– Neymar ou Vasco?

Fico boquiaberto ao ler:

  • Neymar chorou após os 6×0 (de verdade ou por marketing).
  • Houve um 3º cartão amarelo forçado?
  • O Santos FC errou no treinador.
  • Ancelotti convocará o menino Ney?

O ponto alto foi: o bom futebol mostrado pelo Vasco e os golaços do jogo. Ninguém exalta isso?

Como o Ibope muda as perspectivas

– No UOL:

Agradeço o carinho do jornalista Mauro Cezar Pereira, que me convidou para escrever em seu espaço no UOL a respeito da Arbitragem Brasileira frente ao que ocorre na Premier League

Compartilho o link em: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/colunas/mauro-cezar-pereira/2025/08/16/arbitragem-brasileira-culto-a-malandragem-e-o-que-ensina-a-premier-league.htm

– A cartilha da Premier League aos árbitros:

Às vésperas de começar a Premier League, a entidade divulgou orientações aos árbitros, as fazendo de maneira bem didática (e alertando, assim, os jogadores – coisa que a CBF deveria imitar).

Não tem nenhuma novidade, mas sim o reforço para o cumprimento das regras e a clareza delas. Por exemplo, as principais:

  • Contar os 8 segundos e marcar escanteio se o goleiro estourar o tempo de posse de bola com as mãos permitido (não fazer vista grossa com isso).
  • Punir severamente qualquer simulação ou tentativa de ludibriar o jogo (ouviu, Deyverson?).
  • O VAR não é para reapitar o jogo, e na falta de clareza e/ou dúvida da decisão checada, manter a decisão de campo (aqui no Brasil, ficamos horas gritando na cabine do VAR e nada se resolve de correto, sendo que o árbitro de vídeo “manda” no árbitro de campo).
  • Somente o capitão pode falar com o árbitro, todos os demais atletas deverão ser punidos com Cartão Amarelo se forem reclamar com ele (fizemos isso apenas em 2 ou 3 rodadas em 2024, parece que os árbitros se esqueceram disso).
  • Agarrões e Puxões: somente deverão ser sancionados se provocarem impacto real na jogada. Não vale o atleta sentir contato físico e abdicar do jogo.
  • Coibir todo e qualquer retardamento de jogo (a famosa “cera”), a fim de ter mais tempo de bola rolando.
  • Por fim, o que mais se faz errado no Brasil: mão na bola! A Premier League lembra que só é infração a intenção ou o movimento antinatural, e define antinatural como “abrir os braços deliberadamente em movimento adicional não justificável”, cobrando dos árbitros que vejam a “lógica do movimento” (que significa: se atente para ver se é um movimento natural, fisiologicamente normal).

Não tem novidade! Mas, se compararmos com o que vemos no Brasileirão, boa parte não se tem cumprido!

On the eve of the Premier League’s start, the organization has released guidelines for referees, doing so in a very clear way (and thus warning players—something the CBF should imitate).

There’s nothing new here, but rather a reinforcement for the enforcement of the rules and their clarity. For example, the main points:

  • Counting the 8 seconds and awarding a corner kick if the goalkeeper exceeds the allowed time for possession with their hands (not turning a blind eye to it).
  • Severely punishing any simulation or attempt to deceive the game (heard that, Deyverson?).
  • The VAR is not meant to re-referee the game, and in the absence of clarity and/or doubt about the decision checked, to maintain the on-field decision (here in Brazil, we spend hours screaming in the VAR booth and nothing correct gets resolved, as if the video referee “rules” the on-field referee).
  • Only the captain can talk to the referee; all other players should be punished with a Yellow Card if they complain to him (we only did this for 2 or 3 rounds in 2024, it seems the referees forgot about it).
  • Holds and pulls should only be sanctioned if they cause a real impact on the play. It’s not worth it for the player to feel physical contact and give up on the play.
  • To curb any and all delaying of the game (the famous “cera”), in order to have more time with the ball in play.

Finally, what is done most wrong in Brazil: handball! The Premier League reminds that it’s only an offense if there’s intention or an unnatural movement, and defines unnatural as “deliberately extending the arms in an unjustifiable additional movement,” demanding that referees look for the “logic of the movement”(which means: pay attention to whether it’s a natural, physiologically normal movement).

There’s nothing new! But, if we compare it to what we see in the Brasileirão, a large part of it is not being fulfilled!

– E o Mirassol?

Eu me lembro disso:

– Qual a grande decepção do Brasileirão nesse momento? Três opções:

Há times que estão impressionando pela má fase, e passam por maus momentos com cenários diferentes. Vamos lá:

O Corinthians vive uma enorme briga política, com a Polícia investigando várias ilicitudes e sem dinheiro. Há 5 jogos consecutivos perde em casa, e outros tantos sem vencer fora.

O Red Bull Bragantino está com o Sub 20 na final do Brasileirão contra o Palmeiras, fez bonito com o time feminino e a base vai de vento em popa. Mas no profissional… um “punhado” de jogadores lesionados, má sorte e, depois de ser vice-lider do Campeonato Brasileiro, acumula 8 derrotas seguidas!

O Santos FC tem Neymar, fala de estádio novo, promove ações de marketing, lota o Morumbi, e… vive o trauma de, depois de ter voltado da Série B para a A, lutar contra o rebaixamento de novo (apanhou de 6×0 do Vasco).

Qual dos três times lhe parece em pior situação?

IN ENGLISH – There are teams that are impressing with their poor run of form, and are going through difficult periods with different scenarios. Let’s go:

Corinthians is experiencing a huge political fight, with the Police investigating several illegalities and no money. They have lost 5 consecutive home games, and just as many without winning away.

Red Bull Bragantino has its U-20 team in the Brasileirão final against Palmeiras, did well with the women’s team, and their youth academy is doing great. But with the professional squad… a “handful” of injured players, bad luck, and, after being the runner-up in the Brazilian Championship, they have racked up 8 consecutive losses!

Santos FC has Neymar, talks about a new stadium, promotes marketing actions, packs the Morumbi stadium, and… is experiencing the trauma of, after returning from Serie B to A, fighting against relegation again (they got thrashed 6-0 by Vasco).

Which of the three teams seems to be in the worst situation to you?

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para XV de Novembro de Piracicaba vs Paulista de Jundiaí (Rodada 10 da Copa Paulista Sicredi 2025):

E para o confronto do Galo contra o Nhô Quim no Barão de Serra Negra, a FPF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitra: Marianna Nanni Batalha
Árbitro Assistente 1: Alexandre Nascimento da Silva
Árbitra Assistente 2: Anna Beatriz Scagnolato
Quarto Árbitro: Márcio Mattos dos Santos
Analista de Vídeo: Júlio Américo Corazza Palácio

Marianna tem 32 anos e há 7 temporadas apita pela FPF. Ela tinha poucos jogos profissionais na carreira, mas foi premiada com a escala da final da Bzinha entre Paulista x Colorado no ano passado, e agarrou a oportunidade. No ano seguinte, virou sensação na Copa São Paulo e estreou, mesmo sem bagagem, na Série A1 – onde não decepcionou.

Claro que ela ainda não teve um jogo complicado pela frente, mas está fazendo o seu papel muito bem. A questão é: no jogo de ida, em Jayme Cintra, o time do “reclamão” treinador Moisés Egert fez cera, praticou unfair-play e foi extremamente indisciplinado. Os jovens bandeiras e o quarto-árbitro darão conta de ajudar a manter a ordem no jogo?

Tomara que sim! Naquela oportunidade, jogadores e comissão técnica piracicabanos não se comportaram bem.

Acompanhe XV de Piracicaba x Paulista FC pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado e Luís Henrique Gurian, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira e análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começará às 15hoo (sábado, 16/08), mas desde às 14h00 o Time Forte do Esporte já estará no ar.

– Quem será verdadeiramente o dono da SAF do Botafogo?

Barbaridade, que rolo…

Antes, a SAF do Botafogo era tocada por John Textor. Por ser considerado “má gestor”, a Eagle (da qual ele faz parte) quer destitui-lo, pois o fundo ARES, investidor da Eagle, quer o controle.

Quem vai mandar: Textor ou Eagle?

Mas agora surge um novo ator no mercado: o próprio clube, o Botafogo FR, alegando que investidores poderosos sondaram para arrendar o Botafogo SAF.

Afinal, qual será o futuro do Glorioso?

Entenda esse imbrolho, aqui: https://ge.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2025/08/14/botafogo-diz-que-robustos-investidores-mostram-interesse-em-comprar-a-saf.ghtml

IN ENGLISH –

Wow, what a tangled mess…

Previously, Botafogo’s SAF was run by John Textor. Deemed a “poor manager,” Eagle, who was the American’s “main partner,” wants to remove him.

Who will be in charge: Textor or Eagle?

But now a new player has emerged: the club itself, Botafogo FR, claiming that powerful investors have probed the possibility of leasing the Botafogo SAF.

So, what will the Glorioso’s future be?

Understand this imbroglio here: https://ge.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2025/08/14/botafogo-diz-que-robustos-investidores-mostram-interesse-em-comprar-a-saf.ghtml

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Ceará x Red Bull Bragantino (Rodada 20 do Campeonato Brasileiro da Série A):

E para o confronto do Massa Bruta contra o Vozão na Arena Castelão, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Yuri Elino Ferreira da Cruz -RJ
Árbitro Assistente 1: Thiago Henrique Neto Correa Farinha -BA
Árbitro Assistente 2: Raphael Carlos de Almeida Tavares dos Reis -RJ
Quarto Árbitro: Anderson Ribeiro Gonçaalves -GO
Assessor: Sérgio Cristiano Nasciment-RJ
VAR: Diego Pombo Lopez -BA
AVAR: Cleriston Clay Barreto Rios -SE
AVAR2: Raphael Garcia de Andrade -ES
INSPETOR: Leandro Pedro Vuaden -RS
Observador de VAR: Péricles Bassols Pegado Cortez -RJ
Quality manager: Maria Victória Benetti Vargas -CBF

Yuri era uma promessa carioca, perdendo na briga pelo escudo FIFA a disputa com o árbitro Alex Stéfano. Na verdade, Alex agarrou a oportunidade desperdiçada por Yuri! Explico:

Em 2023, o jovem árbitro carioca teve inúmeras chances para se destacar e foi mal. Trabalho razoável em Athletico x Red Bull Bragantino (aqui: https://wp.me/p55Mu0-3lW) e uma péssima arbitragem em Coritiba x Red Bull Bragantino (https://wp.me/p55Mu0-3lU). Mas a CBF foi insistindo e… logo na primeira rodada de 2024, uma lambança em Corinthians x Atlético Mineiro (e aí foi para a reciclagem). Voltou e chegou até a apitar no Nabi Abi Chedid o Massa Bruta 0x0 Palmeiras, mas manteve-se inseguro.

Tecnicamente, ele é aceitável, mas disciplinarmente, um desastre. Somente na última semana estreou na Série A do Brasileirão 2025, no Grêmio 0x1 Sport. Tomara que tenha melhorado.

Destaque para os avaliadores dos árbitros: Yuri Elino será observado por Leandro Vuaden, e o VAR por Péricles Bassols.

Acompanhe conosco o jogo entre Ceará SC x Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 16/08, 16h00. Mas desde às 15h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– A cartilha da Premier League aos árbitros:

Às vésperas de começar a Premier League, a entidade divulgou orientações aos árbitros, as fazendo de maneira bem didática (e alertando, assim, os jogadores – coisa que a CBF deveria imitar).

Não tem nenhuma novidade, mas sim o reforço para o cumprimento das regras e a clareza delas. Por exemplo, as principais:

  • Contar os 8 segundos e marcar escanteio se o goleiro estourar o tempo de posse de bola com as mãos permitido (não fazer vista grossa com isso).
  • Punir severamente qualquer simulação ou tentativa de ludibriar o jogo (ouviu, Deyverson?).
  • O VAR não é para reapitar o jogo, e na falta de clareza e/ou dúvida da decisão checada, manter a decisão de campo (aqui no Brasil, ficamos horas gritando na cabine do VAR e nada se resolve de correto, sendo que o árbitro de vídeo “manda” no árbitro de campo).
  • Somente o capitão pode falar com o árbitro, todos os demais atletas deverão ser punidos com Cartão Amarelo se forem reclamar com ele (fizemos isso apenas em 2 ou 3 rodadas em 2024, parece que os árbitros se esqueceram disso).
  • Agarrões e Puxões: somente deverão ser sancionados se provocarem impacto real na jogada. Não vale o atleta sentir contato físico e abdicar do jogo.
  • Coibir todo e qualquer retardamento de jogo (a famosa “cera”), a fim de ter mais tempo de bola rolando.
  • Por fim, o que mais se faz errado no Brasil: mão na bola! A Premier League lembra que só é infração a intenção ou o movimento antinatural, e define antinatural como “abrir os braços deliberadamente em movimento adicional não justificável”, cobrando dos árbitros que vejam a “lógica do movimento” (que significa: se atente para ver se é um movimento natural, fisiologicamente normal).

Não tem novidade! Mas, se compararmos com o que vemos no Brasileirão, boa parte não se tem cumprido!

On the eve of the Premier League’s start, the organization has released guidelines for referees, doing so in a very clear way (and thus warning players—something the CBF should imitate).

There’s nothing new here, but rather a reinforcement for the enforcement of the rules and their clarity. For example, the main points:

  • Counting the 8 seconds and awarding a corner kick if the goalkeeper exceeds the allowed time for possession with their hands (not turning a blind eye to it).
  • Severely punishing any simulation or attempt to deceive the game (heard that, Deyverson?).
  • The VAR is not meant to re-referee the game, and in the absence of clarity and/or doubt about the decision checked, to maintain the on-field decision (here in Brazil, we spend hours screaming in the VAR booth and nothing correct gets resolved, as if the video referee “rules” the on-field referee).
  • Only the captain can talk to the referee; all other players should be punished with a Yellow Card if they complain to him (we only did this for 2 or 3 rounds in 2024, it seems the referees forgot about it).
  • Holds and pulls should only be sanctioned if they cause a real impact on the play. It’s not worth it for the player to feel physical contact and give up on the play.
  • To curb any and all delaying of the game (the famous “cera”), in order to have more time with the ball in play.

Finally, what is done most wrong in Brazil: handball! The Premier League reminds that it’s only an offense if there’s intention or an unnatural movement, and defines unnatural as “deliberately extending the arms in an unjustifiable additional movement,” demanding that referees look for the “logic of the movement”(which means: pay attention to whether it’s a natural, physiologically normal movement).

There’s nothing new! But, if we compare it to what we see in the Brasileirão, a large part of it is not being fulfilled!

– O ilusório mundo das SAFs brasileiras…

Em um primeiro momento, as SAFs foram endeusadas em nosso país. Milionários investidores com sede de negócios compraram os departamentos de futebol dos clubes. E aí vem a primeira correção: não compraram, mas arrendaram por tempo limitado.

Aí reside o grande questionamento: quando se negociou, alguém perguntou qual seria o retorno sobre o investimento previsto (ROI)? Ou como se concretizariam os projetos desejados?

É muito pueril imaginar que alguém colocaria dinheiro em um time de futebol “apenas para ajudar”, e não vai querer uma contrapartida. Negociadores espertos não perdem dinheiro, eles ganham! E muitos, de maneira anti-ética, não o fazem honestamente. É óbvio: muitos fazem desonestamente.

Segundo Amir Somoggi, da Sports Value, somente em 2024, as SAFs totalizaram R$ 1,3 bi de prejuízo! E a pergunta é: como a conta fechará? Ou não fechará?

Lembrando: as SAFs não são donas, mas arrendatárias. Se eu compro uma SAF e não pago os credores, quem seria o fiador, ou o co-partícipe?

Há contas mirabolantes. O Botafogo SAF, por exemplo, atual campeão da Libertadores da América, com todos os prêmios que recebeu, amargurou R$ 300 milhões de prejuízos. O Atlético Mineiro SAF, que atrasou o pagamento dos salários dos jogadores (que protestaram mostrando “bolsos vazios”) é de propriedade dos 4 homens mais ricos de Minas Gerais. O Bahia SAF teve prejuízo (mas aí o dono é bilionário, o Grupo City, representando o Fundo Soberano dos Emirados Árabes, que parece usar o futebol não para ter lucro, mas para sportwashing) e não se importa em perder dinheiro – e honra todos as contas.

O Cruzeiro SAF lucrou o quê? Nada. E o Red Bull Bragantino? Esse não é SAF, é propriedade privada, e o seu intuito é investir em atletas jovens e fazer publicidade (e teve um balanço positivo, além do aumento do valor de mercado).

Não nos deixemos levar pelo excesso de otimismo ou de pessimismo: o Corinthians, que não é SAF, bateu a casa de R$ 2,4 bilhões em dívidas. O SPFC quase R$ 980 mi. Mas Palmeiras e Flamengo, grupos associativos que reorganizaram suas gestões, ao contrário: estão arrecadando muito dinheiro.

Percebamos: não é o modelo do negócio que importa, mas a competência e a honestidade das pessoas. Por mais que alguém possa dizer que os investidores turbinam os seus times, alguém tem que pagar a conta, que muitas vezes, não é paga. E essa bola de neve estourará quando chegar ao fim o tempo de contrato. Ou, em muitos casos, antes: vide a 777 no Vasco da Gama.

Se SAFs de clubes de apelo enorme, com torcedores-consumidores espalhados por todo o Brasil, não conseguem fechar no azul, fica a pergunta: e nas pequenas SAFs?

Ninguém questiona John Textor como ele lucra com o Botafogo, ou ainda: se o percentual que o clube leva da SAF para quitar dívidas, está sendo honrado (e isso é muito importante: as SAFs devem destinar percentuais aos clubes – mas se ao invés de lucrar e dividir o dinheiro, eu tenho prejuízo… dividirei o quê? Repartirei mais contas a pagar? Traga essa realidade, insisto, aos pequenos clubes. E nesse ponto, abordo: foi prometida uma SAF ao Paulista Futebol Clube em Jundiaí, onde ninguém sabe ao certo os valores, não se tem certeza das garantias, tampouco como se projeta lucro num time que está nas divisões de baixo. E a pergunta mais complicada: o estádio Jayme Cintra será em comodato, ou alguém irresponsavelmente toparia vender ao investidor EXA Capital o único patrimônio do clube? Mais do que isso: como lucraria com o time de futebol? Ou por trás de tudo isso, está apenas o interesse de compra do estádio para uma arena de eventos e a agremiação esportiva seria apenas uma desculpa? E depois dos 10 anos de SAF, jogaria de favor em que lugar?

São perguntas que ninguém faz ao interessado, e que são de interesse público. O torcedor tem direito em saber (e já faz mais de um ano da formalização do interesse, onde a diretoria alegou que havia uma tratativa iniciada há meses…). A propósito, a diretoria do Paulista deveria rever a negociação: afinal, de tanto tempo, o time que estava na 5ª divisão estadual, subiu para a 3ª (portanto, vale mais).

Dos grandes aos pequenos clubes, as SAFs interessadas precisariam ser mais investigadas, interpeladas e controladas pelas autoridades. Quando a bolha estourar, aí será tarde…

Enfim: o problema ou a solução não é a SAF, mas os gestores.

IN ENGLISH –

At first, SAFs were deified in our country. Millionaire investors with a business appetite bought the football departments of clubs. And here comes the first correction: they didn’t buy them, but leased them for a limited time.

Therein lies the big question: when the deal was made, did anyone ask what the projected return on investment (ROI) would be? Or how the desired projects would be realized?

It’s very naive to imagine that someone would put money into a football team “just to help” and not want something in return. Smart negotiators don’t lose money; they make money! And many, in an unethical way, don’t do it honestly. It’s obvious: many do it dishonestly.

According to Amir Somoggi, from Sports Value, in 2024 alone, SAFs totaled R$ 1.3 billion in losses! And the question is: how will the bills be paid? Or will they not be?

Remember: SAFs are not owners, but lessees. If I buy an SAF and don’t pay the creditors, who would be the guarantor, or the co-participant?

There are fantastic figures. Botafogo SAF, for example, the current champions of the Copa Libertadores de América, with all the prize money they received, amassed R$ 300 million in losses. Atlético Mineiro SAF, which delayed the payment of players’ salaries (who protested by showing “empty pockets”) is owned by the 4 richest men in Minas Gerais. Bahia SAF had losses (but its owner is a billionaire, the City Group, representing the Sovereign Wealth Fund of the United Arab Emirates, which seems to use football not to make a profit, but for sportswashing) and doesn’t mind losing money—and honors all its accounts.

What did Cruzeiro SAF earn? Nothing. And Red Bull Bragantino? This isn’t an SAF, it’s private property, and its purpose is to invest in young athletes and do advertising (and it had a positive balance sheet, in addition to an increase in market value).

Let’s not get carried away by excessive optimism or pessimism: Corinthians, which is not an SAF, hit R$ 2.4 billion in debt. SPFC is at almost R$ 980 million. But Palmeiras and Flamengo, associative groups that reorganized their management, on the contrary: are raising a lot of money.

Let’s understand: it’s not the business model that matters, but the competence and honesty of the people. As much as someone might say that investors boost their teams, someone has to pay the bill, which is often not paid. And this snowball will burst when the contract term ends. Or, in many cases, before: see the case of 777 at Vasco da Gama.

If SAFs of enormous appeal, with fan-consumers spread throughout Brazil, cannot get into the black, the question remains: what about the small SAFs?

No one questions how John Textor makes a profit with Botafogo, or even: if the percentage that the club receives from the SAF to pay off debts is being honored (and this is very important: SAFs must allocate percentages to the clubs – but if instead of profiting and dividing the money, I have a loss… what will I divide? Will I share more bills to pay? Bring this reality, I insist, to the small clubs. And at this point, I address: an SAF was promised to Paulista Futebol Clube in Jundiaí, where no one knows for sure the values, there is no certainty about the guarantees, nor how profit is projected for a team that is in the lower divisions. And the most complicated question: will the Jayme Cintra stadium be on a commodatum basis, or would someone irresponsibly agree to sell the club’s only asset to the EXA Capital investor? More than that: how would they profit from the football team? Or behind all this, is there just an interest in buying the stadium for an events arena and the sports club would just be an excuse? And after 10 years of SAF, where would they play as a favor?

These are questions that no one asks the interested party, and which are of public interest. The fan has the right to know (and it has been more than a year since the formalization of the interest, where the board claimed that a negotiation had been initiated months ago…). By the way, the Paulista board should review the negotiation: after all, in so much time, the team that was in the 5th state division has moved up to the 3rd (therefore, it’s worth more).

From the large to the small clubs, the interested SAFs would need to be more investigated, questioned, and controlled by the authorities. When the bubble bursts, it will be too late…

In short: the problem or the solution is not the SAF, but the managers.

– O uniforme dos árbitros de futebol na Copa de 1930:

Olhe o fardamento do árbitro da final da Copa de 1930.

O juizão belga Jean Langenus apitou de gravata a decisão entre Uruguai vs Argentina:

– As Regras do Futebol na Premier League e “As Regras Brasileiras”.

É perceptível que o futebol jogado em nosso país é diferente do europeu, especialmente na Premier League. Os ingleses se reinventaram, organizaram os estádios, criaram uma Liga séria, implementaram leis para punir crimes, pensaram no lucro e, para isso, fizeram o futebol se tornar um espetáculo agradável para se assistir.

No Brasil, há jogos onde os 90 minutos parecem intermináveis! Há catimba, unfairplay, simulação, milonga, tempo morto e pouca bola rolando. É difícil convencer um jovem, nessa sociedade tão acelerada, em ficar atento a um jogo que não tem dinâmica.

E de quem é a culpa?

De todos nós.

jogadores que não colaboram, alguns jornalistas que defendem a malandragem do atleta que transgride as regras e o torcedor que gosta de ver seu time levar vantagem de maneira ilegal. Mas o principal culpado: o árbitro brasileiro!

Os juízes de futebol tupiniquins se tornaram reféns do VAR, têm medo dos diretores de clubes que reclamam na CBF e “picam a partida”, quebrando a dinâmica do jogo com a marcação de inúmeras faltinhas inexistentes. O jogo não flui, se torna enfadonho, e tal situação, rotineiramente, vai se normalizando. E não podemos deixar isso acontecer.

Na temporada 2024/2025 da Premier League, por exemplo, existiram algumas simulações (boa parte de atletas sulamericanos), a discussão do tempo perdido pelo árbitro em frente o monitor do VAR (questionou-se se deveria ter árbitro de vídeo ou não) e a falta de clareza das marcações de impedimento (resolveu-se com o impedimento semiautomático nos últimos jogos). Diante disso, para a temporada 2025/2026, a PL publicou uma cartilha que alerta os árbitros sobre a necessidade de cumprir a regras (que já existem), e que na temporada passada “relaxou-se” no cumprimento.

Compare com o Brasil os seguintes pontos:

  • Evitar o retardamento, contando claramente os 8 segundos de posse do goleiro e marcando o escanteio ao adversário, caso a bola não seja recolocada em jogo nesse período (tivemos “menos de meia dúzia” de marcações como essas no Brasil, literalmente falando, pois os árbitros, para não se comprometerem, começam a contar depois de um certo tempo que o goleiro já tem a posse e está em equilíbrio – criamos uma malandragem na matemática).
  • Advertir com Cartão Amarelo toda e qualquer simulação (repare que no Brasileirão, quem cava pênaltis vira herói para muito torcedor, e vemos bizarrices sendo aplaudidas, como as forçadas faltas e quedas provocadas, por exemplo, por Deyverson).
  • Punir com falta somente os agarrões ou empurrões que realmente impactem a disputa de bola. Já repararam que no Brasil, à menor percepção de contato do adversário, o atleta cai ou abdica de jogar? Essa é a “falta cavada” que não pode acontecer. Precisamos acabar com essa mania! lembrando: futebol é um esporte de contato físico, não tem como evitá-lo (seria outro esporte caso se defendesse isso).
  • A recomendação para que o VAR seja pontual, atendendo apenas às situações do protocolo ou erro crasso grave. E o alerta (que é um reforço ao documento que a própria FIFA já divulgou): o árbitro de vídeo não é um instrumento para reapitar o jogo. Lamentavelmente, os árbitros brasileiros apitam esperando o chamado do VAR, que não se intimida e quer ser co-protagonista com o juiz de campo (mais uma bizarrice: os protagonistas no futebol, obviamente, devem ser os jogadores). Mais do que isso: a PL recorda que, nos casos de lances duvidosos, prevalecerá a decisão de campo (para que não se perca tempo discutindo e forçando uma decisão duvidosa). Na prática: há um lance para ser revisto, percebeu-se que é confuso e que demorará, o VAR avisará o árbitro que deve ser mantido o que ele marcou (não quebra a dinâmica da partida, não esfria o jogo, não traz questionamentos sobre a lisura, não atrapalha o espetáculo).
  • Reclamações: no Brasileirão, vale a regra que somente o capitão pode conversar com o árbitro, e o deve fazer respeitosamente. Qualquer outro atleta receberá Amarelo se abordar o juiz. Será assim na Premier League também. Mas… a gente vê essa regra sendo cumprida no Brasil? Todo mundo que está em campo reclama com o árbitro, que passivamente aceita.
  • Por fim: mão na bola ou bola na mão! A Premier League lembra que só é infração a intenção ou o movimento antinatural, e define antinatural como “abrir os braços deliberadamente em movimento adicional não justificável”, cobrando dos árbitros que vejam a “lógica do movimento” (que significa: se atente para ver se é um movimento natural, fisiologicamente normal). Em nosso país, absurdos são vistos rodada-a-rodada: atleta em movimento natural, tendo a bola resvalada em seu braço após um desvio, sendo punido por falta ou pênalti. Parece jogo de queimada: bateu, marcou. E aí eu sou obrigado a me lembrar do Massimo Bussaca, chefe de arbitragem da FIFA em 2014, que deu uma entrevista dias antes da Copa do Mundo do Brasil, escandalizado com os pênaltis de mão na bola aqui marcados. Disse ele em coletiva de imprensa (que registrei e não mais esqueci):

“Um jogador precisa de sua mão e de seu braço para correr, se equilibrar e saltar. Não se pode jogar sem a mão. O árbitro precisa fazer a leitura correta do lance. Não se pode dar falta a qualquer toque na mão. Isso é um absurdo. O árbitro deve ver se a mão estava no local de forma natural ou não-natural. Tem que ser avaliado se o toque (da mão na bola) foi intencional ou não. Quando um jogador tenta fazer seu corpo maior usando a mão, isso deve ser punido. O juiz não pode só pensar como juiz e aplicar o que está escrito. Precisa se colocar no lugar do jogador para entender o movimento”.

Quando comparo as orientações da Premier League com o que vemos no Campeonato Brasileiro, penso: não é hora de uma força tarefa (clubes, imprensa, entidades e árbitros) defenderem a aplicação da regra e do futebol jogado, não “sacaneado”, pelo bem de nós mesmos?

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Visite meus blogs:
Blog Pergunte Ao Árbitro, dedicado à arbitragem de futebol: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com
Blog Discutindo Contemporaneidades, sobre assuntos gerais: https://professorrafaelporcari.com

– Quem será verdadeiramente o dono da SAF do Botafogo?

Barbaridade, que rolo…

Antes, a SAF do Botafogo era tocada por John Textor. Por ser considerado “má gestor”, a Eagle (da qual ele faz parte) quer destitui-lo, pois o fundo ARES, investidor da Eagle, quer o controle.

Quem vai mandar: Textor ou Eagle?

Mas agora surge um novo ator no mercado: o próprio clube, o Botafogo FR, alegando que investidores poderosos sondaram para arrendar o Botafogo SAF.

Afinal, qual será o futuro do Glorioso?

Entenda esse imbrolho, aqui: https://ge.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2025/08/14/botafogo-diz-que-robustos-investidores-mostram-interesse-em-comprar-a-saf.ghtml

IN ENGLISH –

Wow, what a tangled mess…

Previously, Botafogo’s SAF was run by John Textor. Deemed a “poor manager,” Eagle, who was the American’s “main partner,” wants to remove him.

Who will be in charge: Textor or Eagle?

But now a new player has emerged: the club itself, Botafogo FR, claiming that powerful investors have probed the possibility of leasing the Botafogo SAF.

So, what will the Glorioso’s future be?

Understand this imbroglio here: https://ge.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2025/08/14/botafogo-diz-que-robustos-investidores-mostram-interesse-em-comprar-a-saf.ghtml

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para XV de Novembro de Piracicaba vs Paulista de Jundiaí (Rodada 10 da Copa Paulista Sicredi 2025):

E para o confronto do Galo contra o Nhô Quim no Barão de Serra Negra, a FPF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitra: Marianna Nanni Batalha
Árbitro Assistente 1: Alexandre Nascimento da Silva
Árbitra Assistente 2: Anna Beatriz Scagnolato
Quarto Árbitro: Márcio Mattos dos Santos
Analista de Vídeo: Júlio Américo Corazza Palácio

Marianna tem 32 anos e há 7 temporadas apita pela FPF. Ela tinha poucos jogos profissionais na carreira, mas foi premiada com a escala da final da Bzinha entre Paulista x Colorado no ano passado, e agarrou a oportunidade. No ano seguinte, virou sensação na Copa São Paulo e estreou, mesmo sem bagagem, na Série A1 – onde não decepcionou.

Claro que ela ainda não teve um jogo complicado pela frente, mas está fazendo o seu papel muito bem. A questão é: no jogo de ida, em Jayme Cintra, o time do “reclamão” treinador Moisés Egert fez cera, praticou unfair-play e foi extremamente indisciplinado. Os jovens bandeiras e o quarto-árbitro darão conta de ajudar a manter a ordem no jogo?

Tomara que sim! Naquela oportunidade, jogadores e comissão técnica piracicabanos não se comportaram bem.

Acompanhe XV de Piracicaba x Paulista FC pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado e Luís Henrique Gurian, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira e análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começará às 15hoo (sábado, 16/08), mas desde às 14h00 o Time Forte do Esporte já estará no ar.

– Minha coluna no Jornal de Jundiaí:

Minha coluna de hoje no Jornal de Jundiaí: a FIFA, os árbitros e as casas de apostas!

Prestigie:

– A Conmebol quer maior tempo de jogo:

Seria a “Lei Léo Jardim”?

A Conmebol anunciou que, a partir dessa semana, os árbitros de suas competições devem se esforçar para cumprir as regras do jogo e dinamizar as partidas. Ou seja: dar tempo de bola rolando.

A atenção será com os reinícios de jogo, com as ceras dos goleiros, substituições e atendimentos médicos.

Perguntar se faz necessário: os árbitros cumprirão?

Abaixo, a nota da entidade: 

A Direção de Competições e Operações da CONMEBOL informa que, com o objetivo de aumentar a competitividade do futebol sul-americano, a Confederação está promovendo ações voltadas a reduzir as interrupções do jogo, desestimular as demoras intencionais e elevar a dinâmica e a qualidade do espetáculo esportivo.

Essas medidas serão aplicadas a todas as competições organizadas pela entidade máxima do futebol sul-americano e incluem a aplicação rigorosa do regulamento diante de atrasos desnecessários, assim como um apelo à responsabilidade e à colaboração de todos os envolvidos no futebol: dirigentes, jogadores, comissões técnicas, árbitros e torcedores.

Com menos tempo perdido, haverá mais jogo; com mais jogo, aumenta a exigência; e, com isso, cresce o atrativo das partidas e torneios —em benefício de clubes e federações.

Entre os principais objetivos estão: minimizar as interrupções causadas por substituições ou atendimentos médicos, garantir um maior controle do tempo para se aproximar ao máximo dos 90 minutos de jogo efetivo e aplicar advertências (cartões) a quem atrasar deliberadamente a retomada da partida.

O resultado final será um futebol sul-americano mais competitivo e vibrante, fundamentado em um sólido espírito esportivo e no jogo limpo.

A CONMEBOL segue comprometida em oferecer um espetáculo mais atrativo, dinâmico e com melhor aproveitamento do tempo efetivo de jogo, com foco principal nas competições CONMEBOL Libertadores e CONMEBOL Sul-Americana, que entram em suas fases decisivas.

IN ENGLISH –

Is this the “Léo Jardim Law”?

CONMEBOL announced that, starting this week, the referees in its competitions must strive to enforce the laws of the game and make matches more dynamic. In other words: to increase the time the ball is in play.

Attention will be focused on restarts of play, goalkeepers’ time-wasting, substitutions, and medical attention.

The question needs to be asked: will the referees comply?

Below is the organization’s statement:


The CONMEBOL Directorate of Competitions and Operations informs that, with the objective of increasing the competitiveness of South American football, the Confederation is promoting actions aimed at reducing game interruptions, discouraging intentional delays, and elevating the dynamism and quality of the sporting spectacle.

These measures will be applied to all competitions organized by South America’s top football entity and include the strict application of the regulations in the face of unnecessary delays, as well as an appeal for the responsibility and collaboration of everyone involved in football: officials, players, technical staffs, referees, and fans.

With less time lost, there will be more play; with more play, the demands increase; and, with that, the appeal of matches and tournaments grows—to the benefit of clubs and federations.

Among the main objectives are: minimizing interruptions caused by substitutions or medical attention, ensuring greater time control to get as close as possible to 90 minutes of effective playing time, and applying warnings (cards) to those who deliberately delay the restart of play.

The final result will be a more competitive and vibrant South American football, based on a solid sporting spirit and fair play.

CONMEBOL remains committed to offering a more attractive, dynamic spectacle with better use of effective playing time, with a main focus on the CONMEBOL Libertadores and CONMEBOL Sudamericana competitions, which are entering their decisive phases.

– Brasileiros que passaram pelo Real Madrid, mas…

Ah, o futebol…
Quatro jogadores brasileiros que passaram pelo Real Madrid (só passaram) e a gente quase nem lembra
Como estavam, e onde estão:

– Quem é favorito na Copa do Brasil?

Rapaz, não sei porquê, mas tá com um jeitão de que o Bahia vai surpreender na Copa do Brasil

Teremos o primeiro campeão nordestino da competição?

Seria legal, além de consagrar o bom trabalho de Rogério Ceni:

Ops: já apostando: Wilton Pereira Sampaio e Ramon Abatti Abel apitando os dois jogos clássicos mineiros?

IN ENGLISH –

Man, I don’t know why, but it looks like Bahia is going to surprise in the Copa do Brasil…

Will we have the first Northeastern champion of the competition?

It would be great, besides celebrating Rogério Ceni’s good work:

Oops: already betting: Wilton Pereira Sampaio and Ramon Abatti Abel refereeing the two classic Minas Gerais matches?

– VAR especialista ou VAR ex-árbitro?

A cada rodada do Campeonato Brasileiro, vemos polêmicas com os árbitros de vídeo. Uns excessivamente intervencionistas, outros omissos. Para quem viu o absurdo no lance do Ferraresi no Morumbi, se assustou com o “caçar pêlo em ovo” no trabalho realizado.

Bráulio da Silva Machado, Caio Max e Heber Roberto Lopes viraram VARs. Marcelo de Lima Henrique já fez alguns jogos na função. A tendência é que ex-árbitros experientes se aposentem do apito e fiquem na cabine.

A questão é: um jovem VAR não tem grande experiência de campo, e trabalhando nessa função, talvez não desse o melhor retorno ao árbitro central sobre uma avaliação de situação duvidosa. Por outro lado, um experiente VAR poderia intimidar um jovem árbitro, sendo que esse árbitro de campo inexperiente, ao ser chamado pelo VAR, dificilmente discordaria dele.

O que fazer? Equipes de arbitragens 100% jovens e equipes de arbitragens 100% experientes?

Em um Palmeiras x Corinthians, por exemplo, o ideal seria (hipoteticamente) Anderson Daronco apitando e Raphael Claus no VAR (para que “um não seja maior do que o outro”). Seria uma solução? Ou, ainda, fazer como os árbitros-assistentes: serem especialistas somente naquela função (embora, no começo, todos tenham que treinar como árbitros centrais)?

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– Conmebol declara guerra à “cera” e promete jogos mais dinâmicos no futebol.

Conmebol endurece contra atrasos para aumentar tempo de bola rolando ⚽🔥 #FutebolSemCera #TempoDeJogo #linkezine O post Conmebol declara guerra à “…

Continua em: Conmebol declara guerra à “cera” e promete jogos mais dinâmicos no futebol

– O ilusório mundo das SAFs brasileiras…

Em um primeiro momento, as SAFs foram endeusadas em nosso país. Milionários investidores com sede de negócios compraram os departamentos de futebol dos clubes. E aí vem a primeira correção: não compraram, mas arrendaram por tempo limitado.

Aí reside o grande questionamento: quando se negociou, alguém perguntou qual seria o retorno sobre o investimento previsto (ROI)? Ou como se concretizariam os projetos desejados?

É muito pueril imaginar que alguém colocaria dinheiro em um time de futebol “apenas para ajudar”, e não vai querer uma contrapartida. Negociadores espertos não perdem dinheiro, eles ganham! E muitos, de maneira anti-ética, não o fazem honestamente. É óbvio: muitos fazem desonestamente.

Segundo Amir Somoggi, da Sports Value, somente em 2024, as SAFs totalizaram R$ 1,3 bi de prejuízo! E a pergunta é: como a conta fechará? Ou não fechará?

Lembrando: as SAFs não são donas, mas arrendatárias. Se eu compro uma SAF e não pago os credores, quem seria o fiador, ou o co-partícipe?

Há contas mirabolantes. O Botafogo SAF, por exemplo, atual campeão da Libertadores da América, com todos os prêmios que recebeu, amargurou R$ 300 milhões de prejuízos. O Atlético Mineiro SAF, que atrasou o pagamento dos salários dos jogadores (que protestaram mostrando “bolsos vazios”) é de propriedade dos 4 homens mais ricos de Minas Gerais. O Bahia SAF teve prejuízo (mas aí o dono é bilionário, o Grupo City, representando o Fundo Soberano dos Emirados Árabes, que parece usar o futebol não para ter lucro, mas para sportwashing) e não se importa em perder dinheiro – e honra todos as contas.

O Cruzeiro SAF lucrou o quê? Nada. E o Red Bull Bragantino? Esse não é SAF, é propriedade privada, e o seu intuito é investir em atletas jovens e fazer publicidade (e teve um balanço positivo, além do aumento do valor de mercado).

Não nos deixemos levar pelo excesso de otimismo ou de pessimismo: o Corinthians, que não é SAF, bateu a casa de R$ 2,4 bilhões em dívidas. O SPFC quase R$ 980 mi. Mas Palmeiras e Flamengo, grupos associativos que reorganizaram suas gestões, ao contrário: estão arrecadando muito dinheiro.

Percebamos: não é o modelo do negócio que importa, mas a competência e a honestidade das pessoas. Por mais que alguém possa dizer que os investidores turbinam os seus times, alguém tem que pagar a conta, que muitas vezes, não é paga. E essa bola de neve estourará quando chegar ao fim o tempo de contrato. Ou, em muitos casos, antes: vide a 777 no Vasco da Gama.

Se SAFs de clubes de apelo enorme, com torcedores-consumidores espalhados por todo o Brasil, não conseguem fechar no azul, fica a pergunta: e nas pequenas SAFs?

Ninguém questiona John Textor como ele lucra com o Botafogo, ou ainda: se o percentual que o clube leva da SAF para quitar dívidas, está sendo honrado (e isso é muito importante: as SAFs devem destinar percentuais aos clubes – mas se ao invés de lucrar e dividir o dinheiro, eu tenho prejuízo… dividirei o quê? Repartirei mais contas a pagar? Traga essa realidade, insisto, aos pequenos clubes. E nesse ponto, abordo: foi prometida uma SAF ao Paulista Futebol Clube em Jundiaí, onde ninguém sabe ao certo os valores, não se tem certeza das garantias, tampouco como se projeta lucro num time que está nas divisões de baixo. E a pergunta mais complicada: o estádio Jayme Cintra será em comodato, ou alguém irresponsavelmente toparia vender ao investidor EXA Capital o único patrimônio do clube? Mais do que isso: como lucraria com o time de futebol? Ou por trás de tudo isso, está apenas o interesse de compra do estádio para uma arena de eventos e a agremiação esportiva seria apenas uma desculpa? E depois dos 10 anos de SAF, jogaria de favor em que lugar?

São perguntas que ninguém faz ao interessado, e que são de interesse público. O torcedor tem direito em saber (e já faz mais de um ano da formalização do interesse, onde a diretoria alegou que havia uma tratativa iniciada há meses…). A propósito, a diretoria do Paulista deveria rever a negociação: afinal, de tanto tempo, o time que estava na 5ª divisão estadual, subiu para a 3ª (portanto, vale mais).

Dos grandes aos pequenos clubes, as SAFs interessadas precisariam ser mais investigadas, interpeladas e controladas pelas autoridades. Quando a bolha estourar, aí será tarde…

Enfim: o problema ou a solução não é a SAF, mas os gestores.

– O Botafogo foi indicado ao Bola de Puro. É justo?

Confesso que foi uma surpresa: ao Prêmio Bola de Ouro da France Football, o Botafogo foi indicado na categoria de melhor equipe do planeta, ao lado de Barcelona, Chelsea, Liverpool e PSG.

O que você acha disso? Eu sei que a votação se refere ao período 2024/2025, mas… penso ser exagero.

 

– Didaticamente, sobre Palmeiras 2×1 Ceará (o pênalti polêmico):

Precisamos entender a Regra do Jogo, para discutir o lance de Palmeiras 2×1 Ceará.

Em: https://youtu.be/QLUAg7wWHFY?si=TyD65YDy8a9yxr3p

– A Conmebol quer maior tempo de jogo:

Seria a “Lei Léo Jardim”?

A Conmebol anunciou que, a partir dessa semana, os árbitros de suas competições devem se esforçar para cumprir as regras do jogo e dinamizar as partidas. Ou seja: dar tempo de bola rolando.

A atenção será com os reinícios de jogo, com as ceras dos goleiros, substituições e atendimentos médicos.

Perguntar se faz necessário: os árbitros cumprirão?

Abaixo, a nota da entidade: 

A Direção de Competições e Operações da CONMEBOL informa que, com o objetivo de aumentar a competitividade do futebol sul-americano, a Confederação está promovendo ações voltadas a reduzir as interrupções do jogo, desestimular as demoras intencionais e elevar a dinâmica e a qualidade do espetáculo esportivo.

Essas medidas serão aplicadas a todas as competições organizadas pela entidade máxima do futebol sul-americano e incluem a aplicação rigorosa do regulamento diante de atrasos desnecessários, assim como um apelo à responsabilidade e à colaboração de todos os envolvidos no futebol: dirigentes, jogadores, comissões técnicas, árbitros e torcedores.

Com menos tempo perdido, haverá mais jogo; com mais jogo, aumenta a exigência; e, com isso, cresce o atrativo das partidas e torneios —em benefício de clubes e federações.

Entre os principais objetivos estão: minimizar as interrupções causadas por substituições ou atendimentos médicos, garantir um maior controle do tempo para se aproximar ao máximo dos 90 minutos de jogo efetivo e aplicar advertências (cartões) a quem atrasar deliberadamente a retomada da partida.

O resultado final será um futebol sul-americano mais competitivo e vibrante, fundamentado em um sólido espírito esportivo e no jogo limpo.

A CONMEBOL segue comprometida em oferecer um espetáculo mais atrativo, dinâmico e com melhor aproveitamento do tempo efetivo de jogo, com foco principal nas competições CONMEBOL Libertadores e CONMEBOL Sul-Americana, que entram em suas fases decisivas.

IN ENGLISH –

Is this the “Léo Jardim Law”?

CONMEBOL announced that, starting this week, the referees in its competitions must strive to enforce the laws of the game and make matches more dynamic. In other words: to increase the time the ball is in play.

Attention will be focused on restarts of play, goalkeepers’ time-wasting, substitutions, and medical attention.

The question needs to be asked: will the referees comply?

Below is the organization’s statement:


The CONMEBOL Directorate of Competitions and Operations informs that, with the objective of increasing the competitiveness of South American football, the Confederation is promoting actions aimed at reducing game interruptions, discouraging intentional delays, and elevating the dynamism and quality of the sporting spectacle.

These measures will be applied to all competitions organized by South America’s top football entity and include the strict application of the regulations in the face of unnecessary delays, as well as an appeal for the responsibility and collaboration of everyone involved in football: officials, players, technical staffs, referees, and fans.

With less time lost, there will be more play; with more play, the demands increase; and, with that, the appeal of matches and tournaments grows—to the benefit of clubs and federations.

Among the main objectives are: minimizing interruptions caused by substitutions or medical attention, ensuring greater time control to get as close as possible to 90 minutes of effective playing time, and applying warnings (cards) to those who deliberately delay the restart of play.

The final result will be a more competitive and vibrant South American football, based on a solid sporting spirit and fair play.

CONMEBOL remains committed to offering a more attractive, dynamic spectacle with better use of effective playing time, with a main focus on the CONMEBOL Libertadores and CONMEBOL Sudamericana competitions, which are entering their decisive phases.

– Sobre o pênalti de Palmeiras 2×1 Ceará: o que a Regra diz?

A bola na mão do defensor do Ceará (que virou pênalti resultando no primeiro gol do Palmeiras) realmente foi infracional?

Entenda: a Regra diz que deve analisar a existência de INTENÇÃO em um primeiro momento. Houve?

  • Eu entendo que não.

Em um segundo momento, questione: a mão ou o braço estava em movimento fisiologicamente NATURAL ou ANTINATURAL?

  • Eu entendo que estava em movimento natural.

Portanto, pênalti equivocado (na minha modesta opinião).

Entenda ainda: existe a orientação de que quando existir desvio, não se deve marcar. Porém, lembre-se: mesmo quando não há desvio, em muitos casos, não se deve marcar, se estiver em movimento natural por conta de algumas nuances: afinal, avalie a velocidade da bola e a capacidade de tentativa de recolher o braço / a mão em um lance à queima-roupa.

O curioso é: o árbitro Lucas Toresin viu, mandou seguir (ele estava muito bem posicionado e consciente do que fez) e… depois de ir ao VAR, chamado por Igor Junio Benevenuto, mudou de ideia.

Errou a arbitragem.

– De onde estão vindo os acréscimos exagerados no futebol?

De onde surgem os minutos de acréscimo dos árbitros?

Em suma: da cabeça dos próprios juízes, apesar de existir um regramento.

Um dos grandes problemas que estamos vendo ultimamente no futebol brasileiro, é a subjetividade do tempo extra. Mas afinal… existe critério?

É óbvio que temos isso textualmente na regra, mas até para tal objetividade, há uma subjetividade. Explico essa incongruência:

Antigamente, passavam os 45 minutos e todo mundo ficava olhando para o árbitro, pois não se precisava anunciar a minutagem que seria acrescida. Isso mudou, com o juiz tendo que informar previamente até quando a partida duraria e uma placa passou a ser levantada para conhecimento de todos. Chegou a ser praxe nos anos 90 (e que virou motivo de crítica): 1 minuto no primeiro tempo (no máximo 2) e 3 minutos no segundo (vez ou outra, 4 ou 5; mais do que isso, jamais).

A regra prevê que se acrescente tempo gasto em:

substituições;
• avaliação ou retirada de um jogador lesionado;
• desperdício deliberado de tempo;
• sanções disciplinares;
• paradas médicas autorizadas pelo regulamento da competição, como as paradas para hidratação, que não deveriam exceder um minuto, e as paradas para resfriamento (noventa segundos a três minutos);
• atrasos relacionados com as checagens e as revisões do VAR;
• a comemoração de um gol;
• qualquer outra causa, incluindo o atraso significativo para o reinício do jogo — por exemplo, devido à interferência de um agente externo.

As situações são objetivas, mas quem fica anotando o tempo perdido, para o árbitro acrescentar exatamente o relatado acima e quem o avisa? Não dá para quem está no calor da partida, entre tantas atribuições, se preocupar com essa tarefa. Só se conseguiria isso se alguém lá na cabine do VAR (quem sabe um dos vários AVARes que compõe a equipe), ficasse travando um cronômetro cada uma das situações relatadas. Como isso não existe, fica o disparate de tempos diversos. Incluindo, obviamente, os incomuns 8, 9, 10 minutos solicitados…

Isso surgiu na Copa do Mundo do Catar. A FIFA queria aumentar o tempo de bola rolando, e propôs 2 tempos de 50 minutos. Não conseguiu a mudar a Regra (As “Leis do Jogo” têm dono: a International Football Association Board – IFAB, que não gostou da ideia). Então, surgiu a cobrança para que os árbitros dessem mais acréscimos.

Para aumentar o tempo de bola rolando, existem várias propostas na gaveta atualmente: 2 tempos efetivos de 30 minutos com paralisações de relógio, por exemplo. Mas ninguém resolve a questão ainda da subjetividade, que é o problema atual.

Aqui no Brasil, reside ainda outra discussão (que não deveria existir): se deve acrescentar o tempo perdido com cera ou não? Afinal, muito jogador adora matar alguns minutos quando está ganhando, prejudicando o adversário.

Óbvio que não se deve acrescentar pela cera! Retardou o jogo, pune-se com cartão amarelo e se agiliza o reinício. E vejo muito árbitro sinalizando que vai dar acréscimo de tempo por cera… Isso não pode, e nem deve, pois a cera quebra a dinâmica do jogo e esfria uma equipe que pode estar num melhor momento. É unfair-play puro.

Eu imagino que com a introdução da tecnologia de inteligência artificial no futebol for inevitável, a cronometragem de tempo, num tempo razoável, também será.


IN ENGLISH – Where do referees’ added time minutes come from?

In short: from the referees’ own heads, despite the existence of rules.

One of the biggest problems we’re seeing lately in Brazilian football is the subjectivity of extra time. But after all… is there a criterion?

It’s obvious that we have this written in the rules, but even for such objectivity, there is a subjectivity. I’ll explain this inconsistency:

In the past, when 45 minutes passed, everyone looked at the referee because there was no need to announce the amount of time to be added. That changed, with the referee having to inform beforehand how long the match would last, and a board was raised for everyone to know. It became a practice in the 90s (and a reason for criticism): 1 minute in the first half (at most 2) and 3 minutes in the second(occasionally 4 or 5; never more than that).

The rule provides for time to be added for:

  • substitutions;
  • assessment or removal of an injured player;
  • deliberate time-wasting;
  • disciplinary sanctions;
  • medical stoppages authorized by the competition’s regulations, such as hydration breaks, which should not exceed one minute, and cooling breaks (ninety seconds to three minutes);
  • delays related to VAR checks and reviews;
  • the celebration of a goal;
  • any other cause, including significant delay in restarting the game—for example, due to interference from an external agent.

The situations are objective, but who keeps track of the lost time for the referee to add exactly what is reported above, and who informs him? It’s not possible for someone in the heat of the match, with so many duties, to worry about this task. This would only be possible if someone in the VAR booth(perhaps one of the several AVARs that make up the team) were to pause a stopwatch for each of the reported situations. Since this doesn’t exist, we get a disparity of different times. Including, obviously, the unusual 8, 9, 10 minutes requested…

This emerged at the Qatar World Cup. FIFA wanted to increase the time the ball was in play, and proposed two 50-minute halves. It was unable to change the Rule (The “Laws of the Game” have an owner: the International Football Association Board – IFAB, which did not like the idea). So, the demand for referees to give more added time arose.

To increase the time the ball is in play, there are several proposals currently in the drawer: two effective 30-minute halves with clock stoppages, for example. But no one has yet resolved the issue of subjectivity, which is the current problem.

Here in Brazil, another discussion still exists (which shouldn’t): should time lost to time-wasting be added or not? After all, many players love to kill a few minutes when they are winning, harming the opponent.

It’s obvious that you shouldn’t add time for time-wasting! Delaying the game should be punished with a yellow card, and the restart should be sped up. And I see many referees signaling that they will add time for time-wasting… This cannot and should not happen, because time-wasting breaks the dynamism of the game and cools down a team that may be in a better moment. It is pure unfair-play.

I imagine that with the introduction of artificial intelligence technology in football being inevitable, timekeeping will also be, within a reasonable timeframe.

– VAR especialista ou VAR ex-árbitro?

A cada rodada do Campeonato Brasileiro, vemos polêmicas com os árbitros de vídeo. Uns excessivamente intervencionistas, outros omissos. Para quem viu o absurdo no lance do Ferraresi no Morumbi, se assustou com o “caçar pêlo em ovo” no trabalho realizado.

Bráulio da Silva Machado, Caio Max e Heber Roberto Lopes viraram VARs. Marcelo de Lima Henrique já fez alguns jogos na função. A tendência é que ex-árbitros experientes se aposentem do apito e fiquem na cabine.

A questão é: um jovem VAR não tem grande experiência de campo, e trabalhando nessa função, talvez não desse o melhor retorno ao árbitro central sobre uma avaliação de situação duvidosa. Por outro lado, um experiente VAR poderia intimidar um jovem árbitro, sendo que esse árbitro de campo inexperiente, ao ser chamado pelo VAR, dificilmente discordaria dele.

O que fazer? Equipes de arbitragens 100% jovens e equipes de arbitragens 100% experientes?

Em um Palmeiras x Corinthians, por exemplo, o ideal seria (hipoteticamente) Anderson Daronco apitando e Raphael Claus no VAR (para que “um não seja maior do que o outro”). Seria uma solução? Ou, ainda, fazer como os árbitros-assistentes: serem especialistas somente naquela função (embora, no começo, todos tenham que treinar como árbitros centrais)?

Deixe o seu comentário:

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Internacional (Rodada 19 do Brasileirão Série A 2025):

E para o confronto do Massa Bruta contra o Colorado, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Felipe Fernandes de Lima -MG
Árbitro Assistente 1: Felipe Alan Costa Oliveira -MG
Árbitro Assistente 2: Alex dos Santos -SC
Quarto Árbitro: Hieger Túlio Cardoso -MG
Assessor: Vidal Cordeiro Lopes -BA
VAR: Caio Max Augusto Vieira -RN
AVAR: Flávio Gomes Barroca -RN
AVAR2: Philip George Bennett -RJ
Observador de VAR: Roberto Perassi -SP
Quality manager: Walter de Lima Coelho Junior -CBF

Felipe é o mesmo árbitro que foi mal em Athletico 1×0 São Paulo na última quarta-feira, mas ainda assim está escalado nesse importante jogo do Brasileirão. Vide aqui o ocorrido: https://professorrafaelporcari.com/2025/08/06/a-equivocada-expulsao-do-goleiro-rafael-em-athletico-x-spfc/

Além desse jogo, já falamos em outras oportunidades que é um bom árbitro, mas se perde pela vaidade e por extravagâncias. Olhe aqui uma conjunto de “peripécias” dele (até já imitou o Gabigol): https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2024/08/09/analise-pre-jogo-para-corinthians-x-red-bull-bragantino-brasileirao-2024/

Caio Max é o mesmo VAR de Palmeiras x Corinthians, de irregular atuação nos últimos jogos. Que possa estar iluminado.

Parece que é proposital: é só o Red Bull Bragantino ter se manifestado que as arbitragens estão muito ruins, e a CBF escolhe o árbitro da “lambança da rodada” para o jogo seguinte… tenha dó!

Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino vs Internacional pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 09/08, 18h30. Mas desde às 17h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Os escudos retrôs dos times de futebol.

E se os clubes de futebol do Brasileirão jogassem com seus escudos retrôs?

Eis aqui:

– O Botafogo foi indicado ao Bola de Puro. É justo?

Confesso que foi uma surpresa: ao Prêmio Bola de Ouro da France Football, o Botafogo foi indicado na categoria de melhor equipe do planeta, ao lado de Barcelona, Chelsea, Liverpool e PSG.

O que você acha disso? Eu sei que a votação se refere ao período 2024/2025, mas… penso ser exagero.

 

– Futebol e as cansativas reclamações:

Ao ler as súmulas dos jogos da Copa do Brasil (especialmente de Palmeiras x Corinthians), penso: futebol é esporte, ou mais Business do que entretenimento?

É óbvio que é negócio, mas precisa ter ética e respeito. O que atletas e comissões técnicas estão fazendo, é inadmissível. Ninguém vê tal comportamento na Europa.

Quando mudaremos essa cultura de reclamações odiosas e simulações de agressões?

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Rio Branco (Rodada 9 da Copa Paulista Sicredi 2025).

E para o confronto do Galo contra o Tigre, a FPF escalou:

Árbitro: Dener William da Silva
Árbitro Assistente 1: Ademilson Lopes da Silva Filho
Árbitro Assistente 2: Matheus Guilherme Biselli da Cruz
Quarto Árbitro: Alceu Lopes Junior
Analista de Vídeo: Silvia Regina de Oliveira

Dener tem 6 anos de carreira e 30 de idade. Tem apitado alguns jogos de A3 e A4 em 2025, e muitas partidas nas categorias de base. Claramente tal escala é para ser observado (Jogos no Estádio Jayme Cintra costumam receber observadores da Comissão de Árbitros da FPF), justamente por tal jogo ser considerado uma partida fácil para se apitar.

A questão é: são muitos árbitros no quadro atual e a FPF precisa filtrá-lo. Se Dener aproveitar a oportunidade, poderá ter um bom seguimento na carreira.

Acompanhe Paulista de Jundiaí x Rio Branco de Americana pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado e Luís Henrique Gurian, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira e análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começará às 20hoo (Sexta, 09/08), mas desde às 19h00 o Time Forte do Esporte já estará no ar.

– As 3 hipóteses sobre a CBF não divulgar o áudio do VAR de CAP x SPFC:

E até agora a CBF não divulgou a tão aguardada conversa entre árbitro e VAR do jogo Athletico x São Paulo pela Copa do Brasil.

Falamos do erro da arbitragem nessa partida em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2025/08/06/a-equivocada-expulsao-do-goleiro-rafael-em-athletico-x-spfc/

Três hipóteses para isso:

Árbitro e VAR tiveram um diálogo considerado equivocado na decisão, e a Comissão de Árbitros não quer expor (relembre quanto tempo demorou o áudio do erro de direito de Zanovelli em Fluminense x SPFC),

VAR não chamou o árbitro por entender que não tinha uma imagem clara do lance, deixando prevalecer a decisão de campo, ou,

O sistema do VAR estava desligado justo nesse lance capital.

Quando não existia o VAR, nos lances como o de Rafael e Viveros, o árbitro fazia a diagonal e verificava à esquerda dos atletas, deixando totalmente aberta e visível a imagem para o bandeira número 2 o ajudá-lo, caso os próprios corpos dos atletas lhe encobrissem a visão.

Muitos árbitros, cá entre nós, são reféns do sistema eletrônico e não conseguem apitar mais sem a ajuda do video-árbitro.

– Hoje tem Galo!

Hoje (sexta-feira, 20h) é dia de Galo pela Copa Paulista 2025.

Acompanhe pela Difusora o jogão entre Paulista de Jundiaí vs Rio Branco de Americana.

Sobre a arbitragem, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2025/08/07/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-paulista-x-rio-branco-rodada-9-da-copa-paulista-sicredi-2025/

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Internacional (Rodada 19 do Brasileirão Série A 2025):

E para o confronto do Massa Bruta contra o Colorado, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Felipe Fernandes de Lima -MG
Árbitro Assistente 1: Felipe Alan Costa Oliveira -MG
Árbitro Assistente 2: Alex dos Santos -SC
Quarto Árbitro: Hieger Túlio Cardoso -MG
Assessor: Vidal Cordeiro Lopes -BA
VAR: Caio Max Augusto Vieira -RN
AVAR: Flávio Gomes Barroca -RN
AVAR2: Philip George Bennett -RJ
Observador de VAR: Roberto Perassi -SP
Quality manager: Walter de Lima Coelho Junior -CBF

Felipe é o mesmo árbitro que foi mal em Athletico 1×0 São Paulo na última quarta-feira, mas ainda assim está escalado nesse importante jogo do Brasileirão. Vide aqui o ocorrido: https://professorrafaelporcari.com/2025/08/06/a-equivocada-expulsao-do-goleiro-rafael-em-athletico-x-spfc/

Além desse jogo, já falamos em outras oportunidades que é um bom árbitro, mas se perde pela vaidade e por extravagâncias. Olhe aqui uma conjunto de “peripécias” dele (até já imitou o Gabigol): https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2024/08/09/analise-pre-jogo-para-corinthians-x-red-bull-bragantino-brasileirao-2024/

Caio Max é o mesmo VAR de Palmeiras x Corinthians, de irregular atuação nos últimos jogos. Que possa estar iluminado.

Parece que é proposital: é só o Red Bull Bragantino ter se manifestado que as arbitragens estão muito ruins, e a CBF escolhe o árbitro da “lambança da rodada” para o jogo seguinte… tenha dó!

Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino vs Internacional pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 09/08, 18h30. Mas desde às 17h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!