“Eu não sei nem qual é a posição do Shandong no campeonato. Não dá para entender a tabela dos jornais”.
Do sincero atacante Obina, sobre a situação do seu time no Campeonato Chinês.
Alienação?
“Eu não sei nem qual é a posição do Shandong no campeonato. Não dá para entender a tabela dos jornais”.
Do sincero atacante Obina, sobre a situação do seu time no Campeonato Chinês.
Alienação?
Poucos já ouviram falar do empreendedor Guilherme Ho. Há 12 anos no Brasil, vindo da China, inovou vendendo toca-cds e depois DVDs. Agora vende TVs e seu império é ambicioso: tornar a brasileira H-Buster líder em computadores e notebooks. Depois, liderar as vendas de celulares!
Abaixo, extraído da Revista Veja, ed 18 de maio de 2011, pg 62, por Felipe Patury e Adriana Dias Lopes:
A CHINA É AQUI
São muitos os casos de brasileiros que abriram empresa na China para aproveitar as vantagens daquele mercado. O chinês Guilherme Ho fez o contrário. Ele emigrou para o Brasil aos 12 anos – e, aqui, fundou há catorze a H-Buster, hoje líder no mercado de som automotivo. Depois, lançou suas próprias TVs. No ano passado, começou a fabricar computadores. No próximo mês, abrirá, em São Paulo, uma fábrica que, pronta, poderá entregar 250000 notebooks por mês. A unidade fabril custará ao todo 50 milhões de reais. Ho mira, agora, o mercado de celulares. Todas as suas operações chamam muito a atenção da Receita Federal.
Leio os motivos que fazem os carros brasileiros serem mais caros que os chineses (Revista Época desta semana (Ed 677, pg 106, por Marcelo Moura):
Custo da Energia Elétrica: (em reais por MWh)
Brasil – 120
China – 67
Custo do Aço: (em dólares por tonelada)
Brasil – 1451
China – 555
Carga Tributária: (em %)
Brasil – 34
China – 20
Assim é covardia competir… Um carro Chery QQ custa R$ 23.220,00, é produzido em Wuhu, no interior da China, e leva 4 meses para chegar de lá até nós… Ainda assim custa pouco.
Na relação das 100 marcas mais valiosas do mundo, vemos as brasileiras Petrobrás, Itaú, Bradesco, Skol e Bhrama presentes. O destaque é o reconhecimento de empresas de países emergentes, como China, Índia e Brasil. Abaixo, extraído do Bom Dia Jundiaí: http://is.gd/ZL5ina
APPLE SUPERA GOOGLE TORNANDO-SE A MARCA MAIS VALIOSA DO MUNDO
A fabricante do iPad e iPhone pôs fim a quatro anos de liderança do serviço de buscas na Internet
A Apple superou o Google como marca mais valiosa do mundo, pondo fim a quatro anos de liderança do maior serviço mundial de buscas na Internet, de acordo com novo estudo da agência mundial de marcas Millward Brown.
A fabricante do iPad e iPhone tem uma marca avaliada em US$ 153 bilhões no momento, quase metade do valor de mercado da companhia, estimado em US$ 319,4 bilhões. Os valores seguem o estudo anual BrandZ, que compila as 100 marcas mais conhecidas do mundo.
A linha de bens de consumo criados pela Apple levou a companhia a superar a Microsoft e se tornar a empresa de tecnologia com maior valor de mercado, em 2010.
Peter Walshe, diretor de marcas mundiais da Millward Brown, diz que a atenção meticulosa da Apple aos detalhes, além da presença crescente de seus aparelhos no ambiente empresarial, permitiram que ela se comporte de modo diferenciado dos demais fabricantes de bens eletrônicos de consumo.
“A Apple está violando as regras no que tange à formação de preços”, disse ele à Reuters. “Está fazendo o que as marcas de luxo fazem, no sentido de quanto mais alto o preço, mais ele parece reforçar e sustentar o desejo de adquirir.”
“Obviamente isso precisa estar combinado a produtos excelentes e a uma grande experiência, algo que a Apple vem nutrindo nos consumidores”, disse.
Das 109 maiores marcas do relatório apresentado nesta segunda-feira, seis estão no setor de tecnologia e telecomunicações. O Google aparece em segundo lugar, IBM em terceiro, Microsoft em quinto, AT&T em sétimo e China Mobile em nono.
A rede de lanchonetes McDonald’s subiu dois postos, para a quarta posição, com o crescimento mais rápido registrado pelo setor de fast food. A Coca-Cola caiu um e está em sexto, a Marlboro caiu uma posição, para o oitavo posto, e a General Electric está em décimo.
Walshe disse que a demanda chinesa havia sido fator importante na alta das marcas de fast food. “Os chineses estão descobrindo o fast food e é um mercado imenso. McDonald’s Starbucks e as cadeias de pizzarias chegaram à China”, disse.
“A maneira pela qual a McDonald’s se reinventou, adaptou seus cardápios, adicionou opções saudáveis, expandiu seus horários de serviço, por exemplo servindo mingau de aveia de manhã… isso, combinado ao crescimento dos mercados em desenvolvimento, realmente ajudou a marca.”
O relatório completo está disponível em www.millwardbrown.com/brandz.
CHINA E BRASIL
A pesquisa também mostra que mais da metade das 13 marcas que estrearam nos rankings regionais do levantamento estão baseadas na China e no Brasil.
As novas marcas chinesas incluem uma combinação de estatais (China Mobile, China Life Insurance e Bank of China) e empresas privadas (site de buscas Baidu e a rede social Tencent/QQ). Do Brasil, duas cervejas (Skol e Brahma, da AmBev) e uma marca de produtos de beleza (Natura) estreiam no ranking latino-americano.
O ranking de marcas dos países latino-americanos apurado pela Millward Brown inclui oito marcas, seis das quais de empresas do Brasil. A Petrobras lidera, com um valor de mercado de sua marca de US$ 13,42 bilhões.
Ontem, comentamos em nossas aulas sobre algumas observações dos Negócios Internacionais & Globalização.
Leio agora que a Azaléia, tradicional produtora de calçados, fechou sua unidade gaúcha e demitiu todos os funcionários.
Crise?
Nada disso. Redução de custos! A empresa conta com 44 mil funcionários e tem capacidade de produzir quase 250.000 pares (produzindo no Nordeste do Brasil e Argentina). Porém, a unidade de Parobé-RS era a de custo maior, devido ao padrão salarial local, o que inviabiliza a concorrência com os similares chineses.
Vemos, portanto, um fenômeno interessante: assim como europeus e americanos produzem no Sudeste Asiático para se tornarem mais competitivos pagando mão de obra barata, as empresas nacionais produzem na Argentina e no Nordeste Brasileiro pelo mesmo motivo.
Abaixo, extraído de Terra Economia (http://is.gd/J9KyS0)
AZALEIA ANUNCIA FIM DA FÁBRICA E DEMISSÃO DE 800 FUINCIONÁRIOS
A fabricante de calçados Azaleia anunciou nesta segunda-feira o fechamento da fábrica de Parobé (RS). Com essa medida a empresa demitiu cerca de 800 funcionários e deixará de produzir cerca de 8 mil calçados por dia. Uma das justificativas da empresa para tomar essa decisão foi a concorrência dos calçados importados para o Brasil, que diminuem o mercado para os produtos nacionais.
Em nota a empresa afirmou que “temos feito progressos no ajuste a esta conjuntura, mas a crescente participação de calçados importados no mercado interno e a perda de competitividade nas exportações não favorecem uma expansão expressiva dos nossos volumes de vendas”.
A Azaleia conta 44 mil funcionários e tem capacidade para produzir cerca de 250.000 pares de calçados em suas fábricas na Argentina e no Nordeste do Brasil. A empresa anunciou que manterá na cidade gaúcha outras atividades como as diretorias de marketing e desenvolvimento de produtos, de planejamento, e as áreas de suprimentos, logística e recursos humanos.
É difícil falar de ética ou de compromissos sociais e democráticos quando o assunto é dinheiro. Pelo menos, para os políticos!
Dilma está na China. Líbia, Afeganistão, Irã… todos são acusados de violarem os direitos humanos. Na China, que o faz com maestria, acompanhado de censura dura, tais reclamações só ficam no discurso.
A melhor definição para a ânsia comercial que li não veio de economista, mas de um humorista:
“Você já viu vendedor de shopping não vender porque o cliente bate na mãe?”
José Simão, Folha de São Paulo, 12/04/2011.
Perfeito. Não poderia ser melhor tal observação.
E a ansiedade dos detalhes da Foxconn no Brasil? Será mesmo que Jundiaí será a sede mundial dos iPads? A Apple tem com a Foxconn a sua montadora oficial de iPhones e iPads. A empresa, alíás, já tem 3 unidades aqui na cidade, montando para HP, Sony Ericson entre outras. Tê-la em seu município é o sonho de consumo de qualquer prefeito.
Ontem, a presidente brasileira Dilma e seu colega chinês Hu Jintao estiveram reunidos em Pequim e confirmaram que a empresa virá ao Brasil. As cidades de Jundiaí, Indaiatuba, Sorocaba e Manaus estão na briga, que é muito violenta!. Afinal, anunciou-se 100 mil empregos e 12 bilhões de dólares em investimentos!
O Jornal “Bom Dia Jundiaí” já houvera divulgado há dias que Jundiaí estava na briga. Hoje, o jornal descobriu que até um novo endereço na Junta Comercial foi registrado pela Foxconn (a matéria pode ser acessada em: http://is.gd/akrEus). E a surpresa: Rodovia Vice-Prefeito Hermenegildo Tonoli, km 1,5! Ou seja, no Jardim Carolina, aqui no Bairro Medeiros (quase do lado de casa…).
As autoridades municipais estão em festa. Afinal, será uma referência mundial. Mas…
Sem querer ser chato: a empresa alega que 100 mil empregos geram 400 mil pessoas próximas da empresa (afinal, conta-se a família). A Foxconn anunciou que concentrará essas pessoas numa “cidade inteligente”, uma espécie de vila criada por ela para abrigar tanta gente (Imagine uma vila Olímpica em época de Olimpíadas, mas permanente e com muito mais moradores).
Colocando na ponta do lápis: é uma cidade de 400 mil dentro de outra com… 350 mil (população de Jundiaí). Como comportar?
Aliás, o endereço é a ligação Jundiaí – Itupeva, e quem mora nesse trecho sabe o martírio que é a estrada. Se hoje é assim, imagina se estivesse a cidade inteira ‘multiplicada por 2’ tentando, por exemplo, usar o Trevo de Itupeva?
A Revista Época Negócios de dias atrás trouxe uma interessante matéria sobre a Foxconn, intitulada: “Uma Fábrica de Suicidas”, se referindo às péssimas condições de trabalho oferecidas e a fama de “mau patrão” da empresa (pode ser acessada em: http://is.gd/GRSvbL). Isso também é um fator complicador…
E você: acha que Jundiaí já ganhou a Foxconn ou ainda é cedo para comemorar? Deixe seu comentário.
Obs: a empresa quer montar os iPads até novembro desse ano.
Leio na Revista Exame da última semana (23/03/2011, por Maurício Onaga, pg 26, Coluna Primeiro Lugar) que a montadora chinesa Chery, que constrói uma unidade fabril em Jacareí, estuda a possibilidade de assumir por inteiro a operação brasileira. Atualmente, a Chery é sócia do grupo JLJ, dono da Nutriplus (área da alimentação). Pelo fato da sócia ser citada em denúncias de superfaturamento e desvios de verbas públicas (segundo a Exame na citação acima), os chineses estão incomodados.
Tal desejo de abandonar o sócio se concretizará? As denúncias se confirmarão?
Quem sabe apareçam esclarecimentos na próxima edição da Revista. Aqui, espaço aberto!
A montadora chinesa JAC Motors chegou enfim pra valer no Brasil. Com 150 milhões de reais para serem gastos com publicidade, a empresa invadiu Facebook, Twitter, Orkut e outras mídias. Almeja ainda patrocinar o Flamengo, para popularizar sua marca no meio do futebol (quem fez isso foi a Hyundai com o Fluminense, lembram?)
Nos anos 80, eu não confiava em carros japoneses. Hoje eles são excepcionais.
Nos anos 90, eu não botava fé em carros coreanos. Hoje, me convencem.
Na primeira década dos anos 2000, eu não acredito em carro chinês. Será que na próxima década os respeitarei?
Sinceramente, a cultura empresarial japonesa, coreana e chinesa, às vezes parecida, pode ser diferente demais em alguns aspectos. Por isso a minha desconfiança. Hoje, não compraria um carro chinês de forma alguma!
Você sabia que 20% da população mundial se concentra na China?
E que 1% das reservas mundiais de petróleo se encontram lá?
Com esse crescimento assustador que os chineses vivem, como será que eles driblaram os poucos recursos petrolíferos que possuem?
Com fontes alternativas de energia e acordos comerciais de importação vantajosos aos países árabes, claro.
Vamos ver como eles se virarão. Uma hora, a coisa vai apertar e aí eu quero ver!
(Dados da Revista América Economia, Janeiro / 2011, pg 26)
A idéia de que fazemos sobre o Brasil ser “celeiro do mundo”, devido a sua extensão territorial e qualidade da terra, talvez seja mais uma vontade popular do que um propósito governamental.
Digo isso pois há algum tempo li que importamos arroz do Vietnã. Ora, isso é um absurdo! Os arrozais de SC e GO não dariam conta de saciar a fome no mercado interno?
Agora, leio com espanto: estamos importando… CAFÉ!
Qualquer estudante de ensino médio sabe que no começo do século passado o café era a nossa maior riqueza. E sabe de quem compramos? Da China!
Os chineses compram nossos grãos, levam à China, torrem e moem o café e nos revendem! E sai mais barato do que se o processo fosse feito aqui. Dá para acreditar?
E você, o que acha disso? Nossa política agrária está, digamos, abandonada? Deixe seu comentário:
(informações da Folha de São Paulo, caderno Mundo, pg c3, 03/01/2010)
E o Salão do Automóvel de São Paulo? Quantas montadoras e quantos modelos chineses no evento!
A indústria automobilística chinesa chegou forte no mercado internacional. De repente, eles vieram com tudo! Um consultor na Rádio Jovem Pan (desculpem o lapso do nome dele) disse que em média um modelo completo custa 30% a menos do que seu concorrente brasileiro básico.
Mas o que dizer desses fatores:
– já produzem quase 10 milhões de carros no ano!
– potencial de vendas enorme (apenas 80 carros por 1000 habitantes; aqui, a maior parte de uma família de classe média possui 2 carros);
– um trabalhador de montadora na China, custa à empresa, em média, R$ 477,00 (US$ 200.00 mensais). Compare com o do seu similar brasileiro…
Extraído de: Época Negócios (clique aqui para citação completa)
O DRAGÃO PISA NO ACELERADOR
por Fernando Valeika de Barros
Desde que Karl Benz inventou o primeiro veículo com motor movido a petróleo, isso lá se vão 124 anos, nunca na história do automóvel viu-se algo parecido com o que está acontecendo na China. Há um salto gigante no número de carros que saem de suas montadoras. Em 2009, as fábricas chinesas produziram 9,2 milhões de carros (incluindo caminhões e ônibus, o número sobe para 13,7 milhões). Trata-se de uma marca 48% maior do que a produção do ano anterior. Há duas décadas, veículos produzidos no país mal somavam 5,5 milhões de unidades a cada doze meses. Desde então, a frota nas ruas e estradas chinesas multiplicou-se por sete. Parece muito? Pois a julgar pelas vendas do primeiro semestre deste ano, o total de veículos novos entregues às concessionárias em 2010 deverá girar em torno de 16 milhões de unidades. E vertiginosos 25 milhões em 2015. Só nas duas maiores cidades chinesas, Pequim e Xangai, entram em circulação cerca de mil automóveis por dia. O resultado dessa virada em direção aos automóveis é que hoje, das dez metrópoles mais poluídas no planeta, nove ficam na China.
Para incentivar o uso de automóveis mais limpos, em junho o governo chinês decidiu abrir a carteira. Em 13 cidades do país – Pequim e Xangai incluídas – foi criado um subsídio de pouco mais de R$ 15 mil para quem comprar carros elétricos ou híbridos. Até o final do ano que vem, a meta é produzir meio milhão destes veículos movidos a bateria. Duas vezes mais do que deverá circular nos Estados Unidos. E isso é só o começo. Praticamente todos os fabricantes que se instalaram na China correm para produzir carros verdes, de olho em um potencial de crescimento vasto. Com uma poupança interna estimada em US$ 7,2 trilhões, no início de maio, o país mais populoso do mundo ainda tem um volume de carros per capita modesto. Apenas 80 pessoas em mil possuem um automóvel. No Brasil, há um veículo para cada quatro habitantes. Oito em dez, nos Estados Unidos. “A eletrificação dos carros acontecerá muito antes do que as pessoas imaginam”, disse a Época NEGÓCIOS Henry Li, diretor de exportações da montadora BYD. “Por causa da poluição nas nossas grandes cidades e do preço do petróleo, cada vez mais alto para um país que consome 3,4 milhões de barris por dia, automóveis movidos com energia limpa tornaram-se uma oportunidade para ontem.”
Ainda há questões a serem resolvidas para que isso aconteça no curto prazo. É preciso criar uma infraestrutura com estações de recarga. Inclua-se nessa conta o custo das baterias, que ainda é elevado. Existe o problema da própria geração de energia que, na China, vem em boa parte do poluente carvão. Não por acaso, a BYD está construindo uma nova fábrica para baterias na província de Shaanxi que será movida a energia solar. “A China está investindo bilhões nessa nova tecnologia e pode acabar liderando a mudança para carros elétricos em todo o planeta”, diz Nick Reilly, presidente da General Motors na Europa.
Um exemplo de como China e eletrificação dos automóveis são coisa séria foi a parceria firmada em março deste ano entre a alemã Daimler-Benz e a chinesa BYD. “É um acordo entre companhias complementares”, diz Wang Chuanfu, presidente da montadora chinesa. “Aprenderemos a fazer carros melhores com eles e, em troca, daremos a tecnologia que permitirá massificar carros movidos a baterias”, diz Chuanfu. A meta será fazer um carro compacto e não poluente. Desconhecida há uma década, a BYD chamou a atenção de uma raposa do mundo das finanças: o americano Warren Buffett. Chuanfu foi definido por Charlie Munger, conselheiro de Buffett, como “uma combinação de Thomas Edison com Jack Welch, o ex-presidente mundial da General Electric”. Como Edison, o chinês seria um gênio para resolver problemas técnicos. De Welch, teria a mesma capacidade para fazer as coisas acontecerem.
Diante de tais credenciais, Buffett despachou outro parceiro, David Sokol, para encontrar-se com o chinês com óculos de aro de metal. Ele colocou US$ 230 milhões na mesa e levou quase 10% das ações da BYD. As ambições de Chuanfu são enormes. Em 2025 quer, simplesmente, que a BYD seja a maior montadora global. Como cartões de visita, apresenta o híbrido F3DM, que roda 100 quilômetros com bateria, e o e6, 100% elétrico, com autonomia de 320 quilômetros. São os primeiros modelos com energia limpa desenvolvidos por sua marca. Com os incentivos do governo, os chineses poderão levar um F3DM para casa por R$ 23,2 mil, preço na China de um automóvel médio. Com a qualidade de um Mercedes compacto e preço bem menor, dá para ver qual é o horizonte que a BYD está mirando.
Liu Xiaobo – este é o vencedor do Prêmio Nobel da paz de 2010.
Seu feito? Lutar pela democracia e pelos direitos humanos na China. Muito bom. Causa nobre e que teve represálias: foi preso pelas autoridades locais por subversão.
Peraí: os americanos não defendem sanções econômicas aos países que não respeitam os direitos humanos? Por que se calam nesse momento?
A China é tão ou mais ditatorial quanto ao Irã, Coréia do Norte, Venezuela… É claro que a omissão se dá pelos negócios. Comprar e vender da China superam, infelizmente, os interesses democráticos.
Parabéns ao chinês Xiaobo pela sua luta quase que solitária (ao menos, no quesito ‘apoio das nações ricas’).
Márcio Utsch é presidente da Alpargatas e considerado um dos grandes administradores de empresas do mundo. Em uma interessante entrevista, fala sobre o sucesso em vender as Sandálias Havaianas por 30 euro e de como ser forte contra a China!
Boa leitura a administradores empreendedores e competitivos!
Extraído de: Dinheiro (clique aqui para a citação)
“SÓ COM MARCAS FORTES VENCEREMOS OS CHINESES”
Além de ser uma das maiores fabricantes de calçados, a Alpargatas é também uma das empresas mais antigas do Brasil – Por Paulo Brito
Fundada em 1907, passou – e sobreviveu – por diversas crises econômicas e construiu marcas reconhecidas internacionalmente, como as sandálias Havaianas, que hoje vestem pés de celebridades como a atriz americana Jennifer Aniston e a cantora Christina Aguilera.
Atualmente com 13 fábricas e um faturamento bruto de R$ 2,4 bilhões, a empresa vende seus produtos em 250 mil pontos no Brasil e dez mil no Exterior. Os números só não são maiores porque a pirataria e os produtos chineses invadem os mercados com preços muito menores.
Nesta entrevista à DINHEIRO, o presidente da empresa, o mineiro Márcio Utsch, 51 anos, revela como as empresas brasileiras podem se diferenciar das chinesas. “Agregando valor às nossas marcas”, diz. Acompanhe:
DINHEIRO – A competição com os fabricantes de calçados chineses, que são mais baratos, é o que mais preocupa os produtores nacionais. Como o sr. enxerga essa questão?
MÁRCIO UTSCH – Acho que o caminho não é o do custo. É o da agregação do valor da marca aos nossos produtos. Se o Brasil conseguir fazer isso com tudo o que produz, tenho a impressão de que competiremos muito bem. O melhor exemplo que temos para mostrar é o da Havaianas. Aqui, no varejo, elas custam R$ 10 ou R$ 12, mas na Europa vendemos por 28 euros ou 30 euros. Nos Estados Unidos, elas custam de US$ 20 a US$ 22. Acabei de chegar de Frankfurt e vi num calçadão sandálias de dedo vendidas por 1 euro. Por que então a nossa continua vendendo bem na Europa? Vende porque agregamos valor à marca. Aí está uma lição a ser seguida: é possível criar marcas e exportar bens de valor agregado, que é exatamente o que a Coreia está fazendo hoje. Se trabalharmos apenas na questão dos custos, continuaremos tendo a competição com os chineses e ela será sempre nefasta. O que precisamos, então, é criar marcas que façam a diferença, que nos permitam competir pela cabeça do consumidor e não pelo bolso dele. É isso que nos permitirá ter preços mais altos do que os chineses. Quero pessoas leais à ideia que a marca representa.
DINHEIRO – Quais valores estão embutidos nas marcas brasileiras?
UTSCH – Por exemplo, os de terem sido produzidos respeitando as pessoas, respeitando o meio ambiente e assim por diante. São valores intrínsecos a elas. Está na hora de o Brasil investir nesse conceito para virar o jogo. Sei que custa dinheiro, mas há vários mecanismos para isso. Seria possível, por exemplo, pensar em créditos de ICMS para compensar valores investidos no desenvolvimento de marcas brasileiras no Exterior. Isso pode melhorar nossa posição no mundo, diminuindo nosso papel como exportador de commodities e aumentando nossa importância em produtos, na competição de igual para igual em manufaturados com valor agregado. Podemos nos tornar um país que tem marcas relevantes, para que o mundo inteiro lembre de nós não como a terra do futebol, carnaval e samba, mas como um país que tem tecnologia e marcas desejadas pelo mundo todo.
DINHEIRO – Essa abordagem resolveria a competição com a China?
UTSCH – Acho que esse é o melhor caminho. Eu odiaria que o Brasil optasse simplesmente por uma batalha de redução de custos, pagando aos operários de calçados o salário que se paga na China. Lá, eles recebem de US$ 100 a US$ 120 por mês para trabalhar 60 horas por semana, com uma carga horária de dez horas por dia, seis dias por semana. No Brasil, estamos com 44 horas por semana e acho que nossa carga horária está ótima. Eles lá trabalham como o personagem de Chaplin em Tempos Modernos (filme de 1936, que retrata o capitalismo no pós-crise de 1929). São 11 meses e meio por ano para receber 12 salários. Aqui a gente trabalha 11 meses e recebe 13 salários.
DINHEIRO – Cativando o consumidor pela cabeça o produto fica mais protegido da pirataria?
UTSCH – Um pouco, mas não muito. Pirataria e contrabando são crimes no mundo inteiro. O que eu acho é que, se o consumidor opta por um produto pirata, das duas uma: ou ele não tem condições e simplesmente quer gastar pouco ou só quer levar vantagem. Senão, como se explica uma pessoa de alta renda comprar um DVD pirata? Anualmente, gastamos de US$ 3 milhões a US$ 4 milhões monitorando a pirataria nos mercados em que atuamos.
DINHEIRO – Apesar desses problemas, como está o mercado de calçados?
UTSCH – O mercado continua crescendo. Hoje, no Brasil, o consumo anual é estimado em três pares por habitante. Em países mais desenvolvidos, como França e Estados Unidos, o consumo chega a sete pares por habitante. Já em países menos desenvolvidos da África, Ásia e do Oriente Médio, o número anual é de 0,9 par por habitante, mas, infelizmente, nesses lugares a renda é muito baixa. No Brasil, porém, acho que ainda poderemos crescer muito. Somando toda a nossa produção de Havaianas, Dupé, Topper, Mizuno e Timberland, vendemos anualmente uns 230 milhões de pares por ano. Só aqui entregamos mais de um par por habitante anualmente. Em artigos esportivos, a situação é mais favorável ainda quanto às perspectivas de crescimento.
DINHEIRO – Por quê?
UTSCH – Nos Estados Unidos, que é o maior mercado consumidor de artigos esportivos do mundo, o consumo está em 6,7 pares de tênis por habitante, anualmente. Já no Brasil, o consumo é de 0,8 par. Ou seja, o espaço para crescimento é muito grande. Acredito que toda a indústria calçadista venda anualmente 110 milhões de pares de calçados esportivos no Brasil. Curiosamente, dentro desse segmento, uma das áreas que mais crescem é a de calçados para corrida. E cresce assustadoramente, muito mais do que a média mundial, com a ajuda de um enorme número de provas de rua.
DINHEIRO – Mas isso é possível por causa do crescimento da renda…
UTSCH – Sim, para nós, esse fator de melhor distribuição de renda é muito importante. Vamos fazer com que estejamos mais presentes na cabeça das pessoas e com que elas comprem mais os nossos produtos. Para isso, já estamos presentes em todo o território brasileiro, não precisamos mais crescer geograficamente – chegamos a 250 mil pontos de venda. No Exterior, temos cerca de dez mil outros pontos. Mas temos de criar uma companhia que fomente nas pessoas o desejo de consumir mais – um consumo consciente, pelo fato de elas terem trabalho, emprego.
DINHEIRO – Muitas empresas brasileiras passaram a vender mais do que esperavam e estão preocupadas com gargalos de produção. Como a Alpargatas está se preparando para não sofrer com isso?
UTSCH – Não posso adiantar muita coisa porque somos uma empresa de capital aberto, mas precisamos de uma nova fábrica porque a nossa projeção de crescimento é muito grande, bem acima da média do setor e da economia brasileira. E, para que isso aconteça, não podemos permitir que as fábricas cheguem a um nível de 90% ou 95% de ocupação. Seria perigoso.
DINHEIRO – Como está essa ocupação atualmente?
UTSCH – Hoje, já estamos entre 80% e 90% de ocupação, dependendo do que estivermos produzindo. Se olharmos uma fábrica de Havaianas, cuja produção é mais automatizada e mais rápida, a ocupação é inferior a isso. Mas temos produtos que ocupam por mais tempo a fábrica porque demoram mais para serem produzidos. Um tênis pode demorar 12 ou 13 horas para ser produzido. E certos modelos podem levar até 16 horas. Como nossas fábricas são especializadas em diferentes tecnologias, geralmente o que é feito numa não é feito em outra. Sandálias, por exemplo, têm tecnologia de borracha expandida. Nessas fábricas, podemos fazer sandálias e também palmilhas, mas não os tênis. Eles podem ser vulcanizados, injetados, colados. Conforme a tecnologia, os níveis de ocupação mudam.
DINHEIRO – A nova fábrica, então, é estratégica para o crescimento da companhia?
UTSCH – Sim, ela está inclusive no planejamento estratégico e deveremos começar a construí-la em pouco tempo. Isso nos tornará mais fortes, vai nos dar mais capacidade de produção e ao mesmo tempo nos deixará tranquilos em relação a esse assunto. Não teremos fábricas, digamos, “estressadas”. Uma fábrica operando abaixo de 70% de produção também não é bom. Significa 30% de ociosidade e começa a custar caro. Acima de 90%, ela é superprodutiva, mas começa a oferecer o risco do esgotamento.
DINHEIRO – Hoje o Brasil vive um bom momento econômico. Como as empresas brasileiras podem aproveitar isso?
UTSCH – O Brasil precisa aproveitar este momento, em que o Hemisfério Norte não está comprando bens duráveis, em que as indústrias de lá estão paradas. É a hora de as empresas brasileiras se prepararem para quando o Hemisfério Norte emergir da crise. Portanto, devemos investir na renovação do parque industrial brasileiro. Quando o mundo desenvolvido voltar a comprar como antes da crise, poderemos estar competindo de igual para igual na questão dos custos. Ainda temos tempo para fazer isso. Em menos de dois anos é impossível, em mais de cinco estaremos demorando muito. A hora é agora. Com um parque industrial desenvolvido e marcas globais com grande valor agregado, ninguém segura o País. Isso vai trazer melhor distribuição de renda, mais emprego. Se conseguirmos fazer isso, vamos nos tornar referência como país que mudou de patamar. Nosso desafio é transformar essa fase num estado de desenvolvimento econômico, social e ambiental, comparável ao de países mais desenvolvidos do que nós. Não pode ser como uma onda, que vem vindo e depois acaba. Temos a oportunidade histórica de fazer isso agora, porque, além de a onda ser muito boa, o mar está a nosso favor.
DINHEIRO – E o que a Alpargatas fará nesse sentido?
UTSCH – A próxima etapa é nos tornarmos uma empresa global. Mas eu acho que ser ou não global, para nós, é apenas uma questão cultural. Quando a maioria das pessoas em nossas reuniões estiver falando inglês, reconhecerei que nos tornamos uma empresa global de verdade.
Confesso que me surpreendi ao ler tal negócio. A Ford resolveu vender a Volvo, e a compradora, a chinesa Geely, manterá a marca e quer dobrar a sua produção, construindo a maior fábrica de carros de luxo do mundo na China
Extraído de:
MONTADORA CHINESA CONCLUI AQUISIÇÃO DA VOLVO POR US$ 1,8 BI
A chinesa Geely anunciou nesta segunda-feira a compra da Volvo, controlada pela Ford, por US$ 1,8 bilhão, em um negócio que marca a maior aquisição no país asiático de uma montadora de veículos estrangeira.
Stefan Jacoby, ex-executivo da Volkswagen na América do Norte, será o novo diretor presidente da montadora. O presidente do conselho da Geely, Li Shufu, chamado de Henry Ford da China, chegou a ser indicado para ser chairman da Volvo.
O acordo reflete de muitas maneiras o rápido crescimento da China na indústria automotiva, depois que superou os Estados Unidos no ano passado como o maior mercado do mundo.
A Geely, que começou a fabricar carros em 1986, afirmou na semana passada que havia recebido todas as aprovações governamentais necessárias para a compra da Volvo.
Com a conclusão da operação, o desafio da Geely será restaurar o lucro da Volvo no longo prazo. A Volvo teve receita de US$ 12,4 bilhões em 2009 com a venda de 334 mil veículos, mas teve um prejuízo antes de impostos de US$ 653 milhões.
O plano da Geely prevê a utilização do nome da marca sueca para produzir carros de luxo na China, enquanto manterá operações na Europa para abastecer o mercado internacional.
A Geely vai injetar US$ 900 milhões em capital na Volvo, além dos US$ 1,8 bilhão que já está pagando para comprar a empresa da Ford.
Os planos da montadora chinesa preveem que a nova fábrica da Volvo na China quase dobre a capacidade anual global de produção da companhia, que tem como meta vender 150 mil automóveis Volvo por ano no país asiático até 2015.
Eles não se emendam mesmo… Leio agora que as autoridades do governo chinês insistem: vão continuar a censurar mensagens de texto enviadas via celular.
Qualquer outro país que não tivesse a força econômica da China seria taxado como país do “eixo do mal”, como fez George W. Bush. Mas como os chineses têm dinheiro e negócios com os EUA, esqueça!
Anos atrás, todos aguardavam ansiosos a chegada do Google na China. Como país ditador, algumas restrições foram impostas: a busca de termos como “democracia” ou “direitos humanos” era censurada. E, para fazer negócios, o Google aceitou (esqueça responsabilidade social: negócios, para muitas empresas, são simplesmente negócios).
Agora o Google muda sua base de busca da China para Hong Kong, a fim de evitar censura. Mas é por não concordar com o controle da liberdade de expressão e da ditadura chinesa, ou pelo fato dos hackers oficiais do governo estarem censurando novos termos?
Na China, o Google continuará com serviços que não implicam em busca de termos que possam fazer apologia à liberdade, como o Google Maps, por exemplo.
Extraído de: http://pt.euronews.net/2010/03/23/google-muda-motor-de-busca-da-china-para-hong-kong/
GOOGLE MUDA MOTOR DE BUSCA DA CHINA PARA HONG KONG
A partir de agora as buscas feitas no site da Google China, “google.cn”, passam a ser redireccionadas para o motor de busca de Hong Kong, “google.hk”.
O motor de busca mais popular do mundo provocou a ira dos chineses, aproveitando-se do facto de Hong Kong beneficiar do estatuto de Região Administrativa Especial, não estando sujeito às restrições aplicadas no resto da República Popular.
A medida legal vai permitir aos internautas chineses aceder a páginas até agora “seladas”, como o Facebook, Twitter, YouTube, entre outras.
Um blogger explica como poderia ter sido resolvido este conflito:
“Você pode pedir a qualquer companhia, chinesa ou estrangeira para cumprir a leis nacionais.
Mas as companhias não adivinham o conteúdo dessas leis, que devem ser clarificadas e mais específicas. Se o governo chinês especificar o que é censurado na internet, então penso que é mais fácil para as companhias cumprirem a lei. Por exemplo, porque não podemos falar sobre Hu Jintao na internet, devemos saber que o seu nome juntamente com outros conteúdos é proibido”.
O conflito entre a Google e Pequim intensificou-se em Janeiro, quando a empresa anunciou que deixaria de censurar os resultados das buscas na versão em mandarim.
A decisão foi tomada após vários ciberataques da China a contas do Gmail, pertencentes a vários activistas chineses dos direitos humanos.
Segundo o Ministro dos Negócios Estrangeiros Chinês, a Internet é perigosa, e por isso proibiu o You Tube… É esse o país com quem todos querem se relacionar e negociar! Para a China, não há manifestações públicas por parte dos americanos em defesa da liberdade! Por quê será?…
Absurdo… abaixo, extraído de: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1370818&idCanal=61
CHINA BLOQUEIA YOU TUBE
A China bloqueou ontem o acesso ao Youtube, o mais conhecido site de partilha de vídeo, após ter sido colocada no site uma gravação de autoridades chinesas a exercer violência contra tibetanos.A gravação mostra um manifestante tibetano a ser brutalizado pelas autoridades chinesas e as feridas de Tendar, um jovem que, segundo o governo tibetano no exílio, terá morrido após ser detido e espancado quando tentava impedir a polícia de agredir um monge. A Xinhua, agência noticiosa estatal chinesa, denunciou ontem o vídeo como sendo uma mentira.
A agência citou um oficial anónimo do governo regional do Tibete, que afirmou que o vídeo foi “editado, com imagens de diferentes locais, dias e pessoas”. “O grupo do Dalai Lama está acostumado a fabricar mentiras para iludir a comunidade internacional” terá dito o alegado oficial à Xinhua.
O Governo chinês não confirmou ainda se o bloqueio do site está relacionado com este vídeo. De acordo com a agência Associated Press (AP), a Google, empresa dona do Youtube, admite ignorar as razões desta proibição. Scott Rubin, porta-voz da Google afirmou à AP que a empresa esta a “investigar a situação e a tentar assegurar que o serviço é reposto o mais cedo possível”.
Segundo a AP, Qin Gang, porta-voz do Ministro de Negócios Estrangeiros chinês, afirmou que na China “a Internet é livre o suficiente, mas precisa de ser regulada de moda a prevenir a difusão de informação perigosa.” O porta-voz não mencionou o actual bloqueio.
As autoridades chinesas costumam proibir o acesso ao Youtube, de forma a impedir os cidadãos de verem vídeos que critiquem o Governo. A maioria das vezes, o governo limita-se a impedir a visualização de determinados vídeos. Em Janeiro as autoridades chinesas fecharam centenas de sites com conteúdo considerado “ordinário”. Entre eles, um site que hospeda blogues. A China tem a maior comunidade online do mundo, com cerca de 300 milhões de utilizadores da rede e cerca de 100 milhões de blogues.
A segurança no Tibete tem sido apertada nas últimas semanas, devido à celebração de duas datas importantes para os resistentes tibetanos. 14 de Março marcou o primeiro aniversário das manifestações sangrentas em Lhasa, capital regional do Tibete, enquanto que no dia 17 deste mês foram celebrados os 50 anos desde o exílio do Dalai Lama.
As autoridades chinesas têm feito uma patrulha armada da comunidade tibetana do norte da Ásia, após surgirem notícias de um assalto a uma esquadra por parte de 100 tibetanos, este fim-de-semana.
Muito se alardeia e se propaga sobre os possíveis bons negócios a se realizar na China. Claro, quanto maior a população, maior a possibilidade de ganhar clientes.
Entretanto, as nações desenvolvidas que tanto reclamam dos regimes totalitários no Oriente Médio, a fim de negociar com os chineses, “esquecem-se” das violações aos direitos humanos naquele país e da forte interferência do governo na economia.
Pois bem: a Coca-Cola tentou comprar por US$ 2,4 bi a maior fabricante de sucos na China, a Huiyuan. O governo local barrou, dizendo que era ruim para a competitividade (mesmo a concentração de mercado não ocorrendo).
Isso é livre mercado? Ou protecionismo velado?
Abaixo, o Case da Coca-Cola e a Huiyuan:
Extraído de Exame (clique aqui para link)
PEQUIM/HONG KONG (Reuters) – A China rejeitou a proposta da Coca-Cola para aquisição da fabricante de sucos Huiyuan Juice por 2,4 bilhões de dólares, afirmando que a transação seria ruim para competitividade.
A aquisição pela Coca-Cola seria a maior compra de uma companhia chinesa por uma concorrente estrangeira, e a rejeição deverá ser considerada como outro sinal de protecionismo em meio à recessão global.
Observadores disseram que a decisão da China pode afetar os dois lados, já que companhias chinesas que têm feito aquisições de alto nível no exterior podem enfrentar problemas.
O Conselho de Revisão de Investimento Estrangeiro da Austrália está avaliando três grandes investimentos em seu setor de mineração propostos por companhias estatais chinesas.
Em particular, a oposição política à aliança de 19,5 bilhões de dólares da Rio Tinto com a estatal chinesa Chinalco tem se intensificado, e nesta quarta-feira o Senado australiano disse que abrirá seu próprio inquérito sobre o investimento estrangeiro.
“Isso indica que aquisições estrangeiras de companhias chinesas, particularmente aquelas com marcas proeminentes, não serão acatadas pelo Ministério do Comércio”, disse Lester Ross, sócio administrativo da WilmerHale, em Pequim.
“E isso, reciprocamente, indica que as companhias chinesas em busca de aquisições estrangeiras podem encontrar uma reação adversa nesses mercados, se as companhias estrangeiras forem essencialmente retiradas do mercado chinês em termos de expansão por meio de aquisições”, disse ele.
Ross acrescentou que é muito improvável que o ministério chinês tenha tomado a decisão sem alta clareza política e, se este for o caso, “é completamente natural prever que outros países vão considerar as aquisições por companhias chinesas de forma muito semelhante”.
COMPETIÇÃO
O Ministério de Comércio da China afirmou em um comunicado que a compra pela Coca-Cola seria ruim para a competição e que as alterações na operação propostas pela norte-americana foram insuficientes para tranquilizar as preocupações. Com isso, o ministério rejeitou a operação sob a lei de defesa da concorrência decretada no ano passado.
“Se a Coca adquirisse a Huiyuan, ela dominaria o mercado de refrigerantes da China, o que afeta não apenas os consumidores, mas também outros setores participantes”, explicou Selina Sia, analista da JP Morgan.
A Huiyuan controla mais de um décimo do mercado chinês de sucos, que cresceu 15 por cento no ano passado, para 2 bilhões de dólares. Já a Coca-Cola detêm uma fatia de 9,7 por cento do mercado e domina o segmento de sucos diluídos.
O presidente-executivo da Coca-Cola, Muhtar Kent, afirmou que a empresa não prosseguirá com a aquisição planejada e que está “decepcionada, mas que respeitará a decisão do ministério”.
Jeffery Lau, analista da Polaris Capital em Hong Kong, disse que a decisão confirma que a China permanece relutante em autorizar a aquisição de uma marca nacional.
“Mas isso não é exatamente uma enorme surpresa. O protecionismo tem aumentado em todo lugar neste ano”, afirmou ele.
A China é o quarto maior mercado da Coca-Cola e um importante campo de batalha da empresa contra a rival Pepsico.