– A crise das Casas Bahias.

Do auge dos anos 2000, à recuperação judicial em 2024: poucos acreditavam na situação atual das Casas Bahia, devendo 4,1 bilhões de reais.

Os herdeiros do fundador Samuel Klein parecem ter feito um estrago na empresa, não?

Sobre isso, aqui: https://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2024/04/29/casas-bahia-anuncia-plano-de-recuperacao-extrajudicial-com-divida-estimada-em-r-41-bilhoes.ghtml

– Quem são os bilionários brasileiros? E as pessoas mais ricas do mundo?

Li que a Forbes divulgou a lista das pessoas mais ricas do Brasil em 2024. Temos em nosso país 69 bilionários, e a relação é:

  1. Eduardo Saverin – US$ 28 bilhões (60º lugar geral)
  2. Vicky Safra – US$ 20,6 bilhões (94º)
  3. Jorge Paulo Lemann – US$ 16,4 bilhões (113º)
  4. Marcel Herrmann Telles – US$ 10,9 bilhões (195º)
  5. Carlos Alberto Sicupira – US$ 8,9 bilhões (278º)
  6. Fernando Roberto Moreira Salles – US$ 7,6 bilhões (344º)
  7. Pedro Moreira Salles – US$ 7,1 bilhões (385º)
  8. André Esteves – US$ 6,6 bilhões (417º)
  9. Alexandre Behring – US$ 6,3 bilhões (453º)
  10. Miguel Krigsner – US$ 5,7 bilhões (522º)
  11. João Moreira Salles – US$ 5,3 bilhões (572º)
  12. Walther Moreira Salles Junior – US$ 5,3 bilhões (572º)
  13. Jorge Moll Filho – US$ 4,5 bilhões (697º)
  14. Alceu Elias Feldmann – US$ 3,7 bilhões (871º)
  15. Maurizio Billi – US$ 3,6 bilhões (896º)
  16. Jose João Abdalla Filho – US$ 3,5 bilhões (920º)
  17. Joesley Batista – US$ 3,3 bilhões (991º)
  18. Wesley Batista – US$ 3,3 bilhões (991º)
  19. Lirio Parisotto – US$ 2,8 bilhões (1187º)
  20. Alexandre Grendene Bartelle – US$ 2,6 bilhões (1286º)
  21. Luciano Hang – US$ 2,3 bilhões (1438º)
  22. Ilson Mateus – US$ 2,3 bilhões (1438º)
  23. Candido Pinheiro Koren de Lima – US$ 2,3 bilhões (1438º)
  24. Guilherme Benchimol – US$ 2,2 bilhões (1496º)
  25. Julio Bozano – US$ 2,2 bilhões (1496º)
  26. Luiz Frias – US$ 2,2 bilhões (1496º)
  27. Alfredo Egydio Arruda Villela Filho – US$ 2,1 bilhões (1545º)
  28. João Roberto Marinho – US$ 2,1 bilhões (1545º)
  29. José Roberto Marinho – US$ 2,1 bilhões (1545º)
  30. Roberto Irineu Marinho – US$ 2 bilhões (1623º)
  31. Edir Macedo – US$ 2 bilhões (1623º)
  32. Ana Lucia de Mattos Barretto Villela – US$ 1,9 bilhão (1694º)
  33. Jayme Garfinkel – US$ 1,9 bilhão (1694º)
  34. Rubens Menin Teixeira de Souza – US$ 1,9 bilhão (1694º)
  35. Rubens Ometto Silveira Mello – US$ 1,9 bilhão (1694º)
  36. Sasson Dayan – US$ 1,7 bilhão (1851º)
  37. Carlos Sanchez – US$ 1,7 bilhão (1851º)
  38. David Feffer – US$ 1,6 bilhão (1945º)
  39. Jose Roberto Ermirio de Moraes – US$ 1,5 bilhão (2046º)
  40. Jose Ermirio de Moraes Neto – US$ 1,5 bilhão (2046º)
  41. Daniel Feffer – US$ 1,5 bilhão (2046º)
  42. Jorge Feffer – US$ 1,5 bilhão (2046º)
  43. Ruben Feffer – US$ 1,5 bilhão (2046º)
  44. Neide Helena de Moraes – US$ 1,5 bilhão (2046º)
  45. Artur Grynbaum – US$ 1,4 bilhão (2152º)
  46. Cristina Junqueira – US$ 1,4 bilhão (2152º)
  47. Antonio Luiz Seabra – US$ 1,4 bilhão (2152º)
  48. Ivan Müller Botelho – US$ 1,3 bilhão (2287º)
  49. Jose Isaac Peres – US$ 1,3 bilhão (2287º)
  50. Eduardo Voigt Schwartz – US$ 1,3 bilhão (2287º)
  51. Mariana Voigt Schwartz Gomes – US$ 1,3 bilhão (2287º)
  52. João Alves de Queiroz Filho – US$ 1,2 bilhão (2410º)
  53. Maria Consuelo Dias Branco – US$ 1,2 bilhão (2410º)
  54. Maria Frias – US$ 1,2 bilhão (2410º)
  55. Lucia Maggi – US$ 1,2 bilhão (2410º)
  56. Anne Werninghaus – US$ 1,2 bilhão (2410º)
  57. Clóvis Ermírio de Moraes – US$ 1,1 bilhão (2545º)
  58. Pedro Grendene Bartelle – US$ 1,1 bilhão (2545º)
  59. Liu Ming Chung – US$ 1,1 bilhão (2545º)
  60. Itamar Locks – US$ 1,1 bilhão (2545º)
  61. Blairo Maggi – US$ 1,1 bilhão (2545º)
  62. Carlos Pires Oliveira Dias – US$ 1,1 bilhão (2545º)
  63. Vera Rechulski Santo Domingo – US$ 1,1 bilhão (2545º)
  64. Carlos Eduardo M. Scripilliti – US$ 1,1 bilhão (2545º)
  65. Regina Helena S. Velloso – US$ 1,1 bilhão (2545º)
  66. Livia Voigt – US$ 1,1 bilhão (2545º)
  67. Dora Voigt de Assis – US$ 1,1 bilhão (2545º)
  68. Dulce Pugliese de Godoy Bueno – US$ 1 bilhão (2692º)
  69. Hugo Ribeiro – US$ 1 bilhão (2692º).

E quem são os mais ricos do mundo? No texto abaixo:

Extraído de: https://g1.globo.com/economia/noticia/2024/04/03/veja-quem-sao-os-brasileiros-na-lista-de-bilionarios-da-forbes-em-2024.ghtml

OS BILIONÁRIOS DA FORBES 2024

O cofundador do Facebook Eduardo Saverin é o brasileiro mais rico, segundo o ranking anual de bilionários da revista Forbes, publicado nesta terça-feira (2). Com patrimônio de US$ 28 bilhões, ele é conhecido por ser sócio de Mark Zuckerberg, que conheceu enquanto estava na faculdade. (saiba mais sobre ele abaixo)

A fortuna de Saverin teve um bom impulso neste ano após a Meta Platforms, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, apresentar resultados robustos no quarto trimestre de 2023 e anunciar o primeiro plano de distribuição de dividendos da empresa. Com o resultado, ele ficou muito à frente dos demais.

Quem o acompanha na segunda posição é Vicky Safra, herdeira do banco Safra e também a mulher mais rica do país. De acordo com a Forbes, ela acumula US$ 20,6 bilhões, dada sua participação na empresa após a morte de seu marido, Joseph Safra, em 2020.

Ao todo, são 69 brasileiros que compõem a lista anual de bilionários da Forbes em 2024. Entre as principais novidades está a presença de Livia Voigt, herdeira da empresa de máquinas e equipamentos WEG, que se tornou a bilionária mais jovem do mundo.

O francês Bernard Arnault, presidente do grupo de luxo LVMH, lidera o ranking anual de bilionários da Forbes 2024.

Arnault ocupa a liderança, com US$ 233 bilhões em patrimônio, uma alta de US$ 22 bilhões em relação ao ano passado. Para calcular o patrimônio líquido dos bilionários, a Forbes usa o preço das ações e taxas de câmbio do dia 8 de março de 2024.

Arnault havia chegado ao topo pela primeira vez em 2023, ultrapassando Elon Musk, fundador da Tesla, e Jeff Bezos, fundador da Amazon. Hoje, Musk é o segundo colocado, com US$ 195 bilhões de patrimônio. Bezos preenche o pódio logo atrás, com US$ 194 bilhões. (veja o top 10 abaixo)

A primeira mulher na lista é a empresária francesa Françoise Bettencourt Meyers, herdeira da L’Oréal. No fechamento do ano, ela está em 15º lugar, com US$ 99,5 bilhões.

Segundo a Forbes, existem agora mais bilionários do que nunca: são 2.781 ao todo, e 141 a mais que no ano passado. Trata-se de um novo recorde, superando em 26 o maior número da série histórica em 2021.

Veja o top 10 entre os mais ricos do mundo:

  1. Bernard Arnault, CEO da LVMH, controladora da grife Louis Vuitton, com US$ 233 bilhões
  2. Elon Musk, CEO da Tesla, com US$ 195 bilhões
  3. Jeff Bezos, fundador da Amazon, com US$ 194 bilhões
  4. Mark Zuckerberg, cofundador da Meta, com US$ 177 bilhões
  5. Larry Ellison, cofundador da Oracle, com US$ 141 bilhões
  6. Warren Buffett, megainvestidor, com US$ 133 bilhões
  7. Bill Gates, fundador da Microsoft, com US$ 128 bilhões
  8. Steve Ballmer, ex-CEO da Microsoft, com US$ 121 bilhões
  9. Mukesh Ambani, fundador da Reliance Industries, com US$ 116 bilhões
  10. Larry Page, cofundador do Google, com US$ 114 bilhões

Bernard Arnault, CEO do grupo LVMH, em foto de janeiro de 2020 — Foto: Thibault Camus/AP/Arquivo

Bernard Arnault, CEO do grupo LVMH, em foto de janeiro de 2020 — Foto: Thibault Camus/AP/Arquivo

– Os preços estão fora da realidade…

Barbaridade!

Um mini-ovo de chocolate que vem numa caneca do Sonic custa R$ 70,00!

Estamos todos loucos?

– Em que “Era Econômica” estamos?

Gustavo Gutiérres, teólogo Peruano, sobre as eras da vida econômica:

Estamos na era pós-socialista, pós-capitalista e pós-industrial. Mas nunca chegamos à era da pós-pobreza.”.

Resumiu perfeitamente!

A pobreza extrema só acaba com o fim da riqueza extrema - VER

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer o autor, favor informar para os créditos.

– Há 34 anos, Collor sequestrava nossas poupanças.

Dia triste do Brasil: em 16 de março de 1990, Fernando Collor de Melo congelava a poupança (e o Overnight também). Decretava feriado bancário e deixava malucos os cidadãos.

Um dia antes, no Jornal Nacional, Zélia Cardoso, a Ministra da Economia, dizia “se eu tivesse dinheiro para guardar, deixaria na poupança”.:

Enganou todo mundo…

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– Em qual Classe Econômica você está inserido?

Será que esse percentual é muito diferente hoje? Os valores, certamente sim. Abaixo:

Leio na Revista Época (ed 03/06/13, pg 70) uma classificação das classes sociais do Brasil por renda (pela FGV). Muito interessante e compartilho:

Hoje, em nosso país, há:

Ricos – 1 milhão de pessoas (0,5% da população), com renda superior a R$ 50.000,00;

Classe Média Tradicional – 21,5 milhões de pessoas (11,2%), renda entre R$ 7.475,00 e R$ 50.000,00;

Emergentes – 105,5 milhões de pessoas (55,1%), renda entre R$ 1.734,00 e R$ 7.475,00;

Classe Média-Baixa – 46,8 milhões de pessoas (24,4%), renda entre R$ 1.085,00 e R$ 1.734,00;

Pobres e Miseráveis – 16,8 milhões de pessoas (8,8%), renda até R$ 1.085,00.

E você, se insere onde? Concorda com a classificação por renda?

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem souber, informar postagem de crédito nesse post.

– Os 4 Tipos de Chefes Mais Odiados pelos Jovens.

Veja que interessante: pesquisa aponta os defeitos mais odiados dos jovens em relação aos seus chefes.

Será que o do seu superior está nesta lista?

1– Chefes ausentes da sua equipe

2- Chefes que não elogiam

3- Chefes conservadores

4- Chefes parciais no tratamento

Extraído de: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/os-4-tipos-de-chefes-que-os-jovens-mais-odeiam

OS 4 TIPOS MAIS ODIADOS PELOS JOVENS

por Camila Pati

A receita para ser rejeitado pela equipe é esquecê-la. Chefes ausentes e indiferentes são adeptos do “estilo de liderança” mais reprovado por jovens entrevistados pelo Nube, entre novembro e dezembro.

Para 57% dos 7.451 participantes da pesquisa, o pior perfil é do chefe distante e quase nunca presente. Segundo Yolanda Brandão, coordenadora de treinamentos externos do Nube, o resultado da pesquisa é sinal de que os jovens prezam, e muito, pela criação de relacionamentos com colegas e líderes no ambiente de trabalho.

Um chefe que não reconhece as conquistas da equipe aparece logo em seguida na escala de rejeição. Com, 20,52% dos votos, este tipo de comportamento também é altamente criticado pelos jovens, acostumados a ouvir elogios de pais e professores.

Perfis que pendem para uma atuação tradicionalista e proibitiva também recebem cartão vermelho da Geração Y. Segundo a pesquisa, 17,32% dos entrevistados rejeitam chefes que adotem este estilo mais antiquado.

A parcialidade no tratamento da equipe fecha a lista de gestão, co]m 5,14% dos entrevistados, de acordo com o Nube.

Jovem desmotivada: chefe distante foi o mais rejeitado pelos entrevistados  (Getty Images/). Imagem extraída de: https://exame.com/carreira/os-4-tipos-de-chefes-que-os-jovens-mais-odeiam/

– Desenhamos os “planos B” das nossas carreiras no auge?

Buscamos uma fonte de renda alternativa, independente de nossos empregos?
É isso que essa matéria discute: sobre novos recursos financeiros, independente da demissão do emprego ou se é desejo de incremento.

Muito bom! Compartilho, extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/sobretudo/carreiras/2017/07/1897575-profissional-deve-desenhar-seu-plano-b-no-auge-diz-administrador.shtml

PROFISSIONAL DEVE DESENHAR SEU PLANO B NO AUGE

Por Carolina Muniz

O que fazer logo depois de ser demitido: descansar ou agir rápido? Vale a pena investir o dinheiro da rescisão em um novo negócio? No recém-lançado “Emprego 2.0 – Como Conquistar, Manter e Crescer na Carreira”, o administrador e palestrante Marcelo Simonato, 39, dá um passo a passo de como conquistar uma nova vaga -desde a formulação do currículo até a chegada à empresa. Em entrevista, ele fala sobre como planejar a carreira em tempos de instabilidade.

RAIO-X

Idade 39 anos
Atuação Diretor financeiro da consultoria Everis, palestrante e mentor
Formação Administração de empresas e comércio exterior pela Universidade Paulista; MBA em finanças empresariais pele FGV; e MBA em gestão empresarial pela Lassale University, na Filadélfia (EUA)
Obra “Emprego 2.0 – Como Conquistar, Manter e Crescer na Carreira” (editora Preparando Recursos, 127 págs., R$ 30)*

Folha – Qual é o maior erro que os profissionais costumam cometer ao serem demitidos?
Marcelo Simonato – Um grande equívoco é aproveitar a demissão para tirar um tempo de descanso como recompensa por tantos anos de trabalho. Quando a pessoa sai da empresa, carrega por um curto espaço de tempo o sobrenome da organização, um cartão de visitas que pode abrir portas. Se tirar férias durante esse período, esse sobrenome pode acabar esfriando. Então, assim que a demissão acontece, o primeiro passo é comunicá-la a colegas, clientes e fornecedores. Não é preciso ter vergonha por estar desempregado. Em boa parte dos casos, é exatamente por uma indicação desses contatos que surgem novas oportunidades de trabalho.

Como deve ser a rotina do profissional que está em busca de de uma recolocação?
Ele deve encarar a procura por emprego como um novo projeto na carreira, que requer planejamento e disciplina como qualquer outro. Não estou dizendo que ele tem de ficar 12 horas em frente ao computador. Aliás, isso não é eficaz e gera ainda mais estresse. O mais interessante é ter uma rotina bem definida de trabalho, de cerca de três horas pela manhã e outras três à tarde. No tempo livre, é importante se exercitar e ficar com a família. Afinal, de nada adianta encontrar vagas, mas não estar bem emocionalmente na hora das entrevistas.

Quanto tempo vale procurar antes de aceitar uma posição abaixo das expectativas?
Primeiro, é preciso entender se a nomenclatura do cargo que o profissional ocupava anteriormente é compatível com a realidade atual do mercado. Em alguns casos, a pessoa descobre que era gerente na empresa em que trabalhava, mas hoje já se exige mais dessa posição. Aí, ela tem duas alternativas: ou procura emprego para um cargo inferior ou busca se qualificar para preencher essas lacunas. Se o indivíduo tem reservas financeiras, pode continuar batalhando. Se não, é preciso deixar o ego de lado.

Quando perguntado sobre pretensão salarial, o candidato está com receio de fazer exigências? Como negociar?
Sim, muitos estão aceitando qualquer coisa. O profissional não pode derrubar o valor do seu salário logo de cara. Precisa valorizar sua experiência dentro do que a empresa está buscando. Ele pode dizer que imagina receber um valor próximo ao que ganhava na ocupação anterior, mas está aberto a uma proposta da empresa. Provavelmente, o entrevistador vai dizer que o mercado não está pagando tudo isso. Aí, começa a negociação. Nesse momento, ele não pode focar apenas no salário, mas deve usar também os benefícios para chegar em um acordo mais vantajoso.

Como planejar a carreira para se sentir mais seguro diante das incertezas?
É comum a pessoa ficar desempregada e querer montar um negócio. Ela nunca foi empresária e tenta fazer isso com o último recurso que lhe resta. O que acontece, normalmente, é que a empresa quebra alguns anos depois. Por isso, o indicado é começar uma atividade paralela quando ainda se está na ativa, mesmo no auge da carreira. Escolha uma ocupação que tenha prazer em fazer nas horas livres sem se preocupar em transformar isso na sua fonte principal de renda. Numa situação de desemprego, você já terá um plano B desenvolvido.

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Por Marcelo Justo / Folhapress

– Isenção fiscal.

José Horta Manzano – Em princípio, todos os cidadãos de um país estão sujeitos a tributação sobre a renda que recebem. Em termos claros, o imposto é …

Continua no link em: Isenção fiscal

– As categorias de base são (e serão cada vez mais) a salvação dos clubes brasileiros.

Produzimos aqui no Brasil pé-de-obra para subsistência ou para exportação?

Está acontecendo a Copa São Paulo de Futebol Jr, com aproximadamente 3500 atletas de 128 times disputando um torneio “tiro-rápido” pelo Interior do Estado. E repare: embora possam jogar atletas de até 21 anos, a média de idade caiu bastante. E qual seria o motivo?

Hoje, um jogador de 20 anos já é “velho” para o Mercado Europeu. O garoto já adquiriu “vícios de jogo” e pela oferta excessiva de atletas, torna-se dispensável. Pudera, cada vez mais os jovens são lançados precocemente em suas equipes profissionais.

Aqui cairemos em dois dilemas envolvendo a “Galinha de Ovos de Ouro” de todo time profissional: ter a “base” como “criação de talentos”,  a fim de ganhar dinheiro para exportá-los (sem a preocupação de que eles joguem no time principal) ou formar atletas para suprir as necessidades do profissional? E, claro, torna-se óbvio: TODO time deve ter sobre seu comando as categorias de base, sem terceirizá-las, pois isso significa perder dinheiro.

Exemplo de subsistência? O Santos FC, quando Marcelo Teixeira era presidente e Leão o treinador, foi Campeão Brasileiro usando os adolescentes Diego e Robinho, trazidos da base pois o Peixe, literalmente, não tinha jogador para colocar no time. E até hoje, por conta de dificuldades financeiras, o time se socorre aos “Meninos da Vila”.

Por outro lado, o São Paulo FC tem uma “fábrica de jogadores” em Cotia. Quantos garotos que o torcedor são-paulino desconhece ter passado por lá, e que estão jogando na Europa, dos pequenos aos grandes centros do futebol? E apesar de todo o dinheiro que entra, ainda há dificuldades financeiras… Entretanto, veja o quanto de dinheiro isso rende futuramente, por via indireta: Casemiro e Antony, transferidos para a Inglaterra, ainda encheram os cofres do Tricolor com as verbas de “clube-formador”.

Os exemplos perfeitos tornaram-se Flamengo e Palmeiras: o Rubro Negro vendeu Reinier, Lincoln e Vinícius Jr, ainda muito jovens, e com as contas equilibradas, desfruta desses valores para novos e ousados investimentos. Idem ao Verdão, que tem um trabalho excepcional na base, com Endrick vendido a quase meio bilhão de reais.

Tudo isso ocorre por alguns fatores: a Globalização e a Economia são os principais!

Com os jogadores europeus integrando a comunidade europeia e “quebrando barreiras geográficas”, há mais vagas para jogadores de fora do continente, diferente de anos atrás, onde os times da Europa buscavam craques formados para chegarem e serem titulares absolutos: Zico e Sócrates, por exemplo. Depois começou a aposta em talentos que surgiam nas equipes profissionais, e, hoje, diferentemente, buscam “meninos ao pé-da-letra” para serem formandos em suas categorias de base, contratando-os antes do primeiro vinculo profissional, e aí usando artifícios para que possam residir na Europa (por exemplo: contratando os pais para trabalharem no clube em alguma atividade qualquer, apenas para sairem do país).

E como ganhar dinheiro com esses garotos?

Fazendo como fazem Palmeiras e Flamengo: cuidando bem desses jovens na base, a fim de que assinem o primeiro contrato profissional, e de tal forma possam ser vendidos e render muito dinheiro para os clubes.

Por fim: os estrangeiros não querem mais craques prontos; então, saibamos garimpar talentos para vendê-los aos interessados, não permitindo que seja um neocolonialismo da Europa na América do Sul e na África, mas sim uma relação inteligente e financeiramente viável a todos. É por isso que estão surgindo milhares de times-empresas pequenos, focados em categorias-de-base (sem a preocupação de ter equipe profissional), disputando torneios sérios e com gestão empresarial invejável. Aqui, cito para ilustrar o Metropolitano Futebol Clube, de Jundiaí (conheça em: https://www.metropolitanofc.com.br/).

É por tudo isso que vale lembrar: antes, os grandes clubes brasileiros contratavam jogadores dos clubes do Interior que se destacavam nos regionais. Depois passou a contratar jovens revelações desses times. Mais tarde, juvenis… e hoje, tudo isso mudou. O interessado do Exterior busca na “fonte” os garotos. É por isso que Paulista FC, União de Araras, Mogi Mirim, América e tantas outras equipes tradicionais PRECISAM ter “debaixo das suas asas” as categorias de base para que possam reviverem seus momentos mais gloriosos. Aliás, imagine o que seria de Ponte Preta e Guarani, se o trabalho de base dos anos 70/80 fosse impecável nos dias atuais como era naquele tempo?

Abaixo, compartilho sobre o projeto UMY (Under My Wing / Sob Minhas Asas) para jovens jogadores do Red Bull Bragantino, do ano passado (que já frutificou com dito acima).

– As categorias de base são (e serão cada vez mais) a salvação dos clubes brasileiros.

Produzimos aqui no Brasil pé-de-obra para subsistência ou para exportação?

Está acontecendo a Copa São Paulo de Futebol Jr, com aproximadamente 3500 atletas de 128 times disputando um torneio “tiro-rápido” pelo Interior do Estado. E repare: embora possam jogar atletas de até 21 anos, a média de idade caiu bastante. E qual seria o motivo?

Hoje, um jogador de 20 anos já é “velho” para o Mercado Europeu. O garoto já adquiriu “vícios de jogo” e pela oferta excessiva de atletas, torna-se dispensável. Pudera, cada vez mais os jovens são lançados precocemente em suas equipes profissionais.

Aqui cairemos em dois dilemas envolvendo a “Galinha de Ovos de Ouro” de todo time profissional: ter a “base” como “criação de talentos”,  a fim de ganhar dinheiro para exportá-los (sem a preocupação de que eles joguem no time principal) ou formar atletas para suprir as necessidades do profissional? E, claro, torna-se óbvio: TODO time deve ter sobre seu comando as categorias de base, sem terceirizá-las, pois isso significa perder dinheiro.

Exemplo de subsistência? O Santos FC, quando Marcelo Teixeira era presidente e Leão o treinador, foi Campeão Brasileiro usando os adolescentes Diego e Robinho, trazidos da base pois o Peixe, literalmente, não tinha jogador para colocar no time. E até hoje, por conta de dificuldades financeiras, o time se socorre aos “Meninos da Vila”.

Por outro lado, o São Paulo FC tem uma “fábrica de jogadores” em Cotia. Quantos garotos que o torcedor são-paulino desconhece ter passado por lá, e que estão jogando na Europa, dos pequenos aos grandes centros do futebol? E apesar de todo o dinheiro que entra, ainda há dificuldades financeiras… Entretanto, veja o quanto de dinheiro isso rende futuramente, por via indireta: Casemiro e Antony, transferidos para a Inglaterra, ainda encheram os cofres do Tricolor com as verbas de “clube-formador”.

Os exemplos perfeitos tornaram-se Flamengo e Palmeiras: o Rubro Negro vendeu Reinier, Lincoln e Vinícius Jr, ainda muito jovens, e com as contas equilibradas, desfruta desses valores para novos e ousados investimentos. Idem ao Verdão, que tem um trabalho excepcional na base, com Endrick vendido a quase meio bilhão de reais.

Tudo isso ocorre por alguns fatores: a Globalização e a Economia são os principais!

Com os jogadores europeus integrando a comunidade europeia e “quebrando barreiras geográficas”, há mais vagas para jogadores de fora do continente, diferente de anos atrás, onde os times da Europa buscavam craques formados para chegarem e serem titulares absolutos: Zico e Sócrates, por exemplo. Depois começou a aposta em talentos que surgiam nas equipes profissionais, e, hoje, diferentemente, buscam “meninos ao pé-da-letra” para serem formandos em suas categorias de base, contratando-os antes do primeiro vinculo profissional, e aí usando artifícios para que possam residir na Europa (por exemplo: contratando os pais para trabalharem no clube em alguma atividade qualquer, apenas para sairem do país).

E como ganhar dinheiro com esses garotos?

Fazendo como fazem Palmeiras e Flamengo: cuidando bem desses jovens na base, a fim de que assinem o primeiro contrato profissional, e de tal forma possam ser vendidos e render muito dinheiro para os clubes.

Por fim: os estrangeiros não querem mais craques prontos; então, saibamos garimpar talentos para vendê-los aos interessados, não permitindo que seja um neocolonialismo da Europa na América do Sul e na África, mas sim uma relação inteligente e financeiramente viável a todos. É por isso que estão surgindo milhares de times-empresas pequenos, focados em categorias-de-base (sem a preocupação de ter equipe profissional), disputando torneios sérios e com gestão empresarial invejável. Aqui, cito para ilustrar o Metropolitano Futebol Clube, de Jundiaí (conheça em: https://www.metropolitanofc.com.br/).

É por tudo isso que vale lembrar: antes, os grandes clubes brasileiros contratavam jogadores dos clubes do Interior que se destacavam nos regionais. Depois passou a contratar jovens revelações desses times. Mais tarde, juvenis… e hoje, tudo isso mudou. O interessado do Exterior busca na “fonte” os garotos. É por isso que Paulista FC, União de Araras, Mogi Mirim, América e tantas outras equipes tradicionais PRECISAM ter “debaixo das suas asas” as categorias de base para que possam reviverem seus momentos mais gloriosos. Aliás, imagine o que seria de Ponte Preta e Guarani, se o trabalho de base dos anos 70/80 fosse impecável nos dias atuais como era naquele tempo?

Abaixo, compartilho sobre o projeto UMY (Under My Wing / Sob Minhas Asas) para jovens jogadores do Red Bull Bragantino, do ano passado (que já frutificou com dito acima).

– Pitaco da Noite 2: Uma faxina na França

Ouço no rádio que uma faxineira na França custa 20,00 euros por dia, aproximadamente. Porém, sabemos que os bens costumam custar barato (como carros, por exemplo).

Aqui no Brasil, é exatamente o caro: produtos são caros e mão-de-0bra barata. Pode?

– Os 5 condomínios mais luxuosos do Estado de SP.

O rico Interior Paulista traz condomínios luxuosíssimos.

Veja os 5 mais caros, extraídos de: https://www.terra.com.br/amp/economia/chegam-a-r-300-milhoes-veja-condominios-de-luxo-do-interior-de-sp-que-atraem-publico-de-alta-renda,0c5c6259b97c213ef2f5e8dbc52589adiz06jzjt.html

CONDOMÍNIOS DE LUXO QUE ATRAEM.

Condomínios de luxo no interior de São Paulo têm atraído um público de alta renda que quer fugir do caos da ‘selva de pedra’ sem deixar de ter muito conforto. Um levantamento da imobiliária MBras mostra que imóveis de veraneio ‘exclusivos’ do tipo podem chegar a R$ 300 milhões

Veja o ranking, obtido pelo Estadão, dos cinco empreendimentos mais caros para se comprar uma casa de veraneio:

  • 5 – Terras de São José

Com uma área de 4,2 milhões de metros quadrados, o empreendimento fica às margens da rodovia Castello Branco, em Itu, a 90 km de São Paulo. Os imóveis custam entre R$ 10 milhões e R$ 45 milhões por lá, variando conforme as especificidades da casa.

  • 4 – Fazenda da Grama

Em Itupeva, a 70 km da capital paulistana, a Fazenda da Grama foi uma das pioneiras a oferecer uma praia artificial com ondas de até dois metros de altura – para surfistas. O local tem terrenos de 2,2 mil a 3,3 mil metros quadrados, com imóveis avaliados em até R$ 50 milhões.

Além do valor do imóvel, os proprietários ainda pagam um condomínio de mais de R$ 7 mil pelos serviços disponíveis.

  • 3 – Boa Vista Village

O condomínio de campo fica em Porto Feliz, próximo à Fazenda Boa Vista – que também é citada no ranking. Ele tem cerca de 2 milhões de metros quadrados e conta com imóveis avaliados em até R$ 15 milhões – quando são unidades “pé na areia”.

Lá é possível curtir uma praia privativa com ondas artificiais que já foi palco de atletas do surfe como o campeão mundial e olímpico Ítalo Ferreira. 

  • 2 – Quinta da Baroneza

O empreendimento fica em Bragança Paulista, a 90 km de São Paulo, próximo à Serra da Mantiqueira. Os imóveis na Quinta da Baroneza podem chegar a até R$ 150 milhões. O local tem mais de 4 milhões de metros quadrados. O Instagram do local é fechado, com “acesso exclusivo a associados”.

É possível encontrar anúncios de casas no empreendimento com valores sendo negociados entre R$ 15 milhões e R$ 30 milhões.

  • 1 – Fazenda Boa Vista

Localizada em Porto Feliz, a 100 km de São Paulo, o empreendimento conta com mais de 12 milhões de metros quadrados. A fazenda fica em uma área próxima à mata atlântica. O condomínio é avaliado em R$ 300 milhões.

Propriedades menores no condomínio, de cerca de 2 mil m², variam de R$ 30 milhões a R$ 50 milhões.

*Com informações do Estadão 

Fonte: Redação Terra. Foto (no link acima os créditos).

– ¿Por qué es tan caro ser pobre? La teoría de las botas de Vimes.

La teoría de las botas de Vimes explica los motivos de la desigualdad socioeconómica en el imaginario ‘mundodisco’ creado por el escritor británico …

Continua em: ¿Por qué es tan caro ser pobre? la teoría de las botas de Vimes.

– O Preço Real da Água! Deveria ser barato ou caro?

Leio no caderno Sustentabilidade da Época Negócios, uma bacana entrevista do financista Mark Tercek, autor do livro “Capital Natural”.

Ele fala sobre valores dos recursos naturais, e, em especial, da água.

E quanto deveria custar a água?

A água que bebemos deveria ter preço irrisório, já que é um direito humano básico. Mas sendo barato demais, o preço é desprezado pelo comportamento irresponsável de algumas pessoas.

para a indústria deveria ser caro, pois é um insumo para se obter lucro. E o exemplo utilizado é assustador – o quanto se gasta para fabricar um refrigerante! Veja só a Coca-Cola, que para se produzir um litro da bebida é necessário:

– 1 litro de água para o preparo da bebida em si;

– 1 litro de água para a produção e a lavagem;

– 10 litros de água para fabricar a embalagem;

– 200 litros de água para a produção do açúcar.

Ou seja, 212 LITROS DE ÁGUA PARA SE PRODUZIR UMA COCA-COLA!!!

Assustou? Eu também.

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Imagem extraída de: http://kucnaj.blogspot.com/2011/03/wallpapers-of-i-love-u.html

– As curvas nas embalagens nos atraem.

Olhe que legal: um case de sucesso (Leite Moça), mostrando como as curvas das embalagens nos atraem.

Extraído do LinkedIn de: Instituto Brasileiro de Neuromarketing e Neuroeconomia.

O PODER DAS CURVAS NAS EMBALAGENS

Os escritórios de #design de embalagem trabalham para que um produto seja escolhido no ponto de venda gerando desejos no #consumidor, mesmo que ele nem ao menos consiga verbalizar o que realmente quer.

A ativação do #córtex órbito-frontal (ligado à apreciação da beleza) indica a ativação do sistema de recompensa, o sistema neural que nos motiva a agir, atingir metas ou nos esforçar para obter algo, ou seja, se esta área está ativada significa que estamos dispostos a pagar um preço elevado para adquirir determinado produto e nesse caso, um produto ou #embalagem, desenvolvidos de forma estrategicamente pensada para atingir o cérebro, terá maior chance de sucesso.

 Em 2004, a lata de leite condensado Moça entrava para a história das embalagens no Brasil com um formato icônico e que seria conhecida por todos.

A reformulação da embalagem foi um sucesso absoluto, aumentando as #vendas da empresa e levando a #marca até o limite da sua capacidade de produção. Além disso, a embalagem ganhou o prêmio de inovação pelo Centro Nestlé de Embalagem/Suíça.

O formato acinturado da lata no ponto de #venda é um fator de fácil identificação e forte personalidade. O formato estimula o contato e é de confortável manuseamento, motivando o consumidor a pegá-la.

O próprio nome Leite Moça é resultado de observações sobre o comportamento dos consumidores.

Quando chegou ao país, o produto levava o nome em inglês, “Milkmaid”. Os brasileiros, no entanto, apelidaram de “leite da moça”, referindo-se à ilustração da camponesa na embalagem. Na década de 1930, quando já fabricava o leite condensado no Brasil, a #Nestlé decidiu adotar o nome criado espontaneamente e o produto passou a se chamar Leite Moça.

Em 2014 as latas com suas curvinhas foram substituídas por latas retas e mais finas, estilo “slim” mais magrinhas e com o sistema “abre fácil”.

Além das latas de leite Moça, qual uma outra embalagem que você lembra ter uma experiência de toque digna de estar na sua memória até hoje?

– Panetones custosos? Xi…

Panetones fazem parte da cultura do final de ano. Sua versão “pascoalina”, as colombas pascais, também foram introduzidas e se tornaram comuns às mesas festivas.

O problema é: o preço! Repararam o quanto estão diversificados e caros? Dos tradicionais de frutas aos modificados de chocolate, surgiram os Havana e Kopenhagen – deliciosos, mas que viraram “pães ostentação”.

Do jeito que está, vou no mais econômico (como o abaixo):

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Sobre Planos de Saúde…

Por que a gente paga tão caro os planos de saúde?

Por que a fila para qualquer profissional médico é demorada?

Por que tem especialidade que leva meses (e se fizer no particular, é na mesma semana)?

Ah, Brasil…

– Os Administradores Conseguem Explicar sua Utilidade?

Stephen Kanitz, grande consultor em Administração de Empresas, publicou em um de seus numerosos e importantes artigos um pensamento interessante:

A maioria dos administradores não consegue provar a sua utilidade nem explicar o que exatamente faz”.

De tal afirmação, surgiu o texto abaixo extraído de http://t.co/6zXcXpJN

E aí, você concorda com  ele?

O ESTILO GERENCIAL DO ADMINISTRADOR

Toda profissão tem um estilo gerencial próprio. Ela depende das necessidades da profissão e de seus valores.

Muitos engenheiros, por exemplo, são perfeccionistas. Perfeccionismo é uma necessidade, ou um valor que muitos engenheiros possuem. O trabalho tem que ser bem feito, custe o que custar.

Por outro lado, advogados são detalhistas. São capazes de gastar horas em uma cláusula de contrato que provavelmente nunca será necessária. O trabalho é demorado, mas quando pronto o contrato cobrirá todos os detalhes e todas as incertezas do futuro. É isto que define um contrato bem feito.

Ambas as profissões administram suas vidas sob estilos gerenciais diferentes, definidos pelos seus valores e necessidades.

Por isto, todas as profissões entram em conflito com a profissão do administrador. Elas acham, incorretamente que o estilo gerencial do administrador é conflitante ou então desnecessário.

Por isto, tantas profissões, empresários e governadores não valorizam o administrador, porque não acham que nosso estilo administrativo seja superior, muito pelo contrário, “vocês não entendem nada de engenharia e advocacia”.

Pergunte a um engenheiro, advogado ou psicólogo qual é o estilo gerencial do administrador, e eles provavelmente também usariam um único adjetivo.

Provavelmente nos definiriam de “imediatistas”, preocupados com lucros de curto prazo, como Paul Krugman e seus colegas não param de escrever no New York Times.

Administradores, segundo a visão popular, querem tudo para “ontem”, vivem dizendo que “o ótimo é o inimigo do bom”, que precisamos mais de “acabativa” e não de iniciativa.

A maioria dos administradores, infelizmente, não consegue provar a sua utilidade nem sabe explicar exatamente o que faz. Por isto, eles não ganham o que merecem, por isto não são valorizados.

Muitos acham que administrar é liderar, executar, coordenar. Isto está até escrito em inúmeros livros de Administração adotados pelas nossas Faculdades de Administração. Uma tristeza!

Vou apresentar uma das funções básicas do administrador, e que define em linhas gerais o seu estilo, e que surpreendentemente muitos administradores sequer ouviram falar nas grandes escolas de Administração como FGV, Insper, Ibmec e USP.

Basicamente, a função do administrador é não permitir que  problemas se acumulem.

Uma organização complexa, que é a empresa moderna, requer a cooperação de milhares de pessoas, dentro e fora da empresa. E, esta cooperação gera inúmeros problemas que se não forem solucionados a tempo afetarão todos os parceiros envolvidos na empresa.

Não permitir que problemas se acumulem talvez seja a tarefa mais importante para o bom andamento de toda família, empresa e nação.

Quando o mundo era gerido por açougueiros, padeiros e fábricas de alfinetes, como observou na época  Adam Smith, de fato não havia muitos problemas “acumulados”, e nem havia necessidade para se contratar administradores. Tudo funcionava pela Mão Invisível do mercado, não pela “Mão Visível” do administrador, como apontaria 200 anos depois  seu livro com este mesmo título Alfred Chandler.

Hoje, o mundo é bem mais complexo e rápido, razão pela demanda crescente de profissionais em administração.

Toda empresa e nação precisa de um corpo de profissionais treinado e dedicado a resolver os problemas de forma rápida.

Não somos imediatistas como muitos acreditam, nós simplesmente estamos evitando que problemas se acumulem um atrás do outro, e nestes casos rapidez de raciocínio e ação são essenciais.

Por isto, nós nos preocupamos tanto com acompanhamento, qualidade total, processos, auditoria, recursos humanos, etc.

Infelizmente, não é assim que a maioria dos intelectuais brasileiros que ocuparam tantos cargos de destaques neste país pensam.

Toda a filosofia de ensino, pelo menos a partir do iluminismo e cientificismo, é voltada para resolver problemas corretamente, até a segunda casa decimal. Rapidez, só no vestibular.

Todos os dados precisam ser precisos e rechecados. Todas as variáveis precisam ser “controladas”. O ser humano precisa estar “absolutamente certo”, o refrão do programa “O Céu é o Limite”.

Quando se acusa o PSDB de ficar sempre em cima do muro, na realidade se comete uma injustiça. Eles não evitam decidir ou tomar partido, na realidade seus intelectuais são simplesmente mais demorados na tomada de decisão, como todo intelectual.

Só que resolver problemas corretamente hoje em dia não é suficiente. Eles precisam ser resolvidos rapidamente, algo que nossos formadores de opinião, jornalistas e acadêmicos simplesmente não compreendem.

Temos que tomar decisões com os dados que temos, não com os dados que gostaríamos de ter.

O Brasil é um país atrasado porque estamos eternamente acumulando problemas.

É tão óbvia esta constatação que espanta que nossa opinião pública, nossos intelectuais e professores de história nunca perceberam esta simples verdade da história brasileira.

Quando se diz que precisamos fazer a Reforma Política, a Reforma Tributária, a Reforma Judiciária, o que queremos dizer é que deixamos tantos problemas se acumularem nestas áreas que somente uma ampla reforma resolverá o problema.

Se tivéssemos resolvido os problemas na medida que surgiram, o Brasil teria evoluído, teria caminhado para um sistema ótimo, em vez de termos que criar revoluções e enormes reformas de tempos em tempos, que no fundo nos atrasam ainda mais.

Temos problemas no judiciário, na previdência, na logística, na infraestruturua, na educação, na economia, simplesmente porque não temos um estilo gerencial que se preocupa com a rápida solução de problemas. Eproblemas que se acumulam crescem exponencialmente, não linearmente, como todo administrador sabe por experiência.

Quatro entre cinco empresas quebram no Brasil, porque são geridas por profissões que não percebem que problemas não podem se acumular. Aí, qualquer crise ou evento fora do comum, as abate.

Nenhuma empresa quebra por uma única razão, nenhum avião cai por causa de um único problema. Estas quatro empresas quebram a um custo de capital monstruoso para o país, por falta de um estilo gerencial apropriado.

O Brasil não poupa o suficiente para crescer; e pior, torramos 80% desta poupança em empresas que irão quebrar em quatro anos.

Eu não diria, e nunca disse, que o estilo gerencial do administrador é superior ao do engenheiro, do advogado ou do economista.

Infelizmente, estas profissões se sentem ameaçadas pelos administradores, à toa.

Não queremos comandar, gerir, tomar o lugar de ninguém.

Quero deixar claro para todo empresário, sociólogo, economista e político que possa se sentir ameaçado, que o estilo do administrador não é superior.

Ele é simplesmente necessário.

Não podemos permitir que nossos problemas se acumulem simplesmente porque cada profissão acha que seu estilo gerencial é superior.

Nós administradores aceitamos que engenheiros sejam perfeccionistas, que advogados sejam detalhistas, que economistas queiram dados precisos, mas tudo isto tem de ser adequado para não atrapalhar os outros dentro da empresa ou do governo.

Não podemos ficar esperando enquanto os outros seguem seus estilos individuais.

Engenheiros, advogados e economistas precisam entender que seus estilos gerenciais são superiores e apropriados, quando se trabalha sozinho, mas quando se trabalha em grupo é necessário conciliar.

Trabalhando em grupo, um simples atraso numa reunião atrapalha os outros, imaginem um problema que  não foi solucionado por anos a fio.

Quando vejo acusarem administradores e empresários de “imediatistas”, que pensamos somente no curto prazo, percebo que estas pessoas nada entendem das funções do administrador, de crescimento, de justiça social, de democracia e de um mundo feliz cheio de realizações, porque tudo é feito na velocidade necessária.

Se você está cansado de um país estagnado, que cresce aquém de suas possibilidades, que acumula pobreza, corrupção, injustiça e inúmeros problemas, converse mais com um administrador. Ele o ajudará a decidir e implantar suas ideias muito mais rapidamente do que você vem fazendo até hoje.

O Estilo Gerencial do Administrador - Stephen Kanitz

Imagem extraída de: https://blog.kanitz.com.br/estilo-gerencial-administrador/

– Black Friday pra Valer ou não?

Hoje temos mais um ano da versão brasileira do dia do “Black Friday” como dos EUA. A data é de liquidações gerais com descontos altíssimos.

Lá, o país para. Aqui ainda não (apesar das inúmeras e insistentes propagandas).

Algumas observações: existem realmente produtos com preço atrativos, mas há também os golpes de espertalhões, como, por exemplo, aumentar os preços e na sequência reduzi-los. Eu não comprei nada até agora, mas já vi alguns preços “engana-manés”… e você?

Tomara que não seja uma pejorativa “Black Fraude”…

Imagem relacionada

– Este mar é meu!

Por José Horta Manzano – Você sabia? A expressão águas territoriais define, em grandes linhas, a superfície marítima que pertence a cada país com saída …

Continua em: Este mar é meu

– 3 anos do Pix!

Hoje, faz 3 anos que o Pix surgiu como opção de pagamento. Além de fazer com que o Cartão de Débito “diminuísse” nas negociações (os comerciantes agradecem, pois o Pix não tem taxa), proporcionou uma redução de 8% de negócios em dinheiro vivo!

Viva o Pix, pois é prático e não tem tarifa.

– Os influencers de finanças.

Existe uma onda de influenciadores financeiros no Brasil, que assusta!

Consultores de investimentos, influencers ou educadores econômicos: não importa o nome, eles se proliferam na Internet e querem ditar como agimos.

Claro que existem os bons, experientes e que ajudam. Não fazem isso de graça, óbvio. Mas há os enganadores, aqueles que dizem que te deixarão rico em poucos dias e dão fórmulas milagrosas. Todo dia surge um novo guru financeiro…

Parece tão fácil o que dizem, né? Ah, se assim fosse.

Foto extraída de: https://medium.com/desacomodando-life/temos-que-falar-de-dinheiro-f86e39af5a19, no artigo de Alessandra Oliveira.

– E se você receber um pix por engano?

É esclarecedor, embora deveria ser algo lógico: o que não é da gente, tem que ser devolvido.

Se você receber um pix por engano, DEVOLVA-O!

– Toblerone a Vintão?

Nunca mais comi um toblerone.

Pudera… olhe só o preço!

Se tá difícil para o chocolate mais barato, imagine para o mais caro

– O efeito Ozempic: ele mudará a sociedade? Até na Bolsa de Valores dos EUA os efeitos são sentidos…

Você também não se assusta com a febre “Ozempic“, o medicamento para emagrecer que virou moda nos EUA?

Agindo no combate à saciedade, tem feito a indústria de alimentos repensar as porções de seus produtos e mexe diretamente na Economia do país.

E quando ele chegar ao Brasil?

Extraído de: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2023/10/08/efeito-ozempic-leva-empresas-americanas-a-repensarem-modelo-de-negocios-entenda.ghtml

EFEITO OZEMPIC LEVA EMPRESAS AMERICANAS A REPENSAREM MODELO DE NEGÓCIOS

Walmart já percebeu redução na cesta de compras da sua clientela. Fabricantes de alimentos pensam em reduzir tamanho de produtos e recalculam suas estratégias

Como um consumidor menos faminto e com menos impulsos afeta o meu modelo de negócios? Essa é a pergunta que algumas empresas se fazem nos Estados Unidos, à medida que as vendas de medicamentos com efeito sobre o apetite, como Ozempic e Mounjaro , disparam.

Empresas como a gigante do varejo Walmart e a Conagra Brands, de alimentos, estão avaliando quanto os medicamentos para diabetes conhecidos como GLP-1s, cada vez mais usados para perda de peso, devem ser considerados em suas estratégias. As decisões que tomarem agora podem repercutir nos próximos anos, então a pressão para acertar é grande.

“As empresas vão exagerar. Os investidores inteligentes, vão agir, mas mais lentamente”, disse Gary Stibel, CEO da New England Consulting Group, que assessora empresas de consumo e saúde.

John Furner, CEO das operações dos EUA da Walmart, recentemente disse que a varejista está observando um “pequeno recuo na cesta geral” de compras de alimentos como resultado dos medicamentos, mas acrescentou que ainda é cedo para tirar conclusões definitivas.

Já o CEO da Conagra, Sean Connolly, disse aos investidores esta semana que sua empresa está analisando os dados e poderia oferecer porções menores no futuro se essa for a evolução das preferências.

Efeitos na Bolsa americana

Os comentários impactaram o mercado: o índice S&P 500 de Consumo Básico caiu 0,5% na sexta-feira.

Analistas do Bank of America projetaram riscos para as empresas de lanches e bebidas, dado que os GLP-1s reduzem o apetite – e também parecem reduzir o impulso de beber.

Mas não são apenas as categorias óbvias relacionadas a alimentos que podem ser afetadas. A perda de peso com os GLP-1s pode impulsionar reformas no guarda-roupa, de acordo com o Bank of America, especialmente entre os mais ricos, que podem arcar com esses medicamentos, que atualmente custam mais de US$1.000 por mês.

Varejistas do segmento plus size, como a Torrid Holdings, podem ver as vendas diminuírem, enquanto fabricantes de roupas fitness e artigos esportivos, como a Lululemon e a Deckers Outdoor, podem se beneficiar de estilos de vida mais saudáveis.

Jessica Ramírez, analista da Jane Hali & Associates, disse que a pandemia forneceu um potencial estudo de caso recente, já que muitos consumidores ganharam peso, enquanto outros perderam.

– Eles tiveram que repor o guarda-roupa – disse Jessica, observando que as empresas de vestuário não tiveram problemas em ajustar suas ofertas.

Empresas intensificam análise do efeito dos medicamentos no mercado

As empresas estão intensificando sua análise dos medicamentos diante de uma crescente sensação na comunidade científica de que os tratamentos representam uma verdadeira revolução.

Os cientistas estudam o hormônio GLP-1 há mais de três décadas, mas os medicamentos mais novos e potentes, como Wegovy e Mounjaro, abriram portas para novas descobertas e usos potenciais além da obesidade e diabetes.

– Estamos ainda aprendendo para o que mais isso pode ser bom. Trata-se de um território totalmente novo – disse Daniel Drucker, codescobridor do hormônio GLP-1, que é professor de medicina na Universidade de Toronto.

No mundo dos negócios, a maioria dos executivos ainda está adotando uma abordagem cautelosa.

Adnan Durrani, CEO da Saffron Road, que produz refeições congeladas, wraps de frango e lanches embalados de grão-de-bico crocante, disse que as empresas de lanches “estão falando sobre utilizar embalagens menores e coisas do tipo, e isso é um pensamento meio insensato porque ainda é muito cedo para saber o quanto isso vai impactar o comportamento do consumidor.”

Durrani lembrou a moda do olestra dos anos 1990, quando o substituto de gordura invadiu rapidamente as prateleiras de alimentos antes de ser descartado devido aos seus efeitos colaterais desagradáveis.

Bill Chidley, cofundador da consultoria de marca ChangeUp, citou o “efeito chicote” que essas tendências podem criar, lembrando das bolachas sem gordura e com baixo teor de gordura da SnackWell, que desapareceram do mercado.

A Dieta Atkins, que restringe o consumo de carboidratos e voltou a ganhar popularidade no início dos anos 2000, também é instrutiva. Ela impulsionou toda uma categoria de produtos, incluindo ketchup com baixo teor de carboidratos, sorvetes e refrigerantes.

Empresas como a American Italian Pasta Co., na época a maior fabricante de massas dos EUA, e a Krispy Kreme foram atingidas pela dieta, enquanto a Interstate Bakeries Corp., que era fabricante dos bolinhos Twinkies, citou a tendência quando pediu falência em 2004.

Mas em 2005, empresas como a General Mills estavam mudando de rumo, já que a popularidade da dieta diminuiu devido à falta de evidências de que ela proporciona uma perda de peso duradoura.

“Nós vivemos o que eu acho que acabou sendo uma moda, como nós prevíamos”, disse Richard Rosenfield, na época executivo da California Pizza Kitchen, em 2005. “Nunca pareceu afetar nossos negócios. Fomos muito bem durante essa loucura.”

Mas a Dieta Atkins não sumiu de todo. O Chipotle Mexican Grill tem tigelas de burrito para quem busca uma alimentação restrita em carboidratos. A Starbucks vende refeições proteicas de queijo e ovos.

A experiência pode ser instrutiva hoje, à medida que os analistas recalibram suas projeções com base no impacto esperado dos medicamentos. A Walmart, por exemplo, pode querer pensar duas vezes antes de encolher drasticamente sua seção de mercearia.

Em pesquisa, 70% dos entrevistados dizem estar comendo menos

Mesmo assim, descobertas recentes são surpreendentes. Uma pesquisa com usuários de GLP-1 pela Jefferies mostrou que mais de 40% dos entrevistados disseram que estavam comendo menos fora de casa. Uma porcentagem semelhante de pessoas relatou que estava pedindo menos comida.

Cerca de 70% disseram que estão comendo menos no geral, e aproximadamente a mesma quantidade relatou “maior consciência dos benefícios nutricionais dos alimentos”.

Com base nos resultados, os analistas da Jefferies afirmam que empresas de refeições prontas, incluindo Campbell Soup e Hershey, poderiam ser negativamente afetadas.

A situação, no entanto, não é tão clara, já que os analistas também apontam que cerca de 60% dos entrevistados planejam parar de usar GLP-1s assim que atingirem o peso desejado.

“Portanto, a questão permanece se os novos hábitos alimentares continuarão uma vez que o uso do medicamento diminua”, escreveram eles.

Os padrões de uso são outra incógnita. Os pacientes muitas vezes recuperam peso depois de parar de tomar os medicamentos, e os especialistas dizem que pode ser necessário tomar os remédios pelo resto da vida a fim de manter o peso.

“Sempre passamos por esses ciclos de um novo medicamento milagroso, um novo ingrediente alimentar milagroso”, disse Durrani, da Saffron Road.

Imagem de Getty Images, extraída de: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn064lnzd62o

– O Prêmio Nobel de Economia vai para uma mulher, que falou sobre mulheres!

Claudia Goldin, que fez um levantamento preciso sobre desafios contemporâneos e históricos das mulheres no trabalho e suas limitações, ganha o Nobel de Economia 2023.

Do Estadão.com, republicado e Isto É: https://istoedinheiro.com.br/premio-nobel-de-economia-2023-vai-para-claudia-goldin/

PRÊMIO NOBEL DE ECONOMIA VAI PARA CLAUDIA GOLDIN

O Prêmio Nobel de Economia de 2023 foi concedido nesta segunda-feira, 9, para a americana Claudia Goldin, “por ter avançado nossa compreensão dos resultados do mercado de trabalho das mulheres”, afirmou a Academia Real de Ciências da Suécia. Ela é apenas a terceira mulher a receber o Nobel de Economia: antes dela, Elinor Ostrom foi a vencedora em 2009 e Esther Duflo em 2019.

Os organizadores do Nobel afirmam que Claudia “apresentou o primeiro relato abrangente sobre os rendimentos das mulheres e a participação no mercado de trabalho ao longo dos séculos”, descobrindo fatos novos e surpreendentes sobre os papéis históricos e contemporâneos das mulheres no mercado de trabalho. As limitações impostas às escolhas das mulheres, historicamente e hoje, pelo casamento e pela responsabilidade pelo lar e pela família está no centro das análises e modelos explicativos de Claudia.

Diferente dos outros prêmios Nobel, o de Economia não foi estabelecido no testamento de Alfred Nobel de 1895, mas pelo banco central sueco em sua memória. O primeiro vencedor foi escolhido em 1969.

No ano passado, o prêmio foi concedido ao ex-presidente do Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos) Ben S. Bernanke e dois economistas dos Estados Unidos, Douglas W. Diamond e Philip H. Dybvig, por estudos sobre bancos e crises financeiras. O comitê avaliou que o trabalho dos três economistas estabeleceu as bases para lidar com essas crises, mostrando como é vital evitar colapsos de bancos.

Nobel 2023

Os anúncios do Prêmio Nobel 2023 começaram no dia 2 de outubro, com os responsáveis por criar a tecnologia da vacina de mRNA recebendo o Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina: a bioquímica húngara Katalin Karikó e o imunologista americano Drew Weissman. As descobertas da dupla permitiram o desenvolvimento em tempo de recorde de imunizantes contra a covid-19 em 2020, o que contribuiu para frear a maior pandemia do último século, com quase 7 milhões de vítimas (700 mil delas no Brasil).

Três pesquisadores levaram o Prêmio Nobel de Física no dia 3. Os cientistas Pierre Agostini, Ferenc Krausz e Anne L’Huillier foram homenageados pelos trabalhos em métodos experimentais que geram pulsos de luz para o “estudo da dinâmica eletrônica na matéria”. Anne L’Huillier é apenas a quinta mulher a ganhar a láurea na categoria da Física.

O Prêmio Nobel de Química foi concedido na quarta-feira, 4, aos pesquisadores Moungi G. Bawendi, Louis E. Brus e Alexei I. Ekimov. Eles desenvolvem trabalhos na área de nanotecnologia. O trio foi reconhecido pelas pesquisas sobre pontos quânticos, nanopartículas tão pequenas que seu tamanho determina suas propriedades. Esses pequenos componentes têm uso na área de eletrônica, como TVs e lâmpadas LED, computação, e na Medicina avançada, como em cirurgias de remoção de tecidos tumorais.

O norueguês Jon Fosse foi anunciado como vendedor do Prêmio Nobel de Literatura 2023 na quinta-feira, 5, por “suas peças e prosas inovadoras que dão voz ao indizível”, segundo a Academia Sueca. Fosse é considerado um “Beckett do século 21”.

Já o Prêmio Nobel da Paz de 2023 foi concedido na sexta-feira, 6, para a ativista iraniana dos direitos das mulheres Narges Mohammadi. Mohammadi já foi presa 13 vezes no Irã e condenada a 31 anos de prisão por conta de seu ativismo. Mesmo da prisão, ela foi uma das lideranças da onda de protestos no ano passado no Irã após a morte de Mahsa Amini, uma jovem de 22 anos que foi morta após ser detida pela polícia iraniana em Teerã sob a acusação de não usar o hijab, véu que cobre os cabelos, de maneira adequada.

Prêmio Nobel de Economia 2023 vai para Claudia Goldin

Imagem: reprodução da Wikipedia

 

– Salário Mínimo de R$ 25.000,00 na Suíça? E ainda é pouco…

O que lhe parece ganhar R$ 25.000,00 por mês?

No Brasil, seria um excelente salário. Mas na Suíça, com o altíssimo custo de vida, não é! E justamente esse valor é o Salário Mínimo de lá.

Abaixo, extraído de: https://brasildelonge.com/2020/10/01/salario-minimo-suico/

SALÁRIO MÍNIMO SUÍÇO

por José Horta Manzano

A noção de salário mínimo está tão ancorada nos costumes brasileiros, que a gente imagina que a garantia de um piso salarial exista no mundo todo. Não é bem assim. Tal como ocorre com o 13° salário, que não é obrigatório por toda parte, também o salário mínimo não é universal. Embora a paga mínima legal seja bastante difundida, trabalhadores de países importantes como, por exemplo, Itália, Áustria, Suécia não contam com essa garantia.

A Suíça é um caso especial. Como meus distintos e cultos leitores sabem, o país é uma confederação, ou seja, um Estado nacional composto por cantões que gozam de forte autonomia. Tirando a defesa nacional, a política monetária, a legislação aduaneira, a segurança nacional e a política externa, os cantões têm ampla autonomia de decisão. A política salarial faz parte das atribuições de cada cantão.

Assim, cabe ao governo de cada cantão legislar sobre a matéria. A maior parte deles ainda não achou oportuno estabelecer um salário-base válido para todo o território cantonal. Diferentes categorias profissionais, por seu lado, firmaram convenção coletiva fixando um piso salarial para o setor. Por exemplo, o sindicato dos padeiros pode ter conseguido um salário mínimo para a categoria, enquanto o sindicato dos balconistas de farmácia pode não ter firmado ou simplesmente não estar interessado no assunto.

Em plebiscito realizado domingo passado, os eleitores de Genebra aprovaram a instituição de um salário mínimo cantonal. O valor do piso salarial válido no território cantonal para todas as categorias é de 23 francos suíços por hora. Para quem trabalha em período integral (42h por semana), isso dá (pasmem!) 4.186 francos por mês, pouco mais de 25.000 reais ao câmbio de hoje. É com certeza o salário mínimo mais elevado do mundo. Na própria Suíça, nenhum outro cantão fixou montante tão alto.

Pode parecer quantia exorbitante, mas não é. Para sobreviver com menos que isso, uma família de quatro pessoas teria dificuldade. Só de aluguel, vai metade do salário. Em seguida, tem de pensar no seguro de saúde, que custa os olhos da cara. É que o país não conta com um sistema nacional de saúde, como o Brasil. Todos os cidadãos têm obrigatoriamente de estar cobertos por empresa particular, mas cada um é livre de escolher a companhia com a qual quer concluir o seguro. Assim mesmo, seja qual for o plano escolhido, não sai barato. Cobrir os quatro membros da família de nosso exemplo, com plano bem básico, não vai sair por menos de 1000 francos (uma quarta parte do novo salário mínimo). Em seguida, tem de se vestir, se transportar, se aquecer, se alimentar – tudo muito caro.

Normalmente, a notícia da instituição de salário mínimo garantido costuma alegrar os beneficiários. Nestes tempos de covid, porém, o que ela trouxe foi grande preocupação aos 25 mil empregados que se enquadram na nova regra. Os que fazem jus ao aumento – funcionários de restaurante, salão de cabeleireiro, firma de limpeza – estão receosos de que o empregador, já em dificuldade financeira em razão da pandemia, não suporte o baque e acabe demitindo. Está aqui um exemplo trágico de como uma medida bem-intencionada acaba causando efeito oposto ao previsto.

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida. Quem souber, favor informar para crédito na postagem.

– O País das Empreendedoras.

Você sabia que o Brasil é o país com maior número de Empreendedoras do mundo?
Compartilho matéria da Isto É, Ed 2305, por Jamil Chade.

BRASIL, O PAÍS DAS EMPREENDEDORAS

Elas compõem mais da metade da população nacional. São maioria nas faculdades, ocupam 42% das vagas de emprego do País e sustentam, sozinhas, 35% dos lares. Mas a brasileira quer mais, muito mais. E para isso tem enveredado por um caminho que, durante muito tempo, foi dominado pelos homens – o do empreendedorismo. Hoje, segundo dados da consultoria internacional Grant Thornton, a mulher brasileira é a que mais empreende no planeta. Depois de ouvir 11 mil empresas em 39 economias, o centro de pesquisas constatou que, no Brasil, a taxa de empreendedoras é de 12% contra uma média mundial de 4%. “A brasileira quer e pode mais”, diz Madeleine Blankenstein, sócia-diretora do International Business Center da Grant Thornton Brasil. “Com a economia aquecida, ela pode escolher como quer ganhar seu dinheiro.” E muitas escolhem abrir o próprio negócio, depois de refletir de maneira cuidadosa e calculada. “A mulher que abre uma empresa no susto, para ter uma fonte de renda, qualquer que seja ela, não é mais tão comum”, explica Bruno Caetano, diretor superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em São Paulo.
Fernanda Mion, 27 anos, é exemplo disso. Logo que entrou na faculdade, ela buscou uma forma de complementar sua renda. Descobriu que comprando bijuterias na 25 de Março, rua de comércio popular em São Paulo, e revendendo para as colegas na universidade, conseguiria algum dinheiro. Mas logo percebeu que as amigas revendiam suas bijuterias e farejou uma oportunidade de negócio. “Se pudesse produzir desenhos meus, comprar direto da fundição e distribuir para minhas amigas revenderem, teria um negócio”, diz. Com R$ 2 mil emprestados do pai, começou a Fernanda Mion Acessórios. Hoje ela tem três lojas físicas, uma virtual, 50 revendedoras e 12 funcionários – dois dos quais são seu pai e sua mãe, que trabalham, orgulhosos, com a filha. “Depois de me formar em rádio e tevê, fui fazer um curso de vendas para o varejo e o atacado”, diz ela, que investiu em formação. O Rio de Janeiro é o próximo mercado que Fernanda quer explorar.
“A mulher empreendedora tem muitas qualidades”, diz Odair Soares, economista e professor de administração na Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP). Ele lembra, por exemplo, que as mulheres, por serem ao mesmo tempo mães, profissionais, esposas e donas de casa, têm capacidade única para administrar vários problemas simultaneamente – uma qualidade que se desdobra em muitas outras, como mostrou o estudo Global Entrepeneurship Monitor 2010, fruto de parceria entre o Sebrae e o Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (leia quadro). “Não é à toa que vemos uma ascensão constante, desde 2002, da presença feminina entre os brasileiros que abrem empresas no País”, afirma Caetano, do Sebrae. Nos últimos nove anos, a participação subiu sete pontos percentuais, de 42% para 49%.
Mas, antes dessa ascensão vigorosa, já havia muitas empreendedoras fazendo sucesso. É o caso da dentista e proprietária da rede Sorridents, Carla Renata Sarni. Em 1995, meses depois de se formar, ela já tinha aberto o próprio negócio, de olho no atendimento de pacientes em larga escala. O que começou com uma sala de 21 metros quadrados na Vila Císper, zona leste de São Paulo, virou um império com 161 franquias pelo País, uma sede com 83 funcionários e mais de 30 mil pacientes atendidos por mês. “Sempre fui vendedora, sei fazer isso muito bem e só consegui explorar essa habilidade plenamente depois de abrir meu negócio”, diz Carla.
O setor de prestação de serviços, no qual o contato humano e o traquejo social são mais valorizados, ainda é a área com a maior presença de mulheres empreendendo. A sensibilidade feminina também trabalha a favor quando as metas são claras. “Nós temos objetivos muito bem definidos desde o começo da empresa”, explica Neusa Barata, que fundou a NBSete, uma agência de promoção publicitária, em 2006, pouco depois de perder o emprego e sofrer um grave derrame cerebral, do qual se recuperou completamente. Desde então, ela já mudou de endereço duas vezes para acomodar mais funcionários – no início eram dois, hoje são 35. “Coloco meta em tudo e sempre consigo atingi-las”, diz Neusa. Segundo o Sebrae, empresas como a NBSete têm tudo para conti­nuar dando certo. Embora o serviço ainda não tenha dados para comprovar essa tese, os consultores do instituto já observam que empresas criadas por mulheres vão menos à falência que as lideradas por homens. 

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Os preços do novo iPhone mundo afora.

Os americanos ganham 5 vezes mais que os brasileiros, mas os produtos eletrônicos são bem mais baratos do que no Brasil.

Quer saber sobre o iPhone novo (Iphone 15 Pro Max 256 GB)?

Extraído do Blog do iPhone:

Tabela de preços iPhone 15 Pro Max – 256GB

Os Estados Unidos e Canadá possuem diferentes taxas de impostos em cada estado. Então sinalizamos o preço sem imposto e o preço com imposto.

País

Valor em Dólares

Valor em Reais

1

EUA (s/ imposto) US$‎ 1.199,00 R$‎ 5.995,00

2

Japão US$‎ 1.287,00 R$‎ 6.435,00

3

Hong Kong US$‎ 1.304,00 R$‎ 6.520,00

4

EUA (c/ imposto) US$‎ 1.337,00 R$‎ 6.685,00

5

Tailândia US$‎ 1.352,00 R$‎ 6.760,00

6

Canadá (s/ imposto) US$‎ 1.363,00 R$‎ 6.815,00

7

China US$‎ 1.368,00 R$‎ 6.840,00

8

Malásia US$‎ 1.385,00 R$‎ 6.925,00

9

Emirados Árabes     US$‎ 1.388,00 R$‎ 6.940,00

10

Taiwan US$‎ 1.397,00 R$‎ 6.985,00

11

Austrália US$‎ 1.412,00 R$‎ 7.060,00

12

Coreia US$‎ 1.417,00 R$‎ 7.085,00

13

Suíça US$‎ 1.437,00 R$‎ 7.185,00

14

Vietnã US$‎ 1.439,00 R$‎ 7.195,00

15

Singapura US$‎ 1.463,00 R$‎ 7.315,00

16

Reino Unido US$‎ 1.473,00 R$‎ 7.365,00

17

Nova Zelândia US$‎ 1.483,00 R$‎ 7.415,00

18

Canadá (c/ imposto) US$‎ 1.493,00 R$‎ 7.465,00

19

Filipinas US$‎ 1.495,00 R$‎ 7.475,00

20

Luxemburgo US$‎ 1.512,00 R$‎ 7.560,00

21

Alemanha US$‎ 1.545,00 R$‎ 7.725,00
Áustria US$‎ 1.545,00 R$‎ 7.725,00

22

Espanha US$‎ 1.566,00 R$‎ 7.830,00

23

Rep. Tcheca US$‎ 1.570,00 R$‎ 7.850,00

24

Bélgica US$‎ 1.577,00 R$‎ 7.885,00
França US$‎ 1.577,00 R$‎ 7.885,00
Holanda US$‎ 1.577,00 R$‎ 7.885,00

25

Irlanda US$‎ 1.588,00 R$‎ 7.940,00
Itália US$‎ 1.588,00 R$‎ 7.940,00

26

Portugal US$‎ 1.598,00 R$‎ 7.990,00
Finlândia US$‎ 1.598,00 R$‎ 7.990,00

27

Suécia US$‎ 1.613,00 R$‎ 8.065,00

28

Hungria US$‎ 1.651,00 R$‎ 8.255,00

29

Polônia US$‎ 1.663,00 R$‎ 8.315,00

30

Noruega US$‎ 1.671,00 R$‎ 8.355,00

31

Dinamarca US$‎ 1.687,00 R$‎ 8.435,00

32

México US$‎ 1.688,00 R$‎ 8.440,00

33

Índia US$‎ 1.924,00 R$‎ 9.620,00

34

Brasil US$‎ 1.979,82 R$‎ 9.899,10

35

Turquia US$‎ 2.839,00 R$‎ 14.195,00

iPhone 15 Pro paises

Imagem extraída de: https://blogdoiphone.com/iphone/iphone-15/paises-preco-mais-barato/

– Tipos de Boa Ajuda Corporativa.

Ter ajuda é bom na Administração de Empresas. Mas ter alguém chato, crítico, sempre contrário a você, faz bem também!

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI292507-16366,00-TRES+TIPOS+DE+AJUDA.html

TRÊS TIPOS DE AJUDA

Você precisa de um coach, de um empreendedor… e de um ‘do-contra’

Por Paulo Eduardo Nogueira

Reza um aforismo de Peter Drucker, um dos padroeiros da administração moderna: “Cultura começa com as pessoas certas e cultura se alimenta de estratégia no café da manhã”.

Mas quem são as pessoas certas? Os consultores de inovação G. Michael Maddock e Raphael Louis Vitón sugerem três tipos que podem ajudar muito na transformação de ideias em produtos ou serviços inovadores.

O primeiro é o coach desafiador, que instiga os funcionários a ir além dos limites autoimpostos e a correr riscos que normalmente evitariam.

O segundo é o empreendedor, aquele que enxerga oportunidades de negócios onde outros veem dificuldades, e adora desafios.

O terceiro é alguém que seja o seu oposto. A experiência mostra que empresas de grande sucesso combinaram executivos com mentalidades diferentes para gerar choque criativo de ideias: se você é yang, procure seu yin.

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem souber, favor informar para divulgação dos créditos.

– Educar é preciso!

Hoje estivemos no “Espaço de Conhecimento”, em Campo Limpo Paulista, falando em nome do Sebrae a respeito de Empreendedorismo.

É com a Educação que o Brasil sairá da crise.

🖊️ #Caneta

– O que esperar dos novos membros do BRICS?

Por falta de tempo, não tive tempo de escrever: e os novos países membros dos BRICS?

Além de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o bloco terá a entrada de Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Argentina, Egito, Irã e Etiópia. Tudo pela influência chinesa e brasileira, que desejavam a permissão para alguns novos membros.

Se fala até em criação de uma moeda BRICS (que terá que mudar de nome), mas com a instável economia Argentina, com o ditador Irã e com a paupérrima Etiópia, não imagino mudança na condução do que vem sendo feito. Já temos a Rússia e a China como nações de práticas não democratas…

Claro, a zona de influência estratégica e os petrodólares foram os motivos principais.

Fotografados, de mãos dadas: Lula, Xi Jinping (China), Cyril Ramaphosa (África do Sul), Narendra Modi (Índia) e Sergey Lavrov (ministro de relações exteriores da Rússia)

Imagem extraída de Ricardo Stuckert.

– Como seu bolso reagiu ao último aumento no preço da Gasolina?

Não sei só fui eu que senti, mas o impacto desse último aumento do preço dos combustíveis foi muito pesado! Meu bolso reclamou bastante, mas não tive essa sensação nas mídias…

A verdade é: entra e sai Governo, todos usam a Petrobras como fonte de recursos alternativos.

Me recordei de 1999: por 1 ano, abastecia Gasolina a R$ 0,68 e Álcool a R$ 0,39.

Imagem: reprodução Petrobras

– Empresas com Síndrome de Highlander!

Conhecem essa síndrome empresarial? Pois é: ela é creditada àquelas que querem ser únicas no mercado. São fortes! E são muito conhecidas de nós!

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI254244-16642,00-SO+PODE+HAVER+UM.html

SÓ PODE HAVER UM

Varejo, alimentação, aviação… O Brasil bate recorde sobre recorde de fusões. São empresas com síndrome de Highlander, querendo decepar os concorrentes – e incorporar sua força

Por Antonio Félix

“Só pode haver um!”, grita o guerreiro Victor Kruger (Clancy Brown) ao atacar Connor Macleod (Christopher Lambert), no filme Highlander, o guerreiro imortal, de 1986. Os dois fazem parte de uma raça de imortais, que por alguma misteriosa razão sentem uma irrefreável vontade de buscar, atacar e aniquilar uns aos outros. A única maneira é decapitando o adversário. E o jogo (e o filme) só acaba quando restar apenas um.
Empresas também não morrem de causas naturais. No Brasil de hoje, perecem, na maioria das vezes, quando um rival se aproxima e, após uma árdua batalha, desfere um golpe que lhes afasta a cabeça do corpo. Como no filme, o vencedor da batalha fica mais forte, mais apto para a próxima luta. A única diferença é que o Highlander corporativo sai por aí com uma cabeça comandando dois, três, às vezes vários corpos. Ah, sim, e a cabeça decepada costuma sobreviver, bem mais rica que antes, sem ter mais de atender às necessidades daquele corpo estranho. (Em alguns casos, porém, um corpo duplo fica também com duas cabeças por algum tempo.)
O mercado do varejo teve recentemente várias batalhas dessas. O guerreiro Ricardo Eletro decepou a Insinuante, formando um corpo chamado Máquina de Vendas. A guerreira Magazine Luiza apossou-se em junho das Lojas do Baú – e ficou mais forte que o Ricardo, preparando-se para a batalha com a dupla Casas Bahia-Ponto Frio (sob o comando de outra cabeça, o Pão de Açúcar). Mas eis que Ricardo decepou a Shopping Eletro, em julho, e voltou a passar a guerreira Luiza.
No mercado da aviação, TAM e Gol fazem as vezes de Kruger e Macleod. A TAM batalha (amigavelmente) com a Trip, e a Gol decapitou no mês passado a Webjet. Na alimentação, a Perdigão digere a Sadia, a JBS colou na Bertin. São os exemplos mais novos de um fenômeno que atinge inúmeras empresas, de incontáveis setores. Todo mundo pensa que é Highlander.
Para entender o motivo de tantos combates, é preciso retroceder até outra guerra. Em meados dos anos 40, nos primeiros momentos pós-Segunda Guerra Mundial, a televisão voltava a funcionar, depois de anos de interrupção por causa do conflito. Era o estopim para um período de expansão das comunicações, que desembocou no advento da internet, nos anos 80, e em seu constante desenvolvimento, até os dias de hoje. Esse é um tempo caracterizado pelo fluxo de informações quase sem barreiras.
“Nesses anos, houve uma queda dramática dos custos de informação”, diz Claudio Felisoni de Angelo, economista, presidente do Provar, núcleo especializado em varejo fundado por professores da USP, e do Ibevar, instituto de executivos do mesmo ramo. Com tanta informação circulando livremente, os produtos e serviços ficaram muito mais fáceis de ser copiados. Por isso, são hoje tão parecidos. Isso significa que não se pode cobrar muito caro por nada. Aumente o preço um pouquinho, e logo surge alguém disposto a vender pelo seu preço antigo. Mantenha o seu preço velho, e logo surgirá alguém vendendo por menos.

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida. Quem conhecer, favor indicar o autor para postagem.