– Os muitos acertos e o único erro de Candançan em Corinthians 0x0 Palmeiras na decisão do Paulistão 2025.

O jovem Matheus Delgado Candançan foi muito bem no dificílimo e nervoso jogo final do Campeonato Paulista 2025. Aliás, uma partida em que, “jogo jogado”, foi muito ruim.

O árbitro correu bastante, se posicionou como um veterano (ele tem essa virtude de saber se colocar bem nos espaços do gramado) e tentou, na medida do possível, aplicar a lei da vantagem. Quando não concretizada, não teve vergonha em voltar atrás e marcar a falta atrasada. Disciplinarmente foi muito bem, e idem tecnicamente.

Vale pontuar as situações mais polêmicas, onde existiram detalhes da regra menos conhecidos do torcedor, e que fomentaram debates:

1) O pênalti de Félix Torres em Vitor Roque: ali, um lance difícil e que ocorreu em cima da linha. Havia dúvidas se era pênalti ou falta, e como o VAR conseguiu flagrar que foi na linha da área penal (as linhas fazem parte da grande área), corretamente se marcou pênalti.
Félix Torres já tinha Cartão Amarelo, e a Comissão Técnica do Palmeiras enlouqueceu-se naquele momento. Abel Ferreira e seus dois auxiliares exigiram o segundo amarelo e consequentemente o Vermelho. Pela conduta, Abel foi acertadamente advertido com o Cartão Amarelo. Quando o árbitro voltava para o campo, o treinador palmeirense insistiu nas reclamações e, dedurado pelo quarto-árbitro, segundo a súmula, o ofendeu dizendo que “vocês tem que ver direito, é tudo contra nós, isso é absurdo, tais a roubar”. Corretamente foi expulso.
Acontece que ACERTOU Candançan ao não advertir Félix Torres naquele momento. Entenda:
Se você comete um pênalti em disputa de bola numa situação que é para cartão vermelho, já há algum tempo esse cartão deve ser amarelo (motivo: a FIFA entendia que expulsão + pênalti seria uma punição severa). Recentemente, esse princípio passou para a situação de: se você comete em disputa de bola um pênalti para cartão amarelo, esse não deve ser aplicado.
Assim:
EM DISPUTA DE BOLA (não vale agarrão, empurrão ou mão intencional):
Pênalti + Cartão Vermelho = vira Cartão Amarelo.
Pênalti + Cartão Amarelo = vira Sem Cartão.

Abel não sabia da Regra (ou sabia e tentou pressionar) e reclamou à toa.

2) Sobre Memphis Depay ter imitado Soteldo e subido em cima da bola: deveria ter aplicado o Cartão Amarelo por impedir o adversário de disputar a jogada, reiniciando o jogo com Tiro Livre Indireto ao Palmeiras. Você pode proteger a bola do seu oponente, mas sempre permitindo que ela possa ser disputada. Prendê-la com os pés (por cima ou entre as pernas), a coloca tecnicamente fora de disputa. Antigamente, existia até mesmo o termo de “bola presa”. Aqui, não estamos falando de um possível deboche / provocação, mas do espírito da regra do jogo.

3) As expulsões de Lomba e Martínez: o palmeirense chutou o quadril do corintiano, que revidou com um tapa no rosto, segundo a súmula. Ali, não tem muito o que fazer. É uma confusão generalizada, e se o VAR se debruçar para fuçar, acharia meia dúzia de vermelhos e amarelos. Fez o correto: “um pivô de cada lado” para fora, que se identificavam melhor como protagonistas da bagunça, e segue o jogo.

Candançan tem um ótimo futuro pela frente, que não se queime o árbitro novato.

Quatro Observações Finais:

A – Depay faria isso (subir na bola) na Europa? Ou com o time perdendo? Ou no Allianz Parque? O gringo foi malandro à brasileira… (e não estou exaltando isso).

B – Mesmo com suportes de bola, as 17 não estavam à beira do campo. Tão bem funcionou isso no Paulistão (copiado da Premiere League), mas, quando se quer fazer “arte”, se faz… as bolas sumiram no final do jogo.

C – Como entra com sinalizador em campo, e ninguém faz nada? Os artefatos já estavam dentro da Arena ou não há revista? Não estou criticando o uso, apenas apontando: se não pode entrar, como entra?

D – Vitor Roque foi criticado por se jogar em lances de área no Barcelona e no Betis. Fez o mesmo contra o São Paulo e tentou cavar pênalti duas vezes simulando ontem. Corre o risco de ficar marcado e, quando for de verdade, não se marcar. É a fábula popular de “Pedro e o Lobo” na vida real…

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Ceará (Rodada 1 do Brasileirão)

E para o confronto do Massa Bruta contra o Vozão, a CBF escalou:

Árbitro: Bruno Pereira Vasconcelos – BA
Árbitro Assistente 1: Alessandro Alvaro Rocha de Matos – BA
Árbitro Assistente 2: Daniella Coutinho Pinto – BA
Quarto Árbitro: Dênis da Silva Ribeiro Serafim – AL
Assessor: Ana Karina Marques Valentin – PE
VAR: Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira – MG
AVAR: Frederico Soares Vilarinho – MG
AVAR2: Paulo Roberto Alves Júnior – MG
Observador de VAR: Rodrigo Pereira Joia – RJ
Quality Manager: Lucas Dias Almeida – RJ

Muitos árbitros experientes na primeira rodada do Brasileirão. E no jogo do Red Bull Bragantino, um árbitro irregular que foi mal quando teve chance: o baiano Bruno Pereira Vasconcelos estava tendo altos e baixos no ano, e apitou São Paulo x Red Bull Bragantino, deixando de dar um pênalti em Thiago Borbas. Na oportunidade, quis deixar o jogo correr e se perdeu completamente.

Tomara que tenha ganhando experiência e melhorado o seu rendimento. Relembre esse jogo aqui, em: https://wp.me/p55Mu0-3u4

Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino vs Ceará pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Pietro Loredo, reportagens e comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Segunda-feira, 31/03, 20h00. Mas desde às 19h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Joseense (2ª fase, jogo de ida):

E para o confronto do Galo  contra o Tigre, a FPF escalou:

Árbitro: Danilo Ricardo Salgado
Árbitro Assistente 1: Guilherme Holanda Moura Lima
Árbitro Assistente 2: Douglas Marcel Borges
Quarto Árbitro: José Luiz Aparecido Miranda
Analista de Vídeo: Márcio Perondi Mendes

Danilo é um árbitro de 27 anos e com pouquíssima experiência no futebol profissional. Tentou ser jogador, disputando algumas partidas pelo Guaratinguetá em 2016, mas encerrou a carreira cedo.

Atualmente como auxiliar de vendas, apitou o ano retrasado apenas jogos Sub 13, 15 e 17. No ano passado chegou ao Sub 20 e estreou no profissional somente nesse ano.

Acho temerário um árbitro tão “verde” em um jogo importante. Até porque ele não teve boas atuações em algumas partidas. Vide a lambança em Araçatuba aqui: https://ge.globo.com/sp/tem-esporte/futebol/noticia/2025/01/23/sem-var-arbitro-reve-decisoes-e-leva-seis-minutos-para-expulsar-goleiro-na-4a-divisao-de-sp.ghtml

Torcerei por um bom jogo e uma boa arbitragem.

Acompanhe Paulista de Jundiaí x Colorado Caieiras pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira e análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começará as 19h00 (29/03), mas desde às 18h00 o Time Forte do Esporte já estará no ar.

– Por que não em Português, dona FIFA?

Os livros de Regras 2025/2026 estão prontos, em diversas línguas.

Custava muito ter em Língua Portuguesa (do Brasil), dona FIFA?

Se no idioma nativo já dá muita confusão

– Sobre a arbitragem para Corinthians x Palmeiras (Jogo de volta da Decisão do Paulistão 2025).

Matheus Delgado Candançan, 26 anos, o FIFA mais jovem da América Latina, será o árbitro do Derby derradeiro do Paulistão. Mas por que ele está escalado nesse jogo, e não Raphael Claus, o melhor árbitro do Brasil?

A lógica mandaria Candançan na primeira partida e Claus na segunda. Porém, Patrício Loustau, o argentino chefe dos árbitros da FPF, entendeu o seguinte:

Como o Palmeiras vinha da polêmica da classificação após o lance do pênalti inexistente em Vitor Roque, e o Corinthians da eliminação na Libertadores da América, o clima da decisão seria pesado. Se Candançan não fosse bem e tivéssemos lances duvidosos, você teria 10 dias de discussões até o segundo jogo (e isso, no mundo do futebol, é uma eternidade). Assim, escalou Raphael Claus, muito mais experiente, com Copa do Mundo no curriculum e pré-selecionado para o Mundial de Clubes da FIFA, para apitar e não deixar nenhum resquício de reclamação para o segundo jogo. Assim, Candançan “recebe” a partida final com muito mais tranquilidade.

E por que Candançan?

Porque os outros FIFAs não poderiam estar nesse jogo. É “muito pesado” para Daiane Muniz. Edina Alves está em mau momento e Flávio Rodrigues de Souza foi mal na semifinal. Candançan foi bem regular, é disciplinado e ao mesmo tempo disciplinador, e a grande aposta da FPF para os próximos anos. Contra ele, apenas a “pipocada” em Corinthians x Santos, onde precisou da ajuda do VAR para expulsar Zé Ivaldo (relembre aqui: https://wp.me/p55Mu0-3C4).

Torcerei para um grande jogo e uma ótima arbitragem.

Em tempo, são 22 nomes na escala da decisão. E ao verificar João Vitor Gobbi como 4º árbitro, a FPF sinaliza: seria ele a herdar, no final do ano, o escudo FIFA de Flávio Rodrigues de Souza?

– Os muitos acertos e o único erro de Candançan em Corinthians 0x0 Palmeiras na decisão do Paulistão 2025.

O jovem Matheus Delgado Candançan foi muito bem no dificílimo e nervoso jogo final do Campeonato Paulista 2025. Aliás, uma partida em que, “jogo jogado”, foi muito ruim.

O árbitro correu bastante, se posicionou como um veterano (ele tem essa virtude de saber se colocar bem nos espaços do gramado) e tentou, na medida do possível, aplicar a lei da vantagem. Quando não concretizada, não teve vergonha em voltar atrás e marcar a falta atrasada. Disciplinarmente foi muito bem, e idem tecnicamente.

Vale pontuar as situações mais polêmicas, onde existiram detalhes da regra menos conhecidos do torcedor, e que fomentaram debates:

1) O pênalti de Félix Torres em Vitor Roque: ali, um lance difícil e que ocorreu em cima da linha. Havia dúvidas se era pênalti ou falta, e como o VAR conseguiu flagrar que foi na linha da área penal (as linhas fazem parte da grande área), corretamente se marcou pênalti.
Félix Torres já tinha Cartão Amarelo, e a Comissão Técnica do Palmeiras enlouqueceu-se naquele momento. Abel Ferreira e seus dois auxiliares exigiram o segundo amarelo e consequentemente o Vermelho. Pela conduta, Abel foi acertadamente advertido com o Cartão Amarelo. Quando o árbitro voltava para o campo, o treinador palmeirense insistiu nas reclamações e, dedurado pelo quarto-árbitro, segundo a súmula, o ofendeu dizendo que “vocês tem que ver direito, é tudo contra nós, isso é absurdo, tais a roubar”. Corretamente foi expulso.
Acontece que ACERTOU Candançan ao não advertir Félix Torres naquele momento. Entenda:
Se você comete um pênalti em disputa de bola numa situação que é para cartão vermelho, já há algum tempo esse cartão deve ser amarelo (motivo: a FIFA entendia que expulsão + pênalti seria uma punição severa). Recentemente, esse princípio passou para a situação de: se você comete em disputa de bola um pênalti para cartão amarelo, esse não deve ser aplicado.
Assim:
EM DISPUTA DE BOLA (não vale agarrão, empurrão ou mão intencional):
Pênalti + Cartão Vermelho = vira Cartão Amarelo.
Pênalti + Cartão Amarelo = vira Sem Cartão.

Abel não sabia da Regra (ou sabia e tentou pressionar) e reclamou à toa.

2) Sobre Memphis Depay ter imitado Soteldo e subido em cima da bola: deveria ter aplicado o Cartão Amarelo por impedir o adversário de disputar a jogada, reiniciando o jogo com Tiro Livre Indireto ao Palmeiras. Você pode proteger a bola do seu oponente, mas sempre permitindo que ela possa ser disputada. Prendê-la com os pés (por cima ou entre as pernas), a coloca tecnicamente fora de disputa. Antigamente, existia até mesmo o termo de “bola presa”. Aqui, não estamos falando de um possível deboche / provocação, mas do espírito da regra do jogo.

3) As expulsões de Lomba e Martínez: o palmeirense chutou o quadril do corintiano, que revidou com um tapa no rosto, segundo a súmula. Ali, não tem muito o que fazer. É uma confusão generalizada, e se o VAR se debruçar para fuçar, acharia meia dúzia de vermelhos e amarelos. Fez o correto: “um pivô de cada lado” para fora, que se identificavam melhor como protagonistas da bagunça, e segue o jogo.

Candançan tem um ótimo futuro pela frente, que não se queime o árbitro novato.

Quatro Observações Finais:

A – Depay faria isso (subir na bola) na Europa? Ou com o time perdendo? Ou no Allianz Parque? O gringo foi malandro à brasileira… (e não estou exaltando isso).

B – Mesmo com suportes de bola, as 17 não estavam à beira do campo. Tão bem funcionou isso no Paulistão (copiado da Premiere League), mas, quando se quer fazer “arte”, se faz… as bolas sumiram no final do jogo.

C – Como entra com sinalizador em campo, e ninguém faz nada? Os artefatos já estavam dentro da Arena ou não há revista? Não estou criticando o uso, apenas apontando: se não pode entrar, como entra?

D – Vitor Roque foi criticado por se jogar em lances de área no Barcelona e no Betis. Fez o mesmo contra o São Paulo e tentou cavar pênalti duas vezes simulando ontem. Corre o risco de ficar marcado e, quando for de verdade, não se marcar. É a fábula popular de “Pedro e o Lobo” na vida real…

– Dia de decisão do Paulistão 2025. E o juiz?

(Extraído do X de @rafaelporcari):

Sobre a #arbitragem para a decisão do #CampeonatoPaulista 2025 (@Corinthians x @Palmeiras terá 22 pessoas na escala), escrevi no meu blog “Pergunte Ao Árbitro” e no meu outro blog, o “Discutindo Contemporaneidades”.

Se preferir, aqui no YouTube, em:
https://youtu.be/E5ChvggKxcA?si=pUKOkoC1WPQZdIpw
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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Ceará (Rodada 1 do Brasileirão)

E para o confronto do Massa Bruta contra o Vozão, a CBF escalou:

Árbitro: Bruno Pereira Vasconcelos – BA
Árbitro Assistente 1: Alessandro Alvaro Rocha de Matos – BA
Árbitro Assistente 2: Daniella Coutinho Pinto – BA
Quarto Árbitro: Dênis da Silva Ribeiro Serafim – AL
Assessor: Ana Karina Marques Valentin – PE
VAR: Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira – MG
AVAR: Frederico Soares Vilarinho – MG
AVAR2: Paulo Roberto Alves Júnior – MG
Observador de VAR: Rodrigo Pereira Joia – RJ
Quality Manager: Lucas Dias Almeida – RJ

Muitos árbitros experientes na primeira rodada do Brasileirão. E no jogo do Red Bull Bragantino, um árbitro irregular que foi mal quando teve chance: o baiano Bruno Pereira Vasconcelos estava tendo altos e baixos no ano, e apitou São Paulo x Red Bull Bragantino, deixando de dar um pênalti em Thiago Borbas. Na oportunidade, quis deixar o jogo correr e se perdeu completamente.

Tomara que tenha ganhando experiência e melhorado o seu rendimento. Relembre esse jogo aqui, em: https://wp.me/p55Mu0-3u4

Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino vs Ceará pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Pietro Loredo, reportagens e comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Segunda-feira, 31/03, 20h00. Mas desde às 19h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– E o comunicado do jogo do Palmeiras x SPFC?

Às vésperas da finalíssima do Paulistão 2025, quase 10 dias depois, a FPF divulgou uma nota assumindo que a arbitragem do Choque-Rei errou no lance entre Arboleda e Vítor Roque.

A pergunta é: precisou-se de 10 dias para isso?

Barbaridade…

– Sobre a arbitragem para Corinthians x Palmeiras (Jogo de volta da Decisão do Paulistão 2025).

Matheus Delgado Candançan, 26 anos, o FIFA mais jovem da América Latina, será o árbitro do Derby derradeiro do Paulistão. Mas por que ele está escalado nesse jogo, e não Raphael Claus, o melhor árbitro do Brasil?

A lógica mandaria Candançan na primeira partida e Claus na segunda. Porém, Patrício Loustau, o argentino chefe dos árbitros da FPF, entendeu o seguinte:

Como o Palmeiras vinha da polêmica da classificação após o lance do pênalti inexistente em Vitor Roque, e o Corinthians da eliminação na Libertadores da América, o clima da decisão seria pesado. Se Candançan não fosse bem e tivéssemos lances duvidosos, você teria 10 dias de discussões até o segundo jogo (e isso, no mundo do futebol, é uma eternidade). Assim, escalou Raphael Claus, muito mais experiente, com Copa do Mundo no curriculum e pré-selecionado para o Mundial de Clubes da FIFA, para apitar e não deixar nenhum resquício de reclamação para o segundo jogo. Assim, Candançan “recebe” a partida final com muito mais tranquilidade.

E por que Candançan?

Porque os outros FIFAs não poderiam estar nesse jogo. É “muito pesado” para Daiane Muniz. Edina Alves está em mau momento e Flávio Rodrigues de Souza foi mal na semifinal. Candançan foi bem regular, é disciplinado e ao mesmo tempo disciplinador, e a grande aposta da FPF para os próximos anos. Contra ele, apenas a “pipocada” em Corinthians x Santos, onde precisou da ajuda do VAR para expulsar Zé Ivaldo (relembre aqui: https://wp.me/p55Mu0-3C4).

Torcerei para um grande jogo e uma ótima arbitragem.

Em tempo, são 22 nomes na escala da decisão. E ao verificar João Vitor Gobbi como 4º árbitro, a FPF sinaliza: seria ele a herdar, no final do ano, o escudo FIFA de Flávio Rodrigues de Souza?

– Andrés Rojas (o árbitro de Argentina vs Brasil) e… Raphinha!

Jogador de futebol precisa ser mais inteligente emocionalmente. Li a declaração polêmica de Raphinha sobre “dar porrada” e outras questões que soam como provocação ao adversário.

Cá entre nós: em tempos nos quais o Brasil está brigando com os vizinhos sulamericanos por questões de racismo, e tem como contrapartida de que existe recepção violenta da polícia contra estrangeiros em nosso país, me questiono: a fala de Raphinha agrega o quê?

O único prejudicado com isso é o próprio Raphinha. Se um adversário dividir a bola com ele, não terá a preocupação de “tirar o pé” para evitar uma lesão. No futebol, brinca-se que em determinados atletas, quando o jogador vai fazer a falta, vai “bater com gosto”.

  • E a arbitragem, como fica?

Apitará Andrés Rojas, colombiano, que não é “primeira linha da Conmebol”. Foi ele que, em um Atlético x Boca Jrs pela Libertadores (2021) fez uma lambança e pegou um gancho de 6 meses por ter prejudicado os argentinos. Apitou há algum tempo Fortaleza x Corinthians e Corinthians x Red Bull Bragantino.

Rojas costuma usar muito os cartões amarelos e vermelhos. Em seus últimos jogos arbitrados (exceto o Campeonato Colombiano), tem 12 partidas trabalhadas com 10 vitórias do mandante e dois empates.

Pensando como árbitro: se apitarei um Argentina x Brasil, quero saber tudo o que se fala do jogo para me preparar. E ao ouvir a entrevista de Raphinha e a polêmica, tenho duas opções:

  • Fico atento para protegê-lo de possíveis tentativas do adversário em atingi-lo; ou,
  • Na primeira oportunidade, aplico-lhe o cartão amarelo e, se merecer, o vermelho para livrar-me do problema.

Árbitro de primeira linha pensa em cumprir a regra. Outros, em não se comprometer… especialmente com o jogo sendo no Monumental de Nuñes.

– E o comunicado do jogo do Palmeiras x SPFC?

Às vésperas da finalíssima do Paulistão 2025, quase 10 dias depois, a FPF divulgou uma nota assumindo que a arbitragem do Choque-Rei errou no lance entre Arboleda e Vítor Roque.

A pergunta é: precisou-se de 10 dias para isso?

Barbaridade…

– A CBF orientou os clubes: dará certo? Sobre os mudanças da Regra do Jogo para 2025/2026 e o que há de mais relevante.

As regras do futebol terão alterações a partir de primeiro de junho. Entretanto, para campeonatos que comecem antes, a FIFA dá permissão para antecipação (é o caso do Brasileirão com o seu calendário diferente do europeu).

Abaixo, estão as mudanças. E de todas elas, a Regra 3 tem um item opcional:

  • Ninguém pode questionar as decisões do árbitro. As ligas mundo afora, a partir de agora, poderão instituir a permissão ao Capitão para que ele converse respeitosamente com o árbitro, e todos os demais jogadores que tentarem argumentar, OBRIGATORIAMENTE deverão receber cartão amarelo.

A CBF optou pela permissão de que os capitães possam conversar e já informou as mudanças aos clubes. Dará certo? 

Segue:

AS MUDANÇAS NAS REGRAS

Como de costume nessa época do ano, a International Board (a “dona das Regras do Jogo”) se reuniu para discutir mudanças e estudos sobre o futebol. Foi o 139º encontro da história!

Em Belfast, na Irlanda do Norte (lembre-se: a IFAB é composta pelos “inventores do futebol”: Irlanda, Escócia, País de Gales e Inglaterra, além da FIFA),  decidiram mudanças leves nas seguintes regras:

Regra 3, Os Jogadores: Estava em teste a orientação de que apenas o Capitão de cada equipe poderia conversar com o árbitro, de maneira respeitosa, e os demais jogadores que se manifestassem receberiam Cartão Amarelo. Na Europa isso foi visto em algumas ligas, e agora passa a ser facultativo por torneio: ou seja, se no Campeonato Brasileiro quiser se adotar tal regra, será permitido (há diretrizes para isso que serão redigidas em breve); porém, se não desejar, ficará como antes: ninguém pode contestar a autoridade do árbitro (embora observamos o quanto se tem de reclamação).
Para essa mudança, creio que as diretrizes a serem divulgadas terão mecanismos para que evite o “rodízio de capitães”, uma burla que se têm feito para que diversos atletas possam reclamar.

Regra 8, Início e Reinício do Jogo: O bola ao chão mudou há algum tempo, e agora se vê lances paralisados com a devolução de posse para quem estava com o domínio. Aqui, o texto melhorou e discerniu uma situação: fora da área, quando ocorrer um bola ao chão, se devolve a bola para quem tinha o domínio ou para quem TERIA o domínio. Uma sútil melhoria no entendimento.

Regra 9, Bola em Jogo e Bola fora de Jogo: Se um jogador substituto, treinador ou membro da comissão técnica, ou qualquer atleta que esteja temporariamente fora de campo, tocar na bola quando ela ainda estiver em campo e saindo, se marcará um tiro livre indireto, sem aplicação de cartão.

VAR: Oficialmente, a Regra permitirá anúncios por microfone ao público de decisões que tenham sido demoradas para verificação (essa situação estava em teste e agora entra para a Regra do Jogo).

Bandeiras: em cobranças de pênalti, se existir VAR no torneio, é ele quem deve fiscalizar avanço do goleiro ou invasões de área, além da validade do gol. Os árbitros assistentes ficarão posicionados alinhados à marca penal (na prática, imagino uma demora enorme para validar um gol de pênalti e muitos VARs querendo “caçar pelo em ovo” mandando voltar tiros penais).

Regra 12, Faltas e Incorreções: Ao invés de, depois de 6 segundos que o goleiro dominar a bola ele ter que a repor em jogo, e caso contrário marcaria-se um tiro livre indireto, passará a ser 8 segundos, e se ela não for reposta, se marcará um escanteio ao adversário.
Aqui, fica a observação: a Regra dos 6 segundos nunca foi cumprida, e passará a ser exigida com os 8 segundos.
Na prática, o árbitro contará o tempo de maneira regressiva (8,7,6…) e quando chegar aos 5 segundos, mostrará com os dedos da mão que o tempo está se esgotando (5, 4, 3, 2, 1, recolhendo os dedos até a mão se fechar). Essa regra foi proposta pela Federação de Futebol dos Estados Unidos, no ano passado, e testada em alguns torneios. Juntamente a ela, havia a proposta de paralisação para “paradas técnicas dentro da área penal, para orientação dos treinadores”, mas não foi aprovada.

O impedimento de corpo inteiro, tão falado nos últimos anos, ficou para ser testado e rediscutido na reunião 2026/2027.

As regras valem para os campeonatos iniciados a partir de 01 de julho de 2025, exceto o Mundial de Clubes da FIFA (que começará antes dessa data, mas com aval para usar essas mudanças) e torneios que sejam feito um pedido expresso (como o Brasileirão 2025, pelo calendário atípico ao europeu).

E aí, gostou das mudanças? Deixe o seu comentário:

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Vocem x Paulista.

Para a última rodada da primeira fase do Paulistão A4, a FPF escalou (vide abaixo):

José de Araújo Ribeiro é um árbitro formado em 2011, mas que nunca teve grandes oportunidades na sua jornada. Estava apitando com frequência as categorias amadoras, e há 3 anos na 4ª divisão.

A impressão é: a Federação Paulista escalou toda essa equipe somente para cumprir tabela. Não investirá na carreira deles…

Acompanhe o jogo no sábado, às 15h, pelo Time Forte do Esporte na Difusora!

– Raphael Claus e Bruno Arleu. Ambos da FIFA, mas…

Como ter uma arbitragem de critério uniforme no Brasileirão, se vemos contradições entre colegas de FIFA nos estaduais?

Abaixo, separados por algumas horas no domingo:

Em São PauloMemphis Depay (COR) divide uma bola com Maike (PAL), que cai dentro da área. Lance de contato físico normal em disputa de bola (embora Abel Ferreira tenha reclamado bastante), e Raphael Claus, sem titubear, manda jogar e nem permite reclamação. Se o VAR fez uma checagem ou não, é irrelevante, pois claramente Claus chamou para a si a responsabilidade.

No Rio de JaneiroJuninho (FLA) está disputando a bola com Inágcio (FLU), e ambos se desequilibram pela velocidade. Há contato físico por movimento natural, sendo que isso não é infração. Da jogada resulta o gol do Flamengo, anulado pois o VAR entende que houve falta do flamenguista no adversário. O árbitro Bruno Arleu sucumbe ao seu colega de vídeo e equivocadamente anula o gol do Mengão (Juninho estava jogando no Exterior e não tentou cavar uma falta; seu adversário, entretanto, o fez e o árbitro “entrou”. Se Juninho estivesse mais “aculturado” com o nosso país, talvez no primeiro contato com Ignácio se jogaria e pederia falta a ele).

Como é que Rodrigo Cintra, Luiz Flávio de Oliveira, Sandro Meira Ricci, Nestor Pitana, Nicola Rizzoli e todos os demais membros do Comitê da CBF consertarão esse disparate de critérios?

– Perguntar não ofende: e os haters de Claus?

O que “encheram o saco” sobre “Claus ser palmeirense”, e outras bobagens em forma de texto e meme divulgadas na Web

Raphael Claus (apesar de não termos lances polêmicos e outras exigências) foi muito bem no Derby. E aconteceu o que prevíamos: não deixou polêmicas do apito para Candançan, que apitará o segundo jogo e não terá pressão de erros de outrora em suas costas.

– Palmeiras 0x1 Corinthians: e o Yuri Alberto?

Jogo meia-boca na primeira partida da decisão do Paulistão 2025. Muito boa arbitragem de Raphael Claus.

Ao ver o gol de Yuri Alberto, pensei: e se ele fosse o centroavante palmeirense?

Penso ele ser um ótimo jogador, mas que estava sem companheiros à altura. Fatalmente teria feito mais gols…

– Claus e Arleu. Ambos da FIFA, mas…

Como ter uma arbitragem de critério uniforme no Brasileirão, se vemos contradições entre colegas de FIFA nos estaduais?

Abaixo, separados por algumas horas no domingo:

Em São PauloMemphis Depay (COR) divide uma bola com Maike (PAL), que cai dentro da área. Lance de contato físico normal em disputa de bola (embora Abel Ferreira tenha reclamado bastante), e Raphael Claus, sem titubear, manda jogar e nem permite reclamação. Se o VAR fez uma checagem ou não, é irrelevante, pois claramente Claus chamou para a si a responsabilidade.

No Rio de JaneiroJuninho (FLA) está disputando a bola com Inágcio (FLU), e ambos se desequilibram pela velocidade. Há contato físico por movimento natural, sendo que isso não é infração. Da jogada resulta o gol do Flamengo, anulado pois o VAR entende que houve falta do flamenguista no adversário. O árbitro Bruno Arleu sucumbe ao seu colega de vídeo e equivocadamente anula o gol do Mengão (Juninho estava jogando no Exterior e não tentou cavar uma falta; seu adversário, entretanto, o fez e o árbitro “entrou”. Se Juninho estivesse mais “aculturado” com o nosso país, talvez no primeiro contato com Ignácio se jogaria e pederia falta a ele).

Como é que Rodrigo Cintra, Luiz Flávio de Oliveira, Sandro Meira Ricci, Nestor Pitana, Nicola Rizzoli e todos os demais membros do Comitê da CBF consertarão esse disparate de critérios?

– Por que Claus no primeiro jogo e Candançan na finalíssima do Paulistão?

Muita gente (assim como eu) tinha certeza que Matheus Candançan e Raphael Claus apitariam os jogos finais do Paulistão. Mas não na ordem inversa.

A lógica manda: o último jogo, deve estar nas mãos do melhor árbitro. Ao escalar Claus na primeira partida, a leitura que faço é: não alimentar polêmicas para a finalíssima.

Como tem a questão da simulação de Vitor Roque (se fosse Claus quem tivesse apitado, ele levaria Amarelo, como ocorreu com Yuri Alberto no último derby) e a pressão sobre Ramon Díaz, imagino que tal escala é para deixar Candançan à vontade no segundo jogo, já que Raphael Claus não costuma deixar polêmicas para partidas seguintes, e sua atuação não permitiria as velhas discussões de arbitragem.

Outra possibilidade, que não consegui apurar devido à falta de tempo motivada pelos meus problemas de saúde: Raphael Claus estaria escalado nas Eliminatórias da Copa do Mundo, e assim chegaria muito desgastado fisicamente para o último jogo? Talvez.

Torço para boas arbitragens.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Grêmio São-Carlense.

E para o confronto do Galo contra o Lobo, a FPF escalou:

Árbitro: Leandro Carvalho de Oliveira
Árbitro Assistente 1: Claudenir Donizeti Gonçalves da Silva
Árbitro Assistente 2: Anna Beatriz Scagnolato
Quarto Árbitro: Rafael de Souza
Analista de Vídeo: Robson Rodrigo da Silva

Leandro é um árbitro de 38 anos, mas que está na FPF apenas há 7 temporadas. Somente em 2024 engrenou em jogos profissionais, e em 2025 tem revezado como árbitro e quarto-árbitro na A4.

Para ele, Paulista x São-Carlense será o grande jogo até então em sua carreira. Que aproveite e mostre serviço. O conheceremos melhor nessa oportunidade.

Como de costume, a FPF tem escalado sempre um bandeira experiente para ajudar um árbitro iniciante: Claudenir Donizeti, veteraníssimo, será esse suporte ao árbitro.

Acompanhe Paulista de Jundiaí x Grêmio São-Carlense pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado e Luís henrique Gurian, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira e análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começará as 15hoo (15/03), mas desde às 14h00 o Time Forte do Esporte já estará no ar.

– Os árbitros das finais do Paulistão.

Agora: Quinta-feira, meio-dia. Ainda não foi divulgada a escala de árbitros das finais do Paulistão, e aposto em Candançan ou Edina ou Daiane Muniz no primeiro jogo, e Claus na finalíssima. É a lógica, pois são os 4 FIFAs e é o que a CA-FPF está sinalizando.

Vejo muitas federações estaduais trazendo árbitros de outros estados. São Paulo não fará isso, mas se eu fosse consultado, pelo atual momento, sugeriria: árbitros de outros países.

Eles desembarcam em nosso país, apitam e vão embora. Não se preocupam com veto, fazer média ou escala futura. E sinto ser a melhor solução pelo que vimos.

E você, o que pensa sobre isso?

– Por que Claus no primeiro jogo e Candançan na finalíssima?

Muita gente (assim como eu) tinha certeza que Matheus Candançan e Raphael Claus apitariam os jogos finais do Paulistão. Mas não na ordem inversa.

A lógica manda: o último jogo, deve estar nas mãos do melhor árbitro. Ao escalar Claus na primeira partida, a leitura que faço é: não alimentar polêmicas para a finalíssima.

Como tem a questão da simulação de Vitor Roque (se fosse Claus quem tivesse apitado, ele levaria Amarelo, como ocorreu com Yuri Alberto no último derby) e a pressão sobre Ramon Díaz, imagino que tal escala é para deixar Candançan à vontade no segundo jogo, já que Raphael Claus não costuma deixar polêmicas para partidas seguintes, e sua atuação não permitiria as velhas discussões de arbitragem.

Outra possibilidade, que não consegui apurar devido à falta de tempo motivada pelos meus problemas de saúde: Raphael Claus estaria escalado nas Eliminatórias da Copa do Mundo, e assim chegaria muito desgastado fisicamente para o último jogo? Talvez.

Torço para boas arbitragens.

– “O medo do árbitro em chamar o VAR, diante do VAR que gosta de chamar o árbitro”.

Muitos me perguntam: por que somente o VAR pode chamar o árbitro, e não o contrário?”

Ops! Nada disso. O árbitro pode acionar o VAR sim. Mas não costumamos ver isso…

Vamos explicar: no Brasil, o VAR costuma ser um “caçador de pelo em ovo”. Procura os detalhes quase irrelevantes do jogo e quer ser protagonista. Muitas vezes, o torcedor se irrita com tantas intervenções. Mas em algumas oportunidades, pode até se questionar quando o árbitro não é chamado, pensando que o VAR se omitiu. Na verdade, o VAR interpelou sim, mas o poupou de ir ao monitor, pois resolveu-se a checagem via rádio.

Aí começam as diferenças: existe a CHECAGEM e a REVISÃO.

De maneira perturbadora, em muitos momentos o VAR fala com o árbitro e o torcedor nem percebe. De coisas rápidas às demoradas, nós só vemos algo acontecendo quando o árbitro retarda um reinício de jogo (por conta da demora de uma checagem). Assim, checagem se refere ao trabalho do VAR em verificar os lances.

Quando o VAR acha pertinente que o árbitro discuta uma situação, ele sugere uma revisão. Ou seja: revisão é quando o árbitro vai rever o lance pois pode não ter percebido algo importante, e precisa da imagem no monitor.

  • Didaticamente: Checagem é a conferência do VAR. Revisão é a conferência do árbitro.

Abaixo, do Manual de Instrução do VAR da FPF (você pode conferir no original em: https://www.fifa.com/en/var), onde tudo é bem explicado. Leia, para que possamos aprofundar mais a frente com os exemplos reais.

Para garantir que o VAR não tenha impacto no processo decisório do árbitro e seja somente usado para os incidentes / decisões no protocolo, o árbitro deverá:

ESQUECER do VAR ANTES de decidir;

LEMBRAR do VAR DEPOIS de decidir.
Isto quer dizer que o árbitro (e os demais membros da arbitragem) devem decidir como senão houvesse um VAR – não devem arriscar achando que o VAR irá salvá-los.

No entanto, assim que uma decisão é tomada em uma situação passível de revisão, o árbitro deve lembrar que o VAR necessitará de tempo para checar a decisão / incidente. Portanto, o árbitro deve estar pronto para segurar o reinício, permitindo que o VAR complete esse processo (os VARs deverão alertar o árbitro proativamente sobre situações passíveis de revisão).

Se o árbitro precisar adiar o reinício da partida enquanto o VAR completa uma “checagem” (ex., antes de passar para o estágio de revisão), o árbitro deverá mostrar o motivo do atraso claramente apontando para seu fone de ouvido.

Passos da revisão (resumo):
1o Passo – O árbitro informa ao VAR ou o VAR recomenda ao árbitro (geralmente baseado numa checagem) que uma decisão / incidente deve ser revisada;

2o Passo(2) – As imagens do vídeo são revisadas pelo VAR, que informa ao árbitro o que o vídeo mostra;

3o Passo – O árbitro aceita a informação do VAR e toma a medida / decisão adequada ou decide revisar o vídeo na ARA (RRA) antes de tomar a medida / decisão adequada.

No final do processo de revisão, o árbitro indicará claramente o resultado da revisão: tomará / mudará / cancelará qualquer ação disciplinar (quando apropriado) e assegurará o reinício correto do jogo. Se o árbitro tomar / mudar / cancelar qualquer ação disciplinar, é muito importante que isso seja feito muito claramente para todos (os outros árbitros, jogadores, treinadores, espectadores, etc.). Isto é especialmente importante quando um jogador tem uma advertência (CA) cancelada e, mais tarde, recebe outra advertência (CA) e não é expulso, pois isso pode causar confusão, crítica e controvérsia.

Perceba que na maioria das situações, é o VAR quem chama o árbitro para revisão (e constantemente o avisa que há uma checagem). Como o VAR brasileiro é bem intervencionista, costuma aparecer bastante (em muitas vezes, vira a personagem principal e ilude o árbitro em decisões).

Entretanto, fato raro, o árbitro pode ter dúvida de uma decisão que ele tomou e querer ver a imagem. Assim, ele pode solicitar uma revisão ao VAR (que colocará as imagens na tela). Mas, como é perceptível, isso pouco acontece, pois o árbitro de campo tem medo de ser rotulado como alguém inseguro, que está vacilante ou que não sabe apitar sem uso do árbitro de vídeo.

Imagine o pênalti inexistente de Palmeiras 1×0 São Paulo. Poderíamos ter vários cenários:

  • Após a marcação do pênalti, o VAR checa e concorda com a decisão do árbitro (como ocorreu, dispensando a revisão no monitor). Erram todos juntos.
  • Após a marcação do pênalti, o VAR checa, discorda do árbitro e sugere a ele a revisão (o árbitro vai ao monitor, e pode manter ou não ou pênalti).
  • Após a marcação do pênalti, o próprio árbitro sente dúvida do que marcou e solicita a revisão. O VAR prepara as imagens e o árbitro vai ao monitor (não por sugestão do VAR, mas por desejo dele próprio, árbitro de campo).

Tudo isso poderá mudar no futuro, se a International Board aprovar o FVS (ou VS, ou ainda VFS – o suporte de vídeo). Como no “desafio de outros esportes”, não se tem árbitro de vídeo, mas uma pessoa responsável para salvar as imagens. Os atletas poderão pedir a revisão de lances, e o árbitro (sem interferência de um VAR) vai ao monitor rever o que decidiu. Explicamos aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2025/01/13/o-fvs-devera-ser-ainda-mais-usado-nos-testes/

Já insisti algumas vezes: o problema, em si, não é o VAR, mas as pessoas que atuam no sistema. Há de se treinar e entender muito a proposta tão boa e que é mal usada.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Grêmio São-Carlense.

E para o confronto do Galo contra o Lobo, a FPF escalou:

Árbitro: Leandro Carvalho de Oliveira
Árbitro Assistente 1: Claudenir Donizeti Gonçalves da Silva
Árbitro Assistente 2: Anna Beatriz Scagnolato
Quarto Árbitro: Rafael de Souza
Analista de Vídeo: Robson Rodrigo da Silva

Leandro é um árbitro de 38 anos, mas que está na FPF apenas há 7 temporadas. Somente em 2024 engrenou em jogos profissionais, e em 2025 tem revezado como árbitro e quarto-árbitro na A4.

Para ele, Paulista x São-Carlense será o grande jogo até então em sua carreira. Que aproveite e mostre serviço. O conheceremos melhor nessa oportunidade.

Como de costume, a FPF tem escalado sempre um bandeira experiente para ajudar um árbitro iniciante: Claudenir Donizeti, veteraníssimo, será esse suporte ao árbitro.

Acompanhe Paulista de Jundiaí x Grêmio São-Carlense pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado e Luís henrique Gurian, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira e análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começará as 15hoo (15/03), mas desde às 14h00 o Time Forte do Esporte já estará no ar.

– Os árbitros das finais do Paulistão.

Agora: Quinta-feira, meio-dia. Ainda não foi divulgada a escala de árbitros das finais do Paulistão, e aposto em Candançan ou Edina ou Daiane Muniz no primeiro jogo, e Claus na finalíssima. É a lógica, pois são os 4 FIFAs e é o que a CA-FPF está sinalizando.

Vejo muitas federações estaduais trazendo árbitros de outros estados. São Paulo não fará isso, mas se eu fosse consultado, pelo atual momento, sugeriria: árbitros de outros países.

Eles desembarcam em nosso país, apitam e vão embora. Não se preocupam com veto, fazer média ou escala futura. E sinto ser a melhor solução pelo que vimos.

E você, o que pensa sobre isso?

– As regras do futebol estão mudando…

Minha coluna no Jornal de Jundiaí Regional de hoje: as Mudanças da Regra do Futebol, que entrarão em vigor brevemente.

Gostaram delas?

Você pode acessá-la no link em: https://sampi.net.br/jundiai/categoria/id/16153/rafael-porcari

– O impedimento automático da FPF.

Quer dizer que em 5 dias, a FPF vai implantar o impedimento semi automático da UEFA Champions League?

Se era tão fácil, por que não implantou antes?

– O Peteleco e a Lei de Gérson. Isso me enoja…

Matheus Firmino, jogador camisa 10 da Jacuipense, quis fazer uma graça e deu um “peteleco” na orelha de Rodrigo Nestor, do Bahia. O atleta, malandramente, desabou no chão como se tivesse levado um sopapo.

O VAR Pablo Ramon (que é da FIFA e atua em Libertadores da América), imediatamente chamou o árbitro Eziquiel Souza, que o expulsou e relatou na súmula:

“Em um ato hostil o atleta desferiu um peteleco (ação realizada com os dedos em modo de gatilho), atingindo o rosto do seu adversário fora da disputa de bola. O atleta atingido não precisou de atendimento médico”.

Fico pensando: quem foi o pior elemento do futebol nessa situação?

  1. O Matheus: de onde ele tirou que havia a necessidade de dar um peteleco no adversário? Pra quê?
  2. O Nestor: que simulação bizarra, vergonhosa, antidesportiva!
  3. O VAR: chamar o juizão para esse lance? Fale via rádio que nada foi.
  4. O árbitro: por decidir dar cartão vermelho.

Num país sério, todos seriam suspensos por essas falhas. Mas lamentavelmente há quem aplauda Rodrigo Nestor, por ter cavado o Cartão Vermelho. É a “Lei de Gérson” (a de querer levar vantagem em tudo) que entrou em campo novamente…

Eu me envergo de tudo isso.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Taquaritinga x Paulista (Rodada 13 da A4).

E para o confronto do Galo contra o CAT,

Árbitro: Nelson Marques da Silva
Árbitro Assistente 1: Lucas Lascasas Junior
Árbitro Assistente 2: Viviane Pereira Lopes
Quarto Árbitro: Paulo Sérgio dos Santos
Analista de Vídeo: Mauricio Francisco do Nascimento Junior

Nelson tem 29 anos e 6 temporadas na FPF. Em 2022, pulou da Bezinha para a A2! Em 2023 voltou para a A3 e depois A4 no ano seguinte.

Tem poucos jogos profissionais na carreira, teve uma oportunidade para “pular etapas” e não aproveitou.

Aguardemos para conhecê-lo melhor dentro de campo.

Acompanhe Taquaritinga x Paulista de Jundiaí pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado e Luiz Henrique Gurian, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira e análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começará as 15hoo (12/03), mas desde às 14h30 o Time Forte do Esporte já estará no ar.

– O áudio do VAR de Palmeiras 1×0 São Paulo (semifinal do Paulistão 2025).

Já falamos sobre o lance de Arboleda e Vitor Roque (leia a nossa análise aqui: https://wp.me/p4RTuC-15pu).

Ao ouvir o áudio do VAR, divulgado há pouco, penso: nós todos estamos loucos, ou a loucura invadiu a cabine do VAR e contaminou a todos os presentes ali?

Não havia uma alma viva para dizer: “peraí, o cara está caindo antes do toque, isso é simulação, estamos brigando com a imagem”!

É uma bizarrice sem fim… vide aqui: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2025/03/11/perdeu-timing-fpf-divulga-audio-do-var-de-penalti-em-palmeiras-x-spfc.htm

.

– Palmeiras 1×0 São Paulo: o pênalti de Arboleda em Vitor Roque: foi ou não?

Lance capital e equivocado em Palmeiras x São Paulo: o árbitro Flávio Rodrigues de Souza estava posicionado esperando uma saída de bola para frente do SPFC (e assim, fez errado a leitura de jogo e ficou longe da jogada). Porém, Vitor Roque busca a disputa de bola com Arboleda (que recolhe a perna). O atacante se joga contra o defensor e o árbitro marca pênalti. Errou.

Repare que Arboleda não ataca Vitor Roque, mas o contrário. É a “cavada” clássica, para cartão amarelo por simulação. Aparentemente, o VAR Rodrigo Guarizzo do Amaral respeita a decisão de campo e não chama Flávio para uma revisão no monitor. E errou também… não é uma questão interpretativa, é um erro crasso, e deve se chamar o árbitro de acordo com o protocolo.

A lamentar que esse ano era, sem dúvida, o melhor ano da carreira de Flávio Rodrigues de Souza. Fez um excelente jogo no São Paulo x Corinthians no Morumbi debaixo de muita chuva e estava se garantindo como o grande nome paulista de 2025 (já que Claus foi nitidamente poupado, diferente do ano passado, visando menos desgaste físico em ano de Mundial de Clubes da FIFA).

A chiadeira será enorme (e com razão). Não só pelas polêmicas que antecederam o jogo, mas pelo trivial: um erro capital e que Abel Ferreira (costumeiro reclamador do apito) não admitirá ter sido beneficiado.

Aguardemos alguma manifestação da FPF com áudio entre árbitro e VAR.

Uma sensação: não houve má fé, mas sim uma incompetência enorme… parece que a arbitragem, nesse lance, foi muito pueril, sem malícia, inexperiente… parece ainda que não conhecem a dinâmica do futebol e a cultura dos atacantes. Aloísio Chulapa, Marcelinho Carioca e tantos outros “cavadores” de pênalti fariam a festa com essa interpretação tão infantil que vimos.

O áudio do VAR, em: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2025/03/11/perdeu-timing-fpf-divulga-audio-do-var-de-penalti-em-palmeiras-x-spfc.htm

Em tempo: quanta gente na escala, para tal lambança… veja abaixo:

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino / SP x EC São José / RS (2ª fase da Copa do Brasil 2025).

E para o confronto do Massa Bruta contra o Zequinha, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Rodrigo José Pereira de Lima – PE / FIFA
Árbitro Assistente 1: Fernanda Kruger – MT
Árbitro Assistente 2: Francisco Chaves Bezerra Júnior – PE
Quarto Árbitro: Guilherme Nunes de Santana – SP
Assessor da Arbitragem: Márcio Verri Brandão – SP
Observador: Anderson Carlos Gonçalves – PR

A nova Comissão de Árbitros da CBF não está testando árbitros nessa Copa do Brasil (mesmo estando apenas na 2ª fase, e sem VAR). Boa parte dos árbitros FIFAs estão sendo escalados nas rodadas iniciais, e é o caso do jogo no Nabizão.

Rodrigo José Pereira de Lima, desde que se tornou árbitro internacional, está tentando se firmar. O problema é que no Brasileirão ele oscilou demais, sendo rigoroso em alguns jogos, mas benevolente em outros.

Não o vi ainda em jogos mais pegados. Até agora, em jogos de média dificuldade, um ou outro erro técnico (além da questão da irregularidade citada acima).

Torço para um bom jogo e uma grande arbitragem.

Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino vs São José pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Terça-feira, 11/03, 21h30. Mas desde às 20h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– O Peteleco e a Lei de Gérson. Isso me enoja…

Matheus Firmino, jogador camisa 10 da Jacuipense, quis fazer uma graça e deu um “peteleco” na orelha de Rodrigo Nestor, do Bahia. O atleta, malandramente, desabou no chão como se tivesse levado um sopapo.

O VAR Pablo Ramon (que é da FIFA e atua em Libertadores da América), imediatamente chamou o árbitro Eziquiel Souza, que o expulsou e relatou na súmula:

“Em um ato hostil o atleta desferiu um peteleco (ação realizada com os dedos em modo de gatilho), atingindo o rosto do seu adversário fora da disputa de bola. O atleta atingido não precisou de atendimento médico”.

Fico pensando: quem foi o pior elemento do futebol nessa situação?

  1. O Matheus: de onde ele tirou que havia a necessidade de dar um peteleco no adversário? Pra quê?
  2. O Nestor: que simulação bizarra, vergonhosa, antidesportiva!
  3. O VAR: chamar o juizão para esse lance? Fale via rádio que nada foi.
  4. O árbitro: por decidir dar cartão vermelho.

Num país sério, todos seriam suspensos por essas falhas. Mas lamentavelmente há quem aplauda Rodrigo Nestor, por ter cavado o Cartão Vermelho. É a “Lei de Gérson” (a de querer levar vantagem em tudo) que entrou em campo novamente…

Eu me envergo de tudo isso.

– “O medo do árbitro em chamar o VAR, diante do VAR que gosta de chamar o árbitro”.

Muitos me perguntam: por que somente o VAR pode chamar o árbitro, e não o contrário?”

Ops! Nada disso. O árbitro pode acionar o VAR sim. Mas não costumamos ver isso…

Vamos explicar: no Brasil, o VAR costuma ser um “caçador de pelo em ovo”. Procura os detalhes quase irrelevantes do jogo e quer ser protagonista. Muitas vezes, o torcedor se irrita com tantas intervenções. Mas em algumas oportunidades, pode até se questionar quando o árbitro não é chamado, pensando que o VAR se omitiu. Na verdade, o VAR interpelou sim, mas o poupou de ir ao monitor, pois resolveu-se a checagem via rádio.

Aí começam as diferenças: existe a CHECAGEM e a REVISÃO.

De maneira perturbadora, em muitos momentos o VAR fala com o árbitro e o torcedor nem percebe. De coisas rápidas às demoradas, nós só vemos algo acontecendo quando o árbitro retarda um reinício de jogo (por conta da demora de uma checagem). Assim, checagem se refere ao trabalho do VAR em verificar os lances.

Quando o VAR acha pertinente que o árbitro discuta uma situação, ele sugere uma revisão. Ou seja: revisão é quando o árbitro vai rever o lance pois pode não ter percebido algo importante, e precisa da imagem no monitor.

  • Didaticamente: Checagem é a conferência do VAR. Revisão é a conferência do árbitro.

Abaixo, do Manual de Instrução do VAR da FPF (você pode conferir no original em: https://www.fifa.com/en/var), onde tudo é bem explicado. Leia, para que possamos aprofundar mais a frente com os exemplos reais.

Para garantir que o VAR não tenha impacto no processo decisório do árbitro e seja somente usado para os incidentes / decisões no protocolo, o árbitro deverá:

ESQUECER do VAR ANTES de decidir;

LEMBRAR do VAR DEPOIS de decidir.
Isto quer dizer que o árbitro (e os demais membros da arbitragem) devem decidir como senão houvesse um VAR – não devem arriscar achando que o VAR irá salvá-los.

No entanto, assim que uma decisão é tomada em uma situação passível de revisão, o árbitro deve lembrar que o VAR necessitará de tempo para checar a decisão / incidente. Portanto, o árbitro deve estar pronto para segurar o reinício, permitindo que o VAR complete esse processo (os VARs deverão alertar o árbitro proativamente sobre situações passíveis de revisão).

Se o árbitro precisar adiar o reinício da partida enquanto o VAR completa uma “checagem” (ex., antes de passar para o estágio de revisão), o árbitro deverá mostrar o motivo do atraso claramente apontando para seu fone de ouvido.

Passos da revisão (resumo):
1o Passo – O árbitro informa ao VAR ou o VAR recomenda ao árbitro (geralmente baseado numa checagem) que uma decisão / incidente deve ser revisada;

2o Passo(2) – As imagens do vídeo são revisadas pelo VAR, que informa ao árbitro o que o vídeo mostra;

3o Passo – O árbitro aceita a informação do VAR e toma a medida / decisão adequada ou decide revisar o vídeo na ARA (RRA) antes de tomar a medida / decisão adequada.

No final do processo de revisão, o árbitro indicará claramente o resultado da revisão: tomará / mudará / cancelará qualquer ação disciplinar (quando apropriado) e assegurará o reinício correto do jogo. Se o árbitro tomar / mudar / cancelar qualquer ação disciplinar, é muito importante que isso seja feito muito claramente para todos (os outros árbitros, jogadores, treinadores, espectadores, etc.). Isto é especialmente importante quando um jogador tem uma advertência (CA) cancelada e, mais tarde, recebe outra advertência (CA) e não é expulso, pois isso pode causar confusão, crítica e controvérsia.

Perceba que na maioria das situações, é o VAR quem chama o árbitro para revisão (e constantemente o avisa que há uma checagem). Como o VAR brasileiro é bem intervencionista, costuma aparecer bastante (em muitas vezes, vira a personagem principal e ilude o árbitro em decisões).

Entretanto, fato raro, o árbitro pode ter dúvida de uma decisão que ele tomou e querer ver a imagem. Assim, ele pode solicitar uma revisão ao VAR (que colocará as imagens na tela). Mas, como é perceptível, isso pouco acontece, pois o árbitro de campo tem medo de ser rotulado como alguém inseguro, que está vacilante ou que não sabe apitar sem uso do árbitro de vídeo.

Imagine o pênalti inexistente de Palmeiras 1×0 São Paulo. Poderíamos ter vários cenários:

  • Após a marcação do pênalti, o VAR checa e concorda com a decisão do árbitro (como ocorreu, dispensando a revisão no monitor). Erram todos juntos.
  • Após a marcação do pênalti, o VAR checa, discorda do árbitro e sugere a ele a revisão (o árbitro vai ao monitor, e pode manter ou não ou pênalti).
  • Após a marcação do pênalti, o próprio árbitro sente dúvida do que marcou e solicita a revisão. O VAR prepara as imagens e o árbitro vai ao monitor (não por sugestão do VAR, mas por desejo dele próprio, árbitro de campo).

Tudo isso poderá mudar no futuro, se a International Board aprovar o FVS (ou VS, ou ainda VFS – o suporte de vídeo). Como no “desafio de outros esportes”, não se tem árbitro de vídeo, mas uma pessoa responsável para salvar as imagens. Os atletas poderão pedir a revisão de lances, e o árbitro (sem interferência de um VAR) vai ao monitor rever o que decidiu. Explicamos aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2025/01/13/o-fvs-devera-ser-ainda-mais-usado-nos-testes/

Já insisti algumas vezes: o problema, em si, não é o VAR, mas as pessoas que atuam no sistema. Há de se treinar e entender muito a proposta tão boa e que é mal usada.

– Gil tem razão nas reclamações em Corinthians 2×1 Santos?

Zé Ivaldo tinha que receber Cartão Vermelho.

Mas Gil tem razão sobre a não-expulsão do atleta corintiano contra o Mirassol (só que não era o Candançan que apitou, mas a Daiane Muniz…)

Em: https://youtu.be/m15S4dnL9UY?si=gVwJaUjpBjXFZYFQ