– Capacitar pessoas é muito bom.

Capacitar as pessoas é sempre muito bom.

Amo o que faço. E poder dividir conhecimento é uma dádiva.

É com o Ensino de Qualidade que teremos um país melhor.

– Que carinho…

Amo o que faço!

Hoje, última aula em um programa assistencial que estou lecionando, e me deparei com essa surpresa!

Não existe retribuição que compense tal carinho…

– A Educação sempre ajuda.

Eu estou trabalhando nos últimos dias em uma ONG na cidade de Jordanesia (Cajamar-SP), com mulheres em situação vulnerável.

Quantas histórias de vida… Meu Deus! E elas são batalhadoras, vencedoras e entusiasmadas, mesmo com tantos problemas. 

Chama-se “Prospera Família”, do Governo do Estado, Prefeitura e Sebrae.

Como não aplaudir?

– Tudo pronto!

S ‘imbora para mais um turno de labuta?

Hoje, na RMC, levando orgulhosamente conhecimento a jovens e esforçados estudantes!

– Aula de anatomia com criatividade!

E pela Educação e Aprendizado de melhor qualidade, vale ser criativo!

– Fim de labuta.

Apostilas para os alunos da semana, ufa, separadas.

Próximos cursos, pelo Sebrae, preparados!

Agora continuar o feriado municipal… em casa.

📚 #Educação

– Tome decisões de maneira segura!

Primeiro tempo acadêmico se foi: aula sobreSegurança nas Tomadas de Decisões Empresariais” preparada!

Pudera, olhe aí o Einstein me ajudando na “cola” ao lado do computador…

🖊️ #Educação #Ensino

– Aprendendo a ler!

Quer coisa mais fofa do que o aprendizado de crianças?

A minha Teteinha lendo: https://youtube.com/shorts/YZEfBMdDk_s?feature=share

– Definindo Educação:

Quem pode ser contra a Educação, mediante o conceito da imagem abaixo?

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– A Educação vale a pena.

Preparar bons conteúdos é sempre um prazer. De manhã, pelo Sebrae, falamos de Marketing. Agora à tarde, é momento de se capacitar com Inovação!

Somente com a Educação o Brasil sairá da crise…

📝 #Education

– Educação Ambiental.

Muito boa a iniciativa de algumas escolas em implantarem a disciplina “Gestão Ambiental” em suas grades. Melhor: colocar as teorias na prática!

Compartilho ótimo exemplo publicado nesta semana.

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2070/geracao-sustentavel-educacao-ambiental-vai-alem-da-sala-de-aula-14371-1.htm

GERAÇÃO SUSTENTÁVEL

Educação ambiental vai além da sala de aula para formar adultos do futuro mais conscientes,

POR Verônica Mambrini

Eles reciclam lixo e transformam restos orgânicos em adubo. Tomam refrigerante de garrafas retornáveis e rejeitam produtos que vêm com muitas embalagens. Plantam árvores desde pequenos e pesquisam na internet o impacto ambiental de suas ações. Ficam escandalizados quando alguém joga lixo no chão ou desperdiça água num banho longo. Se possível, pedalam ou combinam caronas para chegar ao seu destino. Não, não são ativistas ecochatos. Essa é a nova geração que está se formando nas escolas hoje, dos pequenos em idade pré-escolar aos adolescentes questionadores.

A preocupação com ecologia não é propriamente uma novidade, pois há cerca de 20 anos vários colégios já abordavam questões ambientais. Mas o posicionamento hoje é diferente: o aluno se tornou protagonista e não espectador dos problemas que discute em sala de aula. E espera-se que o estudante leve para a vida o que aprendeu. Eduardo Rios Lohmann, 10 anos, do Colégio Pentágono, está envolvido em várias atividades de educação ambiental na escola. Sobra “lição de casa” até para os pais. “Reclamei com minha mãe até ela parar de escovar os dentes com a torneira aberta”, orgulha-se. A mãe, a pedagoga Glória Lohmann, se diverte com a fiscalização. “É uma coisa dele, mas a escola e os programas de tevê aos quais ele assiste reforçam a noção de consciência ambiental”, afirma.

No Pentágono, o professor de ciências Rogério Tadeu Sant’Anna usou uma oficina de reciclagem de lixo eletrônico para conscientizar os alunos. Eles trazem de casa eletrodomésticos que seriam descartados, desmontam as peças e as encaminham para reciclagem. “Eles passam a reconhecer os materiais, o que é reciclável e o que não é, e aproveitamos para discutir o consumismo”, afirma Sant’Anna. Já foram desmontadas mais de três toneladas de aparelhos quebrados e sem possibilidade de conserto.

No interior de São Paulo, em Sorocaba, a palavra de ordem do Colégio Véritas é pedalar para reduzir emissões de carbono, exercer a cidadania e ocupar o espaço público. “O uso da bicicleta é fundamental para o meio ambiente e para a saúde”, afirma Bárbara Figueroa Muñoz, diretora do colégio. A cada pedalada, os alunos calculam quanto de carbono deixaram de emitir. Outra ação é a Recicleta: com peças doadas, eles montam bikes e as entregam para comunidades carentes. O aluno Eduardo de Lima Helaehil, 13 anos, participa do projeto. “É muito divertido e sei que estou ajudando alguém”, diz. Bárbara afirma que, pelo uso diário, a bicicleta promove um aprendizado constante. “A educação tem de gerar transformação.”

Transformar a sociedade mantendo o respeito ao meio ambiente está dentro de toda a grade curricular da Escola Stance Dual, em São Paulo. A questão é tão importante para a escola que a instituição é adepta da Agenda 21, compromissos resultantes da Rio 92 (conferência ambiental mundial que ocorreu no Rio de Janeiro em 1992), e tem coordenadoria própria. “É encarado como um projeto transversal. Está em todas as aulas que comportam os conteúdos socioambientais no currículo”, diz Débora Moreira, coordenadora da Agenda 21 da escola. “A partir do momento em que o aluno é protagonista, estamos formando cidadãos com conhecimento, que entendem as razões e a necessidade de agir.” A Recicloteca da escola, por exemplo, incentiva a transformação de embalagens em brinquedos que serão doados à comunidade.

A aluna Caroline Vecci, 9 anos, participa das campanhas de racionalização do uso da água. Além de mudar sua forma de consumo, ela atua na conscientização de outras pessoas. “Fazemos cartazes e folhetos, ensinando como economizar água. Outra ação importante foi a entrega de marca-páginas e adesivos na rua”, diz a estudante.

Outro recurso com bastante relevância na formação dos adultos de amanhã são as excursões in loco. Morador de Cuiabá, João Vitor de Ceni Diogo, 12 anos, tomou consciência dos impactos do turismo em uma viagem ao Pantanal. “Vale a pena investir em turismo sustentável para que as próximas gerações possam ver o Pantanal como a gente vê hoje”, diz o menino. A vivência direta da realidade é fundamental para tocar os alunos, acredita a professora de João Vitor e responsável pelo projeto, Aparecida de Fátima Trandini, do Colégio Salesiano São Gonçalo. “Damos ferramentas para que eles mantenham viva a riqueza natural”, diz Aparecida. O importante é fazer a educação ambiental ultrapassar os muros da escola.

Coordenadoria de Educação Ambiental

Imagem extraída de: https://www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br/cea/portal-de-educacao-ambiental/

– Língua Portuguesa X Língua Brasileira

As diferenças linguísticas do português falado no dia-a-dia podem trazer mudanças significativas ao longo do tempo. Estaria surgindo, apesar do acordo recente da padronização da língua portuguesa, uma nova língua brasileira?

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI134039-15220,00-MENAS+POR+FAVOR.html

MENAS, POR FAVOR”

por Mariana Shirai

A gente vamos falar errado menas vezes. Por mais estranheza que provoque hoje, essa frase poderá ser considerada uma maneira culta de usar a língua… no ano de 2210. Nem estaremos nos comunicando em português, mas sim em língua brasileira. Essas são algumas projeções feitas pelo linguista Ataliba Teixeira de Castilho, professor titular da Universidade de São Paulo (USP) e estudioso da área há mais de cinco décadas. “Acho que em 200 anos teremos uma língua brasileira, totalmente diferente do português europeu e do africano”, diz ele. “Só não posso garantir, porque a linguística não é uma ciência do futuro, mas do presente e do passado.”

Castilho é autor de uma das duas gramáticas do português do Brasil que acabam de chegar às livrarias. Os livros, somados a uma exposição em São Paulo sobre as diferentes maneiras de falar do brasileiro, são uma tentativa de valorizar os desvios da norma culta praticados no país. Eles questionam a ideia de que haja uma maneira certa e outra errada de falar.

O futuro imaginado por Castilho pode parecer nada “haver”, mas se baseia em teorias fundamentadas. O professor esteve entre os acadêmicos que iniciaram o estudo da linguística (ciência que trata da linguagem verbal humana) no Brasil, na década de 70. De lá para cá, participou da criação de relevantes trabalhos da área, como a Gramática do português falado, primeiro estudo do gênero entre as línguas romanas, Para a história do português brasileiro e A linguagem falada culta na cidade de São Paulo. Ele se apoiou no conhecimento acumulado para escrever a recém-lançada Nova gramática do português brasileiro (Contexto, 768 páginas, R$ 69,90).

A obra não é o tipo de gramática com a qual estamos acostumados. “Não estou preocupado com o certo ou o errado”, afirma Castilho (leia a entrevista). “Fiz um retrato da língua como ela é falada no Brasil, com suas variedades.” Isso quer dizer que o livro não deve ser usado como uma referência de como falar ou escrever dentro da norma culta – o conjunto de regras usadas pelos falantes cultos, descritas em gramáticas tradicionais. Ele mapeia os diferentes jeitos de usar a língua, incluindo aí formas que seriam consideradas erros pelos mais conservadores. Castilho analisa expressões como “ni mim”, “tafalano no telefone” e “quem que chegou?” a partir da constatação de que são fenômenos da língua, deixando as regras de lado.

Também na trilha de identificar uma língua brasileira, o professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Mario Alberto Perini acaba de lançar Gramática do português brasileiro (Parábola Editorial, 368 páginas, R$ 50). Mais concisa, a obra é a adaptação de outra gramática dele, a Modern portuguese: a reference grammar, escrita com o intuito de ensinar estrangeiros a falar o português brasileiro. “O português do Brasil (e não o europeu) é usado por 190 milhões de pessoas, é a oitava língua mais falada no mundo”, diz. “O fato de ele nunca ter sido organizado em forma de gramática é uma situação anômala, que mexe com nossos brios.”

Castilho concorda. “O futuro da língua portuguesa repousa no Brasil.” O lançamento das duas gramáticas é também relevante para o momento atual do país. “Tudo na linguagem é uma questão política. O país está numa fase interessantíssima.” Tentativas de unificar a língua, como o recente Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, podem ser vistas como um movimento oposto ao natural distanciamento e dominância do português falado no Brasil em relação às variantes europeias e africanas.

As iniciativas que valorizam o falar brasileiro não estão apenas nos livros. Em São Paulo, o Museu da Língua Portuguesa apresenta, até 27 de junho, a exposição Menas: o certo do errado, o errado do certo, com curadoria de Castilho e do professor de cursinho Eduardo Calbucci. É a primeira exposição do museu – um dos mais visitados do país – que trata da língua portuguesa. As outras mostras abordaram a obra de escritores, como Guimarães Rosa e Clarice Lispector.

Os 420 metros quadrados do 1o andar da instituição foram cobertos por instalações multimídias, jogos interativos e vídeos que tratam exatamente dos desvios da norma padrão praticados pelo brasileiro na fala, na escrita cotidiana, na literatura e na música. “Queremos mostrar que o bom falante é aquele que sabe escolher a variedade linguística de acordo com a situação”, afirma Calbucci.

A exposição aborda com sucesso a ideia de que não há maneira errada de usar a língua. Logo no início, o visitante depara com frases como “Se alguém usou uma palavra, ela existe” e “A língua varia no tempo e no espaço”. Visitada principalmente por grupos de crianças em fase escolar, a exposição pode ser um problema, caso não haja orientação correta. Mesmo que sem intenção, ela valoriza os desvios em detrimento da norma culta. “Não é uma boa iniciativa”, diz o professor Evanildo Bechara, o mais importante gramático do Brasil. “É como dizer: ‘Se todo mundo está usando o crack, por que eu não vou usar?’. Se o aluno aprende a língua que ele já sabe, ou a escola está errada, ou o aluno não precisa da escola.”

O mérito da exposição e das gramáticas de Ataliba e de Perini está em divulgar uma ideia simples e ainda pouco compreendida: a língua está em constante mutação. Por isso, não deve ser avaliada apenas a partir da norma culta. O que hoje é visto como erro pode ser abraçado pelo padrão amanhã.

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Analfabetismo Funcional: um Sério Problema do Brasil.

Se você também se revolta com dados sobre analfabetismo no Brasil, que não levam em conta os analfabetos funcionais, o artigo abaixo é de muita valia.

Vivemos numa sociedade onde, infelizmente, credita-se o valor de alfabetizado àquele que sabe assinar o próprio nome. Mas não temos um sem-número de pessoas que não conseguem interpretar textos?

PARA ROMPER COM O ANALFABETISMO FUNCIONAL

por Priscila Cruz* (Estadão, 25/06/2017, pg 2)

A recente divulgação dos dados da oitava edição do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), pesquisa realizada pelo Instituto Paulo Montenegro e pela Ação Educativa, com apoio do Ibope, oferece um painel extenso e consistente dos níveis de alfabetismo de jovens e adultos brasileiros nos últimos dez anos.
Diferentemente das estatísticas fornecidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que se baseiam em dados autodeclarados, o Inaf é realizado por meio de uma entrevista e um teste, avaliando efetivamente as habilidades de leitura, escrita e Matemática de brasileiros entre 15 e 64 anos de idade, classificando-os em quatro níveis de alfabetização: analfabetos, alfabetizados em nível rudimentar – estes dois considerados como analfabetos funcionais -, alfabetizados em nível básico e alfabetizados em nível pleno – considerados juntos como alfabetizados funcionalmente. É este último nível, o pleno, que precisamos universalizar, pois é a condição necessária para a inserção digna e autônoma na atual sociedade, crescentemente complexa.
Os dados revelam que o Brasil parece ainda não se ter dado conta da urgência e da gravidade dos problemas que enfrenta no campo da educação.
Ainda que se tenha reduzido a proporção de analfabetos funcionais e aumentado os que estão no nível básico, é preciso mais, bem mais. Nossas atenções devem estar voltadas para o nível pleno de alfabetismo – e aqui houve retrocessos preocupantes. Entre 2001 e 2011, o domínio pleno da leitura caiu de 22% para 15% entre os que concluíram o Ensino Fundamental II, e de 49% para 35% entre os que fizeram o ensino médio. Com ensino superior, 38% não chegam ao nível pleno.
Como referência, no nível pleno estão as pessoas que conseguem ler e compreender um artigo de jornal, comparar suas informações com as de outros textos e fazer uma síntese dele. Em Matemática, as que resolvem problemas envolvendo porcentuais e proporção, além de fazerem a interpretação de tabelas e gráficos simples.
Não conseguimos avançar do básico para o pleno, nível estagnado há dez anos. Mesmo que o Inaf não seja um indicador escolar, pesquisando até mesmo pessoas que nunca tiveram acesso à escola, podemos atribuir parte desses resultados, justamente, à falta de acesso e à insuficiente aprendizagem dos alunos ao longo da educação básica. Ainda hoje não conseguimos garantir que todas as crianças e todos os jovens estejam na escola e adquiram as habilidades esperadas em cada série em disciplinas básicas como Português e Matemática.
Tal situação evidencia a urgência de um investimento eficiente, consistente e focado nos anos iniciais. É neles que todo o problema começa, mas também é neles que a solução deve nascer.
Portanto, como sociedade, precisamos exigir que todas as crianças estejam plenamente alfabetizadas até os 8 anos de idade. Sem se perder em discussões ideológicas estéreis, sem concessões de espécie alguma. É um direito de nossas crianças, que precisa ser assegurado.
Esse é o primeiro passo, e ainda estamos muito longe de considerá-lo um patamar vencido. A Prova ABC – a primeira avaliação externa da alfabetização das crianças de 8 anos realizada em 2011 pelo movimento Todos Pela Educação, pelo Instituto Paulo Montenegro/Ibope, pela Fundação Cesgranrio e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) – mostrou que pouco mais de metade das crianças avaliadas apresentara aprendizado adequado em leitura e escrita no final do terceiro ano do ensino fundamental, e essa proporção cai para pouco mais de 40% em Matemática. As que não conseguem alfabetizar-se nessa etapa passam a acumular lacunas cada vez maiores, o que dificulta ou até mesmo impossibilita a sua aprendizagem nas etapas posteriores.
Dessa maneira, os dados revelados pelo Inaf 2012, somados aos indicadores produzidos pela Prova ABC, expõem o grande desafio educacional deste início do século 21: garantir a todos a alfabetização plena, pré-requisito para a garantia do aprendizado ao longo de toda a vida escolar de crianças e jovens.
Para mudar esse cenário é fundamental avançarmos rapidamente na agenda que deveria ter sido cumprida no século passado e romper com o descaso histórico com a qualidade da educação, direcionando muito mais esforços para assegurar que todos os alunos atinjam a competência em leitura, escrita e Matemática. E para isso é necessário começar pela base, desde a Educação Infantil.
O Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) – a avaliação bianual realizada pelo Inep para monitorar a aprendizagem no final de cada ciclo – comprova essa tese. A pontuação média em Língua Portuguesa dos alunos do terceiro ano do ensino fundamental que não cursaram a Educação Infantil é de 169, enquanto a dos que a cursaram é de 187. Se a Educação Infantil tivesse uma qualidade muito boa no Brasil, esse impacto seria ainda maior.
Todas as evidências científicas apontam para a qualidade dos professores como fator determinante. Um bom professor é um ótimo começo. Assim, é preciso atrair os melhores professores para essa etapa do ensino, os mais experientes e mais bem preparados para trabalhar com as crianças que cursam os anos iniciais. As faculdades de Educação precisam ser reformuladas, colocando o foco na aprendizagem dos futuros alunos de seus alunos.
É vergonhoso que o país que tem o sexto produto interno bruto (PIB) do mundo esteja entre os piores em educação. Não obstante o Brasil conseguir acumular riquezas, não consegue distribuí-las de forma justa, e a má distribuição de renda é reflexo da educação de baixa qualidade.
Mais do que garantir escola para todos, é preciso universalizar a aprendizagem.
* DIRETORA EXECUTIVA DO MOVIMENTO TODOS PELA EDUCAÇÃO

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– Os efeitos da massificação do EAD na carreira dos docentes.

E quando o Ensino à Distância quer “substituir na marra” o Presencial?

E quando os professores são dispensados em massa por conta da modalidade?

Questões interessantes para discussão. Abaixo:

Extraído de: (https://www.bbc.com/portuguese/brasil-62072764)

APOSTA EM EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA GERA DEMISSÃO EM MASSA

Quando definia o foco de seu novo estudo, o pesquisador Yuri Lima considerou primeiramente analisar o impacto da covid-19 no Brasil sobre uma gama ampla de profissões. Mas a situação dos professores chamou sua atenção a ponto de se tornar o eixo principal do trabalho.

Lima observou que a aposta de instituições privadas no ensino a distância (EaD), uma tendência que vem dos anos 2010 e se consolidou fortemente na pandemia, tinha relação com o ritmo de diminuição dos quadros de funcionários e a precarização das condições de trabalho de docentes.

Em listas sobre as profissões com “mais futuro”, como um importante estudo da Universidade de Oxford (Inglaterra) de 2013, os professores aparecem entre as funções com mais chances de resistir à automação.

Mas o pesquisador do Laboratório do Futuro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) diz que o ensino a distância surge como “uma forma indireta de automação”, que “está embutida no modelo de negócios de certas empresas”.

Atualmente, parte da carga horária dos cursos é ocupada por vídeos gravados previamente, que podem ser usados durante anos pelas faculdades, e substituem o material dado de forma presencial por um professor.

Rodrigo Barbosa e Silva, pesquisador-sênior de políticas públicas em tecnologias do Transformative Learning Technologies Lab da Universidade de Columbia (EUA), explica que “vemos talvez há quase duas décadas uma série de cursos online na área de lato sensu [cursos voltados para atualização e especialização] em que a aula era gravada, algumas vezes com estudantes presencialmente ou interagindo à distância.”

“E o que acontece com essa aula? Já vi contratos em que essa aula fica válida por três anos com possibilidade de prorrogação. A aula que foi feita por um docente, vamos dizer por 10 horas, acaba sendo retransmitida ao longo de três anos ou mais.”

O principal ponto de virada da tecnologia é o tamanho das turmas: uma sala presencial com, por exemplo, 50 alunos, que seria considerada “inchada” a depender do espaço físico, hoje dá lugar a salas virtuais que comportam em alguns casos até mil alunos.

Essas mudanças têm permitido uma redução significativa de custos para empresas educacionais nas suas folhas de pagamento.

A BBC News Brasil pediu posicionamento sobre a situação dos professores para a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), que representa faculdades particulares em todo o país, mas a entidade preferiu não se manifestar.

Entre março de 2020 e dezembro de 2021 o número de docentes no ensino superior como um todo caiu 7,14%, com a saída de quase 30 mil profissionais, segundo o Ministério do Trabalho.

O ano de 2020, o primeiro da pandemia do coronavírus, também marcou a primeira vez na história que graduações a distância tiveram mais alunos novos do que cursos presenciais. Em dez anos, o crescimento do EaD foi de 428% no país.

Antes mesmo da quarentena em razão da covid, uma portaria assinada pelo então ministro da Educação Abraham Weintraub permitiu que graduações presenciais pudessem ter 40% de aulas virtuais em relação à carga horária total (uma exceção é o curso de Medicina).

O Ministério da Educação e o Conselho Nacional de Educação, órgão independente associado ao MEC que formula e avalia a política nacional de ensino, não responderam aos pedidos de posicionamento da BBC News Brasil sobre o tema.

“A diferença entre as duas modalidades é significativa do ponto de vista de estrutura. O presencial exige muitos professores em sala de aula. Exige uma infraestrutura física, administrativa, muito grande”, diz Lima.

Ele faz questão de enfatizar que o ensino a distância não deve “ser visto como vilão” nem que seu estudo representa uma postura “neoludita” (referência ao movimento de trabalhadores que destruíam as novas máquinas que os substituíram durante a revolução industrial inglesa).
“Eu, como uma pessoa que vem da área de tecnologia, acredito muito no potencial dela para melhorar a educação”, diz. “É possível utilizar a tecnologia de forma que amplie a qualidade em vez de precarizar o ensino e o trabalho.”

Para Barbosa e Silva, “é importante observar que o fenômeno não está na tecnologia — não é a existência do EaD e das possibilidades de comunicação e interação a distância que estão causando esse problema. E, sim, a estrutura social por trás da educação ou de necessidades financeiras para instituições educacionais”.

Demissão por “pop-up”

O professor Rodrigo Mota Amarante soube de sua demissão do quadro da faculdade Uninove, em São Paulo, por meio de um pop-up: uma mensagem que surgiu na tela do computador quando iniciava sua jornada semanal.

“A demissão por pop-up é muito esquisita, né? Os professores simplesmente entraram no sistema para dar aula, era uma segunda-feira, dia de aula normal. Então, você acessa o sistema para dar aula e você está bloqueado: você foi demitido.”

“É muito frio, é muito distante. Cruel, para ser bem sincero”, diz.

Amarante, que somava quase 25 anos de carreira como docente, foi desligado em um corte de 300 profissionais da Uninove em 22 de junho de 2020.

As atividades do dia para os estudantes foram substituídas por uma palestra motivacional com participação do ex-secretário municipal de Educação Gabriel Chalita e do Padre Fábio de Mello intitulada “Fortaleça o seu interior e acredite em você”.

Em dezembro do mesmo ano ocorreu mais uma demissão em massa na Uninove. Segundo o Sindicato dos Professores de São Paulo, o total de cortes em 2020 representou quase metade do antigo corpo docente da faculdade.

A BBC News Brasil tentou entrar em contato com a Uninove em duas ocasiões, mas, apenas para encaminhar os questionamentos, a empresa exigiu que o repórter cedesse uma série de dados pessoais, como CPF. Isso foi recusado.

Amarante também relata que, de 2017 para 2018, foram demitidos todos os professores do curso 100% EaD de engenharia de produção na Uninove.

“Era um curso que pagava o mesmo valor de hora-aula que era pago ao professor de sala de aula física. O que fizeram na sequência foi a contratação de tutores. Saíram os professores que fizeram os materiais, que gravaram as aulas, e contrataram estagiários ou recém-formados, com um salário menor.”

Lima, do Laboratório do Futuro da UFRJ, explica que “a grande função do tutor é acumular essas capacidades de interação com o aluno que não sejam relacionadas a preparo da aula, entrega da aula. Tirar uma dúvida do conteúdo, resolver um problema às vezes administrativo, (por exemplo): ele manda no chat um problema com a mensalidade. Então quando a gente olha para essa estrutura, o conteúdo está pronto”.

“Dizem hoje que a melhor maneira de ser demitido por uma faculdade é terminando o doutorado. Porque você se torna um profissional muito caro para instituição. É perceptível este movimento em que se busca alguém para dar uma aula magna, para ser o que se chama muitas vezes o professor convidado, e existem tutores ou muitas vezes estagiários da própria instituição, ainda cursando a graduação, para fazer o que se chama de mediação”, diz Barbosa e Silva, pesquisador-sênior na Universidade de Columbia.

“Com o advento da reforma trabalhista de 2017, consolidou-se o regime horista. Esse regime ficou sedutor para essas instituições que não querem investir tanto na pesquisa e na extensão [trabalho da universidade de volta para a comunidade, como atendimento de saúde] e sim contratar docentes de uma maneira que pode ser chamada de ‘uberização'”.

“Se a pessoa está numa posição de carreira, de 40 horas, ela consegue conversar com estudante sobre pesquisa, sobre o conteúdo da aula, sobre o próprio futuro profissional. Essas pessoas que são só contratadas por disciplina ou regimes horistas nem são pagos por esse tempo. Mas não deixam de atender quando os estudantes estão em contato.”

Reflexo na qualidade do ensino

Yuri Lima afirma que, além dos reflexos na qualidade de ensino, há um predomínio do que chama de “EaD conteudista” na formação do estudante.

“O quanto que eu consigo desenvolver habilidades com uma pessoa sentada dentro de casa, assistindo a vídeos e respondendo um questionário? Isso não atende as demandas do mercado de trabalho mais moderno”, diz.

“São vários fatores a observar nessa transformação do ensino superior e se questionar o quanto que ela está indo no sentido que a gente gostaria para a educação no país.”

Ele afirma que outro desafio “é de entregar empregabilidade para essas pessoas estão se formando, ou seja, a capacidade de um aluno egresso de uma instituição de ensino conseguir entrar no mercado de trabalho com um emprego de qualidade”.

Falta explorar no currículo educacional o que “a automação e a tecnologia ainda não são capazes de fazer”.

O professor Amarante, de sua parte, diz que sente “muita falta de sala de aula”, mas que “financeiramente não vale a pena”.
Hoje, ele trabalha como especialista de dados de uma empresa varejista.

“O horário de saída ou de intervalo era um momento de troca. Às vezes você ia para a sala dos professores conversando com dois ou três alunos e o papo era bom. Muitos deles aproveitam isso. Uma conversa sobre o estágio ou o trabalho, as expectativas dele. A gente não tem como substituir esse tipo de conversa porque ela é uma conversa espontânea, não é planejada.”

– Este texto foi originalmente publicado em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-62072764

– Tenha o hábito de romper hábitos para melhorar o aprendizado!

A dificuldade de aprendizado é um grande problema para muitas pessoas. E para você?

Talvez a questão seja simples: apenas mudar o hábito!

Compartilho ótimo texto, extraído de Época Negócios, ed Janeiro, pg 90

TENHA O HÁBITO DE ROMPER HÁBITOS

O cérebro precisa de situações variadas para entender e lembrar

por Márcio Ferrari

Seguir horários fixos, fazer os mesmos itinerários, ter uma mesa de trabalho, comer nas horas certas e curtir os amigos de sempre pode dar conforto. Mas, segundo Benedict Carey, reporter de ciência do The New York Times e autor do recém-lançado “Como Aprendemos”, a rotina limita a habilidade cerebral de desenvolver conhecimentos e habilidades.

Como é impraticável jogar tudo para o alto e viver cada dia de um modo diferente, Carey sugere que estejamos atentos para variar hábitos – como mudar o caminho de casa para o trabalho de quando em quando – e para isso, três regras:

1) Dividir o tempo de aprendizado em dois – Em vez de estudar duas horas hoje, melhor estudar uma hora hoje e uma amanhã – a capacidade de lembrar das informações dobra, diz. A ideia por trás disso é que o cérebro só retém o que parece útil. Se voltarmos ao tema de ontem, é sinal de que não queremos que aquele conhecimento fique “trancado” na mente.

2) Mudar o ambiente de trabalho – Levar o material de leitura ou estudo para a mesa de um café, por exemplo, fará o cérebro “acordar” de novo para o aprendizado

3) Distrair-se quando houver um bloqueio de entendimento – Em geral, o bloqueio acontece porque o cérebro está insistindo na tecla errada. É melhor parar e começar de novo mais tarde.

Aprendizado - Dicio, Dicionário Online de Português

Imagem extraída da Web

– A Venda de Trabalhos Acadêmicos.

Não é novidade que infelizmente muitos alunos compram trabalhos universitários. Mas o que estarrece é o tamanho desta criminosa indústria dos TCCs, Dissertações e Teses.

Nesta matéria (de redação antiga mas conteúdo atual), se tem a ideia do tamanho deste problema…

Compartilho, extraído do site “Educar para Crescer”: http://educarparacrescer.abril.uol.com.br/comportamento/comercio-trabalhos-universitarios-475098.shtml

ALUNOS NOTA R$ 10,00.

Oito anos depois, a jornalista ainda sorri aliviada ao lembrar da tarde em que deixou seu trabalho de conclusão de curso na secretaria da faculdade. “Não via a hora de entregar a monografia. Primeiro, foram 5 meses de sofrimento tentando fazer aquele troço. Depois, um mês com medo de que o cara que eu paguei para escrever não me entregasse”, diz ela. “Nem me lembro da nota. Só queria me formar.”

De lá pra cá, as coisas mudaram. Em 2001, a jornalista do parágrafo acima (que, por motivos óbvios, pediu anonimato) entregou sua graduação nas mãos de um sujeito que havia posto um disfarçado anúncio de “digitação de monografia” – “e ele nem sabia as regras da ABNT”, recorda ela. Hoje, o aluno sem escrúpulos e com dinheiro no bolso tem a seu dispor dezenas de portais profissionais, com ofertas escancaradas (“Delivery. Sua tese ou trabalho pronto em 96 horas”) e variadas formas de pagamento. Além de universalizar o acesso ao serviço, a internet também globalizou a produção: tem americanos encomendando artigos que serão escritos por indianos.

Desde a virada do século, quando começaram a surgir denúncias contra esse tipo de site, o Ministério da Educação costuma reforçar que a responsabilidade é das faculdades, que deveriam criar ferramentas para detectar esse tipo de fraude. Enquanto isso, no maior site do setor, uma animação faz surgir uma apresentadora se gabando: “Desde 2000, já atendemos mais de 36 mil alunos, com sucesso em 97% dos casos”.

Afinal, pagar para que alguém escreva seu trabalho da faculdade é antiético, mas não é crime. Mas, se o cliente sempre tem razão, o aluno não. Se um professor atento identifica um falso autor, a punição pode ir de uma nota 0 até uma expulsão. Infelizmente, poucos parecem capazes ou dispostos a tanto. Na verdade, ser pego depende principalmente do aluno: há quem não se dê ao trabalho de ler o que comprou, e roda na banca examinadora. Aliás, aliar falta de escrúpulos com preguiça não parece ser muito raro.

PAGANDO E PASSANDO

Na monografia que foi enviada, a parte de gestão da qualidade é muito complexa, de um nível muito elevado. Então, gostaria de pedir que fosse feita uma revisão. Não será preciso fazer novamente: só torná-la mais simples e de fácil entendimento. No máximo, 5 páginas. Aguardo retorno.” Com alguns cortes e várias correções, esse é um e-mail que uma estudante de administração enviou a um site de monografias prontas. Como se vê, capricharam demais na encomenda, obrigando a cliente a requisitar uma piorada no “seu” trabalho de conclusão de curso, deixando-o assim mais de acordo com sua suposta capacidade.

Esse tipo de pedido é comum. Afinal de contas, é de imaginar que alguém que compra um texto que deveria ter escrito não tem muito jogo de cintura para fingir ter feito um trabalho muito bom, ou simplesmente não está disposto a estudar para entender o que seu ghost-writer quis dizer. “Na verdade, a maioria dos clientes é simplesmente idiota”, diz o escritor americano Nick Mamatas (sim, o nome é real), que durante anos viveu de escrever trabalhos acadêmicos para outros. “Eles não deveriam estar na faculdade. Eles precisam comprar trabalhos prontos porque eles basicamente não entendem o que é uma monografia, muito menos o que os professores pedem que seja feito nela”, diz Nick, que ficou conhecido ao publicar na rede um artigo detalhando suas atividades. Segundo ele, existem outros dois perfis secundários de clientes: bons alunos que, vítimas das circunstâncias, não conseguiram fazer algum trabalho específico, e estrangeiros que não dominam o idioma do país em que estão e precisam de uma mão na tradução.

Para uma advogada que há dois anos faz trabalhos por encomenda no interior de São Paulo, o problema é maior porque o mercado acaba obrigando profissionais sem interesse ou talento para a pesquisa acadêmica a buscar um título de pós-graduado, mestre, doutorações. “São pessoas que não querem aprender nada, mas precisam daquele diploma. Para eles, encomendar um trabalho é driblar um incômodo, os fins justificam os meios.”

OMBRO AMIGO

“A confiança é peça fundamental das relações. Oferecemos toda a segurança para nossos clientes. Assim sendo, estamos habilitados para o cumprimento e a correspondência de toda confiança depositada em nossas mãos.” Parece anúncio de banco, mas é de um portal de trabalhos prontos. Espertamente, eles se vendem como amigos (“ajudamos você a fazer seu sonho acontecer”) e colocam os clientes como vítimas, que “encontram-se em um período atribulado de sua vida”.

Além de um ombro amigo e do sigilo, outra característica fundamental oferecida pelos sites é o “certificado Google-free”: caso alguém encasquete com o texto recebido, não vai encontrar na rede nada semelhante – é um trabalho original. Pagando um extra, também se consegue um “seguro-DDD”: aquela empresa se compromete a não vender aquele trabalho para universidades da mesma região. Ah, claro: todos dizem contar com um time de especialistas.

Uma vez aceitas as condições, chega a hora de fazer o orçamento. A média para um trabalho de graduação antigo é R$ 4 por página, e um novo, customizado, fica em R$ 7. Pós, doutorado e mestrado são gradualmente mais caros. Aí é só passar no caixa: todos operam com depósitos em conta dos maiores bancos, cartão de crédito e até boleto bancário.

AUTO-ENGANO

Diante dessa máfia globalizada e escancarada, argumentos éticos parecem não estar fazendo efeito. Professores mais espertos já estão vacinados contra mecanismos de busca, mas é difícil identificar encomendas feitas sob medida. Melhorar os exames orais é um caminho, mas isso só pegaria os desleixados que não leram direito o que pagaram.

Nessa situação, o aluno que busca a sensação de dever cumprido com o dever comprado fica se achando o malandrão. Mas pode se dar mal: uma graduação sem méritos pode até colocar alguém em um emprego bom, mas não segura a pessoa lá, principalmente se envolver o dia-a-dia da profissão. Uma lição grátis: pagar para resolver problemas no presente pode comprometer o futuro.

 ABNT: normas para trabalhos acadêmicos - Estudo Prático

Imagem: Reprodução da Internet, extraída de: https://www.estudopratico.com.br/abnt-normas-para-trabalhos-academicos/

– Os Segredos dos Bons Professores.

Oportuna, fiel à realidade e bem feita. É essa a reportagem de Camila Guimarães, da Revista Época (abaixo o link) sobre os bons professores. Como os mestres dedicados fazem a diferença em sala de aula e até que ponto os alunos ganham vantagens em ter esses educadores de alto nível.

Compartilho abaixo, com dicas e orientações sobre procedimentos positivos em sala de aula (inclusive sobre ‘elogios e broncas’) –para citação, clique aqui

OS SEGREDOS DOS BONS PROFESSORES

O que todos nós temos a aprender com os mestres dedicados, capazes de transformar nossas crianças em alunos de sucesso
De uma carteira na penúltima fileira da sala de aula, relembro alguns conceitos de matemática que tanto me assustavam anos atrás. A minha volta estão cerca de 30 alunos do ensino médio de uma escola de primeira linha de São Paulo. O professor João (o nome é fictício, e você já vai entender por quê) dá uma boa aula. As fórmulas, as equações, os problemas se sucedem. Minha intenção não é reaprender matemática, e sim entender como atua um bom professor. João foi indicado pela direção da escola como um dos melhores.

Prender a atenção de um bando de adolescentes às 8 horas da manhã, com esse tema, já pode ser considerado um feito. E João conquista a quase unanimidade dos olhos grudados no quadro verde, onde resolve um exercício. Só dois grupos pequenos travam conversas paralelas (sobre a própria matéria) – e uma menina dá uma cochilada, a três carteiras de mim. Estou ali, tentando perceber os segredos de uma boa aula, quando escuto um diálogo cochichado:

– Não consegui fazer a maioria dos exercícios, acho que vou passar o resto da semana no plantão de dúvidas.

– Você já teve aula com o professor Fernando?

– Ainda não.

– Ele é demais, o melhor professor que eu já tive.

– Ele é legal?

– Não é isso. É que ele explica tudo de um jeito que a gente consegue entender.

A diferença entre esses dois professores – um bom, o outro ótimo – é o fator de maior impacto na educação. Não é que não seja importante ter computadores, visitar pontos históricos ou culturais, adotar bons livros e apostilas ou manter poucos alunos nas salas de aula. É. Mas, como revela um conjunto de estudos recentes, nada tem tanto efeito sobre o aprendizado quanto a qualidade do professor.

Fatores genéticos podem ser responsáveis por diferenças notáveis no desempenho de uma criança na escola. Mas eles só se manifestam se o professor for bom, diz um estudo da Universidade da Flórida, publicado na edição deste mês da revista Science. (O estudo analisou os níveis de leitura de gêmeos que estudavam em classes diferentes. Os que tinham professores piores – medidos de acordo com o resultado geral da sala – não atingiam o nível dos irmãos, com carga genética idêntica.) Esse resultado põe em xeque o mito de que bons alunos se fazem sozinhos.

Outro mito – a existência de alunos para quem o conteúdo é impenetrável – cai por terra diante das experiências de instituições de ensino nos Estados Unidos expostas em dois livros recém-lançados: Teaching as leadership: the highly effective teacher’s guide to closing the achievement gap (Ensinar como um líder: o guia do professor supereficiente para diminuir o déficit de aprendizado), de Steven Farr, e Teach like a champion: 49 techniques that put students on the path to college (Ensine como um campeão: 49 técnicas que colocam os estudantes no rumo da universidade), de Doug Lemov. (Mais detalhes sobre eles e seus autores daqui a cinco parágrafos.) Para que o conteúdo seja aprendido por todos, porém, é preciso haver professores excelentes. Não apenas bons. Excelentes.

Uma análise do economista Eric Hanushek, da Universidade Stanford, revela que os professores entre os 5% melhores ensinam a seus alunos, a cada ano, o conteúdo de um ano e meio. Na outra ponta, os professores do grupo dos 5% piores ensinam apenas metade do que deveriam.

Avaliar o desempenho individual dos professores permitiria não só premiá-los de forma mais justa, mas também fazer algo mais importante: entender como eles trabalham

A discussão sobre a qualidade dos professores já está instalada no Brasil. É o cerne de uma batalha entre os sindicatos de professores, que exigem melhores salários e condições de trabalho, e algumas secretarias estaduais, que tentam implementar um sistema de meritocracia, similar ao vigente naqueles países que mais se destacam nas avaliações internacionais de ensino, como Finlândia e Coreia do Sul. Tal sistema já apresenta bons resultados. São Paulo adotou, em 2008, um programa de bonificação para escolas, diretores e professores cujos alunos melhoram o desempenho em provas. Em apenas um ano, o número de alunos da 4ª série que não conseguiam fazer contas básicas de soma e subtração caiu de 38% para 31%.

“Medir o resultado e premiar os melhores é o caminho certo para tornar a carreira de professor mais atraente”, diz Fernando Veloso, economista e especialista em educação. Mas o sistema é ainda incompleto. “Nenhuma das avaliações considera a ação do professor em sala de aula”, diz Paula Louzano, especialista em educação e consultora da Fundação Lemann, organização dedicada à melhora do nível do ensino.

Avaliar o desempenho individual dos professores permitiria não apenas premiá-los de forma mais justa e eficiente, mas também fazer algo ainda mais importante: entender como eles trabalham – e estender sua experiência aos demais. Porque, se é verdade que todo aluno pode aprender, é lógico acreditar que todo professor tem condições de tornar-se ótimo.

Premiar os bons professores e punir os ruins é essencial. Mas fazer apenas isso não basta para chegar a um ensino de qualidade. É aí que entram em cena os dois livros recém-lançados nos Estados Unidos. O primeiro, Teaching as leadership, foi escrito por Steven Farr, o responsável pela difusão de conhecimento da organização Teach for America, que dá aulas em escolas públicas para crianças de comunidades carentes. Em duas décadas de atuação, a Teach for America formou 25 mil professores, que deram aulas a 3 milhões de alunos. Mais do que apenas ensinar, a Teach for America vem colecionando dados sobre os professores mais eficientes. Suas técnicas, seus métodos, sua formação, como se preparam para o trabalho. Dessa análise surgiram o que Farr chama de seis pilares do ensino:

1) traçar metas ambiciosas com a turma, como “este ano vamos avançar dois níveis em um” ou “todos os alunos desta sala vão tirar mais que 9 no exame nacional” (não metas vagas, como “vamos aprender o máximo”);

2) envolver alunos e famílias, a ponto de traçar com os pais planos de incentivo individualizados para as crianças;

3) planejar com cuidado as aulas;

4) dar aulas com eficiência, aproveitando cada minuto e cada oportunidade;

5) aumentar a eficiência sempre;

6) trabalhar incansavelmente, porque cada um dos itens anteriores dá muito, muito trabalho.

Na mesma linha, o educador Doug Lemov lançou no início deste mês o livro Teach like a champion. Lemov dirige a Uncommon Schools (Escolas Incomuns), uma associação de 16 escolas que ensinam crianças principalmente de famílias carentes. “Uma de nossas missões é diminuir a distância na taxa de aprendizado entre ricos e pobres”, diz Lemov. Eles têm conseguido. Em 2009, 98% dos alunos da Uncommon tiraram notas acima da média estadual de Nova York em matemática. Na avaliação de inglês, foram 80%.

O livro de Lemov nasceu de uma inquietude dos tempos em que trabalhava como consultor e era chamado por diretores aflitos com a qualidade ruim de suas escolas. Por que alguns professores conseguiam ensinar tão mais que outros a alunos de mesma condição social? O primeiro passo para responder a essa pergunta foi identificar os professores de sucesso. Para rastreá-los, Lemov cruzou as notas de alunos em avaliações nacionais com o índice de pobreza e violência das comunidades em torno das escolas. Fez isso classe por classe, até localizar as maiores notas entre aqueles que todos acreditavam que fracassariam. “Esses são os professores campeões”, afirma (leia sua entrevista). São o equivalente do técnico de futebol que seguidas vezes pega um time no intervalo perdendo de 4 a 0 e empata o jogo. Durante cinco anos, Lemov gravou suas aulas e os entrevistou. O livro é um apanhado de suas técnicas (algumas delas estão no quadro na última página desta reportagem).

À primeira vista, as técnicas podem parecer banais, como circular pela sala de aula ou olhar os alunos nos olhos. Assim como as técnicas de Farr, que incluem elogiar o esforço (“Você prestou atenção”), em vez do talento (“Você tem boa memória”). A professora Carolina Maia passou a ganhar dez minutos a cada aula depois que descobriu um método para garantir a disciplina da classe da 2ª série na Escola Estadual Guilherme Kulmann, de São Paulo. Para duas meninas que discutiam por causa de um lápis de cor, Carolina apenas aponta a porta e pede que elas resolvam o problema no corredor. “Tento deixar o que atrapalha a concentração deles fora da sala”, diz. “Não posso me dar ao luxo de perder tempo.”

Muitos professores lidam com esse tipo de situação dez, 15 vezes por aula. Nesse tempo, 20% do total, não conseguem ensinar. “O universo da sala de aula é constituído por uma infinidade de pequenas ações”, diz Guiomar Namo de Mello, uma das mais respeitadas educadoras do país. “É a execução dessas ações naquele espaço, naquele tempo da aula e com aqueles alunos que distingue o bom professor.” Essas pequenas ações incluem a forma como o professor faz perguntas para a classe, o modo de passar instruções, seu grau de controle sobre as conversas paralelas. E podem ser aprendidas.

No caso dos professores brasileiros, não há como aferir objetivamente quais sejam ótimos. Na falta de estudos como os de Lemov e Farr, dependemos de percepções de diretores e educadores, às vezes de alunos. Contaminada pelo livro de Lemov, percebi diferenças entre o professor João, do início da reportagem (apontado como exemplo pela direção da escola), e o professor Fernando (indicado como excelente por um aluno). João conseguia a atenção da maioria dos alunos; Fernando, de todos. João, até onde percebi, não usava técnicas; Fernando tinha alguns macetes. João deixava transparecer o esforço para explicar o conteúdo; Fernando demonstrava mais empatia com os alunos, parecia entender a origem de suas dúvidas. João explicava os exercícios mais importantes; Fernando tirava dúvidas individuais. Estaria minha percepção correta, com base em apenas uma aula? Será que essas diferenças garantiriam um aprendizado melhor para os alunos de Fernando?

Há outra crítica às receitas de Farr e de Lemov. Ambos se basearam em crianças carentes, cujo grande sucesso é chegar ao nível das demais. Nessas condições, muitos colégios estão dispostos a tentar qualquer coisa. Até a subornar os alunos para tirar boas notas. O economista Roland Fryer Jr., da Universidade Harvard, fez exatamente isso, com resultados mistos. A pesquisa gastou US$ 6,3 milhões, distribuídos para 18 mil alunos. Quando pagava por “notas melhores”, o resultado foi pífio. Mas pagar para ler livros levou os alunos de várias escolas a melhorar sua leitura e, consequentemente, suas notas.

Várias pesquisas mostram que aprimorar os métodos de ensino dos professores, como sugerem Farr e Lemov, é mais eficaz que incentivar os alunos de outros modos. A questão é: esses conselhos que parecem funcionar para crianças carentes seriam válidos para colégios de classe média e elite? Provavelmente sim, a julgar por algumas práticas de alguns dos melhores colégios do Brasil, como o Vértice, de São Paulo, e o São Bento, no Rio de Janeiro, primeiros colocados no ranking do Enem do ano passado. Ambos adotam uma das estratégias que Lemov considera essenciais: seus professores são treinados por outros professores, na própria escola.

Alexandre Simonka, de 35 anos, professor de física do Vértice, foi contratado há quase dez anos. Acabara de se formar pela USP. Antes de bater o sinal da primeira aula em que assistiu o titular da disciplina (e dono do colégio), compreendeu que toda a física quântica que dominava não serviria para nada. “Eu não tinha a linguagem para passar conteúdo aos meninos de 14 anos”, diz. Por três meses, teve de rever os fundamentos básicos da física. O dono da escola serviu como seu tutor. Simonka diz ter aprendido com ele suas duas principais técnicas: nunca deixar que os alunos anotem no caderno enquanto ele explica (“não dá para dividir a atenção deles com nada”) e sempre, no final da aula, apontar o que é preciso memorizar.

Também é notável que os professores indicados como exemplares pelos colégios que procurei tenham chegado, por aprendizado próprio, a algumas das técnicas descritas por Lemov e Farr. Eis alguns exemplos:

  1. Todos os dias, no começo da aula, Carolina aquieta as crianças com a seguinte frase: “Vou contar até três, e uma mágica vai acontecer”. Na primeira vez, não funcionou. Nem na segunda. Em algum momento, os alunos aprenderam a se sentar em silêncio antes de ela chegar ao três.
  2. O estudante Leonardo Basile, de 17 anos, começou a competir em olimpíadas de matemática entre a 5ª e a 8ª séries, inspirado pelo professor Rogério Chaparin. Basile concluiu o ensino médio em 2009 e no início de abril estava nos Estados Unidos, escolhendo em qual das quatro universidades nas quais foi aceito vai estudar. “O Rogério sempre foi muito empolgado com o que ensinava”, diz. “E me contaminou.” Chaparin, que dá aulas de matemática no ensino médio de uma escola técnica estadual de São Paulo, não dá aulas shows. O que seu ex-aluno enxergou como paixão é uma técnica. “Nunca passo um exercício que não tenha mais de uma solução”, diz ele. Incentivar os alunos a buscar um jeito diferente de resolver um problema é, para Chaparin, a receita de mantê-los motivados e concentrados.
  3. Professor há 25 anos, Carlos Oliveira diz que suas aulas se tornaram melhores depois que ele mudou o jeito de fazer perguntas. Em suas aulas para o ensino médio do Colégio Bandeirantes, de São Paulo, Oliveira se dirige a cada aluno, em vez de dar a palavra apenas a quem levantar a mão. Segundo ele, isso cria uma tensão positiva nos alunos. “Eles sabem que podem ser chamados a participar da aula a qualquer momento e acabam prestando atenção na maior parte do tempo.” Para Lemov, isso é parte da receita de manter as expectativas altas em relação aos alunos. O fracasso do ensino começa quando o professor não acredita que seus alunos possam aprender. Em pelo menos duas ocasiões durante a aula que observei, Oliveira não se conformou com um “não sei”. Repetiu a pergunta aos mesmos alunos, até fazê-los dar a resposta certa depois de chegar a ela, com toda a classe.
  4. Em suas aulas de redação, a professora Irinéia Scota apresenta cada tema de um jeito diferente. Para escrever sobre o culto à forma física, os alunos da 8ª série do Colégio Positivo tiveram de trazer suas próprias pesquisas de casa. Reportagens, depoimentos de familiares, músicas. Ao serem apresentados ao gênero teatral, leram um trecho de O auto da compadecida, assistiram a um vídeo com seu autor, Ariano Suassuna, e ao longa-metragem homônimo. A classe discute tudo. Só então os alunos fazem o texto. Nessa hora, ela circula entre as carteiras, tira dúvidas individuais ou dá orientações gerais. “Eles têm chance maior de pedir ajuda e tirar dúvidas”, diz. “É impressionante como quem pede ajuda vai melhor, no médio prazo, do que quem não pede.”
  5. Todos os professores observados para esta reportagem também cumprem outra recomendação de Lemov e de Farr. Suas aulas são meticulosamente planejadas. Irinéia Scota, de Curitiba, vai além. O passo a passo de seu plano de aula de redação é transparente para a classe. Os alunos sabem que primeiro vão debater, depois escrever, por fim reescrever, corrigindo os erros. Ao estabelecer etapas, fica mais fácil para o aluno entender por que um recorte de jornal que ele precisa providenciar para amanhã é importante para tirar nota 10 na redação do vestibular. “Nossos melhores professores perceberam que, antes de conseguir fazer o que queremos que eles façam, os alunos têm de conseguir dizer essas ações”, escreveu Farr. “Por isso, essas ações e expectativas têm de ser ensinadas, explicadas e constantemente revistas.”

O mais impressionante nos trabalhos de Lemov e de Farr é que seus segredos do sucesso têm pouco a ver com as grandes teorias da educação. Que faculdade de pedagogia ensinaria Fabrícia Lima, professora de português da rede estadual do Recife, que circular pela sala funciona mais do que ficar parada na frente da lousa dizendo “pssssssiu”? Fabrícia perdia quase dez minutos da aula. Ao passear entre as carteiras, pede a um aluno que guarde o boné, a outro que desligue o MP3. Os alunos mais distantes percebem a acomodação e naturalmente também se preparam. “Nenhum estágio que fiz durante a faculdade me preparou para isso”, diz.

Bernadete Gatti, chefe da área de pesquisa em Educação da Fundação Carlos Chagas, investigou os cursos de pedagogia de todo o país. Descobriu que 70% da carga horária é teoria pura – psicologia, sociologia, filosofia. “Isso afeta diretamente a capacidade do professor formado de lidar com a prática em sala de aula.” Quem sofre é o aluno – e o país, que desperdiça seus talentos do futuro.

As aulas dos campeões- Algumas técnicas dos melhores professores observadas pelo educador Doug Lemov

É certo só se estiver 100% certo

• Continuar perguntando a mesma coisa para o aluno até que ele dê uma resposta 100% certa. O que acaba acontecendo na maioria das classes é algo parecido com o descrito neste diálogo:

– Como era a convivência entre as famílias de Romeu e Julieta? – pergunta a professora.

– Eles não se gostavam – responde um aluno.

– Certo. Eles não se gostavam e disputavam terras havia anos, acrescenta a professora, que ainda dá parabéns ao aluno pela resposta que ele não deu.

Ao não apontar para o aluno que a resposta dele poderia ser mais completa, a professora passa a mensagem de que ele pode estar certo até quando não está – e, obviamente, isso não vai funcionar em uma prova ou no vestibular. A dica é ter paciência e insistir na pergunta, até chegar ao 100% certo. Um excelente professor sairia assim dessa situação: “Foi um bom começo, mas dizer apenas que eles não se gostavam realmente revela qual era a relação entre as famílias?”. Dessa forma, ele deixa claro que não aceita nada menos do que uma resposta completamente correta, sem deixar de demonstrar confiança na capacidade de seus alunos.

Olho no professor

• Os alunos não podem anotar nada enquanto o professor explica a matéria. Todos os olhos devem estar voltados para ele. Isso é mais eficiente para controlar quem está prestando atenção do que repetir 1 milhão de vezes “prestem atenção agora, isso é importante”. Pelo simples fato de que o professor enxerga os olhos dos alunos. Ou se as canetas estão descansando sobre a carteira. Um dos maiores problemas enfrentados no dia a dia por professores é que nem todos os alunos seguem suas orientações. Podem ser orientações de como executar um exercício. Os que ficam para trás estão deixando de aprender e ainda podem tumultuar a aula. Para os bons professores, só há uma porcentagem aceitável de alunos que obedece ao que foi pedido: 100%. Menos que isso, o desempenho da classe toda estará comprometido.

O lado positivo da bronca

• Usar frases positivas na hora de chamar a atenção do aluno. Faz uma tremenda diferença dizer “por favor, eu preciso que você olhe para a frente”, em vez de “não olhe para trás”. Pessoas se motivam muito mais por fatores positivos do que negativos. No geral, elas agem para buscar o sucesso, e não para evitar fracassos. A técnica do enquadramento positivo pode ser aplicada durante a aula ou em uma conversa reservada com o aluno. Se outros estudantes assistem ao diálogo entre o professor e o aluno que está sendo repreendido, o ideal é sempre assumir, a princípio, que o mau comportamento não é intencional. É mais produtivo dizer algo como “classe, só um minuto, parece que alguns se esqueceram de empurrar suas cadeiras”, do que “classe, só um minuto, alguns decidiram não empurrar suas cadeiras como eu pedi”. Isso ajuda o professor a ganhar a confiança do aluno, o que é fundamental para o aprendizado.

Circulação pela sala

• Enquanto explica a matéria ou como resolver um exercício, o professor circula pela sala. Ao quebrar a barreira imaginária que existe entre ele e os alunos, demonstra proximidade. Durante a caminhada, aproveita para fazer perguntas individuais, corrigir ou elogiar um caderno. Circular pela sala é ainda uma boa oportunidade para descobrir o que acontece quando o professor está virado de costas para a turma, ao flagrar um álbum de figurinhas aberto ou um celular ligado.

Para fisgar o aluno

• Apresentar um novo tópico da matéria de um jeito diferente. Esse é o primeiro passo para aprender aquela lição. Para fisgar os alunos, a técnica é usar iscas como uma história, trechos de um filme ou um pequeno desafio. Por exemplo: antes de ensinar o conceito de frase completa, uma professora pede aos alunos que formem uma frase com cinco palavras dadas por ela. Depois de poucos minutos, eles percebem que é impossível executar a tarefa – porque não havia entre as palavras o sujeito da frase. A surpresa do problema sem solução manteve os alunos atentos o resto da aula.

Não vale não tentar

• Não aceitar “não sei” como resposta e conduzir o aluno à resposta certa – ou à melhor possível – é uma das técnicas mais simples para motivar o aluno a aprender. Uma professora pergunta a um aluno qual o sujeito da frase “minha mãe não estava contente”, ele diz que não sabe. Então, ela se volta para a turma e pergunta qual a definição de sujeito. Depois de ouvir que o sujeito é quem pratica a ação, ela volta para o primeiro aluno e repete a pergunta inicial. Ele então consegue responder: a mãe. A cultura do “não sei” é nociva principalmente porque passa a impressão de que alguns alunos não são capazes de aprender. Manter a expectativa alta em relação ao aluno é fundamental para seu sucesso.

A hora certa de elogiar

• O elogio só deve vir quando o aluno fizer mais do que lhe foi pedido. Os professores excelentes fazem uma distinção precisa entre o que o aluno aprendeu dentro das expectativas e quanto ele as superou. Se um aluno cumpre uma tarefa corriqueira, como manter sua carteira limpa, o professor pode dizer “obrigado por fazer o que eu pedi”, em vez de “excelente trabalho!”. A banalização do elogio tem um efeito destrutivo no longo prazo. O elogio por atitudes banais acaba minando a confiança do aluno de que ele possa fazer algo extraordinário.

 O jeito certo de fazer perguntas

• Em vez de fazer uma pergunta para toda a classe responder ou chamar apenas os alunos que levantaram a mão, escolher quem vai dar a resposta, chamando o aluno pelo nome ou apenas apontando para ele. Essa técnica não só permite que o professor cheque o que cada aluno aprendeu, como também é uma forma de mantê-los atentos – afinal, a qualquer momento, alguém pode ser chamado para responder a alguma coisa. Se esse tipo de atividade acontecer todos os dias, os alunos passarão a esperar por isso e, no médio prazo, mudarão seu comportamento. Muitos professores acham que chamar um aluno para responder a uma pergunta é “expô-lo” ao resto da turma. Mas, se a técnica for feita da maneira correta, é o jeito mais eficiente de ouvir aqueles alunos que gostariam de responder, mas hesitam em levantar a mão.

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– 31 dicas para refletir na Educação dos Filhos!

Veja só que legal: o saudoso Dr Içami Tiba (pude conhecê-lo na adolescência numa gravação do “Programa Livre”, do SBT), autor de um best seller na área da Educação (Pais e Educadores de Alta Performance), está em alta. As recomendações do seu livro sobre reflexões das atitudes dos pais ganham cada vez mais discussão e são atuais ao extremo!

Compartilho as 31 dicas,

em: http://www.bemmaismulher.com/pais-que-nao-disciplinam-os-filhos-terao-que-sustenta-los-a-vida-toda-icami-tiba/

PAIS QUE NÃO DISCIPLINAM OS FILHOS TERÃO QUE SUSTENTÁ-LOS A VIDA TODA

por Içami Tiba

Içami Tiba foi um médico psiquiatra, colunista, escritor de livros sobre Educação, familiar e escolar, e palestrante brasileiro. Professor em diversos cursos no Brasil e no exterior, criou a Teoria da Integração Relacional, que facilita o entendimento e a aplicação da psicologia por pais e educadores.

Em trecho do seu livro Pais e Educadores de Alta Performance, Içami Tiba fala de como pais que não impõem regras e disciplinas aos filhos, geram adultos que serão sustentados pelo resto da vida.

Içami Tiba elaborou 31 frases que todos Pais devem questionar se estão agindo de tal forma:

1. Fazer pelo filho o que ele próprio pode fazer sozinho;
2.Deixar de cobrar obrigações que ele tem de cumprir;
3. Engolir contrariedades, respostas mal-educadas, desrespeito aos outros;
4. Permitir que o filho imponha suas vontades inadequadas a todos;
5. Concordar com tudo o que o filho faz e diz só para não contrariá-lo;
6. Acreditar que “o filho não mente” ou “ele nem sabe o que faz”;
7. Permitir que o filho gaste o dinheiro do lanche em outras coisas;
8. Assumir para si as responsabilidades sobre o que o filho faz;
9. Silenciar quando percebe que o filho falsificou a assinatura dos pais;
10. Repetir muitas vezes a mesma ordem;
11. Dar tapas ou “surras pedagógicas”;
12. Ser conivente com suas delinquências;
13. Aceitar notas baixas, tarefas feitas de qualquer jeito;
14. Terceirizar a educação dos filhos;
15. Ignorar o lixo que o filho jogou no chão;
16. Permitir que os filhos dentro de casa façam o que não devem fazer no ambiente social;
17. Incentivar a tirar proveitos pessoais de qualquer vantagem que tiver;
18. Justificar as falhas dos filhos como erros dos outros;
19. Tolerar mentiras, traições, pequenos furtos etc;
20. Minimizar o cumprimento de regras, ordens e combinações estabelecidas;
21. Inventar desculpas por falhas próprias;
22. Mudar as regras existentes para favorecer os filhos;
23. Permitir que experimentem drogas;
24. Fingir que não percebeu a ingratidão e o abuso que os filhos cometeram;
25. Instigar superioridade religiosa, financeira, familiar, sexual etc;
26. Dividir o mundo em pessoas espertas e burras.
27. Ser cúmplice ou conivente nas transgressões e contravenções dos filhos;
28.Colocar o filho acima de tudo e de todos;
29. Ajudar o filho a “colar” nas provas;
30. Fazer a lição de casa do filho;
31. Ameaçar ou agredir professores ou pais dos amigos do filho por erros que são dele

Resultado de imagem para pais e Educadores de Alta Performance

Imagem extraída da Internet.

– Educar e Brincar? Muito bom!

Com esse frio, está difícil tirar o pijama da filhota. Então, enquanto eu trabalho, ela “brinca de estudar”: fazer o alfabeto em letra de forma e letra de mão, com maiúsculas e minúsculas.

E como ela gosta disso

Ensinar brincando é muito bom!

– Percebendo o cyberbullying nas notas escolares.

Um alerta para os pais: como o bullying está cada vez mais frequente nas escolas e como isso reflete no rendimento dos pequenos.

Extraído de Revista Veja, ed 2516, pg 84-85.

ALERTA: O BULLYING PROVOCA NOTA BAIXA

Estudo realizado ao longo de 25 anos comprova que agressões sofridas na escola prejudicam o rendimento acadêmico das vítimas

Por Filipe Vilicic, Talissa Monteiro

O bullying já foi apontado como causa de depressão, ansiedade, obesidade e sentimento de solidão em crianças. Ainda que o termo, cunhado nos anos 70 pelo psicólogo sueco Dan Olweus, descreva qualquer ataque que use a força ou a coerção para intimidar e ameaçar alguém, ele é frequentemente associado aos “valentões” que humilham meninos e meninas na escola. Gagueira, uso de óculos com lentes grossas, características físicas ou mesmo (ironia que a inveja pode explicar) um desempenho escolar acima da média costumam motivar as agressões — verbais em 77% das situações, físicas no restante. Estudos realizados pela Associação Americana de Medicina chegaram a revelar que o trauma pode ser tão grave que as vítimas têm até três vezes mais risco de pensar em suicídio. Uma nova pesquisa, da Associação Americana de Psicologia, divulgada na última semana, descobriu outro efeito preocupante do bullying: as vítimas tendem a se sair pior em provas escolares e a odiar experiências acadêmicas. A conclusão veio de um estudo conduzido ao longo de 25 anos por psicólogos da Universidade do Estado do Arizona.

Desde 1992 os cientistas têm seguido a vida de 190 meninos e 193 meninas, do jardim de infância ao ingresso em um curso superior ou ao abandono dos estudos. A cada ano, os participantes respondiam a questionários e realizavam entrevistas, por meio das quais os pesquisadores conseguiam detectar experiências de abusos verbais e físicos. A frequência do bullying era, então, medida em uma escala que ia de 1 (quando a prática “quase nunca” ocorria) a 5 (“sempre”). Cerca de metade das crianças nesse ranking ficou nos níveis mais baixos de incidência. Contudo, o trabalho identificou que 20% dos alunos estudados em algum momento se viram vítimas de ataques crônicos e severos. Ao final, chegou-se a um resultado alarmante: um em cada quatro jovens que foram alvo de bullying apresentou desempenho acadêmico decrescente e se revelou menos engajado nasatividades escolares. Pelos relatos das crianças aos pesquisadores, evidenciou-se a relação direta entre os ataques e a desmotivação com o aprendizado.

Disse a VEJA a psicóloga americana Becky Kochenderfer-Ladd, a principal autora do estudo: “Já tínhamos indícios da ligação entre o bullying e a perda de motivação acadêmica. Faltava, porém, um acompanhamento prolongado da vida desses jovens.”  Segundo os psicólogos por trás da
pesquisa, ao contrário do que aponta o senso comum, o problema é recorrente entre os que estão na idade de frequentar o que no Brasil se chama ensino fundamental, e não no ensino médio. A porcentagem de casos severos caiu de 20% em crianças para 7% entre adolescentes. “Isso nos traz esperança, pois indica que alguns conseguem enfrentar e vencer esse mal ao longo da vida”, afirmou o psicólogo americano Gary Ladd, também autor da pesquisa.
Sim, a maldade, direcionada ao próximo — em geral alguém “diferente” do agressor e da maioria —, existe desde sempre, em todos os lugares.

Mas a internet serviu tanto para escancarar a questão como para fazer surgir uma modalidade nova e de enorme potencial: o cyberbullying.

Em 2011, por exemplo, um vídeo postado no YouTube deixou clara a dimensão que o assunto havia tomado. Nele, o estudante australiano Casey Heynes, então com 15 anos, aparecia sendo atacado pelos colegas de colégio por causa de sua obesidade. Naquele dia, ele resolveu reagir e agrediu os que o atacavam. Desde então, o vídeo foi visto quase 30 milhões de vezes e o caso se transformou em símbolo do problema. A história de Heynes, apesar de ter sido exposta na rede, ainda se enquadra na categoria mais comum de bullying: aquele cometido no colégio. Mesmo na era digital, é duas vezes maior o risco de uma criança ser agredida na escola do que na Web – por exemplo, por comentários maldosos no Facebook.

Imagem extraída de: https://abraceprogramaspreventivos.com.br/o-que-e-cyberbullying-e-como-impedi-lo-de-acontecer-10-coisas-que-os-adolescentes-querem-saber-sobre-cyberbullying/

– Meu inventário comportamental pela metodologia DISC

Realizei uma entrevista para a criação do meu inventário comportamental, através da empresa DomIneSCo – Soluções em Gestão de Pessoas. E achei espetacular!

Tal trabalho visa analisar o comportamento pessoal e profissionalse bom ou ruim – através da metodologia DISC (Dominância, Influência, Estabilidade e Conformidade), em relacionamentos na estabilidade e na instabilidade de situações diversas. Você explora suas potencialidades e fraquezas voltadas para a proatividade, autonomia, extroversão, animação, segurança, perseverança, acolhimento, vigilância e tantas outras. 

Por não ter nada comprometedor, publico sem ressalvas (abaixo). É algo muito bacana para as empresas que querem avaliar o comportamento de seus colaboradores sem medo de errar na busca de talentos!

A propósito, essa metodologia para a formação do inventário comportamental DISC foi criada pelo psicólogo Dr Willian Moulton Marston, inventor do polígrafo / detector de mentiras e da personagem do universo das HQs… Mulher Maravilha!

Taí o motivo da heroína ter o laço da verdade! Ou não, amigos nerds?

O meu perfil aqui: DISCRafael

octogonoDomIneSCo

– Vamos trabalhar?

Pronto para a labuta!

Hora de pegar a estrada para falar de Empreendedorismo e Finanças.

Material de trabalho pronto. S’ imbora fazer o que se gosta.

🖊️ #Educação

– Ensinar é viver experiências!

Ser professor, muitas vezes, é vivenciar experiências!

Rodei 40 minutos nessa estrada de terra, sem internet ou linha telefônica, acompanhado dessa bela paisagem.

Cheguei ao destino, feliz, pois passarei algumas horas numa comunidade rural que busca capacitação para seus empreendimentos!

🖊️ #educação

– Que boa infraestrutura.

Muitas vezes, lecionamos em lugares (acredite) até mesmo sem mesa!

Mas aqui no Fundo Social de Solidariedade de Jundiaí, tínhamos até uma Alexa à disposição!!!

Uau…

– A Profissão de Professor:

Quem bolou esse texto sobre os Profissionais da Educação (autoria desconhecida, quem conhecer, favor informar para crédito da imagem) foi perfeito!

“Ser professor” é exatamente isso. Leia:

(Imagem extraída da Web, autoria desconhecida. Quem souber, informar para crédito).

– Atividades de ensino finalizadas hoje.

Compromissos acadêmicos por hoje, finished!

Amo o que faço… ensinar é muito bom. Um ofício apaixonante, eu diria.

🖊️ #Educação

– Preparando aulas no feriado.

Eu sei que é dia de descanso. Mas estou sozinho em casa, sem a esposa e as crianças… Fiz inúmeras atividades por aqui e preparei aulas para a semana!

Fazer o que se gosta, mesmo neste dia, não há muito problema. O importante é: ter gosto na atividade!

– Universidades se preocupam com os Transtornos Mentais dos Estudantes.

Repost de 3 anos, mas atual:

Pressão da sociedade, insensibilidade dos docentes e despreparo dos alunos: alguns problemas que estão fazendo as universidades se preocuparem com a saúde mental dos estudantes.

Sobre esse sério problema, extraído de: http://uol.com/bbkh78

TRANSTORNOS MENTAIS ENTRE JOVENS PREOCUPAM UNIVERSIDADES

A euforia sentida por Evair Canella, 25, ao entrar em Medicina na Universidade de São Paulo (USP) se transformou em angústia e tristeza. Ao encarar a pressão por boas notas, a extenuante carga horária de aulas, as dificuldades financeiras para se manter no curso e os comentários preconceituosos por ser gay, ele foi definhando. “Tinha muitas responsabilidades, com muitas horas de estudo.” Em maio, no 4.º ano do curso, foi internado no Instituto de Psiquiatria da USP, com depressão grave. Ficou lá durante um mês e segue com antidepressivos e acompanhamento psicológico.

Situação parecida viveu a estudante de Engenharia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Bárbara (nome fictício), de 21 anos, que trancou a matrícula após desenvolver um quadro de ansiedade e depressão que a levou à automutilação e a uma tentativa de suicídio no fim de 2016. Ela passou por tratamento, mudou de cidade e de faculdade, e retomou em agosto os estudos.

Relatos como esses se tornaram cada vez mais frequentes e mobilizam universidades e movimentos estudantis a estruturar grupos de prevenção e combate aos transtornos mentais. As ações, para oferecer ajuda ou prevenir problemas como depressão e suicídio, incluem a criação de núcleos de atendimento mental, palestras e até o acompanhamento de páginas dos alunos nas redes sociais.

Dados obtidos pelo Estado por meio da Lei de Acesso à Informação dão uma ideia da gravidade do problema. Apenas na UFSCar, foram 22 tentativas de suicídio nos últimos cinco anos. Nas universidades federais de São Paulo (Unifesp) e do ABC (UFABC), cinco estudantes concretizaram o ato no mesmo período. Mapeamento feito pela UFABC mostrou que 11% de seus alunos que trancaram a matrícula em 2016 o fizeram por problemas psicológicos.

A falta de compreensão de parte dos docentes é uma das principais queixas. “Alguns parecem ter orgulho em pressionar, reprovar”, conta Bárbara.

O psicólogo André Luís Masieiro, do Departamento de Atenção à Saúde da UFSCar, diz que a busca por auxílio psicológico está frequentemente ligada à exigência constante que se faz dos jovens. “Sem dúvidas há um aumento do fenômeno da depressão em universitários. A ameaça do desemprego e do fracasso profissional são fatores desencadeantes de depressão.”

A UFSCar informou ainda que, entre outras iniciativas, distribuiu cartilha de práticas de acolhimento em saúde mental para docentes e funcionários que recebem alunos em situação de sofrimento psicológico.

Para combater o problema, instituições tentam, aos poucos, se aproximar dos alunos. Na Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu, são estratégias a indicação de professor mentor para quem teve mudança repentina no rendimento acadêmico e a participação de grupos estudantis nas redes sociais.

Na Federal de Minas Gerais (UFMG), foram criados neste ano dois núcleos de saúde mental, após dois suicídios entre alunos. Até então, só a Medicina tinha atendimento do tipo. “Se um fato já aconteceu, é sinal de que falhamos no processo”, diz a vice-reitora Sandra Almeida.

Já a Federal da Bahia (UFBA) criou, também em 2017, programa para prevenir e ajudar alunos, principalmente os de baixa renda. “Os cotistas sofreram rejeição, até mesmo de alguns professores”, diz o psicanalista e assessor da UFBA Marcelo Veras.

MOBILIZAÇÃO

Alunos também têm criado grupos para auxiliar colegas e sensibilizar as instituições. A principal iniciativa do tipo foi a Frente Universitária de Saúde Mental, criada em abril por alunos de instituições públicas e privadas de São Paulo.

O movimento surgiu após tentativas de suicídio na Medicina da USP. “Eram muitos alunos com esgotamento, sem acompanhamento adequado, e percebemos que isso não era particularidade da Medicina”, conta a aluna do curso Karen Maria Terra, de 23 anos, da Frente. Eles organizaram, em junho, uma semana de palestras para abordar questões sobre a saúde mental. A página do grupo no Facebook tem 27 mil seguidores.

Alunos da Veterinária da USP também criaram uma página no Facebook para desabafar. “Com o tempo, começaram a aparecer relatos de problemas de saúde e, este ano, o que mais tem é depressão e ansiedade”, diz Bianca Cestaro, 30.

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Imagem extraída da Internet, autor desconhecido.

– Antes de ensinar…

Como ensinar, se você não aprende?

Os ensinamentos só existem por conta do aprendizado contínuo. Por isso a necessidade dessa missão dupla dos professores.

Concordo com a imagem e a mensagem:

– Na escola, não pode (nem deve) ter partido!

Eu me assusto quando ouço discussões sobre as escolas terem com certa frequência professores de “Direita” ou “Esquerda”.

Não é função do professor ideologizar, assim também como não é função da escola fingir que isso não existe.

Nas instituições de ensino, nos assuntos pertinentes, os professores devem mostrar todos os lados, sem influência pessoal, e permitirem ao aluno o desenvolvimento do espírito crítico. Fora isso, torna-se algo perigoso: militância! E em alguns casos, pior: doutrinação.

Senso crítico: o que é e como desenvolver? - Blog do Stoodi

Imagem extraída de: https://www.stoodi.com.br/blog/filosofia/como-eu-faco-para-desenvolver-meu-senso-critico/

– Formandos que se Tornam Líderes Corporativos dando Aula.

Eis um projeto salutar para a nação, glorioso para a Educação e com retorno garantido ao profissional: ajudar comunidades carentes intelectualmente, a partir da boa vontade de recém-formados, garantido boa impressão às empresas que desejam contratar. Abaixo:

QUER SER UM BOM LÍDER? VÁ DAR AULA

Extraído de Época Negócios, pg 30, Ed Abril, por Marcos Todeschini

Com o apoio de grandes empresas, um novo projeto recruta os melhores alunos para lecionar em escolas públicas com problemas

Uma das maiores dificuldades de dar jeito no ensino é atrair profissionais de topo – o status e a recompensa financeira não ajudam. Nos Estados Unidos, que enfrentam o mesmo problema, uma ex-aluna da Universidade Yale criou, em 1992, o programa Teach for America. E conseguiu recrutar, desde então, 25 mil dos melhores cérebros do país para dar aulas nas escolas públicas com as piores notas. A grande sacada foi atraí-los por prazo determinado, bem no início da carreira.

Essa idéia está agora chegando a algumas escolas públicas brasileiras. O programa Ensina recruta os melhores recém-formados, em diversas áreas, oferece treinamento e coloca-os para dar aulas de reforço. A iniciativa começou este ano com 30 professores em 13 escolas do Rio de Janeiro, e deve chegar a cidades de outros estados, como São Paulo e Minas Gerais.

Por 40 horas semanais, os “ensinas” recebem cerca de R$ 2 mil. Eles são seduzidos pelo idealismo, mas há outra recompensa: são bem-vistos por empresas como Tecnisa, Natura e Itaú, apoiadoras do projeto. Elas favorecem membros do Ensina! na fase de seleção, fazendo os pular as etapas iniciais. Por quê?

“Os ensinas desenvolvem habilidades valorizadas, como a capacidade de resolver conflitos, cumprir metas, liderar e dar feedback“, diz Maira Pimentel, diretora do Ensina!. Nos Estados Unidos, as escolas do programa subiram de nível. Espera-se resultado semelhante no Brasil.

Voluntariado empresarial: entenda como funciona! - MGN Consultoria

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Crie suas opiniões.

Eu sempre costumo falar aos meus alunos, sejam eles de Administração, Empreendedorismo ou qualquer outra disciplina: ouçamos tudo e a todos, e filtremos as informações válidas para termos condições de opinar.

Ler e conhecer todos os lados é importante para nosso espírito crítico!

Uma mensagem, abaixo:

– A Fuga dos Estudantes da Escola simplesmente por desinteresse em Estudar!

A evasão escolar é um grave problema em nosso país. Mas talvez o motivo da fuga seja algo ainda mais grave: a falta de interesse em ir à escola!

Compartilho,

Extraído de: https://istoe.com.br/uma-nova-e-preocupante-evasao-escolar/

UMA NOVA E PREOCUPANTE EVASÃO ESCOLAR

Por Camila Brandalise

Mais da metade dos jovens brasileiros, de todas as classes sociais, perdeu o interesse pelos estudos e corre o risco de ficar fora do mercado de trabalho. Onde a nossa educação está falhando e qual o custo disso para o futuro do País?

A decisão de parar de estudar da auxiliar de limpeza Regina de Jesus Araújo, hoje com 24 anos, se deu por motivos econômicos. Há seis anos, quando ela morava com os pais, considerava ter uma estrutura de vida precária e preferiu se dedicar ao trabalho para conseguir se sustentar. Conciliar os estudos, na época, com 18 anos, não era viável. “Não tive incentivo nenhum para continuar na escola.” Hoje, mora sozinha e arca com as próprias contas. Para ter mais oportunidades profissionais, porém, percebeu que era preciso concluir a formação. E foi isso o que ela fez. Neste ano, cursa orgulhosa o primeiro ano do Ensino Médio em uma escola pública de São Paulo. “Quero ir para o ensino técnico. Gostaria de ser recepcionista porque gosto de trabalhar diretamente com as pessoas”, diz. É a tentativa de Regina para escapar de uma triste estatística, divulgada recentemente pelo Banco Mundial: 52% dos jovens brasileiros com idade entre 19 e 25 anos perderam o interesse pela escola e, por isso, correm o risco de ficar fora do mercado de trabalho. Parte dessa população simplesmente parou de estudar por necessidade financeira, como Regina havia feito, parte não consegue levar o colégio com o comprometimento que isso exige porque é obrigado a conciliar a atividade com trabalho informal e um terceiro grupo encontra-se atrasado em relação à série adequada à idade. Abandonar a escola para ajudar no sustento da família não é novidade. O que preocupa nos dados do relatório do Banco Mundial é que a falta de interesse pelos estudos avança para camadas sociais em que a necessidade de gerar renda não é a maior pressão. Um em cada três brasileiros de 19 anos está hoje fora da escola.

O documento aponta outro dado alarmante: a falta de participação dos jovens na construção da economia vinha diminuindo desde 2004, mas há quatro anos a tendência sofreu uma reversão. Isso ocorreu principalmente por causa do aumento de pessoas que não estão nem estudando nem trabalhando (os chamados “nem-nem”) e de jovens que estão desempregados ou em trabalhos informais. A justificativa imediata para o retrato tem a ver com o momento econômico atual do País, de crise financeira, desemprego e informalidade no trabalho. No entanto, há questões mais complexas por trás da situação. “A pergunta essencial que essa análise suscita para os formuladores de políticas é saber se, em condições econômicas menos favoráveis, é possível manter as conquistas anteriores em termos do engajamento juvenil. Esta é uma preocupação para um País cujo potencial de produtividade agora depende de forma tão crítica do engajamento de seus jovens”, diz o relatório.

A resposta, segundo consenso entre educadores, é a de que é possível manter os jovens em sua formação escolar independentemente da condição econômica da nação. Para isso, o sistema educacional precisa mudar. É necessário que o currículo se modernize o suficiente para despertar e manter o interesse dos jovens contemporâneos. “A escola que estamos oferecendo aos nossos adolescentes não dialoga com eles, não faz mais sentido”, afirma Mozart Neves Ramos, diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna. “A escola do século XIX, com os alunos enfileirados e professor falando na frente, não funciona mais.”

Eixo estratégico

Há pelo País iniciativas que contemplam novos modelos. Sob a coordenação do Instituto Ayrton Senna, por exemplo, quinze escolas públicas de Santa Catarina adotaram mudanças importantes. “Estabelecemos um projeto de educação em tempo integral”, conta Ramos. Depois de um ano, a instituição comparou a taxa de abandono nesses colégios com as apresentadas por escolas do mesmo perfil socioeconômico. “O índice foi 50% menor”, informa o especialista.

É preciso promover mudanças no modelo de ensino que estimulem nos estudantes a curiosidade e habilidades como liderança

A educação integral é uma das alternativas para envolver alunos, motivá-los a pesquisar e incitar a curiosidade, tornando o ensino atraente ao mesmo tempo em que desenvolve o potencial dos jovens. Nesse modelo há ainda uma ênfase no desenvolvimento das chamadas competências socioemocionais, que trabalham habilidades fora da cartilha tradicional de ensino, como resiliência, empatia e liderança.

“Não é preciso criar novas disciplinas, mas sim oferecermos outras maneiras de trabalhar em sala de aula”, afirma Ramos. Alterações mais profundas como essas são vistas em maior escala apenas em escolas particulares que se propõem a oferecer uma nova maneira de ensinar, com mais envolvimento dos alunos, atenção específica para dificuldades ou habilidades individuais e desenvolvimento de conhecimentos que vão além das disciplinas básicas. São instituições, porém, com mensalidades altas — as mais inovadoras chegam a custar R$ 8 mil por mês —, que obviamente não podem ser pagas pela maioria da população. Há, portanto, necessidade de revisão e implantação, por políticas governamentais, de iniciativas que contemplem as mudanças na rede pública. Isso inclui investimento em formação e valorização de professores. “Temos que focar em um projeto de País que coloque educação como eixo estratégico”, afirma Priscila Cruz, fundadora e presidente-executiva do movimento Todos Pela Educação. “Ou fazemos isso ou o Brasil perderá o bonde da história de novo.”

Os prejuízos envolvem perdas individuais e também coletivas. Do ponto de vista pessoal, o documento do Banco Mundial mostra que os cidadãos de baixa escolaridade enfrentam falta de oportunidades e baixos salários. Os números revelam que quanto maior o índice de conclusão dos ciclos de ensino, maior o rendimento: até quatro anos na escola, o salário cresce 11,64% para cada ano estudado; de 14 a 18 anos de estudo, o salário cresce 35,65% por ano estudado. “Isso gera aumento no Produto Interno Bruto e melhor distribuição de renda”, explica Priscila. O Brasil todo sofre hoje com a queda da produtividade resultante da falta de conhecimento, informação e, muitas vezes, da incapacidade de formular raciocínios básicos. Sem uma população preparada para exigências de um mercado global de trabalho cada vez mais sofisticado, a tendência é o País seguir em ritmo de estagnação. O desafio é quebrar essa corrente.

“O desenvolvimento do Brasil é o desenvolvimento dos seus cidadãos”, afirma a representante do Todos pela Educação.

Como diferenciar a sua escola da concorrência? | YOU Bilíngue

Imagem extraída de: https://www.youbilingue.com.br/blog/5-formas-de-diferenciar-a-sua-escola-da-concorrencia/

– Pitacos da noite 3: nada de “faculdade fast-food”.

Em determinado momento, no mundo das faculdades privadas criaram-se cursos rápidos e escolas em todo lugar. Pagou, levou o diploma. Prédios que pareciam shoppings!

Hoje eu estive na “Faculdade Sebrae / Escola Superior de Empreendedorismo”. Que estrutura! Ali, voltei a sentir o ar acadêmico, onde o ensino é mais importante que a mensalidade paga… deu gosto de ver!

– Há organismos que funcionam!

Antes de falar sobre Empreendedorismo e Negociosa, aqui no Sebrae falamos de Educação, Ética e Cidadania!

Infelizmente, ainda são temas caros a diversos setores da sociedade

🖊️ #Aprendizado #Ensino #Education