Ensino
– 60% dos estudantes universitários optam pelo EAD, segundo o MEC.
Pós-Pandemia, o número de estudantes de ensino superior que optam pelo EAD continua aumentando!
Compartilho, abaixo, de: https://www.istoedinheiro.com.br/seis-de-cada-dez-universitarios-entram-em-cursos-a-distancia-presencial-cai-28/
SEIS DE CADA DEZ UNIVERSITÁRIOS DO BRASIL ENTRAM EM CURSOS A DISTÂNCIA
Por Leon Ferrari, do Estadão Conteúdo.
Conforme dados do MEC, na última década, número de ingressantes em graduação a distância avançou 474%; especialistas veem risco de perda da qualidade na formação.
Seis de cada dez ingressantes do ensino superior em 2021 entraram em cursos a distância (EAD). Já o número de calouros em graduações presenciais caiu 28%, em comparação a 2019, último ano antes da pandemia. A mudança evidencia um novo perfil da formação em ensino superior no Brasil.
De um lado, o EAD permite expansão mais rápida e barata, além de ser mais viável para alunos que trabalham. Por outro, especialistas apontam riscos de perda de qualidade na formação inicial dos profissionais, sobretudo em áreas estratégicas, como a docência. O Ministério da Educação (MEC) diz que vai aumentar a fiscalização.
Os dados fazem parte do Censo da Educação Superior, divulgado nesta sexta-feira, 4, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão do MEC. A redução de ingresso em cursos presenciais e o crescimento do EAD é tendência que ocorre desde 2014 e foi acentuada com a crise da covid-19. Na pandemia, o ingresso na modalidade a distância cresceu 55,6%. Em uma década, a alta é de 474%.
Para se ter uma ideia, o cenário de 2011 era bastante diferente. Naquele ano, oito de cada dez estudantes que ingressavam no ensino superior eram da modalidade presencial. Apenas 431,6 mil calouros se matriculavam em uma graduação à distância há dez anos. Em 2021, esse mesmo número saltou para 2,48 milhões.
Segundo Vandir Chalegra Cassiano, chefe de gabinete da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) do ministério, o total de ingressantes do EAD “alavancou” na pandemia e frisa que, agora, em 2022, “também temos um crescimento absurdo”. Ele pondera que essa já seja uma realidade “sedimentada”. “Um caminho sem volta”, fala.
Cassiano conta que a secretaria acompanha o cenário com cuidado e está preocupada com a qualidade de ensino. “Temos instituições que anunciam cursos de EAD a um valor de R$ 59,90, uma mensalidade muito baixa”, destaca. “A secretaria está com um projeto de supervisão desses polos e desses cursos para medir essa qualidade e dar tratamento adequado para que a sociedade não venha a ser prejudicada”, afirma.
MEC suspende análise de cursos EAD de Direito e Enfermagem
Em setembro, o MEC decidiu suspender os processos de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento de graduações100% a distância em Direito, Odontologia, Psicologia e Enfermagem. A medida após reação contrária desses setores, que viam risco de perda de qualidade na oferta de cursos totalmente remotos.
Foi criado um grupo de trabalho, que terá um prazo de 180 dias para apresentar propostas e sugestões para a regulamentação dos cursos. Depois de anos parados, os processos de avaliação das propostas de faculdades para os cursos EAD em campos como o Direito, por exemplo, avançaram.

Imagem extraída de: https://blog.expandr.com.br/quais-as-principais-diferencas-entre-o-ensino-presencial-e-o-ensino-a-distancia-ead/
– Educar é um prazer!
Hora de se fazer o que gosto: entrar na Sala de Aula e compartilhar conhecimento com os alunos!
Novas turmas, novos desafios… falaremos de Empreendedorismo!

– Pensar Dói? Procuram-se bons alunos…
Compartilho bacana matéria sobre a carência de estudantes quem segundo o autor, estariam em extinção!
Extraído de: http://www.cartacapital.com.br/revista/794/procuram-se-estudantes-7060.html
PROCURAM-SE ESTUDANTES
Além do mico-leão-dourado e do lobo-guará, outro mamífero tropical parece caminhar para a extinção
por Thomaz Wood Jr.
Diz-se que uma espécie encontra-se ameaçada quando a população decresce a ponto de situá-la em condição de extinção. Tal processo é fruto da exploração econômica e do desenvolvimento material, e atinge aves e mamíferos em todo o planeta. Nos trópicos, esse pode ser o caso dos estudantes. Curiosamente, enquanto a população de alunos aumenta, a de estudantes parece diminuir. Paradoxo? Parece, mas talvez não seja.
Aluno é aquele que atende regularmente a um curso, de qualquer nível, duração ou especialidade, com a suposta finalidade de adquirir conhecimento ou ter direito a um título. Já o estudante é um ser autônomo, que busca uma nova competência e pretende exercê-la, para o seu benefício e da sociedade. O aluno recebe. O estudante busca. Quando o sistema funciona, todos os alunos tendem a se tornar estudantes. Quando o sistema falha, eles se divorciam. É o que parece ocorrer entre nós: enquanto o número de alunos nos ensinos fundamental, médio e superior cresce, assombram-nos sinais do desaparecimento de estudantes entre as massas discentes.
Alguns grupos de estudantes sobrevivem, aqui e acolá, preservados em escolas movidas por nobres ideais e boas práticas, verdadeiros santuários ecológicos. Sabe-se da existência de tais grupos nos mais diversos recantos do planeta: na Coreia do Sul, na Finlândia e até mesmo no Piauí. Entretanto, no mais das vezes, o que se veem são alunos, a agir como espectadores passivos de um processo no qual deveriam atuar como protagonistas, como agentes do aprendizado e do próprio destino.
Alunos entram e saem da sala de aula em bandos malemolentes, sentam-se nas carteiras escolares como no sofá de suas casas, diante da tevê, a aguardar que o show tenha início. Após 20 minutos, se tanto, vêm o tédio e o sono. Incapazes de se concentrar, eles espreguiçam e bocejam. Então, recorrem ao iPhone, à internet e às mídias sociais. Mergulhados nos fragmentos comunicativos do penico digital, lambuzam-se de interrogações, exclamações e interjeições. Ali o mundo gira e o tempo voa. Saem de cena deduções matemáticas, descobertas científicas, fatos históricos e o que mais o plantonista da lousa estiver recitando. Ocupam seu lugar o resultado do futebol, o programa de quinta-feira e a praia do fim de semana.
As razões para o aumento do número de alunos são conhecidas: a expansão dos ensinos fundamental, médio e superior, ocorrida aos trancos e barrancos, nas últimas décadas. A qualidade caminhando trôpega, na sombra da quantidade. Já o processo de extinção dos estudantes suscita muitas especulações e poucas certezas. Colegas professores, frustrados e desanimados, apontam para o espírito da época: para eles, o desaparecimento dos estudantes seria o fruto amargo de uma sociedade doente, que festeja o consumismo e o prazer raso e imediato, que despreza o conhecimento e celebra a ignorância, e que prefere a imagem à substância.
Especialistas de índole crítica advogam que os estudantes estão em extinção porque a própria escola tornou-se anacrônica, tentando ainda domesticar um público do século XXI com métodos e conteúdos do século XIX. Múltiplos grupos de interesse, em ação na educação e cercanias, garantem a fossilização, resistindo a mudanças, por ideologia de outra era ou pura preguiça. Aqui e acolá, disfarçam o conservadorismo com aulas-shows, tablets e pedagogia pop. Mudam para que tudo fique como está.
Outros observadores apontam um fenômeno que pode ser causa-raiz do processo de extinção dos estudantes: trata-se da dificuldade que os jovens de hoje enfrentam para amadurecer e desenvolver-se intelectualmente. A permissividade criou uma geração mimada, infantilizada e egocêntrica, incapaz de sair da própria pele e de transcender o próprio umbigo. São crianças eternas, a tomarem o mundo ao redor como extensão delas próprias, que não conseguem perceber o outro, mergulhar em outros sistemas de pensamento e articular novas ideias. Repetem clichês. Tomam como argumentos o que copiam e colam de entradas da Wikipédia e do que mais encontram nas primeiras linhas do Google. E criticam seus mestres, incapazes de diverti-los e de fazê-los se sentir bem com eles próprios. Aprender cansa. Pensar dói.

Imagem extraída de: https://centraldoaluno.com.br
– O uso consciente de telas: o que os seus filhos assistem?
Um sério problema para todos nós, pais: controlar o que nossos filhos estão assistindo!
Compartilho uma interessante matéria sobre “conteúdos e crianças”, vale a pena assistir: https://www.youtube.com/watch?v=mQMe9NTnSCc
– Pesquisa entre Professores Universitários e Estudantes a respeito de Drogas.
A respeitada Dra Mônica Franco de Oliveira faz um trabalho maravilhoso junto a outros médicos, a respeito de professores de universidades e estudantes de ensino superior em relação às drogas!
Atualmente, ela realiza uma pesquisa nessa área, e nos convida a responder um breve questionário (não dura mais do que 3 minutos). Abaixo no link:
– Métodos tradicionais ou modernos para estudar?
Uma discussão bacana: até onde os métodos tradicionais de estudo funcionam? Com o advento da tecnologia, estudar pode ser algo diferente. E nesta matéria, abaixo, uma reflexão: não estaríamos próximos do ensino oral, via computadores?
Interessante, extraído de Época Negócios, Caderno inteligência, pg 66-68, ed 32.
AFINAL, A DECOREBA FUNCIONA?
por Lelivaldo Marques Filho e Robson Viturino
Há muito os educadores discutem qual seria a melhor forma de aprender: a elaboração dos conceitos ou as técnicas de memorização? Em busca de uma resposta, a edição de janeiro da revista Science indica que, no futuro, é provável que a pedagogia empreenda algumas mudanças nos métodos de aprendizado. Segundo um estudo divulgado na publicação, estudantes estimulados a ler textos, resgatar e reconstruir o conhecimento em intervalos regulares obtêm melhores resultados do que os colegas que recorrem à criação de mapas conceituais – aqueles diagramas em que os “nós” representam conceitos e as conexões entre esses “nós” simbolizam a relação entre os conceitos.
Para confrontar as duas técnicas, os pesquisadores da americana Purdue University realizaram um experimento em que 200 alunos estudaram textos de diferentes disciplinas científicas. Na primeira prova, próxima das seções de estudo, não houve diferença significativa no resultado. No entanto, uma semana depois, quando se mediu o sucesso da retenção no médio prazo, o grupo que se valeu de técnicas de resgate regular da informação colheu resultados 50% melhores do que seus colegas. As avaliações incluíam tanto perguntas literais, cuja informação estava diretamente no texto, quanto questões que requeriam interpretação.
De acordo com os autores do estudo, Jeffrey D. Karpicke e Janell R. Blunt, atualmente há uma tendência entre pedagogos no sentido de encorajar práticas baseadas no “estudo elaborado” em detrimento da velha e boa releitura. Os maiores interessados no assunto estão no mesmo barco. Karpicke e Blunt dizem que os próprios estudantes, antes que vissem o que diz a pesquisa, avaliaram que a primeira técnica seria a mais eficiente para solidificar o aprendizado.
Para os pesquisadores, a prática de resgate das informações sugere uma nova visão de como a mente funciona. “O resgate não é apenas uma leitura do conhecimento estocado na mente – o ato em si de reconstrução do conhecimento aumenta o aprendizado. Esta perspectiva da dinâmica da mente humana pode pavimentar uma via para o desenho de novas atividades educacionais”, afirmaram, no artigo que ganhou as páginas da Science.
Máquinas acionadas pela voz e linguagem visual irão
aposentar a palavra escrita, afirmam cientistas
Estendendo o horizonte de discussão, alguns cientistas já estão estudando como seria o aprendizado em um mundo sem textos. O futurólogo William Crossman supõe que, em 2050, a palavra escrita vai ser uma tecnologia obsoleta e, acredite se quiser, cairá em desuso como forma de armazenar conhecimento. A interação com computadores que respondem a comandos de voz e o avanço da iconografia terão chegado a tal ponto que não se ensinará mais os alunos a ler e escrever, diz ele. Todo o conhecimento e as informações do dia a dia virão desses repositórios interativos e inteligentes de informação.
Em seu livro VIVO [Voice-In/Voice-Out]: The Coming Age of Talking Computers (algo como “A nova era dos computadores que falam”), Crossman chega a descrever com detalhes como seria um dia normal na vida de uma família embebida dessa cultura oral. Desde o despertar até o final do dia, as atividades de uma mãe e seus dois filhos em idade escolar são realizadas sem nenhum contato com informação escrita.
É uma alegoria do futuro, como várias que vimos no passado. Algumas se configuram e outras não. Mas vale a pergunta: será mesmo possível aprender com profundidade sem o distanciamento e a introspecção que a leitura exige? Ou essa questão é apenas fruto de nossa tendência de nos apegar ao que já conhecemos?
Imagem extraída de: https://unileao.edu.br/blog/decoreba-funciona/
– A importância da Inteligência Emocional no Trabalho.
Ter equilíbrio emocional é fundamental para todos os setores da sociedade. E, é sabido, melhora a produtividade das pessoas que a tem.
Especialistas agora prevêem: a inteligência das emoções será o grande diferencial do futuro.
PESO DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL SÓ AUMENTA NO AMBIENTE DE TRABALHO
Funcionários autoconfiantes, calmos e empáticos turbinam resultados de empresas, mostram estudos
Inteligência emocional é mais que modismo. Estudos e especialistas sugerem que sua aplicação no ambiente de trabalho melhora mesmo o desempenho.
Muito repetida no mundo corporativo, a expressão “inteligência emocional” se refere a um grupo de competências ligadas a autoconsciência, empatia, calma, autocontrole. É uma espécie de contraponto às capacidades cognitivas.
Já que tarefas dependentes de capacidades cognitivas logo serão feitas por computador —e bem-feitas—, é bom treinar para manter a calma no ambiente profissional.
“Essas habilidades serão o centro dos negócios no futuro”, diz David Baker, um dos fundadores da The School Of Life Brasil, instituição de ensino voltada ao desenvolvimento de inteligência emocional.
Para Baker, essa habilidade é uma grande aliada da inovação. Mais relaxados, funcionários conseguem ser mais criativos e pensar em novas ideias, defende ele.
A rotatividade nas empresas também diminui, já que os colaboradores se sentem mais felizes e alinhados com o propósito da companhia.
Uma empresa que aposta em práticas do tipo é a rede de hotéis Four Seasons. A cada 15 dias, seus funcionários participam de treinamento cujo objetivo é reduzir a ansiedade e elevar a autoconfiança.
Betina Weber, 35, gerente de spa da rede de hotéis e uma das facilitadoras do programa, diz que a autoconsciência trabalhada no programa garante melhor conexão entre funcionários e hóspedes.
“Prestar atenção nas pessoas, olhar nos olhos e escutá-las de verdade passou a ser o maior presente que oferecemos”, afirma Weber.
A empresa patrocinou uma pesquisa feita pela Harvard Business Review que mapeou a aplicação da inteligência emocional no ambiente corporativo. Segundo o estudo, que entrevistou 599 pessoas, só 18% dos empregados reconhecem que o conceito está incorporado à cultura do lugar onde trabalham.
Os resultados também mostraram uma percepção de consumidores mais satisfeitos e de clientes mais fieis entre funcionários de companhias que estimulam a inteligência emocional. Isso reafirma a avaliação de especialistas segundo a qual a empresa que trabalha esse conceito tem melhor desempenho.
Adriana Fellipelli, presidente da Fellipelli, consultoria de desenvolvimento humano e organizacional, lembra que um dos pontos positivos é que, diferentemente da inteligência cognitiva, habilidades relativas à maneira como nos relacionamos no trabalho podem ser aprimoradas.
Segundo a consultora, estudos que ela acompanha mostram que competências emocionais respondem por até 45% do sucesso do trabalho de um funcionário.
Há três anos, a companhia de pagamentos Visa adota no Brasil práticas para desenvolver essas habilidades. Segundo o setor de RH, uma das primeiras técnicas usadas pela empresa foi a de mindfulness, meditação que treina a atenção no momento presente.
O impacto dessa ação apareceu na última pesquisa de clima organizacional (que mede percepção de funcionários), feita em 2018: foi o resultado mais positivo dos últimos cinco anos, com destaque para o orgulho dos empregados em relação ao lugar em que trabalham e para um maior equilíbrio entre vida pessoal e carreira.
Guilherme Malfi, sócio-fundador da consultoria de recrutamento Assetz Expert, afirma que as empresas com programas de inteligência emocional registram aumento de produtividade, e que há uma procura maior por essas competências já no recrutamento.
Malfi diz ainda que a falta dessas habilidades causa doenças e leva muito profissional a desistir da carreira. “Isso não tem acontecido pouco.”
Saúde mental é o eixo do programa que incorpora aprendizado de inteligência emocional na SAP, empresa de tecnologia com 2.200 funcionários no Brasil. Aberto a todos os profissionais, inclui mindfulness, técnicas de respiração e de introspecção.
“A ideia é que você tenha sua mente livre e equilibrada para desempenhar seu trabalho melhor”, afirma Eliane De Mitry, gerente de RH da SAP Brasil. “O impacto dessas práticas aparece no trabalho, nos resultados e na saúde”, diz.
ESPM cria laboratório de autoconhecimento para todos os cursos
A partir de 2020, a ESPM desenvolverá os temas de autoconhecimento e dimensão socioemocional da aprendizagem para todos os cursos de graduação.
Segundo Alexandre Gracioso, vice-presidente acadêmico e mentor do projeto, a disciplina introdutória será o laboratório de aprendizagem, composto por quatro módulos e focado em autoconhecimento e aprendizagem.
Os alunos deverão propor um plano de rotina para a organização de seu tempo, que pode incluir meditação.
“Empresas estão demandando pessoas mais bem desenvolvidas do ponto de vista de relacionamento e comportamento”, afirma.
Imagem extraída de: https://ead.univali.br/blog/o-que-e-inteligencia-emocional
– Um Laboratório para Estudantes de Administração de Empresas?
Recebi, tempos atrás, a seguinte pergunta de um ex-aluno, desistente do curso de Administração:
“Professor, por que as universidades não tem laboratórios para a graduação em Administração de Empresas?” (Henrique, via e-mail)
Caro Henrique, os laboratórios de Adm de Empresas são as próprias instituições em que você trabalha.
É impossível graduar-se (em um boa faculdade, lógico), sem estar no mercado. O estágio é essa condição que você pede! Teoricamente, é lá que você pode errar e ganhar experiência pelo erro, pois você exerce a condição de aprendiz dentro da empresa. Entretanto, sabemos que na prática não é assim que funciona. O estagiário é muitas vezes cobrado como um profissional já formado. Além de que, muitas correntes educacionais defendem que o estudante deve realizar seus estudos durante a manhã; as tarefas acadêmicas ao domícilio às tardes; e o descanso merecido à noite. Mas para estes, um questionamento: e a prática da administração, onde fica?

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida. Quem souber, informar para crédito no post.
– Sinergia ou Entropia?
Mente aberta (buscando sinergia) ou mente fechada (promovendo entropia)?
É você quem decide o rumo da sua vida.
Refletindo em: https://youtu.be/J1_edvD9QLk
– A tecnologia e os costumes tradicionais se conciliando na Educação Escolar.
Jaume Carbonell, renomado pedagogo espanhol, deu uma entrevista muito bacana em sua última passagem pelo Brasil. Abordou a necessidade do professor não ditar pensamentos, mas ensinar o aluno a pensar. Também falou de algo importante: a precisão de usar as tecnologias para o aprendizado sem abrir mão das coisas boas dos costumes tradicionais, como, por exemplo, folhear um livro impresso!
Destaco a seguinte fala:
“A escola deve ir em consonância com os progressos culturais, científicos e tecnológicos. As tecnologias contribuem para grandes mudanças, possibilidades e oportunidades para uma melhor aprendizagem. No entanto, esse mundo tão acelerado está gerando um problema: a falta de atenção e concentração. Eu penso que não é o mesmo ler no celular e ler em um livro de papel, porque fazemos isso de maneiras diferentes. Então, o papel ainda precisa existir. Ler em um livro impresso traz uma leitura mais pausada, tranquila, profunda e crítica. A instituição de ensino deve proteger a infância desse mundo acelerado, deve ser um espaço tranquilo. E deve haver diálogo: a conversação do professor com os alunos é fundamental para que, conjuntamente, façam um bom uso das tecnologias“.
A conversa toda no link em: https://desafiosdaeducacao.grupoa.com.br/jaume-carbonell-entrevista/?fbclid=IwAR2eCBFNALLYYBe4CAMY29VYsIXAHr6RyrV-gTasZ0L6xVEJmMQlLwRnAqA

O pedagogo Jaume Carbonell: escola precisa fomentar a escuta e o respeito pela opinião divergente. Crédito: Rafaela Paludo/Desafios da Educação.
– O custo em Educação e o retorno duvidoso (infelizmente)
Vi esse caso de “cálculo de gastos com escolas” versus “salário futuro”. É um exemplo extremista, mas… não teria uma certa razão discutir certos valores e o retorno?
Abaixo:

– Educação Emocional e os Jovens Esponjas.
Li uma entrevista muito bacana do psicoterapeuta, filósofo e educador australiano Richard Robbins na Revista Época. Ele fala bastante coisa sobre Equilíbrio Emocional, como, por exemplo, da relação dos jovens e seus problemas cotidianos.
Para o professor, os jovens, quando incomodados por dificuldades no cotidiano, precisam de estabilidade emocional para produzirem. E defende que se crie nas universidades uma disciplina voltada para o “Ensino de Emoções” a fim de maiores ganhos econômicos e produtividade na sociedade.
É dele a frase:
“Jovens são esponjas que assimilam rapidamente atitudes que se mostram eficazes para eles.”
Interessante. Mas… será que isso vale somente aos jovens?
Certamente, aos jovens de espírito também!

Imagem extraída de: https://blog.psiqueasy.com.br/2018/10/18/como-aproveitar-as-oportunidade-de-aprendizado/
– SEBRAE, IBS e FUNAP: reeducando e reinserindo na sociedade.
Hoje estive encerrando mais um curso de Gestão Empreendedora pelo Sebrae / IBS Americas, em parceira com a Funap.
Falamos aos reeducandos do Centro de Ressocialização Ângelo Baratella sobre Empreendedorismo, Cidadania, Valores e Novas Chances. Foram 6 dias de intensa e prazerosa atividade, preparando os detentos para serem pessoas melhores. E, com a boa vontade que mostraram, serão!
É com a Educação que o Brasil sairá da crise!
– Ensinando as boas práticas!
Hoje estivemos trabalhando com os alunos do SENAI de Mairiporã – SP, em parceria com o SEBRAE e a Escola de negócios IBS Américas, levando conhecimento a eles sobre Marketing e Vendas.
Formar empreendedores, capacitá-los e falar sobre ética no trabalho: uma tarefa desafiadora e prazerosa! Vale a pena fazer isso.
É com a Educação que o Brasil sairia da crise…

– Primeiros Passos: ADM! Mais um curso do Sebrae, ajuntando a sociedade.
É prazeroso o ofício de professor. Hoje eu estive na unidade do CRAS de Bom Jesus dos Perdões, levando a uma turma de empreendedoras um pouco de conhecimento através do Programa Primeiros Passos (organizado pela IBS – Américas / Sebrae).
A Educação é que fará o Brasil crescer! Incentivemos quem tem vontade de aprender.

– Aulas na Cadeia: mais uma experiência.
E hoje terminamos mais um curso pelo Sebrae / IBS Américas / Funap: foram 6 dias de aula do curso “Sebrae na Comunidade: REESCREVENDO MINHA HISTÓRIA”, para os alunos que estão na condição de reeducandos na Penitenciária / Centro de Ressocialização Ângelo Fernando Baratella, em Bragança Paulista.
Estiveram 20 pessoas que em breve terminarão suas penas. Havia empresário, cafeicultor, pecuarista, professor, pintor, fotógrafo, servente de pedreiro, entre outras atividades. A idade variou entre 20 e 60 anos. Logicamente, todos estavam lá porque cometeram algum crime, e eu não poderia perguntar (e nem tinha a curiosidade de saber) a infração que praticaram.
O importante é: falamos de trabalho honesto, abordamos sobre novas perspectivas de vida e a necessidade de recomeçar na sociedade, corrigindo as falhas de outrora, evitando cometer os percalços de antes e lutando para uma total reinserção. Como base, o empreendedorismo, a busca de empregabilidade e outras nuances.
Tomara que, futuramente, todos tenham se reencontrado como cidadãos valorosos, não prejudicando mais ninguém.
– Aulas bem preparadas…
Desligando o celular.
Nesta 6ª feira, neste prédio branco, sem identificação e bem discreto, é onde lecionaremos…
Aliás, aqui é um desafio – mas que ajuda na busca da cidadania!
Sabe onde é?
– Preparando aulas e buscando ajudar!
Próximas aulas preparadas!
Fazer o que se gosta é muito bom…
Falaremos a uma turma de reeducandos numa Penitenciária sobre noções de Adm de Empresas. E acho isso incrível: tentar ressocializar as pessoas através da Educação!

– O que é educar?
A Educação verdadeira, com “E” maiúsculo, não é ficar dando respostas prontas. É ensinar a desenvolver o espírito crítico!
Compartilho:
– Dar aula na Penitenciária: uma experiência que impacta!
Gostaria de compartilhar essa experiência: preconceitos aparecem, conceitos mudam e recomeços surgem: https://youtu.be/Vmk0LpONAWM
– Os efeitos da massificação do EAD na carreira dos docentes.
E quando o Ensino à Distância quer “substituir na marra” o Presencial?
E quando os professores são dispensados em massa por conta da modalidade?
Questões interessantes para discussão. Abaixo:
Extraído de: (https://www.bbc.com/portuguese/brasil-62072764)
APOSTA EM EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA GERA DEMISSÃO EM MASSA
Quando definia o foco de seu novo estudo, o pesquisador Yuri Lima considerou primeiramente analisar o impacto da covid-19 no Brasil sobre uma gama ampla de profissões. Mas a situação dos professores chamou sua atenção a ponto de se tornar o eixo principal do trabalho.
Lima observou que a aposta de instituições privadas no ensino a distância (EaD), uma tendência que vem dos anos 2010 e se consolidou fortemente na pandemia, tinha relação com o ritmo de diminuição dos quadros de funcionários e a precarização das condições de trabalho de docentes.
Em listas sobre as profissões com “mais futuro”, como um importante estudo da Universidade de Oxford (Inglaterra) de 2013, os professores aparecem entre as funções com mais chances de resistir à automação.
Mas o pesquisador do Laboratório do Futuro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) diz que o ensino a distância surge como “uma forma indireta de automação”, que “está embutida no modelo de negócios de certas empresas”.
Atualmente, parte da carga horária dos cursos é ocupada por vídeos gravados previamente, que podem ser usados durante anos pelas faculdades, e substituem o material dado de forma presencial por um professor.
Rodrigo Barbosa e Silva, pesquisador-sênior de políticas públicas em tecnologias do Transformative Learning Technologies Lab da Universidade de Columbia (EUA), explica que “vemos talvez há quase duas décadas uma série de cursos online na área de lato sensu [cursos voltados para atualização e especialização] em que a aula era gravada, algumas vezes com estudantes presencialmente ou interagindo à distância.”
“E o que acontece com essa aula? Já vi contratos em que essa aula fica válida por três anos com possibilidade de prorrogação. A aula que foi feita por um docente, vamos dizer por 10 horas, acaba sendo retransmitida ao longo de três anos ou mais.”
O principal ponto de virada da tecnologia é o tamanho das turmas: uma sala presencial com, por exemplo, 50 alunos, que seria considerada “inchada” a depender do espaço físico, hoje dá lugar a salas virtuais que comportam em alguns casos até mil alunos.
Essas mudanças têm permitido uma redução significativa de custos para empresas educacionais nas suas folhas de pagamento.
A BBC News Brasil pediu posicionamento sobre a situação dos professores para a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), que representa faculdades particulares em todo o país, mas a entidade preferiu não se manifestar.
Entre março de 2020 e dezembro de 2021 o número de docentes no ensino superior como um todo caiu 7,14%, com a saída de quase 30 mil profissionais, segundo o Ministério do Trabalho.
O ano de 2020, o primeiro da pandemia do coronavírus, também marcou a primeira vez na história que graduações a distância tiveram mais alunos novos do que cursos presenciais. Em dez anos, o crescimento do EaD foi de 428% no país.
Antes mesmo da quarentena em razão da covid, uma portaria assinada pelo então ministro da Educação Abraham Weintraub permitiu que graduações presenciais pudessem ter 40% de aulas virtuais em relação à carga horária total (uma exceção é o curso de Medicina).
O Ministério da Educação e o Conselho Nacional de Educação, órgão independente associado ao MEC que formula e avalia a política nacional de ensino, não responderam aos pedidos de posicionamento da BBC News Brasil sobre o tema.
“A diferença entre as duas modalidades é significativa do ponto de vista de estrutura. O presencial exige muitos professores em sala de aula. Exige uma infraestrutura física, administrativa, muito grande”, diz Lima.
Ele faz questão de enfatizar que o ensino a distância não deve “ser visto como vilão” nem que seu estudo representa uma postura “neoludita” (referência ao movimento de trabalhadores que destruíam as novas máquinas que os substituíram durante a revolução industrial inglesa).
“Eu, como uma pessoa que vem da área de tecnologia, acredito muito no potencial dela para melhorar a educação”, diz. “É possível utilizar a tecnologia de forma que amplie a qualidade em vez de precarizar o ensino e o trabalho.”
Para Barbosa e Silva, “é importante observar que o fenômeno não está na tecnologia — não é a existência do EaD e das possibilidades de comunicação e interação a distância que estão causando esse problema. E, sim, a estrutura social por trás da educação ou de necessidades financeiras para instituições educacionais”.
Demissão por “pop-up”
O professor Rodrigo Mota Amarante soube de sua demissão do quadro da faculdade Uninove, em São Paulo, por meio de um pop-up: uma mensagem que surgiu na tela do computador quando iniciava sua jornada semanal.
“A demissão por pop-up é muito esquisita, né? Os professores simplesmente entraram no sistema para dar aula, era uma segunda-feira, dia de aula normal. Então, você acessa o sistema para dar aula e você está bloqueado: você foi demitido.”
“É muito frio, é muito distante. Cruel, para ser bem sincero”, diz.
Amarante, que somava quase 25 anos de carreira como docente, foi desligado em um corte de 300 profissionais da Uninove em 22 de junho de 2020.
As atividades do dia para os estudantes foram substituídas por uma palestra motivacional com participação do ex-secretário municipal de Educação Gabriel Chalita e do Padre Fábio de Mello intitulada “Fortaleça o seu interior e acredite em você”.
Em dezembro do mesmo ano ocorreu mais uma demissão em massa na Uninove. Segundo o Sindicato dos Professores de São Paulo, o total de cortes em 2020 representou quase metade do antigo corpo docente da faculdade.
A BBC News Brasil tentou entrar em contato com a Uninove em duas ocasiões, mas, apenas para encaminhar os questionamentos, a empresa exigiu que o repórter cedesse uma série de dados pessoais, como CPF. Isso foi recusado.
Amarante também relata que, de 2017 para 2018, foram demitidos todos os professores do curso 100% EaD de engenharia de produção na Uninove.
“Era um curso que pagava o mesmo valor de hora-aula que era pago ao professor de sala de aula física. O que fizeram na sequência foi a contratação de tutores. Saíram os professores que fizeram os materiais, que gravaram as aulas, e contrataram estagiários ou recém-formados, com um salário menor.”
Lima, do Laboratório do Futuro da UFRJ, explica que “a grande função do tutor é acumular essas capacidades de interação com o aluno que não sejam relacionadas a preparo da aula, entrega da aula. Tirar uma dúvida do conteúdo, resolver um problema às vezes administrativo, (por exemplo): ele manda no chat um problema com a mensalidade. Então quando a gente olha para essa estrutura, o conteúdo está pronto”.
“Dizem hoje que a melhor maneira de ser demitido por uma faculdade é terminando o doutorado. Porque você se torna um profissional muito caro para instituição. É perceptível este movimento em que se busca alguém para dar uma aula magna, para ser o que se chama muitas vezes o professor convidado, e existem tutores ou muitas vezes estagiários da própria instituição, ainda cursando a graduação, para fazer o que se chama de mediação”, diz Barbosa e Silva, pesquisador-sênior na Universidade de Columbia.
“Com o advento da reforma trabalhista de 2017, consolidou-se o regime horista. Esse regime ficou sedutor para essas instituições que não querem investir tanto na pesquisa e na extensão [trabalho da universidade de volta para a comunidade, como atendimento de saúde] e sim contratar docentes de uma maneira que pode ser chamada de ‘uberização'”.
“Se a pessoa está numa posição de carreira, de 40 horas, ela consegue conversar com estudante sobre pesquisa, sobre o conteúdo da aula, sobre o próprio futuro profissional. Essas pessoas que são só contratadas por disciplina ou regimes horistas nem são pagos por esse tempo. Mas não deixam de atender quando os estudantes estão em contato.”
Reflexo na qualidade do ensino
Yuri Lima afirma que, além dos reflexos na qualidade de ensino, há um predomínio do que chama de “EaD conteudista” na formação do estudante.
“O quanto que eu consigo desenvolver habilidades com uma pessoa sentada dentro de casa, assistindo a vídeos e respondendo um questionário? Isso não atende as demandas do mercado de trabalho mais moderno”, diz.
“São vários fatores a observar nessa transformação do ensino superior e se questionar o quanto que ela está indo no sentido que a gente gostaria para a educação no país.”
Ele afirma que outro desafio “é de entregar empregabilidade para essas pessoas estão se formando, ou seja, a capacidade de um aluno egresso de uma instituição de ensino conseguir entrar no mercado de trabalho com um emprego de qualidade”.
Falta explorar no currículo educacional o que “a automação e a tecnologia ainda não são capazes de fazer”.
O professor Amarante, de sua parte, diz que sente “muita falta de sala de aula”, mas que “financeiramente não vale a pena”.
Hoje, ele trabalha como especialista de dados de uma empresa varejista.
“O horário de saída ou de intervalo era um momento de troca. Às vezes você ia para a sala dos professores conversando com dois ou três alunos e o papo era bom. Muitos deles aproveitam isso. Uma conversa sobre o estágio ou o trabalho, as expectativas dele. A gente não tem como substituir esse tipo de conversa porque ela é uma conversa espontânea, não é planejada.”
– Este texto foi originalmente publicado em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-62072764
– Dividir conhecimento.
Encerrando a “sexta-feira trabalhosa” fazendo o que gosto: levando conhecimento e experiência para alunos de um projeto social.
Falar de empreendedorismo e “novas chances” é muito bom!

– Senai e Sebrae: que sucesso!
Parceria de sucesso: Sebrae e Senai estão desenvolvendo cursos de boa qualidade, ajudando nossos alunos a terem a oportunidade de se desenvolverem profissionalmente (e como pessoas também)!
Hoje, trabalhei Marketing & Vendas com um pessoal muito entusiasmado. Vale a pena incentivar o ensino.

– Capacite!
Estivemos hoje no Senai de Itatiba, falando sobre Controle de Custos, em parceria com o Sebrae!
É muito bom ver estudantes desejando aprender, com brilho nos olhos.
Somente com a Educação que o Brasil sairá da crise…

– Vamos estudar?
É hora de estudar!
Enquanto eu trabalho, alguém muito caprichosa está ao meu lado aprendendo…
A vida vale a pena por isso, não?

– Aulas nas Faculdades Brasileiras se tornam mais Exigentes!
Há 1 ano… repost:
Boas notícias: as faculdades brasileiras estão imitando os métodos de Harvard, exigindo que os alunos estudem as matérias antes das aulas. Veja (extraído de Folha de São Paulo, 22/12/, Caderno Educação, pg E1)
FACULDADES PRIVADAS MODERNIZAM AULAS COM MÉTODO DOS EUA
Por Fábio Takahashi
Estudantes em filas, professor à frente, explicação na lousa ou no projetor. É tudo que algumas faculdades particulares têm buscado evitar em seus cursos de graduação.
Há pouco mais de um ano, ao menos quatro instituições brasileiras adotaram metodologias em que os estudantes precisam ler textos ou ver vídeos antes das aulas, para terem um conhecimento básico prévio do conteúdo.
Nas aulas há debates entre os alunos, e não a convencional exposição do professor. A tradicional escola Belas Artes de São Paulo foi uma das que adotou o método.
Educadores afirmam que o formato, inspirado em aulas da Universidade Harvard (EUA), deve se espalhar pelo país, ainda que haja dificuldades de implementação.
Na nova metodologia, ao professor cabe apresentar temas a serem debatidos e acompanhar se as conclusões dos alunos caminham para a direção correta.
Os alunos são distribuídos em mesas redondas de oito lugares cada uma, em geral. O grupo deve apresentar resposta a uma pergunta posta pelo docente -que conduz as discussões até que todos saibam a alternativa certa.
Um dos métodos, chamado “peer instruction” (formação por pares), foi criado pelo professor Eric Mazur, que leciona física em Harvard.
Ele estava incomodado com o fato de que poucos docentes conseguiam prender a atenção dos estudantes por uma aula inteira -problema que atinge cursos superiores no mundo todo.
Pesquisas de Mazur mostram que, com o novo formato, os alunos fixam melhor conteúdos e ganham capacidade de resolver problemas.
ATUALIZAÇÃO
“As aulas precisam ser mesmo atualizadas”, disse o consultor de ensino superior Roberto Lobo, ex-reitor da USP. “Mas os temas a serem abordados devem ser bem administrados, senão, os alunos ficam com lacunas”.
Diretor acadêmico da Unipac (MG), Gustavo Hoffmann afirma ser essencial, no novo formato, que o aluno se prepare antes das aulas. “No modelo tradicional, os professores até podem pedir leitura prévia. Mas a aula ocorre normalmente se o aluno não se preparar”, afirma.
“No novo modelo, não se consegue debater algo sem que você tenha uma base.”
O preparo prévio exige cerca de uma hora por dia do aluno. Os cursos são presenciais, ou seja, ao menos 80% da carga horária tem de ser cumprida na faculdade.
“No começo, ficamos preocupados”, disse José Augusto dos Santos Dias, 23, que teve a nova metodologia em algumas matérias do curso de direito da Unisal (Lorena-SP). Um dos conteúdos que ele estudou no sistema foi quais recursos poderiam ser impetrados para cada decisão judicial. “No final, gostei.”
A inclusão da nova metodologia nas grades curriculares varia entre as faculdades. As mesmas instituições também têm adotado outras modalidades parecidas ao “peer instruction”, como a resolução de problemas.
Neste caso, o professor apresenta um problema real, enfrentado por uma instituição, e os alunos têm de apresentar soluções. Depois, compara-se com a solução adotada no caso concreto.
“A ideia é evitar que o aluno vá para a aula apenas para ouvir o professor. Hoje, ele deve ser ativo”, disse Marcilene Bueno, da área de novas metodologias da Unisal.

– O Futuro de uma Criança da Coréia do Sul versus a de uma Criança Brasileira
Uma crônica recente e interessante que li me trouxe a perplexidade sobre como alguns governos conseguem vencer as dificuldades do seu povo e outros têm uma imensa capacidade de não resolvê-los.
O texto é do economista Ricardo Amorim (extraído de: http://is.gd/lQH8Ih) e mostra a desigualdade e nuances diversas de duas crianças crescendo nos anos 70. E o cerne é: a diferença do desenvolvimento sulcoreano em relação ao do Brasil.
Muito bom, abaixo:
JOÃO E KIM
“Em 1960, a renda per capita na Coreia era metade da brasileira. Em 1970, eram parecidas. Hoje, na Coreia, ela é três vezes maior do que a nossa.
João e Kim nasceram em 21 de junho de 1970, dia em que o Brasil ganhou a Copa do México. Os pais de Kim eram professores; os de João também. Kim sempre estudou em escola pública; João também. Kim ama futebol; João adora. Kim é da classe média de seu país; João também. Os pais de Kim já se aposentaram; os de João também. Kim e João trabalham na mesma empresa, uma multinacional líder mundial em tecnologia. Kim é engenheiro e ganha R$ 7.100,00 por mês. João não chegou a terminar o ensino médio, ganha R$ 1.900,00 por mês. Kim trabalha na sede da multinacional e é chefe do chefe de João, que trabalha aqui no Brasil.
Onde os caminhos de Kim e João se separaram? A cegonha deixou Kim na Coreia do Sul, João no Brasil. Em 1960, a renda per capita na Coreia era metade da brasileira. Em 1970, eram parecidas. Hoje, na Coreia, ela é três vezes maior do que a nossa. Como as vidas de centenas de milhões de Kims e Joãos tomaram destinos tão diferentes em poucas décadas? Educação, educação e educação. O país dos Kims investiu no ensino público básico, de qualidade e acessível a todos. O governo coreano gasta quase seis vezes mais do que o brasileiro por aluno do ensino médio. Na Coreia, um professor de ensino médio ganha o dobro da renda média local; no Brasil, menos do que a renda média. Com isso, os Kims estão sempre entre os primeiros lugares nos exames internacionais de estudantes de ensino fundamental e médio – muitas vezes, em primeiro lugar. Os Joãos, melhor nem falar. Só após garantirem uma boa formação básica e bom ensino técnico, os coreanos investiram em ensino universitário. Ainda assim, a Coreia tem três universidades entre as 70 melhores do mundo. O Brasil não tem nenhuma entre as 150 primeiras. Hoje, a Coreia do Sul é, em todo o mundo, o país com maior percentual de jovens que chegam à universidade – mais de 70%, contra 13% no Brasil. De quebra, o país dos Kims forma oito vezes mais engenheiros do que nós em relação ao tamanho da população de cada um. Tudo isso com um detalhe: a Coreia gasta menos com cada universitário do que o Brasil, mas forma quatro vezes mais Ph.Ds. per capita do que nós. Para cada won gasto com a aposentadoria do pai de Kim, o governo coreano gasta 1,2 won com a escola do seu filho. No Brasil, para cada real gasto pelo governo com a aposentadoria do pai de João, ele gasta apenas R$ 0,10 com a escola do Joãozinho. No ano que vem, os pais de Kim virão para a Copa do Mundo no Brasil. A mãe de João já tinha falecido, mas seu pai quis muito ir à Copa da Coreia e do Japão em 2002, mas não tinha dinheiro para isso. Há um ano, ele está fazendo uma poupancinha e ainda está esperançoso em ser sorteado para um dos ingressos com desconto para idosos para ver um jogo da Copa de 2014, nem que seja Coreia do Sul x Argélia. Como os ingressos com descontos são poucos e concorridos, as chances de seu João são baixas. Se conseguir, quem sabe ele não se senta ao lado do sr. e da sra. Kim. Pena que seu João não teve a chance de estudar inglês. Eles poderiam conversar sobre os filhos…

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.
– Vale a pena estudar.
Números extraídos da Veja.com:
- De cada 100.000 habitantes, apenas 8 têm doutorado no Brasil (Reino Unido têm 41 e a Eslovênia 57).
- A idade média de quem consegue se tornar doutor em nosso país é 37 anos.
- R$ 13.861,00 é a remuneração média dos doutores no Brasil (6 vezes mais que a média da população).
- Os doutores em Direito são os que têm melhor remuneração: R$ 19.736,00 é o salário/ médio.
Vale a pena ou não estudar?

Imagem extraída de: https://www.catho.com.br/carreira-sucesso/colunistas/educacao/quem-pode-emitir-diploma/
– Escolas para Todas as Inteligências.
Ótima matéria sobre como educadores podem desenvolver as virtudes dos alunos com métodos alternativos de ensino. Importante para todos nós que militamos nessa área:
Extraído de: Portal da Educação
ESCOLAS PARA TODAS AS INTELIGÊNCIAS
por Ana Aranha
Do Japão à Argentina, alguns colégios ensinam criatividade, autoconhecimento e outras habilidades que não estão no livro didático de seu filho
“Eu tinha um jardim de 8 metros quadrados, mas regava apenas 2 metros quadrados dele.” Assim um professor na Turquia definiu a mudança no modo de trabalhar depois que sua escola adotou a teoria das inteligências múltiplas. Criada na década de 80 pelo psicólogo americano Howard Gardner, professor da Universidade Harvard, a teoria propõe a existência de pelo menos oito tipos de inteligência. Segundo Gardner, as habilidades tradicionalmente reconhecidas e ensinadas nas escolas – o raciocínio lógico e a capacidade de aprender e usar a língua – são apenas parte das potencialidades do cérebro. As outras inteligências seriam: a musical, a de visualizar espaços, a de controlar movimentos do corpo, a de lidar com elementos da natureza, a de relacionar-se com os outros e a de conhecer os próprios limites e expectativas.
Desde que Gardner lançou a teoria, educadores em todo o mundo experimentam modelos alternativos para estimular as oito inteligências na escola. O primeiro resultado dessas experiências costuma ser uma mudança no olhar do professor, como aconteceu com o professor turco citado no começo desta reportagem. “Antes, para mim, os alunos que se destacavam em outras áreas que não matemática e língua eram menos inteligentes. Lamento por tê-los discriminado.” O relato é um dos muitos reunidos no livro Inteligências múltiplas ao redor do mundo, organizado por Gardner e que será lançado nesta semana no Brasil pela Editora Artmed. No livro, educadores de 15 países da Europa, da Ásia e das Américas contam como aplicaram a teoria em escolas públicas e privadas. Não há relatos sobre o Brasil.
Gardner, como psicólogo, nunca passou instruções aos educadores. Por isso, as experiências são bem diversas. Mas há dois princípios que marcam as adaptações de sua teoria às escolas. O primeiro é a tentativa de dar atendimento individual aos alunos – um meio de identificar em qual inteligência o aluno tem facilidade ou dificuldade. Na americana Key School, a primeira a colocar a teoria em prática, cada aluno tem semanalmente um momento livre em que recebe a atenção exclusiva do professor. Ele desenvolve a tarefa de seu interesse enquanto o professor o observa. Pode ser a pesquisa de um motor, a construção de uma maquete ou a redação de um poema. O aluno propõe a tarefa e se dedica a ela por quantas horas quiser. Ao final, o professor discute quais foram os pontos fortes e fracos da atividade, e o aluno escreve um relato. O objetivo é ensiná-lo a conhecer seus próprios interesses, facilidades e limites. A avaliação feita pela escola também é diferente. O boletim acompanha o estágio de motivação do aluno em cada inteligência. Em vez de dar notas por disciplina, o professor avalia se o aluno apresenta motivação interna, externa, passiva ou dispersão.
O segundo princípio dos educadores que trabalham com a teoria de Gardner é o esforço para variar linguagens. Em vez de ensinar uma lição só com a leitura de um texto, o professor também propõe uma atividade motora. Foi o que rendeu ao professor Naohiko Furuichi o prêmio do Programa para Educação Científica da Fundação para a Educação da Sony no Japão. Para ensinar as fases da Lua, Furuichi montou uma maquete da órbita da Terra com diversas luas, cada uma pintada de acordo com a iluminação que recebe naquela posição. No meio da maquete, no lugar da Terra, ele fez um buraco onde os alunos colocam a cabeça (foto na próxima. pág.). “Olhando as miniaturas do centro eles entendem por que a Lua parece diferente para nós”, afirma Furuichi. Além da maquete, Furuichi apresenta um poema sobre a relação entre uma flor oriental e a posição da Lua. Com esse tipo de atividade, ele procura estimular os alunos em pelo menos duas inteligências: línguas e visualização de espaços.
Embora ocorram em vários continentes, as experiências inspiradas em Gardner geram controvérsias nas escolas. Para abrir espaço para atividades tão diferentes, é preciso reduzir a quantidade de conteúdo. E, como o professor respeita o ritmo de cada aluno, não é possível submetê-los a avaliações em larga escala – principal instrumento para os governos manterem o controle da qualidade do ensino. Um dos maiores críticos da difusão das ideias de Gardner nas escolas é o educador americano Eric Donald Hirsch Junior. Hoje aposentado, ele foi o principal defensor da importância dos testes nacionais nos Estados Unidos. Para Hirsch, um currículo extenso enriquece o vocabulário e fixa o domínio da escrita e do raciocínio lógico-matemático, ferramentas importantes no mercado de trabalho. Tirando o foco dessas inteligências, a escola perderia sua melhor ferramenta para promover a igualdade social.
A resposta de Gardner a essa crítica é que o mundo de trabalho atual também exige criatividade, habilidade pouco trabalhada pelo ensino tradicional de conteúdos. Ele diz ainda que as outras inteligências são importantes para a vida fora do trabalho. “Se você é bom de língua e lógica, vai se achar muito inteligente na escola”, disse, em entrevista a ÉPOCA. “Mas, no dia em que se vir na Floresta Amazônica ou no trânsito caótico de São Paulo, vai descobrir que não sabe tanto assim.”
Polêmicos, os questionamentos de Gardner, além de oferecerem uma alternativa para pais e educadores que procuram uma formação diferente para seus filhos e alunos, servem também para chacoalhar a escola – uma das instituições mais resistentes a mudanças. Na Coreia do Sul, onde há muita cobrança por resultados nas avaliações nacionais, o Ministério da Educação incluiu uma adaptação da teoria de Gardner no currículo e na formação dos professores da pré-escola. Foi uma tentativa de reduzir a pressão pelo desempenho acadêmico entre os alunos mais novos. Mas os professores não se adaptaram. Primeiramente, reclamaram da falta de tempo para realizar as novas atividades e trabalhar o currículo tradicional – que não deixou de ser cobrado. Depois, não se conformaram com a nova forma de avaliação, que não os permitia assinalar respostas como “certas” e “erradas”. Na maioria das experiências de adaptações da teoria de Gardner, o objetivo da avaliação deve ser ajudar o aluno a se desenvolver, e não classificar seu desempenho.
Gardner é contra as políticas que tentam aplicar a teoria “de cima para baixo”. “Nunca penso na mudança pelo sistema”, afirma. “Ela só acontece se os professores entenderem as inteligências e souberem adaptá-las a cada aluno.” Para ajudar os professores, um grupo de educadores da Argentina criou uma rede de formação nacional. Para cada profissional interessado, o grupo articula a criação de um “trio pedagógico”. Ele é formado por um professor de escola, um responsável pela formação de professores e um pesquisador universitário. Cada trio pensa, em conjunto, as atividades de aula e avalia o desenvolvimento de cada aluno. A Argentina não adota, oficialmente, a teoria das inteligências múltiplas. Mas, desde que não fujam das regras nacionais, algumas escolas permitem que seus professores trabalhem com ela.
O maior obstáculo para a teoria de Gardner são as avaliações em larga escala. Elas têm ganhado força em diversos países, como o Brasil, como política de cobrança por resultados. Gardner compara esse sistema à Bolsa de Valores. “As empresas que constroem um nome que dura não estão presas às oscilações da Bolsa”, afirma. “Infelizmente, o propósito da educação virou ir bem nos rankings. Não importa se o ensino está contribuindo para a sociedade que se almeja.”
As escolas da Noruega vivem esse dilema. Na década de 90, os diretores e os professores tinham autonomia para montar o currículo e avaliar os alunos. Muitos seguiam Gardner. Mas, em 2000, o país foi mal avaliado na primeira edição do Pisa, prova internacional de leitura, matemática e ciências da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Ficou na 33a posição, entre 57 países. Para tentar mudar o quadro, o governo criou uma prova nacional e fixou um currículo para cada série. Mas a Noruega continua entre os últimos. Em 2007, perdeu para a Letônia e para a Lituânia.
Alguns educadores noruegueses questionam a padronização com foco no Pisa. Argumentam que, pelo terceiro ano consecutivo, o país foi o primeiro colocado no ranking mundial do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que mede alfabetização, saúde e renda da população. A discrepância entre os índices na Noruega vale como um alerta. Ele levanta a dúvida se o problema está nas escolas do país com melhor padrão de vida do mundo ou no modelo de educação em expansão no resto do mundo.

Imagem extraída de: https://escolasdisruptivas.com.br/metodologias-inovadoras/conheca-os-tipos-de-inteligencias-multiplas-e-como-trabalhar-com-os-alunos/
– Capacite-se! Ótima iniciativa com o Sebrae / IBS Américas.
Adoro lecionar, e hoje estou preparando algo prazeroso: aulas do curso de Gestão Empreendedora para a parceria Sebrae / IBS Américas / Governo de SP (nesta semana, estarei com mais uma turma, dessa feita em Jundiaí).
Um curso para pequenos empreendedores que querem se capacitar, entrar para formalidade e conseguir linhas de crédito baratas (que podem ser obtidas a partir da formalização e participação do curso)! Chama-se: Descomplique: Primeiros Passos (em 5 módulos).
Ações assim devem ser aplaudidas. Muito orgulho de fazer parte desse projeto!
– Empreenda!
Terminamos mais um curso pelo Sebrae / IBS Americas / Governo de SP, falando sobre Empreendedorismo aos moradores de Piracaia. Muito bom!
É com a Educação que o Brasil sairá da crise!










