– Sacolinhas da Discórdia. Mas e onde a lei era mais antiga?

Os supermercadistas terão que fornecer sacolinhas tradicionais (como era antes) por mais 60 dias. E, em geral, terão que fornecer embalagens alternativas gratuitas (caixas de papelão, etc).

E aí fico pensando: e aqui em Jundiaí, com a lei há mais de 1 ano vigorando? Teremos 2 meses com sacolinhas das antigas?

Uma coisa é boa: a obrigatoriedade dos mercados daqui também em fornecer embalagens. Nos supermercados tradicionais da cidade, sempre há caixas (Russi, Boa e Coopercica). Mas minha experiência pessoal em fazer comprar mostra que nunca consegui caixas a contento no Carrefour! Lá, sempre tive que pagar as sacolinhas compostáveis de R$ 0,19.

– Encontro em Pirapora teve como tema Juventude, Ecologia e Saúde

por Reinaldo Oliveira

A cidade de Pirapora do Bom Jesus, encravada na Serra do Japi, mas com graves problemas ambientais devido a poluição do Rio Tietê, que a atravessa em toda sua extensão, sediou no dia 17 de dezembro, o Encontro Regional de Juventude, Ecologia e Saúde, com a participação de jovens e adultos das cidades que fazem parte da Diocese de Jundiaí. Destaque para os grupos de jovens das cidades de Louveira, Cajamar, Várzea Paulista e Itu, bem como para os demais participantes das cidades de Pirapora, Jundiaí, Itupeva e Salto. Iniciando o encontro, que foi das 9h30 às 17h, na parte da manhã, o ambientalista Paulo Dutra fez uma fala onde colocou que a atividade não pretendia formar uma ONG, ter uma temática partidária ou ativismo ecológico radical; mas que todos os participantes tivessem um olhar, devido as cidades participantes terem importantes ativos ambientais e situarem-se entre o Vale do Rio Jundiaí, Vale do Médio Tietê, Serra do Japi, ter ainda fragmentos da Mata Atlântica e Serranias de São Roque, o objetivo é que as informações ali passadas, sejam utilizadas para desenvolver  ações de conscientização ecológica baseadas na verdade, nos valores do evangelho e no exemplo de vida de São Francisco de Assis. Em outra fala o jornalista e agente da Pastoral Fé e Política, Reinaldo Oliveira falou aos presentes sobre a atuação da Pastoral Fé e Política Diocesana e sua parceria com o Movimento Voto Consciente Jundiaí, que fazem um trabalho de conscientização para a política e cidadania, atualmente fazendo um alerta sobre as atualizações que os municípios estão fazendo nas leis municipais que dizem respeito ao meio ambiente. Em seguida o padre Juverci Pontes – da paróquia Sagrada Família, de Itu – o padre referência na diocese para a Campanha da Fraternidade – que em 2011 teve como tema “Fraternidade e a Vida no Planeta” e para 2012 tem por tema “Fraternidade e Saúde Pública”, presidiu um momento de oração, onde colocou, à luz da Palavra proclamada (MT 1,1-17), a importância de um olhar cristão em defesa da vida e do meio ambiente.  Na seqüência a técnica da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Maria Lucia Liboais, ministrou uma das palestras do “Ciclo de Palestras Vida no Planeta”, com informações sobre a situação atual do meio ambiente no Brasil e no mundo, seguida de participação para perguntas e respostas. Também presente o engenheiro Massao Okazaki, fez explanações detalhadas (através de garrafas com água do Rio Tietê em diversos estágios de poluição) e como minimizar estes problemas. Assim foi concluída a parte da manhã. As atividades na parte da tarde tiveram início com uma dinâmica em grupo, seguida da fala do biólogo Cristiano Andreazza, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Cabreuva, que falou sobre seu trabalho no município, no Estado e, do EPAJUMA – Encontro Paulista de Juventude e Meio Ambiente, que será realizado na cidade de Presidente Alves/SP, de 28 de abril a 1º de maio de 2012. Ele ressaltou a importância da realização deste encontro e convidou os jovens a participarem do EPAJUMA. Também presente o coordenador da Pastoral da Ecologia da cidade de Salto, Fabio Noronha e do coordenador da ONG EcoSalto, falaram dos trabalhos que são realizados há cinco anos naquela cidade. Durante o dia foi importante o compartilhamento de várias atividades que estão sendo realizadas pelos jovens das cidades participantes – como os cursos técnicos em Cajamar, a fabricação de sabão a partir da reciclagem de restos de óleo de cozinha em Louveira, também cursos técnicos e ações ambientais e de turismo em Várzea Paulista, o ativismo ambiental dos jovens de Itu e Salto. No encerramento ficou acordado de contatos entre os grupos e a definição da cidade de Várzea Paulista para sediar o próximo Encontro Regional da Juventude, Ecologia e Saúde, com previsão de ser realizado em maio de 2012.

– Eco-empreendedor de Sucesso

No último final de ano, a Revista Veja publicou um suplemento especial sobre SUSTENTABILIDADE. E me chamou a atenção à história de sucesso de um “empreendedor-verde” de sucesso, o vietnamita foragido de guerra e radicado numa favela brasileira, Thái Quang Nghiã.

Sabem quem é ele? Fundador da fabricante de sandálias Goóc!

Olha que história bacana (pg 40, 22/12/2010)

DE NÁUFRAGO A MILIONÁRIO DA RECICLAGEM

Quando o vietnamita Thái Quang Nghiã chegou ao Brasil, em fevereiro de 1979, não entendia nem falava uma única palavra em português. Meses antes, ele fora resgatado em alto-mar no Sudeste Asiático por um navio da Petrobras. Thái decidiu fugir de sua terra natal para escapar da perseguição do governo comunista. “Falei mal do regime e fui parar no campo de concentração”, diz. Com o exílio concedido pelo Brasil, o vietnamita abrigou-se em uma favela no Rio de Janeiro. Ele partiu logo depois para São Paulo, onde viveu de pequenos bicos em várias empresas. Sua vida mudou quando recebeu algumas máquinas de costura como garantia de um empréstimo que não fora pago por uma colega de trabalho. Thái passou a fabricar bolsas. O negócio cresceu de tal forma que ele teve a ideia de produzir calçados a partir de pneus, semelhantes aos que eram usados pelos combatentes na Guerra do Vietnã. Thái fundou a Goóc, que produz 300 milhões de pares de sandália por ano usando 800000 quilos de pneus velhos, principalmente de caminhões. Em 2009, o faturamento da companhia foi de 30 milhões de reais.

– Cuidados de um Posto de Combustíveis: evento CEREST / VISAT

Estive nesta manhã num evento promovido pelo Centro Regional em Saúde do Trabalhador (CEREST – Jundiaí, uma subdivisão do SUS para os municípios de Jundiaí, Várzea Paulista, Itatiba, Campo Limpo Paulista, Cabreúva, Louveira, Itupeva, Jarinú e Morungaba), em parceria com a Vigilância Sanitária do Trabalhador, sobre “Boas Práticas de Revenda de Combustíveis a Varejo”

Muito se falou no encontro sobre cuidados com a saúde do trabalhador, além de práticas ideais dos consumidores e proprietários dos Postos de Combustíveis. A grande preocupação se fez quanto a contaminação do Benzeno por parte dos frentistas e clientes, já que a gasolina contém 1% de sua formulação com tal elemento químico (1,5% para gasolina premium) e o mesmo é cancerígeno.

Segundo a pesquisadora Maria de Fátima Barrozo da Costa, da FIOCRUZ, as emissões de Benzeno correspondem, no Brasil, em 1% originadas pelo cigarro, contra 83% de motores a gasolina!

A grande preocupação se deve ao seguinte dado: a exposição a 1 ppm de benzeno durante 40 anos (uma porção por milhão), 13 pessoas a cada 1.000 desenvolveriam leucemia.

Outras preocupações debatidas: os clientes que praticam a poluição sonora, onde o excesso de ruído prejudica a saúde do frentista. Ou ainda, o uso de celular próximo aos locais que contém combustíveis.

Falou-se também sobre o “Projeto Posto de Revenda de Combustível e Revenda a Varejo (PRCV)”, sobre práticas e metas para a redução de emissores poluentes químicos.

Ainda, tivemos a palestra com o Dr Raimundo Simão de Melo, procurador regional do trabalho, sobre Responsabilidade Civil e Criminal na promoção e prevenção à saúde dos trabalhadores.

Por fim, houve a apresentação do “Projeto de Saúde do Trabalhador de PRCV de Jundiaí”, por parte do engenheiro Celso Augusto de Souza.

Ótima iniciativa. Espera-se, evidentemente, que todos cumpram as recomendações de prevenção à saúde discutidas nessa manhã.

Abaixo, dicas de Cuidados para Consumidores, Frentistas, e Donos de Postos de Combustível.

CUIDADOS DOS CONSUMIDORES

– Não fume, nem use celular na área do posto;

– cuidado ao acessar a área do posto, diminua a velocidade de seu veículo;

– não permaneça na área do posto sem necessidade, pois a área oferece risco de explosão e contaminação;

– evite participar de aglomerações na área do posto.

CUIDADOS DOS FRENTISTAS

– Evite sujar suas mãos de gasolina, óleo diesel e outros derivados de petróleo;

– mude de roupa imediatamente se sujá-la com qualquer tipo de combustível ou inflamável e outros derivados de petróleo.

– não cheire gasolina, álcool ou outro produto do petróleo;

– não aproxime o rosto do tanque do veículo ao abastecê-lo para evitar respirar os vapores do combustível;

– não use flanela, estopas ou paninho para se limpar;

– se tiver que lavar a roupa de trabalho em casa, não as misture com as demais roupas, lave-as separadamente;

– jamais retire combustível de um tanque ou outro recipiente aspirando o líquido com a boca. Use bomba de sucção adequada.

CUIDADOS DOS PROPRIETÁRIOS

– Crie barreiras para reduzir a velocidade dos veículos ao adentrar na área do posto, para evitar atropelamentos;

– faça manutenção nos tanques, mangueiras e bicos, corrigindo possíveis vazamentos;

– evite aglomeração de pessoas na área de abastecimento de veículos, principalmente se possuir loja de conveniência;

– não permita que terceiros liguem o som alto em seu estabelecimento, pois isto prejudica o seu funcionário.

– Combustíveis Alternativos

O Diesel de cana-de-açúcar, por incrível que pareça, já é uma realidade. Também o de girassol, soja ou mamona. Mas as novidades não param aí: em breve teremos diesel de café, gordura de crocodilo, frango, pinhão e… maconha!

Extraído da Revista Galileu, Ed 2441, pg 32.

COMPLETA DE CROCODILO, CHEFIA

Gordura do réptil vira alternativa barata de biodiesel

Por Ingrid Tavares

Em algumas cidades brasileiras, os ônibus movidos a diesel de cana já são uma realidade. Nos Estados Unidos, é possível que vejamos, daqui a algum tempo, o ônibus movido a diesel de crocodilo. É que a Universidade de Louisiana, estado onde é comum criar o bicho em cativeiro para comer, pesquisadores descobriram que 7 mil toneladas de gordura da carne do predador não são aproveitadas a cada ano. Foi assim que o grupo chefiado pelo engenheiro químico Rakesh Bajpai deu um fim mais nobre às sobras do jantar do que a lata de lixo: o tanque do carro.
Com solventes e um micro-ondas potente, o grupo extraiu 60% de lipídios de amostras congeladas para, então, transformar o resíduo em óleo essencial de ácido graxo, a base do biodiesel. O estudo afirma que a descoberta gordurosa evita o desperdício de alimentos, polêmica associada à soja brasileira, e nutre a demanda dos Estados Unidos em energia alternativa, além de ser uma opção mais barata para os combustíveis renováveis atuais. “A gordura do crocodilo pode render cerca de 1,25 milhão de galões de biocombustível, ao custo de US$ 3 cada”, diz Bajpai.

– Chevron e o Vazamento, o Governo e a Multa

Quer dizer que a Chevron, petroleira que bobeou e causou vazamento de óleo no mar em limites brasileiros, foi multada em R$ 50 milhões? Lá nos EUA, a multa começa com BILHÕES.

Segundo informação da Rádio Bandeirantes, R$ 50 mi correspondem a 55 segundos de faturamento mundial da Chevron.

Eles devem estar preocupados com a multa, não?

– Péssimo Cartão Postal

Ontem tivemos mais uma prova da Fórmula 1, o Grand Prix de Nova Délhi, na Índia. E aí veio a horrenda apresentação: as 15h do horário local, uma névoa cinzenta cobria o autódromo.

Chuva?

Neca. POLUIÇÃO.

É… desenvolver-se com responsabilidade social é difícil.

– Caminhada Ecológica da Pastoral da Infância e Adolescência Missionária atrai grande público no Parque da Cidade

Por Reinaldo Oliveira

Em comemoração ao Dia Mundial das Missões, a Caminhada Ecológica promovida pela Pastoral da Infância e Adolescência Missionária (IAM), na manhã de domingo passado, dia 23, no Parque da Cidade, além dos mais de 120 participantes da IAM, também atraiu a atenção de grande público que se fez presente naquele logradouro público. O tema deste ano para o Dia Mundial das Missões foi “Missão e Ecologia” e o local escolhido para a comemoração – o Parque da Cidade é um local cercado de muito verde e que abriga uma grande quantidade de insetos, animais silvestres e outros componentes do bioma, bem como o grande lago de água doce que abastece a cidade de Jundiaí. O evento teve início às 9h com a recepção às crianças, jovens e adultos, com lanches e sucos. Depois todos foram para o auditório, onde foi feito um momento de oração, seguido de palestra e vídeo sobre uso e preservação dos recursos naturais. Depois destes momentos, teve início a Caminhada Ecológica, com 1,8 mil metros, até uma área já determinada para o plantio de 30 mudas de árvores. Neste trajeto houve um momento de exercícios físicos e orientação de como eles colaboram para o bem-estar físico e mental. Já na área destinada ao plantio, foram plantadas 30 mudas de árvores de espécies nativas e, foi assumido o compromisso de retorno àquele local, em data a ser definida, para acompanhamento do crescimento e desenvolvimento das árvores. Depois os participantes se reuniram no palquinho, onde foram feitas outras colocações sobre o Dia Mundial das Missões, preservação do meio ambiente e outros. O coordenador diocesano da IAM, Pedro Abel Luiz da Silva falou da importância deste evento para os participantes da IAM: “É muito gratificante este tipo de evento, onde os participantes saem do ambiente interno e vêm interagir com o público externo. Numa manhã bonita e ensolarada, estes jovens dão testemunho em meio a um local bonito e privilegiado pela natureza, com a presença de grande público, de que é possível numa atitude simples como esta, sair do ambiente interno e trazer este exemplo de cidadania – o plantio de árvores em observação ao tema “Missão e Ecologia”, e os valores da mensagem do Evangelho”. Estiveram presente no evento, crianças, jovens e adultos de paróquias das cidades de Santana do Parnaíba, Itu, Campo Limpo Paulista, Paróquia Nova Jerusalém, Jd Tulipas, São Camilo, Vila Aparecida e Ponte São João. Algumas das paróquias participantes e que ainda não têm formada a Pastoral da Infância e Adolescência Missionária fizeram um convite para que o coordenador diocesano faça uma visita a elas para orientação para a formação da Pastoral. Pedro fez especiais agradecimentos à direção do Parque da Cidade, à Diocese de Jundiaí, bem como às contribuições recebidas de algumas empresas, que possibilitou no final do evento o sorteio de diversos brindes aos participantes.

– A Força da Natureza em Lubbock

Lubbock, no Texas, passou por uma tempestade de vento. Uma imagem me assustou: os ventos levantando um avião da FedEx! Impressionante:

Em: http://noticias.uol.com.br/bbc/2011/10/18/tempestade-de-poeira-vermelha-deixa-cidade-do-texas-parecida-com-marte.jhtm

– Novas Graduações nas Faculdades

Administração e Direito são os cursos universitários mais oferecidos no mercado.

Entretanto, na segunda década do século XXI, surgem novas oportunidades, como cursos de Graduação em Biodiversidade e Energia Renováveis.

Extraído de: OESP, 11/04/2011, pg 12C

NOVAS GRADUAÇÕES SOB MEDIDA PARA O MERCADO

Por Ocimara Balmante 

Tradicionais nos catálogos das universidades, os cursos de Direito e de Administração têm ganhado, ano a ano, companheiros bem inusitados. Primeiro vieram os cursos de graduação tecnológica, com um cardápio que incluía de Quiropraxia a Irrigação. Nos últimos anos, começam a figurar os bacharelados não convencionais. A Universidade Federal da Bahia (UFBA), por exemplo, oferece o bacharelado em Estudos de Gênero e Diversidades. Na Universidade Estadual de Minas Gerais (UEM), o vestibulando pode optar pelo curso de Ciência e Tecnologia de Laticínios.

Os bacharelados buscam atender a novas demandas do mercado – principalmente em áreas como biodiversidade e energias renováveis – com currículos que obedecem à peculiaridades regionais, como é o caso do curso de Agroecologia da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), que teve a primeira aula no mês passado em Belém.

“Na Região Norte, o engenheiro chega para fazer o inventário florestal e a população pergunta como faz para resolver o problema de um animal”, diz João Ricardo Vasconcellos Gama, diretor do Instituto de Biodiversidade e Florestas. “Por isso, criamos um curso que mescla temas como agronomia e zootecnia. O profissional sai especializado em agricultura familiar.”

Para garantir a empregabilidade dos egressos, o projeto pedagógico foi submetido à consulta pública, da qual participaram ONGs, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), fazendeiros e industriais.

Energia renovável. No outro extremo do País, de olho nos parques eólicos que estão sendo construídos nas redondezas, a Universidade Federal do Pampa (Unipampa) criou o curso de Engenharia de Energias Renováveis e Ambiente, no câmpus de Bagé (RS). “Tivemos uma explosão dessa área aqui na região, criamos o curso e agora já há outras universidades pedindo para usar o nosso currículo e até o nosso nome”, diz a coordenadora do curso, Cristine Schwanke.

O objetivo é que o engenheiro saia com competência para atuar da geração à gestão da energia. “Hoje, as empresas contratam empresas onde cada um faz um pouco. O nosso profissional vai desempenhar o trabalho sozinho.”

Motivado por esse mercado sustentável, João Marcos Druzian, de 21anos, decidiu estudar Engenharia Mecânica: Energias Renováveis e Tecnologia Não Poluente. É aluno da primeira turma do curso na Universidade Anhembi Morumbi, de São Paulo. Começou no ano passado, impulsionado pelo Erbanol, o carro projetado pelo Núcleo de Estudos em Produção mais Limpa que roda 140 km com um litro de etanol. “As empresas estão investindo em novas tecnologias. Optei por um mercado promissor.”

Faltam interessados. Na hora de lançar um novo curso, no entanto, não basta avaliar o mercado e desenhar um bom currículo. É preciso encontrar quem esteja disposto a se embrenhar na nova área, principalmente quando ela foge totalmente do convencional. Apesar de gratuito, o bacharelado em Estudos de Gênero e Diversidades da UFBA, oferecido há três anos, ainda não consegue preencher as 50 vagas oferecidas anualmente.

“Estamos pagando um preço pelo pioneirismo. As pessoas ainda acham que gênero é uma coisa muito específica”, afirma Márcia Macedo, coordenadora do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher.

O currículo do bacharelado inclui temas como feminismo, etnia, relações de poder e orientação sexual. A sala de aula reúne, entre outros, advogados, assistentes sociais, sindicalistas e militantes do movimentos negro. “A diversidade não está só no nome do curso. Precisamos ocupar nosso espaço”, diz Márcia.

Em São Paulo, a Universidade Cruzeiro do Sul não conseguiu alunos suficientes para viabilizar o bacharelado em Bioinformática, oferecido no vestibular do início do ano e com a descrição ainda no ar no site da instituição. “Queremos acompanhar as tendências do mercado, mas os alunos brasileiros ainda preferem uma carreira mais tradicional”, afirma Luiz Henrique Amaral, pró-reitor de graduação.

Para aumentar o número de interessados no processo seletivo do meio do ano, a estratégia da instituição é dar prioridade à divulgação em anúncios e propagandas. “Acreditamos no curso. Só precisamos explicar melhor, porque pouco se sabe sobre o assunto. É uma profissão do futuro”, completa Amaral.

Foco. Apesar de as universidades terem autonomia para oferecer novos cursos, em alguns casos falta bom senso, pondera o consultor Carlos Monteiro, da CM consultoria em Educação.

O principal erro, segundo ele, está na modalidade de graduação. “Equivocadamente, ainda somos o País dos bacharéis. Sempre fazemos o curso ficar maior do que precisa sem pensar que, em muitos dos casos, o melhor seria oferecer a graduação tecnológica, mais curta e focada.”

A escolha errada traz consequências sérias: o bacharelado pode não sobreviver a mais de uma turma ou registrar altos índice de evasão.

PRESTE ATENÇÃO

1. Escolha. Antes de se matricular em um curso novo, informe-se sobre o mercado de trabalho.

2. Análise. Veja se currículo e formação dos docentes são coerentes com o curso.

3. Parcerias. Ganha pontos a instituição que tiver convênios estabelecidos.

4. Coerência. Confira se não é um curso tradicional travestido de outro nome.

– Caminhada Ecológica no Dia Mundial das Missões

Por Reinaldo Oliveira

No dia 23 de outubro é comemorado o Dia Mundial das Missões, que neste ano tem como tema: “Missão e Ecologia”. Por conta disso, a Pastoral da Infância e Adolescência Missionária (IAM), da Paróquia Nova Jerusalém, programou uma Caminhada Ecológica no Parque da Cidade em Jundiaí. O evento tem início às 10h, é aberto à participação do público e de acordo com informações do coordenador – Pedro Abel Luiz da Silva, a caminhada faz parte do projeto de educação ambiental voltado para as crianças e jovens da IAM e da catequese. Neste ano os participantes da IAM e da catequese já realizaram atividades educacionais de plantio de 150 mudas de árvores em uma área de reflorestamento e receberam a visita do ECOBUS – projeto educacional sobre meio ambiente da prefeitura de Jundiaí. Pedro informou que a IAM foi criada em 1843 por um bispo francês – dom Carlos Augusto de Forbin Janson. Atualmente está presente em 110 países, e tem como fundamento a oração, o sacrifício e gestos de solidariedade concreta: assim os participantes tornam-se evangelizadores dos seus irmãos.

– Combustível de Caju

 

A lista de materiais alternativos para geração de energia ganhou mais um componente. Trata-se, acredite, da casca de castanha de caju. O insumo, que antes seguia para aterros, é utilizado como combustível nas caldeiras das unidades cearenses da Vicunha Têxtil, comandada por Ricardo Steinbruch. O uso do produto está reduzindo em 30% as emissões de gases da empresa. Apesar de não diminuir os custos, essa iniciativa tem um viés estratégico e de marketing, capaz de lustra a imagem da Vicunha especialmente no mercado externo.

 

(Extraído de Revista Istoé Dinheiro, 14/07/2010, Coluna Sustentabilidade, pg 21)

– Boa Imagem Frente a Sustentabilidade

 

Olha que bacana: o que as empresas fazem para melhorar a imagem em relação ao meio-ambiente.

 

Extraído de: André Julião, Revista Isto É, Ed 2135, 13/10/2010, pg 87-89

 

É POSSÍVEL UMA EMPRESA VIVER COM ESTA MARCA?

 

Assim como a petrolífera BP, responsável por cenas como a desta página (não disponível no blog), grandes corporações investem alto em profissionais com uma missão cada vez mais importante: limpar sua imagem do ponto de vista socioambiental

 

A sigla BP estará para sempre associada à imagem de animais cobertos de petróleo, agonizando durante a maior tragédia ambiental dos Estados Unidos. Em abril, um poço da petrolífera explodiu no Golfo do México. O fato foi sucedido por um vazamento que durou três meses. Apesar de não sofrer com imagens sendo exibidas por tanto tempo, o caso da Nike também é emblemático. Ainda é difícil não ligar a marca a pessoas trabalhando em condições precárias em fábricas na Ásia, desde que denúncias começaram a pipocar em meados dos anos 90. Evitar um grande prejuízo à imagem é um dos motivos
pelos quais as empresas investem cada vez mais em políticas de responsabilidade ambiental e social. “Temos que dissociar nosso crescimento de recursos naturais não renováveis”, disse à ISTOÉ Hannah Jones, VP de inovação e negócio sustentável da Nike, em visita recente ao Brasil.

Graças a Hannah, que chegou à empresa em 1998, a Nike vem se destacando em projetos sociais, melhorias nas condições trabalhistas de seus prestadores de serviço e no uso responsável de matérias-primas – a empresa não compra couro de produtores da Amazônia, por exemplo. “Embora ainda não se possa dizer que seja um caso exemplar, a Nike está fazendo a parte dela”, analisa Moysés Alberto Simantob, professor de inovação e sustentabilidade da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas.

 

A BP está pagando caro por tratar a sustentabilidade como mera ferramenta de marketing. Seu valor de mercado caiu pela metade desde o acidente. Em 2000, a empresa mudou o significado de sua sigla de British Petroleum (petróleo britânico) para Beyond Petroleum (além de petróleo). A campanha, orçada em torno de US$ 200 milhões, queria enfatizar que a petrolífera investiria pesadamente em fontes de energia alternativas. Um estudo posterior, no entanto, mostrou que apenas 1% dos investimentos da BP era voltado para energia solar, enquanto 93% continuavam na matriz de sempre: petróleo.
 

Segundo Simantob, o caso da BP ensina algumas lições. Uma delas é que a sustentabilidade deve ser uma política de longo prazo. “Ficou provado que não havia um plano de contingência em caso de acidente”, diz o especialista. Outra, é que a credibilidade da empresa perante os investidores fica profundamente abalada depois de um acontecimento desse porte. Para sanar parte do problema, a relações-públicas Anne Womack-Kolton, que já trabalhou para o ex-vice-presidente americano Dick Cheney, foi contratada em junho com a complicada missão de tornar a empresa mais bem-vista aos olhos da opinião pública.


A prova de que mesmo empresas que realizam atividades de grande impacto ambiental podem ter uma imagem mais “verde” é a mineradora Vale. Apesar de suas escavações para extração de ferro, níquel, bauxita e manganês usarem máquinas pesadas movidas a combustíveis fósseis, a empresa tem bons indicadores de sustentabilidade. Um exemplo são os US$ 720 milhões que serão investidos até 2012 para a criação de três centros de pesquisa de tecnologias limpas. Já a previsão de investimentos na área social neste ano é de US$ 170 milhões. Vale, Nike e BP são três casos que mostram diferentes estágios da compreensão pelas empresas da importância da sustentabilidade. “Estamos todos apenas no começo de uma jornada”, define Hannah, da Nike.

– Pastoral da Ecologia é proposta pela Diocese de Jundiaí

 

por Reinaldo Oliveira

 

A diocese de Jundiaí estuda a formação da Pastoral da Ecologia. Por este motivo no dia 22 passado, ambientalistas  das entidades Mata Ciliar – de Jundiaí, Mata Nativa – de Cajamar, Novas Trilhas – de Bom Jesus de Pirapora, COMDEMA – de Jundiaí e outras, tiveram um primeiro encontro para tratar do assunto. Eles foram recebidos pelo bispo dom Vicente Costa, na Cúria Diocesana e, inicialmente foram feitos esclarecimentos de que nas cidades que compõem a diocese, já existem grupos fazendo ações ambientais. Neste sentido, num primeiro momento a proposta é ir conhecendo estes grupos e os trabalhos realizados por eles, para futuramente haver uma integração destas ações. Foi esclarecido também que existem mecanismos e ações estaduais/federais que devem ser conhecidas e verificadas as possibilidades delas estarem sendo trazidas para a região. Importante lembrar que a formação da Pastoral da Ecologia vem de encontro ao tema da Campanha da Fraternidade de 2011 – “Fraternidade e Vida no Planeta”. A cidade de Salto/SP, que faz parte da diocese já tem a Pastoral da Ecologia, e o objetivo da diocese é a criação de uma diocesana. As ações desta pastoral diocesana terão planejamento regional, dada a existência de ativos ambientais como os rios Tietê, Jundiaí e outros, bem como a Serra do Japi na área de atuação da diocese. O próximo encontro foi agendado para o mês de setembro, quando mais pessoas envolvidas com o assunto em suas cidades e paróquias, serão convidadas a participar.   

– E o Código Florestal?

 

E como fica a votação do novo código florestal?

 

O Greenpeace publicou artigos de página inteira contra a votação. Políticos brasileiros estão “dando o sangue” para aprová-lo (pois, coincidentemente, há muitos interessados – e beneficiários – nele).

 

A verdade é a seguinte: temos 28% de nossas reservas florestais preservadas. Na Europa, apenas 0,7%.

 

Claro que as limitações de uso da terra impedem alguns tipos de desenvolvimento. Mas não deveríamos preservar esse pulmão do mundo (se realmente for pulmão)?

 

Vou dormir. Cansei de esperar…

– A Arezzo se rende aos Ativistas

 

A defesa de causas nobres é importante para a sociedade. Algumas mais polêmicas, outra menos. As organizações devem estar cada vez mais atentas para não infringir nenhuma das causas e serem vítimas de acusações.

 

Pois bem: a grife Arezzo, na última segunda, lançou sua coleção de inverno com roupas contendo pele de raposa e coelho. Ativistas das causas animais bombardearam a empresa através do Twitter e Facebook. Conclusão: a empresa se rendeu e retirou as peças das prateleiras.

 

A pergunta agora é: o que fazer com essas peças caríssimas? Prejuízo certo.

 

Extraído de: http://entretenimento.r7.com/moda-e-beleza/noticias/grife-brasileira-recolhe-pecas-apos-manifestacao-na-internet-contra-uso-de-peles-exoticas-20110418.html

 

GRIFE BRASILEIRA RETIRA PEÇAS DE ANIMAIS EXÓTICOS APÓS MANIFESTAÇÕES PELA INTERNET

 

Por Maria Beatriz Sant’Ana

 

Arezzo lançou linha de inverno com peles verdadeiras; entidade ambiental repudia coleção

Após ser alvo de uma intensa manifestação no Twitter e Facebook ao longo domingo (17), a grife Arezzo informou que vai retirar de suas lojas a linha Pelemania.


A coleção virou alvo de ataques após os consumidores descobrirem que as peças da coleção traziam peles verdadeiras de animais, como coelhos e raposas. Uma echarpe de lã, cashmere e pele de raposa estava à venda por R$ 1.549.


Revoltados, os usuários dispararam diversas mensagens para o perfil oficial da empresa no microblog, fazendo com que o tema entrasse nos Trending Topics do Brasil, ou seja, os assuntos mais comentados.


Ao R7, a grife informou que o compromisso da marca é com a moda, com os valores da empresa e com a satisfação dos clientes. A Arezzo optou por recolher imediatamente as peças com pele de raposa das lojas. Com a repercussão negativa e as inúmeras mensagens de repúdio via web, a marca enviou um comunicado oficial à imprensa e escreveu mensagem em sua página oficial no Twitter:

 

–  A Arezzo entende e respeita as opiniões e manifestações contrárias ao uso de peles exóticas na confecção de produtos de vestuário e acessórios. Não entendemos como responsabilidade da Arezzo o debate de uma causa tão ampla e controversa. E, por respeito aos consumidores contrários ao uso desses materiais, estamos recolhendo de todas as nossas lojas.


Grifes internacionais de grande porte, como a Chanel, já aboliram o uso de pele animal em suas criações. Karl Lagerfeld apresentou em suas últimas coleções apenas peles sintéticas, adquiridas na China e na França.


Gabriela Toledo, presidente do PEA, Projeto Esperança Animal, entidade ambiental que tem como causa principal a proteção ao meio ambiente e à biodiversidade, lamentou o lançamento: 


– Um país tropical usar pele é ridículo. Total retrocesso, fora de moda. As pessoas estão investindo em tecidos tecnologicamente superiores para aquecer, não é necessário usar um monte de roupa para se proteger do frio. As pessoas não entenderam que no momento em que se compra um produto deste, está patrocinando a crueldade.

– Meio Ambiente está Provocando Ações das Pessoas

 

por Reinaldo Oliveira

 

A preocupação com a preservação do meio ambiente está provocando ações em grupos da sociedade, fazendo-os refletir sobre formas do uso racional dos recursos naturais. Por conta disso, domingo passado, dia 10, aconteceu o lançamento do Projeto Águas de Piracicaba, promovido pela Associação Mata Ciliar, no Parque Botânico Eloy Chaves. A ação envolveu também fiéis da Igreja São João Bosco, quando em celebração solene,  o padre Leandro Megeto fez a bênção das águas. Após a missa, em gesto concreto, indo de encontro com a Campanha da Fraternidade 2011, cujo tema é “Fraternidade e a Vida no Planeta”, os fiéis saíram em procissão levando as garrafas de água benta que foram despejadas no lago do Parque Botânico. “Este evento marca a presença da comunidade, que deve assumir o compromisso de preservar o meio ambiente”, disse o presidente da Associação Mata Ciliar, Jorge Belix. 

 

PLANTIO DE MUDAS DE ÁRVORE. Também como gesto concreto da Campanha da Fraternidade 2011, no próximo sábado – dia 16, jovens da comunidade da Igreja Nova Jerusalém farão o plantio de 150 mudas de árvores, em área da empresa Itabrás Mineradora, no bairro Fazenda Grande. 

– O Comércio de Chuva!

 

Um japonês de Bragança Paulista vende chuva.

 

Duvida?

 

O excepcional e inteligentíssimo Takeshi Imai, dentre tantos feitos em prol do agronegócio, agora produz chuva por um método barato, vende árvores-flechas para regiões de difícil acesso e outras soluções “malucas” mas eficazes ao campo. Abaixo:

 

Extraído de: Revista Época Negócios, Novembro/2010, pg 171-173, por Dárcio Oliveira

 

ELE FAZ CHOVER

 

Depois de produzir chuvas artificiais, o engenheiro Takeshi Imai inova com a árvore-flecha. É sua solução para reflorestar áreas devastadas e de difícil acesso.

 

O engenheiro Takeshi Imai, de 68 anos, olhou para o céu claro de Bragança Paulista, balançou a cabeça e informou, um tanto desolado: “É uma pena, mas hoje não vai dar pra fazer chover. Não tem nenhuma cumulus congestus”. Diante de minha ignorância meteorológica, foi logo explicando: “Cumulus congestus é um tipo de nuvem que lembra uma couve-flor. Costumo dizer que são as nossas matérias-primas, pois é a partir delas que conseguimos precipitar as chuvas”. Eis o ganha-pão de Imai: a produção e venda de chuvas artificiais localizadas, uma atividade que vem ganhando especial relevância em tempos de aquecimento global e constantes alterações climáticas. Diferentemente de outros métodos de precipitação, que usam substâncias químicas como cloreto de sódio e iodeto de prata, o processo patenteado pelo inventor e operado por sua empresa, a ModClima, é puramente físico, uma reação de água com água. “A adição de produtos químicos já foi banida de alguns países, por representar riscos para a saúde”, afirma Imai. “Eu criei algo eficaz e ao mesmo tempo ecológico.”

Funciona assim: a bordo de um Piper Asteca, um avião bimotor dotado de um reservatório de 300 litros de água potável, a equipe da ModClima despeja micropartículas de água na base de nuvens previamente identificadas por softwares especializados. Somadas às gotículas já existentes na nuvem, as tais micropartículas produzem gotas maiores que, devido ao peso, precipitam a chuva. Em outras palavras, as gotas se unem e formam os pingos. A engenhosidade de Imai está na capacidade de controlar o tamanho da gota que será “semeada”. Isto ocorre graças a quatro bicos rotativos – que também funcionam como pulverizadores – acoplados na parte externa do avião. Para cada litro de água semeada são produzidos cerca de 500 mil litros de água de chuva, o equivalente ao carregamento de 50 caminhões-pipas. “A vantagem é que podemos direcionar a chuva para locais específicos, como reservatórios, mananciais e áreas agricultáveis”, afirma Imai. As chuvas duram, em média, de uma a três horas.

Árvore-flecha

Formado em engenharia mecânica pelo Mackenzie e mestre pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica, o ITA, Imai trabalha e mora (sozinho) no hangar de número 3 do pequeno aeroporto de Bragança Paulista, no interior de São Paulo. Inquieto e falante, é capaz de passar horas explicando suas invenções – que não são poucas –, ou dissertando sobre como os inovadores brasileiros sofrem com a falta de incentivos financeiros. “Olha isso aqui”, diz, apontando para um quadro na parede da sala de reuniões do hangar. “É o certificado que representa a medalha de ouro no Simpósio Internacional da Água, em Cannes. Lá fora eu sou premiado e aqui enfrento ceticismo em relação ao meu trabalho.” Sua ModClima ainda não está no azul. O faturamento no ano passado bateu em R$ 1,8 milhão, mas o que entra no caixa dissipa-se rapidamente, sob efeito da folha de pagamento de sete funcionários, dos gastos com combustíveis e manutenção dos dois aviões (além do Piper, há um Cessna 172) ou dos custos com os projetos piloto para cada uma das novas invenções. O orçamento da empresa não acompanha o ritmo de ideias de Imai.

No momento, por exemplo, a ModClima desenvolve a árvore-flecha. É exatamente o que o nome sugere. Em breve, o Cessna cortará os céus do Brasil, sobre regiões devastadas e de difícil acesso, e lançará – por meio de um sistema de balística – diversas setas de bambu que carregam mudas nativas acondicionadas em pequenos tubos biodegradáveis feitos de papel kraft (papelão). “Demoramos um bom tempo para calibrar a velocidade de lançamento e achar o material ideal para compor a flecha e os tubetes que levam as mudas”, conta Imai. O caso do bambu é curioso. Jogado do avião, o material mantinha a direção certa, exibia boa resistência e quase sempre acertava o alvo previamente estabelecido pela equipe da ModClima. Mas a flecha descia com tal velocidade que acabava completamente enterrada no solo, o que poderia comprometer a integridade das mudas. A intenção era que apenas espetasse o solo, o suficiente para fazer com que o papelão rompesse e colocasse a planta em contato com a terra. A saída encontrada por Imai foi colocar na parte de cima da flecha uma tira de papel, à guisa de rabiola de pipas, para freá-la. O problema foi resolvido. “Pensei em usar o bambu depois de ver os espetinhos de churrasco. E a embalagem de papelão para as mudas foi inspirada no formato da embalagem das batatinhas do McDonald’s”, conta, sorrindo, o inventor.

Quanto às mudas, são espécies nativas delineadas por botânicos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP. Acondicionadas por dez dias em estufas, as espécies recebem um hormônio enraizador – para acelerar o processo de metabolismo – antes de seguir para a embalagem cartonada. “Já fizemos algumas experiências e o resultado foi animador”, diz Majory Imai, filha de Takeshi e diretora da ModClima. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, Sabesp, gostou da ideia e vai financiar novos testes. As árvores-flechas serão lançadas neste mês em uma área de proteção de mananciais da empresa, localizada na cidade de Piracaia (SP), onde a ONG The Nature Conservancy já faz um trabalho de revegetação em larga escala. O esforço faz parte do projeto “Um Milhão de Árvores no Sistema Cantareira”, patrocinado pela estatal.

– Greenpeace versus Petrobrás

 

Dias atrás, falamos das ações do Greenpeace em nossas aulas sobre ONG’s e Responsabilidade Social.

 

Olhem aí, queridos alunos: agora o alvo é a Petrobrás! E é uma ação na Nova Zelândia!

 

Extraído de: http://glo.bo/ezMBhX

 

O GREENPEACE CONTRA A PETROBRÁS

 

Uma frota com cerca de 20 barcos de ativistas, liderados pelo movimento Greenpeace, impede os trabalhos de exploração de gás natural da Petrobras na Nova Zelândia. Os defensores do meio ambiente temem que a exploração do produto na região possa causar um desastre semelhante ao ocorrido no Golfo do México, no ano passado, e protestam pelo fim das operações da embarcação Orient Explorer, da companhia brasileira.


No final do ano passado, a Petrobras recebeu autorização do governo neozelandês para verificar a existência de gás natural e petróleo na Bacia de Raukumara, na costa nordeste do país, e na semana passada o Orient Explorer iniciou os primeiros testes de perfuração na região.


Um porta-voz da Petrobras teria afirmado que a companhia está trabalhando dentro da legislação internacional e seguindo as próprias leis neozelandesas, e que a perfuração no local é “simples e segura”. A informação não foi suficiente para impedir que grupos de ambientalistas se aliassem a tribos maori – a população indígena neozelandesa – em uma batalha contra a Petrobras. Nesta terça-feira (5), os barcos dos ativistas chegaram bastante próximos ao Orient Explorer.


“Não temos confiança nessa companhia ou no governo quando dizem que nenhum dano ocorrerá ao que nos é caro. Não queremos nenhuma exploração de petróleo ou perfurações nas nossas águas”, afirmou Dayle Takitimu, da comunidade maori Te Whānau-ā-Apanui. A principal preocupação desse povo é que, caso seja mesmo descoberto petróleo, este venha a vazar no oceano, destruindo a cadeia natural local e acabando com os recursos naturais de que vivem os indígenas.


Em resposta, a Petrobras disse que o projeto estava apenas no início, e que ainda teria mais cinco anos de duração, tempo durante o qual seriam feitos investimentos em tecnologia segura. A companhia brasileira também voltou a afirmar seu compromisso e sua expertise no campo de exploração do petróleo, assegurando que um acidente dificilmente ocorra.

“Estamos comprometidos a levar nossos projetos da forma mais íntegra possível, valorizando a diversidade cultural e humana e promovendo a cidadania e o respeito pelos direitos humanos, o que inclui o direito aos manifestantes de expressar seus pontos de vista”, afirmou a Petrobras em um comunicado publicado nos principais jornais neozelandeses nesta terça.


O governo neozelandês também se mostrou contra uma possível parada nas operações da empresa brasileira, e afirmou que “o pior cenário” seria se a Petrobras resolvesse suspender suas atividades e retornar com o Orient Explorer para o Brasil. Os investimentos no setor de petróleo e gás na Nova Zelândia são uma prioridade do governo local, e a parceria com o Brasil se mostrou importante.


Segundo um porta-voz do Greenpeace, as embarcações de ativistas se manterão em alto mar e pedem ao Orient Explorer que cesse suas operações. O capitão do navio da Petrobras confirmou que esteja sendo pressionado por mensagens, mas disse que a empresa continuará realizando os testes.

– McDonald’s “produzirá” combustíveis!

Se você acha que o Diesel atual, cuja formulação possui Biodiesel (óleos de origem vegetal) cheira fritura, pode acreditar que em um futuro bem breve isto será verdade: o McDonald’s destinará o óleo de batatas fritas e empanados para a produção de combustíveis.

 

Extraído da Revista “Posto Hoje”, edição eletrônica de 30 de agosto de 2010.

 

NOVOS COMBUSTÍVEIS FAZEM PARTE DO DIA-A-DIA DO BRASILEIRO

 

Já familiarizados com o biodiesel e o etanol, agora os brasileiros começam a entrar em contato com novas matrizes energéticas “verdes” no dia a dia. Entre as mais recentes inovações neste campo que são colocadas em prática em projetos-piloto no país estão o diesel de cana-de-açúcar e o óleo de cozinha usado. O McDonald’s no Brasil decidiu trocar a produção de sabão pela do biodiesel a partir dos 3 milhões de litros de óleo de cozinha utilizados na fritura de frango empanado e batatas. A ideia veio há quase três anos da parceira Martin-Brower, empresa multinacional que faz todo o trabalho logístico da rede de fast food. O projeto experimental, que abrange 20 lojas, rende entre 2 mil e 3 mil litros de biodiesel por mês.

– Razões para o Aumento do Etanol

O preço do Etanol (álcool hidratado) está cada vez mais caro nas bombas de combustível. Os motivos são diversos: entressafra, exportação de açúcar, entre outros. Sempre há uma justificativa.

 

Agora, haverá reais razões: os EUA aumentarão a importação do Etanol brasileiro devido a interferência da Agência Ambiental Local, que procura diminuir a poluição com o uso deste biocombustível, aumentando a porcentagem de etanol na gasolina americana.

 

(Extraído de OESP, Caderno Economia, 14/10/2010, página B7, por Eduardo Magossi)

 

EUA DECIDEM LIBERAR MAIS ETANOL NA GASOLINA

 

Agência aprova a elevação da mistura de etanol na gasolina de 10% para b15% para os carros produzidos a partir de 2007; medida deve favorecer os produtores brasileiros.

 

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, da sigla em inglês) aprovou ontem a elevação da mistura de etanol na gasolina de 10% para 15%. A medida vale para veículos e caminhões leves, de modelos fabricados a partir de 2007 até os modelos novos. A medida deve favorecer os produtores brasileiros que teriam novo mercado para o seu produto.

Segundo a administradora da EPA, Lisa Jackson, testes mostraram que o E15, como é conhecida a mistura de 15% de etanol na gasolina, não afeta os motores e equipamentos de controles de emissões de carros novos e de caminhões leves. A decisão da EPA foi tomada depois que testes intensivos foram realizados pelo Departamento de Energia dos EUA para medir os efeitos nos motores e nas emissões.

A expectativa é que essa seja a primeira de várias ações necessárias, por parte da indústria, do governo estadual e do governo federal, para que a mistura de E15 seja comercializada. A decisão para que o E15 seja liberado para carros de modelos entre 2001 e 2006 ainda depende de resultados de testes adicionais feitos pelo Departamento de Energia.

O prazo inicial é que esses resultados saiam até novembro. Porém, a EPA não deverá liberar o E15 para carros e caminhões leves de modelos 2000 e anteriores por falta de dados e testes que sustentem essa medida.

Várias medidas adicionais também estão sendo tomadas para ajudar os consumidores a identificar facilmente o combustível correto para seus veículos. Primeiro, a EPA está propondo procedimentos para identificar corretamente as bombas de E15, incluindo uma especificação por parte da indústria sobre a quantidade de etanol na gasolina que é vendida para os varejistas. Também está sendo planejado uma fiscalização trimestral em postos de combustível para assegurar que as bombas sejam corretamente identificadas.

Indústria madura. A elevação da mistura é um sinal claro dado pela agência que a indústria de etanol de milho já está madura o suficiente para a competição no mercado. A afirmação é do representante da União da Indústria de cana-de-açúcar (Unica) na América do Norte, Joel Velasco.

Para Velasco, o aumento da mistura no momento em que os preços do milho estão muito elevados, e tanto a safra americana como a brasileira podem registrar perdas por causa do clima, pode levar o Congresso americano a não renovar os subsídios e a tarifa de importação de etanol existentes hoje e que limita a importação do produto. Nos Estados Unidos, o etanol é produzido com base no milho.

“Essa decisão abre a perspectiva de abertura de um mercado adicional para o etanol nos Estados Unidos de 24 bilhões de litros por ano, considerando a base atual de veículos”, afirma o economista Plínio Nastari, presidente da Datagro Consultoria. Segundo ele, a medida é importante para os produtores de etanol de todo o mundo porque abre a perspectiva do mercado dos Estados Unidos continuar crescendo.

O presidente do Grupo São Martinho, Fábio Venturelli, afirma que a decisão é positiva porque aumenta o mercado consumidor do etanol no mundo. “Qualquer ação que eleve o consumo mundial é importante para a criação de um mercado internacional do produto e assegurar uma demanda fixa.”,

O aumento da demanda por etanol nesse cenário pode fazer com que os EUA precisem importar o produto no médio prazo.


Mercado

-24 bilhões de litros por ano é o tamanho do mercado adicional de etanol criado pela medida.

-15% é volume de etanol que poderá ser adicionado à gasolina.

– A Lei das Sacolinhas Jundiaienses e as Exceções

A Lei que proíbe sacolinhas descartáveis não-biodegradáveis pegou em Jundiaí. Ao menos, os mercados estão enquadrados nesse propósito. Mas existem alguns questionamentos: Farmácias, por exemplo. Fui a uma drogaria e me deram os produtos em sacolinhas iguais às dos supermercados.

 

Se você mora na Agapeama, por exemplo, uma mesma rede de supermercados não oferece sacolinhas do lado jundiaiense, mas a oferece do lado varzino.

 

Exceções da regra e escapes por localidade. Mas só pelo fato de conseguirmos ajudar (ao menos um pouco) a conservar o planeta, já é uma conquista.

 

E você, o que tem achado da Lei das Sacolinhas? Eu, particularmente, ora tenho comprado as compostáveis, ora tenho levado uma sacola própria de ráfia.

 

Deixe seu comentário:

– Usinas Atômicas Brasileiras Privadas

Em breve, o Congresso Nacional discutirá a permissão ou não da construção de usinas de energia nuclear pela iniciativa privada. O tema é polêmico…

 

As vantagens seriam: energia elétrica de uma fonte limpa; ocupa pouco espaço físico; é uma tendência na Europa (65% da energia elétrica vem de usinas particulares).

 

As desvantagens seriam: o perigo do vazamento nuclear; o custo da produção de energia; a questão de ‘geração de energia’ ser assunto estratégico nacional, de controle governamental.

Aqui em Jundiaí, recentemente, se discutiu a construção de uma termoelétrica. Ainda bem que não saiu! Digo isso pelas diversas formas de poluição que uma usina dessa característica produz.

 

Mas sabemos que há uma crise de energia elétrica! As hidroelétricas estão na capacidade máxima, e mesmo com a construção da nova usina no Norte do país, a carência ocorrerá.

 

No fiel da balança, já que a União declaradamente não quer arcar com novas usinas nucleares, diga: você é a favor ou contra a liberação de produção de energia atômica por particulares? Deixe o seu comentário:

– O Ex-Fast-Food Eco-Friendly?

Quantas siglas e expressões americanizadas, não?

Pois bem, elas servem para tratarmos de um interessante assunto: a tentativa do McDonald’s em abandonar o sinônimo outrora de fast food e ser reconhecido como restaurante, além de mostrar a sua preocupação como “empresa amiga do meio-ambiente”, incorporando o verde às suas cores vermelho-amarelas.

Você pode acessar a matéria no link de Exame: MCDONALD’S ECO-FRIENDLY

– Biocombustível de Animais!

“Eles são mortos, congelados e depois vão para a usina”,

conta Tommy Tuvunger, funcionário da Prefeitura de Estocolmo – cidade que resolveu transformar os coelhos, considerados uma praga urbana, em biocombustível. Mais de 9 mil animais já foram queimados para produzir eletricidade.

Extraído da Revista Superinteressante, Fevereiro / 2010, pg 17.

Incrível, não?

– Sacolas Compostáveis ou Retornáveis?

Começará em Agosto a proibição do uso das sacolinhas de plásticos nos mercados de Jundiaí.

Será que a idéia vai pegar?

Que ela é interessante e preserva o meio ambiente, tudo bem. Mas a população estará avisada e preparada para essa mudança de hábito?

Haverá duas alternativas: as sacolas retornáveis do tempo da vovó ou aquelas ecologicamente corretas, que se desmancham no meio ambiente (as ‘compostáveis’). No primeiro caso, o cliente vai ao mercado com suas sacolas próprias; no segundo, ele as compra no caixa por (aproximadamente) R$ 0,19.

Jundiaí, se conseguir fazer com que a moda pegue, será pioneira nessa ação de responsabilidade ambiental. Algumas cidades na Europa já conseguiram com sucesso tal implementação. Mas e aqui, o que poderemos esperar da população jundiaiense?

Quero sua opinião: o que você pensa sobre isso?

– Brinquedos Estrela e a Diferenciação na Concorrência

A Estrela, marca ícone de brinquedos brasileiros, sempre sofreu com a concorrência chinesa por diversos motivos. Para fazer frente à concorrência, relançará clássicos, como Ferrorama e Banco imobiliário. Mas para garantir o exigente mercado europeu e americano, os fará com bioplásticos!

 

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/765148-para-competir-com-chineses-estrela-vai-relancar-classicos.shtml

 

PARA COMPETIR COM CHINESES, ESTRELA VAI RELANÇAR CLÁSSICOS.

 

Por Carolina Matos

 

Nascida nos anos 1930, a Estrela aproveita uma onda de saudosismo virtual para relançar clássicos. A empresa liderou o mercado interno de brinquedos 100% nacionais até o início do Plano Real e depois viu os seus consumidores serem abocanhados pela concorrência chinesa.

O projeto de relançamentos começou com um mapeamento de redes sociais, como Orkut, que detectou comunidades de fãs do Ferrorama.

São na maioria homens na faixa de 40 anos que, um dia, já se divertiram com o circuito de trilhos onde serpenteava uma locomotiva.

A partir disso, uma campanha publicitária, que levou o brinquedo para percorrer os os 20 quilômetros finais do caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, traz o Ferrorama de volta às lojas em agosto.

Estratégias envolvendo a web foram adotadas para outros produtos considerados “ícones”, como o Autorama (de pista de corrida).

“Com as redes sociais, estamos resgatando o público do passado”, diz Carlos Tlkian, presidente da Estrela. E, para os filhos desses consumidores, há outros clássicos “modernizados”.

No mês que vem, chega às prateleiras a boneca Susi “Ti-ti-ti”, com referência ao mundo da moda. E o Super Banco Imobiliário traz elementos que podem gerar discussão entre pais e educadores.

Com o tabuleiro, vem uma maquininha de cartão de crédito MasterCard para as compras fictícias de produtos de empresas como Vivo, Fiat e Postos Ipiranga. Ostensivo? “São itens que as crianças conhecem”, diz Tilkian.

 

INVESTIMENTOS

 

Só nas novas versões de brinquedos, a Estrela planejou investimento de R$ 5 milhões neste ano. Em 2009, não houve relançamentos.

Em 2010, o orçamento para as áreas de produtos e publicidade foi previsto em R$ 20 milhões. No ano passado, foram R$ 15 milhões.

A Estrela faturou R$ 114 milhões em 2009, 8% mais do que em 2008.

 

CONCORRÊNCIA

 

Segundo Tilkian, a empresa nunca perdeu a liderança relativa entre as companhias nacionais -sendo a única com ações em Bolsa.

Mas, desde a abertura do mercado, nos anos 1990, os grupos brasileiros, que supriam toda a demanda do país, perderam 45% do bolo para os estrangeiros -especialmente os chineses.

A própria Estrela, hoje, para ser mais competitiva internamente, importa itens da China (o que corresponde a 45% do faturamento).

Externamente, a aposta da empresa é levar brinquedos do Brasil, feitos com material sustentável (como bioplástico), para consumidores europeus e americanos. “Diferenciação é a única forma de competir com os chineses”, diz Tilkian.

– Esperança Regional para o Meio Ambiente

Por Reinaldo Oliveira

 

ESPERANÇA REGIONAL PARA O MEIO AMBIENTE

 

O dia 6 de julho de 2010 será sempre lembrado como uma data especial, na região de Jundiaí, quando o assunto for meio ambiente,. Neste dia, teve início a obra de terraplanagem às margens do Rio Jundiaí, na divisa com a cidade de Várzea Paulista/SP, para a implantação do corredor ambiental, composta de uma ciclovia, ligando as cidades de Várzea Paulista, Jundiaí e Itupeva. Claro, será um projeto realizado à longo prazo. Cada acontecimento tem pequenas etapas, que se juntam para formar um todo. Esta obra também tem suas etapas. Contribuo fazendo lembrança de um grupo de jovens e adultos que há 4 anos deu início ao Movimento Voto Consciente. Ele é um Movimento apartidário que tem a sede em São Paulo e está presente em mais de 200 municípios. Em Jundiaí sua primeira atividade foi o acompanhamento do trabalho do Legislativo Jundiaiense. Este trabalho inicialmente foi visto com muita desconfiança. Á época, devido à maioria ser jovem e ter como meta acompanhar todas as sessões da câmara municipal, muitos acreditavam que o trabalho estava fadado ao fracasso. Engano letal. O Movimento pegou firme e em março de 2008, com dados do acompanhamento do trabalho da Câmara durante o ano de 2007, lançou o ranking dos vereadores. O vereador com melhor avaliado no ranking ficou com nota acima de 5 e vírgula qualquer coisa, e o vereador com menor nota foi de 1,97. Deu um blá-blá danado com os vereadores, em várias oportunidades, até ofendendo a dignidade dos participantes do Movimento. Mas o ranking foi um divisor no fortalecimento da credibilidade do Movimento, que passou a promover uma série de atividades como o “Adote um Vereador”, palestras com jornalistas e desembargadores. Neste ano foi um dos apoiadores do Fórum das Cidades, onde através de grande mobilização realizou a plenária municipal que escolheu os representantes para a etapa estadual e nacional. Mobilizou a sociedade jundiaiense, por apenas “um debate sobre o Plano Diretor” e outros eventos de participação popular. Mas com relação ao meio ambiente especificamente, fomentou mobilização para castração e controle de animais de rua, juntamente com o setor de zoonoses, bem como lançou o Cidade Democrática, portal onde o cidadão participa propondo ações a serem realizadas no município. Dentre estas ações, proposta pelos participantes do Bicicletada Jundiaí, grupo de pessoas que defendem o uso da bicicleta como meio de transporte urbano, surgiu a sugestão da construção de ciclovias. Também participante de ações do Movimento, o Conselho Municipal de Meio Ambiente iniciou parceria fortalecendo várias atividades do Movimento, incluíndo no Plano Diretor do município várias intervenções ambientais como a revitalização do Córrego do Mato – no meio da Avenida Nove de Julho, considerado como o único eco-sistema vivo no meio urbano. Também incluiu o referido projeto, iniciado na divisa da cidade de Várzea Paulista/SP, com recuperação das margens do rio, plantação de milhares de árvores nativas numa extensão de 25 km e a ciclovia ligando as cidades de Várzea, Jundiaí e Itupeva. O tema é apaixonante e o descrito acima fica devendo muito do que foi feito, do que está planejado para ser feito, da participação do Movimento Voto Consciente e demais entidades como o Coati, Sindicato dos Engenheiros, Grupo Sol da Cidadania, Grupo Zama, SOS Animais Abandonados e muitas outras. Porém, a certeza e esperança na recuperação ambiental de várias áreas regionais é o que estimula todo um trabalho voluntário, que não tem preço. E o Movimento Voto Consciente, visando um voto com melhor qualidade nas próximas eleições, está promovendo o Projeto Cidadania Ativa, onde fará no dia 14 de julho, sabatina com os candidatos a deputado estadual e no dia 16 com os candidatos a federal, da região de Jundiaí. Do resultado destas sabatinas será editado o jornal Ficha Pública, com tiragem de 20 mil exemplares que serão distribuídos gratuitamente a população.  É isso!!

– O Projeto Polêmico da Pintura de Telhas na Cor Branca em Jundiaí

Leio no Bom Dia Jundiaí (http://bit.ly/c4qgHp) que o bom e respeitado vereador Paulo Sérgio Martins (PV) propõe que todos os telhados da cidade sejam pintados na cor branca, a fim de que se possa reduzir o aquecimento global em 1%. Tal sugestão estaria dentro do projeto que cria o Programa Municipal de Redução do Aquecimento Global de Jundiaí.

É claro que toda medida que visa assegurar a qualidade de vida, preservação do meio ambiente e bem estar da nossa cidade, deve ser elogiada. Até pela filosofia do partido a que pertence, Dr Paulo Sérgio deve ter tido esse incentivo em se preocupar com a nobre causa defendida. Mas a pergunta indispensável: Quem pagará a conta?

Claro, conheceremos os detalhes do projeto em breve, já que entra na pauta na sessão da Câmara nesta terça-feira, 08 de junho. A curiosidade se dá em: como se dará tal fato? Quem assume os custos? Quem pintará? Quem estará dispensado? E a Viabilidade?

A ideia é interessante, o projeto é atual e pertinente, além de que o vereador é uma das pessoas mais sérias da sociedade jundiaiense. Aguardemos que a boa iniciativa não seja levada para o lado folclórico e se torne uma possibilidade, não uma medida utópica.

E você: o que pensa sobre tal iniciativa?

Você pode ler esse post no Blog do Portal Bom Dia:

http://blog.redebomdia.com.br/blog/rafaelporcari 

– A Polêmica do Biodiesel

O Óleo Diesel consumido no Brasil passou por recentes mudanças. Há pouco tempo, diminuiu-se a quantidade de enxofre no Diesel distribuído em algumas regiões (chamou-se de Diesel Metropolitano, menos poluente, incluindo algumas cidades consideradas mais poluídas – e inclui-se a região de Jundiaí). Depois foi a gradativa adição de BioDiesel (Diesel não mineral, vegetal). A quantidade incial de 2% já atingiu 5%. Entretanto, alguns postos estão tendo mais custos para a manutenção de seus equipamentos. O BioDiesel traz consigo bactérias, que acabam se proliferando caso o produto fique parado. Consumidores estão com a pulga atrás da orelha. Donos de Postos estão ressabiados. E os produtores de BioDiesel dizem que nada é provado. Ecologistas dizem ser um custo necessário para o meio-ambiente.

A verdade é que ninguém sabe da real eficácia e se é tão eficiente assim o BioDiesel, ou ainda a sua composição e dosagem na mistura.

Abaixo, extraído da Revista Posto Hoje, de 17/05/2010.

ADIÇÃO DE BIODIESEL PREJUDICA COMBUSTÍVEL

A adição de biodiesel ao diesel de petróleo vem provocando graves problemas de qualidade no produto vendido nos postos brasileiros. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) 5,2% das amostras de diesel coletadas em postos em março estavam fora das especificações, maior índice desde 2004. Segundo representantes dos postos, o problema já foi levado à Justiça por consumidores que tiveram danos em seus veículos.  Segundo o presidente da Federação Nacional do Comércio Varejista de Combustíveis (Fecombustíveis), Paulo Miranda, o biodiesel provoca alterações na consistência do produto final, com o surgimento de borras e a proliferação de bactérias. Além dos danos a veículos, o problema dá prejuízo aos postos, que tiveram que intensificar a limpeza de tanques e trocas de filtros.

– A Rainha da Floresta e o Mico Gringo

Falar inglês sempre foi importante. Hoje, é condição obrigatória para qualquer pessoa que queira ter repercussão internacional. Aos administradores de empresas, impensável não ser bilingue.

Neste final de semana, celebrou-se o “Dia da Terra”, e nos EUA, um grande evento foi marcado com a presença de ambientalistas e personalidades, destacando-se James Cameron, Sting, Jesse Jackson e outros. Mas alguém muito aguardado pelos ecologistas subiu ao palco para discursar: a senadora Marina Silva, ex-ministra do meio-ambiente e candidata à Presidência da República. Lá, ela foi aclamada como a “Rainha da Floresta” e considerada a mulher que reduziu o desmatamento no Brasil.

Entretanto, a ministra não sabe falar inglês… e no seu pronunciamento, arranjaram um tradutor que não sabia falar… português! Pois bem: o público educado aplaudiu, aplaudiu, e não entendeu uma palavra de Marina Silva.

Gafe dos organizadores. Não direi que é um despreparo da ministra, justamente pelo fato de sabermos sua história de luta e sofrimento durante sua vida. Mas que alguém poderia providenciar um tradutor de verdade, isso não tem dúvidas!

– Audiência Pública na Câmara dos Vereadores de Jundiaí sobre Proteção aos Animais e Meio Ambiente

por Reinaldo Oliveira

Audiência Pública tratou de proteção aos animais e meio ambiente

Uma audiência pública realizada no período noturno na Câmara Municipal de Jundiaí no dia 13 de abril tratou da instalação de uma delegacia especializada em proteção aos animais e crimes contra o meio ambiente em Jundiaí. Mais de cento e quarenta pessoas participaram do evento que foi uma ação do vereador Leandro Palmarini (PV) e teve a participação do deputado estadual Feliciano Filho (PV), que garantiu a instalação desta nova delegacia para os próximos trinta dias: “O projeto desta delegacia especial já está acertado com a Secretaria de Segurança do Estado para ser instalada em um mês e funcionará com pelo menos um delegado e um investigador”, informou o deputado. Ele também informou que faz gestão junto à Secretaria de segurança para que outras delegacias especializadas sejam instaladas em Bragança Paulista, Mogi da Guaçu e outras cidades jurisdicionadas pela Delegacia Seccional de Campinas/SP. Também participaram da audiência os vereadores Silvio Ermani e Paulo Sergio Martins, ambos do PV, e os delegados Dr. José Roberto Ferraz e Dra. Rosana Montari, titular do Setor Especializado na proteção de animais e meio ambiente, instalado no dia 6 de março na cidade de Campinas/SP. Também presentes na audiência publica pessoas de Itupeva, Itatiba, Cabreuva, Várzea Pta, Campo Limpo Paulista, bem como de outras cidades da região.

– Brasil poderá importar Álcool dos EUA

Tão defendido e incentivado, o Álcool Combustível não está vivendo seus melhores dias. O ministro Edson Lobão admitiu: o Brasil poderá importar Etanol dos EUA, para atender a frota de veículos a álcool e bicombustíveis.

Há exatamente 1 ano, prometíamos exportar álcool para o mundo; era o nosso ‘Ouro Verde’. Parece que tal ideia foi deixada de lado. Em nome da PetroSal ou da incompetência administrativa?

Extraído de: http://veja.abril.com.br/noticia/economia/lobao-admite-brasil-poder-importar-etanol-eua-528546.shtml

LOBÃO ADMITE: BRASIL PODERÁ IMPORTAR ÁLCOOL DOS EUA

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou nesta segunda-feira que não gosta da ideia de o Brasil importar etanol dos Estados Unidos. No entanto, admitiu que a hipótese já é considerada pela pasta com o objetivo de suprir o mercado doméstico de combustível. As declarações foram feitas nesta tarde, quando Lobão chegou ao Ministério para presidir reunião do Comitê de Monitoramento do Sistema Elétrico (CMSE).

“Não gostamos da ideia de importar etanol. Prefiro arrumar uma solução interna. Mas não está descartada a possibilidade”, disse Lobão. Como tentativa de aumentar a oferta de etanol no mercado brasileiro, o governo já autorizou a redução de 25% para 20%, a partir de 1º de fevereiro, da adição de etanol à gasolina.

Para a eventual importação de etanol a partir dos EUA, o governo estuda a redução da alíquota alfandegária do produto, hoje em 20%. O objetivo principal da medida seria garantir o estoque de etanol para enfrentar a entressafra na produção de cana-de-açúcar.

Mesmo com a tarifa atual, economistas consideram que já vale à pena importar etanol dos EUA. O pedido para redução da tarifa de importação é antigo, mas ganhou força nas últimas semanas diante da redução da oferta do combustível.

A situação representa uma mudança no discurso de governo e usineiros adotado nos últimos anos. Ambos tentavam vender ao mundo o álcool de cana-de-açúcar brasileiro como uma das melhores alternativas energéticas do planeta. E também a ideia de que o país poderia suprir o mercado internacional.

Segundo uma fonte do segmento de distribuição de combustíveis, no Brasil só há estoque suficiente para abastecer o mercado até março ou abril. Já nos Estados Unidos, há excedente de oferta. Além disso, o milho, usado como matéria-prima para o etano americano, está com o preço em baixa.

– Um País de Energia Verde

Esses números são interessantes e mostram nossa vanguarda: segundo o economista Joelmir Bertting, durante o jornal Gente da Rádio Bandeirantes em 06/01, a média de produção de energia mundial é de:

88% advinda de fontes não renováveis e 12% de fontes limpas e renováveis.

No Brasil, esse índice é extraordinário:

46% advinda de fontes não renováveis e 54% de fontes limpas e renováveis.

Um país com essas características poderia ter maior linderança mundial e ganhar mais dinheiro com a bioenergia, não?

– Por um Mundo Mais Respirável

A ONG 350PPM realiza hoje uma concentração mundial, cujo propósito é pedir para que as pessoas se conscientizem da necessidade da redução de CO2 no ambiente. Atualmente, os índices de carbono no ar é de 400 partes-por-milhão, e a meta é reduzir para 350 ppm (daí o nome da ONG).

Para tanto, convoca igrejas, sinagogas, mesquitas e quaisquer templos para badalarem seus sinos, em alusão a um alerta mundial, de todos os povos.

Vamos ajudar?