, apontando para Lula: “Esse é o cara! Eu adoro esse cara!”. Em seguida, enquanto Lula cumprimenta Rudd, Obama diz “esse é o político mais popular da Terra” apontando para Lula.

Rudd aproveita a deixa e brinca: “O mais popular político de longo mandato”. E o norte-americano ainda acrescentou:

“É porque ele é boa pinta”.

– Aprendendo com nosso Presidente e Mestre-Guia Luiz Inácio

Quando eu era sindicalista, culpava o governo. Quando eu era da oposição, culpava o governo. Quando virei governo, culpei a Europa e os Estados Unidos’

É muito fácil se eximir de responsabilidades e jogar a culpa nos outros, não?

Essa confissão de Lula ocorreu por via indireta, hoje, quando o primeiro ministro da Inglaterra Gordon Brown, reunido com o presidente americano Barak Obama, após reunião preparatória para o G20, davam uma coletiva para os jornalistas.

Abaixo, extraído de Época Negócios (clique no link para a íntegra):

Brown cita críticas de Lula e arranca risos de Obama

Em coletiva, primeiro-ministro britânico afirma que brasileiro disse a ele que, quando era sindicalista e oposição, culpava o governo. Agora, Lula teria assumido que mudou de estratégia e tem culpado os países desenvolvidos

por Época NEGÓCIOS Online

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, citou uma crítica feita por Lula, nesta quarta-feira (01/04), em entrevista coletiva ao lado do presidente americano, Barack Obama. Os dois líderes mundiais se encontraram um dia antes da cúpula do G20, sediada em Londres, para tratar da crise internacional.

Segundo informações da BBC, Obama falava sobre a necessidade de procurar soluções ao invés de apontar culpados pela crise. Ao comentar o tema, Brown citou uma crítica que ouviu do presidente brasileiro.“Estive na semana passado no Brasil e acho que o presidente Lula vai me perdoar por citá-lo. Ele me disse ‘Quando eu era sindicalista, culpava o governo. Quando eu era da oposição, culpava o governo. Quando virei governo, culpei a Europa e os Estados Unidos’”, contou Brown, arrancando risos de Obama.

“Lula reconhece, como nós, que este é um problema global. É um problema global que exige uma solução global. O que aconteceu essencialmente é que a mobilidade do capital financeiro internacional superou os mecanismos nacionais de regulação. E se nós não aceitarmos isso como o problema, nós não vamos ajudar a resolver a crise esta semana”, disse o premiê britânico.