– Das Tiras nos Pés às Calçadas Hollywoodianas

Um Case de Sucesso: a Consolidação das Havaianas como grife internacional. Abaixo, matéria publicada pela Veja com as citações no link:

Extraído de: http://veja.abril.com.br/240310/chinelos-foram-comeco-p-102.shtml

OS CHINELOS FORAM SÓ O COMEÇO

por Gabriella Sandoval

Depois de transformar suas modestas Havaianas em moda no mundo todo, a Alpargatas lança-se a uma nova empreitada: repetir o sucesso comercial do chinelo de dedo com os tênis Havaianas. O resultado, como se vê na página ao lado, é interessante. Bem coloridos, os tênis mantêm na sola e na palmilha a mesma borracha dos chinelos. No mês passado, a empresa enviou à Europa (e só para lá, por enquanto) os pares de estreia da sua linha de calçados fechados que inclui os tênis, batizada de Soul Collection. Além dos modelos de cano baixo e alto, há uma sapatilha e o bom e velho (e de gosto duvidoso) sapato de lona – na nova versão, com borracha no lugar da palmilha de corda. A iniciativa tem um viés sazonal. “Os tênis visam aos europeus, que, por motivos climáticos, só podem usar as sandálias durante quatro meses no ano”, diz Carla Schmitzberger, diretora de negócios da unidade de sandálias da marca. Os modelos, à venda em magazines luxuosos como Harrods e Selfridges, em Londres, e Galerias Lafayette, em Paris, custam entre 28 e 55 euros (em torno de 68 a 133 reais). Os novos tênis e sapatos Havaianas estarão disponíveis no Brasil a partir de maio, com preços entre 50 e 75 reais. Eles serão vendidos na loja-conceito da marca em São Paulo até o fim do ano, quando a distribuição se estenderá às 82 franquias do país. No ano que vem, devem chegar aos Estados Unidos.

Com o lançamento dos sapatos fechados no exterior, a Havaianas caminha para se consolidar como grife internacional. Sua lista de produtos inclui, além dos chinelos de borracha, bolsas de lona, toalhas de algodão e meias. Essas últimas foram feitas para países gélidos, como Ucrânia e Canadá. Todos os itens da marca Havaianas são produzidos no Brasil. As sandálias são fabricadas em Campina Grande, na Paraíba, e respondem por 80% do mercado de chinelos de borracha no país. Elas representam ainda metade do faturamento de 2,4 bilhões de reais do grupo, que conta também com as marcas Topper, Mizuno, Rainha, Dupé e Timberland. Em 1999, quando as exportações em massa tiveram início, apenas 1,3% das sandálias seguia para outros países. No ano passado, 13% dos 190 milhões de pares que deixaram a fábrica tiveram como destino o mercado externo. Os chinelos de borracha estão presentes em oitenta países – os principais compradores são Austrália, Filipinas, Argentina, Estados Unidos, França, Itália e Espanha.

Há nove anos a Alpargatas começou a arquitetar sua estratégia para vender as sandálias no mercado internacional. Depois de enfrentar uma crise no fim da década de 80, a empresa decidiu ampliar a linha, que por 32 anos se ancorou em um único modelo, aquele da palmilha branca com solado e tiras da mesma cor (quem viveu aquele período provavelmente lembra que era comum os surfistas inverterem o solado para ter o chinelo de uma cor só). A Alpargatas também aumentou o número de pontos de venda e partiu para um marketing agressivo – era preciso mostrar ao mundo o produto de um país reconhecido por sua moda praia, mas com poucas referências em qualidade e inovação. Em 2003, cada um dos indicados ao Oscar recebeu um par dos chinelos com cristais Swarovski. Um ano antes, a marca conseguiu incluir seus chinelos no desfile da coleção verão do estilista Jean Paul Gaultier. Desde 2007, a Alpargatas tem escritórios em Nova York e Madri, que concentram as operações e a distribuição dos produtos pelos continentes. “A partir dos anos 90, a Havaianas deixou o ciclo vicioso que privilegiava alto volume, baixo custo e pouco investimento. Desde então, ela não para de se reinventar”, diz Carla Schmitzberger. Reinventar significa, no jargão empresarial, criar artifícios para manter uma marca vigorosa. Até aqui, ela tem conseguido.

As Havaianas são um dos raros casos de produto nacional que ostenta a sua própria marca no exterior – não vendem apenas a matéria-prima ou o artigo que receberá a etiqueta de outra marca. Além disso, conseguiram fazer do “Made in Brazil” um sinônimo de qualidade. No caso das sandálias, associa-se o produto ao clima tropical e ao estereótipo dos brasileiros sempre divertidos e descontraídos. “Qualquer país poderia fazer um chinelo de borracha parecido, mas a marca conseguiu ser reconhecida como original”, diz Alberto Serrentino, sócio da GS&MD – Gouvêa de Souza, uma das maiores empresas de consultoria em varejo e consumo do país. Nos últimos anos, nos Estados Unidos e na Europa, as sandálias ultrapassaram os limites da areia. Duas reportagens do The New York Times questionaram a conveniência de usá-las em ambientes de trabalho, hábito adotado por muitos americanos no verão. O melhor marketing é quando elas aparecem em pés famosos, como os das atrizes Lindsay Lohan e Megan Fox. Vieram, como era de esperar, as edições limitadíssimas. A joalheria H. Stern chegou a criar três pares com penas de ouro e diamantes. O preço: 52 000 reais.

– Perdendo Mercado, mas Ganhando Dinheiro

A Revista Exame desta semana traz uma curiosa matéria sobre a revolução na administração da cervejaria americana Budweiser. Após a compra da empresa pela Inbev, a Anheuser-Busch, ícone dos americanos, sofreu um choque cultural de gestão: demissões, fim de patrocínios e subsídios, corte de presentes e brindes, aquisição e venda de outras marcas, além de perda de 12% do mercado.

Tudo isso fez com que a antipatia e protesto pelos americanos contra os brasileiros que administram a empresa aumentasse. Por fim, tais ações fazem com que a AnInbev (nome do Conglomerado) tenha lucro! As ações dispararam, em contrapartida das vendas.

Veja como tem funcionado:

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0962/gestao/gestao-americana-feita-brasileiros-533945.html?page=1

GESTÃO AMERICANA, FEITA POR BRASILEIROS

Pouco mais de um ano após comprar a cervejaria Anheuser-Busch, um ícone dos Estados Unidos, os brasileiros da InBev deixam claro qual o caminho escolhido para ganhar dinheiro: uma crença em metas, austeridade e meritocracia que choca os próprios americanos

Por Tiago Lethbriddge, de St. Louis

Embora tenha sido berço do blues, do escritor T.S. Eliot e da casquinha de sorvete, a cidade americana de St. Louis cultivou com prazer a fama de capital nacional da cerveja. Foi aqui, às margens do Mississippi, que nasceu um dos maiores ícones americanos, a Budweiser, produzida desde 1876 pela Anheuser-Busch. Nesses anos, empresa e cidade desenvolveram uma simbiose rara. O clã Busch, que comandou a cervejaria por seis gerações, funcionava como uma espécie de patriarcado local, doando dezenas de milhões de dólares à caridade e financiando eventos artísticos. Jovens sonhavam em trabalhar na “cervejaria”, como a Anheuser-Busch é chamada na cidade. Os salários eram acima da média e a companhia mimava os funcionários com caixas de cerveja grátis, ingressos para jogos de beisebol no Busch Stadium e entradas para os parques temáticos Busch Gardens (o nome da família, como se vê, está por todo lado). St. Louis devolvia com fidelidade: quase sete em cada dez garrafas de cerveja consumidas na cidade saíam da fábrica da Anheuser-Busch, número muito superior à média americana, de 50%. Beber Budweiser era questão de orgulho municipal, dada a enorme rivalidade entre St. Louis e Milwaukee, onde nasceu a Miller. Essa história, porém, terminou em 18 de novembro de 2008, quando a empresa mais querida de St. Louis foi comprada pelo grupo belgo-brasileiro InBev. Desde então, a cidade vem tendo de se habituar a uma nova realidade – St. Louis não é mais a capital de coisa alguma. Para piorar as coisas, a aristocrática e generosa família Busch foi substituída por um pequeno grupo de executivos brasileiros que vestem calças jeans surradas, não dão a mínima para tradições centenárias e estão virando a maior cervejaria dos Estados Unidos do avesso. Os próprios funcionários trataram de resumir a dolorosa transformação: o endereço da sede da empresa, em 1 Busch Place, tem um novo apelido entre eles – 1 Brito Place.

O BRITO EM QUESTÃO É O CARIOCA Carlos Brito, presidente mundial da ABInBev. Ele comanda aquela que é a maior cervejaria do mundo, nascida após a aquisição da Anheuser-Busch pela InBev. Apesar de ter sede na Bélgica, a ABInBev é, em seu DNA, uma empresa brasileira. Nove dos 13 executivos de sua cúpula fizeram carreira na AmBev, braço brasileiro da cervejaria – o carioca Luiz Fernando Edmond, ex-presidente da AmBev, foi despachado para St. Louis para comandar pessoalmente a incorporação da Anheuser- Busch. Hoje, esses brasileiros têm aquela que é a mais difícil missão de sua carreira: fazer a maior aquisição da história do setor dar certo. A compra da Anheuser-Busch era um sonho antigo dos controladores da AmBev, os investidores Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, que atualmente dividem o comando da ABInBev com um grupo de famílias belgas. Mas o negócio acabou sendo concluído na pior hora possível, em meio ao pânico do fim de 2008. Para fechar a compra, a InBev teve de pagar caro e se endividar perigosamente – foram 45 bilhões de dólares em empréstimos para concluir a aquisição de 52 bilhões de dólares. Além disso, a maior recessão do pós-guerra fez o mercado americano de cerveja encolher.

Os resultados, no entanto, mostram que Brito, Edmond e seus comandados estavam à altura da tarefa. No dia 4 de março, a empresa divulga os resultados de seu primeiro ano inteiro à frente da AB. Segundo analistas ouvidos por EXAME, a empresa deve anunciar que Brito e Edmond cortaram mais de 1 bilhão de dólares em custos na AB no ano passado – mais que o prometido no dia da aquisição. Ao mesmo tempo, a empresa pagou parte da dívida ao levantar cerca de 9 bilhões de dólares com a venda dos parques Busch Gardens e de cervejarias na Europa e na Ásia. De novo, é mais do que o prometido. Esse desempenho pode ser explicado pelo tamanho da recompensa que espera os brasileiros caso consigam fazer a compra da Anheuser- Busch dar certo. Os acionistas da AB InBev ofereceram um senhor incentivo para que os executivos diminuam o endividamento da empresa a níveis considerados normais: um pacote de 28,4 milhões de opções de ações para os 40 executivos da cúpula. Eles têm até 2013 para atingir as metas. Em caso de fracasso, não ganham um dólar sequer. Já em caso de sucesso, a coisa muda bastante de figura. Segundo os cálculos da empresa de análise Stifel Nicolaus, os 40 funcionários racharão entre eles cerca de 1 bilhão de dólares caso o valor de mercado da ABInBev se mantenha no mesmo patamar atual. Como esse prêmio será pago em ações, porém, o valor pode se multiplicar. Caso a ação dobre de valor nos próximos anos (algo tido como plausível por analistas), o pacote ultrapassa os 2 bilhões de dólares. Só Brito, nesse cenário otimista, levaria opções avaliadas em mais de 200 milhões de dólares. Se o invejoso leitor já começou a torcer contra, eis uma má notícia: “Mantido o ritmo atual, eles podem atingir as metas no fim do ano que vem, dois anos antes do limite”, diz Trevor Stirling, analista da Sanford Bernstein.

Para os executivos brasileiros, cortar cabeças e custos após aquisições já é uma tradição, iniciada quando a Brahma comprou a Antarctica, em 1999. Em seguida vieram a Quilmes, na Argentina, a Labatt, no Canadá, e a Interbrew, na Bélgica. Em cada um desses casos, a receita foi a mesma: uma mistura de obsessão pela eficiência com remuneração atrelada ao desempenho. Esses são os pilares do modelo nascido na Brahma, que foi se espalhando como gene dominante após cada fusão ou aquisição, sempre melhorando resultados no caminho. Nunca, porém, isso aconteceu na escala e, sobretudo, na velocidade com que os brasileiros da ABInBev estão transformando a maior cervejaria dos Estados Unidos. Até novembro de 2008, a Anheuser-Busch era uma espécie de anti-AmBev. A empresa tinha seis aviões e dois helicópteros para transportar seus funcionários (a frota era conhecida como Air Bud). Enquanto Brito faz o trajeto de sua casa, em Connecticut, até o escritório, em Nova York, de trem, o chefão August Busch III costumava ir para o trabalho de helicóptero. Os executivos tinham escritórios luxuosos. Até mesmo os funcionários dos parques Busch Gardens ganhavam duas caixas de cerveja por mês. Enquanto a turma se esbaldava com sua Bud grátis, a Anheuser-Busch ficava cada vez menos eficiente. Sua margem operacional, por exemplo, era menos da metade da obtida pela AmBev. “Eu não preciso de cerveja grátis”, disse Brito em 2008, num resumo involuntário do abismo que separava as duas empresas. “Posso comprar minha própria cerveja.” 

ENTRE AS PRINCIPAIS RAZÕES para o fracasso de aquisições, o chamado “choque de culturas” é um dos suspeitos de sempre. Esse choque causa paralisia, e as consequências são lentidão nos resultados e decepção para os acionistas da empresa compradora. Quando a união entre InBev e AB foi anunciada, os analistas logo vaticinaram – vem choque de culturas por aí. Mas não foi o que aconteceu. Houve, digamos, um massacre cultural. Brito e Edmond adotaram a maquiavélica máxima segundo a qual é melhor fazer o mal de uma só vez. Semanas após a conclusão do negócio, 1 400 funcionários foram demitidos e 480 dos 1 200 BlackBerry da empresa foram tomados de volta. Num belo dia, os executivos chegaram a 1 Busch Place e perceberam que os luxuosos escritórios da cúpula estavam sendo demolidos a marretadas. “Parecia que tinham jogado uma bomba no 9o andar”, diz um alto executivo da Anheuser-Busch. “Era mogno para todo lado.” Foram instalados mesões comunitários para a diretoria, as secretárias passaram a ser divididas e os móveis foram leiloados. A Air Bud foi colocada à venda, e os funcionários passaram a voar na classe econômica. Para deixar claro que os tempos eram outros, listas com os executivos que mais gastavam em viagens ou com gorjetas começaram a circular pela empresa, numa espécie de eleição de “funcionário do mês” ao contrário. No futuro, a estrutura de remuneração mudará. Os salários serão fixados num nível abaixo da média do mercado, e a parte variável será maior que a média. Benefícios como seguro de vida para aposentados já estão sendo cortados. Já os 230 cavalos clydesdale, símbolos da Anheuser-Busch e mantidos pela cervejaria, ainda não foram afetados pelas mudanças.

A chegada dos novos donos foi recebida com sensações contraditórias entre os executivos da AB. Ao mesmo tempo que eles lutaram contra a oferta hostil da InBev, não havia muita esperança de que as coisas fossem melhorar sob o comando dos Busch – como eles tinham um bom punhado de ações da empresa, a aquisição poderia ser um bom negócio. “Nós podíamos ter comprado a AmBev dez anos atrás”, diz um ex-diretor da empresa. “Mas ficamos parados, e o resultado foi esse.” O desgosto era tão grande que até mesmo o banco Goldman Sachs, contratado pela AB para assessorar a defesa à oferta da InBev, apelidou os Busch de Crazy (o “Louco” August Busch III, que não sabia o que queria) e Lazy (o “Preguiçoso”, seu filho August Busch IV, que pouco fez para evitar a venda). Ao mesmo tempo que o desapreço pelos Busch crescia, Brito impressionava em sua atuação no teatro de máscaras característico de tentativas de aquisição hostil. Numa entrevista ao jornal St. Louis Post Dispatch, Brito avisou que os executivos da AB não deveriam ter medo. “Nós os amamos, respeitamos e gostamos do que eles fizeram com a empresa e com a marca”, disse Brito. Finalmente, alguns traços da cultura AmBev fascinavam a cúpula da Anheuser-Busch. Funcionários acostumados a caprichar no visual foram informados de que a calça jeans seria o uniforme dali em diante. Um novo chefe cheio de amor para dar; ir ao trabalho de calça jeans. Não parecia mal. A alegria durou algumas semanas. Logo, 14 dos 17 executivos da cúpula da Anheuser-Busch perderam o emprego. 

St. Louis Blues, uma das músicas mais famosas da história americana, conta a história de uma deprimida senhora que perdeu seu amante para uma dondoca com anéis de diamante. A música foi escrita há 96 anos, mas capta bem o espírito que baixou na cidade na era pós-venda da Anheuser-Busch. Dentro da empresa, claro, o clima é de tensão após um ano de mudanças tão dramáticas. “Ninguém sabe quem será o próximo demitido”, disse a EXAME um funcionário com três décadas de AB. Reina entre eles a certeza de que a sede da empresa acabará sendo transferida para Nova York, tirando ainda mais empregos de St. Louis. Mas, a rigor, as mudanças na Anheuser-Busch mexeram com a cidade inteira. As páginas de comentários do blog especializado em cerveja Lager Heads, do St. Louis Post Dispatch, tornaram-se o melhor termômetro para medir a popularidade dos novos donos da Anheuser-Busch. Lá, funcionários, ex-funcionários e cidadãos comuns se dedicam a jogar pedras nos executivos brasileiros. Brito, também conhecido entre eles como “Carlos Burrito”, é o alvo principal. Entre os comentaristas estão NOTOBRITO, In- Bevhater e BoycottBud. Para eles, os novos donos da Anheuser-Busch são “brazilian banditos” (assim mesmo, em espanhol) e “administradores do Terceiro Mundo”. “Os novos donos não têm o menor respeito pelas tradições da Anheuser-Busch, e sua ganância é um tapa na cara do trabalhador americano”, afirmou a EXAME, por e-mail, um funcionário que deixou a cervejaria em abril. “Descanse em paz, AB.” Não rende um blues?

Sob o comando de Edmond, é bem verdade, a empresa deixou de se preocupar em ser uma boa cidadã corporativa e passou a usar seu poder para ganhar cada centavo possível. Uma de suas primeiras atitudes foi espremer os fornecedores. Os pagamentos passaram a ser feitos em 120 dias, e não mais em um mês. Pequenas empresas locais que forneciam há seis décadas para a AB foram cortadas, e as que foram mantidas são obrigadas a esperar quatro meses para receber. Essas mudanças geraram um burburinho na cidade, até que a gigante local Emerson, que fatura 21 bilhões de dólares por ano, declarou guerra aos novos donos da cervejaria. Em abril, a empresa de equipamentos, que fornece para a Anheuser-Busch, decidiu boicotar os produtos da cervejaria em seus eventos corporativos. “Após a aquisição da AB pela InBev, vimos coisas ruins acontecerem na cidade de St. Louis e em nosso relacionamento com a InBev”, informou a empresa num comunicado interno. “Queremos que todas as divisões obedeçam e parem de comprar produtos da ABInBev. Sugerimos Coors, Miller, Modelo (Corona etc.) e Heineken.” A ira generalizada causou um fenômeno raro: a participação de mercado da Anheuser-Busch em St. Louis caiu no ano passado. Já as vendas da cervejaria local Schlafly cresceram 38% no período. “A cidade era muito leal à AB, e isso mudou com a venda para a InBev”, diz Dan Kopman, fundador da Schlafly. Somente em 2009, ele recebeu quase 1 000 currículos de ex-funcionários da Anheuser-Busch.

A PERDA DE MERCADO EM ST. LOUIS já estava nos cálculos da cúpula da ABInBev. Mas os problemas de Brito são bem maiores que isso. No ano passado, o volume de vendas da Anheuser- Busch nos Estados Unidos caiu 2,2%. Em janeiro, segundo dados preliminares, a queda foi de 12,2%. Esse é, claro, um dos efeitos da recessão – e não ajudou em nada o fato de Anheuser-Busch e MillerCoors, que juntas controlam 80% do mercado, terem aumentado os preços em 5% em 2009. Mas, segundo os analistas, o desempenho recente da Anheuser-Busch é vítima de dois problemas de fundo. O primeiro é a decadência da marca Budweiser, um fenômeno que já dura duas décadas. Em 1989, a Budweiser era dona de 25% do mercado americano. Hoje, a participação não passa de 9,3%. Nos últimos cinco anos, a queda da Budweiser anulou o crescimento de todas as outras marcas da Anheuser-Busch. O segundo fenômeno é a mudança nos hábitos do consumidor. Os americanos estão bebendo cada vez mais cervejas artesanais, como a Schlafly, criando um problema para as grandes. “A Anheuser-Busch não tem boas marcas artesanais, e é aí que está o crescimento hoje em dia”, diz Mark Swartzberg, da gestora de recursos Stifel Nicolaus, de St. Louis. Espera- se que esse fenômeno se intensifique nos próximos anos, quando a economia voltar a crescer e o consumidor ficar menos apertado. Esse, aliás, é um problema que a ABInBev conhece bem: na Europa Ocidental, há anos os consumidores têm trocado a cerveja tradicional por marcas mais caras ou mesmo por outros tipos de bebida, como vinho e destilados. Na Bélgica, berço da Interbrew, o consumo de cerveja caiu 20% entre 2000 e 2008.

A queda nas vendas no último ano mostra que cortar 1 bilhão de dólares em custos não é uma empreitada sem riscos. Um dos principais alvos do ataque de Brito e Edmond foi o celebrado departamento de marketing da Anheuser- Busch – responsável por campanhas simples e antológicas, como a dos sapos que berravam Bud-wei-seeeer. A InBev demitiu toda a cúpula do departamento. Entre as vítimas estavam Robert Lachky e Tony Ponturo, dois dos marqueteiros mais influentes dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, a nova administração cortou comissões pagas a agências, reduziu o número de anúncios produzidos por ano e diminuiu a ênfase dada a eventos esportivos. “Os executivos de marketing da Anheuser- Busch eram os melhores do mundo, são pessoas que conhecem o consumidor americano melhor que ninguém”, diz Ann Gilpin, da Morningstar, empresa de análise de companhias abertas. “Fazer mudanças dessa maneira é extremamente arriscado.” Por dez anos seguidos, a Anheuser-Busch ganhou os prêmios de melhor anúncio do Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano e o evento publicitário mais importante do ano. Em 2009 e 2010, parou de ganhar.

DIANTE DA QUEDA NAS VENDAS, os executivos da ABInBev terão de tirar da cartola maneiras de atingir suas metas de desempenho. Uma das saídas cogitadas é a compra da cervejaria mexicana Modelo, que ajudaria a impulsionar a geração de caixa da ABInBev (hoje, a ABInBev já tem 50% das ações da cervejaria mexicana). Daqui para a frente, ninguém duvida que cortar custos será uma tarefa mais difícil que no ano passado. Em St. Louis, esperava-se para março o anúncio de mais demissões – devido a um acordo feito logo antes da aquisição, os funcionários que pertencem ao sindicato estão com o emprego garantido até 2013. O ataque à enorme e poderosa rede de distribuidores independentes da Anheuser-Busch é uma possível fonte de economia. A empresa pode tentar aumentar a quantidade de cerveja que vende diretamente ao varejo. Já na Europa, a ABInBev anunciou em janeiro que demitiria 10% de seus funcionários, e a decisão foi seguida por uma onda de protestos que incluiu a paralisação de fábricas. Os manifestantes chegaram a fazer funcionários da cervejaria reféns. “ABInBev assassina social”, diziam as faixas estendidas pelos grevistas, inconformados com o fato de a companhia anunciar resultados fantásticos a cada trimestre e, mesmo assim, insistir em novas demissões.

A magnitude dos protestos na Europa é um indício dos riscos de imagem que a ABInBev corre no mercado americano. É curioso que o modelo de gestão adotado por Jorge Paulo Lemann no banco Garantia, na Brahma, na Lojas Americanas e no fundo de investimento GP tenha nascido nos Estados Unidos. Lemann nunca escondeu que se inspirou na cultura meritocrática do banco de investimento Goldman Sachs, notória por sua intolerância à mediocridade. Mas, no mundo pós-Lehman Brothers, o Goldman se tornou o maior saco de pancadas do capitalismo americano – e a cultura baseada na recompensa ao cumprimento de metas de desempenho está em xeque. Em fevereiro, após o ano mais rentável da história do Goldman, o presidente do banco, Lloyd Blankfein, foi forçado a aceitar um bônus menor que o dos rivais para evitar uma crise de relações públicas. Imagine, agora, o que pode acontecer com os executivos da ABInBev caso atinjam suas metas e ganhem centenas de milhões de dólares em bônus após um drástico programa de corte de custos num dos maiores ícones americanos? Eis, aí, a ironia. A cultura de gestão dos brasileiros da ABInBev nasceu em Wall Street, deu a volta ao mundo e veio parar nos Estados Unidos – mas chegou num momento em que o sucesso está totalmente fora de moda. 

– Cacau Show tornou-se a maior Franquia de Alimentos do Brasil

Compartilho interessante material da Revista Exame, a respeito do crescimento gigantesco da Cacau Show (franquia de lojas que vendem chocolates) e a história de seu crescimento. Muito interessante para quem gosta de Empreendedorismo! Detalhe-> obsessões são: preço baixo e produto na prateleira!

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br//revista/exame/edicoes/0960/negocios/zara-chocolate-527625.html

A ZARA DO CHOCOLATE

Ao seguir passos semelhantes aos da gigante espanhola do varejo de moda, a Cacau Show se tornou a maior franquia de alimentos do país

Por João Werner Grando

O discurso do paulistano Alexandre Costa, dono da rede de lojas de chocolate Cacau Show, sempre soou um tanto megalomaníaco. Aos 17 anos de idade, apenas com a experiência de quem via os pais venderem de porta em porta cremes da Avon e potes da Tupperware, decidiu seguir o exemplo. Em 1988, às vésperas da Páscoa, ele peregrinou pelas ruas da zona norte de São Paulo, onde morava, para oferecer chocolates aos moradores. Bom de lábia, conseguiu 2 000 encomendas. Para dar conta dos pedidos, contratou uma senhora que o ajudou a preparar os ovos em apenas três dias. Desde então, a disposição de Costa para estabelecer metas aparentemente impossíveis não parece ter arrefecido. Em 2001, após a abertura de sua primeira loja com a marca Cacau Show, propôs-se a criar a maior franquia de alimentos do Brasil. Chegou lá em 2009, com 750 lojas que faturaram 272 milhões de reais. (A comparação considera número de lojas. Em vendas, a maior rede é o McDonald’s, com 575 unidades e faturamento de 3,3 bilhões de reais.) Agora, aos 39 anos, Alexandre Costa trabalha para abrir sua milésima loja em 2010. Para isso, terá de inaugurar 250 pontos de venda até dezembro – e bater seu recorde de 234 novas lojas num único ano, em 2008.

Para se tornar o maior empresário brasileiro do setor de chocolates, com o dobro do tamanho de sua maior concorrente direta – a octogenária Kopenhagen faturou 160 milhões de reais em 2009, com 256 lojas -, Costa traçou sua estratégia de crescimento praticamente sozinho. Nunca contratou conselheiros nem consultores. Jamais teve sócios investidores – um amigo de infância, com 2,5% de participação na empresa, é seu único parceiro. Desistiu de se tornar um empreendedor apoiado pela Endeavor, ONG voltada para o estímulo a pequenas e médias empresas com potencial de expansão, quando soube que teria de ceder 2% do capital da Cacau Show em troca do apoio. Costa, que abandonou o curso de administração na Faap no terceiro ano para se dedicar a seu negócio, considera-se um autodidata. Conversa informalmente em média uma vez a cada dois meses com três mentores – Lírio Parisotto, fundador da Videolar, Artur Grynbaum, presidente do Boticário, e Pedro Passos, um dos controladores da Natura. Também busca referências em empresas estrangeiras. A mais recente delas é a gigante espanhola do varejo de moda Zara. “Quero ser a Zara do chocolate”, diz ele.

O que despertou sua atenção para a Zara em primeiro lugar foram as coincidências na origem das duas companhias. Criada em 1975 pelo empresário Amancio Ortega, a varejista espanhola só deixou de ser uma fabriqueta de roupões em La Coruña ao produzir cópias mais baratas de modelos sofisticados e vendê-las em lojas parecidas com as de redes famosas. Em três décadas, Ortega espalhou 1 500 lojas por 72 países da Europa, Ásia e Américas. Do mesmo modo, a Cacau Show cresceu ao inaugurar um nicho de mercado até então inexplorado. Com lojas e embalagens semelhantes às de marcas de primeira linha, Costa aliou um certo ar de sofisticação a um preço mais baixo – em média um quarto do que cobra a Kopenhagen. “A Cacau Show preencheu o vácuo entre a Kopenhagen e as marcas artesanais, que até são mais baratas, mas não têm apresentação atraente”, diz o consultor de franquias Marcelo Cherto.

No caso da Cacau Show, garantir o preço baixo é resultado da vigilância obsessiva de seu dono. Para lembrar a todos da importância de cortar custos, nas reuniões anuais de orçamento Costa mantém sobre a mesa um facão com cabo de madeira e lâmina enferrujada, presente de um cortador de cacau de Ilhéus. O próprio time de executivos é um exemplo de seu esforço para manter a empresa com uma estrutura enxuta. Abaixo dele há apenas dois diretores, um de operações e outro comercial. Costa também cuida pessoalmente de cada negociação, desde a compra de máquinas até o acerto com agências de publicidade. “Ele não deixa escapar nada”, diz Parisotto, dono da Videolar. No ano passado, recusouse a contratar uma construtora para gerenciar as obras de expansão da fábrica de Itapevi, em São Paulo, com 36 000 metros quadrados de área e capacidade de produção de 10 000 toneladas de chocolate por ano. Decidiu ele mesmo supervisionar a construção. “Economizamos 20% em uma obra orçada em 20 milhões de reais”, afirma.

PARA MANTER AS LOJAS abastecidas, a Cacau Show segue outro mandamento da Zara: a rapidez na entrega de produtos. A empresa espanhola garante a chegada de suas peças na Europa em 24 horas e em até 48 horas no restante do mundo. Desde 2005, a Cacau Show consegue atender a maioria dos franqueados em dois dias, enquanto os concorrentes levam até duas semanas. Para tanto, opera um sistema em que os franqueados têm dia e hora a cada semana para fazer pedidos, despachados por meio de uma frota terceirizada de até 40 caminhões. O rigor não permite concessões – nem à própria mãe, Vilma. Dona de uma franquia da rede, ela costumava perder a data dos pedidos. Em 2008, Costa pediu que se desfizesse da loja. “Minha mãe queria privilégios. Recomendei que passasse o negócio adiante e desde então ela se aposentou”, diz.

Inspirado na rede espanhola, Costa pretende renovar as prateleiras com maior frequência neste ano. Sua meta é lançar até dez novidades a cada 15 dias, mesmo tempo com que a Zara troca suas coleções. Até o ano passado, os lançamentos na Cacau Show se limitavam a datas comemorativas, com menos de dez coleções por ano – o mesmo modelo adotado pela concorrência. Para atingir essa meta, ele pretende se valer de artifícios que vão de simples mudanças de embalagens a lançamentos de novos sabores de produtos. “Aumentar a renovação nas prateleiras faz com que o cliente volte à loja mais vezes”, afirma Costa.

A mudança é uma tentativa de manter a concorrência a distância. Em 2009, o grupo CRM, que controla a Kopenhagen, montou a Brasil Cacau, uma franquia para concorrer no mercado de Costa. Hoje a rede possui 50 lojas. “Queremos chegar a 500 até o final de 2011”, afirma Renata Vichi, vice-presidente do grupo CRM. Para se destacar diante das concorrentes, a Cacau Show também vem ampliando os investimentos em marketing. Em 2006, fez o primeiro anúncio em televisão. Desde então, o orçamento da área (não revelado pela empresa) dobrou a cada ano. Em 2010, parte da publicidade vai ser espontânea. A escola de samba paulista Rosas de Ouro adotou como tema de seu desfile de 2010 o livro lançado por Costa em 2008, O Cacau é Show, sobre a história do cacau. O empresário afirma que enviou no ano passado um exemplar da obra, resultado de uma viagem da Amazônia à Bahia, para diversas escolas de samba de São Paulo. À empresa de Costa caberá investir 25 000 reais no desfile, com a compra de 50 fantasias. Agora, ele avalia duas possibilidades para expandir a Cacau Show. A primeira é comprar uma chocolateira na Bélgica. “Poderíamos criar franquias na Europa ou vender chocolate belga no Brasil”, diz ele. A outra opção é comprar uma fábrica de sorvetes no Brasil. Em parceria com a paulista Sottozero, a Cacau Show já vende sorvetes desde o ano passado. “Antes de decidir, vou considerar as vendas deste verão”, diz ele. Costa garante que terá fôlego para seguir sozinho, sem investidores. Pode parecer um passo grande demais. Ou, para alguns, até uma certa dose de arrogância. Mas quem saiu da zona norte de São Paulo com seus ovos de Páscoa caseiros para construir a maior rede de lojas de chocolates do mundo acha que ainda pode fazer mais. Sozinho.

– McDonald’s conquista a França

No país onde a cozinha é artesanal e cozinhar é uma arte, o conceito “fast food” seria abominável! Entretanto, o McDonald’s, símbolo maior deste modo de comer e vender, se utilizou de estratégias interessantes para vencer na França.

Extraído de:  Gianini, Tatiana. McDonald’s, je t’aine! Revista Exame, ed 956 de 18/11/2009, pg 100-101

MCDONALD’S, JE T’AIME!

A rede americana venceu a hi´stórica aversão dos franceses ao fast food e transformou a operação local numa das mais lucrativas e bem-sucedidas do mundo

Jogar pedras no McDonald’s entrou para o rol de passatempos prediletos dos franceses no final dos anos 70, quando a rede de fast food chegou ao país. Na capital mundial da alta gastronomia, a ideia de uma rede americana de lanchonetes prosperar vendendo hambúrgueres, batatas fritas e sundaes feitos e degustados às pressas já foi tachada de tentativa de invasão cultural e serviu de pretexto para protestos de ativistas antiglobalização. Em 1993, o movimento da rede para a abertura de um McDonald’s na torre Eiffel foi recebido como um insulto nacional e até o vice-prefeito parisiense na época, Jean Tiberi, tirou uma casquinha do caso, negando a permissão de abertura da loja. Aos poucos, porém, Ronald McDonald e sua trupe conseguiram o aparentemente impossível: fazer com que o sensível paladar francês digerisse melhor o fast food. Sinal dos novos tempos é a inauguração de uma lanchonete da rede em outro cartão-postal do país, o museu do Louvre, prevista para dezembro. As obras ocorreram num clima de tranquilidade e ninguém no país encarou a iniciativa como uma nova queda da Bastilha.

Nos últimos anos, o McDonald’s não apenas venceu o clima hostil a seu negócio como transformou a operação francesa numa das mais lucrativas e bem-sucedidas do mundo. O McDonald’s francês é hoje a filial mais lucrativa da empresa, perdendo apenas para a matriz, nos Estados Unidos. A unidade instalada na avenida Champs-Elysées, em Paris, ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de rentabilidade. Os clientes franceses são também os que mais gastam: em média, deixam 15 dólares a cada ida à lanchonete, ante 4 dólares dos americanos. No ano passado, o McDo, como a rede americana é conhecida na França, inaugurou 25 novas lojas no país — número expressivo, ainda mais se comparado com a quantidade de restaurantes que cerraram as portas no país em razão da crise. Segundo dados do Insee, órgão de estatística do governo, só no primeiro semestre de 2008, 3 000 restaurantes franceses independentes entraram com pedido de falência.

A virada do McDonald’s ocorreu nos anos 90, sob o comando do francês Denis Hennequin, presidente da operação da rede no país entre 1996 e 2004. “Para fazer o McDonald’s e o Big Mac funcionarem no país do slow food, tínhamos de prestar mais atenção em nossos espaços”, afirmou Hennequin numa entrevista ao The New York Times. Ele colocou em execução estratégias como a sofisticação do ambiente das lojas, que receberam poltronas e pisos de madeira, e adaptou o cardápio, adicionando ao menu ingredientes locais e pratos tradicionais da culinária local. Adorado pelos franceses, o lanche croque monsieur ganhou uma versão na rede, o Croque McDo. Outro sanduíche criado especialmente para os gostos locais, o Le P’tit Moutarde vem com hambúrguer, pão ciabatta e molho especial de mostarda. As sobremesas do McCafé incluem dois clássicos nacionais, brioches e macarons. Paralelamente às renovações de cardápio e instalações, a rede digladiou com seus opositores. Para se defender dos críticos franceses que afirmavam que seus produtos eram de baixa qualidade, por exemplo, o McDonald’s fez anúncios na imprensa que mostravam que a maior parte dos ingredientes vinha de fornecedores locais, além de mostrar sua importância como empregadora.

Hennequin venceu — pelo menos até agora. As vendas cresceram e o número de lojas passou de 400 em 1998 para mais de 1 100 hoje. Seu trabalho chamou a atenção na sede do McDonald’s, em Oak Brook, Illinois, e ele logo foi convidado a expandi-lo para o resto da Europa — hoje dirige as operações de todo o continente. Além do trabalho de conquista dos clientes, o McDonald’s se beneficiou das mudanças nos hábitos de alimentação na França. Nas últimas décadas, a vida apressada tem feito os franceses dedicarem menos tempo às refeições. A duração de uma refeição caiu de 1 hora e 22 minutos em 1978 para 38 minutos em 2008. Mais recentemente, a crise financeira deu um impulso extra ao McDonald’s. Como na recessão as pessoas comem menos fora de casa, e, quando saem, escolhem lugares baratos, suas lanchonetes tornaram-se uma opção atraente — até mesmo para alguns dos franceses mais ressabiados e orgulhosos.

– Casas Bahia gastam 3 bilhões de reais em Publicidade

Novamente a Casas Bahia ganham o título de maior anunciante do país, gastando mais de 3 bilhões em propaganda. Apesar do alto valor anunciado, especialistas de marketing não têm dúvida em afirmar que o custo é menor, face à alta quantidade de inserções televisivas compradas.

Segundo o Portal Exame (http://portalexame.abril.com.br/blogs/primeiro-lugar/2010/01/27/casas-bahia-segue-como-maior-anunciante/), a lista das maiores propagandistas são:

1º Casas Bahia – 3,06 bilhões

2º Unilever – 1,8 bilhão

3º Ambev – 865 milhões

4º Caixa Econômica Federal – 830 milhões

5º Hyundai – 745 milhões

6º Hypermarcas – 680 milhões

7º Fiat – 673 milhões

8º TIM – 550 milhões

9º Petrobras – 536 milhões

10º Liderança Capitalização (Grupo Sílvio Santos) – 534 milhões

– O Livro Negro do Empreendedor

Um autoajuda às avessas: os grandes fracassos empresariais:

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2088/artigo156192-1.htm

O LIVRO NEGRO DO EMPREENDEDOR

Quem frequenta livrarias certamente já passou perto de algum título sobre empreendedorismo. Não por acaso, eles estão entre os mais vendidos no Brasil. Mas, de modo geral, batem na mesma tecla: mostram o que um vencedor fez para chegar lá e incentivam a abertura de novas empresas. O consultor espanhol Fernando Trías de Bes acaba de lançar uma obra que vai na contramão: em “O Livro Negro do Empreendedor” (BestSeller), diz que todos esses manuais são uma enrolação, porque não mostram os fracassos – e que se aprende mesmo é com a derrota alheia. “Estamos diante de uma analogia imperfeita: sabendo por que outros tiveram êxito você evitará seu fracasso. Mentira.

Para evitar que um empreendedor fracasse, é necessário saber por que aqueles que fracassaram se deram mal”, escreve o professor associado do Departamento de Marketing da ESADE Business School, em Barcelona, e fundador da Salvetti & Llombart, uma das maiores consultorias de marketing da Espanha. “Um negócio de sucesso é uma oportunidade já aproveitada por outra pessoa.

Meu livro é como uma máquina da verdade para falsos empreendedores”, disse à ISTOÉ, por e-mail. Segundo o autor, boa parte dos novos empreendimentos não consegue ultrapassar os dois primeiros anos de vida e 90% dos empreendedores fracassam antes de completar os quatro iniciais. No Brasil, pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostra que 78% passam dos dois anos, mas só 64% chegam aos quatro.

Por que não dão certo? Por motivos banais, que normalmente passam despercebidos nos manuais e biografias de empresários bemsucedidos. “Os negócios não costumam fracassar por falta de competência técnica de quem os empreende”, frisa Trías de Bes. Normalmente, definham por questões pessoais – brigas entre familiares ou sócios, por exemplo – ou falta de aptidão.

As picuinhas entre os sócios são um dos “fatores-chave de fracasso” (FCF), como diz o autor. Ao todo, são 14, de um perfil não empreendedor à falta de apoio familiar. Quando a empresa está para ser aberta os sócios costumam estar unidos e otimistas. Se o negócio vai bem, um deles pode começar a achar que trabalha mais – e merece mais. Se vai mal, todos se culpam mutuamente. Por isso, o estudioso espanhol aconselha: só se associe em último caso.

Tampouco espere ter uma vida mais equilibrada: “empreender pressupõe um desequilíbrio total entre a vida pessoal e a profissional.” De fato, a vontade de se tornar o próprio chefe (e poder controlar o próprio horário e se dar folgas) é o principal motivo pelo qual os brasileiros abrem uma empresa, segundo o levantamento do Sebrae. Mas, como o negócio é próprio, as preocupações não terminam no fim da jornada diária e nem nos fins de semana.

Como é o próprio dinheiro que está em jogo, a pessoa vai querer é trabalhar mais para que as coisas prosperem. “Incentivar pessoas que não estão preparadas para empreender não é fomentar o espírito empreendedor – é um exercício de irresponsabilidade”, argumenta o autor. Seu livro é um manual ao contrário com uma moral da história simples: veja o que deu errado para que o seu negócio dê certo.

– Coca-Cola apostará na Coke Plus

Adeus Coca Light! A Coca-Cola mostra como se destrói um bom produto e a o mesmo tempo se reconstrói outro. É o que costumamos chamar de “Destruição Criativa” na Administração de Empresas.

Desde o lançamento da Coca Zero, a Coca Light foi perdendo participação no mercado. Houve em alguns casos a migração de consumidores de um refrigerante para outro. Assim, a Coca abandonou o produto e reinventou-o: mais nutritivo, com sais minerais e adicionado de outros elementos, lançará em preve a Coca-Cola Plus.

Extraído de: IG

COCA-COLA VAI APOSENTAR A COCA LIGHT

A Coca Light, tal como existe hoje, deixará o mercado na próxima segunda-feira. A Coca-Cola decidiu pela mudança por conta da perda de mercado do refrigerante, atualmente inferior em vendas à Coca Zero.

As versões de baixas calorias do refrigerante líder do mercado acabaram concorrendo pela mesma fatia de público, mas a Coca Zero, lançada em 2007, dez anos depois de sua precursora, acabou se sobressaindo. A Coca Light passará a se chamar Coca Light Plus e terá uma nova formulação, com nova embalagem e adição de vitaminas e sais minerais.

A Coca-Cola confirmou as mudanças por meio de sua assessoria de imprensa. Há dois meses, a companhia anunciou um programa de investimentos que prevê aportes de US$ 5,8 bilhões no mercado brasileiro em cinco anos – a programação vai se estender até 2014, ano da realização da Copa do Mundo no Brasil. O montante é 75% superior aos US$ 3,3 bilhões anunciados para o período de 2005 a 2009.

Ainda não estão consolidados os números do mercado brasileiro de refrigerantes em 2009, mas a projeção era que o ano encerraria com consumo de 15,1 bilhões de litros. O volume é 1,5% superior aos 14,9 bilhões de litros registrados no ano anterior, segundo levantamento da consultoria Canadean Liquid Intelligence compilados pela Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (Abir).

 

– A volta do Mappin e da Mesbla

Quem tem acima de 30 anos certamente se lembra do jungle: “Mappin, venha correndo; Mappin, é a liquidação. Liquidação é no… Mappin”.

Mappin e Mesbla eram duas redes emblemáticas. Faliram. A Marabraz comprou no último dia 23 a marca “Mappin”, e a Mesbla teve o direito de exploração da marca vendido para um grupo que voltará com o nome, agora no mundo virtual.

Aos saudosistas e empreendedores, boa sorte!

– A volta da Pakalolo

Para quem se lembra da marca Pakalolo (anos 80 e 90), sabe da força que esse nome tinha entre os jovens.

A Marisol, potência da indústria têxtil, relançará em breve essa marca que foi uma febre naquele tempo. Extraído de Gestão & Ideias da Revista Exame

A RESSURREIÇÃO DE UMA MARCA

Quatro anos depois de comprar a marca Pakalolo, a catarinense Marisol prepara enfim o relançamento da marca de roupas jovens que fez sucesso nos anos 80. Durante esse longo hiato, a empresa estudou uma estratégia capaz de dar fôlego novo à marca. Seus executivos decidiram mudar, por exemplo, o público-alvo — de crianças e pré-adolescentes para jovens de 18 a 23 anos. Além disso, ampliaram a linha de produtos, antes formada basicamente por malhas. Agora, a Pakalolo terá também acessórios como bolsas e sapatos. Para distribuir os produtos, a Marisol optou por criar seu próprio canal de vendas. As primeiras três lojas Pakalolo serão inauguradas no fim de novembro, em São Paulo e Florianópolis. Até 2014, outras 100 devem ser abertas em sistema de franquia. “Até lá, nosso faturamento vai chegar a 110 milhões de reais”, afirma Juliano Reghini, gerente contratado pela Marisol para relançar a Pakalolo.

– A Azul e o Bioquerosene

A Azul Linhas Aéreas acaba de divulgar que por confiar no Brasil, sua frota de aeronaves brasileiras voará com… bioquerosene brasileiro! E assumirá os custos, pois acredita no país!

Discurso bonito; com marketing e responsabilidade ambiental. É uma boa receita para se ter vantagem competitiva.

– Senso Incomum: Boas Ideias, Criatividade e Interação

A inovação é algo marcante para o empreendedorismo. Compartilho interessante matéria sobre a empresa “Senso Incomum”, que resolveu colocar a expressão das suas ideias, literalmente, no peito.

A iniciativa é do amigo Prof Eduardo Sangion, e compartilho abaixo:

Extraído de: http://cpopular.cosmo.com.br/metropole/conteudo/mostra_noticia.asp?noticia=1660385&area=2230&authent=AAAEA8D7653742AB9CA9E564054399

Papo-cabeça para vestir

Novidade: grupo de amigos põe suas ideias em roupas e cria a linha de camisetas Senso Incomum que estampa o inconformismo com bom humor

Sammya Araújo
sammya@rac.com.br

Uma ideia na cachola, um ideal expresso no peito. Os papos-cabeça de uma turma de amigos de Campinas chegaram à internet e acabaram não em mais um blog dos que proliferam na rede, mas embalados “para viagem” em camisetas que declaram o modo de ver a vida e estampam inconformismo com o establishment. A tal coisa do meio e mensagem.Tudo partiu da inquietude do publicitário Eduardo Sangion, de 35 anos, que se fartou da estagnação percebida em si mesmo diante do mundo e das “pequenezas” que atravancam o dia a dia. Evocando a capacidade que cada ser humano tem de se inflamar com um sonho, uma reivindicação, uma bandeira, ele criou o site Senso Incomum (www.sensoincomum.com.br), chamando os internautas à interação e à reflexão. O que sai dali vai parar nas peças de roupa comercializadas on-line, veia prática das lucubrações que se tornaram projeto de voo solo.

A página, no ar há pouco mais de dois meses, é composta de artigos escritos pelo grupo de “incomunistas”, como se qualificam o pai da ideia e três colaboradores. São eles o bacharel em Letras Gustavo Almeida, que hoje toca o escritório de contabilidade do pai; o engenheiro elétrico Marcelo Braz e o também publicitário Alexandre Tauil. O quarteto expõe ao debate situações rotineiras para a maioria dos mortais e teoriza sem grandes pretensões filosóficas. Não raramente, põe o dedo em temas por vezes nevrálgicos.

É da lavra de Tauil, por exemplo, um texto que questiona: “Falta ao brasileiro, ainda, um senso de disputa social, de orgulho em ser o que é; existe no brasileiro uma sensação de que o que vem de fora é melhor.” O resultado? Além de vários comentários de um grupo que participa de verdade dos debates, a camiseta com o slogan “Brazuca tipo exportação”, que traz uma bandeira nacional estilizada em código de barras.

Braz matuta, entre outros assuntos, sobre a relatividade da segurança de se morar em condomínio, pauta sempre fértil para estudos sociológicos. Diz ele que, independentemente dessas supostas proteções, “a miséria chega até você. Inevitavelmente. Ela pega do lado de fora dos muros. Ela também invade os muros, cria frestas. Ela também surge por dentro dos muros, no vizinho, nos serviçais. E por mais que você não assuma, muitas vezes ela nasce dentro do que você chama de lar”. A camiseta: “Neofeudalismo – A sociedade e seus muros.”

Sangion pondera em um de seus artigos a respeito da aridez da modernidade que praticamente extinguiu a boa educação. Como de regra, convoca os leitores à atitude. “É justamente a falta de coragem de mudar e ser diferente que tem nos levado a um estado de convivência pouco agradável e gentil. Sempre esperamos que os outros mudem primeiro… Isto está errado! Se eu quero que algo aconteça, devo ser o primeiro agente dessa mudança”. O caldo desembocou no lema “Atitude 3G: gentileza gera gentileza”, materializado em camiseta.

Sangion conta que o site nasceu de uma crescente insatisfação, não apenas profissional, mas pessoal, com os rumos tomados em seu “estado adulto”. Atuando na área de consultoria em marketing e vendas para grandes corporações, o publicitário apressou o balanço que muitos fazem a partir dos 40 anos e reviu objetivos. “Durante muito tempo, meu sonho foi ser diretor de marketing de uma dessas empresas para as quais trabalho. Mas vi que esse não era meu caminho e decidi empreender”, comenta.

A Senso Incomum ainda não virou o almejado negócio próprio porque, recente no mercado, não garante renda. A empresa é tocada pelo publicitário em parceria com a mulher, Eveline Telles, que já deixou carreira insatisfatória na área administrativa e se dedica 100% ao empreendimento. Os três mosqueteiros que lhes ajudam raciocinando temas não fazem parte da sociedade, no aspecto financeiro. Incomumente, entraram nessa pela amizade.

“Eu pensava que a nossa galera era tão boa, tantas cabeças legais, e nunca tínhamos pensado em expandir de modo prático o nosso modo de ver a vida. Bolei o projeto e eles toparam colaborar na hora”, diz Sangion. Basicamente, formam o “núcleo criativo” da empresa. O restante, marca, design de produto, plano de divulgação e toda a formatação da empresa foi obra de Sangion e de Eveline.

Em breve, o site vai passar por um upgrade e ficará mais interativo, anuncia o publicitário. Os leitores poderão sugerir títulos que pretendem ver debatidos e a comunidade votará se o tema rendeu a ponto de virar um slogan carregado a peito aberto.

Chave do negócio

Também tomando como aliados os próprios clientes do negócio, os cariocas Fábio Seixas e Rodrigo David fazem sucesso na web há quatro anos com o seu Camiseteria.com (www.camiseteria.com), site de venda de camisetas com desenhos exclusivos. Todas as estampas são desenvolvidas e enviadas pelos internautas e depois submetidas à aprovação da comunidade. Os autores dos modelos selecionados levam R$ 1,3 mil, parte em dinheiro parte em produtos, e ainda divulgam o nome na etiqueta da peça.

O sistema foi inspirado na empresa norte-americana Threadless, que igualmente se apoia em concursos para produzir suas camisetas. A chave do negócio é uma combinação dos acessos num universo virtual colaborativo (mas também competitivo), produção terceirizada, demanda certa e estrutura operacional enxuta. “O fato de termos pessoas que comentam de antemão o que acharam do produto cria uma demanda prévia que é, sem dúvida, um fator importante para o sucesso”, analisa Seixas.

Os números confirmam. Desde que foi criado, o Camiseteria.com já produziu perto de 300 modelos. Atualmente, vende cerca de três mil unidades por mês, a preços que variam entre R$ 45,00 e R$ 55,00. Há também modelos infantis e para bebês.

Melhor propaganda é difícil

O Senso Incomum segue tendência marcante do empreendedorismo na web: uma plataforma que combina comércio eletrônico a redes sociais. É o tal do “comércio social”, que extrapola o modelo batido de “vitrine” virtual e carrinho de compras. Nesses sites, as rotinas de vendas são casadas a ações que promovem a geração de conteúdo colaborativo. Tornando a navegação interessante e criando motivos para que o cliente volte ao site para mais que a compra em si, a marca ganha com a fidelização, defendem especialistas no e-business.

Assim também é o Camiseteria.com, citado como emblemático no mercado. O site hospeda blogs pessoais dos clientes, que posam nas fotos usando as camisetas vendidas ali. Melhor propaganda é difícil.

Grito de independência

A Senso Incomum lançou-se na internet no dia 7 de setembro, data emblemática para o publicitário Eduardo Sangion. “Foi como um grito de independência mesmo. E não podia ser mais senso incomum começar a trabalhar num feriado”, diverte-se.

 

– Lojas Americanas: 1 bilhão de reais em investimentos!

As Lojas Americanas prometem uma ação ousada: dobrar de tamanho em 4 anos, investindo R$ 1 bi.

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u648839.shtml

Lojas Americanas investirá R$ 1 bi para abrir 400 novas lojas

A Lojas Americanas planeja abrir 400 novas lojas no Brasil nos próximos quatro anos, como parte de um plano de expansão cujos investimentos estimados alcançam R$ 1 bilhão.

Com a implantação das novas lojas, a Americanas estará presente em todos os Estados brasileiros e quase que dobrará de tamanho ante as 471 unidades em operação atualmente. O lançamento do plano, batizado “Sempre Mais Brasil”, veio na esteira da divulgação do balanço trimestral da companhia.

Em teleconferência com analistas para comentar o desempenho trimestral, o diretor financeiro da Lojas Americanas, Roberto Martins, afirmou que a companhia estima obter uma expansão anual média de vendas nas lojas entre 22% e 25%, nos próximos quatro anos, considerando-se crescimento orgânico e a abertura das novas unidades até 2013.

Os recursos previstos no programa, afirmou, serão aplicados tanto na abertura de lojas quanto em reformas e construção de novos centros de distribuição, caso necessário. “Vamos buscar recursos do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] para esse projeto”, disse Martins.

A empresa já tem programadas 62 novas lojas, dentro da previsão de abertura de unidades para o próximo ano, que está entre 60 e 70.

Em relação à logística exigida pelo investimento, o executivo afirmou que os três centros de distribuição operados hoje podem suportar a expansão prevista para os próximos dois anos. “Depois disso, teremos de avaliar”, acrescentou.

Conforme a Americanas, entre 2000 e 2008, seu número de lojas aumentou em cinco vezes, a receita bruta consolidada cresceu em seis vezes e a geração de caixa operacional medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), subiu em 120 vezes, “o que demonstra solidez na nossa estratégia de crescimento e reforça as oportunidades existentes no país.”

Trimestre positivo

A companhia registrou lucro líquido consolidado de R$ 36,5 milhões no terceiro trimestre, ante ganho de R$ 6,7 milhões um ano antes. O Ebitda totalizou R$ 221,6 milhões de julho a setembro, em comparação a R$ 201,8 milhões em igual intervalo de 2008.

A receita líquida consolidada somou R$ 2 bilhões no trimestre, com alta de 20,5% frente à receita verificada um ano antes. A margem Ebitda consolidada no terceiro trimestre ficou em 11%, ante 12,1% um ano antes.

Considerando-se apenas a controladora, a receita líquida foi de R$ 1 bilhão, comparada a R$ 891 milhões um ano antes.

No conceito “mesmas lojas” –onde só se contabiliza o desempenho das lojas abertas há pelo menos 12 meses–, o crescimento da receita líquida do terceiro trimestre de 2009 sobre 2008 foi de 8%.

A Lojas Americanas informou ainda que a Financeira Americanas Itaú alcançou 2,5 milhões de cartões emitidos, e carteira de recebíveis de R$ 649 milhões.

– Beautiful People: a futilidade virtual e discriminatória

Em tempos nos quais a Administração de Empresas procura ser politicamente correta, uma excessão! Chegou ao Brasil o “Beautiful People”, rede de relacionamentos que começa a operar em nosso país já causando polêmica: o seu negócio de namoro online EXCLUI FEIOS. O que é um “feio”? Para quem ama, todos são belos…

Extraído de: http://radiobandeirantes.com.br//colunistas.asp?ID=115

BeautifulPeople: a futilidade virtual chega ao Brasil

por Cesar Monteiro

Você já ouviu falar do BeautifulPeople ? O site que é uma agência de namoro online e exclui a participação de integrantes “feios” chegou ao Brasil nesta segunda-feira. Apesar da futilidade que a ideia possa representar, o site conta até agora com cerca de 180 mil membros em todo o mundo.Com uma versão traduzida para o português, os brasileiros podem se aventurar sem restrições e sem custos no site de relacionamentos de origem dinamarquesa. Nem todos, a bem dizer. Para integrar a rede, os internautas passam por um processo de avaliação baseado em apenas um critério subjetivo: os atributos físicos que aparecem em suas fotos. Homens julgam mulheres e as mulheres avaliam os homens. Se o usuário for bem avaliado pelo sexo oposto nas 48 horas seguintes ao seu cadastro, passa a fazer parte da rede e se está liberado para interagir com outros aprovados.

No tempo de espera, ou o purgatório que separa o belo do feio, o usuário pode acompanhar suas estatísticas e ver quantas pessoas votam a favor de sua entrada na rede e quantas a rejeitam. Também é possível alterar informações e colocar mais fotos para reverter o quadro. Mas se você estiver mais para Shrek do que príncipe, saiba que apenas uma em cada cinco tentativas de participação dos internautas na rede é bem sucedida. A invenção está no ar desde 2002 e de acordo com as estatísticas globais do site, 80 mil membros já tiveram pelo menos um encontro romântico marcado. Seu fundador define, que outros sites são reservas de hipopótamos e javalis africanos. O BeautifulPeople é uma maravilhosa reserva de caça de gatos e tigresas.

Quer tentar? beautifulpeople.com, o egotrip no seu micro, a partir de hoje em português.

– “Bom Dia” é o novo dono do “Diário de SP”

Grande negócio entre os jornais! O Bom Dia, do mesmo grupo de comunicação da TV Tem e Traffic, entre outros (do empresário J. Hawilla), comprou o Diário de São Paulo (antigo Diário Popular, e que pertencia a Rede Globo – A Globo queria transformar o jornal em 3o. maior de São Paulo e duplicar sua tiragem, o que não aconteceu).

Em: Último Segundo – IG 

J HAWILLA COMPRA DIÁRIO DE SÃO PAULO

O jornal que nasceu abolicionista e republicano em outubro de 1884, quando São Paulo era apenas uma pequena província, sob o nome de Diário Popular e que, depois de mais de um século e diferentes proprietários foi rebatizado Diário de S. Paulo, mudou de mãos.

O novo dono é o empresário e jornalista José Hawilla, que tem negócios na área de marketing esportivo, com a empresa Traffic, controla a TV Tem, afiliada da Rede Globo, e também a Rede Bom Dia, que edita jornais em cidades do interior de São Paulo.

Desde 2001, quando teve o nome trocado para Diário de S.Paulo, o jornal pertencia às Organizações Globo, companhia que controla a maior rede de empresas de comunicação do País, entre as quais a Rede Globo de televisão. O valor da operação não foi revelado. Mas, segundo estimativas, o valor pago ficou pouco acima de R$ 100 milhões – valor bem inferior ao pago pela própria Globo ao adquirir o jornal do ex-governador paulista Orestes Quércia, o penúltimo dono. Na época, os valores também não foram revelados, mas a compra foi avaliada em R$ 180 milhões.

Em comunicado divulgado no final da tarde de ontem, a Infoglobo, empresa que administra os produtos editoriais das Organizações Globo, informou que a decisão de venda foi motivada por uma proposta apresentada por J. Hawilla. A companhia da família Marinho, dona da Globo, mantém parceria há sete anos com o empresário por meio da TV Tem, que mantém quatro emissoras afiliadas da Globo que abrangem 318 cidades. Já a rede de jornais Bom Dia é composta por nove jornais diários que circulam em 100 cidades. As edições são preparadas nos municípios de Jundiaí, Bauru, Sorocaba e São José do Rio Preto e distribuídas por franquias em Osasco, região do ABC paulista, Marília, Catanduva e Fernandópolis. No total, a Rede Bom Dia atingiu tiragem de 19.171 exemplares em agosto deste ano, segundo dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC).

“A Traffic reconhece o grande valor da marca Diário de S. Paulo e pretende utilizá-la, juntamente com os demais ativos, na expansão territorial e ampliação da relevância de sua rede no mercado paulista”, diz o comunicado. No mesmo documento, o diretor-geral da Infoglobo, Paulo Novis, diz que “a oportunidade da venda dos ativos relacionados ao título Diário de S. Paulo está em linha com a estratégia da empresa de focar seus esforços nas áreas e segmentos onde é líder inconteste e ampliar investimentos em novos negócios analógicos e digitais”.

Com o Diário de S. Paulo, a rede de J. Hawilla chega à capital, onde não atuava e onde a disputa é bem mais acirrada. Executivos do meio publicitário e consultores do mercado dizem que o empresário tem intenção de alterar a atual linha editorial da publicação, hoje de cunho mais popular, para com isso ampliar seu público e concorrer com títulos tradicionais do mercado paulistano no segmento, como o Estado de S. Paulo e a Folha de S. Paulo.

Hawilla confirma seu interesse em mexer no jornal, desde o design até o público-alvo, mas diz que não vai focar no público de maior poder aquisitivo. “Quero tornar o jornal competitivo, mas vai continuar sendo popular, embora um popular mais qualificado”, diz. Por enquanto, a equipe de 380 funcionários do jornal não deve ser alterada.

O empresário não estaria só motivado pelo bom momento vivido pelo setor jornalístico no Brasil, com novos títulos na praça, como o caso do recém-lançado Brasil Econômico. Hawilla faz questão de enfatizar: “Continuo acreditando em jornal impresso. Não acho que vai acabar. Não vai sofrer enfarte. Vai encontrar espaço em meio aos outros canais de comunicação.” 

INSUCESSO
Na época da compra do Diário Popular, a Infoglobo, que detém os jornais O Globo e Extra, ambos no Rio de Janeiro, comunicou a intenção de atingir uma tiragem média de 300 mil exemplares com o jornal que, então, detinha uma tiragem média declarada de 125 mil exemplares. Mas não chegou nem perto disso. O último dado disponível do Instituto Verificador de Circulação (IVC) informa que o Diário de S. Paulo, em agosto de 2009, teve tiragem de 54.969 exemplares.
 

 

– Pequenos Empreendedores e as Oportunidades Abertas pelos Eventos

Tantos acontecimentos na sociedade e na economia brasileira acabam abrindo espaço para inúmeros investimentos para eventos (Copa do Mundo, Jogos Olímpicos e Exploração do Pré-Sal). Como as pequenas e médias empresas podem observar e lucrar com isso?

Extraído de: http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200910060220_ABR_78446259

Copa, Olimpíadas e pré-sal são oportunidades para pequenas empresas

O País tem três grandes oportunidades de negócios para os micro e pequenos empresários nos próximos anos: a Copa do Mundo de 2014, as Olimpíadas de 2016 e a exploração do petróleo da camada pré-sal. Mas para conseguir ter ganhos será preciso formalizar suas atividades e criar consórcios. O assunto foi debatido nesta segunda-feira, no primeiro dia do 2º Encontro Nacional de Oportunidades para as Micro e Pequenas Empresas nas Compras Governamentais (Fomenta). O evento ocorre até o próximo dia 7, no Rio de Janeiro.

Para o gerente de Políticas Públicas do Sebrae Nacional, Bruno Quick, grandes eventos como a Copa do Mundo ou as Olimpíadas estão repletos de boas oportunidades para as micro e pequenas empresas, desde que estejam regularizadas.

“Existe a meta de regularizar um milhão de empreendedores individuais no Brasil. Se essas pessoas se regularizam, passam a ficar visíveis. Assim, os governos e as entidades que estão aí para dar apoio podem enxergá-los”, disse.

Segundo Quick, não só as grandes empresas vão lucrar com os eventos esportivos, mas que há lugar também para os pequenos empreendedores: desde os serviços de apoio ao turista, como de guias e intérpretes, passando por restaurantes, operadores de transporte e outras facilidades que serão necessárias para receber os milhares de visitantes que virão ao Brasil e especialmente ao Rio de Janeiro.

A secretária-adjunta da Secretaria Nacional de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Loreni Foresti, chamou a atenção para a necessidade das pequenas empresas formarem consórcios para poderem oferecer produtos em grande escala e a preços competitivos à grandes compradores, entre elas as empresas estatais e ao próprio governo federal, tanto nas obras do PAC, quanto na exploração do pré-sal.

Segundo ela, desde 2007, com a efetiva aplicação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/06) as compras governamentais de pequenos e micro empresários vêm aumentando consideravelmente. Em 2007, o segmento respondia por 8% das compras, percentual que saltou para 44% este ano.

Outro fator que contribuiu para o crescimento dos pequenos foi a adoção do pregão eletrônico, possibilitando que o empresário venda ao governo, de qualquer lugar do país, por meio da internet.

“Aqueles pequenos empresários que anteriormente tinham que se deslocar para participar das licitações não precisam mais sair de seus locais. Com isso, aumentou a quantidade de fornecedores das diversas regiões”, disse Loreni.

Segundo ela, com a entrada de novos concorrentes, acabaram os cartéis que dominavam determinados setores. Com isso, só no ano passado, o governo conseguiu melhores negócios e gerou uma economia de R$ 3,8 bilhões, sendo R$ 1,9 bilhão com os micro e pequenos empresários.

De acordo com o gerente do Sebrae, um empecilho para o aumento das compras governamentais com as pequenas e micro empresas é a falta de regulamentação da Lei 123/06. Embora a lei tenha entrado em vigor em dezembro de 2006, apenas o governo federal e 13 estados regulamentaram o Inciso 5º, que estabelece a exclusividade em compras de até R$ 80 mil e preferência em caso de empate com uma empresa maior.

Do total de 5.563 municípios brasileiros, apenas 818 têm leis municipais sobre o tema, o que corresponde a apenas 15,24% do total. “É importante que os empresários pressionem, por meio de suas associações, para que esses governos priorizem a regulamentação da lei”, recomendou o diretor do Sebrae.

– A Intuição e o Empreendedorismo da Administradora do Magazine Luiza

INTUIÇÃO e EMPREENDEDORISMO. Estas são as palavras-chave de Luiza Trajano, a presidente do Magazine Luiza, em entrevista ao Blog “Por dentro das empresas”, de Cristiane Correa.

Numa matéria muito interessante, a administradora de empresas fala sobre o “luto” que ficou por não comprar o “Ponto Frio”, os planos A e B da empresa e muitas outras situações. Em vídeo, pela TV Exame. Clique em:

http://portalexame.abril.com.br/blogs/cristianecorrea/20090813_listar_dia.shtml?permalink=188606

– O Curioso Caso do Cardápio Militar

Circula pela Internet uma curiosa história a respeito de um comerciante indiciado por nomear seus produtos (lanches) com patentes militares.

Se verídica, uma sensacional jogada de marketing. Compartilho abaixo (texto enviado por Augusto C. F. Tavares)

DONO DE LANCHONETE É PRESO POR BATIZAR SANDUICHES COM PATENTES MILITARES

Para o dono de uma lanchonete de Penedo, a 170 km de Maceió (AL) tratava-se de uma estratégia de marketing. Para o comandante da Polícia Militar na cidade, era uma ofensa à Corporação. E assim, por batizar os sanduíches da casa com patentes militares, Alberto Lira, 38 de idade, dono da lanchonete Mister Burg, acabou detido por ordem do comandante da PM local. Afinal, entendeu o militar, não ficaria bem alguém chegar na lanchonete e pedir: “quero um coronel mal passado”. Ou sair de lá dizendo: “acabei de comer um sargento”.

Na delegacia foi lavrado boletim de ocorrência e, face ao tumulto havido, a casa comercial fechou durante algumas horas.

Como o delegado de plantão entendeu que não havia motivo para prisão, Lira foi liberado horas mais tarde. Os cardápios da lanchonete foram recolhidos para avaliação e a casa reaberta em seguida. Aproveitando-se da inesperada repercussão, a lanchonete quer manter o cardápio que desagrada a PM.

A casa oferece lanches como o “coronel” (que é o filé com presunto), o “comandante” (um prato com calabresa frita) e por aí vai.

A brincadeira foi demais para o parco humor dos militares, que dizem que os nomes dos pratos provocavam chacotas e insinuações contra os policiais entre os moradores da cidade de 60 mil habitantes.

Lira, o dono da lanchonete, diz que não teve nem tem nenhuma intenção de brincar ou ofender a Corporação. O cardápio – garante o dono da lanchonete – pretendia ser uma homenagem à hierarquia militar.

O prato mais caro era o “comandante”.

O comerciante contratou ontem (15) o advogado Francisco Guerra para entrar com uma denúncia por abuso de autoridade contra o comandante local da PM e uma ação reparatória por dano moral contra o Estado de Alagoas. Nela vai salientar que não existe nenhum texto legal que impeça um restaurante de incluir, no seu cardápio, “lula à milanesa”, “filé a cavalo” ou “coronel mal passado”, etc…
O advogado já pediu habeas corpus preventivo para evitar outra detenção de seu cliente. A peça sustenta que “se o argumento do comandante fosse válido, nenhuma festa de criança poderia ter brigadeiro”.

Como se sabe, brigadeiro – além de ser a mais alta patente da Aeronáutica – é também o nome do docinho obrigatório em aniversário de crianças.

“Em Penedo, comer brigadeiro, pode! Comer coronel, Não pode!” –
 ironizam os advogados da cidade.

Obs: Em Indaiatuba, no distrito de Itaici, existe o (ótimo) restaurante Colesterol, que possui em seu cardápio filés com os mesmos nomes: Coronel, Capitão (meu preferido – 4 carnes num corte, sendo 3 originais; catupiri, brócolis, arroz e feijão gordo, com o filé na pedra) e Tenente. Tais delícias seriam ofensivas?

– De Pequena Empresa a Maior do Mundo

Em nossas aulas de “Gestão de Pequenas e Médias Empresas”, acabamos sempre fazendo uma brincadeira a respeito dos propósitos do fictício “Açougue do Zezinho”.

Pois bem: nesta quarta-feira, um real açougue do Zezinho ganhou, literalmente, o mundo: o Frigorífico JBS comprou a Friboi e seu parceiro americano, tornando-se líder mundial em carnes. O antigo “Açougue do Zé Mineiro” é hoje o número 1!

Extraído de: AGÊNCIA ESTADO (clique aqui para citação)

JBS começou com um açougue em Goiás

A empresa que se tornou ontem a maior companhia do mundo em proteína animal nasceu na década de 50, pelas mãos de José Batista Sobrinho, na cidade goiana de Anápolis. Seu Zé Mineiro, como era conhecido, deixou a terra natal para fundar a Casa de Carne Mineira, um açougue que se expandiu e passou a abastecer refeitórios de grandes empreiteiras na vizinha Brasília.

O negócio pegou carona no boom de crescimento da era JK e na construção da nova capital federal.

A segunda geração foi responsável por liderar o segundo ciclo da Friboi, que colocou-a como um dos maiores frigoríficos do País. Quando o primogênito dos seis filhos, José Batista Júnior, assumiu, a primeira providência foi trazer a empresa para São Paulo, na década de 80. Outra de suas estratégias acertadas foi não reduzir o negócio à simples venda de carnes, que tem margens pequenas. Ele aproveitou o subproduto do abate para criar a empresa de higiene e limpeza Flora, dona das marcas Minuano e Albany.

Júnior também iniciou um processo rápido de aquisições de unidades no País, que deu-lhe o porte de empresa nacional. Em seguida, veio o grande salto da companhia, com as exportações. Jeremiah OCallaghan, diretor de relações com investidores da companhia, disse recentemente ao Estado que uma das grandes visões da empresa, na época, foi vender no exterior os cortes que tinham baixa aceitação no mercado doméstico. Assim, agregava valor à produção e tornava-se mais competitiva em seu mercado de origem. As primeiras exportações de carne in natura vieram em 1997.

Mas foi a atuação dos dois filhos mais novos do fundador que colocou a Friboi na rota da internacionalização e, consequentemente, na liderança do mercado mundial de carne bovina. Após receberem o bastão do irmão Júnior, Joesley e Wesley estiveram por trás da abertura de capital e da aquisição da Swift Argentina, passo inicial da estratégia de aquisições no exterior, favorecida por um longo período de real valorizado.

Desde 2005, a Friboi, rebatizada de JBS (iniciais do fundador José Batista Sobrinho), comprou frigoríficos nos Estados Unidos, Austrália e Itália. A compra das unidades da Swift Foods Company na Austrália e EUA, seu país de origem, a colocaram como a maior empresa de carne brasileira em capacidade de abate. Com o fusão com o Bertin e a compra da Pilgrims Pride, a capacidade de abate chega a mais de 90 mil cabeças por dia. A receita combinada do novo grupo é de US$ 28,7 bilhões.

Com os dois irmãos mais novos à frente dos negócios, o primogênito Júnior ainda faz o papel de “ouvidor” dentro da companhia. Um ex-executivo da companhia diz que o trio da família Batista é dinâmico, simples e unido. “São muito agressivos quando enveredam por um projeto”, disse a fonte.

Para o diretor OCallaghan, outro aspecto da estratégia que colocou a companhia na liderança mundial é a preocupação com os detalhes. “Do boi que abatemos, aproveitamos hoje 100%. Pode ser que ainda exista algo a ser comercializado, talvez o berro”, brincou. Ele contou, por exemplo, que é possível ganhar US$ 1 por boi com a venda da tripa do animal, usada na produção de embutidos. Até o pelo do rabo e da orelha é vendido para fábricas de pincéis.

Virada

Guiada pelo aumento de eficiência e pelo ganho de produtividade, a operação do Friboi durante muito tempo se confundiu com a trajetória da pecuária de corte nacional. Segundo Marcus Vinicius Pratini de Moraes, que ocupou a pasta da Agricultura no governo Fernando Henrique Cardoso e presidiu a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), o avanço da carne brasileira ocorreu com investimento em tecnologia, aprimoramento das raças, avanços genéticos, cujo objetivo foi estimular a precocidade, a rusticidade e a produtividade do gado. “Abatíamos o boi com quatro anos e meio, depois reduzimos para três anos. Hoje, o prazo é menos de dois anos, ou 22 meses.”

Além dos ganhos de eficiência que abriram a possibilidade de ter carne de sobra, produção equilibrada o ano inteiro e a chance de vender o produto no mercado internacional, a ocorrência da doença da vaca louca na Europa ampliou o papel estratégico do Brasil no abastecimento mundial a partir desta década, observou OCallaghan. “Em 2001 começamos a exportar carne para a Rússia, que tradicionalmente era abastecida pela Europa.”

Mas a partir do momento que a companhia começou a se internacionalizar, comprando frigoríficos fora do Brasil, houve um descolamento entre a empresa e o setor. “Hoje barreira sanitária não é um problema para nós como é para a pecuária de uma forma geral. No estágio atual de globalização da empresa, a barreira é uma oportunidade”, afirmou o executivo.

Esse mecanismo é colocado em prática pela empresa a todo instante, driblando principalmente as barreiras não tarifárias e vendendo carne para os mercados onde a entrada da carne brasileira é vetada. Quando o Brasil ficou impedido de vender carne para a União Europeia por causa do foco de febre aftosa, a empresa não vacilou. Com o euro forte, começou a exportar carne da Austrália para a Europa. A Coreia, por sua vez, temendo falta de produto, fez um acordo para comprar carne dos Estados Unidos. Resultado: a empresa levou vantagem em dois mercados, na Austrália e nos EUA, e teve desvantagem no Brasil.

– Itaipava investirá na Fórmula 1

Querendo crescer, a Cervejaria Petrópolis estará ousando: patrocinará a equipe de Fórmula 1 Brawn GP !

Sem visar momentaneamente o mercado internacional, todo o esforço será único e exclusivo para a divulgação de sua marca no Brasil. Para isso, estampará sua logo nos carros de Button e Barrichello, atuais líder e vice-lider do campeonato. Mais: praticará o chamado “marketing de emboscada“, já que a Rede Globo, que transmite o evento, é patrocinada pela Schincariol e inevitavelmente terá que mostrar a concorrente.

Extraído de: http://portalexame.com.br/marketing/itaipava-vai-patrocinar-brawn-gp-barrichello-gp-interlagos-497006.html

ITAIPAVA VAI PATROCINAR BRAWN GP

Gerente de marketing da Cervejaria Petrópolis diz que parceria é parte da estratégia para desenvolver a marca

A marca de cerveja Itaipava, da Cervejaria Petrópolis, vai patrocinar a equipe Brown GP no Grande Prêmio de Fórmula 1 do Brasil, que acontece no dia 18 de outubro no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. O nome da cerveja estará estampado nos capacetes e carros de Rubens Barrichello e Jason Button, pilotos da equipe.

O acordo entre a cervejaria e a Brawn GP foi firmado em agosto e prevê, além das ações de patrocínio, a veiculação da campanha de responsabilidade “Lugar de Piloto é na Pista. Se Beber não Dirija”. Segundo o gerente de marketing da Cervejaria Petrópolis, Douglas Costa, a parceria com a Brown faz parte da estratégia de desenvolvimento da marca Itaipava

Além da Fórmula 1, a Itaipava estará presente em outras competições automobilísticas do Brasil, como a Stock Car, Stock Jr, Fórmula Truck e as provas do Itaipava GT Brasil, que envolve as categorias Itaipava GT3, Itaipava Trofeo Maserati e Copa Renault Clio.

“É com muito prazer que damos as boas-vindas à Cervejaria Petrópolis à equipe Brawn GP e à Fórmula 1. A disputa no Brasil chama sempre a atenção do grande público e possui uma atmosfera inigualável. É um prazer ter, justamente nesta corrida, a parceria de uma empresa brasileira tão prestigiada”, afirmou Nick Fry, chefe-executivo da Brawn GP.

– Ranking da Competitividade: Subimos 8 posições. E daí?

O Brasil subiu 8 posições no Ranking da Competitividade. Parece bom, mas ainda estamos na 56a. posição… Aos empreendedores, um número mentiroso.

Extraído de: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1293215-9356,00-BRASIL+SOBE+OITO+POSICOES+EM+RANKING+MUNDIAL+DE+COMPETITIVIDADE.html

Brasil sobe oito posições em ranking mundial de competitividade

Na 56ª posição, Brasil supera Rússia, mas fica atrás de Índia e China. Entre as nações da América do Sul, país fica atrás somente do Chile.

Ajudado por um bom desempenho durante a crise econômica mundial, o Brasil subiu oito posições no ranking dos países mais competitivos do mundo em 2009. No Relatório de Competitividade Global, divulgado nesta terça-feira (8), o país aparece na 56ª posição – passando todos os países da América do Sul, com exceção do Chile.

Desenvolvido pelo Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês), em parceria com a Fundação Dom Cabral no Brasil , o estudo analisa as condições que os países oferecem para que as empresas nele instaladas consigam competir internacionalmente, a partir de 12 “pilares”, incluindo segurança institucional, infra-estrutura, estabilidade macroeconômica, saúde, educação, mercado de trabalho e sistema financeiro. 

De 2008 para 2009, o Brasil teve uma das melhores evoluções entre os 133 países do ranking, deixando a Rússia para trás pela primeira vez. “O gigante regional Brasil, em 56º, continuou com a evolução positiva impressionante que começou no ano passado, ganhando mais oito posições, ultrapassando a Rússia pela primeira vez e fechando parcialmente a lacuna de competitividade com Índia e China entre as economias do Bric”, diz o WEF no relatório.

Entre os países do grupo Bric, o Brasil permanece atrás da Índia e da China, que ocupam, respectivamente, a 49ª e a 29ª posições – os dois países ganharam uma posição em relação ao ranking anterior. Já a Rússia perdeu 12 posições na comparação, caindo para 63ª, fortemente afetada pela queda nas exportações.  

Ranking dos analistas

O relatório deste ano trouxe também uma análise de opinião de 16 especialistas sobre economia, com o objetivo de avaliar como a recessão deve afetar a competitividade no longo prazo. Nesse ranking, que analisa 25 países, o Brasil aparece como o melhor posicionado.

Junto com Índia, China, Austrália e Canadá, o Brasil está no bloco dos poucos países cuja competitividade pode sofrer impacto positivo da crise. Na ponta contrária, a Islândia – cuja economia entrou em colapso – deve sofrer o impacto mais negativo.  

Os primeiros

Depois de vários anos na liderança, os Estados Unidos surpreenderam e caíram para a segunda posição, atrás da Suíça. Segundo Carlos Arruda, professor da Fundação Dom Cabral e coordenador da pesquisa no Brasil, os EUA foram prejudicados pela alta dívida pública e pela volatilidade macroeconômica. “Mas, com as condições que o país oferece, necessariamente vão voltar ao primeiro lugar”, afirma.

Da 3ª à 10ª posições, Suíça e EUA são seguidos por Cingapura, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Japão, Canadá e Holanda. Na última posição, aparece o Burundi, precedido pelo Zimbábue, Chade, Mali e Moçambique.

– O Infeliz Bilionário Geek

Um termo que está na moda é o “Geek”. Os geeks poderiam ser intitulados como aqueles estudantes inveterados, que esquecem de outros aspectos da vida e se dedicam aos computadores. Inteligentíssimos, poderiam ser classificados como “Nerds da Informática”.

Um desses geeks é Mark Zuckerberg, o criador do site de relacionamentos mais popular do mundo, o Facebook (o Brasil é um dos poucos países onde o Facebook não é líder, perdendo para o Orkut). Com pouco mais de 20 anos, o trabalho árduo o tornou bilionário; mas sem tempo disponível para outras atividades.

Compartilho a interessante matéria da Revista Isto É Dinheiro, intitulada “O Bilionário infeliz… Feliz Milionário” (referência abaixo), sobre o dia-a-dia desse empreendedor:

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/618/um-bilionario-infelize-um-feliz-milionariomark-zuckerberg-e-rico-bem-sucedido-146081-1.htm

UM BILIONÁRIO INFELIZ… E UM FELIZ MILIONÁRIO

São Paulo, terça-feira, dia 4 de agosto, às 17h. Cerca de cem empresários brasileiros aguardam com ansiedade o encontro inédito com o fundador do Facebook, maior rede social do mundo.

Quase 40 minutos depois, sete seguranças entram no espaço e se posicionam estrategicamente pelos quatro cantos do salão. Timidamente, um jovem de 25 anos, cabelo desarrumado, de 1,70 metro de altura aparece em seguida.

Mark Zuckerberg poderia passar despercebido no meio da multidão se sua foto não tivesse rodado as páginas dos principais jornais no Brasil nos últimos tempos.

Dono de uma fortuna estimada em US$ 1,5 bilhão pela revista Forbes e de uma empresa avaliada em US$ 6,5 bilhões, Zuckerberg é um típico geek – o nerd que gosta de tecnologia. Quase nunca se separa do seu jeans, tênis e moletom.

Avesso a badalações, tem uma rotina burocrática. “Minha vida não mudou em nada desde os tempos da faculdade. Acordo de manhã, vou para o trabalho, fico até tarde e volto para casa. Nada de muito diferente”, disse ele. Embora tenha uma fortuna no banco, sua casa não oferece nem um mínimo de conforto. Vive em apartamento alugado, cuja mobília se resume a um colchão no chão, duas cadeiras e uma mesa. “Nunca fui apegado ao dinheiro”, afirmou.

Costuma ser o primeiro a chegar e o último a deixar a empresa, localizada no Palo Alto, no Estado californiano dos EUA. Enquanto jovens da sua idade só invadem a madrugada numa mesa de bar ou na companhia de uma mulher, Zuckerberg vara a noite na Hackathon, uma maratona para hackers que acontece uma vez por mês no Facebook. Sua vida pessoal é tratada com total discrição. Ninguém sabe se tem uma namorada. “O que importa para os geeks são coisas relativas à tecnologia. Eles se divertem em seu universo”, diz Luciana Ruffo, do Núcleo de Pesquisa da Psicologia da Informação, da PUC-SP. Pela primeira vez no Brasil, o CEO da rede social veio lançar uma competição para desenvolvedores de aplicativos.

O número de usuários no País dobrou nos últimos três anos, totalizando 1,3 milhão de pessoas. Como todo turista, chegou a São Paulo no domingo e foi direto a uma churrascaria. Ciceroneado pelo brasileiro Rodrigo Schmidt, engenheiro do Facebook, até experimentou uma caipirinha. Mas o que fez sua cabeça mesmo foi a pizza de picanha que comeu no sábado. Depois, parou por aí. Nada de baladas ou mulatas do samba, que seduzem até os mais discretos estrangeiros.

Voltado inteiramente para o trabalho, voou para os EUA na quinta-feira. “Em avião separado da equipe”, frisou Schmidt. “É para garantir que pelo menos uma parte de nós chegará bem.” A vida ordinária que leva diaria-mente pouco tem a ver com sua postura no mundo virtual. Na internet, Zuckerberg mostra suas garras. Sua desenvoltura e genialidade no universo digital o fizeram criar, com menos de 20 anos de idade, dois sistemas que aguçaram o interesse de gigantes como Microsoft e Google.

Antes de entrar na faculdade, desenvolveu o tocador de mídia Synapse. Apesar de não ter feito tanto sucesso, recebeu diversos convites para trabalhar nas empresas do Vale do Silício, Nos EUA. Dois anos depois, lançou o Facebook, rede que foi traduzida para mais de 50 idiomas e tem hoje 250 milhões de usuários. Enquanto Zuckerberg insiste em dizer que a rede foi criada para as pessoas se conectarem com a família e amigos, uma versão mais apimentada da história pode, em breve, ganhar as telas do cinema.

Segundo a versão cinematográfica, com dificuldade para se socializar, o estudante desengonçado de Harvard teria criado o sistema para “azarar” as garotas – coisa que não conseguia fazer ao vivo. “A internet funciona para os geeks como uma máscara social. Na pior das situações, basta desligar o computador quando se sentir desconfortável”, diz a psicóloga Luciana.

O filme será uma adaptação do livro Bilionários por Acidente: a criação do Facebook, um conto de sexo, dinheiro, ganância e traição, de Ben Mezrich, autor do best-seller Quebrando a Banca. A obra descreve um lado sombrio do fundador do Facebook. Na história, Zuckerberg invadiu o sistema de Harvard para capturar fotos de todas as estudantes do campus e criar um ranking baseado nos atributos físicos das alunas.

Embora a brincadeira quase tenha rendido sua expulsão da faculdade, o conceito serviu de base para o Facebook. Sua ousadia fez com se transformasse em um mito nos EUA. A partir daí, conta o livro, o protagonista entrou num circuito obscuro dos socialites americanos, com direito a orgias e jantares exóticos – como o de um iate em que o prato principal era um coala. Calma, nem tudo é verdade, já que a história foi parcialmente inventada, como o próprio autor revela. Mas ele não seria o primeiro geek a viver uma vida dupla na internet.

Alexandre Gomes, de 27 anos, começou a jogar pôquer na internet. No começo era apenas diversão. Mas o jogo fez dele um vencedor com fama internacional

US$ 2,8 milhões foi quanto o jogador ganhou em torneios desde que se profissionalizou

No fim de 2007, com pouco mais de 25 anos, Alexandre Gomes se despediu de seus sócios em um escritório de advocacia em Curitiba. A partir daquele momento, mergulhou no mundo do jogo, mais precisamente no do pôquer. O resultado de uma história como essa poderia, muito bem, ser trágico. Mas não no caso de Gomes.

Hoje, pouco mais de um ano e meio após abandonar o Direito, ele acumula rendimentos de mais de US$ 2,8 milhões, todos obtidos como jogador profissional em mesas de pôquer pelo mundo. Embora nunca imaginasse que o jogo poderia se transformar em seu ganha-pão, a verdade é que, hoje, Gomes vive apenas do que, até bem pouco tempo atrás, era apenas uma diversão. E claro, que continua divertido, independentemente da seriedade com que ele encara a nova profissão. “Acabei de voltar de três meses de torneios em Las Vegas.

Antes disso, participei de torneios nos melhores hotéis e cassinos de Monte Carlo e Veneza”, diz ele, com semblante sério. “Em breve embarco para Londres, para outra competição”, diz, mantendo a “cara de pôquer”. Como não se trata de um jogo, mas de uma entrevista, a proteção cai e ele abre um largo sorriso quando lembrado que sua rotina é, certamente, mais divertida do que a dos ex-colegas de Direito. Sua paixão pelas cartas começou na adolescência. Na época, suas habilidades também ficaram evidentes.

Com 15 anos, ele disputava – e vencia – vários campeonatos de truco no Paraná. Nesse período teve seu primeiro contato com o pôquer. “Até aprendi a jogar naquela época, mas era o pôquer tradicional, e ele não me atraiu tanto”, confessa Gomes Alguns anos mais tarde, aos 23, acompanhou um amigo a um campeonato de pôquer no estilo “Texas Hold’em”.

Nesse tipo de pôquer, parte das cartas utilizadas no jogo é comum a todos os jogadores e existe um limite para o total de apostas, igual ao valor da inscrição. Isso evita que jogadores ricos “engulam” os menores com seus recursos maiores e atrai os menores, que veem oportunidade de arriscar sabendo, de antemão, qual o máximo que podem perder. Depois desse dia, Gomes passou a jogar cada vez mais com amigos “apenas por diversão”.

Começou também a praticar seu jogo em páginas de internet estrangeiras, quando adotou o apelido “Allingomes”. Por diversão, Gomes começou a se aprofundar cada vez mais no jogo, estudando teorias e técnicas, para melhorar seus resultados online. Ao perceber sua rápida evolução, deu um novo salto e se inscreveu num torneio real, fora da internet, no Exterior. Gradativamente, a diversão começou a tomar forma de profissão.

E, como em qualquer trabalho, Gomes começou por baixo, nos torneios mais baratos, galgando posições até aquelas com taxa de inscrição mais elevada. Foi aí que caiu na mira da PôquerStars, um dos principais portais de pôquer online do mundo, que passou a patrocinar o jogador. Hoje, ele divide seu tempo entre mesas de pôquer em alguns dos mais belos e paradisíacos lugares do mundo e atividades para divulgar o pôquer como esporte no Brasil a pedido de sua patrocinadora. Para Gomes, o jogo de cartas se tornou muito mais do que uma diversão.

“O pôquer, para mim, certamente é uma carreira”, diz o ex-advogado. Realista, ele afirma que só consegue encarar o jogo como uma profissão por acreditar que habilidade é mais importante do que a sorte. “A sorte me impede de saber qual torneio, exatamente, vou ganhar ou não, mas a habilidade me dá segurança para saber que, no período de um ano, conseguirei resultados suficientes para meu sustento”, afirma. Mas ele alerta: “Se o jogador encarar o pôquer apenas como um jogo, não vai dar certo como profissional. É preciso seriedade e dedicação”, afirma. Tudo, é claro, para não estragar a diversão.

– Todos Querem a Classe C

Cada vez mais as empresas buscam concentrar seus esforços em consumidores da Classe C. Segundo o Blog “Por dentro das empresas”, de Cristiane Correa, a Casas Bahia resolveu vender remédio em suas lojas!

Em parceria com a rede farmacêutica “Drogaria Onofre“, os clientes poderão utilizar o cartão do varejista nos quiosques instalados dentro das próprias lojas.

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/blogs/cristianecorrea/listar1.shtml

Todos querem a Classe C

Por Cristiane Correa

Sem fazer alarde, a Onofre, uma das maiores redes de drogarias do país, com 34 lojas no Sul e Sudeste, está tentando se aproximar dos consumidores da classe C — até agora, a empresa esteve focada basicamente nas classes A e B.Para fazer a aproximação, a Onofre escolheu uma das empresas que mais sabe sobre consumo popular no país: Casas Bahia. A estratégia escolhida foi montar quiosques da Onofre em cerca de 90 lojas da rede varejista. Nesses espaços, o consumidor pode fazer encomendas de medicamentos e produtos de beleza — para recebê-las em casa depois de alguns dias. O pagamento pode ser feito com o próprio cartão das Casas Bahia.

– Como Não perder Talentos Imperdíveis

Amigos, compartilho interessante material intitulado “Como não Perder Talentos Imperdíveis dentro das Organizações”.

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0946/gestao/fazer-seus-talentos-479422.html

O QUE FAZER COM SEUS TALENTOS

Sim, as empresas vão continuar precisando muito deles daqui para a frente. Mas a forma de manter os imperdíveis e motivá-los terá de ir além dos bônus – POR ANA LUIZA HERZOG

Já se tornou consenso – pelo menos no discurso corporativo – que empresas competentes são formadas por pessoas competentes. São os talentos, conceito que ganhou notoriedade na década de 90, que inovam, criam, desenvolvem os melhores produtos e serviços e levam aos melhores resultados. É da cabeça deles, também, que saem as ideias e as estratégias capazes de fazer a diferença em momentos de estresse na economia e de retomada do crescimento. Essa é a teoria – uma bela e verdadeira teoria. Mas, na prática, os líderes empresariais se perguntam hoje como manter e motivar as melhores pessoas num mundo onde a farra dos bônus, o rali dos salários e as opções de ações já não têm mais lugar.

É nessas horas que companhias de todos os setores começam também a se questionar quem, de fato, pode ser chamado de talento. Analise o caso da paranaense Bematech, fabricante de equipamentos de automação comercial que nasceu num laboratório universitário, cresceu, ultrapassou as fronteiras do mercado brasileiro e chegou à bolsa de valores num prazo de pouco mais de uma década. Até o estouro da crise mundial, no ano passado, a Bematech mantinha uma relação de 35 nomes de profissionais considerados imperdíveis. Eram funcionários a partir do nível de coordenadoria, que geravam resultados acima da média para o negócio e deveriam ser mantidos a qualquer custo. No início de 2009, a lista de notáveis da Bematech perdeu nove integrantes – embora nenhum desses profissionais tivesse deixado a empresa.

Diante dos efeitos gerados pela crise – necessidade de preservar o caixa, queda na cotação das ações, entre outros -, a companhia subiu a régua que usava para definir quem são seus melhores funcionários. Afinal, desenvolvê-los e recompensá-los continua a ser vital, mas envolve dinheiro. E, quanto maior é a lista dos eventuais talentos, maior é o investimento a ser feito. “A mudança no cenário econômico nos obrigou a ser mais criteriosos na hora de conceder benefícios especiais”, afirma Luiz Carlos Valle Ramos, vice-presidente de desenvolvimento organizacional da Bematech. O número de funcionários que recebiam opções de ações da empresa também foi reduzido. Em 2007, quando a Bematech abriu seu capital, 150 funcionários -12 diretores, 30 gerentes e mais de 100 analistas, assistentes e coordenadores – ganharam uma cota de opções de ações. Neste ano, apenas 40 profissionais receberam o benefício.

Aumentar as exigências na hora de definir quem são os profissionais imprescindíveis é uma tarefa que gera desconforto. Zonas de conforto desaparecem. A competição naturalmente aumenta. E é preciso buscar meios de motivação que não passem necessariamente por mais dinheiro – agora. Uma pesquisa da consultoria de recursos humanos Towers Perrin com 180 empresas brasileiras revelou que a crise fez com que 60% delas começassem a estudar a possibilidade de modificar seus programas de incentivos de longo prazo. Isso significa, por exemplo, reduzir o número de profissionais elegíveis, como fez a Bematech, ou engavetar planos mais agressivos de distribuição de bônus, a exemplo do que decidiu fazer a empresa de logística ALL. No ano passado, seus executivos desenvolveram um projeto para ampliar o programa de remuneração variável – que já premiava alguns funcionários com até 16 salários extras por ano. Em novembro do ano passado, porém, o plano foi temporariamente arquivado. “O momento não exige que façamos esse movimento agora”, diz Melissa Werneck, superintendente de gente, qualidade e marketing da ALL. “Hoje, somos assediados até por profissionais que estão empregados e que antes da crise não tinham o menor interesse em olhar para a grama do vizinho.”

Após uma fase de vigoroso crescimento mundial e de uma acirrada disputa por profissionais, a turbulência alterou o equilíbrio de forças entre empregadores e empregados – e pela primeira vez em muitos anos o pêndulo está do lado das empresas. “Até recentemente, atemorizadas pela escassez de bons profissionais, muitas companhias tratavam como talentos profissionais que não mereciam esse título”, diz Marcelo Ferrari, diretor da consultoria de recursos humanos Mercer. Quando a oferta e a procura de recursos se equilibram, as exigências aumentam. E isso envolve os mais altos cargos de uma corporação. Hoje, metas a alcançar e os consequentes bônus são definidos na hora da assinatura do contrato de trabalho. Até pouco tempo atrás, era comum garantir o bônus no primeiro ano de atuação de altos executivos recém-contratados como uma maneira de atraí-los. “De setembro pra cá, foi-se embora qualquer espaço que havia para subjetividade ou benevolência quando o assunto é resultado”, diz Marcelo Gômara, sócio responsável pela área trabalhista do escritório de advocacia TozziniFreire. Com a crise, as matrizes das multinacionais, por exemplo, não só começaram a questionar os reajustes anuais de salários concedidos aos executivos brasileiros como estão introduzindo uma nova moda: a do pagamento de bônus em até três parcelas anuais. “Os executivos estão se adaptando a isso sem reclamar, até porque não há tantas opções”, afirma Ana Paula F. Vizintini, advogada e sócia do Trench, Rossi e Watanabe, especialista na negociação de contratos de trabalho de altos executivos.

Uma escolha mais seletiva dos talentos leva à necessidade de critérios para definir quem é quem. No caso da Bematech, os instrumentos de medição de desempenho passaram a ser usados de forma cirúrgica. Na avaliação 360 graus, por exemplo, em que o desempenho é avaliado por chefe, pares e subordinados, o peso do julgamento dos colegas de mesmo nível passou a valer menos. “Sabemos que os pares tendem a ser mais complacentes”, afirma Ramos. Para motivar os 26 funcionários que resistiram à peneira sem sacrificar seu caixa, a empresa optou por incentivos como a expatriação. O paulista Wladimir Alvarez, de 34 anos, faz parte de um grupo de quatro executivos que em janeiro deste ano foram convidados a trabalhar fora do Brasil. Formado em ciência da computação, Alvarez entrou na Bematech há quatro anos como gerente regional de vendas com a tarefa de desenvolver mercados na América Latina. No ano passado, as vendas na área somaram o equivalente a 12 milhões de reais. (O faturamento total da companhia foi de 380 milhões de reais.) Desde o início do ano, ele está morando em Nova York com a mulher e a filha de 2 anos. Na sede da Logic Controls, empresa americana que a Bematech adquiriu em 2008, Alvarez se tornou diretor de vendas internacionais. A seu lado estão outros três brasileiros que também permaneceram no grupo de elite e foram premiados com a expatriação. “Hoje me sinto como se estivesse jogando com o Kaká e o Robinho, e não quero perder a chance de continuar no time”, diz ele.

Segundo especialistas em gestão de pessoas, este é um bom momento para que as companhias desengavetem planos de distribuição de stock options – como a crise parece já ter atingido seu ponto mais baixo, daqui para a frente as ações das empresas abertas tenderiam a se valorizar. Foi o que fez a incorporadora Rossi, de São Paulo. Em maio, a companhia distribuiu, pela primeira vez, opções de ações para cerca de 70 executivos. “Esperamos que essas opções possam ser exercidas com vantagem daqui a cinco anos”, diz Renata Rossi, diretora administrativa da incorporadora. Se ela estiver certa, será tanto uma boa notícia para os funcionários, que poderão ter ganhos no futuro, quanto para a própria empresa, que conseguiu encontrar uma forma de manter seus profissionais mais valiosos num período difícil e contar com eles na hora da retomada.

– Empreendedores e a Saúde: Como ter um Infarto Feliz!

A tirada de Pedro Mello, do “Blog do Empreendedor”, é muito engraçada! Ele retrata os esforços de como um empreendedor deve fazer para ter logo um infarto! Claro, ele questiona a relação “dedicação ao trabalho versus saúde“.

Vale a pena dar uma conferida: http://portalexame.abril.com.br/blogs/pedro_mello/20090604_listar_dia.shtml?permalink=171883

Saúde: Empreendedor também morre de infarto!

Essa semana gravei o 70o Fiz do Zero pra IdealTV e uma coisa que tenho percebido nesses dois anos de gravações é que são raros os empreendedores que entrevisto e sinto que estão tranquilos, cuidando da saúde mental, física e espiritual.

Estava pensando nisso quando recebi um e-mail do Pedro Antunes, com texto do Dr. Ernesto Artur, um cardiologista com uma nova proposta para você:

DOZE CONSELHOS PARA TER UM INFARTO FELIZ

Como empreendedores normalmente são pessoas com muita coragem e teimosia, aqui vão as dicas do Dr. Ernesto pra você pensar um pouco…

Quando publiquei estes conselhos ‘amigos-da-onça’ em meu site, recebi uma enxurrada de e-mails, até mesmo do exterior, dizendo que isto lhes serviu de alerta, pois muitos estavam adotando esse tipo de vida inconscientemente.

1. Cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são secundárias.

2. Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder também aos domingos.

3. Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para casa e trabalhe até tarde

4. Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem.

5. Procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias, conselhos e aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros, reuniões, simpósios etc.

6. Não se dê ao luxo de um café da manhã ou uma refeição tranqüila. Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes.

7. Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogando bola ou tênis. Afinal, ISSO É BESTEIRA. Tempo é dinheiro.

8. Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se que você é de ferro.

9. Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para ver se nada está errado. Delegar é pura bobagem; é tudo com você mesmo.

10. Se sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego está faltando, surge aquela dor de estômago, a cabeça não anda bem. Simples, tome logo estimulantes, energéticos e antiácidos. Eles vão te deixar tinindo, novinho em folha.

11. Se tiver dificuldades em dormir não perca tempo: tome calmantes e sedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos.

12. Por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração, meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida. Isto é para crédulos e tolos sensíveis.

Repita sempre para si: Eu não perco tempo com bobagens!

– Os Empreendedores Sustentáveis

Ecologicamente engajados, uma nova safra de empreendedores surgem. Preocupados com o meio ambiente, eles tem feito a diferença.

Extraído de: http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid382362,0.htm

Uma nova safra de empreendedores sustentáveis

Desconfiança de mercado e falta de investimentos não inibem criatividade de empresários com ideias ‘verdes’

Crédito escasso, alta carga tributária, acesso restrito a mercados e burocracia. Não são poucos os desafios que um empreendedor enfrenta para fazer seu negócio caminhar no Brasil. E quem optou por agregar o atributo “sustentabilidade” ao seu produto ou serviço ainda tem outros percalços para transpor, como a desconfiança inicial dos investidores, os custos elevados de uma produção sem escala, o consumidor pouco sensível à causa.

Ainda assim, uma nova safra de empreendedores tenta frutificar. À medida que o conceito de sustentabilidade começa a ser valorizado pelo mercado, algumas dessas barreiras iniciais vão sendo rompidas.

André Carvalho, pesquisador do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Ces), está há seis anos no comando do New Ventures, um programa que coloca, vis-à-vis, donos de negócios “verdes”, geralmente empresas emergentes (ou start-ups, como se diz no jargão dos negócios) e possíveis investidores, como fundos de investimentos, empresas e “anjos” – pessoas físicas que aportam recursos em pequenos negócios com potencial promissor.

 

Não há estatísticas sobre a taxa de natalidade e mortalidade dos negócios verdes. Mas a experiência de Carvalho à frente do New Ventures indica que sobram boas ideias e falta quem invista nelas. De 2003 até hoje, os pesquisador da FGV fez contato com mais de 500 empreendedores “verdes”.

Destes, 180 chegaram a construir planos de negócios; 49 foram apresentados a investidores e seis efetivamente receberam aportes de recursos.

“Os empreendedores verdes têm pela frente um cenário ainda mais difícil, pois enfrentam desconfiança por terem um produto ou serviço menos convencional”, diz Carvalho.”Em muitos casos, o mercado está longe de assimilar uma ideia que seja muito inovadora”, avalia.

 EMPRESÁRIO DO AÇÚCAR QUE ABOLIU A QUEIMA DA CANA

Colher a cana-de-açúcar crua soava como uma insanidade em meados da década de 1980 no Brasil. Saiu de Sertãozinho, no coração da indústria canavieira paulista, a vontade de mudar alguns preceitos do ‘modus operandi’ da cultura da cana. Tudo começou como um projeto de reflorestamento de matas ciliares. Eliminar as queimadas nos canaviais foi a segunda providência.

Depois, veio o controle biológico de pragas. Fornecedores de equipamentos tiveram de desenvolver máquinas para colher e processar a cana sem ela ser queimada. Vinte anos depois, as mudanças transformaram o Grupo Balbo, dono da marca Native, no maior produtor de açúcar orgânico do mundo. No ano passado, o grupo gerou 56 mil toneladas do produto, o que representa 20% do total de açúcar orgânico produzido no mundo.

“O que nos motivou a investir nesse projeto em 1986 foi o desejo de manifestar o potencial ecológico da cana-de-açúcar. A cana está entre as cinco culturas mais ecológicas que existem, dependendo do manejo que se dá à produção”, afirma o diretor da Native, Leontino Balbo Júnior. Terceira geração da família Balbo – pioneira no agronegócio de cana na região -, ele abraçou a ideia de que era possível fazer mais pelo ambiente do que recompor as matas ciliares.

“Muita gente achava que essas ideias eram uma loucura e que quebrariam a empresa”, conta Fernando Alonso, diretor comercial e braço direito de Balbo Jr. Na época, o mercado inexistia no País. Causou estranheza quando a Global Organics, grande distribuidora de orgânicos dos EUA, bateu na porta dos Balbo. “A empresa tinha se convertido em um produtor de orgânicos sem se dar conta disso.”

O passo seguinte foi certificar a produção orgânica, que abriria as portas do mercado internacional. Hoje, 85% da produção é exportada.

Além de fornecer açúcar para indústrias de alimentos, a empresa desbrava o mercado com a marca Native, conhecida dos consumidores da Coreia do Sul, Espanha, Portugal e França. A entrada, neste ano, na rede de produtos naturais Whole Foods, dos EUA, deve consolidar a marca no mercado internacional.

As novas frentes de batalha são a produção de álcool orgânico, já em andamento, e de plástico biodegradável, do açúcar. “Sustentabilidade é consequência do trabalho. A grande missão é mudar a maneira das pessoas pensarem”, diz Balbo Jr.

– O Bilionário da Educação, Chaim Zaher, Dono do COC

Se você não conhece Chaim Zaher, é melhor ler sua história: ele pode ser o homem mais rico do négocio de “Ensino Privado” no país. Um ex-franqueado do Colégio Objetivo, que almeja em pouco tempo ter 1 milhão de alunos estudando nos COC’s.

Matéria interessante, extraída da IstoÉDinheiro, ed 614 de 15/07/09, pg 54-58 (por Leonardo Attuch).

 

A FÓRMULA SECRETA DO BILIONÁRIO DA EDUCAÇÃO

 

De porteiro de escola a dono de rede de ensino

 

Corria o mês de outubro de 2007, quando o empresário Chaim Zaher, à época dono de uma promissora rede de ensino particular no interior de São Paulo, se viu diante de uma encruzilhada. Ele estava pronto para lançar ações na Bovespa, mas os banqueiros que o assessoravam trouxeram uma péssima notícia.

O preço de lançamento dos papéis não seria de R$ 40, como havia sido planejado, mas de no máximo R$ 33, em razão da crise imobiliária americana, que já causava os primeiros estragos. Chaim quase desistiu, mas antes ligou para o economista Paulo Guedes, um velho amigo e também fundador do Banco Pactual. Eis o diálogo:Zaher ouviu o conselho e convidou o economista para um encontro com sua família em Ribeirão Preto. Todos, a começar pela esposa Adriana, teriam de ser convencidos.

O jantar começou pouco antes da meia-noite e foi até às 3h do dia seguinte. Tomada a decisão, o SEB -, Sistema Educacional Brasileiro foi para o IPO – um dos últimos antes da tempestade global – e levantou R$ 400 milhões. “Foi a decisão mais acertada que tomamos”, disse Zaher à DINHEIRO (leia sua entrevista à página 58). “Para acabar com aquela indecisão de ‘pulo ou não pulo´, colocamos uma asa-delta nas costas dele e o empurramos morro abaixo”, brinca Guedes.

Com o dinheiro levantado no IPO, Zaher colocou em marcha a maior máquina de aquisições do setor educacional brasileiro. Em dois anos, ele investiu quase R$ 200 milhões em 12 operações e triplicou de tamanho – a mais recente foi a compra, na semana passada, da tradicional rede Pueri Domus, de São Paulo, por R$ 41 milhões.

Com quase 500 mil alunos, o SEB detém a marca COC, líder no interior paulista, e outras renomadas, como o Dom Bosco, no Paraná, e o Inei, em Brasília. Ao todo, tem valor de mercado de R$ 604 milhões e deve fechar 2009 com receita próxima a R$ 450 milhões. Como tudo isso aconteceu? “Maktub”, responde Zaher. De acordo com a sabedoria árabe, já estava escrito. Só isso.

O maktub esteve presente em vários momentos da vida deste empresário que nasceu em Beirute, no Líbano, e que, com apenas seis anos, veio para o Brasil. Sua família pousou em Araçatuba e, ainda menino, Zaher começou a ajudar o pai, Zein Zaher, no trabalho como mascate.

Aos 18 anos, quando o velho Zein se instalou em Pereira Barreto, Zaher decidiu voltar para Araçatuba, onde arrumou um emprego num cursinho local, chamado Prever. Foi porteiro, bedel de alunos e vendedor de matrículas. Em pouco tempo, já entendia como funcionava a gestão de uma escola, enquanto, nas horas vagas, trabalhava como rádio-ator e colunista social.

E, lá pelos idos de 1972, ele enxergou uma ameaça: a chegada de cursinhos da capital paulista, como Anglo e Objetivo, que invadiam o interior. Foi então que ele decidiu sugerir ao patrão, o empresário Waldir Suliani, que buscasse um parceiro.Resultado: acabou demitido. “Em vez de cair em depressão, percebi que havia conquistado minha liberdade”, diz Zaher.

Seus primeiros parceiros foram os professores do Colégio Equipe de São Paulo, que também estavam criando um cursinho. Mas Zaher já enxergava o Objetivo, do empresário João Carlos Di Genio, como o grupo mais profissional do setor. E, em 1976, ele conseguiu agendar uma reunião com o professor Jorge Bryhi, braço direito de Di Genio, não sem antes realizar uma pequena peripécia.

Depois de esperar horas por uma audiência, ele decidiu se trancar no banheiro de uma escola, onde dormiu até o dia seguinte. E quando Bryhi voltou ao Objetivo, Zaher já estava lá esperando por ele. Na mesma hora, tornou-se franqueado da rede. A atitude foi tão inusitada que o próprio Di Genio quis conhecê-lo. E quando Zaher soube que o dono do Objetivo era também da região de Araçatuba, os dois se tornaram amigos – Di Genio foi até seu padrinho de casamento. No Natal de 1984, após ter trabalhado quatro anos como franqueado do Objetivo, Zaher recebeu uma ligação do amigo Di Genio:

– Você quer mesmo uma oportunidade para crescer e sair de Araçatuba? Venha para Ribeirão Preto e ficaremos meio a meio na escola – disse Di Genio.

– Aceito, respondeu Zaher.

Assim que desligou o telefone, Zaher, aquele mesmo personagem que havia dormido num banheiro para conseguir sua primeira audiência no Objetivo, começou a fazer as malas para se mudar para a “cidade grande”. Desta vez, como sócio.

À época, o grande concorrente do grupo de Di Genio era o COC, um cursinho criado por professores de medicina que ia de vento em popa. A tal ponto que era capaz de fretar um jatinho para trazer em primeira mão as listas de aprovados na Fuvest, num tempo em que ainda não existia internet.

E mais uma vez Zaher executou uma pequena proeza. Alugou um helicóptero, pousou nas proximidades da Universidade de São Paulo e chegou em Ribeirão Preto mais cedo do que os concorrentes, que tinham de tomar um avião em Congonhas. Com o tempo, o pêndulo virou em favor do Objetivo. A tal ponto que o próprio COC foi colocado à venda, em 1986.

E foi Zaher quem apareceu para comprá-lo, num negócio que o afastou do antigo mentor. “Aprendi tudo com o Di Genio, mas precisava seguir meu próprio caminho.”

De lá para cá, o COC, que virou parte integrante do SEB, decolou. É o maior grupo de ensino médio do País, com mais alunos do que o próprio Objetivo. Uma das razões é a aliança desenvolvida com escolas públicas.

Várias prefeituras do interior tornaram-se parceiras de Zaher ao adotar o método de educação conhecido como Name, Núcleo de Apoio à Municipalização do Ensino. Desenvolvido pelos professores do COC, ele tem melhorado drasticamente os indicadores da educação pública.

Os alunos das escolas públicas de Adolfo, uma pequena cidade de 3,9 mil habitantes no interior paulista, ficaram em primeiro lugar na avaliação do Ideb, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, criado pelo MEC. E as prefeituras pagam cerca de R$ 160/ano por aluno para ter acesso ao material didático do COC – hoje, mais de 100 mil alunos da rede pública estão integrados a esse sistema de ensino.

“Além de rei do ensino médio privado, o Chaim também tem a chave para melhorar rapidamente os indicadores do setor público”, diz o economista Guedes. O sonho do dono do SEB é chegar a um milhão de alunos. E os especialistas do setor dizem que isso é plenamente viável. “A educação ainda é extremamente pulverizada e o processo de consolidação está apenas começando”, diz Ryon Braga, da Hoper Consultora, especializada em educação.

As sócias do Pueri Domus tomaram a decisão de vender a escola, com mais de 40 mil alunos, ao perceberem a tendência de concentração do setor. “Constatamos que se não fizéssemos parte de um grande grupo econômico, não conseguiríamos concorrer no mercado”, disse a diretora Fernanda Simeoni, filha da fundadora Beth Zocchio, ao jornal Valor Econômico.

Outra grande avenida de crescimento é o setor público e Zaher tem conversado com o ministro da Educação, Fernando Haddad, para convencê-lo da necessidade de se criar um Prouni para o ensino médio – em vez de comprar vagas apenas em universidades, o governo bancaria bolsas de estudos de alunos carentes em escolas privadas.

Outra grande aposta de Zaher é a educação a distância, que já responde por 13% das receitas do grupo, que também atua no ensino superior. Para isso, o SEB investiu fortemente em tecnologia. Além de aulas interativas, que podem ser transmitidas para mais de 150 cidades ao mesmo tempo, as escolas estão implantando lousas eletrônicas, com duas telas simultâneas.

Se um professor ou palestrante estiver transmitindo sua aula, os alunos poderão encaminhar perguntas instantaneamente. “Educação hoje combina conteúdo e tecnologia”, diz Tadeu Terra, diretor de material digital e editorial do COC. E, como os investimentos são altos, os ganhos de escala são fundamentais. No processo de crescimento de suas escolas, Zaher recorreu frequentemente a outras peripécias. Uma delas foi o marketing de emboscada.

Na Copa de 1998, na França, ele conheceu um torcedor que sempre era flagrado pelas câmeras da Globo com uma grande faixa do Corinthians. Zaher então o convenceu a abrir também uma faixa do COC. Assim, sua marca apareceu espontaneamente em vários jogos da Copa de 2002 e em muitos outros dos campeonatos brasileiros. Certa vez, o torcedor foi surpreendido por um policial, mas se saiu com maestria. Disse que COC significava “Comissão Organizadora do Corinthians”. Foi por essas e outras que o grupo se tornou o maior do País em educação privada. Maktub, como diriam os árabes.

– A Crise do Hopi Hari, em Novos Capítulos

Em outra oportunidade, falamos das dificuldades enfrentadas pela GP Investimentos com o Parque de Diversões Hopi Hari. Na ocasião, transformamos o assunto em “Estudo de Caso” e fizemos uma análise estratégica.

Pois bem, o paque foi vendido. As dívidas? Aumentaram ainda mais, alcançando a marca de 1/2 bilhão de reais. A sonhada “Disney World Brasileira” tem sido um péssimo negócio… O desafio: em 18 meses, tentar o que os antigos proprietários não conseguiram em 10 anos: pagar as contas, para depois tentar o lucro.

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0947/negocios/vai-ser-dificil-consertar-482554.html

VAI SER DIFÍCIL CONSERTAR

O Hopi Hari, maior parque de diversões do Brasil, foi inaugurado em 1999 com o objetivo de reproduzir a fórmula de sucesso do Magic Kingdom, a unidade mais famosa do complexo da Walt Disney Company, em Orlando, na Flórida. O projeto foi fundamentado em um cenário econômico de mundo da fantasia: inflação controlada, real valendo mais que o dólar, aumento de renda da população e economia em expansão. Apenas em sua construção, o Hopi Hari consumiu 200 milhões de dólares, num investimento conjunto da GP, maior gestora de fundos do país, e de quatro fundos de pensão – Previ, Funcef, Petros e Sistel. A expectativa era que pelo menos parte dos 300 000 brasileiros que viajavam todos os anos para os parques da Disney em Orlando passasse a frequentar também o complexo de entretenimento erguido em Vinhedo, no interior de São Paulo. Parte dos pilares que sustentavam o plano de negócios, no entanto, desmoronou antes mesmo de o parque abrir as portas. No início de 1999, o real sofreu uma brutal desvalorização. Logo depois, a economia brasileira iniciou um período de quase estagnação. Mesmo com a volta do crescimento, as projeções de atrair 3 milhões de visitantes e alcançar um faturamento de 200 milhões de reais por ano jamais se concretizaram. Em 2008, o melhor ano de toda a história do parque, o Hopi Hari recebeu 1,8 milhão de turistas e faturou 70 milhões de reais. Cansados de prejuízos e acuados por uma dívida estimada em 500 milhões de reais, os controladores do negócio venderam no mês passado o parque aos sócios da consultoria Íntegra Associados, especializada em reestruturação de empresas. A consultoria assumiu o Hopi Hari com o objetivo de fazer o parque dar lucro em 18 meses – algo que a GP e os fundos nunca conseguiram em quase uma década.

Os planos da Íntegra para tirar o Hopi Hari do limbo concentram-se em duas frentes. A primeira é pagar a parte da dívida que ainda restou com o BNDES depois de concluído o acordo de aquisição, equivalente a 180 milhões de reais. Em meio às negociações de compra, a Íntegra conseguiu estender o prazo de pagamento de dez para 30 anos, o que deu maior fôlego à operação. A segunda frente diz respeito à estratégia. De imediato, a Íntegra realizou um aporte de 10 milhões de reais no caixa do Hopi Hari, que devem custear as próximas promoções com o objetivo de aumentar o número de visitantes. A primeira delas é uma série de eventos especiais durante o mês de julho, período de férias escolares. Pode parecer banal, mas essa é a primeira vez que o Hopi Hari desenvolve um evento desse tipo em julho. A nova administração também planeja aumentar os investimentos em publicidade. A previsão é que em 2009 sejam aplicados 9 milhões de reais na divulgação do parque, o dobro do valor aplicado anualmente desde 2006. Mas a verdadeira marca da virada, segundo os executivos do Hopi Hari, será visível no segundo semestre do ano que vem. Trata-se da instalação de uma nova montanha-russa, avaliada em 12 milhões de reais. É o primeiro investimento realizado no parque desde a inauguração. “A ideia é estimular os visitantes a vir ao parque com mais frequência”, diz Armando Pereira Filho, diretor-presidente do Hopi Hari. “Nosso visitante costuma voltar ao parque em média a cada dez meses. Queremos que esse intervalo passe a ser de sete meses.”

Os desafios de recuperação do Hopi Hari, contudo, vão além do aumento de verba de marketing e da renovação de atrações. Os novos controladores terão de resolver problemas estruturais. O Hopi Hari foi concebido como um parque temático de padrão internacional, voltado para um público de alta renda. No entanto, o afluxo desse tipo de visitante se mostrou insuficiente para manter a operação. A média do preço dos bilhetes foi então reduzida, com promoções agressivas, para se adequar ao bolso dos visitantes com menor poder aquisitivo, o que prejudicou tanto a rentabilidade quanto os investimentos capazes de manter o padrão internacional – a previsão inicial era que os ingressos custassem o equivalente a 40 dólares. O preço atual é de cerca de 25 dólares. “O Hopi Hari é como um avião projetado para voar apenas com classe executiva operando em um mercado em que as pessoas só têm dinheiro para viajar em classe econômica”, diz um consultor especializado no setor.

Os solavancos da economia e as peculiaridades do mercado brasileiro transformaram o Hopi Hari quase numa antítese do Magic Kingdom, parque que o inspirou. Construído à beira da rodovia dos Bandeirantes, a 70 quilômetros de São Paulo, o Hopi Hari fica no meio do nada. Longe da capital, seu principal polo gerador de visitantes, o empreendimento registra uma lotação desmedida nos fins de semana (o que, às vezes, torna o passeio um martírio), enquanto passa os outros dias da semana com público abaixo da média. A localização nos arredores do Aeroporto de Viracopos, o que seria uma vantagem, é hoje mera curiosidade, uma vez que apenas 19% dos visitantes vêm de outros estados – um número ínfimo para um parque de sua dimensão. Concorrentes nacionais menores, como o Beto Carrero World, em Santa Catarina, recebem cerca de 50% dos visitantes de outros estados e de países como Argentina, Chile e Uruguai. “Para ter um fluxo contínuo de visitantes, os grandes parques precisam estar dentro do mapa turístico. Sem essa condição, tornam-se inviáveis”, diz Luiz Mauro, vice-presidente da US Travel Association, que representa no Brasil as operadoras de turismo americanas.

Como acontece com outros setores da economia mundial, a indústria global de entretenimento e parques de diversões vive um momento particularmente difícil. Apenas nos Estados Unidos, o maior mercado do mundo para esse tipo de negócio, o volume de visitantes dos 500 parques instalados caiu 10% em 2008. A previsão é que neste ano o setor registre queda de 15% em relação ao faturamento de 15 bilhões de dólares no ano passado. Parques como Disney, Universal Studios e Busch Gardens têm oferecido pacotes promocionais, com descontos de até 20%, para voltar a atrair público. O grupo americano Six Flags não resistiu à crise e pediu concordata, vergado por uma dívida de 2,4 bilhões de dólares. No Brasil, o cenário é mais otimista e a expectativa é que o setor cresça até 15% – estima-se que o faturamento dos 15 maiores parques em 2009 seja de 600 milhões de dólares. Não deixa de ser um alento para os executivos da Íntegra, cujo trabalho para levantar o Hopi Hari deve ser tão emocionante daqui para a frente quanto um mergulho na montanha-russa.

– Imoral, mas Legal

Oscar Maroni, o dono da boate Bahamas, acusado de incitar a prostituição e sempre polêmico em suas atitudes, conseguiu, após muito custo, um habeas-corpus para sair da cadeia. E fez um protesto inusitado: Está com meio rosto barbado, meio rosto limpo. Alegou ainda que mesmo sendo um empreendimento indecente, seu negócio está dentro da lei.

Para administradores de “negócios inusitados” como Oscar Maroni, eis a matéria:

Extraído de: http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1222279-5605,00-MINHA+CONSCIENCIA+ESTA+TRANQUILA+DIZ+MARONI+AO+DEIXAR+DELEGACIA.html

‘Minha consciência está tranquila’, diz Maroni ao deixar delegacia

Com metade da barba e do cabelo raspados do lado direito do rosto e da cabeça, como forma de protesto, o empresário Oscar Maroni deixou o 40º DP, no bairro do Limão, na Zona Norte de São Paulo, por volta das 20h30 desta terça-feira (7). O dono da boate Bahamas foi preso no início da noite de terça-feira (30) após uma audiência realizada no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo.

A prisão preventiva do empresário foi decretada porque o Ministério Público apresentou gravações à Justiça que comprometeriam Maroni. Nas ligações telefônicas e conversas gravadas por uma ex-namorada, ele supostamente fala com uma garota de programa sobre um esquema de prostituição.

“Usarei meia barba até abrirem o meu hotel e minha boate. Eu me sinto injustiçado em relação à minha boate e ao meu hotel, que estão fechados há 24 meses. O meu hotel está com todas as exigências legais. A minha barba é uma forma de fazer um protesto com coisas que aconteceram comigo”, afirmou, na saída.
Apesar do protesto, Maroni garante que respeita as decisões da Justiça.
“Porque hoje novamente a Justiça prevaleceu, porque a minha consciência está tranquila. Eu posso ser imoral, posso até ser até indecente, mas todas as afirmativas feitas em relação à minha pessoa não têm fundamento. São gravações absurdas”, declarou.

O empresário afirmou que foi tratado com muito respeito e dignidade pelos carcereiros. “Mas cadeia é sempre cadeia. É um inferno. É um desespero. Que prazer dizer ‘eu posso ir tomar um café na esquina’”, ressaltou. Sobre os planos mais imediatos, completou: “Vou sair daqui, vou lá na churrascaria comer um carneirinho”.
Sobre as mais recentes acusações da qual foi alvo, ele disse que “foi vítima de extorsão”. “Não devo, tanto que dou esta entrevista. Quando saem do cárcere, dizem: ‘Não tenho nada a declarar’. Eu não fujo da imprensa. Meu trabalho é honesto, é digno”, declarou.
Antes de finalizar, ele voltou a comentar sobre o protesto que promete levar adiante. “Qual dos dois vocês querem? O Oscar Maroni barbudo? O Oscar Maroni sem barba? Façam o personagem que vocês quiserem, mas respeitem o cidadão, respeitem a minha dignidade, respeite a verdade”, disse.

Por último, ele lamentou ter perdido a decisão da Copa do Brasil, na quarta-feira (1º), em Porto Alegre, na qual o Corinthians se sagrou campeão mesmo com um empate em 2 x 2 com o Internacional. “Eu já estava com o ingresso na mão para assistir ao jogo lá”, lamentou.

Liminar

O desembargador Euvaldo Chaib, da 4ª Câmara Criminal de São Paulo, foi quem determinou nesta terça-feira a expedição de alvará de soltura do empresário Oscar Maroni. O desembargador concedeu a liminar durante análise do habeas corpus impetrado na sexta-feira (4) pela defesa dele. “O paciente, solto, em princípio, não oferece risco à sociedade, tampouco conduta motivadora de que aconselhe a segregação decretada”, escreveu o desembargador em seu despacho.
Maroni  estava detido na carceragem do 40º Distrito Policial, na Vila Santa Maria, onde ficam presos com formação universitária. O advogado de Maroni afirmou que o pedido de liberdade foi baseado na falta de provas sobre a autenticidade das gravações. “Eu estou dizendo que o decreto de prisão é desnecessário, que é fundamentado em um CD do qual não se tem prova da autenticidade. Não se sabe em que data foi feito”, disse Mello.

Gravação

O promotor José Carlos Blat diz que as gravações ainda vão ser periciadas, mas que o próprio Maroni reconheceu sua voz nas conversas. “A gravação foi apresentada em audiência e o próprio Maroni reconhece a voz dele”, disse Blat ao G1.
O promotor argumenta que as conversas são recentes e mostram que Maroni negociava novos esquemas de prostituição, mesmo depois de ser posto em liberdade provisória. “Ele estava enfiando as meninas pra trabalhar em hotéis, porque a boate Bahamas está fechada”, disse o promotor.
O mandado de prisão preventiva foi expedido no processo em que Maroni é acusado de formação de quadrilha, manter casa de prostituição, tráfico de pessoas e favorecimento da prostituição. As supostas provas obtidas pela promotoria vão ser usadas também em outro inquérito que investiga corrupção policial e falsa perícia, segundo o promotor Blat.

– Profissionalizar a Administração de Empresas Familiares é Difícil

Empresa Familiar, em hipótese alguma, é sinônimo de Amadorismo. Grandes corporações se destacam. O que pode ser difícil é a saída dos familiares na condução do empreendimento, caso eles sejam apegados ao extremo no comando.

Talvez não seja esse caso que se segue em relação a Schincariol. A Revista Exame faz uma crítica (não sabida se é coerente ou não) à demissão dos executivos de fora. Abaixo:

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/negocios/mais-mudancas-schincariol-482159.html

Mais mudanças na Schincariol

Diretor de marketing é o oitavo a deixar a companhia desde dezembro – Por Marcelo Onaga
O processo de profissionalização da Schincariol, segunda maior cervejaria do país, naufragou de vez. Na sexta-feira a empresa demitiu Marcel Sacco, diretor da área de Marketing da empresa e um dos poucos remanescentes da tentativa de profissionalização iniciada em 2007. Na época, a empresa era comandada por Fernando Terni, que foi demitido em dezembro do ano passado. Sacco é o oitavo executivo dispensado depois da saída de Terni. Em seu lugar fica Adriano Schincariol, herdeiro do grupo e que já havia assumido a presidência da empresa.

Além de Sacco e Terni deixaram a Schincariol os diretores de vendas, Fernando Salazar e Rudinei Kalil; o diretor financeiro, Alexandre Romualdo; o diretor de tecnologia, Álvaro Mello; o diretor de operações, Luiz Odone Braga Neto; e o diretor de recursos humanos, Marcos Cominato. Do time formado por Terni apenas dois profissionais continuam na empresa. O diretor jurídico, Robin Castello; e o diretor estratégico, Johnny Wei.

– Administradores Devem Aproveitar cada Minuto da sua Existência!

O Blog do Executivo Ingênuo (de Adriano Silva), já citado aqui em outras oportunidades, traz um texto diferente: como aproveitar cada dia da vida para não ser surpreendido como na tragédia do Air France, de dias atrás. O texto mostra as preocupações dos administradores que podem ser “resolvidas” em apenas um instante.

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/blogs/manualdoexecutivo/listar1.shtml

APROVEITANDO A VIDA

Aí um dia você toma um avião para Paris, a lazer ou a trabalho, em um vôo da Air France, em que a comida e a bebida têm a obrigação de oferecer a melhor experiência gastronômica de bordo do mundo, e o avião mergulha para a morte no meio do Oceano Atlântico. Sem que você perceba, ou possa fazer qualquer coisa a respeito, sua vida acabou. Numa bola de fogo ou nos 4 000 metros de água congelante abaixo de você naquele mar sem fim. Você que tinha acabado de conseguir dormir na poltrona ou de colocar os fones de ouvido para assistir ao primeiro filme da noite ou de saborear uma segunda taça de vinho tinto com o cobertorzinho do avião sobre os joelhos. Talvez você tenha tido tempo de ter a consciência do fim, de que tudo terminava ali. Talvez você nem tenha tido a chance de se dar conta disso. Fim.  

Tudo que ia pela sua cabeça desaparece do mundo sem deixar vestígios. Como se jamais tivesse existido. Seus planos de trocar de emprego ou de expandir os negócios. Seu amor imenso pelos filhos e sua tremenda incapacidade de expressar esse amor. Seu medo da velhice, suas preocupações em relação à aposentadoria. Sua insegurança em relação ao seu real talento, às chances de sobrevivência de suas competências nesse mundo que troca de regras a cada seis meses. Seu receio de que sua mulher, de cuja afeição você depende mais do que imagina, um dia lhe deixe. Ou pior: que permaneça com você infeliz, tendo deixado de amá-lo. Seus sonhos de trocar de casa, sua torcida para que seu time faça uma boa temporada, o tesão que você sente pela ascensorista com ar triste. Suas noites de insônia, essa sinusite que você está desenvolvendo, suas saudades do cigarro. Os planos de voltar à academia, a grande contabilidade (nem sempre com saldo positivo) dos amores e dos ódios que você angariou e destilou pela vida, as dezenas de pequenos problemas cotidianos que você tinha anotado na agenda para resolver assim que tivesse tempo. Bastou um segundo para que tudo isso fosse desligado. Para que todo esse universo pessoal que tantas vezes lhe pesou toneladas tenha se apagado. Como uma lâmpada que acaba e não volta a acender mais. Fim.

Então, aproveite bem o seu dia. Extraia dele todos os bons sentimentos possíveis. Não deixe nada para depois. Diga o que tem para dizer. Demonstre. Seja você mesmo. Não guarde lixo dentro de casa. Nem jogue seu lixo no ambiente. Não cultive amarguras e sofrimentos. Prefira o sorriso. Dê risada de tudo, de si mesmo. Não adie alegrias nem contentamentos nem sabores bons. Seja feliz. Hoje. Amanhã é uma ilusão. Ontem é uma lembrança. Só existe o hoje.

– Empreendedorismo: o sucesso do ex-caseiro gaúcho

Compartilho um case interessante, onde um ex-caseiro gaúcho tornou-se um empresário de sucesso, através de práticas empreendedoras.

Extraído do “Blog das Pequenas e Médias Empresas”

(http://portalexame.abril.com.br/revista/pme/edicoes/0018/ele-esta-sempre-alerta-451505.html)

Ele está sempre alerta

O ex-caseiro Cesar Folle enxergou espaço para crescer com uma empresa de serviços para condomínios, a Top Service. Ele vendeu o negócio – e já montou um novo, que tem a própria Top Service como cliente

Por Arlete Lorini – Portal EXAME  

Grande parte do patrimônio inicial da Top Service, empresa gaúcha de manutenção predial, se esvaiu apenas dez dias após sua inauguração, em dezembro de 1995. O fundador, Cesar Folle, hoje com 35 anos, estava fora quando dois ladrões entraram na sede da empresa – que era também sua casa. Eles trancaram seu irmão e seu sócio no banheiro e levaram um computador, um fax e um telefone. Pode parecer pouco para muitas empresas, mesmo as pequenas. Mas não para a Top Service. Folle havia deixado um emprego de auxiliar administrativo e os bicos de caseiro e apostado todas as economias – 2 500 reais – na criação do negócio com um amigo de infância. “Meu sócio quase desistiu”, diz Folle. “Eu insisti para continuarmos. Já tinha pedido demissão, era tudo ou nada.”

Aos poucos, a persistência deu resultado. Em 2007, a Top Service faturava 60 milhões de reais ao ano, empregava 2 700 pessoas e atendia grandes clientes, como GM e Gerdau. O negócio despertou o interesse do fundo de investimento GP, ao qual Folle e seu sócio acabaram vendendo a empresa.

Ao deixar o comando da Top Service, Folle ouviu mãe, tios e amigos dizerem que devia se aposentar. “Eles falavam que era hora de relaxar e curtir a vida”, diz. Folle ignorou as recomendações e continuou a empreender. Ainda em 2007, pegou parte do dinheiro da venda da Top Service e começou outro negócio – a BR Supply, que fornece suprimentos a empresas, como computadores, material de escritório e produtos de limpeza.

Empreender é um impulso antigo para Folle. “Meu sonho de infância era ter uma empresa com 100 funcionários”, diz. Nascido em Iraí, no interior gaúcho, filho de uma auxiliar de limpeza e de um vigilante bancário, Folle começou a trabalhar cedo, comprando maçãs na praça central e revendendo-as pelo dobro do preço de porta em porta. Também fazia cobranças para lojas e farmácias.

Aos 18 anos, foi para Porto Alegre prestar serviço militar. Ganhava dois salários mínimos, quatro vezes o que tirava antes. Com a morte do pai, abandonou o Exército e voltou para perto da família. Meses depois, conseguiu trabalho de auxiliar administrativo numa empresa de São Leopoldo, na região metropolitana da capital. Achou que era a hora, novamente, de deixar a casa da mãe.


Outros números, mesmos clientes

Nos fins de semana, fazia bicos de caseiro. Folle reparou que os proprietários se descuidavam de seus quintais e que, embora às vezes até contratassem jardineiros, não tinham quem fizesse uma manutenção regular. A partir daí, a Top Service foi tomando forma. “Achei que poderia dar um jeito naquelas plantas e ganhar um bom dinheiro com isso”, diz Folle. Para ele, a ideia tinha a vantagem de ser muito simples – não exigia estudo acadêmico, conhecimentos aprofundados nem grandes investimentos. Para criar a empresa, convidou um amigo, Eduardo Fleischhauer, hoje com 34 anos.

O começo foi difícil. “Às vezes, minha mãe me mandava dinheiro para comprar comida”, diz. A situação só melhorou seis meses depois, quando a Top Service foi contratada para fazer a limpeza de um grande condomínio. Mas a chance de crescer para valer apareceu em 1997. Um dia, o telefone tocou. Era um funcionário da filial gaúcha da GM, que precisava de alguém para aparar a grama dos arredores da fábrica e servir cafezinho nas reuniões. Embora a Top Service nunca tivesse servido cafezinho na vida, Folle topou na hora a proposta. Ele soube depois que a GM havia chegado à Top Service pela lista telefônica. “Publiquei o maior anúncio possível para parecer que éramos grandes”, diz.

Três anos depois, a GM abriu uma licitação para limpeza fabril. “Não sabia nem que tipo de limpeza era aquela, mas queria fazer”, diz Folle, que contratou um executivo de uma multinacional que prestava serviços para grandes empresas. Ele ensinou a Folle os métodos usados naquele tipo de tarefa e o ajudou a montar uma proposta. A Top Service venceu a concorrência. Trabalhar para a GM atraiu outros clientes grandes. Naquele ano, as receitas cresceram 300%. 

Em 2007, quando a Top Service faturava 60 milhões de reais ao ano, o GP fez a proposta de compra. Segundo Folle, a empresa estava bem financeiramente, mas enfrentava um dilema – os sócios tinham estilos diferentes. “Folle sempre gostou de correr mais riscos que eu”, diz Fleischhauer, que achava que a Top Service não tinha fôlego para deixar de ser uma empresa regional. Já Folle queria acelerar a expansão para outros estados. “Ou crescíamos e acompanhávamos as necessidades dos clientes ou no médio prazo não conseguiríamos nem sobreviver”, diz Folle. Os dois concluíram que era melhor vender.

A negociação com o GP levou oito meses. Folle vacilou em alguns momentos. Ele e seu sócio chegaram a precisar de orientação de um coaching, que os ajudou a se desprender psicologicamente da empresa. O negócio foi fechado em 38,5 milhões de reais, bem mais que a proposta inicial. Folle ficou com os imóveis, que foram alugados à própria Top Service. Ficou ainda com a estrutura do departamento de vendas de produtos da empresa, que daria origem à BR Supply.

A partir de então, os amigos tomaram rumos diferentes. Fleischhauer adquiriu franquias da lavanderia 5àSec, da rede de enxoval MMartan e da operadora de celular TIM. Folle guardou parte do dinheiro e investiu um terço dele na criação da BR Supply.

O modelo de negócios da BR Supply consiste em fornecer o maior número possível de suprimentos às empresas – são 4 000 itens, que vão de material de escritório e produtos de limpeza a notebooks, automóveis e lanches. A companhia também monta lojas nas instalações de alguns clientes, que pagam apenas pelo consumo. Como a BR Supply nasceu do departamento de vendas de produtos da Top Service, ela partiu de uma carteira de 40 clientes. Por isso, em 2008, a empresa já faturou 15 milhões de reais. Hoje a lista tem, além da Top Service, outros velhos conhecidos, como Gerdau e Marcopolo.

Na nova empreitada, Folle tem desafios pela frente. Um dos mais importantes é a concorrência. “O setor de suprimentos está saturado”, diz Ernani Araujo, sócio da AnFreixo, de São Paulo, que fornece adesivos, ferramentas e equipamentos de segurança a grandes empresas. Folle acredita que a chave para superar esse obstáculo é sua ampla oferta de produtos e serviços. “Poupamos o cliente do trabalho de lidar com muitos fornecedores”, diz. “Se alguém precisar de um trator, eu compro um e alugo para ele.” Ocorre que essa aposta na variedade também pode trazer problemas. “O grande risco é perder o foco”, diz Marcus Regueira, do fundo de investimento Fir Capital. Folle acha que vai dar tudo certo, e prevê faturamento de 150 milhões de reais em cinco anos. Para alcançar essa meta, está negociando um aporte de capital com dois fundos.

Folle está tendo de conciliar toda essa rotina empresarial com compromissos pessoais também intensos. Nos últimos tempos, tem alimentado a expectativa de como vai ser a vida com sua primeira filha, Julia. Também continua próximo dos amigos do interior – já pagou até a faculdade de um deles. Para a mãe, comprou um apartamento no único edifício com elevador da cidade de Iraí. Para ele próprio, comprou uma cobertura que enfeitou com algumas plantas – nada que lembre os jardins que a Top Service cuidava. “Nunca gostei de cortar gramas”

– A Crise dos Parques de Diversão no Brasil

Há tempos o Hopi Hari vem utilizando de alternativas para solucionar seus problemas financeiros. A propósito, problemas financeiros transformaram a maior parte dos parques de diversão do Brasil em péssimos negócios. Veja como eles estão, e quanto dão de prejuízo:

Extraído de: http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200904221102_GZM_78011193&idtel=

Parques de diversão viram “mico” entre investidores no Brasil

 

Maria Luíza Filgueiras (Gazeta Mercantil)

Parques de diversões, tidos como máquinas de fazer dinheiro nos Estados Unidos, transformaram-se num “mico” sem precedentes entre experientes investidores brasileiros. Playcenter, Terra Encantada, Water Park e Hopi Hari são exemplos de empreendimentos que desafiaram a lógica de fundos de private equity e de pensão: o investimento feito não retornou em dobro. Em poucos casos, aliás, retornou em alguma dimensão.

O mais curioso é que investidores e administradores continuam sem saber o que deu errado. Alguns culpam a estratégia de marketing, outros culpam os próprios investidores que não quiseram dar um pouquinho mais para fazer o negócio funcionar. Há quem acuse o brasileiro por suas opções de entretenimento, trocando um dia no parque por um passeio no shopping center ou um dia inteiro na frente da TV.

Independente da causa, muitos desses fundos continuam na composição societária de parques de diversões, seja por falta de comprador ou expectativa de reverter parte do prejuízo. No caso do Wet’n Wild, as duas versões são válidas. A Fundação dos Economiários Federais (Funcef), fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal, pode estar perto de receber, pela primeira vez, retorno financeiro de um investimento que fez há quase 13 anos – e só lhe rendeu dor de cabeça.

O fundo entrou como o maior debenturista da sociedade Serra Azul, controladora do parque Wet’n Wild, na cidade paulista de Itupeva, na distribuição feita em 1996. À época, bancos e fundos adquiriram os papéis de dívida perpétua, total de R$ 54 milhões, parte da estrutura de financiamento para construção do complexo de lazer.

O restante foi distribuído entre Unibanco AIG, Fundação Philips de Seguridade Social, Fundação Francisco Bastos Martins (fundo de pensão da Companhia Ipiranga de Petróleo) e a Método Engenharia (construtora e operadora do parque) – composição que pouco tem a ver com a atual.

A proposta da Funcef foi transformar as debêntures em ações e ter de fato a figura de sócios. Na nova composição, os acionistas são a Funcef, a Método e os executivos Alain Baldacci e Fernando Furriela – ambos tinha créditos a receber da Wet”n Wild International, que foram trocados por participação na Serra Azul.

Os antigos contratos de royalties e administração foram rescindidos e as novas cláusulas adaptadas ao interesse do parque – a remuneração de operação será baseada em resultado, e não mais em faturamento, e o contrato de royalty fixo em reais, já que o antigo era variável e em dólar.

Debenturistas, operadora e franqueadora levaram dois anos para chegar num consenso sobre o plano de reestruturação. Em boa medida porque a operadora e a franqueadora não queriam passar de prestadoras de serviço à acionistas de uma empresa quebrada. “Mas se ninguém abrisse mão, chegaríamos à total insustentabilidade do parque, com disputa por ativos restantes, como terreno e equipamentos”, explica Carlos Rosa, diretor de participações da Funcef.

A conclusão é que o parque pode iniciar uma nova fase já que, segundo Rosa, tem visitantes e receita suficiente para custeio e sobra de recursos para investimento. Na simulação dos investidores, com o faturamento bruto atual de R$ 18 milhões, o complexo poder gerar R$ 1,2 milhão de Ebitda.

A situação é semelhante à do Hopi Hari, na avaliação de Nelson de Sampaio Bastos, à frente da Íntegra, consultoria especializada em reestruturação de companhias em dificuldade que fez proposta para assumir o parque de diversões. “O Hopi Hari é operacionalmente viável, mas tem o peso da dívida, por isso estamos planejando uma reestruturação financeira em entendimento com o BNDES, que é credor, e os sócios”, diz o executivo.

O complexo de lazer, que mantém público anual de 1,5 milhão de pessoas, mantém uma geração de caixa entre 15% e 18% sobre a receita – mas a Íntegra depende de um acordo com o BNDES para deságio da dívida, que torne seu plano de reestruturação viável. A estimativa de Bastos é que o processo leve até 50 dias para ser concluído. O parque também está na carteira da Funcef, além de Previ, Petros e GP Investimentos.

Venda com deságio ou perdão de dívida são as alternativas encontradas pelos investidores para minimizar danos. A Funcef, após provisionar uma perda de R$ 20 milhões em 2003 com o Wet’n Wild, chegou a avaliar a venda de sua participação. “Mas achamos que seria mal negócio, por estar vendendo um crédito, e não a participação de uma empresa, de debêntures cuja remuneração é zero. Não tem mercado secundário para isso”, explica Rosa, lembrando que os investidores iniciais saíram do negócio com venda dos papéis entre 3% e 5% do valor de face.

“Preferimos fazer uma nova tentativa e recuperar parte do valor. A idéia da Funcef é vender a totalidade ou parte das ações”, afirma. O fundo de pensão precisa enquadrar o investimento à resolução 3.456, que limita participação acionária desses investidores em 20% – com a reestrutu-ração, a Funcef passou a deter 56% das ações.

Em 2008, a dívida do parque rondava R$ 120 milhões, incapaz de fazer pagamento das obrigações iniciais, com patrimônio líquido negativo desde 2003. No caso do Hopi Hari, a dívida é estimada em R$ 500 milhões.

Segundo ‘round’
A avaliação desses agentes é que o segmento é viável, mas foi iniciado em bases equivocadas. “Vários negócios, como parques de diversão ou transporte ferroviário, exigem investimento significativo, mas o custo de capital torna a viabilidade difícil”, avalia Bastos.

“É relativamente usual encontrar situações em que a expectativa de retorno não se preenche porque o custo de capital é maior do que o negócio poderia permitir. A consequência é um ajuste na estrutura para que ela seja adequada à dívida e à geração de caixa.”

O desenho de reestruturação feito pela Íntegra para o Hopi Hari é de médio e longo prazo, para que o fluxo de caixa resulte na otimização operacional do parque e amortize a dívida. “Acredito que teremos um segundo ‘round’ no segmento, como aconteceu na hotelaria”, diz Rosa.