– Um Professor que é “o Cara”

 

Todo professor quer ser respeitado. Leio na Revista Veja (Ed 13/10/2010, pg 105-106, por Adriana Dias Lopes), uma brilhante matéria do que é ser Mestre ao pé-da-letra.

 

“Na aula magna do 3º ano do curso de Medicina da Universidade de São Paulo, o professor infectologista Paulo Olzon iria teorizar sobre técnicas de diagnóstico. Ao invés disso, chamou os alunos ao pronto-socorro da instituição. Observando cerca de 50 pacientes, apontou uma mulher e disse: “ela tem hipertireodismo. Vão lá e descubram se acertei”.

 

A mulher, assustada, disse que estava bem, que apenas estava no pronto socorro para levar o filho de 5 anos para uma consulta, vítima de virose.

 

Após alguns exames, descobriu-se que realmente o Prof Dr Paulo Olzon estava correto. Ao bater os olhos, já percebeu os sintomas na mulher.”

 

Imaginem os alunos como ficaram orgulhosos do mestre. E é assim que deve se portar um professor, de qualquer área: antever-se, desafiar os alunos e mostrar o que é ter experiência profissional.

– OMS alerta para Suposto Câncer de Cérebro por causa do Celular!

 

Xi… A organização Mundial da Saúde alerta para o uso desmedido do celular. Lembra que estudos não comprovam e nem isentam o aparelho de causar câncer no cérebro. Mas a entidade pede moderação e prudência no uso.

 

Tim, Oi, Vivo, Claro e Nextel não quiseram se manifestar sobre o assunto…

 

Extraído de: http://is.gd/YR6ss1

 

CELULAR PODE AUMENTAR RISCO DE CÂNCER

 

A Organização Mundial da Saúde alertou ontem para a existência de uma relação entre o uso de celulares e o desenvolvimento de câncer cerebral. A agência agora classifica o uso dos aparelhos na categoria de “potencial cancerígeno”, a mesma para escapamento de motor, chumbo e café.


Uma equipe de 31 cientistas de 14 países analisou estudos sobre a segurança dos aparelhos. A notícia foi divulgada pela Agência Internacional para Investigação sobre o Câncer, braço da OMS.


Classificar algo como “possivelmente cancerígeno” não quer dizer que ele automaticamente cause câncer, mas, sim, que não existem estudos suficientes de longo prazo para concluir se a radiação dos telefones celulares é segura. Porém, há dados que mostram uma possível conexão e os consumidores devem ser alertados.


Recomendações:

Segundo o diretor da agência, Christopher Wild, é “importante que sejam feitas pesquisas adicionais de longo prazo”.

 

Até lá, ele aconselha medidas práticas como optar pelas mensagens de texto ou usar fones de ouvido e viva-voz, mantendo o aparelho longe da cabeça.


O anúncio de ontem dividiu a opinião dos especialistas. “Qualquer coisa é possivelmente cancerígena”, disse Donald Berry, professor de bioestatísticas no Anderson Cancer Center, na Universidade do Texas, ao jornal The New York Times. “Isso não é algo que me preocupa e não vai mudar a minha forma de usar o celular”, afirmou, pelo celular.


Segundo Keith Black, neurologista do Centro Médico Cedars-Sinai, em Los Angeles, o tipo de radiação do telefone celular é chamado de não ionizante, como um forno micro-ondas de baixa potência. “O que a radiação do micro-ondas faz, em termos mais simples, é semelhante ao que acontece aos alimentos no micro-ondas: cozinha o cérebro”, disse ao site da CNN. O uso de celulares por crianças é desaconselhado, pois o crânio e o couro cabeludo delas são mais finos, e a radiação penetra mais facilmente.

– Uma Nova Carreira para o Professor?

 

O pacote de medidas anunciado pelo governador Geraldo Alckmin para tornar novamente respeitada e valorizada a carreira de Professor do Estado (com remuneração de mais de 40% e alguns benefícios) traz à tona a discussão:

 

– Vai dar certo dessa vez?

 

Há quanto tempo ouvimos esse discurso… Tomara que seja pra valer:

 

O pacote de medidas extraído de: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110512/not_imp718125,0.php

 

ALCKMIN ELEVARÁ SALÁRIO-BASE DE PROFESSOR PARA OS PRÓXIMOS 4 ANOS EM 42,2%

 

Com o primeiro aumento, a partir de 1º de julho, salário dos docentes em início de carreira passará dos atuais R$ 1.665,05 para R$ 1.894,12; remuneração chegará a R$ 2.368,51 quando reajuste for finalizado, em 2014; medida beneficiará toda a categoria

 

POR Mariana Mandelli

 

A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou ontem uma nova política salarial para os funcionários da educação do Estado de São Paulo. A proposta inclui um aumento de 42,2%, em quatro anos, do salário-base do professor – para este ano, os docentes receberão 13,8% a partir de 1.º de julho. Com isso, o piso salarial de início de carreira, de 40 horas semanais, passará de R$ 1.665,05 para R$ 1.894,12.

A ideia do governo é promover, até 2014, aumentos sucessivos: 13,8% neste ano; 10,2% em 2012, com salário de R$ 2.088,27; 6% em 2013, aumentando para R$ 2.213,56 o salário-base; e, por fim, 7% em 2014, atingindo, portanto, R$ 2.368,51.

A proposta, que ainda precisa ser aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) como lei complementar, atinge todos os professores – ativos, inativos, aposentados e pensionistas.

O valor de 13,8% de aumento inclui a Gratificação Geral (GG), de R$ 92, a última que faltava para o governo incorporar ao salário. Assim, o acréscimo de R$ 229 neste ano é, na verdade, de R$ 137, porque os professores ativos já recebem a GG.

A penúltima, a Gratificação por Atividade de Magistério (GAM), já vem sendo incorporada ao salário desde o ano passado, em um processo que deve acabar em 2012. Foram 5% em 2010, 5% para este ano (já pagos) e mais 5% em 2012. “Não queremos nenhuma gratificação. Estamos encerrando essa questão”, afirmou Alckmin.

Os outros servidores da educação, que não são ligados ao magistério, também receberão aumento, que será variado. A média é, segundo a pasta, de 32% já no primeiro ano para os funcionários das escolas estaduais. Eles terão as mesmas variações anuais dos docentes até 2014.

A gestão Alckmin calcula que, neste ano, a política salarial custará R$ 824 milhões – R$ 684 milhões só com professores. Em 2012, o gasto chegará a R$ 3,7 bilhões. O governo afirma que a verba virá do orçamento estadual.

 

Carreira. Alckmin classificou a medida como um “primeiro movimento de valorização e da qualidade da escola pública no Estado de São Paulo”.

Nas próximas semanas, a Secretaria Estadual de Educação deve anunciar um novo plano de carreira, que manterá o bônus por desempenho e a valorização por mérito. Os dois programas, de acordo com o governo, serão “aperfeiçoados”.

Os sindicatos, que reivindicavam reajuste imediato de 37,64% por perdas salariais desde 1998, consideraram a proposta “corajosa”, mas afirmam que ela não contempla a inflação e outras demandas. A inflação acumulada nos últimos 12 meses é de 6,51% (IPCA). Segundo o secretário de Educação, Herman Voorwald, quando a proposta de carreira for apresentada, as evoluções salariais ficarão mais claras.

“Não estamos trabalhando com a questão de fazer uma correção inflacionária. Não é essa proposta que está em vigor”, disse o secretário. “As evoluções salariais de todos os servidores serão em função da evolução em suas carreiras, que dependem somente deles.”

 

Novos cargos. No mesmo projeto de lei complementar do aumento salarial, o governo vai criar 10 mil cargos de agente de organização escolar. A ideia é deixar os diretores das escolas mais livres para focarem nas questões pedagógicas de suas unidades.

“As tarefas burocráticas, disciplinares e de pátio ficarão com esses agentes”, afirmou o governador. Desses 10 mil, 5.260 serão gerentes de organização – um para cada escola da rede. Para contratá-los, um concurso público deve ser organizado.

 

Rede estadual de ensino

374 mil
docentes serão beneficiados pelo reajuste anunciado pelo governador, sendo 225 mil ativos e 149 mil inativos

 

4,5 milhões
é o número de alunos atendidos pela rede estadual de ensino em todo o Estado de São Paulo

 

1,2 milhão
de alunos estão matriculados em escolas estaduais de ensino fundamental e médio na cidade de São Paulo.

– CNPQ e CAPES cobram bolsistas!

 

Professores e Servidores Públicos que receberam bolsas para Mestrado e Doutorado, acumulando renda, são alvos da CNPQ e CAPES. Abaixo, extraído de Terra Educação (Clique aqui p/ citaçãoi)

 

CAPES E CNPQ PROÍBE BOLSAS PARA PROFESSORES DE UNIVERSIDADES

 

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) publicaram nota conjunta que proíbe o acúmulo de bolsa de mestrado ou doutorado e salário por professores e servidores das universidades públicas, de faculdades privadas e das escolas que formam a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica.

Segundo a Capes, a restrição também é válida a quem já tivesse vínculo empregatício antes da solicitação da bolsa. O acúmulo passou a ser permitido a partir da publicação, em julho de 2010, de uma portaria que flexibilizava a concessão de bolsa a estudantes com vínculo empregatício. O benefício segue critérios como a proximidade entre a atividade empregatícia e o projeto de pesquisa, e depende da autorização do orientador do aluno bolsista. O valor da bolsa de mestrado é de R$ 1,2 mil e o valor da bolsa de doutorado é de R$ 1,8 mil.

Ofício da Diretoria de Programas e Bolsas da Capes aos pró-reitores de pós-graduação das universidades federais informa que os bolsistas matriculados em programas de pós-graduação “poderão” receber “complementação financeira” de outras fontes. “Não há, portanto, a previsão de que discentes que possuíam anteriormente vínculo empregatício remunerado estariam aptos ao acúmulo”, diz o documento.

O ofício informa que após o fechamento, este mês, do Sistema de Acompanhamento de Concessões (SAC) a Diretoria de Programas e Bolsas fará levantamento com relação à existência de bolsistas irregularmente cadastrados. “No caso de ocorrências nesse sentido, os eventuais bolsistas terão as bolsas canceladas”.

Segundo o ofício, os alunos que tenham recebido bolsa indevidamente terão de devolver o dinheiro. “Ressaltamos que a ocorrência do indébito caracteriza obrigatoriedade de devolução, a esta agência, dos recursos percebidos irregularmente, devidamente atualizados”, diz o documento.

– O Maior Químico do Brasil é um Solitário

 

Apesar do título irônico deste post, a referência se faz pelo fato de, segundo ranking internacional dos 100 maiores químicos da primeira década do século XXI, o químico Jairton Dupont, da UFRGS, é o único latino-americano a figurar na relação.

 

Extraído da Folha de São Paulo, 23/03/2011, pg C4.

 

GAÚCHO ESTÁ ENTRE CEM MAIORES QUÍMICOS

 

por Luiz Gustavo Cristino

 

Em lista de cientistas da área com maior impacto de 2000 a 2010, pesquisador é único nome da América Latina.

 

Muito trabalho, força de vontade e gosto pelo desafio. Essas são as matérias-primas que o químico Jairton Dupont, 51, considera essenciais para o crescimento acadêmico e para sua figuração na lista dos cem químicos mais influentes da década.

 

Elaborado pela empresa Thomson Reuters, que tradicionalmente mapeia as publicações científicas mundo afora, o ranking traz Dupont como o único brasileiro presente, na 83ª colocação.

 

As pesquisas de Dupont, que é professor da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) visam ao desenvolvimento e estudo de líquidos iônicos orgânicos, principalmente para aplicação na indústria petroquímica.

 

“Do ponto de vista pessoal, fico bastante contente, mas, pensando de forma geral, acredito que temos um reflexo de uma política”, diz o químico nascido em Farroupilha (RS), lamentando a ausência de outros brasileiros e de outros países emergentes, como China e Rússia.

 

Na lista, são 70 químicos dos EUA, sete da Alemanha e quatro do Reino Unido.

“As instituições em que se concentram 80% dos químicos selecionados têm tradição no ensino por meio da pesquisa e possuem muito mais estudantes de pós-graduação do que de graduação”, afirma Dupont. “A graduação também é importante, mas instituições conhecidas por sua excelência em pós devem se especializar, focar essa área.”

 

O critério para a elaboração da lista foi o número de citações de cada cientista em trabalhos acadêmicos. Todos os seus integrantes publicaram pelo menos 25 artigos e foram citados em pelo menos 50 diferentes publicações.

 

Críticas

Contrário à escolha de dirigentes acadêmicos por eleições e a concursos públicos para professores-pesquisadores, ele define o sistema brasileiro como “pseudodemocracia universitária”. “Lá fora, as escolhas são feitas por capacitação e mérito”.

 

Dupont também não acredita no sucesso de instituições dedicadas unicamente à pesquisa, e não ao ensino. Segundo ele, o fracasso desse tipo de entidade está historicamente comprovado. Sobram críticas aos cursos noturnos de graduação. “São um desperdício de dinheiro”, diz. Ele defende que o retorno seria maior se houvesse bolsas de estudo para alunos em período integral. “É um investimento muito melhor, porque a pessoa vai ser formar no tempo normal, em quatro anos ou até menos, e vai estar muito mais bem preparada.”

 

Mestre-Cuca

Mas a ciência não é a única vocação de Dupont. “O maior prazer que tenho é cozinhar. Tenho uma cozinha de 20 metros quadrados, outro laboratório. Certamente, quando me aposentar, vou querer abrir um restaurante.” Outro motivo de felicidade é a filha, hoje com dois anos de idade. “Sou um dos homens mais sortudos na vida por ter tido uma filha já depois de, digamos, velho”.

 

Com sua experiência, ele recomenda aos iniciantes paciência e jogo de cintura para lidar com frustrações. “As pessoas acreditam que a notoriedade faz com que eu sempre tenha pedidos aprovados, mas sou como qualquer um, eu tenho meus projetos negados, isso faz parte do processo. Quem aprende a conviver e a melhorar com isso vai ser feliz.”

– O “Legal” é ser Big Brother? Conteúdo e Inteligência versus Banalidade e Entretenimento

 

Amigos, muito boa a matéria do Terra Magazine sobre o programa Big Brother Brasil e seus participantes. Nela, um professor da Universidade Federal da Bahia falou sobre a idolatria e o sucesso instantâneo desses “artistas” frente a labuta de professores, críticos e outros segmentos da cultura ou do estudo. Ainda, aborda a exploração do mundo gay no programa da Rede Globo (a propósito, há 2 ex-alunos dele no BBB).

 

Confira, extraído de: http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4884786-EI6581,00-Professor+Com+subcelebridades+ficou+chato+ser+inteligente.html

 

COM SUBCELEBRIDADES, SER INTELIGENTE FICOU CHATO

 

Por Cláudia Leal

 

A nova edição do Big Brother Brasil (BBB) despejará na mídia 17 subcelebridades que, daqui a alguns meses, lutarão por flashes em tentativas de sexo na praia, em desquites estrepitosos e nas visitas de praxe às padarias do Leblon.

Observador desse Olimpo de deuses afobados, o professor de comunicação da Universidade Federal da Bahia, Maurício Tavares, doutor pela PUC-SP, já se vacinou para sobreviver à temporada.

– Hoje em dia, a pessoa ser inteligente é até ofensivo em alguns meios, em alguns veículos. Ser inteligente ficou chato. Você tem que ser superficial, bonito e engraçado. … Uma mulher loira, mais ou menos bonita, vira uma pessoa mais importante que João Ubaldo Ribeiro – ironiza.

Crítico do “mundinho” de celebridades, Maurício Tavares aponta a “audiência massacrante” da Rede Globo e as artimanhas do diretor Boninho como os dois principais motivos da sobrevivência do BBB em onze edições. Estudioso do universo gay, Tavares avalia o uso de homossexuais na fórmula dos reality shows:

– Os gays são elementos ligados ao mundo da fofoca, embora Jean Wyllys tenha feito o papel da “boazinha”. Os gays vivem num mundo em que eles precisam muito estar lidando com coisas que envolvem a traição, um mundo menos “normal”.

O raio caiu duas vezes sobre o professor da Ufba. Ele é ex-professor do BBB Jean Wyllys, eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro, e integrou a banca de conclusão de concurso do novo gladiador de Pedro Bial, o jornalista Lucival França.

Confira a entrevista.

Terra Magazine – Como o mundo de subcelebridades é alimentado pelos reality shows? Qual o efeito das últimas dez edições do BBB sobre a mídia?
Maurício Tavares – Você acompanha um fenômeno engraçado: o aumento do número de revistas que tratam de subcelebridades, “Contigo” e não sei o quê mais. Essas revistas, mais do que o jornalismo “normal”, têm falta de assunto. O BBB é um pouco uma fábrica dessas pequenas celebridades, para alimentar durante algum tempo essa rodinha. Até porque são pessoas ávidas pela fama, aquela fama imediata, não é aquela que você vai conseguir com o trabalho. Eu me incomodo muito, de maneira radical, com quem está trepando com não sei quem…

Por que se incomoda? Mais pela exposição ou pelo vazio da exposição?
Pelo vazio da exposição e pela desimportância de quem está comendo quem, quem está chupando quem. E daí, cara? Gostaria que essa imprensa de subcelebridades fosse mais atrevida: quem tá bebendo urina, coisas assim mais bizarras (risos).

E perversas…
Perversas. Mundo cão. Mas, pô, quem tá comendo quem? E a gente sabe que muitas dessas fofoquinhas são inventadas para alimentar essa mídia. É um processo circular: você inventa uma história porque vai sair na mídia, a mídia compra a história porque sempre tem alguém interessado em ler. Fico impressionado quando vou ao supermercado e tem aquela fila de revistas. Fico olhando quais as revistas que as pessoas pegam para olhar pelo menos a capa. Quase sempre são essas revistas. Lá tem Veja, Istoé, Época – uma vez ou outra alguém pega. Mas as revistas ligadas às novelas todo mundo pega. E o Leblon virou assim a Hollywood brasileira. Aquela coisa dos paparazzi lá na praia, no restaurante… E os próprios artistas que querem aparecer, outros não.

Outro dia saiu Caetano Veloso comprando mamão num supermercado do Leblon.
Tem umas coisas assim de um ridículo atroz.

Isso não cria um problema para as celebridades mais ligadas ao talento, à produção artística? Para aparecer, não vão ter mais dificuldade?
Claro que sim, claro que tem. É um problema de queda de valores. Hoje em dia, a pessoa ser inteligente é até ofensivo em alguns meios, em alguns veículos. Ser inteligente ficou chato. Você tem que ser superficial, bonito e engraçado. E alguns professores até caem nisso. As pessoas loiras que estão aparecendo… Uma mulher loira, mais ou menos bonita, vira uma pessoa mais importante que João Ubaldo Ribeiro. (risos) Há esses critérios meio malucos.

Por que, apesar de estar na 11ª edição, a fórmula do BBB não se esgotou totalmente?
Achei que no terceiro, no quarto, se esgotaria. É impressionante. Mas tem também um pouco das artimanhas desse Boninho (diretor do BBB). Ele é diabólico, inventa coisas. Li alguns textos sobre o BBB e, numa época, até escrevi sacaneando um pouco com Pedro Bial: há o fascínio de ver as pessoas no dia-a-dia. É insuportável. No ano passado, tentei ver uns pedaços, mas não deu. Foi uma artimanha dele botar dois gays, aquelas pintosas lá pra animar o negócio. E eu: meu Deus, como é que pode, é de uma banalidade, é de um nada total. Agora ele vai inventar sabotadores. Primeiro, a estrutura do BBB é de uma novela. Tem o vilão, caracteriza as pessoas. Depois, tem pessoas reais e uma parte dos espectadores gostaria de estar ali. Uma boa parte, aliás, mandou vídeos e nunca conseguiu.

Você tem dois ex-alunos no BBB…
É, o segundo agora, fui da banca dele, Lucival (França). Era da faculdade Jorge Amado. Ele fez um trabalho de conclusão de curso sobre um pai-de-santo gay que matou a garota que era namorada do namorado dele. O livro reportagem é interessante. Depois ficamos amigos.

Como avalia essa tendência de ter gays nos reality shows?
É fundamental. Tem um fascínio da ambiguidade sexual de alguns, porque os gays são assumidos. E os gays são elementos ligados ao mundo da fofoca, embora Jean Wyllys tenha feito o papel da “boazinha”. Os gays vivem num mundo em que eles precisam muito estar lidando com coisas que envolvem a traição, um mundo menos “normal”. Não tem “mundo normal”, mas eles carregam um pouco isso. Até o comportamento do gay Serginho, do outro BBB, tinha essa facilidade de transitar de um lado para outro, não se envolver muito. Tem elementos fortes.

Nesse segmento de reality show, há mais abertura para homossexuais do que nas novelas. Por quê?
Porque é ficção. Paradoxo maluco. Até agora, não teve beijo, só teve bitoca, não teve ainda um romance gay. Não sei se Lucival vai proporcionar isso… Ele já falou que só debaixo dos edredons. Às vezes tem uma linguagem que numa novela não sairia. Isso tem um dedo de Boninho. Não é ele que jogava ovo nas pessoas?

Você acompanha o fenômeno das subcelebridades em outros países?
Tive recentemente na Argentina. A televisão de lá consegue ser pior do que a daqui e tem esse mundinho de celebridades. O modelo português (Renato Seabra, ex-participante de reality show) que matou o amante dele (nos Estados Unidos) é um fenômeno mundial. Mas, no Brasil, algumas coisas ganham uma dimensão que é desproporcional. Garanto que alguns lugares devem ter, de alguma maneira. Nos Estados Unidos, a quantidade de reality show é muito maior do que aqui, nas tevês a cabo. Você tem de cabeleireiros a top models, uma quantidade gigantesca. Por que aqui ainda é tão desproporcional? A Globo tem uma audiência massacrante em relação ao resto dos canais. O buchicho que “A Fazenda” provoca é muito pequeno em relação ao BBB. E “A Fazenda” usa até o recurso das semicelebridades. As pessoas não vão se tornar subcelebridades, elas já são e tentam sair do limbo.

– A NASA tira as Dúvidas da Ficção Científica

 

Veja que bacana: a NASA criou um hotsite para explicar alguns absurdos ou retificar teorias de temas de ficção científica utilizados em filmes no cinema. Entre eles, blockbusters como Armageddon, Parque dos Dinossauros, 2012 e Avatar.

 

Curiosidade: Parque dos Dinossauros, cientificamente, possui uma lógica muito grande; entretanto, Armageddon seria um dos mais improváveis e ilógicos acontecimentos.

 

Dê uma visitada no site da NASA: http://www.nasa.gov/

 

De fato, é muito interessante para cinéfilos como eu!

– Um Pré-Secular Antártico?

 

Sabia que na Antártica haverá uma única experiência científica da área de Humanas em 2011?

 

A iniciativa é de professores argentinos e chilenos, em parceria com uma Universidade de MG (falhou qual é ela) e que estudará o comportamento dos primeiros habitantes do Pólo Sul. Com eles estará uma especialista em “bens culturais móveis” (restos que se perdem ao longo do espço/tempo), que ajudará nas pesquisas. A idéia é entender como viviam esses pioneiros antárticos (que eram, na maioria, caçadores de focas), através de vestígios como roupas, sapatos e ferramentas do século XVIII.

 

Boa sorte aos cientistas!

– Fé e Razão, ou Religião e Ciência

 

Uma pergunta corriqueira: por que muitos estudiosos muitas vezes não se dão com religiosos? O que a Ciência tem de tão implicante (para alguns) com a Religião?

 

Prefiro sempre lembrar dessa palavra do falecido Papa João Pualo II em uma Encíclica:

 

“Fé e Razão: duas asas que nos elevam para o Céu”

 

Esse dito é perfeito!

– As Faculdades mais Influentes do Mundo

 

A Times Higher Education publicou o ranking das universidades mais influentes do mundo, ed 2010/2011.

 

Abaixo, a lista, extraída de PORTAL EXAME (clique acima para citação):

 

(Ops: a melhor brasileira é a USP, em 232º Lugar)

 

AS UNIVERSIDADES MAIS INFLUENTES DO MUNDO

 

São Paulo – A revista Times Higher Education (THE), em parceria com o grupo de mîdia Thomson Reuters, publicou este mês o ranking de melhores universidades do mundo de 2010-11.

Foram ouvidos 13.388 acadêmicos pelo planeta. Treze  indicadores de desempenho foram divididos em 5 grandes categorias: ensino (o ambiente de aprendizagem, valendo 30% da nota), o impacto das citações (ou a medida da influência das pesquisas do instituto, valendo 32,5% da nota), pesquisa (quantidade, renda e prestígio, valendo 30% da nota), influência internacional (do corpo docente e discente, valendo 5%) e rendimento industrial (um medidor da transferência do conhecimento, valendo 2,5%).


Os Estados Unidos ficaram na frente do ranking de melhores universidades: 15 das 20 melhores instituições do planeta são americanas. Segundo Ann Mroz, editora da THE, o motivo é o maior investimento que o país dá à educação, em comparação com os outros (3,1% de seu Produto Interno Bruto, comparado com 1,5%  médio do mundo).


A primeira universidade brasileira a aparecer no ranking é a USP, em 232º posição. A THE considera que as colocações de 200 a 400 são uma “posição indicativa”, pois há apenas pequenas diferenças entre as pontuações.

 

Para a citação do original e continuidade do texto, clique AQUI

– Professores em Fúria por Alunos e Crise Histérica Latente

Se você é professor, responda: Já teve vontade de…

– morder a própria boca até sangrar?

– arrancou os próprios cílios?

– teve ataque de fúria?

– Chorou durante alguma aula?

Mantenha a calma. Pesquisa revela que 20% dos professores sofrem de histeria e 92 docentes são afastados por dia por crises emocionais!

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/saber/812928-sp-da-92-licencas-por-dia-para-docente-com-problema-emocional.shtml

SP DÁ 92 LICENÇAS POR DIA PARA PROFESSORES COM PROBLEMAS EMOCIONAIS

Leonor, 58, professora do 3º ano do fundamental, passou a ter crises nervosas durante as aulas. Várias vezes gritou com os alunos e chorou em plena sala. Ficava tão nervosa que arrancava os cílios com as próprias mãos e mordia a boca até sangrar.

Ela procurou ajuda médica e hoje está de licença. Casos como o dela são comuns entre professores.

Recentemente, dois docentes viraram notícia por ataques de fúria na sala de aula: um, de Caraguatatuba (litoral de SP), gritou e xingou alunos e danificou cadeiras da escola. Outro, do Espírito Santo, jogou um notebook durante um debate com estudantes de jornalismo.

Relatos de professores à Folha mostram que a bagunça da sala, somada às vezes a problemas pessoais, leva a reações como batidas de apagadores, gritos, xingamentos e até violência física. Atos que acabam afastando muitos docentes das aulas.

Só na rede estadual de SP, com 220 mil professores, foram dadas, de janeiro a julho, em média 92 licenças por dia a docentes com problemas emocionais. No período, foram 19.500 -o equivalente a 70% do concedido em todo o ano de 2009 por esses motivos, diz a Secretaria de Gestão Pública de SP.

O dado não corresponde ao número exato de professores, pois um mesmo docente pode ter renovado a licença durante este período.

“Batia com força o apagador nos armários. Tive muitas crises de choro durante as aulas, gritei com alunos”, diz a professora Eliane, 64.

Ela está afastada por causa do estresse. “Eu não quero mais voltar para a sala de aula. Parecia que eu estava carregando uma bola daquelas de presidiário nos pés.”

Daniela, 40, também não quer mais voltar. Ela tirou uma licença de 90 dias depois de “explodir” na sala de aula e gritar com os alunos. Foi socorrida por colegas.
Docente do 3º ano do fundamental (alunos com oito anos), diz ter sido ameaçada e agredida pelos estudantes.

As entrevistadas tiveram os nomes trocados.

Casos de “explosão” como esses podem ser sintomas de um distúrbio chamado histeria, segundo Wanderley Codo, do laboratório de psicologia do trabalho da Unb (Universidade de Brasília).

Desde 2000, o professor desenvolve pesquisas com professores e funcionários da área de educação e constatou que 20% dos professores sofrem de histeria.

“O trabalho do professor é um trabalho de cuidado, que exige a necessidade de um vínculo afetivo. Mas um professor que tem 400 alunos não tem como estabelecer esse tipo de vínculo.”

– Doentes e Minorias Sacrificados para um “Bem Maior”?

Para se testar um remédio ou uma vacina, em fase final de experiência, você precisa de pessoas doentes ou dispostas a se infectarem de alguma moléstia para se comprovar a eficácia do remédio ou vacina, certo?

 

Muito se relatou na história em testes que ocorreram com prisioneiros de guerras ou doentes terminais, sempre se contestando a ética.

 

Agora, vemos que os americanos pedem publicamente desculpas aos guatemaltecos por utilizarem as prostitutas locais e deficientes para pesquisas médicas, contaminando-os com gonorréia e sífilis. O governo dos EUA emitiu uma nota se penitenciando pelo fato, ocorrido há 70 anos.

 

A experiência, realizada politicamente incorreta, trouxe como resultado a Penicilina.

 

Abaixo, a nota oficial dos EUA. Mas, o que você pensa sobre esse “sacrificar pessoas” em prol de outras?

 

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(Extraído de: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101002/not_imp618676,0.php)

 

EUA SE DESCULPAM POR TESTES

 

Por Gustavo Chacra – OESP

 

Centenas de prisioneiros e doentes mentais foram infectados com sífilis e gonorreia na Guatemala nos anos 40 para pesquisar a eficácia da penicilina

 

O governo dos EUA pediu desculpas formais por ter infectado centenas de pessoas com sífilis e gonorreia na Guatemala no fim dos anos 40, em um experimento para testar a eficácia do tratamento com penicilina, então um antibiótico recém-descoberto.

Os contaminados eram prisioneiros e doentes mentais. Eles não sabiam da pesquisa e não há informações se foram curados ou se morreram por causa dessas doenças.

O pedido de desculpas dos americanos foi feito depois da revelação de um estudo da historiadora Susan Reverby, da Universidade Wellesley, que pesquisava sobre outro episódio, dos anos 60. Na época, negros americanos contaminados com sífilis não foram tratados para que pesquisadores vissem como a doença evoluía. No meio dos documentos, Susan descobriu o experimento na Guatemala e alertou as autoridades americanas.

“A inoculação de doenças transmissíveis na Guatemala entre 1946 e 1948 foi claramente antiética. Embora esses eventos tenham ocorrido há mais de 64 anos, estamos indignados com o experimento”, disseram em comunicado conjunto as secretárias de Estado, Hillary Clinton, e da Saúde, Kathleen Sebelius.

“Lamentamos profundamente e pedimos desculpas aos indivíduos afetados por essas práticas repugnantes. A condução do estudo não representa os valores dos EUA e nosso respeito pelo povo da Guatemala”, acrescentaram.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que o presidente Barack Obama telefonaria ontem mesmo para o presidente da Guatemala, Álvaro Colom, para desculpar-se formalmente. Uma investigação oficial do episódio também será instalada pelo governo. Não está definido se haverá alguma compensação financeira para as vítimas.

De acordo com a pesquisa de Susan, 696 pessoas foram infectadas no experimento feito na Guatemala. O responsável pelas pesquisas era John Cutler, considerado um dos mais proeminentes médicos americanos na década de 40.

Autorização. A pesquisadora afirma que autoridades guatemaltecas deram permissão para os americanos levarem adiante o experimento. No procedimento, os cientistas utilizavam até prostitutas para infectar os guatemaltecos em prisões e hospitais. Em outros casos, contaminavam as pessoas usando injeções.

Hoje, as leis americanas e códigos de ética mais rígidos impedem cientistas de realizar pesquisas com seres humanos que não saibam das eventuais consequências.

– Designer Inteligente versus Darwinismo

Ganha cada vez mais força uma teoria nascida nos EUA que é contraponto à Teoria da Origem das Espécies, de Charles Darwin. É o “Designer Inteligente“. Explico: a ideia é de que uma força superior seria responsável por toda a criação. Tal força ou entidade seria extremamente criativa e perfeita, já que a evolução se tornou como ela é hoje graças a inteligência de quem a criou (a desenhou perfeita, por isso o termo: designer inteligente).

Semana passada, o Mackenzie sediu um encontro sobre defensores dessas ideias. Num primeiro momento, não seria uma teoria de cunho religioso, defendida por algum grupo exclusivo (embora fundamentalistas cristãos identifiquem essa força ou entidade como Deus). Seria uma teoria alternativa para a de Charles Darwin (defensor de que a evolução seria uma grande combinação de coisas que deu certo aleatoriamente, sem a mão de um Criador).

Sabe de uma coisa? Eu, particularmente, acredito ser impossível de que se evoluímos e somos inteligentes, Deus não teria participação. É possível conciliar que evoluímos, como disse Darwin, apoiados pela força de Deus.

E viva os defensores dessa ideia ou teoria!

Compartilho abaixo, extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/69291_DEUS+CHEGA+AS+AULAS+DE+BIOLOGIA?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage

DEUS CHEGA AS AULAS DE BIOLOGIA

por Helio Gomes

Escola adota teoria baseada na intervenção de uma inteligência superior na criação da vida, opondo-se às ideias de Darwin

Uma das maiores polêmicas a chacoalhar a sociedade e a comunidade científica dos Estados Unidos nos últimos anos desembarcou no Brasil. Ao longo da semana passada, um ciclo de debates realizado no Colégio Presbiteriano Mackenzie, um dos mais tradicionais da capital paulista, apresentou a teoria do design inteligente a centenas de estudantes. Criada nos Estados Unidos na metade dos anos 80, ela se opõe à teoria da evolução de Charles Darwin – amplamente aceita pela ciência desde a publicação do clássico “A Origem das Espécies” (1859) – e se baseia na ideia de que uma entidade superior seria a responsável pela criação de todas as formas de vida do Universo. Para os cientistas que defendem o conceito, tal força criativa é chamada de “designer inteligente”. Para os cristãos fundamentalistas americanos, ela é Deus.

A grande questão envolvendo o design inteligente (DI) é a sua introdução em algumas escolas americanas durante as aulas de biologia, e não nas de religião, que, a exemplo do Brasil, não fazem parte do currículo escolar no ensino público. Conceitos pseudocientíficos e ainda não aceitos pela maioria da academia, como a chamada complexidade irredutível – que sustenta que certos micro-organismos biológicos são intrincados demais para terem evoluído de formas mais simples de vida –, são usados por biólogos, químicos e filósofos da ciência integrantes do movimento DI em sala de aula como uma alternativa à teoria da evolução. Em 2005, os pais de 11 alunos de uma escola pública de Dover, no Estado da Pensilvânia, entraram na Justiça para tentar impedir o ensino do DI, alegando que, na verdade, ele seria um conceito criacionista e, portanto, religioso. Eles ganharam a disputa judicial e a teoria foi banida da disciplina na escola.

O evento realizado em São Paulo nos últimos dias trouxe ao Brasil dois dos mais célebres defensores do DI nos Estados Unidos. Stephen C. Meyer, doutor em história e em filosofia da ciência, é um dos criadores do movimento e um de seus mais atuantes portavozes. Autor de três livros, entre os quais o recente “Signature in the Cell” (Assinatura na Célula, inédito no Brasil), ele afirma que sua missão em terras brasileiras era simples: “Viemos para suscitar a discussão – nosso trabalho é científico, e não político ou educacional”, diz Meyer, um dos membros mais atuantes do Instituto Discovery, centro de pesquisas sem fins lucrativos ligado a setores conservadores da sociedade americana. “Como eu creio em Deus, acredito que ele é o designer inteligente. Mas existem cientistas ateus que aceitam a teoria de outras formas”, completa o pesquisador.

Não é o caso do bió logo americano Scott A. Minnich, também presente no ciclo de debates para apresentar os conceitos do DI aos estudantes brasileiros. “Sim, eu sou religioso”, afirma Minnich. Ele conta que já sofreu preconceito por fazer parte do movimento. “É assim que as coisas funcionam na ciência. Algumas pessoas tentaram convencer o presidente da universidade na qual leciono de que eu estava incluindo o DI nas minhas aulas de microbiologia, o que não era verdade”, diz o biólogo, que também participou das missões que buscaram indícios da produção de armas bioquímicas no Iraque em 2004.

A confusão gerada por uma teoria que se apropria de conceitos científicos para chegar a conclusões com forte viés religioso despertou a ira da ala ateísta. Entre as vozes mais ácidas contra o DI, destaca-se a do biólogo evolucionista britânico Richard Dawkins. Também chamado de “rottweiler de Darwin”, ele ganhou notoriedade graças ao livro “Deus, um Delírio” (lançado no Brasil em 2007 pela Cia das Letras), também transformado em documentário. “É pertinente ensinar controvérsias científicas às crianças”, disse Dawkins em entrevista ao jornal inglês “The Times”. “Só não podemos dizer: ‘Temos dois conceitos sobre o surgimento da vida – um é a teoria da evolução e o outro é o livro do Gênesis. Se abrirmos esse precedente, também teremos de ensinar a elas a crença nigeriana que diz que o mundo foi criado a partir do excremento de formigas”, provoca o biólogo.

Voltando ao cenário brasileiro, vale lembrar que o colégio Mackenzie é uma instituição particular, com origens americanas e de cunho religioso desde a sua fundação. Portanto, o ensino do DI nas aulas de biologia, que acontece desde 2008, é tão válido quanto as aulas de religião ministradas em instituições de ensino católicas. “Acreditamos que a fé influencia todos os aspectos da nossa vida, inclusive a ciência”, resume Davi Charles Gomes, chanceler em exercício do Mackenzie e pastor presbiteriano.