Reconhecer limites e buscar o controle emocional é muito importante.
Assim, algumas situações transformadoras para usarmos diariamente, demonstrando maturidade das emoções e de tal forma conseguindo uma mentalidade mais positiva.
Reconhecer limites e buscar o controle emocional é muito importante.
Assim, algumas situações transformadoras para usarmos diariamente, demonstrando maturidade das emoções e de tal forma conseguindo uma mentalidade mais positiva.
Os problemas mundanos e a mente humana são assustadores. Essa holandesa optou por eutanásia devido aos males da mente…
A Depressão, sem dúvida, é a grande doença da humanidade!

Hoje lá em cima, amanhã lá embaixo. Ontem, tudo fazia sentido, hoje nada faz sentido. De repente desapareceu aquela empolgação com o trabalho, com os…
Continua em: A Inconstância é o Normal: sobre os altos e baixos da vida

Today, youth mental health is a pressing concern, garnering significant attention due to its escalating prevalence and profound…
Continua em: Nurturing Tomorrow’s Resilience: The Imperative of Youth Mental Health

Diminuir o estresse é fundamental para preservar tanto a saúde mental quanto a física.
Continua em: Como diminuir o estresse: 10 dicas práticas e eficientes


Here is a very Beautiful Reminder for all of my followers ☺️ Hope you’re having a good day 😊❤️ Stay Happy Stay Healthy Spread Happiness and take …
Continua em: Reminder:-😍
Tenha atenção aos sinais:
4 quick ways to calm a rapid heart rate (at home) Fear is the first reaction to a sudden increase in heart rate. However, fear is a feeling that can …
Continua em: 4 quick ways to calm a rapid heart rate (at home)

A pressão entre os atores do mundo do futebol é enorme, mas há um silêncio muito grande sobre esse tema: o da saúde mental no esporte.
Em 2009, o goleiro alemão Robert Enke se matou atirando-se em uma linha de trem. Dois anos depois, o árbitro iraniano Babak Rafati, cansado da pressão do meio, tentou o suicídio cortando os pulsos. Mais recentemente, o ex-atacante Nilmar (Inter-RS e Corinthians) disse ter sofrido depressão e pensou em se matar.
Vários atletas de outras modalidades encerraram precocemente a carreira por conta da pressão por resultados, e isso decorre pelo fato de que o esporte de alto rendimento, no fundo, não é algo saudável. O exagero no desempenho do corpo, a carga enorme de treinamentos, a maratona de partidas e disputas, por fim, esgotam fisicamente a pessoa. E se o atleta não tiver um condicionamento emocional adequado, sucumbe.
Muricy Ramalho, treinador, abandonou a carreira depois dos problemas de saúde, fruto da sua atividade. O AVC de Ricardo Gomes, ocorrido ao vivo num jogo do Brasileirão, credita-se ao stress. E aí somos obrigados a refletir: por mais que se possa dizer que grandes técnicos ganham muito dinheiro, e que isso é a sua compensação pelos percalços e cobrança que passam, a Saúde Mental fala muitas vezes mais alto. Às vezes, nem fala: grita!
Jürgen Klopp, treinador do Liverpool, considerado um profissional atencioso e sempre divertido, demonstrou na Premiere League um comportamento diferente, perdendo a cabeça e se enervando desnecessariamente. E nessa última semana, Klopp anunciou que fará uma pausa na carreira. Será que voltará quando?
Pense: quantos outros treinadores não gostariam de fazer a mesma coisa? Abel Ferreira, treinador do Palmeiras, falou abertamente: “ganhei tanto dinheiro e não consigo gastá-lo, não consegui passear ainda na cidade de São Paulo”. Mano Menezes, do Corinthians, jogo a jogo vem demonstrando sinais de estafa com as derrotas do seu time e com as trapalhadas da sua diretoria.
Imagine, agora, os seguintes problemas: um jogador sofre pressão da torcida nas arquibancadas, não recebe o seu salário em dia, não pode sair para passear em shopping ou restaurante quando o clube perde, além da sua cobrança interior. Se não tiver ajuda psicológica, adoece. De que adiantou todo o dinheiro conquistado, se a qualidade de vida (e até a liberdade cotidiana) se esvazia?
Há um fator que potencializa ao extremo isso: as Redes Sociais. No Twitter (ou melhor, no atual “X”), torcedores entram nos perfis dos boleiros e ofendem com as maiores barbaridades possíveis. O assédio moral é violento e não há muito o que fazer: ou o profissional abandona a Internet ou ignora as críticas.
Um exemplo para comparação: Tom Holland, o jovem ator que interpretou “Homem Aranha” nos cinemas, anunciou que saiu das Redes Sociais para preservar a saúde mental. E considere: ele tem um staff enorme, acompanhamento terapêutico, é rico, e seu trabalho é elogiado. E ainda assim não aguentou. Imagine um atleta de futebol, que mexe paixões contrárias e a favor.
Fica o alerta para a FIFA, além das entidades locais, como a CBF: façamos campanhas de prevenção ao equilíbrio emocional e à saúde mental, antes que algo mais grave possa acontecer.

Imagem extraída de Getty Images, em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-63512442
Anime-se!
E eleve a sua auto-estima.

Achei perfeito esse gráfico sobre as causas fisiológicas da depressão.
Faça a leitura atenta:
Para a Paz que devemos buscar, precisamos buscar Equilíbrio Emocional e Espiritual.
Com elas, é mais fácil buscar o restante.

Quantas empresas (e pessoas também) falam sobre Saúde Mental e fazem o contrário…
Defender a importância do equilíbrio é importantíssimo. O que não pode é defender e fazer o contrário:
Muita gente sofre com o Pânico e precisa tomar serotonina para melhorar. Mas uma descoberta científica pode ajudar: já se sabe “o caminho” que a doença faz no cérebro!
Extraído de: https://www.folhape.com.br/noticias/sindrome-do-panico-cientistas-descobrem-via-cerebral-responsavel/309553/
SÍNDROME DO PÂNICO: CIENTISTAS DESCOBREM VIA CEREBRAL RESPONSÁVEL PELOS SINTOMAS
Cientistas do Instituto Salk identificaram circuito inédito ativado no órgão durante os ataques de pânico.
Por Agência O Globo.
A síndrome do pânico é caracterizada pela recorrência dos chamados ataques de pânico – episódios de ansiedade extrema que provocam sintomas como taquicardia, falta de ar, medo excessivo e sudorese. Nos Estados Unidos, o Instituto Nacional de Saúde Mental estima que 4,7% dos adultos vão lidar com o distúrbio em algum momento da vida. Agora, um novo estudo, publicado nesta quinta-feira na revista científica Nature Neuroscience, traz boas notícias para o combate ao problema.
Cientistas do Instituto Salk para pesquisas biológicas, nos Estados Unidos, descobriram uma via cerebral inédita que media os sintomas do transtorno. Além disso, identificaram que ela pode ser utilizada como um novo alvo para o desenvolvimento de tratamentos, conta o autor sênior do estudo, Sung Han, professor associado da Salk, em comunicado:
“Temos explorado diferentes áreas do cérebro para entender onde começam os ataques de pânico. Anteriormente, pensávamos que a amígdala, conhecida como o centro do medo do cérebro, era a principal responsável. Mas mesmo as pessoas que têm danos na amígdala ainda podem sofrer ataques de pânico, por isso sabíamos que precisávamos procurar outro lugar. Agora, encontramos um circuito cerebral específico fora da amígdala que está ligado a ataques de pânico e pode inspirar novos tratamentos para transtorno de pânico que diferem dos medicamentos atuais”.
De forma resumida, o novo circuito consiste em neurônios especializados que enviam e recebem um neuropeptídeo (pequena proteína que envia mensagens por todo o cérebro) chamado PACAP. Os pesquisadores descobriram que as células nervosas que produzem o PACAP são ativadas durante um ataque de pânico, e que esses neuropeptídeos, por sua vez, ativam receptores responsáveis por causar os sintomas comportamentais e físicos da síndrome do pânico.
No estudo, os cientistas foram além e observaram ainda que o neuropeptídeo e os neurônios envolvidos na via cerebral são possíveis alvos de drogas. Em modelos animais, eles inibiram esse circuito e, com isso, constataram uma redução dos sinais do problema. O achado é inicial, mas representa um caminho promissor para novas intervenções terapêuticas – algo que a equipe do Salk buscará.
Como o circuito foi identificado
Para identificar o novo circuito cerebral, os cientistas começaram examinando uma parte do órgão chamada núcleo parabraquial lateral, conhecida como centro de alarme do cérebro. A área controla fatores como respiração, frequência cardíaca e temperatura corporal. Por isso, os responsáveis pelo trabalho já imaginavam que ela estava envolvida nos sintomas dos ataques de pânico.
Durante o estudo, os pesquisadores do Salk descobriram que a região de fato produzia um neuropeptídeo, o PACAP, que era conhecido anteriormente por ser o principal regulador das respostas ao estresse. Mas a conexão entre essa expressão do PACAP e o desencadeamento dos sintomas do pânico ainda não estava clara. Por isso, os cientistas recorreram a camundongos.
Ao imitar ataques de pânico nos animais, eles confirmaram que, durante o espidódio, os neurônios que expressam os PACAP no núcleo parabraquial lateral foram ativados. E observaram que, em seguida, esses neuropeptídeos foram enviados para uma outra parte do cérebro chamada rafe dorsal.
Lá, residem outros tipos de neurônios que produzem receptores, que se conectavam justamente com os PACAP. Com isso, os neuropeptídeos ativaram esses receptores e eles, por sua vez, foram os responsáveis por causar os sintomas comportamentais e físicos do pânico nos camundongos.
A descoberta desse complexo circuito, e de que ele pode ser inibido com drogas, representam o primeiro passo para o objetivo dos pesquisadores de construir um mapa completo das regiões, neurônios e conexões do cérebro envolvidas na síndrome de pânico.
Alguém disse que:
“Depressão é o excesso de passado, stress é o excesso de presente, e ansiedade o excesso de futuro.“
Será que não é por aí mesmo? O problema é: e como viver equilibradamente o presente, relembrando coisas boas perdidas no passado e temendo as nuances do futuro?
Imagem extraída de: https://maistreinamento.com.br/blog/procure-o-equilibrio/
Estamos no mês do “Janeiro Branco”, de cuidados com a Saúde Mental.
Algumas boas e simples dicas da Unimed Jundiaí, enviadas aos pacientes, a fim de que “nos ajudemos”.
Vale conferir:
JANEIRO BRANCO: CUIDE SA SUA SAÚDE MENTAL.
Controlar seus impulsos, comportamentos, pensamentos e emoções é essencial para a sua Saúde Mental. Confira algumas dicas:
✔️Atividade física: promove a sensação de bem-estar e prazer, relaxamento, autoconfiança, autoestima, diminui o estresse.
✔️ Alimentação e hidratação: comer de forma saudável e beber muita água faz bem para o corpo e para a mente.
✔️Sono Reparador: dormir bem diminui o estresse, melhora a capacidade de lidar com problemas e preserva nossa memória e capacidade cognitiva.
✔️Autocuidado: busque conviver com pessoas que fazem bem para o seu emocional.
✔️Planejamento: programe suas prioridades e construa um 2024 com realizações pessoais e profissionais.

E você… O que você faz com seus pensamentos negativos? Todos nós os temos, mas algo decisivo é saber nos relacionar com essas imagens debilitantes …
Continua em 5 técnicas para desativar pensamentos negativos automáticos
Muita gente sofre com o Pânico e precisa tomar serotonina para melhorar. Mas uma descoberta científica pode ajudar: já se sabe “o caminho” que a doença faz no cérebro!
Extraído de: https://www.folhape.com.br/noticias/sindrome-do-panico-cientistas-descobrem-via-cerebral-responsavel/309553/
SÍNDROME DO PÂNICO: CIENTISTAS DESCOBREM VIA CEREBRAL RESPONSÁVEL PELOS SINTOMAS
Cientistas do Instituto Salk identificaram circuito inédito ativado no órgão durante os ataques de pânico.
Por Agência O Globo.
A síndrome do pânico é caracterizada pela recorrência dos chamados ataques de pânico – episódios de ansiedade extrema que provocam sintomas como taquicardia, falta de ar, medo excessivo e sudorese. Nos Estados Unidos, o Instituto Nacional de Saúde Mental estima que 4,7% dos adultos vão lidar com o distúrbio em algum momento da vida. Agora, um novo estudo, publicado nesta quinta-feira na revista científica Nature Neuroscience, traz boas notícias para o combate ao problema.
Cientistas do Instituto Salk para pesquisas biológicas, nos Estados Unidos, descobriram uma via cerebral inédita que media os sintomas do transtorno. Além disso, identificaram que ela pode ser utilizada como um novo alvo para o desenvolvimento de tratamentos, conta o autor sênior do estudo, Sung Han, professor associado da Salk, em comunicado:
“Temos explorado diferentes áreas do cérebro para entender onde começam os ataques de pânico. Anteriormente, pensávamos que a amígdala, conhecida como o centro do medo do cérebro, era a principal responsável. Mas mesmo as pessoas que têm danos na amígdala ainda podem sofrer ataques de pânico, por isso sabíamos que precisávamos procurar outro lugar. Agora, encontramos um circuito cerebral específico fora da amígdala que está ligado a ataques de pânico e pode inspirar novos tratamentos para transtorno de pânico que diferem dos medicamentos atuais”.
De forma resumida, o novo circuito consiste em neurônios especializados que enviam e recebem um neuropeptídeo (pequena proteína que envia mensagens por todo o cérebro) chamado PACAP. Os pesquisadores descobriram que as células nervosas que produzem o PACAP são ativadas durante um ataque de pânico, e que esses neuropeptídeos, por sua vez, ativam receptores responsáveis por causar os sintomas comportamentais e físicos da síndrome do pânico.
No estudo, os cientistas foram além e observaram ainda que o neuropeptídeo e os neurônios envolvidos na via cerebral são possíveis alvos de drogas. Em modelos animais, eles inibiram esse circuito e, com isso, constataram uma redução dos sinais do problema. O achado é inicial, mas representa um caminho promissor para novas intervenções terapêuticas – algo que a equipe do Salk buscará.
Como o circuito foi identificado
Para identificar o novo circuito cerebral, os cientistas começaram examinando uma parte do órgão chamada núcleo parabraquial lateral, conhecida como centro de alarme do cérebro. A área controla fatores como respiração, frequência cardíaca e temperatura corporal. Por isso, os responsáveis pelo trabalho já imaginavam que ela estava envolvida nos sintomas dos ataques de pânico.
Durante o estudo, os pesquisadores do Salk descobriram que a região de fato produzia um neuropeptídeo, o PACAP, que era conhecido anteriormente por ser o principal regulador das respostas ao estresse. Mas a conexão entre essa expressão do PACAP e o desencadeamento dos sintomas do pânico ainda não estava clara. Por isso, os cientistas recorreram a camundongos.
Ao imitar ataques de pânico nos animais, eles confirmaram que, durante o espidódio, os neurônios que expressam os PACAP no núcleo parabraquial lateral foram ativados. E observaram que, em seguida, esses neuropeptídeos foram enviados para uma outra parte do cérebro chamada rafe dorsal.
Lá, residem outros tipos de neurônios que produzem receptores, que se conectavam justamente com os PACAP. Com isso, os neuropeptídeos ativaram esses receptores e eles, por sua vez, foram os responsáveis por causar os sintomas comportamentais e físicos do pânico nos camundongos.
A descoberta desse complexo circuito, e de que ele pode ser inibido com drogas, representam o primeiro passo para o objetivo dos pesquisadores de construir um mapa completo das regiões, neurônios e conexões do cérebro envolvidas na síndrome de pânico.
Um caso fatal, e outro caso simbólico. Mas ambos nos remetem à necessidade de no cuidarmos frente aos percalços da vida, especialmente os que resultam em depressão.
1. PC Siqueira, youtuber, foi acusado de crime mas absolvido. Desde então foi caindo no anonimato, e demonstrou problemas emocionais com frequência. O “fim do sucesso”, somado ao problema no relacionamento conjugal que vivenciou, motivaram o desequilíbrio emocional. Sem muito apoio, acabou caindo nas drogas e se suicidou ontem, após consumir cocaína.
2. Milton Neves, excepcional jornalista, sempre alegre e com audiência no topo, desde que faleceu sua esposa sentiu o “baque”. Nos últimos meses, tem trabalhado triste, se emocionando no ar e falando cada vez mais da saudade da sua companheira. Nós, ouvintes, compadecíamos dele e nos preocupávamos da nítida depressão apresentada. Eis que pediu demissão da Rádio Bandeirantes, por “não aguentar mais o ritmo de trabalho”. Felizmente, Milton tem um bom suporte financeiro e apoio dos filhos, que certamente devem estar tentando ajudar o pai.
Duas personalidades diferentes, mas com um mesmo problema: o desequilíbrio emocional! E ele resulta em Depressão, Ansiedade, Síndrome do Pânico, SPA / Agorafobia e tantos outros males… Tudo isso resultante de dificuldades profissionais, financeiras e/ou desemprego; problemas familiares como a educação dos filhos, divórcio / separação; ou ainda questões existenciais diversas de uma sociedade materialista, emergencialista e impiedosa.
O apoio dos familiares e amigos, a busca de profissionais capacitados, a resolução e/ou tentativa de resolver os problemas, torna-se algo imprescendível aos que são vitimados por esses males.
Lamento por PC Siqueira, e torcerei para a recuperação de Milton Neves. Mas lembro: quantos outros desconhecidos estão sofrendo desses males por aí, e não tem notoriedade dos seus casos…
Imagem extraída de: https://focanativa.wordpress.com/2016/09/13/os-males-invisiveis-da-mente/
Que rica em significado, essa imagem:

Cada vez mais precisamos nos preservar. Saber dos nosso limites, tomar cuidado com nossas ações e com o nosso redor.
De tal forma, a inteligência emocional nos leva ao equilíbrio. E esse recado vem de encontro a isso:


Para restabelecer o equilíbrio , num contacto normal com os demais seres humanos, tenho que escrever, porque a recriação da realidade pela imaginação…
Continua em: Por que escrever sobre Autoestima?

Escrevendo e refletindo: você consegue identificar os fatores que podem ter influenciado sua autoestima ao longo dos anos? Pense em experiências …
continua em: Dedicação a Escrita🖋 Escrevendo sobre Autoestima.
Reclamar vicia as pessoas? Óbvio que sim…
Grandes santos católicos já falaram da necessidade de ter ânimo e evitar queixas ou lamúrias. Por exemplo: o Papa Francisco reza diariamente a “Oração do Bom Humor“, de São Thomás More (a conheça aqui: https://wp.me/p4RTuC-Bq8). Já São Bento tinha a Regra 34, onde ele lembrava a necessidade de uma vida sem murmuração para alcançar a Graça Divina (aqui: https://wp.me/p4RTuC-kJD).
Leio, agora, que a Ciência fala um pouco mais sobre os males do ato de reclamar e busca soluções para evitar que ele aconteça. Veja só que interessante, em: https://g1.globo.com/saude/saude-mental/noticia/2024/11/25/psicologia-da-reclamacao-o-custo-mental-emocional-e-ate-fisico-de-reclamar-de-tudo-sempre.ghtml
PSICOLOGIA DA RECLAMAÇÃO: O CUSTO MENSAL, EMOCIONAL E ATÉ FÍSICO DE SE RECLAMAR SEMPRE.
Por Maria Garcia Rúbio
Vamos imaginar uma situação muito comum: duas pessoas andando rapidamente se cruzam na rua. Podem ser amigos, colegas de trabalho ou conhecidos. Um deles cumprimenta com um “ei, tudo bem?” ou “como você está?” Automaticamente, o outro responde: “tudo indo” ou “vamos andando”. Pouco depois, cada um segue seu caminho. O breve encontro é marcado desde o início pelo ato da reclamação sistemática.
No entanto, foi demonstrado que o queixume crônico tem um impacto significativo na saúde emocional, mental e até física tanto daqueles que reclamam como dos que recebem as lamentações.
Aqui, abordaremos a expressão repetida de insatisfação, frustração ou desconforto com situações percebidas como negativas. É um fenômeno quase universal que pode ser extrapolado para contextos familiares, profissionais e sociais. Longe de ser uma visão catastrófica, as reclamações ocasionais são uma parte normal da experiência humana. A exaustão emocional e fisiológica ocorre quando esse humor negativo invade nossas rotinas diárias.
Mas por que lamentamos tanto? Alguns especialistas consideram que funciona como um mecanismo de enfrentamento através do qual liberamos a tensão ou buscamos validação. Especificamente, observou-se que ao reclamar buscamos a aprovação da nossa opinião ou percepção, como se fosse um ciclo.
Até o momento, ela funciona como estratégia de apresentação perante nosso grupo social. É uma função adaptativa do ser humano.
O problema é quando se torna crônico e se estende a vários contextos. É uma situação que se agrava com o uso e abuso das redes sociais, em que é comum que pessoas influentes das populações mais jovens dediquem grande parte do seu conteúdo a desabafar sobre isto e aquilo como estratégia para atrair seguidores ou para criar debates e troca de comentários.
Embora seja um campo de pesquisa pioneiro e necessite de mais estudos, a neurociência já se aprofundou na etiologia e nas consequências do ato de queixar.
Várias pesquisas confirmaram que o cérebro humano foi projetado para identificar ameaças e problemas, o que explica porque é tão fácil focar no negativo e porque algumas pessoas tendem a reclamar mais do que outras. Este é um mecanismo evolutivo de origem protetora: o cérebro tende a se fixar no que é ruim porque isso lhe permitiu enfrentar um perigo real há milhares de anos e aumentou suas chances de sobrevivência.
Tal efeito, denominado viés de negatividade, pode tornar-se contraproducente no ambiente moderno, uma vez que focar continuamente no que não está bom pode alterar a maneira como as pessoas veem o mundo e, assim, promover novas interações como aquelas baseadas em reclamações.
Observou-se, também, que as queixas diárias estão correlacionadas com sintomas de ansiedade e depressão. Especificamente, com pensamentos intrusivos, ruminação, baixa autoestima, cansaço e fadiga mental. Portanto, indivíduos que não param de reclamar de tudo tendem a ser mais pessimistas e menos resilientes diante das adversidades.
A seguir, explicamos algumas das formas de interação e enfrentamento mais recomendadas na consulta psicológica:
Sem dúvida, ter consciência do hábito pouco saudável de reclamar incessantemente e tentar mudá-lo é fundamental para melhorar a qualidade de vida. É um objetivo que faz parte do crescimento pessoal de cada indivíduo e que pode ser reforçado com o apoio da terapia psicológica.
Antes de reclamar novamente, considere os efeitos cerebrais, emocionais e sociais que isso acarreta. E lembre-se: a queixa não é negativa se não se tornar crônica. Não somos perfeitos, somos humanos.
María García Rubio é professora da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidad Internacional de Valencia, codiretora da Cátedra VIU-NED de Neurociência Global e Mudança Social e membro do Grupo de Pesquisa em Psicologia e Qualidade de Vida (PsiCal).
Este texto foi publicado originalmente no site do The Conversation Brasil.
Neste texto, o autor fala sobre a importância da escrita e da leitura como forma de expressão artística, reflexão, aprendizado e entretenimento. Além…
Continua em: A Importância da Escrita e Leitura como Expressão e Bem-Estar Mental