– MIGRAÇÃO

Amigos, os antigos endereços dos 2 blogs que estavam na base do TerraBlog serão desativados pela descontinuidade do serviço do provedor. Assim, eles estão migrando para o WordPress.

O blog de atualidades, cujo endereço era professorrafaelporcari.blog.terra.com.br, passará a ser encontrado como Discutindo Contemporaneidades”, em ProfessorRafaelPorcari.com . Nele serão inseridos os novos posts e paulatinamente os antigos, assim que o TerraBlog liberar a exportação dos arquivos.

O blog de discussão sobre arbitragem de futebol, cujo endereço era pergunteaoarbitro.blog.terra.com.br, passará a ser encontrado como Pergunte ao Árbitro”, em: PergunteAoArbitro.wordpress.com . Os dados desse blog já foram atualizados.

Grato,

Rafael Porcari

bomba.jpg

– Erros e Necessidades da Educação Brasileira.

O Senador Cristovam Buarque, ex-ministro da Educação de Lula, deu uma entrevista à jornalista Ruth de Aquino à Revista Época (ed 850, pg 106), e muitas coisas importantes foram ditas por ele. Em especial, ele fala sobre a qualidade da Educação:

“(…) Não deu certo o salto necessário para a qualidade e 3 brechas se aprofundaram:

1) Entre a Educação no Brasil e a de outros países;

2) Entre a Educação dos Ricos e a dos Pobres;

3) Entre o que os Alunos precisam e o que a Escola oferece.”

Sobre sua saída do Governo Lula, justificou dizendo:

“O presidente Lula cansou de algumas falas minhas. O desinteresse pelo longo prazo foi claro e levou a gestos de imediatismos no Ensino Superior, sem dar atenção à Educação de base. O resultado foi um aumento de alunos no Ensino Superior com uma qualidade desastrosa. (…) Lula acreditava que é possível saltar para a Universidade sem passar pelo Ensino Fundamental. Esse discurso, mesmo demagógico, dá votos, como se comprova”.

Em relação aos professores, ele é enfático:

“Precisamos criar uma Carreira Nacional dos Professores, com salario capaz de atrair ao Magistério os jovens mais brilhantes do ensino superior. Para isso, precisamos pagar R$ 9.500,00 por mês, além de fazer escolas bonitas e confortáveis, com a mais moderna tecnologia. Todas em horário integral.”

O discurso é maravilhoso. Pena que, infelizmente, levar a Educação a sério não tem sido uma das prioridades desse país…

escola-2.jpg

– Coitados dos Discentes da Gama Filho e UniverCidade…

Alunos da Gama Filho e UniverCidade, instituições do Grupo Galileo, que recentemente sofreram intervenções do MEC, estão sofrendo.

Se não bastassem os problemas que passaram enquanto discentes (falta de aula, greve de professores, baixo conteúdo acadêmico), os ex-alunos não conseguem transferência para outras instituições sob a queixa que o grupo Galileo não libera documentações suficientes.

A realidade é: muitas faculdades abriram as portas; poucas deveriam ter funcionado de verdade!

Fico pensando: e os gestores, proprietários ou donos do Grupo Galileo? A quantas andam? Confesso que não sei quem são.

images.jpg

– Segurança em situações de Pavor é com ele mesmo: Comandante Schettino dará aulas de Gestão do Pânico!

Francesco Schettino, comandante do navio de passageiros Costa Concórdia que afundou na Europa (e que vexatoriamente fugiu, deixando o barco e os turistas naufragarem), dará aulas sobre “Gestão do Pânico” na Universidade de Roma.

Segundo ele, justificou que:

Fui convidado como especialista, pois sei me comportar nessas situações.”

Mas que italiano cara-de-pau! Só poderá ensinar O QUE NÃO FAZER em momentos de risco.

schetti.jpg

– Ataques Boko Haram contra Igrejas e Esportistas se intensificam na Nigéria

Enquanto as atenções do mundo estão voltadas para o futebol na Copa do Mundo, terroristas nigerianos assustam o seu país!

Os radicais do Boko Haram, grupo que sequestrou dezenas de meninas forçando-as à conversão islâmica e as proibindo de estudar, pois, segundo eles, a Educação pelo modelo ocidental fere os preceitos de Alá, atacaram na semana passada torcedores em bares e locais públicos, distraídos com o jogo da Seleção da Nigéria. No último domingo, atacaram 4 igrejas durante as Missas.

A idéia desses fanáticos é separar o norte do país, criando um estado muçulmano e radical. Para isso, matam inocentes!

article-2567443-11B85DF6000005DC-896_634x409.jpg

– Igrejas, ONGs e Universidades

Entrar para a Faculdade é um sonho para muitos brasileiros. E para concretizá-lo, às vezes precisa-se de uma ajuda.

A Folha de São Paulo traz uma matéria interessante: estar ligado a uma ONG ou a alguma Igreja pode ser um bom passo para o ingressante. Abaixo:

Em: http://www1.folha.uol.com.br/saber/980890-faculdades-pagam-ongs-e-igrejas-para-captar-novos-alunos.shtml

FACULDADES USAM ONGS E IGREJAS PARA CAPTAR NOVOS ALUNOS

Surgiu nova figura no meio universitário. Associações de moradores, líderes comunitários, ONGs e igrejas agora estão sendo intermediários entre as faculdades privadas e os jovens trabalhadores de menor renda que se tornaram o principal público-alvo de algumas instituições.

De acordo com o texto, as entidades intermediárias são remuneradas de duas formas: pelos alunos –que pagam uma taxa semestral ou anual para ter o nome incluído no cadastro para bolsas de estudo– e pelas faculdades, que chegam a pagar R$ 100 por matriculado.

As faculdades justificam a contratação da rede de intermediários dizendo que isso é mais eficiente e barato do que gastar com publicidade nas mídias convencionais.

Instituições de São Paulo como Uniban –recentemente adquirida pelo grupo Anhanguera–, Universidade de Guarulhos, UniRadial –ligada ao grupo Estácio de Sá–, Faculdade Sumaré e UniSant’Anna são algumas das que aderiram à prática.

ESCOLA BEMVINDO.jpg

– Machado de Assis, eterno!

E hoje se comemora o 175o ano do nascimento de Machado de Assis.

Teria sido ele o maior escritor do Brasil? Será que as gerações futuras discutirão se Paulo Coelho o superará/superou?

1.jpg

– Y é semivogal ou consoante?

Dúvida bobinha, mas persistente: o Y realmente é uma consoante?

Li num artigo e consegui (ufa) a resposta!

(extraído de:

http://super.abril.com.br/blogs/oraculo/por-que-a-letra-y-nao-e-considerada-uma-vogal/?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_super)

“No português, o “y” é consoante”, diz Paulo Henriques Britto, professor do Departamento de Letras da PUC-Rio. Na verdade, na nossa língua, o “y” cumpre, na maioria das vezes, o papel de semivogal, ou seja, o de uma vogal que funciona como uma consoante, abrindo ou fechando uma sílaba. Como a semivogal é uma espécie de consoante, ela ficou classificada como uma consoante.

O “y” entrou no alfabeto latino para representar uma letra do alfabeto grego. Na origem, ele era uma vogal. Quando foi adotado pelas línguas europeias, como o inglês ou o português antigo, passou a ser mais usado como uma semivogal. Na palavra yo (“eu”, em espanhol), tem o valor de uma consoante. No inglês, pode representar uma vogal, como em myth (mito).

Letras são apenas símbolos gráficos. O que pode ser classificado como vogal ou consoante é o seu som, o fonema. Quando falamos uma consoante, a corrente de ar que soltamos encontra uma certa obstrução ao fazer o som. Por exemplo, ao dizer “m”, fechamos a boca. Já nas vogais, a corrente de ar não encontra obstrução. O ar sai da boca sem obstáculos quando dizemos “a”.

Coloring_Pages_Alphabet_Y_coloringkidsboys.gif

– Contas da Unicamp que assustam!

Quer dizer que as contas da Unicamp foram reprovadas pelos órgãos fiscalizatórios?

Motivo: mais de 95% é gasto com… pessoal!

Caramba… investimento em pesquisa poderia ser maior caso o efetivo fosse reduzido, não?

images.jpg

– Coringão agradecendo a quem não depredou?

Sinal dos tempos. O Corinthians divulgou uma nota pública agradecendo aos torcedores por não depredarem o estádio, nem arrancarem as cadeiras, tampouco os vasos sanitários…

Quer dizer que tudo isso virou virtude?

O normal é agir como bandido?

Que coisa. O problema é educacional ou isso é a “cultura do futebol”?

arena-fielzao-itaquerao-corinthians-5.jpg

– Um país que está parando: agora, Professores Universitários!

E nesse momento em que as greves estão estourando em todos os locais, é a vez dos Professores e Servidores das Universidades Estaduais: Usp e Unicamp estão parando por tempo indeterminado.

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2014/05/1458346-professores-da-unicamp-decidem-entrar-em-greve.shtml

PROFESSORES DA UNICAMP DECIDEM ENTRAR EM GREVE

Por Lucas Sampaio

Professores e servidores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) decidiram, nesta quinta-feira (22), entrar em greve por tempo indeterminado.

A decisão foi tomada em assembleias realizadas pela Adunicamp (associação de docentes) e pelo STU (sindicato dos trabalhadores) no início da tarde.

Os docentes da universidade pública de Campinas (a 93 km de SP) vão cruzar os braços na próxima terça (27), e os demais trabalhadores param suas atividades a partir de amanhã.

Ambos são contra a proposta dos reitores das três universidades estaduais paulistas -USP, Unesp e Unicamp- de não conceder reajuste salarial à categoria neste momento.

Ontem, funcionários e docentes da USP (Universidade de São Paulo) já haviam aprovado paralisar totalmente as atividades a partir de terça (27). Horas depois, um grupo de estudantes da universidade decidiu aderir à greve e fazer uma passeata.

Segundo o coordenador do STU (Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp), João Raimundo Mendonça de Souza, 51, a assembleia do servidores aprovou a greve com poucas abstenções e nenhum voto contrário.

O objetivo da greve, disse Souza, é mostrar que “os reitores precisavam voltar à mesa de negociações e apresentar uma proposta que reponha as perdas salariais”.

Cerca de 500 funcionários e cem professores participaram das assembleias, segundo os respectivos sindicatos. Para o STU, a adesão à paralisação deve ser de 70% dos trabalhadores -com exceção da área de saúde da universidade.

A Unicamp possui atualmente 2.042 docentes (99% deles doutores) e 7.818 servidores, além de 34.533 alunos (18.338 na graduação e 16.195 na pós-graduação).

Segundo a universidade, os salários dos docentes vão de R$ 1.592 (professor doutor em turno parcial de 12 horas semanais) a R$ 13.653,62 (professor titular com regime de dedicação integral de 40 horas semanais). O vencimento dos servidores não foi informado.

ZERO DE REAJUSTE

O estopim da greve foi a decisão do Cruesp (entidade que representa os reitores de USP, Unesp e Unicamp) de prorrogar as discussões sobre o aumento salarial para setembro deste ano, embora a data-base das duas categorias seja maio.

No ano passado, o reajuste foi de 5,39%. Os dirigentes universitários, no entanto, dizem que o comprometimento do orçamento com folha de pagamento em 2014 já está acima do adequado.

Deveria estar próximo dos 85%, afirmam, mas os níveis de comprometimento em abril atingiram 95,42% na Unesp, 97,33% na Unicamp e 105,33% na USP.

Eles dizem que só poderão voltar a negociar a partir de setembro, após reavaliar os repasses que as universidades receberão do ICMS (principal imposto estadual, que financia a educação superior no Estado).

IMPASSE

Em nota, a reitoria da Unicamp informou que reitera as informações do Cruesp.

“No entanto, consciente da importância de manter o poder aquisitivo dos salários e, ao mesmo tempo, preservar o necessário equilíbrio financeiro das três Universidades, o Cruesp agendou reuniões mensais de acompanhamento da arrecadação do ICMS para avaliar a situação orçamentário-financeira”, afirmou a assessoria de imprensa da universidade.

A última greve dos professores, segundo a Adunicamp, ocorreu em 2009 –quando a PM entrou no campus da USP. A última paralisação devido aos salários foi em 2004, quando também houve proposta de reajuste zero.

Entre os servidores, a última paralisação foi em 2010, segundo o STU, quando os trabalhadores receberam metade do reajuste dado aos professores.

integra.jpg

– Rio de Janeiro e o Prefeito Brincalhão

Piada?

Nada disso. É sério: Eduardo Paes, prefeito carioca, mandou publicar no Diário Oficial uma medida curiosa do seu programa cultural chamado “Pró-Carioca”.

Qual é ela?

Todos os alunos estão obrigados a cantar, uma vez por semana, a canção “Cidade Maravilhosa”.

Se Carmem Miranda (que cantou essa marchinha na década de 30) fosse viva, talvez ficasse pensativa se no Rio de Janeiro do século XXI não existisse coisas mais importantes para se fazer na Educação do que decorar sua música…

maquiagem-contem-1g-inspirada-em-carmen-miranda.bmp

– Itaquerão já em reformas?

Fantástico! A torcida organizada do Corinthians arrebentou o setor destinado a elas no estádio novo. Primeira partida, mais de 70 cadeiras destruídas.

E olha que era inauguração, jogo de uma torcida só…

Fico pensando: e num confronto contra o São Paulo, Palmeiras, Santos…

Talvez isso seja prova maior do quão bandidos muitos desses caras são. Destruir a troco de quê?

Teste_Cadeiras_Itaquerao.jpg

– Preconceito contra Obesos dentro do próprio Governo?

Triste caso de preconceito contra obesos: até o Governo está constrangendo quem está acima do peso? Professores barrados pelos quilos?

Uma vergonha… abaixo:

Extraído de: http://www.iberoamerica.net/brasil/prensa-generalista/folha.com.br/20140517/noticia.html?id=Jyuh02r

PERÍCIA BARRA DOCENTE OBESO EM CONCURSO

Por Mariana Bruno

A obesidade mórbida foi responsável pela rejeição de um quarto dos professores aprovados no último concurso do governo do Estado de São Paulo, no fim de 2013, para a educação básica.

De 11.858 docentes aprovados e que passaram pela avaliação de saúde, 155 foram considerados inaptos nas perícias, sendo 39 (25%) deles recusados por obesidade.

Segundo o DPME (Departamento de Perícias Médicas do Estado de São Paulo), órgão da Secretaria de Estado da Gestão Pública que forneceu os dados à Folha, os professores barrados no concurso ainda podem pedir reconsideração da avaliação.

Outras doenças também fazem com que professores aprovados fiquem pelo caminho. Entre elas estão nódulos em cordas vocais, neoplasia maligna (câncer), diabetes grave, hipertensão grave e hipoacusia (diminuição da capacidade auditiva).

A professora de química Ana Carolina Buzzo Marcondelli, 30, de Américo Brasiliense, na região de Ribeirão Preto, foi reprovada por ser obesa e disse que está sendo vítima de preconceito.

O diretor da Apeoesp (sindicato dos professores do Estado) em Ribeirão Preto, Mauro Inácio, questiona os critérios de avaliação, já que a maior parte dos professores reprovados já trabalha para o Estado sem ter feito concurso para se tornar efetivo.

Em nota, o sindicato se posiciona contra as reprovações e entende que a obesidade não poderia ser motivo para não aprovar professores.

HISTÓRICO

O caso é recorrente no Estado. No final de 2009 o Ministério Público de São Paulo abriu inquérito para apurar a negativa do governo do Estado em contratar obesos que passaram em concursos.

Em 2011, o governo paulista reavaliou a situação de professores aprovados em concurso público, mas que foram considerados inaptos pela perícia médica do Estado.

Para o professor do departamento de Educação, Informação e Comunicação da USP de Ribeirão Preto José Marcelino de Rezende Pinto, o governo deveria avaliar mais questões didáticas e específicas sobre as disciplinas e não critérios como o peso.

“O fato de muitos candidatos reprovados já trabalharem no Estado, mas sem serem concursados, já mostra uma contradição”, disse.

CONTINUIDADE

O DPME informou que a perícia é uma prerrogativa de quem organiza o concurso e visa garantir a “continuidade no serviço público”.

Segundo o órgão, dos 39 professores reprovados na perícia por serem obesos mórbidos, somente três são da área de educação física.

A Secretaria de Estado da Educação não quis se manifestar sobre as reprovações.

14137116.jpeg

– CNPQ e CAPES cobram os seus bolsistas!

Professores e Servidores Públicos que receberam bolsas para Mestrado e Doutorado, acumulando renda, são alvos da CNPQ e CAPES. Abaixo, extraído de Terra Educação (Clique aqui p/ citação)

CAPES E CNPQ PROÍBE BOLSAS PARA PROFESSORES DE UNIVERSIDADES

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) publicaram nota conjunta que proíbe o acúmulo de bolsa de mestrado ou doutorado e salário por professores e servidores das universidades públicas, de faculdades privadas e das escolas que formam a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica.

Segundo a Capes, a restrição também é válida a quem já tivesse vínculo empregatício antes da solicitação da bolsa. O acúmulo passou a ser permitido a partir da publicação, em julho de 2010, de uma portaria que flexibilizava a concessão de bolsa a estudantes com vínculo empregatício. O benefício segue critérios como a proximidade entre a atividade empregatícia e o projeto de pesquisa, e depende da autorização do orientador do aluno bolsista. O valor da bolsa de mestrado é de R$ 1,2 mil e o valor da bolsa de doutorado é de R$ 1,8 mil.

Ofício da Diretoria de Programas e Bolsas da Capes aos pró-reitores de pós-graduação das universidades federais informa que os bolsistas matriculados em programas de pós-graduação “poderão” receber “complementação financeira” de outras fontes. “Não há, portanto, a previsão de que discentes que possuíam anteriormente vínculo empregatício remunerado estariam aptos ao acúmulo”, diz o documento.

O ofício informa que após o fechamento, este mês, do Sistema de Acompanhamento de Concessões (SAC) a Diretoria de Programas e Bolsas fará levantamento com relação à existência de bolsistas irregularmente cadastrados. “No caso de ocorrências nesse sentido, os eventuais bolsistas terão as bolsas canceladas”.

Segundo o ofício, os alunos que tenham recebido bolsa indevidamente terão de devolver o dinheiro. “Ressaltamos que a ocorrência do indébito caracteriza obrigatoriedade de devolução, a esta agência, dos recursos percebidos irregularmente, devidamente atualizados”, diz o documento.

capes-e-Cnpq.jpg

– Disparates Salariais entre Gêneros e outros Indicadores

Mulheres com mestrado ganham menos do que homens; negros representam apenas 2% da população que chega ao Doutorado. Outros números interessantes revelados por UOL Educação, extraído de:http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/04/23/mulheres-com-mestrado-ganham-menos-do-que-homens-titulados.htm

MULHERES COM MESTRADO GANHAM MENOS DO QUE HOMENS TITULADOS

O número de mulheres com mestrado no Brasil é maior que o número de homens com a mesma titulação. Elas representam 53,5% dos mestres no país e eles, 46,5%. No entanto, em termos de remuneração, as mulheres ganham em média R$ 5.438,41, 28% a menos que os homens, que recebem R$ 7.557,31. Os dados foram divulgados nessa segunda-feira (22) pelo CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos) no estudo “Mestres 2012: Estudos da Demografia da Base Técnico-Científica Brasileira”.

Segundo o estudo, que utiliza dados do final de 2009, as mulheres têm uma participação maior (71%) nas áreas de linguística, letras e artes. Na área de ciências sociais aplicadas, onde a remuneração é maior, as mulheres representam 43,2% dos empregados.

Na segunda área de maior remuneração, as engenharias, as mulheres têm a menor participação relativa entre os empregados, 27,9%.

Os números mostram que, dentro de uma mesma carreira, ocorre diferenciação. Nas engenharias, homens com mestrado ganham em média, R$ 8.430,18. As mulheres com a mesma formação e carreira, recebem em média, R$ 6.133,98. Em linguística, letras e artes, carreira em que são maioria, as mulheres recebem em média R$ 4.013,87 e os homens, R$ 4.659,60.

Um dos fatores para essa diferença salarial, explica a coordenadora técnica do projeto, Sofia Daher, assessora técnica do CGEE, é que existem “menos mulheres em cargos de confiança, nos quais os salários são maiores”.

DISTÂNCIA REGIONAL

A diferença aparece também entre as regiões. “Em 2010, a remuneração média mensal dos mestres que eram mulheres era 44% menor do que a dos homens nas regiões Sudeste e Sul. Nas regiões Centro-Oeste e Nordeste, a diferença era respectivamente 38% e 37% enquanto que na Região Norte era 18%”, diz o estudo.

“A diferença de remuneração por gênero é algo que temos que pensar e melhorar. A educação corrige uma parte, mas não corrige totalmente a distinção que está na sociedade”, diz o presidente do CGEE, Mariano Laplane. O mesmo, segundo ele, se aplica para a população negra.

Os brancos, que correspondem a 47% da população, representam 80% dos mestres e doutores. Os pardos, que são 42% da população, representam 16% dos mestres e 12% dos doutores. Os negros são 8% da população, 3% dos mestres e 2% dos doutores.

Em dados gerais, de 1996 a 2009, a formação de novos mestres cresceu 10,7% no país. O Distrito Federal é a unidade federativa com maior número de mestres por habitante, 5,4 mestres por mil habitantes entre 25 e 65 anos de idade. Cerca de 43% desses profissionais atua na área de educação. A titulação oferece um aumento de salário –  mestres recebem 83% a mais que graduados e doutores 35% a mais que mestres.

“O mestrado é um treinamento rápido, de dois anos, que atende a uma demanda maior que o doutorado. O mestrado atende a uma demanda do setor produtivo da nossa economia. Temos conseguido expandir a etapa de ensino para regiões mais carentes, para formar mão de obra qualificada”, diz Laplane.

mestrado-mba-ou-especializacao-confira-qual-a-pos-ideal-para-voce.htm.jpg

– Pai Impaciente escreve “Best Seller”?

Um só, não. Vários!

E a febre de pais impacientes que dão dicas para “domar” seus filhos?

Tô fora dessa lista. Ufa!

Extraído de Revista Isto É, Ed 2176, pg 68

PAIS À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS

Por Cláudia Jordão

Autores de best-sellers revelam em suas obras impaciência com a paternidade e são considerados o retrato de uma geração

Na contramão das centenas de publicações sobre pais e filhos que abarrotam as livrarias, “Vai dormir, p*ora”, do americano Adam Mansbach, tem chamado a atenção – e evaporado das prateleiras – ao esbanjar sinceridade, apostar no politicamente incorreto e revelar, sem papas na língua (assim como no título, palavrões salpicam no livro), as dificuldades do autor de exercer a paternidade como uma tarefa simples do cotidiano. No livro, ele escreve versos dirigidos à filha de 2 anos inspirados nas agruras que enfrenta para fazê-la adormecer antes de poder retornar às suas atividades. As rimas, no entanto, surpreendem pela acidez, o que é considerado genial por uns e apelativo por outros. Em um trecho, lê-se: “As águias que planam no céu repousam/ As criaturas que rastejam, engatinham e correm também/ Eu sei que você não está com sede. Isso é besteira. Pare de mentir/ Deite-se, porra/ Durma, minha

querida”.A obra surgiu naturalmente. Quando conseguia fazer a filha dormir, Mansbach postava no Facebook um desabafo sobre seu drama. Os posts eram comentados com entusiasmo por outros pais e deram origem ao livro que se tornou best-seller sete meses antes de ser lançado. Graças a um trecho divulgado pela internet, alcançou o primeiro lugar da lista dos mais vendidos do site Amazon ainda na pré-venda. Desde seu lançamento, em 14 de junho, vendeu 400 mil cópias e foi traduzido para 15 línguas em 30 países (no Brasil, será lançado no fim deste mês). Também deve virar filme pela Fox. “É um livro infantil feito para adultos”, diz Mansbach. Ser pai nem sempre é um mar de rosas, mas as pessoas se negam a admitir porque há muito preciosismo com o tema.” Assim como outro best-seller sobre criação de filhos que girou o mundo recentemente, “Grito de Guerra da Mãe Tigre”, da americana de origem chinesa Amy Chua, o livro de Mansbach vem sendo apontado por estudiosos como um retrato da geração atual de pais. Amy, uma advogada de sucesso, esmiuçou em sua obra o método chinês de educar e demonstrou irritação e agressividade sempre que se sentia frustrada no papel de mãe. “Os pais querem a felicidade dos filhos, mas não estão seguros sobre quais caminhos seguir na hora de educar nem sobre qual seria o tempo suficiente para se dedicar a eles”, diz a terapeuta americana Lori Gottlieb. “Estão perdidos e impacientes.” A psicóloga Angela Uchoa Branco, da Universidade de Brasília, diz que um grande equívoco praticado pelos pais atuais é a busca desenfreada pela perfeição. “Ela não existe e não garante a felicidade”, diz.


O sucesso de vendas do livro de Mansbach é explicado pela identificação de outros pais com o autor. Enquanto alguns o rejeitam – um grupo de australianos quer impedir sua venda no país –, outros se sentem aliviados ao poder rir de suas dificuldades. “O autor nos faz ver de uma forma crua e cômica os sentimentos presentes nas relações com os nossos filhos”, resume a psicóloga Patrícia Simões, da Fundação Joaquim Nabuco.

imgres.jpg

– Universidade São Judas Tadeu para a Classe C?

E a tradicional São Judas foi vendida. A família Mesquita vendeu para o grupo Anima, que quer entrar no estado de SP e aumentar a oferta de vagas para a classe média, mesmo com mensalidades mais altas.

Abaixo, extraído de OESP.com

GRUPO ANIMA COMPRA UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU POR R$ 320 MILHÕES

Depois de muitas idas e vindas, quase quatro anos negociando com concorrentes e fundos de investimento, a Universidade São Judas Tadeu, uma tradicional instituição da capital paulista, mudou de mãos. A empresa, fundada pela família Mesquita no bairro da Mooca, em 1947, foi vendida para o Grupo Anima, por R$ 320 milhões. Essa é a primeira aquisição do grupo depois de sua abertura de capital, em outubro do ano passado, quando captou R$ 468 milhões. A compra precisa passar por aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Mas não é apenas isso que faz o negócio ser emblemático para o Anima. A aquisição da São Judas, com 25,8 mil alunos em 35 cursos, marca a entrada do grupo no território mais disputado do segmento de educação: a cidade de São Paulo. Só a capital tem 759 mil alunos matriculados em instituições privadas de ensino superior – é mais do que todo o Estado de Minas Gerais, com 446 mil estudantes. “Com certeza é um marco. Não podíamos ficar de fora do maior mercado de Educação do País”, diz Marcelo Battistela Bueno, vice presidente da Anima.

As conversas com a família Mesquita começaram no mês seguinte à abertura de capital. Esse não era um negócio simples de se concretizar, já que a proposta precisava convencer dois filhos do fundador, uma nora e cinco netos. “Recebemos muitas propostas desde que decidimos vender a empresa, mas nenhuma delas tinha um nível financeiro compatível com o que estávamos oferecendo”, diz José Reinaldo Mesquita, de 49 anos, um dos netos do fundador Alberto Mesquita de Camargo e reitor da São Judas – função que ele continuará exercendo sob o comando dos novos donos.

“A Anima pagou caro mas levou uma das mais cobiçadas instituições de ensino do País”, diz o consultor Carlos Monteiro, especializado em educação. Considerando-se que a São Judas foi vendida com um caixa de R$ 9,8 milhões, o grupo Anima desembolsou R$ 12 mil por aluno. Em agosto do ano passado, a Laureate pagou R$ 14,7 mil por estudante da paulistana FMU. No mês seguinte, para ficar com a Uniseb, a Estácio desembolsou R$ 16,2 mil por aluno.

“Compramos uma empresa redonda, muito bem tocada e que vinha crescendo ao longo dos anos”, justifica Battistela. A São Judas faturou R$ 182,8 milhões no ano passado e registrou um lucro operacional de R$ 32,2 milhões. Segundo dados do Ministério da Educação (MEC), o índice de qualidade acadêmica da instituição foi de 2,79 em 2012 – numa escala que vai de 1 a 5.

O discurso dos executivos da Anima no mercado é de que sua estratégia não é pautada pelo crescimento a qualquer custo, para ganho de escala, e sim na qualidade do ensino – o que lhe permite cobrar mensalidades mais caras. O valor médio pago pelos alunos da São Judas é de R$ 955. O ticket médio da Anhanguera, por exemplo, foi de R$ 341,8 no ano passado.

A ideia dos sócios da Anima é criar uma instituição que não esteja focada no ensino superior para a classe C, com um programa abrangente de cursos de graduação e pós graduação.

O grupo é dono das universidades Una e Unibh, de Belo Horizonte, além da Unimonte, de Santos. A Anima também tem 50% de participação na HSM, instituição de educação corporativa que tem como outro proprietário o Grupo RBS.

Abertura de capital. A trajetória do Grupo Anima rumo à Bolsa começou a ser escrita em abril de 2012, quando a BR Investimentos, do economista Paulo Guedes, comprou um terço das ações por R$ 100 milhões e acabou com uma disputa entre minoritários que já durava quase uma década. Depois de entrar no capital da empresa, Guedes, fundador do Ibmec e do banco Pactual, conseguiu comprar a fatia de quatro acionistas que brigavam na Justiça com os outros sócios por discordar dos rumos da empresa.

Com as brigas sanadas, a empresa aposta no crescimento. O grupo avalia instituições em 42 cidades.. Em São Paulo, a meta é expandir os campi da São Judas e abrir novas unidades, sob a mesma marca. “O setor está evoluindo de forma que será difícil alguma faculdade estar sozinha, será preciso que ela faça parte de um grupo”, disse o presidente da Anima, Daniel Castanho.

images.jpg

– Os Livros Didáticos que ensinam errado!

Que coisa feia… livro usado pelos alunos das escolas públicas de Jundiaí foi impresso com erros nos nomes dos estados da federação.

O curioso é: na capa, diz que a edição teve 8 (OITO) revisores!

Reviram o quê? Demissão para esses caras!

Extraído de: http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2014/04/erro-ortografico-em-mapa-de-livro-escolar-surpreende-mae-em-jundiai.html

ERRO ORTOGRÁFICO EM MAPA DE LIVRO ESCOLAR SURPREENDE MÃE EM JUNDIAÍ

Mapa mostra Minas Gertais, Espíritu Santo e Ácre, com acento. 
Prefeitura informa que notificou editora responsável pelo material.

Por Ana Carolina Levorato

Vários erros ortográficos presentes em um mapa geográfico de um livro didático infantil usado por uma escola municipal de Jundiaí (SP) chamaram a atenção de uma mãe de aluno. Uma foto enviada pelo aplicativo TEM Você mostra que os estados do Acre, do Espírito Santo e de Minas Gerais aparecem com a grafia errada no material, voltado para alunos do segundo ano do ensino fundamental.

No livro, está escrito “Minas Gertais” (Minas Gerais), “Espíritu Santo” (Espírito Santo) e Ácre (com acento). Além disso, falta a identificação do Distrito Federal e de cinco estados do Nordeste: Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. De acordo com a auxiliar administrativa Vanessa Marques, de 34 anos, foi seu filho de 7 anos que mostrou os erros para a mãe na terça-feira (8). “Ele chegou em casa e folheamos o livro juntos. De repente, ele me disse: ‘Olha, mamãe, os nomes dos estados estão escritos de forma errada’. Ou seja, é tão grosseiro que ele percebeu assim que olhou para o mapa”, conta Vanessa.

A mulher diz, ainda, que chegou a folhear o restante do livro para ver se havia alguma brincadeira no material didático. “Dei uma olhada no resto para ver se aquilo era alguma pegadinha ou algo que fosse para chamar a atenção da criança, mas não era. O restante do livro está correto, o que não adianta nada, porque são demais esses erros crassos em um livro destinado a ensinar crianças em uma fase crucial de alfabetização”, destaca.

lém disso, Vanessa aponta que até agora o uniforme escolar – que deveria ter sido entregue pela Prefeitura de Jundiaí no início das aulas – não chegou.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação da cidade informou ao G1 que notificou imediatamente a editora responsável pela impressão dos livros didáticos – que assumiu total responsabilidade sobre o problema – para que ela corrija os erros ortográficos e faça a impressão de novas páginas para substituí-las no livro já nos próximos dias.

Os professores também estão sendo orientados para a substituição do material.

Sobre os uniformes, a Secretaria de Educação informou que os kits chegarão às escolas da rede municipal em duas semanas, a partir do dia 22. A previsão inicial era entregar todas as peças até o dia 15 de março, mas um problema com o fornecedor de meias atrasou a entrega.

mapa_jund.jpg

– Dra e Mestre Popozuda?

Nem sei quais músicas ela canta (e confesso nem conhecê-la de rosto). Mas leio que a “celebridade” Valesca Popozuda foi citada numa prova de filosofia em uma escola pública do Distrito Federal. Na questão, ela é rotulada como “pensadora contemporânea”.

Sabe qual a questão do concurso? Veja:

“Segundo a grande pensadora contemporânea Walesca Popozuda, se bater de frente é:

A – tiro, porrada e bomba;

B – é só beijinho no ombro;

C – recalque;

D – é vida longa”.

Claro que o professor que escolheu essa questão foi irônico com o adjetivo. Mas eu teria errado a questão, pois não sei cantar a canção! Aliás, o que isso tem a ver com “prova de Filosofia”?

Como diria o personagem infantil Chaves: “Dá Zero para ele, Professor Linguiça. Que burro!”.

1538881_689158061130527_5451902686561163960_n.jpg

– Está nascendo uma Nova Unicamp?

Boa notícia: a Unicamp adquiriu uma grande propriedade de terra em Barão Geraldo, vizinha a seu campus, para ampliar em até 60% a oferta de vagas nos cursos já existentes, além da criação de novos institutos.

O Governador Alckmin disse que as obras devem começar em breve. Que assim seja! Afinal, em época de eleição deve-se ficar com o pé atrás...

Investir em Educação gratuita deveria ser atitude perene, nunca esporádica.

unicamp.gif.png

– Educação Brasileira e suas Fases

Amigos, compartilho ótimo material do Portal IG a respeito do pior dos níveis de ensino no Brasil: o Ensino Médio.

De 9,4 milhões de jovens entre 14 e 17 anos, 1 milhão está fora da escola.

Dos que estudam, 49,8% não concluem o Ensino Médio.

Daquele que concluem, apenas 10% tem desempenho verdadeiramente aceitável.

Estarrecedor!

Extraído de: http://is.gd/g37aX8

ENSINO MÉDIO: A PIOR FASE DA EDUCAÇÃO DO BRASIL

Por Cinthia Rodrigues

Há duas avaliações possíveis em relação à educação brasileira em geral. Pode-se ressaltar os problemas apontados nos testes nacionais e a má colocação do País nos principais rankings internacionais ou olhar pelo lado positivo, de que o acesso à escola está perto da universalização e a comparação de índices de qualidade dos últimos anos aponta uma trajetória de melhora. Já sobre o ensino médio, não há opção: os dados de abandono são alarmantes e não há avanço na qualidade na última década. Para entender por que a maioria dos jovens brasileiros entra nesta etapa escolar, mas apenas metade permanece até o fim e uma pequena minoria realmente aprende o que deveria, o iG Educação apresenta esta semana  uma serie de reportagens sobre o fracasso do ensino médio.

O problema é antigo, mas torna-se mais grave e urgente. As tecnologias reduziram os postos de trabalho mecânicos e aumentaram a exigência mínima intelectual para os empregos. A chance de um jovem sem ensino médio ser excluído na sociedade atual é muito maior do que há uma década, por exemplo. “Meus pais só fizeram até a 5ª série, mas eram profissionais bem colocados no mercado. Hoje teriam pouquíssimas e péssimas chances”, resume Wanda Engel, superintendente do Instituto Unibanco, voltado para pesquisas educacionais.

Ao mesmo tempo, a abundância de jovens no País está com tempo contado, segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). O Brasil entrou em um momento único na história de cada País em que há mais adultos do que crianças e idosos. Os especialistas chamam o fenômeno de bônus demográfico, pelo benefício que traz para a economia. Para os educadores, isso significa que daqui para frente haverá menos crianças e adolescentes para educar.

“É agora ou nunca”, diz a doutoranda em Educação e presidente do Centro de Estudos e Memória da Juventude, Fabiana Costa. “A fase do ensino médio é crucial para ganhar ou perder a geração. Ali são apresentadas várias experiências aos adolescentes. Ele pode se tornar um ótimo cidadão pelas décadas de vida produtiva que tem pela frente ou cair na marginalidade”, afirma.

História desfavorável

O problema do ensino médio é mais grave do que o do fundamental porque até pouco tempo – e para muitos até agora – a etapa não era vista como essencial. A média de escolaridade dos adultos no Brasil ainda é de 7,8 anos e só em 2009 a constituição foi alterada para tornar obrigatórios 14 anos de estudo, somando aos nove do ensino fundamental, dois do infantil e três do médio. O prazo para a universalização dessa obrigatoriedade é 2016.

Por isso, governo, ONGs e acadêmicos ainda concentram os esforços nas crianças. A expectativa era de que os pequenos bem formados fizessem uma escola melhor quando chegassem à adolescência, mas a melhoria no fundamental não tem se refletido no médio.

Para o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, a questão envolve dinheiro. Quando o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef) foi criado, em 1996, repassava a Estados e municípios verba conforme o número de matrículas só naquela etapa. “O dinheiro não era suficiente para investir em tudo e foi preciso escolher alguma coisa”, diz o especialista.

A correção foi feita em 2007, quando o “F “da sigla foi trocado por um “B”, de Educação Básica, e os repasses de verba passaram a valer também para o ensino médio. “Só que aí, as escolas para este público já estavam sucateadas”, lamenta Cara.

A diferença é percebida pelos estudantes. Douglas Henrique da Silva, de 16 anos, estudava na municipal Guiomar Cabral, em Pirituba, zona oeste de São Paulo, até o ano passado quando se formou no 9º ano. Conta que frequentava a sala de informática uma vez por semana e o laboratório de ciências pelo menos uma vez por mês.

Em 2010, no 1º ano do ensino médio, conseguiu vaga na escola estadual Cândido Gomide, que fica exatamente em frente à anterior. Só pelos muros de uma e outra, qualquer pessoa que passa por ali já pode notar alguma diferença de estrutura, mas os colegas veteranos de Douglas contam que ele vai perceber na prática uma mudança maior.

“Aqui nunca usam os computadores e não tem laboratório de ciências”, afirma Wilton Garrido Medeiros, de 19 anos, que também estranhou a perda de equipamentos quando saiu de uma escola municipal de Guarulhos, onde estudou até 2009. Agora começa o 2º ano na estadual de Pirituba, desanimado: “Lá também tinha mais professor, aqui muitos faltam e ninguém se dedica.”

Até a disponibilidade de indicadores de qualidade do ensino médio é precária. Enquanto todos os alunos do fundamental são avaliados individualmente pela Prova Brasil desde 2005, o ensino médio continua sendo avaliado por amostragem, o que impossibilita a implantação e o acompanhamento de metas por escola e aluno e um bom planejamento do aprendizado.

A amostra, no entanto, é suficiente para produzir o Índice da Educação Básica (Ideb), em que a etapa é a que tem pior conceito das avaliadas pelo Ministério da Educação. Foi assim desde a primeira edição em 2005, quando o ensino médio ficou com nota 3,4; a 8ª série, 3,5; e a 4ª série, 3,8; em uma escala de zero a 10. Se no ensino fundamental ocorreu uma melhora e em 2009 o conceito subiu, respectivamente, para 4 e 4,6, os adolescentes do ensino médio não conseguiram passar de 3,6.

“A etapa falha na escolha do conteúdo, que não é atrativo para o estudante, e também não consegue êxito no ensino do que se propõe a ensinar”, diz Mateus Prado, presidente do Instituto Henfil e colunista do iG que escreverá artigos especialmente para esta série, que durante os próximos dias conduzirá o leitor a conhecer o tamanho do problema e refletir sobre possíveis soluções.

– Os Fingidos da Educação no Brasil

Sobre a Educação no Brasil, veja que frase de efeito:

Uns fingem que ensinam. Outros fingem que aprendem. E tudo termina em diploma.”

Eduardo Giannetti

Com dor no coração, tenho que admitir que esse panorama, em alguns locais, é verdadeiro.

– As verbas públicas rasgadas sem pudor!

No Estadão deste domingo, algo assustador (OESP, pg A28-29, por Adriana Ferraz, Daniel Trielli e Edison Veiga): os gastos dos vereadores de São Paulo reembolsados por verba pública!

Por exemplo: o vereador Masataka Ota (PROS) aluga um Toyota Corolla todos os meses (por R$ 5.300,00), bancado pelo dinheiro do povo, pagando o dobro do que a Câmara paga de um Fiat Linea, oferecido a eles.

Outro exemplo? Rubens Calvo (PMDB) lavou e higienizou 10 vezes seu carro particular, um BMW, pagando R$ 180,00/cada! Verba do Município…

Por fim: até massinha de modelar, giz de cera e guache (vereador Aurélio Miguel, do PR) comprou com dinheiro dos cofres públicos. Vai fazer o quê com isso?

Sabe quanto essa gastança acumulada custa ao ano? Em 2013, cerca de R$ 9 milhões!

Gastar o dinheiro dos outros é fácil, não?

Dinheiro_rasgado.jpg

– A Gafe nas Escolas do DF!

Pior impossível: olha a camiseta dos alunos que a Secretaria de Educação do DF entregou- ENCINO! Com “C” mesmo…

Vergonha…

Extraído de: http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/03/17/encino-alunos-recebem-uniforme-escolar-com-erro-de-portugues-no-df.htm

“ENCINO”: ALUNO RECEBE UNIFORME ESCOLAR COM ERRO DE PORTUGUÊS NO DF

Na última sexta-feira (14), a imagem de uma camiseta de uniforme escolar com erro de português publicada nas redes sociais causou polêmica no Distrito Federal. Na peça, entregue a um aluno do Centro de Ensino Médio 01, em Brazlândia, a palavra ensino aparece escrita com “C”. Até a manhã desta segunda (17), a imagem foi compartilhada por mais de 8.900 pessoas. A Secretaria de Educação está investigando o caso.

A camiseta com erro ortográfico foi entregue ao estudante Maykon Douglas, 18, há cerca de duas semanas. O uniforme escolar tem o símbolo da Secretaria de Educação e segue o padrão adotado pelas escolas públicas do Distrito Federal neste ano, com a imagem do estádio Mané Guarrincha –em comemoração à realização da Copa do Mundo.

camiseta-de-uniforme-escolar-do-centro-de-ensino-medio-1-brazlandia-com-erro-ortografico-1395065933153_615x300.jpg

– Somente Má Educação?

Terminado o Carnaval, leio que quase 700 pessoas foram presas por urinar na rua. O folião não consegue se conter e faz xixi na via pública.

Aí temos dois problemas:

1-O cara que pega uma cordão carnavalesco, bloco de rua ou sei-lá-o-quê (e ainda bebe todas), não deveria ter a noção de que uma hora ou outra sentirá necessidade de ir ao banheiro?

2-Em contrapartida, as autoridades públicas não deveriam espalhar banheiros públicos durante o trajeto?

Independente das duas colocações acima, penso que é uma tremenda falta de educação urinar na frente dos outros, principalmente se a causa for “excesso de farra”.

E você, o que pensa sobre isso?

mictorio.jpg

– Identificando um Ótimo Professor

O artigo de Gustavo Ioscpe na Revista Veja (Ed 13/02/2013) é uma das boas coisas que mentes brilhantes criam. Independente se você for professor ou aluno, tenho certeza que gostará:

COMO IDENTIFICAR UM BOM PROFESSOR

Vou fazer uma pergunta fácil: você teve algum Professor especial, que fez diferença na sua vida? Se você passou mais de dez anos estudando, aposto que não apenas a resposta foi positiva, como imediatamente lhe veio à mente aquele(a) Professor(a). Agora, uma pergunta mais difícil: você poderia descrever as qualidades desse Professor especial, de forma que seus atributos pudessem ser copiados por todos os outros Professores em atividade?

Uma série de estudos demonstra que um bom Professor exerce influência substancial sobre seus Alunos, não apenas durante o período Escolar mas por toda a vida. Boa Educação melhora a saúde, diminui a criminalidade e aumenta o salário. Eric Hanushek, pesquisador de Stanford, calcula que um Professor que esteja entre os 25% do topo da categoria e que tenha uma turma de trinta Alunos gera, a cada ano, um aumento na massa salarial desses Alunos de quase 500 000 dólares ao longo da vida deles. O problema é que, mesmo que todos saibam intuitivamente quem é um bom Professor, ainda não conseguimos explicar e decompor o seu comportamento de forma que seja possível identificar os
bons profissionais, promovê-los e reproduzir a sua atuação. Os estudos estatísticos, que se valem de dados facilmente quantificáveis, nos trazem alguns bons indícios — por exemplo, a experiência do Professor só importa nos dois a cinco primeiros anos de carreira; Professores que faltam às aulas têm Alunos que aprendem menos; Professores que obtiveram notas melhores em testes padronizados, estudaram em universidades mais competitivas e têm mais habilidade verbal exercem impacto positivo sobre o aprendizado dos Alunos; quanto mais sindicalizados os Professores, mais eles faltam e mais insatisfeitos estão com a carreira; e Professores com expectativas mais altas para seus Alunos também obtêm resultados superiores. Essas são todas variáveis “de fora”; estudos mais recentes começam a entrar na Escola e na sala de aula e tentam explicar os componentes de um bom Professor.

Um estudo lançado em janeiro representa um grande passo à frente (esse e todos os outros estudos citados aqui estão em http://www.twitter.com/gios-chpe). Patrocinado pela fundação Bill & Melinda Gates, ele conseguiu criar um “mapa da mina” para a identificação de bons Professores, depois de acompanhar milhares de Professores e Alunos em sete distritos Escolares americanos (incluindo Nova York, Dallas e Denver) ao longo de três anos. Normalmente, só cito neste espaço estudos publicados em revistas acadêmicas ou simpósios, que são revisados e criticados por outros acadêmicos, porque é pequena a probabilidade de uma fundação privada reconhecer em um relatório que, “depois de três anos de esforços e milhões de dólares gastos, não encontramos nada de relevante”. Nesse caso, porém, creio que a exceção é justificada, não apenas por se tratar de uma fundação séria, que chamou pesquisadores renomados para o trabalho, mas também por seu design inovador.

Em 2009-2010, o estudo tentou criar instrumentos que identificassem Professores competentes. Chegou a um menu de três itens: observação de Professores em sala de aula, questionários preenchidos pelos Alunos e ganhos dos Alunos em testes padronizados, ou seja, quanto os Alunos daquele determinado Professor ganhavam em aprendizado de um ano a outro nesses testes (equivalentes ao nosso Enem ou Prova Brasil). Fez-se um trabalho cuidadoso para estabelecer quem deveria observar os Professores, quantas vezes e olhando para quais dimensões; como inquirir os Alunos; e no quesito valor agregado, teve-se a precaução de controlar uma série de variáveis dos Alunos (status social, situação familiar etc.) para que se pudesse isolar a qualidade do Professor, não do Aluno.

Mesmo com todos esses cuidados, ainda há muito que não sabemos nem controlamos que pode interferir nos resultados. Pode ser que os melhores Alunos procurem os melhores Professores, ou que os melhores Professores escolham dar aulas para turmas ou séries melhores, e aí o que pareceria o impacto do Professor seria uma complexa interação entre Professores e Alunos que inviabilizaria qualquer análise. (Seria como examinar a eficácia de um médico julgando apenas a taxa de cura dos seus pacientes. Se os casos mais complicados procuram os melhores médicos, ou se os melhores médicos procuram os pacientes mais intratáveis, é provável que os melhores médicos e os piores tenham pacientes com expectativa de vida similar, apesar de terem competências radicalmente distintas.) A fundação então conseguiu fazer o que se faz nas ciências exatas para isolar o efeito de uma variável: no ano seguinte, distribuiu os Professores aleatoriamente. A turma a que cada um ensinaria foi totalmente determinada por sorteio. Mais de 1 000 Professores, atendendo mais de 60 000 Alunos, participaram. E os resultados são fascinantes.

Em primeiro lugar, a performance esperada dos Professores ficou muito próxima da performance real (ambas medidas pelo aprendizado de seus Alunos). Ou seja, os Professores identificados como bons através das observações de seus pares, questionários de Alunos e valor agregado em anos anteriores continuaram, grosso modo, sendo bons Professores ensinando a turmas aleatoriamente escolhidas.

Em segundo lugar, foi possível sofisticar o modelo. Testaram-se quatro variações das ferramentas de avaliação dos Professores, e notou-se que uma das melhores combinações era aquela que dava peso igual (33% a cada um) aos três componentes (performance em teste, observação e questionário de Alunos). Quando alguns Professores reclamam que é reducionismo avaliá-los somente pela performance de seus Alunos em testes, aparentemente têm razão: é melhor adicionar essas duas outras variáveis. Também se testaram vários modelos diferentes de observação Docente, desde aquele em que o Professor é avaliado por seu diretor até versões mais complexas. Os modelos mais confiáveis se mostraram aqueles em que o Professor foi avaliado por pelo menos quatro observadores, em aulas diferentes, sendo dois deles pessoas da administração da Escola (é importante que seja mais de uma para evitar a influência de conflitos/preferências pessoais) e dois, outros Professores, treinados para a tarefa.

Nenhum estudo é definitivo, muito menos um feito por uma fundação, e nada garante que os mesmos achados serão encontrados no Brasil, ainda que normalmente o que apareça nos Estados Unidos também se verifique aqui. Mas, ante o modelo atual, obviamente fracassado, em que o Professor é contratado por concurso no início da carreira e depois fica esquecido em sua sala de aula, fazendo o que bem entender e sendo promovido por nível de estudo e experiência, o horizonte descortinado por essa pesquisa é bem mais promissor. Precisamos encontrar e premiar os bons Professores. E ter ferramentas objetivas e mensuráveis para tirar os maus profissionais da sala de aula. Sem isso, dificilmente sairemos dessa pasmaceira.

imgres.jpg

– Universitários Brasileiros

Há 16 anos, minha última mensalidade na minha primeira faculdade foi de exatamente R$ 632,00. Quanto custa a sua faculdade hoje?

A concorrência aumentou, sobram vagas e sobram instituições, a qualidade do ensino diminuiu em muitas faculdades e a vantagem competitiva passou a ser meramente o preço.

Quer um índice interessante? O instituto Data Popular fez um levantamento dizendo que há 5,8 milhões de universitários. Ou seja, quase 3% da população está na faculdade. Não quer dizer que haverá 3% de formandos ao final dos cursos… Afinal, nem todos que começam um curso, terminam. E esses números são cumulativos (independem da série/ano).

Para um país que precisa investir em Educação, tais dados são péssimos!

Aqui em Jundiaí, vide o número de cursos de Administração de uma década atrás e quantos existem hoje. Tornamo-nos um polo educacional, e, de coração, espero que de alta qualidade.

E você, o que pensa disso? Deixe seu comentário:

CLASSES C E D COM AS MÃOS NO DIPLOMA

(extraído de isto É Dinheiro, Coluna Dinheiro na Semana, pg 16, Ed 247)

Uma pesquisa realizada pelo instituto Data popular mostrou que os representantes das Classes C e D ganharam mais espaço no ensino superior brasileiro. No período de 2002 a 2009, o número de universitários subiu de 3,6 milhões para 5,8 milhões e as classes C e D passaram a representar 57,1% e 15,3%dos muniversitários, respectivamente. Confira mais dados:

Classe A – 7,3%

Classe B – 19%

Classe C – 57,1%

Classe D – 15,3%

Classe E – 1,2%

livros-sobre-empreendedorismo-1024x640.jpg

– MEC descredencia. E os alunos?

Leio que o MEC descredenciou a UniverCidade e a Gama Filho. Motivo: qualidade de ensino, poucas aulas devido a greve de professores e salários atrasados.

Tem muita faculdade assim… uma pena!

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2014/01/1397198-universidade-gama-filho-e-descredenciada-pelo-ministerio-da-educacao.shtml

UNIVERSIDADE GAMA FILHO É DESCREDENCIADA PELO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

Por Flávia Foreque

A Universidade Gama Filho e a UniverCidade (Centro Universitário da Cidade), ambas mantidas pela Galileo Administração de Recursos Educacionais, foram descredenciadas nesta segunda-feira (13) pelo Ministério da Educação.

A decisão, tomada por um colegiado da Secretaria de Regulação da pasta, deve ser publicada em portaria no Diário Oficial da União de amanhã.

O atraso no pagamento de professores e servidores afetou o cronograma de aulas. Segundo os estudantes, no ano passado houve apenas seis meses de aula, diante das sucessivas greves de docentes e funcionários.

O MEC afirma ainda que a mantenedora não apresentou um plano para contornar as dificuldades: foi assinado um termo de compromisso com a pasta, mas as medidas não foram adotadas. “Eles não cumpriram alguns acordos fundamentais”, disse mais cedo o ministro Aloizio Mercadante.

mec-logo-brasil.jpg

– E todo ano a mesma coisa nos horários das provas dos vestibulares!

Os frequentes atrasos de provas da Fuvest ou da Unicamp deixaram de ser notícia. Já não é tempo dos candidatos “se mancarem”?

Quantos são os que realmente atrasam por deixar para sair em cima da hora e quantos são os que sofrem imprevistos ou acidentes? No meu tempo de vestibulando, via colegas se programando para chegarem 10 minutos antes. Ué, chegue com 1 hora de antecedência, o motivo é importante!

Neste domingo, muitos daqueles que desejavam chegar a USP acabaram se atrasando por diversos motivos e rendem matérias para a mídia. Ora, isso cansa! Não tenho muito dó de quem vai a uma badalada na véspera de um Vestibular. E você?

images.jpg

– Saci, Bruxas e Halloween

Tenho amigos que acreditam em Saci-Pererê. Aliás, são criadores de sacis e possuem até mesmo uma associação (ANCS – Associação Nacional dos Criadores de Saci)! E duvide deles para você ver…

Digo isso pois hoje é o Dia do Saci! A data foi criada em 2005, contrapondo-se à festa do HalloweenÉ uma espécie de resposta do folclore brasileiro a uma inculturação americana.

Entretanto, tanto o Saci como o Halloween tem origens diversas. Uma das estórias conta que o Saci era uma entidade indígena que conhecia as plantas, uma espécie de “deus das ervas”, e misturando-se com a cultura afro, virou negrinho e começou a fumar cachimbo. Depois, nossos escritores o tornaram mais simpático com gorrinho e molecagens! Já o Halloween tem origem Celta e era a festa das vésperas do Dia de Todos os Santos, uma celebração pagã que encontrou um sentido sincrético-religioso.

Dois textos abaixo sobre esse assunto, com as citações abaixo:

DIA DO SACI

O Saci, ou Saci-pererê, é um personagem bastante conhecido da mitologia brasileira, que teve sua origem presumida entre os indígenas da região das Missões, no Sul do país. Inicialmente retratado como um endiabrado, é uma criança indígena, com uma perna e de cor morena, com a diferença de possuir um rabo. Suas histórias se espalharam e chegando à Região Norte do Brasil, a mitologia africana o transformou em um negrinho que perdeu uma perna lutando capoeira, imagem que prevalece nos dias de hoje. Herdou também a cultura africana do pito, uma espécie de cachimbo, e da mitologia européia, herdou o píleo, um gorrinho vermelho.

Considerado uma figura brincalhona, que se diverte com os animais e pessoas, fazendo pequenas travessuras que criam dificuldades domésticas, ou assustando viajantes noturnos com seus assobios. O mito existe pelo menos desde o fim do século XVIII. O saci não tem amigos, vivendo solitário nas matas. Também conhecido como menino de uma só perna.

A função desta “divindade” era o controle, sabedoria, e manuseios de tudo que estava relacionado às plantas medicinais, como guardião das sabedorias e técnicas de preparo e uso de chá, mezinhas, beberagens e outros medicamentos feitos a partir de plantas.

Como suas qualidades eram as da farmacopéia, também era atribuído a ele o domínio das matas onde guardava estas ervas sagradas, e costumava confundir as pessoas que não pediam a ele a autorização para a coleta destas ervas.

O primeiro escritor a se voltar para a figura do Saci-Pererê foi Monteiro Lobato, que realizou uma pesquisa entre os leitores do jornal O Estado de S. Paulo, colhendo depoimentos sobre o nosso “diabinho”. O resultado foi publicado (1918) em forma de livro: ‘O Sacy-Pererê – resultado de um inquérito’; além de publicar ‘O saci’ – obra-prima sobre o folclore brasileiro – Lobato utilizou a figura do simpático diabrete no conto Pedro Pichorra, em que um menininho se vê confrontado com o seu medo ao Saci. Imortalizado nas histórias contadas à beira das fogueiras nas cidades do interior do Brasil, o Saci ganhou um novo e importante aspecto cultural nos livros de Monteiro Lobato e nas histórias em quadrinhos de Ziraldo, criador da ‘Turma do Saci Pererê’, alcançando desta forma, também as crianças da cidade grande. Figura ainda em muitas histórias do Chico Bento, personagem criada por Maurício de Sousa, típico caipira do interior paulista. Com a contribuição destes escritores o mito do Saci sobrevive à invasão das culturas estrangeiras amplamente divulgadas pela mídia. Com a transposição dos textos de Lobato para a Televisão, o Saci deixou o imaginário para ser personificado numa figura de carne e osso.

O Saci é apenas o mais famoso integrante do Dia das Bruxas nacional.

DIA DO HALLOWEEN

Todos os anos, na noite de 31 de outubro, milhões de crianças de toda a América do Norte pintam seus rostos, vestem fantasias e vão de porta em porta coletando doces. Os adultos freqüentemente decoram suas casas com figuras fantasmagóricas, esculpem rostos assustadores em abóboras e põem velas dentro delas para criar lanternas. Infelizmente, em meio a milhões de norte-americanos satisfeitos em suas fantasias, muitos são ademais muçulmanos. Esse artigo ira emitir alguma luz no significado e nas origens da véspera do Dia de Todos os Santos e porque muçulmanos não deveriam participar desta data.

Origens do festival da Véspera do Dia de Todos os Santos

O clássico festival celta (irlandês/escocês/galês), chamado “Samhain”, é considerado por muitos historiadores e eruditos o predecessor da atual Véspera do Dia Todos Santos. Samhain era o dia de Ano Novo dos celtas pagãos. Era também o Dia dos mortos, época em que se acreditava que às almas dos que morreram durante o ano era permitido acessar na “terra dos mortos”. Muitas crenças tradicionais e costumes associados ao Samhain continuam sendo praticados atualmente no dia 31 de outubro.

Os costumes mais notáveis são a prática de deixar oferendas como comida e bebida (hoje doces) para foliões mascarados e fantasiados e, o ato de acenderem fogueiras. Elementos desse festival foram incorporados ao festival cristão de Véspera de Todos os Santos, a noite que precede o Dia de Todos os Santos.

O significado do nome “hallow-even” (Véspera do Dia de Todos os Santos) foi o que nos deu o nome “halloween”. Até recentemente, em algumas partes da Europa acreditava-se em que nessa noite os mortos andavam entre eles e que as bruxas e feiticeiros voavam com eles. Preparando-se para isso, fogueiras eram feitas a fim de repelir esses espíritos maléficos.

No século XIX, brincadeiras de bruxas foram substituídas por travessuras de crianças. O espírito do samhain, uma vez acreditado ser selvagem e poderoso, é agora reconhecido como sendo maligno. Devotos cristãos começaram a rejeitar esse festival. Eles descobriram que os supostos deuses, deusas e outros seres espirituais das religiões pagãs eram trapaças diabólicas. As forças espirituais as quais as pessoas experimentaram duramente o festival eram certamente reais, mas eram manifestações do mal que desencaminhava as pessoas para o culto de falsos ídolos. Conseqüentemente, eles rejeitaram os costumes associados à Véspera do Dia de Todos os Santos, incluindo todas as representações de fantasmas, vampiros e esqueletos humanos – símbolo dos mortos, do diabo e de outras malignas criaturas. É preciso ser notado também que, ate hoje, muitos adoradores de “satã” consideram a noite a noite de 31 de outubro como sendo a mais sagrada e, muitos devotos cristãos hoje continuam se distanciando desse festival pagão.

Texto 1- Extraído de: CLIQUE AQUI

Texto 2 – Extraído de: CLIQUE AQUI

saci_perere.jpg

– Percentual de Pessoas com Ensino Superior

É de se lamentar: a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou o número percentual de cidadãos que conseguem chegar às faculdades e terminar os cursos.

Entre 25 e 34 anos, as pessoas com ensino superior completo representam:

64% na Coréia do Sul,

59% no Japão,

56% na Rússia,

43% nos EUA,

41% no Chile,

39% na Espanha,

23% no México,

13% no Brasil.

Quer dizer que os coreanos representam quase o quíntuplo do que os brasileiros percentualmente falando? E aqui na América do Sul, apesar da pujante situação como é defendida pelo Governo, somos menos que um terço dos chilenos?

url.jpg

– Mudaram o Feriado por qual motivo?

coisas inexplicáveis para o cidadão trabalhador. Aqui em Jundiaí há uma pendenga muito grande sobre a infeliz decisão da Prefeitura Municipal de reduzir vagas / horários de creches e escolas.

Vejo agora na postagem da Comunidade “Bairro Medeiros”, uma das vítimas da burra redução de vagas, através de Gemima Guimarães, que na próxima semana não haverá atividade na creche no dia 01, sexta-feira, por culpa do… Feriado!

Ué, mas o Dia de Finados não é dia 02, sábado?

Nunca vi isso! Se o feriado é no sábado, por quê não se trabalha na sexta-feira? Alguém poderia explicar?

Não vale dizer que o motivo é que “dia 01 é Dia de Todos os Santos“. Aí não dá…

A coisa tá feia mesmo. Com quem as crianças ficarão nessa folga inventada?

1395438_533256713422818_899437263_n.jpg

– Jundiaí e a Confusão das Creches e Radares

Há certas coisas que são indefensáveis. Falar mal de bombeiro, criticar quem pratica serviço voluntário, fechar hospitais, entre tantas coisas impopulares e indevidas, estão nesse rol.

Há outras condenáveis, mas com certos “poréns”: substituir mão de obra humana por máquinas robóticas a fim de aumentar a produtividade, criar impostos com a desculpa de que a verba será para a saúde, destruir praças para aumentar a malha viária, entre outras situações, soam a primeira vista ruins mas são necessárias.

Tanto na categoria das indefensáveis quanto nas condenáveis, vemos a Prefeitura Municipal de Jundiaí envolvida nesses dias. Quer exemplos?

1- É indefensável reduzir vagas em creches ou suprimir salas de aula. Se já existiam, devem ser mantidas. As desculpas de “falta de espaço” ou “redução de custos” deveriam ser extirpadas de qualquer Secretaria, pois soam como ridículas. Numa cidade tão rica e com tanta verba como Jundiaí, usar de tais argumentos é vergonhoso. E 7 creches sofrerão com isso. Será que realmente o prefeito Pedro Bigardi está a par disso? É impensável que justo aquele que se elegeu por um Partido Comunista tome uma medida tão anti-comunitária. E pior: realocar vagas para outros bairros é um remendo ainda mais maroto, pois dá-se a entender de que a coisa é simples, tirando de um lugar e colocando em outro. Ora, criança não é mercadoria, e como ficarão as mães? Acordarão mais cedo para pegarem ônibus e levarem seus filhos a outros lugares, e chegarão mais tarde por isso também?

2- É condenável alegar que os radares serão a solução para o caótico trânsito em Jundiaí. Porém, é inegável que eles reduzirão os acidentes nos cruzamentos, em troco não da Educação no Trânsito, mas sim da ameaça da punição financeira: a multa! Um radar pode multar o excesso de velocidade e flagrar o avanço do sinal vermelho, mas ainda não pode sair do seu poste e orientar o trânsito, tampouco parar motorista embriagado ou apreender carro roubado. Um agente humano não seria melhor do que uma máquina? A Educação no Trânsito não é uma prevenção melhor aos motoristas do que a simples cobrança monetária da infração? Aliás, e as verbas a serem arrecadadas, não se comenta? A empresa proprietária do sistema não houvera sido questionada pela oposição na administração anterior, e que hoje com os papéis trocados se acomodou?

Enfim, a questão é: que raio de economia burra é essa de deixar as crianças longe de suas casas, alegando a “pouca procura”, como se assim fosse, ao mesmo tempo em que se gasta horrores com sistema de multas?

Preferiria que cada real gasto no sistema de radares fosse revertido para as escolas e creches. E que cada real arrecadado fosse revertido para entidades educacionais. E já que falamos tanto de trânsito, parece que o prefeito está na contramão.

Escrevo isso como cidadão, desinteressado de quais partidos estejam no imbróglio e sem pretensões políticas. Apenas como desabafo de uma incrível demonstração de total insensibilidade dos gestores municipais.

Caros governantes, vocês estão fechando ESCOLAS! Têm dimensão do que é isso?

url.jpg

– Feliz Dia dos Professores!

A Educação, que é tão importante para a sociedade, é pouco valorizada nesse país. Pior: um dos principais instrumentos para levá-la às pessoas – o professor – é o mais esquecido dessa cadeia educacional…

Mas não é dia de lamentação. É dia de alegria e reflexão. Feliz ‘nosso dia’ assim mesmo!

Ser Professor não é só educar: é levar a cidadania; trazer a esperança; incentivar; fazer pensar; ajudar e ter fé.

Em suma, ser professor não é ofício; é vocação! Exige disposição, prazer, amor e dedicação.

Retorno?

O retorno é garantido: mentes brilhantes que você ajudou a formar. Sim, apenas ajudou, pois o esforço verdadeiro é do aluno.

imgres.jpg