– O Dopping de Alecsandro e a Necessidade de Profissionalismo

O atacante palmeirense Alecsandro foi flagrado pelo exame anti-dopping por uso de anabolizantes, revelou a FPF nesta 3a feira, na partida entre Corinthians x Palmeiras no Paulistão.

Uma pena. O jogador alega que possa ter sido vítima de contaminação de um suplemento alimentar que ele tomava por conta própria.

Cá entre nós: um atleta profissional de equipe de ponta não pode dar uma vacilada como essa. Aliás, sempre a culpa é dos outros (do remédio, do laboratório, da farmácia…).

Pelo histórico, Alecsandro pode não ter tido má fé. Entretanto, imagine quantos jogadores que não fazem o exame anti-dopping (e por isso não são pegos) e as modernas drogas que existem nos diversos esportes.

É a ciência para alto rendimento via burla, fazendo o esporte deixar de ter espírito esportivo.

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– Tetraplégica, Muda, Cega e… Doutora! Um exemplo a Nós.

Queridos amigos e alunos,

Quando reclamarmos das provas, dos estudos, das dificuldades em geral, recordemos o exemplo dessa moça que ontem terminou seu doutorado na USP: ela não anda, não fala, não enxerga, não mastiga e nem engole. Mas superou as barreiras e, com disposição, defendeu sua tese!

Abaixo, extraído de: Folha de São Paulo, Caderno Equilíbrio, pg E4

ARTISTA TETRAPLÉGICA E MUDA É PhD COM DISTINÇÃO E LOUVOR

Por Cláudia Collucci

O primeiro “obrigada” foi mais difícil e demorado. O nervosismo atrapalhava a doutoranda na escolha das letras. No entanto, depois de um “ops!” que arrancou gargalhadas da plateia, ela se soltou e respondeu com desenvoltura aos comentários da banca examinadora.

Ao final de três horas, Ana Amália Tavares Barbosa, 46, recebeu ontem, com “distinção e louvor”, o título de doutora em arte e educação pela USP. É a primeira pessoa na sua condição (tetraplégica, muda, deficiente visual e que não consegue mastigar e engolir) a receber o título lá.

Ana Amália escreveu sua tese usando um programa de computador desenvolvido para ela. Ela toca um sensor com o queixo para escolher cada letra e formar, assim, as palavras. No início da cerimônia, fez uma apresentação usando um programa que transforma o texto em voz.

Há dez anos, Ana Amália sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) no tronco cerebral, no dia da defesa da sua dissertação de mestrado. Como sequela, ficou com síndrome do encarceramento (”locked in”).

Sua tese, intitulada “Além do Corpo”, é fruto de três anos de trabalho com artes visuais, realizado com um grupo de seis crianças com lesões cerebrais atendidas na Associação Nosso Sonho.

A defesa da tese quebrou todos os protocolos. Teve choro, risos, aplausos fora de hora e fala que não estava prevista. “É um momento histórico não só para as pessoas com deficiências, mas para toda a sociedade. Deve levar a uma transformação do modelo educacional vigente”, disse a secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Battistella.

A mãe de Ana Amália, Ana Mae Barbosa, professora aposentada da ECA (Escola de Comunicação e Artes), preferiu assistir à cerimônia de longe. “Estou nervosíssima e muito orgulhosa. Ela deixou de ser vítima da vida para conduzir a própria vida.”

As cinco examinadoras elogiaram a clareza, a objetividade e a concisão do texto de Ana Amália. E, principalmente, o caráter de “manifesto político” do trabalho.

“Ele mostrou que não sabemos nada de aprendizagem, de educação, de cognição, de percepção, de inteligência e de generosidade”, afirmou Sumaya Mattar, professora da ECA.

A orientadora de Ana Amália, Regina Stela Machado, resumiu: “A gente dá muita desculpa para o que não faz, vive muito na superficialidade e não vê as coisas importantes da vida.”

Ao final, já doutora, Ana Amália disse só uma palavra com os olhos: “Consegui”.

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– Para quê serve a Pós Graduação? Para mim: obrigação!

Leio uma interessante matéria sobre a popularização dos cursos de Pós Graduação. E o que ela fala? Sobre o fato dos cursos não serem mais vantagem competitiva.

Isso nós já sabíamos: devido a competitividade do mercado, o administrador de empresas, por exemplo, tem obrigação em se especializar. Compartilho abaixo:

Extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/115548_MUITO+CANUDO+POUCO+RESULTADO

MUITO CANUDO, POUCO RESULTADO

Popularização faz dobrar o número de alunos de pós-graduação em dez anos, e o curso deixa de ser um diferencial na formação

por Luciani Gomes

Até há pouco tempo, os cursos de pós-graduação (stricto ou lato sensu) eram a melhor maneira de o profissional se destacar no mercado de trabalho. Mestrado e doutorado não eram tão comuns, MBA ainda era uma novidade e quem tinha um ou outro era exceção. Nos últimos anos, no entanto, os cursos se popularizaram demais e deixaram de ser diferencial. De 1999 a 2009, o número de alunos de mestrado, doutorado e mestrado profissional dobrou – pulou de 80 mil inscritos para 160 mil em todo o País, segundo dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Os jovens já saem das faculdades com algum curso engatado e com planos de outro na sequência. “A pós-graduação virou requisito básico. Por isso, já não é um diferencial tão forte”, constata Edson Rodriguez, consultor em gestão de pessoas.

Dois exemplos dessa nova geração são o advogado Pedro Cabral de Vasconcellos e a fisioterapeuta Charlene Boif, ambos de 28 anos. Vasconcellos fez primeiro uma pós-graduação em direito e processo no trabalho e, ato contínuo, em direto do trabalho. “É uma maneira de permanecer atualizado”, justifica o advogado. Charlene já tem um mestrado na Espanha e está concluindo a segunda especialização em ciência da performance humana. Seus planos são fazer mais um mestrado em 2011 e depois emendar com um doutorado. “Para mim, tão importante quanto o aprendizado é a troca com profissionais que os cursos possibilitam”, diz ela.

Mas, para quem quer ir além das pós-graduações tradicionais, há algumas alternativas, segundo especialistas. A primeira é uma experiência no Exterior. Foi a opção de Fernanda Cabral, 23 anos, que se formou em marketing e partiu para um curso de extensão nos Estados Unidos. “Eu queria ver as coisas de outra perspectiva. E a experiência de viver a profissão fora do País fará a diferença quando eu voltar”, acredita. Fluência em mais de um idioma estrangeiro é outro item essencial para quem quer ter o currículo no topo da pilha, segundo a gestora de carreiras Waleska Farias. “O Brasil é a bola da vez. É necessário ir muito além do inglês, que virou requisito básico.” Porém, o fundamental para quem busca o aprimoramento é se certificar da qualidade do curso oferecido. Assim como faculdades privadas proliferaram e a qualidade ficou em segundo plano, também há cursos de especialização e de pós-graduação que deixam a desejar. “É sempre bom avaliar bem o projeto pedagógico, o corpo docente, as instalações e as referências”, alerta o educador Efrem Maranhão, membro da Academia Brasileira de Educação.

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– Inteligência Emocional ou Fria?

Leio interessante artigo do psicoterapeuta George Vittorio Szenészi, em entrevista à Cilene Pereira na Revista IstoÉ, Ed 2173, pg7-9. Ele fala sobre a importância de ser inteligente num mundo corporativo onde administrar as relações humanas é cada vez mais fundamental.

E, na preocupação em administrar sentimentos, vem uma colocação interessante:

Inteligência sem emoção não funciona”.

Taí. Essa afirmação serve como reflexão para muitos gestores espertalhões que têm o coração duro. Administrar sentimentos pode ser tão importante quanto números em empresas.
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– A proximidade da cura do Diabetes!

Para quem sofre do diabetes, sabe quão penosa é a convivência com essa doença. Mas uma notícia boa: a medicina se aproxima da solução!

Extraído de: https://t.co/Xr2vxxMMHL

NOVA DESCOBERTA PODE ACABAR COM INJEÇÕES PARA TRATAMENTO DE DIABETES TIPO 1

Uma equipe de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e do Instituto de Células-Tronco de Harvard (ambas nos EUA) fizeram uma descoberta que pode ajudar a desenvolver a cura para a diabetes tipo 1.

O estudo publicado nesta segunda-feira na revista Nature mostrou que implantar no organismo células produtoras de insulina, desenvolvidas em laboratório a partir de células-tronco, é capaz de reverter a diabetes por pelo menos seis meses.

Os testes foram feitos em ratos de laboratório geneticamente modificados para sofrerem diabetes tipo 1. Após receberem a implantação de células artificiais, eles conseguiram produzir insulina sem o uso de injeções, durante o tempo que durou o estudo: 174 dias.

Os testes em humanos ainda devem demorar alguns anos, mas os cientistas estão otimistas em modificar o tratamento dos pacientes que não precisaria mais do uso de injeções de insulina frequentes.

O diabetes tipo 1 ocorre quando o próprio corpo ataca as células que produzem a insulina. O tratamento é feito com injeções que simulam o comportamento do pâncreas após as refeições. Quase 50% das pessoas com tipo 1 são diagnosticadas antes dos 18 anos. São cerca de 800 mil casos no Brasil.

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– Ter Cérebro Otimista e Suas Consequências

Veja que bacana: uma pesquisa reproduzida pela Revista Galileu (abaixo a citação) mostra que um cérebro otimista rejeita pensamentos negativos; logo, está sempre de bem com a vida. Entretanto…

Um otimista ao extremo tem um problema: subestimar riscos!

Nem tudo ao Céu e nem tudo ao inferno…

Extraído de: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/1,,EMI281058-17933,00.html

CÉREBRO DOS OTIMISTAS REJEITA PENSAMENTOS NEGATIVOS

Por Sandra Damiani

Pesquisadores da University College de Londres descobriram que o cérebro das pessoas sempre positivas dá preferência a tudo que reforça uma bela perspectiva do futuro. Em um experimento, os cientistas pediram a voluntários que apontassem a probabilidade de acontecer 80 diferentes situações negativas em suas vidas, como separação e doença grave, enquanto passavam por uma ressonância magnética.

Os cientistas observaram que as pessoas otimistas tinham uma atividade maior no lobo frontal (responsável por nossa capacidade de planejamento e estimativas) ao processarem notícias positivas. Diante das negativas, tiveram menor atividade nesta parte do cérebro, sugerindo que o órgão estaria escolhendo qual evidência levar em conta.

O estudo dá pistas do que leva algumas pessoas a manter uma previsão cor-de-rosa mesmo quando a realidade reforça o inverso. É como acreditar que seu time vai ganhar no próximo jogo mesmo depois de sucessivos fiascos. “O lado ruim de ser sempre positivo é subestimar riscos”, diz Tali Sharot, uma das autoras do estudo. Isso explicaria por que campanhas como as de combate ao fumo ou à Aids são, por vezes, ineficazes, alerta a neurocientista.

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– Acreditar e Lutar

Fé e Razão: duas asas que nos elevam para o Céu Papa João Paulo II

Acreditar e lutar por um mundo melhor com obras práticas é o melhor caminho para nos aproximar de Deus. Vale a pena pensar e agir com esse princípio!

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– Peixes gerarão… Diesel!

O que dizer da tecnologia de ponta aliada a sustentabilidade? O Governo Federal quer produzir pelo menos 210 milhões de litros de Biodiesel a partir das vísceras de Tilápia!

Abaixo, extraído de: http://is.gd/CM80UT

BIODIESEL DE PEIXE

Projeto da Petrobras e do Ministério da Pesca transforma restos de pescado em matéria-prima de combustível “limpo”

Maior produtor nacional de tilápia, o Ceará está prestes a fechar o ano produzindo 30 mil toneladas do peixe, um crescimento de 10% na comparação com 2011. Seria apenas motivo de comemoração, não fossem as cerca de três mil toneladas de vísceras descartadas no solo. Além de gerar mau cheiro, elas contaminam o lençol freático. Esse aspecto poluente da produção de tilápia logo terá fim. Um projeto tem como meta transformar o descarte em combustível limpo.

A Petrobras Biocombustível e o Ministério da Pesca firmaram uma parceria para intensificar os estudos para, a partir das vísceras, extrair o óleo de peixe. A ideia é que o subproduto do pescado passe a integrar o grupo de produtos que o País transforma em biodiesel (leia quadro). A tecnologia para transformar peixe em combustível já começou a ser testada. No Nordeste, a Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec) – em parceria com a empresa Ekipar e o governo do Estado – finaliza a criação de uma máquina capaz de processar a matéria-prima residual do pescado e extrair o óleo. O equipamento será apresentado no próximo dia 19.

Os idealizadores do projeto esperam atingir três objetivos. “O primeiro, de caráter ambiental, é o fim da poluição dos açudes e rios gerada pelo descarte das vísceras dos peixes. O segundo é a geração de renda extra para as cooperativas de pescadores. E o terceiro é a fabricação de um combustível limpo”, enumera o presidente da Nutec, Lindberg Gonçalves. Matéria-prima para tocar o projeto não vai faltar. Se atingidas as metas estabelecidas no Plano Safra do Ministério da Pesca e Aquicultura, o País terá produzido dois milhões de toneladas de pescado por ano até o final de 2014. Com isso, 210 milhões de litros de biodiesel à base de óleo de peixe irão impulsionar caminhões todos os anos.

Depois de concluir o desenvolvimento logístico e científico do projeto, restará uma última tarefa aos idealizadores: mostrar aos pescadores e criadores que, ao jogar os restos do pescado por aí, estarão perdendo dinheiro, além de prejudicar o ambiente.

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– Enfim, a Vacina contra a Dengue está pronta!

A ANVISA aprovou e em breve estará à disposição da população: a Vacina contra a Dengue, após pesquisas e desenvolvimento do Laboratório Safoni.

Abaixo, extraído de: http://epoca.globo.com/vida/noticia/2015/12/como-funciona-vacina-contra-dengue-aprovada-pela-anvisa.html

COMO FUNCIONA A VACINA CONTRA A DENGUE APROVADA PELA ANVISA

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (28) a primeira vacina contra a dengue no Brasil. A vacina, produzida pela empresa francesa Sanofi Pasteur, promete reduzir em até 93% os casos graves da dengue – aqueles que podem levar à hospitalização ou ao óbito. Sheila Homsani, diretora médica da Sanofi Pasteur, conversou com a reportagem de ÉPOCA e explicou como funciona a vacina. Serão três doses, uma a cada seis meses, para imunizar os pacientes. Segundo ela, a vacina é uma importante ferramenta para controlar a doença, mas isso não significa que a população deve se descuidar da prevenção – continua sendo importante não deixar água parada e eliminar os criadouros do Aedes aegypti. “É importante mostrar para as pessoas que a vacina não vai resolver o problema sozinha”, afirma Sheila.

ÉPOCA – A gente pode considerar que a vacina é completamente segura? Existe contraindicação?
Sheila Homsani –
 É uma vacina segura, tanto é que a Anvisa aprovou. Mas ela é contraindicada para menores de nove anos e não pode ser usada por gestantes, porque é de vírus vivo atenuado. É como a vacina de rubéola, que também não é indicada para gestantes. Pacientes imunodeprimidos, como os de HIV positivo, também não podem. Essas são as contraindicações. Para os outros casos, é uma vacina muito segura.

ÉPOCA – O que é uma vacina de vírus vivo atenuado?
Sheila Homsani –
 A vacina é feita com o vírus vivo da doença, mas a gente atenua, enfraquece esse vírus. Ele fica tão fraco que não pode causar a doença, mas permite que o nosso sistema imunológico reconheça a forma dele, o genoma. Com isso, cada vez que o vírus entrar em contato com o organismo, nosso organismo já sabe como ele é e já produz os anticorpos.

ÉPOCA – Como essa vacina será aplicada?
Sheila Homsani –
 É uma injeção. São aplicadas três doses, uma a cada seis meses. A partir da primeira dose ela já faz efeito, mas são necessárias três para que ela tenha um equlíbrio e uma boa proteção contra os quatro tipos de vírus de dengue que existem e para a proteção ser duradoura. Até agora a gente não observou a necessidade de mais doses de reforço. Então, são três doses para a vida inteira. Pode ser que, no futuro, a gente observe na prática que precise de mais alguma dose. Em princípio, não. Para toda vacina nova é assim, tem de ir observando.

ÉPOCA – E se o paciente tomar essas três doses, ele estará protegido dos quatro tipos de dengue?
Sheila Homsani –
 Ela protege contra os quatro vírus. A eficácia geral dela é em torno de 66%. A proteção contra o Tipo 4 é de 83%, contra o Tipo 3 é de 73%, contra o Tipo 1, 58% e contra o Tipo 2, 47%. Os quatro tipos podem causar a versão grave da dengue, mas a vacina protege 93% das formas graves, o que é muito bom. São aqueles casos que levam à hospitalização, ao óbito. Então, esse tumulto que existe hoje nos corredores dos hospitais, com pessoas em casos graves morrendo, isso não aconteceria mais.

ÉPOCA – Quando a gente fala que reduz em 93%, isso significa que algumas pessoas, mesmo tomando a vacina, podem ficar doentes.
Sheila Homsani –
 Pode ocorrer. Nenhuma vacina é 100% eficaz. Mas mesmo nesses casos em que a vacina não conseguiu proteger o paciente, ele vai ter uma dengue leve, será mais fraca.

ÉPOCA – Com essa aprovação da Anvisa, nós já podemos ter uma ideia de quando a vacina estará disponível para os cidadãos?
Sheila Homsani –
 Agora vai depender da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (órgão da Anvisa). É ela que define o preço. Quando ela fizer isso, a gente traz a vacina para o Brasil. Esse processo em média leva até três meses. É só isso que falta.

ÉPOCA – Estamos com um surto muito grande de dengue aqui no Brasil. Quando a vacina passar por essa última fase, teremos condição de produzir todas as vacinas necessárias?
Sheila Homsani –
 Nós temos uma fábrica em Neville, na França, com capacidade para produzir 100 milhões de doses, para o mundo inteiro. O que precisamos é saber com antecedência se teremos a vacina no calendário público, para ter as doses necessárias. Precisa ser com antecedência porque leva tempo para produzir essa vacina. Também é importante mostrar para as pessoas que a vacina não vai resolver o problema sozinha. A gente tem de continuar limpando os criadouros, não permitir a água parada. A vacina protege só contra a dengue, não protege contra zika ou chikungunya. Se as pessoas continuarem deixando água nos potinhos, vai continuar proliferando o mosquito. Todo mundo tem de fazer a sua parte.

O mosquito Aedes aegypti. Ele transmite o zika vírus, que pode causar microcefalia em bebês cujas mães foram infectadas na gravidez (Foto: Thinkstock)

 

– A Fosfoamina (ou “fosfoetanolamina”) será testada cientificamente em definitivo!

Agora é “prá valer”!

Dias atrás, falamos sobre o sucesso que estava fazendo as pílulas de fosfoamina, a droga sintética que promete ajudar na cura do câncer, mesmo com proibição da ANVISA. Vide seu histórico neste link, clicando aqui: http://wp.me/p4RTuC-cQW.

Pois bem: conceituados oncologistas respeitados mundialmente, vão fazer testes (que devem ser definitivos) sobre o poder ou não da fosfoetanolamina em humanos.

Sobre quem pode participar ou não, abaixo, extraído de G1, em: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/12/quem-podera-participar-de-estudo-sobre-fosfoetanolamina-veja-video.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=g1

QUEM PODERÁ PARTICIPAR DE ESTUDO SOBRE FOSFOETANOLAMINA?

O Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp) vai coordenar a pesquisa para testar a substância fosfoetanolamina sintética no tratamento de pacientes com câncer. O oncologista Sergio Simon, diretor do Centro Paulista de Oncologia, fala sobre o perfil dos pacientes que poderão participar do estudo no vídeo:

 

A substância nunca foi testada em humanos, mas foi distribuída durante anos pela USPde São Carlos. Atualmente, a distribuição está suspensa por decisão judicial. A previsão é que, no prazo de seis meses, os pesquisadores tenham uma ideia da eficácia da droga.

Segundo informou o SPTV, ainda não há data para o início dos estudos porque ainda será necessário um consenso da Secretaria Estadual da Saúde, Ministério da Saúde e os pesquisadores da USP de São Carlos, que vão repassar detalhes da fórmula da substância. A escolha dos pacientes que vão participar dos testes vai depender de critérios técnicos, definidos pelo instituto.

O investimento total para os testes deve ser de aproximadamente R$ 2 milhões, informou o SPTV. Todos os pacientes serão monitorados continuamente por uma equipe multiprofissional com experiência em testes clínicos, no Icesp. A produção da substância ficará sob responsabilidade da Fundação para o Remédio Popular (Furp).

No ínicio, 10 pessoas vão receber a substância. Se nenhum paciente tiver efeitos colaterais graves, o estudo continua. Serão separados 10 grupos de cada tipo de câncer, com 21 pacientes cada. Se pelo menos dois pacientes responderem bem, a pesquisa será ampliada. Progressivamente, a inclusão de novos pacientes continuará até atingir o máximo de 1 mil pessoas.

A estratégia, segundo a equipe, permitirá melhor compreensão da droga. O oncologista e diretor-geral do Icesp, Paulo Hoff, disse que a prioridade é a segurança dos pacientes. Por isso, nesse primeiro momento, a pesquisa vai avaliar se a droga é segura e se há evidência contra o câncer.

Distribuída pela USP de São Carlos por causa de decisões judiciais, a fosfoetanolamina é alardeada como cura para diversos tipos de câncer, mas não passou por esses testes em humanos, por isso não é considerada um remédio. Ela não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e seus efeitos nos pacientes são desconhecidos.

Até o momento, o grupo de pesquisadores que desenvolveu a síntese da fosfoetanolamina alegava que os testes clínicos não tinham sido concluídos pois havia má vontade por parte da Anvisa.

Pesquisa polêmica
A fosfoetanolamina sintética começou a ser estudada no Instituto de Química da USP em São Carlos, pelo pesquisador Gilberto Chierice, hoje aposentado. Apesar de não ter sido testada cientificamente em seres humanos, as cápsulas foram entregues de graça a pacientes com câncer por mais de 20 anos.

Em junho do ano passado, a USP interrompeu a distribuição e os pacientes começaram a recorrer da decisão na Justiça. Em outubro deste ano, a briga foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a produção e distribuição do produto.

Mas, desde novembro, por causa de uma nova decisão judicial, a distribuição da substância está proibida. A polícia chegou a fechar um laboratório em Conchal (SP), que estava produzindo ilegalmente a substância.

Um levantamento do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) diz que 5 mil pessoas no estado estão sem receber a fosfoetanolamina sintética. Segundo o pesquisador que desenvolveu a droga, a substância ajuda a célula cancerosa a ficar mais visível ao sistema imunológico. Com isso, o organismo combate com mais facilidade essas células.

A Anvisa diz que é preciso comprovar a eficácia e a segurança do produto, e que os prazos dos estudos devem ser respeitados. Agora, o Instituto do Câncer de São Paulo vai começar os testes em pacientes. A produção da substância será feita por uma fundação.

Primeira fase de testes
Em novembro, o ministério da Ciência, Celso Pansera, informou que a primeira fase de testes da fosfoetanolamina deve ser concluída por laboratórios parceiros do governo em sete meses. No mês passado o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) já tinha anunciado um plano de trabalho do governo para validar tecnicamente a molécula, que poderia vir a ser usada no tratamento do câncer, caso tenha sua efetividade comprovada.

Na ocasião, a pasta afirmou que R$ 10 milhões seriam destinados para as atividades ligadas à pesquisa da fosfoetanolamina em um período de 2 anos. Pansera afirmou também que o MCTI já tinha colocado à disposição dos laboratórios R$ 2 milhões para pesquisar a fosfoetanolamina e que o ministério solicitaria à USP uma amostra da molécula sintetizada pela universidade para realizar os testes.

Segundo o MCTI, depois da primeira etapa de análises, estão previstas as fases seguintes do estudo em humanos. Ainda não é possível prever em quanto tempo o grupo poderá determinar se a substância é segura e eficaz para o tratamento de câncer.

“Existem pessoas usando uma substância da qual nós não temos efetivamente nenhum estudo seguro da eficácia e segurança. O governo tem que estar olhando para isso de outra forma, temos que dar uma resposta para a situação”, disse Pansera.

Para que a população possa acompanhar os andamentos dos testes, será criado um site que deve divulgar a evolução das pesquisas. Uma comissão de representantes da sociedade civil também foi criada para acompanhar a pesquisa. O Ministério da Saúde enfatizou que não recomenda que as pessoas usem a fosfoetanolamina como tratamento contra o câncer antes da conclusão dos resultados dos testes.
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– Adoção de crianças ou Doação de Sêmem?

Sou doador de sangue há muito tempo. Dias atrás, fui convidado a doar sêmem.

Sinceramente, fiquei em dúvida se tal ato realmente é de solidariedade. Respeito os bancos de esperma, mas… se o casal não consegue ter filhos, a adoção não seria o caminho mais adequado?

Ok, nada de críticas, pois respeito todas as opiniões. Mas penso que colaboramos muito mais com a adoção legal ao invés de caros tratamentos de fertilização.

E você, o que pensa sobre isso?

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– O Futurólogo Ray Kurzweil e o Namoro com Robôs

Antes de 2.030 poderemos namorar robôs

O que podemos falar do cara que é o número 1 de Bill Clinton e de Bill Gates?

Um dos maiores estudiosos sobre tendências afirma: em 2029 o computador se igualará com o homem em inteligência. Daqui 14 anos teremos serviçais autômatos em casa. E a morte será algo contornável na vida do homem.

Uau!

Entrevista na Isto É, Ed 2189, pg 8-12, por João Lóes, em: http://is.gd/v1IRei

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– Dopping Genético em 2016?

Se já era difícil pegar os atletas que se dopam com hormônios e outras drogas, imagine com o dopping genético!

Assustador, extraído de: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI268191-17933,00-A+NOVA+ERA+DO+DOPING.html

A NOVA ERA DO DOPING

Em vez de hormônios, a onda será fazer modificação genética para melhorar o desempenho dos atletas

por Rafael Tonon

Muito antes dos hormônios artificiais serem usados para melhorar a performance dos atletas, nos anos 800 a.C. eles já usavam estimulantes à base de cogumelos para conseguir melhores resultados. Os casos de doping, agora, podem passar a um nível bem mais difícil de provar: atletas podem começar a usar a manipulação dos genes para aumentar suas habilidades. Assim como a terapia genética usada para fins médicos, o método esportivo se baseia na inserção de um vírus ou outro organismo que carregue o DNA já modificado no genoma humano. A ideia é colocar genes “turbinados” no lugar de genes normais para fabricar hormônios que potencializem seus músculos e melhorem o desempenho em levantamento de peso, por exemplo. Mark Frankel, especialista em modificação genética e bioética da Associação Americana para o Avanço da Ciência, garante que os pesquisadores já descobriram genes com impacto na velocidade, nos músculos e na resistência do corpo e que isso terá uma grande repercussão nos esportes nos próximos anos. “Provavelmente esse tipo de geneterapia será usado já nas próximas Olimpíadas que acontecerão no Rio em 2016.”

Os conhecimentos científicos na área ainda são poucos para que a manipulação genética seja usada com segurança. “O perigo é os atletas buscarem algo que pode aumentar sua performance diretamente nos laboratórios, antes que as substâncias e técnicas sejam aprovadas”, afirma Frankel. Também não há testes que detectem o doping genético, mas a Agência Mundial Antidoping (Wada) já busca métodos próprios. A frente de pesquisa se baseia no conceito de que, quando a geneterapia ocorre, o metabolismo e até a morfologia das moléculas se alteram. O desafio, então, é desenvolver uma tecnologia que saiba discriminar quais foram os agentes usados para a molécula sofrer modificações. Eduardo De Rose, médico brasileiro e membro-fundador da Wada, acredita que as técnicas terão que seguir o ritmo de evolução dos últimos anos, quando foram aprendidos métodos de detecção de vários estimulantes. “Hoje a cada 100 exames podemos ter um caso. É impossível fazer um evento esportivo sem casos de doping.”

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– Estudar futebol não faz mal a ninguém!

O Vitória está praticamente de volta à série A do Brasileirão, capitaneado nesta ótima campanha pelo treinador Vagner Mancini na série B.

Dorival Júnior reformulou o Santos FC (mesmo após a saída de Robinho) e fez o time praiano jogar o futebol mais vistoso do Campeonato.

Tite erguerá a taça como Campeão Brasileiro pelo Corinthians.

Mano Menezes tirou o Cruzeiro da zona da degola.

Milton Mendes fez a Ferroviária-SP voltar à elite do Paulistão e de lá foi para o Atlético Paranaense (que o demitiu graças ao instável presidente Petraglia). Depois de sua saída, o time decaiu na tabela…

O que eles têm em comum?

Saíram do Brasil e foram se atualizar na Europa!

E aí compartilho o que o ex-jogador Leonardo disse na Revista Época dessa semana:

O técnico brasileiro não está dentro do circuito internacional. E, se não tem acesso a outras informações, dificilmente consegue desenvolver uma nova idéía. Ele está fechado para o mundo. A formação do treinador brasileiro é empírica. O treinador na Europa faz dois, três, quatro anos de curso. Depois desenvolve as ideias dele! Para ser treinador na Europa, eu fiz dois anos do curso UEFA. Os cursos do Brasil não são reconhecidos internacionalmente”.

Precisa dizer algo?

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– Estudantes com Ponto Eletrônico no Enem

Está se tornando repetitivo: de novo, duas manchetes idênticas sobre os candidatos que fazem/ farão as provas do ENEM:

1- Atrasos na chegada aos prédios;

2- Golpes da cola eletrônica.

São esses alunos que serão nossos médicos, advogados, administradores, professores….? Pontuais e éticos na luta para entrar na Universidade?

Tenho dó daquele que estuda, trabalha, pega ônibus e com muito sacrifício tenta chegar ao Ensino Superior. Os quem têm R$ 50.000,00 para pagar as quadrilhas que fornecem ponto eletrônico, são cúmplices desses bandidos e tão criminosos quanto.

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– A Preguiça é o segredo do sucesso!

Curioso. Walcyr Carrasco, autor de novelas, escreveu em sua coluna semanal na Revista Época que sua grande fonte de inspiração é a… preguiça!

Para ele:

A preguiça é uma vantagem para a sobrevivência, que faço questão de exercer”.

Como eu não tenho um salário polpudo como noveleiro da Globo, não posso exercer minha vontade de nada fazer. Que pena!

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– Outubro Rosa e o Testemunho da Minha Família!

#OutubroRosa

Se viva fosse, minha vó Nória Barroca faria aniversário hoje.

Ô velhinha danada… A Simpatia em forma de pessoa. Há 21 anos ela partiu. Minha mãe, já faz 18! Ambas por culpa do Câncer de Mama.

Aproveite que a sociedade está fazendo a Campanha do “Outubro Rosa“, em prol da prevenção e combate a essa maldita doença. Quanto antes descobrir, melhor. Naquele tempo, minha mãe e minha vó não sabiam nada sobre isso, e quando perceberam…

Acesso a informação é ótima prevenção!

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– A Pátria Educadora está falida, na iminência de um colapso nas instituições de investimento em pesquisa.

Uma triste constatação na área de Educação no Brasil: A Pesquisa Científica por aqui faliu! Os órgãos que fomentam os pesquisadores não tem dinheiro e a presidente Dilma Rousseff cortou as verbas.

Entenda, extraído de: http://epoca.globo.com/vida/noticia/2015/10/o-brasil-esta-beira-de-um-apagao-cientifico.html

O BRASIL ESTÁ À BEIRA DE UM APAGÃO CIENTÍFICO

O laboratório da professora Helena Nader, bióloga e presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), fica no oitavo andar de um dos prédios da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Para chegar lá, como de costume em prédios desse porte, basta pegar o elevador. Porém há um detalhe: há semanas o elevador não funciona direito. Pergunto a Helena se isso já é uma evidência de que a crise econômica chegou à ciência. “O governo cortou o custeio de todo mundo. No nosso caso, isso significa contratar uma firma que não conserta o elevador. Então, nós subimos oito andares de elevador, mas descemos de escada todos os dias.” O caso poderia ser apenas uma anedota no mundo das universidades, mas não. No atual cenário de crise econômica, é o exemplo perfeito sobre o que pode acontecer com a ciência no Brasil. A queda na arrecadação e os cortes no orçamento já afetam pesquisa e desenvolvimento, e ameaçam provocar um verdedeiro apagão científico no país.

A crise de financiamento na ciência não começou agora. Ela já vem se arrastando desde o ano passado, especialmente com a pressão por causa da alta do dólar, já que muitas vezes equipamentos de laboratório precisam ser importados. Só que piorou a partir de julho deste ano, quando o governo parou de repassar os recursos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), uma agência de fomento para pesquisas de pós-graduação no país. A Universidade Federal da Bahia (UFBA), por exemplo, anunciou que estava simplesmente paralisando seu programa de pós-graduação, já que sofreu corte de 75% nos recursos da Capes. Outros anúncios se seguiram, com o da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) dizendo que o corte “afeta de modo irreparável cada um dos programas de pós-graduação da UFRJ e das demais universidades públicas”.

Em nota, o Ministério da Educação (MEC) negou o corte de 75%. Segundo o governo, houve um contingenciamento dos recursos, mas o valor voltará a ser pago. Porém, ainda assim 10% dos recursos deverão ser cortados. “A Capes assegura o repasse de 1,65 bilhões de reais para os seus programas de pós-graduação. O montante é equivalente a 90% do valor previsto para 2015”, disse o MEC.

A verdade é que, mesmo com o governo prometendo pagar as bolsas, a crise já é sentida em diversas esferas do universo científico brasileiro. De uma maneira geral, podemos resumir os cortes ou contigenciamentos atuais em quatro pontos:

  1. Corte de 10% do valor do custeio da Capes
O governo bloqueou 75% do valor de custeio da Capes, paralisando os trabalhos de pós-graduação de algumas universidades. Segundo o MEC, esses recursos não foram cortados – eles serão liberados aos pouco, em pagamentos parcelados. Porém, o governo disse que só garante o pagamento de 90% do montante. Ou seja, na prática, há um corte de 10%.
  2. Redução dos recursos dos Fundos Setoriais
A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) é uma empresa pública criada para investir em ciência. Ela tem 16 fundos setoriais voltados para áreas específicas. Por exemplo, o fundo da Amazônia recebe recursos da arrecadação da Zona Franca de Manaus, e esse dinheiro é usado para pesquisa na Amazônia. Com a crise econômica, a arrecadação dos fundos cai, e a Finep consequentemente repassa uma verba menor para pesquisa científica.
  3. Paralisação dos editais dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs)
O governo criou em 2008 mais de cem institutos para desenvolver desde pesquisa básica como de ponta. Eles tinham validade de sete anos. Após o término, é preciso julgar os INCTs para saber quais merecem continuar o trabalho, quais serão interrompidos ou substituídos. O Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTI) já publicou um novo edital para renovar os institutos, mas não tem recursos para honrar o edital. O processo está parado, e os institutos sem dinheiro.
  4. Crise nos programas estaduais
A crise também atinge órgãos estaduais de ciência. Em São Paulo não há cortes, mas os Institutos de Pesquisa operam com apenas metade do número dos pesquisadores considerado necessário. No Rio, a Fundação de Amparo a Pesquisa (Faperj) interrompeu momentaneamente a liberação de novos recursos. No Rio Grande do Sul, o governo enviou projeto de lei para acabar com a Fundação Zoobotânica e o Museu de Ciências Naturais.

“É a escolha de Sofia”, diz a professora Helena Nader, referindo-se ao filme em que a personagem Sofia, interpretada pela atriz Meryl Streep, precisa escolher qual dos dois filhos vive. “Não é culpa do ministro Janine [Renato Janine Ribeiro, ministro da Educação antes da reforma ministerial] ou do ministro Rebelo [Aldo Rebelo, então ministro da Ciência]. Eles tiveram de se adequar a um orçamento menor e escolher onde cortar. E para fazer isso, decidiram manter as bolsas dos estudantes e cortar no custeio”. A rubrica do custeio, no entanto, é a grande pegadinha. Ela cobre desde a compra de lápis e canetas até equipamentos científicos. Ou manutenção de elevadores. Se por um lado é importante priorizar as bolsas de jovens cientistas, por outro, o corte do custeio pode deixá-los sem laboratórios, equipamentos e o material necessário para fazer pesquisa.

Não bastassem os cortes, a questão da alocação de recursos também chama a atenção da SBPC, especialmente no caso do programa Ciência sem Fronteiras, um dos carros-chefe da política para a educação do governo.  O programa investe na formação de alunos de graduação em universidades no exterior. Acontece que quando o Ciência sem Fronteiras foi criado, em 2011, o governo não gerou novos recursos para ele. Em vez disso, alocou o programa no orçamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDTC). As associações científicas dizem que o Ciência sem Fronteiras está, na prática, tirando dinheiro do desenvolvimento de ciência e inovação para financiar a graduação.

As tentativas para desatar o nó no investimento da ciência existem, mas são ainda tímidas. Segundo o professor Jacob Palis, presidente da Academica Brasileira de Ciências (ABC), uma das saídas que estão sendo negociadas, mas ainda está nos bastidores, seria um convênio ou empréstimo feito pelo governo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Os recursos poderiam ser usados para liberar os editais dos INCTs. Retirar o Ciência sem Fronteiras do fundo da pós-graduação é outra demanda para evitar cortes em pesquisa, e as associações científicas continuam pedindo uma porcentagem nos recursos dos royalties do petróleo. Mas a medida favorita de Palis é uma saída pouco explorada no Brasil: incentivos para o financiamento privado na ciência.

“Nós precisávamos criar uma espécie de Lei Rouanet para a ciência e tecnologia”, diz, referindo-se à lei que cria incentivos fiscais para empresas investirem em cultura. “Poderia ser um mecanismo para incentivar pessoas e empresas a doar para instituições científicas e abater parte desse valor no Imposto de Renda”. O exemplo que ele dá é o de uma das mais importantes instituições científicas do mundo, a academia de ciências do Reino Unido, conhecida como Royal Society. Essa instituição recebeu, ao longo da história, doações de terrenos, prédios e recursos de empresas, milionários e entusiastas da ciência. Não por acaso, a Royal Society financiou e publicou trabalhos de cientistas distintos, de Isaac Newton a Stephen Hawking. Um artigo publicado em ÉPOCA em junho abordou esse ponto, com o sugestivo título Por que os milionários brasileiros não doam suas fortunas a universidades?.

E foi do Reino Unido que tive a melhor definição de como a ciência brasileira pode enfrentar a crise econômica. No começo de setembro, o Conselheiro-Chefe para Assuntos Científicos do Reino Unido, Robin Grimes, veio ao Brasil para assinar acordos de cooperação científica. Perguntei a ele como a Europa resistiu aos cortes durante a crise financeira de 2009. “É uma questão de a sociedade mostrar aos políticos que se importa com ciência”, disse. “Mostrar que ideias científicas podem ser transformadas em prosperidade, em empregos, em novos produtos. No Reino Unido, nós nos beneficiamos desse entendimento e conseguimos passar a crise com um orçamento estável”. Ou seja, não é apenas criticar e reclamar dos cortes. Nós, como cidadãos, também temos que mostrar que nos importamos com a ciência, sob a pena de ver o desenvolvimento do Brasil usando escadas enquanto os demais países sobem de elevador.

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– Quem disse que estudar o futebol como ciência não dá certo?

Vivemos novos tempos no futebol. O Empirismo, por si só, já não é suficiente. Aplicar a ciência faz parte da metodologia de trabalho e isso é muito bom!

O líder do Campeonato Brasileiro, Corinthians/SP, é treinado por Tite, que tirou um ano sabático para estudar e reciclar. Parece que deu certo…

O treinador do time que “quase já subiu” da série B para a série A, Vitória/BA, é Vagner Mancini, que no final do ano de 2014/inicio de 2015 fez clínicas na Europa, inclusive com Guardiola.

O futebol mais bonito jogado hoje é o do Santos/SP, que faz uma campanha de recuperação incrível no Brasileirão, desde que assumiu o treinador Dorival Júnior, que dividiu seu tempo com os cuidados à esposa enferma e mesmo assim se atualizou na Europa (em companhia de Mancini).

Parece que os folclóricos treinadores boleiros (respeitosamente, cito Joel Santana da Prancheta) estão perdendo espaço. E causa espanto que os 3 citados treinadores de sucesso atualmente sejam abertos ao diálogo e educados. Já Dunga, da Seleção Brasileira, continua pragmático e irredutível em seu esquema, além de azedo aos contatos e tratamento dispensado aos outros.

O que você acha disso?

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– Em Marte há vida?

Pode ser que sim! Após a NASA revelar que o Planeta Vermelho tem pequenos leitos de rios de água corrente salgada sazonais, por que não crer que existam organismos por lá? Ou, claro, em outros mundos?

Somos um pequeno grão de areia no meio do Universo. Não podemos (e nem devemos) duvidar.

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– Dilma, Ciência e a Arca de Noé!

Durante o Prêmio Jovem Cientista, entregue na última semana pela presidente Dilma Rousseff, houve um discurso sobre a importância da pesquisa científica (mesmo com o Governo Federal cortando os recursos do “Ciência Sem Fronteiras”.

Empolgada e de improviso, disse a chefe do país:

Transformar o mundo significa levar a cada uma das pessoas as melhores condições de vida. É isso que a Ciência faz, desde a Arca de Noé”.

Ai… essa doeu! Quem eram os cientistas daquele período bíblico?

Dona Dilma tá perdidinha… coitado do nosso país.

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– O que pensar sobre o Homo Naledi?

Descoberto mais um parente do homo sapiens: o Homo Naledi, numa caverna da África do Sul. Foram encontrados os restos de 15 indivíduos numa região chamada de “Berço da Humanidade”.

Ao ver a foto dele (vide abaixo), você não se questiona: “Éramos assim?”.

As teorias evolutivas dizem que sim. Ok, respeito. Mas certamente há a mão de Deus nesse desenvolvimento.

Em alguns artigos que li, desnecessariamente encontro referências jocosas sobre o Criacionismo. Ora, se estas pessoas defendem a Evolução, respeite-se a crença de quem pensa diferente. Além disso, muitos falam da Ciência como se ela fosse opositora da Religião.

O que penso disso tudo? Uma grande bobagem. Fé e Razão são aliadas, não inimigas. É impossível crer que das formas primárias às mais evoluídas de vida tenham surgidas ao acaso, pela coincidência de elementos químicos sem a vontade de uma força maior.

Parece que a cada descoberta científica alguns fazem apologia do ateísmo. Pra quê?

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– Peixes extintos que voltaram à vida?

Peixe vampiro ou sanguessuga do mar: não é que a Natureza nos surpreende quando permite a descoberta de criaturas exóticas que se acreditava não existirem mais?

Veja só, extraído de: http://is.gd/QHa4Qx

PEIXE DO TEMPO DOS DINOSSAUROS

Você nunca mais vai ficar tranquilo ao entrar água depois de conhecer esse peixe. Depois de 200 anos sumido dos rios ingleses, Lamprey, uma espécie de peixe vampiro, voltou a aparecer. Conta a história que o rei Henrique I morreu depois de comer esse peixe. Que coragem!

O bicho é muito feio! Sua boca parece um ralo de pia, com dentes de triturador prontos para engolir seus dedos! Essa coisinha bizarra existe no mundo há cerca de 200 milhões de anos antes dos dinossauros. E o maldito, que parecia ter sumido dos rios ingleses, resolveu dar as caras de novo!

Lamprey é conhecido como uma praga nos oceanos, vindo por canais criados para ligar lagos ou rios, eles atacam peixes. Trata-se de um parasita, que muitas vezes ataca em cardume, sugando o sangue até matar. Existem variedades de Lamprey, algumas podem chegar até quase 1 metro!

Se liga na boquinha do bicho:

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– O que pensar sobre a Fosfoamina?

Pesquisador da USP que pesquisou o uso da Fosfoamina e publicou em 10 Revistas Especializadas de Oncologia afirma que tal substância cura o câncer. Entretanto, a ANVISA proibiu a distribuição de cápsulas dela.

Entenda os prós e contras do uso de fosfoetanolamina sintética:

Extraído do G1: http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2015/08/pesquisador-acredita-que-substancia-desenvolvida-na-usp-cura-o-cancer.html

PESQUISADOR ACREDITA QUE SUBSTÂNCIA DESENVOLVIDA NA USP CURA O CÂNCER:

O pesquisador Gilberto Orivaldo Chierice, coordenador dos estudos com a fosfoetanolamina sintética na Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, concedeu uma entrevista sobre o composto, que ele acredita ser a cura para o câncer. “A fosfoamina está aí, à disposição, para quem quiser curar câncer”, disse o especialista.

Como mostrou o G1, a droga era fornecida gratuitamente em São Carlos (SP), mas uma portaria proibiu a distribuição até o registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pacientes que tinham conhecimento dos estudos entraram na Justiça para obter as cápsulas.

De acordo com Chierice, a substância, também conhecida como fosfoamina, não chegou ao mercado por “má vontade” das autoridades. Ele disse que procurou a Anvisa quatro vezes e foi informado que faltavam dados clínicos. “Essa é a alegação de todo mundo. Mas está cheio de remédios neste país que não têm dados clínicos”, desabafou.

Pediu então à agência um hospital público onde pudesse realizar novos testes – os pesquisadores afirmam que, nos anos 90, a substância foi testada em um hospital de Jaú -, mas contou que não obteve retorno.

A Anvisa, por sua vez, disse que não identificou um processo formal para a avaliação do produto em seus registros e que não houve por parte da instituição de pesquisa nenhuma iniciativa ou atitude prática no sentido de transformar o produto em um medicamento.

Ação
O professor aposentado explicou que, com a ingestão das cápsulas, as células cancerosas são mortas e o tumor desaparece entre seis e oito meses de tratamento. “Mas é evidente que um caso é diferente do outro”, afirmou, reforçando que o período pode variar de acordo com cada sistema imunológico.

Contou ainda como a substância age e afirmou que já há outro país interessado em fabricá-la. “Nós podemos ter que comprar esse medicamento a custo de mercado internacional porque já está começando a aborrecer ficar todo esse tempo tentando e não conseguir”, disparou na entrevista, reproduzida a seguir.

EPTV – Que substância é essa? 
É a combinação de uma substância muito comum, utilizada em muitos xampus de cabelo, chamada monoetanolamina, e o ácido fosfórico, que é um conservante de alimentos. A combinação dessas duas substâncias gera uma substância chamada fosfoetanolamina, que é um marcador de células diferenciadas, que são as consideradas células cancerosas.

EPTV – Como ela age no organismo?
Essa substância nós mesmos fabricamos dentro das células de músculo longo e no fígado, no retículo endoplasmático. Então, não podemos chamar de produto natural porque é sintetizado, mas o seu organismo já fabrica com o mesmo propósito: defender você durante todo o tempo da sua vida de células que se diferenciam.

EPTV – Na prática, essa substância reforça a que a gente já tem? Como ela age na célula cancerosa?
Primeiro, ela passa do trato digestivo para o sistema sanguíneo, vai até o fígado e forma uma reação junto com o ácido graxo. O que é esse ácido graxo? É a substância que vai alimentar o tumor. É a energia do tumor. E ela entra junto com essa substância dentro da célula. Quando ela entra, essa célula está relativamente parada, ou seja, a organela principal dela, chamada mitocôndria, está parada. Ela obriga a mitocôndria a trabalhar e, quando ela obriga, ela se denuncia para o sistema imunológico e a célula é liquidada, é a chamada apoptose (veja o processo no vídeo abaixo).

EPTV – A eficácia da substância foi mais evidente em algum tipo de tumor?
Os tumores têm células parecidas no seu mecanismo, chamadas de anaeróbicas. Células de tumor anaeróbico, todas elas cediam pela ação da fosfoamina.

EPTV – Não houve um tipo de tumor em que a eficácia foi maior?
Não é possível fazer essa medida porque, primeiro, nós não somos médicos. Teria que ter uma parceria com o médico para ele mostrar a eficácia de cada um. Isso nunca foi feito.

EPTV – Tem alguma contraindicação? A cápsula tem que ser ingerida antes de a pessoa fazer quimioterapia?
Não existe “antes” porque ela não funciona como coadjuvante. Se você detona o sistema imunológico da pessoa, os resultados não são bons porque a ação da fosfoamina necessita que o sistema imunológico esteja intacto. Se existir uma quimioterapia que não destrói o sistema imunológico, perfeito, pode ser combinado.

EPTV – O senhor tem uma ideia de quantas pessoas foram beneficiadas por essa substância nos últimos 20 anos?
Nos últimos tempos nós fazíamos cerca de 50 mil cápsulas por mês. Isso equivale, a 60 cada pessoa, a 800 pessoas ou próximo de mil pessoas por mês. Agora quantas pessoas foram beneficiadas eu não sou capaz de dizer porque muitas delas, que eram pacientes terminais, estão aí, vivas. Então não sei dizer quantas pessoas foram curadas.

EPTV – O senhor publicou esse estudo em diversas revistas científicas. Quantas no total?
Hoje eu suponho que há de nove a dez trabalhos nas melhores revistas de oncologia do mundo, que são revistas internacionais, junto com o pessoal do [Instituto] Butantan, e explicam o mecanismo de ação da fosfoamina.

EPTV – Houve interesse de outro país nessa fórmula. O que pode acontecer?
Nós podemos ter que comprar esse medicamento a custo de mercado internacional porque já está começando a aborrecer ficar todo esse tempo tentando e não conseguir, criam dificuldades que eu não sei explicar. Eu sou um homem de ciência de 25 anos, eu não sou nenhum amador e, por não ser amador, eu conheço os trâmites das coisas, como funciona. Se não for possível aqui, a melhor coisa é outro país fazer porque beneficiar pessoas não é por bandeira. A humanidade precisa de alguém que faça alguma coisa para curar os seus males.

EPTV – A cura do câncer existe?
Não só pela fosfoamina, deve existir por uma dezena de outras coisas, mas a fosfoamina está aí, à disposição, para quem quiser curar câncer.

EPTV – E por que a aprovação está demorando tanto? Por que a Anvisa está demorando tanto para liberar?
A razão é muito simples: eu acho que existe uma má vontade. Porque, se existisse boa vontade, isso já tinha sido aplicado em hospitais do governo, como dados experimentais, fase I, fase II, fase III, tudo isso já está pronto. Agora o que falta é dentro das normas da lei, os dados clínicos, assim me disseram na Anvisa todo esse tempo. Eu acho que existe uma má vontade.

EPTV – E, enquanto essa “má vontade” continuar, muita gente com a doença, e a cura está mais próxima do que muita gente imagina, não é?
É, eu penso que sim. A cura está bem mais perto. E se dissessem ainda que falta aprimorar alguma coisa, teria que ser aprimorado daqui para frente, não daqui para trás. Daqui para trás está tudo pronto.

EPTV – Essa substância é a cura do câncer?
Eu acredito que sim, eu acredito que sim. Não só essa como um monte delas que poderiam vir de derivados.

Entenda o caso
No dia 17, o G1 mostrou que pacientes com câncer brigam na Justiça para que a USP forneça cápsulas de fosfoetanolamina sintética. De acordo com usuários, familiares e advogados, a substância experimental acumula resultados satisfatórios no combate à doença, inclusive com relatos de cura, mas não possui registro junto à Anvisa e, por isso, só está sendo entregue por decisão judicial.

A droga, cuja cápsula é produzida por menos de R$ 0,10, levou ao surgimento de discussões na internet e um morador de Santa Catarina que a distribuía gratuitamente foi preso. Em entrevista ao G1, Carlos Kennedy Witthoeft afirma que está “com a consciência em paz”.

Durante uma visita a São Carlos (SP), ele contou como conheceu a fosfoetanolamina sintética, apontada por pesquisadores como um tratamento alternativo para o câncer, por que quis doá-la e o que aconteceu após ser preso e indiciado por falsificação de medicamento. “Não tem como mensurar o que a gente sentia a cada pessoa que vinha falar que estava curada”, disse.

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– O Futuro de uma Criança da Coréia do Sul versus a de uma Criança Brasileira

Uma crônica recente e interessante que li me trouxe a perplexidade sobre como alguns governos conseguem vencer as dificuldades do seu povo e outros têm uma imensa capacidade de não resolvê-los.

O texto é do economista Ricardo Amorim (extraído de: http://is.gd/lQH8Ih) e mostra a desigualdade e nuances diversas de duas crianças crescendo nos anos 70. E o cerne é: a diferença do desenvolvimento sulcoreano em relação ao do Brasil.

Muito bom, abaixo:

JOÃO E KIM

“Em 1960, a renda per capita na Coreia era metade da brasileira. Em 1970, eram parecidas. Hoje, na Coreia, ela é três vezes maior do que a nossa.

João e Kim nasceram em 21 de junho de 1970, dia em que o Brasil ganhou a Copa do México. Os pais de Kim eram professores; os de João também. Kim sempre estudou em escola pública; João também. Kim ama futebol; João adora. Kim é da classe média de seu país; João também. Os pais de Kim já se aposentaram; os de João também. Kim e João trabalham na mesma empresa, uma multinacional líder mundial em tecnologia. Kim é engenheiro e ganha R$ 7.100,00 por mês. João não chegou a terminar o ensino médio, ganha R$ 1.900,00 por mês. Kim trabalha na sede da multinacional e é chefe do chefe de João, que trabalha aqui no Brasil.

Onde os caminhos de Kim e João se separaram? 
A cegonha deixou Kim na Coreia do Sul, João no Brasil. Em 1960, a renda per capita na Coreia era metade da brasileira. Em 1970, eram parecidas. Hoje, na Coreia, ela é três vezes maior do que a nossa.

Como as vidas de centenas de milhões de Kims e Joãos tomaram destinos tão diferentes em poucas décadas? Educação, educação e educação.

O país dos Kims investiu no ensino público básico, de qualidade e acessível a todos. O governo coreano gasta quase seis vezes mais do que o brasileiro por aluno do ensino médio. Na Coreia, um professor de ensino médio ganha o dobro da renda média local; no Brasil, menos do que a renda média. Com isso, os Kims estão sempre entre os primeiros lugares nos exames internacionais de estudantes de ensino fundamental e médio – muitas vezes, em primeiro lugar. Os Joãos, melhor nem falar.

Só após garantirem uma boa formação básica e bom ensino técnico, os coreanos investiram em ensino universitário. Ainda assim, a Coreia tem três universidades entre as 70 melhores do mundo. O Brasil não tem nenhuma entre as 150 primeiras. Hoje, a Coreia do Sul é, em todo o mundo, o país com maior percentual de jovens que chegam à universidade – mais de 70%, contra 13% no Brasil. De quebra, o país dos Kims forma oito vezes mais engenheiros do que nós em relação ao tamanho da população de cada um. Tudo isso com um detalhe: a Coreia gasta menos com cada universitário do que o Brasil, mas forma quatro vezes mais Ph.Ds. per capita do que nós.

Para cada won gasto com a aposentadoria do pai de Kim, o governo coreano gasta 1,2 won com a escola do seu filho. No Brasil, para cada real gasto pelo governo com a aposentadoria do pai de João, ele gasta apenas R$ 0,10 com a escola do Joãozinho.

No ano que vem, os pais de Kim virão para a Copa do Mundo no Brasil. A mãe de João já tinha falecido, mas seu pai quis muito ir à Copa da Coreia e do Japão em 2002, mas não tinha dinheiro para isso. Há um ano, ele está fazendo uma poupancinha e ainda está esperançoso em ser sorteado para um dos ingressos com desconto para idosos para ver um jogo da Copa de 2014, nem que seja Coreia do Sul x Argélia. Como os ingressos com descontos são poucos e concorridos, as chances de seu João são baixas. Se conseguir, quem sabe ele não se senta ao lado do sr. e da sra. Kim. Pena que seu João não teve a chance de estudar inglês. Eles poderiam conversar sobre os filhos…

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– O Calote do CNPq aos Cientistas Brasileiros

Há vários e importantes projetos científicos sendo realizados por jovens e competentes cientistas brasileiros.

Usando a estrutura de Universidades e Laboratórios parceiros, eles se doam à pesquisa e desenvolvimento de boas soluções ao país. Eis que, as bolsas que recebem do CNPq (Conselho Nacional de Pesquisa) são fundamentais para o sustento pessoal através do trabalho que realizam.

E se você soubesse que os Ministérios da Saúde e da Educação estão atrasando as verbas (que são pequenas) a esses esforçados pesquisadores, cuja renda vem única e exclusivamente dessas bolsas?

Uma vergonha nacional… Um país onde os custos de muitos ministérios são superfaturados, onde a corrupção galopa sem parar a passos largos, onde as mordomias de “dotores” deputados não cessam nunca… gente humilde, dedicada e que depende desse dinheiro fica esperando ansiosamente o tão necessário depósito em conta dessa renda, que não chega nem a ser salário (afinal, não existem benefícios sociais, tais como INSS, Férias, 13o), e que cuja finalidade acaba sendo o sustento do pesquisador.

É assim que age o Brasil, a “Pátria Educadora”? O lema adotado pela presidente Dilma neste 2o mandato não tem sido coerente com a prática.

Ora, o país esbanja tanto gasto com coisas desnecessárias, leva “trens da alegria” em visita oficial a Washington (vide quantas pessoas passearam nos EUA com Dilma no encontro com Obama), desprezam recursos públicos com alívio e financiamento de impostos aos times de futebol, desviam dinheiro da Petrobrás, e o pobre do cientista (pai e mãe de família) recebe ‘na lata’ a resposta de que “não tem grana”? Aliás, receber um retorno do CNPq é motivo de glória, já que as mensagens automáticas das reclamações trazem os dizeres:sabemos desse problema e já estamos procurando solucionar” são praxes repetitivas.

Autoridades, olhem com carinho para esse pessoal abandonado pelo Governo Federal!
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– Fé e Medicina no Einstein

Achei muito interessante a entrevista do Dr Cláudio Lottenberg, presidente do Hospital Israelita Albert Einstein às Páginas Amarelas da Revista Veja desta semana. Questionado sobre o judaísmo estar intrinsicamente ligado à filosofia do importante e famoso hospital (que é mantido pela comunidade judaica), declarou:

Tenho aqui as melhores ferramentas da lógica e da ciência para comandar esse hospital, mas uso a fé como instrumento fundamental de gestão. É acreditar em coisas não tangíveis, e isso é fundamental para buscar a qualidade no Albert Einstein”.

Muito bom! Tal declaração serve para qualquer religião e mostra como Fé e Ciência devem andar de mãos dadas.

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– O Novo Boeing que decola “de pé”! Você teria coragem em viajar com ele?

Uau! A Boeing lançou o novo 787-9, um Dreamliner, com capacidade para 335 passageiros.

A novidade dele é: ele pode decolar de pistas curtas, quase na vertical!

Eu levei um susto e acho que não toparia viajar nele. Veja a decolagem no vídeo abaixo e diga: dá para encarar?

Em: http://www.youtube.com/watch?v=uH2zVUEjvro

– Tetraplégica, Muda, Cega e… Doutora! Um exemplo a Nós.

Queridos amigos e alunos,

Quando reclamarmos das provas, dos estudos, das dificuldades em geral, recordemos o exemplo dessa moça que ontem terminou seu doutorado na USP: ela não anda, não fala, não enxerga, não mastiga e nem engole. Mas superou as barreiras e, com disposição, defendeu sua tese!

Abaixo, extraído de: Folha de São Paulo, Caderno Equilíbrio, pg E4

ARTISTA TETRAPLÉGICA E MUDA É PhD COM DISTINÇÃO E LOUVOR

Por Cláudia Collucci

O primeiro “obrigada” foi mais difícil e demorado. O nervosismo atrapalhava a doutoranda na escolha das letras. No entanto, depois de um “ops!” que arrancou gargalhadas da plateia, ela se soltou e respondeu com desenvoltura aos comentários da banca examinadora.

Ao final de três horas, Ana Amália Tavares Barbosa, 46, recebeu ontem, com “distinção e louvor”, o título de doutora em arte e educação pela USP. É a primeira pessoa na sua condição (tetraplégica, muda, deficiente visual e que não consegue mastigar e engolir) a receber o título lá.

Ana Amália escreveu sua tese usando um programa de computador desenvolvido para ela. Ela toca um sensor com o queixo para escolher cada letra e formar, assim, as palavras. No início da cerimônia, fez uma apresentação usando um programa que transforma o texto em voz.

Há dez anos, Ana Amália sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) no tronco cerebral, no dia da defesa da sua dissertação de mestrado. Como sequela, ficou com síndrome do encarceramento (”locked in”).

Sua tese, intitulada “Além do Corpo”, é fruto de três anos de trabalho com artes visuais, realizado com um grupo de seis crianças com lesões cerebrais atendidas na Associação Nosso Sonho.

A defesa da tese quebrou todos os protocolos. Teve choro, risos, aplausos fora de hora e fala que não estava prevista. “É um momento histórico não só para as pessoas com deficiências, mas para toda a sociedade. Deve levar a uma transformação do modelo educacional vigente”, disse a secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Battistella.

A mãe de Ana Amália, Ana Mae Barbosa, professora aposentada da ECA (Escola de Comunicação e Artes), preferiu assistir à cerimônia de longe. “Estou nervosíssima e muito orgulhosa. Ela deixou de ser vítima da vida para conduzir a própria vida.”

As cinco examinadoras elogiaram a clareza, a objetividade e a concisão do texto de Ana Amália. E, principalmente, o caráter de “manifesto político” do trabalho.

“Ele mostrou que não sabemos nada de aprendizagem, de educação, de cognição, de percepção, de inteligência e de generosidade”, afirmou Sumaya Mattar, professora da ECA.

A orientadora de Ana Amália, Regina Stela Machado, resumiu: “A gente dá muita desculpa para o que não faz, vive muito na superficialidade e não vê as coisas importantes da vida.”

Ao final, já doutora, Ana Amália disse só uma palavra com os olhos: “Consegui”.

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– Como Reeducar o Futebol Brasileiro?

A última rodada do Campeonato Brasileiro foi perfeita para a discussão de novas reflexões sobre diversos atores do futebol. Vamos a elas?

1) REEDUCANDO JOGADORES PELA ARBITRAGEM

O número de cartões amarelos neste sábado e domingo foram impressionantes. Mas repare: a maioria por reclamação!

Sim, há um processo de busca do respeito ao árbitro implantado pela CBF em sua última circular divulgada pela Comissão de Árbitros antes do início do Brasileirão, em que se pede punição ao jogador que abusa das reclamações e atrapalha a arbitragem. Na verdade, jogador brasileiro é muito “nhenhenhém”! Cai em qualquer tranco, chia por qualquer lateral e quer ganhar muito no grito. Aí, quando vai para a Europa, se dá mal por achar que seu comportamento aqui era o normal e precisa se adaptar.

Não tem nada de “Regra Nova”, é simplesmente “cumprir a Regra não cumprida”. Ou seja: atleta tem que jogar bola e falar menos com o juiz. Dessa vez, aplaudo a iniciativa tomada pelo chefe dos árbitros, Sérgio Correa da Silva, e pelo fato de avisar a todos os treinadores da Série A sobre o rigor em tal fato.

No jogo entre Palmeiras 0x1 Goiás, Robinho, Valdívia e Leandro Pereira criticaram a “nova regra em que o jogador tem que ficar mudo”. Bobagem, é discurso de quem jogou mal e preferiu arranjar subterfúgio. Aliás, o próprio treinador Oswaldo de Oliveira condenou a chiadeira de seus jogadores dizendo que “os atletas foram avisados até por escrito que não deveriam reclamar, estavam cientes da orientação da CBF e são lembrados do comportamento adequado antes do jogo. Parabéns ao Oswaldinho, que não jogou a culpa da derrota na arbitragem.

2) REEDUCANDO A AUTO-SUFICIÊNCIA E A CULTURA

Em 1954, na Copa da Suíça, dois pecados aconteceram: a “sova” que o Brasil levou humilhantemente dentro de campo pela Hungria (na bola e na porrada) no episódio conhecido como a “Batalha de Berna”, além da conquista do vice campeonato húngaro.

Puskas, excepcional craque daquele período, entrou para a história por não ter vencido uma Copa do Mundo. Os húngaros eram conhecidos como tecnicamente muito bons, estudiosos e disciplinados. Um dos fatos mais marcantes foi a quebra da invencibilidade da Inglaterra em Wembley. O English Team nunca havia sido derrotado na história do futebol em sua casa, e, para surpreendê-los, estudiosos húngaros sugeriram que os atletas se aquecessem antes dos jogos. Ironizados pela torcida, os jogadores entraram antes do horário para o 1o aquecimento da história e… venceram por 6×3 os ingleses no jogo emblemático de Londres (em 1953).

Naquele período, o Brasil vivia o Complexo de Vira-lata, um trauma de incapacidade muito grande que destoa da arrogância e auto-suficiência de hoje. Em 1957, o húngaro Bela Guttmann chegou ao Brasil para treinar o São Paulo, radicalizando esquemas táticos e conceitos, e estes foram incorporados pelo seu assistente técnico, Vicente Feola, que os utilizou na Seleção Brasileira de 1958, trazendo o título mundial pela 1a vez ao nosso país, findando a história da inferioridade.

Nos dias atuais, o futebol húngaro é um mero figurante. Claro, tudo é fase, tudo passa. E nessa má fase do futebol brasileiro, onde ainda acreditamos que somos os melhores mesmo sem sermos e insistentemente não nos reeducamos nem nos reciclamos após o vexatório 7×1 da Alemanha em pleno território nacional, o São Paulo ousa em contratar um técnico estrangeiro. Sim, “ousa” em contratar Juan Carlos Osorio, colombiano e – aqui seu pecado maiorestudioso do futebol!

Ora, para alguns, vale o “marketing do malandro”: falar a língua do boleiro, deixar o último botão da camisa aberto para mostrar o umbigo na beira do gramado e gritar alguns palavrões sem sentido na área técnica. Parece ser depreciativo dizer que se estudou futebol, como se o teórico certamente fosse ruim na prática. E aí eu penso: xenofobia, cultura da ode à ignorância ou simplesmente arrogância e falta de humildade para admitirmos que não somos tão protagonistas como achamos que somos?

Torço para que Osório dê certo, a fim de que mais treinadores estrangeiros venham para cá e que eles façam o mesmo rebuliço que Bela Guttmann fez há quase 60 anos por aqui – no mesmo São Paulo FC.

3) REEDUCANDO O CONCEITO DE GRANDEZA

Na última rodada, dos 7 grandes clubes históricos do eixo Rio-SP que disputam a série A, (Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama), apenas o Tricolor Paulista venceu o seu jogo. Será que os grandes não estão apenas se “achando grandes”? Falta jogar bola como grande.

4) REEDUCANDO A PACIÊNCIA E O PARÂMETRO

Oswaldo Oliveira, treinador do Palmeiras, foi aplaudido quando mudou completamente o jogo no 2o tempo de Corinthians x Palmeiras no Itaquerão e eliminou o rival. Também fez um bom trabalho nas finais contra o Santos, em que pese a derrota nos pênaltis. Mas foi perder novamente para o Goiás (mesmo com um bom 1o tempo), que a “batata começa a assar”.

Tite, treinador do Corinthians, foi aclamado quando venceu o São Paulo na Libertadores e em determinado momento creditava as atuações do Corinthians ao fim dos rachões em dia de treino e a intensidade de jogo. Depois do jogo contra o Fluminense, voltou-se a criticá-lo pela sonolência da equipe e da “empatite” e “Titebilidade” das explicações. E está invicto no Brasileirão!

Tudo isso – dos aplausos a vaias a Oswaldo e a Adenor Tite – tem o período exato de apenas um mês! Como o torcedor é passional…

Em suma: o apaixonado e o cartola precisam ver, sentir e sofrer “um choque de gestão no futebol”. Mais gente de fora para palpitar mudanças, oxigenação, reeducação, readaptação e tempo para a implantação de novas idéias. E os jogadores, mais profissionalismo dentro e fora do gramado. Se não dá para se reeducar pelo amor, parece que será pela dor! Para isso, algumas quebras de paradigmas – por bem ou por mal – são necessárias, além de muita paciência.

E você, o que pensa sobre tudo isso? Deixe seu comentário:

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– Dinheiro da Corrupção dá Calote na Educação?

Bolsistas do CNPQ (Conselho Nacional de Pesquisas) estão sofrendo com a falta de verbas. Seus vencimentos mensais, que lhes dão sustento para realizarem importantes pesquisas para o Brasil, estão atrasados. O Governo Federal, responsável pelas verbas, não paga a entidade, que deixa os estudantes e pesquisadores sem dinheiro.

É interessante relacionar: o quanto roubam descaradamente dos cofres públicos (como Mensalão e Petrolão) e o quanto investem em Ciência e Educação nesse país.

Onde estão as autoridades e os órgãos de fiscalização para ajudarem os necessitados cientistas, muitos deles que dependem demais desse dinheiro minguado?

É o custo-corrupção se fazendo sentir na Saúde, na Ciência e na Educação.

Não é irônico a presidente Dilma escolher o lema para o país de “Pátria Educadora”, tratando assim os educadores e os educandos?

Que o CNPQ pague o que é justo e devido aos pesquisadores deste país!
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– Quando somos mais inteligentes?

Há Idade para Maior ou Menor Inteligência?

Sim, há. Eis aqui!

Extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/411251_AS+IDADES+DA+INTELIGENCIA

AS IDADES DA INTELIGÊNCIA

Trabalho revela quando habilidades como a memória e a rapidez de raciocínio alcançam seu auge ao longo da vida

Por Cilene Pereira

Uma investigação realizada por cientistas do Massachusetts Institute of Technology deixa claro que não há uma idade única na qual a inteligência se manifeste em sua plenitude. Ao longo da vida, as diferentes capacidades cognitivas que a compõem se apresentam com maior ou menor intensidade, segundo a faixa etária. “Em qualquer idade, você está indo melhor em algumas habilidades, pior em outras e está experimentando o pico em determinadas capacidades”, disse o pesquisador Joshua Hartshorne, um dos coordenadores do trabalho.

As conclusões são resultado de um estudo extenso que se baseou em dois bancos de dados: um formado a partir da comparação do desempenho de mais de três milhões de pessoas em jogos eletrônicos formatados pelos cientistas e, outro, composto pela análise mais detalhada de um grupo de 50 mil pessoas submetidas a testes de aferição de habilidades específicas. Entre os achados, estão o de que o auge da memória de curto prazo – usada para registrar informações que serão usadas imediatamente a seguir – se dá entre os 25 e 30 anos, enquanto a sensibilidade de perceber as emoções alheias está mais aguçada entre os 40 e 50 anos.

Um dos desafios agora é entender os mecanismos que explicam essas diferenças. Acredita-se que por trás delas estejam mudanças genéticas e transformações na estrutura cerebral ocorridas com o passar do tempo. Na opinião da pesquisadora Laura Germine, co-autora do trabalho, uma das principais lições do trabalho é a de que focar a atenção em apenas um aspecto do funcionamento cognitivo – memória ou raciocínio, por exemplo – é um erro. “Você perde o quadro todo”, disse à ISTOÉ. “Mesmo que não nos consideremos tão rápidos em alguma coisa como éramos aos 18 anos, outras funções podem estar mais afiadas. As pessoas devem pensar menos no envelhecimento cerebral e mais no modo como nosso cérebro e a forma como experimentamos o mundo mudam. Não para pior, apenas de maneira diferente.”
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– O Último Unicórnio. Ou melhor: Saola

Dá para acreditar que a Ciência ainda descobre mamíferos nunca antes vistos?

Conheça o Saola, um tipo de “Unicórnio” vietnamita (não ache que é um cavalo de apenas 1 chifre…)

Extraído de:

http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2015/03/27/o-ultimo-unicornio-biologos-buscam-uma-das-criaturas-mais-raras-da-terra.htm

O ÚLTIMO UNICÓRNIO: BIÓLOGOS BUSCAM UMA DAS CRIATURAS MAIS RARAS DA TERRA

Em maio de 1992, uma equipe de pesquisa de biólogos decidiu investigar um trecho remoto da selva ao longo da fronteira ocidental do Vietnã. Depois de nove dias na trilha, o grupo estava ficando sem alimentos, então dois membros foram enviados a um povoado vizinho para comprar provisões.

Os dois homens esperavam apenas comprar hortaliças, mas na parede da cabana de um caçador, se depararam com algo espetacular: um par de chifres longos, reluzentes, afiados e retos. Os biólogos nunca haviam visto algo do gênero.

Os chifres pertenciam a um saola, espécie de boi selvagem antes desconhecido pela ciência. “De repente, o mundo científico tinha diante de si a prova de uma nova criatura viva, grande e anteriormente impensável”, escreve William deBuys em seu lírico novo livro, “The Last Unicorn: A Search for One of Earth’s Rarest Creatures” (o último unicórnio: a busca por uma das criaturas mais raras da Terra, em tradução livre).

Era um animal diferente de tudo – não apenas uma espécie nova, mas também um gênero novo, um mamífero sem parentes próximos conhecidos. O saola tem glândulas olfativas estranhas no focinho pontilhado de branco e uma natureza anormalmente calma. Vistos de lado, os dois chifres parecem um só.

“Como aquela outra criatura de um chifre só, ele se aproxima de ser a apoteose do indescritível, da personificação da magia na natureza. Ao contrário do unicórnio, no entanto, o saola tem corpo. Ele vive e pode morrer”, assegura o livro.

Na verdade, o saola corre grave ameaça; seu pequeno habitat, nas Montanhas Anamitas, ao longo da fronteira entre Laos e Vietnã, está sendo continuamente destruído. Traficantes contrabandeiam pau-rosa da floresta e caçadores ilegais perseguem uma gama de animais raros muito cobiçados por cozinheiros e praticantes da medicina tradicional chinesa.

O saola não é a presa mais valiosa, mas as armadilhas de arame não fazem discriminação. “O saola ocasional é um transeunte, que caiu no caos geral”, escreve o autor.

Entretanto, deBuys deixa claro que salvar o saola não será fácil. Nenhum ocidental viu um exemplar na natureza e os cientistas não sabem quantos desses animais esquivos ainda vagueiam pela floresta ou se a espécie descoberta há pouco tempo já está extinta.

Nas palavras de deBuys, “os desafios da conservação do saola beira a epistemologia: como salvar um fantasma quando não se sabe se ele existe?”.

O livro é um relato de aventura e meditação, uma leitura evocativa que deixa claro por que zonas silvestres são importantes e como é difícil salvá-las.

Conservacionista e escritor sobre a natureza, deBuys ouviu falar do saola em 2009, quando um integrante da plateia de uma conferência que ele apresentava sugeriu que escrevesse sobre o animal. Dois anos depois, ele estava no Laos, acompanhando o biólogo Bill Robichaud em uma viagem de três semanas à Área Protegida Nacional de Nakai-Nam Theun, procurando sinais do bicho.

DeBuys registra a expedição em todos os seus detalhes punitivos. O terreno é inclemente e o autor e seus companheiros são forçados a avançar pela floresta densa, riachos escorregadios e montanhas íngremes. Eles lutam contra a fadiga, a desidratação e a doença.

E encontraram provas de como a floresta inteira está sendo pilhada, deparando-se com acampamentos de caçadores ilegais, coletando centenas de armadilhas e descobrindo as carcaças de animais ameaçados que simplesmente botaram o pé no lugar errado. Robichaud tenta lidar com guias pouco cooperativos e conquistar o apoio de moradores temerosos de vilarejos vizinhos, enquanto vasculha a floresta em busca de sinais de um animal raro e misterioso que pode ou não estar extinto.

A tarefa pode ser vista como algo impossível, mas deBuys assinala que existem inúmeros motivos para proteger Nakai-Nam Theun e outras áreas selvagens do planeta. Tais locais podem abrigar espécies raras que oferecem novos vislumbres da biologia e detêm segredos dos próximos remédios milagrosos. E essas regiões desempenham serviços ecológicos vitais, tais como aprisionar dióxido de carbono da atmosfera ou purificar naturalmente a água.

Todavia, o que mantém a fé dos conservacionistas não são essas considerações eminentemente práticas. É a beleza.

“Nós estamos encantados pelas criaturas belas não só porque dão prazer e inspiram reverência, mas porque possuem uma carga feito uma partícula ionizada”, escreve deBuys.

“Ponha um saola, mesmo um saola que não se pode ver, em uma floresta e a floresta, como se tivesse um unicórnio, adquire uma energia que não pode ser descrita. Ela se torna espiritual; ela ganha a força da gravidade, o peso da água, o flutuar da pena.”

Foto tirada em 1993 mostra um dos dois saolas capturados no Vietnã. Ambos morreram no cativeiro meses após serem presos. O animal é um dos mamíferos que mais corre risco de extinção:
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– Adoção de crianças ou Doação de Sêmem?

Sou doador de sangue há muito tempo. Dias atrás, fui convidado a doar sêmem.

Sinceramente, fiquei em dúvida se tal ato realmente é de solidariedade. Respeito os bancos de esperma, mas… se o casal não consegue ter filhos, a adoção não seria o caminho mais adequado?

Ok, nada de críticas, pois respeito todas as opiniões. Mas penso que colaboramos muito mais com a adoção legal ao invés de caros tratamentos de fertilização.

E você, o que pensa sobre isso?

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– Pesquisas Eleitorais no embate Dilma x Aécio: Devo acreditar em quem?

A pesquisa Isto É / Sensus mostra Aécio Neves 13 pontos a frente de Dilma Rousseff.

Já a pesquisa Datafolha mostra Dilma 2 pontos a frente de Aécio.

Hoje sai a do Ibope.

Quem está com a razão? Ou será que a desculpa é que os brasileiros mudam o voto diariamente? 

Pesquisa científica é ciência, mas as das Eleições estão em xeque…

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