– O péssimo legado da arbitragem da Copa ao Brasil

Toda vez que um Mundial se encerra, os árbitros e comissões de arbitragem locais querem colocar em prática tudo o que viram no seu ambiente de trabalho.

Me recordo que alguns mais irônicos costumavam dizer: “Expulsar no começo do jogo? Dar Amarelo em Simulação? Acrescentar 5 minutos de jogo? Marcar esse tipo de falta? Só em Copa do Mundo!

Árbitro de Copa é aquele que serve de exemplo para os demais. Ele pode e deve apitar tudo o que a Regra manda sem preocupação com reclamações. Mas foi isso que se viu em 2014?

Na-na-ni-na-não!

Amigos, descumpriu-se a Regra do Jogo na questão disciplinar em quase todas as partidas! Os cartões foram trocados por bate-papos entre árbitros e jogadores.

A Copa do Mundo teve uma queda drástica de Amarelos e Vermelhos, mas não por fair play e sim por acomodação dos árbitros.

Para mim, ficou claro: foi evitado ao extremo o uso dos cartões, a fim de que jogadores não fossem suspensos ou expulsos.

E agora?

Nas próximas rodadas do Brasileirão, ouviremos jogadores que entram deslealmente nas jogadas, justificando que os lances mais duros de falta “não são para cartões nem na Copa do Mundo”!

Aguardemos os jogos e veremos!

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– Onde e Como o Brasil está errando no futebol

A imagem do relaxado treinador alemão Joachim Low abraçando o seu estressado colega brasileiro Luís Felipe Scolari diz tudo! O primeiro curtiu a Bahia e ainda assim treinou bastante; o segundo quase não deu coletivo, fez pegadinha com a imprensa (treinou um time diferente e não passava de uma “mentirinha”) e arranjou briga contra tudo e contra todos. Detonou a arbitragem e levantou complôs.

A verdade é que treinadores brasileiros estão perdendo espaço no cenário mundial. No ano passado, durante a Copa das Confederações, o grande Paul Breitner disse na Sportv que o Brasil estava 30 anos atrasado taticamente. E tinha razão!

Felipão é um motivador (sempre foi). Armava retrancas e assim ganhava. Com bons jogadores, fazia ótimos times e levantava a moral deles. Mas sem “pé-de-obra” qualificado, nunca fez nada de diferente.

Se treinassem a Seleção, o que fariam Guardiola, Mourinho, Pekerman, Sampaoli, Bielsa, Van Gaal, Kloop, Simeone, Klinsmann, Wenger…?

Poderiam fazer muito mais, desde que aqui viessem morar, tivessem assistentes técnicos locais e uma grande quantidade de datas para treinar. Ao contrário, impossível realizar um bom trabalho sem conhecer e assimilar as dificuldades tupiniquins.

A verdade é: vivemos entressafra de treinadores, dirigentes e árbitros. Os nomes são os mesmos há tempos!

Carlos Alberto Parreira, campeão mundial e de muitas experiências internacionais, tão rodado e culto, há quanto tempo milita no futebol entre erros, acertos e teimosias? Lembremo-nos que ele disse recentemente:

A CBF é um exemplo para o Brasil. É o Brasil que deu certo, que dá certo“.

Bola fora, não? O horroroso trabalho de José Maria Marin e Marco Polo Del Nero deu continuidade à destruição paulatina da estrutura do futebol, iniciada por Ricardo Teixeira e que não se vê mudança a curto prazo.

Que futuro teremos com o próprio Marco Polo Del Nero (que faliu o futebol dos pequenos clubes paulistas) a partir de 2015, onde passa de vice para presidente da CBF? Não se vê nome novo ou dirigente que nos dê esperança. São poucas as boas expectativas para o futuro, olhando por esse prisma. E isso vale para as Federações Estaduais e para os dirigentes da arbitragem, que vivem e transitam no mesmo berço esplêndido.

Dentro de campo, o cenário é negro. Nos anos 90, a Seleção Brasileira tinha os artilheiros das principais ligas europeias: Jardel em Portugal, Ronaldo na Espanha, Amoroso na Itália, Elber na Alemanha, Sonny Anderson na França e até Alcindo no Japão. E jogando por aqui Evair, Bebeto, Romário… Hoje, temos Fred e Jô!

Todo ano, revelávamos talentos no Campeonato Brasileiro. E no último ano, quem foi revelado?

As categorias de base não formam mais ninguém, e os garotos vão embora cada vez mais cedo. O número de estrangeiros no campeonato nacional foi liberado, fechando o mercado de trabalho e as oportunidades para esses jovens.

Por fim, todo esse ambiente já dava sinais: ou era apenas acaso o Santos ser goleado por 8 do Barcelona, o Internacional perder do Mazembe e o Atlético Mineiro cair diante do Raja Casablanca?

Maldita Copa das Confederações! Mascarou a fragilidade de um time que tinha muito a evoluir e, acomodado com uma conquista, regrediu na sua autossuficiência.

Não vejo futuro bom para a Copa da Rússia-18. A não ser que mais 10 rebentos como Neymar (que surge sem planejamento dos clubes mas por puro talento) apareçam para salvar a Pátria.

E você, o que espera do futuro do futebol brasileiro?

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– Humor? PCO acusa imprensa e partidos políticos da derrota brasileira

Futebol e Política se misturam?

Muitas vezes. E há certas declarações que fogem da compreensão racional. O que dizer da mensagem do Partido da Causa Operária, radical legenda, sobre o jogo Brasil 1 x 7 Alemanha?

Parece humor, mas não é. Do site do PCO, que costuma não poupar PT ou PSDB, e agora ataca até seus “co-irmãos”:

” A derrota esmagadora da seleção brasileira aconteceu muito antes deste fatídico 8 de julho no Mineirão.

Foi preparada pela direita nacional organizada pelo imperialismo, pelos monopólios capitalistas do esporte, pela imprensa “nacional” (vendida para o capital estrangeiro) e, inclusive pela esquerda pequeno-burguesa que trabalha a serviço da direita como o Psol, o PSTU e outros grupos menores do mesmo quilate.

Acuaram os brasileiros para não torcer pelo Brasil, buscaram de todos os meios desestabilizar o time brasileiro.

A seleção foi derrotada pela política, mais precisamente pela pressão política.

Os jogadores brasileiros, todos muito jovens, provavelmente a seleção mais jovem que o Brasil já teve fez o que pode, não pode ser culpada de nada. Foi perseguida pela imprensa, caçada em campo, teve que lutar contra os juízes e todas as tramoias obscuras e não conseguiu. Tiraram da Copa o seu melhor jogador com o apoio cínico da imprensa. Desarticularam o time e a seleção verde amarela lutou como pode até o gol de honra contra a Alemanha no final do jogo. São o retrato do povo brasileiro e da classe trabalhadora da qual vieram: são grandes jogadores, lutaram muito contra tudo e contra todos e foram esmagados e humilhados.”

Incrível. Ou não entendem nada de bola, ou vivem cegamente o fanatismo totalitário de esquerda. Será que a Dona Lúcia, aquela velhinha-fake acusada de escrever cartas pró-CBF, é filiada ao partido?

A propósito, essa é a pior versão que ouvi para o vexame brasileiro na Copa do Mundo.

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– Análise da Arbitragem de Brasil 0 x 3 Holanda. Como foi o Árbitro?

A Seleção Brasileira mais uma vez decepcionou em campo. E alguma polêmica no jogo devido a dois gols irregulares da Seleção Holandesa, mas que pela falta de moral do Escrete Canarinho não foram tão reclamados.

Em tempo: escrevo essa análise vendo pela TV a imagem de Luís Felipe Scolari xingando, gesticulando e ofendendo de todas as formas o árbitro argelino Djamel Haimoudi. Treinador mau perdedor?

Lance 1: Thiago Silva agarra Robben pela camisa fora da área, o holandês continua até tentar entrar na área. Aqui, algo importante: a falta se consuma onde ela impede o jogador de jogar DE FATO. Se o agarrão começa fora da área e o jogador consegue correr mas não se desvencilha da mão, é falta no ponto onde ele foi parado. Se dentro da área, pênalti; se fora, tiro livre direto. A infração no lance de hoje começou e terminou fora da área. Deveria ser marcada falta e não pênalti. Na jogada, o árbitro deu cartão amarelo. Errou também, deveria ter expulso Thiago Silva pois era situação clara de gol.

Lance 2: Atacante da Holanda recebe em posição de impedimento e cruza na área, saindo o segundo gol. Ilegal.

Lance 3: Oscar se joga na área pedindo pênalti. Não foi nada e recebeu o Cartão Amarelo. Acertou o árbitro. Curiosidade: foi o 1o cartão amarelo por simulação na Copa do Mundo.

Lance 4: No segundo tempo, pênalti não marcado em Robben.

Fim de Copa para o Brasil, de maneira lamentável. Parece que estamos sem comando, e a imagem de jogadores reservas orientando o time foi realista!

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Alemanha x Argentina

Nicola Rizzoli, italiano, trabalha como arquiteto, tem 42 anos e um currículo de reclamações como juiz de futebol. E é esse o árbitro da final da Copa do Mundo.

Mas a escala é estranha. Muito estranha mesmo!

Entenda:

1) A FIFA gosta de fazer média geopolítica, e propagou a tal da “neutralidade de continentes na Copa do Mundo”. Brasil (Conmebol) jogará contra a Holanda (UEFA) e apitará um árbitro da Argélia (CAF). Mas para Argentina (Conmebol) x Alemanha (UEFA), apitará um árbitro da Europa.

2) Na hora do almoço, a escala divulgada era a do sueco Erickson como o apitador da final. Muito se falou das suas características nas redes sociais a partir de então. Eu próprio conversei com alguns amigos debatendo a minha surpresa pela sua escala. Ele houvera apitado muito bem o jogo entre Argentina x Suíça. Mas nesse jogo citado, o árbitro originalmente escalado seria o uzbeque Irmatov que, com exclusividade pela FOX Sports, o jornalista e ex-árbitro trimundialista Carlos Eugênio Simon divulgou que foi vetado pela AFA. Vejam a força do Grondona, presidente da “CBF da Argentina”.

3) Eis que à tarde aparece como árbitro finalista Nicola Rizzolli. Ué, imaginei que Sandro Meira Ricci não seria escalado para a final (embora, tecnicamente, merecesse) devido ao fato de que seria seu 4o jogo na Copa 2014, porém o 3o em um jogo da Alemanha, e provavelmente a Argentina vetaria (mesmo que em tempos anteriores se dizia existir a política do bom relacionamento entre CBF e AFA). Mas eis que Rizzoli está na mesma situação ao inverso: será seu 4o jogo na Copa, sendo o 3o da Argentina (Nigéria x Argentina, Argentina x Bélgica e agora Alemanha x Argentina)!

Hum… aí eu estranhei. O árbitro de um jogo tão importante é divulgado de maneira errada e depois corrigido? O brasileiro Sandro apitou muito bem – melhor do que Rizzoli – e fica de fora por excesso de jogos da Alemanha, sendo o mesmo motivo desprezado na escala de seu colega italiano frente aos Hermanos?

Júlio Grondona reina sozinho depois da aposentadoria de Ricardo Teixeira… até nessa a dupla Marin & Marco Polo levam de goleada.

Enfim: Nicola Rizzoli é razoável tecnicamente e conversa bastante em campo. Muito papo mesmo, abdicando de cartões por boas explicações. Na Itália, é contestadíssimo pela sua competência.

Vejamos o que pode acontecer! Teoricamente, o jogo é fácil. Mas que a escala é estranha, sem dúvidas que é.

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– Hublot no caminho da Rolex?

Algumas empresas conseguem aproveitar o esforço em marketing nos grandes eventos e costumam se destacar.

Desconhecida por muitos no Brasil, a Hublot tem feito ações publicitárias durante o Mundial da FIFA, tornando-se mais famosa.

A empresa suíça de Relógios de Luxo é bem mais nova do que sua principal concorrente, a Rolex (a Hublot tem apenas 24 anos), e conseguiu notoriedade por ser a marca oficial de cronometragem dos jogos da Copa. E vem investindo: contratou figuras importantes e celebridades para seus novos lançamentos, como o “Classic Fusion Pelé”, que custa R$ 57 mil!

A inovação tem sido chamada como principal arma, ao criar “um novo material”, chamado de “Magic Gold” – uma mistura de Ouro 18 quilates com uma cerâmica não divulgada.

Fará sucesso?

Talvez. Só o tempo dirá. Sem trocadilhos.

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– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Brasil x Holanda

Djamel Haimoudi, da Argélia, apitará a decisão de 3o e 4o lugar da Copa do Mundo entre Brasil x Holanda.

Se para as Seleções o jogo tem pouco interesse, é a partida da vida para o juizão de 43 anos!

Djamel já apitou jogos importantes da Copa das Confederações e final de Copa Africana, mas nunca foi tão longe numa Copa do Mundo. Aliás, é o africano que mais se destacou no apito nos últimos tempos e o primeiro do seu continente a apitar tal jogo.

Sua principal atuação nesta Copa foi a Oitava-de-final entre Bélgica x EUA, além do empate da Costa Rica x Inglaterra e da vitória da própria Holanda contra a Austrália.

Não costuma dar muitos cartões, corre bastante, é razoável tecnicamente e muito discreto. Não tem trejeitos espalhafatosos e tem a sorte de não ter lances polêmicos em suas partidas.

Creio que fará uma boa arbitragem.

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– Mais uma Copa sem Zebras na Final

Alemanha x Argentina decidirão a Copa do Mundo de 2014. E mais uma vez fica a prova: nas finais, não existe um time considerado “zebra”! Até mesmo nas primeiras edições quem chegou à decisão chegou por méritos, e o melhor time levou.

Dizem que a Seleção Húngara de 54 era melhor que a Alemanha, que foi campeã. Falaram até mesmo de vitória com dopping naquela época. Mas e nos anos mais recentes?

Alguma dúvida sobre a Espanha de 2010? Ou da forte Itália de 2006? Nem dá para discutir o Brasil de 2002 ou a França de 1998.

O melhor, nas Copas, sempre leva!

Se der a lógica, pelo “futebol jogado”, a Alemanha ergue o caneco! Tudo bem que ela quase tropeçou contra a Argélia, mas a Argentina também penou para ganhar do Irã.

Será que esse “dia a mais de descanso” dos alemães fará diferença? Sim, mas o peso disso é pouco.

Veremos um Tetracampeonato alemão. Palpiteco: 2 x 0.

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– Decisão de 3o e 4o lugar na Copa tem graça?

Brasil x Holanda decidirão quem é o “menos infeliz” dos perdedores semifinalistas. Ô joguinho desnecessário…

Deixar de ir para a Final é uma tortura. E times como Brasil, Holanda, Itália, Inglaterra ou Uruguai não se sentem a vontade para disputar quem fica sendo o terceiro da Copa.

Isso vale alguma coisa?

Em termos financeiros, claro que vale: R$ 48 milhões (o campeão leva R$ 77 mi, o vice 65mi, o 3o 48mi e o 4O 44mi).

Em termos esportivos, valeria para o currículo de seleções como Romênia, Paraguai, África do Sul ou Japão.

Tenho certeza que se pudessem, Van Gaal e Scolari pediriam para deixar o jogo de lado. Para todos os jogadores (e principalmente para os torcedores), é jogo sem graça!

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– Alemanha, merecidamente, na Final. Felipão, merecidamente, fora.

A Alemanha merecidamente está na final da Copa do Mundo, se classificando por um placar impensável.

Sejamos justos: jogou bem, se entrosou no país, foi carismática, trabalhou e relaxou no Brasil. Curtiu a Bahia! Jogou como jogávamos nos anos 80. Pouquíssimas faltas praticadas, privilegiou o futebol arte. Parabéns.

Enquanto isso, a Seleção Brasileira mostrou que precisa mudar. Um treinador ultrapassado como Felipão, que arranja brigas para desviar o foco de um mau trabalho, não dá mais. Treineiro sem esquema tático, que não se atualiza e que vive do passado.

Arranjou desculpas com a arbitragem, insistiu em cara feia e treinou pouco. Scolari chegou à Copa graças a um esforço dos atletas na Copa das Confederações, e sobreviveu disso.

E sejamos justos: Quantos treinadores alemães tínhamos no Mundial? E italianos? E argentinos? E colombianos? E portugueses?

O Brasil está a pé também de técnicos, não só de jogadores.

Aliás: Felipão há um ano disse que seríamos campeões. Parreira disse que estávamos com a mão na Taça.

Pra quem gosta de superstição: o Brasil levou 24 anos para sair do Tricampeonato e chegar ao Tetra. A Itália, idem. O Tricampeonato da Alemanha foi em 1990…

No “mal menor”, ao menos, não ouviremos falar de um hipotético Maracanazzo de 2014 frente a Argentina. Ficamos 64 anos ouvindo isso dos uruguaios, e ficaríamos o mesmo tanto se isso novamente ocorresse no Maracanã, em outra final de Copa do Mundo, agora contra nosso rival histórico Argentina.

O Brasil precisa mudar; mas o problema é: quem serão os agentes de mudança?

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– O Patético Email da Dona Lúcia

Pois é… A eliminação do Brasil conta com um constrangedor capítulo: o email da Dona Lúcia!

Não é que na entrevista coletiva de Carlos Alberto Parreira e Luís Felipe Scolari, o coordenador técnico da Seleção se recusou a falar das falhas do time e creditou a derrota a um apagão de 10 minutos?

Para virar piada, um perdido Parreira resolveu ler um email de apoio enviado por uma desconhecida dona Lúcia, louvando o trabalho da Comissão Técnica!

Veja a íntegra:

“Professor Felipão, acabo de ler a coletiva dada pelo senhor. Mais uma vez vi diante da câmera um homem íntegro e corajoso. Fiquei muito triste ao constatar que o ser humano muitas vezes é de uma crueldade sem limites. Tive esse sentimento ao ouvir os jornalistas lhe perguntarem sobre a dívida do senhor com a nação brasileira. E o senhor mesmo sofrendo mais do que qualquer um ali com toda humildade que lhe é peculiar, deu uma resposta muito coerente. Parabéns. O senhor é um grande homem e um ser humano ímpar. É claro professor que eu como os demais brasileiros gostaríamos de estar comemorando outro resultado, porém sei que ninguém perde por vontade própria. Meu e-mail é só para agradecer a grande felicidade que o senhor e seu grupo proporcionaram para a nossa nação. Bom trabalho nos próximos anos. Tenho certeza que o senhor comandará com extrema competência. Dizem que as mulheres não entendem de futebol, porém entende de seres humanos. Portanto, envio um abraço com todo carinho para o senhor e toda sua equipe. Fique com Deus. Lembre-se que o sonho pode durar uma noite, mas alegria vem ao amanhecer. Quero dizer com essa citação que tudo vai passar e ficará bem. Saiba que como eu, há várias pessoas que estão acompanhando essa seleção que tem o privilégio de ser comandada pelo senhor. Receba um abraço de uma brasileira anônima, que não conhece muito de futebol, mas que o admira muito o trabalho do senhor.”

Como tudo vira piada no Brasil, já inventaram um twitter da suposta velhinha que manda e-mails de desagravo e tuíta, com mensagens de apoio a José Genoíno, Fernandinho Beira Mar e outros tantos questionáveis do Brasil…

Sinceramente, eu não acredito na sanidade dessa suposta dona Lúcia. Seria um “email fake chapa branca”?

Faltou humildade e sobrou arrogância na coletiva-justificativa de Felipão e Parreira.

Ah, o engraçado e irônico perfil dela no Twitter é: @DonaLuciaCBF .

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– Qual o Verdadeiro Vexame Brasileiro em Copas?

Cresci ouvindo falar do Maracanazzo de 50 e da falha de Barbosa, o maior vexame brasileiro em Copas e que calou o Maracanã.

À época, a literatura conta que, por jogar pelo empate, já se fazia festa no Rio de Janeiro pelo título. O clima de oba-oba fez com que a Seleção Brasileira relaxasse e sucumbisse na decisão.

Ora, se fala de uma falha do goleiro Barbosa no gol decisivo do Uruguai. Mas quem deixou Ghiggia bater? E o restante do time? O certo é que creditaram injustamente a derrota ao arqueiro.

Perder do então bicampeão olímpico e campeão Mundial numa decisão era “Campanha Vexatória”?

Claro que não. Resultado que acontece. O verdadeiro vexame foi o protagonizado na última terça-feira (7×1). Ser goleado em casa, humilhado (independente do adversário) e jogando mal, mostrando deficiências táticas e técnicas, foi o cúmulo!

Honestamente, sabemos que a campanha brasileira foi ruim, passando de fase jogando mal. Nunca dependemos tanto de um jogador (Neymar) como nesse Mundial. Em 94, Romário foi decisivo, mas tinha Bebeto ao seu lado no ataque. Viola, Ronaldo Fenômeno e Muller eram os reservas e Evair nem convocado houvera sido. Agora, Fred era o cara a ser convocado; não por seus méritos, mas por falta de opção.

Talvez esse seja o grande vexame: a escassez de bom futebol do Brasil!

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– Os favoritos para a Final da Copa do Mundo!

Times e árbitros: quem vai para a final da Copa do Mundo?

Nas semifinais que começam nessa 3a feira, pelo futebol apresentado, penso que a Alemanha é favorita contra o Brasil e a Holanda favorita contra a Argentina. Mas, claro, uma observação: ser favorito tecnicamente não quer dizer que irá ganhar, devido a outros fatores: campo, casa, momento, raça, motivação.

Pode dar qualquer coisa! Mas se fosse só na bola, creditaria uma final europeia. Porém, como penso que os times estão mais “raçudos” pelo dopping psicológico da “ Copa das Copas”, mesmo com futebol inferior, creio que teremos Brasil x Argentina!

E os favoritos ao apito na Final?

Se for uma final sulamericana, apostaria no holandês Bjorn Kuipers. O chefe dos árbitros Mássimo Bussaca gosta dele, apitou a final da Copa das Confederações no Maracanã e está acostumado a grandes decisões.

Se a final for entre Brasil x Holanda, apostaria no argentino Nestor Pitana. Está fazendo um bom cartaz na Copa do Mundo e é fortíssimo nos bastidores. Mas se o Brasil cair fora e a final for entre Alemanha x Argentina / Holanda, que tal um brasileiro apitando a decisão? Sem patriotismo exacerbado, Sandro Meira Ricci / Emerson Augusto / Marcelo Van Gassen fizeram ótimas apresentações, e seria um reconhecimento ao trabalho deles.

A questão é: a FIFA costumava dispensar árbitros de países envolvidos em fases mais adiantadas conforme eles passavam de fase. Desta vez mudará o critério?

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– A Bola Fora do Felipão

Se o cara é treinador da Seleção Brasileira de Futebol, quer dizer que algum mérito logicamente ele tem. E pela importância do cargo, deve estar preparado.

E se o nobre esporte bretão é o seu ganha-pão, deve se atualizar nos seus detalhes. Ter noções das 17 Regras do Jogo é condição obrigatória para um bom trabalho.

Mas eis que Luís Felipe Scolari soltou uma “pérola” no Jornal Nacional da Rede Globo sobre o bobo Cartão Amarelo que Thiago Silva recebeu contra a Colômbia (por impedir a reposição de bola ao jogo interceptando o goleiro quando ela estava  em sua posse) e o tirou do jogo semifinal frente a Alemanha:

Não consigo entender o cartão, talvez a lei ou a regra diga que passando na frente (não conheço totalmente a regra) quando vejo a bola lançada para o alto pelo goleiro, ela está em jogo, Thiago passa e bate na bola, não bate por querer, goleiro lança a bola e bate no Thiago, bola em jogo, não cometeu nada e o juiz entendeu como falta. A bola está em jogo e Thiago pode fazer o gol“.

Explicação confusa de Felipão, relatando o lance a seu grosso modo e sem admitir que Thiago deliberadamente foi interceptar a reposição. Pior é que ele quer que a CBF recorra junto a FIFA para anular o cartão!

Não faça isso, Scolari. Vai ficar feio, seja digno! Você deveria saber – justamente pelos seus anos de estrada no futebol, conquistas e experiência adquirida – que o goleiro não pode ser molestado quando repõe a bola ao jogo estando em suas mãos ou no ar enquanto chuta! A Regra considera isso como “posse de bola”, e ela só pode ser disputada quando é colocada em jogo, após o lançamento com as mãos para o campo ou após ser chutada definitivamente. Nunca durante o ato da reposição (aquela trajetória das mãos aos pés no ar), pois tem o mesmo peso de punição de chutar a bola enquanto o goleiro a estiver segurando.

Sinceramente, penso que o infantil cartão que Thiago Silva levou (é claro que boleiro sabe que isso é errado) poderia ser evitado. Me parece mais chororô de Felipão. Ou será que ele não confia no zagueiro substituto, Dante, que curiosamente joga na Alemanha, que é nosso próximo adversário?

Para você: Scolari está criando polêmica de propósito para desviar o foco ou ele realmente não sabe desse detalhe da Regra?

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– O que esperar de Marco Rodríguez na partida Brasil x Alemanha?

Marco Antonio Rodríguez Moreno, 41 anos, mexicano, apitará a semifinal da Copa do Mundo entre Brasil x Alemanha. Tem 15 anos como árbitro da FIFA, já apitou final do Mundial Interclubes e está na sua 3a Copa do Mundo.

Seu apelido é de “Chiqui Drácula”, em alusão a um personagem de TV inspirado no Conde Drácula no qual a torcida do México lhe creditou o nome pela semelhança física (vide suas sobrancelhas). Lá, é considerado uma celebridade e dá autógrafos a aficcionados torcedores.

Suas características: costuma ser rigoroso na aplicação dos cartões amarelos e vermelhos, não vacila em marcar pênaltis e é muito bom tecnicamente.

Irá colocar em prática essas qualidades?

Talvez. Neste Mundial apitou Bélgica x Argélia (sem polêmicas) e Uruguai x Itália (bem polêmico). E neste clássico disputado entre as potências mundiais, utilizou a desastrosa orientação da FIFA de poupar cartões e não marcar faltas. Em especial, expulsou Marchisio após uma forte solada em Arévalo Rios. Seria correto pelo seu estilo, mas na partida não deu diversos cartões amarelos para faltas quase tão fortes quanto essa, irritando os italianos. E no lance histórico da mordida de Luizito Suárez em Chiellini, não viu o lance e deixou de expulsar o uruguaio. Considerando o histórico de mordidas de Suárez, faltou bom senso em não entender que a marca da mordida no ombro do italiano poderia ter sido realmente dele pelas justas e insistentes reclamações do italiano.

A minha grande dúvida é: será que pelo fato das semifinais terem os cartões zerados para a finalíssima, voltará a apitar no seu estilo, ou se prendará ao horroroso critério da FIFA?

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– Entendendo como o árbitro errou no lance da contusão de Neymar. Será punido ou não?

O leitor do Bom Dia já sabia que teríamos lambança por parte do árbitro na partida da última sexta-feira: publicamos a temeridade da escala do espanhol Carlos Velasco para o jogo entre Brasil x Colômbia (para ler novamente, acesse: http://is.gd/EscalaBRACOL), ressaltando que era um desastre disciplinarmente (ruim para o jogo) e que sua fragilidade seria boa para o Brasil (aceitaria a pressão do time da casa).

E, de fato, foi uma tarde/noite muito fraca do juizão (sobre a análise do desempenho da arbitragem no jogo de sexta-feira, acesse: http://is.gd/AnaliseBRA2COL1)!

Tão ruim que até nos lances de gravidade falhou, e em especial no erro da interpretação da contusão de Neymar.

A impressão que eu tinha é que o árbitro estava atrás da jogada, perdendo a noção de profundidade do lance e assim não observando o joelho nas costas pelo próprio corpo do atleta da Colômbia encobrindo o lance. Mas não foi nada disso! Após a cobrança de escanteio contra o Brasil, quando Neymar tenta o domínio de bola para armar o contra-ataque, o árbitro já estava fora da grande área e numa perfeita paralela com os jogadores envolvidos. Ele estava correndo para o meio de campo, voltando com os demais atletas e na melhor posição possível para ver a joelhada. Ele viu e errou na interpretação, entendendo como falta simples e aplicando a vantagem (a Seleção ficou com a posse de bola e armou um ataque nessa jogada).

Quando há uma falta grave (e na hora o árbitro não teve essa percepção), se deve abdicar da vantagem e parar o lance, aplicando de imediato o cartão vermelho e chamando o pronto-atendimento médico. Foi essa a falha nesse lance específico.

E o árbitro assistente, vulgo bandeira?

Estava tão bem colocado quanto o árbitro. Poderia na paralisação ter dito ao árbitro que não foi somente uma simples falta de jogo por “carga” (um erro comum em lances assim), mas sim uma joelhada intencional, passível de expulsão.

O lance de Zuñiga foi deliberado, ninguém pula acidentalmente com o joelho nas costas do adversário numa disputa de bola.

PUNIÇÃO – A FIFA pune lances nos quais o árbitro não vê. Nos que ele vê, ela respeita a interpretação do árbitro e nada faz.

Será que ela vai punir Zuñiga, entendendo que o árbitro não o advertiu por cartão vermelho pois não teve a percepção da jogada e não viu a joelhada (como fez com Luizito Soares e a mordida em Chiellini, determinando uma pena pelo fato de ser necessária a análise da imagem pós jogo) ou entenderá que o árbitro viu o lance, tomou sua decisão lá dentro de campo ao deixar o jogo seguir interpretando como falta leve e posterior vantagem (como fez com a cotovelada de Neymar no adversário croata na rodada 1, onde recebeu somente o Cartão Amarelo e a FIFA respeitou a interpretação do árbitro que não o expulsou)?

Em suma: jogada / atitude infracional fora do campo de visão do árbitro vai a julgamento pela FIFA. As que estavam no seu campo de visão e que tomou conscientemente uma atitude, a FIFA faz prevalecer a decisão do árbitro.

Fica a pergunta: Velasco viu a joelhada e tomou uma má decisão ou o árbitro não percebeu o real desenrolar da jogada?

Particularmente, entendo que viu sim e foi traído pela sua avaliação sobre a gravidade.

Importante: a Seleção Brasileira continuou o jogo, foi ao ataque e só depois percebeu o ocorrido, com Marcelo, que estava por perto e viu que era uma contusão séria.

Que não se mude o foco para “injustas perseguições da arbitragem contra o Brasil”, pois no jogo de hoje tivemos em faltas: BRA 31 x 23 COL (em que pese as não marcadas para cada lado). Nos cartões, apesar de 30% a mais de infrações brasileiras, empate em 2×2 nos Amarelos. Nos cartões vermelhos não aplicados, 1×1 (Zúñiga em Neymar e Júlio César no pênalti cometido).

E não vale reclamar do cartão amarelo que tirou Thiago Silva da semifinal, foi erro claro do zagueiro que de tão valorizado e badalado que é, deveria conhecer a regra (aliás, por pouco o goleiro não chuta o pé do zagueiro acidentalmente pela falta chamada de “ação temerária” do brasileiro impedindo a reposição de bola).

O medo e que se concretizará é: Felipão criou uma história de complô contra o Brasil e que está sendo comprada por muitos. O caso de Neymar é pontual, pois no jogo em si não houve arbitragem inimiga (desastrosa disciplinarmente para ambas equipes e que “amarelou” para o vermelho do goleiro Júlio César). Contra o Chile, inventou-se a desculpa de gol mal anulado para Hulk e pênalti não marcado. E contra a Croácia, Nishimura ficou na lembrança no discurso de Scolari de que se “marcaria 10 vezes o pênalti em Fred” (inexistente).

Como Felipão é inteligente! Aproveitou-se de uma fatalidade para reforçar uma tese inventada e agora propagada pelos atletas e por alguns setores mais apaixonados da imprensa!

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– Análise da Arbitragem de Brasil 2 x 1 Colômbia. Como foi o árbitro?

Juizão fraco, como previsto na nossa análise pré-jogo de Carlos Velasco. Deixou de marcar faltas e marcou algumas que não foram. Aliás, a 1a infração do jogo ditou o ritmo: o colombiano segura Marcelo, mas não o impede de seguir a jogada. O lateral esquerdo parou pedindo a falta e Velasco marcou. Na Inglaterra, na Itália ou na Alemanha o atleta continuaria a jogada, e caso parasse, o árbitro não marcaria a falta.

A partida não exigia tecnicamente. Conversou bastante (seguiu à risca a orientação da FIFA: a de poupar cartões). E nessa onda, se enrolou no jogo falando muito e descumprindo a regra, se mostrando um desastre disciplinarmente. Vide, por exemplo, clássico lance para Amarelo no agarrão sofrido por Paulinho no 1o tempo.

No intervalo os colombianos reclamaram e parece que as queixas foram aceitas: no primeiro ataque de Hulk no 2o tempo, uma falta inventada na queda do zagueiro.

E Cuadrado? Invariavelmente fazia suas faltas e ficava só na conversa. Tinha licença para bater…

Um raro acerto de detalhe da Regra: Thiago Silva acertadamente leva o Cartão Amarelo por impedir que a bola seja reposta em campo pelo goleiro. Explico: quando a bola está na mão do goleiro e ele a joga no ar para chutá-la, não pode ser interpelado. O goleiro tem o direito de repor a bola em jogo, e mesmo quando ela está no ar, é considerado posse de bola. Mas atenção: é diferente da situação em que o goleiro a domina com as mãos e a põe no chão. Lembram-se da famosa roubada de bola do jovem Ronaldo em Rodolfo Rodriguez (Cruzeiro x Bahia)? Aquilo é válido, pois a bola tecnicamente já estava em jogo. Resumindo: por bobagem Thiago Silva ficou fora da semifinal.

O árbitro também errou ao dar cartão amarelo a Júlio César no pênalti cometido. Foi situação clara de gol e atingiu as pernas do chileno; deveria ser expulso.

Sobrou tempo ainda para uma pancada nas costas em Neymar. A decisão do árbitro? Esquece… Ele estava bem atrás da jogada e não teve a noção de profundidade para ver o joelho propositalmente atingir o jogador.

Em suma: erros e acertos a favor do Brasil. Fragilidade total de um árbitro que só está na Copa por força política.

E aqui vai um comentário sobre quem que não estará na final da Copa do Mundo devido a classificação do Escrete Canarinho: Sandro Meira Ricci, Emerson Augusto e Marcelo Van Gassen são infinitamente melhores do que o trio espanhol de hoje e foram brilhantes nos jogos que trabalharam até então. Parecem não ser do mesmo naipe ou da mesma competição.

O árbitro tornou o jogo difícil, pois não soube se impor e escondeu os cartões. Ruim demais para um jogo dessa importância, e fica provado: a Espanha é privilegiada na produção de juízes ruins.

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– Projetando as Semifinais da Copa do Mundo

Vamos palpitar quem passa para as semifinais da Copa?

Brasil x ColômbiaBrasil vence ainda no tempo normal (não com muita folga).

França x AlemanhaAlemanha vence a França, pois, apesar do time francês ser muito bem treinado, a qualidade do elenco alemão é superior. Jogo de placar apertado.

Argentina x Bélgica – Vou ser ousado: Bélgica, pois a molecada entrosada belga vai superar a fraca defesa argentina (em que pese os Hermanos terem Messi).

Holanda x Costa RicaHolanda com um pé nas costas com outra goleada no Mundial, carimbando o passaporte da surpreendente Seleção Tica.

Portanto, teremos Brasil x Alemanha e Bélgica x Holanda.

E na final… Brasil x Holanda?

Talvez.

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– Análise da Arbitragem Pré-Jogo de Brasil x Colômbia

Se você acompanha os jogos do Campeonato Espanhol, ao ver a escala de Carlos Velasco Carballo para o jogo Brasil x Colômbia, dirá: o juizão é nosso!

A Espanha não possui bons árbitros. Velasco é conhecido, está na Copa porque a Espanha, com toda a sua força e poder político, não poderia ficar de fora (a França de Platini, atual presidente da UEFA, foi excluída da arbitragem no Mundial). Árbitro comum, em suma.

Para mim, depois de tantas reclamações (infundadíssimas) de Felipão sobre a arbitragem, a FIFA cedeu e escalou um árbitro caseiro, que na dúvida, é prol da camisa mais forte. Real Madrid e Barcelona que o digam (que apesar de times fortes, contam muitas vezes com a benevolência dos apitadores de lá).

Suas características:

EXCELENTE NA EXPERIÊNCIA (43 anos de idade e muitos jogos importantes na carreira),

MUITO BOM FISICAMENTE (corre bastante, aguentará bem uma prorrogação caso ela exista),

RAZOÁVEL/RUIM TECNICAMENTE (erra eventualmente na marcação de faltas em lances simples),

RUIM DISCIPLINARMENTE (aplica muitos cartões amarelos desnecessários, e quando tem que expulsar, vacila no uso do cartão vermelho – embora a FIFA tenha orientado os árbitros a segurarem seus cartões, usando-os em último caso).

Se houve boa vontade da FIFA com a Seleção dentro de campo, com a de fora, não! Quem acompanhou a última partida, viu a bagunça que o banco de reservas brasileiro fez (não só o Brasil, mas em diversos jogos os bancos ficam mais alvoroçados do que as arquibancadas). Felipão se exaltou, xingou, e só não foi expulso pois o árbitro daquela ocasião, Howard Webb, não entende a língua portuguesa. Para cuidar dos excessos de Scolari, foi escalado o norueguês Svein Oddvar Moen.

Alguém viu Svein apitar? Não, ele é o “bom quarto-árbitro”, o cara que toma conta (literalmente) dos bancos e que só chama o árbitro principal quando não dá mais para controlar um treinador que não se comporta bem e tem que ser expulso. Portanto, abra o olho, Luís Felipe!

E aí, o que você espera da arbitragem e do jogo? Meu palpite era 1×1 nos 90 minutos e um gol brasileiro na prorrogação. Após saber da escala e fazer o meu comentário na Rádio Difusora Jundiaiense / Jovem Pan AM 810 (no Programa Toque de Bola apresentado pelo nosso comandante Adilson Freddo), mudei o palpite: BRA 4 x 2 COL no tempo normal.

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EM TEMPO: Nestor Pitana, da Argentina, apitará o outro jogo das Quartas-de-Final entre Alemanha x França. Pitana nem era cotado para ir à Copa, o nome era de Diego Abal, que foi aprovado em todos os testes físicos, escritos e práticos. Para a surpresa geral, entrou Pitana, que com essa partida terá feito seu 4o jogo. A propósito sobre a força dos argentinos nos bastidores, leio no blog do ex-árbitro Carlos Eugênio Simon, atualmente comentarista na FOX Sport, que o uzbeque Irmatov apitaria Argentina x Suíça, mas foi vetado pelos hermanos e por isso apitou o sueco Eriksson (o mesmo de Brasil x Camarões). Parece que Julio Grondona, presidente da AFA e homem forte dentro da FIFA, continua mexendo os pauzinhos. Quantos jogos a Argentina fez no quente Nordeste Brasileiro? Ou na Amazônia? Já a Alemanha, a Inglaterra… E se a FIFA aceita veto de um protagonista da Copa, o que dirá do anfitrião e forte ator como o Brasil?

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– O Choro do Capitão deveria valer a Perda da sua Tarja!

Um dia, durante seu trabalho como treinador da Seleção Brasileira, Wanderley Luxemburgo disse que “jogador que chorasse durante a execução do Hino Nacional não poderia vestir a Amarelinha”.

O tempo passou e, nesta Copa do Mundo caseira, vimos muitos atletas chorando emocionados com o “Hino à Capela”. Até aí, nada que assustasse, já que se tornou um fato patriótico dos torcedores que impressionou a todos.

Entretanto, o estranho é o número de atletas que choraram como se fossem crianças em desespero contra o Chile!

Ora, chorar de alegria após o jogo com uma conquista, ou de tristeza pela perda de um campeonato, é entendível. Mas na hora de bater um pênalti?

Foi assustador o capitão da Seleção Brasileira Thiago Silva desabar em lágrimas após o término da prorrogação, no aguardo da decisão por tiros penais. Ele pediu para não bater nenhuma das cobranças.

Um líder não é aquele que deveria chamar o seu grupo no meio de campo e motivá-lo? Tranquilizar e passar confiança?

Você imaginaria Dunga, Cafu, Carlos Alberto Torres, Bellini ou Mauro Ramos, os capitães que ergueram a Taça do Mundo, precisando ser consolados pelos seus treinadores no meio de uma disputa?

Eu escolheria outro capitão. David Luís se tornou um líder natural. Até o jovem Neymar estava emocionalmente mais preparado do que Thiago! E isso requer outra reflexão: estaria o zagueiro bem condicionado psicologicamente para o próximo jogo?

Aliás: Thiago Silva disse que o Felipão falou pós jogo a eles que “Se o time melhorar 10% chegamos ao ideal”.

Aí complicou. O feedback do treinador é ruim, os atletas estão fragilizados e o jogo é contra a surpresa positiva Colômbia, que chega confiante ao Maracanã.

Outro problema: o último jogo foi no sábado, descansaram no domingo, e só treinarão na 4a feira para o jogo de 6a?

Ai ai ai…

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– Costa Rica e a vitória dos desajustados!

Por ser o maior azarão, comecei a torcer pela Costa Rica no jogo do último domingo. Mas durante a partida, mudei minha torcida.

Vi os costarricenses catimbarem, fazerem cera e até mesmo o goleiro se jogar contra o atacante grego, pedindo (e conseguindo) falta ao seu favor. Simularam faltas e até uma agressão que não existiu. Ah, e bateram também!

Aí perderam o carisma e o fraco árbitro australiano Benjamim Willians perdeu o controle do jogo, pois errou para os dois lados e bateu muito papo. Expulsão exagerada, pênalti não marcado, retardamento do jogo tolerado e outras falhas.

A imagem do jogo: o técnico português da Grécia, após o gol de empate, se virou para o banco adversário e… deixa pra lá, poupemos os leitores!

O jogo em si foi ruim, embora emocionante. Como é que essas duas equipes chegaram as Oitavas de Final de uma Copa do Mundo? Pior: a Costa Rica foi a 1a colocada numa chave com 3 campeões mundiais (Uruguai, Inglaterra e Itália)! Quantos passes errados e que jogo comprido… e o mais cruel: prorrogação!

Apesar do feio futebol grego, preferia a lealdade do que a malandragem. Mas venceu a Costa Rica, tão simpática na fase de grupos e excessivamente adepta da milonga no duelo de ontem.

Contra a Holanda, não creio que sobreviverá! Porém, certamente estão contentes com o que já conquistaram.

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– Tá contente com a Copa? Depois dela…

Curtindo a Copa do Mundo? Lembre-se, em breve o Campeonato Brasileiro retornará…

Charge do colunista Adão:

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– O Craque da Camisa 10 da Copa do Mundo até agora é…

Quem tem sido o craque da Copa até agora?

Veja as dicas:

É da América do Sul,

Veste a camisa 10,

Sua Seleção joga de Amarelo ou de Azul,

Tem apenas 22 anos e recentemente fez um contrato milionário na Europa.

Sim, acertou quem pensou no colombiano James Rodríguez! O garoto tem jogado muita bola, já tem 5 gols em 4 jogos na Copa (aliás, a Colômbia tem 100% de aproveitamento no Mundial, e o Brasil…) e seu futebol é vistoso!

Tímido, James pediu delicadamente para que o chamem de “Rámês” ao invés de “Jeimes”, em referência à pronúncia do seu nome. Elogiado como Messi colombiano, tem reagido sem graça aos elogios feitos a ele.

O Brasil não tem um meia esquerda como ele. E, sem dúvida, a atuação dele (e da Seleção Colombiana) contra o Uruguai foi muito melhor do que a de Neymar (e da Seleção Brasileira) contra o Chile.

A um desavisado, poderia achar que a camisa 10 amarela que deu show na tarde de sábado no Maracanã era uma projeção holográfica do Brasil dos anos 70 ou 80, ou uma lembrança do time da Copa das Confederações 2013.

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– Complô contra o Brasil? Esqueça!

Leio e me surpreendo negativamente com as declarações do ex-árbitro da FIFA José Roberto Wright em sua coluna no Jornal Lance (pg 6, ed 29/06/2014).

Escreveu o colunista sobre as arbitragens em jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo:

Vejo esquema preparado para nos tirar da final desde a primeira rodada”.

Meu Deus! Se há conspiração, esqueceram de avisar o árbitro Nishimura (pênalti inexistente a favor de Fred), Howard Webb (que não voltou a primeira cobrança dos tiros penais defendida por Júlio César após visível adiantamento) e os assistentes do colombiano Wilmar Roldán que anularam os gols mexicanos contra Camarões (e que indiretamente beneficiaram o Brasil, tirando a Holanda do seu caminho).

O mundo do futebol é incrível, pois:

1- antes, se especulava bobagens que o Brasil “comprou a Copa. Será que o Marin e o Marco Polo guardaram o comprovante de pagamento?

2- após reclamações infundadas do Felipão, fala-se em premeditação para eliminar o anfitrião. A troco de quê?

Me preocupa o fato de alguém como Wright, que apitou Copa do Mundo e fez parte de diversos comitês da FIFA após sua aposentadoria, trabalhou tanto tempo na Rede Globo e escreve em um importante jornal especializado em esportes como o Lance, declarar algo tão grave e incisivo publicamente! Respeito demais o conceituado ex-árbitro e atualmente jornalista. Mas afirmar categoricamente tal coisa, aí não dá!

Não acredito em esquema nem pró e nem contra. E você?

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Sobre a análise da arbitragem de Brasil 1 x 1 Chile, leia nossa opinião, em:

http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/25827/brasil-1-x-1-chile-e-a-arbitragem-como-foi

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– Brasil 1 x 1 Chile. E a arbitragem, como foi?

Pois é. O primeiro jogo pelas Oitavas de Final da Copa do Mundo de 2014 foi teste para cardíaco. Reclamações de gol anulado, bola na trave e desfecho feliz para os brasileiros nos pênaltis.

E a arbitragem do inglês Howard Webb, como foi?

Se você olhar com olhos de torcedor, correrá o risco de dar uma nota muito baixa. Mas se analisar friamente, observará que o árbitro foi bem no geral, e, nos lances polêmicos, excepcional! Só não levará nota máxima pela prorrogação.

Vamos lá: algumas queixas se referem em deixar o jogo correr em determinados momentos de quedas de jogadores. Ora, pelo fato do juiz ser da Inglaterra e o jogo ser disputado por equipes latino-americanas, há um natural choque de cultura no futebol. Aqui, se busca a falta cavada e lá, ao contrário, falta é quando ocorre realmente uma irregularidade que impeça o atleta de seguir no lance. “The Faul” para um árbitro inglês é coisa séria!

Neymar começou levando pontapés dos chilenos, advertidos verbalmente com correção pelo árbitro. Mas nas infrações mais leves, “enfeitava a queda” a fim de cavar cartões para os adversários. Juiz experiente não cai nessa… Tanto que depois o garoto ficou mais tempo em pé!

Se o árbitro fez uma boa leitura no começo da partida, se acomodou no final do jogo e durante todo o segundo tempo da prorrogação. Ele simplesmente deu uma de “Ganso”. E sabe o que significa isso? Na linguagem da arbitragem, se refere ironicamente ao árbitro Romualdo Arpi Filho, o “Rei do Empate”, que administrava os finais de jogo “picando” os lances. E foi exatamente o ponto negativo de Webb: torceu para a peleja ficar no 1 x 1!

Se falamos do árbitro na condução do jogo ao longo da partida e da sua mudança não positiva no final, não podemos também deixar de falar da sua atuação disciplinarmente: cartões bem ou mal aplicados?

Neste sábado, Webb cumpriu o que tem se pedido pela FIFA e que seus colegas estão fazendo muito bem: a não vulgarização dos cartões amarelos e vermelhos! Se Brasil x Chile tivesse sido jogado pelo Brasileirão, teríamos uma enxurrada de advertências e expulsões. Respeito, pois é uma conduta adotada, embora tenho o seguinte temor já escrito em outras oportunidades: o limite da economia dos cartões pode beirar o descumprimento da Regra do Jogo!

Tecnicamente, acertou em dois lances importantes: o pênalti supostamente cometido em Hulk e o gol anulado também em lance protagonizado pelo homônimo do super-herói da Marvel.

Lance 1: o pênalti – o zagueiro do Chile rouba somente a bola e a queda de Hulk é inevitável pelo contato do pé do chileno com o do brasileiro. E o detalhe: o zagueirão saiu jogando, indicador de que o lance foi limpo na dividida por baixo.

Lance 2: o gol anulado – dificílimo, pois o árbitro não tem uma visão lateral boa da jogada, pois ela é mais frontal e acaba não sendo tão nítida para Webb. Faça a seguinte análise: a bola foi matada no peito, ajeitada de ombro ou com o uso do braço? E, vendo, revendo e “re-revendo” várias vezes, entendo o seguinte: Hulk mata no peito com uma leve ajeitada pelo antebraço, pois sem ele a bola não “morreria” em seu domínio. E como antebraço não vale, acertou o juiz!

Nos tiros penais, um erro importante que passou desapercebido em decorrência da emoção: Júlio Cesar se adiantou significativamente no primeiro pênalti que defendeu. Esqueça o fato da cobrança do chileno ter sido ruim, o fato é que não foi o “passito” a mais que a arbitragem costuma fazer vista grossa, foi passo a frente mesmo. Deveria ter voltado.

Enfim, jogo difícil e que no geral o árbitro foi muito bem.

Duas observações relevantes do jogo:

1- Como xingou o treinador Felipão! Jogou a torcida contra o árbitro e se Webb falasse a língua portuguesa certamente o expulsaria.

2 – Estou convencido que, se o Brasil jogar como jogou contra o Chile frente Alemanha, Holanda, Argentina ou França, o Hexa ficará na tentativa lá na Rússia em 2018!

E você, gostou do jogo?

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– Neymardependência e o futuro: bom ou ruim?

Muito se fala da dependência da Seleção Brasileira por Neymar. Se o menino jogar bem, a Seleção deslancha. Se for mal, estamos sem opções!

Por um lado, é bom ter um boleiro no time como Neymar, afinal, depender de um craque é melhor do que depender de um cabeça de bagre.

Mas aí ficamos pensando: e para 2018? Desse grupo sairão outros “Neymares”? Ou vamos ter que esperar 4 anos para aguardar que surja uma surpresa agradável? Ou a base para a próxima Copa está nascendo em 2014?

Pelo que vemos no Brasileirão, com repatriação de veteranos e contratação de estrangeiros, temo pelo futuro…

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– Howard Webb apitará Brasil x Chile de novo! Não gostei.

Considerando que o bom árbitro japonês Nishimura apitou o último jogo do Brasil em 2010 e o primeiro da Seleção Canarinho em 2014, e acabou fazendo lambança com o pênalti de Fred;

Considerando também que se reclama de erros de arbitragem em alguns jogos e nunca contra os grandes;

CONSIDERANDO AINDA QUE O ÓTIMO ÁRBITRO HOWARD WEBB APITOU NO DIA 28 DE JUNHO DE 2010 A PARTIDA ENTRE BRASIL 3 X 0 CHILE PELAS OITAVAS DE FINAL, E QUE FOI ESCALADO PARA APITAR O MESMO BRASIL X CHILE EM MESMA FASE DE OITAVAS DE FINAL NUM MESMO 28 DE JUNHO…

… não gostei da escala!

Com tanto árbitro, por quê a FIFA escala o mesmo apitador?

Para aqueles que gostam de teorias da conspiração, alegando que a Copa do Mundo está armada para o Brasil ganhar em casa, tal escala é um prato cheio para fomentar boatos!

O Chile vai reclamar, tenha certeza disso.

O juizão é muito bom, mas não o adequado para esse jogo com tamanhas coincidências.

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– Ghana precisava de Grana ou de Gana?

Surrealismo no caso do dinheiro de Gana. Quer dizer que para entrar em campo contra Portugal (e serem derrotados), os jogadores pediram 3 milhões de dólares em dinheiro vivo?

Pior: Uma comitiva veio trazer a bufunfa e o comboio circulou pelas ruas até o hotel da Seleção em Brasília.

Aliás: o dinheiro entrou no país sem imposto, em espécie, com a anuência da Receita Federal. Vai você trazer tal quantia de fora do país…

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– A punição e a difícil defesa de Luizito Suárez!

Suárez, o argentino que mordeu Chiellini, foi punido com 9 jogos mais 4 meses de suspensão. Mas como defendê-lo por tamanha antidesportividade, se é a 3a mordida em adversário?

Para mim, pena justa. O histórico é ruim e o esporte deve dar exemplo de civilidade. Mas o mais curioso foi a defesa dele: mostrou-se vídeos de faltas recebidas do jogo contra a Itália e contra o Uruguai, como justificativa para um desequilíbrio emocional! Ainda: os advogados tiveram a cara de pau de alegar, segundo o “The Guardian”, uma fotomontagem, já que não se viu com clareza a dentada.

Aí é sacanagem…

Futebol é jogo de contato físico e não deve se permitir deslealdade. Preferimos o incentivo ao Fair Play do que a isso. E parabéns pelo uso das imagens (não tão habitual) para se tomar uma decisão punitiva a lances que fogem do campo visual do árbitro – e que seja exclusivamente a tais situações.

Em tempo: e se houvesse uma TV à beira do gramado para o árbitro rever o lance reclamado? A expulsão seria inevitável e o resultado do jogo… teria mudado?

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– A Copa dos Padres é uma alternativa?

A Copa do Mundo começou. Gritos, aplausos, vaias e xingamentos estão liberados. Mas se você gosta de futebol e prefere algo menos viril, saiba que há 6 meses aconteceu uma Copa do Mundo de Futebol mais “angelical”: a Copa dos Padres do Vaticano!

Olha que curioso, extraído de: http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,brasil-estreia-neste-domingo-na-copa-do-mundo-dos-padres,1138392,0.htm

BRASIL ESTREIA NESTE DOMINGO NA COPA DO MUNDO DOS PADRES

Gonçalo Junior – O Estado de S.Paulo

Torneio reúne seleções de padres e seminaristas que estudam em colégios italianos

SÃO PAULO – A Copa do Mundo dos padres possui algumas diferenças em relação à Copa tradicional, que começará no dia 12 de junho. A primeira é a presença de um diretor espiritual à beira do gramado, ao lado do técnico. Esse diretor fica ali, de olho, só para controlar os ânimos. Ele não está nem aí para o esquema tático, apenas observa – e tenta controlar – o comportamento dos atletas. Afinal, padre pode jogar futebol, mas tem de se comportar. Todo time da Copa dos Padres tem o seu diretor espiritual, função geralmente desempenhada pelo padre mais idoso, o mais experiente.

Mas, às vezes, surge uma falta mais dura ou um escorregão no Verbo. Aí vem o cartão azul, a segunda diferença. De acordo com o regulamento, ele é aplicável em momentos de “comportamento incorreto, incluindo protestos”. Ao recebê-lo, o jogador fica cinco minutos fora para refletir sobre o que fez. Arrependido, ele volta. E o jogo segue.

Em muitos aspectos, no entanto, a Copa dos padres, ou Clericu’s Cup, na denominação oficial, é um torneio normal. Dezesseis equipes formadas por padres e seminaristas que estudam na Itália começaram a disputar neste sábado a oitava edição do campeonato. O Brasil estreará no domingo contra a Itália, dona da casa, da bola e do campo – as partidas serão disputadas no Centro Esportivo Italiano, ao lado da Basílica de São Pedro, local da maioria das cerimônias com participação do papa e que fica distante cinco minutos do Vaticano.

O torneio deste ano é especial. Pela primeira vez, a taça será entregue ao campeão pelo próprio papa. A participação do pontífice Francisco é tão importante que inspirou o slogan da competição: “16 equipes, um capitão”, frase que aparece nos uniformes de todos os times da competição. “Seria uma bênção receber a taça das mãos do papa. Esse torneio representa a união da igreja em torno da alegria e da vivacidade. É um torneio eclesial”, comenta o padre Edisley Batista dos Santos, coordenador da equipe brasileira e natural de Formoso do Araguaia, em Tocantins.

Não foi à toa que o papa Francisco fez questão de participar do torneio dos clérigos. Um traço marcante da sua biografia é a paixão pelo San Lorenzo, da Argentina, do qual é sócio desde 2008. Por isso, a presidente Dilma Rousseff afirmou que vai convidar Sua Santidade para vir ao País para assistir à cerimônia de abertura do Mundial, em 12 de junho, na Arena do Corinthians, e, depois, ver algumas partidas de sua Argentina.

TUDO JUNTO

A Copa dos Padres reúne 350 atletas divididos em 16 times, que representam 60 países, um recorde no evento. Mas espere um minuto! Essa conta não bate. Como 16 seleções representam tantas nações? Eis a terceira diferença da competição para a Copa “pagã”: diminuir a rivalidade entre os países e promover a integração. Por isso, os colégios são incentivados a misturar as nacionalidades. O Brasil, por exemplo, tem um ucraniano no meio, da mesma forma que o time norte-americano, atual campeão, tem seus italianos “infiltrados”. Mas não se tem notícias de um padre argentino defendendo as cores da equipe brasileira.

O time do Brasil é formado a partir dos 92 padres que estudam no Colégio Pio Brasileiro, instituição de 150 anos destinada à formação do clero na América Latina e localizada em Roma. Ali, os brasileiros estudam Teologia, Filosofia e Direito Canônico, entre outros cursos que duram entre dois e três anos e que equivalem a um mestrado brasileiro. A maioria absoluta possui bolsas de estudo. O futebol? Quartas e sábados, dias de lazer. Mas os treinos começam às 15h, por causa do frio, e terminam antes do anoitecer, por causa da missa das seis.

Até as mulheres se envolvem com o torneio. Quatro religiosas que trabalham no colégio preparam as refeições mais cedo nos dias de treinos e até ocupam as arquibancadas nos jogos mais movimentados. “O futebol é momento de compartilhar a felicidade do outro. Quando damos um passe e o companheiro faz o gol, nós também ficamos felizes”, diz o padre Ivan Conceição, paraense de Castanhal e craque do time.

JEITINHO

Como jogador de futebol não é santo, os padres usam a criatividade para expressar os momentos de raiva. E para driblar o diretor espiritual e também os cartões azuis. Para não falar uma palavra cabeluda, usam uma outra inofensiva. Um dos padres, por exemplo, transformou o termo “caneco” em seu palavrão particular. “Os palavrões são ponderados, nada que ofenda. Mas basta o jogo começar para que, em alguns lances, escape um ‘Pô, irmão, pega leve’, mas nunca os desrespeitosos palavrões”, conta o padre Ivan

Os times têm 11 jogadores de cada lado – os campos têm medidas oficias –, mas uma quarta diferença em relação à Copa normal não entrou na conta. Cada tempo da partida tem 30 minutos, ou seja, menos do que os 45 tradicionais. Afinal, na Copa dos Padres a carne é fraca. No sentido literal, não no figurado.

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– Desculpas de Italiano e de Espanhol na Copa

Julián Ruiz, jornalista do diário espanhol “El Mundo”, achou os motivos que levaram a Fúria (Seleção Espanhola) a ser eliminada da Copa do Mundo de 2014. Não foi a má atuação, tampouco o ciclo do selecionado que acabou, muito menos o aprendizado de como vencer o estilo de jogo “tike-take”. Leia a justificativa que ele publicou em seu jornal:

Um Mundial que começou com a corrupção da Fifa ao admitir a candidatura do Brasil, que se sabia putrefata, repleta de falcatruas capitalistas, que desembocaram nos protestos nas ruas brasileiras, no medo do caos nos próprios estádios, que estavam em cima da hora sem terminar. Depois, o horroroso calor e umidade na maioria das cidades-sede. Impossível jogar futebol para as melhores seleções. Espanha, Inglaterra, Portugal etc… estão fora só com duas partidas. E este calor, esta umidade, está adulterando toda a competição, com a cumplicidade de árbitros a serviço do poder mais corrupto, onde os dirigentes só recebem o dinheiro de capitalistas brasileiros ou sultões do dinheiro como os dos países árabes.(…) É o novo futebol do Terceiro Mundo, mas com suborno, com corrupção. É o pior Mundial que já vivi.

Pois é. A Holanda goleou a Espanha por 5 x 1. Será que Van Persie + Robben jogaram em Amsterdã e Iniesta + Xabi Alonso jogaram sozinhos em Salvador? Casillas mostrou que estava no auge da carreira e sofreu com o calor e por isso falhou, enquanto que o goleiro holandês se refrescava em algum balneário do Mar Mediterrâneo? Ou ainda: a derrota espanhola contra o Chile deve ter sido fruto de um complô internacional de sheiks islâmicos que compraram a arbitragem e permitiram que a La Roja Chilena os vencessem?

Que bobagem… Pirlo, que é craque, também justificou a eliminação da Azzurra dando como crédito o calor. Declarou que é impossível futebol de alto nível com a umidade brasileira.

Ué, mas na Copa dos EUA, quando os italianos foram vice-campeões, não jogaram partidas no Texas ao meio-dia com 40oC? Aliás, não me consta que na Copa da África do Sul, onde os italianos foram eliminados também na primeira fase, fizesse tanto calor…

Quem perde reclama, faz chororô e arranja subterfúgios. Alguns reclamos são “preventivos”, como a Inglaterra, que culpava a Selva Amazônica antes da Copa mas acabou empatando com a Costa Rica em Belo Horizonte.

Campeão do Mundo não pode ser eliminado na 1a fase. A Itália quando sai da Europa não ganha nada. A Inglaterra, inventora do futebol, vive do seu título caseiro de 1966. E a Espanha terá que provar: se tornou grande com a conquista de 2010 ou foi um momento extraordinário e nada mais?

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– Suárez, Sheik e Matterrazzi: Indisciplina e Seus Percalços

Luizito Suárez aprontou. De novo! O atacante uruguaio, que viveu um drama para poder jogar a Copa do Mundo devido a lesões, mordeu (pela 3a vez em sua carreira) um jogador no importante Uruguai x Itália.

No final do segundo tempo, o atacante foi disputar uma bola com Chiellini e abocanhou o ombro do italiano. Ato covarde e, cá entre nós, gesto deplorável de um esportista.

O árbitro não viu, mas provavelmente a FIFA o julgará pelas imagens e o suspenderá pelo resto da Copa do Mundo.

Fico lembrando: e Emerson Sheik, na final contra o Boca Juniors, quando igualmente mordeu um argentino? Pois é… muitos que lá aplaudiram o corinthiano pela sua malandragem e o louvaram pela catimba agora crucificam o unfairplay do uruguaio. Hipocrisia ou não?

O problema é: a própria Itália, através de Matterazzi, cavou uma expulsão com gesto provocativo contra Zidane, que não se segurou e o cabeceou. Ora, Suárez não fez a mesma coisa: provocou para cavar a expulsão do adversário?

Fico pensando: Suárez sofrerá o “rigor da lei” da mesma forma que a FIFA teve contra Matterazzi ou como a Conmebol teve com Sheik?

Particularmente, penso que todos deveriam ser punidos severamente.

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– Você confia no Tira-Teima da FIFA? E no da Globo?

Na partida entre Brasil x Camarões, um lance polêmico no gol do centroavante Fred: estaria ele em posição de impedimento ativo?

1- Veja o lance sem qualquer marcação na imagem:

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2- Veja agora o lance com a linha imaginária da FIFA: repare que ela foi feita totalmente errada! Tem que ser feita da linha da bola (caso ela seja cruzada a um companheiro que esteja “sozinho”, mais avançado) ou do penúltimo jogador adversário (se a bola estiver atrás deste citado, a fim de saber se ele próprio dá ou não condição de jogo ao atacante).

O técnico da TV FIFA (seria Mr Nishimura?) fez a linha a partir do zagueiro, não a partir da bola, como deveria!

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3- Veja agora a linha feita pela TV Globo logo após o término da partida: também está errada! Ela está traçada À FRENTE da bola, e não na bola (aí dará a entender que o jogador está com condição de sobra!

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4- Após a primeira exibição, nos outros programas da emissora, consertou-se o erro: a linha foi traçada corretamente SOBRE A BOLA, e se vê que ela está na mesma linha do ombro de Fred (descarte o comparativo com o braço, já que mãos e braços, por não serem partes do corpo jogáveis, são descartáveis na análise).

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5- Por fim, tenho sempre minhas dúvidas com os operadores de Tira-teima. O da FIFA induziu bilhões de pessoas que assistiram o jogo ao redor do mundo a um entendimento errado. E o da próprio Globo tem suas gafes. Lembram-se do Brasileirão do ano passado, na partida entre Internacional x São Paulo? O jogador colorado está com o corpo inclinado, e ao invés de se traçar a linha sobre a última parte jogável (cabeça ou joelho, nesse caso), o faz sobre o meio do corpo! Imperdoável para quem deveria entender de futebol…

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E você? Crê piamente nos tira-teimas? Lembrem-se que, por trás dele, há operadores humanos que também erram…

– A Difícil Relação entre Árbitros e Erros/Acertos ao longo das Copas

Geraldo Nunes, jornalista do Grupo OESP, publicou em seu blog no Estadão um interessante artigo sobre a arbitragem nas Copas do Mundo. Fruto de uma árdua pesquisa, com maestria trouxe a discussão erros e acertos envolvendo árbitros e Seleção Brasileira ao longo dos Mundiais.

Abaixo, compartilho extraído de:

http://blogs.estadao.com.br/geraldo-nunes/2014/06/23/a-dificil-relacao-do-futebol-com-as-arbitragens/?doing_wp_cron=1403614896.9614710807800292968750

A DIFÍCIL RELAÇÃO DO FUTEBOL COM AS ARBITRAGENS

A arbitragem no futebol sempre gerou desconfianças ao favorecer essa ou aquela equipe e nos mundiais de futebol não é diferente. Ainda sobre os equívocos do árbitro japonês Yiuchi Nishimura, na partida de abertura da copa, ainda há pouvintes questionando a possibilidade de favorecimento para o Brasil, recorrendo até um suposto desinteresse de Camarões, favorecendo as coisas para o Brasil. Chegam a comparar ao que os argentinos fizeram em 1978. Tenho dito em resposta a esses ouvintes da madrugada que há diferenças entre erros de arbitragem e roubalheira, como aquela que aconteceu na partida Argentina x Peru na Copa do Mundo de 1978, onde o árbitro nem interferiu no resultado de 6 a 0 para a seleção da casa, porque o resultado já estava acertado ($) fora de campo, antes mesmo do início do jogo.  A tabela era diferente da que existe hoje e a Argentina precisava vencer com quatro gols de diferença para superar o Brasil no saldo de gols e se classificar para a final daquela copa. O escândalo ao que tudo indica foi engendrado pelo governo militar que comandava a Argentina, sem que a Federação Internacional de Futebol – Fifa, ao que tudo indica, tivesse participação.

O que aconteceu na partida do Brasil contra a Croácia pode ser atribuído a um equívoco de arbitragem e esse “Sr. Nisihimura”, é o mesmo que em 2 de julho de 2010 invalidou um gol legítimo de Robinho no jogo em que o Brasil foi derrotado pela Holanda por 2 a 1 nas quartas de final da Copa do Mundo na África do Sul. Se aquele tivesse sido validado o resultado de nossa seleção naquela copa poderia ter sido outro, mas isso ajuda a provar que equívocos desse árbitro aconteceram outras vezes em benefício de equipes diferentes. Assim se equivoca quem acusa o Brasil de querer se favorecer.

A história mostra que se o Brasil foi favorecido em algum momento por erros de arbitragem, em muitos outros foi enormemente prejudicado. Em 1938, na França, o Brasil enfrentou a Tchecoslováquia em Bordeaux, no jogo em que ficou conhecido como “Batalha Campal”.  A fraca arbitragem do húngaro Paul Von Hertzka fez com que os jogadores de ambos os lados abusassem das jogadas duras.  Resultado: 1x 1 após a prorrogação, com Machado e Zezé Procópio do Brasil e Riha da Tchecoslováquia expulsos.  O goleiro tcheco František Plánička deixou o campo com o braço quebrado  e o artilheiro tcheco Oldřich Nejedlý levou tantos pontapés que acompanhou seu companheiro de equipe a caminho do hospital.

Com o empate, foi realizada uma nova partida de desempate dois dias depois. As duas equipes levaram seus jogadores reservas. Para surpresa geral, esse jogo transcorreu em paz e calmaria. Deu Brasil, por 2-1, com gols de Leônidas da Silva e Roberto, com Kopecky marcando para os tchecos. Depois a Itália venceria o Brasil, 2 x 1 e o jornal “La Gazzetta dello Sport”, influenciado pela ideologia fascista, escreveu: “Saudamos o triunfo da inteligência branca italiana sobre a força bruta dos negros”. Pensar que hoje Mário Balotelli, negro nascido em Palermo, é o principal artilheiro do Milan e da seleção italiana.

A Copa de 1954 ficou marcada para o Brasil por causa da Batalha de Berna nas quartas de final.  Foi o jogo entre Brasil e Hungria, onde nossa seleção, mal saída do trauma da derrota de 1950, a maior tragédia da história brasileira desde 1500, encarou um esquadrão húngaro de super craques. Puskas era o melhor deles, mas contundido, não jogou.

Antes do início da partida o vestiário do Brasil foi invadido por dirigentes dispostos a estimular o time a um milagre com exortações patrióticas. O senador da República, João Lira Filho,  fez um discurso onde comparava os jogadores aos inconfidentes mineiros e desfilando com uma bandeira usada pela Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial,  obrigou os jogadores a beijar a bandeira. Segundo o testemunho do lateral Nilton Santos, o time entrou em campo com os nervos à flor da pele. No apito, o árbitro inglês Arthur Ellis. O que se viu depois, foi uma das partidas mais emocionantes, violentas e desvairadas da história do futebol. Com oito minutos do primeiro tempo a Hungria já vencia por 2 a 0. O Brasil descontou aos 17 minutos, em um pênalti bem cobrado por Djalma Santos. A partir daí o jogo foi pau a pau, com nosso ponteiro Julinho Botelho fazendo o diabo em campo. Não empatamos na primeira etapa por pouco. No segundo tempo, Nilton Santos e Humberto foram expulsos e os húngaros perderam Bozski. Em vantagem no número de jogadores, a Hungria venceu por 4×2 e mal o juiz Mr. Ellis apitava o final da peleja, tinha início a verdadeira batalha.  Puskas, grande nome da Hungria, que assistira ao prélio das arquibancadas, desceu ao gramado e atingiu Pinheiro com uma garrafa. O zagueiro canarinho resistiu à agressão e partiu para o revide, envolvendo os demais 22 jogadores em uma grande pancadaria. Conta-se que um policial imenso, pesando cerca de 130 quilos, foi correndo apartar a briga, tomou uma rasteira do radialista brasileiro Paulo Buarque e caiu estatelado no gramado, para delírio do público. A polícia entrou em cena e a batalha seguiu. Outra história contada sobre o acontecimento é que  técnico da seleção brasileira, Zezé Moreira, viu um gringo de terno correndo em direção ao vestiário do Brasil e não teve dúvida, enfiou o as chuteiras que Didi trocara durante o jogo e estavam em suas mãos, no rosto do cidadão. O agredido era o ministro do Esporte da Hungria, Gustavo Sebes. No setor reservado às estações de rádio, para a surpresa dos discretos suiços, o ex-árbitro brasileiro Mário Vianna, comentarista, urrava nos microfones impropérios contra o juiz inglês, Arthur Ellis, “Ladrão; safado; covarde”; entre outros impropérios  insistindo na tese de que houvera uma conspiração para favorecer a Hungria, um país então comunista.  Mário Vianna tentou invadir o vestiário do árbitro para, segundo suas palavras, aplicar-lhe um corretivo e desafiar os espiões de Moscou. No Brasil, a população acompanhou pelo rádio as acusações de Mário Vianna e indignados torcedores saíram pelas ruas em manifestação e em vez de protestar em frente da embaixada da Suíça, anfitriã daquela copa, depredaram a embaixada da Suécia. Depois desses acontecimentos, toda vez que um árbitro cometia algum erro, era chamado pelos comentaristas de “Mr. Ellis”.

Em 1958 fazendo campanha gloriosa nos gramados da Suécia, o Brasil chegava à semifinal da Copa do Mundo, batendo a França por 5 x 2 com três gols de Pelé nesse jogo. O placar, porém, não demonstra o que foi a realidade daquela partida. No documentário 1958 – O ano em que o mundo descobriu o Brasil, dirigido por José Carlos Asbeg, é mostrado um pênalti sofrido por Garrincha dentro da área. Ele é derrubado por um zagueiro francês, levanta-se e sofre nova falta do goleiro e o árbitro na cara do lance deixa o jogo seguir. Se houvesse um resultado adverso, o árbitro daquele jogo, Benjamin Griffiths, do País de Gales, seria um novo “Mr Ellis” para os brasileiros.

Na Copa de 1962, depois de ser caçado em campo pelo zagueiro chileno Eladio Rojas durante toda a partida, Garrincha não se aguentou e revidou uma entrada do rival, sendo expulso pelo árbitro peruano Artur Yamasaki Maldonado.  Até ali, o craque da seleção brasileira já tinha feito dois dos quatro gols na vitória sobre os donos da casa naquela semifinal de 1962, em 13 de junho.

Sem Pelé, desde o segundo jogo por causa de uma contusão na coxa, o atual campeão Brasil ficaria sem Garrincha para a grande decisão diante da Tchecoslováquia, cinco dias depois. Foi então que uma das mais conhecidas “cartolagens” do futebol canarinho aconteceu.

Sob a supervisão de Paulo Machado de Carvalho, a delegação brasileira no Chile, tinha que tirar de qualquer forma a expulsão de Garrincha da súmula oficial do jogo. Para isso, contou com a ajuda do representante brasileiro na arbitragem durante o Mundial, João Etzel Filho, para dar um “sumiço” no auxiliar uruguaio Esteban Marino.

As versões para esse caso são muitas, desde subornos de 5 a 15 mil dólares, até viagem urgente do árbitro para seu país natal. A verdade é que ele ficou “convencido” a não deixar Garrincha ficar de fora da final da Copa seria um absurdo. Chegou-se a dizer que até os tchecos, rivais na decisão, gostariam de ver o ‘anjo das pernas tortas’ dentro de campo no dia 18 de junho no Estádio Nacional de Santiago para o último jogo. Com a anuência da imprensa presente a Santiago, o vermelho de Garrincha não apareceu na súmula da arbitragem para o jogo Brasil 4 x 2 Chile, estando assim apto a disputar a final.

Esse fato parece surreal para os dias de hoje onde há tantas câmeras espalhadas pelo gramado. Seria possível ainda assim se modificar uma decisão, simplesmente sumindo com a súmula?  Expulso na semi, Garrincha contou com o ‘sumiço’ de um auxiliar de arbitragem e pedidos dos rivais para que ele jogasse a final de 62. “Eu sei que deram um sumiço no bandeirinha para ele não assinar a súmula e para nós, foi ótimo, porque a intranquilidade passou para o adversário que teriam de enfrentar o Garrincha dentro de campo”, disse o meia da seleção à época, Zagallo, em depoimento ao livro ‘Jogo Duro’, do jornalista Ernesto Rodrigues, sobre o então presidente da CBD, João Havelange.

Para os jornalistas que cobriram aquele mundial, Garrincha agiu em legítima defesa. “Por que o cara que cuspiu nele não foi expulso?” Questionou o jornalista Luís Mendes, acrescentado que, “eles queriam tirar nosso melhor jogador, que estava desequilibrando em favor do Brasil. Eu próprio apoiei e não vi nenhuma desonestidade nessa aprovação”, disse para o mesmo livro, o jornalista Luís Mendes (1924-2011).

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– Neonazistas na Copa: o que fazer?

No último sábado, vimos um torcedor invadir o Gramado do Castelão (Arena Fortaleza/CE) na partida Alemanha x Gana. No jogo, os germânicos penaram para empatar com os africanos no segundo tempo.

E quem era o invasor?

Um neonazista, tatuado com diversas expressões e simbologias em alusão ao espírito preconceituoso: HHSSCC, significando entre os seguidores do grupo: “Heil Hittler”, a saudação tradicional da época, além do famigerado “SS”, marca das tropas de elite do Nazismo em alfabeto rúnico (a Schutzstaffel). O número estampado no corpo é de uma residência polonesa (que ironia, onde estavam grandes campos de concentração!), e o endereço do email é da associação racista a qual o rapaz pertence.

O problema é: a FIFA proíbe dentro de campo qualquer tipo de mensagem política, sexual, xenófoba ou religiosa. Faz o mesmo com camisetas e alegorias dos torcedores que adentram às arenas. Mas como fiscalizar tatuagens embaixo das roupas?

Que seja o único caso na Copa e que fora do Mundial não exista tolerância para esses bandidos.

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