– A administração do tempo na vida pessoal e profissional.

Há certos momentos em que paramos para refletir o que vale a pena em nossas vidas. A busca do sucesso, de vaidade, dos rótulos…

O que interessa a cada pessoa, de fato, é muito pessoal e subjetivo. Para nós, administradores de empresas, a grande dificuldade é conciliar as atividades profissionais, os compromissos, os interesses pessoais e a família.

Ricardo Diniz, empreendedor, ex-presidente da Associação Comercial de Jundiaí e colunista do agora extinto Jornal Bom Dia, escreveu há 8 anos um texto que resume muito bem tudo isso: o que é urgente, hoje, para nós?

E ele nos lembra: quantas mensagens e emails respondemos por dia? Temos tempo para os entes queridos? Descansamos? É tanta informação num mundo tão dinâmico, que os alunos em qualquer graduação já estão desatualizados na metade do curso! Ou, mais assustador: lendo uma semana de jornal, podemos ter mais informações do que os cidadão do século XVIII tiveram!

Compartilho o excepcional artigo (que se mantém bem atual) e deixando ele próprio como reflexão:

O QUE É URGENTE?

Em cima da mesa, ou mesmo no bolso, como quase sempre está, meu celular, pelo menos 40 vezes ao dia, faz aquele toque uníssono fácil de identificar, mensagem! Normalmente, um convite do facebook, e-mail ou sms.

Nos assuntos, vejo palavras chaves: importante, urgente, aguardo resposta, aprovação…

Quando é e como é que as coisas se tornaram tão imediatas assim?

Até bem pouco tempo atrás, havia tempo para tudo: estudar, trabalhar, ficar com a família, ler, ver TV, ter uma atividade extra, fazer um trabalho voluntário. Como dizia o poeta, Renato Russo, “antes eu sonhava e agora já não durmo”.

E é bem assim que a maioria da população se sente, sempre atrasada, perdendo hora.

A tecnologia, que na teoria foi criada para facilitar o trabalho e diminuir o tempo das tarefas, paradoxalmente, tem acelerado o dia a dia, dando a impressão de que o tempo voa.

Veja só, dia desses vi em um vídeo da internet que em uma semana lendo o The New York Times você obtém mais informação do que em uma vida inteira no século 18. E ainda, que a quantidade de informação técnica está dobrando a cada dois anos, então, para um aluno iniciando um curso de quatro anos, metade do que aprendeu no primeiro ano estará desatualizado no terceiro ano de estudo.

Sem desconsiderar as necessidades materiais que a vida exige, trazendo para nós essa euforia para alcançar o sucesso, e falo isso para mim mesmo, acredito ser necessário estabelecer prioridades que vão além do “ter”.

E você, se tivesse que enumerar suas urgências, sua família estaria entre elas?

O Que é e Para Que Serve a Administração do Tempo

Imagem extraída de: https://www.conceitozen.com.br/o-que-e-e-para-que-serve-administracao-do-tempo.html

– Você está casado com sua Empresa?

O Prof José Renato Santiago Sátiro é hoje um dos mais renomados consultores em Administração de Empresas, e novamente nos presenteia com belíssimo artigo: “Casei com minha empresa, e agora?”.

Leia e reflita: o comodismo de uma relação, o medo de mudanças e outras nuances citadas no texto abaixo fazem parte do seu dia-a-dia?

Extraído de: http://t.co/7ElQMoj6

CASEI COM MINHA EMPRESA, E AGORA?

Diferentemente do que acontecia antigamente, é fato que a duração do vínculo entre empregados e empregador é cada vez menor.

Por inúmeras razões, as pessoas costumam definir suas próprias estratégias em relação as suas vidas profissionais.

No entanto, quero deixar claro, isto não tem qualquer relação com Geração Y, em minha opinião, mais uma falácia que passou a fazer parte do nosso mundo corporativo.

Hoje os colaboradores, como os empregados costumam ser chamados, tendem a exigir uma clareza muito maior por parte das organizações onde atuam.

Certamente esta postura contribui com a redução desta relação.

Mas não é só isso.

O espírito empreendedor também é um fator que costuma impulsionar as pessoas em direção a objetivos e metas mais desafiadoras.

Mas também não se limita a isso.

Também cabe considerar aspectos relacionados com a busca, cada vez mais frequente, por uma melhor qualidade de vida.

Mais uma questão que impulsiona as pessoas a evitarem relações desgastantes de longa duração.

Se considerarmos estes três motivos como completamente efetivos e verdadeiros, poderíamos chegar a uma conclusão errada.

A verdade é bem diferente.

Por mais que as pessoas tenham suas próprias motivações, sejam empreendedoras ou queiram melhor qualidade de vida, há algo que tende a ser maior que todas elas.

A ela, podemos chamar Segurança.

Ela normalmente possui estreita associação junto às relações de longo prazo.

Fazendo uma pequena analogia, em nossa vida pessoal isto também acontece.

A segurança de um relacionamento duradouro tende a permear grande parte de nossas decisões.

Na vida pessoal, isto justifica a manutenção de relações infelizes por anos e anos.

É o conhecido: “melhor ficar como está”.

Na vida profissional, isto também acontece.

Muitas pessoas trocariam muitas coisas apenas para garantir a sua segurança.

Justamente por isso, que muitos se orgulham de se manterem com o mesmo emprego ao longo de anos.

Quanto mais tempo, mais segurança.

Muitos se casam com suas empresas, e se orgulham disso, embora possam estar infelizes.

Este é um dos motes que também serve para justificar o cada vez maior interesse por empregos públicos.

Neste aspecto a segurança é o motivo, mas também é um fator inibidor.

Perde-se a busca por crescimentos e desafios que realmente poderiam fazer a diferença em nossas vidas.

Assim como se perde a oportunidade de viver paixões avassaladoras em troca de uma relação que pode estar falida.

E quando se chega lá na frente, o que resta?

Arrependimento?

Foi melhor assim?

Ou deixa pra lá?

Minha empresa está crescendo e agora? ⋆ Sabrina Nunes

Imagem extraída de Sabrina Nunes em seu Blog, link em: https://www.sabrinanunes.com/posts/minha-empresa-esta-crescendo-e-agora/

– Como um Entrevistador deve se Portar.

Não é erro de digitação. Normalmente, nós vemos aconselhamentos sobre como um entrevistado deve se portar na entrevista de emprego. Agora, um artigo bacana do caderno Inteligência da “Época Negócios” traz dicas para quem está do outro lado. Vale a pena dar uma conferida! Abaixo,

Extraído de Revista Época Negócios, edição 28, pg 73

A PERGUNTA QUE VALE UM EMPREGO

Por Álvaro Oppermann

Há muitas dicas para um candidato se dar bem na entrevista. Mas o que dizer do entrevistador?

A cada ano, uma profusão de livros e artigos é publicada sobre a arte da entrevista de emprego: o que dizer, como se portar, o que vestir etc. O foco destas obras costuma ser o entrevistado. Pouca atenção é dedicada ao entrevistador. Isso está mudando. “A habilidade de recrutar é um dos maiores desafios atuais do gerente. Um bom entrevistador é fundamental”, escreveu Rhymer Rigby, jornalista inglês especializado em gestão. Compilamos as principais dicas sobre o tema, de autoria de craques da área, como Paul Falcone, diretor de Recursos Humanos da Time Warner Cable. Boa leitura.
Preparação_Faça o “dever de casa”: estude bem o currículo dos candidatos. “Cuidado com o currículo ‘funcional’, pouco específico, sem detalhamento de funções”, escreveu o professor indiano Mamin Ullah, em artigo recente do International Journal of Business and Management. “Também estabeleça cinco a sete critérios para julgar os candidatos, e não abandone estes critérios”, afirma Moira Benigson, sócia da firma de recrutamento MBS Group.
Recepção do candidato_Muitos entrevistadores têm o prazer quase sádico de “torturar” o entrevistado. É um erro, diz Paul Falcone no livro 96 Great Interview Questions to Ask Before You Hire (“96 ótimas perguntas de entrevista para fazer antes de contratar”). “A filosofia destes entrevistadores é: ‘o candidato precisa suar frio antes de ter a vaga’. Errado”, diz o diretor da Time Warner. Uma das formas sutis da “tortura” é a excessiva formalidade. “Tente criar um ambiente descontraído na entrevista”, completa Falcone.
Estrutura_A entrevista é estruturada em torno das competências e do comportamento do candidato. Porém, existem questões que devem ser evitadas. Por exemplo, não se devem fazer perguntas que induzam a resposta. Jane Clark, sócia da firma de consultoria Nicholson McBride, de Londres, esclarece: “Em vez de formular a questão ‘Você acha que integridade é importante?’, diga, ‘Dê-me exemplos de situações de integridade’”. “Controle o fluxo da entrevista. Quando o entrevistado se estende demais, interrompa-o polidamente”, diz Mamin Ullah.
Combate à incerteza_E o que fazer quando você ainda tem dúvida sobre o candidato? É a hora da pergunta de tom mais pessoal. Ela dá uma chance de ouro ao bom entrevistado. “Eu costumo perguntar ao final da entrevista: ‘O que você faz para brilhar?’”, diz Falcone. “Certa vez, uma recepcionista me disse que ela tivera uma ideia de como poupar US$ 1 para cada fax enviado do escritório. É o tipo de resposta que é bom de ouvir.”
Julgamento_Nunca julgue o candidato antecipadamente. Dê chance para ele se sobressair, diz Mamin Ullah. Um entrevistado pode começar a entrevista com nervosismo, e terminar autoconfiante. Ou o contrário. “Desenvolva a memória, observando o candidato no pré e no pós-entrevista. Isso diz muito sobre ele”, conclui o professor indiano.

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Imagem extraída de: https://alghad.com/, por Ahmad.abushreaa

– Xavi fez bem ou não em não aceitar a Seleção Brasileira?

Já falamos em outra oportunidade que, na Europa, dirigir Seleções Nacionais é um projeto próximo da aposentadoria dos treinadores. No Brasil, para muitos, é o auge da carreira.

Xavi Hernández, que estava no Oriente Médio, confirmou que foi convidado para ser assistente de Tite na Seleção Brasileira, e depois da Copa de 2022, assumir a Canarinho como treinador principal. A recusou na época com o intuito de, mais pra frente, ser o técnico do Barcelona (seu time do coração).

Pois bem: o Barça chamou Xavi antes do previsto, mas fica a dúvida: a recusa foi por um “projeto de carreira”, por “afinidade ao time catalão” ou houve um certo “medo” por tudo o que se fala da CBF mundo afora (e que presenciamos in loco)?

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Xavi Hernandez - Monterrey x Al-Sadd

Imagem extraída de https://www.lance.com.br/futebol-internacional/barcelona-anuncia-contratacao-xavi-como-seu-novo-treinador.html (Foto: Karim Jaafar / AFP).

– Atenção Administradores: cuidado com a Síndrome do Esgotamento Profissional (Burnout)

Cansaço ou estresse, indisposição e desmotivação no ambiente de trabalho. Se estiver percebendo os sintomas descritos nessa matéria, atenção: repense seus hábitos profissionais!

Extraído de: http://vilamulher.terra.com.br/dinheiro/materia/carreira/276-sindrome-do-esgotamento-profissional.html

SÍNDROME DO ESGOTAMENTO PROFISSIONAL

por Juliana Lopes

Estafa profissional, muita gente já passou por isso no ambiente de trabalho. Geralmente tudo indica que a pessoa está com estresse ou depressão ocupacional por não dar conta de tantas tarefas.

Mas não confunda. Muitas vezes, a falta de vontade de ir ao trabalho, o cansaço ou até o mau humor podem ser indícios de outro mal, a Síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional. Como o próprio nome diz, a palavra inglesa é a união de burn (queima) e out (exterior), identificada principalmente pelo comportamento agressivo.

Estresse pode acometer um indivíduo em qualquer lugar, no seu meio familiar, social e profissional, mas o burnout é um estresse que advém do próprio trabalho. É uma doença tipicamente laboral. A pessoa não consegue mais suportar trabalhar num determinado lugar, com determinadas pessoas, ou porque teve uma discussão com um chefe ou colega de trabalho ou por ter que cumprir metas muito altas em curto espaço de tempo ou por trabalhar em lugares perigosos ou insalubres”, explica a psicóloga Maria Fernanda Marcondes, que ministra palestras sobre o assunto em empresas.

O Isma-Br (International Stress Management Association) calcula que no Brasil 30% dos trabalhadores são portadores da síndrome. No consultório de Maria Fernanda há vários colaboradores de empresas que muitas vezes chegam por lá bastante estressados e muito próximos de estarem com a doença. “Quando o indivíduo não consegue mais ir ao trabalho, quando está exausto emocionalmente e se sente um fracassado profissionalmente, é sim necessária a terapia e a medicação”, alerta.

Para se ter uma idéia, em países como os Estados Unidos, a síndrome já é considerada como caso de saúde pública. Mas como muitos brasileiros a desconhecem, o afastamento do trabalho geralmente é justificado por outros motivos, como depressão, ansiedade e, principalmente, Síndrome do Pânico. “Esta muito comum vir o Burnout”, acrescenta.

Conforme a psicóloga, em muitos casos o próprio funcionário acaba pedindo demissão por não aguentar as pressões da rotina de trabalho. Para evitar situações como essa, ela afirma que o mais correto seria ter um psicólogo que monitorasse os colaboradores dentro das empresas.

Como isso ainda não acontece, o jeito é se prevenir. Quando possível evitar o excesso de trabalho e sempre ter hábitos saudáveis. E também controlá-la, caso a doença se instale”, completa.

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Imagem extraída de: https://lifecheck.com.br/author/lifecheckadm/page/6/

– Gestão e “Congestão” de Carreira dos treinadores de Futebol.

Algo que precisa ser discutido: as decisões que os treinadores de futebol tomam ao longo de suas carreiras.

É dito que as Seleções de Futebol da Europa nunca têm os melhores treinadores. Afinal, a carreira deve se desenvolver em clubes, que os remuneram muito bem. Treinar Selecionado Nacional só na proximidade da aposentadoria (vide Klopp, Guardiola, Ancellotti…). Aqui no Brasil, o conceito funciona diferente: a Seleção é o auge!

Já nos clubes locais, temos algumas particularidades:

1- ir para quem pode te dar estabilidade na carreira (o que é difícil),

2- ir para quem é grande (e isso é discutível),

3- ir para quem te pagará mais (livre mercado) ou

4- ir para quem vai brigar por títulos (o que se restringe a alguns)?

Lógico, se a agremiação oferecer as 4 situações, excelente!

Um exemplo? Vágner Mancini. Quem é jundiaiense como eu, torce para o sucesso do ex-jogador do Paulista de Jundiaí e treinador do Galo quando venceu a Copa do Brasil. Deixou na cidade muitos amigos e ótimas lembranças esportivas e sociais. Só que… Mancini é um “acertador de equipes”. Junto ao seu amigo Dorival Jr, defendeu a estabilidade de técnicos em seus cargos e o fim das “demissões resultadistas”. Nos últimos tempos, foi “sacaneado” no São Paulo, quando tinha a promessa informal de ser o treinador efetivo. Porém, abandonou o Atlético Goianiense e foi para o Corinthians. Idem ao Grêmio, quando realizava um grande trabalho no América-MG (que deve se tornar uma empresa e vendido a um interessado americano, segundo se cogita). Está prestes a cair para a 2a divisão do Brasileirão, e fica a questão: está gerindo bem sua carreira?

Cuca é o atual vice-campeão da Libertadores da América, e deixou o Santos para um projeto no Atlético Mineiro. Ceni é o atual campeão brasileiro, e depois da conturbada saída do Fortaleza para o Cruzeiro (com retorno ao clube e depois a ida ao Flamengo), está de volta ao SPFC, mais maduro. Sylvinho está trabalhando e aprendendo os macetes da função com o “carro do Corinthians” em andamento. E por aí vai.

Pergunto-me:

  • As decisões dos treinadores quando vão escolher os clubes, fora o apelo emocional, financeiro e pessoal, são discutidas com gente especializada e profissional, dando orientações a esses treinadores?

Gerir mal a carreira pode dar uma “congestão” indesejada, e ficar fora dos holofotes principais… vide Adilson Batista, PC Gusmão, e outros nomes que “quase vingaram”/ vingaram parcialmente.

Olho para uma lista com nomes de treinadores brasileiros e não vejo quem  poderia assumir o Palmeiras

Foto-arte: Estadão, extraída do link: https://esportes.estadao.com.br/blogs/robson-morelli/olho-para-uma-lista-com-nomes-de-treinadores-brasileiros-e-nao-vejo-quem-poderia-assumir-o-palmeiras/, na matéria de Robson Morelli

 

– Demitir um amigo: fácil ou não?

situações delicadas no mundo organizacional, e uma delas é: o momento de demitir um companheiro de trabalho que você tenha amizade.

Sobre isso, em vídeo, compartilho em: https://www.youtube.com/watch?v=MgURr58hXqw

– E quando as funcionárias são convidadas informalmente a não engravidarem?

Um tema difícil: empresas que, disfarçadamente, não querem que suas funcionárias engravidem.

É obvio que ninguém vai falar abertamente sobre isso, mas quantos casos não existem por aí onde chefes demovem suas funcionárias da possibilidade de terem filhos?

O custo das licenças-maternidades, a “exclusividade para com as preocupações do trabalho” (contra as da casa) e o lembrete de “pensar sobre a carreira” são alguns motivos para que isso infelizmente ocorra.

Diante de tudo isso, uma constatação: quantas empresas praticam isso, e fazem campanhas “solidárias”, ironicamente, até por crianças?

Pura demagogia…

– Adoremos o Santíssimo Sacramento.

Toda 5a feira é dia dedicado à Adoração do Cristo Eucarístico pela Igreja Católica. Sendo assim, façamos como os anjos: nos prostremos diante do Senhor!

– Na Sociedade, o Mundo é para os Extrovertidos?

Susan Cain, escritora americana voltada à Administração & Negócios, dissertou recentemente sobre uma das piores invenções do século XX: a da “cultura da extroversão”. Tanto que até escreveu um livro sobre o assunto: “Calado: o poder dos introvertidos num mundo que não para de falar”.

Para ela, o mundo é feito e desenhado para pessoas extrovertidas, onde quem quer ficar quieto sofre até mesmo preconceito social. A escritora disse que:

A solidão é como eu recarrego minha bateria

Para ela, Steven Spielberg (cineasta) e Larry Page (co-fundador do Google) são exceções de tímidos que venceram na vida! Afinal, o mundo os discrimina…

E você, o que pensa sobre isso? O mundo é para os extrovertidos ou isso é bobagem?

– E como procurar um novo emprego?

Compartilho esse ótimo artigo do Professor e Consultor José Renato Sátiro Santiago, a respeito da reinserção ao mercado de trabalho. Como fazê-la?

Abaixo:

AS FORMAS DE SE PROCURAR UM NOVO EMPREGO

Para qualquer momento de rejeição, a primeira coisa a se procurar é o conforto. Minto, talvez seja encontrar uma forma de anular, ou diminuir, a intensidade desse sentimento resultado imediato de contrariedades, negativas que costumam nos confrontar em nossa vida. Ao restringirmos esta análise ao mundo corporativo, é possível afirmar que a perda de emprego costuma ser um dos maiores elementos causadores desse ‘estar’. O descarte de nossas aptidões, seja por qual motivo for nos causa certos impactos materiais inequívocos, o maior deles, obviamente, o fim da fonte provedora dos recursos dos quais somos remunerados por conta das atividades que desenvolvemos.

Seja esperado, ou não, tão logo ouvimos a frase dita como derradeira “por conta da situação da empresa, teremos que dispensá-lo” ou algo parecido, muitos sequer conseguimos processar o passo seguinte a ser dado. Na verdade as empresas não costumam dar as devidas orientações aos seus, agora, “ex-colaboradores”, por um singelo e efetivo motivo: “pouco se importam com eles”. Esta verdade, nua e crua, costuma ser tratada com outros “dedos” pelas organizações, mas a sentença é certeira. Ainda assim, a ‘ficha’ do colaborador vai caindo e quanto antes isto acontecer, melhor.

O primeiro pensamento que passa é contatar os seus colegas de trabalho. Se eles estão na própria empresa, certamente não serão as fontes mais interessantes a serem procuradas. Contar com o acionamento do networking alheio não soa apenas como oportuno assistencialismo, mas uma infantilidade patética. Constrangedor. Eis que neste momento, costumamos lembrar que o currículo, o CV, está plenamente desatualizado, incluindo ainda atividades que sequer recordamos ter feito um dia. A forma como gerimos nossa vida profissional parece mostrar, muitas vezes, uma paissagem obscura, de pouca esperança e quase desoladora. Pensarmos em networking e em CV justamente quando precisamos procurar por uma nova oportunidade profissional mostra muito o que somos e o que fizemos por nossa carreira.

Daí surge a intenção de ligar e/ou mandar mensagens para amigos com os quais não nos relacionamos já faz um bom tempo. O texto costuma ser único, quase um padrão, mudando se apenas a saudação inicial, com a alteração do nome da pessoa, nem sempre com o devido cuidado de corrigir o seu gênero. “Busco por novos desafios” parecer ser uma frase bem legal, apenas isso explica sua presença em quase 100% daqueles que têm a intenção conquistar um novo cargo. Viver por conta de desafios, parece algo tão pontual em nosso mundo corporativo, ainda mais se verificarmos que em boa parte das empresas as atribuições dos colaboradores costumam remete-los a fazer muitos controles, analisar outros tantos indicadores e seguir processos bem azeitados e estruturados ainda nos “tempos do onça”.

Somos muito poucos aqueles que realmente buscam e vivem por desafios, e estes não costumamos procurar emprego de forma convencial através de e-mails recheados por frases de efeito. Mas há sempre o pior. Quantos não costumam ser dramáticos sobre suas situações financeiras, indicando que estão desempregados já faz não sei quantos meses ou anos, como se isso fosse sensibilizar alguém para que esta informação seja utilizada como critério para definir o colaborador que irá ocupar uma eventual nova vaga. A mistura do pessoal com o profissional parece nos ofender apenas quando feita pelos homens públicos de moral suspeita.

Outro caminho que costuma ser utilizado é mandar mensagens para profissionais, que sequer conhecemos, mas que costumam festejar seus milhares de seguidores, quase como se fossem seitas religiosas, muito por conta da exibição de vagas profissionais efêmeras, como se as mesmas estivessem sob sua responsabilidade única, isto quando elas realmente existem. Muitas vezes os pedidos se resumem para que informemos nossos e-mails, uma armadilha vil que tem como intenção única a criação de mailing lists, que acredite, move um mercado bem lucrativo. Fugir destes vendedores de sonhos, na verdade, 171s de marca maior, não é apenas um conselho.

Pois então, qual seria a forma mais efetiva para se procurar emprego? Para os que aqui chegaram com esta expectativa, lamento citar o obvio: não há receita pronta. Mas certamente meios, caminhos e iniciativas que fortalecem nossa trajetória para tal. Talvez a maior delas esteja relacionada com a empatia, o saber se colocar no lugar do outro. Como você gostaria que as pessoas se comportassem contigo, quer seja enquanto desempregado, quer como empregado. A reciprocidade não é uma questão de justiça, mas de verdade. Estamos diariamente fazendo por onde para que tenhamos maior ou menos facilidade na obtenção de nossa próxima oportunidade profissional, que possamos notar isso em nossa volta e ações que tomamos.

– A necessidade da Estabilidade das Emoções para os jovens.

Li uma entrevista muito bacana do psicoterapeuta, filósofo e educador australiano Richard Robbins na Revista Época. Ele fala bastante coisa sobre Equilíbrio Emocional, como, por exemplo, da relação dos jovens e seus problemas cotidianos.

Para o professor, os jovens, quando incomodados por dificuldades no cotidiano, precisam de estabilidade emocional para produzirem. E defende que se crie nas universidades uma disciplina voltada para o “Ensino de Emoções” a fim de maiores ganhos econômicos e produtividade na sociedade.

É dele a frase:

Jovens são esponjas que assimilam rapidamente atitudes que se mostram eficazes para eles.”

Interessante. Mas… será que isso vale somente aos jovens?

Certamente, aos jovens de espírito também!

– Boss or Leader?

Esta imagem diz tudo: diferenciando chefes dos líderes!

Abaixo:

– Como os funcionários enxergam as avaliações de desempenho?

Nem todos os funcionários gostam de ser avaliados (embora isso seja necessário) quanto à produtividade. Porém, como é passada a eles essa foram de mensuração?

Compartilho um interessante material sobre isso, abaixo, extraído de: https://jrsantiagojr.medium.com/as-avaliações-de-desempenho-sob-o-ponto-de-vista-dos-colaboradores-ccccf694db4a

AS AVALIAÇÕES DE DESEMPENHO SOB O PONTO DE VISTA DOS COLABORADORES

por José Renato Sátiro Santiago

PUBLICADO ORIGINALMENTE NA REVISTA HARVARD BUSINESS REVIEW EM OUTUBRO DE 2016

Pesquisa indica que as empresas precisam alinhar o discurso com a prática.

A existência de iniciativas relacionadas à análise da performance de equipes e colaboradores é tema constante nas organizações e costuma esbarrar em certas questões de difícil solução. Uma delas, talvez a mais crítica, é a identificação de eventuais diferenças entre analisar a performance dos colaboradores e avaliar os resultados obtidos pelas atividades por eles realizadas. Há inúmeros fatores que podem influenciar o sucesso ou o fracasso em alcançar metas preestabelecidas. A ação dos colaboradores, por meio de sua dedicação e de competências, é “apenas” um deles. Vale lembrar que nem sempre equipes motivadas e de excelente desempenho atingem as metas estabelecidas pela empresa. O principal objetivo do estudo apresentado neste artigo é identificar as práticas do mercado brasileiro adotadas por algumas empresas para avaliar seu desempenho e processos, bem como o desempenho e atividades de seus colaboradores pela percepção deles próprios da efetividade dessas práticas no seu dia a dia.

O mercado globalizado tem contribuído para o significativo aumento da competitividade entre as empresas, o que pode ser considerado um dos motivos das frequentes reduções de margem em boa parte dos produtos e serviços oferecidos no mercado de forma geral. O motivo deste cenário decorre do princípio básico da lei da oferta e da procura. Quanto maior a oferta, o que costuma ser provocado pelo aumento de players, maior a queda dos preços. Por isso a gestão das margens em patamares aceitáveis se faz presente, principalmente no que diz respeito à produtividade. Ela foi o tema central de uma pesquisa realizada junto a organizações atuantes no Brasil de diversos setores.

A primeira questão buscou identificar a percepção dos funcionários da relevância dada pela alta administração à avaliação de desempenho. Para evitar eventuais distorções e/ou direcionamentos, não houve com os respondentes nenhum alinhamento prévio de conceitos, práticas e/ou iniciativas relacionadas ao tema. Também não se levou em conta nenhuma distinção referente às formas de contratação.

Mais de 65% dos respondentes indicaram que a alta administração explicita preocupação na adoção de ações voltadas para a avaliação de desempenho (ver quadro 2). Durante as discussões, constatou-se que parte significativa desse entendimento se deveu à necessidade, segundo o que divulgaram os dirigentes das empresas, de contar com equipes de trabalho mais enxutas que não somente atinjam melhores índices de produtividade, mas principalmente que estejam alinhadas e comprometidas com as metas e objetivos estabelecidos. Constatou-se também uma estreita ligação entre avaliação de desempenho e aumento de produtividade. Por mais paradoxal que possa parecer, não há nenhuma comprovação científica, acadêmica ou prática que permita garantir que a simples adoção da prática da avaliação de desempenho resulte em mudança nos índices de produtividade. Do ponto de vista meramente analítico, não deixa de ser surpreendente que quase 30% dos respondentes não se deram conta de que a alta administração explicita preocupação pelo tema. Dessa forma, é possível especular que existem instrumentos de avaliação de desempenho que os colaboradores não percebem como valorizados pela alta administração. Se verdadeira esta hipótese, as empresas podem estar perdendo tempo e energia em programas aparentemente sem grande valia.

Verificou-se que, para a análise de desempenho, quase 80% das organizações costumam utilizar questionários e reuniões. Dentro deste espectro, tal resultado, especificamente, permite concluir que pouco se inovou nos meios, instrumentos e formatos adotados. É improvável que os ares inovadores que constituem importante combustível para a evolução do atual mundo corporativo não tenham propiciado a geração de novos modelos e propostas que possam cumprir a meta de avaliar colaboradores e simultaneamente substituir os já manjados formulários com perguntas e as pouco produtivas reuniões. Talvez isso explique também as respostas relativas à periodicidade das avaliações. Em 76% das empresas pesquisadas, as avaliações são semestrais ou anuais (ver quadro 3). Este índice constitui um grande paradoxo, pois onde o tempo é uma questão cada vez mais crítica, os ciclos evolutivos mais curtos e a cobrança por resultado algo tão presente, seria natural contar com menores intervalos entre as análises de desempenho.

As respostas suscitaram a seguinte pergunta: que outros objetivos uma empresa pretende alcançar ao desenvolver iniciativas voltadas para avaliação de suas equipes e processos? O entendimento de que ela servirá “apenas” para atender à necessidade de aumento da produtividade organizacional não obteve a mesma ressonância quando se perguntou se essas iniciativas são consideradas como critério de evolução profissional: 42% do universo pesquisado indicou que não (ver quadro 4). A disparidade conceitual entre avaliação de desempenho, aumento produtividade e evolução profissional existe na prática e costuma ser citada pelas empresas quando se discute o tema meritocracia. Durantes as discussões com os respondentes, a sinalização de haver outros critérios utilizados como referências para o crescimento profissional serviu para firmar o desalinhamento entre o discurso da adoção da meritocracia e a prática vigente nas empresas pesquisadas. Com relação à meritocracia, nota-se que há reais diferenças entre o discurso propagado pelas empresas e a prática, uma vez que os próprios funcionários, nas últimas questões, indicaram haver outros critérios que subsidiam a evolução profissional (ver quadro 5).

Outra percepção foi de que as empresas em geral não utilizam de forma significativa a potencialidade dos eventuais bons frutos, tais como planos de capacitação e outras iniciativas voltadas para melhorias de processo, que podem ser colhidos graças à adoção de práticas de avaliação. Segundo 50% dos respondentes, isso ocorre porque essas práticas nem sequer são vistas como critério para promover o crescimento profissional, muito menos para propiciar outros tipos de benefício. Mas o pior deste cenário é o empate técnico entre os que entendem que as iniciativas de avaliação são utilizadas para planejar o crescimento profissional e os que nem souberam reconhecer essa possibilidade: respectivamente 29,5% e 28,6%. É possível que os critérios adotados pelas organizações para definir as políticas de remuneração e premiação dos colaboradores expliquem o alto índice de rejeição às avaliações. Isso explica também, como apontado anteriormente, o efetivo distanciamento dos conceitos que fundamentam a prática da meritocracia. Para 18% dos respondentes, não há nenhum critério objetivo para tal. Esse índice, se somado ao dos que não souberam informar quais são os critérios, chega ao patamar de quase 30%, isto é, de cada três empresas, uma não expõe de forma clara os critérios adotados para avaliar o desempenho dos colaboradores. Mais desolador ainda é verificarmos que 38% dos entrevistados sinalizaram que a afinidade com a chefia imediata é a grande chave para o crescimento profissional na empresa. Apenas 30% aproximadamente indicaram o desempenho, individual ou em grupo, como critério para definir políticas de ascensão profissional dos funcionários.
Outra questão também muito discutida durante a pesquisa diz respeito às iniciativas propostas pelas organizações para promover a discussão ou troca de ideias entre as equipes de colaboradores com o intuito de avaliar os desempenhos. Notou-se que mais de metade das empresas costuma promover o feedback entre as áreas e 20% apenas estimulam encontros informais entre os colaboradores. Estas indicações sinalizam que boa parte das organizações, 73%, costuma realizar ações que potencializam a integração entre as equipes como forma de buscar a melhoria de desempenho, o que, sem dúvida alguma, é promissor.

A surpresa: apenas 16% dos respondentes percebem que a área de recursos humanos participa de forma direta, através de reuniões, das iniciativas voltadas à discussão do desempenho dos colaboradores. Embora não estivesse presente de forma explícita em nenhuma das questões apresentadas, foi interessante notar a percepção do afastamento do RH na promoção dessas discussões, o que difere muito do que acontecia em outros tempos, quando havia uma imediata associação do tema com práticas geridas pelos profissionais dessa área.

Historicamente, nas empresas, sempre se entendeu que quaisquer atividades relacionadas às pessoas, como carreira, capacitação e benefícios, estariam mandatoriamente acompanhadas, quando não geridas, por profissionais de recursos humanos. Embora o arcabouço dessas atividades, compreendidas dentro desses limites, tenha aumentado de forma relevante ao longo dos anos, o que fez crescer, e muito, a relevância e o papel da área de recursos humanos nas organizações, acabou por provocar a redução de sua presença em temas muito importantes, como avaliação de desempenho.

Uma análise prévia, fundamentada durante as discussões, permite sugerir que houve realmente mudança desse ponto de vista e que a avaliação de desempenho passou a ser compreendida como algo que não precisa ser gerido e/ou acompanhado necessariamente pela área de recursos humanos. Essa percepção pode, por mais estranho que pareça, ser considerada uma boa notícia para os profissionais desse setor, por indicar que cabe à área de recursos humanos um papel mais amplo, uma visão sistêmica sobre a gestão das pessoas nas empresas.

É, portanto, salutar promover um ambiente interno efetivamente competitivo que clame, com maior frequência, por melhores resultados e metas ainda mais audaciosas. Isso só será possível quando todas as áreas da organização passarem a adotar iniciativas e critérios objetivos para avaliar o desempenho de suas equipes. Dentro deste espectro, eventualmente poderá caber a uma área específica, quem sabe até mesmo recursos humanos, o papel de facilitador das atividades de avaliação, com base na formação de uma visão sistêmica e alinhada às premissas e intentos operacionais e estratégicos definidos pela alta administração. Desta forma, caberia às diversas áreas de uma empresa definir e realizar as avalições de seus profissionais a partir de diretrizes e orientações das equipes de recursos humanos — o contrário do que historicamente se fazia, quando era atribuição apenas da área de RH controlar e operacionalizar tais ações.

Por outro lado, cabe considerar o aumento do risco de haver certa falta de alinhamento entre os critérios a serem adotados por cada uma das áreas da empresa, uma vez que, segundo esta proposta, não caberá mais a uma área específica a responsabilidade pela análise de desempenho. Sendo assim, pode-se imaginar o surgimento de dúvidas quanto à metodologia mais adequada, aos instrumentos mais pertinentes, à periodicidade a ser estabelecida e, por fim, quanto ao modo como as análises de desempenho deverão estar estreitamente alinhadas
a uma política de reconhecimento e evolução profissional do colaborador. Esses processos e instrumentos estão sendo atualmente reavaliados por muitas empresas que não empregam mais apenas as avaliações de desempenho anuais.

Não há respostas definitivas para tais dúvidas, mas sim apenas a certeza de haver um caminho ainda a ser percorrido que passa necessariamente pela disseminação conceitual, que deve começar prioritariamente pela alta administração, e passa também pela estruturação de um processo que permeie todas as áreas da organização.

Fonte http://hbrbr.com.br/as-avaliacoes-de-desempenho-sob-o-ponto-de-vista-dos-colaboradores/

– Personalidade acima da Competência no Mercado de Trabalho?

Amigos, cada vez mais o mercado de trabalho cobra exigências pertinentes aos profissionais. E numa pesquisa global, resultados curiosos: o Brasil é o país que mais exige “flexibilidade”, não se importando tanto com o “entusiasmo”. O trabalho mostrou também que cada vez mais se exige bom senso dos jovens.

Abaixo, outros resultados da pesquisa que coloca a PERSONALIDADE como atributo à frente da COMPETÊNCIA.

Extraído de: Revista Época, Ed 17/01/2011, Seção Negócios & Carreira, pg 56, por Marcos Coronato

TEM DE TER ATITUDE

Competência e conhecimento são bons. Mas o que as empresas querem mesmo dos recém-formados é “personalidade”, diz uma pesquisa global

Quem começou a trabalhar no século passado ouviu falar muito da necessidade de dominar um terceiro idioma, fazer pós-graduação ou comprovar experiência. Quem chega ao mercado de trabalho agora depara com exigências adicionais bem mais abstratas. Os jovens precisam ter a “atitude correta”, seja lá o que signifique isso. Para complicar, enfrentam uma impressão difundida pelo mercado de trabalho, justa ou injustamente, de que têm ambição demais e paciência de menos. Uma pesquisa feita pela consultoria alemã Trendence em 20 países (publicada com exclusividade por ÉPOCA) oferece um panorama mais detalhado do que as companhias querem do jovem.

Na maioria dos países, o fator “personalidade” é considerado mais importante que “competências” (saber prático) e “conhecimento” (teórico). O Brasil é o terceiro da lista que mais valoriza a personalidade. Três economias gigantes e dinâmicas, Estados Unidos, China e Índia, destoam das demais. Dão prioridade mesmo é para a boa e velha competência.

As grandes empresas brasileiras, de acordo com o estudo, buscam jovens flexíveis (para assumir diferentes papéis numa organização, não necessariamente ao mesmo tempo), capazes de liderar e decidir (dentro de seu raio de atuação), com facilidade para atuar em equipe, hábeis em análise (para entender cenários amplos), empreendedores (para criar e abraçar projetos) e com “integridade pessoal e ética forte”. Essas foram as mais mencionadas entre 19 características que poderiam contribuir para o sucesso de um recém-formado numa companhia.

O clamor por ética se destacou também entre companhias da África do Sul, do México e da Turquia, mas ela foi quase ignorada em nações com maior tradição de respeito à lei como Alemanha, Bélgica e Holanda. “Em alguns países, a ética é assumida como padrão, nem se precisa falar a respeito. Em outros, como o Brasil, existe o medo da malandragem”, diz o consultor Carlos Eduardo Dias, diretor da Asap, especializada em organização de processos de estágio. Os recrutadores brasileiros consideraram menos relevantes entusiasmo, pensamento positivo, independência, bom-senso e atenção aos detalhes.

É fácil entender a busca das companhias por profissionais flexíveis. Elas enfrentam em sequência desafios pouco compreendidos, como vender para o consumidor recém-elevado à classe C, construir uma imagem de respeitadora do meio ambiente ou negociar com fornecedores chineses. “Nenhuma companhia, hoje, tem gente sobrando, esperando trabalho. Precisamos atender rapidamente às mudanças”, afirma Maurício Rossi, diretor de recursos humanos da Roche Diagnósticos. Mostrar versatilidade foi fundamental para que Silvia Hioka, estudante de engenharia na FEI, fosse contratada pela empresa. “Mostrei conhecimento de equipamentos, operações, tecnologia e também que gosto da área financeira”, diz.

Parece muita coisa para uma jovem de 24 anos, mas Silvia provavelmente não teria sido selecionada se mostrasse só qualificação técnica. A pesquisa confirmou a preocupação das empresas de encontrar a tal “atitude correta”, que envolveria uma combinação rara, principalmente entre jovens, de ambição e garra, mas também disposição para aprender e esperar. Entre 20 características que eles precisariam melhorar, destacou-se “habilidade social”. “Os graduandos têm habilidades sociais. A questão é se eles têm as habilidades sociais certas. Muitos recrutadores acham que não”, diz Caroline Dépierre, diretora de pesquisa da Trendence.

Para quadro clique em: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI202466-15259,00.html

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– #tbt 3: Treinadores e Jogadores aos olhos do Árbitro: quem é o “boa gente da bola”?

Repost de 8 anos:

O Futebol é um universo miscigenado, com atores das mais diversas condutas, transmitindo amor e ódio aos torcedores.

Tive o prazer de conviver com muitos deles. E, vez ou outra, me perguntam: “E Fulano, como é dentro de campo? E Beltrano, joga muito?”.

Pois bem: um árbitro de futebol repara mais no comportamento dos atletas do que na categoria. E sobre isso, vale meia-dúzia de observações:

1- Craque quase nunca reclama. Romário é o exemplo. Pouquíssimas vezes vi o Baixinho reclamar com o juiz. Sabe como era um bate-papo com ele antes de sortear o Toz (a moedinha da ‘Bola ou campo’)? Simplesmente cumprimentava, perguntava se fez boa viagem, falava sobre a temperatura, e se o jogo fosse em São Januário, aconselhava alguns “points pós-jogo”. Nunca vi o Romário simular ou pedir cartão para o adversário. Assim também se comportava Raí, Ronaldo Nazário, Bebeto…

2- “Botinudo” sempre será botinudo. Lembram-se do “Cocito”? Batia na própria sombra. E era marcado justamente pela violência. Se era falta simples, virava amarelo pelo seu histórico. Hoje, Felipe Mello leva essa fama. Mas atenção: é diferente do Domingos, o zagueiro que começou no Santos FC e rodou inúmeros clubes, que para muitos é sinônimo de pancada. Tive a chance de apitá-lo desde a base até o profissional, em diversas equipes: seus lances nunca são de falta violenta proposital, mas normalmente por imprudência. Dentro de campo, por mais incrível que possa parecer, é muitíssimo educado com a arbitragem, sendo que poderá ser expulso por violência involuntária, mas nunca por ofensas.

3- O mal comportado é figurinha carimbada na história do futebol brasileiro. Da década de 90, Djalminha e Edmundo são os mais recomendados para se discutir. Me recordo que certa feita, estava no Morumbi assistindo como aluno da Escola de Árbitros o jogo São Paulo x Vasco da Gama. O árbitro era Francisco Dacildo Mourão (hoje, fazendo sucesso como competente comentarista de arbitragem). Depois do jogo, perguntei a ele se o Edmundo (que já era Bad Boy naquele timaço vascaíno da década de 90) dava muito trabalho em campo. E ele respondeu serenamente: “Claro que não. Quando o Edmundo apronta, ele faz a besteira na frente de todo mundo. O duro é o Djalminha, que põe as mãos para trás, vem sorrindo como se pedisse desculpas para o árbitro mas na verdade vem xingando sua mãe”. Nunca me esqueci disso. No final da carreira do Edmundo, num domingo a tarde, eu estava como quarto-árbitro no Parque Antártica na partida entre Palmeiras x Guaratinguetá; neste jogo, um jogador do time de Guará falou algo no ouvido do “Animal” que não pensou duas vezes: meteu o cotovelo sem se preocupar em estar sendo flagrado ou não. Mas o mais curioso é: fora de campo, no vestiário, o Edmundo se transformava! Educado e cortês…

4- Há também os chatos, aqueles que antes da bola rolar já enchem a paciência: Fábio Costa é um deles! Não quer assinar a súmula pois está concentrado no jogo, não quer trocar a camisa pois é supersticioso (mesmo ela sendo da mesma cor do time adversário), não quer tirar aliança para entrar em campo (e isso é obrigatório), além da grosseria. São os jogadores que encaram o árbitro como um inimigo: inclua-se na lista Marcelinho Carioca, Emerson Sheik, Kleber Gladiador… Aliás, são esses mesmos atletas que os adversários reclamam de lances desonestos e tentativas de agressão. E o pior é que todos esses citados deram várias provas disso.

5 – E os “Boas Praças”? O goleiro Marcos, Vampeta, Denilson… esses caras não desacatavam ninguém, eram queridos e/ou folclóricos. Vi os 3 em campo em jogos oficiais: tinham a bola como amiga, jogavam com gosto. Traziam alegria ao futebol.

6- Não pensem que árbitro fica reparando só em jogador dentro de campo. Ele também se preocupa (e muito) com os treinadores. E nessa área, ou melhor, na área técnica, trabalhei com os principais da atualidade: dos rabugentos aos educados.

Muricy é ranziza, mas a boleirada gosta dele; Scolari é chato ao extremo, se preocupa em tumultuar a vida dos árbitros e fazer seu time de vítima, jogando os atletas contra tudo e contra todos; Tite é educado, fala difícil, é intenso na beira do campo e tenta se impor, sem perder o respeito com o árbitro. Luxemburgo é ardiloso, reclama de tudo, cria situações e desvia o foco dos acontecimentos em cima dos árbitros. Mas o pior deles é Emerson Leão! Seu único sorriso é de ironia; é grosso e arrogante. Tenho certeza que, todo e qualquer árbitro quando o expulsava, o fazia com gosto! Na mesma linha vai o atual treinador do Criciúma: Argel Fucks! Apitei ele como treinador de times do Interior, e garanto que ele é tão violento no trato como nos pontapés que dava quando era jogador.

Gente educada (e competente) é: Nelsinho Baptista, Vagner Mancini, Caio Jr, Dorival Jr, Marcelo Oliveira, Levir Culpi…

Diante de tudo isso, vale ressaltar: o comportamento de um profissional de futebol é decisivo em muitos jogos. Imagine um hipotético jogo onde o Gamarra disputa uma bola com o Emerson Sheik na grande área. Se o zagueiro paraguaio (que foi famoso por raramente fazer faltas) fizer um pênalti duvidoso em Emerson (famoso por polemizar), na indecisão do árbitro, a decisão vai ser a marcação de simulação (mesmo que seja tiro penal).

O importante é: que todo profissional de futebol, independente se jogador ou treinador, não fique rotulado negativamente no começo da carreira, pois a fama criada é carregada por muito tempo.

Bola De Vinil Dente Branco Com Preto ( Kit Com 30 Bolas ). nas americanas

– Sua imagem no papel é mais importante do que a das Redes Sociais?

Uma reportagem muito interessante que compartilho: o poder da nossa imagem no mundo da Internet é algo, hoje, tão poderoso (ou mais ainda) do que nosso conjunto de ações registradas em um papel.

O seu legado está impresso para uma empresa ou divulgado on-line para o mundo?

Extraído de: http://www.meioemensagem.com.br/home/opiniao/2017/09/14/sua-imagem-digital-pode-ser-mais-importante-que-o-seu-curriculo.html

SUA IMAGEM DIGITAL PODE SER MAIS IMPORTANTE QUE O SEU CURRÍCULO

Por Mauro Segura

Se você não tem atividade nas mídias sociais, ou tem uma atitude de mero espectador, precisa mudar rapidamente.

E aí? Caprichou no currículo? Agora imprime ele, coloca numa moldura e pendura na parede. E pode escrever assim: “vai deixar saudades”.

Vejo muitas pessoas excessivamente preocupadas com o currículo. Gastam um tempo enorme com o formato e com palavras bonitas. O currículo ainda cumpre um papel na atividade da busca de emprego, mas o fato é que ele vem perdendo relevância para quem deseja mostrar as suas competências e experiências para um futuro empregador. Acredito que, em breve, as empresas talvez nem olhem mais para o currículo das pessoas.

Pense em você como consumidor. O que você faz se deseja conhecer e pesquisar sobre determinado produto ou serviço? Você acredita puramente na propaganda ou você pesquisa arduamente na web e nas redes sociais para saber mais a respeito do que as pessoas falam sobre aquilo?

Num ponto de vista extremo, o currículo nada mais é do que uma peça de propaganda sobre você mesmo. O seu “ser real”, porém, é formado pelas experiências, pelas realizações e pelas redes de relacionamento que você constrói ao longo do caminho. Isso vale para o mundo físico e o mundo online, especialmente das redes sociais.

Cada vez mais o mundo online registra o nosso comportamento, desejos, conhecimento, interesses, preferências, estilos, sonhos e aspirações. Cada frase, texto, foto, vídeo e voz que publicamos na web, transformam-se em nossos rastros digitais, acumulando pequenos e sucessivos registros da nossa personalidade. São pequenos fragmentos que, juntos, montam um arcabouço riquíssimo sobre determinada pessoa, denunciando os seus valores, crenças, atitudes e habilidades. É um acúmulo sem precedentes de informação individual. Isso diz respeito direto à sua reputação e reconhecimento público, como pessoa e profissional.

Através do mundo online é possível saber sobre suas conexões, se você tem relacionamentos saudáveis e se contribui positivamente para essas relações. Também é possível saber se você é um indivíduo aberto e expansivo, se é bom cidadão, se compartilha conhecimento e tem pontos de vistas e opiniões relevantes sobre temas da sociedade. Por outro, pode denunciar se você é uma pessoa mais fechada e contemplativa, mais reativa e rancorosa. Além disso, permite colecionar evidências se você é uma pessoa apaixonada pela sua profissão, se é positiva, se tem interesse por outro tipo de trabalho e como se relaciona com colegas dos empregos anteriores.

Você pode até não apreciar essa realidade, mas o mundo digital captura os nossos rastros digitais ininterruptamente. Portanto, é muito mais crível saber sobre você analisando os seus rastros na web do que olhando unicamente o seu currículo contido num pedaço de papel.

Se você não tem atividade nas mídias sociais, ou tem uma atitude de ser mero espectador do que rola no mundo online, então encare esse meu conselho com serenidade: “desculpe, mas acho que você precisa mudar rapidamente o seu comportamento, porque você está ausente de uma grande transformação em curso. Tem algo grande acontecendo e você está fora”. O mundo de hoje já é digital. Não dá mais para sermos cidadãos sem estarmos conectados. Como consumidor, você terá novas experiências, benefícios e serviços se estiver online. As novas tecnologias permitem mais interações e compartilhamentos com sua família, amigos e colegas de profissão. E, como profissional, as empresas procuram indivíduos atualizados que possam contribuir com novos conhecimentos, relacionamentos e que ajudem na transformação digital das organizações. Ou seja, nos dias de hoje, ser digital é condição para um novo ser humano cidadão, consumidor, trabalhador e empreendedor.

Estar fora do mundo online e das redes sociais não é uma boa mensagem para as empresas. Pode dar a entender que existe uma certa negligência ou resistência de sua parte ao que é “novo”. O que você acha que uma empresa vai escolher ao se deparar com dois candidatos muito semelhantes em termos de formação e experiência: um candidato com um currículo impresso num papel ou um candidato que tem um monte de bom conteúdo e conexões registradas no mundo online? Os seus rastros digitais podem endossar ou jogar por terra tudo que você tentou “vender” eu seu currículo. A conclusão é: o que está registrado no mundo online a respeito de você é a real percepção que o recrutador de uma empresa vai ter de você, no aspecto pessoal e profissional. O comportamento que você denuncia nas redes sociais será naturalmente transferido à imaginação de sua personalidade no lado profissional.

Você pode alavancar a sua carreira se criar um blog para escrever algo sobre o que gosta. Se publicar conteúdo sobre a sua área profissional poderá ser melhor ainda. Seja positivo e escreva conteúdos de valor nas mídias sociais. Entre no LinkedIn, escreva um resumo de sua experiência profissional, se conecte com pessoas legais e até participe de comunidades de sua área de interesse. Seja ativo. Se você participa de atividades de responsabilidade social, então deixe algumas coisas publicadas nas redes, mesmo que sejam de posts curtos no Facebook ou Twitter. Publique fotos legais no Instagram. Enfim, comece a montar um legado positivo a seu respeito no mundo online e nas redes sociais. O seu próximo emprego pode depender disso e você nem sabe.

– Como demitir um Amigo!

Pense na seguinte situação constrangedora: Você é o chefe e tem que demitir um amigo!

O que fazer?

Uma matéria bacana sobre sugestões do assunto, no link: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/como-demitir-um-amigo

COMO DEMITIR UM AMIGO

Objetividade e concisão são palavras de ordem para este momento delicado

Por Talita Abrantes

Já se foi o tempo em que mercado de trabalho era sinônimo de hierarquias rígidas e comportamentos para lá de sisudos. A chegada da Geração Y às empresas, entre outros fatores, determinou relações menos formais, mais amigáveis e, de certa forma, mais leves.

“A visão de chefe e empregado já é obsoleta. O que existe mais é uma relação de parceria”, afirma Cintia Cursino, diretora da BPI do Brasil. Com este tom, os vínculos de amizade entre chefia e funcionários se tornaram mais comuns.

Se por um lado, essa tendência contribui para rotinas de trabalho mais estimulantes, por outro pode tornar mais dolorosa uma das situações mais delicadas da rotina corporativa: a hora da demissão.

Mais dia menos dia, independente da geração a que pertence, todo chefe terá que demitir alguém. Mas como agir se o funcionário também for seu amigo? Especialistas ensinam:

1. Coloque os limites. Antes

A fórmula básica para minimizar os efeitos devastadores da demissão sobre a sua amizade? Desde sempre estabelecer limites e respeitá-los. Embora a máxima “amigos, amigos; negócios à parte” denote uma pitada de frieza, ela deve ser, sim, a base deste tipo de relacionamento corporativo.

“É preciso saber ser chefe, se colocar como profissional”, afirma Cintia. “Se você diferenciar a relação de amizade com a profissional será mais fácil”.

Separar as duas relações, contudo, não é tudo. “Se a pessoa for um bom chefe, provavelmente, já alinha as expectativas, dá feedback, investe na formação”, diz Vera Martins, professora da Fundação Vanzoline e autora do livro “Seja assertivo!”.

Em outros termos, ao longo de toda experiência profissional compartilhada com o amigo, o chefe deve se portar de modo que a demissão não será uma surpresa para o funcionário.

2. Seja direto, objetivo e conciso

Esse tom profissional deve ser a base do anúncio da demissão. Vocês até podem ser amigos, mas, lembre-se, neste momento, você é o chefe com a missão de informar que a relação profissional terá um ponto final.

A melhor forma de fazer isso? “Você tem que pegar a emoção e deixar de lado. Se você deixar que seu sistema límbico tome conta, você não será firme, nem empático. Ao contrário. Pode até ser agressivo para poder se defender”, explica Vera.

A dica básica para conseguir este feito é transmitir uma mensagem objetiva, concisa e direta. “Tenha, no máximo, quinze minutos de conversa. Deixe os motivos claros, mostre que é uma decisão da empresa”, diz Cintia.

Se você estiver muito inseguro para fazer isso, comunique a demissão junto com alguém do RH da empresa ou com uma consultoria especializada. Com isso, anuncie a demissão e deixe o profissional, que também é seu amigo, com pessoas mais neutras no assunto.

3. Não se desculpe, nem acuse

Pedidos de desculpas e muitas justificativas da sua parte não cabem para a ocasião. “No momento da demissão, você deve assumir a postura de representante da empresa”, diz Cintia.

Evidentemente, seu amigo ficará chateado com a notícia. Mas todo processo será contaminado se você abrir espaço para que ele exponha todas as suas emoções. “Esta não é a hora para você amparar, para ser o ombro amigo”, diz a especialista.

Depois do expediente, você até pode assumir este papel de amigo. Mas, durante a conversa, você é o chefe, o representante da empresa com a missão de anunciar uma decisão corporativa. Ponto.

No extremo oposto, também não vale apontar o dedo para o colega recém demitido. “Jamais fale ‘se você tivesse feito o que eu falei, agora, não seria demitido’, por exemplo”, diz Vera. “Até na hora da demissão precisamos ser generosos e mostrar empatia”.

Dependendo do caso, se for necessário, negocie com a empresa algum benefício para o funcionário demitido de modo a aliviar os efeitos deste período de transição. Vale desde oferecer um serviço de outplacement até manter o plano de saúde dele por um tempo. Mas, atenção: não vale fazer isso apenas porque o funcionário em questão também é seu amigo.

“A demissão é uma situação de frustração e exclusão. O amigo está num clima ruim de sair por baixo. A melhor coisa a fazer? Ser verdadeiro e reforçar o que ele tem de bom”, afirma Vera.

4. Sim, você vai sofrer

Agora, não se iluda ao pensar que estes passos são a fórmula perfeita para limar a culpa e o sofrimento que a situação pode trazer para você. No mínimo, eles podem tornar a situação menos delicada, mas, as especialistas afirmam, não irão eliminar o desconforto que a demissão de um amigo traz.

A fórmula para sobreviver ao contexto? “Seja maduro e conte com a maturidade das pessoas”, diz Cintia.

Analise o contexto e as reações antes de retomar o contato com seu, agora, apenas amigo. “É uma coisa de respeito. Dê um tempo para ele deglutir o fato”, aconselha Vera.

– Fatores essenciais para motivar no trabalho.

MOTIVAÇÃOSeis fatores que nos inspiram no trabalho,

em: https://www.youtube.com/watch?v=ncngwBe0WyY

– Está deslocado no trabalho?

Deslocado no trabalho?

Muitos ficam… e poucos assumem esse desconforto e tomam decisões para mudar essa situação.

Alguma observações em: https://www.youtube.com/watch?v=vR4f4KvI5M8

– Fazendo o Home Office não ser cansativo e render mais!

Depois de algum tempo, quem não trabalhou em casa e o fez pela 1a vez, teve a sensação de que a coisa “perde a graça” e se torna uma rotina maçante.

E como mudar isso?

Sendo focado e praticando alguns hábitos.

Compartilho 10 conselhos, extraídos de: https://tatipressuti.wordpress.com/2020/10/06/dicas-realistas-para-um-trabalho-remoto-melhor/

DICAS REALISTAS PARA UM TRABALHO REMOTO MELHOR

1. Arrume-se. Você pode escolher uma roupa confortável, mas não trabalhe de pijama.

2. Reveja o seu calendário e faça uma lista simples de tarefas estabelecendo prioridades.

3. Tente ser disciplinado e organizado, mas esteja preparado para uma rotina flexível.

4. Faça pausas, alongue-se e não descuide da sua alimentação.

5. É importante caminhar pela casa. Dirija-se a uma área diferente enquanto fala ao telefone.

6. Evite desperdício de tempo navegando nas redes sociais. Ao surgir qualquer barulho externo, coloque músicas relaxantes de fundo.

7. Não permita ser acometido pela solidão, use chamadas de vídeo para interagir com seus colegas. Estipule algum dia da semana para trabalhar em outros lugares.

8. Crie um espaço que te inspire, talvez com plantas e animais. Você deve lembrar-se que precisará de um local privado para as reuniões, sem animais.

9. Considere investir em móveis ergonômicos que te trarão conforto e equipamentos que serão úteis para a realização de reuniões.

10. Ao final do dia, recompense a si próprio. Faça uma automassagem e respire fundo por algumas vezes.

– A Bandeira da Felicidade dentro das Organizações

Chefes que pensam no bem estar da equipe e na alegria de cada um de seus funcionários? Isso é possível?

Para o autor de “Felicidade dá Lucro“, sim!

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2016/09/respeitar-uma-pessoa-no-trabalho-nao-e-so-falar-baixo-com-ela.html

RESPEITAR UMA PESSOA NO TRABALHO NÃO É SÓ FALAR BAIXO COM ELA.

Marcio Fernandes, CEO da Elektro, ficou conhecido por sua filosofia de gestão ancorada na felicidade. Para ele, as empresas têm de criar uma relação de afetividade com os trabalhadores — e isso não tem a ver com ser permissivo

Imagine o seguinte cenário. Uma empresa concorrente faz uma proposta para contratá-lo. Animado, você ensaia deixar o cargo atual e partir para a nova casa. Já está tudo certo para você sair. Só que o seu empregador faz uma contraproposta. E… Fica difícil negar. Se você não passou por tal situação, certamente tem um colega que sim. Mas para Marcio Fernandes, CEO da distribuidora de energia Elektro, a estratégia dessas empresas não faz o menor sentido. “É impossível fazer uma gestão de engajamento em um ambiente onde você compra a permanência das pessoas”, afirma. Marcio ficou conhecido por levantar, com firmeza, a bandeira da felicidade dentro das corporações. Ele é autor do livro “Felicidade dá Lucro” (Companhia das Letras), lançado no ano passado, e suas ideias vão contra os modelos mais tradicionais de gestão.

O executivo, que assumiu a presidência da Elektro aos 36 anos, defende que, com abertura para diálogo e “convergência de propósitos”, é possível ir muito mais longe. Trata-se de uma forte relação de confiança e respeito com os trabalhadores. “A gente precisa entender que respeitar uma pessoa não é só falar baixo com ela ou falar de maneira adequada — isso é não cometer assédio moral.” E se engana quem pensa que a filosofia tem a ver com ser mais permissivo. Nada disso. A “régua é alta” para os funcionários. Ou melhor, “colaboradores”. No meio da entrevista, Marcio Fernandes pede para fazer um adendo: “Não falo de funcionário, falo de colaborador. Máquinas funcionam, pessoas podem optar por colaborar. É bem sensível, mas faz diferença”.

No começo de novembro, ele falará sobre como fazer da felicidade uma vantagem competitiva na HSM Expo 2016, em São Paulo. Nesta entrevista, o executivo aborda a relação que gestores devem construir com sua equipe, o lado positivo de trabalhar sobre pressão e como não deixar que a crise espalhe pessimismo dentro da empresa.

Até que ponto um gestor deve se preocupar com a felicidade de sua equipe no que diz respeito a questões que vão além do trabalho?
Ele tem de se preocupar 100%. Mas não é o “dono” do que acontece na vida das pessoas. Ele tem de ter limites de respeito — não pode invadir a individualidade de maneira alguma —, mas tem de se interessar. É importante saber se a pessoa está bem em casa, se está endividada, se está doente ou se há alguém doente na família. É o interesse genuíno. Isso porque é muito difícil chegar para alguém e dizer: “Minha visão dos seus valores está ali naquela parede, somente siga”. O cara vai odiar, nem sabe se concorda. O que fazemos é, antes de dizer o que queremos dele, perguntar o que ele quer. Se conseguimos ter esse nível de discernimento e sensibilidade, teremos uma equipe de altíssima performance porque saberemos respeitar os momentos de cada pessoa.

Se a pessoa está com algum problema, qual é o próximo passo? Como o gestor poderia interferir?
Aqui [na Elektro], oferecemos ajuda. Tem ações institucionais, como o sistema “Mais Apoio”. As pessoas podem acioná-lo a qualquer hora do dia, com total confidencialidade e anonimato, para falar de qualquer problema. Se está endividada, ela tem auxílio de um consultor financeiro para reestruturar as contas e renegociar dívidas. Ou, se preferir, pode ir direto para o gestor. Uma colaboradora está com a filha na UTI desde que nasceu. A licença maternidade já acabou, ela voltou para o trabalho, mas a menina continua no hospital porque nasceu muito prematura. Então, conversamos e construímos uma escala de trabalho que viabilize que a mãe priorize a filha. Isso gera um processo de engajamento e credibilidade que transcende a relação de trabalho. É uma relação de confiança.

O ideal, então, é que os gestores conversem frequentemente?
Dimensionamos as equipes para que o líder tenha condições reais de, durante o período de um mês, falar com todas as pessoas individualmente, com qualidade, pelo menos três vezes. Isso vai gerando um alinhamento, uma combinação melhor das expectativas. Saímos do efetivo — regras, metas — e ampliamos para o que é afetivo também.

E assim o trabalhador sente-se mais motivado?
É uma construção. A primeira coisa é abrir diversos canais para que as pessoas possam ser ouvidas. Investimos muito na preparação da nossa liderança para que ela soubesse abrir espaço para o diálogo. Historicamente, no mundo normal, o chefe é o cara que manda. Colocamos aqui uma quebra de paradigmas. Nem chamamos nossos líderes de chefes, mas de facilitadores. E também medimos o líder, em indicadores de performance, pelo desenvolvimento de pessoas. A gente não faz avaliação de desempenho, mas um diário de competências, ressaltando o que está indo bem e apontando o que precisa de melhorias — e contribui para esse processo. À medida que tudo isso se desenrola, as pessoas vão se sentindo mais à vontade para opinar, para participar, para mudar de área.

Ouço o sr. falando muito sobre respeito. Imagino que vá muito além de simplesmente não levantar a voz com o subordinado. 
A gente precisa entender que respeitar uma pessoa não é só falar baixo com ela ou falar de maneira adequada. Isso é não cometer assédio moral. Respeito vai muito além. Respeitamos as pessoas, por exemplo, quando não fazemos julgamento em relação às escolhas que ela faz — sejam opções pessoais ou de carreira. Não fazemos um trabalho para que a pessoa fique onde a gente quer que ela fique. A gente trabalha para que elas fiquem onde elas sonharam ficar. Ela não precisa mentir para fazer uma média com o chefe. Aqui ninguém faz média. Todo mundo sabe que os facilitadores são medidos pelo desenvolvimento de pessoas. Se a pessoa for sincera com ele e sincera consigo mesma, ela vai buscar o que sonha. E nós vamos respeitar. O normal é o vertical: o cara entra em uma posição de advogado júnior, vai para advogado pleno, depois advogado sênior, depois gerente do jurídico. Aqui a gente deixa aberto para ele dizer, em uma conversa franca, o que quer. Ele pode dizer que o sonho dele é trabalhar no RH. Aí, fazemos uma análise do que ele tem e do que ainda falta para ele conseguir a vaga que busca, ele vai investir nele mesmo e vamos ter um programa de educadores. Quando fazemos isso, conseguimos uma grande convergência de propósitos. Todo mundo ganha.

Se você conseguir se conectar com um propósito, seja lá o que fizer, vai ter mais momentos de felicidade do que a média”

No momento econômico turbulento pelo qual passa o país — quando todos são mais cobrados —, como não deixar que o pessimismo se espalhe dentro da empresa?
Essa é uma dúvida recorrente. A crise, muitas vezes, degenera a vontade das pessoas de lutar. Parece que a guerra está perdida — elas acabam aceitando muito passivamente. Chegam a usar esse momento difícil como justificativa para insucessos individuais. Também muitas empresas falam da crise como a grande culpada de tudo. O que temos feito para nos blindar e impedir que as pessoas se influenciem é, basicamente, duas coisas. Primeira: criar movimento. Significa fazer com que a vida da pessoa passe a ter ritmo, que não seja só guiada. Tem que ser uma vida de protagonismo, de autonomia. A segunda parte: dar abertura total a propostas. Ao mesmo tempo em que vivemos uma crise, estamos batendo recordes de eficiência gerados pelo protagonismo dessas pessoas. A gente tem, sim, dificuldades. Afinal, a crise nos afeta, já que o consumo de energia diminui. Mas por outro lado, a gente chega a quase 30% de eficiência em custos, sem fazer nada absurdo. Pelo contrário, a gente fala de eficiência e não de corte. As pessoas é que estão sendo as protagonistas disso. A gente promove uma verdadeira revolução no currículo das pessoas que querem fazer coisas diferentes. A abertura para propostas faz com que as pessoas queiram participar. E as pessoas que participam têm mais reconhecimento. Elas entram em um ambiente de movimento contínuo. Todo esse movimento faz com que não se sintam vulneráveis à crise.

Então mais pressão não precisa significar menos chances de ser feliz?
Costumo dizer que a pressão é só mais um ingrediente. Eu, por exemplo, gosto de ambientes com um pouco mais de pressão. A gente precisa de algum gatilho. Em momentos de pressão, as pessoas tendem a se movimentar com mais ênfase. E o que seria um motivo para pessoa ficar triste e frustrada, torna-se o contrário. Porque ela teve uma disciplina maior para buscar aquilo que sonhou e, óbvio, terá mais êxito.

Muitas pessoas criticam a ideia de que você tem de buscar felicidade o tempo todo. Você discorda delas?
Não. Acho que é impossível buscar o tempo inteiro a felicidade. Realmente existem momentos que não são considerados felizes. É só que, na minha opinião, precisa ter sempre uma conexão muito clara com propósitos. Se você conseguir se conectar com um propósito, seja lá o que você fizer, vai ter mais momentos de felicidade do que a média de pessoas.

Sua filosofia tem a ver com acabar com a ideia de que existe uma vida no trabalho e outra fora. Quando essas duas se convergem?
Elas estão sempre misturadas. O problema é quando tentamos separar. Na minha visão, quando você fala “na minha vida pessoal, eu não sou assim” ou “no meu trabalho tenho que assumir uma postura diferente da minha vida pessoal”. Isso gera um peso. É uma máscara difícil de carregar e manter. Sou um grande adepto da ideia de que temos uma única vida. E ela não é divida em duas partes. Eu sou o que eu sou no trabalho. E eu sou o que eu sou na vida pessoal. As duas coisas são a mesma. O que é importante deixar bem claro é que há quatro momentos que a gente precisa garantir. O tempo para trabalhar, o para família, o para dormir e o para você mesmo. Não significa sejam excludentes.

Quais são os piores exemplos que já observou em empresas?
Tem inúmeros exemplos. A perda de produtividade está na falta de coerência, por exemplo: “faça o que eu falo, não faça o que eu faço”. Isso é muito frequente, infelizmente, nessas empresas com gestão tradicional, fadada à morte. Essa coisa da retenção também. É impossível fazer uma gestão de engajamento em um ambiente onde você compra a permanência da pessoa. É péssimo. A gente nunca passa da média. Quem quiser ficar aqui tem de ser por uma opção de vida. E ainda há empresas que fazem debate sobre políticas de retenção. Acho isso tão imbecil.

O que tem de ser feito no lugar?
Para mim, um processo de encantamento, para que a pessoa decida trabalhar com você.

Como um gestor pode ajudar o colaborador a encontrar seu propósito?
Você não cria um propósito no trabalho para a pessoa. Você pega o propósito que a pessoa tem para a vida dela e converge para os seus propósitos de trabalho.

Atender bem o cliente, respeitar o fornecedor… Cara, isso não é propósito para a pessoa, é propósito para a empresa”

Como assim?
Digamos que a empresa tem o propósito de ser a maior do Brasil, com a maior rentabilidade, com o melhor serviço ao cliente. Esse é o propósito de uma empresa.  Aí você pega a pessoa e vê qual é o propósito de vida dela. E você tem de conversar com pessoa por pessoa para saber. Você vai mapear isso, registrar e fazer com que os propósitos de empresa e das pessoas seja convergente. Eu já tive uma discussão com o diretor de uma empresa do setor financeiro. Ele disse que criava propósito para as pessoas: atender bem o cliente, respeitar o fornecedor… Cara, isso não é propósito para a pessoa, é propósito para a empresa. A pessoa pode olhar e questionar: “essa empresa só quer isso de mim?”. Isso é o que ela vai fazer porque você está pagando. O que é preciso saber é o que a pessoa quer para a vida dela. Ela vai ver que existe interesse genuíno. Não dá para você ficar mandando, obrigando, fiscalizando as pessoas o tempo inteiro. O controle custa caro demais, então a gente precisa criar convergência de propósito.

Depois de virar referência em felicidade, a procura por cargos na Elektro aumentou?
Nossa, muito. Tivemos um aumento muito legal. A gente fazia programa de seleção de estagiários e, para completar o número de vagas, dava um trabalhão. Afinal, o setor de energia elétrica não é muito sexy. Então a gente sofria. Agora, vou dar o exemplo do último programa que a gente fez. Foi no meio do ano, período não muito comum para procurar estagiários. Tivemos também 20 vagas — só que 60 mil inscrições. Foi de cair da cadeira. No final, acabamos ampliando o programa e chamando 40.

Ser um líder de que todos gostam pode afetar a maneira como o gestor faz suas decisões?
A gente não é uma ONG. Todas as lideranças aqui são, sim, admiradas. Mas o que as faz ser assim não é serem paternalistas ou simplesmente passivas. É fazer tudo com ética, justiça, coerência. Ser admirado como gestor é resultado de uma gestão transparente, aberta, participativa. Não é que você pode fazer coisas erradas. “Ah, não vão me mandar embora.” Pelo contrário, temos uma régua muito mais alta agora que nos tornamos exemplo.

– Respeite quem precisa de emprego.

Muitas vezes, recebo mensagens de pessoas que pedem emprego (mesmo eu não sendo recrutador ou tendo como ajudar).

Por Educação, trato com cordialidade. Se puder ajudar, será com prazer. Mas vejo pessoas que além de não ajudar, tratam com desdém ou má vontade.

Um lembrete pertinente, na imagem abaixo:

– Quais as grandes consequências da não existência de diplomas nas empresas?

Muita gente comentou o fato do Google e de outras corporações não exigirem mais diploma para seus funcionários.

E o que isso pode significar?

O professor José Renato Santiago Sátiro responde com esse ótimo artigo que escreveu a respeito dessa questão:

O ADEUS AOS DIPLOMAS PODERÁ RENDER UMA GRANDE CONTRIBUIÇÃO

Tem causado certo borburinho e muitas discussões o fato de algumas organizações mundiais terem afirmado que deixaram de considerar a posse de um certificado de graduação e/ou similar como uma premissa essencial para a contratação de seus novos colaboradores. Foram inúmeras as opiniões controversas a respeito do tema sobretudo no que diz respeito a queda de um paradigma importante que diz respeito a exigência de uma formação superior. Sobretudo nos anos 1960 eram frequentes as empresas que possuíam apenas uma pequena parte de seus colaboradores possuídores de algum título formal de graduação. Naquele momento o motivo era a escassez. Ainda eram poucas as universidades se comparadas com a quantidade de pessoas presentes no mercado de trabalho. Sendo assim ter uma graduação concluída era um diferencial que poderia ser decisivo na escolha final da vaga. Este cenário começou a mudar sobretudo a partir do final dos anos 1970 e início dos 1980, quando se verificou um crescimento frenético no número de vagas universitárias. Não demorou para que os diplomas passassem a ser um requisito básico. Aos que não os possuíssem restariam subempregos.

Dentro da análise conceitual promovida pelo genial Peter Drucker, ainda nos anos 1960, havia o entendimento que “os trabalhadores do conhecimento” seriam aqueles que dominariam o mercado organizacional. Caberia a eles terem a plena compreensão sobre o processo de construção do conhecimento, desde a formação dos dados, sua contextualização em informações e, posterior, inserção ao dia a dia. A estruturação deste conhecimento seria possível, em parte, a partir de maneira explícita, muito por conta dos cursos de capacitação. Já a outra parte, aliás bem significativa, seria obtida de forma tácita, devida as experiências obtidas por conta do convívio com profissionais mais ‘antigos’. Não haveria, portanto, necessariamente a plena obediência aos métodos pedagógicos convencionalmente estabelecidos. Diante disso ‘aos bebedores’ dessa fonte a surpresa foi ver o quanto as organizações se afastaram dessa linha em direção as formalidades oferecidas pelos programas de ensino.

Também é fato que já faz muito tempo que os critérios convencionalmente escolhidos para a ocupação das vagas mais significativas no mercado de trabalho estejam sendo as indicações feitas por outros colaboradores e ex-colegas. A razão que costuma suportar esta prática não está relacionada apenas com o fato de se ter a referência qualitativa que costuma estar presente neste tipo de atitude, mas principalmente por conta dos currículos preparados com tanto garbo não costumarem representar nem por um parco momento qualquer sinalização de eficiência ou algo sequer próximo disso. O que se é explícito no papel tem se mostrado obscuro na prática. Outro fato que costuma também estar muito presente, diz respeito ao distanciamento cada vez maior dos conteúdos ministrados nas carteiras universitárias e nos vários cursos de extensão ministrados da realidade vigente no mundo corporativo, caracterizado pelo aumento sistemático da quantidade das informações disponíveis, da imprevisibilidade e da ambiguidade dos pontos de vistas vigentes.

Diante disso é de uma exatidão irrefutável que as empresas que anseiam alcançar os melhores resultados em suas atividades deixem de lado a frieza dos registros, certidões e certificados conquistados por potenciais colaboradores e em seu lugar busquem a identificação das características que realmente sejam as decisivas para a formação dos melhores profissionais. Estas certamente não passam por manuais e poucas vezes estão presentes nas atuais salas de aulas repletas com quase centena de alunos que se engafinham entre as carteiras donde comandam seus celulares durante as explanações dos seus professores, em boa parte deles ‘empoeirados’. O fortalecimento da formação tácita talvez venha a ser a maior contribuição que este mundo, dito como tão inovador, poderá dar à humanidade.

– 10 Hábitos de Pessoas com Inteligência Produtiva

Recebi esse quadro com as características de pessoas que trabalham com inteligência produtiva, e gostei muito!

Compartilho abaixo:

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– Cargo, Trabalho, Dinheiro e Vida.

Não “somos” empregados. “Estamos” empregados.

Há coisas transitórias no trabalho que nos convidam a refletir: a temporalidade dos cargos deve ser sempre refletida a partir das coisas atemporais que valem a pena.

Para refletir o pensamento da imagem abaixo:

– Como fazer a inovação “tomar forma”? Com a Experimentação!

O chefe de inovação do Google, Frederik Pferdt, fala à Época Negócios sobre a importância de experimentar novas coisas nesse período pandêmico para ajudar a criatividade!

Muito interessante, extraído de: https://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2021/09/experimentacao-e-um-ritual-que-lideranca-deve-estimular-diz-chefe-de-inovacao-do-google.html

A EXPERIMENTAÇÃO É UM RITUAL QUE A LIDERANÇA DEVE ESTIMULAR

Dr. Frederik Pferdt afirma que é preciso permitir o erro para chegar a resultados inovadores e conta como a pandemia alterou nossa visão do futuro.

Conhecido por seu estilo provocador, apaixonado e lúdico — características que ele mesmo usa para se descrever —, Dr. Frederik Pferdt, chefe de inovação do Google, diz que para inovar é preciso ser capaz de conectar coisas não relacionadas. Assim, a criatividade toma forma, segundo o executivo.

O trabalho de Pferdt é focado no desenvolvimento e na capacitação de equipes para gerar inovação. Suas especialidades são o design de aprendizagem e oficinas de criatividade.

Frederik participa na semana que vem do Kenoby Talks 2021, evento gratuito de RH, que acontece de 13 a 16 setembro, realizado pela HRtech Kenoby. 

Nesta entrevista por e-mail, ele conta como as lideranças podem incentivar a inovação e diz que “estamos passando por um período de experimentação sem precedentes”. Confira:

EN – Você diz que todos somos capazes de ter grandes ideias para melhorar o mundo. Mesmo que essa pessoa esteja lutando para salvar seus negócios no meio da pandemia, por exemplo? Você pode ser criativo sob pressão?
FP -Com o impacto da pandemia em nossas vidas, tivemos de aprender de forma acelerada que o futuro é, por definição, ambíguo e incerto. Também aprendemos que tudo se desenrola de forma diferente e provavelmente inesperada. E o mais importante: que a mudança é constante. Estamos passando por um período de experimentação sem precedentes, desde o professor que teve de se adaptar à educação online, até os serviços do dia a dia que foram digitalizados, como pedir uma comida no restaurante ou estudar um novo idioma.

EN – Qual é o primeiro passo que qualquer pessoa pode dar para explorar seu potencial criativo?
FP – Acredito que um bom primeiro passo é procurar nunca fazer as coisas da mesma maneira, quebrar a rotina, experimentar jeitos diferentes de cozinhar, viajar, dançar, aprender. O objetivo é tentar coisas novas para aprender algo novo. Recentemente, aprendi como erguer e gerir uma Cúpula Geodésica para cultivar alimentos de forma sustentável e como construir a nossa própria escola para os nossos filhos. A maior parte da minha inspiração vem dos meus três filhos e das perguntas que eles fazem. Outro ponto fundamental é desenvolver a capacidade de conectar coisas não relacionadas, pois  a criatividade não é apenas uma questão de saída, mas também de entrada. Buscar inspiração ativamente e fazer conexões aleatórias nos ajudam a pensar de forma mais criativa.

EN – Quando você é um líder, quais são os rituais que você pode usar para despertar a criatividade em sua equipe?
FP- A maior parte do nosso trabalho é feita em equipes e, por isso, é fundamental o papel do líder em garantir um ambiente inclusivo e com segurança psicológica para todos os integrantes. Para tornar uma cultura mais inovadora, é preciso permitir que os funcionários se sintam seguros para expressar suas opiniões e preocupações e compartilhar suas ideias. Além disso, acredito que um ritual importante, que a liderança deve estimular, é a experimentação. Se queremos inovar, precisamos deixar o nosso caminho usual e tentar algo novo e diferente. Eu procuro sempre encorajar outras pessoas a sair do piloto automático, tentar outras formas de fazer coisas do cotidiano. Isso significa, provavelmente, nunca comer no mesmo restaurante ou ficar duas vezes num hotel.

EN – Você diz que pessoas e organizações que podem tolerar o fracasso são aquelas que mudam o mundo. Mas a maioria das grandes organizações ainda não tolera o fracasso. Como podemos resolver isso?
FP – Uma das atitudes que percebo que impede as empresas de inovar e que está por trás de não experimentar algo novo é a nossa tendência de permanecer no piloto automático: fazer as mesmas coisas diversas vezes da mesma forma. As empresas devem estar abertas à experimentação constante, construindo uma cultura de trabalho que encoraje os funcionários a testar novas ideias e propor novas soluções. Para tornar uma cultura mais inovadora, as organizações precisam garantir que seus funcionários se sintam seguros para expressar suas opiniões e preocupações e compartilhar suas ideias. Quando os membros da equipe sentem esse nível de segurança psicológica, diz-se que o local de trabalho tem uma cultura inclusiva e os funcionários se sentem confiantes para falar e errar.

EN – Você diz que a empatia é uma das habilidades mais críticas da atualidade. E também uma condição necessária para uma inovação significativa. Por quê?
FP – Provavelmente a empatia desempenha o principal papel no processo de inovação. A empatia descreve a capacidade de mudar a perspectiva para compreender a forma como outra pessoa pensa. Quando trazemos novas perspectivas para os times e organizações, é possível ver as coisas de forma diferente e, assim, surgem novas ideias. No Google, quando mostramos empatia pelas pessoas, desenvolvemos sempre soluções melhores para a maioria. Compreender as necessidades das pessoas com deficiência sobre a forma como utilizam a tecnologia, por exemplo, nos ajudou a fazer progressos incríveis na fala para aplicações de texto e outras tecnologias que agora são úteis para todos, como o  Google Assistente ou Google Tradutor.

Frederik G. Pferdt (Foto: Divulgação/Google)

– A preocupação com a Saúde Mental: o caso Nike.

Uma semana inteira para os funcionários descansarem e recuperarem as energias, devido à pressão cotidiana! É o que a Nike está fazendo aos seus colaboradores…

O que dizer? Nada. É melhor aplaudir e desejar que outras empresas pensem como ela.

Em: https://www.mktesportivo.com/2021/08/por-saude-mental-dos-funcionarios-nike-fecha-escritorios-por-uma-semana/

POR “SAÚDE MENTAL” DOS FUNCIONÁRIOS, NIKE FECHA ESCRITÓRIOS POR UMA SEMANA

A Nike dará uma pausa de uma semana em seus escritórios para priorizar a saúde mental de alguns de seus funcionários que estão à frente da produtividade. Segundo um comunicado da empresa, o período foi dado para que todos pudessem “desfrutar de mais tempo livre para descansar e se recuperar”. A equipe que está em Beaverton, Oregon, poderá desfrutar do período.

“Não é apenas uma ‘semana de folga’ para a equipe … É um reconhecimento de que podemos priorizar a saúde mental e ainda assim fazer o trabalho”, publicou Matt Marrazzo, gerente sênior da Nike, em seu LinkedIn

Importante destacar que apenas a equipe presente nos escritórios corporativos estão recebendo a semana de folga remunerada. As lojas de varejo da Nike não estão contempladas no recesso.

Em 2019, a Organização Mundial de Saúde reconheceu o esgotamento do local de trabalho como um “fenômeno ocupacional”. Foi a primeira vez que a agência global de saúde vinculou diretamente o burnout em suas classificações de doenças como risco para o trabalho. Também significava que os trabalhadores poderiam procurar ajuda médica para outra coisa que não uma doença ou problema de saúde.

Desde o início da pandemia, em 2020, as empresas começaram a dar mais ênfase à saúde mental dos funcionários, oferecendo-lhes mais folgas e flexibilidade de horário.

– Recrutamento de trainees via Redes Sociais: cuidado com suas postagens…

Há 8 anos, publicamos essa matéria. Mas o tema é atualíssimo! Abaixo:

Cada vez mais as empresas usam Twitter, Orkut e Facebook para interação com candidatos a boas vagas de emprego. Compartilho interessante material do Estadão aos estudantes e recém-formados:

Extraído de: http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup481942,0.shtm

SELEÇÃO DE TRAINEES USA REDE SOCIAIS

por Carolina Stanisci

SÃO PAULO – Os longos e penosos processos seletivos de trainees têm ficado mais criativos e dinâmicos com as ferramentas online, como redes sociais. Ambev, Natura, Unilever e Reckitt Benckiser são algumas das que intensificaram o uso desses recursos este ano.    

Em agosto, a Natura postou no Youtube o vídeo “Próximos líderes”, que não revelava o nome da empresa. O material se disseminou na internet e ao todo 13,4 mil candidatos se inscreveram. “Queríamos alinhamento de valores, de visão de mundo”, diz Denise Asnis, gerente de Recursos Humanos da Natura.

Os inscritos ficaram hospedados em uma comunidade, onde analisavam vídeos e escreviam textos. “A abordagem foi excelente”, diz Amarílis Ventura, de 22 anos. Formada em Jornalismo e Empreendedorismo na PUC-RJ, ela aprova as etapas online nas seleções, menos as provas. “São padronizadas. Às vezes, é igual à nota de corte”, diz. Na da Unilever, ela viu um diferencial. O teste consistia num jogo de negócios online. “Você era ambientado na empresa e tinha que tomar decisões.”    

A Unilever também inovou em uma das fases eliminatórias. Os candidatos tiveram de criar um blog com a sua “visão de mundo”. Para enfrentar a tarefa, podiam usar a imaginação. Foi o que Flora Faria Rosa, de 25 anos, formada em Administração na Universidade Federal de Juiz de Fora, fez. “Escrevi sobre valores importantes para mim, como a diversidade e a educação”, diz ela, que frequenta a comunidade Trainee Brasil, no Orkut, para saber dicas.    

Apesar dos elogios, Flora foi eliminada na entrevista por telefone na Unilever. Seu colega de faculdade Miguel De Vito, de 22 anos, assim como Flora, foi eliminado numa entrevista por telefone. “O bom de fazer as coisas online é que é menos custoso e otimiza o tempo. Mas frente a frente você vê melhor as reações das pessoas”, diz Miguel, que ainda está no páreo no concurso da Natura.    

As empresas só veem vantagens no uso do online. “A qualidade dos currículos recebidos melhorou este ano”, conta Ricardo Monteiro, da área de recrutamento da Reckitt Benckiser, multinacional do setor de produtos de limpeza. A empresa tem um blog e uma página no Twitter alimentados por estagiários de vários países, incluindo o Brasil.  “Começamos com um blog, depois passamos para o Facebook e o Twitter”, conta. “Ano que vem, vamos fazer um jogo.”    

“As redes ajudam muito”, endossa Thiago Porto, gerente corporativo da Ambev. O Orkut foi usado para divulgar a empresa entre os jovens, com o jogo “Vai uma aí?”, em que eles provavam conhecer as marcas da empresa. O aplicativo vinha com link para o hotsite da Ambev, onde o candidato poderia se inscrever no programa, encerrado em setembro. O resultado foi o aumento significativo do número de inscrições: de 33 mil em 2008 para 60 mil.

– Controlando as Emoções no Ambiente de Trabalho.

Ter equilíbrio emocional na vida profissional é fundamental para a qualidade de vida não só no trabalho, mas também na vida pessoal.

Sendo assim, reproduzo interessante entrevista da pedagoga Rosana Spinelli dos Santos, realizada à jornalista Ellen Fernandes do Jornal de Jundiaí (edição de 03/01/2010, caderno Comportamento, pg 4) sobre esse importante assunto.

COMO CONTROLAR AS EMOÇÕES NO TRABALHO

“Se soubermos conduzir os pensamentos, poderemos direcionar nossas emoções”. É com essa definição que a pedagoga Rosana Spinelli dos Santos, professora da Contmatic Phoenix enfatiza que em um mercado corporativo cada vez mais competitivo, conhecer e dominar os sentimentos são condições essenciais para o sucesso profissional e pessoal.Segundo ela, todas as emoções  surgem por meio dos pensamentos. Dessa forma, quando se pensa em algo triste ou irritante, as emoções imediatamente sentidas são de tristeza e raiva. A emoção pode ser definida, de acordo com a psicologia, como uma reação orgânica de intensidade e duração variáveis, de grande excitação mental e, geralmente, acompanhada de alterações respiratórias, circulatórias, entre outras.

Vale ressaltar que, se não dominadas, as emoções consideradas negativas colocam em risco a saúde física, o equilíbrio emocional e, consequentemente, podem diminuir a produtividade e a assiduidade no trabalho.

A pedagoga diz que os indivíduos emocionalmente inteligentes são os que usam a razão para compreender e lidar com as emoções, que recorrem a elas para interpretar o meio envolvente e tomar as melhores decisões. “Os que não conseguem exercer controle sobre a própria vida emocional, travam batalhas internas, não se concentram no trabalho e, assim, perdem a capacidade de pensar com clareza”, afirma.

Vida profissional – A inveja e a raiva estão entre os sentimentos que mais atrapalham a vida profissional, independente da área de atuação. Rosana diz que a inveja faz com que a pessoa queira algo que é do outro, como um cargo. “Esse sentimento faz com que as pessoas se tornem cegas ao ponto de não perceberem que têm as mesmas condições que o outro para alcançarem seus objetivos.

Ao invés de lutar por esse objetivo, os invejosos passam a falar mal do profissional ou até mesmo tentam puxar o tapete”, explica. Na opinião da profissional, a raiva é considerada o pior sentimento porque destrói a própria pessoa. Ela alerta ainda que a mágoa profunda e o rancor podem resultar na raiva, muitas vezes desencadeada no ambiente profissional por coisas que podem ser superadas como o adiamento de uma promoção, o tratamento diferenciado por parte de um colega de trabalho.

“O grande problema é a pessoa ficar minando esse sentimento pelo outro por muito tempo ou até mesmo após se afastar da pessoa ou sair da empresa. Uma das consequências desse sentimento são as doenças emocionais. A raiva só faz mal para a pessoa que sente. Ela acaba se tornando vítima porque o nosso corpo não foi treinado nem adaptado para ter emoções extremas. Nosso corpo e nossa mente foram feitos para ter equilíbrio. Com raiva você não alcança esse equilíbrio de forma alguma”.

A professora enfatiza que o Q.I. elevado (Quociente de Inteligência), pode gerar um bom emprego, mas é o Q.E. (Quociente Emocional), que garante uma promoção, pois quem sabe lidar com as próprias emoções tem mais facilidade de resolver problemas e encontrar soluções. “Indivíduos providos de Q.E. sabem gerir um conflito, impor autoridade, prestar atenção aos outros e ao que se passa à sua volta.” 

– A Cobrança Constante do Sucesso Profissional como Felicidade!

Amigos, compartilho ótimo material, intitulado “Ditadura do Sucesso”, enviado via e-mail pelo Bacharel em Administração e meu ex-aluno Rafael Barbieri, baseado em entrevista do consultor e psicólogo Roberto Shinyashiki. O propósito é mostrar a busca incessante do sucesso e as neuroses que o mesmo pode causar.

(Revista Isto É, por Camilo Vannuchi – enviado por Rafael Barbieri)

A DITADURA DO SUCESSO 

ISTOÉ — Quem são os heróis de verdade?

Roberto Shinyashiki — Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado, viajar de primeira classe. O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura. Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não chegaram a ser gerentes. E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados. Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa. Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes. Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros. São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.

ISTOÉ — O senhor citaria exemplos?

Shinyashiki — Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfão aos sete anos,empregado em uma farmácia. Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis. Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem. Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito “100% Jardim Irene”. É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes. O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana. Em países como Japão, Suécia e Noruega, há mais suicídio do que homicídio.
Por que tanta gente se mata?
Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher que, embora não ame mais o marido,mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.

ISTOÉ — Qual o resultado disso?

Shinyashiki — Paranóia e depressão cada vez mais precoces. O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim. Aos nove ou dez anos a depressão aparece. A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança. Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos.
Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas. Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.

ISTOÉ – Por quê?

Shinyashiki — O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento. É contratado o sujeito com mais marketing pessoal. As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência. Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas palavras. Disse que ela não parecia demonstrar interesse. Ela me respondeu estar muito interessada, mas, como falava pouco, pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa. Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de relações públicas. Contratei-a na hora. Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.

ISTOÉ — Há um script estabelecido?

Shinyashiki — Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um Presidente de multinacional no programa O aprendiz? “Qual é seu defeito?” Todos respondem que o defeito é não pensar na vida pessoal: “Eu mergulho de cabeça na empresa. Preciso aprender a relaxar”.
É exatamente o que o Chefe quer escutar. Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizado ou esquecido? É contratado quem é bom em conversar, em fingir. Da mesma forma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder. O vice-presidente de uma as maiores empresas do planeta me disse: “Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir”. Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor ?

ISTOÉ — Temos um modelo de gestão que premia pessoas mal preparadas?

Shinyashiki — Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento. Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência.
Cuidado com os burros motivados.
Há muita gente motivada fazendo besteira. Não adianta você assumir uma função para a qual não está preparado. Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão. Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso para o qual eu não estava preparado. Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia. O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.

ISTOÉ — Está sobrando auto-estima?

Shinyashiki — Falta às pessoas a verdadeira auto-estima. Se eu precisoque os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa. Antes, o ter conseguia substituir o ser. O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom.
Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer. As pessoas parecem que sabem, parece que fazem, parecem que acreditam. E poucos são humildes para confessar que não sabem. Há muitas mulheres solitárias no Brasil que preferem dizer que é melhor assim. Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.

ISTOÉ — Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?

Shinyashiki — Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua valorizando os heróis. Quem vai salvar o Brasil? O Lula. Quem vai salvar o time? O técnico. Quem vai salvar seu casamento? O terapeuta. O problema é que eles não vão salvar nada! Tive um professor de filosofia que dizia: “Quando você quiser entender a essência do ser humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante um jantar no Palácio de Buckingham”. Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia. Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo. A gente tem de parar de procurar super-heróis. Porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.

ISTOÉ — O conceito muda quando a expectativa não se comprova?

Shinyashiki — Exatamente. A gente não é super-herói nem superfracassado. A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso. Hoje, as pessoas estão questionando o Lula em parte porque acreditavam que ele fosse mudar suas vidas e se decepcionaram. A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.

ISTOÉ — Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor tem defeitos?

Shinyashiki — Tenho minhas angústias e inseguranças. Mas aceitá-las faz minha vida fluir facilmente. Há várias coisas que eu queria e não consegui. Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos). Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos. Com uma criança especial, eu aprendi que ou eu a amo do jeito que ela é ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que fosse. Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo. O resto foram apostas e erros. Dia desses apostei na edição de um livro que não deu certo. Um amigão me perguntou: “Quem decidiu publicar esse livro? ” Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu. Não preciso mentir.

ISTOÉ – Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?

Shinyashiki — O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las.
São três fraquezas:
A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança.
Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram. Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno. Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards.
Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates.
O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.

ISTOÉ — Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?

Shinyashiki — A sociedade quer definir o que é certo. São quatro Loucuras da sociedade.
A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança. Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram. Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno. Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards.
Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates.
O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.

ISTOÉ — Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?

Shinyashiki — A sociedade quer definir o que é certo. São quatro Loucuras da sociedade. Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento. Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou com amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo a praia ou ao cinema. Quando era recém-formado em São Paulo , trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela camisa e diz: “Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz”. Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas. Ninguém na hora da mortediz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida.

– A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais.
– A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os dias.
– A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder. O resultado é esse consumismo absurdo.
– Por fim, a quarta loucura: Você tem de fazer as coisas do jeito certo.

– As 7 Maiores Mentiras de um Curriculum Vitae

Cuidado ao formular seu curriculum vitae. Hoje, os curricula estão cada vez mais sendo pesquisados quanto à fidedignidade das suas informações. Para tanto, consultores em RH estão precavidos, segundo a matéria abaixo para 7 mentiras básicas e corriqueiras:

Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI69955-15259,00-AS+SETE+MAIORES+MENTIRAS+DO+CURRICULO.html

AS SETE MAIORES MENTIRAS DE UM CURRICULUM
Dar informações falsas para conseguir um emprego é uma tentação e um erro. Os casos mais comuns, como os especialistas os desmascaram – e como aumentar suas chances sem cometer deslizes éticos.
por Thiago Cid

De cada dez currículos que chegam às empresas, quatro têm informações distorcidas. E outros dois contêm mentiras deslavadas. A conclusão é da empresa de investigações Kroll, que presta serviço de análise de currículos para companhias, depois de analisar os dados de candidatos a emprego de nível gerencial para cima. A maquiagem curricular não é exclusividade brasileira. Nos Estados Unidos, a taxa de invenções destinadas a impressionar contratantes é bem parecida, segundo análises independentes do site Career Building e da consultoria Accu-Screen, especializada em vasculhar referências de candidatos a emprego.

O problema deverá crescer com o acirramento da competição por empregos. Desde o início da crise econômica, no final do ano passado, o Brasil fechou 700 mil vagas de emprego formal. E muita gente que se sente ameaçada já está tratando de procurar alternativas. A Manpower, empresa especializada em recrutamento, registrou um aumento de 50% no número de currículos recebidos. Numa situação assim, cresce a pressão para se destacar dos concorrentes e, consequentemente, a tentação de mentir ou exagerar no currículo. Não vale a pena.

Especialistas afirmam que mentir para arrumar emprego é um equívoco, em tempos de crise ou não. “Mentir pode garantir mais entrevistas, mas não garante emprego. Na verdade ajuda a afugentá-lo”, afirma o colunista de ÉPOCA Max Gehringer. Uma mentira, por mais “inocente” que seja, deixa o candidato numa situação constrangedora e quase sempre acaba eliminando suas chances de obter o emprego. “Para um selecionador, se o candidato mente na porta de entrada, é bem provável que continue mentindo”, diz Lizete Araújo, vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH).

É raro uma lorota relevante se manter de pé depois de um escrutínio do entrevistador. Em geral, ele é um profissional treinado para explorar as contradições entre o que está no papel e a fala do candidato. “Diante da capacitação que o pessoal de RH está adquirindo, é ingenuidade achar que dá para levar uma mentira adiante em uma entrevista”, afirma Carlos Eduardo Dias, sócio da Asap, empresa especializada em profissionais em início de carreira. Nas entrevistas, cada tópico listado no currículo é destrinchado pelo selecionador. Uma hesitação maior ou uma pequena incoerência já são um alerta de que aquele ponto é duvidoso.

Após a entrevista, os aprovados ainda passam pela peneira da checagem das referências – uma tarefa cada vez mais minuciosa em departamentos de RH e consultorias. “Hoje em dia, os selecionadores já têm conhecimento técnico para avaliar candidatos de setores muito específicos”, afirma a consultora Juliana Marotta, da Manpower. Ela é responsável pela checagem de currículos de aspirantes a vagas no setor de tecnologia da informação.

Os principais “maquiadores de currículo” são os jovens em início de carreira. Carentes de experiência, eles tendem a engordar seus CVs copiando modelos prontos, que geralmente pecam pelo exagero. Entre os candidatos a cargos mais graduados, como o de gerentes ou diretores, o risco de mentir é muito alto, até porque as empresas costumam investir mais na checagem. “Uma contratação de alto executivo é um investimento estratégico e delicado, por isso os cuidados de segurança são altos”, afirma José Augusto Minarelli, que há 26 anos ajuda executivos demitidos a arranjar emprego. Isso não significa que não haja mentiras nos altos escalões. Em 2007, Marilee Jones, a reitora da mais renomada universidade de tecnologia dos Estados Unidos, o Massachusetts Institute of Technology, pediu demissão. Motivo: descobriram que ela havia listado três cursos de especialização que não cursara.

É óbvio que a peneira dos selecionadores não identifica todos os mentirosos. Porém, mesmo os que conseguem vaga têm de conviver com o risco de ser desmascarados a qualquer momento, com consequências sérias para sua imagem profissional. Sem contar o drama de consciência por ter mentido. A seguir, as sete mentiras mais comuns, mencionadas por uma dezena de recrutadores e consultores, e as técnicas para detectá-las.

1. Idiomas
É a mentira mais popular. Trata-se daquele inglês “básico” que no currículo se torna “avançado”. É também a mentira mais fácil de ser identificada. Ocorre principalmente em seleções de jovens profissionais que não esperam uma avaliação rigorosa de seu domínio de idioma estrangeiro. Um simples teste ou uma conversa com o recrutador são suficientes para desmascarar o monoglota.

2. Qualificação
Inventar uma especialização técnica ou transformar um curso rápido em pós-graduação também são manobras muito comuns – e fatais – nos processos de seleção. Além da questão moral, se a fraude é descoberta, leva à dúvida sobre todas as competências que o candidato afirma ter. Essas mentiras são normalmente descobertas na entrevista, quando o recrutador pede detalhes dos cursos realizados – nome dos professores, das disciplinas etc. Se o candidato conseguir manter a farsa, ele ainda pode ser desmascarado quando checadores ligam para a universidade para conferir as informações. Algumas empresas são mais diretas: exigem o certificado dos cursos.

3. Cargos e funções
Muitos candidatos mentem sobre cargos em empregos anteriores para demonstrar experiência ou pleitear salário mais alto. Assim, um estagiário pode virar assistente, um supervisor vira gerente, e por aí vai. São dados de checagem relativamente fácil quando a entrevista é bem feita: o candidato costuma escorregar nos detalhes sobre seu passado profissional.

4. Participação em projetos
Esse tipo de mentira, relacionada a conquistas e projetos implementados em empregos anteriores, exige um esforço maior do recrutador. Por causa do passar do tempo e da rotatividade das empresas, muitas vezes é difícil entrar em contato com antigos colegas do projeto mencionado. Segundo Max Gehringer, esse problema começou a surgir nos anos 1980, quando passaram a circular currículos em primeira pessoa. “O currículo com as palavras ‘liderei’ ou ‘coordenei’ é complicado porque são ações difíceis de ser mensuradas e com resultados muitas vezes subjetivos”, diz Max. A estratégia dos recrutadores para detectar as invencionices é levar a entrevista a um nível de detalhe extremo, para capturar contradições. 

5. Motivo de desligamento
Se percebida, a mentira sobre os motivos da saída de empregos anteriores desperta a impressão de que o candidato quer esconder algo. Demissões nunca são bem vistas. Mas hoje, com a rotatividade tão alta, deixaram de ser um estigma. Mesmo assim, devem ser explicadas. Se o desligamento foi espinhoso, o melhor é demonstrar maturidade, assumir eventuais maus passos e mostrar que o episódio serviu de lição. Jogar a culpa no ex-chefe é tentador, mas o efeito é quase o mesmo de um pedido para desistir do processo de seleção.

6. Datas de entrada e saída de empregos
Esticar em alguns meses a permanência no emprego anterior pode ser até aceito pelo selecionador, para quem tem vergonha de dizer que estava desempregado. “Mas a manipulação de datas é intolerável quando ela tenta esconder um padrão de permanências curtas nos empregos”, afirma Vander Giovani, da Kroll. Uma ou duas passagens curtas podem ser devidas a dificuldades de adaptação, diz Giovani. Mais que isso é sinal de instabilidade e falta de habilidades sociais. “Há aqueles que nem sequer colocam experiências curtas para não destacar essa instabilidade”, afirma Carlos Eduardo Dias, da Asap. “Essa omissão é imperdoável.” E facilmente constatada por checadores, ao ligar para empresas ou observar a carteira de trabalho. 

7. Endereço
Muitos candidatos mentem em relação ao local de moradia por três motivos: imaginam que morar perto pode facilitar a contratação; acreditam que morar em um bairro mais pobre prejudique suas chances; ou tentam obter uma verba maior de vale-transporte. Nos dois primeiros casos, é uma mentira menos ofensiva, mas também não vale a pena. Quando for descoberta – pela checagem do comprovante de residência ou pela visita de um colega –, ela vai despertar desconfiança do empregador.

– A Necessidade dos Chatos nas Empresas.

Um chato incomoda muita gente? Claro que sim.

E dois chatos? Muito mais!

Mas tem um detalhe: muitas vezes, são os chatos que nos abrem os olhos sobre alguns aspectos organizacionais, e é por isso que muitas empresas estão abrindo espaço para questionadores com total liberdade para “chatear”.

Veja, extraído de: Revista EXAME, ed 1042, pg 94,  29/05.

ODE AO CHATO

O chato é um chato. Não é o tipo de companhia que se quer para tomar um vinho, ir ao cinema ou chamar para compartilhar um jantar. O chato tem a insuportável mania de apontar o dedo para as coisas, enxergar os problemas que não queremos ver, fazer comentários desconcertantes. Por isso, é pouco recomendável ter um deles por perto nos momentos nos quais tudo o que você não quer fazer é tomar decisões. Para todos os outros – e isso envolve o dia a dia dos negócios, a hora de escolher entre um caminho e outro caminho, de fazer isso ou aquilo – é bom ter um desses cada vez mais raros e discriminados exemplares da fauna empresarial por perto.

Conselho dado por alguém que entende muito de ganhar dinheiro, Warren Buffett, um dos homens mais ricos do mundo: “Ouça alguém que discorde de você”. No início de maio, Buffett convidou um sujeito chamado Doug Kass para participar de um dos painéis que compuseram a reunião anual de investidores de sua empresa, a Berkshire Hathaway. Como executivo de um fundo de hedge, ele havia apostado contra as ações da Berkshire. Buffett queria entender o porquê. Kass foi o chato escolhido para alertá-lo sobre eventuais erros que ninguém havia enxergado.

Buffett conhece o valor deste tipo de pessoa. O chato é o sujeito que ainda acha que as perguntas simples são o melhor caminho para chegar às melhores respostas. Ele não tem medo. Não se importa de ser tachado de inábil no trato com as pessoas ou de ser politicamente incorreto. Questiona. Coloca o dedo na ferida. Insiste em ser o animal pensante, quando todo mundo sabe que dá menos dor de cabeça deixar tudo como está. Acha ridículo ver o rei passar no por ai enquanto todo ao redor fingem que nada está acontecendo. O chato não se rende ao cinismo que, quase sempre, domina as relações nas grandes empresas. Ele não se conforma com a mediocridade (inclusive a própria), com as desculpas esfarrapadas, com as demonstrações de autopiedade diante de erros. E o pior: quase sempre, as coisas que o chato diz fazem um tremendo sentido. Nada pode ser mais devastador para seus críticos do que o chato, feitas as contas, tem razão.

Pobre do chefe que não reconhece, não escuta e não tolera os chatos que cruzam no caminho dele. Ele – o chefe, que frequentemente prefere ser chamado de líder – acredita que está seguro em um mundo de certezas próprias, de verdades absolutas. Ora, qualquer dono de botequim sabe que o controle total de um negócio é uma miragem. Coisas boas e ruins acontecem o tempo todo nas empresas sem que ele se dê conta. Achar que é possível estar no comando de tudo, o tempo todo, ó vai torna-lo mais vulnerável como chefe – e o mais ridículo aos olhos dos outros. E vai, mais dia menos dia, afastar definitivamente os chatos, os questionadores, aqueles que fazem as perguntas incômodas e necessárias. Sobrarão os ineptos, aqueles que, não tendo opção de pensar, ficam ali mesmo, fingindo que acreditam nas ordens que recebem e que são capazes de produzir algo que valha a pena.

Por isso, só existem chatos em lugares onde há alguma perspectiva de futuro. Essa espécime de profissional só prolifera em ambientes onde liberdade de pensamento e expressão é respeitada (não estou falando de democracia total ou decisão por consenso), onde a dúvida não é um mal em si, onde existe disposição, coragem e humildade para mudar de trajetória quando se parece a melhor opção. Olhe para as companhias de sucesso espalhadas pelo mundo e conte quantos questionadores há nelas –  e como são tratados pelos chefes e pelo grupo. São companhias eternamente insatisfeitas, que se questionam, mas que tem a coragem de ir em frente em suas decisões quando tem convicção. Os muitos chatos que fazem parte delas questionam, ajudam a encontrar respostas e vão em frente – ainda que enxerguem os riscos onipresentes em qualquer tipo de negócio. Em seu discurso aos formandos da Universidade Stanford, Steve Jobs – o ídolo supremo dos chatos empresariais – deu a sua definição do caminho para o sucesso. Seu último conselho: “Continuem famintos. Continuem ingênuos”. Ser chato é ser ingênuo. Ser chato é ser livre.

Chato - Dicio, Dicionário Online de Português

– Não desperdice as oportunidades!

Não desperdice as oportunidades!

Você “sobe no cavalo” quando ele passa à sua frente?

Em: https://www.youtube.com/watch?v=-c0i8qNAY84

– O ciclo dos jogadores que vão e que vem do Estrangeiro ao Brasil!`

Repost de 2 anos, mas bem atual…

Mazzola (que virou Altafini) e Julinho Botelho (que recusou a Seleção Brasileira pois era difícil vir da Itália para o Brasil e que dizia que um tal de “Garrincha” poderia servi-la melhor, segundo reza a lenda) foram jogadores pioneiros que deixaram o país e jogaram no melhor campeonato de futebol do mundo da época: a Itália.

Não era comum tal situação. Tornou-se um pouco mais frequente na década de 80, com Zico, Sócrates, Cerezo e Falcão (já consagrados) sendo contratados para o ainda melhor e mais rico campeonato de clubes (respectivamente na Udinese, Fiorentina, Sampdória e Roma). Depois o fluxo aumentou: Aldair, Alemão e Careca, entre tantos.

Nos anos 2000, a Premier League (ING), a La Liga (ESP) e até a Bundesliga (ALE) começaram a tirar o brilho do Calcio italiano, e jogadores consagrados ou não passaram a ser contratados em quantidade maior e cada vez mais jovens. As exceções eram a França e Portugal, onde os atletas medianos se aventuravam, além da J-League no Japão, que queria se firmar e levava a peso de ouro craques como Evair e Cesar Sampaio (Zico foi num momento anterior).

Hoje, com a globalização encurtando as distâncias e aumentando / melhorando as informações, qualquer país do Leste Europeu leva nossos atletas ainda no berço (sendo difícil competir com os magnatas ex-comunistas) e os revendem mais adaptado aos grandões da Europa Ocidental. Ou ainda os chineses e a sede de gastar, árabes e seus petrodólares ou os pequenos times de barriga de aluguel na Mãe-Pátria lusitana.

O certo é que quando a promessa é boa, Real Madrid e Barcelona os levam para “criar lá”, não importando a idade e fazendo com que sejam jogadores mais europeus do que brasileiros. Os “torcedores de Seleção”, claro, às vezes nem se identificam com eles (talvez seja por isso que temos atletas mais táticos e menos driblares – a saída muito cedo do país sem a identificação com o clube nacional ou o aprendizado de algumas coisas daqui).

Mas pense: se você fosse “pai de garoto-promessa”, preferiria jogar (hoje) em que lugar? Morar em Milão, Barcelona, Paris, Berlim… cá entre nós, não é nada mal.

Mas e o fluxo contrário?

Não vemos mais atletas estrangeiros consagrados como Pedro Rocha ou Rodolfo Rodrigues (que já eram raros) aqui chegarem. É um ou outro sem estar no auge da carreira, jogando por aqui por um projeto pessoal (como Juanfran). Vemos sim jovens sulamericanos que chegam a preço baixo, como investimento e tentativa de solução (substituindo a antiga chegada de jogadores dos times do Interior Paulista, tão comum na história do futebol brasileiro). Até aí, se entende a questão mercadológica. O que é incompreensível são os atletas iguais aos nacionais custando caro: Trellez, por exemplo, e tantos outros espalhados pelos clubes brasileiros.

A questão que quero discutir é: até onde os estrangeiros não estarão tirando mercado de trabalho ou inibindo que os clubes brasileiros dêem oportunidades aos seus jovens talentos? Ou, CTs como os de Cotia, Xerem ou Ninho do Urubu se transformarão em meras “fábricas de exportar juniores”?

Talvez, se melhor aplicado o dinheiro fosse na base, não venderíamos atletas ainda tão jovens, pois a economia em se pagar tão caro por um gringo (vide Bryan Ruiz ou Fabian Noguera, que ainda estão não Santos), pudesse bancar essas promessas por mais tempo e ganhar títulos e dinheiro.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário: