– E a Segurança Industrial da China? Nova preocupação mundial?

Se não bastassem as queixas contra as condições de trabalho dos operários e a falta de democracia (coisas que os direitos humanos deveriam agir com mais contundência e não faz), agora nasce um outro problema na China: a segurança industrial!

Na região do Porto de Tianjin, uma explosão matou na semana passada 114 pessoas e feriu outras 700. Impressionante a imagem feita do céu, deixando uma cratera gigantesca vista do alto.

Será que para produzir a custo baixo vale a pena o trabalho escravo e as péssimas condições na produção?

Enquanto existirem consumidores dispostos a comprarem com ciência disso, haverá esse tipo de situação.

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– Desprezo do Mundo Desenvolvido pela insignificância social protagonizada pelo EI e pelo Boko Haram.

De novo, o ISIS (EI – Estado Islâmico da Síria e do Iraque), o grupo terrorista que toma a força diversas cidades no Oriente Médio, manda decapitar inocentes que pensam diferente da sua doutrina fanática e radical. E o mundo… só lamenta e nada faz!

Se tais assassinatos ocorressem no Ocidente, estaríamos enlouquecidos e clamando por Justiça e Paz. Mas lá, onde a Pobreza se concilia contraditoriamente com o Petróleo e a Religião, se ignora e se despreza o Inferno que lá virou.

Aliados do EI, o Boko Haram, que atua na África, faz a mesma coisa que seus admirados terroristas, concentrando ataques às escolas e periferias. Mas ambos praticam um ritual nojento e condenável: eles usam as mulheres reféns como escravas sexuais, utilizando-se de um trecho do Alcorão (traduzido pela interpretação exclusiva de interesse particular desses fundamentalistas) de que as mulheres do inimigo devem ser suas servas e realizarem favores – incluindo o sexo.

Claro que o livro de fé do povo muçulmano, o Alcorão (o Corão) não diz nada disso. Nem que se deve matar cristãos. Nem que se deve escravizar ou decapitar quem pensa diferente. Nem que crianças devem se tornar mártires em guerras. E nada dessas barbaridades que o mundo vê e se cala…

Um dia, Sílvio Berlusconi, numa gafe, se referiu ao mundo árabe como terra de “cidadãos de 2a categoria”. Parece que é assim mesmo que as nações ricas pensam: que todos se matem!

Triste. Enquanto isso, esses bandidos loucos matam pobres inocentes, que não tem auxílio de ninguém.

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– Bielsa ou Sampaoli no Brasil?

O Flamengo vira-e-mexe quer demitir Cristóvão Borges. O Internacional está a procura de treinador.

Pelas redes sociais, especulam-se dois nomes estrangeiros (mas improváveis): o argentino Marcelo Bielsa ou o chileno Jorge Sampaoli.

– Será que alguém deles aceitaria?

Bielsa é louco! Estudioso, conhecedor de futebol mas meio “malucão”. Toparia vir ao Brasil?

Sampaoli largaria a Seleção Chilena, sendo ele Campeão da América, tendo 2 anos de contrato e prestígio, para assumir qualquer clube do Brasil, com a instabilidade dada pelos times, além dos salários atrasados? Se ele sair do Chile, é para outra Seleção ou para um time de potencial indiscutível, como Barcelona, Manchester United ou equivalente.

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– Parabéns para a … Internet?

Eu estava em meio ao Mestrado quando a conheci! E tudo foi forçado. Um dos meus professores queria que tivéssemos uma conta de e-mail para que nos comunicássemos.

Era 1998. Ela, quem era? A Internet! Muito cara, lenta e pouco acessível. Ter um endereço eletrônico parecia uma “frescura” sem fim! Mas, na marra, acabei me relacionando com ela até hoje.

O certo é que as crianças de hoje não imaginam como era o mundo sem Internet, numa infância diferente do que a nossa. Elas já nascem meio que “infoway”.

Há apenas 24 anos nascia a Web (ou Internet, se preferir), exatamente em 06 de agosto de 1991.

Que revolução em nossas vidas, não?

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– 70 anos da Bomba de Hiroshima

Há 7 décadas, o mundo se assustava com o poderio dos EUA e sua bomba atômica sobre a cidade japonesa de Hiroshima.

O poder devastador dela impressionou: prédios e pessoas eram desintegrados! E os efeitos da radiação perpetuam até hoje.

Reflita: se uma bomba fez isso há tanto tempo, imagine com a atual tecnologia e com a quantidade de ogivas existentes…

Independente de quem era vilão ou mocinho na 2a Guerra Mundial, todo conflito deve priorizar sempre o diálogo.

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– As Pré-Temporadas do Futebol Mundo Afora

Vejo grande quantidade de amistosos entre grandes times europeus com estádios lotados nos EUA para pré-temporada. Já não era hora de adaptar o Brasileirão com o calendário europeu, a fim de aproveitar essas oportunidades de grandes jogos?

Otimizar férias nos mesmos meses que na Europa, adaptando e reduzindo os estaduais, é necessário

Já imaginaram Milan, Real Madrid e outros grandes clubes fazendo jogos treinos preparativos por aqui?

Infelizmente, o calendário é tão mal feito que a Série A se manteve ativa durante a Copa América e a Série C parou em respeito a… Copa América.

Vai entender…
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– EUA, Irã, Israel e o Acordo Nuclear

Depois de abandonar o Radicalismo Político com a saída do presidente Mahmoud Ahmadinejad e a entrada do Moderado Hassan Rohani, o Irã enfim começou a conversar mais sabiamente com o mundo.

Ahmadinejad era um louco, tomado pela sede de poder típica dos ditadores e de discurso demagogo de autoritarismo e desafio. Via guerra em todo lugar! Já Rohani resolveu mudar a imagem do país no Exterior e aceitou conversar sobre desarmamento nuclear. Semana passada, Irã e EUA celebraram um acordo que permitiu o fim do embargo econômico ao país. As imagens da TV mostraram o povo comemorando nas ruas.

Ótimo para o mundo civilizado. Mas eis que Israel não gostou, reclamando que o país-inimigo foi beneficiado e que o povo judeu viverá sob forte ameaça.

Há mais de 2000 anos esse pessoal do Oriente Médio vive em conflito. Como resolver tudo isso agora? Sempre alguém se sentirá prejudicado e reclamará de outrem. Se nem os profetas de Iavhé, nem o próprio Jesus Cristo ou ainda Maomé, o enviado de Alá, acalmaram esses povos, não será Obama, o presidente americano, que o fará!

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– A Frase de Felipão, o Futebol como Ciência e Estrangeiros na Seleção

(Ops: após a leitura do texto, vote na enquete)

Semanas atrás, surgiu a idéia do treinador Dunga trocar conhecimentos com ex-treinadores da Seleção Brasileira. Dos quais conversou, destaque para Ernesto Paulo (apenas 1 jogo) ou Zagallo (campeoníssimo, mas de idade avançada e que discursou ufanisticamente).

Agora, sugere-se que Dunga converse com treinadores estrangeiros, como Jorge Sampaoli, campeão da Copa América com o Chile.

Por quê não contratamos alguém de fora para ser o treinador de fato da Seleção Brasileira, ao invés de convites para bate-papos?

Dunga e Felipão, o recente e o último treinadores, demonstram ranso, mágoa, raiva e incômodo a cada entrevista. Parecem ser inimigos dos jornalistas, do povo e de quem não concorda com eles. Aliás, Felipão declarou na China que “os alemães o respeitam mais do que muitos dos brasileiros”.

Ora, será que eternamente Scolari e Dunga não saberão lidar com as críticas? Vencedores e milionários, deveriam entender todo esse momento crítico da Seleção Brasileira. E o interessante é que o anti-carisma de ambos contagia seus comandados.

Alguém ouviu falar de trabalho psicológico na Seleção Brasileira? Nada, neca de pitibiriba. Apenas se ouve falar em “palestras de psicólogos”, vez ou outra. Ora, tal trabalho deveria ser feito continuamente aos jogadores e claramente aos treinadores! Sim, visivelmente Dunga, Felipão e tantos outros precisam desse tipo de ajuda pessoal e profissional.

A propósito, alguns torcedores brasileiros precisam não só de psicologia, mas de reeducação esportiva. Precisamos parar de ter aversão ao estudo científico no futebol, ao medo de intercâmbio e à repulsa do aceite de treinadores estrangeiros. Ressaltando: aos bons de fora, pois não é a nacionalidade que define a competência.

Vide a invasão de treinadores de outros países que melhoraram o esporte nacional, com conquistas e avanços em importantes competições: na Seleção de Basquetebol Masculino, temos o argentino Rubens Magnano; na de Handebol Masculino, o espanhol Jordi Ribeira; na de Handebol Feminino, o dinamarquês Morten Soubak; na de Luta Olímpica, o cubano Angel Torres; na de Judô, a japonesa Yuko Fujii; na de Tiro Esportivo, o italiano Eros Fauni; na de Canoagem, o espanhol Jesús Mórlan; na de Atletismo, o ucraniano Vitaly Petrov; na de Esgrima, o russo Alkhas Lakerbai; na de Ginástica Artística Feminina, a bielorrussa Margarita Vatkin; na de Hipismo, o francês Maurice Bonneau; na de Ciclismo, o neozelandês Thimoty Carswell, na de Levantamento de Peso, o romeno Dragos Stanica; e por aí vai…

Por quê tanta autossuficiência demonstramos? Cremos piamente que Dunga é melhor que Guardiola, José Mourinho, Jürgen Klopp?

Qual é o grande problema: a vaidade tupiniquim ou a necessidade de dar independência a esses estrangeiros que aqui chegarem?

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– O Futuro de uma Criança da Coréia do Sul versus a de uma Criança Brasileira

Uma crônica recente e interessante que li me trouxe a perplexidade sobre como alguns governos conseguem vencer as dificuldades do seu povo e outros têm uma imensa capacidade de não resolvê-los.

O texto é do economista Ricardo Amorim (extraído de: http://is.gd/lQH8Ih) e mostra a desigualdade e nuances diversas de duas crianças crescendo nos anos 70. E o cerne é: a diferença do desenvolvimento sulcoreano em relação ao do Brasil.

Muito bom, abaixo:

JOÃO E KIM

“Em 1960, a renda per capita na Coreia era metade da brasileira. Em 1970, eram parecidas. Hoje, na Coreia, ela é três vezes maior do que a nossa.

João e Kim nasceram em 21 de junho de 1970, dia em que o Brasil ganhou a Copa do México. Os pais de Kim eram professores; os de João também. Kim sempre estudou em escola pública; João também. Kim ama futebol; João adora. Kim é da classe média de seu país; João também. Os pais de Kim já se aposentaram; os de João também. Kim e João trabalham na mesma empresa, uma multinacional líder mundial em tecnologia. Kim é engenheiro e ganha R$ 7.100,00 por mês. João não chegou a terminar o ensino médio, ganha R$ 1.900,00 por mês. Kim trabalha na sede da multinacional e é chefe do chefe de João, que trabalha aqui no Brasil.

Onde os caminhos de Kim e João se separaram? 
A cegonha deixou Kim na Coreia do Sul, João no Brasil. Em 1960, a renda per capita na Coreia era metade da brasileira. Em 1970, eram parecidas. Hoje, na Coreia, ela é três vezes maior do que a nossa.

Como as vidas de centenas de milhões de Kims e Joãos tomaram destinos tão diferentes em poucas décadas? Educação, educação e educação.

O país dos Kims investiu no ensino público básico, de qualidade e acessível a todos. O governo coreano gasta quase seis vezes mais do que o brasileiro por aluno do ensino médio. Na Coreia, um professor de ensino médio ganha o dobro da renda média local; no Brasil, menos do que a renda média. Com isso, os Kims estão sempre entre os primeiros lugares nos exames internacionais de estudantes de ensino fundamental e médio – muitas vezes, em primeiro lugar. Os Joãos, melhor nem falar.

Só após garantirem uma boa formação básica e bom ensino técnico, os coreanos investiram em ensino universitário. Ainda assim, a Coreia tem três universidades entre as 70 melhores do mundo. O Brasil não tem nenhuma entre as 150 primeiras. Hoje, a Coreia do Sul é, em todo o mundo, o país com maior percentual de jovens que chegam à universidade – mais de 70%, contra 13% no Brasil. De quebra, o país dos Kims forma oito vezes mais engenheiros do que nós em relação ao tamanho da população de cada um. Tudo isso com um detalhe: a Coreia gasta menos com cada universitário do que o Brasil, mas forma quatro vezes mais Ph.Ds. per capita do que nós.

Para cada won gasto com a aposentadoria do pai de Kim, o governo coreano gasta 1,2 won com a escola do seu filho. No Brasil, para cada real gasto pelo governo com a aposentadoria do pai de João, ele gasta apenas R$ 0,10 com a escola do Joãozinho.

No ano que vem, os pais de Kim virão para a Copa do Mundo no Brasil. A mãe de João já tinha falecido, mas seu pai quis muito ir à Copa da Coreia e do Japão em 2002, mas não tinha dinheiro para isso. Há um ano, ele está fazendo uma poupancinha e ainda está esperançoso em ser sorteado para um dos ingressos com desconto para idosos para ver um jogo da Copa de 2014, nem que seja Coreia do Sul x Argélia. Como os ingressos com descontos são poucos e concorridos, as chances de seu João são baixas. Se conseguir, quem sabe ele não se senta ao lado do sr. e da sra. Kim. Pena que seu João não teve a chance de estudar inglês. Eles poderiam conversar sobre os filhos…

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– Firmino e Douglas Costa: Lavagem de dinheiro?

Roberto Firmino e Douglas Costa foram vendidos para Liverpool e Bayern de Munique por valores incrivelmente impensáveis.

Será que tal valorização se deu por alguns jogos fantásticos de ambos que nenhum mortal assistiu?

Se Douglas Costa vale 140 milhões, o quanto não deve valer Messi, Ibraimovich…? O quanto não valeria Ronaldinho Gaúcho no auge, Ronaldo Fenômeno?

Ou perdemos a noção do valor do dinheiro, ou é lavagem financeira.

Em tempo: Negócios como Lucas ao PSG, do lateral Douglas ao Barcelona e tantos outros, fazem-nos crer que máfias atuam no futebol…

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– A Grécia e o temor da “Era Collor”

E a Grécia quebrou! O Governo faliu, não consegue pagar as contas e a população sofre. Com medo de uma retirada grande de dinheiro do sistema financeiro, o país se vê em meio a um feriado bancário de 1 semana, onde as pessoas só podem retirar € 60,00 por dia.

Arrepiou?

Lembram que a Ministra da Economia do Governo Collor, Zélia Cardoso de Melo, disse que ninguém mexeria nos bancos, tampouco na poupança, e no dia seguinte fez um “rapa” nas nossas contas fechando os bancos?

Tempos para serem esquecidos…
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– Emprestar 250 tanques de Guerra é sintoma de paz?

Os EUA enviarão para a Letônia, Lituânia e Estônia, 250 tanques de guerra e pessoal do exército para cooperação pacífica e intimidação à Rússia.

Ué, isso é paz ou é um novo episódio da Guerra Fria?

Inimaginável pensar que os países da antiga União Soviética se armam com equipamentos americanos contra o antigo Mestre. Mas que estão com medo de uma anexação como a Criméia, estão!

O mundo está cada vez mais inseguro…
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– Faça o seu preço que o Manchester City paga!

O atacante argentino Sérgio Kun Aguero, artilheiro do Campeonato Inglês pelo endinheirado Manchester City, ganhou, literalmente, um cheque em branco do sheik Mansour bin Zayed Al-Nahyan, o mecenas árabe que enriqueceu os Citizens!

Aguero foi procurado pelo espanhol Real Madrid, e para não perder o atleta, o dono do City simplesmente mandou ele pedir o quanto quiser de salário para permanecer no time, já que, para ele, dinheiro não é problema!

Assim é fácil, hein?
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– Dia Ítalo-Jundiaiense

Dia 2 de Junho, dia da Itália, e também celebrado com Dia da Comunidade Italo-Jundiaiense.

Parabéns a nós, brasileiros de nascença mas também italianos de coração, “oriundi di Jundiaí“!

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– A Profecia de Novo Rei do Século XXI completa 2 anos.

Há exatamente dois anos, o Barcelona (via Twitter) anunciava Neymar como contratação e dava as boas vindas ao “Novo Rei do século XXI”.

A profecia de 2013 se concretizará?

Republico um interessante texto sobre aquele dia publicado neste blog, com uma afirmação curiosa na matéria: “Neymar é o maior jogador brasileiro depois de Pelé”.

Já é mesmo?

Abaixo:

NOVO REI DO SÉCULO XXI: PROFECIA OU MARKETING?

Por Rafael Porcari, 29/03/2013, Jornal Bom Dia Jundiaí, Caderno de Esportes, pg 06.

Neymar finalmente concretizou sua transferência ao futebol europeu. E o departamento de marketing do seu novo clube, o Barcelona, caprichou. Via Twitter, deu as boas-vindas ao “Novo Rei do Século XXI”.

Ora, no futebol sabidamente o título de Rei pertence ao Pelé, atleta do século. É evidente que se faz alusão ao fato do jogador ser oriundo do Santos e ser uma promessa valiosa, com possibilidades de ser eleito o melhor do mundo.

Mas fica a instigante questão: no século XXI, o atual “Rei do Futebol” é o argentino Lionel Messi (pelos números e prêmios recebidos). Neymar o desbancará, sendo o título dado pelo clube catalão uma visão profética do sucesso da Jóia Santista, ou apenas uma bela e otimista recepção?

Em tempo: das diversas homenagens recebidas neste final semana, ouvimos rasgados e justos elogios. Mas um me pareceu ufanista e exagerado: ao término de Santos x Flamengo, Cleber Machado citou Neymar como “maior jogador brasileiro depois de Pelé”.

No Santos, pode realmente ser. Mas e dos brasileiros: Neymar já superou Romário, Ronaldo Nazário e Ronaldinho Gaúcho?

Aliás, taí um exercício dificílimo: comparar atletas! Minha memória futebolística remete a Zico. Antes dele, não assisti os craques que conheço. Pelé, só em vídeo (e cada vídeo…). Hoje, a tecnologia e a globalização permitem maiores possibilidades e mais gente vê os craques atuais. Fico perguntando: e se Zizinho, Arthur Friedenreich, Leônidas da Silva e tantos outros tivessem as mesmas mídias que Messi e Cristiano Ronaldo tem hoje? Estendo a Puskas, Di Stefano…

Enfim: Neymar destronará Messi ou não? Como não tenho bola de cristal, não ousarei palpitar.

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#PorUmMundoMaisCiano

Não sei quem inventou a campanha #porummundomaisciano, mas a idéia é bacana: postar uma foto de temática da #paz na cor #ciano, a fim de sensibilizar as pessoas e chamar a atenção para as vítimas de guerra no Oriente Médio.

Não custa nada, né? É claro que ela não tocará nos terroristas do Isis, mas fará com que a causa seja um pouco mais discutida.

#TOLERÂNCIA, essa é a palavra-chave!
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– China, Oriente Médio, Japão… onde os boleiros perdem a categoria!

Deixar de competir em torneios de alto nível e com craques ao seu redor, naturalmente, faz com que a qualidade do atleta ou do treinador decaia, certo?

É esse o novo dilema do futebol: DINHEIRO ou RECONHECIMENTO PROFISSIONAL?

Felipão, já consagrado, foi treinar o Bunyodkor e se enferrujou no longínquo Uzbequistão. Quando voltou, rebaixou o time do Palmeiras para a série B (esqueça o título da Copa do Brasil, mata-mata vale tudo!) O que ele pôde aprender por lá?

Ao contrário, Zé Roberto, hoje no Palmeiras, contratou uma equipe de profissionais a parte do clube e mantinha treinos extras quando jogou no Oriente Médio. Hoje está ainda conseguindo jogar em alto nível.

Vide Vagner Love: deixou o futebol na China e, no Corinthians, tem ficado a dever. Ademilson, ex-São Paulo e que foi para o Japão, não aprenderá nada que o qualifique no futebol para se firmar em equipe grande. Diga-se o mesmo aos comuns Marlon e Dentinho, no Leste Europeu, Aloísio na China, e tantos outros boleiros que sumiram dos holofotes.

A verdade é: quem vai para lá, ganha dinheiro mas abdica da projeção em uma Seleção Brasileira. Se for jogador mediano, é como acertar na Loteria! Mas se for craque, é independência financeira somada a encerramento precoce da carreira; claro, com o esquecimento da mídia. Diego Tardelli que nos dirá, daqui a algum tempo, se valeu a pena sua aventura no novo clube chinês.

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– Firmino, o Ilustre Desconhecido de R$ 85 mi

Somente aqueles que vivem mais a fundo o futebol e gostam de campeonatos mundo afora, já sabem quem ele é: Roberto Firmino.

O agora titular atacante da Seleção Brasileira é mais um daqueles casos de jogadores que saem cedo demais do país e acabam fazendo carreira no Exterior, longe da visibilidade dos tradicionais times daqui.

Jogando no pequenino Hoffenheim da Alemanha, faz gol em quase toda rodada e, segundo o jornal alemão Bild, o Bayern de Munique já houvera oferecido mais de 25 milhões de dólares e o clube recusado.

Claro que não cresceu aprendendo a malícia e a ginga tupiniquim (que está sumindo aos poucos dos olhos do torcedor), mas se desenvolveu na vencedora escola dos grandes da Europa, na nação atualmente campeã do mundo.

Me recordo que em 1990, especulava-se quem seria chamado por Lazaroni na convocação final da Copa da Itália. E a imprensa destacava 10 jogadores possíveis – os 10 únicos que jogavam lá fora na época.

Hoje, com a globalização, há brasileiros desconhecidos em todo mundo que nos surpreendem, como Diego Costa, Firmino, Gabriel Paulista e Éder (hoje na Seleção Italiana).

No futuro será causa de espanto um jogador que atua no Brasil ser chamado para a Seleção?
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– Lobos Solitários do ISIS no Brasil?

Assustei ao ler: autoridades e serviços de inteligência acusam o Estado islâmico (ISIS) de estar recrutando brasileiros para “aderirem à causa” e serem lobos solitários durante os Jogos Olímpicos de 2016.

“Lobo Solitário” é o terrorista isolado, que faz tudo sozinho a fim de se “martirizar e santificar” aos irmãos de loucura…
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– O Incrível Lucro da FIFA e prejuízo do País com os Estádios da Copa do Mundo 2014, em números finalizados 9 meses depois!

O balanço final da Copa do Mundo da FIFA 2014 no Brasil foi revelado pelo jornalista Jamil Chade, de “O Estado de São Paulo”. Ele trouxe ao público o relatório sigiloso dos valores lucrados.

Sente-se na cadeira: o lucro recorde da FIFA (lucro líquido, não faturamento) foi de R$ 16 bilhões de reais (ou US$ 5 bilhões, contra US$ 249 milhões da Copa da Alemanha em 2006), entre patrocínios, receitas de bilhetes e venda de produtos – todos com isenção fiscal do Governo Brasileiro, garantida pelo presidente Lula.

Ou seja, ganharam muito dinheiro, o maior volume financeiro da história, e não pagaram um tostão em impostos…

Enquanto isso, os estádios de Manaus, Natal, Cuiabá, Brasília e alguns outros elefantes brancos bancados pelo dinheiro dos impostos da população brasileira continuam dando prejuízos.

Mas atenção: não nos esqueçamos que a FIFA deixou o legado de US$ 100 milhões, amplamente propagandeado… Na realidade, um mísero trocado se comparado com o que ela ganhou.

Parece que o #7X1 em campo representa também o simbolismo na conta bancária. Ou seria 171?
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– Uma Vitória da Pinga Brasileira nos EUA!

Ufa! Depois de muito tempo brigando com os EUA, uma vitória da pinga brasileira!

A nossa Aguardente era classificada como Rum, sofrendo com isso uma alta carga de impostos. Alguns chamavam a bebida pura pelo nome de Caipirinha. Mas, enfim, os americanos aceitaram a classificação como “Cachaça”.

Extraído de: http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/113073_EUA+RECONHECEM+A+CACHACA+COMO+BEBIDA+BRASILEIRA

EUA RECONHECEM A CACHAÇA COMO BEBIDA BRASILEIRA

Por Carla Jimenez

Depois de anos de negociações, a Tax Tariff Bureau, divisão responsável pela regulamentação tarifária de produtos comercializados nos Estados Unidos, chancelou a classificação da aguardente brasileira como “cachaça”, abandonando o rótulo improvisado pelos importadores estrangeiros de “rum brasileiro”.

Segundo Ricardo Gonçalves, diretor superintendente da Cia Muller de Bebidas, que fabrica a caninha 51, o Brasil tentava o reconhecimento nos Estados Unidos, com apoio de entidades, desde o ano 2000. “Agora, só as bebidas destiladas no Brasil terão essa denominação”, diz Gonçalves, que também é presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe).
 
O reconhecimento da bebida brasileira era esperada desde que a presidenta Dilma Rousseff visitou o presidente Barack Obama, em abril do ano passado. Na ocasião, ficou acertado que os americanos certificariam a ‘branquinha’, e o Brasil fariam o mesmo para o bourbon, o uísque americano.
 
Hoje o Brasil exporta, globalmente, apenas US$ 14 milhões em cachaça. Com a nova denominação, há oportunidades de aumentar esse número, avalia Cesar Rosa, presidente das Indústrias Reunidas de Bebidas, que produz a Velho Barreiro. “Este foi um grande passo, mas é apenas o primeiro”, diz Rosa. “O setor ganha mais força para ganhar a denominação oficial da cachaça em todo o mundo, a partir de agora.”

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– Quem passará nos confrontos eliminatórios da Champions League?

Se no Brasil estamos carentes de grandes jogos, lá na Europa teremos a fase 2 da Liga dos Campeões.

Vamos palpitar quem vence cada confronto (sem torcida ou preocupação de erro/acerto, apenas “palpitaço”)?

  1. PSG x Chelsea – Para mim, o melhor jogo dessa fase! Repleto de brasileiros, clubes com muiiiiiito dinheiro (aliás, de investidores bilionários que desde que assumiram suas equipes não lucraram ainda) e com um treinador acima da média: José Mourinho. Em dois jogos, dá Chelsea.
  2. Manchester City x Barcelona – Como os Citizens da Inglaterra não conseguem ser decisivos, passará o Barça de Messi e Neymar.
  3. Bayer Leverkusen x Atlético de Madrid – Pelo que vem mostrando atualmente, Atlético, sem dúvida.
  4. Juventus x Borussia Dortmund – Pogba e Tevez versus time bem montado. Dá o time alemão!
  5. Schalke 04 x Real Madrid – Madrilenhos ganham na ida e na volta. Batata!
  6. Shakhtar Donetsk x Bayern Munich – Não confio no time ucraniano. O escrete de Guardiola passará fácil.
  7. Arsenal x Monaco – Arsenal passa, é mais equipe.
  8. Basel x Porto – O time da Suiça pode surpreender, mas ainda aposto nos portugueses.

Sinceramente, penso que 3 times são favoritos, e pela ordem, são eles: Real, Chelsea e Barcelona.

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– Gasolina Brasileira vira Paraguaia a Preço Baixo

Revoltante!

A Petrobrás, que tem estado em péssima fase econômica e administrativamente, vende a Gasolina Brasileira que produz ao nosso vizinho Paraguai. Só que MAIS BARATO DO QUE A NÓS, E COM PERSPECTIVA DE QUEDA DE PREÇOS (pela 4a vez apenas em 2015)!

Extraído de: http://g1.globo.com/hora1/noticia/2015/02/petrobras-anuncia-reducao-no-preco-do-combustivel-para-o-paraguai.html

PETROBRAS ANUNCIA 4a REDUÇÃO NO PREÇO DO COMBUSTÍVEL PARA O PARAGUAI

A Petrobras anunciou a quarta redução seguida nos preços dos combustíveis, só que no Paraguai. A empresa brasileira é uma das principais fornecedoras para o país vizinho.

Quem mora em Ponta Porã só precisa atravessar uma avenida para fazer economia, na hora de encher o tanque. O preço da gasolina já está mais barato que no Brasil, R$ 2,97, e vai cair ainda mais.

A Petrobras anunciou que a partir da segunda-feira de carnaval (16), o litro deve chegar a R$ 2,80, valor que pode ter uma pequena variação por causa da cotação do dólar, referência para a conversão de moedas.

Esta é a quarta vez, só este ano, que a Petrobras anuncia uma redução nos preços dos combustíveis, no Paraguai. Outras duas distribuidoras seguem o mesmo caminho de queda nos valores da gasolina e do óleo diesel porque no mercado internacional, o preço do barril de petróleo vem caindo.

No Brasil, o cenário é diferente e para o consumidor, a matemática está complicada. O que provocou o reajuste dos preços, no início de fevereiro, foi o aumento dos impostos sobre os combustíveis: PIS e Cofins, que tiveram impacto médio de R$ 0,22 sobre a gasolina e R$ 0,15 sobre o diesel.

A presença de brasileiros nos postos paraguaios aumentou mais de 20% nos últimos 15 dias e a expectativa de vendas é ainda melhor para a próxima semana, quando os preços na bomba devem cair ainda mais.
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– Premier League receberá quase 8 Bilhões de dólares da TV. No Brasil…

A Sky Sports e a BT Sport, juntas, pagarão US$ 7,8 bi por 3 anos de campeonato inglês (A Sky transmitirá 126 jogos e a BT 42 por temporada). Na ponta do lápis, cada clube que jogar com transmissão da televisão receberá 15,5 milhões de dólares/jogo.

Aqui no Brasil, por 4 temporadas, a Globo pagou R$ 4 bi por todos os jogos em TV aberta.

Diferença sensacional, hein?

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– Até quando o ISIS fará essas barbaridades?

Meu Deus! Que horror as mortes promovidas pelos malucos radicais do Estado Islâmico (ISIS).

Até quando a comunidade internacional suportará suas ações?

Depois de decapitar e filmar suas vítimas a sangue frio, ostentando as cabeças de americanos, ingleses, franceses e até de japoneses como se fosse um troféu, esses terroristas resolveram prender as pessoas em jaulas e atear fogo nelas vivas!

Barbárie que não merece comentários. O filme do jordaniano morrendo vivo é uma das coisas mais vergonhosas que a humanidade pode ver.

Não tive coragem de ver o vídeo até o fim. Apenas publico a foto:
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– Davos, La Paz ou Jacarta?

O Fórum Mundial de Davos, na Suíça, reúne costumeiramente os líderes mais importantes do planeta para importantes discussões sobre os problemas econômicos e demais assuntos pertinentes.

Neste ano, os chefes de Estado se reunirão na próxima semana para o Fórum de 2015, a fim de vários debates. Entretanto, nossa presdiente, Dilma Rousseff, não comparecerá! Irá assistir a posse de Evo Moralles para o 3o mandato como presidente da Bolívia…

Que sucessão de “cácas” da dona Dilma! O que é mais importante para nosso país? Festa do cocaleiro Evo em La Paz ou discutir os problemas sociais e econômicos?

Ainda estou com má-vontade para com ela… nada de questão apartidária (sou apolítico), mas custa a crer que ela tirou o embaixador brasileiro de Jacarta em represália ao fuzilamento do traficante que lá estava preso, de acordo com as leis da Indonésia, onde tráfico de Drogas leva à pena de morte.

O curioso é que o agora defunto criminoso não era réu primário (já havia se envolvido com venda de drogas por aqui), e veio à tona o fato de que seu irmão faleceu devido a uma overdose (ambos eram viciados também), segundo informações da Rádio Bandeirantes.

Pra quê tanto esforço da Dilma em trazê-lo de volta para cá? Se não estivesse preso em Jacarta, ele estaria solto por aqui vendendo drogas e tentando viciar nossos filhos!

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– Neuer é melhor do que Marcos ou Rogério Ceni?

Responda rápido: qual o melhor goleiro que você viu jogar?

Eu me impressiono demais com o que dois míticos goleiros fizeram em suas carreiras: Marcos e Rogério Ceni.

No auge, tanto o palmeirense quanto o são-paulino foram indubitavelmente insuperáveis. Quem foi melhor? Aí é difícil responder.

Leio os elogios constantes ao goleiro alemão Neuer. Sem dúvida, incrível também. Mas se o compararmos com Marcos embaixo da trave dentro da pequena área, não há diferença. E se a comparação for com Rogério Ceni com a bola nos pés e jogando como goleiro-líbero, idem.

Parece que descobriram somente agora essa história de “goleiro avançado”. Ora, se jogassem a carreira toda na Europa e em times de ponta, Marcão e Ceni deveriam também terem sido indicados (em seus auges na carreira) à Bola de Ouro. E se Neuer jogasse no mesmo nível aqui na América do Sul, duvido que seria lembrado.

O que você pensa sobre isso? Deixe seu comentário:
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– Ambev comprará a Pepsi por 140 bi?

João Paulo Lemann é um midas. Seu grupo, o 3G Capital, é realmente impressionante.

De dono da cervejaria Bhrama, investiu na aquisição do seu maior concorrente, a Antártica e formou uma empresa detentora das maiores e mais numerosas marcas de bebidas, a Ambev. Depois se juntou à multinacional belga Interbrew e formou a Inbev. Na sequência, fez algo impossível: comprou a mítica líder de mercado norte-americana, a Budweiser (do grupo Anheuser Busch) e a transformou em AB Inbev. Sem contar que ele é dono do principal concorrente do McDonald’s, o Burger King, além do grupo B2W, formado por Lojas Americanas, Submarino e Shoptime.

Agora, quer comprar briga com outro grande gigante: a Coca-Cola! Fala-se no mercado que Lemann estaria preparando uma oferta de 140 bilhões de dólares pelo grupo PepsiCo, que congrega a Pepsi e todas as outras empresas da área alimentícia.

Uau!!!

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– Paris sitiada por uma falsa Guerra Santa? E o mundo de coração agoniado.

Tudo o que poderia ser dito sobre os ataques de uma célula terrorista da Al Qaeda, vitimando os cartunistas famosos e outros funcionários da revista de sátira Charlie Hebdo, já foi explorado.

Concordo que a revista passa dos limites ao ironizar muçulmanos como gays, ofendendo a crença dos nossos irmãos islâmicos. Mas isso não é motivo para execução de pessoas, e sim processo na Justiça. A LIBERDADE DE IMPRENSA deve ser defendida e o RESPEITO AO PRÓXIMO idem. Portanto, se resolva dentro da lei, não com armas.

O pior é que a onda de atentados prolongou-se nesta 6a feira, quando simpatizantes árabes fizeram um sequestro dentro de um mercado judeu.

Tudo isso faz com que se aumente o número de islamofóbicos (aqueles que odeiam os muçulmanos, confundindo a religião em si com seus radicais fanáticos – que existem em todas as crenças) e encorajando ao mesmo tempo outros malucos.

Fico pensando sobre o medo dos franceses em sair às ruas, a neurose mundial do terrorismo, a tristeza dos verdadeiros praticantes islâmicos do bem, a revolta dos familiares das vítimas…

Ao mesmo tempo, façamos uma reflexão: há duas semanas, radicais do ISIS (terroristas do grupo Estado Islâmico) mataram mais de cem crianças no Paquistão sob o argumento que recebiam “Educação Ocidental”.

– Tal barbárie repercutiu como as mortes francesas?

O Boko Haram, outro grupo terrorista, matou em Baga, na Nigéria, dezenas de mulheres que não queriam se converter à sua crença e homens que não queriam lutar pela sua causa. E isso foi ontem!

– Essa crueldade foi exaustivamente noticiada?

Em suma: constantemente, casos piores do que os da França acontecem no mundo, mas que por serem cidadãos pobres ou de lugares menos importantes, são esquecidos.

Claro que cada morte é singular e não deve existir grau de tolerância ao terrorismo, mas a paz é artigo raro no mundo. “Apenas” está migrando para regiões mais abastadas, trazendo a xenofobia como consequência.

Por fim, não nos esqueçamos: ainda mata-se mais em São Paulo do que Bagdá! Culpa das drogas, da violência urbana, da falta de educação e da perda do senso de civilidade no Brasil. Os responsáveis (ou irresponsáveis) seriam as autoridades públicas, que se cegam em decorrência da corrupção, além das famílias desestruturadas, que se esquecem dos valores básicos para a convivência social?
Fica a reflexão. Que lutemos pacificamente pela calmaria.
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– Ranking Mundial dos Feitos de Clubes de Futebol

Recentemente comentamos sobre “rankings no futebol”, e comentamos sobre algumas curiosidades do “Ranking Histórico de Clubes de Futebol da Folha de São Paulo 2014”, onde o jornal publicou a classificação dos clubes nacionais de maior sucesso, cujo ponteiro é o São Paulo Futebol Clube (para ver os demais clubes, acesse os posts no “Blog do Rafael Porcari no Bom Dia / Diário de SP” ou clique em: http://wp.me/p4RTuC-c8h )

Agora, a Folha publica o seu Ranking Mundial! Chamado de “Lista Histórica de Feitos no Futebol”, baseado em critérios de pontuação por conquistas (vide relação no quadro abaixo).

O maior vencedor mundial é… o Real Madrid! O Milan é o 2o da lista. O melhor sulamericano é o Boca Jrs (3o). O Bayern de Munique está em 4o e o Barcelona em 5o. O melhor brasileiro é o São Paulo (8o). O Manchester United está em 15o, a frente do Santos (16o). O Grêmio e o Palmeiras empatam em 23o, o Corinthians está em 25o, empatado com o Atlético de Madrid. O melhor asiático é o Al Ahly (28o), a frente do Flamengo, que é o 30o.

A relação total está em: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/2015/01/1569994-campeao-mundial-real-passa-milan-e-volta-a-liderar-ranking-folha.shtml

E aí, a lista lhe parece razoável? Deixe seu comentário:
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– O Acordo Histórico do Fim do Embargo Econômico entre EUA e CUBA

E não é que nesta semana Barack Obama anunciou que os Estados Unidos voltarão a manter relações diplomáticas com Cuba?

Hoje, o embargo econômico não faz mais sentido… e por quê ele ainda existia?

Vaidade? Necessidade estratégica? 

Nada disso. Culpa dos dois lados, como crianças birrentas que não querem se dar as mãos.

Antes, Cuba era vital para a União Soviética tentar amedrontar os EUA durante a guerra fria, devido a localização geográfica. Com a falência do comunismo, tudo isso deixou de ser importante. O problema é que só Fidel e Raul Castro não aceitavam essa realidade, além da nítida falta de política agregadora americana, que preferiu virar as costas ao seu vizinho pobre.

Que venha a paz!

E, lendo há pouco, descubro que o Papa Francisco foi o grande interlocutor para esse dia histórico! 

Abaixo, extraído do OESP

ATUAÇÃO DE FRANCISCO FOI CRUCIAL PARA O ACORDO

Por Cláudia Trevisan

A atuação do papa Francisco foi crucial para o acordo que permitiu aos Estados Unidos e Cuba anunciarem ontem a retomada de suas relações diplomáticas. Muitos dos encontros entre os dois lados ocorreram no Vaticano e pelo menos um deles teve a participação do pontífice.

Nos discursos que realizaram ontem, os presidentes Barack Obama e Raúl Castro agradeceram o empenho do papa nas negociações. Segundo assessores da Casa Branca, o pontífice enviou cartas aos dois líderes pedindo mudanças na relações bilaterais. Ainda de acordo com o assessores, Cuba foi o principal assunto discutido entre Obama e o papa no encontro que ambos tiveram no Vaticano em maio.
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– Onde a vida vale menos…

Na 2a feira, um extremista islâmico invadiu um café na Austrália e 3 pessoas morreram. Da CNN à Globo a transmissão foi ao vivo e a revolta mundial.

Na 3a feira, o grupo terrorista Taleban fuzilou 100 inocentes crianças pobres dentro de uma escola paquistanesa, pois, segundo os bandidos, elas recebiam “educação ocidental”. Repercutiu muito pouco na TV.

Fico pensando: 3 x 100 na baixas. Tem “vida que vale menos”?

Triste. E o mundo se cala frente a isso?

Veja imagem da BBC via G1 das famílias desesperadas, abaixo:
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Panettone Bauducco é mais caro no Brasil do que no Japão!

A Pandurata é a dona da marca Bauducco, e nessa época natalina, os preços dos seus panettones estão em alta.

Eu prefiro o Chocottone, mas gosto dos outros também. Mas o curioso é: o panettone Bauducco é exportado para o Japão atravessando o planeta, pagando impostos de alfândega e…. pasmem: é mais barato lá!

A empresa justifica que os impostos brasileiros para os comerciantes é o grande vilão dos preços. Será?

Abaixo, a comparação do mesmo produto no supermercado brasileiro e no japonês (extraído da Veja.com)!
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– Piso e Teto nos Salários do Futebol?

Os clubes de futebol brasileiros estão quebrados financeiramente, isso é fato. Certamente, atletas como Fred ou Valdívia, se fossem contratados hoje, não receberiam tanto dinheiro.

A inflação nos salários vivida recentemente lembrou os anos 90, quando a Parmalat começou a repatriar jogadores com salários a nível europeu. Recentemente, alguns atletas também foram trazidos do Velho Continente a salário alto, mas não no auge da carreira.

Também os treinadores vivem essa alta: será que a majoração que se vê não está fora da realidade?

Talvez. Mas para a saúde financeira dos clubes, não deveriam se unir para a criação de um teto salarial, ao mesmo tempo em que os atletas deveriam lutar por um piso?

É chegada a hora de repensar os custos. Ou não?

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– Novos e Antigos heróis da Marvel

Confesso: Adoro quadrinhos e aventuras de super-heróis. Sou fã do Superman! Mas, claro, curto os demais.

E não é que a Marvel prepara um pacotão de novos heróis e deseja destacar alguns esquecidos?

O Capitão América envelhecerá e será substituído; Thor será indigno do Martelo de Odin e uma mulher será a nova deusa do Trovão; e o Homem Aranha verá sua namorada se transformar em Mulher Aranha – e, acreditem, ele próprio será substituído por um garoto pobre, negro e latino.

Surpreendam-se! Extraído da Epoca.com:

Aos 75 anos, a Marvel quer contar a história dos desajustados em quadrinhos

A editora de quadrinhos de sucessos como o Homem-Aranha e os X-Men ganhou fama ao criar heróis pouco convencionais e abordar questões sociais relevantes, como preconceito racial e homofobia. Em 2014, ao completar 75 anos, abriu espaço para personagens femininas e aumentou a diversidade étnica de suas revistas

RAFAEL CISCATI
05/12/2014 16h21
Editora Globo (Foto: Editora Globo)
Kamala Khan, a heroína muçulmana filha de paquistaneses. Aos 75 anos, a Marvel abre espaço para personagens femininas e diversidade étnica (Foto: Divulgação/Marvel)
Sana Amanat estava no ginásio quando dois aviões se chocaram contra as Torres Gêmeas, em 2001. Sana nasceu nos EUA em uma família muçulmana, e foi criada em um subúrbio de Jersey City, cidade vizinha à Nova York. No dia seguinte aos atentados, foi abordada por um colega de escola com quem nunca conversara: “Fale para o seu povo parar de nos atacar”. Confusa, não soube como responder à provocação: “Nos atacar? Eu pensei que eu também fosse um dos ‘nós’”, disse, enquanto narrava o incidente durante uma palestra do TEDx no início deste ano. A família de Sana veio do leste asiático. Mesmo nascida nos EUA, a menina sentia que não se encaixava perfeitamente. De repente, Sana era uma intrusa e sua cultura era sinônimo de terrorismo. Mais de uma década se passou desde então. Hoje, Sana trabalha na Marvel, uma das maiores editoras de quadrinhos em todo o mundo. Lá, ajudou a editar títulos importantes, como Wolverine e Homem-Aranha. No início de 2014, Sana tornou-se a responsável por um dos maiores sucessos recentes da Marvel, ao colocar nas páginas de uma revista as histórias de uma intrusa como ela.

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Sana e a escritora G. Willow Wilson criaram Kamala Khan, uma garota de 16 anos que, sem aviso, adquire superpoderes e decide usá-los para proteger a vizinhança onde mora. Nada muito diferente de outros heróis – o Homem-Aranha surgiu com uma história parecida. A diferença é que Kamala é muçulmana. Filha de paquistaneses emigrados para os Estados Unidos, a menina encontra dificuldade para conciliar as expectativas e a cultura da família aos hábitos e expectativas da sociedade ocidental em que nasceu. Antes de ganhar superpodres, passa a maior parte do tempo on-line, escrevendo fanfictions – histórias fictícias criadas por fãs – da Capitã Marvel, sua heroína favorita e uma das personagens mais antigas da Marvel. Inspirada pela Capitã, Kamala veste um uniforme e assume o nome de Miss Marvel. Quando Ms. Marvel  nº1 chegou às bancas, em fevereiro, o sucesso de vendas foi imediato. O título inaugurou uma sequência de lançamentos que, ao longo do ano, mudaram a cara de diversos heróis, dando lugar de destaque a personagens femininos e de diferentes etnias. Acostumada a tratar de questões sociais nas páginas dos quadrinhos, a Marvel ficou ainda mais progressista.

Kamala Khan, segunda da esquerda para a direita, com o irmão, o pai Yusufi, a mãe Misha e o amigo Bruno (Foto: AP)  (Foto: AP)
Kamala Khan, segunda da esquerda para a direita, com o irmão, o pai Yusufi, a mãe Misha e o amigo Bruno (Foto: AP) (Foto: AP)

2014 foi um ano importante para a Marvel. Nascida como Timely Comics em 1939, a editora completou 75 anos em novembro. Marcou a data com modificações em alguns de seus principais títulos. Desde o mês passado, o Capitão América é negro. Quando Steve Rogers, o Capitão América original, começa a envelhecer aceleradamente, seu parceiro, Sam Wilson, assume sua identidade e legado. Alguns fãs ficaram contrariados com a mudança mas, de maneira geral, ela foi bem recebida: “Eu recebi uma foto de uma sala de aula com vários alunos negros”, disse Rick Remender, o autor da série, à CNN. “As crianças pulavam, com a imagem do Sam logo atrás delas. Isso é relevante culturalmente”. Thor também mudou. Considerado indigno, o filho de Odin perdeu o martelo. Seu lugar foi ocupado por uma mulher.

>> Nova heroína da Marvel será uma adolescente muçulmana

Hoje, as personagens femininas têm nove títulos dedicados a elas – o maior número em 75 anos. Lançamentos para 2015 já foram programados, como uma série estrelada por Gwen Stacy, a namorada de Peter Parker, no papel de Mulher-Aranha. E a tendência a diversificar os personagens, em termos étnicos e de gênero, chegará aos cinemas em 2016 e 2017, com os lançamentos dos filmes da Capitã Marvel e do Pantera Negra – o primeiro super-herói negro dos quadrinhos, criado em 1966.

>> A guerra dos super-heróis

Parte dessas mudanças é atribuída a pressões internas. “As grandes editoras sempre tiveram problemas com questões de representação – de gênero ou raça”, diz Matthew Smith, professor de estudos de mídia da Universidade Wittenberg e autor do livro O Poder dos quadrinhos: histórias, formas e cultura. “Isso acontecia por que as editoras eram controladas por homens brancos e heterossexuais, que pensavam escrever somente para adolescentes homens, brancos e heterossexuais”. Desde 1939, o quadro de funcionários da Marvel mudou. Há, agora, maior diversidade étnica e maior número de mulheres entre os autores e editores. Com eles, mudou a forma de narrar histórias.

>> GamerGate e a guerra contra mulheres nos videogames

Entre os roteiristas da Marvel, Kelly Sue DeConnick chama atenção pela baixa estatura, pelos vivos cabelos vermelhos e pela disposição a, segunda ela própria, “deixar as pessoas desconfortáveis para que minha filha não precise fazer o mesmo”. Desde 2012, Kelly Sue escreve as histórias da Capitã Marvel. Tornou Carol Danvers, uma personagem clássica, em símbolo feminista. Carol surgiu em 1969, na revista do Capitão Marvel original. Uma oficial de segurança da Nasa, Carol surpreendeu o capitão pela beleza. Mesmo depois de tornar-se uma heroína poderosa,com o nome de Miss Marvel, Carol continuou a ser conhecida pelas curvas. Lutava contra o crime em trajes diminutos. Kelly Sue mudou a trajetória da personagem.

Editora Globo (Foto: Editora Globo)
Carol Danvers em dois momentos: como Miss Marvel e, a partir de 2012, como Capitã Marvel, nas histórias escritas por Kelly Sue. O apelo sexual exagerado sumiu, as roupas mudaram e as tramas ficaram mais complexas (Foto: Divulgação/ Marvel)

Em 2012, Carol assumiu o posto de Capitã Marvel, substituindo o ex-namorado morto. Com a transformação, Kelly Sue aproveitou para mudar o uniforme da heroína: em lugar do maiô pouco prático, a personagem passou a usar macacão de aviadora. As histórias cresceram em complexidade. Nas páginas da sua própria revista, a Capitã Marvel já chegou a dizer – e provar – que é mais poderosa que o Capitão América. Os fãs foram ao delírio – na internet, criaram grupos que celebram a personagem, os Carol Corps. O quadrinho virou sucesso de vendas. Era o que a editora pretendia.

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O X-Man Jean Paul Beaubier, o Estrela Polar (à esquerda, de joelhos). Ele foi o primeiro herói assumidamente gay. As histórias dos X-Men foram  associadas, ao longo dos anos, à luta pelos direitos dos homossexuais  (Foto:Divulgação/ Marvel)

Desde os anos 1960, a Marvel estabeleceu tradição em se arriscar para conquistar mercados. Ao longo dos anos, isso significou tratar de temas com relevância social – como preconceito racial, homofobia e sexismo – na esperança de conquistar o apreço do público. “A Marvel fez jogadas menos seguras que seus competidores desde o começo”, diz Sean Howe, autor de Marvel, a história secreta. “Já em Marvel nº1, os protagonistas – Tocha Humana e Namor, o príncipe submarino – aterrorizavam os cidadãos comuns. Depois disso, no começo dos anos 1960, Stan Lee e Jack Kirby se especializaram em contar as aventuras dos azarões”.

>> Marvel confirma casamento homossexual em X-men

Em lugar do homem branco, forte e moralmente irrepreensível – ainda que vindo de outro planeta – os heróis da Marvel eram garotos magrelos, famílias briguentas e jovens excluídos. Na primeira história de O Quarteto Fantástico, em 1961, os heróis brigam entre si o tempo todo. O Homem-Aranha não passava de um garoto pobre e órfão e Os X-Men eram temidos, odiados e frequentemente associados à causa gay. Esse histórico deu à empresa disposição para criar personagens pouco convencionais e que, frequentemente, incorporavam questões sociais em voga na época de sua criação.

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O Pantera Negra, o primeiro super-herói negro a aparecer nas revistas de uma grande editora. Rei de uma poderosa nação africana, ele ganhará filme próprio em 2017 (Foto: Divulgação/ Marvel)

“Onde quer que se vejam leituras a se suprir, para os leitores da ‘geração de agora’, a Marvel vai empreender esforços para dominar essa tendência e atender a essa demanda”, dizia um memorando do departamento de Marketing  da Marvel, que circulou pelos corredores da empresa em início dos anos 1970, reproduzido no livro de Howe. Foi essa a ambição por trás da criação de Luke Cage-herói de aluguel. Criado em 1972, Cage foi o primeiro herói negro a ter título próprio na história dos quadrinhos americanos. “A criação da revista foi uma tentativa da Marvel de fazer sucesso na esteira do filme Shaft”, diz Howe. Shaft, de 1971, conta a história de um detetive negro que combate a máfia italiana no Harlem. Faz parte do movimento blaxploitation, que pretendia levar às telas americanas filmes dirigidos e protagonizados por negros. Antes disso, em 1966, a editora criara o Pantera Negra, o primeiro herói negro a surgir em um quadrinho de grande circulação. Rei de Wakanda, um rico país africano dono de avançada tecnologia, o Pantera Negra apareceu nos gibis três meses antes do surgimento do Partido dos Panteras Negras, que lutava pelos direitos civis dos afroamericanos. A semelhança do nome foi mera coincidência.

Lidas agora, essas primeiras histórias podem soar inadequadas ou mesmo panfletárias. Com exceção do Pantera Negra, os personagens negros eram associados a um passado de pobreza e violência. Estereótipos também eram usados ao retratar personagens femininas. Na década de 1970, os roteiristas à frente da Ms. Marvel, por exemplo, introduziam na história questões sobre beleza e trabalho. Carol trabalhava em uma revista feminina. Era preciso deixar claro que uma heroína, por ser mulher, vivenciava experiências diferentes das vividas por um homem: “É difícil escrever sobre as experiências dos outros quando você nunca vivenciou nada semelhante”, diz Smith, da Universidade Wittenberg. “Acho que havia muitos homens brancos de classe média tentando entender o que significava crescer nos EUA sendo negro. Eles não sabiam muito sobre isso, não mais do que aquilo que viam no noticiário ou que eram capazes de descobrir através do contato com seus poucos amigos negros. Mesmo assim, acho que é preciso dar-lhes crédito por, ao menos, tentar”.

Agora ao 75 anos, a Marvel tem a vantagem de contar com autores para quem essas experiências não se resumem ao telejornal. Isso se reflete nas histórias. O novo Homem-Aranha, Miles Morales, é um garoto negro de ascendência latina. Nasceu em uma família pobre mas feliz. Kamala Khan, muçulmana, é só uma adolescente normal. A afirmação de sua religião não é ponto central da história. Hoje, Kelly Sue costuma dizer que mal pensa na Capitã Marvel como mulher ao escrever. Ao ser escritas por uma roteirista, as histórias da personagem ganharam fluidez.

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O Homem-Aranha do universo Ultimate. Miles Morales é um adolescente negro de ascendência latina (Foto: Divulgação/ Marvel)

Isso não significa que não exista mais espaço para diversificação. Há novos autores escrevendo, mas a indústria ainda é dominada por homens. O historiador especializado em quadrinhos Tim Hanley analisa os números da indústria mensalmente, para saber quantas mulheres trabalharam nas revistas publicadas. No levantamento de setembro, o último divulgado, 548 homens participaram da criação dos quadrinhos da Marvel, contra 61 mulheres.

Além disso, por mais que seja animadora, essa onda progressista é vista com ressalvas. Muitos acreditam que essas mudanças não devem durar. “Às vezes, ler quadrinhos é como jogar um jogo de tabuleiro”, diz Smith. “Não importa o quanto você avance, acaba sempre voltando para o ponto de partida”. Leitores assíduos já se acostumaram a acompanhar mudanças, como a morte de um personagem, que duram dois ou três anos até ser revertidas. Tudo volta a ser como antes. Sucessos como Ms Marvel  – a revista da Kamala Khan – devem continuar. Mesmo que o título seja cancelado, a personagem ganhou fôlego o bastante para resistir, integrada a algum grupo de super-heróis. E, ainda que efêmeras, essas mudanças deixam marcas na cultura popular: “Os quadrinhos permitem que as empresas experimentem novidades, como colocar personagens homossexuais em papéis de destaque. Ou criar protagonistas femininas. E podem fazer isso porque o investimento inicial é pequeno”, diz Smith. “Os quadrinhos são um laboratório da cultura popular americana.”

Enquanto crescia, Sana Amanat, a editora da Ms Marvel, disse que não encontrava personagens parecidos com ela nos programas que assistia. Diferente de seus colegas – que podiam comer carne de porco e nadar usando biquínis – Sana precisou encontrar refúgio para o próprio desajuste na ficção. Encontrou o que precisava na série animada dos X-Men: “Havia uma mulher negra com cabelo branco que podia manipular o tempo; um homem peludo e azul; uma garota tímida que não podia tocar ninguém”, disse Sana. “Essas pessoas eu conseguia entender, porque eles também eram diferentes. E, mesmo assim, os X-Men aceitavam quem eles eram, e defendiam essa identidade”. Os X-Men, heróis perseguidos pelo preconceito, diziam a ela que estava tudo bem em ser diferente.

Quando começou a trabalhar com quadrinhos, Sana achou muito natural a ideia de criar um personagem que fizesse o mesmo. Um personagem com o qual garotas como ela poderiam se identificar: “Todos nós queremos ser heróis”, diz Sana. “E não seria incrível se os heróis se parecessem conosco?”