– Máscaras na Praia: Cultura ou Ignorância?

Parece bizarro, mas é cultural: na China, a onda é ir à praia de… Máscara!

Pois é: um ditado chinês explica isso: “Pele clara esconde mil falhas”. Eles usam máscaras de nylon para não se queimarem, pois em diversas regiões chinesas, pessoas mais claras são consideradas melhores na sociedade, ricas e educadas. Pessoas com pele mais queimada são pobres, pois vivem no campo e debaixo do sol; são consideradas com menos estudo e não tão civilizadas.

Quanta bobagem, não?

Desde quando a condição social ou cor de pele determina se alguém é bom ou ruim?

– Enfermeiras contra a Erotização da Imagem

Ora essa! As enfermeiras estão em pé de guerra com qualquer tipo de alusão pejorativa à atividade delas. Já conseguiram que os programas de TV não utilizem mulheres com fetiche de enfermeiras, além de programas de humor que utilizam de tal expediente. Agora, até o Google terá que retirar páginas pejorativas. Estão em defesa da imagem da sua atividade…

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI76111-15220,00-ENFERMEIRA+NAO+PODE+SER+EROTIZADA.html

ENFERMEIRAS CONTRA EROTIZAÇÃO DA IMAGEM

Os conselhos de enfermagem processam artistas e televisões que perpetuam o imaginário erótico em torno da enfermeira

por Nelito Fernandes

Se existe uma coisa que deixa as enfermeiras doentes é personagem de televisão mostrando enfermeira sexy. Aí não há remédio: é processo na certa. Pelo menos 15 ações movidas por associações profissionais da categoria já tiraram do ar figuras que reforçam o fetiche. A última vítima da fúria das profissionais foi Luciana Gimenez. Uma liminar impediu o Superpop de exibir qualquer reportagem mostrando strippers fantasiadas de enfermeira. Agora, o Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro (Coren-RJ) estuda uma ação contra o Google. Quer que o buscador pare de exibir imagens de enfermeiras sensuais e não indexe mais sites que façam referência a elas com conotação sexual. Mas isso não deixa a liberdade de expressão dodói?

“Qualquer proibição é uma forma de cerceamento da manifestação artística e cultural, garantidas pela Constituição”, diz o superintendente da Rede TV!, Dennis Munhoz. A presidente do Coren-RJ, Rejane de Almeida, diz que a exibição desse tipo de personagem reforça o fetiche. “As enfermeiras acabam sofrendo assédio sexual por causa disso. Principalmente no caso em que o doente não está debilitado, como pacientes de ortopedia. Há vários casos em que a enfermeira vai fazer a higiene e o paciente fica excitado”, diz ela.

É complicado, mas o fetiche vem mesmo da televisão. Para o psicólogo social Bernardo Jablonski, o desejo nada tem a ver com as personagens que aparecem. “A enfermeira cuida, pega e toca no paciente. Existe também uma tendência de desejo a profissionais que servem, como o pedreiro, o encanador. Quando você está doente, quem fica na beira da cama, cuidando? Sua mãe. Em última análise, é uma reaproximação edípica”, diz Jablonski, que também é autor do humorístico Zorra total. Como redator, ele considera a proibição absurda. “Há um cerceamento. Hoje na TV os vilões só podem ser empresários, senão alguma classe reclama. Isso é um exagero, uma radicalização”, diz. Presidente do Coren de São Paulo, Cláudio Porto discorda. “Entendemos o direito à liberdade de expressão, mas não podemos ser coniventes quando esse direito induz a sociedade a pensar de uma forma distorcida sobre uma profissão”, diz.

A Justiça, que é cega, não quer mesmo ver enfermeiras eróticas: até agora as associações não perderam sequer um processo. Na lista dos proibidos estão Alexandre Frota (não, ele não se fantasiava de enfermeira, ainda bem, mas criou uma personagem feminina), Flávia Alessandra, Tom Cavalcante e muitos outros (leia abaixo). E não é preciso nem mesmo ser enfermeira para ser vetado. Tom Cavalcante teve de abandonar o bordão “Chama a enfermeira”. A personagem de Flávia Alessandra que fingia ser enfermeira, mas era stripper, teve de inventar outra desculpa para o marido e deixou de sair de casa vestida de uniforme branco. Frota matou sua Enfermeira do Funk, que estava prestes a sair na Playboy fantasiada. Já Scheila Carvalho, que mostrava o tchan vestida de enfermeira na música “Turma do batente”, também teve de parar. A canção falava sobre várias profissões e Scheila disse que escolheu vestir a roupa para homenagear amigas e parentes que são enfermeiras. A letra da música dizia o seguinte: Ela pega na cabeça e o dodói passa/e o dodói passa e o dodói passa/e ela pega na cintura e o dodói passa.

O dodói pode até passar, mas a ira das enfermeiras não. As associações também ficam fulas com DVDs pornôs. O filme Hipertensão sexual, cheio de cenas eróticas com enfermeiras, teve de ser recolhido e a produtora Sex Sites Editorial se comprometeu a não fazer mais nada com o tema. Três sites de venda de produtos eróticos também foram obrigados a tirar do ar fantasias de enfermeirinhas. Um deles foi condenado a pagar R$ 20 mil de indenização por desrespeitar a ordem judicial. O dinheiro, segundo a associação, foi usado em cursos para enfermeiras. Frota teria de desembolsar R$ 1 milhão se desobedecesse. É dinheiro suficiente para deixar qualquer um doente.

– Homenagem da APEJUR a Mazzaropi

por Reinaldo Oliveira

No dia 19 de junho, em sua reunião mensal, a Associação dos Poetas e Escritores de Jundiaí e Região (APEJUR), promoveu em parceira com a Secretaria Municipal de Cultura de Jundiaí e Cine Clube Consciência, uma homenagem ao cineasta Amacio Mazzaropi.

De acordo com informações da coordenadora da APEJUR, Julia Heimann, no dia 19 de junho é comemorado o Dia do Cinema, e como também a data registra a passagem dos 100 anos de nascimento de Mazzaropi e 50 anos das filmagens do épico filme Casinha Pequenina, que teve cenas filmadas na Fazenda Ermida e também teve a participação de atores e atrizes jundiaienses, a APEJUR decidiu e promoveu a homenagem.

Ela constou da exibição do filme Casinha Pequenina e depoimentos emocionados da dona Liberata de Paula, que atuou como atriz no filme. Também o público foi contemplado com informações sobre Mazzaropi, pelo radialista Reinaldo Basile, que esteve presente e pelo relacionamento que teve com o artista e conhecedor de sua obra, transmitiu importantes informações.

Ainda sobre a homenagem a Mazzaropi, o Jornal de Itupeva – em sua página online do dia 19 de junho, postou matéria alusiva ao evento e teve o grato retorno do filho do homenageado, que ao acessar a página na cidade de Taubaté/SP, entrou em contato com a Redação onde externou agradecimentos pela divulgação do trabalho e  memória do seu pai, bem como postou mensagem a todos os poetas e escritores da APEJUR. Sobre o evento Julia disse que a iniciativa da APEJUR atende ao objetivo de criar, em Jundiaí ou cidades da região, um espaço alternativo de cinema com debates e convidados, oferecendo reflexão e difusão cultural. 

– Disney On Ice: Caro, mas Divertido

Ontem assisti no Ginásio do Ibirapuera o show “Disney On Ice”. É fantástico, os patinadores/bailarinos são estupendos, a produção sensacional, o público respeitoso, os personagens encantam, mas…

Pipoca? A pequena custa R$ 13,00, a grande R$ 28,00!

Refrigerante? Copo pequeno a partir de R$ 6,00.

Água? R$ 5,00.

Embora o show seja no Brasil, o custo é americanoQuem for, leve comida e bebida de casa!

– Wagner Moura e Legião: as Injustas Críticas

O fanatismo sempre leva à idiotice. Quer um exemplo?

O ator Wagner Moura organizou junto com os ex-integrantes do grupo de rock Legião Urbana um tributo a banda: realizou dois shows, e substituiu Renato Russo.

Nada de achar que Wagner Moura queria ressuscitar a turma ou imitar o falecido vocalista. Apenas quis homenagear. E os fãs “desceram a lenha” sobre ele, criticando várias coisas, entre elas, a afinação.

Ora, Wagner Moura não é cantor. Ele apenas quis organizar uma homenagem como fã que também é; nada de cantoria profissional!

Parece que as pessoas não entendem isso… confundem as coisas e cobram do ator uma condição de cantor, coisa que ele não é. E para quem idolatra a Legião, é uma heresia alguém no lugar do Renato Russo.

– Exagero dos Artistas?

A Peça “Vestido de Noiva”, de Nelson Rodrigues, está prestes a reestrear em São Paulo. Nada demais, exceto pelo fato de que Lucélia Santos e Pedro Neschling se beijarão na boca.

O que tem de curioso?

Eles são mãe e filho!

Por mais que sejam artistas profissionais, para mim, é de mau gosto e constrangedor imaginar mãe e filho atuando como namorados e se beijando na boca.

E você, o que pensa sobre isso? Poderia-se evitar?

– 137 anos de Jornal à Disposição?

Sensacional a disponibilização do “Estado de São Paulo” de todo o seu acervo na Internet. O jornal digitalizou todas as suas edições, desde 1875!

Confesso que tenho curiosidade de ver as matérias sobre os fatos históricos, como a Proclamação da República, o fim da 2ª Grande Guerra e o AI-5.

Parabéns pela iniciativa.

– Pete Best X Ringo Star: Uma Boa História sobre Oportunidade e Competência

Admiro um bom texto, e claro, os bons escritores. O jornalista Davi Coimbra, em seu blog (citação abaixo), escreveu sobre pessoas que tem estrelas, e usou como pano de fundo Pete Best X Ringo Star.

Pete era esclarecido, ousado, íntimo de John Lennon, Paul McCartney e George Harison. Mas ficou de fora da banda na hora da fama. Ringo era doente, analfabeto funcional e a sorte lhe sorriu! Tanto, que entrou para a história e a formação de sucesso consta seu nome.

Quantos competentes que de fato não são. Ou que não tem oportunidade! Há alguns que nascem para Pete Best, outros, para Ringo Star…

Extraído de: http://wp.clicrbs.com.br/davidcoimbra/2010/02/03/o-beatle-que-nao-foi-beatle/?topo=77,1,1

O BEATLE QUE NÃO FOI BEATLE

Vi uma entrevista com o Pete Best, dias atrás. Sou fascinado por sua história, cada vez que ele aparece na TV fico mesmerizado.

Pete Best é o Beatle demitido. Foi um dos Beatles pioneiros, estava na formação originalíssima da banda, com os gênios George, Paul e John. Os quatro se reuniam na casa da mãe de Pete para ensaiar. Tocaram juntos durante dois anos, juntos viajaram para Hamburgo, numa temporada que marcou o amadurecimento público do grupo. Eram tão amigos, que, numa noite hamburguesa, estando eles sem dinheiro, Pete e John assaltaram um marinheiro e lhe tomaram a carteira estufada de marcos. Ou acharam que a haviam tomado: quando voltaram ao hotel, um perguntou ao outro se estava com a carteira, e nenhum estava.

Apesar de toda essa intimidade, George, Paul e John achavam que Pete não era bom o bastante. Além disso, havia a mãe de Pete. Mona, esse o nome dela. Era uma mulher de uns 30 e tantos anos, muito bonita e de forte personalidade. Arrogou a si própria a função de conselheira e mentora da banda. Os Beatles iam ensaiar na casa dela e ela ficava dando palpite. Metida. Tão metida que se meteu com um rapaz que funcionava como uma espécie de produtor do grupo e teve um filho com ele. O pai de Pete, bonzinho, assumiu a criança e lhe acoplou o sobrenome. Mais um Best no Reino Unido.

George, Paul e John, personalistas e até algo chauvinistas, não apreciavam as intervenções não solicitadas da mãe de Pete. Mas como dizer isso ao filho dela? É provável que, se Pete fosse um baterista um pouco mais carismático, eles o teriam mantido no grupo. Mas, aparentemente, não era. Ou pelo menos não era tão concentrado e tão brilhante quanto seus amigos.

E havia Ringo logo ali.

A história de Ringo é sen-sa-cio-nal. Ringo era de família pobre. Quando tinha três anos, o pai dele embarcou num dos navios que aportavam em Liverpool e foi-se mar afora, para nunca mais retornar. Ringo virava-se como podia na periferia da cidade, até que, aos sete anos, foi acometido de uma doença grave. Passou um ano no hospital, meio morto. Quando voltou ao colégio, sentiu o atraso. Os colegas o humilhavam, ele não conseguia aprender. Começou a matar aula. Aos 12 anos, era quase analfabeto. Uma prima decidiu ensiná-lo em casa, Ringo se entusiasmou, progrediu, mas, aos 13 anos, contraiu tuberculose. Mais um ano no hospital.

Alguém poderia dizer que foi muita falta de sorte. Ao contrário. Como Ringo já estava habituado ao ambiente hospitalar, comportava-se com desenvoltura entre doentes, médicos e enfermeiras. Em pouco tempo, organizou uma bandinha com os pacientes, improvisou umas baquetas e arvorou-se como baterista. Ao sair do hospital, o padrasto, que era um bom homem, presenteou-o com uma bateria usada.

Foi assim que Ringo aprendeu a tocar.

Foi a partir daí que se tornou um Beatle e entrou para a História.

Quer dizer: se não tivesse ficado doente da primeira vez, provavelmente não se sentiria à vontade para fazer a banda na segunda vez que ficou doente. Logo, as duas doenças foram fundamentais na construção do destino estrelado de Ringo Star.

Já Pete Best, comunicado de que o tinham excluído da banda, e excluído- justamente às vésperas da assinatura do primeiro contrato que os elevaria ao firmamento do rock, Pete Best literalmente recolheu-se à insignificância. Trabalhou como funcionário público, tentou o suicídio abrindo o gás do banheiro, foi salvo pela mãe e retornou à sua vida comum. Está casado há 45 anos com a mesma mulher, ainda mora em Liverpool e montou sua própria banda, a Pete Best Band, com a qual excursiona pelo mundo, ganhando algum dinheirinho, afinal. Na entrevista que assisti, falava com voz grave e melodiosa. Trata-se de um senhor grisalho, com o bigode frondoso dominando o rosto risonho e melancólico. Diz não saber por que foi demitido da maior banda pop de todos os tempos, diz que o importante é ter saúde, diz que é feliz.

Não deve ser.

Imagino que nenhum dia da sua vida termina sem que ele pense que poderia ter sido um Beatle. Pior: que ele FOI um Beatle, e agora não é mais. O único Beatle fracassado da banda mais bem-sucedida da História.

Essa é a diferença entre os vencedores e os perdedores. Essa a atual diferença entre as direções do Grêmio e do Inter. Alguns nascem para ser Ringo Star. Outros sempre serão Pete Best.

– Beijo na Testa não Pode em Novela

Calma, é no Oriente Médio.

Você sabia que o maior sucesso das TVs da Arábia Saudita, Omã e Kuwait é “Entre o Amor e o Passado”, uma novela escrita pelo brasileiro Daniel Ortiz, por encomenda da Rede de TV Árabe MBC, que a transmite para 22 países, além dos citados?

Uma curiosidade: lá, pelos costumes locais, certas coisas devem ser bem analisadas antes de ir ao ar. Por exemplo: foi cortada a cena em que um irmão consola a irmã com um beijo na testa. Motivo: os árabes não admitem tal intimidade fraternal…

Imaginem se as novelas brasileiras fossem transmitidas na íntegra por lá? Em especial, recordam-se de “Tieta do Agreste”?

– Beatles viram Ciência na PUC!

Para os beatlemaníacos, um curso melhor como esse não há: a PUC/RJ acaba de criar uma especialização em Beatles!

Extraído de: http://is.gd/9EsK8G

PUC/RJ INOVA E CRIA ESPECIALIZAÇÃO SOBRE BEATLES

Curso de extensão aborda a história, a evolução artística e a influência cultural do conjunto inglês na sociedade pós-moderna

Por Luisa Girão

Roger Waters e Pink Floyd criticam o sistema em “Another Brick In The Wall”. Alice Cooper celebra – de uma forma bem rebelde – a formatura em “School’s Out”. A sala de aula e o Rock n’Roll têm uma relação complicada e não faltam exemplos. Mas desde a última semana a tradicional faculdade PUC- Rio mostra que está disposta a romper com o tabu e oferece em sua grade um inusitado curso de extensão inteiramente dedicado a uma das principais bandas da história: Os Beatles.

“Beatles: história, arte e legado”, ministrado pelo departamento de Letras da universidade, aborda toda a história, evolução artística e influência cultural e midiática do conjunto na sociedade pós-moderna. “Pretendemos cobrir toda a história dos Beatles, através dos discos e músicas mais relevantes, utilizando de clipes a trechos de filmes e aproximando o grupo da história do seu tempo. Além da história, vamos entender a filosofia do grupo inglês e, por exemplo, como a banda influenciou o movimento tropicalista aqui no Brasil”, explica o doutor em Literatura Brasileira pela PUC, pós-doutor pela Universidad de Salamanca, na Espanha, e coordenador do curso, o professor Júlio Diniz.

A ideia da especialização surgiu depois que  Eduardo Brocchi, professor de Engenharia na PUC e beatlemaníaco confesso, descobriu que a Universidade de Liverpool, na Inglaterra, tem um mestrado sobre o quarteto. “Eu e alguns amigos ficamos com vontade de fazer, mas o curso demora quatro anos. Então, pensamos: temos que fazer isso aqui no Brasil!”, disse ele, que tem mais de 400 livros sobre o Fab Four e uma coleção de apetrechos raros como CDs, vinis etc.

São sete professores com as profissões mais distintas. Tem filósofo, jornalista e até dentista. Todos usando o seu connhecimento adquirido em livros, viagens e pesquisas sobre o quarteto de Liverpool. “Somos aficionados pelo universo dos quatro músicos mais importantes da segunda metade do século passado”, afirma o professor Luis Otávio Pinheiro, que também é titular no curso de Engenharia da PUC.

– Punições Carnavalescas? Não são sérias…

Um verdadeiro circo carnavalesco: a Império da Casa Verde, que causou tanta confusão na apuração do carnaval de SP 2012, vai desfilar de novo, sendo que deixará de receber R$ 700 mil de verba cultural da prefeitura de São Paulo. As demais, pagarão 6 mil reais de multa.

Ficou barato! Punições para inglês ver. E a da Gaviões? Não dará nada?

– Concurso Público faz prova com Questões da Novela das 8 e Zorra Total?

Parece incrível, mas aconteceu: a Prefeitura de Cambé realizou concurso público para a contratação de garis, e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná teve a responsabilidade em formular as questões. E no quesito “cultura”, perguntou sobre a novela Fina Estampa e o humorístico Zorra Total!

Então, por lógica, somos obrigados a concluir que para a instituição, assistir novela é mais importante do que ir para a escola?

É dessas coisas que me revolto…

– Apesar de tudo, não contem com minha audiência!

A Globo começou a exibir a novela “Avenida Brasil”, onde utiliza o tema futebol para elevar o ibope. Bacana, ótimos atores, mas não conta com minha simpatia nos capítulos iniciais.

Motivo?

Não gosto de novelas, e me recuso a sofrer desnecessariamente. Por acaso, assisti um capítulo onde Murilo Benício e Adriana Esteves davam show de interpretação. Porém, uma linda menininha roubou a cena com uma atuação magistral. Mas, apesar do folhetim contar com ótimos atores, a história tão sofrida da garotinha me fez mudar de canal.

Madrasta malvada, criança abandonada no lixão, maus-tratos incessantes… Se é ficção, por que perderei meu tempo com tal apelação da audiência?

Já decidi: só vou assistir a filmes de comédia, romance e aventura. Nada que contenha dramalhões ou terror. A vida é tão sofrida… por que invadir nossos lares gratuitamente com coisas tristes (e que são fictícias, não levam a nada)?

Não me venham dizer que isso desperta a consciência social. Não preciso assistir novela para exercer cidadania!

E você, o que pensa sobre isso?

– Criada a Associação dos Escritores e Poetas de Jundiaí e Região

por Reinaldo Oliveira

No dia 20 de março, em reunião realizada no Plenarinho da Câmara Municipal, mais de 40 escritores e poetas discutiram sobre a criação da Associação dos Escritores e Poetas de Jundiaí e Região. A idéia surgiu através da escritora e poetisa Julia Fernandes Heimann, que ao realizar duas Feiras de Livros, em dezembro de 2011, foi procurada por muitos escritores que levaram seus livros para estas Feiras, mas que não pertencem a nenhuma entidade cultural. A primeira reunião foi bastante produtiva e pré-definiu alguns pontos: a AEPJR não terá número limitado de participantes e nem a exigência de livros publicados; mas ele deverá estar ligado à literatura. As primeiras reuniões estão sendo norteadas por um regulamento, mas para as próximas reuniões já há estudo para criação do estatuto. Além do objetivo inicial de reunir escritores e poetas, promover atividades culturais, também uma proposta da AEPJR é o resgate de obras de escritores jundiaienses já falecidos e que muito contribuíram para o desenvolvimento da cultura jundiaiense. A AEPJR já tem sua primeira atividade, que será uma “Feira de Livros”, programada para os dias 9, 10 e 11 de maio, no pátio do Supermercado Russi da Rua do Retiro. A próxima reunião da AEPJR será no dia 10 de abril, às 19h, no Plenarinho da Câmara Municipal.

– Heleno de Freitas? Só em Sampa!

Se elogiei a temporada de teatro em Jundiaí no post anterior, agora, vale a crítica ao circuito de filmes. Cadê “Heleno”? Aqui em Jundiaí, não está no cinema!

Para os amantes do futebol como eu, a história dramática do botafoguense Heleno de Freitas é imperdível! Bem definiu o biógrafo de Heleno, Marcos Eduardo Neves:

Ele era temperamental como Edmundo, bonito como Raí, mulherengo como Renato Gaúcho, artilheiro como Romário, boêmio como Ronaldinho Gaúcho, inteligente como Tostão, de boa família como Kaká, elegante como Falcão e problemático como Adriano.”

GALÃ, LOUCO E GÊNIO DO FUTEBOL (Época, ed 21/03/2012, pg62-63)

Quem foi Heleno de Freitas, craque dos anos 1940 que virou filme

por Humberto Maia Junior

Heleno de Freitas foi um dos maiores artilheiros do Botafogo: fez 209 gols em 235 jogos. Tinha tanta vontade de vencer que, além de brigar com adversários, xingava os próprios companheiros de equipe, cujos erros não tolerava. Colecionou expulsões dentro de campo. Fora, chamava a atenção pela elegância, pelo sucesso com as mulheres e por um tipo de comportamento que faz Ronaldinho Gaúcho – um conhecido farrista – parecer aluno de colégio de freira. Integrante do Clube dos Cafajestes, grupo de playboys cariocas da década de 1940, era presença constante nas festas no Copacabana Palace e nos cassinos da elite do Rio de Janeiro, onde bebia, fumava, cheirava éter e raramente saía sem estar de braços dados com uma cantora ou beldade da alta sociedade. “Foi a personalidade mais dramática que conheci nos estádios”, dizia o cronista esportivo Armando Nogueira, botafoguense como Heleno.

É essa personalidade exuberante, misto de galã e badboy, que o diretor José Henrique Fonseca apresenta aos brasileiros no filme Heleno, que estreia dia 30 de março nos cinemas e tem Rodrigo Santoro no papel principal. Ele está há cinco anos envolvido no projeto do filme, que consumiu R$ 8,5 milhões.“Heleno é um dos personagens mais marcantes do futebol”, diz Santoro. “Ele foi um mito, mas hoje poucos conhecem sua história.”

Na década de 1940, jogadores de futebol formavam uma subclasse de homens pouco instruí­dos, malvista pela elite. Heleno era exceção. Filho de um industrial rico de São João Nepomuceno, Minas Gerais, era advogado formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O escritor colombiano Gabriel García Márquez, que o viu jogando na Colômbia, se referia a Heleno em suas crônicas como “Dr. de Freitas”. Vaidoso, só andava de carro conversível e vestia ternos cortados por Di Cicco, o mesmo alfaiate de Getulio Vargas. Na concentração, enquanto os outros apostavam dinheiro no carteado, Heleno passava o tempo jogando xadrez ou discutindo política com os dirigentes dos clubes, a quem dava carona em seus carrões. “Os dirigentes se sentiam inferiorizados perto dele”, diz o jornalista Marcos Eduardo Neves, autor de Nunca houve um homem como Heleno (Zahar, 328 páginas, R$ 44), relançado na semana passada. Neves conta uma cena de 1943, quando o presidente do Botafogo, Augusto Schmidt, passou instruções para Heleno à beira do campo. O craque, que jamais aceitava críticas, jogou a camisa na direção do cartola e disse: “Venha aqui correr no meu lugar, seu filho da p…”. Schmidt abaixou a cabeça e Heleno saiu impune.

Heleno foi punido pelos seus excessos. Contraiu sífilis. Por causa da doença, que jamais foi tratada, o comportamento errático evoluiu para atos de loucura que levaram ao declínio dentro e fora dos campos. Uma vez, ele deu um tiro no pé ao tentar acender um cigarro à bala, como faziam os personagens dos filmes de John Wayne. Devastado pela doença, Heleno passou os últimos anos de vida num sanatório em Barbacena, Minas Gerais. Lá, morreu em novembro de 1959, aos 39 anos. Como diz Neves, seu biógrafo, Heleno é um dos personagens mais complexos da história do futebol. Não pode ser comparado a um, mas a vários jogadores. “Ele era temperamental como Edmundo, bonito como Raí, mulherengo como Renato Gaúcho, artilheiro como Romário, boêmio como Ronaldinho Gaúcho, inteligente como Tostão, de boa família como Kaká, elegante como Falcão e problemático como Adriano”, diz ele. “Heleno foi tudo isso.” 

– Teatro Jundiaiense em Festa com Boas Opções

Olha só que excepcional opção de lazer e cultura: em meio a grandes peças encenadas em Jundiaí, o amigo Reinaldo Oliveira envia o convite a uma das melhores. Abaixo:

MEMÓRIAS DE MARIA

…e Maria conservava todas as coisas em seu coração (Lc 2,19)

A peça Memórias de Maria será encenada, por grande elenco, no próximo domingo, dia 25, às 19h no Teatro Polytheama. Não se trata de um espetáculo religioso, no sentido real da palavra, mas o público se identificará com passagens bíblicas sobre a vida de Jesus. A narrativa é criada em torno da memória de Maria, mãe de Jesus, mas sua cronologia não obedece ao critério de nascimento, vida e morte, mas sim; numa forma de quebra cabeça fragmentando o tempo e unindo passado, presente e futuro. Na encenação há também referência a obras de grandes artistas como a reprodução de “La Pietá” – de Michelangelo, “L’Anunziazone” – de Botticcelli, “La Santa Cena” – de Rafael e, outros. A direção é do Alexandre Ferreira; textos de Alexandre Ferreira e Mário Cesar Duarte e iluminação de José Luiz Fagundes.  

Os ingressos custam R$ 20,00 e o Teatro Polytheama está localizado na Rua Barão de Jundiaí, 176 – fone (11) 4586.2472.

– Hábitos de Dancin’Days!

Uma novela em que as cenas de pessoas fumando apareciam em 90% das cenas; onde não existe protetor solar ou bronzeador, mas óleo de urucum; rugas nas mocinhas eram constantes; cabelos eram no estilo poodle; sexo nem se pensava; e uso de expressões “grilo na cuca” e “transar” tinham sentido completamente diferente!

Veja como o dia-a-dia retratado em Dancin’Days, de 1978, é completamente diferente do nosso! Curiosidades da novela da Globo, que agora chega em DVD, em: http://is.gd/z3zqdr

Hilário!

– Quando a Cultura Decide

Americanos, japoneses, chineses, argentinos e mexicanos: o que os diferem na tomada de decisões?

A Cultura.

Robson Viturino e Álvaro Oppermann, no Caderno Inteligência de Época Negócios, Ed 44, explicam:

QUANDO A CULTURA DECIDE

Fatores culturais podem determinar o sucesso ou o fracasso de uma negociação. Eis a tarefa do negociador: decifrar o código cultural no outro lado do balcão

Em Xangai, na China, o consultor Andrew Kakabadse aprendeu uma lição importante sobre negociação internacional. Ele estava num restaurante de comida italiana na companhia de altos dignitários do governo chinês. Depois do jantar, um dos figurões pediu ao garçom uma garrafa de vinho de arroz, oferecendo um copo cheio ao consultor, naquele tom de quem não aceita recusa. Tomar a bebida forte, e manter-se sóbrio, foi o teste de Kakabadse. Queriam verificar sua virilidade e autocontrole. Este exemplo pode ser antipoliticamente correto, e talvez até meio surrealista. “Algumas pessoas veem o mundo cada vez mais em convergência. Em parte, elas estão certas. Mas em parte não”, escreveu ele no prefácio do novo livro Rice Wine with the Minister (“Vinho de arroz com o ministro”), que trata de negociações no palco internacional. A lição aprendida? A globalização é uma aparência que muitas vezes engana. A cultura local ainda é um fator preponderante na arte de negociar.

O conhecimento, ou desconhecimento, do código cultural no outro lado do balcão pode alterar dramaticamente o andamento de uma negociação. A primeira fricção surge justamente por causa das visões opostas que ocidentais e orientais costumam ter do objetivo da negociação. Para 77% dos negociadores espanhóis, por exemplo, o mais importante é fechar o contrato. Para 90% dos indianos e japoneses, o objetivo primordial é estabelecer uma relação de confiança. O contrato é consequência. Chineses e japoneses costumam ser negociadores duríssimos. Mas a mentalidade que impera é a do win-win (“ganha-ganha”) – a negociação só é frutífera quando os dois lados saem satisfeitos. Já o estilo europeu é o da confrontação. Espanhóis e alemães são adeptos do win-lose (“ganha-perde”). Para um lado ganhar, o outro tem de perder. A mentalidade do win-win é comum a 100% dos executivos japoneses, mas só a 33% dos espanhóis.

A sensibilidade ao tempo de negociação também varia. Japoneses, e asiáticos em geral, não se importam – e aliás preferem – manter-se por longos períodos à mesa. Isso pode exasperar brasileiros e norte-americanos, que são negociadores de perfil objetivo e direto. Porém, a pressa já fez os norte-americanos perderem muito dinheiro na Índia, por exemplo. Quando a Enron ainda estava de pé, ela deixou escapar por descuido um grande contrato no país, ao tentar acelerar a negociação. Isso causou desconfiança nos indianos, para quem a rapidez era sinônimo de que a empresa escamoteava algum detalhe escuso. Os indianos abandonaram as conversas. Para eles, negociar lentamente era uma forma de demonstrar apreço pelo interlocutor.

Mas não existe um padrão exato, como mostra Kakabadse. Argentinos e mexicanos, apesar da herança espanhola comum, são opostos no modo de negociar. Para os argentinos, a essência está em concordar em alguns pontos-chave, que fornecerão o esqueleto do resto da negociação. Para os mexicanos, a negociação se traduz numa lista de pontos, que devem ser negociados um a um. “São nuances locais que fazem toda a diferença”, diz Kakabadse.

– Carnaval em Jundiaí fica devendo Respeito

O que dizer de um desfile marcado para as 19h45m e iniciado depois das 22h?

Qualquer forma de atraso é um desrespeito. Mas mais de 2h?

Foi o que aconteceu em Jundiaí. A Secretaria da Cultura alega que desde a madrugada de sexta para sábado a Prefeitura deixou tudo pronto para a Liga das Escolas de Samba, que por sua vez reclama do trânsito na região.

Ora, não quer perder hora saia mais cedo de casa! Se teremos desfile a noite, e se trabalha o ano inteiro para isso, passe o sábado lá na Avenida, para resolver os problemas!

E, para variar, durante a apuração novas confusões…

Todo ano sempre é igual. Só a vencedora comemora, os perdedores sempre reclamam e promovem algazarra para mostrar sua revolta.

Triste.

– Superação!

Não curto Carnaval e já escrevi sobre como é enfadonho assistir os desfiles pela TV. Mas é inegável que o tema “Superação”, que ocorre agora na Sapucaí, pela Grande Rio, é emocionante.

O samba-enredo fala de pessoas que superaram barreiras: deficientes físicos, vítimas de preconceito, sobreviventes de enfermidades graves, pessoas que passaram por tragédias humanas, entre outras.

Bravo! Isso é cultura, musicalidade e responsabilidade social. E, claro que a escola escolheu tal tema também por ter vivido sua superação: no ano passado, foi ela quem teve que se superar, pelo incêndio que destruiu parte do seu desfile.

– Carnaval Enfadonho!

Assisti a um pedaço do desfile das Escolas de Samba de SP durante a madrugada, quando já estava em plena atividade. Cara, que negócio cansativo!

Tudo bem, não sou carnavalesco. E respeito todos os que curtem a festa! Mas não tenho paciência de ver escola de samba cantando quase uma hora a mesma canção… Os jornalistas se viram para não ficar sem assunto!

Fico imaginando um caipira como eu na arquibancada do Sambódromo…

E a livre expressão poética da Hungria + Roberto Justus e o Menino Rei? Com todo respeito, mas a Escola de Samba (nem sei o nome da agremiação por ser ignorante no assunto) homenageou gratuitamente uma personalidade? E virou o “samba do crioulo doido!”

Na época de mercantilização da sociedade, se a homenagem fosse encomendada, não duvidaria…

Boa sorte e boas festas pra quem gosta!

– Carnaval é Feriado?

Quem decretou feriado no Carnaval?

Carnaval, por incrível que possa parecer, é dia útil de trabalho. Conceder folga ou não depende do patrão.

E aí? Vai peitar os foliões?

Não dá… é Custo-Brasil!

– Sudão do Sul vai ganhar… Escrita!

Coisas que parecem não existir no século XXI: no paupérrimo Sudão do Sul, país recém-criado, fala-se o dinka.

Você conhece alguém que fala dinka?

Pode até encontrar um falante de dinka, mas certamente não encontrará alguém que saiba escrever tal idioma, simplesmente porque ele não tem escrita!

Após muitos estudos, vão colocar o dinka no papel! Impressionante: um povo sofrido pela pobreza que nem língua para escrever possui!

Extraído de: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2012/01/registro-escrito-forca-a-identidade

REGISTRO ESCRITO, FORÇA À IDENTIDADE

Língua falada por 2 milhões de pessoas no novo Sudão do Sul, país que se separou do resto do Sudão em julho de 2011, vai ganhar escrita. Estudos brasileiros mostram que o ensino da língua materna tende a despertar o interesse pela própria cultura.

Por Margareth Marmori

Uma língua africana falada por mais de 2 milhões de pessoas no Sudão do Sul vai em breve ganhar registro escrito. Torben Andersen, doutor em línguas nilóticas ocidentais e professor da Universidade de Aalborg, na Dinamarca, está na fase final do trabalho de documentação do dialeto Agar, um dos quatro do idioma dinka que, ao final do projeto, vai ganhar alfabeto, gramática e dicionário próprios.

O dinka pertence à família das línguas nilóticas ocidentais, que é uma subdivisão do filo nilo-saariano, e é falada pelo povo homônimo, o maior grupo étnico do Sudão do Sul. Os outros dialetos da língua são o Padang, o Rek e o Bor.

Assim como o vietnamês, o dinka é uma língua monossilábica. No entanto, diferentemente do que ocorre com outras línguas desse tipo, o dinka tem uma morfologia complexa, na qual a flexão das palavras acontece por meio de variações no tom, timbre ou duração da pronúncia das vogais.

No dinka, as vogais têm dois timbres (também chamados qualidades vocálicas) e três tons (alto, baixo e decrescente), mas o que a faz peculiar é a existência de três durações vocálicas (curta, meio longa e longa). Segundo Andersen, entre os linguistas supõe-se que, de modo geral, as línguas têm, no máximo, duas durações vocálicas, como é o caso do dinamarquês.

A grande variação vocálica do dinka a torna uma língua difícil de aprender para os que não a têm como língua materna. “Tive inicialmente muita dificuldade para aprender o dinka porque não sabia a que nuances de som eu deveria prestar atenção ao ouvir a língua”, conta Andersen.

Em 20 anos de contato com a língua, o pesquisador reuniu 3.600 páginas de anotações escritas à mão e outras milhares de páginas de resumos, dados e análises que lhe dão agora a base para a documentação escrita da língua.

Banida pelo governo árabe sedia

do em Cartum durante a guerra civil no Sudão, o dinka escrito será usado na construção do sistema educacional do Sudão do Sul, país que se separou oficialmente do resto do Sudão em julho do ano passado. Andersen acredita que o ensino da língua escrita nas escolas contribuirá para fortalecer a identidade cultural sudanesa.

– Carnaval do Lula na Gaviões

A Revista Época deste domingo traz uma matéria sobre a “exaltação e a bajulação da Escola de Samba ‘Gaviões da Fiel’ ao presidente Lula e ao PT”.

Sob o título de “Cadê a ala dos mensaleiros?”, a reportagem lembra que haverá a ala do Bolsa-Família, ala do PT, ala da CUT, ala da Constituinte (que o PT cogitou não assinar, de acordo com o texto) e ala da liberdade de imprensa (que sofreu ataques no governo Lula).

O jornalista de Época questiona: Cadê a ala dos mensaleiros e a Comissão de Frente com José Dirceu, Genoíno, Roberto Jefferson, Sarney, Palocci, Marcos Valério e Ahmadinejad, protagonistas de algumas trapalhadas não abordadas pela Gaviões da Fiel?

Por fim, na página 50 o lembrete irônico:

Nunca na história deste país a escola de samba conseguiou tanto dinheiro de patrocínio…

Fato!

– Samba Perigoso

Perceberam quantos presidentes de escola de samba têm sido presos?

Hoje, Ribamar de Barros, presidente da Camisa Verde e Branco foi preso. Ele era procurado por tráfico de drogas, roubo e formação de quadrilhas!

Tempos atrás o problema era “apenas” o jogo do bicho no meio…

– Educação do Futebol Inglês X Cultura Brasileira

Há situações que lamentavelmente não veremos em breve no Brasil.

Na Inglaterra, há 15 dias, Howard Webb, árbitro da final da última Copa do Mundo e o número 1 da Inglaterra, apitou o confronto entre Sunderland 1 X 1 Everton. O gol do Everton nasceu num lance curioso: O atacante Osman chuta o ar e cai sozinho, dentro da área. O experiente árbitro (mal posicionado no lance) erra e marca o absurdo tiro penal.

Veja no link a seguir que no primeiro ângulo, existe certa dúvida. No segundo ângulo, a dúvida diminui. Mas no terceiro ângulo (imagem detrás do gol), chega a ser cômica a queda do atleta, que sequer é tocado e cai espalhafatosamente. O link pode ser acessado em: http://is.gd/eRWAXl

Onde está o fato curioso?

Martin O’Neil, técnico do Sunderland, equipe prejudicada, perdoou o árbitro pelo grave erro. Disse ao site do clube que:

Erros acontecem. Ele é ótimo árbitro e não vejo porque repercutir. Nós erramos mais do que ele em campo”.

(extraído do blog oficial no site do Sunderland: http://sunderlandforum.co.uk/)

O treinador sugeriu ainda que a Premier League punisse Osman, pelo fato de induzir o árbitro ao erro.

E aí, o que achou da declaração? Se o lance fosse aqui, treinadores como Felipão ou Luxemburgo agiriam da mesma forma que Mr O’Neil? Deixe seu comentário:

– Cinderela e Pinóquio: A Transformação de Malvados em Bonzinhos

Ora, ora, ora… Cinderela, por trás daquele rostinho angelical, era uma vingativa menina que tentou matar a madrasta má?

E o Pinóquio? Batia no seu vovô Gepeto?

Coisas impensáveis no mundo infantil tratadas nesta matéria sobre a personalidade original dos personagens que há tempos encantam as crianças. Sabe quem transformou esses politicamente incorretos em graciosos heróis? Walt Disney!

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Mente-aberta/noticia/2011/12/pinoquio-nunca-foi-santo.html

PINÓQUIO NUNCA FOI SANTO

A reedição do romance original mostra que Disney mudou a alma do boneco que não podia mentir

Por LUÍZA KARAM

Os estos ingênuos e o olhar dócil com que estamos acostumados a imaginar Pinóquio, o boneco de madeira que tem vida, não são verdadeiros. Pinóquio de verdade é um traquinas. Ele mostra a língua, zomba e dá pontapés no velho Geppetto, que o esculpiu a partir de um pedaço de madeira falante. Tudo isso ainda nos capítulos iniciais do romance As aventuras de Pinóquio – História de um boneco (CosacNaify, 360 páginas, R$ 79,90, tradução de Ivo Barroso), escrito em 1881, que chega às livrarias em edição especial.

“Pinóquio é uma espécie de Macunaíma”, diz Andrea Lombardi, professor de literatura italiana, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ele compara a transgressão e a vagabundagem do boneco às do herói sem nenhum caráter de Mário de Andrade. Soa estranho. A versão que se tornou mais popular de Pinóquio é o desenho animado de Walt Disney, lançado em 1940. O boneco-menino conta mentiras e se mete em confusões depois de desobedecer a sua consciência, personificada por um Grilo Falante. No fim, aprende a lição e se arrepende. Pinóquio, escrito há 130 anos pelo comediante italiano Carlo Lorenzini (1826-1890), conhecido como Collodi, também pretendia ser didático – ao estilo da época. A literatura e o teatro de então traziam personagens rebeldes e desbocados. Eles eram, de alguma forma, postos na linha, vigorosamente. Concebida como um folhetim semanal de histórias infantis, a história de Collodi terminava no capítulo XV, com a morte de Pinóquio por enforcamento. Como os leitores protestaram, ele voltou à vida, e a história terminou 21 capítulos depois, com final feliz. A fada e o nariz que cresce quando Pinóquio mente – essenciais na versão de Disney – só surgiram nessa segunda parte do romance.

A divergência entre as histórias de Collodi e de Disney vai além das ênfases neste ou naquele aspecto da trama. Tudo é distinto. As cenas do desenho se passam em paisagens coloridas, alegres. No original, a atmosfera é sombria e assustadora. As roupas que vestem o boneco no filme são, no livro, um casaco feito de papelão, sapatos de cortiça e um chapéu de miolo de pão. Para o escritor Italo Calvino (1923-1985), autor do posfácio da edição brasileira, o romance captura o clima de “vadiagem e de fome, de hospedarias mal frequentadas”, comuns na sociedade italiana da época.

Para além de seus méritos próprios, o sucesso da história de Collodi tem explicações sociais. Em 1880, a unificação italiana acabara de acontecer, mas a união de pequenos Estados numa só monarquia não foi acompanhada pela padronização da língua. Reinavam os dialetos, a comunicação era precária, e o país passava por uma crise de identidade. Quando surgiu o primeiro capítulo de A história de um boneco, a Itália dava seus primeiros passos em direção a uma língua própria. À medida que Pinóquio ganhava humanidade, contribuía para a identidade nacional e se tornava querido pelos leitores. Com Pinóquio, Collodi emergiu do anonimato para a fama – e nunca mais escreveu nada notável. O sucesso do boneco serviu ao menos para que ele fosse promovido à chefia do jornal Il Giornale Per I Bambini.

O conto Pinóquio atraiu Disney pela facilidade de ser visualizado. “Pode ser contado em muitos formatos, pois é fácil fantasiar as imagens capazes de completar cada cena”, diz o professor Lombardi. Os desenhos da nova versão de Pinóquio são a prova disso: o artista paulistano Alex Cerveny usou de técnica do século XIX para dar luz a personagens de expressão e figura divertidas. Pinóquio não foi o único filme inspirado em clássicos infantis que Disney modificou.

Ele mexeu fundo em suas fontes de inspiração. Em Alice no País das Maravilhas, perdeu-se grande parte do nonsense perturbador do livro. Cinderela, cujo original também foi escrito na Itália, começa, na verdade, com o assassinato da madrasta, sob encomenda da própria Gata Borralheira. Os elementos sarcásticos ou violentos são amenizados, mas os traços essenciais não são deixados de lado. Alice, na versão da Disney, ainda conversa com o coelho branco. Cinderela conta com a ajuda de uma fada madrinha. O nariz de Pinóquio também continuou a crescer – e segue crescendo, e assustando as crianças, 130 anos depois.

– Deputado Tiririca: Bons e Maus Exemplos no Congresso

Eleito com mais de 1 milhão de votos, enfim Tiririca presidiu uma audiência: a da Educação e Cultura, que visava a discussão sobre alvarás a circos. No encontro, piadas foram o destaque, inclusive quando o deputado-palhaço chamou um colega de “cara de joelho”.

Depois de ganhar o cargo de deputado com a estratégia polêmica de fazer campanha com frases de efeito (alegou que não sabia o que um deputado fazia, entre outras coisas), há boas coisas em Tiririca: não se ouviu em escândalo sobre ele, e, saibam: é o menos faltoso de todos os parlamentares!

É inegável que está trabalhando. Se ele é produtivo ou não, aí é com seus eleitores…

– Cabra Macho, sim Senhô? A polêmica sobre Lampião – o anti-herói!

Está ocorrendo uma grande discussão nas redes sociais sobre o livro de Pedro de Morais – “Lampião, o mata-sete”. O Juiz Aldo Albuquerque proibiu a comercialização da obra, pois a família do assassino Virgulino Ferreira da Silva, conhecido popularmente como ‘Lampião, o Rei do Cangaço’, entendeu ofensiva a narrativa onde se conta a infidelidade de Maria Bonita, sua esposa, e um suposto momento homoerótico do cangaceiro. Tal trecho envergonharia os descendentes de Virgulino, e a pedido de sua própria família, o livro foi censurado.

Pois bem: Eugênio Bucci, em sua coluna semanal em Época (Ed 05/12/2011, pg 21 – título: “Lampião é macho, macho por despacho”), escreveu o que realmente penso sobre isso:

Os historiadores podem dizer à vontade que Lampião estuprava garotas indefesas, que lhes marcava o rosto com ferro quente, que sangrava lentamente os desafetos, cravando-lhes o punhal entre a clavícula e o pescoço. Podem até dizer que arrancava olhos, línguas e orelhas. Até aí, não se vê ofensa nenhuma. Mas essa conversa de triângulo amoroso com pitadas homoafetivas, essa sim ultraja a honra familiar”.

Matou a pau! Você também tem a sensação de que o orgulho aqui é ser descendente de um sanguinário bandido, e a vergonha é a dúvida sobre ser ‘macho ou não’? Ô turma cabra da peste, que deturpa valores e sente prazer pelo errado…

E você, o que acha disso? Deixe seu comentário:

– Profissionais se Dedicam Conforme a Possibilidade

Intelectual aluga o cérebro, Trabalhador Braçal aluga os músculos, Prostituta aluga a fantasia

Ruth Escobar

Cada um faz o que pode na oferta de trabalho. Concorda ou discorda desta lógica?

– A FIFA Proíbe um Símbolo Histórico do Futebol Inglês e Causa Revolta:

Até o premier David Cameron chiou contra a FIFA. A FA também. Os jogadores idem. Claro, tudo com o apoio dos torcedores.

Mas o que a entidade máxima do futebol mundial fez de tão grave? Ela proibiu o… Poppy!

Vamos lá: Durante a 1ª Grande Guerra, muitos soldados do País de Gales e da Inglaterra morreram em combate em território francês. E entre os túmulos improvisados nascia uma única flor: a papoula, ou ‘poppy’.

Simbolicamente, a planta trazia aos cidadãos a mensagem de que a resistência e a luta pela paz não havia morrido (já que algo insistia em brotar no meio das vítimas enterradas), se tornando um marco memorável por aqueles que lutaram pelo fim da 1ª Guerra Mundial.

Por décadas, no dia desse memorial de luta pela paz (11 de novembro), se costuma usar bótons de flor de papoula para a reverência ao fato. Nos campeonatos ingleses e galeses, na rodada posterior a data, usa-se a imagem da flor como lembrança (como as costumeiras faixas pretas nas mangas, representando luto no Brasil, por exemplo) nas camisas (no próprio uniforme é estampado o poppy).

Porém, nesse ano, a FIFA usou o argumento que proíbe propaganda política ou religiosa em uniformes ou gestos, vetando assim o uso do símbolo da papoula.

A revolta, portanto, é gigantesca por lá.

E você, concorda com a FIFA?

Penso que, se a FIFA adotar esse critério, dentro da cultura ocidental deveria proibir fazer sinal-da-cruz, usa tarja de luto, erguer os braços ao céu… Aliás, poderá afirmar que a cor negra é preconceituosa, etc…

Estou sendo irônico, lógico. Penso que o ‘excessivamente politicamente correto’ da entidade extrapola. Deveria usar o mesmo critério no rigor de suas contas e atos corruptos.

Extraído do Blog de Xico Malta, reproduzido pelo site Memória do Futebol: http://www.memoriafutebol.com.br/blog/a-fifa-proibe-os-poppies-aos-jogadores-ingleses-e-galeses

FIFA PROÍBE OS POPPIES AOS JOGADORES INGLESES E GALESES

Ontem, o primeiro ministro britânico David Cameron julgou “absurda” a decisão da FIFA de proibir os jogadores galeses e ingleses de usarem, no próximo sábado, em suas camisas, o tradicional Poppy (flor da papoula), símbolo dos soldados mortos em combates desde da primeira guerra mundial.

“Isto é escandaloso. É um absurdo considerar a papoula um símbolo político pois é somente uma recordação dos que morreram pela nossa liberdade”, declarou o indignado mandatário britânico. “Espero que a FIFA reexamine esta decisão”, prosseguiu Sir Cameron.

O secretário de Esportes do Reino Unido, Hugh Robertson, escreveu à FIFA com o objetivo de apoiar as solicitações das federações inglesas e galesas de permitir aos jogadores carregarem seus poppies nos amistosos, respectivamente contra a Espanha e Noruega no próximo sábado, no dia seguinte do 11 de novembro, dia em que se celebra o armistício da primeira guerra mundial.

Porém a FIFA indeferiu ontem o pedido sob o pretexto de que “abriria as portas para outras iniciativas em todo o mundo e colocaria em perigo a neutralidade do futebol”.

O regulamento da FIFA determina que o uniforme dos jogadores não deve conter nenhuma mensagem política, religiosa ou comercial.

A papoula, que brotava nos campos de batalha na região de Flandres, nordeste da França, durante a primeira guerra mundial, é o símbolo da lembrança das vítimas da Grande Guerra, pois ela foi a primeira flor que surgiu sobre os túmulos dos soldados mortos naquela região francesa.

Ela é tradicionalmente usada na botoeira do paletó em vários países do Commonwealth durante o mês de novembro, para celebrar este conflito e os posteriores. “Usar o poppy é um ato de respeito e de orgulho nacional”, lembrou o primeiro ministro britânico.

Veja o comunicado oficial da FIFA sobre a interdição do uso da papoula:

“A FIFA reconhece totalmente a importância da campanha Poppy Appeal e das maneiras pelas quais ela ajuda a celebrar o Dia do Armistício anualmente em 11 de novembro.

Organização multinacional com mais de 50 nacionalidades diferentes, a FIFA tem muitos funcionários que também relembrarão familiares em observação à importância da data.

As normas da FIFA sobre os equipamentos que podem ser usados por jogadores estipulam que eles não podem conter nenhuma mensagem política, religiosa ou comercial.

A FIFA tem 208 federações afiliadas, e as mesmas normas aplicam-se de maneira global e uniforme a todas as nações na eventualidade de solicitações semelhantes para a celebração de eventos históricos.

A FIFA esteve em contato com a Federação Inglesa de Futebol (FA) nas últimas semanas sobre a solicitação por parte desta para o uso do emblema da papoula na camiseta da seleção nacional.

A FIFA compreende a FA quanto ao seu desejo de respeitar e celebrar as vidas de membros das suas forças armadas e, após correspondências, aprovou a solicitação da FA para a observação de um minuto de silêncio antes do pontapé inicial da partida em que a Inglaterra receberá a campeã europeia e mundial Espanha no Estádio de Wembley no sábado, 12 de novembro.”

– Festival de dança Opostos mostra os opostos do Centro de Jundiaí.

Cultura e Educação mostrada pela arte da dança: em um bonito espetáculo no teatro Polytheama, diversos grupos mostraram seu talento em Jundiaí. Programa espetacular. Uma faceta da Jundiaí que dá certo: a que exala educação, bom gosto e dedicação.

Porém, ao sair do belíssimo Polytheama, a realidade assusta. Se você descer a contramão da Rua Barão de Jundiaí, se depara com a prostituição masculina; se contornar o Escadão, com a prostituição feminina; e se acessar a Rua Senador Fonseca, em direção à Avenida Jundiaí, outro susto: os travestis com suas intimidades à mostra.

Ontem, por exemplo, um homossexual com traços masculinizados de minúsculo biquíni preto numa esquina, bem “à vontade”. No semáforo da outra esquina, com o carro parado, você é obrigado a se constranger por estar com a família sendo observado por uma travesti com saia branca e Top praticamente inexistente, com seios fartos e fazendo bocas e caretas.

Como explicar às crianças no carro aquilo que se vê à noite no Centro e que escandaliza?

De fato, são os opostos de Jundiaí: o oposto da dignidade, da educação e da cidadania.

Complicado. A prostituição existe, é fato, e seria hipocrisia mascará-la. Mas permitir com roupas diminutas às 21h, em frente a escolas e outros lugares públicos, é demais!

– Os Novos 3 Patetas!

Curly, Moe e Larry? Eles voltaram!

Em breve, estreará uma refilmagem dos ícones trapalhões: os 3 Patetas, agora, na versão século XXI.

Para quem se lembra da nostálgica série, ainda em branco e preto aqui vai um link bacana sobre as filmagens: http://is.gd/w7BlOI

E aí fico com a dúvida: um deles, Curly, foi substituído em alguns anos da série. Quem era ele? E por quê foi trocado?

– Duras punições aos Jogadores por Excesso de Alegria na Comemoração!

Comemorar gols e não tomar cuidado com o excesso do festejo pode ser problemático. Na 1ª divisão do Irã, a equipe do Persépolis (de Teerã), venceu a partida contra o Damashi, mas acabou punida por uma atitude curiosa: teve dois jogadores punidos com suspensão por tempo indeterminado, pois, segundo a Comissão de Disciplina Desportiva do Irã, comemoraram o gol de forma inadequada, imoral e mal-educada.

O zagueiro Mohamad Nasri, vendo os atletas pularem em cima do artilheiro atacante, comemorou o gol cumprimentando seu companheiro de time, Sheis Rezaei, com um tapinha no bumbum.

O gesto carinhoso foi duramente criticado. Lembremo-nos que o Irã é um regime teocrático, xiita, e tais atos que possam ofender a masculinidade são punidos severamente.

Curioso: no Irã, é comum homens se cumprimentarem com beijos (ou ósculo, como preferir), e andarem de mãos dadas, em sinal de comunhão religiosa fraterna (nada que envolva opção homossexual, mas com o sentido de ‘irmandade em Alá’).

Para quem não viu, aqui o vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=iaR-V-NoDJ8&feature=player_embedded

Se fosse no Brasil… apesar que, cá entre nós, fui generoso ao chamar o ato de tapinha. Afago soa melhor?

– Dia do Halloween e Dia do Saci

Tenho amigos que acreditam em Saci-Pererê. Aliás, são criadores de sacis e possuem até mesmo uma associação (ANCS – Associação Nacional dos Criadores de Saci)! E duvide deles para você ver…

Digo isso pois hoje é o Dia do Saci! A data foi criada em 2005, contrapondo-se à festa do Halloween. É uma espécie de resposta do folclore brasileiro a uma inculturação americana.

 Entretanto, tanto o Saci como o Halloween tem origens diversas. Uma das estórias conta que o Saci era uma entidade indígena que conhecia as plantas, uma espécie de “deus das ervas”, e misturando-se com a cultura afro, virou negrinho e começou a fumar cachimbo. Depois, nossos escritores o tornaram mais simpático com gorrinho e molecagens! Já o Halloween tem origem Celta e era a festa das vésperas do Dia de Todos os Santos, uma celebração pagã que encontrou um sentido sincrético-religioso.

Dois textos abaixo sobre esse assunto, com as citações abaixo:

DIA DO SACI

O Saci, ou Saci-pererê, é um personagem bastante conhecido da mitologia brasileira, que teve sua origem presumida entre os indígenas da região das Missões, no Sul do país. Inicialmente retratado como um endiabrado, é uma criança indígena, com uma perna e de cor morena, com a diferença de possuir um rabo. Suas histórias se espalharam e chegando à Região Norte do Brasil, a mitologia africana o transformou em um negrinho que perdeu uma perna lutando capoeira, imagem que prevalece nos dias de hoje. Herdou também a cultura africana do pito, uma espécie de cachimbo, e da mitologia européia, herdou o píleo, um gorrinho vermelho.

Considerado uma figura brincalhona, que se diverte com os animais e pessoas, fazendo pequenas travessuras que criam dificuldades domésticas, ou assustando viajantes noturnos com seus assobios. O mito existe pelo menos desde o fim do século XVIII. O saci não tem amigos, vivendo solitário nas matas. Também conhecido como menino de uma só perna.

A função desta “divindade” era o controle, sabedoria, e manuseios de tudo que estava relacionado às plantas medicinais, como guardião das sabedorias e técnicas de preparo e uso de chá, mezinhas, beberagens e outros medicamentos feitos a partir de plantas.

Como suas qualidades eram as da farmacopéia, também era atribuído a ele o domínio das matas onde guardava estas ervas sagradas, e costumava confundir as pessoas que não pediam a ele a autorização para a coleta destas ervas.

 O primeiro escritor a se voltar para a figura do Saci-Pererê foi Monteiro Lobato, que realizou uma pesquisa entre os leitores do jornal O Estado de S. Paulo, colhendo depoimentos sobre o nosso “diabinho”. O resultado foi publicado (1918) em forma de livro: ‘O Sacy-Pererê – resultado de um inquérito’; além de publicar ‘O saci’ – obra-prima sobre o folclore brasileiro – Lobato utilizou a figura do simpático diabrete no conto Pedro Pichorra, em que um menininho se vê confrontado com o seu medo ao Saci. Imortalizado nas histórias contadas à beira das fogueiras nas cidades do interior do Brasil, o Saci ganhou um novo e importante aspecto cultural nos livros de Monteiro Lobato e nas histórias em quadrinhos de Ziraldo, criador da ‘Turma do Saci Pererê’, alcançando desta forma, também as crianças da cidade grande. Figura ainda em muitas histórias do Chico Bento, personagem criada por Maurício de Sousa, típico caipira do interior paulista. Com a contribuição destes escritores o mito do Saci sobrevive à invasão das culturas estrangeiras amplamente divulgadas pela mídia. Com a transposição dos textos de Lobato para a Televisão, o Saci deixou o imaginário para ser personificado numa figura de carne e osso.

O Saci é apenas o mais famoso integrante do Dia das Bruxas nacional. 

DIA DO HALLOWEEN

Todos os anos, na noite de 31 de outubro, milhões de crianças de toda a América do Norte pintam seus rostos, vestem fantasias e vão de porta em porta coletando doces. Os adultos freqüentemente decoram suas casas com figuras fantasmagóricas, esculpem rostos assustadores em abóboras e põem velas dentro delas para criar lanternas. Infelizmente, em meio a milhões de norte-americanos satisfeitos em suas fantasias, muitos são ademais muçulmanos. Esse artigo ira emitir alguma luz no significado e nas origens da véspera do Dia de Todos os Santos e porque muçulmanos não deveriam participar desta data.

Origens do festival da Véspera do Dia de Todos os Santos

O clássico festival celta (irlandês/escocês/galês), chamado “Samhain”, é considerado por muitos historiadores e eruditos o predecessor da atual Véspera do Dia Todos Santos. Samhain era o dia de Ano Novo dos celtas pagãos. Era também o Dia dos mortos, época em que se acreditava que às almas dos que morreram durante o ano era permitido acessar na “terra dos mortos”. Muitas crenças tradicionais e costumes associados ao Samhain continuam sendo praticados atualmente no dia 31 de outubro.

Os costumes mais notáveis são a prática de deixar oferendas como comida e bebida (hoje doces) para foliões mascarados e fantasiados e, o ato de acenderem fogueiras. Elementos desse festival foram incorporados ao festival cristão de Véspera de Todos os Santos, a noite que precede o Dia de Todos os Santos.

O significado do nome “hallow-even” (Véspera do Dia de Todos os Santos) foi o que nos deu o nome “halloween”. Até recentemente, em algumas partes da Europa acreditava-se em que nessa noite os mortos andavam entre eles e que as bruxas e feiticeiros voavam com eles. Preparando-se para isso, fogueiras eram feitas a fim de repelir esses espíritos maléficos.

No século XIX, brincadeiras de bruxas foram substituídas por travessuras de crianças. O espírito do samhain, uma vez acreditado ser selvagem e poderoso, é agora reconhecido como sendo maligno. Devotos cristãos começaram a rejeitar esse festival. Eles descobriram que os supostos deuses, deusas e outros seres espirituais das religiões pagãs eram trapaças diabólicas. As forças espirituais as quais as pessoas experimentaram duramente o festival eram certamente reais, mas eram manifestações do mal que desencaminhava as pessoas para o culto de falsos ídolos. Conseqüentemente, eles rejeitaram os costumes associados à Véspera do Dia de Todos os Santos, incluindo todas as representações de fantasmas, vampiros e esqueletos humanos – símbolo dos mortos, do diabo e de outras malignas criaturas. É preciso ser notado também que, ate hoje, muitos adoradores de “satã” consideram a noite a noite de 31 de outubro como sendo a mais sagrada e, muitos devotos cristãos hoje continuam se distanciando desse festival pagão.

Texto 1- Extraído de: CLIQUE AQUI

Texto 2 – Extraído de: CLIQUE AQUI