– Salmo 56 (57), 2a

A liturgia católica de hoje nos convida a salmodiar:

“Ó Deus, tende piedade de mim”

Não deveríamos falar ou clamar essa necessidade a todo instante. Deus é tão bom conosco, e nós pisamos tanto na bola…

– Como você administra seus Dons e Talentos? As qualidades que Deus lhe deu em Uso e Desuso

Compartilho esse belíssimo texto sobre a má administração das qualidades pessoais. Deus nos dá tantos talentos, é tão bom conosco e… muitas vezes transformamos os dons que ele nos dá em inspiração para o mau uso. Uma pena.

Mas que tal refletir sobre isso? Veja que belo texto:

A QUEM MUITO FOI DADO, MUITO SERÁ PEDIDO

A má administração das qualidades gera os defeitos

por Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho, extraído de CançãoNova.com

Nem sempre se reflete bastante sobre a advertência de Jesus: “A quem muito foi dado, muito será pedido” (Lc 12,48). O ser humano vive inundado nos dons divinos: a existência, a família, os amigos, as qualidades físicas, intelectuais e morais, os bens materiais, a conservação da vida, as numerosíssimas graças espirituais, o perdão diuturno, enfim, um oceano de dádivas. Não se deve desperdiçar impunemente tudo que se recebe do Criador. O notável psicólogo francês René Le Senne, com muita razão, afirmou que todos possuem qualidades inestimáveis.

A má administração dessas qualidades gera os defeitos por não se procurar o equilíbrio psicossomático. Célebre o dito de Sócrates, filósofo grego: “Conhece-te a ti mesmo”. Cada um tem um perfil caracterológico bem determinado e precisa colocar seus dotes a serviço próprio e dos outros. Um dos mais lamentáveis erros é o da baixa autoestima, fruto da depreciação das próprias habilidades, o que concebe a inveja. Disso resulta, outrossim, a ingratidão para com Deus, não Lhe agradecendo os bens recebidos. Lembra São Tiago: “Toda dádiva perfeita vem do alto, descendo do Pai das luzes” (Tg 1,16). Eis por que diz o Livro do Eclesiastes: “Que alguém coma e beba e goze do seu trabalho é dom de Deus” […] E quem recebeu de Deus riquezas e bens e a possibilidade de gozar deles, desfrutar-lhes a sua parte e alegrar-se entre os seus cuidados, também isso é dom de Deus! (Ec 3,13. 5,18).

O Espírito Santo comunica carismas especiais aos seguidores de Cristo, como São Paulo enumera em suas várias cartas. O dom da profecia, que é a capacidade peculiar de denunciar os erros, o dom do serviço, do ensinamento, da coragem, da generosidade, da misericórdia, do discernimento dos espíritos. As diversas pastorais oferecem oportunidade para o exercício e desenvolvimento dessas capacidades colocadas para o bem do próximo. Cada um, além disso, tem uma vocação específica e nas diversas profissões pode e deve trabalhar para si e para os outros. Como diz o ditado, é preciso sempre “o homem certo no lugar certo”.

As capacidades humanas, porém, se desenvolvem como Deus previu para cada um, quando se confia inteiramente n’Ele, pedindo-Lhe força para bem executar as tarefas cotidianas. Cumpre fazer bem, com todo o empenho, a ocupação de cada instante e, aliás, sábia a diretriz “Age quod agis”, do poeta grego Xenofanes. Não se mede nem se avalia uma existência pelo número de anos, nem pelo período histórico, mas, sim, pela vivência plena e intensa, repleta de ações que perenemente repercutirão. Bem afirmou Vieira:

“Nem todos os anos que passam se vivem: uma coisa é contar os anos, outra é vivê-los”.

As ações são, em verdade, os dias e é por elas que têm valor os anos, sempre cada um se lembrando de que “a quem muito foi dado, muito será pedido”. O viver em plenitude cada instante é o segredo da verdadeira vida. O importante é viver bem, cultivando os dons recebidos de Deus. Eis porque Horácio, poeta latino, lançou esta sentença:

“Carpe diem, quam minimum credula postero” – aproveita o dia presente e não queiras confiar no de amanhã.

Escrivá dá este conselho:

“Que a tua vida não seja estéril. Sê útil. Deixa rasto”.

Goethe dá o motivo: “Cada momento, cada segundo é de um valor infinito, pois ele é o representante de uma eternidade inteira”. Ideia já expressa por Apuleio: “tempus aevi imaginem” – o tempo é a imagem da eternidade.

Virgílio advertiu que não se pode dissipar o tempo: “Fugit irreparabile tempus” – foge o irreparável tempo. Razão teve Riminaldo ao escrever: “Há quatro coisas que não voltam atrás: a pedra, depois de solta mão; a palavra, depois de proferida; a ocasião, depois de perdida; e o tempo, depois de passado”. Tudo isso merece uma reflexão profunda, pois cada um de nós dará um dia contas a Deus do tempo e das dádivas d’Ele recebidos e Jesus alertou “a quem muito foi dado, muito será pedido”.

– Como você cuida do seu Corpo e dos seus Atos?

Você se preocupa com a dignidade do seu Corpo e da sua Alma?

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:  “Irmãos, o corpo não é para a imoralidade, mas para o Senhor, e o Senhor é para o corpo; e Deus, que ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará também a nós, pelo seu poder. Porventura ignorais que vossos corpos são membros de Cristo? Quem adere ao Senhor torna-se com ele um só espírito. Fugi da imoralidade. Em geral, qualquer pecado que uma pessoa venha a cometer fica fora do seu corpo. Mas o fornicador peca contra seu próprio corpo. Ou ignorais que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que mora em vós e que vos é dado por Deus? E, portanto, ignorais também que vós não pertenceis a vós mesmos? De fato, fostes comprados, e por preço muito alto. Então, glorificai a Deus com o vosso corpo.”

Você tem consciência da importância em distinguir o que é errado e correto no âmbito físico, mental e espiritual?

– Fé e Razão

Não me canso de refletir tal mensagem do saudoso Papa João Paulo II, de uma de suas encíclicas:

 “Fé e Razão: duas asas que nos elevam para o Céu”

Sábias e santas palavras!

– Um Padre Calado no Interior do Brasil

Um caso curioso de revolta entre fiéis e diocese em Goiás: revoltados com o afastamento sem explicação de um sacerdote, os católicos de Goiânia criam comunidades e manifestos a favor do padre Luiz Augusto, religioso que mantinha muitas obras sociais na Arquidiocese local através da grande receita do dízimo de seus paroquianos.

Extraído de: http://is.gd/LacwQd

O SILÊNCIO DO PADRE DAS MULTIDÕES

O que levou a Arquidiocese de Goiânia a punir com o isolamento o padre Luiz Augusto, responsável por celebrar missas que reuniam milhares de pessoas e arrecadavam o maior dízimo do Estado

Por Rodrigo Cardoso

Durante 15 anos, a comunidade católica de Goiânia (GO) conviveu com um fenômeno de comunicação religiosa. Adepto do movimento Renovação Carismática, que tem no padre Marcelo Rossi seu expoente mais estrelado, o sacerdote Luiz Augusto Ferreira da Silva, 51 anos, transformou a paróquia Sagrada Família em referência de devoção no Estado. Todo domingo, o local era frequentado por cerca de 20 mil pessoas ávidas por presenciar o dom da oratória, os cânticos e os conselhos daquele que é chamado de evangelizador das multidões. Mensalmente, eram recolhidos ali R$ 450 mil em dízimo (a maior arrecadação de Goiás, segundo atestam religiosos do Estado). Projetos sociais que ofereciam distribuição de cestas básicas, acolhida a moradores de rua e ajuda a dependentes químicos, só para citar três deles, conseguiam recursos na esteira do sucesso de público da Sagrada Família. 

Faz três meses, porém, que o padre Luiz Augusto, que administrou a Sagrada Família por 15 anos até o ano passado, teve restringido o seu contato com os fiéis por imposição da Arquidiocese de Goiânia. Transferido em maio de 2011 para a Atos, uma comunidade evangelizadora para leigos localizada em uma chácara de difícil acesso, a cerca de 30 quilômetros do centro da cidade, ele construiu no local um galpão com capacidade para três mil pessoas para seguir celebrando. E assim o fez por cinco meses até que, obedecendo a uma ordem do arcebispo de Goiânia dom Washington Cruz, assinou um documento que o proibia de celebrar missas para o público – estando autorizado, apenas, a rezar para as pessoas que morassem na comunidade – e suspendia as suas participações em um programa de rádio e outro de tevê. Des­de então, católicos e a Arquidiocese de Goiânia estão em rota de colisão.

“Trata-se de um caso de nítida perseguição a esse sacerdote, um líder nato que arrebanha multidões, mas causa inveja e ciúme”, diz a odontopediatra Soraya Sebba Chater, que criou uma comunidade virtual de apoio ao padre. Ela foi uma das cinco mil pessoas que participaram de um abaixo-assinado em prol da permanência do pároco na Sagrada Família e tem uma irmã que saiu em passeata pelas ruas da capital goiana, com outros seis mil fiéis, defendendo a mesma causa. “O público se manifesta, canta, há uma grande euforia nas pregações do padre Luiz Augusto. E os superiores dele veem nisso um excesso”, afirma a administradora Maria Dulce Loyola Teixeira, 60 anos, que também relata a indignação dos fiéis em um blog. A Diocese de Goiânia, por meio do padre Arthur da Silva Freitas, membro do conselho de presbíteros, nega que a liturgia empregada pelo sacerdote – ele usa a “Bíblia” e não os tradicionais folhetos em suas cerimônias – tenha motivado o seu afastamento das celebrações. Também nega a existência de desvios de conduta moral do padre ou de recursos financeiros em sua gestão. De acordo com Freitas, o motivo da correção se deu porque seu colega de sacerdócio não poderia celebrar na comunidade Atos, uma vez que ela não é uma paróquia, mas sim uma capelania. “Criar paróquia é tarefa do bispo. As pessoas estavam seguindo o padre e não a Igreja”, diz o representante da arquidiocese. Um sacerdote paulista, que é funcionário do Tribunal Eclesiástico de São Paulo, porém, discorda da argumentação dos que puniram o padre Luiz Augusto. “Se eu fosse capelão de um mosteiro, por exemplo, eu poderia celebrar para o público de fora. Bastaria eu seguir a regra do local e não fazer da missa um show”, afirma, preferindo não se identificar. “Eu acredito que o afastamento dele deve ter partido de uma regra disciplinar do próprio bispo local.”

No meio desse imbróglio, o evangelizador das multidões, desde outubro, só celebra para menos de cem moradores da comunidade. Segundo a arquidiocese, Luiz Augusto não perdeu as funções de pároco, mas se encontra em um processo de “correção da postura pastoral”. Encontros quinzenais entre ele e o bispo auxiliar de Goiânia, dom Waldemar Passini Dalbello, fazem parte dessa fase. “Sinceramente, não vejo motivo para eu seguir afastado”, disse o sacerdote à ISTOÉ. “Passei pela Canção Nova (comunidade), onde padres celebram normalmente. Vejo o mesmo na Shalom. Eu não escolheria vir para cá, quando fui transferido da Sagrada Família, se soubesse que aqui eu não poderia celebrar. Faltou orientação.” O religioso não esconde a tristeza com a atual situação. “Se a arquidiocese tem a intenção de me corrigir, me ajudar, tudo bem. Mas seria falso se dissesse que estou contente”, afirma. “Sei dos meus defeitos, mas tenho carisma e saudade de estar com o povo, de celebrar pelo menos aos domingos para as pessoas.” No fim do ano passado, o sacerdote chegou a escrever uma carta à arquidiocese solicitando uma liberação para rezar uma missa para o público no Natal e no Réveillon. O pedido foi negado. Pelo visto, a crise de vocações que assola a Igreja Católica não atinge a Arquidiocese de Goiânia.

– Intolerância Religiosa na Nigéria que Assusta de Forma Calada

No dia 25 de dezembro passado, mais de 40 cristãos foram mortos durante uma Missa de Natal por extremistas árabes na Nigéria. Na virada de ano, mais 8. Ontem, 20!

Simplesmente se mata por crer em Deus de maneira diferente? E quem mata, mata em nome de Alá, que nada mais é do que o mesmo Jeová, Pai, Iavéh, ou qualquer outro nome que você prefira, e que chamamos por comodidade e costume de Deus!

Somos filhos de um mesmo Deus, mas nos matamos em nome dele próprio. Absurdo! E maior absurdo ainda a comunidade internacional fazer vistas grossas. E se fosse em um país desenvolvido não-africano, a repercussão seria maior?

– Feliz Natal

Simplesmente…

BOAS FESTAS !

Que a luz do Cristo brilhe em nossas vidas. Feliz Natal a todos.

– Rezar em Grandes, Pequenos ou em Nenhum Templo?

A Revista Época desta semana traz como matéria de capa os “Os Novos Templos da Fé”, por Humberto Maia Júnior (pg 84, Ed 709). Nela, se fala sobre a preocupação das Grandes Religiões em construir templos gigantescos, sejam cristãos, islâmicos ou de qualquer profissão de fé.

Há duas citações religiosas na matéria; a primeira, do Alcorão:

“Maomé diz que a oração em conjunto é 27 vezes maior que a oração individual”

E a segunda, da Bíblia:

“Quando dois ou mais estiverem reunidos, ali estarei também”

O mote é falar sobre a importância em orar em grupo; daí a construção de obras vultosas. Mas lembro de uma outra passagem, quando Jesus se retirou ao deserto para rezar e ficar a sós.

Particularmente, não gosto de grandes celebrações, tumultuadas, cheias de gente. Acaba, muitas vezes, ocorrendo dispersão espiritual. Você pode até não prestar atenção no pregador, por culpa do excesso de pessoas e barulho.

Claro, orar em comunidade tem seu valor. Mas confesso preferir as celebrações mais simples, quando o padre ou o pastor pode falar olhando para você, onde o silêncio de alguns momentos pode dizer muita coisa.

Independente se na Igreja ou não, conversar com Deus é importante. E ouvi-lo, mais ainda!

A matéria pode ser acessada no site da Época: Os Novos Templos que Renovam a Fé, em: http://is.gd/j8fiza

– A Morte de Christopher Hitchens

O polêmico Christopher Hitchens faleceu nesta semana. Inteligentíssimo escritor, mas polêmico na mesma proporção, escrevia principalmente sobre uma de suas bandeiras: a apologia ao ateísmo. Dele é o livro “Deus Não é Grande” (2007), onde defende que:

“Deus não existe, assim como a idéia de ter um Deus é idiota, infeliz e faz mal à saúde física e mental”.

Sua marca era se autodenominar “antiteísta”, ou seja, combater os que crêem. Uma pena, pois de tão inteligente que sempre foi, cegou-se para a fé.

Mas, enfim, deve-se respeitar todas as crenças. E as não-crenças também.

Compartilho o que escreveu Luiz Felipe Pondé, na Folha de São Paulo do último sábado:

“Existe vida após a morte? Existe um Deus do outro lado? Valeu a pena ser honesto, fiel e generoso? Para um ateu, nada disso é importante. A morte é apenas a parada final do corpo. A máquina faliu.”

Profundo, não?

– Agradecendo a Deus através de sua Mãe

Estivemos em Aparecida-SP, no Santuário Nacional, na última 5ª feira.

Agradecer à Mãe de Deus é necessário. Afinal, costumamos pedir, pedir, pedir… falar obrigado também é importante!

 

PEREGRINAR É CAMINHAR PARA CRISTO

– Não gosto do Natal Comercial, mas do Natal Verdadeiro

“Dezembro é o mês da síndrome natalina, aquela obrigação de exalar felicidade. Dá para se libertar dela?”

Walcyr Carrasco

Você que gosta do Natal, me desculpe, mas concordo com o Walcyr. Celebrar e ser feliz deve ser todo dia; reunir os amigos e a família, sempre. E, muitas vezes, escolhemos uma data para nos juntarmos com pessoas que às vezes nem mais convivem conosco ou que não temos afinidade. E surgem os sorrisos amarelos e a necessidade de se gastar com presentes.

Ora, temos que presentear o ano inteiro? Aniversário, Dia das Crianças, Natal, Páscoa, dia disso e daquilo…

Sem ser hipócrita: clima natalino é diferente de clima comercial. DETESTO ESSA ÉPOCA DO ANO, com as ruas lotadas e pessoas histéricas comprando e se estressando.

Natal, pra mim, é tempo de relembrar o nascimento de Cristo, seus motivos de vir ao mundo (para nos salvar) e a necessidade de buscarmos a conversão pessoal (que deve ser diária, não só no final de ano). Papai Noel é só um personagem bem pequeno, e que os mais estudiosos sabem, foi criado pela Coca-Cola para campanhas de marketing no final do ano nos EUA há muito tempo atrás.

O tempo do Natal deve ser festa religiosa, não desespero comercial. Nossos bolsos que o digam em janeiro…

– Dia de Santa Luzia, Padroeira dos Olhos…

… e esperança dos deficientes visuais.

Hoje, pela tradição católica, é dia festivo a Santa Luzia, protetora da visão.

Que ela possa nos ajudar a ver o Cristo na figura do próximo, enxergar o amor no coração das pessoas para que sejamos a luz que clareia o mundo!

Santa Luzia, rogai por nós.

– Dispersão Espiritual

Hoje ouvi uma homilia que me tocou bastante: o sacerdote disse que uma das grandes dificuldades dos dias de hoje é a concentração para a oração. Conversamos com Deus pensando nos compromissos do dia-a-dia, rezando sem atenção, meditando desconcentrados. São tempos de Dispersão Espiritual. E é verdade! Se deitamos na cama para fazermos nossas orações, muitas vezes dormimos pelo cansaço. Ah… que bom seria se conseguíssemos desligarmos verdadeiramente para entrarmos em comunhão com Aquele que nos salvou.

Que sábias, santas e inspiradas palavras!

– Fé e Razão: Duas Asas que nos Elevam para o Céu!

Tal mensagem remete a uma encíclica de João Paulo II: a fé é aliada da razão. Ambas andam de mãos dadas, e nisso mora a beleza da criação de Deus!

Que tenhamos fé suficiente para nunca perdermos a razão.

– Dia de Nossa Senhora da Conceição

Valei-me Virgem Maria!

Hoje é dia da Imaculada Conceição (que significa: concebida sem mancha), título de Nossa Senhora por ser gerada pelo Pai Celestial sem pecado, a fim de receber o Menino Jesus em seu ventre.

Nossa Senhora da Conceição, rogai por nós!

– Governo Espanhol versus Vaticano: Excessos de Apelo?

O que dizer da Campanha contra a AIDS promovida pela Espanha? No cartaz, um padre que ao invés de levantar a Eucaristia acaba por levantar uma camisinha, como se estivesse no momento litúrgico da Consagração!

Poderiam utilizar outro exemplo, tranquilamente…

Olha a matéria e a foto abaixo, publicada na IstoÉ, Ed 2144, pg 33, Seção Semana:

GOVERNO ESPANHOL BATE DURO CONTRA O VATICANO

Por Antonio Carlos Prado e Juliana Dal Piva

Em sua nova campanha de prevenção da Aids, o governo espanhol bateu forte na Igreja Católica, que se coloca contrária ao uso da camisinha porque defende o sexo somente com a finalidade de procriação. A campanha publicitária mostra um sacerdote segurando uma hóstia e, a seguir, esse mesmo padre segurando uma camisinha – as duas imagens sugerem um dos pontos altos da missa, justamente o momento da consagração. O áudio da campanha diz, referindo-se ao Vaticano: “São eles que realmente te amam? Não se deixe enganar”

– Jesuítas do Século XXI em rota contrária da navegação de 1500?

Veja que interessante: ao chegarem ao Brasil, jesuítas do Velho Mundo vieram catequizar a América. Agora, o fluxo é o inverso: sacerdotes e missionários brasileiros, que antes viajavam para a África e Ásia, agora vão para a Europa, devido à falta de padres!

Curiosidade: em quanto há um processo de descristinização no continente europeu, nos últimos 10 anos o número de igrejas construídas no Brasil cresceu 22%, e o de párocos, 31,8%!

Extraído de: Revista Isto É, Ed 2190, pg 88-90.

PADRES BRASILEIROS INVADEM O VELHO HUMANO

Jovens sacerdotes são convocados para atuar em paróquias na Europa, onde há escassez de mão de obra religiosa e o catolicismo está mergulhado em profunda crise

Uma igreja sem padre, uma fé sem igreja. Entre os europeus esse cenário é mais do que possível. A descristianização da Europa, que outrora foi responsável por levar o Evangelho à América Latina, atingiu um grau tão elevado que há uma corrente de teólogos que acredita que o catolicismo esteja dando adeus ao Velho Continente. Na Holanda, por exemplo, a diocese de Den Bosch, no sul do país, estuda deixar na ativa apenas um quinto das atuais 250 paróquias. O destino da maioria delas poderá ser a transformação em museus e livrarias, o funcionamento esporádico com missa apenas uma vez por semana ou a demolição. “Não há padres, fiéis ou dinheiro suficientes para mantê-las”, diz o frei Jan Bolten, um holandês que, por mais de 40 anos, foi missionário no Brasil e que há três foi escalado para retornar para a sua terra natal. “Os bispos daqui estão buscando padres no Exterior.” Um dos países que têm exportado seus sacerdotes para o Velho Mundo é o Brasil, que outrora mandava seus jovens vocacionados para a África e Ásia.

Bolten e os freis João de Deus Campos, 42 anos, e Luciano Henrique Veras Tito, 33, desembarcaram no frio vilarejo de Handel, no município de Gemert, próximo da Alemanha, com a missão de não permitir que a chama da congregação dos carmelitas descalços se apagasse. Os três moram na paróquia Nossa Senhora da Assunção e formam uma atuante comunidade católica, algo que não existia quando a igreja era tocada por um holandês. Mineiro de São Lourenço, João de Deus era vigário paroquial em Caratinga (MG) antes de se mudar para a Europa.

“Mas eu não celebro somente em Handel”, diz ele. “Já rezei missa em outras 20 igrejas holandesas.” A Holanda já foi a maior fornecedora de missionários católicos para o Brasil, meio século atrás. Entre os europeus, o envelhecimento do clero e a diminuição das vocações têm exposto a vida eclesial da região a uma enorme fragilidade, de acordo com o teólogo jesuíta João Batista Libanio. “Arrisca-se de não se manter a fé cristã em países europeus, outrora sementeiros de missionários”, diz ele. A ordenação de padres na Holanda é ínfima. Há 100 seminaristas, no total, sendo que vários são estrangeiros.

No Brasil, por outro lado, o novo Anuário Católico, que será distribuído pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) na segunda-feira 28, mostra um cenário diferente. Aqui, apesar de ainda haver pouco padre por habitante (um para cada 8.624), o número de paróquias e de sacerdotes está em crescimento. Segundo o Anuário, há 22% mais igrejas e 31,8% mais párocos do que em 2000. “O apelo para as vocações sacerdotais tem se intensificado nos últimos anos e vem sendo realizado pelas tevês católicas e as novas mídias, como sites e redes sociais”, afirma a socióloga da religião Sílvia Fernandes, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). “Por outro lado, a figura do padre está se modernizando e dialogando mais com a sociedade, o que pode também funcionar como um fator de atração para a juventude”.

Padre da paróquia Divino Espírito Santo, em Arthur Alvim, zona leste de São Paulo, o paranaense Cláudio Francisco de Oliveira, 38 anos, passou quatro anos celebrando na igreja São José, em Madri, na Espanha, entre 2005 e 2009. Chegou àquele país para cursar um doutorado, mas foi cooptado para celebrar na capital espanhola durante o período de estudos. “Os padres jovens são minoria e alguns celebram no esquema de rodízio. Um amigo de Bilbao, onde há uma residência sacerdotal com 400 padres aposentados, cuida de cinco paróquias”, conta Oliveira, que também acumulava funções rezando cinco missas por semana em uma residência de idosas. O pároco paranaense relata que no País Basco há seminários sem nenhum aluno. “Lembro que as cidades de Bilbao, São Sebastião e Vitória uniram seus seminários e mesmo assim havia apenas seis estudantes no total”, conta ele. A importação europeia de sacerdotes tem feito com que alguns bispos da América Latina e da África sintam receio de enviar seus padres para estudar no Exterior por conta da possibilidade de não tê-los de volta. A preocupação chegou ao Vaticano, que, em uma carta assinada pelo papa Bento XVI, recomenda aos bispos da África que orientem seus padres a retornar à terra natal após finalizar os estudos na Europa. Essa indicação foi seguida pelo padre Oliveira, que voltou ao Brasil, apesar de ter recebido uma proposta para seguir a vida eclesial na Espanha.

– Não Pense que a Cabeça Aguenta se você Parar!

Há pessoas inspiradíssimas, que em momentos de êxtase fazem coisas impressionantes. Muitas vezes, nem percebemos que Deus nos ilumina naquele instante. Dependendo da crença, diz-se que é iluminação, nirvana, karma, ação angelical ou qualquer outra forma de manifestação.

Sou católico, e sempre aprendi que o Espírito Santo age quando, como, e em quem ele quer, independente da fé.

Raul Seixas, o Maluco-beleza, é um desses cuja competência transbordava e que certamente foi inspirado. Afinal, tal canção abaixo não é um convite à esperança?

TENTE OUTRA VEZ

Veja!
Não diga que a canção
Está perdida
Tenha fé em Deus
Tenha fé na vida
Tente outra vez!…

Beba! (Beba!)
Pois a água viva
Ainda tá na fonte
(Tente outra vez!)
Você tem dois pés
Para cruzar a ponte
Nada acabou!
Não! Não! Não!…

Oh! Oh! Oh! Oh!
Tente!
Levante sua mão sedenta
E recomece a andar
Não pense
Que a cabeça agüenta
Se você parar
Não! Não! Não!
Não! Não! Não!…

Há uma voz que canta
Uma voz que dança
Uma voz que gira
(Gira!)
Bailando no ar
Uh! Uh! Uh!…

Queira! (Queira!)
Basta ser sincero
E desejar profundo
Você será capaz
De sacudir o mundo
Vai!
Tente outra vez!
Humrum!…

Tente! (Tente!)
E não diga
Que a vitória está perdida
Se é de batalhas
Que se vive a vida
Han!
Tente outra vez!…

Vídeo em: http://www.youtube.com/watch?v=Ef7jUQOCjS0&feature=fvst

– Dia de Montar a Árvore de Natal

Hoje é dia de montar árvore de Natal: inicia-se o Tempo do Advento, período em que a Igreja Católica celebra a espera pelo nascimento de Jesus.

Não nos esqueçamos que Natal vem de Natividade, e o grande advento é justamente esse: relembrar o Cristo que veio a nós, para nos salvar.

E, claro, com esse espírito cristão natalino, fica o convite: como viveremos esse tempo de reflexão e espera?

– Corações Insensatos pelas Preocupações Mundanas

Para quem comunga com a fé católica, pode ler na Liturgia Diária deste sábado:

“Corações se tornam insensíveis pela embriaguês, pela gula, pela ganância e principalmente pelas preocupações da vida – disse Jesus.”

É do Evangelho de hoje, me desculpe a falta do Capítulo, Versículo e Livro. Mas não é uma grande verdade? Permitimo-nos perder a razão/sensatez por coisas que nos afligem, ao invés de procurarmos o conforto em Deus e forças no Espírito Santo.

– Domingo de trabalho, mas com tempo para Deus e para a Família

Sou vítima do mundo globalizado e assim como milhares (ou milhões) de brasileiros tenho que trabalhar aos domingos.

Mas dá para se virar, acordar cedo e tentar conciliar as coisas que mais importam na vida: Deus e a Família.

Que tal um minutinho de reflexão nessa manhã?

Olha que legal: por coincidência, estou com um CD no meu computador aqui no meu serviço com “Oração da Família”, coleção: “A canção e a mensagem”, do padre Zezinho, SCJ.

Compartilho a letra, já que não dá para disponibilzar a melodia:

ORAÇÃO DA FAMÍLIA

Que nenhuma família comece em qualquer de repente
Que nenhuma família termine por falta de amor
Que o casal seja um para o outro de corpo e de mente
E que nada no mundo separe um casal sonhador!

Que nenhuma família se abrigue debaixo da ponte
Que ninguém interfira no lar e na vida dos dois
Que ninguém os obrigue a viver sem nenhum horizonte
Que eles vivam do ontem, do hoje em função de um depois!

Que a família comece e termine sabendo onde vai
E que o homem carregue nos ombros a graça de um pai
Que a mulher seja um céu de ternura, aconchego e calor
E que os filhos conheçam a força que brota do amor!

Abençoa, Senhor, as famílias! Amém!
Abençoa, Senhor, a minha também (bis)

Que marido e mulher tenham força de amar sem medida
Que ninguém vá dormir sem pedir ou sem dar seu perdão
Que as crianças aprendam no colo, o sentido da vida
Que a família celebre a partilha do abraço e do pão!

Que marido e mulher não se traiam, nem traiam seus filhos!
Que o ciúme não mate a certeza do amor entre os dois!
Que no seu firmamento a estrela que tem maior brilho,
seja a firme esperança de um céu aqui mesmo e depois!

Que a família comece e termine sabendo onde vai
E que o homem carregue nos ombros a graça de um pai
Que a mulher seja um céu de ternura, aconchego e calor
E que os filhos conheçam a força que brota do amor!

Abençoa, Senhor, as famílias! Amém!
Abençoa, Senhor, a minha também (bis)

– Persistência na Oração. Se até os Injustos Ouvem, que diremos de Deus?

Como está sua relação com Deus, com a alma? Está de bem com a sua vida espiritual?

Neste sábado cedo, durante a Missa, a bela mensagem do Evangelho de São Lucas (18, 1-8) nos traz uma reflexão: se até aqueles que não são justos atendem pedidos insistentes, imagine Deus, que é o Puro Amor, ao ouvir nossas preces, quando elas brotam do coração?

“Naquele tempo, 1Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, e nunca desistir, dizendo: 2“Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus, e não respeitava homem algum. 3Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, pedindo: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário!’ 4Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: ‘Eu não temo a Deus, e não respeito homem algum. 5Mas esta viúva já me está aborrecendo. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha agredir-me!’” 6E o Senhor acrescentou: “Escutai o que diz este juiz injusto. 7E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar? 8Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?”

– Como é bom acordar cedo! Acordar e ser acordado. Por alguém, por si ou por Deus!

Sou integrante da parcela da população que curte a madrugada.

Calma, não dos notívagos, mas dos madrugadores ao pé-da-letra. Dormir cedo e acordar cedo é muito bom!

Devido minhas atividades, muitas vezes sou obrigado a dormir muitíssimo tarde e acordar antes do sol nascer. Mas, sempre que podemos, minha família vai pra cama cedo. Como diriam os mais antigos, na “hora da novela”.

Sou partidário daqueles que dizem que a noite é perigosa. E é mesmo! Tudo a noite é mais difícil: a escuridão ajuda a insegurança, o cansaço atrapalha o desenvolvimento das tarefas, e por aí vai!

Cedo, há maior disposição. O corpo e a mente descansaram. O espírito está mais pré-disposto a desafios!

Hoje, levantei as 03:30h. Pudemos dormir às 21:00h (ufa, que benção!). E acordei com uma vontade intensa de trabalhar!!!

É um hábito. Já corri 30 minutos a 12,5 km/h (com roupas “fosforescentes”, afinal, está escuro); ainda preparei as provas para meus alunos, estou escrevendo no Blog e daqui há pouco tem mais trabalho. Nesse ritmo, há tempo para as escapadelas planejadas para cuidar da família. Ótimo.

Tudo isso é diferente da insônia, que é terrível. Mas há algo parecido: e quando você acorda elétrico durante a noite? Já tive isso também.

Alguns dirão que essa euforia é fruto do inconsciente que acaba por despertar de alguma coisa vivida e não percebida. Outros colocarão a culpa na alimentação ou excesso de cafeína. Padre Lucas, um amigo, me dizia que:

“O Espírito Santo age quando e como quer”.

Tenho isso em minhas anotações! Ele fazia questão de ressaltar que empolgações inexplicáveis, idéias brilhantes e vontade imensa de fazer acontecer eram impulsionadas pela Graça de Deus.

Concordo com todas essas afirmações, que trazem a nós a saúde para o corpo, alma e mente!

E você, gosta de acordar cedo?

– Dia dos Santos Defuntos

Hoje, em especial, não deve ser um dia de tristeza. O dia de Finados é para relembrar das pessoas queridas que estão no Céu.

Abaixo, a origem, extraído do texto do Mons. Arnaldo Beltrami, vigário responsável pela comunicação da Arquiodiocese de SP:

(http://www.velhosamigos.com.br/DatasEspeciais/diafinados.html )

ORIGEM DO DIA DE FINADOS

O Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. É o Dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca.

É celebrar essa vida eterna que não vai terminar nunca. Pois, a vida cristã é viver em comunhão íntima com Deus, agora e para sempre.

Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio. No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava. Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia por ano aos mortos. Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de “Todos os Santos”. O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. O Dia de Todos os Mortos celebra todos os que morreram e não são lembrados na oração.

– Dia de Todos os Santos

Dia de júbilo a todos nós! Imitar a vida dos santos e usá-la como propósito do dia-a-dia é tornar o mundo melhor; ser mais cidadão, mais cristão e fraterno.

Extraído de: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/novembro/dia-de-todos-os-santos.php

A FESTA DO DIA DE TODOS OS SANTOS

Essa celebração teve origem em Antioquia no Oriente no século IV, e foi introduzida no Ocidente em Roma no século VI.

Várias foram as razões para realizar essa festa: resgatar a lembrança daqueles cujo nomes foram omitidos por falta de documentos e que somente são conhecidos por Deus, alcançar, por sua intercessão, as graças de que necessitamos e ter sempre presente esses modelos de conduta, a fim de imitá-los.

Deus prometeu de fato dar a eterna bem-aventurança aos pobres no espírito, aos mansos, aos que sofrem e aos que têm fome e sede de justiça, aos misericordiosos, aos puros de coração, aos pacíficos, aos perseguidos por causa da justiça e a todos os que recebem o ultraje da calúnia, da maledicência, da ofensa pública e da humilhação. Hoje todos esses Santos que tiveram fé na promessa de Cristo, a despeito das fáceis seduções do mal e das aparentes derrotas do bem, alegram-se e exultam pela grande recompensa dada por um Rei incompreensivelmente misericordioso e gênero, DEUS. Os Santos são amigos eficazes, pois a vontade deles e totalmente semelhante à de Deus, manifestada em Cristo, único Senhor deles e nosso.

Essa celebração presta homenagem também a todos os Santos desconhecidos, sem nome, que pareceram presença inútil no mundo, mas que carregaram em silêncio a marca do Filho do homem, ou seja a cruz. Para Deus, os Santos são amados todos do mesmo modo, pois o que conta não é a irradiação do testemunho dado na terra pelo mais lembrado ou pelo mais escondido deles, mas a fidelidade e o amor que somente Deus conhece.

Esta festa quer homenagear a multidão dos Santos que estão na glória de Deus e são para todos nós motivo de imensa alegria, pois são irmãos e irmãs nossos que souberam viver em Cristo e, pela graça de Deus, alcançaram a plenitude da vida eterna.

– Conciliar Vida de Fé e Vida Cotidiana

“O desafio da sociedade no século XXI é viver a fé em meio a uma sociedade materialista”

Pe Tarcísio, Santa Missa pela Rádio Jovem Pan hoje cedo.

Verdade explícita. Esquecemos os valores cristãos por confortos materialistas e acomodação. Omitimo-nos e não lutamos pela cidadania e dignidade do próximo.

– Minha Filhinha aprendeu a Rezar a Ave-Maria!

Para um pai babão, sensacional. Para a mamãe, idem. Nossa filhinha Marina aprendeu a rezar a Ave-Maria!

Só que ela ainda reza cantando. Mas faz a oração direitinho. Agora, estamos explicando o que significa os trechos da oração da Mãezinha do Céu.

Veja só:

Nossa Senhora fica feliz quando vê anjinhos e anjinhas como a Marina mostrando tanto amor na sua inocência!

– Os 7 Erros da Igreja Católica

A Revista “Isto É” dessa semana traz uma interessante matéria de Rodrigo Cardoso sobre os principais motivos da fuga de católicos da Igreja.

Vale a pena refleti-los:

1-Romanização da Igreja: uma distância grande entre Roma e a realidade de comunidades espalhadas pelo mundo.

2-Supermercado católico: fiéis que vão apenas buscar os Sacramentos quando necessitam; uma prática inconstante da fé.

3-Fuga de mulheres: a não ordenação feminina seria um problema grave.

4-Pedofilia: um câncer no seio da Igreja.

5-Ausência de Lideranças: qual o grande santo do século XXI?

6-Comunicação Centralizada: falta de independência para as paróquias e dioceses.

7-Perda de Identidade Social: fim das grandes bandeiras na luta social.

Aí fica uma mensagem de Bento 16:

“mais vale uma Igreja menor praticante do que o gigantismo de quem não pratica” (disse em outras palavras).

Lembro-me de que alguém disse: “A Igreja é Santa, mas feita de homens pecadores”. Grande verdade…

– Dia da Patrona dos Árbitros de Futebol

Poucos sabem, mas na década de 90, em eleição entre os árbitros de futebol, Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi escolhida como padroeira da categoria. Motivo: sendo que a Maria é Mãe de Cristo, necessária seria sua benção e invocação para que fosse eleita também a Mãe dos Árbitros (tão lembrada nos gramados).

Há quase 9 anos, por indicação do Padre Ton Ferreira, o então bispo de Jundiaí, Dom Amaury Castanho (que se tornou conhecido nacionalmente por suas cartas à imprensa defendendo radicalmente os valores cristãos), aprovou e reconheceu oficialmente a Oração do Árbitro de Futebol, que não existia até então, direcionada ao Filho de Deus por invocação de Nossa Senhora Aparecida.

Abaixo, reconhecida pelo Vaticano, a oração aos árbitros de futebol devotos de Maria, neste dia onde ela é lembrada não só por ser padroeira do Brasil, mas também como patrona dos Árbitros de Futebol.

ORAÇÃO DO ÁRBITRO DE FUTEBOL

Senhor Jesus Cristo,

Tu, que conheces o íntimo de cada um de nós, tem piedade de todo o teu povo.

Pedimos tuas bênçãos para todas as pessoas que estão envolvidas na prática esportiva: árbitros e jogadores, torcedores e policiais, gandulas e jornalistas, fiscais e dirigentes das nossas federações.

Nós te amamos, mas sabemos de nossas fraquezas. Humildemente, te suplicamos a proteção, visando não as vitórias ou honrarias humanas, mas a um bom, honesto e seguro trabalho. Acima de tudo, que seja feita a tua santa e bendita vontade.

Tudo isso te pedimos por intercessão de Maria Santíssima, a quem carinhosamente temos por mãe, invocada como Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil e Patrona dos Árbitros de Futebol.

Amém.

COM APROVAÇÃO ECLESIÁSTICA DO SR BISPO DA DIOCESE DE JUNDIAÍ, DOM AMAURY CASTANHO, EM 04/12/2002

– Hoje é Dia de São Francisco de Assis

Assim como eu, milhares de blogueiros devem estar postando a Oração de São Francisco de Assis no seu dia. Mas, cá entre nós: ela é a essência do caminho à Santidade, norteando todos os deveres cristãos!

Abaixo:

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.

– Dia do Anjo da Guarda

Hoje é dia dos Anjos da Guarda, segundo a tradição católica.

Crê-se que, a cada indivíduo, Deus dá um anjo para o guardar. Os irmãos espíritas acreditam que são centelhas divinas. Os esotéricos atribuem inúmeros poderes e até algumas correntes os caracterizam como entidades. Os evangélicos, confesso, não sei como encaram os anjos.

A nós, católicos, são servos de Deus, que nos ajudam e protegem. Não tem poder divino, muito menos realizam qualquer magia. Apenas servem e nos cuidam com carinho. São amigos protetores.

Você tem o hábito de conversar com o seu anjo da guarda? Ele está ao seu lado, espiritualmente. Já o agradeceu?

Sinceramente, o meu anjo da guarda deve reclamar a Deus diariamente: “como esse cara dá trabalho a mim”… rsrsrs

– Dia de Santa Terezinha do Menino Jesus

Outubro é um mês com importantes datas de santos católicos, não? No próximo dia 04, temos a memória de São Francisco de Assis. Hoje, da jovem freirinha Terezinha, que, apesar de morrer na juventude, tornou-se Doutora da Igreja!

Conta-se que nesse dia as graças alcançadas por sua intercessão são acompanhadas de rosas perfumadas. É uma bela e romântica simbologia!

Santa Terezinha do Menino Jesus, rogai por nós!

– São Gabriel, São Miguel, São Rafael: hoje é dia devocional a eles!

Hoje é um dia especial para todos que se chamam Miguel, Gabriel ou Rafael! É dia dos 3 arcanjos que levam esse nome.

Dentro do Cristianismo, os anjos têm um lugar de destaque na história da Salvação. Compartilho esse belo texto do Prof Felipe de Aquino sobre o tema (já publicado outrora no blog)

Extraído de: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=11612

O AUXÍLIO DOS ANJOS

O Papa Bento XVI disse que: “Eliminaríamos uma parte do Evangelho se deixássemos fora esses seres enviados por Deus, que anunciaram sua presença entre nós e que são um sinal dela”. E pediu a intercessão dos anjos “para que nos sustenham no empenho de seguir Jesus até nos identificarmos com Ele” (Zenit.org, março 2009).

A Bíblia e a Tradição da Igreja mostram amplamente que os anjos têm participação ativa na história da salvação dos homens, nos momentos em que Deus quer.

“Não são eles todos espíritos ao serviço de Deus, enviados a fim de exercerem um ministério a favor daqueles que hão de herdar a salvação?”, pergunta o autor da Carta aos Hebreus, capítulo1, versículo 14.

E nisso crê e isso ensina a Igreja; sabemos que é tarefa desses seres celestes bons a proteção dos homens e a sua salvação. Diz o Salmo: “Mandou aos seus anjos que te guardem em todos os teus caminhos. Eles te levarão nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra” (Sl 90/91,11-12).

O próprio Jesus, falando das crianças e recomendando que não se lhes desse escândalo, faz referência aos “seus anjos” (cf. Mt 18,10). Ele atribui também aos anjos a função de testemunhas no supremo juízo divino sobre a sorte de quem reconheceu ou negou Cristo: “Todo aquele que se declarar por Mim diante dos homens, também o Filho do Homem se declarará por ele diante dos anjos de Deus. Aquele, porém, que Me tiver negado diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus” (Lc 12,8-9; cf. Ap 3,5).

Se os esses seres celestes tomam parte no juízo de Deus, logo, estão interessados pela vida do homem. Isso se pode ver também no discurso escatológico em que Jesus os faz intervir em Sua vinda definitiva no fim da história (cf. Mt 24,31; 25,31-41).

Muitas vezes, a Bíblia fala da ação dos anjos pela defesa do homem e sua salvação: o Anjo de Deus liberta os Apóstolos da prisão (cf. At 5,18-20) e antes de tudo Pedro, que estava ameaçado de morte por parte de Herodes (cf. At 12, 15-10). Guia a atividade deste a respeito do centurião Cornélio, o primeiro pagão convertido (cf. At 10,3-8. 12-13), e a atividade do diácono Filipe no caminho de Jerusalém para Gaza (cf. At 8,26-29).

Foi um anjo que encontrou Agar no deserto (cf. Gn 16); os anjos tiraram Lot de Sodoma; assim como foi um anjo que anunciou a Gedeão que devia salvar o seu povo; um anjo anunciou o nascimento de Sansão (cf. Jz 13); e o anjo Gabriel instruiu a Daniel (cf. 8,16). Este mesmo anjo anunciou o nascimento de São João Batista e a encarnação de Jesus; esses seres enviados por Deus também anunciaram a mensagem aos pastores (cf. Lc 2,9) e a missão mais gloriosa de todas, a de fortalecer o Rei dos Anjos em Sua Agonia no Horto das Oliveiras (cf. Lc 22, 43).

Os anjos estão presentes na história da humanidade desde a criação do mundo (cf. Jó 38,7); são eles que fecham o paraíso terrestre (cf. Gn 3, 24); seguram a mão de Abraão para não imolar Isaac (cf. Gen 22,11); a Lei é comunicada a Moisés e ao povo por ministério deles (cf. At 7,53); são eles que conduzem o povo de Deus (cf. Ex 23, 20-23); eles anunciam nascimentos célebres (cf. Jz 13); indicam vocações importantes (cf. Jz 6, 11-24; cf. Is 6,6); são eles que assistem aos profetas (cf. 1 Rs 19,5).

Da mesma forma que os anjos acompanharam a vida de Jesus, acompanharam também a vida da Igreja, beneficiando-a com a sua ajuda poderosa e misteriosa (cf. At 5, 18-20; 8,26-29; 10,3-8; 12,6-11; 27,23-25). Eles abrem as portas da prisão (cf. At 5, 19); encorajam Paulo (cf. At 27,23 s); levam Filipe ao carro do etíope (cf. At 8,26s), entre outros.

A Igreja confessa a sua fé nos anjos da guarda, venerando-os na liturgia com uma festa própria e recomendando o recurso à sua proteção com uma oração frequente, como na invocação do “Anjo de Deus”. São Basílio Magno, doutor da Igreja, escreveu: “Cada fiel tem ao seu lado um anjo como tutor e pastor, para o levar à vida” (cf. 5. Basilius, Adv. Eunonium, III, 1; cf.Sto. Tomas, Summa Theol. 1, q. II, a.3).

São Jerônimo, doutor da Igreja, afirmou que: “A dignidade de uma alma é tão grande, que cada um tem um anjo guardião desde seu nascimento”.

A Igreja honra com culto litúrgico três anjos. O primeiro é Miguel Arcanjo (cf. Dn 10,13-20; Ap 12,7; Jd 9). O seu nome exprime a atitude essencial dos espíritos bons. “Mica-El” significa, de fato: “Quem como Deus?”. O segundo é Gabriel: figura ligada sobretudo ao mistério da encarnação do Filho de Deus (cf. Lc 1,19-26). O seu nome significa: “O meu poder é Deus” ou “poder de Deus”. O terceiro arcanjo chama-se Rafael. “Rafa-El” significa: “Deus cura”; o conhecemos pela história de Tobias (cf. Tb 12,15-20), entre outros.

O famoso Bossuet dizia que: “Os anjos oferecem a Deus as nossas esmolas, recolhem até os nossos desejos, fazem valer também diante de Deus os nossos pensamentos… Sejamos felizes de ter amigos tão prestativos, intercessores tão fiéis, intérpretes tão caridosos”.

Os santos todos foram devotos desses seres celestes. Os anjos assistem a Igreja que nasce e os Apóstolos, prepararão o Juízo Final e separarão os bons dos maus. São eles que protegem Jesus na infância (cf. Mt 1, 20; 2, 13.19); são eles que O servem no deserto (cf. Mc 1, 12); e O reconfortam na agonia mortal (cf. Lc 22, 43); eles poderiam salvar o Senhor das mãos dos malfeitores se assim Cristo quisesse (cf. Mt 26, 53).

Toda a vida de Jesus Cristo foi cercada da adoração e do serviço dos anjos. Desde a Encarnação até a Ascensão eles O acompanharam. A Sagrada Escritura diz que quando Deus “introduziu o Primogênito no mundo afirmou: “Adorem-no todos os Anjos de Deus” (cf. Hb 1, 6). Alguns teólogos acham que isso motivou a queda dos anjos maus, por não aceitarem adorar a Deus Encarnado na forma humana.

A Igreja continua a repetir o canto de louvor que eles entoaram quando Jesus nasceu: “Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos da benevolência divina” (cf. Lc 2, 14).

A Bíblia não só os apresenta como nossos guardiães, mas também como nossos intercessores. O anjo Rafael diz: “Ofereci orações ao Senhor por ti” (Tob 12, 12). “A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus” (Ap 8,4).

Santo Ambrósio, doutor da Igreja, declarou: “Devemos rezar aos anjos que nos são dados como guardiães” (De Viduis, IX); (cf. S. Agostinho, Contra Fausto, XX, 21).

A Igreja acredita que, no dia do batismo, cada cristão é confiado a um anjo que o acompanha e o guarda em sua caminhada para Deus, iluminando-o e inspirando-o.

Na Festa do Anjo da Guarda (2 de outubro), a Igreja põe diante dos nossos olhos o texto do Êxodo que diz:

“Assim diz o Senhor: Vou enviar um anjo que vá à tua frente, que te guarde pelo caminho e te conduza ao lugar que te preparei. Respeita-o e ouve a sua voz. Não lhe sejas rebelde, porque não suportará as vossas transgressões e nele está o meu nome. Se ouvires a sua voz e fizeres tudo o que eu disser, serei inimigo dos teus inimigos e adversário dos teus adversários. O meu anjo irá à tua frente e te conduzirá à terra dos amorreus, dos hititas, dos ferezeus, dos cananeus, dos heveus e dos jebuzeus, e eu os exterminareis” (Ex 23,20-23).

Além de tudo isso, a Bíblia frequentemente mostra os poderes dos anjos na natureza, e afirma São Jerônimo que eles manifestam a onipotência de Deus (cf. S. Jerônimo, En Mich., VI, 1, 2; P. L., IV, col. 1206).

– 20ª Festa da Padroeira Nossa Senhora Aparecida

Por Reinaldo Oliveira

A comunidade católica do Bairro do Medeiros, conhecida como a da Igreja de Pedra, prepara a celebração da padroeira – Nossa Senhora Aparecida, com uma programação que inclui a parte litúrgica e festiva. Veja o programa:

Dia 01 de outubro – 18h – Missa de abertura com a presença dos romeiros;

Dia 02 de outubro – 11h – 9º Desfile de cavaleiros, saindo da Praça da Pedreira, chegando na        

Igreja às 12h, seguido de bênção aos cavaleiros, almoço e após grande leilão de prendas;

Dia 08 de outubro – 18h – Celebração da Palavra;

Dia 09 de outubro – 10h – Celebração da Palavra;

Dia 12 de outubro – 9h30 – Procissão saindo do Posto de Saúde até a Igreja, seguida de solene celebração eucarística e coroação da padroeira Nossa Senhora Aparecida.

Nos dias 01, 02, 08 e 09, após a parte religiosa haverá completo de serviço na praça de alimentação com pastéis, porções diversas e bebidas. Nos dias 02 e 09, encerramento às 19h.

No dia 12, após a parte religiosa na parte festiva, serviço nas barracas com churrasco, pernil, pastéis, doces e bebidas. Os padres Adilson, José Roberto e o diácono Maurício, convidam os fiéis católicos a participarem destes momentos de demonstração de Fé, louvor e também festivo.

A Igreja Nossa Senhora Aparecida está localizada na Estrada das Paineiras, 2450 – Bairro do Medeiros – Itupeva – SP

– Por R$ 418,00, monte uma Igreja e se livre dos Impostos!

Compartilho com os amigos uma interessante matéria do colunista da Folha de São Paulo Hélio Schwartsman. Para provar que abrir uma igreja e ficar isento de impostos através dela no Brasil, era muito fácil, abriu a sua própria: Igreja Heliocêntrica do Evangelho.

Para isso, gastou quase R$ 418,00, não precisou de nenhuma prova doutrinária ou base teológica. Simplesmente abriu a “empresa”.

Assim, igrejas charlatanistas se misturam com as Igrejas sérias e ludibriam o povo, o Estado e, claro, a economia. Dessa forma, a Igreja Católica, as Protestantes, e outras confissões religiosas sérias são colocadas em cheque por culpa dos picaretas!

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/helioschwartsman/ult510u660688.shtml

O PRIMEIRO MILAGRE DO HELIOCENTRISMO

Eu, Claudio Angelo, editor de Ciência da Folha, e Rafael Garcia, repórter do jornal, decidimos abrir uma igreja. Com o auxílio técnico do departamento Jurídico da Folha e do escritório Rodrigues Barbosa, Mac Dowell de Figueiredo Gasparian Advogados, fizemo-lo. Precisamos apenas de R$ 418,42 em taxas e emolumentos e de cinco dias úteis (não consecutivos). É tudo muito simples. Não existem requisitos teológicos ou doutrinários para criar um culto religioso. Tampouco se exige número mínimo de fiéis.

Com o registro da Igreja Heliocêntrica do Sagrado EvangÉlio e seu CNPJ, pudemos abrir uma conta bancária na qual realizamos aplicações financeiras isentas de IR e IOF. Mas esses não são os únicos benefícios fiscais da empreitada. Nos termos do artigo 150 da Constituição, templos de qualquer culto são imunes a todos os impostos que incidam sobre o patrimônio, a renda ou os serviços relacionados com suas finalidades essenciais, as quais são definidas pelos próprios criadores. Ou seja, se levássemos a coisa adiante, poderíamos nos livrar de IPVA, IPTU, ISS, ITR e vários outros “Is” de bens colocados em nome da igreja.

Há também vantagens extratributárias. Os templos são livres para se organizarem como bem entenderem, o que inclui escolher seus sacerdotes. Uma vez ungidos, eles adquirem privilégios como a isenção do serviço militar obrigatório (já sagrei meus filhos Ian e David ministros religiosos) e direito a prisão especial.

A discussão pública relevante aqui é se faz ou não sentido conceder tantas regalias a grupos religiosos. Não há dúvida de que a liberdade de culto é um direito a preservar de forma veemente. Trata-se, afinal, de uma extensão da liberdade de pensamento e de expressão. Sem elas, nem ao menos podemos falar em democracia.

Em princípio, a imunidade tributária para igrejas surge como um reforço a essa liberdade religiosa. O pressuposto é o de que seria relativamente fácil para um governante esmagar com taxas o culto de que ele não gostasse.

Esse é um raciocínio que fica melhor no papel do que na realidade. É claro que o poder de tributar ilimitadamente pode destruir não apenas religiões, mas qualquer atividade. Nesse caso, cabe perguntar: por que proteger apenas as religiões e não todas as pessoas e associações? Bem, a Constituição em certa medida já o fez, quando criou mecanismos de proteção que valem para todos, como os princípios da anterioridade e da não cumulatividade ou a proibição de impostos que tenham caráter confiscatório.

Será que templos de fato precisam de proteções adicionais? Até acho que precisavam em eras já passadas, nas quais não era inverossímil que o Estado se aliasse à então religião oficial para asfixiar economicamente cultos rivais. Acredito, porém, que esse raciocínio não se aplique mais, de vez que já não existe no Brasil religião oficial e seria constitucionalmente impossível tributar um templo deixando o outro livre do gravame.

No mais, mesmo que considerássemos a imunidade tributária a igrejas essencial, em sua presente forma ela é bem imperfeita, pois as protege apenas de impostos, mas não de taxas e contribuições. Ora, até para evitar a divisão de receitas com Estados e municípios, as mais recentes investidas da União têm se materializado justamente na forma de contribuições. Minha sensação é a de que a imunidade tributária se tornou uma espécie de relíquia dispensável.

Está aí o primeiro milagre do heliocentrismo: não é todo dia que uma igreja se sacrifica dessa forma, advogando pela extinção de vantagens das quais se beneficia.

Sei que estou pregando no deserto, mas o Brasil precisaria urgentemente livrar-se de certos maus hábitos, cujas origens podem ser traçadas ao feudalismo e ao fascismo, e enfim converter-se numa República de iguais, nas quais as pessoas sejam titulares de direitos porque são cidadãs, não porque pertençam a esta ou aquela categoria profissional ou porque tenham nascido em berço esplêndido. O mesmo deve valer para associações. Até por imperativos aritméticos, sempre que se concede uma prebenda fiscal a um dado grupo, onera-se imediatamente todos os que não fazem parte daquele clube. Não é demais lembrar que o princípio da solidariedade tributária também é um dos fundamentos da República.

Hélio Schwartsman, 44, é articulista da Folha. Bacharel em filosofia, publicou “Aquilae Titicans – O Segredo de Avicena – Uma Aventura no Afeganistão” em 2001. Escreve para a Folha Online às quintas.