– Vamos com calma: Profissionalizar a arbitragem é um passo, não a solução.

Eu tenho muita preocupação quando ouço pessoas falando que a “Profissionalização da Arbitragem de Futebol” resolverá o problema da baixíssima qualidade técnica que vivemos atualmente. Alguns o fazem pela empolgação, outros pela ingenuidade.

Não vai resolver a maior parte das pendengas que temos. Profissionalizar é um pequeno passo para melhorias, onde os árbitros terão mais segurança financeira (não que eles ganhem pouco, mas sim que estarão blindados de, se por ventura tiverem algum evento que os impeça de apitar e ficarem sem receitas, não estarem reféns das taxas de jogos).

Para você entender didaticamente sobre o que é “Profissionalizar a Arbitragem”, em seus Direitos e Obrigações, falamos em outra oportunidade nesse post: https://professorrafaelporcari.com/2025/10/13/afinal-o-que-e-profissionalizar-os-arbitros-2/

As grandes questões residem em três ítens: o Modelo de Profissionalização, a Orientação de quem os cobrará e a Independência da Comissão de Arbitragem:

    1. Modelo:

Circulou tempos atrás a ideia de que uma empresa poderia agregar os árbitros, e, como se fosse uma cooperativa, prestar serviços à CBF. Uma terceirização, como disfarçadamente um dia fez a FPF ao incentivar a criação da COAFESP (uma associação de árbitros), rivalizando politicamente com o SAFESP (que era o sindicato, que atuava como cooperativa). Naquela oportunidade, os árbitros iludiram-se de que algo poderia acontecer, e nada mudou. Os nomes dos dirigentes eram os mesmos, apenas de lados diferentes, e tudo voltou-se ao normal anos depois.

Não sejamos puros demais e achemos que a CBF vai registrar os árbitros na CTPS, que terão FGTS e INSS e se recolherá PIS e COFINS. Nenhum vínculo empregatício ou alusão à CLT. Serão, provavelmente, prestadores de serviços autônomos, criando suas empresas e emitindo NF mensalmente para a CBF os pagar. A diferença é que terão um contrato de trabalho por um ano, renovável ou não baseado no desempenho, com valores mínimos de recebimento como salário, acrescido por número de jogos apitados. Exclua-se VAR, AVAR e bandeiras, pois em um primeiro momento, a CBF não os quer nesse modelo.

Dessa forma, ficará a grande discussão: o árbitro (que terá que se dedicar durante a semana aos treinos, atualizações de regras e outros preparos) terá em contrato a exigência da dedicação exclusiva? Afinal, hoje se ganha muito dinheiro em eventos festivos, jogos varzeanos bancados por prefeituras e outras atividades na folga que o remuneram muito. Neles, são celebridades, dão autógrafos e viram “pop-star” por um dia (se você não conhece essa realidade, vide aqui: https://professorrafaelporcari.com/2025/10/11/na-varzea-um-arbitro-pode-ganhar-mais-do-que-um-profissional/).

Se ele não for remunerado a contento, vale a pena assinar um contrato profissional de prestador de serviço à CBF, ou financeiramente será melhor permanecer como está? Aguardemos os valores sugeridos pela CBF.

2. Orientação:

Não adianta ter um árbitro fisicamente bem, sem trabalho paralelo, se os homens que os orientam nada sabem. Reflita: se existe a orientação de movimento antinatural da mão na bola (que é mal aplicada no Brasil), e os instrutores continuam a orientar que “para tudo deve se marcar’, do que valeu profissionalizar quem apita? 

A qualidade dos orientadores, instrutores e até dos “aspones” que habitam na CBF é duvidosa. Muitos lances mal apitados no Brasileirão não são frutos de erro de interpretação, mas de orientação equivocada (especialmente: marcação de faltas e contato físico em disputa de bola).

3. Independência:

A mim, parece piada: quer dizer que um quadro profissional seria imune a erros, vetos e instrumentos políticos?Ramon Abatti Abel cometeu um erro bizarro e foi para a geladeira (e iria do mesmo jeito se fosse profissional). A atual farra dos escudos FIFA por acordos políticos e escalas de árbitros de estados variados (não por meritocracia) vai deixar de acontecer? Não vai…

A pressão dos cartolas na Comissão de Arbitragem, o aceite das suas reclamações e malabarismos para justificar lances errados como corretos, continuará da mesma forma

Enfim, reforço o que disse anteriormente: a Profissionalização não resolverá os problemas. Ela será apenas um primeiro passo e cercado da pergunta inicial: como será esse modelo?

Aguardemos. Não creio que em Janeiro de 2026 nós o teremos (até porque, se tivéssemos, seria feito “às coxas”, apenas para dar uma satisfação pública).

 

– O pênalti de Thiago Silva em Bruno Henrique no Fluminense 2×1 Flamengo:

Erraram o árbitro Davi de Oliveira Lacerda (ES) e o VAR Wagner Reway no Maracanã. Aliás, Davi tem um estilo de jogo de deixar o jogo correr, mas equivocadamente também deixa de marcar muitas faltas reais (como ocorrido no FlaFlu). Ele deverá estar no quadro da FIFA em 2026, no lugar de Flávio Rodrigues de Souza (SP).

Vamos à polêmica:

Dificilmente você verá alguém que analisa arbitragem (ou até mesmo de qualquer profissional do esporte, sendo jornalista, jogador ou conhecedor de futebol) dizer que não foi pênalti de Thiago Silva em cima de Bruno Henrique. O zagueiro tricolor acerta o flamenguista com um chute certeiro “na batata da perna” (a panturrilha), quando o atacante está procurando proteger a bola. Isso é falta, não se discute, e dentro da área, pênalti. 

Não concordo com quem defende que Bruno Henrique procurou o contato pra cavar. Ele sofreu um chute de Thiago Silva que errou o tempo da bola. E lembremo-nos: domínio da bola não quer dizer que você está com ela fisicamente em seu pé, mas que você controla uma situação. Bruno está jogando sem ela, e é atingido. Simples. 

Faça a alusão de Allan e Tapia (SPFC x SEP), é o mesmo erro de leitura do lance. O jogador que sofre o chute (naquele caso, um carrinho imprudente) não tem culpa do adversário bobear naquele momento e errar o tempo da bola, escorregar, chutar sem querer ou coisa que o valha. Onde está o erro, unfair-play, “cavada” ou infração de Bruno Henrique? Nenhum. Ele sofreu uma infração e não teve ela marcada. 

Igualmente, Davi Lacerda estava bem posicionado como Ramon Abatti Abel estava. De novo, o VAR deixou prevalecer a decisão de campo erroneamente (lembrando: houve um pedido da CBF para que o árbitro de vídeo intervenha menos, e aqui é de “8 a 80”: do exagero à omissão…).

Para mim, o teor do erro permite sim o Flamengo reclamar na mesma intensidade que o São Paulo, por pênaltis não marcados em clássicos igualmente importantes. 

A CBF suspenderá o árbitro da mesma forma que fez dias atrás com Abatti Abel e seu VAR? Aguardemos. 

Acréscimos:

1- O assédio direto e indireto à arbitragem é enorme, e para quem não tem estrutura, os efeitos são péssimos. Nessa semana, o Flamengo publicou uma nota elogiosa (até em excesso) para a força-tarefa da CBF, capitaneada pelo Presidente da Federação do Amapá, que busca reestruturar a arbitragem brasileira. Nela, se fala de profissionalização e outras coisas (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-1bOW), mas, ainda, vem em contraponto às críticas visíveis da arbitragem.

2- Simultaneamente às reclamações do lance no Maracanã, Abel Ferreira, treinador do Palmeiras, dava uma entrevista pós jogo (Palmeiras x Vitória) em que (sem ficar rubro de vergonha) falava que houve muita pressão em Ramon Abatti Abel no lance do Morumbi de Allan em Tapia, e que foi uma situação que o árbitro havia ACERTADO! Aí foi demais… por isso que não teremos melhora na arbitragem, pois cada um vê apenas o seu umbigo, e aceita descaradamente os erros a favor, maquiando-os como se nada fossem. Mas quando o contrário…

3- Imaginando: para a final da Libertadores da América, a lógica será escalar aquele que é o melhor árbitro da América do Sul: Facundo Tello. Mas, por toda a pressão que pode estar ocorrendo com Flamengo e Palmeiras, imagino (e não gosto da ideia) de que a Conmebol escalará o mais experiente (e complicado) Wilmar Roldan. 

4- A Comissão Internacional de Especialistas da CBF, formada por Nestor Pitana, Nicola Rizzolli e Sandro Meira Ricci, desde AGOSTO, não dá um parecer sobre os erros de arbitragem. Ela foi criada para auxiliar Rodrigo Martins Cintra. O que ela anda fazendo? Ou, vamos usar o número “fora de sentido” da CBF, que 99,1% dos lances do Brasileirão (como divulgado) são corretos, e por isso a Comissão não é exigida? Aliás, esses notáveis estão recebendo, ou foram dispensados?

– O áudio do VAR de Fluminense x Flamengo:

Não é possível que levemos a sério esses caras: viram o áudio do VAR de Flu 2×1 Fla?

No final do vídeo, há a imagem clara, da “câmera de fundo” de Thiago Silva acertando a panturrilha de Bruno Henrique e cometendo o pênalti. O VAR Wagner Reway diz ao árbitro Davi Lacerda que “ele realmente tira a perna, conforme você narrou”.

Não estão enxergando bem?

Não é caso para geladeira. É para tirar do quadro.

No UOL, o link da CBF com o vídeo: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2025/11/20/penalti-em-bruno-henrique-ele-tira-a-perna-diz-var-em-audio-da-cbf.htm

 

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Flamengo x Red Bull Bragantino (Rodada 35 do Campeonato Brasileiro Série A 2025).

E para o confronto do Massa Bruta contra o Mengão, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Fernando Antonio Mendes de Salles Nascimento Filho -PA
Árbitro Assistente 1: Alessandro Alvaro Rocha de Matos -BA
Árbitro Assistente 2: Alex dos Santos -SC
Quarto Árbitro: Paulo Roberto Alves Junior -PR
Inspetor: Antonio Pereira da Silva -GO
VAR: Bráulio da Silva Machado -SC
AVAR: Éder Alexandre -SC
AVAR2: Douglas Schwengber da Silva -RS

Fernando é jovem, tem 32 anos e está agarrando as oportunidades em 2025. Estava sendo escalado em toda rodada, onipresente nas séries D, C ou B. Na série A, apitou (e bem) Flamengo x Sport e Vasco x Juventude. 

O árbitro paraense deixa o jogo correr, discerne bem os lances mais viris e não cometeu erros relevantes até então. É uma aposta para 2026.

Curiosamente, em Palmeiras x Fluminense, um jogo mais “pesado” (Abel x Zubeldia, que dão muito trabalho à arbitragem, bem diferente de Filipe Luís x Mancini, que se comportam muito bem), apitará Jonathan Benkenstein Pinheiro, que apitou nesse ano na série A apenas Mirassol x Botafogo. Escala equivocada, é um clássico brasileiro e deveria ser apitado por um árbitro de maior peso e experiência. Talvez o estilo do árbitro, que paralisa mais o jogo, seja o motivo de tal escolha da CBF.

Hoje, Fernando é bem mais árbitro que Jonathan. Torcerei para que ambos sejam felizes e apitem bem.

Acompanhe conosco o jogo entre Flamengo x Red Bull Bragantino vs pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 22/11, 21h30. Mas desde às 20h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

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– Minha coluna no JJ! Leia:

Convido à leitura da minha coluna semanal no Jornal de Jundiaí!

Prestigie!

Link em: https://sampi.net.br/jundiai/categoria/id/16153/rafael-porcari

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– Adriano Imperador foi perfeito:

Não sei de quem é a autoria dessa foto (quem souber, informar o crédito para aqui constar).

Só sei que Adriano Imperador, com uma gravíssima depressão, cansado de críticas, após marcar um gol pelo Flamengo, fez esse outro golaço ao cunhar essa frase: “QUE DEUS PERDOE ESSAS PESSOAS RUINS”.

Façamos o mesmo, sempre.

– Pelé e o 56º Aniversário do Milésimo Gol!

Hoje o Mundo do Futebol se recorda do incrível gol de número 1000 marcado por Pelé, no Maracanã, de pênalti.

O Estadão publicou um material fantástico (por Robson Morelli e Raphael Ramos), quando dos 50 anos, para guardar e assistir várias vezes.

Acesse, está em: https://www.estadao.com.br/infograficos/esportes,pele-comemora-marca-historica,1055183

Foto extraída de: https://www.mundocoroa.com.br/que-bom-que-o-milesimo-gol-do-rei-foi-de-penalti/

– O pênalti de Thiago Silva em Bruno Henrique no Fluminense 2×1 Flamengo:

Erraram o árbitro Davi de Oliveira Lacerda (ES) e o VAR Wagner Reway no Maracanã. Aliás, Davi tem um estilo de jogo de deixar o jogo correr, mas equivocadamente também deixa de marcar muitas faltas reais (como ocorrido no FlaFlu). Ele deverá estar no quadro da FIFA em 2026, no lugar de Flávio Rodrigues de Souza (SP).

Vamos à polêmica:

Dificilmente você verá alguém que analisa arbitragem (ou até mesmo de qualquer profissional do esporte, sendo jornalista, jogador ou conhecedor de futebol) dizer que não foi pênalti de Thiago Silva em cima de Bruno Henrique. O zagueiro tricolor acerta o flamenguista com um chute certeiro “na batata da perna” (a panturrilha), quando o atacante está procurando proteger a bola. Isso é falta, não se discute, e dentro da área, pênalti. 

Não concordo com quem defende que Bruno Henrique procurou o contato pra cavar. Ele sofreu um chute de Thiago Silva que errou o tempo da bola. E lembremo-nos: domínio da bola não quer dizer que você está com ela fisicamente em seu pé, mas que você controla uma situação. Bruno está jogando sem ela, e é atingido. Simples. 

Faça a alusão de Allan e Tapia (SPFC x SEP), é o mesmo erro de leitura do lance. O jogador que sofre o chute (naquele caso, um carrinho imprudente) não tem culpa do adversário bobear naquele momento e errar o tempo da bola, escorregar, chutar sem querer ou coisa que o valha. Onde está o erro, unfair-play, “cavada” ou infração de Bruno Henrique? Nenhum. Ele sofreu uma infração e não teve ela marcada. 

Igualmente, Davi Lacerda estava bem posicionado como Ramon Abatti Abel estava. De novo, o VAR deixou prevalecer a decisão de campo erroneamente (lembrando: houve um pedido da CBF para que o árbitro de vídeo intervenha menos, e aqui é de “8 a 80”: do exagero à omissão…).

Para mim, o teor do erro permite sim o Flamengo reclamar na mesma intensidade que o São Paulo, por pênaltis não marcados em clássicos igualmente importantes. 

A CBF suspenderá o árbitro da mesma forma que fez dias atrás com Abatti Abel e seu VAR? Aguardemos. 

Acréscimos:

1- O assédio direto e indireto à arbitragem é enorme, e para quem não tem estrutura, os efeitos são péssimos. Nessa semana, o Flamengo publicou uma nota elogiosa (até em excesso) para a força-tarefa da CBF, capitaneada pelo Presidente da Federação do Amapá, que busca reestruturar a arbitragem brasileira. Nela, se fala de profissionalização e outras coisas (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-1bOW), mas, ainda, vem em contraponto às críticas visíveis da arbitragem.

2- Simultaneamente às reclamações do lance no Maracanã, Abel Ferreira, treinador do Palmeiras, dava uma entrevista pós jogo (Palmeiras x Vitória) em que (sem ficar rubro de vergonha) falava que houve muita pressão em Ramon Abatti Abel no lance do Morumbi de Allan em Tapia, e que foi uma situação que o árbitro havia ACERTADO! Aí foi demais… por isso que não teremos melhora na arbitragem, pois cada um vê apenas o seu umbigo, e aceita descaradamente os erros a favor, maquiando-os como se nada fossem. Mas quando o contrário…

3- Imaginando: para a final da Libertadores da América, a lógica será escalar aquele que é o melhor árbitro da América do Sul: Facundo Tello. Mas, por toda a pressão que pode estar ocorrendo com Flamengo e Palmeiras, imagino (e não gosto da ideia) de que a Conmebol escalará o mais experiente (e complicado) Wilmar Roldan. 

4- A Comissão Internacional de Especialistas da CBF, formada por Nestor Pitana, Nicola Rizzolli e Sandro Meira Ricci, desde AGOSTO, não dá um parecer sobre os erros de arbitragem. Ela foi criada para auxiliar Rodrigo Martins Cintra. O que ela anda fazendo? Ou, vamos usar o número “fora de sentido” da CBF, que 99,1% dos lances do Brasileirão (como divulgado) são corretos, e por isso a Comissão não é exigida? Aliás, esses notáveis estão recebendo, ou foram dispensados?

– Eu me preocupo com essas relações…

As SAFs são uma realidade em nosso país. Algumas sérias, outras suspeitas, outras de mecenas.

Tudo deve ser fiscalizado, e ninguém condenado ou rotulado antes da hora. Mas o futebol sempre permite associações complicadas.

Li essa matéria do InfoMoney, e penso: a SAF do Atlético Mineiro, caso isso se comprove, é vítima dessa turma de aproveitadores?

Mas… poderia ser evitado?

Não sei. A resposta para as autoridades (de novo: caso se confirme).

– E se a final da Libertadores da América já tivesse acontecido?

Eu vejo Flamengo e Palmeiras, às vésperas da final da Libertadores da América, patinando no Brasileirão.

Hipóteses:

1 – Estão em má fase?

2- Tiraram o pé da competição?

3- Sofrem de ansiedade?

Talvez a maior questão (que é a mais relevante): se não estivessem pensando na decisão continental, fatalmente estariam jogando melhor, não?

– 19 anos da maior goleada da Série B: Paulista 9×0 Paysandu.

18/11/2006  – Uma data especial ao torcedor do Paulista Futebol Clube!

Que tempo saudoso!

Eu me recordo desse jogo: eu estava voltando de um trabalho pela Rodovia dos Bandeirantes e escutava pela rádio: Galo 9×0 contra o “Papão da Curuzu” pela Segunda Divisão (o Brasileirão da Série B era chamado de Brasileirinho; e da 3ª, Brasileireco – e os nomes não pegaram…). O Paulista quase subiu para a Série A.

Olhe os marcadores (a imagem é de 2021). Até hoje, ninguém conseguiu um placar tão elástico nessa divisão:

(Enviado pelo amigo Igor Salsmikat via Twitter).

– Afinal, Gattuso tem razão ou a Azzurra chora demais?

Há 4 dias, o treinador da Itália, o ex-jogador Gattuso, reclamou que as eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo eram muito mais fáceis do que as europeias (vide a declaração na imagem do GE.com abaixo).

Entretanto, os italianos (que não foram nos últimos dois Mundiais) correm o risco de ficarem de fora novamente do torneio, após serem goleados em Milão por 4×1 pela Noruega (no agregado: 7×1).

Acrescente: na zona europeia, ocorreram muitas goleadas com jogos extremamente fáceis (é um outro modelo, de fato, de classificação, igualmente generoso para alguns). Afinal, ⅓ das 48 vagas são destinadas para europeus.

Penso: é uma “desculpa pronta” a fala do treinador, caso a Azurra não consiga se classificar para a repescagem, ou ele tem razão?

Numa Copa do Mundo com 16 vagas para a Europa, a Seleção Italiana ficar de fora é uma vergonha

IN ENGLISH – 

Four days ago, the Italian coach, former player Gattuso, complained that the South American World Cup qualifiers were much easier than the European ones (see the statement in the image from GE.com below).

However, the Italians (who missed the last two World Cups) risk being left out of the tournament again, after being thrashed 4-1 in Milan by Norway (aggregate score: 7-1).

I would add: in the European zone, there were many thrashings with extremely easy games (it is a different qualification model, in fact, equally generous for some). After all, ⅓ of the 48 available spots are allocated to Europeans.

I wonder: Is the coach’s statement a “ready-made excuse” in case the Azzurra fails to qualify for the playoffs, or is he right?

In a World Cup with 16 spots for Europe, the Italian National Team being left out is a disgrace..

– Vamos com calma: Profissionalizar a arbitragem é um passo, não a solução.

Eu tenho muita preocupação quando ouço pessoas falando que a “Profissionalização da Arbitragem de Futebol” resolverá o problema da baixíssima qualidade técnica que vivemos atualmente. Alguns o fazem pela empolgação, outros pela ingenuidade.

Não vai resolver a maior parte das pendengas que temos. Profissionalizar é um pequeno passo para melhorias, onde os árbitros terão mais segurança financeira (não que eles ganhem pouco, mas sim que estarão blindados de, se por ventura tiverem algum evento que os impeça de apitar e ficarem sem receitas, não estarem reféns das taxas de jogos).

Para você entender didaticamente sobre o que é “Profissionalizar a Arbitragem”, em seus Direitos e Obrigações, falamos em outra oportunidade nesse post: https://professorrafaelporcari.com/2025/10/13/afinal-o-que-e-profissionalizar-os-arbitros-2/

As grandes questões residem em três ítens: o Modelo de Profissionalização, a Orientação de quem os cobrará e a Independência da Comissão de Arbitragem:

    1. Modelo:

Circulou tempos atrás a ideia de que uma empresa poderia agregar os árbitros, e, como se fosse uma cooperativa, prestar serviços à CBF. Uma terceirização, como disfarçadamente um dia fez a FPF ao incentivar a criação da COAFESP (uma associação de árbitros), rivalizando politicamente com o SAFESP (que era o sindicato, que atuava como cooperativa). Naquela oportunidade, os árbitros iludiram-se de que algo poderia acontecer, e nada mudou. Os nomes dos dirigentes eram os mesmos, apenas de lados diferentes, e tudo voltou-se ao normal anos depois.

Não sejamos puros demais e achemos que a CBF vai registrar os árbitros na CTPS, que terão FGTS e INSS e se recolherá PIS e COFINS. Nenhum vínculo empregatício ou alusão à CLT. Serão, provavelmente, prestadores de serviços autônomos, criando suas empresas e emitindo NF mensalmente para a CBF os pagar. A diferença é que terão um contrato de trabalho por um ano, renovável ou não baseado no desempenho, com valores mínimos de recebimento como salário, acrescido por número de jogos apitados. Exclua-se VAR, AVAR e bandeiras, pois em um primeiro momento, a CBF não os quer nesse modelo.

Dessa forma, ficará a grande discussão: o árbitro (que terá que se dedicar durante a semana aos treinos, atualizações de regras e outros preparos) terá em contrato a exigência da dedicação exclusiva? Afinal, hoje se ganha muito dinheiro em eventos festivos, jogos varzeanos bancados por prefeituras e outras atividades na folga que o remuneram muito. Neles, são celebridades, dão autógrafos e viram “pop-star” por um dia (se você não conhece essa realidade, vide aqui: https://professorrafaelporcari.com/2025/10/11/na-varzea-um-arbitro-pode-ganhar-mais-do-que-um-profissional/).

Se ele não for remunerado a contento, vale a pena assinar um contrato profissional de prestador de serviço à CBF, ou financeiramente será melhor permanecer como está? Aguardemos os valores sugeridos pela CBF.

2. Orientação:

Não adianta ter um árbitro fisicamente bem, sem trabalho paralelo, se os homens que os orientam nada sabem. Reflita: se existe a orientação de movimento antinatural da mão na bola (que é mal aplicada no Brasil), e os instrutores continuam a orientar que “para tudo deve se marcar’, do que valeu profissionalizar quem apita? 

A qualidade dos orientadores, instrutores e até dos “aspones” que habitam na CBF é duvidosa. Muitos lances mal apitados no Brasileirão não são frutos de erro de interpretação, mas de orientação equivocada (especialmente: marcação de faltas e contato físico em disputa de bola).

3. Independência:

A mim, parece piada: quer dizer que um quadro profissional seria imune a erros, vetos e instrumentos políticos?Ramon Abatti Abel cometeu um erro bizarro e foi para a geladeira (e iria do mesmo jeito se fosse profissional). A atual farra dos escudos FIFA por acordos políticos e escalas de árbitros de estados variados (não por meritocracia) vai deixar de acontecer? Não vai…

A pressão dos cartolas na Comissão de Arbitragem, o aceite das suas reclamações e malabarismos para justificar lances errados como corretos, continuará da mesma forma

Enfim, reforço o que disse anteriormente: a Profissionalização não resolverá os problemas. Ela será apenas um primeiro passo e cercado da pergunta inicial: como será esse modelo?

Aguardemos. Não creio que em Janeiro de 2026 nós o teremos (até porque, se tivéssemos, seria feito “às coxas”, apenas para dar uma satisfação pública).

 

– Pelé e o 56º Aniversário do Milésimo Gol!

19/11 –  o Mundo do Futebol se recorda do incrível gol de número 1000 marcado por Pelé, no Maracanã, de pênalti.

O Estadão publicou um material fantástico (por Robson Morelli e Raphael Ramos), quando dos 50 anos, para guardar e assistir várias vezes.

Acesse, está em: https://www.estadao.com.br/infograficos/esportes,pele-comemora-marca-historica,1055183

Foto extraída de: https://www.mundocoroa.com.br/que-bom-que-o-milesimo-gol-do-rei-foi-de-penalti/

– O São Paulo quer imitar Vitor Roque?

Efeito “Vitor Roque”?

Assim como o jogador do Palmeiras, o São Paulo quer trocar ofensas homofóbicas por posts nas Redes Sociais.

Ninguém fala em punir e reeducar para que se acabe, em pleno século XXI, a homofobia nos estádios?

Aliás: contra o racismo, não há tolerância. Mas contra tais gritos… se fala pouco?

Falamos anteriormente em: https://youtu.be/qlP5hB7FxR0?si=ugLbJZ5YV06ZumKv

– Neymar compra a marca Pelé!

Por R$ 95 milhões, Neymar (NR Sports) comprou os direitos da marca Pelé.

Não deveria ser o Santos FC o adquirente, para explorar em conjunto sua própria marca de clube com a do Rei do Futebol?

Parece-me, pelo jeito, que Neymar terá como próximo objetivo comprar o Peixe

– O Brasileirão vai ser decidido somente na última rodada. Ou não?

Eu não me lembro de um Campeonato Brasileiro tão disputado como esse aqui, de 2025 (inclusive para as vagas da Libertadores).

Quanto ao título, creio que somente na última rodada saberemos se Flamengo ou Palmeiras festejarão ou não. De fato, é um campeonato emocionante, rodada a rodada.

Pra você, tem “favorito”? Eu estou no 50-50.

– Os lances polêmicos de Sport x Flamengo e Santos x Palmeiras:

E as reclamações sobre os Cartões Vermelhos de Sport x Flamengo e o suposto pênalti em Maurício no Santos x Palmeiras?

Falamos aqui, em: https://youtu.be/doHqiZ5VwK8?si=RgoSBHZKu3hSN72U

– Será que a lógica do Futebol é realmente de 28%?

Republicando post de exatos 14 anos. Seria atual? Veja que interessante:

Amigos, costumo brincar que a única lógica do futebol é que ele é “ilógico”. Claro, opinião pessoal e discutível.

Entretanto, segundo o Caderno “Ciência” da Folha de São Paulo (clique aqui para link), na matéria intitulada “72% DO FUTEBOL É CAIXINHA DE SURPRESA”, um estudo mostrou que a probabilidade da Copa do Mundo premiar a melhor seleção é de apenas 28%. Assim, há 72% de chances do campeão não ter o melhor time. A reportagem de Rafael Garcia traz como base um estudo científico realizado pelo astrofísico inglês Gerald Skinner, do Centro Goddard de Washington. Após uma engenhosa fórmula, o cientista chegou a um modelo de resultados estatísticos resultante nesse número.

Assim, fica a discussão: em campeonatos eliminatórios (mata-mata), nem sempre há justiça, pois o melhor pode ser eliminado. Nos campeonatos de pontos corridos, pela regularidade, o melhor costuma ser campeão. Embora, ressalte-se, a comprovação mesmo científica pode levar a debates intermináveis.

Agora, dentro dessa tese, se uma equipe teoricamente “pior que outra” vencer o considerado “melhor de todos”, não seria ela a melhor?

Talvez não. Vide Once Caldas campeão da Libertadores ou Grécia campeã da Eurocopa. Campeões de torneios, mas não melhores do que os adversários, caso o torneio fosse em pontos corridos.

Matéria em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe0310200901.htm

Imagem relacionada

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– A boa apresentação da Seleção Brasileira (Brasil 2×0 Senegal):

A Seleção está no caminho certo, com um excelente trabalho de Carlo Ancelotti.

Sobre Brasil 2×0 Senegal, em: https://youtu.be/edppVtXNV80?si=_PSbpCPRf4ocbXmm

– Afinal, Gattuso tem razão ou a Azzurra chora demais?

Há 4 dias, o treinador da Itália, o ex-jogador Gattuso, reclamou que as eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo eram muito mais fáceis do que as europeias (vide a declaração na imagem do GE.com abaixo).

Entretanto, os italianos (que não foram nos últimos dois Mundiais) correm o risco de ficarem de fora novamente do torneio, após serem goleados em Milão por 4×1 pela Noruega (no agregado: 7×1).

Acrescente: na zona europeia, ocorreram muitas goleadas com jogos extremamente fáceis (é um outro modelo, de fato, de classificação, igualmente generoso para alguns). Afinal, ⅓ das 48 vagas são destinadas para europeus.

Penso: é uma “desculpa pronta” a fala do treinador, caso a Azurra não consiga se classificar para a repescagem, ou ele tem razão?

Numa Copa do Mundo com 16 vagas para a Europa, a Seleção Italiana ficar de fora é uma vergonha

IN ENGLISH – 

Four days ago, the Italian coach, former player Gattuso, complained that the South American World Cup qualifiers were much easier than the European ones (see the statement in the image from GE.com below).

However, the Italians (who missed the last two World Cups) risk being left out of the tournament again, after being thrashed 4-1 in Milan by Norway (aggregate score: 7-1).

I would add: in the European zone, there were many thrashings with extremely easy games (it is a different qualification model, in fact, equally generous for some). After all, ⅓ of the 48 available spots are allocated to Europeans.

I wonder: Is the coach’s statement a “ready-made excuse” in case the Azzurra fails to qualify for the playoffs, or is he right?

In a World Cup with 16 spots for Europe, the Italian National Team being left out is a disgrace..

– O Brasileirão vai ser decidido somente na última rodada. Ou não?

Eu não me lembro de um Campeonato Brasileiro tão disputado como esse aqui, de 2025 (inclusive para as vagas da Libertadores).

Quanto ao título, creio que somente na última rodada saberemos se Flamengo ou Palmeiras festejarão ou não. De fato, é um campeonato emocionante, rodada a rodada.

Pra você, tem “favorito”? Eu estou no 50-50.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Atlético Mineiro (Rodada 37 do Campeonato Brasileiro)

E para o confronto do Massa Bruta contra o Galo Mineiro, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique – CE
Árbitro Assistente 1: Victor Hugo Imazu dos Santos – PR
Árbitro Assistente 2: Renan Aguiar da Costa – CE
Quarto Árbitro: Dênis da Silva Ribeiro Serafim – AL
Assessor: Kléber Lúcio Gil – SC
VAR: Caio Max Augusto Vieira – GO
AVAR: Diogo Carvalho Silva – RJ
AVAR2: Diego Pombo Lopez – BA
Observador de VAR: Ednilson Corona – SP
Inspetor: Erich Bartolomeu Antas e Silva Bandeira – PE

Meritocracia ou critério geográfico? São 10 oficiais de 9 estados diferentes na escala do Massa Bruta contra o Galo. Não vai entrosar nenhuma equipe de arbitragem desse jeito…

Marcelo de Lima Henrique, veteraníssimo, anunciou que penduraria o apito nesse ano, mas continuou a apitar. Foram 3 jogos dos Red Bull Bragantino que ele trabalhou em 2025 (com nenhuma vitória): apitou a derrota por 2×1 contra o Palmeiras, foi AVAR no empate de 2×2 contra o Santos e perdeu do Bahia por 2×1.

Caio Max, que passou oficialmente de Árbitro para VAR, o auxiliará. 

Imagino que a escala de um experiente árbitro como ele (54 anos) se deve por atletas que reclamam e simulam demais (como Hulk e Deyverson).

Torço para um bom jogo e uma grande arbitragem.

Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino vs Atlético Mineiro pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
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ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 16/11, 19h00. Mas desde às 18h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– A Itália conseguirá ir para a Copa do Mundo 2026?

Com tantas vagas para o Mundial 2026, se a Itália ficar de fora, será uma vergonha!

Precisa ganhar de 9×0 para não ir para a repescagem…

Conseguirá?

– 19 anos da maior goleada da Série B: Paulista 9×0 Paysandu.

18/11/2006  – Uma data especial ao torcedor do Paulista Futebol Clube!

Que tempo saudoso!

Eu me recordo desse jogo: eu estava voltando de um trabalho pela Rodovia dos Bandeirantes e escutava pela rádio: Galo 9×0 contra o “Papão da Curuzu” pela Segunda Divisão (o Brasileirão da Série B era chamado de Brasileirinho; e da 3ª, Brasileireco – e os nomes não pegaram…). O Paulista quase subiu para a Série A.

Olhe os marcadores (a imagem é de 2021). Até hoje, ninguém conseguiu um placar tão elástico nessa divisão:

(Enviado pelo amigo Igor Salsmikat via Twitter).

– A boa apresentação da Seleção Brasileira (Brasil 2×0 Senegal):

A Seleção está no caminho certo, com um excelente trabalho de Carlo Ancelotti.

Sobre Brasil 2×0 Senegal, em: https://youtu.be/edppVtXNV80?si=_PSbpCPRf4ocbXmm

– A falta de sensibilidade no futebol em 5 momentos:

Nos últimos dias, vimos algumas situações inusitadas e, até certo ponto, bizarras no futebol brasileiro.

Foram 5 momentos ”nonsense”:

1) A discussão sem sentido de Emerson Leão e Oswaldo de Oliveira, no encontro da Federação dos Treinadores Brasileiros, demonstrando xenofobia ao atual técnico da Seleção Brasileira, o italiano Carlo Ancelotti, falando na cara dele que não gostam de estrangeiros em nosso país.
Ora, os próprios treinadores que defenderam “reserva de mercado” aos brasileiros, trabalharam diversas vezes no Exterior. E cá entre nós: Ancelotti, campeão por onde passou, não está agregando ao país?
Lembremo-nos: Béla Guttmann, o húngaro que fugiu da opressão russa, treinou o São Paulo FC e influenciou o futebol do nosso país. Se a pessoa é competente, por que o preconceito?

2) A CBF anunciou o impedimento semiautomático para o Campeonato Brasileiro 2026. Ótimo, a tecnologia precisa nos ajudar, já que o VAR, AVARs e demais membros da cabine de vídeo não ajudam. Mas ao mesmo tempo, Cintra, o chefe dos Árbitros, disse que a tão necessária Uniformização de Critérios da Arbitragem é utopia.
Ora bolas, nos anos 2000, a FPF fez uma cartilha de uniformização e deu certo. Na Inglaterra, na Alemanha ou na Itália, idem. Por que não daria aqui?
Falta treinamento e boa vontade da Comissão de Arbitragem para resolver esse problema.

3) Apresentou-se um primeiro modelo de Fair Play Financeiro ao nosso futebol. Excelente iniciativa!
Entretanto, há pessoas desinformadas, alegando que isso vai impedir Palmeiras e Flamengo de “espanholizarem” o Brasil (se referindo a Espanha, onde Real Madrid e Barcelona, mais ricos, reinam).
É exatamente o contrário: Fair Play Financeiro não é teto de gastos aos clubes, mas limite de despesas para quem não pode pagar as contas. Tanto o Verdão com o Mengão arrecadam muito e poderão gastar muito. Corinthians ou Santos, que têm elencos milionários mas suas receitas não são suficientes para pagar as contas (e atrasam salários), estariam em sérios problemas com isso. Na França, o Lyon quase foi rebaixado para a Segunda Divisão por suas dívidas. O clube precisou vender o seu Departamento de Futebol Feminino a uma empresa interessada e repassar o Masculino a outro grupo econômico, saindo das mãos de… John Textor! Só assim, com dinheiro em caixa, pode permanecer na Primeira Divisão.

4) E o Neymar?
Após brigar com o árbitro, brigar com seu companheiro de time, brigar com o técnico por não querer ser substituído no Maracanã, teve seu nome ligado a uma manchete que dizia: “Neymar liga para Vojvoda e pede desculpas a todos”.
Quando li, pensei: “Muito bom, voltou à razão”. Só que não…
Neymar publicou na Rede Social que isso era mentira de um “jornalista de m…”
Não é uma maluquice? O correto era o pedido de desculpas, e ele não só deixou de fazê-lo, como ainda ofendeu o jornalista. Que oportunidade ele perdeu!

5) Por fim: a discussão dos julgamentos de Alan, Bruno Henrique e Vitor Roque, todos por motivos diferentes, mas turbinados pelas discussões promovidas pelos cartolas de Palmeiras e Flamengo.
A propósito: no futebol profissional, jogador e seus parentes são proibidos de apostar em sites de apostas. Ninguém deu um toque ao Bruno Henrique? E o mesmo puxão de orelha deve ser dado a Vitor Roque, que publicou uma ilustração com sentido homofóbico velado, em tempos que isso não cabe mais (e que nunca deveria ter ocorrido), especialmente partindo de um jogador cujo empresário alega valer US$ 50 milhões…

De fato, o futebol brasileiro não é para amadores.

– Bruno Henrique, Vitor Roque e… FERREIRINHA!

Eu achei um absurdo Bruno Henrique não sofrer uma punição significativa. Falei aqui: https://professorrafaelporcari.com/2025/11/13/que-vergonha-a-absolvicao-de-bruno-henrique/

Também acho que não se pode passar pano e deva-se punir Vitor Roque. Está aqui: https://professorrafaelporcari.com/2025/11/13/sobre-o-julgamento-de-vitor-roque-no-stjd-sobre-o-caso-de-homofobia/

Agora, relembrei um fato que passou batido por todos nós: o Ferreirinha (que estava no Grêmio) publicou sua aposta esportiva em uma Rede Social! E não deu nada…

Lembrando: o artigo 26 do Código de Ética da FIFA, fala sobre a proibição de apostas de jogadores e demais membros. E no 26.2, cita “apostas por vias indiretas”, onde se refere a parentes ou agentes.

Relembre sobre Ferreirinha, aqui: https://leiemcampo.com.br/caso-ferreirinha-reforca-importancia-de-clubes-tratarem-com-atletas-a-relacao-com-as-apostas-esportivas/

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Atlético Mineiro (Rodada 37 do Campeonato Brasileiro)

E para o confronto do Massa Bruta contra o Galo Mineiro, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique – CE
Árbitro Assistente 1: Victor Hugo Imazu dos Santos – PR
Árbitro Assistente 2: Renan Aguiar da Costa – CE
Quarto Árbitro: Dênis da Silva Ribeiro Serafim – AL
Assessor: Kléber Lúcio Gil – SC
VAR: Caio Max Augusto Vieira – GO
AVAR: Diogo Carvalho Silva – RJ
AVAR2: Diego Pombo Lopez – BA
Observador de VAR: Ednilson Corona – SP
Inspetor: Erich Bartolomeu Antas e Silva Bandeira – PE

Meritocracia ou critério geográfico? São 10 oficiais de 9 estados diferentes na escala do Massa Bruta contra o Galo. Não vai entrosar nenhuma equipe de arbitragem desse jeito…

Marcelo de Lima Henrique, veteraníssimo, anunciou que penduraria o apito nesse ano, mas continuou a apitar. Foram 3 jogos dos Red Bull Bragantino que ele trabalhou em 2025 (com nenhuma vitória): apitou a derrota por 2×1 contra o Palmeiras, foi AVAR no empate de 2×2 contra o Santos e perdeu do Bahia por 2×1.

Caio Max, que passou oficialmente de Árbitro para VAR, o auxiliará. 

Imagino que a escala de um experiente árbitro como ele (54 anos) se deve por atletas que reclamam e simulam demais (como Hulk e Deyverson).

Torço para um bom jogo e uma grande arbitragem.

Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino vs Atlético Mineiro pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Domingo, 16/11, 19h00. Mas desde às 18h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Algumas nuances do formato do Paulistão 2026:

De fato, é diferente o formato do Campeonato Paulista 2026.

Baseado no modelo da Champions League, foram criados adversários diferentes para cada clube, com algumas particularidades interessantes (positivas ou negativas):

Por exemplo: por serem poucas datas, haverá menos tempo para os regionais e mais para o Brasileirão. Os grandes clubes estarão dispostos a usar seus times principais contra os pequenos no estadual, dividido em grau de importância com o nacional? Penso que não. E aí vem uma consideração: a FPF deve perder dinheiro com menos jogos, menos importância e ficar intercalada entre outras competições mais relevantes.

Óbvio que um dia o Paulistão foi tão importante que o Brasileirão, mas os tempos, sem dúvida, mudaram. Era inevitável que isso acontecesse, e talvez tenha sido acelerado pela briga política entre Ricardo Teixeira e seu grupo versus Reinaldo Carneiro Bastos e aliados.

Duas coisas apenas me preocupam:

1- A atração para um time pequeno quando sobe, é jogar contra um grande. Veja o Primavera de Indaiatuba: só jogará contra o São Paulo. Ou ainda o Noroeste: se o Santos cair no Brasileirão para a Segundona, o único time de 1ª divisão que o time de Bauru enfrentará no Campeonato Paulista será o Red Bull Bragantino! Já Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos, que já se enfrentam rotineiramente no Brasileiro, se enfrentarão todos contra todos também no Paulistão.

2- Um ponto positivo é: não teremos mais a bizarrice de grupos desnivelados, onde quem tem pouca pontuação pode classificar e alguém com mais pontos, ficar de fora das fases finais. Mas surge outro problema: a possibilidade de inúmeros jogos “sem valer nada” na última rodada. Isso é possível.

Aguardemos. Com esse novo calendário do futebol brasileiro, a tendência é o enfraquecimento ainda maior (natural e esperado) dos regionais.

– Que vergonha a absolvição de Bruno Henrique!

O cara combinou tomar um cartão com o irmão, que apostou, e nada fez para evitar. 

Bruno Henrique, do Flamengo, deveria ser punido, pois é proibido jogador manipular ou apostar resultados, bem como os seus familiares, segundo a FIFA (ele não ficará suspenso, mas levou uma pequena multa).

E a Justiça o absolveu

Que imoralidade!

– Sobre o julgamento de Vitor Roque no STJD sobre o caso de homofobia.

Sem delongas: o que penso sobre o desagradável episódio do Tigrinho abocanhando um Veado,

em: https://youtu.be/qlP5hB7FxR0

– E a Seleção?

Qual o seu interesse em assistir a Seleção Brasileira, nos próximos amistosos contra os africanos na Europa?

Confesso: antes, era enorme! Mas o tempo passou… e o carisma do Escrete Canarinho sumiu!

Se tiver tempo, assistirei sem compromisso.

– Boa sorte, Oscar!

Eu me compadeço com o Oscar, do São Paulo FC: lesões seguidas, críticas, e, agora, problema cardíaco. Provavelmente se aposentará, mesmo jovem.

Muita gente questiona: “Mas com o dinheiro que já ganhou, não vai precisar jogar mesmo. Afinal, nem jogava mais…”

Ora, uma coisa não tem nada a ver com a outra. Dinheiro te leva a um bom médico e a um ótimo hospital, mas não compra a saúde e o equilíbrio emocional

Boa sorte ao atleta.

– Não está chato discutir futebol fora das quatro linhas?

Nesta pausa do Brasileirão para as datas-FIFA, os assuntos são:

  • Leila Pereira reclamando de “campeonato a ser decidido fora de campo“.
  • Flamengo pedindo que não se jogue em gramado de plástico.
  • Os julgamentos de Bruno Henrique e Vitor Roque.
  • Arbitragem (pra variar).
  • Neymar (ô, assunto enfadonho).
  • E alguma coisa de Seleção Brasileira

Perceberam que, o que movimenta o Campeonato Brasileiro, o futebol dentro de campo, o jogo-jogado, real, com esquemas táticos e dribles, não se tem falado?

Eu me canso de tudo isso, confesso…