Se o Timão e o Mengão não se classificarem respectivamente para a próxima fase da Sulamericana e da Libertadores, será um baita mico…
Eu acho que os dois passam de fase. E você?
O texto escrito pelo ex-diretor do Palmeiras Savério Orlandi, é um oásis em meio a tanta pataquada que lemos em artigos, muitas vezes, com interesses escusos, sobre os rumos do futebol brasileiro.
Vale a leitura!
Reproduzido no UOL pela Coluna do Juca Kfouri (link abaixo):
A ENCRUZILHADA DO FUTEBOL BRASILEIRO
Por Savério Orlandi
Quando tudo indicava já adormecida e consolidada a sucessão na CBF com a eleição de Ednaldo Rodrigues, uma reviravolta trouxe novo e indigesto capítulo para a história, com o questionamento judicial do termo de acordo no qual aparentemente um dos seus signatários não dispunha do pleno gozo das faculdades mentais para firmá-lo.
O Tribunal Superior, que já homologara tal acordo, foi instado por alegações de falsidade documental e encontrou uma saída olímpica através da decisão do ministro relator nos limites da tecnicidade e daquilo que processualmente falando lhe era razoável fazer, assim devolvendo a matéria para investigação pelo Tribunal de origem no Rio de Janeiro.
Não é novidade que a entidade máxima do futebol brasileiro possua um vasto histórico de controvérsias, desmandos e desacertos. Um simples olhar para o último meio século nos evidencia, a partir da administração de João Havelange, a transformação de uma organização quase amadora em uma sólida sociedade empresarial, alavancada a partir dos anos 1970 pela forte entrada de um novo capital no futebol através dos contratos de televisão, dos fornecedores de material esportivo e da publicidade em geral, e ainda da ampliação da influência política na sua administração e trajetória.
Assim vimos a época do “onde a arena vai mal, mais um time no nacional”, o arrego no ano de 1987 que resultou na Copa União, a CPI da Nike, a derrocada de Ricardo Teixeira, o envolvimento de ex-presidentes no Fifagate, assédio sexual, o flerte inadequado com a Corte Suprema e a atual sensação de vacância pelas várias trocas havidas no comando.
E, como se não bastasse, agora com o ineditismo da possível fraude de documentos; o que veremos nos próximos tempos é certamente uma série de novas “idas e vindas” de despachos, liminares e recursos, mantendo a direção da CBF “sub judice” e o cenário de acefalia no comando e nas diretrizes da entidade, tendo no horizonte a Copa de 2026.
Para além da participação na próxima Copa do Mundo com a comprometida preparação em curso (mesmo a seleção tendo agora um novo treinador), o futebol brasileiro e a sua entidade máxima notadamente não dispõem de qualquer plano fora o fisiologismo, nem tampouco tem dimensão da responsabilidade social que tem com a nação, quem lhe outorga os símbolos e as propriedades, a seleção brasileira por exemplo: em verdade, urge um basta no continuísmo e uma guinada para reverter o quadro de letargia e clientelismo que insiste em nortear os caminhos do nosso futebol, algo que obviamente não é fácil, porém se faz imperioso.
A cooptação da totalidade das federações e dos clubes das séries A e B alcançou o ápice na eleição por aclamação ocorrida em março passado, desde quando os clubes de modo dissimulado manifestam concordância com a gestão ou, quando cobrados, sustentam que mesmo somados não reúnem quórum para pensar em mudança. Pura conveniência e vassalagem, um tipo de parceria na conduta lesa pátria por parte de quem deveria exigir as modificações na direção organizacional, fundamentalmente para permitir aos clubes que regulem e liderem por si só uma parcela do seu próprio negócio.
Nos últimos 5 anos, a estrutura da indústria do futebol tem se revigorado com os novos modelos e ferramentas que alteraram o “modo e o meio”, impactando diretamente as formas de gestão, em especial a dos clubes isoladamente (atual divisão dos direitos de TV, possibilidade de transformação em SAF, investimentos e regulamentação das Bets, novos patamares de patrocínio e premiação, entre outras novidades e ativações).
O mercado foi turbinado pelos investimentos das SAF e pelos aportes pesados das Bets, além do incremento dos direitos transmissivos após a regulamentação dos mandantes, e assim a maioria dos clubes tem experimentado um hiato episódico com uma grande afluência de recursos (o que não exclui a elevação de dívidas no período e as deficiências nos controles internos e na governança, inclusive entre os 2 ou 3 dos mais badalados).
Em que pese o auspicioso e positivo recorte econômico financeiro, algo a ser bastante comemorado, existe também seu lado perverso, pois a farta disponibilidade de recursos conduz invariavelmente à miopia, exatamente o que ocorre no âmbito das duas ligas.
E dentro delas, muito longe da unanimidade que foi alcançada para eleger o mandatário da entidade máxima do nosso futebol, nem mesmo se logrou superar definitivamente a discussão de “mais valia” promovida entre seus membros de modo contraproducente há 5 anos, frustrando o objetivo de desenvolver e aperfeiçoar em todos os seus aspectos o que seria o pretendido novo mercado, cuja formação passa por embates, rupturas e a permanente interlocução com a direção da CBF, seja ela com quem for (ou vier a ser).
Há muito o que fazer para formatar um modelo viável e próspero, sendo imprescindível o alinhamento dos clubes e da CBF para trabalharem no enfrentamento de temas como a organização de alguns campeonatos por ligas, um modelo de fair play financeiro, a questão dos gramados, a obsolescência do nosso VAR, a violência, o calendário, a perda da atratividade, os efeitos mercadológicos das transições geracionais, licenciamentos conjuntos, os games e E-Sports, entre outros assuntos de estratégia e governança.
Sem contar principalmente a necessária revisão do produto para melhorar a experiência do consumo interno e para fins de exportação, afinal, não dá mais para tolerar o tanto que tem de reclamação em campo a cada partida, a constante perda do tempo de jogo e a vergonha das simulações, como tomar pontapé na canela e rolar com a mão no rosto.
É preciso que seja alterado o estado atual das coisas, a fim de subtrair o viés político na direção do futebol brasileiro possibilitando oportunidade de ressignificação da entidade máxima e do seu objeto, assim reforçando a atribuição da competência institucional das seleções brasileiras, registros e filiações, junto da permissão de organização para a Liga e reserva da organização de algumas competições com reciprocidade quanto à inclusão dos clubes que disputarem suas próprias ligas (Clube Série A/B na Copa do Brasil, p. ex.).
A hora é de evoluir, de refletir e planejar, não há mais espaço para seguirmos apenas nos valendo daquela bengala de sermos o único pentacampeão do mundo, de sermos detentores do futebol arte ou de acreditar de forma simplista que num piscar de olhos seremos “Top 3” das ligas do mundo: o momento de agir chegou e todos os atores têm responsabilidade pela mudança, sob pena de continuarmos sendo a “eterna promessa”.
*Savério Orlandi é advogado formado pela PUC em 1993, consultor jurídico e sócio filiado à Associação Brasileira dos Executivos de Futebol, além de membro da Comissão de Governança em Clubes de Futebol do IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa). Foi diretor de futebol do Palmeiras.
**Texto originalmente publicado no portal Migalhas.
Em noite tensa no Nilton Santos, o Botafogo superou o Estudiantes por 3 a 2 com direito a golaço de Artur no fim. Time segue na briga por vaga na …
Original em: Botafogo sofre, mas vence com golaço no fim e segue vivo na Libertadores!

O São Paulo da Libertadores da América é um time aguerrido, copeiro e que não costuma decepcionar na competição.
O São Paulo do Brasileirão, cá entre nós, não é a mesma coisa. Tanto que está em 15º colocado, pertinho da Zona do Rebaixamento.
A questão é: a paixão pela competição internacional faz com que não se dedique o suficiente no torneio nacional, fazendo com que se sacrifique jogos e/ou pontuação? Ou nada disso?
Enfim: vale tanto esforço pela Libertadores, em detrimento do Brasileirão?
Deixe o seu comentário:
Um momento vergonhoso: em Brasília, a influenciadora Virgínia era sabatinada pela senadora Soraia, e falou-se sobre CBF, dinheiro das Casas de Apostas no futebol e recursos públicos para os clubes.
Só eu que não achei normal o que pensam essas pessoas? Viram os “conceitos” dessa gente?
Confesso: revoltante! Confira se não é lamentável se prover nossos valores pagos em impostos para entidades privadas esportivas, em: https://youtu.be/bUK6Gr8BgH8?si=f0VZ-jnOUlqhDrgJ
O texto escrito pelo ex-diretor do Palmeiras Savério Orlandi, é um oásis em meio a tanta pataquada que lemos em artigos, muitas vezes, com interesses escusos, sobre os rumos do futebol brasileiro.
Vale a leitura!
Reproduzido no UOL pela Coluna do Juca Kfouri (link abaixo):
A ENCRUZILHADA DO FUTEBOL BRASILEIRO
Por Savério Orlandi
Quando tudo indicava já adormecida e consolidada a sucessão na CBF com a eleição de Ednaldo Rodrigues, uma reviravolta trouxe novo e indigesto capítulo para a história, com o questionamento judicial do termo de acordo no qual aparentemente um dos seus signatários não dispunha do pleno gozo das faculdades mentais para firmá-lo.
O Tribunal Superior, que já homologara tal acordo, foi instado por alegações de falsidade documental e encontrou uma saída olímpica através da decisão do ministro relator nos limites da tecnicidade e daquilo que processualmente falando lhe era razoável fazer, assim devolvendo a matéria para investigação pelo Tribunal de origem no Rio de Janeiro.
Não é novidade que a entidade máxima do futebol brasileiro possua um vasto histórico de controvérsias, desmandos e desacertos. Um simples olhar para o último meio século nos evidencia, a partir da administração de João Havelange, a transformação de uma organização quase amadora em uma sólida sociedade empresarial, alavancada a partir dos anos 1970 pela forte entrada de um novo capital no futebol através dos contratos de televisão, dos fornecedores de material esportivo e da publicidade em geral, e ainda da ampliação da influência política na sua administração e trajetória.
Assim vimos a época do “onde a arena vai mal, mais um time no nacional”, o arrego no ano de 1987 que resultou na Copa União, a CPI da Nike, a derrocada de Ricardo Teixeira, o envolvimento de ex-presidentes no Fifagate, assédio sexual, o flerte inadequado com a Corte Suprema e a atual sensação de vacância pelas várias trocas havidas no comando.
E, como se não bastasse, agora com o ineditismo da possível fraude de documentos; o que veremos nos próximos tempos é certamente uma série de novas “idas e vindas” de despachos, liminares e recursos, mantendo a direção da CBF “sub judice” e o cenário de acefalia no comando e nas diretrizes da entidade, tendo no horizonte a Copa de 2026.
Para além da participação na próxima Copa do Mundo com a comprometida preparação em curso (mesmo a seleção tendo agora um novo treinador), o futebol brasileiro e a sua entidade máxima notadamente não dispõem de qualquer plano fora o fisiologismo, nem tampouco tem dimensão da responsabilidade social que tem com a nação, quem lhe outorga os símbolos e as propriedades, a seleção brasileira por exemplo: em verdade, urge um basta no continuísmo e uma guinada para reverter o quadro de letargia e clientelismo que insiste em nortear os caminhos do nosso futebol, algo que obviamente não é fácil, porém se faz imperioso.
A cooptação da totalidade das federações e dos clubes das séries A e B alcançou o ápice na eleição por aclamação ocorrida em março passado, desde quando os clubes de modo dissimulado manifestam concordância com a gestão ou, quando cobrados, sustentam que mesmo somados não reúnem quórum para pensar em mudança. Pura conveniência e vassalagem, um tipo de parceria na conduta lesa pátria por parte de quem deveria exigir as modificações na direção organizacional, fundamentalmente para permitir aos clubes que regulem e liderem por si só uma parcela do seu próprio negócio.
Nos últimos 5 anos, a estrutura da indústria do futebol tem se revigorado com os novos modelos e ferramentas que alteraram o “modo e o meio”, impactando diretamente as formas de gestão, em especial a dos clubes isoladamente (atual divisão dos direitos de TV, possibilidade de transformação em SAF, investimentos e regulamentação das Bets, novos patamares de patrocínio e premiação, entre outras novidades e ativações).
O mercado foi turbinado pelos investimentos das SAF e pelos aportes pesados das Bets, além do incremento dos direitos transmissivos após a regulamentação dos mandantes, e assim a maioria dos clubes tem experimentado um hiato episódico com uma grande afluência de recursos (o que não exclui a elevação de dívidas no período e as deficiências nos controles internos e na governança, inclusive entre os 2 ou 3 dos mais badalados).
Em que pese o auspicioso e positivo recorte econômico financeiro, algo a ser bastante comemorado, existe também seu lado perverso, pois a farta disponibilidade de recursos conduz invariavelmente à miopia, exatamente o que ocorre no âmbito das duas ligas.
E dentro delas, muito longe da unanimidade que foi alcançada para eleger o mandatário da entidade máxima do nosso futebol, nem mesmo se logrou superar definitivamente a discussão de “mais valia” promovida entre seus membros de modo contraproducente há 5 anos, frustrando o objetivo de desenvolver e aperfeiçoar em todos os seus aspectos o que seria o pretendido novo mercado, cuja formação passa por embates, rupturas e a permanente interlocução com a direção da CBF, seja ela com quem for (ou vier a ser).
Há muito o que fazer para formatar um modelo viável e próspero, sendo imprescindível o alinhamento dos clubes e da CBF para trabalharem no enfrentamento de temas como a organização de alguns campeonatos por ligas, um modelo de fair play financeiro, a questão dos gramados, a obsolescência do nosso VAR, a violência, o calendário, a perda da atratividade, os efeitos mercadológicos das transições geracionais, licenciamentos conjuntos, os games e E-Sports, entre outros assuntos de estratégia e governança.
Sem contar principalmente a necessária revisão do produto para melhorar a experiência do consumo interno e para fins de exportação, afinal, não dá mais para tolerar o tanto que tem de reclamação em campo a cada partida, a constante perda do tempo de jogo e a vergonha das simulações, como tomar pontapé na canela e rolar com a mão no rosto.
É preciso que seja alterado o estado atual das coisas, a fim de subtrair o viés político na direção do futebol brasileiro possibilitando oportunidade de ressignificação da entidade máxima e do seu objeto, assim reforçando a atribuição da competência institucional das seleções brasileiras, registros e filiações, junto da permissão de organização para a Liga e reserva da organização de algumas competições com reciprocidade quanto à inclusão dos clubes que disputarem suas próprias ligas (Clube Série A/B na Copa do Brasil, p. ex.).
A hora é de evoluir, de refletir e planejar, não há mais espaço para seguirmos apenas nos valendo daquela bengala de sermos o único pentacampeão do mundo, de sermos detentores do futebol arte ou de acreditar de forma simplista que num piscar de olhos seremos “Top 3” das ligas do mundo: o momento de agir chegou e todos os atores têm responsabilidade pela mudança, sob pena de continuarmos sendo a “eterna promessa”.
*Savério Orlandi é advogado formado pela PUC em 1993, consultor jurídico e sócio filiado à Associação Brasileira dos Executivos de Futebol, além de membro da Comissão de Governança em Clubes de Futebol do IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa). Foi diretor de futebol do Palmeiras.
**Texto originalmente publicado no portal Migalhas.
E Ancelotti não gostou da CBF divulgar antes do combinado a sua contratação…
A entidade o fez para abafar o caso da suposta assinatura falsa do Cel Nunes?

O Atlético Mineiro, o Botafogo, o Palmeiras (na Série A) e o Athletico Paranaense (na Série B), são os clubes que jogam com o piso sintético em nosso país. É muita gente… Na Inglaterra (a Liga mais rentável) isso é proibido.
Também na Premiere League está se transitando para que não seja permitido que Casas de Apostas patrocinem clubes de Futebol. Aqui no Brasil, de 20 clubes da 1ª divisão, 18 contam com esse tipo de patrocínio master.
Fico pensando: se é para imitarmos coisas boas, por que não as medidas de outros pares que dão certo em seus países?
Esse é o nosso Brasil…
A CBF foi oportunista quanto à contratação de Ancelotti?
Justo no dia em que se teria audiência (cancelada) sobre a falsificação da assinatura de Cel Nunes, que analisava a permanência de Ednaldo Rodrigues na entidade?
Que jogada… agenda positiva na “hora certa”. Um assunto positivo sobre um negativo.
Já falamos disso em: https://youtu.be/8KGXO7b_hxg?si=WAYQwDNgwg3OAXRQ
Que Carlo Ancelotti é um baita treinador, não se questione. É um nome indiscutível. Mas eu tenho as seguintes curiosidades:
1- Depois de dois “nãos” à CBF, o que foi determinante para o “sim”?
2- Havia a concorrência dos árabes (supostamente do Al Hilal ou até do Al Nassr). A CBF venceu os petrodólares (se confirmado o interesse árabe) com qual argumento?
3- Quem serão os seus assistentes técnicos?
4- Ancelotti morará no Brasil, ou ficará na Europa?
5- O italiano estará rodada-a-rodada em algum estádio acompanhando os jogadores domésticos, como fazia Tite, Diniz e Dorival, ou não?
6- Como se adaptará o treinador à nova realidade, já que, diferente da rotina de um clube, poderá treinar uma ou duas vezes a Seleção e mandá-la a campo, pela falta de tempo?
O árbitro Rafael Rodrigo Klein (FIFA-RS) cumpriu à risca o que era esperado dele, por parte da Comissão de Arbitragem. A propósito, a Comissão Consultiva Internacional o considera hoje um “modelo de árbitro”, pois entende que ele sabe deixar o jogo correr, não marca qualquer faltinha e conversa pouco com jogadores. E dentro dessa expectativa, o jogo transcorreu “mais ou menos” dessa forma.
“Mais ou menos” pois a Regra 3, a que fala sobre a autoridade do árbitro, não foi cumprida. Hoje, as Ligas escolhem se mantém como sempre foi (ninguém conversa com o árbitro, mas há aquela flexibilidade para encostar nele e falar alguma coisa), ou se optam pela permissão de que somente o capitão converse com o juiz, e todos os demais atletas não possam, sendo passível de cartão amarelo. A CBF optou pela segunda opção, e isso foi visto em duas ou três rodadas apenas. Parece que temos uma “terceira via” em nosso país: todo mundo pode falar com o árbitro, reclamar, gesticular, e ninguém é advertido.
Outro ponto de Klein, negativamente: não se esforçou em ter tempo de bola rolando. Embora não marque as faltinhas forçadas, permitiu a cera absurda dos goleiros (por exemplo: o goleiro Rafael, quando percebeu que seu time ficaria com 10 atletas pelo atendimento a Wendell, ficou caído em campo ganhando tempo para que seu time voltasse a ter 11 jogadores; ou Weverton, que em um raro momento de pressão adversária, caiu para esfriar o jogo), tampouco acelerou as cobranças de faltas (apesar de não marcar tanta falta quanto ao conterrâneo gaúcho dele, Anderson Daronco, demorou para o reinício e isso quebra a dinâmica da partida).
Demais pontos importantes:
A possível 6ª substituição:
Lucas Canetto Bellote, o 4º árbitro, foi ao vestiário com a informação de que Wendell poderia ter uma suspeita de concussão por parte da equipe médica do São Paulo FC. Em confirmando, você tem a substituição adicional permitida (ambas equipes podem efetuar uma troca exclusiva). O Palmeiras reclamou nas palavras de João Martins, em entrevista coletiva pós-jogo, que o árbitro Rafael Rodrigo Klein esqueceu de permitir a alteração. Nada disso! O que ocorreu é que não foi aberto o protocolo de concussão, pois o médico do SPFC não entendeu que existiu esse fato (lembremo-nos: médicos têm responsabilidade e não podem forçar um atestado para tirar proveito de uma situação). Dessa forma, nem Palmeiras e nem São Paulo fizeram a 6ª substituição.
Expulsões das Comissões Técnicas:
O bandeira 1 chamou o árbitro para expulsar Max Cuberas e o quarto-árbitro para expulsar Abel Ferreira (esse, já tinha amarelo por reclamação). Ambos receberam o Vermelho Direto (portanto, Abel não só cumprirá a automática, mas levará mais um Amarelo para a conta). Todos por reclamação excessiva.
A verdade é que Zubeldía e Abel, juntamente com suas comissões técnicas, infernizam o trabalho do quarto-árbitro (relatei anteriormente em outra postagem: com os quarto-árbitros que conversei dias atrás, ouvi que precisam fazer “terapia” para aguentar tão chatos comportamentos). Lembrei-me dos anos 90: em jogos do São Paulo no Morumbi, sempre se escalava Valter José dos Reis, excepcional bandeira e que brincavam ser “surdo do ouvido esquerdo”, pois Telê Santana passava todo momento reclamando a ele, que fingia não escutar e o ignorava.
IMPORTANTE: A expulsão de Abel, ressalte-se, se deu por DESCONHECIMENTO DA REGRA: O Palmeiras partiu para o ataque, um atleta do São Paulo fez uma falta técnica (daquelas para “matar o jogo”, que Felipão sabia orientar muito bem), mas o árbitro corretamente aplicou a vantagem, que se concretizou. Abel esperneou pois queria que, ao sair a bola, o infrator recebesse o Amarelo. Porém, a regra mudou: agora, se é uma falta técnica para Amarelo, mas a vantagem se concretiza, não se aplica o Amarelo pois o intuito da infração era atrapalhar o ataque, e isso não aconteceu. Em faltas mais violentas ou de natureza diferente, continua-se aplicando o cartão.
Gol do Palmeiras:
Aqui, não se pode levar a questão como interpretativa, é objetiva: o bumbum do defensor estava centímetros à frente da última parte jogável do atacante (o ombro). Leio na Internet muita gente tentando considerar parte do braço, para dizer que estava impedido (aí não vale, não se pode jogar com as mãos). Tudo isso se resolveria com o impedimento semi-automático que a FIFA disponibiliza em seus torneios.
O São Paulo da Libertadores da América é um time aguerrido, copeiro e que não costuma decepcionar na competição.
O São Paulo do Brasileirão, cá entre nós, não é a mesma coisa. Tanto que está em 15º colocado, pertinho da Zona do Rebaixamento.
A questão é: a paixão pela competição internacional faz com que não se dedique o suficiente no torneio nacional, fazendo com que se sacrifique jogos e/ou pontuação? Ou nada disso?
Enfim: vale tanto esforço pela Libertadores, em detrimento do Brasileirão?
Deixe o seu comentário:
O Atlético Mineiro, o Botafogo, o Palmeiras (na Série A) e o Athletico Paranaense (na Série B), são os clubes que jogam com o piso sintético em nosso país. É muita gente… Na Inglaterra (a Liga mais rentável) isso é proibido.
Também na Premiere League está se transitando para que não seja permitido que Casas de Apostas patrocinem clubes de Futebol. Aqui no Brasil, de 20 clubes da 1ª divisão, 18 contam com esse tipo de patrocínio master.
Fico pensando: se é para imitarmos coisas boas, por que não as medidas de outros pares que dão certo em seus países?
Esse é o nosso Brasil…
O primeiro árbitro a ser punido por não dar escanteio em mais de 8 segundos de retenção de bola por parte do goleiro, foi Ramon Abel Abatti. Todos serão punidos?
Corroboro a pergunta do Sálvio, abaixo: vai punir todo mundo?
Em tempo: “punido” entre aspas. Gancho de 15 dias, que virou advertência!
Vide:
O Jornal Internacional de Psicologia dos Esportes (http://www.ijsp-online.com/) publicou um trabalho curioso da Universidade de Portsmouth: a aparência dos treinadores influencia no desempenho dos atletas. Quanto mais formal, maior inspiração aos atletas, sendo que o uso do terno e gravata traria a sensação de maior eficiência à equipe do que equipes cujo treinador usa agasalho esportivo!
E você, concorda com essa pesquisa? Deixe seu comentário:
Extraído de: International Journal of Sport Psychology
COACHES WEARING A SUIT WERE PERCEIVED AS BEING MORE STRATEGICALLY COMPETENT THAN THOSE WEARING SPORTING ATTIRE.
SPORTS coaches who wear suits on match days and tracksuits on training days are more likely to get the best out of their teams, according to new research.
Sports scientists at the University of Portsmouth studied the effect a coach’s appearance had on the players’ impressions of their competence.
Dr Richard Thelwell said: “We have found that the clothing that coaches wear can have a direct effect on the players’ perceptions of the coach’s ability.
“Players look to their coach to provide technical skills, to motivate them and to lead them. ” A coach in a suit suggests strategic prowess which is obviously ideal for a match.
“In our study, coaches wearing a suit were perceived as being more strategically competent than those wearing sporting attire.
“However, when wearing sporting attire, they were perceived to be more technically competent than those in a suit.”
For the research, published in the International Journal of Sport Psychology, the researchers asked 97 men and women to observe and give their reactions to static photographs of four different coaches.
The pictures depicted coaches who were of lean physique and dressed in a tracksuit, large physique and dressed in a tracksuit, lean physique and dressed in a suit and large physique and dressed in a suit.
The coach who was of large build and wearing smart clothes was uniformly ranked the lowest in terms of their competence to motivate, develop technique, develop game strategy, and build athlete character.
The coach who was lean and wearing a tracksuit was rated best for technical and character-building abilities which were skills most required at training and development of players and was rated equal best for “ability to motivate players.”
The coach who was lean and smartly dressed was rated best as a strategist, the skill most expected and required at matches. Dr Thelwell said: “First impressions can have a powerful and long-lasting effect, no matter how quickly judgements were made.
“From research, we know that sportsmen and women make snap decisions about their opponents based on first impressions.
“Such impressions then often influence the expectations of the performance outcome that results in success or failure.
“In coaching it is vital a strong rapport develops between the coach and the athlete.
“Sportsmen and women have to be willing to be persuaded to push the boundaries physically and mentally because the coach believes they can push harder or even because the coach just tells them to, but, to date, very little research has been done on what happens in those first few moments, and more importantly whether the athlete is prepared to go along with the coach’s ideals.
“While we are more aware of how athletes might judge coaches, we are still unaware of the processes that athletes go through to be able to develop impressions of coaches and this is something we are starting to look at.”

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer, favor informar para crédito.
E os Leões do Brasileirão…
Abençoados pelo Papa Leão XIV?
Veja a imagem:

E para o confronto do Massa Bruta contra o Tricolor Gaúcho,
Árbitro: Davi de Oliveira Lacerda – ES
Árbitro Assistente 1: Douglas Pagung – ES
Árbitro Assistente 2: Pedro Amorim de Freitas – ES
Quarto Árbitro: Bruno Mota Correia – RJ
Assessor: Vital Cordeiro Lopes -BA
VAR: Caio Max Augusto Vieira – RN
AVAR: Sidmar dos Santos Meurer – PR
AVAR2: Dyorgines José Padovani de Andrade – ES
Observador de VAR: Márcio Eustáquio de Souza Santiago -MG
Quality Manager: Larissa Ramos Monteiro – RJ
Davi tem tido várias oportunidades na Série A do Brasileirão (e deverá ser FIFA em breve, pois é desejo da CBF). Quando começou a ser escalado, “sentiu a pressão” e teve atuações irregulares. Ele não foi bem quando trabalhou em Fortaleza x Red Bull Bragantino, mas quando o Massa Bruta jogou contra o Bahia, aí ele desempenhou melhor trabalho. Vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-3rn)
Com a sequência de jogos que a CBF tem dado a ele, está “aprendendo a apitar na marra”, e corrigiu o erro que cometia, de confundir “permitir maior contato físico” com “faltas reais não marcadas”.
Me preocupa o VAR: Caio Max é conhecido, estava revezando na função de árbitro central e VAR. E como VAR, recordo-me de alguns erros – inclusive sugerindo a expulsão equivocada de Cleiton contra o CAP em 2024, vide aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2024/07/25/pobres-palmeiras-x-vitoria-e-fortaleza-x-sao-paulo/
Acompanhe conosco o jogo entre Grêmio vs Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 10/05, 18h30. Mas desde às 18h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!
As Casas de Apostas, inegavelmente, financiam o futebol brasileiro.
O que os clubes fariam sem elas hoje?
Vide o quadro:
O primeiro árbitro a ser punido por não dar escanteio em mais de 8 segundos de retenção de bola por parte do goleiro, foi Ramon Abel Abatti. Todos serão punidos?
Corroboro a pergunta do Sálvio, abaixo: vai punir todo mundo?
Em tempo: “punido” entre aspas. Gancho de 15 dias, que virou advertência!
Vide:
O mundo utópico dos treinadores de futebol:
Já imaginou ter os melhores jogadores do mundo à sua disposição, sem se preocupar com o salário deles, ou se o cartola vai contratá-los ou não?
Ver os seus atletas treinando e jogando nos melhores gramados possíveis, com o mais moderno e tecnológico material esportivo que existe?
Adicione a isso: ter a seu lado profissionais de alto desempenho, escolhidos por você, te dando tranquilidade para apenas exercer seu trabalho de treinador?
Importante: leve em conta o ótimo salário, o status, os excepcionais hotéis, os voos em primeira classe, a tietagem…
Tudo isso, em tese, se refere a ser técnico da Seleção Brasileira de Futebol!
Há muita ilusão sobre o cargo. Claro, ele povoa o imaginário do brasileiro, pela magia causada com o Escrete Canarinho de suas melhores versões (1970, que dispensa comentários, e de 1982, que por um capricho dos deuses da bola, não levou a Taça do Mundo), ou das versões não tão apaixonantes, mas que foram vitoriosas (1994 e 2002).
Me recordo que Vagner Mancini, certa vez, era treinador do Atlético Goianiense e estava muito bem no Brasileirão daquele ano, e saiu do Dragão para ir ao Corinthians, em crise, devendo para todo mundo, e correndo risco de rebaixamento. Questionado pela troca, disse: “Poxa, foi um convite do Corinthians!”. Agora, troque o nome do Atlético Goianiense por qualquer clube da Série A do Brasileirão e substitua o nome Corinthians pelo da Seleção Brasileira: aconteceria a mesma coisa!
Todo treinador que está no Brasil, creio, aceitaria ser o novo técnico da Seleção, por todas as benesses que foram citadas no início desse texto, independente de como ela esteja. Elas são o grande bônus.
Até mesmo Tite, que um dia assinou um manifesto de protesto contra a CBF e Marco Polo Del Nero, quando convidado pelo próprio, sucumbiu ao desejo e virou técnico (de duas Copa do Mundo, inclusive). A exceção foi Muricy Ramalho, que não quis sair do Fluminense por respeito ao contrato (além de não gostar da conversa do então presidente Ricardo Teixeira).
O curioso é que, o que parece ser bônus, benefício, vantagem, ou um conjunto de fatores positivos, pode ser, ao mesmo tempo, um ledo engano!
Veja só: o que parece “coisa boa”, pode virar um tiro no próprio pé. Quem disse que o treinador da Seleção Brasileira tem os melhores jogadores do mundo? O Brasil não resolve o problema das laterais e não tem atacantes unânimes em campo. Se Raphinha ou Vinícius Jr não rendem na equipe nacional o mesmo que jogam no Barcelona ou no Real Madrid, a culpa é do treinador. Se o conjunto não tem liga, idem. Se perde o amistoso, idem-idem. Se isso, se aquilo, se acolá… tudo vai na conta do treinador!
Não temos os melhores jogadores, mas muitos torcedores crêem que somos o Dream Team do Basquetebol dos EUA, e não é verdade. Temos bons jogadores, como outras Seleções hoje têm. E as críticas são sempre as mesmas: “os atletas têm mordomia, melhores hotéis, ganham ótimo salário”, ou: “são todos mercenários, não têm amor ao país”, etc..
A verdade é: todas as vantagens que os técnicos têm, se revertem em desvantagem ao mesmo tempo. Com um detalhe: a função de técnico de futebol é diferente na Seleção! Além de não ter a rotina de treinos diárias de um clube, correndo o risco de enferrujar, acaba tendo que “evitar que os adversários se reforcem”, e convocam jogadores de qualidade duvidosa, ou ilustres desconhecidos, a fim de que, naturalizados, não joguem por outros países. Galeno, do Porto, foi chamado algumas vezes e não se firmou – mas antes foi convidado a jogar pela Seleção Portuguesa e recusou quando recebeu o convite de convocação do Brasil! A Amarelinha seduz… mas às vezes, nem tanto. Diego Costa, por exemplo, foi jogar pela Espanha.
Enfim: pode ser um orgulho dirigir a Seleção Brasileira, mas acaba sendo uma tarefa árdua e dolorosa…
Em tempo: no Exterior, nenhum técnico de ponta almeja dirigir a Seleção do seu país, quando está no auge da carreira (por questão de salários altos dos milionários times e dos torneios que disputam na UEFA). Dirigir o Time Nacional, só quando em fim de carreira. Vide Mourinho, Klopp, Guardiola e o próprio Ancelotti.
Confesso não entender: nas competições domésticas, o Mengão vai muito bem. Filipe Luís até foi cotado para ser treinador da Seleção Brasileira! Mas na Libertadores…
Mesmo elenco, mesmo técnico e mesmo “tudo”. E consegue perder 5 pontos de 6 jogados contra o Central Córdoba, um “Paulista de Jundiaí da Argentina” (origem ferroviária, venceu a Copa do seu país e chegou à Libertadores).
Como explicar? Salto alto, talvez? O certo é que o Flamengo corre o risco de ser eliminado ainda na primeira fase do torneio continental… que prejuízo esportivo e financeiro, caso aconteça.
E para o confronto do Massa Bruta contra o Tricolor Gaúcho,
Árbitro: Davi de Oliveira Lacerda – ES
Árbitro Assistente 1: Douglas Pagung – ES
Árbitro Assistente 2: Pedro Amorim de Freitas – ES
Quarto Árbitro: Bruno Mota Correia – RJ
Assessor: Vital Cordeiro Lopes -BA
VAR: Caio Max Augusto Vieira – RN
AVAR: Sidmar dos Santos Meurer – PR
AVAR2: Dyorgines José Padovani de Andrade – ES
Observador de VAR: Márcio Eustáquio de Souza Santiago -MG
Quality Manager: Larissa Ramos Monteiro – RJ
Davi tem tido várias oportunidades na Série A do Brasileirão (e deverá ser FIFA em breve, pois é desejo da CBF). Quando começou a ser escalado, “sentiu a pressão” e teve atuações irregulares. Ele não foi bem quando trabalhou em Fortaleza x Red Bull Bragantino, mas quando o Massa Bruta jogou contra o Bahia, aí ele desempenhou melhor trabalho. Vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-3rn)
Com a sequência de jogos que a CBF tem dado a ele, está “aprendendo a apitar na marra”, e corrigiu o erro que cometia, de confundir “permitir maior contato físico” com “faltas reais não marcadas”.
Me preocupa o VAR: Caio Max é conhecido, estava revezando na função de árbitro central e VAR. E como VAR, recordo-me de alguns erros – inclusive sugerindo a expulsão equivocada de Cleiton contra o CAP em 2024, vide aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2024/07/25/pobres-palmeiras-x-vitoria-e-fortaleza-x-sao-paulo/
Acompanhe conosco o jogo entre Grêmio vs Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 10/05, 18h30. Mas desde às 18h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!
Obrigado pelo carinho e confiança, Pilhado.
Explico o detalhe em Yamal e ele replica, no vídeo em: https://youtube.com/shorts/3j_0IfiAGxk?si=Y9r6cTnlZh6Odwfa
Minha coluna no Jornal de Jundiaí de hoje (Coluna OPINIÃO, página 2): sobre as mazelas da Conmebol!
Prestigie:
Parece “biruta de aeroporto”, quando o vento bate e ela muda de rota: assim é a opinião de muita gente sobre Zubeldía, o treinador do SPFC.
Quando aumenta-se o número de jogos empatados no Campeonato Brasileiro (o Tricolor tem apenas 9 pontos, está em 11º lugar na tabela com apenas 1 vitória em 7 jogos e 6 empates), surge o coro de “fora Zubeldía”, “burro” ou vaias. Quando o time ganha 3 partidas como visitante na Libertadores da América, os mais exaltados, assustadoramente, acabam o chamando de “ZubelDíos”. Barbaridade…
A verdade é: penso que se tirarmos a paixão dos comentários de torcedores pró e contra o treinador, os analistas mais racionais dirão que o argentino é um treinador comum. Um bom técnico, mas nada de excepcional. Se perguntassem ao saudoso Mário Sergio Pontes de Paiva, provavelmente ele o chamaria de “medíocre” (certa vez, Mário Sérgio foi questionado sobre as qualidades do Fluminense, e ele chamou a equipe de medíocre, gerando muita polêmica – e ele teve que explicar: na língua portuguesa, medíocre significa “estar na média dos demais pares”, embora muita gente o tenha com tom pejorativo).
Mas como os árbitros enxergam o treinador?
Conversando dias atrás com alguns quarto-árbitros (quem melhor pode avaliar Zubeldía são eles, pois passam muito tempo à beira do gramado ao lado dele – e como temos vários quarto-árbitros paulistas nas escalas do Brasileirão por conta de confrontos domésticos, eles se tornam fidedignos de relato), um deles me deu o adjetivo perfeito sobre como o vejo: “xarope”.
As caras e bocas que ele faz à orla do campo, as invasões dentro das quatro-linhas, os “aviõezinhos” que ele faz nas comemorações e as reclamações teatrais em excesso, para muitos, sugerem “um personagem criado”. Uma “forçação de barra equivocada”, a fim de criar um folclore de que ele é intenso e dá a vida durante as partidas.
O número absurdo de cartões que ele recebe me faz realmente ter essa impressão, muitas vezes. Por exemplo: a última advertência que ele recebeu no Morumbi, foi tremendamente curiosa: sem polêmica no jogo, ele foi ao árbitro logo após o final do primeiro tempo e ficou “enchendo o saco”. A imagem da TV mostrava o juizão pedindo para ele se retirar e parar com a insistência, e ele continuava ainda mais! Ao receber o Cartão Amarelo (não tinha o que fazer, deveria ser aplicado mesmo) ele se calou, aplaudiu e foi embora…
Pode?
Quantas ausências ele já proporcionou desde que chegou? Será que nenhum diretor o cobra sobre isso, e, pior: não tem noção de que está VISADO pela arbitragem pelo seu mau comportamento?
Talvez o grande erro de Zubeldía seja “não cuidar da sua gestão de imagem”. Há treinadores com a mesma competência do que ele, e que são menos contestados por trabalharem mais respeitosamente.
(Imagem: Print de tela).
O mundo utópico dos treinadores de futebol:
Já imaginou ter os melhores jogadores do mundo à sua disposição, sem se preocupar com o salário deles, ou se o cartola vai contratá-los ou não?
Ver os seus atletas treinando e jogando nos melhores gramados possíveis, com o mais moderno e tecnológico material esportivo que existe?
Adicione a isso: ter a seu lado profissionais de alto desempenho, escolhidos por você, te dando tranquilidade para apenas exercer seu trabalho de treinador?
Importante: leve em conta o ótimo salário, o status, os excepcionais hotéis, os voos em primeira classe, a tietagem…
Tudo isso, em tese, se refere a ser técnico da Seleção Brasileira de Futebol!
Há muita ilusão sobre o cargo. Claro, ele povoa o imaginário do brasileiro, pela magia causada com o Escrete Canarinho de suas melhores versões (1970, que dispensa comentários, e de 1982, que por um capricho dos deuses da bola, não levou a Taça do Mundo), ou das versões não tão apaixonantes, mas que foram vitoriosas (1994 e 2002).
Me recordo que Vagner Mancini, certa vez, era treinador do Atlético Goianiense e estava muito bem no Brasileirão daquele ano, e saiu do Dragão para ir ao Corinthians, em crise, devendo para todo mundo, e correndo risco de rebaixamento. Questionado pela troca, disse: “Poxa, foi um convite do Corinthians!”. Agora, troque o nome do Atlético Goianiense por qualquer clube da Série A do Brasileirão e substitua o nome Corinthians pelo da Seleção Brasileira: aconteceria a mesma coisa!
Todo treinador que está no Brasil, creio, aceitaria ser o novo técnico da Seleção, por todas as benesses que foram citadas no início desse texto, independente de como ela esteja. Elas são o grande bônus.
Até mesmo Tite, que um dia assinou um manifesto de protesto contra a CBF e Marco Polo Del Nero, quando convidado pelo próprio, sucumbiu ao desejo e virou técnico (de duas Copa do Mundo, inclusive). A exceção foi Muricy Ramalho, que não quis sair do Fluminense por respeito ao contrato (além de não gostar da conversa do então presidente Ricardo Teixeira).
O curioso é que, o que parece ser bônus, benefício, vantagem, ou um conjunto de fatores positivos, pode ser, ao mesmo tempo, um ledo engano!
Veja só: o que parece “coisa boa”, pode virar um tiro no próprio pé. Quem disse que o treinador da Seleção Brasileira tem os melhores jogadores do mundo? O Brasil não resolve o problema das laterais e não tem atacantes unânimes em campo. Se Raphinha ou Vinícius Jr não rendem na equipe nacional o mesmo que jogam no Barcelona ou no Real Madrid, a culpa é do treinador. Se o conjunto não tem liga, idem. Se perde o amistoso, idem-idem. Se isso, se aquilo, se acolá… tudo vai na conta do treinador!
Não temos os melhores jogadores, mas muitos torcedores crêem que somos o Dream Team do Basquetebol dos EUA, e não é verdade. Temos bons jogadores, como outras Seleções hoje têm. E as críticas são sempre as mesmas: “os atletas têm mordomia, melhores hotéis, ganham ótimo salário”, ou: “são todos mercenários, não têm amor ao país”, etc..
A verdade é: todas as vantagens que os técnicos têm, se revertem em desvantagem ao mesmo tempo. Com um detalhe: a função de técnico de futebol é diferente na Seleção! Além de não ter a rotina de treinos diárias de um clube, correndo o risco de enferrujar, acaba tendo que “evitar que os adversários se reforcem”, e convocam jogadores de qualidade duvidosa, ou ilustres desconhecidos, a fim de que, naturalizados, não joguem por outros países. Galeno, do Porto, foi chamado algumas vezes e não se firmou – mas antes foi convidado a jogar pela Seleção Portuguesa e recusou quando recebeu o convite de convocação do Brasil! A Amarelinha seduz… mas às vezes, nem tanto. Diego Costa, por exemplo, foi jogar pela Espanha.
Enfim: pode ser um orgulho dirigir a Seleção Brasileira, mas acaba sendo uma tarefa árdua e dolorosa…
Em tempo: no Exterior, nenhum técnico de ponta almeja dirigir a Seleção do seu país, quando está no auge da carreira (por questão de salários altos dos milionários times e dos torneios que disputam na UEFA). Dirigir o Time Nacional, só quando em fim de carreira. Vide Mourinho, Klopp, Guardiola e o próprio Ancelotti.
💰 Rivalidade também nas finanças! Corinthians, São Paulo e Santos somam um prejuízo de R$ 575 milhões em 2024. Enquanto isso, o Palmeiras lucra R$ …
Continua em: Rivais no campo, opostos no caixa: Palmeiras lucra, enquanto Corinthians, São Paulo e Santos afundam em déficits

O que esse jovem Lamine Yamal joga de futebol, é brincadeira!
Na partida de ida pela UCL (Barcelona vs Internazionale), ele “comeu a bola”. Hoje, apesar do placar desfavorável momentaneamente, ele ainda mostra tamanha competência.
Será um dos melhores do mundo, sem dúvida.

Palmeiras e Red Bull Bragantino conquistaram 16 dos 21 pontos possíveis no Brasileirão! E são seguidos pelo Flamengo, com 14, depois pelo Cruzeiro e Fluminense com 13.
Quem vai ter fôlego até o final do longo Campeonato Brasileiro? Não nos esqueçamos que muitos times disputam Copa do Brasil, Libertadores e, alguns, disputarão o Mundial de Clubes.
Haja elenco e preparo físico, não?
Fico pensando: e o Santos FC, com ¼ dos pontos do seu rival ponteiro? Apenas 4 pontos em 7 jogos… Abra o olho, Peixe!
Galvão Bueno revelou em seu programa na TV Bandeirantes que a Seleção Brasileira acordou um amistoso contra a Seleção Russa, banida da FIFA e da UEFA desde 26 de fevereiro de 2022, pela invasão ao território ucraniano, gerando a guerra entre os dois países.
Clubes e Seleção da Federação Russa não podem disputar torneios oficias, pois o termo classificado pela FIFA foi de “banimento”. Em tese, o futebol da Rússia é independente da FIFA e das Regras do Futebol também.
Talvez, jogadores suspeitos de apostas ilegais encontrem ali um refúgio para seguirem suas carreiras. Luiz Henrique, do Botafogo, acusado juntamente com Paquetá de manipulação de resultados, foi jogar no Zenit. Se considerado culpado, não cumprirá as sanções por lá. O próprio Lucas Paquetá, se punido, poderia continuar sua carreira em algum time russo.
Não vivemos um mundo à parte do futebol? Sem histórico relevante de serviços prestados, por jogadas políticas tivemos Cel Nunes, Caboclo e tantos outros no comando da CBF. E somente isso explica o fato de termos Ednaldo Rodrigues à frente da entidade.
O que a FIFA dirá, caso se confirme o amistoso?
Sugestão: em Moscou, será um excelente local para a pseudo-camisa vermelha da Seleção Brasileira estrear… (contém ironia).
Acréscimo: ao assistir o trecho do Programa Galvão e Amigos, o apresentador leu um trecho da carta de aceite do jogo, enviada pela CBF:
“Acreditamos que a colaboração entre a Confederação Brasileira de Futebol e a União Russa de Futebol será fundamental para estreitar laços e engrandecer ainda mais o ecossistema do futebol mundial”.
Barbaridade… dispensa comentários.
Ops: sobre a camisa vermelha da Seleção, citada acima, já falamos em outra oportunidade: seria uma fake news, ou um teste de mercado do patrocinador: https://professorrafaelporcari.com/2025/04/27/e-a-camisa-vermelha-da-selecao-brasileira-2/
Miguelito, do América-MG, foi preso em flagrante por injúria racial após ofender Allano, do Operário-PR, em jogo da Série B. Foi solto no dia …
Continua em: Miguelito é solto após acusação de injúria racial em jogo da Série B: caso segue sob investigação
