– Quem disse que o Esporte Profissional é Saudável?

Normalmente, jogo golfe aos domingos. Não posso correr mais. Esse é o meu esporte”.

Ronaldo Nazário.

Estou com meu joelho em recuperação por culpa do menisco. Ainda não decidi se opero ou não, mas o desgaste dele tem uma origem indubitável: o desgaste dos treinos para a arbitragem profissional de futebol.

Quando eu atuava, nós, árbitros, sempre nos debatíamos sobre os excessivos exercícios e das cobranças quando ao condicionamento físico. A planilha de treinos não é algo saudável. Hoje, o resultado é esse: problemas físicos em decorrência dos inviáveis treinos.

Você que é árbitro: cuidado. Siga as recomendações do seu profissional de confiança. Não se deixe levar por pedidos indevidos de federações. Em SP, a FPF possui a equipe do Fedato, que é excepcional. E lembre-se: não abuse, afinal, você deve ser árbitro, não corredor.

– As 1001 Oportunidades de Adriano

Por absoluta falta de tempo não falei sobre o “Adriano e o caso do tiro na mão da moça”, às vésperas do Natal.

Tem gente que não consegue boas oportunidades na vida. Outros, infinitas.

Adriano é um desses que sempre tem uma nova chance de recomeçar. E sempre entra em polêmicas.

A solução é uma só: psicólogo!

imaginaram ele jogando no mundo árabe? Os sheiks mandariam-o para a cadeia na primeira bagunça (pois, cá entre nós, elas são extravagantes!)

– Punir para Valer ou para Fazer Média?

Leio severas punições (na verdade, não tão severas) aplicadas pelo STJD para os jogadores que foram expulsos após as brigas durante a partida entre Corinthians X Palmeiras, na rodada final do Brasileirão. As penas estão por aí, nos diversos sites.

Mas não é delas julgadas propriamente ditas que quero falar, mas sim do que resultarão!

Os jogadores deverão cumprir as suspensões automáticas na Copa do Brasil, competição da CBF que antecede o Brasileirão. Ora, se foram expulsos no Campeonato Brasileiro, que é mais importante e difícil, por quê cumprir em outra competição CBF menos prestigiada?

Entenda: por exemplo, o que é melhor para o Palmeiras: ter seu jogador suspenso contra o Flamengo no Maracanã ou contra o Luverdense na primeira fase da Copa do Brasil?

Mas, cá entre nós: aposto que todas as suspensões (estou apostando, hein!) não serão cumpridas. Duvido que alguém não consiga o famoso “efeito suspensivo” ou transforme a pena em Cesta Básica, que não custa quase nada ao jogador que ganha muito.

A propósito: punir com cesta básica é pura média! Para jogador que ganha 300 mil por mês, meia dúzia de cestas básicas é trocado…

Infelizmente, vivemos no país da impunidade.

E você, o que acha disso? Deixe seu comentário:

– De Cinquentinha a Quinhentão

Pode-se criticar por muitas coisas as vendas de ingressos para jogos de futebol no Brasil. Mas nesta problemática, algo exemplar: as vendas on-lines de ingressos realizadas pelo Corinthians.

Tal medida tem dado certo, evitado filas e contribuído para uma certa organização.

Agora, tudo tem seu custo: para a Libertadores, os ingressos variarão entre R$ 50,00 e R$ 500,00, com prioridade para os sócios-torcedores dos clubes. E já estão a venda.

De fato, tal modelo parece ser o ideal e a tendência para o futuro.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe sua opinião:

– O caso Beltrami: uma Singela Opinião

O ex-árbitro Djalma Beltrami foi preso no RJ ontem. Por falta de tempo, não foi possível comentar aqui no Blog.

Conheci ele superficialmente na carreira de árbitro, em eventuais encontros e desencontros quando estava em SP apitando. Confesso que conversei com ele mais vezes por email do que pessoalmente.

Tomo sempre muito cuidado quando alguém é acusado. Levo em conta o histórico (teria condições de fazer algo como fez ou não?); a família (que na maior parte dos casos não tem nada a ver com o suposto crime e sofre junto); a repercussão (alguém tira vantagem do fato?) e, principalmente, a seriedade das provas.

Não tenho condições (e nem me deve tal ato) de acusá-lo ou de absolvê-lo. Penso que as provas dos crimes devem ser claras e evidentes. Todo cuidado é pouco para que injustiças não sejam cometidas.

Leio que ele foi preso por supostamente facilitar o tráfico de drogas em alguns lugares. Mas leio também que já está solto. Aí, ficam claros dois itens:

Dificilmente alguém seria preso com tal pompa ‘de graça’; as provas deveriam ser incontestáveis, pois tal prisão foi bastante divulgada.

Ao mesmo tempo, já foi solto hoje, e sendo assim, quer dizer que as provas podem ser contestadas.

Difícil fazer qualquer juízo. Mas quero dizer algo: se provada a culpa, puna-se com o máximo rigor da lei. E se não tiver culpa, que apareçam e sejam punidos os responsáveis.

O curioso: ele havia substituído o antigo comandante afastado por suspeitas do crime envolvendo a morte da juíza de direito Patrícia Acioli.

Li em diversos fóruns de discussão alguns torcedores já levantando suspeitas de manipulação de resultados. Natural que isso aconteça. Mesmo demonstrando honestidade, qualquer árbitro é acusado. Imagine ele nesse momento, como estará sendo acusado de todas as derrotas dos diversos times que apitou.

Fica a pulga atrás da orelha: se aceitou corrupção do tráfico, que dirá dos clubes ou apostadores?

E novamente a ponderação: e se inocente, como fica a vida do sujeito?

Não queria estar na pele dele.

Quer comentar? Deixe sua opinião:

– Arnaldo Tirone: Negociador de Ponta ou Presidente Desatento?

E o presidente Arnaldo Tirone, do Palmeiras? Entrevistado na Rádio Bandeirantes, soube pelo repórter que o jogador Roberto Carlos, do Anzhi, disse que o atacante Diego Tardelli, seu companheiro de time, foi negociado para sua equipe por 4 milhões.

Assustado, o presidente pediu mais informações e alegou que nada sabia, mas ía perguntar a possíveis negociadores que teriam feito o negócio.

Como é que um negócio como esse é feito em nome do Palmeiras e ele não sabe? Ou é bom estrategista, ou o clube está uma bagunça!

E você, o que acha sobre isso? Deixe seu comentário:

– Estádios é que não faltam!

Morumbi, Palestra Itália e Itaquerão. Sobrarão estádios para a Copa do Mundo?

Parece briga de criança, mas ao mesmo tempo os clubes se beneficiarão. O São Paulo FC mostra seu projeto e anuncia a cobertura do estádio, garantindo recursos exclusivamente privados.

Pura afronta ao Itaquerão, com seus inúmeros incentivos fiscais?

O certo é que com a reforma do Palmeiras e as demais obras, só restará o Canindé para uma banho de loja de material de construção. Mas aí o caixa é mais problemático… infelizmente!

E você: o que está achando das obras dos novos-velhos estádios? Deixe seu comentário:

– 7 Questões Interessantes sobre a Goleada do Barcelona sobre o Santos

O que dá para falar da decisão do Mundial FIFA de Clubes? Um time que beira 80% de posse de bola nos leva a crer em duas coisas: que ele é excepcional e que seu adversário é muito fraco!

Pense bem: 76% é como brincadeira de bobinho, onde um sujeito fica fazendo papel de tolo tentando recuperar a bola. Acontece que o adversário do Barcelona era o Campeão da Libertadores, o Santos!

Será que o futebol sulamericano está tão por baixo? O Barcelona é bom demais, tudo bem, mas a ponto do campeão europeu enfiar 4 gols de diferença no campeão da América do Sul?

Neymar sumiu. E ainda há gente que dizia que o Puyol era caneludoA Jóia da Vila, segundo o Footstats, teve 55 segundos de posse de bola em 90 minutos de jogo!

Visivelmente, o Santos estava assustado; Muricy errou em escalar um time o qual nunca treinou (será que ele não ponderou os riscos de tentar uma formação inédita justo contra o Barça?); e, o pior: a nítida percepção de que o nível entre futebol jogado na Europa hoje é muito diferente do que o daqui.

Não concordava quando diziam que o Neymar precisava jogar na Europa para provar sua qualidade, afinal, ganhou a Libertadores. Acho que estou mudando de idéia…

Mas algo bacana e polêmico, a fim de uma reflexão. Questões imaginárias:

1- O que Muricy pôde falar aos seus atletas no vestiário, depois do acachapante 1º tempo?

2- Há 6 meses, Muricy “era o cara”, o comandante da Libertadores. Para muitos, hoje, ele deveria ser demitido… De bestial à besta em 3 gols. Tem fundamento a sua culpa?

3- Este Barcelona de Messi e Cia (2010) se iguala em majestade com o Santos de Pelé e sua trupe (anos 1960)?

4- Ao invés de time da casa ser convidado para o Mundial, por que não o detentor do título? Seria legal termos a certeza de que em 2012 o Barcelona estará em campo defendendo a permanência da posse do troféu!

5- Neymar, na entrevista FIFA, exaltou o Barça e disse que o Santos é o “segundo maior time do mundo”. Puxa, a diferença entre o futebol do primeiro time para o segundo (segundo a lógica do Neymar) é tão grande assim?

6- Puyol disse que o Barça tem que melhorar a cada dia. Como é que faz, para um time perfeito como o dele?

7- Léo disse bobagem na saída: que o Barcelona seria vaiado se tocasse a bola assim, caso jogasse no Brasil. Seria mesmo?

Por fim, uma observação bacana: na maior parte do tempo, ouvia-se os gritos de “Santos, Santooooss’ sobrepondo as vozes dos torcedores do Barcelona, maioria no estádio. Pena que de nada adiantou..

Sobre a arbitragem: Mundial de Clubes com árbitros do Azerbaijão, Nova Zelândia, Kirguistão, El Salvador? É a globalização do apito…. $ó pode $er i$$o. Mas justiça seja feita: nos lances em que apareceram, o árbitro Ravsham Irmatov (UZB) e o bandeira Bakhadyr Kochkarov (KSG) foram bem. O outro, cujo nome até omiti, nem apareceu no jogo (partida fácil de se apitar, diga-se de passagem!)

E você, o que achou do jogo? Deixe seu comentário:

– Sinceridade de Neymar fora do Futebol

É difícil encontrar uma sincera

Neymar, sobre as candidatas a namoradas.

Depois do jogo deste domingo, certamente o menino está sem cabeça para pensar nessas coisas…

– Ministro do Desenvolvimento agradece ao Guardiola

Com o baile que o Santos levou no Japão, em noite de gala do Barcelona de Pepe Guardiola, o noticiário político fica um pouco esquecido.

Quem deve estar tomando um suspiro maior é o Ministro do Desenvolvimento Fernando Pimentel. Depois das denúncias de “O Globo”, quase caiu (mais um, hein?).

Será que até o ano que vem nenhum ministro vai cair?

– Verdadeira Copa do Mundo de Clubes: a fase decisiva da Champions League…

Hoje, ao assistir a exibição do Barcelona contra o Santos pelo Mundial de Clubes da FIFA, me convenço, com dor no coração: o Verdadeiro Mundial de Clubes é a Liga dos Campeões da Europa, em sua fase decisiva.

Os melhores jogadores estão lá; os maiores clubes, a grana e o futebol mais competitivo também. Digo isso sem sentimentalismo pois é a realidade.

E digo mais (isso já estava convencido): nos próximos 100 anos, não teremos um atleta jogando na América do Sul vencendo o Bola de Ouro da FIFA. Não há dúvidas.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– O Maomé do Apito e os Clubes da Montanha

Aquele dito árabe antigo sobre ‘Maomé e a Montanha’ é perfeito para uma discussão interessante sobre a conduta dos clubes e das comissões de arbitragem.

Muitas vezes, os clubes reclamam de critérios de arbitragem. Mas quantas agremiações têm em seus quadros Instrutores de Arbitragem ou Professores de Regra de Futebol na sua Comissão Técnica? Alguns, diz o folclore, têm até Pai-de-Santo oficial, mas acham caro ter algum profissional que ensine o jogador a evitar uma expulsão ou suspensão por cartões.

Ouço o seguinte: no Mundial de Clubes da FIFA, a Comissão de Arbitragem da FIFA chamou as equipes para ‘aula de regras’, mostrando lances a serem evitados e revelando critérios do torneio.

Por que aqui não se deixa a vaidade de lado, e faz-se o mesmo nos campeonatos regionais? Espera-se o clube pedir uma palestra para a Comissão de Arbitragem ir visitá-lo, ao invés das próprias Comissões obrigatoriamente visitarem os clubes. E olha que o torneio FIFA é muito mais importante para os clubes (logo, acredita-se que os times estariam mais atentos com critérios de arbitragem, e a Comissão de Árbitros FIFA não deveria se dar ao trabalho de ir ao encontro deles) do que com os estaduais.

Custa muito os instrutores de árbitros irem até as agremiações, orientando-as, durante as pré-temporadas? Dúvidas seriam esclarecidas, o árbitro seria poupado de “jogadores desavisados” e o número de cartões e jogadas de unfair play diminuiriam.

E você, o que acha disso? As Federações Estaduais deveriam dar palestras aos seus clubes filiados sobre critérios da arbitragem antes dos jogos? Deixe seu comentário:

– O Troféu do Site Placar Real: válido ou não?

Há coisas curiosas que acontecem no futebol brasileiro. Ao invés de aceitar o mérito do vencedor, busca-se o defeito dele. E imputam coisas que beiram o exagero. Por exemplo: a ajuda ou prejuízo deliberado à equipe X ou Y.

Pois bem: o site Placar Real (www.placarreal.com.br) “refaz” placares de partidas considerando o resultado sem erros de arbitragem. E, na tabela refeita, o Vasco da Gama seria Campeão Brasileiro e o Cruzeiro estaria rebaixado. Também alguns dados curiosos: Santos e Flamengo são líderes numa ferramenta chamada Favorecimômetro, onde se analisa quem mais foi beneficiado no campeonato em pontos. E os rabeiras dessa lista são Botafogo e Atlético Mineiro.

Para torcedor fanático, é “açúcar no mel”. Mas, para pessoas que militam na Arbitragem da Futebol, é uma mera brincadeira bobinha. Não que os erros não existam, mas pelo desfecho criado na realidade alternativa oferecida pelo site.

Por exemplo: quem garante que pênaltis não-marcados seriam chutados e se converteriam em gols? Ou que atletas expulsos injustamente fariam diferença caso permanecessem na partida?

Tudo bobagem. Sabe quando a arbitragem decide? Quando, por exemplo, nos acréscimos de um jogo o gol é feito, comemorado, e anulado após a marcação atrasada e errada de um bandeira ou de um apito equivocado.

Nem sempre o árbitro decide no fim do jogo. Ele pode influenciar no começo da partida em alguns casos pontuais. Imagine um time fraco tecnicamente, que logo aos 5 minutos de jogo tem um pênalti a seu favor (marcado equivocadamente) e que acaba convertido. O adversário, mais forte, terá 85 minutos para reverter o resultado. Mas o time fraco que fez o golzinho jogará o restante da partida atrás, chutando a bola para o mato e praticando a cera e o antijogo. Quem garante o placar revertido ou não?

Não dá para dizer que um time que teve uma marcação contrária sempre é prejudicado. Quer um exemplo cabal? O jogo acaba 0X0 numa partida onde um zagueiro botinudo é expulso injustamente. De repente, se esse mesmo zagueiro permanecesse em campo, poderia cometer um pênalti ou até fazer um gol contra! Isso não é benefício a quem teve um suposto erro contrário? Se ficasse em campo, o atleta poderia ter cometido uma infração decisiva ou outro erro crasso contra sua própria equipe!

Em todos os jogos, por mais perfeita que possa ser a arbitragem, acontecem erros. E quem garante qual seria o resultado com os diversos lances marcados de outra forma?

Sugerindo lances e marcações ditas erradas, com a expectativa de criar supostos placares alternativos, podemos até direcionar um campeão como Atlético-GO ou Avaí-SC. Basta o conhecimento e a intenção de quem escreveu essas realidades refeitas.

Uma das funções do árbitro é legitimar um resultado. Se até ele tem essa dificuldade, quiçá leigos (em tempo: os analistas do site Placar Real são: engenheiro de produção e economista)!

E você, acredita que a tabela com resultados ‘corrigidos’ possa ser respeitada ou não passa de uma brincadeira? Deixe seu comentário:

– Custo-Benefício e Salário dos Treinadores da América

Ora essa: não gosto de falar sobre salários, pois é algo muito pessoal. Mas essa matéria é interessante: o jornal boliviano El Mundo trouxe os salários dos treinadores das seleções sulamericanas. Veja se você acha excessivo ou não:

(em dólares)

MANO MENEZES – BRASIL – 180.000

CLÁUDIO BORGHI – CHILE – 125.000

ÓSCAR TABAREZ – URUGUAI – 100.000

SÉRGIO MARKARÍAN – PERU – 63.000

ALEJANDRO SABELLA – ARGENTINA – 50.000

ARCE – PARAGUAI – 45.000

REINALDO RUEDA – EQUADOR – 45.000

LEONEL ÁLVAREZ – COLÔMBIA – 30.000

GUSTAVO QUINTERO – BOLÍVIA – 18.000

CÉSAR FARIAS – VENEZUELA – 10.000

A Venezuela sem Messi ou os craques portenhos custa 10.000 por mês. Em custo-benefício, pela campanha…

– Camarotes da Copa do Mundo: Barato ou Caro?

Quer assistir aos 7 jogos da Copa do Mundo em um camarote no Maracanã (lembre-se que está incluso no valor a final da Copa)? O preço dessa regalia sai por mais de meio milhão de dólares por pessoa (560 mil).

Mas pense por outro lado: se você dividir pelo número de jogos e capacidade do camarote, sairá por US$ 4,000.00 por cabeça/jogo.

E é Barato ou caro?

Para quem tem muito, não tenho dúvidas… E para você?

– Entidade Própria com Recursos Próprios numa Copa Própria?

A CBF é uma entidade privada. Seu apoio ao futebol provém inteiramente de recursos próprios

Esse é um dos dizeres da campanha lançada pela Confederação Brasileira de Futebol nas principais revistas e jornais do país. Tudo bem. Mas por que os grandes recursos dos estádios da Copa são públicos? E porque ela é a interlocutora da FIFA no país?

E tem gente que acreditava que a Copa não teria recursos públicos envolvidos – palavra de Ricardo Teixeira! Ou esquecemos dessa sua fala quando o Brasil foi escolhido para a sede de 2014?

– Hospitais ou Escolas?

Já no ar a minha nova coluna desta semana no site especializado em arbitragem Voz do Apito: http://www.vozdoapito.com.br/coluna_porcari.php

Responda a pergunta final dela, no link: Você prefere hospitais ou estádios de futebol? (a discussão se refere a prioridades brasileiras em época de Copa do Mundo)

Aproveito, e convido os amigos para visitarem meus outros textos sobre Futebol no Diário de São Paulo e Rede Bom Dia, no Portal destes jornais, em: http://www.redebomdia.com.br/blog/lista/109

– Desaprendendo ou Aprendendo a Falar?

Leio na Revista Veja SP desta semana uma matéria bacana sobre o treinador do Corinthians, TITE, intitulada “TITE EM DEZ TEMPOS”. E me chama a atenção o fato de que ele teve que ‘desaprender’ a falar bonito.

É isso mesmo: desaprender!

Criticado pelos termos como treinabilidade e fala professoral, ele resolveu fazer um curso de comunicação para que pudesse se comunicar mais popularmente e passar a impressão de que era mais descontraído, principalmente, para a torcida!

Enquanto uns tentam aperfeiçoar, outros carecem deixar de parecer ser inteligente… Ô sociedade da demagogia!

– Vamos fazer a Copa do Mundo em 2 meses!

E o Ministro Aldo Rebello?

Sexta-feira, talvez um pouco aborrecido, ele desabafou em um evento.

Questionado sobre atrasos na Copa do Mundo, disse que:

Se o Brasil quiser, pode fazer a Copa do Mundo em 2 meses”.

Questionado novamente sobre qual seria o estádio da capital paulista, disse:

O Morumbi podia ser sede, sem problemas”.

Questionado pela 3ª vez, sobre oficialmente o Itaquerão ter sido escolhido ao invés do Morumbi, respondeu:

A escolha foi da FIFA, nunca nossa”.

Ah… quantos ‘causos’ devem estar sobre a penumbra das negociatas escusas dessa Copa do Mundo.

E você, acredita que daria para fazer uma Copa em 2 meses?

– Copa do Mundo: Cartão Vermelho para o Twitter e Facebook!

A FIFA determinou na última reunião em Zurich: os árbitros deverão encerrar suas contas em quaisquer redes sociais.

Sinceramente?

Apenas oficializaram o que era feito na surdina…

A informação vem do ex-árbitro Oscar Ruiz, no Footecon, ontem (na cidade do Rio de Janeiro, onde ocorre o evento), segundo matéria do Lancenet, Ed 08/12/2012, pg 26, pelos jornalistas do núcleo “Futebol brasileiro”.

O atual instrutor FIFA aproveitou e anunciou: em setembro de 2012, ocorrerão os primeiros testes físicos com os árbitros para a Copa do Mundo do Brasil em 2014.

E você, concorda com a FIFA? Os árbitros devem apagar suas contas nas redes sociais para poderem continuar atuando? Deixe seu comentário:

– E se Sir Alex Fergunson estivesse no Brasil?

Mais de duas décadas e meia como treinador do Manchester United, Alex Fergunson está passando por uma prova de fogo nessa semana. Seu time foi eliminado na Copa da Liga; na quarta-feira, não passou para a segunda fase da Champions League ao perder por 2X1 do Basel da Suiça; além do ‘vareio’ que levou do arqui rival Manchester City dias atrás pela Premier League.

E se ele fosse treinador no Brasil?

Já teria caído há tempos… Muricy Ramalho não foi demitido do São Paulo como tricampeão?

– Dedé vence Neymar: Craques de Verdade e Virtuais

Internet é sensacional. Todos podem acessá-la, publica-se da forma que quiser e, muitas vezes, manipula-se índices igualmente.

Quer um exemplo?

Pelé concorreu um dia com Maradona como melhor de todos os tempos, via votação FIFA na Internet. A Argentina se mobilizou e escolheu Diego Armando na eleição. Porém, Pelé foi aclamado pelos votos carnais da “família FIFA” como melhor do mundo e Maradona pelos votos virtuais como craque pela votação eletrônica.

Dedé sem dúvida é excepcional zagueiro. E venceu o prêmio de “Craque da Galera” por votação popular.

Ora, o povo acredita que Dedé é mais jogador do que Neymar? Claro que não, foi uma campanha promovida pelos vascaínos e deu Dedé.

E você, acredita em enquetes via Internet? Deixe seu comentário:

– O Corinthians não é Penta. É 5 Vezes Campeão

Bi, tri, tetra… E o Corinthians é aclamado como Penta.

Mas é penta mesmo?

Antes, recordo-me que a atribuição sempre se deu a campeonatos seguidos conquistados. O Náutico, por exemplo, foi decacampeão em PE, embora tenha quase 40 títulos regionais. Convencionou-se, por causa da Copa do Mundo, chamar aquele que conquista algumas vezes o torneio pelos adjetivos citados. Só que a Copa do Mundo é muito mais esporádica do que os regionais. Ganhá-la é bem mais difícil, e dificilmente, pelos critérios sempre utilizados, teríamos um tri ou tetracampeão (ou seja, mesmo vencedor em sequência).

Assim, o São Paulo é bicampeão paulista de 80/81 e o Corinthians de 82/83. Nas ambos tem quase 30 títulos em SP. Se ganharem em 2012, seria tridecacampeão? Nem sei se é assim que se chama…

– Fenômeno no Campo, Fenômeno da Cartola, Fenômeno do Apito

Ronaldo Nazário foi excepcional jogador. Esqueçam da imagem dele no final da carreira, completamente gordo e desmotivado. Não se recordem do Tolima. Lembrem-se do maior recordista de gols em todas as Copas, ou do atleta que venceu 2 gravíssimas contusões e renasceu para a conquista do Penta.

Nesse momento em que Ronaldo se tornou a voz e a imagem do COL (Comitê Organizador Local para a Copa do Mundo do Brasil 2014), uma frase de alguém que deveria permanecer calado:

Acho que se gasta em tudo. Está sendo gasto também muito dinheiro em saúde, segurança, mas vamos receber uma Copa. Sem estádio não se faz Copa. Não se faz Copa do Mundo com hospital. Tem que ver o que você quer, o que é melhor?

Responda a indagação do Fenômeno.

Eu? Eu quero Escolas, Hospitais e Segurança. Não quero estádios. Nem Copa.

O jogador Fenomenal só não é mais Fenômeno do que o mentor do convite, o presidente da CBF Ricardo Teixeira. A quanto tempo esse cartola é acusado, achincalhado e indesejado? Ao mesmo tempo, nada é provado, sempre condecorado e reeleito pela cartolagem. Essa contradição pode ser explicada por qual fenomenalidade?

Fenômeno mesmo é o andamento da nossa Copa em todos os aspectos. Se fora do campo já está dando o que falar, imagine dentro de campo. Se questionamos ainda a construção dos estádios e, claro, o desenvolvimento e fraco desempenho da seleção de Mano Menezes, o que diremos de outro fator representativo para o futebol brasileiro: a arbitragem?

Para a Copa de 2014, virando o ano para 2012, qual(is) é(são) o(s) árbitro(s) brazuca(s) para a Copa do Mundo? Muito se fala de pré-selecionados. Mas em que documento constam? Quais são? O que farão? Como hoje estão?

O tempo é curto e o futuro nebuloso. Claro. Quem foi a grande revelação do apito no ano? Qual a unanimidade?

Apesar da torcida para que tudo dê certo, mesmo com chance de insucesso, volto a reforçar a minha resposta nas linhas de cima indagadas: Eu quero Escolas, Hospitais e Segurança. Afinal, na Copa do Mundo com mais investimentos públicos em obras privadas da história dos mundiais, fico com a convicção de que é um despropósito termos uma Copa em nosso país.

Para quê serve a Copa?

É só lembrarmos do fenomenal discurso:

Não se faz Copa do Mundo com hospital. Tem que ver o que você quer, o que é melhor”…

O que você, leitor, quer?

– Vai entregar as Faixas?

Felipão disse que não se importaria em entregar as faixas de campeão ao Corinthians, caso o time adversário fosse campeão antecipado e jogasse por cumprimento de tabela na última rodada contra o Palmeiras.

Alguém acredita que foi um depoimento sincero? Vide jogo de ontem… Acho que os atletas discordam plenamente.

– TV em Campo. Pode ou não? No Vasco X Flamengo não pode

Domingo, durante o jogo Vasco X Flamengo, algo inusitado: uma TV foi instalada no banco de reservas para que o time vascaíno pudesse acompanhar o Derby paulista, cujo resultado lhe interessava. Descoberto o fato, o quarto-árbitro pediu na retirada do monitor.

Quem disse que isso é proibido?

Me recordo que Telê Santana trabalhou em algumas partidas com uma pequena TV no banco. Onde está na regra que não pode ter uma TV no banco de reservas?

O árbitro não pode usar recursos eletrônicos para tomar decisões. Isso é diferente.

Treinadores não podem usar ponto eletrônico para se comunicarem com atletas em campo. Luxemburgo o fez num Corinthians X Santos com o meia Ricardinho e a FIFA proibiu. Aí, é o princípio da equidade: um time não pode tomar vantagem em cima de outra por esses meios. Mas leve em conta que a FIFA ainda proíbe explicitamente meios de comunicação eletrônica em campo.

O fato de você ter uma TV no banco de reservas não é como estar usando o telefone celular na área técnica? Ué, se não pode TV, deve proibir o celular. Ou não?

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Análise da Arbitragem de Corinthians X Palmeiras, Pacaembu, 04/12/2011, 38º Rodada do Brasileirão

Futebol é ingrato. O melhor árbitro brasileiro em partidas internacionais do ano, e um dos melhores do Campeonato Brasileiro, Wilson Luís Seneme, tirava nota 10 até os 43 minutos do 1º tempo. Mas foi traído por um lance difícil (pênalti para o Corinthians) e por uma interpretação errada (expulsão do Valdívia). No restante, foi bem como esperado em jogo difícil de se apitar.

Numa partida com muitíssimas faltas e nervosismo à flor da pele, logo o árbitro tomou conta da partida. Foi muito bem discernindo faltas e lances de simulação. Aplicou os amarelos no momento que devia e poupou-os na hora certa.

Percebe-se no jogo que ocorreram faltas em excesso. Se tivéssemos o critério do basquetebol, onde falta coletiva e/ou soma de faltas individuais contasse saída de atleta, o jogo não acabava. Curiosidade: Jorge Henrique foi responsável por 4 cartões amarelos e pelo vermelho ao Palmeiras.

Os dois lances de erro maior:

1) Final de primeiro tempo: Corinthians reclama de pênalti em Willian, onde o braço de Henrique teria derrubado o atacante. Por cima, nada. Porém, por baixo, o joelho do palmeirense toca na chuteira do adversário quando ele estava correndo. E, mesmo sem intenção, desequilibra-o. Isto é infração por imprudência, onde não há aplicação de cartão (pela regra 11: não queria, mas acaba fazendo a falta sem querer). E dentro da área, pênalti. Aliás, pênalti difícil de se marcar. Errou o árbitro.

2) Início de segundo tempo: Valdívia vem dividir com Jorge Henrique, ergue a perna depois da bola passar sem intenção de atingir o adversário (lance para falta normal), mas com o braço aberto empurrando o adversário (poderia dar o cartão amarelo). Seneme entende que foi agressão e o expulsa. Detalhe: o árbitro sinaliza que interpretou como cotovelada (foi o gesto que fez). Não foi, errou.

Alguns lances de acerto maior:

1) Expulsão do Wallace: corretíssima! Após inúmeras faltas no jogo, o corinthiano vem com o pé levantado e atinge com a sola nas costas de Maikon Leite. Não venham dizer que foi média, esse é o típico lance que o árbitro não deve tolerar. Acertou no cartão Vermelho.

2) Expulsão do João Vitor: Jorge Henrique imita o “chute no vazio” que Valdívia costuma dar. Seu adversário João Vítor não gosta e atinge com um pontapé o corinthiano. Seneme tenta expulsar, ocorre muita confusão e tem que aguardar vários minutos para poder aplicar o Cartão Vermelho. Neste ínterim, Luan, sem bola e na frente do bandeira Marcelo Van Gassen, dá um pontapé em Jorge Henrique (todos no meio de campo, aos 90 minutos). Antes de retomar a partida, aos 93 minutos, com a confusão dissipada, Seneme expulsa João Vitor. Leandro Castán, na confusão, foi expulso (e os motivos são difíceis de se entender pela transmissão na TV; só pela súmula saberemos). Luan não recebeu o cartão vermelho, mas deveria ter sido expulso. Resta saber se Seneme foi ou não informado pelo bandeira da agressão do palmeirense, afinal, o lance foi visto pelo assistente.

Parabéns ao árbitro, pois a partida foi de alta dificuldade e o número de acertos foi bem maior do que os dos erros. Mas fico imaginando: e se fosse um árbitro de pouco nome escalado? O jogo não terminaria… A bolinha foi feliz no sorteio.

Abaixo, a análise lance-a-lance dos lances da partida para quem quer mais detalhes, analisados no calor do jogo, com outros erros e inúmeros acertos:

04m – Patrick vai com o corpo em cima do Jorge Henrique, sem visar a bola, numa 6ª falta praticamente consecutiva. Cartão Amarelo bem aplicado.

Aos 7m, falta comum de Paulinho em Gerley. Alessandro queria tumultuar por reclamação e Seneme advertiu verbalmente, mostrando ‘cara de mau’ e que estava atento.

O jogo está nervoso, duro. Os beijos e abraços entre Felipão e Tite ficaram apenas nas formalidades iniciais.

Aos 10 minutos, o bom trabalho da equipe de arbitragem fica evidente, com o árbitro atendendo ao chamado do bandeira Emerson Carvalho para marcação de falta e o quarto árbitro pedindo calma ao Felipão. Aliás, Scolari está gritando com os seus atletas e com os do adversário. Nítida ‘pilha’…

15minutos- Não tem média: o critério está claro, as faltas cavadas corretamente não são marcadas e as faltas que ocorrem são bem discernidas. Nada de “mais ou menos falta”. Ótimo plano de trabalho do Seneme, arbitragem a ‘la Sulamericana’.

Entre 15 e 20 minutos, não teve futebol. Só faltas. Aliás, muita demora para a cobrança delas, mas nada de retardamento das equipes ou falta de zelo do árbitro, mas cautela de todos.

22m – onde a bola está, há sempre meia dúzia de jogadores. Jogo chato, não há espaços.

Aos 24m, lance polêmico: bola chutada na área do Palmeiras, supostamente bate na mão. Portanto, mesmo se bateu, não foi falta. Mão só pode marcar se intencional.

Aos 27m, no campo de defesa, Alex “Passou o rodo” em Ricardo Bueno. Falta bem marcada. Nossa, perdi as contas da faltas. Aliás, se a conta fosse falta por minuto jogado (não por minuto corrido)….

28m: jogador cai de um lado, outro tropeça, todo mundo ergue os braços… e se o sorteio desse um árbitro sem nome? Xi… jogo não acabaria não.

Aos 34m: Alex tenta um drible, cai sozinho e simula falta. Fica no chão lamentando. Seneme nem bola dá. Repentinamente, levanta e sai jogando novamente… Claro, o empate é do time dele. Qualquer lance é cera dele.

Aos 38m: Leandro Amaro atropela Jorge Henrique e recebe amarelo. Dois cartões para o Palmeiras, dois originados em faltas de Jorge Henrique.

42m: duas faltas no mesmo minuto. Isso é futebol?

44m: Corinthians reclama de pênalti em Willian, onde o braço de Henrique teria derrubado o atacante. Por cima, nada. Porém, por baixo, o joelho do palmeirense toca na chuteira do adversário quando ele estava correndo. E, mesmo sem intenção, desequilibra-o. Isto é infração por imprudência, onde não há aplicação de cartão (pela regra 11: não queria, mas acaba fazendo a falta sem querer). E dentro da área, pênalti. Aliás, pênalti difícil de se marcar. Errou o árbitro.

45m: Na sequência, Fábio Santos matou o contra-ataque palmeirense com falta dura. Deveria dar o cartão amarelo. Errou de novo, agora ao não aplicar o cartão.

Fim de primeiro tempo. Tecnica e disciplinarmente, Seneme deu conta do recado, como esperado, mas ressalvas pelos últimos 2 minutos. Se fosse pelos 43 minutos iniciais, teria sido ótimo. Posicionou-se bem e manteve o fôlego.

Segundo tempo começa. E quente, muitas faltas iniciais.

47m: Valdívia expulso. O chileno vem dividir com Jorge Henrique, ergue a perna depois da bola passar sem intenção de atingir o adversário (lance para falta normal), mas com o braço aberto empurrando o adversário (poderia dar o cartão amarelo). Seneme entende que foi agressão e o expulsa. Detalhe: o árbitro sinaliza que interpretou como cotovelada (foi o gesto que fez). Não foi, errou.

49, 50, 52m: sequência de faltas e tentativas de cavar faltas. Jogo bruto, feio. Palmeirenses começam a reclamar excessivamente.

55m: Jorge Henrique faz falta dura no meio campo e recebe amarelo. Em cartões: 3X1 para ele…

58m: Luan e Wallace se desentendem. Antes da confusão ganhar volume, acabou com o bate-boca advertindo verbalmente.

67m: quase na metade do segundo tempo, o jogo está um pouco (só um pouquinho) menos faltoso. Um homem a menos em campo faz diferença…

70m: Alessandro acerta o lombo de Luan. Cartão amarelo bem aplicado pelo Seneme.

73m: Wallace é expulso: após inúmeras faltas no jogo, o corinthiano vem com o pé levantado e atinge com a sola nas costas de Maikon Leite. Não venham dizer que foi média, esse é o típico lance que o árbitro não deve tolerar. Acertou no cartão Vermelho.

74m: Liedson pisa forte no pé de Henrique numa dividida. Cartão amarelo acertado.

78m: João Vitor recebe cartão amarelo após fazer falta em… Jorge Henrique. De novo! É o 4º cartão que o jogador consegue para o adversário.

79m: Cartão Amarelo ao Chicão. Quantas faltas e quantos cartões! Cada enxadada, uma minhoca.

80m: Dificílimo lance para o bandeira Emerson Augusto, onde o atacante do Palmeiras Fernandão chutou para o gol com o lance já parado. Era impedimento, acertou o assistente, mas podia dar cartão amarelo ao centroavante, por chutar a bola ao gol depois do jogo já parado.

88m: Jorge Henrique imita o “chute no vazio” que Valdívia costuma dar. Seu adversário (e companheiro de time do chileno) João Vítor não gosta e atinge com um pontapé o corinthiano. Seneme tenta expulsar, tem que aguardar vários minutos para poder dar o cartão. Luan, sem bola e na frente do bandeira Marcelo Van Gassen, dá um pontapé em Jorge Henrique (todos no meio de campo, aos 45 minutos). Antes de retomar a partida, aos 48 minutos) Seneme consegue expulsar João Vitor. Leandro Castán, na confusão, foi expulso. Luan não, mas deveria ter sido.

94m: reiniciado o jogo, mas logo após o anúncio do final da partida no Engenhão, nada mais significativo em campo.

– Adeus Sócrates

Pois é… o Dr Sócrates morreu nessa madrugada. Não agüentou outro baque na saúde.

Triste. Um ex-atleta que não se cuidou, cuja carreira futebolística, somada às ações democráticas e personalidade forte, foram marcantes.

Dias atrás postei uma opinião dele sobre sua simpatia à “Democracia Cubana”. Ridícula. Mas isso não faz que eu o respeite menos por isso.

Descanse em paz e que os demais possam evitar seus erros no trato à saúde e mirem nas suas virtudes vividas.

– Campeonato por Pontos Corridos e Mata-Mata: o que é mais justo?

Estamos na derradeira rodada do Campeonato Brasileiro. Depois de 37 rodadas, fica a pergunta: gosta dos Pontos Corridos ou prefere o Mata-Mata?

Sou a favor dos pontos corridos, pois considero o sistema mais justo. Privilegia a regularidade e promove a emoção em cada rodada.

Porém…

De todo, não acho ruim o sistema de jogos eliminatórios (o popular mata-mata). Ter um evento único como final monopoliza as atenções. Domingo, por exemplo, teremos várias finais (para Título, classificação a Libertadores e Rebaixamento) e a atenção estará repartidíssima entre tantas partidas. Os Cearenses estarão atentos para a queda ou não do seu clube; Flamenguistas preocupados com a vaga para a Liberta-12, e assim por diante.

Já pensaram se um único jogo ocorresse para decidir o Brasileirão, onde o Brasil inteiro estivesse concentrado para a finalíssima? E, pela tabela, líder contra vice-líder? Teríamos um só jogo parando o Brasil, que seria Corinthians X Vasco. Não teríamos vários jogos dividindo o país.

Mas, ainda assim, prefiro os pontos corridos. Premia, na prática, o melhor.

E você: o que prefere? Deixe seu comentário:

– Árbitros de São Paulo estão em Paz

Na Revista Virtual Terra Magazine, há o blog do jornalista Luciano Borges (Blog do Boleiro, acesse-o em: http://is.gd/SoLNih). E ele entrevistou o Cel. Marinho, presidente da Comissão de Árbitros da FPF.

Na oportunidade, foi questionado sobre árbitros terem medo de não serem escalados por pressão política. E ele respondeu que:

Hoje em dia, isso é quase impossível de acontecer (…) Hoje, o nível de preparação que o árbitro tem aqui, em São Paulo, e a cultura que nós colocamos fazem com que ele trabalhe tranquilo, sem nenhuma influência”.

Ora, em qualquer atividade profissional existe a pressão em diversas formas. Vendedores, por metas. Policiais, pela represália. Professores, pelo aprendizado. E árbitros, pela necessidade de maior número de acertos, pela manutenção do excepcional condicionamento físico, pela pressão do jogo em si, e, claro, pela pressão política.

Seria utopia crer que a pressão política não existe. Se assim fosse, todos os árbitros da categoria Ouro estariam indo a sorteio nas finais do Campeonato Paulista de 2011. Também não ocorreria o fato de suspeitas terem sido levantadas pelo Jornal da Tarde no episódio entre Palmeiras X Corinthians onde Paulo César de Oliveira foi sorteado. Aliás, lembremo-nos que um dia Paulo César de Oliveira foi suspenso por errar num jogo Grêmio Prudente X Palmeiras – mas por questões técnicas, nunca políticas, correto?

O grande problema em geral de todas as federações é: independência. Presidente de Comissão de Árbitro NÃO DEVE receber dirigente de clube para ouvir queixas. Mas isso é permissível hoje.

Todo árbitro, após o jogo, tem o seguinte ritual:

1º) Agradece a Deus pelo término da partida.

2º) Se questiona se foi bem ou mal.

3º) Levanta a dúvida: será que alguém da Comissão de Árbitros está aqui? Será que viram meus acertos ‘in loco’?

4º) Se intranqüiliza: será que algum dirigente do clube A ou B vai reclamar na Federação por algum lance?

5º) Projeta: estarei na rodada de domingo ou do meio de semana escalado novamente?

6º) Debate sobre tudo isso no coletivo, colocando essas idéias e dúvidas com os bandeiras.

7º) Liga para alguém da família e pergunta: e aí? Fui bem?

8º) Volta pra casa ansioso para saber dos desdobramentos de sua atuação.

Tais indicadores não são indícios de que se vive sobre pressão? E num futebol cada vez menos esportivo e totalmente business, a pressão política cada vez é maior. Antes, se preocupava em não errar contra os times grandes. Hoje, dependendo da situação, até erros contra equipes pequenas mas emergentes, como São Bernardo, Americana, entre outras, são preocupantes.

Sem dúvida, a maior pressão estará no próprio comandante da instituição: o presidente da Comissão de Árbitros, que ouvirá os lamentos dos reclamantes. Mas, como disse e reafirmo, NÃO DEVERIA RECEBÊ-LOS, como prova da sua independência. Só o fato de permitir que reclamem é uma demonstração de possível aceite.

Felizmente, como dito pelo Cel Marinho, os árbitros da FPF podem trabalhar tranqüilos. Não será erro contra time grande, assédio político, lamentações de equipes médias, fixação de política demagógica e nem a possibilidade de punições por calções de temporadas passadas que vetarão um árbitro. Amém.

E você, também acredita que não exista pressão política?

Abaixo, a matéria citada:

CHEFE DA ARBITRAGEM DE SP: É QUASE IMPOSSÍVEL POLÍTICA INFLUENCIAR ÁRBITRO

Jogador do Corinthians até este ano, Ronaldo tornou-se, nesta quinta-feira, membro do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014. O presidente do clube, Andrés Sanchez, já havia sido anunciado como diretor de seleções da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Essa ascensão alvinegra ao poder do futebol nacional intensificou a discussão sobre a pressão aos árbitros para a última rodada do Campeonato Brasileiro, domingo (4), quando o Corinthians disputa o título com o Vasco.

Presidente da Comissão Estadual de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol, Coronel Marcos Marinho garante que os árbitros não apitam influenciados por questões políticas, como, por exemplo, o medo de não serem escalados para jogos futuros: “Hoje em dia, isso é quase impossível de acontecer”.

Vasco e Flamengo se enfrentam sob mediação de Péricles Bassols, do Rio de Janeiro. O clássico entre Corinthians e Palmeiras caberá ao árbitro paulista Wilson Luiz Seneme, de 42 anos, um dos cotados para apitar a Copa do Mundo de 2014 junto com Paulo César Oliveira, também de São Paulo, e Sandro Meira Ricci, do Distrito Federal.

Hoje, o nível de preparação que o árbitro tem aqui, em São Paulo, e a cultura que nós colocamos fazem com que ele trabalhe tranquilo, sem nenhuma influência – assegura Marinho, que assumiu essa função logo depois do escândalo de manipulação de resultados nas Séries A e B de 2005, ganhando autonomia.

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Uau: estou tomando um remédio forte, e assim como José Simão tem seu colírio alucinógeno, o meu comprimido leva aos mais impressionantes delírios. Tive a impressão de estar na Vila Xurupita, no jogo dos Anjos X São Belarmino. E o juizão, um moreno forte, arrebentou. Mas não é que o coitado do homem se deu mal? Vi um francês que apitou de bermuda cinza e se escafedeu. E um branquelo na geladeira por cair um coqueiro. E outro que passou pelo freezer após um temporal em São José (dos Campos ou do Rio Preto?). Na escuridão vi uma cartela de bingo. E a câmera chegou às 14h. Santa Bárbara, protetora dos raios, rogai por nós.

Vou mudar de medicamento, virei apocalíptico. Cruz credo.

(No Apocalipse de São João, existe a forma literária de linguagem chamada ‘apocalítica’. São João, o Evangelhista – não o Batista – o escreveu de maneira figurada, com termos da cultura do meio que vivia, usando dos simbolismos de sua gente para se comunicar. Soldados romanos, que o encarceravam, nada entendiam; achavam inclusive que o discípulo que se intitulava “aquele que Cristo mais amava” teria enlouquecido…)

– Os Árbitros dos Jogos Decisivos da Última Rodada do Brasileirão

Teremos na derradeira rodada do Brasileirão “finais de título” e “finais de rebaixamento”. E saiu a escala dos árbitros. Vamos comentá-las?

Wilson Luís Seneme e Péricles Bassols apitarão as “duas finais de título” do Campeonato Brasileiro. Claro, se o Corinthians vencer a final paulista, a carioca de nada valerá. Mas iremos conhecer o estilo dos árbitros:

Seneme é o melhor árbitro do país hoje e apitará Corinthians X Palmeiras. E, talvez por ter apitado muitos jogos da Libertadores da América, Eliminatórias da Copa 2014 e outras partidas internacionais, quase não apareceu em jogos do Brasileirão. Dos que trabalhou, foi muito bem.

A marca desse árbitro, paulista de São Carlos, é: apita poucas faltas, deixa o jogo fluir, não tolera indisciplina e costuma fazer vista grossa às reclamações dos treinadores.

E isso é bom para qual time?

Para os dois e para o espetáculo. O jogo corre mais, os jogadores, por o respeitarem, procuram evitar jogadas mais violentas e simulações. O Palmeiras poderá não usar as fatais cobranças de falta de Marcos Assunção, nem o Corinthians com Alex, afinal, tais jogadas são artifícios muito usados pelas equipes e as vezes essas mesmas faltas surgem de simulações. Tite e Felipão, um duelo visto no Campeonato Paulista com desfecho tumultuado, poderão berrar à vontade pois o árbitro estará blindado.

Por fim, me preocupa a questão física. Se o jogo for muito corrido, Seneme pode sentir, afinal, estamos em final de temporada e ele foi bastante exigido.

Já no Rio de Janeiro, Vasco X Flamengo terá a arbitragem de Bassols. Tenho minhas restrições sobre sua performance técnica e disciplinar. Costuma errar em lances bobos e ter dificuldade em relação aos cartões. É muito bem condicionado fisicamente. Mas, fica o alerta: a torcida vascaína não morre de amores por ele por eventuais erros no 1º turno, onde apitou tal partida.

As outras finais do campeonato (pelo rebaixamento) serão:

– Bahia X Ceará, com arbitragem de Wilton Pereira Sampaio-DF, melhor aspirante FIFA de 2011 e em ótima fase (se a vaga aberta na FIFA pela desistência da carreira de Sálvio Spínola não for para ele, será uma pena, pois está fazendo por merecer).

– Atlético MG X Cruzeiro, com Marcelo de Lima Henrique, árbitro que vem de uma boa sequência de jogos, e, principalmente, de um difícil Fluminense X Vasco na última semana (a observar: não tínhamos árbitro mineiro para o jogo?)

– Atlético PR X Coritiba: Sandro Meira Ricci, que vem direto do Mundial Sub15 do Uruguai e é ótimo nome. Dispensa comentários.

Observação: teremos o jogo de despedida de Cléber Wellington Abade em Avaí X Figueirense, que encerra sua carreira por idade. Um excelente árbitro que não foi FIFA mas sempre respeitado como tal.

E você, o que achou dos árbitros dos principais jogos? Deixe seu comentário:

– Marcelinho Paraíba e Mancini: apoio Psico-Social

Perceberam quantos casos de assédio sexual e outros culminando em violência maior no Esporte, nos últimos dias? No basquetebol americano, por exemplo, nos 15 dias passados, ao menos 2 casos. Aqui no Brasil, a condenação de Mancini (Atlético Mineiro) por estupro na Itália e a prisão de Marcelinho Paraíba (Sport/PE) em Campina Grande pela tentativa de violentar uma moça.

E aí, recordo meu amigo Chicão, que me disse ao comentar sobre o assunto:

É isso que dá jogador despreparado ganhar dinheiro demais. Se acha bonito porque tem grana e acha que pode tudo”.

Calma lá. O problema é outro: o preparo social e psicológico do atleta. Claro, a maior parte vem de família pobre, e ao ganhar muito dinheiro após equivalente sofrimento, passa a conviver com o assédio de “admiradoras”, empresários e “pseudo-amigos” interesseiros, além do próprio gozo da fama.

Sem dúvida, carecem de apoio de Assistentes Sociais, psicólogos, e por que não, Consultores Financeiros.

Os grandes clubes gastam tanto dinheiro com bobagens; custaria muito à eles gastarem com profissionais indispensáveis como estes?

É apenas uma questão de planejamento de carreira de seus atletas. Comportamento adequado também é indicador de valorização dos seus jogadores.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Sérgio Baresi é o Novo Treinador do Paulista de Jundiaí

Trabalhei em jogos do Sérgio Baresi nas categorias de base. Tive ótima impressão dele. Quando foi alçado para substituir Ricardo Gomes no time profissional do SPFC, não foi feliz. Mas, claro, a situação era complicada para ele: sem nome, teve que ‘domar’ um elenco de estrelas.

Ele será o novo técnico do Paulista FC para o Paulistão 2012. Boa escolha para ambos! Para o treineiro, sairá da sombra do rótulo de treinador de categorias de base. Para o nosso Galo, um nome mais experiente pelo que já passou, além do fato de poder trazer atletas das categorias de base do São Paulo FC e que por ventura não sejam aproveitados nesse ano pelo Tricolor Paulista.

O que você achou de Baresi? Deixe seu comentário:

– Apelação da FPF?

A Federação Paulista de Futebol está realizando os testes físicos para os árbitros, visando a temporada 2012. Ocorrerá nos dias 30/11, 01/12, 02/12 e 03/12.

Nos 3 primeiros dias, ocorrerá aqui em Jundiaí, na nova Pista de Atletismo entregue pelo Prefeito Miguel Haddad há 10 dias. Moderna, com os padrões internacionais, substituiu a antiga pista de areia do Complexo Esportivo Nicolino de Luca (o “Bolão”). No último dia, ocorrerá em São José do Rio Preto.

Tudo muito bom. Oferecer aos árbitros uma pista de ótima qualidade é importante. Mas aí vem a observação de como falta profissionalismo à entidade, que muito cobra dos árbitros e pouco oferece à eles.

Vejamos:

1-O teste ocorre em Jundiaí na 4ª, 5ª e 6ª feira, em dias de virada de mês. Ora, se o árbitro não é profissional, fica fácil pedir à empresa para que o libere nesses dias tão importantes, não? Solicitar ao patrão uma folga no dia 30 ou dia 01 é sensacional…

2-Árbitros que moram vizinhos de Jundiaí terão 3 dias de escolha. Árbitros vizinhos de S. J. do Rio Preto só o sábado. Mas e quem mora em cidades mais distantes? E os outros pontos do Estado de São Paulo? Só duas sedes?

3-São Paulo será o centro dos árbitros da Copa do Mundo de 2014. Mas terão um centro de treinamento adequado para eles? Custa crer que a cidade de São Paulo não tenha uma pista de atletismo disponível para seus árbitros e tenha que pedir emprestado às outras cidades. A propósito, se a FIFA desejar, pode concentrar os árbitros aqui na Terra da Uva, pois, afinal, a cidade é bem localizada, a pista de atletismo é boa, o estádio Jaime Cintra pode ser utilizado para outros treinos técnicos, possuímos bons hotéis, além, claro, da boa qualidade de vida de Jundiaí e seus belos pontos turísticos.

4-É incrível imaginar que a Federação de futebol mais rica do Brasil não tenha seu próprio Centro de Treinamento. Acordos com clubes e utilização de estádios para treinamento de árbitros mostra a fraqueza da infraestrutura. Já não era tempo de construir um?

Cobra-se muito profissionalismo dos árbitros; mas não se devolve nada à eles…

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Quando Sair e Voltar do Campo é Permitido?

Sempre que um atleta sair de campo por força de uma jogada e de imediato voltar, não existirá qualquer tipo de punição.

Tal discussão vem do prof Ari Grecco, com um vídeo bem interessante para abordar uma situação polêmica de jogo. Abaixo:

Um lance muito discutido no meio esportivo é este do link abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=rGs8VKQ0Ng0

Gostaria que elucidasse para os participantes do curso de Arbitragem de Morungaba-SP. As perguntas são:

1-É válido o gol do modo que o vídeo apresenta?

2-Pode um jogador sair de campo, entrar sem autorização, participar do lance de reinicio e fazer o gol?

3-Ele estaria impedido ao entrar em campo?”

Um abraço ao competentíssimo Prof Ari e aos amigos de Morungaba (olha que o Renato Pé–Murcho, que é daí, está cotado para assumir o time principal do Paulista FC na A1). Vamos às respostas e algumas observações:

1-O gol é válido, pois a bola está em jogo e ele só saiu de campo por força da jogada. Ao voltar naturalmente ao campo, não demonstra dolo. Se ele cai atrás da linha de meta, fica no chão dizendo que está lesionado e volta, aí configura uma burla. Nas condições do vídeo, tudo normal (imagine a situação contrária: um zagueiro sai de campo e corre de volta para dentro para disputar uma bola; normal).

2- Nas Regras do jogo, algo curioso: entende-se “reinício” (Regra 8 – Início e reinício da partida) quando a bola está fora de jogo (regra 9), ou seja, o jogo está parado, e precisa da autorização do árbitro (com um apito ou, dependendo do lance, com um mero sinal) para ser reiniciado. Quando um goleiro defende um cruzamento e a mantém pelos seis segundos a bola em suas mãos, ela está em jogo. Quando ele a solta, não há reinício de jogo, pois o jogo não parou. Simplesmente a bola estava em posse do goleiro. Dessa forma, no lance do link, o jogo estava rolando e não houve reinício (mesmo com ela estando nas mãos do goleiro, que a tem em posse, mas não pode ser disputada quando junta do corpo). Não precisa de autorização para o atleta voltar porque ele saiu e voltou ao campo pelas explicações da resposta 1.

Diferente seria a situação onde um atleta sai de campo para trocar a chuteira, beber água, ou receber atendimento médico, volta ao campo de jogo sem autorização, e participa de qualquer lance (nem precisa fazer o gol). O árbitro deve: paralisar a partida e ordenar que ele saia de campo; ao sair, permitir que retorne ao campo; adverti-lo com o cartão amarelo e reiniciar o jogo com tiro livre indireto no local onde o atleta cometeu a infração (um verdadeiro ritual).

3- Não existe impedimento no lance acima, já que a bola estava na posse do goleiro. Lembremo-nos que uma bola que venha do time adversário não configura impedimento.

Entretanto, se o atleta voltasse ao campo e a bola fosse tocada por um companheiro, e ele estivesse mais próximo do que a linha de meta adversária do que a bola e dois defensores (é o conceito da Regra 11 – Impedimento), o jogador estaria em impedimento ativo.

Outras considerações:

-Se um jogador sair de campo para trocar qualquer equipamento, só pode voltar ao campo com autorização do árbitro durante uma paralisação da partida e pelo meio de campo, próximo ao 4º árbitro (motivo: averiguar se o equipamento trocado não infringe a regra).

-Se um jogador sai de campo sangrando, idem (motivo: verificar se o sangramento estancou).

-Se um jogador sair de campo para atendimento médico sem sangramento, pode voltar com o jogo em andamento por qualquer lugar, desde que não seja próximo a jogada e que o árbitro autorize.

-Se uma bola é disputada na lateral do campo, e o atacante e zagueiro saem do campo e retornam, a partida deve prosseguir. Mas se alguém empurrar o outro durante essa saída, não se pode marcar a falta. Deve-se paralisar a partida (advertir o infrator caso exista gravidade) e reiniciar com bola ao chão, no local onde a bola se encontrava. Motivo: para se marcar falta, ela deve ocorrer entre os atletas, com a bola rolando e dentro do campo de jogo.

IMPORTANTE:

Toda a saída e todo retorno do campo de jogo necessitam de autorização. Muitos atletas se esquecem que para sair de campo deliberadamente, necessitam da autorização do árbitro. Não solicitá-la é punível com o cartão amarelo.