– Dica Cultural: Peça “OLHEI POR DENTRO”

Por Reinaldo Oliveira

A peça teatral Olhei por Dentro, encenada pelo grupo jovem da Cia Nascem de Teatro, terá duas apresentações neste domingo, dia 30, na Sala Glória Rocha. Falando dos conflitos de um grupo de jovens em plena era das mídias sociais, os atores utilizam a criação coletiva do simbolismo, tendência artística que mostra a oposição ao realismo e ao naturalismo que teve seu auge no século XIX na França. A linguagem do simbolismo tem as características do subjetivismo e da musicalidade. Na peça os símbolos estão presentes no cenário, textos e nos próprios atores.  As cores são utilizadas nas movimentações, numa construção para que o público acompanhe e interprete o espetáculo de acordo com seu próprio universo. As canções da peça reforçam a mensagem transmitida pelos atores, contextualizando-a pela musicalidade e poética, cada momento encenado. O espetáculo em si partiu de experiências de vida dos próprios atores, portanto, coincidências percebidas pelo público com a vida real foram oportunamente colocadas de propósito. A peça é de autoria e direção do Guga Menga, com apresentações às 15h e às 19h. Ingressos a R$ 20,00 e R$ 10,00. Participem!

– Sandy e Bocelli

Gosta de boa música? Aqui vai a dica: em Belo Horizonte, Sandy (ex Sandy & Júnior), fará um show com o ítalo-argentino Andrea Bocelli, em 06 de  novembro.

Imperdível. A canção “Vivo per lei”, gravada há anos por eles, é excepcional. Vale a pena.

– Casal Gay do Clube Jundiaiense: Lei, Moral ou Aceitação?

Um dilema no Clube mais famoso aqui de nossa Jundiaí, segundo o colunista Val no Bom Dia de sábado: o Clube Jundiaiense analisa a venda do equivalente a um título familiar de casal à um casal gay.

Cá entre nós? Gostem ou não gostem, são os novos tempos da Sociedade. Quem garante que se o casal reclamar na Justiça não terá o direito assegurado? Claro, a recusa será pela justificativa de que o casal tradicional é Marido e Esposa.

Situação complicada e assunto delicadíssimo… O que fazer? Deixe seu comentário:

Sinceramente, acho que o aceite do casal seria uma obrigação legal do Clube. Agora, fique bem claro que isso não deve virar apologia… respeitar a condição sexual não quer dizer concordar. Afinal, vivemos num país democrático.

– Dinho Ouro Preto, Sarney e Marcelo Bacelar

O vocalista do Capital Inicial, Dinho Ouro Preto, durante sua apresentação no Rock in Rio, ofereceu jocosamente a canção-protesto “Que País é Este” a José Sarney (cuja letra retrata perfeitamente o sentimento do povo brasileiro sobre a Política local).

Sarney retrucou, disse que Dinho se esqueceu que ele próprio, Sarney, nomeou o pai de Dinho como embaixador e ele não se manifestou. Já o deputado Marcelo Bacelar foi além, disse sobre os fãs que vaiaram o nome de Sarney:

muitos dos caras são drogados e maconhados”.

Ei, eu também faço meu coro a quem vaiou o Sarney, e não me classifico como drogado ou maconheiro, mas sim como cidadão brasileiro indignado com a corrupção desse podre Congresso, onde Sarney manda e desmanda há décadas, sobre inúmeras denúncias de desvios de verbas e lobbys escusos.

E você, o que pensa sobre o assunto? Deixe seu comentário:

– O Fim do R.E.M. com boa divagação

Uma das minhas bandas preferidas acabou: o R.E.M. Mas a declaração do líder da banda, de que deveria acabar bem, serve para todas as searas:

A inteligência de fazer uma festa é saber a hora de partir

Michael Stipe, filosofando sabiamente sobre o fim da banda R.E.M.

Sair por cima realmente é bom..

– 20ª Festa da Padroeira Nossa Senhora Aparecida

Por Reinaldo Oliveira

A comunidade católica do Bairro do Medeiros, conhecida como a da Igreja de Pedra, prepara a celebração da padroeira – Nossa Senhora Aparecida, com uma programação que inclui a parte litúrgica e festiva. Veja o programa:

Dia 01 de outubro – 18h – Missa de abertura com a presença dos romeiros;

Dia 02 de outubro – 11h – 9º Desfile de cavaleiros, saindo da Praça da Pedreira, chegando na        

Igreja às 12h, seguido de bênção aos cavaleiros, almoço e após grande leilão de prendas;

Dia 08 de outubro – 18h – Celebração da Palavra;

Dia 09 de outubro – 10h – Celebração da Palavra;

Dia 12 de outubro – 9h30 – Procissão saindo do Posto de Saúde até a Igreja, seguida de solene celebração eucarística e coroação da padroeira Nossa Senhora Aparecida.

Nos dias 01, 02, 08 e 09, após a parte religiosa haverá completo de serviço na praça de alimentação com pastéis, porções diversas e bebidas. Nos dias 02 e 09, encerramento às 19h.

No dia 12, após a parte religiosa na parte festiva, serviço nas barracas com churrasco, pernil, pastéis, doces e bebidas. Os padres Adilson, José Roberto e o diácono Maurício, convidam os fiéis católicos a participarem destes momentos de demonstração de Fé, louvor e também festivo.

A Igreja Nossa Senhora Aparecida está localizada na Estrada das Paineiras, 2450 – Bairro do Medeiros – Itupeva – SP

– CEF e Machado de Assis: Tardia, mas Sabiamente!

A Caixa Econômica Federal corrigiu a tempo um erro histórico (beirando o preconceito, àqueles que policiam tais bobeadas).

Recentemente, começou a fazer uma propaganda de que a instituição é tão antiga e confiável, que até Machado de Assis poupava ou pouparia nela. Só que o ator da propaganda é branco, e, historicamente, sabe-se que Machado de Assis era negro.

Consertou rapidinho!

– Reforma Ortográfica virará “Revolta Ortográfica”?

O acordo da língua portuguesa, que visava uniformizar a língua nos países que falam o idioma da nossa Pátria-mãe, vingou em partes.

No Brasil, ainda é permitido usar as duas formas – o português que usávamos e as novas regras ortográficas.

Mas se você não consegue aceitar que ‘ideia’ está tão correto quanto ‘idéia’ e que ‘vôo’ será substituído por ‘voo’, uma luz: 2012 é o ano para o Governo terminar a transição, e isso não quer dizer que a terminará!

Portugal está com outro prazo: 2012 será para os órgãos públicos, e a população terá até 2015 para se acostumar. Angola vai votar o aceite em 2013. Guiné Bissau vai além: 2015 será o prazo para aceitar ou não as mudanças. Moçambique nem criou a lei ainda!

Estaríamos naufragando no acordo ortográfico?

E você, o que acha das mudanças na Língua Portuguesa? Deixe seu comentário:

– Como foi o Show de Roberto Carlos em Jerusalém?

Ontem, feriado no Brasil, Roberto Carlos fez o tão esperado show em Israel. Ovacionado, claro. Espetacular, claro. Emocionante, claro.

Pô, sou fã do Rei Roberto, então é covardia elogiá-lo por cantar em português, espanhol, inglês, italiano e hebraico. Ou ainda cantar “Eu quero ter 1 milhão de amigos”, ao se referir à sacralidade de Jerusalém aos judeus, muçulmanos e cristãos.

Olha como foi o show de Roberto Carlos nessa quarta, na Terra Santa, apresentado por Glória Maria e que a Globo mostrará no próximo sábado:

O SHOW DE ROBERTO CARLOS EM JERUSALÉM

Por Lígia Mesquita, do UOL: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/971930-roberto-carlos-volta-a-cantar-se-o-bem-e-o-mal-existem-em-jerusalem.shtml

No caminho do anfiteatro Sultan’s Pool, no Vale do Hinnon, em Jerusalém, um grupo de fãs brasileiros de Roberto Carlos debatia no ônibus com qual música o Rei iria abrir a apresentação para 5.000 pessoas, que aconteceu hoje. “Nossa Senhora”, “O Portão”, “Ave Maria”? Quem venceu o desafio foi o veterinário Gustavo Costa, 34, de Jaboticabal, acompanhado da mulher, dos pais e do irmão. “Vai ser ‘Emoções’! Já fui a mais de 30 shows dele”, sentenciou.

“Roberto, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver!”, grita a turma do fundão do anfiteatro. Às 20h40, ao som dos primeiros acordes de “Emoções”, o Rei entra no palco que reproduz a Cidade Velha de Jerusalém. Abre os braços e emenda o famoso verso “Quando eu estou aqui, eu vivo esse momento lindo…”. Na sequência, afirma que gostaria de “dizer muitas coisas neste momento, mas vou dizer cantando, que é o que eu sei fazer”. E ataca com “Além do Horizonte” e “Como Vai Você” –esta última, começa em espanhol.

Roberto começa a apresentação falante. Diz que gosta de cantar o amor. “O amor é algo sublime. Amor de irmão, de pai, de amigo, de fé, de alma. Toda forma de amor vale. O amor é fonte inesgotável.” E começa “Como É Grande o Meu Amor por Você”. Canta, ao violão, “Detalhes” em português, inglês, italiano e espanhol. Erra as duas primeiras entradas da música e se desculpa. Segue com “Outros Casos” e pede a participação do público no refrão final.

Na primeira fila da apresentação estão jornalistas, publicitários e empresários. A única celebridade global é Regina Casé, acompanhada do marido, Estêvão Ciavatta. Os filhos do Rei, Dudu, Luciana e Rafael, ficam na segunda fila, na direção do microfone, a pedido do pai. Assim como ficava Maria Rita, sua mulher, que morreu em 1999.

Roberto Carlos faz uma pausa para água. Também dá um gole em uma outra bebida que parece uísque. Uma fã grita: “Isso, Robeeeerto! Bebe muita água pra cantar bastante ainda!”. Ele inicia “Eu Sei que Vou Te Amar” com direito à recitação do “Soneto da Fidelidade”, de Vinicius de Moraes (“De tudo ao meu amor serei atento/Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto”).

“Roberto, eu vou sempre te amar!”, “Te amo!”, “Viva o Rei!”, gritam algumas brasileiras na plateia formada por cadeiras em estilo de arquibancada, de acrílico, na cor azul, colocadas sobre uma cobertura de grama sintética.

Depois de “Pensamentos”, música que, diz, “fiz há muito tempo com o Erasmo”, o Rei discursa: “A força da fé nos ajuda a prosseguir”. E entoa, em italiano, “Ave Maria”. É aplaudidíssimo, mas, duas palavras depois, pede desculpas por um problema técnico e recomeça. É a hora em que mulheres e homens do público sacam seus lenços para enxugar as lágrimas.

SE O BEM E O MAL EXISTEM

A homenagem a sua mãe, Lady Laura, que morreu no ano passado, não fica de fora. Ao final da canção com o nome dela, manda um beijo em direção ao céu. Canta depois “Olha” e “Proposta” e leva a mão ao rosto para enxugar as lágrimas. Anuncia que cantará outra música em inglês. “Poucas vezes me atrevo a cantar em inglês, porque acho que meu inglês é cais do porto. Mas essa música não tem como.” E entoa os versos de “Unforgetable”.

O Rei fala: “Aqui, muçulmanos, judeus e cristãos se unem em busca de uma força maior. Cada cor tem sua importância, mas quando ficam juntas é muito mais alegre”. O cenário então fica todo iluminado e ele pode cantar “Eu Quero Apenas”, com o verso “Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar”. A plateia vibra e o cantor prossegue com “O Portão”. A música o leva às lágrimas e ele as enxuga discretamente ao final.

Canta novamente em italiano, agora, “Caruso”, de Lucio Dalla. “Sempre quis cantar essa canção, mas nunca tive atrevimento, porque é uma canção para quem tem voz aguda, que canta alto, como Pavarotti, Lucio Dalla e o Zezé Di Camargo. Mas me atrevi a cantar do meu jeito.” E emenda “Aquarela do Brasil”, para homenagear o país no Dia da Independência.

É chegada então a hora do número especial da noite com “Jerusalém de Ouro”, cantada metade em hebraico com um coral israelense ao fundo. É aplaudido de pé. “Sei que foi um atrevimento muito grande.” Pra encerrar o quesito ousadia, Roberto Carlos decide deixar de lado a superstição que o acompanhava havia anos e não lhe permitia pronunciar a palavra mal em “É Preciso Saber Viver”. Ele, que dizia “se o bem e o bem existem, você pode escolher”, canta o verso original “se o bem e o mal existem”.

Duas horas depois, encerra o show com a tradicional “Jesus Cristo” e a distribuição de dúzias e dúzias de rosas vermelhas e brancas. “Obrigado por essa noite. Obrigado, Jerusalém! Amém!”

– As Obras de Jânio Quadros há 50 anos!

A Revista Veja dessa semana (Ed 24/08/2011, pg 112, por Augusto Nunes) relembrou as ações de Jânio Quadros, na semana que se recorda os 50 anos de sua renúncia.

Olha o que ele fez em 204 dias:

– aumentou o expediente dos servidores públicos;

– exonerou um grande contingente;

– suspendeu nomeações;

– reduziu o orçamento das Forças Armadas;

– demitiu funcionários de todas as embaixadas;

– tabelou o preço do arroz e do feijão;

– planejou invadir a Guiana Francesa;

– combateu o monopólio;

– desvalorizou a moeda;

– proibiu o uso de maiô nos concursos de misses;

– proibiu briga de galo;

– aboliu propaganda em cinema;

– restabeleceu relações diplomáticas com a União Soviética.

Ufa! Que fuzuê deve ter sido na época, não?

Me lembro do Jânio velhinho, prefeito de São Paulo, desinfetando a cadeira que FHC sentou antecipadamente ao resultado das eleições. Ah! E do seu bloco de multas, onde lavrava as infrações que via pessoalmente!

– Faça a Barba com a Cauda do Leão

 

Aboli os pincéis para fazer a barba. Agora, só faço com a cauda de um leão:

 

 

Calma, não sou eu. É Orlando Orfei, o dono do famoso circo. Hoje ele está com 91 anos e sofre de Mal de Alzheimer.

 

Orlando Orfei tem uma história maravilhosa. Seu avô era padre e dono do 1º circo da família. Compartilho a  bela crônica de Paulo Lima na Coluna Olhar sobre esse ícone circense e empreendedor (citação e texto em: O LEÃO É MANSO).

– Boa Dica: Dois Diretores em Cena sobre Osmar Santos

 

A Rádio Jovem Pan coloca em 4 edições diárias um quadro chamado “Dois Diretores em Cena, com seu Tuta e Nilton Travessos”. Cultura transborda ali. E hoje eles abordam Osmar Santos.

 

Ah, imperdível para quem gosta de futebol. Vale a pena conferir durante a rádio. Entre 11:00h e 12:00, certamente teremos o quadro.

– Morango é Fruta Nova?

 

Estamos próximos da colheita das melhores safras de morango do período. Jundiaí é tida como grande produtora, assim como Atibaia e Jarinu.

 

Mas algo que não sabia: a Revista Época São Paulo, julho / 2011, Ed 39, pg 36, touxe uma novidade: o Morango tem apenas 80 anos de Brasil, e os primeiros agricultores da fruta foram… jundiaienses!

 

Abaixo:

 

MORANGO

 

De origem européia, chegou ao Brasilna década de 30. Mais especificamente a Jundiaí (SP), onde foi cultivado por colonos italianos. A fruta não é bem uma fruta: a parte comestível, vermelha e carnuda, é apenas o receptáculo floral. Os verdadeiros frutos são os pontinhos escuros, os aquênios. Rico em vitamina C, é muito saboroso e pouco calórico.

– Árbitro de Futebol pode tecer comentários sobre atletas como um simples mortal?

 

Claro que não.

 

Infelizmente, a cultura futebolística não permite que o árbitro possa agir como qualquer cidadão. Se ele criticar a postura de Neymar ou Kleber Gladiador, torcedores mais exaltados dirão que os árbitros perseguem esses atletas. E se elogiar a conduta de qualquer jogador, alegarão favorecimento.

 

É triste, mas é assim que funciona.

 

Bem diferente do tênis. Por exemplo: o árbitro brasileiro Carlos Bernardes foi escalado para a final do torneio de Wimbledon, dias atrás (compare com a Copa do Mundo de futebol). Além de ter competência, Carlos Bernardes esbanja simpatia. Lá, ele falou sobre a conduta dos atletas sem nenhum constrangimento ou problema. E com esse jeito, conquistou tenistas, conviveu com eles e é aplaudido e respeitado por onde passa por torcedores!

 

Aqui, se o árbitro erra um lance, no outro dia não pode sair à rua…

 

Compartilho bela matéria do OESP sobre a vida do árbitro de tênis Carlos Bernardes, bem diferente da dos árbitros de futebol. Abaixo, extraído de: http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,o-juizo-da-final,742894,0.htm

 

O JUÍZO DA FINAL

 

Da cadeira de 2 metros de altura, Carlos Bernardes foi o árbitro da decisão de Wimbledon entre Nadal e Djokovic

 

Por Flávia Tavares

 

A 9.530 quilômetros da quadra onde Björn Borg e John McEnroe disputavam a final – que ganhou a fama de ter sido a melhor de todos os tempos – do torneio de Wimbledon, em 5 de julho de 1980, Carlinhos assistia ao espetáculo embasbacado. Ali, na nem tão glamourosa São Caetano do Sul, o rapazote, filho de pai bombeiro e mãe nutricionista, se encantava irremediavelmente com o tênis. Mas hoje é incapaz de lembrar quem era o árbitro da partida.

Pois quase exatos 31 anos mais tarde, o juiz da final de Wimbledon, em seu uniforme de R$ 6 mil, imponente em sua cadeira a dois metros de altura, era Carlinhos, agora Carlos Bernardes. No domingo passado ele arbitrou a decisão entre Rafael Nadal e Novak Djokovic, com vitória do sérvio por 3 sets a 1. Recebeu uma moeda comemorativa, foi convidado para o baile de gala pós-jogo e, desde então, não para de dar autógrafos, acomodar os tapinhas nas costas e sorrir.

Foi longo, mas até natural, o caminho até a grama inglesa. Ainda nos anos 80, um vizinho tinha umas raquetes encostadas e os dois decidiram aprender por conta a técnica dos voleios, saques, backhands, forehands, etc. Pulavam o muro do que hoje é o ginásio Milton Feijão para treinar e acabaram convidados a jogar de fato. Com a morte do pai, um dos heróis do incêndio do Joelma, num ataque cardíaco fulminante, Carlinhos teve de se tornar Carlos Alberto Bernardes Júnior e, aos 15 anos, passou a dar aulas. “Eu era muito quieto, tímido. O tênis mudou isso e minha vida”, diz, serenamente, na sala do departamento de tênis do São Caetano Esporte Clube.

Num torneio internacional no Clube Pinheiros, em 1985 ou 1986, não se lembra bem, foi convocado a atuar como juiz de linha e recebeu um treinamento vapt-vupt para isso. Aos poucos, deixou a raquete e passou a arbitrar cada vez mais, até chegar ao posto de juiz de cadeira, o senhor das regras nas quadras de tênis. O fato de ser negro num ambiente predominantemente branco nunca atrapalhou. E hoje ele é um dos 12 golden badge da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), mais alto posto da categoria, com um salário que pode variar de US$ 50 mil a US$ 100 mil – sem direito a “bicho” por chegar à final.

Entre suas atribuições está o controle da plateia, que não pode se exceder para não desconcentrar os jogadores. Aquela voz que pede silêncio com um “thank you” durante a disputa é dele. “Uma vez tive de dar um pito no Maradona, num jogo entre Potito Starace e David Nalbandian, na Argentina, porque ele torcia como se estivesse num estádio de futebol”, conta Bernardes. “Depois da partida, ficamos amigos.” Ele também fez amizade, por outros motivos, com personalidades como o golfista Tiger Woods.

Mas o que torna um juiz de cadeira realmente bom é a capacidade de aplicar as regras sem tirar os tenistas do sério. Quando aquela bola esbarra na linha por milímetros e o jogador recorre ao desafio (um replay do lance no telão) e está errado, é comum que se frustre. “Há estatísticas que provam que o árbitro está certo em 70% dos casos de desafio”, garante. “Minha tarefa é conversar com o jogador de forma que ele se conforme e consiga voltar sem que isso afete o resultado final da partida.” Por isso, muitas vezes a comunicação se restringe a um aceno com a cabeça, para conter os ânimos. Bernardes não se incomoda com o recurso tecnológico que pode desmentir suas decisões. Apenas acha injusto que ele não esteja disponível para todos. Em Wimbledon, das 19 quadras, apenas 4 dispunham do recurso. “É como se os demais jogadores participassem de outra competição na prática.”

Nem só de contestações se compõem as relações entre o juiz e os tenistas. Depois de uma jogada espetacular, é comum que ele troque um olhar de espanto e admiração com um deles ou com os juízes de linha, discreto o suficiente para que não seja captado pelas câmeras de TV. A partida mais sensacional que “apitou” não foi a primeira final de um juiz um sul-americano no US Open, de 2006, mas o jogo entre Andre Agassi e James Blake naquele mesmo ano. “Era noite e foi um jogo inesquecível, muito bem jogado.”

Bernardes se sente confortável para contar que gosta de arbitrar jogos do suíço Roger Federer. “Ele é pura técnica, impecável. Nadal é mais força. E Djokovic vem numa evolução surpreendente.” A final do último domingo foi tranquila, sem grandes pressões: apenas dois desafios e uma correção, que é quando o juiz tem de rever uma decisão de um juiz de linha. Na definição do brasileiro, “um jogo bonito”.

O que o abalou mesmo foram as manifestações de carinho que recebeu depois que seu nome foi selecionado para ser o primeiro brasileiro a comandar uma final do tradicional torneio, em sua 125ª edição. Como a do tenista sueco Jonas Björkman, que gritou “Brasil! Brasil!” nos corredores entre as quadras de Wimbledon. Ou da namorada Francesca, também juíza, com quem mora em Bérgamo, na Itália. Ou da filha Anna Luiza, de 12 anos, diretamente de São Caetano. “Não esperava repercussão tão grande. Recebi e-mails de pessoas que não via há anos.” Na salinha de tênis do São Caetano Esporte Clube, autografou bolinhas felpudas como se fosse o campeão. E quem dirá que não é?

– Arte só é Arte quando o Artista é Famoso?

 

Um quadro chamado “Salvator Mundi” (uma tela chamada “Salvador do Mundo”, com a imagem de Jesus Cristo), cuja pintura se dava a Giovanni Boltraffio, chegou a ser vendido a US$ 72,00. Mas, para surpresa, descobriu-se que o quadro era de Leonardo Da Vinci!

 

Hoje ele vale US$ 190 milhões… (avaliado pela National Gallery)

 

É o mesmo quadro, com a mesma qualidade e mesma preservação. Quer dizer que o nome de Boltraffio valia 2.638.888,88 vezes menos do que Da Vinci?

 

Tudo bem que o nome tem grife, mas a mesma pintura que antes era tida como normal, hoje é chamada de genial!

 

E você, o que pensa disso? Só se valoriza certos trabalhos quando há um nome valioso? Deixe seu comentário:

– A ‘Mulher sem Orifício’ do Chico Buarque

 

Em nome da liberdade poética, algumas canções podem ter versos, histórias ou melodias inusitadas. Boas ou ruins.

 

Das obras-primas como “Um beijo molhado de luz sela o nosso amor” (Chuva de Prata) ou “Se chorei ou se sorri, o certo é que emoções eu vivi” (Emoções), temos também as que se superam pela barra forçada. Quer um exemplo? “Eu bebo coca-cola e ela me pede em casamento” (da excepcional Caminhando pelo Vento).

 

Mas esta se superou:

 

De alguma ovelha, talvez, fazer sacrifício,

Por uma estátua ter adoração e amar uma mulher sem orifício.”

 

A frase “Mulher sem Orifício”, pasmem, é de Chico Buarque! Dá para acreditar? O gênio da MPB quis citar a mitologia grega de um poema de milênios atrás. Mas ficou com o sentido deturpado, feio, inoportuno.

 

Bola fora do Chico. O que seria “amar uma mulher sem orifício”? Tá na cara que o “orifício” surgiu para rimar com a palavra ‘sacrifício’… Agora, agüente as críticas!

– Sarney não quer revelar os Segredos Brasileiros. Por quê será?

 

Amigos, a Revista Isto É trouxe uma interessante matéria sobre os segredos de documentos importantes da história do Brasil. São documentos importantes e o assunto dominou a semana, visto que a presidente Dilma, em campanha, defendeu a abertura deles. Agora, Sarney não quer revelá-los, o Exército também não, e até a própria Dilma mudou de idéia.

 

Mas veja só: documentos que possam nos deixar suscetíveis a segredos estratégicos revelados a estrangeiros (como projetos de enriquecimento de urânio, jazidas de minérios, coisas desse tipo) realmente devem ser protegidos. Mas saber o que Getúlio Vargas pensava durante a Guerra ou o que o Governo Militar pensava sobre o país e seus projetos, teriam algum impedimento? É a história do nosso Brasil!

 

Sarney quer a lei do sigilo eterno. Collor também. FHC não os quís mexer; Lula “não sabia de nada” e Dilma agora se esquiva. O que há de tão podre?

 

Extraído da Revista Isto É, Ed 22/06/2011, pg 46-50, por Lúcio Vaz e Claudio Dantas Sequeira.

 

ATENTADO CONTRA A HISTÓRIA

 

Levantando suspeitas não comprovadas de que o Brasil teria cometido erros no passado, os ex-presidentes e hoje senadores José Sarney e Fernando Collor de Mello agridem a democracia e tentam impedir que os brasileiros conheçam o próprio passado

 

O Brasil está andando na contramão da história. Por sugestão dos senadores José Sarney (PMDB-AP) e Fernando Collor de Mello (PTB-AL), a presidente Dilma Rousseff decidiu rever o projeto de lei de acesso a informações públicas, admitindo a tese obscurantista de que alguns fatos e documentos merecem sigilo eterno. A atitude agride um princípio capaz de qualificar as democracias. A história de um país é de interesse público e deve ser tratada da forma mais transparente possível, pois pertence a todos os cidadãos. É inaceitável que apenas um determinado grupo de plantão no poder tenha acesso às informações sobre o passado de sua nação. Muito menos que esse grupo decida qual documento deve ou não ser divulgado. Em todo o País historiadores se declararam perplexos com a posição do governo. “É um imenso retrocesso”, afirma José Murilo de Carvalho, membro da Academia Brasileira de Letras. A mudança do projeto de lei evoca um tempo de sombras. No mundo atual, é cada vez maior a pressão para trazer a público o que os governantes tentam esconder. Um bom exemplo veio recentemente dos Estados Unidos, que divulgaram 40 volumes de arquivos secretos da guerra do Vietnã. Quatro décadas atrás, o governo americano processava jornais que vazavam esses documentos.


Os ex-presidentes Collor e Sarney argumentam que a divulgação de informações sigilosas teria impacto prejudicial à diplomacia brasileira, aos serviços de inteligência e à segurança nacional. Fatos históricos sobre a Guerra do Paraguai e a tomada do Estado do Acre foram apresentados como justificativa. Na quinta-feira 16, Collor divulgou uma lista com as mudanças que pretende impor ao projeto que chegou da Câmara. O texto original estabelece o prazo de 25 anos para a manutenção do sigilo de informações ultrassecretas, com a possibilidade de apenas uma prorrogação. Assim, após 50 anos, no máximo, todo e qualquer documento público estaria disponível aos interessados. A regra atual, definida no fim do governo Fernando Henrique, estabelece um prazo de 30 anos, renovável indefinidamente, para os documentos ultrassecretos.


A ideia de Collor é semelhante. Estabelece a renovação contínua para o prazo de 25 anos previstos no texto do projeto de lei da Câmara. Essa iniciativa fez com que toda a discussão sobre a abertura de arquivos, inclusive os da ditadura, voltasse à estaca zero. E o pior é que a medida teve o apoio imediato do governo, que até então defendia o contrário. Depois do impacto negativo, a nova ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, tentou reparar o erro, afirmando que a lei em discussão no Senado não valeria para os documentos da ditadura. Mas, havendo o sigilo eterno, será difícil convencer o Exército a tornar públicos os crimes cometidos em nome do regime militar.

 

Questionado por ISTOÉ, o presidente do Senado, José Sarney, alegou que abrir todos os arquivos seria uma espécie de “oficialização do WikiLeaks, em alusão ao vazamento de documentos diplomáticos dos EUA. “Abrir a porta e liberar tudo não pode. Fui presidente (da República) e sei disso”, disse Sarney, que recentemente tentou impedir que o impeachment de Collor figurasse em uma exposição sobre a história do Senado. Para se defender, lembrou que essa era a proposta contida no projeto de lei encaminhado ao Congresso, em 2009, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O Collor me alertou que o projeto do Lula tinha sido todo alterado na Câmara”, afirmou. Collor, que preside a Comissão de Relações Exteriores do Senado, procurou Sarney em maio com um relatório preparado por sua assessoria. Esse dossiê teria sido entregue também ao então ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, e a Luiz Sérgio, que ainda ocupava a Secretaria de Relações Institucionais. Há duas semanas, Collor encaminhou o documento à presidente Dilma. “Ela se mostrou sensibilizada e disposta a encontrar a melhor solução”, disse o ex-presidente.

 

O projeto da Câmara chegou a ser aprovado em duas comissões técnicas do Senado: Comunicações e Direitos Humanos. Até então, a orientação do Palácio do Planalto era para aprovar o projeto que saiu da Câmara, segundo o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Sem conseguir explicar os motivos, Jucá reconheceu que a postura oficial agora é outra. “Precisamos discutir mais”, alegou. A votação do projeto no Senado, portanto, deve ficar para o segundo semestre. O que não encerra o problema. Caso seja modificado, o texto deve retornar à Câmara, onde poderá ser refeito. O presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS), antecipou que está preparado para a briga. “O povo tem de conhecer sua história. Vamos recompor o que for modificado”, disse Maia. Caberá, então, à presidente Dilma vetar as modificações, especialmente o polêmico artigo que prevê o prazo de 25 anos para documentos ultrassecretos, com apenas uma prorrogação. Considerando seu passado de luta pela democracia e o discurso pela instauração da Comissão da Verdade e a abertura dos arquivos da ditadura, Dilma cometerá, no mínimo, uma enorme contradição se adotar a tese do sigilo eterno. “Duvido que a presidente Dilma coloque a digital dela nisso”, aposta o senador Walter Pinheiro (PT-BA), que relatou o projeto na Comissão de Comunicação do Senado.Em conversas reservadas com senadores, Collor e Sarney insistem em defender a versão de que há documentos comprometedores a respeito da anexação do Acre, antigo território da Bolívia, e sobre a Guerra do Paraguai. A lei atual determina que questões que afetem a soberania, a integridade territorial, além de planos militares, econômicos e projetos de pesquisa científica, devem levar a chancela de ultrassecretos. De acordo com o Decreto 4.553/2002, a classificação desses documentos é de competência do presidente, do vice, dos ministros de Estado e dos comandantes militares, além de chefes de missões diplomáticas. Talvez Collor e Sarney não lembrem, ou não queiram lembrar, que no início da década de 1990 o Itamaraty criou uma seleta comissão de acadêmicos com a missão de analisar seus arquivos históricos, inclusive os da Guerra do Paraguai. Ao término do trabalho, o grupo de especialistas concluiu que não havia, nos milhares de páginas emboloradas, nenhuma informação que pudesse criar suscetibilidades ou reacender disputas bilaterais. Ato contínuo, o chanceler Celso Lafer autorizou a abertura do arquivo para consulta. “Foi um gesto de grandeza compatível com qualquer nação realmente democrática”, afirma o imortal José Murilo de Carvalho. “Examinamos tudo e vimos que não havia qualquer coisa que desaconselhasse a abertura dos documentos”, diz. A

 

utor de uma competente biografia de dom Pedro II, ele lembra que as questões sobre os limites do País também passaram pelo crivo de um embaixador especializado em negociação de fronteiras. O diplomata também não fez restrições, reiterando que todos os acordos fechados pelo Barão do Rio Branco são atos jurídicos perfeitos e não estão sujeitos a contestações. Francisco Doratioto, que é autor do livro mais consistente sobre a Guerra do Paraguai já publicado, teve acesso aos arquivos revisados por Murilo de Carvalho e acrescenta que boa parte das informações já era de domínio público no fim do século XIX. “De inédito havia umas 20 cartas do Solano López sobre o estado de saúde de suas tropas”, afirma. Doratioto pondera sobre a possibilidade de existirem detalhes não conhecidos sobre a anexação do Acre, mas também acha difícil que novas informações possam comprometer a segurança nacional. “Isso é assunto pacificado. Só serve para atiçar alguns grupos no Paraguai e na Bolívia que usam isso para pressionar o governo brasileiro”, afirma.
O embaixador Celso Lafer concorda e alerta para a postura irresponsável dos ex-presidentes Collor e Sarney. “Esse tipo de argumento só serve para levantar suspeitas sem fundamento e cria preocupações desnecessárias para nossos vizinhos”, disse à ISTOÉ. Lafer, que em sua gestão aprovou duas portarias regulamentando a classificação de documentos, acha que o sigilo eterno é inconstitucional e tende a manchar a imagem do Brasil no cenário internacional. “O que caracteriza uma democracia é o exercício público do poder comum. A nossa Constituição estabelece a publicidade dos atos como regra. O segredo é exceção”, afirma. Em sua gestão à frente do Itamaraty, o embaixador lembra que era responsável por determinar o nível de classificação de sigilo dos ofícios, relatórios e memorandos por ele assinados. Mesmo assim, garante não ter classificado um só documento de ultrassecreto. “Tudo que escrevi em meu trabalho, até as coisas mais sensíveis, poderiam ser divulgadas sem o menor problema dentro de dez ou 15 anos”, afirma. “Nenhum documento, por mais sensível que seja, pode ficar indefinidamente guardado nas arcas do Estado.” É o que se espera.

– Clube das Esposas Obedientes! Quem Gostou da Idéia?

 

Amigos, as diferenças culturais entre ocidente e oriente são grandes; isso é lógico. Mas algo que deixa isso bem explícito é um clube fundado por esposas, onde querem levar à todas as muçulmanas a necessidade de serem submissas aos seus maridos e satisfazerem sexualmente os mesmos.

 

Para elas, se as mulheres se tornassem “prostitutas conjugais” (como a própria fundadora salienta) evitariam divórcios e infidelidade.

 

Polêmico! Leia o texto abaixo e diga: o que você acha dessa visão cultural?

 

Extraído de Folha de São Paulo, pg E3, 07/06/2011, por Eillen NG

 

MUÇULMANAS FUNDAM “CLUBE DAS ESPOSAS OBEDIENTES” NA MALÁSIA

 

Ummu Atirah tem 22 anos, é recém-casada e acredita que conhece o segredo de um casamento feliz: obedecer a seu marido e assefurar a satisfação sexual dele.

Ummu  cerca de 800 outras muçulmanas na Malásia fazem parte do “Clube das Esposas Obedientes”, que gera controvérsia em um dos países de maioria muçulmana mais modernos e progressistas, onde muitas muçulmanas ocupam cargos altos no governo e em empresas.

 

Lançado no sábado, o clube diz que pode sanar males como a prostituição e o divórcio, ensinando as mulheres a ser submissas e manter seus maridos felizes na cama. O índice de divórcios na Malásia dobrou de 2002 a 2009 e é mais alto entre muçulmanos.

 

(…) Rohaya Mohamad, uma das fundadoras do clube, rebate: “o sexo é tabu na sociedade asiática. Nós o temos ignorado em nossos casamentos, mas tudo depende do sexo. Uma boa esposa é uma boa trabalhadora sexual”. O que há errado em ser uma prostituta para seu marido?”

– Peça Cabaret da Vida estréia no Glória Rocha

 

Por Reinaldo Oliveira

 

A peça Cabaret da Vida, encenada pela Cia Nascem de Teatro faz sua estréia no dia 9 de junho – quinta-feira, às 20h, na Sala Glória Rocha – Rua Barão de Jundiaí, 1093 – centro. A peça conta a história de Jasmim, um bebê do sexo feminino que foi abandonada na porta do Cabaret, sendo criada pelas mulheres daquela casa. É uma comédia trágica que fala sobre amor, casamento, vingança e liberdade. Tem música e dança em cenário com elementos típicos de um cabaré. A trilha sonora foi elaborada com sucessos de musicais americanos como Chicago e Nine e, de óperas como Camina Burana. Ingressos antecipados a R$ 10 e na hora R$ 20. Informações no Glória pelo (11) 4521.0971 

– Cineclube Consciência apresenta Produções Independentes no mês de Junho

 

por Patrícia Anete/Reinaldo Oliveira, do Cineclube Consciência

 

O Cineclube Consciência no mês de junho apresenta filmes de curtas e médias metragens de produtores independentes. A programação tem início neste sábado, dia 4, com a apresentação de cinco curtas/médias metragens da Apé Produções – produção/direção do Rafael Botas. No dia 11 o curta São Paulo Railway – produção/direção de Marcelo Müller. No dia 18 o curta Um Rio no Quintal – produção/direção de Raquel Loboda/Natália Contesini. Nos dias 11 e 18 serão apresentados outras curtas. No dia 25 o média metragem O Parque Encantado – direção/produção de Wagner Pereira dos Santos. Todos os sábados após a apresentação haverá bate papo entre os produtores e publico presente. O Cineclube está localizado no Complexo FEPASA- auditório da FATEC, na Avenida dos Ferroviários, 1760. O início das apresentações é as 19h e a entrada é gratuita.  

– Livro do MEC que Ensina Errado traz Polêmica à Educação no Brasil

 

E a polêmica do livro adotado pelo MEC (Ministério da Educação e Cultura) que ensina errado a língua portuguesa?

 

Um livro chamado Por uma Vida Melhor, da Coleção “Viver, aprender” defende que o uso errado de expressões em concordância deve ser aceito pelos usos e costumes. Por exemplo: “Os livro são”, “Nós vai”, “nós pega peixe”, além de outros erros.

 

Na abordagem, há a justificativa que o aluno deve entender que existem preconceitos lingüísticos e que o uso corriqueiro deve deixá-lo a vontade.

 

É ou não é um desserviço à Educação do país por parte do MEC? Depois dessa, aceitemos que MEC seja ‘Minestéro da Ducassão e Curtura’

 

E você, o que pensa sobre isso: o MEC está certo ou errado? Deixe seu comentário:

– Biblioteca Digital Gratuita está Ameaçada

 

Há certas coisas que não podemos aceitar sem questionamentos.

 

Fechar biblioteca, faculdade, escola ou qualquer coisa que ajude a aumentar a cultura do país, é algo tolo e condenável. Veja:

 

BIBLIOTECA DIGITAL PODE SER DESATIVADA

 

Por Reinaldo Oliveira

 

Uma biblioteca digital que disponibiliza livros em PDF de obras como as pinturas de Leonardo da Vinci e outras obras de grandes mestres; música em mp3 de alta qualidade; histórias e vídeos infantis, além de 732 títulos de literatura portuguesa, está na iminência de ser fechada. Ela pode ser acessada através do www.dominiopublico.gov.br, mas o Ministério da Educação está estudando a sua desativação por falta de acesso. Vamos reverter esta situação? Acesse, participe, leia mais!  Simples assim.

 

E você, freqüenta sites na rede e/ou locais gratuitos em sua cidade? O que pensa disso?

– Homenagem ao mestre Telê Santana

 

Compartilho ótimo material do amigo José Renato Santiago, que em suas mídias fala sobre Telê Santana e os eventos em volta do lançamento de seu DVD.

 

Vale a pena conferir: visite o link abaixo da mensagem que trocamos:

 

Olá Rafael,

Sempre fui um ardoroso fã do Mestre Telê.

Na próxima segunda-feira, o mercado brasileiro terá o prazer de receber mais um grande registro sobre a vida do grande Mestre.

Trata-se do DVD “Telê Santana: Meio Século de Futebol Arte” de Ana Carla Portella e Danielle Rosa.

Por tal motivo encaminho este boletim extra com algumas curiosidades sobre a vida de Telê, um pequeno aperitivo, bem pequeno mesmo, do espetacular documentário.

 

Em: http://joserenato.midiasemmedia.com.br 

– Casamento Real: Dinheiro de Verdade para Conto Irreal…

 

Teremos nesta sexta-feira o Casamento do príncipe Willian e da plebéia Kate, ok?

 

Fico indignado com o fato dos gastos serem, na maioria, bancados por impostos e taxas públicas do Reino Unido. Tudo bem que a Monarquia é algo que beira o sagrado por lá, mas penso que, em pleno século XXI, não cabe mais o financiamento da população para esta tradição.

 

Entretanto, os ingleses, diga-se de passagem, adoram tudo isso. Amanhã será feriado por lá.

 

Sobra dinheiro ou o sacrifício financeiro é justificável? Deixe sua opinião:

– Raridades do Futebol! Imperdível aos amantes do Esporte Bretão

 

Amigos, algo sensacional!

 

Meu amigo Ivan Gutierrez enviou uma seleção de jogos, gols e entrevistas históricas do futebol, desde os vídeos mais recentes até àqueles dos tempos em que não existia TV no Brasil!

 

Por exemplo: Domingos da Guia e Leônidas da Silva na Copa de 38; amistosos do Paulistano em 1925; Fla-Flu da década de 20! Abaixo:

 

Seleção Francesa 2 x 7 Paulistano (extinto clube de São Paulo) – amistoso em Paris, com Friedenreich, em 1925.
http://www.youtube.com/watch?v=D1kXX1nfXTk


Brasil 6 x 5 Polônia – Oitavas de Final da Copa do Mundo de 1938, na Itália,com Leônidas e Domingos da Guia.
http://www.youtube.com/watch?v=cecyhZCKu1w


Brasil 2 x 0 Iugoslávia – Primeira Fase da Copa do Mundo de 1950, com entrevistas de Barbosa, Bauer e Zizinho.

 http://www.youtube.com/watch?v=nocsH6NSOsA


Brasil 1×2 Seleção do Sul – Amistoso em 1983, com Pelé, que já havia parado de jogar desde 1977.
http://www.youtube.com/watch?v=w58uBRH_9y0


Brasil 1×0 Escócia – Torneio Sesquicentenário da Independência do Brasil, em 1972, com Gérson, Jairzinho, Tostão, Rivellino, etc…
http://www.youtube..com/watch?v=bJ2EV3c_2AY


Brasil 1×0 Tchecoslováquia – Amistoso em 1971, com Gérson, Tostão, Rivellino, etc…
http://www.youtube.com/watch?v=Eliy2TnLpG4


Brasil 2X2 Iugoslávia – Despedida de Pelé na Seleção Brasileira, em 1971, no Maracanã (RJ) – Só o Hino Nacional.
http://www.youtube.com/watch?v=_tJ70D3iBC4


Brasil 2×1 México – Amistoso em 1968, no Mineirão, com Pelé, Gérson e Jairzinho.

http://www.youtube.com/watch?v=Rz2ntNzh5q0


Brasil 6×2 Colômbia – Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1970
http://www.youtube.com/watch?v=u-AEcsgitLQ


Brasil 3×3 Iugoslávia – Amistoso em 1968
http://www.youtube.com/watch?v=bNNX5-9Zcv0


Brasil 3×0 Iugoslávia – Torneio Sesquicentenário da Independência do Brasil, em 1972, com Gérson, Jairzinho, Tostão, Rivellino, etc…

http://www.youtube.com/watch?v=23GqQlz_TJc


Brasil 1×0 Portugal – Torneio Sesquicentenário da Independência do Brasil, em 1972, com Gérson, Jairzinho, Tostão, Rivellino, etc…

http://www.youtube.com/watch?v=_X621wX3lLg


Brasil 3×0 Argélia – Amistoso em 1965 – Erroneamente o vídeo diz que é em 1964.

http://www.youtube.com/watch?v=JtigxBO-Wj8


Brasil 1×2 Alemanha Ocidental – Amistoso em 1968, com Tostão, Gérson, Jairzinho e Cia.
http://www.youtube.com/watch?v=sAlpnh7ooyE


Brasil 2×1 Alemanha Ocidental – Amistoso em 1963, com Gilmar, Lima, Zito, Mengálvio, Dorval, Coutinho, Peé e Pepe (todos do Santos F.C.)
http://www.youtube.com/watch?v=9L7ogb_r5BA


Amistoso em 1989 – Com Pelé (que não jogou), Rivellino, Zico e Cia.
http://www.youtube.com/watch?v=nCSq-7z4zFc


Brasil 5×0 Holanda – Seleção Brasileira Masters (Luciano do Valle) – Copa Zico 1990

http://www.youtube.com/watch?v=QInv5eVD8eg


Brasil 3×0 Itália -Seleção Brasileira Masters (Luciano do Valle) – Copa Zico 1990

http://www.youtube.com/watch?v=lNuTWFbiq4A


Brasil 2×1 Alemanha – Seleção Brasileira Masters (Luciano do Valle) -Copa Zico 1990

http://www.youtube.com/watch?v=gL6NfUHwyGI


Brasil 1×2 Resto do Mundo -Amistoso em 1990, na Itália- Festa do 50° Aniversário de Pelé, que jogou!!!

http://www.youtube.com/watch?v=i70xvJguzxk


Brasil 1×2 Resto do Mundo -Amistoso em 1989 -Despedida de Zico da Seleção Brasileira.

http://www.youtube.com/watch?v=tfNLUkGiZyQ


Seleção Brasileira treinando na época de Pelé – Não era 1958 como diz o vídeo. Se vê pelo rosto de Pelé, que aqui nesse vídeo não tinha só 17 anos. Você não acha?
http://www.youtube.com/watch?v=xCXcaNJjJhw


Seleção de 1970 na Concentração.

http://www.youtube.com/watch?v=62wNvXb3wQA


Garrincha e Roberto Carlos (cantor), jogando sinuca.
http://www.youtube.com/watch?v=zNoASIwq5sI


Garrincha, em Pau Grande, sua cidade natal, em 1966.
http://www.youtube.com/watch?v=t59vZojUHQk


Mazzola (Altafini) confessa que se arrependeu de ter deixado o Brasil logo após a Copa do Mundo de 1958, na Suécia, e ter trocado a Seleção Brasileira pela Italiana.

http://www.youtube.com/watch?v=XTt1Q_Pbdqs


Brasil 2×1 Uruguai -Taça do Atlântico – 1976 -Jogo que teve uma briga generalizada e que levou Rivellino a sair correndo em direção ao vestiário, caindo de bunda na escadaria do mesmo.
http://www.youtube.com/watch?v=UzKGtg_-y74


Documentário, fantástico, sobre Ademir de Menezes, o “Queixada”.
http://www.youtube.com/watch?v=k_K8PXhcbbs


Documentário, fantástico, sobre Zizinho, o “Mestre Ziza”.
http://www.youtube.com/watch?v=qrRQbTtgEeA


Matéria sobre Leônidas da Silva, o “Diamante Negro”.
http://www.youtube.com/watch?v=-eZO-xDmOcA


Matéria sobre Domingos da Guia, o “Divino Mestre”

http://www.youtube.com/watch?v=0I3REVfnhX4


Entrevista com Zizinho no “Bola da Vez” da ESPN Brasil.
http://www.youtube.com/watch?v=kPgZa3J894A


Matéria sobre Heleno de Freitas

http://www.youtube.com/watch?v=Gyjdp_G-Eic


Matéria sobre Garrincha

http://www.youtube.com/watch?v=PjlfJ_YRThY


Matéria sobre Garrincha e o goleiro Barbosa.
http://www.youtube.com/watch?v=i1zWqSBnQZw


O adeus de Mestre Didi

http://www.youtube.com/watch?v=W6dh1ublVFw


Flamengo 0x1 Botafogo, em 1964, última partida de Nílton Santos pelo Botafogo.
http://www.youtube.com/watch?v=VzMcEUHjE7E


Fluminense 2×1 Vasco da Gama, em 1926.
http://www.youtube.com/watch?v=9v6ROadicRE


Fluminense 3×2 Sporting – Lisboa, em 1928.
http://www.youtube.com/watch?v=Wuk3aGO2cpI


Flamengo X Fluminense, década de 20.

http://www.youtube.com/watch?v=d5NofNPBAuM


Vasco da Gama – 1948

http://www.youtube.com/watch?v=ywMMuqU0ds8


Real Madrid 3×4 Vasco da Gama, em 1957.

http://www.youtube.com/watch?v=hesqCPCEamc


Bate papo com Nílton Santos.
http://www.youtube.com/watch?v=9Ll7zIMd_HY


Homenagem a Nílton Santos.
http://www.youtube.com/watch?v=opjAy6GHYng


Djalma Santos no “Juca Entrevista”.
http://www.youtube.com/watch?v=1dq-AQSFeFc


Coutinho, parceiro de Pelé no Santos F.C., no “Juca Entrevista”.
http://www.youtube.com/watch?v=2JxUYFpmuyk


Matéria sobre o goleiro Manga.
http://www.youtube.com/watch?v=BGr6yZsMglc


Homenagem ao Santos F.C. de 62/63.
http://www..youtube.com/watch?v=iMWIZcuLTsM


O goleiro, Gilmar dos Santos Neves.
http://www.youtube.com/watch?v=JbR7supU8mc


Luizinho – “O Pequeno Polegar”.
http://www.youtube.com/watch?v=6I1oVZEdjio


Clubes brasileiros que representaram a Seleção Brasileira.
http://www.youtube.com/watch?v=JQRpaOS84CM


Zagueiros Artilheiros
http://www.youtube.com/watch?v=nJV_J5B2HJc


Trio de Ferro X Argentinos, em 1948.
http://www.youtube.com/watch?v=mi8wVFTy3r0


Canhões do Futebol Paulista

http://www.youtube.com/watch?v=mesf07mSIaU


Lula falando do Corintians de 1954, Vasco da Gama de 1958, Garrincha e Ademir da Guia.
http://www.youtube.com/watch?v=2G8tcCBbzLU


Música homenageando Canhoteiro, o Garrincha da ponta-esquerda.
http://www.youtube.com/watch?v=aUgURzunXpY


Brasil 2×0 Inglaterra, no Maracanã, em 1959, com show de Julinho Botelho.
http://www.youtube.com/watch?v=cDBjtMJjQZc


Entrevista com Aparício Pires, jornalista que colocou o apelido de DINAMITE no craque do Vasco da Gama, em 1971.
http://www.youtube.com/watch?v=l3S5ReKMbFg


Corinthians 1×1 Palmeiras, em 1954.
http://www.youtube.com/watch?v=yX2O2cpZRQ0


Brasil X Zaire, Copa do Mundo de 1974, na Alemanha, jogador do Zaire corre antes do juiz apitar a falta e chuta a bola.
http://www.youtube.com/watch?v=Q3MOCFYDTKc


Brasil 4×5 Bolívia, na Copa América de 1963 – “RARIDADE”

http://www.youtube.com/watch?v=wYkXmWmsA-g


Brasil x Peru, gol peruano, na Copa América de 1975,

http://www.youtube.com/watch?v=n4uDEmUf7nk


Seleção Brasileira na Concentração, em 1985 – Parte 2
http://www.youtube.com/watch?v=BH3Te3xFBo0


Brasil 1×1 Chile, Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1990 (Itália), em Santiago (Chile). Nesse jogo, Romário começou a brigar antes do início da partida e foi expulso ainda no primeiro tempo. Mas o incrível é o gol do Chile no final do jogo.
http://www..youtube.com/watch?v=m0b_6T3G2i4


Ronaldo (Fenômeno) é convocado para a Copa do Mundoo de 1994, nos Estados Unidos.
http://www.youtube.com/watch?v=YJzRIO6RZdQ


O corte de Romário na Copa do Mundo de 1998, na França.
http://www.youtube.com/watch?v=Lh-RbRVy3uI


Zico explica a convulsão de Ronaldo “Fenômeno”, em 1998, na Copa do Mundo, da França.
http://www.youtube.com/watch?v=4bTu6MC6yqg


Seleçaõ Brasileira chega ao Haiti em 2004.
http://www.youtube.com/watch?v=sWHVXkIQnUg


O Brasil na Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra. Matéria em Espanhol.

http://www.youtube.com/watch?v=WTQHW8V0xPY


A Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1954.
http://www.youtube.com/watch?v=Nahg2ZXsQAs


Brasil 6×1 Espanha, na Copa do Mundo de 1950, no Brasil.
http://www.youtube.com/watch?v=esy9N7dNTeU


Brasil 7×1 Suécia, na Copa do Mundo de 1950.
http://www.youtube.com/watch?v=snM2_rgW2MI

Arquivo espetacular, não? Acervo sensacional!

– Shakespeare por Portadores da Síndrome de Down

 

Isso sim é gostoso de se escrever: Portadores da Síndrome de Down encenarão hoje, no SESI da Av Paulista, a peça de Shakespeare “Sonhos de uma Noite de Verão”, incentivados  pela Associação do Desenvolvimento Integral de Down.

 

Sensacional. Isso sim é fazer diferença no mundo. Boa sorte aos incentivadores e todo o desejo de sucesso aos atores!

– Encontro para Troca de Ideias Literárias

 

 

Poetas, músicos e letrados: olhem que bela iniciativa cultural, rara em nosso país e pouco incentivada: uma espécie de Sarau Literário em nossa cidade!

 

REALIZADO ENCONTRO PARA TROCA DE IDEIAS LITERÁRIAS

 

por Reinaldo Oliveira

No dia 19 de março, a partir das 17h, um grupo de amigos que tem em comum o prazer e apreço pela literatura, música e poesia, se encontrou para um alegre e descontraído bate-papo. O objetivo foi a confraternização, (declamar poesias, cantar e trocar idéias literárias), sem participação de siglas, entidades ou afins. A anfitriã foi a escritora e poetisa Yolanda Gnecco, em sua LanHouse e Cafeteria, que fica na Rua Bela Vista. Estiveram presente o casal Wilhelm Skoff e Elizabeth, a Silvana e a Rosana Congílio, Dayse Gobbo, Marlene Bodelacci, Akiki Koike, Lena Hatori, Helenice Rodrigues, o casal Armando e Júlia Heimann, idealizadores do encontro, e o jornalista Reinaldo Oliveira. Durante o encontro houve declamação de poesias, interpretação de músicas japonesa, alemã e brasileira. Akiko Koike mostrou os haicais na forma original, isto é, como nasceu no Japão e explicou a diferença entre o haicai aportuguesado e o original. Como este foi festivo e agradável, o grupo realizará outros encontros abertos a amigos da poesia e da música. Nesses encontros a fraternidade é o ponto alto, não cabendo assuntos que abordem temas polêmicos como política, religião, raça ou outros que possam dificultar a harmonia entre os presentes.  O grupo aceita adesões de poetas e músicos que tenham o mesmo objetivo: momentos agradáveis e descontraídos.

– O Blog da Maria Bethânia: símbolo do Desrespeito ao Dinheiro Público

 

Há coisas incríveis no Brasil. A cantora Maria Bethânia, por exemplo, quer R$ 1,3 milhão do governo como incentivo a criação de um blog cultural!

 

Não é muito dinheiro público para um blog? Por mais cultural que seja (dedicado a poesias), é um desrespeito à sociedade. Se meu blog ajudar a despertar o espírito crítico, poderei pedir tal quantia também?

 

E você, leitor, também quer esse expressivo valor para o seu blog? Deixe seu comentário:

 

Abaixo, a justificativa do Governo:

 

MINISTÉRIO DA CULTURA JUSTIFICA APROVAÇÃO DE BLOG DE BETHÂNIA

 

Extraído de: http://www.atarde.com.br/cultura/noticia.jsf?id=5699660

 

O Ministério da Cultura justificou a aprovação de um site que reunirá poesias recitadas por Maria Bethânia, cuja captação é de 1,3 milhão. Segundo o Minc, o blog da cantora foi aprovado por “critérios técnicos e jurídicos”. O Ministério afirmou ainda que a “aprovação, que seguiu estritamente a legislação, não garante, apenas autoriza a captação de recursos junto à sociedade”.


O valor destinado ao projeto acabou causando polêmica nesta quarta-feira, após informações divulgadas por uma colunista. No Twitter e Facebook, muitos internautas questionaram a quantia, como o cantor Lobão. (…)

– Tiririca na Cultura?

 

Deputado Federal Tiririca vai ser indicado pelo PR (Partido da República) para a Comissão da Cultura e Educação no Congresso Nacional!

 

O Brasil tá de brincadeira…

 

Extraído de: http://blogs.estadao.com.br/radar-politico/2011/02/25/tiririca-vai-integrar-comissao-de-educacao-e-cultura/

 

TIRIRICA VAI INTEGRAR COMISSÃO DA EDUCAÇÃO E CULTURA

 

O deputado Tiririca (PR-SP) vai integrar a comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados. A informação foi confirmada pelo líder do partido na Casa, Lincoln Portela (MG).

 

A indicação de Tiririca para ser titular da comissão será oficializada na terça-feira, segundo o PR. Foi o próprio Tiririca que pediu para entrar na comissão por ela tratar da área em que atua, a cultura.

Tiririca foi o deputado federal mais votado nas eleições de 2010 recebendo mais de 1,3 milhão de votos. Antes de assumir, ele teve de provar à justiça eleitoral que não era analfabeto, sendo submetido a um teste de leitura e escrita.

 

E aí, amigos? É alguma piada nonsense?

– O “Legal” é ser Big Brother? Conteúdo e Inteligência versus Banalidade e Entretenimento

 

Amigos, muito boa a matéria do Terra Magazine sobre o programa Big Brother Brasil e seus participantes. Nela, um professor da Universidade Federal da Bahia falou sobre a idolatria e o sucesso instantâneo desses “artistas” frente a labuta de professores, críticos e outros segmentos da cultura ou do estudo. Ainda, aborda a exploração do mundo gay no programa da Rede Globo (a propósito, há 2 ex-alunos dele no BBB).

 

Confira, extraído de: http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4884786-EI6581,00-Professor+Com+subcelebridades+ficou+chato+ser+inteligente.html

 

COM SUBCELEBRIDADES, SER INTELIGENTE FICOU CHATO

 

Por Cláudia Leal

 

A nova edição do Big Brother Brasil (BBB) despejará na mídia 17 subcelebridades que, daqui a alguns meses, lutarão por flashes em tentativas de sexo na praia, em desquites estrepitosos e nas visitas de praxe às padarias do Leblon.

Observador desse Olimpo de deuses afobados, o professor de comunicação da Universidade Federal da Bahia, Maurício Tavares, doutor pela PUC-SP, já se vacinou para sobreviver à temporada.

– Hoje em dia, a pessoa ser inteligente é até ofensivo em alguns meios, em alguns veículos. Ser inteligente ficou chato. Você tem que ser superficial, bonito e engraçado. … Uma mulher loira, mais ou menos bonita, vira uma pessoa mais importante que João Ubaldo Ribeiro – ironiza.

Crítico do “mundinho” de celebridades, Maurício Tavares aponta a “audiência massacrante” da Rede Globo e as artimanhas do diretor Boninho como os dois principais motivos da sobrevivência do BBB em onze edições. Estudioso do universo gay, Tavares avalia o uso de homossexuais na fórmula dos reality shows:

– Os gays são elementos ligados ao mundo da fofoca, embora Jean Wyllys tenha feito o papel da “boazinha”. Os gays vivem num mundo em que eles precisam muito estar lidando com coisas que envolvem a traição, um mundo menos “normal”.

O raio caiu duas vezes sobre o professor da Ufba. Ele é ex-professor do BBB Jean Wyllys, eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro, e integrou a banca de conclusão de concurso do novo gladiador de Pedro Bial, o jornalista Lucival França.

Confira a entrevista.

Terra Magazine – Como o mundo de subcelebridades é alimentado pelos reality shows? Qual o efeito das últimas dez edições do BBB sobre a mídia?
Maurício Tavares – Você acompanha um fenômeno engraçado: o aumento do número de revistas que tratam de subcelebridades, “Contigo” e não sei o quê mais. Essas revistas, mais do que o jornalismo “normal”, têm falta de assunto. O BBB é um pouco uma fábrica dessas pequenas celebridades, para alimentar durante algum tempo essa rodinha. Até porque são pessoas ávidas pela fama, aquela fama imediata, não é aquela que você vai conseguir com o trabalho. Eu me incomodo muito, de maneira radical, com quem está trepando com não sei quem…

Por que se incomoda? Mais pela exposição ou pelo vazio da exposição?
Pelo vazio da exposição e pela desimportância de quem está comendo quem, quem está chupando quem. E daí, cara? Gostaria que essa imprensa de subcelebridades fosse mais atrevida: quem tá bebendo urina, coisas assim mais bizarras (risos).

E perversas…
Perversas. Mundo cão. Mas, pô, quem tá comendo quem? E a gente sabe que muitas dessas fofoquinhas são inventadas para alimentar essa mídia. É um processo circular: você inventa uma história porque vai sair na mídia, a mídia compra a história porque sempre tem alguém interessado em ler. Fico impressionado quando vou ao supermercado e tem aquela fila de revistas. Fico olhando quais as revistas que as pessoas pegam para olhar pelo menos a capa. Quase sempre são essas revistas. Lá tem Veja, Istoé, Época – uma vez ou outra alguém pega. Mas as revistas ligadas às novelas todo mundo pega. E o Leblon virou assim a Hollywood brasileira. Aquela coisa dos paparazzi lá na praia, no restaurante… E os próprios artistas que querem aparecer, outros não.

Outro dia saiu Caetano Veloso comprando mamão num supermercado do Leblon.
Tem umas coisas assim de um ridículo atroz.

Isso não cria um problema para as celebridades mais ligadas ao talento, à produção artística? Para aparecer, não vão ter mais dificuldade?
Claro que sim, claro que tem. É um problema de queda de valores. Hoje em dia, a pessoa ser inteligente é até ofensivo em alguns meios, em alguns veículos. Ser inteligente ficou chato. Você tem que ser superficial, bonito e engraçado. E alguns professores até caem nisso. As pessoas loiras que estão aparecendo… Uma mulher loira, mais ou menos bonita, vira uma pessoa mais importante que João Ubaldo Ribeiro. (risos) Há esses critérios meio malucos.

Por que, apesar de estar na 11ª edição, a fórmula do BBB não se esgotou totalmente?
Achei que no terceiro, no quarto, se esgotaria. É impressionante. Mas tem também um pouco das artimanhas desse Boninho (diretor do BBB). Ele é diabólico, inventa coisas. Li alguns textos sobre o BBB e, numa época, até escrevi sacaneando um pouco com Pedro Bial: há o fascínio de ver as pessoas no dia-a-dia. É insuportável. No ano passado, tentei ver uns pedaços, mas não deu. Foi uma artimanha dele botar dois gays, aquelas pintosas lá pra animar o negócio. E eu: meu Deus, como é que pode, é de uma banalidade, é de um nada total. Agora ele vai inventar sabotadores. Primeiro, a estrutura do BBB é de uma novela. Tem o vilão, caracteriza as pessoas. Depois, tem pessoas reais e uma parte dos espectadores gostaria de estar ali. Uma boa parte, aliás, mandou vídeos e nunca conseguiu.

Você tem dois ex-alunos no BBB…
É, o segundo agora, fui da banca dele, Lucival (França). Era da faculdade Jorge Amado. Ele fez um trabalho de conclusão de curso sobre um pai-de-santo gay que matou a garota que era namorada do namorado dele. O livro reportagem é interessante. Depois ficamos amigos.

Como avalia essa tendência de ter gays nos reality shows?
É fundamental. Tem um fascínio da ambiguidade sexual de alguns, porque os gays são assumidos. E os gays são elementos ligados ao mundo da fofoca, embora Jean Wyllys tenha feito o papel da “boazinha”. Os gays vivem num mundo em que eles precisam muito estar lidando com coisas que envolvem a traição, um mundo menos “normal”. Não tem “mundo normal”, mas eles carregam um pouco isso. Até o comportamento do gay Serginho, do outro BBB, tinha essa facilidade de transitar de um lado para outro, não se envolver muito. Tem elementos fortes.

Nesse segmento de reality show, há mais abertura para homossexuais do que nas novelas. Por quê?
Porque é ficção. Paradoxo maluco. Até agora, não teve beijo, só teve bitoca, não teve ainda um romance gay. Não sei se Lucival vai proporcionar isso… Ele já falou que só debaixo dos edredons. Às vezes tem uma linguagem que numa novela não sairia. Isso tem um dedo de Boninho. Não é ele que jogava ovo nas pessoas?

Você acompanha o fenômeno das subcelebridades em outros países?
Tive recentemente na Argentina. A televisão de lá consegue ser pior do que a daqui e tem esse mundinho de celebridades. O modelo português (Renato Seabra, ex-participante de reality show) que matou o amante dele (nos Estados Unidos) é um fenômeno mundial. Mas, no Brasil, algumas coisas ganham uma dimensão que é desproporcional. Garanto que alguns lugares devem ter, de alguma maneira. Nos Estados Unidos, a quantidade de reality show é muito maior do que aqui, nas tevês a cabo. Você tem de cabeleireiros a top models, uma quantidade gigantesca. Por que aqui ainda é tão desproporcional? A Globo tem uma audiência massacrante em relação ao resto dos canais. O buchicho que “A Fazenda” provoca é muito pequeno em relação ao BBB. E “A Fazenda” usa até o recurso das semicelebridades. As pessoas não vão se tornar subcelebridades, elas já são e tentam sair do limbo.

– Paulo Coelho é Censurado no Irã

 

‘Demo-cracia’ é isso aí! Todos podem expressar sua opinião, desde que seja a mesma do que a do presidente.

 

Sendo assim, o Irã determinou a proibição de comercialização de qualquer livro de Paulo Coelho em seu território.

 

Motivo?

 

Não declarado. Proibiu-se e ponto final.

 

Claro que deve existir algum motivo fundamentalista. Mas vale um dado interessante: Paulo Coelho já vendeu 6 milhões de livros a iranianos. Se considerarmos que ele ganha 1 dólar por livro (ganha mais, claro), imagine o quanto já faturou? Aliás, imagine quanto ele já deve ter faturado no mundo!

 

É talentoso. Então, sem críticas. Gostar ou não de suas posições é outra história…

 

E você, o que acha da proibição dos livros de Paulo Coelho sem justificativa? Deixe seu comentário:

– Tony Ramos: Um Prêmio para a Humildade

 

Ouço pela Rádio Jovem Pan uma espetacular entrevista do Tony Ramos à Oliveira Andrade e José Armando Vanucci.

 

Puxa, o cara é realmente acima da média. Ele fala sobre a novela Passione, mas principalmente sobre carreira, valores, drogas… E o que mais chama a atenção é a humildade do ator! A produção da rádio tentou entrar em contato com ele sem sucesso, mas ele deu o retorno! Com a atual arrogância de alguns jovens atores iniciantes, é inimaginável que um consagradíssimo ator faça isso.

 

Se você gosta do Tony Ramos, ouça essa entrevista. Ouvirá e sentirá em diversos trechos como ele é simpático, educado e bem preparado para a fama. É um nocaute nos principiantes que se acharem acima do bem e do mal!

 

O link está em: http://blog.jovempan.uol.com.br/parabolica/destaque-especial-1/tony-ramos-revela-detalhes-de-passione-e-se-emociona-ao-falar-sobre-amigos/

– Roberto Carlos cantando “Detalhes’ em Japonês?

 

Rádio AM é uma paixão para mim. Ontem a noite, parado no congestionamento, ouvia uma entrevista do cantor Roberto Carlos de 1994, pela Globo 1100.

 

Sabe o que é mais curioso? A entrevista foi concedida á Rádio X FM 90,5 (rádio X sucedeu a Excelsior FM e precedeu a CBN – todas do grupo da Globo). Na entrevista, RC disse que tinha planos para o futuro: gravar um disco em italiano, outro em francês e pelo menos uma faixa em japonês.

 

Discos não existem mais; há a opção de outras tecnologias. CD em italiano ou francês é uma promessa possível. Mas Roberto Carlos em japonês…

 

Seu desejo está apenas com 16 anos de atraso, viu?

– Adeus, Diogo Mainardi!

 

E o Diogo Mainardi, depois de deixar de ter a coluna semanal em Veja, passando-a para quinzenal, agora será mensal e esporádica. Uma pena! Para aqueles que eram seus leitores assíduos como eu, só a lamentar. Mas na sua despedida, a fina ironia prevaleceu.

 

Extraído de: http://veja.abril.com.br/blog/mainardi/

 

MEU ADEUS COMO COLUNISTA

 

Esta é minha última coluna.

Eu passei oito anos zombando do lulismo. Se agora eu passasse a zombar do dilmismo, que é uma mera pantomima do lulismo, eu me tornaria uma mera pantomima de mim mesmo.

— Diogo é um Arlecchino! Diogo é um Pantalone! Diogo é uma Colombina!

O lulismo queria que eu fosse embora do Brasil. Eu fui. O lulismo queria que eu me desinteressasse do presidente da República. Eu me desinteressei. O lulismo queria que eu renunciasse à minha coluna. Eu renunciei. Eu sou igual a um marido que, para poder se livrar da mulher amarga e rancorosa, cede todos os seus bens e vai morar num flat. Eu fui morar num flat mental. Eu fui morar numa kitchenette existencial. Eu sei que o lulismo está feliz de se separar de mim, mas garanto que eu estou incomparavelmente mais feliz de me separar dele.

Rubens Barrichello compreendeu a natureza do dilmismo. Quando lhe perguntaram o nome da presidente eleita, ele respondeu sabiamente:

— Como é que se chama a mulher?

A partir de hoje, esse é meu lema. Eu posso falar sobre Bartolomeo Bon. Eu posso falar sobre Anco Marcio. Eu posso falar sobre Cosmè Tura. Quem mais? Eu posso falar sobre Sexto Empirico. Eu posso falar sobre Pavel Chichikov. Eu posso falar sobre Pepe Le Pew. Só a presidente eleita está proibida de entrar em meu flat mental. Sobre ela, minha resposta será sempre a mesma:

— Como é que se chama a mulher?

Além de compreender a natureza do dilmismo, Rubens Barrichello compreendeu também a natureza do automobilismo. Ele demonstrou que, se é para guiar devagar, ninguém precisa de uma Ferrari. VEJA é uma Ferrari. Para poder me livrar do dilmismo, estou pronto a ceder minha vaga na escuderia. O que eu quero, neste momento, é pilotar um kart. De agora em diante, escreverei apenas um artigo mensal para VEJA. Renuncio à coluna, portanto, mas continuo aqui, em marcha lenta. Milan Kundera disse que quem anda devagar contempla as “janelas de Deus”. Rubens Barrichello anda devagar e contempla as janelas de Deus. Sou bem mais modesto do que ele. Para mim, basta poder contemplar as janelas da minha kitchenette existencial.

O primeiro ato de um espetáculo grotesco, como aquele encenado pelo lulismo até 2006, pode despertar algum interesse. O segundo ato é inevitavelmente mais sonolento. Mas é o terceiro e último ato, repetindo as mesmas galhofas dos anteriores, que realmente entedia e aporrinha o espectador. Foi para poupar o público desse constrangimento que resolvi sair do palco.

— Onde está o Arlecchino? Onde está o Pantalone? Onde está a Colombina?

(Um espectador aplaude. Outro atira um tomate. Outro ronca. Luzes.)

– Preconceito Masculino nos EAU: onde bater na mulher está dentro da lei…

 

O que você acha disso? Nos Emirados Árabes Unidos, local tão rico e abastado de vaidades, a violência contra a mulher é permitida!

 

Extraído de: Revista Superinteressante, ed dezembro 2010, pg 19)

 

EMIRADOS ÁRABES LEGALIZAM VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

A Suprema Corte do país decidiu que os maridos têm o direito de “disciplinar” as esposas via força física. O espancamento não pode deixar marcas, e só pode ser usado depois que o homem tiver recorrido a duas medidas – advertir a mulher e se recusar a dormir com ela.