– Os Empreendedores Sustentáveis

Ecologicamente engajados, uma nova safra de empreendedores surgem. Preocupados com o meio ambiente, eles tem feito a diferença.

Extraído de: http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid382362,0.htm

Uma nova safra de empreendedores sustentáveis

Desconfiança de mercado e falta de investimentos não inibem criatividade de empresários com ideias ‘verdes’

Crédito escasso, alta carga tributária, acesso restrito a mercados e burocracia. Não são poucos os desafios que um empreendedor enfrenta para fazer seu negócio caminhar no Brasil. E quem optou por agregar o atributo “sustentabilidade” ao seu produto ou serviço ainda tem outros percalços para transpor, como a desconfiança inicial dos investidores, os custos elevados de uma produção sem escala, o consumidor pouco sensível à causa.

Ainda assim, uma nova safra de empreendedores tenta frutificar. À medida que o conceito de sustentabilidade começa a ser valorizado pelo mercado, algumas dessas barreiras iniciais vão sendo rompidas.

André Carvalho, pesquisador do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Ces), está há seis anos no comando do New Ventures, um programa que coloca, vis-à-vis, donos de negócios “verdes”, geralmente empresas emergentes (ou start-ups, como se diz no jargão dos negócios) e possíveis investidores, como fundos de investimentos, empresas e “anjos” – pessoas físicas que aportam recursos em pequenos negócios com potencial promissor.

 

Não há estatísticas sobre a taxa de natalidade e mortalidade dos negócios verdes. Mas a experiência de Carvalho à frente do New Ventures indica que sobram boas ideias e falta quem invista nelas. De 2003 até hoje, os pesquisador da FGV fez contato com mais de 500 empreendedores “verdes”.

Destes, 180 chegaram a construir planos de negócios; 49 foram apresentados a investidores e seis efetivamente receberam aportes de recursos.

“Os empreendedores verdes têm pela frente um cenário ainda mais difícil, pois enfrentam desconfiança por terem um produto ou serviço menos convencional”, diz Carvalho.”Em muitos casos, o mercado está longe de assimilar uma ideia que seja muito inovadora”, avalia.

 EMPRESÁRIO DO AÇÚCAR QUE ABOLIU A QUEIMA DA CANA

Colher a cana-de-açúcar crua soava como uma insanidade em meados da década de 1980 no Brasil. Saiu de Sertãozinho, no coração da indústria canavieira paulista, a vontade de mudar alguns preceitos do ‘modus operandi’ da cultura da cana. Tudo começou como um projeto de reflorestamento de matas ciliares. Eliminar as queimadas nos canaviais foi a segunda providência.

Depois, veio o controle biológico de pragas. Fornecedores de equipamentos tiveram de desenvolver máquinas para colher e processar a cana sem ela ser queimada. Vinte anos depois, as mudanças transformaram o Grupo Balbo, dono da marca Native, no maior produtor de açúcar orgânico do mundo. No ano passado, o grupo gerou 56 mil toneladas do produto, o que representa 20% do total de açúcar orgânico produzido no mundo.

“O que nos motivou a investir nesse projeto em 1986 foi o desejo de manifestar o potencial ecológico da cana-de-açúcar. A cana está entre as cinco culturas mais ecológicas que existem, dependendo do manejo que se dá à produção”, afirma o diretor da Native, Leontino Balbo Júnior. Terceira geração da família Balbo – pioneira no agronegócio de cana na região -, ele abraçou a ideia de que era possível fazer mais pelo ambiente do que recompor as matas ciliares.

“Muita gente achava que essas ideias eram uma loucura e que quebrariam a empresa”, conta Fernando Alonso, diretor comercial e braço direito de Balbo Jr. Na época, o mercado inexistia no País. Causou estranheza quando a Global Organics, grande distribuidora de orgânicos dos EUA, bateu na porta dos Balbo. “A empresa tinha se convertido em um produtor de orgânicos sem se dar conta disso.”

O passo seguinte foi certificar a produção orgânica, que abriria as portas do mercado internacional. Hoje, 85% da produção é exportada.

Além de fornecer açúcar para indústrias de alimentos, a empresa desbrava o mercado com a marca Native, conhecida dos consumidores da Coreia do Sul, Espanha, Portugal e França. A entrada, neste ano, na rede de produtos naturais Whole Foods, dos EUA, deve consolidar a marca no mercado internacional.

As novas frentes de batalha são a produção de álcool orgânico, já em andamento, e de plástico biodegradável, do açúcar. “Sustentabilidade é consequência do trabalho. A grande missão é mudar a maneira das pessoas pensarem”, diz Balbo Jr.

– Implicações do Aumento do Biodiesel no Brasil

Muito se tem falado sobre o Biodiesel. Ecologicamente correto, financeiramente caro! A realidade é essa… Hoje, se tem produzido biodiesel de sementes de Girassol, óleo de Dende, Mamona, Soja, e, pasmem, até da Cana!

Mas aqui no Brasil, grande celeiro para a produção desse combustível, o custo é muito elevado. A cada 1% de Biodiesel adicionado ao Diesel Comum, eleva-se por volta de R$ 0,02. Pela lógica, se o Diesel fosse substituído integralmente pelo Biodiesel (impossível, devida a baixa produtividade), o preço desse combustível seria o dobro.

A partir de amanhã, 1º de Julho, o Diesel Comum brasileiro terá 4% de Biodiesel na sua composição.

Extraído de:  http://www.estadao.com.br/noticias/economia,mistura-de-4-de-biodiesel-comeca-a-valer-amanha,395589,0.htm

MISTURA DE 4% DO BIODIESEL COMEÇA A VALER AMANHÃ

Entra em vigor amanhã o aumento de 3% para 4% (B4) da mistura obrigatória do biodiesel ao óleo diesel mineral. O biodiesel a ser utilizado em maior proporção deve ser produzido de oleaginosas como soja, mamona, palma e girassol. De acordo com nota do Ministério da Agricultura divulgada hoje, a modificação gerará demanda adicional de 420 milhões de litros, aumentando o consumo de biodiesel no País para 1,26 bilhão de litros.
A ampliação gradativa do porcentual, também segundo o Ministério da Agricultura, agregará valor às matérias-primas oleaginosas, permitirá o desenvolvimento da indústria nacional de bens e serviços e estimulará a participação da agricultura familiar. Além disso, contribuirá para substituir o diesel importado, que é um produto fóssil e mais poluente, por combustível nacional, limpo e renovável.
A nota do Ministério afirma ainda que o Brasil vai reforçar a participação da agroenergia na matriz energética com o acréscimo de 200 milhões de litros na produção nacional de biodiesel (B100), ainda em 2009. “A decisão leva em consideração a capacidade ociosa industrial, menor consumo de diesel projetado para este ano e oportunidades de melhorias sociais.”

– A Sustentabilidade Ambiental em Pauta nas Organizações

Trago um belo texto da FEA (Faculdade de Economia e Administração)-USP, a respeito da questão “sustentabilidade estar se tornando cada vez mais um dos tópicos de responsabilidade social discutidos pelas organizações:

Extraído de: http://www.usp.br/feamais2/leitura.php?i=199

Ingresso da sustentabilidade social na pauta das empresas redefine cenário dos negócios

Por Claudia Gasparini

A complexidade dos mecanismos sociais e a dificuldade de se lidar com eles frequentemente entra em conflito com a urgência em articulá-los de forma sustentável. Em outras palavras, apesar de imprescindível para a conquista da sustentabilidade, o vértice social oferece também desafios sem paralelos. No entanto, de acordo com Annelise Vendramini Caridade, doutoranda em Administração pela FEA, professora e consultora de empresas, as decisões corporativas estão submetidas a uma certa lógica do sistema econômico que dá sinais de mudança, ainda que de forma lenta. “Podemos fazer uma analogia entre o sistema econômico global e um transatlântico: é possível mudar a direção de ambos, porém mudanças de rota não acontecem subitamente, são processos demorados”, propõe Annelise, que atua em gestão estratégica para a sustentabilidade e finanças sustentáveis, além de se dedicar à pesquisa do mesmo tema no PROGESA (Programa de Gestão Estratégica Socioambiental), núcleo vinculado à FIA (Fundação Instituto de Administração).

Não obstante a dificuldade de se reprogramar o sistema, especialmente para se incorporarem adequadamente os custos sociais e ambientais das atividades produtivas, os caminhos da sustentabilidade têm sido perseguidos pelas organizações. Annelise destaca o espaço crescente dos Relatórios de Sustentabilidade e a sua padronização pela GRI (Global Reporting Iniciative). Ela vê um sinal muito positivo no fato de que, no Brasil, tem crescido muito o número de empresas que publicam relatórios anuais de acordo com os padrões da GRI. “Embora ainda haja um caminho a percorrer na busca pelo aperfeiçoamento desses relatórios, essa prática é muito interessante porque revela que as empresas estão aplicando o conhecimento adquirido na publicação dos tradicionais relatórios financeiros, os chamados Relatórios Anuais, para a comunicação de suas práticas socioambientais”, afirma.

Annelise acredita que a questão social entra cada vez mais na pauta das empresas, mas muitas vezes como filantropia, algo que não está ligado necessariamente à estratégia da empresa. “No entanto, compreender que toda atuação empresarial tem um impacto relevante nas comunidades e gerir isso de uma forma responsável são posturas importantes para os negócios, ou seja, existe uma relevância estratégica na ação social, mesmo a de caráter assistencialista, que não pode ser ignorada”, comenta.

De acordo com a doutoranda da FEA, as empresas existem porque a sociedade lhes assegura a licença para operar. Porém, de forma mais acentuada desde a década de 1970, as sociedades estão mais críticas em relação à forma de atuação das corporações. “Quando a empresa apresenta uma postura responsável e faz uma boa gestão de stakeholders, ela está zelando para que essa licença concedida pela sociedade permaneça válida no longo prazo”, diz Annelise. Dessa forma, se uma organização não se preocupa, por exemplo, com o bem-estar de uma comunidade que habita o entorno de suas instalações, essa relação conturbada pode em algum momento explodir e gerar vozes contrárias à existência da organização. Por outro lado, relações harmônicas criam um ambiente estável tanto para a organização como para a sociedade. “Reações negativas, que construam uma imagem desfavorável da empresa, tem a longo prazo um impacto forte sobre as operações e sobre o lucro”, explica.

Adaptação

Annelise acredita que várias corporações estão se estruturando para atender a essa nova pressão da sociedade, sobretudo as de grande porte, criando departamentos de Sustentabilidade e investindo em novos projetos na área. “Trata-se de uma forma de tentar transportar esse tipo de preocupação para o âmbito da competitividade”, diz a doutoranda. As empresas menores, com menos recursos de estrutura, têm investido, em filantropia, no intuito de ao menos não ficarem alheias a essa cobrança.

Ela também chama atenção para a existência de muitas empresas cuja preocupação social não transcende o âmbito do discurso. Trata-se de uma demanda recente e difícil de ser atendida, na opinião de Annelise. Assim, as organizações sentem a pressão da sociedade mas nem todas sabem como transformar essas requisições em prática. “Muitas ainda não sabem como fazer isso de forma estratégica e não conseguem alinhar o discurso com a prática”, comenta. O risco de ser pego numa inconsistência ou incoerência ética é muito grande, o que confirma a importância de uma gestão de comunicação transparente.

Os esforços em direção à sustentabilidade ainda estão distantes do ideal. “Ainda há muita divergência sobre o que é o ideal ou como alcançá-lo, e por esse motivo este é um momento de aprendizado para todos”, diz Annelise.

É o mesmo que afirma Monica Bose, coordenadora de projetos e pesquisadora do CEATS (Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor), ligado à FIA. Ela ilustra sua opinião esclarecendo uma frequente confusão conceitual. “Uma visão muito mal lapidada no meio empresarial é a de que o discurso sobre sustentabilidade seria uma evolução natural das discussões anteriores sobre responsabilidade social”, diz. Ela explica que, baseadas nessa suposição, várias organizações mudam o nome sua antiga área de Responsabilidade Social para Sustentabilidade. O equívoco está em achar que ambos os termos correspondem ao mesmo conceito. Segundo Monica, doutoranda e mestre em Administração pela FEA, o conceito de sustentabilidade, do ponto de vista organizacional, diz respeito ao impacto em larga escala do negócio sobre a sociedade e sobre o planeta. Já a responsabilidade social trata do espectro mais próximo da empresa, isto é, o respeito que a organização deve aos públicos que estão em seu entorno.

A adaptação das corporações às demandas de sustentabilidade também enfrenta outro desafio: a balança entre o lucro e a justiça social. “Acho que muitos CEOs estão com essa preocupação na cabeça hoje em dia. É uma questão muito difícil”, diz Monica. A pesquisadora do CEATS defende que a busca cega pelo lucro na forma como existe hoje é insustentável, por implicar a degeneração do meio ambiente e a manutenção de desigualdades. “Tais externalidades são conhecidas e essa busca precisa ser repensada”, afirma. Ela diz que já existem iniciativas de um capitalismo mais “social”, em que algumas empresas abrem mão de parte do seu lucro em prol de uma cadeia de geração de valor mais sustentável. Há muitos casos de organizações assim no Brasil e no exterior. “O problema é que isso teria de ser aplicado em escala planetária e como concretizar essa transformação é um desafio”, assinala Monica.

Definição de papéis

Para Annelise, é válida, para o caso brasileiro, a afirmação de que, algumas vezes, as empresas estão preenchendo uma lacuna deixada pelo Estado quando investem em projetos sociais. “Às vezes o governo não é tão ágil para resolver problemas nos quais as organizações têm a capacidade de interferir”, explica.

Monica, por sua vez, acredita que é o terceiro setor que assume algumas atividades que teoricamente deveriam ser prestadas pelo Estado, cumprindo funções de assistência social e atendendo a demandas da população mais carente que não tem acesso a serviços públicos de qualidade. “Não se comprovou até hoje que o Estado seja um ator suficiente para promover o desenvolvimento social e ambiental sustentável”, diz.

A resposta, para a pesquisadora do CEATS, está nas parcerias intersetoriais. Enquanto o Estado zela por políticas públicas de maior qualidade e eficiência, o terceiro setor traz sensibilidade para o quesito social e ambiental, muitas vezes acirrando discussões sobre esses temas. Já as empresas cumprem seu papel seja pelo apoio ao desenvolvimento de tecnologias de inovação, ou mesmo oferecendo sustentação financeira. “Por meio dessa complementação de competências, é possível produzir frutos interessantes e inovadores no que diz respeito à sustentabilidade”, completa Monica.

– Carrefour, Pão de Açúcar e Wal Mart se Unem Contra Frigoríficos que Desmatam!

Numa inédita ação neste país, as 3 principais redes de supermercados, que acirradamente disputam o mercado, se uniram contra os frigoríficos acusados de desmatamento da Amazônia – e que inclui o Grupo Bertin!

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u580142.shtml

Varejo suspende compra de carne de áreas desmatadas na Amazônia

Pão de Açúcar, Carrefour e Wal-Mart suspenderam a compra de carnes de 11 frigoríficos apontados pelo MPF (Ministério Público Federal) do Pará como comercializadores de gado criado em área de devastação da Amazônia. Segundo reportagem de Cristiane Barbieri na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal), entre os suspeitos estão alguns dos maiores frigoríficos do país, como Bertin e Minerva.

Os supermercados resolveram tomar a atitude em conjunto, após a denúncia do Ministério Público Federal e da ONG Greenpeace. Segundo as redes varejistas, a iniciativa inclui a notificação dos frigoríficos, a suspensão de compras das fazendas denunciadas e exigências de guias de trânsito animal anexadas às notas fiscais dos frigoríficos.

Estão ainda na lista das notificações do MPF processadores de alimentos, como Sadia e Perdigão, e fabricantes de calçados, como a Vulcabras.

No início do mês, a Promotoria ajuizou 21 ações civis públicas pedindo indenização de R$ 2,1 bilhões de pecuaristas e frigoríficos que comercializaram animais criados em fazendas desmatadas ilegalmente. Após isso, foram enviadas notificações a 69 empresas que compram insumos dessas áreas da região amazônica.

– A Função Social da… Motosserra???

Às vezes, pessoas públicas devem ficar caladas, se o argumento não for convincente. Leia a idiotice que o Deputado Federal do DEM-RR, Luciano Pizzatto, a respeito do desmatamento – basicamente, para ele, é importante desmatar para dar oportunidade de plantar (?).

“O que os defensores do meio ambiente devem entender é que o universo é violento e destrutivo. Ao derrubar uma árvore, estamos na verdade dando o direito de outra árvora nascer”.

Acredite, ele é deputado e disse isso mesmo!!!

– O Lixo do Rio Jundiaí

Neste domingo, alunos de uma escola de mergulho realizaram em Jundiaí uma coleta de lixo em um pequeno trecho do Rio Jundiaí, em lembrança do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado na semana passada. E para um infeliz mas esperado desfecho, foram retirados 2 barcos de sujeira! Lixo antigo acumulado no leito do rio, má educação das pessoas ou descaso social?
Um rio morto, um povo mal educado e a não conscientização da sociedade. É assim que cuidamos do meio ambiente…

– Dia Mundial do Meio Ambiente

Cada vez mais as organizações estão se preocupando com a preservação do meio ambiente e práticas responsáveis nas suas empresas. Para muitos, o Ministério do Meio Ambiente deveria, por exemplo, ser mais importante que o Ministério da Fazenda.

Compartilho com os amigos ótimo artigo do “O Estado de São Paulo” a respeito desta data, trazendo opiniões de pessoas de áreas diversas da sociedade brasileira a respeito dessa temática. Afinal, nesse dia 31 se celebra o “Dia do Meio Ambiente”.

Extraído de: http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid382385,0.htm

Múltiplas visões sobre o meio ambiente no Brasil

Personalidades com conhecimento na área dizem o que melhorou e o que piorou no último ano no País

Cinco personalidades com visões diferentes sobre o ambiente no Brasil falam dos avanços e retrocessos na área. Na lista estão o embaixador e ex-ministro do Meio Ambiente e Amazônia e da Fazenda Rubens Ricupero; o físico, professor, ex-ministro da Educação e ex-secretário de Ciência e Tecnologia de São Paulo José Goldemberg; o bispo da CNBB dom Pedro Luiz Stringhini; o empresário do ramo de mineração e energia Eike Batista; e a atriz Christiane Torloni.

Com exceção de Goldemberg e Eike Batista, todos se mostraram preocupados com projetos que tramitam no Congresso e tentam retirar da União, transferindo para Estados e municípios, a prerrogativa de fixar, por exemplo, o tamanho das áreas de proteção permanente às margens dos rios e córregos. “Sei pela minha experiência que Estados e municípios são os que menos zelam pelo ambiente”, diz Ricupero. “Basta ver como madeireiros financiam as eleições no Pará.”

 Para a atriz Christiane Torloni, é preciso uma mobilização da sociedade para conhecer os políticos que querem alterar o código florestal para que eles não sejam eleitos. “Podemos fazer isso democraticamente”.

O QUE AVANÇOU E O QUE RETROCEDEU?

Rubens Ricupero – ex-ministro e embaixador

“A maioria das coisas ficou na mesma. Eu uso como referência o tempo em que fui ministro do Meio Ambiente e Amazônia, entre 1993 e 1994. Nesse tempo, questões como o desmatamento da Amazônia e zoneamento ecológico não registram avanços. Os únicos avanços que tivemos no período foram tecnológicos, mas, infelizmente, não seguidos da mesma eficiência na repressão. Pode haver um retrocesso se esse projeto da bancada ruralista passar, em que Estados e municípios podem definir o porcentual de floresta a ser preservado, o que é muito preocupante”

 José Goldemberg – professor da USP

“A redução do desmatamento na Amazônia e a sinalização do Ministério do Meio Ambiente pelo estabelecimento de metas, além de um projeto do Executivo de São Paulo propondo limites para emissões de gases de efeito estufa, finalizaram um cenário de avanço. No entanto, a matriz energética nacional tomou a direção errada com usinas térmicas a gás e carvão e o licenciamento ambiental da usina nuclear Angra 3, baseado em compensações locais e na promessa de um depósito definitivo para os rejeitos radiativos. A má qualidade do óleo diesel nacional e os planos para autorização da expansão da cana no Pantanal também são pontos negativos”

 Dom Pedro Luiz Stringhini – bispo da CNBB

“A sociedade brasileira tem avançado na reflexão e na tomada de consciência. No Brasil, os governos não têm priorizado a defesa do ambiente. Santa Catarina, em seguida às lamentáveis catástrofes, propõe modificação na legislação para que se avance na derrubada das matas ciliares. As obras do PAC e o entusiasmo com o pré-sal vão na contramão das soluções alternativas para o uso de energia. É necessário apostar na educação ambiental, valorizar um novo padrão de consumo, apoio efetivo à agricultura familiar e ao microcrédito, transporte coletivo de qualidade, desmatamento zero, moralização do Ibama e órgãos de controle”

Eike Batista – empresário

“O Brasil tem avançado muito na legislação ambiental, com uma visão ampla do que se precisa fazer, seguindo os melhores padrões internacionais. Para decolar, um projeto passa por rigorosa análise ambiental, em que tudo é checado. Não avalio que tenha havido retrocesso na área de ambiente, pelo contrário. O nível de exigência vem aumentando. É preciso entender e produzir estudos de impacto ambiental e estar preparado para fazer novos estudos, aperfeiçoados. Pode custar mais caro, levar mais algum tempo, mas o órgão público tem de ter o embasamento necessário para conceder licenças e é preciso fazer as coisas certas”

Christiane Torloni – atriz

“A discussão no Brasil avançou muito. Falar de floresta amazônica era papo de ecochato e, no dia 13, foi possível realizar uma vigília de oito horas no Senado para ouvir cientistas e políticos sobre o tema. Outro dia, um deputado disse que se lixava para opinião pública e nossa vigília mostrou que a opinião pública tem seu lugar. O grande retrocesso é o Código Florestal estar sob ameaça, como em Santa Catarina, que atropelou a Constituição e interferiu em uma questão federal. Nós precisamos anotar o nome dos políticos que querem boi e soja no lugar de mata para que eles não voltem”

– Dia Mundial do Meio Ambiente

Cada vez mais as organizações estão se preocupando com a preservação do meio ambiente e práticas responsáveis nas suas empresas. Para muitos, o Ministério do Meio Ambiente deveria, por exemplo, ser mais importante que o Ministério da Fazenda.

Compartilho com os amigos ótimo artigo do “O Estado de São Paulo” a respeito desta data, trazendo opiniões de pessoas de áreas diversas da sociedade brasileira a respeito dessa temática. Afinal, nesse dia 31 se celebra o “Dia do Meio Ambiente”.

Extraído de: http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid382385,0.htm

Múltiplas visões sobre o meio ambiente no Brasil

Personalidades com conhecimento na área dizem o que melhorou e o que piorou no último ano no País

Cinco personalidades com visões diferentes sobre o ambiente no Brasil falam dos avanços e retrocessos na área. Na lista estão o embaixador e ex-ministro do Meio Ambiente e Amazônia e da Fazenda Rubens Ricupero; o físico, professor, ex-ministro da Educação e ex-secretário de Ciência e Tecnologia de São Paulo José Goldemberg; o bispo da CNBB dom Pedro Luiz Stringhini; o empresário do ramo de mineração e energia Eike Batista; e a atriz Christiane Torloni.

Com exceção de Goldemberg e Eike Batista, todos se mostraram preocupados com projetos que tramitam no Congresso e tentam retirar da União, transferindo para Estados e municípios, a prerrogativa de fixar, por exemplo, o tamanho das áreas de proteção permanente às margens dos rios e córregos. “Sei pela minha experiência que Estados e municípios são os que menos zelam pelo ambiente”, diz Ricupero. “Basta ver como madeireiros financiam as eleições no Pará.”

 Para a atriz Christiane Torloni, é preciso uma mobilização da sociedade para conhecer os políticos que querem alterar o código florestal para que eles não sejam eleitos. “Podemos fazer isso democraticamente”.

O QUE AVANÇOU E O QUE RETROCEDEU?

Rubens Ricupero – ex-ministro e embaixador

“A maioria das coisas ficou na mesma. Eu uso como referência o tempo em que fui ministro do Meio Ambiente e Amazônia, entre 1993 e 1994. Nesse tempo, questões como o desmatamento da Amazônia e zoneamento ecológico não registram avanços. Os únicos avanços que tivemos no período foram tecnológicos, mas, infelizmente, não seguidos da mesma eficiência na repressão. Pode haver um retrocesso se esse projeto da bancada ruralista passar, em que Estados e municípios podem definir o porcentual de floresta a ser preservado, o que é muito preocupante”

 José Goldemberg – professor da USP

“A redução do desmatamento na Amazônia e a sinalização do Ministério do Meio Ambiente pelo estabelecimento de metas, além de um projeto do Executivo de São Paulo propondo limites para emissões de gases de efeito estufa, finalizaram um cenário de avanço. No entanto, a matriz energética nacional tomou a direção errada com usinas térmicas a gás e carvão e o licenciamento ambiental da usina nuclear Angra 3, baseado em compensações locais e na promessa de um depósito definitivo para os rejeitos radiativos. A má qualidade do óleo diesel nacional e os planos para autorização da expansão da cana no Pantanal também são pontos negativos”

 Dom Pedro Luiz Stringhini – bispo da CNBB

“A sociedade brasileira tem avançado na reflexão e na tomada de consciência. No Brasil, os governos não têm priorizado a defesa do ambiente. Santa Catarina, em seguida às lamentáveis catástrofes, propõe modificação na legislação para que se avance na derrubada das matas ciliares. As obras do PAC e o entusiasmo com o pré-sal vão na contramão das soluções alternativas para o uso de energia. É necessário apostar na educação ambiental, valorizar um novo padrão de consumo, apoio efetivo à agricultura familiar e ao microcrédito, transporte coletivo de qualidade, desmatamento zero, moralização do Ibama e órgãos de controle”

Eike Batista – empresário

“O Brasil tem avançado muito na legislação ambiental, com uma visão ampla do que se precisa fazer, seguindo os melhores padrões internacionais. Para decolar, um projeto passa por rigorosa análise ambiental, em que tudo é checado. Não avalio que tenha havido retrocesso na área de ambiente, pelo contrário. O nível de exigência vem aumentando. É preciso entender e produzir estudos de impacto ambiental e estar preparado para fazer novos estudos, aperfeiçoados. Pode custar mais caro, levar mais algum tempo, mas o órgão público tem de ter o embasamento necessário para conceder licenças e é preciso fazer as coisas certas”

Christiane Torloni – atriz

“A discussão no Brasil avançou muito. Falar de floresta amazônica era papo de ecochato e, no dia 13, foi possível realizar uma vigília de oito horas no Senado para ouvir cientistas e políticos sobre o tema. Outro dia, um deputado disse que se lixava para opinião pública e nossa vigília mostrou que a opinião pública tem seu lugar. O grande retrocesso é o Código Florestal estar sob ameaça, como em Santa Catarina, que atropelou a Constituição e interferiu em uma questão federal. Nós precisamos anotar o nome dos políticos que querem boi e soja no lugar de mata para que eles não voltem”

– Dia Mundial do Meio Ambiente

Cada vez mais as organizações estão se preocupando com a preservação do meio ambiente e práticas responsáveis nas suas empresas. Para muitos, o Ministério do Meio Ambiente deveria, por exemplo, ser mais importante que o Ministério da Fazenda.

Compartilho com os amigos ótimo artigo do “O Estado de São Paulo” a respeito desta data, trazendo opiniões de pessoas de áreas diversas da sociedade brasileira a respeito dessa temática. Afinal, nesse dia 31 se celebra o “Dia do Meio Ambiente”.

Extraído de: http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid382385,0.htm

Múltiplas visões sobre o meio ambiente no Brasil

Personalidades com conhecimento na área dizem o que melhorou e o que piorou no último ano no País

Cinco personalidades com visões diferentes sobre o ambiente no Brasil falam dos avanços e retrocessos na área. Na lista estão o embaixador e ex-ministro do Meio Ambiente e Amazônia e da Fazenda Rubens Ricupero; o físico, professor, ex-ministro da Educação e ex-secretário de Ciência e Tecnologia de São Paulo José Goldemberg; o bispo da CNBB dom Pedro Luiz Stringhini; o empresário do ramo de mineração e energia Eike Batista; e a atriz Christiane Torloni.

Com exceção de Goldemberg e Eike Batista, todos se mostraram preocupados com projetos que tramitam no Congresso e tentam retirar da União, transferindo para Estados e municípios, a prerrogativa de fixar, por exemplo, o tamanho das áreas de proteção permanente às margens dos rios e córregos. “Sei pela minha experiência que Estados e municípios são os que menos zelam pelo ambiente”, diz Ricupero. “Basta ver como madeireiros financiam as eleições no Pará.”

 Para a atriz Christiane Torloni, é preciso uma mobilização da sociedade para conhecer os políticos que querem alterar o código florestal para que eles não sejam eleitos. “Podemos fazer isso democraticamente”.

O QUE AVANÇOU E O QUE RETROCEDEU?

Rubens Ricupero – ex-ministro e embaixador

“A maioria das coisas ficou na mesma. Eu uso como referência o tempo em que fui ministro do Meio Ambiente e Amazônia, entre 1993 e 1994. Nesse tempo, questões como o desmatamento da Amazônia e zoneamento ecológico não registram avanços. Os únicos avanços que tivemos no período foram tecnológicos, mas, infelizmente, não seguidos da mesma eficiência na repressão. Pode haver um retrocesso se esse projeto da bancada ruralista passar, em que Estados e municípios podem definir o porcentual de floresta a ser preservado, o que é muito preocupante”

 José Goldemberg – professor da USP

“A redução do desmatamento na Amazônia e a sinalização do Ministério do Meio Ambiente pelo estabelecimento de metas, além de um projeto do Executivo de São Paulo propondo limites para emissões de gases de efeito estufa, finalizaram um cenário de avanço. No entanto, a matriz energética nacional tomou a direção errada com usinas térmicas a gás e carvão e o licenciamento ambiental da usina nuclear Angra 3, baseado em compensações locais e na promessa de um depósito definitivo para os rejeitos radiativos. A má qualidade do óleo diesel nacional e os planos para autorização da expansão da cana no Pantanal também são pontos negativos”

 Dom Pedro Luiz Stringhini – bispo da CNBB

“A sociedade brasileira tem avançado na reflexão e na tomada de consciência. No Brasil, os governos não têm priorizado a defesa do ambiente. Santa Catarina, em seguida às lamentáveis catástrofes, propõe modificação na legislação para que se avance na derrubada das matas ciliares. As obras do PAC e o entusiasmo com o pré-sal vão na contramão das soluções alternativas para o uso de energia. É necessário apostar na educação ambiental, valorizar um novo padrão de consumo, apoio efetivo à agricultura familiar e ao microcrédito, transporte coletivo de qualidade, desmatamento zero, moralização do Ibama e órgãos de controle”

Eike Batista – empresário

“O Brasil tem avançado muito na legislação ambiental, com uma visão ampla do que se precisa fazer, seguindo os melhores padrões internacionais. Para decolar, um projeto passa por rigorosa análise ambiental, em que tudo é checado. Não avalio que tenha havido retrocesso na área de ambiente, pelo contrário. O nível de exigência vem aumentando. É preciso entender e produzir estudos de impacto ambiental e estar preparado para fazer novos estudos, aperfeiçoados. Pode custar mais caro, levar mais algum tempo, mas o órgão público tem de ter o embasamento necessário para conceder licenças e é preciso fazer as coisas certas”

Christiane Torloni – atriz

“A discussão no Brasil avançou muito. Falar de floresta amazônica era papo de ecochato e, no dia 13, foi possível realizar uma vigília de oito horas no Senado para ouvir cientistas e políticos sobre o tema. Outro dia, um deputado disse que se lixava para opinião pública e nossa vigília mostrou que a opinião pública tem seu lugar. O grande retrocesso é o Código Florestal estar sob ameaça, como em Santa Catarina, que atropelou a Constituição e interferiu em uma questão federal. Nós precisamos anotar o nome dos políticos que querem boi e soja no lugar de mata para que eles não voltem”

– Dia Mundial do Meio Ambiente

Cada vez mais as organizações estão se preocupando com a preservação do meio ambiente e práticas responsáveis nas suas empresas. Para muitos, o Ministério do Meio Ambiente deveria, por exemplo, ser mais importante que o Ministério da Fazenda.

Compartilho com os amigos ótimo artigo do “O Estado de São Paulo” a respeito desta data, trazendo opiniões de pessoas de áreas diversas da sociedade brasileira a respeito dessa temática. Afinal, nesse dia 31 se celebra o “Dia do Meio Ambiente”.

Extraído de: http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid382385,0.htm

Múltiplas visões sobre o meio ambiente no Brasil

Personalidades com conhecimento na área dizem o que melhorou e o que piorou no último ano no País

Cinco personalidades com visões diferentes sobre o ambiente no Brasil falam dos avanços e retrocessos na área. Na lista estão o embaixador e ex-ministro do Meio Ambiente e Amazônia e da Fazenda Rubens Ricupero; o físico, professor, ex-ministro da Educação e ex-secretário de Ciência e Tecnologia de São Paulo José Goldemberg; o bispo da CNBB dom Pedro Luiz Stringhini; o empresário do ramo de mineração e energia Eike Batista; e a atriz Christiane Torloni.

Com exceção de Goldemberg e Eike Batista, todos se mostraram preocupados com projetos que tramitam no Congresso e tentam retirar da União, transferindo para Estados e municípios, a prerrogativa de fixar, por exemplo, o tamanho das áreas de proteção permanente às margens dos rios e córregos. “Sei pela minha experiência que Estados e municípios são os que menos zelam pelo ambiente”, diz Ricupero. “Basta ver como madeireiros financiam as eleições no Pará.”

 Para a atriz Christiane Torloni, é preciso uma mobilização da sociedade para conhecer os políticos que querem alterar o código florestal para que eles não sejam eleitos. “Podemos fazer isso democraticamente”.

O QUE AVANÇOU E O QUE RETROCEDEU?

Rubens Ricupero – ex-ministro e embaixador

“A maioria das coisas ficou na mesma. Eu uso como referência o tempo em que fui ministro do Meio Ambiente e Amazônia, entre 1993 e 1994. Nesse tempo, questões como o desmatamento da Amazônia e zoneamento ecológico não registram avanços. Os únicos avanços que tivemos no período foram tecnológicos, mas, infelizmente, não seguidos da mesma eficiência na repressão. Pode haver um retrocesso se esse projeto da bancada ruralista passar, em que Estados e municípios podem definir o porcentual de floresta a ser preservado, o que é muito preocupante”

 José Goldemberg – professor da USP

“A redução do desmatamento na Amazônia e a sinalização do Ministério do Meio Ambiente pelo estabelecimento de metas, além de um projeto do Executivo de São Paulo propondo limites para emissões de gases de efeito estufa, finalizaram um cenário de avanço. No entanto, a matriz energética nacional tomou a direção errada com usinas térmicas a gás e carvão e o licenciamento ambiental da usina nuclear Angra 3, baseado em compensações locais e na promessa de um depósito definitivo para os rejeitos radiativos. A má qualidade do óleo diesel nacional e os planos para autorização da expansão da cana no Pantanal também são pontos negativos”

 Dom Pedro Luiz Stringhini – bispo da CNBB

“A sociedade brasileira tem avançado na reflexão e na tomada de consciência. No Brasil, os governos não têm priorizado a defesa do ambiente. Santa Catarina, em seguida às lamentáveis catástrofes, propõe modificação na legislação para que se avance na derrubada das matas ciliares. As obras do PAC e o entusiasmo com o pré-sal vão na contramão das soluções alternativas para o uso de energia. É necessário apostar na educação ambiental, valorizar um novo padrão de consumo, apoio efetivo à agricultura familiar e ao microcrédito, transporte coletivo de qualidade, desmatamento zero, moralização do Ibama e órgãos de controle”

Eike Batista – empresário

“O Brasil tem avançado muito na legislação ambiental, com uma visão ampla do que se precisa fazer, seguindo os melhores padrões internacionais. Para decolar, um projeto passa por rigorosa análise ambiental, em que tudo é checado. Não avalio que tenha havido retrocesso na área de ambiente, pelo contrário. O nível de exigência vem aumentando. É preciso entender e produzir estudos de impacto ambiental e estar preparado para fazer novos estudos, aperfeiçoados. Pode custar mais caro, levar mais algum tempo, mas o órgão público tem de ter o embasamento necessário para conceder licenças e é preciso fazer as coisas certas”

Christiane Torloni – atriz

“A discussão no Brasil avançou muito. Falar de floresta amazônica era papo de ecochato e, no dia 13, foi possível realizar uma vigília de oito horas no Senado para ouvir cientistas e políticos sobre o tema. Outro dia, um deputado disse que se lixava para opinião pública e nossa vigília mostrou que a opinião pública tem seu lugar. O grande retrocesso é o Código Florestal estar sob ameaça, como em Santa Catarina, que atropelou a Constituição e interferiu em uma questão federal. Nós precisamos anotar o nome dos políticos que querem boi e soja no lugar de mata para que eles não voltem”

– Dia Mundial do Meio Ambiente

Cada vez mais as organizações estão se preocupando com a preservação do meio ambiente e práticas responsáveis nas suas empresas. Para muitos, o Ministério do Meio Ambiente deveria, por exemplo, ser mais importante que o Ministério da Fazenda.

Compartilho com os amigos ótimo artigo do “O Estado de São Paulo” a respeito desta data, trazendo opiniões de pessoas de áreas diversas da sociedade brasileira a respeito dessa temática. Afinal, nesse dia 31 se celebra o “Dia do Meio Ambiente”.

Extraído de: http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid382385,0.htm

Múltiplas visões sobre o meio ambiente no Brasil

Personalidades com conhecimento na área dizem o que melhorou e o que piorou no último ano no País

Cinco personalidades com visões diferentes sobre o ambiente no Brasil falam dos avanços e retrocessos na área. Na lista estão o embaixador e ex-ministro do Meio Ambiente e Amazônia e da Fazenda Rubens Ricupero; o físico, professor, ex-ministro da Educação e ex-secretário de Ciência e Tecnologia de São Paulo José Goldemberg; o bispo da CNBB dom Pedro Luiz Stringhini; o empresário do ramo de mineração e energia Eike Batista; e a atriz Christiane Torloni.

Com exceção de Goldemberg e Eike Batista, todos se mostraram preocupados com projetos que tramitam no Congresso e tentam retirar da União, transferindo para Estados e municípios, a prerrogativa de fixar, por exemplo, o tamanho das áreas de proteção permanente às margens dos rios e córregos. “Sei pela minha experiência que Estados e municípios são os que menos zelam pelo ambiente”, diz Ricupero. “Basta ver como madeireiros financiam as eleições no Pará.”

 Para a atriz Christiane Torloni, é preciso uma mobilização da sociedade para conhecer os políticos que querem alterar o código florestal para que eles não sejam eleitos. “Podemos fazer isso democraticamente”.

O QUE AVANÇOU E O QUE RETROCEDEU?

Rubens Ricupero – ex-ministro e embaixador

“A maioria das coisas ficou na mesma. Eu uso como referência o tempo em que fui ministro do Meio Ambiente e Amazônia, entre 1993 e 1994. Nesse tempo, questões como o desmatamento da Amazônia e zoneamento ecológico não registram avanços. Os únicos avanços que tivemos no período foram tecnológicos, mas, infelizmente, não seguidos da mesma eficiência na repressão. Pode haver um retrocesso se esse projeto da bancada ruralista passar, em que Estados e municípios podem definir o porcentual de floresta a ser preservado, o que é muito preocupante”

 José Goldemberg – professor da USP

“A redução do desmatamento na Amazônia e a sinalização do Ministério do Meio Ambiente pelo estabelecimento de metas, além de um projeto do Executivo de São Paulo propondo limites para emissões de gases de efeito estufa, finalizaram um cenário de avanço. No entanto, a matriz energética nacional tomou a direção errada com usinas térmicas a gás e carvão e o licenciamento ambiental da usina nuclear Angra 3, baseado em compensações locais e na promessa de um depósito definitivo para os rejeitos radiativos. A má qualidade do óleo diesel nacional e os planos para autorização da expansão da cana no Pantanal também são pontos negativos”

 Dom Pedro Luiz Stringhini – bispo da CNBB

“A sociedade brasileira tem avançado na reflexão e na tomada de consciência. No Brasil, os governos não têm priorizado a defesa do ambiente. Santa Catarina, em seguida às lamentáveis catástrofes, propõe modificação na legislação para que se avance na derrubada das matas ciliares. As obras do PAC e o entusiasmo com o pré-sal vão na contramão das soluções alternativas para o uso de energia. É necessário apostar na educação ambiental, valorizar um novo padrão de consumo, apoio efetivo à agricultura familiar e ao microcrédito, transporte coletivo de qualidade, desmatamento zero, moralização do Ibama e órgãos de controle”

Eike Batista – empresário

“O Brasil tem avançado muito na legislação ambiental, com uma visão ampla do que se precisa fazer, seguindo os melhores padrões internacionais. Para decolar, um projeto passa por rigorosa análise ambiental, em que tudo é checado. Não avalio que tenha havido retrocesso na área de ambiente, pelo contrário. O nível de exigência vem aumentando. É preciso entender e produzir estudos de impacto ambiental e estar preparado para fazer novos estudos, aperfeiçoados. Pode custar mais caro, levar mais algum tempo, mas o órgão público tem de ter o embasamento necessário para conceder licenças e é preciso fazer as coisas certas”

Christiane Torloni – atriz

“A discussão no Brasil avançou muito. Falar de floresta amazônica era papo de ecochato e, no dia 13, foi possível realizar uma vigília de oito horas no Senado para ouvir cientistas e políticos sobre o tema. Outro dia, um deputado disse que se lixava para opinião pública e nossa vigília mostrou que a opinião pública tem seu lugar. O grande retrocesso é o Código Florestal estar sob ameaça, como em Santa Catarina, que atropelou a Constituição e interferiu em uma questão federal. Nós precisamos anotar o nome dos políticos que querem boi e soja no lugar de mata para que eles não voltem”

– Dia Mundial do Meio Ambiente

Cada vez mais as organizações estão se preocupando com a preservação do meio ambiente e práticas responsáveis nas suas empresas. Para muitos, o Ministério do Meio Ambiente deveria, por exemplo, ser mais importante que o Ministério da Fazenda.

Compartilho com os amigos ótimo artigo do “O Estado de São Paulo” a respeito desta data, trazendo opiniões de pessoas de áreas diversas da sociedade brasileira a respeito dessa temática. Afinal, nesse dia 31 se celebra o “Dia do Meio Ambiente”.

Extraído de: http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid382385,0.htm

Múltiplas visões sobre o meio ambiente no Brasil

Personalidades com conhecimento na área dizem o que melhorou e o que piorou no último ano no País

Cinco personalidades com visões diferentes sobre o ambiente no Brasil falam dos avanços e retrocessos na área. Na lista estão o embaixador e ex-ministro do Meio Ambiente e Amazônia e da Fazenda Rubens Ricupero; o físico, professor, ex-ministro da Educação e ex-secretário de Ciência e Tecnologia de São Paulo José Goldemberg; o bispo da CNBB dom Pedro Luiz Stringhini; o empresário do ramo de mineração e energia Eike Batista; e a atriz Christiane Torloni.

Com exceção de Goldemberg e Eike Batista, todos se mostraram preocupados com projetos que tramitam no Congresso e tentam retirar da União, transferindo para Estados e municípios, a prerrogativa de fixar, por exemplo, o tamanho das áreas de proteção permanente às margens dos rios e córregos. “Sei pela minha experiência que Estados e municípios são os que menos zelam pelo ambiente”, diz Ricupero. “Basta ver como madeireiros financiam as eleições no Pará.”

 Para a atriz Christiane Torloni, é preciso uma mobilização da sociedade para conhecer os políticos que querem alterar o código florestal para que eles não sejam eleitos. “Podemos fazer isso democraticamente”.

O QUE AVANÇOU E O QUE RETROCEDEU?

Rubens Ricupero – ex-ministro e embaixador

“A maioria das coisas ficou na mesma. Eu uso como referência o tempo em que fui ministro do Meio Ambiente e Amazônia, entre 1993 e 1994. Nesse tempo, questões como o desmatamento da Amazônia e zoneamento ecológico não registram avanços. Os únicos avanços que tivemos no período foram tecnológicos, mas, infelizmente, não seguidos da mesma eficiência na repressão. Pode haver um retrocesso se esse projeto da bancada ruralista passar, em que Estados e municípios podem definir o porcentual de floresta a ser preservado, o que é muito preocupante”

 José Goldemberg – professor da USP

“A redução do desmatamento na Amazônia e a sinalização do Ministério do Meio Ambiente pelo estabelecimento de metas, além de um projeto do Executivo de São Paulo propondo limites para emissões de gases de efeito estufa, finalizaram um cenário de avanço. No entanto, a matriz energética nacional tomou a direção errada com usinas térmicas a gás e carvão e o licenciamento ambiental da usina nuclear Angra 3, baseado em compensações locais e na promessa de um depósito definitivo para os rejeitos radiativos. A má qualidade do óleo diesel nacional e os planos para autorização da expansão da cana no Pantanal também são pontos negativos”

 Dom Pedro Luiz Stringhini – bispo da CNBB

“A sociedade brasileira tem avançado na reflexão e na tomada de consciência. No Brasil, os governos não têm priorizado a defesa do ambiente. Santa Catarina, em seguida às lamentáveis catástrofes, propõe modificação na legislação para que se avance na derrubada das matas ciliares. As obras do PAC e o entusiasmo com o pré-sal vão na contramão das soluções alternativas para o uso de energia. É necessário apostar na educação ambiental, valorizar um novo padrão de consumo, apoio efetivo à agricultura familiar e ao microcrédito, transporte coletivo de qualidade, desmatamento zero, moralização do Ibama e órgãos de controle”

Eike Batista – empresário

“O Brasil tem avançado muito na legislação ambiental, com uma visão ampla do que se precisa fazer, seguindo os melhores padrões internacionais. Para decolar, um projeto passa por rigorosa análise ambiental, em que tudo é checado. Não avalio que tenha havido retrocesso na área de ambiente, pelo contrário. O nível de exigência vem aumentando. É preciso entender e produzir estudos de impacto ambiental e estar preparado para fazer novos estudos, aperfeiçoados. Pode custar mais caro, levar mais algum tempo, mas o órgão público tem de ter o embasamento necessário para conceder licenças e é preciso fazer as coisas certas”

Christiane Torloni – atriz

“A discussão no Brasil avançou muito. Falar de floresta amazônica era papo de ecochato e, no dia 13, foi possível realizar uma vigília de oito horas no Senado para ouvir cientistas e políticos sobre o tema. Outro dia, um deputado disse que se lixava para opinião pública e nossa vigília mostrou que a opinião pública tem seu lugar. O grande retrocesso é o Código Florestal estar sob ameaça, como em Santa Catarina, que atropelou a Constituição e interferiu em uma questão federal. Nós precisamos anotar o nome dos políticos que querem boi e soja no lugar de mata para que eles não voltem”

– Scuppies: os “ecomauricinhos”

Ricos, gastadores, considerados por um termo antigo como “Mauricinhos”. Ao mesmo tempo, trabalhadores, esforçados, e engajados num mundo melhor: são os “scuppies”, que estão fazendo a diferença para muita gente necessitada.

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2063/artigo139332-1.htm

Os Ecomauricinhos
Mistura de hippie com yuppie, os scuppies aliam muito trabalho, alta renda e elevado padrão de consumo com consciência social e ecológicapor Francisco Alves Filho

 

Imagine um profissional de sucesso. Aquele empresário ou executivo supercompetitivo, com excelente remuneração e alto padrão de consumo, que não abre mão de frequentar bons restaurantes, viajar para o Exterior e usar roupas de grife. Agora pense em alguém preocupado com a preservação do planeta. Uma pessoa empenhada em evitar a utilização de sacos plásticos, que só usa madeira certificada, come alimentos orgânicos e contribui com alguma ONG envolvida em causas ecológicas ou sociais. Nos últimos tempos, é cada vez mais fácil encontrar todas essas características concentradas em uma mesma pessoa. De tão numerosos, esses espécimes foram batizados nos Estados Unidos com um termo próprio: scuppies, palavra derivada da expressão socially conscius, upwardlymobile person (pessoa socialmente consciente em ascensão econômica). O criador da palavra é Chuck Failla, 40 anos, presidente de uma empresa de planejamento financeiro em Nova York.

“Um scuppie é parte hippie e parte yuppie”, resume. Aqui, alguém com este perfil poderia ser chamado de ecomauricinho. Para Failla, que também apoia ações sociais em favor dos semteto, estes personagens são muito comuns no Brasil. “Foi o país de onde recebi o maior número de mensagens”, disse ele à ISTOÉ.

O executivo americano criou um site há dois anos para explicar o que é um scuppie, mas só agora o termo começou a se popularizar. O empresário Marcus Buaiz, 30 anos, é um deles. Para viver bem, ele trabalha incansavelmente à frente de sofisticados restaurantes como o The Art, em Belo Horizonte, e o Shaya, em São Paulo (em sociedade com Fausto Silva), da casa noturna Club Royal e da agência de gerenciamento de talentos RIP.

Ao mesmo tempo, Buaiz apoia projetos sociais como o AfroReggae, do Rio de Janeiro, que atua nas favelas cariocas. “Já estive no Complexo do Alemão e em Vigário Geral”, conta. Ele acredita que essas ações são importantes em sua vida, e na de todos. “Quero que a minha história mostre que sou uma pessoa generosa, que me preocupo com os outros”, diz. As atitudes que toma para corroborar sua história também passam por procedimentos simples, como adotar a coleta de lixo seletivo e usar produtos ecologicamente corretos. “No projeto de nossa nova casa em Alphaville incluímos energia solar, captação de água da chuva e madeira certificada”, afirma. Recentemente, ele esteve numa reunião da ONG SOS Mata Atlântica a convite de sua mulher, a cantora Wanessa Camargo. Mas esse tipo de militância não faz o seu estilo. “Não quero convencer ninguém, quero apenas fazer o que acho correto.”

Buaiz diz que não é workaholic, mas admite que não fica longe de seu BlackBerry. O dinheiro que consegue no trabalho gasta em prazeres sofisticados, no melhor estilo yuppie. “Sou viciado em Nova York e adoro os restaurantes da cidade, como o Nobu (que pertence ao ator Robert De Niro) e o L’Atelier”, conta. Há outro item obrigatório no seu rol de consumo. “Tenho fixação por relógios, tenho 42”, conta ele. Os mais caros da coleção são um Audemars Piguet e um Roger Dubuis, ambos avaliados em US$ 35 mil.

Na opinião de Failla, muitas pessoas já viviam como scuppies. “Mas só agora passaram a ter um grupo demográfico com o qual se identificar.” É onde se enquadra a carioca Isabela Piereck, 40 anos, mais conhecida como Zazá, dona do charmoso restaurante carioca que leva seu nome, o Zazá Bistrô. O estabelecimento é conceituado e consome muitas horas de trabalho diárias. A atividade rende o bastante para realizar vários desejos de consumo. Recentemente, ela cumpriu um longo roteiro de viagem que incluiu Marrocos, Peru, Espanha e Estados Unidos. “Adoro viajar. É um dos itens nos quais me permito gastar um pouco mais”, diz Zazá, que também não abre mão de ter um carro confortável, como sua Pajero Air Track. Mas Zazá diz praticar o consumo consciente. “É preciso ter em mente que, ao consumir muito, estamos arrasando o planeta”, alerta. Por isso, seu guardaroupa não tem peças em quantidade. Ela prioriza a qualidade e garante não ser vítima da moda. “Um dos meus estilistas favoritos é Ronaldo Fraga, mas também gosto de tecidos naturais”, explica. A opção pelos alimentos orgânicos, sem agrotóxicos, tanto em casa quanto no restaurante, é para preservar a saúde – a sua e a do planeta. Para exercitar seu lado social, ela escolheu o projeto Uerê, que tenta socializar meninos de rua. “Fico pensando que futuro deixaremos para nossos filhos, me preocupo com isso.”

Uma das características do scuppie é justamente não ter um enquadramento só, um figurino único. “Alguns têm mais características hippies e menos traços yuppies, e vice-versa. É essa a razão pela qual este termo tem sido tão bem recebido”, acredita Failla. A analista de conteúdo do canal de tevê Futura, Isadora Andrade, 36 anos, guarda mais semelhanças com os personagens da contracultura dos anos 60. Ela é quase uma militante. “Na festa de um ano da minha filha não servi refrigerantes, mas somente sucos naturais e água de coco”, recorda. “E o bolo não tinha corantes.” Para arrematar, deu como brinde aos bebês da festa pequenas ecobags. “Espero que assim as crianças criem consciência ecológica e evitem usar plástico no futuro”, diz.

A conscientização, entretanto, não faz Isadora deixar de usar seu cartão de crédito para curtir seus maiores prazeres: viajar com assiduidade a Nova York e Washington, além de frequentar bons restaurantes. Sem culpa, ela também consome novidades tecnológicas. “Acabei de comprar um Macintosh sem fio”, conta.

O criador do termo, claro, é um scuppie. Enquanto dirige sua empresa de planejamento financeiro, Failla aproveita tudo de bom que Nova York proporciona, em especial a quem tem boa conta bancária, e cultiva o hobby de navegação a vela, que pratica com a mulher, Carmen. A disposição para gastar e curtir a vida é igual à que ele mantém na hora de ajudar vários projetos destinados a pessoas carentes e de preservação ecológica. A ideia de criar uma nova palavra para designar essa dupla militância nasceu numa prosaica conversa com uma colega. “Quando expliquei que estava fazendo um trabalho para uma organização de pessoas sem-teto, ela lançou um olhar cético para meu terno Armani e meu relógio Rolex e respondeu, meio brincando, que não podia acreditar que um yuppie como eu poderia fazer qualquer coisa de graça”, recorda. Ao responder, Failla disse ser totalmente possível desejar ascensão social e se dedicar a um projeto social – ao mesmo tempo. Surgia, assim, a filosofia scuppie.

– Há 30 anos, Nascia o Primeiro Carro a Álcool do Brasil

Há exatos 30 anos, nascia o primeiro carro a álcool do Brasil, um FIAT 147, extremamente criticado!

Extraído de: http://www.sincopetro.org.br/conteudo.asp?xcont=3156

Há 30 anos, nascia o primeiro carro a álcool brasileiro.

Foram vendidas 120,5 mil unidades

José Luiz de Ornelas Carvalho foi levado da maternidade onde nasceu, em São Paulo, para casa em um Fiat 147 que o pai tinha. O modelo, em diversas versões, continuou fazendo parte da vida do técnico em eletrônica, hoje com 19 anos. “Foi em um deles que aprendi a dirigir.”

E é um Fiat 147 a álcool, ano 1986, o automóvel de Carvalho, adquirido há um ano e meio. “Me apaixonei pelo carro, assim como meu pai”, afirma. José Luiz Gomes Carvalho, o pai, teve diversos veículos, mas mantém o seu 147, agora como colecionador. O modelo, também a álcool, atualmente está na oficina passando por reforma.

O compacto 147 foi o primeiro carro 100% movido a álcool lançado no Brasil. As primeiras unidades começaram a ser vendidas em julho de 1979, pouco depois que os postos de combustível do País começaram a instalar bombas para fornecer o inédito combustível da cana-de-açúcar.

Na época, não faltaram críticas ao veículo, também o primeiro carro produzido pela italiana Fiat no País. Era preciso ligar o carro antecipadamente até o motor esquentar, problema que se repetiu nas versões lançadas depois pelas concorrentes Ford, GM e Volkswagen.

Carvalho informa que hoje deixa o motor ligado “apenas uns quatro minutos antes de sair, para esquentar.” Outra reclamação era de o câmbio ser duro demais. “Isso é lenda”, defende Carvalho. De 1979 a 1987, a Fiat vendeu 536.591 unidades do 147, das quais 120.516 a álcool. O modelo tem um grupo de aficionados que criaram o Clube 147.

Após a reviravolta que o mercado brasileiro teve no fim dos anos 80, quando o carro a álcool quase foi banido da história do setor automotivo, o uso do combustível renasceu com o lançamento, em 2003, dos modelos flex, com motores que aceitam gasolina ou álcool.

Hoje, quase 88% dos automóveis vendidos no mercado brasileiro são flex e pesquisas feitas por montadoras indicam que a maioria dos consumidores abastece o tanque com álcool, por ter preço mais competitivo que a gasolina.

De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), desde março de 2003 até abril deste ano foram vendidos 6,95 milhões de veículos flex, o equivalente a cerca de um quarto da frota circulante do País

– Universidade desenvolve Energia Elétrica gerada por Madeira

Cada vez mais o uso de fontes alternativas e renováveis (diga-se: ecologicamente corretas) estão sendo utilizadas. Seja a cana para o álcool, as plantas para o biodiesel, ou os recursos hídricos e solares, a tendência é o esgotamento da produção de petróleo e carvão, substituindo-as por esses recursos da natureza.

Nos EUA, pesquisadores criaram uma usina de geração de energia limpa, através da utilização de madeira. A iniciativa foi aplaudida por muitos, mas… se é para ser ecologicamente correto ao extremo, o que falar sobre o esgotamento da terra durante a utilização do solo para essa extração vegetal? E para os mais radicais: troca-se energia por alimentos? É claro que o assunto é polêmico, mas é importante discuti-lo, pois, afinal, somos convidados a fazer história nesse momento de substituição de matrizes energéticas em defesa do palneta.

Extraído de: National Geografic

Madeira produz energia com alta tecnologia e baixa poluição

Queimar árvores para obter energia pode parecer atrasado, poluente e hostil ao meio ambiente. Mas uma nova maneira altamente tecnológica de queimar madeira tem grande potencial para economizar energia, reduzir custos e até mesmo combater o aquecimento global, segundo novo estudo.

Por exemplo, nos EUA a madeira poderia fornecer, de maneira sustentável, “quantidades enormes de energia, comparáveis à produção de hidroelétricas”, diz o estudo, publicado no periódico Science.

A “combustão avançada de madeira” já está abastecendo uma faculdade americana e algumas cidades da Europa, como Joensuu, na Finlândia. “A qualidade do ar melhorou muito em Joensuu”, disse Antti Asikainen, morador da cidade e especialista florestal do Instituto de Pesquisa de Florestas Finlandês. “É uma tecnologia realmente limpa.”

“A cidade de aproximadamente 58 mil habitantes é aquecida com uma mistura de madeira e turfa, que substituiu pequenas lareiras e motores a óleo – que são os piores geradores – de poluição, disse Asikainen.

Para ter os benefícios da queima de madeira, as cidades podem recorrer a fornalhas comuns. Nas usinas de combustão avançada de madeira, o calor intenso e as condições cuidadosamente controladas garantem que praticamente todo o carbono da madeira seja quebrado em gases inflamáveis. Depois, os gases são inflamados, queimando de forma muito mais limpa do que uma típica lareira fumacenta.

O calor da queima do gás pode ser usado diretamente para aquecer ou gerar eletricidade. As usinas também têm filtros que removem muitas das pequenas partículas que vêm da queima da madeira, reduzindo bastante a poluição.

Madeira é ecológica?
Outro adepto pioneiro da combustão avançada de madeira é a Faculdade Middlebury, em Vermont, que inaugurou uma usina de queima de madeira em fevereiro. A faculdade quer neutralizar suas emissões de carbono – eliminando as emissões de dióxido de carbono – até 2016.

As árvores retiram gás carbônico do ar durante seu crescimento e depois liberam praticamente a mesma quantidade de gás carbônico quando são queimadas nas usinas avançadas, explicou Jack Byrne, diretor do Escritório de Integração de Sustentabilidade da faculdade. Por isso, o processo de plantar, colher e queimar madeira é quase neutro, diz Byrne.

Mudando para a energia de madeira avançada, “temos uma redução de 40% nas emissões de carbono”.

E, segundo Asikainen, do Instituto de Pesquisa Florestas Finlandês, a energia da madeira pode ser gerada sem esgotar as florestas. Grandes quantidades de madeira podem ser obtidas de forma sustentável nas florestas, desde que estas sejam manejadas de forma correta, explicou.

Além disso, se as pessoas que colhem madeira deixarem folhas ricas em nutrientes no chão da floresta e devolverem as sobras das cinzas para o solo, “não estaremos colocando em perigo a produtividade da floresta”, acrescentou Asikainen.

Mas nem toda a madeira precisa vir das florestas. As cidades americanas produzem anualmente cerca de 30 milhões de toneladas de madeira a partir de árvores podadas ou removidas, de acordo com o estudo. Esse resíduo poderia alimentar as usinas, em vez de virar adubo ou ser mandado para aterros, dizem os autores. Saint Paul, em Minnesota, por exemplo, já aquece e fornece energia para grande parte de seu centro com a queima de aproximadamente 250 mil toneladas de madeira coletadas anualmente das árvores da cidade.

Economia de Combustível
O aumento do uso de fornalhas de madeira também pode ter benefícios financeiros, disse o co-autor do estudo, Dan Richter, professor de ecologia florestal da Universidade Duke.

“No Nordeste dos EUA isso pode ajudar comunidades a superar sua dependência potencialmente paralisante de petróleo”, cujo preço tem flutuado muito, disse Richter.

Na Middlebury, Byrne espera que a energia da madeira economize US$ 600 mil em 2009 ao cortar o uso de cerca de 1 milhão de barris de óleo combustível.

“Estamos muito confiantes de que irá se pagar” em cerca de 13 anos, disse – “menos da metade da vida útil da usina”.

Tradução: Amy Traduções

National Geographic

– O Ouro Verde da Cana Paulista

Cada vez mais a cana-de-açúcar demonstra ser o Ouro Verde (fazendo uma analogia ao petróleo, chamado outrora de Ouro Negro) no mercado agrícola e energético brasileiro. Da cana se produz o álcool, o açúcar, a garapa, a cachaça; do seu bagaço a energia elétrica, também biodiesel, e… pasmem… até água potável.

A Dedini, gigante do setor, está desenvolvendo um equipamento que explora simultaneamente 6 riquezas da cana-de-açúcar. Abaixo, extraído de;

http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/599/a-usina-seis-em-um-dedini-desenvolve-um-equipamento-que-129820-1.htm

A USINA 6 EM 1

A HISTÓRIA DA DEDINI Indústrias de Base é marcada por altos e baixos. Em 1987, a companhia quase fechou as portas por conta da forte retração do setor sucroalcooleiro. De uma hora para outra praticamente todas as encomendas foram canceladas e a direção da Dedini se viu sem recursos para honrar os compromissos. Para escapar da falência, foi preciso vender terrenos e até a divisão siderúrgica, repassada à Belgo Mineira. No final de 2008, o cenário pelo lado da demanda praticamente se repetiu. A crise econômica global fez com que os clientes se retraíssem, causando uma redução de R$ 600 milhões na carteira de pedidos da fabricante de equipamentos, caindo para R$ 2,1 bilhões. A diferença é que a Dedini de hoje em nada lembra a de dez anos atrás. A começar pela estratégia de produção, fortemente diversificada na qual as usinas de etanol respondem por cerca de 45% das vendas totais. Na década de 1980 esse percentual era o dobro. Além disso, em breve sairá do forno um produto que a própria empresa classifica como a usina do futuro. Batizado de Usina Sustentável Dedini, será a arma da companhia para enfrentar uma eventual retração do mercado. Hoje, uma unidade padrão é capaz de gerar produtos como açúcar, etanol, biodiesel (extraído da palha e das folhas da planta) e energia (por meio da queima do bagaço). A Usina Sustentável produzirá também fertilizante (da mistura de resíduos do processamento) e água para uso industrial e consumo humano. Hoje, este insumo é desperdiçado apesar de cada tonelada de cana ser composta de 70% de água. “A usina do futuro será praticamente autossustentável, com impacto ambiental próximo de zero”, diz Sérgio Leme dos Santos, presidente da Dedini, que assumiu o cargo em janeiro deste ano. O novo modelo de usina está em fase de testes e chegará ao mercado até o final de 2010. Para ampliar a receita, a empresa criou ainda uma divisão de automação. Ela é responsável pela montagem de equipamentos da marca e de outros fabricantes, uma tarefa que antes era entregue a terceiros e que já colabora com uma parcela expressiva do faturamento da Dedini.

Santos, porém, não acredita numa crise profunda para o setor. “A agroindústria vive um período de consolidação e deverá emergir desse processo ainda mais forte”, aposta. “A pressão global para o uso de tecnologias limpas deverá continuar favorecendo os investimentos em combustíveis renováveis, como o etanol.” Além disso, cerca de 95% dos pedidos estão em fase de produção nas cinco fábricas da Dedini e serão entregues até o final do ano. Com isso, a receita deverá se manter no patamar dos R$ 2 bilhões obtidos em 2008. Para especialistas, as perspectivas para o setor são realmente positivas. “O momento atual é delicado mas a expectativa é de que haja uma retomada no médio prazo”, opina Estefan Haddad, sócio- diretor da BDO Trevisan.

Mesmo que as previsões otimistas não se confirmem, a Dedini conta com a diversificação para superar possíveis dificuldades. Sua lista de produtos inclui esteiras para mineração, laminadoras para siderúrgicas, processadoras de biodiesel, usinas para tratamento de água e esgoto, tanques para cerveja e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). A diversificação é resultado de um robusto plano de investimentos que consumiu R$ 300 milhões no período 2005/2008. A tecnologia da Usina Sustentável foi desenvolvida pela equipe composta pelos 20 pesquisadores “da casa”, todos com título de mestre ou doutor, que tiveram o reforço de técnicos ligados a universidades de São Paulo e parceiros globais como a alemã Siemens, a sul-africana Bosch Projects e a americana Rohm and Haas. “Agregamos à nossa linha produtos para os segmentos nos quais poderíamos ser competitivos no cenário brasileiro e internacional”, explica o presidente da Dedini. Mas isso não significa dizer, no entanto, que a área de açúcar e álcool será abandonada. Ao contrário. Esse nicho faz parte do DNA da empresa fundada em Piracicaba (SP) em 1920.

– Empresas que administram responsavelmente

Ecologica , Social ou Politicamente corretas, algumas empresas devem ser louvadas. Olha um elenco de boas iniciativas empresariais, que servem de exemplo às demais organizações:

 

Extraído de: http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/588/empresas-do-bem-122544-1.htm

 

 

MEIO AMBIENTE, Parceria privada

O projeto de despoluição da Baía de Guanabara (RJ) acaba de ganhar um aliado de peso. É que a Petrobras vai bancar integralmente o custo para despoluição dos canais do Cunha e do Fundão. A obra, orçada em R$ 185 milhões, prevê a retirada de metais pesados e material sólido (pneus, carcaças de automóvel, por exemplo). A dragagem facilitará a circulação da água, além de diminuir o número de poluentes que chegam à baia.

 

TECNOLOGIA , Fábrica verde da Volvo

A sueca Volvo espera transformar sua fábrica de caminhões, situada em Ghent (Bélgica), no primeiro complexo do tipo totalmente livre de emissão de dióxido de carbono (CO2). Para isso, a direção da montadora encomendou um estudo à Electrabel, do setor elétrico. A ideia é dotar a unidade de tecnologias que viabilizem, por exemplo, o reúso de água e a geração mais eficiente de energia e resíduos.

 

INVESTIMENTO, Oportunidades sustentáveis

Os projetos relacionados à sustentabilidade devem movimentar globalmente ? 2,2 trilhões em todo o mundo até 2020, segundo a consultoria Roland Berger. De olho nesse número a Câmara Brasil-Alemanha espera sensibilizar as empresas dos dois países a firmarem parcerias nesta área. Para unir as duas pontas, a câmara promove em março em São Paulo a Ecogerma, feira e congresso de tecnologias sustentáveis. A expectativa é que sejam fechados R$ 200 milhões em negócios nos setores de saneamento básico e recuperação de aterros sanitários, por exemplo.

 

MICROCRÉDITO I , Financiamento solidário

Acaba de sair do forno uma pesquisa do Deutsch Bank que mostra o impacto do microcrédito. Segundo um estudo do banco alemão, esse instrumento já beneficia 152 milhões de pessoas em todo o mundo. Em 2006, ano que serviu de base para o levantamento, as operações de microcrédito somaram US$ 25 bilhões. Trata-se de um volume cinco vezes maior em relação ao apurado em 2001.

MICROCRÉDITO I I, Luz e cidadania

O indiano Muhamad Yunnus, prêmio Nobel e criador da mais exitosa experiência de microfinanças do mundo, está envolvido em uma nova causa. Desta vez, ele quer levar energia para as vilas mais remotas da Índia. Para bancar o projeto ele criou um sistema de venda subsidiada de painéis solares. A meta é atender um milhão de residências até 2015.

 

TURISMO, Desenvolvimento com preservação

Apesar de contar com belas paisagens, como os rios e lagoas (foto) de Bonito (MS), o Brasil não figura entre os principais destinos turísticos do mundo. Para ajudar a mudar essa realidade o Grupo Santander Brasil e o International Trade Centre, órgão ligado à ONU, assinaram um acordo de cooperação técnica. A ideia é patrocinar iniciativas que aliem turismo com redução da pobreza e preservação da biodiversidade.