– Prestigiem minha coluna!

Convido os amigos a visitarem minha coluna no “Jornal de Jundiaí Regional”!
Sempre em “Opinião, Página 2”, falando um pouco sobre futebol nesse espaço.

– A Regra não é clara!

O ex-árbitro mundialista Arnaldo Cezar Coelho, em sua marcante passagem como comentarista de arbitragem da Rede Globo (por décadas), cunhou um bordão marqueteiro e pegajoso: “A Regra é Clara”.

Porém, ela pode ter sido clara em sua plenitude em 1863, quando surgiu o primeiro livro de regras do futebol. Hoje, há pouca clareza e muitos pontos obscuros. Mas o principal: ela está cada mais desconhecida!

Alguém pode dizer: “Em tempos de globalização, desconhecida? Como assim?”

Pois é: ela tem mudado muito, ano a ano, com detalhes que passam despercebidos do torcedor, mas também dos profissionais do futebol. Costumo brincar que chegará o dia em que apitaremos “com bula”.

Exemplos? Aos montes. Vamos lá:

No último domingo, o Crystal Palace teve um gol anulado (vide aqui: https://x.com/nayibmf/status/1957069349274984604?s=48), e continha dois detalhes da Regra:

  • Um tranco ombro-a-ombro: com a bola rolando e em disputa, pode. Sem bola, é infração.
  • Há jogador do time que ataca infiltrado na barreira. Isso mudou recentemente e pouca gente sabe (pois foi mal divulgado). Até o árbitro se esqueceu! A própria barreira, veja só, não existe na regra do jogo. Mas se ela existir, hoje, deve ser composta apenas por jogadores da equipe que defende (por tudo isso o gol foi corretamente anulado, mas só depois do alerta do VAR).

Além de algumas obscuridades, há mitos! Quem disse que o goleiro “pediu barreira”? Quem pede é o atacante, pois ele tem o direito assegurado de que os atletas adversários estejam a 9,15m. Se ele abrir mão da distância e bater rápido, pode (e o goleiro não terá a sua barreira). Mas… quantas vezes você vê o jogador se aproveitando disso?

Outro mito? Bola presa é da defesa, pedir a bola é falta (mesmo para o seu companheiro), ou, a pior: se a bola que vai em direção ao gol bater na mão adversária e desviar a trajetória, é pênalti. Nada disso existe (mas muita gente usa tais argumentos).

Dias atrás vi uma discussão de que, em determinado jogo, deveria ter voltado o pênalti pois houve invasão da área. Ora, se uma bola entrar direto no gol, sem rebote, e alguém invadir, não se volta mais (apenas se não for direto ou der rebote – e a invasão causar impacto – se volta ou se marca tiro livre indireto, dependendo de quem invadiu e do que resultou).

Eu sou a favor da FIFA, CBF, FPF ou entidades do futebol ajudarem na massificação do conhecimento dos detalhes das Regras do Futebol (e não alterá-la constantemente, como tem ocorrido). Mas, mais do que isso, sou a favor de que os clubes contratem profissionais para ensinarem regras do jogo (e suas nuances) a fim de otimizar o jogo e, quem sabe, evitar cartões tão desnecessários.

Ops: esqueci de “último homem”,  “segunda bola” e outros tantos folclores… meu amigo Zé Boca de Bagre disse: nunca vi jogar com duas bolas, para ter a segunda...

IN ENGLISH –

Someone might say, “In this era of globalization, the rules are unfamiliar? What do you mean?”

Well, it’s true: they have changed a lot, year by year, with details that go unnoticed by fans, but also by football professionals. I often joke that the day will come when we’ll referee “with a rulebook.”

Examples? Plenty. Let’s go:

Last Sunday, Crystal Palace had a goal disallowed (see here: https://x.com/nayibmf/status/1957069349274984604?s=48), and it involved two specific details of the Rule:

  • A shoulder-to-shoulder barge: when the ball is in play and contested, it’s allowed. Without the ball, it’s a foul.
  • An attacking player infiltrating the defensive wall. This changed recently and few people know it (because it was poorly publicized). Even the referee forgot! The wall itself, believe it or not, does not exist in the rules of the game. But if it does exist, today, it must be composed only of players from the defending team (for all these reasons the goal was correctly disallowed, but only after the VAR’s alert).

In addition to some obscurities, there are myths! Who said the goalkeeper “asked for a wall?” The attacking player asks for it, as they have the guaranteed right for opposing players to be 9.15m away. If they give up that distance and take it quickly, they can (and the goalkeeper will not have their wall). But… how often do you see a player taking advantage of this?

Another myth? A trapped ball belongs to the defense, asking for the ball is a foul (even for your teammate), or, the worst one: if the ball going towards the goal hits an opponent’s hand and deflects the trajectory, it’s a penalty. None of this exists (but many people use these arguments).

A few days ago I saw a discussion that, in a certain game, the penalty should have been retaken because there was an invasion of the area. Well, if a ball goes directly into the goal, without a rebound, and someone invades, it is no longer retaken (it’s only retaken or an indirect free kick is awarded if it doesn’t go straight in or it rebounds – and the invasion has an impact – depending on who invaded and what the result was).

I am in favor of FIFA, CBF, FPF, or football entities helping to disseminate knowledge of the details of the Laws of the Game (and not constantly changing them, as has been happening). But, more than that, I am in favor of clubs hiring professionals to teach the rules of the game (and their nuances) to optimize the game and, who knows, avoid such unnecessary cards.

Oops: I forgot about “last man,” “second ball,” and so many other bits of folklore… my friend Zé Boca de Bagre said: I’ve never seen anyone play with two balls, to have a second one…

– Foi pênalti em Mirassol x Cruzeiro?

Ao ver esse lance reclamado em Mirassol x Cruzeiro (aqui no link em: https://x.com/engenheiro1968/status/1957744063358333145?s=46), não tenho dúvida alguma: lance normal!

Explico:

Não é pênalti, pois o desvio faz com que a bola seja inesperada. Se ela bate direto no braço, estando em tempo de evitar o contato, seria pênalti. Mas desviando no próprio corpo, não há tempo de “sumir” o braço. Repare até que o “golpe” que ele dá, no susto, é um reflexo de quem não esperava o contato. Não se deve marcar esse pênalti.

Poucas vezes o VAR acerta nesses lances aqui em nosso país. Essa foi uma delas. Oxalá acertem mais vezes, para que nossa regra seja igual ao resto do mundo.

Para quem tem dúvida sobre quando é ou não é pênalti de bola na mão / mão na bola, didaticamente em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/05/12/como-interpretar-corretamente-os-casos-de-mao-na-bola-e-bola-na-mao/

– Decisões que ninguém entende na Justiça do Futebol:

Pérolas do Futebol…

De 2007, na Folha de São Paulo, uma situação pertinente e atual: as decisões dos tribunais da Justiça Desportiva!

Abaixo: 

– Sue que faz bem!

Suar faz muito bem!

Pratique esportes! O corpo, a alma e a mente agradecem. Olhe aí a minha cara de feliz.

🏃‍♂️ #corrida

– Bom dia, 3ª feira (1 de 4).

👊🏻 Olá amigos! Tudo bem? Bem dispostos para mais um dia de vida?

Por aqui, tudo pronto para suar mais uma vez em busca de saúde. Vamos correr a fim de produzir e curtir a tão necessária endorfina (controlando o cortisol)?

Pratique esportes. Sempre!

🏃🏻👟 #Fui #RunningForHealth #run #cooper #training #corrida #sport #esporte #running 

– Que não se critique o Flamengo pelas receitas!

Goste ou não da diretoria do Flamengo, é inegável que ela sabe fazer negócios.

Olhe só as receitas do Mengão, que números impressionantes:

– A falta de líderes em campo no futebol brasileiro. Cadê o capitão?

Responda rápido: quem é o grande capitão do seu clube? Aquele jogador que simboliza seu time, que ostenta a faixa e lidera em campo?

Eu pensei no meu querido Paulista de Jundiaí, e o último grande capitão foi Vágner Mancini no meio de campo, que liderava os jovens atletas em 2004. Naquela ocasião, o time do técnico Zetti perdeu a final do Campeonato Paulista para o São Caetano de Muricy Ramalho e foi vice-campeão estadual. No ano seguinte, Mancini assumiu como treinador e conquistou a Copa do Brasil (premiação da época: R$ 1 milhão).

Neymar é o grande líder em campo do Santos FC? Não é. Lamento desapontar os fãs, mas sejamos justos: o líder tem que ter controle emocional, e após 6×0 sofridos pelo Vasco da Gama, fugiu dos companheiros (órfãos de líder) e saiu chorando (alguns crêem que foi um choro midiático). O saudoso Zito deve estar revoltado lá no Céu…

Luciano ou Rafael, são capitães adequados para o São Paulo FC? E o capitão do Corinthians? Até Romero já assumiu tal função. No Palmeiras, aí sim vemos uma figura de liderança: Gustavo Goméz (pena que não é brasileiro).

O futebol brasileiro carece de natos capitães. E lembrando: capitão não é necessariamente o craque, mas o líder. Pelé foi capitaneado por Carlos Alberto Torres em 70, por exemplo.

No meio da arbitragem, os árbitros brincam que o capitão só serve para tirar o Toz e ser referência para comunicação coletiva. No “jogo-jogado”, não é bem assim entre os atletas.

Talvez a grande pergunta seja: por que não temos mais dignos capitães nas equipes? E outra: como voltar a tê-los?

Quem tiver as respostas, urgentemente deve fazer consultoria às agremiações…

IN ENGLISH –

Answer quickly: who is your club’s great captain? That player who symbolizes your team, who wears the armband and leads on the field?

I thought of my beloved Paulista de Jundiaí, and the last great captain was Vágner Mancini in the midfield, who led the young athletes in 2004. On that occasion, coach Zetti’s team lost the Campeonato Paulista final to Muricy Ramalho’s São Caetano and were state runners-up. The following year, Mancini took over as coach and won the Copa do Brasil (the prize money at the time was R$ 1 million).

Is Neymar the great on-field leader of Santos FC? He isn’t. I’m sorry to disappoint the fans, but let’s be fair: a leader must have emotional control, and after a 6-0 thrashing by Vasco da Gama, he ran away from his teammates (orphans of a leader) and left crying (some believe it was a media-savvy cry). The late Zito must be outraged in Heaven…

Are Luciano or Rafael suitable captains for São Paulo FC? And Corinthians’ captain? Even Romero has taken on that role. At Palmeiras, that’s where we see a leadership figure: Gustavo Goméz (it’s a shame he’s not Brazilian).

Brazilian football lacks natural-born captains. And remember: a captain is not necessarily the star player, but the leader. Pelé was captained by Carlos Alberto Torres in ’70, for example.

In the world of refereeing, referees joke that a captain is only useful for tossing the coin and being a reference for collective communication. In the “game played,” it’s not quite like that among the athletes.

Perhaps the big question is: why don’t we have more worthy captains on the teams? And another: how do we get them back?

Whoever has the answers should urgently consult with the clubs…

– Neymar ou Vasco?

Fico boquiaberto ao ler:

  • Neymar chorou após os 6×0 (de verdade ou por marketing).
  • Houve um 3º cartão amarelo forçado?
  • O Santos FC errou no treinador.
  • Ancelotti convocará o menino Ney?

O ponto alto foi: o bom futebol mostrado pelo Vasco e os golaços do jogo. Ninguém exalta isso?

Como o Ibope muda as perspectivas

– Qual a grande decepção do Brasileirão nesse momento? Três opções:

Há times que estão impressionando pela má fase, e passam por maus momentos com cenários diferentes. Vamos lá:

O Corinthians vive uma enorme briga política, com a Polícia investigando várias ilicitudes e sem dinheiro. Há 5 jogos consecutivos perde em casa, e outros tantos sem vencer fora.

O Red Bull Bragantino está com o Sub 20 na final do Brasileirão contra o Palmeiras, fez bonito com o time feminino e a base vai de vento em popa. Mas no profissional… um “punhado” de jogadores lesionados, má sorte e, depois de ser vice-lider do Campeonato Brasileiro, acumula 8 derrotas seguidas!

O Santos FC tem Neymar, fala de estádio novo, promove ações de marketing, lota o Morumbi, e… vive o trauma de, depois de ter voltado da Série B para a A, lutar contra o rebaixamento de novo (apanhou de 6×0 do Vasco).

Qual dos três times lhe parece em pior situação?

IN ENGLISH – There are teams that are impressing with their poor run of form, and are going through difficult periods with different scenarios. Let’s go:

Corinthians is experiencing a huge political fight, with the Police investigating several illegalities and no money. They have lost 5 consecutive home games, and just as many without winning away.

Red Bull Bragantino has its U-20 team in the Brasileirão final against Palmeiras, did well with the women’s team, and their youth academy is doing great. But with the professional squad… a “handful” of injured players, bad luck, and, after being the runner-up in the Brazilian Championship, they have racked up 8 consecutive losses!

Santos FC has Neymar, talks about a new stadium, promotes marketing actions, packs the Morumbi stadium, and… is experiencing the trauma of, after returning from Serie B to A, fighting against relegation again (they got thrashed 6-0 by Vasco).

Which of the three teams seems to be in the worst situation to you?

– Segundo tempo de treino.

Segundo tempo de treino! Vamos suar?

O corpo, a alma e a mente agradecem (insisto nisso).

🏃🏼 #running

– O pênalti não marcado de Giay em Botafogo 0x1 Palmeiras.

Lances polêmicos no domingo às 22h15 repercutem menos. Mas veja: Giay (SEP) tenta desarmar Joaquín Corrêa (BFR) e não consegue (o botafoguense é atingido e “cai sentado”). Na várzea, o boleiro diz que “errou a disputa de bola e passou o rodo”. No futebol profissional, se diz: tiro livre direto, sem cartão (e dentro da área, pênalti).

Arbitragem e VAR entenderam como normal e o jogo seguiu. Ambos erraram.

Há fases em que seu time é prejudicado. Em outras, seguidamente beneficiado. É o que está acontecendo com o Palmeiras. Mas, obviamente, os reclamantes por boas arbitragens de outrora, agora se calam.

– Sue que faz bem!

Suar faz muito bem!

Pratique esportes! O corpo, a alma e a mente agradecem. Olhe aí a minha cara de feliz.

🏃‍♂️ #corrida

– Bom dia, 2ª feira (1 de 4).

👊🏻 Olá amigos! Tudo bem? S’imbora começar mais uma semana com bastante ânimo?

Por aqui, tudo pronto para suar mais uma vez em busca de saúde. Vamos correr a fim de produzir e curtir a tão necessária endorfina (controlando o cortisol)?

Pratique esportes. Sempre!

🏃🏻👟 #Fui #RunningForHealth #run #cooper #training #corrida #sport #esporte #running 

IN ENGLISH –

👊🏻 Hey friends! How are you? How about we get this week started with a lot of energy?

I’m all set to get a sweat on once again in the name of health. Let’s go for a run to produce and enjoy that much-needed endorphin (while controlling cortisol)?

Get active. Always!

– A Regra não é clara!

O ex-árbitro mundialista Arnaldo Cezar Coelho, em sua marcante passagem como comentarista de arbitragem da Rede Globo (por décadas), cunhou um bordão marqueteiro e pegajoso: “A Regra é Clara”.

Porém, ela pode ter sido clara em sua plenitude em 1863, quando surgiu o primeiro livro de regras do futebol. Hoje, há pouca clareza e muitos pontos obscuros. Mas o principal: ela está cada mais desconhecida!

Alguém pode dizer: “Em tempos de globalização, desconhecida? Como assim?”

Pois é: ela tem mudado muito, ano a ano, com detalhes que passam despercebidos do torcedor, mas também dos profissionais do futebol. Costumo brincar que chegará o dia em que apitaremos “com bula”.

Exemplos? Aos montes. Vamos lá:

No último domingo, o Crystal Palace teve um gol anulado (vide aqui: https://x.com/nayibmf/status/1957069349274984604?s=48), e continha dois detalhes da Regra:

  • Um tranco ombro-a-ombro: com a bola rolando e em disputa, pode. Sem bola, é infração.
  • Há jogador do time que ataca infiltrado na barreira. Isso mudou recentemente e pouca gente sabe (pois foi mal divulgado). Até o árbitro se esqueceu! A própria barreira, veja só, não existe na regra do jogo. Mas se ela existir, hoje, deve ser composta apenas por jogadores da equipe que defende (por tudo isso o gol foi corretamente anulado, mas só depois do alerta do VAR).

Além de algumas obscuridades, há mitos! Quem disse que o goleiro “pediu barreira”? Quem pede é o atacante, pois ele tem o direito assegurado de que os atletas adversários estejam a 9,15m. Se ele abrir mão da distância e bater rápido, pode (e o goleiro não terá a sua barreira). Mas… quantas vezes você vê o jogador se aproveitando disso?

Outro mito? Bola presa é da defesa, pedir a bola é falta (mesmo para o seu companheiro), ou, a pior: se a bola que vai em direção ao gol bater na mão adversária e desviar a trajetória, é pênalti. Nada disso existe (mas muita gente usa tais argumentos).

Dias atrás vi uma discussão de que, em determinado jogo, deveria ter voltado o pênalti pois houve invasão da área. Ora, se uma bola entrar direto no gol, sem rebote, e alguém invadir, não se volta mais (apenas se não for direto ou der rebote – e a invasão causar impacto – se volta ou se marca tiro livre indireto, dependendo de quem invadiu e do que resultou).

Eu sou a favor da FIFA, CBF, FPF ou entidades do futebol ajudarem na massificação do conhecimento dos detalhes das Regras do Futebol (e não alterá-la constantemente, como tem ocorrido). Mas, mais do que isso, sou a favor de que os clubes contratem profissionais para ensinarem regras do jogo (e suas nuances) a fim de otimizar o jogo e, quem sabe, evitar cartões tão desnecessários.

Ops: esqueci de “último homem”,  “segunda bola” e outros tantos folclores… meu amigo Zé Boca de Bagre disse: nunca vi jogar com duas bolas, para ter a segunda...

– Que feio, Peixe!

O Santos levou 6×0 do Vasco da Gama, em seu próprio mando de campo (Morumbi, com 51 mil pagantes). Demitiu Cleber Xavier…

Não foi o presidente do Peixe que no primeiro turno disse que era inadmissível perder para o time cruzmaltino e colocou a prêmio a cabeça de Pedro Caixinha?

Abra o olho, Santos FC!

– REPOST: A Verdade sobre Craques comprometidos e Cabeças de Bagre envaidecidos.

Circula na Internet esse depoimento de Oscar Ruggeri. Não sei se é ele mesmo quem disse, mas que é verdade a percepção, ô se é.

Veja se você concorda:

Antes acabava um jogo e discutíamos os gols, as jogadas ou os erros para corrigi-los, agora só esperam que termine o jogo para ver como ficou a selfie, se saiu penteado ou não, se se vê a tatuagem, mas de futebol nada.
Pena que as coisas tenham mudado tanto.”

Não é uma realidade? Homens ao pé da letra que tinham comprometimento com seus clubes parecem ter acabado. É um tal de tomar banho rápido para ir embora, passar creme para ficar cheiroso e meter fone de ouvido para fazer de conta que não ouviu o chamado dos repórteres que não acaba mais…

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– Não dá para aturar o VAR brasileiro…

No Corinthians 1×2 Bahia, o árbitro Zanovelli e sua equipe de VAR literalmente fizeram “um intervalo” no jogo para decidir a validação ou anulação de um lance duvidoso. Foram 8 minutos!

Não é assim que funciona. Em caso de dúvida, para não se perder a dinâmica do jogo, ao perceber que é um lance controverso e que se levará muito tempo para decidir, respeite-se a decisão de campo e siga a partida. 

Em dúvida, leia-se a 3ª recomendação desse post: https://professorrafaelporcari.com/2025/08/16/a-cartilha-da-premier-league-aos-arbitros-2/

– Neymar ou Vasco?

Fico boquiaberto ao ler:

  • Neymar chorou após os 6×0 (de verdade ou por marketing).
  • Houve um 3º cartão amarelo forçado?
  • O Santos FC errou no treinador.
  • Ancelotti convocará o menino Ney?

O ponto alto foi: o bom futebol mostrado pelo Vasco e os golaços do jogo. Ninguém exalta isso?

Como o Ibope muda as perspectivas

– No UOL:

Agradeço o carinho do jornalista Mauro Cezar Pereira, que me convidou para escrever em seu espaço no UOL a respeito da Arbitragem Brasileira frente ao que ocorre na Premier League

Compartilho o link em: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/colunas/mauro-cezar-pereira/2025/08/16/arbitragem-brasileira-culto-a-malandragem-e-o-que-ensina-a-premier-league.htm

– A cartilha da Premier League aos árbitros:

Às vésperas de começar a Premier League, a entidade divulgou orientações aos árbitros, as fazendo de maneira bem didática (e alertando, assim, os jogadores – coisa que a CBF deveria imitar).

Não tem nenhuma novidade, mas sim o reforço para o cumprimento das regras e a clareza delas. Por exemplo, as principais:

  • Contar os 8 segundos e marcar escanteio se o goleiro estourar o tempo de posse de bola com as mãos permitido (não fazer vista grossa com isso).
  • Punir severamente qualquer simulação ou tentativa de ludibriar o jogo (ouviu, Deyverson?).
  • O VAR não é para reapitar o jogo, e na falta de clareza e/ou dúvida da decisão checada, manter a decisão de campo (aqui no Brasil, ficamos horas gritando na cabine do VAR e nada se resolve de correto, sendo que o árbitro de vídeo “manda” no árbitro de campo).
  • Somente o capitão pode falar com o árbitro, todos os demais atletas deverão ser punidos com Cartão Amarelo se forem reclamar com ele (fizemos isso apenas em 2 ou 3 rodadas em 2024, parece que os árbitros se esqueceram disso).
  • Agarrões e Puxões: somente deverão ser sancionados se provocarem impacto real na jogada. Não vale o atleta sentir contato físico e abdicar do jogo.
  • Coibir todo e qualquer retardamento de jogo (a famosa “cera”), a fim de ter mais tempo de bola rolando.
  • Por fim, o que mais se faz errado no Brasil: mão na bola! A Premier League lembra que só é infração a intenção ou o movimento antinatural, e define antinatural como “abrir os braços deliberadamente em movimento adicional não justificável”, cobrando dos árbitros que vejam a “lógica do movimento” (que significa: se atente para ver se é um movimento natural, fisiologicamente normal).

Não tem novidade! Mas, se compararmos com o que vemos no Brasileirão, boa parte não se tem cumprido!

On the eve of the Premier League’s start, the organization has released guidelines for referees, doing so in a very clear way (and thus warning players—something the CBF should imitate).

There’s nothing new here, but rather a reinforcement for the enforcement of the rules and their clarity. For example, the main points:

  • Counting the 8 seconds and awarding a corner kick if the goalkeeper exceeds the allowed time for possession with their hands (not turning a blind eye to it).
  • Severely punishing any simulation or attempt to deceive the game (heard that, Deyverson?).
  • The VAR is not meant to re-referee the game, and in the absence of clarity and/or doubt about the decision checked, to maintain the on-field decision (here in Brazil, we spend hours screaming in the VAR booth and nothing correct gets resolved, as if the video referee “rules” the on-field referee).
  • Only the captain can talk to the referee; all other players should be punished with a Yellow Card if they complain to him (we only did this for 2 or 3 rounds in 2024, it seems the referees forgot about it).
  • Holds and pulls should only be sanctioned if they cause a real impact on the play. It’s not worth it for the player to feel physical contact and give up on the play.
  • To curb any and all delaying of the game (the famous “cera”), in order to have more time with the ball in play.

Finally, what is done most wrong in Brazil: handball! The Premier League reminds that it’s only an offense if there’s intention or an unnatural movement, and defines unnatural as “deliberately extending the arms in an unjustifiable additional movement,” demanding that referees look for the “logic of the movement”(which means: pay attention to whether it’s a natural, physiologically normal movement).

There’s nothing new! But, if we compare it to what we see in the Brasileirão, a large part of it is not being fulfilled!

– E o Mirassol?

Eu me lembro disso:

– Qual a grande decepção do Brasileirão nesse momento? Três opções:

Há times que estão impressionando pela má fase, e passam por maus momentos com cenários diferentes. Vamos lá:

O Corinthians vive uma enorme briga política, com a Polícia investigando várias ilicitudes e sem dinheiro. Há 5 jogos consecutivos perde em casa, e outros tantos sem vencer fora.

O Red Bull Bragantino está com o Sub 20 na final do Brasileirão contra o Palmeiras, fez bonito com o time feminino e a base vai de vento em popa. Mas no profissional… um “punhado” de jogadores lesionados, má sorte e, depois de ser vice-lider do Campeonato Brasileiro, acumula 8 derrotas seguidas!

O Santos FC tem Neymar, fala de estádio novo, promove ações de marketing, lota o Morumbi, e… vive o trauma de, depois de ter voltado da Série B para a A, lutar contra o rebaixamento de novo (apanhou de 6×0 do Vasco).

Qual dos três times lhe parece em pior situação?

IN ENGLISH – There are teams that are impressing with their poor run of form, and are going through difficult periods with different scenarios. Let’s go:

Corinthians is experiencing a huge political fight, with the Police investigating several illegalities and no money. They have lost 5 consecutive home games, and just as many without winning away.

Red Bull Bragantino has its U-20 team in the Brasileirão final against Palmeiras, did well with the women’s team, and their youth academy is doing great. But with the professional squad… a “handful” of injured players, bad luck, and, after being the runner-up in the Brazilian Championship, they have racked up 8 consecutive losses!

Santos FC has Neymar, talks about a new stadium, promotes marketing actions, packs the Morumbi stadium, and… is experiencing the trauma of, after returning from Serie B to A, fighting against relegation again (they got thrashed 6-0 by Vasco).

Which of the three teams seems to be in the worst situation to you?

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para XV de Novembro de Piracicaba vs Paulista de Jundiaí (Rodada 10 da Copa Paulista Sicredi 2025):

E para o confronto do Galo contra o Nhô Quim no Barão de Serra Negra, a FPF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitra: Marianna Nanni Batalha
Árbitro Assistente 1: Alexandre Nascimento da Silva
Árbitra Assistente 2: Anna Beatriz Scagnolato
Quarto Árbitro: Márcio Mattos dos Santos
Analista de Vídeo: Júlio Américo Corazza Palácio

Marianna tem 32 anos e há 7 temporadas apita pela FPF. Ela tinha poucos jogos profissionais na carreira, mas foi premiada com a escala da final da Bzinha entre Paulista x Colorado no ano passado, e agarrou a oportunidade. No ano seguinte, virou sensação na Copa São Paulo e estreou, mesmo sem bagagem, na Série A1 – onde não decepcionou.

Claro que ela ainda não teve um jogo complicado pela frente, mas está fazendo o seu papel muito bem. A questão é: no jogo de ida, em Jayme Cintra, o time do “reclamão” treinador Moisés Egert fez cera, praticou unfair-play e foi extremamente indisciplinado. Os jovens bandeiras e o quarto-árbitro darão conta de ajudar a manter a ordem no jogo?

Tomara que sim! Naquela oportunidade, jogadores e comissão técnica piracicabanos não se comportaram bem.

Acompanhe XV de Piracicaba x Paulista FC pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado e Luís Henrique Gurian, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira e análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começará às 15hoo (sábado, 16/08), mas desde às 14h00 o Time Forte do Esporte já estará no ar.

– Quem será verdadeiramente o dono da SAF do Botafogo?

Barbaridade, que rolo…

Antes, a SAF do Botafogo era tocada por John Textor. Por ser considerado “má gestor”, a Eagle (da qual ele faz parte) quer destitui-lo, pois o fundo ARES, investidor da Eagle, quer o controle.

Quem vai mandar: Textor ou Eagle?

Mas agora surge um novo ator no mercado: o próprio clube, o Botafogo FR, alegando que investidores poderosos sondaram para arrendar o Botafogo SAF.

Afinal, qual será o futuro do Glorioso?

Entenda esse imbrolho, aqui: https://ge.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2025/08/14/botafogo-diz-que-robustos-investidores-mostram-interesse-em-comprar-a-saf.ghtml

IN ENGLISH –

Wow, what a tangled mess…

Previously, Botafogo’s SAF was run by John Textor. Deemed a “poor manager,” Eagle, who was the American’s “main partner,” wants to remove him.

Who will be in charge: Textor or Eagle?

But now a new player has emerged: the club itself, Botafogo FR, claiming that powerful investors have probed the possibility of leasing the Botafogo SAF.

So, what will the Glorioso’s future be?

Understand this imbroglio here: https://ge.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2025/08/14/botafogo-diz-que-robustos-investidores-mostram-interesse-em-comprar-a-saf.ghtml

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Ceará x Red Bull Bragantino (Rodada 20 do Campeonato Brasileiro da Série A):

E para o confronto do Massa Bruta contra o Vozão na Arena Castelão, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Yuri Elino Ferreira da Cruz -RJ
Árbitro Assistente 1: Thiago Henrique Neto Correa Farinha -BA
Árbitro Assistente 2: Raphael Carlos de Almeida Tavares dos Reis -RJ
Quarto Árbitro: Anderson Ribeiro Gonçaalves -GO
Assessor: Sérgio Cristiano Nasciment-RJ
VAR: Diego Pombo Lopez -BA
AVAR: Cleriston Clay Barreto Rios -SE
AVAR2: Raphael Garcia de Andrade -ES
INSPETOR: Leandro Pedro Vuaden -RS
Observador de VAR: Péricles Bassols Pegado Cortez -RJ
Quality manager: Maria Victória Benetti Vargas -CBF

Yuri era uma promessa carioca, perdendo na briga pelo escudo FIFA a disputa com o árbitro Alex Stéfano. Na verdade, Alex agarrou a oportunidade desperdiçada por Yuri! Explico:

Em 2023, o jovem árbitro carioca teve inúmeras chances para se destacar e foi mal. Trabalho razoável em Athletico x Red Bull Bragantino (aqui: https://wp.me/p55Mu0-3lW) e uma péssima arbitragem em Coritiba x Red Bull Bragantino (https://wp.me/p55Mu0-3lU). Mas a CBF foi insistindo e… logo na primeira rodada de 2024, uma lambança em Corinthians x Atlético Mineiro (e aí foi para a reciclagem). Voltou e chegou até a apitar no Nabi Abi Chedid o Massa Bruta 0x0 Palmeiras, mas manteve-se inseguro.

Tecnicamente, ele é aceitável, mas disciplinarmente, um desastre. Somente na última semana estreou na Série A do Brasileirão 2025, no Grêmio 0x1 Sport. Tomara que tenha melhorado.

Destaque para os avaliadores dos árbitros: Yuri Elino será observado por Leandro Vuaden, e o VAR por Péricles Bassols.

Acompanhe conosco o jogo entre Ceará SC x Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
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ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 16/08, 16h00. Mas desde às 15h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Sue que faz bem!

Suar faz muito bem!

Pratique esportes! O corpo, a alma e a mente agradecem. Olhe aí a minha cara de feliz.

🏃‍♂️ #corrida

– Bom dia, 6ª feira (1 de 4).

👊🏻 Olá amigos! Tudo bem? Caindo da cama pois o tempo urge!

Por aqui, tudo pronto para suar mais uma vez em busca de saúde. Vamos correr a fim de produzir e curtir a tão necessária endorfina (controlando o cortisol)?

Pratique esportes. Sempre!

🏃🏻👟 #Fui #RunningForHealth #run #cooper #training #corrida #sport #esporte #running #UnderArmour 

IN ENGLISH –

👊🏻 Hey friends! How’s it going? Rolling out of bed because time is short! Over here, everything’s ready to get a sweat on once again in the name of health. Let’s go for a run to produce and enjoy that much-needed endorphin (while keeping cortisol in check)?

Get active. Always!

– A cartilha da Premier League aos árbitros:

Às vésperas de começar a Premier League, a entidade divulgou orientações aos árbitros, as fazendo de maneira bem didática (e alertando, assim, os jogadores – coisa que a CBF deveria imitar).

Não tem nenhuma novidade, mas sim o reforço para o cumprimento das regras e a clareza delas. Por exemplo, as principais:

  • Contar os 8 segundos e marcar escanteio se o goleiro estourar o tempo de posse de bola com as mãos permitido (não fazer vista grossa com isso).
  • Punir severamente qualquer simulação ou tentativa de ludibriar o jogo (ouviu, Deyverson?).
  • O VAR não é para reapitar o jogo, e na falta de clareza e/ou dúvida da decisão checada, manter a decisão de campo (aqui no Brasil, ficamos horas gritando na cabine do VAR e nada se resolve de correto, sendo que o árbitro de vídeo “manda” no árbitro de campo).
  • Somente o capitão pode falar com o árbitro, todos os demais atletas deverão ser punidos com Cartão Amarelo se forem reclamar com ele (fizemos isso apenas em 2 ou 3 rodadas em 2024, parece que os árbitros se esqueceram disso).
  • Agarrões e Puxões: somente deverão ser sancionados se provocarem impacto real na jogada. Não vale o atleta sentir contato físico e abdicar do jogo.
  • Coibir todo e qualquer retardamento de jogo (a famosa “cera”), a fim de ter mais tempo de bola rolando.
  • Por fim, o que mais se faz errado no Brasil: mão na bola! A Premier League lembra que só é infração a intenção ou o movimento antinatural, e define antinatural como “abrir os braços deliberadamente em movimento adicional não justificável”, cobrando dos árbitros que vejam a “lógica do movimento” (que significa: se atente para ver se é um movimento natural, fisiologicamente normal).

Não tem novidade! Mas, se compararmos com o que vemos no Brasileirão, boa parte não se tem cumprido!

On the eve of the Premier League’s start, the organization has released guidelines for referees, doing so in a very clear way (and thus warning players—something the CBF should imitate).

There’s nothing new here, but rather a reinforcement for the enforcement of the rules and their clarity. For example, the main points:

  • Counting the 8 seconds and awarding a corner kick if the goalkeeper exceeds the allowed time for possession with their hands (not turning a blind eye to it).
  • Severely punishing any simulation or attempt to deceive the game (heard that, Deyverson?).
  • The VAR is not meant to re-referee the game, and in the absence of clarity and/or doubt about the decision checked, to maintain the on-field decision (here in Brazil, we spend hours screaming in the VAR booth and nothing correct gets resolved, as if the video referee “rules” the on-field referee).
  • Only the captain can talk to the referee; all other players should be punished with a Yellow Card if they complain to him (we only did this for 2 or 3 rounds in 2024, it seems the referees forgot about it).
  • Holds and pulls should only be sanctioned if they cause a real impact on the play. It’s not worth it for the player to feel physical contact and give up on the play.
  • To curb any and all delaying of the game (the famous “cera”), in order to have more time with the ball in play.

Finally, what is done most wrong in Brazil: handball! The Premier League reminds that it’s only an offense if there’s intention or an unnatural movement, and defines unnatural as “deliberately extending the arms in an unjustifiable additional movement,” demanding that referees look for the “logic of the movement”(which means: pay attention to whether it’s a natural, physiologically normal movement).

There’s nothing new! But, if we compare it to what we see in the Brasileirão, a large part of it is not being fulfilled!

– Paramount fecha acordo bilionário e leva UFC para streaming exclusivo nos EUA.

Paramount fecha acordo de US$ 7,7 bi e leva UFC para streaming 🥊🔥 #UFCEstreaming #AcordoBilionário #linkezine O post Paramount fecha acordo …

Continua em: Paramount fecha acordo bilionário e leva UFC para streaming exclusivo nos EUA 🥊🔥📺

– O ilusório mundo das SAFs brasileiras…

Em um primeiro momento, as SAFs foram endeusadas em nosso país. Milionários investidores com sede de negócios compraram os departamentos de futebol dos clubes. E aí vem a primeira correção: não compraram, mas arrendaram por tempo limitado.

Aí reside o grande questionamento: quando se negociou, alguém perguntou qual seria o retorno sobre o investimento previsto (ROI)? Ou como se concretizariam os projetos desejados?

É muito pueril imaginar que alguém colocaria dinheiro em um time de futebol “apenas para ajudar”, e não vai querer uma contrapartida. Negociadores espertos não perdem dinheiro, eles ganham! E muitos, de maneira anti-ética, não o fazem honestamente. É óbvio: muitos fazem desonestamente.

Segundo Amir Somoggi, da Sports Value, somente em 2024, as SAFs totalizaram R$ 1,3 bi de prejuízo! E a pergunta é: como a conta fechará? Ou não fechará?

Lembrando: as SAFs não são donas, mas arrendatárias. Se eu compro uma SAF e não pago os credores, quem seria o fiador, ou o co-partícipe?

Há contas mirabolantes. O Botafogo SAF, por exemplo, atual campeão da Libertadores da América, com todos os prêmios que recebeu, amargurou R$ 300 milhões de prejuízos. O Atlético Mineiro SAF, que atrasou o pagamento dos salários dos jogadores (que protestaram mostrando “bolsos vazios”) é de propriedade dos 4 homens mais ricos de Minas Gerais. O Bahia SAF teve prejuízo (mas aí o dono é bilionário, o Grupo City, representando o Fundo Soberano dos Emirados Árabes, que parece usar o futebol não para ter lucro, mas para sportwashing) e não se importa em perder dinheiro – e honra todos as contas.

O Cruzeiro SAF lucrou o quê? Nada. E o Red Bull Bragantino? Esse não é SAF, é propriedade privada, e o seu intuito é investir em atletas jovens e fazer publicidade (e teve um balanço positivo, além do aumento do valor de mercado).

Não nos deixemos levar pelo excesso de otimismo ou de pessimismo: o Corinthians, que não é SAF, bateu a casa de R$ 2,4 bilhões em dívidas. O SPFC quase R$ 980 mi. Mas Palmeiras e Flamengo, grupos associativos que reorganizaram suas gestões, ao contrário: estão arrecadando muito dinheiro.

Percebamos: não é o modelo do negócio que importa, mas a competência e a honestidade das pessoas. Por mais que alguém possa dizer que os investidores turbinam os seus times, alguém tem que pagar a conta, que muitas vezes, não é paga. E essa bola de neve estourará quando chegar ao fim o tempo de contrato. Ou, em muitos casos, antes: vide a 777 no Vasco da Gama.

Se SAFs de clubes de apelo enorme, com torcedores-consumidores espalhados por todo o Brasil, não conseguem fechar no azul, fica a pergunta: e nas pequenas SAFs?

Ninguém questiona John Textor como ele lucra com o Botafogo, ou ainda: se o percentual que o clube leva da SAF para quitar dívidas, está sendo honrado (e isso é muito importante: as SAFs devem destinar percentuais aos clubes – mas se ao invés de lucrar e dividir o dinheiro, eu tenho prejuízo… dividirei o quê? Repartirei mais contas a pagar? Traga essa realidade, insisto, aos pequenos clubes. E nesse ponto, abordo: foi prometida uma SAF ao Paulista Futebol Clube em Jundiaí, onde ninguém sabe ao certo os valores, não se tem certeza das garantias, tampouco como se projeta lucro num time que está nas divisões de baixo. E a pergunta mais complicada: o estádio Jayme Cintra será em comodato, ou alguém irresponsavelmente toparia vender ao investidor EXA Capital o único patrimônio do clube? Mais do que isso: como lucraria com o time de futebol? Ou por trás de tudo isso, está apenas o interesse de compra do estádio para uma arena de eventos e a agremiação esportiva seria apenas uma desculpa? E depois dos 10 anos de SAF, jogaria de favor em que lugar?

São perguntas que ninguém faz ao interessado, e que são de interesse público. O torcedor tem direito em saber (e já faz mais de um ano da formalização do interesse, onde a diretoria alegou que havia uma tratativa iniciada há meses…). A propósito, a diretoria do Paulista deveria rever a negociação: afinal, de tanto tempo, o time que estava na 5ª divisão estadual, subiu para a 3ª (portanto, vale mais).

Dos grandes aos pequenos clubes, as SAFs interessadas precisariam ser mais investigadas, interpeladas e controladas pelas autoridades. Quando a bolha estourar, aí será tarde…

Enfim: o problema ou a solução não é a SAF, mas os gestores.

IN ENGLISH –

At first, SAFs were deified in our country. Millionaire investors with a business appetite bought the football departments of clubs. And here comes the first correction: they didn’t buy them, but leased them for a limited time.

Therein lies the big question: when the deal was made, did anyone ask what the projected return on investment (ROI) would be? Or how the desired projects would be realized?

It’s very naive to imagine that someone would put money into a football team “just to help” and not want something in return. Smart negotiators don’t lose money; they make money! And many, in an unethical way, don’t do it honestly. It’s obvious: many do it dishonestly.

According to Amir Somoggi, from Sports Value, in 2024 alone, SAFs totaled R$ 1.3 billion in losses! And the question is: how will the bills be paid? Or will they not be?

Remember: SAFs are not owners, but lessees. If I buy an SAF and don’t pay the creditors, who would be the guarantor, or the co-participant?

There are fantastic figures. Botafogo SAF, for example, the current champions of the Copa Libertadores de América, with all the prize money they received, amassed R$ 300 million in losses. Atlético Mineiro SAF, which delayed the payment of players’ salaries (who protested by showing “empty pockets”) is owned by the 4 richest men in Minas Gerais. Bahia SAF had losses (but its owner is a billionaire, the City Group, representing the Sovereign Wealth Fund of the United Arab Emirates, which seems to use football not to make a profit, but for sportswashing) and doesn’t mind losing money—and honors all its accounts.

What did Cruzeiro SAF earn? Nothing. And Red Bull Bragantino? This isn’t an SAF, it’s private property, and its purpose is to invest in young athletes and do advertising (and it had a positive balance sheet, in addition to an increase in market value).

Let’s not get carried away by excessive optimism or pessimism: Corinthians, which is not an SAF, hit R$ 2.4 billion in debt. SPFC is at almost R$ 980 million. But Palmeiras and Flamengo, associative groups that reorganized their management, on the contrary: are raising a lot of money.

Let’s understand: it’s not the business model that matters, but the competence and honesty of the people. As much as someone might say that investors boost their teams, someone has to pay the bill, which is often not paid. And this snowball will burst when the contract term ends. Or, in many cases, before: see the case of 777 at Vasco da Gama.

If SAFs of enormous appeal, with fan-consumers spread throughout Brazil, cannot get into the black, the question remains: what about the small SAFs?

No one questions how John Textor makes a profit with Botafogo, or even: if the percentage that the club receives from the SAF to pay off debts is being honored (and this is very important: SAFs must allocate percentages to the clubs – but if instead of profiting and dividing the money, I have a loss… what will I divide? Will I share more bills to pay? Bring this reality, I insist, to the small clubs. And at this point, I address: an SAF was promised to Paulista Futebol Clube in Jundiaí, where no one knows for sure the values, there is no certainty about the guarantees, nor how profit is projected for a team that is in the lower divisions. And the most complicated question: will the Jayme Cintra stadium be on a commodatum basis, or would someone irresponsibly agree to sell the club’s only asset to the EXA Capital investor? More than that: how would they profit from the football team? Or behind all this, is there just an interest in buying the stadium for an events arena and the sports club would just be an excuse? And after 10 years of SAF, where would they play as a favor?

These are questions that no one asks the interested party, and which are of public interest. The fan has the right to know (and it has been more than a year since the formalization of the interest, where the board claimed that a negotiation had been initiated months ago…). By the way, the Paulista board should review the negotiation: after all, in so much time, the team that was in the 5th state division has moved up to the 3rd (therefore, it’s worth more).

From the large to the small clubs, the interested SAFs would need to be more investigated, questioned, and controlled by the authorities. When the bubble bursts, it will be too late…

In short: the problem or the solution is not the SAF, but the managers.

– O uniforme dos árbitros de futebol na Copa de 1930:

Olhe o fardamento do árbitro da final da Copa de 1930.

O juizão belga Jean Langenus apitou de gravata a decisão entre Uruguai vs Argentina:

– Bom dia, 5ª feira (1 de 4).

👊🏻 Olá amigos! Tudo bem? Animados para mais uma jornada?

Por aqui, tudo pronto para suar mais uma vez em busca de saúde. Vamos correr a fim de produzir e curtir a tão necessária endorfina (controlando o cortisol)?

Pratique esportes. Sempre!

🏃🏻👟 #Fui #RunningForHealth #run #cooper #training #corrida #sport #esporte #running

IN ENGLISH –

👊🏻 Hello friends! How are you? Excited for another journey?

We’re all ready to sweat it out once again in search of health. Let’s go running to produce and enjoy those much-needed endorphins (controlling cortisol)?

Exercise. Always!

– As Regras do Futebol na Premier League e “As Regras Brasileiras”.

É perceptível que o futebol jogado em nosso país é diferente do europeu, especialmente na Premier League. Os ingleses se reinventaram, organizaram os estádios, criaram uma Liga séria, implementaram leis para punir crimes, pensaram no lucro e, para isso, fizeram o futebol se tornar um espetáculo agradável para se assistir.

No Brasil, há jogos onde os 90 minutos parecem intermináveis! Há catimba, unfairplay, simulação, milonga, tempo morto e pouca bola rolando. É difícil convencer um jovem, nessa sociedade tão acelerada, em ficar atento a um jogo que não tem dinâmica.

E de quem é a culpa?

De todos nós.

jogadores que não colaboram, alguns jornalistas que defendem a malandragem do atleta que transgride as regras e o torcedor que gosta de ver seu time levar vantagem de maneira ilegal. Mas o principal culpado: o árbitro brasileiro!

Os juízes de futebol tupiniquins se tornaram reféns do VAR, têm medo dos diretores de clubes que reclamam na CBF e “picam a partida”, quebrando a dinâmica do jogo com a marcação de inúmeras faltinhas inexistentes. O jogo não flui, se torna enfadonho, e tal situação, rotineiramente, vai se normalizando. E não podemos deixar isso acontecer.

Na temporada 2024/2025 da Premier League, por exemplo, existiram algumas simulações (boa parte de atletas sulamericanos), a discussão do tempo perdido pelo árbitro em frente o monitor do VAR (questionou-se se deveria ter árbitro de vídeo ou não) e a falta de clareza das marcações de impedimento (resolveu-se com o impedimento semiautomático nos últimos jogos). Diante disso, para a temporada 2025/2026, a PL publicou uma cartilha que alerta os árbitros sobre a necessidade de cumprir a regras (que já existem), e que na temporada passada “relaxou-se” no cumprimento.

Compare com o Brasil os seguintes pontos:

  • Evitar o retardamento, contando claramente os 8 segundos de posse do goleiro e marcando o escanteio ao adversário, caso a bola não seja recolocada em jogo nesse período (tivemos “menos de meia dúzia” de marcações como essas no Brasil, literalmente falando, pois os árbitros, para não se comprometerem, começam a contar depois de um certo tempo que o goleiro já tem a posse e está em equilíbrio – criamos uma malandragem na matemática).
  • Advertir com Cartão Amarelo toda e qualquer simulação (repare que no Brasileirão, quem cava pênaltis vira herói para muito torcedor, e vemos bizarrices sendo aplaudidas, como as forçadas faltas e quedas provocadas, por exemplo, por Deyverson).
  • Punir com falta somente os agarrões ou empurrões que realmente impactem a disputa de bola. Já repararam que no Brasil, à menor percepção de contato do adversário, o atleta cai ou abdica de jogar? Essa é a “falta cavada” que não pode acontecer. Precisamos acabar com essa mania! lembrando: futebol é um esporte de contato físico, não tem como evitá-lo (seria outro esporte caso se defendesse isso).
  • A recomendação para que o VAR seja pontual, atendendo apenas às situações do protocolo ou erro crasso grave. E o alerta (que é um reforço ao documento que a própria FIFA já divulgou): o árbitro de vídeo não é um instrumento para reapitar o jogo. Lamentavelmente, os árbitros brasileiros apitam esperando o chamado do VAR, que não se intimida e quer ser co-protagonista com o juiz de campo (mais uma bizarrice: os protagonistas no futebol, obviamente, devem ser os jogadores). Mais do que isso: a PL recorda que, nos casos de lances duvidosos, prevalecerá a decisão de campo (para que não se perca tempo discutindo e forçando uma decisão duvidosa). Na prática: há um lance para ser revisto, percebeu-se que é confuso e que demorará, o VAR avisará o árbitro que deve ser mantido o que ele marcou (não quebra a dinâmica da partida, não esfria o jogo, não traz questionamentos sobre a lisura, não atrapalha o espetáculo).
  • Reclamações: no Brasileirão, vale a regra que somente o capitão pode conversar com o árbitro, e o deve fazer respeitosamente. Qualquer outro atleta receberá Amarelo se abordar o juiz. Será assim na Premier League também. Mas… a gente vê essa regra sendo cumprida no Brasil? Todo mundo que está em campo reclama com o árbitro, que passivamente aceita.
  • Por fim: mão na bola ou bola na mão! A Premier League lembra que só é infração a intenção ou o movimento antinatural, e define antinatural como “abrir os braços deliberadamente em movimento adicional não justificável”, cobrando dos árbitros que vejam a “lógica do movimento” (que significa: se atente para ver se é um movimento natural, fisiologicamente normal). Em nosso país, absurdos são vistos rodada-a-rodada: atleta em movimento natural, tendo a bola resvalada em seu braço após um desvio, sendo punido por falta ou pênalti. Parece jogo de queimada: bateu, marcou. E aí eu sou obrigado a me lembrar do Massimo Bussaca, chefe de arbitragem da FIFA em 2014, que deu uma entrevista dias antes da Copa do Mundo do Brasil, escandalizado com os pênaltis de mão na bola aqui marcados. Disse ele em coletiva de imprensa (que registrei e não mais esqueci):

“Um jogador precisa de sua mão e de seu braço para correr, se equilibrar e saltar. Não se pode jogar sem a mão. O árbitro precisa fazer a leitura correta do lance. Não se pode dar falta a qualquer toque na mão. Isso é um absurdo. O árbitro deve ver se a mão estava no local de forma natural ou não-natural. Tem que ser avaliado se o toque (da mão na bola) foi intencional ou não. Quando um jogador tenta fazer seu corpo maior usando a mão, isso deve ser punido. O juiz não pode só pensar como juiz e aplicar o que está escrito. Precisa se colocar no lugar do jogador para entender o movimento”.

Quando comparo as orientações da Premier League com o que vemos no Campeonato Brasileiro, penso: não é hora de uma força tarefa (clubes, imprensa, entidades e árbitros) defenderem a aplicação da regra e do futebol jogado, não “sacaneado”, pelo bem de nós mesmos?

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Visite meus blogs:
Blog Pergunte Ao Árbitro, dedicado à arbitragem de futebol: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com
Blog Discutindo Contemporaneidades, sobre assuntos gerais: https://professorrafaelporcari.com

– Quem será verdadeiramente o dono da SAF do Botafogo?

Barbaridade, que rolo…

Antes, a SAF do Botafogo era tocada por John Textor. Por ser considerado “má gestor”, a Eagle (da qual ele faz parte) quer destitui-lo, pois o fundo ARES, investidor da Eagle, quer o controle.

Quem vai mandar: Textor ou Eagle?

Mas agora surge um novo ator no mercado: o próprio clube, o Botafogo FR, alegando que investidores poderosos sondaram para arrendar o Botafogo SAF.

Afinal, qual será o futuro do Glorioso?

Entenda esse imbrolho, aqui: https://ge.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2025/08/14/botafogo-diz-que-robustos-investidores-mostram-interesse-em-comprar-a-saf.ghtml

IN ENGLISH –

Wow, what a tangled mess…

Previously, Botafogo’s SAF was run by John Textor. Deemed a “poor manager,” Eagle, who was the American’s “main partner,” wants to remove him.

Who will be in charge: Textor or Eagle?

But now a new player has emerged: the club itself, Botafogo FR, claiming that powerful investors have probed the possibility of leasing the Botafogo SAF.

So, what will the Glorioso’s future be?

Understand this imbroglio here: https://ge.globo.com/futebol/times/botafogo/noticia/2025/08/14/botafogo-diz-que-robustos-investidores-mostram-interesse-em-comprar-a-saf.ghtml