– Geração Y e a Realidade Profissional

Muito se tem falado sobre os profissionais mais jovens, conectados e familiarizados às novas tecnologias. Mas qual é a verdadeira realidade profissional deles hoje?

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Primeiro-Plano/noticia/2012/04/eles-cairam-na-real.html

Eles caíram na real

Acostumados a mimos e salários atraentes, os jovens ajustaram suas expectativas diante da crise financeira global

LUCIANA VICÁRIA (TEXTO), MARCO VERGOTTI, RODRIGO FORTES, GERSON MORA E ALEXANDRE LUCAS (GRÁFICO)

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  A geração do milênio, formada por quem nasceu a partir da década de 1980, começou a carreira de forma atípica. Eles tiveram boa educação e deram a sorte de entrar no mercado num momento favorável, com empresas dispostas a pagar benefícios raros a iniciantes e salários bem acima da média, incluindo bônus, premiações e horários flexíveis de trabalho. “Era a única forma de reter essa turma tão disputada”, afirma João Lins, da consultoria PricewaterhouseCoopers (PWC). Não mais. Com os desdobramentos da crise financeira global, o mercado cortou os excessos. A oferta de vagas diminuiu, e a nova geração teve de fazer concessões, mostra uma pesquisa iné-dita da PWC. Ela compara dados de 2011 com os de 2008, antes da crise. O levantamento foi feito em 75 países, entre eles o Brasil. Trabalhadores americanos e europeus foram os que mais perderam benefícios. Boa parte dos jovens (32%) diz que aceita ganhar me-nos do que supõe merecer e 15% topam trabalhar em empresas distantes de sua residência, algo pouco comum há cerca de três anos.

PWC e Organização Internacional do trabalho)As marcas de uma geração antenada (Foto: Fontes: PWC e Organização Internacional do trabalho)

– Cadê os Bons Profissionais do Mercado de Trabalho no Brasil?

Alô, universitários! Falta boa mão de obra no Brasil! 

Compartilho interessante matéria sobre a importação de profissionais para trabalharem em nosso país, pelo simples motivo da falta de mão-de-obra-qualificada!

Sobram vagas para gente competente no Brasil. Abaixo:

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI217544-15259,00-VAMOS+ABRIR+O+BRASIL.html

VAMOS ABRIR O BRASIL

por Marcos Coronato, Keila Cândido e Murilo Ramos

País cresce e precisa de mais profissionais do que consegue formar. Outras nações também sofrem com falta de pessoal. Por que deveríamos entrar nessa briga por cérebros

Os ingênuos costumam crer que os números formem uma linguagem universal e objetiva. Os contadores sabem que não é bem assim – números, como palavras, podem confundir mais do que esclarecer. Por isso, os executivos da Whirlpool, empresa que fabrica os eletrodomésticos Brastemp e Consul, vêm se dedicando a fazer todas as suas contas da mesma forma, nos mais de 40 países em que tem sedes. No Brasil, parte do trabalho de padronizar as contas da Whirlpool está a cargo do executivo Robert Gisewite, um americano “importado” em 2010. O episódio pode ser visto de duas formas. Uma seria questionar: por que trazer um estrangeiro para ocupar uma vaga que poderia estar com um brasileiro? A outra seria comemorar: afinal, dezenas de brasileiros, incluindo jovens executivos de finanças, ganharam a oportunidade de crescer e aprender com um profissional assim.

Cada um desses brasileiros será enriquecido pelo convívio e se tornará mais valioso para a Whirlpool, para outras empresas em que eles venham a trabalhar e para negócios próprios que venham a abrir no futuro. A única coisa a lamentar é que casos assim não sejam mais comuns no Brasil.

Embora gostemos de pensar em nós mesmos como uma nação aberta e hospitaleira, 0,5% de nossa população é de imigrantes legais, muito menos que os 2% do Chile e os 4% da Argentina e dos Estados Unidos. E certamente bem menos que os 18% de estrangeiros da população do Canadá e os 25% na Austrália, os países que mais atraem forasteiros no mundo. Mesmo se considerarmos apenas os imigrantes com alta qualificação, que chegam ao país de destino na maioria das vezes já empregados, o Brasil pouco se integra ao resto do planeta. Entre 1999 e 2009, caiu a participação desses estrangeiros no mercado formal de trabalho. É fato que o país se tornou mais atraente para os estrangeiros nos últimos anos, e eles cresceram em números absolutos – as histórias apresentadas nestas páginas ilustram isso. Mesmo assim, a falta de empenho do governo e das empresas em atrair estrangeiros e nossa nada desprezível burocracia diante dos que querem ingressar no Brasil nos classificam como um país fechado. Entre 30 grandes países, ficamos apenas na 23ª posição em abertura e mobilidade de profissionais, atrás de outras nações em desenvolvimento, como Argentina, México e Índia. O Canadá é o campeão nesse quesito, segundo a avaliação feita pela consultoria Heidrick & Struggles e pela área de pesquisa da revista britânica The Economist.

Trata-se de um mau negócio para todo brasileiro. À medida que a economia cresce, precisa de mais gente com formação boa o bastante para entrar no mercado de trabalho e assumir responsabilidades rapidamente, para atuar numa nova loja, num escritório em expansão, numa obra em andamento. Ora, não são os brasileiros que devem preencher essas vagas? Sim, são. O problema é que não há brasileiros bem preparados em número suficiente. No longo prazo, a única solução é formar nossa gente: dar a muito mais pessoas uma educação muito melhor. Mas isso é no longo prazo. Enquanto isso não chega, precisamos aproveitar o momento animador da economia (que não vai durar para sempre).

Para quem acaba de conseguir ou está a ponto de obter um emprego novo, uma promoção ou um aumento, essa preocupação pode soar exagerada. Não é. Os empregos, promoções e aumentos do resto da década correm o risco de ser comprometidos por queda de produtividade, perda de oportunidades de negócios e alta da inflação – desequilíbrios que se ampliam com a falta de gente qualificada.

O desencontro entre o tipo de profissional que as companhias precisam e os profissionais que chegam ao mercado já tem consequências. Em diversos estudos, cerca de dois terços das companhias no Brasil relatam dificuldade para contratar, ante menos da metade das chinesas e menos de um quinto das indianas. Uma pesquisa feita pela IBM em 2010 mostrou que, enquanto as empresas no resto do mundo se preocupam principalmente com transformações em andamento em seus mercados, o que as brasileiras mais temem neste momento é a escassez de pessoal qualificado (embora esse temor ocorra, em diferentes graus, no mundo todo, como veremos adiante). “O processo de recrutamento e seleção ficou mais longo, para conseguirmos encontrar quem precisamos”, diz Alexandre Garcia, diretor de Recursos Humanos da Whirlpool.

Embora o país abra muitos postos de trabalho (deverá ser mais de 1,5 milhão neste ano), subiram as exigências para preenchê-los. O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Economia (Confea) calcula haver demanda por 20 mil engenheiros extras a cada ano. Apenas um em cada 50 formandos no Brasil é dessa área, proporção muito inferior à de um em 20 do México ou um em quatro da Coreia do Sul. O país forma anualmente menos de 40 mil engenheiros, porque os jovens se acotovelam em outras carreiras com menor demanda e pior remuneração média – daí chegarem ao mercado anualmente 20 mil bacharéis em humanidades e artes e mais de 10 mil psicólogos.

Também temos poucos economistas, matemáticos, físicos, geólogos e técnicos em geral – supervisores de obras, operadores de máquinas, laboratoristas, mecânicos e eletricistas. O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) prevê que, a partir de 2014, a maior parte da demanda será por técnicos com qualificação mais demorada, acima de 200 horas de treinamento. “Não falta gente, mas falta gente qualificada. O problema é generalizado, mas mais agudo no nível técnico profissionalizante e em alguns setores, como construção, turismo e petróleo”, diz Christian Orglmeister, do Boston Consulting Group (BCG), que vem estudando o trânsito internacional de profissionais. “É insustentável o ritmo de investimento da infraestrutura, da logística e da produção se continuarmos com esse ritmo com que estamos formando”, afirmou recentemente o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. A dificuldade para achar pessoas bem preparadas pode ser percebida também por famílias e microempresas que procuram prestadores de serviços diversos, de limpeza, manutenção e reparos.

Nesse cenário de escassez imediata, uma solução para o futuro próximo seria o Brasil adotar uma política ativa para tentar atrair profissionais estrangeiros naqueles setores em que há maior falta de mão de obra qualificada. Trata-se de avançar até o ponto em que outros países já estão faz tempo. Eles têm – e ao Brasil falta – um conjunto de leis e regras que se pode chamar de “política de imigração”. Aqui, as permissões ou negativas de entrada de estrangeiros são decididas pontualmente, com base em pedidos de empresas e em razões políticas, sociais e humanitárias. Só que a falta de gente capacitada sentida agora não é um problema brasileiro – é uma preocupação global, que provoca uma disputa internacional pelos melhores cérebros. O Canadá já se antecipava a ela em 1981, quando o Departamento de Emprego e Imigração produzia uma obra-prima de pragmatismo: “A não ser que seja corrigida por meio de políticas governamentais adequadas, a falta de mão de obra poderá ter impacto negativo em emprego, produtividade e inflação”. Em seguida, sugeria que fossem admitidos de 20 mil a 25 mil “trabalhadores selecionados” para atender às demandas que não pudessem ser resolvidas com o treinamento de canadenses.

Esse medo ressurge com força, nas economias mais importantes do mundo, pela confluência do envelhecimento das populações dos países ricos com o forte crescimento econômico dos países em desenvolvimento. Nos próximos anos, quando os Estados Unidos e a Europa voltarem a crescer, a situação vai piorar. “A economia global se aproxima de um choque demográfico em escala não observada desde a Idade Média. Numerosas organizações serão incapazes de encontrar empregados suficientes em seus países de origem para sustentar a lucratividade e o crescimento”, afirma o relatório Estimulando economias pelo incentivo à mobilidade de talentos, do Fórum Econômico Mundial e do BCG. Por isso, países como Estados Unidos, China, Cingapura, Malásia e Austrália vêm modificando suas políticas de imigração. Ao mesmo tempo que restringem a entrada de estrangeiros menos instruídos, tentam atrair estudantes promissores e adultos capazes de criar riqueza (leia no mapa abaixo). O Brasil não tem o dinheiro dos Estados Unidos e da China nem a qualidade de vida da Austrália e do Canadá para atrair esses cérebros. Mas pode-se fazer muita coisa. Algumas das sugestões de empresas e consultorias especializadas são:

 

·         reforçar a “marca Brasil”, aproveitando um momento em que o país é bem-visto. Profissionais talentosos em outros países deveriam associar o Brasil a crescimento e oportunidades, e não somente a uma aposentadoria tranquila à beira-mar;

·         fechar mais acordos com outros países para facilitar o trânsito de profissionais e o reconhecimento da formação do estrangeiro, quando ela for de boa qualidade;

·         criar uma categoria de visto de trabalho expresso, com um mínimo de burocracia, para trabalhadores altamente qualificados;

·         facilitar o envio de recursos para a família no exterior e a transferência para o Brasil de benefícios e pensões que o estrangeiro receba em seu país de origem;

·         incentivar ambientes tolerantes, abertos, multiculturais.

 

O tema é delicado. Atrair estrangeiros é uma estratégia que desperta receios em populações e políticos em todos os países, principalmente nas economias mais maduras, que geram menos emprego. De carona na crise econômica mais recente, a xenofobia também recrudesceu. Felizmente, há muitos estudos sobre o tema, em parte porque vários países tentam entender o que deu tão certo em países como Canadá e Austrália, que atraem não só muitos imigrantes, mas também os mais bem qualificados do mundo; e o que deu errado em casos como os da França e da Alemanha, onde muitos filhos de imigrantes não conseguem se integrar à sociedade e à economia. As pesquisas já descobriram fatos que seriam úteis para o Brasil.

Na União Europeia, calcula-se que um aumento de 10% no número de imigrantes de um país reduza o nível de emprego dos nativos da mesma faixa educacional em até 0,7%. O maior especialista em imigração nos Estados Unidos, o economista cubano George Borjas, professor da Universidade Harvard, afirma que a concorrência de estrangeiros pode, sim, reduzir salários em seus respectivos níveis de formação. Um aumento de 10% na quantidade de estrangeiros com doutorado reduziria os salários desse nível de qualificação em 3%. A resposta veio de outro imigrante, o economista italiano Giovanni Peri, da Universidade da Califórnia. Ele constatou que a chegada de estrangeiros bem qualificados a uma região aumenta localmente o nível de emprego e, entre os mais instruídos, eleva também os salários. Segundo Peri, muitos estrangeiros assumiriam funções complementares às dos nativos e aumentariam a produtividade e a riqueza disponível para todos.

Na Austrália, constatou-se que os filhos de imigrantes não falantes de inglês – oriundos de países asiáticos, na maioria – vêm conseguindo notas médias melhores que todas as outras crianças. No Canadá, descobriu-se que um aumento de 10% no número de imigrantes de um determinado país é seguido por um crescimento no comércio exterior com aquele país em até 3%. Um relatório da ONU de 2009, chamado Superando barreiras: mobilidade humana e desenvolvimento, concluiu que o trânsito aberto de profissionais beneficia o país de origem e o país de destino (contanto que nenhum dos dois seja miserável). Isso ocorreria porque, diante da maior intensidade de imigração e emigração, crescem nos países envolvidos a busca e a cobrança por educação de melhor qualidade. Todos se preparam melhor, mesmo que apenas uma minoria chegue algum dia a sair de seu país ou a enfrentar diretamente competidores estrangeiros. “Administrar esse assunto é um desafio. Os estrangeiros disputam vagas com os brasileiros, sim, mas também trazem novos conhecimentos para o mercado”, diz a cientista social Maria Tereza Fleury, diretora da escola de administração da FGV e especialista em atuação internacional de empresas. “Historicamente, a imigração teve para o Brasil mais consequências positivas. Esses benefícios já ocorreram com a agricultura, com a indústria e agora começam a acontecer com serviços e tecnologia.”

Essa não devia ser uma questão controversa. Os Estados Unidos construíram seu caminho de superpotência com diversas levas de imigrantes – desde a aceitação indiferenciada de “pobres, cansados, rejeitados” de que fala a inscrição da Estátua da Liberdade, em Nova York, até a política de atração de gênios durante a Segunda Guerra Mundial que lhes deu a chave da energia nuclear. Israel, um país que compete como nação de primeira grandeza no mundo da tecnologia, foi formado por levas de imigrantes do mundo todo. Na própria história do Brasil há exemplos de explosão empreendedora a partir das massas de imigrantes no início do século passado. O mundo de hoje – empresas e países – vive uma era de guerra por talentos, gente capaz de inovar, inspirar, implementar. Está mais que na hora de o Brasil alistar exércitos para essa guerra. Venham de onde vierem.

– Estudar garante Emprego?

Segundo a Rádio Band News, uma pesquisa do Departamento Intersindical de Estudos de Porto Alegre mostra um dado alarmante: quanto mais você estuda, mais difícil será arranjar emprego!

Calm. A lógica é a seguinte: Quanto menor a escolaridade, mais sujeita a pessoa fica ao desemprego. Assim, aceita ganhar salários menores e se sujeita às atividades profissionais sem exigir muito. Em contrapartida, quanto mais graduada, maior a exigência ao aceite de empregos.

Se não estudar, “faz-se qualquer coisa”. Se estudar, não se aceita qualquer emprego. Que dilema, não?

É claro que devemos estudar. Sempre, sempre e sempre…

– Concurso Público faz prova com Questões da Novela das 8 e Zorra Total?

Parece incrível, mas aconteceu: a Prefeitura de Cambé realizou concurso público para a contratação de garis, e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná teve a responsabilidade em formular as questões. E no quesito “cultura”, perguntou sobre a novela Fina Estampa e o humorístico Zorra Total!

Então, por lógica, somos obrigados a concluir que para a instituição, assistir novela é mais importante do que ir para a escola?

É dessas coisas que me revolto…

– Quando a Incompatibilidade de Cargos faz Vítimas!

Mateus 6:24 – Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro.”

Não gosto de usar palavras sagradas em meio a ocasiões profanas indevidas. Mas é curioso como em algumas situações a incompatibilidade de funções/ações gera vítimas.

Digo isso pois o amigo Marcelo Marçal foi destituído de suas funções como responsável do site da Cooperativa de Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo. Em nota, disse que a decisão foi dos cooperados.

Ué, eram quantos cooperados? Numerosos?

Marcelo Marçal possui há anos o site Apitonacional.com , onde o foco são notícias do mundo da arbitragem de futebol. Evidentemente, não seria espantoso imaginar que em alguma oportunidade, caso seu site abordasse algum tema que desagradasse a Cooperativa de Árbitros, fosse questionado. Seria exagero imaginar que as críticas a um árbitro sul-matogrossense que vem trabalhando em SP motivaram a sua demissão? Talvez. Não importa. É de direito da Cooperativa dos Árbitros, que é uma empresa privada, e ela não deve nenhuma satisfação à sociedade (mas aos seus cooperados). E como os cooperados gostam e participam da instituição, deve estar tudo bem.

E aqui vai a observação: por mais que o site Apitonacional.com buscasse a isenção, o comprometimento com a outra empresa poderia ser nocivo, pelo fato do site não poder blindar alguém (e nem deve!). Uma hora ou outra, isso poderia acontecer. E se aconteceu, é porque quís mostrar independência.

Marçal é um trabalhador, sujeito esforçado e inteligente. E aqui, nada de solidariedade ou caridade pois ele não precisaria disso, graças a sua competência, mas sim uma palavra de quem entende tais incompatibilidades: pensar pelo lado positivo– agora, não há impedimento algum para a discussão sobre outros temas, como a necessidade de tantas entidades de árbitros (custosas a eles próprios), como descontos de Cooperativas e Sindicatos, além de, quando ocorrerem, possíveis casos de subserviência à FPF poderem ser abordados com maior profundidade.

Boa sorte nesse momento novo. Tenho certeza de que não fará falta aquele trabalho.

– As Novas Denúncias de Entradas Irregulares na CBF

Novas denúncias de árbitros que entraram irregularmente no quadro da CBF. Agora, o site Apitonacional traz uma relação de árbitros cariocas que teriam entrado sem as condições exigidas no quadro nacional. Nomes e matéria podem ser acessados em:

http://www.apitonacional.com.br/noticias/formairregular.htm

Já escrevi sobre tal tema em outra oportunidade e repito: se passarmos um pente-fino, de repente, encontraremos um número absurdo de indicações indevidas.

Mas fica a questão debatida outrora no Blog do Bom Dia / Diário de São Paulo: As federações devem satisfação sobre a escolha de seus árbitros? Não são entidades de direito privado?

Dirigentes se merecem, pessoal…

O texto irônico, para quem não leu e que pode ser repetido neste episódio, está em:

http://www.redebomdia.com.br/blog/lista/109

Publico-o novamente abaixo, pois serve para essa oportunidade:

PATHRICE MAIA DENUNCIADO. SOMADO A SANDRO RICCI, QUE LIÇÕES TEMOS?

Dias atrás, o site Voz do Apito denunciou a entrada irregular de Sandro Meira Ricci ao quadro da CBF, pelo DF (comentamos em: http://is.gd/ricci). Agora, o site Apito Nacional traz outra suposta entrada irregular, dessa vez de Pathrice Maia, árbitro do RJ.

Se fizermos uma devassa nos processos de indicação das federações estaduais, provavelmente encontraremos outras! E se todos os casos forem confirmados, veremos que tal prática é um vício desassociado da meritocracia mas preso aos interesses de quem indicou e/ou quem aceita.

E o que a sociedade tem a ver com isso?

Vou ser bem sincero: nada.

Estranhou tal posição minha?

Claro, levemos em conta os seguintes fatores:

1-as federações de futebol são instituições privadas. Coronel Marinho, Jorge Rabelo, Sérgio Correa ou qualquer outro dirigente dessa categoria de organização, nada mais são do que empregados do “patrão”, que nesse caso, é o presidente, CEO, executivo-mor ou título que o valha. Por quê dar satisfação à população (ou aos próprios árbitros, já que nem empregados das federações eles são)?

2-em qualquer empresa comercial, o objetivo maior será a sua sobrevivência. E no mundo dos negócios, todas as agências de veículos vendem o melhor carro; todos os bancos têm o melhor atendimento; todas as lojas de móveis têm o sofá mais barato; e, nas federações, todos os árbitros indicados são os melhores. Na teoria, é isso, mesmo que na prática não seja.

3-os rankings de arbitragem procuram ser instrumentos de regulação, mas obscuros e ininteligíveis, acabam sendo subjetivos na sua pontuação (e alguns, pasmem, nem pontos têm!).

4-na era do futebol-business, mais vale o atacante nascido no society do empresário viajado, do que o ponta-de-lança banguela oriundo da várzea. Ambos podem fazer gol, mas a repercussão deles difere. Por quê na arbitragem seria diferente?

5-assim, como todos esperam que os escudos não sejam devolvidos e os árbitros que lá chegaram (por mérito ou não) sabem que precisam apitar muito bem para não serem questionados e lembrados sobre isso (embora, escudo se ganhe em campo e não na politicagem), por que a empresa privada não pode galgar alguém pela simpatia a outro, tempo de experiência, perspectiva ou simplesmente por querer arriscar um novo nome? Ela não deve satisfação aos outros, é privada!

Amigos, claro que tal artigo está carregado de ironias, embora em muitos momentos deixo nas entrelinhas reflexões que são duras realidades: as federações, se quiserem, acabam indicando quem elas desejarem. Se há meritocracia ou não, privilégio desregrado ou até mesmo desonestidade, fica a cargos das instituições representativas interessadas: as cooperativas, sindicatos e associações de defesa dos árbitros.

Tonto é o torcedor que vai ao estádio achando que os atletas do seu clube jogam por amor e não pelo salário. Tão tonto é o jovem árbitro que acredita que única e exclusivamente na carreira subirá pelos seus méritos, sem nunca ter recebido pressão. Tontos somos nós, que aqui escrevemos e acreditamos em mudar algo. Somos pequeninas pedrinhas, que momentaneamente irritam os dirigentes em suas sandálias; mas estes, suportados pelos donos de federações e confederações, logo se ajeitam.

Sandros, Pathrices, Ciclanos, Fulanos ou Beltranos (as). Não importa. Se competentes, fiquem com seus escudos. Se incompetentes, que saiam. E sobre como entraram? Os descontentes, reclamem aos seus representantes de classe. Ou eles não são independentes?

Que bom seria se as pedras diminutas citadas acima resolvessem se juntar… Formariam um pedregulho e tanto!

Aceitemos: as federações são empresas privadas, endinheiradas, movidas pela vaidade do poder e sem romantismo. Gostemos ou não, é o futebol de hoje. E o árbitro, diante de tudo isso, é apenas um elemento a margem nelas.

Não gostou? Então que tal, em caso de atual mesmice, virar uma pedrinha? Se muitas se juntarem…

– Grandes Empresas que Procuram Funcionários pelas Redes Sociais

Coca-Cola, Natura, Vivo, Google e Ipiranga; segundo Veja.com, essas empresas fuçam Orkut, Facebook, Twitter e LinkedIn para conhecer melhor os seus candidatos.

E você, o que pensa disso? Está preparado para uma devassa no seu perfil nas redes sociais? Deixe seu comentário:

– Trainees: a Boa Opção na Carreira

Atenção Formandos e Recém-Formados: matéria interessante sobre TRAINEES

Extraído da Revista Isto Éed 2175, pg 60-64

POR QUE TODOS QUEREM SER TRAINEES

por João Loes e Paula Rocha

Bons salários, chance de crescimento e experiência profissional levam milhares de jovens a participar de exaustivos e dificílimos processos de seleção para iniciar a carreira em grandes empresas

Entre os meses de julho e setembro, milhares de jovens brasileiros devem se inscrever em processos seletivos que podem definir seu futuro profissional. Sonho de muitos universitários recém-formados, os programas de treinamento das principais empresas do Brasil atraem um número cada vez maior de candidatos. Segundo levantamento realizado pela Cia de Talentos, consultoria especializada no recrutamento de jovens profissionais, o total de inscritos nos programas organizados por eles em 2010 variou de três mil a 49 mil, dependendo da empresa, contabilizando uma média de dois mil candidatos por vaga. Só a Ambev, cervejaria líder na América Latina, recebeu no ano passado 72 mil currículos de estudantes egressos do ensino superior. Desses, apenas 22 foram aprovados, o que representa mais de 3,2 mil candidatos por vaga. Para efeito de comparação, na Universidade Estadual Paulista (Unesp), o curso de medicina, um dos mais concorridos do País, teve em 2011 a relação de 128 candidatos por vaga.

A acirrada disputa pelos cargos de trainee das grandes empresas pode ser justificada pelo salário oferecido a esses funcionários (entre R$ 4 mil e R$ 5 mil), valor acima da média nacional no caso de iniciantes. Outras vantagens, porém, contribuem para a alta procura pelas vagas de treinamento. “O programa de trainee é a melhor porta de entrada para o mercado de trabalho”, afirma Noely David, supervisora de processos especiais do Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee). “Esses jovens já entram nas empresas valorizados, pois passaram por processos seletivos muito rigorosos.” A seleção de um trainee dura em média cinco meses. Nesse período, os candidatos têm de enfrentar uma maratona de provas, que começa pela seleção de currículos. Depois há a etapa dos testes online, nos quais são avaliados conhecimentos gerais, raciocínio lógico e línguas, geralmente português e inglês. Os que passam dessa fase são chamados para dinâmicas de grupo e, por fim, para a entrevista com líderes ou até mesmo com diretores das empresas.

O jovem Felipe Santiago, 25 anos, conhece esse roteiro ao mesmo tempo exaustivo e estimulante. Ele foi um dos 22 trainees selecionados pela Ambev no início de 2011. No último ano da graduação em propaganda e marketing pela ESPM, conciliava os estudos e a realização de seu projeto de conclusão de curso com o trabalho como analista de marketing de uma grande empresa e a preparação para as provas da cervejaria. “Foi puxado, mas ser aprovado foi a maior emoção da minha vida”, diz. Logo que entrou na Ambev, Santiago conheceu diversos departamentos da companhia, como produção, logística e coorporativo. No quinto mês de treinamento, decidiu, junto com o RH, que vendas seria sua área de interesse, e passou a atuar nesse segmento. Agora ele se prepara para uma viagem a St. Louis, no Missouri (EUA), onde trainees da Ambev de várias partes do mundo vão se encontrar para assistir a palestras, participar de debates e estabelecer contatos. “Quero crescer com consistência e um dia chegar a um cargo de liderança”, diz Santiago. 

A recompensa para quem se dedica à seleção e aos programas de treinamento é exatamente essa, conquistar um posto gerencial. “Os processos seletivos para trainees não são baratos, envolvem investimentos em divulgação, seleção e na preparação dos profissionais”, explica a headhunter Manoela Costa, gerente da Page Talent, unidade da Page Personnel que faz recrutamento de estagiários e trainees. “E um dos objetivos dos programas é formar os futuros líderes dessas empresas.” Caso dos presidentes das indústrias Rhodia do Brasil e Dana América do Sul, e do CEO da Chemtech, prestadora de serviços de engenharia. Os três entraram como estagiários, passaram pelo cargo de trainees, e em pouco tempo foram galgando posições até chegar ao topo (leia quadro abaixo) na companhia em que começaram. “A empresa é como um time de futebol que investe em suas bases”, diz Harro Burmann, presidente da Dana. “Trazer um talento custa muito dinheiro. Formar um e retê-lo é melhor e mais garantido.”

Tal filosofia é compartilhada pela maioria das grandes empresas do País. Os trainees da ALL Logística, por exemplo, são contratados com o intuito de se tornarem líderes em 12 meses, tempo de duração do treinamento. A advogada Nathalia Paschoalli, 25 anos, colhe os frutos dessa rápida ascensão. Formada em direito pela Universidade Estadual de Londrina, ela prestou cerca de dez processos seletivos para trainee em 2008, mas não passou em nenhum. No ano seguinte, decidiu concorrer apenas para as empresas com as quais realmente se identificava, e entrou na ALL no início de 2010. Um ano depois, assumiu o cargo de coordenadora da área de qualidade. “Fui a única trainee mulher entre os 17 aprovados na minha seleção”, conta Nathalia. “Durante o treinamento, atuei na área de logística coordenando 150 motoristas de caminhão. Não foi fácil, mas essa experiência trouxe conhecimento extra para me destacar no segmento em que trabalho hoje.”

Transitar por vários módulos corporativos é uma vantagem que os trainees possuem sobre os funcionários comuns, defendem os especialistas. “O trainee tem a chance de perguntar, investigar e conhecer a fundo vários segmentos da companhia”, diz Daniela Panagassi, coordenadora do processo de seleção de trainees da petroquímica Braskem. “Essa noção do funcionamento da empresa é um diferencial que pode ser decisivo no futuro.” Lição que a paulista Isabela Avallone, 23 anos, já aprendeu. Enquanto cursava administração de empresas na USP de Ribeirão Preto, ela estagiou na área de novos negócios da Braskem. “Naquela época, a empresa já me fascinava, por isso decidi prestar a seleção para trainee”, conta. Aprovada no começo do ano, ela agora aproveita ao máximo todas as informações a que tem acesso dentro da companhia. “A cada três meses troco de área e conheço outras pessoas e departamentos”, diz. “Também tenho acesso aos líderes da empresa e estou muito feliz com essa experiência.”

O contato privilegiado com diretores e presidentes, as possibilidades de crescimento rápido e consistente, os salários acima da média e o prestígio dos trainees são atrativos fortes, mas exigem dos recém-formados doses extras de dedicação e flexibilidade (leia quadro à dir.). “O candidato a trainee tem de demonstrar que está disposto a trabalhar além do seu horário, a mudar de cidade ou até de país”, diz Manoela, da Page Talent. “Um currículo acadêmico impecável é comum a todos os inscritos que chegam às etapas finais. O diferencial está no brilho no olho, na vontade genuína de trabalhar naquela empresa.” Para Isabela Garbers, gerente do programa de trainee da Ambev, a identificação do candidato com a cultura da companhia é fundamental. “O aspirante a trainee deve mostrar que tem um perfil alinhado ao da empresa. E nunca pode estar 100% satisfeito com seu desempenho”, afirma.

Dicas que a carioca radicada em São Paulo Andressa Flosi, 23 anos, espera colocar em prática. Egressa do curso de engenharia ambiental da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, ela está concorrendo ao Programa Jovens Engenheiros da Mineração Usiminas 2011. “Pesquisei muito sobre a empresa, estudei a área de mineração e treinei inglês”, conta sobre sua preparação. “Fiz os testes online e agora estou torcendo por uma resposta positiva.” Se passar nessa etapa, a jovem ainda terá pela frente as tão aguardadas dinâmicas de grupo, o painel de negócios (em que deve solucionar um case relacionado ao dia-a-dia da profissão), a entrevista e o teste psicológico. “Estou confiante e muito disposta a aprender. Para mim, o programa de trainee é uma possibilidade de aprender treinando, e assim me tornar uma profissional completa.”

– A Administração do Tempo e suas Características

Renato Berhoeft, consultor e especialista em Administração do Tempo, deu uma entrevista deliciosa à Rádio CBN, no Programa “Mundo Corporativo”, de Heródoto Barbeiro. De maneira didática, falou sobre a importância em administrar o tempo, e fez relações com a vida pessoal e profissional. Interessante e valioso, o tema me chamou a atenção para uma fala do entrevistado, sobre o que é prioritário na vida: “Prioridade é aquilo que é importante e urgente, pois há coisas importantes e não urgentes.

Abaixo, trecho extraído do Blog do Barbeiro (clique acima para citação)

COMO ADMINISTRAR MELHOR O TEMPO E TER SUCESSO NOS NEGÓCIOS

O tempo é o recurso mais escasso e o mais valioso que existe. Agora já passou e não tem dinheiro no mundo que possa comprar este minuto de volta. A pressa se tornou o mal maior da sociedade moderna, causando os mais diversos problemas psicológicos e até econômicos. Portanto, aprender a administrar o tempo é uma das ações mais importantes que qualquer pessoa pode fazer para melhorar suas chances de sucesso nos negócios e na vida. Sobre mais esse desafio do Mundo Corporativo, Heródoto Barbeiro conversa hoje com o consultor Renato Bernhoeft….continua,  Clique aqui para o acesso ao PodCast da Entrevista

– Empresa pode Consultar Justiça, Polícia e SPC para Contratar!

A Justiça decide: empregador fazer consultas ao Serasa e a Polícia sobre a situação do candidato à vaga de emprego não é discriminação, mas sim, critério de seleção pessoal!

Tal polêmica se deu em SE, onde uma rede de lojas contratava funcionários que possuíssem “nada consta cível e criminal”, além de “certidão de negativação do SPC e Serasa”. Contra ela, foi movida uma ação de dano moral e discriminação, sendo a empresa absolvida.

Extraído de: http://is.gd/6yBWBa

JUSTIÇA DIZ QUE EMPRESA PODE CONSULTAR SPC ANTES DE CONTRATAR

Fazer consultas a serviços de proteção ao crédito, órgãos policiais e ao Poder Judiciário não é fator de discriminação, e sim critério de seleção de pessoal que leva em conta a conduta individual.

Com esse argumento, uma rede de lojas de Aracaju (SE) conseguiu evitar, na Justiça do Trabalho, uma condenação por prática discriminatória e dano moral coletivo. O Tribunal Superior do Trabalho (TST), ao negar recurso do Ministério Público contra o processo seletivo realizado pela rede de lojas –que se utilizava de dados públicos para analisar previamente os candidatos a emprego–, mostrou que há possibilidade, sim, dessa consulta se tornar válida em todos os processos de seleção para empregos.

“Se a administração pública, em praticamente todos os processos seletivos que realiza, exige dos candidatos, além do conhecimento técnico de cada área, inúmeros comprovantes de boa conduta e reputação, não há como vedar ao empregador o acesso a cadastros públicos como mais um mecanismo de melhor selecionar candidatos às suas vagas de emprego”, disse o relator do recurso de revista, ministro Renato de Lacerda Paiva.

Ao examinar o caso, Paiva frisou que os cadastros de pesquisas analisados pela rede de lojas “são públicos, de acesso irrestrito, e não há como admitir que a conduta tenha violado a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas”.

Destacou também que, se não há proibição legal à existência de serviços de proteção ao crédito, de registros policiais e judiciais, menos ainda à possibilidade de algum interessado pesquisar esses dados.

Para o especialista em direito do trabalho Eduardo Pragmácio Filho, sócio do Furtado, Pragmácio Filho & Advogados Associados, o TST agiu acertadamente.

“O tema é bastante delicado e gera opiniões diversas. A situação gira em torno do poder diretivo do empregador, para saber se o exercício desse direito é abusivo ao se consultar o cadastro de inadimplentes de um candidato. Ao meu ver não há abuso. O TST agiu acertadamente. É bom lembrar que o contrato de trabalho é fiduciário e se baseia na confiança mútua”, afirma.

– Preconceito Social sobre Obesos?

Organizações podem colocar cláusulas contra algumas situações em defesa da própria causa?

Funcionários da GM poderiam ser obrigados a não compraram veículos de outra marca? Promotores da Ambev estariam proibidos de tomar Coca-cola?

Pois bem: a ONG “Vigilantes do Peso”, que cuida do problema da obesidade, demitiu uma funcionária por ter engordado 20 kg. Em seu contrato de trabalho, ela tinha uma cláusula que proibia o aumento de peso.

A empresa tem direito de demitir por justa causa ou tal detalhe é preconceituoso?

Extraído de: http://www.agora.uol.com.br/trabalho/ult10106u1048355.shtml

DEMISSÃO POR JUSTA CAUSA DE GORDINHA VAI PARAR NA JUSTIÇA

Por Thâmara Kaoru, Maria Aparecida Silva e Cristiane Gercina

O TST (Tribunal Superior do Trabalho) deverá julgar, nesta semana, se a demissão por justa causa de uma mulher que engordou 20 kg é válida.

A trabalhadora Lourabil Cepera Groke foi funcionária do Vigilantes do Peso entre os anos de 1992 e 2006, período em que seu peso subiu de 74 kg para 93,8 kg.

O caso começou a ser julgado na semana passada.

O relator do processo, ministro Guilherme Caputo Bastos, foi favorável à empresa.

Segundo ele, a mulher descumpriu as cláusulas contratuais.

Já o ministro José Roberto Freire Pimenta foi a favor da ex-funcionária, dizendo que a cláusula é abusiva, pois fere os direitos da pessoa.

– Personalidade acima da Competência no Mercado de Trabalho

Amigos, cada vez mais o mercado de trabalho cobra exigências pertinentes aos profissionais. E numa pesquisa global, resultados curiosos: o Brasil é o país que mais exige “flexibilidade”, não se importando tanto com o “entusiasmo”. O trabalho mostrou também que cada vez mais se exige bom senso dos jovens.

Abaixo, outros resultados da pesquisa que coloca a PERSONALIDADE como atributo à frente da COMPETÊNCIA.

Extraído de: Revista Época, Ed 17/01/2011, Seção Negócios & Carreira, pg 56, por Marcos Coronato

TEM DE TER ATITUDE

Competência e conhecimento são bons. Mas o que as empresas querem mesmo dos recém-formados é “personalidade”, diz uma pesquisa global

Quem começou a trabalhar no século passado ouviu falar muito da necessidade de dominar um terceiro idioma, fazer pós-graduação ou comprovar experiência. Quem chega ao mercado de trabalho agora depara com exigências adicionais bem mais abstratas. Os jovens precisam ter a “atitude correta”, seja lá o que signifique isso. Para complicar, enfrentam uma impressão difundida pelo mercado de trabalho, justa ou injustamente, de que têm ambição demais e paciência de menos. Uma pesquisa feita pela consultoria alemã Trendence em 20 países (publicada com exclusividade por ÉPOCA) oferece um panorama mais detalhado do que as companhias querem do jovem.

Na maioria dos países, o fator “personalidade” é considerado mais importante que “competências” (saber prático) e “conhecimento” (teórico). O Brasil é o terceiro da lista que mais valoriza a personalidade. Três economias gigantes e dinâmicas, Estados Unidos, China e Índia, destoam das demais. Dão prioridade mesmo é para a boa e velha competência.

As grandes empresas brasileiras, de acordo com o estudo, buscam jovens flexíveis (para assumir diferentes papéis numa organização, não necessariamente ao mesmo tempo), capazes de liderar e decidir (dentro de seu raio de atuação), com facilidade para atuar em equipe, hábeis em análise (para entender cenários amplos), empreendedores (para criar e abraçar projetos) e com “integridade pessoal e ética forte”. Essas foram as mais mencionadas entre 19 características que poderiam contribuir para o sucesso de um recém-formado numa companhia.

O clamor por ética se destacou também entre companhias da África do Sul, do México e da Turquia, mas ela foi quase ignorada em nações com maior tradição de respeito à lei como Alemanha, Bélgica e Holanda. “Em alguns países, a ética é assumida como padrão, nem se precisa falar a respeito. Em outros, como o Brasil, existe o medo da malandragem”, diz o consultor Carlos Eduardo Dias, diretor da Asap, especializada em organização de processos de estágio. Os recrutadores brasileiros consideraram menos relevantes entusiasmo, pensamento positivo, independência, bom-senso e atenção aos detalhes.

É fácil entender a busca das companhias por profissionais flexíveis. Elas enfrentam em sequência desafios pouco compreendidos, como vender para o consumidor recém-elevado à classe C, construir uma imagem de respeitadora do meio ambiente ou negociar com fornecedores chineses. “Nenhuma companhia, hoje, tem gente sobrando, esperando trabalho. Precisamos atender rapidamente às mudanças”, afirma Maurício Rossi, diretor de recursos humanos da Roche Diagnósticos. Mostrar versatilidade foi fundamental para que Silvia Hioka, estudante de engenharia na FEI, fosse contratada pela empresa. “Mostrei conhecimento de equipamentos, operações, tecnologia e também que gosto da área financeira”, diz.

Parece muita coisa para uma jovem de 24 anos, mas Silvia provavelmente não teria sido selecionada se mostrasse só qualificação técnica. A pesquisa confirmou a preocupação das empresas de encontrar a tal “atitude correta”, que envolveria uma combinação rara, principalmente entre jovens, de ambição e garra, mas também disposição para aprender e esperar. Entre 20 características que eles precisariam melhorar, destacou-se “habilidade social”. “Os graduandos têm habilidades sociais. A questão é se eles têm as habilidades sociais certas. Muitos recrutadores acham que não”, diz Caroline Dépierre, diretora de pesquisa da Trendence.

Para quadro clique em: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI202466-15259,00.html

– Empresas Familiares e a Sucessão: A Preparação na Escola!

Sucessão nas empresas familiares: Herdeiro se faz na escola!

Extraído de: Revista Istoé Dinheiro, pg 62-65, edição 675, 15/09/2010

DIPLOMA DE SUCESSOR

Num ambiente corporativo ainda dominado por empresas familiares, há uma oferta crescente de cursos para formação de herdeiros – e companhias de todos os portes estão aderindo a essa tendência. – Por Letícia Moreli

Em tempos de globalização econômica, competição acirrada e megafusões, o ditado “nascido em berço de ouro” já não garante a ascensão do herdeiro de uma grande empresa ao trono da presidência.

É preciso polir e lapidar bem esse berço até que, após muito ser embalado, o rebento ande com suas próprias pernas. O conhecimento passado a esses herdeiros tem sido cada vez mais valorizado para que ocorra uma transferência de poder tranquila e sadia dentro das empresas.

E o que não falta no mundo corporativo são negócios com essa característica familiar de comando. Nos Estados Unidos, 40% das 500 maiores companhias são controladas por famílias. No mundo, a média chega a 80%. Uma realidade da qual o Brasil não se distancia. Em estudo realizado em 2005, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) apontou que 90% das empresas registradas no País são tradicionalmente familiares.

Assim, formar corretamente os futuros presidentes e diretores, mesmo que herdeiros naturais do negócio, matriculando-os em cursos específicos ou contratando consultores que funcionem como treinadores/tutores desses futuros executivos, pode ser decisivo para determinar a longevidade de uma empresa. Poucas vezes, as empresas brasileiras se depararam com esse tipo de desafio de forma tão dramática. 

Isso porque grandes grupos estão assumindo um papel global, justamente no momento de passar o bastão de uma geração para outra.  Ao longo da última década, pipocaram escritórios e escolas para sucessores no mundo – com cursos que variam de R$ 3 mil a US$ 35 mil. 

Em países como Suíça, França, Estados Unidos e Itália, especialistas trabalham na formação dos herdeiros e  renomadas escolas de economia e administração abrem suas portas para cursos de gestão de empresas familiares (observe quadro abaixo). 

Um dos principais nomes desta tendência é John Davis, professor de Harvard que virou referência para altos executivos brasileiros de empresas familiares e abriu, no Brasil, o primeiro escritório da Cambridge Business Advisors fora dos EUA, em maio. 

Davis participou do plano de sucessão de Jorge Gerdau Johannpeter, na presidência do grupo Gerdau, e orientou a mudança do comando no Pão de Açúcar, em 2003. 

O trabalho de escritórios como o de Davis é fazer com que as empresas se deparem com uma questão básica: “temos alguém na família preparado para assumir o comando?” Uma questão que muitos não sabem como responder . 

“Atendemos famílias que não sabem como estabelecer um acordo de acionistas e definir o futuro. Se os filhos vão atuar ou não e como prepará-los”, diz Claudinei Santos, consultor de empresas há 37 anos e diretor da área de projetos de pós-graduação da Escola Superior de Propaganda e Marketing, de São Paulo. 

Foi com o auxílio de uma dessas instituições brasileiras, a Fundação Dom Cabral – notória na formação de todo tipo de executivos, herdeiros ou não –, que o grupo mineiro Asamar concretizou a sucessão da segunda para a terceira geração, preparou os sucessores e desenvolveu o processo de abertura para participação de acionistas não familiares. 

O principal negócio da família se resumia à fábrica Cimentos Montes Claros. “Com o aquecimento da economia e a globalização percebemos que não conseguiríamos construir negócios grandes só com os recursos da família e optamos pela parceria com investidores”, explica Sérgio Cavalieri, 57 anos, do conselho administrativo e um dos seis herdeiros da empresa. Ele fez o curso da fundação. 

“Além do curso em si, a consultoria feita pela Dom Cabral no estabelecimento das regras do processo de transição nos ensinou muito. Agora, outro aprendizado vem com o dia a dia da empresa, já que, com o alinhamento entre acionistas e gestores, temos metas para entregar resultados”, garante Cavalieri. 

Hoje, o grupo Asamar desenvolve negócios nas áreas de distribuição de combustíveis líquidos – entre eles a marca Ale –, incorporação e construção imobiliária, operação de imóveis e hotelaria, produtos e serviços financeiros, construção em aço, reflorestamento e produtos florestais, biocombustíveis e tecnologia da informação. A receita total da holding é de R$ 8,5 bilhões.

A importância dos consultores também ganhou holofotes na sucessão familiar. A Riccó, fabricante de móveis domésticos e para escritório, é um exemplo de como esse tipo de profissional, fora da esfera familiar, pode ajudar. 

Fábio José Riccó, 31 anos, diretor-executivo da empresa há quatro anos, representa a quinta geração de um negócio que começou como uma marcenaria em 1857 e que vem crescendo 40% por ano. Antes de assumir a empresa, Fábio resolveu montar um outro negócio, fora do da família. 

“Foi importante ter sucesso sozinho, para sentir que funcionaria na empresa da família e que herdar o comando não era algo dado de graça”, diz o empresário, filho de Fábio Paulo Riccó, ex-presidente da Riccó. Para segurar os embates, ele e o pai contaram com a ajuda de um empresário amigo da família, que até hoje atua como um consultor informal. “Tive que aprender a me controlar,  falar menos e escutar mais”, admite Fábio. 

Mas qual o segredo para dar continuidade aos negócios geração após geração? Para os especialistas, a palavra-chave é competência. Ocorre que nem sempre é possível encontrar pessoas capazes de herdar o talento e o espírito empreendedor dos fundadores. “Por vezes, a solução é afastar os integrantes da família, colocando-os no conselho administrativo e substituindo-os por profissionais experientes”, diz Santos. 

Nas escolas de sucessores, os cursos servem para corroborar ou não se o DNA do herdeiro tem consistência empresarial. Se o boletim vier cheio de notas vermelhas, o pretenso sucessor familiar é reprovado. “Em geral, a empresa familiar resiste em abrir mão do controle. 

Mas o mercado é impiedoso e é preciso sabedoria para reconhecer quando é hora de mudar”, orienta Teresa Roscoe, gerente coordenadora da parceria para desenvolvimento de acionistas da Fundação Dom Cabral.

– Tipos de Ajuda Corporativa

Ter ajuda é bom na Administração de Empresas. Mas ter alguém chato, crítico, sempre contrário a você, faz bem também!

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI292507-16366,00-TRES+TIPOS+DE+AJUDA.html

TRÊS TIPOS DE AJUDA

Você precisa de um coach, de um empreendedor… e de um ‘do-contra’

Por Paulo Eduardo Nogueira

Reza um aforismo de Peter Drucker, um dos padroeiros da administração moderna: “Cultura começa com as pessoas certas e cultura se alimenta de estratégia no café da manhã”. Mas quem são as pessoas certas? Os consultores de inovação G. Michael Maddock e Raphael Louis Vitón sugerem três tipos que podem ajudar muito na transformação de ideias em produtos ou serviços inovadores. O primeiro é o coach desafiador, que instiga os funcionários a ir além dos limites autoimpostos e a correr riscos que normalmente evitariam.

O segundo é o empreendedor, aquele que enxerga oportunidades de negócios onde outros veem dificuldades, e adora desafios.

O terceiro é alguém que seja o seu oposto. A experiência mostra que empresas de grande sucesso combinaram executivos com mentalidades diferentes para gerar choque criativo de ideias: se você é yang, procure seu yin.

– Há Vida Fora da Arbitragem!

Conversei com um grande amigo e ótimo árbitro assistente (ou melhor, ex-árbitro assistente), Dante Mesquita Júnior.

Fiquei triste por saber que não está mais no quadro de árbitros da CBF, tampouco da FPF. Com excepcionais notas nas provas escritas, ótimo desempenho nos testes físicos e altas notas nas avaliações de jogos, com larga experiência na 1ª divisão, muito bem ranqueado no ranking da Federação Paulista de Futebol, aos 39 anos não está mais na ativa. Uma pena.

Fico pensando: Sálvio, Gutemberg, Dante, Davi, Marcos Joel, José Maria, Jeimes… conheçam, gostem ou não desses nomes, ambos tem algo em comum: foram descartados em um certo momento da carreira. Nada de incompetência, de relaxo ou relapso… Você pode até julgar ser abandono dos dirigentes, má condução dos presidentes de comissões de árbitros ou qualquer outra coisa (em alguns casos, isso é latente). Mas considere também outro fator: vontade divina! Para muitos, ser retirado ou tolhido de um meio impróprio pode redirecioná-los a coisas maiores, que independente da crença, levem à busca das coisas do Alto!

Após essa divagação, queria compartilhar alguns pensamentos que surgiram desse bate-papo produtivo: estar dentro ou estar fora da arbitragem.

Confidenciei que ainda sonho que estou em campo, vestindo o uniforme ou em viagem. Mas nunca sonho com as enfadonhas e burocráticas reuniões (aí seria pesadelo…). E isso passa na cabeça de muitos árbitros: quando e como parar; se preparar para parar ou ser parado!

Citei nomes acima de árbitros desde a FIFA até iniciantes no meio, só para mostrar que esse sentimento, um misto de temor e de repugnância, assombra a qualquer um. Será que o fim da carreira de árbitro é o fim do mundo? Paulo Roberto Falcão disse, certa vez, que “o atleta de futebol morre duas vezes: quando morre de verdade e antes, quando encerra a carreira de jogador”. O que difere isso do árbitro? Nada.

Mas estando de fora, a depressão, a tristeza ou a saudade importunam. Carece-se de apoio familiar, preparo e tudo mais. Nos EUA, é comum a existência de profissionais que preparam atletas para o encerramento paulatino das carreiras esportivas. Aqui, isso inexiste.

Uma constatação em nossa conversa, lembrada sabiamente por Dante:

Arbitragem é um vício, e a droga que a sustenta são as escalas (…) Quando seu nome não está na escala, na quarta ou quinta-feira, como você se sente? E quando, na semana seguinte, você vê que foi escalado, aquilo passa…

Perfeito! A analogia da arbitragem com vício resume plenamente uma dura realidade: vivemos de escalas de jogos, e morremos semanalmente quando não somos escalados! Administrar, ou melhor, lidar com isso, é um problema não só para o árbitro, mas para a família dele. E principalmente, para as Comissões de Árbitros!

– A Arte da Bajulação!

Olha que texto bacana, publicado na Época Negócios (citação abaixo), sobre “a arte de ser um puxa-sacos”. Como se promover bajulando os chefes!

A ARTE DA BAJULAÇÃO

As loas disfarçadas aos chefes podem dar aquele empurrãozinho que faltava para sair uma promoção. É o que revela uma pesquisa

Por Robson Viturino com Álvaro Oppermann

Bajulação e puxa-saquismo não são propriamente uma novidade no cotidiano das empresas. No entanto, para quem rejeita essas práticas sem pensar duas vezes, um estudo recente da Kellogg School of Management traz uma notícia no mínimo preocupante. Por meio de entrevistas com executivos de companhias americanas com atuação em diversas áreas, os professores Ithai Stern e James West¬phal constataram que a subida ao alto escalão corporativo raramente se dá apenas por competência. Em grande parte dos casos, as promoções envolvem uma boa dose de politicagem, diplomacia e bajulação. “Os executivos geralmente ganham o ingresso para as posições mais disputadas usando formas sutis e sofisticadas de adulação”, afirmam os autores do estudo.

Os maiores puxa-sacos, segundo eles, são os advogados, os políticos e os vendedores – não necessariamente nesta ordem. Já no que diz respeito à faixa social, os profissionais oriundos das classes média e média-alta têm se mostrado mais hábeis, quando comparados às pessoas das classes mais baixas. Mas, quando se trata de puxa-saquismo, nem tudo é preestabelecido. Embora alguns grupos tenham maior “talento” para a bajulação, existem táticas que, de acordo com os professores, aumentam significativamente as chances de qualquer profissional saltar aos olhos do chefe.

Stern e Westphal identificaram técnicas de insinuação que, sem soar como abjetas, podem ajudar os interessados a subir os degraus da escada corporativa. Soa cínico, e provavelmente é. Mas vamos a elas:

Disfarçar a adulação como pedido de conselho_É o meio de elogiar os patrões sem deixar que o elogio soe como “rasgação de seda” ou cause constrangimento às duas partes. “Esta é uma tática certeira”, dizem os professores.

Discordar antes de concordar_Em vez de concordar na mesma hora, o bajulador tarimbado negaceia: “De início eu discordei de você, mas seus argumentos acabaram me convencendo”.

Fazer o elogio chegar às pessoas certas_A loa muitas vezes é mais eficaz quando feita indiretamente. Em outras palavras, é melhor falar bem do chefe aos seus amigos, cuidando para que suas palavras cheguem aos ouvidos certos, do que babar o tempo todo na sua gravata.

Fazer o elogio desculpando-se, para não constranger o chefe_Para se precaver, o bajulador ensaia desculpas antes de iniciar o paparico: “Eu não quero que você pense que elogio à toa, mas a sua apresentação foi sensacional!”.

Expressar a mesma opinião que os superiores_Não adianta concordar com eles. É preciso fazê-lo em voz alta. “Eu sou da mesma opinião” e “Acho que todos nós concordamos com você” são algumas das frases usadas.

Descobrir a opinião dos chefes_Se o bajulador não sabe o que pensam os seus superiores, ele sonda. E depois adequa seu argumento ao da chefia.

– Redes Sociais e Arbitragem: o Uso e Desfruto das Ferramentas Eletrônicas

Dias atrás, a FIFA determinou que seus árbitros encerrassem as contas em Redes Sociais Eletrônicas, como Twitter e Facebook (informações disso em: http://is.gd/0x921a). E isso é bom ou ruim?

Ninguém melhor que os árbitros para falarem sobre o assunto. No meu Facebook, tenho cerca de 230 árbitros e ex-árbitros. Sabe como a notícia repercutiu entre os árbitros atuantes? Péssima, de mau gosto, e com muita chiadeira. Já os árbitros aposentados, nenhuma objeção.

Os motivos de quem critica a medida são de que o árbitro é um ser comum e elemento do futebol que deve ser visto sem diferenciação na sociedade. Conversei com muitos sobre o assunto, e a maior parte deles alega o seguinte: nas redes sociais, os árbitros não comentam assuntos de jogo e nem temas polêmicos.

Já os ex-árbitros alegam que o árbitro é um ser diferenciado, mais visado e que todos os cuidados para se preservar a imagem são necessários. Os desabafos indesejados pelas entidades desportivas seriam evitados.

E o que eles escrevem atualmente nessas redes sociais? No Orkut, não tão usado pelos árbitros hoje (puxa, parece até que a rede caiu em desuso –e caiu mesmo), os árbitros atuantes ali escreviam nomes disfarçados e se escondiam para opinarem sobre lances de jogo e situações de desagrado da carreira; algumas comunidades foram criadas em defesa da categoria, mas poucas prosperavam. No Facebook, há a divulgação das escalas e torcida entre os árbitros entre si; como exemplo, o jogo Corinthians X Palmeiras, onde os clubes ficaram de lado e fotos de Seneme e louvores à sua arbitragem foram destacados. Por fim, no Twitter, há muito menos árbitros do que se possa imaginar, e ali não há muita polêmica no Brasil. Mas vale o lembrete: Carlos Eugênio Simon, na África do Sul, divulgou via microblog a escala do japonês que apitaria Brasil X Holanda antes da divulgação da FIFA; no Paraguai e na Colômbia outros problemas ocorreram. Seriam essas situações determinantes para a entidade decretar a proibição?

Há exemplos de árbitros que se utilizam da ferramenta para sua promoção fora do futebol, buscando destacar seus trabalhos. O paulista Guilherme Ceretta de Lima e o baiano Diego Pombo, bons árbitros, são modelos profissionais, e estão não só nas redes sociais mas também na TV e em outras mídias. A recomendação os proibiria de tais ações, mesmo que não misturassem as atividades? Se sim, oficializaríamos a questão de ofícios indesejados pela FIFA na conciliação com a arbitragem?

Muitos criticam o uso de tais ferramentas como escada para outros interesses: ou seja, do uso da atividade e da imagem do árbitro para promoção particular. Ué, é só profissionalizar os árbitros e promover plano de carreira, que as atividades paralelas minimizariam. Portanto, a proibição das Redes Sociais tem dois objetivos não claros, mas perceptíveis, aos olhos da FIFA: evitar polêmicas geradas pelos próprios árbitros na Web e a não promoção particular dos árbitros em outras atividades utilizando a imagem da FIFA.

O que penso? Que a proibição oficial é uma atitude antipática, além de grande bobagem. Claro, bobagem, afinal o árbitro sabe que se polemizar, não apitará. E aquele que não tiver inteligência para saber do seu limite nas redes, cá entre nós, deve estar fora da atividade.

E você, o que pensa sobre tudo isso? Deixe seu comentário:

– Sorrisos Amarelos no Ambiente de Trabalho

Até onde a simpatia não-sincera vale a pena? Uma pesquisa da Universidade de Michigan alega: falsidade com sorrisos forçados é prejudicial ao trabalho, em especial ao ambiente entre os colegas e às vendas.

Extraído da Revista Época Negócios, Caderno Inteligência, Ed Abril 2011, pg 63

QUANDO SORRIR FAZ MAL

Sabe aquele risinho amarelo, forçado, que serve apenas para tentar agradar à freguesia? Livre-se dele ou você poderá prejudicar a saúde e os negócios

Funcionários que lidam diretamente com o público e passam o dia sorrindo contribuem para um bom e produtivo ambiente de trabalho, certo? Depende do sorriso. Aquele amarelo, tão falso quanto uma nota de R$ 3, pode ser contraproducente e acabar minando os negócios. Pelo menos é este o resultado de um estudo feito por professores da Universidade de Michigan. Segundo os pesquisadores, a energia aparentemente positiva de um funcionário “farsante” não só piora o seu humor como dificulta o cumprimento das tarefas cotidianas. Por outro lado, quando o riso é genuíno e tem origem em pensamentos positivos ocorre uma efetiva melhora no ânimo.

Durante duas semanas, os pesquisadores acompanharam a rotina de motoristas de ônibus. Cabe lembrar que, nos Estados Unidos, os motoristas também atuam como cobradores, o que lhes obriga a interagir frequentemente com o público. Nas ocasiões em que estes profissionais declararam ter tentado disfarçar pensamentos negativos com sorrisos forçados, as respostas aos questionários revelaram uma nítida piora no humor. Não por acaso, os períodos de alteração no estado de espírito revelados pela pesquisa coincidiram com um aumento de ausência no trabalho. Por outro lado, quando os motoristas disseram que cultivaram pensamentos positivos – como lembranças das férias –, as faltas no trabalho caíram e o humor manifestado nas respostas da pesquisa melhorou.

“Empresários podem pensar que ter funcionários sorridentes é algo bom para a organização, mas não é bem assim”, disse Brent Scott, professor de administração responsável pelo estudo. “Sorrir por sorrir pode levar à exaustão emocional e fazer o funcionário se ausentar do trabalho.” O efeito foi ainda mais forte entre as mulheres, que apresentaram, além de uma queda mais acentuada no humor, maior propensão que os homens a faltar no trabalho após uma longa série de sorrisos amarelos. Da mesma forma, o pensamento positivo teve um efeito mais benéfico sobre elas, tanto no que diz respeito ao humor quanto à disposição para trabalhar.

O estudo, publicado em fevereiro no Academy of Management Journal, não investigou as causas do fenômeno nem a razão da diferença entre gêneros. No entanto, segundo Scott, pesquisas anteriores indicam que as mulheres demonstram mais suas emoções do que os homens. Quando forjam um sorriso enquanto sentem emoções negativas, elas entram em um intenso conflito interno, que pode afetar mais fortemente os sentimentos. De qualquer forma, ensina o professor, mulheres e homens devem utilizar a técnica da semeadura de bons pensamentos com moderação. Ela parece de fato melhorar o humor no curto prazo, mas pode causar sequelas depois de certo tempo. “Se você ficar tentando cultivar boas emoções a todo momento, corre o risco de começar a se sentir falso”, afirmou Scott.

– Entrevistas de Empregos com Perguntas Constrangedoras e/ou Delicadas

Cada vez mais as empresas costumam fazer perguntas desconfortantes, delicadas e constrangedoras aos seus futuros funcionários. A justificativa é: não saber sobre assuntos pessoais detalhados, mas sim a reação do candidato à vaga numa zona de conforto.

Já passou por uma situação de ser questionado sobre divórcio, drogas e crimes?

Extraído de: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/entrevista-de-emprego-como-responder-perguntas-muito-pessoais

ENTREVISTAS DE EMPREGO: COMO RESPONDER PERGUNTAS (MUITOS) PESSOAIS

Não agir de forma explosiva ou desconfiada é a melhor maneira de agir nessa situação

por Camila Lan

Você já infringiu alguma lei? Utilizou drogas ilícitas? Por mais que as perguntas possam ser consideradas invasivas pelo candidato, em algumas empresas, principalmente nas multinacionais, esse tipo de questão é considerada essencial em um processo de seleção.

Alexandre Fantozzi, sócio da empresa de recrutamento e seleção Fantozzi & Associates, explica que alguns clientes não dispensam esse tipo de pergunta, pois determinadas colocações exigem habilidades específicas. Nesse caso, a reação do candidato e a maneira que lidará com a questão são os aspectos relevantes para os recrutadores.

“Não iremos julgar se o candidato fez ou não aquilo, não há uma resposta correta. Analisamos como ele reage em uma situação de desconforto”, afirma Fábio Saaad, gerente sênior das divisões de F&A e FSG da Robert Half.

A principal recomendação dos especialistas é responder honestamente. “No caso do tema das drogas, por exemplo, o que é preocupante é a instabilidade do candidato. Precisamos avaliar se ele tem capacidade do controle emocional e de lidar com problemas”, explica Fantozzi.

As perguntas muito pessoais podem não ter sentido para os candidatos, mas profissionais que tendem a burlar regras para proteger colegas de trabalho ou já praticaram ações antiéticas precisam ser identificados na fase da entrevista pelos recrutadores.

Para Saad, se o candidato tem alguma informação obscura e que não foi bem explicada, será possível notar durante o desenvolvimento da resposta. Ou seja, reagir de forma explosiva ou intempestiva, é um indício de que o profissional está escondendo algo.

“Quanto mais maduro e objetivo, melhor”, diz Fantozzi. “Caso a pergunta entre em um assunto delicado, como divórcio, a morte de um familiar ou um abuso, o candidato deve deixar claro que este é um ponto delicado e que o incomoda. O recrutador irá entender”.

– Usar o Celular ou o E-mail da empresa em casa, para fins de trabalho, pode dar hora extra!

Pouca gente se apercebeu, mas no final do ano, Dilma Roussef assinou uma série de medidas que foram pouco comentadas. Uma delas vem a tona: o uso do celular e do e-mail da empresa em casa pode gerar hora extra.

Aí vem a discussão: muitos funcionários são obrigados a terem o celular da empresa 24 horas ligado, além da verificação constante de e-mails mesmo nas folgas.

O que você acha disso? Tal necessidade da empresa configura hora-extra ou é exagero da lei?

Extraído de: http://is.gd/mockW7

CELULAR E E-MAIL FORA DO TRABALHO PODEM DAR HORA EXTRA

Em tempos de popularização dos smartphones, uma lei que acaba com a distinção entre trabalho dentro da empresa e à distância, sancionada pela presidente Dilma Rousseff no final de 2011, já gera polêmica entre empregados e empregadores.

A legislação, que alterou a Consolidação Geral do Trabalho (CLT), diz que o uso de celular ou e-mail para contato entre empresas e funcionários equivalem, para fins jurídicos, às ordens dadas diretamente aos empregados, informa reportagem de Maeli Prado e Priscilla Oliveira publicada na Folha desta quinta-feira.

A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

De acordo com advogados especializados, a mudança abre espaço para que funcionários que usam o celular para trabalhar após o horário de expediente, por exemplo, recebam horas extras por isso.

É uma interpretação oposta a de entidades empresariais, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que rebatem que o objetivo do projeto de lei do deputado Eduardo Valente, de 2004, que deu origem à mudança

E-MAIL E CELULAR ESTENDEM JORNADA ATÉ NAS FÉRIAS

A combinação entre crescimento mais intenso da economia e avanço nas tecnologias de comunicação tem resultado em aumento das horas trabalhadas no Brasil.

Sete em cada dez profissionais –que ocupam cargos como analista, gerente e supervisor– afirmam que passam mais tempo no escritório hoje do que há cinco anos, informa reportagem de Érica Fraga publicada na Folha desta segunda-feira.

A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Mais da metade diz que o teto da carga horária no escritório saltou de oito para dez horas diárias, e quase 80% são acionados nos momentos de lazer e descanso via mensagens no celular.

Nem as férias escapam: mais de 50% dos funcionários de empresas que atuam no país respondem a e-mails de trabalho nesse período, segundo pesquisa feita pela Asap, consultoria de recrutamento de executivos, a pedido da Folha.

– Ranking de Árbitros da FPF

Por quê a Federação Paulista de Futebol mantém os dizeres enganosos (já há alguns anos) de que “o Ranking de Árbitros da entidade é divulgado em Dezembro”, se nunca ele é? Estamos no dia 05 de janeiro, e ele se mantém inalterado.

No site, claramente é dito isso. Em: http://www.futebolpaulista.com.br/arbitragem/ranking (se não estiver, é porque tiraram depois da queixa).

Todo ano a mesma agonia. Gente treinando antes das provas finais como Categoria Ouro (mesmo ainda não sendo), alguns se iludindo com a suposta aprovação, e quando a imprensa pega no pé, a entidade diz que o treino independe do ranking e os nomes podem ser outros (e quase nunca são).

 Pra quê iludir? Acabe logo com o Ranking. A Entidade é de Direito Privado, não precisa dar satisfação à sociedade. Ou não é bem assim?

Aí o ranking é divulgado a posterior (e se justificará que o “Regulamento” sofreu alterações ou qualquer outra baboseira para se ajustar a situação constrangedora) e tudo fica pelo dito / não dito.

Assunto que cansa, não?

E você, o que acha do Ranking da FPF? Ela expressa a realidade da competência dos árbitros? Deixe seu comentário:

– Executivas que Sofrem Pela sua Vaidade

Há alguns percalços interessantes na carreira de Administrador. Para as mulheres, alguns outros limites e paradigmas a serem quebrados.

Costumeiramente, elas se questionavam: Carreira ou Família?

Hoje, segundo a historiadora Mary Del Priore, as mulheres fracassam no mundo da Administração por um outro motivo: a Vaidade!

Certamente, se fosse uma declaração dada por homem, seria rotulada de machista. Mas uma própria mulher falando sobre a preocupação das executivas em relação a beleza, é algo a se levar em conta.

Mais: justo nesta semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, ela diz que: “as brasileiras são apáticas, machistas e escravas da ditadura da beleza“.

Extraído de: ISTO É (clique acima para citação)

O ESPELHO É A NOVA SUBMISSÃO FEMININA

por Cláudia Jordão

(…) uma grande parcela da população feminina foi absorvida pelo mercado de trabalho, conquistou liberdade sexual e hoje, cada vez mais, se destaca na iniciativa privada, na política e nas artes – mesmo que a total igualdade de direitos entre os sexos ainda seja um sonho distante. Mas, para a historiadora Mary Del Priore, uma das maiores especialistas em questões femininas, apesar de todas as inegáveis conquistas, as mulheres não se saíram vitoriosas. Autora de 25 livros, inclusive “História das Mulheres no Brasil”. Mary, 57 anos, diz que a revolução feminista do século XX também trouxe armadilhas.

Istoé – Neste 8 de março, há motivos para festejar?

Mary Del Priore – Não tenho nenhuma vontade. O diagnóstico das revoluções femininas do século XX é ambíguo. Ele aponta para conquistas, mas também para armadilhas. No campo da aparência, da sexualidade, do trabalho e da família houve benefícios, mas também frustrações. A tirania da perfeição física empurrou a mulher não para a busca de uma identidade, mas de uma identificação. Ela precisa se identificar com o que vê na mídia. A revolução sexual eclipsou-se diante dos riscos da Aids. A profissionalização, se trouxe independência, também acarretou stress, fadiga e exaustão. A desestruturação familiar onerou os dependentes mais indefesos, os filhos.

Istoé- Por que é tão difícil sobreviver a essas conquistas?

Mary Del Priore – Ocupando cada vez mais postos de trabalho, a mulher se vê na obrigação de buscar o equilíbrio entre o público e o privado. A tarefa não é fácil. O modelo que lhe foi oferecido era o masculino. Mas a executiva de saias não deu certo. São inúmeros os sacrifícios e as dificuldades da mulher quando ela concilia seus papéis familiares e profissionais. Ela é obrigada a utilizar estratégias complicadas para dar conta do que os sociólogos chamam de “dobradinha infernal”. A carga mental, o trabalho doméstico e a educação dos filhos são mais pesados para ela do que para ele. Ao investir na carreira, ela hipoteca sua vida familiar ou sacrifica seu tempo livre para o prazer. Depressão e isolamento se combinam num coquetel regado a botox.

Istoé – A mulher também gasta muita energia em cuidados com a aparência. Por que tanta neurose?Mary Del Priore – No decorrer deste século, a brasileira se despiu. O nu, na tevê, nas revistas e nas praias incentivou o corpo a se desvelar em público. A solução foi cobri-lo de creme, colágeno e silicone. O corpo se tornou fonte inesgotável de ansiedade e frustração. Diferentemente de nossas avós, não nos preocupamos mais em salvar nossas almas, mas em salvar nossos corpos da rejeição social. Nosso tormento não é o fogo do inferno, mas a balança e o espelho. É uma nova forma de submissão feminina. Não em relação aos pais, irmãos, maridos ou chefes, mas à mídia. Não vemos mulheres liberadas se submeterem a regimes drásticos para caber no tamanho 38? Não as vemos se desfigurar com as sucessivas cirurgias plásticas, se negando a envelhecer com serenidade? Se as mulheres orientais ficam trancadas em haréns, as ocidentais têm outra prisão: a imagem.
Istoé – Na Inglaterra, mulheres se engajam em movimentos que condenam a ditadura do rosa em roupas e brinquedos de meninas. Por que isso não ocorre aqui?Mary Del Priore – Sem dúvida, elas estão à frente de nós. Esse tipo de preocupação está enraizado na cultura inglesa. Mas aproveito o mote para falar mal da Barbie. Trata-se de impor um estilo de vida cor-de-rosa a uma geração de meninas. Seus saltos altos martelam a necessidade de opulência, de despesas desnecessárias, sugerindo a exclusão feminina do trabalho produtivo e a dependência financeira do homem. Falo mal da Barbie para lembrar mães, educadoras e psicólogas que somos responsáveis pela construção da subjetividade de nossas meninas.
Istoé – O que a sra. pensa das brasileiras na política?Mary Del Priore – Elas roubam igual, gastam cartão corporativo igual, mentem igual, fingem igual. Enfim, são tão cínicas quanto nossos políticos. Mensalões, mensalinhos, dossiês de todo tipo, falcatruas de todos os tamanhos, elas estão em todos!
Istoé – Temos duas candidatas à Presidência. A sra. acredita que, se eleitas, ajudarão na melhoria das questões relativas à mulher no Brasil?Mary Del Priore – Pois é, este ano teremos Marina Silva e Dilma Rousseff. Seria a realização do sonho das feministas dos anos 70 e 80. Porém, passados 30 anos, Brasília se transformou num imenso esgoto. Por isso, se uma delas for eleita, saberemos menos sobre “o que é ter uma mulher na Presidência” e mais sobre “como se fazem presidentes”: com aparelhamento e uso da máquina do Estado, acordos e propinas.
Istoé – Pesquisa Datafolha divulgada no dia 28 de fevereiro apontou que a ministra Dilma é mais aceita pelos homens (32%) do que pelas mulheres (24%). Qual sua avaliação?Mary Del Priore – Estamos vivendo um ciclo virtuoso para a economia brasileira. Milhares saíram da pobreza, a classe média se robusteceu, o comércio está aquecido e o consumo de bens e serviços cresce. Sabe-se que esse processo teve início no governo FHC. Para desespero dos radicais, o governo Lula persistiu numa agenda liberal de sucesso. Os eleitores do sexo masculino não estarão votando numa mulher, numa feminista ou numa plataforma em que os valores femininos estejam em alta, mas na permanência de um programa econômico. Neste jogo, ser ou não ser Dilma dá no mesmo. No Brasil, o voto não tem razões ideológicas, mas práticas.
Istoé – Ou seja, o sexo do candidato não faz a menor diferença?Mary Del Priore – O governo criou um ministério das mulheres (a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres) que não disse a que veio. A primeira-dama (Marisa Letícia), hábil em fazer malas e sorrir para o marido e para as câmaras, se limita a guardar as portas do escritório do presidente, sem estimular nenhum exemplo. O papel de primeira-dama é mais importante do que parece. É bom lembrar que, embora elas não tenham status particular, representam um país. Daí poderem desenvolver um papel à altura de seus projetos pessoais e sua personalidade. A francesa Danielle Mitterrand, que apoiou movimentos de esquerda em todo o mundo e nunca escondeu suas opiniões políticas, ou Hillary Clinton, pioneira em ter uma sala na Casa Branca, comportando-se como embaixatriz dos EUA, são exemplos de mulheres que foram além da “cara de paisagem”.
Istoé – Por que as políticas brasileiras não têm agenda voltada para as mulheres?Mary Del Priore – Acho que tem a ver com a falta de educação da mulher brasileira de gerações atrás e isso se reflete até hoje. Tem um pouco a ver com o fato de o feminismo também não ter pego no Brasil.
Istoé – Por que o feminismo não pegou no Brasil?Mary Del Priore – Apesar das conquistas na vida pública e privada, as mulheres continuam marcadas por formas arcaicas de pensar. E é em casa que elas alimentam o machismo, quando as mães protegem os filhos que agridem mulheres e não os deixam lavar a louça ou arrumar o quarto. Há mulheres, ainda, que cultivam o mito da virilidade. Gostam de se mostrar frágeis e serem chamadas de chuchuzinho ou gostosona, tudo o que seja convite a comer. Há uma desvalorização grosseira das conquistas das mulheres, por elas mesmas. Esse comportamento contribui para um grande fosso entre os sexos, mostrando que o machismo está enraizado. E que é provavelmente em casa que jovens como os alunos da Uniban aprenderam a “jogar a primeira pedra” (na aluna Geisy Arruda).
Istoé – O que nos torna tão desconectadas?Mary Del Priore – As mulheres brasileiras estão adormecidas. Falta-lhes uma agenda que as arranque da apatia. O problema é que a vida está cada vez mais difícil. Trabalha-se muito, ganha-se pouco, peleja-se contra os cabelos brancos e as rugas, enfrentam-se problemas com filhos ou com netos. Esgrima-se contra a solidão, a depressão, as dores físicas e espirituais. A guerreira de outrora hoje vive uma luta miúda e cansativa: a da sobrevivência. Vai longe o tempo em que as mulheres desciam às ruas. Hoje, chega a doer imaginar que a maior parte de nós passa o tempo lutando contra a balança, nas academias.
Istoé – Há saída para a condição da mulher de hoje?
Mary Del Priore – Em países onde tais questões foram discutidas, a resposta veio como proposta para o século XXI: uma nova ética para a mulher, baseada em valores absolutamente femininos. De Mary Wollstonecraft, no século XVIII, a Simone de Beau­voir, nos anos 50, o objetivo do feminismo foi provar que as mulheres são como homens e devem se beneficiar de direitos iguais. Todavia, no final deste milênio, inúmeras vozes se levantaram para denunciar o conteúdo abstrato e falso dessas ideias, que nunca levaram em conta as diferenças concretas entre os sexos. Para lutar contra a subordinação feminina, essa nova ética considera que não se devem adotar os valores masculinos para se parecer com os homens. Mas que, ao contrário, deve-se repensar e valorizar os interesses e as virtudes feminina s. Equilibrar o público e o privado, a liberdade individual, controlar o hedonismo e os desejos, contornar o vazio da pós-modernidade, evitar o cinismo e a ironia diante da vida política. Enfim, as mulheres têm uma agenda complexa. Mas, se não for cumprida, seguiremos apenas modernas. Sem, de fato, entrar na modernidade.
Istoé – O que as mulheres do século XXI devem almejar?

Mary Del Priore – O de sempre: a felicidade. Só com educação e consciência seremos capazes de nos compreender e de definir nossa identidade.

– E o Marcão se foi!

Um “sangue-bom” do futebol encerra a carreira. Nada a falar do ótimo goleiro Marcos, pois todas as mídias esportivas já falaram. Então direi uma curiosidade sobre ele: apitei o último jogo dele em Lençóis Paulista, antes dele se transferir para o Palmeiras. E me recordo bem, pois na ocasião ocorria a Festa da Cachaça (Lençóis Paulista é a terra da aguardente), e muitos eventos festivos antecederam a partida. E nela, mais duas curiosidades: ganhamos cestas de chocolate da cidade, entregues pela “Rainha da Festa da Cachaça”; a outra: meu bandeira rolou morro abaixo na lateral do campo durante o jogo (havia um barranco próximo a linha lateral e ele tropeçou!).

Marcos era um ilustre desconhecido lá, e de Oriente via Lençóis Paulista ganhou o Brasil e uma Copa do Mundo, além de um sem-número de simpatizantes. Sem dúvida, ele é (ou foi) um atleta que valorizou a camisa do clube que jogou, respeitou as regras do jogo e soube ter fair play com o adversário. Um tipo que está em extinção.

Marcos talvez seja um dos poucos atletas que consiga ter simpatia até mesmo dos adversários mais ferrenhos. Pergunte a um corinthiano, por exemplo, o que pensa sobre Rogério Ceni e sobre Marcos…

– Relação Chefe X Chefiado: como se comportar bem?

O Diário de São Paulo trouxe em seu Caderno de Empregos uma matéria interessante: como se dar bem com os chefes, sem parecer bajulador (ou puxa-saco, como queiram).

Compartilho, extraído de: http://www.diariosp.com.br/_conteudo/2011/09/139304-para+se+dar+bem+com+o+chefe.html

PARA SE DAR BEM COM O CHEFE

De carona com o filme “Quero Matar Meu Chefe”, o DIÁRIO lista os dez piores tipos de líder e dá dicas de como domar as feras

No mundo corporativo há todo tipo de chefe, como tirano, acomodado, workaholic (viciado em trabalho), baladeiro, o que só promove os amigos etc. No filme “Quero Matar Meu Chefe” (Horrible Bosses), ainda em cartaz, é possível ver como líderes que não trabalham em equipe e não têm bom relacionamento interpessoal podem criar situações ruins no ambiente de trabalho. Nessa comédia, três empregados insatisfeitos com a chefia decidem recorrer a um ex-presidiário para matar seus gestores e acabar com seus problemas.

No livro “Como Gerenciar seu Chefe”, os autores Armênio Rego, Miguel Pina e Cunha e Thomaz Wood Jr. identificam dez tipos de chefe que podem ser encontrados no mundo corporativo e dão dicas de como domar essas feras. Entre eles há o chefe barata burocrática, que é fixado em normas, regras e procedimentos e baseia todas suas ideias e estratégias nessas premissas. Já o gestor preguiça procrastinador vive cansado e demora a realizar suas tarefas e obrigações.

Exageros à parte, esses líderes comprometem o desempenho e os resultados da equipe e, normalmente, são responsáveis pela alta rotatividade dos colaboradores, que não aguentam a pressão, o assédio moral ou outros problemas. De acordo com pesquisa da Robert Ralf, empresa especializada em seleção e recrutamento, as principais razões para aumentar o estresse no universo corporativo são: pressão desnecessária e insatisfação com a capacidade de gestão.

“A maioria dos profissionais que troca de emprego sai para não ter de trabalhar com aquele gestor. O conceito de chefes que abusam do poder está ultrapassado”, afirma Fabiano Kawano, da Robert Half. Não conhecer o funcionário, não saber dar feedbacks (retornos) negativos, não conversar com o subordinado e subestimar a capacidade do colaborador são os erros mais comuns cometidos pela liderança.

“Os gestores precisam saber onde o profissional quer atuar, devem conhecer seu perfil para conseguir entender como ele quer estruturar a carreira”, ressalta Ricardo Rocha, gerente da Michael Page, especializada em recrutamento. “O que as empresas buscam hoje são bons líderes, um conceito muito mais complexo do que o de chefes. A liderança, por exemplo, de chefes que inspiram seus funcionários”, diz Kawano.

Responsabilidades da chefia:

-Incentivar e motivar a equipe
-Dar exemplo aos funcionários
-Promover a integração do grupo
-Conhecer o perfil dos profissionais
-Apresentar desafios e novos projetos
-Ter bom relacionamento interpessoal
-Dar feedbacks (retornos) sobre tarefas realizadas
Qualificação é essencial para um líder:
Com 22 anos de trabalho na rede de fast food Mc Donald’s, João Célio Oliveira, de 42, passou por vários cargos antes de se tornar diretor de treinamento. “Comecei como gerente de trainee em um restaurante, passei por todos os postos dentro da loja e fui para o escritório, com o objetivo de fazer carreira”, recorda o gestor.

Com a ajuda da empresa, Oliveira fez faculdade de marketing, pós-graduação em gestão de negócios e, agora, se prepara para investir em um master of business administration (MBA). “Formação e conhecimento são fundamentais para que você se mantenha firme e atualizado”, acredita o profissional.

De acordo com ele, os principais aprendizados que adquiriu para se tornar um líder foram saber ouvir e dar feedbacks (retornos) para seus funcionários. Para Oliveira, é preciso ouvir todas as opiniões, inclusive as negativas, para aprimorar os negócios e resolver situações. “O líder tem de estar atento e saber ouvir as verdades. Além de dar feedbacks, o chefe também precisa recebê-los. Pensar coletivamente e se comunicar é importante.”

Despreparo leva ao assédio moral:

Abusar do poder e humilhar os funcionários são atitudes que podem ser consideradas assédio moral. “No geral, a empresa tem chefes despreparados que fazem isso com seus funcionários e a diretoria não sabe. Assim, não há como evitar”, fala Wolnei Tadeu, diretor jurídico da Associação Brasileira de Recursos Humanos Nacional (ABRH Nacional).

Como proceder ao ser humilhado:

Segundo Tadeu, quem sofre assédio deve procurar o RH ou a diretoria da empresa e contar sua experiência. Casos que não são resolvidos podem chegar à Justiça do Trabalho.

Gestores que estão em alta:

Pró-atividade, liderança e bom relacionamento interpessoal são as principais características buscadas em gestores pelo mercado, de acordo com Ricardo Rocha, gerente da Michael Page.

– Os Novos Árbitros FIFA brasileiros para 2012

Em tempos de Pré-Temporada nos clubes, um assunto do futebol pouco debatido: a importante troca de nomes no quadro de árbitros brasileiros na FIFA! Vamos analisá-la?

A FIFA anunciou os novos árbitros para 2012. Nenhuma surpresa na lista.

Durante todo o Campeonato Brasileiro, especulou-se a entrada de Francisco Carlos Nascimento, árbitro da Federação Alagoana de Futebol, no quadro internacional de árbitros. A questão era: no lugar de quem?

Muitos sites especializados lembraram uma suposta saída do árbitro Gutemberg de Paula, da Federação do Estado do Rio de Janeiro. Sua saída abriria uma vaga para o árbitro que ficou conhecido como “Chicão de Alagoas”. Entretanto, era impensável politicamente admitir que São Paulo permanecesse com 3 vagas FIFA e o Rio de Janeiro apenas 1 vaga. Assim, as especulações, fofocas e boataria correram soltas durante o final do Campeonato Brasileiro, já que se precisaria equacionar a lista regionalmente.

Péricles Bassols, árbitro carioca que era FIFA no ano passado e foi trocado em 2011 por Gutemberg de Paula, também era cantado nas apostas como um nome que retornaria no lugar do próprio Gutemberg (uma troca RJ por RJ). Mas como Chicão entraria na vaga de algum outro árbitro, ficou a dúvida: de quem?

O gaúcho Vuaden quase perdera o escudo, devido as dificuldades na aprovação do teste físico. Mas alguém em sã consciência acharia que o RS ficaria sem uma vaga na FIFA, com todo o bom trabalho da escola gaúcha de arbitragem? Ricardo Marques Ribeiro, de MG, teve atuação apagada. Mas seria interessante politicamente tirá-lo do quadro? O DF está bem representado por Sandro Meira Ricci; O PR tem Heber Roberto Lopes e Evandro Rogério Roman (este, em ótima fase na etapa final do torneio). Nenhum desses poderia ser substituído, se esquecermos a competência e pensarmos na estratégia política.

Sobrou analisar São Paulo, o estado com maior número de vagas, com Seneme, Paulo César e Sálvio. Francisco Carlos Nascimento seria melhor do que algum desses nomes?

Se compararmos ‘carreira’, não.

Se compararmos ‘as atuações de 2011’, também não.

Mas com a saída antecipada de Sálvio Spínola aos 43 anos (que o levou ao encerramento da carreira), uma vaga ficou ‘pingando’. A bola estava ali, para ser chutada… Assim, Francisco Carlos Nascimento entra no quadro da FIFA e a região Nordeste ganha sua vagaSão Paulo se parelha ao Rio de Janeiro com 2 árbitrosPéricles entra no lugar de Gutemberg.

Teremos, portanto, para 2012:

Paulo César de Oliveira – SP

Wilson Luís Seneme – SP

Marcelo de Lima Henrique – RJ

Péricles Bassols Cortes – RJ

Evandro Roman – PR

Heber Roberto Lopes – PR

Leandro Pedro Vuaden – RS

Sandro Meira Ricci – DF

Ricardo Marques Ribeiro – MG

Francisco Carlos do Nascimento – AL

Provavelmente, a Federação Paulista de Futebol não lamentará a perda da sua 3ª vaga, já que tivemos a compensação da (ótima) árbitra Regildênia de Holanda entrando no quadro internacional feminino.

E você, o que achou da troca de Sálvio Spínola por Francisco Carlos Nascimento e de Gutemberg de Paula por Péricles Bassols? Os árbitros foram merecedores da promoção ou não? Deixe seu comentário:

– A Estabilidade (ou falta de) dos Treinadores mudou no Brasil?

Jorginho, treinador da Portuguesa, deu uma sincera declaração ao Marcos Sérgio Silva, na revista Placar, Dez/2011, pg 67.

Eu falo para o jogador: ‘Não me sacaneie’. Não posso deixar gente de mau caráter continuar trabalhando no futebol, porque ele vai te derrubar”.

Ele era atleta também. O bom e sofrido Jorginho sabe que se jogador forçar a barra, derruba treinador mesmo. E há quem diga que jogador não faz isso…

O treineiro continua prestigiado; mas, no Brasil, a qualquer sintoma de crise, sobra para o treinador. Ou será que com os casos de Tite e Luxemburgo, que balançaram em 2011 mas permaneceram nos seus cargos, a coisa mudou? Ou só não foram demitidos por não termos nomes disponíveis na praça?

Qual a sua opinião? Deixe seu comentário:

– Os Salários dos Jogadores de Futebol Mais Bem Pagos

O jornal Lance divulgou em sua edição de 29/12/11, pg 29, o salário dos mais bem pagos jogadores de futebol.

É de assustar!

Tudo bem que salário é algo muito particular, mas as cifras astronômicas trazem a reflexão se os valores não estão supervalorizados. Além, claro, da desconfiança da origem dos patrões que tanto têm a pagar.

Árabes lavando dinheiro, russos envolvidos com máfia e chineses afortunados num país rodeado de crimes de apostas esportivas… será esse o futuro (ou realidade) do futebol?

Veja o valor em reais por mês:

Eto’o (camaronês que atua no Anzhi da Rússia): 4,05 mi

Cristiano Ronaldo (português que atua no Real Madrid da Espanha): 2,43 mi

Lionel Messi (argentino que atua no Barcelona da Espanha): 2,12 mi

Dario Conca (argentino que atua no Guangzhou da China): 2,10 mi

Fernando Torres (espanhol que joga no Chelsea da Inglaterra): 2,02 mi

Yayá Touré (costamarfinense que joga no Manchester City da Inglaterra): 2,01 mi

Rooney (inglês que joga no Manchester United da Inglaterra): 1,92 mi

Muita grana ou não? E você, o que acha disso: o soldo é merecido a esses artistas? Deixe seu comentário:

– Diferenças Grotescas de Naipe

Zico, Ronaldo, Neymar, Lucas e outros craques estiveram no Morumbi ontem, no Jogo das Estrelas. Ídolos dos anos 80, 90/00 (anos 10 também?), que mostraram jogadas de efeito, muita categoria e simpatia.

Enquanto isso…

No Rio de Janeiro, a jovem que se envolveu com o jogador Adriano estava assumindo que ela própria atirou em si mesma.

Gente fina é outra coisa…

E aqui uma verdade: enquanto os citados acima estão curtindo a aposentadoria polpuda ou o nascedouro de uma carreira de sucesso, o Imperador estava enrolado com a Polícia. Corre o risco de perder todo o dinheiro que já ganhou, pelo andar da carruagem?

– As 1001 Oportunidades de Adriano

Por absoluta falta de tempo não falei sobre o “Adriano e o caso do tiro na mão da moça”, às vésperas do Natal.

Tem gente que não consegue boas oportunidades na vida. Outros, infinitas.

Adriano é um desses que sempre tem uma nova chance de recomeçar. E sempre entra em polêmicas.

A solução é uma só: psicólogo!

imaginaram ele jogando no mundo árabe? Os sheiks mandariam-o para a cadeia na primeira bagunça (pois, cá entre nós, elas são extravagantes!)

– Infoxicação: Já Sofreu Disso?

Cuidado: nossa sociedade apresenta males do século XXI que são novos mas constantes. Um deles seria a intoxicação por excesso de informação, misto de contaminação com carência de atualizações.

Compartilho interessante material, extraído da revista Isto É, Ed 2168, pg 76, por Patrícia Diguê e João Loes. Abaixo:

INTOXICADOS DE INFORMAÇÃO

O estresse causado pela hiperconectividade e a sensação de estar sempre desatualizado causam a chamada infoxicação. Saiba quais são os sintomas e como se livrar desse mal

A publicitária Larissa Meneghini, 24 anos, toma café da manhã com os olhos grudados num livro. No caminho para o trabalho, parada no trânsito de São Paulo, aproveita para escutar notícias pelo rádio do carro e ler mais um pouco. Passa o dia conectada, respondendo a e-mails, checando redes sociais e pesquisando sites relacionados ao trabalho. “Chego a ficar tonta com tanta informação, a ponto de ter de sair da frente do computador e esperar passar”, conta a paulistana, que recentemente abriu mão do celular com internet para tentar reduzir o estresse com a hiperconectividade. Apesar de antenada com tudo, se sente constantemente desatualizada. “Estou sempre com medo de ficar de fora”, lamenta. A angústia de Larissa diante do grande volume de informação é tema que vem gerando manifestações acaloradas desde o início da era digital e agora ganhou nome: infoxicação.
O neologismo, uma mistura das palavras “informação” e “intoxicação”, foi cunhado por um físico espanhol especialista em tendências da informação, Alfons Cornellá. Segundo ele, uma pessoa está infoxicada quando o volume de informação que recebe é muito maior do que o que ela pode processar. “Quando ainda nem terminamos de digerir algo, já chega outra coisa”, afirma o especialista. As consequências são a ansiedade diante de tantas opções e a superficialidade.

Na mesma corrente, está o psicólogo britânico David Lewis, que criou o conceito da Síndrome da Fadiga Informativa, que se dá em pessoas que têm de lidar com toneladas de informação e acabam se sentindo paralisadas em sua capacidade analítica, ansiosas e cheias de dúvidas, o que pode resultar em decisões mal tomadas e conclusões erradas. Outros sintomas são danos às relações pessoais, baixa satisfação no trabalho e tensão com os colegas. “O excesso é mais prejudicial do que proveitoso”, afirma. Se há duas décadas só contávamos com alguns canais de televisão, hoje o volume de dados no mundo equivale à leitura de 174 jornais por dia por pessoa, aponta estudo da USC Annenberg School for Communication & Journalism, publicado em fevereiro (leia quadro).
Apesar dos perigos do excesso de informação, a maioria dos especialistas ainda enxerga mais vantagens do que desvantagens na era digital. Só alertam para a necessidade de as pessoas aprenderem a amenizar os efeitos colaterais dessa nova realidade. “Não temos como reverter esse processo, então é preciso aprender a lidar com ele”, defende a psicóloga Rosa Farah, do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “E não podemos subestimar a capacidade de o ser humano de adaptar-se a essa realidade.”

Para não ser contaminado pelo turbilhão de bytes a que está exposto diariamente, o engenheiro naval Guilherme Malzoni Rabello, 27 anos, inventou uma dieta da informação. “Eu escolho cuidadosamente o que merece minha atenção antes de sair atirando para qualquer lado, atentando principalmente para a origem da fonte. “Quanto mais gabaritada e reconhecida, mais vale a pena consumir”, diz. O engenheiro é exemplo de quem conseguiu exercer a escolha criativa, segundo o psicanalista Jorge Forbes, que não concorda com a patologização do mundo online. “Será que alguém fica gordo porque vai a um restaurante de bufê e se acha obrigado a comer de tudo para não fazer desfeita?”, compara Forbes. A professora Rosa, da PUC, ressalta, porém, que há pessoas mais vulneráveis a essa abundância e, para elas, recomenda escutar os alertas do organismo. “O corpo dá sinais de que estamos ultrapassando limites. Aí é hora de reavaliar prioridades”, ensina. Por enquanto, a quantidade de informação no mundo ainda equivale a menos de 1% da que está armazenada nas moléculas de DNA de um ser humano, indício de que a espécie deverá sobreviver a mais esse impacto. 

– Policiais Plugados: a Solução para a Pérola do Atlântico

A onda de crimes no Guarujá assusta. Mas em entrevista, o comandante da Polícia Militar de SP (desculpe a ausência do nome) disse que o contingente para o Guarujá e para todo o Litoral em geral será composto de jovens policiais recém-formados.

Para ele, estes novos PMs têm uma vantagem competitiva maior: são PMs “plugados”, e assim teriam mais desenvoltura para o trabalho.

Necessariamente, um policial que convive com maior facilidade nas redes sociais da Internet poderá fazer um trabalho de patrulhamento de maior qualidade no litoral?

O que você acha disso: ao mesmo tempo que ele é “plugado”, é inexperiente. O que vale mais? A interação digital ou a experiência na rua? Deixe seu comentário:

– Empreendedor Walt Disney

Você sabia que antes do sucesso, Walt Disney foi um fotógrafo frustrado, depois se tornou motorista de ambulância, entrou na Cruz Vermelha e foi rejeitado pelo Exército?

Com 20 dólares, alguns desenhos na mão e uma idéia na cabeça, se mudou para Hollywood. E tornou-se o mito que é hoje.

Um caso de Empreendedorismo à flor da pele.

– Até Gênios Erram!

Punir quem erra sem uma chance de conserto é burrice. Até gênios erram. Quer um exemplo?

Galvão Bueno, locutor excepcional e número 1 da Rede Globo, confidenciou que logo no seu primeiro trabalho cometeu um erro gravíssimo: errou o vencedor do GP de Fórmula no qual fazia sua estréia. Teve certeza da sua demissão, mas, felizmente, um diretor o seguro para uma segunda chance.

E se Galvão tivesse sido demitido?

Vale a pena pensar duas vezes antes de punir. Veja que depoimento interessante (extraído de: http://is.gd/NC9nQK)

ERREI O VENCEDOR DO GP

Galvão Bueno conta como deu a vitória ao piloto errado em sua estreia como locutor de Fórmula 1 na Rede Globo

Por Flávia Iuri

Fui para a Rede Globo há mais de 30 anos, no segundo semestre de 1981. Nas transmissões da Fórmula 1, minha estreia foi no Grande Prêmio (GP) da África do Sul, de 1982. Eu e o Reginaldo Leme (comentarista). A locução de Fórmula 1 é muito difícil. Comparável com a de um desfile de escola de samba. Você tem de entender o enredo. Não é como no futebol, em que está tudo ali para todo mundo ver. O cara chuta, faz falta. A bola vai para fora, o jogador faz o gol, perde o gol. A corrida tem tática de parada. É preciso entender se o carro está ganhando ou perdendo rendimento. Hoje, tenho as páginas de computador que me dão, volta a volta, a classificação, a diferença entre um carro e outro, a média de velocidades. Naquele tempo não tinha. Uma jornalista ajudava a montar o mapa da corrida. Fazíamos os cálculos manualmente e não podíamos tirar os olhos da pista.

Não havia parada para trocar pneus. Não havia reabastecimento. Se o pneu de alguém furasse, ele estava praticamente fora da corrida. Os carros iam do começo ao fim da corrida sem parada, as trocas eram raríssimas. O pneu do carro do Alain Prost furou. Ele parou no boxe, trocou o pneu e voltou. Mas, da nossa posição, eu não via a saída dos boxes. Só a entrada. E, depois de voltar, o Prost ultrapassou o René Arnoux. Não tive visão da ultrapassagem e achei que ele estivesse tentando tirar uma volta de atraso. Eu falava enfaticamente: ‘René Arnoux! Não há a menor possibilidade de ele perder a corrida. René Arnoux faz uma corrida espetacular. O Prost voa na pista, mas Arnoux tem uma enorme vantagem, de praticamente uma volta inteira. Não tem como perder. Não pode perder. É o René Arnoux! René Arnoux!’.

Daí chega a imagem da TV e mostra o Alain Prost recebendo a bandeirada. O vencedor era ele, que havia feito a ultrapassagem que não vimos. Na minha primeira corrida de Fórmula 1 na Globo, errei o vencedor. Olhei para o Reginaldo, em estado de semipânico, para pedir ajuda. Ele abriu os braços e fez cara de ‘não sei o que fazer’. Fomos para os comerciais. Quando a transmissão voltou, recomecei como se nada tivesse acontecido: ‘Esse Prost é um fenômeno, maravilhoso, sensacional. Entrou para a história! Furou o pneu, foi para os boxes, trocou pneu, voltou, tirou a diferença e ganhou a corrida. Fantástico! Fantástico!’.

A volta de Johannesburgo para São Paulo era um voo de oito horas e meia. Passei esse tempo todo pensando no que o Boni (José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, diretor da TV Globo) ia fazer. Existia essa mística sobre o perfeccionismo do Boni, que não admitia erros. Para mim, era certo que o Boni ia me demitir. Foi uma tortura. O evento seguinte era o Grande Prêmio do Brasil. O Boni até quis me deixar de fora, mas o Ciro José, na época diretor de esportes, me bancou. Lembro que a caminho do autódromo eu ainda disse para o Ciro: ‘Se eu aprontar outra dessas, estamos, eu e você, na rua’. Não foi preciso. Fiz a transmissão do GP naquele ano e em todos os anos seguintes. No mês passado, cobri meu 30o Grande Prêmio do Brasil pela Globo. Mas a estreia foi um susto.

– O Aprendiz: Programa da TV Record é uma boa ou não?

Posso ser apenas um chato com um julgamento rigoroso. Mas… tenho formação acadêmica há 16 anos em Administração de Empresas, trabalho na área há 20 anos, docente universitário de disciplinas do assunto há 13; tenho Mestrado na Área e Doutorado Incompleto. E me atualizo constantemente sobre Adm, e…

ASSISTI AO PROGRAMA APRENDIZ!

Amigos, tudo o que nós falamos sobre Assédio Moral foi praticado no episódio que assisti.

Peraí, a realidade, o verdadeiro cotidiano dos administradores não é bem aquele. Pressão no trabalho, busca de metas e outras dificuldades são normais e esperadas. Prática do assédio, má educação e constrangimento são outras.

Posso estar enganado, mas não é aquilo que ensinamos e praticamos no dia-a-dia… Parece realmente ser um programa de TV, mas cujo nome não faz jus à intenção dele.

– Os Felizes e os Infelizes no Trabalho: qual é a Profissão que traz mais Felicidade ao Profissional?

Quem disse que profissão rentável financeiramente está associada à idéia de satisfação na carreira?

A Forbes trouxe uma matéria interessante: profissionais felizes normalmente ganham menos do que os infelizes. E sabe quem está no topo da lista dos mais felizes no emprego? Religiosos (padres, pastores, rabinos e outros clérigos). O menos infeliz, na lista, seria Gerente de Marketing!

Abaixo, extraído de FORBES por UOL (em: http://is.gd/rhY2xo)

LISTA APONTA AS 10 PROFISSÕES MAIS FELIZES E AS 10 MAIS INFELIZES

O site da revista Forbes divulgou uma lista das dez profissões que mais contam com pessoas felizes e das dez carreiras que tornam os seus profissionais pessoas infelizes. O ranking é resultado de uma pesquisa realizada pela Universidade de Chicago, nos Estados Unidos.

Um dado que surpreende é que a lista das carreiras que proporcionam menos alegrias está recheada de cargos de grande reconhecimento e bons salários; diferentemente da lista dos mais felizes, cuja remuneração não atinge patamares tão altos.

Os clérigos, por exemplo, ocupam o primeiro posto da lista dos mais felizes. Veja abaixo a lista completa:

MAIS FELIZES

MAIS INFELIZES

Clérigos

Diretor de tecnologia da informação

Bombeiros

Diretor de Vendas e Marketing

Fisioterapeutas

Gerente de Produto

Escritores

Desenvolvedor Web Sênior

Professores de educação especial

Especialista Técnico

Professores

Técnico em Eletrônica

Artistas

Assistente judicial

Psicólogos

Analista de Suporte Técnico

Vendedores de serviços financeiros

Operador de CNC
(Controle Numérico Computadorizado)

Engenheiros de operação

Gerente de marketing