– O drama das mulheres no Irã.

Estamos vendo a tirania do Governo do Irã contra a democracia, matando covardemente o próprio povo, que pede por liberdade.

Nesse podcast, duas mulheres iranianas que conseguiram vir ao Brasil contam como é o dia-a-dia do sofrido povo persa, especialmente as questões contra as mulheres (lá, pela lei, uma mulher vale “meio homem”– recebe herança pela metade, o peso de um depoimento é de 50% do masculino e não podem mostrar os cabelos em público).

Está em: https://www.youtube.com/live/prInGdDg0zE?si=XG8MrYTLLsRVtIaW

– O Irã e a falta de democracia.

O Irã é uma teocracia ditatorial. Lá, ninguém pode contestar o Governo. E quando o faz… a primeira coisa a fazer é desligar a Internet e travar as Redes Sociais.

Durante a Primavera Árabe, o serviço de inteligência detectou que rebeldes se aglomeravam pelo Twitter. Agora, novamente a Guarda Nacional Iraniana reprime o povo.

Que medo os ditadores têm das Redes Sociais, não?

– Delcy Rodríguez no centro do poder: a mulher que herdou a crise venezuelana.

De vice discreta a líder sob pressão, Delcy Rodríguez assume a Venezuela em meio à maior crise recente. #Linkezine 🌍 O post Delcy Rodríguez no …

Continua em Delcy Rodríguez no centro do poder: a mulher que herdou a crise venezuelana

– Ainda sobre a libertação da Venezuela:

Não sou trumpista (longe disso), sei que o objetivo maior é o petróleo, mas concordo com as colocações dessa imagem (abaixo). Algo precisava ser feito para libertar o povo venezuelano. Vide as comemorações dos refugiados e da população faminta.

Lembrando: os números de perseguidos políticos da ditadura desde o tempo de Hugo Cháves são assustadores.

O fundamental: livres de Maduro, que a Venezuela tenha eleições limpas e soberanas.

– E Nicolás Maduro foi preso.

Em uma ação cirúrgica, atingido as instalações militares venezuelanas e com uma rapidez incrível, os EUA capturaram nessa madrugada o ditador Nicolás Maduro, que será julgado pelos crimes de tráfico de drogas e violação dos Direitos Humanos.

Imagino o sentimento do povo da Venezuela, tão sofrido por conta da ditadura, e os refugiados que se encontram mundo afora. Que alívio.

Que a democracia se restabeleça.

Penso: cadê o medo que se falava numa invasão? Novo Vietnã? Represália do Irã e da Rússia? Nem tempo houve…

– 34 anos do fim da União Soviética.

Há exatamente 34 anos, um monstrengo chamado União Soviética – felizmente – deixou de existir. Uma ditadura (não importa se foi comunista, capitalista, ou o que tivesse sido – a censura e a ausência de democracia é sempre algo condenável) que enganou muita gente e que ilude pessoas com uma história mentirosa até hoje.

Uma matéria interessante sobre o acontecido (eu me recordo muito bem desse dia) aqui: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021/12/26/5-razoes-pelas-quais-a-uniao-sovietica-entrou-em-colapso-ha-30-anos.ghtml

5 RAZÕES PELAS QUAIS A URSS ENTROU EM COLAPSO

Em dezembro de 1991, o maior país do mundo — e o primeiro Estado comunista — oficialmente deixou de existir. E isso teve efeitos profundos sobre como a Rússia hoje enxerga a si mesma e interage com o resto do mundo.

Em 25 de dezembro de 1991, Mikhail Gorbachev renunciou formalmente ao cargo de presidente da União Soviética (URSS). No dia seguinte, em 26 de dezembro, o Parlamento do país — o Soviete Supremo — reconheceu formalmente a independência de 15 novos Estados, encerrando assim a existência da União Soviética.

Gorbachev havia chegado ao poder em 1985, aos 54 anos. Ele iniciou uma série de reformas para dar um novo fôlego ao país, que estava estagnado.

Muitos argumentam que essas reformas, conhecidas como Perestroika (reconstrução e reestruturação) e Glasnost (abertura e liberdade de expressão), provocaram o fim do bloco soviético. Outros dizem que não havia salvação para a União Soviética, dada sua estrutura rígida.

Neste texto, a BBC examina as razões subjacentes a um colapso que teve efeitos profundos sobre como a Rússia hoje enxerga a si mesma e interage com o resto do mundo.

Uma economia em colapso era o maior de todos os problemas da União Soviética. O país tinha uma economia planificada, ao contrário da economia de mercado da maioria dos outros países.

Na URSS, o estado decidia quanto iria produzir em cada setor (quantos carros ou pares de sapatos ou pães, por exemplo).

Também decidia o quanto desses produtos cada cidadão precisava, quanto tudo deveria custar e quanto deveria ser pago às pessoas.

A teoria era que esse sistema seria eficiente e justo, mas na realidade ele teve dificuldades para funcionar.

A oferta sempre ficou atrás da demanda, e o dinheiro não rendia na mão da população.

Muitas pessoas na União Soviética não eram exatamente pobres, mas simplesmente não conseguiam comprar itens básicos porque nunca havia dinheiro o suficiente.

Na União Soviética, as pessoas não falavam em comprar algo (kupit), mas em conseguir (dostat).

O que piorou a situação foram os gastos com a exploração espacial e a corrida armamentista entre a União Soviética e os Estados Unidos, que começou no final dos anos 1950.

A URSS foi o primeiro país do mundo a colocar um homem em órbita e possuía um arsenal de armas nucleares e mísseis balísticos altamente avançados, mas produzir tudo isso custou muito caro ao país.

A União Soviética dependia de seus recursos naturais, como petróleo e gás, para pagar por essa corrida, mas, no início da década de 1980, os preços do petróleo despencaram, atingindo duramente a economia já debilitada do bloco.

A política da Perestroika de Gorbachev introduziu alguns princípios de mercado, mas a gigantesca economia soviética era pesada demais para ser reformada rapidamente.

Os bens de consumo permaneceram escassos, e a inflação disparou.

Em 1990, as autoridades introduziram uma reforma monetária que eliminou as poupanças, por mais parcas que fossem, de milhões de pessoas.

A frustração com o governo cresceu.

Por que isso importa hoje?

A escassez de bens de consumo teve um efeito duradouro no pensamento da população depois da queda do bloco soviético.

Mesmo agora — uma geração depois —, o medo de ficar sem produtos básicos ainda persiste.

Esse é um temor poderoso que pode ser facilmente manipulado durante as campanhas eleitorais.

A política de Glasnost de Gorbachev visava permitir maior liberdade de expressão em um país que passou décadas sob um regime opressor, onde as pessoas tinham muito medo de dizer o que pensavam, fazer perguntas ou reclamar.

Gorbachev começou a abrir arquivos históricos que mostravam a verdadeira escala da repressão sob Joseph Stalin (líder soviético entre 1924 e 1953), que resultou na morte de milhões de pessoas.

Ele encorajou um debate sobre o futuro da União Soviética e suas estruturas de poder, sobre como elas deveriam ser reformadas para seguir em frente.

O político até contemplou a ideia de um sistema multipartidário, desafiando o domínio do Partido Comunista.

Em vez de apenas ajustar a ideia soviética, essas revelações levaram muitos na URSS a acreditar que o sistema governado pelo Partido Comunista — onde todos os funcionários do governo eram nomeados ou eleitos por meio de eleições não contestadas — era ineficaz, repressivo e aberto à corrupção.

O governo de Gorbachev tentou apressadamente introduzir alguns elementos de liberdade e justiça no processo eleitoral, mas era tarde demais.

Por que isso importa hoje?

O atual presidente da Rússia, Vladimir Putin, percebeu desde cedo a importância da ideia de uma nação forte, especialmente para um governo que não é totalmente transparente e democrático.

Ele utilizou um ideário de várias épocas do passado russo e soviético para promover um sentimento nacional de reverência ao seu governo: a riqueza e o glamour da Rússia Imperial, o heroísmo e o sacrifício da vitória na Segunda Guerra Mundial sob Stalin e a calma estabilidade dos anos 1970. A era soviética é ecleticamente misturada para inspirar orgulho e patriotismo, deixando em segundo plano os numerosos problemas da Rússia atual.

A União Soviética era um estado multinacional, sucessor do Império Russo.

Consistia em 15 repúblicas, cada uma teoricamente igual em seus direitos como nações irmãs.

Na realidade, a Rússia era de longe a maior e mais poderosa, e a língua e a cultura russas dominavam muitas áreas.

A Glasnost revelou a extensão da repressão na época de Stálin — Foto: Getty Images.

A Glasnost revelou a extensão da repressão na época de Stálin — Foto: Getty Images.

– Lukashenko e Maduro:

O ditador da Bielorrússia diz que o ditador da Venezuela seria bem-vindo por lá.

Então já está certo que Maduro cairá?

Ditadores se entendem…

Ops: Lukashenko é o mesmo que negou a Covid-19 em seu país, alegando que não existiam casos devido ao consumo de vodka.

– Por uma Venezuela livre:

Maria Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz 2025 e líder contra a ditadura de Nicolas Maduro, disse:

(Na imagem abaixo – fala de hoje, ao chegar em Oslo, para receber seu prêmio)

 

– Dia 01 de Outubro será… Natal na Venezuela!

Nicolas Maduro decreta: em nome da Felicidade, o Natal será dia 1º de Outubro!

A frase do ditador, em: https://youtu.be/KxzL0OCTe5s?si=myDbRlKa6fKsuPo_

– Pelé e as Diretas Já:

Quem disse que o Pelé foi conivente durante a ditadura?

Olhe aí a camisa da Seleção (com o raminho de café) pedindo Eleições Democráticas (Diretas Já):

– Nicolás Maduro Assume Terceiro Mandato em Meio a Contestações Eleitorais na Venezuela.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, tomou posse para seu terceiro mandato nesta sexta-feira (10), na Assembleia Nacional, em Caracas. A …

Continua em: Nicolás Maduro Assume Terceiro Mandato em Meio a Contestações Eleitorais na Venezuela

– 33 anos do fim da União Soviética.

Há exatamente 33 anos, um monstrengo chamado União Soviética – felizmente – deixou de existir. Uma ditadura (não importa se foi comunista, capitalista, ou o que tivesse sido – a censura e a ausência de democracia é sempre algo condenável) que enganou muita gente e que ilude pessoas com uma história mentirosa até hoje.

Uma matéria interessante sobre o acontecido (eu me recordo muito bem desse dia) aqui: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021/12/26/5-razoes-pelas-quais-a-uniao-sovietica-entrou-em-colapso-ha-30-anos.ghtml

5 RAZÕES PELAS QUAIS A URSS ENTROU EM COLAPSO

Em dezembro de 1991, o maior país do mundo — e o primeiro Estado comunista — oficialmente deixou de existir. E isso teve efeitos profundos sobre como a Rússia hoje enxerga a si mesma e interage com o resto do mundo.

Em 25 de dezembro de 1991, Mikhail Gorbachev renunciou formalmente ao cargo de presidente da União Soviética (URSS). No dia seguinte, em 26 de dezembro, o Parlamento do país — o Soviete Supremo — reconheceu formalmente a independência de 15 novos Estados, encerrando assim a existência da União Soviética.

Gorbachev havia chegado ao poder em 1985, aos 54 anos. Ele iniciou uma série de reformas para dar um novo fôlego ao país, que estava estagnado.

Muitos argumentam que essas reformas, conhecidas como Perestroika (reconstrução e reestruturação) e Glasnost (abertura e liberdade de expressão), provocaram o fim do bloco soviético. Outros dizem que não havia salvação para a União Soviética, dada sua estrutura rígida.

Neste texto, a BBC examina as razões subjacentes a um colapso que teve efeitos profundos sobre como a Rússia hoje enxerga a si mesma e interage com o resto do mundo.

Uma economia em colapso era o maior de todos os problemas da União Soviética. O país tinha uma economia planificada, ao contrário da economia de mercado da maioria dos outros países.

Na URSS, o estado decidia quanto iria produzir em cada setor (quantos carros ou pares de sapatos ou pães, por exemplo).

Também decidia o quanto desses produtos cada cidadão precisava, quanto tudo deveria custar e quanto deveria ser pago às pessoas.

A teoria era que esse sistema seria eficiente e justo, mas na realidade ele teve dificuldades para funcionar.

A oferta sempre ficou atrás da demanda, e o dinheiro não rendia na mão da população.

Muitas pessoas na União Soviética não eram exatamente pobres, mas simplesmente não conseguiam comprar itens básicos porque nunca havia dinheiro o suficiente.

Na União Soviética, as pessoas não falavam em comprar algo (kupit), mas em conseguir (dostat).

O que piorou a situação foram os gastos com a exploração espacial e a corrida armamentista entre a União Soviética e os Estados Unidos, que começou no final dos anos 1950.

A URSS foi o primeiro país do mundo a colocar um homem em órbita e possuía um arsenal de armas nucleares e mísseis balísticos altamente avançados, mas produzir tudo isso custou muito caro ao país.

A União Soviética dependia de seus recursos naturais, como petróleo e gás, para pagar por essa corrida, mas, no início da década de 1980, os preços do petróleo despencaram, atingindo duramente a economia já debilitada do bloco.

A política da Perestroika de Gorbachev introduziu alguns princípios de mercado, mas a gigantesca economia soviética era pesada demais para ser reformada rapidamente.

Os bens de consumo permaneceram escassos, e a inflação disparou.

Em 1990, as autoridades introduziram uma reforma monetária que eliminou as poupanças, por mais parcas que fossem, de milhões de pessoas.

A frustração com o governo cresceu.

Por que isso importa hoje?

A escassez de bens de consumo teve um efeito duradouro no pensamento da população depois da queda do bloco soviético.

Mesmo agora — uma geração depois —, o medo de ficar sem produtos básicos ainda persiste.

Esse é um temor poderoso que pode ser facilmente manipulado durante as campanhas eleitorais.

A política de Glasnost de Gorbachev visava permitir maior liberdade de expressão em um país que passou décadas sob um regime opressor, onde as pessoas tinham muito medo de dizer o que pensavam, fazer perguntas ou reclamar.

Gorbachev começou a abrir arquivos históricos que mostravam a verdadeira escala da repressão sob Joseph Stalin (líder soviético entre 1924 e 1953), que resultou na morte de milhões de pessoas.

Ele encorajou um debate sobre o futuro da União Soviética e suas estruturas de poder, sobre como elas deveriam ser reformadas para seguir em frente.

O político até contemplou a ideia de um sistema multipartidário, desafiando o domínio do Partido Comunista.

Em vez de apenas ajustar a ideia soviética, essas revelações levaram muitos na URSS a acreditar que o sistema governado pelo Partido Comunista — onde todos os funcionários do governo eram nomeados ou eleitos por meio de eleições não contestadas — era ineficaz, repressivo e aberto à corrupção.

O governo de Gorbachev tentou apressadamente introduzir alguns elementos de liberdade e justiça no processo eleitoral, mas era tarde demais.

Por que isso importa hoje?

O atual presidente da Rússia, Vladimir Putin, percebeu desde cedo a importância da ideia de uma nação forte, especialmente para um governo que não é totalmente transparente e democrático.

Ele utilizou um ideário de várias épocas do passado russo e soviético para promover um sentimento nacional de reverência ao seu governo: a riqueza e o glamour da Rússia Imperial, o heroísmo e o sacrifício da vitória na Segunda Guerra Mundial sob Stalin e a calma estabilidade dos anos 1970. A era soviética é ecleticamente misturada para inspirar orgulho e patriotismo, deixando em segundo plano os numerosos problemas da Rússia atual.

A União Soviética era um estado multinacional, sucessor do Império Russo.

Consistia em 15 repúblicas, cada uma teoricamente igual em seus direitos como nações irmãs.

Na realidade, a Rússia era de longe a maior e mais poderosa, e a língua e a cultura russas dominavam muitas áreas.

A Glasnost revelou a extensão da repressão na época de Stálin — Foto: Getty Images.

A Glasnost revelou a extensão da repressão na época de Stálin — Foto: Getty Images.

– Os rebeldes que derrubaram o ditador sanguinário.

Por José Horta Manzano – Uma boa metade da Síria é desértica, sem plantação, sem mato, quase sem gente. A rede ferroviária é limitada e não permite a …

Continua em: Os rebeldes que derrubaram o ditador sanguinário

– Bashar al-Asssad está aonde?

A Síria viu seu ditador cair. Para onde fugiu Bashar al-Assad?

A pergunta: assumirá alguém comprometido com a democracia ou outro ditador?

Dois homens com roupas camufladas vistos por trás de um cartaz com a imagem do presidente sírio, Bashar al Assad.

– As coisas proibidas pela Coreia do Norte!

O regime norte-coreano de Kim Jon-un é ditatorial ao extremo. Mas além de assustar o mundo com seu desejo doentio de explodir mísseis, é marcado pelas mais diversas proibições.

Olha só cada maluquice,

Extraído de: http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2015/05/21/conheca-13-coisas-que-voce-faz-todo-dia-e-sao-ilegais-na-coreia-do-norte.htm?cmpid=tw-uolnot

CONHEÇA 13 COISAS QUE VOCÊ FAZ TODO DIA E SÃO ILEGAIS NA COREIA DO NORTE:

A Coreia do Norte é um dos países mais isolados do mundo. Comandado desde 2011 por Kim Jong-un, o terceiro “líder supremo”, o país tem uma legislação rigorosa sobre atitudes consideradas simples e corriqueiras em países democráticos.

As atividades consideradas ilegais podem ser punidas com trabalhos forçados, prisão e pena de morte. Muitas das execuções são públicas. Os campos de detenção do país –muitas vezes com trabalhos forçados– são secretos, porém alguns desertores já relataram à ONU (Organização das Nações Unidas) os horrores do que ocorre por lá.

Veja abaixo 13 atividades simples que são consideradas ilegais no país liderado por Kim Jong-un:

1) DORMIR DURANTE UMA REUNIÃO: dormir enquanto o chefe fala? Nada disso. O ministro da Defesa da Coreia do Norte foi executado com um tiro de bateria antiaérea em frente a centenas de pessoas por ter mostrado deslealdade ao presidente. Segundo o serviço secreto sul-coreano, Hyon teria adormecido durante um evento com Kim Jong-un e não cumpriu ordens.

2) TER O MESMO NOME DO LÍDER DA NAÇÃO: chamar-se Dilma ou Temer aqui no Brasil é permitido, por lá ter o nome Kim não pode. A proibição foi emitida há mais de 3 anos –um ano antes de que o ditador assumisse o poder no lugar do pai, Kim Jong-il. O regime totalitário, caracterizado pelo extremo culto à personalidade dos líderes da dinastia Kim, exigiu que todos os cidadãos que se chamam “Kim Jong-un” mudem de nome “voluntariamente”, segundo o decreto, para destacar a personalidade única do “líder supremo”.

3) TER UMA BÍBLIA: em 2014, o americano Jeffrey Fowle, ficou preso por cinco meses na Coreia do Norte depois de deixar uma Bíblia no banheiro de um restaurante. Fowle, 56, foi preso por violar as regras de pregação religiosa do regime. Embora haja igrejas na Coreia do Norte, elas estão todas sob controle do Estado e o regime totalitário proíbe manifestações independentes de religiosidade.

4) TER UM PARENTE CRIMINOSO: segundo a lei norte-coreana, os familiares de alguém acusado por um crime são automaticamente considerados corresponsáveis. Como no conceito de Sippenhaft da Alemanha nazista, a argumentação é que em suas veias corre o sangue do criminoso.

5) ESCOLHER SUA PROFISSÃO: após concluir o estudo secundário e o serviço militar, com apenas 18 anos, Ahn Myeong Cheol, atualmente morando na Coreia do Sul, foi designado guarda de um campo de prisioneiros políticos, onde as regras eram extremamente rígidas.

6) USAR BIQUÍNI: as mulheres são proibidas de mostrar o umbigo no país de Kim Jong-un, mostrando o profundo conservadorismo que impregna esta sociedade comunista na qual a retidão moral é tão sagrada quanto a revolução.

7) ASSISTIR FILME OU OUVIR MÚSICA DE FORA DO PAÍS: na Coreia do Norte, assistir ou ouvir mídia estrangeira é considerado crime contra o Estado, passível de trabalhos forçados, prisão e até morte. A despeito disso, a popularidade dos filmes e programas de TV internacionais –contrabandeados para o país em pendrives e CDs e vendidos no mercado negro– não para de crescer. Existem níveis diferentes de punição. Se você for apanhado com um filme russo ou de Bollywood [Índia], é enviado para a prisão por três anos, mas, se o filme for sul-coreano ou americano, você é executado.

8) SORRIR, BEBER E FALAR ALTO EM DATAS ESPECÍFICAS: desde 1994, quando os norte-coreanos perderam seu primeiro líder, a cada 8 de julho está proibido sorrir, levantar a voz na rua, beber álcool ou dançar, embora ninguém cogite fazê-lo “porque todo o país está de luto”.

9) PORNOGRAFIA: pessoas são executadas publicamente por distribuir material pornográfico ou se prostituir. As execuções públicas são usadas como medida extrema do governo para suprimir as chamadas desordens públicas ou “formas aceleradas de capitalismo” no país.

10) DIRIGIR: só funcionários do governo têm permissão para ter um carro. É estimado que apenas uma a cada 100 pessoas no país tenha carro. As mulheres também são proibidas de dirigir, apesar de serem as guardas de trânsito.

11) LIGAR PARA FORA DO PAÍS: fazer uma ligação para alguém fora do Coreia do Norte pode levar à morte. Em 2007, um homem foi morto a tiros dentro de um estádio por fazer inúmeras chamadas internacionais.

12) DEIXAR O PAÍS: os norte-coreanos são proibidos de deixar o país sem permissão. Nem sequer passar um feriado na vizinha Coreia do Sul: certamente você será caçado.

13) ENTRAR NA INTERNET: Facebook? Mandar um inocente e-mail? Tuítar? Nada disso é possível no país de Kim Jong-un, que não tem internet livre, apenas um portal de propaganda estatal. Somente o governo, a elite, estrangeiros e jornalistas a trabalho têm acesso a conteúdo online, mas em uma rede com velocidade bem baixa.

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Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– O Natal na Venezuela será dia 01 de Outubro!

As barbaridades de uma ditadura: Nicolas Maduro, o presidente vitalício da Venezuela, determinou que o Natal seja transferido de 25 de Dezembro para 01 de Outubro.

Tudo em nome da paz e da segurança, como ele anunciou e foi aplaudido.

Assista o vídeo abaixo:

– Super Bigote versus Elon Musk.

Nicolas Maduro proibiu redes sociais que o Governo não possa controlar, incentivou uso da rede estatal VenApp, baniu o Twitter do país e criou um super herói: o “Super Bigode”! Ou, no original, Super Bigote.

Não é assustadora a ditadura?

Veja só ele lutando contra um Elon Musk com símbolos satânicos e uma faixa no braço parecida com a suástica, mas com o símbolo da sua Rede Social X, em: https://www.youtube.com/watch?v=bWtAAKM0UUA

– A Nicarágua fecha mais igrejas e prende mais padres. Mas ninguém faz nada contra isso?

Depois de prender sacerdotes católicos, a Nicarágua fecha 1500 entidades e sequestra os bens para o Governo de Daniel Ortega.

E o mundo aceita isso pacificamente?

Extraído de: https://istoe.com.br/nicaragua-fecha-1-500-ongs-muitas-delas-religiosas-3/

NICARÁGUA FECHA 1500 ONGS, MUITAS DELAS RELIGIOSAS

O governo da Nicarágua fechou, nesta segunda-feira (19), 1.500 ONGs, a maioria delas religiosas, segundo uma resolução oficial, naquele que é o maior fechamento de organizações ordenado pelo presidente Daniel Ortega desde os protestos contra ele em 2018.

Segundo uma decisão do Ministério do Interior, publicada no diário oficial La Gaceta, o cancelamento do registro dessas 1.500 ONGs se deve ao fato de estas “não terem comunicado” as suas “demonstrações financeiras” durante “períodos entre 01 e 35 anos”, e seus bens serão penhorados pelo Estado.

A Nicarágua reforçou as leis sobre associações civis após protestos contra o governo Ortega em 2018, que deixaram mais de 300 mortos em três meses, segundo relatórios das Nações Unidas.

O fechamento de ONGs anunciado nesta segunda-feira, sem precedentes, eleva para mais de 5.100 as organizações civis fechadas pelo governo desde 2018.

Além das entidades religiosas, foram anulados os estatutos jurídicos de inúmeras sociedades beneficentes, clubes rotários e de xadrez, associações esportivas, pequenos comerciantes, associações rurais e de aposentados, além da Cruz Vermelha da Nicarágua.

Organizações indígenas e ex-combatentes da luta entre o governo sandinista e os rebeldes “Contras” na década de 1980 também foram fechadas.

Nova lei contra as ONGs

Na última sexta-feira, o governo emitiu um regulamento controverso que obriga as ONGs a trabalhar apenas em “alianças de associação” com entidades estatais.

A medida foi anunciada um dia depois de a Venezuela, aliada de Manágua, ter aprovado uma lei sobre ONGs que, segundo ativistas de direitos humanos, vai “aprofundar a perseguição” aos críticos do presidente Nicolás Maduro, entre denúncias de fraude na sua reeleição.

A mídia da oposição nicaraguense, publicada no exílio, criticou a nova norma que regulamenta o trabalho das ONGs.

O governo impôs um “novo modelo de funcionamento” às ONGs na Nicarágua, que tira a autonomia dos seus projetos e busca controlar os recursos que recebem, segundo analistas.

O governo de Ortega, que enfrenta sanções dos Estados Unidos e da União Europeia, que o acusam de medidas autoritárias, também fechou estações de rádio e universidades católicas. Dezenas de padres foram detidos e forçados ao exílio.

Ortega afirma que a Igreja apoiou os protestos contra o governo de 2018, que ele descreve como uma tentativa de golpe de Estado patrocinada por Washington.

Desde agosto, mais de uma dúzia de padres foram detidos, a maioria deles expulsa para o Vaticano.

Na semana passada, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) instou o governo Ortega a cessar “a repressão generalizada e a perseguição religiosa no” país centro-americano.

A CIDH também denunciou a detenção arbitrária de pelo menos 141 pessoas, que se encontram em condições insalubres, com pouco acesso a água potável, alimentação inadequada e sem cuidados médicos.

Foto divulgada pela Presidência da Nicarágua mostra o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, falando durante um evento sobre o 45º aniversário do início da ofensiva final da insurreição popular em Manágua, Nicarágua, em 28 de maio de 2024 – Nicaraguan Presidency/AFP

– A Nicarágua fecha mais igrejas e prende mais padres. Mas ninguém faz nada contra isso?

Depois de prender sacerdotes católicos, a Nicarágua fecha 1500 entidades e sequestra os bens para o Governo de Daniel Ortega.

E o mundo aceita isso pacificamente?

Extraído de: https://istoe.com.br/nicaragua-fecha-1-500-ongs-muitas-delas-religiosas-3/

NICARÁGUA FECHA 1500 ONGS, MUITAS DELAS RELIGIOSAS

O governo da Nicarágua fechou, nesta segunda-feira (19), 1.500 ONGs, a maioria delas religiosas, segundo uma resolução oficial, naquele que é o maior fechamento de organizações ordenado pelo presidente Daniel Ortega desde os protestos contra ele em 2018.

Segundo uma decisão do Ministério do Interior, publicada no diário oficial La Gaceta, o cancelamento do registro dessas 1.500 ONGs se deve ao fato de estas “não terem comunicado” as suas “demonstrações financeiras” durante “períodos entre 01 e 35 anos”, e seus bens serão penhorados pelo Estado.

A Nicarágua reforçou as leis sobre associações civis após protestos contra o governo Ortega em 2018, que deixaram mais de 300 mortos em três meses, segundo relatórios das Nações Unidas.

O fechamento de ONGs anunciado nesta segunda-feira, sem precedentes, eleva para mais de 5.100 as organizações civis fechadas pelo governo desde 2018.

Além das entidades religiosas, foram anulados os estatutos jurídicos de inúmeras sociedades beneficentes, clubes rotários e de xadrez, associações esportivas, pequenos comerciantes, associações rurais e de aposentados, além da Cruz Vermelha da Nicarágua.

Organizações indígenas e ex-combatentes da luta entre o governo sandinista e os rebeldes “Contras” na década de 1980 também foram fechadas.

Nova lei contra as ONGs

Na última sexta-feira, o governo emitiu um regulamento controverso que obriga as ONGs a trabalhar apenas em “alianças de associação” com entidades estatais.

A medida foi anunciada um dia depois de a Venezuela, aliada de Manágua, ter aprovado uma lei sobre ONGs que, segundo ativistas de direitos humanos, vai “aprofundar a perseguição” aos críticos do presidente Nicolás Maduro, entre denúncias de fraude na sua reeleição.

A mídia da oposição nicaraguense, publicada no exílio, criticou a nova norma que regulamenta o trabalho das ONGs.

O governo impôs um “novo modelo de funcionamento” às ONGs na Nicarágua, que tira a autonomia dos seus projetos e busca controlar os recursos que recebem, segundo analistas.

O governo de Ortega, que enfrenta sanções dos Estados Unidos e da União Europeia, que o acusam de medidas autoritárias, também fechou estações de rádio e universidades católicas. Dezenas de padres foram detidos e forçados ao exílio.

Ortega afirma que a Igreja apoiou os protestos contra o governo de 2018, que ele descreve como uma tentativa de golpe de Estado patrocinada por Washington.

Desde agosto, mais de uma dúzia de padres foram detidos, a maioria deles expulsa para o Vaticano.

Na semana passada, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) instou o governo Ortega a cessar “a repressão generalizada e a perseguição religiosa no” país centro-americano.

A CIDH também denunciou a detenção arbitrária de pelo menos 141 pessoas, que se encontram em condições insalubres, com pouco acesso a água potável, alimentação inadequada e sem cuidados médicos.

Foto divulgada pela Presidência da Nicarágua mostra o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, falando durante um evento sobre o 45º aniversário do início da ofensiva final da insurreição popular em Manágua, Nicarágua, em 28 de maio de 2024 – Nicaraguan Presidency/AFP

– As eleições na Venezuela.

E o Nicolas Maduro que venceu as eleições na Venezuela com 51% dos votos e é o “novo”-velho presidente?

Claro, eleição de mentirinha, onde ninguém crê nos resultados. Cansou-se ao longo do dia de se ver atitudes de fraude e os “mascarados armados” roubando urnas.

É a ditadura tentando se legitimar. Triste demais a sede de poder desses homens impiedosos.

– Maduro, o sanguinário.

Que país é esse?

Pobre Venezuela e seu vaidoso e inoportuno ditador.

– E a Bolívia?

Fico pensando: o general que quis dar um golpe de Estado no nosso país vizinho, Juan José Zúñiga, deve estar em maus lençóis.

Além de ter ficado sozinho na tentativa (afinal, não é fácil tentar ser ditador num país de outro ditador, Evo Morales, que é realmente quem manda hoje), foi preso. Lógico, sabemos que o presidente é Luís Arce (Evo deve tentar concorrer em 2025, embora esteja barrado na Justiça), mas a punição deverá ser grande, independente de quem é o chefe da nação.

Como ainda é frágil a democracia em boa parte da América do Sul

Bandeira da Bolívia – Wikipédia, a enciclopédia livre | Bandeira da bolívia,  Bolivia, Bandeiras do mundo

– Pérolas da Internet: a entrevista de Lula à Playboy em 1979

O tempo faz com que amadureçamos e nos arrependamos de algumas falas. Acontece com todos!

E perdida na web, um trecho de Lula falando sobre à admiração a homens que derrubam governos (inclua-se Fidel, Hitler…)!

Abaixo (público na Internet):

PLAYBOY (EDIÇÃO 1979 E LULA)

Playboy – Há alguma figura de renome que tenha inspirado você? Alguém de agora ou do passado?

Lula [pensa um pouco]- Há algumas figuras que eu admiro muito, sem contar o nosso Tiradentes e outros que fizeram muito pela independência do Brasil (…). Um cara que me emociona muito é o Gandhi (…). Outro que eu admiro muito é o Che Guevara, que se dedicou inteiramente à sua causa. Essa dedicação é que me faz admirar um homem.

Playboy – A ação e a ideologia?

Lula – Não está em jogo a ideologia, o que ele pensava, mas a atitude, a dedicação. Se todo mundo desse um pouco de si como eles, as coisas não andariam como andam no mundo. (…)

Playboy – Alguém mais que você admira?

Lula [pausa, olhando as paredes] – O Mao Tse-Tung também lutou por aquilo que achava certo, lutou para transformar alguma coisa.

Playboy – Diga mais…

Lula – Por exemplo… O Hitler, mesmo errado, tinha aquilo que eu admiro num homem, o fogo de se propor a fazer alguma coisa e tentar fazer.

Playboy – Quer dizer que você admira o Adolfo?

Lula – [enfático] Não, não. O que eu admiro é a disposição, a força, a dedicação. É diferente de admirar as idéias dele, a ideologia dele.

Playboy – E entre os vivos?

Lula [pensando] – O Fidel Castro, que também se dedicou a uma causa e lutou contra tudo.

Playboy – Mais.

Lula – Khomeini. Eu não conheço muito a coisa sobre o Irã, mas a força que o Khomeini mostrou, a determinação de acabar com aquele regime do Xá foi um negócio sério.

Playboy – As pessoas que você disse que admira derrubaram ou ajudaram a derrubar governos. Mera coincidência?

Lula [rápido] – Não, não é mera coincidência, não. É que todos eles estavam ao lado dos menos favorecidos.

Playboy – No novo Irã, já foram mortas centenas de pessoas. Isso não abala a sua admiração pelo Khomeini?

Lula – É um grande erro… (…) Ninguém pode ter a pretensão de governar sem oposição. E ninguém tem o direito de matar ninguém. Nós precisamos aprender a conviver com quem é contra a gente, com quem quer derrubar a gente. (…) É preciso fazer alguma coisa para ganhar mais adeptos, não se preocupar com a minoria descontente, mas se importar com a maioria dos contentes.

Imagem extraída de: https://twitter.com/izzynobre/status/1094301593166536705?lang=hr

– Medo de ser preso?

Ao ler que o presidente Bolsonaro, num mega ato de apoio a ele (é inegável que houve uma impressionante multidão), declarou que:

“O que eu busco é a pacificação, é passar uma borracha no passado. É buscar uma maneira de nós vivermos em paz. Não continuarmos sobressaltados”.

Não tá com cara que está com medo de ser preso?

Não sou Lula, Bolsonaro, Marronzinho, Ditadura, Ciro ou qualquer outra coisa. Mas entendo que a Política brasileira precisa de homens honestos, competentes e que transmitam credibilidade sem querer ser demagogos. Não vejo um só.

manifestação

Foto: EFE, extraída de: https://www.gazetadopovo.com.br/republica/manifestacao-pro-bolsonaro-aumenta-tensao-entre-esquerda-e-direita-e-pode-impactar-eleicoes/

– Mais um opositor de Putin morreu.

Impressionante: qualquer que seja o adversário político de Putin ou suposto candidato contrário, algo acontece.

Nos últimos anos: queda do apartamento, envenenamento por polônio, queda acidental de avião, e, ontem, Alexei Navalny morreu na prisão. 

Dá medo a ditadura, ou não?

alexei navalny opositor putin morto

Imagem: REUTERS/Shamil Zhumatov

– Onde o K-Pop leva à cadeia…

A absurda e retrógrada ditadura comunista norte-coreana não tem limites! Agora, por ser um sucesso na Coreia do Sul, o inimigo influenciador passou a ser o estilo musical K-pop!

Lá, quem curte música do vizinho, vai para a cadeia.

Abaixo, extraído de CNN Brasil, em: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/coreia-do-norte-condena-adolescentes-a-12-anos-de-trabalho-forcado-por-assistir-k-pop/?utm_source=social&utm_medium=twitter-feed&utm_campaign=internacional-cnn-brasil&utm_content=link

COREIA DO NORTE CONDENA ADOLESCENTES A 12 ANOS DE TRABALHO FORÇADO POR ASSISTIR A K-POP, SEGUNDO VÍDEO

Filmagem, que mostra os dois jovens de 16 anos em Pyongyang condenados por assistirem a filmes e vídeos musicais sul-coreanos, foi divulgada pelo South and North Development (SAND) Institute.

Por Minwoo Parkda CNNJimin Jungda Reuters em Seul

Imagens de vídeo divulgadas por uma organização que trabalha com desertores norte-coreanos mostram autoridades da Coreia do Norte condenando publicamente dois adolescentes a 12 anos de trabalhos forçados por assistirem K-pop.

A filmagem, que mostra os dois jovens de 16 anos em Pyongyang condenados por assistirem a filmes e vídeos musicais sul-coreanos, foi divulgada pelo South and North Development (SAND) Institute.

A Reuters não conseguiu verificar de forma independente a gravação, que foi reportada pela primeira vez pela BBC.

Há anos, a Coreia do Norte impõe sentenças duras a quem for pego desfrutando do entretenimento sul-coreano ou copiando a maneira como os sul-coreanos falam – uma guerra contra influências externas desde que uma nova e abrangente lei de “pensamento anti-reacionário” foi imposta em 2020.

“A julgar pela pesada punição, parece que isso deve ser mostrado às pessoas em toda a Coreia do Norte para adverti-las”, disse Choi Kyong-hui, presidente da SAND e doutora em Ciências Políticas pela Universidade de Tóquio, que desertou da Coreia do Norte em 2001.

“Se assim for, parece que esse estilo de vida da cultura sul-coreana é predominante na sociedade norte-coreana”, completou.

“Acho que esse vídeo foi editado por volta de 2022. O que é problemático para Kim Jong Un (líder norte-coreano) é que os jovens da geração Y e da geração Z mudaram sua maneira de pensar. Acho que ele está trabalhando para voltar à maneira norte-coreana”, concluiu.

O vídeo, feito pelas autoridades norte-coreanas, mostra um grande julgamento público no qual os dois estudantes de uniforme cinza são algemados enquanto são observados por cerca de 1.000 estudantes em um anfiteatro.

Todos os estudantes, incluindo os dois jovens de 16 anos, estão usando máscaras faciais, o que sugere que a filmagem foi feita durante a pandemia da Covid-19.

Os estudantes foram sentenciados, de acordo com o vídeo, depois de serem condenados por assistir e divulgar filmes, músicas e vídeos musicais sul-coreanos durante três meses.

“Eles foram seduzidos pela cultura estrangeira… e acabaram arruinando suas vidas”, afirma o narrador, enquanto o vídeo corta para meninas sendo algemadas e mulheres de Pyongyang usando moda e penteados sul-coreanos.

A reclusa Coreia do Norte e o rico Sul ainda estão tecnicamente em guerra depois que seu conflito de 1950-53 terminou em uma trégua, não em um tratado de paz, e estão divididos por uma zona desmilitarizada (DMZ) fortificada.

Adolescentes da Coreia do Norte pegam 12 anos de trabalhos forçados por assistirem K-pop

Adolescentes da Coreia do Norte pegam 12 anos de trabalhos forçados por assistirem K-pop SAND INSTITUTE NEWSLETTER

– 32 anos do fim da União Soviética.

Há exatamente 32 anos, um monstrengo chamado União Soviética – felizmente – deixou de existir. Uma ditadura (não importa se foi comunista, capitalista, ou o que tivesse sido – a censura e a ausência de democracia é sempre algo condenável) que enganou muita gente e que ilude pessoas com uma história mentirosa até hoje.

Uma matéria interessante sobre o acontecido (eu me recordo muito bem desse dia) aqui: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021/12/26/5-razoes-pelas-quais-a-uniao-sovietica-entrou-em-colapso-ha-30-anos.ghtml

5 RAZÕES PELAS QUAIS A URSS ENTROU EM COLAPSO

Em dezembro de 1991, o maior país do mundo — e o primeiro Estado comunista — oficialmente deixou de existir. E isso teve efeitos profundos sobre como a Rússia hoje enxerga a si mesma e interage com o resto do mundo.

Em 25 de dezembro de 1991, Mikhail Gorbachev renunciou formalmente ao cargo de presidente da União Soviética (URSS). No dia seguinte, em 26 de dezembro, o Parlamento do país — o Soviete Supremo — reconheceu formalmente a independência de 15 novos Estados, encerrando assim a existência da União Soviética.

Gorbachev havia chegado ao poder em 1985, aos 54 anos. Ele iniciou uma série de reformas para dar um novo fôlego ao país, que estava estagnado.

Muitos argumentam que essas reformas, conhecidas como Perestroika (reconstrução e reestruturação) e Glasnost (abertura e liberdade de expressão), provocaram o fim do bloco soviético. Outros dizem que não havia salvação para a União Soviética, dada sua estrutura rígida.

Neste texto, a BBC examina as razões subjacentes a um colapso que teve efeitos profundos sobre como a Rússia hoje enxerga a si mesma e interage com o resto do mundo.

Uma economia em colapso era o maior de todos os problemas da União Soviética. O país tinha uma economia planificada, ao contrário da economia de mercado da maioria dos outros países.

Na URSS, o estado decidia quanto iria produzir em cada setor (quantos carros ou pares de sapatos ou pães, por exemplo).

Também decidia o quanto desses produtos cada cidadão precisava, quanto tudo deveria custar e quanto deveria ser pago às pessoas.

A teoria era que esse sistema seria eficiente e justo, mas na realidade ele teve dificuldades para funcionar.

A oferta sempre ficou atrás da demanda, e o dinheiro não rendia na mão da população.

Muitas pessoas na União Soviética não eram exatamente pobres, mas simplesmente não conseguiam comprar itens básicos porque nunca havia dinheiro o suficiente.

Na União Soviética, as pessoas não falavam em comprar algo (kupit), mas em conseguir (dostat).

O que piorou a situação foram os gastos com a exploração espacial e a corrida armamentista entre a União Soviética e os Estados Unidos, que começou no final dos anos 1950.

A URSS foi o primeiro país do mundo a colocar um homem em órbita e possuía um arsenal de armas nucleares e mísseis balísticos altamente avançados, mas produzir tudo isso custou muito caro ao país.

A União Soviética dependia de seus recursos naturais, como petróleo e gás, para pagar por essa corrida, mas, no início da década de 1980, os preços do petróleo despencaram, atingindo duramente a economia já debilitada do bloco.

A política da Perestroika de Gorbachev introduziu alguns princípios de mercado, mas a gigantesca economia soviética era pesada demais para ser reformada rapidamente.

Os bens de consumo permaneceram escassos, e a inflação disparou.

Em 1990, as autoridades introduziram uma reforma monetária que eliminou as poupanças, por mais parcas que fossem, de milhões de pessoas.

A frustração com o governo cresceu.

Por que isso importa hoje?

A escassez de bens de consumo teve um efeito duradouro no pensamento da população depois da queda do bloco soviético.

Mesmo agora — uma geração depois —, o medo de ficar sem produtos básicos ainda persiste.

Esse é um temor poderoso que pode ser facilmente manipulado durante as campanhas eleitorais.

A política de Glasnost de Gorbachev visava permitir maior liberdade de expressão em um país que passou décadas sob um regime opressor, onde as pessoas tinham muito medo de dizer o que pensavam, fazer perguntas ou reclamar.

Gorbachev começou a abrir arquivos históricos que mostravam a verdadeira escala da repressão sob Joseph Stalin (líder soviético entre 1924 e 1953), que resultou na morte de milhões de pessoas.

Ele encorajou um debate sobre o futuro da União Soviética e suas estruturas de poder, sobre como elas deveriam ser reformadas para seguir em frente.

O político até contemplou a ideia de um sistema multipartidário, desafiando o domínio do Partido Comunista.

Em vez de apenas ajustar a ideia soviética, essas revelações levaram muitos na URSS a acreditar que o sistema governado pelo Partido Comunista — onde todos os funcionários do governo eram nomeados ou eleitos por meio de eleições não contestadas — era ineficaz, repressivo e aberto à corrupção.

O governo de Gorbachev tentou apressadamente introduzir alguns elementos de liberdade e justiça no processo eleitoral, mas era tarde demais.

Por que isso importa hoje?

O atual presidente da Rússia, Vladimir Putin, percebeu desde cedo a importância da ideia de uma nação forte, especialmente para um governo que não é totalmente transparente e democrático.

Ele utilizou um ideário de várias épocas do passado russo e soviético para promover um sentimento nacional de reverência ao seu governo: a riqueza e o glamour da Rússia Imperial, o heroísmo e o sacrifício da vitória na Segunda Guerra Mundial sob Stalin e a calma estabilidade dos anos 1970. A era soviética é ecleticamente misturada para inspirar orgulho e patriotismo, deixando em segundo plano os numerosos problemas da Rússia atual.

A União Soviética era um estado multinacional, sucessor do Império Russo.

Consistia em 15 repúblicas, cada uma teoricamente igual em seus direitos como nações irmãs.

Na realidade, a Rússia era de longe a maior e mais poderosa, e a língua e a cultura russas dominavam muitas áreas.

A Glasnost revelou a extensão da repressão na época de Stálin — Foto: Getty Images.

A Glasnost revelou a extensão da repressão na época de Stálin — Foto: Getty Images.

– Os dissidentes esportistas de Cuba.

De 412 atletas cubanos nos Jogos Pan-Americanos, voltaram para seu país 391.

Motivo: querem distância da ilha comunista…

Só saberemos o inferno que deve ser, se vivermos lá. Mas o desejo de não mais retornar a um lugar que se vive ditadura, é claro…

Em: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/ansa/2023/11/10/atletas-cubanos-pedem-asilo-apos-jogos-pan-americanos-do-chile.htm

NSports - Jogos Pan-Americanos 2023: Boxe - Manhã - Canal 4 - Dia 1

Arte extraída da Web

– As coisas proibidas pela Coreia do Norte!

O regime norte-coreano de Kim Jon-un é ditatorial ao extremo. Mas além de assustar o mundo com seu desejo doentio de explodir mísseis, é marcado pelas mais diversas proibições.

Olha só cada maluquice,

Extraído de: http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2015/05/21/conheca-13-coisas-que-voce-faz-todo-dia-e-sao-ilegais-na-coreia-do-norte.htm?cmpid=tw-uolnot

CONHEÇA 13 COISAS QUE VOCÊ FAZ TODO DIA E SÃO ILEGAIS NA COREIA DO NORTE:

A Coreia do Norte é um dos países mais isolados do mundo. Comandado desde 2011 por Kim Jong-un, o terceiro “líder supremo”, o país tem uma legislação rigorosa sobre atitudes consideradas simples e corriqueiras em países democráticos.

As atividades consideradas ilegais podem ser punidas com trabalhos forçados, prisão e pena de morte. Muitas das execuções são públicas. Os campos de detenção do país –muitas vezes com trabalhos forçados– são secretos, porém alguns desertores já relataram à ONU (Organização das Nações Unidas) os horrores do que ocorre por lá.

Veja abaixo 13 atividades simples que são consideradas ilegais no país liderado por Kim Jong-un:

1) DORMIR DURANTE UMA REUNIÃO: dormir enquanto o chefe fala? Nada disso. O ministro da Defesa da Coreia do Norte foi executado com um tiro de bateria antiaérea em frente a centenas de pessoas por ter mostrado deslealdade ao presidente. Segundo o serviço secreto sul-coreano, Hyon teria adormecido durante um evento com Kim Jong-un e não cumpriu ordens.

2) TER O MESMO NOME DO LÍDER DA NAÇÃO: chamar-se Dilma ou Temer aqui no Brasil é permitido, por lá ter o nome Kim não pode. A proibição foi emitida há mais de 3 anos –um ano antes de que o ditador assumisse o poder no lugar do pai, Kim Jong-il. O regime totalitário, caracterizado pelo extremo culto à personalidade dos líderes da dinastia Kim, exigiu que todos os cidadãos que se chamam “Kim Jong-un” mudem de nome “voluntariamente”, segundo o decreto, para destacar a personalidade única do “líder supremo”.

3) TER UMA BÍBLIA: em 2014, o americano Jeffrey Fowle, ficou preso por cinco meses na Coreia do Norte depois de deixar uma Bíblia no banheiro de um restaurante. Fowle, 56, foi preso por violar as regras de pregação religiosa do regime. Embora haja igrejas na Coreia do Norte, elas estão todas sob controle do Estado e o regime totalitário proíbe manifestações independentes de religiosidade.

4) TER UM PARENTE CRIMINOSO: segundo a lei norte-coreana, os familiares de alguém acusado por um crime são automaticamente considerados corresponsáveis. Como no conceito de Sippenhaft da Alemanha nazista, a argumentação é que em suas veias corre o sangue do criminoso.

5) ESCOLHER SUA PROFISSÃO: após concluir o estudo secundário e o serviço militar, com apenas 18 anos, Ahn Myeong Cheol, atualmente morando na Coreia do Sul, foi designado guarda de um campo de prisioneiros políticos, onde as regras eram extremamente rígidas.

6) USAR BIQUÍNI: as mulheres são proibidas de mostrar o umbigo no país de Kim Jong-un, mostrando o profundo conservadorismo que impregna esta sociedade comunista na qual a retidão moral é tão sagrada quanto a revolução.

7) ASSISTIR FILME OU OUVIR MÚSICA DE FORA DO PAÍS: na Coreia do Norte, assistir ou ouvir mídia estrangeira é considerado crime contra o Estado, passível de trabalhos forçados, prisão e até morte. A despeito disso, a popularidade dos filmes e programas de TV internacionais –contrabandeados para o país em pendrives e CDs e vendidos no mercado negro– não para de crescer. Existem níveis diferentes de punição. Se você for apanhado com um filme russo ou de Bollywood [Índia], é enviado para a prisão por três anos, mas, se o filme for sul-coreano ou americano, você é executado.

8) SORRIR, BEBER E FALAR ALTO EM DATAS ESPECÍFICAS: desde 1994, quando os norte-coreanos perderam seu primeiro líder, a cada 8 de julho está proibido sorrir, levantar a voz na rua, beber álcool ou dançar, embora ninguém cogite fazê-lo “porque todo o país está de luto”.

9) PORNOGRAFIA: pessoas são executadas publicamente por distribuir material pornográfico ou se prostituir. As execuções públicas são usadas como medida extrema do governo para suprimir as chamadas desordens públicas ou “formas aceleradas de capitalismo” no país.

10) DIRIGIR: só funcionários do governo têm permissão para ter um carro. É estimado que apenas uma a cada 100 pessoas no país tenha carro. As mulheres também são proibidas de dirigir, apesar de serem as guardas de trânsito.

11) LIGAR PARA FORA DO PAÍS: fazer uma ligação para alguém fora do Coreia do Norte pode levar à morte. Em 2007, um homem foi morto a tiros dentro de um estádio por fazer inúmeras chamadas internacionais.

12) DEIXAR O PAÍS: os norte-coreanos são proibidos de deixar o país sem permissão. Nem sequer passar um feriado na vizinha Coreia do Sul: certamente você será caçado.

13) ENTRAR NA INTERNET: Facebook? Mandar um inocente e-mail? Tuítar? Nada disso é possível no país de Kim Jong-un, que não tem internet livre, apenas um portal de propaganda estatal. Somente o governo, a elite, estrangeiros e jornalistas a trabalho têm acesso a conteúdo online, mas em uma rede com velocidade bem baixa.

bomba.jpg

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

– Deu arrepio ao ver essa foto?

Os ditadores da Coreia do Norte e da Rússia se reuniram. Kim Jong-un foi até Putin com seu trem blindado…

O que será que esses senhores, que amam armas e guerras, devem ter conversado, não?

putin e kim jong-un

Foto: ALEXANDER ZEMLIANICHENKO / POOL / AFP

 

– Lutar contra a ditadura com o ditador, Lula?

Leio no UOL a manchete: “Com Maduro, Lula exalta luta contra ditaduras na região”. (em: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2023/05/30/lula-cupula-presidentes-america-do-sul.htm)

Isso é uma tremenda contradição. Ou “um mico”!

O ditador Nicolas Maduro estando ao lado de alguém que diz lutar contra ditadura? Tome vergonha, Lula.

Na matéria, é dito que “(…) o petista exaltou o histórico de lutas contra a ditadura da região —apesar da presença de Nicolás Maduro, ditador da Venezuela — e sugeriu a criação de um grupo de trabalho para montar um direcionamento estratégico da América do Sul diante dos desafios contemporâneos, como a fome e a Guerra da Ucrânia”.

Inacreditável esse país. Perder tempo com esse ditador, e falar tal bobagem, é demais!

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a primeira-dama, Cilia Flores, subindo a rampa do Planalto para se reunir com Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil

Foto: Sérgio Lima / Agência Poder 360 – Imagem extraída de: https://www.poder360.com.br/governo/so-maduro-tem-reuniao-com-lula-fora-da-agenda-oficial-de-evento/

– A Carta de Jamil Chade ao homem forte da China.

O brilhante jornalista Jamil Chade esteve visitando a China, e observou um número incrível de câmeras nas ruas.

É sabido que em países governados sem democracia, as autoridades desejam controlar ao máximo a vida do cidadão. Seria esse um dos elementos de controle?

Abaixo, extraído de: https://noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2023/04/02/carta-a-xi-jinping-para-que-voces-querem-saber-onde-estamos-o-tempo-todo.htm

CARTA A XI JINGPING: PARA QUE VOCÊS QUEREM SABER ONDE ESTAMOS O TEMPO TODO?

Senhor presidente Xi Jingping,

Percorri seu país nesta semana e não tive como não me surpreender pela explosão de desenvolvimento e riqueza de uma nação que já deixou claro que quer ser protagonista do século 21. O mundo precisa de outros polos de poder, de referências e de filosofias de vida.

Vocês acabam de se abrir ao mundo, depois de muito tempo, e posso dizer do privilégio que tive como jornalista de ter feito parte da primeira leva de estrangeiros voltando a circular pelo país.

A gentileza dos chineses é ímpar. No interior, depois de um bom tempo tentando dizer que eu queria arroz com legumes, a dona do restaurante local veio me dar uma bronca porque eu não estava comendo bem. Como me recusei a aceitar o banquete que me oferecia, ela decidiu que não cobraria um centavo sequer pelo meu frugal jantar.

Mas não houve como escapar da estranha sensação de ser observado o tempo todo. As câmeras estão em todos os lados. Nos faróis, nas estações de trem, nos centros comerciais, nas ruas, nos estacionamentos, nas entradas de restaurantes, nas lojas, nos hotéis.

Essas, claro, as que vemos.

Andando por Pequim outro dia, notei como num só poste quatro câmeras foram colocadas. Confesso que pensei: Estão todas funcionando? Quem está do outro lado? Para que servem exatamente?

Li que existem mais de 700 milhões de câmeras espalhadas pelo mundo. 54% estariam na China.

Os mais otimistas garantem: isso faz com que a segurança seja plena. Será? Contra quem?

Em outra cidade, justamente quando fui cruzar a rua e me deparei com mais uma câmera, me veio à mente a frase:

“Ele é visto. Mas não vê. Ele é o objeto de informação. Nunca um sujeito na comunicação”.

Ao tratar da origem da cadeia, da situação do detento e da ideia do panóptico, o filósofo Michel Foucault antecipou o debate sobre a sociedade moderna do monitoramento e vigilância.

O conceito do panóptico havia sido desenvolvido no século 18 por Jeremy Bentham, e ampliado por Foucault ao tentar entender a disciplina. Tratava-se de um edifício redondo, com uma torre no centro e celas ao redor. Em cada uma delas, o prisioneiro era constantemente vigiado pela torre central, sem jamais saber quando haveria alguém olhando para ele.

Em 2023, o panóptico se transferiu para as ruas chinesas. Não existe uma torre. No seu lugar, um impressionante sistema de monitoramento de massa. Todos estão sendo vigiados e sem saber quando os olhos da torre estarão direcionados a eles.

As câmeras são apenas parte do sistema de vigilância de Estado, estabelecidos por vocês. Vi como todos são escaneados ao comprar uma passagem de trem. Como são escaneados para entrar no trem. São escaneados para sair da estação. Isso, claro, sem contar com o monitoramento dos celulares, por onde a vida cotidiana passa, assim como os pagamentos e localização.

Vocês sabem onde estamos o tempo todo? Para que? O arquivo sobre 1,4 bilhão de pessoas ficará com quem? As informações coletadas sobre mim serão destruídas?

Eu não tenho nada a dever. Mas o fato de eu ter vindo ao seu país justifica que eu tenha transferido minhas informações a vocês?

Eu e o senhor sabemos que, até hoje, aquelas imagens simbólicas da fila de tanques desafiados por um homem na Praça de Tiananmen são proibidas na China. Trinta anos depois elas continuam sendo uma ameaça?

Percorrendo as ruas, as marcas de luxo como Ferrari, Cartier, Tiffany e Steinway estampadas pelas vitrines transparentes dão a sensação de liberdade. O fim da fome e a erradicação da pobreza extrema também. Sem dúvida, duas grandes conquistas.

Mas insisto na pergunta: estaríamos diante de um panóptico chinês?

Saudações democráticas,

Jamil

– Contra a ditadura nicaraguense, não se pode omitir.

Mais explícito, impossível.

Ortega faz o que quer, virou dono da Nicarágua, mas os amigos dele aqui em nosso país preferem fazer vista grossa.

Chega de ditadura, de qualquer espectro.

– 31 anos do fim da União Soviética.

Há exatamente 31 anos, um monstrengo chamado União Soviética – felizmente – deixou de existir. Uma ditadura (não importa se foi comunista, capitalista, ou o que tivesse sido – a censura e a ausência de democracia é sempre algo condenável) que enganou muita gente e que ilude pessoas com uma história mentirosa até hoje.

Uma matéria interessante sobre o acontecido (eu me recordo muito bem desse dia) aqui: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021/12/26/5-razoes-pelas-quais-a-uniao-sovietica-entrou-em-colapso-ha-30-anos.ghtml

5 RAZÕES PELAS QUAIS A URSS ENTROU EM COLAPSO

Em dezembro de 1991, o maior país do mundo — e o primeiro Estado comunista — oficialmente deixou de existir. E isso teve efeitos profundos sobre como a Rússia hoje enxerga a si mesma e interage com o resto do mundo.

Em 25 de dezembro de 1991, Mikhail Gorbachev renunciou formalmente ao cargo de presidente da União Soviética (URSS). No dia seguinte, em 26 de dezembro, o Parlamento do país — o Soviete Supremo — reconheceu formalmente a independência de 15 novos Estados, encerrando assim a existência da União Soviética.

Gorbachev havia chegado ao poder em 1985, aos 54 anos. Ele iniciou uma série de reformas para dar um novo fôlego ao país, que estava estagnado.

Muitos argumentam que essas reformas, conhecidas como Perestroika (reconstrução e reestruturação) e Glasnost (abertura e liberdade de expressão), provocaram o fim do bloco soviético. Outros dizem que não havia salvação para a União Soviética, dada sua estrutura rígida.

Neste texto, a BBC examina as razões subjacentes a um colapso que teve efeitos profundos sobre como a Rússia hoje enxerga a si mesma e interage com o resto do mundo.

Uma economia em colapso era o maior de todos os problemas da União Soviética. O país tinha uma economia planificada, ao contrário da economia de mercado da maioria dos outros países.

Na URSS, o estado decidia quanto iria produzir em cada setor (quantos carros ou pares de sapatos ou pães, por exemplo).

Também decidia o quanto desses produtos cada cidadão precisava, quanto tudo deveria custar e quanto deveria ser pago às pessoas.

A teoria era que esse sistema seria eficiente e justo, mas na realidade ele teve dificuldades para funcionar.

A oferta sempre ficou atrás da demanda, e o dinheiro não rendia na mão da população.

Muitas pessoas na União Soviética não eram exatamente pobres, mas simplesmente não conseguiam comprar itens básicos porque nunca havia dinheiro o suficiente.

Na União Soviética, as pessoas não falavam em comprar algo (kupit), mas em conseguir (dostat).

O que piorou a situação foram os gastos com a exploração espacial e a corrida armamentista entre a União Soviética e os Estados Unidos, que começou no final dos anos 1950.

A URSS foi o primeiro país do mundo a colocar um homem em órbita e possuía um arsenal de armas nucleares e mísseis balísticos altamente avançados, mas produzir tudo isso custou muito caro ao país.

A União Soviética dependia de seus recursos naturais, como petróleo e gás, para pagar por essa corrida, mas, no início da década de 1980, os preços do petróleo despencaram, atingindo duramente a economia já debilitada do bloco.

A política da Perestroika de Gorbachev introduziu alguns princípios de mercado, mas a gigantesca economia soviética era pesada demais para ser reformada rapidamente.

Os bens de consumo permaneceram escassos, e a inflação disparou.

Em 1990, as autoridades introduziram uma reforma monetária que eliminou as poupanças, por mais parcas que fossem, de milhões de pessoas.

A frustração com o governo cresceu.

Por que isso importa hoje?

A escassez de bens de consumo teve um efeito duradouro no pensamento da população depois da queda do bloco soviético.

Mesmo agora — uma geração depois —, o medo de ficar sem produtos básicos ainda persiste.

Esse é um temor poderoso que pode ser facilmente manipulado durante as campanhas eleitorais.

A política de Glasnost de Gorbachev visava permitir maior liberdade de expressão em um país que passou décadas sob um regime opressor, onde as pessoas tinham muito medo de dizer o que pensavam, fazer perguntas ou reclamar.

Gorbachev começou a abrir arquivos históricos que mostravam a verdadeira escala da repressão sob Joseph Stalin (líder soviético entre 1924 e 1953), que resultou na morte de milhões de pessoas.

Ele encorajou um debate sobre o futuro da União Soviética e suas estruturas de poder, sobre como elas deveriam ser reformadas para seguir em frente.

O político até contemplou a ideia de um sistema multipartidário, desafiando o domínio do Partido Comunista.

Em vez de apenas ajustar a ideia soviética, essas revelações levaram muitos na URSS a acreditar que o sistema governado pelo Partido Comunista — onde todos os funcionários do governo eram nomeados ou eleitos por meio de eleições não contestadas — era ineficaz, repressivo e aberto à corrupção.

O governo de Gorbachev tentou apressadamente introduzir alguns elementos de liberdade e justiça no processo eleitoral, mas era tarde demais.

Por que isso importa hoje?

O atual presidente da Rússia, Vladimir Putin, percebeu desde cedo a importância da ideia de uma nação forte, especialmente para um governo que não é totalmente transparente e democrático.

Ele utilizou um ideário de várias épocas do passado russo e soviético para promover um sentimento nacional de reverência ao seu governo: a riqueza e o glamour da Rússia Imperial, o heroísmo e o sacrifício da vitória na Segunda Guerra Mundial sob Stalin e a calma estabilidade dos anos 1970. A era soviética é ecleticamente misturada para inspirar orgulho e patriotismo, deixando em segundo plano os numerosos problemas da Rússia atual.

A União Soviética era um estado multinacional, sucessor do Império Russo.

Consistia em 15 repúblicas, cada uma teoricamente igual em seus direitos como nações irmãs.

Na realidade, a Rússia era de longe a maior e mais poderosa, e a língua e a cultura russas dominavam muitas áreas.

A Glasnost revelou a extensão da repressão na época de Stálin — Foto: Getty Images.

A Glasnost revelou a extensão da repressão na época de Stálin — Foto: Getty Images.

– O plano de Educação Familiar do Governo Chinês.

Do ano passado, mas nada mais se soube… abaixo:

Limitação de tempo de jogos pela Internet, fim do culto às celebridades da mídia, cuidados para a adoração de pessoas como se fosse “ópio espiritual”, aumento de tempo de recreação com atividades físicas e mais masculinização dos homens: eis alguns pontos da nova lei de Educação Familiar na China, que pode levar os pais à punição, caso os filhos não os cumpram.

Diante disso, uma questão, independente da lei: até onde um Governo pode ou deve regular a relação íntima de pai, mãe e filhos?

Abaixo, extraído de: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/china-elabora-lei-para-punir-pais-por-mau-comportamento-dos-filhos/

CHINA ELABORA LEI PARA PUNIR PAIS PRO MAU COMPORTAMENTO DOS FILHOS

O parlamento da China vai analisar uma legislação para punir os pais se seus filhos pequenos exibirem “comportamento muito ruim” ou cometerem crimes.

No projeto de lei de promoção da educação da família, os tutores serão repreendidos e obrigados a passar por programas de orientação de educação da família se os promotores encontrarem um comportamento considerado “muito ruim ou criminoso” nas crianças sob seus cuidados.

“Há muitas razões para os adolescentes se comportarem mal, e a falta de educação familiar inadequada é a principal causa”, disse Zang Tiewei, porta-voz da Comissão de Assuntos Legislativos do Congresso Nacional do Povo (NPC).

O projeto de lei de promoção da educação familiar, que será analisado do Comitê Permanente do NPC nesta semana, também pede aos pais que providenciem tempos para descanso, brincadeiras e exercícios para seus filhos.

Pequim tem conduzido a China com uma mão paternal mais assertiva neste ano, combatendo o vício dos jovens nos jogos online, que são considerados uma forma de “ópio espiritual”, até reprimir a adoração “cega” de celebridades da internet.

Nos últimos meses, o Ministério da Educação chinês limitou as horas de jogo para menores de idade, permitindo-lhes jogar online por uma hora apenas às sextas, sábados e domingos.

O país também proibiu aulas de reforço depois de aulas para matérias importantes durante o fim de semana e feriados. A decisão demonstra uma preocupação com a pesada carga acadêmica sobre as crianças do país.

A China tem pedido aos jovens para serem menos “femininos” e mais “masculinos”. Em uma das medidas adotadas pelo país, o Ministério da Educação instou as escolas a promoverem esportes presenciais, como o futebol.

China: governo, economia, aspectos naturais - Brasil Escola

Imagem extraída de: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/china-1.htm