– Felipão, o Reclamão!

Certa feita, Luiz Felipe Scolari ofendeu o árbitro assistente Roberto Braatz, dizendo:

Além de gaúcho, é safado”.

Na última semana, Braatz trabalhou pelo Campeonato Brasileiro na partida Cruzeiro X Palmeiras. Felipão reclamou muito da arbitragem.

Ontem, pela Sulamericana, Braatz (que processa Felipão pela ofensa citada acima) trabalhou no jogo Palmeiras X Botafogo. Em protesto, Felipão se recusou a trabalhar no banco de reservas.

Protesto do quê?

Braatz foi vítima de Scolari, não o inverso.

Já imaginou se os árbitros resolvessem boicotá-lo pelo excesso de insinuações, ou jornalistas pelas grosserias contra eles?

Infelizmente, o vencedor Scolari perdeu o respeito com os outros. Não pode ser mal educado como tem sido.

– Karina, a ex-atleta: Que pena…

Você conhece Karina Rodrigues, vereadora no interior paulista pelo PCdoB?

Provavelmente não. Mas se você tem entre 30 e 40 anos, se recordará da jogadora argentina Karina, que sempre esteve presente nas principais equipes de Basquetebol no Brasil.

Pois bem: Karina se tornou vereadora em Jaguariúna, e é investigada pela CGU (Controladoria Geral da União) por desvios de verbas públicas remetidas à sua ONG, chamada “Pra frente Brasil”.

Tomara que estejamos enganados, mas se confirmado, é triste saber que tão carismática atleta não usava o dinheiro para obras assistenciais e o embolsava.

– Tênis Falsificado X Tênis Original

Você já parou para comparar um tênis falso de outro original?

Os malefícios podem ser muitos: desgastes, lesões, calor excessivo, entre outros.

Veja que interessante os testes da fundação Pró-Testes com os modelos mais falsificados de corrida. Abaixo:

(Extraído de: http://boaforma.uol.com.br/noticias/redacao/2012/07/31/tenis-de-corrida-falsificado-pode-colocar-a-saude-em-risco-mostra-analise.htm)

TÊNIS DE MARCA FALSIFICADO PODE PROVOCAR RISCO À SAÚDE

Economizar na hora da compra de um bom produto às vezes pode trazer dor de cabeça no futuro, mas não foi o que a Proteste – Associação de Consumidores constatou no teste com seis marcas de tênis de corrida. A análise apontou que desde que não compre um produto falsificado, dá para gastar pouco e adquirir um excelente tênis.

A associação analisou um modelo falsificado, para verificar quais os danos que o uso desse tipo de produto pode causar à saúde do consumidor e constatou que, além de desconfortável, o modelo lesiona os pés e não é nada resistente. O modelo falsificado pesava 423g, mais de 80g acima do peso máximo recomendado para calçados voltados para a prática de esportes, que é de 360g.

Além de leves, os tênis devem ser confortáveis e permitir entrada e saída de ar, o que aconteceu com o falsificado.  No final do exercício, o produto ficou 5,6°C mais quente que no início da corrida.  A variação máxima da temperatura não deve atingir os 5,5°C.

RUPTURAS NA SOLA

o teste de durabilidade feito pela Proteste, o modelo da Reebok teve desempenho ruim.  Foram observadas rupturas nas solas na análise de flexão, provando que não é resistente em esportes de movimentos repetitivos como a corrida. Pelos problemas  apresentados, ele  não foi indicado para compra e ficou como último colocado do teste , com apenas 36 pontos no ranking final.

O Reebok foi o único modelo reprovado no teste de índice de pronação, que é a rotação interna da parte posterior do pé (calcanhar), e cujo excesso pode resultar em lesões nas articulações do joelho. Mas em segunda análise, feita com novas amostras, o tênis foi considerado aceitável. Procurada, a marca não se manifestou sobre o assunto.

ECONOMIA

Todos os modelos originais testados foram eficientes ao amortecer a pisada e nenhum machucou os pés. O melhor tênis do teste foi o Asics Gel Nimbus 13, com 86 pontos e que pode custar até R$ 636, mas pode ser encontrado por R$ 390.

O segundo melhor foi o Puma Exsis 2, que varia de R$ 129 a R$ 250, e ficou apenas um ponto abaixo do modelo do Asics. Optando pelo modelo da Puma o consumidor adquire um bom produto e ainda economiza cerca de R$ 360.

Foram testados os modelos: Asics Gel-Nimbus 13, Puma Exsis 2 , Mizuno Creation 13, Adidas AdiStar Ride 3 M, Nike Zoom Vomero 6 e Reebok Focus Dmx Power.

Os testes envolveram conforto, qualidade e durabilidade dos produtos. Para verificar a temperatura interna foi medido o calor após andar por 30 minutos na esteira e para avaliar o índice de amortecimento foi simulada uma caminhada sobre uma pista com sensores que identificam o grau de impacto sofrido. E, após os testes, foi verificada a adaptação do tênis ao pé do usuário, observando marcas e lesões.

– E Quando um time Joga com 12 Atletas?

No último domingo, na partida entre São Paulo X Flamengo, um fato inusitado:

Rodrigo Caio saiu de campo para receber atendimento médico. Neste interim, o treinador Ney Franco resolveu substituí-lo pelo atleta João Schmitt. Portanto, houve a concretização da substituição: o atleta saiu por completo do campo de jogo, e seu substituto entrou no gramado.

Curiosidade: a substituição só se dá quando o atleta sai do campo. Se ele permanecer em campo (por qualquer motivo – descuido, ato pensado, ou outro) e o substituto entrar, o substituto passa a ser o atleta irregular, e não o suposto substituído, pois o procedimento de substituição não foi concretizado.

Importante: como é que o sexteto de arbitragem (1 árbitro, 2 bandeiras, 2 AAAs  e 1 quarto árbitro),  aos olhos de um assessor de árbitros, nada viu? Desatenção pura dos árbitros! É deles a responsabilidade.

O grande erro foi: durante a substituição, é indicado ao árbitro pelo 4º árbitro o número do jogador que sai. Exatamente 32 segundos depois, sem saber que foi substituído, o jogador está na linha lateral pedindo para retornar ao campo. O árbitro Jaílson Macedo, nesse pequeno período de tempo, esqueceu que o atleta tinha sido substituído com sua autorização! E o quarto-árbitro, Rodrigo Guarizzo, que houvera informado, estava prestando atenção em quê? Deles, é a culpa maior do erro.

A) E o que o árbitro faz quando percebe que uma equipe joga com 12 atletas?

Naquele momento, Rodrigo Caio é um jogador substituído. Portanto, não pode mais participar do jogo. O procedimento do árbitro deverá ser:

– Paralisar a partida imediatamente, aplicar o cartão amarelo por CONDUTA INDEVIDA; o jogador se retira de campo e o jogo é reiniciado com tiro livre indireto à equipe adversária, no local onde a bola se encontrava no momento da paralisação. Porém, se o adversário estiver com a posse de bola, poderá continuar a partida, esperar a concretização da jogada ou que ocorra uma saída de bola (a vantagem é para não prejudicar a equipe que está com 11).

B) E se saísse um gol para o Flamengo?

– O gol deve ser confirmado, mesmo jogando contra 12.

C) E se saísse um gol para o São Paulo?

– O gol deve ser anulado.

D) E se sai um gol para o São Paulo, que está com 12 atletas, e o jogo é reiniciado?

– O gol é validado, pois não se pode voltar em uma decisão após a partida ter sido reiniciada.

E) E se Rodrigo Caio evita um gol flamenguista embaixo da trave, usando as mãos?

– Se marca um tiro livre indireto para o Flamengo, a ser cobrado em cima da linha da pequena área. Não se pode marcar um pênalti, pois o atleta não é mais um jogador da partida. Se expulsa o jogador por dupla advertência (entrar no campo de jogo e atrapalhar a partida). Embora não esteja autorizado a jogar a partida naquele momento, atletas substitutos e substituídos continuam sob jurisdição disciplinar do árbitro, podendo receber cartões. De certo, todos adversários pedirão pênalti… Pior: se um zagueiro atingisse Rodrigo Caio com um soco, o flamenguista levaria Vermelho e o sãopaulino Aamarelo.

F) E se João Schmitt tivesse entrado em campo sem o consentimento da arbitragem?

Na improvável situação de que o árbitro se equivocou e permitiu a entrada de João Schmitt crendo não ser uma substituição, mas o retorno do atleta Rodrigo Caio que segundos atrás pediu para ser atendido fora de campo, o cartão amarelo deve ser para João Schmitt, pois, teoricamente o árbitro não permitiu a substituição e João se torna “agente externo”.

G) Na mais improvável de todas as hipóteses: e se Rodrigo Caio se negasse a aceitar a substituição?

O procedimento da substituição de atletas, conforme a Regra 3, precisa do aceite do substituído. Se a substituição é informada ao árbitro, e o atleta está em campo e se recusa a sair, o jogo segue sem problemas para a arbitragem, que não autoriza a concretização da substituição. Fica a pergunta: Rodrigo Caio estava fora do campo; mas ele concordou em ser substituído? Se reclamasse (já que ele não foi informado que foi substituído), poderíamos ter um erro de direito?

Discussão fantástica, não?

– Burger King X McDonald’s: a Batata Olímpica da Discórdia

Briga de gigantes no período olímpico: McDonald’s patrocina a Olimpíada, mas Burger King usa Anderson Silva para promoção do evento (mesmo sem patrocínio). Haverá problemas?

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Olimpiada/noticia/2012/07/anderson-silva-revela-promocao-do-burger-king-para-jogos-olimpicos.html

EM AÇÃO ARRISCADA, BURGER KING USA ANDERSON SILVA PARA LUCRAR COM OLIMPÍADA

LUTADOR ANTECIPOU PELO TWITTER UMA PROMOÇÃO QUE SE CONFIGURA COMO MARKETING DE EMBOSCADA, SEGUNDO ADVOGADO, E PODE RENDER PUNIÇÃO À REDE DE FAST FOOD

Embora não seja patrocinador oficial dos Jogos Olímpicos de Londres, o Burger King acaba de lançar uma campanha voltada para a competição. Em seu perfil no Twitter, o lutador Anderson Silva, garoto-propaganda da rede de fast food, antecipou que cada medalha do Brasil irá render batata frita em dobro nos restaurantes da companhia no dia seguinte. A promoção vale apenas para combos.

O perfil do atleta no microblog, com 2,3 milhões de seguidores, vem sendo usado não só pelo Burger King, mas por vários de seus patrocinadores oficiais, como a Nike e a Philips, para gerar comentários sobre ações e campanhas feitas pelas empresas. Na última terça-feira (24/07), por exemplo, Silva perguntou a seus fãs se era “dia de churrasco”, uma alusão ao lanche oferecido pela rede.

Marketing de emboscada?
Como o Burger King não é patrocinador oficial dos Jogos Olímpicos de Londres e, pior, é concorrente direto do McDonald’s, que comprou uma das cotas oferecidas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), a ação se caracteriza como marketing de emboscada, isto é, quando uma empresa se aproveita de um evento esportivo para divulgar sua marca ou seus produtos sem fechar um patrocínio oficial. Esta é a opinião de Eduardo Carlezzo, advogado desportivo.

“Esta é uma ação coordenada do Burger King, e não só uma frase no Twitter, então ela ganha outra envergadura. Se aplicarmos estritamente os conceitos de marketing de emboscada, essa ação é irregular”, afirma o advogado.

Pelas regras impostas pela organização dos Jogos, não é permitido, por exemplo, usar as palavras “ouro”, “prata” e “bronze”, todas elas citadas na página oficial da marca no Brasil.

A imagem criada pela companhia também fere as regras, pois ela representa uma óbvia alusão entre um produto do Burger King, a batata frita, e a tocha olímpica, símbolo pertencente à Olimpíada.

Agora, resta saber se haverá alguma ação jurídica para proibir ou punir a rede de fast food. De acordo com Carlezzo, há um vácuo jurídico nesse caso, pois não há no Brasil uma legislação específica para punir o marketing de emboscada no caso de Jogos Olímpicos.

“O marketing de emboscada foi colocado na legislação pela primeira vez na Lei Geral da Copa, mas ela é válida apenas para a Copa do Mundo de 2014. Há um Ato Olímpico, que foi assinado quando o Brasil se candidatou para receber os Jogos do Rio, mas ele também vale apenas para a edição de 2016. Normalmente, em uma discussão jurídica, a empresa que se sente lesada se apoia no código civil, basicamente, e em concorrência desleal, porque o concorrente tirou vantagem de um direito que não possui. Mas nesse caso existe um limbo jurídico”, afirma Carlezzo.

O Burger King tem como meta para o Brasil chegar às mil lojas até 2016, quando os Jogos Olímpicos serão realizados no Rio de Janeiro, para se aproximar das 1,4 mil unidades que o McDonald’s, seu principal concorrente, possui no país. Para se ter uma ideia, a companhia cresceu 30% em 2011, saltando de 190 para 230 pontos de venda, mas, para cumprir o objetivo, o ritmo terá de ser acelerado.

– O Enésimo Cartão Amarelo de Luís Fabiano. Jogador conhece a Regra?

Neste domingo, lance infantil do atleta sãopaulino Luís Fabiano. Recebeu pela enésima vez um cartão amarelo evitável.

A Regra 4 fala sobre os “Uniformes/equipamentos dos atletas”. E desconfigurá-lo é uma infração passível de cartão amarelo.

As diretrizes sobre essa regra foram modificadas nos últimos anos. Antes, tirar a camisa não era infração. Por um certo período, se punia por “excesso de comemoração” ou “retardamento no reinício da partida”, como se a camisa fosse culpada por isso. Hoje, as coisas estão bem mais norteadas: o termo usado pelo árbitro é: “desconfigurar o uniforme”.

Vamos lá: se você jogar com o meião baixo ou com mangas arregaçadas, deve ser advertido verbalmente para que corrija o uniforme (pois as meias devem encobrir as caneleiras e as camisas devem ter mangas). Porém, se você erguer a camisa, nas diretrizes da Regra, a orientação é clara: deverá ser punido com cartão amarelo.

Nesse caso, as situações são as seguintes:

tirar a camisa;

erguer a camisa até a cabeça, sem tirá-la do corpo.

Na última modificação, de anos anteriores, se você erguia a camisa e tivesse outra camisa por baixo, não era infração (Rivaldo fazia tal comemoração com constância no Barcelona). Hoje, o atleta só não será punido se tiver uma camisa idêntica por baixo.

É claro que dirão que esta regra só existe para privilegiar patrocinadores que querem sua marca mostrada no momento mais importante: a comemoração do gol com a estampa da empresa à vista do público. Outros dirão que tirar a camisa não machuca ninguém e que tudo não passa de bobagem. Concordo com tudo isso, porém, assim é a Regra. Quer queira ou não, deve ser cumprida.

Admiro ver que atletas rodados, calejados e importantes, como Luís Fabiano, ainda recebam cartões amarelos infantis como o da partida São Paulo X Flamengo. Será que ele não sabia que tirar a camisa é para cartão amarelo?

Jogador não lê livro de Regra e desconhece as 17 leis do jogo. E quando sabe a Regra, muitas vezes não a cumpre e prejudica sua equipe.

Obs: não dá para passar batido: e o árbitro Jaílson Macedo apitando a partida no Morumbi, a quase 30º.C, com camisa térmica de mangas longas? Deve ter se desidratado dentro do uniforme.

– Qual o Grande Problema da Arbitragem Brasileira?

Na última rodada do Brasileirão, novamente muitos erros. Se erra no lance difícil, aceitável; mas se erra no lance fácil, lamentável.

Foram diversas reclamações: Gol do Fredy; pênalti no Palmeiras; Lance da Ponte, entre outros… sem contar série B, C e D.

Quando os erros são de árbitros fracos (pela incompetência) ou por inexperientes (pelo noviciado), dá para entender. Mas até árbitros renomados estão errando acima da média!

Claro que poderíamos falar dos fatores habituais, que sempre são alardeados: amadorismo da carreira, dificuldade pelo excesso de câmeras, problemas financeiros e outras desculpas (algumas aceitas, outras não). Mas a verdade é que o grande problema hoje é: A FALTA DE COMANDO NA COMISSÃO DE ÁRBITROS.

Responda rápido:

– quais ações positivas você sabe dizer de bate-pronto realizadas?

– já viu treino de árbitro?

– os escalados, regularmente, são os melhores?

– os estados mais fortes futebolisticamente têm mais árbitros atuando na mesma proporção da força de seus regionais?

– os 10 FIFAs do Brasil são realmente os 10 melhores?

E o pior de tudo: ninguém faz nada para melhorar…

Os árbitros estão abandonados. Ou alguém acha que reuniões enfadonhas, testes físicos à exaustão ou circulares via Internet resolvem? Estamos formando velocistas e teóricos, mas árbitros, não. E estragando o que tínhamos de bom!

– O Medalhista Olímpico Anão!

Para ser campeão, não precisa ter tamanho. Quer uma prova?

Joe de Pietro levou a Medalha de Ouro no Levantamento de Peso nas Olimpíadas de Londres de 1948. Ele levantou 307,5 kg. Detalhe: media 1,40 m…

Veja a foto:

 

Extraído de: http://www.esportefino.net/joe-de-pietro-um-improvavel-campeao-olimpico/

JOE DE PIETRO, UM IMPROVÁVEL CAMPEÃO

Daí você pensa em um campeão olímpico e imediatamente imagina um sujeito alto e musculoso ou magro e com físico bem cuidado ou então gordo e forte, como um judoca da categoria salve-se quem puder. Joe De Pietro não era nada disso. O americano foi campeão olímpico no levantamento de peso nos Jogos de Londres 1948. E tinha 1m40 de altura. Era um anão.

Na categoria até 56 quilos, De Pietro, campeão mundial em 1947, encerrou acompetição com 307,5 quilos, contra 297,5 quilos do britânico Julian Creus, medalhista de prata. O americano Richard Tom completou o pódio (295 quilos).

De Pietro morreu em 1999, aos 84 anos.

– Nem tudo que é Permitido é Devido. Scolari e suas queixas. O que fazer?

Numa Democracia, podemos manifestar nossa opinião sem censura. Claro, ela deve ser respeitosa, para que não existam consequências negativas.

Na última quinta-feira, assistimos a Palmeiras 0 X 2 Bahia. Na partida 3 lances contestados;

a falta no goleiro com gol anulado pró-Palmeiras: acertou o árbitro carioca Schneider; ali, foi infração, pois o palmeirense vai no corpo do arqueiro, e não na bola;

a suposta mão na bola do zagueiro do Bahia: nada marcou o árbitro, com correção, pois o lance não foi intencional (embora Thiago Leifer, do Globo Esporte, tenha dito que aquele tipo de mão, mesmo sem intenção, é pênalti – bobagem, pois a infração de “uso das mãos indevidamente na bola” só ocorre por intenção deliberada, e não por imprudência ou casualidade);

o pênalti pró-Bahia: duvidoso. Eu não marcaria, pois entendi que houve disputa leal da bola. Mas entendo e respeito aqueles que entenderam ter sido infração, alegando ombro nas costas com ação imprudente. É o típico lance que gera discussão, onde não existe absurdo.

Luís Felipe Scolari, após a partida, criticou o árbitro, usando termos jocosos e muita ironia. Chegou a dizer que o árbitro estava “cheio de tesão” em marcar o pênalti; alegou que o viu “satisfeito” e que deve “ter gozado nas calças”, entre outros termos baixos e sarcásticos.

Para quem não viu, está em: http://globotv.globo.com/sportv/sportvnews/v/felipao-lamenta-derrota-do-palmeiras-para-o-bahia/2060648/ 

Sobre o tema, uma pergunta pertinente do amigo Denis Garcia: “pelas declarações pós-jogo, Felipão não deveria ser punido?

Claro que sim. Não podemos e nem devemos sair por aí denegrindo ou ridicularizando as pessoas. Não vi o mesmo comportamento pós-jogo de Scolari nas duas partidas decisivas da Copa do Brasil, entre Palmeiras X Coritiba, com diversos erros da arbitragem, já debatidas em artigos específicos anteriores neste blog.

Por pior que seja a atuação de um árbitro, é necessário lembrar que ele tem família: pai, mãe, esposa, filho/a que deve acompanhar sua carreira e o que o envolve. Eles estão cientes do que podem ver ou ouvir, pelo risco da atividade de arbitragem. Mas certamente não suportam (e nem devem) a péssima educação e comentários baixos como os citados por Scolari.

Qual profissional gosta de que digam que ele “gozou nas calças” por um erro (se é que foi erro)?

Luís Felipe precisa se comportar melhor; ele é campeão mundial, vitorioso e deve dar exemplo positivo. Deveria ser punido rigorosamente (pois tal desrespeito aos envolvidos com o futebol – jornalistas e árbitros – vem de longa data) e convidado a se policiar mais.

– A Medalha de Ouro para o Piauí

Ainda se a judoca Sarah Menezes tivesse recebido uma medalha de bronze, deveríamos aplaudi-la de pé.

A moça, lutadora que vem do Piauí, é um dos exemplos de superação no esporte. Como treinar em alto rendimento sem adversários renomados? E sem dinheiro ou apoio?

Em Londres-2012, ganhou a medalha de Ouro. Ela não tinha obrigação alguma. Tal conquista tem peso milhões de vezes maior do que um Ouro do Futebol Masculino, caso a seleção conquiste.

Parabéns à piauiense.

– Qual será a Decisão de Kaká?

Kaká é craque, bom moço, chamado na Itália de “Il Bambino d’Oro”. Mas sua passagem pelo Real Madrid foi constrangedora. Não conseguiu jogar, se contundiu muitas vezes, não deu química

Agora, o noticiário diz que o Real oferece a recisão contratual, pagando-lhe metade do restante de todo o contrato para ir embora.

Em questão de negócios, o Real rasga dinheiro para não perder mais. Já para o atleta, pode ser uma oportunidade de recomeço, desde que possa atuar como titular em outro time.

Dizem que o Milan o quer de volta. Boa ideia. Dizem também que o Red Bull New York fez uma proposta. Aí é para curtir a vida e jogar como passatempo.

Se quiser ter sobrevida e aspirar seleção 2014, tem que ser no Milan. Se desejar vida boa e pouca cobrança, Red Bull.

Se eu fosse ele, sinceramente, toparia a proposta dos EUA. Lá, seria um enriquecido atleta aproveitando a Big Apple com mais tranquilidade.

E você, o que escolheria? Voltar ao Milan e ser cobrado, ou viver sossegadamente, sem tanta cobrança, nos EUA?

– Olimpíadas, Quebradeira, Legado, Interesse

Os Jogos Olímpicos começaram nesta sexta-feira. Algumas competições se iniciam antes, como o Futebol, que nunca deu bola como deveria (aliás, nos jogos do Brasil, estádios vazios…)

Um detalhe pouco explorado: instalações esportivas de Sidney, construídas para as Olimpíadas, fecharam. A Grécia quebrou com os gastos públicos que se iniciaram para a realização dos jogos de Atenas. O Ninho de Pássaro, em Pequim, realizou apenas 12 eventos no último ano.

Se quisermos ampliar o leque de citações de obras monumentais, temos os estádios sulafricanos da Copa do Mundo, às moscas.

A questão é: vale a pena tantas instalações que poderão se tornar elefantes brancos?

Obras de infraestrutura serão sempre necessárias, independente de eventos esportivos. Devem ser feitas para a população, não por ocasião de jogos.

Tenho muita, muita preocupação com Rio-2016 e Copa do Mundo-2014. Os Jogos requerem muita grana, e a Copa, que seria um evento vendido como privado, passou a ser público.

A propósito: gosto de esportes, mas nos últimos dias estou tão de saco cheio… são denúncias de corrupção nas obras dos eventos esportivos brasileiros, chiadeira e unfair play nas partidas de futebol, politicagens no apito… Confesso que troco isso por outros eventos, como um bom cineminha e outros lazeres.

Aliás, Olimpíadas? Já cansou! Mesmo fora da Globo, o noticiário é constante. E olha que sou esportista.

Claro que quando eu mudar de humor eu escrevo outra coisa sobre o “Olimpíadas já cansou”… rsrs

– Racismo da Saltadora Grega em plena Olimpíada

Loiríssima, bela e de olhos azuis estonteantes: ela é a saltadora olímpica da Grécia, Paraskevi Papachristou.

Pois bem, a atleta contrastou sua lindeza externa por uma feiura interior. Declarou no seu twitter que:

Com muitos africanos na Grécia, ao menos os mosquitos do Nilo Ocidental vão comer comida caseira”.

Mesmo pedindo desculpas, ela foi cortada pelo Comitê Olímpico Grego, pelo claro racismo.

Sinceramente, não consigo entender como as pessoas conseguem ser preconceituosas a tal ponto de se cegarem nas declarações. Absurdo!

– Se Oscar estivesse no SPFC, Lucas valeria o que vale?

Uma constatação: Oscar (Internacional-RS) está sendo vendido por uma bolada para o Chelsea-ING. O Internacional pagou pelo atleta e após litígio judicial o vendeu multiplicando o lucro por 4 (perto de 60 milhões de reais).

Porém, o São Paulo ganhou aproximadamente 15 milhões. Poderia ter ganho mais? Talvez, valia o risco corrido. Entretanto, Lucas está valendo 99 milhões.

Se Oscar ainda estivesse no São Paulo, Lucas teria tido espaço?

É duro dizer. De qualquer forma, todos ganham dinheiro. E fica a constatação: no Palmeiras, no caso Valdívia, todos estão perdendo. Que mico da diretoria! Deu tudo errado…

– Jovialidade ou Experiência na carreira do Árbitro de Futebol?

Poderia até soar conflitante o título deste artigo. Ao contrário, ele vem dar o tom para um debate que certamente ocorrerá ao longo do Brasileirão 2012: a renovação do quadro de árbitros do futebol brasileiro.

A Comissão de Árbitros da CBF anunciou, em 2010, que os árbitros a ingressarem no Quadro Nacional deveriam ter até 30 anos de idade. Tal medida serve de subsídio para aplausos e vaias, de acordo com o enfoque desejado. Afinal, no atual Campeonato Brasileiro vemos árbitros bastante rodados, que sempre foram constantemente escalados, e, por acomodação na carreira, tornam-se “administradores” do jogo. Meros mediadores, que não aplicam os cartões necessários por conveniência ou para se pouparem de reclamações de dirigentes. Junto deles, vemos alguns jovens, ilustres desconhecidos com oportunidades, mas de competência insuficiente, permitindo que jogadores medalhões apitem o jogo por eles, caindo na pressão da torcida e cometendo erros grotescos.

Para quem acompanhou a rodada da última quarta-feira (ontem), isso ficou nítido.

Uma renovação com nomes jovens e desconhecidos, a fim de realizar um trabalho de base, com suficiente treinamento técnico e teórico, é uma medida sensacional. Porém, dificultosa por alguns motivos:

Terão os clubes paciência para o amadurecimento desses árbitros?

– O trabalho de preparação dos nomes em treinamentos seria feito como?

– A estrutura financeira do futebol permitiria tal trabalho?

– Os jovens teriam a garantia de escalas?

Um grande ponto a favor seria o condicionamento físico, num momento em que o futebol é muito mais corrido do que jogado. O ponto negativo, claro, a inexperiência.

Já a renovação com nomes alternativos (não necessariamente tão jovens), a fim de oxigenar a atual relação, dando oportunidades a talentos das federações estaduais que até então, por número de vagas escassas, não apareceram no cenário nacional, seria contestada:

– De onde viriam esses nomes jovens a serem indicados?

– Quem os garantiriam ou os respaldariam em caso de pressão de dirigentes?

– Como não queimar jovens talentos e lançá-los em jogos adequados?

Um grande ponto a favor de nomes “alternativos” seria a experiência adquirida em campo em contrapartida dos novatos. O ponto negativo, claro, é o vício que poderão carregar pelos anos de apito (e entenda-se na linguagem do árbitro de futebol como “vício” os costumes e hábitos adquiridos na maneira de apitar e no estilo de arbitragem, difíceis de serem eliminados ao longo do tempo).

E  virá a discussão. O que é mais necessário hoje: jovialidade ou experiência?

Para responder tal questão, leve em conta os fatores:

– Condicionamento físico;
– Capacidade de fazer a leitura do jogo durante a partida;
– Conhecimento de artimanhas e características de atletas já trabalhados em outras partidas;
– Histórico de arbitragem;
– Rodagem em campeonatos e clubes diversos;
– Respeitabilidade adquirida ao longo dos anos;
– Idade madura do árbitro (qual é a maturidade do jogador e a do árbitro?)

Tal tema é de dificílimo trato. E a implantação de um projeto de renovação não depende de nomes novos por si só, mas de DIRIGENTES NOVOS – das comissões de árbitros à presidência da CBF. Se jovens, que se trabalhe nas partidas adequadas, sem queimar etapas. Se experientes, que cobrem a não-acomodação. E, independente da idade, que sejam escalados pelo mérito / competência, nunca por política de integração dos estados.

Vale lembrar que tal assunto não se restringe apenas ao mundo do futebol. No dia-a-dia, em qualquer seara, se discute sobre a renovação profissional, o momento dela, e o costumeiro debate: jovens ou seniors? No mundo da administração, isso é cotidianamente questionado. Por que não no futebol?

– Speedo Brasil X Speedo Internacional

E por essa ninguém esperava: através da matéria “A Batalha dos Bumerangues”, publicada na Revista Veja, Ed 25/07/2012, pg 100-101, por Alessandra Medina, a marca esportiva Speedo (reconhecida no mundo da Natação) NÃO PRODUZ NADA NO BRASIL.

Ora, mas e os produtos e a própria fábrica dela no Brasil?

Na verdade, não é da Speedo Internacional, mas da antiga licenciada que atuava aqui no Brasil. Há 20 anos que a empresa tenta proibir que a Multsports (que detinha o direito de produção da marca em nosso país) pare de produzir e estampar a logo em seus produtos.

Que imbrólhio, hein?

A matéria, com todos os detalhes, pode ser acessada em: http://is.gd/SPEEDObrasil

– Quem, de fato, Representa os Árbitros na Justiça?

Marco Polo Del Nero, de fato, está mandando na CBF. Prova disso é a pertinente matéria do jornalista Ricardo Perrone em seu blog no UOL.

Segundo ele, na composição do Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), a Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF) indicou como representante Ronaldo Botelho Piacente.

O que ele tem a ver com os árbitros?

Absolutamente nada.

Piacente é, de acordo com Perrone, homem forte de Marco Polo Del Nero e presidente do TJD-SP. Sem contar que Dr Rubens Approbato Machado (o respeitado homem que afastou Marco Polo após o “caso Madonna”) deixa sua vaga para Flávio Sveiter no STJD (filho do Luiz Sveiter, aquele que decidiu em entrevista a um popularesco programa de TV anular as partidas do Brasileirão no “caso Máfia do Apito”, poupando os dirigentes da FPF e responsabilizando o árbitro unicamente pelo acontecido).

Mas para os árbitros, fica a seguinte indagação: como fica a situação dos dirigentes quanto a essa indicação? Era do desejo e da concordância deles?

– Marco Antonio Martins, presidente da ANAF, tem afinidade com a CBF; poderia contrariar seus dirigentes?

– O secretário-geral Arthur Alves Júnior, que é presidente do Sindicato dos Árbitros Paulistas e funcionário da Federação Paulista de Futebol, poderia interceder? Penso que se a pessoa é funcionária da Federação Paulista, teria dificuldade em defender os interesses da coletividade, já que ideias do sindicato nem sempre são concordantes com as do patronato.

Porém, claro que tudo isso está em plena legalidade, mas fica a questão ética sobre o tema.

Encerro com a reflexão: há plena independência das entidades? Os árbitros se sentem realmente representados?

Abaixo, extraído de: http://is.gd/W7yUvg

NOVO STJD MOSTRA DEL NERO EM ALTA ATÉ COM OS ÁRBITROS

A nova composição do STJD reforça a imagem de Marco Polo Del Nero como homem mais influente do futebol brasileiro na era pós Ricardo Teixeira.

Oficialmente, o vice-presidente da CBF e presidente da Federação Paulista não tem poderes para indicar os novos integrantes do Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Mesmo assim, aliados seus foram indicados pelas entidades que têm esse direito.

A nomeação mais emblemática é a de Ronaldo Botelho Piacente. Homem de confiança de Del Nero, ele presidia o TJD paulista. Sua indicação sugere alto prestígio do cartolão junto aos árbitros brasileiros. Piacente foi conduzido ao STJD pela ANAF (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol).

Flávio Zveiter, indicado pelos clubes e eleito pelos colegas para presidir o STJD, é filho de Luiz Zveiter, ex-presidente do órgão e com bom trânsito junto a Del Nero.

De quebra, vice da CBF viu um antigo desafeto se despedir do Superior Tribunal. Rubens Approbatto Machado cumpriu dois mandatos (máximo permitido) como presidente e deixou o órgão.

Ele era o presidente quando Del Nero foi suspenso por sua participação no caso Madonna, em 2008. Na ocasião, o presidente da FPF relatou à CBF uma suposta entrega de convites por parte do São Paulo para o árbitro Wagner Tardelli assistir a show da cantora no Morumbi. O árbitro acabou sendo tirado da última e decisiva partida do clube no Brasileirão daquele ano.

– As Cadeiras Polonesas do Maracanã

Quer dizer que o órgão estadual que escolherá as cadeiras do Estádio do Maracanã já tomou uma decisão?

Para a Copa do Mundo, foi escolhida uma empresa fornecedora de cadeiras polonesas. A vencedora foi a que apresentou a proposta mais cara, pelo critério de qualidade, e não de preço.

Será que posteriormente, não teremos custo elevado na manutenção, já que elas vêm do Leste Europeu?

Levarão em conta que não geramos emprego para a indústria nacional?

Haverá número suficiente de assentos para a reposição, já que as torcidas organizadas costumam estragá-las?

As caríssimas reformas para os Jogos Pan-Americanos de nada adiantaram? As cadeiras tinham menos de 5 anos de uso, e não serão aproveitadas?

Já que o dinheiro não é do bolso dos políticos, mas sim do povo, vale tudo…

– Iveco & Corinthians: O Retorno do Patrocínio

A Iveco (divisão de caminhões do grupo FIAT), patrocinou o Corinthians nos jogos decisivos da Libertadores da América. E gostou da experiência!

Segundo Marco Piquini, diretor de comunicação da empresa, (segundo a Revista IstoÉ Dinheiro, Ed 18/07/2012, por Carlos Valim, seção Mídia&Cia) valeu a pena expor a marca. Fora a conquista do título, a marca apareceu por quase 4 horas em jornalísticos da Rede Globo (sem contar as outras emissoras). A página da empresa no Facebook teve seus seguidores multiplicados por 48!

Bom patrocínio é assim: o que dá certo… momento certo com o parceiro certo.

– Neymar UnFair-Play e as Vaias. Faltas ou Simulações?

Não venham dizer que há corporativismo dos árbitros depois…

Àqueles que costumam dizer que os árbitros brasileiros perseguem Neymar, pura balela! Ontem, no amistoso Brasil X Grã-Bretanha, Neymar tenta o drible e se joga. Como não dava para reclamar de toque por baixo, devido a uma grosseira encenação, colocou a mão na cabeça, como se tivesse sido agredido. Nas imagens de replay, a comprovação de que nada ocorrera. Ao término da partida, Thiago Silva, zagueiro e capitão da Seleção Brasileira, declarou que:

Neymar precisa tomar cuidado com isso (encenação) para não ficar marcado pelos árbitros”.

Um detalhe: Neymar foi vaiado por tal cena, e lá na Inglaterra, situações unfair play são vaiadas mesmo, inclusive por torcedores da própria equipe que tem um atleta que simula!

Li isso em algum lugar e corroboro: Quanto mais regionalizados os árbitros e menos gabaritados, maior número de faltas marcadas. Vide o número de faltas marcadas pró-Neymar no Paulistão, Brasileirão, Libertadores e Amistosos Internacionais. É proporcional a queda de infrações conforme aumenta a qualidade do árbitro.

Veja o lance em: http://is.gd/OY6ltc

– Sálvio Spinola na Comissão de Árbitros da Conmebol

Há exatamente 1 ano, Sálvio Spinola Fagundes Filho foi escalado para a final da Copa América na Argentina, entre Uruguai X Paraguai. Coincidentemente, no aniversário de tal escala, o ex-árbitro FIFA foi indicado pela CBF para assumir o cargo de membro da Comissão de Árbitros da Conmebol, segundo nota de Marcelo Damato, na Coluna De Prima, do Jornal Lance de 20/07/2012.

Sálvio substituirá o compatriota Armando Marques na função. Troca justa e necessária. Porém, se lembrará e se questionará dos porquês, até agora não tão claros, da troca injusta de Sálvio por Francisco Carlos Nascimento como árbitro FIFA, promovida pela CBF no final de 2011.

Os críticos lembrarão da retirada do escudo do árbitro, antes de jubilar a carreira, e poderão alegar compensação. Outros, como eu, preferem crer no mérito reconhecido e rejuvenescimento da Comissão de Árbitros da Conmebol.

– Muricy e a Seleção: Mudou de Idéia?

Muricy Ramalho, treinador do Santos, um dia recusou convite da CBF para ser o técnico da Seleção Brasileira pelo compromisso com o Fluminense.

Hoje, à Rádio Bradesco Esportes FM, declarou que, se convidado, aceitaria prontamente treinar o Escrete Canarinho.

O que faz Muricy mudar de ideia: já não existe a preocupação do compromisso assumido com o clube (como outrora alardeado), ou estaria em contrato a liberação imediata em caso de convite?

A propósito: caso Mano Meneses fosse demitido, Muricy, hoje, seria a opção no 1?

Deixe seu comentário:

– Futebol Olímpico: Encalhou?

Londres 2012 colocou à venda 2,5 milhões de entradas para os jogos de futebol masculino e feminino. Porém, reduzirá 500 mil ingressos, pois eles… encalharam!

De fato, parece que o futebol não combina mesmo com Jogos Olímpicos. Má vontade da FIFA, das Olimpíadas, dos Clubes e dos Torcedores! Afinal, parece que não há interesse em rivalizar Olimpíadas X Copa do Mundo.

– FIFA Test em Jundiaí

Os árbitros da CBF e da FIFA, que ainda não fizeram o teste físico neste ano ou que reprovaram em seus estados, estarão todos eles reunidos nesta quarta-feira a tarde em Jundiaí, fazendo o chamado “re-teste”.

Torço para que consigam a aprovação. Sei das dificuldades do FIFA Test, apesar das ótimas condições da pista de atletismo do Centro Esportivo Nicolino de Lucca (Bolão).

O que me entristece é que o teste ocorra justamente em dia de rodada do Brasileirão! Aí não dá… Dia de teste físico, pela importância dele, deve ser em data exclusiva para que as pessoas envolvidas possam se dedicar ao máximo – dos preparadores físicos aos próprios árbitros.

Infelizmente, não poderei dar um abraço in loco aos amigos que estarão por lá, pelo excesso de compromissos profissionais nas minhas diversas searas nessa quarta-feira e por contratempo. Mas de coração estarei lá, torcendo por cada um.

ATUALIZANDO: sobre o teste físico, aprovados, reprovados e outras considerações em links do ramo:

http://www.vozdoapito.com.br/nadine_bastos_e_aprovada_em_teste_fisico_da_cbf.php ou

http://www.vozdoapito.com.br/wilson_seneme_continua_sem_fazer_teste_fisico.php ou

http://marcalneles.blogspot.com.br/2012/07/arbitros-e-assistentes-realizaram-teste.html

APROVEITANDO: O Voz do Apito abordou uma questão polêmica: ausência do FIFA no 1 do Brasil.

APROVEITANDO 2: Grande Marçal, Jundiaí estava cinzenta e fria como em todo o estado. Faltou acrescentar o adjetivo “bela” no texto. Abraços, Porcari.

– Paulista de Jundiaí é a Prova: Time que vence, cativa e forma a Torcida!

Ontem, ouvia a partida de estreia do Paulista contra o XV de Piracicaba pela Copa Paulista. Aliás, somente a Rádio Difusora transmitiu o jogo, com a ótima equipe do Adilson Freddo com destaque ao Heitor Mário, que comenta futebol melhor do que renomados comentaristas por aí! Fico triste pelo fato da Rádio Cidade não ter transmitido nada. Afinal, sempre é bom termos mais espaço para o jornalismo esportivo.

Considerações feitas, a Copa Paulista, que infelizmente é deficitária, passa a ser o Campeonato mais importante para clubes do interior. Algumas equipes jogarão com juniores, apenas para não fechar as portas. Outras, disputarão o título e se prepararão para A1 de 2013. E o Galo começou com o pé direito: venceu o Nhô Quim por 1 X 0, numa partida onde o árbitro deixou bater a vontade (nesse campeonato, a FPF dá oportunidade a jovens árbitros, mas o árbitro Rodrigo Oliveira, talvez pela inexperiência, não se impôs) – a omissão nas advertências verbais permitiu entradas mais fortes dos zagueiros piracicabanos.

E como time que ganha cativa o torcedor, minha filha de 3 anos (que gosta de futebol e já conhece os times brasileiros pelas cores e distintivos), ao ouvir o gol do Paulista seguido pelo Hino do clube (Paulista, Paulista, Paulista…) gritou para mim: Gol do meu Paulistinha, pai!”

Fiquei pensando: time que vence, realmente traz empatia. A Marina, minha princesinha, já sabe que Jundiaí tem um time chamado Paulista, e ela diz que torce para o São Paulo do vovô Lili porque o time dele tem muitas estrelinhas, e para o “Paulistinha” do papai porque ele sempre ganha.

Na verdade, ela assistiu algumas vitórias do Galo comigo, e coincidentemente nenhuma derrota. Na cabeça de uma criança, na hora de escolher o time do coração, o vencedor sempre pesa!

Tomara que o ânimo da minha filhota e a vitória na rodada inicial sejam prenúncios de título para o Galo. Torcida pura e inocente das crianças, certamente terá, se depender da Marina! Aliás, ela quer que eu pinte a “bandeirinha do Paulista no rosto dela para ir ao estádio”…

Certamente, na primeira oportunidade que o Galo jogar em casa à tarde, irei com ela de rosto pintado.

– O Pedido de Desculpas da FIFA

Esta semana, revelou-se publicamente o esquema de propinas a Ricardo Teixeira e João Havelange, envolvendo a FIFA e com conhecimento de Joseph Blatter.

Porém, num tremendo momento de infelicidade, os advogados da FIFA declaram em seu pronunciamento, a fim de justificar os subornos, que:

A maioria da população da América do Sul e África tem subornos como parte de seus salários.”

Em seguida, a FIFA pediu desculpas, dizendo que não era a sua visão, mas sim a dos seus consultores jurídicos.

Ahhhhh táááá´…

O curioso é que os dirigentes das entidades sulamericanas e africanas não se pronunciaram. Alguém viu alguma nota da CBF em repúdio aos advogados da FIFA?

Quem cala, consente. Será esse o ditado a ser usado nessa história?

– Ganso, Lucas e Thiago Silva

Cada vez mais os contratos no futebol deixam os jogadores desprovidos de espírito coletivo e de lealdade aos seus formadores. Paixão clubística inexiste no mundo profissional.

Vejam Ganso: a cada jogo decisivo que participou pelo Santos, sempre teve problema contratual e queixas às vésperas das partidas. O problema é que ele tem contrato, e por mais que não queira jogar no Santos, tem que cumprir o que assinou. E o cumprimento do contrato se dá por duas formas:

1) Jogando;

2) Pagando a Multa Contratual.

Pagar a multa também é cumprir contrato. Ué? Está descontente? Que banque sua parte.

Caso Lucas: Wagner Ribeiro cansou de dizer que possuía uma proposta de 30 milhões de euro para Lulinha, então no Corinthians. A cada renovação contratual, sempre surgia a proposta. Agora, Wagner Ribeiro age identicamente com Lucas. Existe uma proposta de 30 milhões a ele também? Mostre-a ou admita um blefe. Ops: por esse valor, eu o vendia e embrulhava para presente.

Venda de Thiago Silva: reparo que os sites divulgam que dentro da concentração da Seleção Brasileira, representantes do Paris Saint German assinaram o contrato com o jogador. Como é “concentrada” a tal da concentração, não? Não poderia ser em outro lugar? Ou em outro momento?

– Vitória/BA Solidário

Parabéns ao time baiano do Vitória. Resolveu, juntamente com a Penalty, seu fornecedor esportivo, retirar o vermelho do seu uniforme Rubro Negro.

Motivo para aplausos?

Incentivar a doação de sangue!

A cada certa quantidade doada, os bancos de sangue informam ao clube que entra em campo com uma listra vermelha a mais.

Isso se chama: responsabilidade social!

– Que tal “desomenagear” as Homenagens a Havelange?

Historicamente, João Havelange foi costumeiramente contestado pelas pessoas de bem e paparicado pelos de conduta duvidosa. E os puxa-sacos, oportunistas, fizeram inúmeras homenagens a ele.

Fico pensando: o estádio do Engenhão se chama João Havelange. Depois de tanta comprovação de fraudes do presidente de honra da FIFA, que tal rebatizar o estádio com o nome de alguém merecedor?

Que tal estádio Mané Garrincha, Nilton Santos, ou outro significativo para a coletividade botafoguense?

– Ingressos Esgotados em Manchester para uma Temporada Inteira

Em 1 hora e 30 minutos, TODOS os ingressos do Manchester City foram vendidos para o Campeonato Inglês. São 36.000 lugares para os 19 jogos em casa da temporada 2012/2013. Os preços foram majorados em 10%, mas mesmo assim as vendas foram um sucesso.

Motivados pelo título da Premier League, o clube inglês pode se gabar de ter comercializado 100% de ocupação para um campeonato inteiro.

Para mim, isso é algo utópico aqui no Brasil. E para você? Deixe seu comentário:

– Incoerências e Inconveniências da CBF em Diversas Frentes

Pura incompetência? Veja 4 situações discutíveis promovidas pela CBF:

1) Presidente José Maria Marin confirmou nesta quinta-feira que Ricardo Teixeira ainda recebe salários da CBF. Seu vencimento é de R$ 100.000,00, e trabalha como consultor da entidade. Mesmo confirmado pela Justiça da Suíça o envolvimento em propina com João Havelange, não foi exonerado do cargo.

2) A Comissão de Árbitros sorteou o paulista Wilson Seneme para o clássico carioca Boatafogo X Fluminense, e o carioca Péricles Bassols para o clássico paulista Palmeiras X São Paulo. Ultimamente, o critério estava sendo o uso de árbitros locais nos clássicos entre clubes da mesma praça, defendendo o menor custo de tal escala e conhecimento prévio das equipes. Nesta semana, mudou. Para o árbitro, é melhor apitar longe da sua praça e voltar de cabeça fresca para casa. Porém, se não há mais a preocupação em reduzir custos, por quê ser escalar repetidamente (no sábado 14 e domingo 15) o matogrossense Wagner Reway? No sábado à tarde trabalha no Pacaembu (Corinthians X Náutico). No dia seguinte, estará em Barueri como AAA no Choque-Rei, juntamente com o goiano Elmo Resende.

Ora, será que precisamos de árbitro, bandeiras e até adicionais de outros estados para confronto de paulista contra paulista? Se economiza por um lado, se gasta muito por outro. As agências de viagens devem gostar!

3) Teremos amistoso da Seleção Brasileira no Nordeste, confirmado para 10 de setembro, contra a China em Recife. Muito bom, pena que seja numa…. segunda-feira útil de trabalho!

4) O site Apitonacional.com divulgou que o assessor / observador de árbitros, que também é presidente da Comissão de Árbitros de SC, Dionísio Rodrigues Domingos, exerce a função de preparador físico dos árbitros da CBF e FIFA no Brasil. Tudo em ordem, pois, se há competência mesmo com acúmulo de funções, ok. O problema é que, segundo o site (em: http://is.gd/1377UO), ele não tem CREF! O documento está para o profissional de Educação Física como o CRM para o Médico. Sem ele, não pode exercer a profissão.

Fico pensando: e se um árbitro, durante a preparação física, se lesionar?

São essas situações que constrangem as pessoas sérias e que maculam o respeito popular pela entidade.

– Análise da Arbitragem de Coritiba X Palmeiras

Sandro Meira Ricci deveria receber adicional de insalubridade na partida de ontem. Afinal, jogos finais são mais difíceis. Pressão extra dos paranaenses que promoveram o estádio como “Inferno Verde”, com jogadores nitidamente querendo ludibriar o árbitro o tempo todo, além do outro time entrar motivado ao melhor estilo “faca na caveira” (o Palmeiras recebeu palestra motivacional de Paulo Storani, ex-comandante do BOPE).

Marcelo Oliveira é uma das maiores revelações desta temporada: o treinador dificilmente não perde no Couto Pereira; e Luís Felipe Scolari, taxado por muitos como ultrapassado, não pode ser menosprezado: tem uma Copa do Mundo conquistada e estava há mais de 50 partidas sem perder por 2 gols de diferença.

Ambos mantiveram a escrita com o empate de ontem.

Ambos armaram muito bem suas equipes.

Ambos mandaram os atletas praticarem antijogo.

1-Antijogo coxa-branca: todo e qualquer contato físico era motivo de reclamação. As tentativas de cavar faltas foram grandes, tentando nitidamente jogar o árbitro contra a torcida. Neste quesito, Ricci foi muito bem, tendo aplicado aos 9 minutos o Cartão Amarelo para Rafinha por tentar simular um pênalti.

2-Antijogo palestrino: muitas faltas para matar o jogo. O sem-número de faltinhas não-violentas, táticas, de não permitir o adversário jogar foi elevado, e é essa a especialidade de treinadores como Felipão e Marcelo Veiga (os mais faltosos do último Paulistão). Vide os primeiros minutos: aos 5’ do 1º. tempo o Palmeiras cometeu 6 faltas num Coritiba que desejava sofrê-las. E o que dizer da primeira infração ter acontecido aos 2s? Não é erro de digitação: a falta ocorreu aos dois segundos, no apito inicial!

O erro relevante de Sandro Meira Ricci (que exceção a este foi bem na partida) foi ter caído na simulação da falta originada pelo gol do Palmeiras. O palmeirense tenta proteger a bola, sente o contato físico das mãos do adversário sobre suas costas, e desaba ao chão sem ter sofrido força necessária para derrubá-lo. Errou o árbitro.

Algumas observações:

– O maldito laser verde no rosto dos atletas. Que má educação dos torcedores…

– Excesso de papel picado em campo: como ver a linha lateral?

– Clima criado às vésperas do jogo. Precisa de chororô para promover o jogo e levar torcedor ao estádio? Uma final por si só já é motivo de casa cheia. Pressão extra dosada por violência é desnecessária.

Sem deixar passar batido:

– O Palmeiras venceu a Copa do Brasil invicto. Mas o único campeão da Copa do Brasil que venceu todos os adversários da série A ainda é o Paulista de Jundiaí.

– Palmeiras Campeão da Copa do Brasil; Santos Campeão Paulista; Corinthians campeão da Libertadores da América. O próximo título será do São Paulo?

– Declarações Contraditórias ou Emotivas?

Na última semana, após a derrota no primeiro jogo entre Palmeiras X Coritiba, o presidente do Coxa Branca, Vilson Ribeiro de Andrade, sugestionou até mesmo “esquema” para o Palmeiras ganhar a Copa do Brasil, alegando uma interferência da patrocinadora KIA, que leva o nome na competição e na camisa do time paulista.

Ontem, o discurso mudou: o mesmo Vilson disse à imprensa em geral que “a comissão de árbitros é séria”; “Wilton Sampaio foi infeliz mas é bom árbitro”, e outras declarações politicamente corretas.

Porém, inusitada foi a declaração do bom treinador Marcelo Oliveira, pressionando a arbitragem:

Quando fui jogador do Telê, aprendi a não me incomodar com o juiz. Não tenho muito a falar sobre isso, foram infelicidades da partida. Mas o Brasil todo viu que existiu pênalti no Tcheco, e a 10 metros do lance, o árbitro não viu ou não quís ver. No campo do adversário não era um juiz da FIFA, e aqui vai ser um bem experiente”.

Imagine se ele se incomodasse com a arbitragem, não? É irônico dizer que não reclama de árbitro e “descer a lenha” sobre a arbitragem…

Para esta quarta-feira apitará Sandro Meira Ricci, árbitro que estava na relação do sorteio para o primeiro jogo (foram colocados no globo da sorte naquela ocasião: Wilton Sampaio e Sandro Ricci). Terá como bandeiras o experiente catarinense Carlos Berkenbrock e o baiano Alessandro Matos, apelidado de “olho biônico”.

A propósito, a sequência de escalas de Alessandro Matos impressiona: esteve nos confrontos entre brasileiros na Libertadores, em duas semifinais da Copa do Brasil e no 1o jogo da final, na semana passada. É só “jogão”, e em sequência! Coincidentemente, a sorte parece estar do seu lado desde que o também baiano Manuel Serapião assumiu as escalas, no lugar de Sérgio Correia que está doente.

Bom jogo a todos!

– Oscar Melhor que Neymar?

Já houvera lido (talvez no Diário de São Paulo / Bom Dia) e tive a confirmação da sua opinião no Programa Bem Amigos, da Sportv: Alberto Helena Jr, jornalista esportivo, afirmou que para ele, Oscar é o melhor jogador brasileiro em atividade no momento.

Claro que é difícil comparar atletas, mas se o critério é o momento, nos últimos 30 dias Oscar esteve melhor do que Neymar. Se Oscar é melhor do que Neymar, aí fico na dúvida. O certo é que ele está mostrando uma regularidade grande, maturidade boa e grandes apresentações pelo Internacional-RS.

E para você: quem é o melhor jogador brasileiro na atualidade? Deixe seu comentário:

– BOPE para motivar o Palmeiras?

Quer dizer que nesta quarta-feira o Palmeiras decidirá o título da Copa do Brasil contra o Coritiba, motivado por uma palestra de ex-capitão do Bope?

Paulo Storani, o palestrante, é conhecido no mundo corporativo por suas apresentações. Entretanto, seria ele melhor indicado para motivar o elenco alvi-verde?

Com um time dirigido pelo “Sargentão” Felipão, mais gente falando sobre “Faca na Caveira” ou “Sangue nos Olhos”, pode resultar em expulsão no jogo…