Minha participação no podcast do Jornal de Jundiaí, hoje: https://www.youtube.com/watch?v=OUBr3m2PkzE
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Prestigiem! Falamos de muita coisa bacana: futebol, SAF, arbitragem, educação e solidariedade.
Futebol
– Mané, alegria do povo. O árbitro protegeria o craque?
Para refletir: e se Neymar ou Vini Jr, hoje, fizessem um desses debochados dribles de Garrincha? Assista abaixo:
De certo, o adversário tentaria lhe dar um pontapé e uma rodinha de jogadores da turma do “doeu em mim” reclamaria…
E os árbitros, o que fariam?
Mas e no tempo do Mané, que não existiam os Cartões Vermelho e Amarelo e onde todos eram “Joões”?
Outra época do futebol…
– Sobre a Seleção…
Só pude ouvir pelo rádio o 1º tempo da Seleção, e fico pensando:
– Ancelotti conseguiu encaixar o time, que correspondeu ou…
– Os sul-coreanos respeitam demais o Escrete Canarinho e aceitam ser facilmente dominados em campo?
Acho que as duas situações!

– O que não pode faltar para uma SAF dar certo?
Cesar Grafietti é um dos maiores consultores de finanças e gestão no esporte. E tem um trabalho espetacular no futebol.
Com ciência e racionalidade, fala sobre a SAF e a ilusão que muitos têm. Vale a pena a leitura:
(Extraído de: https://cesargrafietti.substack.com/p/caminhos-para-uma-saf-o-que-nao-pode?utm_campaign=post&utm_medium=web&triedRedirect=true).
CAMINHOS PARA UMA SAF: O QUE NÃO PODE FALTAR PARA AUMENTAR A CHANCE DE ACERTO
Por César Grafietti
Na semana passada houve debates interessantes sobre o projeto da nova base do SPFC, e um deles foi junto ao Eduardo Tironi e ao Arnaldo Ribeiro no canal deles no Youtube. Uma hora de boa conversa, onde apresentei alguns números e análises a respeito da ideia, e uma constatação que chega a ser quase óbvia: dado o cenário atual, o clube do MorumBIS tem três alternativas possíveis para se recuperar: (i) não fazer nada e deixar que o tempo e o acaso crie um condição mais favorável, (ii) usar o projeto da nova base para ganhar algum fôlego e esperar que o acaso capacite os dirigentes, ou (iii) buscar uma solução estruturada através da criação de uma SAF, com mudança não apenas de modelo societário, mas de modelo de negócios, com ganho de tecnologia de gestão, dinheiro e pessoas qualificadas.
Não fazer nada não parece uma opção. Seguir pelo caminho (ii) me parece apenas um ganho de fôlego com prazo de validade curto. Por isso, minha recomendação foi para que houvesse uma mudança estrutural e efetiva com a criação de uma SAF.
Antes das críticas, me antecipo: SAF não é solução mágica através da qual chegará um punhado de dinheiro e pessoas novas e tudo será melhor. Ela é uma possibilidade de ganhos de qualidade na gestão, desde que seja estruturada, planejada e implantada da forma correta. Não como foi com a maioria das SAFs que tivemos no Brasil, pelo menos dos clubes de maior relevância, de Séries A e B.
Como deveria ser a busca de uma SAF eficiente? Existe alguma receita para ser seguida? Quais temas são mais sensíveis aos clubes, que precisam estar mais atentos? E é claro que existe uma espécie de check-list que deve ser seguido, e que varia conforme o negócio. Comparo as associações de futebol às empresas familiares, pois os negócios costumam ser geridos de maneira “artesanal” – ok, sei que é um eufemismo, mas vamos manter o lado lúdico da coluna-, muito esforço, por vezes falta de gente especializada – um conselheiro abnegado é semelhante ao sobrinho sem qualificação que precisa de um emprego – e isso até permite que o negócio cresça, mas com fragilidades que podem ser corrigidas por gestões especializadas.
Daí vem a primeira atenção que os clubes precisam ter: quem é o grupo que vai assumir a gestão? Nas primeiras SAFs tivemos a expectativa de que chegariam bilionários e fundos de investimentos com bolsos fundos e contratariam muitos jogadores, pagariam as dívidas e os clubes jamais seriam financeiramente inferiores a seus adversários. Nem sempre funciona assim. Em outras indústrias a chance de dar certo é maior, porque o comprador, normalmente um fundo de private equity, traz dinheiro e profissionais qualificados, com experiência nos negócios. Então a estrutura ganha tração.
O futebol é uma indústria muito mais complexa do que as pessoas imaginam. Lida com paixão, desempenho individual que precisa ser transformado em coletivo, vaidade, teimosia, reações violentas de consumidores e analistas. E a bola, muitas vezes, entra por acaso.
Não basta dinheiro. O que pode aumentar a chance de uma SAF ter resultados positivos é uma combinação de condições que devem ser definidas pela associação que busca essa transformação. Vamos listar algumas.
1. Necessidades
A primeira avaliação que uma associação deve fazer é sobre quais os motivos que a levam à criação de uma SAF. Quais as necessidades e problemas que precisam ser atacados? Endividamento sufocante? Dificuldade de crescimento? Necessidade de investimentos? Qualificação da gestão? Impulso para seguir dominante?
Para cada necessidade há um tipo diferente e ideal de investidor. E na maior parte das vezes a melhor solução é uma composição de investidores, que tende a ser mais eficiente que a chegada do bilionário árabe ou grego, que agirá como um cartola que fala outra língua.
2. Modelo de Negócios
O que a associação espera da SAF? Um clube de formação, um clube que seja dominante ou a soma dos modelos? Qual o modelo de negócios que permitirá um crescimento contínuo e sustentável?
Sustentabilidade é o nome do jogo, pois não haverá investimento infinito. O dinheiro é limitado porque os investidores querem retorno. O ativo precisa andar com as próprias pernas em algum momento, e nesse sentido é fundamental ter um grupo de investidores que estruture e impulsione o negócio a partir de dinheiro e tecnologia de gestão. Como fazer? Quem fará? O que nos remete ao próximo tema.
3. Perfil dos investidores e dos gestores
Na coluna sobre a SAF do Fluminense comentei sobre isso: não basta um monte de bilionários colocarem dinheiro achando que no futebol tudo é ruim, e que o toque de Midas deles será suficiente para reverter a situação. No grupo de investidores é necessário que haja alguém estratégico, que saiba operar futebol, e que traga profissionais qualificados e que não vivam a realidade anacrônica e fechada do futebol brasileiro. E aqui temos algumas dificuldades.
Primeiro, não temos tantos investidores estratégicos no futebol. Poucos são os grupos que realmente atuam de maneira global e profissional na indústria, e dois dos principais estão no Brasil: City Group e Red Bull. Outros MCOs são, em geral, formações criadas por investidores financeiros, sem grande coesão estratégica. Quem deveria fazer o papel de estratégico são clubes referência no mundo, como Bayern, Liverpool, Real Madrid. Nossos clubes deveriam buscar incluí-los, entre outros clubes, no grupo de investidores, para se aproveitar da tecnologia de gestão.
Outra dificuldade está na qualidade de gestão. Falta gente capacitada, e vivemos uma dança de cadeiras com nomes que se repetem em cores e lugares diferentes, sem entregas relevantes, mas apoiados no fato de já estarem na indústria.
Não é apenas no Brasil, diga-se. É muito comum falarmos com investidores de clubes americanos e ingleses de divisões menores que enchem a boca dizendo que na estrutura há pessoas que passaram pela Premier League ou Championship, como se fosse garantia de sucesso. São profissionais que estão distantes desses mercados porque praticam conceitos antigos de “gastar primeiro, o tempo todo, e resolver o caixa pedindo dinheiro para o acionista”. Em algum momento o investidor desiste.
Não há carimbo que isoladamente justifique escolhas. Ter passado por ligas grandes estrangeiras ou clubes grandes brasileiros nem sempre é garantia de sucesso, e o dirigente apela sempre para o mais fácil: contratar alguém com currículo, mesmo que não tenha trabalhos suficientemente bons.
O caminho para a SAF
Tentando resumir, podemos dizer que uma SAF aumenta a chance de sucesso se:
Não são os únicos itens que precisam ser avaliados, mas deixá-los de fora é certamente um erro. E se quisermos ultrapassar a desconfiança em relação às SAFs, os dirigentes associativos precisam trabalhar melhor a fase preliminar, seja em estrutura, seja em tempo. Para que não vire uma corrida desesperada em busca da salvação como se fosse mágica. Afinal, toda magia tem seu preço, e costuma ser bastante caro.
– Afinal, o que é “Profissionalizar os Árbitros”?
Tudo é relativo no futebol (e no Brasil em geral), em meio, contraditoriamente, ao que é absoluto. Esse pensamento reflete sobre a seguinte pergunta: afinal, os árbitros de futebol são profissionais hoje?
Depende. E depende do dinheiro, das obrigações diversas, dos direitos e dos deveres. Vamos lá:
Um árbitro da Série B do Campeonato Paulista (a 5ª divisão estadual), ganha menos de R$ 1.000,00, bancando vários de seus custos. Apita uma ou duas vezes por mês, e depois que o campeonato acaba, vai por “trocados” nos Sub 20, Sub 17… até o Sub 13. Se bobear, suas entradas empatam com suas saídas (pois tudo é bancado por ele próprio: treino, material esportivo, suplementos, remédios, plano de saúde, entre outros gastos).
Logicamente, não se vive de “campeonato estadual” nas divisões inferiores. Mas e os árbitros da elite do Campeonato Brasileiro?
Aí é outra história: você recebe R$ 7.280,00 se for FIFA, por cada trabalho (o Brasil, por ser um país importante no contexto histórico do futebol, possui o número máximo de árbitros permitidos no quadro internacional: 10). Se não for da FIFA, o valor também é vultuoso: R$ 5.250,00. Considere ainda: há as estadias, viagens de avião e outras situações mais confortáveis do que seus colegas de outras divisões e/ou torneios. E quem está na elite, apita muito mais do que os demais, porque a CBF dá ritmo de jogo e existe o chamamento para outros torneios importantes (incluindo Libertadores e Sulamericana, para os árbitros internacionais).
Se você apitar todos os sábados ou domingos e em algumas rodadas no meio de semana, certamente terá uma remuneração invejável aos padrões brasileiros. Dá para pagar um personal trainer, usar um tênis de melhor qualidade para correr, tomar vitaminas de boas marcas e, durante a semana, “abdicar” de um trabalho rotineiro.
- Mas isso é o ideal?
Óbvio que não. Muitos árbitros da Série A vivem somente da arbitragem e, um ou outro, exerce uma atividade profissional compatível. Sejam eles militares que permitem troca de folgas, trabalhadores liberais que fazem o seu horário, empreendedores em geral ou, uma das mais numerosas atividades: ser professor de Educação Física. Mas no geral: vivem da renda do apito, mas não têm a obrigação de “se entregar ao profissionalismo”. E explico:
No mundo ideal, um árbitro de futebol profissional teria um salário fixo e um percentual por jogo apitado. Suas escalas teriam um número mínimo e um número máximo de convocações, a fim de não ficar com poucas partidas e perder o ritmo de jogo, e ao mesmo tempo ter um período de descanso compatível para não sobrecarregá-lo. Nessa situação, teria dias pré-definidos com treinos supervisionados pelos preparadores físicos da CBF, e outros de atualização de regras com a Comissão de Arbitragem. Tudo controlado, com relatórios de desempenho e profissionais qualificados (fisiologistas, psicólogos e instrutores). Evidentemente, nesse modelo você não teria outra ocupação profissional e, além das cobranças de preparação, teriam os juízes as obrigações da carreira: preservação de imagem em publicidades que não condizem à atividade, veto a atuação em jogos amadores e/ou festivos fora da jurisdição da CBF, e avaliações de desempenho constantes.
Alguém tem dúvida de que treinados, focados e com dinheiro no bolso (sendo funcionários comprometidos registrados na entidade, com benefícios como plano de saúde e outras assistências que empresas responsáveis oferecem aos seus colaboradores), a coisa melhoraria?
- Mas como é hoje?
Os já citados árbitros da elite recebem como profissionais, mas não têm o comportamento (obrigações e deveres) como tal.
Um amigo me questionou:
“Mas, se colocar na ponta do lápis, um árbitro FIFA pode ultrapassar R$ 50 mil por mês. E é ele quem vai decidir se o zagueiro que ganha R$ 1 milhão fez pênalti no atacante que recebe R$ 1,5 mi. Não é justo!”
Por muito tempo pensei assim. Mas lembre-se: não é o árbitro que leva milhares de pessoas no estádio, nem ele que vende camisas ou ainda que faz um gol. Mas é ele quem atrapalha tudo isso… Enfim: o árbitro nunca pode ser o protagonista, embora sem ele não aconteça o jogo. Ademais: o salário dos árbitros TOP, é muito acima da média salarial do brasileiro…
Não me esqueci das outras divisões: assim como jogadores que ganham pouco (ou trabalhadores menos bem sucedidos de qualquer ramo profissional), há árbitros que vão labutar e não se destacarão. Tentarão, insistirão e não conseguirão. É a vida. Ou melhor: é o mercado de trabalho. Na Quarta Divisão, não devemos esperar a mesma qualidade técnica (de todos os envolvidos) da Primeira Divisão.
Voltando à elite: o árbitro de hoje, que não é cobrado profissionalmente (mas ganha como tal, sem os benefícios que deveria ter), tem um comportamento amador. Ele, após um jogo profissional, não faz um recuperativo adequado. Vide o sem-número de árbitros que trabalham nos jogos amadores ganhando muito dinheiro! É comum que, por estarem na mídia, sejam contratados por Prefeituras para apitarem em seus municípios como atrações (ou por ligas amadoras, ou associações esportivas). E a remuneração é muito boa! Às vezes, maior do que o jogo que apitou pelo Brasileirão. E funciona assim: você apitou no sábado em algum jogo pelo Campeonato Brasileiro, e no domingo será a grande estrela do campeonato amador de uma cidade do Interior. Por ser a atração, pelo “sacrifício” de estar “se expondo” em uma partida de amadores, cobra caro (é comum que seja uma taxa maior do que a Série A, pois está se dispondo a sair do circuito profissional). Ou seja: ganham renda extra no dia em que deveriam estar no recuperativo (com uma vantagem: nesses jogos, são paparicados, não são vaiados e tiram fotos com os jogadores e demais admiradores, sendo o momento pop-star). Em um contrato de trabalho profissional, isso seria aceito? Não! Seria dia de descanso e/ou recuperativo. Vimos o que aconteceu com o juiz Felipe Fernandes de Lima, que no sábado à noite apitou Corinthians x Mirassol e no domingo cedo desmaiou em campo apitando um jogo amador em Brumadinho (após ter viajado de carro por toda à noite)… isso, sem dúvida, é falta de profissionalismo (para uns: ganância; para outros: oportunidade de se fazer um pé-de-meia enquanto a carreira permitir).
Quem garante que todos os árbitros que estão em campo estão descansados e/ou treinados o suficiente para apitar o jogo? Ramon Abatti Abel estava apitando “dia sim, dia não”. Lógico que ganhou muito dinheiro, mas… ele passou um tempo com a família? Descansou a Saúde Mental (imagine a pressão de apitar jogo importante duas vezes por semana)? Releu o livro de regras? Recebeu orientação / feedback das últimas partidas trabalhadas?
Alguns dirão: é importante “cair nas graças da Comissão de Árbitros” para estar sempre escalado e não precisar do trabalho no dia-a-dia. Isso é uma meia-verdade, pois existe uma carência de árbitros acima da média, e qualquer um que consiga ir bem, acaba sendo escalado à exaustão. É a dura realidade do futebol brasileiro.
Em suma: Não falta árbitro. Falta bom árbitro.
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Visite meu blog “Pergunte Ao Árbitro”, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/
Visite também “Discutindo Contemporaneidades”, em: https://professorrafaelporcari.com/
– Aumenta a dívida do Corinthians…
Que coisa! O Globoesporte.com trouxe: a dívida do Corinthians subiu para incríveis R$ 2,7 bihões!
Como podem deixar isso acontecer com o Timão e ninguém tomar uma providência urgente?
Veja na imagem:
– O preço da Trionda, a bola oficial da Copa do Mundo 2026:
A Trionda, que será a bola da Copa da América do Norte, tem como “preço de entrada” R$ 250,00 – R$ 300,00. Modelo intermediário quase R$ 500,00 e a do jogo, com todas as tecnologias, custando R$ 1.200,00.
Você a compraria?
Em: https://youtu.be/iguh9i5UbYc?si=QrxNReTzNIxWTxpY
– O Áudio do VAR de São Paulo x Palmeiras:
Escrevi na 2ª feira essas 3 considerações sobre o áudio do VAR, na hipótese de escorregão.
Hoje elas se confirmaram: os caras não sabem A REGRA!!!
Republico em: https://professorrafaelporcari.com/2025/10/07/se-for-verdadeiro-o-conteudo-do-audio-do-var-de-sao-paulo-2×3-palmeiras/
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– Se for verdadeiro o conteúdo do áudio do VAR de São Paulo 2×3 Palmeiras…
– Os brasileiros que foram indicados (e que saíram) dos Comitês da FIFA:
O jogo político no futebol é complicado, não?
Veja: a FIFA divulgou alguns nomes para comparem os seus 30 comitês diversos. E é uma lista bem curiosa..
No Comitê de Arbitragem da FIFA, o brasileiro Wilson Luís Seneme (que pertencia a ele), foi retirado do cargo, e nenhum brasileiro o substituiu. Atualmente, é presidido pelo italiano Pierluigi Colina, e terá como sulamericanos o argentino Federico Beligoy e o paraguaio Enrique Cáceres. Ou seja: nenhum VAR brasileiro deverá ir ao Mundial de 2026…
Uma surpresa: para o Comitê de Disciplina da FIFA, foi indicado o brasileiro Francisco Schertel Mendes, filho do ministro Gilmar Mendes.
Enfim, Samir Xaud foi indicado presidente do Comitê de Futebol Olímpico, bem como… Leila Pereira, para compor o Comitê de Futebol Masculino (para competições entre clubes).
É o mundo da bola…
– Um dia depois da orientação… o erro em Mirassol 2×1 Fluminense:
Na semana passada, o árbitro Rodrigo José Pereira de Lima, no Beira Rio, foi chamado pelo VAR Gilberto Rodrigues Castro Jr para mudar sua decisão e dar um pênalti cometido por Cacá (que na minha opinião não houve) em Internacional x Corinthians. Não manteve a decisão em campo, aceitou a sugestão do árbitro de vídeo e errou.
Ontem, o mesmo árbitro, no Interior Paulista, foi igualmente chamado pelo VAR Caio Max Vieira para mudar sua decisão no gol do Fluminense marcado por Lucho Acosta contra o Mirassol, entendendo marcar falta de Danielzinho em Canobbio em lance anterior (que para mim não houve). Repetidamente, não manteve a decisão de campo, aceitou a sugestão do árbitro de vídeo e errou de novo.
Considere: depois de todos os erros da última rodada do Brasileirão, o chefe dos árbitros, Rodrigo Martins Cintra, convocou uma reunião com os oficiais da arbitragem da Série A (3ª feira) e pediu para corrigir os erros, o que deve ser feito, bablablá…
E logo na 4ª feira… erro relevante!
Quatro opções:
- Cintra não consegue orientar?
- Os árbitros não entendem o que é para fazer?
- Os VARs definitivamente estão transformando o futebol brasileiro em outro esporte?
- Todas as anteriores.
Um detalhe: Reinaldo José Pereira é da FIFA, ganhou o escudo como representante do NE quando se reclamava que Seneme boicotava a região e não tinha um árbitro internacional lá. Há de se ter personalidade, manter suas decisões em campo quando ver que o VAR fez uma intervenção incorreta e ter mais malícia em campo, entendendo o que é disputa de bola, contato físico inerente ou falta cometida. Faltou isso em Internacional x Corinthians e em Mirassol x Fluminense.
– Que tal o novo calendário? Falamos no JJ:
Minha coluna no Jornal de Jundiaí abordou: e o calendário que a CBF determinou para o futebol local em 2026?
Você pode acessar em: https://sampi.net.br/jundiai/categoria/id/16153/rafael-porcari
– Estádio Jayme Cintra irá a Leilão…
E por quase R$ 2 milhões de dívidas com a Fazenda Nacional não pagas, o Paulista FC pode ver seu estádio leiloado.
O valor é de aproximadamente R$ 35 milhões, até dia 25 de Outubro. Se não existir lances, o valor cai pela metade.
Várias coisas precisam ser observadas:
- Desde quando o estádio está com o leilão aberto? Qual o procedimento feito pelos diretores para evitar que chegasse a esse ponto?
- A região do Jardim Pacaembú vale entre R$ 3.000,00 a R$ 4.000,00 / m2, segundo os sites imobiliários especializados. Ou seja: o valor do estádio estaria entre R$ 105.000,00 a R$ 140.000,00 (muito mais do que o R$ 1.000,00/m2 sugerido). Taí um bom argumento para que o clube conteste na Justiça o leilão e evite algo pior.
- A quem interessa o leilão do estádio? Pelo preço baixo do imóvel, qualquer construtora ou investidor poderia adquiri-lo e faturar MILHÕES a mais com ele. Ou, ainda, algum negociador aproveitar a ocasião e, demagogicamente, comprá-lo pelo preço módico para “supostamente salvar a pátria“.
- Tínhamos, em outros tempos, o saudoso Dr Cláudio Levada que com os seus saberes evitava o pior. E agora, quem temos?
- Já imaginaram que pelo calote de R$ 2 milhões, pode-se perder um patrimônio que vale mais de R$ 100 milhões?
Meu amigo Zé Boca de Bagre, que não tem papas na língua, me disse:
“Se eu acertasse na Mega Sena Acumulada, compraria o Jayme Cintra pelo preço barato, ficava com a praça esportiva, e aproveitava a fama de salvador do clube e comprava a SAF também. Faria dois bons negócios: entraria com moral no clube e ainda seria dono do estádio, sem resistência. Quando cansasse da brincadeira, transformaria num lindo condomínio ou numa arena de shows. Retorno financeiro absoluto, já que com o futebol propriamente dito, hoje nem base o clube tem para eu fazer dinheiro“.
Vai se catar, Zé. O Jayme Cintra, assim como o Paulista FC, é patrimônio de Jundiaí. Se quer uma SAF, pague o que vale e tenha o estádio em comodato (e digo isso desejoso que o leilão não ocorra, pelos diversos motivos citados – em especial, que o Galo não seja inquilino de ninguém.). Vai que apareça alguém com a grana que o Zé Boca de Bagre quer ter, mas com o mesmo propósito…
– Os brasileiros que foram indicados (e que saíram) dos Comitês da FIFA:
O jogo político no futebol é complicado, não?
Veja: a FIFA divulgou alguns nomes para comparem os seus 30 comitês diversos. E é uma lista bem curiosa..
No Comitê de Arbitragem da FIFA, o brasileiro Wilson Luís Seneme (que pertencia a ele), foi retirado do cargo, e nenhum brasileiro o substituiu. Atualmente, é presidido pelo italiano Pierluigi Colina, e terá como sulamericanos o argentino Federico Beligoy e o paraguaio Enrique Cáceres. Ou seja: nenhum VAR brasileiro deverá ir ao Mundial de 2026…
Uma surpresa: para o Comitê de Disciplina da FIFA, foi indicado o brasileiro Francisco Schertel Mendes, filho do ministro Gilmar Mendes.
Enfim, Samir Xaud foi indicado presidente do Comitê de Futebol Olímpico, bem como… Leila Pereira, para compor o Comitê de Futebol Masculino (para competições entre clubes).
É o mundo da bola…
– Abel Ferreira não deveria ser honesto na sua opinião?
Perguntar não ofende: quando o erro é contrário, se faz escândalo! E me refiro a todos os cartolas, jogadores e treinadores…
Mas e quando é a favor?
Me admira a cara-de-pau do Abel, treinador do Palmeiras, dizendo que acertou o árbitro Ramon Abatti Abel ao não marcar pênalti de Allan em Tápia.
Todos só pensam em seu próprio umbigo.
– Se for verdadeiro o conteúdo do áudio do VAR de São Paulo 2×3 Palmeiras…
… feche-se a Comissão de Árbitros!
Não ouvi, mas leio que a diretoria do São Paulo esteve na CBF e ouviu os áudios do VAR do Choque-Rei. Já explicamos o lance à exaustão em: https://professorrafaelporcari.com/2025/10/06/explicando-o-lance-de-allan-e-tapia-no-sao-paulo-2×3-palmeiras-2/
Os áudios não são públicos por mera burocracia da CBF, que só divulga quando há revisão do árbitro no monitor, mas prefere omitir quando há a checagem do VAR na sala de operação (uma baita bobagem… pois isso não é regra, orientação ou qualquer coisa que o valha).
Confirmando-se o que a grande imprensa publica hoje (que o VAR não chamou o árbitro por entender que foi um escorregão e que Tápia não chegaria na bola), é motivo de pensar três coisas:
- Esse pessoal não está atualizado com as Regras do Futebol?
- Eles não entendem a DINÂMICA do jogo?
- Não sabem o que é o Espírito da Regra?
-Primeiro: “Falta sem querer”, é falta. Chama-se infração por imprudência (quando eu não quero fazer uma falta, mas faço), e não deve ser aplicado qualquer cartão.
-Segundo: Na dinâmica do jogo, se eu vou disputar a bola, e alguém vem contra mim (Tápia busca a bola e Allan tenta interceptar), e consegue evitar que eu a jogue, tendo escorregado ou não, causa impacto real no adversário. E esse “causar impacto é falta”. Não é jogo de “video-game”, e leva a crer que as pessoas que tomaram tal decisão nunca estiveram em campo.
-Terceiro: Pelo Espírito da Regra, não posso beneficiar quem comete a infração. Se eu estou disputando ou não a bola, é IRRELEVANTE se eu conseguiria alcançá-la ou não. Mesmo se Tápia estivesse mais distante, e fosse atingido, ele não pode ser prejudicado. Só não seria falta se o escorregão ocorresse sem o desejo de disputar uma bola (por exemplo: o jogador está longe, tropeça num buraco do campo, e seu adversário tromba com ele – o que é CASUALIDADE, ou seja: acidente de trabalho). Allan, ao ir buscar a bola contra Tápia, independente da distância da bola ou do possível domínio, está em disputa. Por isso, falta por imprudência.
Parece-se que as decisões são tomadas por alguém que não conhece do esporte. Impressionante (claro, confirmando-se os áudios).
MINHA OPINIÃO: Tudo (tudo mesmo) que árbitro e a cabine do VAR conversam, deveria ser público. Se é honesto, qual o problema?
– Árbitros da CBF afastados. Vamos trazer árbitros estrangeiros?
Grêmio e São Paulo (com razão) reclamam muito da arbitragem nessa última rodada.
Sobre Red Bull Bragantino 1×0 Grêmio, falamos sobre o árbitro Lucas Casagrande e o VAR Gilberto Rodrigues de Castro aqui: https://professorrafaelporcari.com/2025/10/05/os-erros-grotescos-na-derrota-do-gremio-e-no-empate-do-inter-tem-muita-coisa-em-comum/
A respeito de São Paulo 2×3 Palmeiras, a explicação do motivo do erro do árbitro Ramon Abatti Abel e do VAR Ilbert Estevam, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2025/10/05/explicando-o-lance-de-allan-e-tapia-no-sao-paulo-2×3-palmeiras/
E não é que os deuses do futebol reservaram Grêmio x São Paulo para a próxima rodada? E quem apitará?
Se excluirmos os FIFAs gaúchos e paulistas, sobrará quem? Reinaldo José Pereira (do erro de Inter x Corinthians do meio de semana)? Zanovelli? Bruno Arleu?
Que tal árbitro estrangeiro? Ou o Rodrigo Martins Cintra desaposenta e tenta apitar o jogo. Não teremos árbitro com personalidade para aguentar o rojão…
O certo é que os árbitros e VARs foram afastados para reciclagem, com… Péricles Bassols orientando-os, e retomando posteriormente às escalas. O curioso é: no comunicado da CBF, não estão afastados por rodadas (nem dias). E ficarão suspensos no período, coincidentemente, sem jogos pela data-FIFA.
E segue o futebol brasileiro…
Em tempo: sou totalmente contra dirigente de clube ter o telefone do chefe dos árbitros. Abre precedente perigoso, e leio que Cintra atendeu todos os presidentes que ligaram a ele. Vai congestionar a linha, se a moda pega…
Falamos em: https://professorrafaelporcari.com/2025/09/25/o-presidente-do-gremio-e-o-celular-do-chefe-dos-arbitros-2/
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Viste meu blog “Pergunte Ao Árbitro”, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/
Visite também “Discutindo Contemporaneidades”, em: https://professorrafaelporcari.com/
– Abel Ferreira não deveria ser honesto na sua opinião?
Perguntar não ofende: quando o erro é contrário, se faz escândalo! E me refiro a todos os cartolas, jogadores e treinadores…
Mas e quando é a favor?
Me admira a cara-de-pau do Abel, treinador do Palmeiras, dizendo que acertou o árbitro Ramon Abatti Abel ao não marcar pênalti de Allan em Tápia.
Todos só pensam em seu próprio umbigo.
– Os possíveis transfer bans do Corinthians!
Toda empresa precisa ter crédito na praça e nome limpo para negociar.
Ao ver essas pendengas do Corinthians, que podem lhe causar sanções na FIFA, penso: o(s) responsável(s) por essas mazelas não deveria(m) indenizar o clube?
Na imagem:
– Sobre a reclamação de pênalti em Red Bull Bragantino x Grêmio:
Em Bragança Paulista, o Massa Bruta reclama de um pênalti por movimento antinatural do braço na bola, de um defensor gremista.
Primeiro, entenda a regra aqui nesse texto (com dois exemplos, inclusive envolvendo o Braga – vale a pena a leitura): https://professorrafaelporcari.com/2023/05/08/os-penaltis-inexistentes-em-sao-paulo-2×0-internacional-e-gremio-3×3-red-bull-bragantino/
Depois, sobre especificamente o lance, no vídeo em: https://youtu.be/ZDArfQHjjb8?si=BG8DuhWb6AlICZmM
ATUALIZAÇÃO: Se o do primeiro tempo (não marcado), não foi, o do segundo (marcado) muito menos ainda.
– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Grêmio (Rodada 27 do Brasileirão Série A):
E para o confronto do Massa Bruta contra o Tricolor Gaúcho, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:
Árbitro: Lucas Casagrande -PR
Árbitro Assistente 1: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa -RJ
Árbitro Assistente 2: Andrey Luiz de Freitas -PR
Quarto Árbitro: Kléber Ariel Gonçalves Silva -PR
Assessor: José Alexandre Barbosa Lima -RJ
VAR: Gilberto Rodrigues Castro Junior -PE
AVAR: Clóvis Amaral da Silva -PE
AVAR2: Alexandre Vargas Tavares de Jesus -RJ
Observador de VAR: Regildênia de Holanda Moura -MG
De novo, Lucas Casagrande em jogo do Braga. Ele é um jovem árbitro paranaense que está sendo preparado para ser um juiz da FIFA em breve. Com 25 anos, é o “Candançan do Paraná”. Será a sua 25ª escala pela CBF, nos diversos torneios profissionais (sendo a 11ª na série A). Nesse ano, apitou Red Bull Bragantino x Juventude e Botafogo x Red Bull Bragantino.
Está com muita moral na CBF e ainda aguarda um jogo mais difícil para ser testado. Por ora, está deixando seus jogos correrem e aplicando bem os cartões. Aguardemos!
Detalhe negativo: o VAR será Gilberto Rodrigues, o mesmo da lambança do Beira-Rio no meio de semana. caso não tenha visto, em: https://professorrafaelporcari.com/2025/10/02/o-que-esta-acontecendo-com-o-nosso-var/
Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino vs Grêmio pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 04/09, 18h30. Mas desde às 17h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!
– O que está acontecendo com o nosso VAR?
Rodada de meio de semana com muito intervencionismo dos nossos árbitros de vídeo.
No Beira-Rio, por exemplo, o lance do Cacá em que o VAR sugere que não foi falta, muda de opinião e fica 4 minutos discutindo com os AVARs. Não é pra chamar o juizão… lance de dúvida (com tanto tempo sem conclusão), respeita-se a decisão de campo. É o protocolo!
Em outros jogos, situações em que se “briga com a imagem”. E a impressão que tenho é: os árbitros de vídeo querem “aparecer”. Ou: mostrar serviço, justificar a taxa recebida ou algo assim?
Parece, sinceramente, que em algum momento ele quer aparecer. Fato. E isso resulta em campo: NENHUM VAR foi para Copa do Mundo de Seleções ou de Clubes representando o Brasil, até hoje.
– Teve recuo de bola ao goleiro não marcado em Flamengo x Cruzeiro?
Não assisti ao jogo do Maracanã, devido às minhas atividades acadêmicas, mas recebi a seguinte mensagem:
amigo ontem no jogo flaxcruzeiro
em um chute contra o gol do flamengo o arqueiro do flamengo rebate e o atleta do flamengo sai jogando com o pe e deixa abola para o goleiro pegar com as maos novamente
ninguem viu , nem arbitro e nem assistentes
mas deveria ter dado um tiro livre indireto dentro da aerea contra o flamengo ou estou errado?
Se o relato estiver fidedigno ao ocorrido, era tiro livre indireto ao Cruzeiro dentro da grande área do Flamengo. A conferir:
– Os possíveis transfer bans do Corinthians!
Toda empresa precisa ter crédito na praça e nome limpo para negociar.
Ao ver essas pendengas do Corinthians, que podem lhe causar sanções na FIFA, penso: o(s) responsável(s) por essas mazelas não deveria(m) indenizar o clube?
Na imagem:
– O novo calendário da CBF: poderia ser melhor…
A CBF fez importantes mudanças no calendário brasileiro de futebol, esticando o Brasileirão em periodicidade, reduzindo os Estaduais para 11 datas (concomitantemente ao torneio nacional em algumas rodadas) e criando Regionais. Adequou datas e montou um formato novo para a Copa do Brasil (essa, ficou perfeita).
Mas… apesar de ter ficado mais interessante, os clubes ainda estarão sobrecarregados de jogos. E a bola ficou “pingando” para readequar o calendário para o mesmo do europeu! Com isso, muita coisa poderia ainda melhorar. Entretanto, sejamos honestos, um grande pontapé inicial foi dado.
Aqui, importantes observações:
Os Campeonatos Estaduais sempre foram contestados. A Federação Paulista tinha o mais valorizado, e terá que se contentar com apenas 11 rodadas (será que vai?). As demais federações não reclamaram, mas lembremo-nos: veio à tona recentemente que as entidades recebem polpudas verbas da CBF, além de outra para os seus presidentes (mensalinho, como ficou popularmente conhecido). Como irão ser contra?
Ainda sobre a FPF: quem paga 16 rodadas, quer redução se for 11. E recordemos: Reinaldo Carneiro Bastos é do grupo oposicionista a Samir Xaud (que pertence a Ricardo Teixeira, Marco Polo Del Nero e amigos). Seria, além de uma reforma na confecção dos torneios brasileiros, uma briga de braço política? Se sim, ponto para a situação, pois incomodou a oposição e fatalmente terá reflexo nos cofres.
Tivemos ainda outra novidade: a criação de torneios regionais. Se já temos a Copa do Nordeste (hoje, no Brasil, a equipe que mais jogou foi o Bahia, pois chegou à final desse torneio), teremos outras, como a Centro-Oeste, Norte e, destacando, a Sul-Sudeste.
Será que elas são necessárias? Será que as equipes que não têm competição internacional, com o enorme número de jogos, não poderiam ter um “descanso”? Será que não seria mais prudente a CBF pensar nos clubes pequenos sem calendário nacional, ao invés de sobrecarregar a vida de quem já tem?
Ao que se vê, teremos jogos todo meio de semana, além do óbvio final de semana, desde janeiro até o começo de dezembro. Quem for competente, chegará ao final do ano com um número absurdo de partidas disputadas (e se não tivéssemos os estaduais, tudo seria mais fácil). Por que não criar 5a ou até 6a divisões regionalizadas, com calendário mais amplo, para todo Brasil? Aberrações como torneios de tiro curto (como A4 Paulista), onde pouco se joga e se desemprega muito, seriam melhor adaptadas numa divisão nacional mais criteriosa, com regionalização e racionalidade.
Para entender: a Copa Sul-Sudeste se formará pelas equipes sem torneios internacionais. Por exemplo: se o Corinthians, em 2025, não estiver na Libertadores nem na Sulamericana, jogará o Sul-Sudeste. Numa relação curiosa, podemos entender que no NACIONAL, quem não consegue vaga para torneio CONTINENTAL, classifica-se para o REGIONAL. As receitas, obviamente, devem ser menores.
O site Planeta do Futebol simulou: se os critérios para a Copa Sul-Sudeste (divulgados pela CBF de acordo com os torneios nacionais e estaduais) fossem de 2024 para 2025, nesse corrente ano a competição contaria com as seguintes equipes: Santos, Red Bull Bragantino, Nova Iguaçu, Boavista, América-MG, Tombense, Juventude, Caxias, Athletico, Maringá, Criciúma e Brusque. Não sei se seria atrativo… Por exemplo: Santos-SP x Red Bull Bragantino-SP é jogo de série A de Paulistão e de Brasileirão, teria bom apelo. Mas, respeitosamente, e Boa Vista-RJ x Maringá-PR? ou Tombense-MG x Caxias-RS? Quem patrocina, paga porque quer retorno financeiro.
Enfim: para toda reforma de casa, há sujeira, entulho, descarte de material e ideias discutidas. A proposta é mudar um ambiente para coisa melhor e mais funcional. A reforma de um calendário anual de futebol, idem. Haverá reclamação, discussão e, necessariamente, dever-se-á ter sugestão de aprimoramento.
Aguardemos!
Visite meu blog Discutindo Contemporaneidades: https://professorrafaelporcari.com/, ou que blog Pergunte Ao Árbitro: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/
IN ENGLISH, via AI Gemini, by Google –
The CBF (Brazilian Football Confederation) has made important changes to the Brazilian football calendar, extending the Brazilian Championship season, reducing the State Championships to 11 dates(concurrently with the national tournament in some weeks), and creating Regional tournaments. It adjusted dates and developed a new format for the Copa do Brasil (Brazil Cup)—that one turned out perfectly.
However, despite having become more interesting, clubs will still be overloaded with games. The possibility of fully adjusting the calendar to match the European one is still open for discussion. With that, many things could still be improved. Nevertheless, let’s be honest, a great first step has been taken.
Here are some important observations:
The State Championships have always been contested. The São Paulo Federation (FPF) had the most valued one and will have to settle for just 11 rounds (will they truly accept it?). The other federations didn’t complain, but let’s remember: it recently surfaced that these entities receive hefty funds from the CBF, in addition to another payment for their presidents (popularly known as a ‘monthly allowance’). How can they be against it?
Still regarding the FPF: whoever pays for 16 rounds will demand a reduction if it drops to 11. And let’s recall: Reinaldo Carneiro Bastos is part of the opposition group to Samir Xaud (who belongs to the Ricardo Teixeira, Marco Polo Del Nero and friends group). Could this be, in addition to a reform of Brazilian tournaments, a political power struggle? If so, point for the current administration, as it has inconvenienced the opposition and will inevitably affect their coffers.
We also had another novelty: the creation of regional tournaments. If we already have the Copa do Nordeste (Northeast Cup – today, the team in Brazil that played the most was Bahia, as they reached that tournament’s final), we will have others, such as the Center-West, North, and, notably, the South-Southeast.
Are they necessary? Couldn’t teams that don’t have international competition be given a “rest” with the huge number of games? Wouldn’t it be more prudent for the CBF to think about the small clubs without a national calendar, instead of overloading the life of those who already have one?
As we can see, we will have games every mid-week, in addition to the obvious weekend, from January until the beginning of December. Those who are successful will reach the end of the year with an absurd number of matches played (and if we didn’t have the State Championships, everything would be easier). Why not create 5th or even 6th regionalized divisions, with a broader calendar, for all of Brazil? Aberrations like short-format tournaments (like the A4 Paulista), where little is played and many become unemployed, would be better adapted in a more judicious national division, with regionalization and rationality.
To understand: the South-Southeast Cup will be formed by teams without international tournaments. For example: if Corinthians, in 2025, is not in the Libertadores or the Sudamericana, they will play in the South-Southeast. In a curious relationship, we can understand that in the NATIONAL league, whoever fails to qualify for a CONTINENTAL tournament, qualifies for the REGIONAL. The revenue, obviously, must be smaller.
The website Planeta do Futebol simulated: if the criteria for the South-Southeast Cup (disclosed by the CBF according to national and state tournaments) were applied from 2024 to 2025, this year’s competition would feature the following teams: Santos, Red Bull Bragantino, Nova Iguaçu, Boavista, América-MG, Tombense, Juventude, Caxias, Athletico, Maringá, Criciúma, and Brusque. I don’t know if that would be attractive… For example: Santos-SP vs Red Bull Bragantino-SP is a top-tier game for the Paulistão and the Brasileirão, so it would have good appeal. But, respectfully, what about Boavista-RJ x Maringá-PR? or Tombense-MG x Caxias-RS? Whoever sponsors, pays because they want a financial return.
In conclusion: for every house renovation, there is dirt, debris, discarded material, and ideas discussed. The proposal is to change an environment for something better and more functional. The reform of an annual football calendar is the same. There will be complaints, discussion, and there must necessarily be suggestions for improvement.
Let’s wait and see!
– Didaticamente, sobre o gol anulado em Santos x Grêmio:
A Regra do Futebol que mais mudou (disparadamente) foi a da mão / braço na bola em lances que resultem em gol.
Explico as 4 mudanças recentes, e lembro: o gol de ontem deveria ser validado.
Didaticamente, em: https://youtu.be/JoPkqyfxkU0?si=BmldyjIJeSlBl3Ld
– O que está acontecendo com o nosso VAR?
Rodada de meio de semana com muito intervencionismo dos nossos árbitros de vídeo.
No Beira-Rio, por exemplo, o lance do Cacá em que o VAR sugere que não foi falta, muda de opinião e fica 4 minutos discutindo com os AVARs. Não é pra chamar o juizão… lance de dúvida (com tanto tempo sem conclusão), respeita-se a decisão de campo. É o protocolo!
Em outros jogos, situações em que se “briga com a imagem”. E a impressão que tenho é: os árbitros de vídeo querem “aparecer”. Ou: mostrar serviço, justificar a taxa recebida ou algo assim?
Parece, sinceramente, que em algum momento ele quer aparecer. Fato. E isso resulta em campo: NENHUM VAR foi para Copa do Mundo de Seleções ou de Clubes representando o Brasil, até hoje.
– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Grêmio (Rodada 27 do Brasileirão Série A):
E para o confronto do Massa Bruta contra o Tricolor Gaúcho, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:
Árbitro: Lucas Casagrande -PR
Árbitro Assistente 1: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa -RJ
Árbitro Assistente 2: Andrey Luiz de Freitas -PR
Quarto Árbitro: Kléber Ariel Gonçalves Silva -PR
Assessor: José Alexandre Barbosa Lima -RJ
VAR: Gilberto Rodrigues Castro Junior -PE
AVAR: Clóvis Amaral da Silva -PE
AVAR2: Alexandre Vargas Tavares de Jesus -RJ
Observador de VAR: Regildênia de Holanda Moura -MG
De novo, Lucas Casagrande em jogo do Braga. Ele é um jovem árbitro paranaense que está sendo preparado para ser um juiz da FIFA em breve. Com 25 anos, é o “Candançan do Paraná”. Será a sua 25ª escala pela CBF, nos diversos torneios profissionais (sendo a 11ª na série A). Nesse ano, apitou Red Bull Bragantino x Juventude e Botafogo x Red Bull Bragantino.
Está com muita moral na CBF e ainda aguarda um jogo mais difícil para ser testado. Por ora, está deixando seus jogos correrem e aplicando bem os cartões. Aguardemos!
Detalhe negativo: o VAR será Gilberto Rodrigues, o mesmo da lambança do Beira-Rio no meio de semana. caso não tenha visto, em: https://professorrafaelporcari.com/2025/10/02/o-que-esta-acontecendo-com-o-nosso-var/
Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino vs Grêmio pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 04/09, 18h30. Mas desde às 17h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!
– A convocação da Seleção Brasileira.
Nenhuma crítica à convocação de Ancelotti.
Coerente desde a primeira entrevista, está testando alguns nomes junto à “espinha dorsal” que está montando. Quem já foi testado, ok.
Ademais, qual nome “injustiçado” que não foi? Não temos um craque acima da media esquecido nessa safra.
– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Mirassol x Red Bull Bragantino (Rodada 26 do Brasileirão série A):
E para o confronto do Massa Bruta contra o Leão, lá em Mirassol, a CBF escalou em:
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio – GO
Árbitro Assistente 1: Leone Carvalho Rocha – GO
Árbitro Assistente 2: Alex Sandro Quadros Thome – RR
Quarta Árbitra: Marianna Nanni Batalha – SP
Assessor: Ubirajara Ferraz Jota – PE
VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral – SP
AVAR: Vitor Carmona Metestaine – SP
AVAR2: Adeli Mara Monteiro – SP
Observador de VAR: Alício Pena Jr – MG
Nossa análise no link em: https://youtu.be/ehKxCv1SiWw?si=FV2MkIIOptsRzw8o
Acompanhe conosco o jogo entre Mirassol vs Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Quarta, 01/10, 19h00. Mas desde às 18h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!
– E aí, dona CBF?
Na condução de uma Comissão de Arbitragem, há de se ter sensibilidade para entender situações de clubes (onde é mais fácil escalar, quem se comporta mal, qual equipe está brigando para não cair ou pelo título) e justiça para premiar os árbitros cumpridores (os melhores devem estar em alta).
Pois bem: já repararam o sem-número de nomes que “surgem” sem a chamada meritocracia? Em especial, de federações sem tanta tradição. Tem do PA, do TO, da RR…
Claro, a CBF tem o programa “arbitragem sem fronteiras” de integração nacional, e quer escalar gente de todo o país. Mas repare: na Rodada 26, temos árbitros da FIFA e/ou aspirantes em quase todos os jogos. Mas não é assim com assistentes, VARs, AVARs, assessores e outros envolvidos.
A propósito: Zanovelli, árbitro que tem atuações contestadas (de erro de direito no Fluminense x São Paulo a outras lambanças), teve como erro recente o pênalti inexistente (e decisivo) aos gaúchos no empate entre Flamengo x Grêmio. Depois de algumas rodadas na série B, está na série A em Santos x Grêmio.
Justo no jogo do time em que ele cometeu um involuntário erro a favor?
Insisto: falta sensibilidade (ou competência) para escalar.
















