– A Importância em se Discutir, Interpretar e Conhecer a Regra: o dificílimo e confuso lance de Santos X São Paulo

Ontem, na partida Santos X São Paulo, ocorreram lances polêmicos no jogo. Em especial, um gol anulado de Luís Fabiano pela bandeira Tatiane Sacilotti.

Independente se houve erro ou acerto (discutiremos a seguir), gostaria de registrar: durante o final do domingo e madrugada desta 2a feira, muitos criticaram a moça de forma desrespeitosa, convidando até mesmo à invasão dos perfis dela nas redes sociais. Torcedores fanáticos, é claro. Adjetivos ofensivos e outras imbecilidades foram ditas contra ela. Ora, errar e acertar faz parte do esporte. Atletas erram, árbitros também. É do jogo, principalmente em lance difícil como aquele.

Conheci a Tatiane desde o começo da sua carreira e sei do seu esforço, do seu trabalho e do seu mérito. Criticar o lance respeitosamente vale; ofensivamente, não.

Sobre o ocorrido, entendi que ela acertou e já fiz minhas considerações pós-jogo nos links:

Blog do Prof Rafael Porcari: http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2013/02/03/analise-dos-lances-polemicos-de-santos-x-sao-paulo-vila-belmiro-03022013/

Blog “Pergunte ao Árbitro”: http://pergunteaoarbitro.blog.terra.com.br/2013/02/03/analise-dos-lances-polemicos-de-santos-x-sao-paulo-vila-belmiro-03022013/

Blog do Jornal Bom Dia / Diário de São Paulo:  http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/17030/Santos+X+Sao+Paulo%3A+analise+dos+lances+polemicos

É claro que minha interpretação da jogada é e vai ser contestada. Poucas pessoas entenderam o lance como impedimento bem assinalado. Porém, pelo tipo de jogada, é mais provável se interpretar como gol legal mal anulado. E tal entendimento – que pode ser correto e é bem fundamentado por pessoas que entendem do assunto, como Sálvio Spínola, Fernando Sampaio, Leonardo Gaciba, se deve pela interpretação do lance, pela análise das condições que legitimam ou não um impedimento.

Portanto, ilustro dois pontos de vista – que não devem ser considerados absurdos mas sim possíveis pela própria regra assim permitir. Vamos a eles?

  • 1- Gol mal anulado: Aqueles que entendem como erro a anulação do gol, entendem que Rodolpho não participou ativamente da jogada, tampouco atrapalhou seus adversários durante o lance. Rodolpho estava em impedimento passivo na origem do lançamento, e como Luís Fabiano é quem domina a bola, o zagueiro do São Paulo em nada interfere no gol.
  • 2- Gol bem anulado: Aqueles que entendem como acerto a anulação do gol, entendem que Rodolpho participa da jogada por interferir contra o adversário, já que, embora não toque na bola, leva um zagueiro a correr com ele, confundindo o zagueiro Neto que não sabe da posição de impedimento, passando de passivo a ativo.

São duas interpretações, ambas com embasamento e apoiadas no detalhe da Regra 11 – “Impedimento: interferir contra um adversário”.

Lembre-se: devemos avaliar sempre se o atleta “1-interfere na jogada”, “2-interfere contra um adversário” ou “3-se beneficia da vantagem da posição em que se encontrava”.

Talvez a grande dificuldade é a subjetividade do que é “interferir contra um adversário”. Para resolver isso, nas diretrizes da Regra 11 está publicado no texto original que:

  • 1-“interfering with play” means playing or touching the ball passed or 
touched by a team-mate .
  • 2-“interfering with an opponent” means preventing an opponent from 
playing or being able to play the ball by clearly obstructing the opponent’s line of vision or movements or making a gesture or movement which, in the opinion of the referee, deceives or distracts an opponent.
  • 3-“gaining an advantage by being in that position” means playing a ball that rebounds to him off a goalpost or the crossbar having been in an offside position or playing a ball that rebounds to him off an opponent having been in an offside position.

Para mim, Rodolpho se encaixa na situação 2: “distrai a atenção de um oponente”, passando de atleta em impedimento passivo para ativo ao partir em direção à bola com o adversário Neto tentando a alcançar. O zagueiro do Santos FC não poderia ter abandonado a disputa com Rodolpho e tentado ir em direção ao Luís Fabiano, caso este não fosse à bola? Vide que o próprio Neto quase a alcança, estando entre o próprio Rodolpho e Luís Fabiano na hora da cabeçada. Levo em conta, ainda, que Tatiane Sacilotti espera justamente a conclusão da jogada para erguer seu instrumento, já que ela estava muito bem colocada no lance.

Claro, são considerações da minha interpretação, respeitando, como já houvera dito, a daqueles que entenderam como lance normal e Rodolpho como passivo.

Mesmo diante de tudo isso, repito, a subjetividade do que é “interferir contra um adversário” é grande. Veja dois lances abaixo (das diretrizes da FIFA), que falam sobre isso: na primeira figura, sem interferência. Na segunda, com interferência:

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Na figura acima (figura 8), uma bola é lançada para um atleta em posição de impedimento, bate no zagueiro e vai para a linha de fundo. Deve-se marcar escanteio pois ele estava longe, no bico da área, mesmo se movimentando conforme o tracejado em laranja. (impedimento passivo – vale a pena ler o texto da figura).

Agora, observe o outro detalhe abaixo:

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Nesta outra figura (figura 9), uma situação bem parecida: lançamento a atleta em posição de impedimento, bate no zagueiro e vai para a linha de fundo. Mas, repare que o texto cita que o atleta distraiu a atenção do defensor ao se movimentar. Não é escanteio, mas sim impedimento!

Agora, veja ainda outro exemplo da FIFA: substitua as ilustrações abaixo (figura 3) pelos jogadores do clássico de ontem (claro que a bola é lançada mais à esquerda, mas será irrelevante para o entendimento):

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Luís Fabiano será o jogador que ataca “B”; Rodolpho o jogador que ataca “A”; os atletas em azul são os defensores.

Repare que A está em posição de impedimento, mas B não está. Ambos vão em direção a bola (conforme o tracejado em laranja). Se B fizer o gol (como fez), deverá ser validado pois A não toca a bola – é a situação de quem entende que Rodolpho não interferiu no lance.

Entretanto, veja que na ilustração os jogadores do time que defende estão em posição estática, ao contrário daqueles que atacam. Na prática, é aquela jogada em que os defensores ficam “vendidos”, atrasados num lance rápido. Não foi o ocorrido de ontem. O zagueiro que está mais próximo de A (Rodolpho) corre com ele e depois tenta abordar B (Luís Fabiano), não conseguindo alcançá-lo. Visualize a figura e imagine: se não existisse o atleta A naquele momento, o defensor não poderia tentar interceptar B com mais sucesso?

É claro que futebol não se apita com livro embaixo do braço, muito menos se é permitido pensar em tudo isso no calor do jogo. No conforto de nossos lares, munidos de nossas anotações e equipamentos tecnológicos, é mais cômodo. Mas a Regra não é assim?

Insisto: respeito as interpretações contrárias (que são a maioria e também aceitas). Mas fico com essa.

– Análise dos Lances Polêmicos de Santos X São Paulo, Vila Belmiro, 03/02/2013

No primeiro clássico do Paulistão 2013, dois lances complicados para a arbitragem e que valem a pena serem debatidos.

A- GOL ANULADO DE LUÍS FABIANO

A bandeira Tatiane Sacilotti, em pouquíssimos segundos teve que decidir um lance capital e de extrema dificuldade. Luís Fabiano marcou gol para o São Paulo no final do primeiro tempo, anulado pela árbitra assistente.

Correto ou não?

Antes da resposta, vale entender quando se dá o impedimento e as 3 importantes avaliações para se determinar se ele deve ser consignado ou não (Regra 11 – Impedimento – aqui resumidamente):

“O jogador estará impedido se estiver mais próximo da linha de fundo do que a bola exceto se tiver 2 ou mais atletas entre eles ou em mesma linha- não valendo impedimento para lances de escanteio, arremesso lateral ou tiro de meta (quando lançada por companheiro).

Ele estará em impedimento ativo quando:

1-    Interferir ativamente no lance (tocando-a, por exemplo);

2-    Interferir contra um adversário (obstruindo-o, tirando-lhe a atenção, etc);

3-    Interferir por tirar proveito da sua posição (ex: aproveitando-se de um rebote).

Assim, observe: quando a falta para o São Paulo é cobrada, Rodolpho está a frente dos demais adversários (exceto o goleiro). É nesse exato momento em que se define o impedimento, mas que ainda não se pode caracterizá-lo como ativo ou passivo, pois deve-se esperar a conclusão da jogada. O zagueiro santista Neto (assim como os demais atletas) não sabe se o jogador adversário está impedido (pois espera a confirmação ou não da arbitragem, que corretamente aguarda o desfecho do lance) e continua a marcação ao adversário, que busca a bola. Enquanto ela viaja, Luís Fabiano também tenta alcançá-la. Na cabeçada de Luís Fabiano, que está em posição legal, Neto não consegue chegar antes do são-paulino pois marcava Rodolpho que também tentava a bola. Repare que o santista está entre os dois são-paulinos. Questione: ele sabe a quem deve dedicar seu esforço na marcação, já que a bandeira não está levantada?

  • – Se Rodolpho, que estava em condição de impedimento, tivesse parado no lance: gol legal do Luís Fabiano pois o zagueiro são-paulino não participou ativamente do lance; também não atrapalhou ninguém e nem obteve vantagem da sua posição (as 3 situações citadas acima).
  • – Se Rodolpho não tivesse um zagueiro o acompanhando até a conclusão do lance, o gol seria válido mesmo com ele em movimento, pois a bola chegou a um companheiro em condição legal.

Portanto, gol acertadamente anulado (repare que a bandeira ergueu seu instrumento no exato momento da  conclusão, aguardando o desfecho da participação de Rodolpho). E algo curioso: se Neto a cabeceasse para fora, seria marcado escanteio, pois o são-paulino estaria em impedimento passivo, já que não atrapalhou o santista na sua missão de evitar o gol do adversário.

B- PÊNALTI DE PAULO MIRANDA EM NEYMAR

O árbitro Flávio Guerra logo no começo do segundo tempo teve trabalho: Neymar avançou próximo da área penal e Paulo Miranda tentou lhe roubar a bola. Neymar caiu. Tocado ou não? Falta / Pênalti ou não?

O lance ocorreu dentro da área. Portanto, se houve infração, é pênalti.

Nas imagens da Rede Globo, há uma imagem em que Paulo Miranda tenta com um carrinho atingir a bola e não consegue acertá-la. Seu pé direito toca levemente o pé direito de Neymar (dificilmente tiraria seu equilíbrio), sendo que na sequência o joelho ainda o atinge. Teria tido força suficiente para evitar que ele continuasse a jogada? O que pesa ali é: na queda, ele leva as mãos na canela!

Imagine na cabeça do árbitro como proceder?

Eu não marcaria, embora esse lance seja delicado pelo fato de existir o toque.

Importante: aqui não é a mesma situação em que o atleta pula para evitar que seu adversário o machuque. Se o jogador dá um carrinho temerário (que significa: “não levar em conta a possibilidade de machucar seu oponente”), deve receber cartão amarelo, independente se atinge ou não o adversário, que pode pular caso perceba que pode ser lesionado. Na Vila Belmiro, Neymar não pula por tal motivo, já que Paulo Miranda procura a bola, e não o atleta.

Insisto: dois lances de grande dificuldade onde a decisão deve ser rápida e precisa.

Futebol e arbitragem são apaixonantes por discussões como essa.

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– Guerra no Santos X São Paulo. Teremos um jogo de Paz?

Neste domingo, teremos o primeiro clássico no Paulistão-2013. Santos X São Paulo jogarão na Vila Belmiro. Vamos fazer algumas considerações pré-jogo da arbitragem?

A partida será arbitrada por Flávio Rodrigues Guerra, auxiliado por Herman Brumel Vani e Tatiane Sacilotti. Seus adicionais serão Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza e Marcelo Rogério, sendo o quarto-árbitro Roberto Pinelli.

Se até as vésperas da 5a rodada os clubes grandes tiveram árbitros não tão conhecidos do grande público em seus jogos, agora, com os clássicos, os mais rodados aparecem. Aqui fica uma observação: Wilson Seneme fez o clássico campineiro na semana passada; Paulo César de Oliveira fará o clássico regional do ABC nessa rodada. Flavio Guerra apitará o SanSão. Não seria justamente no começo do campeonato, onde, teoricamente, os jogos ainda não são tão decisivos, o momento ideal de lançar novos nomes em clássicos?

Gostaria de ver árbitros como Welton Wohnrath, Vinícius Dias Araújo, Leandro Bizzio Marinho, entre outros, sendo testados nesses jogos em que se pode trabalhar a renovação. Escalá-los em jogo entre Grande contra Pequeno não é renovar; se não vão apitar clássicos nessa fase do Paulistão, o farão nas fases mais decisivas?

Observações feitas sobre o critério de escalas, vamos a ela em si: Flávio Guerra tem bom porte físico, experiência em clássicos, mas ainda vive sob o estigma da partida em que o projetou mais popularmente: o Choque-Rei de anos atrás em que foi muito bem e marcou corretamente 3 pênaltis contra o São Paulo, em jogo disputado na cidade de Ribeirão Preto.

De lá pra diante, todos deram mais atenção a ele, que não costuma ter atuações ruins, mas regulares. Nos seus últimos jogos, tem se mostrado discretíssimo, não aplicando cartões nas faltas que são “mais ou menos para cartão” (aquelas em que surge a dúvida se seria para Amarelo ou apenas Advertência Verbal), permite a disputa de bola deixando o jogo correr no meio-campo, mas, próximo a área penal, apita grande quantidade de faltas. Além de vibrar pouco com a partida.

Em suma: arbitragem à europeia no meio de campo (onde não se costuma reclamar muito), e, contraditoriamente, a la paulista em zonas mais perigosas do campo.

Tenho Guerra como um bom e prudente árbitro, cumpridor da Regra do Jogo – mas excessivamente cauteloso em jogadas de contato físico próximas ao gol. E essa sensação se confirma com uma entrevista dele, dias atrás, ao jornalista da ESPN Lucas Borges. Na matéria sobre simulação de jogadores e como faz para evitar ser ludibriado (em: http://is.gd/AOlOcd), Guerra disse que:

“(…) É estudar as equipes, os jogadores e acompanhar os jogos em que você vai trabalhar. Assistir aos jogos anteriores para saber com quem você vai trabalhar. Eu estudo porque às vezes o jogador por si só é mais franzino, às vezes não tem muito preparo, não é toda hora que ele simula. Às vezes é uma jogada normal que parece simulação. Por isso tem que saber ver os jogos de todos os jogadores. Assisto a vários campeonatos. A gente acaba pegando um pouquinho de cada um”.

Portanto, em jogadas mais ríspidas diante do gol, Neymar, Marcos Assunção e Rogério Ceni poderão ser determinantes na partida.

Se os jogadores atacantes sabem que o árbitro marca mais faltas frontais, tenderão a cavar mais faltas – e “cavar faltas” pode ser:

1- Forçar o zagueiro à ação faltosa, procurando-o para a disputa, forçando-o a tentar todos os recursos para roubar-lhe a bola, custando a este a falta e até mesmo um cartão (o que é inteligente e legal; deve ser marcada a falta que é legítima);

2- Buscar o zagueiro para o contato físico, abdicando da continuidade da jogada, desejando ser desviado pelo adversário, indo de encontro a uma trombada, pedindo uma suposta falta pela queda inevitável (o que é ilegal, não deve ser marcada a falta);

3- Emparelhar com o zagueiro e cair, encenando ter sofrido a falta (ilegal, deve ser marcado tiro livre indireto contra sua equipe e punido com o Cartão Amarelo).

Se em contrapartida, o árbitro sabe que os atletas poderão cavar as faltas, ele deverá estar muito atento para que, na primeira oportunidade onde perceber quedas forçadas para ludibriar, punir o infrator, a fim de que todos vejam que ele não tolerá artimanhas.

Estamos em um momento onde Neymar se firma como um dos melhores jogadores do mundo, indubitavelmente. E ter cuidado para marcar as faltas que ele sofre em excesso, que são verdadeiras (basta assistir aos jogos), se faz muito importante para o árbitro. Porém, tão verdade quanto as faltas excessivas são as simulações exageradas. Como participa mais do jogo do que os demais atletas, essas situações se destacam.

Tenho uma teoria a ser discutida de que o rótulo de “cai-cai”, verdadeiro no começo da carreira, injusto no Brasileirão e com repentes de volta esporádica no Campeonato Paulista se daria por dois motivo:

  • A- Neymar sofre muito pelo excesso do famigerado e covarde rodízio de faltas que alguns treinadores implantam em seus esquemas (que é uma estratégia difícil para a percepção do árbitro e uma falha a ser corrigida pelas Comissões de Arbitragem, já que essa tática não é punida),
  • B- Neymar tem momentos em que aflora a maldita Lei de Gérson, em querer levar vantagem sobre os outros, e pratica o tão combatido e criticado unfair-play.

Mas podemos discutir essa teoria de duas hipóteses com mais tempo, em outra oportunidade… Para amanhã, desejo boa sorte aos clubes e à arbitragem.

Em tempo: Herman Brumel, o bandeira no 1, é excelente – se encaixa no critério de “jovem com experiência”. Tatiane Sacilotti é uma grata realidade – discreta, sem ser badalada e com boas atuações. Os AAAs Marcelo Aparecido e Marcelo Rogério dispensam comentários, tem experiência e poderiam, qualquer um deles, terem sido escalados como árbitros centrais da partida.

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– Corinthians X Mogi Mirim, Paulista X Mirassol: Como foram os árbitros?

Se pensarmos que os nomes dos árbitros que estão apitando os jogos do Paulistão 2013 são novidades, engano puro!

A maioria dos árbitros que são desconhecidos dos torcedores já atua na série A1 desde 2010 e apitaram os clubes grandes. Não são lembrados pois, como vale no chavão popular dos árbitros: “nada melhor um erro na rodada de quinta a noite para ser esquecido rapidamente na rodada de domingo a tarde”. Árbitro não é um elemento popular e ponto final. Seu nome será esquecido até que erre novamente.

Digo isso pelos erros das 4 rodadas do Campeonato Paulista. Normalmente, os clubes não estão com seus principais jogadores em campo e as partidas iniciais não valem tanto. As reclamações tendem a serem menores, aumentando de acordo com o afunilamento do torneio.

Portanto, é excessivo o número de erros e reclamações nessa fase em que os jogos são muito fáceis para serem apitados – embora sejam reais.

Ontem, dois jogos me chamaram a atenção: Paulista X Mirassol as 17h e Corinthians X Mirassol as 22h.

No Jayme Cintra, Luis Vanderlei Martinuccio, que há uma semana cometeu um equívoco ao marcar pênalti inexistente à Macaca no jogo Corinthians X Ponte Preta, apitou uma partida de baixíssimo nível técnico, onde os times cometeram erros primários. E me impressionou negativamente. Já houvera assistido várias partidas dele pela TV, e ontem estive in loco. Tecnicamente fraco, matando o jogo ao marcar faltas em lances de disputa de bola e caindo nas simulações de atletas– bem diferente da partida da semana passada, onde deixou o jogo correr. Não fez uso de advertência verbal. Disciplinarmente, foi bem. O pênalti a favor do Mirassol (gol de empate no jogo que ficou em 1 X 1) foi marcado com correção.

Entretanto, em vários lances, quando a bola está no campo de defesa, ele procurou se posicionar correndo de costas para ela, ignorando o que acontecia atrás dele. Já imaginaram se uma bola fosse roubada pelo ataque? Estaria vendido na jogada.

No Pacaembu, José Cláudio Rocha esteve numa péssima noite. Um pouco atrapalhado nos critérios (que não eram uniformes), foi prejudicado pelo assistente no gol a favor do Mogi Mirim, já que quando ocorre o cruzamento da jogada que é concluída, o jogador está impedido. Mas outros problemas ocorreram: esteve ou perto ou longe demais dos lances. Se o árbitro estiver a muita distância, não enxerga direito; se estiver a curtíssima distância, perde a real noção da força da jogada. Repare: na expulsão aos 41 minutos de Roni, perto demais; na simulação de Jorge Henrique, que resultou no pênalti decisivo ao Corinthians, longe demais.

Sobre Jorge Henrique, fica o alerta: qual a última vez em que o atleta foi punido com cartão amarelo por simular? Não me recordo. Talvez nos tempos ainda do Botafogo-RJ… E percebem que costumeiramente falamos dele? Os árbitros, quando não são ludibriados, tem medo de puni-lo?

Na partida de ontem, o árbitro adicional obrigatoriamente teria que informar ao árbitro principal que houve simulação do corinthiano, pois ele estava melhor colocado.

Fico na dúvida: árbitro adicional e árbitro central conversaram sobre isso e decidiram? Ou um ratificou a decisão do outro? Seria interessante descobrirmos para melhor orientar o trabalho de equipe dos árbitros.

Enfim: os árbitros que eram renovações anos atrás, não se confirmam como realidade absoluta hoje. Imagine nas rodas derradeiras do torneio…

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– Copa do Catar sobre suspeita. Do Brasil, da Rússia…

Quer dizer que a Revista France Football descobriu que a disputa pela vaga à Copa de 2022, vencida pelo Catar, custou milhões de dólares em corrupção?

Ah, vá?!

Os sheiks árabes com dinheiro de sobra, somados a dirigentes de futebol que querem ser perpétuos no poder, poderia dar o quê?

Na Rússia, onde os neo-mafiosos dominam negócios em diversos setores – especialmente no esporte- também não gera dúvida para o processo do Mundial-18?

No Brasil, a Folha de São Paulo divulgou que Jérôme Valcke, o no 2 da FIFA, trabalhou e recebeu do Brasil para ser sede em 2014.

Coréia e Japão em 2002: o que pareceu a disputa? Até hoje se fala de que de tanto dinheiro obscuro gasto pelas duas nações, ficava chato escolher uma sede única.

Para mim, as escolhas de sedes das Copas do Mundo são um grande negócio politico-financeiro, onde a preocupação com a desportividade está reduzidíssima.

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– A Bronca da FIFA é pra valer ou não?

A FIFA puxou a orelha do Brasil, dando prazo final para os estádios do Mundial-14 estarem prontos em Abril/13.

Ora, o prazo inicial era para Dezembro/12 e a nova data não será cumprida, provavelmente. Seriam atrasos propositais para as nefastas obras gerenciais, que geram suspeitas de corrupção, ou mera incompetência?

Pena que ninguém dá prazo para as obras do entorno: acessos, transporte público, hospitais… Coisas que realmente interessariam.

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– A Geração sem Craques da Chuteira e do Apito

Repercutiu pouco, mais foi importante. De extrema precisão a entrevista de Sérgio Correa da Silva, ex-comandante da Comissão de Árbitros da CBF e atual responsável pela Escola Nacional de Arbitragem, a Bruno Freitas no UOL, dias atrás.

Sobre a crise que envolve a qualidade do atual quadro de árbitros da CBF, Sérgio disse que:

A mídia tanto fala que vivemos uma geração sem craques no nosso futebol. Com a arbitragem também é assim, também não temos tantos craques hoje em dia. Árbitro não se forma em árvore, tem que maturar. Fazer árbitro é com fogão à lenha, não dá para fazer com micro-ondas

Concordo. Assim, como vivemos uma entressafra de craques com a bola nos pés, estamos na mesma situação com os homens do apito. Impaciência dos dirigentes em esperar o amadurecimento de jovens árbitros, politicagem no mundo da arbitragem, má gestão dos cartolas do apito, entre outras coisas, somam-se a falta de bons nomes para serem revelados.

O problema é que a solução para essas pendengas parece distante. Da escolha de árbitros com boa aparência e de lugares onde o futebol não é tão desenvolvido como nos grandes centros, ao invés do critério “Mérito”, vemos absurdos sendo cometidos no dia-a-dia. Prova disso foi a recente troca de bandeiras do quadro da FIFA. O Cel Aristeu Tavares, atual presidente da CBF, fez trocas no quadro de árbitros assistentes alegando que está preparando os árbitros para as Copas de 2018 e 2022, levando em conta o potencial dos escolhidos.

Chega a ser hilária tal declaração, já que Chicão de Alagoas, o mineiro Ricardo Marques Ribeiro, entre outros, são FIFA e permanecem no quadro internacional. Seriam eles considerados “Árbitros de grande potencial para os Mundiais de 18 e 22”, segundo a lógica de Aristeu?

Ouso dizer que corremos riscos de vergonhosamente não termos árbitros na Copa da Rússia…

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– Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar: uma tríade utópica?

Nesse domingo, Cristiano Ronaldo jogou o “fino da bola” e marcou 3 gols. Messi, fez 4!

Esses caras estão realmente jogando muito bem há tempos – ou melhordesde sempre. Dois goleadores, gênios e artistas.

Fico pensando: os adversários na Liga Espanhola não são lá grande coisa. Na Champions League, aí sim, bons confrontos! E nas duas competições eles são incontestáveis também.

Aqui no Brasil, Neymar arrebenta com os pequenos no Paulistinha. Mas contra os grandes no Brasileirão, idem. Portanto, não vale criticar o nível dos adversários, pois há frágeis e fortes equipes no Novo e no Velho Continente.

Teria muita curiosidade em ver as atuações do Neymar lá na Europa. Não estou defendendo sua saída ou permanência, penso que o santista seria um fenômeno de marketing (e de futebol) como Ronaldo Nazário foi em sua fase áurea.

A minha dúvida é: manterá sua irreverência?

Hoje, Robinho, o ídolo recente antecessor, perdeu toda a sua ginga. Você não consegue reconhecer o “Rei das Pedaladas” que jogava no Santos com o que sobrou dele no Milan. A Europa limitaria Neymar?

No final do Campeonato Brasileiro, Neymar se mostrou mais maduro. O grande problema da simulação de faltas estava minimizado, e o efeito contrário começava a aparecer: o menino apanhava demais em algumas partidas (com certa conveniência de alguns árbitros) por culpa da desconfiança criada por ele próprio no começo da carreira.

Neste início do Campeonato Paulista, nas duas rodadas iniciais, fatos importantes ocorreram (não assisti ao jogo contra o Bragantino nesta 3a rodada, pois no mesmo horário acompanhava no Estádio Jayme Cintra a primeira vitória do glorioso Paulista de Jundiaí contra a União Barbarense – em tranquilíssima arbitragem de Paulo César de Oliveira). Neymar, contra o São Bernardo (Rodada 1), mostrou inteligência em buscar um pênalti se enroscando no adversário. Árbitros como Sandro Ricci, Heber Roberto Lopes ou Seneme não marcariam; Thiago Duarte Peixoto, pela inexperiência, marcou. Isso mostra que o jogador não arrisca mais simulações descaradas, mas busca cavar os lances de maneira mais convincente, não espalhafatosa – e isso é amadurecimento (embora a questão do unfair-play seja discutida). Contra o Botafogo, Neymar mostrou um repertório de lances, dribles, gingas e jogadas para ser aplaudido de pé. Mas fica a questão dos detalhes: em alguns momentos, o exibicionismo pode atrapalhar o espírito coletivo, além de provocações desnecessárias. Que vantagem competitiva ele ganha quando coloca a mão na cintura estando de frente ao adversário, como no enfrentamento com Nunes? Leva a quê?

Feitas as considerações, fico imaginando um combinado de atletas formado com um suposto ataque Messi- Cristiano Ronaldo- Neymar. Já imaginaram um jogo-exibição como esse por alguma causa humanitária?

COMPLEMENTO: vi há pouco alguns lances da partida Bragantino X Santos, e fica nítido o rodízio de faltas promovido pela equipe do Massa Bruta sobre Neymar. E essa estratégia deve ser punida com Cartão Vermelho, por reincidir diversas vezes e já ter recebido Cartão Amarelo, INDEPENDENTE do atleta. O bom árbitro Raphael Claus teve dificuldade nesse quesito. Na prática, o árbitro deve observar e praticar o seguinte roteiro para preservar o craque:

– Se um atleta recebe faltas leves de adversários diferentes (as ‘faltinhas de jogo’ que matam jogadas, ora promovidas por zagueiro, volante, etc), advertir verbalmente o infrator e alertar que está atento ao rodízio de faltas. Se o atleta receber nova falta, de qualquer outro adversário, o infrator deve receber cartão amarelo (mesmo que seja o primeiro lance faltoso dele) pela equipe persistir na infração – é como se fosse um cartão pelo número de “faltas coletivas”. E se continuar, Cartão Vermelho.

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– Bebeto arranjará Tempo para trabalhar pelo Povo?

O ex-jogador e tetracampeão Bebeto é simpático, gente boa, mas…

Considere: ele é membro do Comitê Organizador da Copa, viajando país afora; atuará como Coordenador de Base da CBF, visando reorganizar as divisões de juniores, juvenis e infantis da entidade; além disso, é Deputado Estadual.

Fico com a pulga atrás da orelha: em quais dias ele trabalha na Assembléia Legislativa fluminense?

Se ele recebe como parlamentar para se dedicar às atividades da sociedade, como arranja tempo para tanta coisa?

Ou será que uma ou outra atividade ficará prejudicada…

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– Mais um Zé das Medalhas no Futebol?

A foto que o jornalista Ricardo Perrone postou em seu blog no UOL, bem como suas colocações, foram perfeitas (em: http://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/2013/01/apos-marin-vice-da-federacao-paulista-aparece-no-podio-com-medalha-da-copa-sao-paulo/)!

Na final da Copa São Paulo, 6a feira, havia mais cartolas no pódio do que jogadores campeões. Todo mundo quer aparecer?

Mas acho cômico tal fato: Reinaldo Carneiro Bastos, vice-presidente da FPF, aparece com uma medalha no peito!

Jogou onde? A competição não é Sub 20?

Veja só:

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– A Vergonha dos Custos da Copa do Mundo do Brasil

Onde estão os novos VLT’s, metrôs, novos hospitais, reformas de aeroportos e outras obras que beneficiariam a população visando a Copa do Mundo do Brasil em 2014?

Não as vejo. Mas leio no Estadão de hoje, na matéria de Vannildio Mendes (pg E1), sobre o custo por torcedor dos estádios.

O Maracanã, reformado, palco da final do Mundial, custará R$ 10.636,00/torcedor.

A Nova Arena do Corinthians, em Itaquera, terá o preço de R$ 12.615,00 por cabeça.

Já o Estádio Nacional de Brasília (Mané Garrincha) alcançou a incrível marca de R$ 16.938,00 para cada pessoa que estiver na arquibancada! No total, a Arena Brasiliense custará R$ 1,5 bilhão!

Amigos, quantas escolas e hospitais dariam para ser construídos com tal valor? E estamos falando de APENAS 1 ESTÁDIO.

E os outros estádios, somados, quanto vão custar?

Eu gosto de futebol, mas não queria uma Copa do Mundo bancada pelo Governo. Ricardo Teixeira não disse que não teríamos nenhum centavo do dinheiro público envolvido?

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– Marrentos Precoces do Futebol

Fico boquiaberto com a marra de alguns dos garotos da Copa SP. Muitos atletas de time grande “acham que jogam muito”, fazem “caras e bocas” para a TV, e, pior: dão trabalho para a arbitragem.

Não estou generalizando, mas é uma constatação verdadeira: o que tem de Sub20 querendo colocar o dedo na fuça dos árbitros, é impressionante! E o pior é que alguns juízes aceitam tal comportamento.

Corroboro o que meu sábio pai comentou sobre tal fato:

– se hoje essa molecada se comporta desse jeito, imagine daqui a 3 anos, com dinheiro e fama?

Penso que, além de profissionais do futebol como treinadores e preparados físicos, esses garotos precisam também de psicólogos, orientadores vocacionais e educadores. Afinal, essa idade é um passo delicado na vida deles.

E parabéns ao Santos, campeão da Copa SP 2013 e ao vice-campeão Goiás.

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– Voluntariado na Copa do Mundo

Trabalhar na Copa do Mundo pode ser muito bom. Mas, cá entre nós: você ganha o quê?

Muitos querem o prazer de estar no evento. Mas, financeiramente, existe uma certa verdade:

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Verdade ou mentira?

– Duas rodadas do Paulistão, Erros da Arbitragem e Neymar

Não dá para fugir muito do tema: os erros de arbitragem, alguns decisivos e outros irrelevantes, já apareceram no Paulistão. E sobre eles, algumas considerações:

Os árbitros ficaram hospedados por uma semana em um hotel 4 estrelas, em regime de internato, ouvindo orientações e treinando, na semana que antecedeu o início do Campeonato Paulista. Além disso, a Comissão de Árbitros fez questão de dizer que o trabalho começou na temporada anterior, com os treinos no campo do Nacional AC . Frutificaram bons resultados ou não?

Nada mudou. Os nomes dos árbitros são em maioria os mesmos, bem como os erros. Renovaram os bandeiras, em medida polêmica desde o ano passado.

Nas duas rodadas iniciais (até os jogos das 19:30 desta 4a feira), ficou nítido que:

a dificuldade em utilizar adequadamente a advertência verbal tem sido problemática. Ora se omitem e ficam mudos, ora falam demais, ora aplicam cartões em demasia. Alguns árbitros nitidamente estão perdendo o timing da bronca, e isso faz com que se perca credibilidade. Jogador percebe isso, e quer crescer nessa debilidade. E olha que os jogos têm sido fáceis para se apitar…

o discernimento em divididas, trancos, quedas normais e faltas. Parece que o critério é: no começo do jogo, solta a partida; conforme o relógio corre, a mesma disputa de bola permitida no início, passa a ser falta. Reparem: o jogo começa solto, depois é picado pelos árbitros.

simulações e quedas involuntárias. Por ser um esporte de contato físico, quedas são naturais e outras podem ser forçadas. Domingo, em São Bernardo do Campo, o zagueirão da casa ficou imóvel e o árbitro deu pênalti em um lance onde Neymar buscou a trombada/ pernada. Nesta 4a, no Pacaembu, juizão apitou um pênalti no susto a favor da Ponte Preta. Nos campeonatos europeus, na Libertadores e até mesmo no Brasileirão, isso não é marcado.

Em particular, um registro sobre Neymar: ao final do Brasileirão-2012, ele se mostrava um jogador mais maduro, que caia menos, buscando mais jogar o seu futebol de altíssima qualidade do que simular e/ou cavar faltas. Na partida contra o São Bernardo, e no primeiro tempo contra o Botafogo (os dois jogos do Estadual), abusou das quedas forçadas. Teve uma recaída do mau comportamento de outrora no Paulistão-2013? Alguns árbitros acreditarão nas faltas forçadas (afinal, já falamos do critério de “picar” o jogo no início deste post, além do medo em não marcar falta em um ídolo). Mas quando tivermos (os poucos) árbitros de primeira linha, aí será diferente: teremos uma situação que poderá ser repetida- árbitros de fora de SP, assistindo o Campeonato Paulista, e que estarão sedentos em não marcar faltas em Neymar (pelo excesso de simulações, até as verdadeiras acabarão não sendo assinaladas), além de zagueirões botinudos preocupados em não serem vítimas do santista. Aliás: chapéu, carretilha, firula em geral, buscando o jogo, pode. O que não pode é parar em frente ao adversário, colocar a mão na cintura para querer fazer graça e sem objetividade… (lances que aconteceram na partida).

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– Felipão e a Nova Seleção

Quero dar meus pitacos sobre a convocação do Luís Felipe Scolari, novo-velho treinador da Seleção.

Gostei de mesclar jovens com experientes, tirando o peso das costas de Neymar & Cia.

Dante, zagueiro-surpresa da convocação, é um daqueles casos que todo treinador gosta: achar um nome que ninguém pensou. Seja Bilica com o Luxemburgo, Afonso Alves com Dunga, Hulk com o Mano Menezes e agora Dante com Felipão. Porém, Dante vem fazendo bonito a muito tempo no Campeonato Alemão.

Me parece que Scolari acertou bastante. Será um reerguimento da sua carreira, e um novo momento para a Canarinho.

Só tenho medo do comprometimento do Ronaldinho Gaúcho. Tenho trauma daquela imagem irresponsável dele no pódio com um celular, após uma derrota, nem aí com a Seleção…

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– Inversão de Mando ou não?

Oeste X Palmeiras jogarão nesta quarta-feira pela 2a rodada do Paulistão. Mas em São José do Rio Preto!

É nesse item que vem a observação: costumeiramente, o time de Itápolis transfere seus mandos para estádios maiores, cuja renda será mais volumosa. Ou já nos esquecemos que o Oeste jogou contra o Santos como mandante no Pacaembu?

A propósito, fica a sugestão de pesquisa: quantos jogos contra os grandes times o Oeste jogou em Itápolis, desde que foi promovido para a série A1?

Já apitei algumas vezes em Itápolis, desde o tempo em que o clube estava nas divisões inferiores. Sei (e senti) como é difícil trabalhar lá no Estádio dos Amaros. É ruim para os jornalistas, péssimo para o árbitro e horroroso para o time adversário. A estrutura é precária e a pressão muito grande. Fatalmente, mandar os jogos em Itápolis é um fator decisivo para o time da casa. E justo contra os grandes há a inversão de mando?

Poder-se-á tentar usar a justificativa de que o estádio do Oeste é ruim para as transmissões da TV e por isso houve a mudança. Ou ainda que a Polícia Militar vetaria por motivos de segurança. Ora, se não tem condições de jogar em sua praça, que seja assim para todos! Que o Oeste jogue contra a Ponte Preta no Décio Vita (Americana), contra o Mogi Mirim no Brinco de Ouro (Campinas), contra o XV de Piracicaba no Major Levy Sobrinho (Limeirão), e aí por diante, sempre que for mandante!

Não há dúvida que é muito melhor para o Palmeiras jogar em Rio Preto do que em Itápolis, e que a torcida palmeirense será muito maior do que a do Oeste. E, claro, que as condições para vencer serão amplas.

E você, o que acha disso: vale a pena ganhar mais dinheiro do que buscar os 3 pontos? É ou não inversão de mando?

Por fim: na última rodada, Oeste X São Bernardo jogarão. E se o time de Itápolis estiver precisando dos 3 pontos para fugir do rebaixamento? Preferirá jogar no Estádio dos Amaros ou em São José do Rio Preto? Pela coerência, deveria jogar no Anacleto Campanela (São Caetano do Sul)…

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– As Novas Regras da Libertadores

Já falamos em outra oportunidade que a CONMEBOL resolveu introduzir a suspensão automática ao atleta que receber o 3o cartão amarelo nas rodadas da Libertadores da América (antes, recebia apenas uma multa). Agora, uma observação: os clubes que disputarão o torneio deverão jogar em estádios com capacidade de 20.000 lugares nas primeiras fases, mas na finalíssima, devem ter 40.000. Só que há um detalhe: o regulamento diz que “poderão ter capacidade inferior prevista desde que se verifique conforto e segurança suficientes.

Ué, que subjetividade é essa? Ou pode, ou não pode. Aliás: falar em conforto nos estádios de futebol é algo raro…

Porém, algo novo: os clubes deverão mandar seus jogos em estádios que estejam distantes no máximo 100 km de um aeroporto!

Nesse ano, com o inchaço da competição, temos ilustres equipes desconhecidas de confins diversos, que talvez não seriam páreo nem na série B do Brasileiro. Quer dizer que elas terão que ter estádios confortáveis, seguros, com 20 mil lugares e perto de aeroportos? Quantas atenderão esse quesito?

O problema é que por ser demasiadamente política, a CONMEBOL faz vistas grossas ao que ela mesma deveria fiscalizar. No ano passado, por exemplo, a equipe peruana do Juan Aurich jogou num estádio de grama sintética não-aprovada pela FIFA para partidas internacionais (se desejar, entre no site da FIFA e veja as arenas aprovadas com grama sintética); embora irregular, teve aprovação da entidade sulamericana. Outro descaso: o Bolívar jogou contra o Santos e a torcida provocou uma verdadeira selvageria no estádio, no episódio em que Neymar foi atingido por pedras. Alguma punição?

Por fim, o que dizer de uma entidade onde o seu presidente, Nicola Leoz, é aclamado vitaliciamente no cargo por dirigentes do naipe de Julio Grondona e Ricardo Teixeira?

Estou pagando pra ver… Será que ela colocará em prática tudo o que se propõe a cobrar?

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– Paulista 1 X 1 Corinthians: o retrato dos estaduais

A partida entre o Tricolor Jundiaiense contra o Timão mostrou exatamente o que deve ser a rotina dos Campeonatos Estaduais: os pequenos, sem dinheiro e com muito esforço, tentando roubar pontos dos grandes. Estes, por sua vez, menosprezando a competição em nome da dedicação aos torneios mais importantes.

O baixo nível técnico dos jogos dos Regionais é sofrível (quando um chinês passa a ser o melhor em campo em jogo de brasileiros…)! Tornaram o Campeonato Paulista um torneio de 3 meses para os pequenos, que com isso não se sustentam. Mas Palmeiras, Santos, São Paulo e Corinthians não tem interesse mais nessas fórmulas deficitárias.

O que fazer? Mata-se os Estaduais para os Grandes terem fôlego e levam os pequenos à falência total, ou aumenta-se o tempo da competição para dar sobrevida às equipes do Interior?

A tendência é do fim dos Regionais, e equipes tradicionais como o Paulista, se não se classificarem para as divisões inferiores do Brasileirão, não aguentarão o déficit financeiro.

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– Vexame da Sub 20

Não dá para comentar… a Seleção Brasileria Sub 20, num torneio com 10 equipes, não conseguiu ficar em 6o lugar???

Eliminada do Mundial da categoria. Aliás, é a primeira vez que Brasil e Argentina juntos não estarão na Copa do Mundo de Juniores.

Vergonhoso. Seria seleção de empresários?

Pelo demonstrado no torneio, fico com a pulga atrás da orelha…

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– Carlos Eduardo é a Prova de que o Futebol enlouqueceu!

O atacante Carlos Eduardo saiu jovem do Grêmio e foi para a Alemanha. De lá, foi comprado por 24 milhões de euro pelo Rubin Kazan, o novo clube-rico da Rússia.

O que tem time de magnata do Leste Europeu e de Sheik, é assustador, não? Ninguém me convence que estas transferências dão prejuízo e que há interesses escusos.

Agora, o jogador quer voltar para o Brasil, e é disputado por Santos e Fluminense. Kaká também seria sondado pelo Flu. E ainda Riquelme, negociando com o Tricolor Carioca e com o Palmeiras.

Pagar os salários astronômicos é um absurdo! Carlos Eduardo não é Messi, Kaká busca espaço e Riquelme está em fim de carreira. O que faz pedirem tanto, e o que faz os clubes quererem gastar tanto?

Como os presidentes desses clubes passam e as dívidas ficam para a instituição, não se importam. Mas alguém tem que fazer algo com essa irresponsabilidade financeira.

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– O Torcedor Gandula: um Perigo a Vista?

Na partida amistosa entre Santos X Barueri no Pacaembu, uma excelente ação promocional da equipe santista: torcedores puderam pagar para trabalharem como gandulas.

Em jogo que nada vale, ok. O risco possível de uma ação desagradável movida pela paixão do torcedor-gandula fica minimizado, já que a partida serve apenas para treino. Mas aqui fica uma observação: e os gandulas dos campeonatos profissionais?

Nas partidas oficiais, os gandulas são de responsabilidade da equipe mandante, que muitas vezes colocam jogadores juniores, seguranças e demais funcionários como “repositores de bola”. Foi-se o tempo em que eram inocentes garotinhos. O risco de um torcedor-gandula “disfarçado” existe!

Quer exemplo disso?

Me recordo que há dois anos, na partida Corinthians X Portuguesa no Pacaembu, uma bola saiu pela linha de meta da Lusa. Instantaneamente, havia um gandula ajeitando a bola para o lateral esquerdo Roberto Carlos cobrar o escanteio e fazer o gol.

Se o lance fosse a favor da Portuguesa, o gandula faria a mesma coisa?

Avalie: um gandula pode ou não ajudar a decidir um jogo?

Sou a favor de que a Federação Paulista de Futebol coloque alunos da Escola de Árbitros como gandulas nas partidas da série A1. Evitaria confusão, garantiria a neutralidade e daria experiência aos futuros juízes vendo os árbitros da primeira divisão atuando em partida válida.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

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– Árbitros & Jogadores: o que Esperar no Paulistão?

Todo ano vemos polêmicas envolvendo árbitros e jogadores. Próximo do início do Paulistão 2013, podemos fazer observações interessantes desta relação e algumas dicasdentro da legalidade das regras do jogode como o jogador se dar bem sem praticar infrações.

  • Primeiro- Há um preconceito de que o árbitro é inimigo do jogador. Alguns atletas já entram em campo condicionados de que terão que vencer o adversário e o juiz! Nada disso… o árbitro é um ser humano que tem os mesmos sentimentos do atleta: quer acertar tudo, tem ansiedade, gana e medo.
  • Segundo– Jogador tem que tomar cuidado com reclamações indevidas. Árbitros mais experientes costumam ser mais respeitados, até mesmo pela fama, e aplicam menos cartões. Árbitros mais jovens (e no Paulistão muitos surgirão, até pela urgente necessidade de se renovar o quadro) não tem a mesma habilidade em advertir verbalmente, e acabam aplicando um maior número de cartões amarelos.
  • Terceiro– Teremos os Árbitros Adicionais Auxiliares, os “juízes de meta”. A função deles é menos trabalhosa do que o restante da equipe de arbitragem (por conta do espaço físico em que se posicionam). Assim, estão mais atentos à grande área. Por terem sido criticados na temporada passada (muitos reclamaram que eles apenas fizeram papel decorativo), estarão atentos a lances sem bola e outras infrações perto deles. Fica o alerta: cuidado com o agarra-agarra nos escanteios e outros lances de bola parada próximo a Área Penal.
  • Quarto– Uma tendência mundial é deixar o jogo fluir mais. As chamadas “faltinhas bobas” (quedas em lances de divididas / trancos), onde fica claro que o jogador abriu mão de prosseguir a jogada para tentar a bola parada (comuns no Campeonato Paulista) devem diminuir. Há uma preocupação dos árbitros em não cair em ludibriações, e sendo assim, que os jogadores fiquem mais em pé.
  • Quinto– Conhecer a Regra é fundamental para os atletas, e muitas jogadas poderiam ser inventadas tendo ciência de algumas curiosidades delas. Por exemplo: se não existe impedimento em tiro de meta e arremesso lateral, por que não se treina jogadas com esses detalhes? Pegaria o adversário de surpresa, já que nem todos conhecem isso.
  • Sexto- Por que o batedor de faltas espera tanto tempo para se cobrar uma falta? Aliás: quem disse que é o goleiro quem pede a “barreira”? Quando se sofre uma infração, o batedor pode cobrá-la imediatamente, sem necessidade do árbitro apitar autorizando. Claro que nesse momento poderá existir jogador adversário a menos de 9,15m de distância, que não poderá instantaneamente se reposicionar. Assim, pode-se bater a falta e abre-se mão da distância exigida. Se a bola bater no adversário, paciência! Afinal, trocou-se a distância regulamentar pela rapidez em pegar o outro time desprevenido. Mas se o jogador exigir que o adversário esteja a 9,15m (para poder ter melhor visão do lance ou pensar na jogada), só pode cobrar a falta com a autorização do árbitro (já que ele estará conferindo a distância – que é o momento que os jogadores se aglomeram formando a barreira). Portanto, barreira não é pedido de goleiro, mas direito de distância do batedor, que muitas vezes a usa como referência para um chute colocado no gol.
  • Sétimo- Se o árbitro é a autoridade máxima da partida, por que é que o zagueiro tem a mania de parar no lance quando vê o bandeira levantando seu instrumento? Em alguns casos, o bandeira marca um impedimento erroneamente e o árbitro não confirma a marcação, mandando a jogada prosseguir. Se o centroavante estiver atento, fica sozinho com a bola dominada e o adversário batido. Vai a dica: espere o apito do árbitro, nunca confie numa bandeira levantada.
  • Oitavo- Jogadores Reservas: mais comuns nas séries A2 e A3, mas também vez ou outra presente na A1, o comportamento inadequado dos suplentes também é um problema. Muitas vezes o jogador pensa que por estar no banco, pode gritar ou reclamar com o árbitro sem ser punido. Nada disso! Não se pode esquecer que agora temos o sexteto de arbitragem e assim são mais olhos para fiscalizar tais situações. Ano a ano, cresce o número de jogadores reservas que tomam cartões sem ao menos entrar em campo!
  • Nono- Atendimento em Campo: as únicas situações em que um jogador pode ser atendido em campo são: em lesão gravíssima como primeiro socorro; ou o goleiro lesionado (já que ele não pode sair de maca). Em todas as outras situações, o jogador deve ser retirado de campo e só pode retomar ao jogo com a bola rolando e com autorização do árbitro. Muitas vezes a lesão é leve, então avalie: vale a pena sair de campo e seu time jogar com 10 por alguns minutos ou vale o esforço em permanecer na partida? Se a suposta lesão for “cera”, cuidado: já imaginou se sair um gol na sua ausência?
  • Décimo- Simulações: Evite! É unfair-play, irrita o adversário e principalmente o árbitro. Cair dentro da área, fingindo ter sofrido um pênalti, poderá fazer com que você leve um cartão amarelo pela tentativa de burla. Com tantas câmeras de TV, fica o alerta: outros árbitros e outros jogadores estarão vendo, e se você teve sucesso na simulação, saberá que na próxima partida estará sendo vigiado com mais cuidado, pelo histórico que o próprio atleta criou. É o efeito Neymar: no começo da carreira, simulou demais e ludibriou muitos árbitros. Hoje, em muitos lances em que o santista sofre infração e quando há dúvida do árbitro, a falta não é marcada pelo fato de, pela fama criada, a chance de não ter sido falta é maior do que ter sido. E como falamos no primeiro parágrafo… o árbitro é humano! Até ele conseguir tirar o rótulo de que um atleta não é mais cai-cai… leva tempo!

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– Psicólogo dos Árbitros e do Verdão

Dr Gustavo Korte é um renomado psicólogo. Trabalha há anos para a Federação Paulista de Futebol, cuidando do quadro de árbitros.

Leio que o profissional foi contratado pelo Palmeiras. Talvez tardiamente, já que toda equipe profissional deveria ter um psicólogo na sua Comissão Técnica, bem como um Instrutor de Arbitragem (cá entre nós: jogadores não devem atuar sem estarem seguros da saúde da mente, tampouco desconhecendo as regras do jogo).

Entretanto, surge algum murmurinho sobre o fato dele trabalhar para a FPF e ao mesmo tempo para o Palmeiras.

Ora, Dr Gustavo é profissional, e sabidamente separará bem as coisas. Disso, não há dúvida. Os problemas em si são:

  1. – Como no Futebol há sempre fanatismo, saberão alguns discernirem corretamente essa relação, sem acusarem incompatibilidade de cargos e ao mesmo tempo interferência dos diretores de ambas instituições?
  2. – A agenda de trabalho do psicólogo estará sempre disponível tanto aos árbitros quanto aos jogadores palmeirenses? Conciliar os horários e dias pode ser um problema a ser bem resolvido por ele.
  3. – “Segredos da arbitragem” poderiam ser revelados ao Palmeiras? Penso e creio que não. Mas vá explicar isso ao torcedor adversário que adora teoria da conspiração.

Por fim, desejo boa sorte ao Dr Gustavo Korte, ótimo psicólogo. Mas não posso deixar de lembrar: um dia, a mesma direção da Federação Paulista de Futebol não permitiu que o árbitro de futebol Anselmo da Costa ministrasse aulas de Regra do Jogo pelo fato da instituição de ensino ser do treinador Vanderley Luxemburgo…

Dois pesos e duas medidas ou não?

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– Vale até dar Carro para obter-se o poder no Futebol?

Ainda jovem dentro do mundo do futebol, lembro-me que o então presidente da FPF Eduardo José Farah lançou uma das edições do Campeonato Paulista em um Cruzeiro, quando tal passeio não era tão comum em nosso país. Com dirigentes e jornalistas, Farah era uma unanimidade para muitos. Poucos ousavam criticá-lo.

Agora, o Paulistão lançado por Marco Polo Del Nero tem o patrocínio da General Motors, como no ano passado. Porém, a empresa resolveu patrocinar quase todos os regionais do Brasil. E o evento realizado nessa semana em SP contou ainda com a cessão de um veículo Cruize para cada clube do Campeonato Paulista.

O que seria mais vantajoso para um time de futebol: receber em dinheiro um aumento das taxas do torneio ou receber um carro zero km para uso da sua diretoria?

É evidente que massageia o ego de um presidente de clube receber o carro. É um doce mimo. E é claro que esse mesmo dirigente de time se sente mais próximo do mandatário da FPF, que com a simpatia, ganha pontos políticos.

Claro que tudo foi feito na legalidade. Parabéns para a FPF pelo patrocínio; parabéns para o presidente Del Nero pela inteligente estratégia de carisma político e parabéns pela Chevrolet, que estará na mídia numa sábia estratégia de marketing.

A questão é: com essa ação, fica claro nas entrelinhas de que a candidatura de Marco Polo Del Nero à CBF está sendo pavimentada solidamente. E o medo é esse: seu único possível opositor é Andrés Sanches…

Quem poderá nos defender?

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– Ouro é Ouro, A1 é A1…

Se acreditamos que um grupo foi treinado homogeneamente, todos devem estar aptos à atividade final proposta.

Se existe um discurso que “Ouro é Ouro“, ou “Especial é Especial“, quer dizer que todos devem ser tratados indistintamente. Ou então que se separe os profissionais por qualificação e se divulgue isso.

Sendo assim, os árbitros chamados pela Federação Paulista de Futebol para a Pré-Temporada visando a série A1 (e que devem ser colocados – pela coerência e lógica – para sorteio nos jogos, sejam quais forem) são:

Adriano de Assis Miranda

Alessandro Darcie

Antonio Rogério Batista do Prado

Aurélio Santanna Martins

Carlos Roberto dos Santos Jr

Cássio Luiz Zancopé

Fabio de Jesus Volpato Mendes

Flavio Rodrigues de Souza

Flávio Rodrigues Guerra

Guilherme Ceretta de Lima

Ilbert Estevam da Silva

Jose Claudio Rocha Filho

Júnior César Lossávaro

Leandro Bizzio Marinho

Leandro Carvalho da Silva

Leonardo Ferreira Lima

Luciano Monteiro dos Santos

Luiz Flavio de Oliveira

Luiz Vanderlei Martinucho

Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza

Marcelo Prieto Alfieri

Marcelo Rogério

Marcio Henrique de Gois

Márcio Roberto Soares

Norberto Luciano Santos da Silveira

Paulo Cesar de Oliveira

Philippe Lombard

Raphael Claus

Regildenia de Holanda Moura

Robério Pereira Pires

Rodrigo Braghetto

Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral

Sérgio da Rocha Gomes

Thiago Duarte Peixoto

Thiago Luis Scarascati

Vinicius Furlan

Vinicius Gonçalves Dias Araujo

Welton Orlando Wohnrath

Wilson Luiz Seneme

Boa sorte a eles, e que todos tenham oportunidades iguais. Mas não acredito que para um jogo como Corinthians X Palmeiras, o sorteio seja diferente de nomes como Seneme, PC, LF, Bragueto ou Ceretta. Ou seja, “Ouro é Ouro”, mas nem tão reluzente.

O problema é: não se venda ilusões e seja transparente. Cadê o ranking com classificações de árbitros?

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– Neymar no Coringão: Verdade ou Ilusão?

Nesta semana, o ex-presidente do Corinthians Andrés Sanches esteve a vontade nos programas televisivos. Na Fox Sports, disse que nunca tentou nem cogitou contratar Paulo Henrique Ganso, quando este estava em litígio com o Santos FC.

Porém, à Sportv, declarou que quando Neymar estava envolvido em especulações sobre sua transferência ao Real Madrid ou Barcelona (antes da renovação do seu contrato para 2014), ofereceu R$ 120 milhões pelo santista.

Justificou a não contratação pois, segundo ele próprio:

Neymar foi muito homem em não aceitar”.

Mas… será que o Corinthians, naquele momento, dispunha dessa vultuosa quantia? Como nada disso repercutiu na época? E se verdade, Neymar fez bem ou mal?

Respeitosamente, eu não acredito que a proposta era “pra valer”. Aliás, não posso deixar de comentar: independente dos méritos ou desméritos da sua administração, alguém da sua importância não pode cometer os erros de concordância verbal, palavras erradas e outras gafes ortográficas. Na Sportv, cometeu um verdadeiro atentado a Língua Portuguesa! Não é possível que não seja de propósito!

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– Guiñazú, Colegas de Trabalho, Melhores do Mundo e Árbitros

Árbitros de Futebol Internacionais não costumam dar as faltinhas cavadas de jogadores brasileiros. E, quando o tema vem à tona, se discute muito sobre se o jogador tupiniquim é “cai-cai” ou não.

Em entrevista à Luís Augusto Simon, na Revista ESPN de Dezembro/2012 (pg 25), o ex-atleta do Internacional/RS e agora no Libertad (PAR), Guiñazú, disse sobre os atletas do Brasil:

[Os jogadores brasileiros] são dissimulados mesmo. Pulam antes do choque, caem antes. Dão pulos de três metros, parecem ginastas. O jogador brasileiro confunde agressividade com marcação agressiva. Nunca machuquei ninguém. Brasileiro cai e pede cartão por qualquer coisa”.

E aí, concorda com o argentino ou não? Deixe seu comentário:

A propósito, se você assistir aos jogos da Copa São Paulo, verá a quantidade de jovens atletas que estão se jogando descaradamente, simulando quedas e, logo após qualquer dividida, reclamam de agressões. Infelizmente, a péssima cultura do unfair-play continua em alta. Ainda bem que a maioria das faltas simuladas não estão sendo marcadas, devido ao fato da FPF colocar para apitar os árbitros da 1a divisão, como Flávio Guerra, Guilherme Ceretta, Antonio Rogério Batista do Prado (numa equivocada escala, pois deveria usar a competição para renovar o quadro).

Por fim: como está na moda fazer lista sobre os melhores do mundo, Guiñazú deixou a sua. Pela ordem, os 5 melhores de todos os tempos para ele são: Messi, Maradona, Pelé, Zidane e Redondo.

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– A Custosa Consultoria de Ricardo Teixeira

Segundo o jornalista João Carlos Assumpção (Blog do Janca, no Lancenet), o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira renovou seu trabalho de consultoria à entidade por R$ 120 mil mensais até 2014!

Tá sobrando dinheiro à CBF, não? Custa caro para José Maria Marin ouvir os sábios conselhos de Ricardo Teixeira…

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– Messi para Rossel, Pelé para o Kaiser

Sou do tempo em que se discutia “Pelé ou Maradona”. Minha geração viu a magia que Maradona fez ao transformar o Napole em equipe vencedora e encantar o mundo, com aquele esquadrão com Careca e Alemão.

Quando jogou no Barcelona, Maradona passou batido. Mas é indiscutível que suas atuações no Campeonato Italiano e pela Seleção Argentina são excepcionais. Don Diego foi o melhor que vi, mas não ouso dizer que foi o melhor de todos os tempos, já que vi Pelé somente em vídeos e o que assisti me convence que o Negão é o no 1.

A geração que viu Pelé jogar nem discute: o brasileiro foi maior que Maradona. As mais novas, apaixonadas por Messi, tem nele uma unanimidade.

Será que se Maradona e Pelé tivessem o aparato midiático de hoje, as colocações seriam diferentes? Difícil dizer, já que Lionel Messi está há anos acima da média e quebrando recordes atrás de recordes… Por isso, corroboro com o ótimo artigo do jornalista da Jovem Pan em seu blog no UOL, Fernando Sampaio, que escreveu sobre isso: é difícil comparar gerações! (Link em: http://blog.jovempan.uol.com.br/fernandosampaio/messi-tem-razao-falta-a-copa-do-mundo/)

Friedereich, Puskas, Di Stéfano, Leônidas, Pelé, Maradona, Messi… cada um em seu tempo. O futebol de 1863 é diferente do de 2013. Em 150 anos de esporte, das regras aos esquemas táticos, muito mudou!

Me chamou a atenção o seguinte fato: Sandro Rossell, presidente do Barcelona, declarou na Festa da FIFA (na última segunda-feira, no “Bola de Ouro”) que Messi era melhor do que Pelé. Porém, o kaiser alemão Beckenbauer disse: “Rossel não deve ter visto Pelé jogar”.

E você, o que pensa sobre isso? Quem foi (ou é) o melhor de todos os tempos? Deixe seu comentário:

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– Escola Nacional de Árbitros e a Incoerência da CBF

O jornalista Marcelo Damato, em sua coluna “De Prima” no Jornal Lance (08/01/2013, pg 02) divulgou que a CBF criará a Escola Nacional de Árbitros, sendo os responsáveis Sérgio Correa da Silva e Dionísio Roberto Domingos.

A bola dentro e a bola fora:

Nós vemos diversos estilos de arbitragem e péssimas formações desses juízes. Cursos de árbitros que variam em carga horária, orientações e propósitos. Nesse ponto, a CBF acertadamente ataca um sério problema: a não-padronização/uniformatização de critérios.

Porém, não foi o próprio José Maria Marin que anunciou mudanças na arbitragem brasileira, remanejando Sérgio Correa na CBF e colocando o Cel Aristeu? Agora, Sérgio vira a solução?

Penso que a Escola Nacional deve ser mais forte e mais influenciadora do que as Escolas Estaduais, pela questão óbvia: ela deve ser a capacitadora-mãe de todas as demais, já que responde pelo país.

Me impressiono com o detalhe: que força tem o Dionísio Domingos! Malquisto pela maioria dos árbitros pela pouca simpatia e carisma, contestado pelos seus métodos, trabalha na Comissão de Árbitros, atua também como delegado nos jogos e agora em mais um cargo.

Se é para renovar os árbitros e melhor formá-los, por que não gente nova? Há quanto tempo esse pessoal está como dirigente? Com a palavra, Marin, o mais velho deles…

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– Aumento da Indignidade Humana: a Oportunidade Negativa da Copa do Mundo

Leio com pesar que uma Associação de Prostitutas de Minas Gerais quer capacitar as profissionais do sexo para que estejam preparadas para a demanda de estrangeiros que virão assistir a Copa do Mundo. Assim, elas terão aulas de ingles para facilitar o seu trabalho.

Sem falso moralismo ou ser piegas, mas… isso não é incentivar o turismo sexual (que é crime) e aumentar a indignidade da mulher explorada?

Sempre imaginei que vender o corpo para sobreviver seria uma das grandes humilhações que alguém poderia passar. Parece que não é bem assim!

Abaixo, extraído de: http://bit.ly/VIIFtT

PROSTITUTAS DE MINAS TERÃO AULAS DE INGLÊS VISANDO A COPA DO MUNDO

A iniciativa é da Associação de Prostitutas de Minas Gerais (Aprosmig) e atende a uma “demanda” das profissionais para melhorar os conhecimentos de vários idiomas estrangeiros, como também de língua portuguesa, explicou a presidente da organização, Cida Vieira.

Segundo ela, as próprias prostitutas manifestavam a vontade de melhorar sua formação linguística e, assim como outros setores da economia, buscam melhorar sua competitividade para a Copa.

“Se todos os setores estão se capacitando para a Copa, por que não nós?”, questionou.

A previsão é que as aulas comecem em fevereiro ou março, com professores voluntários, em uma sala cedida em uma área de prostituição de Belo Horizonte. Um grupo de 20 profissionais já está inscrito no programa, e a previsão é de que o número chegue a 300.

Além disso, a presidente da Aprosmig acrescentou que a associação está tentando fechar acordos para conseguir uma estrutura mais sólida e que não dependa unicamente do voluntariado.

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– Marcos Assunção dispensado. Certo ou errado?

O Palmeiras não aceitou o valor pedido de renovação do atleta Marcos Assunção. Supostamente ele recebia 250 mil reais, pediu 400 e a contra-oferta chegou a 300.

Por essa diferença, o Palmeiras liberou o atleta para negociar com outras equipes.

Certo ou errado?

Assunção foi determinante ao Palmeiras; muitos gols saíram de suas cobranças de faltas. Outros reclamam que como volante, é um jogador normal que marca mal os adversários e está em fim de carreira.

E aí: o Palmeiras acertou ou não?

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– Valdívia e o Profissionalismo

Férias!

É para fazer o que bem entender ou não é bem assim? Não precisa dar satisfação a ninguém?

Para muitas pessoas, tal afirmação é verdadeira. Mas… e para outras?

Valdívia, jogador de futebol que se contundiu por diversas vezes no Palmeiras e não estava jogando devido a sua lesão, até pouco tempo estava se tratando com os médicos do Palmeiras. Mas declarou que durante as férias, o período é “para descanso”.

Será que em todas as atividades profissionais é possível desligar-se do serviço e desregrar-se por completo?

Um jogador profissional tem direito de permanecer 30 dias na praia, comer churrasco todo esse período e voltar bem mais gordo e sem condicionamento para o trabalho?

Talvez, direito tenha. Mas apesar de permitido, é devido?

E você: concorda com o Valdívia? Férias são férias e não há compromisso com a atividade profissional nesse descanso (e nem os cuidados necessários para a sua volta ao trabalho)?

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– Exigências Discutíveis

A média de público do Campeonato Brasileiro de 2012 beirou 13.000 pagantes. Curiosamente, a Federação Paulista de Futebol exige que estádios onde se realizarão os jogos do seu Campeonato Estadual possuam no mínimo 15.000 lugares (exceto os dos clubes fundadores, cuja capacidade é liberada).

Fica a pergunta: para que tal exigência? Por conforto, pelo fato do excesso de procura de ingressos esperada, ou por qualquer outro motivo?

Uma discussão interessante: se o estádio tem lotação de 12.000 ingressos, o clube não pode mandar o jogo na sua própria casa. Monte Azul Paulista, por exemplo, disputou quase toda a série A1 em Ribeirão Preto. Isso seria correto? Ou a condição de capacidade mínima é indevida?

Sou a favor de que se venda com antecedência os ingressos (pela Internet, por bilheterias, seja lá qualquer forma) até a capacidade do estádio, e que o clube mandante realmente jogue em seus domínios, pois, cá entre nós, qualquer outro local que não seja a própria cidade do time pequeno, vira inversão de mando quando se joga contra os grandes.

Para mim, o problema é a qualidade de segurança e conforto dos estádios, não a capacidade de contingente. E para você?

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– A Copa São Paulo não serve mais para revelar Árbitros…

Se a discussão da capacidade da Copa SP de Futebol Jr em revelar jogadores é grande, devido ao seu atual caráter mercantilista, o que dizer em revelar árbitros?

Fico bem a vontade para escrever sobre a Copinha, pois, das 44 edições, apitei mais de 1/3 delas.

Para os árbitros iniciantes, a competição era a oportunidade do debute em TV, de se tornar conhecido aos outros colegas e de mostrar serviço à Comissão de Árbitros. Quatro ou cinco anos depois, aquele árbitro outrora iniciante se torna árbitro a candidato à final da Competição, pela experiência adquirida e por provavelmente ter chegado à divisão profissional. E é dessa forma que se molda um árbitro.

Que sentido teria a competição para os dirigentes do apito senão o de formar árbitros?

Em determinado momento, e passei por essa transição na minha carreira, a competição passou a ser um torneio onde os árbitros da série A2 e A3 ganhavam ritmo de jogo, já que os da A1 estavam treinando na Pré-Temporada e se preparavam mais adequadamente do que os demais.

Nos últimos anos, e minha derradeira etapa também vivenciou essa fase, a Copinha serviu para treinar os árbitros das divisões profissionais, limitando o espaço de um maior número de árbitros jovens.

Faça a análise: nas rodadas 1 e 2 teremos como árbitros: Leandro Bizzio Marinho, Regildênia de Holanda Moura (FIFA), Leonardo Ferreira Lima, Márcio Henrique de Góis, Thiago Luís Scarascati, Thiago Duarte Peixoto, Robério Pereira Pires, Maurício Antonio Fioretti, Eleandro Pedro da Silva, Marcelo Pietro Alfieri, Marco Antonio de Oliveira Sá, Flávio Rodrigues de Souza, Márcio Roberto Soares, José Cláudio Rocha Filho, Fábio Volpato, Luiz Vanderlei Martinucho, Aurélio Sant’Anna Martins, Edson Reis Pavani, Luiz Carlos Ramos Júnior, Jorge Torres, entre outros. Como bandeiras, teremos: Maria Elisa Correia Barbosa (FIFA), Osny Antonio da Silveira, Carlos Funari, Alberto Poletto Masseira, Cláudio Roberto da Costa, Marco Antonio Barbosa da Silva, Daniel Luís Marques, Daniel Paulo Ziolli, Danilo Ricardo Simon, além de mais nomes.

Há gente que apita a série A1 há um bom tempo (incluindo oficiais da FIFA), mesclados com árbitros com mais de 15 anos de carreira, terminando sua vida útil pelos critérios da FPF. Isso é revelar?

Muitos árbitros e bandeiras renomados estão escalados duas vezes seguidas na competição. Como é que fica o jovem que quer uma oportunidade e vê seu espaço ocupado por gente que não precisa do mesmo?

Sim, reafirmo: gente que não precisa, pois a pré-temporada dos árbitros começa bem depois das rodadas iniciais da Copa SP – então, não vale dizer que os juízes estão apitando a competição para treinar o que aprenderam reclusos para ver se dará certo no Paulistão. Tampouco o árbitro extremamente rodado, com anos de casa e conhecido no meio, em apitar jogos na fase final de carreira. O que agrega a eles?

Que saudade do tempo em que a competição começava e terminava com árbitros iniciantes. E aquele que conseguisse chegar a final, fatalmente apitaria pelo menos um jogo na série A1.

Hoje, os critérios foram para o ralo do vestiário. Lamentavelmente, a formação dos árbitros fica extremamente prejudicada.

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