– Leslie Nielsen morreu!

 

Que pena. Leslie Nielsen, grande ator de comédias como “Corra que a Polícia vem aí” morreu ontem. Sua carreira tinha mais de 100 filmes!

 

O cara era um tipo único, ótimas interpretações em papéis cômicos na dose certa. Que descanse em paz.

 

Extraído de http://cinemacomrapadura.com.br/noticias/181335/morre-o-ator-e-comediante-canadense-leslie-nielsen-aos-84-anos/

 

MORRE O ATOR COMEDIANTE CANADENSE LESLIE NIELSEN AOS 84 ANOS

 

No fim desse domingo (29), morreu, aos 84 anos, o ator Leslie Nielsen. Ele estava internado no hospital na Flórida para tratamento de uma pneumonia bastante grave, mas acabou não resistindo a doença e morreu devido a complicações. John Kelly, agente do ator, emitiu um comunicado escrito pela família de Nielsen:

“Estamos tristes pelo falecimento do querido ator Leslie Nielsen, provavelmente melhor lembrado como o tenente Frank Drebin na saga ‘Corra que a polícia vem aí’, embora tenha desfrutado de uma carreira no cinema e na televisão durante mais de 60 anos“.

Ainda em nota, os familiares pedem ao público que, em vez de mandarem flores, remetam doações em seu nome a organizações beneficentes. Doug Nielsen, sobrinho do astro, comentou a uma rádio local que seu tio tinha permanecido hospitalizado por cerca de 12 dias e que sua situação piorou nas últimas 48 horas. Segundo disse, Nielsen morreu rodeado por sua família e amigos às 17h30 hora local.

Nielsen nasceu em Saskatchewan, Canadá, e apareceu em mais de 100 filmes e centenas de programas de televisão ao longo de sua carreira. Sua fama ganhou o mundo quando em 1980 aceitou fazer o médico maluco na comédia cinematográfica “Apertem os cintos, o piloto sumiu”. Com o sucesso desse papel, Nielsen passou a ser um dos comediantes mais requisitados para comédias desse gênero, inclusive a famosa “Corra que a polícia vem aí” e suas duas sequências. Outras comédias que participou foi “Drácula – Morto Mas Feliz”, de Mel Brooks, e “A Repossuída”, com Linda Blair.

Nielsen também viveu o personagem dos desenhos animados Mr. Magoo na adaptação homônima para as telas, entre tantos outros projetos do gênero comédia.

– Quando Eu Estou Aqui… ou melhor, lá no Show do meu, do seu, do nosso amigo Roberto Carlos!

 

Xi, estou com mania dos anos 70? Só falta eu dizer que “boy que é boy não toma mel, masca abelha!”

 

O que falar do Show do Roberto Carlos? Estive lá ontem, e é emocionante, empolgante, romântico… como sempre!

 

Me faz ser um amante à moda antiga, do tipo que ainda manda flores. Me dá vontade de cavalgar por toda noite e dizer à minha querida Andréia: “Como é grande, o meu amor, por.. você!”

– Paralelamente ao Dia do Halloween, hoje é Dia do Saci!

 

Tenho amigos que acreditam em Saci-Pererê. Aliás, são criadores de sacis e possuem até mesmo uma associação (ANCS – Associação Nacional dos Criadores de Saci)! E duvide deles para você ver…

 

Digo isso pois hoje é o Dia do Saci! A data foi criada em 2005, contrapondo-se à festa do Halloween. É uma espécie de resposta do folclore brasileiro a uma inculturação americana.

 

Entretanto, tanto o Saci como o Halloween tem origens diversas. Uma das estórias conta que o Saci era uma entidade indígena que conhecia as plantas, uma espécie de “deus das ervas”, e misturando-se com a cultura afro, virou negrinho e começou a fumar cachimbo. Depois, nossos escritores o tornaram mais simpático com gorrinho e molecagens! Já o halloween tem origem Celta e era a festa das vésperas do Dia de Todos os Santos, uma celebração pagã que encontrou um sentido sincrético-religioso.

 

Dois textos abaixo sobre esse assunto, com as citações abaixo:

 

DIA DO SACI

 

O Saci, ou Saci-pererê, é um personagem bastante conhecido da mitologia brasileira, que teve sua origem presumida entre os indígenas da região das Missões, no Sul do país. Inicialmente retratado como um endiabrado, é uma criança indígena, com uma perna e de cor morena, com a diferença de possuir um rabo. Suas histórias se espalharam e chegando à Região Norte do Brasil, a mitologia africana o transformou em um negrinho que perdeu uma perna lutando capoeira, imagem que prevalece nos dias de hoje. Herdou também a cultura africana do pito, uma espécie de cachimbo, e da mitologia européia, herdou o píleo, um gorrinho vermelho.

Considerado uma figura brincalhona, que se diverte com os animais e pessoas, fazendo pequenas travessuras que criam dificuldades domésticas, ou assustando viajantes noturnos com seus assobios. O mito existe pelo menos desde o fim do século XVIII. O saci não tem amigos, vivendo solitário nas matas. Também conhecido como menino de uma só perna.

A função desta “divindade” era o controle, sabedoria, e manuseios de tudo que estava relacionado às plantas medicinais, como guardião das sabedorias e técnicas de preparo e uso de chá, mezinhas, beberagens e outros medicamentos feitos a partir de plantas.

Como suas qualidades eram as da farmacopéia, também era atribuído a ele o domínio das matas onde guardava estas ervas sagradas, e costumava confundir as pessoas que não pediam a ele a autorização para a coleta destas ervas.

 O primeiro escritor a se voltar para a figura do Saci-Pererê foi Monteiro Lobato, que realizou uma pesquisa entre os leitores do jornal O Estado de S. Paulo, colhendo depoimentos sobre o nosso “diabinho”. O resultado foi publicado (1918) em forma de livro: ‘O Sacy-Pererê – resultado de um inquérito’; além de publicar ‘O saci’ – obra-prima sobre o folclore brasileiro – Lobato utilizou a figura do simpático diabrete no conto Pedro Pichorra, em que um menininho se vê confrontado com o seu medo ao Saci. Imortalizado nas histórias contadas à beira das fogueiras nas cidades do interior do Brasil, o Saci ganhou um novo e importante aspecto cultural nos livros de Monteiro Lobato e nas histórias em quadrinhos de Ziraldo, criador da ‘Turma do Saci Pererê’, alcançando desta forma, também as crianças da cidade grande. Figura ainda em muitas histórias do Chico Bento, personagem criada por Maurício de Sousa, típico caipira do interior paulista. Com a contribuição destes escritores o mito do Saci sobrevive à invasão das culturas estrangeiras amplamente divulgadas pela mídia. Com a transposição dos textos de Lobato para a Televisão, o Saci deixou o imaginário para ser personificado numa figura de carne e osso.

O Saci é apenas o mais famoso integrante do Dia das Bruxas nacional.

 

DIA DO HALLOWEEN

 

Todos os anos, na noite de 31 de outubro, milhões de crianças de toda a América do Norte pintam seus rostos, vestem fantasias e vão de porta em porta coletando doces. Os adultos freqüentemente decoram suas casas com figuras fantasmagóricas, esculpem rostos assustadores em abóboras e põem velas dentro delas para criar lanternas. Infelizmente, em meio a milhões de norte-americanos satisfeitos em suas fantasias, muitos são ademais muçulmanos. Esse artigo ira emitir alguma luz no significado e nas origens da véspera do Dia de Todos os Santos e porque muçulmanos não deveriam participar desta data.

Origens do festival da Véspera do Dia de Todos os Santos

O clássico festival celta (irlandês/escocês/galês), chamado “Samhain”, é considerado por muitos historiadores e eruditos o predecessor da atual Véspera do Dia Todos Santos. Samhain era o dia de Ano Novo dos celtas pagãos. Era também o Dia dos mortos, época em que se acreditava que às almas dos que morreram durante o ano era permitido acessar na “terra dos mortos”. Muitas crenças tradicionais e costumes associados ao Samhain continuam sendo praticados atualmente no dia 31 de outubro.

Os costumes mais notáveis são a prática de deixar oferendas como comida e bebida (hoje doces) para foliões mascarados e fantasiados e, o ato de acenderem fogueiras. Elementos desse festival foram incorporados ao festival cristão de Véspera de Todos os Santos, a noite que precede o Dia de Todos os Santos.

O significado do nome “hallow-even” (Véspera do Dia de Todos os Santos) foi o que nos deu o nome “halloween”. Até recentemente, em algumas partes da Europa acreditava-se em que nessa noite os mortos andavam entre eles e que as bruxas e feiticeiros voavam com eles. Preparando-se para isso, fogueiras eram feitas a fim de repelir esses espíritos maléficos.

No século XIX, brincadeiras de bruxas foram substituídas por travessuras de crianças. O espírito do samhain, uma vez acreditado ser selvagem e poderoso, é agora reconhecido como sendo maligno. Devotos cristãos começaram a rejeitar esse festival. Eles descobriram que os supostos deuses, deusas e outros seres espirituais das religiões pagãs eram trapaças diabólicas. As forças espirituais as quais as pessoas experimentaram duramente o festival eram certamente reais, mas eram manifestações do mal que desencaminhava as pessoas para o culto de falsos ídolos. Conseqüentemente, eles rejeitaram os costumes associados à Véspera do Dia de Todos os Santos, incluindo todas as representações de fantasmas, vampiros e esqueletos humanos – símbolo dos mortos, do diabo e de outras malignas criaturas. É preciso ser notado também que, ate hoje, muitos adoradores de “satã” consideram a noite a noite de 31 de outubro como sendo a mais sagrada e, muitos devotos cristãos hoje continuam se distanciando desse festival pagão.

 

Texto 1- Extraído de: CLIQUE AQUI

Texto 2 – Extraído de: CLIQUE AQUI

– Halloween?

 

Detesto a festa de Halloween. Respeito quem gosta, mas é um festejo tão americanizado que, por mais que se esforce, não consegue ter um jeitão brasileiro.

 

Hoje a noite, aqui em Jundiaí, muitos já irão às ruas para brincar. Tudo bem, se divirtam. Mas não queiram a minha boa-vontade nem me peçam balas.

 

Puxa, até eu acho que exagerei no azedume. Tudo bem, bala pode pedir.

 

E você, o que acha do Halloween? Deixe seu comentário:

– Por onde anda a peça “Comunitá”?

Uma das melhores peças de teatro que pude assistir foi “Comunitá”, no Teatro Itália. Um musical de altíssimo nível, com as canções italianas mais belas de todos os tempos. Os atores-cantores excepcionais, além, é claro, do clima nostálgico que a bela Itália traz à minha família.

Por onde anda a peça? Há uns 8 anos a assisti e nunca mais ouvi falar sobre ela… Quem souber, deixe aqui o recado!

– Stanislaw Ponte Preta na Globo

 

Confesso que quando vi a propaganda de “As Cariocas”, minissérie quem promete ser um sucesso na TV, nem me dei conta. A obra é inspirada no trabalho de Sérgio Porto. E quem é Sérgio Porto? O estupendo Stanislaw Ponte Preta, personagem da crônica e do futebol brasileiro!

 

Quem é ele?

 

La vai sua brilhante obra:

 

Extraído de: http://www.palanquemarginal.com.br/arquivo/site69/biografia.htm

 

Filho de Américo Pereira da Silva Porto e de D. Dulce Julieta Rangel Porto, Sérgio Marcos Rangel Porto, um cidadão acima de qualquer desfeita, nasceu no Rio de Janeiro em pleno verão, no dia 11 de janeiro de 1923, e ficou famoso anos depois sob o pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta, emprestado à Oswald de Andrade (vide Memórias de Serafim Ponte Grande.) Foi casado com Dirce Pimentel de Araújo, com quem teve três filhas: Gisela, Ângela e Solange.

Dizem seus estudiosos que no citado livro teria encontrado seu grande filão:a irreverência. Começou uma obra carioquíssima, até hoje insuperável, transpondo para jornais, livros e revistas o saboroso coloquial do Rio de Janeiro. Afirmam, também, que as melhores crônicas são aquelas onde a disposição de desfazer o sentido de uma palavra ou de uma situação não se manifesta apenas no final do enredo, mas parece atingir a estrutura da narrativa; quer dizer, a partir de pistas falsas, a história é conduzida visando a um final que não acontece, substituído por outro, totalmente inesperado (vejam Menino Precoce e A Charneca, por exemplo).

Traçou, em 12 palavras, o retrato de uma época , os tais anos dourados nada permissivos, quando o preconceito prevalecia, principalmente em matéria de sexo:

Se peito de moça fosse buzina, ninguém dormia nos arredores daquela praça“. Antes da liberação sexual, as praças e outros cantinhos escuros eram, então, um buzinaço.

Criador de Tia Zulmira, Rosamundo e Primo Altamirando, foi com seu Festival de Besteira que Assola o País – FEBEAPÁ, lançado em plena vigência da Redentora, apelido do golpe militar de 1964, que ele alcançou seu grande sucesso. Stanislaw afirmava ser difícil precisar o dia em que as besteiras começaram a assolar o Brasil, mas disse ter notado um alastramento desse festival depois que uma inspetora de ensino no interior de São Paulo, portanto uma senhora de nível intelectual mais elevado pouquinha coisa, ao saber que o filho tirara zero numa prova de matemática, embora sabendo tratar-se de um debilóide, não vacilou em apontar às autoridades o professor da criança como perigoso agente comunista.

Na mesma época (1954) em que o jornalista Jacinto de Thormes publicou na revista Manchete a lista das “Mulheres Mais Bem Vestidas do Ano”, Stanislaw, que escrevia na mesma revista sobre teatro-rebolado, não quis ficar por baixo e inventou a lista das “Mulheres Mais Bem Despidas do Ano”. Com a grita das mães das vedetes, passou a usar uma expressão ouvida de seu pai — “Olha só que moça mais certa” — e estavam, assim, criadas as “certinhas” do Lalau. De 1954 a 1968 foram 142 as selecionadas. Dentre outras, podemos citar Aizita Nascimento, Betty Faria, Brigitte Blair, Carmen Verônica, Eloina, Íris Bruzzi, Mara Rúbia, Miriam Pérsia, Norma Bengell, Rose Rondelli, Sônia Mamede e Virgínia Lane.

Ao contrário do que parecia ser — um cara folgado, brincalhão, gozador e pouco chegado ao labor, Sérgio Porto, por suas inúmeras atribuições, era um lutador. Nos últimos anos de vida tinha uma jornada nunca inferior a 15 horas de trabalho por dia.

Tunica, eu tô apagando“. Essas foram as últimas palavras ditas pelo autor ao sofrer seu derradeiro infarto, no dia 29 de setembro de 1968.

O humorista começou a surgir no semanário Comício, excelente escola de descontração do estilo jornalístico, dirigido por Rubem Braga, e Joel Silveira, onde escreviam ainda Clarice Lispector, Millôr Fernandes, Fernando Sabino, Otto Lara Resende, Rafael Correia de Oliveira, Carlos Castelo Branco, Edmar Morel, onde também apareceram as primeiras crônicas de Antônio Maria e as primeiras reportagens de Pedro Gomes.

Digo o humorista profissional, porque o da convivência com os amigos vinha do tempo das peladas em Copacabana: Sandro Moreira, João Saldanha, Mauricinho Porto, George Rangel, Máriozinho de Oliveira, Carlos Peixoto e Carlinhos Niemeyer são alguns que se lembram das histórias engraçadas de Sérgio, o Bolão.

O contraditório é que pudesse fazer humorismo uma pessoa que possuía tanto senso das proporções e da verdade escondida. Seu humorismo, bem reparado, não era o usual, pelo contrário, ele fazia humor sem caricaturar o assunto. Bernard Shaw, quando queria fazer graça, dizia a verdade. Ele também fez graça falando verdades, descobrindo verdades, tendo a coragem de ser odiado por dizê-las.

Como todo homem de sensibilidade, precisava de amigos e afeto; mas desprezava os mesquinhos, os medíocres, os debilóides, os cretinos.

Seu gosto era certo. Amava os livros e os discos, milhares de discos, discos que ouvia às vezes enquanto trabalhava, atendendo ao telefone a todo instante, recebendo amigos, contando piadas, e continuando a batucar na máquina, insistindo para que o visitante ficasse, sob a afirmação (verdadeira) de que estava acostumado a escrever no meio da maior confusão.

Bibliografia:

Como Stanislaw Ponte Preta:

Tia Zulmira e Eu – Editora do Autor/1961

Primo Altamirando e Elas – Editora do Autor/1962

Rosamundo e os Outros – Editora do Autor/1963

Garoto Linha Dura – Editora do Autor/1964

FEBEAPÁ1 (Primeiro Festival de Besteira Que Assola o País), Editora do Autor/1966

FEBEAPÁ2 (Segundo Festival de Besteira Que Assola o Pais), Editora Sabiá/1967

Na Terra do Crioulo Doido – FEBEAPÁ-III – A Máquina de Fazer Doido – Editora Sabiá/1968

Com o nome de Sérgio Porto:

A Casa Demolida – Editora do Autor/1963 (Reedição ampliada e revista de O Homem ao Lado – Livraria. José Olympio Editores)

As Cariocas – Editora Civilização Brasileira/1967

Links

http://www.releituras.com/biografias.asp

– Obra de Arte???

Há certas obras de arte que me fazem questionar se as considero como arte ou não.

 

Gil Vicente, um artista brasileiro, estará na próxima terça-feira expondo na Bienal de São Paulo. Mas seu trabalho é polêmico: mostra FHC, LULA e o PAPA BENTO XVI em condições de tortura e com risco de morte:

 

Veja abaixo:

 

   

 

O que você acha: isso é arte? Respeito o trabalho, mas considero de tremendo mau gosto…

 

(Se não conseguir as visualizar, há um link para o jornal Correio da Bahia com outras: http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/wp-admin/post-new.php)

– Muitas Emoções…

Ontem começaram as vendas para os Shows da turnê do Roberto Carlos em SP.

 

Como sou um amante a moda antiga, do tipo que ainda manda flores, já garanti minhas entradas para 18/Novembro, abertura da turnê no Credicard Hall.

 

Já fui em outras oportunidades, e sempre que vou, é emocionante. Principalmente estando bem acompanhado…

– Revista Alfa: o que achei?

Recebi como cortesia da Editora Abril (e agradeço por aqui) a edição no. 1 da Revista Alfa, uma revista masculina de variedades.

 

Em destaque: uma interessante entrevista com Galvão Bueno (um cara feliz e auto-confiante), um test drive de Emerson Fittipaldi com um Aston Martin (terei um destes um dia… kkk), uma matéria sobre a Tropa de Elite dos soldados brasileiros na Amazônia (sabiam que os americanos vêm aqui aprender com eles?) e um belo ensaio fotográfico com Carolina Ferraz (dispensa comentários).

 

A revista é boa! Mas também é cara… afinal, o público dela é classe “A” *. Não é o meu caso, infelizmente… Não sou tão culto nem rico; pelo contrário, sou pobre e um tanto rude e ogro!

– Laurentino Gomes é o cara!

1808, 1822 e 1889: o que essas datas significam para você?

 

Para um bom estudante e para qualquer cidadão atento, são 3 datas históricas cuja resposta é imediata: a da Família Real no Brasil, Independência do País e Proclamação da República, respectivamente.

 

Tais temas são, muitas vezes, contados folcloricamente ou até mesmo marginalizados. De pronto, poucos lembram o significado para a História do Brasil destas datas. E aí temos o escritor Laurentino Gomes: de maneira didática e romancista, escreveu 2 livros sobre as primeiras datas (ambos sucesso de vendas), e se prepara para o seu terceiro (1889).

 

Este post não é promocional, mas um chamamento à boa literatura: entretenimento e ensino somados em best-sellers. Só nos resta ler e louvar sua brilhante forma de retratar os acontecimentos marcantes do país. E aguardar, quem sabe, um próximo livro. Qual data a ser retratada você sugeriria?

– Mega Sena e Fundo Penitenciário

Você sabe para onde vai o dinheiro das apostas da Mega Sena? Leia o volante de apostas por inteiro para saber a destinação, e repare em algo interessante: 32% do valor total do arrecadado vira premiação. Entre outros destinos do dinheiro, dois me chamaram a atenção:

– 3% vai para a Cultura e 3,14% vai para o Fundo Penitenciário.

Precisa dizer algo? Quem investe menos em Cultura do que em Cadeia só pode estar nessa situação periclitante mesmo… (como se as ações das penitenciárias fossem boas!)

Ops: é claro que estou sendo irônico, pois o valor de apenas 3% para a Cultura é ridículo por ser irrisório…

Distribuição de arrecadação

Quem joga na Mega-Sena tem milhões de motivos para apostar e milhões de brasileiros para ajudar. Parte do valor arrecadado com as apostas é repassada ao Governo Federal, que pode, então, realizar investimentos nas áreas da saúde, educação, segurança, cultura e do esporte, beneficiando toda a população.

Distribuição de Arrecadação  
Prêmio Total 51,00%
Fundo Nacional da Cultura 3,00%
Comitê Olímpico Brasileiro 1,70%
Comitê Paraolímpico Brasileiro 0,30%
Prêmio Bruto 46%
Imposto de Renda Federal 13,80%
Prêmio Líquido 32,20%
Seguridade Social 18,10%
FIES -Crédito Educativo 7,76%
Fundo Penitenciário Nacional 3,14%
Desp. de Custeio e Manut. de Serviços 20,00%
Tarifa de Administração 10,00%
Comissão dos Lotéricos 9,00%
FDL – Fundo Desenv. das Loterias 1,00%
Renda Bruta 100,00%
Adicional p/ Sec. Nacional de Esportes 4,50%
Arrecadação Total 104,50%

(Extraído do site da CEF, link Loterias)

– Dica Cultural: Estação Vida no Glória Rocha

Não tive a oportunidade de prestigiar, mas as referências são excepcionais: vale a pena conferir!

 

Por Reinaldo Oliveira – Jornalista e Ator

 

PEÇA “ESTAÇÃO VIDA” NA SALA GLÓRIA ROCHA

 

Vamos ao teatro?  Imagine você um grupo de teatro amador cujo elenco seja todo acima dos 45 anos. Um cenário que leva você a uma estação de trem de uma cidadezinha do interior, lá pelos anos 60. Que após muitos anos uma turma de alunos que estudaram juntos, cresceram, houve a separação, e passados muitos anos eles se encontram e começam a relembrar coisas como o primeiro amor, os bailes naquele Tênis Club da cidade, sucessos e fracassos atuais. Isto tudo tendo como motivador destas lembranças a estação do trem da cidadezinha. Tudo isso e muito mais, principalmente muito humor, você encontra na peça “Estação Vida”, em cartaz neste domingo, dia 15 de agosto, na Sala Glória Rocha – Rua Barão de Jundiaí, 1093 – centro. Venha fazer esta viagem com o elenco da peça. A sua presença é muito importante! O início? Às 20h, certo? Então nos vemos por lá.

– Coca-Cola e Bradesco Mudam de Vermelho para o Azul em nome do Boi e do Dinheiro

O poder do marketing e a força das marcas são dois fatores indispensáveis na Administração de Empresas.

Em Parintins, tradicional celebração amazônica (muitas vezes desprezada no Sul-Sudeste do Brasil), as grandes empresas se renderam à festa e para garantir mais atração aos seus produtos, aceitaram mudar de cor!

Lembre-se agora das logomarcas de Coca-Cola e Bradesco. Pronto, você visualizou algo vermelho. Para conquistar os adeptos do Boi Garantido e do Boi Caprichoso, elas passaram a ser azul (aliás, único lugar do mundo onde a Coca-Cola usou as cores da rival Pepsi-Cola).

 

Extraído de IG Inovação (Clique acima para a citação completa), enviada pelo consultor em Qualidade Augusto César Tavares Ferreira:

 

EMPRESAS MUDAM DE COR PARA O FESTIVAL DE PARINTINS

 

Você está andando pela rua e se depara com um outdoor com a marca da Coca-Cola. Até aí não há nenhuma novidade, não fosse o fato da marca estar com a cor azul ao fundo ao invés do tradicional vermelho. Mais a frente, outros banners chamam a atenção: um anúncio azulado do Bradesco e outro vermelho da Eletrobras.

Ao contrário do que um desavisado possa pensar, não se trata de uma influência do filme “Avatar” nas marcas. O motivo é genuinamente brasileiro. No município de Parintins, no Amazonas, a tradicional disputa entre os bois Garantido e Caprichoso mexe não só com o cotidiano da cidade, mas também com as marcas lá presentes.

Na festa popular amazônica, cada boi é representado por uma cor. O Garantido, mais associado aos populares, defende o vermelho. Já o boi da elite, o Caprichoso, é representado pelo azul. No Bumbódromo, onde acontecem as apresentações, tudo é milimetricamente dividido em partes iguais. De um lado a arquibancada com cadeiras azuis e, do outro lado, os assentos vermelhos.

Com tanta tradição envolvida, as marcas tiveram que se adaptar à realidade local para não desagradar nenhuma torcida e assim correr o risco de perder clientes. “As pessoas que vêm de fora acham que se trata simplesmente de um folclore. Com o passar do tempo, percebemos que é uma coisa que vai muito além disso”, avalia o vice-presidente de Relações Internacionais da Coca-Cola, Jack Corrêa.

De acordo com o executivo da multinacional de bebidas, que patrocina o Festival de Parintins há 16 anos, a ideia de colocar a logo em azul surgiu após colocar pela primeira vez um banner com as cores tradicionais no Bumbódromo. Como existe uma norma rígida de utilização da marca, o caso teve que ser enviado para a sede da empresa, em Atlanta, nos Estados Unidos, para ser aprovado.

“Estávamos fugindo da marca original e a exposição era muito grande. Quando a sede entendeu que havia uma diversidade devido a um fator cultural, aprovou na hora”, relembra. “Esse é o único lugar do mundo onde a Coca-Cola usa sua logo em azul”, completa.

 

Impacto econômico

 

Segundo a Prefeitura de Parintins, o evento folclórico é responsável por impulsionar a economia do município, respondendo aproximadamente por 50% da arrecadação total anual. O investimento do festival, incluindo patrocínios e incentivos governamentais, gira em torno de R$ 20 a R$ 30 milhões.

Os números não param por aí. Cerca de 2.700 pessoas são envolvidas na produção do espetáculo e o total de pessoas na cidade dobra. Com uma população de 115 mil habitantes, a Ilha de Tupinambara, a 420 km de Manaus, chega a receber mais de 100 mil turistas. O aeroporto local, que recebe em média 20 voos semanais, tem o número ampliado para 200 durante o período de festa.

 

 

 

– Saramago e Suas Provocações Persistentes Pós-Morte

Morreu José Saramago na última sexta-feira. Por falta de tempo, só hoje pude escrever. E ao invés de falar algo novo sobre ele e suas polêmicas (Saramago era ateu, comunista, único prêmio Nobel de Literatura da língua portuguesa e defendia que Portugal deveria se tornar parte do território espanhol), resolvi republicar um artigo que reproduzi em 28/11/2008. Abaixo:

A HUMANIDADE NÃO MERECE A VIDA, SEGUNDO SARAMAGO

Confesso que nunca morri de amores por José Saramago, o escritor português que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 1998, e aclamado como um dos maiores do mundo na sua área.

Aos 86 anos, numa sabatina na Folha de São Paulo, o português deu respostas polêmicas, sinceras e diretas. Mas a força de suas palavras não me trouxe empatia, apesar da qualidade de suas obras. Como escritor, genial. Como pessoa, não haverá unanimidade. Veja o que o autor diz sobre temas diversos:

 “A Humanidade não merece a vida, a história da humanidade é um desastre contínuo “.

“Sou aquilo que se pode chamar de comunista hormonal. Assim como tenho no corpo um hormônio que me faz crescer a barba, há outro que me obriga a ser comunista”.

 “Por que eu teria de mudar [minha concepção de Deus após a minha doença]? Porque supostamente me salvou a vida? Quem me salvou foram os médicos e minha mulher (…) Não quero ofender ninguém, mas Deus simplesmente não existe. Inventamos Deus porque tínhamos medo de morrer. (…) A Bíblia não é um livro que se possa deixar nas mãos de um inocente. Só tem maus conselhos, assassinatos, incestos…”

 De bestial à besta em uma sabatina.

– Virada Cultural em Jundiaí: de Intensiva para Extensiva

Hoje começa a Virada Cultural nas principais cidades do estado de São Paulo. No último sábado e domingo, o evento aconteceu na capital.

Aqui em Jundiaí teremos várias atrações, para todos os gostos. Mas algo sempre me perturbou: por que ao invés de muitos shows em um final de semana, que tal um show em muitos finais de semana? A extensa programação poderia ser dividida em vários dias, permitindo uma perene agenda cultural nos municípios, ao invés de uma única data. Divida-se a quantidade de shows e permita-se que as pessoas possam curtir um pouco mais dos artistas e eventos.

Claro que a justificativa é que nesse formato a Virada seria marcante. Mas… que tal pensarmos em algo contínuo, não esporádico?

O que você pensa sobre isso? Muitos shows num dia ou muitos dias com um show?

Aqui em Jundiaí, teremos a seguinte programação:

Exposição: A história da história do quadrinho
 
Espetáculos de dança: Ballet Afro Koteban, Gnawa / Serenade – SP Cia de Dança
 
Intervenções circenses: Cia BubiÔ FicO Lô!
 
Espetáculos de teatro: It – Cia Anima, Mão na Luva – Grupo Tapa
 
Shows musicais: Banda Paralela, Banzé!, Bohemian Queen, Cat Power, Cia Canto Vivo, Cidadão Instigado, DJ Marcelinho da Lua, Garotas Suecas, Over Rock, Pitty, Rodas e Brincadeiras, Wanderley Cardoso, Zeca Baleiro
 
Stand Up: Claudio Torres
 
Locais de programação:  
Teatro Polytheama, Sala Glória Rocha (cinema), Parque Comendador Antonio Carbonari (Parque da Uva), Catedral Nossa Senhora do Desterro, Museu Histórico e Cultural de Jundiaí.

Extraído do Bom Dia Jundiaí – clique acima para o link

– Bebeu… Cadeia!

E o nosso novo país-amigo, o Irã? Lá, pelos costumes islâmicos e radicalismo do governante local, o uso de bebida alcoólica é cadeia na certa.

Leio agora no Estadão (pg A16): Irã prende 80 pessoas em festa que servia álcool – (…) as pessoas foram acusadas por ‘buscar o prazer’ pela polícia iraniana. A lei iraniana proíbe homens e mulheres de se tocar ou dançar. Há 2 anos, o governo iraniano combate ‘movimentos ocidentais indecentes’. Além do álcool, estão nessa categoria os rappers”.

Cultura diferente é isso aí!

– O Brasil nas Copas: A Era “Telê”

Para quem gosta de futebol, o programa é imperdível: André Fontenelle, da Revista Época, será o palestrante do encontro promovido pelo Memofut + Museu do futebol, em relação ao tema: A era Telê: 1982/1986, dando sequência as palestras sobre o Brasil nas Copas. Acontecerá sábado, das 10:00 às 12:00h, com entrada gratuita. Abaixo:

O BRASIL NAS COPAS – “A ERA TELÊ (1982/1986)”

 Palestra com ANDRÉ FONTENELLE e MARCELO UNTI sobre O BRASIL NAS COPAS DO MUNDO DE FUTEBOL

O Grupo Literatura e Memória do Futebol – MEMOFUT em parceria com o Museu do Futebol está promovendo uma série de reuniões, aos sábados pela manhã, apresentando a participação do Brasil em Copas do Mundo de Futebol

 

Programação:

24 de abril – sábado

Horário: 10h às 12h

Palestra: “A ERA TELÊ (1982/1986)”  com ANDRÉ FONTENELLE – Editor-executivo da revista Época. Trabalhou anteriormente nos jornais O Globo, Folha de S. Paulo e Lance e nas revistas Placar e Veja. É co-autor do livro “Todos os Jogos do Brasil” (2006) e MARCELO UNTI – Advogado, membro do MEMOFUT e colecionador de futebol de botão e de escudos. Possui um acervo com mais de 1.300 revistas e 500 livros.

 

Local: Auditório Armando Nogueira -Museu do Futebol – Praça Charles Miller – Estádio do Pacaembu

Entrada gratuita

 

Para mais informações sobre eventos do Museu do Futebol, acesse:

Museu do Futebol – www.museudofutebol.org.br       

Telefone: (11) 3664-3848

– Madalena, Madalena… O Bem-Querer na Academia Brasileira de Letras

A Academia Brasileira de Letras está com uma cadeira disponível, após o recente falecimento de José Mindlin. E os candidatos são “diferentes” do que os habituais. A cadeira que um dia foi ocupada por Machado de Assis poderá ser ocupada por Fernando Henrique Cardoso ou pelo sambista Martinho da Vila.

O trocadilho é inevitável: “Letra por letra”, prtefiro as do sambas de Martinho. A Vila Isabel agrdecerá!

Extraído de: IG – Último Segundo (clique aqui para citação)

SEIS NOMES LANÇAM CANDIDATURA PARA OCUPAR CADEIRA DE JOSÉ MINDLIN

Agora é oficial: declarada vaga, nesta quinta-feira, a cadeira 29 da Academia Brasileira de Letras (ABL), ocupada até o último domingo pelo bibliófilo e empresário José Mindlin, seis nomes se candidataram a substituí-lo. Conforme o iG antecipou, Ziraldo, Martinho da Vila, Eros Grau, Geraldo Holanda Cavalcanti, Muniz Sodré e Marco Lucchesi enviaram ao presidente da Academia, Marcos Vilaça, a inscrição de candidato.

Pela liturgia da Casa, as candidaturas são abertas após a chamada “sessão da saudade”, que ocorre tradicionalmente no Salão Nobre do imponente Petit Trianon, no centro do Rio, na primeira quinta-feira após a morte de um membro da ABL. A sessão homenageou Mindlin no fim da tarde desta quinta-feira e abriu oficialmente a corrida eleitoral.

O número de candidatos, porém, não deve se resumir aos seis citados. As inscrições ficarão abertas durante 30 dias. Mas a campanha começou logo depois de anunciada a morte do bibliófilo. Pelo menos um deles não esperou sequer 24 horas da morte de Mindlin para começar a trabalhar na campanha. Outros enviaram aos acadêmicos um “telegrama de intenções”.

O nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também era cogitado para entrar na disputa. Na quarta-feira, no entanto, ele ligou para o presidente da ABL, Marcos Vilaça, avisando que não entraria na corrida. Não agora. “Desejo ser acadêmico, mas não serei candidato agora. Ainda não”, disse-lhe FHC.

Conforme um observador avaliou ao iG, o ex-presidente só entrará numa disputa para uma vaga na ABL se vislumbrar no horizonte uma aclamação por unanimidade. A eleição presidencial deste ano também adia a candidatura de FHC.

 

– Evento do Memofut: o Complexo de Vira Lata

Amigos, lembram-se do evento do Memofut em parceria com o Museu do Futebol divulgado na semana passada (Copas do Pré-Guerra)? Pois é: o evento ocorrido no ultimo sábado foi um sucesso, auditório lotado, com fila para entrar.

Teremos um próximo evento, também de altíssimo nível e gratuito, que está programado para o próximo sábado, dia 6 de março. A Palestra será sobre as Copas do Mundo de 1950 e 1954: O COMPLEXO DE VIRA LATA (1950/1954) e contará com a participação dos jornalistas Roberto Muylaert e Geneton Moraes Neto.

O BRASIL NAS COPAS – O COMPLEXO DE VIRA LATA (1950/1954)

O Grupo Literatura e Memória do Futebol (MEMOFUT) em parceria com o Museu do Futebol está promovendo uma série de reuniões, aos sábados pela manhã, apresentando a participação do Brasil em Copas do Mundo de Futebol Programação: 06 de março, com:

ROBERTO MUYLAERT – Jornalista, editor e escritor. Autor dos livros: “A Copa que ninguém viu e a que não queremos lembrar” (1994) e “Barbosa – Um gol faz cinqüenta anos” (2000) e

GENETON MORAES NETO – Jornalista da Rede Globo desde 1985. Escreveu o livro “Dossiê 50 – Os onze jogadores revelam os segredos” (2000).

Horário: 10h às 12h Local: Auditório Armando Nogueira -Museu do Futebol – Praça Charles Miller – Estádio do Pacaembu Entrada gratuita Para mais informações sobre eventos do Museu do Futebol, acesse: Museu do Futebol – <http://www.museudofutebol.org.br/> http://www.museudofutebol.org.br Telefone: (11) 3663-3848

– O Futebol no Pré-Guerra: evento do Memofut + Museu do Futebol

Amigos, o Memofut – (Grupo Literatura e Memória do Futebol), em parceria com o Museu do Futebol, está organizando durante todo este ano o evento: O Brasil nas Copas, que consistirá em 8 palestras sobre as participações brasileiras nas Copas do Mundo. A intenção é não se limitar as questões estatísticas e números da Seleção Brasileira, mas apresentar também as curiosidades futebolísticas e sociais que envolveram o Brasil e as Copas.

Entre alguns palestrantes já confirmados, estão Max Gehringer, Geneton Moraes Neto, Roberto Muylaert.

Abaixo seguem mais informações sobre a primeira palestra “Copas do Pré-Guerra (1930/1934/1938)”, com Max Gehringer, que acontecerá sábado, dia 27 de fevereiro, às 10:00. (Informações fornecidas pelo jornalista e escritor José Renato Santiago). Abaixo:

 

O BRASIL NAS COPAS

 

Palestra com o jornalista e escritor MAX GEHRINGER; ele inicia uma série de palestras sobre O BRASIL NAS COPAS DO MUNDO DE FUTEBOL

A partir de 27 de fevereiro, o Museu do Futebol em parceria com o Grupo Literatura e Memória do Futebol – MEMOFUT, promoverá uma série de reuniões, aos sábados pela manhã, apresentando a participação do Brasil em Copas do Mundo de Futebol

 

Programação:

27 de fevereiro – sábado

Palestra: ”COPAS DO PRÉ-GUERRA (1930/1934/1938)”, com MAX GEHRINGER – Comentarista da Rádio CBN, consultor do Fantástico da TV Globo, articulista da revista Época e do jornal Diário de São Paulo, e pesquisador de futebol.

Horário: 10h às 12h

Local: Auditório Armando Nogueira -Museu do Futebol – Praça Charles Miller – Estádio do Pacaembu

Entrada gratuita.

 

Para mais informações sobre eventos do Museu do Futebol, acesse:

Museu do Futebol – www.museudofutebol.org.br        Telefone: (11) 3663-3848

– Crônica: Um Sonho Ecológico

Amigos, compartilho uma belíssima crônica enviada por João Justino Leite Filho, de sua autoria, com extrema imaginação. Leia e repare na criatividade: com as cores, novos versos; na verdade outro poema! Parabéns ao autor!

Escolas do Paraná publicam texto de João Justino Leite Filho em livro didático

O texto “Um sonho ecológico”, de João Justino Leite Filho, foi selecionado para fazer parte do livro didático do Governo do Paraná, chamado de Orientações Pedagógicas – Língua Portuguesa. O texto do escritor/ator/diretor/compositor e integrante da Galeria dos Inventores da Medicina ilustra o livro ao lado de grandes nomes da literatura brasileira, como Jorge Amado, Carlos Drummond de Andrade, Amyr Klink, Luiz Fernando Veríssimo, Ziraldo, Rubem Alves, Vinicius de Moraes, Millôr Fernandes e Luiz Gonzaga.
                                                                 

                                                                   
UM SONHO ECOLÓGICO
                                                                                           João Justino Leite Filho
          Eu via o pôr-do-sol e meu lado criança entendia que o sol era uma pipa que estava sendo recolhida do céu por alguém que havia brincado o dia inteiro.
     Minha imaginação permitiu que eu fosse uma gaIvota e tentasse acompanhar o espetáculo, de cima. Então, me senti de asas abertas, desafiando o vento e ganhando altura.
          Quando escureceu de vez fui coruja e pela primeira vez pude ver na escuridão. De manhã, eu, andorinha em vôos rasantes, passei a centímetros de prédios, antenas, telhados…
          Uma chuva me surpreendeu e, encharcado, mergulhei no oceano. Fui golfinho, polvo, fiz parte de cardumes, pesquisei as profundezas do mar, descobri cavernas, montanhas. Desafiei meus limites como baleia e fiquei encalhado na praia.
          Sendo tartaruga me libertei da areia e fui lentamente caminhando em direção à mata, tomei banho de sol como crocodilo, fui ganhando patas ágeis, corpos flexíveis. Fui leopardo, tigre, antílope. Acho que tive o pescoço mais comprido do mundo, depois brinquei com a minha tromba, pens ei em me ver no espelho e fiz muitas macaquices.
          Dancei nos desertos como avestruz e, porque a sede bateu, fui camelo e me saciei no meu próprio reservatório.
          Dei sustos, quando fui hipopótamo, brinquei bastante como foca, vivi bons momentos com rinoceronte e fico emocionado quando me recordo da minha vida de chinchila nas montanhas do Peru e do Chile.
          Migrei como cegonha, vi Deus nos nascimentos.
          O frio e o cansaço fizeram de mim um urso sonolento se preparando para hibernar.          Dormi o mais longo dos sonos e acordei pensando em continuar experimentando vidas irracionais.
Só que meu lado racional me mostrou os riscos que eu havia corrido. Os
homens podiam ter acabado com a minha vida de hipopótamo, interessados na minha pele e no marfim dos incisivos. Podiam ter me fuzilado em plena dança de avestruz, visando minhas longas penas brancas para fazerem enfeites. Se me encontrassem como foca, ou me matariam para confe ccionar roupas esportivas com a minha pele, ou me levariam para fazer gracinhas que dão dinheiro. Minha preciosa vida podia ter sido abreviada por um arpão.
          Pobre de mim se tivessem me visto como chinchila, como leopardo, como irracional. Corri sérios riscos de ser enjaulado, engaiolado, castrado, embalsamado. Como cegonha eu estaria migrando para o fim.
          Por segurança, fui me levantando como ser humano e meu lado realista me disse: Muito cuidado com os homens!