É sabido há algum tempo que as manifestações religiosas de qualquer natureza na França são mal vistas. Há uma enorme confusão em se declarar Estado Laico e se agir como Estado Ateu.
De tal forma, durante os Jogos Olímpicos de Paris-2024, ocorrem manifestações de desagravo ao incidente na abertura em alusão à Santa Ceia (explicamos esse episódio aqui: https://wp.me/p4RTuC-Z8z).
Pois bem: de acordo com o jornalista Nicolás de Cárdenas da ACI Digital (importante veículo de comunicação católico), 7 pessoas foram presas por circularem em um ônibus customizado que pede o fim dos ataques contra os cristãos (vide foto abaixo):
O protesto pacífico visava circular com o ônibus em praças esportivas, colhendo assinaturas em defesa dos direitos das pessoas que têm fé, divulgando inclusive um site.
A empresa proprietária do ônibus, a plataforma de mobilidade CitizenGo, informou que o motorista e seis outras pessoas foram transferidas de uma delegacia para outra, e que irá processar as autoridades locais.
O espanhol Ignácio Arsuaga, dono da plataforma, declarou que:
“Os governos Wokes estão se tornando cada vez mais totalitários e sua ideologia parece desejar acabar com os símbolos cristãos. Esses Jogos Olímpicos serão lembrados por sua constante ofensa ao Cristianismo e a Fé”.
Aqui, um comentário particular: parece que o movimento woke, de fato, tem sido intolerante: torna-se inimigo quem não comunga dos seus ideais plenos. Lamentável…
Para a 3ª rodada das fases preliminares da UCL, no jogo entre Dínamo Kiev (Ucrânia) x Glascow Rangers (Escócia), estavam escalados o polonês Bartosz Frankowski(Polônia) como VAR e Tomasz Musial (Inglaterra) como AVAR. Eis que, saíram embriagados de um bar e roubaram uma placa de sinalização de semáforo!
Ambos fora de si, acusaram alto teor alcoólico no bafômetro (segundo as agências internacionais) e detidos. Após pagamento de fiança, foram liberados (e obviamente substituídos do jogo).
Apesar das lambanças no Brasileirão, ainda não se viu isso aqui no VAR do Brasil…
Para o confronto entre o Massa Bruta e o Furacão, valendo vaga para a próxima fase da Copa do Brasil, a CBF escalou:
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio – GO Árbitro Assistente 1: Fabrício Vilarinho da Silva – GO Árbitro Assistente 2: Eduardo Gonçalves da Cruz – MS Quarto Árbitro: Bruno Prado Nogueira – BA Assessor de Arbitragem: José Alexandre Barbosa Lima – RJ VAR: Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro – RN AVAR1: Cleriston Clay Barreto – SE AVAR2: Rodrigo Nunes de Sá– RJ Observador de VAR: Rodrigo Pereira Joia – RJ
Sabidamente, Wilton é um árbitro experientee participou da Copa do Mundo Catar 2022 e Copa América EUA 2024. Entretanto, apesar de ter feitos bons jogos no Mundial, foi mal em Inglaterra x França e “não saiu desse jogo” ainda (tanto tempo depois). Vive um “inferno técnico” desde então, com erros diversos nas partidas, bem longe do que foi no auge da carreira.
Deixou o “pau comer” no ano passado em Boca x Racing, sendo permissivo demais (veja aqui: https://wp.me/p55Mu0-3kF), depois exagerou no rigor num Fla-Flu (aqui: https://wp.me/p55Mu0-3n0), acrescentando o erro crasso no Corinthians 4×4 Grêmio(partida em que Renato Gaúcho reclama até agora que lhe tiraram o título, aqui: https://wp.me/p55Mu0-3lt), e, por fim, pela Copa do Brasil, ufa, o erro que eliminou o Bahia (aqui: https://wp.me/p4RTuC-O3O).
É bom árbitro, mas há tempos que tem errado em muita quantidade e de maneira bizarra.
👊🏻 Olá amigos! Tudo bem? Bem dispostos para mais um dia de vida?
Por aqui, tudo pronto para suar mais uma vez em busca de saúde. Vamos correr a fim de produzir e curtir a tão necessária endorfina (controlando o cortisol)?
Para qualquer árbitro do futebol brasileiro que apite jogos da elite, você achará erros contrários e a favor para qualquer clube. É fato!
Costumo usar o termo: não tem árbitro imaculado em nosso país. Todos já prejudicaram e favoreceram (sem intenção, obviamente) os times grandes que apitaram. E a solução da CBF é: escalar o menos rejeitado!
Ao divulgar Anderson Daronco para o jogo de volta da Copa do Brasil entre Palmeiras x Flamengo, não fiquei surpreso, pois era “bola cantada” que o gaúcho seria escalado. E por falta de opção. Veja só:
O Brasil tem 10 árbitros FIFA masculinos (número máximo permitido). São eles:
Anderson Daronco (RS) Bráulio da Silva Machado (SC) Bruno Arleu (RJ) Flávio Rodrigues (SP) Paulo César Zanovelli (MG) Rafael Klein (RS) Ramon Abatti (SC) Raphael Claus (SP) Rodrigo Pereira Sampaio (PE) Wilton Pereira Sampaio (GO)
Lembre-se: temos Edina Alves Batista no quadro feminino, que apita jogos masculinos da elite. Portanto, seriam 11 nomes disponíveis. Mas ela é paulista, e assim sendo, não pode. Retire paulistas e cariocas da escala, e sobraram 7 opções.
Dos 7, retire Bráulio, pois apitou o jogo de ida (e não expulsou Raphael Veiga). Restaram 6. Mas Ramon Abatti Abel está na final dos Jogos Olímpicos, não pode apitar. Sobraram 5. Descarte Wilton Pereira Sampaio, que apesar de experiente, é vetado pelo Palmeiras (lembrem das reclamações fortes contra Wilton e Sávio, os irmãos Sampaio). Wilton, além disso, está em péssima fase, e apitará mesmo assim Red Bull Bragantino x Athletico Paranaense. Sobraram 4.
Paulo Zanovelli e Rodrigo Pereira Sampaio, apesar de serem da FIFA, não tem condições de tocar um jogo desse. Com deficiência técnica, qualquer erro seria motivo para seminários de discussões e subterfúgio para as eliminações. Aí temos os gaúchos Rafael Rodrigo Klein e Anderson Daronco.
O meu Xará é novato na FIFA, e precisa ser preservado. Aí, por sorte, sobrou um nome experiente: Daronco.
A favor dele (pelo lado da CBF), na hora em que o jogo ficar pegado, o juizão não terá vergonha em marcar um monte de faltas e “cadenciar” o apito. Quanto menos tempo de bola rolando, menor chance de erros. Assim, prefira-se reclamações de uma partida onde o árbitro não deixou jogar, do que um jogo decidido com erro e polêmica (é a lógica da Comissão de Arbitragem).
Que quebra-cabeça, hein?
Boa sorte aos times, e torçamos para o árbitro deixar o jogo rolar.
Quem assiste o Campeonato Brasileiro e o compara com os da Europa, vê alguns hábitos condenáveis (especialmente os de unfair-play). É muita reclamação por parte de jogador, treinador, preparador físico e até de atleta reserva!
Cansa, a cada partida, ver gritos e gestos de protestos até para marcação de um simples arremesso lateral. Não condiz com o verdadeiro espírito esportivo, pois parece que as equipes querem ganhar a qualquer custo, legalmente ou não, sem se importar com a lisura e os bons exemplos.
Foi pênalti “roubado”? Ops: no jargão esportivo, “roubado” significa “mal marcado, errado, equivocado”… Mas a seu favor, pode.
Quer exemplos?
Quando é que os recordistas em cartões amarelos Zubeldía e Abel Ferreira reclamaram que foram beneficiados pela arbitragem? Quando os erros são contrários (e até quando não há erros), fazem um enorme escândalo e acabam mascarando erros de suas escalações, esquemas táticos que não deram certo ou substituições fracassadas, arranjando a temática “arbitragem” como motivo de discussão.
A propósito deles, impressiona como não evitam tomar cartões e promovem rodízio de reclamações. Repare: os assistentes técnicos e seus preparadores físicos são igualmente mal comportados, e recebem advertência tanto quanto os técnicos. É uma estratégia de pressão, igualmente condenável.
Obviamente, nossa qualidade técnica da arbitragem está aquém do desejado se comparado com a das principais ligas europeias. Mas lá, mesmo quando ocorrem os erros, não se vê toda essa bagunça com árbitro e quarto-árbitro.
Estenda-se a percepção de mau comportamento para alguns atletas. Assisti São Paulo x Flamengo e me assustei: Raphinha tumultou o jogo, foi desagradável, deselegante e inconveniente. Quando ele fez isso lá na Alemanha, no período em que jogou a Bundesliga?
Quando o VAR é acionado… aí vira bagunça. Compare na Premiere League: não há rodas em torno do árbitro, ele vai tranquilamente ao monitor e toma a decisão. Já no nosso capenga VAR tupiniquim, há quase uma conferência entre atletas “favoráveis” a uma marcação e a outros “não favoráveis”. E nada disso pode! Ficou conversando com o árbitro durante o diálogo com a cabine ou foi junto ao monitor, obrigatoriamente é lance para cartão amarelo. Aliás, para se coibir isso, algumas ligas estão adotando a regra proposta para discussão em 2025 (e que usam na condição de teste): somente o capitão tem permissão para conversar com o árbitro. Se implantada universalmente, esqueça do seu sucesso aqui. Todo mundo ficará em cima do juizão, como já é.
Outro comportamento indesejável: as simulações! Qualquer contato físico, o atingido se joga, berra, geme, pede ambulância e socorro. E em boa parte das vezes… nada foi. Um empurrão leve vira um atropelamento. Um esbarrão vira agressão. E o pior: os jogadores insistem em cavar faltas e muitas pessoas aplaudem a malandragem. Não pode! Sem contar as tentativas de pênalti… Na Europa, atacante que se joga na área e finge ter sofrido infração, é vaiado pela atitude antidesportiva. Aqui é exaltado…
Só que repare: atletas como Luciano (SPFC), Hulk (CAM), Deyverson e tantos outros, se jogassem na Europa e tivessem os mesmos comportamentos incorretos, seriam sacados do jogo. Só que os torcedores gostam disso! É como a situação desnecessária de uma bola que vai sair pela linha lateral e não tem chance de ser salva: o atleta corre, dá carrinho, faz um teatro e é ovacionado! Ele sabia que não salvaria a bola, mas sabia também que o coração apaixonado de um torcedor não fala com a razão, mas somente com a emoção.
Em resumo, tudo isso só acontece pois temos a cultura do vitimismo: todo mundo diz que seu time é o mais prejudicado do campeonato. Ué, e quem são os mais ajudados, se todos são prejudicados?
👊🏻 Olá amigos! Tudo bem? S’imbora começar mais uma semana com bastante ânimo?
Por aqui, tudo pronto para suar mais uma vez em busca de saúde. Vamos correr a fim de produzir e curtir a tão necessária endorfina (controlando o cortisol)?
Para o confronto entre o Massa Bruta e o Furacão, valendo vaga para a próxima fase da Copa do Brasil, a CBF escalou:
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio – GO Árbitro Assistente 1: Fabrício Vilarinho da Silva – GO Árbitro Assistente 2: Eduardo Gonçalves da Cruz – MS Quarto Árbitro: Bruno Prado Nogueira – BA Assessor de Arbitragem: José Alexandre Barbosa Lima – RJ VAR: Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro – RN AVAR1: Cleriston Clay Barreto – SE AVAR2: Rodrigo Nunes de Sá– RJ Observador de VAR: Rodrigo Pereira Joia – RJ
Sabidamente, Wilton é um árbitro experientee participou da Copa do Mundo Catar 2022 e Copa América EUA 2024. Entretanto, apesar de ter feitos bons jogos no Mundial, foi mal em Inglaterra x França e “não saiu desse jogo” ainda (tanto tempo depois). Vive um “inferno técnico” desde então, com erros diversos nas partidas, bem longe do que foi no auge da carreira.
Deixou o “pau comer” no ano passado em Boca x Racing, sendo permissivo demais (veja aqui: https://wp.me/p55Mu0-3kF), depois exagerou no rigor num Fla-Flu (aqui: https://wp.me/p55Mu0-3n0), acrescentando o erro crasso no Corinthians 4×4 Grêmio(partida em que Renato Gaúcho reclama até agora que lhe tiraram o título, aqui: https://wp.me/p55Mu0-3lt), e, por fim, pela Copa do Brasil, ufa, o erro que eliminou o Bahia (aqui: https://wp.me/p4RTuC-O3O).
É bom árbitro, mas há tempos que tem errado em muita quantidade e de maneira bizarra.
Compartilho artigo de minha autoria, publicado aqui no blog em 2010 e extremamente pertinente:
JOVIALIDADE CONTRA EXPERIÊNCIA NA ARBITRAGEM
Poderia até soar demagogo o título deste artigo. Ao contrário, ele vem dar o tom para um debate que certamente ocorrerá ao longo do ano: a renovação do quadro de árbitros do futebol brasileiro.
A Comissão de Árbitros da CBF anunciou que os árbitros a ingressarem no Quadro Nacional em 2010 deverão ter até 30 anos de idade. Tal medida servirá de subsídio para aplausos e vaias, de acordo com o enfoque desejado.
Uma renovação com nomes jovens e desconhecidos, a fim de realizar um trabalho de base, com treinamento técnico e teórico, é uma medida sensacional. Porém, dificultosa por alguns motivos: terão os clubes paciência para o amadurecimento desses árbitros? O trabalho de preparação dos nomes em treinamentos seria feito como? A estrutura financeira do futebol permitiria tal trabalho? Os jovens teriam a garantia de escalas?
Um grande ponto a favor seria o condicionamento físico, num momento em que o futebol é muito mais corrido do que jogado. O ponto negativo, claro, a inexperiência.
Já a renovação com nomes alternativos (não necessariamente tão jovens), a fim de oxigenar a atual relação, dando oportunidades a talentos das federações estaduais que até então, por número de vagas escassas, não apareceram no cenário nacional, se adotada para 2010 será contestada: de onde viriam esses nomes jovens a serem indicados? Quem os garantiriam ou os respaldariam em caso de pressão de dirigentes? Como não queimar jovens talentos e lançá-los em jogos adequados?
Um grande ponto a favor de nomes “alternativos” seria a experiência adquirida em campo em contrapartida dos novatos. O ponto negativo, claro, é o vício que poderão carregar pelos anos de apito (e entenda-se na linguagem do árbitro de futebol como “vício” os costumes e hábitos adquiridos na maneira de apitar e no estilo de arbitragem, difíceis de serem eliminados ao longo do tempo).
E aí virá a discussão. O que é mais necessário hoje: jovialidade ou experiência?
Para responder tal questão, leve em conta os fatores:
– Condicionamento físico;
– Capacidade de fazer a leitura do jogo durante a partida;
– Conhecimento de artimanhas e características de atletas já trabalhados em outras partidas;
– Histórico de arbitragem;
– Rodagem em campeonatos e clubes diversos;
– Respeitabilidade adquirida ao longo dos anos;
– Idade madura do árbitro (qual é a maturidade do jogador e a do árbitro?)
Tal tema é de dificílimo trato. E a implantação de tal projeto carece de força e apoio. Desejo boa sorte a Sérgio Correa nesta ousada empreitada. E que os clubes tenham paciência em entender o processo de renovação proposto.
Vale lembrar que tal assunto não se restringe apenas ao mundo do futebol. No dia-a-dia, em qualquer seara, se discute sobre a renovação profissional, o momento dela, e o costumeiro debate: jovens ou seniors? No mundo corporativo, isso é cotidianamente questionado.
Por fim, talvez algo a ser exaltado: a troca de informações entre gerações! Um jovem inexperiente interagindo com alguém tarimbado é ótimo, bem como um experiente aprendendo inovações com os mais novos.
👊🏻 Olá amigos! Tudo bem? Domingão também é dia de se exercitar!
Por aqui, tudo pronto para suar mais uma vez em busca de saúde. Vamos correr a fim de produzir e curtir a tão necessária endorfina (controlando o cortisol)?
Quem assiste o Campeonato Brasileiro e o compara com os da Europa, vê alguns hábitos condenáveis (especialmente os de unfair-play). É muita reclamação por parte de jogador, treinador, preparador físico e até de atleta reserva!
Cansa, a cada partida, ver gritos e gestos de protestos até para marcação de um simples arremesso lateral. Não condiz com o verdadeiro espírito esportivo, pois parece que as equipes querem ganhar a qualquer custo, legalmente ou não, sem se importar com a lisura e os bons exemplos.
Foi pênalti “roubado”? Ops: no jargão esportivo, “roubado” significa “mal marcado, errado, equivocado”… Mas a seu favor, pode.
Quer exemplos?
Quando é que os recordistas em cartões amarelos Zubeldía e Abel Ferreira reclamaram que foram beneficiados pela arbitragem? Quando os erros são contrários (e até quando não há erros), fazem um enorme escândalo e acabam mascarando erros de suas escalações, esquemas táticos que não deram certo ou substituições fracassadas, arranjando a temática “arbitragem” como motivo de discussão.
A propósito deles, impressiona como não evitam tomar cartões e promovem rodízio de reclamações. Repare: os assistentes técnicos e seus preparadores físicos são igualmente mal comportados, e recebem advertência tanto quanto os técnicos. É uma estratégia de pressão, igualmente condenável.
Obviamente, nossa qualidade técnica da arbitragem está aquém do desejado se comparado com a das principais ligas europeias. Mas lá, mesmo quando ocorrem os erros, não se vê toda essa bagunça com árbitro e quarto-árbitro.
Estenda-se a percepção de mau comportamento para alguns atletas. Assisti São Paulo x Flamengo e me assustei: Raphinha tumultou o jogo, foi desagradável, deselegante e inconveniente. Quando ele fez isso lá na Alemanha, no período em que jogou a Bundesliga?
Quando o VAR é acionado… aí vira bagunça. Compare na Premiere League: não há rodas em torno do árbitro, ele vai tranquilamente ao monitor e toma a decisão. Já no nosso capenga VAR tupiniquim, há quase uma conferência entre atletas “favoráveis” a uma marcação e a outros “não favoráveis”. E nada disso pode! Ficou conversando com o árbitro durante o diálogo com a cabine ou foi junto ao monitor, obrigatoriamente é lance para cartão amarelo. Aliás, para se coibir isso, algumas ligas estão adotando a regra proposta para discussão em 2025 (e que usam na condição de teste): somente o capitão tem permissão para conversar com o árbitro. Se implantada universalmente, esqueça do seu sucesso aqui. Todo mundo ficará em cima do juizão, como já é.
Outro comportamento indesejável: as simulações! Qualquer contato físico, o atingido se joga, berra, geme, pede ambulância e socorro. E em boa parte das vezes… nada foi. Um empurrão leve vira um atropelamento. Um esbarrão vira agressão. E o pior: os jogadores insistem em cavar faltas e muitas pessoas aplaudem a malandragem. Não pode! Sem contar as tentativas de pênalti… Na Europa, atacante que se joga na área e finge ter sofrido infração, é vaiado pela atitude antidesportiva. Aqui é exaltado…
Só que repare: atletas como Luciano (SPFC), Hulk (CAM), Deyverson e tantos outros, se jogassem na Europa e tivessem os mesmos comportamentos incorretos, seriam sacados do jogo. Só que os torcedores gostam disso! É como a situação desnecessária de uma bola que vai sair pela linha lateral e não tem chance de ser salva: o atleta corre, dá carrinho, faz um teatro e é ovacionado! Ele sabia que não salvaria a bola, mas sabia também que o coração apaixonado de um torcedor não fala com a razão, mas somente com a emoção.
Em resumo, tudo isso só acontece pois temos a cultura do vitimismo: todo mundo diz que seu time é o mais prejudicado do campeonato. Ué, e quem são os mais ajudados, se todos são prejudicados?
Gustavo Ervino Bauermann é um árbitro jovem, e dos diversos novatos que estrearam na Série A neste ano, é o que melhor está aproveitando as oportunidades.
No estádio São Januário, fez um primeiro tempo muito bom (não foi muito exigido, mas cumpriu a regra quando foi chamado). Deixou o jogo correr, não marcou qualquer faltinha e se posicionou bem em campo. Aliás, nos primeiros 45 minutos, tivemos um número curioso: em faltas, Vasco 2×10 Red Bull Bragantino. Mas as duas do Vascão resultaram em cartões amarelos (Souza por matar um contra-ataque de Borbas agarrando-o pela cintura e Adson por um jogo temerário no final da etapa).
O detalhe: a maior parte das faltas do Red Bull Bragantino foram em situações de ataque, na etapa inicial. Talvez, pela leitura de jogo, por serem atletas reservas que queriam mostrar serviço ao treinador Caixinha e foram afoitos.
No Segundo Tempo, o jogo ficou mais nervoso e Bauermann precisou usar as advertências verbais, mas sem problemas também. Todos os cartões amarelos foram necessários e corretos (4×1). Em faltas, no segundo tempo: 6×8. Tecnicamente, só bobeou em uma falta em Helinho (eu marcaria, mas foi coerente com seu estilo de apitar, pois não marcou lances semelhantes).
Se bem trabalhado, Gustavo pode ser um bom nome para a CBF em um futuro próximo.
A camisa 10 é mítica e sempre foi sinônimo de grande categoria. Orgulha-se quem a veste!
Apenas uma perturbação: qual jogador “camisa 10” (ou “posição de camisa 10”) que está jogando o Campeonato Brasileiro poderia usá-la na Seleção Brasileira hoje?
Por aqui, tudo pronto para suar mais uma vez em busca de saúde. Vamos correr a fim de produzir e curtir a tão necessária endorfina (controlando o cortisol)?
E para o confronto entre oVascãoe oMassa Bruta, a CBF escalou:
Árbitro:Gustavo Ervino Bauermann – SC Árbitro Assistente 1: Alex dos Santos Árbitro Assistente 2: Henrique Neu Ribeiro Quarto Árbitro: Fernando Mendes Assessor de Arbitragem: VAR: Emerson Ferreira – MG AVAR1: AVAR2: Observador de VAR: (A CBF ainda não disponibilizou a escala completa).
Gustavo Bauermann tem somente28 anose é de Francisco Beltrão / PR (embora apite por SC). Ele apitou asérie C e D em 2022. Em 2023, apitou dois jogos da série B. E, sem muita experiência,estreou na série A em Bahia × Red Bull Bragantino. Depois apitou Botafogo x Red Bull Bragantino.
Além desses jogos, Gustavo apitouvários outros da serie A e da Copa do Brasil. Dos novatos, sem dúvida, tem sido o melhor árbitro até agora.
O treinador do Palmeiras Abel Ferreira é chato, reclamão, teimoso, mas… campeão! Uma coisa que não se pode é reclamar de suas conquistas. E, surpreendentemente, leio que uma das torcidas organizadas tentou invadir o CT para conversar com ele para, digamos,“orientá-lo”ou “conversar à miúda”.
Será que a maioria dos torcedores palmeirenses pensa assim? Não estariam reclamando de barriga cheia?
Que Abel tem seus defeitos, é óbvio que tem. Mas não há exagero?
👊🏻 Olá amigos! Tudo bem? Caindo da cama pois o tempo urge!
Por aqui, tudo pronto para suar mais uma vez em busca de saúde. Vamos correr a fim de produzir e curtir a tão necessária endorfina (controlando o cortisol)?
A FPF escalou para o confronto entre Paulista Futebol Clube vs Internacional de Bebedouro a seguinte equipe de arbitragem:
Henrique tem apenas 5 anos de carreira, Apitava as categorias amadoras no ano passado, e nesse ano estreou na A4. Como o jogo do Galo, em tese, é apenas para cumprir tabela, a Comissão de Árbitros opta por dar chance a um jovem.
Me surpreende o 4º árbitro: Flavio Mineiro pulou da Bzinha para a A1 como um raio, fez uma lambança no Morumbi e… da forma como subiu, desceu! Ser reserva na 5ª divisão em jogo de cumprimento de tabela, não dá.
Acompanhe Manthiqueira x Paulista pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira e análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo, no sábado, começa às 15h, mas desde às 14h o Time Forte do Esporte já estará no ar.
Nos bastidores de futebol, cansei de ver situações envolvendo jogadores e torcedores. Das coisas mais incríveis possíveis… Por exemplo: jogador dando dinheiro para torcida organizada gritar o seu nome na arquibancada (eu presenciei isso), jogador combinando entrada em casa noturna com torcedores, bate-bocas e cobranças…de tudo, um pouco.
Havia um tempo (e eu vivi esse tempo, quando moleque) que “no estádio tudo podia”. Ali era o momento do cara espairecer, desestressar e fazer tudo o que não fazia na rua.
Os tempos, obviamente, mudaram, e mudam! Xingar jogador negro de macaco, hoje não pode mais (ainda bem, pois isso acontecia – e infelizmente, em alguns lugares, acontece). Idem à homofobia. Mas a intolerância ainda existe em algumas situações (somente na Bahia, por exemplo, você vê faixa de torcida organizada LGBT).
E discutir com jogador?
No caso específico: contra a Internacional de Bebedouro, o jogador do Paulista Aderlan discutiu com torcedor que estava na arquibancada, e na saída do estádio, ofendeu membros da Raça Tricolor.
Por que ele fez isso? Foi do nada?Ou foi xingado anteriormente?
Pera lá! Eu fui árbitro de futebol, e com mais de 700 partidas nas costas, eu sei que por 90 minutos o cara é xingado (como eu era, acertando ou errando nas minhas atuações). Você tem que ser um cara frio, ter controle emocional e não revidar (já que você só tem como torcida a sua família). Mas a questão é: “eu vou na firma do cidadão e ofendo ele durante o seu trabalho”?
Assim é o jogador de futebol. Ele é um trabalhador!Ninguém entra para perder, e se o cara não rende, é por que ele tem suas limitações. O atleta está cansado, suado, desgostoso com o placar, e é obrigado a ficar quieto ouvindo besteiras? Um jogador de 5ª divisão não ganha pra isso, não tem tratamento psicológico e social no seu time para essas questões, e é natural que, por ser garoto, não se controle e revide xingamentos (não estou dizendo que deva). É bem diferente de quem tem maior inteligência emocional e maior formação educacional!
Não quer dizer que Aderlan, a torcida ou quem quer que seja este errado. Mas você pode ofender a pessoa gratuitamente e quer que ela lhe devolva com um”obrigado” e lhe “mande beijos”? Não funciona assim.
Eu sei que a Raça Tricolor (e estendo à Gamor) são formadas por torcedores apaixonados, que se dedicam a seguir o clube. Viajam distâncias grandes, se esforçam e merecem todos os aplausos da comunidade jundiaiense. Mas deveriam saber que é natural uma revide desse. Isso mostrou que o jogador teve brio, se sentiu incomodado.
O que não me entra na cabeça é: o fato de pedirem ao técnico para não escalar mais o atleta! Ôpa, cadê o profissionalismo? Se houve um comportamento inadequado, puna-se conforme a natureza disso. E tal situação se resolveria com um Diretor de Futebol. Comando, amigos!
No mundo do futebol profissional, de alto rendimento, treinador não recebe formalmente pedidos de torcedores. O técnico tem muitos outros problemas a resolver do que isso! Aliás, justo agora que o time está rendendo, uma pendenga dessa não é necessária.
Sobre a ameaça da torcida boicotar o time? Ora, quem perde é o próprio torcedor! Ou alguém ainda acha, em pleno 2024, que a presença de torcida organizada ganha ou perde jogo? Digo isso, insisto, respeitosamente, pois é a realidade! Jogador profissional não vai perder ou ganhar por grito da torcida. Vide São Paulo x Fortaleza, Corinthians x Cuiabá, Palmeiras x Vitória… as enormes arenas lotadas não fizeram diferença aos times em seus domínios.
Repito, para que exista clareza: admiro demais as organizadas do Galo, mas entendo que a Raça é muito maior do que essa situação para se submeter ao trabalho de pedir afastamento de jogador. Não é cabível no profissionalismo. Vaiem o atleta, façam suas manifestações na arquibancada, mas não dêem pilha a tal questão.
Palavras de quem era xingado dentro de campo, via outros serem xingados e entende de xingamento. Estamos em tempos de profissionalismo no esporte, mesmo que seja na última divisão estadual.
ATUALIZAÇÃO: Aparentemente, o problema foi resolvido. O atleta foi à sede da organizada e pediu desculpas. Abaixo:
| NOTA OFICIAL RAÇA |
Paulista FC nosso maior patrimônio!
Após a propalação da nossa última nota oficial, o jogador abrangido e outras lideranças do clube entraram em contato com a nossa instituição, a fim de se retratar e colocar um fim nesta contrariedade.
Na noite de ontem (31/07) o atleta Adelan e outros componentes do time estiveram presentes na nossa sede, onde o jogador se desculpou pelo ocorrido e a torcida pôde conversar diretamente com parte do elenco.
Estamos nas quartas de final, poucos jogos nos separam do acesso. É nosso objetivo principal e para isso estamos unidos para apoiar ao máximo o Paulista FC nessa direção.
Não faltará apoio ao elenco no decorrer do campeonato.
Só o acesso importa, jogadores e torcida fechados.
Considero Marta a “Rainha do Futebol”, respeito sua brilhante trajetória, a admiro, mas… não tinha o que fazer no lance da Seleção Brasileira contra a Espanha pelas Olimpíadas. Ela mereceu a expulsão.
Também respeito o Juca Kfouri, brilhante jornalista, mas discordo totalmente da opinião dele (vide abaixo): a Regra do Futebol é universal, e tem que ser cumprida desde o desconhecido Zézinho da Esquina até o famoso Lionel Messi.
Marta simplesmente deveria ter sido mais cuidadosa. E errou. Paciência. O cartão vermelho foi bem aplicado.
Para ficar o entendimento dos lances a seguir, um preâmbulo didático: estamos no começo dos anos 90, na Escola de Árbitros Flávio Iazzetti da FPF, na fala do instrutor FIFA Gustavo Caetano Rogério:
“Quando alguém for com a trava da chuteira no adversário, não tem que administrar, porra, é Cartão Vermelho. Se quiser fazer média não vai apitar”.
O saudoso e querido professor Gustavo odiava que se utilizasse a expressão “administrar o jogo”, pois o árbitro deve cumprir a regra. E eu não me esqueci da resposta, a anotei, pois a pergunta estúpida (sobre administrar jogo) era minha… jovem, recém formado em Administração, fiz uso indevido do termo.
Dito isso: muitos árbitros estão administrando situações para não se comprometerem! E transferem a responsabilidade, malandramente falando, para o VAR. As decisões são sempre omissas, esperando o chamado da cabine, pois lá tem VAR e AVARes no ar condicionado com inúmeras câmeras (embora, sem sentirem o calor do jogo e sem o elemento principal: a visão privilegiada do árbitro dentro de campo, coisa que câmera alguma tem).
Em torneios eliminatórios de dois jogos (mata-matas), um erro de árbitro no primeiro jogo pode repercutir no segundo e ser decisivo. Por exemplo: e se o Raphael Veiga (que entrou de sola na perna de Eric Pulgar e deveria ter sido expulso e não foi) “arrebentar” no jogo de volta e ser decisivo no Allianz Parque? Não-expulso no Maracanã, decidindo… se expulso, seria um desfalque importante (aliás, o Palmeiras com 10 atletas no jogo de ida poderia tomar mais gols, hipoteticamente).
E por que o árbitro Bráulio da Silva Machadonão expulsou?
Antigamente, muito árbitro evitava expulsar atleta no primeiro jogo para “não se comprometer”, com a maldita ideia de que “estragaria o jogo de volta”. Ora, quem estraga é o jogador! Se o árbitro tem que expulsar e isso vai desfalcar um time, não é culpa dele, pois se cumpre a regra e acabou! E há jornalista que defende isso: poupar vermelhos para o bem do espetáculo. Será que Bráulio pensou nisso?
O VAR Igor Junio Benevenuto de Oliveira deveria ter chamado, pois para lances de possíveis cartões vermelhos e erros crassos, o protocolo precisa ser acionado. A única explicação é: Igor não achou lance crasso e respeitou a interpretação do árbitro. Se assim o fez, errou. Veiga vai com as travas em Pulgar, já tinha perdido o tempo da bola e nem esboça movimento de evitar contato com o adversário.
Na Neo Química Arena, houve o lance de Raniele que “meteu o pé” em Villasanti e Gustavo Nunes que deu uma braçada/cotovelada em Pedro Henrique(desde 2021 há a orientação para expulsão nesse tipo de atitude com mãos e braços no adversário). Ambos mereceram o Cartão Vermelho. Mas o detalhe é: não se pode passar batido que o veteraníssimo Marcelo de Lima Henrique, com 52 anos, na frente dele, tenha contemporizado a entrada de Raniele e dado apenas o Cartão Amarelo. Felizmente o VAR Rodolpho Toski Marques corrigiu o cartão. Nesse momento, pensei: Marcelo “deu uma de Bráulio”, em relação, a Veiga, e tentou poupar o atleta também?
Em Curitiba, o Red Bull Bragantino fazia um abafa no Athlético Paranaense e não deixava o adversário jogar. Num contra-ataque, tomou o primeiro gol. Na sequência, tomou o segundo gol. E no final do primeiro tempo, quase tomou o terceiro num pênalti de queimada!
A bola é levantada na área, o atacante do Furacão cabeceia para o gol e a bola bate no braço de Nathan Mendes. O defensor estava de costas, pois tinha saltado e perdido a bola. Seus braços estavam em movimento naturale é a bola que bate nele! Não tem nada de intenção ou movimento antinatural, e o árbitro carioca Wagner Magalhães nada marca. Eis que o VAR pernambucano Gilberto Rodrigues Castro Júnior o chama e ele muda de opinião. Errou! Faltou personalidade ao juizão… e aqui, novamente: transferência de responsabilidade!
Eu, sinceramente, não sei o que é pior: a deficiência técnica dos árbitros ou se falta “culhão” para se bater no peito, agradecer a sugestão do VAR e dizer: “fico com a minha interpretação de campo”. Má intenção ou desonestidade não é, esqueça.
Em tempo: e o torcedor corintiano bobão (para usar um termo publicável) que fez gestos de natação ironizando insensivelmente os gaúchos com a tragédia da enchente? Parabéns ao clube por repudiar, mas deveria proibir o sujeito de voltar a entrar no estádio. Aliás, o que os filhos e os netos desse “cidadão” devem estar pensando, né?
👊🏻 Olá amigos! Tudo bem? Animados para mais uma jornada?
Por aqui, tudo pronto para suar mais uma vez em busca de saúde. Vamos correr a fim de produzir e curtir a tão necessária endorfina (controlando o cortisol)?
O treinador do Palmeiras Abel Ferreira é chato, reclamão, teimoso, mas… campeão! Uma coisa que não se pode é reclamar de suas conquistas. E, surpreendentemente, leio que uma das torcidas organizadas tentou invadir o CT para conversar com ele para, digamos,“orientá-lo”ou “conversar à miúda”.
Será que a maioria dos torcedores palmeirenses pensa assim? Não estariam reclamando de barriga cheia?
Que Abel tem seus defeitos, é óbvio que tem. Mas não há exagero?
Nesse momento de clubes-empresa, SAFs e outras modalidades de gestão no futebol, o Sfera FC (cujo apelido é Raio Amado), que joga na vizinha Salto e treina em Jarinu, tem se destacado bastante.
A ideia é: ser um time que forma jogadores sem perder a preocupaçã0 com a formação da pessoa. E o retorno tem acontecido, financeiramente falando.
Em tempo: o Alexandre Costa Curta, que trabalhou no Paulista FC, faz parte desse sucesso colaborando com seus serviços profissionais por lá.
Olhe que história bacana, extraída de: InvestNews.com
FUTEBOL, NEGÓCIOS E FAMÍLIA: A APOSTA TOTAL DE UM FARIALIMER NO SFERA FC
Futebol, negócios e família: a aposta total de um faria limer no Sfera FC
Gustavo Aranha investe em (e busca investidores para) empresa que ganha com atletas bons de jogo e de cabeça
Foi na última sessão de terapia que ele percebeu como as férias escolares passadas junto ao avô alimentaram as decisões profissionais tomadas décadas depois – e que levaram à grande aposta empresarial da sua vida. Cria do mercado financeiro, Gustavo Aranha é hoje um dos três sócios-fundadores de um time diferente dos tradicionais clubes brasileiros: o Sfera Futebol Clube, “uma empresa que é um clube de futebol”.
“Meu avô era diretor do São Paulo e eu passava as férias no centro de treinamento, conhecia os jogadores. Vivi muito o São Paulo com ele, é parecido com o que eu vivo aqui no Sfera”, elabora Aranha enquanto relembra ao InvestNews sua relação com Herman Koester, diretor do SPFC nos anos 1990.
As quase duas décadas e meia de Faria Lima deram a Gustavo Aranha os recursos, a experiência e a lista de contatos necessários para botar de pé o projeto de um time de futebol em que o modelo de negócio não é enfileirar títulos, mas formar atletas e vendê-los para outros clubes, especialmente no exterior. E, assim, dar retorno para os investidores.
Cria da Faria Lima, Gustavo Aranha é sócio-investidor e fundador do Sfera FC
Uma explicação rápida: quando se diz que determinado clube “comprou o jogador tal”, na verdade o time comprou os direitos econômicos do atleta, o “passe”. Geralmente, o time que revela um jogador é dono de uma parte dos direitos econômicos e é remunerado a cada transação feita para adquirir o vínculo.
Este é o modelo de negócios do Sfera: formar jogadores e ganhar uma parte do valor sempre que um atleta ali revelado for vendido para um clube. O Sfera costuma ficar com 20% a 40% do valor da transação.
Por ora, os “clientes” do Sfera são clubes gringos menores, que não tem bolsos fundos o suficiente para concorrer com os tradicionais por jogadores brasileiros que se destacam nas principais ligas daqui. Na última janela de transferências, um dos atletas Sfera foi para um clube de Portugal, outro para a República Tcheca.
Essas primeiras transações, portanto, não costumam envolver aqueles valores que rendem manchetes, na casa das dezenas de milhões de euros. Por outro lado, dão ao atleta formado pelo Sfera FC uma vitrine com potencial para valorizar o “passe” do jogador, o que eventualmente pode se reverter numa bolada – sem trocadilho – para o time fundado por Aranha.
“No modelo tradicional dos clubes brasileiros o que importa é fazer a primeira transação e ganhar o máximo com ela. O nosso modelo é maximizar a segunda, a terceira, a quarta venda. Formamos atletas e cidadãos para que eles tenham carreiras longevas, focamos no longo prazo e vamos dar mais lucro assim”, explica Aranha, misturando o faria limer e o dono de clube de futebol.
Segundo Aranha, embora clubes tradicionais tenham em média 20% das receitas advindas da venda de jogadores, o investimento nas categorias de base não costuma ir além dos 5%. No Sfera, o foco é total na base. Depois dos quatro grandes de São Paulo e do Red Bull Bragantino, o maior orçamento do Estado para atletas iniciantes é o do Sfera FC. Para este ano, são R$ 12 milhões previstos.
ATLETAS BONS DE JOGO E DE CABEÇA
Essa aposta na longevidade das carreiras dos atletas marca outra diferença do Sfera em relação à estrutura de formação típica dos clubes brasileiros. Primeiro porque a ideia não é depender financeiramente da revelação de um Endrick por ano. Segundo porque, embora não seja um projeto social, a preocupação aqui é que a formação seja a melhor e mais completa possível, “do pescoço para baixo e do pescoço para cima”, como Gustavo costuma destacar.
O projeto atrai jogadores jovens, paga a eles uma ajuda de custos, plano de saúde e os aloja na estrutura do Sfera que fica em Jarinu (SP), a cerca de uma hora e meia da capital paulista. São jovens atletas entre 11 e 18 anos, com possibilidade de alojamento a partir dos 14. Recentemente, o Sfera também começou a investir no futebol feminino, mas as garotas ainda não ficam alojadas.
Partida entre Atlético Mineiro e Sfera, válida pela partida da segunda fase da Copa São Paulo de futebol Júnior 2023. Divulgação/Sfera FC
Lá, os 82 atletas mirins atualmente residentes fazem a preparação física, os treinamentos e as refeições. São avaliados individualmente, acompanhados por psicólogos, conversam com atletas em atividade e com aposentados. Além de estudarem em uma escola da região, passam por reforço escolar, têm aulas de inglês, educação financeira e assistem a palestras com temas que vão do racismo estrutural ao machismo.
“Se você visitar uma base tradicional, vai ver que os meninos são pouco incentivados a serem seres pensantes”, critica Aranha. A proposta do Sfera, explica, é formar atletas capazes de ler e agir sobre as complexidades do jogo e da vida. “Não tem como isso atrapalhar. Quanto melhor for a cabeça do jogador, melhor ele joga”, arremata.
Isso tudo custa, claro. Até aqui, o dinheiro tem vindo principalmente dos bolsos de Gustavo e seus dois sócios. O projeto nasceu oficialmente em 2021 e o equilíbrio entre gastos e receita deve acontecer em 2028.
Até lá, o Sfera aposta em novos sócio-investidores para continuar investindo na formação dos atletas. Os sócios decidiram oferecer 40% do clube, organizado como uma Sociedade Anônima de Futebol (SAF), para novos investidores. Cada percentil custa R$ 1,25 milhão.
Acostumado a fazer a ponte entre investidores abastados e as gestoras por onde passou – Hedging-Griffo, Bratus e GEO Capital – Gustavo agora roda São Paulo na sua scooter 150 cilindradas para conversar com jornalistas e interessados no projeto do Sfera FC. Ossos do ofício, ele projeta a rentabilidade do investimento, mas não faz promessas.
“Sou zero bullshiteiro. Eu botei meu dinheiro e tenho certeza que serei muito bem remunerado, mas não sei dizer quando vem o retorno porque não sei como será o processo inteiro”, admite. “É uma conversa muito de dono para dono, não é todo mundo que tem esse perfil”.
Vender o Sfera aos possíveis novos investidores fica mais fácil quando os sócios potenciais conhecem o projeto, destaca Aranha. Ele explica que o carrego – período entre a alocação e o retorno, no jargão do mercado – do investimento no Sfera FC é “extremamente prazeroso” porque os investidores “percebem a transformação que estamos fazendo”.
“Meu filho diz que o dia mais feliz da vida dele foi quando a gente ganhou no Galo [Atlético-MG] na Copinha. Ele estava no estádio com uns 15 amigos e foi um transe coletivo”, diz, orgulhoso.
Família, negócios e futebol continuam uma mistura essencial na vida de Gustavo. Apostando boa parte da herança dos dois filhos – o mais velho, de 17 anos, e a caçula, de 15 – no Sfera, ele diz que a decisão só foi tomada depois de uma conversa séria com eles e com a esposa. O resultado? Apoio total.
“Eu acho que, no fim, é um assunto de família, é uma decisão de família”. Freud explica.
Considero Marta a “Rainha do Futebol”, respeito sua brilhante trajetória, a admiro, mas… não tinha o que fazer no lance da Seleção Brasileira contra a Espanha pelas Olimpíadas. Ela mereceu a expulsão.
Também respeito o Juca Kfouri, brilhante jornalista, mas discordo totalmente da opinião dele (vide abaixo): a Regra do Futebol é universal, e tem que ser cumprida desde o desconhecido Zézinho da Esquina até o famoso Lionel Messi.
Marta simplesmente deveria ter sido mais cuidadosa. E errou. Paciência. O cartão vermelho foi bem aplicado.
Os clubes de futebol brasileiros, sabidamente, são grandes devedores. Estão com problemas de inadimplência com impostos, salários, fornecedores e outros tantos credores.
Um documento divulgado pelas consultorias Galápagos Capital e Outfield, chamado de “Relatório Convocados”, traz os números compilados do último exercício fiscal dos clubes. E eles são assustadores!
Veja que loucura: a soma das dívidas dos 20 clubes da Série A do Brasileirão se aproxima de 12 bilhões de reais! Repare: não está sendo contabilizado o Santos FC, que tem problemas financeiros e está na Série B.
Se considerarmos em ordem de valores devidos (e aí se inclui o Peixe), os maiores devedores são:
Temos que tomar cuidado para interpretrar os números: você “ter dívida” não significa que você é um caloteiro. Simplesmente, as contas existem e serão pagas no dia do vencimento(em tese). Por exemplo: o Flamengo deve aproximadamente 400 milhões de reais (a vencer), e as receitas ultrapassam R$ 1 bi (portanto, não tem problemas). O Bahia (pertencente ao City Group) e o Bragantino (Red Bull) têm contas a pagar, mas conseguem quitar as suas pendências em dia pois são superavitários.
Os problemas residem nos clubes que são deficitários: São Paulo e Corinthians têm saldos devedores assustadores, e não conseguem há tempos fechar suas contas no azul. E por que isso acontece?
Por causa de vários fatores, que se resumem a: má gestãoe gasto ruim do dinheiro.
Já repararam os valores absurdos pagos a determinados atletas, que não entregam em campo aquilo que recebem? Alguns nem titulares são. Outros, contratados a peso de ouro por empréstimos de agentes. E isso traz um outro problema: os juros cobrados pelos empresários “agiotas”. É só dar uma olhada no balanço dos clubes, e se verificará até empréstimos feitos pelos empresários de atletas.
Será que os gestores dos clubes de futebol administram suas empresas da mesma forma que o fazem na gestão das agremiações esportivas?Penso que não… E isso tem uma resposta fácil: os presidentes de clubes gastam horrores pensando em conquistar títulos, imaginando que as premiações valerão o esforço, e se esquecem: somente um time é campeão! Aí as contas ficam eternizadas, as conquistas não aparecem e o déficit aumenta.
Não é diferente aos pequenos clubes, com contas impagáveis. A dívida do Paulista FC se especula entre 50 a 67 milhões de reais (para um time na 5ª divisão estadual, de onde virá a receita?). Os valores são incertos pois sempre se fala em auditoria e o torcedor nunca sabe o valor real. Mas o certo é: dinheiro para se pagar, evidentemente não se tem.
Fico pensando: como administrar tais contas com responsabilidade? Para um time grande, não há como fazer, se não aceitar o que Palmeiras e Flamengo fizeram no período de vacas magras: cortar despesas, contratar barato, abdicar da disputa de títulos e se esforçar em não cair para a segunda divisão. E com uma gestão financeira responsável, hoje estão entre os clubes mais saneados financeiramente do continente.
O trabalho é árduopara os gestores esportivos, mas é necessário para a saúde do futebol brasileiro.
O saudoso Zito representa a importância de ser capitão na história do Santos FC. Foi ele quem orientou Pelé quando o jovem atleta chegou ao Peixe. Depois de seu falecimento, a faixa de Capitão do clube, ao invés do C, passou a ter um Z, em sua homenagem.
Evidentemente, muitas pessoas não conhecem histórias tão bonitas no futebol. E um repórter (o poupemos) após CRB x Santos, perguntou no pós-jogo a Carille:
“Pituca, Pelé e Neymar foram capitães desse clube. Qual a diferenciação que você pode fazer entre esses três jogadores?”
Além de se esquecer de Zito, o profissional não sabia que Pelé não foi capitão no Santos. Mas o difícil é: pedir para comparar Pituca e o Rei do Futebol.
Certamente, quando soube da pergunta, o próprio Pituca deve ter ficado sem graça…
👊🏻 Olá amigos! Tudo bem? Bem dispostos para mais um dia de vida?
Por aqui, tudo pronto para suar mais uma vez em busca de saúde. Vamos correr a fim de produzir e curtir a tão necessária endorfina (controlando o cortisol)?