– Apple se torna a Marca mais valiosa do Mundo, superando a Google

 

Na relação das 100 marcas mais valiosas do mundo, vemos as brasileiras Petrobrás, Itaú, Bradesco, Skol e Bhrama presentes. O destaque é o reconhecimento de empresas de países emergentes, como China, Índia e Brasil. Abaixo, extraído do Bom Dia Jundiaí: http://is.gd/ZL5ina

 

APPLE SUPERA GOOGLE TORNANDO-SE A MARCA MAIS VALIOSA DO MUNDO

 

A fabricante do iPad e iPhone pôs fim a quatro anos de liderança do serviço de buscas na Internet

A Apple superou o Google como marca mais valiosa do mundo, pondo fim a quatro anos de liderança do maior serviço mundial de buscas na Internet, de acordo com novo estudo da agência mundial de marcas Millward Brown.

A fabricante do iPad e iPhone tem uma marca avaliada em US$ 153 bilhões no momento, quase metade do valor de mercado da companhia, estimado em US$ 319,4 bilhões. Os valores seguem o estudo anual BrandZ, que compila as 100 marcas mais conhecidas do mundo.

A linha de bens de consumo criados pela Apple levou a companhia a superar a Microsoft e se tornar a empresa de tecnologia com maior valor de mercado, em 2010.

Peter Walshe, diretor de marcas mundiais da Millward Brown, diz que a atenção meticulosa da Apple aos detalhes, além da presença crescente de seus aparelhos no ambiente empresarial, permitiram que ela se comporte de modo diferenciado dos demais fabricantes de bens eletrônicos de consumo.

“A Apple está violando as regras no que tange à formação de preços”, disse ele à Reuters. “Está fazendo o que as marcas de luxo fazem, no sentido de quanto mais alto o preço, mais ele parece reforçar e sustentar o desejo de adquirir.”

“Obviamente isso precisa estar combinado a produtos excelentes e a uma grande experiência, algo que a Apple vem nutrindo nos consumidores”, disse.

Das 109 maiores marcas do relatório apresentado nesta segunda-feira, seis estão no setor de tecnologia e telecomunicações. O Google aparece em segundo lugar, IBM em terceiro, Microsoft em quinto, AT&T em sétimo e China Mobile em nono.

A rede de lanchonetes McDonald’s subiu dois postos, para a quarta posição, com o crescimento mais rápido registrado pelo setor de fast food. A Coca-Cola caiu um e está em sexto, a Marlboro caiu uma posição, para o oitavo posto, e a General Electric está em décimo.

Walshe disse que a demanda chinesa havia sido fator importante na alta das marcas de fast food. “Os chineses estão descobrindo o fast food e é um mercado imenso. McDonald’s Starbucks e as cadeias de pizzarias chegaram à China”, disse.

“A maneira pela qual a McDonald’s se reinventou, adaptou seus cardápios, adicionou opções saudáveis, expandiu seus horários de serviço, por exemplo servindo mingau de aveia de manhã… isso, combinado ao crescimento dos mercados em desenvolvimento, realmente ajudou a marca.”

O relatório completo está disponível em www.millwardbrown.com/brandz.

 

CHINA E BRASIL

 

A pesquisa também mostra que mais da metade das 13 marcas que estrearam nos rankings regionais do levantamento estão baseadas na China e no Brasil.

As novas marcas chinesas incluem uma combinação de estatais (China Mobile, China Life Insurance e Bank of China) e empresas privadas (site de buscas Baidu e a rede social Tencent/QQ). Do Brasil, duas cervejas (Skol e Brahma, da AmBev) e uma marca de produtos de beleza (Natura) estreiam no ranking latino-americano.

O ranking de marcas dos países latino-americanos apurado pela Millward Brown inclui oito marcas, seis das quais de empresas do Brasil. A Petrobras lidera, com um valor de mercado de sua marca de US$ 13,42 bilhões.

– Clubes terão Perdão do INSS?

 

Sabe quando se questiona o excessivo número de vice-presidentes da FPF e se tem a resposta de que é “cargo político” e de que os dirigentes desses cargos “no futebol não mandam nada?”

 

Pois é: dar esse cargo político é uma grande jogada!

 

Digo isso pois leio nas principais mídias de que o Vice-Presidente da Federação Paulista de Futebol, deputado federal Vicente Cândido, apresenta um projeto à Câmara dos Deputados com amplo apoio da bancada da bola: o de ‘perdão das dívidas tributárias dos clubes e das entidades’!

 

Para aprovação, já que essa proposta vem através de PEC (Proposta de Emenda à Constituição), ela deve passar pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), do qual ele próprio faz parte.

 

Na prática, os bilhões de reais devidos à União seriam perdoados. Os clubes devem centenas de milhões de reais, que somados, passariam da casa bilionária! Pode-se dar o luxo de anistiar essas dívidas e se oficializar o calote?

 

O argumento do parlamentar é que são instituições culturais-desportivas. Ora, eles não lucram na negociação de atletas e conquistas de prêmios de torneios? Desde quando clubes como Flamengo, Corinthians, Atlético Mineiro e a própria FPF e CBF são entidades que tem no esporte uma ação filantrópica?

 

Mas chama a atenção mais ainda o fato de se legislar em causa própria: afinal, o nobre deputado mostra, neste caso, uma incompatibilidade de cargo.

 

E você, o que acha da proposta de anistia fiscal aos clubes e federações? Deixe seu comentário:

– Foxconn Confirmada Oficiosamente em Jundiaí!

 

É “oficioso”, mas ainda não oficial.

 

O Ministro da Ciência e Tecnologia Aloísio Mercadante (PT-SP), confirmou ao vereador Durval Orlato de que a produção da Foxconn para a Apple será mesmo em Jundiaí, com geração imediata de 6.000 empregos.

 

Quando” e “exatamente onde” ainda não se sabe. Mas será em nossa cidade.

 

Nesta semana, quem transita pela Hermenegildo Tonoli pode constatar a enorme movimentação de carretas e cargas no Condomínio Industrial GR, em frente ao Jardim Carolina. Seria lá?

 

E você, quer deixar alguma mensagem sobre o assunto? Deixe seu comentário:

– Azaléia fecha Unidade Fabril no Sul: a Guerra China X Brasil

 

Ontem, comentamos em nossas aulas sobre algumas observações dos Negócios Internacionais & Globalização.

 

Leio agora que a Azaléia, tradicional produtora de calçados, fechou sua unidade gaúcha e demitiu todos os funcionários.

 

Crise?

 

Nada disso. Redução de custos! A empresa conta com 44 mil funcionários e tem capacidade de produzir quase 250.000 pares (produzindo no Nordeste do Brasil e Argentina). Porém, a unidade de Parobé-RS era a de custo maior, devido ao padrão salarial local, o que inviabiliza a concorrência com os similares chineses.

 

Vemos, portanto, um fenômeno interessante: assim como europeus e americanos produzem no Sudeste Asiático para se tornarem mais competitivos pagando mão de obra barata, as empresas nacionais produzem na Argentina e no Nordeste Brasileiro pelo mesmo motivo.

 

Abaixo, extraído de Terra Economia (http://is.gd/J9KyS0)

 

AZALEIA ANUNCIA FIM DA FÁBRICA E DEMISSÃO DE 800 FUINCIONÁRIOS

 

A fabricante de calçados Azaleia anunciou nesta segunda-feira o fechamento da fábrica de Parobé (RS). Com essa medida a empresa demitiu cerca de 800 funcionários e deixará de produzir cerca de 8 mil calçados por dia. Uma das justificativas da empresa para tomar essa decisão foi a concorrência dos calçados importados para o Brasil, que diminuem o mercado para os produtos nacionais.

Em nota a empresa afirmou que “temos feito progressos no ajuste a esta conjuntura, mas a crescente participação de calçados importados no mercado interno e a perda de competitividade nas exportações não favorecem uma expansão expressiva dos nossos volumes de vendas”.

A Azaleia conta 44 mil funcionários e tem capacidade para produzir cerca de 250.000 pares de calçados em suas fábricas na Argentina e no Nordeste do Brasil. A empresa anunciou que manterá na cidade gaúcha outras atividades como as diretorias de marketing e desenvolvimento de produtos, de planejamento, e as áreas de suprimentos, logística e recursos humanos.

– O Sucesso das Ações do Magazine Luiza

 

As redes de varejo interioranas e de Administração Familiar estão em alta. Como exemplo, o Magazine Luiza, que estreou na Bolsa de Valores. O fundo Previ comprou 1,8% das ações por R$ 60 milhões.

 

Tal número mostra que o termo ainda pejorativo “administração familiar” no Brasil (por parte de muitos consultores em administração) é descabível. No mundo, tal característica só valoriza as organizações.

 

Extraído do Portal Exame: http://is.gd/UIU0xw

 

PREVI ARREMATA 1,8% DO MAGAZINE LUIZA

 

Com forte apetite pelo setor de varejo, a Previ anunciou nesta quarta-feira (4) que adquiriu 3,75 milhões de ações ou 1,8% do capital total do Magazine Luiza (MGLU3), por 60 milhões de reais, durante o processo de IPO (Oferta Inicial de Ações, na sigla em inglês) da rede varejista, comandada pela empresária Luiza Helena Trajano.

Em comunicado, a Previ informa que, do montante de 60 milhões de reais, 50 milhões de reais pertencem ao Plano Previ 1, dos funcionários mais antigos, e 10 milhões de reais ao Previ Futuro. A companhia aposta no varejo “voltado para uma nova classe média em crescimento a partir do fortalecimento da economia brasileira nos últimos anos”, destaca o comunicado.

As oportunidades de consolidação e a perspectiva de redução da informalidade também chamaram a atenção do Fundo. Outro destaque apontado como favorável ao setor é a influência do ramo imobiliário, cujo aquecimento impulsiona a venda de eletrodomésticos.

“O crescimento da economia brasileira nos últimos anos tem possibilitado o aumento do poder aquisitivo das famílias que entraram numa dinâmica de consumo de bens e serviços ‘antes inimagináveis’, e a Previ não quer ficar fora desse mercado”, afirmou o presidente da fundação, Ricardo Flores.

Até agora, a Previ alocou 94,1 milhões de reais na aquisição de ações de quatro empresas do varejo: Hypermarcas, Lojas Renner, Pão de Açúcar e Magazine Luiza. A fundação aplicou 16,4 milhões de reais para comprar 0,23% das Lojas Renner e pagou 9,4 milhões de reais por 0,06% do capital total do Pão de Açúcar. Na Hypermarcas, o investimento foi de 10,2 milhões de reais, por 0,08% das ações.

– A Queda dos Preços dos Combustíveis

 

Já era tempo!

 

O Governo determinou que o Etanol não é mais um produto agrícola, mas sim um combustível estratégico.

 

Dessa forma, a Petrobrás controlará o produto da mesma forma como faz, por exemplo, com a Gasolina. Com a importação de gasolina e anidro, além da safra de álcool que chega ao consumidor, a oferta dos combustíveis aumenta e acaba-se com o risco de falta. A tendência é que os preços do Etanol Combustível caiam ainda nessa semana, sendo que os reflexos na Gasolina poderão ocorrer nos próximos 15 dias.

Mas reduzir os altíssimos impostos dos combustíveis… aí o Governo não abre mão mesmo!

– Conta Bancária para Ricos

 

Cada vez mais os bancos investem em 2 tipos de segmentos distintos: pobres/paupérrimos e ricos/riquíssimos.

 

O Bradesco, por exemplo, abre cada vez mais agências em núcleos habitacionais de baixa renda e favelas. Além, claro de agências exclusivamente Premium.

 

O Santander, segundo a Coluna Vamos Combinar da Revista Época desta semana, abrirá agências para clientes que tem mais de R$ 3 milhões para investir. Serão 5 unidades em SP e RJ, em pontos nobres e discretos.

 

Sinais dos tempos: Ricos que enriquecem mais ainda e a nova classe média que cresce. Dá-lhe Brasil?

 

Tomara que a distância da péssima distribuição de renda diminua.

– Administração da “Caco de Telha” é exemplo de Negócio Bem Sucedido!

As revistas de celebridades acusaram Ivete Sangalo de ironizar Beyoncé durante o Carnaval. Parece post de blog de fofocas, mas o mote é outro: atrás dessa pura balela, o que poucos sabem é que a empresa da família da cantora baiana é hoje uma das principais promotoras de eventos do país! Ela é responsável pela venda de ingressos no Carnaval em diversas praças, da vinda do Cirque du Soleil e da própria Beyoncé.

Veja como essa empresa de administração do entretenimento, a ‘Caco de Telha’, tem funcionado. Aproveite e tire as lições de sua boa gestão para o gerenciamento de outras empresas:

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0962/marketing/dona-festa-533994.html

A DONA DA FESTA

por Juliana Borges

Aos 37 anos de idade e 14 de carreira, pode-se dizer que a cantora baiana Ivete Sangalo é uma das celebridades mais bem-sucedidas do país. Ivete já assinou mais de 15 contratos de patrocínio ao longo de sua trajetória, com empresas como TAM, Philips, AmBev e Itaú. Isso sem falar na frenética agenda de shows, que inclui mais de 100 aparições por ano, e na gravação de pelo menos um DVD por temporada (o Ao Vivo no Maracanã, de 2007, é o mais vendido da história no Brasil, com mais de 640 000 cópias). Com tudo isso, estima-se que seu cachê orbite na casa do milhão de reais, um dos mais altos do showbiz nacional. Nos últimos meses, Ivete Sangalo vem emprestando sua imagem para acelerar outro negócio: sua empresa de entretenimento, a Caco de Telha. Com a ajuda da cantora, a empresa esteve por trás de dois grandes eventos realizados neste ano. Num consórcio com a Mondo, do Grupo ABC, de Nizan Guanaes, e com a Panmusic, foi uma das responsáveis pela vinda da cantora americana Beyoncé ao Brasil. (Ivete abriu dois dos quatro shows, realizados no início de fevereiro.) Paralelamente, arrematou a licitação para a organização do Carnaval de Salvador, cujas cotas de patrocínio chegam a 14 milhões de reais. Nos últimos dias, a Caco de Telha anunciou que está em negociações para trazer o cantor pop americano Justin Timberlake ao Brasil. “A Ivete é o nosso melhor cartão de visita”, afirma Jesus Sangalo, irmão da cantora e presidente da Caco de Telha. “A produção de seus shows nos cacifou a conquistar eventos maiores.”

Criado em 1996 por integrantes da família e amigos próximos à cantora, o grupo Caco de Telha surgiu com um propósito relativamente modesto: gerenciar a então nascente carreira-solo de Ivete Sangalo, já em vias de se desligar da Banda Eva (a cantora detém atualmente 95% da empresa, mas não participa da gestão). Uma de suas primeiras atribuições foi concentrar atividades então relegadas a outras companhias, como a produção dos shows e a gravação de CDs e DVDs. Não demorou para que a iniciativa chamasse a atenção de outros astros da música, como o cantor Nando Reis. Impressionado com o sucesso do primeiro DVD da cantora, gravado no estádio Fonte Nova, em Salvador, em 2003, Reis contratou a Caco de Telha para produzir seu show em Porto Alegre naquele mesmo ano. “Foi nosso primeiro contrato com um artista de projeção nacional, além da própria Ivete”, diz Ricardo Martins, vice-presidente da Caco de Telha.

DESDE ENTÃO, A CACO NÃO PAROU mais. Por meio de suas dez empresas, o grupo realiza cerca de 20 eventos por mês, que vão de megaespetáculos a formaturas em faculdades, passando por eventos corporativos, gravação de álbuns e gerenciamento da carreira de 11 bandas – além, é claro, da própria Ivete Sangalo. Estima-se que, atualmente, o grupo seja responsável por organizar mais da metade de todos os grandes eventos em estados como Bahia, Pernambuco e Ceará. Além do show da cantora Beyoncé, a empresa ajudou a levar o Cirque Du Soleil para Salvador e fechou um contrato com o Google para criar um canal no YouTube só para transmitir o Carnaval deste ano na capital baiana. A Caco de Telha acaba de criar uma divisão de cinema para produzir um longa de animação 3D cuja protagonista é praticamente a versão digitalizada da cantora. Batizado de Ivete Stellar e a Pedra da Luz, o filme será o mais caro da história da indústria cinematográfica nacional. (Lula, o Filho do Brasil, que atualmente ocupa o posto, custou 12 milhões de reais.) Graças à multiplicação dos negócios, em 2010 a empresa prevê faturar quase 84 milhões de reais – praticamente o dobro das receitas do ano passado.

Não é de hoje que artistas, escritores e esportistas colocam a fama a serviço dos negócios. Celebridades aqui e lá fora, como a apresentadora Xuxa ou o tenista Roger Federer, usam a imagem para aumentar os ganhos e garantir a perpe tuidade do sucesso. E, não raro, transformam a visibilidade em empresa. O grande desafio, nesses casos, é evitar que criador e criatura fiquem tão dependentes que um não consiga sobreviver sem o outro. É justamente essa a questão enfrentada hoje pela Caco de Telha. Apesar de toda a diversificação, o desempenho da empresa permanece extremamente atrelado ao sucesso de Ivete Sangalo, responsável por cerca de 60% das receitas. A gravidez da cantora em 2009 – e a consequente redução de sua agenda de shows – acendeu a luz amarela dentro da empresa, que estabeleceu como meta reduzir pela metade essa dependência nos próximos dois anos. “Não tivemos redução na receita”, diz Jesus Sangalo. “Mas o fato é que essa ligação nos deixa numa posição mais vulnerável.”

Os principais indicadores do grupo Caco de Telha, criado por familiares e amigos da cantora Ivete Sangalo

PRESIDENTE: Jesus Sangalo

NÚMERO DE EMPRESAS: 10

FUNCIONÁRIOS: 220
 
FATURAMENTO: 84 milhões de reais(1)

ÁREAS DE ATUAÇÃO: Venda de ingressos para o Carnaval, gestão de carreiras artísticas, gravação de discos e organização de eventos corporativos e formaturas

EVENTOS REALIZADOS POR MÊS: 20

PRINCIPAIS CLIENTES:  TAM, Riachuelo, L’Oréal, Garnier, Philips, Itaú e Grendene

FEITOS RECENTES:   Neste ano, ajudou a trazer a cantora Beyoncé ao Brasil e conquistou o direito de negociar as cotas de patrocínio para o Carnaval de Salvador. Além disso, levou o Cirque Du Soleil para a Bahia em 2009 e fechou um contrato de licenciamento da marca Ivete Sangalo com a Riachuelo no valor de 50 milhões de reais.

– Gasolina a R$ 3,00 e “Apagão dos Combustíveis”

 

Situação caótica: a Petrobrás assume que não consegue atender a demanda e que, segundo a estatal, já há 18 bilhões de dólares de rombo na balança comercial.

 

Extraído de O Estado de São Paulo, Caderno Economia, Pg 1-3

 

JÁ FALTA GASOLINA NAS DISTRIBUIDORAS

 

A Petrobrás não está conseguindo atender a totalidade das cotas de gasolina acertadas com as distribuidoras. Fontes do setor relatam que estão recebendo 80% a 90% dos volumes do combustível que encomendam à estatal. O problema é maior entre as distribuidoras independentes, que atuavam mais no mercado de etanol. Procurada desde segunda-feira, a Petrobrás não deu entrevista.

 

A Petrobrás importou emergencialmente 1,5 milhão de barris de gasolina para atender a demanda extra. Cosan e Coopersucar também trouxeram 138 milhões de litros de etanol anidro, que é misturado à gasolina.

 

A demanda por gasolina bateu recorde no País, enquanto o consumo de etanol hidratado caiu vertiginosamente. Conforme o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), que representa 75% do mercado, foram consumidos 2,3 bilhões de litros de gasolina em março.

 

A entidade projeta novo recorde em abril. Segundo o presidente do Sindicom, Alísio Vaz, a tendência é que o mercado se normalize em maio, com o início da safra da cana e o aumento da produção de etanol.

 

O preço do litro do etanol hidratado subiu 30,8% este ano e 37% em 12 meses, atingindo R$ 2,359 nas bombas. O consumidor fez as contas e viu que não vale mais a pena abastecer com álcool, que rende 70% da gasolina. Por conta da mistura de 25% de etanol anidro, a gasolina também subiu 7,5% deste o início do ano, para R$ 2,789 – mesmo com a Petrobrás mantendo os preços estáveis para as distribuidoras.

 

LITRO DE COMBUSTÍVEL JÁ CUSTA MAIS DE R$ 3 NO INTERIOR

 

A volta do feriadão vai doer um pouco mais no bolso dos motoristas. O preço da gasolina está sendo reajustado nos postos do interior do Estado e o combustível pode até faltar em revendedores que não tiverem estoque.


Nas regiões de São José do Rio Preto e Bauru, os postos receberam gasolina com reajuste de cinco centavos no início da semana e estão repassando os aumentos ao consumidor.

Na região de Araçatuba, o repasse chegou a dez centavos, fazendo com que os preços chegassem a R$ 3 em alguns postos.

 

“APAGÃO” DE COMBUSTÍVEL PROVOCA ROMBO

 

Com a disparada do preço do etanol, que subiu mais de 30% nos postos de combustível desde o início do ano, os motoristas migraram em massa para a gasolina, provocando escassez do produto. Faltou combustível em alguns postos do interior de São Paulo e a Petrobrás e os usineiros chegaram a importar gasolina e etanol.

 

A situação é resultado da queda da produção de etanol, provocada pela entressafra da cana e pela alta do preço do açúcar, mas reflete também um problema estrutural do País. Com o aumento da frota de veículos e o crescimento da economia, e sem investimentos compatíveis na produção de gasolina, diesel e etanol, o País começa a viver um “apagão” de combustíveis.

 

O consumo de derivados de petróleo (gasolina, diesel e nafta) ultrapassou a produção local, impulsionando as importações, que ficam cada vez mais caras com o aumento do preço do petróleo lá fora. Em geral, a Petrobrás prioriza a produção de gasolina localmente e concentra as importações em diesel e nafta.

 

A situação vai provocar um déficit de US$ 18 bilhões na balança de derivados de petróleo este ano, conforme projeção da RC Consultores. Em 2010, as importações de derivados ultrapassaram as exportações em US$ 13 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento. Em 2000, o rombo era de US$ 3,2 bilhões.

 

Diferente do “apagão” de energia elétrica, que interrompe a produção nas fábricas e deixa as cidades às escuras, a falta de combustível é sanada com importações, desde que a situação não seja muito grave. “A população pode não perceber, mas vivemos um estrangulamento do setor de combustíveis, um apagão”, disse Adriano Pires, diretor executivo do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).

– Um Cartel de, Pelo Menos, 5 anos!

 

Você acha que os brinquedos brasileiros custam caro? Acha também que existe uma invasão de produtos chineses?

 

Seu achismo está correto! A Secretaria de Defesa Econômica do Governo aponta a existência de um grande cartel no setor de brinquedos, que controla desde a importação até a política de preços do setor.

 

Veja que golpe bem feito, que, perdoando o trocadilho e a ironia, não é brincadeira…

 

Extraído de: Folha de São Paulo, 12/01/2011, Caderno Economia, pg e3

 

SECRETARIA QUER CONDENAÇÃO PARA CARTEL DE BRINQUEDOS

 

por Julianna Sofia

 

Depois de três anos de investigação, a SDE (Secretaria de Direito Econômico) -ligada ao Ministério da Justiça- recomendará a condenação da Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos) e de seu presidente, Synésio Batista da Costa, sob a suspeita de induzir o mercado nacional de brinquedos a formar um cartel na importação de produtos da China.

O parecer com o pedido de punição, ao qual a Folha teve acesso, será encaminhado hoje ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que julgará o caso.
No caso de condenação, a multa a ser aplicada pode variar de 1% a 30% da receita da entidade, além de outras punições a serem arbitradas pelo tribunal administrativo.
A prática de cartel traz prejuízos diretos ao consumidor, pois elimina a concorrência, provocando aumento de preços no mercado.

A denúncia contra a Abrinq e Costa foi apresentada à SDE, em 2006, pela Mattel do Brasil- subsidiária da multinacional americana que comercializa brinquedos fabricados principalmente na China.

De acordo com as acusações, a associação e seu dirigente incentivaram a adoção de uma conduta uniforme por parte de fabricantes, importadores e lojistas do setor.

Gravações

As principais provas apresentadas no caso são a pauta de uma reunião convocada pela Abrinq e a gravação desse encontro, que foi realizado em setembro de 2006.
Na reunião, a associação teria proposto: fixação e gerenciamento de cotas fixas individuais por importador; estabelecimento de preços mínimos para as importações; e criação de barreiras à entrada no mercado de novos concorrentes.

As informações levantadas no processo mostram que a entidade pretendia diminuir a exposição do mercado nacional à concorrência dos produtos chineses, limitando as compras com cotas individuais por CNPJ do importador e fixando preços mínimos.
A Abrinq, destaca a secretaria, tem como associados empresas que respondem por 30% do mercado nacional, e a produção local equivale a 55% dos brinquedos vendidos no país. O setor reúne 300 fabricantes locais e 50 importadores.

Acordo

O parecer relata que, em agosto de 2006, empresários brasileiros e a Abrinq foram à China negociar um acordo com a indústria de brinquedos daquele país. Na volta da viagem, Costa convocou uma reunião com todos os 42 associados para discutir o tema.

No encontro, afirma a SDE, a Abrinq passou aos empresários a impressão de que o acordo com a China autorizava a associação a fixar e distribuir as cotas individuais e a estabelecer preços mínimos.

Na prática, a associação teria usado o acordo para induzir a formação de cartel. A investigação ainda aponta que Costa dava a entender que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio do Brasil chancelava as medidas.

“A reunião na sede da Abrinq e as afirmações de seu presidente a respeito do acordo travado com entidades chinesas foram voltadas a influenciar a adoção de comportamento uniforme no mercado”, diz o relatório. “Jamais foi ou poderia ter sido competência da Abrinq estabelecer ou distribuir cotas de importação ou atuar na fixação de preços mínimos de importação”, continua o texto.

Em ofício à secretaria, o ministério informou que o acordo entre Brasil e China -homologado pelo governo em dezembro de 2006- envolve cotas globais de importação de produtos e trazia “disposições gerais a serem adotadas pelas empresas para garantir o equilíbrio do comércio”.

A SDE, em sua análise, pondera que, em nome da defesa comercial da indústria brasileira, a associação não poderia ter desrespeitado as regras de defesa da concorrência.
“O objetivo de impedir um excesso de entrada de produtos chineses no Brasil não legitima a conduta adotada pela Abrinq”, afirma.

– Petrobrás Confirma o Risco de Desabastecimento dos Postos de Combustíveis

 

Enfim a Petrobrás resolveu falar a verdade sobre os aumentos dos combustíveis: a produção não é suficiente e há risco de faltar produto. As entregas já estão atrasadas…

 

Extraído de: http://not.economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201104192205_RTR_1303250714nN1966666

 

PETROBRÁS DIZ QUE PODE FALTAR COMBUSTÍVEIS EM ALGUNS POSTOS

 

O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, reconheceu nesta terça-feira que pode faltar gasolina em alguns postos por causa da escassez de etanol.

“O mais difícil (em termos de abastecimento) é o etanol anidro para ser misturado à gasolina. Se houver falta de gasolina, pode ser causada por isso”, disse Costa à Reuters.

Os preços de etanol estão disparando com o forte aumento da demanda, colocando mais pressão sobre a inflação e elevando temores sobre uma possível falta de combustível em algumas partes do País. O Brasil produz dois tipos de etanol à base de cana-de-açúcar: o hidratado, que é usado diretamente em automóveis que rodam com o etanol; e o anidro, que é misturado a toda gasolina utilizada no Brasil, como forma de manter um limite aos preços de combustível ou para reduzir o consumo de combustíveis fósseis.

Contudo, os preços do etanol anidro subiram para níveis recordes, em parte por causa da diminuição da oferta de cana na entressafra, enquanto a colheita se aproxima. Isso pode deixar, em breve, partes do Brasil na posição atípica de não ter etanol suficiente para atender a mistura compulsória determinada pelo governo para a gasolina. “As pessoas estão com medo de escassez em áreas mais isoladas do país”, disse Marcelo Andrade, diretor da corretora Ecoflex, do Rio de Janeiro.

Distribuidores pagaram até R$ 2,80 pelo litro de etanol anidro na terça-feira, incluindo impostos, com ofertas atingindo até R$ 3 por litro, disseram corretores. Isso é um nível recorde, e muito acima dos R$ 2,10 de uma semana atrás.

Os preços do etanol hidratado também oscilam em torno das máximas de cinco anos, levando motoristas de veículos flex a aumentar significativamente a troca do etanol pela gasolina, que tem melhor desempenho que o biocombustível.

A debandada para a gasolina corroeu os estoques de etanol anidro, forçando algumas usinas a recorrer a importações para atender à demanda. Assim como fez a Petrobras, que importou gasolina. O total das importações de etanol para a região centro-sul do Brasil entre janeiro e maio é agora estimado para atingir 200 milhões l, acima dos 150 milhões l estimados há um mês.

Um volume adicional de 120 milhões de litros de etanol importado chegaram ao nordeste do Brasil, outra importante área de produção.

– Os Bilhões Perdidos de Eike Batista

 

Quem ganha muito também pode perder muito. Com a queda das bolsas mundiais e a sobra de dólares no Brasil, em um dia, as ações de Eike Batista despencaram num só tremor. Catastrófico, por sinal.

 

Em alguns sites, se fala desde 1 bilhão até 11 bilhões de desvalorização de seus papéis. Calma, são papéis que valem muito, mas nesse tipo de investimento o que vale mesmo são a paciência, o momento adequado para negociar e, às vezes, sorte. Além de que Eike Batista ainda tem muito, e quando se tem dinheiro, é fácil fazer mais dinheiro.

 

O duro é quando não se tem nada e precisa se fazer algum…

– Nota Fiscal Paulista: Cadê o site no Ar?

 

Para receber, o governo recebe até por telepatia. Mas para pagar…

 

Hoje é dia de divulgar os valores da restituição dos créditos da Nota Fiscal Paulista. E conseguir entrar no site da Fazenda Estadual para solicitá-los é uma verdadeira epopéia… Claro que todo mundo quer saber quanto tem para receber no primeiro dia e congestiona. Mas eles não deveriam estar preparados para isso?

– Créditos da Nota Fiscal Paulista estão Próximos

 

O Programa de Devolução de parte do ICMS ao consumidor do “NF Paulista” é um sucesso. Dia 19, próxima terça-feira, haverá mais créditos liberados. Mas há inconvenientes:

 

– É uma parcela muito ínfima de devolução, se comparada com a arrecadação estadual;

– Combustíveis e medicamentos têm ICMS de substituição e a não-cumulação de créditos incomoda os consumidores e constrange os comerciantes desses setores;

– Por quê a devolução semestral? Faça a coisa mensal!

 

Quer queira ou não, é um trocado que ajuda.

– Gasolina de SP é 70% mais cara que a de NY!

 

Nossa Gasolina custa 25% a menos nas refinarias da Petrobrás, se comparada ao preço pago pelas distribuidoras dos EUA. Mas é 70% mais cara ao consumidor final do que lá!

 

E olha que a renda média do americano é beeeem maior do que a dos brasileiros.

 

 

Há 1 ano, a Gasolina no Brasil custava R$ 2,39 e o Etanol R$ 1,19. Hoje: R$ 2,79 e 2,29, respectivamente.

 

Extraído do Estado de São Paulo, 16/04, Economia. C2

 

GASOLINA CUSTA 70% A MAIS EM SÃO PAULO DO QUE EM NOVA YORK

 

Por Kelli Lima

 

O litro da gasolina custa, em média, US$ 1,73 na cidade de São Paulo, valor 70% maior do que o cobrado em Nova York e 105% maior do que na Rússia, um dos países emergentes do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Os dados são do estudo realizado pela Airinc, consultoria norte-americana especializada em preços globais.

Apesar de sair das refinarias da Petrobrás 25% mais barato do que de uma refinaria americana, o combustível chega ao consumidor muito mais caro do que em qualquer posto de revenda de lá.

A carga tributária no País representa 57% do valor do litro do combustível, perdendo apenas para os países europeus, onde a política de desestímulo ao uso de carros puxa para 70% o tributo sobre a gasolina.

A pesquisa considera a cotação do dólar em R$ 1,67. Sendo assim, o preço médio do litro do combustível na capital paulista foi de R$ 2,89. No ranking das Américas, preparado pela consultoria, o Brasil possui o maior preço entre seus vizinhos, todos com tributação menor.

Na Venezuela, os fortes subsídios do governo Hugo Chávez fazem com que o litro da gasolina custe US$ 0,01, o mais barato do mundo. Neste ranking mundial, países com reservas gigantescas, como Arábia Saudita e Líbia, estão entre os que apresentam os preços mais baixos, respectivamente com US$ 0,110 e US$ 0,14.

Os maiores preços estão na Turquia, com o litro da gasolina custando US$ 2,54, e na Eriteia, país africano que vive em conflito com sua vizinha Etiópia, US$ 2,53. Nas Américas, atrás do Brasil, estão o Chile US$ 1,57, Cuba (US$ 1,35) e Canadá (US$ 1,31). Nos Brics, o Brasil também lidera o ranking: China cobra US$ 1,11; Índia US$ 1,26 e a recém incluída África do Sul, US$ 1,27.

“Os impostos sobre a gasolina no Brasil sempre estiveram lá em cima”, lembra o diretor jurídico do Sindicato Nacional das Distribuidoras de Combustíveis. Além do PIS/Confins, que representam cerca de 20% do total dos tributos que incidem sobre a gasolina, há o ICMS, determinado pelas secretarias de Fazenda de cada Estado, e ainda a Contribuição por Intervenção de Domínio Econômico (Cide), criada em 2001 como colchão para amortecer oscilações bruscas do acompanhamento da cotação internacional.

De lá para cá, o governo utilizou o mecanismo por três vezes. A primeira, em 2008, para anular o impacto no preço ao consumidor – e consequentemente na inflação – de alta repassada pela Petrobrás. A segunda no ano seguinte para retomar sua arrecadação, quando a Petrobrás reduziu o preço do combustível, também acompanhando o preço no mercado internacional.

A terceira foi no ano passado, quando começou a escalada de preços do etanol – que é acrescido à gasolina na proporção de 25% do litro.

Por conta da alta no preço do barril do petróleo e a pressão do governo para que a Petrobrás não repasse a oscilação para seus preços – o que teria forte impacto na inflação – já existem estudos para que a Cide seja alterada novamente.

– Morador de Rua pode ter Conta em Banco

 

Assunto interessante: um magistrado paulista determinou que, por motivos de cidadania, de responsabilidade social e financeira, moradores de rua poderão abrir contas poupanças em agências da Caixa Econômica Federal.

 

Tudo isso foi motivado pelo fato de um mendigo entrar na Justiça por, não tendo residência fixa, ser impossibilitado de abrir conta em banco. Em sua defesa alegou que para sair da miséria, precisa ter uma poupança para guardar suas economias. E nenhum banco o ajudava!

 

Aqui em Jundiaí, a Casa Santa Marta (entidade que ajuda andarilhos) teria que abrir uma agência da CEF! E falo sério, afinal muitas vezes nós vemos apenas o assistencialismo de voluntários mas não a prática do desejo de autossustentabilidade do Governo.

 

E você, o que acha disso: Mendigo ter conta em banco ajuda a resolver a mendicância? Deixe seu comentário:

– Banco Carrefour

 

O Itau Unibanco comprou mais um banco. Agora, o Banco Carrefour!

 

Alguém duvida que daqui 10 anos só teremos Bradesco, Itau Unibanco, CEF e BB como legítimos bancos nacionais? De tão fortes, compram todos os concorrentes e os pequenos estrangeiros.

– MG entra na briga pela Apple?

 

Ôpa, parece que MG entrou na briga pela Foxconn e consequentemente ser a capital do Ipad?

 

Falamos sobre o desejo das cidades em relação ao caso Apple/Foxconn em: http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2011/04/13/foxconn-ipad-em-jundiai-ou-nao/

– Desrespeito das Distribuidoras de Combustíveis

 

Atenção: pode faltar combustível no próximo feriado prolongado!

 

A Petrobrás está segurando a Gasolina, a produção é insuficiente e as distribuidoras estão tendo cotas reduzidíssimas. Com 90% da frota de utilitários do país estando abastecendo Gasolina ao invés do Etanol, os estoques reduziram.

 

Conta contra a estabilidade, o fato do Brasil estar importando Petróleo, que está em alta no mercado internacional. Assim, se já não bastasse a alta no mercado interno, poderemos ter alta por causa do preço do barril no mercado externo.

 

Portanto, a dica é: não deixe o tanque do seu veículo vazio às vésperas do feriado. O preço vai subir e a oferta de produto pode ser escassa!

 

Opa: sobre o Etanol (Álcool combustível), esqueça! É a pior opção do mercado, já que burramente estamos exportando o etanol barato da cana-de-açúcar e estamos importando o etanol caro de milho dos EUA.

– Dilma e Hu Jintao: o Comércio e os Direitos Humanos

 

É difícil falar de ética ou de compromissos sociais e democráticos quando o assunto é dinheiro. Pelo menos, para os políticos!

 

Dilma está na China. Líbia, Afeganistão, Irã… todos são acusados de violarem os direitos humanos. Na China, que o faz com maestria, acompanhado de censura dura, tais reclamações só ficam no discurso.

 

A melhor definição para a ânsia comercial que li não veio de economista, mas de um humorista:

 

“Você já viu vendedor de shopping não vender porque o cliente bate na mãe?”

 

José Simão, Folha de São Paulo, 12/04/2011.

 

Perfeito. Não poderia ser melhor tal observação.

– Foxconn: iPad em Jundiaí ou não?

 

E a ansiedade dos detalhes da Foxconn no Brasil? Será mesmo que Jundiaí será a sede mundial dos iPads? A Apple tem com a Foxconn a sua montadora oficial de iPhones e iPads. A empresa, alíás, já tem 3 unidades aqui na cidade, montando para HP, Sony Ericson entre outras. Tê-la em seu município é o sonho de consumo de qualquer prefeito.

 

Ontem, a presidente brasileira Dilma e seu colega chinês Hu Jintao estiveram reunidos em Pequim e confirmaram que a empresa virá ao Brasil. As cidades de Jundiaí, Indaiatuba, Sorocaba e Manaus estão na briga, que é muito violenta!. Afinal, anunciou-se 100 mil empregos e 12 bilhões de dólares em investimentos!

 

O Jornal “Bom Dia Jundiaí” já houvera divulgado há dias que Jundiaí estava na briga. Hoje, o jornal descobriu que até um novo endereço na Junta Comercial foi registrado pela Foxconn (a matéria pode ser acessada em: http://is.gd/akrEus). E a surpresa: Rodovia Vice-Prefeito Hermenegildo Tonoli, km 1,5! Ou seja, no Jardim Carolina, aqui no Bairro Medeiros (quase do lado de casa…).

 

As autoridades municipais estão em festa. Afinal, será uma referência mundial. Mas…

 

Sem querer ser chato: a empresa alega que 100 mil empregos geram 400 mil pessoas próximas da empresa (afinal, conta-se a família). A Foxconn anunciou que concentrará essas pessoas numa “cidade inteligente”, uma espécie de vila criada por ela para abrigar tanta gente (Imagine uma vila Olímpica em época de Olimpíadas, mas permanente e com muito mais moradores).

 

Colocando na ponta do lápis: é uma cidade de 400 mil dentro de outra com… 350 mil (população de Jundiaí). Como comportar?

 

Aliás, o endereço é a ligação Jundiaí – Itupeva, e quem mora nesse trecho sabe o martírio que é a estrada. Se hoje é assim, imagina se estivesse a cidade inteira ‘multiplicada por 2’ tentando, por exemplo, usar o Trevo de Itupeva?

 

A Revista Época Negócios de dias atrás trouxe uma interessante matéria sobre a Foxconn, intitulada: “Uma Fábrica de Suicidas”, se referindo às péssimas condições de trabalho oferecidas e a fama de “mau patrão” da empresa (pode ser acessada em: http://is.gd/GRSvbL). Isso também é um fator complicador…

 

E você: acha que Jundiaí já ganhou a Foxconn ou ainda é cedo para comemorar? Deixe seu comentário.

 

Obs: a empresa quer montar os iPads até novembro desse ano.

– O Sumiço das Empregadas Domésticas e a Infeliz Afirmação de Delfim Neto

 

Está difícil arranjar empregas domésticas. Tal como jardineiros, pedreiros e outros tipos de mão-de-obra. A melhora da Economia traz isso. Aqui em Jundiaí, encontrar diaristas é algo raro!

 

Mas, falando nesse assunto…

 

Respirar fundo e pensar 2, 3, 4, 5 ou mais vezes é importante antes de falar. Principalmente se você é uma pessoa pública.

 

Um exemplo dessa semana: Delfim Neto. O ex-Ministro da Fazenda do governo militar, eleito inúmeras vezes deputado federal e respeitado economista (embora, particularmente, sempre questionei sua verdadeira competência – afinal – o período hiperinflacionário ocorreu na gestão dele), quando questionado no Canal Livre da TV Bandeirantes sobre o crescimento da classe média, falou sobre o fato da redução do número de empregadas domésticas no Brasil por terem subido de classe econômica.

 

E se referiu dizendo:

 

“Há uma ascensão social incrível. A empregada doméstica, infelizmente, não existe mais, Quem teve este animal teve. Quem não teve nunca mais vai ter.”

 

Quer falar sobre a infeliz afirmação? Deixe seu comentário:

– Etanol ou Gasolina hoje?

 

O Brasil vive uma situação difícil na área de combustíveis. Abordamos o assunto anteriormente (em: http://bit.ly/eImWpv ) e algumas considerações sobre o momento atual.

 

O QUE ABASTECER HOJE?

Sem dúvida: gasolina! A conta básica é que o custo-benefício empata quando o etanol está a 70% do preço da gasolina. Mas isso não é regra, pois depende do modelo do veículo, motorização… Mas a conta está, economicamente falando, a favor da gasolina.

 

ATENÇÃO

Os estoques de etanol começam a surgir. Como a safra está voltando ao pico, além do fato da chegada de etanol americano, somado ao momento em que a maioria dos motoristas está optando pela gasolina, O PREÇO DO ÁLCOOL (ETANOL) DEVE CAIR nos próximos dias.

Em contrapartida, como o consumo de gasolina aumentou e a produção não é suficiente, estamos importando gasolina do Oriente Médio. A gasolina, que já está em alta, deve aumentar ainda mais pelo fato do preço alto do mercado externo – situação admitida até mesmo pela Petrobrás.

 

Portanto, os motoristas devem ficar atentos nos próximos dias. A vantagem da gasolina, em 1 semana, pode virar. Mas esqueça os patamares anteriores, os combustíveis não terão uma redução na mesma proporção de que aumentaram, infelizmente.

– Greenpeace versus Petrobrás

 

Dias atrás, falamos das ações do Greenpeace em nossas aulas sobre ONG’s e Responsabilidade Social.

 

Olhem aí, queridos alunos: agora o alvo é a Petrobrás! E é uma ação na Nova Zelândia!

 

Extraído de: http://glo.bo/ezMBhX

 

O GREENPEACE CONTRA A PETROBRÁS

 

Uma frota com cerca de 20 barcos de ativistas, liderados pelo movimento Greenpeace, impede os trabalhos de exploração de gás natural da Petrobras na Nova Zelândia. Os defensores do meio ambiente temem que a exploração do produto na região possa causar um desastre semelhante ao ocorrido no Golfo do México, no ano passado, e protestam pelo fim das operações da embarcação Orient Explorer, da companhia brasileira.


No final do ano passado, a Petrobras recebeu autorização do governo neozelandês para verificar a existência de gás natural e petróleo na Bacia de Raukumara, na costa nordeste do país, e na semana passada o Orient Explorer iniciou os primeiros testes de perfuração na região.


Um porta-voz da Petrobras teria afirmado que a companhia está trabalhando dentro da legislação internacional e seguindo as próprias leis neozelandesas, e que a perfuração no local é “simples e segura”. A informação não foi suficiente para impedir que grupos de ambientalistas se aliassem a tribos maori – a população indígena neozelandesa – em uma batalha contra a Petrobras. Nesta terça-feira (5), os barcos dos ativistas chegaram bastante próximos ao Orient Explorer.


“Não temos confiança nessa companhia ou no governo quando dizem que nenhum dano ocorrerá ao que nos é caro. Não queremos nenhuma exploração de petróleo ou perfurações nas nossas águas”, afirmou Dayle Takitimu, da comunidade maori Te Whānau-ā-Apanui. A principal preocupação desse povo é que, caso seja mesmo descoberto petróleo, este venha a vazar no oceano, destruindo a cadeia natural local e acabando com os recursos naturais de que vivem os indígenas.


Em resposta, a Petrobras disse que o projeto estava apenas no início, e que ainda teria mais cinco anos de duração, tempo durante o qual seriam feitos investimentos em tecnologia segura. A companhia brasileira também voltou a afirmar seu compromisso e sua expertise no campo de exploração do petróleo, assegurando que um acidente dificilmente ocorra.

“Estamos comprometidos a levar nossos projetos da forma mais íntegra possível, valorizando a diversidade cultural e humana e promovendo a cidadania e o respeito pelos direitos humanos, o que inclui o direito aos manifestantes de expressar seus pontos de vista”, afirmou a Petrobras em um comunicado publicado nos principais jornais neozelandeses nesta terça.


O governo neozelandês também se mostrou contra uma possível parada nas operações da empresa brasileira, e afirmou que “o pior cenário” seria se a Petrobras resolvesse suspender suas atividades e retornar com o Orient Explorer para o Brasil. Os investimentos no setor de petróleo e gás na Nova Zelândia são uma prioridade do governo local, e a parceria com o Brasil se mostrou importante.


Segundo um porta-voz do Greenpeace, as embarcações de ativistas se manterão em alto mar e pedem ao Orient Explorer que cesse suas operações. O capitão do navio da Petrobras confirmou que esteja sendo pressionado por mensagens, mas disse que a empresa continuará realizando os testes.

– Brasil já é 1º. Mundo?

 

Jim O’Neill, presidente do Goldman Sachs e que criou o termo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) para se referir aos gigantes emergentes da economia, disse que chegamos ao desenvolvimento pleno:

 

“O Brasil não é mais um país emergente. Será uma das 5 maiores economias em 2050.”

 

Respeito-o. Mas com nossos indicadores sociais, estamos longe de ser primeiro mundo…

– SABMuller conseguiria comprar a Schin?

 

Segundo a Folha de São Paulo da última segunda-feira, a Schincariol estaria a venda por US$ 2 bilhões de dólares. A empresa, segundo o jornal, nega. A briga estaria entre a SABMuller e a Femsa, sendo que os mexicanos estão correndo por fora.

 

Caso se confirme, seria uma pena! Quanto mais forte o empreendedorismo nacional, melhor. Mas a guerra das cervejarias é cruel…

– Os Parceiros da RedeTV na Compra dos Direitos do Futebol

 

A pendenga dos direitos de TV continua, entre Globo, Record e RedeTV. No papel, a Globo perdeu e os direitos de 2012 a 2014 são da RedeTV.

 

Olha que curioso: segundo a Revista Exame, pg 30, Ed 988, por Maurício Onaga, os anunciantes concorrentes da Globo já compraram cotas da RedeTV. Na Globo, 3 patrocinadores-masters do futebol são: Itaú, Volks e Vivo. Na Rede TV, serão: Bradesco, GM e OI.

 

A briga será boa, hein?

– Jundiaí terá mesmo a Apple?

 

O “Bom Dia Jundiaí” levantou que a Foxconn, uma espécie de “montadora” da Apple, deseja construir iPhones e iPads em uma nova unidade para exportá-las ao mundo todo. E que nossa Jundiaí é uma das grandes candidatas a tal planta!

 

Tal notícia causou muita repercussão na cidade, tanto que a IstoÉ desta semana trouxe 3 páginas sobre o assunto. Abaixo:

 

JUNDIAÍ: A ESPERA DA APPLE

 

Cidade Paulista vive alvoroço após ser apontada como possível destino de uma linha de produção do fabricante do iPad

 

por Patrícia Diguê

 

A “terra da uva”, como é conhecida a cidade paulista de Jundiaí, a 60 quilômetros da capital, só tem pensado em uma outra fruta. Desde a semana passada, o apetite local é pela maçã. Mas não a de comer. Aliás, a maçã dos sonhos dos jundiaienses já está até mordida. É aquele símbolo da marca mais cobiçada de produtos eletrônicos do mundo, a americana Apple, que poderá escolher a cidade, sede de 90 multinacionais, para instalar sua primeira fábrica brasileira.

A notícia veiculada por um jornal local (“Rede Bom Dia”) de que a Foxconn, empresa de Taiwan que já fabrica produtos das gigantes Sony e da HP em Jundiaí, quer ampliar suas instalações na cidade para produzir Macs, iPhones, iPods e iPads colocou o município nas páginas de jornais e sites tanto do Brasil quanto do Exterior. “‘O Bom Dia’ nunca foi tão citado, o Brasil inteiro noticiou, e chegou até na ‘Forbes’”, disse o jornalista Fábio Pescarini, que trouxe à tona a informação, sobre a conceituada revista americana de economia. Dezenas de jornais e sites reproduziram a matéria do jornal local ao longo da semana passada.

Desde então, não se fala de outra coisa na cidade de 380 mil habitantes. “Quem sabe o Steve Jobs (CEO da empresa) não vem para inaugurar a fábrica?”, sonha a assessora de imprensa da prefeitura, Cíntia Souza, que está se desdobrando para atender a enxurrada de ligações de jornalistas querendo saber da novidade. A prefeitura, porém, diz que só pode revelar que a Foxconn, que tem duas fábricas na cidade, solicitou estudos para instalar uma terceira planta. Foxconn e Apple tampouco confirmam, mas na cidade é dado como certo que a fábrica virá.

“A gente gostaria de dar esta notícia, porque os produtos da Apple, além de desejados, têm alto valor agregado, o que gera mais renda e empregos”, afirma o prefeito Miguel Haddad, que tem um tablet iPad, adquirido em uma viagem ao Exterior. Ele está confiante que a Foxconn, que já é a montadora da Apple na China, elegerá a terra da uva para fabricar seus produtos.

O principal atrativo, conforme o prefeito, é a infraestrutura urbana e a logística da cidade (próxima ao porto, aeroportos e polos consumidores e servida de estradas e ferrovias), facilidades que já atraíram quase mil indústrias de 30 diferentes segmentos nas últimas décadas, entre elas o maior centro de distribuição da Casas Bahia, Coca-Cola, Itautec, TAM e Siemens. “As empresas vêm para cá e já têm tudo na porta”, afirma Haddad, já sonhando com um iPad 2 (lançado mundialmente este mês) “Made with pride in Jundiaí” (feito com orgulho em Jundiaí), o slogan do Conselho Municipal de Relações Internacionais. A Foxconn, presente em 14 países e empregadora de 1,3 milhão de pessoas, a maioria na China, também tem instalações em outras três cidades brasileiras: Indaiatuba e Sorocaba, em São Paulo, e Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais. Em Jundiaí, abriu a primeira fábrica em 2007 e a segunda, em 2009, tornando-se a maior empregadora do município, com mais de três mil funcionários.

“A possibilidade de uma indústria como a Apple em Jundiaí tem mexido com toda a comunidade”, afirma o diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) de Jundiaí, Mauritius Reisky. “A instalação da empresa seria motivo de grande orgulho”, ressalta. Não é de hoje que a Apple, ícone de inovação no mundo digital, namora o Brasil para instalar mais uma linha de produção. O último flerte aconteceu quatro meses atrás, quando o empresário Eike Batista anunciou que negociava com montadoras da marca na Ásia e até anunciou o valor do investimento, US$ 1,6 bilhão. “Sim, a gente quer trazer (a Apple) porque a gente (o Brasil) tem de pagar duas vezes e meia o preço de um iPad”, declarou o megaempresário na ocasião.

Por causa dos rumores da semana passada, algumas publicações, incluindo a “Forbes”, relacionaram os planos do empresário, o oitavo homem mais rico do ano, à movimentação da Foxconn em Jundiaí. “Bilionário Batista pode realizar desejo de abrir fábrica da Apple no Brasil”, diz a reportagem. A assessoria de Eike não confirma a história, mas reafirmou que o grupo de Eike, o EBX, mantém o interesse em atrair fabricantes de tecnologia digital. Porém, ressalta que o local seria o Superporto do Açu, que a empresa está construindo em São João da Barra, no norte do Estado do Rio de Janeiro. Será que Jundiaí vai levar a melhor?

– Brasil e Cana-de-Açúcar: o Ineditismo desde o Século XVI

 

Estamos importando 200 milhões de litros de álcool. Nunca fizemos nada parecido.

Desde o século 16, exportamos álcool e açúcar para o mundo. Parece que, depois de 500 anos, mudamos a história. Para pior… 

Vide o triste episódio dos combustíveis brasileiros, em: http://bit.ly/eImWpv

“Dá-lhe” Brasil…

– Crise dos Combustíveis: Brasil colocará Água na Gasolina!

 

Uma das situações mais inusitadas que poderia se imaginar está acontecendo em nosso país: a falta de combustíveis.

 

Em meio a crise, a Folha de São Paulo deste sábado (23/03/2011, Caderno Mercado, pg B1 à B12), traz um levantamento crítico do panorama.

 

Manchete de capa:

 

“CONTRA ALTA DO ÁLCOOL, BRASIL VAI COLOCAR MAIS ÁGUA NA GASOLINA”

 

Para a composição da gasolina brasileira, há a adição de 25% de álcool anidro. Como falta álcool, o Brasil adicionará 1% de água para segurar os preços.

 

E por que falta álcool?

 

O Etanol (álcool combustível) está sofrendo o período da entressafra. Entretanto, a maior parte da produção (que está baixa) está sendo exportada aos EUA. Assim, os produtores exportam o etanol produzido pela cana-de-açúcar (que é de boa qualidade e preço baixo), deixando os consumidores brasileiros sem o produto.

 

Para evitar que os postos de combustíveis fiquem sem etanol nas bombas, uma outra submanchete do jornal:

 

“BRASIL IMPORTARÁ ÁLCOOL DOS EUA”

 

Como os usineiros estão vendendo álcool de cana para os EUA, para se evitar a falta, o Governo importará 200 milhões de litros de álcool de milho dos… EUA! Isso mesmo: vendemos nosso álcool bom e barato para os americanos e compramos o álcool caro que os EUA procuram não usar.

 

Assim, os preços do Álcool nas bombas sobe; e como há álcool na Gasolina, outra manchete da Folha:

 

“ÁLCOOL VAI A R$ 2,80 (EM POSTOS DA CAPITAL) (…) GASOLINA JÁ ULTRAPASSA R$ 3,09”.

 

Nesse crítico cenário, não compensa abastecer etanol (álcool), e portanto, os consumidores migram para a gasolina. Entretanto, com a alta do consumo e o fato de todos estarem abastecendo gasolina, a Petrobrás não consegue produzir o suficiente. Quando o consumo estava equilibrado (metade da frota de carros de passeio abastecendo gasolina e metade álcool), tínhamos a auto-suficiência da gasolina. Agora, com tantos carros abastecendo gasolina, falta produto também.

 

Encerramos com outra manchete:

 

“PETROBRAS TRAZ GASOLINA DO EXTERIOR”

 

Hoje o país produz 380 mil barris de gasolina / dia. Importará 3 milhões de barris, volume que não era importado há 40 anos.

 

CUIDADOS:

 

Com a crise, 4 golpes na praça:

1) Gasolina Formulada – ao invés do produto refinado pela Petrobrás, há a produção de gasolina em “laboratórios”.

2) Gasolina Batizada – antes, o golpe era acrescentar álcool. Hoje, o golpe é acrescentar Naftalina líquida, que dá explosão no carro e depois faz o veículo parar.

3) Álcool Molhado – a adição de água nos tanques de álcool enganando o consumidor.

4) Álcool “Metanol” – o álcool sintético americano, extremamente explosivo e poluente, ao invés do álcool biocombustível.

5) 1 litro “econômico” – Quem garante que o litro vendido tem 1000 ml?

 

ABASTEÇA EM POSTOS DE CONFIANÇA. NESSE MOMENTO, A CREDIBILIDADE ESTARÁ ACIMA DE QUALQUER OUTRO FATOR.

– Mais um Programa Assistencialista no Brasil? Vem aí a Bolsa Dona-de-Casa!

 

A deputada Alice Portugal (PT-SC) quer criar um regime especial de aposentadoria para as mulheres, a chamada “Bolsa Cor de Rosa”.  A idéia é dar um salário extra mensal às mulheres donas-de-casa, como complemento à renda. Justifica que muitas mulheres trabalham a vida inteira para o seu marido e são abandonadas.

 

A questão é polêmica: pagar uma bolsa—dona-de-casa é algo exagerado ou necessário no país? Deixe seu comentário:

 

Abaixo, extraído de: http://elbigodonmardiiito.blogspot.com/2011/03/bolsa-rosa-contas-no-vermelho.html (que reproduziu de Exame).

 

BOLSA ROSA, CONTA NO VERMELHO

 

Não fosse por um detalhe crucial – de onde tirar o dinheiro -, a criação de um regime de aposentadoria para milhões de donas de casa brasileiras de baixa renda até poderia fazer sentido. Há diversos projetos de lei em tramitação na Câmara para reconhecer os direitos das mulheres dedicadas integralmente às tarefas domésticas. Mas eles ignoram o impacto econômico que isso teria nas contas públicas. A deputada Alice Portugal (PT-SC), defensora da criação dessa espécie de bolsa cor-de-rosa, afirma que “muitas vezes, após 35 anos de casamento, o marido vai embora e ela (a mulher), que prestou serviços a vida inteira, não tem amparo”. Caso a bondade seja aprovada, haverá custo adicional de 5,4 bilhões de reais por ano. No ano passado, só a previdência voltada para os empregados do setor privado fechou com déficit de 44 bilhões de reais. A dos servidores públicos teve rombo de 50 bilhões.

– Faltará Combustível no Brasil?

 

Poderá faltar combustível no Brasil? Talvez…

 

O presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabriele (segundo Jean Peter, da Rádio Bandeirantes, no Jornal em 3 Tempos) confirmou que não haverá aumento nos preços da Gasolina nesse ano no Brasil.

 

Ora, em que país vivemos? Ou melhor, em qual país vive o presidente? Nesta última semana, a Gasolina subiu cerca de R$ 0,15 nas distribuidoras, por conta do aumento do preço do Anidro. Além do preço estar em alta, faltam combustíveis!

 

O Etanol sofre pela interminável entressafra e pelo aumento das exportações do Brasil aos EUA. Em contrapartida, a Cosan (gigante do setor), por exemplo, anunciou a importação de álcool de milho dos americanos. Exportamos o álcool de cana mais barato aos EUA e compramos o álcool caro deles? Loucura!

 

Como os donos de veículos estão optando pela Gasolina ao invés de Álcool nos carros bicombustíveis (pelo preço excessivamente caro no mercado), um efeito colateral aconteceu: a Petrobrás não dá conta de refinar a quantidade de Gasolina necessária. Ou seja: aumentou o consumo e a frota de veículos, mas a produção se compensava com o álcool no mercado interno. Sendo assim, algumas distribuidoras de combustíveis começaram a racionar as vendas, impondo cotas de compras.

 

Se nada for feito, poderá faltar combustível na virada do mês devido a redução de estoques no Brasil. Incrível!

– Subway supera McDonald’s em número de Lojas no Mundo

 

Segundo o “The Wall Strett Journal”, o McDonald’s não é mais a maior rede fast food do mundo. Ao menos, em número de lojas. A Subway hoje possui 33.749 lanchonetes, contra 32.737 do concorrente. Mas em volume de vendas, o McDonald’s ainda é o líder mundial: 24 bilhões de dólares / ano, US$ 9 bi a mais do que o Subway.

 

No Brasil o principal concorrente do McDonald’s é a brasileira Habib’s, seguido pela brasiliense Giraffas e com o incômodo do Burger King em fase inicial.

– E a JAC Motors parece que chegou mesmo!

 

A montadora chinesa JAC Motors chegou enfim pra valer no Brasil. Com 150 milhões de reais para serem gastos com publicidade, a empresa invadiu Facebook, Twitter, Orkut e outras mídias. Almeja ainda patrocinar o Flamengo, para popularizar sua marca no meio do futebol (quem fez isso foi a Hyundai com o Fluminense, lembram?)

 

Nos anos 80, eu não confiava em carros japoneses. Hoje eles são excepcionais.

Nos anos 90, eu não botava fé em carros coreanos. Hoje, me convencem.

Na primeira década dos anos 2000, eu não acredito em carro chinês. Será que na próxima década os respeitarei?

 

Sinceramente, a cultura empresarial japonesa, coreana e chinesa, às vezes parecida, pode ser diferente demais em alguns aspectos. Por isso a minha desconfiança. Hoje, não compraria um carro chinês de forma alguma!

– Álcool a R$ 2,30? A Abrupta Subida do Preço do Etanol

 

Dias atrás conversamos sobre o aumento dos preços do álcool combustível (em: http://bit.ly/gJoOKS ) . Cada vez mais há a migração dos carros bicombustíveis para a opção gasolina.

 

Compartilho interessante matéria da Folha de São Paulo deste sábado, caderno Economia, por Karla Domingues e Mauro Zafalon:

 

ÁLCOOL MANTÉM ALTA EM SP E JÁ CUSTA R$ 2,30 POR LITRO

 

A demanda por combustíveis supera as expectativas, devido à evolução da economia. A procura por álcool também está aquecida, o que permite reajustes de preços nas usinas e nos postos.

A avaliação é de Antonio de Padua Rodrigues, diretor da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar). Em anos anteriores, os consumidores já migravam para a gasolina quando a paridade estava em 65% da gasolina, o que não ocorre neste ano.

Mas, se o preço continuar subindo, mais consumidores irão para a gasolina. “Até porque as usinas não produzirão, nas próximas semanas, o suficiente para o patamar atual de demanda.”

A Folha apurou R$ 2,30/litro ontem em postos de São Paulo.