Ir ao cinema está muito caro!
Vejam só esses preços: um refrigerante de ½ litro custa R$ 25,00! O de 1 litro (portanto, o dobro), R$ 27,00.
Mas cá entre nós: o lucro desses caras é assustador!
Ir ao cinema está muito caro!
Vejam só esses preços: um refrigerante de ½ litro custa R$ 25,00! O de 1 litro (portanto, o dobro), R$ 27,00.
Mas cá entre nós: o lucro desses caras é assustador!
Para estacionar o carro na Arena NeoQuímica, saiba: o preço é salgadíssimo!
Timão é o time do povo. Taís valores são para incentivar o uso do metrô!

Dólar dispara para R$ 5,73 com temor de novo coronavírus na China CapCut_TTS_Lucas_D20250221_T234120 Os mercados globais foram impactados nesta sexta…
Continua em: Dólar dispara para R$ 5,73 com temor de novo coronavírus na China

Café fica 50% mais caro ao consumidor em 12 meses; preço deve continuar subindo CapCut_TTS_v09c19g40024culou2vog65h4ied3cmg_D20250211_T175523 O preço…
Continua no original (com crédito da foto) em: Café fica 50% mais caro ao consumidor em 12 meses; preço deve continuar subindo

E o Eike Batista, que foi ao Programa Pânico e se disse sentir injustiçado?
Se mostrou muitas vezes inconformado, comparou-se a Elon Musk, promoveu a super-cana e mostrou-se carente de desculpas da Justiça.
Veja em: https://www.youtube.com/watch?v=73Gy3uANnlk
O mercado de revistas no Brasil está em crise, todos sabemos. Vide o que aconteceu com a Editora Abril e a Revista Veja recentemente…
Agora, é a vez da Revista Isto É quebrar! A Editora Três, infelizmente, não aguentou as dificuldades do mercado editorial.
Abaixo, extraído de: https://www.conjur.com.br/2025-fev-03/justica-decreta-falencia-da-editora-tres-dona-da-istoe-por-nao-pagar-credores/
Esse benefício flexibiliza o transporte dos funcionários até a empresa e pode ser uma estratégia eficaz para atrair e reter talentos no mercado de …
Continua em: 45% dos profissionais gostariam de receber auxílio-mobilidade

Combustíveis ficarão mais caros a partir de sábado (1º); entenda os impactos https://linkezine.com.br/wp-content/uploads/2025/01/…
Continua em: Combustíveis ficarão mais caros a partir de sábado (1º); entenda os impactos

Sobre o preço? Caro. Muito caro. Caríssimo!

Buscamos uma fonte de renda alternativa, independente de nossos empregos?
É isso que essa matéria discute: sobre novos recursos financeiros, independente da demissão do emprego ou se é desejo de incremento.
Muito bom! Compartilho, extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/sobretudo/carreiras/2017/07/1897575-profissional-deve-desenhar-seu-plano-b-no-auge-diz-administrador.shtml
PROFISSIONAL DEVE DESENHAR SEU PLANO B NO AUGE
Por Carolina Muniz
O que fazer logo depois de ser demitido: descansar ou agir rápido? Vale a pena investir o dinheiro da rescisão em um novo negócio? No recém-lançado “Emprego 2.0 – Como Conquistar, Manter e Crescer na Carreira”, o administrador e palestrante Marcelo Simonato, 39, dá um passo a passo de como conquistar uma nova vaga -desde a formulação do currículo até a chegada à empresa. Em entrevista, ele fala sobre como planejar a carreira em tempos de instabilidade.
RAIO-X
Idade 39 anos
Atuação Diretor financeiro da consultoria Everis, palestrante e mentor
Formação Administração de empresas e comércio exterior pela Universidade Paulista; MBA em finanças empresariais pele FGV; e MBA em gestão empresarial pela Lassale University, na Filadélfia (EUA)
Obra “Emprego 2.0 – Como Conquistar, Manter e Crescer na Carreira” (editora Preparando Recursos, 127 págs., R$ 30)*
Folha – Qual é o maior erro que os profissionais costumam cometer ao serem demitidos?
Marcelo Simonato – Um grande equívoco é aproveitar a demissão para tirar um tempo de descanso como recompensa por tantos anos de trabalho. Quando a pessoa sai da empresa, carrega por um curto espaço de tempo o sobrenome da organização, um cartão de visitas que pode abrir portas. Se tirar férias durante esse período, esse sobrenome pode acabar esfriando. Então, assim que a demissão acontece, o primeiro passo é comunicá-la a colegas, clientes e fornecedores. Não é preciso ter vergonha por estar desempregado. Em boa parte dos casos, é exatamente por uma indicação desses contatos que surgem novas oportunidades de trabalho.
Como deve ser a rotina do profissional que está em busca de de uma recolocação?
Ele deve encarar a procura por emprego como um novo projeto na carreira, que requer planejamento e disciplina como qualquer outro. Não estou dizendo que ele tem de ficar 12 horas em frente ao computador. Aliás, isso não é eficaz e gera ainda mais estresse. O mais interessante é ter uma rotina bem definida de trabalho, de cerca de três horas pela manhã e outras três à tarde. No tempo livre, é importante se exercitar e ficar com a família. Afinal, de nada adianta encontrar vagas, mas não estar bem emocionalmente na hora das entrevistas.
Quanto tempo vale procurar antes de aceitar uma posição abaixo das expectativas?
Primeiro, é preciso entender se a nomenclatura do cargo que o profissional ocupava anteriormente é compatível com a realidade atual do mercado. Em alguns casos, a pessoa descobre que era gerente na empresa em que trabalhava, mas hoje já se exige mais dessa posição. Aí, ela tem duas alternativas: ou procura emprego para um cargo inferior ou busca se qualificar para preencher essas lacunas. Se o indivíduo tem reservas financeiras, pode continuar batalhando. Se não, é preciso deixar o ego de lado.
Quando perguntado sobre pretensão salarial, o candidato está com receio de fazer exigências? Como negociar?
Sim, muitos estão aceitando qualquer coisa. O profissional não pode derrubar o valor do seu salário logo de cara. Precisa valorizar sua experiência dentro do que a empresa está buscando. Ele pode dizer que imagina receber um valor próximo ao que ganhava na ocupação anterior, mas está aberto a uma proposta da empresa. Provavelmente, o entrevistador vai dizer que o mercado não está pagando tudo isso. Aí, começa a negociação. Nesse momento, ele não pode focar apenas no salário, mas deve usar também os benefícios para chegar em um acordo mais vantajoso.
Como planejar a carreira para se sentir mais seguro diante das incertezas?
É comum a pessoa ficar desempregada e querer montar um negócio. Ela nunca foi empresária e tenta fazer isso com o último recurso que lhe resta. O que acontece, normalmente, é que a empresa quebra alguns anos depois. Por isso, o indicado é começar uma atividade paralela quando ainda se está na ativa, mesmo no auge da carreira. Escolha uma ocupação que tenha prazer em fazer nas horas livres sem se preocupar em transformar isso na sua fonte principal de renda. Numa situação de desemprego, você já terá um plano B desenvolvido.

Por Marcelo Justo / Folhapress
Quando garotinho, meu pai abriu uma Caderneta de Poupança da Haspa, que era do então Ministro da Fazenda Delfim Neto. Lembram da propaganda e dos cofrinhos? “Poupe que o Delfim garante…”
Pois é: Há 42 anos ela quebrou! Ainda bem que os meus trocadinhos de criança foram para o já falecido Banco Real…
Eu gostava de ir lá só por causa da Turma da Mônica…

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer o autor, favor informar para créditos.
Barbaridade!
Já tem Ovo de Páscoa no mercado, e a 100 mangos.
Como pode?

Eu sei que o chocolate é bom, que vem do Exterior, mas…
Essa embalagem de coração, tão pequena, não é excessivamente cara?
Ou sou eu que ganho pouco?
R$ 32,00, por esse tamanho, não dá.
Hoje apelei: o óleo Castrol ou Petrobras para o meu carro está entre R$75,00 a R$ 80,00. O venezuelano PDVSA está R$ 49,00…
Na quantidade total de litragem, faz diferença!

Como pode subir tanto?
E ninguém questiona?
Por que temos, nessa época natalina, que obrigatoriamente gastar mais e mais? Trocar presentes é realmente necessário?
Mais do que tudo isso, deve ser o afeto desinteressado, a demonstração verdadeira do espírito de Natal.
O cidadão comum pena com as contas e a correria dessa época. O empresário também, com os custos dos encargos.
No século passado, a gratificação natalina era comum. Se baseava na gentileza dos patrões para que os empregados comprassem um agrado de Natal. O Governo tornou-a obrigatória com o nome de 13o. Hoje, isso virou renda para pagar dívidas de final de ano, não mais um agrado sincero.
Enfim: mais um problema para o empreendedor que não teve vida fácil no ano e, ao mesmo tempo, um dinheiro muitas vezes insuficiente para quem trabalha e aguarda ansioso esse bônus.
Imagem extraída de: https://coparecreio2013.wordpress.com/2013/12/14/feliz-natal-e-prospero-ano-novo/
Como entender:
– Caixa com 28 comprimidos, R$ 14,52.
– Caixa com 14… R$ 23,20!
Mesma dose, mesmo laboratório, na mesma farmácia…

O McDonald’s lança brinquedos do novo filme do Sonic, e mete o preço do McLancheFeliz a R$ 34,90?
Que oportunismo!

🍔 #Méqui
Os trabalhadores da Volkswagen na Alemanha iniciarão greves de advertência nesta segunda-feira (2), em diversas fábricas do país, em protesto contra …
Continua em: Funcionários da Volkswagen na Alemanha Anunciam Greve Após Demissões e Cortes Salariais

A recente valorização do dólar colocou os preços dos combustíveis sob pressão no Brasil, reacendendo preocupações inflacionárias. Na quinta-feira (28…
Continua em: Alta do Dólar Pressiona Preços de Combustíveis no Brasil

Vi no mercado uma marca de cebolas com os personagens da Turma da Mônica!
A criança comeria mais cebola, caso soubesse que são dos personagens tão queridos?
Sinceramente, não sei. Mas vi com a Mônica, com a Magali e com o Cascão. Curiosamente, não tinha (talvez naquele momento) a Cebola do Cebolinha!
O mercado é realmente criativo…
Eu tô por fora do preço de certos produtos, mas filé mignon a R$ 120,00?
Estou pobre mesmo…

Com os custos atuais do nosso país, nunca sobra nada de dinheiro na carteira. O pagamento do Décimo Terceiro Salário tende a ajudar o trabalhador a “tomar um respiro”, mas muitas vezes é insuficiente.
Recebi, abaixo, essa “simpática simpatia” para ficar com o bolso cheio. E, apesar de incrédulo, deu certo!
Olha só na figura desta postagem: a carteira realmente ficará cheia com essa simpatia… mas não de dinheiro e sim de caroço!
Se trabalhando já está difícil, imagine se não arregaçarmos as mangas.

Hoje temos mais um ano da versão brasileira do dia do “Black Friday” como dos EUA. A data é de liquidações gerais com descontos altíssimos.
Lá, o país para. Aqui ainda não (apesar das inúmeras e insistentes propagandas).
Algumas observações: existem realmente produtos com preço atrativos, mas há também os golpes de espertalhões, como, por exemplo, aumentar os preços e na sequência reduzi-los. Eu não comprei nada até agora, mas já vi alguns preços “engana-manés”… e você?
Tomara que não seja uma pejorativa “Black Fraude”…

No Comércio Exterior, a Lei da Reciprocidade é muito comum. O que um país toma de decisão a respeito de taxação, compra, retaliação ou algo que o valha, outra nação age igualmente como medida recíproca.
Eis que o Carrefour da França anunciou deixar de comprar carne do Mercosul, devido a medidas protecionistas aos produtores do agronegócio francês. A carne lá é mais cara, mas mesmo assim, preferem deixar de comprar o produto brasileiro, por exemplo.
Em contrapartida, os produtores brasileiros, boicotados por tal medida, deixaram de vender carne ao Carrefour Brasil e suas empresas (Sam’s Club e Atacadão). E isso mexeu como o grupo europeu!
Espera-se, em breve, um pedido de reconciliamento do Carrefour Global, pois quer queira ou não, eles precisam da carne brasileira. Ou as lojas do nosso país importarão carne bovina da França? Claro, contém ironia…
É, simplesmente, a Lei do Mercado.

Tem gente que sacaneia o consumidor: nessa loja de conveniência de um Posto de Gasolina, a água Prata custa R$ 11,50.
É garrafinha de vidro ,ok. Mas no mercado custa R$ 3,90…
E se a embalagem for de plástico, R$ 2,00. O que falar?

A Black Friday, marcada neste ano para o dia 29 de novembro, promete muitas ofertas, mas também exige atenção redobrada dos consumidores. A cada ano,…
Continua em: 10 Dicas para Evitar Ciladas na Black Friday

Foi há 5 anos, mas é atual…
Já reparou que muitos equipamentos possuem vida útil sugerida pelos fabricantes e não duram mais do que isso?
Computadores, de fato, são exemplos reais. Celulares e TVs também. É a cultura do descartável, pois se o produto durar muito tempo, a indústria não vende outro. Claro que aqui se implica a questão da atualização, renovação, nova tecnologia, etc.
No entanto, na França, o Governo local está de olho em quem força o produto para que ele seja obsoleto antes de um tempo razoável.
Abaixo, extraído de: http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/41212/franca+vai+multar+em+ate+r$+1+mi+empresas+que+fizerem+produtos+programados+para+quebrar.shtml
FRANÇA VAI MULTAR EM ATÉ R$ 1 MI EMPRESAS QUE FIZEREM PRODUTOS ‘PROGRAMADOS PARA QUEBRAR’
Não é teoria da conspiração: a “obsolescência programada”, técnica que limita a vida útil de aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos, é um recurso real muito usado pelo setor industrial para forçar consumidores a comprar novos produtos. É o caso das máquinas de lavar de três anos que quebram, enquanto as de 30 anos continuam funcionando normalmente.
Para lutar contra esta prática, a França aprovou recentemente uma lei que pune a obsolescência programada com multas de até € 300 mil (cerca de R$ 1,1 milhão) para as empresas e penas de até dois anos de prisão para os responsáveis.
A medida faz parte do projeto de lei da transição energética, que tem como objetivo diminuir as taxas de poluição no país. Segundo o documento, estão comprometidas “todas as técnicas pelas quais uma empresa visa, através da concepção do produto, diminuir “propositalmente” a duração da vida útil ou da utilização potencial de tal produto para aumentar sua taxa de substituição. Estas técnicas podem incluir a introdução voluntária de um defeito, fragilidade, paralisação programada ou prematura, limitação técnica, impossibilidade de reparação ou não compatibilidade”.
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A iniciativa, até então inédita na Europa, foi uma vitória para ativistas franceses que lutavam pelo reconhecimento da lei desde 2013. Para a associação France Nature Environnement (FNE), é “um forte sinal político enviado aos fabricantes, aos distribuidores e aos cidadãos”, segundo disse à imprensa local Agnès Banaszuk, representante da FNE.
O problema agora é conseguir provar quando um produto foi intencionalmente modificado para quebrar depois de alguns meses ou anos de uso. A palavra “propositalmente” inscrita no texto gerou críticas por ser aberta a interpretações e também porque pressupõe que o consumidor forneça provas da intenção do fabricante.
Ainda não está claro como será feita a avaliação dos aparelhos, já que a lei foi recentemente aprovada e ainda não houve nenhum caso formalmente aberto.

Imagem extraída de: https://organicsnewsbrasil.com.br/meio-ambiente/educacao-reciclagem/saiba-como-descartar-corretamente-tv-de-tubo/ (foto: Nelson Coelho/ Diário SP)
A inflação no Brasil registrou alta de 0,56% em outubro, impulsionada principalmente pelo aumento nas contas de luz e no preço dos alimentos, segundo…
Continua em: Inflação Sobe 0,56% em Outubro, Impactada pela Conta de Luz e Alimentos

Nós, enquanto administradores comerciais, queremos vender. Queremos que os consumidores comprem à vontade!
Nós, enquanto consumidores, tomamos cuidados para não nos endividarmos. Mas, às vezes, o IMPULSO nos prejudica.
Digo isso pela interessante matéria sobre o “Consumo como Vício / Doença“. As vezes, me identifiquei aqui… é necessário cuidado!
Extraído de: RIBEIRO, Carina. Revista IstoÉ, pg 70-72, ed 2088, 18/11
CONSUMO: QUANDO O DESEJO DE COMPRAR VIRA DOENÇA
O endividamento crônico atinge milhões de brasileiros e pode ser uma porta de entrada para o vício do consumo compulsivo
Nunca foi tão fácil conseguir crédito. Às vésperas do Natal, o mercado pouco exige do pagador. A compra é parcelada a perder de vista, sem entrada. O financiamento, pré-aprovado, é quase ilimitado. Para quem sabe gerir dinheiro, isso significa boas oportunidades. Para quem gasta sem pensar e adquire o que não precisa, pode ser a perdição total. Neste grupo, os mais vulneráveis são os compradores compulsivos, parte significativa dos 22% dos brasileiros que possuem dívidas impagáveis e de 85% das famílias que têm despesas superiores ao rendimento, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Neste caso, o consumismo desenfreado é uma doença.
Um dos sinais de desequilíbrio é o alto grau de irritação diante da impossibilidade de comprar e a impulsividade do ato. “São pessoas que compram sozinhas, optam por objetos repetidos, sem utilidade, e escondem as aquisições dos familiares”, afirma Tatiana Filomensky, coordenadora do grupo de atendimento dos compradores compulsivos no Hospital das Clínicas de São Paulo. “Eles saem para comprar um terno e voltam com uma televisão.” Seis anos atrás, apenas três pacientes estavam em tratamento. Neste ano, são 24 e há 50 nomes em lista de espera.
A aquisição de produtos idênticos ou inúteis e o medo de encarar os débitos são características do consumista patológico. É o que ocorre com a administradora M.S., 40 anos, que coleciona bijuterias, sapatos, bolsas e calças do mesmo modelo e da mesma cor. Há quatro anos, quando sua dívida chegou a R$ 25 mil, ela decidiu frequentar os Devedores Anônimos (DA), em São Paulo. “O guardaroupa estava cheio e nada me interessava”, diz a administradora, que ganhava R$ 5 mil e gastava R$ 500 em cada ida ao shopping. Ela lamenta não ter construído um patrimônio nem priorizado a família. “Comprava tudo para mim e nada para o meu filho. Hoje me culpo por isso”, diz.
Diante da vergonha do endividamento crônico, é comum que os compulsivos escondam a fatura bancária dos familiares. “Eu não queria admitir a dívida e escondia as compras da minha esposa”, afirma o físico C.A., 61 anos. Uma de suas manias é preencher o freezer até o limite com os mesmos alimentos, das mesmas marcas, mesmo ciente de que não serão consumidos no prazo de validade. “Se o freezer não estiver lotado, tenho a sensação de escassez”, explica o físico, que há um ano entrou para o DA. Para quitar parte de suas dívidas, certa vez conseguiu um empréstimo de R$ 9 mil – e gastou o valor em três dias. “Nem lembro o que comprei.” A necessidade de manusear valores o levava diariamente ao caixa eletrônico. “O barulho da maquininha liberando o dinheiro me fazia bem”, diz o físico, que fazia saques duas vezes por dia. “Me sentia mal em aniversários e casamentos porque tudo era de graça. Corria das festas para lojas para comprar.” O resultado: três cartões de crédito estourados, eletrôcheque especial no limite e uma dívida de R$ 22 mil.
A compulsão por compras costuma vir acompanhada de outros vícios, segundo pesquisa da Universidade da Carolina do Norte (EUA). “Há um parentesco entre as diversas formas de manifestação”, diz o psiquiatra Miguel Roberto Jorge, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Por exemplo: um jovem que compra de forma impulsiva pode migrar para o alcoolismo ou vício em jogos na terceira idade.
Grande parte dos endividados crônicos sofre de consumo compulsivo, mas há os que entram neste rol por incapacidade de gerir seu negócio ou sua conta bancária. O empresário W.P., 50 anos, deve 15 vezes seu patrimônio. O rombo financeiro comprometeu a renda de toda a família e surpreendeu a esposa e os filhos, que desconheciam a situação. A dívida destruiu um casamento de 25 anos e levou os familiares a cogitar a interdição judicial. “Fui expulso de casa”, conta. O caos foi o resultado de empréstimos e créditos com sete instituições financeiras. Ele foi parar no hospital quando a sua dívida aumentou 85% com a bola de neve dos juros. “Me afundei. Recorri a agiotas e sofri ameaças.” Apesar de não dispor mais de bens pessoais para se desfazer, o empresário acredita que ainda pode quitar a dívida. Enquanto isso, se esforça para pagar a fatura mínima do cartão de crédito. O advogado José Serpa Júnior, especialista em direito do consumidor, alerta que o pagamento mínimo é uma das armadilhas que dão falso conforto ao endividado. “Em um ano o débito triplica”, explica. Entre as recomendações do tratamento médico para compulsivos está não pagar a conta do cartão. “É uma forma de o paciente ter o nome sujo e não poder obter o crédito”, afirma Tatiana Filomensky.
O poder das instituições financeiras diante dos superendividados tem sido questionado pela Justiça. Em duas sentenças inéditas, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou obanco Itaú por fornecer crédito consignado acima das possibilidades dos endividados crônicos. “Não se trata de fazer apologia à figura do mau pagador ou de instituir o calote público, mas de analisar a responsabilidade financeira pela má concessão de crédito em valor muito superior à capacidade de endividamento do cliente”, afirma o relator, o desembargador Marcos Torres. Segundo especialistas, os idosos são as maiores vítimas nesses casos. “Eles são um filão pelo crédito descontado na folha”, afirma o advogado José Serpa Júnior.
É o caso do ex-auxiliar judiciário É o caso do ex-auxiliar judiciário Davi Prado Bortolato, 66 anos, que se aposentou com R$ 4.650, mas só recebe R$ 800 líquidos. Viciado em em préstimos, não resiste a um dinheiro fácil. “Abria a conta em um banco para cobrir o outro. No final, estava enrolado com seis financeiras”, diz Davi, que alega ter sido seduzido pela promessa do crédito sem juros para a terceira idade. O descontrole financeiro se tornou uma dívida de R$ 40 mil. “A raiz do endividamento está na distorção do que é essencial, necessário e supérfluo e nas reais condições de pagamento”, afirma Ari Ferreira de Abreu, especialista em contabilidade e finanças familiar. “O fútil é importante, traz felicidade”, diz o professor. “Desde que não comprometa o que é essencial.”
Imagem extraída do link em: https://istoe.com.br/8877_CONSUMO+QUANDO+O+DESEJO+DE+COMPRAR+VIRA+DOENCA/
É importante ensinar sobre dinheiro para as crianças, para que elas tenham responsabilidade e saibam lidar com as finanças no futuro
Continua em: Crianças e finanças: 5 maneiras de ensinar seus filhos sobre dinheiro
(Crédito da imagem no link original do autor acima).

Veja o poder de compra do nosso dinheiro:
Em 1994, quando surgiu o Real, com R$ 1,00 você comprava 1 kg de frango; o litro da gasolina custava R$ 0,69 e o carro popular (1000 cc) estava em R$ 7.000,00 (ou 7 mil dólares).
Veja como a inflação “comeu” nosso poder aquisitivo…
Abaixo:
Estou negativado para COVID. Mas uma curiosidade: na Drogasil, o teste custa R$ 40,00. Pelo App da mesma farmácia, R$ 14,69!
Ué?
Não dá para a loja física fazer o mesmo próximo? É muita diferença…
Ao menos, aproximar o valor entre ambas formas de venda.