– A sacada genial da Renault com a Caverna do Dragão!

Que jogada genial da Renault!

A montadora, a fim de lançar uma nova linha do modelo Kwid, soltou alguns dias antes o que seria um trailer do filme “Caverna do Dragão”, um desenho que foi sucesso dos anos 90 exibido no Brasil (mas que não teve último episódio).

Com personagens humanos, tudo é muito bem feito. Cartazes, imagens e spoilers foram divulgados, até que… era uma peça publicitária. Até revelar tal fato, tudo já tinha viralizado na Internet, sem a desconfiança dos fãs.

Em: https://www.youtube.com/watch?v=kC9-bfsNne8&feature=youtu.be

– A Manopla do Infinito e o Relicário de Santa Teresa D’Ávila

O Universo Cinematográfico Marvel (MCU) teria se inspirado numa relíquia católica pertencente a Santa Teresa D’Ávila para os filmes dos Vingadores?

A freira espanhola se tornou santa, doutora da Igreja e é considerada mestra da espiritualidade. É dela a famosa oração cristã pedindo “paciência divina” (conheça-a em: https://wp.me/p4RTuC-g1S). Mas qual a sua relação com a Marvel?

Pois bem: o vilão Thanos possui a Manopla com as Joias do Infinito, que o permite controlar o universo. Santa Teresa D’Ávila, após ter seu corpo exumado, percebeu-se que estava incorruptível! E a Igreja deu a ela um relicário, uma espécie de luva de metal com adornos e local para joias, a fim de simbolizar tal fato da preservação do seu corpo.

Veja, nesta postagem (abaixo), a relíquia da Santa entre duas imagens do objeto de desejo do vilão Thanos. Impressiona a semelhança:

Mais sobre o assunto, extraído de: https://pt.aleteia.org/2019/05/02/manopla-de-thanos-e-estranhamente-semelhante-a-uma-reliquia-catolica/

MANOPLA DE THANOS É ESTRANHAMENTE SEMELHANTE A UMA RELÍQUIA CATÓLICA

Parece provável que alguém do departamento de design da Marvel tenha pesquisado antigas relíquias católicas

O Infinity Gauntlet tem se mostrado o objeto mais poderoso do Universo Cinematográfico da Marvel, e quem sabe até do mundo dos quadrinhos. Todos os futuros filmes da Marvel devem sofrer sua influência e dos eventos dos dois últimos “Vingadores”. O que muitos dos fãs que lotam os cinemas talvez não saibam, no entanto, é que a inspiração real para a manopla fictícia parece ser católica.

A Manopla foi projetada para conter todas as seis Joias do Infinito, cada uma delas imbuída de um aspecto diferente da criação. Com a Manopla completa, o usuário possui todos os poderes de criação, ou pelo menos as habilidades de um jogador com acesso a todos os códigos.

Em “Vingadores: Guerra Infinita”, o público assistiu a como o vilão intergaláctico Thanos colocou todas as seis pedras em seus devidos lugares e se tornou o flagelo de toda a vida na galáxia… ou pelo menos de metade de toda a vida. A Manopla não é inerentemente má. De fato, uma das pedras, enquanto estava separada do artefato, deu vida a Visão, um dos mais nobres heróis do MCU, que era tão puro de coração que conseguiu levantar Mjolnir, o martelo de Thor.

Quando se trata de utilizar o poder da Manopla, a intenção é importante. Agora, segundo uma descoberta de Curiosmos, essa intenção pode ser uma referência religiosa, já que há uma notável semelhança a Manopla e o relicário que contém a mão incorrupta da mística espanhola do século XVI Teresa de Ávila.

As semelhanças causam estranhamento em todos os aspectos. A cor do relicário de prata dourada é exatamente igual, e os anéis do relicário são das mesmas cores das pedras da Manopla, embora as cores estejam em uma ordem diferente. Embora a Marvel não tenha mencionado uma conexão entre os dois artefatos, parece provável que alguém do departamento de design da Marvel tenha pesquisado antigas relíquias católicas.

De acordo com registros históricos, o corpo de Santa Teresa de Ávila foi exumado nove meses após sua morte, quando foi observado pela primeira vez que estava incorrupto. Embora a passagem do tempo tenha feito apodrecer sua roupa, seus restos mortais estavam incorruptos, ou seja, mantinham exatamente o mesmo estado de quando ela morreu.

As relíquias da santa foram distribuídas para veneração, mas sua mão foi roubada em 1936 pelo ditador espanhol Francisco Franco. O general Franco supostamente teria carregado a relíquia consigo em todos os lugares onde foi.

A relíquia foi recuperada por freiras depois da morte de Franco em 1975. A partir daí, a relíquia viajou para vários conventos até encontrar um lugar permanente na Iglesia de la Merced, na cidade de Ronda. Agora, ela está alojada em uma sala segura.

Embora ainda não tenha sido confirmado pela Marvel que essa relíquia católica é a referência do objeto mais poderoso no MCU, a partir de uma comparação visual, parece provável que o Infinity Gauntlet tenha suas raízes no catolicismo.

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– O novo Universo Marvel com a fusão da Disney e da FOX

Para quem gosta de filmes de heróis, deve estar estupefato com a Disney (que é dona da Marvel) adquirindo a FOX e se tornando proprietária de outros nomes importantes dos apaixonados nesse gênero de filme.

Abaixo, um guia bacana para se entender “qual estúdio é dono de quem”, seja de maneira exclusiva ou compartilhada. 

Muito bacana: 

– Shazam!, versão “Os Trapalhões”

Dá para acreditar que Didi, Dedé, Mussum e Zacarias fizeram uma paródia do Shazam!, há 40 anos, quando o personagem ainda era chamado de “Capitão Marvel”?

Veja que engraçado, tem até o Tião Macalé (ih, Nojento). Claro, no tempo em que o Politicamente Correto não existia.

Assista em: https://youtu.be/50gzyezX7oM

– É legal. Mas é pouco!

As estrelas do filme “arrasa-quarteirão” Vingadores: Ultimato resolveram fazer caridade e doaram 5 milhões de dólares para um hospital infantil.

Mas cá entre nós: para uma produção que arrecadará bilhões e deixará os mega-milionários ainda mais afortunados, tal valor não seria… irrisório?

Claro, concordo que é muito dinheiro para um cidadão comum. Ótimo que doaram! Mas poderia ser algo mais generoso…

Extraído de: https://www.ocregister.com/2019/04/05/disney-joins-avengers-endgame-stars-to-donate-5-million-to-childrens-hospitals/

DISNEY JOINS ‘AVENGERS: ENDGAME’ STARS TO DONATE $5 MILLION TO CHILDREN’S HOSPITALS

Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Paul Rudd and Brie Larson appear at the announcement at Disney California Adventure

The Walt Disney Company and its corporate partners donated $5 million to children’s hospitals today, April 5, with the help of the stars from the upcoming “Avengers: Endgame” film.

The Avengers Universe Unites charity was launched Friday at Disney California Adventure to provide comfort and inspiration to seriously ill children around the world, Disney officials said.

Brie Larson (Captain Marvel) chats with members of the Garden Grove Boys & Girls Club during a media event at the Disneyland Resort in Anaheim, CA, on Friday, Apr 5, 2019. Avengers; Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Paul Rudd and Brie Larson, along with Disney CEO Bob Iger announced a donation of more than $5 million to nonprofits supporting children with critical illnesses, including $1 million in cash from Disney to Starlight Children’s Foundation. (Photo by Jeff Gritchen, Orange County Register/SCNG)

“The superheroes in Avengers personify traits like courage, perseverance, bravery and hope — the same traits countless kids and their families in children’s hospitals exhibit every day,” Disney CEO Bob Iger said at the event. “We are grateful to have the Avengers cast take time out of their day to be a part of this effort to lift spirits and bring comfort to children during a difficult time.”

Avengers stars Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Paul Rudd and Brie Larson were on hand for the announcement at the Anaheim theme park.

The donation was made to non-profit groups that support children with critical illnesses, including the Starlight Children’s Foundation. Disney teamed with Lego, Hasbro, Funko and Amazon to donate toys and products to kids at children’s hospitals throughout the United States.

Children in Iron Man and Captain Marvel costumes from the Boys & Girls Clubs of Anaheim and Garden Grove were on hand to receive Avenger toys from Larson, who plays Captain Marvel in the super hero movies.

Starlight works with more than 800 children’s hospitals and other health facilities in the U.S.

“The kids who are here today are actually the ones who inspire us because you are the embodiment of the characters we represent,” Larson said.

The Avengers stars praised the children struggling with life-threatening illnesses and the support provided by their families.

“We are all so blessed, grateful and touched to be a part of this group, to meet so many of you and to be able to give something back,” Rudd said. “It isn’t just the kids who are affected, it’s the entire family.”

“Avengers: Endgame” opens in theaters April 26.

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Paul Rudd (Antman), left, Scarlett Johansson (Black Widow), Robert Downey, Jr (Ironman), Disney CEO Bob Iger, Brie Larson (Captain Marvel), Chris Hemsworth (Thor) and Jeremy Renner (Hawkeye) acknowledge the crowd after announcing charitable contributions during a media event at the Disneyland Resort in Anaheim, CA, on Friday, Apr 5, 2019. Avengers; Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Paul Rudd and Brie Larson, along with Disney CEO Bob Iger announced a donation of more than $5 million to nonprofits supporting children with critical illnesses, including $1 million in cash from Disney to Starlight Children’s Foundation. (Photo by Jeff Gritchen, Orange County Register/SCNG)

– Dumbo é sensacional

Quando eu era pequeno, assisti o desenho animado Dumbo “original da Disney”. Que filme triste, cheio de bulling, chatinho…

Minha filha mais velha queria assistir o live-action que estreou dias atrás do Dumbo. Eu fui somente por ela, e… Espetacular!

Uma história infantil bonita, com vilões e mocinhos, extremamente bem feito. Visual de belas paisagens, cores e o mundo do circo. Sem contar, é claro, da linda trama que se transformou o antigo desenho em filme.

Quem tem criança, vale a pena ir. Diversão garantida.

Imagem relacionada

Ops: minha Marininha adorou:

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– Como a Marvel e a DC se tornaram gigantes!

Essa matéria vale a pena ser lida pelos fãs de super-heróis e apaixonados por revistas em quadrinhos (como eu): a Revista Superinteressante de Janeiro / 2019, nas páginas 34 a 39, trouxe todo o histórico de como nasceram as poderosíssimas editoras Marvel e DC, que brigam nas TVs e Cinemas pelos bilhões de expectadores.

A propósito: você sabia que o Capitão América quase se tornou colega de estúdio do Superman?

Abaixo:

MARVEL X DC: UMA BREVE HISTÓRIA ENTRE AS EDITORAS DE HQ

A DC e a Marvel nasceram quase juntas, nos anos 1930, e sempre estiveram em pé de guerra. Desse embate, surgiu um novo gênero da cultura popular.

Por Rafael Battaglia

Quem sai da sessão de Vingadores: Guerra Infinita, um filme com orçamento de US$ 400 milhões e bilheteria de US$ 2 bilhões, muito provavelmente não imagina que, algumas décadas atrás, a Marvel se resumia a uma única salinha no final do corredor de uma revista pornô. A DC Comics não era muito mais charmosa: tinha o clima de um cartório.

Natural. Nas primeiras décadas do século 20, os quadrinhos eram vistos como material de quinta categoria, limitando-se a tiras de jornal, histórias pornográficas ou de terror. Harry Donenfeld, um dos precursores do mercado de distribuição de HQs, mantinha relações estreitas com gângsters.

Tudo mudou em 1938, quando uma das editoras que Donenfeld distribuía, a National Allied Publications, lançou a revista Action Comics 1, com um sujeito vestido de collant azul na capa. A National, que anos depois mudou o seu nome para DC (em homenagem a outra clássica revista, a Detective Comics), havia acabado de criar o Superman – inaugurando o gênero de super-heróis. A revistinha mensal alcançou tiragens superiores a 1 milhão de cópias, o que abriu as portas para a criação de mais superseres. Um ano depois nascia o Batman. Em 1940, já tínhamos Lanterna-Verde e Flash. Todos, sempre, vestindo trajes de luta-livre mexicana (é dali que vem a cueca por cima das calças colantes).

Pegando carona

Outros editores também tentavam a sorte no mundo dos quadrinhos. Um deles foi Martin Goodman. Na década de 1930, ele vendia revistas baratas por meio de dezenas de entidades editoriais. Parece impressionante, mas na verdade era só um modo de evitar pagar impostos.

Goodman jogava seguro e copiava o que estava fazendo sucesso. Ele lançou histórias genéricas de faroeste, policiais e aventuras na selva. Em 1939, porém, decidiu seguir os passos do Superman e lançou a revista Marvel Comics 1, com heróis como o androide Tocha-Humana e Namor, primeiros heróis da futura Marvel.

Em 1941, a dupla Joe Simon e Jack Kirby criou o Capitão América. O herói patriota que dava um soco em Hitler logo na sua estreia chamou a atenção, mas o sucesso parou por aí. Na década seguinte, Goodman tomou péssimas decisões de negócio e foi forçado a demitir quase toda a equipe de quadrinhos. A situação estava tão ruim que ele quase vendeu o Capitão para a DC.

Os anos 1950 acabaram sendo ruins para todo o mercado de quadrinhos. Críticos ao fenômeno diziam que as histórias eram as responsáveis pelo mau comportamento dos jovens. Em 1954, foi criado um código de conduta para as HQs e quase todas as editoras, com exceção da DC, viram as vendas caírem. A casa do Superman, então, virou uma empresa consolidada – e careta.

“Ao entrar nos escritórios da DC em 1960, os visitantes seriam perdoados se achassem que estavam entrando em uma empresa de seguros.” Quem traçou essa comparação foi Reed Tucker, autor do livro Pancadaria: por dentro do épico confronto Marvel vs. DC. O obra, lançada em 2018 no Brasil, conta em detalhes os bastidores das duas empresas. Seja como for, o fato é que a DC Comics tinha virado um conglomerado.

Gente como a gente

O jogo só começou a virar para Goodman em 1961. Em uma partida de golfe, ele ouviu Jack Liebowitz, um dos executivos da DC, se gabar do novo sucesso da editora, a Liga da Justiça. O chefão da Marvel correu para o único funcionário do setor de quadrinhos e pediu a ele que fizesse algo parecido. Seu nome? Stan Lee.

Lee, morto em novembro do ano passado, começou na Marvel ainda adolescente, e passou mais de 20 anos até lançar o seu primeiro sucesso. Meses após aquela partida de golfe, ele e Jack Kirby, que estava na DC, criaram o Quarteto Fantástico, uma família de super-heróis cheia de conflitos internos. A partir daí, a ascensão da Marvel foi de vento em popa. Homem-Aranha, X-Men, Os Vingadores… Quase todo o universo da editora foi criado nos anos seguintes.

Os novos heróis da Marvel foram um sopro de novidade no mercado. Eles eram imperfeitos, brigavam e estavam em uma realidade mais próxima dos leitores. A diferença estava até no visual: para cada uniforme impecável da DC, havia alguém como o Coisa, um grandalhão formado por pedras.

O crescimento da Marvel teve uma recepção controversa na DC. Ao mesmo tempo em que classificavam seus gibis como ruins, buscavam copiar o estilo da concorrente. A briga se tornava pública na seção de cartas dos gibis. Ambas as editoras mantinham espaços de conversa com o leitor, e tanto os editores da DC quanto Stan Lee e seus colegas aproveitavam o espaço para atacar uns aos outros.

Nessa Guerra Fria dos quadrinhos, os artistas de um lado não podiam nem pensar em passar para o outro. Convites para trocar de editora surgiam aos montes – uma estratégia que as duas usavam não só para melhorar suas equipes, mas em grande parte para desfalcar a outra. Uma das maiores viradas de casaca veio em 1970, quando a Marvel anunciou que Jack Kirby, o criador do Capitão América, estava indo para a DC. Depois dele, toda movimentação do tipo passou a ser acompanhada de perto pela indústria.

20% das 40 maiores bilheterias do cinema de todos os tempos são de filmes de super-heróis da Marvel ou da DC.

Infinitas crises

A Marvel seguiu crescendo até que, em 1972, ultrapassou a DC em vendas. Para comemorar a liderança (posto que até hoje permanece com ela), Goodman convidou todos para um jantar. O local não poderia ser mais sugestivo: um restaurante em frente ao escritório da DC.

Em 1979, uma lista das HQs mais vendidas nos EUA colocava os gibis da Marvel nas 20 primeiras posições. Cinco anos depois, a situação era ainda mais desproporcional, com a circulação chegando ao dobro da DC. O fraco desempenho da DC quase fez com que a Warner, a dona da editora, licenciasse seus personagens para a Marvel. Imagine o monopólio.

A DC esteve sempre presa aos pensamentos jurássicos de alguns executivos da marca, avessos a mudanças no trabalho que eles faziam desde os anos 1940. Um reflexo disso são certas posturas conservadoras da empresa. “Até pelo menos 2006, a posição oficial era de que a Mulher-Maravilha era virgem”, escreve Tucker.

Isso não significa, porém, que a DC jamais tenha inovado. Em 1985, ela lançou Crise nas Infinitas Terras, que revolucionou ao introduzir o conceito de grande saga – histórias tão significativas (e longas) que acabam influenciando as revistas de todos os outros personagens da casa. A Marvel ficou sabendo e produziu a toque de caixa uma tentativa de saga, chamada Guerras Secretas, meses antes. Mas não adiantou. A da DC, bem mais caprichada, foi a que entrou para a história.

Coisa de gente grande

Crise nas Infinitas Terras permitiu que a DC reiniciasse seu universo de heróis do zero – e deu total liberdade para os quadrinistas pensarem em novas histórias. Desse movimento, surgiram HQs mais sombrias, selos adultos e obras consagradas, como Batman: O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller, e Watchmen, de Alan Moore, esta última eleita pela revista Time como uma das melhores publicações do século 20. Se os quadrinhos deixaram de ser algo completamente voltado para crianças, o mérito é da DC.

Depois dessa revolução, outro setor do entretenimento descobriu que dava para ganhar dinheiro com super-heróis. O cinema, claro. A DC já fazia sucesso desde 1978, ano do clássico Superman – O Filme, com Christopher Reeve. Mas foi com Batman, de 1989, que a montanha de dinheiro cresceu. O filme de 1978 e suas três continuações, lançadas em 1981, 1983 e 1987, somaram uma bilheteria de US$ 1,1 bilhão em valores atuais. Batman fez US$ 835 milhões (também em valores de hoje) só com o filme de 1989 e, de quebra, se tornou um fenômeno do licenciamento – o logo do Batman usado no filme rendeu US$ 200 milhões de hoje pelo serviço de estampar camisetas, pantufas e chaveiros mundo afora. Pois é. Graças ao cinema, a DC assumia novamente a dianteira.

O poder de fogo de Batman e Superman, porém, atraiu dinheiro para a Marvel também – se a DC tinha estourado nas salas de exibição, a rival tinha tudo para seguir a mesma trilha. Ronald Perelman, então um investidor de Wall Street, comprou a empresa com o objetivo de fazê-la crescer na telona.

E fora também. Perelman lançou estratégias para tirar mais dinheiro dos quadrinhos. Era o caso das capas variantes. Os leitores chegavam a comprar mais de 20 versões do mesmo gibi para ter todas as versões de capas.

A Marvel também investiu na criatividade. O carro-chefe nessa fase foi o grupo de mutantes criados ainda nos anos 1960 por Stan Lee. X-Men Vol. 1, de 1991, que apresentava uma versão repaginada de Wolverine e cia., vendeu 8 milhões de cópias – e é até hoje o quadrinho mais vendido da história.

E a Marvel, que já liderava nos quadrinhos, virou uma máquina de imprimir dinheiro. Os melhores quadrinistas tinham grana para comprar avião particular – não é figura de linguagem. Chris Claremont, roteirista dos X-Men, comprou mesmo um.

Na DC, o triunfo financeiro no cinema não se refletia nos quadrinhos. Em 1992, ela amargava o terceiro lugar nas vendas de HQs e, para enfrentar a Marvel, decidiu matar o Superman, em uma história que virou notícia na TV e nos jornais.

A Marvel reagiu com mais sagas. Só em agosto de 1993, havia 120 títulos em circulação. A editora começava a dar passos maiores que as pernas. Perelman chegou a comprar uma distribuidora de quadrinhos para não depender mais de outras empresas nessa área. Péssima decisão: a subsidiária não dava conta da demanda da casa, e outras distribuidoras, que se consideraram traídas, não queriam mais trabalhar com a Marvel.

Nisso, os prejuízos foram se avolumando. Até que, em 1996, a editora entrou com um pedido de falência, com quase US$ 1 bilhão em dívidas.

Para se salvar, a Marvel fez um “saldão” de heróis e vendeu os direitos dos seus personagens mais famosos para estúdios de Hollywood. X-Men, comprado pela Fox, virou filme em 2000, e rendeu meio bilhão de dólares de hoje. Homem-Aranha, adquirido pela Sony, fez o dobro disso. Sim: passou de US$ 1 bilhão.

Aquilo que tinha restado da Marvel após a falência viu que estava marcando bobeira. E montou um plano para fazer dinheiro no cinema com os heróis que tinham sobrado na casa.

Homem de Ferro estreou em 2008, e bingo: rendeu mais de US$ 500 milhões. O êxito deu início ao que hoje se chama MCU (sigla em inglês para Universo Cinematográfico da Marvel). E mais importante: chamou a atenção da Disney – e a maior empresa de entretenimento da galáxia comprou a Marvel em 2009 por US$ 4 bilhões.

A DC ainda pena para criar o seu próprio universo, com problemas de público e crítica. A grande exceção é a trilogia do Batman dirigida por Christopher Nolan entre 2005 e 2012 – que consegue a proeza de ter um faturamento de nove dígitos (US$ 2,5 bi) e, ao mesmo tempo, constar nas listas de melhores filmes de todos os tempos. Algo tão significativo no mundo do cinema quanto aquilo que Infinitas Terras tinha produzido no dos quadrinhos lá atrás, nos anos 1980.

Hoje, das 40 maiores bilheterias da história do cinema, 20% são de filmes com heróis da Marvel ou da DC. E, ao que tudo indica, essa proporção seguirá aumentando. Porque a rivalidade entre as duas criou mais do que revolução na cultura pop. Presenteou a humanidade com toda uma nova mitologia.

– Vem aí Ghostbusters 3!

Eu assisti no Cine Marabá em Jundiaí o filme Caça-Fantasmas, no comecinho da década de 80. O filme 2 foi no Cine Ipiranga (ambos fechados…)

Agora, leio que haverá a produção de Ghostbusters 3! Sim, a sequência dos filmes daquela época e com o elenco ORIGINAL!

Olha aí o trailer, em: https://www.youtube.com/watch?v=5pupAzJlt7Q&feature=youtu.be

 

 

– Bird Box da vida real. Que perigo!

A Netflix produziu um filme chamado Bird Box, onde as pessoas precisam andar com os olhos vendados para não serem contaminadas por uma ameaça (se escrever mais do que isso, conto a história da película).

Dias depois do lançamento, surgiu na Internet o “Desafio Bird Box”, onde os internautas são convidados a fazerem coisas como a protagonista do filme: sem enxergar, com a vista tapada.

E não é que a Netflix precisou colocar um alerta do perigo de tal “brincadeira” inspirada na sua produção, a fim de que os telespectadores não façam bobagens e se machuquem? Porém, em um mundo cada vez mais sem a noção real das coisas e dos relacionamentos, nos EUA uma garota pegou uma camionete e… PUMBA! Foi dirigir sem enxergar propositalmente, provocando acidentes. 

Pra quê? Não tem inteligência suficiente para entender o que é o fictício e a realidade?

Olha abaixo o resultado…

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– O 1o Trailer Oficial de Aquaman!

Uau!!!

Acabou de ser divulgado pela DC e Warner Bros o primeiro trailer oficial de Aquaman!

Se o começo parece meio “borocochô”, o final é empolgante. Imagens incríveis do Oceano, aparição do Arraia Negra e outras cenas impressionantes.

Parece que dessa vez a DC fez um filme para enfrentamento “pau-a-pau” com o melhor que a Marvel já possa ter  feito. Embora, sejamos justos: Mulher Maravilha foi muito legal, bem melhor do que Homem de Aço.

Aqui: https://www.youtube.com/watch?v=WDkg3h8PCVU

– Como é o filme Vingadores 3 (Guerra Infinita)?

O “arrasa-quarteirão” Vingadores, Guerra Infinita Parte 1 (que na verdade se chama Guerra Infinita apenas) é um sucesso dito por toda a crítica especializada.

Para quem gosta de heróis como eu, fica a dica: o filme é realmente espetacular e surpreendente!

Thanos rouba a cena, e se você quiser saber o que acontece no filme, para não dizer que não avisei a existência de Spoilers, saiba: a história toda está aqui, nesse link: https://becoliterario.com/spoilers-vingadores-guerra-infinita/

Só avisando: para as quase 3 horas de filme, vale a Pipoca com Manteiga no Combo Gigante, ok?

Ah, o final também é surpreendente!

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– 80 anos do Superman!

Ontem, 18/04/18, o Superman completou 80 anos de vida!

Nesta data da comemoração da sua 1a aparição, Henry Cavill, o atual Homem de Aço no cinema, produziu essa mensagem bem legal no Instagram (no link abaixo):

Em: instagram.com/p/BhuwrgEld7p/

Eu também ganhei algo bacana: uma produção da minha filhota Marininha comigo de Super-Homem via Snapchat:

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Muito legal, afinal, os meus músculos “são parecidos” com os dele, assim como meu cabelo! E para quem curte heróis como eu, aqui vai um resuminho via Omelete (o site especializado desse assunto): 

– Enfim o Cinema chega à Arábia Saudita!

Demorou, mas liberou! Os príncipes sauditas deram a permissão real para que a população possa ter salas de cinema em seu país.

Mundo moderno, aí estamos! E a primeira produção exibida será “Pantera Negra”

Extraído de: https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/arabia-saudita-abrira-seu-primeiro-cinema-em-tres-decadas-e-exibira-pantera-negra.ghtml

ARÁBIA SAUDITA ABRIRÁ SEU PRIMEIRO CINEMA EM TRÊS DÉCADAS

País ultraconservador não tem uma sala de cinema há mais de 35 anos; plano é inaugurar até 40 novos espaços.

A Arábia Saudita abrirá seu primeiro cinema em mais de 35 anos no dia 18 de abril na capital Riad, disseram autoridades na quarta-feira depois de fecharem um acordo com a AMC Entertainment Holdings para inaugurar até 40 salas de cinemas nos próximos cinco anos.

As salas não serão segregadas por gênero, como a maioria dos espaços públicos do reino profundamente conservador, e a primeira exibição será do filme de super-herói “Pantera Negra”, dos estúdios Marvel, disse à Reuters uma fonte a par da questão.

A Arábia Saudita teve alguns cinemas na década de 1970, mas seus poderosos clérigos conseguiram fechá-los, refletindo a influência islâmica crescente na região árabe à época.

Em 2017 o governo anunciou que acabaria com a proibição, parte das reformas econômicas e sociais ambiciosas do príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman. Atualmente ele está nos Estados Unidos buscando investimentos que ajudem a expandir a economia e reduzir sua dependência do petróleo.

Os sauditas são consumidores ávidos da mídia e da cultura ocidentais. Apesar da proibição de cinemas, filmes de Hollywood e séries de televisão recentes são amplamente assistidos e debatidos nos lares do país.

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– Confirmada a Vilã de “Mulher-Maravilha 2” e as fotos de Shazam!

Para cinéfilos e apaixonados por HQ, uma boa notícia: a diretora Patty Jenkins confirmou que para o 2o filme solo da Mulher Maravilha nas telonas, teremos como adversária Cheeta, ou melhor, Bárbara Minerva, a Mulher-Leopardo (que será vivida pela atriz Kristen Wiig)!

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E a notícia boa não veio desacompanhada: vazaram por paparazzis a foto do ator Zachary Levy vestido de… SHAZAM!

Voltei à minha infância. Êba! Olha aí o uniforme dele (e o filme promete ter uma participação especial do Superman).

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– Aproveitando o Cinema para Educar as crianças. Por que levar os filhos para assistirem “Black Phanter”?

Tenho ouvido muita gente falar – e visto muita divulgação também – a respeito de aproveitar os filmes de sucesso que estreiam no cinema para que escolas enviem grupos de alunos a fim de que os professores aproveitem as temáticas.

E não é que deve funcionar mesmo?

Um exemplo bem recente: fui com a minha filha de 8 anos assistir Pantera Negra, da Marvel (muito aguardado pelos fãs de super-heróis, pois o Rei T’Chala é o último dos protagonistas a ter um filme solo precedendo o tão esperado Vingadores 3 – Guerra Infinita). A película é recomendável para 14 anos, mas como pai responsável fui preparado para orientá-la da melhor forma possível (por conta das cenas de violência, não há nada de cunho sexual).

E não é que o filme traz excepcionais discussões? E minha pequena, que sempre gosta de debates sobre as coisas polêmicas, adorou.

Fiz um pequeno resumo com minha Marininha e deu certo. Abordamos sobre:

HISTÓRIA e GEOGRAFIA – o filme traz a história da África Negra, sua colonização, riquezas minerais e pobreza, beleza das paisagens e sofrimento dos mais excluídos  com a exploração das colônias por parte das metrópoles (usando o fictício e evoluído reino chamado Wakanda).

CULTURA e SOCIOLOGIA – as diferentes manifestações culturais de tribos africanas e “cinco grandes povos como formadores de um país”, foram perfeitos para mostrar a diversidade do próprio Brasil: da cultura gaúcha à nordestina, muita diferença em um mesmo país. Além disso, a questão do racismo bem abordada e trabalhada com sabedoria.

ECONOMIA e POLÍTICA – os métodos de liderança política, a governança compartilhada com representantes das tribos, ou melhor, do povo, confrontando o absolutismo, somando-se às questões de distribuição de renda (e de tecnologia) foram muito bem explorados.

FILOSOFIA – questões sociais como a abertura dos princípios de vida do povo de Wakanda frente… (ops, aí vai virar um grande spoiler do filme, é melhor parar por aqui).

Como pai, recomendo levar os filhos ao cinema para assistir esse “arrasa-quarteirão”.

Como professor, não perderia a oportunidade de uma tarefa extracurricular.

Como fã de quadrinhos, heróis e animação, nem preciso dizer, né?

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– A Disney compra a Fox por 52 bilhões!

A Disney tem surpreendido. Após adquirir a poderosa Marvel e torná-la ainda mais rentável, a gigante do entretenimento comprou a Fox do magnata australiano Rupert Murdoch, levando assim a 21th Century Fox, o FX, a National Geografic e, na área de animação, os Simpsons!

O valor da aquisição totalizou US$ 52 bi da empresa mais uma dívida de US$ 13 bi. Para a News Corp (a antiga controladora do conglomerado) ficarão a Fox News e os canais Fox Sports.

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– Enfim a Arábia Saudita poderá ter Cinema!

Neste ano de 2017, duas revoluções na rigorosa vida dos sauditas: A Arábia permitiu que mulheres possam dirigir e, depois de 35 anos, liberou a abertura de salas de cinema!

Ainda bem que estamos no século XXI…

Extraído de: https://brasil.elpais.com/brasil/2017/12/11/internacional/1512986577_424315.html

ARÁBIA SAUDITA AUTORIZA ABERTURA DE SALAS DE CINEMA

por Angeles Espinosa

Ministério da Cultura e Informação vai começar a conceder alvarás imediatamente e espera que os primeiros multiplex abram em março de 2018

A Arábia Saudita autorizou nesta segunda-feira a abertura de salas de cinema no reino pela primeira vez em quase quatro décadas. O Ministério de Cultura e Informação vai começar a conceder alvarás de forma imediata e calcula que os primeiros multiplex abram ao público em março do ano que vem. A medida, longamente esperada, é parte do programa de reformas lançado pelo príncipe herdeiro Mohamed bin Salman (conhecido pelas iniciais MBS) para modernizar o país. Prevê-se que o primeiro cinema de Riad seja inaugurado com a projeção de Born a King (“nascido rei”), primeira superprodução rodada no reino sunita, com direção do espanhol Agustí Villaronga.

“Isto marca um antes e um depois no desenvolvimento da economia cultural no reino”, declarou o ministro da Cultura e Informação, Awwad Alawwad. Em nota, ele antecipou também que a Comissão Geral de Meios Audiovisuais iniciou um processo para facilitar as autorizações necessárias. “Esperamos que os primeiros cinemas abram em março de 2018”, afirma o ministro, que preside essa comissão.

Estes serão os primeiros alvarás para a abertura de salas comerciais de cinema desde a sua proibição, no começo da década de 1980. Naquela época, a monarquia saudita, alarmada pela revolução islâmica do Irã e pela revolta de Meca, procurou se proteger reforçando seus laços com a cúpula religiosa wahabita, à qual concedeu enormes poderes em matéria educacional e de controle social. Esse pacto fez da Arábia Saudita um dos países com as normas mais anacrônicas do mundo.

A ausência de cinemas era só a ponta do iceberg de um sistema social que até agora proibia qualquer tipo de diversão em público. Entretanto, a conjunção de baixos preços do petróleo e a mudança geracional representada pela ascensão de MBS, o verdadeiro detentor do poder por trás do trono do seu pai, o rei Salman, motivaram uma reviravolta no reino. Necessitado de um novo modelo produtivo, o príncipe compreendeu que a mudança seria impossível sem reformas sociais radicais. Junto com a decisão de autorizar as mulheres a dirigirem carros, a medida anunciada nesta segunda-feira representa um dos pilares desse projeto.

“A abertura de cinemas servirá como catalisador para o crescimento econômico e a diversificação; ao desenvolver o setor cultural em geral, criaremos novos empregos e oportunidades de formação, além de enriquecer as opções de entretenimento no reino”, afirmou Alawwad.

Desde o lançamento do programa de reformas Visão 2030, os sauditas sabiam que a abertura de cinemas não era questão de se, mas de quando. Durante a recente visita desta correspondente a Riad, os interlocutores observavam que os projetos de vários shopping-centers atualmente já previam espaço para os cinemas multiplex. Também davam como certo que a honra de inaugurar esta nova fase caberia a Born a King, que na época estava terminando de ser rodado complexo palaciano de Atheriyah, na periferia da capital saudita.

Com um orçamento de 20 milhões de dólares (65,8 milhões de reais), a produção hispano-britânica Born a King narra a missão diplomática que Abdulaziz ibn Saud, o primeiro monarca saudita, encomendou ao seu filho caçula Faisal em 1919. Com apenas 13 anos, o príncipe foi enviado a Londres para convencer os ingleses a apoiarem o reino que Saud tentava fundar na Arábia. Realizar esse filme foi uma aventura sem precedentes, num país que não só carece de tradição cinematográfica como também é, ainda hoje, muito fechado ao turismo.

“Tivemos que inventar tudo, porque não havia infraestrutura”, dizia Villaronga numa pausa das filmagens. E referia-se literalmente a tudo, começando pela própria produtora que lhes prestou serviços de apoio, a Nebras Film, criada por um construtor que viu uma oportunidade de negócio num setor até então praticamente inexistente na Arábia Saudita.

Até hoje, apenas dois longas-metragens foram filmados no reino com atores sauditas: O Sonho de Wadjda, de 2012, e Barakah Yoqabil Barakah, de 2016. Num país onde 70% da população tem menos de 30 anos, só quem tem mais de 50 se lembra das salas que existiam em Riad e Jidá até a década dos setenta do século passado. Essa carência obriga os cinéfilos sauditas a peregrinarem a Dubai ou ao Bahrein, como faziam os espanhóis na época franquista indo a Biarritz ou Perpignan para ver filmes proibidos pela censura.

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– Liga da Justiça versus Vingadores

Eu sou daqueles cinéfilos assumidos e que leva a filhota, a afilhada e arrasta a esposa para assistir bons filmes juntos. Todos nós curtimos a combinação “cinema e pipoca”.

Na minha infância, lia gibis e assistia os desenhos animados de heróis. É por isso que tenho algumas restrições às mudanças de características dos personagens históricos.

Dos heróis da Marvel, assistimos praticamente todos os filmes. Cada vez mais o bom humor está presente nas produções. Já os da DC, começaram ruins mas estão melhorando.

A refilmagem de Superman foi fraquinha, apesar da história da invasão de Zod ser interessante. O Batman x Superman já foi mais interessante. A inserção do Esquadrão Suicida ainda continha muitas imagens sombrias no filme, embora fosse mais “coloridinho”. Entretanto, particularmente, gostei bastante do ‘Liga da Justiça”! Me surpreendi ao saírem do óbvio e colocarem como vilão o Lobo da Estepe, pois realmente foi algo inesperado e bem feito. E o destaque positivo foi o bom humor com Flash e outras sacadas “tipicamente da Marvel”, só que pela DC.

Provavelmente, a sequência da Liga da Justiça, pelas cenas pós-crédito, será o surgimento da Legião do Mal. Mas será que haverá surpresas nos nomes dos vilões ou teremos Lex Luthor, Coringa, Charada, Homem-Brinquedo, Super Bizarro e outros conhecidos? Acho, como fã, cedo para incorporar tanta gente no filme.

E qual dos grupos de heróis é melhor hoje?

Por ter se antecipado à tendência, logicamente a Marvel está na frente. Mas acho que a DC igualará a concorrente. Lembre-se que o Homem de Ferro, Pantera Negra, Thor e Homem Formiga, por exemplo, não eram mais populares do que Batman, Super Homem, Mulher Maravilha e seus demais “superamigos” – e ainda assim o sucesso foi estrondoso (tanto nos filmes “solo” quanto naqueles que estão reunidos).

Por fim: aqui em casa nos preparamos e tchan-tchan-tchan… não esperamos o dia raiar, fomos na sessão da 00h01 do dia 15 (no mundo, a estreia seria no dia 17, mas aqui, devido ao feriado, foi antecipada) e assistimos a Liga da Justiça. As crianças e a patroa adoraram! Uma loucura bem bacana (principalmente porque eu tinha que trabalhar no dia seguinte…).

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– 75 anos de Zé Carioca! O que ele tem a ver com Jundiaí?

Meu personagem favorito do mundo de Walt Disney não é nenhum americano como o Mickey ou o Tio Patinhas. Mas é alguém brasileiro da gema: o mais carioca dos Josés: o Zé Carioca, que fez aniversário na última semana!

Curiosidades:

-o papagaio só surgiu pois o irmão de Walt Disney, Roy Disney, queria que o irmão criasse um personagem latino para a política da boa vizinhança.

-quer mais incorreto do que não trabalhar, fazer dívidas e não pagar, dar golpes e fumar charuto? A patrulha do politicamente correto conseguiu que o papagaio não fumasse mais (o que concordo), mas ainda bem que o malandro ainda não despertou a vontade de trabalhar (para isso existe o Zé Paulista, seu primo de SP workaholic), nem pagou a Anacozeca (Associação Nacional dos Cobradores do Zé Carioca), tampouco cortou a Feijoada e a Jaca (coitado do Pedrão…) e muito menos deixou de manipular resultados do Vila Xurupita FC (abra o olho, juizada)! Se tirassem esses defeitos do Zé, perderia a graça… ah, esqueci: ainda bem que continua enrolando a periquita Rosinha e enganando o sogro Rocha Vaz!

-por fim: na sua estréia no cinema com o Pato Donald e a Carmem Miranda, conhecemos a voz do papagaio, que foi emprestada do jundiaiense José do Patrocínio!

Qual figurino do Zé você prefere: o antigo, de gravata e guarda-chuva, o do final dos anos 80, com camiseta branca e calça azul, ou o mais novo, de boné e bermuda?

Extraído do Estadão (quando dos aniversário de 70 anos): http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,setentao-louro-e-carioca,955398,0.htm

SETENTÃO LOURO E CARIOCA

Edição especial comemora sete décadas de malandragem e polêmicas do Zé Carioca

por Jotabê Medeiros

Papagaio! A exemplo de Gilberto Gil, Milton Nascimento, Caetano Veloso, o Zé Carioca tá fazendo 70 anos!

Trata-se de uma data importante para o “carioca way of life“. O personagem Zé Carioca, criado por Walt Disney em 1942, morava na favela. Vivia de pequenos expedientes, golpes em restaurantes de hotéis, diversão de penetra em clubes grã-finos. A periquita Rosinha, sua namorada eternamente enrolada, surgiu nos quadrinhos como uma das mais sexy pin-ups da era pré-Jessica Rabitt.

Zé Carioca não cumprimentava friamente, como os americanos, mas dava abraços “quebra-costelas” nos chegados, como no turista gringo Pato Donald. Nas primeiras tiras, ele era identificado como José (Joe) Carioca. Agora, para celebrar a data, sua história é tema de um especial da Editora Abril, que reedita todas as tiras iniciais produzidas entre 1942 e 1944, além de uma seleção especial de histórias até 1962 recoloridas digitalmente.

Por causa de sua faceta de malandro e inimigo do trabalho, Zé Carioca já foi alvo de campanhas politicamente corretas. “O Zé Carioca é um personagem antiético terrível, com todos os clichês negativos”, disse, em 1999, a autora Denise Gimenez Ramos, professora titular da PUC e coautora da tese Os Animais e a Psique (Palas Athenas, 284 págs.), na qual buscava restabelecer conexões simbólicas entre as pessoas e os bichos – incluindo suas representações ficcionais. “O personagem de Disney nunca trabalha, fica em geral deitado numa rede sonhando em ganhar na loteria – é um arquétipo falso, que perpetua o Macunaíma”, afirmou.

O pioneirismo de Disney com o Zé Carioca sempre foi questionado. Já havia precedentes simultâneos e até anteriores. O cearense Luiz Sá (1907-1980) criou, nos anos 40, um papagaio vestido de gente chamado Faísca, que apareceu muitos anos antes do Zé Carioca. E há a eterna desconfiança que a inspiração de Disney tenha partido de um trabalho do cartunista brasileiro J. Carlos.

Em agosto de 1941, Walt Disney visitou o Brasil (além de alguns outros países da América do Sul), estimulado pelo irmão Roy, como parte do esforço da Política de Boa Vizinhança do governo Franklin Roosevelt, que visava a estreitar as relações dos Estados Unidos com os países latinos.

Para o pesquisador Celbi Vagner Pegoraro, jornalista, pós-graduado em Relações Internacionais e doutorando em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo, há muitas inspirações que resultaram no papagaio folgazão de Walt Disney, e não só os desenhos de J. Carlos. “Mas é fato que Walt Disney ficou encantado com a obra do brasileiro”, afirma.

Pegoraro lembra que a saison brasileira de Disney o mostrou menos interessado em eventos diplomáticos e mais em atividades artísticas (foi ao lançamento do filme Fantasia no Rio e em São Paulo), e seu primeiro encontro com J. Carlos ocorreu numa exposição na Associação Brasileira de Imprensa. Na mostra havia obras de diversos brasileiros, mas os desenhos de J. Carlos retratavam a fauna brasileira, incluindo aí o papagaio. Seus traços chamaram tanta atenção que dois fotógrafos da equipe de Disney gastaram muito tempo registrando os quadros. Durante um almoço promovido pelo chanceler Oswaldo Aranha no Palácio do Itamaraty, Disney fez pessoalmente um convite para que J. Carlos trabalhasse em seu estúdio, mas o brasileiro recusou. Foi então que o artista presenteou Disney com um desenho de papagaio.

Após 70 anos, Zé Carioca permanece sendo publicado pela Editora Abril. As revistas aproveitaram o sucesso do personagem nos filmes dos anos 1940 e 1950. Em 1944, ele estrelou o filme Você Já Foi à Bahia?, da Disney (nos quais sua voz não era de um carioca da gema, mas do paulista de Jundiaí José do Patrocínio Oliveira, indicado por Carmen Miranda).

A partir daí, o gibi do Zé Carioca inicialmente alternou números com o Pato Donald até ganhar a própria publicação em janeiro de 1961, época em que cartunistas brasileiros começaram a ter sua chance. “Porém, seu auge ocorreu mesmo nos anos 1970, pelas mãos do gaúcho Renato Canini, que aproximou de forma mais latente o Zé Carioca da realidade brasileira, consolidando sua identidade de malandro”, conta Pegoraro.

Suas aventuras ocorrem na Vila Xurupita, um bairro fictício nos morros do Rio, e o personagem ganha uma série de amigos e parentes, caso do Zé Paulista, um primo louco por trabalho. Desde então, outros artistas brasileiros prosseguiram com o personagem e há um desafio da nova geração, como a do quadrinista Fernando Ventura, de desenvolver o Zé Carioca para uma nova geração. Especialmente agora que o volume 2 terá duas histórias inéditas feitas por brasileiros.

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– Um mau jornalista ou um militante convicto? Diego versus Danilo

Diego Bargas e Danilo Gentili promoveram uma “pegadinha entre si”. Explico:

O apresentador do SBT lançou recentemente seu filme: “Como se tornar o pior aluno da escola”, e atendeu a imprensa. Conhecido como artista “de direita” e literalmente na lista negra criada pelo PT, recebeu o jornalista de cinema Diego Bargas, da Folha de São Paulo (militante pró-PT).

O jornalista fez perguntas alheias ao filme, irônicas, perguntando sobre nomes ultra direitistas (que nem atores são), se os mesmos não tiveram convite para participar das filmagens. Fez perguntas sobre Pedofilia e outros temas, mas detalhes do filme, em si, curiosamente não!

No dia seguinte, na Folha, Diego publicou uma matéria com o título de que Gentili se recusara falar de pedofilia e outras coisas inverídicas não ditas.

E como se soube de tudo isso?

Porque precavido, Danilo Gentili GRAVOU a entrevista e postou na Internet, sendo impossível desmentir o que estava registrado confrontando com o publicado.

Conclusão: a Folha de São Paulo demitiu o crítico de Cinema.

Abaixo a matéria e o vídeo na íntegra,

Em: https://jornalivre.com/2017/10/14/jornalista-petista-desmascarado-por-danilo-gentili-foi-demitido-pela-folha/

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– Festa da Salsicha: o filme não é para crianças!

Os personagens parecem infantis, mas não são. E fica aqui o alerta para os papais e mamães de que a comédia em desenho animado “Sausage Party”, ou se preferir, “Festa da Salsicha”, é um desenho erótico, feito para adultos.

Ele conta a história de “alimentos engraçadinhos” que estão em um supermercado. Há uma pãozinha que se parece com uma vagina, uma salsicha que simula um pênis, uma empadinha feminina bissexual (que encara “linguiça e bacalhau”, segundo ela própria, fazendo alusão vulgar aos nomes popularescos dos órgãos genitais masculino e feminino.

A película é produzida por Seth Rogers (de filmes chamados de “besteirol”, como Superbad e Ligeiramente Grávidos, onde drogas lícitas e ilícitas, além de sexo, são frequentes) e que conta com nomes famosos como James Franco (de “O Homem Aranha”).

Enfim, o filme é pornográfico, libertino e com pansexualismo explícito. Em um momento é personagem feminina com relação sexual com menino, outra hora é bonequinho menino com menino. Dessa forma, não caia na inocência de, ao ver um desenhinho engraçadinho no cartaz, entrar com seus filhos para assisti-lo!

Admito que há gente sabedora que é feito para adultos. Mas nesses tempos tão deturpados, não parece uma arapuca para crianças?

Assista o trailer em: https://youtu.be/9EjeVN1YKEw

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– A Turma da Mônica em Filme de Carne e Osso!

E finalmente, para os amantes de Gibis (em especial ao público de Maurício de Sousa), está pronto o tão aguardado filme em que Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali serão crianças reais!

Abaixo, extraído de Folha de São Paulo (http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2017/09/1922897-veja-quem-sao-os-atores-que-vao-viver-a-turma-da-monica-em-filme.shtml)

VEJA QUEM SÃO OS ATORES QUE VÃO VIVER A TURMA DA MÔNICA EM FILME

Por Guilherme Genestreti

Em vez de cabelos que parecem ramos, Cebolinha ostenta uma franja comprida. Magrela, Magali está com cara de nervosa. Cascão é quem berra primeiro: “Caraca!”. É que elas topam com Mauricio de Sousa, bonachão: “Bem-vindos ao bairro do Limoeiro”.

Não se trata aqui de uma situação em que o cartunista aparece no próprio gibi. É bem o oposto, na verdade.

Os atores Giulia Barreto (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha),Gabriel Moreira (Cascão) e Laura Rauseo (Magali) acabam de saber, da boca do próprio Mauricio, na última quarta (27), que foram os escolhidos para viver a primeira versão em carne e osso dos personagens, no filme “Turma da Mônica -Laços”.

Como o nome sugere, o longa tem por base a HQ “Laços”, romance gráfico dos irmãos Cafaggi que recauchutou o universo de Mauricio. Na trama, os garotos precisam achar Floquinho, o cão de Cebolinha, que sumiu.
Quem assume a direção é Daniel Rezende, de “Bingo”.

“Sempre me perguntei por que os personagens da Turma da Mônica nunca tiveram uma versão em filme”, diz o diretor. “Quando li o ‘Laços’,é que tive o estalo de como eles poderiam ser de verdade.”

Coincidência. Mauricio também queria levar esse gibi específico para o cinema. Quando Rezende soube, foi bater à porta do cartunista.

Sete mil crianças foram testadas até sobrarem os quatro -todos com 9 anos, salvo Kevin, 11. Gabriel é o único carioca do grupo; os outros vêm de São Paulo. Rezende dá pistas sobre o potencial que viu em alguns deles. “Gabriel é espoleta. Já Giulia é doce, mas quando ela fica brava…”

O filme deverá chegar aos cinemas em junho de 2018. As filmagens começam entre dezembro e janeiro. Antes, Rezende ainda dará uma passada em Los Angeles para fazer a campanha de “Bingo” no Oscar. O filme é o candidato brasileiro ao prêmio.

Ao contrário de “Turma da Mônica”, “Bingo” é um filme adulto: tem sexo, palavrão, droga… Mas seu retrato sobre a TV nos anos 1980 também apela à memória afetiva de Rezende. “Devo ter algum problema mal resolvido na infância”, brinca o diretor.

Mauricio conta que ainda não viu “Bingo”. “Mas quero muito.” Do trabalho de Rezende, conhece as obras como montador: “Gostei muito do ‘Cidade de Deus'”, diz o criador da Turma da Mônica.

Afirma que vai dar liberdade criativa total ao diretor. E que já nutre planos de outros filmes. “A ideia é bem antiga.”

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Os atores Gabriel Moreira (Cascão), Kevin Vechiatto (Cebolinha), Giulia Barreto (Mônica) e Laura Rauseo (Magali), por Adriano Vizoni, Folhapress

– A Moda é Mudar a Sexualidade do Herói?

Sou fã de super-heróis. Não escondo, curto mesmo os personagens que cresci assistindo ou lendo na infância.

Mas algo me incomoda: quando se muda a característica do mocinho… estraga-se tudo!

A Marvel inventou uma Thor-Mulher. Pô, nada contra, mas é radicalizar demais a história.

Se não bastasse, Pierce Brosnan, um dos 007 da era moderna, declarou que gostaria que o próximo agente secreto deveria ser negro ou gay. Complicado…

Por que mudar? Para dizer que é politicamente correto?

Há dois anos, Andrew Garfield, o último Homem Aranha do cinema pela Sony, disse que gostaria de ver o herói sendo pansexual.

Ai ai ai… nada contra a opção sexual, mas isso muda a personalidade original! É como o Batman dos anos 60 e o sombrio inventado nos anos 00.

O que você pensa sobre isso?

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– E se “A chegada” fosse real?

Não assisti ainda o filme “A chegada” (com a atriz Amy Adams, a Louis Laine do novo Superman). Mas a história é curiosa: uma linguista tenta decifrar a língua dos extraterrestres que entram em contato com a Terra.

Além do desafio fascinante, fica a real constatação científica: o vocabulário ajuda a ter noções diferentes de como se enxerga o mundo!

Abaixo, extraído de Revista Época, ed 28/11/2016, pg 88-89.

GRAMÁTICA DAS ESTRELAS

por Nina Finco e Ruan de Souza Gabriel

Em 1940, Benjamin Lee Whorf, um engenheiro químico interessado em antropologia, publicou o artigo “Ciência e linguística” na revista do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), nos Estados Unidos. No texto, Whorf aplicava as ideias do linguista alemão Edward Sapir sobre a influência da linguagem no modo de pensar dos indivíduos – ele defendia a tese de que os indígenas americanos tinham uma visão de mundo diferente dos falantes de inglês porque suas línguas originais não diferenciam a conjugação dos tempos verbais. Devido a essa peculiaridade, os nativos tinham dificuldade de compreender o conceito de temporalidade, mas conseguiriam intuir a teoria da relatividade de Albert Einstein, segundo a qual o tempo passa de forma diferente de acordo com o ponto de vista do observador.

Essa teoria sobre como a língua materna molda a forma como vemos o mundo recebeu o nome de Hipótese Sapir-Whorf, ou relativismo linguístico. Nas últimas décadas, cientistas tentaram provar essa teoria por meio de várias experiências. Nenhum deles foi tão bem-sucedido quanto o cineasta canadense Denis Villeneuve no filme A chegada, que estreou na quinta-feira (24). Valendo-se dos recursos da ficção científica, Villeneuve coloca em prática os conceitos de Sapir-Whorf. Mas, em vez de línguas humanas, a trama se debruça sobre línguas alienígenas.

Baseado no conto “História da sua vida”, do americano Ted Chiang, A chegada acompanha a linguista Louise Banks (Amy Adams), recrutada pelo governo americano para aprender a língua dos alienígenas que visitam a Terra. Os sons que esses seres emitem não se assemelham em nada ao que ela já ouviu. É preciso partir do zero. Para aprender o novo idioma, ela escreve palavras em inglês numa lousa e faz mímicas sobre seu significado repetidas vezes, até que o alienígena lhe apresente a palavra correspondente em sua língua. Essa é a técnica que linguistas usam para decifrar idiomas desconhecidos de tribos isoladas da sociedade. Baseia-se no conceito de “gramática universal”, segundo o qual todos os idiomas humanos compartilham alguns princípios básicos, como a organização em verbos e substantivos. Ao desvendar o idioma alienígena e sua forma de escrita, Louise experimenta uma nova e inusitada forma de enxergar o mundo a seu redor – exatamente como a Hipótese Sapir-Whorf diz que a linguagem influencia nossa percepção do mundo, nossa memória e nosso comportamento.

Pesquisas já atestaram que um vocabulário mais amplo, por exemplo, permite distinguir mais cores. Um estudo publicado em 1954 mostra que os falantes de zunhi (língua de tribos indígenas do sul dos Estados Unidos) tinham dificuldade de distinguir a cor laranja da amarela, pois contavam com apenas uma palavra para as duas tonalidades. Outro estudo, de 2007, mostrou que os russos, que têm vocábulos diferentes para azul-claro (goluboy) e azul-escuro (siniy), eram melhores que os anglófonos para perceber as gradações do azul.

A língua materna também está ligada à construção das memórias. Durante seu exílio americano, o escritor russo Vladimir Nabokov escreveu uma autobiografia em inglês, Conclusive evidence (Evidência conclusiva). Quando se ofereceu para traduzi-la para o russo, atendendo a um pedido de uma pequena editora nova-iorquina, Nabokov teve uma experiência proustiana: o contato com a língua de sua infância trouxe de volta lembranças que permaneceram encobertas quando escreveu a obra em inglês. O número de páginas aumentou. Anos depois, ele fez uma nova tradução, do russo para o inglês, intitulada Fala, memória. “Nabokov passou toda a sua infância na Rússia e talvez ele se sentisse mais confortável para escrever sobre aquela experiência em sua língua materna”, afirma a linguista Jessica Coon, consultora do filme. “As pessoas podem associar determinada língua a um determinado tempo ou cenário.”

O economista comportamental Keith Chen vai além e argumenta que a língua pode até mesmo influenciar a capacidade de poupar dinheiro. Suas pesquisas concluíram que falantes de línguas que não diferenciam a conjugação de verbos no presente e no futuro, como o japonês e o chinês, são mais econômicos. Entre eles, o hábito da poupança é 30% maior do que entre anglófonos. As gramáticas de línguas como o inglês (e o português) constroem uma ideia de futuro distante do presente, o que desestimularia a poupança em favor dos gastos imediatos.

Em A chegada, a análise da linguista Louise conclui que o idioma dos alienígenas não se apoia em definições claras de presente, passado e futuro. Por isso, a escrita extraterrestre não é linear como as línguas humanas, escritas da direita para a esquerda ou da esquerda para a direita. Todas as palavras se juntam em símbolos circulares nos quais os verbos não têm conjugação. Tampouco há correspondência entre a língua falada e a língua escrita. Os alienígenas falam por meio de sons que a garganta humana é incapaz de imitar, mas os círculos que eles escrevem não são a representação gráfica desse discurso. É nesse aspecto que A chegada se torna um filme mais ficcional que científico. Segundo a linguista Jessica, há sempre uma correspondência entre o escrito e o falado nas línguas humanas. Mas esse é o tipo de licença poética (ou, no caso, científica) que cabe bem nos filmes de ETs.

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– A Bela e a Fera, em Carne, Osso e Computação!

A Disney é impressionante: viram o cartaz de “A Bela e a Fera“, em “versão humana“?

Papais de menina, se preparem para as filas do Cinema. Aliás, se for o mesmo sucesso do bem feito Cinderela, ótimo!

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– AT&T compra Aol Time Warner por US$ 85 bilhões

A gigante da telefonia AT&T comprou a holding dona da AOL, Revista Time, CNN, Warner Bros, Esporte Interativo e outras consagradas empresas do ramo do entretenimento.

Já imaginaram o tamanho desse novo conglomerado e em que setores ele estará atuando?

Extraído de Forbes.com, abaixo:

QUAL O SIGNIFICADO DA COMPRA DA TIME WARNER PELA AT&T PARA A INDÚSTRIA DA MÍDIA?

Por Antonie Gara

O acordo da aquisição da Time Warner, proprietária da HBO, Warner Bros, CNN, pela gigante das telecomunicações AT&T por US$ 85,4 bilhões foi anunciado na noite deste sábado (22) e o mega-negócio já está criando movimentação na indústria da mídia. A negociação pode reforçar a justificativa para uma eventual ligação entre a Disney e a Netflix.

A aquisição da Time Warner irá transformar instantaneamente a AT&T de uma empresa que fornece serviço de telefonia, TV a cabo, banda larga fixa e móvel em uma das maiores produtoras de conteúdo nos Estados Unidos. Enquanto aquisições deste porte são arriscadas para os acionistas, dado o financiamento da dívida e o capital necessário para fechar o negócio, o CEO da AT&T, Randall Stephenson, vê a manobra como uma forma de adaptar-se à mudança rápida dos hábitos do consumidor.

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– Força, Ben Stiller

Que pena. Ben Stiller, o carismático ator de comédias marcantes de Hollywood, luta com o câncer de próstata. Felizmente o descobriu em exames preventivos, pois a enfermidade apareceu com menos de 50 anos.

Fica a dica: PREVENÇÃO é a palavra-chave!

Extraído de: http://www.redebomdia.com.br/noticia/detalhe/94121/ben-stiller-revela-que-tem-cncer-de-prstata

BEN STILLER REVELA QUE TEM CÂNCER DE PRÓSTATA

Durante uma entrevista no programa ‘Howard Stern Show’, Ben Stiller surpreendeu seus fãs. O ator revelou, na madrugada desta terça-feira (4), que encara um câncer de próstata diagnosticado há dois anos.

“[O câncer] Apareceu do nada para mim. Eu não fazia ideia”, desabafou no programa.

De acordo com ele, a doença foi detectada depois que ele se submeteu ao teste Antígeno Prostático Específico. Stiller ainda afirma que não há histórico da doença em sua família.

“Se eu não tivesse feito esse teste, meu médico começou a aplicá-lo em mim aos 46, eu ainda não saberia. Eu queria falar sobre isso por causa do teste. Eu sinto que ele salvou a minha vida”, ressaltou.

O ator de 50 anos é famoso por vários papéis em comédias de sucesso, como Entrando Numa Fria, Uma Noite No Museu e Zoolander.

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– A Moda é Mudar a Sexualidade do Herói?

Sou fã de super-heróis. Não escondo, curto mesmo os personagens que cresci assistindo ou lendo na infância.

Mas algo me incomoda: quando se muda a característica do mocinho… estraga-se tudo!

A Marvel inventou uma Thor-Mulher. Pô, nada contra, mas é radicalizar demais a história.

Se não bastasse, Pierce Brosnan, um dos 007 da era moderna, declarou que gostaria que o próximo agente secreto deveria ser negro ou gay. Complicado…

Por que mudar? Para dizer que é politicamente correto?

No ano passado, Andrew Garfield, o último Homem Aranha do cinema, disse que gostaria de ver o herói sendo pansexual. Nesta semana, divulgou-se a Mulher-Maravilha poderá revelar que já manteve comportamento lésbico.

Ai ai ai… nada contra a opção sexual, mas isso muda a personalidade original dos personagens! É como o Batman dos anos 60 e o sombrio inventado nos anos 00.

O que você pensa sobre isso?

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– Angelina Jolie e Brad Pitt param a Internet. E o “kiko”?

Sabe aquela piadinha de “o kiko” (o “qui que eu tenho a ver com isso”)?

Serve para a história da separação dos mega astros de Hollywood Angelina Jolie e Brad Pitt, que tomou conta do noticiário. O problema é deles, lógico. É notícia para tablóides e coisas do gênero. Mas me chamou a atenção: uma das causas de separação é por conta do excesso de consumo de maconha do marido com os filhos em casa…

Caracoles! Como qualquer vício é ruim para a convivência, não? Um milionário homem de sucesso como ele precisa usar drogas?

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– Pelé: o Nascimento de uma Lenda!

Sensacional!

O filme do nascimento do mito “Pelé“, feito nos EUA, contando sobre ele até a Copa de 1958.

Trailler em: https://www.youtube.com/watch?v=gcN8ZmYyJVY&feature=youtu.be

– House of Cards Made in Brazil

Não dá para evitar a comparação: a série “House of Cards”, da Netflix, que retrata a corrupção de políticos, é o maior exemplo usado por correspondentes estrangeiros para explicarem a política do país.

A bola da vez são Dilma e Lula. Sim, corruptos indubitavelmente comprovados. Mas poderiam ser outros nomes tão sujos quanto eles: Aécio Neves, Eduardo Campos, Renan Calheiros…

Infelizmente, o Brasil está cheio de protagonistas para o Netflix usar de vilões reais…

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– Capitão América 3, Homem de Ferro 4 ou Vingadores 3?

Para quem curte filme de heróis dos quadrinhos (como eu), sensacional: o Trailer de “Capitão América 3 – Guerra Civil” é alucinante!

Pelo número de heróis envolvidos, e pelo protagonismo de alguns, não dá para saber se o filme é do Capitão, do Iron Man ou uma sequência dos Vingadores!

Mais do que isso: o Homem Aranha sai da Sony e retorna ao Universo Marvel!

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=FRLYZn5PGuA

– O Gibi de 450 mil dólares do Homem Aranha!

Eu sempre curti histórias em quadrinhos e filmes de heróis. Desde pequeno eles povoam a minha imaginação. Mas não sou fanático como a história desse americano (abaixo): quase R$ 1,8 milhão por um exemplar antigo do Spider Man!

Em: http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2016/02/hq-rara-do-homem-aranha-e-leiloada-por-us-454-mil-nos-eua.html

HQ RARA DO HOMEM-ARANHA É LEILOADA POR US$ 454 MIL NOS EUA

A casa de leilões Heritage Auctions, em Dallas, disse que um raro exemplar de uma história em quadrinhos com a primeira aparição do Homem-Aranha foi vendido nesta quinta-feira (18) por US$ 454.100.

Segundo a agência Associated Press, a HQ foi comprada por um colecionador anônimo. A venda da edição de 1962 da “Amazing Fantasy” número 15 bateu um recorde para um leilão público de qualquer história em quadrinhos do Homem-Aranha.

Walter Yakoboski, de Long Island, Nova York, tinha comprado a HQ em 1980 por US$ 1.200. Ele disse à Associated Press na semana passada que  comprou vários quadrinhos raros como uma forma de investimento quando jovem.

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– A Inexistência de Candidatos Negros ao Oscar e o Boicote a Hollywood.

Antes do texto, vale ressaltar: só existe uma raça no universo, A RAÇA HUMANA, e rotular cidadãos pela cor da pele é coisa de gente de espírito pequeno.

Dito isso, leio que os atores negros dos EUA protestarão na Cerimônia da Entregar do Oscar 2016 devido ao preconceito dos escolhidos, já que pelo segundo ano consecutivo não há atores ou atrizes negros indicados ao prêmio.

A pergunta é inevitável: não houve papel ou atuação convincente para a indicação ou puro racismo?

Difícil saber, pois para nós, pessoas comuns, seria preciso assistir uma gama gigantesca de filmes para dizer algo.

É claro que se compararmos a quantidade de atores e personagens brancos e negros que estão no cinema, perceberemos que há claro desequilíbrio numérico, inegável proporcionalmente. Mas é a mesma de QUEM ESCOLHE OS INDICADOS?

Abaixo, extraído de Terra Notícias, sobre algumas celebridades que anunciaram que boicotarão a entrega.

(De: http://noticias.terra.com.br/mundo/estados-unidos/will-smith-se-junta-a-boicote-e-diz-que-nao-ira-ao-oscar,fee3ba8adf230b70a99a4a419b3f2289uws5vny3.html)

WILL SMITH SE JUNTA A BOICOTE E DIZ QUE NÃO IRÁ AO OSCAR

O ator Will Smith anunciou nesta quinta-feira que não irá à cerimônia de entrega do Oscar, que será realizada em 28 de fevereiro, como protesto pela falta de atores negros entre os candidatos aos prêmios da Academia de Hollywood. “Somos parte desta comunidade, mas, no atual momento, nos sentimos incomodados de estar aí e dizer ‘está tudo bem'”, disse ele à rede de TV ABC .

Desde a semana passada, quando foram anunciadas as indicações, nas quais pelo segundo ano consecutivo não há atores negros, choveram hashtags nas redes sociais como #OscarsStillSoWhite (#OscarAindaMuitoBranco). Ao todo, 20 homens e mulheres brancos disputam nas categorias de atuação.

Além dele, o diretor Spike Lee também disse que não participará da premiação e foi apoiado por Idris Elba, George Clooney, Lupita Nyong’o, Mark Ruffalo, entre outros. A esposa de Smith, a atriz Jada Pinkett Smith, foi uma das primeiras vozes a se manifestar contra a falta de candidatos negros.

“Acredito que a diversidade é o superpoder americano. Acredito que tenho que proteger e lutar por esses ideais que engrandecem nosso país e a comunidade de Hollywood”, afirmou Smith, que foi candidato este ano ao Globo de Ouro como melhor ator dramático pelo filme “Um Homem Entre Gigantes” (previsto para estrear em março no Brasil), mas que não foi indicado ao Oscar.

Na entrevista, ele enfatizou a responsabilidade que eles têm dentro da comunidade negra e afirmou que se não são “parte da solução”, serão então “parte do problema”.

No último fim de semana, a presidente da Academia de Hollywood, Cheryl Boone Isaacs, reagiu à falta de diversidade mostrada pelas indicações nas últimas duas edições com a promessa de “grandes mudanças”.

“Eu gostaria de reconhecer o magnífico trabalho dos indicados deste ano. Ao mesmo tempo em que comemoramos suas extraordinárias conquistas, me sinto aflita e frustrada pela falta de inclusão. É um tema de conversa difícil, mas importante, e é hora de grandes mudanças”, disse.

Cheryl Boone Isaacs, que é afro-americana, afirmou que a Academia vai tomar “medidas drásticas para modificar a composição dos membros” e prometeu “uma diversidade muito necessária” nos próximos anos. De acordo com um levantamento do jornal Los Angeles Times, 93% dos acadêmicos são brancos, 76% são homens e a idade média é de 63 anos.

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– Charles Sheen, HIV e o desespero disfarçado!

Depois de 3 casamentos conturbados, 5 filhos e milhões de dólares conquistados pelas suas atuações no cinema e na TV, o ator Charles Seen realmente desandou!

No ano passado, admitiu que estava com o vírus da AIDS quando realizou exames para tentar descobrir o excesso de sudorese e dores de cabeça constante. Viciado em cocaína e heroína, Charles (que já foi o ator mais bem pago de Hollywood) acabou descobrindo que era portador do vírus HIV.

Para surpresa geral, declarou que nenhuma das suas inúmeras parceiras havia contraído o HIV, mesmo mantendo relações sexuais com elas sem preservativo (como se isso fosse uma coisa natural). Atualmente, após a saída da série “Two and a Half Men”, ele vivia com 3 namoradas concomitantemente.

Nesta última semana, Charles Seen declarou que abandonou os remédios e foi se tratar no México com um médico chamado Dr Chacoua, que injetou o sangue dele próprio em seu corpo a fim de criar uma vacina.

Por fim, declarou:

“Eu estou sem tomar meus remédios há cerca de uma semana. Estou arriscando minha vida? Sim. E daí? Eu nasci morto. Isso não me intimida“.

É isso que vale na vida? Ganhou tanto dinheiro desregradamente para viver em desespero na busca de uma cura… Que pena. Um ator talentoso e que se perdeu no caminho da vida.

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