– Diretora de Faculdade Mostra Cidadania com Suportes de Papel Higiênico

Um suporte de papel higiênico (aquele rolinho que você coloca dentro do rolo de papel) é algo barato, não?

Através da luta contra assaltos a “rolinhos de papel higiênico”, uma diretora de faculdade da Bahia mostrou como é importante o respeito ao espaço público e como a luta contra a bandidagem começa pelas pequenas coisas.

Este texto é do Prof Dr Paulo Costa Lima, da UFBA, e o original pode ser acessado CLICANDO AQUI.

FACULDADE ELIMINOU ROUBOS REPONDO OBJETO FURTADO 241 VEZES

Ela decidiu peitar a bandidagem…

Minha amiga era vice-diretora da faculdade de arquitetura e o pessoal da limpeza vivia atazanando seu gabinete… Todo dia sumiam aqueles rolinhos, como é o nome daquilo..?

Aquele negócio redondinho que antigamente era de madeira e tinha uma mola por dentro, hoje é de plástico…

Entra nos dois furos da parede e segura o rolo de papel higiênico.

Ela chegava todo dia e era o mesmo caso. Roubaram os rolinhos. Não tem onde botar o papel. Os banheiros sujos. Os rolos de papel no chão, ou pior, desenrolados na cesta de lixo. Privada entupida… Pode um negócio desses?

Pensou, pensou, e acabou achando uma solução completamente original. Mandou comprar 480 rolinhos e decidiu entrar na briga. Roubavam um rolinho, ela repunha imediatamente. Roubavam 2, 3, 20 rolinhos e lá estava o substituto, novinho em folha, na cara (e nos fundilhos) dos contraventores.

Ficou com uma sensação muito boa de que com ela ninguém podia. Nem a bandidagem. Onde já se viu? Roubar os rolinhos do suporte, na intimidade do alívio de cada dia…

Não podia botar câmeras. Isso foi no início dos 90. E mesmo não ia dar certo. A universidade pública. Iam pensar que a diretoria estava filmando as pessoas nuas sabe-se lá pra quê…

Preocupava-se com o aspecto de contravenção do seu próprio ato administrativo. O que diria ao Reitor sobre esse gasto excessivo com rolinhos de suporte para papel higiênico?

Não sabia onde a coisa iria parar. Até quando iria ter que comprar pacotes de 480 acessórios? O que diria a Divisão de Material?

Mas o espírito da luta, e a nobreza da causa acabaram falando mais alto. E também pensava na economia com o gasto de papel. Afinal, teria alguns argumentos. Continuou repondo e repondo…

Quando chegou em 241 os roubos pararam. Educação completa. Ela havia vencido a guerra e não apenas uma batalha. O ladrão deve der ficado absolutamente decepcionado. Imagine que a casa dele já não devia ter lugar onde botar essas tralhas desses rolinhos…

Acho que a minha amiga realizou um experimento inusitado de enfrentamento da contravenção.

Flexionando o espaço-tempo da propriedade gerou uma abundância artificial que eliminou o sentido do roubo.

Já pensou se esse pequeno modelo se espalha? Teria que dar dinheiro para todos os ladrões e todos os corruptos até que eles não quisessem mais… seria o fim da bandidagem e do capitalismo… (rsrsrs)… o fim da pena de morte por corrupção na China?

E tem mais. Ela demonstrou até onde deve ir essa história de tolerância zero. A violência começa nos banheiros, no desrespeito ao outro…

Leituras e associações:

1. a noção (ou falta de noção) do espaço público entre nós;

2. falha estrutural do contrato social: levar vantagem;

3. também acontece com livros nas bibliotecas públicas, muitas vezes levados por gente tida como acima de qualquer suspeita;

4. não é um problema dos pobres, que muitas vezes são bem mais decentes que médios e ricos;

5. o banheiro público aciona espaços discursivos aparentemente caóticos, típicos dessa situação – o palavrão, a obscenidade, a infâmia, o humor rasgado -, marcas culturais dos “sem contrato”;

6. os comentários da internet (inclusive no Terra) retomam muitas vezes esse ambiente, que alia franqueza bruta e falta de limite quase perversa com relação ao ‘outro’; existe o outro? 7. violência e pertencimento (ou falta de pertencimento) se interpenetram o tempo todo;

8. esse é um grande tema para a campanha presidencial.

9. na contramão de tudo isso: um projeto maravilhoso de caixas de livros nos pontos de ônibus; o sujeito leva o que quiser pra casa (depois traz de volta, lido); está acontecendo na cidade de Vitória da Conquista, interior da Bahia.

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– Feira de Troca de Brinquedos

Leio que Goiânia sediou uma feira de troca de brinquedos, onde as crianças são convidadas a consumir conscientemente. Ao invés de guardar brinquedos usados, compartilhar!

É de pequenino que se torce o pepino, como diriam os antigos. Na verdade, é desde cedo que se ensina boas práticas sociais e consumo moderado.

Extraído de: http://is.gd/UVq8vI

1a FEIRA DE TROCA DE BRINQUEDOS

Acontece neste sábado (6), em Goiânia, a 1ª Feira de Troca de Brinquedos. O evento, que será realizado no Parque Flamboyant, Jardim Goiás, das 9h às 12h, tem por objetivo incentivar o consumo consciente. A feira é aberta e quem quiser participar basta levar um brinquedo em bom estado que possa ser trocado com outra criança.

A realização é do Movimento Infância Livre do Consumismo e do Instituto Alana. Na feira, as crianças trocam, entre si, brinquedos que estão esquecidos nos armários. Assim, os pais também evitam as lojas lotadas e os altos gastos que, segundo os realizadores, são feitos para presentear os filhos no Dia das Crianças. A ideia é refletir sobre os hábitos de consumo e também despertar essa reflexão nas crianças.

Ao todo, são 30 feiras espalhadas pelo país, todas realizadas por voluntários. Cidades como Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife e Manaus já foram contempladas.

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– Proibição de Cobrança de Diploma Universitário Vingará?

Há um interessante projeto de lei que proíbe as Universidades de cobrarem pelo Diploma dos alunos.

Coerente. Aliás, a incoerência é a cobrança. Se o discente estuda 4 anos e se forma, por quê o documento que atesta sua capacitação deve ser pago a parte?

Extraído de: http://is.gd/sWCZpu

PROJETO PROÍBE FACULDADES DE COBRAR POR DIPLOMAS E OUTROS DOCUMENTOS

A Câmara analisa o Projeto de Lei 3866/12, do deputado Felipe Bornier (PSD-RJ), que proíbe faculdades e universidades de cobrar pela primeira emissão e registro do diploma de curso superior ou pela primeira via de documentos acadêmicos.

Entre os documentos gratuitos, o projeto cita: declarações acadêmicas e escolares em geral, certidões para estágio, planos de ensino, certidões negativas de débito na escola e na biblioteca, certidões sobre disciplinas cursadas, documentação para transferência ou colação de grau, certificado de conclusão de curso, pedido de segunda chamada de prova por motivo justificado e atestados de natureza acadêmica ou escolar e assemelhados.

Bornier argumenta que o Ministério Público já entrou na Justiça em diversos estados contra a cobrança de taxa para a emissão desses documentos. Mesmo assim, explica o deputado, as instituições de ensino continuam cobrando taxas para a expedição de qualquer tipo de documento acadêmico.

Segundo Bornier, a situação é ainda mais grave no caso da primeira emissão e registro do diploma de ensino superior. O Ministério da Educação já decidiu que o diploma não pode ser taxado em separado, mas a determinação não tem sido cumprida.

“Apesar das várias decisões do MEC contrárias à cobrança e do fato de o Código de Defesa do Consumidor proteger o cidadão de pagamentos abusivos, essas taxas estão sendo cobradas”, justificou.

– A Pior Fase do Ensino Brasileiro

Amigos, compartilho ótimo material do Portal IG a respeito do pior dos níveis de ensino no Brasil: o Ensino Médio.

De 9,4 milhões de jovens entre 14 e 17 anos, 1 milhão está fora da escola.

Dos que estudam, 49,8% não concluem o Ensino Médio.

Daquele que concluem, apenas 10% tem desempenho verdadeiramente aceitável.

Estarrecedor!

Extraído de: http://is.gd/g37aX8

ENSINO MÉDIO: A PIOR FASE DA EDUCAÇÃO DO BRASIL

Por Cinthia Rodrigues

Há duas avaliações possíveis em relação à educação brasileira em geral. Pode-se ressaltar os problemas apontados nos testes nacionais e a má colocação do País nos principais rankings internacionais ou olhar pelo lado positivo, de que o acesso à escola está perto da universalização e a comparação de índices de qualidade dos últimos anos aponta uma trajetória de melhora. Já sobre o ensino médio, não há opção: os dados de abandono são alarmantes e não há avanço na qualidade na última década. Para entender por que a maioria dos jovens brasileiros entra nesta etapa escolar, mas apenas metade permanece até o fim e uma pequena minoria realmente aprende o que deveria, o iG Educação apresenta esta semana  uma serie de reportagens sobre o fracasso do ensino médio.

O problema é antigo, mas torna-se mais grave e urgente. As tecnologias reduziram os postos de trabalho mecânicos e aumentaram a exigência mínima intelectual para os empregos. A chance de um jovem sem ensino médio ser excluído na sociedade atual é muito maior do que há uma década, por exemplo. “Meus pais só fizeram até a 5ª série, mas eram profissionais bem colocados no mercado. Hoje teriam pouquíssimas e péssimas chances”, resume Wanda Engel, superintendente do Instituto Unibanco, voltado para pesquisas educacionais.

Ao mesmo tempo, a abundância de jovens no País está com tempo contado, segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). O Brasil entrou em um momento único na história de cada País em que há mais adultos do que crianças e idosos. Os especialistas chamam o fenômeno de bônus demográfico, pelo benefício que traz para a economia. Para os educadores, isso significa que daqui para frente haverá menos crianças e adolescentes para educar.

“É agora ou nunca”, diz a doutoranda em Educação e presidente do Centro de Estudos e Memória da Juventude, Fabiana Costa. “A fase do ensino médio é crucial para ganhar ou perder a geração. Ali são apresentadas várias experiências aos adolescentes. Ele pode se tornar um ótimo cidadão pelas décadas de vida produtiva que tem pela frente ou cair na marginalidade”, afirma.

História desfavorável

O problema do ensino médio é mais grave do que o do fundamental porque até pouco tempo – e para muitos até agora – a etapa não era vista como essencial. A média de escolaridade dos adultos no Brasil ainda é de 7,8 anos e só em 2009 a constituição foi alterada para tornar obrigatórios 14 anos de estudo, somando aos nove do ensino fundamental, dois do infantil e três do médio. O prazo para a universalização dessa obrigatoriedade é 2016.

Por isso, governo, ONGs e acadêmicos ainda concentram os esforços nas crianças. A expectativa era de que os pequenos bem formados fizessem uma escola melhor quando chegassem à adolescência, mas a melhoria no fundamental não tem se refletido no médio.

Para o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, a questão envolve dinheiro. Quando o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef) foi criado, em 1996, repassava a Estados e municípios verba conforme o número de matrículas só naquela etapa. “O dinheiro não era suficiente para investir em tudo e foi preciso escolher alguma coisa”, diz o especialista.

A correção foi feita em 2007, quando o “F “da sigla foi trocado por um “B”, de Educação Básica, e os repasses de verba passaram a valer também para o ensino médio. “Só que aí, as escolas para este público já estavam sucateadas”, lamenta Cara.

A diferença é percebida pelos estudantes. Douglas Henrique da Silva, de 16 anos, estudava na municipal Guiomar Cabral, em Pirituba, zona oeste de São Paulo, até o ano passado quando se formou no 9º ano. Conta que frequentava a sala de informática uma vez por semana e o laboratório de ciências pelo menos uma vez por mês.

Em 2010, no 1º ano do ensino médio, conseguiu vaga na escola estadual Cândido Gomide, que fica exatamente em frente à anterior. Só pelos muros de uma e outra, qualquer pessoa que passa por ali já pode notar alguma diferença de estrutura, mas os colegas veteranos de Douglas contam que ele vai perceber na prática uma mudança maior.

“Aqui nunca usam os computadores e não tem laboratório de ciências”, afirma Wilton Garrido Medeiros, de 19 anos, que também estranhou a perda de equipamentos quando saiu de uma escola municipal de Guarulhos, onde estudou até 2009. Agora começa o 2º ano na estadual de Pirituba, desanimado: “Lá também tinha mais professor, aqui muitos faltam e ninguém se dedica.”

Até a disponibilidade de indicadores de qualidade do ensino médio é precária. Enquanto todos os alunos do fundamental são avaliados individualmente pela Prova Brasil desde 2005, o ensino médio continua sendo avaliado por amostragem, o que impossibilita a implantação e o acompanhamento de metas por escola e aluno e um bom planejamento do aprendizado.

A amostra, no entanto, é suficiente para produzir o Índice da Educação Básica (Ideb), em que a etapa é a que tem pior conceito das avaliadas pelo Ministério da Educação. Foi assim desde a primeira edição em 2005, quando o ensino médio ficou com nota 3,4; a 8ª série, 3,5; e a 4ª série, 3,8; em uma escala de zero a 10. Se no ensino fundamental ocorreu uma melhora e em 2009 o conceito subiu, respectivamente, para 4 e 4,6, os adolescentes do ensino médio não conseguiram passar de 3,6.

“A etapa falha na escolha do conteúdo, que não é atrativo para o estudante, e também não consegue êxito no ensino do que se propõe a ensinar”, diz Mateus Prado, presidente do Instituto Henfil e colunista do iG que escreverá artigos especialmente para esta série, que durante os próximos dias conduzirá o leitor a conhecer o tamanho do problema e refletir sobre possíveis soluções.

– Sobram Vagas para Alunos da Faculdade de Medicina na UFMG?

Coisas improváveis de serem lidas? Essa é uma delas: pelos motivos abaixo, a Universidade Federal de Minas Gerais procura alunos para a Faculdade de Medicina!

Extraído de: http://is.gd/lLOb40

UFMG, QUEM DIRIA, PROCURA ALUNOS PARA MEDICINA

A Universidade chega à inédita 8ª chamada para 49 cursos, inclusive o mais concorrido
A maior instituição de ensino superior do estado está convocando mais uma vez excedentes do vestibular de 2012 para se matricular amanhã e quinta-feira e ocupar 174 vagas ainda abertas. Por incrível que pareça, 24 cadeiras vazias estão no curso de medicina, que alcançou concorrência de 50 candidatos por vaga no último certame, mas teve número recorde de 116 excedentes convocados. O fenômeno está diretamente ligado à substituição da primeira fase do vestibular pelo Enem. Para se ter uma ideia, em 2010, apenas 17 estudantes foram chamados tardiamente para se matricularem medicina, número que saltou para 109 em 2011, quando o Enem passou a fazer parte da seleção. (Págs. 1 e 27)

– As Mais Lucrativas Faculdades

Compartilho interessante matéria sobre universidades que conseguiram potencializar suas receitas graças a classe C. Leia e conclua: negócio lucrativo ou não?

Extraído de: http://is.gd/ewETZm

UM NEGÓCIO NOTA 10

Impulsionadas pela classe C, empresas do setor de educação batem recordes de lucros e veem o preço de suas ações disparar na bolsa de valores

por Mariana Queiroz Barboza

O primeiro semestre foi especialmente nervoso para os investidores da Bolsa de Valores de São Paulo. Pressionada pela piora do cenário externo e fortemente influenciada pela crise na zona do euro e pela desaceleração da economia brasileira, a BM&FBovespa amarga um dos quatro piores desempenhos do mundo. De janeiro a junho, o principal índice da bolsa, Ibovespa, apresentou queda de 4,2%, enquanto a rentabilidade das empresas listadas despencou. Os resultados negativos da bolsa paulista tornam ainda mais impressionante a performance das companhias do setor de educação, que viram suas ações disparar, em alguns casos, quase 100%. Se há muito tempo o País discute a necessidade de melhorar a qualidade de seu ensino, no campo financeiro os gigantes que controlam esse mercado jamais ganharam tanto dinheiro. “Não fomos afetados pelo baixo crescimento da economia”, diz Ricardo Scavazza, presidente da Anhanguera Educacional, conglomerado paulista avaliado hoje em R$ 4,7 bilhões – é mais do que uma companhia aérea como a Gol e praticamente o mesmo do que uma TAM (sem a LAN). “A tendência é que o setor continue crescendo acima de dois dígitos nos próximos cinco anos, porque há uma defasagem histórica no acesso ao ensino superior no Brasil”, completa Scavazza. Segundo o empresário, 2012 será o melhor ano em uma década para instituições como a sua.

Os bilhões gerados nas salas de aula resultaram em números espantosos. Na mineira Kroton, dona das Faculdades Pitágoras, o lucro avançou 408,8% no acumulado até 30 de junho. Depois que adquiriu a Unirondon por R$ 22 milhões em abril e o grupo Uniasselvi por R$ 510 milhões em maio, a rede expandiu sua base de alunos, principalmente no ensino à distância, grande aposta para a manutenção dos resultados no futuro, segundo o presidente Ricardo Galindo. Os números positivos se repetem em outras empresas. No primeiro semestre, a Anhanguera fez seu lucro líquido crescer 59% em relação ao mesmo período do ano passado. A carioca Estácio também aumentou seus ganhos acima de 50%. “O sucesso de agora é consequência de um plano de investimentos de quatro anos”, diz Rogério Melzi, presidente da Estácio.

A estratégia de atender os consumidores da ascendente classe C é comum à Anhanguera, Estácio e Kroton desde o início do processo de profissionalização, em 2000. “A nova classe média passou a usar seu poder aquisitivo maior não só para comprar eletrodomésticos, carro e casa própria, mas para realizar o sonho de ter os filhos com diploma”, diz Carlos Monteiro, presidente da CM Consultoria, especializada em educação. Com o surgimento de grandes instituições, o ensino superior foi submetido a uma certa uniformização e assim o preço das mensalidades passou a ser o principal fator de competição. De olho na demanda doméstica, as três companhias registraram ganhos muito acima dos setores de varejo e transportes, por exemplo, apesar da alta no nível de endividamento das famílias. “A educação é vista mais como investimento do que como consumo”, afirma Bruno Giardino, analista de educação do Santander.

Nesse cenário, a consolidação do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), programa do governo federal que oferece crédito para o pagamento de mensalidades do ensino superior, caiu como uma luva. “Essa é uma dívida boa porque está atrelada à expectativa de aumento no patamar de renda do indivíduo”, afirma Giardino. Desde 2010, os juros pagos no programa caíram de 9% para 3,4% ao ano. Segundo o presidente da Anhanguera, o fundo é o elemento que faltava para ampliar o acesso das classes ascendentes ao ensino superior. “O número de alunos nossos que hoje utiliza o Fies triplicou em relação ao início de 2012”, diz Scavazza, do grupo Anhanguera. A perspectiva da Anhanguera é que essa proporção, hoje em 30%, ultrapasse em breve os 50%. Na Estácio, são 30 mil estudantes que recorrem ao Fies, o equivalente a 15% da base de alunos. Segundo especialistas, essas universidades têm o mérito de abrir as portas para pessoas que, até pouco tempo atrás, não tinham acesso à vida universitária. Para um país como o Brasil, não é pouca coisa.

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– A Guerra Contra o Antiintelectualismo

O antiintelectualismo é perigoso porque poderá facilmente se transformar num movimento contra a classe média, contra os ‘com-diploma’, começando com jornalistas e aqueles ‘que escrevem artigos em jornais’”

Refletiram a opinião acima? É do Consultor em Administração Stephen Kanitz, uma das mentes mais brilhantes do Brasil. Ele fala sobre o ódio de alguns sobre uma elite intelectual, a caça à classe média e a perseguição pelos órgãos de imprensa.

Quando ser inteligente torna-se repugnante (para alguns)…

A ONDA ANTIINTELECTUAL

por Stphen Kanitz

Por que o PT odeia tanto o PSDB, se ambos têm o mesmo ideário e adotam basicamente os mesmos programas?

Por que Lula rompeu com a ala intelectual de sociólogos, filósofos, antropólogos, historiadores e economistas de seu partido que lhe deram apoio total?

Quando Lula critica as elites, ele se refere à elite intelectual, não à elite empreendedora que ele admira. Quanto mais o PSDB batia na tecla de que Lula não tinha diploma, mais ele subia nas pesquisas eleitorais.

Tudo isso são sintomas de um perigoso antiintelectualismo que cresce na América Latina. A eleição de Hugo Chávez e Evo Morales mostra o mesmo fenômeno. O povo latino-americano se cansou do silêncio, da soberba e da incompetência de sua elite intelectual, que pouco cria e só copia teorias como Inflation Targeting, por exemplo.

Essa onda antiintelectual não é resultado do obscurantismo nem do populismo, como acham alguns. É resultado dos mirabolantes planos elaborados às pressas por professores de fala difícil que nunca pisaram num chão de fábrica (ao contrário de Lula), que nunca ouvem ninguém e tanto sofrimento e confusão trouxeram à nação. A classe média, normalmente responsável pelo crescimento de uma nação, foi alijada do poder por intelectuais de gabinete, e por isso ela vota maciçamente no PT.

Na China, os intelectuais foram ativamente perseguidos durante a famosa Revolução Cultural. As universidades permaneceram fechadas por praticamente dez anos, para o desespero deles. Hoje, o povo chinês acredita que foi justamente isso que colocou o país no eixo. “Os intelectuais foram obrigados a fazer algo que nunca fizeram, a trabalhar no campo como nós”, disse-me um porteiro de hotel em Beijing. “Os líderes de hoje são justamente aqueles que por dez anos não foram educados por intelectuais”, comentou nosso taxista em Xangai. A história do mundo está repleta de “revoltas das massas”, queimando livros e intelectuais.

Nos Estados Unidos, a intelligentsia é malvista, como gente que somente usa o intelecto e nada mais, que só critica e nada produz de prático ou pragmático.

Definir-se como “intelectual”, como muitos fazem, é visto como uma atitude elitista e arrogante. Afinal, todo ser humano, por mais humilde que seja, tem de usar o intelecto para desempenhar sua função, desde o porteiro do prédio até o motorista do ônibus escolar de seu filho.

Essa é a verdadeira questão por trás da atual crise do PSDB. Desde 2004, há uma divisão declarada no partido entre “os que trabalham e os que escrevem artigos de jornal”, como disse em público um de seus mais destacados membros do baixo clero.

Quais as conseqüências práticas de tudo isso?

Em primeiro lugar, a América Latina não está dando uma guinada para a esquerda, como acreditam alguns, mas uma perigosa guinada contra a intelligentsia nacional, ou seja, justamente o contrário. É o feitiço virando contra o feiticeiro, o que tantas vezes ocorre na história, a começar pela Revolução Francesa.

Em segundo, os investidores internacionais percebem que não correm perigo na América Latina, tanto que o risco Brasil nunca esteve tão baixo, justamente porque eles acreditam que Lula não fará loucuras em seu segundo mandato presidencial, se for reeleito. Eles têm certeza de que ele não usará teorias heterodoxas nunca antes testadas, e sim o bom senso, na medida do possível.

O antiintelectualismo é perigoso porque poderá facilmente se transformar num movimento contra a classe média, contra os “com-diploma”, começando com jornalistas e aqueles “que escrevem artigos em jornais”. Seria o fim da imprensa como a conhecemos.

Deixar de lado os intelectuais, como muitos países fazem, obviamente não é a solução. Exigir que sejam mais pragmáticos, mais realistas, menos dogmáticos é uma forma mais acertada de resgatar a verdadeira função deles.

Toda nação precisa de centenas de milhares de pessoas que analisem seus problemas corretamente e apresentem não dogmas do passado, mas soluções para o futuro. Mas, se essa onda sair do controle, quem irá defender nossos intelectuais contra um movimento que muitos deles ajudaram a iniciar?

– Turnitin: a ferramenta anti-plágio da Unesp

Contra alunos desonestos, uma boa notícia: vem aí um software chamado Turnitin, exclusivamente para descobrir plágio dos trabalhos acadêmicos!

Boa ferramenta aos professores…

Extraído de: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/09/alerta-aos-academicos-desonestos

ALERTA AOS ACADÊMICOS DESONESTOS

Programa de computador adotado na Unesp é capaz de detectar tentativas de plágio.

Por Henrique Kugler

A cada ano, dezenas, centenas ou mesmo milhares – não se sabe ao certo – de trabalhos científicos são plagiados. Em tempos de internet, espertalhões de plantão têm facilidade para fraudar trabalhos e copiar autores sem ao menos citá-los. Mas, para cortar o barato, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) deu uma boa cartada: passou a adotar um software capaz de detectar tentativas de plágio.

A ferramenta é bastante simples. O docente, assim que recebe o trabalho do aluno – seja tese, dissertação, trabalho de conclusão de curso ou qualquer produção textual –, submete-o à avaliação do programa, que faz uma busca imediata em diversos bancos de dados para checar se aquela produção acadêmica encontra semelhanças notáveis com outros textos já publicados.

Em seguida, a ferramenta fornece um número correspondente ao índice de originalidade daquele trabalho – além de apontar possíveis referências on-line que o aluno pode ter utilizado para basear sua redação.

Prova real

Será que funciona mesmo? Para colocar o sistema à prova, a Ciência Hoje submeteu aos docentes da Unesp três pequenos textos: um original, um totalmente surrupiado e outro plagiado no conteúdo, porém mascarado na forma.

O programa acertou na mosca: acusou as duas tentativas de plágio deflagrando baixo índice de originalidade (“99% de similaridade” para uma, e “85% de similaridade” para outra), enquanto o trecho original passou no teste (com o resultado “0% de similaridade”). Programa aprovado.

“É ótimo que um software possa produzir um relatório de originalidade”, comenta Loriza de Almeida, professora da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Unesp e nova usuária da ferramenta. “Em um mundo ‘Ctrl C + Ctrl V’ isso é bastante útil”. Segundo ela, o programa facilita a correção por parte do docente e dá mais credibilidade ao trabalho do discente.

Fabricado por uma empresa norte-americana, o sistema adquirido pela Unesp é o Turnitin, usado atualmente em diversas instituições dos Estados Unidos. Foi implementado em 2010 e, após período de testes e adaptação, está agora aprovado pelos usuários.

Nenhum caso de plágio foi detectado até o momento, “e a utilização do programa tem sido mais no sentido de prevenir e orientar o aluno quanto à maneira correta de fazer citações”, explica Sandra Manzano, bibliotecária da Coordenadoria Geral de Bibliotecas da Unesp, em Marília (SP).

Brechas no sistema

Nenhuma ferramenta é perfeita. Ainda que eficiente, o Turnitin tem lá suas limitações. O programa pode, sim, deixar passar algumas fraudes sintáticas ou semânticas de larápios intelectuais mais sofisticados. Afinal, as formas de plágio são muitas, e as brechas no sistema podem ser alvos certos para o acadêmico seduzido pela via da perversão.

Outro revés: o Turnitin leva em conta somente bancos de dados disponíveis na rede. Ou seja, se o autor plagiar material impresso não publicado na internet terá suas chances de passar incólume à verificação digital. Além disso, funciona melhor para textos em língua inglesa – mas a tendência é que as buscas em português sejam aperfeiçoadas ao longo do tempo.

A ferramenta, portanto, não promete a solução definitiva para o problema do plágio –uma crescente preocupação no meio acadêmico –, mas deve, ao menos, dificultar em alguma medida a vida de acadêmicos desonestos.

– Bons Professores sabem fazer Boas Provas?

Compartilho uma interessante discussão: bons professores conseguem fazer boas provas? O que é uma boa prova? Depois de boas aulas, necessita-se boas provas?

Além disso: o que as diretores e mestres estão fazendo para melhorar a qualidade das avaliações em suas instituições?

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/ideias/noticia/2011/12/como-fazer-uma-prova-nota-10.html

COMO FAZER UMA PROVA NOTA 10

As pesquisas mostram que o professor que ensina bem nem sempre prepara boas provas. Como as escolas estão mudando essa realidade – e o que os alunos ganham com isso

POR NATÁLIA SPINACÉ. COM CAMILA GUIMARÃES E LUCIANA VICÁRIA

Antes de chegar ao Colégio São Luís, em São Paulo, a professora Roberta Ramos não perdia mais que meia hora para preparar uma prova de português. As perguntas eram diretas e exigiam do aluno pouco mais que o esforço de decorar a matéria. Ela mesma admite isso. Seis anos atrás, ao ingressar na equipe de professores da escola, uma das particulares mais tradicionais da cidade, Roberta passou por um treinamento específico para aprender a preparar provas. Hoje, gasta por volta de uma hora para elaborar avaliações para alunos da 6ª série, com 12 anos de idade. Questões de gramática, antes apresentadas em frases soltas, agora vêm acompanhadas de textos, e a preocupação de Roberta vai além de verificar se os alunos sabem identificar sujeito e predicado – ou se a concordância verbal da frase está correta. Seu objetivo é criar questões que exijam uma reflexão sobre o idioma.

Roberta e o Colégio São Luís estão tentando mudar uma situação comum no Brasil e em outros países da América Latina: os professores não sabem avaliar seus alunos. Um estudo comparativo entre oito países latino-americanos, feito pelo uruguaio Pedro Ravela, da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica do Uruguai, deixou isso claro. Ravela entrevistou 160 professores de escolas com bom desempenho nos exames da Unesco (que avaliam alunos da educação fundamental de 17 países da América Latina) e analisou as provas elaboradas por eles. A conclusão é que a grande maioria dos professores não sabe elaborar provas que avaliem o aprendizado de forma eficaz. “Os professores cobram apenas o conteúdo decorado. Não existe uma reflexão na hora de fazer os exercícios”, diz Ravela. Sua pesquisa não incluiu o Brasil, mas, segundo Maria Márcia Malavasi, coordenadora do curso de pedagogia da Unicamp, esse é um problema que também afeta as escolas brasileiras. “Infelizmente, o que temos visto são professores despreparados e provas que não conseguem avaliar as turmas”, diz ela.

O estudo de Ravela mostra três problemas fundamentais nas provas analisadas. Primeiro, não são reflexivas, cobram apenas o conteúdo decorado. Segundo, os professores não debatem as questões com os alunos depois da correção, o que é fundamental para que aprendam. Terceiro, a maneira como os professores corrigem as provas é subjetiva e arbitrária. Para Ravela, a raiz desses problemas se encontra na formação do professor. Ele não aprende a fazer provas na faculdade. “Falta aos professores fazer esse trabalho de ajudar os alunos a entender o que aquela nota realmente significa, quais são os critérios de avaliação, mostrar exemplos de como melhorar”, diz ele. A professora Maria Márcia diz que não existe, no curso de pedagogia, uma matéria que ensine a preparar provas. Os cursos oferecem disciplinas que abordam teoricamente os princípios da avaliação. Supõe-se que os professores aprenderão a preparar provas durante seus estágios profissionais. Na prática, portanto. “Isso é um erro”, afirma Laez Fonsesa, coordenador pedagógico do Colégio São Luís. “Os estágios não são suficientes para esse tipo de aprendizado. A faculdade deveria oferecer uma disciplina que ensinasse a preparar provas.”

A necessidade de melhorar as avaliações ficou evidente nos últimos anos, quando os alunos começaram a fazer as provas do Enem (que avalia o ensino médio) e do Enade (voltado para os estudantes universitários). Esses dois exames têm métodos de avaliação reflexivos, diferentes dos testes que prevaleciam nas escolas. Agora, os cursos de pedagogia e de licenciatura precisam se adaptar à mudança. “As exigências mudaram”, afirma Neide Noffs, coordenadora do curso de psicopedagogia da PUC-SP e pesquisadora na área de formação de professores.

Não existe uma fórmula para fazer boa prova – e nisso todos os pedagogos concordam. Mas existem pontos que devem ser levados em consideração na hora de elaborar qualquer avaliação, de qualquer matéria. Um deles é trabalhar o conteúdo em contextos e situação reais ou similares aos que o aluno pode encontrar na vida real. Isso obriga o estudante a aplicar aquilo que foi ensinado, e não apenas a reproduzir o que foi dito pelo professor. Outro ponto importante é usar a prova como parte do processo de aprendizado, para que o aluno possa melhorar a partir da avaliação recebida. O modo como a nota é dada também é uma questão importante. É fundamental que a escola tenha os critérios de avaliação padronizados, para o aluno entender por que ganhou ou deixou de ganhar pontos em determinada questão. A avaliação, sugere Ravela, não deveria nunca ser vista como algo subjetivo e pessoal.

Algumas escolas já põem em prática o que o estudo de Ravela aponta como o método ideal de avaliação. O treinamento inclui um documento que cria regras para elaborar as provas. Foi com esse método que as provas da professora Roberta, do Colégio São Luís, deram um salto de qualidade. Os termos “cite exemplos” ou “na sua opinião” foram abolidos, por ser considerados subjetivos. Roberta também foi orientada a criar questões que despertem o espírito crítico do aluno e avaliem habilidades como comparar, interpretar e relacionar. Segundo ela, fazer provas que avaliam diferentes competências é muito mais trabalhoso, porque envolve pesquisa. “Tenho de pesquisar e elaborar questões que desafiem o aluno”, diz Roberta. “Tudo isso dá mais trabalho e toma mais tempo, mas o resultado final é muito melhor”.

Os colégios Móbile e Sidarta, em São Paulo, também investiram na formação de seus professores. No Sidarta, a diretora pedagógica Claudia Siqueira fez um processo em três etapas: primeiro, avaliou com cada professor as provas que estavam acostumados a fazer, sempre questionando o tipo de competência que pretendiam avaliar com determinada questão. O resultado foi que a maioria das questões avaliava o conteúdo decorado. A partir disso, Claudia orientou os professores a refinar o processo de questionamento, com base nos critérios exigidos pelo Enem. Ela não fez nenhum curso específico para aprender a avaliar. Diz que aprendeu sozinha a fazer boas provas, por não se contentar em reproduzir os exercícios feitos na sala de aula. No Móbile, a tarefa de criar provas melhores foi dada à coordenadora pedagógica e professora de física Maria da Glória Martini.

O primeiro passo para a mudança foi reunir os professores durante seis meses para um estudo de habilidades e competências. Depois disso, Maria da Glória dividiu os professores em dois grupos – um resolvia as questões criadas pelo outro. A ideia era colocar o professor no papel de aluno, para que ele percebesse onde a avaliação apresentava problemas. “Deu muito certo. Pudemos ter uma noção real do que é eficaz em uma prova e do que não é”, diz Maria da Glória. Os métodos das escolas são diferentes, mas o objetivo é um só: fazer com que bons professores sejam, também, bons avaliadores. Afinal, a avalição afeta dramaticamente o aprendizado e a vida escolar do aluno. “Além de ensinar bem, um excelente professor deveria ser capaz de também fazer boas avaliações”, afirma Ravela. “Só assim o aprendizado é completo.”

– Cotas Femininas (Ao Contrário) no Irã

Se aqui no Brasil se discute as cotas raciais, no Irã a discussão é outra: o Governo de Ahmadinejad quer barrar o excesso de mulheres em cursos universitários!

O regime teocrático islâmico iraniano entende que, em 77 cursos de ensino superior (Administração de Empresas, Ciências da Computação, Engenharia Elétrica e Engenharia Física em destaque), deve-se “equilibrar” o curso com mais vagas destinadas a homens. Assim, buscam inverter o atual quadro de 60% Mulheres contra 40% Homens nas faculdades do Irã.

Várias universidades, a fim de agradar o Governo, simplesmente FECHARAM vagas para as mulheres.

E aí: o que você acha dessa atitude radical? Logo, as autoridades iranianas deverão dizer que lugar de mulher é no fogão ou passando sua burca…

Lamentável.

– As 4 Disciplinas Condensadas do Ensino Médio

Biologia, Química, Física, História, Sociologia, Geografia, Matemática, Artes, Inglês, Educação Física, Literatura, Português (e tantas outras disciplinas), poderão ser resumidas em 4 grandes grupos: Ciências Humanas, Ciências da Natureza, Matemática e Linguagem.

É esta a proposta do MEC. O que lhe parece?

Extraído de Folha de São Paulo, ed 16/08/2012, C3, por Fábio Takahashi

MEC VAI PROPOR FUSÃO DE DISCIPLINAS NO ENSINO MÉDIO

O Ministério da Educação prepara um novo currículo do ensino médio em que as atuais 13 disciplinas sejam distribuídas em apenas quatro áreas (ciências humanas, ciências da natureza, linguagem e matemática).

A mudança prevê que alunos de escolas públicas e privadas passem a ter, em vez de aulas específicas de biologia, física e química, atividades que integrem estes conteúdos (em ciências da natureza).

A proposta deve ser fechada ainda neste ano e encaminhada para discussão no Conselho Nacional de Educação, conforme a Folha informou ontem. Se aprovada, vai se tornar diretriz para todo o país.

Para o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, os alunos passarão a receber os conteúdos de forma mais integrada, o que facilita a compreensão do que é ensinado.

“O aluno não vai ter mais a dispersão de disciplinas”, afirmou Mercadante ontem, em entrevista à Folha.

Outra vantagem, diz, é que os professores poderão se fixar em uma escola.

Um docente de física, em vez de ensinar a disciplina em três colégios, por exemplo, fará parte do grupo de ciências da natureza em uma única escola. Ainda não está definida, porém, como será a distribuição dos docentes nas áreas.

A mudança curricular é uma resposta da pasta à baixa qualidade do ensino médio, especialmente o da rede pública, que concentra 88% das matrículas do país.

Dados do ministério mostram que, em geral, alunos das públicas estão mais de três anos defasados em relação aos das particulares.

Educadores ouvidos pela reportagem afirmaram que a proposta do governo é interessante, mas a implementação é difícil, uma vez que os professores foram formados nas disciplinas específicas.

O secretário da Educação Básica do ministério, Cesar Callegari, diz que os dados do ensino médio forçam a aceleração nas mudanças, mas afirma que o processo será negociado com os Estados, responsáveis pelas escolas.

Já a formação docente, afirma, será articulada com universidades e Capes (órgão da União responsável pela área).

Uma mudança mais imediata deverá ocorrer no material didático. Na compra que deve começar neste ano, a pasta procurará também livros que trabalhem as quatro áreas do conhecimento.

Organização semelhante foi sugerida em 2009, quando o governo anunciou que mandaria verbas a escolas que alterassem seus currículos. O projeto, porém, era de caráter experimental.

folhapress

– O Melhor Professor dos EUA pode ser um Brasileiro!

Orgulho aos Educadores Brasileiros: o professor Alexandre Lopes, brasileiro que leciona nos EUA, concorre ao prêmio “Professor do Ano”, cujo prêmio será entregue na Casa Branca pelo presidente americano (B. Obama ou M. Ronney).

Extraído de Isto É, edição 2230, pg 102

UM BRASILEIRO ENTRE OS MELHORES PROFESSORES DOS EUA

por Paulo Rocha

O carioca Alexandre Lopes vence 180 mil docentes na Flórida e concorre ao título de Professor Nacional do Ano por seu trabalho com alunos especiais.

Um brasileiro está fazendo história nos Estados Unidos. O carioca Alexandre Lopes, 43 anos, natural de Petrópolis (RJ), acaba de ser eleito o melhor professor do Estado da Flórida e agora concorre ao título de melhor dos EUA. A conquista foi realizada após mais de seis meses de um rigoroso processo seletivo, que incluiu etapas regionais, municipais e estaduais. Lopes foi eleito o melhor entre cerca de 180 mil docentes da rede de ensino público da Flórida por seu trabalho realizado com crianças com necessidades especiais em idade pré-escolar. Há oito anos, o brasileiro atua como professor de educação inclusiva na escola Carol City Elementary, em Miami (Flórida), onde leciona para meninos e meninas de famílias de baixa renda – muitos deles autistas. A ideia de concorrer à premiação partiu da própria instituição onde Lopes trabalha. “Fiquei lisonjeado com a indicação, mas nunca achei que eu chegaria tão longe. Minha ficha ainda está caindo”, afirma.

A paixão do brasileiro pela educação foi despertada ainda na infância, porém Lopes só passou a trabalhar como professor após imigrar para os Estados Unidos, em 1995. Depois de atuar como comissário de bordo por mais de seis anos, em 2001 ele decidiu largar o emprego para correr atrás do seu antigo desejo. Sua ideia original era se tornar professor de línguas estrangeiras, mas uma conselheira vocacional o orientou a atuar na área de educação inclusiva. “Na época eu nem sabia o que isso significava, mas logo que entendi me apaixonei e decidi começar um mestrado na área”, diz. Enquanto realizava as entrevistas e dissertações para concorrer ao título de melhor professor da Flórida, Lopes ainda conciliava o trabalho como docente com o doutorado em educação na Universidade Internacional da Flórida. Agora ele deve permanecer um ano longe das salas de aula, cumprindo a agenda de compromissos que seu novo título exige, e que inclui palestras e a participação em workshops sobre educação.

O resultado da eleição para melhor professor dos Estados Unidos só será divulgado em abril de 2013, em uma cerimônia na Casa Branca com a presença do presidente americano. Mas, independentemente de ganhar a etapa nacional ou não, o brasileiro garante que já tem motivos de sobra para comemorar. “Só o fato de poder inspirar a paixão pela educação e, ao mesmo tempo, me tornar motivo de orgulho para o meu país já me faz sentir realizado.”

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– A Demissão de Delúbio Soares

Delúbio Soares, o tesoureiro do PT e envolvido com o Mensalão, foi demitido das suas funções como professor de matemática em Goiás.

E sabem o por quê?

Por 4 anos e 2 meses (entre 1994 a 1998), não trabalhou nenhum dia, mas recebeu todos os seus salários, totalizando quase R$ 170.000,00.

A pergunta é: vai devolver o dinheiro?

DELÚBIO É DEMITIDO POR FALTAR 100 DIAS NO TRABALHO

O ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, foi exonerado nesta sexta-feira, 3, do cargo de professor de Matemática da rede pública de ensino em Goiânia (GO).

O decreto foi assinado pelo secretário de Educação, Thiago Peixoto, e deverá ser publicado no Diário Oficial do Estado, na próxima segunda-feira (6).

Delúbio Soares recebeu salários e não trabalhou no período entre setembro de 1994 e janeiro de1998. Foram 100 meses sem bater o ponto, não aparecer nas salas de aula, nem justificar a ausência ao tranbalho. Delúbio era professor de Matemática concursado.

O secretário Thiago Peixoto, um ex-deputado estadual pelo PMDB, não foi localizado para comentar a decisão. O decreto de exoneração deverá ser publicado no Diário Oficial do Estado, na próxima segunda-feira, 6.

100 dias. Oficialmente, a demissão ocorre dois anos e três meses após o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) ter condenado Delúbio Soares a devolver os R$ 164.695,51 que recebeu do Estado sem trabalhar durante 100 meses. Ou seja, no período entre os meses de setembro de 1994 e janeiro de 1998, e entre fevereiro de 2001 a janeiro de 2005.

A decisão do juiz João Waldeck Félix de Souza, da 2a. Câmara Cível, e foi anunciada no dia 19 de maio de 2010.

Na época, diligências da justiça descobriram que Delúbio Soares faltava nas salas de aula, mas trabalhava diariamente no PT, e até viajava a serviço do partido.

Porém, o status de professor faltoso foi mantido graças à conivência do Sindicato dos Trabalhadores Professores (Sintego), filiado ao PT, onde a presidente do Sindicato na época, Noeme Diná Silva, fazia vistas grossas, mas foi condenada solidariamente, pela Justiça.

De acordo com a decisão judicial, o Sindicato liberava licenças médicas para Delúbio, que era concursado e lotado na Secretaria Estadual de Educação (SEE) de Goiás.

Além do ressarcimento do dinheiro, o ex-tesoureiro do PT foi condenado à perda dos direitos políticos por oito anos, e proibido de celebrar contratos om o Poder Público, ou receber incentivos fiscais e creditícios, direta ou indiretamente, pelo prazo de 12 anos.

– Felipão, o Reclamão!

Certa feita, Luiz Felipe Scolari ofendeu o árbitro assistente Roberto Braatz, dizendo:

Além de gaúcho, é safado”.

Na última semana, Braatz trabalhou pelo Campeonato Brasileiro na partida Cruzeiro X Palmeiras. Felipão reclamou muito da arbitragem.

Ontem, pela Sulamericana, Braatz (que processa Felipão pela ofensa citada acima) trabalhou no jogo Palmeiras X Botafogo. Em protesto, Felipão se recusou a trabalhar no banco de reservas.

Protesto do quê?

Braatz foi vítima de Scolari, não o inverso.

Já imaginou se os árbitros resolvessem boicotá-lo pelo excesso de insinuações, ou jornalistas pelas grosserias contra eles?

Infelizmente, o vencedor Scolari perdeu o respeito com os outros. Não pode ser mal educado como tem sido.

– Para que serve a Pós Graduação?

Leio uma interessante matéria sobre a popularização dos cursos de Pós Graduação. E o que ela fala? Sobre o fato dos cursos não serem mais vantagem competitiva.

Isso nós já sabíamos: devido a competitividade do mercado, o administrador de empresas, por exemplo, tem obrigação em se especializar. Compartilho abaixo:

Extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/115548_MUITO+CANUDO+POUCO+RESULTADO

MUITO CANUDO, POUCO RESULTADO

Popularização faz dobrar o número de alunos de pós-graduação em dez anos, e o curso deixa de ser um diferencial na formação

por Luciani Gomes

Até há pouco tempo, os cursos de pós-graduação (stricto ou lato sensu) eram a melhor maneira de o profissional se destacar no mercado de trabalho. Mestrado e doutorado não eram tão comuns, MBA ainda era uma novidade e quem tinha um ou outro era exceção. Nos últimos anos, no entanto, os cursos se popularizaram demais e deixaram de ser diferencial. De 1999 a 2009, o número de alunos de mestrado, doutorado e mestrado profissional dobrou – pulou de 80 mil inscritos para 160 mil em todo o País, segundo dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Os jovens já saem das faculdades com algum curso engatado e com planos de outro na sequência. “A pós-graduação virou requisito básico. Por isso, já não é um diferencial tão forte”, constata Edson Rodriguez, consultor em gestão de pessoas.

Dois exemplos dessa nova geração são o advogado Pedro Cabral de Vasconcellos e a fisioterapeuta Charlene Boif, ambos de 28 anos. Vasconcellos fez primeiro uma pós-graduação em direito e processo no trabalho e, ato contínuo, em direto do trabalho. “É uma maneira de permanecer atualizado”, justifica o advogado. Charlene já tem um mestrado na Espanha e está concluindo a segunda especialização em ciência da performance humana. Seus planos são fazer mais um mestrado em 2011 e depois emendar com um doutorado. “Para mim, tão importante quanto o aprendizado é a troca com profissionais que os cursos possibilitam”, diz ela.

Mas, para quem quer ir além das pós-graduações tradicionais, há algumas alternativas, segundo especialistas. A primeira é uma experiência no Exterior. Foi a opção de Fernanda Cabral, 23 anos, que se formou em marketing e partiu para um curso de extensão nos Estados Unidos. “Eu queria ver as coisas de outra perspectiva. E a experiência de viver a profissão fora do País fará a diferença quando eu voltar”, acredita. Fluência em mais de um idioma estrangeiro é outro item essencial para quem quer ter o currículo no topo da pilha, segundo a gestora de carreiras Waleska Farias. “O Brasil é a bola da vez. É necessário ir muito além do inglês, que virou requisito básico.” Porém, o fundamental para quem busca o aprimoramento é se certificar da qualidade do curso oferecido. Assim como faculdades privadas proliferaram e a qualidade ficou em segundo plano, também há cursos de especialização e de pós-graduação que deixam a desejar. “É sempre bom avaliar bem o projeto pedagógico, o corpo docente, as instalações e as referências”, alerta o educador Efrem Maranhão, membro da Academia Brasileira de Educação.

– Escrita a Mão Sobreviverá?

Adoro rabiscar em papéis. Ando sempre com várias canetas e boas lapiseiras. Caprichar na caligrafia (quando posso) é muito bom! Claro que meus textos costumeiramente (como a maior parte da população hoje) são digitados em equipamentos eletrônicos. Mas se puder encher a minha agenda de lembretes  escritos ao invés dos marcadores eletrônicos, melhor!

Leio um bacana texto do Marcelo Tas, em seu blog no Terra. Ele aborda justamente isso: escrever a mão deixará de existir?

Sabe qual a motivação dele para escrever o artigo? O fato de que na Inglaterra, uma pesquisa acusou que as pessoas (em média) ficam 45 dias sem pegar uma caneta!

Uau. Em: http://blogdotas.terra.com.br/2012/07/17/escrever-a-mao/

ESCREVER À MÃO: PRÁTICA EM EXTINÇÃO?

Qual a última vez que você escreveu usando um lápis ou caneta? Estudo recente, realizado a pedido da Docmail– empresa que imprime e envia correspondência via web da Inglaterra- diz que as pessoas tem pego na caneta uma vez a cada 45 dias!

Das duas mil pessoas que participaram da pesquisa, dois terços declararam que pegam na caneta quando precisa fazer anotações em papelzinhos colantes. Mais da metade confessam que sua caligrafia tem piorado de forma acelerada. Uma em cada sete pessoas sente vergonha dos erros de ortografia. E 40% sistematicamente abreviam as palavras na hora de escrever ou preferem a comunicação falada.

Recentemente tive a alegria de recuperar mais de uma dezena de caderninhos onde anoto e desenho coisas desde quando iniciei minha vida profissional. Estou chocado com a quantidade de coisas que já escrevi à mão e usei nos trabalhos que realizei por aí. Tenho me esforçado para manter esse caderninho como companhia. Mas percebo, com uma certa preocupação, que a minha produção de escrita à mão tem diminuido de forma acelerada, como sugere a pesquisa.

Segundo uma outra pesquisa, que eu mesmo faço no Google, há dezenas de cursos de caligrafia prometendo o milagre de fazer a escrita melhorar em 15 dias.

A escrita à mão está com os dias contados? Vai nos fazer falta?

– Custo Brasil e Indicadores Sociais Deprimentes

Medir a competitividade e discutir alguns índices sociais pode nos entristecer. A Revista Veja dessa semana trouxe a matéria “a Mão forte do Estado e o que ela deveria fazer”, citando questões estratégicas. Para isso, trouxe a baila alguns números:

Pessoas com/no ensino universitário

Coréia do Sul: 60%

Chile: 30%

México: 20%

Brasil: 10%

Desempenho de estudantes com 15 anos (entre 65 países)

China: 1º lugar

Coréia do Sul: 2º

Chile: 44º

Brasil: 53º

Custo em Dólares por Contêiner para exportação

Malásia: 450

China: 500

México: 1450

Brasil: 2215

Custo da Eletricidade em Euros por kWh

Argentina 0,04

México 0,05

Europa 0,06

Brasil 0,10

Investimentos em Pesquisa em relação ao PIB (%)

Israel 4,9

Japão 3,5

Coréia do Sul 3,2

China 1,5

Brasil 1

Hora Trabalhada com Impostos/Encargos Sociais (em Euros)

Índia 1,2

China 1,3

México 2,6

Brasil 5,3

Número de Dias para Abrir uma Empresa

Nova Zelândia 1

México 9

China 38

Brasil 119

Como deve ser diferente viver em países que não sejam burocráticos, que investem em Pesquisa e na Educação, com carga menor de impostos, não?

– Gastos com Educação: Dinheiro Bem ou Mal Gasto?

Ouvi uma entrevista do ex-Ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, falando sobre investimentos em Educação. Quem mais gasta (em percentual do PIB) é a Islândia (7%).

O Brasil, por incrível que pareça, é um dos que mais investe no mundo (em números percentuais). Nosso gasto com Educação é maior que o dos Estados Unidos, do Japão, da Coréia do Sul e da China!

O problema é lógico: gastamos mal. A gestão do dinheiro é ruim (sem contar com os prováveis desvios de verba).

Já imaginaram se os recursos fossem melhores destinados, e chegassem integralmente para quem realmente é da área educacional?

O país seria outro…

– Os Novos Parceiros dos Universitários: Igrejas e ONGs

Entrar para a Faculdade é um sonho para muitos brasileiros. E para concretizá-lo, às vezes precisa-se de uma ajuda.

A Folha de São Paulo traz uma matéria interessante: estar ligado a uma ONG ou a alguma Igreja pode ser um bom passo para o ingressante. Abaixo:

Em: http://www1.folha.uol.com.br/saber/980890-faculdades-pagam-ongs-e-igrejas-para-captar-novos-alunos.shtml

FACULDADES USAM ONGS E IGREJAS PARA CAPTAR NOVOS ALUNOS

Surgiu nova figura no meio universitário. Associações de moradores, líderes comunitários, ONGs e igrejas agora estão sendo intermediários entre as faculdades privadas e os jovens trabalhadores de menor renda que se tornaram o principal público-alvo de algumas instituições.

De acordo com o texto, as entidades intermediárias são remuneradas de duas formas: pelos alunos –que pagam uma taxa semestral ou anual para ter o nome incluído no cadastro para bolsas de estudo– e pelas faculdades, que chegam a pagar R$ 100 por matriculado.

As faculdades justificam a contratação da rede de intermediários dizendo que isso é mais eficiente e barato do que gastar com publicidade nas mídias convencionais.

Instituições de São Paulo como Uniban –recentemente adquirida pelo grupo Anhanguera–, Universidade de Guarulhos, UniRadial –ligada ao grupo Estácio de Sá–, Faculdade Sumaré e UniSant’Anna são algumas das que aderiram à prática.

– Os Melhores Alunos, em Sala!

Um projeto americano que chega ao Brasil: bons alunos e recém-formados são convidados a lecionar, ganhando experiência com a docência e adquirindo a simpatia de grandes instituições, como a Natura e o Itaú.

Tal funcionamento deste programa social pode ser acessado em: http://is.gd/jILSpm

QUER SER UM BOM LÍDER? VÁ DAR AULA!

por Marcos Todeschini

Com o apoio de grandes empresas, um novo projeto recruta os melhores alunos para lecionar em escolas públicas com problemas

Uma das maiores dificuldades de dar jeito no ensino é atrair profissionais de topo – o status e a recompensa financeira não ajudam. Nos Estados Unidos, que enfrentam o mesmo problema, uma ex-aluna da Universidade Yale criou, em 1992, o programa Teach for America. E conseguiu recrutar, desde então, 25 mil dos melhores cérebros do país para dar aulas nas escolas públicas com as piores notas. A grande sacada foi atraí-los por prazo determinado, bem no início da carreira.

Essa ideia está agora chegando a algumas escolas públicas brasileiras. O programa Ensina! recruta os melhores recém-formados, em diversas áreas, oferece treinamento e coloca-os para dar aulas de reforço. A iniciativa começou este ano com 30 professores em 13 escolas do Rio de Janeiro, e deve chegar a cidades de outros estados, como São Paulo e Minas Gerais.

Por 40 horas semanais, os “ensinas” recebem cerca de R$ 2 mil. Eles são seduzidos pelo idealismo, mas há outra recompensa: são bem-vistos por empresas como Tecnisa, Natura e Itaú, apoiadoras do projeto. Elas favorecem membros do Ensina! na fase de seleção, fazendo-os pular as etapas iniciais. Por quê? “Os ensinas desenvolvem habilidades valorizadas, como a capacidade de resolver conflitos, cumprir metas, liderar e dar feedback”, diz Maíra Pimentel, diretora do Ensina!. Nos Estados Unidos, as escolas do programa subiram de nível. Espera-se resultado semelhante no Brasil.   

– USP é a Melhor Universidade da América Latina

A USP, pelo segundo ano consecutivo, está entre as universidades TOP 10 da América Latina, figurando como a principal instituição de ensino, segundo a instituição britânica Quacquarelli Symonds, que faz as avaliações anualmente. A Unicamp figura em 3º, e a UFRJ em 8º. Veja a relação:

 

TOP 10 UNIVERSIDADES LATINO-AMERICANAS

Posição/2012

Instituição

País

Posição/2011

1

USP (Universidade de São Paulo)

Brasil

1

2

Pontificia Universidad Católica de Chile

Chile

2

3

Unicamp (Universidade Estadual de Campinas)

Brasil

3

4

Universidad de Chile

Chile

4

5

Unam (Universidad Nacional Autónoma de México)

México

5

6

Universidad de Los Andes Colombia

Colômbia

6

7

Itesm (Tecnológico de Monterrey)

México

7

8

UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro)

Brasil

19

9

Universidad de Concepción

Chile

12

10

Usach (Universidad de Santiago de Chile)

Chile

21

·         Fonte: QS (Quacquarelli Symonds)

 

Já as TOP 10 do Brasil foram classificadas assim:

TOP 10 UNIVERSIDADES – BRASIL

Posição 2012
Brasil

Posição 2012
Am. Latina

Instituição

Posição 2011
Am. Latina

1

1

USP (Universidade de São Paulo)

1

2

3

Unicamp (Universidade Estadual de Campinas)

3

3

8

UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro)

19

4

13

UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)

10

5

14

UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

14

6

15

Unifesp (Universidade Federal de São Paulo)

31

7

17

Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho)

16

8

18

PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)

15

9

25

UnB (Universidade de Brasília)

11

10

28

PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo)

37

·         Fonte: QS (Quacquarelli Symonds)

– O Código de Conduta do MetLife Stadium

O palco de Brasil X Argentina, em Nova Jersey, neste sábado a tarde, é um convite à civilidade no futebol.

Lá, é proibido fumar (não por questões de saúde, mas por conforto de quem sentar ao lado do fumante). Atitudes anti-sociais contra os torcedores adversários rendem a retirada do tumultuador do estádio. Xingar o árbitro ou falar palavrão rende punição.

Quer mais?

Camisas com mensagens ofensivas, religiosas ou políticas não são permitidas. Vuvuzelas? Nem pensar.

Na entrada, os torcedores recebem uma cartilha comportamental e a recomendação para enviar SMS para a administração do estádio, em caso de observação de algum transgressor.

imaginaram tais regras nos estádios brasileiros? Nenhuma torcida organizada iria aceitar.

Ou iria?

Claro que não. Mas… seria delírio ao menos tentar testá-las por aqui?

– Foto da Lousa é bom?

Conversando com um colega de docência, fiquei pasmo com uma nova “modalidade de aprendizado”: a Foto da Lousa!

Com um Tablet, o aluno espera o professor encher o quadro negro (quando faz uso dele) e fotografa. Nada de escrever, caneta se tornou objeto dispensável.

Sinceramente? Não curto.

Sou a favor da tecnologia no aprendizado, mas aqui sinto uma certa “preguiça entusiasta”. Explico: o aluno se empolga com os recursos de ponta que possui e se acomoda. Esquece do objetivo maior: aprender!

E você? É a favor dessa modalidade?

– Roberto Justus X Danilo Gentile: a Piada Descuidada

Não gosto de brincadeiras ou piadas que possam ofender sensivelmente alguém. Rafinha Bastos é craque em ser excessivamente grosso e incorreto. E nesta semana, Danilo Gentile cometeu uma gafe ao “estilo Rafinha Bastos”. Fez uma piada equivocada relacionando o metrô de São Paulo com os trens do Holocausto. Mas, além de indelicada, foi contar ao judeu Roberto Justus…

O publicitário e apresentador não gostou, e deu um verdadeiro “cala-boca” no humorista. Para quem não viu, em: http://www.youtube.com/watch?v=1Y19jZvgImU

– Preocupações Sulcoreanas com a Educação

E essa agora?

A Coréia do Sul está preocupada com o excesso de estudo dos alunos das escolas públicas. Segundo o Governo, os jovens estudam demais, e tal excesso de dedicação faz com que se comprometam demais com a educação e esqueçam de relaxar.

Quase igual ao Brasil…

– Acabou a Programação Infantil na TV Aberta?

A Revista Veja, em seu site (veja.com) trouxe uma bacana matéria sobre o “fim da babá eletrônica”, ou seja, a televisão!

Muitas vezes, a TV aberta serviu para a distração das crianças. Hoje, os pequenos são fãs do Discovery Kids, NickJr ou Cartoon. Em breve, teremos o Gloob, canal infantil a cabo da Globo.

Repararam que a Globo não tem muitas opções infantis na programação? E com a próxima estreia do programa da Fátima Bernardes, o pouco que resta acabará.

Parece que a TV a cabo é uma tendência. Pena que nem todos podem pagar.

Apesar dessa observação, fica a minha impressão: se pudermos evitar que nossas crianças sejam distraídas pela TV, ótimo! Isso seria demonstração de que conseguimos dispensar nosso tempo com elas, o que é muito mais instrutivo e carinhoso.

– Rafinha Bastos insiste em Desregrar o Humor?

O comediante Rafinha Bastos, aquele mesmo que faz piadas de extremo mau gosto com crianças, grávidas e etnias, estreou o “Saturday night live” , versão brasileira, com 0,8 de IBOPE.

Apesar de todas as polêmicas, leio na Época, Ed 28/05/2012, por Igor Paulin, mais uma declaração polêmica dele. Disse que:

O comediante Tracy Morgan disse que se seu filho fosse gay, ele o esfaquearia. Foi processado e pediu desculpas. Eu nunca faria isso! (…)”.

O que dizer de um cara desses?

– Bullying nas Escolas e Políticos, no Encontro Diocesano de Jundiaí

por Reinaldo Oliveira

No dia 24 de maio, das 8h30 às 11h, na Cúria Diocesana foi realizado o 3º Encontro Diocesano com os políticos representantes das 11 cidades que compõem a Diocese de Jundiaí: Cabreúva, Cajamar, Campo Limpo Paulista, Itu, Itupeva, Jundiaí, Louveira, Pirapora do Bom Jesus, Salto, Santana de Parnaíba e Várzea Paulista. O encontro teve como tema “O Bullying nas escolas” e contou com a assessoria da psicopedagoga Taísa Gasparini, da cidade de Salto. Também de Salto, foi apresentado pelo prefeito José Geraldo Garcia, um projeto social na área de segurança escolar que está sendo implantado com sucesso na cidade. Dom Vicente falou sobre a atuação da Igreja de Jundiaí no processo eleitoral, entregou aos representantes de cada cidade um exemplar das Orientações Diocesanas sobre Fé e Política,  e desejou a todos os que vão concorrer a cargos públicos nas próximas eleições “que sejam encorajados a participar da política, vivenciando sua vocação e missão, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa, fraterna e solidária”. O evento foi coordenado de Claudinho Nascimento, da Pastoral Fé, Política e Cidadania teve a participação de 50 pessoas entre prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e agentes de pastorais paroquiais. Um momento marcante do encontro foi quando o padre André Labrossi informou estar completando 40 anos na Diocese de Jundiaí, e que durante este tempo participou ativamente de ações políticas – ele pediu licença do ministério sacerdotal e durante anos foi Secretário Municipal da Fundação Municipal de Assistência Social (FUMAS), de Jundiaí e que a atuação política, quando praticada com ética e justiça dignifica o homem. A Pastoral Fé e política comunicou que no dia 15 de junho promoverá uma palestra aos candidatos a vereador das 11 cidades da diocese, sobre a Lei da Ficha Limpa e será na igreja Santa Teresinha, na Vila Rio Branco, e no dia 22 de junho outra palestra sobre a Lei 9840 – que fala sobre a compra de votos e corrupção eleitoral e será na sede da OAB-Jundiaí. O próximo encontro entre com os políticos ficou agendado para o dia 22 de novembro. A cidade de Cabreúva apresentará um projeto sobre Qualificação Profissional e a Pastoral Fé, Política e Cidadania apresentará resultados dos trabalhos da 5ª Semana Social Brasileira.

– Melhores Universidades do Mundo em Língua Portuguesa!

Há coisas boas pouco divulgadas no mundo da Educação Por exemplo: alguém já acessou o site “Veduca”?

Eu desconhecia, e fiquei surpreso positivamente. O endereço é de um portal de video-aulas, gravadas nas melhores universidades mundiais, como MIT, UCLA, Yale, Harvard, e traduzidas para o português!

De tantas coisas ruins que vemos na Internet e que são disseminadas, ainda há coisas boas que valem a pena compartilhar. Quem quiser, o endereço é: www.veduca.com.br

– Tetraplégica, Muda, Cega e… Doutora! Um exemplo a Nós.

Queridos amigos e alunos,

Quando reclamarmos das provas, dos estudos, das dificuldades em geral, recordemos o exemplo dessa moça que ontem terminou seu doutorado na USP: ela não anda, não fala, não enxerga, não mastiga e nem engole. Mas superou as barreiras e, com disposição, defendeu sua tese!

Abaixo, extraído de: Folha de São Paulo, Caderno Equilíbrio, pg E4

ARTISTA TETRAPLÉGICA E MUDA É PhD COM DISTINÇÃO E LOUVOR

Por Cláudia Collucci

O primeiro “obrigada” foi mais difícil e demorado. O nervosismo atrapalhava a doutoranda na escolha das letras. No entanto, depois de um “ops!” que arrancou gargalhadas da plateia, ela se soltou e respondeu com desenvoltura aos comentários da banca examinadora.

Ao final de três horas, Ana Amália Tavares Barbosa, 46, recebeu ontem, com “distinção e louvor”, o título de doutora em arte e educação pela USP. É a primeira pessoa na sua condição (tetraplégica, muda, deficiente visual e que não consegue mastigar e engolir) a receber o título lá.

Ana Amália escreveu sua tese usando um programa de computador desenvolvido para ela. Ela toca um sensor com o queixo para escolher cada letra e formar, assim, as palavras. No início da cerimônia, fez uma apresentação usando um programa que transforma o texto em voz.

Há dez anos, Ana Amália sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) no tronco cerebral, no dia da defesa da sua dissertação de mestrado. Como sequela, ficou com síndrome do encarceramento (“locked in”).

Sua tese, intitulada “Além do Corpo”, é fruto de três anos de trabalho com artes visuais, realizado com um grupo de seis crianças com lesões cerebrais atendidas na Associação Nosso Sonho.

A defesa da tese quebrou todos os protocolos. Teve choro, risos, aplausos fora de hora e fala que não estava prevista. “É um momento histórico não só para as pessoas com deficiências, mas para toda a sociedade. Deve levar a uma transformação do modelo educacional vigente”, disse a secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Battistella.

A mãe de Ana Amália, Ana Mae Barbosa, professora aposentada da ECA (Escola de Comunicação e Artes), preferiu assistir à cerimônia de longe. “Estou nervosíssima e muito orgulhosa. Ela deixou de ser vítima da vida para conduzir a própria vida.”

As cinco examinadoras elogiaram a clareza, a objetividade e a concisão do texto de Ana Amália. E, principalmente, o caráter de “manifesto político” do trabalho.

“Ele mostrou que não sabemos nada de aprendizagem, de educação, de cognição, de percepção, de inteligência e de generosidade”, afirmou Sumaya Mattar, professora da ECA.

A orientadora de Ana Amália, Regina Stela Machado, resumiu: “A gente dá muita desculpa para o que não faz, vive muito na superficialidade e não vê as coisas importantes da vida.”

Ao final, já doutora, Ana Amália disse só uma palavra com os olhos: “Consegui”.

– As 50 Melhores e Piores Faculdades de Direito

Faculdades de Direito contestadas: após o Exame da Ordem Unificado, o site TERRA, no ambiente “Educação” cria elenco das 50 piores instituições de ensino do Brasil.

A lista pode ser observada em: http://is.gd/EDUCACAODIREITO

Ôpa: na relação, também há a lista das 50 melhores!

– Curso de Gandula a Distância!

O que pensar sobre tal inusitada proposta: se diplomar como gandula, por um curso a distância, por R$ 560,00 em 12 vezes no Cartão de Crédito?

Parece loucura, mas existe uma Universidade que oferece tal formação aos repositores de bola!

É a ciência a serviço da boa educação esportiva. Mas fico com a pulga atrás da orelha: afinal, como pode-se oferecer o certificado de conclusão sem uma única aula prática num campo de futebol?

Extraído do Uol Esporte, em: http://is.gd/lxpoRy

INSTITUIÇÃO VIRTUAL OFERECE CURSO DE GANDULA A DISTÃNCIA POR R$ 560,00

Por Bruno Freitas

Os gandulas roubaram a cena nas decisões dos estaduais e vivem seu precioso instante de notoriedade no futebol brasileiro. Responsáveis pela reposição de bola nas partidas, esses personagens geralmente são estudantes de educação física ou garotos das categorias de base dos clubes. No entanto, uma instituição virtual de ensino brasileira oferece um curso à distância para formação deste coadjuvante hoje em dia em moda nos estádios.

A reportagem do UOL Esporte encontrou um inusitado curso ministrado pela Rede Internacional de Ensino Livre, que oferece certificado de gandula por R$ 560,00, em pagamento que pode ficar em 12 vezes no cartão de crédito.

A escola baseada na cidade mineira de Ituiutaba informa que cede material de estudo ao eventual interessado. No fim, o aspirante a gandula precisa enviar à instituição um questionário devidamente respondido. Em caso de êxito, recebe o certificado de conclusão.

Ao todo são cinco módulos de curso, que orientam o estudante desde as regras do jogo a noções de ética (“Seja honesto em qualquer situação”) e comportamento (“Sua atitude ganha a simpatia da torcida”).

Uma das aulas da disciplina tem o título de “Busca tanto as bolas do seu time quanto as do adversário”, em descrição que pode remeter à polêmica da decisão da Taça Rio do último final de semana, em jogo entre Botafogo e Vasco.

O curso de gandula da instituição virtual foi desenvolvido pelo reitor da escola, dr. Omar Costa. Em contato com a reportagem do UOL Esporte, a escola  informa que o estudo serve como aperfeiçoamento para indivíduos que já tenham algum tipo de experiência na função.

– Comparações de Professor Universitário Brasileiro com Canadense

Compartilho interessante matéria da Folha de São Paulo deste domingo (Cotidiano, pg C5, por Sabrine Righetti), sobre os salários e a carreira de professor universitário no Brasil e no Canadá.

Além da maior estabilidade para o docente, ele ganha o dobro!

SALÁRIO DE DOCENTE NO CANADÁ PAGA 2 NO BRASIL

Professor universitário brasileiro vive ‘sem conforto’, segundo estudo internacional que fez pesquisa em 28 países. Levantamento compara salários de instituições dos cinco continentes; no Brasil, instituições públicas pagam melhor.

Ser professor universitário no Brasil pode não ser mais tão vantajoso. Um estudo inédito que compara o salário de docentes de 28 países mostra que as universidades por aqui têm bons benefícios, mas deixam a desejar nos holerites.

Em média, um professor universitário no Brasil ganha U$S 4.550 mensais (cerca de R$ 8.500) quando atinge o topo da sua carreira.

Isso corresponde a cerca de metade do que receberia em instituições do Reino Unido ou do Canadá

Considerando o custo de vida local, um docente brasileiro não consegue viver “com conforto”, afirma o trabalho.

A compilação está no livro “Paying the Professoriate” (Pagando os Professores, Ed. Routledge), lançado neste mês. O trabalho foi coordenado pelo Centro Internacional de Ensino Superior da Boston College (EUA) e pela Universidade Nacional de Pesquisa de Moscou (Rússia).

No Brasil, os maiores salários estão nas universidades públicas, que concentram 91,6 mil dos 132,4 mil professores com dedicação integral.

Apesar de receberem mais, os docentes dessas instituições têm o pagamento padronizado conforme cargo e formação. Ou seja: professores titulares de universidades estaduais paulistas, por exemplo, terão o mesmo holerite.

“Os salários fixos são um problema quando se quer trazer pessoas excepcionais para o ensino superior nacional”, analisa o sociólogo e cientista político Simon Schwartzman, autor do capítulo brasileiro do estudo.

Universidades públicas de países como China e EUA, por exemplo, podem fazer propostas e contratar docentes conforme desejarem -inclusive estrangeiros.

Isso cria um ambiente de competitividade que, dizem especialistas, pode ser benéfico para as universidades.

Os salários analisados no trabalho, porém, não consideram alguns benefícios. Docentes com cargos administrativos, como chefia de departamento, recebem extras.

BOLSA E APOSENTADORIA

Se a produtividade científica for alta, o complemento vem do CNPq (Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento), que paga uma bolsa mensal de R$ 1.300,00.

“Em geral, as condições de trabalho na universidade brasileira são boas e atrativas”, analisa Schwartzman.

Além disso, vantagens como a estabilidade de emprego e a aposentadoria integral também atraem os docentes às instituições públicas.

A pesquisa destaca ainda que o “engessamento” de salários evita desníveis entre regiões do país, áreas do conhecimento ou gênero.

É o que ocorre, por exemplo, no Canadá. Lá, uma professora ganha 20% menos do que um colega homem.

NO PAÍS, ENSINO SUPERIOR PRIVADO FICA PARA TRÁS

Apesar de os maiores salários estarem nas universidades públicas, a maioria dos alunos do país (75%) está nas instituições privadas.

Nessas, a prevalência é de docentes com dedicação parcial (81%). Ou seja: eles têm mais de um emprego.

A capacitação também é melhor nas públicas -48% dos professores têm doutorado. Nas privadas, são 8%.

Para o sociólogo Simon Schwartzman, autor da parte brasileira do estudo, nas privadas a ordem é o ensino ser barato. “Significa pagar pouco a docentes e investir pouco na infraestrutura.”

– Beto Richa é contra PM Inteligente?

Coisas Ininteligíveis: o Governador do Paraná, Beto Richa, disse que o Policial Militar que estuda muito pode causar insubordinação, pois quando está na faculdade, tende a questionar as ordens do seu superior na instituição.

Então devemos todos torcer para os soldados sejam iletrados, correto?

O político deveria ficar quieto…

– A Imbecil Brincadeira com Pó de Giz nas Escolas!

Numa pequena cidade gaúcha, os pais têm-se queixado de uma brincadeira perigosa: crianças de 10 anos brincam de “cheirar cocaína” na escola, usando o giz moído para tal travessura.

O teor da brincadeira é assustador. Tremo, só de pensar num filho ousando brincar assim. E com a notícia, outras crianças se encorajaram a imitar os gauchinhos pelo Brasil afora.

Isso é perigoso? Como professor e pai, digo sem titubear: CLARO QUE É!

Mas talvez os pais atentos pensem assim e sejam rotulados de caretas e chatos por muitos! Me estarreceu a ponderação de Rubem Alves, na Folha de São Paulo da última terça-feira, pg 02:

Brincadeira com pó de giz não é um prenúncio de crime

por Rubem Alves

Pais, professores e autoridades ficaram apavorados com uma brincadeira nova: as crianças fazem de conta que pó de giz é cocaína.

O barulho que os adultos estão fazendo é mais nocivo que o pó de giz. Digo isso a partir da minha experiência de menino que brincava com revólver que dava estalo. Mas minha arma de brinquedo não era a profecia de um futuro criminoso.

Argumento a lamentar. Respeito-o, mas discordo. Uma brincadeira desse tipo, por parte de uma criança de 10 anos, é preocupante demais!