Com o possível encerramento das atividades do TikTok nos Estados Unidos no próximo domingo (19), os criadores de conteúdo estão buscando alternativas…
Continua em: Lemon8: A Nova Rede Social Que Pode Substituir o TikTok nos EUA

Com o possível encerramento das atividades do TikTok nos Estados Unidos no próximo domingo (19), os criadores de conteúdo estão buscando alternativas…
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Leio esse “guia rápido” para não cair no conto das malditas Fake News (extraído da Revista Veja). Não pense que só são durante as épocas de Eleições que elas ocorrem…
Compartilho:
Eu fico com pena de tanta gente iludida pelas mentiras contadas nas Redes Sociais. Há aqueles que acreditam piamente em tudo, sofrem e até se desesperam com as falsas notícias!

Imagem extraída de: https://unamglobal.unam.mx/que-son-las-fake-news/
Walcyr Carrasco, jornalista e autor de novelas e peças de teatro, escreveu uma interessante coluna na Época (Ed 2811) sobre a exposição de conflitos e brigas entre casais, quando estes caem na Internet.
E quando eles próprios fazem questão de expor?
Na rede, os conflitos de qualquer natureza costumam se eternizar. Sobre essa situação, Walcyr lembrou que
“O amor acaba. A raiva diminui. O tempo alivia os corações. Mas a Internet pode durar sempre”
Eu concordo, e você? Abaixo, o texto na íntegra:
ROUPA SUJA NA INTERNET
É de lascar. Antes, quando as pessoas brigavam, no máximo a fofoca corria solta entre amigos. Hoje a guerra explode na internet. Em casos de amor é pior. O risco de alguém ter a cor de suas cuecas divulgada na web é imenso. Bem… a cor das cuecas seria pouco diante do que ocorreu com um amigo. É um ator famoso da Globo. Casado, pai de filho, teve um breve romance com uma atriz. Acabou quando ela descobriu a existência de uma terceira. Irritadíssima, não deixou por menos. Sabe-se lá como, conseguiu uma foto dele e da nova rival, pelados, na cama. Eu a recebi, assim como todo nosso grupo de amigos. Um desastre. Salvou-se porque a esposa, cuidando do bebê em casa, não é ligada em tecnologia. Nem sequer desconfiava dos pulinhos do cônjuge. Liguei para a autora do e-mail:
– Você vai destruir a vida dele!
– Tomara!
Mas ele tem bons amigos que resolveram deletar a foto. Por sorte, a história aconteceu há um ano, e a imagem, para minha surpresa, passou batida. E não estourou nas revistas de celebridades. Fotos da atriz Scarlett Johansson nua bombaram na web não faz muito tempo. Ela mesma as enviara pelo próprio smartphone a seu então marido e atual ex, Ryan Reynolds. Suspeitou-se que o próprio Reynolds, no calor da separação, as houvesse disseminado. Para aplacar o escândalo, Scarlett afirmou ter sido vítima de um hacker. Conseguiu retirá-las dos sites onde era exibidas. As fotos haviam sido batidas pela própria atriz no auge da paixão. Na revista Vanity Fair, ela se saiu com uma explicação bem-humorada:
– Eu conheço meus melhores ângulos.
Diante de mico tamanho, dizer o quê?
Quando a fofoca fica restrita a uma lista de amigos, é possível segurar o estrago. Mas e quando os ex-pombinhos se bicam pelo Twitter e pelo Facebook? Recentemente, um casal gay que nem conheço pessoalmente separou-se. Apavorado, o primeiro, com quem sempre converso no Twitter, pediu-me um conselho. O outro havia entrado em seu Facebook e adicionado sua tia. E revelou o caso em detalhes à velha senhora, que contou tudo para a família. Ocorre que o rapaz pretendia manter em segredo suas preferências.
– Meus pais são evangélicos, queria ficar no armário!
– Seu armário está com cupim – alertei.
Além da tia, o outro também mandou mensagens ao grupo de amigos da net. Segundo contou, conhecera o primeiro na rua, fazendo programa. Endividara-se com os gastos exagerados do parceiro. Pelo Twitter, o primeiro descobriu que trocávamos mensagens. Não teve dúvidas: denunciou o ex como pedófilo, também pela web, em texto aberto a quem quisesse ler. Era baixaria demais. Bloqueei ambos no Twitter. Reapareceram em meu Facebook. Arrependidos, que surpresa!
– Exagerei, ele nunca fez programa.
– Pedófilo ele não é. Só caloteiro.
Adoro uma boa história. Permaneci em silêncio, mas desbloqueei os dois. E descobri que… estão fazendo as pazes! Inacreditável!
Pior é o caso de uma amiga, personal trainer. No auge da paixão, fez uns vídeos bem íntimos com o namorado. Falta de juízo? O amor é assim, quando está rolando ninguém pensa no perigo. Brigaram. Ele quer voltar, ela não. O rapaz já ameaçou botar tudo na web, como fez, há anos, o ex de Paris Hilton. (Alguém lembra? Na época foi um barulhão. Hoje sabemos que foi um ato de pioneirismo.) Minha amiga está desesperada. Voltar não quer. Nem pode, com tal chantagista mau caráter. A lavagem de roupa suja pode acabar com sua carreira. Pouco se fala no assunto, mas hoje em dia muitas empresas entram no Google para pesquisar o passado do funcionário. Academias não contratam uma personal trainer que apareça nua em qualquer site ou em situação ainda mais explícita.
– Que mulher vai querer o marido treinando com uma piriguete? – disse-me o gerente de uma delas.
Intimidade e internet não fazem uma boa parceria. Quando casais se separam, acusações explodem. No auge da fúria, ex-parceiros dizem coisas horríveis um ao outro. Normal. Mas, quando desembocam na internet, intimidades podem ser compartilhadas por um número incalculável de pessoas. Qual é a saída? Talvez seja bloquear o acusador no primeiro e-mail, tweet ou mensagem pelo Facebook. Quem briga quer reação e quem sabe desista. Mas a fúria também pode aumentar exponencialmente.
A lavagem de roupa suja pelas redes sociais está crescendo. Para quem quer brigar, é melhor pensar bem. O amor acaba. A raiva diminui. O tempo alivia os corações. Mas a internet pode durar para sempre.
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Imagem extraída de: https://pt.dreamstime.com/foto-editorial-logotipo-do-internet-image64514541
Cada vez mais ouço notícias de pessoas que querem “sumir da Web”. Seja qual for o motivo – se por crimes no passado e penas já cumpridas, se por motivos tristes ou constrangedores, ou simplesmente para manter a privacidade.
Para isso, entram na Justiça contra o Google ou sei lá contra quem for necessário! O fato é que enquanto alguns querem aparecer, outros (por motivos particulares e justos) querem desaparecer.
O que você pensa sobre isso? Eu, pessoalmente, não tenho problemas em aparecer em links de buscas por nada me desabonar. Mas confesso: a idéia em sair da Internet é interessante (mas talvez um pouco burocrática), caso por algum motivo eu queira.
![1][especial] o que é o direito ao esquecimento? | InternetLab InternetLab](https://internetlab.org.br/wp-content/uploads/2017/01/20170123_ILAB_SEMANA_ESQUECIMENTO_01-02.png)
Imagem extraída de: https://internetlab.org.br/pt/noticias/1especial-o-que-e-o-direito-ao-esquecimento/
Celular AINDA é algo relativamente novo à minha geração, que não pode se acomodar nem deixar de se atualizar tecnologicamente.
Para a minha filha pequena, celular é algo que sempre existiu e faz parte do dia-a-dia. Aliás: celular não, mas sim SMARTPHONE.
Sou do tempo antigo BIP, o precursor do “teletrim”. Mas eis que vejo algo curioso: uma propaganda da Nokia sobre, acredite, fazer envio de mensagem de texto!
Parece coisa de séculos atrás, mas deve ter no máximo uns 15 anos. Abaixo:

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.
As redes sociais como Facebook e Twitter acabam deixando as pessoas mais irritadas do que relaxadas. Motivo: pesquisa mostra que hoje, com pais, parentes e chefes sendo adicionados e usando tal ferramenta, a pessoa passa a ser mais vigiada e se obriga a tomar muito cuidado ao postar algo.
Vai que a mãe dá um puxão de orelha virtual e todos lêem, ou o chefe implica com alguma coisa?
ADICIONAR OS CHEFES NO FACEBOOK PODE AUMENTAR ESTRESSE, DIZ PESQUISA
Pesquisa feita na escola de negócios da Universidade de Edimburgo mostra que quanto mais círculos sociais uma pessoa conecta em sua vida on-line, mais estresse causam as mídias sociais.
Isso porque quanto mais grupos relacionados ao perfil no Facebook, maior o potencial de esses amigos causarem uma ofensa pública. A ansiedade a esse respeito aumenta ainda mais quando a pessoa adiciona chefes ou familiares.
A apreensão é justificada: pesquisas indicam que mais da metade dos empregadores já deixou de contratar alguém por algo que foi visto nas redes sociais.
Os pesquisadores da Universidade de Edimburgo descobriram que, em média, os amigos de uma pessoa no Facebook pertencem a sete círculos sociais diferentes.
O grupo mais comum é o de amigos off-line, seguido pela família ampliada, irmãos e irmãs, amigos dos amigos e colegas.
O levantamento, que ouviu 300 pessoas, detectou ainda que apenas um terço usa as listas privadas do Facebook para divulgar suas atualizações, ferramenta que permite controlar para quais grupos de amigos vão as informações.
“O Facebook costumava ser uma grande festa para todos os amigos, onde se podia dançar, beber e paquerar. Mas agora, com pais, mães e chefes olhando tudo, a festa se torna um evento cheio de potenciais armadilhas sociais”, disse Ben Marder, autor da pesquisa e professor da Universidade de Edimburgo.

Imagem extraída de: https://br.pinterest.com/pin/625367098239481064/
Cuidado: nossa sociedade apresenta males do século XXI que são novos mas constantes. Um deles seria a intoxicação por excesso de informação, misto de contaminação com carência de atualizações.
Compartilho interessante material, extraído da revista Isto É, Ed 2168, pg 76, por Patrícia Diguê e João Loes. Abaixo:
INTOXICADOS DE INFORMAÇÃO
O estresse causado pela hiperconectividade e a sensação de estar sempre desatualizado causam a chamada infoxicação. Saiba quais são os sintomas e como se livrar desse mal
A publicitária Larissa Meneghini, 24 anos, toma café da manhã com os olhos grudados num livro. No caminho para o trabalho, parada no trânsito de São Paulo, aproveita para escutar notícias pelo rádio do carro e ler mais um pouco. Passa o dia conectada, respondendo a e-mails, checando redes sociais e pesquisando sites relacionados ao trabalho. “Chego a ficar tonta com tanta informação, a ponto de ter de sair da frente do computador e esperar passar”, conta a paulistana, que recentemente abriu mão do celular com internet para tentar reduzir o estresse com a hiperconectividade. Apesar de antenada com tudo, se sente constantemente desatualizada. “Estou sempre com medo de ficar de fora”, lamenta. A angústia de Larissa diante do grande volume de informação é tema que vem gerando manifestações acaloradas desde o início da era digital e agora ganhou nome: infoxicação.
O neologismo, uma mistura das palavras “informação” e “intoxicação”, foi cunhado por um físico espanhol especialista em tendências da informação, Alfons Cornellá. Segundo ele, uma pessoa está infoxicada quando o volume de informação que recebe é muito maior do que o que ela pode processar. “Quando ainda nem terminamos de digerir algo, já chega outra coisa”, afirma o especialista. As consequências são a ansiedade diante de tantas opções e a superficialidade.
Na mesma corrente, está o psicólogo britânico David Lewis, que criou o conceito da Síndrome da Fadiga Informativa, que se dá em pessoas que têm de lidar com toneladas de informação e acabam se sentindo paralisadas em sua capacidade analítica, ansiosas e cheias de dúvidas, o que pode resultar em decisões mal tomadas e conclusões erradas. Outros sintomas são danos às relações pessoais, baixa satisfação no trabalho e tensão com os colegas. “O excesso é mais prejudicial do que proveitoso”, afirma. Se há duas décadas só contávamos com alguns canais de televisão, hoje o volume de dados no mundo equivale à leitura de 174 jornais por dia por pessoa, aponta estudo da USC Annenberg School for Communication & Journalism, publicado em fevereiro (leia quadro).
Apesar dos perigos do excesso de informação, a maioria dos especialistas ainda enxerga mais vantagens do que desvantagens na era digital. Só alertam para a necessidade de as pessoas aprenderem a amenizar os efeitos colaterais dessa nova realidade. “Não temos como reverter esse processo, então é preciso aprender a lidar com ele”, defende a psicóloga Rosa Farah, do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “E não podemos subestimar a capacidade de o ser humano de adaptar-se a essa realidade.”
Para não ser contaminado pelo turbilhão de bytes a que está exposto diariamente, o engenheiro naval Guilherme Malzoni Rabello, 27 anos, inventou uma dieta da informação. “Eu escolho cuidadosamente o que merece minha atenção antes de sair atirando para qualquer lado, atentando principalmente para a origem da fonte. “Quanto mais gabaritada e reconhecida, mais vale a pena consumir”, diz. O engenheiro é exemplo de quem conseguiu exercer a escolha criativa, segundo o psicanalista Jorge Forbes, que não concorda com a patologização do mundo online. “Será que alguém fica gordo porque vai a um restaurante de bufê e se acha obrigado a comer de tudo para não fazer desfeita?”, compara Forbes. A professora Rosa, da PUC, ressalta, porém, que há pessoas mais vulneráveis a essa abundância e, para elas, recomenda escutar os alertas do organismo. “O corpo dá sinais de que estamos ultrapassando limites. Aí é hora de reavaliar prioridades”, ensina. Por enquanto, a quantidade de informação no mundo ainda equivale a menos de 1% da que está armazenada nas moléculas de DNA de um ser humano, indício de que a espécie deverá sobreviver a mais esse impacto.
Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.
Na última sexta-feira (20), os advogados da rede social X (antigo Twitter) anunciaram a designação de uma representante legal no Brasil, como exigido…
Continua em: Entenda o que falta para a rede social X voltar a funcionar no Brasil

Eu estava em meio ao Mestrado quando a conheci! E tudo foi forçado. Um dos meus professores queria que tivéssemos uma conta de e-mail para que nos comunicássemos, e poucos sabiam o que era isso…
Era 1998. Ela, quem era? A Internet! Muito cara, lenta e pouco acessível. Ter um endereço eletrônico parecia uma “frescura” sem fim! Mas, na marra, acabei me relacionando com ela até hoje.
O certo é que as crianças do século XXI não imaginam como era o mundo sem Internet, numa infância diferente do que a nossa. Elas já nascem meio que “infoway”.
Há apenas 33 anos nascia a Web (ou Internet, se preferir), exatamente em 06 de agosto de 1991.
Que revolução em nossas vidas, não?
Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.
Compartilho interessante material sobre a tecnologia e o seu uso no dia-a-dia. E veja que curioso: o texto não é antigo e o assunto é atual, datado de 2012, mas como o propósito é falar das facilidades e transformações do mundo digital, parece que já é de muito mais tempo! O tema nos convida à seguinte reflexão: Somos escravos do computador?
É claro que falamos da tecnologia moderna. Todos nós nos tornamos dependentes dela, e muitas vezes queremos fugir totalmente dessa servidão ocasionada pelas máquinas. Mas isso é possível? Quanto tempo conseguimos ficar longe dos equipamentos com tecnologia de ponta?
O grau de dependência varia para cada indivíduo. E o seu, qual é?
Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI79096-15224,00-ESTAMOS+FICANDO+ESCRAVOS+DAS+MAQUINAS.html
ESTAMOS FICANDO ESCRAVOS DAS MÁQUINAS?
Os aparelhos modernos facilitam tanto nossa vida que rapidamente se tornam indispensáveis. Como o avanço tecnológico está alterando nosso comportamento e nosso modo de raciocinar
A mente humana possui uma capacidade prodigiosa de memorização. Dizia-se que Matteo Ricci, um jesuíta italiano que viveu na China no século XVI, sabia de cor o texto de 150 livros. Dois milênios antes, os bardos gregos se valiam da memória para transmitir de pai a filho os 15.693 versos da Ilíada, poema posto no pergaminho 400 anos após a morte de seu lendário autor, Homero. A educação dos cidadãos incluía o exercício de decorar os textos homéricos. Hoje, isso parece uma capacidade tão prodigiosa quanto inútil. Afinal, os livros estão aí, nas bibliotecas (ou na internet). Basta consultá-los. No mundo atual, prezamos mais o raciocínio que a decoreba – um termo pejorativo que não à toa é aplicado ao processo de memorização.
Transformações similares a essa estão acontecendo agora, no século XXI: a tecnologia, mais uma vez, está mudando nossa forma de pensar. Um exemplo é o GPS, o sistema de localização por satélite. Tóquio, a maior cidade do mundo, tem dezenas de milhares de ruas e avenidas, a maioria delas sem nome. As casas e os edifícios têm numeração, mas ela é aleatória, ou melhor, histórica: a casa mais antiga da rua em geral é a número 1, não importa em que altura esteja. A habilidade de localizar-se na cidade assombra os estrangeiros – e concede status especial a carteiros e taxistas.
Os candidatos a taxista, assim como em Londres, devem passar por um teste dificílimo para provar que sabem de cor o mapa da cidade. Isso exige anos de treinamento e memorização. Há alguns anos, depois do advento do GPS, a prova passou a aferir também se o candidato sabe usar o aparelho. O GPS tornou-se um equipamento-padrão nas frotas de táxi. Mas os motoristas mais velhos pouco o usam. Eles mantêm a malha viária viva na memória.
Os taxistas mais jovens recorrem bem mais ao aparelho. Ainda decoram o mapa da cidade, mas provavelmente começam a esquecê-lo assim que são aprovados no exame. O GPS representa um óbvio avanço para o cotidiano dos japoneses. O curioso é como um sistema inexistente há poucos anos caminha rapidamente para se tornar imprescindível.
Algo parecido aconteceu nos últimos meses em São Paulo. Acostumados às facilidades da internet para pesquisar serviços, trabalhar, conversar com amigos ou informar-se, centenas de milhares de clientes do serviço Speedy de banda larga da Telefônica sentiram-se frustrados com as constantes quedas do sistema. O mesmo tipo de sentimento nos assalta quando um vírus invade o computador, o celular perde a conexão ou o carro quebra.
Os mais afetados pela súbita privação da tecnologia são, em geral, os mais jovens. Eles nasceram imersos num mundo digital – e são mais dependentes dele. Segundo uma pesquisa feita em 2009, em Hong Kong, com 1.800 jovens de 18 a 25 anos, um em cada sete diz não ver sentido na vida sem a internet.
“Angústia, ansiedade e perda de concentração são sintomas da síndrome de abstinência em qualquer dependência. Não é diferente com a tecnologia”, diz a pesquisadora russa Nada Kakabadse, da Faculdade de Administração de Northampton, na Inglaterra, especializada em dependência tecnológica. “A tecnologia deveria ser uma ferramenta. Virou uma sobrecarga,” diz Kakabadse. “É a dependência da tecnologia portátil, que se leva consigo ao cinema, ao teatro, a um jantar e praticamente para a cama.
Há jovens que passam 16 horas por dia no videogame. Eles não se exercitam, comem mal, estão ficando doentes”, afirma. “A cultura do trabalho 24 horas por dia, sete dias por semana, também está ligada às novas possibilidades tecnológicas.” Kakabadse acredita que nossa entrega à tecnologia terá consequências. “A capacidade de julgamento é afetada. A tomada de decisões fica comprometida”, diz. “Em 20 anos, haverá leis restringindo o uso abusivo de eletrônicos, como ocorre com o tabaco e as drogas.”
Essa previsão parece exagerada. Mas já há, hoje, gente preocupada com nossa dependência tecnológica. Como sabe qualquer pessoa que tenha celular com agenda eletrônica, a espécie humana está perdendo a capacidade de decorar telefones – até o da própria casa. “Talvez o único meio de evitar os efeitos nocivos da dependência tecnológica seja conservar habilidades que não dependam do computador”, diz o historiador da tecnologia Edward Tenner, da Universidade Princeton, nos Estados Unidos. Ele prega o uso do telefone, de vez em quando, no lugar do e-mail, ou fazer cálculos com lápis e papel, em vez de usar a calculadora.
Há gente mais radical. Em Vauban, um subúrbio de Freiburg, na Alemanha, a maioria dos 5.500 moradores largou o automóvel. O subúrbio não tem vagas para estacionar. Os 30% de moradores que têm carros são obrigados a deixá-los numa garagem perto da estação de trem. Cada vaga custa US$ 40 mil. Para fazer viagens, os moradores alugam carros comunitários. O abandono do mundo sobre quatro rodas nem sempre é fácil. “Algumas pessoas se mudam para cá e desistem rápido – sentem falta do carro”, diz Heidrun Walter, uma moradora. Vauban é a experiência mais avançada de um bairro “car free” na Europa. Trata-se de uma medida contra as emissões de poluentes que provocam o efeito estufa.
O mesmo motivo – tentar salvar o planeta do aquecimento global – inspirou um sacrifício ainda maior: desligar a geladeira. Foi o que fez a canadense Rachel Muston, representante de uma parcela ínfima, porém crescente, da população dos países ricos. “Estamos bem sem a geladeira,” disse Rachel ao jornal The New York Times. “Quando estava ligada, comprávamos muita comida pronta.” Hoje, Rachel vai mais ao mercado, compra quantidades menores e cozinha mais. Em outras palavras, gasta mais gasolina e descarta mais embalagens, o que torna discutível sua contribuição para conter o aquecimento global. Mas isso é outra história. O que chama a atenção, em pessoas como Rachel ou em subúrbios como Vauban, é a resistência à tecnologia, a tentativa de voltar a um estágio em que éramos mais “puros”, talvez mais humanos. O mais célebre desses movimentos foi dos luditas, no início do século XIX. Inconformados com o desemprego trazido pelas máquinas da Revolução Industrial, eles pregavam (muitas vezes com uso da violência) a volta ao sistema artesanal.
“Acho que as pessoas antitecnologia subestimam a capacidade do cérebro de se adaptar a novos desafios”, diz o neurocientista suíço Fred Mast, da Universidade de Lausanne. “Estudos mostram que o uso intensivo da tecnologia pode levar à melhora das habilidades cognitivas, pelo processamento de mais informações ao mesmo tempo.” Talvez percamos algumas habilidades, mas ganharemos outras. E, provavelmente, nossa vida ficará mais fácil. A não ser quando houver uma pane na internet.
Os erros que a Apple iria cometer quando lançasse seu maior equívoco (para alguns concorrentes), o iPhone, foram retratados nesse artigo bem curioso.
Abaixo (extraído do BlogdoIphone.com):
O DESDÉM INICIAL DO IPHONE
O desdém inicial pelo iPhone
Muitos se arriscaram na época a prever o futuro catastrófico (SIC) do iPhone. “Especialistas” que queimaram a língua por não verem o futuro chegando.
O iPhone era tão diferente de tudo até ali que muitas mudanças foram difíceis de absorver. A falta completa de um teclado físico era uma das críticas mais usadas pelos detratores, além do fato dele ser “grande” para o padrão da época.
O CEO da Palm chegou a dizer na época “Os caras dos computadores não vão agora chegar e mostrar como se faz. Não é só chegar e fazer“.
Já um outro analista do Bloomberg não acreditava que o iPhone duraria muito tempo:
“O iPhone não é nada mais do que um brinquedo de luxo que vai apelar para alguns loucos por gadgets. Em termos de seu impacto sobre a indústria, o iPhone é menos relevante. É pouco provável que a Apple faça algum impacto neste mercado. A Apple vai vender um pouco para alguns de seus fãs, mas o iPhone não vai marcar a indústria a longo prazo.”
Michael Kanellos, da CNET, foi ainda mais categórico, prevendo o fracasso total do aparelho:
“A Apple está se preparando para lançar um novo telefone… E ele vai fracassar. As vendas deste telefone até irão disparar no começo, mas as coisas vão se acalmar e o telefone da Apple vai tomar o seu lugar nas prateleiras com as câmeras de vídeo aleatórias, telefones celulares, roteadores sem fio e outros possíveis acertos. Quando o iPod surgiu no final de 2001, ele resolveu alguns problemas importantes com MP3 players. Infelizmente para a Apple, são problemas que não existem no setor de telefonia. Os telefones celulares não são desajeitados, dispositivos inadequados. Em vez disso, eles são muito bons. Muito bons.”
Nem mesmo a Microsoft estava acreditando no que estava acontecendo. O diretor de marketing da empresa, Richard Sprague, comentou na época:
“Eu não posso acreditar nesta atenção toda que está sendo dada para o iPhone … Eu só tenho que saber quem vai querer uma coisa dessas (além do fanático religioso). Então, por favor, favorite este post e volte daqui dois anos para ver os resultados da minha previsão : eu prevejo que o iPhone não vai vender nem perto dos 10 milhões [de unidades] que Jobs prevê para 2008.”
E claro, não podemos esquecer do comentário que ficou na história, vindo da boca do então presidente da Microsoft, Steve Ballmer:
Confira um outro artigo com uma coletânea de frases ditas contra o iPhone. Aproveite também para analisar os comentários que nossos leitores fizeram há cinco anos.
IN ENGLISH –
The errors that Apple was supposedly going to make when it launched its biggest blunder (for some competitors), the iPhone, were portrayed in this very curious article.
Below (extracted from BlogdoIphone.com):
The initial disdain for the iPhone
Many at the time dared to predict the catastrophic (SIC) future of the iPhone. “Experts” who ate their words for not seeing the future coming.
The iPhone was so different from everything before it that many changes were difficult to absorb. The complete lack of a physical keyboard was one of the most common criticisms from detractors, besides the fact that it was “big” by the standards of the time.
The CEO of Palm even said at the time: “The computer guys aren’t just going to come in now and show us how it’s done. It’s not just about showing up and doing it.”
Another Bloomberg analyst didn’t believe the iPhone would last long:
“The iPhone is nothing more than a luxury toy that will appeal to a few gadget freaks. In terms of its impact on the industry, the iPhone is less relevant. Apple is unlikely to make any impact in this market. Apple will sell a few to some of its fans, but the iPhone will not make its mark on the industry in the long term.”
Michael Kanellos of CNET was even more categorical, predicting the device’s total failure:
“Apple is getting ready to launch a new phone… And it will fail. Sales of this phone will even surge at first, but things will calm down and Apple’s phone will take its place on shelves with random video cameras, cell phones, wireless routers, and other possible successes. When the iPod emerged in late 2001, it solved some important problems with MP3 players. Unfortunately for Apple, these are problems that don’t exist in the phone industry. Cell phones are not clunky, inadequate devices. Instead, they are very good. Very good.”
Not even Microsoft believed what was happening. The company’s marketing director, Richard Sprague, commented at the time:
“I can’t believe all this attention being given to the iPhone… I just have to know who would want such a thing (besides the religious fanatic). So, please, favorite this post and come back in two years to see the results of my prediction: I predict that the iPhone will not sell anywhere near the 10 million [units] that Jobs predicts for 2008.”
And of course, we can’t forget the comment that made history, coming from the mouth of the then Microsoft president, Steve Ballmer:
Check out another article with a collection of quotes made against the iPhone. Also, take the opportunity to analyze the comments our readers made five years ago.
A Web é um ambiente democrático. Cabe tudo, lê-se tudo e encontra-se de tudo (de bom ou de ruim). Em 2015, vendo pessoas que usavam esse espaço com falta de educação e destilavam ódio, fazendo mal uso da Internet, o sociólogo e filósofo italiano Umberto Eco disse que “as Redes Sociais deram voz a uma legião de imbecis”.
Não dá para discordar que muitos idiotas causam males aos outros através delas. Cyberbullying, Fake News e Manifestações Contrárias aos Valores Éticos habitam no cotidiano de haters e afins.
O que fazer? Censurar? Calar? Expulsar da Web?
Não. Talvez a melhor solução seja, pela própria educação que recebemos, deixar falar, responder respeitosamente ou ignorá-los. Ter paciência e nunca retribuir com ofensas à eles.
Talvez essa imagem, abaixo, seja pertinente:
LITERATURA – O que um escritor acha de textos que ele nunca escreveu, atribuídos à sua pessoa, na Internet? Aliás, você “assume” uma “culpa positiva” mesmo sem ter sido você, mas que alguém creditou e isso virou uma “verdade na Web”?
O caso hilário de Luís Fernando Veríssimo, em: https://youtu.be/qC25-rbzf5E.
Parabenizo a responsável e oportuna matéria da Revista Veja, publicada dias atrás (citação abaixo), sobre o grande mal do “vício da Internet“. Há pessoas que não tem a clara noção da dependência dessa ferramenta. Compartilho abaixo:
Extraído de: http://veja.abril.com.br/240310/quando-rede-vira-vicio-p-110.shtml
QUANDO A REDE VIRA UM VÍCIO
por Sílvia Rogar e João Figueiredo
É difícil perceber o momento em que alguém deixa de fazer uso saudável e produtivo da internet para estabelecer com ela uma relação de dependência — como já se vê em parcela preocupante dos jovens.
“O mundo paralelo é melhor”
“Com 14 anos, ganhei meu primeiro computador e fui, pouco a pouco, me tornando dependente dele, sem me dar conta da gravidade disso. Há seis meses, desde que concluí a escola e fiquei ociosa, ainda sem saber qual faculdade seguir, passo em média oito horas por dia navegando — e sempre me parece insuficiente. Na internet me refugio da timidez. Tenho um blog e frequento as redes sociais, onde já conto com 300 amigos e arranjei até namorado. Só me sobrou uma amiga dos tempos pré-internet, e as refeições eu faço apenas em frente à tela. Vivo num mundo tão à parte que, confesso, saio à rua e acho tudo estranho. Sou uma pessoa improdutiva, e o mais assombroso é que tenho total consciência disso. Ainda não procurei tratamento, mas talvez seja o caso.”
Marilia Dalabeneta, 18 anos
Com o título “Preciso de ajuda”, Carolina G. fez um desabafo aos integrantes da comunidade Viciados em Internet Anônimos, a que pertence no Orkut: “Estou muito dependente da web. Não consigo mais viver normalmente. Isso é muito sério”. Logo obteve resposta de um colega de rede. “Estou na mesma situação. Hoje, praticamente vivo em frente ao computador. Preciso de ajuda.” O diálogo dá a dimensão do tormento provocado pela dependência da internet, um mal que começa a ganhar relevo estatístico, à medida que o uso da própria rede se dissemina. Segundo pesquisas recém-conduzidas pelo Centro de Recuperação para Dependência de Internet, nos Estados Unidos, a parcela de viciados representa, nos vários países estudados, de 5% (como no Brasil) a 10% dos que usam a web — com concentração na faixa dos 15 aos 29 anos. Os estragos são enormes. Como ocorre com um viciado em álcool ou em drogas, o doente desenvolve uma tolerância que, nesse caso, o faz ficar on-line por uma eternidade sem se dar conta do exagero. Ele também sofre de constantes crises de abstinência quando está desconectado, e seu desempenho nas tarefas de natureza intelectual despenca. Diante da tela do computador, vive, aí sim, momentos de rara euforia. Conclui a psicóloga americana Kimberly Young, à frente das atuais pesquisas: “O viciado em internet vai, aos poucos, perdendo os elos com o mundo real até desembocar num universo paralelo — e completamente virtual”.
Não é fácil detectar o momento em que alguém deixa de fazer uso saudável e produtivo da rede para estabelecer com ela uma relação doentia, como a que se revela nas histórias relatadas ao longo desta reportagem. Em todos os casos, a internet era apenas “útil” ou “divertida” e foi ganhando um espaço central, a ponto de a vida longe da rede ser descrita agora como sem sentido. Mudança tão drástica se deu sem que os pais atentassem para a gravidade do que ocorria. “Como a internet faz parte do dia a dia dos adolescentes e o isolamento é um comportamento típico dessa fase da vida, a família raramente detecta o problema antes de ele ter fugido ao controle”, diz o psiquiatra Daniel Spritzer, do Grupo de Estudos sobre Adições Tecnológicas, sediado no Rio Grande do Sul. A ciência, por sua vez, já tem bem mapeados os primeiros sintomas da doença. De saída, o tempo na internet aumenta — até culminar, pasme-se, numa rotina de catorze horas diárias, de acordo com o estudo americano. As situações vividas na rede passam, então, a habitar mais e mais as conversas. É típico o aparecimento de olheiras profundas e ainda um ganho de peso relevante, resultado da frequente troca de refeições por sanduíches — que prescindem de talheres e liberam uma das mãos para o teclado. Gradativamente, a vida social vai se extinguindo. Alerta a psicóloga Ceres Araujo: “Se a pessoa começa a ter mais amigos na rede do que fora dela, é um sinal claro de que as coisas não vão bem”.
Os jovens são, de longe, os mais propensos a extrapolar o uso da internet. Há uma razão estatística para isso — eles respondem por até 90% dos que navegam na rede, a maior fatia —, mas pesa também uma explicação de fundo mais psicológico, à qual uma recente pesquisa da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, lança luz. Algo como 10% dos entrevistados (viciados ou não) chegam a atribuir à internet uma maneira de “aliviar os sentimentos negativos”, tão típicos de uma etapa em que afloram tantas angústias e conflitos. Na rede, os adolescentes sentem-se ainda mais à vontade para expor suas ideias. Diz o psiquiatra Rafael Karam: “Num momento em que a própria personalidade está por se definir, a internet proporciona um ambiente favorável para que eles se expressem livremente”. No perfil daquela minoria que, mais tarde, resvala no vício se vê, em geral, uma combinação de baixa autoestima com intolerância à frustração. Cerca de 50% deles, inclusive, sofrem de depressão, fobia social ou algum transtorno de ansiedade. É nesse cenário que os múltiplos usos da rede ganham um valor distorcido. Entre os que já têm o vício, a maior adoração é pelas redes de relacionamento e pelos jogos on-line, sobretudo por aqueles em que não existe noção de começo, meio ou fim. “Hoje eu me identifico mais com Furyoangel, meu apelido na web, do que com meu próprio nome”, reconhece Marcelo Mello, 29 anos, ex-estudante de direito e gerente de uma lan house no Rio de Janeiro.
Desde 1996, quando se consolidou o primeiro estudo de relevo sobre o tema, nos Estados Unidos, a dependência da internet é reconhecida — e tratada — como uma doença. Surgiram grupos especializados por toda parte, inclusive no Brasil, como o da Santa Casa de Misericórdia, no Rio de Janeiro, e o do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, na Universidade de São Paulo. “Muita gente que procura ajuda aqui ainda resiste à ideia de que essa é uma doença”, conta o psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu. O prognóstico é bom: em dezoito semanas de sessões individuais e em grupo, 80% voltam a níveis aceitáveis de uso da internet. Não seria factível, tampouco desejável, que se mantivessem totalmente distantes dela, como se espera, por exemplo, de um alcoólatra em relação à bebida. Com a rede, afinal, descortina-se uma nova dimensão de acesso às informações, à produção de conhecimento e ao próprio lazer, dos quais, em sociedades modernas, não faz sentido se privar. Toda a questão gira em torno da dose ideal, sobre a qual já existe um consenso acerca do razoável: até duas horas diárias, no caso de crianças e adolescentes. Quanto antes a ideia do limite for sedimentada, melhor. “Os pais não devem temer o computador, mas, sim, orientar os filhos sobre como usá-lo de forma útil e saudável”, avalia a psicóloga Ceres Araujo. Desse modo, reduz-se drasticamente a possibilidade de que, no futuro, eles enfrentem o drama vivido hoje pelos jovens viciados.

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.
Primeira grande mudança que fiz em minha vida: eu saí das Redes Sociais. Já se passaram 3 anos completos que o Instagram, o Twitter e o Facebook não …
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Uma das principais estratégias para aumentar sua autoridade no Instagram é criar conteúdo de alta qualidade e relevante para o seu público-alvo. Isso…
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Do nada, surgiu e virou uma febre: o “clubhouse”, um aplicativo (ou Rede Social) que só funciona em celulares da Apple, que era elitizado e que para participar, deveria receber convite.
Eu não entrei, mas vi que o modismo… sumiu!
Alguém ainda o usa?
Imagem extraída da Internet, divulgação clubhouse.
Para os mais ingênuos, é a televisão a principal fonte de conhecimento, pois ela separa o que uma pessoa menos intelectualizada quer saber e dá a informação pronta, sem a necessidade do telespectador decifrá-la ou investigá-la. Já os mais inteligentes buscam na Internet, mas as filtram.
Calma, essa opinião é de Umberto Eco, grande pensador italiano, falecido recentemente. Ele disse que:
“A Internet ainda é um mundo selvagem e perigoso. A imensa quantidade de coisas que circula é pior que a falta de informação (…) [Se você] é rico em conhecimento, pode aproveitar melhor a Internet do que aquele pobre senhor que está comprando salame aí na feira. Nesse sentido, a televisão é útil para o ignorante, porque seleciona a informação de que ele poderia precisar, ainda que ele seja um idiota. A Internet é perigosa para os ignorantes (…)”
Você concorda com o ponto de vista dele?
(entrevista concedida a Luís Antonio Giron, Revista Época, 02/01/2012, pg 46-47).

Imagem extraída de: https://www.tecmundo.com.br/televisao/4354-televisao-versus-internet.htm
O post Choquei apaga Fake News de que PF e FBI fariam ação contra Musk nos EUA apareceu primeiro em Brasil em Pauta Notícias. 261 mais palavras
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A decisão do ministro Alexandre de Moraes determina ainda que Elon Musk seja investigado pelos crimes de obstrução à Justiça, organização criminosa e…
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Imagem: Freepik/Shutterstock/Montagem Seu Dinheiro
Já ouviu falar da economista e consultora britânica Noreena Hertz?
Ela leciona na University College London, e foi orientadora de vários governantes em diversos assuntos: questões econômicas, negociações de paz e imbrólhos diplomáticos. E em entrevista à Revista Época (pg 68-71, ed 824 à Marcos Coronato), falou sobre a idolatria a alguns especialistas e aos modelos pré-definidos para tomadas de decisões. Disse ela:
“É claro que as opiniões, educação e treinamento com especialistas são importantes e devem ser levados em conta, mas especialistas erram muito (…) Nunca ouça um especialista só, questione as opiniões deles e busque informações”.
Mas gostei mesmo sobre quando ela fala da influência digital! Veja:
“Vivemos uma era de distração digital, de e-mails e redes sociais. Mantemo-nos num estado hormonal de estresse constante e podemos ficar viciados. Recomendo que você tire folgas digitais, ao menos uma vez por semana, sem checar e-mail ou entrar nas redes sociais. Um dos melhores procedimentos que você pode adotar antes de tomar uma decisão, privada ou profissional, é delimitar um tempo e espaço para apenas pensar. É incrivelmente difícil fazer isso hoje”.
Concordo e assino embaixo. Precisamos muitas vezes buscar a calmaria para a reflexão e para podermos melhor pensar!

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

Assim como o advento da imprensa revolucionou o mundo das ideias e do conhecimento, a Internet, à escala actual, leva isso mais longe e ainda …
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É engraçado (um pouco forte), exagerado, assustador e… bem feito!
Aqui, temos um caso clássico de como as pessoas estão reféns das Redes Sociais. Vale para refletir se, de repente, em algum momento, você não já pensou em sair da Web!
Vídeo em: https://youtu.be/8iyF3ZcVMr0
“Por Deus, tenham um blog!”
Essa “intimação” foi feita pelo Papa Emérito Bento XVI há exatamente 13 anos, em encontro com padres no Dia Mundial das Comunicações, a fim de falar em prol da Evangelização!
De fato, novas formas de comunicação são necessárias. Certamente os apóstolos e o próprio Cristo, se tivessem as tecnologias de hoje, fariam uso desse ferramental. A propósito, São Paulo, salvo engano, não foi escolhido o padroeiro da internet, devido suas cartas evangelísticas e viagens a muitos povos?
Extraído de Ig
POR DEUS, TENHAM UM BLOG!
VATICANO – Por de Deus, tenham um blog!, disse o papa Bento XVI aos padres católicos neste sábado, afirmando que eles devem aprender a usar novas formas de comunicação para disseminar as mensagens do evangelho.
Em sua mensagem para a Igreja Católica no Dia Mundial da Comunicação, o papa, de 82 anos e conhecido por não amar computadores ou a internet, reconheceu que os padres devem aproveitar ao máximo o “rico menu de opções” oferecido pelas novas tecnologias.” Os padres são assim desafiados a proclamar o evangelho empregando as últimas gerações de recursos audiovisuais – imagens, vídeos, atributos animados, blogs, sites – que, juntamente com os meios tradicionais, podem abrir novas visões para o diálogo, evangelização e catequização”, disse ele.
Os padres, disse ele, precisam responder aos desafios das “mudanças culturais de hoje” se quiserem chegar aos mais jovens.
Mas Bento XVI alertou os padres de que não tentem se tornar estrelas da nova mídia. “Os padres no mundo das comunicações digitais devem ser mais chamativos pelos seus corações religiosos do que por seus talentos comunicativos”, disse ele.
No ano passado, um novo site do Vaticano, http://www.pope2you.net, foi lançado, oferecendo um novo aplicativo chamado “O Papa se encontra com você no Facebook” e outro permitindo acesso aos discursos e mensagens do papa nos iPhones ou iPods dos fiéis.
Bento XVI também escreve a maior parte de seus discursos à mão, em alemão, e seus ajudantes mais jovens ficam encarregados de colocá-los em conteúdo digital.

Imagem extraída de: https://wallsheaven.de/fototapeten/surgeon-doctor-african-american-man-shouting-with-mouth-wide-open-C250284979
Achei bem interessante e de grande utilidade pública: como registrar um boletim de ocorrência sem sair de casa, caso se sinta ameaçado, ocorra crime digital, presencie abuso contra animais, perca seus documentos pessoais ou qualquer outra situação que possa ser resolvida sem ser de maneira presencial!
Útil. Abaixo:

Nesses tempos cansativos de haters e terroristas das Redes Sociais, muita gente distorce sua palavra e se acha no direito de “encher o saco” por pensar diferente, com comentários odiosos e ataques gratuitos.
Vi essa frase no Twitter do jornalista Antero Grecco e ela retrata essa situação com perfeição. Eu gostei:
“Sou responsável pelo que escrevo ou falo, não por aquilo que você entende“.
É isso aí! Muitos interpretam “o que querem”, não o que é a verdade.

Imagem extraída de: https://br.toluna.com/opinions/3752622/Sabem-o-que-s%C3%A3o-Haters-e-Trolls-J%C3%A1-foram-v%C3%ADtimas-de-algum
O poder da Internet é assustador!
Escrevi sobre a arbitragem de Szymon Marciniak, para Fluminense x Manchester City, em: professorrafaelporcari.com/2023/12/21/flu, e postei nas redes sociais. E eis que o juizão, o próprio Marciniak, leu (estando lá na Arábia!).
Que coisa a Web…
Compartilho interessante material sobre a tecnologia e o seu uso no dia-a-dia. E veja que curioso: o texto não é antigo e o assunto é atual, datado de 2012, mas como o propósito é falar das facilidades e transformações do mundo digital, parece que já é de muito mais tempo! O tema nos convida à seguinte reflexão: Somos escravos do computador?=
É claro que falamos da tecnologia moderna. Todos nós nos tornamos dependentes dela, e muitas vezes queremos fugir totalmente dessa servidão ocasionada pelas máquinas. Mas isso é possível? Quanto tempo conseguimos ficar longe dos equipamentos com tecnologia de ponta?
O grau de dependência varia para cada indivíduo. E o seu, qual é?
Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI79096-15224,00-ESTAMOS+FICANDO+ESCRAVOS+DAS+MAQUINAS.html
ESTAMOS FICANDO ESCRAVOS DAS MÁQUINAS?
Os aparelhos modernos facilitam tanto nossa vida que rapidamente se tornam indispensáveis. Como o avanço tecnológico está alterando nosso comportamento e nosso modo de raciocinar
A mente humana possui uma capacidade prodigiosa de memorização. Dizia-se que Matteo Ricci, um jesuíta italiano que viveu na China no século XVI, sabia de cor o texto de 150 livros. Dois milênios antes, os bardos gregos se valiam da memória para transmitir de pai a filho os 15.693 versos da Ilíada, poema posto no pergaminho 400 anos após a morte de seu lendário autor, Homero. A educação dos cidadãos incluía o exercício de decorar os textos homéricos. Hoje, isso parece uma capacidade tão prodigiosa quanto inútil. Afinal, os livros estão aí, nas bibliotecas (ou na internet). Basta consultá-los. No mundo atual, prezamos mais o raciocínio que a decoreba – um termo pejorativo que não à toa é aplicado ao processo de memorização.
Transformações similares a essa estão acontecendo agora, no século XXI: a tecnologia, mais uma vez, está mudando nossa forma de pensar. Um exemplo é o GPS, o sistema de localização por satélite. Tóquio, a maior cidade do mundo, tem dezenas de milhares de ruas e avenidas, a maioria delas sem nome. As casas e os edifícios têm numeração, mas ela é aleatória, ou melhor, histórica: a casa mais antiga da rua em geral é a número 1, não importa em que altura esteja. A habilidade de localizar-se na cidade assombra os estrangeiros – e concede status especial a carteiros e taxistas.
Os candidatos a taxista, assim como em Londres, devem passar por um teste dificílimo para provar que sabem de cor o mapa da cidade. Isso exige anos de treinamento e memorização. Há alguns anos, depois do advento do GPS, a prova passou a aferir também se o candidato sabe usar o aparelho. O GPS tornou-se um equipamento-padrão nas frotas de táxi. Mas os motoristas mais velhos pouco o usam. Eles mantêm a malha viária viva na memória.
Os taxistas mais jovens recorrem bem mais ao aparelho. Ainda decoram o mapa da cidade, mas provavelmente começam a esquecê-lo assim que são aprovados no exame. O GPS representa um óbvio avanço para o cotidiano dos japoneses. O curioso é como um sistema inexistente há poucos anos caminha rapidamente para se tornar imprescindível.
Algo parecido aconteceu nos últimos meses em São Paulo. Acostumados às facilidades da internet para pesquisar serviços, trabalhar, conversar com amigos ou informar-se, centenas de milhares de clientes do serviço Speedy de banda larga da Telefônica sentiram-se frustrados com as constantes quedas do sistema. O mesmo tipo de sentimento nos assalta quando um vírus invade o computador, o celular perde a conexão ou o carro quebra.
Os mais afetados pela súbita privação da tecnologia são, em geral, os mais jovens. Eles nasceram imersos num mundo digital – e são mais dependentes dele. Segundo uma pesquisa feita em 2009, em Hong Kong, com 1.800 jovens de 18 a 25 anos, um em cada sete diz não ver sentido na vida sem a internet.
“Angústia, ansiedade e perda de concentração são sintomas da síndrome de abstinência em qualquer dependência. Não é diferente com a tecnologia”, diz a pesquisadora russa Nada Kakabadse, da Faculdade de Administração de Northampton, na Inglaterra, especializada em dependência tecnológica. “A tecnologia deveria ser uma ferramenta. Virou uma sobrecarga,” diz Kakabadse. “É a dependência da tecnologia portátil, que se leva consigo ao cinema, ao teatro, a um jantar e praticamente para a cama.
Há jovens que passam 16 horas por dia no videogame. Eles não se exercitam, comem mal, estão ficando doentes”, afirma. “A cultura do trabalho 24 horas por dia, sete dias por semana, também está ligada às novas possibilidades tecnológicas.” Kakabadse acredita que nossa entrega à tecnologia terá consequências. “A capacidade de julgamento é afetada. A tomada de decisões fica comprometida”, diz. “Em 20 anos, haverá leis restringindo o uso abusivo de eletrônicos, como ocorre com o tabaco e as drogas.”
Essa previsão parece exagerada. Mas já há, hoje, gente preocupada com nossa dependência tecnológica. Como sabe qualquer pessoa que tenha celular com agenda eletrônica, a espécie humana está perdendo a capacidade de decorar telefones – até o da própria casa. “Talvez o único meio de evitar os efeitos nocivos da dependência tecnológica seja conservar habilidades que não dependam do computador”, diz o historiador da tecnologia Edward Tenner, da Universidade Princeton, nos Estados Unidos. Ele prega o uso do telefone, de vez em quando, no lugar do e-mail, ou fazer cálculos com lápis e papel, em vez de usar a calculadora.
Há gente mais radical. Em Vauban, um subúrbio de Freiburg, na Alemanha, a maioria dos 5.500 moradores largou o automóvel. O subúrbio não tem vagas para estacionar. Os 30% de moradores que têm carros são obrigados a deixá-los numa garagem perto da estação de trem. Cada vaga custa US$ 40 mil. Para fazer viagens, os moradores alugam carros comunitários. O abandono do mundo sobre quatro rodas nem sempre é fácil. “Algumas pessoas se mudam para cá e desistem rápido – sentem falta do carro”, diz Heidrun Walter, uma moradora. Vauban é a experiência mais avançada de um bairro “car free” na Europa. Trata-se de uma medida contra as emissões de poluentes que provocam o efeito estufa.
O mesmo motivo – tentar salvar o planeta do aquecimento global – inspirou um sacrifício ainda maior: desligar a geladeira. Foi o que fez a canadense Rachel Muston, representante de uma parcela ínfima, porém crescente, da população dos países ricos. “Estamos bem sem a geladeira,” disse Rachel ao jornal The New York Times. “Quando estava ligada, comprávamos muita comida pronta.” Hoje, Rachel vai mais ao mercado, compra quantidades menores e cozinha mais. Em outras palavras, gasta mais gasolina e descarta mais embalagens, o que torna discutível sua contribuição para conter o aquecimento global. Mas isso é outra história. O que chama a atenção, em pessoas como Rachel ou em subúrbios como Vauban, é a resistência à tecnologia, a tentativa de voltar a um estágio em que éramos mais “puros”, talvez mais humanos. O mais célebre desses movimentos foi dos luditas, no início do século XIX. Inconformados com o desemprego trazido pelas máquinas da Revolução Industrial, eles pregavam (muitas vezes com uso da violência) a volta ao sistema artesanal.
“Acho que as pessoas antitecnologia subestimam a capacidade do cérebro de se adaptar a novos desafios”, diz o neurocientista suíço Fred Mast, da Universidade de Lausanne. “Estudos mostram que o uso intensivo da tecnologia pode levar à melhora das habilidades cognitivas, pelo processamento de mais informações ao mesmo tempo.” Talvez percamos algumas habilidades, mas ganharemos outras. E, provavelmente, nossa vida ficará mais fácil. A não ser quando houver uma pane na internet.

Imagem extraída de: https://www.madeiramadeira.com.br/mesa-gamer-escrivaninha-cyber-espresso-moveis-564576.html
As Redes Sociais potencializam qualquer coisa: da angústia à esperança, do consolo ao ataque, das paixões políticas à ojeriza dos debates.
Enfim, os algoritmos radicalizam as pessoas que sucumbirem aos macetes do Facebook e outros lugares da Web. Portanto: mantenha-se sóbrio no mundo virtual e acesse todos os lados para se manter lúcido digitalmente. Isso evita a ilusão e o fanatismo.
Quem disse que “estar por dentro das notícias” faz, necessariamente, o indivíduo ser mais culto?
O excesso de informação não faz a pessoa ser mais inteligente. Ao contrário, pode confundir alguém que seja despreparado, pois o sujeito não consegue assimilar todo o conhecimento. Sem falar do cansaço mental…
Nos dias atuais, temos muito acesso a notícias / informações / descobertas e opiniões. “Entopem” nossa mente de muita coisa! E como administrar tudo isso?
Precisamos de uma boa gestão emocional para não poluir nossa mente. Sim: evitar POLUIÇÃO MENTAL, que é um dos grandes problemas dos dias atuais!
Pensa-se (ou se tenta pensar) sobre tantas coisas, com má formação de ideias pela impossibilidade de interpretar corretamente textos, filtrar dados ou confiar na qualidade daquilo que se oferece, que tudo fica misturado e obscuro. Há narrativas diversas sobre o mesmo assunto e, quem não tiver equilíbrio mental / intelectual, “vira o fio”.
Como é isso nas empresas? Sabemos filtrar o que é necessário e correto no nosso trabalho?
E no nosso dia-a-dia?
Há aqueles que tem uma carência muito grande de saber de tudo, provocando um stress muito grande na mente ao passar a raciocinar de maneira mais pressionada, rápida e saturada. Isso se chama SPA – Síndrome do Pensamento Acelerado. Cuidado com isso!
Sobre SPA, saiba mais em: https://blog.psicologiaviva.com.br/sindrome-do-pensamento-acelerado/
Ou em: http://administracaonoblog.blogspot.com/2016/04/sindrome-do-pensamento-acelerado-spa.html

Imagem extraída de: http://administracaonoblog.blogspot.com/2016/04/sindrome-do-pensamento-acelerado-spa.html
Compartilho essas ótimas recomendações sobre o uso da eletrônica pelos nossos filhos (situação às vezes penosa para nós).
Extraído de: http://istoe.com.br/midias-digitais-seu-filho-usa-da-maneira-certa/
MÍDIAS DIGITAIS: SEU FILHO USA DA MANEIRA CERTA?
Por Cilene Pereira
A Academia Americana de Pediatria divulga novas recomendações para o uso de tablets, celulares e computadores por crianças e adolescentes. E não é só o tempo de utilização que conta
A Academia Americana de Pediatria divulgou na semana passada suas novas recomendações para que crianças e adolescentes naveguem com equilíbrio pelo mundo digital. A entidade, cujas orientações costumam servir de parâmetro para a conduta de médicos, pais e governos na maioria dos países, deixou patente que é preciso prestar atenção não somente ao tempo que os jovens passam com tablets e celulares, mas ao quê e como eles entendem o que vêem ou jogam.
Por isso, as orientações fazem distinções por faixas etárias, respeitando o grau de compreensão da criança em cada uma. O uso de mídias digitais deve ser evitado por bebês menores de um ano e meio. Até essa idade eles precisam explorar o mundo real e manter interação social com cuidadores nos quais confiam. Isso é fundamental para que desenvolvam apropriadamente o raciocínio, a linguagem e a coordenação motora. Além disso, os bebês têm dificuldade para transferir o que enxergam no celular, por exemplo, para a realidade tridimensional em que vivemos.
A partir dessa idade e até por volta dos cinco anos, a exposição aos recursos digitais pode produzir alguns benefícios, desde que as atividades sejam de boa qualidade. A associação americana cita como opções programas e aplicativos infantis de tevês públicas e do velho Vila Sésamo, agora repaginado para tablets e celulares. Na avaliação dos especialistas, grande parte do que está disponível é ruim e não contempla as necessidades educacionais dos pequenos. “Daí a importância de os pais acompanharem os filhos durante o uso, que deve ser feito por no máximo uma hora por dia”, diz a pediatra Evelyn Einseinstein, da Sociedade Brasileira de Pediatria.
As figuras interativas dos e-books prejudicam a capacidade de a criança entender o conteúdo
A mesma recomendação vale para os e-books, geralmente recheados de figuras interativas. Ao contrário do que se imagina, esses recursos prejudicam a capacidade de a criança entender o conteúdo. Funcionam como distração. Habilidades necessárias para o bom desempenho escolar, como persistência para a conclusão de tarefas, controle do impulso, pensamentos flexíveis e criativos e equilíbrio emocional são promovidas principalmente em brincadeiras reais, não estruturadas e que requerem convivência social.
Na casa da relações pública Giuliana Gregori e do advogado Bruno Paletta, em São Paulo, Arthur, de três anos e meio, até tem acesso aos digitais – ele ganhou o próprio Iphone quando tinha menos de um ano de idade. Mas não troca as brincadeiras no parque pelos joguinhos online. “Ele usa quando quer, por pouco tempo, e para acesso a brincadeiras pontuais”, diz Giuliana. “Arthur dá mais valor para as interações no mundo real.”
NAVEGAR COM SEGURANÇA
A utilização por jovens em idade escolar precisa ser ainda mais monitorada. O uso excessivo está associado à obesidade e a comportamentos de risco, como a auto-mutilação ou distúrbios alimentares. Por essa razão, as diretrizes instruem os pais a estimularem seus filhos à prática de exercícios físicos pelo menos uma hora por dia e a dormirem entre oito e doze horas por noite. Uma das formas de garantir o sono é impedir que os aparelhos sejam usados uma hora antes de se deitar.
Nessa fase, os pais devem estimular conversas sobre os cuidados necessários para se navegar com segurança na rede, evitando o assédio de pedófilos ou outras armadilhas perigosas. Também é o momento de falar a respeito de cidadania, respeito ao outro e à diversidade de opiniões. “A família deve criar um ambiente de segurança para que o jovem recorra a ela quando tiver dúvidas sobre o que está vendo”, diz Jenny Radesk, pediatra e especialista em desenvolvimento comportamental da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. Ela é uma das responsáveis pelas novas orientações.
No Brasil, as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria são basicamente as mesmas das agora lançadas pelos americanos. A entidade nacional pretende atualizá-las adicionando a orientação para que crianças entre dois e cinco anos tenham acesso ao meio digital somente uma hora por dia.
Aos pais, cabe dar o exemplo e não fazer da tecnologia o centro da vida. Pediatras brasileiros e americanos enfatizam que a mensagem passada aos filhos deve ser a de que ela tem seu valor, desde que desfrutada com parcimônia e qualidade. Luiza Reginatto Diório, de três anos, vê o comportamento equilibrado dos pais, Giuliana Reginatto e Luiz Antonio Diorio, em relação aos aparelhos, e segue pelo mesmo caminho. “Se as crianças percebem que o celular é o centro das atenções na vida dos pais, até mesmo durante as refeições, é muito provável que o encantamento pelos aparelhos seja maior”, diz Giuliana. “Por isso, procuramos dedicar nosso tempo a brincar junto com a Luiza, a construir coisas com ela, como desenhos e quebra-cabeças, a cantar juntos. O mundo real, assim, vai naturalmente se tornando mais interessante do que o das telas.”
ALGUMAS DAS PRINCIPAIS ORIENTAÇÕES
– Evite o uso de tablets e celulares por crianças com menos de um ano e meio
– Pais que decidirem permitir o uso a partir dessa idade devem escolher programas de qualidade e assisti-los junto com seus filhos para ajudá-los a entender o que estão vendo
– Entre 2 e 5 anos, o limite de exposição deve ser de uma hora por dia
– A partir dos 6 anos, os pais precisam estabelecer limites em relação ao tempo e tipo de mídia usado e garantir que o acesso não prejudique o sono, a atividade física ou outros hábitos saudáveis
– Uma das formas de fazer isso é proibir a utilização uma hora antes de dormir. Outra é reservar horários sem que os aparelhos estejam por perto. Nas refeições e na cama, por exemplo
– Conteúdos violentos devem ser evitados a qualquer custo. Estima-se que até os 12 anos uma criança já tenha visto cerca de 8 mil mortes e 100 mil cenas de violência em ambiente virtual ou na tevê
– Desencoraje o manuseio enquanto o jovem faz a lição de casa
– Converse sobre como navegar na rede com segurança e saber respeitar o outro e as diferenças de pensamento nas redes sociais

Fotos: Airam Abel; Andre Lessa/IstoÉ