– Projeto “ficha limpa” vai adiante!

Felizmente, está caminhando o projeto “ficha limpa”, por pressão da CNBB.

Você ainda não o conhece?

Abaixo, matéria do jornalista Reinaldo Oliveira:

Sob pressão da CNBB e MCCE o Projeto Ficha Limpa irá a votação

 

Na semana em que a Transparência Internacional divulgou relatório em que aponta o Brasil em 75º lugar no ranking da corrupção, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, o Movimento Contra a Corrupção Eleitoral – MCCE e a Cáritas Arquidiocesana, através de seus representantes, fizeram pressão na Câmara Federal e conseguiram importante avanço quanto à tramitação do PL 518/09, que deu entrada naquela Casa de Leis, no dia 29 de setembro passado. O Projeto de Lei, denominado de Campanha Ficha Limpa, foi originado através de abaixo assinado com 1,3 milhão de assinaturas coletadas pela três entidades e, em sendo aprovado barrará o registro de candidatos às próximas eleições que tenham a “Ficha Suja”. Após a entrada na Câmara no dia 29 de setembro e, dada as dificuldades encontradas para a tramitação do PL, em reunião realizada no dia 19 de novembro passado, com o presidente daquela Casa de Leis, deputado Michel Temer – PMDB/SP, as entidades o informaram de que a coleta de assinaturas continua e já foram coletadas mais de 50 mil novas assinaturas favoráveis para que o PL seja colocado em votação. Também informaram ao presidente que o PL enfrenta resistência, tanto na Câmara quanto no Senado, pois os parlamentares defendem a manutenção da Lei em vigor, que lhes favorecem. É importante lembrar que dos 513 deputados, mais de 200 têm problemas com a Justiça e, dos 81 senadores, mais de 20 também têm problemas judiciais, fato que os classificam como “Fichas Sujas”. Neste aspecto o presidente Temer disse que não pode distorcer o sentido do PL, visto que o mesmo….”não é contra o deputado ou senador, mas sim, a favor da sociedade”. A próxima manifestação das três entidades, com o apoio de Temer, será no dia 9 de dezembro – Dia Mundial de Combate à Corrupção. Haverá uma grande mobilização em Brasília/DF, sobre o projeto Ficha Limpa, quando em ato solene serão entregues ao presidente da Câmara, deputado Michel Temer, as mais de 50 mil assinaturas que continuam sendo coletadas, favoráveis ao PL da Ficha Limpa. Também as representações estaduais e municipais das três entidades, farão manifestações sobre o PL neste dia. 

– Por que Não Vivemos sem a Mentira?

Sou da seguinte opinião: uma mentirinha ou uma mentirona é mentira em qualquer lugar!

Uma pesquisa americana revela: a cada 10 minutos contamos 3 mentiras.

Será?

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2080/artigo152159-1.htm

MENTIRA: POR QUE NÃO VIVEMOS SEM ELA

por Maíra Magro

“Detesto mentira!” Qual foi a última vez que você disse essa frase ou ouviu alguém dizer? Seja como for, quem disse… mentiu. Podemos até falar que odiamos a mentira, mas lançamos mão desse recurso quase sem perceber.

O professor de psicologia Robert Feldman, da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, filmou a interação entre mais de 50 pares de pessoas que acabavam de se conhecer e constatou que elas mentiam em média três vezes numa conversa de dez minutos.

Feldman, uma autoridade mundial sobre o tema e autor do livro recém-lançado no Brasil “Quem É O Mentiroso da Sua Vida? Por Que As Pessoas Mentem e Como Isso Reflete no Nosso Dia a Dia”, constata que recorrer a desvios da verdade, além de ser quase uma questão cultural, é um recurso de sobrevivência social inescapável. “Em geral, mentimos para tornar as interações sociais mais fáceis e agradáveis, dizendo o que os outros querem ouvir, ou para parecermos melhores do que realmente somos”, disse à ISTOÉ.

O problema, ressalta, é que meros desvios dos fatos podem crescer e virar uma bola de neve, gerando relacionamentos baseados no engano. “Devemos ser mais verdadeiros e demandar a honestidade”, conclama Feldman. Na maioria das vezes, a realidade é deturpada sem malícia. São as mentiras brancas, que funcionam, nas palavras do especialista, como “lubrificantes sociais”. Isso não acontece apenas nas conversas entre estranhos, permeia também os relacionamentos mais íntimos.

A dermatologista carioca Jocilene Oliveira, 55 anos, admite praticar um clássico feminino: “Se comprei um vestido e meu marido me pergunta quanto custou, digo que foi uma bagatela, mesmo que não tenha sido”, conta ela, para quem essa mentirinha de vez em quando serve para “evitar stress” no casamento. Há poucas chances de o marido de Jocilene descobrir a verdade. Segundo a psicóloga carioca Mônica Portella, é como se jogássemos uma moeda para cima cada vez que tentássemos descobrir se alguém está falando a verdade.

Ela estudou sinais não verbais da comunicação, como movimentos dos olhos e gestos das mãos, para ver se é possível detectar os momentos em que uma pessoa diz inverdades. “A taxa de acerto de um leigo é de 50%”, revela. Outro artifício muito usado é mascarar os fatos para fazer o interlocutor sentir-se bem, como dizer que um corte de cabelo duvidoso ficou “diferente” e não horrível. A lista de situações em que exageramos ou modificamos a realidade não tem fim.

Quem nunca inventou uma desculpa esfarrapada para justificar um atraso? Segundo especialistas, as técnicas de dissimulação são aprendidas pelas crianças desde cedo – e não por meio de colegas malandros, mas com os próprios pais. “O processo educacional inibe a franqueza”, aponta Teresa Creusa Negreiros, professora de psicologia social da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro.

Uma menina que ganha uma roupa será vista como mal-educada se disser, de cara, que achou o modelo feio. O paradoxo é que, embora a sociedade condene a mentira, quem falar a verdade nua e crua o tempo todo será considerado grosseiro e desagradável. “Mentir por educação é diferente de ter um mau caráter”, pondera Teresa. Mas, para Feldman, mesmo as mentiras inofensivas devem ser evitadas, com jeitinho. “Nossos filhos não precisam ser rudes e dizer que detestaram um presente”, afirma. “Mas podemos ensiná-los a ressaltar algum aspecto positivo dele, em vez de dizer que gostaram.”

As inverdades repetidas no cotidiano mascaram os parâmetros que temos para avaliar nossas atitudes e a dos companheiros, gerando todo tipo de desentendimento. Quando estamos diante de alguém que fala muita lorota, não sabemos com quem estamos lidando.

“É muito difícil categorizar mentiras e dizer que umas são aceitáveis e outras não”, afirma Feldman. Em alguns casos, os efeitos são irreversíveis. Preocupado em saber se a ex-namorada gostava realmente dele, o estudante paulistano Rogério Yamada, 22 anos, decidiu testar o ciúme dela inventando que a havia traído.

“Ela acabou terminando comigo”, lembra. “Hoje me arrependo.” Quem é enganado também sofre, com mágoa e desconfiança – segundo especialistas, a dor é mais forte quando afeta os sentimentos ou o bolso.

A psicanalista Ruth Helena Cohen, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), oferece um consolo a quem se sentiu ludibriado: a mentira tem muito mais a ver com a psicologia de quem a conta do que com seu alvo – como no caso de Rogério, que no fundo queria saber se era amado. “É uma forma de defesa, que revela uma verdade sobre quem a diz”, afirma Ruth.

É claro que, além das mentirinhas brancas, há aquelas contadas com dolo: são trapaças e traições para beneficiar quem conta ou prejudicar o outro, como ganhar uma confiança não merecida ou cometer uma fraude financeira. Em casos mais raros, a mania de inventar e alterar os acontecimentos pode revelar uma patologia.

É a chamada “mitomania”, ou compulsão por mentir, que demanda tratamento psicológico. Uma das razões pelas quais contamos tanta mentira é que raramente nos damos mal por isso. O mentiroso tem duas vantagens: a maioria das conversas está baseada na presunção da verdade e é praticamente impossível identificar uma inverdade no ato.

– A Irresponsabilidade dos Pseudos-Dirigentes

Há muito dirigente esportivo que se intitula profissional, mas que no fundo age como o mais fanático torcedor. Sem razão e pleno em emoção, distribui acusações e levanta suspeitas para todos os lados.

Um coerente e fiel retrato da atual situação dos clubes e seus cartolas na reta final do Campeonato Brasileiro deste ano, foi elaborado pelo jornalista Fernando Sampaio, o qual reproduzo (extraído do seu blog, em: http://blogs.jovempan.uol.com.br/fernandosampaio/geral/cartola-torcedor-e-prejudicial/comment-page-1/#comment-4606)

CARTOLA TORCEDOR É PREJUDICIAL AO FUTEBOL

As declarações de cartolas torcedores só prejudicam o futebol. Acusam árbitros de ladrões, mas não apresentam provas. Fazem declarações passionais e levianas. Ninguém apresenta uma denúncia concreta. Insinuam, mas não dão os nomes. A única intenção é pressionar a arbitragem. Esta tática infantil tira a credibilidade do próprio futebol. Não é profissional. Prejudica o próprio negócio.

O torcedor fanático acredita e fica revoltado.

Outro dia, um dirigente disse que todos os cinco primeiros colocados pagam mala branca. E quando seu time está disputando o título será que paga também? Ah, não o meu clube não paga. Cara de pau. Palhaçada.

Nos últimos jogos do Verdão, existiram erros grosseiros da arbitragem. Ok, é preciso discutir isso, mas e o futebol? E a superação de Ronaldo no clássico, debaixo de 40 graus? E a recuperação do Fluminense, não só no Brasileirão? Sport x Palmeiras foi espetacular. A audiência bombou. Ora, se é tudo armado, porque assistir na TV? Vai ver novela e pára de chororô.

Se o campeonato é armado, porque o cartola não pede para o torcedor ficar em casa?

Quando o cartola vai vender o patrocínio do clube, ele não avisa o cliente que seu time será roubado e que existe um esquema para o rival ser campeão. Ele vai lá vender o sonho de títulos. Depois, quando o sonho não se realiza, vira um bebê chorão. Denegrir a imagem do produto futebol é uma burrice monumental. Isso cabe à todos os clubes.

É preciso ter espírito esportivo e saber reconhecer os méritos dos vencedores.

No Palestra, torcedores queriam bater nos jogadores e na imprensa. O sujeito sai do estádio revoltado, querendo achar um culpado. Ridículo. Futebol tem que ser diversão. O cara tem que sair do estádio e ir namorar, jantar, ler, dormir, fazer qualquer coisa, menos brigar. O resultado de uma partida não pode ser tão importante na vida. Senão, é melhor gastar o dinheiro no psicólogo. O futebol não pode fazer tão mal á saúde.

Futebol tem que gerar alegria ou tristeza, não raiva e ódio.

– O Cartel de Brinquedos do Brasil

Você acha que os brinquedos brasileiros custam caro? Acha também que existe uma invasão de produtos chineses?

Seu achismo está correto! A Secretaria de Defesa Econômica do governo aponta a existência de um grande cartel no setor de brinquedos, que controla desde a importação até a política de preços do setor.

Extraido da Folha de São Paulo, 12/11/2010, caderno Economia, pg e3, por Julianna Sofia

SECRETARIA QUER CONDENAÇÃO PARA CARTEL DE BRINQUEDOS

Depois de três anos de investigação, a SDE (Secretaria de Direito Econômico) -ligada ao Ministério da Justiça- recomendará a condenação da Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos) e de seu presidente, Synésio Batista da Costa, sob a suspeita de induzir o mercado nacional de brinquedos a formar um cartel na importação de produtos da China.
O parecer com o pedido de punição, ao qual a Folha teve acesso, será encaminhado hoje ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que julgará o caso.
No caso de condenação, a multa a ser aplicada pode variar de 1% a 30% da receita da entidade, além de outras punições a serem arbitradas pelo tribunal administrativo.
A prática de cartel traz prejuízos diretos ao consumidor, pois elimina a concorrência, provocando aumento de preços no mercado.
A denúncia contra a Abrinq e Costa foi apresentada à SDE, em 2006, pela Mattel do Brasil- subsidiária da multinacional americana que comercializa brinquedos fabricados principalmente na China.
De acordo com as acusações, a associação e seu dirigente incentivaram a adoção de uma conduta uniforme por parte de fabricantes, importadores e lojistas do setor.
Gravações
As principais provas apresentadas no caso são a pauta de uma reunião convocada pela Abrinq e a gravação desse encontro, que foi realizado em setembro de 2006.
Na reunião, a associação teria proposto: fixação e gerenciamento de cotas fixas individuais por importador; estabelecimento de preços mínimos para as importações; e criação de barreiras à entrada no mercado de novos concorrentes.
As informações levantadas no processo mostram que a entidade pretendia diminuir a exposição do mercado nacional à concorrência dos produtos chineses, limitando as compras com cotas individuais por CNPJ do importador e fixando preços mínimos.
A Abrinq, destaca a secretaria, tem como associados empresas que respondem por 30% do mercado nacional, e a produção local equivale a 55% dos brinquedos vendidos no país. O setor reúne 300 fabricantes locais e 50 importadores.

Acordo
O parecer relata que, em agosto de 2006, empresários brasileiros e a Abrinq foram à China negociar um acordo com a indústria de brinquedos daquele país. Na volta da viagem, Costa convocou uma reunião com todos os 42 associados para discutir o tema.
No encontro, afirma a SDE, a Abrinq passou aos empresários a impressão de que o acordo com a China autorizava a associação a fixar e distribuir as cotas individuais e a estabelecer preços mínimos.
Na prática, a associação teria usado o acordo para induzir a formação de cartel. A investigação ainda aponta que Costa dava a entender que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio do Brasil chancelava as medidas.
“A reunião na sede da Abrinq e as afirmações de seu presidente a respeito do acordo travado com entidades chinesas foram voltadas a influenciar a adoção de comportamento uniforme no mercado”, diz o relatório. “Jamais foi ou poderia ter sido competência da Abrinq estabelecer ou distribuir cotas de importação ou atuar na fixação de preços mínimos de importação”, continua o texto.
Em ofício à secretaria, o ministério informou que o acordo entre Brasil e China -homologado pelo governo em dezembro de 2006- envolve cotas globais de importação de produtos e trazia “disposições gerais a serem adotadas pelas empresas para garantir o equilíbrio do comércio”.
A SDE, em sua análise, pondera que, em nome da defesa comercial da indústria brasileira, a associação não poderia ter desrespeitado as regras de defesa da concorrência.
“O objetivo de impedir um excesso de entrada de produtos chineses no Brasil não legitima a conduta adotada pela Abrinq”, afirma. 

– Ronaldo, Bozzano e o Suposto Plágio

Nâo entendi como plágio comercial, mas a Bayern, laboratório fabricante da Aspirina, entrou na justiça contra a propaganda do Creme de Barbear Bozzano, onde Ronaldo Fenômeno é o garoto-propaganda, e conseguiu retirá-la do ar. Nela, o jogador diz que “se é Bozzano então é bom“. Acontece que a Bayern usa a frase “se é Bayern, é bom” desde 1922 !

Veja o vídeo, as fotos e a matéria em: http://blogs.abril.com.br/croquidamoda/2009/09/ronaldo-novo-garoto-propaganda-bozzano.html

– Mutretagem dos Radares Fotográficos em Rodovias

Vejam só: em denúncia da Rádio Bandeirantes AM 840, descobriu-se que os radares que se encontram nas rodovias não são aferidos por fiscais do Inmetro, e que a regulagem dos mesmos é duvidosa. Mauro Arce, secretário dos transportes, prometeu a devolução do dinheiro de multas emitidas em algumas rodovias e a suspensão de outras. A empresa responsável era a Fiscaltech.

Detalhes e como funcionou a investigação em: http://radiobandeirantes.com.br/notas.asp?ID=201133

– Confiar Desconfiando…

O Datafolha realizou uma pesquisa interessante, divulgada neste domingo na Folha de São Paulo, relacionando Ética e Corrupção. Nela, surgiu um número assustador: 17 milhões de brasileiros já venderam o voto nas eleições!

Mas outro dado importante: questionados sobre quais instituições os brasileiros NÃO CONFIAM e que ACREDITAM SER CORRUPTAS, apareceu:

– 92% no Congresso Nacional,

– 92% nos Partidos Políticos,

– 88% na Presidência e Ministérios!

As instituições em que os brasileiros confiam, pela ordem:

– 29% na Igreja Católica.

– 24% nas Forças Armadas,

– 21% na Imprensa.

Que falta de moral para os políticos. Se é tão descrente na classe política, por que a sociedade brasileira não faz nada?

– Nestlé X Danone. Boa briga!

Vocês viram o comercial da água Bonafont?

Pois é, essa água é da Danone, e promete ajudar a… emagrecer!

A Nestlé entrou na justiça contra a Danone, alegando que sua concorrente fazia propaganda enganosa.

A sabedoria popular diz que para eliminar líquidos, beber água é bom! Será?

O certo é que a Danone teve que retirar sua porpaganda da TV. É só o começo da “Guerra das Águas”

– Comportamentos Distraídos e Diversos

Por que tanto os comentaristas de arbitragem Arnaldo César Coelho, José Roberto Wright e Oscar Roberto de Godoy estão, atualmente, brigando com a imagem?

Foram grandes árbitros, são excelentes comentaristas, mas não dá para iludir a todos.

Domingo, no jogo Santo André X São Paulo, o zagueiro sãopaulino Miranda dá um carrinho legal (na bola) e posteriormente o adversário Fernando tropeça na mesma. Segue o jogo. Mas o Arnaldo diz: pênalty claríssimo, tesoura irresponsável, cartão vermelho ! ! !  Pô, assustei! Será que estava distraído? Revendo o lance, Arnaldo manteve sua opinião e mantive a minha, igual a do árbitro, que foi certeira.

Ontem, no jogo do Cruzeiro X Palmeiras, o atacante Kléber escorrega no campo e Wright de pronto: pênalty, o zagueiro puxa o braço. Por todas as câmeras, não era nada disso! Na Band, Godoy queria invadir o campo para dar o pênalty! A IMAGEM ERA REPETIDA E ELES INSISTIAM…

O problema é que os árbitros que estão assistindo sabem que o comentário foi errado, mas o povão acaba crendo piamente neles. E isso é um perigo!!!

Agora, já que o assunto é arbitragem, e o cartão vermelho redondo que o árbitro inglês Petter Walton inventou? Quem teve a honra de recebê-lo pela primeira vez foi o brasileiro Fábio, do Manchester United (quase nunca joga, e quando joga, é expulso no primeiro tempo…):

Frescura, não?

Outra loucura do mundo da bola: na Suécia, um goleiro diminuia o tamanho das traves para tomar menos gols! E a malandragem funcionava!

Veja só, extraído de: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL1316028-9842,00-NA+SUECIA+GOLEIRO+DIMINUI+LARGURA+DO+GOL+AO+EMPURRAR+TRAVES+PARA+DENTRO.html

Na Suécia, goleiro diminui largura do gol ao empurrar traves para dentro

Kim Christensen, do IFK Gotemburgo, admite ter usado o expediente em diversos jogos do campeonato local até ser descoberto por um árbitro

Líder do Campeonato Sueco e finalista da Copa da Suécia, o IFK Gotemburgo saiu de campo sem levar gols em metade das 28 partidas que disputou na temporada. A explicação pode estar com o goleiro dinamarquês Kim Christensen. Não por defesas milagrosas, mas por um truque que foi descoberto no empate em 0 a 0 fora de casa com o Örebro, na noite desta quarta-feira. Antes de a bola rolar, Christensen diminuiu a largura do gol chutando e empurrando com os pés a base das traves para o lado de dentro. Ele fez diminuir a largura em 10 cm de cada lado na base do gol.

CLIQUE AQUI PARA VER A ARTIMANHA

Alertado sobre a malandragem do goleiro, o árbitro Stefan Johannesson interrompeu a partida aos 20 minutos do primeiro tempo e ele mesmo chutou a base das traves de volta para o lugar. O goleiro, no entanto, não foi punido. No intervalo do jogo, em entrevista a uma TV sueca, Christensen admitiu não ter sido a primeira vez em que ele diminuiu o tamanho da baliza.

 – Eu já fiz antes e até agora nunca tinha sido descoberto.

Perguntado se esse seria o motivo de tantos jogos sem levar gols, o dinamarquês sorriu e disse: 

– Talvez, sim.

Para não atrapalhar os atacantes do IFK no segundo tempo, o goleiro botava as traves no lugar certo ao fim da etapa inicial. Companheiro de equipe de Christensen, o atacante da seleção sueca Tobias Hysén afirmou que já sabia do truque.

– Nós não só sabemos disso como também tentamos aproveitar alguns momentos de descuido para fazer o oposto e alargar o gol adversário. Isso pode fazer a diferença entre uma bola que bate na trave e sai e outra que bate na trave e entra.

A seis rodadas do fim do Campeonato Sueco, o IFK lidera com os mesmos 47 pontos do AIK mas leva vantagem exatamente no saldo de gols. 

– O Silêncio dos Apitadores

Amigos, abordarei um tema de difícil trato, principalmente para minha área de atuação, mas proporcional à polêmica criada: a chamada “lei do silêncio” aos árbitros de futebol.

 

Por estar envolvido nessa seara, e sem querer desrespeitar a orientação dada a nós pelas Comissões de Arbitragem, sei que terei algumas limitações por impedimentos éticos; mas amparado pelo espírito democrático de livre expressão, ousarei aqui opinar.

 

Tenho ouvido muitas discussões entre imprensa e aficcionados pelo futebol sobre o tema. Mas… e a opinião dos atingidos por tal medida (nós, os árbitros), como fica? Fica silenciada, é claro, por uma espécie de censura determinada por níveis de comando superior.

 

É nesse limiar (dificultoso, é verdade) que quero tratar: até onde somos proibidos de falar e até onde deveríamos falar. Não quero infringir a norma, mas me sinto omisso como cidadão em não expressar minha opinião.

 

O fato relevante é que a CBF, amparada oficialmente pela Conmebol, determinou que os árbitros de futebol estão proibidos de dar entrevistas sobre partidas das competições de jurisdição das respectivas entidades.

 

Sinceramente e sem deboche, pergunto: qual a novidade?

– Sempre foi assim…

 

Talvez o fato novo seja a amplitude da medida: proibição pré e pós-jogos; partidas de categorias diferentes e até mesmo uma indevida instauração de espírito de animosidade entre árbitros e jornalistas.

 

Explicito minha opinião pessoal, respeitosa, e que procura fomentar o debate sadio e democrático: tal medida é desnecessária e até mesmo violenta o senso comum e a inteligência das pessoas; claro, desde que exista a ética na categoria.

 

Alguém precisa avisar um árbitro que é indelicado criticar um colega seu que apita jogos do mesmo torneio que você tem atuado? É claro que não!

 

Tal medida cerceia a possibilidade de crescimento e didática dos próprios árbitros de futebol. Qual a implicação indevida de um árbitro que apita série D do Campeonato Brasileiro em explicar um lance ocorrido em jogo das Eliminatórias da Copa? A respeitosa discussão com fins de aprendizado deve ser incentivada, não extirpada! Tais embates são verdadeiras alfabetizações contínuas aos profissionais do futebol.

 

As recomendações e determinações sobre censura sempre existiram e infelizmente sempre existirão, mas por determinados e diversos motivos. A clareza fica em segundo plano, já que os argumentos que justificam o silêncio são impostos; nunca discutidos nem bem elaborados. E tudo isso incomoda o árbitro de futebol sério e comprometido.

 

Me lembro que no início da carreira, meados dos anos 90, não se podia dar entrevista porque árbitro “não sabia falar”. A instrução do quadro de árbitros era outra, a desenvoltura ainda tímida frente as câmeras. Àqueles que se expressavam bem, silêncio! Afinal, a ordem era para todos.

 

Passado algum tempo, virada de milênio, nova comissão, nova determinação: quem falar em microfone, qualquer que seja o assunto, não apita! A quem possa interessar, era ordem da CBF ou da FPF (das respectivas comissões). O motivo era não polemizar o meio da arbitragem.

 

Meados de nossa década, novas mudanças: pode falar, mas desde que não seja de futebol. Aos poucos, os árbitros foram se soltando, e algumas novidades surgindo: o programa do jornalista Milton Neves, por exemplo, então na Rede Record, começou a remunerar os árbitros que fossem à TV e falassem. Podia ir, desde que comunicando às entidades e comissões, mas com o máximo de cuidado.

 

Agosto de 2009: apenas um reforço ao que sempre ocorrera: árbitro não pode falar. E isso estendeu-se a uma prática dentro de campo: a discrição das sinalizações em campo. Cada vez mais o árbitro deve marcar o lance e não procurar justificá-lo com gestuais. Àqueles que estão atentos ao lance e entendem de regra, tudo bem. Mas aos que não compreendem as 17 regras, isso provoca a criação de inúmeras dúvidas a quem assiste, taxando muitas situações como “perigo de gol”.

 

Cá entre nós: a clareza não é algo importante e necessário em todas as atividades da sociedade? Mostrar explicitamente sua marcação em campo ou explicar taxativamente sua decisão numa entrevista pós-jogo poderia tornar a imagem atual tão sisuda do árbitro em outra mais transparente. Ainda: mostra que o mesmo entende do que faz e não quer ludibriar ninguém.

A orientação atual contradiz esse pensamento: acredita-se que quanto mais se fala, mais se polemiza.

 

Novamente reforço minha observação sobre tal medida: como cidadão discordo, mas como árbitro devo respeitar e cumpri-la.

Veja a diferença abissal entre a Conmebol e UEFA: na Europa, os árbitros dão entrevistas pós-jogo, tiram dúvidas e tem a imagem de respeito em alta perante a sociedade futebolística. É claro que é outra cultura, mas o modo tratado também é outro. O respeito à figura do árbitro é trabalhada, não censurada.

 

Particularmente, prefiro o modo europeu. Mas ordem superior não se discute, cumpre-se…

– A Lavagem Financeira da Universal e a Briga contra a Folha de São Paulo

Que confusão e que mal estar a relação entre a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), de Edir Macedo, e a Folha de São Paulo!

Meses atrás, quando a Folha fez algumas matérias investigativas que não eram interessantes para o conglomerado da IURD, os fiéis começaram a entrar na justiça contra o jornal, alegando “perseguição religiosa”. Ninguém ganhou, mas o volume de ações foi grande…

Claro, houve um contra-ataque “oficial” da IURD: através da Rede Record, matérias contra a própria Folha.

Nessa terça-feira, o jornal traz em manchete de capa um esquema de lavagem de dinheiro da Igreja Universal, que funcionaria assim: O dinheiro sairia dos fiéis para a Igreja, que divide o montante em 2 empresas: Unimetro e Cremo. Delas, o dinheiro sai para as Ilhas Cayman e Ilhas do Canal, dois conhecidos paraísos fiscais, em nome de Investholding e Cableinvest. De lá, voltam ao Brasil através de empréstimos dessas mesmas empresas a pessoas de confiança e “laranjas”, que compram empresas, imóveis e aeronaves, além de investimentos na Rede Record.

Conclusão: Edir macedo e mais 9 pessoas da IURD denunciados!

Abaixo, matéria extraída do site Terra: http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3916257-EI306,00-Edir+Macedo+e+mais+sao+denunciados+por+formacao+de+quadrilha.html

EDIR MACEDO E MAIS 9 INDICIADOS POR FORMAÇÃO DE QUADRILHA

O bispo Edir Macedo e mais nove integrantes da Igreja Universal do Reino de Deus são alvo de uma denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo entregue à Justiça, segundo informou a edição desta terça-feira do jornal Folha de S.Paulo.

Os membros da Igreja são acusados pelos crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. A Universal disse à Folha que é alvo de perseguição.

Os promotores suspeitam de R$ 4 bilhões movimentados entre 2003 e 2008. Segundo a Folha, o dinheiro teria saído do País por meio de empresas e contas de fachada. Os valores teriam voltado ao País também por meio de empresas para contas de pessoas ligadas à igreja.

Os recursos teriam financiado a compra de emissoras de TV, rádio, financeiras, agências de turismo e aviões particulares.

A denúncia foi recebida pela 9ª Vara Criminal de São Paulo. O MP iniciou em 2007 uma investigação, na qual quebrou os sigilos bancário e fiscal da igreja, além de ter investigado o patrimônio de seus membros.

A igreja arrecada R$ 1,4 bilhão por ano com dízimos. O volume movimentado pela Universal entre 2001 e 2008 foi de aproximadamente R$ 8 bilhões. Apesar de não pagarem impostos, as igrejas devem declarar as doações.

– Nas Barbas dos Federais

SÓ NO BRASIL ! – A 10 km da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, funciona a “Feira do Paraguai”, um tradicional ponto de venda de produtos pirateados e contrabandeados.

Precisa dizer algo?

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0948/economia/so-brasil-486158.html

NAS BARBAS DOS FEDERAIS

De terça a domingo, funciona em Brasília, a 10 quilômetros da Esplanada dos Ministérios, a “Feira do Paraguai”, um dos maiores centros de venda de produtos ilegais do país. O incrível é que a pirataria não só rola solta nas barbas do QG da Receita e da Polícia Federal mas também em terreno cedido pela União. Sim, são 70 000 metros quadrados doados pelo governo. Na época da doação, em 1997, a ideia foi concentrar ali ambulantes — que trabalhassem legalmente, é claro. Hoje, a feira é dominada por máfias e oferece todo tipo de muamba. Há desde cópias de produtos de grifes, como Louis Vuitton e Gucci, até remédios, armas e munição de procedência duvidosa — boa parte seria fruto de roubo de cargas. Como a contravenção permanece escancarada tão perto das autoridades? Parte da resposta é que há apenas seis auditores para fiscalizar toda a Região Centro-Oeste. Nos últimos três anos e meio, a PF e a Receita apreenderam 12,6 milhões de reais em mercadorias em batidas na feira. O valor é uma fração dos estimados 70 milhões por ano comercializados ilegalmente. Lá, como em tantas outras “feiras do Paraguai” espalhadas pelo país, a vizinhança com os federais não incomoda.

– Caridade na Verdade

O Papa Bento XVI, na semana passada, resolveu falar sobre fé, economia e globalização. Foi muito bem! Na sua carta aos católicos, intitulada “Caridade na Verdade” disse algumas coisas interessantes. Por exemplo:

“A economia necessita de ética para funcionar corretamente. Não qualquer ética, mas a que tenha o ser humano como figura central. (…) A globalização não é, a priori, nem boa nem má. Será o que fizermos dela (…). O lucro é útil se serve como meio para um fim, mas quando o lucro se torna meta exclusiva (…) surge o risco de destruição e pobreza.”

Sábias palavras. Alguma mentira aqui?

– Schincariol Vence Guerra Contra a Ambev na Justiça

O mercado de cervejas no Brasil é realmente competitivo e ardiloso. A Schincariol venceu nos tribunais uma ação de depreciação de preço, a chamada “concorrência desleal“, contra a Ambev. Compartilho o auto-explicativo texto abaixo:

Extraído de: http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200907221736_RED_78246230

Cade multa Ambev em R$ 352 mi por prejudicar concorrência

Laryssa Borges, Direto de Brasília

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu nesta quarta-feira aplicar multa de R$ 352 milhões à Ambev por considerar que a empresa, dona das marcas de cerveja Skol, Brahma e Antarctica, realizava práticas anticoncorrenciais para enfraquecer as demais empresas produtoras da bebida alcoólica. Esta é a maior multa já aplicada por uma agência reguladora a uma única empresa.

A sanção imposta representa 2% do faturamento da empresa calculado em 2003, um ano antes de a Schincariol ingressar com processo administrativo junto ao órgão.

De acordo com os conselheiros, a Ambev tinha a intenção de obter vantagem ao realizar programas de fidelização de postos de venda e agiu deliberadamente para enfraquecer a concorrência. Criou o programa “Festeja”, que orientava pontos de venda a diminuir os preços das bebidas da Ambev em no mínimo R$ 0,11 durante a semana e em pelo menos R$ 0,21 nos finais de semana em plena campanha de lançamento da Nova Schin, e o projeto “Tô Contigo”, que indicava a exigência de exclusividade ou impunha limites de compra de cerveja concorrente, sendo que 90% deveriam ser da Ambev.

Segundo a Schin, que apresentou o processo, a Ambev “tem pautado seu processo de expansão por meio de aquisições de outras empresas do setor, no Brasil e no exterior, o que vem resultando em processo crescente de dominação de mercado, (…) fundado na concentração horizontal e vertical e na prática de ilícitos anticoncorrenciais”.

Para a Secretaria de Direito Econômico (SDE), vinculada ao Ministério da Justiça, a Ambev utilizou um “agressivo programa de fidelização, acompanhado de bonificações diversas, descontos casuísticos e em muitos casos de acordos de exclusividade”, o que garantia “políticas de (…) prejuízos à livre concorrência”.

“(A Ambev) tornou possível uma estratégia de elevação artificial de custos de empresas rivais, (…) com potencial prejuízo à livre concorrência”, argumentou a SDE no parecer enviado ao Cade. Condenada, a Ambev pode recorrer no Poder Judiciário da decisão do conselho de defesa da concorrência. A empresa ainda não comentou a decisão.

– Combustíveis Genéricos

Consumidores, cuidado! Cada vez mais se espalham no mercado os combustíveis “genéricos”, mas de baixa qualidade. Há muita gasolina formulada sendo vendida na praça (“formulada”, no comércio de combustíveis, quer dizer de laboratório, aprovada pela ANP, mas sem a mesma boa qualidade da que vem da refinaria) e Diesel venezuelano (também aprovado pela Agência Nacional de Petróleo, mas de qualidade inferior).

Como distingui-los? Pelo preço mais baixo, já que na bomba não existe diferenciação. Você os perceberá no rendimento do seu veículo.

Defendo que a ANP separe os produtos, obrigando aos postos a divulgarem se a Gasolina é Formulada ou não. Afinal, ela custa ao posto R$ 0,20 em média a menos!

É covardia contra o cliente não divulgar a especificação…

Veja como funciona esse criminoso esquema, que outrora já era investigado: (extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/1810/brasil/1810_conversas_inflamaveis.htm)

CONVERSAS INFLAMÁVEIS, por Sônia Filgueiras e Mário Simas Filho

O delegado Cláudio Nogueira, da Polícia Federal em Brasília, se tornou conhecido nacionalmente quando participou, em São Paulo, da chamada Operação Anaconda, que revelou um esquema de venda de sentenças judiciais e colocou na cadeia três juízes federais, delegados e agentes da PF. (…) Ele afirmou alto e bom som que há no Brasil uma máfia dos combustíveis atuando com a participação de autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. “Há infiltrações dos mafiosos em todas as esferas do poder. Isso posso afirmar com convicção”, disparou Nogueira diante dos parlamentares da CPI dos Combustíveis. O delegado se negou a dar nome aos bois e se justificou dizen do que as investigações ainda estavam em curso. Um ano depois, o inquérito não está concluído e atualmente repousa na mesa do procurador-geral da República, Cláudio Fontelles. A convicção do delegado, no entanto, tinha, já na época, bases bastante sólidas. Ele era o presidente do inquérito batizado de Operação Ouro Negro e tinha em seu poder vasta documentação sobre as fraudes praticadas pela máfia, inclusive gravações de conversas telefônicas. Muitas gravações. Aliás, também na Operação Anaconda, o delegado exagerou no número de grampos e tem sofrido críticas por causa disso.

As conversas gravadas na Operação Ouro Negro são inflamáveis. Elas envolvem o alto escalão da Agência Nacional do Petróleo (ANP), parlamentares, governadores e até desembargadores. A investigação revela a influência dos mafiosos na obtenção de certificados para a formulação de gasolina e de liminares que garantem a continuidade das fraudes. Também foram reveladas as relações entre os que fraudam e os que deveriam fiscalizar a qualidade dos combustíveis. De acordo com o delegado, as falcatruas provocam um prejuízo ao País estimado em R$ 10 bilhões por ano.

Mamata milionária – No Brasil, duas empresas foram autorizadas a trabalhar com gasolina formulada: a Golfo Petróleo Ltda. e a Aster Produtora e Formuladora de Combustível. A primeira é a principal protagonista das falcatruas descobertas pela Polícia Federal. Obter da ANP a autorização para trabalhar com gasolina formulada significa, na prática, tornar-se independente das refinarias e das petroquímicas para a aquisição da gasolina tipo A, usada para ser misturada ao álcool e depois distribuída para os postos. Essa independência permite colocar gasolina mais barata no mercado nacional.

Os documentos e gravações telefônicas que fazem parte das investigações de Nogueira mostram que a máfia dos combustíveis já agiu na própria concessão da autorização pela ANP, entre o final do governo FHC e o início da administração de Luiz Inácio Lula da Silva. Em dezembro de 2001 foi publicada a portaria 316 da ANP, que regulamentou a formulação da gasolina. Várias distribuidoras correram para obter a autorização, mas só a Aster conseguiu, em 3 de junho de 2003. No mesmo dia, através da portaria número 175, a ANP suspendeu a portaria número 316, mas manteve a autorização dada horas antes para a Aster. Com isso, a empresa conseguia, no final do ano passado, vender em seus postos a gasolina comum por R$ 1,68 o litro, enquanto os concorrentes trabalhavam com cerca de R$ 1,90 por litro. Um lucro extraordinário, pois no Brasil circulam cerca de 26 milhões de veículos. A Golfo só conseguiu a autorização para formular a gasolina em abril, por força de uma liminar obtida na 21ª Vara Federal do Rio de Janeiro.

Na última semana, ISTOÉ teve acesso a algumas das gravações que fazem parte da Operação Ouro Negro e a outras em poder do Ministério Público Federal no Rio. Nesses diálogos, o dono oficial da Golfo, Dirceu Antônio de Oliveira Júnior, conhecido como Major, se mostra um expert no tráfico de influência na ANP. Seu interlocutor é Paulo Bandeira, especialista em mercado financeiro, diretor de operações de uma famosa corretora de títulos no Rio. Segundo a Polícia Federal, ele é o responsável pela intermediação entre a Golfo e a ANP. Nos vários diálogos gravados, Bandeira mantém Dirceu informado a respeito de seus interesses junto à Agência, diz ter informações sobre documentos internos da ANP, o aconselha a esconder notas fiscais e aparentemente leva e traz informações de seus contatos na ANP para Dirceu e vice-versa.

– Imoral, mas Legal

Oscar Maroni, o dono da boate Bahamas, acusado de incitar a prostituição e sempre polêmico em suas atitudes, conseguiu, após muito custo, um habeas-corpus para sair da cadeia. E fez um protesto inusitado: Está com meio rosto barbado, meio rosto limpo. Alegou ainda que mesmo sendo um empreendimento indecente, seu negócio está dentro da lei.

Para administradores de “negócios inusitados” como Oscar Maroni, eis a matéria:

Extraído de: http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1222279-5605,00-MINHA+CONSCIENCIA+ESTA+TRANQUILA+DIZ+MARONI+AO+DEIXAR+DELEGACIA.html

‘Minha consciência está tranquila’, diz Maroni ao deixar delegacia

Com metade da barba e do cabelo raspados do lado direito do rosto e da cabeça, como forma de protesto, o empresário Oscar Maroni deixou o 40º DP, no bairro do Limão, na Zona Norte de São Paulo, por volta das 20h30 desta terça-feira (7). O dono da boate Bahamas foi preso no início da noite de terça-feira (30) após uma audiência realizada no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo.

A prisão preventiva do empresário foi decretada porque o Ministério Público apresentou gravações à Justiça que comprometeriam Maroni. Nas ligações telefônicas e conversas gravadas por uma ex-namorada, ele supostamente fala com uma garota de programa sobre um esquema de prostituição.

“Usarei meia barba até abrirem o meu hotel e minha boate. Eu me sinto injustiçado em relação à minha boate e ao meu hotel, que estão fechados há 24 meses. O meu hotel está com todas as exigências legais. A minha barba é uma forma de fazer um protesto com coisas que aconteceram comigo”, afirmou, na saída.
Apesar do protesto, Maroni garante que respeita as decisões da Justiça.
“Porque hoje novamente a Justiça prevaleceu, porque a minha consciência está tranquila. Eu posso ser imoral, posso até ser até indecente, mas todas as afirmativas feitas em relação à minha pessoa não têm fundamento. São gravações absurdas”, declarou.

O empresário afirmou que foi tratado com muito respeito e dignidade pelos carcereiros. “Mas cadeia é sempre cadeia. É um inferno. É um desespero. Que prazer dizer ‘eu posso ir tomar um café na esquina’”, ressaltou. Sobre os planos mais imediatos, completou: “Vou sair daqui, vou lá na churrascaria comer um carneirinho”.
Sobre as mais recentes acusações da qual foi alvo, ele disse que “foi vítima de extorsão”. “Não devo, tanto que dou esta entrevista. Quando saem do cárcere, dizem: ‘Não tenho nada a declarar’. Eu não fujo da imprensa. Meu trabalho é honesto, é digno”, declarou.
Antes de finalizar, ele voltou a comentar sobre o protesto que promete levar adiante. “Qual dos dois vocês querem? O Oscar Maroni barbudo? O Oscar Maroni sem barba? Façam o personagem que vocês quiserem, mas respeitem o cidadão, respeitem a minha dignidade, respeite a verdade”, disse.

Por último, ele lamentou ter perdido a decisão da Copa do Brasil, na quarta-feira (1º), em Porto Alegre, na qual o Corinthians se sagrou campeão mesmo com um empate em 2 x 2 com o Internacional. “Eu já estava com o ingresso na mão para assistir ao jogo lá”, lamentou.

Liminar

O desembargador Euvaldo Chaib, da 4ª Câmara Criminal de São Paulo, foi quem determinou nesta terça-feira a expedição de alvará de soltura do empresário Oscar Maroni. O desembargador concedeu a liminar durante análise do habeas corpus impetrado na sexta-feira (4) pela defesa dele. “O paciente, solto, em princípio, não oferece risco à sociedade, tampouco conduta motivadora de que aconselhe a segregação decretada”, escreveu o desembargador em seu despacho.
Maroni  estava detido na carceragem do 40º Distrito Policial, na Vila Santa Maria, onde ficam presos com formação universitária. O advogado de Maroni afirmou que o pedido de liberdade foi baseado na falta de provas sobre a autenticidade das gravações. “Eu estou dizendo que o decreto de prisão é desnecessário, que é fundamentado em um CD do qual não se tem prova da autenticidade. Não se sabe em que data foi feito”, disse Mello.

Gravação

O promotor José Carlos Blat diz que as gravações ainda vão ser periciadas, mas que o próprio Maroni reconheceu sua voz nas conversas. “A gravação foi apresentada em audiência e o próprio Maroni reconhece a voz dele”, disse Blat ao G1.
O promotor argumenta que as conversas são recentes e mostram que Maroni negociava novos esquemas de prostituição, mesmo depois de ser posto em liberdade provisória. “Ele estava enfiando as meninas pra trabalhar em hotéis, porque a boate Bahamas está fechada”, disse o promotor.
O mandado de prisão preventiva foi expedido no processo em que Maroni é acusado de formação de quadrilha, manter casa de prostituição, tráfico de pessoas e favorecimento da prostituição. As supostas provas obtidas pela promotoria vão ser usadas também em outro inquérito que investiga corrupção policial e falsa perícia, segundo o promotor Blat.

– Por que Existe tanta Diferença no preço do Álcool Combustível?

O comércio irregular de álcool no Brasil é mais sério do que se pensa. De produtos roubados à sonegação fiscal, passando pela adulteração, cada vez mais tais práticas devem ser fiscalizadas e seus responsáveis presos.

Compartilho tal material que explica como funciona essa nefasta indústria, e uma pequena resposta ao questionamento: Por que tanta diferença no preço do álcool?

(enviado pelo amigo Ernesto Aguiar, via e-mail, extraído da Folha de Londrina)

COMO FUNCIONA A SONEGAÇÃO DO ÁLCOOL

Há pelo menos três formas de sonegar impostos no setor de combustível, especialmente na compra e venda de álcool, relataram à reportagem dois sócios de uma distribuidora em Londrina, cujos nomes não serão revelados a pedido deles. “Só vendemos gasolina e óleo diesel, porque o comércio de álcool é impraticável em Londrina”, disse um dos empresários. 

Uma das formas de sonegação é a adição de água ao álcool anidro – produto não tributado, pois é destinado exclusivamente para ser adicionado à gasolina – e sua posterior venda como álcool hidratado, aquele para ser usado nos carros a álcool. Neste caso, há sonegação e adulteração. Também há distribuidores que conseguem colocar o álcool da usina diretamente nos postos, deixando de recolher pelo menos 6% do ICMS. A terceira forma é quando as usinas entram no conluio e vendem o álcool sem nota fiscal

A sonegação é responsável pelo mercado “extremamente complicado” em Londrina, segundo admite o próprio presidente do Sindicato dos Revendedores do Paraná (Sindicombustíveis), Roberto Fregonese. Há quase uma década, órgãos de defesa do consumidor se debatem para tentar regularizar o setor; empresários respondem ações criminais por crimes contra a ordem econômica, como a prática de cartel; alguns já foram presos. 

Na semana passada, revendedores disseram à reportagem que existe dumping no mercado, uma forma criminosa de nivelar os preços abaixo do custo e aniquilar a concorrência. Os próprios empresários admitiram ter baixado o álcool para R$ 0,99 porque foram subsidiados por distribuidoras. O preço voltou a subir na última quarta-feira, em média, 40%. A gasolina subiu cerca de 10%. 

Os empresários disseram que o problema dos preços do combustível começa nas próprias distribuidoras. Algumas não têm base, ou seja, operam a partir de pequenos escritórios “apenas vendendo nota fiscal”, como é o caso da segunda modalidade de sonegação.

“A ANP (Agência Nacional do Petróleo) exige que toda distribuidora tenha um local onde o combustível que vem da usina, no caso do álcool, seja depositado, contabilizado e vistoriado. Essas distribuidoras sem base não têm nada disso”, afirmou um distribuidor. 

De acordo com o empresário, a “distribuidora” vai à usina, carrega o caminhão e faz a distribuição diretamente nos postos. “Às vezes, uma nota fiscal é usada para várias vendas: pagam o imposto apenas uma vez.”

Problemas operacionais

Recentemente, a Receita Estadual deixou de exigir o lacre nas bombas de combustível, o que permitiria que o dono do posto adultere a quantidade vendida, pagando menos impostos. O mesmo órgão também acabou com os postos fiscais, que deveriam abordar caminhões carregados de álcool para verificar se o imposto foi pago na usina. “Isso permite que as usinas vendam o combustível sonegando os impostos”.

Este, aliás, é outro problema apontado pelos empresários: a forma de cobrança do imposto. No caso da gasolina e do óleo diesel, a Petrobras recolhe todos os tributos incidentes. Na venda de álcool é diferente e o recolhimento passa por duas fases. A usina deve recolher 12% e a distribuidora, 6%, além da substituição tributária. ”Mas as distribuidoras ‘clandestinas’ conseguem sonegar os 6% e vender o combustível mais barato para o posto; óbvio que o dono do posto sabe disso, porque quando consegue preço mais baixo é porque comprou o produto sem nota”, relatou um dos empresários.

Para eles, o ideal seria que a usina fosse responsável por recolher todos os impostos. “Então, quando as distribuidoras fossem comprar, o preço seria o mesmo para todos. E seria muito mais fácil fiscalizar as pouco mais de 20 usinas do Paraná do que todas as distribuidoras e postos”, explicou o empresário. “O que queremos é competir em igualdade de condições e poder vender álcool; não queremos virar bandidos sonegadores de impostos”, acrescentou o outro.

– Loja Americana Condenada por Falta de Ética

Até mesmo as grandes corporações devem se policiar. A americana TeenToon foi condenada por compartilhamento ilegal de músicas via Web.

Disponível apenas em áudio, clique nesse link: http://cbn.globoradio.globo.com/colunas/etica-nos-negocios/ETICA-NOS-NEGOCIOS.htm

A propósito, não se esqueça: downloads ilegais de músicas é crime!